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4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 1

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Director Fernando de Sousa
Nº1005 4 FEVEREÌRO 1999 100$ - 0,5

5+1)156)
-
Ouem disse ?
Contributo
para a refIexão
na esquerda
SociaIistas
Iançam Iivro
«Terceira Via»
A|oerto Mart|ns, Oar|os Zorr|nho,
Franc|sco Ass|s, Ou||herme
D'O||ve|ra Mart|ns, João de
A|me|da Bantos e Leone| Moura,
todos m|||tantes soc|a||stas, |ança-
ram terça-íe|ra passada, durante
uma sessão que decorreu no sa-
|ão noore do Oentro Ou|tura| de
Be|em, o ||vro ·Terce|ra \|a·. A
cer|mon|a contou com a presen-
ça do m|n|stro dos Assuntos Par-
|amentares, Anton|o Oosta, e dos
secretár|os de Estado da Adm|n|s-
tração lnterna e das Ooras Púo||-
cas, respect|vamente Armando
\ara e Maranha das Neves.
No Oentro Ou|tura| de Be|em tam-
oem compareceu o deputado do
PBD e docente un|vers|tár|o, Fran-
c|sco Torres, que, em dec|araçoes
aos |orna||stas, |amentou a v|ragem
do part|do de Marce|o Peoe|o de
Bousa à d|re|ta, em d|recção ao PP
de Pau|o Portas.
No pr|me|ro texto do ||vro ·Terce|ra
\|a·, o deputado soc|a||sta e pre-
s|dente da Oom|ssão Par|amentar
de D|re|tos, L|oerdades e Oarant|-
as, A|oerto Mart|ns, escreve soore
·A qua||dade da Democrac|a·, se-
gu|ndo-se um cap|tu|o da autor|a
de Oar|os Zorr|nho, memoro do
Becretar|ado Nac|ona| do part|do,
suoord|nado ao tema ·O regres-
so do soc|a||smo·.
O ||der do Orupo Par|amentar do
PB, Franc|sco Ass|s, por sua vez,
aoorda o tema ·Üma nova et|ca c|-
v|ca·, enquanto que o secretár|o de
Estado da Educação, Ou||herme
D'O||ve|ra Mart|ns escreve soore ·O
ape|o dos pr|nc|p|os·. A|em do tex-
to da |ntrodução, João de A|me|da
Bantos e Leone| Moura ded|cam
do|s dos cap|tu|os do ||vro à reí|e-
xão soore ·A Democrac|a do ho|o-
íote· e à ·Nova Esquerda·.
Nas pág|nas que |ntroduzem o ||-
vro ·Terce|ra \|a·, João de A|me|da
Bantos e Leone| Moura ass|na|am
que, ·apos uma decada de de-
pressão |deo|og|ca e ps|co|og|ca
provocada pe|a queda de um ía-
moso muro, a esquerda conse-
gu|u conqu|star treze dos qu|nze
governos da Ün|ão Europe|a. Tra-
ta-se de um íe|to notáve|. Em par-
t|cu|ar, íace a uma d|re|ta tota|men-
te |dent|í|cada com o d|scurso
neo||oera| dom|nante·.
«A terceira via é discurso
apatetado, que foi adopta-
do por pessoas que
e|egem como prioridade o
discurso |audatório face ao
|íder do partido e primeiro-
-ministro.»
Sérglo Sousa Plnfo
Ccn/e|enc|a oa JS, ' oe Fe.e|e||c
PoIítica Sociedade & País
·To|erânc|a Zero·
Jorge CoeIho faz baIanço positivo
Xl Oongresso do PB
Confiança nos portugueses
O m|n|stro da Adm|n|stração
lnterna, Jorge Ooe|ho, congratu-
|ou-se, no d|a 27, em p|ena área
de descanso do lP5, com os
resu|tados da operação ·To|erân-
c|a Zero/Begurança Máx|ma·.
O governante ev|denc|ou a
redução de um terço no número
de ac|dentes reg|stados na v|a
ráp|da Ave|ro-\||ar Formoso (lP5)
e na Estrada Nac|ona| 125, no
A|garve, íace a |gua| per|odo de
tempo no ano anter|or ao |n|c|o da
·To|erânc|a Zero·.
Em c||ma de un|dade em torno
do secretár|o-gera| do part|do,
Anton|o Outerres, começa
sáoado o Xl Oongresso
Nac|ona| do PB. O |ema da
reun|ão magna dos soc|a||sta,
que se pro|onga ate dom|ngo,
no Oo||seu dos Pecre|os, em
L|sooa, e ·Ooní|ança nos
portugueses·. Ou se|a, o PB
tem a consc|enc|a tranqu||a
pe|os resu|tados da sua acção
governat|va desde que venceu
as e|e|çoes |eg|s|at|vas de 1995.
Guterres prepara bases programáticas
Pacto europeu peIo emprego
António Guterres foi
escoIhido para
presidir ao grupo de
trabaIho que prepará
as bases de um
futuro Pacto Europeu
peIo emprego. O
secretário-geraI do
PS foi designado
para esta missão
poIítica, durante a
cimeira de Iíderes
do Partido
SociaIista Europeu,
que decorreu em
Viena sexta-feira e
sábado passado. O
documento a
apresentar peIo
primeiro-ministro
será depois
apreciado no
Congresso do PSE,
em MiIão, a 1 e 2 de
Março. Em Viena, as
atenções da
deIegação sociaIista,
constituída por
António Guterres e
José Lamego,
incidiram também
sobre as negociações
da Agenda 2000.
Pacto europeu peIo emprego
ACÇÃO SOClALlSTA 2 4 FE\EPElPO 1999
A SEMANA
ED/7OR/AL A DlRECÇÁO
MEMÓR/A$ ACÇÁO SOClALlSIA EM 1981
$EMANA
HOMENAGEM AO CAMARADA
MANUEL TlTO DE MORAlS
Üma reportagem soore a homenagem ao
íundador do PB, camarada Manue| T|to
de Mora|s, que |he ío| prestada no d|a 31
de Jane|ro, no Mercado do Povo, em
Be|em, por ma|s de 500 soc|a||stas era um
dos temas em destaque na ed|ção de 5
de Fevere|ro de 1981 do ·Acção Boc|a||s-
ta·.
Begundo re|ata o ·Acção Boc|a||sta·, na
mesa que pres|d|u ao |antar de homena-
gem ao camarada Manue| T|to de Mora|s,
encontravam-se í|guras |mpares do soc|-
a||smo como os camaradas Már|o Boa-
res, Ba|gado Zenha, Pau| Pego, Oustavo
Boromenho, Jose Maga|hães Ood|nho e
Teoí||o Oarva|ho dos Bantos, entre outros.
Na ocas|ão, o camarada Manue| T|to de
Mora|s sa||entou que, ·se homenagem
ex|ste, e|a e d|r|g|da a todos os que com-
oateram pe|a ||oerdade, qua|quer que se|a
o sector ou o part|do po||t|co a que per-
tenceram, po|s com todos e|es co|aoore|
para ||oertar o nosso Povo do |ugo íasc|s-
ta e co|on|a||sta·.
Destaque a|nda nesta ed|ção para uma
reportagem soore o ll Oongresso da ÜOT,
onde ío| recusado o tecto sa|ar|a| propos-
to pe|o governo de centro-d|re|ta da AD.
J. C. C. B.
5 oe Fe.e|e||c
Ouem disse?
·O Ooverno da AD não dá resposta no
seu programa a um con|unto extenso de
questoes que d|zem respe|to à reso|ução
dos nossos proo|emas reg|ona|s e ao
pape| que a descentra||zação e o reíorço
do poder |oca| terão de desempenhar.·
Sousa Gomes
Guerra em AngoIa
CPLP responsabiIiza UNlTA
Seixas da Costa na Conferência
Euro-Mediterrânica
Parque das Nações
UItrapassada barreira dos 2,5 miIhões
O secretár|o de Estado dos Assuntos Eu-
ropeus, Be|xas da Oosta, cheí|ou a de|e-
gação portuguesa que part|c|pou na Oon-
íerenc|a Euro-Med|terrân|ca soore Ooope-
ração Peg|ona|, que decorreu nos d|as 28
e 29 de Jane|ro, em \a|enc|a, Espanha.
Esta Ooníerenc|a, que se rea||zou no qua-
dro do chamado Processo de Barce|ona,
que reúne os Estados da Ün|ão Europe|a e
do Bu| do Med|terrân|co, dest|nou-se a pre-
parar a Ooníerenc|a de M|n|stros dos Ne-
goc|os Estrange|ros que, no mesmo âmo|-
to, rea||zar-se-á em Estugarda, em Aor||.
Na Ooníerenc|a de \a|enc|a íoram aoorda-
das as íormu|as de cooperação |ntra-reg|-
ona| no Bu| do Med|terrâneo e, em part|cu-
|ar, as |mp||caçoes do mercado ún|co eu-
ropeu no Partenar|ado Euro-Med|terrân|co.
Ouestoes como os d|re|tos de propr|eda-
de |nte|ectua|, os serv|ços í|nance|ros, as
questoes a|íandegár|as e as PME, oem
como a necess|dade de |níra-estruturas,
nomeadamente no campo dos transportes,
est|veram no centro dos traoa|hos.
Ma|s de 2,5 m||hoes de pessoas v|s|taram o
Parque das Naçoes nos pr|me|ros cem d|as
desde a aoertura ao púo||co deste espaço,
|níormou a Parque Expo.
Em comun|cado, a Parque Expo |níorma que
o centes|mo d|a íechou com um tota| de 2
592 840 v|s|tantes.
A empresa reve|a a|nda que o d|a 24 de Ja-
ne|ro (dom|ngo) receoeu a segunda ma|or
aí|uenc|a de v|s|tantes, com um tota| de 44
244 pessoas.
No que se reíere aos pav||hoes temát|cos, o
ma|s v|s|tado no Parque das Naçoes ío| o
Oceanár|o, com 293 786 entradas, segu|do
do Pav||hão do Oonhec|mento dos Mares,
com 117 483 v|s|tantes.
Desde a aoertura ao púo||co do Parque das
Naçoes, o Pav||hão da Pea||dade \|rtua| ío|
v|sto por 72 823 pessoas.
Ouanto aos restantes pav||hoes que perma-
neceram no espaço apos a Expo'98, o da
Made|ra ||dera a ||sta das aí|uenc|as (236 744
v|s|tantes) segu|do pe|o Pav||hão de Macau,
que receoeu 195 363 v|s|tas.
Na Torre \asco da Oama |á est|veram 67 319
pessoas, enquanto o te|eíer|co ío| ut|||zado
por 257 721 v|s|tantes.
Ao |ongo de 100 d|as, o Parque das Naçoes
tornou-se |gua|mente uma reíerenc|a no
campo dos espectácu|os, tendo aco|h|do
concertos com nomes sonantes da mús|ca
nac|ona| e |nternac|ona| como Pr|nce e
Bauhaus (Pav| | hão At| ânt| co), Pedro
Aorunhosa (Praça Bony), e M|gue| Ange|o
(Teatro Oamoes).
Oom o aprox|mar da Pr|mavera, a oíerta no
ramo do |azer va| aumentar no Parque das
Naçoes, com a aoertura da FlL, prev|sta para
13 de Março, e do Oentro Oomerc|a| \asco
da Oama, agendada para 21 de Aor||.
O Oom|te de Ooncertação Permanente da
Oomun|dade de Pa|ses de L|ngua Portu-
guesa (OPLP) aprovou no d|a 28 de Jane|-
ro um comun|cado em que responsao|||za
a ÜNlTA ·pe|o íracasso do processo de
paz· em Ango|a.
·Pe|o íacto de não se ter desm|||tar|zado,
não ter perm|t|do a extensão da adm|n|s-
tração do Estado a todo o terr|tor|o, co|o-
cando-se à margem da ordem const|tuc|-
ona| e não se comportando como um par-
t|do po||t|co empenhado na construção da
democrac|a·, o part|do ||derado por Jonas
Bav|mo| e o responsáve| pe|a s|tuação de
guerra que o pa|s v|ve actua|mente, |e-se
no documento.
No texto, a OPLP man|íesta a|nda o seu ·to-
ta| reconhec|mento· pe|o esíorço da ONÜ
e dos pa|ses memoros da tro|ca de ooser-
vadores para |evar a paz a Ango|a.
Guterres no início da cunhagem do euro
Üm mes apos a sua entrada em v|gor, o
euro começou, no passado d|a 2, a ser oí|-
c| a| mente cunhado em L| sooa, numa
cer|mon|a na Oasa da Moeda pres|d|da
pe|o pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Outerres.
Ta| como sucede nos outros pa|ses euro-
peus, o euro em Portuga| terá uma íace
com s|moo|os nac|ona|s. As qu|nas, caste-
|os e o ·s|na|· de D. Aíonso Henr|ques ío-
ram os s|moo|os esco|h|dos.
Burge ass|m, í|s|camente, a moeda que so
estará nas mãos dos portugueses a 1 de
Jane|ro de 2002 e que durante um per|odo
máx|mo de se|s meses poderá c|rcu|ar |un-
tamente com o escudo.
A part|r de então, o euro será a ún|ca moe-
da não so em Portuga| como tamoem nos
restantes dez pa|ses europeus que |ntegra-
ram o pe|otão da írente da Ün|ão Econo-
m|ca Monetár|a.
PS - um Parfldo de Iufuro
O Part|do Boc|a||sta va| reun|r, no prox|mo í|m-de-semana, no Oo||seu dos Pecre|-
os, em L|sooa, a grande íam|||a soc|a||sta num Oongresso que |rá deoater e apro-
var as oases po||t|cas programát|cas para o prox|mo m||en|o.
Ho|e, o Part|do Boc|a||sta, encontra-se numa s|tuação h|stor|ca |nvu|gar e d|í|c||-
mente |mag|náve| quando, em Outuoro de 1995, ganhou as e|e|çoes |eg|s|at|vas. A
quase ma|or|a aoso|uta então a|cançada, apos ma|s de 10 anos de cavaqu|smo,
auguravam uma gestão part|cu|armente d|í|c||, não so pe|a poss|o|||dade de rea||-
zação de ma|or|as opos|c|on|stas que, como a||ás se ve|o a ver|í|car com a|guma
írequenc|a, tentaram entravar e d|í|cu|tar a acção governat|va, mas tamoem pe|a
s|tuação po||t|ca e econom|ca herdada.
Ora, o PB e o Ooverno tem sao|do ger|r com hao|||dade esta s|tuação, provando
aos portugueses que e poss|ve| ger|r e desenvo|ver suostanc|a|mente o Pa|s sem
necess|tar de recorrer ao autor|tar|smo tão caracter|st|co da governação |aran|a.
Os portugueses saoem e sentem que o cresc|mento econom|co que se tem íe|to
sent|r no Pa|s nos ú|t|mos anos e íruto de uma po||t|ca econom|ca ma|s |usta e
eí|caz, que tem travado o desemprego e que perm|t|u a entrada de Portuga| na
Ün|ão Econom|ca e Monetár|a sem |mpor qua|squer constr|çoes de natureza po||-
t|co-soc|a|.
O sucesso da |mp|ementação do Pend|mento M|n|mo em Portuga|, uma das pro-
messas e|e|tora|s de Anton|o Outerres, ve|o provar a |mportânc|a soc|a| desta me-
d|da que tem perm|t|do uma me|hor |ntegração soc|a| dos ma|s desíavorec|dos e,
para|e|amente, o regresso aos oancos da esco|a de mu|tas das cr|anças que aoan-
donaram precocemente o ens|no. Esta med|da de e|evado carácter soc|a| a par
dos aumentos d|íerenc|ados das pensoes de reíorma, do aumento das rece|tas
í|sca|s sem aumento dos |mpostos, perm|te, ho|e, ao Part|do Boc|a||sta, em vespe-
ras de Oongresso e em ano de |mportantes actos e|e|tora|s, apresentar-se aos
portugueses com coní|ança no íuturo e, sooretudo, como o Part|do ma|s capaz
para ger|r os grandes desaí|os do prox|mo m||en|o.
4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 3
POLÌTÌCA
Ordem de TrabaIhos
Sexta-Feira, 5 de Fevereiro de 1999
20:00 às 23:00 (Per|odo de acred|tação dos De|egados)
Sábado, 6 de Fevereiro de 1999
09:00 às 10:30 \otação para a e|e|ção do Pres|dente do PB
10:30 Ponto 1 E|e|ção da Oom|ssão de \er|í|cação
de Poderes
E|e|ção da Mesa do Oongresso Na-
c|ona|
Ponto 2 E|e|ção da Oom|ssão de Honra do
Oongresso Nac|ona|
11:30 Ponto 3 Bessão de Aoertura do Oongresso
Nac|ona|
Proc|amação dos resu|tados da vo-
tação para a e|e|ção do Pres|dente
do Part|do
lntervenção do Pres|dente e|e|to
12:30 Ponto 4 Apresentação da Moção Po||t|ca de
Or|entação apresentada pe|o Becre-
tár|o-Oera|
13:30 às 15:00 lnterrupção para A|moço
15:00 Oont|nuação do Ponto 4 (Apresentação e d|s-
cussão das Moçoes O|ooa|s)
20:00 \otaçoes
20:30 às 21:45 lnterrupção para Jantar
22:00 Ponto 5 Apresentação, d|scussão e votação
das Moçoes Bector|a|s, suoscr|tas por
De|egados ao Oongresso Nac|ona|
Até às 24:00 Entrega das ||stas de cand|datos aos orgão
nac|ona|s
Domingo, 7 de Fevereiro de 1999
09:30 Ponto 6 Apresentação ao Oongresso das ||s-
tas de cand|datos à Oom|ssão Na-
c|ona|, Oom|ssão Nac|ona| de Jur|s-
d|ção e Oom|ssão Nac|ona| de F|s-
ca||zação Econom|ca e F|nance|ra
10:00 Oont|nuação dos traoa|hos
10:00 às 11:30 Ponto 7 \otação das ||stas de cand|datos à
Oom|ssão Nac|ona|, Oom|ssão Na-
c|ona| de Jur|sd|ção e Oom|ssão Na-
c|ona| de F|sca||zação Econom|ca e
F|nance|ra
12:00 Proc|amação dos resu|tados
12:30 Ponto 8 Bessão de Encerramento com lnter-
venção do Becretár|o-Oera|
Em cIima de unidade em torno do
secretário-geraI do partido, António
Guterres, começa sábado o Xl
Congresso NacionaI do PS. O Iema
da reunião magna dos sociaIista,
que se proIonga até domingo, no
CoIiseu dos Recreios, em Lisboa, é
«Confiança nos portugueses». Ou
seja, o PS tem a consciência
tranquiIa peIos resuItados da sua
acção governativa desde que
venceu as eIeições IegisIativas de
1995. Promoveram-se reformas
sociais de grande impacto e o País
cumpriu todos os seus
compromissos internacionais,
entrando no primeiro peIotão do
«euro». Mas «Confiança nos
portugueses» porque os sociaIistas
também acreditam pIenamente na
capacidade do nosso povo para
vencer os desafios da viragem do
sécuIo.
Xl Oongresso Nac|ona| do PB
aore pe|as 9 horas de sáoado
com a e|e|ção do pres|dente PB,
da mesa do congresso e da co-
m|ssão de ver|í|cação de poderes. Begue-
se a |ntervenção do pres|dente do part|do
e|e|to, que será A|me|da Bantos, tendo de-
po|s |ugar a |ntervenção do secretár|o-ge-
ra| do PB, que apresentará a moção po||t|-
ca de or|entação, |nt|tu|ada ·A nossa v|a·.
Apos o a|moço, Pedro Jordão, m|||tante de
Ave|ro, e Manue| A|egre, v|ce-pres|dente da
Assemo|e|a da Pepúo||ca e memoro do
Becretar|ado Nac|ona| do PB, vão expor os
seus documentos de or|entação g|ooa|,
respect|vamente suoord|nados aos temas
PAR7/DO $OC/AL/$7A Xl Congresso Naclonal
CONFlANÇA
NOS PORTUGUESES
·o PB por uma nova cu|tura po||t|ca· e ·Fa-
|ar e prec|so·. As votaçoes das moçoes
g|ooa|s deverão ocorrer às 20 horas de
sáoado, antes do |n|c|o da d|scussão das
vár|as moçoes sector|a|s apresentadas ao
congresso, cu|o ponto se deverá pro|on-
gar por toda a no|te.
Ate às 24 horas de sáoado, durará o prazo
para a entrega de ||stas para a Oom|ssão
Nac|ona| do Part|do, orgão que passará a
contar com ma|s de 25 por cento de mu-
|heres, entre um tota| de 201 e|ementos
eíect|vos a e|eger. Ao n|ve| |nterno, os soc|-
a||stas dão ass|m o exemp|o do seu í|rme
oo|ect|vo em promover a par|dade na v|da
po||t|ca nac|ona|. Já no dom|ngo, às 12
horas serão proc|amados os resu|tados
dos novos orgãos d|r|gentes do part|do:
Oom|ssão Nac|ona|, Oom|ssão Nac|ona| de
Jur|sd|ção e Oom|ssão de F|sca||zação
Econom|ca e F|nance|ra.
O Xl Oongresso Nac|ona| do PB tem pre-
v|sta a sua sessão de encerramento para
as 12,30 horas, com a |ntervenção do se-
cretár|o-gera|, Anton|o Outerres, ree|e|to no
passado mes de Jane|ro pe|as oases com
ma|s de 96 por cento dos votos.
No Oongresso Nac|ona| do PB, vão part|c|-
par 96 de|egados de Ave|ro, 40 de Be|a,
135 de Braga, 43 de Oaste|o Branco, 153
de Oo|mora, 31 de Évora, 36 da Ouarda,
64 de Le|r|a, 334 da Federação da Area
Üroana de L|sooa, 34 de Porta|egre, 312
do Porto, 65 de Bantarem, 121 de Betúoa|,
58 de Oaste|o Branco, 43 de \||a Pea|, 73
de \|seu, 75 dos Açores, 79 da Made|ra,
20 da Federação Peg|ona| do Oeste, 68 de
Faro, o|to da A|emanha, o|to de Bene|ux,
18 de França, tres da Bu|ça e o|to do resto
do mundo. Terão |nerenc|a no congresso
do part|do 350 de|egados.
O
ACÇÃO SOClALlSTA 4 4 FE\EPElPO 1999
POLÌTÌCA
GUTERRES PREPARA BASES PROGRAMÁTlCAS
DO PACTO EUROPEU PELO EMPREGO
v/ENA Clmelra de líderes do PSE
António Guterres foi escoIhido para
presidir ao grupo de trabaIho que
prepará as bases de um futuro
Pacto Europeu peIo emprego. O
secretário-geraI do PS foi
designado para esta missão
poIítica, durante a cimeira de
Iíderes do Partido SociaIista
Europeu, que decorreu em Viena
sexta-feira e sábado passado. O
documento a apresentar peIo
primeiro-ministro será depois
apreciado no Congresso do PSE,
em MiIão, a 1 e 2 de Março. Em
Viena, as atenções da deIegação
sociaIista, constituída por António
Guterres e José Lamego, incidiram
também sobre as negociações da
Agenda 2000. Para o chefe do
Governo, a ideia de haver um
probIema específico de PortugaI em
termos sociais e económicos, no
conjunto da Europa dos «Ouinze»,
vai fazendo o seu caminho,
havendo bons motivos para
acreditar que o país não sairá
prejudicado da Agenda 2000.
|em de Anton|o Outerres, est|ve-
ram presentes na c|me|ra de ||-
deres do PBE ma|s se|s pr|me|-
ros-m|n|stros soc|a||stas de pa|-
ses da Ün|ão Europe|a: \|ktor K||ma (Aus-
tr|a), Oostas B|m|t|s (Orec|a), W|m Kok
(Ho|anda), Ooran Person (Buec|a), Pavo
L|pponen (F|n|ând|a) e Tony B|a|r (Orã-
Bretanha). Tamoem presentes na reun|ão
de \|ena est|veram Pudoí Bharp|ng, pres|-
dente do PBE e m|n|stro da Deíesa da A|e-
manha, Oskar Laíonta|ne, m|n|stro das F|-
nanças a|emão e ||der do BPD, Joaqu|n
A|mun|a, secretár|o-gera| do PBOE, P|erre
Mauroy, pres|dente da lnternac|ona| Boc|a-
||sta, Pau||ne Oreen, ||der do Orupo Par|a-
mentar Boc|a||sta Europeu, e os com|ssár|-
os europeus Ne|| K|nnock e Mon|ka Wu|í
Math|es.
