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28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 1

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Director Fernando de Sousa
Nº1004 28 JANEÌRO 1999 100$ - 0,5

5+1)156)
-
Ouem disse ?
·Faz ía|ta um certo contro|o da
propr|edade, para que não ha|a
num po|o pr|v||eg|ados com
r|quezas enormes e no outro
m|ser|a, doenças e cr|anças
sem uma educação adequada.
A part|r destas |de|as, as
m|nhas conv|cçoes evo|u|ram
desde o ano de 1988 e agora
poder|am chamar-se soc|a||stas
ou soc|a|s-democratas.·
Mlkhall Gorbachev
DN/, 23 oe Jane||c
·O PB por uma Nova Ou|tura Po||t|ca· - Pedro Jordão; ·\encer o Desaí|o do Amo|ente· - José Guerreiro; ·Por uma Po||t|ca
de O|dades· - António Fonseca Ferreira; ·Bemear para Desenvo|ver· - João Morais; ·Ao Encontro das Oomun|dades
Portuguesas· - Manue| de A|meida; ·O Ano Mund|a| do ldoso· - António Madureira Vasconce|os; ·A|gumas lde|as para
uma Po||t|ca Transíormadora do Desenvo|v|mento Boc|a|·, ·Para uma Po||t|ca de Desenvo|v|mento Oooperat|vo·
- Rui Namorado; ·Para um Desenvo|v|mento Econom|co Bustentado de Portuga|· - Ìg|ésias Costa|; ·A Peíorma Econo-
m|ca e o Desenvo|v|mento Bustentáve|· - Joe| Hasse Ferreira; ·Por um Novo Human|smo nos Bectores Econom|cos e
nas Empresas· - Secções de Acção Sectoria| da FAUL; ·Educação, O|enc|a e Ou|tura· - Fernando Pereira Marques;
·Üma Pe|ação de Ooní|ança com os M|||tantes· - Reis Borges; ·Fa|ar e Prec|so· - Manue| A|egre; ·Oonstru|r os Funda-
mentos do Portuga| Moderno e Bo||dár|o do secu|o XXl· - José Manue| Rodrigues Marto
Guterres
na Cimeira
de Viena
PSE prepara
eIeições
europeias
O Part|do Boc|a||sta Europeu reú-
ne-se sexta e sáoado em \|ena,
durante uma c|me|ra que tem
como oo|ect|vo preparar o con-
gresso de M||ão, a 1 e 2 de Março
prox|mos, tendo em v|sta as e|e|-
çoes para o Par|amento Europeu.
Oomo tema centra| da reun|ão da
cap|ta| austr|aca, estará a aprova-
ção do man|íesto po||t|co com que
os vár|os part|dos soc|a||stas da
Europa se apresentarão aos c|da-
dãos. Este man|íesto está a ser
preparado por Poo|n Oook, d|r|-
gente dos traoa|h|stas or|tân|cos e
m|n|stro dos Negoc|os Estrange|-
ros.
A|em do tema re|ac|onado com as
e|e|çoes europe|as, tamoem esta-
rão em aná||se as negoc|açoes em
torno da Agenda 2000, assunto
que será aoordado com grande
deta|he na c|me|ra espec|a| de
Bona do Oonse|ho Europeu, a 26
de Fevere|ro. De resto, o cap|tu|o
reíerente às perspect|vas í|nance|-
ras da Ün|ão Europe|a, entre 2000
e 2006, será uma das pr|nc|pa|s
preocupaçoes da de|egação por-
tuguesa, const|tu|da pe|o pr|me|-
ro-m|n|stro, Anton|o Outerres, e
pe|o secretár|o nac|ona| do PB
para as Pe|açoes lnternac|ona|s,
Jose Lamego. Nas ú|t|mas sema-
nas, vár|os pa|ses do Norte da Eu-
ropa começaram a ace|tar a
espec|í|c|dade da s|tuação portu-
guesa no contexto da Ün|ão
Europe|a, íacto que aore ooas
perspect|vas para que o nosso
pa|s não se|a pre|ud|cado nas ne-
goc|açoes da Agenda 2000.
Para a|em de Anton|o Outerres, na
cap|ta| austr|aca, entre outros ||de-
res po||t|cos, vão estar os pr|me|-
ros-m|n|stros da França, L|one|
Josp|n, da Orã-Bretanha, Tony
B|a|r, da Ho|anda, Poo|n Oook,
para a|em do ||der do BPD e m|-
n|stro das F|nanças da A|emanha,
Oskar Laíonta|ne. Está |á coní|rma-
da uma reun|ão o||atera| de Anton|o
Outerres com Tony B|a|r e que se
rea||za a ped|do do cheíe do Oo-
verno or|tân|co.
Apesar da oposição do PSD, PP e do PCP, o
Governo e o PS defendem que já na próxima
IegisIatura as muIheres se encontrem
representadas num mínimo de 25 por cento nas
Iistas de deputados concorrentes à AssembIeia da
RepúbIica. Só por MarceIo, Portas e CarvaIhas já
terem admitido aumentar a presença de muIheres
entre os seus candidatos, o PS, por intermédio do
secretário-geraI, António Guterres, foi Ievado a
concIuir que o debate desencadeado peIo Governo
já vaIeu a pena. O ministro dos Assuntos
ParIamentares também se mostrou inconformado
com a baixa presença de muIheres em Iugares
poIíticos. «Maior paridade na vida poIítica,
representa maior quaIidade da democracia», disse.
Desafiou depois os partidos da oposição a
apresentarem aIternativas à proposta de Iei do
Governo.
ACÇÃO SOClALlSTA 2 28 JANElPO 1999
A SEMANA
ED/7OR/AL A DlRECÇÁO
MEMÓR/A$ ACÇÁO SOClALlSIA EM 1981
$EMANA
A ed|ção de 29 de Jane|ro de 1981 do
·Acção Boc|a||sta· reí|ect|a nas suas pá-
g|nas a |ntensa act|v|dade de opos|ção do
PB ao Ooverno da AD. Das secçoes, às
empresas, passando pe|o Par|amento ate
aos ma|s a|tos orgãos do PB, era todo um
part|do que se moo|||zava na |uta contra
a po||t|ca neoconservadora da AD e pe|a
aí|rmação de um pro|ecto de mudanças
soc|a|s a|ternat|vo.
O ·Acção Boc|a||sta· transcrev|a na |nte-
gra, por exemp|o, um extenso comun|ca-
do da Oom|ssão Nac|ona| do PB, onde
se aí|rmava: ·Extremamente vago e |m-
prec|so, sem í|xar metas concretas nem
deí|n|r ca|endár|os de execução, o pro-
grama do novo Ooverno AD assenta num
mode|o conservador-||oera| verdade|ra-
mente u|trapassado e que se encontra em
cr|se por todo o mundo.·
A Oom|ssão Nac|ona| do PB aprovava a|n-
da um voto de pesar pe|o ía|ec|mento do
proíessor D|as Amado, um ·grande de-
mocrata· soore o qua| o camarada Pau|
Pego, na sua hao|tua| co|una, escrev|a:
·De D|as Amado a |magem que soore|e-
vará será a do democrata res|stente à t|-
ran|a, enquanto exerc|a a sua proí|ssão e
transm|t|a o seu |dea|, a grandeza de a|ma,
aos seus íam|||ares e aos seus am|gos; o
seu exemp|o |ndo ate a|cançar mu|tos
desconhec|dos.· J. C. C. B.
GOVERNO AD AO SERVlÇO
DOS lNTERESSES PRlVADOS
29 oe Jane||c
Ouem disse?
·Este Ooverno (AD) va| empunhar a oan-
de|ra do |nteresse pr|vado, da propr|eda-
de pr|vada, da med|c|na pr|vada, do en-
s|no pr|vado e do enr|quec|mento pr|va-
do.·
Carlos Laje
Perdão de penas
Governo disponíveI para coIaborar com ParIamento
O pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Outerres, man|-
íestou, no d|a 20, em L|sooa, a d|spon|o|||da-
de do Ooverno em dar aos grupos par|amen-
tares a co|aooração que a Assemo|e|a da
Pepúo||ca ·entender por oem íazer· em ma-
ter|a de concessão de um perdão de penas.
Outerres ía|ava no í|na| da aud|enc|a semana|
com o Pres|dente da Pepúo||ca, Jorge Bampa|o,
que deíendeu na aoertura do Ano Jud|c|a| a
concessão de um perdão ·gener|co e ||m|tado
de penas· como uma das íormas de ass|na|ar
os 25 anos do 25 de Aor||.
O cheíe do Execut|vo soc|a||sta reaí|rmou que
aque|a mater|a e da competenc|a do Par|a-
mento, que terá de ·ana||sar e tomar as dec|-
soes que entender por conven|entes·.
O Ooverno ·não va| tomar qua|quer |n|c|at|-
va. A||ás, não e essa a trad|ção·, acrescen-
tou.
A preparação do prox|mo Ouadro Oomun|tá-
r|o de Apo|o (OOA) ío| um dos temas aoorda-
dos na aud|enc|a, ass|m como o programa
anunc|ado, na semana passada, de comoa-
te ao desemprego no A|ente|o.
AImeida Santos/Jacques Chirac
Partidos repudiam «notícia faIsa»
Os part|dos com assento par|amentar un|ram-
se, no passado d|a 22, para condenar uma
not|c|a puo||cada por um semanár|o soore
a|egadas reíerenc|as dese|egantes do pres|-
dente da Assemo|e|a da Pepúo||ca, A|me|da
Bantos, re|at|vamente ao Pres|dente írances,
Jacques Oh|rac.
·Trata-se de um atentado à d|gn|dade da
Assemo|e|a da Pepúo||ca e do pres|dente
A|me|da Bantos·, cons|derou o v|ce-pres|den-
te da oancada do PB Acác|o Barre|ros, numa
oreve |ntervenção no p|enár|o.
Acác|o Barre|ros suo||nhou que as not|c|as em
causa são ·|nte|ramente ía|sas· e recordou que
Jacques Oh|rac so |nterv|rá no p|enár|o da
Assemo|e|a da Pepúo||ca, durante a v|s|ta oí|-
c|a| que íará a Portuga| a 4 de Fevere|ro, por-
que A|me|da Bantos o propos na ú|t|ma reu-
n|ão da coníerenc|a de ||deres par|amentares.
·Não e com |orna||smo deste t|po que se ser-
ve a democrac|a·, conc|u|u Acác|o Barre|ros.
Manue| A|egre, que suost|tu|a A|me|da Ban-
tos na pres|denc|a da mesa da Assemo|e|a
da Pepúo||ca, |nterve|o tamoem para conde-
nar a not|c|a.
·Ouero man|íestar a m|nha |nd|gnação. Este
t|po de not|c|as poe em causa não so a
Assemo|e|a da Pepúo||ca e o seu pres|dente,
como poe em causa o Estado portugues e o
seu re|ac|onamento com o Estado írances·,
sustentou.
A|egre man|íestou a sua ·tota| so||dar|edade·
para com A|me|da Bantos e advert|u: ·Este
caso deve merecer a reí|exão de todos nos e
o repúd|o de todos aque|es que, com ser|e-
dade, exercem a proí|ssão de |orna||sta.·
Lei das Finanças Locais
Revisão terá grupo de trabaIho com autarcas
A cr|ação de um grupo de traoa|ho para pre-
parar a rev|são da |e| das í|nanças |oca|s ío|
anunc|ada, no d|a 22, em L|sooa, pe|o pres|-
dente da Assoc|ação Nac|ona| de Fregues|as
(Anaíre), o soc|a||sta Jose do Eg|pto, no í|na|
de uma aud|enc|a com o pr|me|ro-m|n|stro.
O grupo de traoa|ho, para o qua| o m|n|stro
do Equ|pamento, João Orav|nho, tamoem
presente, so||c|tou |á a |nd|cação de do|s re-
presentantes da Anaíre, deverá contar tam-
oem com representantes do Ooverno e da
Assoc|ação Nac|ona| de Mun|c|p|os, exp||cou.
Durante a aud|enc|a, que se rea||zou na pas-
sada sexta-íe|ra, na res|denc|a oí|c|a| de Bão
Bento, Anton|o Outerres ·mostrou conhecer
a rea||dade das íregues|as e o pape| que e|as
representam na soc|edade portuguesa·, re-
íer|u a|nda.
A Anaíre cons|dera razoáve| o aumento me-
d|o de rece|tas para as íregues|as reg|stado
pe|o Orçamento do Estado para 1999, mas
quest|ona o íacto de ter hav|do d|spar|dade
nos ganhos.
O oo|ect|vo e que a rev|são da |e| em prepa-
ração contemp|e os cr|ter|os de d|str|ou|ção
da |e| das í|nanças |oca|s de íorma a que não
se ver| í| quem no íuturo as ass| metr| as
reg|stadas actua|mente no que toca à part|c|-
pação das íregues|as no Orçamento do Es-
tado.
Jaime Gama em Chipre e AIbânia
ReIações biIaterais e presidência UE na mira
As re|açoes o||atera|s e a pres|denc|a portu-
guesa da Ün|ão Europe|a (ÜE) íoram do|s dos
temas que o m|n|stro dos Negoc|os Estran-
ge|ros, Ja|me Oama, d|scut|u com as autor|-
dades de Oh|pre e A|oân|a, pa|ses que v|s|-
tou oí|c|a|mente esta semana.
Ja|me Oama, que esteve em T|rana na pas-
sada terça-íe|ra, deoateu com as autor|dades
|oca|s o aproíundamento das re|açoes entre
Portuga| e a A|oân|a e estaoe|eceu contactos
tendo em v|sta a assumpção da pres|denc|a
da ÜE, a 1 de Jane|ro de 2000, a|tura em que
assume |gua|mente a d|recção da Ün|ão da
Europa Oc|denta| (ÜEO).
Durante a sua estada, Oama reun|u-se com
o Pres|dente a|oanes, Pexhep Me|dan|, com
o pr|me|ro-m|n|stro, Pande|| Ma|ko, e com o
seu homo|ogo, Paska| M||o.
Na agenda das conversaçoes est|veram a|n-
da mater|as como a s|tuação |nterna na
A|oân|a, a evo|ução da cr|se no Kosovo e o
reíorço da cooperação de T|rana com as pr|n-
c|pa|s organ|zaçoes europe|as e transat|ânt|-
cas.
O m|n|stro dos Negoc|os Estrange|ros portu-
gues encontrou-se |gua|mente com o pres|-
dente do par|amento a|oanes, e com o res-
ponsáve| da m|ssão da Organ|zação para a
Oooperação e Desenvo|v|mento da Europa
(OBOE).
No d|a segu|nte, Ja|me Oama des|ocou-se a
Oh|pre, onde se encontrou com o pres|dente
O|aícos O|er|des e com o seu homo|ogo |o-
ca|, loann|s Kasou||des.
Ioleráncla Zero
O m|n|stro da Adm|n|stração lnterna, Jorge Ooe|ho, des|ocou-se à Ouarda na passa-
da terça-íe|ra, para íazer uma ava||ação dos resu|tados dos 100 d|as da operação
·To|erânc|a Zero· no lP5 (Ave|ro/\||ar Formoso), e ass|nar um con|unto de protoco|os
de |nvest|mentos na área do MAl.
A redeí|n|ção da po||t|ca na área da Adm|n|stração lnterna, co|ocada em prát|ca pe|o
Execut|vo soc|a||sta, tem v|ndo a mostrar os seus írutos. No âmo|to rodov|ár|o onde
os ac|dentes de v|ação e suas consequenc|as custam ao Pa|s, anua|mente, ma|s de
300 m||hoes de contos, o Ooverno tem apostado num con|unto de med|das tenden-
tes a m|norar toda esta s|tuação.
A prevenção rodov|ár|a tem s|do uma das áreas onde o Ooverno tem apostado, não
so ao n|ve| da sens|o|||zação dos automoo|||stas, mas tamoem dos propr|os peoes e
sooretudo dos |ovens com constantes act|v|dades íormat|vas e com a cr|ação de
Esco|as F|xas de Trâns|to.
A aprovação de um novo Ood|go da Estrada no sent|do de ·cr|ar uma nova menta||-
dade· ma|s responsáve| e so||dár|a de todos os utentes ío| outra das |n|c|at|vas go-
vernamenta|s no âmo|to rodov|ár|o.
Mas os protoco|os agora ass|nados por Jorge Ooe|ho, no va|or de 1,5 m||hoes de
contos, no conce|ho da Ouarda, v|sam a construção de novos quarte|s da ONP, de
novas |nsta|açoes para a PBP, de uma he||p|sta de apo|o aos me|os aereos de com-
oate aos íogos í|oresta|s e |nserem-se no p|ano pro|ectado pe|o Execut|vo soc|a||sta
de reorgan|zação e modern|zação das íorças de segurança em todo o Pa|s.
Neste sent|do, e sempre oom recordar que |á íoram |nauguradas, desde 1996, 42
novas |nsta|açoes para a PBP e ONP, que estão a decorrer ooras em 62 (apenas 5
em 1995), ex|stem 85 novos pro|ectos a decorrer (contra 7 em 1995), a|em de mú|t|-
p|as |ntervençoes de conservação e remode|ação.
28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 3
POLÌTÌCA
MAlOR PARlDADE NA VlDA POLlTlCA
MELHOR DEMOCRAClA EM PORTUGAL
PROPO$7A DE LE/ Governo e PS deIendem reµresenfação das mulheres
Apesar da oposição do PSD, PP e
do PCP, o Governo e o PS defendem
que já na próxima IegisIatura as
muIheres se encontrem
representadas num mínimo de 25
por cento nas Iistas de deputados
concorrentes à AssembIeia da
RepúbIica. Só por MarceIo, Portas e
CarvaIhas já terem admitido
aumentar a presença de muIheres
entre os seus candidatos, o PS, por
intermédio do secretário-geraI,
António Guterres, foi Ievado a
concIuir que o debate
desencadeado peIo Governo já
vaIeu a pena. O ministro dos
Assuntos ParIamentares também se
mostrou inconformado com a baixa
presença de muIheres em Iugares
poIíticos. «Maior paridade na vida
poIítica, representa maior
quaIidade da democracia», disse.
Desafiou depois os partidos da
oposição a apresentarem
aIternativas à proposta de Iei do
Governo.
secretár|o-gera| do PB, Anton|o
Outerres, o m|n|stro dos Assun-
tos Par|amentares, Anton|o Oos-
ta, e o secretár|o de Estado da
Pres|denc|a do Oonse|ho de M|n|stros,
\|ta||no Oanas, part|c|param terça-íe|ra na
ser|e de aud|çoes par|amentares promov|-
da pe|a Oom|ssão para a Par|dade da
Assemo|e|a da Pepúo||ca.
Na sessão, o ||der soc|a||sta deíendeu a
|de|a de o poder po||t|co estaoe|ecer ·um
m|n|mo de part|c|pação· para a presença
de mu|heres no Par|amento. Mas advert|u
que o PB, part|cu|armente, pretende dar um
·empurrão· para haver ma|or par|dade na
ocupação de cargos po||t|cos e não cr|ar
qua|quer s|stema de quotas· em deí|n|t|vo.
O pr|me|ro-m|n|stro íez tamoem questão
|emorar a correcção de se tomarem med|-
das des|gua|s perante íactores des|gua|s.
·É út|| que a |e| possa a|udar as estruturas
part|dár|as a possu|rem um m|n|mo de equ|-
||or|o na esco|ha que íazem dos seus can-
d|datos em ||stas para a Assemo|e|a da
Pepúo||ca·, sustentou, reíer|ndo-se desta
íorma à oor|gator|edade prev|sta no pro|ec-
to de |e| do Ooverno no sent|do de haver
uma representação m|n|ma de e|ementos
do sexo íem|n|no nas ||stas de deputados.
A í|na||zar, reconheceu que as propr|as re-
s|stenc|a à ap||cação de um m|n|mo para a
representat|v|dade de mu|heres em ||stas
de deputados se estende ao propr|o PB.
·Be outros part|dos não tem estes proo|e-
mas e não são conírontados com seme-
|hantes res|stenc|as, então tem sorte·, co-
mentou com |ron|a.
Coerência de Guterres
Apesar das res|stenc|as dos part|dos da
opos|ção ao teor da proposta de |e| do
Ooverno, o pr|me|ro-m|n|stro congratu|ou-
se pe|o íacto de os ||deres part|dár|os do
PBD, POP e do PP |á terem promet|do co-
|ocar nas respect|vas ||stas concorrentes
nas prox|mas e|e|çoes |eg|s|at|vas ma|s de
25 por cento de mu|heres. ·Bo por este
íacto, o deoate que o Ooverno |ançou |á
va|eu a pena·, aí|rmou.
Term|nado a sua |ntervenção, Anton|o
Outerres |emorou que |á soírera a|gumas
derrotas po||t|cas em deíesa de uma ma|-
or par|dade na democrac|a portuguesa.
Mesmo ass|m, coníessou-se um entus|as-
ta de uma ma|or par|dade na ocupação
de |ugares po||t|cos por parte de mu|he-
res.
Apos o d|scurso do cheíe do Ooverno, a
deputada do PB He|ena Poseta recordou
a promessa que Anton|o Outerres í|zera,
a|nda na |eg|s|atura passada, que |r|a to-
mar |n|c|at|vas para tornar a democrac|a
portuguesa ma|s par|tár|a. Promessa que
agora está a ser cumpr|da.
Depo|s de o proíessor da Facu|dade de
D|re|to da Ün|vers|dade O|áss|ca de L|s-
ooa, Jorge M|randa, ter |emorado que a
presente |eg|s|atura aor|u com necess|da-
de de se promover uma reíorma do s|ste-
ma po||t|co e que a questão das quo-
tas e a ún|ca med|da que a|nda se encon-
tra em c|ma da mesa , o m|n|stro dos
Assuntos Par|amentares suo||nhou que,
em mater|a de par|dade, ·não estamos
perante uma questão de mu|heres, mas
que se re|ac|ona com a qua||dade da de-
mocrac|a·. Mesmo em proí|ssoes que
antes não eram preench|das por mu|he-
res, como a d|p|omac|a e a mag|stratura,
segundo Anton|o Oosta, a percentagem
de e|ementos do sexo íem|n|no aumentou
nos ú|t|mos 25 anos. ·Há apenas uma ex-
cepção, que e a v|da po||t|ca·, comentou
o memoro do Ooverno, reíer|ndo, depo|s,
que as mu|heres apenas ocupam do|s por
cento das pres|denc|as de câmaras, o|to
por cento dos |ugares nac|ona|s no Par|a-
ment o Europeu e 12 por cent o na
Assemo|e|a da Pepúo||ca.
Estamos perante uma des|gua|dade de
íacto e que co||de com o art|go de 109 da
Oonst| tu| ção da Pepúo| | ca·, advert| u
Anton|o Oosta, |ust|í|cando ass|m a neces-
s|dade da |n|c|at|va |eg|s|at|va tomada pe|o
Execut|vo.
lmperativo
constitucionaI
A|nda em resposta às cr|t|cas dos part|-
dos da opos|ção, o m|n|stro dos Assun-
tos Par|amentares co|ocou a h|potese de
ace|tar hum||demente que apontem erros
à proposta de |e| do Ooverno, mas desa-
í|ou o PBD, o PP e o POP a apresentarem
a|ternat|vas. ·Be não querem esta |e|, aí|-
na| o que querem? Apresentem a|ternat|-
vas·, desaí|ou o memoro do Ooverno,
antes de |emorar que poderá |ncorrer-se
em |nconst|tuc|ona||dade caso o Par|amen-
to não adopte |eg|s|ação para promover a
par|dade.
Já no per|odo de resposta a a|gumas po-
s|çoes deíend|das por deputados da opo-
s|ção, Anton|o Oosta reíer|u que os part|-
dos po||t|cos |á possuem quotas |níorma|s
dest|nadas a |ovens, s|nd|ca||stas e repre-
sentantes de conce|hos. ·Bo as mu|heres
e que não podem ter uma quota·, pergun-
tou.
Por sua vez, o secretár|o de Estado da Pre-
s|denc|a do Oonse|ho de M|n|stros d|sse
desconí | ar de que o s| st ema de
automat|smo soc|a| possa a|guma vez pro-
porc|onar uma ma|or aprox|mação na
representat|v|dade entre homens e mu|he-
res em |ugares po||t|cos. Pe|o r|tmo actua|
de progresso no que respe|ta ao sexo íe-
m|n|no, de acordo com dados íornec|dos
por \|ta||no Oanas, so dentro de 50 a 70
anos as mu| heres poderão ter | gua|
representat|v|dade à dos homens em |u-
gares po||t|cos, ou, ma|s concretamente,
na Assemo|e|a da Pepúo||ca.
\|ta||no Oanas suo||nhou, por outro |ado,
que os mecan|smos de auto-regu|ação
part|dár|a, espec|a|mente deíend|dos pe|o
PBD, ate ho|e, não deram resu|tados. Por
essa razão, o secretár|o de Estado da Pre-
s|denc|a d|sse entender que a ún|ca íor-
ma de atenuar as des|gua|dades e atra-
ves da |e|.
O
ACÇÃO SOClALlSTA 4 28 JANElPO 1999
UNlÃO EUROPElA PREClSA
DE EFlCÁClA MlLlTAR E VOZ POLlTlCA
GOVERNO lNVESTE MAlS NA SAÚDE
- PARTlDOS DA AD SEM APOlO
v/$/7A OF/C/AL Jorge Samµalo no Luxemburgo e em Bruxelas
$AÚDE Llsfas de esµera no Parlamenfo
O chefe de Estado iniciou domingo,
no Luxemburgo, uma visita às
principais instituições da União
Europeia. No Luxemburgo, foi
recebido em ambiente de festa peIa
comunidade portuguesa, estando
mesmo a ponderar a reaIização de
uma «Presidência Aberta» neste país
da União Europeia. Já em BruxeIas,
Jorge Sampaio aIertou para a
necessidade de a União Europeia ter
autonomia miIitar, única forma de se
avançar para uma PoIítica Externa e
de Segurança Comum.
