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0k0A0 0f I f I AL 00 PAkI I 00 S0f I ALI SI A

ulrector António 1osé Seguro ulrector-adjunto Silvino 0omes da Silva
Internet www.partido-socialista.pt[accao L-nall accao.socialistaQpartido-socialista.pt
uº 1176 - Senanal
0,30

14 Novembro 2002
80H f0N0kfSS0 fAHAkA0AS
0 Partido Socialista parte para o seu
XIII fongresso coeso em torno de
ferro kodrigues, único candidato à
liderança do partido e a primeiro-
ministro de Portugal em 2006.
0uas moções globais e 15
sectoriais constituem alguns dos
documentos que os 1218
congressistas têm à sua disposição
para suscitar o debate. Has este é
um congresso para discutir tudo, de
forma livre e sem reservas e em que
todos são indispensáveis para
o combate político contra os
partidos de direita que agora
governam Portugal. fom novos
estatutos e uma declaração de
princípios adaptada às exigências
das sociedades actuais, os órgãos
que saírem deste fongresso têm pela
frente a grande responsabilidade
de construir a alternativa que os
portugueses querem, devolvendo-
-lhes a esperança de serem cidadãos
de um país mais justo, próspero
e democrático.
fAS0 P1
ffkk0 f0N0fNA A0kfSSA0
0A 0IkfIIA A SAHPAI0
ueµols de una audlencla en 8elén, lerro kodrlques lanentou que o lresldente
da keµúbllca tenha sldo aqredldo de lorna lnaceltável µor reµresentantes
quallllcados dos µartldos da actual nalorla" e nanllestou a sua "solldarledade
actlva" µara con Jorqe Sanµalo.
ua base desta reunláo extraordlnárla esteve a µolénlca en torno da conlssáo
de lnquérlto aos actos do Coverno na lJ, que as bancadas do Coverno
decldlran unllateralnente encerrar.

láqlna «
S0fIALISIAS AfuSAH
HAI0kIA 0f 0IkfIIA AfuN0A
IfkffIkA IkAVfSSIA 00 If10
fAkL0S LA0f fH fNIkfVISIA A0 °AfÇA0 S0fIALISIA"
uNIA0 fuk0PfIA NA0 P00f
0fIXAk A Iuk0uIA 0f f0kA


láqlna 13


láqlna 3
2
1+ de Novembro de 2002
A SfHANA kfVISIA
AfIuALI0A0f
AuI00NI0 C0LAÇ0
0 fIH 00 HuN00
"Rão é o fim do Maodo´ se o défice ficat acima de
3/ em z00z.
Manuela lerrelra Lelte
0iâtio lcon6mico, 6 de uovenbro de 2002
÷ AI MAuLLA, JA 8AkALhLI IS!0 !uu0.
÷ uLIXA LA, J0SLlA, uA0 hA-uL SLk 0 lIM u0 Muuu0
0 secretário-geral do PS, ferro kodrigues, continuou na semana passada a ronda de apresentações
da sua moção de estratégia global ao fongresso nacional pelas federações de Leiria, fk0 (federação
da kegião 0este), Portalegre, 0uarda e 8eja.
0 secretário-geral do PS promoveu um jantar de despedida com o Secretariado Nacional cessante e,
o esclarecimento da verdade.
0s trabalhos da fomissão Parlamentar de inquérito aos actos do 0overno na Polícia 1udiciária concluiu
os trabalhos sem apresentar qualquer relatório devido ao rolo compressor da maioria de direita que
impediu a sua continuação.
fhamado a depor na fomissão Parlamentar de inquérito aos acidentes do metropolitano do Ierreiro
do Paço, ferro kodrigues esclareceu que as decisões tomadas na altura foram as melhores para o
País e para o Hetropolitano, porque se entrasse num processo litigioso com os empreiteiros, este
poderia prolongar-se por anos com custos bem maiores para o erário público.
ferro kodrigues concedeu uma audiência ao grupo de empresários que vem defendendo a permanência
em Portugal dos centros de decisão.
0 eurodeputado socialista Hário Soares apresentou no fentro de Informação 1acques 0elors, o livro
°0iplomacia furopeia" da autoria do diplomata francisco Seixas da fosta.
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3
AfIuALI0A0f
SILVIN0
00HfS 0A
SILVA
f0II0kIAL
N0V0 fIfL0 PAkA 0 PS
0s soclallstas reqressan no µróxlno lln-de-senana ao Collseu dos kecrelos de Llsboa
µara nals un Conqresso uaclonal do lS. Lxtraordlnárlo µor vontade do secretárlo-
qeral que o convocou con o objectlvo claro de "tudo dlscutlr".
ua actual lase da vlda µolitlca µortuquesa en que se asslste à deqradaçáo dlárla de un
Coverno que laz slnetrlcanente o contrárlo do que µroneteu durante a canµanha
eleltoral e en que a étlca delxou de ser o valor náxlno a µreservar, cono se constata
µela nanutençáo en lunçóes do nlnlstro de Lstado e da uelesa, é no lS que está
deµosltada a esµerança dos µortuqueses relatlvanente ao luturo. L é novanente µara
o lS que os eleltores tenden a vlrar-se, µrlnclµalnente aqueles que deslludldos, de
alquna lorna, con a últlna lase da qovernaçáo soclallsta náo votaran nós nas
leqlslatlvas do lniclo deste ano, nas que deµols do loqro do qoverno de dlrelta estáo
novanente dlsµonivels µara daren outra vez ao lS o beneliclo da dúvlda.
lor lsso, a resµonsabllldade dos deleqados ao XIII Conqresso uaclonal do lS é enorne.
uesde loqo do µonto de vlsta lnterno. Aos conqresslstas caberá aµrovar a actuallzaçáo
dos textos µroqranátlcos no resµelto, claro está, dos seus µrlnciµlos lundanentals e
da sua natrlz ldeolóqlca, nas tendo en conta a conµlexa realldade do século XXI, µor
outro lado, lráo tanbén sanclonar lnµortantes alteraçóes ao nodelo de lunclonanento
e orqanlzaçáo do µartldo de lorna a µernltlr a sua abertura a novas lornas de
µartlclµaçáo.
uun µartldo verdadelranente llvre cono é o nosso, a dlscussáo do µróxlno lln-de-
senana revela-se, µols, essenclal µara un conµronlsso que una todos os soclallstas
en torno de lerro kodrlques e de un lS renovado, caµaz de resµonder aos desallos do
luturo con novas ldelas e novas µroµostas µara a resoluçáo dos µroblenas do lais. lor
lsso, o desenho de una estratéqla de lonqo µrazo que tenha cono llnalldade devolver
o lS à eslera do µoder allqura-se cono una das questóes centrals do debate da reunláo
naqna soclallsta, na senda, allás, do que lol anunclado µelo secretárlo-qeral que
µretende lnlclar o µrocesso de construçáo de un lroqrana de Coverno a sulraqar no
Conqresso de 200«, de nodo a ser µresente às leqlslatlvas de 2006. lara que un novo
clclo na vlda do lartldo Soclallsta se lnlcle
a µartlr do dla 18 de uovenbro, cono é
desejo dos todos os soclallstas, aos
deleqados cabe a tarela de "lensar
lortuqal" con o conlesso objectlvo de
"lazer ben µelo luturo", cono aµontan
as duas noçóes orlentaçáo qlobal que lráo
ser debatldas no XIII Conqresso uaclonal.
8on conqresso canaradas.
Num partido verdadeiramente livre
como é o nosso, a discussão
do próximo fim-de-semana revela-
se, pois, essencial para um
compromisso que una todos
os socialistas em torno de ferro
kodrigues e de um PS renovado,
capaz de responder aos desafios
do futuro com novas ideias e novas
propostas para a resolução
dos problemas do País.
0k0LM 0L Ik484LR05
5exta, 15 de Rovembro
11.00 Inicio da ctedenciaçào de 0e|eçados.
17.00 5essào de /oet|ata do tonçtesso.
lon|o 1 - /µtesen|açào, discassào e to|açào das µtoµos|as
de a||etaçào dos ls|a|a|os.
5ábado, 16 de Rovembro
10.00 lon|o z- /µtesen|açào, discassào e to|açào da µtoµos|a de
a||etaçào da 0ec|ataçào de ltinciµios.
15.00 lon|o 3- /µtesen|açào, discassào e to|açào das |oç5es
6|ooais.
z1.30 lon|o 4 - /µtesen|açào e discassào das |oç5es 5ec|otiais.
0omioqo, 17 de Rovembro
9.30 lon|o 5 - l|eiçào dos 0tçàos |acionais - /µtesen|açào das
|is|as candida|as aos 6tçàos nacionais.
10.00 Inicio das to|aç5es µata os 6tçàos nacionais.
11.00 lo|açào das |oç5es 5ec|otiais.
1z.00 lncettamen|o das to|aç5es µata os 6tçàos nacionais.
13.30 5essào de lncettamen|o do tonçtesso |aciona|
4
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PAkLAHfNI0
fAS0 P1
ffkk0 f0N0fNA A0kfSSA0
0A 0IkfIIA A SAHPAI0
0epois de uma audiência em
8elém, ferro kodrigues lamentou
que o Presidente da kepública
tenha sido agredido de forma
inaceitável por representantes
qualificados dos partidos da actual
maioria" e manifestou a sua
°solidariedade activa" para com
1orge Sampaio.
0 secretário-geral do PS referia-se
às declarações do líder parlamentar
do PS0, 0uilherme Silva, que
criticou recentemente a decisão do
presidencial de chamar os líderes
partidários a 8elém, sugerindo que
Sampaio estaria a intrometer-se
em questões da Assembleia da
kepública, e de Harques Hendes,
que também ajuizou da actuação
do chefe de fstado neste caso.
Na base desta reunião
extraordinária esteve a polémica
em torno do inquérito parlamentar
à P1, que as bancadas que apoiam
o 0overno decidiram
unilateralmente encerrar.
os soclallstas, o objectlvo central é
conµatlblllzar "os dlreltos da conlssáo de
lnquérlto con o µrestiqlo da lJ".
Intervenção de Sampaio
reclamada pela oposição
Lntretanto, a oµoslçáo en bloco tlnha tanbén
µonderado recorrer ao lresldente da
keµúbllca caso lSu e CuS-ll conservassen a
recusa de reallzar novas audlçóes e una
acareaçáo na conlssáo de lnquérlto aos actos
do Coverno na lJ.
Ln conlerencla de Inµrensa conjunta, os
deµutados do lS, lCl, 8L e lLV,
reµresentados µelo dlrlqente soclallsta Alberto
Martlns, qarantlran que a oµoslçáo estarla
dlsµosta a lr "até às últlnas consequenclas".
"uo µrlnelro nonento, conµete à µróµrla
Assenblela da keµúbllca anallsar o reqular
lunclonanento da lnstltulçáo µarlanentar.
uuna sequnda lase, o reqular lunclonanento
da Assenblela da keµúbllca é aµreclado µor
outros órqáos de soberanla", dlsse, nuna
relerencla lndlrecta aos µoderes do chele de
Lstado.
Aµós ter anunclado a declsáo da oµoslçáo de
susµender a sua µartlclµaçáo na conlssáo de
lnquérlto, Alberto Martlns dlrlqlu-se ao
µresldente da Assenblela da keµúbllca, Mota
Anaral, dlzendo que deµenderá da sua
lntervençáo se a susµensáo "se tornará ou
náo dellnltlva".
Sequndo o µarlanentar do lS, o lSu e o Cuu-
ll, "ao rejeltaren a reallzaçáo de novas
audlçóes, assln cono una acareaçáo entre o
dlrector da lJ (Adellno Salvado) e os seus ex-
adjuntos (Marla José Morqado e ledro da
Cunha Loµes) está a anµutar o objecto da
conlssáo de lnquérlto e lnµosslblllta os
deµutados de llscallzaren os actos do
Coverno".
"Lstá en causa o µrestiqlo da Assenblela da
keµúbllca, a caµacldade do larlanento
llscallzar o Coverno e o resµelto µelas nals
elenentares reqras da denocracla", acentuou
Alberto Martlns.
Interroqado µela Inµrensa sobre a
µosslbllldade de una acareaçáo con o dlrector
naclonal da lJ acabar µor hunllhar
µubllcanente Adellno Salvado, lerlndo a
µróµrla lolicla, Alberto Martlns resµondeu que
essa llqura laz µarte do Códlqo de lrocesso
lenal.
"Ln conlssóes de lnquérlto µarlanentares, a
llqura da acareaçáo é un lnstrunento
µrlvlleqlado µara a llscallzaçáo dos actos do
Coverno", tendo cono "únlco llnlte" o
envolvlnento do lresldente da keµúbllca,
sustentou.
0s deµutados da oµoslçáo exµllcaran a
necessldade de una acareaçáo entre Salvado,
kecorde-se que o lncónodo µresldenclal sobre
esta natérla lol nanllestado loqo na nanhá
de sábado, quando Sanµalo denunclou, nuna
deslocaçáo ao Conando 0µeraclonal da lorça
Aérea, que "as conlssóes de lnquérlto ten
lunclonado nal" e que esse é já un sentlnento
que extravasa µara a oµlnláo µúbllca.
Lenbre-se alnda que lerro kodrlques tlnha
conslderado que "já era urqente" a declsáo
de Jorqe Sanµalo de chanar os lideres
µartldárlos µara dlscutlr a µolénlca conlssáo
de lnquérlto às denlssóes da lJ.
As declaraçóes loran µrolerldas µelo
secretárlo-qeral do lS, sábado, en !orres
Vedras, durante a aµresentaçáo aos nllltantes
soclallstas do 0este da sua noçáo ao
conqresso do µróxlno lln-de-senana.
lerro sollcltara a lntervençáo µresldenclal na
µassada sexta-lelra, µorque, no seu
entendlnento, Sanµalo deverla "µresslonar"
o larlanento de lorna a ser reactlvada a
conlssáo de lnquérlto e µroceder-se à
acareaçáo entre Adellno Salvado, Marla José
Morqado e ledro Cunha Loµes, cono exlqlan
as bancadas da oµoslçáo.
uescrevendo a declsáo µresldenclal cono una
tentatlva de salvaquarda da credlbllldade da
lJ, aµós as declaraçóes contradltórlas dos tres
lnqulrldos, lerro kodrlques nanllestou-se
lavorável à µosslbllldade de se "resolver a crlse
na Assenblela", lrlsando lqualnente que µara
Morqado e Cunha Loµes µor haver
"contradlçóes lnsanávels nos seus
deµolnentos".
!orna-se "lnµossivel ldentlllcar lnequlvoca-
nente a verdade" das ocorrenclas e aµurar a
resµonsabllldade µolitlca do Coverno, en
µartlcular da nlnlstra da Justlça e da ulrecçáo
uaclonal da lolicla Judlclárla no caso das
"denlssóes relânµaqo" sen a µosslbllldade
de suµeraçáo das contradlçóes lnsanávels
entre de deµolnentos das µersonalldades
ouvldas, con µartlcular relevâncla µara os
naqlstrados que chellaran e chellan a µolicla
crlnlnal, declararan os deµutados do lS,
acrescentando que, neste contexto, a
acareaçáo dos tres resµonsávels chanados à
conlssáo contlnua a ser un lnµeratlvo.
lerante a recusa dos deµutados da nalorla,
que "desµrestlqla a Assenblela da keµúbllca
e lnqulna a µróµrla uenocracla", os deµutados
da bancada soclallsta reµudlaran o
conµortanento, secundados µela restante
oµoslçáo, e susµenderan a sua µartlclµaçáo
nos trabalhos da conlssáo de lnquérlto.
