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pt
D|rector Fernando de Sousa º D|rector-ad|unto José Manue| Viegas
Nº1097 º 22 FEVERElRO 2001 º SEMANAL º 100$ - 0,5

Quem disse ?
Sociedade & País Sup|emento Xll Congresso do Partido SociaIista
REUNlÃO
CONJUNTA
JI 6emIssãe FeIítIca hacIeuaI
e Jc $ecretarIade hacIeuaI
cc| c: µresIdeutes de Federaçãe
e c 6ruµe FarIameutar
1 de Na|ço, 21.8O ho|as
SeJe |Icic|Il - |I|çc Jc RI|c
Ordem de traba|hos: rev|são
const|tuc|ona| extraord|nár|a e
aná||se da s|tuação po||t|ca
·Tem-se ver|í|cado nos ú|t|mos
tempos, nomeadamente a
propos|to da reíorma í|sca| e
da reíorma da adm|n|stração
púb||ca, que se mantem
s|t|ados na soc|edade
portuguesa grupos de
|nteresses e |coo|es que
res|stem à mudança e à
modern|dade·
Manuel dos Sanfos
D|a||c oe |c||c|as, '8 oe Fe.e|e||c
Combate ao crime
Guterres
afirma
Segurança
é preocupação
de todos
O Governo está a aumentar a
eí|các|a dos me|os de segu-
rança para o combate e preven-
ção da cr|m|na||dade. A garan-
t|a ío| dada, no d|a 21, pe|o
pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o
Guterres.
·Penso que esta e uma preocu-
pação de todos nos e segura-
mente que e|a será part||hada no
Par|amento por todas as íorças
po||t|cas·, d|sse Guterres, em
Loures, pouco antes do |n|c|o de
uma |nterpe|ação do PP ao
Governo na Assemb|e|a da
Pepúb||ca centrada no tema da
segurança e cr|m|na||dade.
·Há uma preocupação mu|to
ser|a de mob|||zar os me|os ex|s-
tentes para uma ma|or eí|các|a,
não apenas nos aspectos de
prevenção como no combate à
cr|m|na||dade·, aí|rmou a|nda.
O Execut|vo tem v|ndo a
desenvo|ver acçoes v|sando
responder ·às preocupaçoes que
genu|namente ex|stem na popu|a-
ção em mater|a de segurança,
não apenas no que toca às que
estão a ser rea||zada em 41
ba|rros prob|emát|cos·, mas
tambem na ||bertação de mu|tos
e|ementos das íorças de seguran-
ça de tareías adm|n|strat|vas para
poderem estar ma|s d|spon|ve|s,
assegurou Anton|o Guterres.
O mesmo se passa com o
reíorço da acção da GNP a
cava|o em certas zonas e com a
|ntens|í|cação da ut|||zação dos
corpos de |ntervenção em
act|v|dades de segurança
púb||ca em ·zonas part|cu|ar-
mente re|evantes·, exp||cou.
A|em d|sso, o Governo está a
procurar ·dar uma resposta caba|
às preocupaçoes que nasceram
na comun|dade un|vers|tár|a em
re|ação a certos |oca|s das
grandes c|dades que são poten-
c|a|mente |oca|s de ma|or r|sco·,
acrescentou.
«Uma das marcas essenc|a|s do
soc|a||smo democrát|co é o Estado do
Bem-Estar (Estado-Prov|dênc|a}.
De/endemos a un|versa||dade dos d|re|tos
soc|a|s e a d|/erenc|ação pos|t|va,
apo|ando ma|s |ntensamente os ma|s
carenc|ados»
Anfónlo Guferres
A moção de estratégia apresentada no
dia 16 pe|o camarada António Guterres
reafirma que «o PS é um partido de
va|ores», sub|inhando que para os
socia|istas «o exercício do poder só tem
sentido como concretização, em cada
momento, dos princípios e va|ores em
que sempre assentou o socia|ismo
democrático e a socia|-democracia, numa
síntese fecunda entre |iberdade,
igua|dade e fraternidade».
Listas de espera
Hospitais cumpridores
«premiados» com 500 miI contos
A m|n|stra da Baúde, Manue|a Arcan|o,
anunc|ou, no d|a 20, em Bantarem, que os 16
hosp|ta|s que me|hor cumpr|ram o programa
para redução das ||stas de espera vão receber
500 m|| contos para aqu|s|ção de equ|pamento.
Num ba|anço do Programa de Promoção do
Acesso (PPA) re|at|vo ao ano 2000, que
Manue|a Arcan|o c|ass|í|cou como ·um ex|to·,
a governante destacou os 11 hosp|ta|s que
t|veram uma e|evada taxa de rea||zação e um
e|evado número de c|rurg|as.
PS - uma aposta de futuro
Um PS aberto e renovado
Um PortugaI ganhador,
moderno e soIidário
Anton|o Guterres
Moção po|ítica de orientação
naciona|
SociaIismo em democracia
Anton|o Brotas
PortugaI Primeiro
Henr|que Neto
ACÇÃO SOClALlSTA 2 22 FEvEPElPO 2001
A SEMANA
$EMANA
MEMOR/A$ ACÇÁO SOClALlSIA EM 1983
ED/7OR/AL A Dlrecção
Comunidades
Hungria: faIar português está na moda
Oerca de duas centenas de |ovens estão
|nscr|tos em cursos de portugues nas
un|vers|dades húngaras, reve|ou, no d|a 20,
Ferenc Pa|, responsáve| pe|o curso de ||ngua
portuguesa na Facu|dade de Letras da
Ün|vers|dade de Bzeeged.
Esta onda de |nteresse pe|o ens|no de portu-
gues na Hungr|a não tem, aparentemente,
uma exp||cação íác||.
·Francamente não se| porque há tantos
estudantes que procuram aprender o portu-
gues·, coníessa o proíessor un|vers|tár|o.
Para este íenomeno Ferenc Pa| encontra
apenas uma razão: ·Portuga| exerce uma
atracção sobre as pessoas. Ass|m a
mot|vação dos estudantes e des|nteressada,
uma pura s|mpat|a por Portuga|, a sua ||ngua
e cu|tura·.
O curso de Portugues na Facu|dade de
Letras da Ün|vers|dade de O|enc|as de
Bzeged (a Oo|mbra húngara) a su| do pa|s,
va| |n|c|ar-se em Betembro. A decorrer ex|ste
um curso propedeut|co de |ntrodução à
||ngua portuguesa, írequentado por 70
a|unos.
Em Budapeste ma|s de 120 estudantes
querem aprender o portugues.
·Oxa|á um d|a t|vessemos tanta popu|ar|dade
nos, os húngaros, com a nossa ||ngua e
||teratura em Portuga|·, comenta.
Actua|mente estão a decorrer na Hungr|a
|n|c|at|vas para d|vu|gação da cu|tura
portuguesa que tem o apo|o do lnst|tuto
Oamoes e a cooperação das un|vers|dades
húngaras.
Pea||zou-se, recentemente, na un|vers|dade
de Bzeded, uma coníerenc|a sobre o escr|tor
Eça de Que|roz, |nt|tu|ada ·Üm c|áss|co
portugues antes e depo|s da sua morte·,
proíer|da pe|o proíessor Ferenc Pa|.
Esta semana, por ocas|ão da abertura do
Ens|no de Portugues na Ün|vers|dade de
Bzeged, rea||za-se uma mostra do c|nema
portugues.
Ate 19 de Março uma expos|ção |t|nerante
do lnst|tuto Oamoes sobre Eça de Que|roz,
está patente na Au|a Magna da Ün|vers|dade
de Bzeged.
Sócrates reedita «Dia sem carros»
e quer prioridade aos transportes púbIicos
O m|n|stro do Amb|ente, Jose Bocrates,
anunc|ou a rea||zação, pe|a segunda vez,
do ·D|a sem carros·, esperando que ha|a a
adesão de ma|s c|dades a esta |n|c|at|va
para me|horar a qua||dade do ar.
Begundo Bocrates, as c|dades que ader|rem
ao ·D|a sem carros· comprometem-se a
desenvo|ver po||t|cas de deíesa do
amb|ente, nomeadamente atraves da
cr|ação de ma|s áreas para peoes e ma|or
|nvest|mento nos transportes púb||cos.
Por sua vez, o secretár|o de Estado do
Amb|ente, Pu| Gonça|ves, ad|antou que, em
pr|nc|p|o, o ·D|a sem carros· terá |ugar a 22
de Betembro prox|mo (sábado), a mesma
data da pr|me|ra acção do genero.
Os autores da |n|c|at|va querem a|nda que
as autarqu|as a|arguem o ·D|a sem carros·,
podendo abranger o í|m-de-semana de 22
e 23 de Betembro de 2001.
Obras e projectos de engenharia
Governo prepara novo regime jurídico
Anton|o Guterres anunc|ou, no d|a 15, em
L|sboa, que o Governo va| a|terar a |eg|s|ação
sobre o reg|me |ur|d|co das act|v|dades
||gadas ao exerc|c|o da proí|ssão de
engenhe|ro.
Para |sso, va| aprovar do|s decretos-|e|
contemp|ando mater|as como o reg|me
|ur|d|co dos pro|ectos e obras,
des|gnadamente no que se reíere à
qua||dade, segurança e s|stema de cá|cu|o
dos honorár|os dos engenhe|ros, exp||cou.
O pr|me|ro-m|n|stro, que ía|ava na sede da
Ordem dos Engenhe|ros na sessão de
apresentação do ||vro ·100 obras de
engenhar|a c|v|| no secu|o XX Portuga|·,
agradeceu a contr|bu|ção da Ordem para a
e|aboração dos do|s decretos, que
prox|mamente deverão ser |evados a
Oonse|ho de M|n|stros para aprovação por
Jorge Ooe|ho.
O ||vro contemp|a as obras das ma|s notáve|s
íe|tas pe|a engenhar|a portuguesa no Pa|s,
desde o v|aduto Duarte Pacheco à Ponte
Ba|gue|ro Ma|a, da Garagem Auto-Pa|ace ao
Pav||hão de Portuga| na Expo 98, e da Estrada
Marg|na| L|sboa/Oasca|s aos acessos
rodov|ár|os à Ponte vasco da Gama.
Os Aeroportos da Porte|a e do Funcha|, a
Gare do Or|ente, túne|s rodov|ár|os na l|ha
da Made|ra, o B|stema Mu|t|mun|c|pa| Aguas
do Douro e Pa|va e a reab|||tação do ed|í|c|o
da Oâmara Mun|c|pa| de L|sboa e do Forte
do Bug|o contam-se tambem entre as cem
obras de engenhar|a íocadas no ||vro.
0ma aµosfa de Iufuro
O camarada Anton|o Guterres íorma||zou no í|na| semana passada, em coníerenc|a de
lmprensa, a sua recand|datura à ||derança do part|do e apresentou a sua moção g|oba|
de estrateg|a, períazendo ass|m um tota| de tres moçoes a serem d|scut|das no prox|mo
Oongresso do Part|do Boc|a||sta: ·Boc|a||smo em Democrac|a·, cu|o pr|me|ro subscr|tor
e Anton|o Brotas, ·Portuga| pr|me|ro·, de Henr|que Neto e a moção de Anton|o Guterres
·Üma aposta de íuturo·.
Na moção do secretár|o-gera| são apresentados um con|unto de ob|ect|vos e desaí|os
que se prendem com a organ|zação do Estado e do Pa|s no sent|do de responder aos
desaí|os do presente e preparar o íuturo. Para Anton|o Guterres, a rea||zação do des|gn|o
de mudança obr|ga à concret|zação de po||t|cas púb||cas que perm|tam reíorçar o
desenvo|v|mento, a modern|zação e a coesão, por |sso aposta em quatro áreas
estrateg|cas para a modern|zação do Pa|s: a Peíorma F|sca|, a Begurança Boc|a|, a Baúde
e a Adm|n|stração Púb||ca.
O pro|ecto de Guterres para Portuga| e centrado nas pessoas, tem-nas s|mu|taneamente
como protagon|stas e dest|natár|os, num mov|mento mob|||zador de toda a soc|edade,
em nome da modern|dade e da coesão, por |sso cont|nua a apostar na educação e na
íormação como cond|ção |nd|spensáve| para uma ma|or |gua|dade e |ust|ça. Üma
soc|edade ma|s cu|ta e uma soc|edade ma|s ||vre, por |sso a educação e a íormação
tornam-se íactores dec|s|vos de cr|ação de r|queza, de progresso e de desenvo|v|mento,
mas são tambem o grande a||cerce da c|dadan|a democrát|ca act|va.
Neste sent|do, Guterres reíorça a urgenc|a em vencer no prazo de uma geração o atraso
estrutura| e qua||tat|vo que a|nda nos separa dos pa|ses ma|s evo|u|dos da Europa.
Modern|zar, qua||í|car e |novar são as pa|avras de ordem. A resposta soc|a||sta para a
econom|a do conhec|mento e a Boc|edade Educat|va, pe|o que sa||enta a |mportânc|a
de um ma|or r|gor, me|hor organ|zação, ma|s proí|ss|ona||smo e ma|s amb|ção, razão
pe|a qua| aposta nas geraçoes ma|s novas, numa nova menta||dade e numa nova at|tude
perante o presente e o íuturo, numa cu|tura de ma|or responsab|||dade e ex|genc|a.
Bem esquecer o Part|do, Guterres e|ege o prox|mo Oongresso como ponto de aí|rmação
de uma reíorçada at|tude de abertura não so ao exter|or do c|rcu|o dos seus m|||tantes,
não so cada vez ma|s à soc|edade c|v||, mas à cons|deração e ao debate de prob|emas
e preocupaçoes que não tem cab|do no ||m|tado c|rcu|o da po||t|ca portuguesa, ate porque
o PB e um part|do de va|ores.
CONGRESSO DA lS
EM LlSBOA
O anúnc|o por W|||y Brandt de que o
prox|mo Oongresso da lnternac|ona|
Boc|a||sta (lB) |r|a rea||zar-se em L|sboa em
Abr|| era um dos temas em ev|denc|a
nesta ed|ção do orgão oí|c|a| do PB.
De acordo com a not|c|a em destaque na
pr|me|ra pág|na, |r|am estar em L|sboa
cerca de m|| d|r|gentes da lB.
Prev|stas as presenças de í|guras |mpares
do soc|a||smo democrát|co como, por
exemp|o, W|||y Brandt (A|emanha), O|oí
Pa|me (Buec|a), Franço|s M|tterrand
(França), Bruno Kre|sky (Austr|a), M|chae|
Foot (Pe|no Ün|do), Papandreu (Grec|a)
e Fe||pe Gonzá|ez (Espanha).
O ·Acção Boc|a||sta· ded|cava, por outro
|ado, quase uma pág|na à c|me|ra PB/
PBOE, rea||zada em Madr|d, em que os
do|s part|dos apostavam na mudança e
no estre|tamento das re|açoes entre os
do|s pa|ses.
Üm sup| emento sobre temas da
actua||dade |nternac|ona| |ntegrava a|nda
esta ed| ção do | orna| de todos os
soc|a||stas. J. C. CASTELO BRANCO
24 de Fevere|ro
Quem disse?
·Para os d|r|gentes esta||n|stas do POP há
|á o sab|amos d|taduras "boas" e
d|taduras "más". Para os democratas
soc|a||stas essa d|st|nção e |nace|táve|· e
absurda: todas as d|taduras são más·
AlIredo Barroso
22 FEvEPElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 3
POLÌTÌCA
FlDELlDADE AOS VALORES E PRlNClPlOS
DO SOClALlSMO DEMOCRÁTlCO
CONGRE$$O DO P$ Guferres aµresenfa moção
·Üma das marcas essenc|a|s do
soc|a||smo democrát|co e o Estado do
Bem-Estar (Estado-Prov|denc|a).
Deíendemos a un|versa||dade dos
d|re|tos soc|a|s e a d|íerenc|ação pos|t|va,
apo|ando ma|s |ntensamente os ma|s
carenc|ados·
Anfónlo Guferres
A moção de estratégia apresentada
no dia 16 peIo camarada António
Guterres reafirma que «o PS é um
partido de vaIores», subIinhando
que para os sociaIistas «o exercício
do poder só tem sentido como
concretização, em cada momento,
dos princípios e vaIores em que
sempre assentou o sociaIismo
democrático e a sociaI-democracia,
numa síntese fecunda entre
Iiberdade, iguaIdade
e fraternidade».
rata-se, segundo reíere a
moção, de uma v|a reíorm|sta,
·que ace|ta a econom|a de
mercado mas re|e|ta a soc|e-
dade de mercado e que concebe um
Estado regu|ador, cata||sador de |n|c|at|vas,
corrector de |n|ust|ças, ao serv|ço de uma
soc|edade so||dár|a·.
A moção do ||der do PB co|oca as pessoas
no cerne de um pro|ecto reíorm|sta e
human|sta, apostando na educação e na
íormação como cond|ção |nd|spensáve|
para uma ma|or |gua|dade e |ust|ça.
·Apostar nas pessoas ho| e e
íundamenta| mente apostar na sua
va|or|zação p|ena. Üma soc|edade ma|s
cu|ta e uma soc|edade ma|s ||vre. A
educação e a íormação são íactores
dec| s| vos de cr| ação de r| queza, de
progresso e desenvo|v|mento, mas são
tambem o grande a||cerce da c|dadan|a
democrát|ca act|va·, reíere o documento.
Em coníerenc|a de lmprensa, o camarada
Anton|o Guterres reaí|rmou que se mantem
·o pr|nc|p|o da autonom|a estrateg|ca do
PB·, reíer|ndo que, nas prox|mas e|e|çoes
autárqu| cas, os soc| a| | stas apenas
concorrerão em co||gação em L|sboa, ou
em conce|hos da Peg|ão Autonoma da
Made|ra. Em re|ação às
íorças que estão s|tuadas à esquerda dos
soc|a||stas, Guterres |amentou que dez por
cento dos e|e|tores portugueses í|quem
|mposs|b|||tados de dar ·um contr|buto
eíect|vo à governab|||dade do Pa|s·.
·Esta questão e tanto ma|s grave para o
Pa|s quanto e certo que não surge, à d|re|ta
do PB, a|nda que |deo|og|camente em
opos|ção a nos propr|os, qua|quer pro|ecto
modern| zador para a soc| edade
portuguesa.·
Üm aíastamento que, segundo Guterres,
se ver|í|ca ·por cu|pa dos med|adores· -
deputados e d|r|gentes part|dár|os - desses
dez por cento de e| e| tores, que se
enqu| staram em ·dogmas· e não
acompanharam os ventos de mudança.
·Lanço um desaí|o à modern|zação dessas
íorças po||t|cas no sent|do de que possam
ser capazes de dar um contr|buto à
governab|||dade do pa|s e que tenham
outro entend|mento sobre a |ntegração de
Portuga| na Ün|ão Europe|a·, d|sse.
Ortodoxos do PCP aIheios
aos ventos de mudança
Numa ser| e de cr| t| cas sobretudo
dest|nadas ao actua| POP, o secretár|o-gera|
do PB de|xou o segu|nte repto: ·Peço-|hes
(às íorças po| | t| cas à esquerda dos
soc| a| | stas) que mudem, que se
modern| zem, que compreendam os
tempos do presente e os ventos de
mudança e que não se enqu|stem em
ve|hos dogmas·, d|sse.
·F|car agarrado a dogmas e ho|e um
su|c|d|o. Por |sso, íaço-|hes um desaí|o à
razão·, acrescentou.
Oonírontado com a dec| aração do
secretár|o-gera| do POP, que cons|derou
·puro market|ng· este t|po de desaí|os
|ançados pe|o ||der soc|a||sta, Guterres
respondeu: ·Quando "o market| ng"
corresponde à rea||dade de|xa de ser
"market|ng".·
No que respe|ta às cr|t|cas do d|r|gente
h|stor|co do PB Manue| A|egre ao actua|
estado do part|do, o ||der soc|a||sta d|sse
sent|r-se ·tranqu||o·.
Lembrou, a propos|to, que antes de
e|aborar a sua moção g|oba| de estrateg|a
ouv|u ·mu|ta gente·.
·Peceb| contr|butos |novadores de pessoas
que não tem expressão na comun|cação
soc|a|·, comentou.
Uma economia de mercado
e não uma sociedade
de mercado
Quanto à or|entação |deo|og|ca da moção
g|oba| ·Üma aposta de íuturo·, o camarada
Anton|o Guterres repet|u um dos ·s|ogans·
íavor|tos do pr|me|ro-m|n|stro írances,
L|one| Josp|n - uma persona||dade que se
tem destacado em deíesa dos va|ores e
pr|nc|p|os do soc|a||smo democrát|co
contra a sua descaracter|zação e pseudo-
modern|zação: ·Queremos uma econom|a
de mercado e não uma soc|edade de
mercado.·
·Pecusamos a soc|edade de mercado que
nos conduz|r|a a encarar o con|unto dos
T
va|ores soc|a|s como va|ores monetár|os e
o con|unto das re|açoes soc|a|s como
re|açoes meramente mercant|s·, |e-se na
moção.
·PB uma aposta de íuturo·, a moção
apresentada pe| o secretár| o-gera| ,
|ncorpora no entanto a|gumas teses ma|s
||bera|s dos b|a|r|stas como o conce|to de
·responsab|||dade |nd|v|dua| e co|ect|va·.
·A cu|pa não pode morrer so|te|ra·, d|sse,
acrescentando que os c| dadãos
competentes devem ter o d|re|to ao mer|to.
Conceito aIargado
de segurança
De sa||entar, por outro |ado, que a moção
·Üma aposta de íuturo· |ntroduz um
conce|to a|argado de segurança, entend|da
não apenas no aspecto po||c|a|, mas com
|nc|denc|a em áreas como o amb|ente e
emprego.
Üm conce|to, a||ás, que separa n|t|damente
as águas entre a esquerda e a d|re|ta no
dom|n|o da segurança.
Na apresentação do seu documento para
o Xll o Oongresso Nac|ona| do PB, entre
30 de Março e 1 de Abr||, o ||der soc|a||sta
aí| rmou que, em pr| me| ro | ugar, ·os
c|dadãos querem segurança í|s|ca·.
No entanto, ·os c|dadãos estão cada vez
ma|s preocupados com a segurança ao
n|ve| a||mentar, do amb|ente e no p|ano
|abora|·, dec|arou o pr|me|ro-m|n|stro.
Outros va|ores |nerentes à moção do
secretár|o-gera| do PB |nc|dem sobre a
necess| dade de ·coesão· e de
preservação da ·|dent|dade· dos va|ores
nac|ona|s no processo de |ntegração de
Portuga| na Ün|ão Europe|a e no mundo,
ass|m como a concessão do ·pr|mado
abso|uto ao va|or da ||berdade·.
A|em do destaque conced|do ao combate
à exc|usão soc|a| e da pr|or|dade às
pessoas, atraves da sua íormação
c|ent|í|ca ao |ongo da v|da, o camarada
Anton|o Guterres |ns|st|u na necess|dade
de Portuga| ·aprove|tar a oportun|dade
h|stor|ca - e ún|ca - de acompanhar o r|tmo
vert|g|noso das mudanças ao n|ve| das
tecno|og|as·.
·Temos de operar uma transíormação
rad|ca|, vencendo s|mu|taneamente o
deí| ce nac| ona| em termos de
produt| v| dade e de qua| | í| caçoes
proí|ss|ona|s, ass|m como ao n|ve| da
reíorma da Adm| n| stração Púb| | ca·,
sa||entou.
