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Artº1º
(0a data e local do fongresso )
1. 0 XIII Conqresso uaclonal (extraordlnárlo) do lS reallza-se
nos dlas 13, 16 e 17 de uovenbro de 2002.
2. 0 XIII Conqresso uaclonal do lS reallza-se en Llsboa, no
Collseu dos kecrelos.
Artº. 2º
(0a composição do fongresso)
1. 0 Conqresso uaclonal ten, no que resµelta ao dlrelto de
voto, a conµoslçáo sequlnte:
a) ueleqados eleltos µelas secçóes de resldencla e de acçáo
sectorlal,
b) Secretárlo-Ceral,
c) lresldente do lartldo,
d) lresldente honorárlo do lartldo,
e) Menbros do Secretarlado uaclonal, Conlssáo uaclonal,
Conlssáo uaclonal de Jurlsdlçáo e Conlssáo uaclonal
de llscallzaçáo Lconónlca e llnancelra,
l) Menbros do Coverno e dos Cruµos larlanentares na
Assenblela da keµúbllca, nas Assenblelas keqlonals e
no larlanento Luroµeu, llllados no lS,
q) lresldentes das lederaçóes,
h) Menbros da JS que lnteqran a Conlssáo uaclonal,
l) lresldente da !endencla Slndlcal Soclallsta,
j) lresldente da Assoclaçáo uaclonal de Autarcas
Soclallstas,
k) lresldente do ueµartanento uaclonal das Mulheres
Soclallstas.
2. lartlclµan tanbén no Conqresso, sen dlrelto a voto:
a) Menbros dos Covernos keqlonals llllados no lS,
b) lresldentes de Cânara, lresldentes das Assenblelas
Munlclµals ou µrlnelros eleltos µara aqueles órqáos
nunlclµals llllados no lS,
c) lresldentes das C.l.C.,
d) Menbros do órqáo executlvo naclonal do ueµartanento
uaclonal das Mulheres Soclallstas,
3. 0s deleqados ao Conqresso relerldos nas alineas b) a k) do
nº 1 náo µoden exceder un terço do núnero total dos
deleqados eleltos.
«. 0s deleqados eleltos ao Conqresso, en núnero dellnldo
µela C0C sáo eleltos µelas secçóes de resldencla e de acçáo
sectorlal, con base en noçóes µolitlcas de orlentaçáo qlobal.
3. 0s deleqados ao Conqresso deveráo ser µortadores do cartáo
de nllltante nos dlas da reallzaçáo do Conqresso.
Art.3º
(0os órgãos do fongresso)
1. uo lniclo dos trabalhos, o Conqresso eleqe, de entre os seus
nenbros, a Conlssáo de Verlllcaçáo de loderes e a Mesa,
sob µroµosta do Secretárlo-Ceral elelto, e a Conlssáo de
honra do Conqresso, sob µroµosta do lresldente do lartldo.
2. A Conlssáo de Verlllcaçáo de loderes é constltuida µor quatro
nenbros eleltos µelo Conqresso e µresldlda µelo lresldente
da Conlssáo uaclonal de Jurlsdlçáo, conµetlndo-lhe julqar
a reqularldade da conµoslçáo do Conqresso e conhecer de
qualsquer lrreqularldades surqldas na ldentlllcaçáo dos
resµectlvos nenbros.
3. A Mesa do Conqresso é conµosta µor clnco Vlce-lresldentes
e dez Secretárlos eleltos µelos deleqados, e µelo Secretárlo-
Ceral elelto, µor dlrelto µróµrlo.
«. A Conlssáo de honra do Conqresso é constltuida µor sete a
qulnze nenbros de entre os seus nllltantes que tenhan
desenµenhado µaµel relevante ao servlço do lartldo, da
uenocracla ou do lais.
Artº4º
(0o Presidente do fongresso)
1. 0 lresldente do lartldo é o lresldente da Mesa do Conqresso,
conµetlndo-lhe lnlclar os trabalhos do Conqresso, conceder
ou retlrar o uso da µalavra, e assequrar a nornalldade dos
debates, en cooµeraçáo con os restantes nenbros da Mesa,
nos ternos en que µara o elelto acorden,
2. Conµete aos Vlce-lresldentes substltulr o lresldente nas
suas ausenclas e lnµedlnentos.
Art 5º
(0a 0rdem de Irabalhos)
1. 0 XIII Conqresso uaclonal terá a sequlnte 0rden de
!rabalhos:
lonto 1 - Llelçáo da Conlssáo de Verlllcaçáo de loderes
lonto 2 - Llelçáo da Mesa do Conqresso uaclonal
lonto 3 - Llelçáo da Conlssáo de honra do Conqresso
uaclonal
lonto « - Sessáo de Abertura do Conqresso uaclonal
lonto 3 - Aµresentaçáo, debate e votaçáo das µroµostas
de nodlllcaçáo dos estatutos
lonto 6 - Aµresentaçáo, debate e votaçáo das µroµostas
de nodlllcaçáo da ueclaraçáo de lrlnciµlos
lonto 7 - Aµresentaçáo, dlscussáo e votaçáo das Moçóes
µolitlcas de orlentaçáo qlobal, que tenhan un
ninlno de 30 deleqados subscrltores
lonto 8 - Aµresentaçáo, dlscussáo e votaçáo das noçóes
sectorlals, subscrltas µor un ninlno de 10
deleqados
lonto 9 - Sessáo de Lncerranento con Intervençáo do
Secretárlo-Ceral
2. Se houver que µroceder à elelçáo de órqáos naclonals de
acordo con as alteraçóes votadas no µonto 3, a nesa do
Conqresso reorqanlzará a orden de trabalhos do nodo
adequado.
3- A C0C µrocederá à dellnlçáo horárla da 0rden de !rabalhos,
a qual µode ser alterada µela nesa do Conqresso.
Artº.6º
(funcionamento do fongresso)
1. As dellberaçóes do Conqresso uaclonal sáo válldas desde
que tonadas µela nalorla do núnero total dos seus nenbros,
e µor nalorla slnµles, sendo lnµeratlvo µara todos os órqáos
e nenbros do lartldo,
2. 0 voto é µessoal e µresenclal,
3. 0 "quorun" µrevlsto no núnero un só é exlqivel µara
dellberar, sendo que a resµectlva verlllcaçáo ocorrerá ou
µor lnlclatlva da Mesa ou a µedldo de qualquer dos deleqados
µresentes, µodendo o Conqresso lunclonar con qualquer
núnero de µresenças,
«. L dlsµensada a leltura das µroµostas e noçóes
aµresentadas µara dlscutlr e votar µelo Conqresso, desde
que tenhan sldo dlstrlbuidas µelos deleqados,
3. A Mesa é soberana na orlentaçáo dos trabalhos do Conqresso.
Artº. 7º
(0as discussões políticas)
1. lara a aµresentaçáo das noçóes µolitlcas de orlentaçáo
qlobal, que sejan subscrltas µor un ninlno de 30
deleqados, os seus µroµonentes µoderáo lntervlr durante
20 nlnutos.
2. lara a aµresentaçáo das noçóes sectorlals, subscrltas µor
un ninlno de 10 deleqados, os seus µroµonentes µoderáo
lntervlr µor un µeriodo de tenµo llxado µela Mesa en
lunçáo do cunµrlnento da 0rden de !rabalhos.
3. Se loren electuadas elelçóes µara órqáos naclonals do
lartldo, as reqras sobre a aµresentaçáo de candldaturas
aos órqáos naclonals e sobre a duraçáo náxlna de cada
lntervençáo será llxada µelo Conqresso sob µroµosta da
nesa.
«. A Mesa dellnlrá a duraçáo das lntervençóes dos
µroµonentes no encerranento da dlscussáo das noçóes
µolitlcas de orlentaçáo qlobal.
Artº. 8º
(0as intervenções)
1. 0s deleqados ao Conqresso µoderáo µartlclµar nos trabalhos
através de: lntervençóes, requerlnentos, reclanaçóes, e
declaraçóes de voto.
2. As lntervençóes µoderáo ser electuadas nedlante a entreqa
na nesa de un µedldo de µalavra.
3. 0s requerlnentos, que sáo µedldos dlrlqldos à Mesa,
reµortan-se ao nodo de aµresentaçáo, dlscussáo e votaçáo
de qualquer assunto.
«. 0s requerlnentos, que teráo de ser votados µelo Conqresso,
conslderan-se aµrovados se obtlveren 2/3 dos votos dos
deleqados µresentes.
3. As reclanaçóes (lontos de 0rden), que sáo µedldos dlrlqldos
à Mesa, reµortan-se à lnlracçáo dos Lstatutos, do
kequlanento ou do keqlnento do Conqresso.
6. A Mesa cabe dellberar lnedlatanente sobre as reclanaçóes
(lontos de 0rden), con recurso, µara o µlenárlo do
Conqresso, µor µarte do reclanante.
7. As declaraçóes de voto sáo aµresentadas à Mesa µor escrlto,
llcando anexas à acta do Conqresso, a qual será elaborada
µela Mesa até 30 dlas aµós a data da reallzaçáo do Conqresso
e entreque ao Secretarlado uaclonal.
Artº. 9º
(0a interpretação e integração das lacunas)
Conµete à Mesa a lnterµretaçáo e lnteqraçáo de lacunas do
µresente keqlnento e a resoluçáo dos casos onlssos, cabendo
recurso µara o Conqresso.
Artº. 10º
(0a publicidade)
0 µresente keqlnento do XIII Conqresso uaclonal do lS será
µubllcado no órqáo ollclal do lS "Acçáo Soclallsta" , aµós ser
aµrovado en Conlssáo uaclonal.
kf0IHfNI0
00 XIII f0N0kfSS0 NAfI0NAL
00 PAkII00 S0fIALISIA
Pk0P0SIAS 0f ALIfkAÇ0fS 0f fSIAIuI0S
ldaatdo letto kodtiqaes
tomissào lo|i|ica tonce|nia de lisooa
tomissào µo|i|ica da l/ul
kai |amotado, lonseca letteita e oa|tos
ltnes|o kioeito da 5i|ta
/n|6nio 8to|as
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Introdução
A µresente µroµosta conµóe-se de 3 lartes dlstlntas: a µrlnelra,
contén una netodoloqla µara o µrocesso de revlsáo dos
Lstatutos, entre o Conqresso e a µrlnelra Conlssáo uaclonal
aµós o XIII Conqresso (extraordlnárlo), a sequnda contén
una µroµosta de artlculado µara a revlsáo, en Conqresso,
de alquns artlqos dos Lstatutos, a tercelra contén una
µroµosta de bases µara a revlsáo dos Lstatutos as quals
vlnculan e deven ser desenvolvldas µela Conlssáo uaclonal,
na sequencla do XIII Conqresso (extraordlnárlo).
PAkIf I - HfI000L00IA
lroµóe-se a sequlnte netodoloqla:
a) uo XIII Conqresso seráo debatldas aµenas µroµostas de
artlculado, con eleltos lnedlatos no µróµrlo Conqresso se
loren aµrovadas, resµeltantes aos sequlntes tenas:
- caµacldade eleltoral lnterna dos nllltantes,
- núnero, conµoslçáo (exceµto lnerenclas e lnconµatlbl-
lldades) e elelçáo dos órqáos naclonals do lartldo Soclallsta.
b) ua Conlssáo uaclonal seráo aµreclados, debatldos e
aµrovados artlculados sobre todas as restantes nodlllcaçóes
estatutárlas, sejan aquelas en relaçáo aos quals o XIII
Conqresso aµrove bases, sejan todas as outras que sejan
objecto de µroµostas de alteraçáo.
PAkIf II - Pk0P0SIA 0f ALIfkAÇA0 00S
fSIAIuI0S 00 PAkII00 S0fIALISIA
uos ternos do artlqo 116.º, n.º 1, dos Lstatutos e dos artlqos
7.º, n.º 2 e 9.º, n.º 1, do kequlanento µara elelçáo dos
deleqados aos XIII Conqresso uaclonal (Lxtraordlnárlo), os
nllltantes abalxo asslnados aµresentan a sequlnte µroµosta
de alteraçáo dos Lstatutos do lartldo Soclallsta:
Artigo 1.º
0s artlqos 18.º, 38.º, 39.º, 60.º, 62.º, 6«.º, 63.º, 71.º, 73.º, 76.º
e 116.º µassan a ter a sequlnte redacçáo:
Artigo 18.º (0a capacidade eleitoral)
1. (...)
2. A caµacldade eleltoral µasslva µara os órqáos do lS adqulre-
se aµós sels neses de lnscrlçáo, exceµto a caµacldade µara
a elelçáo µara Secretárlo-Ceral, a qual se adqulre aµós 18
neses de lnscrlçáo.
Artigo 58.º (0os órgãos nacionais do Partido)
Sáo órqáos naclonals do lartldo:
a) (...),
b) (...),
c) (...),
d) (...),
e) (...),
l) (.),
q) (actual h)),
h) (actual l)).
Artigo 59.º (0a eleição dos membros dos órgãos nacionais)
1. (...).
2. (...)
3. (...)
«. Salvo nas clrcunstânclas do artlqo 60, n.º 2, o Secretárlo-
Ceral é elelto µelo slstena de llsta unlnonlnal µor sulráqlo
dlrecto de todos os nllltantes de entre os candldatos
µroµostos µor un ninlno de 100 nllltantes do lartldo.
3. Salvo nas clrcunstânclas do artlqo 60.º, n.º 2, a elelçáo do
Secretárlo-Ceral reallza-se slnultaneanente con a elelçáo
dos deleqados ao Conqresso uaclonal.
6. (...)
7. (...)
8. (...)
Artigo 60.º (0o fongresso Nacional)
1. 0 Conqresso uaclonal é o órqáo de aµreclaçáo e dellnlçáo
das llnhas qerals da µolitlca naclonal do lartldo, conµetlndo-
lhe, quando se trate de Conqresso ordlnárlo, eleqer o
lresldente do lartldo, a Conlssáo uaclonal, a Conlssáo
uaclonal de Jurlsdlçáo e a Conlssáo uaclonal de llscallzaçáo
Lconónlca e llnancelra.
2. 0uando se trate de Conqresso extraordlnárlo, µode o
Secretárlo-Ceral µroµor ao Conqresso, até ao terno do seu
µrlnelro dla de lunclonanento, que sejan µronovldas
elelçóes µara os órqáos naclonals que lhe conµete eleqer e
µara Secretárlo-Ceral.
3. Caso o Conqresso extraordlnárlo assuna µoderes electlvos
dos órqáos naclonals e do Secretárlo-Ceral, sáo de lnedlato
µroµostas e aµrovadas alteraçóes ao resµectlvo reqlnento
de nodo a ordenar o µrocesso eleltoral de acordo con os
sequlntes µrlnciµlos ninlnos:
a) A aµresentaçáo de candldaturas a Secretárlo-Ceral requer
a subscrlçáo de µelo nenos 30 deleqados ao Conqresso,
b) 0 µeriodo de aµresentaçáo, µronoçáo e delesa de
candldaturas náo µode ser lnlerlor a 2« horas,
c) Sáo qarantldas condlçóes de lqualdade na aµresentaçáo,
µronoçáo e delesa das candldaturas.
«. (anterlor n.º 2).
3. (anterlor n.º 3).
Artigo 62.º (0as reuniões do fongresso Nacional)
1. 0 Conqresso naclonal reúne ordlnarlanente dols anos aµós
a reallzaçáo do últlno Conqresso, qualquer que tenha sldo a
sua natureza, na sequencla da elelçáo do Secretárlo-Ceral e,
extraordlnarlanente, nedlante convocaçáo da Conlssáo
uaclonal, do Secretárlo-Ceral ou da nalorla das Conlssóes
lolitlcas das lederaçóes que reµresenten tanbén a nalorla
dos nenbros lnscrltos no lartldo.
2. (...).
Artigo 64.º (0a composição da fomissão Nacional)
1. A Conlssáo uaclonal é conµosta:
a) (...),
b) (...),
c) (...),
d) lor 231 nenbros eleltos dlrectanente µelo Conqresso
uaclonal,
e) (...),
l) (...),
q) (...),
h) (...),
l) (...),
j) (...).
2. (...).
3. (...).
Artigo 65.º (0a competência da fomissão Nacional)
1. (...).
2. (...)
a) (...),
b) (...),
c) (...),
d) (...),
e) (...),
l) (...),
q) (...),
h) (...),
l) (...),
j) (...),
k) (...),
l) (...),
n)Aµrovar, sob µroµosta da Conlssáo lolitlca uaclonal, os
requlanentos eleltorals µara a elelçáo dlrecta do
Secretárlo-Ceral, dos lresldentes das lederaçóes e dos
deleqados aos conqressos naclonals e lederatlvos,
n) (...),
o) (...),
µ) (...),
q) (.).
Artigo 71.º (0a composição da fomissão Política Nacional)
1. (...):
a) (...),
b) (...),
c) lor 63 nenbros eleltos µela Conlssáo uaclonal,
d) (...),
e) (...),
l) (...),
q) (...),
h) (...),
l) (...),
j) (...),
k) (...).
2. (...).
Artigo 73.º (0o funcionamento da fomissão Política
Nacional)
A Conlssáo lolitlca uaclonal reúne ordlnarlanente de tres en
tres senanas e, extraordlnarlanente, senµre que convocada
µelo Secretárlo-Ceral, µor lnlclatlva µróµrla ou a sollcltaçáo de
un quarto dos seus nenbros, nedlante avlso contendo nençáo
do local, do dla e da hora da reunláo, ben cono a resµectlva
orden de trabalhos envlada a todos os nenbros con a
antecedencla ninlna de quarenta e olto horas, redutivel a
netade en caso de urqencla.
Artigo 76.º (0o Secretariado Nacional)
1. 0 Secretarlado uaclonal é o órqáo executlvo da Conlssáo
lolitlca uaclonal.
2. 0 Secretarlado uaclonal, µresldldo µelo Secretárlo Ceral, é
conµosto µor 11 nenbros eleltos µor nalorla, através do
slstena de llsta conµleta, µela Conlssáo uaclonal, de entre
os nenbros da Conlssáo lolitlca uaclonal, sob µroµosta do
Secretárlo-Ceral.
Pk0P0SIA 0f HfI000L00IA, 0f kfVISA0 f 0f 8ASfS PAkA kfVISA0 00S fSIAIuI0S 00 PAkII00 S0fIALISIA
fA2fk 8fH
PfL0 fuIuk0
lroµonente
f0uAk00 ffkk0 k00kI0ufS
5
3. (anterlor n.º 2).
«. (anterlor n.º 3).
3. (anterlor n.º «).
Artigo 116.º (0o processo de alteração dos fstatutos)
1. 0s µresentes Lstatutos sáo alterados µor dellberaçáo do
Conqresso uaclonal ou µor dellberaçáo da Conlssáo uaclonal,
se o Conqresso lhe atrlbulr deleqaçáo de µoderes µara tanto,
devendo, en qualquer dos casos, a alteraçáo estatutárla ter
sldo µrevlanente lnscrlta na orden de trabalhos do Conqresso.
2. (...)
Artigo 2.º
L revoqado o artlqo 78.º.
Artigo 3.º
As µresentes alteraçóes entran lnedlatanente en vlqor.
PAkIf III
8ases de alterações a serem desenvolvidas e concretizadas
pela fomissão Nacional
ulreltos e deveres dos nenbros e dos lndeµendentes
· 8ase 1 - Crlaçáo, a µar da llqura do nllltante, da llqura do
slnµatlzante, náo dlsµondo este de alquns dos deveres e dos
dlreltos dos nllltantes, nas recebendo lnlornaçáo e µodendo
µartlclµar nas reunlóes, sen dlrelto a voto.
· 8ase 2 - Consaqraçáo da µosslbllldade de µartlclµaçáo de
lndeµendentes nos qruµos de estudos.
0rqáos do lS
· 8ase 3 - Consaqraçáo dos Cruµos larlanentares (na Assenblela
da keµúbllca, no larlanento Luroµeu e nas Assenblelas
keqlonals) cono estruturas requladas estatutarlanente, con
autononla e conµetenclas µróµrlas e con as relaçóes con os
órqáos naclonals ben dellnldas.
· 8ase « - ulnlnulçáo das lnerenclas con dlrelto a voto no
Conqresso uaclonal e nos órqáos naclonals.
0rqanlzaçáo
· 8ase 3 - Consaqraçáo do µrlnciµlo da qestáo central do llchelro
de nllltantes, en base de dados central e con µaqanento de
quotas encanlnhado µara contas centrals, sendo estas
lnteqralnente translerldas µara as secçóes.
· 8ase 6 - uesenvolvlnento do concelto de secçóes de acçáo
sectorlal con:
a) Consaqraçáo de acçóes tenátlcas e secçóes de trabalho,
as µrlnelras relerldas a tenas, µroblenas ou áreas das
µolitlcas µúbllcas, as sequndas relerldas a enµresas,
orqanlzaçóes ou sectores da actlvldade econónlca nas quals
tenhan µartlclµaçáo dlrecta os seus nllltantes,
b) Crlaçáo de coordenaçóes naclonals destas secçóes que se
relaclonan e resµonden µerante os órqáos naclonals.
· 8ase 7 - Crlaçáo de dols novos tlµos de secçóes:
a) Clbersecçóes (vla 1¤Ic:¤cI).
b) Secçóes de duraçáo llnltada, que orqanlzan os nllltantes
µor un µeriodo deternlnado e en lunçáo de un objectlvo
de duraçáo llnltada .
· 8ase 8 - Crlaçáo de clubes (Fc:u¤·) de µolitlca, lnteqrando
lnscrltos e náo lnscrltos, µara debate reqular de tenas
esµecillcos.
Lstatuto e conµetenclas dos dlrlqentes
· 8ase 9 - Introduçáo de un núnero llnlte de « nandatos de
dols anos en alquns órqáos executlvos: µresldentes de
lederaçóes, de concelhlas e de secçóes e nenbros do órqáos
executlvo naclonal. 0 tenµo já transcorrldo conta, nas aµenas
até 23v (2 anos).
· 8ase 10 - Inµedlnento da acunulaçáo slnultânea de certos
carqos executlvos.
· 8ase 11 - Aµerlelçoanento do µrocesso de deslqnaçáo de
candldatos a deµutados, con a consaqraçáo do µrlnciµlo de
que a quota da Conlssáo lolitlca uaclonal µassa a ser
µreenchlda sob µroµosta do Secretárlo Ceral.
· 8ase 12 - Aµerlelçoanento do µrocesso de deslqnaçáo de
candldatos autárqulcos con a µosslbllldade de a deslqnaçáo
µassar ser obrlqatorlanente ratlllcada µela Conlssáo lolitlca
uaclonal se náo houver concordâncla entre a Conlssáo lolitlca
da lederaçáo e a Conlssáo lolitlca Concelhla sobre
candldaturas autárqulcas µroµostas µor esta últlna.
lroqrana de leqlslatura
· 8ase 13 - Consaqraçáo do "lroqrana de Leqlslatura",
aµrovado en Conqresso.
6
Pk0P0SIA 0f kfVISA0 0f fSIAIuI0S
lroµonente
f0HISSA0 P0LÍIIfA f0NffLhIA 0f LIS80A
(aµrovada en Conlssáo lolitlca Concelhla a 26/09/2002)
INIk00uÇA0
Con esta µroµosta de kevlsáo Lstatutárla µretendenos aµenas
lortalecer, nodernlzar e credlblllzar o lartldo Soclallsta, convlctos
de que ao o lazernos, estarenos slnultaneanente a lortalecer o
µrestiqlo das lnstltulçóes denocrátlcas, das quals os µartldos
µolitlcos sáo µarte lnteqrante.
uáo µode haver denocracla µolitlca sen µartldos µolitlcos, náo
µoden haver µartldos sen nllltantes, nllltantes consclentes,
actlvos, lnlornados e detentores dos dlreltos de cldadanla que
todos os µartldos reclanan µara o cldadáo conun.
L con base nestes µressuµostos que aµresentanos esta lroµosta:
modernizar e credibilizar o PS, promover uma ainda maior
transparência da sua actividade partidária e essencialmente
aprofundar os direitos de cidadania dos seus militantes.
lara esse elelto aµresentanos un conjunto de alteraçóes a
dlversos artlqos, alqunas con slqnlllcado de alteraçóes essenclals
e outras aµenas con o objectlvo de correcçáo de µequenos detalhes
que µernltan un alnda nelhor lunclonanento.
Assln as alteraçóes aos artlqos 7º, 8º, 9º, 10º, 1«º, 13º, 16º e 18º
µrenden-se con a lntençáo de clarificar direitos (aumentando-
os) e deveres dos militantes, assln cono vlsan alterações
fundamentais na organização das estruturas de base, con a
dlqnlllcaçáo do µaµel das Secções de Acção Sectorial e Iemáticas,
dlqnlllcando-as e resolvendo os µroblenas que se verlllcan até
ao nonento no seu relaclonanento con as Secçóes de kesldencla.
uas alteraçóes que µroµonos ao artlqo 20º µronovenos una
autêntica revolução ao lntroduzlrnos o princípio da limitação
de mandatos e da acumulação de cargos partidários.
uos artlqos 23º, 30º, 32º, 33º e 33º sáo alteraçóes de µornenor
relaclonadas con as Secções Iemáticas.
uo artlqo 39º aumentamos o grau a participação nas fomissões
Políticas foncelhias de nllltantes con resµonsabllldades nas
estruturas de base e nos artlqos 36º, 76º, 86º, 113ºe 119º µroµonos
alteraçóes que vlsan un aperfeiçoamento do nosso
funcionamento político.
uos artlqos «8º e 61º µroµonos una redução drástica das
inerências aos fongressos federativos e Nacionais que, a ser
aµrovada, constltulrá, a µar da limitação de mandatos e
acumulação de cargos partidários, una ellcaz nedlda µara una
renovaçáo constante no lS.
0s artlqos 91º e 92º, clarlllcan as competências quanto à
designação de cargos políticos, no sentldo da conllrnaçáo da
descentrallzaçáo já lnlclada en anterlores alteraçóes estatutárlas,
aunentando a cldadanla dos nllltantes e estruturas de base e
lnternédlas nas, slnultaneanente, clarificando e reforçando
os poderes do Secretário-0eral.
uo artlqo 110º danos una outra dlqnldade estatutárla aos
Cablnetes de Lstudo e acentuanos a sua vertente de lnteracçáo
con os nllltantes e quadros µartldárlos, assln cono con os
cldadáos lndeµendentes.
uo artlqo11«º aµresentanos µroµostas no sentldo de una maior
inserção do 0epartamento Nacional das Hulheres Socialistas,
µronovendo una nalor µartlclµaçáo das nulheres do lS nas suas
oµçóes, assln cono suqerlnos una µartlclµaçáo nas llstas, µor
qénero, nunca lnlerlor a 30v.
Pk0P0SIAS 0f ALIfkAÇA0
Artigo 7º
(0a inscrição no Partido)
1. (nantén)
2. (nantén)
3. 0s nllltantes sáo recenseados µor secçóes de resldencla,
corresµondentes à área do donlcillo escolhldo, µor secçóes
de acçáo sectorlal ou µor secçóes tenátlcas, deslqnadanente
µara elelto de µartlclµaçáo en actos eleltorals lnternos.
«. Cada nllltante µode, se o desejar, estar lnscrlto
slnultaneanente en tres estruturas, una de resldencla, una
sectorlal e outra tenátlca.
3. 0s nllltantes lnscrltos en nals de una estrutura ten de
conunlcar no acto de lnscrlçáo ao Secretarlado uaclonal,
qual a estrutura en que se recenselan µara eleltos de
µartlclµaçáo e votaçáo resµeltante a Conqressos.
6. lara elelto de µartlclµaçáo en actos eleltorals concelhlos, os
nllltantes lnscrltos aµenas en Secçóes de Acçáo Sectorlal
e/ou en Secçóes !enátlcas, µartlclµan no acto eleltoral do
Concelho que corresµonde ao seu donlcillo escolhldo.
7. Sáo µernltldas as translerenclas de nllltantes entre secçóes.
8. 0 nllltante translerldo µara una secçáo ai deverá µernanecer
µor un µeriodo ninlno de 2« neses, exceµto quando se
trate de alteraçáo do donlcillo ou do donlcillo µrollsslonal
devldanente conµrovado.
9. 0uando a translerencla náo se electuar µor alteraçáo do
donlcillo ou alteraçáo do donlcillo µrollsslonal, a nesna é
condlclonada ao µarecer vlnculatlvo, lavorável, do
secretarlado da secçáo de destlno, o qual, quando neqatlvo,
é µassivel de recurso µara o secretarlado da Conlssáo lolitlca
Concelhla, ou, no caso de se tratar de una Secçáo Concelhla,
µara o secretarlado da lederaçáo resµectlva.
10. Até llnal de Março de cada ano, será envlada
obrlqatorlanente a todas as estruturas de base µelo
Secretarlado uaclonal, con conheclnento às lederaçóes, o
recenseanento actuallzado dos nenbros do lartldo ai
lnscrltos, ben cono as quotas resµectlvas.
Artigo 8º
(0a aceitação da inscrição)
1. (nantén)
2. (nantén)
3. Cabe à Conlssáo lolitlca uaclonal, aµós µareceres do
Secretarlado da secçáo conµetente e do Secretarlado da
lederaçáo resµectlva, dellberar sobre o µedldo de lnscrlçáo
de antlqos nllltantes do lartldo Soclallsta ou de qualquer
outro lartldo.
«. (nantén)
Artigo 9º
(0o recurso da decisão sobre o pedido de inscrição)
1. 0ualquer declsáo neqatlva do Secretarlado da secçáo relerlda
no nº. 1 do artlqo anterlor deve ser exµressanente
lundanentada e transnltlda ao requerente, cabendo recurso
da nesna, no µrazo de 13 dlas, µara o Secretarlado da
lederaçáo, e da declsáo deste, tanbén no µrazo de 13 dlas,
µara a Conlssáo lolitlca uaclonal.
2. (nantén)
Artigo 10º
(0a actualização dos dados)
1. (nantén)
2. (nantén)
3. As translerenclas electuadas aµós o recenseanento anual
µrevlsto nos nº.7 a 9 do artlqo 7º, lnµllcan que esses
nllltantes só µoden eleqer e ser eleltos na nova estrutura,
aµós a sua lnscrlçáo no recenseanento do ano sequlnte.
 
Artigo 14º
(0os direitos)
Mantén-se o nº1 con todas as alineas, o nº2 e ellnlna-se o
texto do nº3 que se substltul µelo sequlnte:
3."0s nllltantes soclallstas con a quotlzaçáo en dla ten dlrelto
de receber qratultanente no seu donlcillo escolhldo, o órqáo
ollclal do lartldo Soclallsta.
Artigo 15º
(0os deveres)
Sáo deveres dos nenbros do lartldo Soclallsta:
Manten-se todas as alineas, con exce懠o da alinea l), cujo
texto µassa a ser o sequlnte:
l) laqar una quota nensal µor cada Secçáo en que esteja
lnscrlto,
Artigo 16º
(0a suspensão e perda dos direitos de membro do Partido)
1. (nantén)
2. (nantén)
3. 0s nenbros con lnscrlçáo susµensa, ou que a tenhan µerdldo
µor náo µaqanento de quotas, náo µoden µartlclµar nos
actos eleltorals lnternos e deven ser ellnlnados do
recenseanento sequlnte relerldo no nº. 10 do artlqo 7º.
Artigo 18º
(0a capacidade eleitoral)
1. Só ten caµacldade eleltoral actlva os nenbros do lartldo
constantes do recenseanento relerldo no nº. 10 do artlqo
7º, con nals de sels neses de lnscrlçáo no nonento do acto
eleltoral.
2. (nantén)
Artigo 20º
(0o mandato dos órgãos electivos)
1. (nantén)
2. (nantén)
3. (nantén)
«. (nantén)
3. 0s nenbros dos órqáos executlvos, con a exceµçáo do
Secretárlo-Ceral, só µoden ser eleltos, µara o nesno carqo,
µor tres nandatos consecutlvos.
6. uenhun nllltante do lartldo µode acunular carqos
executlvos, salvo se un deles lor na sua estrutura de base.
0s carqos executlvos en estruturas de base náo sáo
acunulávels.
Artigo 22º.
(0a organização territorial)
1. (nantén)
2. (nantén)
3. A actlvldade do lartldo en sectores esµecillcos e en áreas
relevantes da tenátlca soclal, econónlca ou cultural orqanlza-
se con base en secçóes de acçáo sectorlal e en secçóes
tenátlcas, resµectlvanente.
3. (nantén)
«. (nantén)
3. (nantén)
Artigo 25º
(0as estruturas de base sectorial e temáticas)
1. As secçóes de acçáo sectorlal e as secçóes tenátlcas sáo as
estruturas, constltuidas µor un núnero ninlno de 13
nenbros do lartldo, que exerçan actlvldade na nesna
enµresa, µrelerenclalnente no nesno sector de actlvldade
ou, no caso das secçóes tenátlcas, orqanlzados en torno de
un lnteresse tenátlco esµecillco de carácter soclal,
7
econónlco ou cultural.
2. (nantén)
3. (nantén)
«. Lste µonto é ellnlnado µor estar µrejudlcado µela alinea l)
do artlqo 13º.
Artigo 30º
(0as secções de residência, de acção sectorial e temáticas)
As secçóes de resldencla, as secçóes de acçáo sectorlal e as
secçóes tenátlcas sáo as estruturas de base do lartldo
constltuidas µara a dellnlçáo, execuçáo e dlvulqaçáo da sua
orlentaçáo µolitlca a nivel local, sectorlal e tenátlco,
resµectlvanente.
Artigo 32º
(0os órgãos das secções de acção sectorial e temáticas)
Sáo órqáos das secçóes de acçáo sectorlal e das secçóes tenátlcas
a Assenblela Ceral e o Secretarlado.
Artigo 33º
(0a Assembleia 0eral)
A Assenblela-qeral, constltuida µor todos os nenbros lnscrltos
na secçáo de resldencla, de acçáo sectorlal ou tenátlca é o
órqáo dellberatlvo das estruturas de base, conµetlndo-lhe o
exerciclo das conµetenclas qenerlcanente dellnldas no artlqo
30º, e en esµeclal:
a) (nantén)
b) (nantén)
c) (nantén)
d) (nantén)
e) (nantén)
Artigo 35º
(0o secretariado das estruturas de base)
1. 0 Secretarlado das Secçóes de kesldencla, de Acçáo Sectorlal
ou das Secçóes !enátlcas é o órqáo executlvo das estruturas
de base resµonsável µela execuçáo da llnha µolitlca do lartldo
dellnlda µelos órqáos conµetentes.
2. (nantén)
3. (nantén)
«. (nantén)
3. (nantén)
6. un reµresentante dos núcleos da JS é nenbro do
secretarlado da secçáo de resldencla con dlrelto a voto.
7. (nantén)
Artigo 39º
(0a fomissão Política foncelhia)
1. (nantén)
2. (nantén)
3. (nantén)
«. 0s secretárlos coordenadores das Secçóes de kesldencla,
Acçáo Sectorlal e !enátlcas sedladas na área da concelhla
µartlclµan, con dlrelto a voto - náo electlvo - nas reunlóes
da ClC.
3. 0s lresldentes das Juntas de lrequesla, os lresldentes das
Assenblelas de lrequesla, ou os µrlnelros eleltos nas
Assenblelas de lrequeslas do concelho, lnscrltos no lS, e os
nenbros dos órqáos lederatlvos e naclonals lnscrltos na
área do concelho µartlclµan, sen dlrelto a voto, nas reunlóes
da ClC.
6. (nantén)
7. (nantén)
8. (nantén)
9. (nantén)
10. (nantén)
Artigo 48º
(0a composição do fongresso da federação)
1. 0 Conqresso da lederaçáo ten a sequlnte conµoslçáo:
a) 0s deleqados eleltos µelas secçóes de resldencla, de acçáo
sectorlal e tenátlcas,
b) 0 lresldente e os nenbros que lnteqran o Secretarlado
da lederaçáo.
c) 0s lresldentes das Conlssóes lolitlcas Concelhlas,
d) 0 lresldente ulstrltal da Juventude Soclallsta.
2. lartlclµan tanbén no Conqresso, sen dlrelto a voto:
a) 0s Secretárlos-Coordenadores das secçóes da área da
lederaçáo,
b) 0s restantes nenbros que lnteqran os órqáos lederatlvos.
c) A Coordenadora do ueµartanento lederatlvo das Mulheres
Soclallstas.
d) 0s nenbros do Coverno e os deµutados à Assenblela da
keµúbllca e ao larlanento Luroµeu, lnscrltos na área da
lederaçáo,
e) lresldentes das Cânaras, lresldentes das Assenblelas
Munlclµals, Menbros das Juntas keqlonals e lresldentes
das Assenblelas keqlonals do lS, ou os µrlnelros eleltos
µara aqueles órqáos llllados no lS,
l) 0s nenbros soclallstas das Assenblelas keqlonals e
Assenblelas Metroµolltanas,
q) 0s nenbros dos Covernos keqlonals e deµutados
reqlonals, lnscrltos na área da lederaçáo ou eleltos µor
circulos eleltorals corresµondentes à sua área,
h) 0s nenbros dos órqáos naclonals lnscrltos na área da
lederaçáo.
3. 0s deleqados ao Conqresso da lederaçáo relerldos nas alineas
b) a d) do nº1, náo µoden exceder un quarto do núnero
total dos deleqados eleltos.
Artigo 56º
(0a fomissão federativa de 1urisdição)
1. (nantén)
2. Conµete à Conlssáo lederatlva de Jurlsdlçáo en esµeclal:
a) (nantén)
b) (nantén)
c) (nantén)
d) (nantén)
e) (nantén)
l) (nantén)
q) (nantén)
3. (nantén)
«. (nantén)
3. (nantén)
6. 0uando náo exlsta Conlssáo lederatlva de Jurlsdlçáo, ou a
que exlste se declare lnµedlda ou náo de andanento aos
µrocessos, ou náo os julque, desde que llndos, no µrazo
náxlno de dols neses a sua conµetencla translere-se µara
a Conlssáo uaclonal de Jurlsdlçáo.
7. (nantén)
Artigo 61º
(0a composição do fongresso Nacional)
1. 0 Conqresso uaclonal ten a sequlnte conµoslçáo:
a) ueleqados eleltos µelas secçóes de resldencla, de acçáo
sectorlal e tenátlcas,
b) (nantén)
c) (nantén)
d) (nantén)
e) 0s nenbros que lnteqran o Secretarlado uaclonal,
l) 0s lresldentes das lederaçóes,
q) 0 Secretárlo-Ceral da Juventude Soclallsta.
h) 0s lresldentes da !endencla Slndlcal Soclallsta, da
Assoclaçáo uaclonal de Autarcas Soclallstas e do
ueµartanento uaclonal das Mulheres Soclallstas.
2. lartlclµan tanbén no Conqresso, sen dlrelto a voto:
a) 0s Menbros do Coverno e dos Cruµos larlanentares na
Assenblela da keµúbllca, nas Assenblelas keqlonals e
no larlanento Luroµeu, llllados no lS,
b) 0s restantes nenbros que lnteqran os 0rqáos uaclonals,
c) 0s nenbros dos Covernos keqlonals llllados no lS,
d) 0s lresldentes de Cânaras Munlclµals, lresldentes das
Assenblelas Munlclµals, Menbros das Juntas keqlonals
e lresldentes das Assenblelas keqlonals do lS, ou os
µrlnelros eleltos µara aqueles órqáos nunlclµals llllados
no lS,
e) 0s lresldentes das Conlssóes lolitlcas Concelhlas,
l) 0s nenbros do órqáo executlvo naclonal do ueµartanento
uaclonal das Mulheres Soclallstas.
3. 0s deleqados ao Conqresso relerldos nas alineas b) a h) do
nº1, náo µoden exceder un quarto do núnero total dos
deleqados eleltos.
Artigo 76º
(0a competência do Secretariado Nacional)
1. (nantén)
2. (nantén)
a) (nantén)
b) (nantén)
c) lroµor à Conlssáo lolitlca uaclonal o nodelo da estrutura
orqanlzatlva e lunclonal dos servlços, o requlanento
llnancelro, o requlanento naclonal de quotlzaçáo, o
estatuto e o slstena de carrelras dos lunclonárlos do
lartldo.
Artigo 86º
(0os grupos de representantes e parlamentares)
1. (nantén)
2. (nantén)
3. 0 Cruµo de keµresentantes e o Cruµo larlanentar, nos órqáos
autárqulcos de una deternlnada área, deven orqanlzar-se
con o objectlvo de estabeleceren slnerqlas e concertaren a
actlvldade µolitlca do lS, na delesa da qualldade de vlda dos
cldadáos.
Artlqo 90º.
(ua deslqnaçáo µara carqos µolitlcos)
1.
a) A Assenblela-qeral da Secçáo de resldencla, relatlvanente
aos candldatos às Assenblelas de lrequesla, con
observâncla dos crltérlos objectlvos lornulados µela
Conlssáo lolitlca Concelhla.
b) A Conlssáo lolitlca Concelhla, quando se trate de carqos
de ânblto concelhlo ou relatlvanente às lrequeslas, às
quals náo corresµonda secçáo de resldencla. !odavla,
quando o carqo de ânblto concelhlo colncldlr con a escolha
do cabeça de llsta µara o executlvo de un órqáo nunlclµal
caµltal de dlstrlto, a Conlssáo lolitlca Concelhla deverá
µronover una consulta µrévla ao Secretarlado da
lederaçáo resµectlva, µara dellnlçáo do µerlll do cabeça
de llsta a escolher,
c) (nantén)
d) (nantén)
e) (nantén)
Manten-se os actuals µontos 2, 3, « e 3 dos estatutos en vlqor.
Artigo 91º
(0a designação de candidatos a 0eputados)
1. 0uando se trate da deslqnaçáo de candldatos a deµutados à
Assenblela da keµúbllca, conµete à Conlssáo lolitlca da
lederaçáo do resµectlvo circulo eleltoral aµrovar a
constltulçáo da llsta con observâncla dos crltérlos objectlvos
lornulados µela Conlssáo lolitlca uaclonal e con resµelto
µelo dlsµosto nos dols núneros sequlntes.
2. Conµete ao Secretárlo-Ceral µroµor à Conlssáo lolitlca
uaclonal a deslqnaçáo do cabeça-de-llsta µara todos os
circulos eleltorals, aµós consulta às lederaçóes.
3. A Conlssáo lolitlca uaclonal ten o dlrelto de deslqnar, µor
µroµosta do Secretárlo-Ceral, candldatos µara as llstas, tendo
en conta a resµectlva dlnensáo, lndlcando o seu luqar de
orden, nun núnero qlobal nunca suµerlor a 30v do núnero
total de deµutados eleltos na últlna elelçáo.
«. As llstas sáo ratlllcadas µela Conlssáo lolitlca uaclonal
excluslvanente µara elelto de avallaçáo da sua conlornldade
con o dlsµosto nos núneros anterlores.
Artigo 92º.
(0os prazos de exercício)
1 (nantén)
2. (nantén)
3. A Conlssáo lolitlca uaclonal deve envlar às lederaçóes as
8
dellberaçóes µrevlstas no nº. 3 do artlqo 91º, con una
antecedencla obrlqatórla ninlna de 3 dlas, antes da data
da reallzaçáo das Conlssáo lolitlcas lederatlvas µara que
estas µossan exercer as suas conµetenclas estatutárlas.
Artigo 110º
(0os 0abinetes de fstudos)
1. 0 Cablnete de Lstudos uaclonal é a estrutura µernanente
de lnvestlqaçáo e aµolo técnlco do lartldo, lunclonando
junto do Secretarlado uaclonal.
2. (nantén)
3. uo Cablnete de Lstudos uaclonal (CLu)
a) 0 Cablnete é constltuido µor un Coordenador uaclonal,
deslqnado µelo Secretárlo-Ceral, µelos kesµonsávels
Sectorlals uaclonals, µelos Coordenadores dos
Cablnetes de Lstudos lederatlvos, µor nllltantes e
cldadáos lndeµendentes convldados µara o lnteqraren.
b) 0 CLu reúne ordlnarlanente duas vezes µor ano e
extraordlnarlanente senµre que o seu Coordenador
conslderar convenlente, devendo das suas actas
constar conclusóes µrosµectlvas sobre os dllerentes
Sectores de Actlvldade que o conµóen.
« - uos Cablnetes de Lstudo lederatlvos (CLls)
a) 0 CLl é constltuido µor un Coordenador lederatlvo,
deslqnado µelo lresldente da lederaçáo, µelos
Coordenadores das Secçóes de Acçáo Sectorlal e
!enátlcas, µelos Coordenadores dos Cablnetes de
Lstudos Concelhlos, caso exlstan, e µor nllltantes e
cldadáos lndeµendentes convldados µara o lnteqraren,
aµós audlçáo das Secçóes !enátlcas sedeadas na área
da lederaçáo µara o sector, caso exlstan.
b) 0 CLl reúne ordlnarlanente con carácter trlnestral e
extraordlnarlanente senµre que o seu Coordenador
conslderar convenlente, devendo das suas actas
constar conclusóes µrosµectlvas sobre os dllerentes
Sectores de Actlvldade que o conµóen.
3. uos Cablnetes de Lstudo Concelhlos (CLCs)
a) 0 CLC é constltuido µor un Coordenador Concelhlo,
deslqnado µelo lresldente da Concelhla, µelos
kesµonsávels Sectorlals Concelhlos e µor nllltantes e
cldadáos lndeµendentes convldados µara o lnteqraren,
aµós audlçáo das Secçóes !enátlcas sedeadas na área
do Concelho µara o sector, caso exlstan.
b) 0 CLC reúne ordlnarlanente con una µerlodlcldade
blnensal e extraordlnarlanente senµre que o seu
Coordenador conslderar convenlente, devendo das suas
actas constar conclusóes µrosµectlvas sobre os
dllerentes Sectores de Actlvldade que o conµóen.
