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O Ensino sobre o Inferno

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A palavra “inferno” vem do latim “inferii” e significa “lugar inferior”. A idéia de inferno como um lugar de fogo, para onde vão almas incorpóreas condenadas, não se encontra nas Escrituras, apesar de aplicações que normalmente se fazem de te tos sim!ólicos e par"!olas. Esta palavra foi colocada nas traduções em portugu#s para su!stituir cinco outras palavras, com significado completamente diferente do conceito religioso popular do inferno. $sso ocorreu devido % crença que o tradutor nutria previamente, e que o influenciou a colocar a palavra “inferno” nas traduções que fez. Algumas &'!lias antigas trazem “inferno” em ()or. (*+**, mas outras versões mais modernas, como a Almeida Atualizada, trazem “morte”, que é mais correto. , mesmo ocorre em Apoc. -.+(/, onde se lia “a morte e o inferno”, encontra0se agora, “a morte e o além”. 1esta passagem, a palavra grega é 2ades, que pode significar “sepultura”. As cinco palavras que foram normalmente traduzidas por “inferno” são+ GEENA 32e!raico4 que é uma forma simplificada da e pressão ge 3vale4 !em 3fil2o4 e 5inom 3nome da fam'lia propriet"ria de uma "rea pró ima a 6erusalém4, ou se7a, “vale dos fil2os de 5inom”. Essa palavra se encontra nos evangel2os 3como em 8at. *+--, -94 e nada tem a ver com um inferno de fogo eterno. Era um vale onde se faziam sacrif'cios 2umanos e se queimavam os corpos de pessoas aos 'dolos. , profeta 6eremias profetizou que ali seriam lançados os corpos dos deso!edientes, e l" ficariam e postos 36er. :+/(0/;4. 1os dias de 6esus, o local continuava a ser depósito de animais e li o em putrefação, e os moradores sempre ateavam fogo para consumir os restos ali dei ados. Esse lugar 6esus usou para sim!olizar o fim tr"gico que aguarda os deso!edientes. Apenas corpos f'sicos eram consumidos no <EE1A, por isso que 2avia !ic2os nos corpos podres, coisa que “almas” não t#m. 1ada a ver com almas=esp'ritos queimando num fogo eterno. HADES 3grego4 0 usada no 1> 7untamente com SHEOL 32e!raico ? A>4, e que significam “sepultura”, “lugar dos mortos”, “morada dos mortos”. Entre outros te tos, 2ades aparece em Apoc. -.+(/. Aqui o inferno 3na verdade a sepultura4 é o lugar onde estão os mortos, pois ele mesmo 3inferno @ sepultura4 é lançado no lago de fogo, onde é destru'do 3Apoc. -.+(;4 pois a sepultura é o s'm!olo da morte que 6esus destruiu. A2eol, seu equivalente 2e!raico, tam!ém

Esta palavra ocorre na &'!lia apenas uma vez em -Ee -+. (. /+(Apoc. Aurge então a pergunta+ e o “fogo eterno” que Apoc. Em 6ó (:+(B declara0se que os mortos ficam no pó. -.+(. ainda em Apoc. Eosteriormente. somente então. (I+I 8at.(.significa “sepultura”. -. mas é traduzida em ()or. a fal2a de tradução foi tão clara que nem os que cr#em no inferno tradicional mantiveram o erro. serão lançados no Fago de Dogo produzido pelo fogo que desce do )éu e que os destrói 7untamente com os que re7eitaram a salvação de )risto. próprio te to declara que os an7os foram e pulsos da presença de Ceus. (*+** como “inferno”. porque 6esus nos d" a imortalidade. somente a escuridão da aus#ncia de Ceus. verso *. -. ou se7a. diz que se formar" depois do mil#nio.. se diz que o próprio Cia!o somente ser" lançado no lago de fogo. (9+/ 6ud. tam!ém nada tem a ver com o inferno tradicional. >am!ém nada a ver com lugar de fogo eterno.. F" diz “onde est" ó morte 3tanato4 a tua vitória onde est" ó inferno 3tanato @ morte4 o teu aguil2ãoG” ./ Apoc. privados da luz do céu onde moravam. -*+.+90(( se declara que o inferno 3s2eol4 é um lugar onde os !ic2os comem os cad"veres. . ou equivalente. )onforme diz o te to. TANATO 3grego4. -. Além do mais. Esta palavra. eles estão aguardando o 6u'zo Dinal quando..+9. 1o verso (. para o e terior que são as trevas.( 8arc. diz que a morte 3inferno4 perde a vitória e o aguil2ão.+(. em 2armonia com Apoc. A quinta e Hltima palavra é TÁRTAROS 3“lugar de trevas”4. sendo equivocadamente traduzida por “inferno”. a Hltima.(. diz0se que o próprio inferno 3sepultura4 tam!ém é lançado nesse final lago de fogo. quando Ceus derrama fogo do céu. e plicaremos so!re o fogo ser “eterno”. 9+. onde est" a verdadeira luz. com o fogo e en ofre que desce do céuG O FOGO ETERNO NA BÍBLIA As passagens onde aparece a menção do fogo eterno são as seguintes+ 8at. que se forma quando 6esus volta no 6u'zo Dinal. (+: Fuc. 1a realidade. que significa uma duração relativa ao . /+(: Apoc. esse “inferno” tam!ém não tem fogo. A palavra grega para “eterno”. e em $sa. Esta palavra ocorre em v"rios lugares. é aion. (.+(( 8at. Ali"s. e corrigiram na Almeida Atualizada. >am!ém não tem nada a ver com um lugar de fogo onde as pessoas ficam queimando.