Begundo o secretár|o-gera| do PB, ·o
grande des| gn| o nac| ona| passa por
Portuga| recuperar no espaço de uma
geração o atraso estrutura| e qua||tat|vo que
a| nda nos separa dos pa| ses ma| s
evo|u|dos da Europa num hor|zonte de
ex|genc|a, de qua||dade, de |ust|ça e de
so||dar|edade·. J. C. CASTELO BRANCO
ACÇÃO SOClALlSTA 4 22 FEvEPElPO 2001
GOVERNO
PELA ESTABlLlDADE DO SlSTEMA
NOVA COMlSSÃO
PARA ACOMPANHAR RElNSERÇÃO
DE$7AQUE - CM Leglslação
Governo dec|d|u, no d|a 15, em
reun| ão de Oonse| ho de
M|n|stros, cr|ar uma Oom|ssão
para a B|mp||í|cação Leg|s|at|va.
A produção |eg|s|at|va tem |mpacto sobre
o quot|d|ano de todos os c|dadãos e sobre
a act|v|dade das empresas e e um reíerente
essenc|a| da acção governat|va.
De há mu|to Portuga| v|ve uma s|tuação de
pro||íeração |eg|s|at|va que tem reí|exos a
vár|os n|ve|s, desde |ogo, d|m|nu|ndo a
autor| dade da | e| , a coní| ança nas
| nst| tu| çoes e as cond| çoes do
desenvo|v|mento econom|co e soc|a|.
A necess|dade de resposta emergente do
Estado, atraves da produção normat|va, às
questoes emergentes da g|oba||zação, e
do desenvo| v| mento tecno| og| co e
c|ent|í|co, deve, s|mu|taneamente, perm|t|r
a estab|||dade do s|stema normat|vo.
A s|mp||í|cação e a qua||dade da |eg|s|ação
estão, por |sso, na agenda po||t|ca das
democrac|as europe|as. Mas, a procura de
so|uçoes e os cam|nhos percorr|dos são
mu|to d|st|ntos nos vár|os pa|ses. E, em
qua|quer de|es, passa pe|a s|stemat|zação
dos estudos de | mpacto, pe| a
transparenc|a dos processos de aud|ção
e concertação, pe|a s|mp||í|cação dos
textos adoptados e, eventua|mente, por
so|uçoes de cod|í|cação ou comp||ação
dos d|p|oma |ega|s e pe|a sua d|vu|gação
e acesso aberto por |ntermed|o dos novos
me|os tecno|og|cos.
Ta|s preocupaçoes est|veram patentes quer
no Oonse|ho Europeu de L|sboa, rea||zado
em 23 e 24 de Março de 2000, que ape|ou
a que íosse estabe|ec|da uma estrateg|a de
acção coordenada ma|s aproíundada a í|m
de s|mp||í|car o amb|ente regu|amentar,
|nc|u|ndo o desempenho da adm|n|stração
púb||ca, tanto a n|ve| nac|ona| como
comun|tár|o, quer na o|tava Peun|ão dos
M|n|stros Europeus da Função Púb||ca e da
Adm|n|stração (Estrasburgo, em 7 de
Novembro de 2000) onde se dec|d|u ·cr|ar
um grupo consu|t|vo de a|to n|ve|, composto
de per|tos da regu|amentação dos Estados-
membros e da Ün|ão Europe|a encarregado
de part|c|par act|vamente na e|aboração da
estrateg|a coordenada re|at|va às questoes
da qua||dade regu|amentar·, nos termos
deí|n|dos pe|o Oonse|ho Europeu de L|sboa.
Os vár|os representantes dos Estados-
membros que | nt egram o grupo
consu| t | vo de a| t o n| ve| , cr| ado na
sequenc|a da reso|ução adoptada em
Est rasburgo t em man| í est ado
preocupação re|at|vamente à ex|stenc|a
de uma un|dade orgân|ca, quer a n|ve|
de cada um dos pa|ses, quer a n|ve| da
Ün| ão Europe| a, responsáve| pe| a
questão da s|mp||í|cação |eg|s|at|va,
sendo que o re|ator|o í|na| deste grupo
consu|t|vo |rá necessar|amente reí|ect|r
esta preocupação.
Neste contexto, o Execut|vo soc|a||sta
dec|d|u cr|ar, na dependenc|a do M|n|stro
da Peí orma do Est ado e da
DE$7AQUE - CM Solldarledade
Execut|vo soc|a||sta va| cr|ar
uma Oom|ssão de Acompa-
nhamento do P|ano Nac|ona| de
Acção para a lnc|usão (PNAl),
de âmb|to |nterm|n|ster|a|.
O PNAl consagrará, a part|r de 2001, as
||nhas mestras da estrateg|a nac|ona| para
o combate à pobreza e a exc| usão,
devendo os seus ob|ect|vos e metas
quant|í|cadas |ncorporar todas as po||t|cas
sector|a|s.
Este P| ano tem como hor| zonte de
ap||cação o per|odo de Ju|ho de 2001 a
Ju|ho de 2003, devendo ser apresentado
à Oom|ssão Europe|a ate Junho deste ano,
na sequenc|a do comprom|sso assum|do
pe|os d|versos Estados-membros no
Oonse|ho Europeu de N|ce.
Trata-se de um |nstrumento de construção
da nova estrateg|a europe|a no dom|n|o
soc|a|, |n|c|ada na O|me|ra de L|sboa,
desempenhando |gua|mente um pape| de
| mportânc| a cap| ta| ao n| ve| da
conso||dação das po||t|cas portuguesas de
reíorço da coesão soc|a|.
O d| p| oma | dent| í| ca c| nco e| xos
estrateg| cos em que o PNAl deverá
assentar:
º Assegurar que o desenvo| v| mento
econom| co do Pa| s, a| | cerçado num
permanente reíorço da compet|t|v|dade e
dos equ| | | br| os macro-econom| cos,
|ncorpore p|enamente as necess|dades de
me|hor|a da coesão soc|a| e de e||m|nação
dos íactores estrutura|s que íavorecem os
processos de exc|usão,
º Promover a |ncorporação do ob|ect|vo da
coesão soc|a| nas po||t|cas correntes de
desenvo|v|mento econom|co, íormação,
emprego, educação, saúde e hab|tação,
de modo a promover as cond|çoes de
ex|stenc|a das pessoas em s|tuação de
pobreza. Üma part|cu|ar atenção deve ser
dada às po||t|cas re|at|vas à adaptação à
Boc|edade da lníormação e à econom|a do
conhec|mento,
º Desenvo|ver os s|stemas de protecção
soc| a| , enquanto | nstrumentos
espec| a| mente vocac| onados para o
combate à pobreza, quer atraves da
cr| ação de respostas espec| í| cas
d| recc| onadas ao tratamento desta
rea||dade, quer med|ante a aí|rmação das
suas d| mensoes de so| | dar| edade,
des|gnadamente, a d|íerenc|ação pos|t|va
a íavor dos ma|s necess|tados,
º Desenvo|ver med|das e po||t|cas act|vas
de re|nserção soc|a| e proí|ss|ona| das
pessoas e das íam|||as em s|tuação de
exc|usão soc|a|, atraves da promoção de
|nstrumentos e programas |ntegrados,
capaz de responder às necess|dades de
segmentos soc|a|s e de comun|dades
terr|tor|a|s part|cu|armente expostas a
íenomenos |oca||zados de pobreza e
exc|usão,
º Promover de íorma coerente e |ntegrada
a rede de serv| ços e equ| pamentos
soc|a|s, com uma amp|a part|c|pação da
soc|edade c|v||, aí|rmando-se p|enamente
a pr|or|dade ao apo|o às íam|||as e aos
c|dadãos ma|s carenc|ados.
O
Adm|n|stração Púb||ca, a Oom|ssão para
a B| mp| | í | cação Leg| s| at | va, à qua|
compet|rá, em art|cu|ação com os vár|os
m|n|ster|os |dent|í|car áreas da |eg|s|ação
ex| stente que devem ser ob|ecto de
|ntervenção, e|aborar estudos e em|t|r
recomendaçoes com v| st a à
s|mp||í|cação e me|hor|a da qua||dade da
|eg|s|ação e regu|amentação, ana||sar e
propor med| das que v| sem a ma| or
acess| b| | | dade da | eg| s| ação,
des| gnadament e at raves da
conso| | dação, comp| | ação ou
cod| í | cação, bem como ana| | sar e
apresentar s|tuaçoes em que se |ust|í|que
a des|ega||zação ou desregu|amentação,
| ncent | vando nest as áreas a aut o-
regu|ação ou outras íormas de actuação.
Pe| at| vamente à produção de novos
actos normat|vos, a Oom|ssão estudará
os proced|mentos v|gentes, nos dom|n|os
da produção |eg|s|at|va, da competenc|a
do Governo, com v|sta à adopção de
novas regras de s|mp||í|cação.
A Oom|ssão deve preparar e submeter ao
m|n|stro da Peíorma do Estado e da
Adm|n|stração Púb||ca, decorr|dos 30
d|as apos a sua pr|me|ra reun|ão, um
programa de act|v|dades contendo as
propost as a e| aborar e acçoes a
desenvo| ver, o correspondent e
ca|endár|o e a metodo|og|a de traba|ho.
A Oom| ssão e compost a por um
pres|dente, coad|uvado por do|s voga|s,
e represent ant es dos m| n| st ros da
Pres|denc|a, da Just|ça, das F|nanças, da
Peíorma do Estado e da Adm|n|stração
Púb| | ca e secret ár| o de Est ado da
Pres|denc|a do Oonse|ho de M|n|stros.
O
22 FEvEPElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 5
GOVERNO
RECUPERAR ÁREAS MlNElRAS DEGRADADAS
PARLAMENTO ACOMPANHA MlSSÕES
NO ESTRANGElRO
DE$7AQUE - CM DeIesa
DE$7AQUE - CM Amblenfe
Oonse|ho de M|n|stros aprovou,
no d| a 15, em L| sboa, um
decreto-|e| que estabe|ece o
reg|me |ur|d|co de concessão
do exerc|c|o de recuperação amb|enta| das
áreas m|ne|ras degradadas.
Apos vár|as decadas de exerc|c|o da
act|v|dade m|ne|ra em Portuga| constata-
se que o exerc|c|o desta act|v|dade gerou
um pass|vo amb|enta| mu|to s|gn|í|cat|vo,
agravado, a|nda, pe|os r|scos potenc|a|s
que a ía|ta de um adequado processo de
recuperação amb| enta| das áreas
abrang|das pode trazer para as popu|açoes
e para os ecoss|stemas envo|ventes.
O reconhec|mento da grav|dade da s|tuação
e da necess|dade de encontrar me|os
adequados de repos|ção do equ|||br|o
amb|enta| de áreas su|e|tas à act|v|dade
m|ne|ra, des|gnadamente, aque|as que ho|e
se encontram em estado de degradação e
abandono, const|tu|, segundo o Execut|vo,
um |mportante íundamento da presente
|n|c|at|va |eg|s|at|va.
Neste sent|do, e tendo presente que
const|tu| um dever íundamenta| do Estado
a recuperação das áreas degradadas do
terr|tor|o nac|ona|, o Governo cons|derou
|mportante deí|n|r os ob|ect|vos e os
pr| nc| p| os que deverão pres| d| r à
recuperação e mon|tor|zação amb|enta|
das áreas m|ne|ras degradadas, a í|m de
assegurar a preservação do patr|mon|o
amb| enta| do Pa| s, tareía que e de
reconhec|do |nteresse púb||co.
Be e certo que a Adm|n|stração Púb||ca
Oentra| não se encontra vocac|onada para
a rea||zação de acçoes de recuperação e
mon|tor|zação amb|enta| de áreas m|ne|ras
degradadas, não e menos certo que, no
me|o empresar|a| do Estado ex|stem
ent|dades, aptas a assegurar, com eí|các|a
e aprove|tamento, a respect|va gestão
tecn|ca, adm|n|strat|va e í|nance|ra, como e
o caso das empresas púb||cas que actuam
no sector m|ne|ro e que pertencem ao grupo
EDM Empresa de Desenvo|v|mento
M|ne|ro, BGPB, empresa |c|o|nç que
representa os |nteresses do Estado no
reíer|do sector.
Oom eíe|to, a EDM congrega, quer na sua
estrutura propr|a, quer na do respect|vo
Grupo, empresas operac|ona|s e de
serv|ços com vasta exper|enc|a no
tratamento dos prob|emas assoc|ados aos
d|versos t|pos de exp|oração m|ne|ra
exerc|da em Portuga|, na espec|í|c|dade dos
d|íerentes contextos |oca|s, as qua|s
d|spoem dos conhec|mentos suí|c|entes e
necessár|os ao estudo, deí|n|ção e
concret|zação das so|uçoes ma|s
adequadas, |nc|u|ndo do ponto de v|sta
econom|co, com p|ena ut|||zação das
s|nerg|as d|spon|ve|s.
Monitorização atribuída
Ass|m sendo, este d|p|oma atr|bu|, nos
termos ne|e deí|n|dos, a act|v|dade de
recuperação e mon|tor|zação amb|enta|
das áreas m|ne|ras degradadas, à EXMlN
Oompanh|a de lndústr|a e Berv|ços
M|ne|ros e Amb|enta|s, BA (cu|o cap|ta|
soc|a| e det|do na tota||dade pe|a EDM)
empresa que se encontra espec|í|camente
vocac|onada para a |nvest|gação ap||cada
e prestação de serv|ços re|at|vos ao me|o
amb|enta| natura|.
Entende-se como áreas m| ne| ras
degradadas, as segu| ntes as áreas
abandonadas |oca||zadas na zona de
|ní|uenc|a de ant|gas exp|oraçoes m|ne|ras
desact| vadas, cu| as empresas
concess| onár| as não possam ser
responsab|||zadas pe|as consequenc|as
amb| enta| s decorrentes daque| a
act| v| dade, porque as respect| vas
concessoes |á reverteram para o Estado
ou porque essas empresas se encontram
d|sso|v|das por ía|enc|a.
As áreas ob|ecto de exp|oração m|ne|ra
|n|c|ada antes da entrada em v|gor do
decreto-|e| n.` 90/90, de 16 de Março, e |á
desact| vada ate essa data,
| ndependentemente de actua| s
concessoes de exp|oração para esse í|m,
e as áreas de exp|oração de m|nera|s
rad|oact|vos re|at|vamente às qua|s se|a
reconhec| do o | nteresse púb| | co da
|ntervenção do Estado, med|ante despacho
con|unto dos m|n|stros da Econom|a e do
Amb|ente e do Ordenamento do Terr|tor|o
tambem serão zonas |ntervenc|onadas.
O d|p|oma deí|ne como ob|ect|vos da
recuperação a va|or|zação amb|enta|,
cu|tura| e econom|ca, garant|ndo a deíesa
do |nteresse púb||co e a preservação do
patr|mon|o amb|enta|, tendo em v|sta:
- E||m|nar, em cond|çoes de estab|||dade a
|ongo prazo, os íactores de r|sco que
const|tuam ameaça para a saúde e a
segurança púb| | cas, resu| tantes da
po|u|ção de águas, da contam|nação de
so| os, de res| duos de extracção e
tratamento e da eventua| ex|stenc|a de
cav|dades desproteg|das,
- Peab|||tar a envo|vente pa|sag|st|ca e as
cond|çoes natura|s de desenvo|v|mento da
í|ora e da íauna |oca|s, tendo como
reíerenc| a os |ao| |a|s anter| ores às
exp|oraçoes,
- Assegurar a preservação do patr|mon|o
abandonado pe|as ant|gas exp|oraçoes,
sempre que este apresente s|gn|í|cat|va
re|evânc|a, quer econom|ca, quer em
termos de testemunhos de arqueo|og|a
|ndustr|a|,
- Assegurar as cond|çoes necessár|as para
o estudo, preservação e va|or|zação de
vest|g|os arqueo|og|cos eventua| ex|stentes
re|ac|onados com act|v|dade m|ne|ra,
- Perm|t|r uma ut|||zação íutura das áreas
recuperadas, em íunção da sua apt|dão
espec| í| ca, em cada caso concreto,
des|gnadamente para ut|||zação agr|co|a ou
í|oresta|, promoção tur|st|ca e cu|tura|, a|em
de outros t|pos de aprove|tamento que se
reve|em adequados e conven|entes.
Oonse|ho de M|n|stros aprovou,
no d|a 15, uma proposta de |e|
que regu|a o acompanhamento,
pe|a Assemb|e|a da Pepúb||ca,
do envo|v|mento de cont|ngentes m|||tares
portugueses para o estrange|ro.
Atraves deste d|p|oma pretende-se
regu|amentar os termos em que o Governo
deve prestar as |níormaçoes ao Par|amento,
para cumpr|mento do d|sposto no art|go
163`, a||nea |) da Oonst|tu|ção da Pepúb||ca
Portuguesa.
Nos termos do d|p|oma, o acompanhamento
da Assemb|e|a da Pepúb||ca será eíectuado
atraves da Oom|ssão Par|amentar da Deíesa
Nac|ona|, à qua|, para ta| eíe|to, devem ser
env|adas ou prestadas pe|o Execut|vo todas
as |níormaçoes cons|deradas re|evantes, as
qua|s compreendem, nos termos
const|tuc|ona|mente deí|n|dos, todos os
e|ementos essenc|a|s que enquadram as
operaçoes e o desenro|ar das mesmas,
nomeadamente no que respe|ta aos me|os
humanos e |og|st|cos a ut|||zar.
O d|p|oma preve que ta|s |níormaçoes se|am
íacu|tadas à Assemb|e|a da Pepúb||ca antes
do env|o dos cont|ngentes m|||tares
portugueses para o estrange|ro, sem pre|u|zo
da adopção |med|ata das dec|soes m|||tares
que ao caso couberem, semestra|mente,
enquanto durarem as operaçoes, e ate 60
d|as apos as operaçoes serem dadas por
í|ndas.
O
O
ACÇÃO SOClALlSTA 6 22 FEvEPElPO 2001
GOVERNO
PELO PA/$ Governação Aberfa
ADMlNlSTRAÇÃO lNTERNA
«SaIa de situação» para segurança
Üma ·sa|a de s|tuação· para acompanhar permanentemente
qua|squer ocorrenc|as, em qua|quer ponto do Pa|s, que ameacem
a segurança |nterna va| ser cr|ada em breve no M|n|ster|o da
Adm|n|stração lnterna.
A dec|são ío| anunc|ada, no d|a 19, em coníerenc|a de lmprensa,
em L|sboa, pe|o t|tu|ar da Adm|n|stração lnterna MAl, Nuno Bever|ano
Te|xe|ra, e |nsere-se numa reestruturação do Gab|nete Ooordenador de Begurança que o
Oonse|ho de M|n|stros ana||sa na sua reun|ão de ho|e.
A reestruturação ío| o ob|ecto de uma reun|ão, prev|a à coníerenc|a de lmprensa, que o
m|n|stro manteve com os membros do Gab|nete Ooordenador, que |ntegra a PBP, GNP,
PJ, BEF (Berv|ço de Estrange|ros e Fronte|ras), BlB (Berv|ço de lníormaçoes de Begurança)
e B|stema de Autor|dade Mar|t|ma.
A|em da ·sa|a de s|tuação·, cu|a |nsta|ação se |n|c|ará |ogo apos a aprovação do decreto-
|e| pe|o p|enár|o m|n|ster|a|, a reestruturação |mp||ca que o Gab|nete Ooordenador de
Begurança passe a ter um secretár|o-gera|-ad|unto e um secretar|ado permanente com
representantes de todas as íorças e serv|ços de segurança.
·Berá |gua|mente cr|ado um gab|nete de apo|o tecn|co com a tareía de reco|her e tratar
dados estat|st|cos re|at|vos à cr|m|na||dade·, reíer|u Bever|ano Te|xe|ra.
Outra nov|dade prev|sta na reestruturação e a cr|ação de gab|netes coordenadores de
segurança ao n|ve| d|str|ta|, sob coordenação dos governadores c|v|s, com quem o m|n|stro
se va| reun|r em breve.
Oom esta reestruturação, Bever|ano Te|xe|ra pretende que o Gab|nete Ooordenador de
Begurança adqu|ra ma|or estab|||dade, autonom|a e operac|ona||dade.
ADMlNlSTRAÇÃO MARlTlMA E PORTUÁRlA
Rede nacionaI de pIataformas Iogísticas pronta
em 2006
A rede nac|ona| de p|ataíormas |og|st|cas, que se traduz na
|nter||gação entre portos, rodov|a, íerrov|a e aeroportos, deverá estar
conc|u|da ate ao í|na| de 2006, anunc|ou, no d|a 15, o secretár|o de
Estado da Adm|n|stração Mar|t|ma e Portuár|a.
·Esta rede e de |mportânc|a v|ta| para que possamos ser
compet|t|vos ao n|ve| das nossas exportaçoes e |mportaçoes, |á que a c|rcu|ação dos
produtos se íará em tempos m|n|mos, graças à art|cu|ação entre portos, rodov|a, íerrov|a
e aeroportos·, sa||entou Jose Junque|ro.
O governante garant|u, a|nda, que todos os portos nac|ona|s serão abrang|dos por esta
rede que, numa pr|me|ra íase, ·apanhará· a ||nha Le|xoes, L|sboa e B|nes e que,
poster|ormente, se estenderá a Ave|ro, F|gue|ra da Foz e v|ana do Oaste|o.
Begundo Jose Junque|ro, a rede nac|ona| de p|ataíormas |og|st|cas será proposta ao
Oonse|ho de M|n|stros ate meados de Abr||, devendo uma ·parte substant|va das obras·
estar rea||zada ate 2003 ou 2004.
Junque|ro ía|ava em v|ana do Oaste|o, onde procedeu à ad|ud|cação do pro|ecto das
acess|b|||dades rodo-íerrov|ár|as ao porto comerc|a| |oca|, uma obra que va| custar ma|s
de do|s m||hoes de contos e que o governante c|ass|í|cou como íundamenta| para
potenc|ar o desenvo|v|mento do porto.
AMBlENTE
«Embuste inteIectuaI» sobre co-incineração
O m|n|stro do Amb|ente, Jose Bocrates, acusou, no d|a 15, a
Oom|ssão de Luta Oontra a Oo-lnc|neração (Bouse|as) de ·embuste
|nte|ectua|· e de ·abuso c|ent|í|co·.
Pecorde-se que a Oom|ssão de Luta Oontra a Oo-lnc|neração
apresentou, na passada qu|nta-íe|ra, na Assemb|e|a da Pepúb||ca,
um re|ator|o que a|egadamente denunc|a a ex|stenc|a de graves
prob|emas de saúde na popu|ação de Bouse|as dev|do à po|u|ção.
·Esse estudo e um embuste |nte|ectua|. Trata-se de uma se|ecção de casos reg|stados
no Oentro de Baúde |oca| e da| não se pode t|rar nenhuma conc|usão para a s|tuação
de saúde da popu|ação de Bouse|as·, cons|derou o m|n|stro do Amb|ente.
Para Jose Bocrates, e ·uma abuso c|ent|í|co· o íacto do re|ator|o suger|r que há uma
||gação entre o aparec|mento de casos de cancro e a act|v|dade na c|mente|ra de
Bouse|as.
lnstado a comentar a s|tuação na |nc|neradora do hosp|ta| de Bão João, no Porto,
Bocrates d|sse que desde 1996 que tem conhec|mento de prob|emas na estrutura.