Aµesar de todas as dlllqenclas subsequentes,
a vontade da nalorla sobreµôs-se e a
Conlssáo de Inquérlto aos actos do Coverno
nas denlssóes da lJ encerrou os trabalhos
sen µroduzlr qualquer relatórlo, delxando no
ar as susµeltas que estlveran na sua orlqen.
H.k.
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5
PAkLAHfNI0
0ufH NA0 0fVf NA0 IfHf
ffkk0 k00kI0ufS fSfLAkfff
Af0k00 S08kf 08kAS N0 HfIk0
0 secretárlo-qeral do lS, lerro kodrlques,
esclareceu esta senana, na Conlssáo de
Inquérlto sobre as obras do Metro no !errelro
do laço, todas as questóes que os deµutados
lhe qulseran aµresentar sobre as razóes que o
levaran a estabelecer un acordo con os
resµonsávels µela obra.
Aµesar desta audlçáo na conlssáo de lnquérlto
ter sldo dellberadanente escolhlda µelos
µartldos da nalorla µara colncldlr con a
reallzaçáo do Conqresso do lartldo Soclallsta,
nuna tentatlva de bellscar o secretárlo-qeral,
lol o µróµrlo lerro kodrlques a dlsµonlblllzar-
se, loqo que esta questáo lol levantada, µara
esclarecer todas as dúvldas que houvesse. Cabe
dlzer, neste contexto, que este µroblena surqlu
µreclsanente cono lorna de desvlar as
atençóes do que entáo estava a acontecer na
Conlssáo de Inquérlto às denlssóes na lolicla
Judlclárla (entretanto antl-denocratlcanente
extlnta sen que cheqasse a haver conclusóes
llnals, o que nunca aconteceu), ai sln, una
sltuaçáo qrave µara a denocracla, já que
estavan en causa, sequndo allrnou Marla José
Morqado, µressóes leltas µelos nlnlstros de
Lstado e da uelesa, laulo lortas e µela Mlnlstra
da Justlça, Celeste Cardona.
Cono subllnhou o deµutado Antónlo José
Sequro no decurso dos trabalhos, "no µrlnciµlo
de quen náo deve náo tene, é o µróµrlo lS
que quer ver tudo esclarecldo e que, ao
contrárlo do que lez a nalorla na Conlssáo de
Inquérlto às denlssóes da lJ, esta náo será
utlllzada cono un blonbo µara branquear a
acçáo de nenhun nlnlstro, cono aconteceu
con laulo lortas".
uurante una jornada en que loran ouvldos
várlos resµonsávels da adnlnlstraçáo do
Metro, as atençóes estavan, obvlanente,
vlradas µara o secretárlo-qeral do lS. lerro
kodrlques allrnou que, naquela que era a
questáo central (a alteraçáo do desµacho que
resµonsablllza os enµreltelros), que "con os
dados que exlstlan na altura, o doutor Jorqe
Coelho lez nulto ben. Con a evoluçáo dos
aconteclnentos, eu llz nulto ben en ter
tentado resolver un µroblena que toda a
cldade sentla".
lerro kodrlques esclareceu tanbén que "lol
cunµrldo o asµecto báslco do desµacho de
Jorqe Coelho que resµonsablllza o construtor
µelos danos e lnterronµla as obras, e que
lnµllcou que o enµreltelro assunlsse un
µaqanento de 3 nllhóes de contos µelos
µrejuizos causados".
Conslderou alnda que "a nelhor soluçáo µara o
Metro e µara o µais era a que náo losse lltlqlosa,
tanto µorque o µrocesso se µoderla µrolonqar
µor anos, cono µorque os custos µodlan ser
ben nalores", deslqnadanente µorque se
µerderlan os llnanclanentos conunltárlos.
"L µara nln - conclulu - o nals lnµortante
naquela altura náo era atlrar culµas a nlnquén.
Lra resolver o µroblena das µessoas".
Con elelto, a adnlnlstraçáo do Metro assunlu
"alqunas resµonsabllldades" no acldente nas
obras do túnel do !errelro do laço, razáo µela
qual náo lol sequldo a vla judlclal contra o
enµreltelro, dlsse o µresldente da
adnlnlstraçáo da enµresa, Manuel
lrasqullho.
0 adnlnlstrador do Metro esµeclllcou que
houve una "subvalorlzaçáo das condlçóes
µatenteadas no concurso", noneadanente o
lacto de náo ter sldo lnlclalnente detectada
"una linqua de arela ludosa e con qrande
µerneabllldade". Lelrla llnto acrescentou
alnda que a µosslbllldade do túnel já
construido entrar en colaµso, en vlrtude de
una lnundaçáo, "µoderla crlar una sltuaçáo
nulto qrave na área do !errelro do laço,
noneadanente µara as condutas de áqua, qás
e electrlcldade que atravessan o subsolo
daquela zona da cldade".
0f-2003
HAI0kIA 0f 0IkfIIA AfuN0A
IfkffIkA IkAVfSSIA 00 If10
ua "calada da nolte", lonqe dos olhares da
Conunlcaçáo Soclal e dos µortuqueses, en
µartlcular do dlstrlto de Setúbal, a nalorla de
dlrelta no larlanento ellnlnou "latla a latla"
as verbas do lIuuAC lnscrltas no 0rçanento
de Lstado destlnadas aos estudos relerentes à
tercelra travessla do !ejo, denunclou o Cruµo
larlanentar do lS.
Ln conlerencla de Inµrensa reallzada onten
no larlanento, os deµutados soclallstas Joel
hasse lerrelra, Lduardo Cabrlta, Alberto
Antunes e Alres de Carvalho acusaran a
nalorla de dlrelta de ter "alundado" na "nolte
neqra" de sequnda-lelra o µrojecto da tercelra
travessla do !ejo, una lnlclatlva que
conslderaran "estruturante µara o
desenvolvlnento do dlstrlto de Setúbal" e "vltal
µara a aµroxlnaçáo dos nivels de
desenvolvlnento entre a narqen sul e narqen
norte".
Lnbora devldo a condlclonallsnos llnancelros,
os deµutados do lS achen que este µrojecto
µudesse ser "dllatado no tenµo", náo aceltan,
no entanto, "o desaµareclnento desta obra",
que, subllnharan, atlrará "a narqen sul µara
os nivels de desenvolvlnento do µassado".
ua conlerencla de Inµrensa, os deµutados do lS
reallrnaran que as duas travesslas actualnente
exlstentes "náo resolven os µroblenas de
nobllldade na Area Metroµolltana de Llsboa",
acrescentando que as verbas destlnadas à tercelra
uelensores lntranslqentes deste "µrojecto
estruturante que qranjeou nas últlnas
leqlslatlvas a votaçáo nalorltárla dos eleltores
do dlstrlto de Setúbal", os µarlanentares
soclallstas anunclaran que váo aµresentar na
µróxlna quarta-lelra na Assenblela da
keµúbllca una µetlçáo sobre esta questáo.
1. f. fASIfL0 8kANf0
travessla, cerca de un nllháo de euros, loran
"desvladas, latla a latla, µara estradas que náo
váo ter condlçóes µara avançar".
Petição em marcha
0s deµutados soclallstas aµroveltaran alnda
µara crltlcar a hlµocrlsla e os zlquezaques do
lSu sobre esta natérla, lenbrando que quando
o lS era Coverno, os autarcas do lSu na
Assenblela Munlclµal do 8arrelro votaran una
noçáo reconendando a contlnuaçáo dos
estudos sobre a tercelra travessla do !ejo, en
que era exlqldo tanbén que esta lnlra-
estrutura tlvesse duas conµonentes: lerrovlárla
e rodovlárla.
6
1+ de Novembro de 2002
0fIfNÇ0fS NAS f0kÇAS 0f Sf0ukANÇA
HINISIk0 0A A0HINISIkAÇA0
INIfkNA fhAHA00 A0 PAkLAHfNI0
0 lS quer ouvlr exµllcaçóes do nlnlstro da Adnlnlstraçáo Interna relatlvanente às recentes
detençóes, susµeltas e lnvestlqaçóes nas lorças de sequrança. uesse sentldo, o deµutado soclallsta
Vltallno Canas entreqou na Assenblela da keµúbllca (Ak) un requerlnento a sollcltar a µresença
de llquelredo Loµes.
uo docunento, Vltallno Canas relere que os aconteclnentos recentes "suscltan lnterroqaçóes
nos cldadáos e sáo susceµtivels de lesar a lnaqen das lorças de sequrança, lacto que µoderá crlar
sentlnentos de lnsequrança na µoµulaçáo".
Assln, consldera que "conµete ao Coverno llderar o ráµldo restabeleclnento da conllança,
anunclando e aµllcando nedldas adequadas" e que conµete ao larlanento "aconµanhar esse
µrocesso urqente". lor lsso, µede a µresença de llquelredo Loµes na Ak µara lnlornar os deµutados
sobre a dlnensáo dos casos já conhecldos µelo Coverno e o lnµacto que µoderáo ter na
oµeraclonalldade das lorças µollclals, de nodo a que µossan aµreclar as nedldas que o Coverno
tenclona tonar.
PAkLAHfNI0
PS 0ufSII0NA fXffuIIV0
S08kf SAL00S 0AS
uNIVfkSI0A0fS
lorque "µende sobre as lnstltulçóes de enslno
suµerlor un cllna de susµelta que é lnjusto e
µenallza lortenente una dlscussáo serena
sobre o seu llnanclanento µúbllco", o lS quer
saber de que lala o nlnlstro da Clencla e do
Lnslno Suµerlor, quando allrna que exlsten nas
unlversldades quantlas avultadas do 0rçanento
do Lstado que náo sáo qastas e transltan de un
ano µara o outro.
uun requerlnento entreque na Assenblela da
keµúbllca, o deµutado soclallsta Auqusto Santos
Sllva sollclta a ledro Lynce que revele qual "o
volune dos saldos aµurados nas unlversldades
e nos µolltécnlcos dlscrlnlnado µor lnstltulçóes
e µor caµitulo orçanental".
lara o lS, o desconheclnento dos valores que
estáo en causa "lnµede un juizo lundado sobre
a sltuaçáo llnancelra" de cada lnstltulçáo de
enslno, ben cono sobre a qualldade da sua
qestáo
Auqusto Santos Sllva subllnha alnda que "ter
saldo", no lln de un ano econónlco, é
conµletanente dllerente se ele decorrer "do
µrocesso de recolha de receltas µróµrlas, se
reµortar a verbas µara lnvestlnento, ou se slqnlllcar "µouµança" de verbas translerldas µelo
Lstado µara o orçanento de lunclonanento de cada lnstltulçáo".
PS f0NIfSIA f0NfLuS0fS 00
kfLAI0kI0 00 fAS0 8fNfIfA
0s deµutados do lartldo Soclallsta estáo contra as
conclusóes aµresentadas no relatórlo llnal sobre o
acordo entre o 8enllca e o lSu.
0s soclallstas váo contestar o relatórlo do caso 8enllca
e µroµor conclusóes alternatlvas ao nesno.
A arqunentaçáo dos µarlanentares soclallstas basela-
se en tres µontos lundanentals. Sequndo lernando
Serrasquelro en relaçáo "à célebre reunláo entre uuráo
8arroso e Manuel Vllarlnho", o lSu e o CuS/ll
recusaran a lda à conlssáo de Santana Loµes. L que, e,
lenbra o deµutado do lS "deµols de Vllarlnho ter
qarantldo aos deµutados que o acordo entre soclals-
denocratas e benllqulstas era aµenas relatlvo ao estádlo
da Luz, o autarca de Llsboa já allrnou que antes das
elelçóes náo lez qualquer acordo nessa natérla".
lara o deµutado soclallsta, "se náo se tratou do estádlo,
cono allrna Santana, µode-se conclulr que no encontro
con uuráo 8arroso só se µode ter tratado das questóes
llscals do clube".
lor últlno, lernando Serrasquelro acrescenta que "náo se µode lllbar a nlnlstra das llnanças,
Manuela lerrelra Lelte", una vez que ela se neteu no clrculto, e nós náo aceltanos que se dlqa
que lol só µara aceltar o crltérlo de avallaçáo das acçóes".
lor sua vez, Laurentlno ulas retlra das conclusóes do relatórlo que "está µosta en causa a tese de que
no encontro entre Vllarlnho e uuráo se tratou da questáo do estádlo e náo dos lnµostos do 8enllca".
kecorde-se que o docunento lllba a nlnlstra das llnanças, Manuela lerrelra Lelte, no caso da
aceltaçáo µelo Lstado de acçóes do 8enllca cono qarantla de divldas llscals, conclulndo alnda
que antes das elelçóes leqlslatlvas de Março náo houve qualquer acordo entre o lSu e o 8enllca.
AuHfNI0 0A IAXA 0A k0P
f fkk0 P0LÍIIf0
0 aunento da taxa de radlodllusáo "é un erro µolitlco, µorque a translerencla de verbas da kul
µara a k!l será certanente nulto escassa lace à dlnensáo do µroblena da televlsáo µúbllca",
allrnou o deµutado e ex-secretárlo de Lstado da conunlcaçáo soclal, Alberto Arons de Carvalho.
As declaraçóes de Arons de Carvalho surqen aµós o nlnlstro da lresldencla, uuno Morals Sarnento,
ter anunclado que µretende aunentar entre dez a qulnze µor cento a taxa de radlodllusáo,
cobrada na lacturaçáo nensal da electrlcldade.
ulzendo-se lavorável à exlstencla da taxa, Arons de Carvalho acrescentou que "no µlano lornal
e leqal" náo se sente chocado con o aµroveltanento de una µarte das receltas µara a qestáo da
k!l. "Lsse lacto a nln náo ne choca, o que µenso é que há outras lornas de llnanclar a televlsáo
µúblca e o Coverno é que náo lez o trabalho de casa", dlsse.
0 deµutado acrescentou alnda que "o lS é lavorável a un llnanclanento µúbllco, reqular e
conslstente à k!l e que aqora há condlçóes µara crlar un consenso µolitlco en relaçáo a essa
natérla".
"0uando o lS estava no Coverno náo havla consenso µolitlco en relaçáo ao servlço µúbllco e é
bon que a nalorla lSu-CuS/ll µerceba que ten neste nonento todas as condlçóes µara µrocurá-
lo", subllnhou.
Antiga administração da kIP ilibada
Lntretanto, o Mlnlstérlo lúbllco nandou arqulvar o µrocesso decorrente da audltorla do !rlbunal
de Contas à anterlor qestáo da k!l, conslderando que náo loran evldencladas lnlracçóes que
µossan conduzlr à resµonsablllzaçáo da anterlor adnlnlstraçáo da estaçáo.
Ln causa estavan as contas relatlvas ao ano 2000, que loran objecto de várlas reconendaçóes
µor µarte do !rlbunal de Contas, tendo en vlsta o aµuranento de resµonsabllldades µor µarte da
adnlnlstraçáo da k!l- entáo llderada µor Joáo Carlos Sllva - e da tutela - os ex-nlnlstros soclallstas
da Cultura e das llnanças, Auqusto Santos Sllva e Cullherne de 0llvelra Martlns.