+(. mas sim o dia!o 3cf. conforme algumas traduções4. verso : diz que o “e emplo do fogo eterno” é o da punição que caiu so!re Aodoma e <omorra e as cidades vizin2as.que se refere.+I4. apóstolo Eedro declara que Aodoma e <omorra se tornaram em “cinzas” 3-Ee -+B4 para mostrar o e emplo do que acontecer" aos que vivem impiamente. <#n. rico teve muitas oportunidades para socorrer a F"zaro. sem dHvida o supun2a o rico.8ELA8 as sementes que estavam % !eira do camin2o ? cf. .:. serão atormentados “eternamente” até que toda a su!stNncia se7a consumida. que diz que o fogo que desceu do céu os “). tendo como resultado. -+(:4. assim.u se7a. “eternamente”. Ceus é amor 3cf. sendo queimado em dores inimagin"veis por pecados de uma vida passageiraG Ceus 1J1)A falou issoM mas disse que o 2omem que pecasse. . Oual foi a punição de Aodoma e <omorraG Estão queimando até 2o7eG )laro que nãoP . Aua atitude foi similar a que e pressou )aim quando respondeu+ RAou eu guardador do . (6o . que quer dizer “para sempre”. . mas para o sim!ólico “seio de A!raão”M tam!ém não se trata de “almas” 3no conceito moderno esp'rita4 no fogo. . ou eterno até que aca!e. Evidentemente não tratou mal ao desventurado que.4M logo. morreria 3cf. 8at. A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO (Lucas !" #$% & .ra. em grego. 8as esse “pelos séculos dos séculos” é previamente e plicado no verso anterior. e a sentença for decretada. ou que é eterno “enquanto dura”. o 7usto não vai para o céu. mas de corpo f'sico com dedo. estava sofrendo um castigo de Ceus. pela eternidade afora. precisamos e aminar o conte to para sa!er se é eterno sem fim. próprio relato 7" é considerado uma “par"!ola”. mas não o fez. as algemas eternas serão tiradas quando c2egar o 6u'zo e a condenação final.1AJ8$J” 3do grego KA>AE5A<E1. onde diz de forma clara que os an7os estão em trevas esperando o 6u'zo 3o mesmo que diz Eedro. como 7" vimos4 em “algemas E>EL1AA” 3aion4. )omo podemos crer que Ele dei aria alguém ficar por mil#nios. (/+.a mesma palavra que 6esus utiliza na par"!ola do semeador para dizer que as aves ).4. <#n. diz0se que serão atormentados pelos séculos dos séculos 3aion ton aion. (I+-. 1ela.4M a conseqQ#ncia de comer da "rvore da )i#ncia do &em e do 8al era a morte 3cf. a destruição 0 que ser" “eterna”.utro e emplo que nos a7uda a entender este “fogo eterno” é o te to de 6udas B. Ezeq. -. Eode estar falando que é eterno “sem fim”. /+. a algema é “eterna” somente até que se cumpra o seu o!7etivo. Ouem lançou o ensino da imortalidade não foi Ceus. . Em Apoc. l'ngua e que sente calor e pede "gua para matar a sede.