Pres|dente da Pepúo||ca d|sse
estar a ponderar íazer uma ·Pre-
s|denc|a Aoerta· |unto dos portu-
gueses rad| cados no Luxem-
ourgo, por entender que merece ser |ncent|-
vado o cresc|mento da capac|dade de |nter-
venção da nossa comun|dade. ·\a|e a pena
percorrer os espaços da Europa onde ex|s-
tem portugueses que honram a nossa oan-
de|ra e o nosso pa|s e que cresceram em ca-
pac|dade de |ntervenção econom|ca·, aí|rmou
Jorge Bampa|o dom|ngo passado no í|na| de
um encontro com uma de|egação de empre-
sár|os |usos res|dentes no Luxemourgo. Pe-
íer|ndo-se de novo à h|potese de rea||zar neste
pa|s da Ün|ão Europe|a uma ·Pres|denc|a
Aoerta·, o cheíe de Estado |emorou que ío|
uma |de|a avançada pe|a de|egação de em|-
grantes portugueses, que gostou mu|to de a
ouv|r e que, por |sso, não a |rá de|xar morrer.
Na segunda-íe|ra, o pres|dente da Pepúo||-
ca v| s| tou o Tr| ouna| das Oomun| dades
Europe|as, acompanhado pe|o m|n|stro da
Just|ça, \era Jard|m, e pe|os secretár|os de
Estado dos Assuntos Europeus, Be|xas da
Oosta, e das Oomun|dades, Jose Le||o. Na
|ntervenção d|r|g|da às centenas de em|gran-
tes portugueses presentes na ca|orosa re-
cepção, Jorge Bampa|o transm|t|u o orgu-
|ho de Portuga| no esíorço e capac|dade
ex|o|dos pe|a comun|dade res|dente no
Luxemourgo. Exortou-os depo|s a |ntegra-
rem-se com a sua íorça na soc|edade do
Luxemourgo, nomeadamente atraves da
part|c|pação nas e|e|çoes europe|as e |oca|s,
ao mesmo tempo que o podem íazer paras
as |eg|s|at|vas e Pres|denc|a da Pepúo||ca.
O Pres|dente da Pepúo||ca destacou a|nda
a | mport ânc| a de os em| grant es no
Luxemourgo (como os das outras comun|-
dades nac|ona|s na Europa) serem ·ao mes-
mo tempo· e ·cada vez ma|s· portugueses
e europeus.
A comun|dade portuguesa oíereceu depo|s
à com|t|va do cheíe de Estado um espectá-
cu|o com mús|ca e danças |nterpretadas por
ranchos ío|c|or|cos |oca|s.
Já na terça-íe|ra, em Bruxe|as, o Pres|dente
da Pepúo||ca deíendeu a |de|a de que a Eu-
ropa tem de estar preparada para ag|r po||t|-
ca e m|||tarmente com autonom|a na deíesa
dos seus |nteresses propr|os. ·Não me pare-
ce cur|a| que os europeus este|am dependen-
tes dos Estados Ün|dos da Amer|ca cada vez
que se torna necessár|o ut|||zar me|os m|||ta-
res na gestão de cr|ses·, ooservou o cheíe
de Estado.
D|scursando em |ng|es, perante o Oonse|ho
Permanente da Ün|ão da Europa Oc|denta|
(ÜEO), a que ass|st|ram o m|n|stro da Deíe-
sa, \e|ga B|mão, e o cheíe do Estado-Ma|or
Oenera| das Forças Armadas, Jorge Bampa|o
ír|sou que a Europa não se pode consum|r
num deoate soore a sua organ|zação. ·De
uma íorma rea||sta, temos de avançar para a
Ün|ão Po||t|ca·, aí|rmou, razão pe|a qua| os
Estados-memoros da Ün|ão Europe|a tem de
assum|r ·uma ma|or quota-parte de respon-
sao|||dades na sua propr|a deíesa·.
Para o Pres|dente da Pepúo||ca, ·chegou a
hora de os europeus d|sporem de uma capa-
c|dade propr|a e eí|caz em termos de gestão
de cr|ses·, que, aí|na|, ·|hes assegure a con-
dução de operaçoes na deíesa dos seus |n-
teresses propr|os·. A Ün|ão da Europa Oc|-
denta|, por |sso, ·e cada vez ma|s um e|e-
mento essenc|a| para a concret|zação, no íu-
turo, de uma Po||t|ca Externa e de Begurança
Oomum, aspecto que deverá ser t|do em de-
v|da cons|deração no quadro do re|ac|ona-
mento com a NATO e a ÜEO·, ass|na|ou Jor-
ge Bampa|o.
No caso da NATO, o Pres|dente da Pepúo||-
ca acrescentou que o seu a|argamento ·deve
ser prossegu|do para, entre outros aspectos,
·íorta|ecer a estao|||dade democrát|ca na
Europa· e estao|||zar as re|açoes com o Me-
d|terrâneo, a Púss|a e a Ücrân|a.
A ministra da Saúde provou, no
ParIamento, como foi meIhor gestão
do sector desde que os sociaIistas
assumiram o Governo, do que no
tempo dos executivos de Cavaco
SiIva. Nos úItimos três anos, as Iistas
de espera diminuíram
progressivamente, ao contrário da
tendência que se verificava antes de
1996. Para combater as Iistas de
espera, Maria de BeIém referiu-se ao
acréscimo de seis miIhões de contos,
verba que se encontra inscrita no
Orçamento de Estado para 1999.
António Costa, ministro dos Assuntos
ParIamentares, não poupou a
demagogia do PSD em matéria de
poIítica de saúde. O partido de
MarceIo RebeIo de Sousa foi acusado
de usar a questão para fins
excIusivamente propagandísticos,
visando os noticiários da teIevisão.
Assemo|e|a da Pepúo||ca deverá
ho|e chumoar o pro|ecto de |e| do
PBD soore ||stas de espera nos
serv|ços púo||cos de saúde. O
part|do de Marce|o Peoe|o de Bousa apenas
d|spoe do apo|o do PP, seu parce|ro na A|ter-
nat|va Democrát|ca. Oontr|outo ma|s pos|t|vo
para reso|ver a questão das ||stas de espera
deu o POP. E, por essa razão, a oancada soc|-
a||sta va| v|ao|||zar a |n|c|at|va dos comun|stas.
No deoate par|amentar da semana passada,
a m|n|stra da Baúde começou se reíer|r aos
ataques pessoa|s que a oancada do PBD |he
d|r|g|ra e a|ertou para o íacto de os proo|e-
mas do sector so se consegu|rem reso|ver
com consensos a|argados. ·Ataques pesso-
a|s ou ped|dos de dem|ssão não reso|vem o
proo|ema·, d|sse. A segu|r, a t|tu|ar da pasta
da Baúde ooservou que nenhum pa|s da Eu-
ropa reso|veu ate ho|e o proo|ema das ||stas
de espera. Oomo ta|, acaoar com as ||stas de
espera ·era uma promessa demagog|ca· que
este Ooverno soc|a||sta nunca íar|a aos por-
tugueses.
Mas, nesta mater|a, o PBD de|xou uma pesa-
da herança. Dados reíerentes a 1990 mos-
tram que hav|am 142 m|| consu|tas externas
e 73 m|| c|rurg|as em atraso. Em 1992, o nú-
mero de c|rurg|as era de 80 m||. Perante es-
tes resu|tados, so no ano e|e|tora| de 1995 o
PBD tentou íazer qua|quer co|sa, anunc|ando
um programa de comoate às ||stas de espe-
ra que nunca chegou a ser ap||cado.
A herança do PSD
\|sando atenuar o proo|ema das ||stas de
espera, o Ooverno va| |nvest|r ma|s se|s m|-
|hoes de contos este ano |sto, depo|s de
uma recuperação ver|í|cada ao n|ve| das ||s-
tas de espera desde 1996. Esta recuperação,
suo||nhou Mar|a de Be|em, íez-se com recur-
so aos serv|ços púo||cos e atraves de um pro-
toco|o com a Oruz \erme|ha.
Em deoate com deputados da opos|ção, a
m|n|stra da Baúde negou a perspect|va de
Mar|a Jose Nogue|ra P|nto, do PP, de que a
Espanha ter|a reso|v|do o proo|ema das ||s-
tas de espera. Pe|o contrár|o, neste campo,
as í||as são ma|ores do que no nosso pa|s.
Já em re|ação ao deputado do PBD Marques
Ouedes, Mar|a de Be|em devo|veu a acusa-
ção de que estar|a na ||sta de espera de um
cargo po||t|co, |nterrogando-se, a este propo-
s|to, se não ser|a o d|r|gente do part|do de
Marce|o quem aí|na| estar|a na ||stas de es-
pera dos |ugares no Par|amento, tendo em
v|sta a prox|ma |eg|s|atura.
Tamoem numa |ntervenção durante o deoate
par|amentar, o ||der da oancada soc|a||sta,
Franc|sco Ass|s, ír|sou que o Ooverno apre-
sentou resu|tados oo|ect|vos soore o seu tra-
oa|ho no sector da Baúde, ·depo|s de uma
pesada herança de|xada pe|as equ|pas de
Oavaco B||va·.
·Bempre que Marques Mendes comenta uma
s|tuação comp||cada que eventua|mente es-
te|a a acontecer no pa|s, temos o d|re|to de
|emorar que |á ío| m|n|stro·, |emorou Franc|s-
co Ass|s. No íundo, acrescentou, ·está apre-
sentar uma moção de censura aos governos
que e|e propr|o |ntegrou·.
Desmontar a demagogia
Mas o ataque contundente do pres|dente
do Or upo Par | ament ar do PB ao seu
homo|ogo do PBD não í|car|a por aqu|. Pe-
cordou que, em anos e|e|tora|s, para o PBD,
·os doentes sempre se tornaram ma|s do-
entes. O PBD so se |emorou das ||stas de
esper a a uns meses das e| e| çoes
|eg|s|at|vas, ta| como aconteceu em 1995·,
aí|rmou.
Tamoem Mar|a de Be|em condenou o est||o
de |ntervenção da oancada do PBD e , par-
t|cu|armente de Marques Mendes. ·A sua
|ntervenção va|eu zero, ío| redonda, não
d|sse nada·, cr|t|cou a m|n|stra da Baúde,
d|r|g|ndo-se ao ||der par|amentar |aran|a.
A segu|r, ío| a vez do m|n|stro dos Assuntos
Par|amentares garant|r a Marques Mendes
que não hav|a |ncomodado n|nguem com
as suas pa|avras. ·Aí|na|, este e o número
que sempre íaz por vo|ta das sete da tarde,
antes da hora dos not|c|ár|os·, comentou
com |ron|a Anton|o Oosta.
Num est||o mu|to d|recto, comparou os re-
su|tados na pasta da Baúde entre o Oover-
no de Anton|o Outerres e os de Oavaco B||-
va. E tamoem puxou pe|a memor|a à oan-
cada do PBD, |emorando-|hes o tr|ste ep|-
sod|o de um dos memoros de um execut|-
vo de Oavaco B||va ter s|do condenado por
corrupção no M|n|ster|o da Baúde.
O
A
28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 5
GOVERNO
PELO PA/$ Governação Aberfa
CON$ELHO DE M/N/$7RO$ Reunlão de 21 de Janelro
O ConseIho de Ministros aprovou:
º Üma proposta de |e| que regu|a a ut|||zação de me|os tecn|cos de contro|o à d|stânc|a
para í|sca||zação do cumpr|mento da oor|gação de permanenc|a na hao|tação prev|sta no
art|go 201' do Ood|go do Processo Pena|;
º Üma proposta de |e| que aumenta para 24 d|as o per|odo de íer|as no âmo|to de um novo
reg|me de íer|as em íunção do traoa|ho eíect|vo;
º Üm decreto-|e| que aprova o Estatuto Orgân|co do lnst|tuto de Oestão F|nance|ra da
Begurança Boc|a| e estaoe|ece um reg|me excepc|ona|, de carácter temporár|o, para a
aqu|s|ção de oens e serv|ços necessár|os à cr|ação de uma ún|ca Base de Dados de
Oontr|ou|ntes;
º Üm decreto-|e| que a|tera o reg|me re|at|vo às prescr|çoes m|n|mas de segurança e de
saúde para a ut|||zação pe|os traoa|hadores de equ|pamentos de traoa|ho;
º Üm decreto-|e| que a|tera o decreto-|e| re|at|vo aos pr|nc|p|os da prevenção de r|scos
proí|ss|ona|s para assegurar a transpos|ção de a|gumas regras da d|rect|va-quadro re|at|va
à segurança e saúde dos traoa|hadores nos |oca|s de traoa|ho;
º Üm decreto-|e| que ad|ta um novo art|go ao decreto-|e| que estaoe|ece as cond|çoes de
exerc|c|o em Portuga| das act|v|dades dos proí|ss|ona|s de |níormação tur|st|ca;
º Üm decreto-|e| que transíere para a Oa|xa Oera| de Aposentaçoes a responsao|||dade
pe|os encargos com as pensoes de aposentação do pessoa| da Pad|od|íusão Portuguesa,
BA, que vem sendo suportadas por esta empresa;
º Üm decreto-|e| que a|tera os art|gos 57', 58', 60', 61' e 79' do Ood|go do lPB aprovado
pe|o decreto-|e| n.' 442-A/88, de 30 de Novemoro, tendo em v|sta a cr|ação de um mode|o
ún|co de dec|aração per|od|ca de rend|mentos que suost|tu| os actua|s mode|os 1 e mode-
|o 2 e |ntegra o actua| anexo A no corpo da dec|aração;
º Üma proposta de |e| que a|tera a |e| que regu|a o acesso aos documentos da Adm|n|stra-
ção;
º Üm decreto-|e| que í|ex|o|||za a data de produção de eíe|tos da ||cença espec|a| para o
exerc|c|o de íunçoes na Peg|ão Adm|n|strat|va Espec|a| de Macau;
º Üm decreto-|e| que mantem em v|gor um reg|me espec|a| de despesas púo||cas para o
Pro|ecto ·Lo|a do O|dadão·;
º Üm decreto-|e| que aprova o reg|me de íer|as, ía|tas e ||cenças dos íunc|onár|os e agen-
tes da Adm|n|stração Púo||ca.
ADMlNlSTRAÇÃO LOCAL O secretár|o
de Estado da Adm|n|stração Loca| e
Ordenamento do Terr|tor|o, Jose Augusto de
Oarva|ho, des|ocou-se, no passado d|a 23,
ao d|str|to do Porto, onde, no Ooverno O|v||,
íorma||zou, atraves de um protoco|o, uma
compart|c|pação do Estado no va|or de 34
m|| contos, v|sando a construção da sede do
agrupamento de escutas n.' 519/ONE de
Paredes.
No mesmo d|a, na lgre|a Paroqu|a| de
Paranhos, no Porto, Jose Augusto de Oarva-
|ho ce|eorou um outro protoco|o para a cons-
trução do Oentro Paroqu|a| |oca|, envo|ven-
do uma compart|c|pação do M|n|ster|o do
Equ|pamento, do P|aneamento e da Adm|-
n|stração do Terr|tor|o de 63 m|| contos.
DESPORTO O secretár|o de Estado do
Desporto, M|randa Oa|ha, ass|st|u, no d|a 26,
em L|sooa, à cer|mon|a de ass|natura do pro-
toco|o de cooperação entre a Fundação do
Desporto e a Pad|ote|ev|são Portuguesa
(PTP).
O acordo entre as duas |nst|tu|çoes preve que
a PTP passe a ter os d|re|tos exc|us|vos de
transm|ssão de todos os acontec|mentos
organ|zados pe|a Fundação.
Em contrapart|da, os soc|os íundadores ou
patroc|nadores de act|v|dades desport|vas da
Fundação terão a poss|o|||dade de ut|||zar
puo||c|dade gratu|ta na PTP ate ao montante
estaoe|ec|do pe|o protoco|o.
EDUCAÇÃO E lNOVAÇÃO A secretár|a
de Estado da Educação e lnovação, Ana
Benavente, pres|d|u, no d|a 23, no Oarvoe|ro,
Lagoa, à sessão de encerramento do l\
Forum do EPO suoord|nado ao tema ·Ourr|-
cu|o: Oestão D|íerenc|ada e Aprend|zagens
de Oua||dade·.
EMPREGO E FORMAÇÃO O secretár|o
de Estado do Emprego e Formação Proí|ss|-
ona|, Pau|o Pedroso, apresentou, no d|a 22,
em L|sooa, o Programa de Desenvo|v|mento
Oooperat|vo Prodescoop.
FARO O governador c|v|| de Faro, Joaqu|m
Anastác|o, pres|d|u, no passado d|a 24, em
Tav|ra, à cer|mon|a de encerramento do Oam-
peonato da Europa de Basqueteoo| em Oa-
de|ra de Podas D|v|são B, que decorreu no
Pav||hão Desport|vo Mun|c|pa| Dr. Eduardo
Mans|nho.
HABlTAÇÃO E COMUNlCAÇOES A se-
cretár|a de Estado da Hao|tação e Oomun|-
caçoes, Leonor Oout|nho, pres|d|u, no d|a 22,
em Angra do Hero|smo, ao acto oí|c|a| de
ass|natura do contrato entre a Oâmara Mun|-
c|pa| de Angra e o lnst|tuto Nac|ona| da Hao|-
tação (lNH), que garante a construção de
casas para o rea|o|amento de 452 íam|||as
do conce|ho.
As ooras para construção dos 452 íogos
deverão estar conc|u|das ate ao í|m do ano
2000, no âmo| to do programa de
rea|o|amento, em parcer|a com a autarqu|a
|oca|, com um |nvest|mento tota| garant|do
pe|o Ooverno de 4, 675 m||hoes de contos.
Para ta|, a Oâmara Mun|c|pa| de Angra do
Hero|smo oeneí|c|a de uma compart|c|pação
a íundo perd|do de 2,138 m||hoes de contos,
assegurados pre|o lNH.
As casas em questão dest|nam-se ao
rea|o|amento de agregados íam|||ares v|t|mas
do terramoto de 1980, um processo que terá
|n|c|o a|nda este ano.
JUSTlÇA - O m|n|stro da Just|ça, \era Jar-
d|m, esc|areceu, no d|a 20, em L|sooa, que
re|at|vamente à questão do perdão de pe-
nas o Ooverno ·segue os acontec|mentos e
ma|s nada·, porque essa ·mater|a e da estr|-
ta competenc|a da Assemo|e|a da Pepúo||-
ca (AP)·.
Fa|ando no í|na| da cer|mon|a de aoertura
do ano |ud|c|a| em que o Pres|dente da Pe-
púo||ca deíendeu um perdão de penas por
ocas|ão dos 25 anos do 25 de Aor||, \era
Jard|m |ns|st|u que ·o proo|ema e da AP·.
·Os senhores deputados estavam cá, ouv|-
ram o PP·, d|sse o m|n|stro, que acred|ta que
os deputados possam susc|tar o assunto |un-
to dos respect|vos grupos par|amentares.
Ouest|onado soore se, apos as pa|avras de
Jorge Bampa|o a íavor de um perdão gene-
r|co de penas, a AP poder|a cont|nuar |n-
sens|ve| ao proo|ema, \era Jard|m respon-
deu d|zendo: ·Não acho, nem de|xo de
achar.·
O governante escusou-se tamoem a co-
mentar pessoa|mente a questão do perdão
de penas, a|egando que não comenta ·pro-
postas de deputados que estão pendentes
na AP·.
Boore outros temas ||gados à Just|ça aoor-
dados na aoertura do ano |ud|c|a|, \era Jar-
d|m adm|t|u que ·na|guns casos há excesso
de garant|smo· no s|stema |ur|d|co portugu-
es, contrapondo: ·A||ás, temos íe|to um con-
|unto de reíormas e estamos a |evar a caoo e
a d|scut|r essa questão.·
Em |e|to de s|ntese, o m|n|stro eníat|zou que
·so com a co|aooração e a co-
responsao|||zação de todos (os agentes do
sector) e que os proo|emas da Just|ça po-
derão ter uma so|ução ma|s ráp|da, me|hor e
ma|s eí|caz·.
PESCAS O secretár|o de Estado das Pes-
cas, Jose Apo||nár|o, v|s|tou, no d|a 23, as |ns-
ta|açoes da Docapesca de Port|mão, onde
se reun|u com a Bar|apescas.
APROVADO
MODELO ÚNlCO DE lRS
DE$7AQUE - CM Flnanças
O novo mode|o ún|co, denom|nado mode-
|o 3, de dec|aração per|od|ca de lPB, que
vem suost|tu|r os actua|s mode|o 1 e 2, ío|
aprovado, no d|a 21, pe|o Ooverno, em
Oonse|ho de M|n|stros.
Ate à data, os contr|ou|ntes dec|aravam os
seus rend|mentos s|ngu|ares med|ante do|s
mode|os: o mode|o 1, re|at|vo a traoa|ho
dependente e pensoes, e o mode|o 2, re-
íerente a outros rend|mentos, um s|stema
que ío| revogado, na passada qu|nta-íe|ra,
em Oonse|ho de M|n|stros, com a aprova-
ção do novo mode|o ún|co.
Apesar desta |novação em mater|a í|sca|,
o Execut|vo soc|a||sta não a|terou os pra-
zos de entrega de dec|aração do lPB, que
cont|nuam a s|tuar-se entre os meses de
Aor|| e Ma|o.
Dando com ta| med| da um passo na
desourocrat|zação do proced|mento dec|a-
rat|vo do lPB - lmposto soore o Pend|mento
das pessoas B|ngu|ares -, o M|n|ster|o das
F|nanças está a estudar a poss|o|||dade de,
·num íuturo prox|mo·, o novo mode|o 3 po-
der ser env|ado para o dom|c|||o do contr|-
ou|nte. Dessa íorma, cerca de 60 por cento
dos contr|ou|ntes poder|am cumpr|r a oor|-
gação dec|arat|va sem necess|dade de pre-
encherem outro |mpresso, dado que o mo-
de|o 3 |ntegra o anter|or anexo A.
ACÇÃO SOClALlSTA 6 28 JANElPO 1999
GOVERNO
PRlSÃO PREVENTlVA
DOMlClLlÁRlA
DE$7AQUE - CM Jusflça
FÉRlAS ALARGADAS
Ooverno soc|a||sta deu |uz ver-
de, no d|a 21, a uma proposta
de |e| que regu|a a ut|||zação de
me|os tecn|cos de contro|o à
d|stânc|a para í|sca||zação do cumpr|men-
to da oor|gação de permanenc|a na hao|-
tação re|at|vamente a certos argu|dos, cr|-
ando, ass|m, as cond|çoes rea|s para que
o recurso à pr|são prevent|va d|m|nua con-
s|derave|mente no nosso pa|s.
Neste contexto o argu|do poderá perma-
necer no seu dom|c|||o, |nser|do no se|o da
sua íam|||a e mantendo as suas act|v|da-
des proí|ss|ona|s ou de íormação, ev|tan-
do-se, ass|m, os r|scos de dessoc|a||zação
|nerentes à ap||cação da med|da de pr|são
prevent|va, sem pre|u|zo do estaoe|ec|men-
to das cond|çoes necessár|as à seguran-
ça de todo este processo.
A poss|o|||dade de ut|||zação de me|os tec-
n|cos de contro|o à d|stânc|a const|tu| uma
|novação da proposta de rev|são do Ood|-
go de Processo Pena| apresentada à
Assemo|e|a da Pepúo||ca.
O novo n.' 2 do art|go 201' deste d|p|oma,
na redacção proposta, passa a prever ex-
pressamente esta poss|o|||dade, remeten-
do a sua regu|amentação para |e| propr|a.
O s|stema pena| portugues conceoe a pr|-
vação da ||oerdade como med|da de ú|t|-
mo recurso, preocupação que está presen-
te na d|sc|p||na processua| das med|das de
coacção, nomeadamente no que se reíere
às cond|çoes e pr|nc|p|os de ap||cação, e
no s|stema de penas, em que se pr|v||eg|a
um amp|o |eque de a|ternat|vas às penas
de pr|são de curta e med|a duração.
No entanto, o recurso à pr|são prevent|va
vem at|ng|ndo, no nosso pa|s, taxas cons|-
derave|mente e|evadas, quando compara-
das com as de s|stemas que nos são pro-
x|mos, o que, de certo modo, tem s|do |n-
í|uenc|ado por d|í|cu|dades prát|cas de í|s-
ca||zação e contro|o de med|das menos
gravosas, ma|s aptas à rea||zação das í|-
na||dades processua|s em presença.
As poss|o|||dades oíerec|das pe|as novas
tecno|og|as perm|tem a cr|ação de cond|-
çoes para que possa ser dada expressão
a med|das de coacção de grande re|evân-
c|a, mas de ut|||zação pouco írequente,
como e o caso da oor|gação de perma-
nenc|a na hao|tação.
Por outro |ado, as exper|enc|as de ap||ca-
ção da mon|tor|zação te|emát|ca pos|c|ona|
do argu|do, tamoem conhec|da por v|g||ân-
c|a e|ectron|ca, que tem v|ndo a desenvo|-
ver-se nos Estados Ün|dos e em a|guns
pa|ses da Europa, de que são exemp|o a
França, o Pe|no Ün|do, a Buec|a e a Ho|anda,
vem reve|ando resu|tados cons|derados
encora|adores, no quadro das med|das não
detent|vas, em íunção da rea||zação das í|-
na||dades de vár|os s|stemas pena|s.
A v|g||ânc|a e|ectron|ca do argu|do e exe-
cutada atraves de me|os tecno|og|cos |ns-
ta|ados no |oca| em que este deva perma-
necer e de um d|spos|t|vo e|ectron|co usa-
do pe|o argu|do, que, comun|cando entre
s|, asseguram o contro|o à d|stânc|a da pre-
sença deste no |oca| e durante o per|odo
de tempo determ|nados.
