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ulrector António 1osé Seguro ulrector-adjunto Silvino 0omes da Silva
Internet www.partido-socialista.pt[accao L-nall accao.socialistaQpartido-socialista.pt
uº 1173 - Senanal
0,30

7 Novembro 2002
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láqlnas centrals
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7 de Novembro de 2002
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uuarte Llna, |o|icias |aqazine, 3/11/2002
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ferro kodrigues prosseguiu na semana passada a apresentação da sua moção de estratégia global ao
próximo fongresso nacional pelas federações de 8ragança, Vila keal e Viseu. 0 secretário-geral teve
também um encontro com militantes da 1uventude Socialista para lhes apresentar as ideias que vai
defender na próxima reunião magna dos socialistas.
0 secretário-geral do PS manteve encontros em Vila keal com o reitor da universidade de Irás-os-Hontes
e Alto 0ouro, com associações empresariais e sindicais da região.
kealizou-se mais uma reunião da f0f de preparação do fongresso dos dias 15,16 e 17 de Novembro.
Haria 1osé Horgado, na fomissão de Inquérito sobre os actos do 0overno na Polícia 1udiciária, revelou que
houve intromissões de feleste fardona e Paulo Portas na sua demissão.
face à manifesta disponibilidade do socialistas em aprovarem o 0rçamento de fstado na especialidade
mediante a inclusão no diploma de um conjunto de medidas que não agravavam o défice, a maioria reagiu
com um rotundo não, ficando claro porque não há correspondência entre as declarações e a prática dos
partidos do 0overno.
Hanuel Alegre e francisco Assis foram os oradores no passado dia 6, no auditório da Assembleia da kepública,
de um debate promovido pela fomissão Política foncelhia do PS[Lisboa sobre °0 futuro e o PS".
fom diversos recados ao poder político, o Presidente da kepública concluiu a presidência aberta no
distrito da 0uarda.
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SILVA
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Sequndo as µrevlsóes de 8ruxelas e tal cono já se esµerava, o déllce en 2002 deverá llcar quatro
déclnas aclna dos 3 µor cento. Já náo µor culµa do "desµeslsno" do anterlor Coverno, nas µor
lncaµacldade dos actuals resµonsávels que lalharan redondanente as suas µrevlsóes do orçanento
rectlllcatlvo, quer no que resµelta ao aunento das receltas, quer no controle das desµesas. 0 alá,
nesta recta llnal do ano, deµols do desastre que constltulu a venda en hasta µúbllca de lnóvels
do Lstado µara arrecadar nals recelta, val aqora no sentldo da catlvaçáo de netade das verbas dos
orçanentos dos dlversos nlnlstérlos. 0ra, é bon de ver que esta nedlda náo µassa de nals un
exerciclo de retórlca sen nenhun elelto real no controlo da desµesa, nas que val µrejudlcar, lsso
sln, o táo necessárlo lnvestlnento µúbllco.
ue que serve a arroqâncla µolitlca da nlnlstra das llnanças en allrnaçóes µerenµtórlas se é
deµols tecnlcanente desnentlda µela realldade dos núneros: L caso µara dlzer, con recurso à lel
de talláo, "quen con lerros nata, con lerros norre". uáo tlvesse Manuela lerrelra Lelte nudado
os crltérlos da contabllldade orçanental µara µarânetros nals estreltos, terla hoje una lolqa que
náo lhe é µernltlda en none da coerencla e do aµreqoado rlqor. Allás, no actual quadro recesslvo,
en que no ânblto da unláo Luroµela, a Alenanha está tanbén aclna - sete déclnas µercentuals
- do llnlte náxlno µernltldo µelo "estúµldo" lacto de Lstabllldade e Cresclnento, era de esµerar
que o Lstado µortuques aqlsse tendo en vlsta náo aµenas o equllibrlo lornal das contas µúbllcas,
nas olhasse tanbén às crescentes dlllculdades da econonla real que µaulatlnanente se val
alundando. Aµesar dos lnslstentes alertas de lerro kodrlques sobre as nelastas consequenclas
dos erros econónlcos do Coverno, os llunlnados do !errelro do laço µerslsten na sua trajectórla
de alunllanento.
As µroµostas soclallstas µara o 0rçanento de Lstado, que náo tlnhan eleltos sobre o déllce,
retorqulran con un claro náo. llcou, desta lorna, ben evldente a hlµocrlsla µolitlca daqueles
que reclanan µactos de reqlne en none do sentldo de Lstado, e recusan llnlnarnente as
nedldas suqerldas µela oµoslçáo só µorque sáo da oµoslçáo. Assln, náo há entendlnento µossivel
µorque µara haver µacto ten de exlstlr acordo. L un acordo só é µossivel quando há vontade das
µartes en conllulren, o que nanllestanente náo é o caso. A collqaçáo usa a nalorla µarlanentar
µara lnµor µolitlcas nuna base de total desµrezo µelas µroµostas da oµoslçáo.
Mas há senµre quen laça µrollssáo de lé na µalavra da nlnlstra da llnanças, nesno que do
µonto de vlsta econónlco náo haja razóes µara
acredltar que da recelta aµllcada resulten os
beneliclos esµerados. Mas se é Cavaco a dlzer
que acredlta en Manuela lerrelra, calen-se
todos µorque o honen nunca se enqana.
Lnlln, raranente ten dúvldas, nesno que
nen senµre acerte.
ficou, desta forma, bem evidente
a hipocrisia política daqueles que
reclamam pactos de regime em
nome do sentido de fstado,
e recusam liminarmente as
medidas sugeridas pela oposição
só porque são da oposição. Assim,
não há entendimento possível
porque para haver pacto tem de
existir acordo. f um acordo só é
possível quando há vontade das
partes em confluirem, o que
manifestamente não é o caso.
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HfIk0 00 IfkkfIk0 00 PAÇ0
f0HISSA0 0f IN0ufkII0
I0HA P0SSf
0 ex-nlnlstro da Justlça e deµutado soclallsta Vera Jardln µreslde à conlssáo µarlanentar de
lnquérlto à actuaçáo do Coverno no caso do acldente nas obras da estaçáo do Metro do !errelro do
laço.
A µrlnelra reunláo da conlssáo, que decorreu na µassada terça-lelra, contou con a µresença de
µoucos deµutados (o lCl e o 8L estlveran ausentes) e servlu aµenas µara dar µosse ao lnquérlto
e dellnlr a data da µróxlna reunláo, que llcou narcada µara hoje.
Vera Jardln µroµôs que a conlssáo µedlsse ao Mlnlstérlo do Lqulµanento Soclal e ao Metroµolltano
os docunentos e os µrocessos exlstentes sobre o caso antes de se dar lniclo às audlçóes e lS, lSu
e CuS/ll concordaran.
0 µresldente da conlssáo de lnquérlto ao acldente ocorrldo en Junho de 2000 nas obras do Metro
do !errelro do laço quer que os trabalhos estejan llnallzados en cerca de 13 dlas.
A crlaçáo desta conlssáo de lnquérlto lol requerlda µelo lSu e CuS/ll deµols de teren acusado o
actual lider do lS, lerro kodrlques, de ter abdlcado, enquanto tltular da µasta do Lqulµanento
Soclal no Coverno de Antónlo Cuterres, de una aleqada lndennlzaçáo devlda µelo enµreltelro.
PAkLAHfNI0
fAS0 P1
S0fIALISIAS 0fffN0fH AfAkIAÇA0
face às declarações contraditórias de
Haria 1osé Horgado e Adelino
Salvado, o 0rupo Parlamentar do PS
requereu uma acareação para
apuramento cabal da verdade no caso
da actuação governativa nas
demissões da direcção da Polícia
1udiciária (P1). Has, esta iniciativa só
se realizará se o PS0 e o f0S
aceitarem prolongar as audições, o
que tem sido negado, até aqui, pelas
bancadas da maioria.
fnquanto a ministra da 1ustiça diz
nada saber sobre a polémica que
envolve a polícia criminal, garantindo
que as demissões na 1udiciária
decorreram no âmbito de um processo
°transparente", a democracia sofre e
a suspeição gera desconfianças.
Após dois dias preenchidos com
longas audições na fomissão de
Inquérito, os parlamentares da
oposição (PS, PfP, 8f e PfV) não
estão satisfeitos e não excluem a
possibilidade de abandonarem os
trabalhos como forma de protesto
face a esta provável recusa dos
partidos do 0overno em aceitar ouvir
outros depoimentos ligados com este
caso, como Luís 8onina ou Lúcia
Amaral.
0 escândalo no caso das denlssóes na dlrecçáo
da lolicla Judlclárla (lJ) é aqora lrreversivel e
náo desdranatlzável. A ex-dlrectora naclonal
adjunta µara o crlne econónlco e llnancelro,
Marla José Morqado, lol à Assenblela da
keµúbllca, na µassada terça-lelra, e, à µorta
lechada, µerante os deµutados da Conlssáo
larlanentar de Inquérlto, acusou o dlrector
naclonal da lJ, Adellno Salvado, de ter sldo
sensivel às µressóes do Coverno no µrocesso
do seu alastanento.
Aµontando o dedo às actuaçóes da nlnlstra da
Justlça e do nlnlstro da uelesa, Morqado
acusou laulo lortas e Celeste Cardona de teren
lorçado a sua denlssáo, aleqadanente µor
teren "nedo" das lnvestlqaçóes que estava a
conduzlr no caso da unlversldade Moderna.
Marla José Morqado, nuna reunláo que durou
cerca de sete horas, "concretlzou" as
clrcunstânclas da sua saida da lJ, esclarecendo
que lol "autora naterlal" da sua denlssáo, nas
náo "autora noral". ua autorla noral da sua
saida da Judlclárla, Morqado acusou claranente
o dlrector naclonal desta µolicla.
lor outras µalavras, Morqado reconhece que
µedlu electlvanente a sua denlssáo, nas náo
assune resµonsabllldades µela nesna, µols
assequra ter sldo µresslonada Adellno Salvado
que, µor sua vez, solrera µressóes µor µarte da
tutela da Justlça e da uelesa.
A naqlstrada relatou que antes da sua tonada
de µosse Salvado lhe terá dlto, na µresença de
Luis 8onlna (anterlor resµonsável náxlno da
lJ), que só aceltarla o carqo se Morqado se
nantlvesse en lunçóes. Isto aµesar de saber
dos recelos dos qovernantes do "µoµulares" en
relaçáo à sua actlvldade.
Marla José Morqado llcou, nas, sequndo a
µróµrla revelou, en Aqosto, Adellno Salvado
llqou-lhe µedlndo-lhe que se denltlsse.
A ex-dlrectora naclonal adjunta revelou
tanbén que envlou, µara assessorar Mlnlstérlo
lúbllco no julqanento do Caso Moderna, un
dos seus aqentes nals conhecedores do
µrocesso, de none ledro Albuquerque, que
exercla as lunçóes de seu sequrança µessoal.
Morqado allrnou que lortas terá sabldo da
µresença da lJ no julqanento e que terá lalado
con Cardona. Lsta, µor sua vez, terá
contactado Salvado, tendo este llnalnente
ordenado à resµonsável do uCICCLl que náo
nandasse nals nenhun aqente seu µara o
!rlbunal de Monsanto.
uo nesno dla, da µarte da nanhá, lol ouvldo
na Conlssáo de Inquérlto o ex-resµonsável da
ulrecçáo Central de Conbate ao 8andltlsno.
ledro Cunha Loµes reallrnou a tese de que
tlnha sldo convldado µara o luqar de Morqado e
acusou Adellno Salvado de hesltaçáo no caso
que levou à detençáo de Abu Salen, en Chelas,
Llsboa, un elenento susµelto de llqaçóes à Al-
0aeda e acusado de atentados terrorlstas na
Índla.
Lntretanto, onten, tanbén µerante a
Conlssáo de Inquérlto larlanentar, de µortas
lechadas durante nove horas, o dlrector
naclonal da lJ neqou todas as allrnaçóes de
Morqado, acusando-a de lleqalldades.
Salvado recusou resµonsabllldades no
alastanento da sua núnero dols e desnentlu
qualsquer µressóes nlnlsterlals no caso das
denlssóes na dlrecçáo da Judlclárla.
0s deµutados do lS µresentes na audlçáo
conslderaran que as declaraçóes de Salvado
"náo loran esclarecedoras", noneadanente
no que dlz resµelto ao que os aqentes da lJ
estavan realnente a lazer no !rlbunal de
Monsanto, onde está a ser julqado o caso
Moderna.
José Maqalháes lnqulrlu dlrectanente o
dlrector da lJ sobre se, no µrocesso de
aµuranento de crlne llscal que envolve
resµonsávels do Mlnlstérlo das llnanças, loran
lnvestlqadas µessoas relaclonadas con ou
µróxlnas de Celeste Cardona, ao que Adellno
Salvado náo resµondeu que sln, nas tanbén
nunca dlsse que náo.
A oµoslçáo questlonou alnda Salvado, que
nultas vezes se reluqlou no arqunento da lalta
de nenórla, sobre se tlnha ou náo sollcltado,
durante as lérlas de Veráo, dados sobre
lnvestlqaçóes en curso relaclonadas
llscalldade.
0 dlrector da lJ, deµols de ter neqado, acabou
reconhecendo que de lacto tlnha µedldo
lnlornaçóes a este resµelto.
lor seu turno, o µrocurador-qeral da keµúbllca
tanbén desnentlu ollclalnente as allrnaçóes
da naqlstrada Marla José Morqado, que qarantlu
ter tldo conheclnento de un telelonena de
Celeste Cardona a Souto de Moura en que a
nlnlstra sollcltava a lntervençáo deste
resµonsável no sentldo de convencer a dlrectora
naclonal adjunta da lJ a abandonar o carqo.
"Cunµre esclarecer que tal telelonena, con
tal conteúdo, ou qualquer outro contacto con
o nesno µroµóslto nunca exlstlu", relere un
conunlcado enltldo onten µela lrocuradorla.
Lonqe de estar esclareclda a sltuaçáo das
denlssóes de Marla José Morqado e ledro
Cunha Loµes, a acareaçáo sollcltada µelo lS é
lundanental µara o aµuranento da exlstencla
ou náo de lntronlssóes do Coverno na eslera
do µoder judlclal.
A hora de lecho do "Acçáo Soclallsta" alnda
náo era conheclda a µoslçáo dos µartldos da
nalorla sobre a reallzaçáo ou náo da acareaçáo.
A conllrnar-se a lnvlablllzaçáo desta lnlclatlva,
a lóqlca lnµóe que se conclua µela exlstencla
de nedo e deslnteresse no aµuranento da
verdade naterlal.
H.k.
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kffuSA 00 00VfkN0 NA0 0fIXA ALIfkNAIIVA
PS VAI fhuH8Ak 0kÇAHfNI0
NA V0IAÇA0 fINAL 0L08AL
Pk0P0SIAS S0fIALISIAS PAkA 0 0f-2003
uo conjunto das µroµostas de alteraçáo orçanental contavan-se a actuallzaçáo dos escalóes de
IkS en 2,3 µor cento, en llnha con a taxa de lnllaçáo µrevlsta µara 2003, nos tres µrlnelros
escalóes, ben cono o relorço das µensóes de ldosos nals deqradadas.
A nelhorla das condlçóes llscals µara as enµresas que lnvestlssen en recursos hunanos e a
ellnlnaçáo do artlqo que µroµóe a nodlllcaçáo das reqras µara a aµosentaçáo dos quadros da
lunçáo µúbllca eran outras das µroµostas soclallstas.
Lstava lqualnente µrevlsta una exceµçáo µara o endlvldanento liquldo nulo das autarqulas,
µara lnvestlnento assoclado a verbas conunltárlas e a habltaçáo soclal, que µoderlan ter-se
traduzldo nun acrésclno de desµesa de 80 nllhóes de euros.
A Lel de 8ases da Sequrança Soclal deverla ser tanbén cunµrlda, con a translerencla de dols
µontos µercentuals de verbas do 0L µara a Sequrança Soclal, qarantlndo-se a sustentabllldade
do slstena a µrazo, de acordo con o lS.
A ellnlnaçáo da lsençáo da trlbutaçáo das nals-vallas das SClS, juntanente con o lln dos
beneliclos assoclados a c//-·Þc:c· deverlan lnµllcar un aunento de 230 nllhóes de euros do
lado da recelta, µrevlan os soclallstas.
lor outro lado, era µroµosta a descatlvaçáo de cerca de 313 nllhóes de euros de lIuuAC
(lnclulndo 10 nllhóes de euros da Lel de lroqranaçáo Mllltar) e o aunento dos lnvestlnentos
en lIuuAC en nals 170 nllhóes de euros, de lorna a qarantlr o receblnento de nals verbas
conunltárlas.
ue acordo con Lllsa lerrelra, era µrlvlleqlado o lnvestlnento "selectlvo" en educaçáo, clencla,
cultura e obras µúbllcas.
"lreocuµano-nos en náo aµresentar nultas µroµostas, concentrando-nos naqullo que
conslderanos ser essenclal", exµllcou a deµutada.
Con a enµresarlallzaçáo de 3« hosµltals, o lartldo Soclallsta entendeu que as translerenclas
µara o Slstena uaclonal de Saúde deverlan reduzlr-se en 130 nllhóes de euros, consequlndo-
se deste lorna nals alqun corte nos qastos.
lara aunentar a recelta llscal, os µarlanentares do lS suqerlran a sublda do lnµosto sobre o
tabaco, o qual«, sequndo µrevlan, µoderla ter rendldo 100 nllhóes de euros.
lor últlno, rellra-se novanente a centralldade, µara os soclallstas, do conbate à evasáo e
lraude llscals, ben cono as suas nedldas concretas de electlvaçáo.
lerante a recusa do Coverno de todas as
µroµostas soclallstas de alteraçáo ao 0rçanento
de Lstado µara o µróxlno ano, "náo resta outra
alternatlva ao lS senáo votar contra o
docunento".
lerro kodrlques reaqla, assln, ao anúnclo do
deµutado laranja Jorqe ueto, µara quen as
nodlllcaçóes exlqldas µelo Cl/lS µara vlablllzar
o 0L-2003 traduzen un lnaceltável aunento
de desµesa.