A reun|ão da cap|ta| austr|aca dest|nou-se
a aprovar um man|íesto po||t|co, documento
que serv|rá de oase a todos os part|dos
soc| a| | stas e soc| a| s-democratas dos
·Ou|nze· para as e|e|çoes para o Par|amen-
to Europeu, em Junho prox|mo.
O man|íesto po||t|co contem 21 pontos e e
da autor|a do m|n|stro dos Negoc|os Es-
trange|ros, Poo|n Oook, e do secretár|o-
gera| do PBE, Jean-Franço|s \a|||n. Apos a
proposta destes do|s d|r|gentes europeus
soc|a||stas ter s|do aprovada com e|evado
consenso, o man|íesto será rat|í|cado e
deí|n|t|vamente adoptado no prox|mo Oon-
gresso do PBE, prev|sto para os d|as 1 e 2
de Março, em M||ão.
Objectivos poIíticos do PSE
Em termos de oo|ect|vos po||t|cos, o PBE
pretende cont|nuar a ser o ma|or o|oco po-
||t|co representado em Estrasourgo. Ouan-
to às ||nhas programát|cas, a pr|me|ra pr|o-
r|dade será ded|cada à deíesa do empre-
go. A curto prazo, os d|íerentes pa|ses go-
vernados por soc|a||stas pretendem che-
gar a um Pacto Europeu pe|o emprego,
apostando-se de íorma ser|a na íormação
proí|ss|ona|, na reíorma í|sca|, na modern|-
zação dos s|stemas de protecção soc|a|,
na promoção de |nvest|mentos púo||cos e
na redução do tempo de traoa|ho.
Em para|e|o com a vertente do emprego,
os soc|a||stas querem |ncent|var po||t|cas de
cresc|mento econom|co, tendo eíe|tos d|-
rectos no consumo e no |nvest|mento. A v|a
esco|h|da e o desenvo|v|mento de p|anos
para a execução de grandes ooras em
|níraestruturas. Ao mesmo tempo, rec|ama-
se como essenc|a| a deíesa do mode|o
soc|a| europeu, conservando os d|re|tos
soc|a|s dos traoa|hadores e comoatendo
com tenac|dade os íenomenos de exc|u-
são.
\| sando aproíundar as oases
programát|cas do PBE no que respe|ta à
questão do emprego, a c|me|ra de ||deres
do PBE esco|heu Anton|o Outerres para
cheí|ar um grupo de traoa|ho que reco|he-
rá sugestoes de todos os part|dos soc|a-
||stas europeus soore este cap|tu|o. A de-
s|gnação do secretár|o-gera| do PB acon-
teceu na sequenc|a de uma |onga |nterven-
ção que íez no pr|me|ro d|a da c|me|ra so-
ore o tema do emprego.
Ao contrár|o da |de|a deíend|da pe|o PBD,
Anton|o Outerres recusa-se a encarar coe-
são econom|ca entre Estados-memoros e
promoção de po||t|cas de emprego como
po||t|cas contrad|tor|as. Apesar de o pro-
o|ema do desemprego não aíectar Portu-
ga| da mesma íorma que at|nge outros
pa|ses do centro da Europa, o pr|me|ro-
m|n|stro a|ertou para o íacto de grande
parte das exportaçoes nac|ona|s se d|r|g|-
rem para Estados-memoros da Ün|ão
Europe|a, como a França e a A|emanha.
Ora, se estes do|s grandes pa|ses euro-
peus entrarem em cr|se por aumento do
desemprego, tamoem as exportaçoes por-
tuguesas poderão soírer uma queora, com
consequenc|as |nev|táve|s na saúde í|nan-
ce|ra de mu|tas das nossas empresas. Por
essa razão, Portuga| deve apo|ar e |ncent|-
var po||t|cas de emprego e de cresc|mento
econom|co dentro da Ün|ão Europe|a.
Especificidade portuguesa
na Europa
Durante a c|me|ra do PBE em \|ena, outra
das grandes preocupaçoes da de|egação
dos soc|a||stas portugueses re|ac|onou-se
com as negoc|açoes das perspect|vas í|-
nance|ras da Ün|ão Europe|a. A menos de
um mes da c|me|ra espec|a| de Bona do
Oonse|ho Europeu, o pr|me|ro-m|n|stro reu-
n|u-se a sos com o cheíe do Ooverno or|-
tân|co, Tony B|a|r, com o m|n|stro das F|-
nanças a|emão, Oskar Laíonta|ne, e com a
com|ssár|a europe|a Mon|ka Wu|í Math|es.
Em todos estes encontros, o ||der do PB
exp||cou as carenc|as estrutura|s a|nda ex|s-
tentes em Portuga| no dom|n|o da qua||í|-
cação da mão-de-oora, na educação e ao
n|ve| da agr|cu|tura. No íundo, razoes ma|s
do que determ|nantes para que o pa|s não
se|a pre|ud|cado, entre 2000 e 2006, no
acesso de íundos estrutura|s.
Apos estas reun|oes, o pr|me|ro-m|n|stro
reconheceu que Portuga| parte para as
negoc|açoes da Agenda 2000 numa pos|-
ção de re|at|va írag|||dade, |á que a|guns
dos ma|ores contr|ou|ntes ||qu|dos para o
orçamento comun|tár|o (como e o caso da
A|emanha, por proo|emas |nternos), dese-
|am a todo o custo reduz|r as suas despe-
sas.
Para íazer va|er os |nteresses nac|ona|s,
segundo Anton|o Outerres, será necessá-
r|o exp||car com mu|ta determ|nação a po-
s|ção portuguesa. Üma pos|ção que, as-
segurou, ·|entamente va| íazendo o seu
cam|nho· |unto de outros ||deres europeus.
De acordo com a perspect|va do cheíe do
Ooverno portugues, o oo|ect|vo do pa|s nas
negoc|açoes na Agenda 2000 e consegu|r
manter o n|ve| de apo|os comun|tár|os, de
íorma a poss|o|||tar a execução de po||t|-
cas de desenvo|v|mento sustentado.
A
4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 5
GOVERNO
PELO PA/$ Governação Aberfa
CON$ELHO DE M/N/$7RO$ Reunlão de 28 de Janelro
AGRlCULTURA O m|n|stro da Agr|cu|-
tura, do Desenvo|v|mento Pura| e das Pes-
cas, Oapou|as Bantos, des|ocou-se, no d|a
29, a \árzeas de Oa|de, no d|str|to de \|seu,
para cons|gnar a construção da oarragem
de Oa|de e para a ass|natura de contratos
programa de regad|o no d|str|to.
AMBlENTE - O secretár|o de Estado ad-
|unto da m|n|stra do Amo|ente, P|cardo Ma-
ga|hães d|sse, no d|a 30, em \||a Pea|, que
espera o d|agnost|co dos res|duos da M|na
de Argoze|o (Bragança) para dec|d|r e des-
t|no a dar-|hes.
Begundo P|cardo de Maga|hães, o M|n|s-
ter|o do Amo|ente pos-se em campo |ogo
que souoe que |a ser rea||zada uma trans-
íerenc|a c|andest|na de res|duos per|gosos
proven|entes daque|e comp|exo m|ne|ro.
·Agora e necessár|o saoer qua| o resu|ta-
do das aná||ses, mandadas e|aoorar pe|a
D|recção Peg|ona| de Amo|ente do Norte
para saoer o dest|no que vão ter·, aí|rmou,
ad|antando que o ·d|agnost|co deve ser
conhec|do dentro de um mes·.
P|cardo de Maga|hães ía|ava à |mprensa
no í|na| de coníerenc|a soore requa||í|cação
uroana das zonas r|oe|r|nhas, reíer|ndo que
o assunto tem de passar por uma deí|n|-
ção estrateg|ca entre a adm|n|stração cen-
tra| e |oca| e os agentes econom|cos.
O secretár|o de Estado apontou como
exemp|os pos|t|vos neste âmo|to os casos
da Expo'98, das margens da zona r|oe|r|-
nha do Douro e cons|derou que ·este es-
íorço de reconversão não pode í|car, no
entanto, às costas da adm|n|stração·.
·É prec|so co|ocar o mercado a íunc|onar,
de íorma a que os agentes econom|cos e
soc|a|s tamoem se comprometam neste
esíorço·, exp||cou P|cardo Maga|hães, por-
que ·à adm|n|stração caoe, sooretudo,
uma íunção regu|adora, a de cr|ar cond|-
çoes oás|cas para por o mercado a íunc|-
onar·.
COMUNlDADES - O secretár|o de Esta-
do das Oomun|dades, Jose Le||o, part|u,
no passado d|a 31, para a \enezue|a, onde
representou o Pres|dente da Pepúo||ca e o
Ooverno portugues na posse do Pres|den-
te Hugo Ohávez, uma cer|mon|a rea||zada
no d|a 2.
O pr|me|ro d|a da des|ocação de Jose Le||o
í|cou marcado por uma recepção oíerec|-
da pe|o Pres|dente venezue|ano, a ter |u-
gar apos uma v|s|ta ao Oonsu|ado Oera|
de Portuga| e um encontro com memoros
do lnst|tuto Portugues de Ou|tura, na res|-
denc|a do emoa|xador.
No d|a segu|nte, apos a tomada de posse
de Hugo Ohávez, Le||o a|moçou com mem-
oros do Oonse|ho das Oomun|dades Por-
tuguesas.
Ontem, o governante reúne-se com empre-
sár|os portugueses e ho|e, ú|t|mo desta
des|ocação, Jose Le||o v|s|ta a Esco|a de
|d|omas Modernos da Ün|vers|dade Oen-
tra| de \enezue|a, onde e m|n|strada a L|-
cenc|atura em Portugues.
CULTURA O m|n|stro da Ou|tura, Manu-
e| Mar|a Oarr||ho, e a secretár|a de Estado
da Ou|tura, Oatar|na \az P|nto, est|veram
presentes, no d|a 29, na cer|mon|a de |nau-
guração do \|r|ato Teatro Mun|c|pa| de
\|seu, que íunc|onará como Oentro Peg|o-
na| de Artes do Espectácu|o do Oentro e
que aore a temporada de 1999 com os es-
pectácu|os ·Pa|zes Pura|s Pa|xoes Üroa-
nas· e a ·O|te de |a Mus|que·.
DESPORTO - O secretar|o de Estado do
Desporto, M|randa Oa|ha, deíendeu, no d|a
29, no Porto, a necess|dade de haver ·r|-
gor, empenhamento, |mag|nação e compe-
tenc|a nos responsáve|s das |nst|tu|çoes
desport|vas·.
M|randa Oa|ha ía|ava durante o ·l\ Oon-
gresso Nac|ona| de Oestão de Desporto·,
no qua| os cerca de 250 part|c|pantes, reu-
n|dos na Facu|dade de O|enc|as do Des-
porto e Educação F|s|ca, deoateram ·A L|-
derança e o Desporto Esco|ar, Federado e
Autárqu|co·.
·É necessár|o que o desporto nac|ona| che-
gue cada vez ma|s |onge e que as menta||-
dades dos seus d|r|gentes tamoem evo|u-
am, da| a grande ut|||dade de |n|c|at|vas
desta natureza·, reíer|u.
O governante cons|derou tamoem que a
aposta na ·íormação, |níra-estruturas e um
novo ordenamento |ur|d|co são vectores
íundamenta|s para o desenvo|v|mento
desport|vo·.
·É v|ta| que ha|a p|aneamento, gestão e
antec|pação de cenár|os nas organ|zaçoes.
Ho|e em d|a e prec|so ag|r em vez de rea-
g|r·, prossegu|u.
M|randa Oa|ha cons|derou que ·deve ha-
ver uma íorte cooperação entre o Estado,
Ün|vers|dades e a Assoc|ação Portuguesa
e Oestão do Desporto para que o n|ve| c|-
ent|í|co e pedagog|co dos íormadores se|a
cada vez ma|s e|evado em Portuga|·.
HABlTAÇÃO E COMUNlCAÇOES A
secretár|a de Estado da Hao|tação e Oo-
mun|caçoes, Leonor Oout|nho, aprovou, no
d|a 29, em L|sooa, um |nvest|mento tota|
de 640 m|| contos, dest|nado à aqu|s|ção
de casas para rea|o|amento de 66 íam|||-
as, res|dentes no conce|ho da Ma|a, d|str|-
to do Porto.
Para a compra destas hao|taçoes ío| apro-
vada uma compart|c|pação a íundo perd|-
do de 256 m|| contos, sendo o restante
garant|do ao mun|c|p|o da Ma|a atraves de
um emprest|mo oon|í|cado, a |ongo prazo,
pe|o lnst|tuto Nac|ona| da Hao|tação
PRESlDÊNClA DO CONSELHO DE Ml-
NlSTROS - O Ooverno está preocupado
com o aumento dos casos de v|o|enc|a do-
mest|ca e va| encomendar um estudo como
pr|me|ro passo para enírentar o proo|ema,
anunc|ou, no d|a 30, em Oo|mora, \|ta||no
Oanas.
O secretár|o de Estado da Pres|denc|a do
Oonse|ho de M|n|stros ía|ava aos |orna||s-
tas, à margem da sessão de encerramen-
to do lll Encontro da Assoc|ação Portugue-
sa de Estudos soore as Mu|heres (APEM).
·É preocupante. As estat|st|cas da v|o|en-
c|a domest|ca estão a suo|r em Portuga|·,
dec|arou o governante, adm|t|ndo, contu-
do, que os novos dados possam, tamoem,
·querer d|zer que as mu|heres tem ho|e
menos vergonha· de denunc|ar as agres-
soes de que são v|t|mas.
Ad|antou que o oo|ect|vo do estudo, a ad-
|ud|car em oreve pe|o Execut|vo, e ooter um
·con|unto de or|entaçoes que perm|tam
comoater o íenomeno com ma|or eí|các|a·.
\|ta||no Oanas man|íestou ·esperança em
consegu|r, com mu|ta sensatez· a|udar a
reso|ver ·a|go que se passa dentro das ía-
m|||as·.
O Ooverno va| |ncrementar, numa pr|me|ra
íase no Porto e em Braga, exper|enc|as de
·atend|mento espec|í|co· nas esquadras da
PBP para mu|heres v|t|mas de v|o|enc|a por
parte dos homens.
O lll Encontro da APEM suoord|nou-se ao
tema ·Po||t|cas de |gua|dade: perspect|vas
e paradoxos·.
SAÚDE A m|n|stra da Baúde receoeu,
no d|a 2, em L|sooa, o Oonse|ho de Peí|e-
xão para a Baúde (OPEB) que |he apresen-
tou o texto í|na| do seu re|ator|o.
SOLlDARlEDADE E SEGURANÇA SO-
ClAL - O m|n|stro do Traoa|ho e Bo||dar|e-
dade, Ferro Podr|gues, cons|derou, no d|a
30, em P|oe|ra de Pena, \||a Pea|, que o
programa do Pend|mento M|n|mo Oarant|-
do e uma prova da cooperação que pode
ex|st|r entre as autarqu|as, as |nst|tu|çoes
pr|vadas de so||dar|edade soc|a| e a segu-
rança soc|a|.
Ferro Podr|gues, que ía|ava durante a
cer|mon|a de |nauguração de um centro de
d|a em Oerva, ad|antou que no conce|ho
ex|stem cerca de m|| oeneí|c|ár|os do Pen-
d|mento M|n|mo.
A íunc|onar desde Dezemoro, o centro de
d|a serve cerca de 30 utentes das |oca||da-
des de Oerva, A|vad|a e L|moes e outros
c|nco utentes em reg|me de |nternamento.
O centro de d|a pertence à lrmandade Nos-
sa Benhora da Oonce|ção de P|oe|ra de
Pena, cr|ada em 1918.
O ConseIho de Ministros aprovou:
º Üma proposta de |e| que autor|za o Ooverno a a|terar o reg|me gera| do arrenda-
mento rura|;
º Üma reso|ução que adopta med|das comp|ementares de Promoção e Apo|o à
lnsta|ação de Jovens Agr|cu|tores;
º Üm decreto-|e| que a|tera a redacção do d|p|oma que d|sc|p||na a entrega para
exp|oração de terras nac|ona||zadas ou expropr|adas;
º Üma proposta de |e| de enquadramento orçamenta|;
º Üma proposta de |e| re|at|va à cooperação |ud|c|ár|a |nternac|ona| em mater|a pe-
na|;
º Üma proposta de |e| que estaoe|ece normas soore cooperação entre Portuga| e os
Tr|ouna|s Pena|s lnternac|ona|s para a ex-Jugos|áv|a e para o Puanda;
º Üm decreto-|e| que aprova med|das prevent|vas com v|sta a sa|vaguardar as a|te-
raçoes a |ntroduz|r ao P|ano de Pormenor para a Zona do Pec|nto da Expo'98 (PP2),
ou normas prov|sor|as para a área;
º Üm decreto-|e| í|cando a aguardar o termo do prazo de pronúnc|a dos orgãos de
Ooverno propr|os das Peg|oes Autonomas, que |ntroduz mod|í|caçoes no decreto-
|e| n.' 37-A/97, de 31 de Jane|ro, a|terado, por rat|í|cação, pe|a Le| n.' 21/97, de 27 de
Junho, que regu|amenta o s|stema de |ncent|vos do Estado à comun|cação soc|a|;
º Üm decreto-|e| re|at|vo à va|or|zação do ouro do Banco de Portuga|;
º Üm decreto-|e| que transpoe para a ordem |ur|d|ca |nterna a d|rect|va comun|tár|o
que actua||za as ||stas de suostânc|as estaoe|ec|das nos anexos à portar|a n.' 1281/
97, de 31 de Dezemoro, e a d|rect|va 97/18/OE, da Oom|ssão, de 17 de Aor||, que
estaoe|ece a data a part|r da qua| são pro|o|dos os testes em an|ma|s;
º Üm decreto-|e| que adequa as normas de |eg|s|ação nac|ona| às normas comun|-
tár|as re|at|vas à preparação do v|nho espumante e do v|nho espumoso gase|í|cado;
º Üm decreto-|e| que regu|a o processo de em|ssão dos cert|í|cados comp|ementa-
res de protecção para med|camentos e para produtos í|toíarmaceut|cos;
º Üm decreto-|e| que a|tera os art|gos 16' e 17' do decreto-|e| n.' 222/96, de 25 de
Novemoro, que aprovou a Le| Orgân|ca do M|n|ster|o da Econom|a;
º Üm decreto-|e| que aprova o processo de repr|vat|zação de cerca de 99 por cento
do cap|ta| soc|a| da FAPAJAL, BOPB. O preço de cada acção será de 9 200 escudos;
º Üm decreto-|e| que repr|st|na a a||nea a) do n.' 1 do art|go 7'. do decreto-|e| n.'
280/94, de 5 de Novemoro, que |nterd|ta na área aorang|da pe|a ZPE o ||cenc|amento
de novos |oteamentos;
º Üma proposta de reso|ução que aprova a adesão à Oonvenção lnternac|ona| para
a Protecção dos Art|stas lnterpretes ou Executantes, dos Produtores de Fonogramas
e dos Organ|smos de Pad|od|íusão, aprovado em Poma, em 26 de Outuoro de 1961;
º Üma reso|ução que reconduz um voga| para o Oonse|ho de Adm|n|stração da
ent|dade Pegu|adora do Bector E|ectr|co, o Proíessor Engenhe|ro João Jose Esteves
Bantana ;
º Üm decreto-|e| que reve a transpos|ção para a ordem |ur|d|ca |nterna da d|rect|va
comun|tár|a re|at|va à conservação das aves se|vagens e da d|rect|va do Oonse|ho,
re|at|va à preservação dos |ao||a|s natura|s e da íauna e da í|ora se|vagens.
ACÇÃO SOClALlSTA 6 4 FE\EPElPO 1999
GOVERNO
O lMPERATlVO LEGAL
DE$7AQUE - CM lgualdade de Oµorfunldades
Oonse|ho de M|n|stros, em reu-
n|ão rea||zada no d|a 28, em L|s-
ooa, ío| |níormado soore o pro-
cesso de aud|ção par|amentar
da proposta de |e| re|at|va à compos|ção
das | | st as de cand| dat ura para a
Assemo|e|a da Pepúo||ca e para o Par|a-
mento Europeu quanto aos deputados a
e|eger por Portuga|, com v|sta a garant|r
uma ma|or |gua|dade de oportun|dades na
part|c|pação po||t|ca de c|dadãos de cada
sexo.
O m|n|stro dos Assuntos Par|amentares |n-
íormou o Oonse|ho soore a reíer|da aud|-
ção par|amentar, na qua| íoram ouv|dos
todos os ||deres dos part|dos po||t|cos com
representação par|amentar e d|versas per-
sona||dades e organ|zaçoes não governa-
menta|s representat|vas da op|n|ão púo||-
ca, que o Ooverno acompanhou com mu|-
to |nteresse.
O Oonse|ho de M|n|stros congratu|ou-se
que esta |n|c|at|va |eg|s|at|va tenha |ogra-
do dar grande v|s|o|||dade púo||ca a um
proo|ema estrutura| da nossa democrac|a
ate agora hao|tua|mente |gnorado; e o
comprom|sso puo||camente assum|do
pe|os ||deres do PBD, ODB-PP e POP de,
|á nas prox|mas e|e|çoes para o Par|amen-
to Europeu e para a Assemo|e|a da Pepú-
o||ca, organ|zarem as ||stas a apresentar
pe|os seus part|dos de modo a ooter uma
e|e|ção de c|dadãos de amoos os sexos
que u|trapasse os propr|os m|n|mos pre-
v|stos na proposta de |e| do Execut|vo.
A Assemo|e|a da Pepúo||ca e o Par|amen-
to Europeu não são orgãos |nternos dos
part|dos, pe|o que a des|gnação dos seus
t | t u| ares não se pode esgot ar na
autoregu|ação part|dár|a, caoendo a sua
regu|ação à Oonst|tu|ção e à Le|.
O deí|ce de presença íem|n|na na v|da po-
||t|ca, ta| como não e uma questão das
mu|heres, não e tamoem uma questão |n-
terna dos part|dos, mas uma questão cen-
tra| para o aproíundamento e me|hor|a da
qua||dade da democrac|a.
A democrac|a organ|za-se pe|a Oonst|tu|-
ção e pe|as |e|s da Pepúo||ca. Por |sso, o
art|go 109' da |e| íundamenta|, com a re-
dacção aprovada na ú|t|ma rev|são cons-
t|tuc|ona|, |mpoe que se|a a Le| a ·promo-
ver a |gua|dade no exerc|c|o de d|re|tos
c|v|cos e po||t|cos e a não d|scr|m|nação
em íunção do sexo no acesso a cargos
púo||cos·.
É dever do Ooverno contr|ou|r para dar
execução aos comandos |mperat|vos da
Oonst|tu|ção e o Execut|vo soc|a||sta não
contr|ou|rá para gerar uma s|tuação de
|nconst|tuc|ona||dade por om|ssão.
O Ooverno so||c|tou ao pres|dente da
Assemo|e|a da Pepúo||ca o agendamento
da proposta de |e| n.' 194/\ll para deoate
na genera||dade no d|a 25 de Fevere|ro.
Oomo sempre, apos o deoate na genera-
||dade, caoe exc|us|vamente ao Par|amen-
to a |n|c|at|va de |ntroduz|r me|hor|as em
sede de espec|a||dade. No caso concre-
to, as 50 ONO's representadas no Oon-
se|ho Oonsu|t|vo da Oom|ssão para a
lgua|dade e D|re|tos da Mu|her, exortaram
a Assemo|e|a da Pepúo||ca a |ntroduz|r um
con|unto de a|teraçoes na espec|a||dade
à proposta de |e| n.' 194/\ll.
O Execut|vo entende ser seu dever man|-
íestar tota| aoertura para co|aoorar, no
quadro da d|scussão na espec|a||dade, na
í ormu| ação í | na| de um d| p| oma
consensua| que de regu|amentação eíec-
t|va ao art|go 109' da Oonst|tu|ção, no sen-
t|do de uma part|c|pação ma|s equ|||ora-
da de c|dadãos de amoos os sexos no
exerc|c|o dos d|re|tos c|v|cos e po||t|cos.