·Desde 1996 que se sab|a que todas as |nc|neradoras hosp|ta|ares do Pa|s, e não
apenas a do hosp|ta| de Bão João, não cumprem as normas amb|enta|s, por |sso ío|
prev|sto que todas e|as encerrassem·, aí|rmou Jose Bocrates.
O m|n|ster|o do Amb|ente garante que ate 31 de Março a |nc|neradora hosp|ta|ar estará
encerrada.
DEFESA
Novo «bunker» de informação cIassificada
O m|n|stro da Deíesa v|s|tou, no d|a 16, a nova sa|a de operaçoes
do Oentro de Operaçoes Oon|unto do Estado-Ma|or Genera| das
Forças Armadas, |naugurado esta semana com o |n|c|o do exerc|c|o
a||ado de gestão de cr|ses ·OMX/01·.
Oastro Oa|das recebeu um o||e/|nç sobre o exerc|c|o |n|c|ado na
passada qu| nta-íe| ra, que s| mu| a os arran|os, med| das e
proced|mentos de gestão de cr|ses a adoptar pe|os pa|ses da NATO numa determ|nada
operação de apo|o à paz.
O exerc|c|o s|mu|a um coní||to po||t|co-m|||tar entre duas naçoes com íronte|ra comum e
dest|na-se a testar d|versos dom|n|os de |ntervenção operac|ona| da NATO,
nomeadamente o do re|ac|onamento com a Ün|ão Europe|a e pa|ses terce|ros envo|v|dos
no processo.
O re|ac|onamento entre organ|zaçoes c|v|s e m|||tares, os contactos com os meo|a, as
consu|tas aos pa|ses parce|ros ou a ap||cação do conce|to OJTF (íorças con|untas e
comb|nadas) íoram a|gumas das mater|as em teste num exerc|c|o que não envo|ve
qua|squer íorças no terreno.
O exerc|c|o decorreu |n|nterruptamente ate ontem e envo|veu em Portuga|, nomeadamente,
o M|n|ster|o da Deíesa (|nc|u|ndo o P|aneamento O|v|| de Emergenc|a) e o Estado-Ma|or
Genera| das Forças Armadas.
Quanto ao novo ·bunker· do Oentro de Operaçoes Oon|unto, trata-se de um centro
b||ndado |nsta|ado no ed|í|c|o do Estado-Ma|or Genera| das Forças Armadas e que, entre
outros aspectos, v|sa garant|r a segurança e protecção tota| da |níormação c|ass|í|cada
(nac|ona| e da NATO).
Em termos de comun|caçoes e de comando e contro|o de operaçoes, o ·bunker· va|
||gar-se a centros s|m||ares |á ex|stentes na Armada e na Força Aerea.
FlNANÇAS
Novo sistema tributário simpIificado
O m|n|stro das F|nanças aí|rmou, no d|a 20, em v||a Pea|, que a
reíorma í|sca| |ntroduz|rá no s|stema tr|butár|o as 63 por cento das
empresas portuguesas, que íunc|onam, tem |ucros, mas não pagam
|mpostos.
Em v|s|ta aos serv|ços da D|recção de F|nanças de v||a Pea|, P|na
Moura sa||entou que quer se|a no novo s|stema tr|butár|o s|mp||í|cado
ou no ant|go, ·todos os agentes econom|cos tem de estar dentro do s|stema í|sca| e
devem pagar os seus |mpostos·.
·Não podemos cont|nuar a ter um s|stema í|sca| em que 63 por cento das empresas que
íazem negoc|o e apuram |ucros não tem qua|quer re|ac|onamento com a adm|n|stração
í|sca|·, sub||nhou.
O m|n|stro acrescentou que o metodo novo de tr|butação s|mp||í|cada terá um pape|
|mportante para que mu|tos comerc|antes que ho|e estão íora do s|stema se|am |nc|u|dos
ne|e.
·A reíorma í|sca| dá aos contr|bu|ntes de lPO e lPB uma oportun|dade nova de
regu|ar|zarem a sua s|tuaçoes podendo esco|her um de do|s metodos·, exp||cou.
P|na Moura cons|dera que a ap||cação do metodo s|mp||í|cado de tr|butação |evanta
vár|as questoes de natureza prát|ca às qua|s a adm|n|stração í|sca| tem estado a responder,
e por |sso reíer|u que, o a|argamento do prazo para a esco|ha da opção a tomar se
dest|na a dar oportun|dade aos contr|bu|ntes e à adm|n|stração de esc|arecer na prát|ca
todos proced|mentos.
JUSTlÇA
PuIseiras eIectrónicas são aIternativa à prisão
preventiva
O m|n|stro da Just|ça, Anton|o Oosta, reconheceu, no d|a 16, que o
número de pr|soes prevent|vas dec|aradas em Portuga| ·está ac|ma
da med|a europe|a· e, nesse sent|do, o Governo va| cr|ar como
a|ternat|va as pu|se|ras e|ectron|cas.
Não posso d|zer que o número de pr|soes prevent|vas e excess|vo,
mas e super|or à med|a europe|a e por |sso e necessár|o outras íormas para assegurar
em segurança o decorrer dos processos·, ír|sou.
Fa|ando no Bombarra|, Anton|o Oosta ad|antou que o Execut|vo apostou no serv|ço de
contro|o atraves de pu|se|ras e|ectron|cas para que os mag|strados d|sponham de uma
a|ternat|va à pr|são prevent|va·.
O m|n|stro d|sse a|nda esperar que em Jane|ro do prox|mo ano o contro|o dos presos
possa ser íe|to atraves do novo me|o, uma vez que |á ío| aberto o concurso púb||co
para a ad|ud|cação das pu|se|ras e|ectron|cas.
A|em de reconhecer que o pa|s tem um número de pr|soes prevent|vas ac|ma da med|a
europe|a, o m|n|stro adm|t|u tambem que Portuga| tem ·as penas ma|s |ongas da
22 FEvEPElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 7
GOVERNO
PELO PA/$ Governação Aberfa
Europa·.
Para combater este íenomeno, deíendeu ·a d|vers|í|cação das penas a|em das de pr|são
como a cr|ação de penas de traba|ho a íavor da comun|dade·.
JUVENTUDE
Votar aos 16 anos
O secretár|o de Estado da Juventude e do Desporto congratu|ou-se,
no d|a 16, em L|sboa, com a proposta de antec|pação para 16 anos
da |dade para se votar, a d|scut|r no prox|mo Oongresso do PB, no
í|na| de Março.
M|gue| Fontes aí|rmou que ·a soc|edade portuguesa mudou e não
íaz sent|do que os |ovens, que cada vez ma|s cedo adqu|rem um
con|unto de competenc|as e de capac|dade de part|c|pação soc|a|, não possam exercer o
seu d|re|to de voto·.
Para o secretár|o de Estado da Juventude, um |ovem de 16 anos e uma pessoa |níormada,
que tem capac|dade para saber o que quer e esco|her o representante po||t|co que cons|dera
ser o me|hor para o Pa|s.
·É prec|so desm|st|í|car o voto e exp||car que esta med|da não |mp||ca mexer na ma|or|dade·,
sa||entou M|gue| Fontes, exp||cando que com esta med|da um |ovem pode e|eger, mas não
pode ser e|e|to.
Apesar de deíender a proposta |ncond|c|ona|mente, M|gue| Fontes adm|te que a med|da
se|a ap||cada apenas em a|guns actos e|e|tora|s, nomeadamente nas autárqu|cas dev|do à
prox|m|dade entre e|e|tos e e|e|tores.
lnstado a comentar se os |ovens de 16 e 17 anos são a|nda mu|to |ní|uenc|áve|s pe|a
íam|||a, o governante argumentou que ·na soc|edade as pessoas v|vem em |nteracção
umas com as outras, mas |sso não quer d|zer que se de|xem cond|c|onar·.
PLANEAMENTO
Rigorosa gestão de prioridades
O secretár|o de Estado ad|unto da m|n|stra do P|aneamento, P|cardo
Maga|hães, advert|u no d|a 17, em v||a Nova de Foz Ooa (Guarda),
que o Governo não va| íuturamente aprovar pro|ectos
sobred|mens|onados e que não se|am sustentáve|s.
O governante ía|ava na abertura da XX Qu|nzena da Amendoe|ra em
F|or,
onde respondeu às que|xas apresentadas pe|os pres|dentes da Oâmara e Assemb|e|a
Mun|c|pa| d|zendo: ·não nos podemos dar ao |uxo de sobred|mens|onamentos·, reíer|ndo-
se ao vo|ume do pro|ecto do Oentro Ou|tura|, sub||nhando que ·antes de o equ|pamento
arrancar, tem de í|car c|aramente deí|n|do o mode|o de gestão das vár|as va|enc|as e há
que traba|har para que |sso aconteça·.
Peíer|ndo-se ao arranque do novo Quadro Oomun|tár|o de Apo|o (QOA), recusou a |de|a
de que ·temos m||hoes de contos d|spon|ve|s para os prox|mos anos e porque os temos
tudo se pode íazer, que há d|nhe|ro para tudo·.
Bub||nhou que |sso ·não e verdade, e pura ment|ra·, porque, acrescentou, ·para podermos
íazer o que e pr|or|tár|o e e|evar o n|ve| de atend|mento, do abastec|mento de água e
saneamento, as estradas e os lP (lt|nerár|os Pr|nc|pa|s) que ía|ta íazer, o d|nhe|ro não chega·.
REFORMA DO ESTADO
Combater défice de formação face a novas
tecnoIogias
O m|n|stro da Peíorma do Estado e da Adm|n|stração Púb||ca, A|berto
Mart|ns, adm|t|u, no d|a 15, em Pa|me|a, que a Esco|a Prát|ca de
Adm|n|stração Púb||ca Lu|s Bá poderá contr|bu|r para a va|or|zação e
produt|v|dade dos íunc|onár|os púb||cos.
A|berto Mart|ns ía|ava na coníerenc|a |naugura| da Esco|a Prát|ca de
Adm|n|stração Púb||ca Lu|s Bá, que decorreu na Boc|edade Os Loure|ros, de Pa|me|a.
Depo|s de evocar a memor|a de Lu|s Bá, que deí|n|u como um ·homem de cu|tura, grande
to|erânc|a e uma pessoa et|camente preocupada com os outros·, A|berto Mart|ns, sa||entou
a |mportânc|a da nova esco|a atendendo ao ·deí|ce de íormação extremamente grande ao
n|ve| das qua||í|caçoes super|ores, das novas tecno|og|as (dos íunc|onár|os púb||cos)·.
Üm deí|ce que o m|n|stro se propoe combater aprove|tando a sa|da de cerca de 190 m||
íunc|onár|os que at|ngem o ||m|te de |dade nos prox|mos dez anos e atraves de um ·esíorço
de requa||í|cação, sem desped|mentos·.
·A nossa |de|a e que entre 2000 e 2006, com as verbas do QOA Quadro Oomun|tár|o de
Apo|o, cerca de 20 m||hoes de contos na Adm|n|stração Oentra| se|a poss|ve| requa||í|car
um con|unto a|argado de 150 m|| íunc|onár|os púb||cos para que se adaptem às novas
rea||dades da Adm|n|stração Púb||ca que nos queremos |ncrementar·.
A|berto Mart|ns sa||entou que a me|hor|a da Adm|n|stração Púb||ca passa tambem por uma
·s|mp||í|cação |eg|s|at|va·.
SEGURANÇA SOClAL
Lojas de soIidariedade em todo o País
O secretár|o de Estado da Begurança Boc|a|, v|e|ra da B||va,
anunc|ou, no d|a 16, em Braga, que o Governo va| cr|ar, em 2003, e
em todos os conce|hos do cont|nente portugues |o|as da
Bo||dar|edade e Begurança Boc|a| ao serv|ço dos utentes.
·As pr|me|ras duas |o|as conce|h|as arrancam |á este ano nos
conce|hos de Amares e na Povoa de Lanhoso·, ad|antou, v|ncando
que as ·|o|as· trarão a modern|zação dos serv|ços a uma ma|or prox|m|dade aos c|dadãos.
O governante ía|ava durante a sessão de tomada de posse do novo d|rector do Bub-
Oentro Peg|ona| de Braga de Bo||dar|edade e da Begurança Boc|a| do Norte, Anton|o
Pama|ho.
Anton|o Pama|ho, que exerc|a as íunçoes de vereador do PB na Oâmara Mun|c|pa| de
v|e|ra do M|nho, subst|tu| Lu|s va|e.
Para o governante a cr|ação das novas ·Lo|as de Bo||dar|edade e Begurança Boc|a|·
|nsere-se numa |og|ca de renovação dos serv|ços actua|mente ex|stentes, ·tornando-os
numa rede ma|s r|ca pe|a sua capac|dade de re|ac|onamento com os c|dadãos e ma|s
aptos a responder no |oca| às suas necess|dades·.
CON$ELHO DE M/N/$7RO$ Reunlão de 15 de Feverelro
O Oonse|ho de M|n|stros aprovou:
º Oonceder to|erânc|a de ponto no d|a 27 de Fevere|ro, terça-íe|ra de Oarnava|,
º Üma reso|ução que cr|a a Oom|ssão para a B|mp||í|cação Leg|s|at|va,
Üm decreto-|e| que estabe|ece o reg|me |ur|d|co de concessão do exerc|c|o de
recuperação amb|enta| das áreas m|ne|ras degradadas,
º Üma reso|ução que cr|a a Oom|ssão de Acompanhamento do P|ano Nac|ona| de
Acção para a lnc|usão (PNAl), de âmb|to |nterm|n|ster|a|,
º Üma proposta de |e| que regu|a o acompanhamento, pe|a Assemb|e|a da Pepúb||ca,
do envo|v|mento de cont|ngentes m|||tares portugueses para o estrange|ro,
º Üma proposta de |e| que transpoe para a o d|re|to |nterno a Oonvenção sobre a Luta
contra a Oorrupção de Agentes Púb||cos Estrange|ros nas Transaçoes Oomerc|a|s
lnternac|ona|s, aprovada em Par|s em 17 de Dezembro de 1997, sob a eg|de da OODE,
º Üm decreto-|e| que estabe|ece a sa|vaguarda de expectat|vas de progressão na
carre|ra de operár|o a|tamente qua||í|cado,
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| que aprova a |e| orgân|ca do Teatro Nac|ona| de
Bão Oar|os,
º Üm decreto-|e| que deí|ne, no âmb|to da Oa|xa de Prev|denc|a do Pessoa| da
Oompanh|a Portuguesa Pád|o Marcon|, a moda||dade e os termos da transíerenc|a
dos d|re|tos à pensão, prev|sta nos n.`s 2 e 3 do art|go 11` do Anexo vlll do Estatuto
dos Func|onár|os das Oomun|dades Europe|as,
º Üm d|p|oma que a|tera o art|go 3` do decreto-|e| que cr|a o s|stema mu|t|mun|c|pa|
de saneamento do A|garve e o art|go 2` do decreto-|e| que const|tu| a Boc|edade
Aguas do A|garve, BA,
º Üm decreto-|e| que prorroga, por um ano, os prazos prev|stos nos art|gos 1` e 2` do
decreto-|e| que aprova a suspensão parc|a| dos P|anos D|rectores Mun|c|pa|s de v||a
Nova de Foz Ooa, de P|nhe|, de F|gue|ra de Oaste|o Podr|go e de Meda e estabe|ece
med|das prevent|vas para a área su|e|ta ao p|ano de sa|vaguarda do Parque
Arqueo|og|co do va|e do Ooa,
º Üm decreto-|e| que estabe|ece o prazo para a Oom|ssão L|qu|datár|a da ONN
Oompanh|a Nac|ona| de Navegação, EP apresentar a Oonta F|na| de L|qu|dação às
tute|as sector|a| e í|nance|ra e regu|a a|guns aspectos essenc|a|s necessár|os à
í|na||zação do processo de ||qu|dação,
º Üm decreto-|e| que estabe|ece o prazo para a Oom|ssão L|qu|datár|a da OTM
Oompanh|a Portuguesa de Transportes Mar|t|mos, EP apresentar a Oonta F|na| de
L|qu|dação às tute|as sector|a| e í|nance|ra e regu|a a|guns aspectos essenc|a|s
necessár|os à í|na||zação do processo de ||qu|dação,
º Üm decreto-|e| que transpoe a d|rect|va comun|tár|a re|at|va aos extractos de caíe e
extractos de ch|cor|a,
º Üm decreto que submete ao reg|me í|oresta| parc|a| de s|mp|es po||c|a o Parque
Mun|c|pa| do s|t|o das Fontes, s|tuado na Fregues|a de Estombar, Oonce|ho de Lagoa,
º Üma reso|ução que de|ega nos m|n|stros da Adm|n|stração lnterna e da Just|ça a
competenc|a para determ|nar a conservação da nac|ona||dade portuguesa ou conceder
a |nd|v|duo ou |nd|v|duos nasc|dos em terr|tor|o u|tramar|no que tenham estado sob
adm|n|stração portuguesa e respect|vos con|uges, v|úvos ou descendentes,
º Üma reso|ução que reconduz os membros do conse|ho de adm|n|stração da empresa
púb||ca Navegação Aerea de Portuga|, NAv, EP, e nome|a um novo membro, Pu| Pedro
Oorre|a Oabaço Gomes, para a vaga ocorr|da pe|a exoneração, a seu ped|do, de
Anton|o de Lemos Monte|ro Fernandes do cargo de voga| do conse|ho de adm|n|stração
da NAv.
ACÇÃO SOClALlSTA 8 22 FEvEPElPO 2001
PARLAMENTO
PS QUER COMlSSÃO PARLAMENTAR
DE ACOMPANHAMENTO
DA EXECUÇÃO ORÇAMENTAL
DEPUTADOS DO PORTO QUEREM ESCLARECER
RELAÇÕES ENTRE CÂMARA DE VALONGO E CONSTRUTORA
F/NANÇA$ PÚBL/CA$ Projecfo-lel
O PB apresentou no d|a 15 um pro|ecto-|e|
que preve a cr|ação de uma Oom|ssão
Par| amentar de acompanhamento e
contro|o da execução orçamenta|, para
·deíender a transparenc|a· das contas do
Estado.
A acompanhar o pro|ecto de |e| que sub|u
a p|enár|o para debate |untamente com
d|p|omas s|m||ares do POP, B|oco de
Esquerda, PBD e Governo , os soc|a||stas
entregaram um pro|ecto de reso|ução onde
recomendam a cr| ação da reíer| da
com|ssão.
A preparação do debate do Orçamento de
Estado (OE), segundo o pro|ecto de |e| do
PB, cont|nuar|a a pertencer à Oom|ssão de
Econom|a, F|nanças e P|ano, í|cando a
nova com|ssão dest|nada a acompanhar
a execução orçamenta|, podendo dar
contr|butos à preparação do debate do OE.
O PB quer a|nda redeí|n|r, em termos de
prazos, o mode| o de d| scussão e
aprovação do orçamento, reíorçar os
poderes do Tr|buna| de Oontas, me|horar a
qua||dade do contro|o da despesa púb||ca,
í|cando o Governo obr|gado a env|ar à
Assemb|e|a da Pepúb||ca ate 15 de Ma|o
um re|ator|o, e |nst|tu|r aud|tor|as ao s|stema
de contro|o |nterno.
Para o PB, ·e |mportante reequac|onar a
íunção do Par|amento no dom|n|o da co-
responsab|||dade em mater|a de po||t|cas
de í| nanças púb| | cas, devendo este
processo |n|c|ar-se com a ree|aboração de
uma nova | e| de enquadramento
orçamenta| , a que deve segu| r-se a
aprovação de |e|s-quadro que regu|em os
mecan|smos de acompanhamento da
gestão í|nance|ra púb||ca ao n|ve| reg|ona|
e |oca|·.
Acompanhado na coníerenc|a de lmprensa
pe|os deputados Manue| dos Bantos e
João Orav|nho, Hasse Ferre|ra de|xou c|aro
que o Governo e o PB ·estão abertos· para
d| scut| r com todos os grupos
par|amentares ·e receber contr|butos·,
de|xando um espec|a| recado ao PBD.
·veremos como o PBD se va| comportar
neste debate, será mau se se exc|u|r de
uma |e| tão |mportante·, aí|rmou Hasse
Ferre|ra, apontando que o pro|ecto de |e|
|aran|a para o debate ·e |gua|· ao que ío|
re|e|tado no ú|t|mo debate no hem|c|c|o de
Bão Bento sobre o mesmo assunto.
GP/P$ Requerlmenfos
oze deputados do PB/Porto
entregaram no d|a 16 no
Par|amento c|nco requer|mentos
d|r|g|dos à Oâmara do PBD de
va|ongo, |nc|d|ndo quatro de|es sobre as
re|açoes entre a autarqu|a e a empresa
de construção EOOP.
O pr|me|ro dos requer|mentos |evanta
dúv|das sobre a dec|são da Oâmara de
conceder a exp|oração de um parque de
estac|onamento subterrâneo no centro
da c| dade, de íorma gratu| ta e pe| o
prazo de 50 anos, à EOOP (Empresa de
Oonstrução O|v|| de Obras Púb||cas).
De acor do com os deput ados
soc|a||stas, a dec|são poderá ser de
·duv| dosa | ega| | dade·, | á que se
atr|buem à empresa de construção c|v||
e de obr as púb| | cas ·d| r e| t os de
superí|c|e sobre terrenos do dom|n|o
pr| vado mun| c| pa| e t ambem sobre
terrenos de propr|etár|os pr|vados·.
Os deputados soc|a||stas quest|onam
se, na at r | bu| ção dest e d| r e| t o de
superí|c|e, ío| rea||zado a|gum concurso
púb||co e que mot|vos |evaram a Oâmara
a íazer a esco|her a EOOP.
Outras dúv|das dos deputados do PB
sobre as re|açoes entre a Oâmara e a
í|rma de construção |nc|dem sobre o
parque empresar|a| de campo deste
conce| ho e sobre a part| c| pação da
autarqu|a numa empresa pr|vada de
âmb|to mun|c|pa| tem a denom|nação
de OlDOv Operação lntegrada de
Desenvo| v| ment o do Oonce| ho de
va|ongo em que um dos acc|on|stas e
prec|samente a EOOP.
No pr | me| r o caso, os soc| a| | st as
pretendem obter esc|arec|mentos sobre
a íundamentação |ega| que ·serv|u de
base à outorga do protoco|o· com a
EOOP e se esse mesmo acordo ío|
submet | do a v| st o pr ev| o ou à
í|sca||zação sucess|va do Tr|buna| de
Oontas.
No que respe| t a à part | c| pação da
Oâmar a no cap| t a| da Ol Dv, os
deputados soc|a||stas querem que |hes
se|a env|ada uma cop|a cert|í|cada da
ass|natura púb||ca para a const|tu|ção
desta soc|edade comerc|a|.
Bo| | c| t am-se | gua| ment e e| ement os
sobr e o númer o da | nscr | ção da
soc|edade na respect|va Oonservator|a
de Peg|sto Oomerc|a| e cert|dão onde se
encont rem espec| í | cados pro| ect os
desenvo|v|dos ate ho|e.
A|em de |evantarem dúv|das sobre a
concessão da exp|oração e gestão dos
s|stemas de abastec|mento de água
para consumo púb||co e de reco|ha,
tratamento e re|e|ção de eí|uentes do
conce|ho do va|ongo, os deputados do
PB querem saber qua|s os cr|ter|os que
pres|dem à atr|bu|ção de subs|d|os às
|nst|tu|çoes sem í|ns |ucrat|vos com sede
no mun|c|p|o.