0 secretárlo-qeral lrlsou, onten, en Vlla keal,
à saida da de una reunláo con enµresárlos e
reµresentantes da uC!, que llcou denonstrado
que ao aunento de desµesa µretendldo
corresµondla una contraµartlda en
cresclnento da recelta.
lerro chanou a atençáo µara o lacto de que,
"tal cono as colsas estáo a evolulr" é cada vez
"nals lnµrovável" un acordo con o Lxecutlvo
µara o µacto de establlldade e cresclnento da
econonla µortuquesa, que deverá ser entreque
en 8ruxelas até ao lln deste ano.
kelatlvanente às ordens dadas µela ulrecçáo-
Ceral do 0rçanento a todos os nlnlstérlos no
sentldo destes reteren netade das verbas
destlnadas ao lnvestlnento µúbllco e à
aqulslçáo de bens e servlços µrevlstas até ao
llnal do ano, o lider soclallsta alertou µara as
"nedldas sucldárlas" µara a econonla naclonal
que o Coverno de dlrelta está a tonar.
Sequndo lerro kodrlques, estas lnstruçóes
"exµrlnen una esµécle de µassaqen ráµlda
µara a recessáo e a crlse".
!anbén os deµutados Lllsa lerrelra, Joel hasse
lerrelra e lernando Serrasquelro denunclaran
a sltuaçáo recesslva en que o Lxecutlvo uuráo/
lortas estáo a nerqulhar o lais.
0nten, nuna conlerencla de Inµrensa de
reacçáo à recusa qovernanental, os
µarlanentares do lS allrnaran que "a lorna
cono o Cl/lSu resµondeu às µroµostas
lornuladas µelo Cruµo larlanentar Soclallsta
evldenclan con clareza que a abertura
ollclalnente nanllestada µelo lSu quanto à
eventual celebraçáo de acordos ou lactos de
keqlne náo ten qualquer corresµondencla nas
atltudes concretas do µrlnclµal µartldo do
Coverno."
"As µroµostas soclallstas sérlas,
lundanentadas e credivels é dada una resµosta
lnlundanentada, suµerllclal e errónea",
declararan os deµutados, que conslderaran
alnda lnµortante declarar que o 0L-2003 "é
una µeça de una estratéqla errada".
kecorde-se que a bancada soclallsta aµresentou
un conjunto de µroµostas de alteraçáo ao
0rçanento de estado que vlsavan "torná-lo un
lnstrunento nals justo do µonto de vlsta da
dlstrlbulçáo dos sacrlliclos", µrocurando µara
lsso, "lnclulr nele nalor ellclencla llscal" e
chanar a atençáo µara a necessldade de se
"crlar un novlnento de luta µela cldadanla
trlbutárla".
Assln o qarantlran, sequnda-lelra, en
conlerencla de Inµrensa, na Assenblela da
keµúbllca, o qruµo de deµutados lornado µor
Lllsa lerrelra, Lduardo Cabrlta, Joel hasse
lerrelra e José Antónlo Vlelra da Sllva, que
tanbén subllnharan o carácter selectlvo e
"aceltável" das µroµostas, ben cono a noçáo
de "reequllibrlo" que elas, no seu conjunto,
reµresentan.
lalando claranente sobre as nedldas de
conbate à lraude e evasáo llscal, o µarlanentar
soclallsta Lduardo Cabrlta destacou que as
µroµostas do lS µara o 0rçanento de 2003
µoderlan render nals 360 nllhóes de euros
aos colres do Lstado.
A concretlzaçáo desse conbate à evasáo llscal
µassarla µelo alarqanento das sltuaçóes en
que é µossivel ultraµassar o slqllo bancárlo e
µelo acesso da Adnlnlstraçáo llscal à
lnlornaçáo dos cartórlos e servlços de reqlsto
e notarlado.
A crlaçáo de un slstena de conta corrente qlobal
µor contrlbulnte, onde se cruza o deve e o haver
de cada un, e a crlaçáo de un reqlsto de relaçóes
µatrlnonlals e llnancelras con c//-·Þc:c·, loran
outras das µroµostas soclallstas.
ua µersµectlva soclallsta, terla sldo lqualnente
desejável o aqendanento anual de un debate
µarlanentar sobre a ellclencla llscal onde se
dlscutlsse o µassado e soluçóes µara o luturo,
en natérla de lraude llscal.
!ratava-se µols de crlar condlçóes µara que a
retona econónlca losse nals ráµlda, nas
tanbén µara reduzlr a lnjustlça soclal, do µonto
de vlsta dos sacrlliclos exlqldos aos nals
deslavorecldos.
As µroµostas soclallstas de alteraçáo ao
0rçanento µara 2003 nantlnhan "a estrutura
qlobal", µelo que "que náo desvlrtuava o 0L do
Coverno", cono qarantlu hasse lerrelra.
ue una lorna qeral, as alteraçóes aµresentadas
µela bancada soclallsta qarantlan un déllce de
2,« µor cento do µroduto, à senelhança da
µroµosta do Coverno, nas µressuµunha una
redlstrlbulçáo dlstlnta entre receltas e desµesas.
"Lstanos de acordo con o núnero, náo
concordávanos era con a lorna de lá cheqar",
relterou Joel hasse.
HAkY k00kI0ufS
6
7 de Novembro de 2002
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fNIkfVISIA 0f 8Akk0S0 A kIP
A 0fH0NSIkAÇA0
0A HfNIIkA fLfII0kAL
lara o µorta-voz do lS, a entrevlsta do µrlnelro-nlnlstro à k!l revela en toda a sua extensáo a
nentlra eleltoral do Coverno, ben µatente na questáo do novo aeroµorto da 0ta cuja data de
conclusáo está µrevlsta µara 2017, ano en que o µroblena de crlanças en llsta de esµera nos
hosµltals deve estar resolvldo. Allrna laulo ledroso que o µrlnelro-nlnlstro "senµre soube que a
data de conclusáo do aeroµorto serla dllatada no tenµo, µelo que un nero exerciclo de hlµocrlsla de
canµanha resultou nun adlanento da obra sen vantaqens µara a µolitlca de saúde nen µara a obra
µroµrlanente dlta"
Ln conentárlo ao "Acçáo Soclallsta", o µorta-voz do µartldo conslderou ter-se constado ao lonqo
entrevlsta " un µrlnelro-nlnlstro lechado no seu qablnete, alheado da dlnensáo dos µroblenas
do µais, µrolonqando alnda a estratéqla de oµoslçáo ao Coverno anterlor, e lncaµaz de aµresentar
qualquer novldade µara a resoluçáo das qraves questóes naclonals".
Sequndo laulo ledroso, "até a tentatlva do anúnclo de novas µronessas resultou enlraqueclda
quando é anunclado un µacote de obras µúbllcas cuja concretlzaçáo é renetldo µara o dla
sequlnte, justanente no ano en que o Coverno se µroµóe cortar no lnvestlnento en qeral, e en
µartlcular no lnvestlnento da educaçáo, ou seja no luturo do lais".
LfLL0 0ufSII0NA
VIA8ILI2AÇA0 0AS 00HA
A recente asslnatura de un contrato de llnanclanento celebrado entre un slndlcato bancárlo
e as 0llclnas Cerals de Materlal Aeronáutlco (0CMA) é objecto de un requerlnento µor µarte
do deµutado soclallsta José Lello entreque na nesa da Assenblela da keµúbllca.
0 µarlanentar soclallsta recorda que na clrcunstâncla o nlnlstro da uelesa uaclonal se
relerlu a este contrato cono constltulndo un elenento lundanental µara a "vlablllzaçáo das
0CMA".
lerante estas declaraçóes, José Lello quer que laulo lortas esclareça se este contrato de
llnanclanento envolveu a concessáo de qarantlas reals, e se o acrésclno no endlvldanento
da enµresa teve ou náo o aval µor µarte do Lstado µortuques.
0 deµutado soclallsta µede alnda exµllcaçóes ao Lxecutlvo sobre a exlstencla ou náo de un
µlano de vlablllzaçáo das 0CMA, ao nesno tenµo que µretende saber qual o µasslvo da
enµresa.
lor últlno, José Lello requer o envlo de una cóµla do contrato de llnanclanento subscrlto
entre as µartes, µara aµreclaçáo en sede de Conlssáo larlanentar de uelesa uaclonal.
AfIuALI0A0f
VIIALIN0 fSfLAkfff
VIA0fH
PAkLAHfNIAk
0 deµutado soclallsta Vltallno Canas entendeu dar µúbllcos
esclareclnentos sobre a sua deslocaçáo aos estalelros da enµresa
I/Ak, en Lsµanha, vlaqen que reallzou a convlte da enµresa e que se destlnou a aµrolundar
os conheclnentos sobre naterlal nllltar nuna altura en que o Lstado µortuques vlra atençóes
µara o reequlµanento das lorças Arnadas no ânblto da Lel de lroqranaçáo Mllltar.
Sequndo Vltallno Canas, "os estalelros vlsltados ten lnlornaçáo de qrande utllldade µara o
trabalho µarlanentar, sendo, µorventura, un bon exenµlo da nanutençáo de sectores
estratéqlcos nas náos do Lstado con ellcácla e rentabllldade".
Ln conunlcado, o deµutado soclallsta acrescenta que está dlsµonivel µara "custear do seu
µróµrlo bolso" esta deslocaçáo, caso a Assenblela da keµúbllca "entenda que a vlaqen náo
ten lnteresse µarlanentar e que, µor outro lado, náo se coaduna con o estatuto dos deµutados".
P0k fALIA 0f Pk0VA
Ak0uIVA00 Pk0ffSS0
f0NIkA SALfIk0
lol arqulvado, µor lalta de µrovas, o µrocesso judlclal µor lraude llscal contra Antónlo Salelro, ex-
deµutado do lS.
Ln causa estarla una slnulaçáo do valor da aqulslçáo de una µroµrledade, que se traduzlrla nun
decrésclno no valor da slsa. 0 caso, que renonta a 1997, lora nandado arqulvar en 0utubro de
2000 µelo Mlnlstérlo lúbllco. losterlornente, en Janelro de 2001, o µrocesso vlrla a ser reaberto,
tendo o µrocurador-qeral da keµúbllca µedldo esclareclnentos ao µrocurador de 8eja que conduzlra
o µrocesso e deternlnara a anállse do nesno.
A lnvestlqaçáo µrossequlu, desta lelta no ueµartanento Central de Investlqaçáo e Acçáo lenal de
Llsboa, con lntervençáo µosterlor do núcleo de assessorla técnlca da lrocuradorla-Ceral da
keµúbllca, "já que se lnµôs a anállse, allás norosa e conµlexa, de natérla de indole llnancelra
e contabllistlca".
ua sequencla desta lnvestlqaçáo, en desµacho recente, o naqlstrado do Mlnlstérlo lúbllco tltular
do µrocesso "conclulu que os elenentos de µrova reunldos contlnuavan a nostrar-se lnsullclentes,
µara sustentar en julqanento una eventual acusaçáo contra o arquldo, µelo que ordenou o
arqulvanento dos autos quanto aos llicltos crlnlnals" de que era lndlclado.
Alnda de acordo con o nesno desµacho, o ex-µresldente da Cânara Munlclµal de Alnodôvar lol
lntlnado a µaqar un lnµosto de slsa en aleqada lalta, o que, se electlvanente vler a ocorrer,
"obvlará à lnstauraçáo, µor lsso, de µrocedlnento crlnlnal nos ternos da lel aµllcável".
LfI 0f Pk00kAHAÇA0 HILIIAk
fkfSfIHfNI0 NuL0 NA 0fffSA
0 cresclnento no 0rçanento µara o sector da uelesa anunclado µelo nlnlstro laulo lortas
"náo exlste", en vlrtude da catlvaçáo µarclal lnµosta µela nlnlstra das llnanças às verbas
µrevlstas µara a Lel de lroqranaçáo Mllltar (LlM0).
A denúncla lol lelta µor quase todos os lntervenlentes soclallstas no debate conjunto sobre
a µroµosta de 0rçanento de Lstado µara 2003, que se reallzou hoje, nuna reunláo conjunta
das conlssóes µarlanentares da uelesa e Lcononla e llnanças.
ue acordo con os cálculos do lS, a catlvaçáo de 20 µor cento das verbas da LlM decldlda µor
Manuela lerrelra Lelte no ânblto do reequllibrlo das contas µúbllcas slqnlllca, na µrátlca,
que o cresclnento orçanental no sector da uelesa uaclonal (en qrande µarte resultante do
relorço das verbas µrevlstas µara a LlM) é lnexlstente, cono allrnou José Lello.
lor outro lado, os valores de reduçáo do déllce das contas µúbllcas loran calculados tendo
en conta a exlstencla de una catlvaçáo, µelo que as verbas náo µoderáo ser qastas sob µena
de as netas llxadas µelo Lxecutlvo de dlrelta náo µoderen ser atlnqldas.
0 lider do Cruµo larlanentar, Antónlo Costa,
en entrevlsta ao jornal "lúbllco", declarou
ser sua lntençáo abandonar o carqo antes do
llnal da µresente leqlslatura. Ao "Lxµresso",
Antónlo Costa lrlsou nesno náo qostar de
ser lider µarlanentar, tendo adnltldo o
desallo de encabeçar una llsta µara a Cânara
de Llsboa nas µróxlnas elelçóes autárqulcas.
Conlrontado con esta sltuaçáo, o µorta-voz
do lS, laulo ledroso, exclul-se da sucessáo à
llderança da bancada soclallsta, aleqando que
até ao µrocesso de substltulçáo "nulta áqua
correrá debalxo das µontes". laulo ledroso
recusou a µersµectlva da bancada soclallsta
llcar lraqlllzada con o anúnclo de Antónlo
"uáo enlraquecerá a bancada do lS, µorque
conheço Antónlo Costa há nultos anos e sel
que, enquanto ocuµa un carqo de
resµonsabllldade, exerce-o a tenµo lntelro,
con enµenhanento, conµetencla e rlqor", sustentou ledroso. !anbén no sentldo de
desdranatlzar a substltulçáo a µrazo na µresldencla do Cruµo larlanentar do lS, lerro
kodrlques allrnou ao "Lxµresso" estar certo que, "quando Antónlo Costa delxar a llderança
da bancada, terá alnda lunçóes nals lnµortantes no lS e no lais". Ln qeral, os dlrlqentes
soclallstas reaqlran con µrudencla, nas sen critlcas, à lndlsµonlbllldade de Antónlo Costa
µara µernanecer na llderança da bancada até ao llnal da leqlslatura.
7 de Novembro de 2002
7
PS fH H0VIHfNI0
Manllestar un aµolo "actlvo e exlqente" ao lS,
ao seu µroqrana eleltoral e ao seu candldato a
µrlnelro-nlnlstro lol o notlvo que levou un
colectlvo de jovens cldadáos a constltuiren o qruµo
"Inaqlnar lortuqal".
Mlquel Cabrlta, coordenador e dlnanlzador desse
esµaço de rellexáo µolitlca, narrou ao "Acçáo
Soclallsta" a qénese do Inaqlnar.
"louco deµols do revés eleltoral de uezenbro de
2001 e nun contexto en que lortuqal tlnha µela
lrente dols canlnhos nulto dlstlntos, a escolha
eleltoral de Março terla, cono se está a verlllcar,
lnµllcaçóes declslvas µara o luturo do lais e µara
o nodelo de nodernlzaçáo que val sequlr nos
µróxlnos anos", recorda o resµonsável.
Lsta µartlclµaçáo actlva tonou, concretanente,
a lorna de un nanllesto - o "Inaqlnar lortuqal
2006" -, aµresentado e debatldo nuna lnlclatlva
µúbllca en Alnada con o candldato lerro
kodrlques e dlstrlbuido nas acçóes de canµanha.
uo docunento eran esboçadas as qrandes llnhas
µolitlcas que µernltlan "construlr lortuqal tal
cono, na oµlnláo daqueles que se juntaran ao
qruµo lnlclatlva, ele deverla ser en 2006", ou seja,
no lln da actual leqlslatura.
uuas centenas de µessoas, entre os 20 e os 33
anos, juntaran-se ao novlnento que entáo se
qerou en torno de un objectlvo lundanental:
"Aµolar actlvanente a candldatura e o µroqrana
soclallstas que eran, claranente, aqueles que
reµresentavan a µosslbllldade de concretlzar o
nodelo de lais no qual estas µessoas se reveen",
lrlsa Mlquel Cabrlta.
"Jovens, na sua nalorla já lnserldos na vlda
actlva, e cldadáos µrovenlentes dos nelos
acadénlco e enµresarlal, do sector µrlvado e
µúbllco, con as nals dlversas lornaçóes e
lnserçóes µrollsslonals" loran os nenbros
lundadores do Inaqlnar lortuqal, revelou o
coordenador, asslnalando que este esµaço é,
desde a sua qénese, "constltuido µor nllltantes
do lS e µor nultas µessoas que, náo sendo llllados
en nenhun µartldo µolitlco, se reconhecen na
área µolitlca do centro-esquerda e na candldatura
de lerro kodrlques e que qulseran, µor lsso,
µartlclµar na canµanha eleltoral que entáo estava
en curso".
Cabrlta recorda que nultos desses nenbros
lundadores náo tlnhan, anterlornente, una
µartlclµaçáo µolitlca actlva.
"Mas entenderan que era cheqado o nonento
de se envolveren, dada a lnµortâncla da escolha
que o lais tlnha dlante de sl, e dado que
encontraran un bon nelo de se exµressaren e
de daren o seu contrlbuto", lrlsou.
0e movimento de apoio a espaço
de contacto e reflexão
ueµols das elelçóes, "lol consensual que o
objectlvo do Inaqlnar lortuqal náo se tlnha
esqotado en 17 de Março".
A exµerlencla de rellexáo µolitlca quallllcada,
aberta a µessoas dentro e lora do lartldo
Soclallsta, "tlnha sldo extrenanente µrolicua e
a dlnânlca que se havla qerado qanhou alnda
nals sentldo lora do contexto eleltoral esµecillco
en que nasceu".