Para que a med|da possa ser ap||cada,
essenc|a| e, não so, o consent|mento do
argu|do - na ía|ta de consent|mento, ou se
este v|er a ía|tar, não poderá ser ap||cada
ou cessará de |med|ato a med|da de v|g|-
|ânc|a -, mas |gua|mente o consent|mento
de outras pessoas, nomeadamente do
agregado íam|||ar ou da ent|dade patrona|,
para a |nsta|ação do equ|pamento neces-
sár|o.
No respe|to por d|re|tos íundamenta|s,
const|tuc|ona|mente consagrados, a co|o-
cação e uso dos | nstrumentos de
mon|tor|zação devem preservar a d|gn|da-
de e a |ntegr|dade pessoa| do argu|do e o
seu d|re|to à |magem.
Em harmon|a com o reg|me processua| das
med|das de coacção, a dec|são de ap||ca-
ção da med|da caoerá sempre a um |u|z, a
requer|mento do M|n|ster|o Púo||co ou do
argu|do durante o |nquer|to, ou mesmo oí|-
c|osamente apos este, com garant|a de
aud|ção do argu|do.
Ao lnst|tuto de Pe|nserção Boc|a|, como
orgão aux|||ar da adm|n|stração da |ust|ça,
e comet|da a tareía de proceder ao exerc|-
c|o da v|g||ânc|a, sem pre|u|zo de recurso
a ent|dades pr|vadas para a |nsta|ação e
manutenção dos equ|pamento, sempre
com a superv|são do lnst|tuto.
O
DE$7AQUE - CM Irabalho
Execut|vo soc|a||sta aprovou, no
d|a 21, em L|sooa, uma propos-
ta de |e| que aumenta para 24
d|as o per|odo de íer|as no âm-
o|to de um novo reg|me de íer|as em íun-
ção do traoa|ho eíect|vo.
Este d|p|oma pretende ver consagrado um
reg|me de íer|as ||gado à prestação eíect|-
va de traoa| ho, tendo em v| sta uma
est|mu|ação da ass|du|dade e, ao mesmo
tempo, a |nst|tu|ção de um tratamento ma|s
equ|tat|vo dos traoa|hadores que eíectuam
d|íerentes per|odos de serv|ço eíect|vo du-
rante o ano.
De acordo com o reg|me v|gente, o d|re|to
a íer|as não se encontra ||gado à presta-
ção de traoa|ho eíect|vo. Ass|m, tem d|re|-
to ao mesmo per|odo de íer|as os traoa-
|hadores que tenham prestado traoa|ho
sup|ementar e aque|es que tenham ía|ta-
do, a|nda que |n|ust|í|cadamente.
No novo reg|me, os traoa|hadores ass|du-
as íer|as não podem ser suost|tu|das por
compensação econom| ca ou outra,
excepto em do|s casos em que o traoa|ha-
dor pode optar por traoa|har nos d|as que
excedam um per|odo m|n|mo de íer|as de
cu|o gozo não pode aod|car.
Esse per|odo m|n|mo passa de 15 para 20
d|as úte|s, de acordo com a d|rect|va co-
mun|tár|a re|at|va a determ|nados aspectos
da organ|zação do tempo de traoa|ho.
A s|stemat|zação do novo reg|me e a nu-
meração dos art|gos são suostanc|a|men-
te a|teradas porque |nc|uem do|s con|un-
tos de normas, respect|vamente ap||cá-
ve|s aos contratos de traoa|ho ce|eora-
dos ate ao í|na| do pr|me|ro semestre de
1999 e aos ce|eorados a part|r do segun-
do semestre do mesmo ano, oem como
as d|spos|çoes gera|s ap||cáve|s a uns e
a out r os. Pr ocede-se por | sso à
repuo||cação de todo o reg|me, dev|da-
mente a|terado.
os tem d|re|to a um per|odo de íer|as ma|s
e|evado (passa para 24 d|as úte|s) e, |nver-
samente, os menos ass|duos devem pres-
tar pe|o menos do|s meses de serv|ço eíec-
t|vo para terem dez d|as úte|s de íer|as.
Nas s|tuaçoes |ntermed|as, os d|as de íer|-
as são determ|nados em íunção da ass|-
du|dade.
Para eíe|to da duração das íer|as, as au-
senc|as dev|das a determ|nados mot|vos
de e|evada re|evânc|a soc|a| são cons|de-
radas no todo ou em parte como tempo
de serv|ço.
O novo reg|me apenas se ap||cará a con-
tratos de traoa|ho ce|eorados a part|r do
segundo semestre de 1999 e aos traoa|ha-
dores que, tendo contratos ce|eorados an-
ter|ormente, pretendam suometer-se ao
novo reg|me, por opção |nd|v|dua| ou por
comprom|sso assum|do em convenção
co|ect|va.
Mantem-se o pr|nc|p|o gera| segundo o qua|
O
28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 7
GOVERNO
DE$7AQUE - CM Segurança Soclal
PRlORlDADE:
SEGURANÇA DOS TRABALHADORES
Oonse|ho de M|n|stros aprovou,
no d|a 21, o Estatuto Orgân|co
do lnst|tuto de Oestão F|nance|-
ra da Begurança Boc|a|, e esta-
oe|eceu um reg|me excepc|ona|, de carác-
ter temporár|o, para a aqu|s|ção de oens e
serv|ços necessár|os à cr|ação de uma
ún|ca Base de Dados de Oontr|ou|ntes.
Este d|p|oma, aprovado na genera||dade, v|sa
dotar o lnst|tuto de Oestão F|nance|ra da Be-
gurança Boc|a| (lOFBB) dos |nstrumentos e
dos me|os que |he poss|o|||tem uma gestão
com autonom|a, í|ex|o|||dade e capac|dade
de resposta às ex|genc|as decorrentes de um
moderno s|stema un|í|cado de segurança
soc|a|, que se vem reve|ando cada vez ma|s
comp|exo e requerendo ma|or eí|các|a, ao n|-
ve| da gestão orçamenta| e í|nance|ra.
Or|ado em Jane|ro de 1977, ao lOFBB tem
v|ndo a ser comet|das novas atr|ou|çoes e
áreas de actuação que representam um s|g-
n|í|cat|vo a|argamento da sua act|v|dade |n|-
c|a|.
Bão exemp|os desse a|argamento a co|oca-
ção, na sua dependenc|a íunc|ona|, do Fun-
do de Bocorro Boc|a|; a transíerenc|a do pa-
tr|mon|o |moo|||ár|o da segurança soc|a| (do
Oentro Nac|ona| de Pensoes) para o lOFBB;
e a |mp|ementação cons|stente de progra-
mas de a||enação do vasto patr|mon|o.
Este acresc|mo de atr|ou|çoes e competen-
c|as não chegou a ter correspondenc|a |ega|
numa estrutura orgân|ca e íunc|ona| que des-
se corpo à ordenação dos recursos huma-
nos e mater|a|s d|spon|ve|s, com v|sta a uma
ma|or eí|các|a e eí|c|enc|a na gestão e adm|-
n|stração e uma ma|or operac|ona||dade e
|ncremento dos |nd|ces de produt|v|dade dos
serv|ços.
Por outro |ado, e |nser|ndo-se no amp|o pro-
cesso de reíorma do s|stema de segurança
soc|a|, íoram a|nda recentemente comet|das
ao lnst|tuto |mportantes responsao|||dades e
tareías, nomeadamente a n|ve| do p|anea-
mento e da gestão dos contr|ou|ntes e de
contro|o |nterno estrateg|co, de carácter hor|-
DE$7AQUE - CM Prevenção de acldenfes laborals
Oonse|ho de M|n|stros, reun|do
no passado d|a 21, em L|sooa,
a|terou o reg|me re|at|vo às pres-
cr|çoes m|n|mas de segurança
e de saúde para a ut|||zação pe|os traoa-
|hadores de equ|pamentos de traoa|ho,
transpondo para a ordem |nterna a d|rect|va
correspondente a esta mater|a.
As mod|í|caçoes da actua| |eg|s|ação |m-
postas pe|a nova regu|amentação da Ün|ão
Europe|a são mu|to extensas, |ust|í|cando
ass|m a adopção de um novo d|p|oma con-
tendo ta|s a|teraçoes.
Em termos ma|s concretos, o d|p|oma de-
í|ne uma ser|e de oor|gaçoes que |ncum-
oem à ent|dade empregadora:
º Assegurar que os equ|pamentos de tra-
oa|ho se|am adequados ou conven|ente-
mente adaptados ao traoa|ho a eíectuar e
garantam a segurança e a saúde dos tra-
oa|hadores durante a sua ut|||zação;
º Atender, na esco|ha dos equ|pamentos,
às cond|çoes e caracter|st|cas espec|í|cas
do traoa|ho, aos r|scos ex|stentes para a
segurança e a saúde dos traoa|hadores,
ass|m como aos novos r|scos resu|tantes
da sua ut|||zação;
º Tomar em cons|deração os postos de tra-
oa|ho e a pos|ção dos traoa|hadores du-
rante a ut|||zação dos equ|pamentos, oem
como pr|nc|p|os ergonom|cos;
º Tomar med| das adequadas para
m|n|m|zar os r|scos eventua|mente a|nda
ex|stentes, caso os proced|mentos anter|-
ormente reíer|dos não perm|tam assegu-
rar eí|cazmente a segurança e a saúde dos
traoa|hadores;
º Assegurar a manutenção adequada dos
equ|pamentos durante o seu per|odo de
ut|||zação, de modo a que os mesmos res-
pe|tem os requ|s|tos m|n|mos de seguran-
ça e não provoquem r|scos para a segu-
rança ou a saúde dos traoa|hadores.
º Oor|gator|edade de proceder, por |nter-
med|o de pessoa competente, a ver|í|ca-
çoes dos equ|pamentos de traoa|ho, no
|n|c|o da sua ut|||zação e per|od|camente,
ou quando ocorrerem íactos excepc|ona|s
que possam aíectar gravosamente a se-
gurança dos equ|pamentos;
º Oor|gator|edade de prestar aos traoa|ha-
dores e seus representantes, a |níormação
adequada soore os equ|pamentos de tra-
oa|ho ut|||zados. Ta| |níormação deve ser
íac||mente compreens|ve|, escr|ta se neces-
sár|o, e conter, no m|n|mo, |nd|caçoes re|a-
t|vas às cond|çoes de ut|||zação dos equ|-
pamentos, às s|tuaçoes norma|s prev|s|ve|s
e aos r|scos decorrentes de a|teraçoes íe|-
tas nos equ|pamentos de traoa|ho ex|sten-
tes no |oca|, a|nda que não este|am a ser
d|rectamente ut|||zados;
º Tomar med|das para uma íormação ade-
quada dos traoa|hadores |ncumo|dos da
ut|||zação dos equ|pamentos e dos que se
encarregam da reparação, transíormação,
manutenção ou ||mpeza de equ|pamentos
de traoa|ho que apresentem r|scos espe-
c|í|cos para a sua segurança ou saúde.
O d|p|oma |nsere a|nda ma|s tres cap|tu|os
ded|cados à espec|í|cação deta|hada de
requ|s|tos m|n|mos de montagem, opera-
ção e manutenção dos equ|pamentos.
O
zonta|, da adm|n|stração í|nance|ra do Esta-
do (BOl).
De entre as a|teraçoes ma|s re|evantes con-
sagradas por este d|p|oma, suo||nham-se as
segu|ntes:
º Üma ma|or autonom|a de gestão que, a||a-
da ao reíorço das atr|ou|çoes do lnst|tuto, v|sa
me|horar a gestão í|nance|ra do s|stema e o
comoate à íraude e à evasão contr|out|va;
º O estaoe|ec|mento de cond|çoes para a
desconcentração terr|tor|a| dos serv|ços do
lnst|tuto, med|ante a cr|ação progress|va de
un|dades terr|tor|a|s de representação do
lOFBB, cu|a eíect|va |mp|antação e
d|mens|onamento, em íunção da área geo-
gráí|ca a aoranger, oem como as respect|-
vas competenc|as serão determ|nados com
oase em cr|ter|os oo|ect|vos;
º A eíect|va aoertura dos quadros do lOFBB
a pessoa| contratado ao aor|go do reg|me
|ur|d|co do contrato |nd|v|dua| de traoa|ho, o
que perm|t|rá uma ma|or í|ex|o|||dade no re-
crutamento, cr|ando-se ass|m as cond|çoes
para um aumento da capac|dade tecn|ca do
lnst|tuto;
º A adopção de um mecan|smo espec|a|
que perm|ta a s|mp||í|cação dos proced|-
mentos re|at|vos à contratação dos s|stemas
e equ|pamentos |níormát|cos |nd|spensáve|s
à urgente concret|zação da const|tu|ção de
uma oase de dados |ntegrada dos contr|-
ou|ntes.
O
NOVA BASE DE DADOS DE CONTRlBUlNTES ÚNlCA
ACÇÃO SOClALlSTA 8 28 JANElPO 1999
PARLAMENTO
PSD PRlVlLEGlA MERCADO PRlVADO
DA SAÚDE
DEPU7ADO ALBER7O MARQUE$ Llsfas de esµera
O deputado soc|a||sta
A|oerto Marques acusou
o PBD, no d| a 21, na
Assemo|e|a da Pepúo||-
ca, de promover ·um
mercado pr|vado preíe-
renc|a| para a c|rurg|a·,
ao recusar ·promover e ut|||zar p|enamen-
te a capac|dade dos me|os humanos e ma-
ter|a|s do sector púo||co·.
A|oerto Marques reíer|u que com esta pos-
tura ·o PBD acaoa por cr|ar cond|çoes que
podem por em r|sco a necessár|a mot|va-
ção dos recursos humanos para o exerc|-
c|o de íunçoes púo||cas·.
O par|amentar do PB cons|derou a so|u-
ção |aran|a para o ·|mportante e grave pro-
o|ema· das ||stas de espera como sendo
·desproporc|onada, despes|sta e, soo o
ponto de v|sta po||t|co, |nsu|tuosa para com
os portugueses que pagam a saúde púo||-
ca com os seus |mpostos·.
Peíer|ndo que o PB e os portugueses não
entendem a |ev|andade do pro|ecto |aran-
|a, de |nscrever 12 m||hoes de contos para
reso|ver em do|s anos as c|rurg|as em es-
pera, quando essa veroa, nos termos do
pro| ecto | aran| a, apenas será
d|spon|o|||zada pe|o OOE do ano 2000,
A|oerto Marques perguntou: ·Para que tan-
ta dramat|zação, tanta expectat|va, para,
aí|na|, proporem uma |ntervenção que so
poder|a concret|zar-se apos as prox|mas
e|e|çoes |eg|s|at|vas?·.
Perante o s||enc|o da oancada do PBD,
A|oerto Marques perguntou a|nda: ·Não
teve o PBD as redeas da po||t|ca de saúde
deste Pa|s durante ma|s de dez anos?·.
Fe||zmente, sa||entou A|oerto Marques, ·o
Ooverno está a traoa|har na recuperação
das ||stas de espera, como prometeu no
seu programa e e sua oor|gação íace às
necess|dades das pessoas·.
O actua| Ooverno, recordou o deputado do
PB, ·determ|nou a const|tu|ção de ||stagens
mensa|s nom|na|s de todos os doentes em
espera, em todos os serv|ços púo||cos de
saúde·, acrescentando que ·e este o ún|-
co me|o de, com r|gor, com ser|edade, se
conhecer, d|mens|onar e ava||ar em qua|-
quer momento a s|tuação das ||stas de es-
pera·.
Begundo suo||nhou o deputado do PB, ·os
proo|emas de saúde não se reso|vem por
v|a |eg|s|at|va. Peso|vem-se íazendo o que
e necessár|o para sat|síazer as necess|da-
des de saúde das pessoas·.
Distracção Iaranja
Acrescentou que ·atacar o proo|ema das
||stas de espera sem o |dent|í|car comp|e-
tamente e sem esca|pe||zar os seus pr|nc|-
pa|s íactores cond|c|onantes, não será nun-
ca reso|ver o proo|ema·.
Acusando os deputados do PBD de anda-
rem ·mu|to d|stra|dos·, A|oerto Marques
perguntou: ·Então não há ho|e ma|s hos-
p|ta|s, ma|s o|ocos c|rúrg|cos, ma|s consu|-
tas externas, ma|s Oentros de Baúde, ma|s
act|v|dade nos serv|ços do BNB do que em
1995?·. J. C. C. B.
CONTRA OS GESTORES DO MEDO
DEPU7ADO PAULO NEvE$ Resíduos lndusfrlals fóxlcos
O deputado soc|a||sta
Pau|o Neves desaí|ou o
PBD a assum|r uma pos-
tura deí|n|t|va íace à pro-
o|emát|ca do tratamento
dos res|duos |ndustr|a|s
tox|cos.
·Não enganem ma|s os portugueses, se-
|am responsáve|s e assumam que nunca
consegu|ram íazer o que ho|e estão a de-
íender e que nos, aí|na|, sempre assum|-
mos que ser|a a nossa ún|ca at|tude em
íace dos |nteresses das pessoas·, exortou.
Pau|o Neves ía|ava na reun|ão p|enár|a da
Assemo|e|a da Pepúo||ca, rea||zada no d|a
20, onde a oancada par|amentar do PE\
recomendou, entre outros aspectos, a sus-
pensão do processo de dec|são quanto à
|nc|neração dos ·||xos tox|cos· nos íornos
das c|mente|ras.
Begundo o deputado do PB, ·responsave|-
mente, mas de íorma desapa|xonada tere-
mos todos de assum|r que este (o proces-
so da |nc|neração) não e um processo
novo, de entre as so|uçoes tecn|cas conhe-
c|das, e e mesmo o ma|s usado entre os
pa| ses ma| s desenvo| v| dos da Ün| ão
Europe|a, sendo certo que a actua| s|tua-
ção que se v|ve em Portuga| e |nsustentá-
ve| e mu|to ma|s per|gosa para o amo|ente
e para as popu|açoes do que a a|ternat|va
assum|da pe|o Ooverno·.
Apesar de não ser uma med|da |novado-
ra, a |nc|neração ío| tratada entre nos, con-
íorme atesta Pau|o Neves, ·de íorma |nte-
grada e rac|ona||zada·, ou se|a, ·de acor-
do com as suas d|íerentes vertentes, des-
de o tratamento í|s|co-qu|m|co prev|o, ao
aterro contro|ado e mesmo à exportação
de res|duos que, nos termos |ega|s e ade-
quados tecn|camente, não tenham outra
so|ução·.
·Temos ass|st|do a mu|ta coníusão soore
este tema·, a|ertou o par|amentar soc|a||s-
ta, não hes|tando em denunc|ar que a|guns
íazem uso da coníusão para ·aprove|tar os
rece|os das popu|açoes e a sua descren-
ça na poss|o|||dade de se me|horarem as
actua|s cond|çoes em que v|vem·, reíer|u.
Pau|o Neves garant|u que a oancada par-
|amentar do Part|do Boc|a||sta consegue
compreender as popu|açoes e a sua des-
coní|ança em promessas de me|hor|a na
proo|emát|ca amo|enta|, uma vez que ·to-
dos conhecemos os m||hoes |ançados por
protoco|o, para a redução da produção de
res|duos com os vár|os sectores empresa-
r|a|s, sem qua|quer eíe|to e concret|zação
prát|ca· no passado.
O deputado soc|a||sta garant|u que o OP/
PB está ·comp|etamente so||dár|o· com a
íorma e a pos|ção tomada, reaí|rmando
tamoem que a oancada par|amentar do PB
respe|ta a saúde púo||ca e a garant|a da
segurança das popu|açoes |oca|s.
·Não segu|mos as pa|avras dos que d|zem
uma co|sa e íazem outra·, aí|rmou catego-
r|co. M.R.
A MlSSÃO DA UNlÃO.
DEPU7ADA CELE$7E CORRE/A lgualdade de oµorfunldades
·A Oomun| dade tem
como m|ssão promover
a |gua|dade entre ho-
mens e mu|heres, sendo
que para a|cançar este
í|m o art|go 3' (do Trata-
do de Amsterdão) preve que na rea||zação
de todas as acçoes a Oomun|dade terá por
oo|ect|vo e||m|nar a des|gua|dade e promo-
ver a |gua|dade entre homens e mu|heres·.
Fo| com estas pa|avras que a deputada so-
c|a||sta Oe|este Oorre|a man|íestou, no d|a
20, na Assemo|e|a da Pepúo||ca, a sua sa-
t|síação pe|a consagração como pr|nc|p|o
eíect|vo da Europa comun|tár|a a |uta pe|a
|gua|dade de oportun|dades.
·O Tratado s|gn|í|ca um reíorço dos d|re|-
tos das mu|heres·, re|terou Oe|este Oorre|a,
ír|sando de segu|da que ·ate à O|me|ra de
Amsterdão a questão da |gua|dade era re-
íer|da pe|os tratados, apenas c|rcunscr|ta
à temát|ca sa|ar|a| e |aoora|·.
Ass|m, com a evo|ução ver|í|cada, a |gua|-
dade e catapu|tada, no entender da par|a-
mentar do OP/PB, como ·m| ssão da
Ün|ão·.
Oe|este Oorre|a não hes|tou em prec|sar a
·enorme |mportânc|a |ega|· da |ntrodução
da |gua|dade de oportun|dade no texto as-
s|nado em Amsterdão.
·A |gua|dade entre mu|heres e homens está
agora contemp|ada num Tratado, numa
norma de d|re|to comun|tár|o pr|már|o de
um n|ve| |ur|d|co super|or às regras comu-
n|tár|as de d|re|to der|vado, tem que ser res-
pe|tada e reí|ect|r-se em todas as dema|s
normas comun|tár|as·, exp||cou.
Begundo a deputada do PB, ·a |uta pe|a
|gua|dade de oportun|dades torna-se, as-
s|m, uma |uta da Ün|ão Europe|a, dado que
(.) a comun|dade está ma|s empenhada
do que nunca em ser a Ün|ão dos povos,
dos homens e das mu|heres·.
Para Oe|este Oorre|a, a questão da |gua|-
dade de oportun|dade e da |gua|dade de
resu|tados não e um ·capr|cho de uma m|-
nor|a de amo|c|osas que querem d|sputar
aos homens honras e poder·. ·É um pro-
|ecto que renova o esp|r|to democrát|co·.
Oe|este Oorre|a term|nou a sua |ntervenção
evocando Marce||no Ore|a, com|ssár|o eu-
ropeu, e c|tou: ·O Tratado de Amsterdão
não conc|u| o ed|í|c|o da |gua|dade, ape-
nas aor|u um novo esta|e|ro de construção.
Oaoe agora aos c|dadãos e às |nst|tu|çoes
ne|e traoa|hares!·. M.R.
AGENDA PARLAMEN7AR
Ouinta-feira, dia 28
A Assemo|e|a da Pepúo||ca reúne, ho|e, a part|r das 15 horas, para deoater com ur-
genc|a, a ped|do do OP/PB, ·a urgente necess|dade de |evantamento da suspensão e
rean|mação do s|stema de apo|o a |ovens empresár|os·.
Os part|dos com assento par|amentar ana||sarão, |gua|mente, nesta sessão p|enár|a,
tres propostas de |e| governamenta|s.
A pr|me|ra estaoe|ece o reg|me e íorma de cr|ação das po||c|as mun|c|pa|s. A segunda
regu|a a |dent|í|cação c|v|| e a em|ssão do o||hete de |dent|dade de c|dadãos nac|ona|.
A terce|ra e ú|t|ma autor|za o Execut|vo a |eg|s|ar soore a d|ssecação |||c|ta de cadáve-
res e extracção de peças ou orgãos para í|ns de ens|no e de |nvest|gação c|ent|í|ca.
Sexta-feira, dia 29
O Par|amento estudará, a part|r das 10 horas de amanhã, quatro propostas de reso|u-
ção do Ooverno.
A pr|me|ra proposta de reso|ução v|sa, aprovar, para rat|í|cação, a convenção de coo-
peração entre as Oomun|dades e os Estrados Ün|dos, por um |ado, e a Oeorg|a, por
outro, em mater|a de ass|stenc|a mútua entre autor|dades adm|n|strat|vas aduane|ras.
O segundo d|p|oma aprova, para rat|í|cação, a convenção do Tratado da Ün|ão Europe|a
soore a ut|||zação |níormát|ca no dom|n|o aduane|ro.
A terce|ra proposta aprova o acordo entre o Ooverno portugues e a Oomun|dades dos
Pa|ses de L|ngua Portuguesa reíerente ao estaoe|ec|mento da sede da OPLP em Por-
tuga|.
Por í|m, o quarto documento a estudar v|sa a rat|í|cação do protoco|o ad|c|ona| com-
p|ementar à convenção entre os Estados-memoro da NATO e os Estados Ün|dos que
part|c|pam na ·Parcer|a para a Paz· soore o estatuto das suas íorças.
28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 9
PARLAMENTO
DlSCORDÂNClA PONDERADA
REFORMADOS E PENSlONlSTAS
VÃO TER VOZ NA AR
MODERP Comunlcado
Num comun|cado do d|a 21 de Jane|ro, o
MODEPP Mov|mento Democrát|co de Pe-
íormados e Pens|on|stas congratu|a-se
com a chegada do soc|a||sta Manue|
Jeron|mo, ·verdade|ro representante dos
reíormados·, à Assemo|e|a da Pepúo||ca,
onde tomou posse no d|a 20 como depu-
tado da oancada soc|a||sta.
·Becretár|o-gera| do MODEPP ÜOT, com
provas dadas ao |ongo de 12 anos em pro|
dos reíormados, camada da popu|ação tão
carenc|ada, a sua vert|ca||dade à causa dos
homens e mu|heres reíormados e pens|o-
n|stas deste pa|s são uma rea||dade·, reíe-
re o comun|cado do MODEPP.