O PB protesta contra a dec| são da
Oâmara de suspender os subs|d|os ao
Oent r o Boc| a| de Er mes| nde ( uma
|nst|tu|ção pr|vada de so||da-r|edade
soc| a| ), que ·presta traba| hos mu| to
re|evantes no campo soc|a|, apo|ando
cr|anças, |ovens e |dosos, para a|em de
desenvo|ver
D
EM DEFESA
DO BEM PÚBLlCO
DEPU7ADO HA$$E FERRE/RA Confrolo orçamenfal
Ma|or r|gor na ut|||zação
dos recursos púb||cos e
a pr|or|dade centra| da
proposta governamenta|,
d|scut|da no d|a 15, em
p|enár|o par|amentar, e
que apresenta um novo
quadro normat|vo para o contro|o da
execução orçamenta|.
O deputado soc|a||sta Joe| Hasse Ferre|ra
chamou a atenção da Assemb|e|a da
Pepúb||ca para a necess|dade de ma|s
transparenc|a e de um contro|o eí|caz das
contas do Estado.
·E ío| com este ob| ect| vo que | á se
começou a adoptar o s| stema ABB
(Orçamento baseado em act|v|dade) em
que se dá uma ma| or re| evânc| a à
orçamentação por programas·,
exemp||í|cou Joe| Hasse, garant|ndo que
deste modo e poss|ve| estabe|ecer uma
·ma|or ||gação entre os ob|ect|vos e os
ma|os ut|||zados·.
Üm dos prob|emas centra|s d|scut|dos no
Par|amento prende-se com o PlDDAO.
·A íorma como o PlDDAO e actua|mente
debat|do em sede de Orçamento aparece-
nos como abstrusa e ate e| vada de
|rrac|ona||dade·, d|sse o deputado do PG/
PB, argumentando que ·optar entre os
reíorço de verbas para um centro de saúde
de Oarrazeda ou o aumento de recursos
para uma co|ect|v|dade de Faíe (...) e um
traba|ho que ex|ge uma capac|dade e um
conhec|mento do terreno que u|trapassa
|argamente as poss|b|||dades de qua|quer
debate·.
O que parece re|evante que um Par|amento
nac|ona| d|scuta no âmb|to do Orçamento
de Estado são, segundo Joe| Hasse
Ferre| ra, as or| entaçoes e as
concret|zaçoes da estrateg|a econom|ca,
no p|ano sector|a| e no âmb|to reg|ona|, dos
|nvest|mentos púb||cos que o Estado
promove, em con|ugação com os íundos
europeus e eventua|mente com recursos
pr|vados.
·Da| a necess|dade de se c|ar|í|car toda a
art|cu|ação entre programas, pro|ectos e
med|das a que se procede na nova Le| de
Enquadramento Orçamenta|·, deíendeu.
Neste sent|do e contrar|ando a proposta
|aran|a, a bancada soc|a||sta cons|dera não
ser poss|ve| ·r|g|d|í|car· daque|a mane|ra
o íunc|onamento e o contro|o do PlDDAO,
sob pena de d|í|cu|tar a sua exequ|b|||dade.
Quanto ao pro|ecto do POP, o par|amentar
do PB sub||nhou os aspectos concordantes
com a proposta do Governo, abr|ndo
excepção para a |de|a comun|sta de ||m|tar
a Le| de Enquadramento Orçamenta| ao
sector púb||co adm|n|strat|vo.
Joe| Hasse mostrou-se conv|cto de se
poder chegar, no âmb| to do debate
par| amentar, a uma nova | e| que
s|mu|taneamente me|hore a transparenc|a
e a qua||dade dos contro|os orçamenta|s,
| ntegrando a| nda os aspectos
íundamenta|s do Orçamento da Begurança
Boc|a|.
Neste contexto, d|sse, ·a Assemb|e|a da
Pepúb||ca passará a ter um pape| mu|to
ma| s | mportante, nomeadamente no
acompanhamento e contro|o da execução
orçamenta|, bem como no debate de
aprec|ação dos comprom|ssos p|ur|anua|s
do Estado, sob as ma|s d|versas íormas,
das sc0|´s ao |eas|nç·. MARY RODRlGUES
22 FEvEPElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 9
PARLAMENTO
ESQUERDA UNlDA
PELA ECONOMlA COMUM
CRlME DE ABUSO SEXUAL
DE MENORES TORNADO PÚBLlCO
D/RE/7O$ E L/BERDADE$ Casals homossexuals
Os part|dos de esquerda aprovaram na
passada qu| nta-íe| ra, d| a 15, no
Par|amento, um requer|mento do PB para
que os pro|ectos sobre econom|a comum
e un|oes de íacto homossexua|s ba|xassem
à com|ssão sem votação pe|o per|odo de
um mes para debate na espec|a||dade.
O requer|mento passou com os votos a
íavor do PB, POP, B|oco de Esquerda e do
part|do eco|og|sta ·Os verdes· e os votos
contra do PBD e ODB/PP.
O PB dec|d|u no mesmo d|a, apos a reun|ão
da bancada soc|a||sta, ace|tar a proposta
avançada recentemente pe|o BE no sent|do
de todos os d|p|omas ba|xarem à com|ssão
sem votação.
Assum|u tambem o comprom|sso ex|g|do
pe|a esquerda par|amentar de os d|p|omas
permanecerem em sede de com|ssão
apenas um mes, per|odo í|ndo o qua| o
texto í|na| ·onde se procurará obter o
ma|or consenso poss|ve|·, garant|u a
deputada soc|a||sta Ana Oatar|na Mendes
, sub|rá novamente a p|enár|o.
Ao contrár| o do que a esquerda
par|amentar pretend|a, não í|cou garant|do,
contudo, que no texto í|na| venham a ser
consagrados com c|areza os d|re|tos das
pessoas do mesmo sexo que v|vam em
un|ão de íacto.
A deputada soc|a||sta Ana Oatar|na Mendes
aí|rmou que há abertura para ·me|horar·
em sede de espec|a||dade a|guns aspectos
do d|p|oma da JB (que regu|a o reg|me de
econom|a comum.
·Bomos |ntrans|gentes na não |ntrom|ssão
do Estado na |nt|m|dade de cada um,
cont|nuando a aí|rmar que o íundamenta|
e garant| r os d| re| tos dos c| dadãos
|ndependentemente da sua or|entação
sexua|·, sub||nhou.
O POP e o BE, por seu |ado, garant|ram que
em com|ssão vão vo|tar a bater-se pe|a
consagração das un|oes de íacto entre ça,s.
1U$7/ÇA Aµrovados µrojecfos
Os pro|ectos de | e| do PB e Part| do
Eco| og| sta ·Os verdes· que tornam
púb||co o cr|me de abuso sexua| contra
cr|anças, sobretudo quando prat|cados no
se| o íam| | | ar, íoram aprovados na
genera||dade, no d|a 15, na Assemb|e|a
da Pepúb||ca.
O d|p|oma dos soc|a||stas passou com a
abstenção do PBD e o voto a íavor das
restantes bancadas, enquanto o do PEv
ío| aprovado com os votos a íavor do PB,
BE e POP e a abstenção do PBD, ODB/PP
e do deputado soc|a||sta vera Jard|m.
Ambos os d|p|omas deíendem que os
cr|mes sexua|s sobre menores prat|cados
no se|o íam|||ar devem passar a cr|mes
púb||cos em que o M|n|ster|o Púb||co
(MP) pode actuar sem necess|dade de
que|xa da v|t|ma ou seu representante, que
e mu|tas o propr|o agressor.
A d|íerença e que enquanto o PB dá
natureza de cr|me púb||co aos abusos
sexua|s prat|cados por qua|quer pessoa (|á
íora da íam|||a) sobre menores de 12 anos,
o PEv a|arga este ||m|te para 14 anos.
Aprovado ío| tambem o pro|ecto de |e| do
POP com a abstenção do PBD, ODB/PP
e PB, e os votos íavoráve|s das restantes
bancadas que |nc|de essenc|a|mente
sobre os cr|mes de tráí|co sexua| de
pessoas, mantendo como cr|me sem|-
púb||co os abusos sexua|s sobre menores.
Os comun|stas deíendem a manutenção
do actua| reg|me, ou se|a, se a v|t|ma tem
ma|s de 16 anos, e necessár|o ex|st|r uma
que|xa para se dar |n|c|o a um processo
|ud|c|a|. Be t|ver |dade |níer|or, e o MP que
ava||a a oportun|dade de uma acção
|ud|c|a| com base no |nteresse da cr|ança.
Os pro|ectos de reso|ução do BE e ODB/
PP que recomendam a adopção de
med|das de combate aos maus tratos e
abuso sexua| sobre menores íoram
|gua|mente aprovados.
MAlS UM PASSO
NA CONSOLlDAÇÃO
DO PRlNClPlO DA lGUALDADE
DEPU7ADA ANA CA7AR/NA MENDE$ Pessoas com vlda em comum
·Ao apresentarmos o
pro|ecto de |e| 105/vll,
que adopta med|das de
protecção das pessoas
que v|vam em econom|a
comum, estamos a dar
um passo em írente na
conso||dação do pr|nc|p|o da |gua|dade
consagrado no art|go 13` da Oonst|tu|ção
da Pepúb||ca Portuguesa·, aí|rmou no d|a
14 a deputada do PB Ana Oatar|na Mendes.
Na sua |ntervenção no Par|amento, Ana
Oatar|na Mendes sa||entou que o pro|ecto
do PB ·pretende tão-so coníer|r protecção
| ega| a um con| unto de re| açoes
|nterpessoa|s, com "abso|uta |rre|evânc|a
da or|entação sexua|", d|st|ngu|ndo-se,
ass|m, do reg|me ap||cáve| às un|oes de
íacto·.
Nestes termos, ad|antou, ·os traços
ob|ect|vos |dent|tár|os v|da em comum
será cond|ção suí|c|ente para íacu|tar às
pessoas |nteressadas a íru|ção dos d|re|tos
que a s|tuação |ust|í|ca·.
Estabe|ece-se, esc|areceu, ·um reg|me
|ur|d|co espec|í|co da protecção de duas
pessoas que v|vam em econom|a comum,
há ma|s de do|s anos·.
Tabu e preconceito
Begundo reíer|u a par|amentar soc|a||sta,
este e um pro|ecto que consagra, em
pr|me|ro |ugar, ·o d|re|to à pr|vac|dade e à
|gua|dade, neutro em re|ação às or|entaçoes
sexua|s de cada um, abstendo-se de se
|m|scu|r na esíera pr|vada, respe|tando-a·.
Em segundo |ugar, o d|p|oma consagra ·a
so||dar|edade para com os que ma|s
necess|tam de apo|o da soc|edade perante
a perspect|va da so||dão·.
E, em terce|ro |ugar, ·a |gua|dade de
oportun|dades que deve ter expressão |ega|
e ser cumpr|da dando corpo ao |mperat|vo
da d|gn|dade soc|a| e à ||berdade |nd|v|dua|·.
·A soc|edade c|v|| ex|ge de nos que
sa|bamos acompanhar as transíormaçoes
soc|a|s sem í|carmos to|h|dos pe|o tabu e
pe|o preconce|to·, sub||nhou.
J. C. CASTELO BRANCO
PESADELO COR-DE-LARANJA
DEPU7ADO AR7UR PENEDO$ Políflca de emµrego µúbllco
O deputado soc|a||sta
Artur Penedos denun-
c|ou, no d|a 14, na
Assemb|e|a da Pepú-
b||ca, a coníusão e a âns|a
de poder a qua|quer
preço re|nantes no se|o do
PBD.
Fa|ando no debate par|amentar sobre po||t|ca
de emprego púb||co, Penedos deíendeu um
conce|to de modern|zação da Adm|n|stração
Púb||ca que passa pe|a adopção de novas
íormas de gestão e pe|a mob|||zação dos
íunc|onár|os.
Numa reíerenc|a às cr|t|cas do part|do |aran|a
ao acordo sa|ar|a| de 3,7 por cento para a
Função Púb||ca consegu|do pe|o Governo,
o par|amentar do PB não de|xou de chamar
a atenção para a pos|ção recentemente
tornada púb||ca pe|o m|n|stro-sombra do PBD
para o sector í|nance|ro, Tavares More|ra, e
de |med|ato contrapostas por outros
d|r|gentes des|gnados por Durão Barroso
para íunçoes |dent|cas.
Ass|m, Artur Penedos aí|rmou que o
Par|amento ex|ge a c|ar|í|cação das
perp|ex|dades que os porta-vozes do PBD
vem |nsta|ando na soc|edade portuguesa.
·A |nterrogação que |eg|t|mamente se co|oca
aos portugueses, íace às dec|araçoes do
m|n|stro-sombra, e a de saber se com o PBD
a governar os traba|hadores ter|am
consegu|do ver repostas as suas perdas
sa|ar|a|s·, dec|arou, acrescentando de
|med|ato que o GP/PB está sat|síe|to pe|o
íacto do Governo ter ce|ebrado ·um acordo
sa|ar|a| para 2001 que va| mu|to a|em das
questoes sa|ar|a|s·.
·Fo| um traba|ho árduo de concertação soc|a|
que va|eu a pena·, re|terou.
Para Artur Penedos, com os aumentos
sa|ar|a|s de 3,7 por cento o Execut|vo
soc|a||sta ·cumpr|u escrupu|osamente os
comprom|ssos que assum|u pub||camente
com os traba|hadores da Função Púb||ca·.
Esta var|ação pos|t|va dos ordenados dos
íunc|onár|os do Estado reí|ecte, no entender
do deputado do PB, o reconhec|mento do
pape| desempenhado por estes proí|ss|ona|s
e a c|ara |ntenção de |hes repor um eíect|vo
poder de compra.
·Por |sso, não podemos compreender o
PBD·, exc|amou Penedos, qua||í|cando a
gestão |aran|a desta mater|a como
demagog|ca e carente de r|gor.
Peaí|rmando a conv|cção soc|a||sta de que
o acordo sa|ar|a| da Adm|n|stração Púb||ca e
bom para os traba|hadores e para o Pa|s,
Artur Penedos conc|u| esc|arecendo uma
pers|stente coníusão |aran|a.
·Os portugueses |á não acred|tam nos
monstros que grav|tam no nosso Pa|s, mas
acred|tam cada vez ma|s nos monstros que
hab|tam o |mag|nár|o do PBD·, d|sse.
MARY RODRlGUES
ACÇÃO SOClALlSTA 10 22 FEvEPElPO 2001
UNÌÄO EUROPEÌA
AJUDAS DA PAC DEVEM FAVORECER
AGRlCULTURA EXTENSlVA
LUZ VERDE À ALlANÇA
NO BRASlL
ENTRE PT E TELEFÓNlCA
AGR/CUL7URA Comlssárlo deIende
cr|se das vacas |oucas ve|o por
o dedo na íer|da. É prec|so uma
|ní|exão na po||t|ca agr|co|a da
Ün|ão Europe|a.
As a|udas da Po||t|ca Agr|co|a Oomum
(PAO) devem r eor | ent ar-se par a
í avorecer um mode| o de produção
ext ens| vo, í ace aos ped| dos dos
consum| dores e dos cont r| bu| nt es,
deí endeu no d| a 17 o com| ssár | o
europeu da Agr|cu|tura, Franz F|sch|er.
Numa entrev|sta pub||cada no d|a 17
pe|o d|ár|o írances ·L|berat|on·, F|sch|er
garant|u que o mode|o da PAO adoptado
desde a sua cr|ação em 1962 ·não está
CONCORRÈNC/A Comlssão Euroµela dá
A Oom|ssão Europe|a deverá dar |uz verde,
ate 13 de Março, à a||ança no Bras|| da
Te| ecom Portuga| e da Te| eíon| ca
(Espanha).
Üma íonte comun|tár|a d|sse, em Bruxe|as,
que, ·se a Oom|ssão Europe|a não receber
comentár|os ao negoc|o, a íusão será
aprovada ate 13 de Março·.
A mesma íonte pensa que as autor|dades
europe|as responsáve|s pe|a concorrenc|a
não vão co|ocar prob|emas à operação,
·v|sto o negoc|o se rea||zar no Bras|| e não
na Ün|ão Europe|a·.
Bruxe| as anunc| ou ter receb| do a
not| í| cação íorma| da proposta de
operação de ·concentração· pe|a qua| as
empresas (espanho|a) Te|eíon|ca BA e a
Portuga| Te|ecom BA const|tuem uma ·|o|nt-
venture· no Bras||.
Bruxe|as tem um mes para ver|í|car se a
ope-ração não va| contra as regras
comun|tár|as de concorrenc|a, como a
cr|ação de uma pos|ção dom|nante no
mercado, o que poder|a ser pre|ud|c|a| para
os consu-m|dores ou outras empresas
europe|as.
A Oom|ssão abr|u um processo s|mp||-
í|cado para ana||sar este caso, o que |nd|c|a
que, em pr|nc|p|o, não serão |evantados
obstácu|os ao negoc|o.
Os pres|dentes da Portuga| Te|ecom (PT) e
da Te|eíon|ca ass|naram, a 26 de Jane|ro,
no P|o de Jane|ro (Bras||), o acordo que
íorma||za a a||ança que estabe|eceram para
o Bras||.
A ·ho|d|ng· que resu|ta da operação reun|rá
as part|c|paçoes das duas empresas de
te|ecomun|caçoes no sector move| no
Bras|| e deverá estar operac|ona| em 2002.
Franc|sco Murte|ra Nabo, pres|dente da
Portuga| Te|ecom, expr|m|u na a|tura a
conv|cção de que a |c|o|nç poderá estar
operac|ona| |á no prox|mo ano.
A |c|o|nç da PT e da Te|eíon|ca para prestar
serv|ços de te|eíone move| no Bras|| está
ava||ada em 10 m|| m||hoes de do|ares
amer|canos.
A nova empresa a cr|ar agrupará todos os
act| vos actua| s no Bras| | das duas
empresas. Terá uma base de 9,3 m||hoes
de c||entes, de um tota| de 23,2 m||hoes,
segundo dados da Anate| , ent| dade
regu| adora do mercado de
te|ecomun|caçoes do Bras||.
Actua|mente, as operadoras que |ntegram
a nova empresa tem quotas de mercado
super|ores a 60 por cento nos segmentos
em que estão presentes.
A
PROJECTO DE CARLOS LUlS
CONCEDE MAlS ClDADANlA
A EMlGRANTES PORTUGUESES
CON$ELHO DA EUROPA Aufarqulas locals
O deputado do PB e|e|to pe|o c|rcu|o da
Europa, Oar|os Lu|s, prossegue o seu
notáve| traba|ho em pro| dos em|grantes
portugueses no ve|ho Oont|nente.
Ao |ongo dos anos, quer em |ntervençoes,
quer em | n| c| at| vas, quer a| nda em
contactos pessoa|s, Oar|os Lu|s tem-se
reve|ado um deputado sempre presente
em deíesa dos d|re|tos das comun|dades
portuguesas.
Neste contexto, surg|u ma|s uma |n|c|at|va
do deputado soc|a||sta que reíorça os
d| re| tos de c| dadan| a dos nossos
em|grantes.
Ass|m, de acordo com um pro|ecto de
recomendação do deputado Oar|os Lu|s,
aprovado pe|a Assemb|e|a Par|amentar do
Oonse| ho da Europa (APOE), os
em|grantes e res|dentes estrange|ros que
v|vem nos pa|ses membros do Oonse|ho
da Europa vão ter o d|re|to de votar e de
ser e|e|tos para as autarqu|as |oca|s.
Marco histórico no aprofundamento
da cidadania
Para o camarada Oar|os Lu|s, a aprovação
do seu pro|ecto ·e um marco h|stor|co no
aproíundamento da c| dadan| a e na
part|c|pação púb||ca dos portugueses· que
res|dam nos 43 pa|ses que |ntegram o
Oonse|ho da Europa.
·Depo|s de mu|tos anos, a part|c|pação dos
| m| grantes na v| da púb| | ca tem-se
progress|vamente constru|do em d|versos
dom|n|os, mas a part|c|pação po||t|ca tem
susc|tado sempre grandes po|em|cas·, |e-
se no documento. J. C. CASTELO BRANCO
·|mpor um novo mode|o bruta|mente· e
va| ser oíerec|do a|go aos agr|cu|tores.
Bub||nhou que a França |á o íez e ut|||za
a poss|b|||dade prev|sta na Agenda 2000
de reor| entar uma parte das a| udas
d|rectas para o me|o amb|ente.
Pe| at | vament e à poss| b| | | dade de
conceder a|udas aos propr|etár|os de
exp|oraçoes de gado aíectados pe|a
cr|se das vacas |oucas, o com|ssár|o
F|sch|er aí|rmou que essas propostas
são necessár|as para íazer íace à cr|se
|med|ata, mas que terá de se consegu|r
uma redução no vo|ume de carne bov|na
nos prox|mos do|s anos.
morto, mas |á não e suí|c|ente·.
·O s| st ema agr | co| a t em de ser
sustentáve| econom| ca, eco| og| ca e
soc|a|mente·, sub||nhou.
Acr escent ou que, por | sso, ·e
necessár|o reor|entar as a|udas púb||cas
para íavorecer a agr|cu|tura extens|va e
| nc| t ar os agr | cu| t or es a uma
d|vers|í|cação·.
O com|ssár|o europeu ad|antou que os
contr|bu|ntes vão cada vez ma|s ped|r
contas aos agr|cu|tores, perguntar o que
íazem com os d|nhe|ros que recebem.
F|sch|er adm|t|u que a reíorma da PAO
e ·um processo de| | cado·, não v| sa
22 FEvEPElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 11
UNÌÄO EUROPEÌA
SEGURO SAÚDA ACORDO GLOBAL
ENTRE A UE E O MÉXlCO
MAlS FÁClL APRESENTAR QUElXAS FlNANCElRAS
ENTRE ESTADOS-MEMBROS
E$7RA$BURGO Eurodeµufados soclallsfas
camarada Anton|o Jose Beguro
saudou no d|a 15, no p|enár|o
de Estrasburgo do Par|amento
Europeu (PE), o acordo g|oba|
entre a Ün|ão Europe|a (ÜE) e o Mex|co e
ape| ou a um entend| mento para a
reso|ução do coní||to de Oh|apas.
·Üm dos acordos ma|s amb|c|osos ate ho|e
subscr|tos pe|a Ün|ão Europe|a.· Esta ío| a
expressão usada pe|o pres|dente da de|e-
gação do PE para as Pe|açoes com a Ame-
r|ca Oentra| e Mex|co, para caracter|zar o
acor-do g|oba| ÜE/Mex|co sobre parcer|a
econo-m| ca, concertação soc| a| e
cooperação.
Begundo sub| | nhou o eurodeputado
soc|a||sta, este acordo estabe|ece as bases
para o estre|tamento das re|açoes entre as
suas partes envo|v|das, cr|ando um corpo
|ur|d|co que perm|t|rá a aprox|mação de
do|s povos que part||ham va|ores comuns.
Beguro ape|ou à Oom|ssão Europe|a para
que proceda a uma ava||ação no terreno
das potenc|a||dades do acordo e que os
seus resu|tados se|am d|vu|gados aos
vár|os |nteressados.