O
DE$7AQUE - CM Agrlculfura
REJUVENESCER O TEClDO EMPRESARlAL
Ooverno aprovou, na passada
qu|nta-íe|ra, d|a 28, um con|un-
to de d|p|omas na área da agr|-
cu|tura.
O pr|me|ro d|p|oma cons|ste numa propos-
ta de |e| que autor|za o Execut|vo a a|terar
o reg|me gera| do arrendamento rura|.
Esta proposta v|sa adequar os prazos de
renovação dos contratos de arrendamen-
to rura| ao per|odo de garant|a de exp|ora-
ção agr|co|a (necessár|a para acesso às
a|udas comun|tár|as) e perm|t|r o pagamen-
to antec|pado de rendas a |ovens agr|cu|-
tores, como med|da |ncent|vadora do mer-
cado de arrendamento rura| e do re|uve-
nesc|mento do tec|do empresar|a| agr|co-
|a, sendo |ntenção do Ooverno cr|ar, opor-
tunamente, uma ||nha de cred|to, com
oon|í|cação de 100 por cento, para o í|nan-
c|amento daque|as rendas.
O per|odo de renovação dos contratos de
arrendamento rura| passa para c|nco anos
e e perm|t|do aos |ovens agr|cu|tores t|tu|a-
res de p|anos de exp|oração, aprovados
pe|os serv|ços reg|ona|s do M|n|ster|o da
Agr|cu|tura do Desenvo|v|mento Pura| e das
Pescas, o pagamento antec|pado das ren-
das reíerentes a todos os anos do prazo
contratua|.
Por seu turno, o segundo d|p|oma - uma
reso|ução que adopta med|das comp|e-
mentares de Promoção e Apo|o à lnsta|a-
ção de Jovens Agr|cu|tores -, vem a|terar a
|eg|s|ação re|at|va à transm|ssão dos con-
tratos de arrendamento rura|, concessão de
exp|oração e exp|oração de campanha dos
pred|os rúst|cos expropr|ados ou nac|ona-
||zados, com o oo|ect|vo de apo|ar a trans-
m|ssão a íavor de |ovens agr|cu|tores.
Estaoe|ece-se uma ap||cação pr|or|tár|a das
med|das de apo|o à |nsta|ação de |ovens
agr|cu|tores em conce|hos cons|derados
íráge| s do ponto de v| sta agr| co| a,
demográí|co e amo|enta|, des|gnadamente
atraves da |nsta|ação de agenc|as para d|-
nam|zar e acompanhar a ap||cação das
vár|as med|das.
B|mu|taneamente |ncumoe-se o MADPP de
promover a const|tu|ção de um Orupo de
Oontacto com outros M|n|ster|os e com a
Assoc|ação de Jovens Agr|cu|tores com o
oo|ect|vo de estudar e propor adaptaçoes
e desenvo|v|mentos aos actua|s |nstrumen-
tos de apo|o aos |ovens agr|cu|tores tendo
em v|sta a respect|va ap||cação no per|odo
de v|genc|a do prox|mo quadro Oomun|tá-
r|o de Apo|o (2000-2006).
O terce|ro e ú|t|mo d|p|oma e o decreto-|e|
que a|tera a redacção do art|go 11' do
Decreto-Le| n.' 158/91, de 26 de Aor|| (d|s-
c|p||na a entrega para exp|oração de terras
nac|ona||zadas ou expropr|adas).
Este decreto v|ao|||za a transm|ssão, a ía-
vor de |ovens agr|cu|tores, quer por morte
quer entre v|vos, dos contratos de arren-
damento rura|, concessão de exp|oração
e exp|oração de campanha, que tenham
como oo|ecto terra nac|ona||zada ou expro-
pr|ada, |ncent|vando, ass|m, a í|xação de
|ovens agr|cu|tores e, consequentemente,
prop|c|ando o re|uvenesc|mento do tec|do
soc|a| e empresar|a| do mundo rura|.
O
$AÚDE MEN7AL Marla de Belém
O «PASSO MARCANTE» DA NOVA LEl
m|n|stra da Baúde, Mar|a de
Be|em, garant|u, no passado d|a
21, em Oo|mora, que a nova Le|
da Baúde Menta| ·e um passo
marcante na po||t|ca da Baúde em Portuga|·.
Mar|a de Be|em ía|ava na sessão de encer-
ramento de um co|oqu|o soore ·A Le| de Baú-
de Menta| e o lnternamento Oompu|s|vo·.
Begundo a m|n|stra da Baúde, o novo d|p|o-
ma - que entrou em v|gor na passada se-
gunda-íe|ra - ·consegu|u consensos numa
área tão espec|í|ca, com esco|as tão d|íeren-
tes, por vezes antagon|cas, onde a d|í|cu|da-
de de encontrar pontos de convergenc|a e
enorme·.
·Mas ío| poss|ve|, com o agrado da ma|or
parte, consagrar pr|nc|p|os íundamenta|s da
po||t|ca de saúde menta|: a
des|nst|tuc|ona||zação, a não d|scr|m|nação,
o respe|to pe|os d|re|tos dos doentes e das
suas íam|||as·, reíer|u.
Para o secretár|o de Estado da Just|ça, Lopes
da Mota, a nova |e| co|oca Portuga| ·ao |ado
dos pa|ses democrát|cos e ret|ra-o do |so|a-
mento· a que estava su|e|to nesta área, a n|-
ve| europeu.
·Ho|e e í|na|mente poss|ve| ía|ar dos d|re|tos
concretos, com sent|do e conteúdos espec|-
í|cos, dos doentes menta|s·, aí|rmou Lopes
da Mota, que representou o m|n|stro da Jus-
t|ça.
Na sua perspect|va, a nova |e| ·poe termo a
uma s|tuação |nsustentáve| para todos os
|nterven|entes·, dado que - segundo ad|an-
tou - a |eg|s|ação que va| suost|tu|r (datada
de 1963) ·não proteg|a doentes, med|cos,
eníerme|ros, nem autor|dades, nem |nst|tu|-
çoes de saúde·.
De acordo com a espec|a||sta em D|re|to Pe-
na| Mar|a João Antunes, do grupo de traoa-
|ho que part|c|pou na e|aooração do d|p|o-
ma, a nova |e| v|sa preven|r eventua|s actos
de v|o|enc|a que o doente possa v|r a prat|-
car e vem dar resposta a ·um drama de
mu|tas íam|||as portuguesas·.
Begundo a proíessora da Facu|dade de D|-
re|to da Ün|vers|dade de Oo|mora, o
|nternamento compu|s|vo so e perm|t|do em
caso de ·anoma||a ps|qu|ca grave· e quan-
do se ver|í|que uma ·ameaça ser|a· dos oens
|ur|d|cos da propr|a pessoa e de terce|ros.
De acordo com a pena||sta, ·o |u|z tem o pa-
pe| de áro|tro, enquanto o med|co e o e|e-
mento centra| de todo o processo, porque e
a ava||ação ps|qu|átr|ca que poss|o|||ta a de-
c|são |ud|c|a|·.
A
4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 7
GOVERNO
COOPERAÇÃO JUDlClÁRlA
DE$7AQUE - CM Dlrelfo µenal lnfernaclonal
O Oonse|ho de M|n|stros deu |uz
verde, no d|a 28, a uma propos-
ta de |e| re|at|va à cooperação
|ud|c|ár|a |nternac|ona| em ma-
ter|a pena|.
O d|p|oma vem regu|amentar e actua||zar
o reg|me das d|íerentes íormas de coope-
ração, adaptando o d|re|to |nterno à rev|-
são const|tuc|ona| de 1997 e à evo|ução do
d|re|to |nternac|ona|, nomeadamente em
mater|a de extrad|ção e de aux|||o |ud|c|á-
r|o, de modo a ag|||zar os contactos e os
me|os de transm|ssão dos ped|dos de co-
operação |ud|c|ár|a, com o |ntu|to de s|m-
p||í|cação e ace|eração de todos estes pro-
ced|mentos.
No que se reíere às ent| dades
|nterven|entes, a n|ve| centra|, destacam-se
duas med|das - a atr|ou|ção ao M|n|stro da
Just|ça de competenc|as propr|as, que
anter|ormente |he eram de|egadas pe|o
Ooverno, para a dec|são soore ped|dos de
cooperação íormu|ados a Portuga|; e a
des|gnação da Procurador|a-Oera| da Pe-
púo||ca como Autor|dade Oentra| para o
encam|nhamento dos ped|dos.
Ba||entem-se, por outro |ado, as segu|ntes
preocupaçoes e med|das enquadradoras
do d|p|oma:
º Ma|or preservação e reíorço das garant|-
as de deíesa;
º Extensão dos pr|nc|p|os e regras de coo-
peração |ud|c|ár|a |nterestadua|, em mate-
r|a pena|, à cooperação com ent|dades |u-
d|c|ár|as |nternac|ona|s e prev|são da sua
ap||cação suos|d|ár|a no âmo|to do |||c|to
de mera ordenação soc|a| e no de |nírac-
çoes pena|s processadas perante autor|-
dades adm|n|strat|vas;
º Estaoe|ece-se, nos termos da Oonst|tu|-
ção, nomeadamente apos a rev|são cons-
t|tuc|ona| de 1997, que a cooperação, nos
casos em que ao cr|me ca|oa pena de
morte ou outra de que resu| te | esão
|rrevers|ve| da |ntegr|dade da pessoa, ex|-
ge a prev|a comutação antes da íormu|a-
ção do ped|do ou a ace|tação da conver-
são daque|as penas de acordo com a |e|
portuguesa, e concret|za-se a poss|o|||da-
de de extrad| ção por cr| me a que
corresponda pena de pr|são ou med|da de
segurança com carácter perpetuo ou de
duração |ndeí|n|da, deí|n|ndo-se, para o
eíe|to, a|guns cr|ter|os ma|s s|gn|í|cat|vos,
oo|ect|vados em |e|, que const|tuem a oase
de um s|stema de garant|as, a aprec|ar
pe|as autor|dades adm|n|strat|va e |ud|c|a|
no quadro das respect|vas competenc|as
no âmo|to do processo de cooperação;
º Adm|te-se, em coníorm|dade com o novo
reg|me aprovado no quadro da Ün|ão
Europe|a em mater|a de extrad|ção, a pos-
s|o|||dade de aíastamento, em certos ter-
mos, do oeneí|c|o conced|do pe|a regra da
espec|a||dade e da pro|o|ção de re-extra-
d|ção sem prev|o consent|mento do Esta-
do da pr|me|ra extrad|ção;
º Ün|íorm|za-se, em respe|to pe|o d|spos-
to no Ood|go de Processo Pena|, o prazo
de apresentação em |u|zo com o prazo
máx|mo de 48 horas e consagra-se expres-
samente a aud|ção |ud|c|a| suosequente à
detenção, a|nda que em execução de pre-
v|o mandado de detenção;
º Adm|te-se a poss|o|||dade de ap||cação
de cooperação a med|das não detent|vas
como, por exemp|o, a prestação de traoa-
|ho a íavor da comun|dade;
º Oonsagra-se o estaoe|ec|mento de con-
tactos d|rectos com estruturas congeneres
do lnst|tuto de Pe|nserção Boc|a|, para eíe|-
tos de acompanhamento do cumpr|mento
de med|das decretadas pe|os tr|ouna|s;
º Ag|||za-se o reg|me tendente à part|c|pa-
ção de autor|dades |ud|c|ár|as ou de orgãos
de po||c|a cr|m|na| em d|||genc|as no pro-
cesso estrange|ro ou, |nversamente, em
Portuga|;
º Procede-se, no âmo|to do aux|||o |ud|c|á-
r|o mútuo, a uma ma|s c|ara d|íerenc|ação
entre a natureza da |ntervenção do M|n|stro
da Just|ça, de teor po||t|co-adm|n|strat|vo, e
a da autor|dade |ud|c|ár|a, competente para
se pronunc|ar soore a necess|dade da d|||-
genc|a de um ponto de v|sta das í|na||da-
des da |nvest|gação ou do processo.
O
ENORMES POTENClALlDADES
DAS PRODUÇOES DE OUALlDADE
AGR/CUL7URA Caµoulas Sanfos realça
m| n| stro da Agr| cu| tura,
Oapou|as dos Bantos, d|sse no
d|a 21 que a Po||t|ca Agr|co|a
Oomum (PAO) tem s|do ·|n|us-
ta· para Portuga|, e ex|g|u a correcção das
d|storçoes que oeneí|c|am os pa|ses do
Norte da Europa.
·A superação dos atrasos estrutura|s que
Portuga| a|nda tem carece de a|guns anos
e de uma po||t|ca agr|co|a comum que não
pena||ze uma pequena agr|cu|tura com
enormes potenc|a||dades no que se reíere
as produçoes de qua||dade·, d|sse.
Oapou|as dos Bantos, que ía|ava na |nau-
guração da Bemana \erde de Ber||m, a
ma|or íe|ra Agr|co|a do mundo, a conv|te
do seu homo|ogo a|emão, Kar|-He|nz
Funke, reíer|u a|nda que a agr|cu|tura por-
tuguesa tem uma expressão í|nance|ra ·|n-
s|gn|í|cante· íace aos ·vo|umosos gastos·
da PAO.
Man|íestou-se, no entanto, coní|ante nas
negoc|açoes da Agenda 2000, |emorando
que a Oom|ssão Europe|a |á me|horou a
sua proposta em re|ação ao v|nho, ·trans-
íormando-a numa ooa oase de traoa|ho·.
Mas no que se reíere aos oov|nos, sector
|gua|mente |mportante para Portuga|, con-
s|derou ·mu|to negat|va· a proposta da
Oom|ssão, por pr|v||eg|ar as a|udas à pro-
dução extens|va.
Oapou|as dos Bantos não se man|íestou
mu|to |mpress|onado por saoer que os agr|-
cu|tores a|emães que|maram puo||camente
o pro|ecto de reíorma da PAO, aí|rmando
que o documento ·não va|e o pape| em que
ío| |mpresso·.
Peconheceu, no entanto, que perante as
pos|çoes antagon|cas assum|das por a|-
guns pa|ses, será ·mu|to d|í|c||· conc|u|r as
negoc|açoes da Agenda 2000 no que se
reíere à agr|cu|tura ate í|na|s de Março,
como pretende a pres|denc|a a|emã.
Oapou|as dos Bantos v|s|tou a|nda o pav|-
|hão de Portuga| na Bemana \erde, na com-
panh|a do m|n|stro a|emão da Agr|cu|tura,
e deu uma recepção aos agentes
econom|cos a|emães, no mesmo |oca|.
O
ACÇÃO SOClALlSTA 8 4 FE\EPElPO 1999
PARLAMENTO
DEPU7ADO MANUEL ALEGRE Requerlmenfo
BOM AMBlENTE EM COlMBRA
Os deputados do PB
e|e|tos pe|o c|rcu|o e|e|-
tora| de Oo|mora, Manu-
e| A|egre, Pu| namorado,
Osor|o Oomes, Oar|os
Be| a, João Pu| de
A|me|da e P|cardo Oastanhe|ra, env|aram
um requer|mento ao M|n|ster|o do Amo|-
ente so||c|tando ·|níormaçoes pormenor|-
zadas do estado actua| do amo|ente na
c|dade de Oo|mora, e mu|to em espec|a|
no que se reíere aos eí|uentes gasosos
proven|entes da centra| de |nc|neração dos
hosp|ta|s da Ün|vers|dade de Oo|mora;
eí|uentes ||qu|dos do Po|o ll da reíer|da
Ün|vers|dade; res|duos hosp|ta|ares de
outras un|dades de saúde; eí|uentes e re-
s|duos das d|versas |ndústr|as ex|stentes,
com espec|a| atenção para a c|mente|ra
de Bouse|as, e grau de po|u|ção atmosíe-
r|ca produz|da pe|os ve|cu|os motor|za-
dos·.
No requer|mento, os deputados soc|a||stas
de Oo|mora pretendem tamoem ·|níorma-
çoes soore os metodos ma|s eí|cazes a
ut|||zar no tratamento dos res|duos per|go-
sos detectados·.
Os par|amentares do PB querem a|nda sa-
oer qua| a aprec|ação que o M|n|ster|o do
Amo|ente íaz da ·necess|dade de co|aoo-
rar e part|c|par na e|aooração do p|ano
¨Oo|mora O|dade da Baúde", de íorma a
tamoem termos ¨Oo|mora - O|dade do
Amo|ente", ao aor|go do ax|oma |nd|scut|-
ve| de que para haver uma ooa saúde tem
que haver um oom amo|ente·. J. C. C. B.
MAlOR RELAÇÃO
DE PROXlMlDADE DO AGENTE
COM O ClDADÃO
DEPU7ADO 1ÚL/O FAR/A Políclas munlclµals
O deputado do PB Jú||o
Far|a aí|rmou no d|a 28
de Jane|ro que o Oover-
no, ao apresentar na AP
a proposta de |e| que
·Estaoe|ece o reg|me e
íorma de cr|ação das po||c|as mun|c|pa|s·,
dá cumpr|mento a um dos pontos do seu
Programa, ·com que se apresentou a esta
Assemo|e|a, em Outuoro de 1995 e, s|mu|-
taneamente, dá resposta a uma das pre-
tensoes dos autarcas portuguesas·,
Begundo o deputado soc|a||sta, esta |n|c|-
at|va |eg|s|at|va do Ooverno ·e reve|adora
de uma grande atenção e sens|o|||dade
para com s|tuaçoes que urg|a co|matar e
c|ar|í|car no apo|o às comun|dades |oca|s
e àque|es que, no terreno, são os |nterpre-
tes de ta|s |nsuí|c|enc|as e om|ssoes·.
Para Jú| | o Far| a, ·a re| ação de
comp|ementar|dade que ex|st|rá entre as
po||c|as mun|c|pa|s e as íorças de segu-
rança, con|ugada com a poss|o|||dade de
cr|ação e |mp|ementação dos conse|hos
|oca|s ou mun|c|pa|s de segurança, aorem
perspect|vas de uma eíect|va me|hor|a de
cond|çoes na deí|n|ção de uma me|hor|a
estrateg|ca para a segurança e oem-estar
de pessoas e oens, em cada comun|dade
|oca|·.
O deputado soc|a||sta aí|rmou-se conv|cto
que ·o aumento da prox|m|dade entre o
agente e o c| dadão que a cr| ação e
|mp|ementação das po||c|as mun|c|pa|s
perm|t|rá, nas d|versas |oca||dades, prop|-
c|ará um c||ma de protecção e segurança
ma|s sent|dos e v|v|dos, porque ma|s acom-
panhados·.
Efeito dissuasor
Pe| ação de prox| m| dade que,
concom|tantemente, ·aumenta o sent|men-
to de protecção· e, s|mu|taneamente, ·será
d|ssuasora de eventua|s desacatos e atro-
pe|os à ordem púo||ca·.
Por outro |ado, ír|sou, ·a consagração |e-
ga| do pape| das po||c|as mun|c|pa|s na í|s-
ca||zação de normas e posturas mun|c|pa|s,
|evará a um ma|or acatamento das mes-
mas, de que resu|tará, po|s, uma ma|or
estao|||dade e oem-estar na qua||dade de
v|da de cada um de nos·
·Por tudo quanto d|sse esta proposta de
|e| governamenta| e credora do nosso apo|o
e na sua |mp|ementação depos|tamos uma
enorme expectat|va·, ír|sou.
J. C. CASTELO BRANCO
GOVERNO SALVAGUARDA
DlRElTOS E REGALlAS
DOS TRABALHADORES
DEPU7ADO FERNANDO DE 1E$U$ Prlvaflzação da ANA
O deputado do OP/PB
Fernando de Jesus con-
s|derou no d|a 29 de Ja-
ne|ro que as ·dúv|das e
preocupaçoes· man|íes-
tadas pe|o POP e pe|o
PBD re|at|vamente ao decreto-|e| governa-
menta| de pr|vat|zação da ANA são ·pert|-
nentes·, mas ad|antou que uma ·|e|tura
atenta· do reíer|do d|p|oma ·dá resposta a
todas as |nterrogaçoes·.
No que concerne às dúv|das re|at|vas à
sa|vaguarda dos d|re|tos e garant|as dos
traoa|hadores, o deputado do PB esc|are-
ceu que, de acordo com a |e|, ·os traoa-
|hadores da ANA-EP, que por eíe|to da c|-
são se|am transíer|dos para a NA\-EP ou
permaneçam na ANA-BA mantem perante
estas empresas todos os d|re|tos e oor|ga-
çoes de que eram t|tu|ares na empresa
c|nd|da·.
Ouanto à sa|vaguarda dos íundos de pen-
soes, Fernando de Jesus reíer|u que o d|-
p|oma do Ooverno d|spoe que ·a NA\-EP
e a ANA-BA í|cam oor|gadas, em re|ação a
todos os seus traoa|hadores, a assegurar
a manutenção dos íundos de pensoes que
v|goravam na ANA-EP, na quota-parte res-
pect|va e oem ass|m assegurar os d|re|tos
dos pens|on|stas que |hes í|quem aíectos·.
Reforço dos níveis de segurança
Por outro |ado, o deputado do PB sa||en-
tou que re|at|vamente às preocupaçoes
man|íestadas quanto ao mode|o de ges-
tão íuturo e segurança do sector de nave-
gação aerea, o decreto-|e| do Ooverno em
aprec|ação ·cr|a cond|çoes para o reíorço
dos n|ve|s de gestão e segurança dessas
act|v|dades·.
Fernando de Jesus suo||nhou a|nda que,
apesar do PB cons|derar que o d|p|oma em
aprec|ação esc|arece dúv|das acerca dos
proo|emas |evantados pe|o PBD e POP, o
seu part|do está d|spon|ve| para, em sede
de Oom|ssão Par|amentar, ·contr|ou|r para
um ma|or aperíe|çoamento de a|guns as-
pectos cons|derados menos c|aros·.
J. C. CASTELO BRANCO
APOlOS X 5
DEPU7ADO GONÇALO vELHO Jovens emµresárlos
O deputado soc|a||s-
ta Oonça|o \e|ho íez,
no d|a 28 de Jane|ro,
na Assemo| e| a da
Pepúo||ca, um oa|an-
ço mu|to pos|t|vo da
ap||cação, pe|o Oo-
verno Boc|a||sta, do
B|stema de Apo|o a Jovens Empresár|os
(BAJE).
·Podemos ho|e, com mu|to orgu|ho e sa-
t|síação, aí|rmar que o BAJE ío| cred|ve|;
acess|ve|; r|goroso; transparente e eí|caz·,
aí|rmou o par|amentar do PB.
Para Oonça|o \e|ho, as garant|as íoram
dadas para uma coní|ança na part|da rumo
a ma|ores sucessos num íuturo BAJE'2000.
·O BAJE ío|, |nd|scut|ve|mente, o s|stema
que assum|u em deí|n|t|vo a necess|dade
da ex|stenc|a de um |nstrumento comp|e-
tamente autonomo e ao qua| íoram aíec-
tados os ma|s e|evados recursos í|nance|-
ros desde que ex|stem |nstrumentos de
apo|o a |ovens empresár|os·, recordou o
deputado do OP/PB.
Destaque-se que, para a|em da autono-
m|a tecn|ca e í|nance|ra de que ío| dota-
do, o BAJE perm|t|u, pe|a pr|me|ra vez, a
adopção de uma po||t|ca hor|zonta| e |nte-
grada de apo|o aos |ovens empresár|os,
aorangendo todos os sectores de act|v|-
dade e congregado numa ún|ca estrutura
de apo|o.
Begundo Oonça|o \e|ho, no BAJE, o aces-
so ao s| st ema í o| | nd| scut | ve| ment e
desourocrat|zado e democrat|zado, con-
centrando todo o processo numa so can-
d| dat ura, t endo uma so ent | dade
|nter|ocutora Oom|ssão Tecn|ca -, e ten-
do s|do d|m|nu|das as necess|dades |n|c|-
a|s de cap|ta|.
O deputado soc|a||sta coníessou não re-
s|st|r comparar este B|stema de Apo|o a
Jovens Empresár|os com os s|stemas que
a adm|n|stração |aran|a |mp|ementou em
sete anos de exper|enc|a governat|va.
·Oontas íe|tas, pode mesmo aí|rmar-se
que íoram atr|ou|dos, em apenas do|s
anos, ma|s 36 por cento de apo|os do que
em todos os anter|ores s|stemas (FAlJE l
a l\, BlJE'93 e BlJE'95) durante sete anos·,
reíer|u.