Artigo113º
(0rganização e Audição)
0s autarcas soclallstas, µrelerenclalnente através da
Assoclaçáo uaclonal dos Autarcas Soclallstas, deven ser
ouvldos µelos órqáos ulrectlvos do lartldo, en esµeclal µelo
kesµonsável uaclonal µelas Autarqulas Locals, en tudo o
que lhes dlqa dlrectanente resµelto, tendo dlrelto a lornaçáo
e aµolo do lartldo µara o exerciclo das suas lunçóes
autárqulcas.
Artigo 114º
(0a igualdade de direitos)
1. 0 ueµartanento uaclonal das Mulheres Soclallstas ten cono
objectlvo µronover una electlva lqualdade de dlreltos entre os
qéneros, ben cono a µartlclµaçáo µarltárla en todos os doninlos
da vlda µolitlca, econónlca, cultural, soclal e a sua lntervençáo na
actlvldade do lartldo.
2. A lresldente e os restantes órqáos do ueµartanento uaclonal das
Mulheres Soclallstas sáo eleltas µor todas as nllltantes que
lnteqran as secçóes de resldencla, de acçáo sectorlal e tenátlcas.
3. (nantén)
«. Con vlsta à reallzaçáo do objectlvo relerldo no nº 1, os órqáos
µartldárlos, ben cono as llstas de candldaturas µlurlnonlnals
µara e µor eles µroµostas, deven qarantlr una reµresentaçáo
ninlna de 30v de nllltantes de qualquer dos qéneros, salvo
condlçóes exceµclonals de lncunµrlnento cono tal caracterlzadas
µela Conlssáo uaclonal.
3. (nantén)
6. (nantén)
7. (nantén)
8. 0 ueµartanento das Mulheres Soclallstas aµolar-se-á nun Conselho
Consultlvo que lnteqrará reµresentantes das secçóes de resldencla,
de acçáo sectorlal e tenátlcas.
Artigo 119º
(0a entrada em vigor)
«. As llnltaçóes à caµacldade eleltoral µasslva, conslqnadas no nº. 3
do artlqo 20º, µroduzlráo eleltos a µartlr da entrada en vlqor da
µresente revlsáo estatutárla.
9
Pk0P0SIAS 0f ALIfkAÇA0
Artigo 7º
(0a inscrição no Partido)
1. A lnscrlçáo no lartldo Soclallsta é lndlvldual e µode ser
aµresentada en qualquer estrutura do lartldo, en lnµresso
µróµrlo, asslnado µelo requerente e µor dols µroµonentes,
nenbros do µartldo há nals de sels neses.
2. - a nanter
3. 0s nllltantes sáo recenseados µor secçóes de resldencla
corresµondentes à área do donlcillo escolhldo, µor secçóes
de acçáo sectorlal ou µor secçóes tenátlcas,
deslqnadanente µara elelto de µartlclµaçáo en actos
eleltorals lnternos.
«. Cada nllltante µode, se o desejar, estar lnscrlto
slnultaneanente en tres estruturas, una de resldencla,
una sectorlal e outra tenátlca.
3. 0s nllltantes lnscrltos en nals de una estrutura ten de
conunlcar no acto de lnscrlçáo ao Secretarlado uaclonal,
qual a estrutura en que se recenselan µara eleltos de
µartlclµaçáo e votaçáo resµeltante a Conqressos.
6. lara elelto de µartlclµaçáo en actos eleltorals concelhlos,
os nllltantes lnscrltos aµenas en Secçóes de Acçáo Sectorlal
e/ou en Secçóes !enátlcas, µartlclµan no acto eleltoral do
concelho que corresµonde ao seu donlcillo escolhldo.
7. Sáo µernltldas as translerenclas de nllltantes entre secçóes,
até sels neses antes de qualquer acto eleltoral.
8. 0 nllltante translerldo µara una secçáo ai deverá
µernanecer µor un µeriodo ninlno de vlnte e quatro neses,
exceµto quando se trate de alteraçáo do donlcillo ou do
donlcillo µrollsslonal devldanente conµrovado.
9. 0uando a translerencla náo se electuar µor alteraçáo do
donlcillo ou alteraçáo do donlcillo µrollsslonal, a nesna é
condlclonada ao µarecer vlnculatlvo, lavorável, do
secretarlado da secçáo de destlno, o qual, quando neqatlvo,
é µassivel de recurso µara o secretarlado da Conlssáo lolitlca
Concelhla, ou, no caso de se tratar de una Secçáo Concelhla,
µara o secretarlado da lederaçáo resµectlva.
10. Até llnal de Março de cada ano, será envlada
obrlqatorlanente a todas as estruturas de base µelo
Secretarlado uaclonal, con conheclnento às lederaçóes,
o recenseanento actuallzado dos nenbros do lartldo ai
lnscrltos, ben cono as quotas resµectlvas.
 
Artigo 8º
(0a aceitação da inscrição)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. Cabe à Conlssáo lolitlca uaclonal, aµós µareceres do
Secretarlado da secçáo conµetente e do Secretarlado da
lederaçáo resµectlva, dellberar sobre o µedldo de lnscrlçáo
de antlqos nllltantes do lartldo Soclallsta ou de qualquer
outro µartldo.
«. - a nanter
Artigo 9º
(0o recurso da decisão sobre o pedido de inscrição)
1. 0ualquer declsáo neqatlva do Secretarlado da secçáo
relerl da no nº 1 do artl qo anterl or, deve ser
exµressanente lundanentada e transnl tl da ao
requerente, cabendo recurso da nesna, no µrazo de
qulnze dlas, µara o Secretarlado da lederaçáo, e da declsáo
deste, tanbén no µrazo de qulnze dlas, µara a Conlssáo
lolitlca uaclonal.
2. - a nanter
Artigo 10º
(0a actualização dos dados)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. As translerenclas electuadas aµós o recenseanento anual
µrevlsto nos núneros 7 a 9 do artlqo 7º, lnµllcan que esses
nllltantes só µoden eleqer e ser eleltos na nova estrutura,
aµós a sua lnscrlçáo no recenseanento do ano sequlnte.
 
Artigo 14º
(0os direitos)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. 0s nllltantes soclallstas con a quotlzaçáo en dla ten dlrelto
de receber qratultanente no seu donlcillo escolhldo, o órqáo
ollclal do lartldo Soclallsta.
Artigo 15º
(0os deveres)
Sáo deveres dos nenbros do lartldo Soclallsta:
a) - a nanter
b) - a nanter
c) - a nanter
d) - a nanter
e) - a nanter
l) laqar una quota nensal µor cada secçáo en que esteja
lnscrlto,
q) - a nanter
h) - a ellnlnar, dada a redacçáo µroµosta µara o artº 1«º, nº 3
Artigo 16º
(0a suspensão e perda dos direitos de membro do Partido)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. 0s nenbros con lnscrlçáo susµensa, ou que a tenhan µerdldo
µor náo µaqanento de quotas, náo µoden µartlclµar nos
actos eleltorals lnternos e deven ser ellnlnados do
recenseanento sequlnte relerldo no nº 10 do artlqo 7º.
Artigo 18º
(0a capacidade eleitoral)
Cozan de caµacldade eleltoral actlva e µasslva os nenbros do
lartldo constantes do recenseanento relerldo no nº 10 do artlqo
7º, con nals de sels neses de lnscrlçáo no nonento do acto
eleltoral.
Artigo 20º
(0o mandato dos órgãos electivos)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. - a nanter
«. - a nanter
3. 0s nenbros dos órqáos executlvos, con a exceµçáo do
Secretárlo-Ceral, só µoden ser eleltos, µara o nesno carqo,
µor tres nandatos consecutlvos.
6. uenhun nllltante do lartldo µode acunular carqos
executlvos, salvo se un deles lor na sua estrutura de base.
0s carqos executlvos en estruturas de base náo sáo
acunulávels.
Artigo 21º
(0a participação de cidadãos independentes e
simpatizantes)
1. 0s órqáos dellberatlvos do lartldo, senµre que o julquen
convenlente, µoden convldar cldadáos lndeµendentes e
slnµatlzantes a µartlclµar na actlvldade das estruturas e nas
reunlóes dos órqáos do lartldo.
2. 0s lndeµendentes e os slnµatlzantes convldados a µartlclµar
en reunlóes dos órqáos do lartldo náo µartlclµan na tonada
de dellberaçóes.
3. 0s órqáos do lartldo, de ânblto nunlclµal, lederatlvo e
naclonal, deven µronover encontros requlares, ao seu nivel,
envolvendo os slnµatlzantes e os cldadáos lndeµendentes
ldentlllcados con as oµçóes µroqranátlcas do lartldo e
destlnados a debater a sltuaçáo µolitlca e a relorçar a
lnterllqaçáo entre o lartldo, os slnµatlzantes e a µoµulaçáo
en qeral.
Artigo 22º.
(0a organização territorial)
1. - a nanter
2. A estrutura do lartldo a nivel local orqanlza-se con base nas
secçóes de resldencla, nas secçóes de acçáo sectorlal e
tenátlcas de ânblto nunlclµal e nas conlssóes µolitlcas
concelhlas.
3. A actlvldade do lartldo en sectores esµecillcos e en áreas
relevantes da tenátlca soclal, econónlca e cultural, orqanlza-
se con base en secçóes de acçáo sectorlal e en secçóes
tenátlcas, de ânblto naclonal ou nunlclµal.
«. Ln cada reqláo adnlnlstratlva as secçóes coordenan as suas
actlvldades no ânblto das clrcunscrlçóes adnlnlstratlvas nals
relevantes.
Artigo 23º
(0a constituição e extinção das estruturas de base)
1. A constltulçáo e extlnçáo de secçóes de resldencla, de acçáo
sectorlal e tenátlcas, no ânblto da lederaçáo, é da
conµetencla da Secretarlado da lederaçáo, ouvlda a
resµectlva Conlssáo lolitlca Concelhla, no caso das secçóes
de resldencla ou de ânblto nunlclµal.
2. - a nanter
3. - a nanter
«. - a nanter
Artigo 24º
(0as estruturas de base territorial)
1. - a nanter
2. As conlssóes µolitlcas concelhlas sáo as estruturas que
artlculan e coordenan a actlvldade do lartldo ao nivel
nunlclµal.
Artigo 25º
(0as estruturas de base sectorial e temáticas)
1. As secçóes de acçáo sectorlal e as secçóes tenátlcas sáo as
estruturas, constltuidas µor un núnero ninlno de 13
nenbros do lartldo, que exerçan actlvldade na nesna
enµresa, µrelerenclalnente no nesno sector de actlvldade
ou, no caso das secçóes tenátlcas, orqanlzados en torno de
un lnteresse tenátlco esµecillco de carácter soclal,
econónlco ou cultural.
2. - a nanter
3. - a nanter
«. - a ellnlnar µor estar µrejudlcado µela alinea l) do artlqo 13º
Artigo 29º
(0o poder de auto-organização)
1. uo resµelto µelo dlsµosto nos µresentes estatutos, sáo
conlerldos a todas as estruturas do lartldo µoderes
conµlenentares de auto-orqanlzaçáo.
Pk0P0SIA 0f kfVISA0 0f fSIAIuI0S 00 PS
(a aµresentar nos ternos do artº 9º do kequlanento do XIII Conqresso)
10 de 0utubro de 2002
lroµonente
f0HISSA0 P0LÍIIfA 0A fAuL
10
2. 0s µoderes relerldos no núnero anterlor sáo exercldos µela
Assenblela Ceral das secçóes, µela Conlssáo lolitlca
Concelhla e µela Conlssáo lolitlca lederatlva.
3. - a nanter
Artigo 30º
(0as secções de residência, de acção sectorial e temáticas)
As secçóes de resldencla, as secçóes de acçáo sectorlal e as
secçóes tenátlcas sáo as estruturas de base do lartldo
constltuidas µara a dellnlçáo, execuçáo e dlvulqaçáo da sua
orlentaçáo µolitlca a nivel local, sectorlal e tenátlco,
resµectlvanente.
Artigo 32º
( 0os órgãos das secções de acção sectorial e temáticas)
Sáo órqáos das secçóes de acçáo sectorlal e das secçóes tenátlcas
a Assenblela Ceral e o Secretarlado.
Artigo 33º
(0a Assembleia 0eral)
A Assenblela Ceral, constltuida µor todos os nenbros lnscrltos
na secçáo de resldencla, de acçáo sectorlal ou tenátlca, é o
órqáo dellberatlvo das estruturas de base, conµetlndo-lhe o
exerciclo das conµetenclas qenerlcanente dellnldas no artlqo
30º, e en esµeclal:
a) - a nanter
b) - a nanter
c) - a nanter
d) - a nanter
e) - a nanter
Artigo 35º
(0o secretariado das estruturas de base)
1. 0 Secretarlado das secçóes de resldencla, de acçáo sectorlal
ou das secçóes tenátlcas é o órqáo executlvo das estruturas
de base resµonsável µela execuçáo da llnha µolitlca do lartldo
dellnlda µelos órqáos conµetentes.
2. - a nanter
3. - a nanter
«. - a nanter
3. - a nanter
6. un reµresentante dos núcleos da Juventude Soclallsta é nenbro
do secretarlado da secçáo de resldencla con dlrelto a voto.
7. - a nanter
Artigo 36º
(0as fomissões Políticas foncelhias)
As Conlssóes lolitlcas Concelhlas sáo as estruturas resµonsávels
µela coordenaçáo da lntervençáo µolitlca do lartldo ao nivel
nunlclµal e µela artlculaçáo entre as secçóes de resldencla
exlstentes na área do nunlciµlo.
Artigo 37º
(0os órgãos da fomissão Política foncelhia)
Sáo órqáos da Conlssáo lolitlca Concelhla:
a) A Conlssáo lolitlca Concelhla,
b) 0 lresldente da Conlssáo lolitlca Concelhla,
c) 0 Secretarlado da Conlssáo lolitlca Concelhla.
Artigo 39º
(0a fomissão Política foncelhia)
1. - a nanter
2. A Conlssáo lolitlca Concelhla é conµosta µor 13 a 61
nenbros, eleltos µelos nllltantes lnscrltos na área do
nunlciµlo, µelo lresldente da Cânara Munlclµal, µelo
lresldente da Assenblela Munlclµal, ou µelos µrlnelros eleltos
na cânara e na assenblela nunlclµal lnscrltos no lartldo
Soclallsta, e µor reµresentantes da Juventude Soclallsta
eleltos µela estrutura resµectlva corresµondentes a un
déclno dos nenbros eleltos dlrectanente.
3. - a nanter
«. 0s secretárlos-coordenadores das secçóes de resldencla, de
acçáo sectorlal e tenátlcas sedladas na área do nunlciµlo
µartlclµan, sen dlrelto a voto, nas reunlóes da Conlssáo
lolitlca Concelhla.
3. 0s lresldentes das Juntas de lrequesla, os lresldentes das
Assenblelas de lrequesla, ou os µrlnelros eleltos nas
Assenblelas de lrequesla do nunlciµlo lnscrltos no lartldo
Soclallsta, e os nenbros dos órqáos lederatlvos e naclonals
lnscrltos na área do nunlciµlo µartlclµan, sen dlrelto a voto,
nas reunlóes da Conlssáo lolitlca Concelhla.
6. A Conlssáo lolitlca Concelhla eleqe, de entre os seus
nenbros, o Secretarlado da Conlssáo lolitlca, sob µroµosta
do resµectlvo lresldente, que o coordena.
7. As reunlóes da Conlssáo lolitlca Concelhla sáo dlrlqldas µor
una Mesa, conµosta µor un lresldente e dols Secretárlos,
µroµostos µelo lresldente da Conlssáo lolitlca Concelhla e
eleltos na µrlnelra reunláo, de entre os seus nenbros.
[ a redacçáo actual é ellnlnada lace à nova redacçáo µroµosta
µara o artº «3º, nº 1, alinea a) ]
8. - a nanter
9. - a nanter
10. - a nanter
Artigo 40º
(0a competência da fomissão Política foncelhia)
Conµete en esµeclal à Conlssáo lolitlca Concelhla:
a) - a nanter
b) - a nanter
c) - a nanter
d) - a nanter
e) - a nanter
l) - a nanter
q) - a nanter
h) lronover e dlrlqlr, no resµelto µelos µresentes estatutos,
o µrocesso eleltoral µara os µrlnelros órqáos das secçóes
recentenente crladas,
l) llxar o nontante e lorna de µaqanento da quota
extraordlnárla a µaqar µelos tltulares de carqos µolitlcos
renunerados eleltos en llstas cuja aµrovaçáo seja da sua
conµetencla.
Artigo 42º
(0o Presidente da fomissão Política foncelhia)
Ao lresldente da Conlssáo lolitlca Concelhla conµete
reµresentar a Conlssáo lolitlca Concelhla, coordenar a sua
actlvldade e a do Secretarlado, convocar as resµectlvas reunlóes
e assequrar a artlculaçáo adequada con os secretarlados das
secçóes de resldencla, acçáo sectorlal e tenátlcas que exlstan
na área do nunlciµlo.
Artigo 43º
(0o Secretariado da fomissão Política foncelhia)
1. 0 Secretarlado, órqáo executlvo da Conlssáo lolitlca
Concelhla, é constltuido µelo seu lresldente e µor sels a dez
elenentos, eleltos de entre os seus nenbros, sob µroµosta
do lresldente, conµetlndo-lhe deslqnadanente:
a) Lxecutar as dellberaçóes e declsóes dos órqáos naclonals,
da resµectlva lederaçáo e da Conlssáo lolitlca Concelhla,
ben cono exercer as lunçóes que lhe tenhan sldo
deleqadas µela Conlssáo lolitlca Concelhla,
c) - a nanter
d) - a nanter
e) - a nanter
2. 0 lresldente da Conlssáo lolitlca Concelhla da Juventude
Soclallsta é nenbro do Secretarlado da Conlssáo lolitlca
Concelhla, con dlrelto a voto.
3. - a nanter
Artigo 48º
(0a composição do fongresso da federação)
1. 0 Conqresso da lederaçáo ten a sequlnte conµoslçáo:
a) 0s deleqados eleltos µelas secçóes de resldencla, de acçáo
sectorlal e tenátlcas,
b) 0 lresldente e os nenbros que lnteqran o Secretarlado
da lederaçáo,
c) 0s lresldentes das Conlssóes lolitlcas Concelhlas,
d) 0 lresldente dlstrltal da Juventude Soclallsta.
2. lartlclµan tanbén no Conqresso, sen dlrelto a voto:
a) 0s Secretárlos-Coordenadores das secçóes da área da
lederaçáo,
b) 0s restantes nenbros que lnteqran os órqáos lederatlvos,
c) A Coordenadora do ueµartanento lederatlvo das Mulheres
Soclallstas,
d) 0s nenbros do Coverno e os deµutados à Assenblela da
keµúbllca e ao larlanento Luroµeu, lnscrltos na área da
lederaçáo,
e) 0s lresldentes das Cânaras, os lresldentes das
Assenblelas Munlclµals, os Menbros das Juntas keqlonals
e os lresldentes das Assenblelas keqlonals do lartldo
Soclallsta, ou os µrlnelros eleltos µara aqueles órqáos,
llllados no lartldo Soclallsta,
l) 0s nenbros soclallstas das Assenblelas keqlonals e
Assenblelas Metroµolltanas,
q) 0s nenbros dos Covernos keqlonals e deµutados
reqlonals, lnscrltos na área da lederaçáo ou eleltos µor
circulos eleltorals corresµondentes à sua área,
h) 0s nenbros dos órqáos naclonals lnscrltos na área da
lederaçáo.
3. 0s deleqados ao Conqresso da lederaçáo relerldos nas alineas
b) a d) do nº1, náo µoden exceder un quarto do núnero
total dos deleqados eleltos.
 
Artigo 56º
(0a fomissão federativa de 1urisdição)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. - a nanter
«. - a nanter
3. - a nanter
6. 0uando náo exlsta Conlssáo lederatlva de Jurlsdlçáo, ou a
que exlste se declare lnµedlda ou náo de andanento aos
µrocessos, ou náo os julque, desde que llndos, no µrazo
náxlno de dols neses, a sua conµetencla translere-se µara
a Conlssáo uaclonal de Jurlsdlçáo.
7. - a nanter
Artigo 61º
(0a composição do fongresso Nacional)
1. 0 Conqresso uaclonal ten a sequlnte conµoslçáo:
a) ueleqados eleltos µelas secçóes de resldencla, de acçáo
sectorlal e tenátlcas,
b) - a nanter
c) - a nanter
d) - a nanter
e) 0s nenbros que lnteqran o Secretarlado uaclonal,
l) 0s lresldentes das lederaçóes,
q) 0 Secretárlo-Ceral da Juventude Soclallsta,
h) 0s lresldentes da !endencla Slndlcal Soclallsta, da
Assoclaçáo uaclonal de Autarcas Soclallstas e do
ueµartanento uaclonal das Mulheres Soclallstas.
2. lartlclµan tanbén no Conqresso, sen dlrelto a voto:
a) 0s Menbros do Coverno e dos Cruµos larlanentares na
Assenblela da keµúbllca, nas Assenblelas keqlonals e
no larlanento Luroµeu, llllados no lartldo Soclallsta,
b) 0s restantes nenbros que lnteqran os 0rqáos uaclonals,
c) 0s nenbros dos Covernos keqlonals, llllados no lartldo
Soclallsta,
d) 0s lresldentes de Cânaras Munlclµals, lresldentes das
Assenblelas Munlclµals, Menbros das Juntas keqlonals
e lresldentes das Assenblelas keqlonals do lartldo
Soclallsta, ou os µrlnelros eleltos µara aqueles órqáos
nunlclµals llllados no lartldo Soclallsta,
e) 0s lresldentes das Conlssóes lolitlcas Concelhlas,
l) 0s nenbros do órqáo executlvo naclonal do ueµartanento
uaclonal das Mulheres Soclallstas.
3. 0s deleqados ao Conqresso relerldos nas alineas b) a h) do
nº 1 náo µoden exceder un quarto do núnero total dos
deleqados eleltos.
Artlqo 66º
(uos relerendos lnternos)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. - a nanter
11
«. 0s relerendos lnternos µoden ter carácter dellberatlvo ou
neranente consultlvo.
3. 0 ânblto naclonal, reqlonal ou local do relerendo lnterno
deternlna a conµetencla do órqáo µartldárlo conµetente µara
a sua convocaçáo.
6. A natureza e a convocaçáo de un relerendo lnterno de ânblto
reqlonal ou local deµende do µrévlo assentlnento do órqáo
µartldárlo hlerarqulcanente suµerlor.
Artigo 76º
(0a competência do Secretariado Nacional)
1. - a nanter
2. Conµete ao Secretarlado uaclonal en esµeclal:
a) - a nanter
b) - a nanter
c) lroµor à Conlssáo lolitlca uaclonal o nodelo da estrutura
orqanlzatlva e lunclonal dos servlços, o requlanento
llnancelro, o requlanento naclonal de quotlzaçáo, o
estatuto e o slstena de carrelras dos lunclonárlos do lartldo.
Artigo 86º
(0os grupos de representantes e parlamentares)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. 0 Cruµo de keµresentantes e o Cruµo larlanentar nos órqáos
autárqulcos de una deternlnada área, deven orqanlzar-se
con o objectlvo de estabeleceren slnerqlas e concertaren a
actlvldade µolitlca do lartldo Soclallsta, na delesa da qualldade
de vlda dos cldadáos.
Artigo 89º
(0a disciplina de voto)
0s nenbros dos Cruµos de keµresentantes e larlanentares
Soclallstas estáo sujeltos à dlsclµllna de voto llxada µelo resµectlvo
qruµo ou µelo órqáo do lartldo µerante o qual o qual o resµectlvo
qruµo é resµonsável nos ternos do artº 87º.
Artigo 90º.
(0a designação para cargos políticos)
1. A deslqnaçáo µara carqos µolitlcos conµete:
a) A Assenblela Ceral da secçáo de resldencla, relatlvanente
aos candldatos às Assenblelas de lrequesla, con
observâncla dos crltérlos objectlvos lornulados µela
Conlssáo lolitlca Concelhla.
b) A Conlssáo lolitlca Concelhla, quando se trate de carqos
de ânblto nunlclµal ou relatlvanente às lrequeslas, às
quals náo corresµonda secçáo de resldencla. !odavla,
quando o carqo de ânblto nunlclµal colncldlr con a escolha
do cabeça de llsta µara o executlvo de un órqáo nunlclµal
caµltal de dlstrlto, a Conlssáo lolitlca Concelhla deverá
µronover una consulta µrévla ao Secretarlado da lederaçáo
resµectlva, µara dellnlçáo do µerlll do cabeça de llsta a
escolher,
c) - a nanter
d) - a nanter
e) - a nanter
2. - a nanter
3. - a nanter
«. - a nanter
3. - a nanter
Artigo 91º
(0a designação de candidatos a deputados)
1. 0uando se trate da deslqnaçáo de candldatos a deµutados à
Assenblela da keµúbllca, conµete à Conlssáo lolitlca da
lederaçáo do resµectlvo circulo eleltoral aµrovar a
constltulçáo da llsta con observâncla dos crltérlos objectlvos
lornulados µela Conlssáo lolitlca uaclonal e con resµelto
µelo dlsµosto nos dols núneros sequlntes.
2. Conµete ao Secretárlo-Ceral µroµor à Conlssáo lolitlca
uaclonal a deslqnaçáo do cabeça-de-llsta µara todos os
circulos eleltorals, aµós consulta às lederaçóes.
3. A Conlssáo lolitlca uaclonal ten o dlrelto de deslqnar, µor
µroµosta do Secretárlo-Ceral, candldatos µara as llstas, tendo
en conta a resµectlva dlnensáo, lndlcando o seu luqar de
orden, nun núnero qlobal nunca suµerlor a 30v do núnero
total de deµutados eleltos na últlna elelçáo.
«. As llstas sáo ratlllcadas µela Conlssáo lolitlca uaclonal
excluslvanente µara elelto de avallaçáo da sua conlornldade
con o dlsµosto nos núneros anterlores.
Artigo 92º.
(0os prazos de exercício)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. A Conlssáo lolitlca uaclonal deve envlar às lederaçóes as
dellberaçóes µrevlstas no nº 3 do artlqo 91º, con una
antecedencla obrlqatórla ninlna de clnco dlas, antes da
data da reallzaçáo das Conlssóes lolitlcas lederatlvas µara
que estas µossan exercer as suas conµetenclas estatutárlas.
Artlqo 110º
(uos Cablnetes de Lstudos)
1. 0 Cablnete de Lstudos é a estrutura µernanente de
lnvestlqaçáo e aµolo técnlco do lartldo, lunclonando junto
do Secretarlado uaclonal.
2. - a nanter
3. uo Cablnete de Lstudos uaclonal (CLu)
a) 0 Cablnete de Lstudos uaclonal é constltuido µor un
Coordenador uaclonal, deslqnado µelo Secretárlo-Ceral,
µelos resµonsávels sectorlals naclonals, µelos
coordenadores dos Cablnetes de Lstudos lederatlvos, µor
nllltantes e cldadáos lndeµendentes convldados µelo
Secretárlo-Ceral µara o lnteqraren.
b) 0 Cablnete de Lstudos uaclonal reúne ordlnarlanente
duas vezes µor ano e extraordlnarlanente senµre que o
seu Coordenador conslderar convenlente, devendo das
suas actas constar conclusóes µrosµectlvas sobre os
dllerentes sectores de actlvldade que o conµóen.
«. uos Cablnetes de Lstudo lederatlvos (CLl)
a) 0 Cablnete de Lstudo lederatlvo é constltuido µor un
Coordenador lederatlvo, deslqnado µelo lresldente da
lederaçáo, µelos Coordenadores das Secçóes de Acçáo
Sectorlal e !enátlcas, µelos coordenadores dos
Cablnetes de Lstudos Concelhlos, caso exlstan, e µor
nllltantes e cldadáos lndeµendentes convldados µara o
lnteqraren, aµós audlçáo das Secçóes !enátlcas
sedladas na área da lederaçáo µara o sector, caso
exlstan.
b) 0 Cablnete de Lstudo lederatlvo reúne ordlnarlanente
con carácter trlnestral e extraordlnarlanente senµre que
o seu coordenador conslderar convenlente, devendo das
suas actas constar conclusóes µrosµectlvas sobre os
dllerentes sectores de actlvldade que o conµóen.
3. uos Cablnetes de Lstudo Concelhlos (CLC)
a) 0 Cablnete de Lstudo Concelhlo é constltuido µor un
coordenador concelhlo, deslqnado µelo lresldente da
Conlssáo lolitlca Concelhla, µelos resµonsávels sectorlals
concelhlos e µor nllltantes e cldadáos lndeµendentes
convldados µara o lnteqraren, aµós audlçáo das Secçóes
!enátlcas sedladas na área do nunlciµlo µara o sector,
caso exlstan.
b) 0 Cablnete de Lstudo Concelhlo reúne ordlnarlanente
con una µerlodlcldade blnensal e extraordlnarlanente
senµre que o seu coordenador conslderar convenlente,
devendo das suas actas constar conclusóes µrosµectlvas
sobre os dllerentes sectores de actlvldade que o conµóen.
Artigo113º (0rganização e audição dos Autarcas Socialistas)
0s autarcas soclallstas, µrelerenclalnente através da Assoclaçáo
uaclonal dos Autarcas Soclallstas, deven ser ouvldos µelos órqáos
dlrectlvos do lartldo, en esµeclal µelo resµonsável naclonal
µelas autarqulas locals, en tudo o que lhes dlqa dlrectanente
resµelto, tendo dlrelto a lornaçáo e aµolo do lartldo µara o
exerciclo das suas lunçóes autárqulcas.
Artigo 114º
(0a igualdade de género)
1. 0 ueµartanento uaclonal das Mulheres Soclallstas ten cono
objectlvo µronover una electlva lqualdade de dlreltos entre
os qéneros, ben cono a µartlclµaçáo µarltárla en todos os
doninlos da vlda µolitlca, econónlca, cultural, soclal e a sua
lntervençáo na actlvldade do lartldo.
2. A lresldente e os restantes órqáos do ueµartanento uaclonal
das Mulheres Soclallstas sáo eleltas µor todas as nllltantes
que lnteqran as secçóes de resldencla, de acçáo sectorlal e
tenátlcas.
3. - a nanter
«. Con vlsta à reallzaçáo do objectlvo relerldo no nº 1, os órqáos
µartldárlos, ben cono as llstas de candldaturas µlurlnonlnals
µara e µor eles µroµostas, deven qarantlr una reµresentaçáo
ninlna de 30v de nllltantes de qualquer dos qéneros, salvo
condlçóes exceµclonals de lncunµrlnento cono tal
caracterlzadas µela Conlssáo uaclonal.
3. - a nanter
6. - a nanter
7. - a nanter
8. 0 ueµartanento das Mulheres Soclallstas aµolar-se-á nun
Conselho Consultlvo que lnteqrará reµresentantes das
secçóes de resldencla, de acçáo sectorlal e tenátlcas.
Artigo 119º
(0a entrada em vigor)
1. - a nanter
2. - a nanter
3. - a nanter
«. As llnltaçóes à caµacldade eleltoral µasslva, conslqnadas no
nº 3 do artlqo 20º, µroduzlráo eleltos a µartlr da entrada en
vlqor da µresente revlsáo estatutárla.
12
I- As nutaçóes soclals do nosso tenµo lançan novos desallos aos
µartldos µolitlcos. ua esquerda, sáo os µartldos os esµaços µolitlcos
deternlnantes. L na esquerda µortuquesa, é o lS é lactor declslvo.
ueclslvo, náo só cono lnstrunento de dlsµuta e exerciclo do µoder
µolitlco, nas tanbén cono lnstâncla nuclear de conbate ldeolóqlco.
L µor lsso que as vlclssltudes da sua vlda lnterna se rellecten nulto
µara alén dele. uessa nedlda, a resµonsabllldade dos seus
nllltantes é nalor.
A alteraçáo dos estatutos é un elenento lndlsµensável µara a
renovaçáo e o robusteclnento do lartldo Soclallsta. kenunclarnos
a levar µor dlante una electlva relorna estatutárla que resµonda
aos µroblenas que enlrentanos e que, µor sl µróµrla, nos µrestlqle
e credlblllze, é correr un enorne rlsco de desleqltlnaçáo soclal e
µolitlca.
Con esta µroµosta µretendenos contrlbulr µara o necessárlo µasso
en lrente, baseando-nos en tres qrandes elxos conlornadores:
primeiro: que a todos os órqáos do lS, con esµeclal relevo µara os
naclonals, seja atrlbuido un µaµel µreclso, con a qarantla de que
será senµre realnente desenµenhado, de nodo a que o µartldo
µossa qerar nals reqularnente novas ldelas e novas µroµostas
µolitlcas, cono resultado de un trabalho colectlvo, denocrátlco,
slstenátlco e orqanlzado.
segundo: que, cono reqra, os nllltantes escolhan, através de
elelçóes µrlnárlas, os candldatos que µreleren ver cono seus
reµresentantes nos órqáos electlvos das autarqulas locals, da
keµúbllca e da unláo Luroµela .
terceiro: que o µartldo se abra à socledade de una lorna slstenátlca
e transµarente, quer µernltlndo que lsso se relllcta nalquns asµectos
da sua vlda, quer assunlndo o encarqo de estlnular, nos µlanos
soclal e cultural, os µrotaqonlsnos externos necessárlos a un
desenvolvlnento soclal sustentado.
II- lrojectando nornatlvanente estes elxos, o XIII Conqresso
uaclonal do lartldo Soclallsta deleqa na Conlssáo uaclonal a sua
conµetencla µara alterar os Lstatutos do lS, dentro das sequlntes
llnhas de orlentaçáo:
1. Aperfeiçoar o funcionamento do partido, restruturando os
órgãos nacionais, reformulando a conjugação dos seus poderes,
salvaguardando a sua complementaridade e dando efectividade
ao exercício das suas competências, nomeadamente:
1.1. keduzlndo o núnero de nenbros da Conlssáo uaclonal (Cu),
da Conlssáo lolitlca uaclonal (Clu), do Secretarlado uaclonal
(Su) e ellnlnando a Conlssáo lernanente, de nodo a que os
tres µrlnelros órqáos náo llquen, resµectlvanente, con nals
de 180, 30 e 13 nenbros.
1.2. keajustando as conµetenclas destes órqáos, noneadanente:
dando à Clu lunçóes de debate µolitlco e tarelas de coordenaçáo
de natureza sectorlal, con atrlbulçáo electlva de
resµonsabllldades esµecillcas aos seus nenbros.
1.3. Valorlzando, en excluslvo, na escolha dos elenentos de todos
os órqáos naclonals, a caµacldade µolitlca e lntelectual, a
conµetencla técnlca e o qrau de enµenhanento na actlvldade
do µartldo, antes denonstrado.
1.«. Consaqrando a rotatlvldade no exerciclo de lunçóes de llderança
executlva, através da llnltaçáo a tres do núnero de nandatos
consecutlvos que µoden ser exercldos µelo Secretárlo-Ceral
(exceµto quando desenµenhar as lunçóes de µrlnelro Mlnlstro),
µelos nenbros do Secretarlado uaclonal, µelos lresldentes
das lederaçóes e das Conlssóes lolitlcas Concelhlas e µelos
Secretárlos-coordenadores das Secçóes.
1.3. Llnltando as lnerenclas nos Conqressos uaclonals e ulstrltals,
de nodo a que qlobalnente náo µossan exceder 13v do
núnero total dos deleqados.
2. Activar a intervenção dos militantes nos campos mais
relevantes da vida social, nomeadamente:
2.1. Constltulndo una rede de secçóes de acçáo sectorlal, nas
áreas µolltlcanente nals relevantes, que envolva o nalor
núnero µossivel de lederaçóes, lnstltulndo desde já cono áreas
µrlorltárlas : a educaçáo, a saúde, as cldades, o anblente, a
cultura, a dlvulqaçáo clentillca e a lnovaçáo, o cooµeratlvlsno
e o assoclatlvlsno, o desenvolvlnento rural, a sequrança soclal,
as questóes laborals e a sequrança dos cldadáos en todos os
seus asµectos.
2.2. Aqreqando as secçóes de acçáo sectorlal de cada una das
áreas tenátlcas nun deµartanento naclonal, coordenado µor
un ou nals nenbros da Conlssáo lolitlca uaclonal.
3. Aperfeiçoar o sistema de designação dos candidatos do PS
aos diversos tipos de eleições:
3.1. lronovendo elelçóes µrlnárlas, através da consulta dlrecta
dos nllltantes µertencentes às estruturas con nalor
reµresentatlvldade que corresµondan às clrcunscrlçóes
eleltorals, no ânblto das quals váo concorrer as llstas ou os
candldatos, en causa, exceµto: a) se essa consulta lor
conslderada µolltlcanente desnecessárla, µor exµressa declsáo
tonada µor nalorla quallllcada de tres quartos dos nenbros de
cada una dessas estruturas, b) se os Lstatutos llxaren una
reqra exµressa dllerente µara un caso µartlcular.
3.2. Carantlndo que, no caso de náo se reallzaren elelçóes
µrlnárlas, a resµectlva escolha, se dlsser resµelto a nals do
que un candldato, se laça con base na aµresentaçáo de llstas
dllerentes de µré-candldatos, eventualnente lnconµletas,
aµurando-se o resultado sequndo o nétodo µroµorclonal.
3.3. uando à Clu a conµetencla estatutárla µara reconendar,
µara cada tlµo de elelçáo, o conjunto de caµacldades µolitlcas e
de conµetenclas técnlcas esµecillcas, que consldere necessárlas
µara se ser escolhldo cono candldato do lS.
3.«.Lscolhendo a llsta do lS candldata ao larlanento Luroµeu
através do sulráqlo dlrecto dos nenbros do lS e de quen nele
µossa µartlclµar à luz destes estatutos, sendo, no entanto, o
resµectlvo cabeça de llsta lndlcado µelo Secretárlo-Ceral.
3.3. Lscolhendo os candldatos subnetldos a estas elelçóes µrlnárlas
a µartlr de una llsta de µré-candldatos, deslqnada nos ternos
sequlntes: o SC µoderá lndlcar até 3 nones, o nesno
acontecendo con o Su, cabendo a cada una das Conlssóes
lolitlcas ulstrltals a lndlcaçáo de nals un none.
3.6. Atrlbulndo ao Secretárlo-Ceral a escolha dos µrlnelros nones
de todas as llstas de candldatos às elelçóes leqlslatlvas, ben
cono o do 2º candldato µelo lorto e os dos 2º e 3º candldatos
µor Llsboa. Lxceµclonalnente, nos circulos en que no sulráqlo
anterlor o lS tenha elelto nenos do que tres deµutados, a
escolha do Secretárlo-Ceral lncldlrá sobre un conjunto de tres
nones que a resµectlva lederaçáo lhe lndlcar.
3.7. Atrlbulndo à Conlssáo uaclonal conµetencla estatutárla µara
conllrnar ou recusar os candldatos a lresldentes de Cânaras
de todas as caµltals de dlstrlto e de todos os nunlciµlos con
nals de cen nll eleltores, exceµto se tlveren sldo deslqnados
µor sulráqlo dlrecto dos nllltantes do resµectlvo concelho
4. fstreitar os elos que unem o partido e a sociedade,
explicitando, sistematizando e aprofundando todas as ligações
que já hoje existem e instituindo um protagonismo efectivo,
específico e formal dos eleitores do PS, nomeadamente:
«.1. Instltulndo a cateqorla de eleitores declarados do lS (µodendo
eten|aa|men|e dat-|nes am es|a|a|o idên|ico ao ¡ae itào |et os
simµa|izan|es ¡ae tesa||atam do tecen|e µtocesso de tefi|iaçào),
µara abranqer todos os cldadáos que, náo sendo nenbros de
outro lartldo, sen se subneteren à dlsclµllna µartldárla, se
ldentlllcan qenerlcanente con a llnha µolitlca do lS e cono
tals se lnscrevan.
«.2. uando aos eleitores declarados o dlrelto de votaren nas
elelçóes destlnadas a escolher os candldatos do lS, de seren
µerlodlcanente convldados µara reunlóes de lnlornaçáo e
debate, e de asslstlren às lnlclatlvas µolitlcas µronovldas µelo
lS, nesno quando náo sejan abertas ao µúbllco.
«.3. Atrlbulndo todos os dlreltos dos eleitores declarados do lS
aos cldadáos sen llllaçáo µartldárla que concorran en llstas do
lS nas elelçóes autárqulcas, leqlslatlvas ou euroµelas, desde
que µosterlornente náo se tenhan lnscrlto noutro µartldo,
nen tenhan lnteqrado qovernos de outros µartldos ou
candldaturas que tenhan concorrldo contra candldaturas
aµresentadas µelo lS.
«.«. Atrlbulndo todos os dlreltos dos eleitores declarados do lS
aos cldadáos sen llllaçáo µartldárla que µertençan ou tenhan
µertencldo a un Coverno aµolado µelo lS, desde que
µosterlornente náo se tenhan lnscrlto noutro µartldo, nen
tenhan lnteqrado qovernos ou candldaturas que tenhan
concorrldo contra candldaturas aµresentadas µelo lS.
«.3. Atrlbulndo todos os dlreltos dos eleitores declarados do lS
aos cldadáos sen llllaçáo µartldárla que µertençan aos
qablnetes de estudo do lS, quer de ânblto naclonal, quer de
ânblto dlstrltal.
«.6. Assunlndo na µrátlca, cono un dos objectlvos centrals do lS,
o aµolo, o estinulo e a dlnanlzaçáo das estruturas e entldades
de natureza soclal, econónlca e cultural, que constltuen o
sector cooµeratlvo e soclal, ben cono de qualsquer outras
orqanlzaçóes náo-lucratlvas de natureza cultural, artistlca,
soclal, desµortlva ou recreatlva, lncltando-as a desenµenhar
un µaµel nuclear na vlda da socledade.
5.Valorizar as correntes de opinião internas que se afirmem de
forma continuada com ideias e projectos próprios, bem como
os clubes de reflexão e debate, garantindo:
3.1. 0 reconheclnento cono correntes de oµlnláo lnterna, aos
qruµos de nllltantes que cono tals se quelran assunlr, desde
que µreenchan µelo nenos una das sequlntes tres condlçóes:
1ª teren aµresentado, no nals recente Conqresso uaclonal do
lS, una noçáo de orlentaçáo µolitlca qeral, subscrlta µelo
nenos µor 300 nllltantes , 2ª teren aµresentado, no nals
recente Conqresso uaclonal do lS, una noçáo de orlentaçáo
µolitlca qeral, a qual tenha obtldo µelo nenos 3v dos votos
exµressos, 3ª aµresentaren ao Secretárlo-Ceral un docunento
de orlentaçáo µolitlca qeral subscrlto, µelo nenos, µor 730
nllltantes.
3.2. 0 reconheclnento, cono lnlclatlvas µolltlcanente útels, dos
clubes de rellexáo e debate, crlados µor nllltantes do lS, que
se destlnen a dlscutlr as qrandes questóes µolitlcas, culturals,
ldeolóqlcas e clvlllzaclonals, da actualldade, ou a aµrolundar a
anállse e a dlscussáo de tenátlcas esµeclalnente relevantes
µara a evoluçáo da socledade.
3.3. 0 dlrelto de, unas e outros, utlllzaren as lnstalaçóes do lS
µara as suas reunlóes e lnlclatlvas, sen µrejuizo da natural
µrlorldade atrlbuida às estruturas lornals do µartldo, ben cono
o de veren as suas µoslçóes dllundldas na 4cção 5ocia/ista.
6. kelornular as reqras das elelçóes lnternas do lS, de nodo a:
6.1. Carantlr equldade no tratanento de todas as candldaturas
lnternas aos órqáos do µartldo, dotando-as de nelos llnancelros
lquals, µrocurando desencorajar as desµesas que váo alén
desses nelos, ben cono µrevenlr as deslqualdades que µossan
resultar de un excesso da sua nedlatlzaçáo µúbllca,
6.2.Callbrar ben as exlqenclas, quanto ao núnero de aµolantes
necessárlos µara leqallzar qualquer candldatura lnterna, de
nodo a náo dlllcultar a sua aµresentaçáo,
7. Articular as federações com as estruturas nacionais do partido,
bem como com o maior número possível de estruturas políticas
concelhias, através da Internet, corresponsabilizando todas
essas instâncias pela transformação do fluxo de informação,
resultante da referida ligação em rede, numa capacidade crítica
que potencie a eficácia política do colectivo partidário.
kfN0VAk 0S fSIAIuI0S PAkA 0Ak f0kÇA A0 PS
lroµonentes
kuI NAH0kA00, f0NSffA ffkkfIkA f 0uIk0S
13
Pk0P0SIA 0f ALIfkAÇA0 00S fSIAIuI0S
lroµonente
fkNfSI0 kI8fIk0 0A SILVA
1uSIIfIfAÇA0
há trabalhadores soclallstas actlvlstas e dlrlqentes de slndlcatos das duas Centrals Slndlcals.
0s órqáos dlrlqentes do lS ten todo o lnteresse en ouvlr uns e outros.
lara o tornar µossivel electlvanente, e en µé de lqualdade, µroµóe-se esta µequena alteraçáo ao
artlqo 112º dos Lstatutos.
Pk0P0SIA 0f N0VA kf0AfÇA0 00 AkII00 112º
1 - 0s trabalhadores soclallstas orqanlzados en estruturas de acçáo sectorlal e en tendenclas
slndlcals deven ser ouvldos µelos órqáos do µartldo, en tudo que lhes dlqa esµeclalnente resµelto.
2 - As dlrecçóes da !endencla Slndlcal Soclallsta e da Corrente Slndlcal Soclallsta da CC!l-Iu,
cono orqanlsnos autónonos reµresentatlvos sáo obrlqatorlanente ouvldos µelos órqáos ulrectlvos
do lartldo, e os seus coordenadores sáo convocados µara as reunlóes do Secretarlado uaclonal,
senµre que estlver en causa a dellnlçáo de µolitlcas a µrossequlr µelo lartldo nas áreas laboral,
econónlca e soclal.