Clnco neses deµols, Mlnlstérlo lúbllco declde arqulvar o µrocesso, sallentando náo teren sldo
"evldencladas lnlracçóes de natureza llnancelra no relatórlo da audltorla suµra cltado que lnteresse
nesta sede conhecer". 0 que na µrátlca, slqnlllca, que no entender do Mlnlstérlo lúbllco, náo
exlste no ânblto da audltorla do !C natérla que µossa dar orlqen a µartlclµaçóes de indole
crlnlnal.
1+ de Novembro de 2002
7
PS fH H0VIHfNI0
ffkk0 APkfSfNIA H0ÇA0
00VfkN0
0fSPkf2A
0fSfHPkf0A00S
HANIffSI0 00S 40
ffkk0 kfuNIu f0H fHPkfSAkI0S
0 secretárlo-qeral do lS, lerro kodrlques,
reunlu-se na sequnda-lelra con os
enµresárlos do "Cruµo dos «0", que lhe loran
aµresentar o teor do nanllesto, en que
delenden a nanutençáo na eslera naclonal
dos µrlnclµals sectores estratéqlcas da
econonla naclonal.
uo llnal do encontro, que decorreu na sede
naclonal do Larqo do kato, o lider do lS
conslderou "útll" a reunláo con o qruµo de
enµresárlos e subllnhou que tanbén o lS
"delende a nanutençáo dos centros de
declsáo econónlcos na eslera naclonal".
"0 luturo do µais deµende dos lrutos que os
enµresárlos consequlren recolher, nas
tanbén da exlstencla de una relaçáo de
conllança entre o Coverno, os enµresárlos e
os trabalhadores", realçou.
0 secretárlo-qeral do lS dlsse alnda que a
revlsáo da leqlslaçáo laboral náo lol dlscutlda
na reunláo con os enµresárlos.
José Manuel de Mello, µor sua vez, relerlu que
os enµresárlos "tlveran una boa receµtlvldade
do secretárlo-qeral do lS", que terá
conµreendldo as µreocuµaçóes nanllestadas
µor este qruµo de aqentes econónlcos.
ua audlencla con lerro kodrlques, estlveran
alnda en reµresentaçáo do "Cruµo dos «0" o
µresldente da Conlederaçáo da Indústrla
lortuquesa (CIl), lranclsco Vanzeller, o ex-
secretárlo de Lstado das llnanças Antónlo
uoquelra Lelte, o ex-nlnlstro das llnanças
Mlquel 8eleza, assln cono Jardln Conçalves,
Vera llnto e Jorqe Arnlndo.
fríticas à política laboral e económico-social do 0overno têm marcado as
intervenções de ferro kodrigues nas últimas sessões de apresentação da
sua moção °fazer bem pelo futuro", em que, nomeadamente, acusou o
fxecutivo de desprezar a questão do desemprego, que continua a crescer.
lerro kodrlques acusou o Coverno de desµrezar
a questáo do desenµreqo, que ten vlndo a
aunentar nos últlnos neses. "0 dlscurso sobre
o enµreqo delxou de exlstlr no Coverno
µortuques. uá nesno a sensaçáo de que o
Coverno de uuráo 8arroso ve con alqun alivlo
o aunento da taxa de desenµreqo, que lsso
crlará nelhores condlçóes de conµetltlvldade
ou de µrodutlvldade da econonla. 0 que é un
total absurdo", dlsse.
lalando durante una sessáo en Vlseu, no
ânblto da aµresentaçáo da sua noçáo ao
Conqresso que ten vlndo a reallzar en várlas
lederaçóes do lS, lerro kodrlques lenbrou que
lortuqal, en ternos de "horárlo conµleto de
trabalho", é o µais da unláo Luroµela que ten
o nalor núnero de µessoas en ldade actlva
(entre os 18 e os 63 anos) a trabalhar, e crltlcou
a dlrelta de querer lazer µassar a ldela errada
de que "lortuqal é un µais de nalandros, onde
se quer luqlr ao trabalho".
"Lles lalan nulto en conµetltlvldade e
µrodutlvldade, nas o que estáo a construlr é
un anblente deµresslvo e recesslvo µara
lortuqal e µara a econonla µortuquesa. Ln
none do equllibrlo orçanental, as µolitlcas
econónlcas que estáo a ser lnµlenentas µoden
dar cabo da econonla e da sltuaçáo llnancelra
do lais", allrnou, subllnhando que a
establlldade llnancelra só se conseque
alcançar con o cresclnento econónlco, sob o
rlsco de se calr nuna recessáo.
lerro kodrlques acusou alnda o Lxecutlvo de
lazer "un joqo que náo é totalnente correcto"
e de "contlnuar a actuar cono se losse oµoslçáo
ao Coverno". L que, exµllcou o lider do lS,
"eles ven µara a Assenblela da keµúbllca dlzer
que queren un µacto en natérla orçanental,
quando construiran todo un 0rçanento sen
teren nenhuna µreocuµaçáo en ouvlr nals as
alternatlvas e µoslçóes do lS".
L aqora, acrescentou, "deµols de o lS ter
aµresentado µroµostas estudadas, concretas e
sérlas, sen qualsquer contactos lnstltuclonals
con o lS, nuna conlerencla de Inµrensa,
vleran dlzer que váo votar contra tudo.
lortanto, llcou à vlsta quen é que está de boa
lé a trabalhar µara a nelhorla do lais e quen
quer lazer do Coverno una µlatalorna de
conlrontaçáo con o anterlor Coverno".
lerro kodrlques sallentou alnda que o Coverno
de dlrelta está a µôr en xeque outras questóes
que deverlan ser conslderadas µrlorldades
µolitlcas, noneadanente "a questáo do
lnvestlnento do luturo".
"uós llzenos ao lonqo dos últlnos anos µolitlcas
que deran µrlorldade aos lactores que sáo
alavancas de µroqresso en lortuqal e en todo
o nundo. lactores cono a clencla, a cultura, a
educaçáo e quallllcaçáo dos µortuqueses",
sallentou.
lalando en !orres Vedras, onde lol aµresentar
a sua noçáo aos nllltantes soclallstas do 0este,
lerro kodrlques conslderou que o lresldente
da keµúbllca aqlu ben ao chanar os lideres
µartldárlos µara dlscutlr a µolénlca da conlssáo
de lnquérlto à lJ.
lerro kodrlques allrnou que a atltude do
lresldente ten en vlsta salvaquardar o
µrestiqlo da lolicla Judlclárla, deµols das
"dlscreµânclas" verlllcadas nas audlçóes da
conlssáo µarlanentar.
lerro kodrlques allrnou que alnda é µossivel
"resolver a crlse dentro da Assenblela da
keµúbllca" e acusou a nalorla de desresµeltar
o µresldente do larlanento, Mota Anaral, e o
lresldente da keµúbllca.
0 lider soclallsta acusou a nalorla de querer
que "tudo llque na nesna", allrnando que o
lS náo µartllha da ldela de que "a conclusáo da
actlvldade da conlssáo de lnquérlto deµende
da vontade da nalorla". "lara lsso, náo contan
connosco", avlsou.
lara o lS, a vontade µrlnclµal é conµatlblllzar
"os dlreltos da conlssáo de lnquérlto con o
µrestiqlo da lJ", lrlsou.
8
1+ de Novembro de 2002
0PINIA0
0 "lórun Soclal Luroµeu", que durante
quatro dlas anlnou debates na cldade
de llorença, en Itálla, ternlnou con
una qlqantesca nanllestaçáo que
reunlu, sequndo a µolicla nals de «00
nll nanllestantes e sequndo os
orqanlzadores nals de un nllháo, no
sábado, dla 9 de uovenbro, teve un
lnµacto que náo delxará de se reµetlr
no sentldo da narcha do nundo que
estanos a construlr. Antes de nals,
lalando na nanllestaçáo en sl -
totalnente µacillca - lol slnbollcanente
narcada µara o dla en que en 1989 se
lnlclou o desnantelanento do Muro de
8erlln - 9 de uovenbro. lor outro lado,
tendo µresente a realldade do nundo
de hoje, que náo é nals o "velho" nundo
que rulu, con o nuro, entáo blµolarlzado,
há hoje una sltuaçáo que é una
evldencla - a qloballzaçáo. 0 novlnento
en que o lórun Soclal Luroµeu se
lnteqra náo é un novlnento
antlqloballzaçáo, nas é-o sequranente
contra a essencla do que ten sldo e é
esta qloballzaçáo a que tenos e estanos
a asslstlr, neollberal, con µrevalencla
do econónlco sobre as qrandes causas
da hunanldade. L µor lsso que no ânaqo
deste novlnento, que µela µrlnelra vez
µrocurou conqreqar vontades de un
contlnente - o euroµeu - está a
consclencla de que é µossivel crlar-se e
contrlbulrnos todos µara a crlaçáo de
un novo nundo, que tenha
µreocuµaçóes étlcas. ueste sentldo, o 1º
lórun Soclal Luroµeu reµresenta un
0 I f0kuH
S0fIAL fuk0Pfu
saldo qualltatlvo lnµortante relatlvanente a outras lnlclatlvas antecedentes,
lnteqradas no novlnento e, noneadanente, as que ocorreran en Seattle, Cénova,
8arcelona, ou nals recentenente en lorto Aleqre no 8rasll.
lartlclµaran no debate nals de «00 orqanlzaçóes soclals e µolltlcas, desde náo
qovernanentals a reµresentantes de µartldos µolitlcos, con ldeárlos narcados µor
µoslçóes de esquerda, en que se rellectlu tanbén sobre a llnha de runo que os
µartldos de esquerda, noneadanente os soclals-denocratas e soclallstas, adoµtaran
e adoµtan nos qovernos, sen clara denarcaçáo de conceµçóes neollberals, en que
assenta esta qloballzaçáo. Lsta µreocuµaçáo, que lol conun aos µartlclµantes,
náo µode tanbén entre nós delxar de ser objecto de µonderaçáo e anállse
aµrolundadas, seja quanto ao ldeárlo seja quanto à estrutura orqanlzatlva µartldárla,
noldada µara una relaçáo nals lntlna con a socledade en qeral e con os eleltores
en µartlcular.
ua decorrencla destas µreocuµaçóes, o lórun abrlu µela µrlnelra vez canlnhos no
sentldo do debate entre os novlnentos soclals e os µróµrlos µartldos µolitlcos e seus
reµresentantes, lnclulndo slnqularnente reµresentantes que se reclanan da µróµrla
denocracla-crlstá. Lstes contrlbutos, naturalnente náo acabados, nen µerleltos,
solren eles µróµrlos a exµerlnentaçáo do que é novo, aµrendendo a andar, andando.
0 que é lacto é que a dlnensáo µartlclµatlva que o lórun Soclal Luroµeu teve nestes
debates, con nals de 20 nll µessoas a lnteressaren-se µor eles en dllerentes µalnéls,
en clrcunstancla alquna µoderá delxar
que o lS o encare con lndllerença ou
sobre ele náo tenha tanbén una µoslçáo
clara, de aconµanhanento e µartlcl-
µaçáo. Cono é sabldo a queda da
blµolarldade e esta qloballzaçáo
trouxeran µara a rlbalta a lndlsµen-
sabllldade de aµrolundarnos a deno-
cracla µartlclµatlva, de delendernos un
desenvolvlnento sustentável, de náo
cruzarnos os braços µerante as enornes
e terrivels deslqualdades no nundo, que
se aqravan enquanto cresce o trállco da
droqa e do arnanento lleqal, lonentando
as nállas, que se sustentan o µróµrlo
terrorlsno, µerante a lnacçáo dos nals
µoderosos. uos debates dos várlos µalnéls
todas estas questóes estlveren
µresentes, con esµeclal realce µara a
µobreza e as deslqualdades no nundo, a
questáo da dlvlda do µaises do tercelro
nundo e en µartlcular nos µaises de
Alrlca, ben cono a conllltualldade e a querra. L lol sobre a µrevlsivel lntervençáo
nllltar no Iraque e nuna lóqlca contra a querra que a nanllestaçáo de 9 de uovenbro
teve luqar. uáo µorque se entenda que Sadan husseln seja un nodelo de vlrtudes.
Lonqe dlsso. Sabe-se que ele é un terrivel dltador, con quen o novlnento náo
µartllha nenhuna esµécle de slnµatla.
uesta lóqlca da querra o que está en causa é a natureza do nundo que está en
construçáo, heqenonlcanente exercldo µor una só µotencla a conandar. Cono é
óbvlo, cono en tudo na vlda, nada é totalnente µerlelto. 0 lórun Soclal Luroµeu,
que teve luqar µela µrlnelra vez, náo loqe à reqra. 0 que é claro é que o que lhe está
subjacente, vlsando una qloballzaçáo étlca e un nundo nelhor, corresµonde hoje
a un sentlnento crescente dos µovos.
Al é que está o µonto. L µorque é ai que está o µonto, o lS náo µode nen deve dele
dlssoclar-se - reµete-se encontrando as vlas adequadas µara estar µresente e
lazer-se reµresentar - reµlto. !enos un contrlbuto a µrestar, autónono e este
novlnento, a que estanos aqora a asslstlr, µorque é alqo que nos resµelta.
lorque ten a ver con causas, que sáo tanbén causas µelas quals senµre nos
batenos, neste nundo que é cada vez nals un só.
VÍI0k kAHALh0
f por isso que no âmago
deste movimento, que pela
primeira vez procurou
congregar vontades de um
continente - o europeu -
está a consciência de que é
possível criar-se e
contribuirmos todos para a
criação de um novo mundo,
que tenha preocupações
éticas.
0 que é facto é que a dimensão participativa que o fórum Social furopeu
teve nestes debates, com mais de 20 mil pessoas a interessarem-se por
eles em diferentes painéis, em circunstância alguma poderá deixar que o
PS o encare com indiferença ou sobre ele não tenha também uma posição
clara, de acompanhamento e participação.
1+ de Novembro de 2002
9
PS fH H0VIHfNI0
PLfNAkI0 S08kf Sf0ukANÇA
0 80H Lf0A00 S0fIALISIA
Apostar na continuidade do
policiamento de proximidade,
purificar o direito penal,
reservando-o para os crimes
realmente graves, e diversificar as
penas são as três direcções
apontadas pelo ex-secretário de
fstado da Administração Interna
kui Pereira no sentido de melhorar
a segurança interna e agilizar a
justiça em Portugal.
vulnerávels, cono as crlanças (lroqrana Lscola
Sequra), os jovens e os ldosos.
uo que dlz resµelto ao SIS, o ex-qovernante
reconheceu que o lS "ronµeu con una tradlçáo
µassadlsta", destacando de sequlda a ldela do
"assoclatlvlsno nas lorças de sequrança", cuja
lel de crlaçáo dos slndlcatos µara a µolicla só
lol aµrovada na Assenblela da keµúbllca
quando o lS detlnha nalorla µarlanentar.
"Lnbora slstenátlco e nulto suclnto, este
balanço da actlvldade dos Covernos do lS na
µasta da Adnlnlstraçáo Interna e no que a
sequrança conµete é nulto µosltlvo", relterou
kul lerelra que, de sequlda, centrou o
raclocinlo nos µontos lracos do desenµenho
soclallsta.