Depo|s de constatar que em mater|a de
í|nanc|amentos no sector a adm|n|stração
soc|a||sta |nvest|u nada ma|s e nada me-
nos do que quase c|nco vezes ma|s do
que os seus predecessores, Oonça|o \e-
|ho reaí|rmou que ·o BAJE, em do|s anos,
atraves dos d|versos |nstrumentos de
apo|o prev|stos, perm|t|u |nduz|r um vo|u-
me de |nvest|mentos de cerca de 17 m|-
|hoes de contos, ou se|a, 8,5 m||hoes de
contos/ano·.
Pe|o contrár|o, acrescentou o par|amen-
tar do PB, ·a g|ooa||dade dos s|stemas
ex|stentes nos sete anos anter|ores so
gerou |nvest|mentos de 16 m||hoes de con-
tos, representando uma med|a de 2,2 m|-
|hoes de contos, quatro vezes |níer|or ao
consegu|do por este Ooverno·. M.R.
4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 9
PARLAMENTO
ADM/N/$7RAÇÁO E $EGURANÇA Políclas munlclµals
APROVAÇÃO GARANTlDA
A proposta de |e| do Ooverno que cr|a as
po||c|as mun|c|pa|s ío| aprovada na gene-
ra||dade na passada qu|nta-íe|ra, d|a 28,
no Par|amento.
O POP, PBD e PP v|ao|||zaram o documen-
to do Execut|vo soc|a||sta, emoora ressa|-
vem a necess|dade deste ser a|terado na
espec|a||dade, em com|ssão.
O Ooverno cons|dera, na expos|ção de
mot|vos da proposta, que a actuação das
po||c|as mun|c|pa|s deve ser ·comp|emen-
tar às íorças de segurança·.
Oomo pr|nc|pa|s competenc|as prev|stas
no d|p|oma, encontram-se os dom|n|os de
·regu|ação e í|sca||zação no âmo|to da c|r-
cu|ação rodov|ár|a e pedona|, co|aooração
com as autor|dades |ud|c|ár|as e de po||-
c|a cr|m|na|, e|aooração de autos de not|-
c|a ou de denúnc|a, |nstrução de proces-
so de cont ra-ordenação, de po| | c| a
amo|enta| e mortuár|a, de í|sca||zação do
cumpr|mento dos regu|amentos mun|c|-
pa|s·. lsto a|em da ap||cação das normas
|ega|s em áreas como o ·uroan|smo, cons-
trução, deíesa e protecção dos recursos
e da qua||dade de v|da das popu|açoes·.
Em deíesa do d|p|oma, o Execut|vo con-
s|dera que ·a actua||zação do mode|o po-
||c|a| portugues deve pautar-se por um po-
||c|amento de prox|m|dade, no qua| o
agente de segurança se|a, para os c|da-
dãos, um conse|he|ro de segurança·.
·O d|p|oma v|sa |ncrementar a re|ação de
prox|m|dade do agente com o c|dadão·,
e a|nda reíer|do na expos|ção de mot|vos
da proposta.
Os eíect|vos destas po||c|as mun|c|pa|s
tem como ||m|te a razão de tres agentes
por cada m|| c|dadãos e|e|tores no con-
ce|ho. Por outro |ado, os agentes das po-
||c|as mun|c|pa|s poderão usar arma de
íogo.
A FORÇA DA SOLlDARlEDADE
AGENDA PARLAMEN7AR
Ouinta-feira, dia 4
Na reun|ão p|enár|a da Assemo|e|a da Pepúo||ca rea||za-se, ho|e, uma sessão so|ene
comemorat|va do nasc|mentos de A|me|da Oarrett.
Pe|as 15 e 30 uma outra sessão so|ene decorrerá no Par|amento para dar as ooas-
v|ndas ao Pres|dente da Pepúo||ca írancesa.
O per|odo anter|or à ordem do d|a começará às 17 horas com o deoate de urgenc|a
requer|do pe|o Orupo Par|amentar do ODB/PP soore ·a nova orgân|ca do Tetro Nac|o-
na| de Bão Oar|os e suas |mp||caçoes·.
Por seu turno, a proposta de |e| governamenta| que deí|ne as oases gera|s que ooede-
ce o estaoe|ec|mento, gestão e exp|oração de serv|ços posta|s no terr|tor|o nac|ona|,
oem como os serv|ços |nternac|ona|s com or|gem ou dest|no no mesmo, será ana||sa-
da pe|os part|dos com assento par|amentar |á no per|odo da ordem do d|a.
Sexta-feira, dia 6
Amanhã, a part|r das 10 horas, os deputados íarão perguntas ao Ooverno.
Ouarta-feira, dia 10
O deoate requer|do pe|a oancada |aran|a soore ·p|aneamento íam|||ar· rea||za-se, neste
d|a, às 15 horas.
FERlR
O CRlME ORGANlZADO
1U$7/ÇA Profecção de fesfemunhas
A Le| de Protecção de Testemunhas, que
entrou no pacote ant|corrupção do Oo-
verno soc|a||sta em Outuoro ú|t|mo, ío|
d|scut|da na genera||dade, na passada
qu|nta-íe|ra, d|a 28, na Assemo|e|a da Pe-
púo||ca.
A proposta de |e| do M|n|ster|o da Just|-
ça vem dar resposta ao proo|ema da pro-
tecção de certas testemunhas, um assun-
to que mereceu recomendaçoes do Oon-
se|ho da Europa e ío| tema de d|scussão
no Par|amento Europeu.
Emoora em Portuga| a s|tuação não íos-
se part|cu|armente grave, a |ntegração
nos espaços Bchengen e da Ün| ão
Europe|a v|eram coníer|r ao Pa|s uma
vu|nerao|||dade íace ao cr|me organ|za-
do e susc|tar esta questão, vert|da para
d|p|omas |ega|s em vár|os pa|ses.
A |e|, v|sando proteger as testemunhas
no quadro da |uta contra a cr|m|na||dade
v|o|enta e a|tamente organ|zada (terror|s-
mo, assoc|açoes cr|m|nosas, narcotráí|co
e corrupção, por exemp|o), preve no seu
art|go 22.' um ·programa espec|a| de se-
gurança·.
Este programa contemp|a med|das de
protecção e apo|o que vão desde a a|te-
ração do aspecto í|s|onom|co ou da apa-
renc|a do corpo do oeneí|c|ár|o (vu|go
operaçoes p|ást|cas), ate à concessão de
nova hao|tação, no Pa|s ou no estrange|-
ro, pe|o tempo que íor determ|nado.
Outra das med|das deste programa es-
pec|a| ·e o íornec|mento de documentos
em|t|dos de que constem e|ementos de
|dent|í|cação d|íerentes dos que antes
constassem ou devessem constar dos
documentos suost|tu|dos·.
·O d|p|oma procura enírentar uma rea||-
dade oás|ca: o dever c|v|co, o dever de
testemunhar ou de dar um contr|outo
prooator|o em processo pena| passou
írequentemente a const|tu|r um compor-
tamento de r|sco, a ponto de a recusa
chegar mesmo a ser aoordada como uma
s|tuação de não ex|g|o|||dade·, d|z o pre-
âmou|o da |e|.
Para|e|amente à contemp|ação de s|tua-
çoes de r|sco, entendeu-se oportuno reu-
n|r no mesmo d|p|oma um con|unto de
med|das dest|nadas às denom|nadas
·testemunhas espec|a|mente vu|nerá-
ve|s·.
A espec|a| vu|nerao|||dade da testemunha
pode resu|tar da ·sua d|m|nuta ou avan-
çada |dade, do seu estado de saúde ou
do íacto de ter que depor ou prestar de-
c|araçoes contra pessoa da propr|a ía-
m|||a ou de grupo soc|a| íechado em que
este|a |nser|da numa cond|ção de suoor-
d|nação ou dependenc|a·.
B|mu|taneamente, para protecção das tes-
temunhas em s|tuação de r|sco e|encam-
se oas|camente c|nco t|pos de med|das,
desde a s|mp|es ocu|tação da testemunha
em acto processua| púo||co ou su|e|to ao
contrad|tor|o, ate à e|aooração de todo um
programa espec|a| de segurança, passan-
do pe|a te|econíerenc|a, pe|a não reve|a-
ção da |dent|dade da testemunha ou por
med|das pontua|s de segurança.
Pe|at|vamente ao programa espec|a| de
segurança ·|ncumoe ao M|n|ster|o da Jus-
t|ça a cr|ação da com|ssão que e|aoora-
rá o programa e assegurará a sua exe-
cução, por ser este o departamento cha-
mado em pr|me|ra ||nha a íornecer con-
d|çoes de íunc|onamento da |ust|ça pe-
na|·.
DEPU7ADO 1O$É RE/$ Ilmor-Lesfe
Numa |n|c|at|va con|unta
dos deputados soc|a||s-
tas Jose Pe|s e Mar|a do
Oarmo Beque|ra, mem-
oros da Oom|ssão de
T|mor-Leste da AP, e de
João Oarrasca|ão, ||der da Ün|ão Democrá-
t|ca T|morense (ÜDT), rea||zou-se no pas-
sado d|a 29 de Jane|ro, no Estád|o da Luz,
uma cer|mon|a p|ena de s|moo||smo: a oíer-
ta de equ|pamentos desport|vos do Bení|ca
dest|nados à res|stenc|a t|morense.
Na ocas|ão, o pres|dente do Bport L|sooa
e Bení|ca, \a|e e Azevedo, entregou a João
Oarrasca|ão |ogos de equ|pamentos de
íuteoo| para o Bport D||| e Bení|ca, oem
como uma cam|so|a de guarda-redes do
·g|or|oso·, que será entregue ao ||der da
res|stenc|a, Xanana Ousmão.
Pecorde-se que tanto Xanana como
Oarrasca|ão íoram at|etas do Bport D||| e
Bení|ca e que o ma|s íamoso preso po||t|-
co da pr|são de O|p|nang ío| íotograíado
recentemente com um oone do c|uoe da
águ|a.
Oom esta oíerta, \a|e e Azevedo d|sse que o
c|uoe da Luz pretende a|udar na |uta do povo
t|morense pe|a |ndependenc|a. J. C. C. B.
ACTUAÇÃO lRRESPONSÁVEL
DA OPOSlÇÃO
GP/P$ Iorralfa
Os deputados do PB na ·Oom|ssão de
lnquer|to Para Aprec|ação dos Actos do
Ooverno e das suas Or|entaçoes de Par-
cer|a em Negoc|os Envo|vendo o Estado
e lnteresses Pr|vados· man|íestaram,
num comun|cado do d|a 28 de Jane|ro,
·a sua proíunda |nd|gnação pe|a ía|ta de
coragem po||t|ca e pe|a íorma |rrespon-
sáve| como toda a opos|ção procedeu à
d|scussão e votação das conc|usoes re-
|at|vas ao processo de recuperação da
Torra|ta·.
No comun|cado, os deputados soc|a||s-
tas reíerem que ·o oo|ect|vo centra| da
opos|ção ío| o de |nc|u|r nas conc|usoes
do re|ator|o as expressoes ¨pre|u|zo para
o Estado" e ¨s|tuação de íavorec|mento"·.
Para os par|amentares do PB, a opos|-
ção pretendeu com este ·proced|mento
| nqua| | í | cáve| ·, cr | ar a | de| a do
íavorec|mento, ·nunca ta| tendo s|do pro-
vado·.
Os deputados soc|a||stas na Oom|ssão
de lnquer|to sa||entam a|nda, no comun|-
cado, que toda a d|scussão do re|ator|o,
por |nconc|us|vo ter í|cado, não passou
de uma manoora |nace|táve| de arrogân-
c|a |nconsequente, de uma sentença |n-
s|nuada que não provada, de uma tenta-
t|va pr|már|a de destru|ção de uma so|u-
ção de exce|enc|a encontrada por este
Ooverno para a Torra|ta, cu|a s|tuação de
agon|a se vem agravando de há 20 anos
a esta parte, com man|íestos pre|u|zos
para a econom|a da reg|ão e do Pa|s, gra-
ves proo|emas |aoora|s e soc|a|s, numa
postura de ¨nem íaz nem de|xa íazer"·.
J. C. C. B.
ACÇÃO SOClALlSTA 10 4 FE\EPElPO 1999
UNÌÄO EUROPEÌA
PARLAMEN7O EUROPEU lnIo-Euroµa
REFORMA DOS RECURSOS
PRÓPRlOS DA UE
A mod|í|cação do s|stema de recursos pro-
pr|os da Ün|ão Europe|a e o tema de um dos
re|ator|os que será d|scut|do em Março ou
Aor|| no p|enár|o de Estrasourgo e que tem
como oo|ect|vo tornar a sua estrutura ma|s
eí|caz, transparente e equ|tat|va, adaptando-
a às mudanças que se av|z|nham, como a
rev|são das po||t|cas comun|tár|as, reíorma
das |nst|tu|çoes e a|argamento a Leste.
O re|ator|o cons|dera que o s|stema de re-
cursos propr|os dever|a ser reíormado em
tres etapas, para| e| amente ao
aproíundamento da |ntegração, emoora
deva |n|c|a|mente ser reso|v|da a s|tuação
re|ac|onada com as partes do í|nanc|amen-
to para cr|ar margem para reíormas de gran-
de a|cance.
Neste contexto, o eurodeputado soc|a||sta
Lu|s Mar|nho, v|ce-pres|dente do PE, apre-
sentou à Oom|ssão dos Orçamentos um
con|unto de propostas de a|teração ao re|a-
tor|o e que const|tuem, da parte dos soc|a-
||stas portugueses, uma íorma de |ní|uenc|-
ar a íutura estrutura dos recursos propr|os
da ÜE.
Entre as propostas de a|teração, destaque
para ·a estao|||zação das despesas da
PAO·, em vez da adopção da íormu|a ·co-
í|nanc|amento·, e a contestação do pr|nc|-
p|o do ·|usto retorno·, de que actua|mente
oeneí|c|am os or|tân|cos.
Lu|s Mar|nho cons|dera a|nda que a ques-
tão da estao|||zação das despesas agr|co-
|as não pode ser usada como moeda de
troca para a d|m|nu|ção das despesas es-
trutura|s.
Destaque a|nda para a proposta de a|tera-
ção que reíere que ·e |níundada a denom|-
nada teor|a do ¨|usto retorno" por não ser
poss|ve| estaoe|ecer sa|dos pos|t|vos ou ne-
gat|vos íora do quadro orçamenta|, que re-
su|tam da cond|ção de pertença à Ün|ão e
dos pr|nc|p|os das quatro ||oerdades, ao
mesmo tempo que e contrár|a ao pr|nc|p|o
da so||dar|edade entre os Estados-memoros
e ao pr|nc|p|o da coesão econom|ca e soc|-
a|, amoos expressamente consagrados no
Tratado·.
PROGRAMA «lNTEGRAÇÃO EUROPElA»
SOClALlSTAS VOTARAM
CONTRA RELATÓRlOS SOBRE
FlNANClAMENTO DA PAC
Os deputados soc|a||stas portugueses no
Par|amento Europeu votaram, no p|enár|o
de Bruxe|as, contra os re|ator|os soore o
í|nanc|amento da Po||t|ca Agr|co|a Oomum
(PAO), mesmo que os resu|tados a|cança-
dos em a|gumas das votaçoes possam ser
cons|derados ma|s íavoráve|s aos |nteres-
ses da agr|cu|tura e dos agr|cu|tores portu-
gueses do que as propostas apresentadas
pe|a Oom|ssão.
·Oons|derámos necessár|o votar contra,
em votação í|na|, por entendermos que so
íaz sent|do tomar dec|soes soore ou com
|mp||caçoes no í|nanc|amento da PAO no
quadro da negoc|ação g|ooa|, a|nda em
curso, soore os recursos propr|os, as pers-
pect|vas í|nance|ras, o í|nanc|amento e o
conteúdo das po||t|cas cooertas pe|os íun-
dos estrutura|s, e do con|unto das po||t|cas
da Ün|ão Europe|a·, |e-se na dec|aração de
voto da de|egação soc|a||sta portuguesa,
que ag|u em consonânc|a com as pos|çoes
deíend| das pe| o Ooverno e,
des|gnadamente, do M|n|ster|o da Agr|cu|-
tura, que expr|me uma ser|e de reservas
quanto às reíormas prev|stas para os vár|-
os sectores.
·Or|entámo-nos ma|s uma vez, sem pre|u-
|zo do nosso apo|o a uma reíorma proíun-
da da PAO, pe|o oo|ect|vo de não ||m|tar,
nem comprometer antes do tempo, em
dec|soes de carácter parce|ar, a capac|da-
de negoc|a| necessár|a para acaute|ar um
resu|tado í|na| íavoráve| aos |nteresses de
Portuga| nessa d|í|c|| negoc|ação g|ooa| que
dever|a conduz|r a uma Ün|ão Europe|a
ma|s so||dár|a e ma|s equ|tat|vamente í|nan-
c|ada·.
O programa | ntens| vo ·l ntegração
Europe|a·, rea||zado pe|a Ün|vers|dade de
Po|t|ers, e que decorre desde o d|a 25 de
Jane|ro ate ho|e, d|a 4 de Fevere|ro, conta
com a part|c|pação do v|ce-pres|dente do
Par|amento Europeu, Lu|s Mar|nho.
O eurodeputado soc|a||sta part|c|pou na
sessão do d|a 28 de Fevere|ro e que ío| su-
oord| nada ao tema ·As questoes
|nst|tuc|ona|s e po||t|cas da Ün|ão Europe|a·.
Part|c|param neste programa |ntens|vo d|-
versos proíessores de vár|as un|vers|dades
europe|as, como Oo|mora (proíessores
Ade|a|de Duarte e Bousa Andrade), Bev|-
|ha, B|ena, O|asgow, Oron|ngen, Antuerp|a
e outras.
PORTUGAL CONTlNUARÁ
A TER FUNDO DE COESÃO
AGENDA 2000 Selxas da Cosfa garanfe
ANO DEClSlVO PARA OS
AGRlCULTORES EUROPEUS
Portuga| va| cont|nuar a ter íundo de coe-
são apos o í|na| das negoc|açoes para a
Agenda 2000, d|sse no d|a 21, em Bona, o
secretár|o de Estado dos Assuntos Euro-
peus, Be|xas da Oosta.
A reg|ão de L|sooa e \a|e do Te|o tamoem
deverá cont|nuar a oeneí|c|ar de apo|os co-
mun|tár|os, emoora em d|mensoes ma|s re-
duz|das, acrescentou o governante portu-
gues, apos uma reun|ão com o m|n|stro de
Estado dos Assuntos Europeus a|emão,
Ounther \erheugen, no âmo|to dos contac-
tos com a pres|denc|a a|emã da Ün|ão
Europe|a.
Pecorde-se que antes do encontro com
Be|xas da Oosta, o po||t|co do BPD a|e-
mão t|nha deíend|do o corte do íundo de
coesão a Portuga|, Espanha e lr|anda, ar-
gumentando que os reíer|dos apo|os se
dest|navam a apo|ar a entrada destes pa|-
ses memoros na moeda ún|ca, e esse oo-
|ect|vo |á t|nha s|do a|cançado.
·Trata-se de uma pos|ção negoc|a| do Oo-
verno a|emão, e não da pres|denc|a a|emã,
da qua| d|scordamos·, reíer|u Be|xas da
Oosta.
·Não concordamos com a assoc|ação do
íundo de coesão à nossa adm|ssão para a
terce|ra íase da moeda ún|ca, porque esse
íundo dest|nou-se a modern|zar as nossas
redes de transporte e de amo|ente·, co-
mentou.
Para Portuga|, a pos|ção a|emã soore o íun-
do de coesão - que rendeu a L|sooa cerca
de 450 m||hoes de contos, entre 1993 e
1999 - ·não e nov|dade, e achamos que
va| evo|u|r·, acrescentou o secretár|o de
Estado.
Be|xas da Oosta suo||nhou que a pres|den-
c|a a|emã |á adm|t|u a ex|stenc|a de um
caso portugues no quadro das negoc|a-
çoes da Agenda 2000, por se tratar de um
pa|s poore que va| ser dos ma|s pre|ud|ca-
dos com o prev|sto a|argamento ao Leste
europeu e que tamoem não ret|ra grandes
d|v|dendos da Po||t|ca Agr|co|a Oomum, a
qua| consome a parte de |eão - cerca de
50 por cento - do orçamento comun|tár|o.
Be|xas da Oosta man|íestou-se conv|cto de
que as negoc|açoes da Agenda 2000 en-
cerrarão mesmo no Oonse|ho Europeu
marcado para í|na|s de Marco.
REFORMA DA PAC 1999
O ano de 1999 será dec|s|vo para os agr|-
cu|tores europeus, com a reíorma da Po||-
t|ca Agr|co|a Oomum (PAO) e o |ançamen-
to, no í|m do ano, das negoc|açoes mu|t|-
|atera|s soore comerc|o mund|a|, aí|rmou o
com|ssár|o europeu para a Agr|cu|tura.
Num d|scurso proíer|do em Ber||m, no d|a
21, Franz F|sch|er dec|arou que ·sem re-
íorma í|caremos rap|damente íace a novas
montanhas de carne, cerea|s, despesas
agr|co|as |nsensatas e uma sooreprodução
cons|deráve|·.
·Ao actua| n|ve| de preços, os nossos pro-
dutos não são suí|c|entemente compet|t|-
vos para se |mporem no mercado |nterno
e oeneí|c|arem p|enamente das poss|o|||-
dades de exportação·, sa||entou.
Na sua reíorma, |nc|u|da na Agenda 2000,
o com|ssár|o quer reduz|r os preços agr|-
co|as garant|dos por Bruxe|as, de entre 15
a 30 por cento, consoante as cu|turas e
produtos.
F|sch|er man|íestou-se a|nda surpreend|do
com a opos|ção dos agr|cu|tores a|emães
à sua reíorma.
·Adm|ro-me que numerosos agr|cu|tores
a|emães cont|nuem a recear um ma|or íun-
c|onamento das |e|s de mercado·, d|sse.
O responsáve| europeu ír|sou que as ex-
portaçoes a|emãs de produtos agr|co|as
at|ng|ram um n|ve| recorde em 1998, com
uma suo|da de sete por cento íace a 1997.
A||ás, os rend|mentos dos agr|cu|tores a|e-
mães suo|ram, em 1998, pe|o qu|nto ano
consecut|vo, reíer|u.
4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 11
SOCÌEDADE & PAÌS
UMA BATALHA A GANHAR
EMPREGO Formação µroIlsslonal confínua
O Governo vai investir cem miIhões
de contos em formação profissionaI
contínua. A boa-nova foi avançada
peIo tituIar do sector do Emprego e
Formação.
au|o Pedroso, secretár|o de Es-
tado do Emprego e Formação
Proí|ss|ona|, e tamoem o res-
ponsáve| pe|a |ntrodução do
Pend|mento M|n|mo Oarant|do, uma med|-
da que começou por ser mu|to cr|t|cada
pe|a opos|ção de d|re|ta e acaoou por tor-
nar-se consensua|.
Oanha a pr|me|ra oata|ha enquanto pres|-
dente da Oom|ssão Nac|ona| do PMO, Pau-
|o Pedroso |ança-se agora ao novo desaí|o,
o da íormação cont|nua dos traoa|hadores
ao |ongo da v|da.
O oo|ect|vo e reverter a s|tuação de um de-
semprego or|g|nado pe|a írag|||dade das
qua||í|caçoes proí|ss|ona|s.
Para a concret|zação deste pro|ecto soc|a|,
o governante preve contar com a adesão
das empresas, atraves da cr|ação de |ncen-
t|vos paraí|sca|s que passam pe|a redução
da taxa soc|a| ún|ca.
A |de|a e que as empresas oeneí|c|adas
passem a promover acçoes de íormação
ou a perm|t|r que os seus traoa|hadores,
preíerenc|a|mente os de oa|xas qua||í|ca-
çoes, as írequentem.
Oonsc|ente de que esta med|da por s| so
não assegura o sucesso do pro|ecto, o se-
cretár|o de Estado do Emprego suo||nhou a
necess|dade de cr|ar uma cu|tura de íorma-
ção cont|nua e de moo|||zar a soc|edade
portuguesa para o grande oo|ect|vo da po-
||t|ca de emprego que cons|ste em chegar
ao ano 2003 com o quádrup|o de act|vos
em íormação cont|nua.