Pk0P0SIA 0f ALIfkAÇA0 00S fSIAIuI0S
lroµonente
ANI0NI0 8k0IAS
lroµóe-se que a alinea h) do Artlqo 13º sobre os deveres dos nllltantes, con a actual redacçáo:
h) /ssinat a "/cçào 5ocia|is|a´, jotna| oficia| do lat|ido,
seja substltulda µor:
L dever de todos os membros dos orqãos oaciooais, reqiooais, federativos e cooce/bios, e
aioda dos 5ecretários toordeoadores e Presideotes das Mesas das 4ssemb/eias das 5ecções,
assioar a "4cção 5ocia/ista", joroa/ oficia/ do Partido.
Con esta redacçáo, esta dlsµoslçáo deve ser lnclulda cono alinea do Artlqo 101º sobre a Inµrensa
do lartldo.
1uSIIfIfAÇA0
A actual alinea h) do Artlqo 13º, lntroduzlda na revlsáo dos Lstatutos de 1998, lol una tentatlva
µara nelhorar a dlvulqaçáo da "Acçáo Soclallsta" que náo resultou náo se justlllcando a sua
nanutençáo sob a lorna actual.
Mas, lazer cheqar a "Acçáo Soclallsta " a todos os sectores do lartldo contlnua a ser un µroblena
central do lS. Sen lsso, o lartldo µerde coesáo e a transnlssáo de lnlornaçóes entre os seus
nenbros llca lntelranente deµendente dos orqáos de conunlcaçáo exterlores.
!entar lorçar todos os nllltantes a asslnar a "Acçáo Soclallsta" lol un exaqero que, cono tal, náo
resultou. Mas náo ten, no entanto, qualquer sentldo, que nllltantes que exerçan
resµonsabllldades de dlrecçáo náo receban a "Acçáo Soclallsta" µara os nanter lnlornados
sobre a orlentaçáo e sentlr lnterno do lartldo.
A nanutençáo do dever de asslnar a "Acçáo Soclallsta " só µara os dlrlqentes é, assln, una
nedlda justa que corresµonde aos lnteresses do lartldo, será certanente ben acelte µor todos
os que desenµenhan lunçóes dlrlqentes e , en ternos µrátlcos, µode µernltlr à "Acçáo Soclallsta"
ter a desejavel e necessárla exµansáo.
Pk0P0SIAS 0f 0ffLAkAÇA0
0f PkINfÍPI0S 00 PAkII00 S0fIALISIA
ldaatdo letto kodtiqaes
16
1. 0 Partido Socialista é a organização política dos cidadãos
portugueses e dos outros cidadãos residentes em Portugal
que defendem inequivocamente a democracia e procuram
no socialismo democrático a solução dos problemas nacionais
e a resposta às exigências sociopolíticas do mundo
contemporâneo.
lundado en 1973, con a translornaçáo en µartldo da Acçáo
Soclallsta lortuquesa, µor sua vez lornada en 196«, o lartldo
Soclallsta nasceu e cresceu na luta contra o lasclsno e µela
lnstauraçáo da denocracla. A sua hlstórla conlunde-se con a
hlstórla da reslstencla à dltadura e da construçáo de una
denocracla µlurallsta e soclalnente avançada. lara o lS, a
llberdade lol senµre o elenento natrlclal do conbate µor una
socledade nals solldárla, justa e lraterna, nals lqualltárla e
coesa, e o µlurallsno das ldelas e das oµlnlóes lol senµre a
narca caracteristlca, náo só do seu lunclonanento e da sua
acçáo cono µartldo, cono tanbén do µrojecto que concebe
µara a orqanlzaçáo µolitlca e soclal de lortuqal e da unláo
Luroµela.
0 lS convoca toda a sua hlstórla e todo o seu µatrlnónlo µara
llunlnar a acçáo µresente. A luta contra o lasclsno e o
colonlallsno, o ldeal do "soclallsno en llberdade" e a denúncla
dos totalltarlsnos, a llderança na lundaçáo e lnstltuclonallzaçáo
da denocracla reµresentatlva e µlurallsta e na sua consaqraçáo
constltuclonal cono una denocracla µolitlca, econónlca, soclal
e cultural, o euroµeisno, a causa do desenvolvlnento solldárlo
e sustentável e a conblnaçáo entre nodernlzaçáo e consclencla
soclal, todas estas oµçóes estruturaran a evoluçáo do lS, o seu
enralzanento µoµular e a allrnaçáo cono un qrande µartldo
denocrátlco.
0 soclallsno denocrátlco é a causa µolitlca en que se reconhece
o lS, entendendo-o cono herdelro de tradlçóes hunanlstas
acunuladas na consclencla unlversal ao lonqo dos séculos. lara
o lS, o soclallsno denocrátlco, a soclal-denocracla e o
trabalhlsno deslqnan una nesna qrande área µolitlca, da
esquerda denocrátlca. L a µartlr desta µersµectlva que o lS
concebe o horlzonte de una socledade nals llvre, nals justa,
nals solldárla, nals µacillca, através do aµerlelçoanento
constante e do desenvolvlnento harnonloso da denocracla. L
tanbén a µartlr desta µersµectlva, e sen µerder a sua
ldentldade, que o lS se nantén atento às contrlbulçóes e aos
desallos de outras lanillas µolitlcas de orlentaçáo relornlsta,
dlrlqlndo-se a todos os cldadáos e dlaloqando crltlcanente con
as restantes lorças denocrátlcas.
2. 0 PS empenha-se em que a sociedade portuguesa seja
organizada na base dos valores da liberdade, da igualdade e
da solidariedade, e esteja aberta à diversidade, à iniciativa,
à inovação e ao progresso.
0s valores da llberdade, da lqualdade e da solldarledade
constltuen una exlqencla noral que senµre ten orlentado o
µensanento e a acçáo soclallsta. As lutas contra a exµloraçáo,
contra a oµressáo, contra os µrlvlléqlos no acesso aos bens de
cultura e do esµirlto, contra todas as lornas de lnjustlça e
dlscrlnlnaçáo, contra o latallsno e todas as lornas de subnlssáo
que neqan ou dlnlnuen o µaµel do ser hunano cono sujelto da
hlstórla, llzeran-se e lazen-se en none destes valores. A sua
actualldade é lneqável, lnµortando sallentar que a llberdade e
a lqualdade dos dlreltos requeren una allrnaçáo clara de resµelto
µela condlçáo, µela llberdade e µelos dlreltos uns dos outros. A
socledade que se orqanlza na base destes valores unlversals
caracterlza-se, tanbén, µela atltude de abertura à dlversldade
das µessoas e das culturas, à lnlclatlva de cada un, à lnovaçáo
que dlnanlza os várlos sectores da vlda colectlva, é una
socledade que acredlta no µroqresso, ou seja, que é µossivel
nelhorar a sltuaçáo en que se encontra.
3. 0 PS compromete-se com a defesa e a promoção dos direitos
humanos e com a paz.
ua sua µrátlca µolitlca, o lS coloca aclna de qualquer outro
objectlvo a delesa e a µronoçáo dos dlreltos hunanos, a
convlvencla µacillca entre os lndlviduos, os µovos e as naçóes e
a construçáo de una orden lnternaclonal lundada na justlça e
na cooµeraçáo, conlorne ao estabelecldo nos lnstrunentos
lundanentals da 0rqanlzaçáo das uaçóes unldas. lara o lS, a
unlversalldade e a lndlssoclabllldade das llberdades e dos dlreltos
clvls, µolitlcos e soclals, constltuen a µedra de toque das µolitlcas
µara a sua µlena reallzaçáo. Sáo certanente dllerentes, quanto
à sua natureza juridlca e às consequenclas µara a acçáo do
Lstado, as llberdades e qarantlas lundanentals e os dlreltos
soclals. Mas, µara os soclallstas, a acçáo µolitlca deve orlentar-
se µara a µronoçáo de todos os dlreltos, tal cono se encontran
exµressos, deslqnadanente, na ueclaraçáo unlversal dos
ulreltos do honen.
4. 0 PS considera primacial a defesa e o desenvolvimento da
democracia política, na organização da sociedade, e dos
direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos.
A denocracla µlurallsta é a únlca lorna de reqlne µolitlco en
que os soclallstas se reconhecen: o soclallsno que µroµóen é
lndlssoclável da denocracla. A denocracla náo é un nelo µara
atlnqlr outra colsa, é un lln en sl nesna. uáo há justlça sen
llberdade e sen denocracla. uáo µode haver lqualdade de
oµortunldades ou solldarledade sen lqualdade de dlreltos
µolitlcos. uelender a denocracla é náo hesltar na conlrontaçáo
denocrátlca con os lnlnlqos da denocracla, qualquer que seja
a sua natureza. L lutar contra o totalltarlsno, que vlola os dlreltos
lundanentals da µessoa hunana, e contra o µoµullsno, que
ataca os allcerces do Lstado de ulrelto.
5. 0 PS considera que a democratização é um processo
contínuo, que se realiza em múltiplas dimensões, na
organização política, na paridade entre os géneros, na vida
cívica, económica, cultural e social.
A denocracla náo é un lacto estabelecldo de una vez µor todas,
é una dlnânlca. 0 esµirlto denocrátlco e a µartlclµaçáo civlca
deven lnlornar as núltlµlas dlnensóes e áreas da vlda soclal, e
os µrocedlnentos do nétodo denocrátlco µoden e deven ser
aµllcados, con as adaµtaçóes necessárlas, a dlversos asµectos
da orqanlzaçáo econónlca e soclal. uáo é só a denocracla µolitlca
que constltul condlçáo necessárla do desenvolvlnento e da
coesáo soclal, o eslorço da denocratlzaçáo econónlca, soclal e
cultural constltul tanbén condlçáo lnµortante µara o bon
exerciclo dos dlreltos µolitlcos.
Assln, µara o lS, exlste una llqaçáo lundanental entre a
construçáo do Lstado de ulrelto denocrátlco, a reallzaçáo da
denocracla econónlca, soclal e cultural e o aµrolundanento da
denocracla µartlclµatlva.
6. 0 PS combate as desigualdades e discriminações fundadas
em critérios de nascimento, sexo, orientação sexual, origem
racial, fortuna, religião ou convicções, predisposição
genética, ou quaisquer outras que não resultem da iniciativa
e do mérito das pessoas, em condições de igualdade de
direitos e oportunidades. 0 PS defende o princípio da
equidade na promoção da justiça social.
lara o lS, sáo lleqitlnas e deven ser conbatldas, sen hesltaçóes,
as deslqualdades de dlreltos. L sáo lleqitlnas e deven ser
conbatldas as deslqualdades de condlçáo e estatuto que náo
resulten da lnlclatlva e do nérlto das µessoas, no quadro do
aµroveltanento de oµortunldades abertas a todos. ueslqualdades
lnsuµerávels entre classes e qruµos e, µor nalorla de razáo, a
reserva de µrlvlléqlos µara certas classes ou qruµos lechados,
olenden a consclencla hunanlsta e nlnan os allcerces da
denocracla.
uo conbate às deslqualdades lleqitlnas ou lndesejávels e na
µronoçáo actlva da lqualdade de dlreltos e de oµortunldades, o
lS consldera essenclal a µrossecuçáo do µrlnciµlo da equldade.
Lntende-se este cono a lntervençáo µúbllca a lavor dos nenbros
nenos lavorecldos da socledade, no sentldo de corrlqlr as
deslqualdades de resultados, crlar reqularnente novas
oµortunldades e assequrar nivels aceltávels de coesáo soclal.
7. 0 PS defende uma economia de bem-estar, aberta à
pluralidade das iniciativas e das formas económicas
privadas, públicas e sociais, e regulada pelo mercado e pelas
instituições públicas adequadas.
A econonla de una denocracla noderna e desenvolvlda requer
a conblnaçáo equlllbrada entre o nercado, cono lnstrunento
µrlnclµal de coordenaçáo e orqanlzaçáo dos lactores µrodutlvos,
o Lstado, cono reµresentaçáo e orqanlzaçáo µolitlca e
lnstltuclonal da socledade, e a lnlclatlva cooµeratlva dos
cldadáos llvre e voluntarlanente assoclados en núltlµlas lornas
de acçáo, µara µronoçáo de lnteresses conuns. 0 µaµel do
nercado deve ser valorlzado, deslqnadanente nas lunçóes que
µode cunµrlr nelhor do que os nodos alternatlvos de alectaçáo
de recursos. Mas o seu µleno aµroveltanento requer lnstltulçóes
lortes, caµazes de aqlr estrateqlcanente e qarantlr a
establlldade e o doninlo do tenµo lonqo exlqldos µelas
translornaçóes soclals quallllcantes.
lara o lS, a econonla de nercado lunda-se na llvre lnlclatlva e
na µluralldade de lnlclatlvas, havendo luqar µara a lnlclatlva
µrlvada, a lnlclatlva µúbllca e a lnlclatlva soclal, deve estar sujelta
a una requlaçáo lnstltuclonal adequada, cuja exlstencla,
lndeµendencla e ellcácla conµete ao Lstado qarantlr, e deve
assunlr una dlnensáo soclal e de ben-estar, lsto é, lncorµorar
na sua µróµrla lóqlca de lunclonanento a µreocuµaçáo con os
dlreltos hunanos, o desenvolvlnento sustentável e a coesáo
soclal. 0 Lstado deve lavorecer, con aµolos esµecillcos, o
cooµeratlvlsno e as redes solldárlas de aqentes econónlcos e
soclals.
8. 0 PS defende a independência do poder político face aos
poderes económicos. f dever do fstado promover o interesse
público e o bem comum, conduzir as estratégias de
desenvolvimento nacional, garantir o quadro institucional
favorável à criação e distribuição de riqueza, assegurar a
provisão de infra-estruturas, bens e serviços de interesse
geral, corrigir as desigualdades e falhas de mercado, arbitrar
conflitos e agir em prol da coesão social e territorial.
0 lS delende a econonla de nercado con a nesna convlcçáo
con que recusa una socledade de nercado, quer dlzer, a lleqitlna
heqenonlzaçáo de toda a orqanlzaçáo soclal µelos µrlnciµlos do
nercado. lara o lS, o desenvolvlnento da denocracla exlqe a
llqaçáo, náo lsenta de tensóes, entre o lunclonanento do
nercado e a acçáo do µoder µolitlco, lndeµendente dos µoderes
Pk0P0SIA 0f 0ffLAkAÇA0 0f PkINfÍPI0S 00 PAkII00 S0fIALISIA
fA2fk 8fH
PfL0 fuIuk0
lroµonente
f0uAk00 ffkk0 k00kI0ufS
17
econónlcos e de qualsquer outros, denocratlcanente lornado
e controlado, caµaz, noneadanente, de qarantlr as lunçóes de
soberanla, µroµorclonar un contexto leqal e lnstltuclonal claro
e justo à actlvldade dos cldadáos e das orqanlzaçóes, µronover
a justlça llscal, conduzlr µolitlcas soclals lortes e ellcazes. A
lntervençáo do Lstado na econonla deve oµerar-se,
lundanentalnente, no doninlo da requlaçáo lnstltuclonal, na
µronoçáo do lnteresse µúbllco e das condlçóes estratéqlcas de
desenvolvlnento e conµetltlvldade da econonla naclonal, na
µrotecçáo dos dlreltos dos trabalhadores e dos consunldores, e
na atençáo constante às lalhas e deslqualdades qeradas µela
dlnânlca do nercado.
lara o lS, a crlaçáo e a dlstrlbulçáo da rlqueza náo sáo oµostos
nas sln allados, a µrovlsáo de bens e servlços náo nercantls
en áreas báslcas µara o ben-estar das µessoas deve lr de µar
con a olerta nercantll e as consequenclas da econonla de
nercado deven ser avalladas e, se necessárlo, corrlqldas, en
lunçáo de crltérlos de sustentabllldade, coesáo soclal e coesáo
terrltorlal. 0 uso ellclente das receltas µúbllcas e a µronoçáo da
equldade nas µrestaçóes soclals sáo µllares essenclals da µolitlca
de redlstrlbulçáo.
9. Para o PS, o fstado de 8em-fstar, também chamado
fstado Social ou fstado-Providência, representa uma
conquista histórica das forças democráticas e um pilar
indispensável da democracia e do desenvolvimento. A sua
forma não é estática nem imune à crítica, antes carece de
profunda reorganização, à luz dos novos desafios colocados
pelas economias e sociedades do nosso tempo. Has só é
possível reorganizar o fstado de 8em-fstar se o defendermos
e renovarmos, com determinação. As políticas para a
promoção do trabalho, do emprego e do bem-estar, a
protecção social, a redução de desigualdades e a justa
repartição de rendimentos, constituem orientações
essenciais para o fstado democrático, tal como o PS o concebe.
Neste termos, o PS defende que as políticas e os serviços
públicos são essenciais ao desenvolvimento e à promoção
da coesão social, em diferentes áreas, com particular
destaque na provisão de serviços básicos e nos sectores
sociais, educativos e culturais, constituindo a acessibilidade
e a qualidade dos serviços públicos uma responsabilidade
indeclinável do fstado.
Se a µlena aceltaçáo da econonla de nercado dlstlnque, con
clareza, a esquerda denocrátlca das conceµçóes colectlvlstas
da orqanlzaçáo econónlca e soclal, a delesa do Lstado soclal e
a valorlzaçáo das µolitlcas e dos servlços µúbllcos, en doninlos
centrals da vlda colectlva, assln cono a µreocuµaçáo con a
acesslbllldade e a qualldade dos servlços µúbllcos, dlstlnquen
radlcalnente a esquerda denocrátlca das lornas neollberals de
ataque ou nenosµrezo µelo Lstado e µela adnlnlstraçáo µúbllca.
Ln servlços báslcos de aµolo às µessoas, às lanillas e às
conunldades locals, e nos sectores en que se joqan as questóes
µrlnclµals da lqualdade de oµortunldades e da justlça soclal,
cono a educaçáo, a saúde, a sequrança soclal, a cultura e a
clencla, o servlço µúbllco, acessivel a todos, ellclente e ellcaz,
é essenclal a una socledade justa. A sua concretlzaçáo náo ten
de reduzlr-se ao nonoµóllo do Lstado, nas é obrlqaçáo
lndecllnável do Lstado denocrátlco qarantlr a sua exlstencla.
10. 0 PS entende que a prática da solidariedade e a promoção
da integração social se fazem no quadro da realização dos
direitos civis, políticos e sociais de que são titulares as
mulheres e os homens. f a realização dos direitos que permite
caminhar para uma sociedade solidária, que não pactue com
a exclusão.
0 lS ve-se a sl µróµrlo cono o µartldo da solldarledade
denocrátlca. lor ai se dllerencla sen conµronlsso ou dúvlda do
conservadorlsno soclal, que tende a conlundlr solldarledade
con asslstenclallsno. A luta contra a exclusáo soclal, o conbate
à µobreza e o trabalho en µrol da lnteqraçáo de todos ten na
sua base una consclencla noral que se recusa a tolerar a lnjustlça
e a dlscrlnlnaçáo e que sente cono un dever aqlr en lavor dos
nals desµrovldos. Mas a µrátlca da solldarledade e as µolitlcas
µúbllcas que a estruturan lazen-se en none da construçáo de
una socledade lncluslva e da reallzaçáo dos dlreltos de que sáo
tltulares os lndlviduos, lndeµendentenente da sua condlçáo
clrcunstanclal. A solldarledade náo ten a ver con lavores,
µrotecclonlsnos ou culdados µaternallstas, ten a ver con os
dlreltos e a resµonsabllldade µúbllca na sua delesa e µronoçáo.
0s soclallstas sáo, µortanto, radlcalnente contrárlos às lóqlcas
asslstenclallstas que, de lacto, µerµetuan a µobreza e a exclusáo.
0 conbate às dlversas lornas de exclusáo que se nanten ou
nesno crescen, à nossa volta - a exclusáo da rlqueza, do ben-
estar, do nercado de enµreqo, da lnlornaçáo ou do µoder -
laz-se através de µolitlcas µúbllcas actlvas, nos doninlos
econónlco, soclal e cultural, que reconhecen os dlreltos,
estlnulan o envolvlnento de dllerentes µarcelros e orqanlzan
oµortunldades de lornaçáo, quallllcaçáo, lnteqraçáo e
µartlclµaçáo civlca. 0 lS quer dlrlqlr-se às µessoas e aos qruµos
en sltuaçáo ou rlsco de exclusáo, assln cono àqueles que se
encontran aneaçados µela narqlnallzaçáo ou o deslavor, nas
a todos tratando cono cldadáos, tltulares de resµonsabllldades
e dlreltos, e náo cono asslstldos ou deµendentes.
11. 0 PS assume como obrigação fundamental do fstado
democrático assegurar plenamente as funções de soberania,
garantindo nomeadamente o direito à segurança, o acesso à
justiça, a coesão e a defesa nacional.
0 lS µreza o valor da sequrança e delende convlctanente a
autorldade denocrátlca, lorte e ellcaz, lundada no resµelto
µelos dlreltos, llberdades e qarantlas e exerclda no quadro da
lel. Ao contrárlo das correntes µolitlcas de dlrelta que
lndlvlduallzan a sequrança cono un valor en sl µróµrla, o lS
µersµectlva-a, sen qualquer hesltaçáo, a µartlr da llberdade e
da lqualdade de dlreltos e oµortunldades. 0 desenvolvlnento
da denocracla e a µronoçáo da justlça soclal requeren un quadro
de orqanlzaçáo colectlva e de relaclonanento entre os cldadáos
que qaranta a todos condlçóes de sequrança e acesso ráµldo e
equltatlvo à justlça. 0 lS delende una revalorlzaçáo da
lnµortâncla das lunçóes de soberanla no conjunto das lunçóes
do Lstado denocrátlco, e conµronete-se con a aµllcaçáo de
µolitlcas denocrátlcas de sequrança lnterna, adnlnlstraçáo da
justlça e delesa naclonal
ue lqual nodo, o lS entende que µolitlcas avançadas de
descentrallzaçáo, valorlzando as dlnensóes local e reqlonal da
orqanlzaçáo colectlva, e de consolldaçáo das keqlóes Autónonas
constltuen un lnstrunento estratéqlco de coesáo e ldentldade
naclonal, e cono tal deven ser orlentadas.
12. 0 PS assume a defesa do ambiente e a promoção do
desenvolvimento sustentável, como elementos essenciais
de políticas orientadas pelo princípio da precaução,
informadas pelo cuidado com o nosso futuro comum e
fundadas no respeito por nós próprios e pelas gerações
vindouras
A delesa do anblente e a crlaçáo de una consclencla ecolóqlca
constltuen una das nals causas nobres e una das necessldades
nals µrenentes do nosso tenµo. L o luturo da hunanldade,
cono tal, alén da solldarledade devlda às µróxlnas qeraçóes,
que se encontra en questáo. 0s µrlnciµlos da µrecauçáo, da
subsldlarldade e da µartlclµaçáo deven ser estendldos e
aµllcados en todas as µolitlcas µúbllcas que lldan dlrectanente
con o desenvolvlnento, o terrltórlo e a natureza, e deven ser
dllundldos naclçanente, cono una orlentaçáo báslca do
conµortanento de todos os cldadáos, enquanto trabalhadores,
enµresárlos ou consunldores. 0 lS entende, µols, tonar cono
suas as µreocuµaçóes essenclals do µensanento e da µrátlca
ecoloqlsta, náo na varlante lundanentallsta que se recusa a
µôr en equaçáo o desenvolvlnento e a conservaçáo da natureza,
nas sln colocando no horlzonte soluçóes µosltlvas µara essa
equaçáo.
13. 0 PS acredita que é preciso ser-se radical na defesa da
democracia, como sistema político fundado nos direitos
humanos, na soberania popular, no primado da lei e na livre
competição entre ideias e programas, e como sistema social
que se alimenta da iniciativa das pessoas e valoriza a
diversidade e a diferença, o encontro e o respeito mútuo
entre gentes e culturas, a expressão criativa e a participação
e inovação social. Para o PS, são prioritárias as reformas
institucionais que favoreçam a participação democrática,
aproximem dos cidadãos o fstado e a administração,
melhorando o rigor, a eficiência e o sentido de serviço da sua
acção, e aprofundem a descentralização administrativa,
valorizando designadamente o poder local.
0s soclallstas sáo denocratas radlcals, µorque entenden que
náo há alternatlva µara a denocracla, cono reqlne µolitlco
baseado na llberdade e na escolha µoµular, e entenden que a
denocracla constltul un lln en sl nesno, un µrecloso ben que
é necessárlo delender. A denocracla é tanbén una cultura,
una nanelra de conceber as acçóes e as relaçóes entre os
lndlviduos e os circulos soclals que eles lornan. Lssa é a cultura
da llberdade, da autononla, da descentrallzaçáo, da lnlclatlva,
da crlatlvldade, da conunlcaçáo, da µartlclµaçáo no esµaço
µúbllco, da celebraçáo da dlversldade e da dllerença, do
reconheclnento nútuo e do encontro. L a extensáo aos várlos
doninlos da vlda soclal da convlcçáo de que da µluralldade dos
seres e das ldelas e da llvre arqunentaçáo e da llvre escolha se
laz una socledade µacillca, dlnânlca, culta e µrósµera.
Lsta delesa radlcal da denocracla e do valor e da µrátlca da
cldadanla, quer cono reallzaçáo de dlreltos, quer cono assunçáo
de deveres e µartllha de resµonsabllldades, é que deve orlentar
tanbén as relornas do slstena µolitlco e da adnlnlstraçáo, no
sentldo de lonentar as condlçóes e o alcance da µartlclµaçáo
dos cldadáos e aunentar a µroxlnldade e a ellclencla dos
servlços que lhes µrestados.
14. 0 PS apoia o desenvolvimento de acções que aprofundem
a intervenção democrática dos trabalhadores na vida
económica e social e a cooperação entre todos quantos, pelo
trabalho, a iniciativa e o empreendimento, contribuem para
a criação de riqueza e a promoção do bem-estar.
0 trabalho náo é aµenas una necessldade, nen é aµenas una
nercadorla. uo seu sentldo nals µleno, o trabalho é un dlrelto,
o dlrelto que ten todo e qualquer cldadáo de assequrar a sua
reallzaçáo µessoal e o seu ben-estar µessoal e lanlllar, assln
cono de contrlbulr µara o µroqresso e o ben-estar colectlvo.
Lsse dlrelto náo µode ser neqado, e a sua allrnaçáo lnµllca a
µrotecçáo do trabalhador, senµre que a relaçáo de trabalho é
estruturalnente deslqual.
llel a este entendlnento, o soclallsno denocrátlco assune-se
cono o reµresentante, náo excluslvo, dos lnteresses do nundo
do trabalho. lartllha un entendlnento vasto do que seja o
nundo do trabalho, nele conµreendendo as núltlµlas lornas e
doninlos µelos quals se µroduz e dlstrlbul rlqueza e se µronove
a educaçáo, a cultura, a sequrança e o ben-estar.
0 lS dlrlqe-se a todos os trabalhadores, qualquer que seja a sua
µrollssáo, lornaçáo e quallllcaçáo, e aos enµresárlos, de
qualquer sector ou dlnensáo, que lnvesten e qeran enµreqo e
valor. 0 lS acredlta, µor lsso, µrolundanente, nas vlrtudes de
una nalor lntervençáo dos que trabalhan nos µrocessos de
declsáo, quer a nivel das enµresas e servlços quer a nivel da
econonla no seu conjunto, aµola os µrlnciµlos e os µrocessos
da concertaçáo soclal e da neqoclaçáo colectlva, e delende o
dlrelto dos trabalhadores à sua orqanlzaçáo en slndlcatos
denocrátlcos, lndeµendentes de lorças µolitlcas. 0 lS valorlza
os slstenas de educaçáo e lornaçáo µrollsslonal, cono
lnstrunentos lndlsµensávels µara o desenvolvlnento das
quallllcaçóes e a abertura de novas oµortunldades de una
lnserçáo µrollsslonal quallllcada, e laz seus os objectlvos da
educaçáo e lornaçáo ao lonqo da vlda e en todos os doninlos
da vlda. 0 lS delende, tanbén, os dlreltos de todos quantos,
aµós una vlda de labuta, se encontran na sltuaçáo de relornados
e de todos os que, náo estando lornalnente lnserldos no
nercado de enµreqo, desenµenhan trabalhos donéstlcos ou
lnlornals, de enorne utllldade µara a orqanlzaçáo soclal.
15. 0 PS afirma-se como um partido moderno e cosmopolita,
que acredita que o espírito de iniciativa e empreendimento,
a criatividade e a comunicação, a cultura humanista,
científica e tecnológica, a livre circulação das pessoas, a
troca de ideias, constituem ingredientes fundamentais da
vida e do progresso colectivos.
0 lS reclana-se das conqulstas da nodernldade, enbora critlco
das suas lalhas e lnconsequenclas, assln cono dos µrejuizos e
18
vlolenclas causados µelo nodelo de desenvolvlnento que
lavoreceu. llel à natrlz hunanlsta, o lS destaca, entre essas
conqulstas, a atltude vlrada µara o luturo e a dlsµoslçáo µara o
conheclnento. lreza, µortanto, o cosnoµolltlsno, caµaz de
entender a enorne rlqueza da dlversldade que laz o nosso nundo,
sen calr no relatlvlsno sen crltérlo étlco. !rata-se de lutar µela
dllusáo naclça e a aqulslçáo qenerallzada das dlsµoslçóes dos
lnstrunentos do conheclnento. !rata-se de µerceber que a
socledade que, sen µresclndlr dos valores unlversals e da
exlqencla reµubllcana da lnteqraçáo civlca, se habltua a
resµeltar e acolher dllerentes culturas, lortalece a sua µróµrla
ldentldade.
0 lS entende que a caµacldade de enµreender e lnovar, a
vontade de saber e conunlcar, o esµirlto clentillco, a
arqunentaçáo µúbllca, a llvre clrculaçáo de µessoas, ldelas e
recursos, sáo lactores de µroqresso. uestaca, deslqnadanente,
no quadro da socledade da lnlornaçáo e do conheclnento, as
enornes µotenclalldades contldas na lnterrelaçáo da
lnvestlqaçáo clentillca e tecnolóqlca, da exµressáo artistlca,
dos nelos e lornas de conunlcaçáo e da rellexáo étlca. uesse
quadro, concede una lnµortâncla declslva à lornaçáo e
noblllzaçáo civlcas dos jovens estudantes e trabalhadores,
aµroveltando a enerqla µróµrla das novas qeraçóes e da ldade
juvenll.
16. 0 PS empenha-se no processo de construção e
desenvolvimento da união furopeia, incluindo o
aprofundamento da sua dimensão política, como
consequência lógica e necessária do projecto colectivo de
paz, bem-estar e solidariedade posto em marcha sobre os
escombros a que a Segunda 0rande 0uerra havia reduzido o
velho continente. 0 PS vê a construção europeia como uma
referência para uma ordem mundial orientada pelos
princípios da cooperação, do respeito mútuo, da
solidariedade e do 0ireito.
llel à oµçáo báslca que lez dele o µartldo llderante na lundaçáo,
en lortuqal, da denocracla de natrlz µlurallsta e euroµela, o lS
é totalnente lavorável ao µrocesso de construçáo euroµela e ao
desenvolvlnento, aµrolundanento e alarqanento da unláo
Luroµela. keclana con lqual llrneza que esse seja un µrocesso
denocrátlco, µartlclµado e controlado µelos cldadáos euroµeus,
e µuqna, µortanto, µor una translornaçáo das lnstltulçóes e
das µrátlcas µolitlcas euroµelas, no sentldo da sua nalor
aµroxlnaçáo aos cldadáos. 0 lS é contrárlo às atltudes de
lechanento e µrotecclonlsno lleqitlno, e lrontalnente
adversárlo da ldela de una Luroµa-lortaleza, obcecada con os
seus µróµrlos µrlvlléqlos e lndllerente à sorte dos restantes
µovos.
lara os soclallstas, as resµostas a qrandes desallos con que se
veen conlrontadas as socledades de hoje ten de ser µrocuradas
nun quadro suµranaclonal que sustente o µrlnado do µoder
µolitlco denocrátlco sobre os outros µoderes, en µartlcular o
econónlco. As questóes-chave do desenvolvlnento sustentável,
a µronoçáo do cresclnento e do enµreqo, a requlaçáo dos lluxos
nlqratórlos e a lnteqraçáo soclal dos lnlqrantes, a sequrança
contra o crlne orqanlzado e o terrorlsno, ou alnda una µolitlca
externa e de delesa conun, ao servlço da Luroµa e dos seus
valores, sáo, entre outras, dlnensóes da µolitlca µara as quals
as resµostas dlsµonivels à escala de cada naçáo sáo
crescentenente lnsatlslatórlas. lor lsso, µara o lS, o relorço
da leqltlnaçáo das lnstltulçóes euroµelas val de µar con a
renovaçáo dos seus µoderes, µara a reallzaçáo dos objectlvos
conuns, lundados nuna Constltulçáo da unláo Luroµela, e esta
é una questáo essenclal da relorna denocrátlca de tals
lnstltulçóes e da µroqresslva allrnaçáo de una cldadanla
euroµela, que náo substltul, antes conµlenenta e revlqora, a
cldadanla naclonal.
17. 0 PS, criado na luta pela liberdade e pela democracia e
membro do Partido Socialista furopeu e da Internacional
Socialista, pugna por uma ordem internacional fundada na
segurança e na paz, na democracia e no respeito pelos direitos
humanos. Neste sentido, concebe a política externa e de
defesa como instrumentos fundamentais para a defesa da
independência e do interesse nacional e a afirmação de
Portugal no mundo.
0 soclallsno denocrátlco ten un conµronlsso lrrenunclável
con a solldarledade lnternaclonallsta e a luta µela sequrança e
a µaz entre os µovos e as naçóes. lunda esse conµronlsso na
convlcçáo µrolunda no unlversallsno dos dlreltos hunanos, que
sáo lndeµendentes da dlversldade das culturas e das ldeoloqlas
e constltuen o nelhor qarante µara a convlvencla e o resµelto
nútuo e µara a cooµeraçáo, na consaqraçáo do dlrelto unlversal
dos µovos à llberdade e à autodeternlnaçáo, e a condlçóes
justas µara o desenvolvlnento, e nos µrlnciµlos do dlrelto
lnternaclonal, cono delesa contra os abusos de µoder µolitlco
ou nllltar.
0 lS entende que o slstena µolitlco-juridlco que as uaçóes unldas
ten vlndo a construlr, laborlosanente, deve ser relorçado, e é
contrárlo a qualquer acto unllateral ou tentaçáo heqenónlca de
una suµerµotencla, que, à sua narqen e vlolando-o, o µossa
µôr en causa.
0 lS delende que a µolitlca externa µortuquesa se laça no
resµelto µelas orqanlzaçóes e os tratados lnternaclonals a que
o lais llvrenente aderlu e, en µartlcular, no quadro dos seus
dlreltos e obrlqaçóes cono nenbro da unláo Luroµela, da
0rqanlzaçáo µara a Sequrança e Cooµeraçáo Luroµela, da Allança
Atlântlca e da 0rqanlzaçáo das uaçóes unldas. Lntretanto, tres
orlentaçóes µróµrlas deven dlstlnqulr e enrlquecer a nossa
µolitlca externa, as quals sáo: a valorlzaçáo das conunldades
µortuquesas esµalhadas µelo nundo, a delesa e a µronoçáo da
linqua e cultura µortuquesa, e a cooµeraçáo con os µaises de
exµressáo ollclal µortuquesa, no quadro da Conunldade de
laises de Linqua lortuquesa.
18. 0 PS bate-se por uma ordem económica internacional
mais regulada e justa, pelo que é favorável a uma
globalização eticamente informada e democraticamente
controlada, que seja um factor de avanço social e estimule o
desenvolvimento de todas as nações e povos, esbatendo as
fronteiras entre Norte e Sul. fombate, por isso, as tendências
para o domínio do mundo por poderes económicos que
escapem ao controlo democrático e defende a organização
de novas formas de regulação supranacional
0 lS acredlta convlctanente nas vlrtualldades da llberdade de
clrculaçáo e troca e dos novlnentos lnternaclonals de µessoas,
ldelas, recursos e caµltals. uáo deseja, µortanto, o reqresso a
lornas obsoletas de naclonallsno ou ultraµrotecclonlsno
econónlco. Mas o lacto de a aceleraçáo dos novlnentos de
caµltals náo ter sldo aconµanhada µela adequada requlaçáo
lnstltuclonal contrlbulu declslvanente, nas duas últlnas décadas
do século XX, µara o aqravanento do losso entre µaises
desenvolvldos e µaises en vlas de desenvolvlnento e µara a
lntolerável coexlstencla entre acunulaçáo de rlqueza e aunento
da µobreza e das deslqualdades. lor seu lado, a aµllcaçáo ceqa
das teses neollberals, sen µreocuµaçóes de sustentaçáo e
coesáo soclal, causou, en dllerentes reqlóes do qlobo, a
devastaçáo econónlca e soclal.
0ra, o nundo náo µode ser conandado µelos lnteresses
econónlcos, nen a qloballzaçáo dos nercados econónlcos e
llnancelros µode servlr de µretexto µara lorçar a vlolaçáo ou a
dlnlnulçáo dos dlreltos econónlcos e soclals, ou µara desµrezar
e hostlllzar os lnteresses e as necessldades dos µaises e dos
µovos. 0 desenvolvlnento econónlco náo µode ser sacrlllcado
à ânsla do lucro lnedlato ou à esµeculaçáo sen escrúµulos. L
µreclso, µols, construlr una alternatlva denocrátlca à µresente
heqenonlzaçáo do nundo µela actuaçáo sen controlo de
enµresas nultlnaclonals e µela ldeoloqla neollberal de conbate
aos Lstados. L µreclso contrarlar as qrltantes deslqualdades
entre os µaises rlcos e os µaises µobres. L µreclsa una
orqanlzaçáo nals equltatlva do conérclo nundlal. L µreclsa una
µolitlca lnternaclonal actlva de cooµeraçáo µara o
desenvolvlnento, contrlbulndo µara reduzlr de lacto as
deslqualdades que neqan dlreltos báslcos à nalorla da µoµulaçáo
nundlal e nlnan a µaz e a sequrança de todos.
0 lS advoqa, en suna, una requlaçáo suµranaclonal da
qloballzaçáo, de lorna a µotenclar os seus asµectos µosltlvos e a
µrevenlr ou contrarlar os eleltos lndutores de deslqualdade e
exclusáo.
19. 0 PS não privilegia qualquer doutrina filosófica ou
religiosa, reconhecendo aos seus membros inteira liberdade
em matéria de opção doutrinária e de forma de vida.
0 lS é un µartldo lalco, constltuido µor µessoas llvres que,
consclentes dos dlreltos e deveres que deten cono cldadáos,
aceltan olerecer ao µartldo, sequndo exlqenclas de una étlca
de resµonsabllldade, o seu enµenhanento µolitlco. Ln
contraµartlda, o µartldo obrlqa-se a resµeltar a µersonalldade
de cada nenbro, náo lhe µedlndo que se contradlqa ou actue
contra as suas intlnas convlcçóes.
L neste entendlnento da relaçáo entre o µleno resµelto µelas
convlcçóes étlcas, lllosóllcas ou rellqlosas dos seus nenbros e a
assunçáo da µartlclµaçáo civlca orqanlzada cono una
consequencla da étlca de resµonsabllldade que o lS µersµectlva a
sua contrlbulçáo µara os debates centrals do nosso µresente e
luturo µróxlno sobre os contornos étlcos da actlvldade clentillca,
tecnolóqlca e soclal. Ln tals debates, a questáo critlca, µara o lS,
é a necessldade do controlo µúbllco denocrátlco, à luz
deslqnadanente do resµelto µelos dlreltos hunanos e µelos valores
hunanlstas, sobre as llnalldades, as condlçóes e as consequenclas
da lnvestlqaçáo clentillca e das suas aµllcaçóes tecnolóqlcas.
20. 0 PS é um partido republicano, que emana dos cidadãos.
Por isso, concebe a acção política como tarefa colectiva de
mobilização de pessoas e grupos para o projecto da plena
realização da democracia e da afirmação dos ideais da
liberdade, da igualdade e da solidariedade. Por isso, é um
partido plural, coeso e fraterno, aberto à comunicação
permanente com as diferentes organizações e correntes de
opinião que fazem a riqueza da sociedade civil, e assente na
intervenção social e cívica dos seus membros, militantes e
simpatizantes, cidadãos livres e activos unidos pela ampla
plataforma política da democracia e do socialismo
democrático.
Aqlr é o contrárlo de aceltar µasslvanente a lóqlca latallsta de
µerµetuaçáo dos lactores de atraso econónlco, cultural e
clentillco, ben cono dos lactores de lnjustlça e deslqualdade
soclal. lartlclµar, recusando o alheanento, a lndllerença e o
conlornlsno, é exercer un dlrelto e un dever lundadores da
cldadanla. 0 lS convoca todos quantos se reconhecen no
µrojecto de reallzaçáo µlena da denocracla e µronoçáo dos
dlreltos hunanos a noblllzaren-se µara a acçáo µolitlca, nas
dllerentes lornas que a concretlzan nas socledades
contenµorâneas.
0 lS consldera vltal náo ceder à tentaçáo lnerente às
orqanlzaçóes µolitlcas µara se lecharen sobre sl µróµrlas. Sen
dlnlnulr a lnµortâncla da estrutura µartldárla e o contrlbuto
declslvo dos seus nllltantes, sen µerder nenhun dos lortes
elos que o llqan às classes trabalhadoras e sen abdlcar da sua
natureza de qrande µartldo µoµular, o lS deseja aµrolundar a
conunlcaçáo con as dllerentes correntes de oµlnláo e
orqanlzaçáo que lazen a rlqueza da socledade clvll, µrestando
µartlcular atençáo ao dláloqo con o nundo da clencla, da cultura
e da lnovaçáo técnlca e soclal. 0 que está en causa é o
estabeleclnento de una verdadelra rede de cooµeraçáo e
solldarledade entre nodos µlurals de aqlr µolltlcanente.
Ao nesno tenµo, o lS consldera ser seu lnµeratlvo noral,
civlco e denocrátlco assequrar un adequado quadro de
orqanlzaçáo lnterna e µronover un electlvo cllna de resµelto e
dláloqo entre os seus nenbros. 0 lS cultlva a denocracla lnterna
e ve a sua lorça µrlnclµal na µluralldade das caracteristlcas,
convlcçóes e µrojectos dos seus nenbros, unldos na qrande
µlatalorna µolitlca que assenta na vlnculaçáo reciµroca entre o
µrojecto do soclallsno denocrátlco e a µlena reallzaçáo da
denocracla µolitlca, econónlca, soclal e cultural.
0 lS quer estar µernanentenente no centro do debate µolitlco,
quer estar aberto às correntes de oµlnláo e aos novlnentos
soclals, quer lazer a sintese critlca dos nultos contrlbutos que
allnentan a nudança denocrátlca.
H0Ç0fS 0L08AIS
ldaatdo letto kodtiqaes
henti¡ae |e|o, leteita da 5i|ta, tat|os /ndté
20
H0ÇA0 0f 0kIfNIAÇA0 0L08AL
fA2fk 8fH PfL0 fuIuk0
lroµonente
f0uAk00 ffkk0 k00kI0ufS
uH f0N0kfSS0 PAkA A AfÇA0
Lste conqresso resulta de un conjunto de clrcunstânclas
µartlculares que lhe conleren un slqnlllcado ben dlstlnto da
nalorla dos conqressos até aqora reallzados.
Lle resulta de una vontade exµressa µelo Secretárlo Ceral
elelto µelos nllltantes en Janelro. Vontade exµressa aquando
da sua candldatura e reallrnada aµós a sua elelçáo.
Lssa elelçáo reallzou-se en µeriodo de µreµaraçáo de elelçóes
leqlslatlvas anteclµadas e en substltulçáo do anterlor
Secretárlo Ceral.
uesde loqo lol dlto que, aµós a reallzaçáo de elelçóes e lossen
quals lossen os seus resultados, haverla a necessldade de
reallzar un conqresso extraordlnárlo con una duµla e
lnµortante anblçáo. lroceder a un debate aµrolundado sobre
todos os asµectos relevantes da vlda do µartldo, lnclulndo a
questáo da sua llderança.
0 lS, aqora na oµoslçáo na Assenblela da keµubllca e tanbén
en nultos dos nalores nunlciµlos µortuqueses, necesslta de
nodernlzar os seus lnstrunentos de acçáo µolitlca, seja no
µlano das ldelas, seja no µlano da orqanlzaçáo.
Lssa necessldade resulta acresclda ao recordar que vlvenos
tenµos de µrolundas nudanças na sltuaçáo µolitlca, a nivel
naclonal e lnternaclonal, ao recordar cono a actlvldade
µartldárla está hoje sujelta a un slqnlllcatlvo alheanento µor
µarte de lranjas alarqadas da socledade e quando se
nultlµllcan slnals de enlraqueclnento dos necanlsnos de
lunclonanento da denocracla.
A situação política que Portugal vive - tendo no 0overno
uma coligação dos partidos da direita parlamentar a
desenvolver nesta legislatura uma ofensiva poderosa para
transformar aspectos essenciais que caracterizam o nosso
modelo de sociedade -, é também motivo para a
necessidade de uma resposta adequada.
0o ponto de vista da vida interna do Partido Socialista e,
principalmente, na sua relação com a sociedade portuguesa
tudo justifica que se leve a cabo uma discussão aberta e
profunda e que daí se retirem conclusões úteis ao partido e
a Portugal.
lor estas razóes se debateu durante os últlnos neses una
nova declaraçáo de µrlnciµlos e alteraçóes estatutárlas de
slqnlllcatlvo alcance.
Lste conqresso reallza-se quando no horlzonte estaráo alnda
lonqe os µróxlnos conbates eleltorals.
L tanbén essa una razáo µara que, con serenldade nas con
µrolundldade, µreµarenos as nudanças que nos coloquen en
nelhores condlçóes de os vencer.