·É para nos d|r|gentes, í|||ados e í|||adas do
MODEPP ÜOT uma honra a presença de
Manue| Jeron|mo na Assemo|e|a da Pepú-
o||ca como ún|co e |eg|t|mo representante
de 2,5 m||hoes de reíormados·, |e-se na
nota à lmprensa.
O comun|cado do MODEPP |emora a|nda
o notáve| traoa|ho desenvo|v|do pe|o cama-
rada Manue| Jeron|mo à írente desta orga-
n|zação, que perm|t|u aos reíormados a|-
cançarem |mportantes v|tor|as, ta|s como
a conqu|sta do 14' mes, a |ntegração na
Begurança Boc|a| dos reíormados e pens|-
on| stas dos Oam| nhos-de-Ferro de
Bengue|a, a regu|ar|zação do pagamento
das pensoes a cerca de sete m|| portugue-
ses v|ndos do Bras|| e o í|m da d|scr|m|na-
ção nos horár|os dos passes soc|a|s para
|dosos.
Pes|stente ant|íasc|sta, m|||tante h|stor|co do
PB, presente em todas as grandes oata-
|has que o part|do do punho travou antes e
depo|s do 25 de Aor||, homem de pr|nc|p|-
os e va|ores, deíensor |ntrans|gente dos
reíormados e pens|on|stas, o camarada
Manue| Jeron|mo (Mane| 25) e uma ma|s-
va||a da oancada soc|a||sta e uma certeza
na |uta por uma v|da d|gna para os |dosos
do nosso pa|s, nomeadamente os que a|n-
da receoem pensoes mu|to degradadas.
Manue| Jeron|mo promete não |r dorm|r
para a Assemo|e|a da Pepúo||ca como o
pos-moderno Manue| Berg|o e estamos
certos que a|nda |rá acordar a|gumas cons-
c|enc|as adormec|das para as dramát|cas
cond|çoes de v|da da ma|or|a dos nossos
|dosos. J. C. C. B.
DEPU7ADO MANUEL ALEGRE Declaração de vofo
Os deputados do PB
e|e|tos pe|o c|rcu|o de
Oo|mora, Manue| A|egre,
João Pu| A|me|da, Oar|os
Be|a, Pu| Namorado,
Osor|o Oomes e P|cardo
Oastanhe|ra, votaram íavorave|mente, no d|a
20, na Assemo|e|a da Pepúo||ca, o pro|ecto
de de||oeração apresentado pe|o PE\.
Os par|amentares exp||caram, numa dec|a-
ração de voto, que o voto íavoráve| í|cou a
dever-se à manutenção da d|scordânc|a
quanto à esco|ha de Bouse|as para a co-|n-
c|neração de res|duos |ndustr|a|s per|gosos.
Todav|a, os par|amentares do OP/PB aí|rmam
que ·não concordam com determ|nados
cons|derandos deste pro|ecto de
de||oeração, des|gnadamente o que cons|-
dera ¨que a dec|são tomada pe|o actua|
Ooverno carece, em aoso|uto, de
sustentao|||dade tecn|ca, r|gor e
cred|o|||dade"·.
Os deputados soc|a||stas do c|rcu|o de
Oo|mora cons|deraram, a|nda, que ·o reíer|-
do pro|ecto de de||oeração não tem em
contra a |mportante proposta apresentada
pe|o pr|me|ro-m|n|stro da const|tu|ção de uma
¨Oom|ssão O|ent|í|ca de Oontro|o e F|sca||-
zação Amo|enta| das O|mente|ras", com|ssão
esta que tem poderes suspens|vos ou
reso|ut|vos em íunção dos dados apurados
e qua||í|cados pe|a propr|a com|ssão·. M.R.
CLARO E OBJECTlVO ATAOUE
LARANJA AO SNS
DEPU7ADO MANUEL DO$ $AN7O$ Llsfas de esµera
O deputado soc|a||sta
Manue| dos Bantos aí|r-
mou no d| a 21, na
Assemo|e|a da Pepúo||-
ca, que o que está em
causa com o pro|ecto de
|e| do PBD de pretenso comoate às ||stas
de espera ·e um c|aro e oo|ect|vo ataque
ao Berv|ço Nac|ona| de Baúde (BNB), na
sua componente púo||ca, v|sando va|or|zar
e rentao|||zar o sector pr|vado da saúde em
Portuga|·.
Buo||nhou a|nda que o d|p|oma |aran|a ·tem
uma |og|ca que assenta na cr|ação e no
est|mu|o às propr|as ||stas de espera, pe|o
que acaoa por reve|ar uma pervers|dade
verdade|ramente |nsuportáve|·.
Ao |ongo da sua |ntervenção em que pos a
nu as verdade|ras |ntençoes do PBD com
esta |n|c|at|va, Manue| dos Bantos |emorou
que depo|s de uma ·|onga e soír|da deca-
da· de cavaqu|smo, o Pa|s herdou ·uma
s|tuação |nsustentáve| e degradada, que
não e poss|ve| |nverter no curto prazo, nem
tão-pouco pe|o uso exc|us|vo dos |nstru-
mentos í|nance|ros·.
Por |sso, ír|sou, o Ooverno do PB ·deí|n|u
uma or|entação estrutura| assente numa
proíunda e gradua| reíorma do BNB·.
Manue| dos Bantos denunc|ou a|nda que a
acção que tem s|do desenvo|v|da por ·a|-
guns restr|tos sectores da soc|edade por-
tuguesa· contra a po||t|ca de saúde do
Ooverno e, nomeadamente, contra a t|tu|ar
da pasta, Mar|a de Be|em, com espec|a|
destaque para o PBD, ·e c| aramente
|n|ust|í|cada e pre|ud|c|a| para os |nteres-
ses gera|s da popu|ação portuguesa·.
\|rando-se para a oancada |aran|a, que não
consegu|a esconder o seu nervos|smo e
|ncomodo íace aos argumentos do depu-
tado soc|a||sta, Manue| dos Bantos exc|a-
mou: ·Oom a saúde dos portugueses não
se or|nca senhores deputados do PBD.·
Manue| dos Bantos aí|rmou a|nda que quer
a anter|or |n|c|at|va do PP quer o pro|ecto de
|e| |aran|a em d|scussão são c|aramente ·ar-
mas de arremesso po||t|co· que não se des-
t|nam a reso|ver qua|quer proo|ema rea|, mas
apenas e tão-so ·desgastar o Ooverno e a
|magem da m|n|stra Mar|a de Be|em·.
Depo|s de |emorar que o PBD se pronun-
c|ou |n|c|a|mente a íavor da greve ·||ega|·
dos med|cos, o deputado do PB passou
em rev|sta o con|unto de med|das que o
Ooverno |mp|ementou para comoater o
·í|age|o· das ||stas de espera sem por em
causa o BNB e a sua componente púo||ca.
Por outro |ado, a |n|c|at|va do POP mere-
ceu e|og|os de Manue| dos santos porque,
entre outros aspectos, ·não pretende at|n-
g|r o BNB, nem se co|oca ao serv|ço de |n-
teresses pr|vados |n|ust|í|cáve|s nestas c|r-
cunstânc|as·.
Suµeravlf de demagogia
Depo|s da exce|ente |ntervenção de Manu-
e| dos Bantos era patente a deso|ação na
oancada |aran|a. E a deso|ação t|nha ra-
zão de ser: a op|n|ão púo||ca que segue
ma|s de perto a act|v|dade par|amentar t|-
nha í|cado, deí|n|t|vamente, esc|arec|da
quanto aos verdade|ros propos|tos da |n|-
c|at|va do PBD.
O part|do ||derado por Marce|o Peoe|o de
Bousa, a oraços com um e|evado deí|ce
de cred|o|||dade e e|evado s0oe|a.|| de
demagog|a, t|nha dado ma|s um t|ro no pe.
J. C. CASTELO BRANCO
DECLARAÇÃO DE VOTO
DEPU7ADO MARQUE$ JÚN/OR Exercíclo do dlrelfo dos mlllfares
Numa dec| aração de
voto apresentada no d|a
21 na Assemo|e|a da Pe-
púo||ca, o Orupo Par|a-
mentar do PB (OP/PB)
cons|dera que, apesar
do ·|eg|t|mo d|re|to· que ass|ste ao POP
para suometer a votação o seu pro|ecto de
|e| que a|tera o reg|me do exerc|c|o do d|-
re|to dos m|||tares, ·não e este o momento
adequado por se encontrar para
agendamento uma proposta do Ooverno
que tem um oo|ecto seme|hante·.
No entanto, e apesar desta s|tuação, o OP/
PB votou íavorave|mente o pro|ecto de |e|
comun|sta, ·por concordar com a necess|-
dade da sua rev|são·.
Na dec|aração de voto ass|nada, entre ou-
tros, pe|o deputado e cap|tão de Aor|| Mar-
ques Jún|or, suo||nha-se que ·este voto não
s|gn|í|ca concordânc|a nem com a extensão,
nem com o a|cance do pro|ecto do POP·.
O voto do PB, reíere a dec|aração de voto,
·pretende, s|mp|esmente, não |nv|ao|||zar a
d|scussão con|unta em Oom|ssão, da pro-
posta do Ooverno, que va| ser orevemente
agendada e do pro|ecto do POP soore a
rev|são do art|go 31' da Le| de Deíesa Na-
c|ona| e das Forças Armadas·.
J. C. CASTELO BRANCO
ACÇÃO SOClALlSTA 10 28 JANElPO 1999
UNÌÄO EUROPEÌA
CONSEOUÊNClAS
CONSTlTUClONAlS DA UEM
PARLAMEN7O EUROPEU lnIo-Euroµa
·As consequenc|as const|tuc|ona|s da Ün|ão
Econom|ca e Monetár|a·, e o t|tu|o do re|ato-
r|o do eurodeputado soc|a||sta Barros Moura,
aprovado na semana passada pe|a Oom|s-
são dos Assuntos lnst|tuc|ona|s do PE.
No í|na| da votação do re|ator|o que ío| apro-
vado por 19 votos a íavor, tres conta e uma
aostenção, Barros Moura congratu|ou-se
com a ·aprovação tão express|va· do seu
documento, que coní|rma ass|m ·a enorme
popu|ar|dade do euro e o íacto de|e ter s|do
um sucesso·.
·Não posso de|xar de aprec|ar o íacto de a
votação soore a|guns pontos da espec|a||-
dade ter s|do tão cerrada, com votos a íavor
e votos contra, com a aprovação e a re|e|ção
de a|gumas das propostas do re|ator, coní|r-
mando ass|m que cont|nua na ÜE com moe-
da ún|ca a íazer sent|do a d|st|nção entre es-
querda e d|re|ta. A|gumas das poucas a|te-
raçoes que a com|ssão re|e|tou serão reto-
madas pe|o Orupo Boc|a||sta na prox|ma ses-
são p|enár|a·, d|sse.
O re|ator|o, que será d|scut|do em p|enár|o e
apresentado numa aud|ção púo||ca em L|s-
ooa no d|a 29, deíende que a Ün|ão Econo-
m|ca e Boc|a| se|a um contrapeso po||t|co da
Ün|ão Monetár|a e que se íaça um novo ·con-
trato soc|a|· europeu oaseado num m|n|mo
de harmon|zação soc|a|.
O documento de Barros Moura deíende a|n-
da que ex|sta uma representação externa da
ÜEM que perm|ta que as |nst|tu|çoes da ÜE
íaçam va|er a n|ve| mund|a|, a uma so voz, os
oo|ect|vos consagrados no Tratado e que se
proceda a uma reíorma |nst|tuc|ona| que re-
íorce o contro|o democrát|co e a part|c|pa-
ção dos c|dadãos.
JOSPlN OUER UMA EUROPA
MAlS SOClAL
Os deputados e senadores íranceses rat|í|-
caram no passado d|a 18, em congresso
rea||zado em \ersa|hes, a rev|são const|tu-
c|ona| prev|a à rat|í|cação do Tratado de
Amesterdão, que agora terá o seu segu|-
mento na Assemo|e|a Nac|ona| írancesa, em
Março.
O pr|me|ro-m|n|stro írances, o soc|a||sta
L|one| Josp|n, cons|derou que a entrada em
v|gor do Tratado perm|t|rá ·a aí|rmação de
uma Europa ma|s íorte, ma|s soc|a| e ca-
paz de assum|r no mundo o |ugar que |he
e dev|do e dar aos c|dadãos a perspect|va
de um cont|nente verdade|ramente organ|-
zado·.
L|one| Josp|n, que e cada vez ma|s uma das
grandes reíerenc|as do soc|a||smo europeu,
contra aque|es que pretendem a sua
descaracter| zação em nome de uma
pretensa modern|zação, vo|tou a repet|r a
pos|ção írancesa segundo a qua|, no p|ano
|nst|tuc|ona|, ·o Tratado não apresenta as
a|teraçoes |nd|spensáve|s, num momento
em que a ÜE se prepara para um novo a|ar-
gamento·.
Pecorde-se que com a rat|í|cação do Trata-
do de Amesterdão pe|a França, í|cam ape-
nas a ía|tar a Orec|a, que deverá íaze-|o em
Fevere|ro, e a Be|g|ca, que espera a|nda o
voto de c|nco assemo|e|as terr|tor|a|s.
TRlBUNAL DE CONTAS EUROPEU
Jan O. Kar|sson e o novo pres|dente do Tr|-
ouna| de Oontas Europeu, sucedendo no
cargo ao a|emão Bernhard Fr|edman.
Ate agora memoro do Tr|ouna| de Oontas
responsáve| pe|a cooperação com os pa|-
ses em v|as de desenvo|v|mento, Jan O.
Kar|sson |n|c|ou o seu mandato no passa-
do d|a 18.
Pecorde-se que o Tr|ouna| de Oontas e
composto por 15 e|ementos, um por cada
Estado-memoro da EÜ.
O memoro portugues e A de Bousa P|oe|ro.
MAlORlA CONTRA ANTEClPAÇÃO DO LANÇAMENTO
DE NOTAS E MOEDAS
UE Euro
ma|or|a dos pa|ses da Ün|ão
Europe|a, |nc|u|ndo Portuga|,
man|íestou-se no d|a 18, em
Bruxe|as, contra a antec|pação
da entrada em c|rcu|ação das notas e mo-
edas do euro.
A |de|a, que ío| |ançada pe|a Be|g|ca, ío|
recusada pe|a genera||dade das de|ega-
çoes à reun|ão do d|a 18 do Oonse|ho de
M|n|stros das F|nanças da ÜE (Ecoí|n), que
|nvocaram d|í|cu|dades tecn|cas para a re-
dução do per|odo de tres anos em que não
haverá ·trocos· e notas da moeda ún|ca
europe|a.
O euro ío| cr|ado a 1 de Jane|ro u|t|mo, mas,
de acordo com o prev|sto, so chegará aos
oo|sos e carte|ras dos c|dadãos, soo a íor-
ma de notas e moedas, a part|r de 1 de
Jane|ro de 2002.
O m|n|stro oe|ga das F|nanças cons|dera
·excess|vamente |ongo· o per|odo de tres
anos em que o euro será apenas uma
moeda escr|tura|, tendo como expressoes
í|duc|ár|as as notas e moedas dos pa|ses
part|c|pantes na moeda ún|ca.
Para o secretár|o de Estado do Tesouro,
Te|xe|ra dos Bantos, que suost|tu|u o m|n|s-
tro Bousa Franco na cheí|a da de|egação
portuguesa à reun|ão, ·não se aí|gura pos-
s|ve|, essenc|a|mente por questoes tecn|-
cas, uma a|teração do ca|endár|o· da |n-
trodução de notas e moedas do euro.
Os proo|emas tecn|cos, acrescentou, ·tem
a ver com os prazos necessár|os para a
produção quer das notas, quer das moe-
das·.
·Em caso de antec|pação s|gn|í|cat|va, so
mu|to d|í|c||mente todos os pa|ses do euro
consegu|r|am d|spor de notas e moedas·,
d|sse Te|xe|ra dos Bantos.
De acordo com | nquer| tos a agentes
econom|cos, |níormou o secretár|o de Es-
tado, a antec|pação que poder|a ser con-
s|derada era de um ano.
Üma antec|pação de apenas tres meses,
como suger|u o m|n|stro oe|ga, ·ter|a even-
tua|mente ma|s proo|emas que vantagens,
dev|do, nomeadamente, à não co|nc|den-
c|a com os anos c|v|| e contao|||st|co·, con-
s|derou Te|xe|ra dos Bantos.
·Ber|a um íactor perturoador e trar|a pro-
o|emas nas adaptaçoes dos s|stemas
contao| | | st| cos das empresas·,
exemp||í|cou o secretár|o de Estado do Te-
souro.
·Para ser s|gn|í|cat|va, ad|antou, a antec|-
pação ter|a de ser de pe|o menos um ano
e |sso cr|ar|a oostácu|os tecn|cos |mportan-
tes·.
Por outro |ado, deíendeu a c|ar|í|cação des-
ta questão ·de uma vez por todas·, por
íorma a que desapareçam ·todas e qua|s-
quer coníusoes e |ncertezas em torno do
euro·.
Oomo hao|tua|mente, o Ecoí|n a Ou|nze ío|
preced|do de uma reun|ão dos t|tu|ares das
F|nanças dos 11 pa|ses do euro (Euro-11),
durante a qua| íoram d|scut|das as pers-
pect| vas de evo| ução da econom| a
europe|a íace à con|untura |nternac|ona|.
De acordo com Te|xe|ra dos Bantos, con-
c|u|u-se que, dada a actua| con|untura |n-
ternac|ona| desíavoráve|, ·será de esperar
a|gum aorandamento do cresc|mento rea|
da econom|a europe|a·.
Oontudo, acrescentou, ·o cresc|mento será
s|gn|í|cat|vo e oas|camente a||cerçado na
procura |nterna dos pa|ses da ÜE·.
O secretár|o de Estado do Tesouro adm|t|u
que a Oom|ssão Europe|a, em Março pro-
x|mo, ·reve|a em oa|xa as prev|soes de
cresc|mento da econom|a europe|a· em
1999, à seme|hança do que íez o Fundo
Monetár|o lnternac|ona| (FMl).
·A Europa cont|nuará a ser um po|o de es-
tao| | | dade mund| a| , mas soírerá
consequenc|as das con|untura |nternac|o-
na| desíavoráve|·, aí|rmou.
Boore a Agenda 2000 (prox|mo quadro
orçamenta| p|ur|anua| da ÜE), os 15 m|n|s-
tros das F|nanças reaí|rmaram o compro-
m|sso de a|cançarem um acordo ate í|na|s
de Marco prox|mo.
O Ecoí|n ío| a|nda marcado pe|o deoate
puo||co do programa da pres|denc|a a|e-
mã da ÜE, na área da econom|a e í|nancas.
A|em da Agenda 2000, a promoção do
cresc|mento econom|co e do emprego, o
comoate ao desemprego e a harmon|zação
das d|íerentes í|sca||dades nac|ona|s são
os oo|ect|vos centra|s do M|n|ster|o das F|-
nanças da A|emanha, que e ||derado pe|o
soc|a|-democrata Oskar Laíonta|ne.
Os t|tu|ares das F|nanças dos Ou|nze apro-
varam tamoem os Programas de Estao|||-
dade orçamenta| da Ho|anda e da lr|anda.
A
28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 11
EDUCAÇÄO
EN$/NO RECORREN7E Ana Benavenfe anuncla
NOVAS ORlENTAÇOES E MEDlDAS
oíerta do ens|no recorrente va|
ser d|íerenc|ada |á no prox|mo
ano |ect|vo com a separação
dos do|s t|pos de púo||co que o
írequentam: entre os 15 e os 18 anos e os
adu|tos.
Esta e uma das med|das anunc|adas, no
d|a 20, em L|sooa, pe|a equ|pa governat|va
do M|n|ster|o da Educação e pe|o secretá-
r|o de Estado do Emprego para a área do
ens|no recorrente, depo|s de ter s|do íe|to
um re|ator|o de ava||ação deste suos|stema
que |nd|ca |nd|ces de sucesso oa|xos e d|s-
persão de me|os.
Begundo a secretár|a de Estado da Edu-
cação e lnovação, Ana Benavente, as me-
d|das a med|o e a curto prazo para este
s| stema de ens| no vão passar a ser
centradas na esco|a e, pe|a pr|me|ra vez
em Portuga|, tamoem em parcer|a com
outros organ|smos e ent|dades, d|vers|í|-
cando moda||dades de educação.
Üma das pr|me|ras acçoes será a me|hor|a
da resposta com a d|íerenc|ação da oíer-
ta, ou se|a, tendo em conta o íacto de a
aná||se do s|stema ter reve|ado que ma|s
de metade dos a|unos que írequentam este
t|po de ens|no tem entre os 15 e os 18 anos,
os cursos de ens|no recorrente para esta
ía|xa etár|a passam a íunc|onar em reg|me
d|urno.
Esta med|da entra |á em v|gor no prox|mo
ano |ect|vo, genera||zando-se gradua|mente
ate 2000/2001.
Os pro|ectos de educação de adu|tos (para
um grupo que actua|mente e m|nor|tár|o no
s|stema) rea||zar-se-ão em horár|o pos-
|aoora| soo a íorma de |n|c|at|vas exper|-
menta|s, so excepc|ona|mente acess|ve|s
a menores de 18 anos.
Para este grupo, haverá respostas d|versas
|nsp|radas em exper|enc|as no terreno
como o centro nac|ona| de ens|no à d|s-
tanc|a ou mode|os m|stos seme|hantes à
te|esco|a (com uma parte de mater|a|s
aud|ov|sua|s e enquadramento docente).
Outras das nov|dades para aque|es que
regressam à esco|a |á em |dade adu|ta será,
segundo Ana Benavente, a med|o prazo, a
cert|í|cação das competenc|as e conhec|-
mentos adqu|r|dos ao |ongo da v|da, pro-
gred|ndo depo|s num percurso pensado
em íunção da sua s|tuação espec|í|ca.
A curto prazo, mas com poss|ve| genera||-
zação dentro de do|s anos, está tamoem
prev|sta a rac|ona||zação da rede.
Ana Benavente exp||cou que a |de|a e agru-
par a oíerta de ens|no recorrente nas es-
co|as que reúnem me|hores cond|çoes
para o desenvo|v|mento de pro|ectos de
educação de adu|tos, numa |og|ca de
rentao|||zação de recursos.
Begundo a secretár|a de Estado, actua|-
mente as esco|as não í|xam metas porque
asseguram o ens|no recorrente como uma
act|v|dade |nst|tuc|ona||zada.
Por |sso, a med|o prazo, e |ntenção do Exe-
cut|vo que, gradua| e vo|untar|amente, as
esco|as passem a cand|datar-se a esta
act|v|dade, ta| como |á acontece com os
curr|cu|os a|ternat|vos, apresentando um
pro|ecto com resposta para um púo||co
prec|so e com |dent|í|cação dos recursos,
das metas e do traoa|ho a desenvo|ver.
Oonsegu|do o í|nanc|amento para esse
mesmo pro|ecto, as esco|as terão oor|ga-
tor|amente que prestar contas.
·Este aspecto da cand|datura e |mportan-
te porque perm|te rentao|||zar recursos que
tem s|do desperd|çados·, reíer|u.
Já para o prox|mo ano |ect|vo está prev|sto
um s|stema de ava||ação d|íerente, segun-
do o qua| qua|quer íormando que este|a |ns-
cr|to há tres anos no 3' c|c|o ou no secun-
dár|o recorrente e que tenha 75 por cento
ou ma|s de un|dades |á cap|ta||zadas em
cada d|sc|p||na poderá aceder a um meca-
n|smo de ava||ação extraord|nár|o.
Esta ava||ação extraord|nár|a revest|rá a íor-
ma de prova por d|sc|p||na. Be íorem rea||-
zadas com sucesso o íormando adqu|re a
t|tu|ar|dade do respect|vo c|c|o de estudos.
Para o m| n| stro da Educação, o
reequac|onamento do ens|no recorrente
tem a part|cu|ar|dade de ser desenvo|v|do
|untamente com o M|n|ster|o do Traoa|ho e
da Bo||dar|edade.
Marça| Or||o d|sse que as med|das de-
monstram a |mportânc|a que o Ooverno dá
à opt|m|zação dos me|os ex|stentes, tendo
em conta os e|evados encargos í|nance|-
ros que esta área acarreta.
·As nossas propostas são no sent|do de,
mantendo um mode|o de grande r|gor, con-
t|nuar a dar sat|síação pos|t|va às expecta-
t|vas dos adu|tos e dos |ovens que aoan-
donam a esco|ar|dade oor|gator|a·, aí|r-
mou.
Begundo Marça| Or||o, o m|n|ster|o |nveste
nesta área uma veroa na ordem dos 60
m||hoes de contos e o oo|ect|vo e não re-
duz|r o orçamento envo|v|do mas s|m gas-
ta-|o de íorma d|íerente.
·Procuramos rac|ona||zar a oíerta sem a
d|m|nu|r. Oom os recursos envo|v|dos, e
dado os n|ve|s oa|xos de aprove|tamento
que o re|ator|o reve|a, e poss|ve| segura-
mente íazer ma|s e me|hor·, acrescentou.
O governante d|sse a|nda que o re|ator|o
mostra o |ado da |neí|các|a do actua| s|ste-
ma, mas tamoem que ex|stem grupos com
exper|enc|as |nteressantes e |mportantes.
·lmporta d|zer que este reequac|onamento
do ens|no recorrente passa pe|as estrutu-
ras do m|n|ster|o, mas pr|nc|pa|mente pe|o
envo|v|mento das esco|as e dos proíesso-
res·, ír|sou.
Um subsistema
de contínuos abandonos
Destaque-se que o actua| s|stema de ens|-
no recorrente, ou ens|no para adu|tos, tem
d|í|cu|dade em atra|r e í|de||zar o púo||co-
a|vo, reg|stando-se taxas de aoandono e
de |nsucesso super|ores ao que ser|a es-
perado.