O eurodeputado soc|a||sta ape|ou a|nda às
partes envo|v|das no coní||to de Oh|apas
para que |ntens|í|quem os esíorços no
cam|nho do d|á|ogo, de íorma a por termo
a uma s|tuação anacron|ca e |mpropr|a da
nossa c|v|||zação.
Ajuda da UE às vítimas
das inundações em PortugaI
Os eurodeputados soc|a||stas apresen-
taram, no p|enár|o de Estrasburgo, uma
reso| ução sobre as | nundaçoes que
ocorreram em Portuga| em Jane|ro, à qua|
se assoc|aram outras íorças po||t|cas do
PE.
Na reso|ução, aprovada no d|a 15, o PE
ape|a à Oom|ssão Europe|a para que
conceda um apo|o í|nance|ro excepc|ona|
que comp|emente os me|os postos ao
d|spor pe|as ent|dades portugueses no
sent|do de dar resposta às necess|dades
urgentes das popu|açoes ma|s aíectadas
e ena|tece os esíorços rea||zados pe|as
autor|dades portuguesas envo|v|das nas
operaçoes de aux|||o.
O eurodeputado soc|a||sta Oar|os Lage,
numa |ntervenção no p|enár|o, cons|derou
que o ped|do |nscr|to na reso|ução não
poder ser v| sto como uma at| tude
m|serab|||sta, uma vez que, |embrou, ·o
Governo portugues não ía|tou com apo|os
às v|t|mas das |ntemper|es·.
Trata-se antes, sa||entou, ·de so||c|tar e de
íazer íunc|onar a so||dar|edade da Ün|ão
Europe|a·.
lntegração
da Turquia na UE
A eurodeputada soc|a||sta Mar|a Oarr||ho
cons|derou no d|a 14, no p|enár|o de
Estrasburgo do PE, estarem reun|das as
cond|çoes para se progred|r no sent|do da
|ntegração da Turqu|a na Ün|ão Europe|a.
Begundo a camarada Mar|a Oarr||ho, a
Turqu|a ·mantem actua|mente um e|evado
grau de |nterpenetração econom|ca com a
Ün|ão, e |ntegra a NATO, no se|o da qua|
ex|ste uma |onga trad|ção de conhec|mento
mútuo dos pa|ses membros da mesma
a||ança·.
PIanos de estabiIidade
na lrIanda e França
A eurodeputada soc|a||sta He|ena Torres
Marques aí| rmou no d| a 15, em
Estrasburgo, que o cresc| mento
econom|co da Ün|ão Europe|a no seu todo,
bem como o de cada um dos seus
Estados-membros, a um r|tmo |mportante,
ex|gem, por parte da Oom|ssão Europe|a,
·uma ma|or atenção a outros aspectos que
não apenas o cumpr|mento dos cr|ter|os
de Maastr|cht, sobretudo o da |ní|ação·.
A camarada He|ena Torres Marques, que
|nterv|nha no p|enár|o do PE, no âmb|to de
uma pergunta ora| sobre os p|anos de
estab|||dade econom|ca na lr|anda e
França, sustentou que a Oom| ssão
Europe|a não deverá ía|ar apenas da
estab| | | dade e esquecer o p| ano de
cresc|mento da ÜE. J. C. CASTELO BRANCO
CON$UM/DORE$ Comlssão Euroµela anuncla
Oom|ssão Europe|a anunc|ou a
cr| ação de uma rede para
reso|ver as que|xas transíron-
te|r|ças dos consum|dores, que
|rá perm|t|r aos c|dadãos apresentar
rec|amaçoes contra os serv|ços í|nance|ros
de qua|quer pa|s comun|tár|o.
A rede perm|t|rá so|uc|onar os ||t|g|os no
mercado |nterno entre consum|dores e
prestadores de serv|ços que se encontram
estabe|ec|dos num Estado-membro da
Ün|ão Europe|a que não aque|e no qua|
res|de o que|xoso.
Envo|vendo 35 s|stemas nac|ona|s, entre
os qua| s os portugueses Oentro de
Arb|tragem de Ooní||tos de Oonsumo de
L|sboa e a Oom|ssão do Mercado de
va|ores lmob|||ár|os, o novo s|stema
comun|tár|o envo|ve sectores como a
banca e os seguros, cons|derados os ma|s
prob|emát|cos em mater|a de que|xas, e os
organ|smos de deíesa dos consum|dores
nac|ona|s.
·A d|í|cu|dade de obtenção de recurso
extra|ud|c|a| const|tu| um obstácu|o no
desenvo| v| mento dos serv| ços
consum| dores europeus e o
desenvo| v| mento do comerc| o
transíronte|r|ço·, uma oíerta e procura que
|rá aumentar com a |ntrodução do euro.
Perante a apresentação de uma que|xa, o
consum|dor e posto em contacto com o
s|stema de reso|ução de ||t|g|os do pa|s de
or| gem do íornecedor, atraves do
organ|smo de deíesa do seu pa|s, sendo
os serv|ços grát|s ou de ba|xos custos.
·Os consum|dores pretendem assegurar-se
que as transacçoes transíronte|r|ças serão
||vres de qua|squer prob|emas. A ex|stenc|a
de metodos ráp|dos, eí|c|entes e baratos
para a reso|ução de ||t|g|os e essenc|a| para
o íomento do desenvo|v|mento de um
verdade|ro mercado a n|ve| europeu no
sector dos serv|ços í|nance|ros de reta|ho·,
|ust|í|cou o com|ssár|o para o mercado
|nterno, Fr|ts Bo|keste|n.
Para a|udar na so|ução dos prob|emas,
Bruxe|as pub||cou a|nda um gu|a exp||cat|vo
de ·Oomo íazer va|er os seus d|re|tos no
Mercado Ún|co Oomum·, que se encontra
d|spon|ve| no ·s|te· http://europa.eu.|nt/
c|t|zens.
O
transíronte|r|ços, em espec|a| no sector dos
serv|ços í|nance|ros, que e suscept|ve| de
comprometer o desenvo| v| mento do
comerc|o e|ectron|co·, exp||ca Bruxe|as.
A dec|são da Oom|ssão Europe|a tem em
conta a crescente procura de organ|smos
para a reso|ução de ||t|g|os ||gados ao
consumo, que não envo|vam acçoes
| ud| c| a| s íorma| s, dada a ·gama de
soí|st|cação dos serv|ços à d|spos|ção dos
A
ACÇÃO SOClALlSTA 12 22 FEvEPElPO 2001
SOCÌEDADE & PAÌS
lPPS E MlSERlCÓRDlAS
TERÃO 141 MlLHÕES DE CONTOS
RECUPERAÇÃO CONTARÁ
COM 2,4 MlLHÕES DE CONTOS
$OL/DAR/EDADE Aµolo a carenclados
Estado va| conceder em 2001
ma|s de 140 m||hoes de contos
às |nst|tu|çoes da soc|edade
c| v| | para apo| o aos ma| s
desíavorec|dos.
O anúnc|o ío| íe|to, no d|a 20, em L|sboa,
pe|o gab|nete do m|n|stro Ferro Podr|gues.
De acordo com a mesma íonte, o M|n|ster|o
do Traba|ho e da Bo||dar|edade va| atr|bu|r
às |nst|tu|çoes part|cu|ares de so||dar|edade
soc|a| (lPBB), m|ser|cord|as e assoc|açoes
mutua||stas uma verba de 141 m||hoes de
contos para apo|o aos 535.174 utentes das
tres áreas de |ntervenção da Pede Bo||dár|a
|níânc|a e |uventude, terce|ra |dade e
deí|c|enc|a e reab|||tação.
A atr|bu|ção das compart|c|paçoes, que
í|cou ontem estabe|ec|da em protoco|o
ass|nado entre o Governo, as un|oes das
m|ser|cord|as e das mutua||dades e as
lPBB, consagra ma|s 23 m||hoes de contos
re|at|vamente ao apo|o prestado em 2000
e abrange um |eque de ma|s 34.320
beneí|c|ár|os.
O aumento da compart|c|pação í|nance|ra
do Estado e ·uma consequenc|a da
|ní|ação, do aumento do número de
beneí|c|ár|os e das ex|genc|as eíectuadas
aos parce| ros soc| a| s no sent| do de
concret|zar a me|hor|a dos serv|ços·,
garante o gab|nete m|n|ster|a|.
·O protoco|o de cooperação preve uma
gama de proced|mentos com os qua|s se
procura me|horar a art|cu|ação entre o
M|n|ster|o do Traba|ho e da Bo||dar|edade
e a |nst|tu|çoes e consagra a obr|gação
destas em me|horar a qua||dade e a
eí|các|a dos serv|ços que prestam e a
garant|a da equ|dade e da |ust|ça soc|a|
no re|ac|onamento com os c|dadãos·,
acrescenta.
O cresc|mento de cerca de 20 por cento
das verbas a atr|bu|r às |nst|tu|çoes da
soc|edade c|v|| são super|ores ao aumento
med|o do orçamento da acção soc|a|, cu|o
cresc|-mento para este ano e de 16 por
cento.
O acordo entre o Estado e |nst|tu|çoes da
soc|edade c|v|| para apo|o aos ma|s
desíavorec| dos ·e o | nstrumento
adequado· de aux| | | o a quem ma| s
prec| sa, cons| derou, terça-íe| ra, o
pres|dente da Ün|ão das lnst|tu|çoes
Part|cu|ares de Bo||dar|edade Boc|a|.
·O acordo, que regu|a a cooperação entre
o Estado e as |nst|tu|çoes da soc|edade
c| v| | , sustenta as preocupaçoes do
Governo re|at|vamente à acção soc|a| bem
como preve as respostas que podem ser
dadas pe|a soc|edade c|v||, uma íorma de
chegar com ma|or rap|dez a quem ma|s
prec|sa·, aí|rmou o padre Jose Ma|a.
Em dec| araçoes à l mprensa, Ma| a
congratu| ou-se com a proposta do
Governo em apontar a necess|dade de
d|vers|í|car as respostas soc|a|s aos
|dosos, uma med|da que d|z estar em
·períe|ta harmon|a com o que a Ün|ão tem
deíend|do· e que terá como consequenc|a
a abertura de centros de no|te e o aumento
do apo|o dom|c|||ár|o, nomeadamente ao
í|m-de-semana.
O pre|ado d|sse tambem que o acordo
contemp|a |novaçoes que tornarão ·ma|s
eí|cazes· as respostas soc|a|s na med|da
em que í| cará contemp| ada a
poss|b|||dade de as |nst|tu|çoes poderem
·organ| zar-se em íunção das
necess| dades das comun| dades·,
apresentando pro| ectos que serão
ava||ados e, eventua|mente, apo|ados,
pe|os centros d|str|ta|s de Bo||dar|edade
e Begurança Boc|a|.
Apesar dos aspectos pos|t|vos do acordo,
Jose Ma| a cons| dera, no entanto,
·abso|utamente necessár|o· regu|amentar
a d|íerenc|ação pos|t|va dar ma|s a quem
ma|s prec|sa ate ao í|na| de Betembro
deste ano por íorma a ·garant| r a
ex|stenc|a eíect|va de |gua|dade de acesso
aos equ|pamentos soc|a|s por parte das
pessoas carenc|adas·.
PA7R/MON/O lnIra-esfrufuras
Berra da Estre|a e va|e do Ooa
vão beneí|c|ar de ma|s de 2,4
m||hoes de contos em pro|ectos
de recuperação e |níra-estru-
turas, homo|ogados, no d|a 16, pe|a
m|n|stra do P|aneamento, E||sa Ferre|ra, em
L|nhares da Be|ra.
Os |nvest|mentos vão ser repart|dos nos
pro|ectos ·A|de|as H|stor|cas·, ·P|nha|
lnter|or·, Berra da Estre|a e va|e do Ooa,
que |nc|uem recuperação patr|mon|a|,
cr| ação de íe| ras gastronom| cas,
construção de equ|pamentos de |azer e
estradas.
As ·A|de|as H|stor|cas· de L|nhares da
Be|ra, Oaste|o Novo (conce|ho de Fundão)
e Oaste|o Podr|go (conce|ho de F|gue|ra
de Oaste|o Podr|go) vão receber ma|s de
um m||hão de contos, compart|c|pados em
70 por cento pe|o Fundo Europeu para o
Desenvo|v|mento Peg|ona| (FEDEP).
Em L|nhares da Be|ra está |á em curso a
adaptação a pousada dos ant|gos so|ares
·Oorte Pea| e Oasa Brandão Me|o·.
O secretár|o de Estado do Tur|smo, v|tor
Neto, que acompanhou E||sa Ferre|ra,
homo|ogou um acordo entre a Oâmara de
Oe| or| co da Be| ra, propr| etár| a dos
|move|s, e a Empresa Nac|ona| de Tur|smo
(Enatur) que preve a exp|oração por esta
empresa púb||ca do comp|exo apos sua
conc|usão.
Em Oaste|o Podr|go vão ser gastos 41 m||
contos na recuperação de íachadas e ma|s
de 15 m|| em acessos, enquanto em
Oaste|o Novo 139 m|| contos |rão para |níra-
estruturas de te| ecomun| caçoes e
e|ectr|í|cação.
Os pro|ectos aprovados sexta-íe|ra para a
Berra da Estre|a preveem o |nvest|mento
tota| de 662 m|| contos com uma taxa de
compart|c|pação comun|tár|a (FEDEP) de
58 por cento.
Para o va|e do Ooa vão cerca de 440 m||
contos compart|c|pados pe|o FEDEP em
70 por cento, para a construção de um ca|s
tur|st|co-í|uv|a| em Barca D'A|va (conce|ho
de F|gue|ra de Oaste|o Podr|go) onde vão
ser gastos 278.029 contos, a rea||zação de
uma íe|ras em P|nhe| e Trancoso.
O pro|ecto |nc|u| tambem a rea||zação da
reemersão do r|o Ooa na Oanada do lníerno
(Parque Arqueo|og|co), obra promov|da
pe|o lnst|tuto Portugues do Patr|mon|o
Art|st|co e Arqueo|og|co (lPPAP) em que
vão ser |nvest|dos 95 m|| contos.
Para o ·P|nha| lnter|or·, des|gnadamente
nos conce|hos de Go|s, Lousã, Pamp||hosa
da Berra e O|e|ros, íoram aprovados
pro| ectos no va| or de 244.761
compart|c|pados no seu con|unto por
íundos comun|tár|os (FEOGA e FEDEP) em
71 por cento.
No conce|ho de Go|s serão beneí|c|ados
35,7 hectares de p|nhe|ro bravo e 1,5
qu||ometros de redes v|ár|as.
Na Berra da Lousã será cr|ado um ·Núc|eo
de Gastronom| a e Doçar| a· e será
constru|da uma estrada panorâm|ca em
Trev|m.
O Governo va| gastar 33 m|| contos para
arrancar 400 árvores por hectare no
conce| ho de O| e| ros, pretendendo a
·requa||í|cação da pra|a í|uv|a| do Açude
P| nto· e o contro| o da vegetação
expontânea.
No conce|ho de Pamp||hosa da Berra ío|
contemp|ada a estrada da Ponte do Fe||ão
ao A| to da Oastanhe| ra com um
|nvest|mento prev|sto de 84 m|| contos.
O
A
22 FEvEPElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 13
SOCÌEDADE & PAÌS
HOSPlTAlS CUMPRlDORES
«PREMlADOS» COM 500 MlL CONTOS
$AÚDE Llsfas de esµera
A ministra da Saúde, ManueIa
Arcanjo, anunciou, no dia 20, em
Santarém, que os 16 hospitais que
meIhor cumpriram o programa para
redução das Iistas de espera vão
receber 500 miI contos para
aquisição de equipamento.
Num baIanço do Programa de
Promoção do Acesso (PPA) reIativo
ao ano 2000, que ManueIa Arcanjo
cIassificou como «um êxito», a
governante destacou os 11
hospitais que tiveram uma eIevada
taxa de reaIização e um eIevado
número de cirurgias e os cinco que,
embora não tenham obtido boas
taxas, conseguiram operar mais de
250 pessoas em espera.
os restantes 48 hosp|ta|s que
ader| ram ao PPA, a| guns
í|caram-se por uma taxa de
execução da ordem dos 40 a 50
por cento e os que í|caram aba|xo desse
va|or não terão uma sanção mas uma
reun| ão com Manue| a Arcan| o e o
responsáve| da respect|va sub-reg|ão de
saúde para ·compreender· a razão do
|nsucesso.
Antes dessa reun|ão, a m|n|stra recusa-se
a | dent| í| car os não cumpr| dores,
exp||cando que ser|a ·|n|usto· íaze-|o sem
conhecer as suas razoes.
A coníerenc|a de lmprensa de ba|anço do
PPA decorreu no Hosp|ta| D|str|ta| de
Bantarem, por ter s|do aque|e que me|hor
cumpr|u o programa, rea||zando mesmo
ma|s c|rurg|as do que aque|as que se hav|a
proposto.
Quanto às c|íras do PPA 2000, Manue|a
Arcan|o exp||cou o número de c|rurg|as que
í| caram por cumpr| r das 26.511
contratua||zadas rea||zaram-se 17.108 (65
por cento) nomeadamente com o íacto
de o programa so ter entrado em
íunc|onamento p|eno no í|na| do pr|me|ro
semestre (apesar de os 34 hosp|ta|s que
hav|am ader|do em 1999 estarem |á a
operar, os 30 que ader|ram em 2000 so
começaram nessa a|tura).
Peíer|u |gua|mente a entrada em íunçoes
de uma ·nova equ|pa po||t|ca·, o íacto de
a| guns utentes terem recusado ser
operados num hosp|ta| d|íerente daque|e
em que estavam |nscr|tos e de outros terem
ped|do ad|amento (por se aprox|mar o
Nata| ou ate a epoca de caça) para exp||car
os números ho|e anunc|ados.
Por outro |ado, a m|n|stra exp||cou a ba|xa
taxa (17 por cento) do PPA nas
M|ser|cord|as e Ün|ão das Mutua||dades
com o íacto de os protoco|os so terem s|do
ass|nados no ú|t|mo tr|mestre de 2000,
a|em de que, tanto o sector soc|a| como o
pr| vado, íunc| onarão como
comp|ementares, |á que, íez questão de
v|ncar, o Berv|ço Nac|ona| de Baúde e o
·|nstrumento íundamenta|·.
A governante d|sse a|nda que o atraso se
deveu tambem a que as sub-reg|oes de
saúde tem de ver|í|car as ·cond|çoes
tecn|cas e í|s|cas· dessas un|dade de
saúde.
Begundo esc|areceu, se há ·atenuantes·
para exp||car a taxa de 2000 ·|á não são
ace|táve|s as mesmas razoes para 2001·,
estando para pub||cação, a|nda esta
semana, os despachos para dar arranque
à reíerenc|ação para os sectores soc|a| e
pr|vado.
«Vencedores» satisfeitos
Os hosp|ta|s que vão d|v|d|r os 500 m||
contos do prem|o pe|o desempenho na
ap||cação do programa de combate às
||stas de espera para c|rurg|as (PPA 2000)
receberam a not|c|a com agrado.
Em dec|araçoes A lmprensa, responsáve|s
de a|guns dos 16 hosp|ta|s ·prem|ados·
sa||entaram que o d|nhe|ro a|udará mu|to,
embora não reso|va tudo.
Oom 1.093 operaçoes c|rúrg|cas rea||zadas
(102 por cento), o Hosp|ta| de Bantarem
ío| o que me|hor desempenho obteve na
ap||cação deste programa.
O Hosp|ta| D|str|ta| de Agueda obteve o
segundo me|hor desempenho, com 690
c|rurg|as íe|tas, o que representa 100 por
cento dos ob|ect|vos propostos.
A d|mensão desta un|dade de saúde 124
camas, 33 med|cos e 90 eníerme|ros íaz
com que o seu d|rector c||n|co, Jose
Branha, tenha aí|rmado, em re|ação ao
Hosp|ta| de Bantarem que conta com 191
med|cos e 349 eníerme|ros os resu|tados
obt|dos ate estão subva|or|zados.
Jose Branha reve|ou que recebeu a not|c|a
do prem| o dos 500 m| | contos com
sat|síação, embora ressa|ve que ·o número
de |ntervençoes íe|to não ío| por qua|quer
prem|o·.
Esta un|dade de saúde tem a seu cargo
cerca de 90 m|| hab|tantes. Quando receber
o montante do prem|o, |ogo verá como o
ap||cará. É que, para o corrente ano, os
pro|ectos |á estão dotados de orçamento.
Na quarta pos|ção segu|ndo o Hosp|ta|
de Braga , o lnst|tuto Oíta|mo|og|co Gama
P|nto recebeu a not|c|a do prem|o com
·uma grande a|egr|a·.
O d|rector desta |nst|tu|ção de saúde, Pau|o
Pama|ho, d|sse que e com ·a ma|or
sat|síação· que encontra o nome do
|nst|tuto que d|r|ge no con|unto dos e|e|tos
para d|v|d|r um prem|o de 500 m|| contos.
E pro|ectos não ía|tam para ap||car o
montante que resu|ta das 215 |ntervençoes
c|rúrg|cas rea||zadas ao abr|go do PPA,
nomeadamente a n|ve| de equ|pamento
tecn|co, onde as necess|dades são ma|s
sent|das.
Nesta un|dade de saúde que e o ún|co
hosp| ta| oíta| mo| og| co no Pa| s - as
carenc| as í| nance| ras | mpedem os
necessár|os |nvest|mentos.
·Ohegam pessoas de todo o Pa|s e não
temos coragem de não as atender·,
desabaíou à o d|rector do |nst|tuto. A
adesão ao PPA não ío| tota|, embora se
tenha reve|ado ·uma boa resposta·.
Oom a quarta pos|ção no |an||nç dos
hosp|ta|s com me|hor desempenho no
âmb|to da ap||cação do PPA/2000, o
lnst|tuto Oíta|mo|og|co Gama P|nto rea||zou
no ano passado, ao abr| go deste
programa, 215 c|rurg|as. Ou se|a, 86 por
cento das propostas.
Anua| mente, esta | nst| tu| ção rea| | za
m||hares de |ntervençoes que reí|ectem os
pr|nc|pa|s prob|emas oíta|mo|og|cos em
Portuga|: cegue|ra causada pe|a d|abetes,
o g|aucoma ocu|ar e as pato|og|as propr|as
de |dades avançadas.
Outras |nst|tu|çoes íoram contemp|adas
por este prem|o: hosp|ta|s de v|seu,
Oaste|o Branco, Banto Anton|o (Porto),
Be|a, v|ana do Oaste|o, Garc|a de Orta
(A|mada) e do Bar|avento (Port|mão).
O M|n|ster|o da Baúde dec|d|u a|nda
contemp| ar outras un| dades que se
destacaram, apesar de apresentarem taxas
de rea||zação |níer|ores.
Entre estas consta o Hosp|ta| de Banta
Marta, em L|sboa, cu|a adm|n|stradora,
lsabe| P|nto Monte|ro, d|sse que este t|po
de compensação e ·mu|to |mportante·.
O montante a|nda por deí|n|r será
ap||cado em ·equ|pamento e acçoes de
íormação | unto do pessoa| que
proporc|onou tão bom desempenho·,
d|sse.
O Hosp|ta| de Banta Marta conta com uma
med|a de se|s m|| |nternamentos por ano
e, a n|ve| das consu|tas externas, tota||za
cerca de 70 m||.
O Oentro Hosp|ta|ar de Oo|mbra, Hosp|ta|
de Gu|marães, Hosp|ta|s da Ün|vers|dade
de Oo|mbra e o Hosp|ta| Ourry Oabra| íoram
as outras |nst|tu|çoes contemp|adas.