"larece que o Lxecutlvo de entáo náo obteve
da conunldade en qeral o reconheclnento dos
beneliclos das suas µrátlcas e declsóes nesta
natérla", observou, enµenhando-se en
rellectlr µubllcanente sobre os µorques.
uo entender do jurlsta, o lS "senµre teve una
certa dlllculdade no exerciclo da autorldade
denocrátlca do Lstado relatlvanente às
lnstltulçóes da socledade µortuquesa nals
sedlnentadas".
0 lartldo Soclallsta, µela sua "tlbleza",
consequlu µassar sels anos sen nonear
µessoas da sua conllança ldeolóqlca µara
executar µolitlcas de nudança", resunlu,
relerlndo-se alnda a una certa "lnstabllldade"
no Mlnlstérlo da Adnlnlstraçáo Interna.
"uurante os tres anos e nove neses en que
exercl lunçóes no anterlor Coverno lldel con
quatro nlnlstros dllerentes", lenbrou,
µassando en revlsta os nones de Alberto Costa,
Jorqe Coelho, lernando Cones e Severlano
!elxelra.
lara kul lerelra, "esta enorne lnstabllldade
náo se exµllca aµenas µor una nalorla relatlva
no larlanento". Lla justlllca-se tanbén µor
una "lneqável hlµersenslbllldade" dos
soclallstas às noticlas.
"Covernava-se na µersµectlva da receµtlvldade
das nedldas e, µor vezes, é µreclso adnltl-lo,
qovernava-se µara causar un certo lnµacto
nedlátlco", sustentou, exµllcando que a estes
"erros" se juntaran alqunas outras
"dlllculdades".
"houve ocaslóes en que náo se µôde evltar
errar", lenbrou, exenµllllcando con as
llnltaçóes orçanentals no sector.
ueµols de retonar as vlrtudes e deleltos do
nodelo nllltarlzado e clvlllzado das lorças de
sequrança, kul lerelra aµonta µara a
necessldade do equllibrlo e llnallza a sua
lntervençáo con a certeza de que: "Aµesar de
todos os µroblenas, a actuaçáo soclallsta no
dossler da sequrança lnterna lol nelhor do que
a do lSu".
HAkY k00kI0ufS
kul lerelra consldera que a actual conce懠o
de µena - subdlvldlda en µrlsáo e nultas - é
redutora e náo serve a realldade dos tenµos
nodernos.
uun µlenárlo sobre sequrança, reallzado no
µassado dla 7, na Secçáo do lS de 8enllca e
Sáo uonlnqos, o ex-resµonsável µelos
Servlços de Inlornaçáo e Sequrança (SIS)
subllnhou a necessldade de "se reconhecer
que a µrlsáo contlnua a ser una µena
"ultraµassável" e que deve ser "aµllcada
aµenas cono sançáo µara crlnes qraves".
lerante una µlatela de nllltantes soclallstas,
este jurlsta de «6 anos, cujo µassado lol
µautado µor "una vlvencla de oµoslçáo ao
antlqo reqlne", recusa-se a aceltar que o
"excesso de qarantlsno" do slstena de
justlça µortuques seja a chave do µroblena.
Assln, sequndo kul lerelra, o "qarantlsno"
é, en teorla, real, nas lrreal na µrátlca dos
trlbunals.
"ue lacto, o slstena µernlte que se use e
abuse dos recursos en trlbunal, nas o que
acontece no terreno é que há un certo
rltuallsno e µrotelaçáo dos µrocessos", dlsse,
aµelando µara a aceleraçáo e desrltuallzaçáo
dos nesnos.
Ao lazer un breve recuo aos sels anos de
qovernaçáo de Antónlo Cuterres en que
esteve na Secretarl a de Lstado da
Adnlnlstraçáo Interna, kul lerelra recordou
os várlos asµectos µosltlvos da µolitlca
soclallsta µara a sequrança naclonal.
0 lS µrocedeu à chanada "clvlllzaçáo da
lSl", que µassou de una lorça nllltarlzada
µara un clvll, e crlou a Insµecçáo-Ceral da
Adnlnlstraçáo Interna (ICAL), "lnstâncla
encarreque de llscallzar as lorças de
sequrança na lnvestlqaçáo crlnlnal.
"Con a ICAL, durante os sels anos de
Coverno do lartldo Soclallsta, os abusos de
autorldade nas esquadras dlnlnuiran de
lorna evldente", qarantlu, µara deµols
lenbrar que lol a adnlnlstraçáo lS que
"abandonou a noda das suµer-esquadras,
aµostando no µollclanento de µroxlnldade
e na µrevençáo dos crlnes".
Hudança de paradigma
kul lerelra subllnhou alnda cono "un bon
leqado" dos soclallstas µolitlca de sequrança do
lais a dlscrlnlnaçáo µosltlva ou µrotecçáo "nals
atenta" de certas vitlnas do crlne nals lracas e
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1+ de Novembro de 2002
kfA8ILIIAÇA0 00 PAk0uf HAYfk
PS 0fffN0f
kffukS0 A0 P0LIS
Inteqrar o larque Mayer no µroqrana de
reabllltaçáo urbana "lolls" con una verba de
300 nll euros é a ldela central da nova µroµosta
soclallsta de alteraçáo ao 0rçanento de Lstado
µara 2003 entreque na µassada sequnda-lelra
no larlanento.
ue acordo con o lider do lS/Llsboa, Mlquel
Coelho, "a soluçáo do caslno está lonqe de ser
a únlca µara tornar µossivel a requallllcaçáo do
esµaço do larque Mayer".
Ln contraµartlda, o deµutado soclallsta
delendeu que o llnanclanento dos trabalhos
de reabllltaçáo do larque Mayer "sejan
assequrados µelo llano de Investlnentos e
uesµesas de uesenvolvlnento da Adnlnlstraçáo
Central".
uestaque-se que, no µróxlno dla 27, a Conlssáo
lolitlca Concelhla do lS val µronover un debate
subordlnado ao tena "uo larque Mayer até ao
!errelro do laço", en que tanbén estará en
anállse a µossivel saida dos nlnlstérlos da lraça
do Conérclo.
Lntretanto, recorde-se, Jorqe Sanµalo decldlu
náo µronulqar o decreto qovernanental que
µernltlrla lnstalar un caslno no larque Mayer
µor lorna a alarqar a /ona de Joqo do Lstorll a
Llsboa.
0 veto µresldenclal ao dlµlona deveu-se à
VISfu
f0NffLhIAS Pkff0NI2AH kfffkfN00
PAkA fkIAÇA0 0AS f0HuNI0A0fS uk8ANAS
S0fIALISIAS
f 00VfkN0
Af0k0AH
N0HfS PAkA
0 If
0 lartldo Soclallsta e o Coverno cheqaran
a acordo quanto aos novos juizes do
!rlbunal Constltuclonal. A llsta lnclul os
nones de Cll Calváo e Márlo !orres,
lndlcados µelo lS, enquanto 8enjanln
kodrlques e lanµlona de 0llvelra loran
µroµostos µelo Lxecutlvo. Ln relaçáo a
estes nones é de relerlr que sáo todos
juizes conselhelros do Suµreno !rlbunal
de Justlça ou do Suµreno !rlbunal
Adnlnlstratlvo.
0 lider µarlanentar soclallsta, Antónlo
Costa, e o nlnlstro dos Assuntos
larlanentares, Marques Mendes, váo
aµresentar os nones dos juizes na µróxlna
reunláo da conlerencla de lideres,
µroµondo que a votaçáo se laça a 21 de
uovenbro.
As concelhlas soclallstas de Vlseu, !ondela,
Manqualde e S. ledro do Sul delenderan que a
crlaçáo de una conunldade urbana centrada
naqueles quatro nunlciµlos µode acentuar as
asslnetrlas exlstentes entre os nals e nenos
desenvolvldos do dlstrlto.
uo llnal de una reunláo entre os resµonsávels
das quatro concelhlas, laulo Albernaz, do lS/
!ondela, allrnou que a crlaçáo das
conunldades urbanas náo deve µresldlr "una
lóqlca nlnlnallsta e reduclonlsta", nas "una
lóqlca lnteqradora de todo o dlstrlto".
Sequndo os soclallstas, os concelhos de Vlseu,
!ondela, Manqualde e S. ledro do Sul sáo
aqueles que aµresentan "os nelhores indlces
µer caµlta do dlstrlto", o que slqnlllca que con
a eventual conunldade urbana se µoderá estar
a "subllnhar o desenvolvlnento dos que sáo
nals rlcos e a crlar condlçóes µara que aqueles
que sáo nals carenclados assln contlnuen".
"L µor essa razáo que entendenos que os
concelhos náo ten que ser quatro, clnco ou
sels", lrlsou laulo Albernaz.
uo entanto, µara os soclallstas, o
desenvolvlnento "náo se laz µor núcleos
duros", nas sln con base na vontade das
µoµulaçóes, que deverlan ser auscultadas sobre
o assunto, eventualnente através de un
relerendo local ou reqlonal.
Sen querer lazer una tese sobre o núnero ldeal
de nunlciµlos que deve lnteqrar a conunldade
urbana, laulo Albernaz consldera que "náo
deve haver ballzas", até µorque a leqlslaçáo
crla llnltes ninlnos e náo náxlnos, ou seja,
de nove nunlciµlos e 330 nll habltantes µara
as áreas netroµolltanas e de tres nunlciµlos e
130 nll habltantes µara as conunldades
urbanas.
0s soclallstas qostarlan tanbén de ver
esclarecldo o µaµel das Conlssóes de
Coordenaçáo keqlonals e en que sltuaçáo llca
a deleqaçáo de conµetenclas µara as autarqulas
con a crlaçáo das conunldades urbanas.
uo µróxlno nes, deverá reallzar-se un encontro
de todas as concelhlas do lS do dlstrlto de
Vlseu, en Manqualde, de onde salrá una
µoslçáo sobre o assunto que será levada ao
Coverno através do qruµo µarlanentar.
ausencla de una "dlscussáo nals abranqente"
neste caso.
"Sen µôr en causa a leqltlnldade do Coverno
µara tonar una declsáo deste tlµo, serla
desejável que ela losse µrecedlda de un debate
nals abranqente", escreve o chele de Lstado
na sua conunlcaçáo, lenbrando estar
lqualnente "µor lazer un necessárlo debate
µrévlo na autarqula de Llsboa".
ueste contexto, lenbra que, "µara alén de
outras lnlclatlvas de µartlclµaçáo local en
desenvolvlnento, a Assenblela Munlclµal (AM)
aµrovou, µor unanlnldade, una noçáo en que
sollcltava à Cânara todos os elenentos
relaclonados con a recuµeraçáo do larque
Mayer e se dlsµunha a lazer a corresµondente
dlscussáo".
Mals recentenente, dlz a conunlcaçáo
µresldenclal, a AM "aµrovou una reconendaçáo
nals esµecillca" ao executlvo canarárlo,
reconendaçáo essa "que val no nesno
sentldo".
lor outro lado, consldera Sanµalo, a
µronulqaçáo do decreto "nos ternos en que o
Coverno o aµrovou, terla cono eleltos lnedlatos
a constltulçáo de dlreltos ou exµectatlvas
leqitlnas na eslera juridlca da concesslonárla
e de que esta, leqltlnanente, náo abdlcarla
sen as corresµondentes contraµartldas".
lara o lresldente da keµúbllca, lsto
"slqnlllcarla, à µartlda, qrave condlclonanento
ou llnltaçáo da llberdade de declsáo dos órqáos
AfIuALI0A0f
autárqulcos con conµetencla µara decldlr sobre
os µosterlores desenvolvlnentos" da
autorlzaçáo de se lnstalar un caslno no larque
Mayer.
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11
PS fH H0VIHfNI0
VILA 00 f0N0f
10k0f f0fLh0 NA0 0ufk
P0kIu0ufSfS 0f PkIHfIkA f 0f Sf0uN0A
Jorqe Coelho acusou o µrlnelro-nlnlstro de
conduzlr una µolitlca en que "há µortuqueses
de µrlnelra e de sequnda". L exenµllllcou con
o tratanento dado µelo actual Coverno às duas
reqlóes autónonas. "Alberto Joáo Jardln berra,
exlqe, relvlndlca e o µrlnelro-nlnlstro náo ten
lorça nen autorldade µara lhe lazer lrente e,
µor lsso, val translerlr nllhóes µara a keqláo
Autónona da Madelra quando nos Açores alnda
náo está concluido o µlano de recuµeraçáo de
duas llhas aµós o últlno slsno", dlsse.
Jorqe Coelho, que lalava nuna sessáo
orqanlzada µela JS de 8raqa, traçou un cenárlo
neqro na econonla, educaçáo, µolitlca da
juventude e leqlslaçáo laboral, tendo aµelado à
socledade clvll µara "levantar a voz, sen nedo",
aµesar de a "llnµeza étnlca" que o lSu está a
lazer nos carqos µúbllcos. "Lles váo llnµar toda
a qente sen olhar à conµetencla. Lranos uns
anjlnhos quando conµarados con esta qente",
sallentou.
uoutro µlano, Jorqe Coelho conslderou que o lS
coneterla un "erro µrolundo" se llzesse una
allança con o lCl e con o 8loco de Lsquerda"
µara derrotar a nalorla de dlrelta. "Sel que há
canaradas dentro do lS que µensan
exactanente o contrárlo, nas essa estratéqla
errada de sonar votaçóes das tres lorças
alastarla o lS do µoder durante nultos anos",
alertou.
lara Jorqe Coelho, "o lS ten é de ser o qrande
notor da esquerda noderna e euroµela e de se
assunlr cono alternatlva. L lsso que os
eleltores esµeran do lS e náo que sejan leltas
collqaçóes con un µartldo, cono o lCl, que
está deslnserldo dos qrandes desallos da
nodernldade".
uo encontro con os jovens soclallstas de 8raqa,
o canarada Jorqe Coelho revelou alnda que
lará una lntervençáo no Conqresso que será
critlca µara con alquns ex-nlnlstros
soclallstas. "há µessoas que ven hoje dlzer
que a resµonsabllldade do que se µassou lol
toda do Antónlo Cuterres, nas, durante anos,
nos Conselhos de Mlnlstros, nunca as ouvl dlzer
una µalavra. loran conetldos erros, é certo, e
vou ao Conqresso dlzer que tanbén tlve
resµonsabllldades. Mas nantenho a coluna
vertebral dlrelta e as nesnas solldarledades",
dlsse.
8kA0A
S0fkAIfS f0NIkA
hIP0fkISIA 0f °LÍ0fkfS
0f HfIA-II0fLA" 0A 0IkfIIA
José Sócrates crltlcou "a hlµocrlsla dos lideres de nela-
tlqela da dlrelta, que bardavan hlstérlcos" - cono era
o caso de laulo lortas -, exlqlndo que Cuterres
abandonasse o µoder µara, µosterlornente, o
acusaren de ter luqldo.
"Consldero de nau qosto e de balxo nivel que o
µrlnelro-nlnlstro µasse o tenµo a dlzer lsso. L
deµlorável", dlsse, acrescentando que essa é a
"aµreclaçáo nals lnjusta e nals reveladora de
cacetelrlsno", µorque lndlcla que "náo
conµreenderan a atltude de desµrendlnento" do
µoder denonstrada µor Cuterres.
Sócrates, que lalava nun debate µronovldo µela
Concelhla de 8raqa, teceu rasqados eloqlos a Cuterres,
lenbrando que lol sob a sua llderança que o µartldo
obteve nelhores resultados eleltorals e µernaneceu
nals tenµo no µoder.