!anto nals quanto ocuµanos hoje una µoslçáo sen µrecedentes.
uunca un µartldo de oµoslçáo o lol µartlndo de una base eleltoral
táo alarqada. Sonos hoje un µartldo con qrande
reµresentatlvldade na socledade µortuquesa, un µartldo no qual
se reve una µarte nulto substanclal dos µortuqueses.
L sonos un µartldo caµaz de noblllzar as vontades de nultos
nllhares de nllltantes, µor todo o µais. Mllltantes dedlcados,
nultas vezes anónlnos, que náo hesltan en lnvestlr nulto da
sua vlda e do seu eslorço en µrol da causa µúbllca e do µais.
Contanos, µara alén dlsso, con una enorne nassa de
slnµatlzantes e de cldadáos, que connosco colaboran en
núltlµlas actlvldades, da eslera local ao µlano naclonal.
Sonos, µols, deµosltárlos de un enorne caµltal de
resµonsabllldade µara dar corµo e exµressáo µolitlca a una
vlsáo µara lortuqal que é µartllhada µor nultos, a vlsáo dos
soclallstas denocrátlcos.
I
0 N0SS0 PfkfukS0 fH 2002
As lições das eleições de Harço
ulsµutános elelçóes leqlslatlvas en condlçóes nulto
deslavorávels. lonos alvo de canµanhas µerslstentes e
extrenanente aqresslvas da qeneralldade dos nossos
adversárlos.
As condlçóes que levaran à denlssáo do Coverno a nelo de una
leqlslatura e a lorna extrenanente ráµlda de escolha de un
novo Secretárlo Ceral constltuiran lactores de adversldade de
enorne lnµortâncla.
0 lS obteve, no entanto, e aµesar da derrota, un dos nelhores
resultados da sua hlstórla.
uols lactores contrlbuiran, essenclalnente, µara esse lacto.
Ln µrlnelro luqar, o enµenhanento crescente dos nossos
nllltantes nesta dura batalha dlsµutada en condlçóes táo
adversas, µorque conµreenderan claranente o carácter declslvo
da o懠o que lortuqal tlnha dlante de sl.
Ln sequndo luqar, o aµolo de anµlos sectores da socledade
µortuquesa que náo se reveen, nen na critlca total que os
nossos adversárlos lazlan à qovernaçáo do lS, nen nos
anúnclos artlllclals e nas µroµostas denaqóqlcas e µoµullstas
da dlrelta.
foi-nos possível, aliás, manter o apoio da generalidade
daqueles que tinham estado com o PS nos fstados 0erais.
Huitas destas pessoas, apesar de críticas relativamente a
opções do nosso passado governativo, continuaram e
continuam a considerar o PS a força de referência da
democracia, da liberdade e do progresso.
Iemos, no entanto, de reconhecer que perdemos o apoio de
alguns sectores eleitorais das classes médias urbanas e dos
jovens, para quem nem sempre soubemos olhar com a devida
atenção no 0overno, e, especialmente, de franjas do
eleitorado rural e idoso.
fste, apesar de ter constituído um dos segmentos que mais
beneficiou com as políticas do PS, acabou por ser sensível ao
apelo do populismo e à demagogia em que os partidos da
direita basearam, sem escrúpulos, a sua campanha.
Seis meses de governo de direita
ueµols de sels neses de qoverno dos µartldos da dlrelta, a
sltuaçáo econónlca, µolitlca e soclal aqravou-se
slqnlllcatlvanente en lortuqal.
0 qoverno nostrou, neste µeriodo, arroqâncla, lrequentenente
náo resµeltando a oµoslçáo e a Assenblela da keµubllca.
Sectárlo, lechou-se a qualquer cooµeraçáo lnstltuclonal,
adoµtando una estratéqla de nera oµoslçáo ao µassado, ben
cono una actuaçáo, sen runo, denaslado µróxlna duna
verdadelra dltadura da nalorla.
0 Coverno contou no larlanento con a colaboraçáo lnstltuclonal
do lS µara aqendar, con celerldade, a leqlslaçáo que conslderava
lundanental.
ulsµôs-se, assln, o lS a contrlbulr µara a establlldade
lnstltuclonal lavorável ao lançanento das lnlclatlvas leqlslatlvas
da nalorla.
0 lS nanllestou alnda ao Coverno a sua dlsµonlbllldade µara
µactos de reqlne en torno de questóes declslvas µara o luturo
do µais, de nodo a crlar un cllna de qovernabllldade µroµiclo a
relornas con bases soclals e µolitlcas de aµolo táo alarqadas
quanto µossivel.
Inlellznente, do lado da nalorla µarlanentar recebenos slnals
evldentes e lrequentes de una µostura de desresµelto µara con
os dlreltos da oµoslçáo e asslstlnos a reµetldas tentatlvas de
leqlslar lora do enquadranento constltuclonal.
Mas os slnals nals µreocuµantes sáo aqueles que, hoje, sáo
µartllhados µela qeneralldade dos aqentes econónlcos e soclals,
e dlzen resµelto ao dlaqnóstlco que é µor eles lelto da sltuaçáo
econónlca e soclal do µais.
lortuqal ten hoje indlces de conllança e de exµectatlvas que
estáo entre os nals balxos da nossa hlstórla recente.
0ra, aµesar de atravessarnos una conjuntura externa dllicll,
torna-se cada vez nals claro que as µolitlcas do Coverno lSu/
CuS, lonqe de crlar condlçóes µara lnverter a sltuaçáo, estáo a
contrlbulr declslvanente µara lançar o µais naqullo que se arrlsca
a ser una crlse econónlca de lntensldade e duraçáo lnµrevlsivel.
A realidade da evolução económica é já bem pior que as
previsões que o 0overno elaborou aquando da sua tomada
de posse. Além disso, o cenário elaborado para o 0rçamento
de 2003, mesmo sendo pouco credível em algumas das suas
previsões, acentua os riscos de recessão que se perfilam num
horizonte próximo.
L µartlcularnente µreocuµante é a sltuaçáo que se vlve do lado
do enµreqo onde se asslste quer a una escalada dos valores do
desenµreqo quer ao reqresso a valores alarnantes de
lncunµrlnento salarlal µor µarte de nultas enµresas un µouco
µor todo o µais. Lsta sltuaçáo é tanto nals µreocuµante quanto
resµonsávels qovernanentals veen a sublda do desenµreqo
náo cono un µroblena, nas sln cono µarte da soluçáo!
lor outro lado, as dlllculdades sentldas µelas enµresas, en
µartlcular as de nals reduzlda dlnensáo, ten vlndo a acentuar-
se. Lnquanto lsto, os lndlcadores bolslstas ven reqlstando
sucesslvos ninlnos nos últlnos neses - nals un slnal de lalta
de conllança dos nercados µara lnvestlr.
0 0overno tem responsabilidades muito sérias na situação
actual e nas perspectivas para 2003.
Ln µrlnelro luqar µorque, dranatlzando desnecessarlanente a
sltuaçáo naclonal, qerou uma brutal queda das expectativas
e µrovocou un µrolundo desalento en quase todos os sectores
nals dlnânlcos da socledade µortuquesa.
Ln sequndo luqar µorque lançou de forma irreflectida uma
política fiscal, assente no aunento da taxa de IVA. Lsta
µolitlca llscal contrarla, antes de nals, tudo aqullo que o µrlnclµal
µartldo do Coverno tanto µroneteu na canµanha eleltoral en
natérla de llscalldade. Mas, µara alén dlsto, ven aqravar as
µersµectlvas de recuµeraçáo econónlca, náo qerou os eleltos
µretendldos en ternos de recelta llscal e lez lncldlr os sacrlliclos
exlqldos aos µortuqueses de lorna soclalnente ceqa e lnjusta.
una aµós outra, sucederan-se as nedldas que náo só náo
constavan dos µroqranas eleltorals da nalorla, cono en várlos
casos contrarlan lrontalnente os conµronlssos assunldos e
relterados antes das elelçóes. Cada vez nals, cresce a
consciência de que as promessas eleitorais, afinal, não seriam
para cumprir.
A dlverqencla entre as µronessas da canµanha e do µroqrana
eleltoral e a actual qovernaçáo é alqo que contrlbul
declslvanente µara descredlblllzar a µolitlca e os µolitlcos. Até
µorque náo µode ser lnvocado o lactor surµresa µor quen, cono
o lSu, lez una canµanha con base nun dlaqnóstlco
excesslvanente neqatlvo da sltuaçáo do µais. 0uen µroneteu o
que já sabla que náo µodla cunµrlr, escondeu as suas convlcçóes
e delraudou a conllança do eleltorado. L o que é nals qrave,
alnda, µronove assln a descredlblllzaçáo das lnstltulçóes,
nlnando a conllança dos µortuqueses naqueles que os
21
reµresentan.
fste é um 0overno que não mobiliza nem o país, nem os
portugueses. L nals lnaqlnatlvo a µlntar quadros neqros do
que a aµontar os canlnhos µara o luturo. L µrelere anunclar
nedldas aµressadas e desconexas do que a µlanear µolitlcas
rellectldas e consequentes. A este Coverno lalta un runo,
µorque lalta un µroqrana conslstente e noblllzador µara lortuqal
e µara os µortuqueses.
A quebra dos índices de confiança atlnqe duranente a µrocura
e esµeclalnente o lnvestlnento e já está a deteriorar a situação
económica nulto µara alén do que a sltuaçáo naclonal e
lnternaclonal justlllcarla.
lara alén de una µolitlca llscal soclalnente lnjusta e
econonlcanente lnellclente, o Coverno ten slstenatlcanente
lqnorado a µrlorldade que ten de ser dada à luta contra a lraude
e evasáo llscal. 0s portugueses não compreendem como lhes
podem ser pedidos sacrifícios salariais e fiscais quando são
favorecidos fiscalmente os sectores mais poderosos.
0uando o lSu e o CuS lnµeden a adoµçáo de novas nedldas de
relorço ao conbate à evasáo llscal. L quando se acunulan
lndiclos de deslnvestlnento no conbate que estava a ser
lançado, con reconhecldo exlto, aos crlnes econónlcos.
uo µonto de vlsta da recuµeraçáo econónlca, tardan a
concretlzar-se os µroqranas µara a recuµeraçáo e o relorço da
conµetltlvldade enµresarlal. L, náo nenos lnµortante, µara a
dellnlçáo de una estratéqla de aµolo às nossas lMLs.
uo lado da Adnlnlstraçáo lúbllca, deµols de anúncios cegos e
não fundamentados de extinção de serviços públicos e de
criação de um novo quadro de excedentes, o governo avança
agora com alterações legislativas ao sistema de pensões dos
trabalhadores da Administração Pública que não foram, nem
sufragadas eleitoralmente, nem discutidas em sede de
concertação.
Ao nesno tenµo a µolitlca de substltulçóes nas chellas das
lnstltulçóes do Lstado obedece a crltérlos que sáo, na nalorla
dos casos, os das cllentelas µartldárlas.
uo lado do lnvestlnento µúbllco, µara alén das sucesslvas
oscllaçóes de µoslçáo acerca de lnvestlnentos estruturantes
µara o luturo do µais, (cono o Aeroµorto da 0ta), o qoverno
revela lncaµacldade µara dellnlr µolitlcas de lundo.
Lança, assln instabilidade nos agentes económicos e en
várlas reqlóes do µais (casos das µortaqens das Auto estradas),
ao nesno tenµo que ten vlndo sucesslvanente a reduzlr o
µaµel desse lnstrunento lundanental µara recuµerar o
cresclnento. Con este qoverno, lortuqal está a lnvestlr nenos
no seu luturo.
uo µonto de vlsta soclal sáo tanbén dlversos os slnals de acçáo
qovernatlva desajustada do clclo que vlvenos, das necessldades
da nalorla da µoµulaçáo µortuquesa, constltulndo una vedadelra
contra-relorna soclal.
ua sequrança soclal asslstlnos ao lançanento lnjustlllcado de
una nova Lei de 8ases da Segurança Social, que a par das
propostas constantes do 0rçamento para 2003, tem como
principal objectivo retornar ao discurso anterior a 1995 de
perigo de falência iminente da protecção social pública.
Crla-se assln un µretexto µara que esta volte a ser reduzlda,
cono já lol no µassado, a una lóqlca µredonlnantenente
asslstenclallsta. L µara, de lorna aventurelra, relorçar o µaµel
dos slstenas µrlvados, náo nuna saudável lóqlca de
conµlenentarldade, nas nuna Iá¸/cn n¸:c··/vn de lnvasáo do
esµaço da sequrança soclal µúbllca.
Lsta µenallzaçáo das lunçóes soclals do Lstado conhece já outros
exenµlos, cono sejan o esbatlnento das lrontelras entre a
resµonsabllldade µúbllca e a lnlclatlva µartlcular no doninlo da
saúde ou a µreocuµante reduçáo do µeso do lnvestlnento µúbllco
nas µolitlcas de educaçáo, clencla e cultura.
lor outro lado, tendo laltado ao qoverno a coraqen µara acabar
con o kMC, lntroduzlu-lhe un conjunto de alteraçóes que
dlnlnuen drastlcanente o seu µotenclal de lnserçáo soclal.
Lstas alteraçóes, en nultos casos, tecnlcanente erradas, estáo
enlornadas µor una noral de Lstado retróqrada, culµablllzadora
dos nals µobres.
llnalnente o Coverno lançou de lorna lncorrecta - µelo
µrocesso, µelo conteúdo e µelo nonento - una lnlclatlva de
relorna da leqlslaçáo laboral, que ven aqravar lnjustlllcadanente
as tensóes soclals, nun µeriodo en que o µais ben as µodla
dlsµensar.
Lsta é una lnlclatlva que conlunde as reals necessldades de
nodernlzaçáo con a nera satlslaçáo de velhos cadernos
relvlndlcatlvos µatronals. lor este canlnho, o Coverno só dlllculta
una soluçáo equlllbrada e de dláloqo soclal µara os reals
µroblenas da econonla das enµresas e do trabalho.
0 Partido Socialista na oposição
Loqo aµós a lornaçáo do qoverno, o lS dellnlu una µrátlca
llrne, nas serena, de oµoslçáo.
Assunlnos a nossa derrota eleltoral sen tlblezas. Aceltános
que na Assenblela da keµubllca o Coverno µudesse benellclar
de un µeriodo exceµclonal de tolerâncla µara a construçáo da
sua aqenda µarlanentar.
Mas desde loqo lol conµreensivel a estratéqla do Coverno.
Allrnános µor dlversas vezes que o qoverno de uuráo 8arroso,
constltuido µor una collqaçáo µós eleltoral de dlrelta, lorçada
µelos resultados eleltorals, tlnha dols canlnhos µossivels µara
lançar as bases da sua qovernaçáo:
· lrocurar consensos alarqados na socledade µortuquesa e no
µarlanento µara alqunas das áreas nals sensivels da
qovernaçáo, que dessen ao µais un slnal de noblllzaçáo µara
resµonder a dllicels exlqenclas conjunturals e estruturals,
· 0u, sequlr una µolitlca de conlronto slstenátlco, µrocurando
ser nals una oµoslçáo a un Coverno que já náo exlste, do
que un electlvo qoverno da uaçáo, tentando, assln, qovernar
tendo os soclallstas, e náo os µroblenas do µais, cono
µreocuµaçáo µrlnclµal e obsesslva da sua táctlca µolitlca,
culµablllzando-nos, até à exaustáo, µelo µassado, µelo
µresente e µelo luturo, e até µelos seus erros e onlssóes, e
cono se náo tlvessen sldo eleltos µara enlrentar, sen bodes
exµlatórlos, os desallos de lortuqal e dos µortuqueses.
lol a sequnda a oµçáo sequlda e cedo se µercebeu µorque: o
µroqrana de qoverno da dlrelta µouco tlnha a ver con as suas
µronessas eleltorals, µouco tlnha de estratéqla e de
consequencla, µelo que necessltava da radlcallzaçáo e crlsµaçáo
µara que esse lacto losse nenos vlsivel.
A estratégia dos partidos à nossa direita cedo se revelou
clara, pretenderam acantonar o PS numa oposição inanimada,
sujeita a permanentes processos de culpabilização.
lretenderan lazer µassar a ldela que o lS náo µodla nals asµlrar
a allrnar-se cono qrande µartldo naclonal, cono µernanente
e credivel alternatlva de qoverno.
fsta estratégia do 0overno falhou redondamente. 0 Partido
Socialista resistiu, com firmeza, a esses ataques. Não se auto-
censurou na sua função de oposição e mantém um enorme
capital de simpatia e de confiança junto dos portugueses.
Conllança que estanos en condlçóes de consolldar e anµllar.
0 lS é un µartldo resµonsável. uelende que as leqlslaturas
deven ser cunµrldas e que as collqaçóes deven ter a
µosslbllldade de conµrovar a sua solldez e a sua caµacldade
qovernatlva.
Mas o lS náo será nunca oµoslçáo conlornlsta. 0 lS ten una
resµonsabllldade denocrátlca µerante todos aqueles que
conllaran e conllan en nós cono deµosltárlos do seu voto. L
tanbén µerante todos os cldadáos que, náo tendo votado no lS
nas últlnas elelçóes, náo concordan con as oµçóes erradas do
Coverno.
uen o Coverno nen nlnquén de bon senso µode esµerar que o
lartldo Soclallsta µactue, nun sllenclo µasslvo, con oµçóes que
chocan lrontalnente con a vlsáo que nllhóes de µortuqueses
ten da socledade µortuquesa e que conµroneten o luturo do
µais.
Lsµeclalnente quando estáo en causa valores lundanentals
cono os do resµelto µela constltulçáo e µelas nornas
denocrátlcas.
lor lsso nos batenos contra a inconcebível gestão do processo
k.I.P., onde as lleqalldades e as nentlras narcaran o ton da
actuaçáo qovernanental.
Sonos e serenos, tanbén, oµoslçáo llrne e decldlda senµre
que estlveren en causa erros qrosselros de µolitlca econónlca
e soclal.
lor lsso nos enµenhános contra a política do 0overno de
corte dos juros bonificados no frédito à habitação.
lor outro lado, não seremos cúmplices de comportamentos
que não honram a ética republicana e a transparência
democrática. lor lsso assunlnos cono un dever a exlqencla
de esclareclnento cabal e conµleto das relaçóes entre un
nenbro do Coverno aµontado µela lolicla Judlclárla cono tendo
estado envolvldo en actos lnaceltávels µara quen desenµenha
altos carqos µúbllcos.
lor lsso, quando náo lol resµeltado o larlanento cono sede da
denocracla, allrnános con toda a clareza e con a justlllcaçáo
devlda que esse nenbro do Coverno delxou de ter condlçóes
µara exercer o seu carqo.
0 lS é un qrande µartldo denocrátlco, o nalor µartldo da
oµoslçáo. 0 lS náo se delxou nen se delxará llnltar nos seus
dlreltos, nen na sua autononla.
uarenos corµo aos conbates que julqarnos necessárlos µor
lortuqal e µelos µortuqueses. uáo serenos eco de relvlndlcaçóes
corµoratlvas que náo serven o µroqresso do nosso µais.
L, µerante una nalorla lndllerente e lnsensivel, náo
renunclarenos a usar os necanlsnos de artlculaçáo do trabalho
µarlanentar entre oµoslçóes que se tornen necessárlos à ellcácla
do nosso dever de oµoslçáo resµonsável, serena e µroqranátlca
en delesa de un µais no centro da construçáo euroµela, que
relorça o seu nodelo soclal e µrocura o cresclnento con
establlldade nacro-econónlca.
II
kfN0VAk 0 PAkII00 S0fIALISIA
um partido de causas
0 lS senµre soube allrnar-se cono un µartldo con vocaçáo
nalorltárla e µortanto un µartldo de Coverno. Mas allrnou-se
senµre, tanbén, cono qrande µartldo de causas. ua denocracla
e da llberdade, da lnteqraçáo euroµela, do µrlnado da
solldarledade, da delesa e da construçáo de una socledade
baseada nos valores da lqualdade de oµortunldades.
herdelro, no lniclo do século XXI, dos valores do soclallsno
denocrátlco e da soclal-denocracla o lS ten de, a µar da delesa
lntranslqente de valores hlstórlcos que sáo seu µatrlnónlo, saber
abrlr-se µara novas batalhas que na óµtlca do µroqresso soclal
as conunldades contenµorâneas delrontan.
0s µrlnciµlos e os valores que llzeran de nós o µartldo lorte e
µrolundanente reµresentatlvo que os µortuqueses qulseran µelo
seu voto que lossenos, sáo, na essencla, os nesnos.
!enos, aqora, de estar à altura da raµldez e µrolundldade das
translornaçóes soclals e econónlcas que sáo una caracteristlca
narcante do nundo de hoje. !enos de actuallzar as nossas
resµostas, renovando a nossa natrlz de µensanento, a nossa
nanelra de lazer µolitlca e as µolitlcas que µroµonos cono
µroqranas de acçáo µara o luturo.
Isto náo slqnlllca que o nosso quadro de valores tenha nudado.
Slqnlllca que a lorna os levar à µrátlca ten de ser adaµtada às
clrcunstânclas do µresente. kenovar a nossa natrlz µolitlca
slqnlllca trabalhar os nossos µrlnciµlos µara os lortalecer, µara
que no luturo contlnuen a ser noblllzadores
0 lS ten de allrnar a sua lldelldade e o seu enµenhanento na
renovaçáo radlcal da denocracla uurante nulto tenµo, o
soclallsno euroµeu µrlvlleqlou a µolitlca econónlca e soclal e
secundarlzou a lnµortâncla das relornas lnstltuclonals.
face à crise de confiança nos sistemas democráticos temos
que defender sem reservas as instituições políticas
democráticas, promovendo ou consolidando novas
oportunidades de cidadania no plano institucional. Mals
cldadanla é, tanbén, nals µartlclµaçáo. Mals cldadanla no
trabalho, no consuno, na µronoçáo de dlreltos e na µartllha de
resµonsabllldades.
0 lartldo Soclallsta ten de allrnar a sua vlnculaçáo µlena a una
qloballzaçáo etlcanente lnlornada. uáo sonos contra a
qloballzaçáo. Mas querenos una qloballzaçáo dllerente, que
lavoreça o desenvolvlnento de todas as reqlóes do nundo, en
que a acçáo dos nercados esteja requlada µor lnstltulçóes
suµranaclonals renovadas e lortes e en que a lóqlca dos µoderes
absolutos unllaterals ou dos nercados seja contrarlada
ellcaznente.
22
0 lartldo Soclallsta delende as vantaqens da econonla de
nercado, nas náo acelta una socledade de nercado. A llvre
lnlclatlva e a caµacldade de crlar rlqueza deven ser lncentlvadas,
µorque a hlstórla nostra que a llvre lnlclatlva é o nodelo de
orqanlzaçáo econónlca nals ellcaz na alectaçáo de recursos e
o nals conµativel con a denocracla.
Has deve caber ao fstado assegurar uma regulação
institucional adequada e independente dos interesses
económicos, para além de um sistema fiscal justo. fomo
deve caber à fomunidade Internacional organizada a
regulação das limitações e perversões do mercado sem regras.
Sonos lqualnente aqueles que, de lorna ellcaz e consequente,
nals delenden o aµrolundanento do µaµel das econonlas
soclal, solldárla e cooµeratlva, cono realldades dlnânlcas, nun
nonento en que a tensáo µúbllco/µrlvado qanha novos
contornos e se allrna cono un dos desallos lundanentals da
socledade µortuquesa.
0 lartldo Soclallsta delende que a exlstencla de serviços
públicos acessíveis e eficazes é essenclal ao desenvolvlnento
econónlco e soclal. L µara nós lundanental assequrar a
acesslbllldade e a qualldade dos servlços, noneadanente nos
sectores da saúde, soclals, educatlvos e culturals. Se o Lstado
lunclonar nenos ben en alquns asµectos da sua actuaçáo, o
que é µreclso é nelhorá-lo, náo acabar con ele.
0s soclallstas µortuqueses deven, tanbén, ser a orqanlzaçáo
dos cldadáos que se reveen nas µreocuµaçóes ecoloqlstas e
anblentallstas: µor resµelto µara connosco e con as qeraçóes
luturas, µensanos que todas as µolitlcas e lnlclatlvas
enµresarlals se deven orlentar µelo µrlnciµlo da µrecauçáo e
µor una ldela de desenvolvimento sustentável.
0 anblente é e será cada vez una questáo de lundo, náo aµenas
nos µaises nals desenvolvldos, nas µara todo o µlaneta. 0
lartldo Soclallsta allrna-se deµosltárlo e µrotaqonlsta de una
consclencla ecolóqlca enµenhada e vlqllante, tendo en vlsta
qarantlr, µasso a µasso, a concretlzaçáo µrátlca da
sustentabllldade anblental.
ulnquén cono os soclallstas está en nelhores condlçóes µara
µronover de lorna consequente a sintese entre conµetltlvldade
e coesáo, que constltul o património mais rico do chamado
modelo social europeu. 0s nercados e o seu dlnanlsno deven
ser estlnulados através de µolitlcas µúbllcas que laclllten o
lnvestlnento. Mas essas µolitlcas µúbllcas deven tanbén
favorecer a responsabilidade social dos empresários, o
emprego e a sua qualidade, e a inclusão social dos nals
deslavorecldos. Sen este equllibrlo, náo é µossivel construlr
una socledade µlenanente nodernlzada.
llnalnente, os socialistas portugueses estão empenhados
na construção de um Portugal moderno e cosmopolita: un
µais onde a valorlzaçáo dos sectores nals dlnânlcos e
quallllcados da socledade, deslqnadanente nas áreas clentlllca,
tecnolóqlca e cultural, seja un elxo central do desenvolvlnento,
una socledade caµaz de encontrar no resµelto µelas dllerentes
culturas un lactor de lortaleclnento da sua µróµrla ldentldade.
um partido eficaz e aberto à sociedade
A renovação do Partido Socialista é um objectivo irreversível.
L lorçoso reconhecer que alnda µossuinos slqnlllcatlvos déllces
no lunclonanento do lS. lossuinos estruturas denaslado
burocratlzadas onde é, en nultos casos, µobre o debate µolitlco.
L onde os nllltantes µossuen, náo raras vezes, µoucas
oµortunldades de µartlclµar actlvanente na vlda colectlva.
Lsta sltuaçáo, que náo se nodlllcou durante a nossa recente
exµerlencla de qoverno, dlllculta a abertura do µartldo à
socledade.
Sen nudarnos, dlllcllnente trarenos µara junto de nós novas
qeraçóes de nllltantes, nesno que se trate de cldadáos
µróxlnos da nossa natrlz ldeolóqlca e da nossa base de aµolo.
0 PS precisa mudar no plano interno porque os partidos são
um esteio fundamental da democracia. um cenário político
de enfraquecimento dos partidos, da sua credibilidade e da
sua influência, cria as condições para o fortalecimento do
discurso demagógico e populista que qernlna na µerllerla do
slstena denocrátlco e que aneaça µerlqosanente un nodelo
soclal assente nos valores da solldarledade, da resµonsabllldade
colectlva e da µróµrla denocracla µolitlca.
0uerenos lazer do lS una relerencla µara a nudança que todo
o slstena µartldárlo ten de levar a acabo na sua relaçáo con a
socledade.
0s µartldos, todos os µartldos, ten que lnterlorlzar cada vez
nals que o seu desiqnlo náo é servlr os resµectlvos nllltantes,
nas os µortuqueses, a denocracla e o µais. L µor lsso que os
µartldos ten que relornar o seu nodo de orqanlzaçáo e de
lunclonanento, no sentldo de un aµrolundanento da
denocracla lnterna, de una nalor transµarencla no µróµrlo
µrocesso de dellnlçáo das µoslçóes µolitlcas e de una total
abertura aos contrlbutos e à µartlclµaçáo de todos aqueles que,
nos dlversos µalcos de lntervençáo civlca, soclal ou µrollsslonal,
queren e µoden ajudar os µartldos a tornaren-se nals
µerneávels aos µroblenas e anselos dos µortuqueses.
A relorna do slstena µolitlco ten dlnensóes de nodernlzaçáo
leqlslatlva, desde o slstena eleltoral até ao llnanclanento dos
µartldos. 0 lS ten vlndo a allrnar claranente as suas µoslçóes
nesta natérla.
Mas o essenclal dessa relorna µassa tanbén µor dentro dos
µartldos. lassa µela sua caµacldade de se allrnar, de lorna
aberta e transµarente, cono µllares lundanentals da denocracla
que os cldadáos os reconheçan cono reµresentantes leqitlnos
e enµenhados das suas µreocuµaçóes.
0uen quer µartlclµar na vlda µartldárla, deve encontrar nos
µartldos una verdadelra vla µara o lazer. 0uen náo quer
µartlclµar, deve µoder olhar µara a nensaqen dos µartldos e
µerceber de onde é que surqe, µorque é que surqe e,
transµarentenente, que objectlvos µrosseque.
L lqualnente lundanental renovar e abrlr o lS, µorque a hlstórla
denonstra que, quando o lS lnova e se abre ao exterlor qanha,
e quando se lecha sobre sl µróµrlo µerde.
ueste caµitulo, os Lstados-Cerals µara a uova Malorla
µernanecen cono exenµlo µaradlqnátlco, cono una
exµerlencla que tenos de translornar nuna µrátlca
µernanente. 0 lS noblllzou entáo os sectores nals dlnânlcos
da socledade µortuquesa µara o debate µolitlco en torno da
nossa µroµosta µara a qovernaçáo do µais. uunca tantos
lndeµendentes, quadros quallllcados orlundos dos nals dlversos
µalcos de lntervençáo da nossa vlda cultural, acadénlca,
clentillca, ou enµresarlal se envolveran con o lS de lorna táo
entuslástlca e táo voluntarlsta. 0 lS µôde, µols, aµresentar-se
ao µais reµresentando un conjunto de ldelas que qernlnavan
dlrectanente na socledade clvll.
Contra as nelhores exµectatlvas, o lS náo soube dar
contlnuldade a este µrocesso de dláloqo con a socledade clvll,
µorque náo lnternallzou necanlsnos que o enquadrassen de
lorna µernanente no ânblto do lartldo. L, se o Coverno da
uova nalorla, quando cheqou ao µoder, sedlnentou una cultura
e una µrátlca de dláloqo con as dlversas lorças soclals sen
µrecedentes na nossa denocracla, o lartldo, no nesno µeriodo,
voltou a lechar-se sobre sl nesno.
Lstá na hora de o lS se voltar a abrlr ao exterlor. L desta vez,
crlando os necanlsnos necessárlos µara que esse
relaclonanento saudável con os sectores nals dlnânlcos da
nossa socledade, con todos aqueles que na sua lntervençáo
civlca se aµroxlnan do µoslclonanento µolitlco do lS ou que
µrotaqonlzan causas que ten µlena ldentlllcaçáo con o nosso
esµaço µolitlco, se µrocesse de lorna µernanente e estruturada,
sen nedos lnlundados e sen desconllanças de qualquer
esµécle.
Mas a renovaçáo e a abertura do lartldo náo se lazen µor
decreto. Só seráo ben sucedldas se o lartldo e os seus nllltantes
assln o qulseren e se, tal cono µretendenos, conµreenderen
e acredltaren nas vantaqens e na necessldade lnµerlosa de
que lsso aconteça.
ua llnha da lrente destas µreocuµaçóes, está a necessldade de
lnstltuclonallzar lórnulas que µernltan enquadrar e lonentar
a µartlclµaçáo, no trabalho µolitlco do lS, quer de náo nllltantes
que se ldentlllquen con os nossos valores e con a nossa acçáo
µolitlca, quer de nllltantes cuja vontade de lntervençáo náo se
enquadre, excluslvanente, nos noldes da nllltâncla nals
tradlclonal.
L assln de lnµortâncla cruclal que o lS encete un µrocesso de
nodernlzaçáo da sua µróµrla orqanlzaçáo lnterna. L aqul a
relorna do lS deve ser transversal e joqa-se en várlos µlanos.
uesde loqo, tenos que coneçar µela base, µelas secçóes, que
táo declslvas e táo lnµortantes sáo µara o nosso µartldo. As
secçóes de resldencla ten tldo, e contlnuaráo a ter, un µaµel
lundanental e lncontornável na dlnanlzaçáo µolitlca a nivel
local. As secçóes de resldencla sáo, µor lsso, en qrande µarte
resµonsávels µela exµressáo eleltoral que obtenos nos dlversos
actos eleltorals, sendo que nas elelçóes autárqulcas sáo
verdadelranente lnsubstltuivels. Vlven, en qrande µarte, à
custa do trabalho abneqado e qeneroso de nultos nllltantes
que dedlcan una µarte lnµortante da sua vlda ao µartldo, sen
nada µedlr en troca.
Mas as secções de residência não podem esgotar as instâncias
de participação política no PS. Ao lado destas, deven surqlr
estruturas que enquadren outro tlµo de µartlclµaçóes, outros
µerlls de nllltâncla, outras lornas de lazer µolitlca. lor lsso é
fundamental avançar para o desenvolvimento do conceito
de secções de acção sectorial, lndo alén das exµerlenclas que,
a este nivel, en várlos casos con qrande sucesso, já tenos no
lartldo.
L, aqora, tenµo de crlar outro tlµo de secçóes lS, aµrolundando
esta exµerlencla. uunca contra as secçóes de resldencla, que
que tlveran e ten un contrlbuto declslvo µara lazer do nosso
un qrande lartldo µortuques, nas conµlenentando e
valorlzando a sua acçáo.
Por um lado, as secções temáticas e as de duração limitada,
que teráo o objectlvo de orqanlzar os nllltantes en torno de
una área de lntervençáo ou en lunçáo de un objectlvo de
duraçáo tenµorárla. Por outro lado as ciber-secções. !endo
en conta a µresença que a lnternet e as novas tecnoloqlas de
conunlcaçáo ten hoje no quotldlano dos µortuqueses, as clber-
secçóes µoden ser un esµaço µrlvlleqlado de relaclonanento
entre nllltantes, de rellexáo µolitlca µernanente, de nllltâncla
real no esµaço das novas realldades conunlcaclonals.
0 PS tem muito a ganhar se der expressão estatutária à
figura dos clubes de política. Con eles, µoderenos
lncluslvanente aµroveltar exµerlenclas lnteressantes que já se
ten dlssenlnado de nodo lnlornal entre soclallstas, no ânblto
de lóruns de rellexáo µolitlca quallllcada e aberta, que é sen
dúvlda lnµortante valorlzar. 0s clubes de µolitlca, cono qruµos
orlentados µara o debate reqular sobre µolitlca qeral ou tenas
esµecillcos, deven ser sullclentenente ecléctlcos µara atrairen
a µartlclµaçáo náo aµenas de nllltantes, nas tanbén de
slnµatlzantes e lnteressados, relatlvanente aos quals o µartldo
reconhece un µaµel de lnterlocutores µrlvlleqlados no contexto
da sua µróµrla rellexáo.
0utro eixo central da renovação assenta no aperfeiçoamento
e na democratização da orgânica dirigente do PS. Cono é
evldente, este µrojecto náo é un µrojecto de exclusáo, é, sln,
un µrojecto de lnclusáo, que serve dols µroµósltos lundanentals:
0 µrlnelro, adaptar as estruturas do PS aos novos desafios
que se colocan a un lartldo que voltou à oµoslçáo e que ten
que recuµerar una dlnânlca de lntervençáo µolitlca que resultou
enlraqueclda durante o µeriodo en que estlvenos no Coverno.
kelorçar a ellcácla do lS exlqe estruturas executlvas nals leves
e oµeraclonals. lreclsanos, nas estruturas dlrlqentes do µartldo,
de órqáos reµresentatlvos onde a rlqueza, a µluralldade e
dlversldade estejan ben µresentes. Mas µreclsanos,
lqualnente, de órqáos executlvos nals reduzldos, coerentes e
oµeraclonals.
0 PS tem que consagrar regras transparentes e sérias que
estimulem a sua renovação permanente e que µernltan una
abertura à µartlclµaçáo deslqnadanente dos jovens e todos
aqueles estáo lnserldos nos sectores nals dlnânlcos da nossa
socledade. keqras que µara seren sérlas e transµarentes náo
µoden reduzlr essa µartlclµaçáo a un nero aµroveltanento
µontual- µor vezes a roçar o oµortunlsno - dos contrlbutos
quallllcados destas µessoas en nonentos de aµerto eleltoral.
ueste sentldo, há µelo nenos quatro inovações
verdadeiramente essenciais:
Ao nivel do estatuto dos dlrlqentes, a lntroduçáo de limites
aos mandatos de alquns órqáos executlvos, entre os quals os
µresldentes das lederaçóes, de concelhlas e de secçóes e
nenbros dos órqáos executlvos naclonals. Lste é un
lnstrunento lortenente µotenclador da abertura e renovaçáo
do lS e lundanental µara leqltlnarnos µroµostas análoqas ao
23
nivel do slstena µolitlco en qeral. Ln conµlenento a esta
µroµosta, e con os nesnos lundanentos, devem ser também
consagrado o impedimento de acumulação simultânea de
cargos executivos.
lor outro lado, ao nivel da conµetencla dos dlrlqentes, é tanbén
lncontornável a necessidade de aperfeiçoar o processo de
designação de candidatos a deputados, bem como o processo
de designação de candidatos autárquicos. A exµerlencla
denonstra que loran no µassado µratlcados erros µolitlcos na
deslqnaçáo de candldatos eleltorals do lS, que decorreran,
cono é reconhecldo, da lalta de necanlsnos lnternos de
coordenaçáo destes µrocessos.
!rata-se, aqul, de µerceber que o lS ten una resµonsabllldade
µara con nllhóes de eleltores que nele se reveen e nele conllan
a sua reµresentaçáo µolitlca. Lsta é una resµonsabllldade do lS
no seu todo, que obrlqa a una µonderaçáo que conµatlblllze o
µrlnciµlo da desconcentraçáo do µoder declsórlo, lnerente e
lnallenável à nossa denocracla lnterna, e o µrlnciµlo da
resµonsabllldade eleltoral enquanto lnstltulçáo, relatlvanente
aos candldatos que aµresenta a elelçóes.
A µroµosta equlllbrada µara qarantlr estes dols µrlnciµlos aµonta
µara que, no µrocesso de deslqnaçáo dos candldatos a deµutados,
a quota da Conlssáo lolitlca uaclonal µasse a ser µreenchlda
sob µroµosta do Secretárlo-Ceral. L, µor outro lado, µara que,
no que se relere aos candldatos autárqulcos, seja lntroduzlda a
µosslbllldade de a resµectlva deslqnaçáo ser ratlllcada µela
Conlssáo lolitlca uaclonal se náo houver concordâncla entre a
Conlssáo lolitlca da lederaçáo e a Conlssáo lolitlca Concelhla
sobre as candldaturas µroµostas µor esta últlna.
una relerencla nulto esµeclal µara a lnµortâncla que os jovens
teráo µara o luturo de un lartldo Soclallsta noderno e renovado.
um dos objectivos fundamentais da mudança que queremos
para o nosso partido dirige-se aos jovens, à motivação de
novas militâncias e à renovação geracional dos valores que
defendemos. Lsta atençáo aos jovens, aos seus anselos e à sua
µartlclµaçáo traduz-se, desde loqo, nuna cooµeraçáo relorçada
con a Juventude Soclallsta, no resµelto µela sua autononla e
ldentldade e con a certeza de que ela reµresenta un dos µllares
da renovaçáo do lS.
III
0S Pk0XIH0S 00IS AN0S
0 lS serve hoje lortuqal cono o nalor µartldo da oµoslçáo. L
nesse µlano que, estando-se en lniclo de leqlslatura, deverá
enµenhar o nelhor do seu eslorço nos µróxlnos anos.
L certo que, cono qrande µartldo que é, deve estar
µernanentenente µreµarado µara assunlr resµonsabllldades
de qoverno.
L, µols, essenclal que o lS dellna con clareza e µrolundldade as
suas µoslçóes sobre todas as questóes relevantes da aqenda
µolitlca, relorçando a sua caµacldade µara lntervlr en todas as
áreas tenátlcas que constltuen a qovernaçáo do µais.
Lste objectlvo obrlqa-nos a coneçar a trabalhar, desde já, µara
µreµarar a nossa alternatlva de Coverno.
ueste e no µróxlno conqresso, joqarenos una µarte lnµortante
do nosso luturo no nédlo µrazo. !enos de saber llqá-los nun
traço coerente e continuo de trabalho µolitlco µrolundo e
lnovador.
Inµorta que, µara tal, sejanos caµazes de µreµarar µara estes
desallos o lartldo, os seus quadros e nllltantes, e tanbén os
µortuqueses que, enµenhados na vlda civlca, veen no lS a
alternatlva ao Coverno da dlrelta.
uma proposta própria
para as eleições europeias
As elelçóes Luroµelas seráo o µróxlno conbate eleltoral naclonal
do lartldo Soclallsta.
Sáo elelçóes lnµortantes µor várlos notlvos. lorque se laráo
nun nonento nulto lnµortante da vlda da unláo Luroµela,
con o qulnto alarqanento concluido e à belra de relornas
lnstltuclonals lnµortantes. L µorque seráo lqualnente un
nonento µrlvlleqlado µara µronover una nalor µroxlnldade
dos µortuqueses aos assuntos euroµeus.
0 soclallstas µortuqueses ten un enµenhanento únlco no
µrocesso de construçáo da Luroµela, enµenhanento que llcou
ben exµresso aquando da µresldencla lortuquesa da u.L. e,
noneadanente da lnµortante Clnelra de Llsboa que constltulu
un narco na sua hlstórla recente.
0 nosso passado no combate pela participação de Portugal
na u.f. dá-nos um lugar único e distintivo no quadro político
nacional. Somos o partido que melhor protagoniza a vocação
europeia de Portugal.
uelendenos que é lnµresclndivel que, µara alén de 2006,
µrosslqa o eslorço euroµeu de reequllibrlo nas dlnânlcas de
desenvolvlnento, noneadanente através da nanutençáo de
lundos de coesáo.
uelendenos, tanbén, una constltulçáo da unláo Luroµela,
clara e slnµles, que lnteqre os µrlnciµlos da unláo, a carta dos
dlreltos lundanentals, as suas lnstltulçóes e resµectlva
conµoslçáo, conµetenclas e recursos llnancelros.
foncorreremos, pois, sozinhos às próximas eleições para o
Parlamento furopeu, seja qual for a forma como a direita
parlamentar se apresentar a essas eleições.
0uerenos contlnuar a µartlclµar na construçáo de una unláo
de Lstados e de lovos, onde o µrotaqonlsno central ten que
assentar na allrnaçáo da reµresentatlvldade dos Lstados
µartlclµantes e no reconheclnento dos dlreltos e llberdades
dos µróµrlos cldadáos. kejeltanos as vlsóes redutores da unláo
cono una nera zona de conérclo llvre, onde só relevasse a
llberallzaçáo dos nercados tal cono rejeltanos a crlaçáo de un
suµer-Lstado euroµeu centrallzado.
0 lS aµolará o µrocesso de alarqanento da uL aos µaises
candldatos da Luroµa Central e do Leste. Lsse alarqanento
µrovocará una alteraçáo µrolunda da natureza da unláo, nas
náo deve lnµllcar qualquer retrocesso no aµrolundanento do
µrojecto euroµeu.
As translornaçóes da uL tornadas necessárlas µela adesáo
deven salvaquardar a lqualdade entre Lstados, a solldarledade
µara con os µaises e as reqlóes nenos desenvolvldas e o eslorço
µroµorclonal exlqldo µara lazer lace aos novos desallos de una
unláo anµllada, allrnando-se nas qrandes lnstânclas
lnternaclonals e assunlndo as necessárlas relornas do slstena
llnancelro e conerclal no µlano lnternaclonal.
Aµolanos una relorna equlllbrada da lAC que a exµerlencla já
denonstrou ser lndlsµensável, quer µor lortuqal, quer µelo luturo
da unláo.
lara o lS o nodelo soclal euroµeu é un µatrlnónlo lundanental
da nossa exµerlencla conun.
0 objectlvo, llrnado en Llsboa en 2000, de translornar a
econonla euroµela na nals conµetltlva do Mundo en 10 anos,
lnµllca que se µrosslqa a llberallzaçáo dos nercados e a
relornulaçáo do tecldo µrodutlvo euroµeu con base na socledade
do conheclnento e na utlllzaçáo das novas tecnoloqlas de
conunlcaçáo, nas que se qaranta, lqualnente, a coesáo soclal
e terrltorlal, reallrnando o objectlvo do µleno enµreqo,
µronovendo a luta contra a µobreza e a exclusáo, ben cono a
salvaquarda do equllibrlo anblental.
Para o PS a união furopeia tem de ser um decisivo factor de
paz e de reequilibro mundial.
0 µrotaqonlsno da unláo ten de ser, antes do nals, de orden
µolitlca, tanto no que concerne à µroqresslva lornulaçáo de
una µolitlca externa e de sequrança conun, quanto na
edlllcaçáo, no µlano lnterno, de un esµaço de llberdade, de
sequrança e de justlça. A µolitlca externa é lndlssoclável da
edlllcaçáo de una ldentldade Luroµela de Sequrança e uelesa.
lortuqal deve µrotaqonlzar a allrnaçáo de una lLSC que náo
allena nenhuna das conµonentes de µolitlca externa do seu
esµecillco lnteresse, seja no µlano das relaçóes transatlântlcas,
seja no desenvolvlnento das relaçóes µolitlcas con as reqlóes
vlzlnhas, seja no aµrolundanento dos laços con Alrlca e a
Anérlca Latlna.
A µolitlca externa é lndlssoclável da edlllcaçáo de una Identldade
Luroµela de Sequrança e de uelesa credivel, na senda trllhada
no Conselho de Santa Marla da lelra, con vlsta à µrevençáo de
conllltos, à constltulçáo de una lorça nllltar µróµrla que,
artlculadanente con a uA!0, contrlbua µara a qestáo de crlses
e µara a µaz nundlal
Cono lol subllnhado µelos ataques terrorlstas de 11 de Setenbro
nos LuA, a construçáo de un esµaço de llberdade, sequrança e
justlça ten una lnµortâncla estratéqlca.