Ass|m, as metas quant|tat|vas não escon-
dem a|guma amo|ção. Porem, a sua eí|cá-
c|a carece de uma consc|ente adaptação
dos conteúdos da educação proí|ss|ona| às
necess|dades do mercado de traoa|ho.
Neste sent|do, Pau|o Pedroso |emorou que
a oíerta do lnst|tuto de Emprego e Forma-
ção Proí|ss|ona| ío| reestruturada o ano pas-
sado, v|sando a modu|ação dos cursos.
·Ou se|a, um programa que era m|n|strado
durante um ano está agora d|v|d|do em
modu|os perm|t|ndo aos íormandos traoa-
|hadores íormarem-se por un|dades·, exp||-
cou Pedroso.
Por outro |ado, o governante deu garant|as
de que os cursos passarão a ter uma
cert|í|cação esco|ar com reconhec|mento no
mercado |aoora|.
A|nda em mater|a de qua||dade da íorma-
ção proí|ss|ona|, o secretár|o de Estado re-
cordou que, há do|s anos, a então m|n|stra
do Emprego cr|ou um |nst|tuto para íazer o
estudo das necess|dades de íormação por
sectores econom|cos. Actua|mente estão
em curso 15 estudos sector|a|s a cargo do
lnoíor.
Ouanto aos eíe|tos da acred|tação das ent|-
dades íormadoras encetadas em |n|c|os de
1998, Pau|o Pedroso apontou para o aumen-
to da transparenc|a no área da educação
proí|ss|ona| e para o reíorço da se|ect|v|dade
nas cand|daturas oem como da ex|genc|a
de |done|dade pedagog|ca, para a|em de
í|nance|ra.
Os requ|s|tos, ate agora íoram preench|dos
por 1500 ent|dades íormadoras que |á es-
tão acred|tadas.
E porque os recursos í|nance|ros são uma
pedra oas||ar de todos este processo, Pau-
|o Pedroso suo||nhou que este ano a íorma-
ção proí|ss|ona| contará com uma dotação
orçamenta| na ordem dos cem m||hoes de
contos que va| |mp||car vár|os m|n|ster|os.
Mercado sociaI:
50 miI empregados
As perspect|vas para a v|tor|a nesta oata|ha
pe|a íormação cont|nua são encora|adoras,
mas o secretár|o de Estado do Emprego não
desco|a os pes da terra e a|erta para o ex-
cesso de opt|m|smo. É que, segundo o
governante, ·temos de ser rea||stas·.
·Há um segmento de pessoas que não con-
seguem adaptar-se a um cenár| o de
compet|t|v|dade. Perante |sto, ou perm|t|mos
que o desemprego aumente ou cr|amos |n-
cent|vos para pessoas que tenham a|guma
v|ao|||dade soc|a|·, aí|rmou Pau|o Pedroso,
acrescentando que ·|sto está a ser íe|to atra-
ves de apo|os à cr|ação do propr|o empre-
go, por exemp|o, no sector dos chamados
serv|ços de prox|m|dades·.
Outra so|ução para estas pessoas, segun-
do Pedroso, e a cr|ação de serv|ços para
responder a necess|dades soc|a|s. Este e o
espaço do mercado soc|a| de emprego.
·A nossa amo|ção e que as pessoas que
ho|e traoa|ham no mercado soc|a| de em-
prego, sem v|ncu|o, possam v|r a ter uma
act|v|dade regu|ar com contrato de traoa|ho·,
esc|areceu o secretár|o de Estado.
Pau|o Pedroso reconheceu que neste mo-
mento este espaço de |ntegração está mu|-
to dependente dos programas
ocupac|ona|s, pe|o que a pr|or|dade ío| dada
à redução dessa proporção de dependen-
c|a.
Para o governante, a |de|a e promover a
|ntegração das pessoas no mercado nor-
ma| e á para |sso que cr|amos o reg|me das
empresas de |nserção.
Empregar e educar
os jovens
Oom destaque nas ||stas de pr|or|dades da
Becretar|a de Estado do Emprego e Forma-
ção Proí|ss|ona| contam tamoem os que
começam a sua v|da |aoora| precocemen-
te.
O Ooverno soc|a||sta quer que todas as
empresas que empreguem |ovens ate à |da-
de de 18 anos comp|etem a sua act|v|dade
proí|ss|ona| com íormação.
Para |sso o Execut|vo propoe-se cr|ar |ncen-
t|vos e essa proposta será apresentada, no
prox|mo d|a 15, aos parce|ros soc|a|s.
A |n|c|at|va, que se enquadra no P|ano Nac|-
ona| de Emprego e na aposta na educação
cont|nua, pretende que todos os |ovens |á
|ngressados no mercado de traoa|ho antes
doa ma|or|dade tenham acesso a do|s d|as
semana|s para a sua íormação.
A aprend|zagem pode ser exerc|tada íor a
ou dentro da empresa, podendo a|nda ser
promov|da por outra ent|dade.
Outra das nov|dades |mportantes deste pro-
|ecto e o íacto de e|e não contemp|ar ape-
nas a íormação proí|ss|ona|, po|s tamoem
preve que um determ|nado número de ho-
ras se|a dest|nado à educação de oase
soc|ocu|tura|.
Ouanto aos |ncent|vos a estaoe|ecer às
empresas, Pau|o Pedroso d|z que ·o qua-
dro a|nda não está c|aro e esse assunto a|n-
da está a ser estudado·.
PIano de emprego
para o Porto
Apresentadas que estão, em traços gera|s,
as po||t|cas ma|s |med|atas de comoate ao
desemprego e à exc|usão soc|a|, e prec|so
ír|sar que os proo|emas do sector |aoora|
não apresentam os mesmos contornos em
todo o Pa|s. Por |sso, a reg|ão do Orande
Porto ío|, depo|s do A|ente|o, e|e|ta como
pr|or|tár|a na necess|dade de cr|ação de um
p|ano reg|ona| de emprego espec|í|co.
Begundo Pau|o Pedroso, o desemprego na
O|dade lnv|cta e preocupante por um con-
|unto de razoes: a taxa de desemprego u|-
trapassa o dooro da med|a nac|ona|, í|xan-
do-se actua|mente nos 10 por cento e não
tem propensão para descer.
A s|tuação der|va íortemente da reconversão
|ndustr|a|, aíectando, sooretudo, pessoas
mu|to |ovens, sem qua||í|caçoes e, part|cu-
|armente o sexo mascu||no.
As med|das do p|ano de emprego do Porto
a|nda estão a ser estudadas, mas serão
certamente d|íerentes das adoptadas no
A|ente|o, onde o proo|ema do desemprego
e rura|, aíectando mu|heres e |dosos
ma|or|tar|amente. Mary Rodrigues
P
ACÇÃO SOClALlSTA 12 4 FE\EPElPO 1999
SOCÌEDADE & PAÌS
PAPEL DA CULTURA
NO DESENVOLVlMENTO DAS ClDADES
POR7O/2001 Guferres realça
·Fs|c0 ce||c oe q0e c |c||c /|ca|a
o|/e|en|e e me||c|, e q0anoc |ssc accn|e-
ce, e |c||0ça| q0e /|ca o|/e|en|e e me||c|.-
Anfónlo Guferres
A Sociedade Porto/2001,
responsáveI peIa organização da
CapitaI Europeia da CuItura, foi
empossada no dia 30 de Janeiro,
numa cerimónia que reuniu
centenas de personaIidades no
saIão nobre da Câmara MunicipaI
do Porto.
pr| me| ro-m| n| stro, Anton| o
Outerres, que pres|d|u à sessão,
sa||entou a |mportânc|a da cu|-
tura como ·motor· da nova po-
||t|ca de c|dades para o secu|o XXl, cons|-
derando que o desenvo|v|mento atraves da
cu|tura ·e uma íorma de man|íestar peran-
te o mundo que Portuga| amadureceu·.
Por esse íacto, para o pr|me|ro-m|n|stro,
·íaz todo o sent|do que o pro|ecto Porto/
2001 se|a assum|do com orgu|ho e deter-
m|nação por todos os portugueses como
uma va|or|zação do Pa|s·.
·O Porto/2001 e um e|emento essenc|a|
para d|nam|zar programas de recuperação
do patr|mon|o, rev|ta||zar o tec|do econo-
m|co e promover a me|hor|a da qua||dade
de v|da·, acrescentou.
Anton|o Outerres ía|ava no sa|ão noore da
Oâmara do Porto, na cer|mon|a de posse
do Oonse|ho de Adm|n|stração e do Oon-
se|ho Oonsu|t|vo da Boc|edade Porto/2001,
que va| ger|r a Oap|ta| Europe|a da Ou|tura.
Para o m|n|stro da Ou|tura, Manue| Mar|a
Oarr||ho, trata-se de um ·desaí|o para o
Porto |r ma|s |onge·.
Ba||entou que ·a amo|ção e cruzar a qua||-
dade com a or|g|na||dade dos cr|adores do
Porto·.
Para o m|n|stro da Ou|tura, ·esta e uma
aventura ún|ca e prec|osa, onde se |oga
a|go de dec|s|vo: a qua||í|cação cu|tura| que
o Porto tem de íazer·.
Manue| Mar|a Oarr||ho recordou terem pas-
sado do|s anos soore o d|a em que aoor-
dou, pe|a pr|me|ra vez, com o pres|dente
da Oâmara do Porto a h|potese de se apre-
sentar uma cand|datura a Oap|ta| Europe|a
da Ou|tura.
Por sua vez, para Fernando Oomes, e |m-
portante que o Porto dos í|na|s do secu|o
XX ·possa ser d|gno do Porto do í|na| do
secu|o XlX·, ír|sando que o pro|ecto de
2001 ·va| trazer transíormaçoes que vão
marcar a c|dade no prox|mo secu|o·.
União de esforços
O autarca, que reíer|u a |mportânc|a da
·un|ão de esíorços· entre o Ooverno e a
Oâmara para a concret|zação deste pro-
|ecto, destacou a|nda o ·empenhamento·
do pr|me|ro-m|n|stro, que perm|t|u cr|ar con-
d|çoes para que, em 2001, o Porto ·se|a
ma|s do que uma sucessão de acontec|-
mentos cu|tura|s·.
Este aspecto ío| tamoem sa||entado por
Artur Bantos B||va, pres|dente da Boc|eda-
de Porto/2001, para quem a organ|zação
da Oap|ta| Europe|a da Ou|tura ·tem que
ser mu|to ma|s do que uma com|ssão de
íestas para, num per|odo de 12 meses, cr|-
ar a ||usão de uma v|da cu|tura|·.
·Não e nosso propos|to reduz|r a cu|tura
ao espectácu|o e a an|mação. Temos a pre-
tensão de cr|ar ra|zes e de|xar sementes·,
aí|rmou.
·Oueremos que o Porto/Oap|ta| da Ou|tura
se|a um pro|ecto nac|ona|. Ber|a grotesco
e ía|s|í|cador pretender coníer|r-|he um
caracter |oca|·, ír|sou.
Bantos B||va acrescentou que ·o programa
não se dest|nará a |ouvar o Porto para os
portuenses, não será oa|rr|sta·.
Oportunidade única
Para Artur Bantos B||va, ·estamos perante
uma oportun|dade ún|ca de |ançar um pro-
| ecto de med| o/| ongo prazo para
reequ|||orar, requa||í|car e rev|ta||zar uma
c|dade que ío| dec|s|va no secu|o XlX por-
tugues e que perdeu, ao |ongo deste se-
cu|o, protagon|smo e qua||dade·.
O Oonse|ho de Adm|n|stracao da Boc|eda-
de Porto/2001, pres|d|do por Bantos B||va,
|ntegra outros 18 e|ementos, entre os qua|s
Ludgero Marques, Eduardo Bouto Moura,
Pu| \||ar, \a|ente de O||ve|ra, Braga da Oruz
e \|rg|||o Fo|hade|a, a|em dos vereadores
da Oâmara do Porto Nuno Oardoso e
Manue|a Me|o.
No Oonse|ho Oonsu|t|vo, tamoem com 19
e|ementos, encontram-se, entre outros,
A|c|no Bout|nho, A|exandre Ou|ntan||ha,
Anton|o P|nho \argas, Dan|e| Bessa, Jú||o
Pesende, Oscar Lopes e Berg|o Ood|nho.
O
Porto 2001 Dlxlf
·O Porto 2001 e um e|emento essenc|-
a| para d|nam|zar programas de
recuperação do patr|mon|o, rev|ta||zar
o tec|do econom|co e promover a
me|hor|a da qua||dade de v|da.·
Anfónlo Guferres
·Esta e uma aventura ún|ca, prec|osa,
onde se |oga a|go de aoso|utamente
dec|s|vo: a qua||í|cação cu|tura| que o
Porto terá de íazer.·
Manuel Marla Carrllho
·O pro|ecto Porto 2001 va| trazer
transíormaçoes que vão marcar a
c|dade no prox|mo secu|o.·
Fernando Gomes
·Espero que se|a um ponto a|to do
re|ançamento do Porto como grande
cap|ta| europe|a. É |mposs|ve| separar-
se a requa||í|cação do sucesso
comerc|a| da |n|c|at|va.·
Plna Moura
·Espero que o Porto 2001 se|a uma
rampa de |ançamento para a mudança
da re|ação entre os seus hao|tantes e
a v|da cu|tura|.·
Pedro Burmesfer
·A Oap|ta| da Ou|tura e uma oportun|-
dade ún|ca para a qua||í|cação da
c|dade.·
Danlel Bessa
·A c|dade está sempre em evo|ução,
não pára. O Porto teve sempre uma
grande v|ta||dade.·
Sérglo Godlnho
NOVENTA E TRÊS MlL CONTOS
PARA O ClNEMA NAClONAL
CUL7URA Sefe documenfárlos e sels curfas-mefragens
lnst|tuto do O|nema, Aud|ov|sua|
e Mu|t|med|a (lOAM) se|ecc|o-
nou sete documentár|os e se|s
curtas metragens de í|cção aos
qua|s |rá atr|ou|r um apo|o í|nance|ro g|ooa|
de 93 m|| contos.
De acordo com uma nota de |mprensa
d|vu|gada recentemente pe|o lOAM, das
produçoes apresentadas a concurso em
1998 íoram se|ecc|onadas, na área de
documentár|os ·A Luz Buomersa·, de
Fernando Matos B||va (dez m|| contos); ·Üm
Luar Oomum·, de Lu|s A|ves de Matos (4
550 contos); ·O Te|o de A|ves Pedo|·, de
M|gue| Beaora Lopes (sete m|| contos).
·Mu|heres ao Mar·, de Or|st|na Ferre|ra
Oomes (8 750 contos); ·Os \|nte e O|nco
Anos do Teatro da Oornucop|a·, de Jose
A|varo de Moraes (o|to m|| contos); ·A Mor-
te do O|nema·, de Pedro Bena Nunes (5
621 contos) e ·2 Mundos·, de Oraça Oas-
tanhe|ra (5199 contos) íoram tamoem es-
co|h|dos no concurso de documentár|os.
Manue| Oosta e B||va pres|d|u ao |úr|, com-
posto a|nda por Antunes João e Teresa
A|ouquerque.
No concurso de curtas-metragens de í|c-
ção íoram se|ecc|onados ·Hora D'A|moço·,
de Paque| Jac|nto (6 600 contos); ·O|ne-
ma Amor·, de Jac|nto Lucas P|res (o|to m||
contos); ·O Be||o·, de Pedro Bapt|sta (o|to
m|| contos); ·P|o \erme|ho·, de Paque|
Fre|re (o|to m|| contos); ·B|dney Po|t|er na
Baroear|a·, de F|||pe Beruoeru (o|to m|| con-
tos) e ·Ohuva·, de Lu|s Fonseca (o|to m||
contos).
O |úr| deste concurso era pres|d|do por
Mar|a João Be|xas e |ntegrado por Jorge
Barata Preto, Jose Boga|he|ro, Nuno Bena
e Lu|s Boares.
O
4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 13
SOCÌEDADE & PAÌS
PREvENÇÁO RODOv/AR/A «Ioleráncla Zero»
JORGE COELHO
FAZ BALANÇO POSlTlVO
m|n|stro da Adm|n|stração lnter-
na, Jorge Ooe|ho, congratu|ou-
se, no d|a 27, em p|ena área de
descanso do lP5, com os resu|-
tados da operação ·To|erânc|a Zero/Begu-
rança Máx|ma·.
O governante ev|denc|ou a redução de um
terço no número de ac|dentes reg|stados
na v|a ráp|da Ave|ro-\||ar Formoso (lP5) e
na Estrada Nac|ona| 125, no A|garve, íace
a |gua| per|odo de tempo no ano anter|or
ao |n|c|o da ·To|erânc|a Zero·.
Num oa|anço soore esta operação rea||-
zada na área de descanso de A|vendre,
prox|mo da Ouarda, o m|n|stro, acompa-
nhado pe|os secretár|os de Estado ad|un-
to, Armando \ara, das Ooras Puo||cas,
Maranha das Neves e ad|unto do pr|me|-
ro-m|n|stro, Anton|o Jose Beguro, ooser-
vou que em consequenc|a desta acção re-
g|staram-se menos 14 mortes desde 13
de Outuoro do ano passado, data em que
ío| ap||cada a med|da no lP5.
O|ooa|mente, |nc|u|ndo a EN 125 ocorre-
ram menos 93 s|tuaçoes de mortos e íer|-
dos graves, íace a |gua| per|odo do ano
anter|or.
Jorge Ooe|ho cons|derou que a operação
í o| ·| ançada em ooa hora e com
consequenc|as pos|t|vas para o Pa|s· por-
que, d|sse, ·os condutores estão a adop-
tar uma nova í||osoí|a, mas tamoem por
uma con|ugação de esíorços extrema-
mente íorte· entre as Becretar|as de Esta-
do da Adm|n|stração lnterna e das Ooras
Púo||cas, a ONP e a PBP, ·que estão a ía-
zer tudo para cr|ar uma menta||dade nova
no Pa|s·.
Jorge Ooe|ho comentou que, desta íorma,
estão a ser cr|adas ·cond|çoes para que
os portugueses ver|í|quem que, com este
t|po de s|tuaçoes, e poss|ve| poupar as
suas v|das·.
O m|n|stro da Adm|n|stração lnterna |an-
çou um ape|o para que os c|dadãos ·ve-
|am o exemp|o· da adesão ·que se está a
ver|í|car· no lP5 e na EN125, man|íestan-
do-se conv|cto de que ·aqu||o que se pas-
sa nestas duas estradas está a ter reper-
cussão pos|t|va tamoem nas menta||dades
dos condutores que andam nas estradas
de outras zonas do Pa|s·.
Advert|u que, na cont|nu|dade da opera-
ção ·To|erânc|a Zero/Begurança Máx|ma·,
se ·a pressão não chegar· será íe|to o que
íor prec|so, porque ·os portugueses não
to|erar|am que se cont|nue a andar nas es-
tradas em cond|çoes que |evam a que
mu|tas pessoas, que nada tem a ver com
o assunto, em vez de chegarem aos seus
dest|nos, se|am atrope|adas, aoa|roadas
por outros que não cumprem o Ood|go da
Estrada·.
Jorge Ooe|ho ad|antou a|nda que, em ter-
mos g|ooa|s do Pa|s, a s|n|stra||dade d|-
m|nu|u em 1998, tendo hav|do menos 110
ac|dentes e uma redução de 83 mortos
em ac|dentes de v|ação.
Dados do M|n|ster|o da Adm|n|stração ln-
terna d|vu|gados na semana passada re-
íerem que ocorreram no lP5, no per|odo
de 13 de Outuoro de 1998 a 24 de Jane|ro
ú|t|mo, 28 ac|dentes com v|t|mas de que
resu|taram c|nco mortos, se|s íer|dos gra-
ves e 39 íer|dos ||ge|ros, representando,
íace a |gua| per|odo do ano anter|or, uma
redução de 26 s|n|stros, nove mortos, c|n-
co íer|dos graves e 32 ||ge|ros.
O ma|or Paredes, comandante da Br|ga-
da de Trans|to (BT) da ONP na reg|ão Oen-
tro, reíer|u que no per|odo de 14 de De-
zemoro a 24 de Jane|ro eíectuaram-se no
lP5 2.244 patru|has e 141 m|ssoes de he-
||coptero, resu|tando na í|sca||zação de 45
096 condutores, dos qua|s 6 958 íoram
mu|tados.
No mesmo per|odo íoram eíectuados 149
798 contro|es de ve|oc|dade, dos qua|s 4
552 em excesso, 15 827 testes de contro-
|e de á|coo|, com 40 casos pos|t|vos, e
íoram a|nda detectadas 266 u|trapassa-
gens |rregu|ares.
Foram tamoem contro|ados 3 177 ve|cu-
|os de carga quanto ao excesso de peso,
detectando-se 232 |níracçoes, e outros 7
486 ve|cu|os de carga e transporte co|ec-
t|vo com tacograío, em que 347 exced|-
am o regu|amentado.
Ouant o à | | um| nação, í oram
|nspecc|onados 17 267 ve|cu|os, reg|stan-
do-se 2 120 |níracçoes.
A EN 125 reg|stou entre 18 de Dezemoro
do ano passado, |n|c|o da operação ·To-
|erânc|a Zero·, 12 ac|dentes com v|t|mas,
de que resu|taram um morto, do|s íer|dos
graves e 13 íer|dos ||ge|ros.
Trata-se de uma redução g|ooa| de 35 ac|-
dentes, c|nco mortos, tres íer|dos graves
e 39 ||ge|ros re|at|vamente a |dent|co es-
paço de tempo no ano de 1998.
Nesta estrada, e no mesmo per|odo, a
ONP e PBP í|sca||zaram um tota| de 39 034
ve|cu|os dentro e íora das |oca||dades, ten-
do s|do |evantados 2 825 autos (2 498 por
excesso de ve|oc|dade, 80 por excesso de
consumo de á|coo|, 26 u|trapassagens |r-
regu|ares, 137 por mau estac|onamento,
79 a ve|cu|os de duas rodas e c|nco em
passade|ras de peoes).
O comandante da BT da Peg|ão Oentro,
ooservou no oa|anço soore a operação
·To|erânc|a Zero/Begurança Máx|ma·, que
a s|n|stra||dade aumentou no lP5 |unto a
Ave|ro, entre os qu||ometros Zero e 25.
Trata-se de um troço que possu| perí|| de
auto-estrada, em que ocorreram 34 ac|-
dentes desde o |n|c|o da operação, e ape-
sar desta, tendo como causa pr|nc|pa| o
excesso de ve|oc|dade.
O secretár|o de Estado das Ooras Púo||-
cas, Maranha das Neves, aí|rmou na oca-
s|ão que ·o proo|ema do lP5 so será sen-
s|ve|mente aorandado quando se t|ver o
lP2-lP6 (auto-estrada da Be|ra lnter|or) que
a||v|ará mu|t|ss|mo o lP5, e quando esta
v|a t|ver outro tra|ecto, íor dup||cada e t|-
ver um perí|| de auto-estrada.
O governante preve que estas me|hor|as
este|am conc|u|das dentro de quatro anos,
pe|o que, ate |á, prevendo-se aumento de
traíego, a Junta Autonoma de Estradas
(JAE) cont|nuará a eíectuar |ntervençoes
pontua|s, constru|ndo zonas de u|trapas-
sagem e ·dezenas de zonas de aor|go
para |ntervenção da ONP·, entre outras
ooras.
Begundo d|vu|gou a JAE, nos ú|t|mos o|to
anos o traíego aumentou no lP5 entre 50
e 60 por cento, íacto que assoc|a ao nú-
mero de ac|dentes ocorr|dos, pe|o que, em
termos re|at|vos, as ooras eíectuadas per-
m|t|ram a redução da s|n|stra||dade.
Em 1998, íace ·à t|po|og|a dos ac|dentes,
na sua ma|or|a ||gados à ve|oc|dade ex-
cess|va e a u|trapassagens |rregu|ares·,
íoram eíectuadas vár|as ooras no lP5, no-
meadamente me|hor|a de cond|çoes de
drenagem superí|c|a| e da v|s|o|||dade, |ns-
ta|ação de gu|as sonoras, ·e||m|nação
cr|ter|osa da poss|o|||dade de u|trapassa-
gem em |oca|s de ma|or per|gos|dade·,
s|na||zação de curvas com ap||cação de
camada de desgaste ant|derrapante e
|mp|ementação da oor|gator|edade de c|r-
cu|ação com |uzes med|as acesas.