BaIanço positivo
e aumento de preços
As tabe|as de preços das operaçoes
soírerão um aumento. O anúnc|o ío| íe|to,
no d|a 19, em L|sboa, pe|a m|n|stra da
Baúde, como resposta a uma das
pr|nc|pa|s cr|t|cas apontadas ao programa
de recuperação das ||stas de espera.
A dec| são de Manue| a Arcan| o,
apresentada durante a d|vu|gação dos
resu|tados do Programa de Promoção do
Acesso em 2000, de recuperação das ||stas
de espera, ve|o de encontro às d|í|cu|dades
re|teradas pe|a Ordem dos Med|cos e pe|a
Federação Nac|ona| dos Med|cos, a|nda
que com perspect|vas d|íerentes.
O íacto e que, segundo a propr| a
governante, o va|or das tabe|as de preços
ío| um dos mot|vos |nvocados por 50 por
cento dos hosp|ta|s que não ader|ram ao
programa.
Quanto aos resu| tados do PPA,
cons|derado ·um ex|to· pe|a tute|a, a
recepção por parte dos parce|ros do sector
ío| d|spar.
Para o bastonár|o da OM, a rea||zação de
17.108 |ntervençoes de um tota| de 26.511
contratua||zadas tanto com o Berv|ço
Nac|ona| de Baúde (BNB), como com o
sector pr|vado e convenc|onado |nd|ca
um resu|tado ·írancamente pos|t|vo·.
D
ACÇÃO SOClALlSTA 14 22 FEvEPElPO 2001
SEGURANÇA RODOVlÁRlA
EM BREVE NAS ESCOLAS
SOCÌEDADE & PAÌS
ADM/N/$7RAÇÁO /N7ERNA Governo anuncla
Governo está a preparar a
|ntrodução de um modu|o sobre
Begurança Podov| ár| a na
d|sc|p||na de Educação O|v|ca
que e m|n|strada nas esco|as portuguesas,
reve|ou no d|a 16, em Braga, o m|n|stro da
Adm|n|stração lnterna Bever|ano Te|xe|ra.
·Estão em íase de conc| usão as
negoc| açoes nesse sent| do com o
M| n| ster| o da Educação·, aí| rmou,
sa||entando que so a educação c|v|ca dos
|ovens perm|t|rá d|m|nu|r, no íuturo, a
s|n|stra||dade nas estradas.
O governante ía|ava aos |orna||stas no í|na|
da |nauguração da Esco|a Mun|c|pa| de
Educação Podov|ár|a de Braga, cer|mon|a
em que part|c|param tambem o secretár|o
de Estado da Adm|n|stração lnterna, Pu|
Pere|ra, e o pres|dente da Oâmara de
Braga, Mesqu|ta Machado.
A Esco|a de Braga |ntegra um vasto
con|unto de estruturas seme|hantes que
vão ser constru|da em todo o pa|s, por
|n|c|at|va da D|recção-Gera| de v|ação e
das Oâmaras Mun|c|pa|s.
O m|n|stro e o pres|dente da Oâmara
deram um passe| o pe| a p| sta de
condução, nos tr| c| c| os que serão
ut|||zados pe|os |ovens nas au|as prát|cas
a|| m|n|stradas.
Na sua a|ocução às cr|anças de uma
Esco|a de Braga presentes no |oca|,
Bever|ano Te|xe|ra |embrou que a po||t|ca
de segurança rodov|ár|a passa quer pe|a
í|sca||zação r|gorosa do cumpr|mento das
regras quer pe| a educação e pe| a
prevenção dos c|dadãos.
·A íormação dos |ovens neste dom|n|o,
para que um d|a gu|em me|hor que os
adu|tos de ho|e, e uma das grandes
preocupaçoes do Governo, porque temos
de d| m| nu| r os desastres·, aí| rmou,
sa| | entando que embora ha| a que
me| horar as estradas o c| v| smo na
condução e íundamenta|.
A Esco| a Mun| c| pa| de Educação
Podov|ár|a s|tua-se na Qu|nta da ve|ga, na
Fregues|a de Bão v|cente, sendo composta
por um espaço coberto e por outro ao ar
||vre, neste caso uma p|sta de s|mu|ação.
Fo| cr|ada pe|o Mun|c|p|o no |n|c|o do ano
|ect|vo 1999/2000, embora sem espaço
í|s|co apropr|ado, razão porque v|nha
ocupando prov|sor|amente as |nsta|açoes
da v|deoteca Mun|c|pa|.
Pesu| tado de uma parcer| a com a
D| recção-Gera| de v| ação, que
compart|c|pou no í|nanc|amento da nova
estrutura, d|r|ge-se part|cu|armente a uma
popu|ação-a|vo a u|trapassar os 15 m||
a|unos, or|undos das esco|as do pr|me|ro
c|c|o (8.222) e do segundo c|c|o (5.300)
do Ens|no Bás|co e tambem da Educação
Pre-Esco|ar (1.783).
A Esco|a va| íunc|onar de Outubro a
Junho, encerrando durante os norma|s
per|odos de |nterrupção das act|v|dades
|ect|vas do Ens|no Bás|co.
Acções de formação
O seu íunc|onamento obedece a um
ca|endár|o que o coordenador do pro|ecto
e| abora em concertação com a
comun|dade docente do conce|ho, por
íorma a perm|t|r uma cobertura tota| da
popu| ação-a| vo e uma ocupação
max|m|zada da nova |níra-estrutura.
Oada acção de íormação deverá
comportar um máx|mo de 25 a|unos e
nunca deverá exceder um per|odo de hora
e me|a, perm|t|ndo, ass|m, aco|her do|s
grupos durante a manhã e outros do|s
durante a tarde.
Oompreende uma parte teor| ca -
prev| amente preparada atraves de
| | teratura remet| da para o eíe| to à
respect|va esco|a - e uma parte prát|ca,
esta na p| sta de s| mu| ação, que
proporc|onará as ma|s vu|gares s|tuaçoes
de c|rcu|ação rodov|ár|a e pedona|.
Nesta p|sta de s|mu|ação os a|unos vão
exper|mentar a s|tuação de condutores e
de peoes, estando a Esco|a de Educação
Podov|ár|a equ|pada com b|c|c|etas e
·automove|s·.
O
CAPOULAS PEDE A COMlSSÃO EUROPElA
PARA ESCLARECER NÚMERO DE CASOS
AGR/CUL7URA BSE
m| n| stro da Agr| cu| tura,
Oapou|as Bantos, so||c|tou ao
com|ssár|o europeu para a
Protecção dos Oonsum|dores
que d|||genc|e no sent|do da Oom|ssão
esc|arecer os dados sobre o número de
bov|nos com BBE em Portuga|.
Em carta env|ada no d|a 16 a Dav|d Byrne,
Oapou|as Bantos pede-|he que ·d|||genc|e,
com urgenc|a, no sent|do de que os dados
pub||camente d|vu|gados pe|a Oom|ssão
se|am esc|arecedores, ún|ca íorma de
ev| tar coníusoes e a| arm| smos
desnecessár|os·.
De acordo com dados d|vu|gados em
Bruxe|as pe|a Oom|ssão Europe|a, a
|nc|den-c|a da BBE t|nha aumentado em
Portuga|.
Os números íoram desment| dos por
Oapou| as Bantos, que se dec| arou
·proíundamente |nd|gnado· e garant|u ter
hav|do em Jane|ro ·apenas um caso
pos|t|vo de BBE·.
Na m|ss|va d|r|g|da ao com|ssár|o europeu
para a Protecção dos Oonsum|dores, o
m|n|stro da Agr|cu|tura dec|ara ter s|do
·surpreend|do· com a not|c|a c|tando
íontes da Oom|ssão e reíer|ndo a ex|stenc|a
de 19 novos casos de BBE em Jane|ro do
corrente ano.
·Ora, como e e íac||mente comprováve|
pe|os dados de que a Oom|ssão d|spoe e
que são os que as autor| dades
portuguesas |he íacu|tam, em Jane|ro de
2001 apenas se ver|í|cou a ex|stenc|a de
um caso, de acordo com as aná||ses
coní|rmadas ate esta data·, ass|na|a.
Oapou|as Bantos ad|anta tratar-se de ·um
an|ma| nasc|do em 6 de Fevere|ro de 1994
e cu|a morte ocorreu em 10 de Jane|ro de
2001·.
O m|n|stro acrescenta que ·os dados a que
a Oom|ssão se reíere d|zem certamente
respe| to a casos que | á estão
contab|||zados nos meses de Novembro e
Dezembro do ano 2000, mas que so em
Jane|ro de 2001 íoram |aborator|a|mente
coní|rmados, tendo em conta o per|odo de
um a do|s meses necessár|os para a
rea||zação das aná||ses, segundo o metodo
c|áss|co·.
E reaí|rma que todos os dados ·constam
das not| í| caçoes remet| das pe| as
autor|dades portuguesas·.
Oapou|as Bantos cons|derou ·estranho·
que a Oom|ssão Europe|a cometa ·um
engano· pe|a segunda vez consecut|va
este ano, em vesperas da votação do
|evantamento do embargo à carne de vaca
portuguesa.
O
22 FEvEPElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 15
AU7ARQU/A$ lNlClAIlVAS & EVENIOS
AUTARQUÌAS
AlbuIelra
Câmara entrega 134 miI
contos a cIubes e
coIectividades
A Oâmara de A|buíe|ra va| d|str|bu|r cerca
de 134.500 contos (672.500 euros) em
apo|os para a act|v|dade dos c|ubes e
co|ect|v|dades do conce|ho. Os contratos-
programa ass| nados pe| o Mun| c| p| o
dest| nam-se a apo| ar os p| anos de
act|v|dade de 13 c|ubes desport|vos e
assoc|açoes cu|tura|s do conce|ho, cu|o
va|or nom|na| osc||a entre os 17 m|| contos
(85 m|| euros) caso do lmorta| O|ube e
os 500 contos (2.500 euros) a entregar à
Juventude de Paderne.
Begundo a autarqu|a, o cr|ter|o para a
atr| bu| ção das verbas baseou-se no
número de at|etas íederados e no número
de | ovens que cada agrem| ação
mov|menta nas suas act|v|dades.
Para a|em destes contratos-programa,
c|nco assoc|açoes vão a|nda receber da
autarqu|a verbas dest|nadas à construção,
amp||ação ou remode|ação das suas
sedes, num va|or g|oba| de cerca de 45 m||
contos (225 m|| euros).
Ass|m, o O|ube Are|as de Bão João va|
receber 30 m|| contos (150 m|| euros), o
Padernense 12 m|| (60 m|| euros), o O|ube
de Basquete de A|buíe|ra do|s m|| contos
(10 m|| euros), e a Boc|edade Oo|umboí||a
e o Moto O|ube de A|buíe|ra 400 contos
(do|s m|| euros) cada.
FaIe
Acção «Viver é mais que
sobreviver» envoIve miI
famíIias carenciadas
O Berv|ço Boc|a| da Oâmara Mun|c|pa| de
Faíe está a desenvo|ver uma acção de
acompanhamento a a|gumas íam|||as que
est| veram envo| v| das no programa
mun|c|pa| para me|hor|a da hab|tação de
agregados íam|||ares carenc|ados.
Esta acção dá pe|o nome ·v|ver e ma|s que
sobrev|ver· e tem v|ndo a decorrer com as
íam|||as de Arnoze|a, B||vares B. O|emente,
Abo|m, More|ra de Pe| e varzeacova, v|sto
remem aque|as onde parece ex|st|r ma|or
necess| dade de | ntervenção e
acompanhamento.
No essenc| a| , este traba| ho de
acompanhamento às íam|||as tem por
ob|ect|vo centra| íomentar a qua||dade de
v|da a vár|os n|ve|s de pessoas que são
econom| ca, soc| a| e cu| tura| mente
desíavorec|das.
De íacto, e perante as advers|dades que
caracter|zam o d|a-a-d|a destas íam|||as,
por vezes ma|s parece que sobrev|vem do
que v|vem.
Câmara contrai empréstimo para
rede viária e parque da cidade
O mun|c|p|o de Faíe de||berou contra|r um
emprest|mo no va|or de 699.870 contos,
pe|o prazo de 12 anos e a desb|oquear em
2001 e 2002, como í| nanc| amento
comp|ementar de tres pro|ectos |nscr|tos
no P|ano e Orçamento da Oâmara para o
ano de 2001.
LouIé
Autarquia apoia desfiIe
de CarnavaI infantiI
A Oâmara de Lou|e va| dar apo|o a a|guns
|ard|ns-de-|níânc|a e esco|as do 1` c|c|o do
ens|no bás|co da rede púb||ca e pr|vada
do conce|ho, no âmb|to do desí||e de
Oarnava| |níant||, que terá |ugar amanhã,
sexta-íe|ra, entre as 10 e as 12 horas, na
Av. Jose da Oosta Mea|ha.
Monfemor-o-Velho
CarnavaI 2001
O Oarnava| do Mont||o organ|zado pe|a
autarqu|a |oca|, |untas de íregues|a e
co|ect|v|dades va| vo|tar este ano, ta| como
em anter|ores ed|çoes, a ser um ex|to.
As atracçoes são todas representantes da
cu|tura portuguesa. Ass|m, conta-se com
a presença de Os Mareantes do P|o Douro
Grupo de Bombos e Ma|oretes, Grupo
de Teatro Fonte Nova e Grupo de Barraío
Bardoada.
A atracção nac|ona| são os An|os, um dos
grupos ma|s popu|ares entre os |ovens,,
que decerto vão atra|r as atençoes para
este corso carnava|esco, que contará com
a part|c|pação de 11 carros a|egor|cos.
Ovar
CarnavaI infantiI
No prox|mo dom|ngo, a part|r das 15 horas,
a c|dade de Ovar ass|st|rá ao desí||e do
Oarnava| | níant| | , que conta com a
part|c|pação de ma|s de 2000 cr|anças das
esco|as do 1` c|c|o do ens|no bás|co de
Ovar e B. João, bem como dos |ard|ns-de-
|níânc|a.
No í|na| do desí||e, os pequenos ío||oes
(com |dades compreend|das entre os tres
e os nove anos) são presenteados com um
|anche no Mercado Mun|c|pa|.
Slnfra
475 miI contos para pôr
a andar empresa municipaI
de estacionamento
A Assemb|e|a Mun|c|pa| de B|ntra aprovou
a contratação de um emprest|mo no va|or
de 475 m| | contos, dest| nado a
| nvest| mento pe| a Empresa Púb| | ca
Mun|c|pa| de Estac|onamento de B|ntra.
A autor|zação do í|nanc|amento, pe|o prazo
de c|nco anos e carenc|a de 24 meses, ío|
aprovada com os votos contra do PBD e a
abstenção da bancada do ODB-PP.
O vereador do Ürban|smo na Oâmara de
B|ntra, Hercu|ano Pombo, deíendeu que ·a
autarqu|a tem uma capac|dade ||vre de
contra|r d|v|das·, e que o |nvest|mento ·va|
ser íe|to por uma empresa que espera
rentab|||zá-|o·.
·O r|sco que a Oâmara corre não e um
r|sco zero, mas e ca|cu|ado e assum|do·,
conc|u|u.
Quanto ao preço dos parqu| metros,
Hercu|ano Pombo, aí|rmou ·nunca· ter
comprado nenhum, acrescentando que
·são máqu|nas mu|to caras dev|do aos
seu s|stema de íunc|onamento·.
Autarquia apoia coIectividades
A sede dos Bombe|ros vo|untár|os de
Monta|var ío| pa|co recentemente da
ass|natura de um contrato-programa entre
a Oâmara de B| ntra e a Boc| edade
F||armon|ca Boa Ün|ão Monte|avarense,
que v|sa a recuperação e reconstrução do
seu ed|í|c|o-sede e Esco|a de Mús|ca.
Vlla Real de S. Anfónlo
Município apoia empresários
na obtenção de apoios
ao investimento
A Oâmara Mun|c|pa| de v||a Pea| de B.
Anton|o íorma||zou um acordo com a
Agenc|a de Desenvo|v|mento Peg|ona|
G|oba|garve, com v|sta a íac|||tar o acesso
dos empresár|os |nsta|ados no |oteamento
|ndustr|a| aos s|stemas de |ncent|vos ao
|nvest|mento em v|gor.
No âmb|to desse acordo, a G|oba|garve
|rá ava||ara a cons|stenc|a dos p|anos de
negoc|os apresentados pe|as empresas
que se | rão | nsta| ar no | oteamento
| ndustr| a| , por íorma a que todo o
processo de acesso aos |ncent|vos se|a
ma|s ce|ere e exped|to.
O |oteamento |ndustr|a| de v||a Pea| de B.
Anton|o ío| |naugurado em Ma|o do ano
passado, representando um |nvest|mento
g|oba| da autarqu|a que ascende a 450
m|| contos.
ACÇÃO SOClALlSTA 16 22 FEvEPElPO 2001
A JB/Ourem, num comun|cado, |embra que em tempo oportuno a sua pos|ção ío|
categor|ca quanto à estrada de A|vega, mostrando a sua dúv|da e rece|os quanto à
acess|b|||dade da mesma.
No entanto, uma vez íe|ta, reíerem os |ovens soc|a||stas de Ourem, ·e necessár|o de|xar
a|gumas ressa|vas, tendo em conta a sua s|tuação actua|·.
Oons|derando que recentemente esta estrada esteve vedada ao trâns|to dev|do à queda
PS EM MOVÌMENTO
A Becção de Oe|ras do PB, numa nota, man|íestou o ma|s proíundo pesar pe|o ía|ec|mento
do camarada e am|go Marce|o Ourto, m|||tante desta estrutura.
O PB/Oe|ras, |ogo no d|a do ía|ec|mento do camarada Marce|o Ourto, env|ou-nos um
comun|cado que, por nosso |apso, não ío| pub||cado na dev|da a|tura. Por esta ía|ha
ped|mos as nossas ma|s s|nceras descu|pas ao Becretar|ado e a todos os m|||tantes da
Becção de Oe|ras.
O camarada Anton|o Guterres advert|u no d|a 19 os m|||tantes soc|a||stas de L|sboa que a
ausenc|a de re|uvenesc|mento do part|do poderá co|ocar em causa a permanenc|a do PB no
poder e cr|ar rupturas no s|stema po||t|co.
Just|í|cando perante m|||tantes soc|a||stas de L|sboa, numa reun|ão organ|zada pe|a Oonce|h|a
no Hote| A|t|s, a razão que o |evou a co|ocar como um dos pontos essenc|a|s da sua moção
para o Oongresso do PB a necess|dade de renovação dos orgãos de d|recção do part|do,
Anton|o Guterres d|sse que o que está em |ogo ·e a cont|nu|dade do pro|ecto po||t|co do PB
no pa|s·.
Depo|s de observar que a ía|xa etár|a da |uventude e aque|a que |nd|c|a ma|ores s|na|s de
aíastamento em re|ação à v|da po||t|ca nac|ona|, o secretár|o-gera| do PB estendeu essa
necess|dade de renovação etár|a a todas as organ|zaçoes soc|a|s e a todos os part|dos.
·Be não houver renovação etár|a, podemos estar a cr|ar rupturas em torno do s|stema
democrát|co·, d|sse, |ntegrando neste contexto a sua proposta de ba|xar a |dade do voto
para os 16 anos.
De acordo com Anton|o Guterres, a sua geração, ao |ongo da decada de 70 - e em resu|tado
da ·decap|tação· dos ant|gos t|tu|ares de cargos po||t|cos à epoca da revo|ução de Abr|| -,
·ocupou todos os |ugares de re|evo· na soc|edade portuguesa.
·A m|nha geração tem s|do a|ternat|va de s| propr|a e tapa o espaço aos ma|s |ovens·,
comentou, deíendendo depo|s a necess|dade de os camaradas ·aba|xo dos tr|nta e poucos
anos· ocuparem ma|s |ugares na d|recção do part|do apos o Oongresso do PB.
Outro va|or que cons|derou íundamenta| e que consta na sua moção para o congresso do
PB e o da necess|dade de uma nova et|ca de responsab|||dade, não so no exerc|c|o de
cargos po||t|cos, mas tambem ao n|ve| de todas as íunçoes de destaque na soc|edade
portuguesa.
·A cu|pa não pode morrer so|te|ra e, por outro |ado, tem de haver uma va|or|zação da exce|enc|a,
combatendo a a||ança neíasta entre a |nve|a e a med|ocr|dade·, acrescentou o ||der soc|a||sta.
Na sua |ntervenção, Anton|o Guterres vo|tou a cons|derar que os grandes desaí|os do pa|s,
nos prox|mos anos, passarão pe|o combate ·ao atraso estrutura| e qua||tat|vo de Portuga| em
re|ação aos seus parce|ros da Ün|ão Europe|a·.
Para o ||der do PB, em Portuga|, subs|stem ba|xas taxas de produt|v|dade nas empresas e
uma ba|xa qua||dade das organ|zaçoes da soc|edade c|v||, a começar pe|a Adm|n|stração
Púb||ca, que c|ass|í|cou como ·burocrát|ca, centra||sta e pouco eí|caz·.
PS tem de Iiderar modernização e coesão sociaI
Oomo ·grandes avanços· concret|zados ao |ongo dos ú|t|mos c|nco anos e me|o de Governo,
o secretár|o-gera| soc|a||sta |dent|í|cou ·a ex|stenc|a de uma nova cu|tura democrát|ca·, a
atr|bu|ção de pr|or|dade ao sector da educação, a desc|da do desemprego, ·o í|m da íorma
h|pocr|ta com que antes se procurava esconder a pobreza· e o pos|c|onamento de Portuga|
·no centro do processo de construção europe|a·.
·Mas não podemos ter uma at|tude de auto-sat|síação·, advert|u o pr|me|ro-m|n|stro,
sustentando que o PB ·terá de ||derar s|mu|taneamente a d|nâm|ca da modern|zação e da
coesão soc|a|·.
No í|na| da apresentação da sua moção de estrateg|a g|oba| para o Oongresso do PB, Anton|o
Guterres cr|t|cou a postura de íorças como o POP e o B|oco de Esquerda, um espaço à
esquerda do PB que vota s|stemat|camente contra, contr|bu|ndo por dar |nd|rectamente um
enorme espaço de manobra ao PBD e ao ODB/PP.
·Quando o|hamos para o s|stema po||t|co portugues, ver|í|camos uma anoma||a íundamenta|:
dez por cento do espaço |nst|tuc|ona| à esquerda do PB recusa-se a part|c|par na
governab|||dade do Pa|s·, d|sse.
PS acusa RTP de favorecer o PSD
OE/RA$ Vofo de µesar µor Marcelo Curfo
OURÉM Comunlcado da JS
O d|r|gente soc|a||sta Jorge Ooe|ho teceu no d|a 17 em v|seu v|o|entas cr|t|cas aos
·camaradas d|r|gentes nac|ona|s· que d|zem ía|tar ·debate e d|scussão· no PB, mas que
·nunca se encontram para |r de encontro às bases para debater·.
O coordenador permanente do PB aprove|tou a|nda o |n|c|o dos traba|hos do l Encontro
Nac|ona| das Oonce|h|as do PB para apontar o dedo aos ·d|r|gentes nac|ona|s· que
·menosprezam e ach|nca|ham· as bases do part|do.