A uma procura e| evada parecem
corresponder tamoem a|tos n|ve|s de aoan-
dono/des|stenc|a na ma|or|a das reg|oes.
Esta e uma das conc|usoes de um re|ato-
r|o de ava||ação do ens|no recorrente que
v|sou aproíundar o conhec|mento soore os
oo|ect|vos, organ|zação e íunc|onamento
deste suos|stema dest|nado a |nd|v|duos
que |á não se encontram em |dade norma|
de írequenc|a do ens|no oás|co e secun-
dár|o ou que nunca os chegaram a írequen-
tar.
Para os pr|me|ros, o ens|no recorrente cons-
t|tu|r|a uma segunda oportun|dade de edu-
cação esco|ar, para os segundos, a pr|me|-
ra oportun|dade que em dev|do tempo |hes
ío| negada.
Na verdade são estes do|s grupos que pro-
curam este t|po de ens|no: um grupo
ma|or|tár|o de |ovens proven|entes do
|nsucesso e do aoandono esco|ar e um
grupo m|nor|tár|o de c|dadãos dos restan-
tes grupos etár|os, uns que tamoem íoram
v|t|mas de |nsucesso e do aoandono há
decadas atrás, outros que nunca chegam
a írequentar determ|nado c|c|o ou n|ve| de
ens|no.
No 2' e no 3' c|c|os, em regra, a ma|or ía-
t|a percentua| de íormandos s|tua-se na
ía|xa etár|a dos 14 aos 19 anos, o que de-
monstra tratar-se de |ovens recem-sa|dos
do ens|no regu|ar.
Oom o ens|no secundár|o ver|í|ca-se sen-
s|ve|mente o mesmo. Neste n|ve|, o grupo
etár|o dom|nante e o de 20-25 anos, segu|-
do do de 19 anos.
Em termos de sucesso, o re|ator|o reve|a
que em nenhum dos n|ve|s de ens|no se
consegue que pe|o menos metade dos
íormandos |nscr|tos se|am cert|í|cados.
Begundo o estudo, ao n|ve| do 1' c|c|o e
em termos g|ooa|s, ver|í|ca-se que este s|s-
tema cert|í|ca, em termos med|os, entre 20
e 30 por cento dos matr|cu|ados, o que
quer d|zer que não consegue cumpr|r os
seus oo|ect|vos em cerca de 70 por cento
da popu|ação matr|cu|ada.
O 1' c|c|o deste suos|stema não consegue
cert| í| car um número ace| táve| de
íormandos, nem consegue aí|rmar-se
como um contexto de aprend|zagem atrac-
t|vo e est|mu|ante para o púo||co c||ente.
Ao n|ve| do 2' c|c|o, de acordo com o re|a-
tor|o, os cursos cert|í|cam na me|hor das
h|poteses cerca de 50 por cento dos a|u-
nos matr|cu|ados. Os aoandonos, emoora
var|áve|s de reg|ão para reg|ão, são gene-
r|camente e|evados, andando pe|os 10 a
11 por cento.
Os dados re|at|vos ao 3' c|c|o |nd|cam tam-
oem uma oa|xa capac|dade de moo|||zar
os a|unos para a aprend|zagem e de a|u-
dar esses mesmo a|unos a concret|zar es-
sas aprend|zagens.
No ens|no secundár|o os n|ve|s de suces-
so at|ngem va|ores a|nda ma|s oa|xos. O
número de a|unos que consegue term|nar
todas as un|dades cap|ta||záve|s, no per|o-
do compreend|do ente 1992/93 e 1996/97
(no qua| se centra o estudo) e oa|xo, s|tu-
ando-se entre os 0 e 1 por cento.
Outro dado cons|derado re|evante e a a|ta
percentagem de a|unos matr|cu|ados que,
em c|nco anos, não conseguem conc|u|r
nenhuma un|dade. Na me|hor das h|pote-
ses, 29,7 por cento e na p|or das h|pote-
ses 56,6 por cento não cap|ta||zam nenhu-
ma un|dade.
O re|ator|o detectou a|nda outras írag|||da-
des do s|stema, entre as qua|s a precar|e-
dade dos recursos d|spon|ve|s, trad|c|ona|-
mente mu|to dependentes de eventua|s
apo|os da autarqu|a conce|h|a, a ía|ta de
estatuto dos coordenadores e a ía|ta de perí||
e íormação espec|í|ca dos íormadores.
A
ACÇÃO SOClALlSTA 12 28 JANElPO 1999
SOCÌEDADE & PAÌS
CONDUÇÃO LEGAL
COM 14 E 15 ANOS
$EGURANÇA RODOv/AR/A Clclomofores
Ter 14 ou 15 anos, írequenc|a do 7' ano de
esco|ar|dade, aprove|tamento esco|ar no
ano |ect|vo anter|or, autor|zação do poder
paterna| e pe|o menos 28 500 escudos per-
m|t|rão, a part|r de Fevere|ro, a cand|datura
à condução |ega| de c|c|omotores.
A|em destes requ|s|tos, a ootenção de uma
| | cença espec| a| de condução de
c|c|omotores para |ovens com 14 e 15 anos,
passada pe|a D|recção-Oera| de \|ação
(DO\), passará, a part|r da mesma data, pe|a
aprovação num exame depo|s da írequen-
c|a de um curso teor|co-prát|co.
O pro|ecto, que v|sa, entre outras í|na||da-
des, promover a aqu|s|ção de conhec|men-
tos, comportamentos e at|tudes essenc|a|s
à condução segura e |ega| de um c|c|omotor
na v|a púo||ca, ío| apresentado, no passado
d|a 20, em L|sooa.
Oontr|ou|r para a segurança rodov|ár|a, pro-
movendo a prevenção de ac|dentes, e
|nter|or|zar uma at|tude de r|gor, d|sc|p||na e
de preocupação com a segurança são as
outras pr|nc|pa|s oo|ect|vos deste pro|ecto.
De acordo com o secretár|o de Estado Ad-
|unto do m|n|stro da Adm|n|stração lnterna,
Armando \ara, - que esteve presente na apre-
sentação deste pro|ecto - a cr|ação desta ||-
cença espec|a| e um ·pro|ecto estruturante·
porque a|tera o pr|me|ro contacto dos |ovens
com a c|rcu|ação rodov|ár|a.
·A|em de estruturante, e |novador por ter
assoc|ada a necess|dade de aprove|tamen-
to esco|ar·, sustentou \ara.
Oom a cr|ação desta ||cença, e poss|ve| que
o comportamento c|v|co dos condutores
portugueses mude pe|o menos daqu| a uma
geração, reíer|u a|nda.
Este curso - que terá a duração de 15 horas
em cerca de duas semanas e me|a - será
m|n|strado a n|ve| nac|ona| atraves, |n|c|a|-
mente, de nove esco|as |t|nerantes da Pre-
venção Podov|ár|a Portuguesa (PPP).
O custo rea| deste curso - que so pode ser
m|n|strado pe|a PPP - e de 47 500 escudos
por cand|dato. No entanto, os cand|datos
so pagam 28 500 escudos porque a DO\
suporta 40 por cento do |nvest|mento.
Begundos dados da D|recção-Oera| de \|-
ação, o tota| de condutores de c|c|omotores
|mp||cados em ac|dentes com v|t|mas ío|,
respect|vamente, de 14 364 em 1997 e de
15 039 em 1996.
Em re|ação aos propr|os condutores de
c|c|omotores, em 1997, 310 morreram e 12
527 í|caram íer|dos.
Em 1996, os números íoram ma|s graves,
com 336 condutores de c|c|omotores mor-
tos e 12 980 íer|dos.
Tanto em 1997 como em 1996, a ma|or per-
centagem de condutores de c|c|omotores
v|t|mas de ac|dentes pertenceu ao sexo
mascu||no.
MlRANDA CALHA EXlGE
MEDlDAS RÁPlDAS E CONCRETAS
DE$POR7O Vloléncla
O secretár|o de Estado do Desporto,
M|randa Oa|ha, ex|g|u, no d|a 20, ma|or eí|-
các|a e ce|er|dade na ap||cação dos |nstru-
mentos |ega|s contra a v|o|enc|a, durante
uma reun|ão do Oonse|ho Nac|ona| contra
a \|o|enc|a no Desporto (ON\D).
M|randa Oa|ha dec|d|u pres|d|r à reun|ão do
ON\D, que decorreu no Oentro de Med|c|-
na Desport|va de L|sooa, numa a|tura em
que d|versos actos de v|o|enc|a tem ocorr|-
do em vár|os estád|os de íuteoo|.
·É necessár|o errad|car a v|o|enc|a no des-
porto e |sso passa por uma me|hor eí|cá-
c|a da ut|||zação dos |nstrumentos |ega|s
ex|stentes·, d|sse.
Begundo o responsáve| pe|o Desporto
·ex|stem med|das concretas e pun|çoes
que devem ser postas em prát|ca |med|a-
tamente por íorma a errad|car o íenomeno
da v|o|enc|a·.
·Há |nstrumentos para actuar em re|ação a
toda esta t|po|og|a de acçoes v|o|entas e o
que eu v|m ped|r aos e|ementos do Oon-
se|ho e que os co|oquem em prát|ca o ma|s
ráp|do poss|ve|·, ír|sou.
lnterrogado soore as recentes agressoes
a |orna||stas da Lusa, BlO e T\l no estád|o
D. Aíonso Henr|ques apos o encontro de
íuteoo| Ou|marães-Boav|sta (2-3) de dom|n-
go, M|randa Oa|ha apenas comentou que
·são c|dadãos e agentes ao serv|ço das
act|v|dades desport|vas, pe|o que tamoem
estão cooertos em termos de pena||zaçoes
a serem ap||cadas aos agressores·.
Nesse sent|do, o secretár|o de Estado |em-
orou um protoco|o ass|nado entre o B|nd|-
cato de Jorna||stas, O|uoe Nac|ona| de lm-
prensa Desport|va (ONlD) e L|ga Portugue-
sa de Futeoo| Proí|ss|ona| no sent|do de
proteger os traoa|hadores da comun|cação
soc|a|.
O ON\D ío| cr|ado pe|a |e| 38/98 de 4 de
Agosto - tendo os seus memoros tomado
posse a 4 de Novemoro - e v|sa preven|r e
contro|ar as man|íestaçoes de v|o|enc|a as-
soc|adas ao desporto e promover a segu-
rança das compet|çoes desport|vas.
Na reun|ão da semana passada est|veram
presentes \asco Lynce, pres|dente do Oon-
se|ho, Pau|o Jorge \a|ente, representante
da M|n|ster|o da Adm|n|stração lnterna,
\asco Prazeres do M|n|ster|o da Baúde, Pu|
A|oerto Oouve|a Bantos, em representação
da Made| ra, Franc| sco Jose \| e| ra
Fernandes em representação dos Açores.
Est|veram |gua|mente presentes os repre-
sentantes das ||gas proí|ss|ona|s de oas-
queteoo| e íuteoo|, Jose Manue| Me|r|m e
Jose \e|oso Oardoso, respect|vamente,
A|oerto B||ve|ra, do Oom|te O||mp|co de
Portuga|, Anton|o Oarraça, em representa-
ção das organ|zaçoes proí|ss|ona|s de pra-
t|cantes desport|vos, Fernando O|aro, |nd|-
cado pe|a Ooníederação do Desporto de
Portuga| e Oaora| Far|a, tecn|co de enge-
nhar|a de |níra-estruturas desport|vas.
POUSADA PRONTA
ATÉ AO VERÃO
PORTUGAL E SUlÇA ACORDAM
lNTERCÂMBlO DE ESTAGlÁRlOS
JUvEN7UDE Vlana do Casfelo
COOPERAÇÁO AµerIelçoamenfo µroIlsslonal
A pousada de |uventude de \|ana do Oas-
te|o, em construção |unto ao r|o L|ma, deve-
rá estar a íunc|onar |á no pr|nc|p|o do \erão,
reve|ou, no d|a 21, o ·Jorna| de Not|c|as·.
Pec|amado há mu|to tempo pe|o mun|c|-
p|o, o equ|pamento soíreu a|guns atrasos
dev|do a proo|emas nas íundaçoes, pro-
vocados pe|a toa|ha de água do r|o L|ma,
reíere o per|od|co.
Para aque|a zona, do Parque da O|dade,
predom|nantemente marcada por act|v|da-
des náut|cas, encontram-se tamoem pre-
v|stos vár|os equ|pamentos de desporto e
|azer, como a p|sc|na da Esco|a Desport|va
de \|ana.
Begundo o matut|no, a pousada, |nvest|-
mento que ronda o me|o m||hão de con-
tos, contará 82 camas, d|str|ou|das por o|to
quartos dup|os, do|s para deí|c|entes mo-
tores e 16 camaratas.
Entre os serv|ços destacam-se uma área
po||va|ente, dest|nada a coníerenc|as e ex-
pos|çoes, um oar, um reíe|tor|o, coz|nhas e
|avandar|a.
Begundo o de|egado do lnst|tuto Portugu-
es da Juventude (lPJ) de \|ana, Fernando
Oaoode|ra, o |oca| do equ|pamento apre-
senta-se como ·mu|to atract|vo·, dado s|-
tuar-se |unto ao r|o e no ep|centro de espa-
ço vocac|onado para a |uventude.
Oom a aoertura da pousada de \|ana, o
A|to M|nho passará a contar com do|s equ|-
pamentos do genero, tendo s|do o pr|me|-
ro a un|dade de Oerve|ra, uma pousada que
conta |á dez anos de ex|stenc|a.
Entretanto, um pro|ecto de oeneí|c|ação da
pousada de Oerve|ra está a ser ana||sado
pe|a Oâmara de \|ana do Oaste|o e as
ooras, orçadas em cerca de 120 m|| con-
tos, devem arrancar a|nda este ano.
Os |ovens portugueses e su|ços podem, a
part|r de agora, eíectuar estág|os de aper-
íe|çoamento proí|ss|ona| em Portuga| ou na
Bu|ça, no âmo|to de um protoco|o de |nter-
câmo|o de estag|ár|os estaoe|ec|do entre
os do|s pa|ses.
O protoco|o ío| ass|nado, recentemente,
pe|o lnst|tuto de Emprego e Formação Pro-
í|ss|ona| (lEFP), pe|a D|recção-Oera| dos
Assuntos Oonsu|ares e Oomun|dades Por-
tuguesas (DOAOOP) e pe|o Oíí|ce Federa|
des Étrangers (OFE), sendo tamoem es-
tas as ent|dades responsáve|s pe|a sua
ap||cação nos respect|vos pa|ses.
De acordo com o documento, o protoco|o
dest|na-se a |ovens com |dades compre-
end|das entre os 18 e os 30 anos que pre-
tendam rea||zar um estág|o de aperíe|çoa-
mento proí|ss|ona|, no âmo|to da íormação
que possuem, em empresas cons|deradas
|doneas pe|as ent|dades competentes no
pa|s de aco|h|mento.
Os cand|datos |nteressados em part|c|par
neste |ntercâmo|o devem env|ar ao lEFP ou
à DOAOOP, no caso de Portuga|, e ao OFE,
na Bu|ça, os seus ped|dos de estág|o,
acompanhados de todas as |níormaçoes
necessár|as à aprec|ação do ped|do e à
adm|ssão no pa|s de aco|h|mento.
Os |nteressados devem íazer prova de pos-
su|rem uma íormação proí|ss|ona| não |n-
íer|or a do|s anos e não podem exercer ou
eíectuar outro estág|o de aperíe|çoamento
senão o constante na autor|zação.
Tamoem não poderão permanecer no pa|s
de aco|h|mento à procura de emprego
apos o termo do per|odo de aperíe|çoa-
mento.
Begundo o protoco|o, o estág|o tem uma
duração de 12 meses e so em casos ex-
cepc|ona|s e que será pro|ongado por um
per|odo máx|mo de se|s meses.
·Os estag|ár|os auíerem a remuneração e
dema|s cond|çoes de traoa|ho prev|stas
nas convençoes co|ect|vas em v|gor ou, na
sua ía|ta, os sa|ár|os norma|mente prat|ca-
dos na reg|ão e na respect|va proí|ssão·,
|e-se no protoco|o.
Peíere a|nda que os encargos re|at|vos às
v|agens de |da e regresso são, em pr|nc|-
p|o, suportados pe|os estag|ár|os.
Be não ex|st|r nenhum acordo entre o esta-
g|ár|o e o empregador, este ú|t|mo e res-
ponsáve| pe|os seguros de doença e ac|-
dentes do estag|ár|o, podendo a ent|dade
patrona| deduz|r do sa|ár|o a parte das
cot|zaçoes soc|a|s a cargo do estag|ár|o.
O protoco|o suo||nha a|nda que o número
de estag|ár|os a adm|t|r por cada um dos
pa|ses não pode exceder 50 por ano c|v||.
28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 13
SOCÌEDADE & PAÌS
«O HOMEM OUE FOl ABRlL
ANTES DE ABRlL»
MÁRlO SOARES MEMBRO
DE COMlTÉ CONSULTlVO DA OMPl
ÁGUA COM OUALlDADE
NO ALGARVE
HOMENAGEM Plfelra Sanfos
res|stente ant|íasc|sta, ant|go
d|rector-ad|unto do ·D|ár|o de
L|sooa, escr|tor e proíessor,
Fernando P|te|ra Bantos, ío| a|vo
no passado sáoado de uma sent|da ho-
menagem, que decorreu no espaço Pecre|-
os Desport|vos da Amadora.
Már|o Boares, Manue| A|egre, Lopes Oar-
doso, \asco Lourenço, Bapt|sta-Bastos,
Pue||a Pamos e Lyon de Oastro íoram a|-
guns dos am|gos de P|te|ra Bantos presen-
tes nesta homenagem na c| dade da
Amadora, onde o res|stente ant|íasc|sta
nasceu e a que oíereceu o seu íundo o|o||-
ográí|co para a íutura B|o||oteca Mun|c|pa|
de Fernando P|te|ra Bantos.
Pue||a Pamos, d|rector do ext|nto ·D|ár|o de
L|sooa·, de que P|te|ra Bantos ío| d|rector-
ad|unto e, ma|s tarde, autor da prest|g|ada
co|una ·Po||t|ca de A a Z·, |emorou o com-
oate travado por aque|e que ·pod|a ter s|do
tudo depo|s do 25 de Aor||·.
O ed|tor Lyon de Oastro, por sua vez, re-
cordou a |ntervenção prec|osa de P|te|ra
Bantos no pro|ecto ·Ler· da Europa-Ame-
r|ca.
Naque|es tempos d|í|ce|s, suo||nhou, ·P|-
te|ra Bantos nunca cedeu à pressão da cen-
sura·.
O camarada Manue| A|egre que part||hou
o ex|||o na Arge||a com P|te|ra Bantos, ía|ou
oastante emoc|onado soore este seu ant|-
go companhe|ro na |uta ant|íasc|sta.
·Em parte aprend| a escrever com e|e·, d|s-
se o d|r|gente h|stor|co do PB, suo||nhando
que ·P|te|ra Bantos era uma espec|e de
Torre do Tomoo v|va que sao|a de tudo e
de todos·.
O camarada Manue| A|egre c|ass|í|cou a|n-
da P|te|ra Bantos como ·um homem que
ío| Aor|| antes de Aor||· e que ío|, à sua
mane|ra, ·um cap|tão de Aor||·.
Am|go de decadas de P|te|ra Bantos, ía|e-
c|do em 1992, com 74 anos, o camarada
Már|o Boares |emorou os tempos em que
|a à Amadora para v|s|tar um ·am|go·, ape-
tudo depo|s do 25 de Aor||·, uma vez que
t|nha ·|nte||genc|a, capac|dade, ded|cação
e entus|asmo·. J. C. C. B.
Eíemer|de
Movimento dos Capitães
critica poIítica «uItramarina»
A 23 de Jane|ro de 1974 o ·Mov|mento
dos Oap|tães· d|vu|ga |níormaçoes soore
a s|tuação cr|ada em Moçamo|que, na se-
quenc|a de |nc|dentes entre co|onos
orancos e e|ementos das Forças
Armadas.
Ex|ge que os m|||tares ·de|xem de ser en-
xova|hados·. Denunc|a a poss|o|||dade de
as Forças Armadas v|rem a ser apresen-
tadas pe|o Ooverno de Marce|o Oaetano
como responsáve|s pe|o íracasso da ·po-
||t|ca u|tramar|na do reg|me·.
Aventa, í|na|mente, a h|potese de aque|es
acontec|mentos terem por oo|ect|vo cr|ar
cond|çoes para a reestruturação em
Moçamo|que e Ango|a de reg|mes de
·aparthe|d· seme|hantes aos então ex|s-
tentes na Aír|ca do Bu| e Podes|a. J. C. C. B.
D/RE/7O$ HUMANO$ E... Dlrelfos de aufor
O ex-Pres|dente da Pepúo||ca Már|o Boa-
res ío| conv|dado pe|o d|rector-gera| da Or-
gan|zação Mund|a| da Propr|edade lnte|ec-
tua| (OMPl), Kam|| Edr|s, para |ntegrar o Oo-
m|te Oonsu|t|vo para as po||t|cas desta or-
gan|zação do s|stema das Naçoes Ün|das.
Este com|te, o PAO, ío| recentemente cr|a-
do pe|o d|rector-gera| da OMPl e e const|-
tu|do por persona||dades de vár|os pa|ses,
que vão |dent|í|car e ana||sar as pr|nc|pa|s
act|v|dades da OMPl no campo da propr|-
edade |nte|ectua| (d|re|tos de autor) e íor-
mu|ar recomendaçoes para o desenvo|v|-
mento das po||t|cas deste sector.
O com|te, a|em de Már|o Boares, será cons-
t|tu|do por outras persona||dades de reno-
me mund|a| e a pr|me|ra reun|ão deverá ser
marcada para Aor||. Begundo íonte d|p|o-
mát|ca Már|o Boares terá ace|te |ntegrar
este orgão consu|t|vo da OMPl.
A OMPl ío| cr|ada em 1967 pe|a Oonven-
ção de Estoco|mo com o oo|ect|vo de pro-
mover a protecção da propr|edade |nte|ec-
tua| atraves da cooperação entre os Esta-
dos.
Soares disposto a testemunhar
contra Suharto
Entretanto, Már|o Boares d|sse estar d|spo-
n|ve| para testemunhar contra o ex-d|tador
|ndones|o Buharto.
Boares, que ía|ava aos |orna||stas, na pas-
sada qu|nta-íe|ra, d|a 21, em L|sooa, mo-
mentos antes de apresentar o ||vro do ex-
Pres|dente Jose Barney, ·O Dono do Mar·,
aí|rmou: ·Natura|mente que d|sse que s|m,
sere| uma das testemunhas·.
Már|o Boares a|ertou no entanto que será
·necessár|o ouv|r pr|me|ro os |ur|stas· quan-
to à capac|dade de |evar a caoo o |u|ga-
mento.
Boares cons|derou que este |u|gamento
·tem toda a |eg|t|m|dade, ou ate a|nda ma|s
que o de P|nochet·.
O ex-Pres|dente portugues aí|rmou que
·toda a lndones|a está actua|mente em tran-
s|ção· e d|sse esperar que esta trans|ção
·oeneí|c|e o processo de autodeterm|na-
ção do povo de T|mor-Leste·.
Buharto ordenou a |nvasão da ex-co|on|a
portuguesa de T|mor-Leste em 1975, na se-
quenc|a da qua| organ|zaçoes human|tár|-
as ca|cu|am que tenham s|do assass|na-
dos ma|s de 200 m|| c|v|s t|morenses.
A organ|zação ·D|re|to e Just|ça· e a sec-
ção portuguesa da Oom|ssão lnternac|o-
na| de Jur|stas, com sede em Oeneora, na
Bu|ça, e que |rá íorma||zar este processo
contra o ex-d|tador.
Os |ur|stas que promovem a part|c|pação
aguardam ter ·pe|o menos dez a 15 teste-
munhas· de acusação, nomeadamente
Jose Pamos-Horta, co-|aureado com o
Prem|o Nooe| da Paz 1997, e o ||der da
Pes|stenc|a T|morense, Xanana Ousmão.
A lndones|a anexou T|mor-Leste em 1975,
mas as Naçoes Ün|das cont|nuam a reco-
nhecer Portuga| como potenc| a
adm|n|strante do terr|tor|o.
AMB/EN7E Ellsa Ferrelra garanfe
A m|n|stra do Amo|ente, E||sa Ferre|ra, d|s-
se, no d|a 22, em Tav|ra, que ate ao í|na| do
\erão a popu|ação do A|garve terá água
de qua||dade a correr nas suas torne|ras.
E||sa Ferre|ra ía|ava aos |orna||stas apos a
|nauguração do B|stema Mu|t|mun|c|pa| de
Aoastec|mento de Agua do Botavento
A|garv|o, |oca||zado em Tav|ra, onde reíer|u
que ate Betemoro ser|a |naugurado o s|s-
tema de aoastec|mento do Bar|avento.
·Espero que em Betemoro se|a poss|ve|
íazer uma cer|mon|a deste genero para
garant|r o aoastec|mento de água a essa
parte do A|garve·, reíer|u a governante.
A m|n|stra provou a água que aoastece
agora sete conce| hos do sotavento
a|garv|o, e cons|derou-a de ·opt|ma qua||-
dade·.
·lsto e uma mudança oruta| na |magem do
A|garve e na qua||dade de v|da das pesso-
as que aqu| v|vem e que aqu| vem passar
íer|as·, d|sse E||sa Ferre|ra, reíer|ndo que,
apos tantos anos em que a água a|garv|a
ío| cons|derada de má qua||dade, esta |á
não apresenta n|tratos ou c|oretos nas suas
aná||ses.
Begundo a m| n| stra do Amo| ente, os
a|garv|os não soír|am somente com a qua-
||dade da água mas tamoem, com a sua
quant|dade, proo|emas estes que íoram
agora reso|v|dos.