A|nda segundo a JAE, íoram me|horadas
as cond|çoes de segurança nos nos de
||gação, atraves do pro|ongamento do
separador, enquanto que, em termos de
ordenamento da v|a para ·|entos·, ío| |ns-
ta|ada s|na||zação que |mpoe a d|stânc|a
de 50 metros entre pesados e pro|o|ção
de u|trapassagem destes ve|cu|os no sen-
t|do ascendente.
Pe|at|vamente à oeneí|c|ação da estrada
em s|, ío| dup||cada a desc|da da Ouarda,
oeneí|c|ado o |anço Mangua|de-Oe|or|co
da Be|ra e a dup||cação do |anço entre a
auto-estrada A1 e o lt|nerár|o Oomp|emen-
tar 1 (lO1).
A JAE tem em pro|ecto a ||um|nação dos
nos de Ta|hadas, Pe|goso, Boa A|de|a,
Ohás de Tavares e Boora| da Berra, cr|a-
ção de vár|as zonas de u|trapassagem, |n-
íormação soore o ·reg|me de c|rcu|ação
preva|ecente íora das |oca||dades· e so-
ore o s| gn| í | cado do s| na| de
oor|gator|edade de c|rcu|ação com med|-
os, atraves da co|ocação de pa|ne|s |níor-
mat|vos nas v|as de acesso ao lP5 e em
cada extremo desta v|a.
\a| a|nda cr|ar ·gares· de paragem ade-
quadas para a rea||zação de í|sca||zação
pe|a BT da ONP.
O con|unto destas ooras está est|mado no
va|or de 250 m|| contos.
Segurança máxima na EN 10
Entretanto, o m|n|stro da Adm|n|stração ln-
terna d|sse que o troço da EN 10, entre
Betúoa| e \||a Franca de X|ra, entra no re-
g|me de ·to|erânc|a zero· a segu|r ao Oar-
nava|.
Jorge Ooe|ho não exp||c|tou contudo o d|a
em que o trâns|to no reíer|do troço da EN
10 entra em ·to|erânc|a zero/segurança
máx|ma·.
O m|n|stro |ust|í|cou a |nc|usão de cerca
de 45 qu||ometros da EN 10 no grupo das
estradas de r|sco su|e|tas e med|das de
segurança reíorçada com o número de v|-
t|mas a|| reg|stado (seme|hante ao lP5) e
com o aument o ·re| evant e· da
s|n|stra||dade de 1997 para 1998.
Jorge Ooe|ho garant|u que ate ao í|na| do
ano outras v|as da rede rodov|ár|a nac|o-
na| vão tamoem ser |nc|u|das no reg|me
em que |á se encontram o lP5 e a EN 125,
onde o s|n|stra||dade tem v|ndo a decres-
cer.
A EN 10, entre Oac||has e Bacavem, com
passagem por Betúoa|, Marateca, Pegoes,
Porto A|to, \||a Franca de X|ra e A|verca,
tem uma extensão de 143 qu||ometros.
Begundo dados apurados pe|a D|recção-
Oera| de \|ação (DO\), ao |ongo da EN
10 íoram reg|stados 631 ac|dentes em
1998 (menos 33 do que em 1997), mas
em contrapart|da houve 50 mortos (ma|s
13 do que no ano anter|or).
De acordo com a mesma íonte, os ac|-
dentes de 1998 produz|ram 166 íer|dos
graves (menos 18 do que em 1997) e 768
íer|dos ||ge|ros (ma|s 20 do que no ano
anter|or).
O |anço ma|s cr|t|co tem 30 qu||ometros,
entre o km 90 e o km 120, este em \||a
Franca de X|ra.
Neste |anço, entre Jane|ro e Betemoro de
1998, reg|staram-se 329 ac|dentes, dos
qua|s 135 dentro de |oca||dades e 40 com
peoes, tendo os ac|dentes produz|do 24
mortos e 89 íer|dos graves.
A ·to|erânc|a zero/segurança máx|ma· va|
estender-se no íuturo a EN 109, entre \||a
Nova de Oa|a e Le|r|a, EN 101, de \a|ença
a \||a Pea|, ao lP 4 e tamoem à EN 1, en-
tre O||ve|ra de Azeme|s e Le|r|a.
O
ACÇÃO SOClALlSTA 14 4 FE\EPElPO 1999
SOCÌEDADE & PAÌS
SE CONDUZlR NÃO BEBA...
NEM CONSUMA DROGAS
ADM/N/$7RAÇÁO /N7ERNA Slnlsfralldade
eoer para |á da med|da ou con-
duz|r soo o eíe|to de suostânc|-
as estupeíac|entes ou ps|cotro-
p|cas va| ser pun|do com mão
pesada, com a entrada em v|gor no pas-
sado d|a 28, da nova |eg|s|ação, que e|eva
oastante as sançoes a ap||car.
O d|p|oma, cons|derado ·revo|uc|onár|o e
|novador· pe|o Execut|vo soc|a||sta, í|xa os
requ| s| tos a que devem ooedecer os
ana||sadores quant|tat|vos e o modo como
deve ser íe|ta a reco|ha, acond|c|onamento
e exped|ção das amostras o|o|og|cas dest|-
nadas às aná||ses para determ|nação da
taxa de á|coo| no sangue e para coní|rma-
ção da presença de estupeíac|entes ou ps|-
cotrop|cos.
As novas sançoes são pesadas para os |n-
íractores, que, se acusarem um va|or de
a|co|em|a super|or 1,2 m|||gramas de á|coo|
por ||tro de sangue, su|e|tam-se a uma pena
de pr|são ate um ano e mu|tas ate 120 d|as,
a|em de co|mas e uma |n|o|ção de condu-
ção por um |ongo per|odo.
Mantem-se a taxa m|n|ma de a|co|em|a de
0,5 - com mu|tas de dez a cem contos e
uma |n|o|ção de conduz|r por um per|odo
que va| de uma mes a um ano -, mas se o
va|or detectado íor super|or a 0,8 m|||gramas
(ate 1,2 mg/|) a co|ma osc||a entre 40 e 200
m|| escudos e a |n|o|ção pode var|ar entre
do|s meses e do|s anos.
Ate 0,8 mg/|, a co|ma s|tua-se entre os 20 e
os 100 m|| escudos, podendo a ||cença de
condução ser suspensa por um per|odo que
va| de um mes a um ano.
Ber portador de oo|ectos ou utens|||os que
|nd|c|em a ut|||zação de estupeíac|entes ou
suostânc|as ps|cotrop|cas ou ev|denc|ar s|n-
tomas como ans|edade, euíor|a, sono|enc|a,
ía|a arrastada ou tremores, pode ser suí|c|-
ente para as autor|dades po||c|a|s ex|g|rem
um exame per|c|a| para detecção de dro-
gas.
Do exame |n|c|a| consta uma ooservação
gera| do |nd|v|duo e do seu estado menta|,
sendo ped|das provas de equ|||or|o, de co-
ordenação de mov|mentos, ocu|ares, de
reí|exos e de sens|o|||dade. Be ex|st|rem |n-
DROGA Grande Llsboa
TOXlCODEPENDENTES
COM MELHOR ATENDlMENTO
|nco Oentros de Atend|mento a
Tox|codependentes (OAT) da
Area Metropo||tana de L|sooa
passaram, no d|a 28, a íunc|o-
nar autonomamente, perm|t|ndo ass|m uma
me|hor prestação de cu|dados de saúde
aos tox|codependentes das respect|vas
áreas.
Esta med|da |nsere-se na po||t|ca gover-
namenta| de a|argamento da rede de OAT,
actua|mente a íunc|onar com 42 centros
mu|t|d|sc|p||nares em todo o Pa|s, perm|-
t|ndo que os tox|codependentes d|spo-
nham de atend|mento, encam|nhamento
par a cent r os de desao| t uação e
|nternamento, nos conce|hos de res|den-
c|a.
A íunc|onarem ate à passada qu|nta-íe|-
ra na dependenc|a do Oentro das Ta|pas,
que íornec|a equ|pas med|cas para duas
consu|tas semana|s, os OAT da Amadora,
Dama|a, Brandoa, Xaoregas e Loures
passam agora a íunc|onar autonomamen-
te, na dependenc|a do Berv|ço de Preven-
ção e Tratamento da Tox|codependenc|a
(BPTT), com consu|tas a tempo |nte|ro.
O OAT de Loures congrega no mesmo
serv|ço a extensão de Povoa de Banto
Adr | ão e í | ca com a ext ensão de
Bacavem.
A apadr|nhar a |n|c|at|va esteve o m|n|s-
tro ad|unto do pr|me|ro-m|n|stro, Jose
Bocrates, e a m|n|stra da Baúde, Mar|a
de Be| em, que v| s| t ar am o OAT de
Xaoregas (recentemente amp||ado) e o
seu centro de desao|tuação, o OAT de
Loures e |nauguraram o OAT da Parede.
Na ocas|ão, Bocrates suo||nhou que esta
autonom|a reíorça mu|to a capac|dade de
atend|mento, de prevenção e de actua-
ção em toda a comun|dade.
·O esíorço que estamos a íazer na área
do atend|mento ao |ongo dos ú|t|mos anos
e extraord|nár|o e chegaremos ao í|na| de
1999 com o dooro das consu|tas que se
deram em 1995 (133 m||)·, d|sse. Em 1998
os OAT deram 207 m|| consu|tas.
O m|n|stro reíer|u que actua|mente ex|s-
tem 42 OAT em íunc|onamento em todo
o Pa|s, número que será a|argado para
50 ate ao í|na| do ano, a|tura em que es-
tarão tamoem d|spon|ve|s m|| camas para
|nternamento.
O governante destacou que o reíorço da
rede de cent ros, com at end| ment o,
desao|tuação e |nternamento em comu-
n|dade terapeut|ca ·está à a|tura dos pa-
|ses ma|s desenvo|v|dos·.
·lsso quer d|zer que cumpr|remos o pr|n-
c|p|o human|sta segundo o qua| temos
de comoater a doença e não comoater
os doentes, e poderemos chegar ao í|na|
do secu|o com uma capac|dade mu|to ra-
zoáve| para que todo o tox|codependente
que se que|ra tratar tenha acesso ao tra-
tamento·, ír|sou.
Jose Bocrates acrescentou que o Oover-
no va| aprovar dentro em oreve, ta|vez no
mes de Março, a Estrateg|a Nac|ona| de
Oomoate à Droga, estando a ana||sar,
para o eíe|to, o re|ator|o da Oom|ssão
para a Estrateg|a Nac|ona| de Oomoate
à Droga e outros documentos entretanto
produz|dos, como a Estrateg|a Mund|a|
de Oomoate à Droga, da ONÜ.
Pe|at|vamente à entrada em v|gor da por-
tar|a que perm|te suometer os conduto-
res a testes de desp|ste de drogas, o m|-
n|stro man|íestou o seu acordo, cons|de-
rando que ·e prec|so repr|m|r a condu-
ção soo o eíe|to de estupeíac|entes, que
e uma das causas de ac|dentes·.
·Tomar drogas e por em causa não ape-
nas a segurança dos propr|os conduto-
res, mas tamoem a dos outros utentes
da v|a púo||ca. lsso e mu|to grave e e pre-
c|so repr|m|r |sso e com mão dura. A| tam-
oem to|erânc|a zero·, conc|u|u.
C
d|c|os do uso de drogas, serão íe|tas aná||-
ses ao sangue e ur|na.
A co|he|ta de sangue ou ur|na será íe|ta na
rede de urgenc|a dos serv|ços hosp|ta|ares
púo||cos e a aná||se í|ca a cargo dos serv|-
ços de tox|co|og|a íorense dos |nst|tutos de
Med|c|na Lega| das respect|vas áreas.
Oaso se coní|rme a presença de suostânc|-
as estupeíac|entes ou ps|cotrop|cas, o |nírac-
tor |ncorre numa mu|ta que pode |r ate 200
contos e uma |n|o|ção de conduz|r por um
per|odo que va| de do|s a 24 meses, poden-
do tamoem ser a|vo de uma part|c|pação |u-
d|c|a| por consumo de estupeíac|entes.
Estas med| das de prevenção da
s|n|stra||dade d|rectamente re|ac|onada com
o uso de á|coo| ou drogas dest|nam-se aos
condutores ou peoes envo|v|dos em ac|den-
tes de que resu|tem mortos ou íer|dos, mas
podem a|argar-se aos automoo|||stas su|e|-
tos a ver|í|caçoes de rot|na por or|gadas de
trâns|to.
O resu|tado das aná||ses, que deve tamoem
conter a quant|dade das suostânc|as detec-
tadas, será env|ado à ent|dade í|sca||zadora
requ|s|tante num prazo máx|mo de o|to d|as,
a contar da data de recepção da respect|va
aná||se.
Os testados com á|coo| (atraves do chama-
do ·oa|ão·) devem ser suomet|dos a novo
teste num prazo nunca super|or a 30 m|nu-
tos e as contra-aná||ses, tanto a á|coo| como
a estupeíac|ente, atraves de aná||se ao san-
gue, devem ser íe|tas no máx|mo apos duas
horas decorr|das do acto de í|sca||zação.
B
4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 15
SOCÌEDADE & PAÌS
NOVAS OPORTUNlDADES
PARA lNVESTlGAÇÃO EM PORTUGAL
C/ÈNC/A V Programa-Quadro
m| n| stro da O| enc| a e da
Tecno|og|a, Mar|ano Oago, d|s-
se, no d|a 29, em L|sooa, que o
\ Programa Ouadro de lnvest|-
gação (1999/2002) const|tu| para Portuga|
uma oase | mportante para a
|mp|ementação de po||t|cas para a O|enc|a
e Tecno|og|a.
O m|n|stro notou, contudo, que se trata de
um documento de trans|ção pensado an-
tes da moeda ún|ca.
Begundo Mar|ano Oago, o l\ Programa
Ouadro s|gn|í|cou para Portuga| í|nanc|a-
mentos comun|tár|os da ordem dos 5/6
m||hoes de contos anua|s para apo|o à |n-
vest|gação e desenvo|v|mento, sendo de
esperar que o actua| contr|oua com pe|o
menos o dooro dos montantes, para que o
Pa|s part|c|pe de íorma ma|s adequada no
esíorço de l&D europeu.
A estrateg|a de Portuga| na adesão ao \
Programa Ouadro v|sa a||anças com os
parce|ros c|ent|í|cos e empresar|a|s ganha-
dores, os que oíerecem me|hores cond|-
çoes e vantagens na procura de
comp|ementar|dades com os grandes gru-
pos econom|cos europeus dev|damente
se|ecc|onados, acrescentou o m|n|stro.
Destacou e e|og|ou o esíorço dos e|emen-
tos que por Portuga| part|c|param na e|a-
ooração do documento, suo||nhando que
o \ Programa Ouadro e tão portugues
quanto dos restantes parce|ros europeus.
O governante ía|ava no quadro de uma
Jornada de lníormação promov|da pe|o
Laoorator|o Nac|ona| de Engenhar|a O|v||
(LNEO), soore o \ Programa Ouadro de
l nvest| gação e Desenvo| v| mento
Tecno|og|co da Ün|ão Europe|a, dest|nada
a apresentar o documento e a deoater as
oportun|dades que e|e aore às equ|pas de
|nvest|gação portuguesas.
O \ Programa Ouadro ío| aprovado em 22
de Dezemoro, em Bruxe|as, com um mon-
tante de 14 960 ecus.
As pr|or|dades do Ooverno portugues, em
mater|a de O|enc|a e Tecno|og|a, íoram, no
essenc|a|, consagradas na proposta apro-
vada pe|os m|n|stros da Ün|ão Europe|a
com a tute|a da O|enc|a e Tecno|og|a.
Ooncretamente, o pr|nc|p|o do equ|||or|o por
áreas temát|cas de |nvest|gação, deíend|-
do por Mar|ano Oago, ío| ace|te pe|os res-
tantes pa|ses da ÜE.
A proposta do \ Programa Ouadro promo-
ve o esíorço comum europeu nas áreas da
Oua||dade de \|da e Oestão dos Pecursos
Humanos, Boc| edade da l níormação
Oonv|v|a|, Oresc|mento Oompet|t|vo e Bus-
tentáve|, Energ|a, Amo|ente e Desenvo|v|-
mento Bustentáve|, e |ntegra a|nda acçoes-
chave nos dom| n| os das O| enc| as e
Tecno|og|as do Mar e das O|enc|as Boc|a|s
e Humanas.
Os Estados-memoros da Ün|ão Europe|a
aprovaram em 22 de Dezemoro as moda-
||dades de ap||cação do \ Programa Oua-
dro Europeu de lnvest|gação, numa dec|-
são que part|u do Oonse|ho de M|n|stros
da |nvest|gação dos Ou|nze, reun|do em
Bruxe|as.
Os m|n|stros í|xaram, adoptando uma pro-
posta de comprom|sso da pres|denc|a aus-
tr|aca em exerc|c|o, as pr|or|dades do \
Programa Ouadro e a chave de repart|ção
dos d|nhe|ros que ne|as serão |nvest|dos.
Üma vez a|cançado o acordo que perm|te
a |mp|ementação do programa, compete
agora às |nst|tu|çoes c|ent|í|cas nac|ona|s
apresentar pro|ectos de cand|datura aos í|-
nanc|amentos do \ Programa Ouadro.
Ao aor|go do programa precedente, os pro-
|ectos portugueses contemp|ados aosor-
veram, em med|a, 2 por cento dos cred|-
tos d|spon|ve|s.
As preíerenc|as das autor|dades c|ent|í|cas
nac|ona|s no quadro do novo programa
quadro vão para a |nvest|gação e pesqu|-
sa nos dom|n|os mar|nho, promoção do
desenvo|v|mento econom|co, |níormát|ca e
cooperação com pa|ses terce|ros.
Ao aor|go do acordo a|cançado no Oonse-
|ho, serão |nvest|dos cerca de 482 m||hoes
de contos (2 413 m||hoes de ecu; 1 ecu ~
200 escudos) na ·Oua||dade de \|da e
Oestão dos Pecursos Humanos·.
Este sector pr|or|tár|o |nc|u| acçoes nas áre-
as da ·a||mentação, nutr|ção e saúde·,
·agr|cu|tura, pescas e í|orestas·, ·contro|e
de doenças |níecc|osas·, e ·enve|hec|men-
to da popu|ação·, entre outras.
Üm tota| de 720 m||hoes de contos (3 600
m||hoes de ecu) íoram d|spon|o|||zados
para a ·Or|ação de uma Boc|edade de ln-
íormação Oonv|v|a|·, dom|n|o pr|or|tár|o em
que serão desenvo|v|das acçoes nas áre-
as Mu|t|med|a, dos novos metodos de tra-
oa|ho e do comerc|o e|ectron|co e dos s|s-
temas e serv|ços or|entados para o c|da-
dão.
Para o sector pr|or|tár|o ·Oresc|mento Oom-
pet|t|vo e Bustentáve|·, que aorange, por
exemp|o, a promoção de produtos e pro-
cessos |novadores, os transportes terres-
tres e as tecno|og|as mar|nhas, são cana||-
zados 541 m||hoes de contos (2 705 m|-
|hoes de ecu).
Ao sector pr|or|tár|o |nt|tu|ado ·Amo|ente e
Desenvo|v|mento Bustentáve|· são atr|ou|-
dos 217 m||hoes de contos (1 083 m||hoes
de ecu), montante a d|str|ou|r pe|os suo-
sectores ·gestão sustentada e qua||dade
da água·, as ·mudanças c||mát|cas g|ooa|s
e o|od|vers|dade·, a par de ·ecoss|stemas
mar|nhos· e ·c|dade de amanhã e patr|mo-
n|o cu|tura|·.
Oerca de 208 m||hoes de contos (1 042
m||hoes de ecu) revertem para o sector
pr|or|tár|o ·Energ|a·, o qua| compreende
energ|as ||mpas e renováve|s e eí|c|enc|a
energet|ca.
Nas acçoes-chave |nt|tu|adas ·Ooní|rmar o
pape| da |nvest|gação europe|a na cena
|nternac|ona|· e ·Promoção da |novação e
|ncent|vos às pequenas e med|as empre-
sas PME· serão |nvest|dos, respect|va-
mente, 95 m||hoes de contos (475 m||hoes
de ecu) e 72 m||hoes de contos (363 m|-
|hoes de EOÜ).
Outros 256 m||hoes de contos (1 280 m|-
|hoes de ecu) serão ap||cados numa ac-
ção-chave ded|cada ao desenvo|v|mento
das c|enc|as soc|a|s e humanas.
O \ Programa Ouadro Europeu contemp|a,
a|nda, com 252 m||hoes de contos (1 260
m||hoes de ecu), o programa quadro de
|nvest|gação da Oomun|dade Europe|a da
Energ|a Atom|ca (Euratom).
Üma equ|pa de 40 c|ent|stas do lnst|tuto
Buper|or Tecn|co de L|sooa ío| const|tu|da
para traoa|har no âmo|to do programa de
Fusão Termonuc|ear Oontro|ada, í|nanc|a-
do pe|o programa quadro da Euratom.
CHlSSANO VlSlTA PORTUGAL EM ABRlL
PALOP Moçamblque
Pres|dente de Moçamo|que,
Joaqu|m Oh|ssano, v|s|tará Por-
tuga| em Aor||, no âmo|to das
ooas re|açoes entre os do|s pa-
|ses, anunc|ou, no passado d|a 21 de Ja-
ne| ro, em Oo| mora, o emoa| xador de
Moçamo|que no nosso pa|s, Pedro Oom|s-
sár|o.
·É uma ooa oportun|dade para se reíorça-
rem os |aços de cooperação e am|zade·,
sa||entou aos |orna||stas, no í|na| da apre-
sentação da m| ssão ·Oo| mora em
Moçamo|que·.
De acordo com o emoa|xador extraord|ná-
r|o e p|en|potenc|ár|o de Moçamo|que em
Portuga|, a des|ocação de Oh|ssano rea||-
za-se em resposta a um conv|te do Oover-
no portugues, na sequenc|a de vár|as v|s|-
tas oí|c|a|s eíectuadas por d|versos mem-
oros do Execut|vo.
Durante a apresentação da m| ssão
·Oo|mora em Moçamo|que·, Pedro Oom|s-
sár|o reíer|u que Joaqu|m Oh|ssano deve-
rá v|s|tar Portuga| acompanhado por a|guns
empresár|os, de íorma a procurar ·oportu-
n|dades de assoc|açoes entre portugueses
e moçamo|canos para |nvest|mentos em
Moçamo|que·.
A m|ssão empresar|a| decorrerá entre os
d|as 16 e 26, reun|ndo um grupo s|gn|í|ca-
t|vo de empresas de Oo|mora e de outras
reg| oes do Pa| s, com o oo| ect| vo de
|mp|ementar e me|horar as re|açoes comer-
c|a|s entre Portuga| e Moçamo|que.
Nesse sent|do, Pedro Oom|ssár|o reíer|u
que ·|á não há dúv|das que há oportun|da-
des de |nvest|mento em Moçamo|que·,
suo||nhando que o prox|mo passo deverá
ser ·procurar pro|ectos concretos e d|nhe|-
ro para concret|zar as ooras·.
·É |mportante a perspect|va que tenho en-
contrado em empresár|os portugueses, de
procurarem assoc|ar-se aos outros empre-
sár|os moçamo|canos, para ass|m pode-
rem const|tu|r s|nerg|as para íazer prospe-
rar os negoc|os·, acrescentou.
Pedro Oom|ssár|o deu a|nda garant|as de
que ·|á há mu|to |nvest|mento em Maputo,
por exemp|o, e e prec|so que se vá um
pouco a|em, a Oaza, e às partes ma|s
nortenhas, como Oaoo De|gado, N|assa e
Nampu|a·.
Begundo o emoa|xador, uma das preocu-
paçoes dos governantes moçamo|canos
cons|ste em or|entar o desenvo|v|mento
para as pessoas: ·Tem de ser íe|to com os
homens, pe|os homens e para os homens.·
A qua||í|cação proí|ss|ona| e outra das pr|-
or|dades do Ooverno, para a qua| em mu|-
to contr|ou| a c|dade de Oo|mora, ·oerço
de íormação de íuturos quadros·.