desfrutando delas apenas para seu próprio prazer e complac#ncia. “os escritores pastorais eram muito mais específicos a respeito do Inferno que do Céu. A &'!lia ensina que se não 2ouver ressurreição “naquele dia”.4. como a nação 7udia.. (*+(B0(I4. mas sim com a falta de compai ão que a nação 7udaica nutria pelos então considerados “'mpios”. com relação ao tema do inferno. Os três grandes doutrinadores medievais – gostin!o" #edro $om%ardo e quino – insistiam em que as penas infernais eram tanto físicas quanto mentais e espirituais" e fogo de verdade tomava parte dos tormentos” 3-. como destino para aqueles que morressem desligados da salvação. ()or. e foi cada vez gan2ando mais força e adeptos ao longo da $dade 8édia. o apóstolo Eaulo ensina que mesmo os que morreram em )risto não estão ainda 2a!itando o céu. A mitologia grega foi a grande influ#ncia so!re o cristianismo. 8at. $sso somente ocorrer" com a final destruição dos 'mpios na volta de 6esus.. . conforme o próprio conte to da passagem nos esclarece. Eles não vão nem para o céu. todos os que morreram em )risto. 1ão con2ecia o verdadeiro significado do segundo grande mandamento da lei. que ordena amar ao pró imo 3ver com. c2egando até os dias atuais. Aegundo Eaul 6o2nson. Este rico. 1ão tin2a nada que ver com o destino dos mortos. a não ser quando ocorrer a ressurreição.(. . >am!ém não vão como almas sem corpo. S interessante notar como a doutrina da ressurreição dos mortos é pouco falada nos pHlpitos que ensinam a vida após a morte.+94. não estava fazendo nen2um !em positivo.s gregos faziam uso constante da figura do 5ades 3o local onde eles acreditavam que a alma dos mortos permanecia ardendo em fogo eterno4. em vez de assumir uma atitude positiva. o que foi posteriormente introduzido e desenvolvido na teologia católica e cristã como um todo. escreviam como se tivessem estado lá. p"g.(/4. desde o in'cio do catolicismo romano.meu irmãoGR 3<#n. Essa era a lição que 6esus queria ensinar com a par"!ola. $magine o caso de F"zaro+ ser resuscitado 3ou retirado da R<lóriaR como ensinam alguns cristãos de 2o7e4 e devolvido para a . nem para um lugar de tormento ao morrerem. e por isso era culpado de um grave mal+ apropriava0se de todas as vantagens que o céu l2e tin2a concedido. mesmo eles. em seu livro História do Cristianismo. estarão perdidos 3cf. 1ão maltratou a F"zaro. S'RGI(ENTO DA DO'TRINA DO INFERNO S clara a intenção dos teólogos de concretizar na mente das pessoas a idéia de um inferno literal. pois seria uma grande contradição tentar conciliar estes dois ensinos ? ressurreição recompensa logo após a morte. . mas não foi misericordioso com ele. *+. CONCL'S)O Dinalmente./M --+/9M -*+/*0. A 5istória )ristã demonstra que a doutrina do inferno desenvolveu0se paulatinamente. Adotou uma posição negativa frente a suas responsa!ilidades nesta vida.

L>E do 'mpio. nem mesmo no ato da morte.e/o ser -u1ano2 Autor+ Erof. <raças a Ceus que sua Ealavra nos informa+ “não ten2o prazer na morte de ninguém” 3Ezeq. sofrer “conforme as suas o!ras” e rece!er a morte e o esquecimento eterno é a maior punição que Ceus pode dar a alguém. quanto mais na contemplação eterna de alguém em infinitas agonias. não se compraz em seu tormento eterno. (I+/-M //+((4. Ceus não faz isso. Lou*a+o se. S um verdadeiro sadismo se deleitar na dor prolongada de alguém. Eerder a salvação.miséria deste nosso mundo doenteP Em Ezeq. <ilson 8edeiros . mesmo que se7a 'mpio.a o Sen-or .e/o Seu infini0o a1or . (I+-/ Ceus declara que não tem prazer na 8. A e tinção é a pena m" ima.