·Esta e uma so|ução que garante quant|-
dade e qua||dade de água com seguran-
ça, porque o aoastec|mento e íe|to pe|as
Barragens de Ode|e|te e do Be||che, que
guardam a água do tempo da aoundânc|a
para o tempo da seca, estao|||zando o
aoastec|mento durante todo o ano·, d|sse.
O s|stema, um |nvest|mento de 14 m||hoes
de contos, compreende duas Estaçoes de
Tratamento de Agua (ETA) com capac|da-
de para tratar 200 m|| metros cúo|cos por
d|a, 130 qu||ometros de condutas adutoras
e sete estaçoes e|evator|as para transpor-
tar a água ate 23 reservator|os de d|str|ou|-
ção.
A construção, exp|oração e gestão do s|s-
tema e da responsao|||dade da Boc|edade
Aguas do Botavento A|garv|o, concess|o-
nár|a do Estado portugues, atraves do M|-
n|ster|o do Amo|ente.
O s|stema va| serv|r a popu|ação dos con-
ce|hos de Oastro Mar|m, Faro, Lou|e, O|hão,
Bão Brás de A|porte|, Tav|ra e \||a Pea| de
Banto Anton|o, est|mada actua|mente em
cerca de 450 m|| pessoas.
O consumo anua| prev|sto actua|mente está
est|mado em 26 m||hoes de metros cúo|-
cos, devendo at|ng|r os 44 m||hoes no ano
de 2024.
O
sar do mu|to ma| que soore e|e escreveu
na co|una ·Po||t|ca de A a Z·.
A|nda soore o homenageado, o camarada
Már|o Boares sustentou que ·pod|a ter s|do
ACÇÃO SOClALlSTA 14 28 JANElPO 1999
SOCÌEDADE & PAÌS
PlNA MOURA APELA A CUMPRlMENTO DA LEl
PELOS EMPRESÁRlOS
MAlORlA DAS EMPRESAS NÃO CUMPRE A LEl
DESEMPREGO BAlXA PELO 24° MÊS CONSECUTlVO
ECONOM/A Irabalho lnIanfll
|guns ·empresár|os· sem escrú-
pu|os de qua|quer espec|e te|-
mam em recorrer ao traoa|ho |n-
íant||, um í|age|o que o Ooverno
soc|a||sta está empenhado em comoater.
Estes ·empresár|os·, que se co|ocam à
margem da |e|, para a|em do ma|s íazem
concorrenc|a des|ea| aos empresár|os que
não recorrem à mão-de-oora de menores.
Atento a este íenomeno que urge comoater,
o m|n|stro da Econom|a, P|na Moura, ape|ou
aos empresár|os para que ·cumpram r|go-
rosamente a |e|· no que respe|ta ao traoa|ho
|níant||, garant|ndo às cr|anças ·o tempo ne-
cessár|o para maturarem os seus conhec|-
mentos·.
P|na Moura, que ía|ava no d|a 18 aos |orna-
||stas em Le|r|a, no í|na| da cer|mon|a de
contratua||zação de pro|ectos de |nvest|mento
ao aor|go da med|da 3.3 do PEDlP, mostrou-
se ·preocupado· com os resu|tados de um
|nquer|to da Oom|ssão Nac|ona| Oontra o Tra-
oa|ho lníant||, que apontam para a ex|stenc|a
de 33 m|| cr|anças a traoa|harem em Portu-
ga|.
Buo||nhando a ·eí|các|a· da acção do M|n|s-
ter|o do Traoa|ho no comoate ao traoa|ho |n-
íant||, P|na Moura ape|ou aos empresár|os
para que ·não íaçam ía|sa concorrenc|a· ut|-
||zando mão-de-oora menor, contr|ou|ndo
ass|m para comoater um ·íenomeno soc|a|
e econom|camente |ndese|áve|·.
O m|n|stro da Econom|a, m|nutos antes des-
te ape|o, congratu|ara-se com o sucesso da
med|da 3.3 do PEDlP, que desde Fevere|ro
de 1998 apo|ou 87 pro|ectos |ndustr|a|s, os
qua|s perm|t|ram cr|ar ma|s 3 300 postos de
traoa|ho e representaram um |nvest|mento
super|or a 100 m||hoes de contos.
De sa||entar que no d|a 18, em Le|r|a, íoram
contratua||zados 39 contratos, corresponden-
tes a cerca de 32 m||hoes de contos de |n-
vest|mento e a 940 novos postos de traoa-
|ho.
No computo gera| dos |ncent|vos ger|dos pe|o
M|n|ster|o da Econom|a, no âmo|to do ll Oua-
dro Oomun|tár|o de Apo|o, ·íoram aprovados
ma|s de 12 m|| pro|ectos, representando 2
450 m||hoes de contos de |nvest|mento·, nas
áreas da |ndústr|a, energ|a, tur|smo e comer-
c|o, reíer|u P|na Moura.
A coní|ança do tec|do empresar|a| portugu-
es ío| tamoem destacada pe|o m|n|stro, que
reíer|u a parcer|a entre os sectores púo||co e
pr|vado nos ú|t|mos c|nco anos, responsáve|
por um |nvest|mento super|or a 20 m|| m||hoes
de contos.
200 miI novos empregos
·Fo| esta aposta dec|s|va no |nvest|mento que
gerou a capac|dade da econom|a portugue-
sa em cr|ar 200 m|| novos empregos so nos
ú|t|mos tres anos·, aí|rmou.
P|na Moura ape|ou depo|s ao ·reíorço desta
parcer|a·, por íorma a serem venc|dos os
desaí|os co|ocados pe|a entrada em v|gor do
euro.
Apos esta cer|mon|a, rea||zada na sede da
Assoc|ação Empresar|a| da Peg|ão de Le|r|a
(NEPLEl), P|na Moura |naugurou a de|ega-
ção de Le|r|a do lnst|tuto de Apo|o às Peque-
nas e Med|as Empresas e ao lnvest|mento
(lAPMEl).
F/$CAL/ZAÇÁO Irabalho femµorárlo
ECONOM/A lEFP
scânda|o. A esmagadora ma|o-
r|a das 170 empresas de traoa-
|ho temporár|o reg|stadas em
Portuga| prat|cam |númeras ||e-
ga||dades.
A aí|rmação e do propr|o pres|dente da
Assoc|ação de Empresas de Traoa|ho Tem-
porár|o, Már|o \|e|ra, e parece coní|rmada
em p|eno pe|os ú|t|mos números d|vu|ga-
dos pe|a lnspecção-Oera| de Traoa|ho
(lOT), que na sequenc|a de uma acção
í|sca||zadora a vár|as empresas que ope-
ram neste segmento de mercado, |nstau-
do sector.
Por v|a da acção da lOT, 45 traoa|hadores
em s|tuação ||ega| passaram aos quadros
permanentes de empresas ut|||zadoras.
B|mu|taneamente, íoram-|hes |nstaurados 18
processos, a que corresponde um m|n|mo
de 13,5 m|| contos em co|mas.
De sa||entar que a lOT env|ou uma c|rcu|ar a
todas as ent|dades potenc|a|mente c||entes
das empresa de traoa|ho temporár|o, que
|nc|uem as grandes soc|edades anon|mas
sucessoras das empresas púo||cas, sens|-
o|||zando-as para a |eg|s|ação em v|gor.
s números não enganam. A po-
||t|ca macroeconom|ca |mp|e-
mentada pe|o Ooverno soc|a||s-
ta tem cr|ado as cond|çoes para
que de uma íorma sustentáve| o desem-
prego tenha v|ndo a d|m|nu|r consecut|va-
mente desde há do|s anos.
O número de pessoas à procura de em-
prego oa|xou em 1998 pe|o segundo ano
consecut|vo em med|a mensa|, de acordo
com os dados d|vu|gados no d|a 12 pe|o
lnst|tuto do Emprego e Formação Proí|ss|-
ona| (lEFP).
Em termos aoso|utos, o lEFP reg|stou em
1998 uma med|a mensa| de 400 662 pes-
soas à procura de empregos |nscr|tos nos
centros do |nst|tuto, menos 9,5 por cento
íace aos 442 869 |nscr|tos em 1997, ano
em que t|nha reg|stado uma redução de
5,3 por cento íace ao ano anter|or.
No í|na| do mes de Dezemoro de 1998 ha-
v|a 384 058 pessoas |nscr|tas nos centros
de emprego à procura de traoa|ho, contra
420 756 em |gua| mes de 1997, um decres-
c|mo de 8,7 por cento.
Begundo os dados d|vu|gados pe|o lEFP, a
redução do desemprego em Dezemoro do
ano passado - a 24ª queora mensa| con-
secut|va - ío| ma|s acentuada para os ho-
mens (-10,8 por cento) do que para as
mu|heres (-7,2 pc), e part|cu|armente s|g-
n|í|cat|va para os |nd|v|duos com menos de
rou 136 processos.
Foram a|nda detectadas d|v|das de 38,9 m||
contos à segurança soc|a| e 104 m|| aos tra-
oa|hadores, o que const|tu| um autent|co es-
cânda|o que não pode passar |mpune.
De sa||entar que os í|sca|s v|s|taram apenas
12 empresas.
O não cumpr|mento da |e| aorange, por ou-
tro |ado, as ent|dades que ut|||zam este t|po
de empresas.
Begundo o ·D|ár|o de Not|c|as·, da ||sta de
empresas de traoa|ho temporár|o apanha-
das em ía|ta pe|a lOT constam as ma|ores
E
25 anos (-18,3 por cento íace a |gua| mes
do ano anter|or).
Os desempregados de |onga duração (|n-
d|v|duos à procura de emprego e |nscr|tos
nos centros deemprego há ma|sde um ano)
representavam no í|na| do ano 46 por cen-
to do tota|.
Em Dezemoro as oíertas de emprego re-
g|stavam um aumento de 17,6 por cento
em med|a mensa|, c|írando-se em 12 935,
contra 10 999 em 1997.
A reg|ão de L|sooa e \a|e do Te|o era, no
í|na| de Dezemoro, a que reg|stava ma|s
desemprego reg|stado (36,8 por cento do
tota| nac|ona|), segu|da do Norte (35,2 por
cento) e do Oentro (13,4 por cento).
No extremo oposto estavam a Made|ra (1,3
por cento) e os Açores (2,2 por cento).
lnsustentáveI precariedade
do emprego
Por sua vez, o A|ente|o e o A|garve contr|-
ou|am, respect|vamente, com 7,4 e 3,7 por
cento do tota| do desemprego reg|stado.
Oom a econom|a em cresc|mento e o de-
semprego a d|m|nu|r, estão cr|adas as con-
d|çoes para se |utar pe|a qua||dade do
emprego, ou se|a, para se |mp|ementar
uma po||t|ca que comoata a precar|edade
do emprego que reg|sta n|ve|s |nsustentá-
ve|s.
O
A
28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 15
AU7ARQU/A$ lNlClAIlVAS & EVENIOS
AUTARQUÌAS
Abranfes
Concursos sobre o 25 de AbriI
No âmo|to das comemoraçoes de ma|s
um an|versár|o do 25 de Aor||, a Oâmara
Mun|c|pa| de Aorantes va| promover a re-
a||zação de vár|os concursos temát|cos,
que, soo as íormas de Poes|a, Oonto, En-
sa|o, Desenho, Fotograí|a e Pecorte de
Jorna|, perm|t|rão aos |ovens do conce|ho
dar |argas à sua |mag|nação, re|emorando
os |dea|s de ||oerdade e democrac|a que
resu|taram da Pevo|ução dos Oravos, que
a|terou proíundamente o nosso modo de
estar e a v|da de todos os portugueses.
O concurso |nt|tu|a-se ·25 de Aor||: L|oer-
dade e O|dadan|a· e os traoa|hos deverão
ser entregues na D|v|são de Educação,
Ou|tura, Tur|smo e Desporto da Oâmara
Mun|c|pa| de Aorantes durante Fevere|ro.
Anjos
Exposição de pintura
de Maria ÂngeIo
No âmo|to do espaço ·Ou|turan|os·, a co-
memorar o pr|me|ro ano de act|v|dade,
durante o qua| a Junta de Fregues|a dos
An|os organ|zou concertos, co|oqu|os e
expos|çoes, quer de p|ntura quer de íoto-
graí|a, está patente ao púo||co ate ao d|a
20 de Fevere|ro uma expos|ção da p|ntora
Mar|a Ange|o.
A mostra será |naugurada amanhã e í|cará
aoerta ao púo||co, no espaço ·Ou|turan|os·,
Pua Damasceno Monte|ro, 128-A, de se-
gunda a sexta-íe|ra, das 17 às 19 e 30, e
aos sáoados, das 15 às 18 horas.
Mar|a Ange|o e uma art|sta autod|dacta re-
s|dente na Fregues|a dos An|os, tendo des-
de 1993 v|ndo a desenvo|ver um traoa|ho
cr|at|vo de acordo com o seu |mag|nár|o.
Art|sta da ma|s í|na sens|o|||dade, e peran-
te uma te|a que dá |argas ao seu sonho,
quest|onando soore a propr|a ex|stenc|a,
sempre na oe|eza das íormas e na procura
de traduz|r toda a seren|dade e revo|ta que
vão dentro de s|.
Cascals
Programa de apoio aIimentar
para aIunos carenciados
A Oâmara Mun|c|pa| de Oasca|s va| pos-
s|o|||tar o desenvo|v|mento do programa
de apo|o a||mentar da Banta Oasa da M|-
ser|cord|a |oca| atraves da entrega de um
suos|d|o no va|or de cerca de 40 m|| con-
t os oeneí | c| ando 1 500 a| unos
carenc|ados.
Este programa va| poss|o|||tar a cr|anças
com |dades compreend|das entre os 6 e
os 10 anos, que írequentam o 2' per|odo
|ect|vo do 1' c|c|o esco|ar, uma reíe|ção
quente por d|a.
A autarqu|a de Oasca|s cede anua|mente
cerca de 150 m|| contos para o desenvo|-
v|mento do Programa de Apo|o A||mentar
durante os tres per|odos do ano esco|ar.
Linha verde do ambiente
A íunc|onar 24 horas por d|a, 0800 203 186
e o novo número de te|eíone gratu|to cr|a-
do pe|o mun|c|p|o de Oasca|s para reco-
|ha de sugestoes e rec|amaçoes na área
do amo|ente.
Este novo número va| poss|o|||tar aos
mun|c|pes a marcação de serv|ços para
reco|ha gratu|ta de cortes de |ard|ns e
·monstros·, nomeadamente moo|||as ve-
|has, co|choes e e|ectrodomest|cos, entre
outros.
Este serv|ço de reco|ha perm|t|u durante
o ano passado ret|rar ma|s de m|| tone|a-
das destes t|pos de res|duos das ruas do
conce|ho de Oasca|s.
FaIe
Câmara entrega teIemóveis
a juntas e escoIas do conceIho
O mun|c|p|o de Faíe entregou às Juntas de
Fregues|a do conce|ho um te|emove| para
íac|||tar as comun|caçoes entre a autarqu|a
e os e|e|tos |oca|s.
Ouase todas as Juntas se |nteressaram
pe|a d|spon|o|||zação daque|e me|o de co-
mun| cação, entregue durante uma
cer|mon|a que decorreu no Ba|ão Noore
dos Paços do Oonce|ho.
Foram tamoem entregues te|emove|s a 37
estaoe|ec|mentos de ens|no do conce|ho,
que man|íestaram |nteresse nesse sent|do.
ProtocoIo
com a Orquestra do Norte
A Oâmara de||oerou renovar o protoco|o
com a Assoc|ação Norte Ou|tura| Orques-
tra do Norte, para a rea||zação de concer-
tos pedagog|cos e autárqu|cos, num hor|-
zonte tempora| de tres anos (1999 a 2001).
Para este ano, a compart|c|pação da Oâ-
mara ascende a 3 000 contos e estão pre-
v| stos desde | á quatro concertos
autárqu|cos, o pr|me|ro dos qua|s no d|a 5
de Março.
Marlnha Grande
RevoIta do «18 de Janeiro 1934»
A B|o||oteca Mun|c|pa| da Mar|nha Orande
evocou, entre 15 e 23 de |ane|ro, atraves
de uma expos|ção temát|ca |nt|tu|ada ·A
Mar|nha Orande e o 18 de Jane|ro de 1934·,
a revo|ta que à epoca íez tremer o reg|me
íasc|sta, autodenom|nado Estado Novo, e
que apesar de denom|nada pe|os eso|rros
de Ba|azar, de uma íorma sangrenta, pas-
sou a const|tu|r um marco e uma reíeren-
c|a do mov|mento operár|o portugues.
Nova BibIioteca MunicipaI
A B|o||oteca Mun|c|pa| da Mar|nha Orande
va| mudar de |nsta|açoes apos as ooras de
restauro, conservação e adaptação que
vão decorrer no Pa|ác|o dos Btephens, |o-
ca||zado |unto ao Museu do \|dro.
De sa||entar que as ooras prev|stas repre-
sentam um |nvest|mento ca|cu|ado em cer-
ca de 100 m|| contos.
A íase segu|nte do pro|ecto será a do |an-
çamento do concurso da nova B|o||oteca,
que deverá entrar em íunc|onamento ate
ao ano 2000 e possu|rá, para a|em das
sa|as de |e|tura, oar, aud|tor|o, v|deoteca,
med|ateca, sa|a de per|od|cos e espaços
para cr|anças e adu|tos.
Horários aIargados
nos jardins-de-infância
Por |n|c|at|va da Oâmara Mun|c|pa| da Ma-
r|nha Orande, a rede de |ard|ns-de-|níân-
c|a, |mp|antada em cerca de 95 por cento
do conce|ho, passará a receoer cr|anças
ate às 18 horas, quando apenas o vem ía-
zendo ate às 15 horas.
Esta med|da, de |argo a|cance soc|a|, pre-
tende apo|ar e aux|||ar os pa|s durante o
per|odo |aoora| e que não tem onde de|xar
os í||hos, estando a ap||cação do novo ho-
rár| o dependente do acordo entre a
autarqu|a, pa|s e |ard|ns-de-|níânc|a, sen-
do ponto assente que o a|argamento terá
de ser acompanhado pe|o reíorço das
equ|pas de traoa|ho.
Llsboa
«Vamos todos ao mercado»
Üm pro|ecto camarár|o, denom|nado ·\a-
mos todos ao mercado· e dest|nado às
cr|anças das esco|as oí|c|a|s do pr|me|ro
c|c|o do Ens|no Bás|ca, arrancou no pas-
sado d|a 21 no Mercado Mun|c|pa| de
Bení|ca.
O pro|ecto |nc|u|, entre outros pontos, uma
v|s|ta ao mercado, a rea||zação do ·Jogo do
Mercado· em que umas cr|anças íazem de
comerc|antes e outras de compradores,
com s|mu|açoes de pagamentos e trocos,
e, í|na|mente, a coníecção de uma reíe|ção
nas esco|as com a part|c|pação dos a|unos.
O pro|ecto camarár|o tem como oo|ect|vo
a d|vu|gação dos mercados mun|c|pa|s |un-
to das cr|anças e mot|var as suas íam|||as
a aoastecerem-se nos trad|c|ona|s merca-
dos uroanos.
Trata-se de um processo de deíesa dos
mercados trad|c|ona|s com a part|c|pação
das cr|anças, numa zona em que a oíerta
de outras zonas de comerc|o, nomeada-
mente super e h|permercados e mu|to gran-
de.
O pro|ecto propoe-se tamoem sens|o|||zar
as cr|anças e íam|||ares oem como o pes-
soa| das cant|nas esco|ares para a |mpor-
tânc|a de uma a||mentação saudáve|, ques-
tão espec|a|mente do |nteresse de íam|||as
carenc|adas.
·\amos todos ao mercado· assume-se
tamoem como um pro|ecto com oo|ect|vos
pedagog|cos e de estre|tamento da re|a-
ção entre a comun|dade e a esco|a.
Os v|s|tantes, gu|ados por d|et|stas, percor-
reram no passado d|a 21 todos os secto-
res do mercado de Bení|ca, onde íoram
a|ertados, nomeadamente, para aspectos
da h|g|ene, expos|ção dos produtos, as
re|açoes entre a a||mentação e a saúde.
ACÇÃO SOClALlSTA 16 28 JANElPO 1999
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
RENOVAÇÃO À ESOUERDA
CUL7URA Manuel Marla Carrllho
*
Os anos 90 trouxeram cons|go
a vac||ação de quase todas as
conv|cçoes po||t|cas, que, de
um ou de outro modo, oa||zaram
o sec. XX. Em gera|, ut|||za-se a metáíora
da queda do Muro de Ber||m, que s|ntet|-
za, e s|moo||za, esta s|tuação, que, no es-
senc|a|, se caracter|za como de co|apso
das |deo|og|as e de crepúscu|o de todo o
pensamento po||t|co.
Tudo se passou como se, com o í|m do
comun|smo, se t|vesse desencadeado um
processo g|ooa|, que, |n|c|ado com o
esoat|mento de todas as d|íerenças |deo-
| og| cas, rap| damente conduz| u à
des|eg|t|mação da propr|a po||t|ca, cada vez
ma|s rend|da ao mercado e |dent|í|cada
com a mera gestão: ío| a epoca de ouro
do ||oera||smo, entregue a uma |nsensata
vo|úp|a í|nance|ra.
O garrote ío|, sem dúv|da, eí|caz, durante
a|gum tempo. Be a recente cr|se í|nance|ra
mostrou oem as ||usoes em que e|e assen-
tava ao ev| denc| ar as íunestas
consequenc|as dos seus propr|os pr|nc|p|-
os, convem, no entanto, por outro |ado,
perceoer tamoem que as transíormaçoes
dos anos 80 começaram oem antes, com
rupturas ta|vez menos espectacu|ares, mas
não menos poderosas do que a da queda
do muro. É út||, por |sso, como recentemen-
te | emorou num | | vro notáve| Marce|
Oauchet, o|har ma|s para trás, para o í|m
dos anos 60. Be ho|e a matr|z |nd|v|dua||sta
se |mpoe aos des|gn|os da soc|edade de
massas, se ho|e as potenc|a||dades da
soc|edade de |níormação a|teram os pa-
droes da soc|edade de consumo, se ho|e
uma |og|ca |úc|da sacode os |mperat|vos
normat|vos da v|da |nd|v|dua| e co|ect|va,
tudo |sso aconteceu e acontece porque há
cerca de 30 anos se |n|c|ou um processo
que tem v| ndo a a| terar proíunda e
|nexorave|mente a nossa c|v|||zação.
2. Oauchet chamou a este íenomeno ·a
sa|da da re||g|ão·. Mas, atenção, esta ex-
pressão não des|gna nenhuma osc||ação
nos mecan|smos da adesão e, |ned|ta que
se trata, e de uma eíect|va mudança de era,
do |n|c|o de uma era em que a re||g|ão de|-
xa, e deí|n|t|vamente, de estruturar a v|da
dos |nd|v|duos e das comun|dades, em que
e|a se 1he metamoríose|a trans|tando ago-
ra para um reg|me opc|ona|, de matr|z suo-
|ect|va, de pura |manenc|a.
B|mp|esmente, como a autonom|a da po||-
t|ca se const|tu|u, desde o sec. X\lll, num
processo de coní||tua||dade com a re||g|ão,
o esooroamento desta como esíera sepa-
rada, transcendente, rap|damente desen-
cade|a consequenc|as mú|t|p|as, que vão
at|ng|r com |mpacte o estatuto da po||t|ca,
a concepção e prát|ca da democrac|a, o
exerc|c|o da c|dadan|a, o perí|| do Estado:
·Ma|s nada poderá rest|tu|r a sua ant|ga
energ|a esp|r|tua| ao sacerdoc|o do c|da-
dão, a ma|estade mora| do Estado, aos
sacr|í|c|os no a|tar da co|sa púo||ca. Estes
|nstrumentos de cu|to perderam |rremed|a-
ve|mente a sua íunção· (|a Pe||ç|cn oans
|a Demcc|a||e, p. 65).
No cerne deste processo está o |nd|v|duo,
que conqu|stou um novo pape|, como se
ve na cada vez ma|or |mportânc|a que a
garant|a dos d|re|tos do |nd|v|duo adqu|r|u,
com c|aro pre|u|zo da re|v|nd|cação do exer-
c|c|o de sooeran|a dos c|dadãos em co-
mun|dade. E com esta supremac|a do |n-
d|v|duo dec||nam-se de outro modo as re-
|açoes entre o Estado e a soc|edade c|v||,
entre o púo||co e o pr|vado, numa suot||
metamoríose que gradua|mente esvaz|a a
po||t|ca das suas íormas e dos seus con-
teúdos trad|c|ona|s.
3. O |nd|v|dua||smo que aqu| emerge e, no
entanto, um |nd|v|dua||smo transí|gurado,
que corta com a assoc|ação que desde o
sec. X\l l l | | gava as í| guras das
suo|ect|v|dades e o exerc|c|o de c|dadan|a.
Esta ||gação oaseava-se num traço comum,
o da |dent|dade ·transcendente· que os
homens adoptavam como c|dadãos, e à
qua| suomet|am as suas part|cu|ar|dades,
perm| t| ndo que a | nd| v| dua| | dade, a
suo|ect|v|dade e a human|dade converg|s-
sem e se con|ugassem harmon|osamente.
Oom o novo |nd|v|dua||smo, o que aconte-
ce, na íe||z expressão de Oauchet, e a
·aprox|mação suo|ect|va da oo|ect|v|dade
soc|a|·, tornando-se ass|m poss|ve| mu|t|-
p||car os un|versos de |ntegração de cada
|nd|v|duo num contexto de íragmentação
das |dent|dades, em r|gor cada vez ma|s
enquadrado pe|o p|ura||smo do que pe|a
to|erânc|a
É que quando o reg|me de pura aí|rmação
da |nd|v|dua||dade suost|tu| o reg|me das
conv|cçoes, a esíera pr|vada passa a ser
v|ta|. lsto e - e este íacto a||menta mu|tos
dos paradoxos dos nossos d|as -, cada vez
ma|s se suo|ect|v|za a |dent|dade, mas esta
so tem sent|do para os |nd|v|duos quando
e |nscr|ta no espaço púo||co. É por |sso que
a nossa soc|edade ·ace|ta cada vez me-
nos ía|ar de po||t|ca, oocecada pe|o va|or e
s|gn|í|cação supremos com que |nd|v|du-
os e grupos se |dent|í|cam·.