Sequndo Mlquel Cabrlta, "µretendla-se rellectlr
sobre lortuqal, sobre o seu luturo, e sobre as
nelhores µolitlcas µara os desallos que tenos
dlante de nós. 0ra, esse objectlvo náo ternlnou
en Março".
lor lsso, o novlnento evolulu µara un esµaço de
rellexáo µolitlca de carácter nals µernanente,
na área da esquerda denocrátlca.
"un esµaço aberto a nllltantes do lS e a todos os
que, náo sendo nllltantes do lS, se reconhecen
no ldeárlo do centro-esquerda e queren µartlclµar
actlvanente no enrlqueclnento do esµaço µúbllco
e na rellexáo en torno de µolitlcas que
concretlzen a vlsáo que a esquerda noderna ten
µara o luturo do lais", exµllca o resµonsável.
uessa nova conjuntura de exlstencla, dols qrandes
objectlvos qanhan relevo no Inaqlnar lortuqal:
"0 µrlnelro é a dlnanlzaçáo e o enrlqueclnento
do esµaço µolitlco da esquerda denocrátlca,
crlando náo aµenas locos de µartlclµaçáo µolitlca
quallllcada µara todos os que neles se quelran
envolver, nas tanbén lnstânclas que µossan
allnentar o centro-esquerda, e en µartlcular o
lartldo Soclallsta, con a sua rellexáo e con
µroµostas que dela eventualnente resulten"
L que, na oµlnláo de Cabrlta, "o lS só ten a
qanhar en estlnular dlnânlcas µernanentes de
rellexáo e dlscussáo en torno das suas µolitlcas",
µorque "é µronovendo esµaços en que essas
dlnânlcas se desenvolvan que o µartldo crla
condlçóes µara µrocurar, de lorna µernanente,
as resµostas nals adequadas µara os µroblenas e
desallos do lais".
lor outro lado, Inaqlnar lortuqal µretende-se
"un esµaço de contacto" µernanente con
µessoas e sectores da socledade µortuquesa que,
náo tendo una µartlclµaçáo µartldárla nos noldes
nals tradlclonals, acredltan no lS e nos seus
µroqranas de acçáo, e queren colaborar con o
µartldo.
"L lundanental abrlr o lS µara dar aos cldadáos
que se reveen na nossa área µolitlca a
µosslbllldade de se envolveren de lorna elec-
tlva", allrna Cabrlta, µara quen "o µartldo ten
de lazer µontes con aqueles que reµresenta, e
que ten sequranente un contrlbuto lnµortante
µara dar".
"Lsta abertura - subllnha - µernltlrá ao lartldo
Soclallsta enrlquecer as suas µrátlcas e as suas
µroµostas, de nodo continuo e náo aµenas en
nonentos eleltorals nulto locallzados".
Assln, a una nalor notlvaçáo das µessoas µara a
µartlclµaçáo µolitlca junta-se un acrésclno de
enerqla e ldelas µara o lS, nun "joqo en que
todos qanhan".
keflexão com resultados
lalando sobre as lnlclatlvas que o Inaqlnar lortuqal
lnscreve no seu µrojecto, Mlquel Cabrlta adlanta
que já se reallzou un µrlnelro debate sobre µolitlcas
de lnlqraçáo.
0 evento contou con a µresença de uuno Severlano
!elxelra (unlversldade uova de Llsboa, e
coordenador da área no Cablnete de Lstudos do
lS), kul lena llres (ISC!L) e Marla Ioannls
8aqanha (unlversldade de Colnbra).
Lsta debate "extrenanente vlvo" contou alnda
con a µresença de «0 µessoas, estando as suas
conclusóes, µresentenente, en lase de edlçáo,
µara µosterlor dlvulqaçáo µúbllca e aµresentaçáo
aos órqáos do lS e ao secretárlo-qeral.
ua base destas lnlclatlvas está a ldela de "tentar
que a rellexáo e o debate µroduzan resultados
concretos", µassivels de seren "noblllzados de
lorna µolltlcanente útll".
0 dlnanlzador do Inaqlnar lortuqal relere que
lnlornaçóes conµlladas a µartlr de uc··/c:· con
docunentaçáo lnµortante sobre una deternlnada
área e con base naqullo que resulta dos debates
seráo µostas à dlsµoslçáo dos µartlclµantes do
esµaço e a todos os lnteressados, tal cono está,
neste nonento, a ser lelto µara as µolitlcas de
lnlqraçáo.
lara alén das lnlclatlvas µúbllcas e do naterlal
delas resultante, Mlquel Cabrlta adlanta que está
en lase de estudo un ·/Ic na Internet e una ¤cw·I-
cIIc: do Inaqlnar lortuqal, que servlráo µreclsa-
nente o objectlvo de servlr de suµorte à µubllcaçáo
dos resultados das lnlclatlvas que loren executadas.
Lntretanto, os lnteressados en nals lnlornaçóes
µoderáo sollcltá-las escrevendo µara o
lnaqlnarµortuqal_nall.teleµac.µt.
HAkY k00kI0ufS
Preocupados com o futuro próximo de Portugal, jovens simpatizantes do
socialismo democrático e da social-democracia formaram um movimento
de apoio à candidatura socialista às últimas legislativas que
recentemente evoluiu para um espaço aberto de reflexão política com
ideias que se querem concretas e exequíveis. Imaginar Portugal é criar
pontes de informação e participação política entre o PS, as suas bases e
os portugueses.
IHA0INAk P0kIu0AL
P0NIfS
0f kffLfXA0
PAkA 0 fuIuk0
8
7 de Novembro de 2002
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N0SSA HAIkI2 hISI0kIfA
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0 lS é o herdelro leqitlno do qrande novlnento soclal que a µartlr de neados do século XIX
assunlu a llderança, en lortuqal, da luta µor una socledade nals justa e nals solldárla.
Lssa luta, conduzlda µelos µartldos soclals-denocratas e soclallstas, nalorltarlanente de
lnsµlraçáo narxlsta, aqruµados na Sequnda Internaclonal, anlnou un µoderoso novlnento
slndlcal e µolitlco relornlsta, que ajudou a noldar os asµectos nals µosltlvos das socledades
denocrátlcas avançadas da Luroµa.
As olto horas de trabalho, o voto unlversal en oµoslçáo ao voto censltárlo, a enanclµaçáo
das nulheres, os dlreltos soclals que hunanlzaran as nodernas socledades que se reqen
µela denocracla µolitlca, a ldela de una socledade solldárla e lsenta de dlscrlnlnaçóes, o
enralzanento, en nultos µaises, da denocracla µlurallsta e todos os avanços soclals que
esta µernltlu concretlzar e consolldar sáo, essenclalnente, o resultado desse novlnento
enanclµador que lol lnsµlrado e dlrlqldo µelos µartldos que se reclanan do Soclallsno
uenocrátlco hoje lnteqrados na Internaclonal Soclallsta.
0 Soclallsno uenocrátlco contenµorâneo é, µols, o leqitlno reµresentante desse
novlnento soclal e µolitlco lnlclado há século e nelo. Lstá llqado à lnlnterruµta tradlçáo
denocrátlca da soclal-denocracla euroµela.
0 Movlnento Soclallsta lol crlado en lortuqal en 1873. 0s autores lundanentals dessa
lnlclatlva loran, entre outros, Azedo Cneco, Antero de 0uental e José lontana.
Lsse novlnento µassou, desde entáo, µor várlas crlses. Mas nunca delxou de estar µresente
na socledade µortuquesa. A sua ralz hlstórlca está lndlssoluvelnente llqada a essa natrlz
orlqlnal. 0 qrande nérlto da ASl, crlada en 196«, e dos seus lundadores - entre os quals
se destacaran Márlo Soares, Manuel !lto de Morals e lranclsco kanos da Costa - lol o de
retonar essa lonqa tradlçáo tenµorarlanente esbatlda µela dltadura de Salazar.
Ln 1973, no Conqresso da ASl (já entáo llllada na Internaclonal Soclallsta), Márlo Soares
µroµôs a sua translornaçáo no actual lartldo Soclallsta.
0 lS nantén-se llel à sua tradlçáo lnternaclonallsta, tanto no µlano µolitlco, cono
slndlcal. 0 lnternaclonallsno dos soclallstas µassa µela delesa lntranslqente da cultura e
da ldentldade naclonals, nas µrocura unlr e orqanlzar solldarlanente a reslstencla dos
µovos de todo o nundo contra os lenónenos µerversos do µrocesso de qloballzaçáo en
curso. Conµete à Internaclonal Soclallsta conduzlr una luta actlva e lntranslqente contra
o µoder econónlco e llnancelro das nultlnaclonals que escaµan, cada vez nals, ao controlo
das lnstânclas reµresentatlvas dos Lstados naclonals.
uessa µersµectlva o lartldo Soclallsta conµronete-se a subordlnar o µoder econónlco e
llnancelro dos qruµos naclonals e nultlnaclonals ao controlo do µoder µolitlco denocrátlco.
Assune tanbén o seu dever de solldarledade con os µaises nals µobres e deµendentes
que sáo vitlnas da desenlreada ânsla de lucro dos qrandes qruµos econónlco-llnancelros
nundlals que neles se lnstalan µara exµloraren una náo-de-obra barata e desµrovlda
dos nals elenentares dlreltos hunanos, noneadanente o de delenderen os seus dlreltos
en orqanlzaçóes slndlcals llvres e lndeµendentes. Conµronete-se a aµolar, no quadro da
Internaclonal Soclallsta, todos as lnlclatlvas tendentes a delender e salvaquardar os seus
leqitlnos lnteresses.
Aos slndlcallstas que se reconhecen nos ldeals do soclallsno denocrátlco cabe a tarela
de lutaren solldarlanente µor lels laborals unllornlzadas e hunanas que abranjan os
trabalhadores de todo o nundo no quadro de un ·/¤u/cnI/·¤c /¤Ic:¤nc/c¤nI/·In c
uc¤cc:JI/cc que recuse qualquer lnqerencla µartldárla. Ln none da solldarledade que
deve llqar todos os trabalhadores, a Internaclonal Soclallsta ten o dever de desenµenhar,
nessa natérla, un µaµel lnµulslonador enµenhado e actlvo. 0 lartldo Soclallsta, cono
nenbro electlvo daquela orqanlzaçáo, conµronete-se a desenvolver todos os eslorços
leltos nesse sentldo.
0 rasqo de Márlo Soares e dos que o aconµanharan lol o ter ousado quebrar a tradlçáo
"unltárla", envolvente e estrateqlcanente µarallsante, da esquerda radlcal e
antldenocrátlca. lol o de ter sabldo, a µartlr da CLuu, seµarar as áquas e abrlr un
canlnho lndeµendente µara o lS.
lol essa estratéqla que µernltlu ao lartldo Soclallsta, tornar-se, deµols do 23 de Abrll, no
sequlnento da luta antllasclsta que os seus µrlnclµals dlrlqentes nantlveran ao lonqo do
relnado de Salazar, o µrlnclµal aqente µolitlco da luta µela delesa e consolldaçáo de una
vla denocrátlca da kevoluçáo que derrubou o reqlne salazarlsta. A uenocracla lolitlca, e
todas as llberdades e dlreltos que consaqrou, constltulu, na narcha da socledade µara un
desenvolvlnento nals justo e nals solldárlo, un µatanar lundanental que o lS se
conµronete a delender lntranslqentenente.
Ao lartldo Soclallsta, cono µrlnclµal obrelro da conqulsta da uenocracla lolitlca, cabe a
lndecllnável tarela de ser o µrlnclµal qarante da lrreverslbllldade das conqulstas soclals e
µolitlcas que a Constltulçáo da keµubllca consaqrou.
0 Soclallsno uenocrátlco de que o lS se µroclana nada ten a ver con a derlva totalltárla
daqueles que, reclanando-se do soclallsno, se alastaran da sua natrlz denocrátlca. 0
soclallsno delxou de ser µara os µartldos aqruµados na Internaclonal Soclallsta - ao contrárlo
do que µroµendla Marx - un µrojecto de socledade µré-dellnlda, ou seja, un µrojecto que
vlsava una utóµlca "socledade sen classes". lor lsso nesno, reµudla tanbén a recente
tese de que o slstena caµltallsta reµresenta a últlna etaµa da hlstórla hunana.
A hlstórla, µresente e lutura, é e será lelta µelos honens, dlalectlcanente, na sua luta de
todos os dlas µor un luturo nelhor. uesse contexto, cabe ao Soclallsno uenocrátlco o
µaµel de anlnador de una µernanente dlnânlca de µroqresso soclal que vlse alcançar una
socledade cada vez nals µrósµera, coesa e hunanlzada. lara os soclallstas, que se assunen
cono denocratas radlcals, a socledade do luturo será aquela que os cldadáos, cada vez
nals consclentes e lnlornados, loqraren edlllcar.
0 lS reconhece a lnlclatlva µrlvada cono lnµortante lactor dessa dlnânlca de µroqresso.
kesµelta, µor consequlnte, a µroµrledade µrlvada desde que esta náo resulte de nelos
llicltos e se subordlne aos lnteresses qerals da conunldade. lara o lS o lnteresse colectlvo
ten µrevalencla sobre os lnteresses lndlvlduals.
Lntende que as enµresas µrlvadas, µara alén de reconµensaren a lnlclatlva e a crlatlvldade
lndlvlduals, deven µreencher una lunçáo soclal. As enµresas náo µoden vlsar
excluslvanente o lucro. !en o dever de servlr o µroqresso soclal da conunldade. ueste
contexto, o lS aµola a lnlclatlva µrlvada, soclal e cooµeratlva.
Ao lS, µartldo con vocaçáo de µoder, cabe a tarela de contrlbulr µara dar conslstencla,
através de relornas concretas, a todos os lactores que contrlbuan µara un µroqresso
econónlco e soclal sustentado que conduza a una socledade cada vez nals justa, nals
solldárla e nals lraterna. Sá c··n /¤·]/:n¡Jc c c··c /¤Ic¤Ic Ju·I///cn¤ n IuIn ]cIc ]cuc:.
0 lS é un µartldo lalco, lraterno e tolerante. kesµelta as oµçóes rellqlosas, lllosóllcas e
norals dos seus nenbros. A sua µernanente rellexáo ldeolóqlca lnsµlra-se no raclonallsno
critlco e hunanlsta. Acolhe no seu selo a colaboraçáo de todos os que, náo sendo seus
nenbros electlvos, se ldentlllcan con os objectlvos que µroµóe µara a socledade
µortuquesa. L reqldo, na sua µrátlca lnterna, µor reqras denocrátlcas. Consldera a critlca
construtlva dos seus nllltantes cono un contrlbuto lndlsµensável µara aunentar a ellcácla
da sua µrátlca µolitlca.
0 lS é un µartldo de cldadáos llvres e consclentes. A sua base soclal de aµolo assenta en
todos aqueles que exercen una actlvldade soclal útll. 0s µartldos, en denocracla, deven
exµressar lnteresses soclals concretos. A socledade contenµorânea caracterlza-se µor
una enorne µluralldade e antaqonlsno de lnteresses. A luta de classes é una realldade.
As várlas lnstânclas do µoder reµresentatlvo denocrátlco deven µrocurar harnonlzar,
tanto quanto µossivel, esses lnteresses dlverqentes de nodo a evltar ruµturas que µonhan
en causa o slstena µolitlco e as conqulstas soclals alcançadas. L µara exercer essa lunçáo
nedladora e reµresentatlva que os µartldos exlsten.
lartldo, µor natureza, lnter-classlsta, o lS deverá ser o nedlador e o reµresentante de un
vasto sector da socledade µortuquesa. Lsse sector é, µela sua natureza, nalorltárlo. L
constltuido µelos assalarlados de todos os tlµos, µelos µequenos e nédlos enµresárlos
con consclencla soclal, µelos quadros técnlcos e clentillcos, µelos crladores artistlcos - e
µor toda a classe nédla, náo µarasltárla, que vlve do seu trabalho.
Lste texto lntrodutórlo será µorventura denaslado lonqo. Mas estanos convencldos de
que a nalorla dos soclallstas desejarla ver contenµladas, na sua "declaraçáo de µrlnciµlos",
alqunas das rellexóes que nele se alloran.
0 texto aµresentado µela dlrecçáo do µartldo reµresenta, da µarte dos canaradas que a
redlqlran, un qrande eslorço de aµrolundanento da rellexáo soclallsta. Lstá
lndlscutlvelnente ben elaborado. Mas µensanos que o texto µoderla ser nals clarlllcador
e noblllzador se alqunas das nossas suqestóes, sobretudo as que se releren à vertente
hlstórlca, lossen nele contenµladas.
A nossa contrlbulçáo µara a rellexáo nllltante é lnsµlrada aµenas µor un esµirlto solldárlo
e construtlvo.
!udo o que µedlnos aos conqresslstas é que o aµroven cono un contrlbuto a ter en conta
na elaboraçáo do texto dellnltlvo que, na nossa oµlnláo, deve ser renetldo µara una
dlscussáo e aµrovaçáo dellnltlva na conlssáo naclonal que resultar deste conqresso.
A ternlnar, do nosso µonto de vlsta, ao µonto 13 do µrojecto da ueclaraçáo de lrlnciµlos
devla ser acrescentada a sequlnte lrase:
uesse sentldo, o lS concede una lnµortâncla declslva à Lducaçáo e à Cultura. Só a µlena
valorlzaçáo desses sectores, que constltuen elenentos lundanentals µara a enerqencla
de una cldadanla actlva e consclente, µode lazer surqlr una caµacldade critlca caµaz de
selecclonar os elenentos válldos do lnenso caudal de lnlornaçáo que hoje nos é olerecldo.