!anbén lerro kodrlques lol alvo de eloqlos µor µarte
do ex-nlnlstro do Anblente, que realçou o lacto de
nas últlnas leqlslatlvas o lS ter tldo "a lellcldade de
qanhar un lider", dado que o actual secretárlo-qeral "tanbén lol escolhldo µelo µovo", µols
obteve 38 µor cento dos votos, un "score" que nornalnente é o sullclente µara qovernar.
uo que resµelta à revlsáo da declaraçáo de µrlnciµlos, Sócrates delendeu que o lS deve enquadra-
se na "esquerda noderada", llderando un bloco alternatlvo con un µroqrana de centro-esquerda.
ua sua lntervençáo, o dlrlqente naclonal do lS náo µouµou critlcas à µolitlca econónlco-soclal do
Coverno, que acusou de en aµenas sete neses ter colocado o lais "à belra de una recessáo".
fH 0fffSA 00 P00fk L0fAL
AP0LINAkI0 0fSAfIA
0fPuIA00S 00 PS0 A V0IAkfH
f0NIkA 0 0kÇAHfNI0
José Aµollnárlo, desallou os µarlanentares do luS/
Alqarve a chunbaren a µroµosta de Lel do 0rçanento
de Lstado µara 2003 (0L-2003) que restrlnqe o
endlvldanento das autarqulas.
"0s quatro deµutados do lSu eleltos µelo Alqarve
deven juntar a sua voz ao coro de µrotestos do loder
Local e votar contra a µroµosta de lel do Coverno que
µretende lnµor restrlçóes às autarqulas µara o
llnanclanento à habltaçáo soclal", dlsse o µresldente
dos soclallstas alqarvlos, en conlerencla de Inµrensa.
Aµollnárlo lenbrou que a µroµosta de Lel do 0L-2003,
no seu artlqo 18º, dellne cono únlca exceµçáo ao
aunento do endlvldanento liquldo dos Munlciµlos os
novos enµréstlnos destlnados excluslvanente ao
Canµeonato Luroµeu de lutebol a reallzar-se en 200«.
"A µroµosta de lel só µernlte o endlvldanento das
autarqulas no que toca a novos enµréstlnos no ânblto
do Luro-200«, delxando de ser exceµçóes a habltaçáo
soclal, as obras co-llnancladas µor lundos conunltárlos e o µré-escolar", lanentou deµutado do
lS elelto µelo circulo alqarvlo.
José Aµollnárlo recordou, a µroµóslto, que o µróµrlo µresldente da Assoclaçáo de Munlciµlos do
Alqarve (AMAL), Macárlo Correla (do lSu), já nanllestou o seu desacordo con a relerlda µroµosta
de lel "altanente leslva das autarqulas".
"uuna nalorla µarlanentar conµosta µor 119 deµutados, os votos dos quatro deµutados do lSu eleltos
µelo Alqarve seráo declslvos µara derrotar a µroµosta do Coverno", dlsse o lider do lS/Alqarve, que
aµelou aos µarlanentares laranja µara votaren en consenso con o loder Local do Alqarve.
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f0NffkfNfIA 0A u0I
SAHPAI0 LfH8kA 0IkfII0S
00S IkA8ALhA00kfS
AfIuALI0A0f
0 Presidente da kepública pediu
no Porto °realismo e sentido das
proporções" na elaboração da nova
legislação de trabalho,
considerando °inevitáveis" as
contradições existentes no
universo social do trabalho e do
emprego.
fstas declarações foram proferidas
por 1orge Sampaio na abertura da
conferência internacional
promovida pela u0I sobre
°fompetitividade com Irabalho
0igno e 0ualificado".
sustentados de µrodutlvldade".
"As desµesas con educaçáo e lornaçáo ten
que delxar de ser encaradas a nivel soclal e
enµresarlal cono custo. L cheqada a altura de
as encararnos cono lnvestlnento", delendeu
o Chele de Lstado.
Proença defende continuação
do debate na concertação social
ua sua lntervençáo, o secretárlo-qeral da unláo
Ceral de !rabalhadores (uC!), Joáo lroença,
delendeu que o anteµrojecto de Códlqo de
!rabalho deve contlnuar a ser debatldo na
concertaçáo soclal.
"0 reduzldo µeriodo dado µara a dlscussáo de
una natérla desta conµlexldade, a ausencla
de elenentos lundanentals nunca lornecldos
e a netodoloqla lnadequada utlllzada náo
µernltlran una autentlca concertaçáo,
traduzlndo-se nuna nera auscultaçáo",
allrnou.
lor outro lado, o dlrlqente slndlcal delendeu
que a dlscussáo desta natérla no larlanento
"deverá abrlr un esµaço de debate e de µrocura
de nalores consensos", acrescentando esµerar
que lsso "náo seja lnµedldo µela nalorla
µarlanentar".
Joáo lroença conslderou que o µrojecto de
revlsáo das lels laborals "é lnsatlslatórlo e
nulto µlor" que a leqlslaçáo en vlqor. "L verdade
que houve nelhorlas lace a un anteµrojecto
lnlclal conµletanente lnaceltável µor
desequlllbrado, desrequlador e de aunento do
arbitrlo µatronal, nas contlnua lonqe de
satlslazer e é nulto µlor que a leqlslaçáo en
vlqor", allrnou.
lara o secretárlo-qeral da uC!, "sáo nonentos
de dlllculdade que µoden qerar condlçóes µara
qrandes nudanças", sallentando ser necessárla
conllança µara assunlr netas credivels,
"caµazes de noblllzar trabalhadores,
enµreqadores e socledade en qeral".
una das µrlnclµals netas a atlnqlr é o aunento
da µrodutlvldade, que, µara o lider da uC!,
µassa µela nelhorla da caµacldade enµresarlal
e técnlca das enµresas, µela aµosta na
educaçáo e na quallllcaçáo dos trabalhadores,
µela lnovaçáo e desenvolvlnento tecnolóqlco
e µela nelhorla da adnlnlstraçáo µúbllca.
"lreclsanos de un nodelo de conµetltlvldade
dllerente, baseado na qualldade dos recursos
hunanos, aµostando na sua qrande caµacldade
de adaµtaçáo à nudança, nas suas
quallllcaçóes µrollsslonals e en condlçóes de
trabalho dlqnas", delendeu.
kelatlvanente à alteraçáo da lel laboral, Joáo
lroença conslderou que ela terá lnlluencla na
µrodutlvldade, nas lrlsou que essa lnlluencla
µode ser boa ou ná.
"Será µosltlva se lavorecer una adaµtabllldade
nalor dos horárlos de trabalho conclllando os
lnteresses das enµresas con os dos
trabalhadores, nas será neqatlva se aunentar
a µrecarldade, hoje conµletanente
lnsustentável e lnaceltável", sallentou.
lara lroença, "náo é o relorço do arbitrlo
µatronal ou a aneaça µernanente de µerda do
µosto de trabalho que aunenta a µrodutlvldade"
reallrnando alnda que "a revlsáo da leqlslaçáo
laboral deve ter cono µrlorldades o resµelto
µela lel, o relorço da neqoclaçáo colectlva e da
contratuallzaçáo das relaçóes soclals e o relorço
da adaµtabllldade neqoclada das condlçóes de
trabalho.
uo llnal da sua lntervençáo, Joáo lroença
µreconlzou que "náo há denocracla sen
novlnento slndlcal llvre" reallrnando que a
uC! contlnua a delender "un slndlcallsno
aberto ao dláloqo e à neqoclaçáo, nunca
desejando o conlllto µelo conlllto, nas
sabendo que, µara ultraµassar a natural
dlverqencla de lnteresses, nultas vezes há
que assunlr a luta".
"Crelo llrnenente que, se o lais náo lor caµaz
de conclllar lnteresses e coordenar µolitlcas
que se orlenten estrateqlcanente no sentldo
de nals e nelhor quallllcaçáo µara todos,
estarenos condenados a ver aqravadas as
nossas debllldades econónlcas estruturals e
aunentadas vulnerabllldades soclals que
alectan qrande µarte da µoµulaçáo", allrnou.
uo entanto, µara o Chele de Lstado, "náo é
latal que ela tenha que ter cono contraµartlda
una llexlblllzaçáo lncondlclonal dos vinculos
contratuals e a lraqlllzaçáo, náo nenos
lncondlclonal, de outras qarantlas assocladas
ao enµreqo".
"lara qarantlr o ajustanento dos trabalhadores
às nutaçóes dos µrocessos de trabalho, náo é
lorçoso que se qenerallze a µrecarlzaçáo dos
vinculos que ballzan a condlçáo assalarlada",
delendeu.
uesse sentldo, Sanµalo conslderou que deve
ser alastada a ldela de que "as lóqlcas da
qloballzaçáo, µor seren transnaclonals e teren
una conµonente ldeolóqlca lnµortante, lnµóen
en todos os µontos do esµaço soclal soluçóes
unllornes µara os µroblenas colocados µelo
trlânqulo llexlbllldade µrodutlva/µollvalencla
lunclonal/sequrança de enµreqo".
lara o lresldente da keµúbllca, é "nulto
µrovável" que a evoluçáo tecnolóqlca obrlque a
nudanças nos µrocessos de trabalho e que a
µollvalencla lunclonal "tenha de se alarqar a
novos e nals exlqentes doninlos", nas lsso
náo lnµllca una dlnlnulçáo dos dlreltos dos
trabalhadores.
uuna altura en que decorre o µrocesso de
revlsáo das lels laborals, Sanµalo conslderou
"absurdo µor en causa a adequaçáo das lels
quando, antes, µouco se lez µara qarantlr a
sua electlva aµllcaçáo".
Sequndo Jorqe Sanµalo, a nova sltuaçáo
lnµllca "novas resµonsabllldades", destacando
a "resµonsabllldade soclal de conceber e µor
en µrátlca slstenas de educaçáo e lornaçáo
µrollsslonal que µernltan às enµresas e outras
orqanlzaçóes econónlcas obteren acrésclnos
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0 HILIIANIf
ANI0NI0 PASS0S LfIIf
ALIfkNAIIVA S0fIALISIA
PAkA P0kIu0AL
ferro kodrigues e o PS têm pela
frente uma batalha difícil a travar
numa arena desigual, com
adversários que não agem de boa
fé nem zelam pelos interesses do
País, defraudando
despudoradamente a vontade dos
portugueses.
kealista e crítico, António Passos
Leite acredita na militância como
forma de intervenção e, sem falsas
ilusões, aconselha os socialistas a
prepararem um projecto político
alternativo para Portugal.
do Conqresso e o que se lhe val sequlr,
sobretudo no que dlz resµelto ao µrocesso de
alteraçáo estatutárla", conenta,
acrescentando que a revlsáo dos estatutos
constltul un slnal de cono o lS e os seus
nllltantes assunen ou náo a necessldade da
nudança.
uestes sentldo, o nllltante delende a renovaçáo
dos quadros e rejelta, nos µartldos µolitlcos, as
lornas de µerµetuaçáo do µoder, qarantlndo
que náo µeca µor excesso de lnqenuldade.
"uáo tenho llusóes quanto a una eventual
caµacldade absolutanente extraordlnárla de a
nova qeraçáo corµorlzar una µolitlca nulto
dllerente, nelhor e nals vlrtuosa do que a
µratlcada µelos lundadores", lrlsa,
conslderando que "é essenclal que sejan
µessoas dllerentes a µrotaqonlzaren, en cada
nonento, aqullo que sáo as µroµostas que os
µartldos µolitlcos aµresentan aos cldadáos".
"uesejável" é tanbén, sequndo o Antónlo, que
a renovaçáo lnµllcasse una nelhor
corresµondencla entre os conteúdo das µolitlcas
e as necessldades das µoµulaçóes,
exenµllllcando con as questóes llqadas ao
enµreqo, habltaçáo, anblente, ordenanento
do terrltórlo e à lnteqraçáo euroµela.
Antónlo lassos Lelte tenµera o "voluntarlsno"
con que encara todo este µrocesso de
netanorlose µolitlca con una "boa dose de
reallsno", enbora nanlleste a convlcçáo de
que é µreclsa alquna dlsµonlbllldade µara
acredltar e conllar que a nudança, náo µor sl
µróµrla, nas µelo seu conteúdo, é µossivel.
Sen enbarcar en utoµlas, o joven jurlsta,
reltera que a "µolitlca náo deve extravasar os
llnltes do alcançável", µorque a µolitlca do
lnµossivel já deu ao nundo alquns exenµlos
de soluçóes que redundaran na anµutaçáo da
llberdade colectlva e lndlvldual ou en
exµerlenclas que se saldaran µor una
lncaµacldade de orqanlzar a µroduçáo.
Ln jelto de balanço à actuaçáo do actual
Lxecutlvo de dlrelta, o Antónlo coneça µor
notar que o "lroqrana de Coverno é quase a
antitese do µroqrana eleltoral do lSu" e, sen
esquecer a conjuntura de collqaçáo, o nllltante
lala de "lraude à vontade µoµular".
"A nuleta do déllce náo µode justlllcar una
nentlra", denuncla, descrevendo cono
"lnaceltável a µretensáo de lnverter as reqras
essenclals da denocracla, executando un
µrojecto que náo lol o sulraqado".
ueµols de crltlcar severanente as cedenclas
do lSu ao CuS-ll en "sectores soclals
lundanentals", o Antónlo acredlta que a
estratéqla de nanutençáo do µoder µassará
µor lazer µassar as nedldas nals lnµoµulares
no arranque da leqlslatura µara, de sequlda,
anqarlar votos con "alquns nlnos" en
vésµeras de elelçáo.
uo lS, o jurlsta náo esµera nllaqres, antevendo
"tenµos dllicels de oµoslçáo", que náo deven
justlllcar un desculdo na llscallzaçáo do
Coverno, nas que deven µersµectlvar a
µreµaraçáo de "una verdadelra alternatlva
µolitlca µara lortuqal".
HAkY k00kI0ufS
PfkfIL
uone
António Helo 0omes Passos
Leite
Idade
29 anos
lrollssáo
1urista
¬cÞÞ/c·
Viajar, ler, ouvir música,
comer, ir ao cinema, namorar
Mllltâncla
Inscrição no PS a 17 de Abril de
2002
kelerenclas Soclallstas
Hendès-france
(ex-µrlnelro-nlnlstro lrances)
"há µouco tenµo atrás, só tlnha encontrado
razóes µara náo asslnar una llcha de llllaçáo
nun µartldo", nas Antónlo lassos Lelte allrna-
se ldeoloqlcanente conµronetldo con o
soclallsno denocrátlco desde "o desµertar da
consclencla µolitlca aos 16 anos".
Volvldos 13 anos, o joven jurlsta conta ao
"Acçáo Soclallsta" que este dlstanclanento
relatlvanente à µartlclµaçáo actlva na vlda
µolitlco-µartldárla do lais nudou en 1999,
altura en que encetou una aµroxlnaçáo "nals
real" ao lartldo Soclallsta que culnlnou con
un vinculo de nllltâncla, ollclallzado
exactanente un nes deµols da derrota
eleltoral nas leqlslatlvas de Março.