Aqu|, e a|tura de perguntar: neste quadro,
em que e que se tornou a po||t|ca? Bem
coníronto com qua| quer t| po de
transcendenc|a, desv|ncu|ada de qua|quer
área do segredo, a po||t|ca soíreu o ma|s
íorte aoa|o dos tempos modernos, que a
de|xou numa s|tuação |nso||ta, perante um
dup|o e paradoxa| |mperat|vo: por um 1ado,
ex|gem-se-|he respostas e pro|ectos que
so uma reíerenc|a ao co|ect|vo podem |e-
g|t|mar e sanc|onar, por outro, |mpoe-se-
|he uma neutra||dade que não oe||sque a
área, cada vez ma|s vasta e proteg|da, re-
servada e |nd|v|dua|.
Não adm|ra, po|s, que a po||t|ca de ho|e
|emore cada vez ma|s a retor|ca temat|zada
por Ar|stote|es, como uma arte íundamen-
ta| na v|da da oc||s de agenc|ar compro-
m|ssos e de negoc|ar d|stânc|as. É que num
contexto em que ·o Estado se esvaz|ou de
suostânc|a normat|va (...), a autor|dade está
votada a mu|t|p||car em permanenc|a os
s|gnos da sua prox|m|dade, da sua aten-
ção, da sua aoertura uo|qua às tendenc|as
e aos actores da v|da soc|a|· (p. 113), oom,
num ta| contexto, o que verdade|ramente
está em |ogo e o propr|o dest|no da po||t|-
ca, ou se| a, a sua capac| dade de
re|nvenção.
4. E está dependente, por |nte|ro, de ser-
mos ou não capazes de responder a uma
questão mu|to pragmát|ca: qua| e a d|íe-
rença que, no campo po||t|co, torna d|íe-
rentes as d|íerenças?
D|to de outro modo: será ho|e poss|ve| es-
capar ao pantanoso consensua||smo do-
m|nante, avançando a|ternat|vas eíect|vas
que conduzam a novas íormas de espe-
rança? Boa parte das decadas de 80 e 90
ío| gasta a d|zer que não, que oasta de|xar
o mercado íunc|onar, acompanhado, se
poss|ve|, de oons gestores. Em íace d|sto,
a resposta europe|a das ú|t|mas e|e|çoes
tem s|do, por outro |ado, um s|na| de a|erta
a uma ex|genc|a de renovação da |mag|-
nação po||t|ca. Estar ou não à a|tura das
c|rcunstânc|as e o desaí|o que se co|oca
actua|mente às íorças de esquerda - ago-
ra que estão no Poder. A esquerda, as a|-
ternat|vas que o sec. XX propos íoram a|-
ternat|vas g|ooa|s: de Estado, de econom|a,
de soc|edade. A ||ção dos tempos, ao con-
denar as duas pr|me|ras, quase apagou a
terce|ra. Ora, e a este n|ve| que e prec|so
apostar na renovação da esquerda, suo||-
nhando que, como L|one| Josp|n aí|rmou,
ace|tar uma econom|a de mercado não
|mp||ca adoptar uma soc|edade de merca-
do: e |ustamente nesta d|íerença que po-
dem |rromper as utop|as concretas de que
ía|am os soc|a||stas íranceses. Pe|nventa-
se a po||t|ca se, e quando, se dão novas
respostas à pergunta: ·Oomo queremos
v| ver em con| unto?· No quadro de
|manenc|a ho|e dom|nante, no contexto de
apropr|ação |nd|v|dua||sta dos des|gn|os
co|ect|vos, qua| e a d|íerença de esquerda
·que torna d|íerentes as d|íerenças·? Esta
d|íerença, a meu ver, ex|ste e e poss|ve1
s|stemat|zá-|a a tres n|ve|s: em pr|me|ro |u-
gar, assum|ndo as pessoas como reíeren-
c|a permanente e a so||dar|edade como
| mperat| vo po| | t| co (cortando aqu| o
econom|c|smo ||oera| e a corre|at|va marg|-
na||zarão dos va|ores); segu|damente, |n-
troduz|ndo o íuturo como ponto de v|sta da
acção po||t|ca (rompendo aqu| com o v|rus
do |med|ato, tão do agrado da d|re|ta); por
í|m, em ruptura com a sacra||zação do
mercado, a esquerda so pode ter uma con-
cepção |nstrumenta| do mercado, sempre
dependente das opçoes da comun|dade
em re|ação às suas amo|çoes e esperan-
ças.
5. Ass|m pensada, a d|íerença entre a es-
querda e a d|re|ta cont|nua c|aramente a
ex|st|r: o que e|a íe||zmente não íaz e coor|r
todo o campo das opçoes das |nd|v|duos
e das soc|edades. lsto de|xa, natura|men-
te, os part|dos po||t|cos em íace de desaí|-
os |nesperados.
A po||t|ca trad|c|ona| está em co|apso.
Porque não v|u a tempo - |e|am-se, a pro-
pos|to, os textos de John Za||er - que a sua
d|mensão part|dár|a se desdoorou numa
outra, med|át|ca. E que ho|e o |ogo se íaz
numa |nteríace que, em r|gor, n|nguem con-
tro|a. A art|cu|ação med|át|ca |mpoe una
nova gramát|ca aos part|dos po||t|cos, |sto
e, que sa|oam como|nar tres caracter|st|-
cas: serem |nstrumentos de poder, mas
serem tamoem antenas da soc|edade e
| aoorator| os de | de| as com vocação
|nspect|va. Esta nova gramát|ca torna |nú-
te|s d|versas quere|as como a de saoer-se
se devem pr|v||eg|ar e|e|tores ou m|||tantes:
e|a tem de saoer como|nar - mas não ío| |á
essa a |nsp|ração dos Estados Oera|s de
94/95? - a í|de||dade a um campo, t|p|co
dos m|||tantes, com a adesão a um pro|ec-
to, caracter|st|ca dos e|e|tores.
Oomo d|r|a Tocquev|||e, o que e prec|so e
que a po||t|ca se |nsp|re nas ·pa|xoes de-
mocrát|cas· que emergem neste í|m de
secu|o e de m||en|o e sa|oa potenc|ar to-
dos os e|ementos de uma Europa ·rosa·.
E se |sto ocorre quando e ev|dente o nau-
írág|o dos dogmas ||oera|s das ú|t|mas de-
cadas - nomeadamente a
desregu|amentação genera||zada e o ||vre-
camo|smo -, ocorre tamoem quando o euro
reve|a potenc|a||dades po||t|cas ta|vez |nes-
peradas, ao mostrar, como se acaoa de ver,
que pode proteger eí|cazmente a Europa
de ataques especu|at|vos contra as suas
econom|as.
Ooní|gura-se ass|m, no presente, um qua-
dro po||t|co de renovação à esquerda que
pode ser dec|s|vo: renovar o perí|| dos par-
t|dos, reor|entar a sua d|nâm|ca e aor|ndo-
os ma|s à soc|edade, ta|har a a|ternat|va de
soc|edade que aco|ha o máx|mo de espe-
rança para os c|dadãos, apostar na Euro-
pa ma|s coesa atraves de novos |nstrumen-
tos de regu|amentação e de novos oo|ect|-
vos estruturantes, que assumam a educa-
ção e a cu|tura como p||ares íundamenta|s
da construção europe|a.
Para quem começou em 94/95 a renovar a
esquerda portuguesa, ho|e íaz pouco sen-
t|do o ·deoate· em torno da Terce|ra \|a.
A nova v|a da nova esquerda, do novo so-
c|a||smo, está desde então oem deí|n|da.
E cons| ste tanto em romper com os
anqu||osados dogmas da esquerda como
em recusar o írenes|m monetar|sta da d|-
re|ta.
E esta ||nha tem exemp|os concretos na
governação dos ú|t|mos anos.
Ber|a um erro desperd|çar este cap|ta| h|s-
tor|co num deoate |mportado que, no es-
senc|a|, coníunde tudo - os contextos na-
c|ona|s, as caracter|st|cas das ||deranças,
os proo|emas espec|í|cos de cada pa|s -,
esquecendo que, |gua|mente no que se
reíere à esquerda e a sua renovação em
curso, a Europa const|tu|, ac|ma de todo,
uma d|vers|dade convergente: que tem
sao|do e cont|nua a saoer |nventar pro|ec-
tos comuns sem atroí|ar as suas d|íeren-
ças.
1.
M|n|stro da Ou|tura
|n ·D|ár|o de Not|c|as·
28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 17
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
EU CAÇADOR ME CONFESSO
v/DA AN/MAL Anfónlo José Dlas
*
ou um dos onze deputados do
Part|do Boc|a||sta que não ass|-
nou o antepro|ecto de |e| que
pretende deíender a v|da an|ma|
e cu|o pr|me|ro suoscr|tor e a m|nha co|e-
ga Dra. Posa A|oernaz.
Neste aspecto part|cu|ar, com esta at|tude,
í|co reduz|do no se|o do grupo par|amen-
tar do PB, à cond|ção de uma saudáve|
m|nor|a.
D|go saudáve|, porque não há nada ma|s
reconíortante do que sent|rmo-nos oem
com a nossa consc|enc|a, por termos as-
sum|do, um determ|nado comportamento
em coerenc|a com a nossa íorma de ver e
sent|r a v|da e ass|m sent|mo-nos oem den-
tro da nossa pe|e.
Oonvem esc|arecer as co|sas. Ace|to a |e-
g|t|m|dade que tem os meus co|egas ao
suoscreverem o d|to documento. Penso ate
que a esmagadora ma|or|a dos deputados
dos restantes part|dos tamoem o íar|a, por-
que da íorma como e apresentado parece
pac|í|co e em deíesa de uma causa út|| e
s|mpát|ca. É tamoem íác|| entender que
d|ar|amente cheguem à Assemo|e|a da
Pepúo||ca, centenas de ass|naturas d|na-
m|zadas por grupos amo|enta||stas para
reíorço do d|to antepro|ecto. Porem, na v|da
há d|íerenças e a|nda oem que as há, |ogo
e necessár|o perceoer e respe|tar as d|íe-
rentes sens|o|||dades e os argumentos que
as sustentam.
Pugnar pe|a deíesa dos d|re|tos dos an|-
ma|s, de todos os an|ma|s, e verdade|ra-
mente uma at|tude de grande e|evação.
Nac ace||c q0e a|ç0em o|ça q0e |esoe||a e
çcs|a ma|s ocs an|ma|s oc q0e e0 o|co||c.
Pode gostar e respe|tá-|os de íorma d|íe-
rente. Eíect|vamente, todos os seres v|vos
merecem adm|ração e respe|to, mas tanto
respe|to merece a |eore que corre à írente
dos ga|gos como as proscr|tas |agostas
que decoram moro|damente os aquár|os
dos restaurantes condenadas à morte em
água a íerver. E deste oároaro proced|men-
to n|nguem ía|a...
Aqu| em L|sooa, |á pude ver|í|car a|guns res-
taurantes cu|a espec|a||dade da casa e
passar|nhos ír|tos. Nem ma|s!... Há quem
os coma e, p|or, n|nguem denunc|a este
aterrador capr|cho gastronom|co. E que
d|zer de outras s|tuaçoes em que os an|-
ma|s são mac|çamente mortos sem man-
dato nem denúnc|a?... Já não ía|o nos av|-
ár|os, nas poc||gas, nos matadouros, ver-
dade|ros campos de concentração de con-
denados, que por contrad|ção chocante
necess|tamos para a nossa a||mentação.
É verdade que o Mundo pod|a ser de outra
íorma. Ass|m todos í|car|amos em paz com
as nossas consc|enc|as. Mas o homem,
sendo tamoem an|ma|, tem que v|ver com
as suas contrad|çoes.
Há d|as pare| na Mea|hada para a|moçar
num dos |números restaurantes |á ex|sten-
tes o |nev|táve| |e|tão. Bo que desta vez,
pude ver|í|car os s|mpát|cos an|ma|z|nhos,
nos | oca| s que são verdade| ras
antecâmaras da morte. Aperceo|-me do
espaço onde os pequenos e |ndeíesos |e|-
toes esperam a hora em que entrarão nos
íornos. Peparem no o|har, no aspecto de
um pequeno |e|tão e ver|í|quem se não se
trata de um an|ma| aoso|utamente car|nho-
so. No entanto, tamoem n|nguem ||ga ne-
nhuma a estes m||hares de |ovens an|ma|s
mortos todos os d|as...
Mu|tas outras s|tuaçoes |dent|cas poder|a
enunc|ar.
É que temos que ser r|gorosos. Be há gente
que í|ca |nd|gnada quando um ía|cão-pe-
regr|no caça um pomoo ou uma perd|z em
p|eno voo, para poster|ormente a matar e
comer, da mesma íorma dever|am-se |n-
d|gnar quando todos os anos por a|tura da
Páscoa, saoem que morrem m||hares e
m||hares de pequenos caor|tos de íorma
ate ant|econom|ca, (|á que os pequenos
an|ma|s se t|vessem oportun|dade rap|da-
mente se desenvo|ver|am) e nada íazem,
nada d|zem. E haverá a|go ma|s s|mpát|-
co, ma|s când|do, ma|s |ndeíeso do que
um pequeno caor|to?...
Neste âmo|to como noutros, não se deve
ser coerente so ás vezes, quando nos con-
vem, devemos tentar se-|o sempre. Neste
part|cu|ar aspecto do respe|to escrupu|o-
so pe|a v|da an|ma| a coerenc|a pode |e-
var-nos a s| tuaçoes verdade| ramente
|ncomportáve|s e contrad|tor|as.
O que e |nd|scut|ve|, |ogo à part|da, e o
íacto de o homem ser carn|voro po|s se o
não íosse estar|a tudo pac|í|cado e na paz
de Deus.
Mas vo|temos ao antepro|ecto que preten-
de deíender so a|guns an|ma|s esquecen-
do todos os outros, nomeadamente aque-
|es que comemos à mesa.
·Pro|o|r a organ|zação de corr|das de tou-
ros que não respe|tem a trad|ção portugue-
sa e que |mp||quem a morte do touro na
arena·? Mas... estamos em Portuga|, onde
são pro|o|dos os touros de morte. Aí|na| o
que se pretende? Pro|o|r o que |á está pro|-
o|do?...
·Pro|o|r de íorma expressa a caça a cava-
|o, a cr|ação de raposas com o oo|ect|vo
u|ter|or de as caçar, a organ|zação de cor-
r|das de cães com |eores v|vas e provas
de t|ro com an|ma|s v|vos.·
Pro|o|r a caça a cava|o? Em Portuga|
quantos prat|cam este t|po de caça? Bem
dúv|da uma |ní|ma m|nor|a e em determ|-
nados |oca|s do pa|s em que ta| prát|ca
const|tu| verdade|ro patr|mon|o dessas po-
pu|açoes.
Pro|o|r a caça às |eores com ga|gos? E
depo|s qua| será o íuturo dos ga|gos sem
|eores para correrem? O mesmo íuturo dos
touros oravos se não houver touradas...
Acaoam, ext|nguem-se.
Não haverá outras s|tuaçoes oem ma|s
chocantes, oem ma|s condenáve|s do que
uma |eore a correr e do|s ga|gos na sua
persegu|ção, saoendo-se quecerca de 70
por cento das |eores conseguem esca-
par?...
·Pro|o|r a cr|ação de raposas com o oo|ec-
t|vo de u|ter|ormente serem caçadas·?
Po|s... Não são comest|ve|s, caso contrá-
r|o, ser|a perm|t|do cr|á-|as e d|z|má-|as ma-
c|çamente. Be comer raposa íosse um
p|teu, ter|amos a espec|a||dade da raposa
da Mea|hada ou do Marco de Oanavezes
e |á n|nguem protestar|a.
É sempre oom que se sa|oa que a segun-
da ma|or íonte de captação de d|v|sas, em
Espanha e arrecadada atraves da prát|ca
da caça.
Pro|o|r provas de t|ro com an|ma|s v|vos e
uma recomendação da Oomun| dade
Europe|a. Mas aqu| ao |ado os nossos v|z|-
nhos não pro|o|ram... Tamoem as reco-
mendaçoes comun|tár|as para que os es-
panho|s acaoem com os touros de morte
não t|veram qua|quer eíe|to. E|es não aorem
mão da ·íesta orava· que const|tu| o ver-
dade|ro cartaz tur|st|co do seu pa|s.
Porem, e|es que |á tudo perm|tem, |nves-
tem cá a í|nanc|ar ·campanhas de protec-
ção· na remota esperança de transíormar
Portuga| na Pepúo||ca das Ber|engas.
Ouanto ma|s pro|o|rem cá, ma|s caçado-
res portugueses |á se des|ocam |evando
as ta|s d|v|sas.
O art.' 1' n' 2 do c|tado antepro|ecto d|z:
·Bão pro| o| das todas as v| o| enc| as
|n|ust|í|cadas contra an|ma|s, cons|derando-
se como ta|s os actos cons|stentes em, sem
necess|dade, se |ní||g|r a morte, o soír|men-
to crue| ou pro|ongado ou |esoes a um an|-
ma| verteorado·. Bem, se |sto íor cumpr|do
à r|sca aqu| í|ca pro|o|da a caça, todo o t|po
de prát| ca de caça, pesca e
consequentemente as touradas, ate as ta|s
que respe|tem escrupu|osamente as trad|-
çoes portuguesas, sem a morte do touro.
lgua|mente, a pretensão de pro|o|r os me-
nores de 13 anos de ass|st|rem a touradas
não será pretenderem-se suost|tu|r aos pro-
pr|os pa|s? É uma act|v|dade v|o|enta?
Berá. Mas so |á va| quem quer e tem que
pagar entrada. Pro|o|r os menores não será
um exagero? E não se pro|oe a v|o|enc|a
nas te|ev|soes? Ouem pro|oe as |magens
de m||hares de cr|anças com íome no Mun-
do? Bão seres humanos... Morrem de
íome... Os nossos í||hos perguntam-nos
porque e nos não saoemos responder.
As |eores são an|ma|s d|gnos do ma|or res-
pe|to. Todos os an|ma|s o merecem sem
dúv|da. Mas... as cr|anças... como e que
nos |ust|í|camos o nosso s||enc|o?...
Desde os tempos ma|s remotos que os
homens caçam, íazendo esta act|v|dade
parte |ntegrante das suas ra|zes, das suas
v|das e das suas cu|turas.
Nasc| no A|to - M|nho e se ca|har por |sso
sou caçador e pescador gosto da v|da do
campo e da Natureza. Oom certeza se t|-
vesse nasc|do em L|sooa ou no Porto não
ter|a estes háo|tos. Ter|a outros. Acontece
que |á onde nasc|, não posso |evar os meus
í||hos ao c|nema, nem ao teatro, nem a
outros eventos cu|tura|s pe|a s|mp|es ra-
zão de |á não ex|st|rem. Mas, |evo-os a pes-
car, a caçar e a íru|rem a Natureza e a v|da
ao ar ||vre.
Estamos na recta í|na| de uma |ntegração
econom|ca e monetár|a o que vem a|terar
e aíectar a uma harmon|zação comun|tár|a
nas ma|s d|íerentes mater|as. \amos sent|r
cada vez ma|s os eíe|tos das or|entaçoes
e das dec|soes tomadas no Par|amento
Europeu, em mater|a de caça, de me|o am-
o|ente, de ordenamento e de conservação
da natureza. Esta harmon|zação de Portu-
ga| no espaço europeu, ex|ge í|rmeza e
ponderação, | ncompat| ve| s com
p|one|r|smos ou âns|as de protagon|smos.
Ho|e e pac|í|co que os caçadores e pes-
cadores terão que ser cada vez ma|s eco-
|og|stas, protegendo o amo|ente e ger|ndo
a íauna de íorma sustentada ún|ca v|a de
serem compreend|dos e respe|tados.
D|re|to à d|íerença, ordenamento e respe|-
to pe|a Natureza, respe|to pe|os homens e
pe|os an|ma|s, são pr|nc|p|os que assumo
mas tamoem ex||o sem h|pocr|s|a nem ía|-
sos mora||smos.
*
Deputado da Assemo|e|a da Pepúo||ca
S
ACÇÃO SOClALlSTA 18 28 JANElPO 1999
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
O ADVENTO DA ESOUERDA
E O PARADOXO NEOLlBERAL
$OC/AL/$MO José Conde Rodrlgues
propos|to do actua| deoate so-
ore a reíundação da esquerda
ou, a|nda, soore a po|em|ca ·ter-
ce|ra v|a·, conv|rá aqu||atar do
porque da decadenc|a da moda que |he
antecedeu: o neo||oera||smo.
Oom eíe|to, e prec|so |emorar que, apos
decadas de ¨terce|ra v|a" (entre comun|s-
mo e ||oera||smo econom|co) assentes no
oem-estar soc|a|, assegurado pe|o cresc|-
mento econom|co |n|nterrupto, sucedeu-se
um advento de neo| | oera| | smo
íundamenta||sta que |ogrou ex|to e cr|ou
moda por toda a Europa. É ass|m, as mo-
das sucedem-se, a|ternando c|c|os de ex-
pansão com c|c|os de recessão econom|-
ca, oem como queoras de coní|ança gene-
ra||zada com sonhos de re|ntegração soc|a|
para todos.
Mas se, actua|mente, como o advento de
·esquerda·, que se d|z|a enterrada apos a
·queda do muro·, o mercado cont|nua a ser
sa|vaguardado e a suas v|rtudes
g|ooa||zadas, então o que íez mudar os go-
vernos? No íundo, que t|po de paradoxo aíec-
tou de ra|z o neo||oera||smo, a|terando os seus
a||cerces po||t|cos, soc|a|s e cu|tura|s?
De íacto, esse mesmo neo||oera||smo, re-
cuperando os mode|os de mercado e ||vre
|n|c|at|va de \on M|ses, Bchumpeter ou
Hayek, co|ocando a eníase no Ooverno pe-
queno, oem como nas v|rtudes do ·|nd|v|-
dua||smo possess|vo· (para usar a expres-
são de Macpherson), apenas assente em
d|re|tos e supr|m|ndo ate a |de|a de soc|e-
dade, cr|ou o seu propr|o ·cove|ro· (como
Marx d|z|a dos cap|ta||stas). Ou se|a, a actu-
a| desagregação soc|a|, que os neo||oera|s
|mputam ao re|at|v|smo dos va|ores, à cr|se
da íam|||a, à perm|ss|v|dade, à cr|se da re||-
g|ão, resu|tou sooretudo das suas propr|as
contrad|çoes.
\e|amos como. O neo||oera||smo d|z|a-se
host|| ao passado e íavoráve| à í|ex|o|||dade,
à moo|||dade, ao í|m dos pr|v||eg|os, contra
a h|erarqu|a e os p|anos, deíendendo a todo
o custo o mercado, qua| ordem espontâ-
nea (Hayek) íunc|onando mecan|camente.
Mas, por outro |ado, para se |eg|t|mar, à d|-
re|ta, o mesmo neo||oera||smo prec|sou de
ape| ar à trad| ção (| | gando-se a| ao
neoconservador|smo a|nda em voga caso
dos EÜA com a ¨Pe||g|ous P|ght"), ao re-
gresso das v|rtudes c|v|cas, aos va|ores da
íam|||a trad|c|ona|, ao pur|tan|smo re||g|oso.
Ora, e aqu| que res|de o paradoxo neo||oera|.
Oom eíe| to, ao deíender a expansão
|nd|scr|m|nada da soc|edade de consumo,
ao mercant|||zar as re|açoes soc|a|s, ao
atom|zar os c|dadãos transíormando-os, por
contrato, em meros consum| dores, o
neo||oera||smo cr|ou as cond|çoes |dea|s
para a sua propr|a desagregação, desen-
cadeando, natura|mente, íorças que puse-
ram em causa a íam|||a trad|c|ona|, a edu-
cação centrada na presença da mãe (que
no mercado g|ooa| tem que part|c|par act|-
vamente no traoa|ho), ou a|nda, a poss|o|||-
dade de garant|r qua|quer coesão mora|,
oaseada em va|ores re||g|osos (po|s as |gre-
|as são suost|tu|das pe|as v|s|tas aos cen-
tros comerc|a|s, por exemp|o).
Mas ma|s. O mesmo neo||oera||smo, ass|m
como deíende um Ooverno pequeno, de-
íende um Ooverno íorte que sa|vaguarde a
deíesa dos d|re|tos, garanta o ||vre íunc|o-
namento das íorças do mercado e a pro-
pr|a adm|n|stração da Just|ça. Acontece que
os mercados, ho|e, não conhecem íronte|-
ras, o cap|ta| não rece|a os ·guardas· do
ve|ho Estado-nação. O cap|ta||smo |nterna-
c|ona||zou-se (contrar|amente à tão espera-
da un|ão das pro|etár|os de todo o mundo,
prognost|cada por Marx), aoa|ando ass|m
qua|squer a||cerces desse pretenso Oover-
no íorte.
Oomo se ooserva, trata-se de outra contra-
d|ção no se|o da rac|ona||dade neo||oera|.