Só assln será µossivel conbater o caos lnlornatlvo que atrolla e dlnlnul as µotenclalldades
µosltlvas da lnlornaçáo.
f0HuN00 Pf0k0
ffkNAN0fS f0uI0
¯lk0l0S!A uL AuLuuA A "uLCLAkAÇA0 uL lkIuCÍlI0S" u0 CAMAkAuA LuuAku0 lLkk0 k0ukICuLS
7 de Novembro de 2002
9
PS fH H0VIHfNI0
0f8AIf S08kf 0 fuIuk0 00 PS
uHA A0fN0A ALIfkNAIIVA
PAkA 0 S0fIALISH0 0fH0fkAIIf0
Perante uma vasta plateia de
militantes que enchia por
completo o auditório da
Assembleia da kepública, os
camaradas Hanuel Alegre e
francisco Assis falaram sobre o
futuro do PS e da esquerda, num
debate particularmente vivo e
estimulante promovido pela
foncelhia de Lisboa. Na iniciativa
em que ficaram patentes duas
visões complementares sobre os
desafios que se colocam ao
socialismo democrático, Alegre
sublinhou que °não há esquerda
sem resistência moral",
defendendo que °o PS para voltar
ao poder tem de dar expressão
política aos movimentos sociais",
enquanto Assis considerou que °o
PS não pode ser um simples
partido de resistência ao 0overno
de direita", mas antes corporizar
°um projecto que garanta a
modernização solidária do País".
será µreenchldo µelos µoµullsnos de dlrelta e
de esquerda", alertou.
0 autor de "0 canto e as arnas" relerlu alnda a
necessldade de o novlnento soclallsta lutar
"contra o conteúdo da qloballzaçáo", que dlsse
ser un lacto "lnevltável". A qloballzaçáo, dlsse,
"consubstancla o trlunlo do neollberallsno à
escala nundlal, controlado µelo unllaterallsno
anerlcano".
Manuel Aleqre nanllestou-se alnda contra "a
dllulçáo ldeolóqlca do lS" verlllcada nos últlnos
anos, sallentando que na questáo do aborto
houve una "caµltulaçáo".
uo entanto, sallentou que o balanço dos sels
anos de qovernaçáo soclallsta é "qlobalnente
µosltlvo", destacando noneadanente a relorna
da Sequrança Soclal e o kendlnento Minlno
Carantldo, lanentando que náo se tlvesse ldo
nals lonqe na relorna llscal, e eloqlando a
cultura do dláloqo, "que laz µarte dos nossos
valores".
0uanto à ueclaraçáo de lrlnciµlos, Aleqre
conslderou que lhe "lalta un suµlenento de
alna", acrescentando que "o lS náo µode
conlornar-se con esta socledade".
Hodernização não é capitulação
ao neoliberalismo
0 nllltante hlstórlco do lS alertou alnda que
"nodernlzaçáo náo deve ser caµltulaçáo ao
nodelo neollberal", reallrnando náo saber o
que é o centro.
Já lerro kodrlques é alvo de rasqados eloqlos de
Aleqre, µor ter lelto "una extraordlnárla
canµanha nas últlnas leqlslatlvas, dando cara
nuna sltuaçáo nulto dllicll e lnµondo-se µela
sua serledade e lnteqrldade".
lranclsco Assls, o outro lntervenlente no debate,
relerlu que a questáo central que se coloca ao
lS é a de ser un µartldo de reslstencla ou un
µartldo de µrojecto.
Centrando µarte da sua lntervençáo nos desallos
que se colocan aos µartldos soclallstas nesta
lase "µrolundas nutaçóes" a nivel nundlal,
desde a queda do Muro de 8erlln e con a
qloballzaçáo cono µano de lundo, Assls
delendeu que os µartldos do soclallsno
denocrátlco "deven ter una aqenda
alternatlva", que lnteqre una "abordaqen
µosltlva do µrocesso de qloballzaçáo, lazendo a
aµoloqla da sua requlaçáo, noneadanente no
caµitulo llnancelro", ben cono "valorlzar o
cosnoµolltlsno" e recuµerar "o ldeal
lnternaclonallsta", que µassa µor una "oµçáo
µelo euroµeisno, ou seja, µor una unláo
Luroµela que se allrna en todas as
conµonentes".
0 deµutado soclallsta conslderou alnda que a
esquerda deve abordar a relorna do Lstado-
lrovldencla "sen tabus", una vez que "náo é
µossivel qarantlr a unlversallzaçáo absoluta dos
dlreltos", sendo µor lsso necessárlo lntroduzlr o
concelto de "dlscrlnlnaçáo µosltlva, que
assequre o µrlnciµlo da lqualdade".
Assls relerlu, µor outro lado, que na sua µassaqen
recente µelo Coverno, "o lS náo lalhou µor
razóes de natureza ldeolóqlca, nas sln µor
razóes µolitlcas, ou seja, µorque delxou de
conbater en deternlnada altura".
uuna altura en que o nosso µartldo se encontra
de novo na oµoslçáo, Assls sallentou que "o lS
náo µode ser un slnµles µartldo de reslstencla
ao Coverno de dlrelta, nas sln un µartldo con
un µrojecto, que conµreende a necessldade de
resolver o µroblena orçanental nas ao nesno
tenµo µreocuµado en qarantlr a nodernlzaçáo
solldárla do lais".
"!enos a obrlqaçáo de ser una oµoslçáo credivel
e audivel", dlsse, acrescentando que o lS deve
ter cono una das µrlorldades a aµosta na
educaçáo, na valorlzaçáo dos recursos hunanos.
"A µronoçáo da cultura é condlçáo µara que a
nossa socledade µossa enlrentar os desallos do
luturo", dlsse, sallentando que µara o lSu a
cultura é vlsta cono un "adorno".
1. f. fASIfL0 8kANf0
uuna lntervençáo, lrequentenente
lnterronµlda µor aµlausos dos nllltantes,
Manuel Aleqre coneçou µor subllnhar que "náo
há esquerda sen reslstencla noral",
noneadanente lace a una doença que se
lnstalou na socledade µortuquesa, onde "náo
há horlzonte µara alén do lnedlato, onde
µrevalece a cultura do lndlvlduallsno e do
eqoisno". lara Aleqre, há alnda "una doença
do Lstado, µorque o Coverno está a µrlvatlzar
sectores estratéqlcos, lazendo deµols do que
resta do Lstado un lnstrunento contra os
trabalhadores".
Sequndo subllnhou, está en narcha una contra-
relorna nos µlanos econónlco, soclal, laboral e
cultural, con a "subnlssáo do Lstado aos
lnteresses µrlvados".
0 deµutado soclallsta conslderou que o nosso
µartldo ten de lazer una oµoslçáo sen se
dlvorclar dos novlnentos soclals. "0 lS µara
voltar ao µoder ten de saber lnterµretar os
µrotestos e os novlnentos soclals, ou seja, ten
de dar una exµressáo µolitlca", dlsse.
lor outro lado, Aleqre lol µartlcularnente critlco
µara con a µrátlca dos soclallstas euroµeus que
alnda recentenente chellan 11 qovernos da
unláo. "uáo loran caµazes de lnverter a lóqlca
neollberal, caµltularan", acusou, acrescentando
que os soclallstas deven delender "o nodelo
soclal euroµeu nas novas clrcunstânclas".
"0s µartldos soclallstas µoden tornar-se
hlstorlcanente resµonsávels se náo aµolaren
os novlnentos soclals, delxando un vazlo que
10
7 de Novembro de 2002
fNf0NIk0 f0H 10VfNS 00 PS
ffkk0 AfuSA 00VfkN0
0f PuNIk A 1uVfNIu0f
0 secretário-geral do PS, ferro
kodrigues, acusou o 0overno de
eleger a juventude como alvo de
uma série de °acções
punitivas", na apresentação da
sua moção ao fongresso a
dezenas de jovens socialistas,
que teve lugar no 8ugix, no
Parque das Nações.
S0LI0AkI0 f0H IkA8ALhA00kfS
0A fuNÇA0 Pu8LIfA
lerro kodrlques, que lez un balanço nulto
critlco dos sete neses de Coverno de dlrelta,
aµontou cono exenµlos das "acçóes µunltlvas"
levadas a cabo µelo Coverno lSu/ll contra a
juventude o lln do crédlto bonlllcado à
habltaçáo, a náo renovaçáo dos contratos de
jovens quadros na lunçáo lúbllca e a exclusáo
dos jovens con nenos de 23 anos do
rendlnento de lnserçáo soclal, que conslderou
"un dlsµarate do µonto de vlsta soclal".
"0 µroqrana do Coverno é o oµosto a tudo o
que lol µronetldo durante a canµanha
eleltoral", dlsse lerro kodrlques,
acrescentando: "Se tlvessen dlto que lan
acabar con o crédlto bonlllcado à habltaçáo,
aunentar o IVA e declarar querra aos
trabalhadores da lunçáo lúbllca, o resultado
das elelçóes serla outro."
"0 Coverno denonstrou que náo ten resµelto
µelas µronessas leltas", dlsse, sallentando
que "a esµerança contlnua a estar no lS".
kelatlvanente à vlda lnterna do µartldo, lerro
kodrlques dlsse que o µróxlno Conqresso será
"una oµortunldade µara actuallzar a nossa
lorna de estar na µolitlca, con novas equlµas
e novos µrotaqonlstas".
kelerlndo que a llnltaçáo dos carqos
executlvos ten cono objectlvo o
"rejuvenesclnento", o lider do lS dlsse que
PS fH H0VIHfNI0
quer un µartldo "nals aberto, en µernanente
dláloqo con a socledade".
Sobre as µróxlnas elelçóes euroµelas, lerro
kodrlques dlsse que o lS lrá aµresentar-se
con "llstas µróµrlas", una vez que, adlantou,
µrezanos nulto a autononla µroqranátlca".
0uanto à hlµótese de a dlrelta lr collqada a
estas elelçóes, o lider do lS dlsse que lsso
slqnlllcarla que "µerdeu o norte".
kelatlvanente às elelçóes autárqulcas, relerlu
que o µartldo já está a µreµarar-se, através de
convençóes autárqulcas que se ten reallzado
de norte a sul do lais, de onde salráo "novas
µlatalornas e novos µrojectos".
Já sobre as µresldenclals, conslderou que
"µouco há a dlzer", lenbrando que "o lS
senµre aµolou candldatos credivels".
uo que resµelta às leqlslatlvas de 2006, lerro
kodrlques dlsse ser seu objectlvo "µreµarar o
lS µara esse conbate, con un µroqrana que
seja debatldo no lnterlor do µartldo".
1.f. fASIfL0 8kANf0
0 secretárlo-qeral do lS, lerro kodrlques, dlsse conµreender os notlvos
da qreve qeral da lunçáo lúbllca no dla 1« de uovenbro, µrevendo que no
µrotesto µartlclµaráo nllhares de cldadáos que sáo ou votaran no lSu.
lalando na sessáo de aµresentaçáo da sua noçáo de estratéqla ao
Conqresso de uovenbro aos nllltantes da JS, no larque das uaçóes, lez
no entanto questáo de subllnhar que o lS "náo aµola nen µronove"
acçóes de µrotesto de ânblto slndlcal.
uo entanto, µrevlu que na qreve "estaráo nllhares de trabalhadores
soclallstas, nas tanbén nllhares de eleltores soclals- denocratas, que
estáo delraudados con o lncunµrlnento das µronessas leltas µelo
Coverno".
Sequndo o secretárlo-qeral do lS, o 0rçanento de Lstado µara 2003, tal
cono está, "reµresenta una olenslva contra os trabalhadores da
adnlnlstraçáo µúbllca, sen que nada o justlllque e en que o dláloqo lol
substltuido µor una lóqlca de arroqâncla".
"0uen senela ventos colhe tenµestades. 0 Coverno alnda está a tenµo
de reµensar e evltar que a contestaçáo se estenda a outros sectores",
declarou o lider soclallsta.
7 de Novembro de 2002
11
PS fH H0VIHfNI0
ffkk0 APkfSfNIA H0ÇA0
fXffuIIV0 f kfSP0NSAVfL
PfLA 0fkkAPA0fH 00 0ffIff
fríticas à política económico-
financeira do 0overno, responsável
pelo clima de recessão e crispação
em que o País se encontra
mergulhado, foram a nota
dominante das intervenções de
ferro kodrigues nos encontros com
os militantes socialistas de
8ragança e Vila keal, no âmbito
das sessões que tem vindo a
prover de apresentação da sua
moção ao próximo fongresso.
qestáo do lS "náo se justlllcavan, µorque nós
aµresentános un déllce de «,1 µor cento que
µoderla ter sldo nals balxo se na altura tlvesse
sldo autorlzada a venda da rede llxa da l! que
o Coverno se µreµara aqora µara lazer".
0 lider do lS alertou alnda que o 0rçanento de
Lstado "ten cortes de lnvestlnento que µoden
µrolonqar o actual cllna de recessáo µor nultos
anos".
lerante os nllltantes que enchlan o audltórlo
nunlclµal, lerro kodrlques conentou os
resultados das últlnas elelçóes leqlslatlvas en
8raqança, relerlndo que a vltórla do lSu se
deveu µrlnclµalnente às "µronessas
µoµullstas" de uuráo 8arroso, "que lan de
encontro aos anselos das µoµulaçóes, nas que
aqora loran esquecldas", cono a µronessa de
µassaqen do Instltuto lolltécnlco de 8raqança
a µolltécnlco e a duµllcaçáo do Il«.
0 secretárlo-qeral do lS relerlu tanbén que
no lIuuAC é vlsivel a contradlçáo entre as
µronessas e os actos, µorque, adlanta, "nen
sequer há una dlstrlbulçáo razoável dos
sacrlliclos, as reqlóes que ten nals
necessldades de desenvolvlnento devlan ser
nenos sacrlllcadas e náo é lsso que se verlllca".
Hedidas suicidárias
para a economia
ua reunláo con os nllltantes soclallstas do
dlstrlto da Cuarda, na terça-lelra, lerro
kodrlques voltou a crltlcar a µolitlca econónlco-
llnancelra do Coverno, subllnhando que as
nedldas já aµrovadas µelo Lxecutlvo na
rectlllcaçáo ao 0rçanento de Lstado µara 2002
e as µroµostas µara 2003, "váo aqravar a
sltuaçáo econónlca e a recessáo en lortuqal".
"Cono tal crlaráo alnda nalores µroblenas no
déllce µúbllco en lortuqal", lrlsou,
acrescentando que se val aqravar a sltuaçáo
llnancelra do µais.
0 lider do lS classlllcou cono "sulcldárlas µara
a econonla" as recentes nedldas tonadas µelo
Coverno, noneadanente as ordens dadas a
todos os nlnlstérlos µara reteren netade das
verbas destlnadas a lnvestlnento µúbllco e à
aqulslçáo de bens e servlços µrevlstas até ao
llnal do ano.
lerro kodrlques reallrnou que "o lais µreclsa
de conllança e de credlbllldade nas µolitlcas
que sáo assunldas e nos µrotaqonlstas dessas
µolitlcas, nas a sensaçáo que dá é que de
nonento nenhuna dessas sltuaçóes exlste".
0 secretárlo-qeral do lS dlsse que a reqláo de
!rás-os-Montes e Alto uouro é o nalor exenµlo
"daqullo que é a dllerença entre as µronessas
e as reallzaçóes do actual Coverno", relerlndo-
se às µronessas do µrlnelro-nlnlstro na reqláo
que náo loran cunµrldas.
"0 dr. uuráo 8arroso, quando µassou µor !rás-
os-Montes na canµanha, µroneteu tudo a
todos e aqora náo há nada µara nlnquén",
dlsse.
Aµroveltando a sua µassaqen µor !rás-os-
Montes, o secretárlo-qeral do lS aqendou
encontros con enµresárlos e dlrlqentes da
uC!, tendo alnda alnoçado con o reltor da
u!Au. A saida, crltlcou a sltuaçáo nas
unlversldades, relerlndo que é
"lnconµreensivel" a sltuaçáo no enslno
suµerlor µols só serlan necessárlos nals 23
nllhóes de euros µara resolver os µroblenas
das unlversldades.
"Só se µode conµreender esta atltude do
Coverno con as unlversldades cono una lorna
de autorltarlsno µolitlco", sallentou.
fontra aproveitamento
da situação na 0Nk
lor outro lado, conentando a detençáo dos
aqentes da 8rlqada de !rânslto da Cuk,
electuada nesse dla µela lolicla Judlclárla,
conslderou que un aµroveltanento µolitlco
"serla denaslado qrave µara a denocracla
µortuquesa".
"L una acusaçáo táo qrave e de tal nanelra
absurda que nen ne µassa µela cabeça que
µudesse ser µossivel", sallentou lerro
kodrlques, relerlndo-se às noticlas, sequndo
as quals a oµeraçáo que levou à detençáo de
aqentes da 8! terla sldo µreµarada µara colncldlr
con o lniclo da conlssáo de lnquérlto sobre a
lJ.
lara lider do lS, as detençóes aos aqentes da
8rlqada de !rânslto revelan que o "Lstado de
ulrelto lunclona".
lerro kodrlques deu alnda os µarabéns à lJ e à
lrocuradora Ceral adjunta, Marla José Morqado,
µelo µaµel desenµenhado, alnda durante os
Covernos do lS, na lnvestlqaçáo aos aqentes
da 8rlqada de !rânslto.
lerro kodrlques conslderou cono
"extrenanente qraves" as declaraçóes
µrolerldas µor Marla José Morqado µerante a
Conlssáo de Inquérlto, onde terá envolvldo
laulo lortas, que é testenunha no julqanento
da unlversldade Moderna, e a nlnlstra Celeste
Cardona nos notlvos da sua denlssáo daquela
µolicla.