·Eu nunca de|xe| de ter orgu|ho em estar com as bases para debater e revo|tam-me
aque|es camaradas que ach|nca|ham e menosprezam as bases, que são aque|es que
nada esperam de pr|v||eg|os nem cargos mas que estão nas autarqu|as e nos conce|hos
a bata|har pe|o pa|s e pe|o Part|do Boc|a||sta·, aí|rmou.
Jorge Ooe|ho não de|xou passar a oportun|dade para, |unto das bases do PB, se reíer|r à
opos|ção e em espec|a| ao PBD como p|ataíormas de |uta pe|o poder, como ob|ect|vo
ún|co dando como exemp|o a ·ausenc|a quase tota| de propostas úte|s para reso|ver os
prob|emas do pa|s e o |nteresse ún|co de destru|r com o ob|ect|vo de chegar ao poder·.
·Ho|e em d|a a acção po||t|ca deve ser a apresentação de so|uçoes e nunca o puro de|ta
a ba|xo·, d|sse, ad|antando que ·no PB, o rad|ca||smo nunca trouxe vantagens e so quando
este part|do começou a apresentar propostas ser|as e concretas para me|hor a v|da das
pessoas e que os portugueses começaram a coní|ar no PB para governar·.
De|xou a|nda um av|so à reacção dos ·que sempre est|veram ao |ado dos pr|v||eg|os·
contra as reíormas: ·Não tenhamos ||usoes, as reíormas so o são quando provocam
rupturas e a opos|ção dos sectores que sempre íoram beneí|c|ados·, argumentou.
Jorge Ooe|ho ape|ou a uma espec|a| atenção às reíormas da segurança soc|a| e í|sca|:
·Não e poss|ve| estar com toda a gente ao mesmo tempo· e as opçoes ·devem ser
pe|os ma|s desproteg|dos e contra aque|es que se opoem a esta postura com coragem
e determ|nação·, sustentou.
v/$EU Coelho crlflca alguns dlrlgenfes
A |níormação na PTP está mu|to
a|aran|ada. O PB apresentou no d|a 20 na
A|ta Autor|dade para a Oomun|cação
Boc|a| (AAOB) uma que|xa a|egando ter
s|do pre|ud|cado, sábado, por reportagens
da PTP1 que, no entender dos soc|a||stas,
íavoreceram o PBD.
Pe|at|vamente a eventos dos do|s part|dos
em v|seu, no ú|t|mo sábado, a PTP deu
ma|or cobertura a uma rea||zação do PBD
que a duas outras do PB que mob|||zaram
um número mu|to ma|or de part|c|pantes,
que|xa-se o PB.
A que|xa, subscr|ta por Jorge Ooe|ho,
|embra que se rea||zaram naque|e d|a em
v|seu o l Encontro Nac|ona| de Oonce|h|as
do PB, com a presença de 200 pessoas,
e um |antar de soc|a||stas do d|str|to, com
do|s m|| part|c|pantes, acontec|mentos que
contaram com a presença de Anton|o
Guterres.
O PBD, por seu turno, acrescenta o texto,
rea||zou no mesmo d|a e na mesma c|dade
um |antar de |ançamento do seu cand|dato
ao mun|c|p|o que contou com a presença
de 1000 pessoas e do ||der do part|do,
Durão Barroso.
A BlO não íez a cobertura de qua|quer
destes acontec|mentos, enquanto a Tvl
dec|d|u cobr|r apenas os do|s |antares
|ntegrando-os numa peça con|unta
poster|ormente transm|t|da, segundo o PB.
A PTP não env|ou qua|quer equ|pa ao
|antar do PB, tendo apenas íe|to a
cobertura do Encontro Nac|ona| de
Autarcas de que resu|tou um traba|ho de
cerca de um m|nuto e 15 segundos que
ío| apenas apresentado no ·Te|e|orna|·
desse sábado, d|z o PB.
RTP aIaranjada
Já quanto ao PBD, a PTP íez a cobertura
do |antar com uma reportagem de um
m|nuto e 46 segundos, que ío| ex|b|da tres
vezes nos not|c|ár|os ·24 horas· de
sábado, ·Jorna| da tarde· de dom|ngo e
no ·Te|e|orna|· tambem de dom|ngo.
Man|íestando ·tota| compreensão· pe|o
cr|ter|o assum|do pe|a BlO e Tvl, Jorge
Ooe|ho cons|dera que o PB, ·enquanto
part|do ob|ect|va e part|cu|armente
pre|ud|cado pe|o tratamento ma|s íavoráve|
que a PTP coníer|u ao PBD, não pode -
nem deve de|xar de a|ertar para uma
s|tuação grave que pre|ud|cou c|ara e
|nequ|vocamente o Part|do Boc|a||sta·.
Nestes termos, o PB apresentou a sua
que|xa contra a PTP |embrando que a
AAOB tem competenc|a para prov|denc|ar
pe|a ·|senção e r|gor da |níormação· e
aprec|ar os comportamentos suscept|ve|s
de coní|gurar v|o|ação das normas |ega|s
ap||cáve|s
aos orgãos de Oomun|cação Boc|a|.
·É que man|íestamente não houve, por
parte dos proí|ss|ona|s e responsáve|s pe|a
PTP 1, o respe|to escrupu|oso pe|o r|gor e
ob|ect|v|dade da |níormação a que está
|ega|mente v|ncu|ada·, acentua o
Ooordenador da Oom|ssão Permanente
do PB.
L/$BOA Guferres quer renovação efárla
sucess|va de pedras da encosta s|tuada na curva, consequenc|a d|recta das chuvas, a
JB/Ourem deíende ser de uma ·|mportânc|a v|ta| a co|ocação de redes nessa zona e um
estudo sustentado em pressupostos geográí|cos, para aíer|r da segurança ou não deste
|oca| s|n|stro, com o |ntu|to obv|o de proteger todos os utentes desta v|a·.
22 FEvEPElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 17
ONDE ESTÁ A AMBlÇÃO?
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
PER$PEC7/vA Gullherme d'Ollvelra Marflns
o| Eduardo Lourenço, mestre do
m|to e do seu exorc|smo, quem
d|sse haver ·em nos mu|to
excesso de memor|a m|t|í|cada
a acrescentar-se à nossa memor| a
mu|t|ssecu|ar de europeus· (cí. / |a0 oe
|ca|c). Be íormos bem a ver, mu|to do
derrot|smo que a||mentamos vem do
coníronto dessas memor|as. E não se
|nvoque a geração do Antero e Eça como
descu|pa, po|s e|es íoram dos que ma|s
conc|usoes prát|cas procuraram t|rar da
necess| dade de rompermos com o
íata||smo do atraso. Necess|tamos de
u|trapassar o pess|m|smo sem hor|zonte e
o opt|m|smo sem reíerenc|as atraves da
vontade. É de vontade emanc|padora que
prec|samos, meus senhores! Não dos
caste|os no ar, nem do íata||smo atáv|co,
que mestre G|| retrata em ·Moí|na Mendes·.
Mas vamos ao que |mporta. Quando há
a|guns meses houve |nd|caçoes de que a
nossa econom|a poder|a abrandar e que
nos poder| amos aíastar da meta da
·convergenc|a·, ouv|ram-se mu|tas vozes
de proíetas da desgraça. De pouco
|mportou o d|zer-se, com r|gor, que mesmo
que ass|m íosse, o certo e que Portuga|
cont|nuava a aprox|mar-se dos parce|ros
europeus, a um r| tmo seguro,
cons|derando o c|c|o econom|co. Mas
quando os s|na|s passaram a ser os de que
o nosso cresc|mento era ma|or do que o
prev|sto e de que as exportaçoes cresc|am
ma|s do que as |mportaçoes houve um
s||enc|o envergonhado de a|guns, à espera
de um qua|quer |nd|cador menos pos|t|vo
para atacar. É o mess|an|smo burocrát|co
que íunc|ona. A ·memor|a m|t|í|cada· |eva
a que a|guns esqueçam que os ma|s do
que o governo que está, o que |mporta e a
nação que permanece. Quem se pode
uíanar do nosso atraso, usando-o como
arma de arremesso? Quem pode |gnorar,
por exemp|o, que somos um dos pa|ses
da ÜE com ma|or taxa de emprego e com
menor número de agregados íam|||ares
sem desempregados? Quem pode negar
que Portuga| apresentou em 2000 a
segunda me|hor taxa de |nvest|mento em
tecno|og|as de |níormação e comun|cação,
com | nve| áve| s n| ve| s de d| íusão na
popu|ação? Quem pode esquecer que
temos um |nvest|mento nas empresas
seme|hante ao da lr|anda e da Espanha e
so |níer|or ao da Austr|a? Quem pode
|gnorar que o |nvest|mento em Educação
em Portuga| ío| dos que ma|s cresceu nos
ú| t| mos c| nco anos, com espec| a|
|nc|denc|a para a educação pre-esco|ar,
bás|ca e secundár|a e para a va|or|zação
do corpo docente, com resu| tados
pos|t|vos prev|s|ve|s na me|hor|a das
qua||í|caçoes e da produt|v|dade? Quem
pode ||ud|r que re|at|vamente ao PlB oe|
cao||a passámos de 70,9 por cento para
75,45 da med|a da ÜE, de 1995 para 2000?
De íacto, como venho | ns| st| ndo, e
|nd|spensáve| que nos d|sponhamos a |er
e a compreender de modo d|nâm|co os
|nd|cadores sobre o nosso combate ao
atraso. É verdade que temos de crescer
ma| s e me| hor e de apostar na boa
despesa púb| | ca e no combate sem
treguas ao desperd|c|o e à |neí|c|enc|a. É
certo que temos de qua||í|car ma|s e
me|hor a popu|ação adu|ta e de ser ma|s
ex| gentes na ava| | ação nas nossas
esco|as. E para os que |nvocam, sem
conhecer, o exemp|o |r|andes, e bom que
se d|ga que estamos na educação e na
íormação ou na ||gação entre o ens|no à
d|stânc|a e o serv|ço púb||co de te|ev|são
a íazer ho|e o que e|es í|zeram há decada
e me|a. Prec|samos de vontade e não de
derrot|smo por |sso se ex|ge traba|ho
ser|o de quem ve|a |onge e |argo. A cr|t|ca
e bem-v| nda quando mob| | | zadora e
verdade|ra e med|ocre quando recusa
ver a rea| | dade. Aí| na| , onde está a
amb|ção? Apenas em compreender que
Portuga| merece o me|hor.
GUTERRES VEM AO ALGARVE
LANÇAR O CONGRESSO DA UNANlMlDADE
P$ Nefo Gomes
nton|o Guterres, secretár|o-gera|
do Part|do Boc|a||sta, vem ao
A|garve dentro de d|as, e a|guns
d|as antes do Oongresso, que
observadores ma| s atentos e
conhecedores dos ·/asc| n| cs ocs
Ccnç|esscs- | á ape| | daram como o
·Ccnç|essc oa Jnan|m|oaoe-.
Oontudo, a unan|m|dade anunc|ada, no
se|o do meu part|do, não poderá ser
act| vada em | etra de | mprensa, nas
pa|avras, mas s|m num |mperat|vo de
|ntervençoes e prát|ca, que nos ú|t|mos
tempos não tem s|do rea| e tem coníer|do
a|guma transí|guração no part|do onde as
oesscas es|ac o||me||c, e que o coníronto
de |de|as, natura| em democrac|a e ma|s
norma| entre soc|a||stas e no se|o do
Part|do, se transíormaram em ameaças de
po||t|cos sem coragem, que desta íorma
(e sem cu| tura democrát| ca) tentam
s||enc|ar o part|do e o íuturo. A||ás, ta|
como deíendemos no se|o do PB quando
do Oongresso de Faro, · c |S nac ocoe
se| 0m |a|||oc 0n|oessca|, c0 en|ac oas
mesmas 30 oesscas oe semo|e, ccmc se
0ns oeoessem c|a em c|a.enas e c0||cs
em man/eoc||as-.
Ma|s, e urgente e determ|nante para o
íuturo do PB e da democrac|a, o í|nar da
va|dade e írag|||dade de a|guns soc|a||stas
a quem | hes ía| ta a coragem de
assum|rem que voaram a|to de ma|s e não
estavam preparados para ta|, - e que
r|d|cu|amente cantam aos quatro ventos,
que ganham e|e|çoes soz|nhos. Estas tem
s|do, aí|na|, as ma|s graves ·oeo|as nc
saoa|c- do PB/A| garve, onde ía| ta o
e|emento |nte|ectua| da human|zação, de
uma renovação que se dese|a, e que a
cu|tura po||t|ca do part|do deíende, mas
de uma íorma menos apadr|nhada ou
paterna||sta.
Estamos a poucos d|as do Oongresso,
mas quase que apetece d| zer, que
estamos a menos horas das E|e|çoes
Autárqu|cas, que seguramente não vão
ser cam|nhada íác||. A||ás, exper|enc|as
anter|ores, mesmo que nos d|gam que as
·e|e|ções a0|a|q0|cas- são d|íerentes,
coníerem seguramente um grande
traba|ho de equ|pa, sem des|stenc|as, íe|to
de un|dade, de entrega e de |nte||genc|a.
E mesmo que nos d|gam, ou se tente
d|síarçar os nossos medos ou ía|sas
|ncapac|dades - como aconteceu ·ncs
|e/e|enocs- na ·|eç|cna||zaçac- (e aq0| e
0|çen|e |enc.a| c ccmoa|e; nas
·e0|coe|as- nas ·o|es|oenc|a|s-, com os
·c|a.ões- do desgaste do Governo, do
estarmos há mu| to tempo no poder
governamenta| e autárqu|co, temos que
ger|r outros comportamentos, porque
estes vão ser os mesmos ·c|a.ões- as
mesmas írases, e as mesmas pa|avras
sustentab|||zadas pe|as opos|çoes, que, à
ía| ta de | de| as, norte| am esses
comportamentos, subs| d| ados por
|nt|m|daçoes demagog|cas a roçar as
paredes da coacção e das ameaças.
Temos, antes, que coníer|r o íuturo com a
nossa capac|dade, com as nossas |de|as,
com qua||dade, em nome do traba|ho e
da c|dadan|a que pro|ectámos e demos
so||dez, de íorma a podermos manter as
autarqu| as a que pres| d| mos e
conqu|starmos outras onde não somos
poder, sem ut|||zarmos os mesmos parcos
chavoes e pauperr|mas estrateg|a das
opos|çoes.
Oontudo, a v|tor|a do PB nas e|e|çoes
autárqu|cas no A|garve, que marcam
|nequ|vocamente o íuturo do Part|do
Boc|a||sta, passam pe|a convergenc|a e
pe|a respe|tab|||dade entre os soc|a||stas.
Por sermos capazes, como o í|zemos em
ocas|oes ma|s d|í|ce|s, de respondermos
aos s|na|s ape|at|vos do ·Ccnç|essc oa
Jnan|m|oaoe-. va|or|zando as pessoas e
as causas, ac|ma de tudo em nome da
h|stor|a, da H|stor|a do PB e do A|garve, e
de cu|a h|stor|a do A|garve o PB (como
|egenda autárqu|ca) tem s|do o ma|or
art|í|ce no derrade|ro quarto do recente
secu|o passado.
É prec|so reeducar o íuturo, arqu|tectando
novos cam|nhos tendo como |mperat|vo
as novas tecno|og|as e modern|dade, mas
tendo sempre como matr|z as pessoas,
num o|har à h|stor|a, no engenhar do
íuturo.
É prec|so que no A|garve, Anton|o Guterres
s|nta |sso, porque de segu|da, nos va|
obr|gar a por em prát|ca, na deíesa, na
so||dez e no cresc|mento do PB, o ·/|ça|.e
Scc|a||s|a oa Jnan|m|oaoe- . Depende de
nos (e de|xem-me |embrar um s|ogan de
outras v|tor|as) oe |cocs ncs...
F
A
ACÇÃO SOClALlSTA 18 22 FEvEPElPO 2001
MANlFESTO PELO ENSlNO SECUNDÁRlO
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
EDUCAÇÁO Augusfo Sanfos Sllva
PORTUGAL PARA ONDE... ?
REFLEXÁO Rul lgléslas Cosfal
ortuga| está a cam|nho do Bras||
no que concerne ao n|ve| da
d|íerenc|ação sa|ar|a| e dos
rend|mentos, o que e mu|to mau.
Quando comparamos o nosso pa|s com um
pa|s escand|navo ou mesmo com a Nova
Ze| ând| a, que são pa| ses a| tamente
qua||tat|vos para a v|da dos seus c|dadãos,
ver|í|camos que as d|íerenças soc|a|s são
m|n|mas comparadas com as ex|stentes em
Portuga|. O sa|ár|o med|o e das tres vezes
ma|s e|evado que em Portuga|, um m|n|stro
ganha tanto como um m|n|stro portugues, um
deputado tem prat| camente o mesmo
venc|mento que um deputado em Portuga|.
Ou se| a, os venc| mentos das c| asses
d|r|gentes escand|navas está ao mesmo n|ve|,
quando por vezes super|or em Portuga|, o que
se torna numa aberração dado que esses
pa|ses são mu|t|ss|mo ma|s evo|u|dos que
Portuga| , tecno| og| ca e soc| a| mente.
Acontece, porem, que os venc|mentos ma|s
ba|xos nesses pa|ses estão mu|t|ss|mo ac|ma
dos venc|mentos em Portuga|. O |eque sa|ar|a|
tanto no sector pr|vado como no sector
púb||co ronda as tres vezes, em Portuga|
cerca de 14 vezes. Nestes pa|ses não há
mordom|as, que em Portuga| se traduzem
num verdade|ro escânda|o nac|ona|. Os
| mpostos nesses pa| ses rondam, para
rend|mentos ac|ma dos 11000 contos anua|s,
os 69%, em Portuga| cerca de 40%. Tambem
há acrescentar que a corrupção nesses
pa|ses e quase nu|a. Em Portuga| e q.b.
(quanto baste). Quanto a outras áreas como
a saúde, educação, |ust|ça, soc|a|, são
Estados a| tamente qua| | tat| vos no seu
desenvo|v|mento. Nesta pequena aná||se
gostar|a de destacar a Nova Ze|ând|a, pa|s
||gado à agr|cu|tura, onde a qua||dade de v|da
excede o que possamos pensar.
Our|osamente este pa|s tem um PlB em PPA
quase |gua| a Portuga|, e mesmo |gua| ao da
Espanha, mas na Nova Ze|ând|a não há
pobres. A r|queza e bem d|str|bu|da, o
|gua||tar|smo e expoente de v|da. Mas para
ma| dos nossos pecados há uma econom|a
mu|to parec|da com a portuguesa, a grega,
onde tambem as d|íerenças soc|a|s são
m|n|mas. Enquanto os presos na Grec|a
rondam os 16 por 100 m|| hab|tantes, em
Portuga| rondam os 120. Este número dá
certamente para pensar. Já agora como
comp|emento, os EÜA são os campeoes com
556 presos por 100 m|| hab|tantes, Fe|tas as
contas temos na ÜE cerca de 350 m|| presos,
nos EÜA cerca de 2 m||hoes, |sto com a pena
de morte. Be na Europa acabarem com a
a|moíada soc|a| de certeza que os zeros vão
aumentar. Üm bom negoc|o para a construção
de pr|soes, a||ás, como e nos EÜA.
Há anos atrás combat| po||t|camente o
cavaqu|smo naqu||o que era pre|ud|c|a| para
o pa|s, as gravosas d|íerenças soc|a|s que se
estavam a desenhar nos anos 80 e que
d|í|c||mente retroceder|am. Nunca acred|te| no
que se estava a íazer, contrar|amente ao que
o PBD aí|rmava como evo|ução e
desenvo|v|mento.
Passados 15 anos apos o l Governo de
Oavaco B||va e c|nco anos apos o Governo
de Anton| o Guterres, í| co deveras
|mpress|onado com a ía|ta de honest|dade
po||t|ca dos do|s governos. Basta comparar,
com outros pa|ses como a lr|anda, que |á
u|trapassou mu|tos pa|ses de pr|me|ra ||nha
como a Buec|a, F|n|ând|a, etc. Ho|e está nos
pr|me|ros |ugares do ·rank|ng· da OODE. E
Portuga| está onde? 50 anos para nos
aprox|marmos da med|a europe|a ? Oom um
bocado de sorte com a entrada de ma|s 12
pa|ses para a ÜE passamos de certeza, so,
para 10 anos de atraso? Espero que entrem
rap|damente para a Ün|ão. Jo|n us. P|ease...
P
O que e a rev|são curr|cu|ar. A
rev|são do ens|no secundár|o íaz-
se para poder cumpr|r-se um
ob|ect|vo essenc|a| para o
desenvo|v|mento da soc|edade portuguesa:
garant|r íormação a todos os |ovens ate aos
18 anos, hab|||tando-os a entrar no mercado
de traba|ho com qua||í|cação proí|ss|ona| de
n|ve| |ntermed|o e/ou prossegu|r estudos
super|ores. Não e um ob|ect|vo |rrea||sta, mas
e um ob|ect|vo amb|c|oso - e, sobretudo,
abso|utamente necessár|o. Temos esta
decada para vence-|o. E so poderemos íaze-
|o mob|||zando todas as v|as e oportun|dades
de íormação: os cursos secundár|os, os
cursos proí|ss|ona|s, o s|stema de
aprend|zagem, os cursos de educação-
íormação e d|spos|t|vos espec|í|cos de
íormação d|r|g|dos a todos quantos se
encontrem |á a traba|har, na ía|xa dos 16 aos
18 anos. O acordo ce|ebrado entre o Estado
e os parce|ros soc|a|s a 9 de Fevere|ro
consagra esta ||nha de or|entação.
A rev|são do ens|no secundár|o const|tu| um
e|emento cruc|a| da estrateg|a e, rea||zada com
ex|to, terá eíe|tos pos|t|vos quer sobre o ens|no
bás|co quer sobre o ens|no super|or. Ter ex|to
s|gn|í|ca duas co|sas: me|horar
substanc|a|mente as aprend|zagens, ou se|a,
reduz|r de íacto e não por dec|são
adm|n|strat|va o |nsucesso esco|ar, ho|e
preocupante, enr|quecer e d|vers|í|car a oíerta
de íormação, ou se|a, conceder d|gn|dade e
espaço propr|o aos cursos tecno|og|cos,
d|íerenc|ando-os ma|s dos cursos gera|s e
aprox|mando-os ma|s do mundo do traba|ho
e das proí|ssoes, mas sempre dentro do
quadro do ens|no secundár|o e da capac|dade
que |he e propr|a de ser a cond|ção de acesso
ao ens|no super|or.
O decreto-|e| recentemente aprovado, que í|xa
as ||nhas or|entadoras do desenvo|v|mento do
curr|cu|o e da ava||ação, responde aos do|s
requ|s|tos.