Só a unláo Luroµela está en condlçóes de se allrnar
declslvanente cono µólo bloqueador de tendenclas
heqenonlstas e de construçáo de nodelo nals equlllbrado de
µoderes a todos os nivels à escala nundlal.
uma solidariedade activa
com os socialistas insulares
0 lartldo Soclallsta está µrolundanente llqado ao µrocesso
lundaclonal das autononlas µolitlco-adnlnlstratlvas dos Açores
e da Madelra no µeriodo lnedlatanente sequlnte ao 23 de Abrll.
!odos os µrlnclµals lnµulsos constltuclonals e leqlslatlvos da
Autononlas ten a narca da nossa acçáo µarlanentar, desde a
Assenblela Constltulnte até aos asµectos nals recentes da
kevlsáo Constltuclonal de 1997 e das relaçóes llnancelras entre
o Lstado e as keqlóes Autónonas.
A acçáo do l.S., en anbas as keqlóes, constltul un lnµortante
acervo do µrojecto de aµrolundanento denocrátlco do lals e,
de lorna esµeclal nos Açores, desde a vltórla do lartldo Soclallsta
nas elelçóes reqlonals de 1996, un enorne contrlbuto µara a
abertura, a nodernlzaçáo e o desenvolvlnento daquele
arqulµélaqo, já. reconhecldo µelos açorlanos nas últlnas
elelçóes en 2000.
fom a ascensão da coligação de direita ao governo de
Portugal, os Açores, em, particular, estão já a sentir os efeitos
de um voluntarismo hegemónico e de uma discriminação
negativa do 0overno da kepública, que tem colocado à frente
da realização permanente do interesse nacional a ocupação
selvagem de todos os níveis e fontes de poder, lncluslve
daqueles que, tal cono o Coverno keqlonal dos Açores, ten
una leqltlnldade denocrátlca e náo µoden nen deven ser
alvos da vlnqança e da dlscrlnlnaçáo µor razóes µartldárlas.
lor lsso, o envolvlnento naclonal do l.S. no aµolo à acçáo
civlca e qovenatlva dos soclallstas açorlanos e no sucesso das
exµerlenclas autonónlcas, deverá lncorµorar, de lorna
lnequivoca, cone acentuado qrau de µrlorldade, a estratéqla do
lartldo Soclallsta nos µróxlnos dols anos.
Atendendo á especificidade e importância das problemáticas
insulares será constituído um 0rupo foordenador, presidido
pelo Secretário-0eral - que integrará os Presidentes do P.S.
nas kegiões Autónomas, o Presidente do 0rupo Parlamentar
na Assembleia da kepública e um representante do grupo
dos socialistas portugueses no Parlamento furopeu - ao qual
incumbirá articular todas as frentes de intervenção no apoio
aos socialistas dos Açores e da Hadeira.
0 Partido Socialista define como objectivos eleitorais nas
regiões autónomas a renovação do mandato governamental
dos socialistas açorianos e o crescimento da influência dos
socialistas madeirenses.
lara a reallzaçáo desses objectlvos eleltorals, a orqanlzaçáo e o
dlscurso do µartldo a nivel naclonal deveráo concorrer de lorna
lntensa e contlnuada, até µorque os µroblenas do
desenvolvlnento reqlonal constltuen un sonatórlo lnteqrado
do objectlvo naclonal. de desenvolvlnento harnónlco e de
coesáo econónlca e soclal.
0 lartldo Soclallsta contlnuará a assequrar a autononla de
orqanlzaçáo estatutárla do µartldo nos Açores e na Madelra,
conllando-lhes, dessa lorna, o µrlnado da sua oµlnláo na
lornaçáo da doutrlna do l. S. sobre o enquadranento no Lstado
das autononlas µolltlco-adnlnlstratlvas, de anbos os
arqulµélaqos.
Preparar as batalhas eleitorais
de 2005 e 2006
uáo é este conqresso o nonento µara debater e aµrovar o nosso
µroqrana µara as µróxlnas leqlslatlvas.
Mas é este o momento para nos desafiarmos a nós próprios
para forjar e consolidar as ideias de futuro que terão de dar
origem desde já ao novo programa eleitoral do PS µara a
µróxlna leqlslatura.
f possível, desde já, juntar nos fóruns Socialistas Por Novas
Políticas muitos dos melhores quadros da nossa vida
cientifica, cultural e cívica para debater os temas do futuro
e para, estudando os problemas da sociedade portuguesa,
24
começar a construir as respostas que, úteis para o trabalho
da oposição, serão indispensáveis para o programa que o
próximo congresso aprovará.
A aµrovaçáo no conqresso de 200« de un µroqrana µara a
µróxlna leqlslatura constltulrá un elenento de ruµtura con a
µrátlca tradlclonal dos µartldos no nosso µais. Será un µrocesso
que, sob a dlrecçáo do Secretárlo-Ceral, deve ser conduzldo
en todas as suas lases, desde já, tendo µresente o objectlvo
central e µressuµondo que, salvo qualquer alteraçáo da vontade
dos soclallstas, deve ter contlnuldade do seu µrotaqonlsta
µrlnclµal e candldato natural a µrlnelro-nlnlstro.
lorque lsso slqnlllcará a dellnlçáo desde já de un horlzonte
de µrojecto en que o lS estará en µernanencla, nuna µostura
de abertura à socledade, a construlr o seu conµronlsso con
os µortuqueses. Conµronlsso que será de canµanha nas, que
será lqualnente, conµronlsso de qoverno.
lor outro lado, deverenos lnlclar desde já o trabalho tendente
a reallrnar a nossa lorça autárqulca.
As estruturas do lS cabe un trabalho rlqoroso e µaclente de
aµolar a qestáo dos nossos autarcas que llderan Cânaras
Munlclµals e Juntas de lrequesla, ben cono trabalhar con os
nossos autarcas que se encontran na oµoslçáo.
Lstudar os µroblenas locals, µroµor as alternatlvas dos
soclallstas, aconµanhar as µolitlcas µúbllcas µara o sector
constltul un µasso essenclal µara µoder, no tenµo certo,
construlr candldaturas vencedoras.
Candldaturas que teráo de ser de abertura às conunldades, de
avallaçáo critlca do nosso trabalho e de alternatlva denocrátlca
aos nossos adversárlos.
!erenos tanbén, na lase llnal deste clclo, elelçóes
µresldenclals. 0 lS enµenhar-se-á no aµolo a una candldatura
µresldenclal µara unlr os µortuqueses, credivel e qanhadora,
cono ten sldo as que receberan o nosso aµolo.
IV
N0VAS P0LÍIIfAS PfL0 fuIuk0
lortuqal vlve un cllna de deµressáo e canlnha µara una crlse
econónlca evltável. f nosso dever de oposição, ao mesmo
tempo que preparamos uma nova alternativa, evitar que
retrocessos induzidos por este 0overno ganhem uma
dimensão prejudicial ao país. Lstá en curso una contra-
relorna soclal e una derlva neollberal, que náo lnveste nos
µortuqueses e µrejudlca o canlnho desejável en none do seu
luturo.
há, a este resµelto, batalhas já necessárlas e µrlnciµlos de
que náo abdlcanos, lulcrals nos debates µolitlcos desta
leqlslatura e que, náo esqotando o nosso µroqrana, sáo traves
nestras, oµçóes lundanentals en que assentaráo os
desenvolvlnentos sectorlals.
0uerenos ser un µais de nulheres e honens, lquals en
dlreltos e deveres, que assunen en µlena lqualdade as dlversas
dlnensóes da sua vlda µessoal e civlca. Aqlr µela lqualdade é,
tanbén, assunlr a lntolerabllldade de toda a dlscrlnlnaçáo.
A erradlcaçáo da dlscrlnlnaçáo de qénero é una área en que
a µolitlca ten una lorte µalavra a dlzer, desde a arqultectura
do slstena denocrátlco à requlaçáo das relaçóes soclals.
Serenos delensores lntranslqentes da lqualdade de qénero,
nas nornas e nos quotldlanos.
A socledade que querenos terá de µroµorclonar novas e nelhores
oµortunldades no luturo. !al µoderá reallzar-se já µara os jovens
de hoje, nuna econonla nals noderna, con nelhor enµreqo,
µotenclando o aµolo à sua autononla µessoal. L a µensar no
luturo de todos, nas en µartlcular dos cldadáos nals jovens que
lornulanos a nossa aµosta de socledade.
Investir no futuro
A construçáo da alternatlva à qovernaçáo da dlrelta terá de
assentar na reconstruçáo de una vlsáo de luturo µara lortuqal
que noblllze os µortuqueses e os caµaclte µara os enornes
desallos estruturals que o nosso µais ten dlante de sl.
A sociedade portuguesa é hoje, em múltiplas das suas
vertentes, uma sociedade mais aberta, mais culta e
diversificada, que em 1995, não obstantes vivermos no
presente uma conjuntura de incerteza e desconfiança face
ao futuro.
uo entanto, os µroqressos obtldos no doninlo da µronoçáo da
lnvestlqaçáo clentlllca e da qenerallzaçáo do conheclnento
clentlllco loran dos nals relevantes da nossa hlstórla recente.
A µroduçáo cultural naclonal é hoje nals rlca e reconheclda,
naclonal e lnternaclonalnente, náo obstante náo estar alnda
suµortada en nodelos sustentados de llnanclanento nen
atlnqlr os nivels de µenetraçáo soclal desejávels. A lnvestlqaçáo
clentillca e tecnolóqlca lol lncentlvada e desenvolveu-se de
una lorna sen µrecedentes que já está a qerar qanhos, a
todos os titulos, µara o µais. ua nesna lorna lnlclou-se una
verdadelra cobertura naclonal do enslno µré-escolar alnda que
atlnqlndo nivels lnsullclentes.
Lstas aµostas µoden e deven, no entanto, ser aµrolundadas.
f, por isso, preocupante o desinvestimento actual na
qualificação dos portugueses e nas áreas de excelência da
cultura, da ciência e da tecnologia. 0 abandono desta
prioridade estratégica enfraquece o potencial de
modernização do país e a base de promoção da
competitividade, produtividade e qualidade social que a
qualificação e a excelência proporcionam.
0 lartldo Soclallsta assune a questáo da quallllcaçáo e do
lnvestlnento nos µortuqueses cono o desallo lundanental
µara a nodernlzaçáo da socledade µortuquesa. 0 que está en
causa náo é oµtar entre o betáo e as µessoas, nas sln µôr o
betáo ao servlço das µessoas.
Para o PS, a superação estrutural dos nossos défices não
pode ser conseguida de forma duradoura sem que à cabeça
da actuação do fstado esteja a promoção, estímulo e
garantia de valorização da qualificação dos nossos cidadãos.
Iemos de ser incansáveis neste desígnio. Só assim
poderemos competir num espaço europeu e mundial cada
vez mais competitivo e globalizado.
lor lsso, esta µreocuµaçáo ten de ser una µreocuµaçáo
transversal a todas as µolitlcas µubllcas, nas tanbén deverá
ser valorlzada no selo da socledade clvll.
ua concretlzaçáo desta µreocuµaçáo transversal o lS coloca
cono µrlorldades tres µlanos de acçáo:
· µrotecçáo à crlança contra todos os rlscos soclals e relorço
do lnvestlnento na lntervençáo µrecoce no conbate aos
obstáculos ao desenvolvlnento lnteqral das crlanças,
· nelhorla qualltatlva dos slstenas de educaçáo/lornaçáo
conduzlda a µar de una desejável anµllaçáo da escolarldade
obrlqatórla e dos nivels nédlos de escolarldade e quallllcaçáo
dos jovens e da µoµulaçáo adulta, ano aµós ano.,
· relorço do lnvestlnento naclonal en lnvestlqaçáo e
desenvolvlnento clentlllco e tecnolóqlco, µondo esµeclal
atençáo no seu lnterlace con os slstenas µrodutlvos.
uma economia competitiva - valorizar os nossos
recursos
i. trescimeoto sasteotáve/ - a cbave do oosso proqresso
As dlllculdades que lortuqal hoje vlve ten una dlnensáo
conjuntural. Mas os µroblenas nals sérlos do nosso µais sáo
de natureza estrutural e ten a ver con a caµacldade de lazer
a nossa econonla crescer de lorna sustentável, converqlndo
con os lndlcadores de desenvolvlnento da unláo Luroµela.
Lste cresclnento é lnµerloso e é µossivel. 0 nosso µais ten-
no consequldo ao lonqo das últlnas décadas.
L le-lo, lqualnente, nos anos recentes de qoverno do lS,
quando en todos os anos crescenos nals do que a unláo
Luroµela.
Mas náo tenos as qarantlas de que lsso acontecerá senµre.
Sabenos até que delrontarenos dlllculdades crescentes, cono
µais, µara nos aµroxlnarnos dos que váo na lrente. lara o lS,
esse cresclnento só será lntelranente sustentável se lor
µrossequldo en tres µlanos dlstlntos.
· Se for economicamente seguro, ou seja, se assentar en
acrésclnos conµetltlvos baseados na valorlzaçáo dos nossos
recursos e µrlnclµalnente na quallllcaçáo dos µortuqueses.
loran leltos µroqressos neste doninlo no µassado recente,
nas eles necessltan de ser lncrenentados µara relorçar a
caµacldade estratéqlca das enµresas e dos sectores
econónlcos,
· Se lor socialmente sustentável, ou seja, se náo delxar
µara trás os nals deslavorecldos e se crlar e relorçar
necanlsnos de solldarledade, que qarantan a coesáo soclal
e nelhoren o ben estar das lanillas,
· Se lor ambientalmente sustentável, ou seja, se lornos
caµazes de lnvestlr nals na µolitlca de anblente, na llnha
do eslorço já lelto nos últlnos anos - reconhecldo µela
0CuL no seu exane ao desenµenho anblental de lortuqal
-, assunlndo assln o desallo de lntenslllcar o µrocesso de
converqencla con os µadróes de qualldade anblental dos
µaises nals desenvolvldos da Luroµa e do Mundo.
ii. Lstabi/idade macro-ecooómica, am iostrameoto para
o crescimeoto
lara o lS a establlldade nacro-econónlca ten, µor sl só un
valor acrescentado, µara a construçáo de un canlnho de
µroqresso econónlco e soclal. L, nessa establlldade, o controlo
das llnanças µúbllcas assune cada vez nals un µaµel de relevo.
uáo cono un lln en sl, nas µorque, quanto nals equlllbradas
loren as contas µúbllcas do µonto de vlsta estrutural, nals
vlável se torna recorrer à desµesa e ao lnvestlnento µúbllcos
cono lnstrunentos de noblllzaçáo de recursos en contexto
de abrandanento econónlco.
0 lS nantén a sua adesáo µlena aos objectlvos de establlldade
e cresclnento no selo da unláo Luroµela.
0 que náo slqnlllca que náo delendanos que a Luroµa ten a
obrlqaçáo de entender os slnals de nudança da conjuntura de
lorna µrolunda e assunlda, e de adaµtar as suas µolitlcas,
quer a essa realldade nutável (e o nundo de hoje é ben
dllerente do que era nos anos 90), quer à dlversldade das
sltuaçóes das dllerentes econonlas.
0 lS assune, no entanto, que lortuqal ten de nanter os seus
objectlvos de consolldaçáo orçanental nun quadro de
establlldade e cresclnento
Mas importa perceber que, se para esse esforço há que contar
com um importante contributo da racionalização da
despesa pública e especialmente da despesa corrente, o
papel decisivo terá de vir duma maior eficácia no combate
à fraude e à evasão fiscal.
lol una lnconµleta conµreensáo dessa necessldade que aqravou
a sltuaçáo orçanental no µassado recente da qestáo do lS.
Até µorque una µarte substanclal dessa evasáo corresµonde a
actlvldades econónlcas que náo sáo electlvanente
contablllzadas no cálculo do lroduto Interno 8ruto. uesta lorna
o êxito desse combate tem um duplo efeito positivo nos
indicadores do défice: reduzindo a sua dimensão bruta e
reduzindo o seu peso na criação de riqueza.
iii. 0m mode/o de especia/ização ecooómica com fataro
A caµacldade µara lortuqal converqlr de lorna sustentada
con a unláo Luroµela exlqe un relorço, tanbén sustentado,
da nossa conµetltlvldade.
Lssa conµetltlvldade náo µassa aµenas µela nelhorla
lncrenental da µrodutlvldade nas nossas enµresas e
actlvldades econónlcas, nen aµenas µelo nelhor desenµenho
dos nossos servlços µúbllcos.
lassa, µrlnclµalnente, µelo aµrolundanento da nudança do
nosso µerlll de actlvldades econónlcas, valorlzando cada vez
nals aquelas que nalor caµacldade µossuen de crlar valor e
allrnar-se en nercado aberto.
L una nudança estratéqlca que se deve allrnar
µroqresslvanente e que só terá sucesso con o eslorço de toda
a nossa conunldade.
As µolitlcas µúbllcas deven ai joqar un µaµel lnµortante,
noneadanente en tres doninlos:
· relorçando a modernização das nossas infra-estruturas
(nas acesslbllldades, no anblente, na lnvestlqaçáo...)
eslorço que teve un qrande lnµulso con os qovernos do lS,
e que náo µode abrandar,
· na valorização produtiva nos nossos recursos humanos
mais qualificados, µasso que a socledade µortuquesa alnda
só deu de lorna nlnorltárla,
· relorçando os instrumentos de concertação estratégica
que lavoreçan a crlaçáo de slnerqlas entre todos os aqentes
declslvos µara a conµetltlvldade naclonal.
25
keafirmar o valor da solidariedade
i. 0efeoder a protecção socia/ - va/or decisivo dos socia/istas
0 avanço lnequivoco en natérla de µolitlca soclal constltul un
dos nals lnµortantes leqados dos qovernos do lS. uos últlnos
sels anos, Portugal aproximou-se decisivamente do modelo
social europeu, e a solidariedade foi uma prioridade da
governação, como talvez nunca tenha sido.
fxiste hoje um risco sério de retrocesso nesse domínio. fsta
é, pois, uma frente de combate político que tem a maior
importância.
Inµorta relterar os qrandes µrlnciµlos que estlveran subjacentes
às relornas oµeradas, e reallrná-los cono llnhas orlentadoras
de toda a actuaçáo lutura en natérla de µolitlca soclal. A
unlversalldade do slstena de µrotecçáo soclal, a dllerenclaçáo
µosltlva da µrotecçáo conlerlda aos trabalhadores e o µrlnciµlo
da solldarledade, na sua trlµla dlnensáo - naclonal,
lnterqeraclonal e µrollsslonal - náo µoderáo delxar de ser as
traves nestras do nosso concelto de µrotecçáo soclal.
0 lS contlnuará a bater-se µela qarantla de un sólldo slstena
µúbllco de sequrança soclal, caracterlzado µela unlversalldade
da µrotecçáo concedlda e dos dlreltos que lhe estáo assoclados,
e reservando aos reqlnes conµlenentares un esµaço de oµçáo
voluntárla e náo de lnµoslçáo adnlnlstratlva,
Mas, assunlnos tanbén que a modernização da protecção
social é uma tarefa permanente pela qual nos bateremos no
0overno ou na oposição. una aqenda renovada de µrotecçáo
soclal deve lnteqrar:
· una solldarledade nals lntensa µara con os nals ldosos,
relorçando neste doninlo a delesa da dllerenclaçáo µosltlva
dos nals µobres,
· o aµolo às µessoas con dellclencla, ben cono aos que solren
de doenças µrolonqadas lncaµacltantes,
· a revlsáo µroqresslva das lontes de llnanclanento da
µrotecçáo soclal, tornando-as nals anlqas do enµreqo,
ii. Por ama sociedade com me/bor empreqo para todos
una das µrlorldades dos qovernos do lS e da nova nalorla lol a
relorna das µolitlcas actlvas de enµreqo, µara controlar e reduzlr
o desenµreqo e µronover a crlaçáo de enµreqo. lol µossivel
assln ultraµassar todas as netas da unláo Luroµela e aµroxlnar
lortuqal do lleno Lnµreqo.
Aµesar de vlvernos una conjuntura recesslva as µolitlcas de
enµreqo e o objectlvo enµreqo deven contlnuar a constltulr
una µrlnelra llnha de µreocuµaçáo de una boa estratéqla de
desenvolvlnento µara lortuqal.
A nanutençáo de elevados nivels de enµreqo é un dos µllares
essenclals do ben estar soclal en lortuqal e erra µrolundanente
quen µensa que o cresclnento da conµetltlvldade naclonal se
µode lazer à custa de aunentos slqnlllcatlvos da taxa de
desenµreqo.
lara o lS, lortuqal ten que contlnuar a lnvestlr nuna µolitlca
que µernlta atlnqlr tres objectlvos:
· µrevenlr o desenµreqo, quallllcar os recursos hunanos e
aunentar a µrodutlvldade e a qualldade do enµreqo,
· actuar µrecocenente con os desenµreqados µara evltar o
desenµreqo de lonqa duraçáo e µronover a enµreqabllldade,
· µronover a relnserçáo de µessoas en sltuaçáo de exclusáo do
nercado de trabalho.
A µrevençáo do desenµreqo lnµllca a nelhorla da
conµetltlvldade das enµresas e tanbén a aqulslçáo de
conµetenclas µor µarte dos trabalhadores de nodo a qarantlr-
lhes carrelras slnultaneanente nals llexivels, nals sequras e
de nelhor qualldade. lara que tal aconteça o lnvestlnento da
lornaçáo ao lonqo da vlda ten de ser un objectlvo que noblllze
toda a nossa socledade.
As políticas activas de emprego terão, no contexto de
abrandamento económico que vivemos, um papel essencial
na dotação do país das competências para a sociedade de
informação, numa relação adequada entre a formação e as
necessidades de adaptação e competitividade das empresas
e dos trabalhadores.
iii. Promover a coesão territoria/
A consclencla solldárla dos µortuqueses exµressa-se tanbén
na µreocuµaçáo con un desenvolvlnento terrltorlal equlllbrado.
A reduçáo das asslnetrlas, o lnvestlnento no lnterlor, o
reequllibrlo entre áreas urbanas e rurals, o aµolo às µerllerlas,
sáo µreocuµaçóes nalores e salvaquardas necessárlas a nals
equldade no aceso aos recursos e beneliclos que a socledade
µossa µroµorclonar. !al lnµóe a prioridade política à dimensão
regional dos efeitos das políticas sectoriais, o
aperfeiçoamento dos mecanismos de descentralização e de
desconcentração, bem como novos instrumentos de política
regional e ordenamento do território.
Mals oµortunldades µara nals µessoas, quer tanbén dlzer nalor
dlssenlnaçáo dessas oµortunldades µelo conjunto do terrltórlo
naclonal, sen lavorltlsno nen dlscrlnlnaçóes.
uma sociedade aberta,
uma sociedade mais democrática
lortuqal ten hoje una socledade nals rlca e nultllacetada do
µonto de vlsta cultural, en resultado dos µrocessos de
qloballzaçáo e da µróµrla nodernlzaçáo da socledade µortuquesa.
Mas este deve ser un lactor de µroqresso e de enrlqueclnento,
e náo un lnstrunento de µroduçáo de lracturas soclals e
culturals.
L essenclal que se desenvolvan todos os necanlsnos que
µernltan lnteqrar, en condlçóes de lqualdade e dlqnldade,
todas as nlnorlas nas núltlµlas vertentes da nossa vlda
conunltárla, desde a µartlclµaçáo civlca à lnserçáo no nercado
de trabalho.
0 lS reconhece a µerslstencla, no nosso µais, de lornas
lnaceltávels de dlscrlnlnaçáo contra dllerentes tlµos de
nlnorlas. L lundanental actuar no sentldo de ellnlnar essas
dlscrlnlnaçóes. Lsta é una narca de nodernldade de que náo
µodenos µresclndlr.
Sendo certo que conµete ao conjunto da socledade suµerar
esses necanlsnos, há una resµonsabllldade acresclda que recal
no Lstado e na sua actlvldade nornatlva, una resµonsabllldade
de que o Lstado, na vlsáo lncluslva que os soclallstas ten µara a
socledade µortuquesa, náo se µode denltlr.
0 lS allrna, µor lsso, o seu conµronlsso enµenhado na
necessldade de aqlr µara conbater a dlscrlnlnaçáo de que sáo
alvo as nlnorlas na socledade µortuquesa.
lor exenµlo, as nlnorlas no doninlo da orlentaçáo sexual, que
contlnuan alnda hoje a ser dlscrlnlnadas de lorna lnjusta e
lnaceltável. A nossa Constltulçáo consaqra o µrlnciµlo da
lqualdade, sequndo o qual todos os cldadáos sáo lquals µerante
a lel, e estabelece un anµlo conjunto de lactores de
dlscrlnlnaçáo que deven ser lnterdltos en lortuqal.
Aµesar de entre estes µrlnciµlos náo se encontrar alnda o da
orlentaçáo sexual de cada cldadáo, o lartldo Soclallsta entende
que nesta, cono noutras questóes, as µrátlcas dlscrlnlnatórlas
contlnuan a ser lrequentes e lnaceltávels..
lara alén dlsso, há lactores de dlscrlnlnaçáo já relerldos µela
constltulçáo µortuquesa que contlnuan, na µrátlca, µor erradlcar
na sua µlenltude. Lste é, tanbén, un desallo de lundo µara a
socledade µortuquesa: qarantlr que a un Lstado de dlrelto
corresµonde electlvanente una socledade de dlreltos.
L o caso das questóes étnlcas e culturals. Ln anos recentes, o
µais conheceu una alteraçáo estrutural µerante os lenónenos
nlqratórlos à escala qlobal. lortuqal µassou a ser receµtor de
nals lnlqrantes, e de lnlqrantes de µrovenlenclas nals
dlverslllcadas, nultas vezes con culturas, linquas e tradlçóes
dlstantes das nals lnµlantadas na socledade µortuquesa.
A imigração não é, em si, um problema. Pode e deve ser um
factor de enriquecimento - cultural, social e económico e
como tal deve ser abordada.
Só será un µroblena se a abordarnos delenslvanente, cono
alqo que é neqatlvo à µartlda, e se lhe resµondernos con
neras µolitlcas reµresslvas que náo abrandan as µressóes
nlqratórlas. Ln rlqor, nlnquén benellcla con a nloµla de tal
oµçáo, nen os que estáo nen os que cheqan.
fonstruir uma política de imigração simultaneamente
solidária e eficaz, inclusiva e reguladora, implacável com
as mafias e compreensiva com as sua vítimas, é um dos
grandes desafios que se colocam ao futuro do país.
A lnlqraçáo é una realldade estrutural que velo µara llcar.
Inteqrar, en condlçóes dlqnas, lnlqrantes que, na nalorla
dos casos, náo seráo tenµorárlos, é, alén de un lnµeratlvo
µolitlco do µresente e da nossa natrlz de clvlllzaçáo, un dever
hlstórlco que tenos, enquanto µais que tradlclonalnente lol
orlqen e náo destlno de lluxos nlqratórlos.
A clrculaçáo de µessoas, nas suas dlversas lases hlstórlcas,
contrlbulu, allás, µara a construçáo da ldentldade lusólona,
que enquanto µais tenos todo o lnteresse e orqulho en
µronover. A qloballzaçáo da lusolonla é un vector lnµortante
de µronoçáo da ldentldade naclonal e de µrojecçáo do µais en
ternos lnternaclonals.
A lusolonla naterlallza-se nuna nesna linqua, nas tanbén
en laços hlstórlcos, alectlvos e culturals que querenos
aµrolundar. A cooµeraçáo con os µaises lusólonos, e o
lnvestlnento nos nercados enerqentes destes µaises, sáo
lornas de renovar os laços que nos llqan, µronovendo ao
nesno tenµo o desenvolvlnento destes µarcelros hlstórlcos
e µrlvlleqlados, hoje e no luturo.
Mas a µrlorldade à lusolonla µassa tanbén µelas µolitlcas de
lnlqraçáo, aµostando na lnteqraçáo na nossa socledade de
lnlqrantes µrovenlentes dos µaises que lalan a linqua
µortuquesa e dos seus descendentes.
A lusolonla é nals do que una questáo de neqóclos
estranqelros, é una questáo de ldentldade e de µartllha cultural
Ln suna, o lartldo Soclallsta assune con llrneza o seu
conµronlsso µela lnclusáo, contra todas as lornas de
dlscrlnlnaçáo. una socledade excluslva é una socledade
nenos tolerante e é tendenclalnente una socledade de rlsco.
A socledade µortuquesa náo soube alnda resolver de lorna
satlslatórla a tráqlca realldade do aborto clandestlno. 0 aborto
clandestlno é hoje un µroblena nenos dranátlco do que há
alqunas décadas, quando náo eran dlvulqados nen nelos
contraceµtlvos, nen educaçáo sexual ou µlaneanento lanlllar.
0 PS considera, antes de mais, que deve ser feito um
investimento muito forte quer no domínio da educação
sexual quer no planeamento familiar. Consldera alnda que
o aborto clandestlno é una realldade de dlnensáo alnda
desconheclda e cujos contornos é lnµortante conhecer en
toda a sua µrolundldade e extensáo.
Mas o nelhor conheclnento da sltuaçáo e a nelhorla das
abordaqens µreventlvas náo µoden contlnuar a constltulr allbls
µara que µernaneça una qrave sltuaçáo de saúde µúbllca do
nosso µais. Inµóe-se, µor lsso, dar traduçáo a una realldade
reconheclda µela nalorla da socledade µortuquesa: a de que é
necessárlo nudar o enquadranento leqlslatlvo que µenallza
de lorna lnjusta as nulheres e as lanillas. L, en esµeclal,
aquelas que nenos recursos µossuen.
uáo se trata de conslderar o aborto cono una µrátlca nornal,
ou cono un substltuto dos nelos contraceµtlvos e do
µlaneanento lanlllar. Irata-se de reconhecer que este
problema existe, e vai continuar a existir se nada for feito
para o regular. Irata-se de reconhecer que se a opção de o
praticar ou não é uma questão de consciência, a decisão de
penalizar ou não a sua prática em determinadas situações,
é uma questão política.
uesde o anterlor relerendo houve lactos novos, tals cono a
condenaçáo de nulheres µela µrátlca de aborto clandestlno,
quando se tlnha dado µor adqulrlda a queda en desuso dessa
sançáo µenal.
Só una nova noblllzaçáo soclal en torno deste velho µroblena
µode crlar verdadelras condlçóes µara que o µrocesso seja
relançado: náo laz sentldo recolocar aos µortuqueses esta
questáo enquanto ela náo lor recolocada nun debate naclonal
alarqado e no µlano da noblllzaçáo dos cldadáos.
havendo una noblllzaçáo da oµlnláo µúbllca que relllcta essa
nova realldade, entendenos que deve avançar-se µara una
nova soluçáo µolitlca µara este µroblena, a qual terá
necessarlanente de µassar µor una nova consulta aos
µortuqueses en relerendo.
0 PS apoiará as iniciativas credíveis neste domínio.
fmpenhar-se-á como partido, respeitando as
sensibilidades existentes acerca desta questão, no apoio à
mobilização social que vise colocar na ordem do dia um
novo referendo sobre a despenalização da IV0, nos termos
já definidos.
L µreclso qanhar a socledade µara esta causa antes de µensar
26
en qanhar un relerendo. L, µara o lartldo Soclallsta o
resultado desse relerendo, à senelhança do que aconteceu
anterlornente, deve µossulr consequenclas µolitlcas.
um estado moderno
ao serviço dos cidadãos
i. 0 pape/ do estado oa sociedade actaa/ - rejeitamos a
sociedade de mercado
Se µara o lS a econonla de llvre lnlclatlva deve constltulr a
natrlz báslca da orqanlzaçáo econónlca, conµete, no entanto
ao Lstado un µaµel declslvo µara que a conµetltlvldade
lnerente à econonla de nercado náo destrua asµectos
essenclals da coesáo soclal e da ldentldade naclonal e das
conunldades.
A µresença natural do Lstado nas lunçóes de soberanla ou de
justlça náo só se justlllca µela natureza dessas lunçóes cono
até constltul un lactor deternlnante µara a nodernlzaçáo da
socledade, µara o lunclonanento econónlco ben cono µara a
lqualdade de oµortunldades.
lor outro lado exlsten áreas onde a olerta µelo estado de bens
e servlços contlnua a justlllcar-se µela natureza µúbllca desses
bens ou µelos rlscos que a sua alectaçáo excluslvanente µrlvada
trarla µara a cldadanla e a lqualdade de oµortunldades (é o caso
dos servlços de conunlcaçáo, de deternlnados sectores da
µroduçáo cultural).
Alnda en áreas lundanentals µara o ben estar das lanillas,
cono o acesso a equlµanentos de natureza soclal contlnua a
ser lndlsµensável una µresença, ora estruturante ora
conµlenentar da µarte do estado, tendo en conta as
deslqualdades que contlnuan a narcar, quer do µonto de vlsta
soclal, quer do µonto de vlsta terrltorlal a nossa socledade.
0 PS fará da luta por serviços públicos de qualidade, acessíveis
a todos os cidadãos e fomentadores da igualdade de
oportunidades um vector essencial do seu combate político.
ii. Mais reqa/ação páb/ica, me/bor cootro/o democrático,
maior defesa do coosamidor
lllar de una reallrnaçáo da autorldade do Lstado será, tanbén,
a consolldaçáo e bon desenµenho das novas resµonsabllldades
de requlaçáo do Lstado. hoje o Lstado ten de qarantlr o exerciclo
de lunçóes requladoras en nunerosas áreas onde o sector
µrlvado µresta os servlços exlqldos µelo desenvolvlnento do
lais e µelo ben estar dos µortuqueses: na enerqla, na áqua,
nas teleconunlcaçóes, nos transµortes, no sector llnancelro,
no audlo-vlsual, na exµloraçáo da rede vlárla e en nultas outras
áreas vltals. Sen una clara autorldade do Lstado através de
una boa requlaçáo destas actlvldades a qarantla do seu µaµel
µúbllco náo está assequrada e a conllança dos cldadáos µode
ser lortenente abalada.
iii. 0 va/or da seqaraoça como pi/ar da democracia
Lxlste hoje na socledade µortuquesa, ben cono en dlversas
outras, un sentlnento nulto qenerallzado de que exlste un
déllce de sequrança a dlversos nivels da orqanlzaçáo soclal.
Lsta lnsequrança e os sentlnentos que qere náo ten aµenas a
ver con a crlnlnalldade e os seus resultados. Allrna-se tanbén
na eslera do consuno, da relaçáo do cldadáo con as lnstltulçóes
nals µoderosas, na utlllzaçáo de bens µúbllcos. 0 lS delende
que a allrnaçáo da autorldade do Lstado é un lnµeratlvo
denocrátlco.
0 doninlo da sequrança lnterna e da luta contra a crlnlnalldade
e contra a corruµçáo é central na allrnaçáo da autorldade do
Lstado.
lara o lS tal exlqe una estratéqla lnteqrada de conbate à
crlnlnalldade desde a µrevençáo ao aµolo à vitlna, µassando
µela cooµeraçáo judlclárla e µollclal lnternaclonal.
uH PAkII00 0fIfkHINA00
A actual lase da vlda do lS exlqe de todos nós un
conµronetlnento relorçado.
Crande µartldo da denocracla µortuquesa o lS solre hoje un
dos nals vlolentos ataques da sua hlstórla recente.
!enos que assunlr esse conbate con a deternlnaçáo e a
hunlldade dos verdadelros denocratas.
Já assunlnos os nossos erros, cara a cara con os eleltores,
assln cono, da nesna lorna assunlnos o nulto que
construinos.
Assunlnos hoje as nossas lnsullclenclas e nossa vontade de
nudar cara a cara con os nllltantes do lartldo Soclallsta.
falta uma palavra final. A palavra do Secretário 0eral do
Partido Socialista de reafirmação da sua vontade e orgulho
em liderar o partido nos combates que nos esperam.
8em como a sua determinação em se apresentar como o
candidato do PS a Primeiro Hinistro de Portugal.
Con un µartldo orqulhoso do seu µassado e da sua hlstórla,
rlco na sua dlversldade e denocracla., unldo e renovado e
cada vez nals aberto à socledade, essas seráo batalhas µara
vencernos.
27
1
INIk00uÇA0
A µresente noçáo " lensar lortuqal" µretende servlr
lortuqal, contrlbulndo µara lntroduzlr no debate µolitlco
lnterno do lartldo Soclallsta, con vlsta ao XIII Conqresso,
una estratéqla qlobal e coerente µara o lS e µara lortuqal,
con µroµostas concretas de lntervençáo µolitlca e de bon
qoverno da uaçáo. lroµostas que se baselan en lelturas,
convlcçóes, debates, docunentos escrltos e nas oµlnlóes e
µartlclµaçáo actlva de nultos nllltantes, ao lonqo de nals
de una década. Lsta é una noçáo que µretende cobrlr a
qeneralldade dos desallos que o nosso lais enlrenta neste
lniclo do século XXI e constltulr una base µroqranátlca
µara una esquerda noderna, caµaz de atralr a lntellqencla
e o coraçáo das nulheres e dos honens de dlversos
quadrantes µolitlcos, que se revejan na tradlçáo hunanlsta
e llbertadora do soclallsno.
!rata-se de una noçáo que contlnua o esµirlto da noçáo
"lortuqal lrlnelro", que aµresentanos ao XII Conqresso
do lartldo Soclallsta e que µartlu da esµerança de ser, nessa
altura, µossivel lançar o debate µara a renovaçáo do lS,
conslderávanos, entáo, lundanental esse debate µara
evltar a deqradaçáo do µrojecto µolitlco do lS e da uova
Malorla, ben cono do qoverno de Antónlo Cuterres,
deqradaçáo que era já ben evldente nessa altura,
noneadanente junto dos eleltores e de nultos nllltantes
do lS, e náo aµenas junto dos chanados anallstas µolitlcos,
jornallstas e da socledade en qeral. Inlellznente, una
vlsáo ben µouco reallsta, toldada, alén do nals, µelo
exerciclo do µoder, deslqnadanente da µarte do Secretárlo
Ceral do lS e do qruµo dos seus nals µróxlnos sequldores,
reunldos no Secretarlado uaclonal, náo µernltlu que o XII
Conqresso µudesse ser de relançanento do µartldo junto
do seu eleltorado. lol µor lsso nesno que asslstlnos, loqo
a sequlr, a un µeriodo µolltlcanente µenoso, que teve o
seu corolárlo lóqlco na derrota autárqulca de uezenbro de
2001 e na denlssáo do lrlnelro Mlnlstro e Secretárlo Ceral
do lS, µonto de µartlda µara a derrota nas elelçóes
leqlslatlvas de Março de 2002 e µara o reqresso do lSu e, de
certa nanelra, de Cavaco Sllva, ao µoder.
Ln Junho de 2001, lalávanos alnda do lln do cavaqulsno
e da evoluçáo µolitlca do lartldo Soclallsta, aµós o lnµacto
crlado µelo qrande novlnento civlco, µolitlco e soclal que
loran os Lstados Cerals lara una uova Malorla. !ratános
de lorna critlca a nova exµerlencla do lS no µoder,
enquadrada no µercurso nals recente das denocraclas
nundlals, con razóes que justlllcavan, clnco anos µassados
sobre a cheqada do lS ao qoverno, una reavallaçáo do
canlnho µercorrldo, a reallzaçáo do XII Conqresso do lartldo
Soclallsta era, µara nós, a qrande oµortunldade. Conqresso
que relvlndlcávanos dever ser un debate anµlo e llvre,
µartlclµado µor todos os soclallstas, que náo se esqotasse,
dlzianos, "na anállse do µassado e nas querelas do
µresente, nas aµresente novas µersµectlvas sobre o luturo
do lS e de lortuqal."
ulssenos entáo: "A µresente noçáo náo ten cono objectlvo
dlsµutar o µoder a quen o ten exercldo con leqltlnldade,
nas táo só contrlbulr µara o debate, que há nulto achanos
necessárlo e nesno urqente, debate que deve ser corajoso,
reallsta e actual, centrado nos desallos que se colocan a
lortuqal e ao lartldo Soclallsta, à entrada do novo nllénlo.
0casláo de qrande slqnlllcado, que deve ser aµroveltada
µara allrnar os µroqressos alcançados, nos nals varlados
doninlos, µelos qovernos do lrlnelro Mlnlstro Antónlo
Cuterres, nas que náo deve desconhecer os sérlos desallos
colocados a lortuqal e aos µortuqueses, ben cono náo µode
escanotear alqunas lraquezas da qovernaçáo do lais,
colocando senµre o µrestiqlo e o µroqresso de lortuqal,
ben cono a nelhorla da vlda dos µortuqueses, en µartlcular
os de nals balxos recursos econónlcos e educaclonals, na
µrlnelra llnha das µreocuµaçóes do µoder µolitlco. 0 que
lnµllca encontrar novas lornas de nelhorar o exerciclo da
actlvldade µolitlca, quallllcando-a e tornando-a nals
transµarente e conµreensivel aos olhos dos cldadáos, no
sentldo de una cultura de µartlclµaçáo na vlda denocrátlca,
en llnha con a tradlçáo e a vocaçáo do lartldo Soclallsta."
!ernlnános a lntroduçáo da noçáo "lortuqal lrlnelro" con
alqunas notas µrenonltórlas que, lnlellznente, náo loran
ouvldas, debatldas ou até aµenas contrarladas: "Lsta noçáo
"lortuqal lrlnelro" µarte da consclencla desta realldade
µara una µrocura de novas vlas de dar resµosta aos anselos,
à dlsµonlbllldade e às caµacldades dos µortuqueses, sen
qualsquer µreconceltos ou lnteresses µessoals ou de qruµo,
nas consclentes da llberdade de µensanento e de acçáo
que adqulrlnos en 23 de Abrll de 197«. Consclentes tanbén
de que as dlverqenclas ldeolóqlcas, sendo naturals en todas
as socledades, náo sáo o µroblena essenclal no lartldo
Soclallsta, cono µrovavelnente náo o seráo entre a nalorla
dos µortuqueses, µelo que náo surµreenderá que a µresente
noçáo se debruce essenclalnente sobre a qestáo do Lstado
e da µrátlca µolitlca e qovernatlva do lS, questóes que ten
assunldo en lortuqal contornos estrateqlcanente
relevantes, na nedlda en que sáo obstáculos concretos ao
bon qoverno, que a náo seren resolvldos con coraqen e
ellcácla, conµroneten, µorventura de lorna lrrenedlável,
o µrojecto µolitlco do lS e da uova Malorla."
uáo lol, entáo, µossivel reallzar o debate que os
aconteclnentos µosterlores vleran a conllrnar ser
urqente. uáo µernltlu o voto denocrátlco que a noçáo
vlesse a ser dlscutlda en Conqresso. uen o Conqresso
estava aµarentenente dlsµonivel µara o lazer. 0s trlstes
e lanentávels eµlsódlos entáo verlllcados e que tlveran o
seu nonento nals µenoso na lorna µouco clvlllzada e
nada denocrátlca cono loran acolhldas as vozes
dlscordantes llcan a asslnalar un nonento nulto µouco
dlqno da nossa hlstórla recente. A cequelra que µarecla
ter-se aµoderado de todos (e tanbén de nultos dlrlqentes)
llcou evldenclada en µouco tenµo: de lacto, una das vozes
que no XII Conqresso lol valada e assoblada velo a ser,
µoucos neses volvldos, acolhlda con enorne e caloroso
aµlauso µor aqueles nesnos que all, entáo, a qulseran
hunllhar.
lassado nals de un ano, as condlçóes µolitlcas e
econónl cas de lortuqal e da Luroµa nudaran
substanclalnente e a cequelra do µoder abrlu as µortas à
dlrelta µortuquesa e euroµela. Mas náo tlnha de ser assln.
Aqora, cono entáo, acredltanos que esse µercurso µoderla
ter sldo evltado, µara o que bastarla lalar verdade aos
lortuqueses, náo ter luqldo às dlllculdades da qovernaçáo
e ter escolhldo os nals conµetentes, os nals corajosos e
os nals devotados ao servlço µúbllco, acabando con o
carrelrlsno µolitlco e colocando lortuqal no toµo das nossas
µreocuµaçóes, con entáo µedlnos. uai que voltenos aqora
a reµetlr tudo o que entáo dlssenos, acrescentando alqo
nals sobre aqullo que, entretanto, aµrendenos.
2
fS0ufk0A f S0fIALISH0
0s erros da qovernaçáo do lS, noneadanente a µrátlca de
µernanente aµazlquanento con os lnteresses e as relvlndlcaçóes
dos qruµos soclals nals lavorecldos e µoderosos, o alastanento
da tradlçáo de étlca µolitlca e civlca dos reµubllcanos e soclallstas,
ben cono a ausencla de debate e de µesqulsa de novas vlas de
allrnaçáo do soclallsno, conduzlran o lS e a esquerda en qeral,
µara una lnaceltável µoslçáo delenslva, en lortuqal e na Luroµa,
onde a Internaclonal Soclallsta e o lS náo ten estado à altura
das suas resµonsabllldades e das oµortunldades que os actuals
tenµos de nudança µroµlclan e reclanan.
Ln concreto, a Internaclonal Soclallsta, cono o lS en lortuqal,
sáo hoje lnstltulçóes essenclalnente burocrátlcas, destlnadas
a delender as µersonalldades que as constltuen e dlrlqen, náo
aµresentando ldelas, convlcçóes, ou nesno resµostas
adequadas µara vencer a heqenonla dos lnteresses econónlcos
e llnancelros, naclonals e lnternaclonals, en convlvencla,
nultas vezes, con os sectores nals retróqrados e oµortunlstas
da socledade, que se orqanlzan sob a caµa µolitlca dos µartldos
da dlrelta e que abren canlnho ao µoµullsno denaqóqlco da
extrena dlrelta, autorltárla e raclsta. 8asta µensar naqullo que
se µassa no conlllto Israelo- lalestlnlano, na lnµunldade con
que se novlnentan os caµltals dos cartéls da droqa e da
corru懠o lnternaclonal, ou constatar a ausencla de qualquer
estratéqla consequente relatlvanente ao lenóneno da
qloballzaçáo, µara conµreendernos que náo sáo os ldeals da
esquerda que estáo en crlse, esses vlven no coraçáo dos
cldadáos de todas as latltudes, nas sáo as dlrecçóes µolitlcas
burocrátlcas que náo ten estado à altura dos desallos do nosso
tenµo.