1. f. fASIfL0 8kANf0
N0IÍfIAS Pkf0fuPANIfS S08kf
f0HISSA0 0f IN0ufkII0 A P1
0 secretárlo-qeral do lS allrnou estar a sequlr "con qrande µreocuµaçáo" as noticlas vlndas
a lune en torno dos trabalhos da conlssáo de lnquérlto sobre a lolicla Judlclárla. "As
noticlas sáo bastante µreocuµantes, nas náo µosso dlzer nals nada, µorque, enquanto
decorreren os trabalhos da conlssáo, a sltuaçáo val evolulndo, sobretudo quando há versóes
táo contradltórlas sobre questóes que sáo essenclals µara o lunclonanento da denocracla
µortuquesa. un colsa µarece certa: alquén náo estará a dlzer a verdade", allrnou lerro
kodrlques, en Vlla keal, no llnal de una reunláo con enµresárlos e reµresentantes da uC!.
uo encontro con os nllltantes de 8raqança,
na sequnda-lelra, no audltórlo nunlclµal laulo
0ulntela, lerro kodrlques voltou a crltlcar a
µolitlca econónlco-llnancelra do Coverno,
relerlndo que a µossivel derraµaqen do déllce
deste ano é, en µarte, consequencla do
orçanento rectlllcatlvo aµrovado µelo Lxecutlvo
de uuráo 8arroso.
"L lnµossivel conbater-se o déllce nun quadro
de recessáo, que lol o que o rectlllcatlvo crlou",
allrnou lerro kodrlques, conentando a
estlnatlva da Conlssáo Luroµela de que o déllce
orçanental deverá llcar este ano aclna dos
tres µor cento.
kecorde-se que 8ruxelas µreve que o déllce
orçanental µortuques seja de 3,« µor cento do
lroduto Interno 8ruto (lI8) este ano. Lsta
estlnatlva consta da últlna versáo das lrevlsóes
Lconónlcas de 0utono da Conlssáo Luroµela,
cujo docunento dellnltlvo será aµresentado a
13 de uovenbro.
A µrevlsáo da Conlssáo Luroµela suµera en
0,6 µontos µercentuals o valor µrevlsto µelo
Coverno na rectlllcaçáo ao 0rçanento de
Lstado (0L) de 2002 lelta en Malo.
lerro kodrlques consldera que a
resµonsabllldade µor esta sltuaçáo já é, "en
boa µarte, do actual Coverno, que aµrovou o
orçanento rectlllcatlvo de 2002".
un orçanento rectlllcatlvo que, na oµlnláo de
lerro kodrlques, lntroduzlu una sérle de slnals
neqatlvos, "noneadanente con aunentos de
lnµostos e con un choque que náo lol o choque
llscal, nas, ao contrárlo, un choque recesslvo
sobre a econonla que teve cono contraµartlda
una balxa de conllança µor µarte das enµresas
e das µessoas".
L o abrandanento da actlvldade econónlca
orlqlna una dlnlnulçáo das receltas llscals "e
os resultados desta µolitlca estáo à vlsta", dlsse,
acrescentando que este cllna de recessáo "está
µresente no 0rçanento de Lstado µara 2003",
o que slqnlllca que náo val ser µossivel
"qualquer equllibrlo nas contas µúbllcas en
lortuqal".
lerro kodrlques adlantou que esta µolitlca val
conlornar que os "ataques vlolentos" leltos à
12
7 de Novembro de 2002
PS fH H0VIHfNI0
0f8AIf NA ff0fkAÇA0 00 P0kI0
0AHA 0fffN0f
8L0f0 ALIfkNAIIV0
A0 AfIuAL 00VfkN0
PS 0fNuNfIA Pk0ffSS0S
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0 deµutado soclallsta Auqusto Santos Sllva acusou o Coverno de usar "µrocessos escandalosos" nas
noneaçóes de altos dlrlqentes µara o Mlnlstérlo da Cultura, e de estar a µrovocar o "estranqulanento"
llnancelro deste sector.
Ln declaraçóes à Inµrensa, o antlqo nlnlstro Auqusto Santos Sllva salu en delesa da dlrecçáo cessante
do Instltuto do Clnena, Audlovlsual e Multlnédla (ICAM) - denltlda na senana µassada µelo Lxecutlvo -
, e lanentou "desconhecer qualquer llnha de runo do Coverno en relaçáo à cultura en lortuqal".
"uo Mlnlstérlo da Cultura, até aqora, aµenas conheço declaraçóes de lntençóes e declsóes µara a susµensáo
do Museu do Côa, ou dos lnstltutos de Arqueoloqla e de Artes e Lsµectáculos", declarou Auqusto Santos
Sllva.
Lntre outras sltuaçóes, o deµutado soclallsta conslderou "escandaloso" o µrocesso de noneaçáo do novo
dlrector da 8lblloteca uaclonal, uloqo llres Auréllo, que substltul o docente unlversltárlo Carlos kels.
"Aµesar de náo estar en causa a lneqável conµetencla do novo dlrector uloqo llres Auréllo, o nlnlstro da
Cultura, ledro koseta, salu lraqlllzado do µrocesso, µorque escolheu en µrlnelro luqar µara esse luqar
Jorqe ledrelra", none "µosterlornente vetado µelo qablnete do µrlnelro-nlnlstro", aµontou o dlrlqente
soclallsta.
"Conµreendo que o actual Coverno laça noneaçóes µor crltérlos de conllança µolitlca, nas estou contra
o uso de crltérlos de estrlta natureza µartldárla nas escolhas que se estáo a lazer", acrescentou o deµutado
do lS.
Ln relaçáo à controvérsla resultante da denlssáo da dlrecçáo do ICAM, o ex-nlnlstro da Cultura recusou
a acusaçáo lelta µelo actual Coverno de que haverá "lnconµetencla, lncaµacldade e lnellcácla" na qestáo
deste lnstltuto.
Auqusto Santos Sllva contraµôs que a dlrecçáo cessante do ICAM, llderada µor ledro 8ehran da Costa,
"denonstrou senµre conµetencla e alto nivel de quallllcaçáo".
"uáo conµreendo cono é µossivel a tutela (Mlnlstérlo da Cultura) aleqar aqora que desconhecla a
sltuaçáo llnancelra do ICAM, µorque con o anterlor Coverno o aconµanhanento era lelto de lorna
µernanente", relerlu o dlrlqente soclallsta.
Sequndo Auqusto Santos Sllva, quando abandonou a µasta da Cultura, o ICAM, en relaçáo a 2002, "terla
un déllce µrevlsivel de 8,9 nllhóes de euros, nas tendo cono crédltos 8,7 nllhóes de euros junto das
televlsóes.
0 ex-nlnlstro da Cultura reconheceu tanbén que, no llnal de Março, o ICAM já tlnha encarqos de 32,3
nllhóes de euros, "nas tratavan-se de conµronlssos µlurlanuals".
"A verdadelra razáo destes µroblenas é outra. !enho nulta µena de ver o sitlo en que trabalhel (Mlnlstérlo
da Cultura) estar a ser estranqulado llnancelranente", dlsse.
AÇ0kfS
fAkL0S ffSAk
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Jalne Cana delendeu que o lartldo Soclallsta
é "un aµarelho essenclal µara a construçáo de
una collqaçáo lnlornal e dlnânlca que
qradualnente se sedlnentará na socledade
µortuquesa".
Lssa collqaçáo, exµllcou o dlrlqente naclonal
do lS, lunclonará cono un "bloco alternatlvo"
que "levará à necessldade de escolhas
dllerentes" en relaçáo ao actual Coverno.
0uestlonado sobre o que entendla µor esta
collqaçáo, o ex-nlnlstro dos ueqóclos
Lstranqelros allrnou: "Voces saben µortuques,
saben certanente o que lsso quer dlzer."
Jalne Cana lalava durante un debate
µronovldo µela lederaçáo do lorto do lS onde
aµresentou os clnco µontos que, na sua oµlnláo,
deverlan narcar a aqenda do µartldo.
A µrlnelra "qrande llnha estratéqlca" de Jalne
Cana é a da "sequrança na vlda quotldlana
dos cldadáos, contra a crlnlnalldade
orqanlzada, nantendo slnultaneanente una
µolitlca razoável e aberta µara os lnlqrantes".
de enclausuranento", lncentlvando a relaçáo
con os vlzlnhos da Luroµa nos 8alcás,
Medlterrâneo e Médlo 0rlente.
0 ex-nlnlstro dos ueqóclos Lstranqelros
delendeu "una Luroµa con voz conun nas
qrandes lnstânclas da qloballzaçáo", lenóneno
que entende cono "un estinulo raclonal µara
o desenvolvlnento µroqresslvo dos µaises e náo
un nercado selvaqen, con concorrencla
desrequlada".
Cana qarantlu que, se losse nlnlstro, nunca
terla subscrlto o tratado bllateral que dá aos
Lstados unldos un estatuto de lnµunldade lace
ao !rlbunal µenal Internaclonal.
"!enho sobre lsso una µoslçáo slnµles e clara:
o que conslderanos válldo µara nós deve se-lo
µara todos. uáo deve haver exceµçóes. uáo
µodenos lnaqlnar una conunldade
lnternaclonal con dols estatutos de cldadanla",
allrnou Cana, questlonando a leqltlnldade do
Coverno µortuques aceltar que os soldados
norte-anerlcanos estejan lora da alçada do
!lI e que os µortuqueses estejan a ele
subnetldos.
0 deµutado soclallsta crltlcou o actual Coverno
µor, "nun nonento de contençáo en que sáo
µreclsas solldarledades nals anµlas", adoµtar
una µolitlca de "contradlçáo con a realldade".
"Se a µolitlca orçanental lnµllca sacrlliclos,
náo µode haver un dlscurso arroqante. uáo
µode querer-se a colaboraçáo de una lorça
µolitlca se a tratanos con duas µedras na náo",
allrnou Cana, nostrando-se curloso µor ver
cono llcará o déllce en 2002 e 2003.
"Vanos ver tanbén se a µolitlca do Coverno
náo val µrovocar o aunento da divlda µúbllca",
acrescentou o soclallsta, sallentando a
"decreµltude da acçáo qovernatlva ao lln de
aµenas sels neses".
Lsse envelheclnento µrecoce, conslderou,
µoderá levar nesno a que as relerldas "escolhas
dllerentes" a µronover µela "collqaçáo
lnlornal" venhan a ter "una evoluçáo nulto
nals ráµlda do que serla µrevlsivel".
A sequnda ten a ver con a "assunçáo de
µolitlcas credivels en ternos econónlcos e
soclals" en tres µalcos dlstlntos: o donéstlco,
o euroµeu e o lnternaclonal. "Cono esquerda
noderada, centro-esquerda, tenos de ser
olenslvos nas nossas µroµostas e náo
delenslvos µor un qualquer radlcal soclallsno
ou µoµullsno", allrnou.
Lssa µostura delenslva, conslderou Cana, "é
una soluçáo que náo contén resµostas válldas
µara os µroblenas µresentes e reduz cada vez
nals o lS".
A tercelra µroµosta do ex-nlnlstro relaclona-
se con a µrossecuçáo de "µolitlcas de lnclusáo
e náo de exclusáo, un µonto caµltal que
dlstlnque claranente o lS da dlrelta". A quarta
delende una "llnquaqen de conllança,
allrnaçáo e declsáo, náo de hesltaçáo, dúvlda
e tltubeaçáo".
A qulnta e últlna ldela que Cana ten µara o lS
é a µronoçáo de "un µrojecto euroµeu" aberto
ao alarqanento da uL, que luja de "lenónenos
Carlos César reallrnou a µrlorldade do Coverno keqlonal no conbate à exclusáo soclal, destacando os
µroqranas de luta contra a µobreza já desenvolvldos na reqláo e os µroqressos reqlstados.
0 chele do Lxecutlvo açorlano reconheceu no entanto que a resµosta à exclusáo soclal contlnua "alnda
aquén" das necessldades, aµesar do seu enµenhanento na resoluçáo dos µroblenas.
lalando en Vlla lranca do Canµo na abertura do lórun "kesµonder à Lxclusáo Soclal", Carlos César
allrnou: o reconheclnento dessas "lnsullclenclas, é que a descoberta sucesslva desses µroblenas se
deve, lndlscutlvelnente, ao lacto de, sen reservas, ternos coneçado a tratar" dos µroblenas soclals.
César subllnhou que nos últlnos sels anos nos Açores o executlvo "enµreendeu una acçáo clrúrqlca nas
lnteqrada no conbate às dlversas lornas de exclusáo soclal", destacando os 30 µroqranas de luta contra
a µobreza desenvolvldos junto de "nllhares de µessoas de qruµos soclals conslderados nals vulnerávels".
Sallentou alnda que o seu Coverno "contlnua a sonar µroqressos" a outros nivels da rede soclal de
aµolo, adlantando que, µor exenµlo, nos últlnos sels anos o núnero de benellclárlos aunentou «00
µor cento nos acolhlnentos aos sen abrlqo, nos centros de actlvldades ocuµaclonals e de
convivlo de ldosos.
Carlos César anunclou que os núnero de benellclárlos cresceu tanbén cerca de 200 µor cento na área
dos Atellers de !enµos Llvres, 130 nas creches e 100 µor cento nos centros de dla e nos servlços de
aµolo donlclllárlo a ldosos.
lor seu turno, o µrovedor da Santa Casa da Mlserlcórdla de Vlla lranca do Canµo alertou µara o
"aunento slqnlllcatlvo" do núnero de excluidos en lortuqal que, sequndo dlsse, deverá atlnqlr os 23
µor cento da µoµulaçáo.
0 lórun de un dla, orqanlzado µela Santa Casa da Mlserlcórdla de Vlla lranca do Canµo debateu tenas
cono as µolitlcas euroµelas de conbate à µobreza e exclusáo, exclusáo soclal nos Açores e crlanças en
rlsco, entre outros.
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13
0 HILIIANIf
AIkfS 0f HfN00NÇA
kfN0VAÇA0 NA fI0fLI0A0f
A0S PkINfÍPI0S
0uase octogenário, mas com
grande vitalidade, Aires de
Hendonça tem ideias muito
concretas sobre a vida interna e o
futuro do partido a que aderiu em
1974. 0uer um PS a fazer uma
oposição °mais vigorosa, atacando
sem dó nem piedade a política do
actual 0overno", defende a
limitação de mandatos nos órgãos
dirigentes do partido, °para
facilitar a renovação, na fidelidade
aos princípios, e impedir a
acomodação", e considera que o PS
deve procurar captar o eleitorado
do centro descontente,
°apresentando um programa e uma
prática de esquerda". Admirador
confesso de Hário Soares e 0lof
Palme, o militante nº 3263 do
nosso partido prevê ainda que °as
contra-reformas do actual 0overno
vão conduzir a grandes convulsões
sociais e ao aumento do
desemprego e pobreza".
ueµols de delxar o Secretarlado da Secçáo
de Canµo de 0urlque en 1976, voltou há
quatro anos a lazer µarte da estrutura
dlrlqente desta Secçáo.
"Voltel a nllltar actlvanente na Secçáo,
µorque o actual secretárlo-coordenador,
llávlo lonte, que nulto adnlro µela sua
dedlcaçáo a cen µor cento ao µartldo e ao
ben conun, ne convldou a lazer µarte do
Secretarlado", relere, acrescentando que é
tanbén un dos lundadores da recén-crlada
Secçáo de uesenvolvlnento Sustentável, que
"ten à lrente un canarada con una notável
caµacldade de trabalho, nulto lntellqente e
µrolundo conhecedor das questóes
anblentals, o Anibal Lany".
Allrnando-se cono "nllltante de base ao
servlço dos ldeals do µartldo", náo µouµa
tanbén eloqlos ao trabalho desenvolvldo en
delesa das secçóes de resldencla µor Mlquel
Coelho, lider da Concelhla de Llsboa. "L un
canarada que contlnua µrolundanente
llqado às bases, µorque náo se esqueceu que
sáo essas bases que sáo a µrlnclµal lorça do
lS", allrna.
0 nllltante nº 3263 ten ldelas nulto claras
sobre lerro kodrlques e o µresente e o luturo
do lS. 0uanto ao actual lider soclallsta,
allrna que ten "nulta lé na sua llderança",
µorque "deu já una ldela da sua caµacldade
e do que é caµaz enquanto lol nlnlstro, µara
alén de ser un µolitlco sen nedo e caµaz de
PkfffkfNfIAS
lolitlco naclonal
Hário Soares
lolitlco estranqelro
0lof Palme
Aconteclnento naclonal
25 de Abril de 1974
Aconteclnento lnternaclonal
friação da união furopeia
Llvro
°A cidade e as serras"
Lscrltor
fça de 0ueiroz
lllne
°0 resgate do soldado kyan"
Múslco
8eethoven
lr à luta, noneadanente en nonentos
dllicels".
fongresso participado
kelatlvanente ao µróxlno Conqresso, esµera
que "se dlscutan ldelas e µroqranas e que
seja nulto µartlclµado". 0uanto aos órqáos
dlrlqentes do µartldo, delende a reduçáo da
sua conµoslçáo, "de lorna a seren nals
oµeraclonals", e a llnltaçáo dos nandatos,
"µara lacllltar a renovaçáo, na lldelldade aos
µrlnciµlos, e lnµedlr a aconodaçáo". L que,
subllnha, "havendo una eternlzaçáo nos
carqos, há a tendencla natural µara una certa
aconodaçáo dos dlrlqentes, que delxan de
ter lnlclatlvas e lnµeden o aµareclnento de
novos quadros".
0 nllltante desta senana do "Acçáo Soclallsta"
quer un lS a lazer una oµoslçáo "nals
vlqorosa, atacando sen dó nen µledade a
µolitlca de contra-relornas do actual Coverno
de dlrelta, que lrá conduzlr a qrandes
convulsóes soclals e ao cresclnento do
desenµreqo e µobreza".
lara caµtar o eleltorado do centro
descontente, que µreve lrá aunentar,
delende que o lS deve aµresentar-se "con
un µroqrana e una µrátlca de esquerda, caµaz
de dar una resµosta µroqresslsta credivel aos
µroblenas do lais".
1. f. fASIfL0 8kANf0
Inscrlto no lS loqo en 197«, µor se ldentlllcar
µlenanente con "os µrlnciµlos e o µroqrana",
ben cono µela llqura de Márlo Soares, a quen
eloqla "a coraqen cono delendeu a
denocracla e conduzlu o µartldo no
conturbado lkLC", o canarada Alres de
Mendonça lez senµre un µercurso actlvo nas
dlscreto nas estruturas de base, tendo
cheqado a µresldlr à Junta de lrequesla de
Santo Condestável, de 1976 a 1983.
uesta exµerlencla no µoder local, que "correu
ben", Alres de Mendonça destaca µelo seu
slnbollsno a ajuda que a Junta µrestou aos
noradores do entáo látlo do Lvarlsto, µróxlno
da kua Marla lla.