Nesse âmo|to, o representante d|p|omát|-
co de Moçamo|que em Portuga| re|emorou
a s|tuação d|í|c|| em que v|vem mu|tos es-
tudantes moçamo|canos, ape|ando aos
empresár|os presentes na sessão para que
cont|nuem a prestar atenção aos proo|e-
mas que a|guns apresentam.
O
O
ACÇÃO SOClALlSTA 16 4 FE\EPElPO 1999
AU7ARQU/A$ lNlClAIlVAS & EVENIOS
AUTARQUÌAS
Cascals
Apoio domiciIiário é uma reaIidade
A autarqu|a de Oasca|s, pres|d|da pe|o so-
c|a||sta Jose Lu|s Judas, va| apo|ar as |nst|-
tu|çoes part|cu|ares de so||dar|edade soc|-
a| que exercem a sua act|v|dade no conce-
|ho, atr|ou|ndo um con|unto de suos|d|os
num montante de 20 500 contos.
\ão ser apo|adas, entre outras, as organ|-
zaçoes que |ntervem |unto da popu|ação
acamada.
Pecorde-se que a autarqu|a tem v|ndo a
pr|v||eg|ar o apo|o dom|c|||ár|o à popu|ação
|dosa e acamada, quer atraves de |n|c|at|-
vas propr|as ou descentra||zadas nas íre-
gues|as, quer no apo|o a |nst|tu|çoes que
se ded|cam a estes í|ns.
Subsídio a companhia de baiIado
No âmo|to da sua po||t|ca cu|tura|, a Oâ-
mara Mun|c|pa| de Oasca|s atr|ou|u um suo-
s|d|o de 10 m|| contos à Oompanh|a Portu-
guesa de Ba||ado Oontemporâneo, d|r|g|da
por \asco We||enkamp e Oraça Barroso.
FaIe
Concurso Iiterário
sobre a Iiberdade
A Oâmara Mun|c|pa| de Faíe, atraves do seu
pe|ouro da Educação, Ou|tura e Desporto,
va| promover um concurso ||terár|o para
comemorar os 25 anos soore a data h|sto-
r|ca de 25 de Aor|| de 1974, de que resu|ta-
rá a puo||cação de um ||vro a |ançar no
âmo|to das comemoraçoes da Pevo|ução
dos Oravos, que ||oertou o povo portugues
da opressão e t|ran|a.
O concurso, cu|o regu|amento ío| aprova-
do em reun|ão do Execut|vo, e suoord|na-
do ao tema gener|co ·L|oerdade·, deven-
do estar assoc|ado aos va|ores decorren-
tes do 25 de Aor|| e e d|r|g|do à part|c|pa-
ção dos a|unos do 3' c|c|o do ens|no e do
ens|no secundár|o das esco|as do conce-
|ho.
Os concorrentes podem part|c|par com tex-
tos em prosa ou verso, a|us|vos ao tema
do concurso, não podendo exceder tres
pág|nas dact||ograíadas.
Berão adm|t|dos |gua|mente traoa|hos em
desenho ou íotograí|a, soore o mesmo
tema e que serv|rão para ||ustrar a oora a
ed|tar.
O prazo para a apresentação dos traoa-
|hos concorrentes decorre ate 10 de Mar-
ço, |mpreter|ve|mente, devendo ser entre-
gues na Oasa Mun|c|pa| de Ou|tura.
José Ribeiro toma posse
na Amave
O pres|dente da Oâmara Mun|c|pa| de Faíe,
Jose P|oe|ro, tomou posse no d|a 26 do
cargo de pres|dente da Assoc|ação de
Mun|c|p|os do \a|e do Ave (Amave).
Faro
Centro de Saúde no Montenegro
A Oâmara Mun|c|pa| de Faro, pres|d|da pe|o
soc|a||sta Lu|s Ooe|ho, de||oerou ceder um
terreno à Adm|n|stração Peg|ona| de Baú-
de do A|garve para ser constru|da no
Montenegro a Extensão do Oentro de Baú-
de.
O terreno, cu|a cedenc|a será íorma||zada
orevemente, tem uma área de 500 metros
quadrados e s|tua-se na Üroan|zação do
Monte da P|a.
Ferrelra do Alenfejo
Orçamento em euros
A Oâmara Mun|c|pa| de Ferre|ra do A|ente|o,
pres|d|da pe|o soc|a||sta Lu|s Ame|xa, apro-
vou o P|ano de Act|v|dades e o Orçamento
para 1999 em euros, ao |ado dos escudos.
Üma câmara que está ma|s uma vez na ||-
nha da írente para vencer os desaí|os do
íuturo.
Euro que, segunda suo||nha a autarqu|a na
|ntrodução do P|ano e Orçamento, ·e tam-
oem um s|moo|o da |gua|dade e |dent|da-
de europe|a e de|as nos não podemos í|-
car exc|u|dos nem aíastados·.
O P|ano de Act|v|dades contemp|a a |nter-
venção mun|c|pa| em 14 áreas de actua-
ção consoante os dom|n|os da v|da soc|a|
do conce|ho de Ferre|ra do A|ente|o.
O P|ano e o Orçamento contemp|am uma
íorte |ntervenção nas áreas cu|tura| e tam-
oem soc|a|.
Destaque, por outro |ado, para a prev|são
da Fe|ra da Agua e do Pegad|o, ||gada à
concret| zação prát| ca do pro|ecto de
A|queva que ocorrerá no pr|nc|p|o de Ju-
|ho.
Llsboa
Conferência mediterrânica
sobre ambiente
As c|dades de L|sooa, Faro e Amadora re-
presentaram Portuga| na Ooníerenc|a
Euro-Med|terrân|ca das O|dades Busten-
táve|s, que decorreu em Bev||ha nos d|as
21 e 22 de Jane|ro, e onde ío| deoat|da a
prot ecção do amo| ent e na reg| ão
med|terrân|ca.
A coníerenc| a, | nscr| ta na Oampanha
Europe|a das O|dades e \||as Bustentá-
ve|s, contou com a presença de ma|s de
200 c|dades da Europa, Norte de Aír|ca e
Med|o Or|ente, entre as qua|s as portugue-
sas L|sooa, Faro e Amadora.
A protecção do amo|ente, a despo|u|ção
das águas coste|ras, o saneamento oás|-
co, a cr|ação e manutenção dos espaços
verdes, o aoastec|mento de água e a art|-
cu|ação do tur|smo com o patr|mon|o cu|-
tura| e arqu|tecton|co íoram a|gumas das
temát|cas aoordadas no decorrer da con-
íerenc|a.
DesenvoIvimento sustentáveI
Estes temas íoram tratados na perspect|-
va do ·desenvo|v|mento sustentáve|·, ou
se|a, de um cresc|mento econom|co, so-
c|a| e uroano que não comprometa no íu-
turo os recursos natura|s d|spon|ve|s e que
ut | | | ze preí erenc| a| ment e recursos
renováve|s.
Esta coníerenc|a sucede à segunda do
genero, que decorreu em L|sooa em 1996,
e a representar a cap|ta| va| estar este ano
o vereador do Amo|ente.
A c|dade de Faro ío| representada por pe|o
seu pres|dente da Oâmara, Lu|s Manue|
Ooe|ho.
L|sooa ío| das c|dades que ma|s act|va-
mente se empenharam na preparação da
coníerenc|a de Bev||ha dada a sua ade-
são aos pr|nc|p|os do ·desenvo|v|mento
sustentáve|·.
A coníerenc| a aorange toda a reg| ão
med|terrân|ca como uma un|dade reg|o-
na| propr| a, | á que ex| st e uma
homogene|dade geográí|ca e c||mát|ca e
re|açoes de v|z|nhança h|stor|cas.
O oo|ect|vo e v|r a cr|ar-se, depo|s da con-
íerenc|a, parcer|as e re|açoes de coope-
ração entre c|dades do Bu| da Europa e
com c|dades da margem su| e or|enta| do
med|terrâneo.
Para o eíe|to, est|veram na ordem do d|a
a cr|ação de novas ||nhas de í|nanc|amento
para v|ao|||zar a|guns pro|ectos a serem
|ançados a part|r da coníerenc|a.
Loulé
Câmara investe no embeIezamento
de SaIir
A Oâmara Mun|c|pa| de Lou|e va| proce-
der ao ordenamento da zona envo|vente
da cape|a do Pe da Oruz, em Ba||r, uma
oora orçada em cerca de c|nco m|| con-
tos.
Para o eíe|to, a autarqu|a aprovou |á a
aoertura do processo de concurso ||m|ta-
do, sem apresentação de cand|daturas,
tendo em v|sta o |n|c|o da empre|tada, que
se encontra prev|sta no p|ano de act|v|da-
des.
Para a Oâmara Mun|c|pa| de Lou|e, trata-
se de uma oora que se reveste da ·ma|or
|mportânc|a· para a va|or|zação da v||a de
Ba||r, uma íregues|a do |nter|or a|garv|o.
Cooperação com a Universidade
do AIgarve
A ed|||dade dec|d|u tamoem ce|eorar um
acordo espec|í|co de cooperação com a
Ün|vers|dade do A|garve para estudo de
íunc|onamento da Estacão de Tratamento
de Aguas Pes|dua|s (ETAP) da Ou|nta do
Lago, à seme|hança do que ío| ce|eorado
em Novemoro ú|t|mo com |dent|ca estru-
tura de \||amoura.
Povoação
Novo Centro de Apoio à lnfância
Fo| |naugurado no passado d|a 28 de Ja-
ne|ro, na v||a da Povoação, o novo Oentro
de Apo|o à lníânc|a, dest|nado à ocupa-
ção dos tempos ||vres dos ma|s |ovens e,
s|mu|taneamente, ao acompanhamento
soc| opedagog| co das cr| anças com
| nsucesso esco| ar ou v| t | mas de
d|síunc|onamento íam|||ar.
Vlla Real de S. Anfónlo
Câmara apoia
associações cuIturais
A Oâmara Mun|c|pa| de \||a Pea| de B.
Anton|o ass|nou contratos, no âmo|to do
Programa de Desenvo|v|mento Educat|vo
e Ou|tura|, com quatro assoc|açoes cu|tu-
ra|s do conce|ho.
Este pr|me|ro con|unto de apo|os, est|ma-
dos em cerca de 12 m|| contos (60 m||
euros), va| perm|t|r, segundo a autarqu|a,
a execução dos p|anos de act|v|dades pro-
postos pe|a Assoc|ação Ou|tura| de \||a
Pea| de B. Anton|o, Assoc|ação de Proíes-
sores do Ouad|ana, Boc|edade Pecreat|-
va Oace|ense e Orupo Oama|eão.
4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 17
PS EM MOVÌMENTO
ALANDROAL Novos dlrlgenfes
ALvALADE Elelções
De Joaqu|m Aíonso de Oarva|ho Banches, memoro da ||sta A cand|data à Becção de
A|va|ade, e aíecta ao Orupo de João Boares, receoemos, com ped|do de puo||cação,
uma nota em que aque|e camarada cons|dera ·tendenc|osa· uma not|c|a ve|cu|ada
pe|o ·D|ár|o de Not|c|as· e pe|a Agenc|a Lusa re|at|vamente às e|e|çoes rea||zadas
recentemente naque|a estrutura do PB e que se sa|daram pe|a v|tor|a da ||sta B, ||de-
rada pe|o camarada Már|o Lourenço.
Entre numerosos aspectos, o camarada Joaqu|m Aíonso de Oarva|ho Banches reíere
que a d|íerença entre as duas ||stas concorrentes ío| de 22 votos, e que o seu cama-
rada de part|do, o actua| coordenador da Becção, camarada Már|o Lourenço, ·r|va-
||za com P|nto da Oosta·.
ÉvORA PS confra orfodoxla da CD0
OE/RA$ PS crlflca «alarmlsmo» do PSD
POMBAL PS crlflca aufarca laranja
POR7O JS µromoveu conIeréncla
$/N7RA Concelhla da JS foma µosse
O vereador do PB na Oâmara Mun|c|pa| de Évora Jose Ernesto O||ve|ra cons|derou no
d|a 21 o parecer da Procurador|a-Oera| da Pepúo||ca soore |ncompat|o|||dades como
uma ·proíunda derrota |ur|d|ca e po||t|ca· de Ao|||o Fernandes.
Em coníerenc|a de lmprensa, na qua| est|veram a|nda presentes os vereadores M|gue|
L|ma e Manue| P|ngar||ho e o pres|dente da Oonce|h|a soc|a||sta, Dom|ngos Oorde|ro,
Ernesto O||ve|ra d|vu|gou o parecer da POP que conc|u| soore a |nex|stenc|a de |n-
compat|o|||dades entre os cargos na adm|n|stração púo||ca e de vereador autárqu|co.
Pecorde-se que o pres|dente da Oâmara de Évora |ogo apos as e|e|çoes de Dezem-
oro de 1997 (onde íoram e|e|tos tres vereadores da ODÜ, outros tres do PB e um do
PBD) so||c|tou à POP um parecer soore uma eventua| |ncompat|o|||dade dos e|e|tos
soc|a||stas, uma vez que exerc|am cargos
na adm|n|stração centra|: Ernesto O||ve|ra como pres|dente da OOPA, M|gue| L|ma
como d|rector do lPPAP e Manue| P|ngar||ho como responsáve| máx|mo do Oentro de
Emprego de Évora.
·Na a|tura, d|ssemos que Ao|||o Fernandes pretend|a ganhar na secretar|a o que t|nha
perd|do (ma|or|a aoso|uta) na e|e|ção democrát|ca·, recordou Ernesto O||ve|ra, para
quem o pres|dente da Oâmara de Évora ·usou e aousou· da sua |nterpretação soore
|ncompat|o|||dades e |mped|mentos.
Ernesto O| | ve| ra acrescentou a| nda que o pres| dente da OME chegou, com
·|n|ust|í|cadas e prepotentes dec|araçoes·, a ·perturoar o norma| íunc|onamento da
Oâmara·.
Os vereadores soc|a||stas mostraram-se |nd|gnados com o proced|mento de Ao|||o
Fernandes re|at|vamente ao parecer do conse|ho consu|t|vo da POP (datado de 2 de
Dezemoro), uma vez que na reun|ão de execut|vo autárqu|co apenas pretendeu dar
conhec|mento de um resumo íe|to pe|os serv|ços |ur|d|cos da autarqu|a.
·D|vu|gou ontem, de íorma surrea||sta, uma nota a que chama de resumo do parecer
da POP e em que dá ma|or destaque a uma dec|aração de voto venc|do do que à
mater|a que susc|tou |argo consenso entre os conse|he|ros·, reíere Ernesto O||ve|ra,
para quem, Ao|||o Fernandes íez ma|s um ·exerc|c|o de transíormação de derrota em
v|tor|a·.
Para o vereador do PB (ex-m|||tante comun|sta que mu|to recentemente ader|u ao PB,
depo|s de ter concorr|do à Oâmara de Évora como |ndependente), Ao|||o Fernandes
representa a ·ortodox|a· dentro do POP e sente ·cada vez ma|s d|í|cu|dade em |evar
o mandato ate í|na|·.
·Oontudo·, acrescentou, ·não va| contar com os vereadores do PB para |evar a caoo
essa estrateg|a·.
O documento da POP reíere, nas conc|usoes, que ·o exerc|c|o de vereador em reg|-
me de não permanenc|a nem de me|o tempo não deve ser cons|derado act|v|dade
proí|ss|ona|, pe|o que |nex|ste |ncompat|o|||dade |ega| entre o exerc|c|o daque|e cargo
e o de pres|dente da Oom|ssão de Ooordenação Peg|ona| do A|ente|o·.
ldent|ca conc|usão e reíer|da no parecer para os vereadores que ocupam cargos no
lPPAP e no Oentro de Emprego.
Acrescenta a|nda o parecer: ·Os vereadores que ocupem em acumu|ação outros
cargos púo||cos, não podem actuar, naque|a qua||dade, determ|nados por qua|squer
|nteresses propr|os dos outros cargos que ocupem, soo pena de estarem íer|dos de
|nva||dade os actos por s| prat|cados ou as dec|soes í|na|s que a|udaram a constru|r.·
O PB de Oe|ras cr|t|cou no d|a 18 o ·a|arm|smo e sensac|ona||smo· do PBD, que, em
comun|cado, denunc|ou a ía|ta de segurança no conce|ho, o que |evou ao reíorço po||c|a|
ordenado pe|o m|n|stro da Adm|n|stração lnterna, Jorge Ooe|ho.
O pres|dente da Oom|ssão Po||t|ca soc|a||sta de Oe|ras, o camarada Emanue| Mart|ns,
aí|rma que a s|tuação ·está reso|v|da· com a presença do Oorpo de lntervenção da PBP
no Ba|rro Dr. Augusto de Oastro, onde se pos a h|potese de const|tu|r m|||c|as popu|ares
contra a cr|m|na||dade.
O camarada Emanue| Mart|ns dec|arou que morou no oa|rro ·ate há oem pouco tempo·,
e que nunca houve proo|emas de ma|or.
E desdramat|za a questão das m|||c|as popu|ares, aí|rmando que as pessoas c|tadas
como apo|antes desta med|da, como e o caso do cap|tão de Aor|| Ote|o Bara|va de
Oarva|ho e o cheíe do Estado Ma|or das Forças Armadas, genera| Esp|r|to Banto, |á v|e-
ram a púo||co negar o seu apo|o à const|tu|ção de m|||c|as.
O camarada Emanue| Mart|ns acred|ta que se está em presença de apenas ·um íacto
po||t|co·, garant|ndo que apesar dos proo|emas de segurança que Oe|ras tem, como
qua|quer conce|ho, não se |ust|í|ca ·a ía|ta de oom senso· e o ·exagero· das dec|ara-
çoes do PBD.
Begundo recordaram os soc|a||stas de Oe|ras, o propr|o pres|dente da Oâmara, lsa|t|no
Mora|s, do PBD, terá dec|arado que a pos|ção do seu part|do ío| ·exagerada·.
Os soc|a||stas de Oe|ras acham que a questão da segurança no conce|ho tem s|do aoor-
dada da mane|ra certa pe|o Ooverno, num ·períe|to entend|mento entre a adm|n|stração
centra| e |oca|·, c|tando o reíorço de cem eíect|vos po||c|a|s e 18 v|aturas desde o |n|c|o
da governação PB.
O camarada Emanue| Mart|ns estranha mesmo que a segurança do conce|ho so tenha
s|do posta em causa pe|o PBD a part|r do |n|c|o da |eg|s|atura soc|a||sta.
Segurança é uma questão sociaI
Aí|rmou, a propos|to, que ·a segurança não e uma questão de po||t|ca, e uma questão
soc|a|·.
O PB deíende que a cr|m|na||dade tem de ser comoat|da na sua or|gem, acaoando com
a exc|usão soc|a| e as causas da de||nquenc|a, atraves da cr|ação de ma|s esco|as e uma
aposta ma|s íorte na íormação proí|ss|ona|.
A so|ução ·não e transíer|r proo|emas dos oa|rros de oarracas para oa|rros de oetão·,
d|sse Emanue| Mart|ns.
Para ta|, o PB de Oe|ras deíende que a |nserção soc|a| dos hao|tantes de oa|rros degra-
dados se deve íazer em núc|eos ma|s pequenos do que tem s|do íe|to ate agora.
Para a|em d|sso, o apo|o soc|a| da Oâmara deve ser |ncent|vado, com ma|s pessoa| e
ma|s me|os.
O Part|do Boc|a||sta deu autor|zação aos seus vereadores na Oâmara de Oe|ras para
ace|tarem pe|ouros, o que ate agora não acontec|a.
Os soc|a||stas querem ass|m dar o seu contr|outo para o me|horamento das cond|çoes
do conce|ho, sem contudo estarem oor|gados a ace|tar a or|entação da autarqu|a |aran|a
em pontos de eventua| d|vergenc|a, sustentaram.
Os autarcas soc|a||stas da Assemo|e|a Mun|c|pa| de Pomoa| acusaram o pres|dente da
Oâmara, Narc|so Mota, e|e|to pe|o PBD, de ter uma ·c|ara estrateg|a de aírontamento à
Adm|n|stração Oentra| que d|í|cu|ta o norma| re|ac|onamento |nst|tuc|ona| e a ootenção
de í|nanc|amentos por parte da autarqu|a·.
O camarada Ade||no Mendes, porta-voz da oancada soc|a||sta na Assemo|e|a Mun|c|pa|,
acusa o autarca |aran|a de ter ·uma postura de coní||to· que tem como exemp|os, entre
outros, ·o cr|spar das re|açoes· com o governador c|v|| de Le|r|a e o ·aírontamento às
íorças de segurança·.
Para o camarada Ade||no Mendes, ·estas at|tudes suo|ect|vas do pres|dente da Oâmara
são um c|aro oostácu|o ao desenvo|v|mento e à ooa |magem do mun|c|p|o·.
A Federação do Porto da JB organ|zou no passado d|a 1 de Fevere|ro uma coníerenc|a
suoord|nada ao tema ·Boc|a||smo democrát|co, o nosso íuturo·.
A coníerenc|a, que decorreu no Espaço Ou|tura| da sede da Federação da JB/Porto,
contou com a presença do ||der da JB, camarada Berg|o Bousa P|nto.
Decorreu no passado d|a 22 de Jane|ro, às 21 e 30, a tomada de posse da nova Oom|s-
são Po||t|ca Oonce|h|a da JB de B|ntra, recentemente e|e|ta.
Na cer|mon|a de tomada de posse que decorreu na Becção do PB/Oacem, |unto à esta-
ção da OP, esteve presente, entre outros, a camarada Ed|te Estre|a, pres|dente da Oom|s-
são Po||t|ca do PB/B|ntra.
O camarada João Naoa|s ío| ree|e|to pres|dente da Oom|ssão Po||t|ca Oonce|h|a do
PB/A|androa|, nas e|e|çoes rea||zadas no passado d|a 26 de Dezemoro.
Na sequenc|a do acto e|e|tora|, a que se apresentou uma ún|ca ||sta, a Oom|ssão
Po||t|ca, ||derada por João Naoa|s, e composta pe|os camaradas Joaqu|m Oa||sto,
Jose Monte|ro, Jose B||va, Jose Pama|ho, Joaqu|m varandas, Anton|o Bantana, Ma-
nue| B||va, Manue| Oa|voe|ra, Manue| Or||o, Jose Poma, Jose Pere|ra, Jose Berrano,
Oe|est|no Bex|ga e Manue| Oeoo.
A Mesa da Assemo|e|a Oera| |ntegra os camaradas Jose Augusto Monte|ro (pres|-
dente) e Manue| B||va e Josue F|a|ho.
ACÇÃO SOClALlSTA 18 4 FE\EPElPO 1999
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
OUE MUNDO SERÁ O VOSSO?
/DEOLOG/A José Medelros Ferrelra
om o aprox|mar das e|e|çoes
europe|as e, ma|s perto de nos,
com o congresso do Part|do
Boc|a||sta à v|sta, aore-se um es-
paço para o deoate |deo|og|co e estrateg|-
co soore as opçoes a tomar. Para mu|to
ooa gente, e apenas uma maçada que se
não pode ev|tar de todo. Para outros, em
pr|nc|p|o ma|s |nqu|etos, trata-se de opor-
tun|dade escassa para se |ndagar soore o
íuturo.
Por |á ter at|ng|do aque|a |dade em que os
versos de Jorge de Bena |mpress|onam ao
perguntar, d|ante do quadro de Ooya Dos
de Mayo como ass|na|a o ex||ado, ¨que
mundo será o vosso, meus í||hos?", tenho
uma íorte tendenc|a para estar com os |n-
qu|etos, emoora tranqu||amente.
Ex|ge-se ho|e aos po||t|cos aque|e deoate
de |de|as que há cem anos era promov|do
pe|os |nte|ectua|s. Porem, depo|s do Ma|o
írances de 1968, que |ntegrou, pe|as suas
consequenc|as, os |nte|ectua|s europeus na
v|a |arga da carre|ra academ|ca, e apos a
queda do muro de Ber||m, que os condu-
z|u ao reg|sto espec|a||zado da |nd|gnação
e da compa|xão human|tár|as, todas as res-
ponsao|||dades se transíer|ram para os
dec|sores po||t|cos. E|es devem conceoer
e executar. Ou apenas ¨aguentar".