Para me|horar as aprend|zagens, exp||c|ta-se
no 10.` ano a íunção de d|agnost|co e
or|entação dos a|unos, perm|t|ndo conso||dar
saberes adqu| r| dos e reor| entaçoes
tempest| vas de percursos educat| vos,
c|ar|í|ca-se a matr|z curr|cu|ar dos cursos e
rac|ona||za-se a carga horár|a, reíorça-se a
componente de íormação gera|, comum a
todos os cursos, genera||zam-se o ens|no
exper|menta| e a pedagog|a act|va, centrada
no traba|ho de pro|ecto e na mob|||zação dos
vár|os saberes, e e para |sso que se |mpoe a
ex|stenc|a curr|cu|ar de uma Area de Pro|ecto
ou Pro|ecto Tecno|og|co e que se í|xam as
cargas horár|as das d|sc|p||nas em termos
que perm|tam às esco|as organ|zá-|as em
per|odos de 90 m|nutos, d|v|s|ve|s, sempre
que pedagog|camente aconse|háve|, em
un|dades de 45 m|nutos, a|tera-se o reg|me
de ava||ação, mantendo as provas g|oba|s e
os exames nac|ona|s, mas rac|ona||zando a
ap||cação das pr|me|ras e d|m|nu|ndo o
número dos segundos, de modo a centrá-
|os nas d|sc|p||nas matr|c|a|s da íormação
gera| e de cada curso, ao mesmo tempo que
se |ntroduz tambem uma prova de apt|dão
tecno| og| ca nos cursos tecno| og| cos,
í| na| mente, chamam-se as esco| as à
responsab|||dade de apo|ar os a|unos com
d|í|cu|dades de percurso ou que dese|am
a|terá-|o, procurando uma qua||í|cação
proí|ss|ona| a acrescer ao seu d|p|oma de
secundár|o ou uma preparação ad|c|ona| para
a rea||zação de provas de |ngresso no ens|no
super|or.
Para enr|quecer a oíerta de íormação, e prec|so
d|vers|í|cá-|a, apostando nomeadamente nas
v|as tecno|og|cas, art|st|cas e proí|ss|ona|s. Por
|sso se transíormam os cursos tecno|og|cos,
co|hendo as ||çoes pos|t|vas do ens|no
proí|ss|ona|, e procurando acabar com a
perversão actua| de serem uma espec|e de
cursos gera|s acresc|dos de ma|s uma
componente tecn|ca, e se preve o a|argamento
da oíerta de ta|s cursos, centrando-os em
áreas de saber e exerc|c|o proí|ss|ona|. Mas
sa|vaguardam-se e reíorçam-se tres garant|as
essenc|a|s. A pr|me|ra e a ex|stenc|a da
íormação gera|, comum a todos os cursos. A
segunda e a poss|b|||dade do prossegu|mento
de estudos: detentor de uma qua||í|cação
proí|ss|ona| de n|ve| 3, que o hab|||ta à entrada
|med|ata no mercado de emprego, aque|e que
conc|u| o curso tecno|og|co (ou proí|ss|ona|) e
t|tu|ar de um d|p|oma do ens|no secundár|o,
que const|tu| recurso de acesso ao ens|no
super|or, necess|tando apenas, natura|mente,
de rea||zar as provas de |ngresso que |he ía|tem
e se|am requer|das pe|as |nst|tu|çoes e cursos
a que se qu|ser cand|datar. A terce|ra garant|a
e a perb|||dade, quer d|zer, a comun|cação
entre cursos gera|s e tecno|og|cos (ass|m
como com os s|stemas de ens|no e íormação
proí|ss|ona|), a qua| perm|te aos a|unos
|nteressados a trans|ção entre cursos sem
terem de vo|tar ao ponto de part|da.
2 - Aagenda para a concret|zação da rev|são
curr|cu|ar. Deí|n|das as ||nhas de or|entação,
mu|to traba|ho se encontra a|nda por íazer.
Em pr|me|ro |ugar, na construção curr|cu|ar.
É prec|so aprovar os curr|cu|os dos d|íerentes
cursos, regu|amentar o reg|me de ava||ação,
deí|n|r os programas das d|sc|p||nas segundo
os cr|ter|os com que nos comprometemos
(centragem nas competenc|as íundamenta|s,
prevenção de extensoes ou sobrepos|çoes
|ndev|das).
Em segundo |ugar, na organ|zação e no
apetrechamento das esco|as. A rev|são e
ex|gente em recursos humanos e mater|a|s
porque a educação de qua||dade e ex|gente
- mas |mporta não |gnorar que as esco|as
secundár|as d|spoem ho|e de um vasto
con|unto de proíessores dos quadros e que
temos me| horado bastante os nossos
parques esco|ares.
Em terce| ro | ugar, na íormação dos
proíessores e na |níormação às esco|as, aos
estudantes e às íam|||as. Não e poss|ve| |evar
à prát|ca or|entaçoes sem a |mp||cação das
comun|dades educat|vas, esco|a a esco|a,
|oca| a |oca|.
Não escasse|a o tempo. O novo 10.` ano
entrará em v|gor em Betembro de 2002 e o
c|c|o de mudança term|nará em Ju|ho de
2005, com a rea||zação dos pr|me|ros exames
nac|ona|s reíer|dos ao novo curr|cu|o. Haver
tempo não pode ser mot|vo para tentar
co|ocar em causa as opçoes íundamenta|s -
andamos a traba|har na rev|são curr|cu|ar
desde 1997, com a part|c|pação dos mú|t|p|os
|nteressados, e o Governo tomou, como |he
compete, a dec| são po| | t| ca sobre a
or|entação estrateg|ca da rev|são. Não se
pense, tambem, que progred|mos se íormos
veementes na |dent|í|cação dos prob|emas,
mas receosos de tudo o que s|gn|í|que
|n|c|at|va concreta para reso|ve-|os.
Não tenhamos medo de mudar. Porque o
ob|ect|vo e c|aro: prec|samos e queremos ter
ma|s gente no ens|no secundár|o, quer nos
cursos gera|s quer nos cursos tecno|og|cos,
queremos que n|nguem í|que |mped|do de
prossegu| r estudos pos-secundár| os,
qua|quer que se|a o seu curso, e queremos
que n|nguem sa|a d|rectamente para o
mercado de emprego sem d|spor de uma boa
qua||í|cação proí|ss|ona|, queremos avançar
na or|entação, no ens|no exper|menta| e na
aprend|zagem act|va, na qua||dade dos
resu|tados, sem cedenc|a a íac|||dades
enganadoras. Queremos, em suma, ma|or
oíerta de íormação, ma|s oportun|dades de
esco|ha, me|hores cond|çoes de estudo e
rea||zação. Não e uma vontade |eg|t|ma e
necessár|a para ganharmos, em tempo, a
aposta na qua||í|cação dos |ovens?
|n ·D|ár|o de Not|c|as·
1
22 FEvEPElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 19
CULTURA & DESPORTO
SUGESTÄO
POEMA DA SEMANA
Selecção de Carlos Carranca
QUE SE PASSA Mary Rodrigues
Animais da quinta
em AIbufeira
Oerca de 600 cr|anças do conce|ho vão
an|mar o centro da c|dade com um |ongo
desí||e de Oarnava| na manhã de amanhã.
·An|ma|s da Qu|nta· e o tema esco|h|do
para a ed|ção deste ano, sendo certo que
serão v|stas d|versas e |mag|nat|vas
máscaras a| us| vas à b| charada dos
espaços rura|s.
O desí||e, com |n|c|o às 9 e 30, será
acompanhado por um grupo de Zes-
Pere|ras e por Oabeçudos. A concentração
será írente à Oâmara Mun|c|pa|.
Pintura em Coimbra
Este sábado, d|a 24, rea||za-se a Fe|ra das
ve|har|as, entre as 9 e as 19 horas, na Praça
ve|ha.
As p|nturas de M|gue| Oardoso estarão em
ex|b|ção, ate ao d|a 4 de Março, nas
Ga|er|as do Atr|o e do Jard|m da Oasa
Mun|c|pa| da Ou|tura.
Revista em Fafe
A autarqu|a íaíense vo|ta a promover um
espectácu|o de rev|sta, com a popu|ar
companh|a portuense de J. Lopes de
A|me|da, amanhã, a part|r das 21 e 30, no
Estúd|o Fen|x, nesta c|dade.
·2001 Od|sse|a do Oarago· e o t|tu|o desta
popu|ar rev|sta do m||en|o, apresentada
como o ma|or ex|to de garga|hada do ano.
Na prox|ma terça-íe|ra, d|a 27, haverá uma
prova de at|et|smo do Oentro Desport|vo
de v|nhos, aberta a ben|am|ns, |níant|s,
|n|c|ados e |uven|s de ambos os sexos. A
part|r das 10 horas, em v|nhos.
DesfiIe em Faro
A ed|||dade íarense organ|za este ano, pe|a
16ª vez, um desí||e de Oarnava| onde
part|c|pam as cr|anças do 1` c|c|o e do pre-
esco|ar do conce|ho.
A |n|c|at|va, promov|da pe|a D|v|são de
Educação da autarqu|a, decorrerá, na
Aven|da 5 de Outubro, entre as 10 e 15 e
as 12 e 15 de amanhã.
Para este desí| | e carnava| esco são
esperadas cerca de tres m|| cr|anças
or|undas de 34 estabe|ec|mentos de ens|no
do 1` c|c|o e do pre-esco|ar.
Cinema em Guimarães
·O Pe| das Posas· e o í||me, ass|nado por
Werner Bchoeter, que poderá ver no
Aud|tor|o da Ün|vers|dade do M|nho, ho|e,
pe|as 21 e 45.
Tambem ho|e, às 23 e 30, ass|sta a um
rec|ta| no Ü|t|matum Jazz Oaíe, com Nuno
Ferre| ra (gu| tarra), Ne| son Oasca| s
(contraba|xo) e Bruno Pedroso (bater|a).
A part|r de amanhã e ate ao d|a 28 estará
em ex|b|ção, no O|nema Bão Mamede, a
pe||cu|a ·Hann|ba|·, uma seque|a do
ga|ardoado ||||||e| ps|co|og|co ·B||enc|o dos
lnocentes·, que conta de novo com
Anthony Hopk|ns no pape| pr|nc|pa|.
Na prox|ma quarta-íe|ra, d|a 28, às 11
horas, a B|b||oteca Mun|c|pa| Paú| Brandão
será p|aco de um teatro de íantoches
|nt|tu|ado ·Oorre, corre, cabac|nha·, de
A||ce v|e|ra.
BaiIado em Lisboa
Estre| am amanhã, nas sa| as de
espectácu| os a| íac| nhas, os í| | mes
·Bounce·, de De Don Poos, e ·Hann|ba|·,
de P|d|ey Bcott.
O Teatro T|vo|| ío| a sa|a esco|h|da para uma
·Grande No|te de Ba||ado·. ·Touched·, de
Dav|d F|e|d|ng, ·Just Beíore·, de Darshan
B|ngh Bhu||er, e ·B|níon|a de Pequ|em·, de
vasco We||encamp são as coreograí|as a
aprec|ar este í|m-de-semana, pe|as 21 e
30.
A Orquestra B|níon|ca Portuguesa, sob a
d|recção de Jose Pamon Enc|nar, e com
Anton|o Ba|ote ao c|ar|nete, |nterpretará, no
d|a 27 (terça-íe|ra), a part|r das 21 e 30,
obras de Ge||er, Oop|and e Dvorak, no
Teatro Lu|s de Oamoes do Parque das
Naçoes.
Concurso em LouIé
A ma|or íesta do mun|c|p|o rea||za-se nos
25 e 26, no Ba|ão de Festas da Oâmara
Mun|c|pa|, com os trad|c|ona|s Ba||es de
Oarnava|.
O agrupamento mus|ca| Onda Med|a será
a pr|nc|pa| atracção destes eventos,
contr|bu|ndo para a a|egr|a dos ío||oes.
Mas, na segunda-íe|ra a íesta promete
a|nda ser ma|or com a e|e|ção do me|hor
d| síarce no hab| tua| Ooncurso de
Máscaras, no qua| não vão ía|tar mu|tos
prem|os.
FiIme na Lousã
·L|m|te vert|ca|·, uma pe||cu|a rea||zada por
Mart|n Oampbe||, será ex|b|da, amanhã, às
21 e 30, no O|ne-Teatro.
Tambem amanhã, não perca o desí||e
carnava|esco dos estabe|ec|mentos de
ens|no do conce|ho pe|as arter|as da v||a.
Conferência
em Macedo de CavaIeiros
No âmb|to da agenda cu|tura| de lnverno
2000/1 rea||za-se, amanhã, pe|as 21 e 30,
no Aud|tor|o do lnst|tuto Buper|or P|aget,
a coníerenc|a subord|nada ao tema ·A
H|stor|a da lgre|a·, que contará com a
part|c|pação de vár|os espec|a||stas.
Máscaras no Montijo
A pensar nas cr| anças, a autarqu| a
organ|zou a terce|ra ed|ção do pro|ecto
·Esco| a em Desí| | e Desí| | e
Oarnava|esco·, que decorre amanhã, a
part|r das 10 horas.
O percurso terá |n|c|o e í|m na Pua João
XXlll. Oerca de 1500 cr|anças dos |ard|ns
de |níânc|a, das esco|as do 1` c|c|o e do
ens|no bás|co med|at|zado desí||arão nas
aven|das D. Aíonso Henr|ques, 25 de Abr||
e dos Pescadores.
O concurso da me|hor máscara |níant||
(para cr|anças dos tres aos 12 anos)
decorrerá, no d|a 27, pe|as 11 horas, no
Bar Kaxaça, onde serão entregues tres
prem|os: uma o|a,s|a||cn, um te|emove| e
um |ego g|gante.
Exposição em Santo Tirso
Ho|e, |eve os seus í||hos e/ou netos ao
aud|tor|o da B|b||oteca Mun|c|pa| onde
poderão ver ·As Aventuras dos Quatro
lrmãos·, uma pe||cu|a dest|nada a um
pequeno grande púb| | co com | dade
super|or a quatro anos.
A part|r de amanhã e ate ao d|a 17 de
Março, poderá v| s| tar ·Escr| tores
Portugueses·, uma expos|ção da autor|a
de Jú||o Bousa Maga|hães.
BaiIes
em ViIa ReaI de Santo António
A part|r de sábado e ate terça-íe|ra, d|a 27,
rea||zam-se, sempre às 22 horas, no ant|go
armazem Bombaráto, ba||es de máscaras
que í|carão marcados pe|a an|mação e
pe|a actuação do agrupamento mus|ca|
Berg|o Peres.
AdrIano Luz
encenaçao
José Pedro Gomes
interpretaçao
TEATRO VÌLLARET
Ate 30 de Março
de Luisa Costa Comes
OS TECLADOS
A nove|a de Teo||nda Gersão ·Os
Tec|ados· aparentemente não tem
mu|to a ver, para não d|zer nada, com
um espectácu|o teatra|.
Mu|to a|em das aparenc|as, a |enta
marcha de Jú||a, cr|ança e íutura
ado|escente so so com os t|os, so
com o p|ano , íaz do texto um ponto
de part|da para um mono|ogo a vár|as
vozes, a vár|as presenças, a vár|as
sombras, em|nentemente teatra|.
Essa ·be|a adormec|da· prat|ca,
d|ante do espectador em cond|ção de
cúmp| | ce, uma pura educação
sent|menta|.
Não se trata de um teatro normat|vo
ou exper|menta|, mas s|m de uma
exper|enc|a nova, v|v|da, d|screta mas
sem medo, at|p|ca, ta| como toda a
arte que quer ser de ho|e.
Do|s actores, Or|st|na Bas|||o e João
D|de|et, acompanham o dramaturgo
e encenador Jorge L|stopad numa
aventura sem ab|smos nem cá|cu|os,
à procura de novas íormas de modo
natura|.
Ass| m, ·Os Tec| ados· e,
deí|n|t|vamente, uma peça a não
perder, na Ba|a de Ensa|o do Oentro
Ou|tura| de Be|em, ate ao d|a 28
(exceptuando a segunda-íe|ra, 25),
sempre às 21 e 30.
Versos popuIares
Babe-se |á se a|gum d|a,
As vezes í|co a pensar,
Que aprenda a íazer poes|a,
Oom me|hor sabedor|a,
Para poder cont|nuar.
Os versos que vou escrevendo,
Leva-me a conc|u|r,
Aqu||o que estou íazendo,
Be| que nunca me arrependo,
Nem ma|s |re| des|st|r.
Bou um qua|quer pensador,
Desde sempre íu| ass|m,
Tenha ou não tenha va|or,
Penso e escrevo por amor,
O que va| dentro de m|m.
Ermellndo Jaclnfo
ACÇÃO SOClALlSTA 20 22 FEvEPElPO 2001
OPÌNÌÄO DlXlT
Ficha Técnica
Acção Socia|ista
Órgão Oí|c|a| do Part|do Boc|a||sta
Propr|edade do Part|do Boc|a||sta
D|rector
Fernando de Sousa
D|rector-ad|unto
José Manue| Viegas
Pedacção
J.C. Caste|o Branco
Mary Rodrigues
Oo|aboração
Rui Perdigão
Becretar|ado
Sandra An[os
Pag|nação e|ectron|ca
Francisco Sandova|
Ed|ção e|ectron|ca
Joaquim Soares
José Raimundo
Francisco Sandova|
Redacção
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o - 1400 L|sboa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Administração e Expedição
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o - 1400 L|sboa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Toda a co|aboração deve ser enviada para o
endereço referido
Depos|to |ega| N` 21339/88, lBBN: 0871-102X
Ìmpressão M|rande|a, Artes Gráí|cas BA
Pua Podr|gues Far|a 103, 1300-501 L|sboa
Distribuição vasp, Boc|edade de Transportes e
D|str|bu|çoes, Lda., Oomp|exo OPEL, Be|a v|sta,
Pua Táscoa 4`, Massamá, 2745 Que|uz
ÚL7/MA COLUNA Joel Hasse Ferrelra
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
1.650$
2.400$
4.600$
5.500$
8.500$
3.250$
4.600$
9.100$
10.800$
16.600$
6 MEBEB 26 NÚMEROS 12 MEBEB 52 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
500$
700$
1.300$
1.500$
2.300$
800$
1.200$
2.400$
2.900$
4.400$
6 MEBEB 2 NÚMEROS 12 MEBEB 4 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados.
Por íavor remeter
este cupão para:
Portuga| Boc|a||sta
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Por íavor remeter
este cupão para:
Acção Boc|a||sta
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Quero ser ass|nante do Portuga|
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Quero renovar a ass|natura
Oheque va|e de corre|o
6 meses 12 meses
va|or $
Quero ser ass|nante do Acção
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
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Oheque va|e de corre|o
6 meses 12 meses
va|or $
VALE A PENA
A pr|são (actua|mente dom|c|-
||ár|a) de va|e e Azevedo vem
chamar a atenção para a
prom|scu|dade que ex|ste
entre a|guns responsáve|s desport|vos e
a |níracção í|sca| íraudu|enta, nas bordas
do cr|me organ|zado. As transíerenc|as
de a|guns |ogadores, o írequente uso de
depos|tos em ·oíí-shores· cr|aram uma
cort|na de íumo que o Governo do PB e
os sectores ma|s d|nâm|cos do apare|ho
|ud|c|a| tem procurado d|ss|par.
2 - O |mpropr|amente chamado totone-
goc|o, em má hora chumbado pe|o
P|enár|o da Assemb|e|a da Pepub||ca,
cr| ava um s| stema razoáve| de
í|nanc|amento, que perm|t|r|a superar
a|guns dos prob|emas |á ex|stentes.
Não o qu|seram aprovar nem a d|re|ta
opos|c|on|sta nem os comun|stas. E não
nos podemos esquecer que ío| a d|re|ta
no Governo que pactuou, durante anos,
com o s|stema desport|vo í|nance|ro ho|e
submet|do à cr|t|ca e ao escrut|n|o
púb||co.
3 - A Adm|n|stração F|sca| tem v|ndo a
ser reírescada, reestruturada e
reíormu| ada. Mas novos graus de
ex|genc|a se perspect|vam. A execução
da Peíorma F|sca| nas suas d|íerentes
componentes ass|m o |mpoe.
O que |mporta entender com c|areza e
que o aperíe|çoamento da máqu|na í|sca|
não se íaz de um d|a para o outro. A
adopção de s|stemas tecno|og|cos ma|s
soí|st|cados que perm|tam ma|ores
íac|||dades nas dec|araçoes e nas
devo|uçoes, ma|or eí|các|a nos contro|os
e ver|í|caçoes e ma|or eí|c|enc|a nas
cobranças são extremamente
|mportantes. Oomo e a renovação,
rec| c| agem e aperíe| çoamento do
pessoa|.
4 - Em qua|quer caso, apenas na med|da
em que se ver|í|quem progressos não so
na coordenação como na propr|a
harmon|zação í|sca| poderão v|r a ser
u|trapassados a|guns prob|emas que tem
a ver com a c|rcu|ação de í|uxos í|nance|ros
de or|gem duv|dosa. Mas não bastará que
ha|a um entend|mento no p|ano da Ün|ão
Europe|a. É necessár|o que os esíorços
que se estão a desenvo|ver no se|o da
OODE venham a chegar a resu|tados ma|s
concretos porque poderão v|ncu|ar não so
os Estados Ün|dos da Amer|ca e o Oanadá,
como os ma|s desenvo|v|dos pa|ses da
As|a Pac|í|co para a|em dos Estados da
Ün|ão Europe|a.
5 - É por |sso que, neste contexto, se
torna um pouco r|d|cu|a a íorma como
a|guns sectores da d|re|ta po||t|ca,
empresar|a| e í|nance|ra abordaram
pub| | camente a recente e
moderad|ss|ma a|teração das regras do
s|g||o bancár|o.
Üma Peíorma F|sca| não pode |ntegrar
apenas a|teraçoes das regras |ega|s no
sent|do de uma ma|or |ust|ça e equ|dade.
Tem de |ntegrar tambem um contro|o
ma|s eí|caz e equ|||brado dos í|uxos
í|nance|ros, nomeadamente os que
respe|tam à c|rcu|ação de verbas de
or|gem íraudu|enta ou |ucros rea|s
escamoteados ao í|sco.
·Ao contrár|o do que por vezes se
deíende, com |gnorânc|a ou má-íe, a
Oonst|tu|ção portuguesa não estabe|ece
nenhum pr|nc|p|o de subs|dar|edade da
acção púb||ca em re|ação à acção
pr|vada, nem em gera|, nem em re|ação
ao sector do ens|no em part|cu|ar·
Vlfal Morelra
|0o||cc, 20 oe Fe.e|e||c
·Tem tanto, ou menos, sent|do ex|g|r que
o Estado sacr|í|que o ens|no púb||co a
íavor do í|nanc|amento do ens|no pr|vado
como ter|a sacr|í|car o BNB a íavor do
í|nanc|amento da med|c|na pr|vada·
ldem, lbldem
·Ber|a |nteressante que os cr|t|cos do
a|egado "estat|smo" reve|assem quanto
e que o Estado gasta anua|mente com o
ens|no part|cu|ar (a começar pe|as
esco|as da lgre|a Oato||ca·
ldem, lbldem
·Não passa de grosse|ro equ|voco, ou
m|st|í|cação, o ataque |ançado pe|os
grupos de |nteresse do ens|no pr|vado
contra a nova |e| do ens|no super|or·
ldem, lbldem
·A mús|ca e essenc|a| à a|íabet|zação
cu|tura| dos |ovens nas esco|as·
AlIredo Barroso
F·o|essc, '7 oe Fe.e|e||c
·A íormação mus|ca| de base e tão
|mportante como a íormação c|v|ca, a
preparação c|ent|í|ca e tecno|og|ca, a
prát|ca desport|va e os háb|tos de |e|tura.
A mús|ca e, sem dúv|da, um dos ma|s
notáve|s patr|mon|os da cu|tura oc|denta|.
Da| que e|a se|a a pr|nc|pa| aposta (em
França) do "p|ano Lang"·
ldem, lbldem
1