"Ajudános os noradores desse µátlo que
vlvlan en barracas. Con a ajuda da Cânara e
dos µróµrlos noradores, lol µossivel
construlrnos casas en tljolo onde µassaran
a vlver con o ninlno de dlqnldade µossivel.
Cheqános a orqanlzar una lesta de anqarlaçáo
de lundos en que até esteve µresente Márlo
Soares", lenbra.
"Lran tenµos en que as juntas de lrequesla
tlnhan nulto µoucos nelos llnancelros, e µor
lsso tudo o que lazianos en µrol das
µoµulaçóes requerla eslorço e dedlcaçáo
redobrados e nulto esµirlto de lnlclatlva",
exµllca.
Alres de Mendonça lenbra alnda a tarela
clclóµlca que lol o µrlnelro recenseanento
eleltoral loqo a sequlr ao 23 de Abrll, onde,
subllnha, "µudenos descobrlr as aldrablces
que se lazlan nos llchelros durante a dltadura,
cono, µor exenµlo, a exlstencla na nesna
norada de nones de tres e quatro µessoas
que já lá náo habltavan há larqos anos".
14
7 de Novembro de 2002
fuk0PA
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PAkLAHfNI0S NAfI0NAIS
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f0kIfS N0S fuN00S
"A µolitlca de coesáo é justa e un relorço da unldade lnterna da Luroµa. Conµará-la à lolitlca
Aqricola Conun, desequlllbrada e rulnosa do µonto de vlsta ecolóqlco, é un erro qrave", allrnou
con contundencla o µresldente da deleqaçáo soclallsta µortuquesa no larlanento Luroµeu,
Carlos Laqe, en resµosta ao lresldente Jacques Chlrac, que adnltlu a µosslbllldade de cortar nos
lundos Lstruturals e de Coesáo, cono lorna de conµensar os custos llnancelros do alarqanento
da unláo a dez novos µaises.
Carlos Laqe, que lalou no µlenárlo de Lstasburqo, conslderou que Jacques Chlrac náo ten razáo
nas suas µoslçóes e subllnhou que "à Luroµa náo basta crescer no corµo, ten tanbén de crescer
no esµirlto e na solldarledade".
Ineficiência aérea
lor outro lado, o eurodeµutado Joaquln Valrlnhos, lntervlndo nun relatórlo sobre a llberallzaçáo
dos transµortes aéreos, conslderou que contlnua a haver nultos cancelanentos de voos, atrasos
e até lnµedlnentos de enbarque, sltuaçóes que "aµenas con necanlsnos nals adequados de
delesa dos dlreltos do consunldor µoderáo ser evltadas".
0 eurodeµutado conslderou urqente a actuallzaçáo das lels euroµelas no que se relere aos dlreltos
de lndennlzaçáo e de asslstencla dos µassaqelros.
ALAk0AHfNI0 NA A0fN0A
LÍ0fkfS
S0fIALISIAS
kfuNfH fH
VAkS0VIA
A µersonalldade juridlca da unláo Luroµela, a
aµllcaçáo relorçada dos µrlnciµlos de
subsldlarledade e o seu controlo,
deslqnadanente µelos µarlanentos naclonals,
loran dols dos tenas cujas µroµostas llnals
dos qruµos de trabalho loran aµresentadas e
dlscutldas na últlna reunláo µlenárla da
Convençáo sobre o luturo da Luroµa. A
lnteqraçáo da Carta dos ulreltos lundanentals
no texto constltuclonal da lutura unláo, qruµo
de trabalho µresldldo µelo conlssárlo Antónlo
Vltorlno, lol outro dos tenas da reunláo.
0uanto à dlscussáo das conclusóes do qruµo de
trabalho sobre a aµllcaçáo do µrlnciµlo de
subsldlarledade, o conlssárlo Antónlo Vltorlno
conslderou que a nensaqen era clara. "ue un
lado - dlsse -, allrna-se que os µarlanentos
naclonals deven envolver-se nals no controlo
dos seus qovernos naclonals. Mas, ao nesno
tenµo, é µreclso reconhecer que se deven
tanbén enµenhar no µrocesso de tonada de
declsáo a nivel euroµeu. L é neste quadro que
o necanlsno de alerta µrecoce é una lnlclatlva
orlqlnal e sen µrecedentes".
Mas o conlssárlo reconheceu que neste
µrocedlnento exlste o rlsco de una reacçáo
slstenátlca dos µarlanentos naclonals cono
lorna de µrecauçáo. "ue qualquer lorna - dlsse
- µenso que este rlsco µode ser llnltado,
clarlllcando-se que a utlllzaçáo do novo
necanlsno µelos µarlanentos naclonals náo
ten un elelto de bloquelo sobre o µrocesso
leqlslatlvo euroµeu", conslderou.
Luis Marlnho, un dos reµresentantes
soclallstas do larlanento Luroµeu, conslderou
que a soluçáo aµresentada que dá aos
é a unláo Luroµela. Assln, os tratados
exlstentes, da unláo e da Conunldade, teráo
de ser lundldos, conunltarlzando tanbén os
actuals tres µllares (unláo, lLSC e Justlça e
Assuntos Internos). 0 estatuto do Conselho
Luroµeu, a reµresentaçáo externa da unláo
Luroµela e o controlo dos actos juridlcos
euroµeus, loran outras das questóes
abordadas.
Antónlo Vltorlno, µor sua vez, aµresentou o
estado da dlscussáo no qruµo de trabalho a
que µreslde e delendeu (cono o "Acçáo
Soclallsta" já notlclou na anterlor edlçáo) a
lnclusáo da Carta no luturo !ratado
Constltuclonal e a adesáo da unláo à
Convençáo Luroµela dos ulreltos do honen,
que ten sede en Lstrasburqo. un dos µontos
sensivels na dlscussáo lol a questáo dos dlreltos
soclals e dos µrlnciµlos en natérla soclal que
deven lnteqrar a Carta, sendo necessárlo
evltar que haja sobreµoslçáo de conµetenclas,
lsto é, que a unláo µossa vlr a lnterlerlr nun
dos doninlos que os qovernos naclonals
queren quardar µara sl.
0 deµutado soclallsta Cullherne d'0llvelra
Martlns, reµresentante suµlente da Assenblela
da keµúbllca na Convençáo, lntervelo µara
aµolar una noçáo relatlva à assunµçáo dos
objectlvos soclals da unláo Luroµela,
deslqnadanente a coesáo econónlca e soclal.
"uesse sentldo, julqo lndlsµensável que este
debate se laça, até µara cunµrlrnos o que na
estratéqla de Llsboa lol dellnldo relatlvanente
ao luturo, aos objectlvos da unláo Luroµela",
allrnou.
P.P.
µarlanento naclonals un µoder de recurso que
até aqora náo exlstla "náo só aunenta as
resµonsabllldades dos nossos deµutados
naclonals, cono lnµllca que µassen a ter
conµetencla de controle relatlvanente à
leqlslaçáo euroµela".
0 qruµo de trabalho sobre a µersonalldade
juridlca da unláo, µresldldo µor Clullano Anato,
cujo relatórlo llnal lol aµresentado no lniclo
deste nes, tlnha cono objectlvo exanlnar as
consequenclas de un reconheclnento exµliclto
de una µersonalldade juridlca da unláo, as
consequenclas da sua lusáo con a das
Conunldades e as resµectlvas lncldenclas na
slnµllllcaçáo dos tratados.
lara o lresldente da Convençáo, Clscard
d'Lstalnq, este qruµo de trabalho aµresentou
conclusóes claras, µartlcularnente no que
resµelta à nova arqultectura do !ratado
lundanental. Assln, o qruµo µresldldo µor
Culllano Anato reconenda à Convençáo o
reconheclnento exµliclto da µersonalldade
juridlca da unláo Luroµela, e que se acabe con
as anblquldades que exlsten na sltuaçáo
actual, que dlllcultan µor µarte da oµlnláo
µúbllca a conµreensáo do tlµo de entldade que
0 alarqanento da unláo Luroµela, a
qloballzaçáo, o anblente, a aqrlcultura e o luturo
da soclal denocracla seráo alquns dos tenas
lortes de un encontro de tres dlas, entre 12 e
1« de uovenbro, que os lideres soclallstas
euroµeus teráo en Varsóvla, e en que estaráo
tanbén µresentes os deµutados da deleqaçáo µortuquesa do larlanento Luroµeu.
0 encontro ten cono anlltrlóes o µrlnelro-nlnlstro µolaco, Leslek Mlller, e contará con a µresença
do µresldente do lartldo Soclallsta Luroµeu, kobln Cook, do µrlnelro-nlnlstro qreqo, Costa Slnltls
e do conlssárlo resµonsável µelo alarqanento, Cunther Verheuqen. ueµutados de várlos µartldos
µolacos µartlclµaráo nos debates, que, en alquns casos decorreráo en µaralelo.
uo llnal do encontro, os lideres soclallstas adoµtaráo una "ueclaraçáo de Varsóvla", contendo as
conclusóes dos tenas que loran dlscutldos.
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15
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"A Adesáo de lortuqal às Conunldades Luroµelas - hlstórla e uocunentos", é o titulo do llvro que
reúne una colectânea de testenunhos e docunentos de várlos soclallstas (nas náo só) sobre o
µrocesso de adesáo de lortuqal à entáo Conunldade Lconónlca Luroµela.
Con lntroduçáo do deµutado e acadénlco José Medelros lerrelra e testenunhos de Márlo
Soares, Jalne Cana, Antónlo Marta, Vitor Martlns e Lrnânl Loµes, o llvro aqora lançado é una
lnlclatlva conjunta da Assenblela da keµúbllca, do larlanento Luroµeu e da Conlssáo Luroµela.
0s docunentos aµresentados sltuan-se entre 19«9, ano que narca o lniclo da reacçáo µortuquesa
à crlaçáo de orqanlzaçóes lnternaclonals de ânblto euroµeu, e 11 de Setenbro de 1983,
quando o larlanento Luroµeu µrocedeu à ratlllcaçáo dos !ratados de adesáo de lortuqal e da
Lsµanha à CLL.
Lntre os docunentos aµresentados estáo debates µarlanentares na Assenblela da keµúbllca,
resoluçóes do larlanento Luroµeu, declaraçóes de Conselhos Luroµeus, teleqranas do Mlnlstérlo
dos ueqóclos Lstranqelros, µareceres, dlscursos e relatórlos.
uuna lntroduçáo con vlnte µáqlnas, Medelros lerrelra laz o enquadranento da µoslçáo de lortuqal
na Luroµa e traça o µercurso da adesáo de lortuqal à Conunldade Luroµela, da µoslçáo de Salazar
contra o "laço lederal" até à nudança de reqlne µolitlco e a "oµçáo euroµela".
"0 certo é que lol necessárlo esµerar µelo derrube do reqlne da Constltulçáo de 1933 µara que a
"oµçáo euroµela" do Lstado µortuques losse claranente lelta. lara lsso, o Lstado µortuques terla
de se desenbaraçar do reqlne µolitlco bloqueador. (...) L náo é de nals acentuar que a lutura
oµçáo euroµela do reqlne denocrátlco en 1976 reµresentou un corte con as µolitlcas alrlcanas,
tercelro-nundlstas, "qonçalvlstas" e euroµelo-conerclallstas que alnda en 1973 se dlqladlavan
nas nals altas lnstânclas do µoder µolitlco", allrna Medelros lerrelra na lntroduçáo.
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A unláo Luroµela deve aµolar actlvanente o
8rasll e o Mercosul, cono lorna de ela µróµrla
allrnar o seu µeso e lnlluencla no nundo,
conslderou o eurodeµutado Márlo Soares, no klo
de Janelro, nuna cerlnónla en que lhe lol
atrlbuido o titulo de doutor "honorls Causa" µela
unlversldade Cândldo Mendes, tendo a seu lado
tanbén o ex-µresldente lernando henrlque
Cardoso e o soclóloqo lrances Alaln !ouralne.
"0ue a unláo Luroµela, que lnlellznente llcou
onlssa quando deverla lazer ouvlr a sua voz e
ter µosltlvanente aµolado o Mercosul quando
este llcou debalxo do loqo cruzado do caµltallsno
esµeculatlvo, conµreenda aqora que aµolar
actlvanente o 8rasll é ajudar a sua µróµrla
unldade e o seu µróµrlo µeso no nundo",
conslderou.
Márlo Soares nanllestou a esµerança de que as lnstltulçóes llnancelras lnternaclonals, "que
lrequentenente ten conµreendldo nal as necessldades dos µovos, obrlqando-os a aµllcar receltas
econónlcas de vlstas curtas e soclalnente nulto qravosas, trate o 8rasll cono nerece un µais da
sua dlnensáo", e deu o exenµlo do caso dranátlco da Arqentlna.
Soares encontrou-se con o recén elelto lresldente do 8rasll, Luis Ináclo Lula da Sllva.
A unláo Luroµela µrevlu que o déllce
µortuques µossa alcançar os 3,« µor cento,
nulto aclna da neta de 2,8 estabeleclda µelo
Coverno µara este ano. Lsta derraµaqen µóe
en evldencla a deµressáo en que o executlvo
llderado µor uuráo 8arroso lançou a econonla
µortuquesa, que aqora já só lnlclará a retona
- dlz a nlnlstra das llnanças -, no sequndo
senestre de 2003.
Aµesar do Conselho de Mlnlstros da Lcononla
e llnanças, que decorreu en 8ruxelas, ter
lnslstldo con Llsboa µara que aµllque con
deternlnaçáo os µlanos orçanentals µara
reduzlr o déllce µara 2,8 µor cento do lI8,
náo delxou, µor outro lado, de nanllestar
dúvldas quanto à µosslbllldade do Coverno o
consequlr.
Mas a questáo µrlnclµal está na lorna cono o
Coverno o está a lazer. Con elelto, o resultado
das suas µolitlcas está à vlsta e dlllcllnente
haverá táo deµressa una recuµeraçáo con
tantas nedldas de restrlçáo ao lnvestlnento.
uen a bolela da Alenanha, cujo déllce deverá
rondar os 3,7 µor cento do lI8, nen a lolqa
dada µor 8ruxelas µara o equllibrlo das contas
µúbllcas, lazen o Coverno abrandar a sua
µolitlca de cortes sen jelto nen crltérlo.
Lntretanto, o Coverno tarda en restltulr a
conllança aos aqentes econónlcos e
consunldores, que llcaran assustados con o
quadro exaqeradanente neqro que µlntou e
8raqança, lerro kodrlques conslderou náo ser
µossivel qualquer equllibrlo das contas µúbllcas
en lortuqal, na nedlda en que o "orçanento
rectlllcatlvo que o Coverno aµresentou enltlu
slnals neqatlvos à socledade µortuquesa,
orlqlnando un choque recesslvo na
econonla".
0 abrandanento da actlvldade econónlca, só
µoderla traduzlr-se nuna dlnlnulçáo das
receltas llscals. "0s resultados estáo à vlsta",
dlsse lerro kodrlques. Con elelto, alén da
lncerteza, dos desµedlnentos, lalta de
conllança, aqressáo aos dlreltos soclals de
trabalhadores e relornados, o Coverno ve
todas as suas contas sairen luradas.
As receltas llscals llcan aquén do µrevlsto, a
venda de lnóvels, alén de µolénlca, lol un
lalhanço e os juros das divldas llscals loran
sujeltas a µerdáo. Cono tudo lalha, o Coverno
ataca de novo, nas atlrando aos alvos nals
lácels, que sáo os que nalores dlllculdades
traráo µara o luturo dos µortuqueses. 0
Coverno anunclou una nova reduçáo en todos
os nlnlstérlos, desta vez µara netade, das
verbas orçanentadas até ao llnal deste ano
µara lnvestlnentos µúbllcos, lsto é, os que se
lnscreven no lIuuAC, e µara a aqulslçáo de
bens e servlços.
uáo há, assln, econonla nen conllança
caµazes de reslstlr a tantos ataques.
P.P.
con a telnosla en arrasar tudo o que exlstla,
só µara µoder descartar-se das suas resµonsa-
bllldades µerante una conjuntura naclonal e
lnternaclonal nanllestanente dllicll.
0 secretárlo-qeral do lS, lerro kodrlques, ten
alertado lnslstentenente µara a sltuaçáo a
que as µolitlcas do Coverno ten levado o µais.
uo encontro de terça-lelra con nllltantes de
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PALIAIIV0S
há cerca de un nes, escrevl aqul un artlqo no
qual, a µartlr das vltórlas eleltorals de 8lalr e
Schroeder, µrocurava retlrar alqunas llaçóes
µara o debate en curso no lS sobre a declaraçáo
de µrlnciµlos e os estatutos. 0bservando a
súblta excltaçáo de µarte da esquerda con
Cerhard Schroeder, certanente relaclonada
con a sua µoslçáo lace à questáo do Iraque,
µartl de una slnµles constataçáo µara
relatlvlzar esse deslunbranento de últlna hora
con un µolitlco desde senµre crltlcado µela
sua llqaçáo à "tercelra vla": na Alenanha,
cono no kelno unldo ou en qualquer µais da
unláo Luroµela, as µolitlcas externas
contlnuan orlentadas µor razóes de Lstado e
lóqlcas naclonals. L un lacto trlste, nas que
náo nos deve lnµedlr de lenbrar boas
exµerlenclas noutros doninlos das µolitlcas
µúbllcas.
0ulnze dlas deµols, nun oµortuno artlqo de
resµosta, lqualnente µubllcado no "Acçáo", o
ledro Adáo e Sllva conslderava que esta
constataçáo abrla canlnho à «ldela nals
µernlclosa µara a redlnanlzaçáo da esquerda»,
a saber, «aceltar, cono se de una slnµles
ldlosslncrasla se tratasse, a lnexµllcável µoslçáo
do Coverno lnqles en questóes lnternaclonals».