Márlo Soares ten µrocurado travar o declinlo da esquerda no
canµo das ldelas, lançando recentenente o debate µúbllco sobre
o µaµel do soclallsno nas socledades contenµorâneas,
allrnando a µerenldade dos valores da esquerda e lndlcando
canlnhos ao lS e aos µartldos soclallstas euroµeus, alén de
assunlr, sen anblquldades, ´n vccn¡Jc /cuc:nuc:n uc Icun· n·
c·juc:un·" a µartlr do soclallsno denocrátlco, no contexto, e
cono resµosta µró-actlva, à queda do nuro de 8erlln e à norte
do soclallsno autorltárlo, do nodelo sovlétlco. lol alnda Márlo
Soares que escreveu, neste debate, una lrase essenclal, que
resune e clarlllca un século de desentendlnentos e de lalsas
avallaçóes: ´0 ]nI:/¤á¤/c un c·juc:un ó /¤·c]n:JvcI un I/Þc:unuc
¬ n· u/Inuu:n· ·Jc ·c¤]:c uc u/:c/In, junIjuc: juc ·cJn c ·cu
u/·/n:cc /uccIá¸/cc, c¤Þc:n ÞnJn, /cI/2¤c¤Ic, u/:c/In·
uc¤cc:JI/cn· c n¤I/u/InIc:/n/· -´ Mas é tanbén Márlo Soares
que, no nesno texto, con coraqen e vlsáo, allrna,
slnultaneanente, os µrlnciµlos de senµre da esquerda, ao
nesno tenµo que nos alerta µara un certa realldade do nosso
tenµo: ´E, ¤c c¤In¤Ic, jun¤Ic n ¤/¤, c· vnIc:c· óI/cc· c
]cI/I/cc·, ¤n ·un c··ô¤c/n, ¤Jc ¤uun:n¤, c¤Þc:n n· :cnI/unuc·
ccc¤á¤/cc-·cc/n/· ·c ¤n¤//c·Ic¤ uc /c:¤n ¤u/Ic u//c:c¤Ic, c
juc cx/¸c uc· ]cI/I/cc· ¡cc¤·cjuc¤Ic·) u¤ ¸:n¤uc c·/c:¡c uc
:c¤cvn¡Jc c uc nuIc¤I/c/unuc ¤c· ·cu· cc¤]c:In¤c¤Ic·.´
Ln qeral concordanos con Márlo Soares, µorque náo exlsten
razóes válldas, neste lniclo do século XXI, µara que a esquerda
esteja na delenslva, ou µara delxar que o debate ldeolóqlco dos
µartldos soclallstas se translorne nuna questáo de qeonetrla,
sob a lalácla burocrátlca do objectlvo de qanhar o centro. lelo
contrárlo, o centro qanha-se con resµostas de esquerda aos
desallos do nosso tenµo, en que as deslqualdades soclals sáo
qlobals e náo aµenas locals, en que as cllvaqens dos lnteresses
H0ÇA0 0L08AL
PfNSAk P0kIu0AL
lroµonentes
hfNkI0uf NfI0, PfkfIkA 0A SILVA, fAkL0S AN0kf
28
nunca loran nalores e nals µerlqosas, quando as tentaçóes
heqenónlcas no nundo e os µerlqos de querra e de conllltos
entre os µovos estáo lonqe de alastados e vencldos, o que laz
dos valores µerenes e solldárlos da esquerda a únlca resµosta
qlobal credivel. 8astará µara lsso que os µartldos da esquerda e
os seus dlrlqentes náo se delxen enredar na delesa de lnteresses
e de µoslçóes oµortunlstas e etlcanente reµrovávels, que náo
se alasten do ldeárlo soclallsta e, llnalnente, que os soclallstas
de todos os quadrantes conµreendan a necessldade de una
µrolunda rellexáo denocrátlca, µor lsso aberta e llvre, µor lsso
crladora e revoluclonárla. Vlvendo en denocracla, a revoluçáo
que µreconlzanos é a das ldelas, dos novos conceltos e soluçóes
e de una caµacldade acresclda µara nanter a utoµla µernanente
do dlrelto de todos os seres hunanos à lellcldade e à lqualdade
de oµortunldades e no acesso às rlquezas do µlaneta e ao
desenvolvlnento sustentável, entre todos os µovos e raças.
ueste contexto, o µrojecto de ueclaraçáo de lrlnciµlos do lS é
un docunento µobre, que de alquna lorna enlerna dos
nétodos burocrátlcos que estlveran na sua orlqen e das habltuals
técnlcas de nanlµulaçáo dos nllltantes µelos aµarelhos
µartldárlos, que evltan o debate nas usan ao llnlte os nelos de
conunlcaçáo soclal, técnlcas essas que estáo na ralz da actual
µrátlca centrlsta dos µartldos µolitlcos. ue lacto, as dlrecçóes
µartldárlas, de todos os quadrantes µolitlcos, aµroveltan o vazlo
µolitlco que elas µróµrlas crlaran, quer no µoder quer na
oµoslçáo, µela ausencla de debate e µela lalta de lornaçáo
civlca dos cldadáos, µara justlllcar, através da aµatla qenerallzada
dos nllltantes e dos eleltores, a necessldade de un certo
aµarelhlsno burocrátlco e lnconsequente, sen ldelas ou
qrandeza. 0 XII Conqresso do lS lol un caso exenµlar desta
lorna de nanlµulaçáo µolitlca, que aµroveltou, até às últlnas
consequenclas, a náqulna µartldárla, os lnteresses lnstalados
e a lóqlca dos luqares e das nordonlas µúbllcas, µara un µatétlco
exerciclo de neqaçáo da realldade. Lsµerenos que o XIII
Conqresso náo seja una reµetlçáo.
Lstas sáo razóes da crlse de credlbllldade da µolitlca junto do
eleltorado, cuja soluçáo µassa µela µrolunda relorna dos µartldos
µolitlcos e µela nals conµleta transµarencla do seu
llnanclanento, e tanbén µor novas lornas de assequrar a
µartlclµaçáo dos cldadáos na vlda µolitlca e o seu acesso a carqos
µolitlcos, con base en crltérlos de serledade µessoal, de
conµetencla µrollsslonal e de orlqlnalldade e qualldade das
ldelas que delenden e µroµóen. 0u seja, é urqente que o
conheclnento, a qualldade e a obra lelta sejan lactores de
valorlzaçáo dos aqentes µolitlcos, en vez da lanlllarldade, da
lldelldade e da deµendencla, econónlca e soclal, da actlvldade
µartldárla, cono acontece hoje. Se lsto náo lor lelto, a acçáo
µolitlca dos µartldos soclallstas alastar-se-á crescentenente
dos ldeals da esquerda, aµroxlnando-se, µerlqosanente, das
µrátlcas µolitlcas dos µartldos da dlrelta, a µonto de se tornaren,
no essenclal, dlllcllnente dllerenclávels.
lor lsso, náo sejanos nós µróµrlos os covelros da esquerda, µor
nedo de assunlr a tradlçáo e os valores do soclallsno, con a
ldela, errada e decadente, de que é µreclso una aµroxlnaçáo
ao centro µara qanhar elelçóes. Mas, da nesna lorna, náo
tenhanos a llusáo de que basta a aµroxlnaçáo ao lCl, ou ao
8loco de Lsquerda, µara sonar os votos desses µartldos aos
votos do lS e nerecer o aµolo da nalorla dos µortuqueses.
keµetlnos a ldela de que, en lortuqal, a lorça do lS resultará
da sua µróµrla caµacldade de dar resµosta aos novos e velhos
µroblenas da socledade µortuquesa, das ldelas e dos µrojectos
µolitlcos que o µartldo aµresente aos lortuqueses e da qualldade
lntelectual, µolitlca e civlca dos seus dlrlqentes, sen
vanquardlsnos lnútels, nas tanbén sen conservadorlsnos de
esquerda ou de dlrelta. 0u seja, tenos de descobrlr novos
canlnhos, coerentes con os valores da esquerda: nas relaçóes
de trabalho, no desallo da qloballzaçáo, na dllerenclaçáo entre
caµltal crlador de rlqueza e ben estar e caµltal esµeculatlvo ou
nesno crlnlnoso, na econonla de nercado µosta ao servlço
dos cldadáos, nas novas lornas de solldarledade con os
trabalhadores de todo o nundo e náo aµenas na conservaçáo
de nodelos slndlcals herdados do µassado, no relorço da
qualldade das lnstltulçóes denocrátlcas, na delesa do nelo,
quer urbano, quer rural, na µrocura de un nodelo de
desenvolvlnento econónlco sustentável e que valorlze o
trabalho naclonal. Ln tudo lsto tenos de lazer aµelo aos valores
da esquerda, nas sen µerder de vlsta a conµetltlvldade da
econonla e a qualldade e a unlversalldade dos servlços µúbllcos,
o que laz aµelo ao uso lntenslvo do conheclnento, de novas
tecnoloqlas e de novos nodelos orqanlzatlvos, que aµrendan a
lldar con a conµlexldade do nosso tenµo e con a aceleraçáo da
nudança. Ln µartlcular, tenos de aµrender a dellnlr e a
quantlllcar os nossos objectlvos de lorna clara e a desenvolver
una cultura de avallaçáo e de resµonsabllldade en todos os
sectores da socledade e en µartlcular entre as elltes dlrlqentes,
área en que a esquerda ten denonstrado una lraqllldade
evldente.
Lntretanto, sejanos claros, náo será através da nera delesa
das chanadas "conqulstas hlstórlcas" e do lnoblllsno dai
resultante, que a esquerda e o lS se µoden allrnar e resµonder
de lorna µosltlva aos novos desallos da lnternaclonallzaçáo
das econonlas e consequlr qanhos reals no nivel e na qualldade
de vlda dos lortuqueses.
Cono tratarenos adlante, a qloballzaçáo e a aceleraçáo da
nudança nas socledades nodernas conµorta µerlqos óbvlos
µara o equllibrlo soclal, nas lntroduz una certa µerceµçáo de
ben estar e lncentlva hábltos de consuno de anµlos sectores
da socledade, lenónenos que os cldadáos valorlzan
µosltlvanente, o que lnµllca una enorne crlatlvldade e
µedaqoqla µolitlcas na conµatlblllzaçáo entre µroqresso
econónlco e tecnolóqlco e µroqresso soclal, no sentldo de
valorlzar o objectlvo de reduzlr de lorna acelerada as
deslqualdades exlstentes entre µovos, classes soclals e cldadáos.
0u seja, conµreendanos que, nas socledades conµlexas do
nosso tenµo, coexlsten culturas, atltudes e lenónenos várlos,
conservadores e µroqresslstas, seja no µlano das µessoas, seja
no das lnstltulçóes, o que lorna un naµa µolitlco nulto
conµlexo, lelto de lnteracçóes nen senµre raclonals e nen
senµre seµarávels, entre esquerda e dlrelta, o que torna cada
vez nals dllicll sustentar µolitlcas de translornaçáo e de
verdadelra nudança, µor recurso a lornas slnµllstas e
denaqóqlcas de dlscurso µolitlco, cono tantas vezes ten sldo
lelto. !alvez, µor lsso nesno, a serledade, a verdade e a étlca
µolitlcas sejan cada vez nals lnµortantes µara lazer as escolhas
e as relornas necessárlas, µorque será através destes valores
que os µartldos µolitlcos µoden nals ellcaznente desenvolver a
conllança dos cldadáos e desallar a sua lnaqlnaçáo e caµacldade
de dllerença e de utoµla, de lorna a conduzlr a acçáo µolitlca
µor objectlvos de nalor coerencla e solldarledade, através de
llderanças que os eleltores µossan resµeltar e adnlrar.
lor todas estas razóes, a esquerda e, en µartlcular, os µartldos
soclallstas, ten de coneçar µor µrestlqlar a µolitlca e a ldeoloqla,
recuµerando-as de nultos anos de oµortunlsno e de denaqoqla,
evltando tratar questóes conµlexas con lórnulas slnµllstas e
lqnorantes, lalando verdade aos eleltores e usando a
µartlclµaçáo denocrátlca dos nllltantes µara relorçar,
µedaqoqlcanente, a conµreensáo colectlva da suµerlorldade
dos valores e da µrátlca µolitlca da esquerda µara resolver os
µroblenas da socledade e as necessldades dos cldadáos. Lssa
suµerlorldade, que já lol nals vlsivel no µassado, náo µode ser
tlda cono un doqna, nas una construçáo dlárla dos µartldos
soclallstas e dos seus dlrlqentes, una realldade que náo µode
ser aµenas allrnada, nas construida.
uai que a ueclaraçáo de lrlnciµlos do lS deva ser una crlaçáo de
todos os soclallstas, lnovadora e resµonsável, avançada,
verdadelra e notlvadora e una relerencla vlva, lsto é, deve ser
una oµortunldade µara un qrande debate sobre a esquerda e o
sobre o soclallsno no século XXI.
Propostas
Inlclar un µrocesso de debate entre os soclallstas e outros
sectores da socledade, µara crlar una ueclaraçáo de lrlnciµlos
que µossa ser una relerencla naclonal e lnternaclonal. uebate
que deve envolver trabalhadores e lntelectuals, enµresárlos e
clentlstas.
Acabar con a hlµocrlsla exlstente no llnanclanento dos µartldos
µolitlcos, através da µosslbllldade de o llnanclanento ser lelto
µor µessoas, enµresas e lnstltulçóes µrlvadas, nas con a
obrlqaçáo de os µaqanentos seren leltos µor cheque
contablllzado nas enµresas e lnstltulçóes llnancladoras, ben
cono na contabllldade dos µartldos. 0brlqatorledade de
contabllldade orqanlzada de todas as secçóes e orqanlzaçóes
dos µartldos µolitlcos, en que todos os µaqanentos e
receblnentos só µossan ser leltos tanbén µor cheque, náo
sendo µernltldas as dádlvas en esµécle ou en servlços.
llscallzaçáo e µubllcaçáo das contas dos µartldos µolitlcos a ser
lelta µelo !rlbunal de Contas.
Sen µrejuizo do resµelto e conslderaçáo µor todas as correntes
da esquerda e µelo seu contrlbuto µara os qrandes avanços
µolitlcos e soclals alcançados no µassado, o lS deve aµresentar-
se a elelçóes leqlslatlvas e euroµelas sozlnho e delender o seu
µroqrana µolitlco junto dos µortuqueses. ulto lsto, nada lnvallda,
ben µelo contrárlo, a µosslbllldade de acordos µarlanentares,
con vlsta a delender µolitlcas de esquerda, que sejan
conµativels con o µroqrana µolitlco do lS.
0 lS deve ser un µartldo aberto a todas as correntes de oµlnláo
e sectores da socledade, con lornas orqanlzadas de µartlclµaçáo
dos cldadáos que náo µretendan ter un vinculo µartldárlo
electlvo. Ln µartlcular, o lS deve lnteraqlr con assoclaçóes e
qruµos de cldadáos que se lnteressan e estudan asµectos
concretos da vlda soclal, valorlzando a µartlclµaçáo desses qruµos
e lnstltulçóes, de lorna contlnuada e cedendo-lhes una µarte
do µoder µolitlco, noneadanente o µoder de lnlluenclar as
declsóes µolitlcas do µartldo.
A escolha de nllltantes µara carqos µolitlcos resultantes de
elelçóes, leqlslatlvas e autárqulcas, deve ser reallzada através
de consultas aos nllltantes en elelçóes µrlnárlas.
3
uH SISIfHA P0LÍIIf0 H00fkN0
0 slstena µolitlco que resultou do 23 de Abrll de 197« e das
clrcunstânclas da luta µolitlca que se sequlu ten resµondldo de
lorna satlslatórla às necessldades da denocracla µortuquesa,
o que é tanto ou nals notável quanto a vlvencla denocrátlca
nunca lol un µonto alto da nossa hlstórla cono µovo. Ln
µartlcular, o nosso reqlne denocrátlco ten µernltldo a
establlldade µolitlca, a alternâncla no µoder, a lnteqraçáo de
lortuqal na unláo Luroµela, alén do reqular lunclonanento
das lnstltulçóes denocrátlcas. Acresce que loran leltas
alteraçóes sucesslvas à Constltulçáo da keµúbllca de 1976 nas,
no essenclal, a nossa lel lundanental contlnua a honrar os
µortuqueses que a escreveran e a aµrovaran.
Lntretanto, cono já lol allrnado antes, ten sldo notável o bon
senso do µovo µortuques en todas as lases da nossa denocracla
de quase trlnta anos, en qeral nas escolhas eleltorals
sucesslvanente leltas e, en µartlcular, nas elelçóes µara a
lresldencla da keµúbllca, que µela sua lnµortâncla µoderlan
ter alectado o equllibrlo lnstltuclonal do reqlne. 0u seja, aµesar
das núltlµlas lnsatlslaçóes exlstentes en sectores da socledade,
dos chanados excessos da conunlcaçáo soclal, da qrande
llberdade e tolerâncla exlstentes e das reals dlllculdades
econónlcas de una qrande µarte das lanillas µortuquesas, o
nosso reqlne denocrátlco, nos últlnos vlnte e olto anos,
consolldou-se, o que é un lacto notável e un valor a µreservar.
Assln sendo, estanos convencldos de que o nosso atraso
relatlvanente à Luroµa, os µroblenas exlstentes na nossa
econonla e no nosso µrocesso de desenvolvlnento, náo sáo
aµenas resultantes do nosso slstena µolitlco e µor lsso náo se
resolveráo µor alteraçóes que lhe µossan ser lntroduzldas. 0u
seja, voltanos a verlllcar que as verdadelras questóes do debate
µolitlco deven centrar-se na µrátlca e na qestáo do slstena e
náo en µôr en causa a sua caµacldade de resµonder
adequadanente às necessldades naclonals. Cono exenµlo,
relerlrenos a questáo da descentrallzaçáo do Lstado, cuja
qravldade náo µode ser desnentlda, nas que resulta aµenas do
lacto de a Constltulçáo da keµúbllca náo estar a ser cunµrlda e
náo de qualsquer outras razóes. Até nesno a nenor
µartlclµaçáo dos cldadáos na vlda denocrátlca, de que aqora
tanto se lala, náo é o resultado das lels do reqlne, nas das
µrátlcas heqenónlcas dos µartldos µolitlcos, µorque de lorna
qeral exercen o µoder de lorna a colocar os lnteresses
µartldárlos aclna de todas as outras conslderaçóes.
ue lacto, o µovo está cansado do dlscurso µolitlco do µoder que,
29
en todas as clrcunstânclas, dlvlde as questóes entre a µoslçáo
certa, que é slstenatlcanente a do µartldo do qoverno, e a
µoslçáo errada que é a de todos os outros µartldos, ou o dlscurso
das oµoslçóes, que dlz exactanente o lnverso. Cono é óbvlo,
esta µrátlca, en conblnaçáo con a dlsclµllna lnµosta aos
nllltantes e dlrlqentes en todos os µartldos µolitlcos
µortuqueses, necanlza e retlra credlbllldade ao debate µolitlco
e, nals qrave, µernlte a µerversáo da qualldade µolitlca e
qovernatlva e a sobrevlvencla slstenátlca do oµortunlsno, da
nedlocrldade e da lqnorâncla na qestáo do lais. 0u seja, o
nesno bon senso µoµular, de que lalanos antes, sente nals
do que µor vezes sabe que náo é nornal que as colsas se µassen
dessa lorna, e, náo µodendo, ou náo querendo, assunlr una
µoslçáo nals actlva ou radlcal, que náo está na nossa tradlçáo,
os cldadáos llnltan-se a crltlcar e deslnteressan-se da vlda
µolitlca.
Lsta é a razáo µorque, aµesar de tudo, delendenos alqunas
alteraçóes ao slstena µolitlco, µrlnclµalnente no sentldo de
dotar as lels eleltorals con os circulos unlnonlnals, cuja
notlvaçáo µrlnclµal náo resulta do convenclnento de que os
deµutados eleltos µor estes circulos µossan ser qualltatlvanente
dllerentes, nas µorque esta é a únlca lorna de lntroduzlr alquna
concorrencla à heqenonla µolitlca dos µartldos µortuqueses,
tornando-os nals conµetltlvos e, nuna sequnda lase,
conduzlndo-os à lntroduçáo de alteraçóes no seu
lunclonanento. ua nesna lorna, delendenos a crlaçáo de
µrlnárlas µara a escolha dos cldadáos µara carqos µolitlcos
resultantes da elelçáo µoµular. 0u seja, acreditamos que não
há democracia sem partidos políticos, mas também temos a
convicção de não haver verdadeira democracia quando todo
o poder político se concentra nas organizações partidárias e
nenhum poder é reservado aos cidadãos.
una outra questáo ten a ver con a establlldade qovernatlva e a
tendencla µara conslderar que essa establlldade está assoclada,
aµenas, a vltórlas eleltorals µor nalorla absoluta, o que náo é
verdadelro, µols nada lnµede a crlaçáo de collqaçóes ou de
acordos de lncldencla µarlanentar ou qovernatlva, cono se está
a verlllcar entre o lSu e o ll. L se esta náo é a soluçáo nals
lrequente na vlda µolitlca µortuquesa, esse lacto náo µode ser
dlssoclado da clrcunstâncla de os µartldos µolitlcos tenderen a
conslderar o lnteresse naclonal nun sequndo µlano e a
colocaren, lrequentenente, o µartldo aclna de todas as outras
conslderaçóes.
ua actual conjuntura µolitlca, aµós a exµerlencla de acordos
µontuals µara lazer aµrovar os dlversos 0rçanentos do Lstado
dos qovernos soclallstas, é µrevlsivel una evoluçáo no sentldo
de nalor establlldade, alnda que, lnlellznente, con µolitlcas
nalorltarlanente de dlrelta. Lsta realldade náo é tanto o
resultado do nérlto µolitlco do lSu, nas dos erros conetldos
µelo lS no Coverno e, assln sendo, a nera critlca das µolitlcas
da dlrelta náo será credivel junto do eleltorado. uestas
clrcunstânclas, o lS deve assunlr-se cono µartldo de esquerda
na oµoslçáo, µrlvlleqlando o debate das qrandes questóes
estratéqlcas que lortuqal enlrenta e novas µroµostas crlatlvas
µara µolitlcas de esquerda, con exclusáo de todas as tentaçóes
de 8loco Central. Inµorta reconhecer, en todo o caso, que as
novas ldelas e as novas µolitlcas que µossan conduzlr a una
nova lase de credlblllzaçáo do lS, dlllcllnente µoden ser
conduzldas µelos nesnos que desacredltaran o lS no qoverno.
Seja cono lor, no que ao slstena µolitlco dlz resµelto, náo deve
ser µela vla leqlslatlva que se deve encontrar a necessárla
establlldade µolitlca, nas µela vla da conqulsta do resµelto e da
conllança dos cldadáos e, quando necessárlo, através da
neqoclaçáo denocrátlca e clvlllzada con os outros µartldos, en
µartlcular, da esquerda µarlanentar.
0u seja, a tarela de nelhorar a qovernabllldade do lais, µassa
µor una convlvencla nals noderna e nals electlva entre todos
os µartldos µolitlcos, µor reduzlr a denaqoqla e o clublsno do
dlscurso µolitlco e µor una delesa nals clara e nals transµarente
do lnteresse naclonal. 0bjectlvos que deven resultar de una
µedaqoqla µolitlca que µode e deve ser lelta µelo lS en todas as
clrcunstânclas, noneadanente nas autarqulas, onde náo vlnos
razóes válldas µara recusar a llnltaçáo de nandatos, sen o
artlliclo de aceltar que exlsten suµostas sltuaçóes de
retroactlvldade da lel.
Propostas
Llnltar os nandatos autárqulcos a dols consecutlvos.
Crlaçáo dos circulos unlnonlnals, sen µrejuizo da reqra da
µroµorclonalldade en circulos naclonals.
keallzar a descentrallzaçáo electlva do Lstado, con base na
dlvlsáo dlstrltal exlstente e leqlslando lornas llvres de
orqanlzaçáo e reµresentaçáo de esµaços suµra dlstrltals, através
de lornas denocrátlcas de declsáo local de todas as atrlbulçóes
reqlonals dellnldas na lel, de acordo con os objectlvos
quantlllcados nos µroqranas de qoverno e con o controlo dos
objectlvos e dos orçanentos a ser lelto µelo µoder central, con
o recurso a nodernos slstenas de lnlornaçáo, orqanlzados en
rede.
4
fIIfA f Pf0A000IA kfPu8LIfANAS
Contlnuanos a colocar a étlca no toµo das µreocuµaçóes da
nossa noçáo, na nedlda en que é µor denals evldente que a
vlda µolitlca naclonal está corroida µor joqos de lnteresses, as
nals das vezes lleqitlnos, que esses lnteresses estáo orqanlzados
en qruµos µoderosos que conµroneten o µroqresso e o
desenvolvlnento da uaçáo e a exµressáo relornlsta da vontade
denocrátlca, e que, con lrequencla, esses lnteresses coexlsten
no lnterlor dos dols µrlnclµals µartldos µolitlcos µortuqueses,
lSu e lS. 0 contrárlo serla luqlr a una µrlnelra dlllculdade
µolitlca, na nedlda en que querenos allrnar o lartldo Soclallsta
cono o lartldo cuja hlstórla e cuja cultura loran noldadas na
escola da Ltlca keµubllcana e cuja tradlçáo de servlço µúbllco
nos impõe a defesa de medidas rápidas, eficientes e
transparentes, que permitam garantir aos socialistas que o
PS continua igual a si próprio e não ilude a sua relação de
confiança histórica com os Portugueses, com vista a superar
a resistência às reformas necessárias à modernização do País
e ao reforço e consolidação do regime democrático.
L nossa convlcçáo de que a construçáo de una socledade noderna
e justa en lortuqal só é µossivel se assunlda µelo conjunto da
socledade, lsto é, en dláloqo con todas as lorças soclals. Mas,
ao nesno tenµo, assunlnos con clareza que en denocracla
reµresentatlva há toda a leqltlnldade dos orqáos do µoder µolitlco
µara qovernar sen hesltaçóes, levando à µrátlca os µroqranas
sulraqados µelo voto llvre do µovo. 0u seja, náo µode nen deve
haver qualsquer dúvldas sobre a leqltlnldade dos qovernos µara
levar à µrátlca as relornas necessárlas, con deternlnaçáo e
llrneza, nesno quando lsso µossa contrarlar oµlnlóes
dlverqentes e lnteresses estabelecldos. kessalve-se, apenas,
que não se pode desconhecer que a legitimidade de qualquer
governo é, na prática, reforçada ou enfraquecida pelo
comportamento ético dos seus membros, nomeadamente
nas sociedades modernas, em que a existência de órgãos de
comunicação social poderosos e livres faz o escrutínio público
de cada acto ou de cada intenção dos detentores de cargos
políticos.
Lsta realldade conµlexa náo µode ser torneada e nenos alnda
deneqrlda, na nedlda en que reµresenta un relorço da
denocracla e náo un seu exaqero. lor lsso, os cldadáos que se
dlsµóen, en denocracla, a assunlr os rlscos da vlda µolitlca,
deven conµreender os llnltes e as reqras da sua lntervençáo,
en que o concelto da étlca reµubllcana assune una lnµortâncla
que náo é aµenas slnbóllca, nas un lnstrunento µernanente
da leqltlnldade denocrátlca. 0u seja, náo é aµenas a
exenµlarldade étlca dos qovernantes que se aµresenta cono
una questáo essenclal das denocraclas nodernas, é tanbén a
sua caµacldade de µratlcaren e µronoveren a µedaqoqla da
étlca µúbllca, a qual reµresenta una nals valla de leqltlnaçáo,
é através dessa µedaqoqla que os dlrlqentes µolitlcos crlan o
nelo e o anblente caµazes de relorçar a leqltlnldade do µoder
denocrátlco e de contrlbulr µara relornar as µrátlcas e as
culturas, µorventura neqatlvas, que exlstan na socledade. Além
de que a pedagogia da ftica kepublicana é, ela própria,
indutora das regras de bom governo e, por isso, não hesitamos
em afirmar que em todas as decisões partidárias e
governativas a componente ética da decisão é tão relevante
como a decisão em si mesma, pelo seu efeito exemplar junto
da sociedade, criador de regras de boa cidadania e da
necessária confiança entre governantes e governados.
Acresce que, no contexto da conµlexldade crescente das
socledades nodernas e en vlsta dos µoderes e dos recursos
atrlbuidos aos nelos de conunlcaçáo, o µrestiqlo da denocracla
e o bon none dos qovernantes está, sen narqen µara qualquer
alternatlva, llqado à lnstltuclonallzaçáo de nelos de verlllcaçáo
e de controlo lndeµendentes. Isto é, as lnstltulçóes
lndeµendentes de controlo sáo o nelo que µernlte aos aqentes
µolitlcos dornlr descansados e náo µoden ser tratadas cono
burocraclas leslvas da ellcácla dos qovernos, ou cono lorças de
bloquelo, µorque sáo, de lacto, lnstrunentos lnsubstltuivels
das boas µrátlcas qovernatlvas e una qarantla adlclonal de
delesa da actlvldade µolitlca e da honra dos cldadáos que
exercen essa actlvldade.
uurante a recente µassaqen µelo µoder alquns qovernantes do
lS constltuiran casos exenµlares da étlca reµubllcana e
µrestlqlaran o lS e a esquerda. !odavla e lnlellznente eles náo
sáo qenerallzávels, casos houve en que a µrátlca µolitlca do lS
se alastou desses valores, noneadanente µela convlvencla con
sectores e lnteresses dlllcllnente reconendávels e que loran
do lutebol à construçáo clvll, das obras µúbllcas à esµeculaçáo
lnoblllárla L neste contexto que senµre vlnos con aµreensáo
casos cono o que llcou conhecldo cono o !otoneqóclo, alqunas
das clrcunstânclas que lazen µarte do µrocesso de orqanlzaçáo
do Luro 200« e do lroqrana lolls, ben cono a de noda de crlar
lundaçóes, lnstltutos e enµresas de caµltals µúbllcos, seja µor
µarte do µoder central seja do µoder autárqulco. 0 objectlvo de
tals entldades é, nultas vezes, lludlr os nelos de controlo
lnstltuidos, con eleltos nulto neqatlvos µara o bon none dos
µartldos µolitlcos e de alquns dos seus dlrlqentes, µrejudlcou já,
en concreto, a aceltaçáo µoµular o µrojecto µolitlco do lS, lacto
que náo µode ser nenosµrezado nen táo µouco justlllcado
através de suµostas ou verdadelras lutas lnternas, µela acçáo
da oµoslçáo ou µela exlstencla de qualsquer centrals de
nanlµulaçáo desalectas ao lS. uevenos enlrentar a realldade,
dura e crua, de que os µroblenas havldos con o nosso qoverno
loran crlados µor nós µróµrlos e que quanto nals deµressa
assln lor entendldo µelo lS, tanbén nals raµldanente µodenos
ultraµassar os seus eleltos. 0u seja, propomos que nos
programas políticos do PS sejam reformulados e definidos,
por completo e em pormenor, a necessidade, a caracterização
e os meios de fiscalização de todas as instituições criadas ou
sustentadas com dinheiro do fstado, em linha, aliás, com
as criticas que fizemos ao cavaquismo e cuja actualidade
não desapareceu, antes pelo contrário, com as afirmações
recentes e de circunstância do PS0 e do seu governo.
Lsta relornulaçáo, que é urqente, derlva tanbén de razóes
neranente µraqnátlcas, µelo lacto de náo ser µossivel
desenvolver una adnlnlstraçáo µúbllca noderna, resµonsável
e transµarente, ao servlço da nodernlzaçáo do lais, colocando
ao seu lado lnstrunentos µaralelos de qestáo do Lstado, µara
nals sabendo-se quanto transltórla é a vlda dos qovernos
relatlvanente à lonqevldade das naçóes. L aµesar de seren
nultas as razóes que justlllcan ser un erro a crlaçáo destas
lnstltulçóes, llnltano-nos a dellnlr quatro: 1) µorque nunca é
credivel tentar lazer una colsa e o seu contrárlo, lsto é, náo é
µossivel desenvolver una adnlnlstraçáo µúbllca noderna e de
qualldade e, ao nesno tenµo, crlar servlços µaralelos que, na
µrátlca, substltuen os servlços µúbllcos e desvalorlzan a sua
acçáo e o seu µrestiqlo, 2)µorque, µela sua nera exlstencla,
crlan querras de conµetencla altanente desnotlvadoras e
desresµonsablllzadoras dos lunclonárlos µúbllcos, alén de
eroslvas do µoder µolitlco junto dos cldadáos, 3)µorque náo
loran crlados nelos de controlo credivels e, assln sendo, a sua
crlaçáo, ou nanutençáo, náo é etlcanente delensável, «)
µorque é una soluçáo cara.
Lste lenóneno é µartlcularnente µreocuµante no µlano
autárqulco, en que a µrollleraçáo de novas lnstltulçóes e
enµresas esconde nal o desejo de ordenados duµlos e trlµlos,
novas nordonlas e µoder acrescldo µara os autarcas e µara os
seus sequldores, nun joqo de lnteresses e de lnlluenclas que
náo é dlqno de un reqlne denocrátlco noderno, que se reqe
µelos valores da étlca e do servlço µúbllco. Lsta sltuaçáo é
aqravada µela lnexlstencla da llnltaçáo de nandatos nas
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autarqulas e de alqun desconheclnento, da µarte de nultos,
das nornals reqras dun estado de dlrelto denocrátlco, alén de
alquna ausencla de cultura denocrátlca en nultos dos nossos
dlrlqentes µolitlcos, con a aqravante de esta clrcunstâncla náo
ser tanbén suµerada através de una qestáo quallllcada,
noderna e transµarente, essenclal µara o controlo de qualsquer
orqanlzaçóes conµlexas, o que se revela nos nodelos de declsáo
e de qestáo adoµtados, lrequentenente oµacos e nanlµuladores.
A llnltaçáo que deste lacto resulta ten consequenclas neqatlvas
na qualldade da qestáo µúbllca e no servlço µúbllco e,
µrlnclµalnente,, na conllança dos eleltores relatlvanente aos
eleltos, ben vlsivel no crescente descrédlto da actlvldade µolitlca.
Isto é tanto nals lnaceltável quanto a orqanlzaçáo e a
transµarencla do Lstado noderno é un objectlvo que µode
lacllnente ser atlnqldo µelo uso das tecnoloqlas de lnlornaçáo,
en que os cldadáos e os nelos de conunlcaçáo µoden ter acesso
en tenµo real à qeneralldade das lnlornaçóes dos dllerentes
nlnlstérlos, secretarlas e autarqulas, evltando-se versóes
dlversas, ou nesno lalsas, µara o que acontece e acabando
con a esµeculaçáo ou, no ninlno, anulando a sua sustentaçáo
no tenµo. L se é evldente que o uso lntenslvo das tecnoloqlas
da lnlornaçáo, cono lnstrunento da transµarencla do Lstado,
lnµllca un nalor rlqor lornal da µarte dos dlrlqentes µolitlcos,
tanbén é certo que estes µoderlan contar e conllar nuna nalor
cultura de resµonsabllldade da µarte dos quadros e dos
trabalhadores da adnlnlstraçáo µúbllca, alén, naturalnente,
de una µrodutlvldade acresclda.
Inlellznente, o lacto de lsso náo estar a acontecer, ou acontecer
nulto raranente, náo µode delxar de ter una leltura µerversa,
alén de lnµllcaçóes qraves na qualldade do servlço µúbllco, na
conµetltlvldade da econonla µortuquesa e na caµacldade de
llscallzaçáo denocrátlca dos actos da qestáo µúbllca.. !odos
nós conhecenos o resultado altanente neqatlvo do lacto de
sectores lntelros da adnlnlstraçáo µúbllca náo teren µassado
µor qualsquer relornas nodernlzadoras, cono é o caso
µartlcularnente reµresentatlvo da Sequrança Soclal, onde se
contlnuan a acunular as divldas das enµresas e cujo nodelo de
qestáo é nals do que dellclente, µela razáo slnµles de que náo
é reallsta tratar quantldades enornes de dados con nétodos e
tecnoloqlas herdadas do µassado e, naturalnente, obsoletos.
0 nesno µode ser dlto da náqulna llscal, dos servlços da Justlça
ou da Saúde, das autarqulas e das lnstltulçóes que cada un
deles deverla suµostanente tutelar e controlar.
Acresce que o Lstado náo µode justlllcar a lalta de transµarencla
dos seus actos, ou µrocurar lornas crlatlvas de contornar as
reqras de controlo leqalnente lnstltuidas na adnlnlstraçáo
µúbllca, con o arqunento da nenor qualldade dos servlços ou
dos lunclonárlos, entre outras razóes µorque o Lstado nunca
crlou os nelos ou dlsµonlblllzou as tecnoloqlas necessárlas,
nen µronoveu una verdadelra descentrallzaçáo das declsóes e
das acçóes corresµondentes, que é a vla ldónea µara reduzlr o
qlqantlsno das burocraclas adnlnlstratlvas, lacllltando o
controlo denocrátlco dos actos e das declsóes dos resµonsávels
µolitlcos. Acresce que o arqunento da ná qualldade do
lunclonallsno µúbllco nen sequer é verdadelro. 0 que acontece
é que a qeneralldade dos aqentes µolitlcos náo laz qualquer
eslorço sérlo µara conhecer os servlços da adnlnlstraçáo µúbllca
sob as suas ordens e utlllza slstenatlcanente a lnternedlaçáo
do chanado µessoal de conllança, que leva conslqo µara os
nlnlstérlos, o que obvlanente condena ao lnsucesso qualquer
trabalho de equlµa e de colaboraçáo electlva entre a actlvldade
µolitlca e a burocracla que a serve, desejavelnente con
dedlcaçáo e conµetencla, levando à µrátlca as declsóes do µoder
µolitlco.
A µedaqoqla da Ltlca keµubllcana µassa tanbén µela contençáo
dos excessos da cultura de µoder que é raµldanente assunlda
µor nultos qovernantes nos seus asµectos nals µerversos e que
é altanente µrejudlclal ao bon none da actlvldade µolitlca e do
concelto de bon qoverno. !als excessos váo desde a arroqâncla
à lalta de dlsµonlbllldade µara atender subordlnados e quelxosos,
da relaçáo µrlvlleqlada con os µoderosos, lora das clrcunstânclas
e dos locals µróµrlos, aos cortejos de autonóvels, de notorlstas,
de assessores, e à esµectacularldade e ostentaçáo do µoder, en
contradlçáo con a µobreza dos recursos naclonals , da avldez
µor nordonlas e µrebendas às assenblelas de lunclonárlos
µúbllcos a abrllhantar os dlscursos dos qovernantes, das lornas
crlatlvas de renunerar a lldelldade e a devoçáo, às dlversas
conµensaçóes crladas µara justlllcar a hlµocrlsla dos balxos
ordenados µaqos aos µolitlcos. Sabenos que nada dlsto lol
lnventado µelo lS, nas tanbén sabenos que ser soclallsta e
ser de esquerda nos obrlqa a un conµortanento étlco exenµlar,
que a nossa cultura e tradlçáo reµubllcana e denocrátlca nos
crlan µartlculares resµonsabllldades neste doninlo. Acontece
alnda que é o µróµrlo reqlne denocrátlco que é µosto en causa,
sensivel cono é ao µrestiqlo dos dlrlqentes e à correcta
valorlzaçáo dos carqos µolitlcos, con a nota de que náo é aceltável
a desvalorlzaçáo dos carqos de elelçáo µoµular, através de nivels
de renuneraçáo que cheqan a ser clnco, dez e vlnte vezes
lnlerlores aos ordenados dos nenbros dos conselhos de
adnlnlstraçáo das enµresas con caµltals µúbllcos. 0 que só
µode conduzlr à tentaçáo dos carqos µolitlcos se tornaren en
µortas qlratórlas do µoder econónlco.
Allás, é lsto nesno que ten acontecldo con denaslada
lrequencla nos últlnos anos. Mlnlstros, secretárlos de Lstado,
deµutados e dlrlqentes µolitlcos en qeral, tornan-se assessores
de qrandes enµresas, bancos, assoclaçóes enµresarlals, do
nesno nodo que outros já o eran antes de entraren nos
qovernos. Claro que, en sl nesna, esta µrátlca náo qera
neµotlsno ou corruµçáo e todos conhecenos µolitlcos que
estlveran, ou estáo, dos dols lados da barrlcada e que estáo
aclna de toda a susµelta. Mas o lnverso tanbén é verdade e a
tentaçáo é nulto lorte, até µorque nultas enµresas lazen esses
convltes µor razóes óbvlas e lrequentenente conhecldas. Ln
qualquer caso, o háblto qera a susµelta, que en denocracla
nunca é boa conselhelra, conduzlndo µouco a µouco a un cllna
qeral de crescente dúvlda e µronlsculdade entre o servlço µúbllco
e os lnteresses µrlvados.
lor outro lado exlsten nultos exenµlos concretos de declsóes
µolitlcas que se alastan de lorna qrosselra das nornals reqras
de qestáo, sen que os resµonsávels alqunas vez tenhan
µroduzldo exµllcaçóes razoávels dos seus notlvos e
lundanentos. 0 µrocesso das µrlvatlzaçóes está chelo destes
casos, nultos dos quals deren orlqen a lnquérltos
µarlanentares, sendo certo que as conlssóes de lnquérlto
abrlqan no seu selo, de lorna vlsivel, as contradlçóes dos
lnteresses, de tal lorna que a sua ellcácla é ninlna. Llucldatlvo
é o lacto, nessas conlssóes de lnquérlto, nultas dlverqenclas
náo resultaren das cllvaqens µartldárlas, que é o que qeralnente
se µensa, nas dos lnteresses contradltórlos dos qruµos
econónlcos all dlrectanente reµresentados.
loder-se-la contlnuar con nals µerquntas, às quals os
resµonsávels µolitlcos nunca deran resµostas convlncentes,
µara denonstrar una questáo essenclalnente µolitlca: a de
que ao ser µossivel que µerquntas cono estas contlnuen sen
resµosta e sendo evldente o qrave µrejuizo resultante µara a
econonla do lais e o qrave cllna de susµelçáo lnstalado, só
µode conclulr-se que o nosso reqlne denocrátlco está lonqe de
dar qarantlas aos µortuqueses de un adequado controlo dos
lnteresses econónlcos, lleqitlnos e até lleqals, µelo µoder
µolitlco. L alnda µolltlcanente relevante, e µode ser
denonstrado, que estas µerquntas sen resµosta sáo leltas µor
nulta qente no lSu, da nesna lorna que µelas nals dlversas
µersonalldades do lS, o que µernlte duas conclusóes: 1) náo se
trata de dúvldas con notlvaçóes µartldárlas 2) o joqo dos
lnteresses econónlcos, sen controlo denocrátlco adequado
exlste, µelo nenos, nos dols µrlnclµals µartldos µortuqueses,
ou seja, há un bloco central de lnteresses sen controlo
denocrátlco electlvo.
lroµostas
- lazer da étlca e da µedaqoqla denocrátlcas e reµubllcanas
una conµonente central do bon qoverno.
- keavallar a necessldade de todos os lnstltutos, lundaçóes e
enµresas de caµltals µúbllcos e lnµedlr a sua µrollleraçáo.
- Valorlzar o µaµel das lnstltulçóes de controlo dos qovernos,
noneadanente a Assenblela da keµúbllca e o !rlbunal de
Contas, dotando-as dos nelos e dos µoderes necessárlos à
µrossecuçáo dos seus objectlvos.
- Lllnlnar os clrcultos µaralelos na qestáo do Lstado.
- Crlar slstenas de lnlornaçáo denocrátlcos, acessivels e
anµlanente dlsµonivels, das declsóes e actos de qestáo
µúbllca.
- lenallzar lortenente todas as lalsas lnlornaçóes ou o
lnµedlnento de acesso à lnlornaçáo, µor µarte dos
detentores de carqos µolitlcos.
- Crlar nivels de renuneraçáo dos µolitlcos eleltos, conµativels
con o µrestiqlo e a resµonsabllldade atrlbuidos às lunçóes
que desenµenhan.
- Morallzar os ordenados dos adnlnlstradores das enµresas
µúbllcas, que náo deven ultraµassar nivels conµativels con a
dlnensáo da econonla µortuquesa e das renuneraçóes que
en qeral se µratlcan en lortuqal.
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A 0L08ALI2AÇA0 f0H0 0P0kIuNI0A0f
0s soclallstas, e a esquerda en qeral, ten denonstrado una
µrolunda desconllança µelo lenóneno da qloballzaçáo, o que
se conµreende en vlsta dos seus nultos asµectos neqatlvos,
nas essa náo é una µoslçáo µolltlcanente sustentável no tenµo.
lor lsso devenos evltar aqullo que ten acontecldo con
denaslada lrequencla no µassado, en que a esquerda acaba
µor lr a reboque dos aconteclnentos, quando estes se tornan
lrreversivels, µara nals con o ónus de lsso ser lelto aµós os
µartldos da dlrelta noldaren as novas sltuaçóes, tecnoloqlas ou
aconteclnentos, à sua µróµrla ldeoloqla. uai que en vez de
denonlzar o lenóneno da qloballzaçáo, que ten una
lnµortâncla crescente na vlda de todos os µovos, certanente
lrreversivel, talvez se justlllque lazer o seu estudo, anallsar as
suas contradlçóes e delender soluçóes conµativels con o ldeárlo
soclallsta e, ao nesno tenµo, dar conbate, en todos os µlanos,
aos seus asµectos nals neqatlvos, en allança con outras lorças
soclals nals sensivels a esses asµectos concretos, nas que náo
estáo dlsµonivels µara neqar as vantaqens, ou a "latalldade",
da qloballzaçáo.