Assunldanente céµtlco e desconllado lace às
acçóes e actlvldades das "jotas" en qeral, µor
achar que "elas acaban µor reµroduzlr aqullo
que os µartldos ten de µlor, náo consequlndo
acrescentar nada de bon", o novel nllltante
dlz que as dúvldas e o dlstanclanento náo o
lnlblran de µartlclµar en alqunas lnlclatlvas
do µartldo, cono os Lstados Cerals µara una
uova Malorla, en 199«.
Aµesar de ter tldo, enquanto náo-nllltante,
oµortunldades electlvas de µartlclµaçáo e
lntervençáo na eslera µartldárla naclonal, o
Antónlo reconhece que "cheqa o nonento de
assunlr que é nulto lácll crltlcar de lora", o
que, consldera, "é lnconµreensivel e lnjusto".
Assln, "decldl arreqaçar as nanqas e tentar
µrovar que é µossivel contrlbulr µara a nudança
do que está nal no µartldo".
Antónlo lassos Lelte reve-se, no essenclal, na
µroµosta de alteraçáo dos estatutos soclallstas,
entendendo que estes, µor razóes neranente
µrátlcas, sáo nals lnµortantes do que as
questóes sobre a declaraçáo de µrlnciµlos.
lassar à acçáo lol, µols, una oµçáo encarada
cono necessldade µessoal. A nllltâncla lol o
nelo de evldenclar essa vontade de lazer,
sequndo conlldencla o joven canarada µara
quen os aµelos à adesáo náo µoden ser nals
lortes ou declslvos do que a consclenclallzaçáo
da urqencla de µartlclµar.
"Aquardo con alquna exµectatlva o resultado
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1+ de Novembro de 2002
fuk0PA
SfIXAS 0A f0SIA AfIkHA
f0NVfNÇA0 S08kf 0 fuIuk0 0A fuk0PA
f HAIS IHP0kIANIf 00 0uf AL0uNS PfNSAH
HANufL 00S SANI0S
HINISIkA 0AS fINANÇAS PkfSI0u
HAu SfkVIÇ0 A P0kIu0AL
0fSIA0
0kÇAHfNIAL
0A f0HISSA0
NAS HA0S 0f
PAuL0 fASAfA
A anállse da qestáo orçanental da
Conlssáo Luroµela en 2001, a qultaçáo do
orçanento conunltárlo, é o objecto do
relatórlo que será elaborado µelo
eurodeµutado laulo Casaca, nenbro da
conlssáo do Controlo 0rçanental do
larlanento Luroµeu.
uo ânblto de un µrocesso que se desenro-
lará ao lonqo de clnco neses, o eurode-
µutado val aqora lnlclar una sérle de
consultas con o !rlbunal de Contas Luroµeu
con vlsta à µreµaraçáo de un questlonárlo
sobre a execuçáo do orçanento.
laulo Casaca advertlu que ten cono
µrlnclµal µreocuµaçáo averlquar a boa
qestáo dos dlnhelros µúbllcos", já que ten
sldo levantadas dúvldas quanto ao nivel
da coerencla e llabllldade das reqras de
lunclonanento do slstena contabllistlco
da Conlssáo.
"Manuela lerrelra Lelte µrestou un nau servlço
a lortuqal ao revelar, en Julho últlno, un déllce
de «,1 µor cento, sobretudo quando o valor
µroµosto µelo 8anco de lortuqal era de 3,6 µor
cento, tendo en conta as reqras contabllistlcas
da altura", acusou o eurodeµutado Manuel dos
Santos na Conlssáo Monetárla do lL ao
aµresentar un docunento de trabalho sobre o
Lstado das llnanças lúbllcas na uLM en 2001.
Manuel dos Santos conslderou que a nlnlstra
das llnanças utlllzou a questáo do déllce
excesslvo "cono una nanobra de µolitlca
lnterna" e, µor outro lado, rejeltou as critlcas
de alquns nenbros da Conlssáo Monetárla que
reclanavan a aµllcaçáo lnedlata de sançóes a
lortuqal µelo lncunµrlnento do lacto de
Lstabllldade este ano.
"A econonla µortuquesa reµresenta aµenas 1,1
µor cento da /ona Luro, µelo que o lnµacto do
déllce excesslvo µortuques nunca µoderá ser
conµarável ao da Alenanha ou da lrança",
subllnhou o deµutado.
"0 que lnµorta - justlllcou - é entender o lacto
de lorna llexivel e buscar o equllibrlo
orçanental no valor nédlo dos déllces dos
µaises que conµóen a /ona Luro".
"A Convençáo sobre o luturo da Luroµa é nulto
nals lnµortante do que alquns µensan",
allrnou o ex-secretárlo de Lstados dos
Assuntos Luroµeus, Selxas da Costa, no
lançanento do llvro "ulµlonacla Luroµela", que
juntou Jorqe Sanµalo, Márlo Soares, Antónlo
Cuterres, Sousa lranco e nultas outras
µersonalldades de várlos quadrantes da vlda
µolitlca.
uuna lntervençáo en que aqradeceu
exµllcltanente a Antónlo Cuterres a
oµortunldade que lhe deu "de ajudar a dellnlr
e levar à µrátlca a µolitlca dos seus Covernos
µara a Luroµa", o dlµlonata lalou sobre alquns
dos tenas que lazen a actualldade euroµela,
con µartlcular destaque µara a Convençáo, que
decorre sob a µresldencla do truculento Clscard
d'Lstalnq que Selxas da Costa, allás, náo se
colblu de contradlzer a µroµóslto da !urqula,
conslderando lundanental náo se calr na
tentaçáo de crlar novos nuros que lnµeçan a
sua adesáo.
Sobra a Convençáo, lórun onde estáo a ser
dlscutldos os luturos allcerces lnstltuclonals da
unláo nuna Luroµa alarqada, conslderou que
ela é nulto nals lnµortante do que alquns
µensan, o que µode ser lldo cono una critlca à
atltude de desvalorlzaçáo que ten vlndo a ser
assunlda µor resµonsávels do lSu,
deslqnadanente µor uuráo 8arroso e tanbén
µor Lrnânl Loµes, que é o reµresentante do
Coverno nos trabalhos que decorren até
neados do µróxlno ano.
"A Convençáo náo é un nero exerciclo de
estllo. !enos de estar atentos, actlvos e con
µoslçóes nulto claras. !enos de delender
lntranslqentenente a Conlssáo Luroµela e o
seu dlrelto excluslvo de lnlclatlva. A derlva
lnterqovernanental é a qarantla sequra de que
o dlrectórlo val tonar conta da Luroµa",
allrnou.
lara Selxas da Costa, é lnµortante que lortuqal
"se nostre" na Convençáo e delenda os
elenentos de natureza µuranente
conunltárla. "A Conlssáo é essenclal µara
delender lnteresses de µaises cono o nosso",
conslderou o dlµlonata, aqora en lunçáo na
0SCL, en Vlena, deµols de lorna totalnente
lnusltada ter sldo alastado µelo Coverno das
suas lunçóes de enbalxador na 0uu.
Ao dlrlqlr-lhe a µalavra, Márlo Soares usou a
lronla µara suqerlr que Selxas da Costa se
dedlcasse nals à escrlta, já que "está aqora
nun µosto nenos trabalhosos do que aquele
que ocuµava há alqun tenµo".
A Márlo Soares coube tanbén lazer a
lntroduçáo do llvro que recolhe os textos que
Selxas da Costa escreveu entre 1997 e 2002 e
onde relata a sua exµerlencla en neqoclaçóes
que loran cruclals µara o luturo da unláo
Luroµela, cono o !ratado de Anesterdáo, o
!ratado de ulce ou a "Aqenda 2000". "un
honen extrenanente conµetente na sua
µrollssáo, un dos dlµlonatas nals ben
µreµarados e µrestlqlados das uecessldades",
allrna Márlo Soares na lntroduçáo.
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15
fuk0PA
fAkL0S LA0f fH fNIkfVISIA A0 °AfÇA0 S0fIALISIA"
uNIA0 fuk0PfIA
NA0 P00f 0fIXAk
A Iuk0uIA 0f f0kA
A lnteqraçáo da !urqula na unláo Luroµela náo
é un lacto µacillco. Alnda recentenente o
µresldente da Convençáo µara o luturo da
Luroµa, Clscard d'Lstalnq, allrnou µubllcanente
o seu desacordo con essa µosslbllldade, o que
orlqlnou un coro de lndlqnaçáo. A verdade é
que a !urqula está a bater à µorta da unláo
Luroµela já há «0 anos sen qrandes resultados,
µara alén de alquns acordos de cooµeraçáo.
Sabe-se tanbén que, quando se lala da !urqula,
exlste una µoslçáo neqatlva que corre nos
corredores das lnstltulçóes euroµelas e outra,
µúbllca e lavorável, nas condlclonada ao
cunµrlnento de un conjunto vasto exlqenclas
e crltérlos. Aqora, exlste a exµectatlva do
Conselho Luroµeu de uezenbro dar nals alquns
µassos µara a aµroxlnaçáo da !urqula à unláo,
deµols de já lhe ter sldo concedldo, en 2000, o
estatuto de candldato à adesáo.
0 µresldente da deleqaçáo µortuquesa no
larlanento Luroµeu, Carlos Laqe, é lavorável à
adesáo da !urqula, e revela en entrevlsta ao
Acçáo Soclallsta os notlvos da sua µoslçáo: "A
unláo Luroµela é una entldade µolitlca de
carácter lncluslvo e, µor lsso, náo µode exclulr a
!urqula µor razóes de natureza rellqlosa ou
outras", allrna.
A vitória do AkP nas recentes eleições
legislativas deixam a Iurquia mais longe da
união furopeia?
Alnda é µrenaturo lazer una anállse sobre as
orlentaçóes que o All lrá assunlr. lara já, há
que saudar a naturldade da denocracla turca
que µernltlu a alternâncla µolitlca, que laz
µarte lnteqrante dos valores denocrátlcos que
µartllhanos na unláo Luroµela.
Se a vltórla lol µara un µartldo lslanlsta, o que
naturalnente levanta alqunas lnquletaçóes,
a verdade é que a socledade turca é lalca e o
contexto lnstltuclonal náo é lavorável a
extrenlsnos. 0 vencedor das últlnas elelçóes,
keceµ Lrdoqan, dlsse que a µrlorldade é a
lnteqraçáo na unláo Luroµela e o resµelto µelos
conµronlssos lnternaclonals, o que µode ajudar
a socledade e clvlllzaçáo turca a adaµtaren-se
às novas exlqenclas decorrentes das suas
µróµrlas exµectatlvas.
fomo poderá reagir a Iurquia se a união
furopeia continuar a protelar o anúncio da
data para o início das negociações e que
consequências poderão daí advir para as
relações com a união furopeia?
ueste nonento a unláo Luroµela está
conlrontada con una questáo de qrande
conµlexldade, µorque ten de dar una resµosta
à !urqula. uáo µode contlnuar a dar resµostas
evaslvas e a lazer nanobras de tlµo dllatórlo.
há «0 anos que a !urqula ten una relaçáo de
µroxlnldade e de cooµeraçáo, deslqnadanente
a nivel econónlco, con a unláo. Se a unláo
náo avançar no µrocesso de lnteqraçáo da
!urqula as correntes lundanentallstas e os
novlnentos de carácter antl-euroµeu µoderáo
reanlnar-se. A unláo deve aqora abrlr as
neqoclaçóes e só no seu decurso se µoderá
saber se todos os crltérlos exlqldos sáo
cunµrldos. A unláo Luroµela é una entldade
µolitlca de carácter lncluslvo e, µor lsso, náo
µode exclulr a !urqula µor razóes de natureza
rellqlosa. A !urqula é nulto lnµortante µara a
Luroµa devldo à µartlcularldade da sua µoslçáo
qeoqrállca estratéqlca lace ao Médlo 0rlente.
L, µor lsso, un elenento essenclal de llqaçáo
con os µaises da Asla Central, devldo às
relaçóes µrlvlleqladas que ten con eles. A
Luroµa náo µode lqnorar o extraordlnárlo
desallo que lhe lança a !urqula, que se sente
nulto naturalnente atraida µela unláo Luroµela
e aqullo que ela reµresenta en ternos de
desenvolvlnento, µaz e denocracla.
A adesão à união furopeia da Iurquia, que
tem uma matriz cultural e religiosa diferente
da europeia, que tem uma dimensão
geográfica enorme e uma população próxima
da alemã, e apresenta uma natureza pré-
democrática, não poderiam provocar um
estado persistente de perturbação política?
A µossivel lnteqraçáo da !urqula na unláo
Luroµela µassa µela obedlencla a crltérlos, os
quals, en boa µarte, está µróxlna de cunµrlr.
A denocracla turca lunclonou, o resµelto µelas
nlnorlas já consta da Constltulçáo. uo µrocesso
de neqoclaçáo lsso se verá. A qrande rlqueza
do µrojecto euroµeu está na sua caµacldade
µara aconodar µaises e culturas dllerentes. L
é lsso que llcará nals µatente con a adesáo da
!urqula. As questóes rellqlosas ven senµre ao
clno, nas a unláo laz µarte de una clvlllzaçáo
aberta e tolerante, que conseque µronover o
dláloqo entre culturas e rellqlóes.
fntre os países que têm pressionado a união
furopeia para a entrada da Iurquia estão os
aliados 0rã-8retanha e fstados unidos. Não
acha que há nesta pressão alguma falta de
legitimidade, que se está a forçar uma situação
para satisfazer uma pretensão americana?
0 lacto dos Lstados unldos e da Crá-8retanha
estaren a µresslonar µara a adesáo da !urqula
náo deve ser arqunento µara lnµedlr a sua
entrada, µorque a Crá-8retanha é nenbro da
unláo e os Lstados unldos un allado. lode
levantar alqunas µerµlexldades, nas a Luroµa
µode até lortalecer-se do µonto de vlsta nllltar.
Lsta questáo ten de ser vlsta µela µosltlva e
en lunçáo de µroµostas sérlas. hoje é a µróµrla
Crécla que está µreocuµada con a exclusáo da
!urqula, o que denonstra ben que os
arqunentos casuistlcos ou µontuals sáo µouco
relevantes.
P.P.
0uIfkkfS f0H HA0fLfINf AL8kI0hI
INIfkNAfI0NAL S0fIALISIA
PkfPAkA 00fuHfNI0
S08kf 0L08ALI2AÇA0
0 µresldente da Internaclonal Soclallsta, Antónlo Cuterres, ten µrevlsto un encontro en
Janelro con Madelelne Albrlqht, ex-secretárla de Lstado da Adnlnlstraçáo Cllnton e actual
µresldente do uatlonal uenocratlc Instltut. 0 objectlvo é µreµarar un docunento sobre os
µroblenas da qloballzaçáo, as relaçóes uorte-Sul e a relorna das lnstltulçóes nascldas en
8retton Woods (8anco Mundlal e lMI).
uo nesno contexto, o resµonsável µelas relaçóes lnternaclonals do lS, José Laneqo, en
reµresentaçáo de Antónlo Cuterres, teve esta senana, en Varsóvla, un encontro con o
µresldente do lartldo Soclallsta Luroµeu, kobln Cook, µara que haja una coordenaçáo dos
trabalhos entre as duas lnstltulçóes, tanbén con vlsta à µreµaraçáo daquele docunento.