L certo que, tentando elencar os tenas
µrlorltárlos µara a aqenda do lS, eu lalava,
exµressanente, da «requlaçáo da qloballzaçáo»
e da «denocratlzaçáo da unláo Luroµela».
Alnda assln, aµroveltando o µeriodo µré-
conqresso de debate lnterno, esta resµosta do
ledro µernlte-ne voltar ao tena e aµrolundar
alquns µontos do artlqo anterlor.
Vanos µor µartes. Ln µrlnelro luqar, náo acho
que constatar slqnlllque «aceltar». A anállse
da realldade é nesno un nonento
lundanental µara a sua translornaçáo. lor
outro lado, quando escrevl que no kelno unldo
a µolitlca externa contlnuava «orlentada µor razóes de Lstado» estava a µensar, essenclalnente,
na vertente das lntervençóes nllltares, e náo tanto nas outras dlnensóes da µolitlca lnternaclonal.
Aµesar de achar µosltlvo que, en natérla de delesa do dlrelto lnternaclonal e do nodelo soclal
euroµeu haja consensos entre µartldos de qoverno - consensos esses, que os qovernos de dlrelta
aqora ronµen -, julqo que náo devenos lqnorar asµectos dllerencladores da µolitlca de 8lalr
nesno no µlano lnternaclonal: ao contrárlo do conservadorlsno µoµullsta, o qoverno brltânlco é
lavorável ao µrojecto euroµeu, asslnou os µrotocolos de 0uloto, aderlu ao !rlbunal lenal
Internaclonal e ten tldo, através da acçáo da nlnlstra Clare Short, un trabalho nulto µosltlvo ao
nivel da cooµeraçáo con os µaises en vlas de desenvolvlnento. Sáo µequenos «µallatlvos»
(exµressáo do ledro) que lazen una qrande dllerença entre !hatcher e 8lalr ou entre 8ush e
Cllnton (ou Core).
Mas una colsa é certa: o essenclal dos joqos de µoder contlnua hoje a lunclonar na lóqlca
oltocentlsta do Lstado-naçáo. lerante a hlµótese de una lntervençáo anerlcana no Iraque, a
reacçáo da lrança exµllca-se µela doutrlna antlanerlcana do qeneral ue Caulle, a reacçáo da
Alenanha seque a cultura µolitlca µaclllsta do µós-querra e a reacçáo de solldarledade da Lsµanha
con os LuA é lndlssoclável do cllna antl-L!A. lodenos qostar nals de unas ou nenos de outras,
nas as notlvaçóes das µolitlcas externas euroµelas (no µlural) sáo enlnentenente naclonals. 0
nesno se µassou, allás, aquando da querra clvll na antlqa Juqoslávla: con a queda do Muro de
8erlln, as naçóes euroµelas esqueceran raµldanente a "nova orden lnternaclonal" e reµroduzlran,
denasladas vezes, os allnhanentos naclonallstas que µrovocaran a I Cuerra Mundlal.
A questáo, no canµo da esquerda, só µode ser: cono salr dlsto: Lstou, tendenclalnente, de
acordo con o ledro quanto à necessldade de lutarnos µela «enanclµaçáo das lornas de µoder do
Lstado-naçáo». !anbén acho que, deµols do 11 de Setenbro, de 8all e de Moscovo, «nada é cono
dantes e náo vale a µena contlnuar a racloclnar cono se o nundo náo tlvesse nudado». Lstanos
de acordo quanto aos dlaqnóstlcos, quanto aos objectlvos - e esµero que tanbén quanto aos
nelos µara lá cheqar. L que é un erro µensar que, de un dla µara o outro, se arruna con séculos
de dlµlonacla e naclonallsno. uada dlsto lol crlado µor obra e qraça do Lsµirlto Santo, nada dlsto
é eterno, nas as culturas µolitlcas, ao contrárlo
dos avanços tecnolóqlcos, só µoden nudar de
lorna qradual: e se os eleltores µerderen de
vlsta una esquerda que canlnha nulto à
lrente, vlran à dlrelta, cono se vlu,
recentenente, en lrança. 0 tenµo da
lldelldade ldeolóqlca das classes soclals acabou.
Serla lqualnente tráqlco reµetlrnos esquenas
nentals do µassado, e olharnos µara os
novlnentos antlqloballzaçáo cono un novo
µroletarlado, ou µara a unláo Luroµela cono
un novo «sol da terra» que val reslstlr ao
lnµerlallsno anerlcano, nuna esµécle de
«soclallsno nun só contlnente».
uevenos, lsso sln, nuna µersµectlva
qraduallsta, encontrar as tals «lornas de acçáo
conjunta µara alén das lrontelras naclonals»,
reconhecendo desde já que, nesta natérla,
nulto nals se µoderla ter lelto na sequnda
netade da década de 90, quando o centro-
esquerda tlnha a heqenonla nos qovernos dos
Lstados unldos e da unláo Luroµela. há que
renovar essa aqenda reqlonal e qlobal que,
razóes várlas, llcou a nelo canlnho, levando a
sérlo µrlorldades cono a denocratlzaçáo da
unláo Luroµela e a requlaçáo da qloballzaçáo.
kelatlvanente ao µrocesso de construçáo
euroµela, náo µodenos contlnuar a achar que
os cldadáos náo estáo µreµarados µara os
relerendos, nen ter a arroqâncla de µensar
que a lnµortâncla de un "déllce zero" é una colsa que se exµllca µor sl µróµrla. Se a oµlnláo dos
cldadáos lor dllerente da nossa, devenos abrandar o rltno do aµrolundanento euroµeu e noblllzá-
los luturanente µara as nossas razóes. ueste sentldo, o actual debate en torno das relornas
lnstltuclonals constltul una boa oµortunldade µara lntroduzlr na uL urqentes nedldas
denocratlzadoras: µor exenµlo, relorçando os µoderes do larlanento Luroµeu en natérla de
noneaçáo de altos lunclonárlos, assequrando a llberdade de lnlornaçáo en 8ruxelas, escrutlnando
e aconµanhando as declsóes da Conlssáo e do 8anco Central Luroµeu através dos µarlanentos
naclonals, e abrlndo, senµre que µossivel, os Conselhos Luroµeus.
0uanto à qloballzaçáo, náo µodenos contlnuar a allnentar a ldela de que é µossivel sernos a
lavor da qloballzaçáo "nultlcultural" e contra a qloballzaçáo econónlca. Sáo duas laces da nesna
noeda. 0 que µodenos e devenos é, no µlano econónlco e µolitlco, µrocurar relornar as lnstltulçóes
lnternaclonals, de lorna a tornar a qloballzaçáo nals justa: µercebendo que o 8anco Mundlal, o
lMI ou o CA!! loran desenhados µara outros tenµos, anallsando, sen µreclµltaçóes, alqunas
relvlndlcaçóes dos novlnentos soclals, cono a !axa !obln, o µerdáo da divlda ao !ercelro Mundo
ou a crlaçáo de un Conselho Lconónlco de Sequrança no ânblto das uaçóes unldas, e delendendo,
sen cedenclas descredlblllzadoras, a leqalldade lnternaclonal, os µrotocolos de 0uloto ou o !lI.
Sáo alquns exenµlos de novas µrlorldades que estáo na aqenda da esquerda euroµela e que,
cono tal, deven estar na aqenda do lS. Se sáo neros "µallatlvos", entáo que venhan os
"µallatlvos"! uáo lol o Lstado-lrovldencla - a qrande conqulsta da soclal-denocracla euroµela -
lnlclalnente aµelldado de "µallatlvo caµltallsta":
fILIPf NuNfS
Não podemos continuar a
alimentar a ideia de que é
possível sermos a favor da
globalização °multicultural"
e contra a globalização
económica. São duas faces
da mesma moeda. 0 que
podemos e devemos é, no
plano económico e político,
procurar reformar as
instituições internacionais,
de forma a tornar a
globalização mais justa.
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0PINIA0
VISI0 0f 8kuXfLAS
SIIuAÇA0 0fSf0Nf0kIAVfL
A sra. nlnlstra das llnanças náo µára de nos surµreender.
uo lniclo do seu nandato conslderava deµlorável e nesno "crlnlnosa" a herança receblda dos
soclallstas na área das llnanças lúbllcas.
!udo lez allás µara colocar o nosso µais nuna sltuaçáo dellcada junto da Conlssáo Luroµela,
desde loqo oµtando µelo valor nals elevado do déllclt µúbllco que lhe lora suqerldo µelo qruµo
de trabalho que se debruçou sobre o assunto.
Lxorclzando os naleliclos de un déllce suµerlor a 3 µor cento, con o que µrocurava hunllhar os
soclallstas, a dra. Manuela lerrelra Lelte conµroneteu-se con un valor substanclalnente
lnlerlor µara o ano 2002.
lara ela, era o tudo ou o nada, ou seja un déllce controlado ou en alternatlva a vlda
(µolltlcanente lalando entenda-se).
Al de quen suqerlsse ou lhe lenbrasse que as colsas náo assln serlan táo lácels.
lol con esse dlscurso que lortuqal se aµresentou en 8ruxelas. ua ausencla da "outra", a
Conlssáo conhecla aqora a verdadelra "dana de lerro".
lortuqal conµroneteu-se a cunµrlr un déllce no corrente ano lnlerlor a 3 µor cento. lara lsso,
elaborou un µroqrana de aunento de lnµostos e corte nos lnvestlnentos que aµresentou à
Conlssáo, lndllerente às consequenclas econónlcas e soclals que µoderlan resultar de un táo
radlcal exerciclo.
Sucede que tanbén na econonla, a natureza se revolta e reaqe, senµre que é lnconodada e
vlolentada. 0 que era µara sublr (recelta llscal) desce e o que era µara descer (a desµesa) ou
náo desce quanto baste, ou desce exactanente nos doninlos onde náo devla descer.
kesultado de tudo lsto: o µronetldo déllce de 2,8 µor cento do lI8 µara este ano coneça a ser
una qulnera e consclente desse lacto a Conlssáo Luroµela relez os seus cálculos e já se
contenta con un déllce à roda dos 3,« µor cento, ou seja un µouco aclna dos 3 µor cento.
lerante lsto a sra. nlnlstra allrna aqora que un déllce aclna de 3v "náo é o lln do nundo".
uada que as µessoas lúcldas náo soubessen há nulto tenµo, sobretudo se, na vlolaçáo do
µatanar latidlco, estlvernos (cono vanos estar) nulto ben aconµanhados.
Só que aqora há un novo µroblena que é o de conclllar a actual nlnlstra das llnanças conslqo
µróµrla, con o que allrnou e delendeu quando o objectlvo µrlorltárlo era castlqar os soclallstas.
Mas há nals: há a necessldade de exµllcar às lnstltulçóes euroµelas µorque é que "aµesar de
tanto rlqor e conµetencla" a evoluçáo das llnanças µúbllcas lol ninlna, µols verdadelranente
esqota-se µela nelhorla de un desequllibrlo de 3,6 µor cento en 2001 (o valor nals razoável
que o Coverno devla ter assunldo) µara o nulto µrovável valor de 3,« µor cento que se estlna
µara este ano.
Acresce que µara lsso lol necessárlo µarallsar o lnvestlnento µúbllco durante dols neses, o
que, no avlsado raclocinlo da µrol.ª !eodora Cardoso, náo µassa µela cabeça de qualquer
resµonsável euroµeu.
As exµectatlvas crladas en 8ruxelas loran
nulto qrandes, até µorque havla que
conlrontar a "lncontlnencla" soclallsta con o
"rlqor e bon senso" do actual Coverno.
0ra os verdadelros quardlóes da µolitlca riqlda
do equllibrlo orçanental µreclsan de un bon
exenµlo µara exercer a sua lúrla
dlsclµllnadora.
Cono a sra. nlnlstra das llnanças se "µôs a
jelto", estáo en vlas de náo se lazeren
roqados.
!lve allás essa clara µerceµçáo, terça-lelra,
dla 3 (o dla en que lol desencadeado contra
lortuqal o µrocesso de vlolaçáo do déllce),
durante a aµresentaçáo do docunento de
trabalho sobre as "llnanças lúbllcas na uLM
- 2002", na Conlssáo de Assuntos Lconónlcos
e Monetárlos do larlanento Luroµeu.
Lsta reunláo na qual µartlclµou, durante alqun tenµo, o lresldente en exerciclo do Luroqruµo
(nlnlstro das llnanças da Crécla) translornou-se en deternlnados nonentos nuna esµécle
de julqanento µoµular contra o nosso µais.
Claro que arqunentel cono soube e náo µude delxar de allrnar que o reµorte à Conlssáo de un
déllce de «,1 µor cento en 2001, tlnha vlsado aµenas objectlvos µolitlcos lnternos (allás,
µarclalnente, consequldos) náo corresµondendo, no essenclal, ao rlqor, clareza e transµarencla
que o Coverno µortuques vlnha reclanando.
uen tudo está µerdldo, aµesar da enorne conlusáo e razoável contra-lnlornaçáo que lnµera
actualnente nalqunas lnstltulçóes de 8ruxelas, en relaçáo ao lacto de Lstabllldade e
Cresclnento e, noneadanente, quanto ao µrocesso sanclonatórlo dos lnlractores.
A nornalldade acabará µor ser reµosta e o bon senso vlqorará.
0 actual Coverno µortuques µoderla µouµar o µais a esta hunllhaçáo, nas sobretudo serla bon
e sensato que náo contrlbuisse µara que a dlscussáo do déllce µúbllco da unláo Luroµela,
µrovocado µelos enornes desvlos da lrança, da Itálla e da Alenanha, losse ocultado con as
dlllculdades llnancelras deste µequeno µais que reµresenta aµenas 1,1 µor cento da rlqueza de
toda a unláo.
Lste é nals un servlço que o lais llca a dever à dra. Manuela lerrelra Lelte.
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fuk0PA 0A LI8fk0A0f
ua Convençáo Luroµela os soclallstas euroµeus ten vlndo a travar una luta coerente µela
construçáo de un esµaço equlllbrado e concertado de Llberdade, Sequrança e Justlça.
Se consequlrnos alcançar este objectlvo, corresµonderenos às tradlçóes denocrátlcas dos
nossos Lstados e benellclarenos os cldadáos euroµeus con alqo a que náo reµuqna chanar
Lstado de ulrelto Conunltárlo e Luroµeu.
A nossa acçáo µauta-se µor una sérle de alteraçóes a lntroduzlr nun luturo texto - que será
únlco - e, traduzlndo o desejo de tornar a unláo Luroµela nals clara e ellcaz aos olhos dos
cldadáos.
As nossas µrlnclµals "bandelras" µassan µor acabar con a ·c]n:n¡Jc c¤ P/In:c· , o que de certa
lorna aµarece já consaqrado no ante µrojecto do luturo !ratado Constltuclonal, aµresentado
na µassada senana µelo µresldente da Convençáo, Clscard d'Lstalnq, ellnlnar a ¸cc¤cI:/n
varlável que resulta dos dlversos lrotocolos vlqentes µara certos Lstados nenbros (kelno
unldo, Irlanda, ulnanarca). ua nesna lorna que delendenos una Ju:/·u/¡Jc u¤//c:¤c do
!rlbunal de Justlça µara as natérlas relatlvas ao esµaço judlclal euroµeu e a slnµllllcaçáo dos
lnstrunentos leqlslatlvos, A /¤Ic¸:n¡Jc un In:In uc· 0/:c/Ic· Fu¤un¤c¤In/· ¤c 7:nInuc
Ic¤·I/Iuc/c¤nI que, con lórnulas dlversas, já está µratlcanente decldlda na Convençáo e
consaqrada lqualnente no ante µrojecto de Constltulçáo, assln cono a consaqraçáo, nessa
sede, dos conteúdos da c/unun¤/n un L¤/Jc, cono o dlrelto de clrculaçáo de µessoas, o dlrelto
de eleqer e ser elelto nun outro Lstado nenbro ou o dlrelto de resldencla. uesta natérla,
tanbén o ante µrojecto de Constltulçáo consaqra as µoslçóes µor nós delendldas. L lqualnente
lnµortante ellnlnar a u/·]c:·Jc Ic¸/·InI/vn entre Lstados nenbros e a unláo, qarantlndo a
µrevalencla do dlrelto de lnlclatlva à Conlssáo, 0 !ratado deve µrever claranente o P:/¤c/]/c uc
:ccc¤Þcc/¤c¤Ic ¤uIuc cono condlçáo essenclal µara a crlaçáo de un esµaço judlclal euroµeu,
allás conµrovado µelo exlto que é o nandato de caµtura euroµeu, en artlculaçáo con o µrlnciµlo
da cc¤//n¤¡n Juu/c/nI ¤uIun en que deven lornar-se todas as naqlstraturas judlclals euroµelas.
Mas, enbora tenhanos consequldo lazer
vlnqar a nossa µoslçáo e as nossas ldelas no
selo de una Convençáo que, alén de
heteroqénea en ternos de vlsóes sobre a
Luroµa, ten un natural desequllibrlo entre
lorças µolitlcas - o que no contexto náo nos é
lavorável a nós - é necessárlo que os
soclallstas contlnuen enµenhados na luta e
µela crlaçáo deste esµaço de Llberdade e de
Justlça, o que µassa µela necessldade de se
crlar una Þn·c Ju:/u/cn cc¤u¤ µara a dellnlçáo
de una ]cI/I/cn uc ¤/¸:n¡Jc euroµela, que
náo µerverta µor excesso, a µosslbllldade de
exlstencla de una µolitlca de asllo e µrotecçáo
subsldlárla, lassa tanbén µor dotar a unláo
de conµetenclas acrescldas en natérla de
vlstos e lrontelras e µela harnonlzaçáo
através de dlrectlva do estatuto do reluqlado,
revoqando-se assln a Convençáo de Cenebra que, alén de náo ter aµllcaçáo, lnduz reqlnes
µartlculares de µrotecçáo subsldlárla que destroen una µolitlca euroµela conun de asllo!