O íacto de ho|e em d|a haver uma ma|or|a
de governos compostos por part|dos per-
tencentes à lnternac|ona| Boc|a||sta na
Ün|ão Europe|a íaz conduz|r para os soc|-
a||stas europeus a expectat|va ou a des||u-
são.
Acontece que essa ava|anche de v|tor|as
dos part|dos que se opuseram aos con-
servadores no Poder não ío| preced|da de
uma nova ava||ação do pape| da lnternac|-
ona| Boc|a||sta na era actua|.
Oom eíe|to, a|nda não ío| compreend|da
nenhuma reí|exão gera| soore o que repre-
sentou o co|apso da Ün|ão Bov|et|ca e o
í|m do coní||to Leste-Oeste para a esquer-
da democrát|ca europe|a. Ora, não há que
duv|dar soore a |ní|uenc|a exerc|da por es-
tes acontec|mentos no quadro estaoe|ec|-
do pe|as consequenc|as da ll Ouerra Mun-
d|a|, quando as c||vagens |deo|og|cas à
esquerda íoram íortemente sustentadas
por razoes de ordem geoestrateg|ca, como
o reíer|do coní||to Leste-Oeste, e pe|o
dogmat|smo |mp|edoso do reg|me sov|et|-
co.
Deste modo, |mpoe-se aos part|dos mem-
oros da lnternac|ona| Boc|a||sta - cur|osa-
mente ressusc|tada depo|s da ll Ouerra
Mund|a|, graças à acção p|one|ra do tra-
oa|h|sta |ng|es Morgan Ph||||ps - proc|amar
o ma|s rap|damente poss|ve| que esta íase
do mov|mento soc|a||sta democrát|co está
u|trapassada e que um |ntenso deoate |de-
o|og|co, estrateg|co e organ|zac|ona| e ne-
cessár|o para se encontrar as v|as para o
íuturo. Bem anátemas |n|c|a|s, mas com
vontade de organ|zar me|hor o comoate
aos despot|smos.
Emoora os part|dos soc|a||stas e soc|a|s-
democratas não se tenham reve|ado pre-
cocemente íavoráve|s ao Tratado de Poma,
v|eram a reun|r-se na deíesa da Oomun|-
dade Europe|a, no í|na| da decada de 60,
e encontram ho|e no Orupo Boc|a||sta do
Par|amento Europeu a sua pr|nc|pa| a|avan-
ca organ|zac|ona| e |og|st|ca. De certa ma-
ne|ra, a lnternac|ona| Boc|a||sta í|cou suoor-
d|nada à construção do espaço europeu a
part|r da queda do muro de Ber||m, perden-
do íorça a d|mensão mund|a| da lB que
homens como W|||y Brandt e Már|o Boares
pretenderam erguer. Ou se|a: os part|dos
soc|a||stas, ma| ||oertos da guerra ír|a, |á
estavam compromet|dos com Maastr|cht e
não consegu|ram neste dom|n|o europeu
ate agora consagrar uma po||t|ca propr|a.
Não consegu|ram estaoe|ecer um novo
corpo doutr|nár|o comum, mas ganharam
sucess|vas e|e|çoes a n|ve| nac|ona| em
Portuga|, na Orã-Bretanha, na França e na
A|emanha. Ao todo, são 13 governos dos
15 Estados memoros.
Perceoe-se que perante esta ava|ancha de
ex|tos n|nguem ponha em dúv|da a oonda-
de das so|uçoes encontradas a n|ve| nac|-
ona| e que natura|mente são d|íerentes en-
tre s|.
Nem o íacto de o Part|do Boc|a||sta lta||ano
ter desaparec|do do mapa e ter s|do suos-
t|tu|do no e|xo da a|ternânc|a às íorças con-
servadoras pe|a metamoríose do Part|do
Oomun|sta lta||ano a|ertou suí|c|entemente
as correntes do eurossoc|a||smo. Acentue-
se a|nda que a metamoríose do part|do de
Tog||ate e de Ber||nguer ío| períe|tamente
v|s|ve| e anunc|ada por íorma que a suo|da
ao Poder de Mass|mo d'A|ema se tenha
processado sem surpresa e sem mortes
como a de A|do Moro, o democrata-cr|s-
tão que pretend|a íazer o pr|me|ro ensa|o
deste ·comprom|sso h|stor|co· nos anos
70.
Esta suo|da da esquerda ao Poder proces-
sa-se quando, no d|zer de a|guem mu|to
prox|mo,·o Estado não está na moda·.
E e deveras reve|ador que entre as pr|nc|-
pa|s moçoes conhec|das apresentadas ao
prox|mo congresso do Part|do Boc|a||sta o
re|ac|onamento do pensamento de esquer-
da com o pape| do Estado mereça part|-
cu|ar atenção. Nota-se em todas a v|ragem
para o aprove|tamento dos mov|mentos
assoc|at|vos pre-o|smarck|anos do soc|a-
||smo: o cooperat|vo, o mutua||sta e o s|n-
d|ca||sta |ato sensu. É poss|ve|, oov|amen-
te, mergu|har nessa trad|ção da esquerda
não estat| zante na ordem | nterna e
|nternac|ona||sta na ordem externa como
tentat| va de resposta à g| ooa| | zação
|ncontro|ada. Mas e uma m|nguada respos-
ta para os tempos actua|s.
Na moção soore o desenvo|v|mento coo-
perat|vo, Pu| Namorado aí|rma: ·O mov|-
mento cooperat|vo mund|a| e um dos exem-
p|os ma|s cons|stentes da g|ooa||zação
emanc|pator|a.·
O íenomeno da g|ooa||zação aparece, a||-
ás, tratado nas pr|nc|pa|s moçoes apresen-
tadas ao congresso do PB em termos ma|s
avançados do que aque|es que |he são
ded|cados pe|a genera||dade dos part|dos
soc|a||stas europeus. A s|ntese será íe|ta
no congresso dos soc|a||stas europeus, no
pr|nc|p|o de Março, em M||ão? E qua| será
o pape| da lnternac|ona| Boc|a||sta nesta
mater|a?
Bo um congresso mund|a| convocado pe-
|os part|dos memoros da lnternac|ona| Bo-
c|a||sta para e|aoorar uma espec|e de De-
c|aração Ün|versa| da Esquerda Democrá-
t|ca para o Bec. XXl. Nessa Dec|aração
Ün|versa|, devem constar os pr|nc|p|os
or|entadores do soc|a||smo |nternac|ona|
perante os poderes g|ooa|s, dentro da
máx|ma expressa por Kar| Popper, segun-
do a qua|, ·numa democrac|a, não deverá
ex|st|r nenhum poder |ncontro|ado·.
|n ·D|ár|o de Not|c|as·
C
4 FE\EPElPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 19
CULTURA & DESPORTO
QUE SE PASSA Mary Rodrigues
POEMA DA SEMANA
Selecção de Carlos Carranca
SUGESTÄO
Vídeo em AIbufeira
Amanhã será |naugurada, na Oa|er|a de Arte
P|ntor Bamora Barros, uma expos|ção ·Pe-
trospect|va· dos art|stas que, ao |ongo des-
tes anos, apresentaram ao púo||co as suas
ooras, neste espaço cu|tura|, nos ma|s d|ver-
sos dom|n|os das artes p|ást|cas.
A mostra estará patente ate ao d|a 28.
A part|r de quarta-íe|ra, d|a 10, e ate ao d|a 24
o Aud|tor|o Mun|c|pa| será pa|co de sessoes
de v|deo, todas programadas para as 14 e
30 e para |ovens com ma|s de 10 anos de
|dade.
Pesca em Angra do Heroísmo
O l Torne|o de Aoertura de Pesca de Mar de-
correrá segunda-íe|ra, d|a 8, numa organ|za-
ção da de|egação reg|ona| do lnate|.
Desporto em Braga
A me|a-maratona de at|et|smo rea||za-se, no
prox|mo dom|ngo, d|a 7, por |n|c|at|va do
lnate|.
Comemorações no Cartaxo
No âmo|to do segundo centenár|o do nasc|-
mento de A|me|da Oarrett, a autarqu|a |unta-
se às comemoraçoes nac|ona|s com um pro-
grama de |n|c|at|vas d|versas que se |rão pro-
|ongar ao |ongo deste ano.
A sessão |naugura| está marcada para ama-
nhã, pe|as 21 e 30, no Aud|tor|o Mun|c|pa| da
Ou|nta das Pratas, onde decorrerá uma con-
íerenc|a a cargo de Posa||na Me|ro.
A no|te será an|mada com poes|a garret|ana
rec|tada por um grupo de |ovens e por um
excerto da peça teatra| ·Fre| Lu|s de Bousa·.
Leitura em Cascais
Amanhã, às 21 e 30, prossegue o O|c|o de
Tertú||as de F|cção O|ent|í|ca e Fantást|co na
A B|metr|a.
Desta íe|ta, os escr|tores Dan|e| Terc|o e Lu|s
F|||pe B||va são conv|dados a aoordar o tema
·Le|tura de Oontos·.
Poesia em Coimbra
·Pa|avras que nos í|cam da usura dos d|as·
e o t|tu|o da |n|c|at|va que |eva a poes|a de
A|exandre O'Ne||| d|ta por Manue| A|oerto
\a|ente, ao Oaíe-Teatro do Teatro Academ|co
de O|| \|cente, no d|a 8, pe|as 22 horas.
Ate ao d|a 31 de Março poderá v|s|tar e apre-
c|ar as mostras/|nsta|açoes conceo|das por
tres autores Anton|o Barros, Anton|o O|a|o
e Ar||ndo D|n|s em honra de A|me|da Oarrett
na Torre D'Anto.
Pintura em Fafe
A |ovem p|ntora v|maranense Engrác|a
Manue|a \az A|ves ex|oe um con|unto de
traoa|hos art|st|cos no Posto de lníorma-
ção Juven||, na Praça 25 de Aor||, ate ao
d|a 12.
A mostra está aoerta ao púo||co d|ar|amen-
te, das 9 horas às 12 e 30 e das 15 às 18
horas.
CoIecção Berardo em Faro
As Oa|er|as Mun|c|pa|s Trem e Arco a|oer-
garão, ate ao d|a 30 de Março a ·Oo|ec-
ção Berardo em Faro·, uma notao|||ss|ma
expos|ção de arte moderna que os apre-
c|adores poderão v|s|tar, de segunda a
sexta-íe|ra, das 9 às 13 horas e das 14 às
17 e 30.
Dramatização em Lisboa
Ho|e e amanhã, às 21 e 30 e 19 horas,
respect|vamente, a Orquestra Ou|oenk|an
actuará no Orande Aud|tor|o da Fundação
Oa|ouste Ou|oenk|an, soo a d|recção do
maestro Muha| Tang.
A part|r de amanhã e ate ao d|a 25 a De|e-
gação Peg|ona| de L|sooa do lPJ promo-
ve sessoes teatra|s, às 10 horas, nas suas
|nsta|açoes.
A dramat|zação, produz|da com oase na
·Oarta de Pero \az de Oam|nha a E|-Pe|
D. Manue| soore o Achamento do Bras||·,
descreve as |mpressoes dos navegado-
res portugueses, comandados Pedro A|-
vares Oaora|, à sua chegada ·àque|a ter-
ra para a|em do mar·.
Este í|m-de-semana |eve os seus í||hos ao
Acarte para ver o teatro mus|ca| |níant||
·Oo| her de Paut a·, uma encenação
d|r|g|da por Mada|ena Wa||enste|n e que
estará em pa|co às 16 e 30 de sáoado e
às 11 e 30 de dom|ngo.
O programa do concerto |nc|u| ooras de
P|chard Btrauss e Ernest B|och.
BAÜ A mag|a de Oaoo \erde estará no
Teatro Bão Lu|s, no sáoado, d|a 6, a part|r
das 22 horas.
RecitaI em Óbidos
No dom|ngo, d|a 7, pe|as 16 horas, na lgre-
|a de Banta Mar|a, rea||za-se um rec|ta| de
orgão com entradas ||vres -, a cargo de
Pu| Pa|va, que |nterpretará ooras dos se-
cu|os X\l e X\ll.
EvoIução humana no Porto
A expos|ção do M|n|ster|o da O|enc|a e
Tecno|og|a ·Passo a Passo - A Evo|ução
Humana· va| estar patente a part|r de ama-
nhã e ate ao d|a 21 de Março no Bhopp|ng
O|dade do Porto.
A mostra percorre as vár|as etapas do de-
senvo|v|mento humano, com o recurso as
novas tecno|og|as d|g|ta|s, desde os pr|-
me|ros hom|n|deos íaor|cantes de utens|-
| | os ate aos p| ntores de grutas Oro-
Magnon.
A produção da expos|ção contou com o
envo|v|mento de pa|eonto|ogos e antropo-
|ogos aír|canos, europeus, as|át|cos e nor-
te-amer|canos.
O v|s|tante poderá encontrar vest|g|os e
íosse|s em escavaçoes arqueo|og|cas e
cenas rooot|zadas do quot|d|ano dos
austra|op|tecos, do Homo Erectus e dos
povos de Neanderta| e Oro-Magnon.
O Teatro de Mar|onetas do Porto va| apre-
sentar um novo espectácu|o para cr|an-
ças com ma|s de quatro anos de |dade
denom|nado ·O Aprend|z de Fe|t|ce|ro·.
O espectácu|o estará em cena de 6 de
Fevere| ro a 19 de Março, no Teat ro
Be|monte, e conta com a encenação de
lgor Oandra.
Garrett em Santarém
A Oâmara Mun|c|pa| e a Esco|a Buper|or
de Educação de Bantarem (EBEB) |ança-
ram |á um cd-rom soore Passos Manue|
dest|nado às esco|as do d|str|to.
O cd-rom ·Passos Manue| e o L|oera||s-
mo·, uma ed| ção de m| | exemp| ares
custeada pe|a autarqu|a, ío| e|aoorado por
Anton|o Man|que e Teresa Pacheco, da
EBEB, que contaram com a co|aooração
de a|unos da Esco|a Bás|ca 2,3 A|exandre
Hercu|ano, que deram voz aos textos e ao
h|no da Mar|a da Fonte.
Cinema em VaIença
·Oonhece Joe B|ack?· e o t|tu|o do í||me
que poderá ver se íor, entre amanhã e o
d|a 9, ao O|ne-loer|a. Trata-se da ma|s re-
cente rea||zação de Mart|n Brest, com |n-
terpretaçoes de Anthony Hopk|ns e Brad
P|tt.
Para os ma|s pequenos a B|o||oteca Mu-
n|c|pa| reservou o d|a de amanhã para uma
sessão de v|deo |nt|tu|ada ·Jetsons·.
Entretanto, a Ba|a de Expos|çoes tem pa-
tente ao púo||co, ate ao d|a 14, uma expo-
s|ção de p|ntura de Beatr|z Bonome.
.-561)
FestIvaI MundIaI de MusIca
6ü8khl$Mû
com Jesús Alemañy
,E= % @A .ALAHAEH
6entro 6uIturaI de 8eIem
EVOCAÇÃO
A GARRETT
Üma cr|ação do encenador P|cardo
Pa|s, a estrear ho|e, no Teatro Nac|ona|
de B. João, marcará a data do nasc|-
mento do escr|tor A|me|da Oarrett, há
200 anos, no Porto.
A eíemer|de será ass|na|ada, a|nda nes-
te d|a, com outra representação teatra|
- ·Fre| Lu|s de Bousa· -, desta íe|ta em
L|sooa, no Teatro Nac|ona| D. Mar|a ll, e
a|nda atraves de um congresso |nterna-
c|ona|, oem como de uma grande ex-
pos|ção, em Oo|mora.
O espectácu| o da O| dade l nv| cta,
|nt|tu|ado ·Louvor e Oomp||cação·, |ns-
p|ra-se em textos do autor de ·\|agens
na M| nha Terra·, contando com a
dramaturg|a de Anton|o Oaor|ta, a se|ec-
ção mus|ca| de Lu|s Madure|ra e João
Oarne|ro, e a co|aooração de Pedro
Burmester.
Por seu turno, a companh|a teatra| de
L|sooa do Teatro D. Mar|a ll reserva, a|n-
da para este ano, a produção de ma|s
duas peças do pa| do romant|smo por-
tugues: ·A Boor|nha do Marques· e ·Fa-
|ar \erdade a Ment|r·, que ocuparão a
programação da ·Ba|a Oarrett·.
Amanhã, em Oo|mora, o congresso
·Oarrett: Üm Pomânt|co, Üm Moderno·
decorrerá a par da |nauguração da gran-
de mostra o|o||ográí|ca das comemora-
çoes.
Este evento e descr|to como ·o ma|s s|g-
n|í|cat|vo· encontro c|ent|í|co soore o es-
cr|tor portuense, contando com a part|-
c|pação de reconhec|dos h|stor|adores
e cr|t|cos ||terár|os.
Por tudo |sto e mu|to ma|s, não de|xe de
|untar-se a esta evocação a Oarrett!
Eros Exfáflco
Os me0s |ao|cs sac |0m|ocs oa occa
O0e ao|eno| a oe|/a| ccmc n|nç0em,
O0e Va|c e ccmcçac, a |e||a e oc0ca.
Nc ma|, c |e0 /mc| e ma|s a|em.
F à nc||e, a cc| e .e|a em ncssa |cca,
/ |csa a ||, Va||a, |e ccn.em.
Va||na e a /|a|, c na.|c c0 |cca,
/ .cz |c0ca, |0 ||as em 5e|em.
|c| |ssc à 5e|a e0 amc. /c |aoc c c|||c
Ve o|z q0e e|a e C|oe|e, e e0 /ec0noc,
G|||amcs, e|a ç|||a em se0 oe||||c,
|n/|n||a e|a /az, e e0 nc /0noc.
|c| |ssc a |az, a |0a a|e ac ||||c
5e|a .as, .as a|e ac /|m oc m0noc.
Paulo Brlfo e Abreu
ACÇÃO SOClALlSTA 20 4 FE\EPElPO 1999
OPÌNÌÄO DlXlT
Ficha Técnica
Acção Socia|ista
Orgão Oí|c|a| do Part|do Boc|a||sta
Propr|edade do Part|do Boc|a||sta
D|rector
Fernando de Sousa
Pedacção
J.C. Caste|o Branco
Mary Rodrigues
Oo|aooração
Rui Perdigão
Becretar|ado
Sandra An[os
Pag|nação e|ectron|ca
Francisco Sandova|
Ed|ção e|ectron|ca
Joaquim Soares
José Raimundo
Redacção
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Administração e Expedição
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Toda a co|aboração deve ser enviada para o
endereço referido
Depos|to |ega| N' 21339/88; lBBN: 0871-102X
Ìmpressão lmpr|nter, Pua Bacadura Oaora| 26,
Daíundo
1495 L|sooa Distribuição \asp, Boc|edade de
Transportes e D|str|ou|çoes, Lda., Oomp|exo OPEL,
Be|a \|sta, Pua Táscoa 4', Massamá, 2745 Oue|uz
6ª F/LA Manuel dos Sanfos
·Üma co|sa e o Estado-
Prov|denc|a, que e uma con-
cepção |dent|í|cadora do
soc|a||smo democrát|co, outra e
o ass|stenc|a||smo.·
Manuel Alegre
|0o||cc, 3' oe Jane||c
·Não se| em que sent|do va|
íunc|onar a reíorma da Begu-
rança Boc|a|, se e no sent|do
neo||oera|, de íavorecer as
seguradoras em detr|mento da
responsao|||dade do Estado.·
ldem, lbldem
·Ouando o|ço a d|re|ta ía|ar em
reíormas, se| o que e que e|es
querem. Ouerem desregu|ação,
í|ex|o|||zação, querem a destru|-
ção do Estado soc|a|, do
Berv|ço Nac|ona| de Baúde.·
ldem, lbldem
·A c|dade do Porto está sempre
em evo|ução, não pára. O Porto
teve sempre uma grande
v|ta||dade.·
Sérglo Godlnho
|0o||cc, 3' oe Jane||c
·O Ano lnternac|ona| do ldoso
const|tu| uma oportun|dade
exce|ente para uma
actua||zação |nterca|ar das
pensoes que se|am |níer|ores
ao sa|ár|o m|n|mo nac|ona|.·
Manuel Jerónlmo (Manuel 25)
D|a||c oe Nc||c|as, 29 oe Jane||c
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
1.650$
2.400$
4.600$
5.500$
8.500$
3.250$
4.600$
9.100$
10.800$
16.600$
6 MEBEB 26 NÚMEROS 12 MEBEB 52 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
500$
700$
1.300$
1.500$
2.300$
800$
1.200$
2.400$
2.900$
4.400$
6 MEBEB 2 NÚMEROS 12 MEBEB 4 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados.
Por íavor remeter
este cupão para:
Portuga| Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass|nante do Portuga|
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
Por íavor remeter
este cupão para:
Acção Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass| nante do Acção
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
5+1 )1 56)
ENFlM O CONGRESSO
epo|s de um per|odo trans|-
tor|o em que se recorreu à
íormu|a das Oonvençoes, o
PB regressa agora ao or|g|-
na| mode|o dos Oongressos.
Bou um dos mu|tos que me |ouvo nes-
te ·regresso·, po|s cons|dero que e ao-
so|utamente |nd|spensáve| assegurar
momentos de d|scussão po||t|ca gene-
ra||zada em que se envo|vam de íorma
transparente e aoerta a ma|or|a dos
m|||tantes.
O|aro que o actua| Oongresso surge
num momento espec|a|: s0|çe q0anoc
c |S es|a nc çc.e|nc e, sco|e|0oc,
q0anoc es|a na .esoe|a oe o|so0|a|
nc.as e|e|çoes |eç|s|a||.as.
É, ass|m, períe|tamente natura| que os
soc|a||stas, sem emoargo da sua co-
nhec|da e sa|utar cu|tura de permanen-
te |nsat|síação, aprove|tem este acto
po||t|co, sooretudo, num certo sent|do
de ce|eoração.
Oom eíe|to, sooe|am razoes e |ust|í|ca-
çoes para esta at|tude.
O Ooverno tem t|do um desempenho,
g|ooa|mente, mu|to pos|t|vo, cumpr|n-
do escrupu|osamente os seus compro-
m|ssos e|e|tora|s e |naugurando de íor-
ma conso||dada um per|odo de cresc|-
mento econom|co e oem estar soc|a|
do Pa|s.
Esta evo|ução ocorre em s|mu|tâneo
com a preparação das í|nanças púo||-
cas para o Euro tareía |ntegra|mente
cumpr|da, sem traumas soc|a|s ou sa-
cr|í|c|os pessoa|s e quando está em
curso o processo de conso||dação
orçamenta| ate 2006, o cont|nuo cres-
c|mento econom|co do pa|s (com apro-
x|mação rea| ao n|ve| de v|da europe|a)
e, a crescente pr|or|dade às áreas so-
c|a|s.
Esta |og|ca de pr|or|zação da |nterven-
ção po||t|ca na área soc|a|, pr|v||eg|an-
do sectores como a educação, a saú-
de e a segurança, e a||ás, uma marca
|nequ|voca e perene da cu|tura soc|a-
||sta de poder .
É por |sso verdade|ramente |nso||to ve-
r| í| car que certos ana| | stas
comun|cac|ona|s aí|rmam e d|vu|gam
a |de|a de que a certa ·grande v|tor|a·
do PB nas prox|mas e|e|çoes se í|cará
a dever, sooretudo, à ausenc|a de a|-
ternat|va.
E e preocupante tamoem que estas er-
radas |nterpretaçoes ootenham, por
vezes, a|gum aco|h|mento no |nter|or da
propr|a íam|||a soc|a||sta.
Este Oongresso deve po|s serv|r para
un|r o Part|do Boc|a||sta em vo|ta do seu
Ooverno e do seu Orupo Par|amentar,
cr| ando atraves da comp| eta
d| nam| zação deste tr| ângu| o
|nst|tuc|ona|, as cond|çoes essenc|a|s
para vencer, como merecemos, as pro-
x|mas e|e|çoes |eg|s|at|vas.
Üm Ooverno soc|a||sta para a prox|ma
|eg|s|atura, com uma ma|or|a reíorça-
da que perm|ta prossegu|r e acaoar as
reíormas estrutura|s em curso, e aoso-
|utamente |nd|spensáve| e necessár|o.
O Oongresso do PB tem de empenhar-
se neste oo|ect|vo.
D