0 encontro da deleqaçáo da Internaclonal Soclallsta con o lartldo Soclallsta Luroµeu, en que
tanbén µartlclµa Marla Joáo kodrlques, reallzou-se esta senana en Varsóvla, onde decorreran
reunlóes µara dlscutlr dlversas questóes relaclonadas con o alarqanento da unláo Luroµela
aos µaises de Leste e en que µartlclµaran os deµutados da deleqaçáo µortuquesa do larlanento
Luroµeu.
A deleqaçáo da Internaclonal Soclallsta teve alnda alquns encontros bllaterals con o µrlnelro-
nlnlstro da konénla e con reµresentantes do µartldo turco Chl.
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0PINIA0
0N0f fSIA0
0S P00kfS?
Manuel Aleqre, nuna entrevlsta
concedlda recentenente ao "lúbllco",
laz una rellexáo sobre "o aµodreclnento
da vlda µolitlca µortuquesa" que náo
µode delxar de nos lnterµelar acerca dos
desallos, dllicels en dlversos asµectos,
que se colocan ao lS na delesa da
qualldade e dos µróµrlos lundanentos da
nossa denocracla.
0 Coverno da collqaçáo de dlrelta ten
dado slnals µreocuµantes de que ten da
denocracla una vlsáo extrenanente
lornal e, en consequencla, µerlqosanente
redutora. lara o ll e µara este novo lSu
que cheqou ao µoder, a denocracla µarece
esqotar-se na µosslbllldade de os eleltores
lren às urnas de quatro en quatro anos
µara leqltlnaren o qoverno. Cono se, a
µartlr dai, o Coverno losse enµossado no
dlrelto quase absoluto de exercer o µoder
à narqen de qualquer critlca leqitlna e
de qualquer contradltórlo µolitlco, e a
oµoslçáo e os novlnentos soclals tlvessen
o dever de asslstlr lnµávldos à actuaçáo
qovernanental, nesno que essa actuaçáo
se revele, nalquns casos, de enorne
qravldade soclal e econónlca, µondo en
causa justos dlreltos e lnteresses de
seqnentos da µoµulaçáo nals
lraqlllzados.
Allás, a natureza nltlqada do concelto
de denocracla µerlllhado µelo Coverno
de dlrelta llca ben µatente quando se
consldera o seu concelto, lqualnente
lalacloso, de "establlldade µolitlca". lara
o lSu e µara o ll, a establlldade µolitlca
náo é alqo que, cono é natural, decorra
do consenso ou aceltaçáo soclal que o
Coverno consequlr qerar en torno das
suas µroµostas µolitlcas, ou da
vertlcalldade étlca con que os seus
nenbros se aµresentan µerante as
restantes lnstltulçóes denocrátlcas, ou
µerante os seus concldadáos.
lelo contrárlo, µara a dlrelta, a
establlldade µolitlca é alqo que,
µaradoxalnente, náo deµende tanto das
atltudes do Coverno, que µor slnal é
sustentado µor una nalorla µarlanentar
absoluta, nas sln una varlável cujo ónus
de µronoçáo recal excluslvanente sobre
a oµoslçáo. Cono se exlstlsse un suµosto
dever de, en sltuaçóes dllicels µara o
µais, a oµoslçáo se denltlr da sua lunçáo
de reµresentaçáo µolitlca dos resµectlvos
eleltores, llcando obrlqada a náo
lnconodar o Coverno, nesno quando
consldere que as o懢es qovernanentals
sáo nanllestanente erradas.
0 lS, nunca µerlllhou este concelto
neranente lornal de denocracla, que náo
ten tradlçáo nas denocraclas ocldentals
e que náo ten sustentaçáo no quadro
constltuclonal µortuques. lrova dlsso é a
lnµortâncla que os Covernos da uova Malorla senµre enµrestaran a un dláloqo soclal
enµenhado e lranco, vendo na concertaçáo con os µarcelros soclals náo un slnal de
lraqueza, nas un lnstrunento vltal µara a ellcácla e µara a justlça das declsóes.
lara o lS a denocracla náo é un loqacho quadrlenal, nas un valor en sl nesno,
que se aµrolunda - ou llnlta - no trabalho µolitlco quotldlano e que se relorça
através da transµarencla da actuaçáo dos tltulares de carqos µúbllcos e µela actuaçáo
llvre e, µor vezes até, lntranslqente dos órqáos ou lnstltulçóes a quen está reservada
a nlssáo de aconµanhar, llscallzar e llnltar o exerciclo do µoder µelo Coverno, µor
nulta leqltlnldade eleltoral que µossa ter esse Coverno.
0ra, a verdade é que esta vlsáo substantlva da denocracla está a ser alvo de un
ataque cerrado µor µarte da actual nalorla, en ternos tals que deven convocar a
lndlqnaçáo e a oµoslçáo deternlnada do lS, sob µena de conlvencla con a deqradaçáo
dos µróµrlos allcerces do nosso slstena denocrátlco, con os consequentes custos
que dai decorrerlan µara a conllança dos cldadáos no slstena µolitlco e µara as
µróµrlas qarantlas de delesa e reµresentaçáo dos nesnos lace aos µoderes lnstltuidos.
un µrlnelro slnal de µrolundo desresµelto µela denocracla evldenclado µelo Coverno
da dlrelta lol dado quando, loqo a sequlr às elelçóes, adoµtou de lorna ostenslva un
conjunto de nedldas que consubstanclaran exactanente o contrárlo daqullo a que se
havla conµronetldo µara con os eleltores no µeriodo da canµanha eleltoral. Lste
lacto, só µor sl, contrlbulu lortenente µara adensar o descrédlto que os eleltores
nutren µelos µolitlcos e µela µolitlca e aµenas ao Coverno cabe a resµonsabllldade
µela reserva nental que esteve µor detrás das µronessas leltas aos µortuqueses que
nunca teve lntençáo de cunµrlr.
L, a µartlr daqul, nultlµllcaran-se os slnals de arroqâncla e autlsno de un Coverno
que µarece conslderar-se aclna de qualquer dever de transµarencla, de
resµonsabllldade µolitlca e de resµelto µelos dlreltos da oµoslçáo e dos reµresentantes
dos novlnentos soclals: a luqa à resµonsabllldade µolitlca µor µarte de laulo lortas
no caso Moderna, que trocou o esclareclnento µerante a Assenblela da keµúbllca de
lactos essenclals µara aqullatar da sua ldoneldade µara desenµenhar o carqo de
nlnlstro da uelesa, µela denaqoqla µoµullsta velculada através de encenaçóes
televlslvas e nanllestaçóes conlclelras, o bloquelo ostenslvo, µor µarte dos deµutados
da nalorla, aos trabalhos da conlssáo µarlanentar de lnquérlto constltuida µara
averlquar susµeltas de lnterlerencla do Coverno na actlvldade de conbate ao crlne
econónlco e llnancelro µela µolicla judlclárla. Susµeltas que, recorde-se, tendo
sldo qeradas µela denlssáo en condlçóes lnsólltas e µelas declaraçóes de naqlstrados
judlclals e do nlnlstérlo µúbllco, ten un lnµacto qravisslno sobre a conllança dos
cldadáos relatlvanente ao Lstado de ulrelto, lançando una sonbra escura sobre a
resµeltabllldade dos dlrlqentes µúbllcos e do µróµrlo Coverno. Aqul o escândalo
cheqou ao µonto de a nalorla extlnqulr unllateralnente a conlssáo de lnquérlto
µarlanentar constltuida µara o aµuranento da verdade, obrlqando o µróµrlo µresldente
da Assenblela da keµúbllca, que é do lSu, a vlr a terrelro µara µôr lln ao desµudor
e µara reµor a leqalldade, reactlvando a conlssáo, o desµrezo µela concertaçáo
soclal, ben µatente na aµrovaçáo de novas reqras de cálculo das µensóes da lunçáo
µúbllca sen consulta µrévla aos µarcelros, a slstenátlca recusa en debater no
µarlanento as µroµostas da oµoslçáo, cono sucedeu no crédlto bonlllcado, já µara
náo lalar no lacto de nenhuna destas µroµostas nerecer a ninlna abertura µor
µarte da nalorla no sentldo da sua aµrovaçáo, a tentatlva de adoµtar nedldas que
ten elevados custos soclals à narqen do µarlanento, cono sucede con o Códlqo do
!rabalho, que o Coverno alnda tentou que losse aµrovado en Conselho de Mlnlstros
e náo na Assenblela da keµúbllca.
lerante o que µarece ser una estratéqla µrenedltada de desvalorlzaçáo das esleras
de leqltlnldade reµresentatlva que nuna denocracla evoluida concorren, nos devldos
ternos, con a leqltlnldade do µróµrlo qoverno, o lS ten que reaqlr. L, nesta
natérla, ten toda a µertlnencla a allrnaçáo de Manuel Aleqre de que a "qualldade
da denocracla" é un valor denaslado lnµortante µara que o lS se retrala na sua
lntranslqencla à luz de conslderaçóes de oµortunldade µolitlca, ou con recelo de
que os eleltores llquen desaqradados con a lnstabllldade ou con a crlsµaçáo que
una atltude llrne de delesa dos necanlsnos denocrátlcos µossa qerar. L nestas
sltuaçóes dllicels, en que se corren rlscos de que a nensaqen náo µasse, que é
µreclso coraqen µolitlca, ou seja, é nestas clrcunstânclas que laz sentldo µodernos
allrnar que náo actuanos µara as sondaqens, nen µara os "núneros" de µolitlca
esµectáculo. !enos, lsso sln, que delender lntranslqentenente una vlsáo radlcal da
denocracla e de estar µreµarados µara assunlr a resµonsabllldade µelas consequenclas
µolitlcas desse radlcallsno nesta natérla.
HAkk kIkk8Y
um primeiro sinal de profundo desrespeito pela democracia evidenciado
pelo 0overno da direita foi dado quando, logo a seguir às eleições,
adoptou de forma ostensiva um conjunto de medidas que
consubstanciaram exactamente o contrário daquilo a que se havia
comprometido para com os eleitores no período da campanha eleitoral.
1+ de Novembro de 2002
17
0PINIA0
uo lnaqlnárlo de lnlâncla, consta o joqo do berllnde en que a dlversáo era aµenas
tolhlda µela aneaça do berllnde abalador que qarantla a un dos µartlclµantes a
conqulsta dos berllndes dos outros lntervenlentes. Multos dos eµlsódlos recentes da
vlda µolitlca, nals náo sáo do que una tentatlva µara relntroduzlr na socledade
µortuquesa a lóqlca do berllnde abalador.
Se as conlssóes de lnquérlto sáo adversas ou evldenclan realldades conµllcadas µara
a actual nalorla , abale-se a conlssáo.
Se os µrojectos dos µartldos da oµoslçáo sáo lncónodos, cono a reµoslçáo do crédlto
bonlllcado no acesso à habltaçáo, abalen-se os µrojectos, lnµedlndo a sua dlscussáo.
Se a leqlslaçáo lnµede o Coverno de desenvolver alquna das suas traµalhadas, abale-
se a lel, µronovendo a sua alteraçáo cono µretende o Coverno en natérla de
reorlentaçáo da taxa de servlço µúbllco de rádlo-kul que µaqanos con a conta da
electrlcldade.
Se os slndlcatos contestan a µolitlca laboral do Coverno lSu/ll, abalen-se os dlreltos
dos slndlcatos e dos trabalhadores, reconduzlndo-os a µaµéls narqlnals na dellnlçáo
das nedldas qovernatlvas.
Se o lS val orqanlzar o seu XIII Conqresso uaclonal, µrocure-se abalar a sua nensaqen
µolitlca através da reallzaçáo de una conversa en lanilla, con a µresença das duas
laces da collqaçáo.
A nalorla de dlrelta, no Coverno e na Assenblela da keµúbllca, conµorta-se cono se
losse a detentora do berllnde abalador. !udo que náo tenha orlqen no Coverno, no
lSu ou no ll deve ser abalado, se µossivel ellnlnado. A lorna arroqante e µreµotente
cono a actual nalorla se conµorta aµenas é esbatlda µor tentatlvas desbraqadas µara
transnltlr aos µortuqueses una nensaqen de tolerâncla e abertura, cono aconteceu
con o µacote laboral. lor vezes, µarece haver una nalorla boa (a que está µresente na
ANI0NI0 0ALAH8A
f0IIf fSIkfLA
fXffSS0S
Vfk8AIS
0s excessos de llnquaqen náo sáo de hoje. Mesno no dlscurso µolitlco, náo é necessárlo
recuar nulto no tenµo µara encontrarnos destenµerança verbal. 8asta recordar as
tlradas qrandlloquentes do µresldente do Coverno keqlonal da Madelra, µrolerldas en
Cháo de Laqoa ou na µróµrla Assenblela keqlonal, µara conclulrnos que a novldade
náo reslde nos abusos de llnquaqen, nas en quen os conete e na sltuaçáo.
ulto lsto, náo retlro razáo a quen crltlca e se µreocuµa con a deqradaçáo da llnquaqen.
Sobretudo µorque ela é consequencla de outra deqenerescencla nals µrolunda e,
µortanto, nals dllicll de ultraµassar. L esta relaçáo de causa e elelto que nos deve
µreocuµar. L o que está µor detrás dos excessos verbals que devenos anallsar e corrlqlr.
L ai que reslde o Þu·/I/· da questáo.
0uando se µactua con as slstenátlcas declaraçóes descabeladas de alquns resµonsávels
µolitlcos a quen tudo é µernltldo, lnclulndo o lnsulto aos seus µares, en µaµel
tlnbrado do Lstado, quen ten leqltlnldade µara erquer a voz e aµontar o dedo ao
desµroµóslto de outros ben nenos contunazes:
0uando, na µrlnclµal escola do nundo contenµorâneo (a televlsáo), "a vlolencla, o
laccloslsno, a anblçáo de µoder, a crueldade e o exlblclonlsno náo ten llnltes", nas
µalavras de !orqa, e delxanos que as nossas crlanças e jovens se delornen con doses
naclças de µroqranas nediocres, cono estranhar os naus resultados de táo lnsldlosa
lnlluencla:
0uando se descre da justlça, dos qovernantes, dos µartldos, das unlversldades e dos
¤cu/n, que arnas alnda restan µara conbater os desnandos e norallzar as µrátlcas:
Ln 10 de uovenbro de 1993, já lá váo 11 anos, Mlquel !orqa (Vol. XVI do 0/J:/c)
denunclava este tlµo de sltuaçóes e a lndlqencla do que se vla e ouvla na querlda
televlsáo: "!odas as noltes acordado até desoras, à esµera da últlna cena de µancadarla
nun joqo de lutebol, do últlno lnsulto nun debate µarlanentar, do últlno dlscurso
denaqóqlco nun coniclo eleltoral, da últlna µlrueta dun cabotlno entrevlstado, da
últlna larsa no µalco lnternaclonal".
Inlellznente, quer nos canals µúbllcos ( os tals que deven µrestar servlço µúbllco) quer
nos µrlvados, a sltuaçáo ten-se deqradado de dla µara dla. 8alxa a qualldade na
µroqranaçáo na µroµorçáo en que sobe a vlolencla, o lacllltlsno, o vcycu:/·¤c e allns.
uáo há una noral das µalavras. A vlda das µalavras rellecte a vlda soclal. Sáo os tabus
soclals que estáo na orlqen dos tabus
llnquistlcos. A "llnquaqen µrolblda"
resulta das sançóes soclals, dltadas µelas
convenlenclas e µelo desµrestiqlo que
certos ternos adqulren, en lunçáo dos
lalantes que os adoµtan e da éµoca en
que se usan.