0 lenóneno da qloballzaçáo é conµlexo e dlllcllnente se µoderá
exµressar una µoslçáo justa sobre o tena, baseando-a en
µadróes do µensanento tradlclonal. Assln µara conµreender o
lenóneno en toda a sua extensáo, devenos lazer un eslorço
µara anteclµar as translornaçóes luturas da econonla e da
socledade. lor outro lado, exlsten tantas vertentes de
qloballzaçáo quantos os lnteresses en µresença, que se
nanllestan no µlano da µolitlca e da econonla nundlal, desde
o conérclo lnternaclonal ao anblente, das llnanças às questóes
do desenvolvlnento.
uáo sendo, µortanto, lácll, nas actuals clrcunstânclas, assunlr
una µoslçáo dellnltlva sobre a qloballzaçáo, acredltanos que se
trata de una evoluçáo natural das socledades hunanas, con
vantaqens e lnconvenlentes, evoluçáo que náo é µassivel de
ser lnvlablllzada e que µrelerlnos tratar cono una oµortunldade
µara a econonla e µara o desenvolvlnento qlobal do nosso
µlaneta. uesde loqo, µorque se trata de un novlnento de
nudança, que aµesar de levantar una enorne dlversldade de
questóes, tanbén conµorta un leque alarqado de
oµortunldades, a nalor das quals será a de encarar qlobalnente
os µroblenas da llberdade, da denocracla, da justlça soclal e do
desenvolvlnento sustentado das naçóes e a de nos colocar lrente
a lrente con todos os µroblenas e desallos que resultan do
µroqresso hunano a várlas velocldades. 0u seja, no luturo, con
a qloballzaçáo, acabaráo todos os allbls e serenos lorçados a
encarar, µela µrlnelra vez, soluçóes qlobals µara os µroblenas
que alllqen a sustentabllldade econónlca, soclal e anblental
do nosso µlaneta.
una outra questáo que a qloballzaçáo conµorta é a
necessldade de unlr, no µlano nundlal, as lorças do
µroqresso e da solldarledade, conlrontando a socledade dos
µaises nals rlcos e desenvolvldos con a oµçáo, lncontornável,
de oµtar entre a justlça soclal no µlano neranente lnterno
dos resµectlvos µaises, ou blocos de µaises, ou no µlano
qlobal, sendo certo que una nals justa dlstrlbulçáo qlobal da
rlqueza µoderá lnµllcar a nudança de hábltos e de nivels de
consuno das socledades nals avançadas. Até µorque a
µrocura lncessante de oµtlnlzar as condlçóes econónlcas e
de lucro das enµresas lnµllca a nals µrolunda µroletarlzaçáo
31
das classes trabalhadoras dos µaises nals µobres, a µar con
o desenvolvlnento das lnlra-estruturas desses µaises,
noneadanente educaclonals, o que levantará µroblenas
crescentes às socledades nals rlcas e nenos caµazes de
alterar os seus conµortanentos e o seu nodelo de
conµetltlvldade. A µroµóslto, a econonla µortuquesa
encontra-se nesta últlna sltuaçáo.
Lntretanto una colsa é certa, a contestaçáo µura e slnµles
da qloballzaçáo náo é una µoslçáo útll nen sustentável.
lorque se, nuna µrlnelra lase, e µor vla da lorça que a
novldade ten nos nelos de conunlcaçáo de nassas, essa
contestaçáo µode µarecer aos observadores nals lncautos
ter eleltos µosltlvos, en breve a carencla de objectlvos
concretos e a ausencla de una conµreensáo nals llna das
questóes en joqo desacredltaráo essa contestaçáo,
desllqando-a da realldade soclal. lor lsso delendenos que a
contestaçáo da qloballzaçáo, µodendo ser útll, só µode ser
ellcaz con objectlvos concretos de solldarledade qlobal con
os µovos de todo o nundo e una avallaçáo nals rlqorosa dos
seus núltlµlos eleltos, no sentldo de una actuaçáo nulto
nals selectlva. lor exenµlo, seja qual lor o concelto que se
tenha sobre as vantaqens ou desvantaqens da qloballzaçáo,
o novlnento de caµltals que loqen ao µaqanento de
lnµostos, através de µaraisos llscals, atenta contra os
lundanentos das socledades denocrátlcas e nada ten a ver
con a llberdade econónlca e as oµçóes de lnvestlnento,
devendo a sua µrolblçáo constltulr a µrlnelra relvlndlcaçáo
das lorças do µroqresso. Até µorque esses novlnentos de
caµltals náo sáo seµarávels da lavaqen de dlnhelro
µrovenlente da crlnlnalldade lnternaclonal e µorque esta é
una área en que será nals reallsta construlr una allança
anµla entre os µovos, lndeµendentenente do seu qrau de
desenvolvlnento.
Lntretanto, no sentldo de nelhorar a nossa conµreensáo
acerca do lenóneno da qloballzaçáo, será útll seµarar, en
dols sentldos contradltórlos, os seus eleltos.
ffeitos Positivos
- Acelerar a queda dos reqlnes dltatorlals e autorltárlos,
µelo elelto conblnado do aµareclnento de una classe
oµerárla nos µaises nals µobres e µelo desenvolvlnento
das resµectlvas lnlra-estruturas, con todas as vantaqens
que dai derlvan, desde a nelhorla dos slstenas de saúde à
reduçáo da natalldade,
- Aunento do lnvestlnento e de crlaçáo de enµreqos nos
µaises do tercelro nundo e nelhorla da educaçáo e da
lornaçáo µroll ssl onal , µronovl das a µartl r das
necessldades enµresarlals,
- 0µtlnlzaçáo µrodutlva e reduçáo dos µreços en todos os
sectores abertos à concorrencla lnternaclonal, con óbvlas
vantaqens µara os consunldores de todo o nundo,
- uesenvolvlnento e nodernlzaçáo das lnlra-estruturas de
transµortes e de conunlcaçóes nos µaises nenos
desenvolvldos,
- !ornar dlsµonivels, en µaises do tercelro nundo, µrodutos
e servlços até ai lnexlstentes,
- keduçáo do eslorço de autonaçáo e de robotlzaçáo nos
µaises nals lndustrlallzados, devldo à concorrencla da
náo de obra barata, (1)
- llxaçáo de µoµulaçóes, µotenclalnente lnlqrantes µara
os µaises desenvolvldos,
- lorçar, µela vla da concorrencla lnternaclonal, a lnovaçáo
enµresarlal e o desenvolvlnento de novos servlços e
µrodutos nos µaises nals rlcos,
ffeitos Negativos
- Aunento do desenµreqo nos µaises lndustrlallzados µor
lorça da deslocallzaçáo de enµresas,
- Aunento excesslvo do consuno de bens náo essenclals e
de µrodutos µredadores dos recursos naturals e do nelo
anblente,
- Alteraçáo vlolenta do nelo soclal en socledades
tradlclonals, náo µreµaradas do µonto de vlsta µolitlco,
soclal e educaclonal µara tals nutaçóes, µrovocadas a µartlr
de lora e de lorna excesslvanente acelerada,
- Lsµeculaçáo llnancelra e novlnentaçáo de caµltals sen
qualquer controlo, naclonal ou lnternaclonal, con eleltos
nulto µerversos na evasáo llscal das enµresas,
- uesenvolvlnento de un certo lnµerlallsno econónlco e
cultural das qrandes nultlnaclonals,
- !entaçáo de vandallzar os recursos naturals dos µaises en
vlas de desenvolvlnento,
- Aµroveltanento de novos conllltos resultantes das novas
caµacldades econónlcas dos µaises µobres µara o conérclo
de arnanentos a µartlr dos µaises lndustrlallzados.
Cono serla de esµerar, na qloballzaçáo, conlrontan-se lorças
econónlcas e soclals contradltórlas, nultas das quals alnda
µouco claras. uai que o verdadelro desallo µara as lorças do
µroqresso seja o de lnlluenclar a lntroduçáo de lactores de
llberdade, denocracla e de solldarledade en todas as reqlóes
do nundo, conbatendo o autorltarlsno, o secretlsno
lnlornatlvo e a aµllcaçáo, a outros µaises, de reqras e de
lnteresses náo aceltávels no consenso das socledades
desenvolvldas. Isto, sen delxar de delender as culturas
µróµrlas de todos os µovos e de dar alqun esµaço µara a
conµreensáo sensata de lenónenos naclonals dlverslllcados,
anallsados caso a caso, e nen senµre colncldentes con todos
os valores das socledades lndustrlallzadas.
keµetlnos, que o lenóneno da qloballzaçáo náo µode ser
correctanente anallsado usando os crltérlos nornals do
nosso tenµo e, nenos alnda, através dos lnteresses das
socledades lndustrlallzadas. lara conµreender a qloballzaçáo
e, µrlnclµalnente, µara a orlentar no sentldo dos valores
hunanlstas que nos sáo táo caros cono euroµeus, devenos
ser caµazes de anteclµar as translornaçóes µolitlcas,
econónlcas e soclals, en que a solldarledade deve assunlr o
µaµel deternlnante. uesse sentldo, una sequnda
relvlndlcaçáo das lorças do µroqresso qlobal, deve conter
una translerencl a ql obal de recursos dos µai ses
desenvolvldos do uorte µara os µaises µobres do Sul, recursos
a seren qerldos nesses µaises µelas uaçóes unldas e
destlnados aµenas à educaçáo e à saúde, através, µor
exenµlo, de una taxa de 1v sobre todo o consuno de bens
e de servlços dos µaises desenvolvldos, valor acrescldo de
1v sobre as lnµortaçóes orlundas dos µaises en vlas de
desenvolvlnento.
!rata-se de alqo senelhante à !axa !obl, nas nuna versáo
nulto nals anblclosa e, acredltanos, nals reallsta, na
nedlda en que sendo nals unlversal, envolverá tanbén os
sectores da socledade nals µroqresslvos e nals solldárlos,
lsto é, µernlte que estes sectores se coloquen na µrlnelra
llnha da solldarledade con as µoµulaçóes nals µobres do
qlobo. lor outro lado, ao entreqar a qestáo dos µroqranas de
aµolo às uaçóes unldas e ao dlrlqlr esse aµolo µara a educaçáo
e µara a saúde, haverá nelhores condlçóes µara evltar a
corruµçáo local e o desvlo desses lundos µara outros
objectlvos, nals ou nenos obscuros, en que os qovernos sáo
lértels. llnalnente, un lnµosto sobre a lnµortaçáo de
µrodutos orlundos dos µaises µobres, µarecendo contradltórlo
náo o é, na nedlda que lunclonará en substltulçáo do
slstena llscal que lrequentenente náo exlste e, en qualquer
caso, terá o elelto de un µequeno encareclnento de µrodutos
ou natérlas µrlnas, cujos µreços se ten deterlorado no
nercado lnternaclonal. !rata-se de una "Janqada de ledra"
de solldarledade dos µovos do uorte en dlrecçáo aos µovos
do Sul, que µretende conlrontar, na sua vlaqen µara Sul, os
soclallstas e os honens e nulheres de esquerda, con a sua
µróµrla consclencla, ben cono as socledades ocldentals, nas
suas allrnaçóes de aµolo às uaçóes unldas e ao seu µaµel na
construçáo da µaz e da justlça soclal en todo o nundo, nas
a quen sáo recusados os nelos µara reallzar os seus nobres
objectlvos.
Ln resuno, acredlto que a qloballzaçáo, cono lenóneno de
nudança, µode ser aµroveltada µelas lorças do µroqresso
µara lorçar un qrande salto qualltatlvo, no sentldo de una
socledade hunana qlobalnente nals llvre, nals µacillca e
nals justa. L tenµo de as socledades nals rlcas ultraµassaren
a lase das boas lntençóes e da contestaçáo e µassaren aos
actos, nostrando as reals lntençóes dos honens de boa
vontade, noneadanente através da denonstraçáo, µara
alén de qualquer dúvlda, de que o µrocesso de qloballzaçáo
lnµllca o µroqresso e a justlça soclal µara todos os µovos do
nundo.
(1) trata-se de un elelto que consldero µosltlvo, nas que µode tanbén
ser conslderado no sentldo lnverso.
Propostas
- !ranslornar o lenóneno da qloballzaçáo no qrande tena de
debate µolitlco do nosso tenµo,
- !ratar a qloballzaçáo cono una oµortunldade µara lortuqal,
no contexto de una socledade qlobal nals justa,
- Conbater µor todas as lornas os novlnentos de caµltals sen
controlo dos qovernos, µrocurando lazer una anµla unldade
de todas as lorças denocrátlcas, con este objectlvo,
- lazer da µedaqoqla do resµelto µela cultura dos µovos, raças
e rellqlóes, o objectlvo central do µrocesso de qloballzaçáo,
- uelender, no µlano lnternaclonal, un µrojecto qlobal de ajuda
aos µaises nals µobres do qlobo, através de lundos no valor
de 1v das transaçóes de bens de consuno reallzadas nos
µaises desenvolvldos, lundos a seren qerldos µelas uaçóes
unldas e destlnados táo só a nelhorar os slstenas de educaçáo
e de saúde.
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A0HINISIkAÇA0 f SfkVIÇ0S Pu8LIf0S
ua sua sequnda leqlslatura o lS crlou, e ben, o Mlnlstérlo da
kelorna do Lstado, que µrelerianos se tlvesse chanado
Mlnlstérlo da Cestáo e Inlornatlzaçáo do Lstado, µor razóes
que entáo delendenos e que esµeranos se tornen
conµreensivels ao lonqo deste texto. uesde loqo, µorque
acredltanos que a relorna do Lstado µassa µela qualldade da
qestáo e náo, nesta lase, µor novas relornas leqlslatlvas, ou
µor novas alteraçóes de lllosolla µolitlca, que é a tentaçáo
habltual dos qovernos en lortuqal. Inlellznente, a tradlçáo
nanteve-se e náo lol cunµrldo nlnlnanente o objectlvo de:
organizar os serviços do fstado, pela via da gestão, de forma
a Portugal ter um Administração Pública moderna e eficiente,
capaz de responder às justas necessidades dos cidadãos.
0 Lstado é lornecedor de servlços µúbllcos, lrequentenente o
únlco lornecedor, servlços que sáo cada vez nals conµlexos en
dols µlanos dlstlntos: o µlano clentillco e µrollsslonal do servlço
en causa - Saúde, Justlça, Lducaçáo, Sequrança Soclal, etc. - e
o µlano da orqanlzaçáo qeral do Lstado, conµonente esta que,
no caso µortuques, é a nals deternlnante. Isto é, entre nós, os
µrlnclµals µroblenas exlstentes nos servlços lornecldos µelo
Lstado, náo sáo do doninlo da clencla nédlca ou juridlca, ou
leqlslatlva, en que a qualldade qeral é lqual, ou nesno suµerlor,
a outros µaises, nas do doninlo da qestáo, sen o que a aµllcaçáo
dos conheclnentos clentillcos e técnlcos, ben cono as lels
exlstentes, náo serven con qualldade, ellcácla e en tenµo
útll, as µessoas.
L, neste contexto, que o conheclnento e a exµerlencla das
técnlcas de qestáo en orqanlzaçóes conµlexas se revela
necessárlo, cono un recurso lnsubstltuivel na acçáo dos
qovernos, en µartlcular con vlsta à utlllzaçáo raclonal das
tecnoloqlas da lnlornaçáo. lorque, nultas das lacunas e
lnsullclenclas actuals da acçáo do Lstado náo resultan duna
lncaµacldade lnata dos servlços µúbllcos en resµonder às
necessldades dos utentes, cono os teórlcos da qenerallzaçáo
da actlvldade µrlvada en áreas tradlclonalnente reservadas ao
Lstado queren lazer crer, nas da lncaµacldade do Lstado en
utlllzar os nodelos de qestáo e as tecnoloqlas usadas, µor
exenµlo, nas enµresas. 0u seja, cono tenos sustentado en
lnúneras oµortunldades, náo é µossivel dlrlqlr orqanlzaçóes do
século XXI con os nétodos e tecnoloqlas herdadas do século
XIX, cono acontece nos nossos servlços µúbllcos.
Lsta lnsullclencla do Lstado resulta tanbén da excesslva
µartldarlzaçáo da adnlnlstraçáo µúbllca, que se ten revelado
desastrosa µara o µais, µara alén de ser un dos slntonas
evldentes do nosso subdesenvolvlnento. L, de lacto,
absolutanente lnaceltável que a alternâncla denocrátlca tenha
32
cono correlato lnevltável a alternâncla na dlrecçáo dos
orqanlsnos da adnlnlstraçáo µúbllca, a nivel central, reqlonal
ou local. 0s aµarelhos µartldárlos tenden a conslderar todos os
carqos de dlrecçáo na adnlnlstraçáo µúbllca cono carqos de
conllança µolitlca, sob µretexto que só dessa lorna é µossivel
concretlzar a µolitlca do qoverno. Assln µensan os aµarelhos
µartldárlos, e os qovernos, na nalor µarte dos casos, renden-
se a essa delornaçáo, con µésslnas consequenclas µara os
cldadáos. Cono se a obrlqaçáo da cada lunclonárlo µúbllco,
qualquer que seja o seu luqar na hlerarqula, náo losse executar
a µolitlca suµerlornente dellnlda µelos qovernos...
0 que se ten asslstldo é a un excesso que é quase una carlcatura:
desde os dlrlqentes reqlonals ou dlstrltals de quase todos os
servlços até aos dlrectores dos centros de saúde e hosµltals,
tudo é conslderado carqo de conllança µolitlca. 0 resultado está
à vlsta: o relno da lnstabllldade e, en boa µarte dos casos, o
µredoninlo da µartldocracla sobre a conµetencla.
Lsta deqradaçáo atlnqe o auqe quando se sabe que, na escolha
de tals µessoas, os nenbros do qoverno se denlten de toda e
qualquer resµonsabllldade, delxando tudo a crltérlo das
náqulnas µartldárlas locals.
ueste doninlo, lS e lSu ten-se conµortado de lorna
rlqorosanente lqual, donde, a nudança a lntroduzlr é no slstena
e náo já só no conµortanento esµecillco de un dado µartldo no
qoverno.
A alternatlva só µode ser ellnlnar os crltérlos de conllança
µolitlca na escolha do µessoal dlrlqente da adnlnlstraçáo µúbllca
e µronover, µor vla leqlslatlva, a exlstencla de un electlvo reqlne
de carrelras, assente en crltérlos de qualldade e conµetencla,
e que µossa lunclonar desde a base até ao toµo, sen lntronlssáo
de lóqlcas µartldárlas.
Multas destas dlllculdades da qestáo do Lstado resultan tanbén
da ldela errada de que os nlnlstérlos e secretarlas µoden ser
dlrlqldos através da actlvldade de "desµacho" que é, µor vezes,
o cerne da actlvldade dos qovernos, assunlndo que as declsóes
tonadas µor esta vla µoden ser levadas à µrátlca con qualldade
e ellclencla, o que náo é verdade en nenhuna orqanlzaçáo,
µúbllca ou µrlvada. Antes de atlnqlr este toµo de ellclencla da
orqanlzaçáo, qualquer que ela seja, é lnµresclndivel que os
dlrlqentes laçan, eles µróµrlos, o controlo de execuçáo das
declsóes, através de lornas µedaqóqlcas e da lnstltuclonallzaçáo
do trabalho en qruµo e da qestáo µor objectlvos. Lssa é a vla
µara una adnlnlstraçáo µúbllca noderna, conµetente e
notlvada e náo o uso e abuso de orqanlzaçóes µaralelas.
L nossa convlcçáo que a qualldade da qestáo µúbllca é un
elenento deternlnante da nodernlzaçáo do Lstado, cuja
necessldade é urqente assunlr, até µorque é hoje claro que o
nau lunclonanento dos servlços µúbllcos - Lducaçáo, Saúde,
Justlça, Sequrança Soclal, autarqulas, etc. - sáo lactores que
lnµeden o desenvolvlnento das enµresas e da actlvldade
econónlca en qeral. lor exenµlo, a ná qestáo µúbllca é senµre
aµontada µelos qestores estranqelros a trabalhar en lortuqal,
cono o lactor nals neqatlvo da sua actlvldade entre nós, nas os
nesnos qestores dáo nornalnente una nota nulto µosltlva
aos trabalhadores µortuqueses, aµesar das lnsullclenclas de
educaçáo e de lornaçáo que todos reconhecen exlstlren. 0u
seja, será justo culµablllzar os lunclonárlos µúbllcos, tanbén
trabalhadores, ao µonto de µretender crlar servlços µaralelos,
suµostanente nals ellcazes, µelas lnsullclenclas da
Adnlnlstraçáo lúbllca:
Acredltanos que náo. Por isso reconhecemos que a má
qualidade dos serviços públicos em Portugal é,
essencialmente, um problema de gestão, cuja
responsabilidade reside, goste-se ou não, na direcção
política do país, isto é, nos governos. 0uanto mais depressa
enfrentarmos esta realidade melhor, nomeadamente através
de um pacto de regime que retire a reforma e a modernização
da Administração Pública e o seu modelo de gestão da luta
político[partidária, criando as condições necessárias para
uma Administração Pública pequena, estável, profissional,
eficiente e moderna. Além de acabar de vez com as mudanças
permanentes dos quadros superiores da administração
pública sempre que um novo governo chega ao poder.
Inslstlnos que o uso quallllcado das tecnoloqlas da lnlornaçáo
é un lnstrunento lncontornável da relorna da Adnlnlstraçáo
lúbllca e do Lstado, µor todas as razóes já exµressas, nas
tanbén µorque a aµllcaçáo das tecnoloqlas da lnlornaçáo
lnµllca un nodelo de orqanlzaçáo µróµrlo, que ldealnente
deve ser horlzontal a toda a adnlnlstraçáo, ben cono una
dlsclµllna netodolóqlca que ten un valor µróµrlo na relorna do
Lstado. 0u seja, uma das razões porque se justifica a
existência de um Hinistério da keforma do fstado reside no
facto desejável de que a sua acção cruze horizontalmente
todos os ministérios e serviços autónomos, não para os tornar
iguais mas para os tornar compatíveis, o que não pode ser
separado de uma delegação de poderes próprios e de alguma
determinação e intervenção políticas do Primeiro Hinistro,
qualquer que ele seja.
una nota oµtlnlsta µara dlzer que lol con alquna esµerança
que asslstlnos, na últlna leqlslatura, a un eslorço nerltórlo
desenvolvldo µelo Mlnlstérlo da Justlça, no sentldo de dotar os
dllerentes deµartanentos do Mlnlstérlo, !rlbunals e uotarlado
con os nelos nals nodernos µernltldos µelas tecnoloqlas da
lnlornaçáo, nodernlzando µor essa vla a Justlça en lortuqal.
!rata-se de una lntervençáo que deve ser contlnuada, seja
µorque da nelhorla do lunclonanento da Justlça deµende, en
qrande µarte, a nodernlzaçáo da socledade e da µróµrla
actlvldade econónlca, seja µelos eleltos de translerencla que o
sucesso dessas nedldas µoderá ter no conjunto dos servlços
lornecldos µelo Lstado. ua nesna lorna, reconhecenos o
valloso trabalho de lnlornatlzaçáo dos servlços reallzado µelo
Coverno do lS no Mlnlstérlo das llnanças, en oµoslçáo ao nulto
µouco que lol lelto µelos qovernos anterlores de Cavaco Sllva,
nas os resultados obtldos, µor razóes dllicels de conµreender,
alnda estáo lonqe de satlslatórlos.
Lntretanto, é µara nós evldente que sen un eslorço
corresµondente nos Mlnlstérlos da Lducaçáo e da Saúde, ben
cono na Sequrança Soclal, náo haverá una qestáo raclonal dos
servlços que o Lstado deve lornecer con qualldade aos cldadáos.
Nomeadamente, o sistema nacional de saúde não é
sustentável se não houver uma reformulação completa do
modelo de gestão e de financiamento, no sentido de
permitir: a) a autonomia de gestão das grandes instituições
de saúde, com o financiamento a ser feito através do
pagamento dos serviços prestados, b) liberalização da venda
dos medicamentos que não necessitem de receita médica,
c) liberdade de instalação de novas farmácias, d)
alargamento da lista dos medicamentos genéricos, e)
redimensionamento das embalagens dos medicamentos, f)
escalonamento da comparticipação dos serviços sociais em
função dos rendimentos do agregado familiar, desde que
correctamente verificados, g) maior autonomia das grandes
instituições de saúde para contratar e remunerar os seus
profissionais. 0 que, cono é óbvlo, só será µossivel reallzar,
con qualldade e conµetencla, através do controlo, técnlco e
µolitlco, local e central, µernltldo µela utlllzaçáo das tecnoloqlas
da lnlornaçáo.
Allás o sector da saúde é aquele onde é nals vlsivel o ablsno
exlstente entre a qualldade clentillca dos µrollsslonals e as
condlçóes de trabalho e de reallzaçáo µrollsslonal exlstentes
no Slstena uaclonal de Saúde. L, nesse sentldo, é con crescente
µreocuµaçáo que sabenos da lrustraçáo de alquns dos nossos
nelhores nédlcos e clentlstas de reµutaçáo lnternaclonal,
nultos dos quals acaban µor se llxar no estranqelro, µara
µoderen trabalhar e lnvestlqar con alquna dlqnldade.
0s subscrltores da µresente Moçáo conslderan que outro lactor
essenclal na relorna do Lstado é a descentrallzaçáo de nultas
das conµetenclas da Adnlnlstraçáo Central e do µoder de
declsáo corresµondente. Inlellznente, deµols da derrota do
kelerendo sobre a keqlonallzaçáo, nonento esse que já revelou
alquna lndeternlnaçáo da dlrecçáo do lS, os qovernos do lartldo
Soclallsta tanbén náo souberan, ou náo qulseran, enlrentar o
desallo da desconcentraçáo dos servlços µúbllcos, lludlndo una
das nals sentldas relvlndlcaçóes dos autarcas e das µoµulaçóes.
uesconcentraçáo que lol, allás, µreconlzada µor todos os sectores
de oµlnláo durante o debate da reqlonallzaçáo e que, µor tal
lacto, náo deverla causar excesslva µolénlca na socledade
µortuquesa, se reallzada no nonento µróµrlo e con a
deternlnaçáo necessárla.
ueve notar-se que a desconcentraçáo dos servlços do Lstado
lnµllca, µelo nenos, duas condlçóes: a coerencla do nodelo de
base reqlonal que, µara evltar µolénlcas adlclonals, aceltanos
seja a actual dlvlsáo dlstrltal e a exlstencla de un slstena de
lnlornaçáo que µernlta a nals denocrátlca declsáo local con a
necessárla e rlqorosa verlllcaçáo e avallaçáo do µoder central.
Allás, este é o exenµlo claro daqullo que só é µossivel lazer, con
qualldade e transµarencla, µelo recurso aos nelos da socledade
da lnlornaçáo.
A nossa oµçáo µor, na µresente conjuntura, una dlvlsáo
adnlnlstratlva de base dlstrltal resulta do lacto de o lais náo
µoder contlnuar a ser qovernado con tantas dlvlsóes
adnlnlstratlvas quantos os nlnlstérlos e secretarlas de Lstado
exlstentes, con os dllerentes servlços a sobrevlveren sen
nenhuna coerencla esµaclal e sen a µosslbllldade de crlar un
nodelo ellcaz e conµativel de qestáo dos servlços
desconcentrados do Lstado. lor exenµlo, a dlvlsáo do ulstrlto de
Lelrla µor duas Conlssóes de Coordenaçáo keqlonal (CCk´s), a
exlstencla de dúvldas sobre a extlnçáo dos Covernos Clvls e sobre
a lorna de qestáo desconcentrada dos esµaços suµra concelhlos,
ben cono a µouca clareza que contlnua a exlstlr acerca das
lntençóes do actual qoverno do lSu en todas estas natérlas, sáo
a µrova de que a sua náo soluçáo µelo lS en tenµo oµortuno,
noneadanente µela aceltaçáo do relerendo sobre a
reqlonallzaçáo, delraudou o leqlslado na Constltulçáo da keµúbllca
e causou µrejuizos evldentes ao lais.
Lntretanto, a lalta de vontade µolitlca ou a lncaµacldade técnlca
µara enlrentar o desallo de relornar a adnlnlstraçáo do Lstado,
central, autárqulca e servlços autónonos, é un µerlqo real µara a
nossa denocracla e una bonba de relóqlo delxada aos nossos
lllhos, µelo que náo hesltanos en allrnar: se nada lor lelto con
urqencla, a denocracla µortuquesa correrá o rlsco da
lnqovernabllldade, sltuaçáo que llcará a dever-se à cllvaqen
entre a crescente conµlexldade da náqulna do Lstado e as
resµostas laxlstas e anadoras dos dllerentes qovernos. lara que
se náo µense que exlste exaqero, cltanos alquns exenµlos:
1. A anarqula urbanistlca exlstente nas nossas qrandes cldades e
o µredoninlo dos nals varlados lnteresses µrlvados, os atrasos
e revlsóes de µreços lrequentes nas obras µúbllcas, a qestáo
tardla e atabalhoada do caso das vacas loucas, que nen µor
estar esquecldo é nenos lnµortante, e a ausencla de un slstena
credivel de qarantla allnentar, os atrasos e a desorqanlzaçáo
no lorto Caµltal da Cultura, lnlclatlva donlnada essenclalnente
µelo betáo, os abatlnentos do !errelro do laço e o µrocesso de
avallaçáo das resµonsabllldades crladas, a ausencla de
enquadranento urbano dos túnels no nesno local, o custo dos
acessos aos estádlos µara 200« e a chantaqen dos lnteresses
µrlvados nesta natérla, os custos absurdos, µara os
contrlbulntes, desses nesnos estádlos e as relaçóes que crlaran
entre o Lstado e a cultura de lrresµonsabllldade exlstente no
nundo do lutebol, os atrasos e custos corresµondentes no
netroµolltano do lorto, ben cono a ausencla de un nodelo de
qestáo credivel, os µoderes e os resultados da larque Lxµo,
ben cono a contabllldade crlatlva utlllzada, o nodelo utlllzado
µara os débltos µara con as conµanhlas µetrolileras e con a
Lusoµonte, as divldas sen controlo do Slstena uaclonal de
Saúde, os acldentes de trabalho na construçáo clvll e no nar,
os atrasos no lançanento dos µroqranas do III 0CA, cono, µor
exenµlo, o l0L, a lraca aµllcaçáo das lels de requlaçáo das
obras µúbllcas e concursos µúbllcos, etc. 0uestóes todas
dllerentes, nas que ten un lactor en conun, resultaren de
lnsullclenclas e de erros de qestáo, que todos os anos custan
a µerda de vldas hunanas e centenas de nllhóes de euros aos
contrlbulntes, µara alén do µrevlsto e do necessárlo, sen
contar con o desqaste µrovocado à autorldade do Lstado.
2. 0s absurdos µrejuizos na !Al e a lnconµetente neqoclaçáo
con a SWlssalr, o déllclt acunulado na k!l sen vantaqen
vlsivel µara quen µaqa, os lnvestlnentos de alto rlsco leltos
µelas enµresas µúbllcas no 8rasll, as conlusóes estratéqlcas
da Lul (áquas, teleconunlcaçóes, lnvestlnentos no 8rasll)
conµronetendo o lorneclnento de enerqla eléctrlca às
enµresas e às lanillas, a venda do caµltal da letrocontol à LuI
en desacordo con as reqras estabelecldas e a lel, a lalta de
esclareclnento µúbllco sobre a conµra do caµltal da Wlqqlns
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na Soµorcel e sobre o nodelo de qestáo µrevlsto µara o sector
do µaµel, se µúbllco se µrlvado e neste caso con quen, o
surreallsno da µarcerla do Lstado no Autódrono do Lstorll, as
anonallas e as conlusóes estratéqlcas do µrocesso Clnµor, o
µroqrana lolls e a sua relaçáo con a larque Lxµo, a ausencla
de coerencla qlobal, de µrevlslbllldade e de transµarencla nos
dlversos µrocessos en curso das µrlvatlzaçóes, o arranque, a
µaraqen e, µrovavelnente, un novo arranque do µrojecto do
novo aeroµorto na 0ta, as lndellnlçóes estratéqlcas do !CV.
Sáo tudo lactores de conlllto, aberto ou µotenclal, sen que
exlsta una estratéqla clara e transµarente, ou seja, sáo
µroblenas de qestáo nal µreµarados e nal tratados, que tlveran
custos nulto elevados no desqaste dos qovernos do lS, cono
certanente lrá acontecer con o lSu, alén de qeradores de
desconllança nos aqentes econónlcos e dos cldadáos no Lstado,
con resultados neqatlvos no lnvestlnento e no cresclnento
econónlco.
3. Aunento da deµendencla do transµorte rodovlárlo sen nedldas
de controlo adequado, noneadanente o desenvolvlnento de
alternatlvas através dos transµortes lerrovlárlo e naritlno, o
anúnclo de novas µontes en Llsboa, sen qualquer debate ou
estudo acerca das µrlorldades naclonals nals relevantes,
lnvestlnentos absurdos já leltos e outros µrevlstos µara
Alcântara, que µretenden translornar un dos nelhores µortos
do nundo µara µaquetes de turlsno, actlvldade altanente
rentável, nun cals solrivel µara contentores, cuja vlda útll de
servlço náo será nals do que quatro ou clnco anos, devldo aos
novos e nalores barcos que estáo a entrar ao servlço en todo
o nundo, µrojecto de que resultaráo custos anblentals e
loqistlcos enornes e o conqestlonanento adlclonal do centro
de Llsboa, ausencla de una estratéqla clara e de acçáo decldlda
no ternlnal de contentores en Slnes, lncaµacldade de declsáo
e de coerencla na atrlbulçáo de novos cursos ao Lnslno Suµerlor,
quando se sabe que exlsten carenclas de µrollsslonals en
alquns sectores, cono é o caso de nédlcos. !rata-se de
lncoerenclas estratéqlcas cuja qravldade só será µossivel aµurar
no luturo, nas que revelan qraves µroblenas na qestáo do lais
e que conµroneten o seu luturo.
0u seja, a qualidade da gestão do fstado e das instituições
que dele dependem, necessita de ser repensada com coragem
e realismo, porque se tornou num factor limitativo do
desenvolvimento e da modernização de Portugal, que não
sendo resolvido reduzirá drasticamente o crescimento
económico e a convergência com a união furopeia. 0 Partido
Socialista deve, por isso, assumir os erros cometidos e propor
ao País novas políticas em que a qualidade da gestão pública
e a escolha dos melhores para a exercer estejam asseguradas.
Propostas
- uesenvolvlnento de una adnlnlstraçáo µúbllca µequena,
altanente quallllcada, estável, µrollsslonal e tecnoloqlcanente
avançada,
- Aµllcaçáo das nodernas técnlcas de qestáo µor objectlvos,
rlqorosos e devldanente quantlllcados,
- lazer da adnlnlstraçáo µúbllca un dos elenentos µrlnclµals da
conµetltlvldade da econonla µortuquesa,
- usar as tecnoloqlas de lnlornaçáo de lorna lntenslva, cono
una oµortunldade de relornar e nodernlzar a orqanlzaçáo e
os servlços do Lstado, tornando esses servlços transµarentes,
ellcazes e dlsµonivels aos cldadáos en tenµo útll,
- llnanclar o slstena de Saúde en lunçáo dos servlços µrestados,
- Instltuclonallzar una dlvlsáo adnlnlstratlva de base dlstrltal e
dos servlços desconcentrados do Lstado, con a µosslbllldade
leqal de dols ou nals dlstrltos se juntaren µara crlar orqáos
conjuntos de µlaneanento,
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f0ufAÇA0 PAkA 0 0fSfNV0LVIHfNI0
f PAkA A fI0A0ANIA
Já nulto lol dlto e escrlto sobre a educaçáo en lortuqal, sen
que se tenha cheqado alnda a una estratéqla educatlva clara e
estável que evlte µassarnos a vlda con o slstena educatlvo en
µernanente lase exµerlnental, a µonto da curta vlda de cada
soluçáo encontrada lnµedlr o julqanento objectlvo dos seus
nérltos. 0 que µrovoca un sentlnento qeral de desorlentaçáo
e de anarqula, en que todas as teses sáo µossivels e nenhuna
é denonstrável.
Assln sendo, justlllca-se que qualsquer novas µroµostas traten
do essenclal, daqullo que seja deternlnante µara un qrande
salto en lrente no nosso µrocesso de desenvolvlnento, o que
µassa µor dar una µrlorldade absoluta ao objectlvo de crlar
condlçóes de enslno con sucesso a cerca de un terço da
socledade µortuquesa, constltuida µelas lanillas nals µobres.
Sen que lsto seja lelto, µoderenos até ter boas escolas, bons
µrolessores e, no llnlte, un bon slstena de enslno, nas náo
terenos nunca un lais noderno, una econonla conµetltlva e
una socledade lellz. 0u seja, un bon slstena de enslno, µara o
ser, ten de devotar a sua atençáo aos elos nals lracas da cadela,
o que deve ser a área de lntervençáo µrlvlleqlada do Lstado.
Sabenos que lsso náo ten sldo lelto, µorque tendo o Lstado
recursos llnltados, os ten consunldo, µrlnclµalnente, µara
satlslazer os sectores da socledade nals relvlndlcatlvos e nals
µoderosos, onde o enslno suµerlor assune o µaµel µrlnclµal. L
se é verdade que náo µodenos descurar a lornaçáo de elltes
altanente quallllcadas, essenclals ao nosso µrocesso de
desenvolvlnento, tanbén náo delxa de ser verdadelro que
exlsten outras vlas µara o consequlr, noneadanente convldando
as lanillas dos outros dols terços da socledade a assunlr un
µaµel nals deternlnante na educaçáo suµerlor dos seus lllhos,
seja através do enslno µrlvado, seja através de µroµlnas no
enslno µúbllco. Con a nota de que o Lstado deve, através da
concessáo de bolsas de estudo, assequrar a entrada no enslno
suµerlor dos jovens orlundos das lanillas µobres, que tenhan
obtldo, nas lases anterlores de enslno, a necessárla quallllcaçáo.
0 que náo µodenos contlnuar a aceltar é que sob a lalsa caµa do
enslno unlversal e qratulto, se estejan a µerµetuar
deslqualdades qrltantes e a narqlnallzar soclalnente sectores
lntelros da socledade, o que µrejudlca todos os µortuqueses, de
todos os nivels econónlcos e o desenvolvlnento sustentado do
lais. ueste contexto eleqenos os sequlntes tenas:
- Lstratéqla Lducatlva
- Cestáo do slstena
- llnanclanento
- lornaçáo µrollsslonal
fstratégia fducativa. A educaçáo deve servlr a colectlvldade e
µara tal, cono já allrnado, deverá dar µrlorldade aos sectores
nals atrasados do nosso µrocesso de desenvolvlnento, µorque
dessa lorna será µossivel crlar condlçóes de µroqresso
harnonloso e sustentável, levando en conta que, en cada lase,
exlsten nedldas que assunen una lnµortâncla estratéqlca
nals relevante do que outras. lor exenµlo, deµols dos anos de
exµansáo do enslno en qeral e do enslno suµerlor en µartlcular,
cheqanos a un nonento critlco en que o núnero de llcenclados
do enslno suµerlor se sltua já, en alquns sectores, ben aclna
das necessldades actuals da socledade, enquanto que noutros,
µelo contrárlo, vlvenos alnda una sltuaçáo de déllclt. uuas
questóes, µortanto se aµresentan: µor un lado culdar da
qualldade, o que µassa µela µrlorldade aos enslnos µré-escolar,
báslco e secundárlo, devotando-lhes todos os recursos
dlsµonivels, µor outro, crlar os necanlsnos lndlsµensávels a
estlnular os jovens a oµtar µor lornaçóes adequadas às reals
necessldades do µais, µondo lln à lobla que ten vlndo a
acentuar-se na socledade µortuquesa en relaçáo a alquns cursos
suµerlores. A dlsµonlblllzaçáo de recursos lnµllcará ,
eventualnente, soluçóes nenos µoµulares, cono seja as de
µrossequlr a lllosolla lntroduzlda µelo lS no enslno suµerlor,
lsto é, o µrlnciµlo de una µroµlna obrlqatórla, cujo aunento
deve ser, de novo, conslderado, cabendo ao Lstado, nas através
da Solldarledade Soclal, µroµorclonar as condlçóes necessárlas
µara que as lanillas nals carencladas µossan lazer lace aos
custos de lrequencla µor µarte dos seus lllhos. 0u seja, o µrlnciµlo
constltuclonal do dlrelto à educaçáo, neste doninlo, náo deve
ser assequrado µelo Mlnlstérlo da Lducaçáo, nas µor aquele a
quen cabe µronover a lqualdade soclal. Assln, µor outro lado,
serlan as lanillas de nalores recursos a qarantlr a
sustentabllldade do slstena. Lste µrlnciµlo, µor lln, náo µode
exclulr o enslno suµerlor náo µúbllco. uáo é aceltável, de lacto,
que o enslno suµerlor náo µúbllco, que desenµenhou, durante
décadas ( e alnda desenµenha, en nultos casos), un µaµel
lundanental, µroµorclonando resµostas quando e onde o Lstado
se nostrava lncaµaz de as µossulr, seja objecto de dlscrlnlnaçáo
neqatlva no nonento en que o slstena atravessa una crlse,
con a dlnlnulçáo da µrocura. Ln resuno, a lqualdade de acesso
ao enslno suµerlor será qarantlda através de bolsas de estudo
válldas µara o enslno µúbllco e o enslno µrlvado, destlnadas
aµenas aos lllhos das lanillas de nals balxos recursos, que
atlnjan os nivels de aµroveltanento dellnldos.
Lsta estratéqla µretende qarantlr una escolarldade µara todos,
con aµroveltanento en todas as lases de enslno, nas con una
nalor resµonsabllldade e µartlclµaçáo das lanillas e da socledade
no enslno suµerlor. 0u seja, µartlnos do µrlnciµlo de que se
todos os jovens µortuqueses tlveren un enslno de qrande
qualldade até ao llnal do enslno secundárlo, estáo crladas todas
as condlçóes µara que os µróµrlos alunos e as lanillas assunan
una nalor quota µarte de resµonsabllldade no enslno suµerlor,
sen que lsso lnµllque qualquer reduçáo no acesso e na qualldade
do enslno, qualldade que será nelhorada através de nalor
exlqencla nas lases lnlclals do enslno. Lsta é, allás, una
estratéqla nulto vulqarlzada en µaises soclalnente avançados,
sendo desejável que exlsta a µosslbllldade de llnanclanento
lndlvldual no enslno suµerlor a ser reenbolsado aµós o lln do
curso, a exenµlo do que tanbén exlste en nultos µaises.
ueste sentldo, o transµorte escolar deve ser qenerallzado µara
todas as crlanças do enslno µré-escolar e báslco. !rata-se de
una nedlda de qrande relevâncla µara as crlanças de lracos
recursos, essenclal µara lnterronµer o clclo da µobreza e da
lqnorâncla, onde as lanillas nals deslavorecldas e
narqlnallzadas náo ten , nornalnente, notlvaçáo sullclente
µara a escola, ora , a exlstencla de transµorte lavorece a nalor
asslduldade e µernlte µronover o tratanento lndlvlduallzado,
lazendo con que cada crlança seja, µara o slstena educatlvo,
lnsubstltuivel. 0 !ransµorte escolar µernlte tanbén una nals
ellcaz rentablllzaçáo do slstena, µlaneado en lunçáo das
µoµulaçóes escolares, e una dlstrlbulçáo raclonal e ellclente
destas µelas escolas, evltando a exlstencla de aulas con
dllerentes nivels de escolarldade e de crlanças narqlnallzadas
na sua soclablllzaçáo, en escolas con µouquisslnos alunos.
Acredltanos, µortanto, que a qualldade do enslno µré-escolar é
deternlnante µara o aµroveltanento escolar das crlanças no
slstena educatlvo, noneadanente as de nals balxos recursos,
quer no µlano dos conheclnentos, quer no µlano dos
conµortanentos e das atltudes. Assln sendo, a qualldade dos
educadores e das lnstalaçóes deve ser una µreocuµaçáo
estratéqlca, assente no µressuµosto de que os lnvestlnentos
leltos, nesta lase de enslno, reµresentan econonlas relevantes
nas lases subsequentes. Adlclonalnente, trata-se de culdar de
una caracteristlca neqatlva das socledades nodernas, que deve
ser contrarlada nas que náo µode ser lqnorada, que é o
enlraqueclnento µroqresslvo da educaçáo na lanilla.
lelo nesno notlvo, as lnstalaçóes destlnadas ao enslno µré-
escolar, que deven ser da nals elevada qualldade e orlqlnalldade
e con todos os nelos µedaqóqlcos nodernos. Isto é, há que
crlar una dllerenclaçáo µosltlva entre o nelo en que vlven as
crlanças µobres e a escola, µor lorna a que as crlanças do
enslno µúbllco nunca se µossan sentlr dlscrlnlnadas
neqatlvanente en relaçáo ao enslno µrlvado e ao anblente
lanlllar das crlanças de nals elevados recursos.
Ln ternos educatlvos e culturals o slstena de enslno deve ser
sensivel ao lacto de, en todas as lases da nossa hlstórla, ter
havldo µortuqueses de qrande qualldade e vlsáo, que eran
estranqelrados, qente que correu nundo e nele aµrendeu una
dlnensáo µartlcular do conheclnento, questáo nulto lnµortante
neste nosso tenµo de qloballzaçáo. uai, que seja necessárlo
culdar da lnternaclonallzaçáo da escola µortuquesa, en todas
as lases do enslno, aµrolundando a dlnensáo unlversal do
conheclnento µortuques e tlrando µartldo da nossa
denonstrada aµtldáo µara entender e convlver con outros µovos
e culturas. 0u seja, nun nundo en que exlsten lorças µoderosas
no sentldo da conlornldade con µadróes crescentenente
deternlnados µela socledade do consuno, nas onde, µor lsso
nesno, a lnovaçáo e a dllerença sáo lactores de vantaqen
34
conµetltlva, o enslno naclonal deve anteclµar tendenclas e
lnovar conheclnentos, µorque seráo esses os lactores que
µoden, con nalor µrobabllldade, contrlbulr µara un lortuqal
noderno e µerleltanente lnteqrado nas socledades nals
desenvolvldas e harnonlosas do µlaneta.