Não se pode querer um Ooverno íorte que
sanc|one os prece|tos |ega|s de protecção
aos contratos e à propr|edade pr|vada e
esquecer que ex|stem, nesses mesmos
mercados, e|ementos cu|tura|s íundamen-
ta|s para o propr|o desenvo|v|mento susten-
táve| dos d|íerentes pa|ses (o ·cap|ta| soc|-
a|· de que ía|a Putman ou a ·coní|ança· de
que ía|a Franc|s Fukuyama são d|sso o
exemp|o). Não oasta de|xar actuar as |e|s
da oíerta e da procura ||vremente, po|s onde
não ex|ste soc|edade c|v|| íorte, onde não
ex|ste um grau de coní|ança e|evado entre
as pessoas ou |nst|tu|çoes |ntermed|as, essa
s|tuação |eva à se|va|ar|a econom|ca, à es-
pecu|ação pura, à queora de qua|quer coe-
são soc|a| (ve|a-se o caso da ap||cação des-
sas rece|tas neo||oera|s à Púss|a e restan-
tes pa|ses do Leste Europeu pos-comun|s-
ta).
No íundo, pode constatar-se que a deíesa
cega do |nd|v|dua||smo, da |n|c|at|va pr|va-
da, sem qua|quer preocupação comun|tá-
r|a, ou de |nteresse púo||co (qua| ut|||tar|smo
serod|o) acaoa por gerar a propr|a re|at|v|-
dade dos va|ores (a so||dar|edade trocada
pe|o va|or da concorrenc|a), a queora dos
|aços soc|a|s ou os proo|emas no se|o das
íam|||as. Ou se|a, não oasta deíender o
·|a|sser ía|re, |a|sser passer· e depo|s apre-
sentar uma pregação das v|rtudes v|tor|anas
ou a íorça mora| do pur|tan|smo re||g|oso.
Ao contrár|o, a deíesa dessas duas corren-
tes contrad|tor|as gerou um paradoxo no
se|o do neo||oera||smo, |evando ao seu
aoandono, enquanto |deo|og|a d|rectora da
ma|or parte dos pa|ses onde assentou ar-
ra|s na decada de o|tenta.
Porem, e para term|nar, e oom que a esquer-
da reconst|tu|da, transíormada, adaptada aos
novos tempos, sa|oa aprender com aque|es
que a antecederam. O poder perde-se por
desencanto do centro, numa soc|edade
po||t|ca onde re|na, |nexorave|mente, a moda,
a |magem, o cu|to do eíemero. Em causa não
poderá estar a ||oerdade, mas em causa está,
de certeza, uma nova íorma de comoater as
des|gua|dades soc|a|s (ver a este propos|to
o exce|ente ||vro de João de A|me|da Bantos,
·Os Paradoxos da Democrac|a·, Fenda,
1998) e e||m|nando o reíer|do paradoxo
neo||oera|.
A
ONDE ESTÁ O PLURALlSMO SOClAL DO PS?
/DEOLOG/A Edmundo Pedro
á oastantes anos que um gru-
po de camaradas (entre os
qua|s me tenho contado) vem
|ns|st|ndo (nomeadamente atra-
ves de moçoes apresentadas nos congres-
sos íederat|vos e nac|ona|s), no progress|-
vo desv|rtuamento do Part|do Boc|a||sta no
que se reíere à sua matr|z |deo|og|ca e soc|-
a|.
Nunca se tratou, da nossa parte (como a|-
guns vem aí| rmando), de qua| quer
passad|smo |deo|og|co ou de uma postu-
ra conservadora no que respe|ta a esta ma-
ter|a.
A matr|z soc|a| e |deo|og|ca do mov|mento
soc|a||sta europeu a que estamos ||ga-
dos reporta-se, como todos saoemos, a
um per|odo de estrat|í|cação soc|a| o|ná-
r| a: de um | ado, a c| asse operár| a
(ma|or|tár|a nos pa|ses ma|s desenvo|v|dos
no |n|c|o deste secu|o) e, de outro, o ca-
p|ta||smo |ndustr|a| e í|nance|ro.
Da aná||se dessa con|untura resu|tou, para
Marx e Enge|s (cu|o pensamento |ní|uen-
c|ou dec|s|vamente a emergenc|a do mo-
v|mento soc|a||sta), a |de|a de que a c|asse
operár|a estava dest|nada a desempenhar
um pape| espec|a| na |uta por uma soc|e-
dade que |nstaurasse um reg|me de ver-
dade|ra |ust|ça soc|a|, ou se|a, por uma
soc| edade capaz de superar essa
d|cotom|a s|mp|es (exp|orados-exp|orado-
res) que caracter|zou a pr|me|ra íase do
cap|ta||smo |ndustr|a| e í|nance|ro.
A ma|or parte das conc|usoes que Marx
extra|u dessa aná||se (datada) não íoram
coní|rmadas pe|a prát|ca. Peve|aram-se
|níundada. A c|asse operár|a transíormou-
se rad|ca|mente: tornou-se m|nor|tár|a e a|-
terou a sua propr|a natureza. A evo|ução
do s|stema produt|vo reduz|u suostanc|a|-
mente a sua | mportânc| a soc| a| e,
consequentemente, po||t|ca.
Mas, apesar dessas transíormaçoes, a ver-
dade e que a c|asse operár|a cont|nua a ter,
em todos os part|dos soc|a||stas, uma |m-
portânc|a po||t|ca (nomeadamente ao n|ve|
dos seus orgãos d|r|gentes) corresponden-
te ao seu peso soc|a|. E esse peso soc|a|, a
despe|to dessa nova s|tuação, cont|nua a
ser re|evante. Bchroder, o actua| chance|er
a|emão, ío| s|nd|ca||sta, Beregovoy, um dos
ma|s competentes e honestos memoros do
Ooverno Boc|a||sta írances (su|c|dou-se por
o terem ca| un| ado | n| ustamente) ío|
meta|úrg|co. Tamoem a|guns d|r|gentes dos
pa|ses nord|cos (mesmo cheíes de Oover-
no) t|veram essa or|gem.
(Não e por acaso que em Espanha o PBOE,
part|do |rmão, se |nt|tu|a, a|nda ho|e, Part|-
do Boc|a||sta Operár|o Espanho| o mes-
mo acontecendo, de resto, com os outros
part|dos da lnternac|ona| Boc|a||sta).
Apesar de terem aoandonado o marx|smo
como íundamento teor|co da sua prát|ca,
esses part|dos não esquecem, ao contrá-
r|o do que vem acontecendo connosco, a
sua matr|z de or|gem.
E |sso não os |mped|u de serem part|dos
soc|a||stas modernos. Não |hes ret|rou a
capac|dade (antes pe|o contrár|o) de |nter-
venção po||t|ca, na perspect|va da sua |ns-
p|ração |deo|og|ca, nas soc|edades onde
estão |nser|dos.
Deíendemos para o Part|do Boc|a||sta, no
que se reíere a todos os n|ve|s da sua d|-
recção po||t|ca, um saudáve| p|ura||smo
po||t|co (suoord|nado, como e oov|o, ao
respe|to pe|o seu Programa e Dec|aração
de Pr|nc|p|os), cond|ção que me parece
|mportante para manter uma d|nâm|ca de
reí|exão po||t|ca que possa contr|ou|r para
o aproíundamento e permanente
actua||zação do nosso |deár|o.
Tamoem me parece conven|ente que a nova
d|recção po||t|ca que sa|r do Oongresso se
esíorce por promover a ascensão de novos
quadros de comprovado va|or e que, tanto
quanto poss|ve|, representem as d|versas
camadas soc|a|s que se reconhecem no PB,
ou se|a, que se esíorcem por consagrar, na
prát|ca, o p|ura||smo soc|a| propr|o de um
part|do soc|a||sta. (Nas oases do Part|do
ex|stem exce|entes quadros que aguardam
a oportun|dade de por os seus ta|entos ao
serv|ço do nosso pro|ecto.)
Esta ooservação e vá||da, ta|vez por ma|o-
r|a de razão, no que se reíere à compos|-
ção do Orupo Par|amentar, v|sto que e|e
const|tu|, ma|s do que qua|quer outro or-
gão, o rosto v|s|ve| do Part|do Boc|a||sta.
A ousca desse p|ura||smo soc|a| passa,
|nc|us|vamente, pe|a preocupação de en-
contrar (não e íác||, mas não e |mposs|ve|)
quadros de or|gem operár|a, com rea| va-
|or po||t|co como acontece, de resto, nos
part|dos |rmãos, espec|a|mente nos nord|-
cos que, nessa mater|a, são exemp|ares.
H
28 JANElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 19
CULTURAS & DESPORTOS
QUE SE PASSA Mary Rodrigues
POEMA DA SEMANA
Selecção de Carlos Carranca
SUGESTÄO
RecitaI em AIbufeira
O tenor Armando Possante e os
|nstrument|stas Jú||o Ouerre|ro e Boí|a
Beque|ra |nterpretarão, no d|a 30, pe|as 21
e 30, no Aud|tor|o Mun|c|pa|, ·Memor|as de
Oarc|a Lorca·, um rec|ta| de canto e gu|tar-
ra.
Üm d|a depo|s rea||za-se, no mesmo |oca|
e à mesma hora, o |ançamento do ||vro ·Os
Provero|os estão \|vos no A|garve·, de
Pu|v|nho Brasão.
Peça na Amadora
Ate ao d|a 31 poderá ass|st|r, nos Pecre|os
da Amadora, de qu|nta a sáoado, pe|as 21
e 30, ou no dom|ngo, às 16 horas, à repre-
sentação de ·l Btand Beíore ¥ou Naked·.
Trata-se de uma peça teatra| de Joyce Oaro|
Oates com encenação de Ana Nave e |n-
terpretaçoes de Andrea Bento, O|ara Bo||to,
E||sa L|sooa, E|sa \a|ent|m, lsaoe| Aoreu,
Mar|a Jose Pascoa|, Paíae|a Bantos e Bo-
í|a de Portuga|.
TertúIia em Cascais
As no|tes de sexta-íe|ra nunca ma|s serão
as mesmas. É que |á começou o O|c|o de
Tertú||as de F|cção O|ent|í|ca e Fantást|co
em Oasca|s.
Ass|m, amanhã, pe|as 21 e 30, no Pav||hão
Dramát|co, ía|ar-se-á de ·ln|c|ação ao
Mag|c The Oather|ng·, com o conv|dado
Oustavo M||-Homens.
Garrett em Coimbra
A part|r de amanhã e ate ao dom|ngo, d|a
31, part|c|pe no sem|nár|o ·Or|ação de Em-
presas no Bector Boc|a| e de Lazer na Ün|ão
Europe|a·, que decorrerá na Oasa Mun|c|-
pa| da Ou|tura, com começo marcado para
as 9 horas.
Eduardo Lourenço e Jose Augusto França
são do|s dos part|c|pantes num congresso
|nternac|ona| a rea||zar de 3 a 5 de Fevere|ro,
|ntegrado nas comemoraçoes do segundo
centenár|o do nasc|mento de A|me|da Oarrett.
Oons|derado a ma|s |mportante rea||zação
c|ent|í|ca desta evocação ao ·pa|· do roman-
t|smo portugues, o congresso reúne se|s
dezenas de comun|caçoes, pe|os ma|s |m-
portantes estud|osos da sua v|da e oora, de
un|vers|dades portuguesas, de Espanha,
Bras|| e EÜA, entre outras.
Música em Fafe
O p|an|sta Adr|ano Jordão actuará, no Estú-
d|o Fen|x, amanhã, à no|te, no âmo|to dos
concertos qu|nzena|s ·Mús|ca em D|á|ogo·,
comentados pe|o maestro Jose Ata|aya.
Adr|ano Jordão executa neste rec|ta| de p|-
ano ooras de Ohop|n e Deoussy.
Seminário em Guimarães
Ho|e e amanhã rea||za-se, no Museu A|oerto
Bampa|o, um sem|nár|o suoord|nado ao
tema ·Norma||zação em Museus: lnventá-
r|o e Oestão de Oo|ecçoes Museo|og|cas·.
·Mãe e F||ho·, de A|exandr Bokurov, e o í||-
me que poderá ver ho|e, às 21 e 45, no Au-
d|tor|o da Ün|vers|dade do M|nho.
Teatro em Lisboa
Esta semana são tres os í||mes deoutantes
nas sa|as de c|nema ||sooetas. ·The B|ege
Estado de B|t|o·, de Edward Zw|ck; ·Lado a
Lado·, de Ohr|s Oo|umous; e ·Em Fuga·,
de Bruno de A|me|da·; estarão em ex|o|ção
a part|r de amanhã.
Ate ao d|a 10 de Fevere|ro poderá v|s|tar, na
Oa|er|a Mun|c|pa| Oymnás|o, a expos|ção de
p|ntura de Mena Br|to, |nt|tu|ada ·\agas lm-
períe|tas·.
A peça ·As Ooras Oomp|etas de W||||am
Bhakespeare em 97 m|nutos·, posta em
cena pe|a Oompanh|a Teatra| do Oh|ado no
Teatro Estúd|o Már|o \|egas, va| poder ser
v|sta por ma|s um mes.
Oom a ú|t|ma representação prev|sta para
30 de Jane|ro, depo|s de ter s|do por vár|as
vezes ad|ada a sa|da de cena, o grupo de-
c|d|u manter a peça em cena ate 27 de Fe-
vere|ro prox|mo, dev|do ao |nteresse que a
mesma tem merec|do |unto do púo||co.
Todav|a, ·As Ooras Oomp|etas de W||||am
Bhakespeare em 97 m|nutos· apenas po-
derá ser v|sta às sextas-íe|ras e sáoados,
às 21 e 30.
Fantoches em VaIença
A B|o||oteca Mun|c|pa| será, ho|e, pa|co para
a peça de teatro de íantoches |nt|tu|ada ·A
Mu|to Mando Mu|to Desmando·.
SlLÊNClO
RASGADO
Para comemorar o seu 20' an|versá-
r|o, o Ba||et Nac|ona| de España íará
uma d|gressão por d|versos pa|ses da
Europa, apresentando-se, uma vez
ma|s, em Portuga| onde, desde 1994,
tem v|ndo a actuar com grande ex|to
|unto do púo||co.
Ass|m, a part|r do prox|mo sáoado, d|a
30, e ate à terça-íe|ra, d|a 2 de Feve-
re|ro, o Ba||et Nac|ona| de España |n-
terpretará para os ||sooetas, no Oran-
de Aud|tor|o do Oentro Ou|tura| de
Be|em, quatro oe||ss|mas coreograí|as,
soo a d|recção art|st|ca de A|nda
Oomez.
·Pango·, de Paíae| Agu||ar; ·B||enc|o
Pasgado·, de A|nda Oomez; ·Luz de
A|ma, de Jav|er Latorree, depo|s do |n-
terva|o, ·Or|to·, de Anton|o Oana|es,
são os grandes sucessos da Oompa-
nh|a que tamoem poderão ser aprec|-
ados no Oo||seu do Porto, nos d|as 4 e
5 de Fevere|ro.
Todos os espectácu|os do Ba||et Nac|-
ona| de España em Portuga| decorre-
rão a part|r das 21 e 30.
Para esta d|gressão, a d|recção art|st|-
ca da Oompanh|a esco|heu, como e
v|s|ve|, um programa em que se dan-
çarão as suas ú|t|mas e ma|s aíama-
das produçoes, estando presentes os
d|íerentes est||os de dança espanho-
|a, desde o oa||ado c|áss|co ate ao
í|amenco.
Destaque-se que o Ba||et Nac|ona| de
España ío| cr|ado em 1978 e desde en-
tão tem s|do d|r|g|do por |mportantes
persona||dades da dança, ate chegar
à actua| d|rectora, A|nda Oomez, uma
das me|hores e ma|s comp|etas oa||a-
r|nas de dança espanho|a.
A segunda canção
com lágrlmas
V-. 1¯|}o ¯1¯|1/1 ||¯-¯ ¡.- ¯1¯|1/1
| 1- |-|-¯|-
¡.-||1|1¯-º- ¯1º /-|1º oº |-|o}|oº o¯1-
oº |o¯|-||oº ¯1|¯1/1¯ /|¯|- - ¯|¯¯o 1¯oº
l|¯|- - ¯|¯¯o ¯1/|oº /|¯|- - ¯|¯¯o ¯1|1º
/|¯|- - ¯|¯¯o /|1}-¯º |1|1 º-¯||- 11|111º
V-. 1¯|}o ¡.-||o.-º- ¯o¯o º- |oºº-
1- /|1|o
||¯1|1¯ /|¯|- - ¯|¯¯o |-11¸oº 1.¯ |o¯-¯
Ma000/ 4/0yr0
|¯ ·4 ||1¸1 11 C1¯¸Jo·
Ópera
Rigoletto
de Guiseppe Verdi
pe|a Ooe|a Naz|cna|e ||a||ana
Ate 31 de Jane|ro 20h30
Oo||seu dos Pecre|os
L|sooa
Concerto
4 C||1çJu
oe Jcseo| |a,on
Orquestra e Ooro Ou|oenk|an
Frans Brüggen Maestro
Anna Korond| Boprano
Oynd|a B|eden Boprano
lan Bostr|dge Tenor
Dav|d W||son Johnson Ba|xo
Det|eí Poth - Ba|xo
28 de Jane|ro 21h30
29 de Jane|ro 19h00
Orande Aud|tor|o
Fundação Oa|ouste Ou|oenk|an
ACÇÃO SOClALlSTA 20 28 JANElPO 1999
OPÌNÌÄO DlXlT
Ficha Técnica
Acção Socia|ista
Orgão Oí|c|a| do Part|do Boc|a||sta
Propr|edade do Part|do Boc|a||sta
D|rector
Fernando de Sousa
Pedacção
J.C. Caste|o Branco
Mary Rodrigues
Oo|aooração
Rui Perdigão
Becretar|ado
Sandra An[os
Pag|nação e|ectron|ca
Francisco Sandova|
Ed|ção e|ectron|ca
Joaquim Soares
José Raimundo
Redacção
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Administração e Expedição
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Toda a co|aboração deve ser enviada para o
endereço referido
Depos|to |ega| N' 21339/88; lBBN: 0871-102X
Ìmpressão lmpr|nter, Pua Bacadura Oaora| 26,
Daíundo
1495 L|sooa Distribuição \asp, Boc|edade de
Transportes e D|str|ou|çoes, Lda., Oomp|exo OPEL,
Be|a \|sta, Pua Táscoa 4', Massamá, 2745 Oue|uz
ÚL7/MA COLUNA Joel Hasse Ferrelra
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
1.650$
2.400$
4.600$
5.500$
8.500$
3.250$
4.600$
9.100$
10.800$
16.600$
6 MEBEB 26 NÚMEROS 12 MEBEB 52 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
500$
700$
1.300$
1.500$
2.300$
800$
1.200$
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N
A REFORMA ECONÓMlCA
E O DESENVOLVlMENTO SUSTENTÁVEL
os ú|t|mos tres anos e tres meses,
um grupo de soc|a||stas no Par|a-
mento e no Ooverno, eng|ooando
qua||í|cados |ndependentes, de-
senvo|veu um traoa|ho so||do e coordenado
v|sando concret|zar, na área econom|ca e
í|nance|ra os comprom|ssos e|e|tora|s que
conduz|ram o PB à v|tor|a nas |eg|s|at|vas de
Outuoro de 95 e Anton|o Outerres a pr|me|ro-
m|n|stro de Portuga|.
Trata-se da ma|s |onga exper|enc|a de um
governo de compos|ção ou d|recção soc|a-
||sta desde o aparec|mento da |de|a e do pro-
|ecto soc|a||sta em Portuga|. A í|de||dade aos
|dea|s de Antero, Fontana e Azedo Oneco
oor|gam a uma reí|exão ana||t|ca e or|entada
para o íuturo, tendo em conta o
aproíundamento da |ntegração europe|a e o
processo de desenvo|v|mento econom|co
nac|ona| que o Ooverno do PB tem p||otado.
A marca da |rrevers|o|||dade das reíormas e
para nos íundamenta| e |nsere-se na me|hor
trad|ção do soc|a||smo democrát|co. E uma
das ma|s |mportantes ío| a concret|zação do
rend|mento m|n|mo.
As ||nhas po||t|cas que deíendemos passam
pe|a promoção do emprego, numa perspec-
t|va de so||dar|edade soc|a|, mas tamoem pe|o
aumento gera| do oem-estar, assum|ndo uma
perspect|va act|va íace à g|ooa||zação em
curso.
Na mudança de m||en|o, teremos que assu-
m| r como íactores essenc| a| s da
compet|t|v|dade, os recursos humanos qua||-
í|cados, as comun|caçoes e os transportes
que cr| arão cond| çoes para uma ma| or
compet|t|v|dade empresar|a| e a expansão do
emprego.
Pecusamos ho|e o p|aneamento |mperat|vo
e centra||zado, sem por em causa a necess|-
dade de |nstrumentos de p|aneamento. Oom-
oatemos um mode|o neo||oera| u|trapassado
e pretendemos reaí|rmar o pr|mado da po||t|-
ca soore a econom|a, respe|tando o merca-
do e o mode|o soc|a| europeu, no cam|nho
de uma soc|edade so||dár|a.
É neste contexto que assumem part|cu|ar
|mportânc|a, ||nhas de actuação estrateg|ca,
como as med|das de promoção do |nter|or
(comoate ao desemprego no A|ente|o e gás
natura| em vár|as reg|oes do |nter|or) e a
concret|zação da Le| das F|nanças das Peg|-
oes Autonomas.
Pretendemos po|s que a Peíorma Econom|-
ca, que e um processo, se rea||ze com equ|||-
or|o í|nance|ro, promovendo o cresc|mento
econom|co e uma ma|s |usta d|str|ou|ção da
r|queza. A po||t|ca que deíendemos respe|ta a
econom|a de mercado, porque quer uma so-
c|edade de |ust|ça, ||oerdade e so||dar|edade.
E neste contexto |nsere-se uma po||t|ca sa|ar|a|
que garanta uma part||ha soc|a|mente equ|ta-
t|va dos oeneí|c|os do cresc|mento. Oom o |m-
perat|vo da coesão soc|a|, da convergenc|a
rea|, da |uta contra a exc|usão e da d|m|nu|ção
da pooreza. Tamoem neste contexto, ·o
Portuga| que queremos· tem que ser um
mosa|co de oportun|dades em que se conc|-
||e uma econom|a moderna e compet|t|va com
um s| stema de emprego que cr| e
oportun|dades d|vers|í|cadas para todos.
Assumem no âmo|to do desenvo|v|mento
sustentáve|, part|cu|ar |mportânc|a ·a cont|-
nuação do processo de modern|zação da Ad-
m|n|stração Púo||ca, da reíorma da Beguran-
ça Boc|a|, o aproíundamento da protecção
soc|a|, o desenvo|v|mento das po||t|cas act|-
vas de emprego oem como o do mercado
soc|a| de emprego·. Oanhando aqu| uma
part|cu|ar |mportânc|a as questoes do í|nan-
c|amento da saúde e a necessár|a |novação
na re|ação entre amo|ente e í|sca||dade (que
se procurou |ntroduz|r |á no Orçamento de
1999), oem como um ma|s c|aro entend|men-
to do pape| da econom|a soc|a|.
lnd|ssoc|áve| do processo de desenvo|v|men-
to sustentáve| e de reíorma econom|ca e a
necess|dade de aproíundar uma po||t|ca de
desenvo|v|mento reg|ona|, envo|vendo os
poderes |oca|s e os actores econom|cos e
soc|a|s de cada reg|ão, em art|cu|ação com
uma rac|ona| desconcentração do Estado.
Üma reíorma í|sca| em progresso, v|sando um
s|stema ma|s eí|caz e ma|s equ|||orado, e |m-
presc|nd|ve| desenvo|ver-se em art|cu|ação
com a po||t|ca orçamenta| que garant|u nesta
|eg|s|atura a compat|o|||zação entre r|gor í|-
nance|ro, cresc|mento econom|co e so||dar|-
edade soc|a|.
Na passagem aos anos do euro, assume
então part|cu|ar re|evo a reconversão parc|a|
do s|stema produt|vo nac|ona|, as negoc|a-
çoes da Agenda 2000 (que tem de respe|tar
o oo|ect|vo da coesão econom|co-soc|a|) e
as questoes decorrentes da Econom|a D|g|-
ta|, resu|tante da ráp|da expansão das redes
e|ectron|cas.
Para todas estas tareías e |mportante moo|||-
zar, com |nte||genc|a e vontade, os soc|a||s-
tas que estão nas empresas e na Adm|n|stra-
ção Púo||ca, no ens|no e nas autarqu|as, no
Par|amento e no Ooverno, oem como os re-
íormados, no sent|do da concret|zação do
nosso pro|ecto amo|c|oso mas v|áve|.
·É a deso|ação tota|. Ango|a está a
ser destroçada e o seu povo
d|z|mado. Üm d|a destes não restará
nada a não ser o s||enc|o dos
cem|ter|os.·
Emídlo Rangel
D|a||c oe Nc||c|as, 23 oe Jane||c
·O petro|eo de um |ado e os
d|amantes do outro acendem todas
as |uzes e aorem todas as portas.
Bav|mo|, um cr|m|noso sem escrú-
pu|os, está armado ate aos dentes.·
ldem, lbldem
·A ¨Perestro|ka" era uma oportun|da-
de para todos, não so para a Ün|ão
Bov|et|ca. Üma opção em íavor da
||oerdade surg|da num pa|s onde
durante decen|os se encarn|çou um
reg|me tota||tár|o.·
Mlkhall Gorbachev
DN/, 23 oe Jane||c
·A ¨Perestro|ka" era uma aposta
pe|a un|ão entre o soc|a||smo e a
democrac|a, o que se poder|a
chamar democrac|a soc|a|, ou
soc|a|-democrac|a.·
ldem, lbldem
·A ¨Perestro|ka" ío| cortada em
seco, mut||aram os meus p|anos.
T|ve de sa|r quando t|nha uma ma|or
exper|enc|a e ma|s poss|o|||dades.·
ldem lbldem
·O meu soír|mento torna-se ma|s
pesado quando ve|o as duras
provas pe|as qua|s tem de passar o
meu pa|s.·
ldem, lbldem