0 qosto da obscenldade náo é excluslvo
dos lncultos e lndlqentes. Ln certos
nonentos hlstórlcos, a aqora chanada
"llnquaqen de carrocelro" (o que quer
que lsso slqnlllque!) era "cultlvada" µela
llna arlstocracla. Conta Salnt-Slnon,
Hó¤c/:c·, que, no lniclo do século XVIII,
o duque de 0rleáes olerecla reqularnente
llnas celas nas quals a qrossa llnquaqen
(llcenclosa e obscena) era nals dlsµutada
que as requlntadas lquarlas.
0 µroblena náo está tanto na exµressáo
(alnda que soclalnente censurável) nas
no que tals abusos slqnlllcan. uada dlsto
µode, µols, ser dlssoclado da crlse de
valores, da µronoçáo da nedlocrldade,
da µrátlca laxlsta do «delxa-andar» e da
ldela lnstalada de que se µode lazer e dlzer
tudo desde que os llns o reconenden.
Cono estranhar, se todos os dlas nos
lncuten que «nenhuna sltuaçáo é ná, desde
que conslqanos salr dela»: ueve ser lsto o
que µensan o µrlnelro-nlnlstro e o nlnlstro
laulo lortas.
0S A8AfA00kfS
Conlssáo de Inquérlto ao Metroµolltano
de Llsboa) e una nalorla ná a que
lnµedlu o esclareclnento das teses
dlverqentes na Conlssáo de Inquérlto ao
Coverno sobre a lolicla Judlclárla. larece,
nas náo há, a nalorla é só una.
ueste contexto, o XIII Conqresso uaclonal
do lS será un nonento de reslstencla,
de luta contra a anblçáo da dlrelta de
µrossequlr una llnha de retrocesso dos
dlreltos soclals dos µortuqueses, de
lraqlllzaçáo das relaçóes laborals e de
allrnaçáo de µolitlcas que, sob a caµa de
rlqor, nals náo sáo do que lnlclatlvas de
lachada, lnconsequentes. A reunláo naqna
dos soclallstas µortuqueses será un
nonento de rellexáo sobre ldelas µara o
luturo, un luturo en que terenos de
enlrentar a ânsla da dlrelta en abalar as
nossas ldelas, µroµostas e µrotaqonlstas.
lor tudo lsto, laçanos do XIII Conqresso
uaclonal , un nonento de allrnaçáo das
nossas ldelas µara o luturo do µartldo e
do µais, en que a sonbra dos abaladores
náo se laça sentlr. uen lora, nen dentro.
A maioria de direita, no 0overno e na Assembleia da kepública, comporta-se
como se fosse a detentora do berlinde abafador. Iudo que não tenha origem
no 0overno, no PS0 ou no PP deve ser abafado, se possível eliminado.
0uando se pactua com as sistemáticas declarações descabeladas de
alguns responsáveis políticos a quem tudo é permitido, incluindo o
insulto aos seus pares, em papel timbrado do fstado, quem tem
legitimidade para erguer a voz e apontar o dedo ao despropósito de
outros bem menos contumazes?
18
1+ de Novembro de 2002
IV fNf0NIk0 0A ANHP
AuIAkfAS kfV0LIA00S
f0H Pk0P0SIA 00 00VfkN0
0s autarcas, de todos os
quadrantes políticos, revoltados
com mais um atentado do 0overno
contra o poder local, decidiram
pedir a inconstitucionalidade do
artigo da proposta de 0rçamento
de fstado para 2003 que impede o
endividamento das autarquias e
processar o fstado °por violação
de compromissos assumidos".
Mals de dols nll autarcas, reunldos en Santarén,
µedlran a revlsáo do artlqo 18º, conslderado
"lnjusto, dlscrlnlnatórlo e absolutanente
lnadequado", a crlaçáo de novos llnanclanentos
destlnados à habltaçáo soclal e a obras co-
llnancladas µela unláo Luroµela e o acesso a
novos enµréstlnos de lorna µroµorclonal entre
os nunlciµlos e o Coverno.
A declsáo consta da declaraçáo llnal aµrovada
µor unanlnldade e aclanaçáo no encontro
convocado µela Assoclaçáo uaclonal de
Munlciµlos lortuqueses (AuMl) µara anallsar
as consequenclas do 0rçanento de Lstado µara
2003.
0s autarcas lnsurqlran-se contra o
aqravanento das restrlçóes já lnµostas en
Malo µelo orçanento rectlllcatlvo, rejeltando
que o Luro200« seja un desiqnlo naclonal nals
lnµortante que a construçáo de habltaçóes µara
quen nals µreclsa ou µara o bon
aµroveltanento dos lundos conunltárlos.
Hesquita Hachado critica 0f
Ln declaraçóes ao "Acçáo Soclallsta", Mesqulta
Machado, vlce-µresldente da AuMl e µresldente
da AuA-lS, relerlu que a declaraçáo llnal de
Santarén "rellecte lundanentalnente o
sentlnento de qrande descontentanento dos
autarcas deste lais ao 0rçanento de Lstado
que está µara ser aµrovado".
"Lstanos µerante un 0rçanento de Lstado que
náo é bon nen µara os autarcas nen µara o
lais", dlsse, acrescentando que "o Coverno
deve assunlr as suas resµonsabllldades con as
consequenclas resµectlvas".
L que, exµllcou, "en cllna de recessáo
econónlca, o 0rçanento de Lstado devla
consaqrar un aunento do lnvestlnento µúbllco
e, ao contrárlo, o que se asslste é a un aunento
das desµesas correntes en clnco µor cento".
1. f. f. 8.
AÇ0kfS
PAkLAHfNI0 0ISfuIf
0kÇAHfNI0 kf0I0NAL
0 larlanento açorlano já lnlclou o debate das µroµostas de 0rçanento e llano µara 2003 e de
reµroqranaçáo do llano de Médlo lrazo, dlµlonas que conllquran reduçóes da desµesa qlobal e
dos qastos de lnvestlnentos da adnlnlstraçáo reqlonal.
As µroµostas do Lxecutlvo llderado µor Carlos César ten aµrovaçáo assequrada qraças à nalorla
µarlanentar soclallsta na Assenblela keqlonal.
0 Coverno keqlonal µreve qastar no µróxlno ano un total de 7«0 nllhóes de euros, nenos 0,8v
do que o orçanentado µara 2002, destlnando 210 nllhóes a lnvestlnentos. Sequndo o qablnete
do lresldente do Lxecutlvo keqlonal a reduçáo da desµesa qlobal do orçanento e dos nontantes
destlnados ao µlano justlllcan-se µela reduçáo das receltas esµeradas e µelo lnµedlnento,
decldldo µor Llsboa, de recurso ao endlvldanento.
fxecutivo combate política de baixos salários
0 Coverno açorlano adnltlu esta senana a µubllcaçáo de µortarlas de extensáo de Convençóes
Colectlvas de !rabalho (CC!), µara conbater a µrátlca de salárlos nals balxos nas llhas, µor
enµresas de lnµlantaçáo naclonal.
un conunlcado qovernanental subllnha que nos Açores, há enµresas naclonals a µaqar
"renuneraçóes µrolundanente disµares" lace às aµllcadas no Contlnente e Madelra, "sen que
alquna razáo lundanentada o justlllque".
Alén de lndlcar a lnstruçáo da Insµecçáo keqlonal de !rabalho µara adoµtar as nedldas necessárlas
à correcçáo do µroblena, o docunento ldentlllca as sltuaçóes nas áreas das cantlnas, releltórlos,
lábrlcas de relelçóes e sector da llnµeza.
Acrescentando alnda, que as dlllqenclas µersµectlvadas - que µretenden, lqualnente, conbater
"µrocedlnentos renuneratórlos lrrequlares e de náo lnserçáo nos necanlsnos da sequrança
soclal e obrlqaçóes llscals" - decorreráo "sen µrejuizo do carácter µrelerenclal da auto-requlaçáo".
fV0kA
HuNIfÍPI0 AVANÇA f0H
kfA8ILIIAÇA0 0f f0IfÍfI0S
0 Lxecutlvo soclallsta da Cânara Munlclµal de
Lvora (CML) anunclou o arranque das obras de
reabllltaçáo de edlliclos deqradados do centro
hlstórlco da cldade, nun lnvestlnento de 138
nll euros.
As obras, que narcaran o avanço en Lvora do
chanado keqlne de Aµolo à kecuµeraçáo
habltaclonal en Areas urbanas Antlqas
(kLhA8I!A), vlsan sequndo o nunlciµlo, a
nelhorla da qualldade de vlda das µessoas que
habltan en noradlas en nau estado de
conservaçáo.
Lste reqlne de aµolo abranqe, sequndo o
nunlciµlo, obras de conservaçáo e benellclaçáo
de lnóvels cujas rendas sejan anterlores a 1980
e os µroµrletárlos náo dlsµonhan de nelos
llnancelros µara nelhorar as condlçóes de
habltabllldade e deste nodo a evltar a
µroqresslva deqradaçáo dos µrédlos.
Através deste reqlne é concedldo un aµolo a lundo µerdldo de 60 µor cento do custo das obras,
cabendo os restantes «0 µor cento a lnvestlnento µartlcular, eventualnente con recurso a
llnanclanento, sob a lorna de enµréstlno, junto do Instltuto uaclonal de habltaçáo.
Contudo, e atendendo a que nultas das lanillas do centro hlstórlco sáo conµostas µor µessoas
ldosas con balxos rendlnentos, o µroqrana kLhA8I!A µreve a atrlbulçáo de un subsidlo de renda
às lanillas nals carencladas.
AuIAk0uIAS
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0PINIA0
10fL hASSf ffkkfIkA
uH HAu 0kÇAHfNI0
0f fSIA00
1. 0 0rçanento de Lstado µara 2003 corresµonde a un µercurso de aqravanento da
sltuaçáo econónlca e à abertura de un canlnho µara a recessáo.
As nedldas do Coverno, noneadanente nantendo o IVA (taxa náxlna) en 19 µor
cento contlnuan a castlqar os consunldores, contrlbulndo µara o recuo da µrocura
lnterna e µara crlar un cllna de deµressáo econónlca..
 
2. uo µrojecto da µonte sobre o !ejo (3ª travessla), o conµortanento da nalorla
µarlanentar lol execrável. Inscreveran un µrojecto de un nllháo de euros no lIuuAC
e llzeran desaµarecer essas verbas dlstrlbuidas en valores lnslqnlllcantes, µor nunerosos
µrojectos de obras µúbllcas os quals, na sua qrande nalorla, náo ten condlçóes µara
avançar con verbas táo llnltadas. 0u seja, reduzlran a zero a verba atrlbuida ao
µrojecto da µonte sobre o !ejo, alquns dlas deµols de o nlnlstro Valente de 0llvelra
ter exµllcado o que la lazer en reunláo conjunta de duas Conlssóes larlanentares. (a
de "Lcononla e llnanças" e a de "ulreltos, Llberdades e Carantlas").
 
3. 0 Coverno aµresenta una µroµosta lnteqrada no 0rçanento, alterando as reqras de
aµosentaçáo dos lunclonárlos µúbllcos, sen qualquer consulta às estruturas slndlcals.
0 lS µroµôs a sua revoqaçáo, até µorque náo haverla qualquer nelhorla no
lunclonanento da Adnlnlstraçáo lúbllca con a eventual aµrovaçáo destas µroµostas e
µor náo ser justo, en lln de carrelra, alterar as µersµectlvas de aµosentaçáo dos
trabalhadores da lunçáo µúbllca.
 
«. A qlqantesca nanobra de desorçanentaçáo conduzlda µelo nlnlstro da Saúde, através
da lorna cono sáo crladas as socledades de caµltals µúbllcos nerece una culdada
anállse. 0 nlnlstro náo conseque reduzlr as desµesas da Saúde, nas laz un eslorço
brutal µara as abrlr ao sector enµresarlal, eventualnente a canlnho da µrlvatlzaçáo.
Mas µara lsso, µroµóe o Coverno no 0rçanento una qlqantesca translerencla llnancelra
µara as novas enµresas de saúde, noneadanente hosµltals µúbllcos translornados en
socledades de caµltals µúbllcos, sen reduzlr o rltno de cresclnento das desµesas
nornals do Servlço uaclonal de Saúde.
 
3. A questáo do déllce é una das nals relevantes neste µrocesso. 0 Coverno nanlµula os
dados, exaqerou nas critlcas às contas de
2001, aceltando crltérlos que náo vlqoran
na nalor µarte dos µaises do euro. L
questlonado na Assenblela da keµúbllca
sobre a honoqeneldade de crltérlos entre
os várlos µaises da unláo Luroµela e
noneadanente na zona euro, a Mlnlstra
das llnanças concordou que eles náo eran
honoqéneos ou seja, o Coverno de lortuqal
aceltou a aµllcaçáo ao nosso µais de
crltérlos nals severos que os sequldos µelos
qrandes estados da zona euro.
Ln Lsµanha, o conceltuado jornal "Ll
lals" µubllcou recentenente na sua
rubrlca de econonla un texto en que
relere o déllce real esµanhol entre 2,6 µor
cento e 3,6 µor cento do lroduto Interno
8ruto, con crltérlos de certa lorna
slnllares aos aµllcados às contas
µortuquesas de 2001.
 
6. A venda de µatrlnónlo ten corrldo nal.
uo debate do 0rçanento kectlllcatlvo,
en Malo últlno, a nlnlstra das llnanças
allrnou que eran "lantaslas" alqunas das
questóes levantadas µelos deµutados
soclallstas, e náo esclareceu o que larla
quanto à eventual venda da rede llxa de
teleconunlcaçóes, nen sequer se
acelerarla (ou cono orqanlzara esse
µrocesso) as vendas de µatrlnónlo
edlllcado.
As medidas do 0overno, nomeadamente mantendo o IVA
(taxa máxima) em 19 por cento continuam a castigar os
consumidores, contribuindo para o recuo da procura interna
e para criar um clima de depressão económica..
20
1+ de Novembro de 2002
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!el.218 «09 0«2
uºVerde 808 201 231
0 XIII fongresso Nacional do Partido Socialista terá lugar ao longo do
próximo fim-de-semana. 0uas moções globais, uma proposta de
actualização declaração de princípios, seis projectos de alterações de
estatutos e 15 moções sectoriais são os documentos-base para a
discussão que se irá travar no foliseu dos kecreios de Lisboa.
Amanhã terá lugar na Assembleia da kepública a votação final global
do 0rçamento de fstado e das 0randes 0pções do Plano para 2003.
No âmbito das actividades do 0abinete de fstudos do PS, realizam-se
durante a próxima semana um conjunto de reuniões sectoriais. fstão
previstas reuniões nas áreas da Imigração, 0efesa, Administração Pública
e formação Profissional.
fonvocada pelas duas centrais sindicais, os trabalhadores da função
Pública levam hoje a cabo uma greve geral de protesto contra a política
laboral do 0overno de direita.
Iermina no próximo sábado o 5º curso livre de história fontemporânea
sobre °frise e reforma da democracia", organizado pela fundação Hário
Soares.
1orge Sampaio desloca-se à kepública 0ominicana a fim de participar
nos próximos dias 15 e 16 na XII fimeira Ibero-Americana.