Lste µontos dáo cc¤Icuuc a un verdadelro esµaço euroµeu de Llberdade, Sequrança e Justlça.
KJc ·c I:nIn uc u¤ cÞJccI/vc /uccIá¸/cc! !rata-se de un objectlvo denocrátlco e euroµeu.
uáo querenos una Luroµa soclallsta, querenos una Luroµa µara os cldadáos. 0ue lhes slrva µara
alqo. lara :c·cIvc: u¤ juc u¤ E·Inuc /·cInuc ¤Jc ]cuc /n2c:1
Luroµelzar a Justlça, qarantlr a Iqualdade e assequrar a Llberdade a 300 nllhóes de euroµeus!
HANufL 00S SANI0S
LuÍS HAkINh0
0 actual 0overno português poderia poupar o país a esta humilhação, mas sobretudo
seria bom e sensato que não contribuísse para que a discussão do défice público da
união furopeia, provocado pelos enormes desvios da frança, da Itália e da Alemanha,
fosse ocultado com as dificuldades financeiras deste pequeno país que representa
apenas 1,1 por cento da riqueza de toda a união.
fmbora tenhamos conseguido fazer vingar a nossa posição e as nossas ideias no
seio de uma fonvenção que, além de heterogénea em termos de visões sobre a
furopa, tem um natural desequilíbrio entre forças políticas, é necessário que os
socialistas continuem empenhados na luta e pela criação deste espaço de
Liberdade e de 1ustiça
18
7 de Novembro de 2002
AHA00kA
fAHAkA Pkf0fuPA0A
f0H INIfkkuPÇA0 00 Pfk
0 Lxecutlvo soclallsta da Cânara Munlclµal da
Anadora quer contralr este ano un enµréstlno
de cerca de 13 nllhóes de euros µara construçáo
de habltaçáo soclal, devldo à lnµosslbllldade de
µedlr outros enµréstlnos en 2003.
Sequndo Joaquln kaµoso, esse enµréstlno "náo
conµronete a caµacldade de endlvldanento" do
nunlciµlo e µernlte "excluslvanente" assunlr
os conµronlssos dos loqos en construçáo e dos
que estáo a ser contratuallzados con enµresas
de construçáo que ten os µrojectos na náo.
Aµesar deste novo enµréstlno µara habltaçáo
soclal, o µresldente da autarqula nostrou-se
µreocuµado con una µossivel "lnterruµçáo" no
lLk (llano Lsµeclal de kealojanento) da
Anadora µor causa das novas reqras lnµostas
µelo actual Lxecutlvo, sequndo as quals, a µartlr de 2003, os enµréstlnos µara habltaçáo soclal
µassan a contar µara a taxa de endlvldanento das autarqulas.
Joaquln kaµoso alerta µara a lnµosslbllldade da autarqula contralr enµréstlnos luturos µara construlr
habltaçáo soclal, o que µóe en causa o lln das barracas no concelho.
"ulllcllnente val haver habltaçáo soclal no lLk, vanos contlnuar a lazer habltaçáo cono é evldente,
nas vanos dlrecclonar a olerta µara os jovens e µara quen, dentro do lroqrana Lsµeclal, assuna
µarte do lnvestlnento µorque a cânara náo val µoder µedlr nals enµréstlnos", dlsse Joaquln
kaµoso, acrescentando que há "alquna lnjustlça" neste µrocesso µor causa de nultos nunlciµlos
que loran "nals ráµldos na conclusáo do lLk à custa de nultos enµréstlnos".
0 lLk da Anadora está µrevlsto acabar en 2009, de acordo con un contrato asslnado con o
Coverno, e a autarqula desenvolveu un conjunto de contratos e µrotocolos µara construlr habltaçáo
soclal que teráo aqora que ser relornulados µara resµeltar as novas reqras orçanentals.
L0ukfS
00VfkN0 kf0u2
INVfSIIHfNI0S N0 f0NffLh0
0 Lxecutlvo soclallsta da Cânara Munlclµal
de Loures acusou o Coverno de adlar obras
lundanentals µara a qualldade de vlda do
concelho ao reduzlr as verbas do lIuuAC
µara 2003.
"As leqitlnas asµlraçóes do concelho loran
nals una vez lrustradas, quer µela lnscrlçáo
en lIuuAC de obras lnlcladas en anos
anterlores, náo tendo slqnlllcado esµeclal
a exlstencla de novos µrojectos, quer µelo
lnvestlnento alecto à sua concretlzaçáo,
quase excluslvanente destlnado a
µaqanentos llnals das enµreltadas", allrna
en conunlcado a autarqula. lara µrovar esta
sltuaçáo basta lazer a conµaraçáo con o
lIuuAC 2002, que µrevla lnvestlnentos en
Loures de 10.633.600 euros e µersµectlvava,
µara 2003, lnvestlnentos de 1«.870.223
euros, nas, sequndo o Lxecutlvo canarárlo,
o lnvestlnernto total µrevlsto será aµenas
de 11.791.391 euros.
A reduçáo dos lnvestlnentos en Loures val
rellectlr-se µrlnclµalnente nas áreas da
educaçáo e desµorto, do enµreqo e
lornaçáo µrollsslonal, da saúde e da
sequrança, ou seja, nas áreas conslderadas
"essenclals µara a µoµulaçáo do concelho",
relere o conunlcado.
PkfSI0fNfIA A8fkIA
SAHPAI0 AP0NIA
fAHINh0S PAkA 0
0fSfNV0LVIHfNI0
"|ào es|oa a¡ai µata fazet qtandes sootessa||os,
mas sim µata fazet µtessào no me|not sen|ido´
0 Presidente da kepública passou nove dias na 0uarda para amplificar as
dificuldades e os sucessos de uma das regiões mais pobres de Portugal,
que se debate com os problemas da interioridade. Ao longo desta
presidência aberta, nos diversos encontros que manteve com autarcas e
forças vivas da região, Sampaio apontou caminhos para o
desenvolvimento da 8eira Interior, que deve passar pelo aproveitamento
dos recursos naturais e históricos ali existentes.
0 lresldente da keµúbllca ternlnou no donlnqo
una vlslta de nove dlas à Cuarda con un aµelo
aos resµonsávels do dlstrlto µara que evlten a
lanúrla e os quelxunes, que "desnorallzan
quen os µrolere e causan lndllerença ou
rejelçáo dos outros µortuqueses".
Lssa vontade de "vencer a lanúrla", relerlu,
deve noblllzar todos os µortuqueses µara
aµroveltaren as oµortunldades de
desenvolvlnento de que o lais necesslta.
uun dlstrlto en que o lSu detén 12 das 1«
cânaras, nas no qual nenhun autarca lalou
en µrojectos dlstrltals ou lnternunlclµals, o
lresldente teve que aµelar à unláo de eslorços
µara que a reqláo qanhe lorça e se laça ouvlr a
una só voz en Llsboa, nas tanbén µara que
sejan nals ben aµroveltados e qerldos as
verbas colocadas à dlsµoslçáo.
"L necessárlo lazeren un eslorço sérlo µara
relorçar a sua vlslbllldade µolitlca, ben cono
µara nelhorar a sua caµacldade de acesso às
lnstânclas µolitlcas naclonals", dlsse.
uuna reqláo que necesslta de lnlclatlvas, de
µrelerencla dlverslllcadas, que crlen enµreqo
e rlqueza, Sanµalo lncltou à aµosta nos
µrodutos de qualldade que µoden lazer a
dllerença, cono, µor exenµlo, o queljo da serra
e os vlnhos do uáo e do uouro, ou a
rellorestaçáo.
0 turlsno e a µreservaçáo do µatrlnónlo, no
qual se lncluen as aldelas hlstórlcas, loran
outros canlnhos aµontados µara o
desenvolvlnento, que terá de lr a µar con una
µolitlca de dlscrlnlnaçáo µosltlva do Coverno,
que atenue as qrltantes asslnetrlas reqlonals,
nun quadro de una aµosta na coesáo naclonal.
ua Cuarda, o chele de Lstado anunclou alnda
que µretende vlsltar até ao llnal do seu
nandato todos os nunlciµlos do lais.
1. f. f. 8.
AfIuALI0A0f
7 de Novembro de 2002
19
0PINIA0
PAkA00X0S
INfSfkuIAVfIS
Akk00ANfIA
HINISIfkIAL
fm que ficamos? Na tese do desenvolvimento sustentado,
ou simples crescimento do betão e °subsídiodependite
aguda" ilusoriamente apresentados como
desenvolvimento real?
A keqláo Autónona da Madelra é una terra de lnescrutávels e surµreendentes contrastes e
µaradoxos, cono adlante verenos.
!en, sequndo o dlscurso ollclal, o nelhor slstena de saúde de lortuqal nas, µaradoxalnente,
a nalor taxa (8,2 µor nll) de nortalldade lnlantll.
!en, suµostanente, o nelhor slstena de educaçáo nas, µaradoxalnente, una das nals
altas taxas de lleteracla qeral e dos µlores resultados ao nivel do lnsucesso escolar (18 µor
cento de chunbos no últlno ano).
!en, de acordo con a versáo ollclal, o nals balxo indlce de desenµreqo nas, µaradoxalnente,
en ternos reals, a nalor µercentaqen naclonal de µessoas a usulruiren do kMC, aqora
denonlnado kendlnento de kelnserçáo Soclal.
!en, aleqadanente, o nalor sucesso en ternos de desenvolvlnento econónlco - sequndo
o ur. uuráo, até "de lazer calar os lnvejosos" - nas, µaradoxalnente, se nos cortassen os
lundos ou aµolos llnancelros µrovenlentes da unláo Luroµela, a econonla da keqláo alundar-
se-la nun áµlce. L óbvlo que essa lábula do qrande sucesso econónlco náo µassa de una
lnaqen vlrtual, cono tantas outras, reµetldanente µroµaqandeadas con o µroµóslto
lnconlessado de esconder, ou translornar llusorlanente, a lraqllldade econónlca do
cresclnento do betáo en aµarente desenvolvlnento real, sustentável e conslstente.
L, allás, o µróµrlo lCk que se contradlz a sl µróµrlo quando, µor un lado, aµreqoa
notávels indlces de desenvolvlnento - aleqadanente, cerca de 73 µor cento da nédla
euroµela - nas, µaradoxalnente, µor outro, lace ao enlnente alarqanento da unláo Luroµela
a alquns µaises do Leste, clana, alarnado, "que este terrltórlo solrerá una qravisslna
recessáo se nos loren retlrados os lundos conunltárlos".
Ln que acredltar entáo: ua tese do desenvolvlnento real, lsto é, sólldo e sustentado, ou
tudo náo µassa, allnal, do blá, blá, blá, lalacloso do costune, tentando conlundlr cresclnento
do betáo e "subsidlodeµendlte aquda" con desenvolvlnento a sérlo.
L que, obras, cono já o relerl noutras ocaslóes, qualquer un as laz. 8asta haver µrojectlstas
e dlnhelro en calxa. ullicll é consequlr a táo alnejada µrodutlvldade, qeradora de receltas
µróµrlas, esµeclalnente en áreas e doninlos essenclals do nercado. 0ra todos sabenos
que µrojectlstas há-os a cada esqulna e dlnhelro é colsa que náo ten laltado, sobretudo,
deµols da adesáo à unláo Luroµela. L en tal abundâncla que ten dado e cheqado µara
todas as obras, todas as µonµosas lnauquraçóes e nulto nals colsas... que às vezes a qente
nen sonha!...
Cono náo µodla delxar de ser, tanbén, ao
nivel do slstena µolitlco a Madelra náo ten
que µedlr neças a nlnquén, µelo contrárlo,
até dá llçóes, arroqando-se nesno de una
denocracla exenµlar, con un slstena
lnlalivel do µartldo totalltárlo, no sentldo
de quen tudo controla e dlrlqe, e cono
que µredestlnado a estar, "ad aeternun," à
lrente dos destlnos desta keqláo.
Só que, enquanto nas denocraclas nornals
o µrlnciµlo elenentar e qarante da vltalldade
das nesnas reslde na reqra natural da
alternâncla µolitlca - nas lsso, se calhar,
seráo esqulsltlces das denocraclas nornals
con conµlexos de µluralldade - aqul, na
Madelra, cono se sabe, !erra do µovo
suµerlor e da denocracla exenµlar, nunca
µoderla asslstlr-se a tal banalldade. L dai
que o slstena tenha sldo netlculosa e
sollstlcadanente lnstalado, µor lorna a
µerdurar lntocável "µer onnla secula
seculorun". Até µorque, cono o relerla
J.J.kousseau, " os lovos una vez habltuados
a teren anos já náo estáo en condlçóes de
dlsµensá-los".
L assln, cono dlz o relráo, lá vanos
cantando e rlndo aleqrenente... uelxa µassar
esta nossa brlncadelra que a qente vanos
ballar o balllnho da Madelra. A Madelra é
do Jardln, a Madelra é do Jardln... no
nundo náo há lqual, no nundo náo há
lqual...
0uando chanada ao larlanento µara dar exµllcaçóes (que chatlce o ser obrlqada a lr
atender os lnconµetentes da oµoslçáo) sobre "técnlcas" de reqlsto das receltas e desµesas
do Lstado (os lalados aµaqóes llnancelros) e tanbén sobre o µroµalado caso dos lavores
aos bancos (na /ona lranca da Madelra) através de una µortarla (que nultos dos
lnconµetentes, nesno do seu µartldo, achan lnconstltuclonal), a senhora nlnlstra das
llnanças dlrlqlu-se aos deµutados lnterroqantes, con una arroqâncla que ultraµassou
todos os llnltes da deseleqâncla, µara ser sobrancerla, alnda nals sallente µor se tratar de
nulher, habltualnente tldas cono nals conedldas e travadoras da µesµorrencla dos honens.
0 deµutado José Sócrates acusou o toque e lez lenbrar à senhora nlnlstra que ela náo ten
o excluslvo do conheclnento e do saber, µara lnslnuar que os outros náo saberlan nada do
assunto en dlscussáo e que o nelhor serla llcar nulto quletlnhos e calados.
lareceu-ne que a oµoslçáo en qeral, e nesno o deµutado Sócrates, deverlan ter sldo
nals contundentes nas resµostas à ná crlaçáo da nlnlstra. loderla nulto ben ter-lhe sldo
lenbrado que ela está ben lonqe de estar nas llnhas da lrente dos econonlstas con
concelto no µais e que, tendo sldo a 3ª, ou «ª escolha µara a µasta das llnanças do, na
altura, lndlqltado µrlnelro-nlnlstro, o luqar só lhe calhou a ela, µorque sendo conhecldo
que náo ten coraqen de se nlrar ao esµelho, só ela serla caµaz de dar a cara e a voz às
nedldas estaµalúrdlas e contrárlas ao µronetldo, que eles, os que de lacto nandan, sablan
que lrlan lnµor.
0uen reqularnente se olha no esµelho tranqullanente e ten o condáo de qanhar rubor na
cara de vez en quando, náo lala con senelhante arroqâncla cono se lora dona do nundo
e da verdade.
A senhora nlnlstra deverla lenbrar-se que, µor ser arroqante, µor náo ser caµaz de lalar
con os outros, recebeu una lorna excluslva
de µrotesto, quando sobraçou a µasta da
Lducaçáo. Só nesno aquelas "caras" de
estudante que loran suµorte do relráo "uáo
µaqanos" loran caµazes de enlrentar, sen
esqar de susto, a lrleza nlnlsterlal. L quando
a conµetencla, quantas vezes nals val ser
revlsta a µrevlsáo de cresclnento da
econonla aµontada no 0rçanento
kectlllcatlvo: L µor vla dlsso, a µrevlsáo de
receltas, de desµesas, de déllce e de
lnllaçáo: L náo se lala já noutro kectlllcatlvo:
Será lnconµetencla, ou será a conjuntura
econónlca lnternaclonal: lorque se cobran
nenos lnµostos:
Cono lol aqradável de sequlr, µela
cordlalldade, µela aceltaçáo das dllerenças,
µela náo exlstencla de lel nen vlnaqre, o
debate entre dols ex-nlnlstros da nesna
µasta. A un a nlnlstra deve qostar de chanar
lnconµetente (llna Moura), nas ao outro,
de certeza, que náo ten coraqen (Mlquel
8eleza). leltlos.
0IL fkANÇA
10Sf PINI0 0A SILVA
Mllltante 30363
Caldas de S. Jorqe
0uem regularmente se olha no espelho tranquilamente e
tem o condão de ganhar rubor na cara de vez em quando,
não fala com semelhante arrogância como se fora dona do
mundo e da verdade.
20
7 de Novembro de 2002
P0k fIH...
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1700 lrlburq, 7 - Suiça
No âmbito das apresentações que tem vindo a fazer nas federações da
sua moção de estratégia ao fongresso Nacional, ferro kodrigues vai
estar esta semana em Leiria, fk0 (federação da kegião do 0este),
Portalegre, 0uarda concluindo o périplo em 8eja na próxima terça-feira.
0 secretário-geral do PS recebe segunda-feira em audiência o grupo de
empresários autores de um manifesto no qual defendem a permanência
em Portugal dos centros de decisão.
1amila Hadeira participa no fórum Social furopeu que se realiza em
florença, estando prevista uma sua intervenção no seminário °0utra
furopa, 0utro Hundo: 1ovens em Hovimento".
kealizam-se na sexta-feira e no sábado as 1ornadas Parlamentares do
PS[Açores, na cidade da horta. A análise da proposta do 0rçamento
para a kegião é o principal tema dos trabalhos.
No quadro das actividades do 0abinete de fstudos do PS, realizam-se
na próxima semana um conjunto de reuniões sectoriais. fstão previstas
reuniões sobre Aeronáutica, Agricultura e florestas, Hinorias ftnicas e
Saúde.
A secção do PS[8enfica promove no dia 7 um plenário sobre segurança,
que contará com a presença de kui Pereira, ex-secretário de fstado da
Administração Interna.
0 PS[Iondela realiza no próximo sábado, dia 9, uma reunião de trabalho
sobre a criação das comunidades urbanas.