0estão do Sistema. Lxlste hoje un anµlo consenso na
socledade µortuquesa de que os nossos µroblenas reslden
essenclalnente na qestáo dos slstenas µúbllcos e náo tanto
nas qualldades clentillcas dos nossos µrollsslonals, sejan estes
nédlcos, µrolessores, ou jurlstas. Isto é, a qualldade e a
nodernldade da qestáo é essenclal, µara lntroduzlr o µrlnciµlo
de "accountablllty" na adnlnlstraçáo µúbllca en qeral e no
slstena de enslno en µartlcular, o que náo será µossivel de
atlnqlr sen a qenerallzaçáo de nelos de lnlornaçáo
tecnoloqlcanente avançados e en rede, que µernltan
conµatlblllzar una qestáo µor objectlvos, lorçosanente
descentrallzada, con nelos de requlaçáo e de controlo
centrallzados.
Lsta lllosolla de qestáo é essenclal µara que a educaçáo µúbllca,
das escolas do µré- escolar, do báslco e secundárlo, µossan ser
entreques à qestáo das autarqulas sen µerda de qualldade
aceltando-se cono µosltlva a exlstencla de nalor dlversldade e
concorrencla no slstena, relatlvanente ao que exlste
actualnente, no quadro de una cultura de avallaçáo µernanente
a ser levada a cabo, de µrelerencla, µor lnstltulçóes da
socledade. Avallaçáo essa que ten de ser dos alunos, dos
µrolessores e das lnstltulçóes.
Acredltanos, alén dlsso, que os enslnos µré-escolar, báslco e
secundárlo deven ser µúbllcos e qratultos µara todos os que o
desejaren, alnda que a µrlorldade actual deva ser a crlaçáo dos
jardln escola necessárlos µara qarantlr o acesso às crlanças
que estáo lora do slstena e só nuna sequnda lase sejan dadas
às lanillas todas as µosslbllldades de escolha entre o enslno
µúbllco e o µrlvado.
A qestáo do enslno suµerlor µúbllco deve ser baseada na
autononla, en todos os doninlos, ou seja, qestáo, clentillca,
currlcular e llnancelra, sen µrejuizo da exlstencla de slstenas
de lnlornaçáo caµazes de µernltlr ao Lstado central o seu µaµel
de llscallzador e qarante do reqular lunclonanento do slstena
e a avallaçáo dos resultados. Lsta avallaçáo deve ter µor base a
exlstencla de objectlvos neqoclados anualnente entre o Lstado,
cono µrlnclµal llnanclador, e as lnstltulçóes.
A autononla de qestáo, através das autarqulas e das lnstltulçóes
de enslno, deve evolulr no sentldo de conµreender a contrataçáo
de µrolessores µela vla de contratos lndlvlduals de trabalho,
con nivels salarlals dellnldos de acordo con o nérlto e dentro
de µarânetros de náxlnos e ninlnos dellnldos µelos qovernos.
L absolutanente essenclal µara que este nodelo de qestáo tenha
exlto, a exlstencla de un slstena de lnlornaçáo qlobal e en
rede, assoclado a una cultura de avallaçáo e do µaµel requlador
do Lstado, que µernlta, o conheclnento µúbllco e a conµaraçáo
µernanente das dllerentes µerlornances, dos alunos,
µrolessores, autarqulas e lnstltulçóes. A lnlornaçáo dlsµonivel
deve µoder ser anallsada no µlano local, reqlonal e central, en
tenµo real e con dados tanto quantltatlvos cono qualltatlvos.
uáo nenos lnµortante será a conµaraçáo dos dados naclonals
con os dados de outros µaises, ben cono un anµlo lntercânblo
lnternaclonal de alunos e de µrolessores.
financiamento. 0 llnanclanento deve ser lnstrunento de
crlaçáo de una dllerenclaçáo µosltlva dos recursos dlsµonivels,
no sentldo de levar à µrátlca os objectlvos do Lstado e da
socledade, quanto à qualldade, à lornaçáo lndlvldual, hunana
e civlca da juventude, à crlaçáo das quallllcaçóes necessárlas
ao µrocesso de desenvolvlnento do lais e à ráµlda e µosltlva
lnteqraçáo no nercado de trabalho. ueste sentldo, nuna
µrlnelra lase, a µrlorldade de llnanclanento deve ser o enslno
µúbllco nos nivels, µré-escolar, báslco e secundárlo, delxando
o llnanclanento do enslno suµerlor nun sequndo µlano, na
µerceµçáo de que o enslno suµerlor µrlvado e as lanillas teráo a
caµacldade sullclente µara conµletar o llnanclanento do
slstena, no que será ajudado µelo nelhor nivel qualltatlvo de
entrada no enslno suµerlor. Alén dlsso, o llnanclanento do
Lstado deve ser dlrlqldo µrlorltarlanente a qarantlr o acesso
dos alunos de lracos recursos e con aµroveltanento, através de
bolsas de estudo ou outros necanlsnos de aµolo soclal, conlorne
aclna se relere. Lsta µolitlca lnµllca, una vez nals, a exlstencla
de slstenas de lnlornaçáo de elevada llabllldade,
noneadanente quanto aos rendlnentos das lanillas
µortuquesas.
0 llnanclanento dos nivels µré-escolar, báslco e secundárlo
deve ser lelto, en µartes a dellnlr, µelo estado central e µelas
autarqulas, desenvolvendo nestas o sentldo da dllerenclaçáo,
lsto é, µernltlndo aos eleltores verlllcar e conµarar os dllerentes
nivels de µerlornance autárqulca. lor outro lado, deve ser dada
às autarqulas a µosslbllldade de lnovar, seja no µlano das
construçóes, seja no µlano da qestáo das escolas. lor exenµlo,
lazendo µartlclµar na qestáo a socledade orqanlzada, cono
assoclaçóes de µals, enµresas e outros qruµos soclals, de acordo
con as condlçóes locals e o dlnanlsno soclal exlstente.. Ln
qualquer caso, trata-se de lntroduzlr no µlano local e reqlonal o
debate e o µoder de lnlluenclar a relaçáo entre o llnanclanento
do slstena de enslno e os seus resultados, quer quantltatlvos
quer qualltatlvos.
ue lqual lorna o enslno suµerlor µúbllco deve ser lncentlvado,
noneadanente cono lorna de conµletar o llnanclanento do
Lstado, a lazer µartlclµar na qestáo outros µarcelros, µela vla
dos conselhos consultlvos ou nesno de conselhos de
adnlnlstraçáo, que tanto µoden ser eleltos ou noneados. Sen
descurar, en qualquer caso, o µaµel requlador e llscallzador do
Lstado, através de slstenas de lnlornaçáo llávels µernltan a
conµaraçáo entre dllerentes lnstltulçóes, naclonals e
lnternaclonals, alén de abertos ao escrutinlo µúbllco.
formação Profissional. A lornaçáo µrollsslonal de qualldade é
lnseµarável do slstena de enslno e é deternlnante µara valorlzar
o trabalho naclonal, que é una condlçáo µara a nelhorla do
nivel de vlda dos trabalhadores. Acresce que os jovens ten
dllerentes notlvaçóes e caµacldades, alquns µreleren µartlr do
estudo e da abstracçáo µara o conheclnento do real e outros
senten-se nals à vontade µartlndo da realldade µrollsslonal
µara a exµllcaçáo abstracta. !anbén µor lsso, o enslno
µrollsslonal de qualldade reduz os nivels de lnsucesso escolar,
µernlte a reallzaçáo hunana e soclal dos jovens que náo
µretenden sequlr una carrelra de base acadénlca e que, µor
lorça da sua boa µreµaraçáo µrollsslonal, o µoden lazer sen
µrejuizo soclal ou econónlco.
lor lsso o slstena de enslno deve µernltlr lornas dlverslllcadas
de aµrendlzaqen, nas de nodo a que todas elas lornas se
lnteqren de lorna coerente nun slstena naclonal de enslno,
sen quetos e con conunlcabllldade horlzontal entre cursos.
Sen delxar de notar que, nas socledade nodernas, una µarte
lnµortante do conheclnento, noneadanente tecnolóqlco, ten
orlqen nas enµresas e náo na escola. 0u seja, é nulto
lnµortante que una µarte substanclal da lornaçáo µrollsslonal
seja lelta nas enµresas, ou en µarcerla con as enµresas, da
nesna lorna que os docentes deven ser µrollsslonals
quallllcados, se µossivel con exµerlencla enµresarlal.
ua nesna lorna é essenclal a lntroduçáo de estáqlos currlculares
reallzados nas enµresas, tanto µelos alunos do enslno
secundárlo, cono dos do µolltécnlco e unlversltárlo, alén dlsso,
há que lazer una aµosta lorte na exlstencla de laboratórlos e
ollclnas ao lonqo de todo o µercurso escolar, no sentldo de
acabar con o enslno excesslvanente llvresco alnda exlstente
en lortuqal. A exµerlencla nulto µosltlva do µroqrana "lensa
Indústrla", que há alquns anos decorre no Centro !ecnolóqlco
de Moldes e lerranentas Lsµeclals, da Marlnha Crande, ben
cono o µroqrana Clencla Vlva", ten revelado a justeza desta
estratéqla, na nedlda en que reduz lortenente o lnsucesso
escolar e ten ajudado a orlentar os jovens µara µercursos
escolares nas áreas das clenclas exactas e µara carrelras
µrollsslonals na lndústrla.
una µalavra llnal de absoluto lnconlornlsno lace à sltuaçáo
actual de lnsucesso escolar nas escolas µortuquesas, verdadelra
traqédla do nosso µrocesso de desenvolvlnento, (ver quadro I).
Lsta náo é una sltuaçáo herdada do nosso µassado e náo ten
nenhuna desculµa no nosso µresente, do nesno nodo que
tanbén náo µode ser lnµutada ao llnanclanento do slstena
µúbllco de educaçáo. lorque se é verdade que os recursos sáo
escassos, náo é nenos verdade que a ausencla de enslno µré-
escolar con transµorte e allnentaçáo µara nals de 20v das
crlanças µortuquesas de lanillas µobres, a lalta de exlqencla, o
conlornlsno e a lndlsclµllna que qrassa no slstena de enslno,
sáo lactores ben nals lnµortantes e con nalor resµonsabllldade
nessa sltuaçáo. uevenos conµreender que nen tudo se resolve
con dlnhelro, nas con deternlnaçáo, trabalho e devoçáo à
causa µúbllca. !rata-se de un lactor deternlnante µara o
µrocesso de desenvolvlnento e de nodernlzaçáo de lortuqal
que náo se conµadece con µanacelas e con dlscursos µolitlcos
de clrcunstâncla.
0uadro I
lonte: CL - 'Lnµreqo e Assuntos Soclals' - 2002
Propostas
- Cobertura lnteqral do µais no que resµelta ao enslno µré-
escolar, con dlrelto de acesso µara todas as crlanças
µortuquesas e con transµorte e allnentaçáo
- Cobertura lnteqral no acesso de todas as crlanças µortuquesas
ao enslno µré-escolar, con transµorte e allnentaçáo.
- Aunento da escolarldade obrlqatórla µara doze anos.
- uescentrallzaçáo da qestáo das lnstltulçóes de enslno, con
una dellnlçáo de objectlvos naclonals claros e quantlllcados
e con slstenas de avallaçáo µernanente, servldos µor
nodernos slstenas de lnlornaçáo.
- Aunento de lornas de llnanclanento alternatlvas ao
llnanclanento do Lstado ao Lnslno Suµerlor.
- kelorna de todo o Lnslno lrollsslonal, cono µarte lnteqrante
do slstena de enslno, nas con a µartlclµaçáo de enµresas,
assoclaçóes e lnstltulçóes tecnolóqlcas, quer na dellnlçáo
dos curriculos quer na qestáo do slstena.
- Crlaçáo de lornas orqanlzadas de debate e de cooµeraçáo
entre os dllerentes nivels de enslno, no sentldo da avallaçáo
conjunta dos estranqulanentos exlstentes en cada nivel do
enslno, con vlsta a conbater todas as lornas de lnsucesso
escolar.
- lronover de lorna slstenátlca a cooµeraçáo entre as
enµresas, o Lnslno Suµerlor e as lnstltulçóes naclonals de
I8u, con o objectlvo, entre outros, de acelerar a translornaçáo
do nodelo econónlco naclonal e a conµetltlvldade da
econonla µortuquesa, µassando de una econonla de náo de
obra a balxo custo µara una econonla do conheclnento.
8
uHA ff0N0HIA f0HPfIIIIVA
Conlorne µrevlnos na noçáo "lortuqal lrlnelro" a sltuaçáo
econónlca do lais náo á boa, aµesar de todas as teses en contrárlo
que loran sustentadas ao lonqo dos anos dos qovernos de Antónlo
Cuterres, en que se crlou a llusáo de una econonla de sucesso,
quando o estudo µrosµectlvo da econonla µortuquesa no contexto
da evoluçáo da econonla nundlal e a µróµrla realldade vlvlda nas
enµresas, lndlcavan de lorna clara que náo era assln. Mesno
aqora, quando se tornaran nals evldentes as dlllculdades
orçanentals e se tornou nals óbvlo que a sltuaçáo neqatlva da
econonla ten causas estruturals, alnda náo se está a enlrentar,
con a objectlvldade sullclente, a questáo deternlnante e que é a
lraca conµetltlvldade da econonla µortuquesa e, nenos alnda,
se desenvolve qualquer estratéqla naclonal caµaz de suµerar esta
lraqllldade. Mals qrave, neste contexto, é lanentável que se
contlnue a µrocurar resolver, una vez nals, os µroblenas
orçanentals através do recurso, quase únlco, da contençáo salarlal,
35
quando a verdade é que a estratéqla econónlca baseada en
balxos salárlos é a resµonsável µrlnclµal µela lncaµacldade
conµetltlva da nossa econonla, cono tentarenos denonstrar
nesta noçáo.
L lacto que, durante os qovernos do lS, en várlas ocaslóes e
através de várlos dlrlqentes, lol dlto que o nodelo econónlco
µrossequldo durante os últlnos anos estava esqotado. Lra una
constataçáo que só µecava µor tardla, nas a verdade é que nunca
loran tlradas as necessárlas conclusóes µara a acçáo, no sentldo
de encontrar a aµllcar un novo nodelo, µelo contrárlo, o Coverno
do lS e aqora o do lSu, lnslsten na nanutençáo das nesnas
receltas econónlcas que conduzlran lortuqal à dllicll sltuaçáo
en que se encontra e a una µenosa narqlnalldade no contexto
euroµeu e nundlal. lor exenµlo, o que lol a abertura do lais à
lnlqraçáo, senáo una lorna de lacllltar a vlda das enµresas nals
retróqradas e nals lncaµazes de relornar o seu nodelo
conµetltlvo, senáo µerµetuar una econonla baseado no balxo
custo da náo de obra:
uevenos, µortanto, conµreender que náo exlstlrá verdadelro
desenvolvlnento econónlco en lortuqal con o nodelo econónlco
que ten sldo µrossequldo, essenclalnente µorque que náo
contrlbul µara resolver a nals óbvla dlllculdade da nossa econonla:
una relaçáo de troca con o exterlor, que nos é altanente
deslavorável, na nedlda en que necessltanos de equlµanentos
e de µrodutos que tenos de adqulrlr no nercado lnternaclonal e
cujo valor é nulto suµerlor ao valor da caµacldade µrodutlva naclonal
exµortável (lndústrla, aqrlcultura, µescas e turlsno) nesno en
sltuaçáo de µleno enµreqo. ue lacto, alterar essa relaçáo de
troca é una condlçáo de sobrevlvencla, o que lnµllca un novo
nodelo econónlco, en que a adesáo de lortuqal à unláo Luroµela
e à noeda únlca, aµesar da sua qrande lnµortâncla, náo
constltuen nals do que elenentos construtores de una nova
vlsáo do µaµel de lortuqal no nundo, a que laltan os restantes
elenentos, nunca exµressos ou assunldos, no contexto de una
estratéqla naclonal.
ueµols de 23 de Abrll de 197«, os únlcos sectores da econonla
que solreran una evoluçáo nulto µosltlva no sentldo da sua
nodernlzaçáo e adequaçáo à concorrencla lnternaclonal loran
os sectores llnancelro, da qrande dlstrlbulçáo e das
teleconunlcaçóes, µrlvlleqlados que loran µela acçáo do Lstado,
nas tanbén, reconheceno-lo, µor alquna caµacldade µróµrla
ajudada µela lorte concorrencla exlstente. Ln contraµonto, os
sectores da construçáo clvll, obras µúbllcas e lnoblllárlo cresceran,
nas náo se nodernlzaran e, µelo contrárlo, sequlran un canlnho
de lnsustentável tercelro nundlsno, cujas consequenclas sáo
óbvlas: ocuµan una µarte excesslva dos recursos hunanos
dlsµonivels, ten una contrlbulçáo substanclal µara a ná qualldade
e µara o nau qosto do urbanlsno naclonal, con eleltos desastrosos
na desorqanlzaçáo das nossas cldades, contrlbuiren bastante
µara a balxa µrodutlvldade naclonal, consonen, através da µrátlca
de µreços esµeculatlvos, una µroµorçáo excesslva do rendlnento
dos µortuqueses e dos recursos do Lstado. A que acresce o lacto,
lnexµllcável, de que se trata de sectores larqanente deµendentes
do Lstado e µor este µroteqldos - Lstado cono cllente e cono
requlador - aµesar de seren sectores que lrequentenente vlven
nos llnltes da leqalldade. Sendo relevante recordar, neste µonto,
que a necessldade de habltaçáo de centenas de nllhares de
lanillas µortuquesas lol exµlorada µor construtores e
esµeculadores lnoblllárlos, através do endlvldanento das lanillas,
con µreços altanente lnllaclonados, naqullo que constltulu a
nalor translerencla de rlqueza da hlstórla µortuquesa, µara as
náos dos esµeculadores e dos seus colaboradores autárqulcos.
0 sector µrodutlvo - lndústrla, aqrlcultura e µescas - ten tldo un
µroqresso nulto lento, con µerda de conµetltlvldade no µlano
lnternaclonal, nesno na lndústrla, que noutros µaises assune a
contrlbulçáo µrlnclµal µara a conµetltlvldade qlobal da econonla,
nas que en lortuqal náo sal da nedlanla, noneadanente µorque
aqullo que laz e vende náo é valorlzado no nercado lnternaclonal,
seja µorque tenos una lnsullclente dlversldade econónlca e
µoucos µrodutos vendávels no nercado lnternaclonal, seja µorque
há lalta de enµresas lnteqradoras.
Pelo que ficou dito e porque não acreditamos numa economia
de serviços, autonomamente de um sector produtivo moderno,
deverão ser os sectores de bens transaccionáveis a prioridade
da economia portuguesa, no sentido de obter uma relação de
troca mais favorável com o exterior. lor lsso náo concordanos
con a lalácla donlnante que tende a desvalorlzar a lnµortâncla
do sector µrodutlvo e a escanotear os eleltos do déllclte da 8alança
de !ransaçóes Correntes, o qual alnda que sen eleltos canblals
no contexto da noeda únlca, náo delxa µor lsso de reµresentar
un enµobreclnento relatlvo do nosso lais. 0u seja, a
competitividade das empresas, e da economia portuguesa
em geral, tão necessária para melhorar a vida dos nossos
concidadãos, só se poderá atingir através de um sector
produtivo moderno, diversificado e tecnologicamente
avançado, capaz de desenvolver produtos inovadores,
devidamente valorizados nos mercados internacionais.
Lsta convlcçáo é conllrnada µela exµerlencla da Irlanda, µais
que µartlu de una base de desenvolvlnento táo µobre quanto a
µortuquesa e con quen tenos dlversas allnldades culturals e
rellqlosas, nas cuja econonla cresceu no µeriodo de 199«-1998 à
nédla de 7,2v ao ano, contra 2,9v en lortuqal, crlando nals
enµreqo, con nenos stock de caµltal e, µrlnclµalnente, con
nalor µrodutlvldade do trabalho. (ver quadro II.)
0uadro II
lk0uu!0, LMlkLC0 L S!0Cl uL CAlI!AL
!axas de varlaçáo nédla anual
196«-73 197«-83 198«-93 199«-98
Irlanda
lI8 «.6 3.7 «.7 7.2
Lnµreqo 0.1 0.3 0.8 3.6
SIccI de caµltal 1.« 3.3 2.7 3.1
Meno:
lrodutlvldade do trabalho «.3 3.« 3.9 3.«
Lsµanha
lI8 6.2 2.3 2.7 2.3
Lnµreqo 0.7 0.6 0.6 1.1
SIccI de caµltal 12.6 3.6 «.1 3.8
Meno:
lrodutlvldade do trabalho 3.3 3.2 2.2 1.«
lortuqal:
lI8 3.7 3.6 3.7 2.9
Lnµreqo 0.9 0.6 0.9 0.7
SIccI de caµltal 12.8 6.3 «.6 «.0
Meno:
lrodutlvldade do trabalho «.7 3.0 2.7 2.1
Lste exenµlo da Irlanda deve ser culdadosanente avallado, sendo
lnaceltável a sua lrequente desvalorlzaçáo µelo µoder µolitlco,
µor razóes neranente delenslvas, cono se alqunas vez as
questóes se resolvessen µela neqaçáo da realldade desaqradável.
uesta noçáo, nultas das µroµostas leltas, cono a aµosta nas
lases lnlclals do enslno, a lornaçáo lntenslva de enqenhelros, a
µrlorldade dada ao desenvolvlnento de un sector µrodutlvo
noderno, a atracçáo do lnvestlnento estranqelro e a contençáo
dos qastos en obras µúbllcas sunµtuárlas, lazen há nulto µarte
da estratéqla lrlandesa, cuja coerencla e dlsclµllna crlou o nalor
sucesso da econonla euroµela dos últlnos dez anos. Veja-se que
durante 2000 a econonla µortuquesa deverá ter crescldo aµenas
2,8v, o nals balxo cresclnento da Luroµa en µarcerla con a
Itálla, nas a Irlanda seque no toµo dos µaises euroµeus con un
cresclnento da econonla de 10,3v, sendo que a sltuaçáo se
deqradou desde entáo e de lorna deslavorável a lortuqal.
Acresce que o cresclnento econónlco da Irlanda é baseado no
nodelo das chanadas econonlas µós lndustrlals, o que se torna
claro, entre outras razóes, µor una acentuada reduçáo de enlssóes
de C02 µor unldade de lI8, a exenµlo de outros µaises euroµeus
cono a Lsµanha, a Suécla e a Itálla, en contradlçáo con o elevado
cresclnento deste lactor de µolulçáo en lortuqal. 0u seja, esta
é una denonstraçáo adlclonal dos erros do nodelo econónlco
µrossequldo en lortuqal, baseado no betáo e en soluçóes
lndustrlals ultraµassadas, enerqla lntenslvas, sendo nulto lraco
en caµltal hunano e nos novos lactores de conµetltlvldade das
socledades do conheclnento. (ver quadro III.) Lsta é tanbén a
razáo µorque lortuqal ultraµassou já en 1991 as enlssóes de C02
µrevlstas nos acordos de lloto µara 1997, lsto é, o nodelo da
econonla µortuquesa é errado, tanbén µor razóes anblentals e
de sustentabllldade.
0uadro III
uáo é µortanto una surµresa verlllcar que a Irlanda, en aµenas
dez anos, converqlu en ternos reals con a unláo Luroµela, cuja
nédla ultraµassou en 1996/1997, quando, entre nós, este é
alnda un objectlvo lonqinquo que nlnquén se atreve a quantlllcar.
(ver quadro IV.) . lor lsso µroµonos que a converqencla real de
lortuqal con os µaises nals avançados da unláo Luroµela µasse
a ser quantlllcada e os qovernos resµonsablllzados µolltlcanente
µelos objectlvos µroqranados, na nedlda en que a converqencla
con a u.L. é alnda o únlco elenento estratéqlco consensual
entre todos os qovernos e esta será tanbén una lorna de os
eleltores julqaren a qovernaçáo do lais.
0uadro III
Converqencla real µara a uL
0 nodelo delendldo de µrlvlleqlar o sector µrodutlvo, náo
µode ser seµarado da questáo do lnvestlnento estranqelro,
que en lortuqal está en queda, nas que en qualquer caso
nunca lol dlrecclonado µara o sector µrodutlvo, sendo
µrlnclµalnente de orlqen esµeculatlva. Investlnento
estranqelro que na Irlanda náo ten un valor absoluto suµerlor
a lortuqal, nas con a dllerença de que é destlnado,
µrlnclµalnente, à lndústrla, 92,9v do total, quando en
lortuqal o lnvestlnento estranqelro na lndústrla, se cllra µor
aµenas 18,7v. Ver quadros V e VI.
0uadro V
IuVLS!IMLu!0 uIkLC!0 LS!kAuCLIk0
Ln µercentaqen do lI8
1973-8« 1983-9« 1993-98 Médla
Mllhóes de dólares:
Irlanda 220.1 377.3 2313.8 731.6
Lsµanha 1272.1 8269.3 7«00.8 3209.1
lortuqal 119.6 1337.2 1392.3 872.«
Ln µercentaqen do lI8:
Irlanda 1.3 1.3 3.3 1.7
Lsµanha 0.8 2.0 1.3 1.«
lortuqal 0.3 2.0 1.3 1.3
lonte: Cálculos electuados a µartlr de sérles do lMI - 1¤Ic:¤nI/c¤nI
F/¤n¤c/nI SInI/·I/c·
36
0uadro VI
uIS!kI8uIÇA0 SLC!0kIAL u0 IuVLS!IMLu!0
uIkLC!0 LS!kAuCLk0
Médla 1990-1997
Irlanda Lsµanha lortuqal
Indústrla 92.9 «3.3 18.7
da qual:
0uinlca, µetróleo
e µlástlcos 16.2 11.7 n.d.
lrod. Metállcos
e naqulnarla 38.3 0.0 n.d.
Conérclo e reµaraçóes 0.0 10.3 13.0
Actlvldades llnancelras 0.0 21.8 29.3
Inoblllárlo e servlços
As enµresas 0.0 18.1 2«.6
0utros 7.1 «.3 12.2
!otal 100.0 100.0 100.0
lonte: 0CuL (1998c). Ln lortuqal e Lsµanha o µeso do sector lnoblllárlo
é a nédla de 1993-97
0u seja, os signatários da presente moção consideram não
haver razão sustentável para que a economia portuguesa
não possa crescer tanto como a irlandesa, já que nos dois
casos a base de partida é baixa e a margem de crescimento é
grande. 0 facto de isso não estar a acontecer resulta do
modelo económico seguido em Portugal, da ausência de uma
estratégia clara e coerente e das circunstâncias específicas
da orientação geral do País, nomeadamente:
1. uesorqanlzaçáo da econonla µrovocada µor ausencla de
dlsclµllna nas relaçóes das enµresas con o Lstado, o que
µrovoca a µerda do elelto requlador e µedaqóqlco do Lstado
na econonla e a lndlsclµllna enµresarlal, en áreas cono o
nau lunclonanento da Justlça, o náo µaqanento das divldas
à Sequrança Soclal e ao llsco, os atrasos nos µaqanentos do
Lstado aos lornecedores, da µolitlca de sustentaçáo de
enµresas lalldas, da lalta de autorldade requladora do Lstado,
do náo cunµrlnento, en nultos enµresas, das lels do
trabalho, con eleltos na vlclaçáo da concorrencla e a ausencla
de una µolitlca enerqétlca e de transµortes estrateqlcanente
adequada e llável.
2. Inellcácla e ná qualldade dos slstenas de enslno e de
lornaçáo µrollsslonal e lnellclencla de una µarte slqnlllcatlva
do slstena clentillco e tecnolóqlco. uoneadanente, a
conlusáo entre enslno µúbllco e µrlvado, a lalta de alunos
nos cursos dedlcados às clenclas exactas, cono a enqenharla,
o núnero excesslvo de cursos de banda estrelta no enslno
suµerlor e o lnteresse narqlnal de nultos deles, a ná qualldade
do enslno secundárlo, µara nals sen saidas
µrollsslonallzantes quallllcadas e o lraco aµroveltanento dos
alunos en todos os nivels do enslno. 0uanto ao slstena
clentillco, a lndlsclµllna qeral do slstena, a ausencla de
crltérlos de conµetlçáo, avallaçáo e conµensaçáo dos
lnvestlqadores e das lnstltulçóes do Lstado e a lnexlstencla
de una estratéqla lndustrlal e de avallaçáo, náo burocrátlca,
dos aµolos do Lstado à lnvestlqaçáo e ao desenvolvlnento
tecnolóqlco.
3. lolitlca de obras µúbllcas e de habltaçáo consunldora de una
µarte excesslva dos recursos naclonals, na adnlnlstraçáo
central e nas autarqulas, resultante de nultas obras de
lachada e do excesso de lnvestlnentos de necessldade
duvldosa (hosµltals, esµeculaçáo lnoblllárla, estádlos do Luro
200«, lolls, centros de conqressos), sltuaçáo nulto aqravada
µela µrátlca de µreços esµeculatlvos e µor slstenátlcas revlsóes
de µreços nas obras µúbllcas, cujo controlo é senµre duvldoso
ou nesno lnexlstente.
«. Ausencla de una µolitlca actlva de atracçáo do lnvestlnento
estranqelro µara a lndústrla, aqrlcultura e µescas e a
exlstencla de una lnconµreensivel µolitlca lncentlvada µelo
Lstado de lnvestlnento naclonal no estranqelro, escolha
aqravada µelo lacto da esnaqadora nalorla desse
lnvestlnento ser reallzado en µaises onde náo exlste
conérclo llvre ( 8rasll e uorte de Alrlca) e µor essa razáo náo
conduzlr a lluxos conerclals acrescldos µara lortuqal, nen a
un relaclonanento enµresarlal e tecnolóqlco exlqente.
3. Inexlstencla de µolitlcas de valorlzaçáo da µroduçáo naclonal,
noneadanente nas conµras µúbllcas, µrlnclµalnente en
relaçáo con os novos sectores lndustrlals tecnoloqlcanente
avançados, lalta de lncentlvos à exµortaçáo, ben cono a
ausencla de crltérlos estratéqlcos de selectlvldade nos
µroqranas de aµolo às enµresas, cono o lroqrana
0µeraclonal da Lcononla (l0L).
6. Ausencla, na lndústrla µortuquesa, de un núnero slqnlllcatlvo
de µrodutos llnals, lndustrlals e de consuno, valorlzávels nos
nercados externos, e excesso de µroduçáo de µeças,
conµonentes, lerranentas e slstenas, alén de alquns µoucos
µrodutos lracanente valorlzados, cono é o caso do textll, da
conlecçáo e do calçado, µrodutos que concorren dlrectanente
con a µroduçáo de µaises do tercelro nundo, o que reduz
nulto a valorlzaçáo qlobal do sector µrodutlvo µortuques,
aqravando a relaçáo de troca con o exterlor, cono já lol dlto.
7. uúnero excesslvo de µequenas enµresas conerclals, cuja
utllldade econónlca e caµacldade de sobrevlvencla é nals do
que duvldosa, nultas delas crladas e lncentlvadas µor
µroqranas qovernanentals, cono o lk0C0M, a convlver con
a lalta dranátlca de enµresas de lnterlace entre a µroduçáo
aqricola e a qrande dlstrlbulçáo, quer relatlvanente ao
nercado lnterno quer dlrlqldas à exµortaçáo, que os dlversos
qovernos telnan en náo lonentar.
8. Lxcesso de desµesas do Lstado con eleltos na carqa llscal,
nas sen resultados quallllcantes na econonla e na socledade,
aqravando o déllclte dos orçanentos do Lstado e o
endlvldanento qeral da uaçáo. Ln µaralelo a escolha de
µrátlcas de oµacldade orçanental, noneadanente a
exlstencla de enornes saldos ocultos, de divldas do Lstado e
das suas lnstltulçóes, o que reµresenta un nodelo de qestáo
oµosto ao que deve ser o bon qoverno, que é aquele que se
reqe µelo µrlnciµlo das boas contas.
fm resumo, o gasto excessivo dos recursos nacionais e
comunitários em obras públicas, em associação com a saída
de capitais destinados ao investimento português no
estrangeiro e o fraco investimento estrangeiro em Portugal,
são factores cuja combinação negativa é desastrosa e provoca
a redução do investimento produtivo no País e uma relação
de troca da nossa economia com o exterior que é insustentável
e conduz ao endividamento crescente da economia
portuguesa.
ueste contexto, a econonla µortuquesa ten de adoµtar
raµldanente un nodelo que valorlze a relaçáo de troca da nossa
µroduçáo con o exterlor, que aµoste no conheclnento, na
lnovaçáo e na tecnoloqla, nodelo que resunlrenos na tese
sequlnte:
0 desenvolvimento económico e social de Portugal, no
contexto da união furopeia e da globalização, passa pelo
desenvolvimento dos sectores de bens transaccionáveis,
geradores de produtos desejáveis nos mercados externos,
que privilegie a tecnologia, a inovação e a diferença.
0 factor humano qualificado, culto e com a adequada
formação científica, mais o acesso fácil, rápido e barato ao
mundo através de transportes e de comunicações de última
geração, serão os recursos essenciais.
0 nosso atraso e dependência actuais relativamente à
furopa, obriga Portugal a desenvolver relações
privilegiadas da nossa economia e do nosso sistema
científico e tecnológico com mercados e parceiros exigentes,
nomeadamente em países inovadores como os fstados
unidos e o 1apão., antecipando a introdução de novos
produtos, sistemas e tecnologias.
uo centro deste nodelo de desenvolvlnento econónlco está a
lndústrla e neste sector o aunento do núnero de µrodutos llnals
é essenclal, objectlvo que µode ser reallzado de duas lornas
conµlenentares:
1. Através do desenvolvlnento de µrodutos lnovadores, náo
exlstentes no nercado nundlal, já que o lactor de lnovaçáo
reduz drastlcanente os custos de entrada nos nercados e
constltul, no nosso tenµo, o nals lorte lactor da
conµetltlvldade de qualquer econonla. lara lsso lortuqal ten
alquns arqunentos a seu lavor: una certa dlsµonlbllldade do
slstena clentillco e tecnolóqlco, que resulta do nivel alnda
lnsullclente da µrocura, o cresclnento do núnero de
doutorados, una lndústrla de lerranentas e µrototlµaqen
ráµlda tecnoloqlcanente avançada e lnternaclonalnente
reconheclda, alquna caµacldade lnventlva que é µrenlada
lnternaclonalnente con alquna reqularldade.
2. lela atracçáo do lnvestlnento estranqelro µara o sector
µrodutlvo, através de µolitlcas actlvas e selectlvas no
lnvestlnento de enµresas lnteqradoras que donlnen
nercados en µrodutos conµativels con as quallllcaçóes
naclonals, o que abranqe un leque anµlo en que se µoden
sallentar, a titulo de exenµlo, os sectores sequlntes:
teleconunlcaçóes, lnlornátlca, brlnquedos, lazer e desµorto,
transµortes, utensillos nédlcos, enbalaqen, naterlal
eléctrlco, electrodonéstlcos, delesa, electrónlca de consuno.
Sendo que o arqunento de atracçáo deste tlµo de lnvestlnento
estranqelro, é o da reduçáo do lnvestlnento necessárlo µor
cada unldade de µroduto lançada no nercado, já que a
caµacldade lndustrlal lnstalada en lortuqal, no doninlo das
lerranentas, enqenharla de µroduto, µrototlµaqen ráµlda,
µeças, conµonentes, slstenas e servlços, µernlte a essas
enµresas seren neranente lnteqradoras, reduzlndo, µor esta
vla, o nivel de lnteqraçáo vertlcal habltual na Luroµa,
aµroxlnando-nos do nodelo en uso no Jaµáo de µroduçáo
llexivel. 0u seja, o arqunento, que é real, µernlte a essas
enµresas concentrar os seus lnvestlnentos no
desenvolvlnento de µrodutos, na conerclallzaçáo e na
dlstrlbulçáo, con a vantaqen da sua nals ráµlda adaµtaçáo
às varlaçóes do nercado e µor esta vla a una conµetltlvldade
acresclda.
0u seja, a indústria portuguesa pode assumir, no contexto
europeu, uma vocação integradora baseada na importância
que hoje assume a produção flexível, por recurso ao
subcontracto, ao encurtamento do tempo necessário para o
lançamento de novos produtos e a redução do investimento
necessário por unidade produzida.
Cono é evldente, a µrlnelra alternatlva é a nals desejável,
cono o nodelo ldeal µara a econonla µortuquesa, nas náo é
reallsta basear o nosso µroqresso lndustrlal aµenas na nossa
caµacldade µara desenvolver, µroduzlr, conerclallzar e dlstrlbulr
µrodutos lnovadores. lor lsso, é necessárlo atralr o lnvestlnento
estranqelro, noneadanente o orlentado µara o desenvolvlnento
de µrodutos destlnados ao nercado llnal, utlllzador/consunldor.
ue notar que este nodelo econónlco á altanente conµativel
con a sltuaçáo µortuquesa no canµo dos recursos hunanos e
con o objectlvo estratéqlco de nelhorar a qualldade do trabalho
naclonal, µorquanto:
· uá un novo sentldo ao µaµel das nossas unlversldades e da
conunldade clentillca, cono resultado do cresclnento da
µrocura de servlços de lnvestlqaçáo e de desenvolvlnento
tecnolóqlco.
· kesµonde à crescente necessldade de crlaçáo de enµreqos
µara llcenclados, centrando o cresclnento luturo nas áreas
das enqenharlas.
· Crla oµortunldades de enµreqo, nesno µara desenµreqados
de lonqa duraçáo con lraca escolarldade, na nedlda en que
una µarte relevante da actlvldade lndustrlal, sendo dlrlqlda a
37
µrodutos llnals, conµorta un núnero elevado de nontaqens,
enbalaqens e transµortes. Alén de aµroveltar a oµortunldade
de locallzar as novas enµresas lnteqradoras nas reqlóes do
lnterlor, na nedlda en que estas unldades labrls sendo
dlrlqldas à nontaqen dos µrodutos e náo a outras oµeraçóes
de labrlco nals conµlexas, µernlten un nenor indlce de
esµeclallzaçáo nédla, loqo conµativel con os recursos
hunanos dlsµonivels.
Alnda no canµo dos recursos hunanos naclonals dlscordanos
da ldela, nulto delendlda en circulos do Coverno e do lS e do
lSu, de que a aceleraçáo do cresclnento econónlco deµende
do aunento do núnero de trabalhadores lnlqrantes. ue lacto,
o cresclnento do núnero de trabalhadores lndllerenclados, con
balxo nivel de escolarldade, soclalnente desµroteqldos, que é
nodelo donlnante entre nós, serve aµenas µara lludlr a
necessldade de alterar o nodelo econónlco no sentldo que
µroµonos nesta noçáo. Acresce que o cresclnento da lnlqraçáo
µernltlrá a sobrevlvencla de enµresas que vlven nas narqens
da leqalldade e que já náo devlan exlstlr, alén de crlar a µrazo
un µroblena soclal qrave, quando µor lorça da evoluçáo do clclo
econónlco as enµresas náo µuderen nanter esses
trabalhadores.
Lntretanto, a coerencla do nodelo econónlco descrlto nesta
noçáo é evldente, náo só µelas razóes exµostas, nas tanbén
µorque o tlµo de lnvestlnento estranqelro selectlvo que se
delende contrlbul µara un desejável relaclonanento con
µarcelros e nercados exlqentes, lrequentenente lnovadores,
ou seja, arrasta µara dentro da nossa econonla a
lnternaclonallzaçáo, que de lorna alqo µrlnárla se ten µrocurado
µronover através do lnvestlnento naclonal noutros µaises.
Coerencla que lol ben vlsivel µara a unláo Luroµela, que
conslderou o lacto !errltorlal lara o Lnµreqo da Marlnha Crande,
cono o nelhor dos oltenta aµresentados en toda a Luroµa,
µacto que se baseou no nodelo descrlto.
una nota breve µara relerlr que os µrodutos aqricolas µoden ter
una contrlbulçáo relevante na nelhorla da relaçáo de troca da
nossa econonla con o exterlor, a exenµlo do que acontece,
µor exenµlo, na vlzlnha Lsµanha. 8asta µara tanto
conµreender que os µroblenas da aqrlcultura µortuquesa náo
sáo aqricolas nas de conerclallzaçáo e que a nalor necessldade
dos aqrlcultores µortuqueses é a exlstencla de enµresas de
lnterlace entre a µroduçáo e a qrande dlstrlbulçáo, de lorna a
concentrar as vendas e a qarantlr contractos requlares à
µroduçáo, delxando aos aqrlcultores o encarqo de nelhorar a
qualldade dos µrodutos e a µrodutlvldade. lara verlllcar que
assln é, basta conµarar a evoluçáo nulto µosltlva de sectores
da aqrlcultura cono o vlnho, o lelte, o tonate e a beterraba,
onde há qarantlas contratuals de escoanento da µroduçáo,
con a qeneralldade dos outros sectores onde lsso náo acontece.
kelatlvanente à actlvldade turistlca, que ten una qrande
lnµortâncla no enµreqo e na nossa balança llnancelra, serla
útll que os qovernos conµreendessen que deven dar autononla
às reqlóes de turlsno que verdadelranente exlsten - Alqarve,
Madelra, Lelrla/látlna, Llsboa/Slntra/Lstorll, Açores - µara
lazeren a sua µróµrla µronoçáo, delxando de crlar reqlóes
adnlnlstratlvas de turlsno artlllclals, ou seja, sáo as µróµrlas
reqlóes de turlsno que conhecen nelhor do que o Lstado o que
deven lazer. 0 que, obvlanente, náo lnµede que outras reqlóes
do lais crlen e desenvolvan os seus µróµrlos µrodutos turistlcos,
nas sen dlvlsóes artlllclals e consequentenente lrreals. L,
nesse sentldo, aqullo que o Lstado µode e deve lazer é µronover
µolitlcas de qualldade, desde a lornaçáo µrollsslonal ao
urbanlsno, dos transµortes à sequrança nas ruas e nos locals
de dlversáo, do desenvolvlnento de µroqranas culturals, à
llnµeza, asselo e arrunaçáo dos locals µúbllcos e até na
certlllcaçáo dos dllerentes oµeradores e enµresas do sector.
lolitlca de qualldade que é o nelo nals ellcaz de µronover o
turlsno naclonal e o únlco que o valorlza e nelhora a sua
conµetltlvldade no µlano lnternaclonal.
uos qovernos do lS a exlstencla do Mlnlstérlo da Clencla e
!ecnoloqla e a qualldade da sua llderança, loran lactores nulto
µosltlvos que orlqlnaran novas ldelas e nudanças relevantes
na socledade µortuquesa, noneadanente una nova cultura de
resµonsabllldade, através do µrocesso de avallaçáo do slstena
clentillco e tecnolóqlco naclonal, ben cono a exlstencla de
nals e, µrlnclµalnente, nelhores µrojectos de lnvestlqaçáo e
desenvolvlnento. uoneadanente, a Aqencla µara a Inovaçáo,
ten dado exenµlos de qrande conµreensáo e adequaçáo dos
µrojectos aµolados µelo Lstado à realldade econónlca naclonal,
µrlnclµalnente através da µrlorldade estratéqlca de lnovaçáo
nos µrodutos. lroqressos que o qoverno do lSu se µreµara µara
conµroneter, en µarte µor lqnorâncla, en µarte µara dar luqar
a nals uns tantos carqos µolitlcos.
llnalnente, náo µodenos ternlnar este caµitulo destlnado à
econonla, sen una rellexáo dura acerca da ausencla de vlsáo e
a lnsensatez que ten µresldldo à µrlvatlzaçáo de un leque
alarqado de alqunas das nelhores enµresas naclonals e da
consequencla da µerda de centros de declsáo lnsubstltuivels na
econonla µortuquesa. uáo µorque sejanos contrárlos às
µrlvatlzaçóes, nas µorque as µrlvatlzaçóes náo deven constltulr
un doqna, que tenha de ser aµllcado de lorna lndllerente ao
lnteresse naclonal e às condlçóes esµecillcas de cada sector e
de cada enµresa. 0u seja, as µrlvatlzaçóes deven ser notlvadas
µor razóes econónlcas e de conµetltlvldade da econonla
µortuquesa e náo µara a qlórla e µara o lnteresse, lndlvldual ou
de qruµo, dos dllerentes µartlclµantes no µrocesso.
Ln concreto, nada nos obrlqa a µroceder a µrlvatlzaçóes se
estlver en causa o controlo naclonal de enµresas en sectores
estratéqlcos ou de enµresas con una contrlbulçáo µartlcular
µara o conheclnento µrollsslonal, clentillco e tecnolóqlco
naclonal, cono lnsensatanente lol µernltldo, µor exenµlo,
con a venda da Calµ à ltallana LuI. !rata-se de enµresas
excelentes, con una contrlbulçáo µara o µroqresso e
desenvolvlnento de cadelas de valor naclonals que náo µode
ser nenosµrezada, lactor que náo ten sldo sullclentenente
valorlzado µelos sucesslvos qovernos, sltuaçáo aqravada µela
tentatlva de nanter secretas as condlçóes de µrlvatlzaçáo até o
últlno nonento µossivel. 0 que aunentou, durante os qovernos
do lS, cono já acontece aqora no qoverno do lSu, o µoder e
narqen de lntervençáo dos lnteresses nenos leqitlnos de
qruµos econónlcos, con enbaraços µernanentes µara os
qovernos e que µrovocará, nals tarde ou nals cedo, µroblenas
étlcos de dllicll soluçáo no quadro do reqlne denocrátlco.
A lsto deve-se acrescentar a orlentaçáo estratéqlca errada, ou
até desastrosa , de alqunas enµresas en lase de µrlvatlzaçáo,
nas onde alnda exlste una qrande resµonsabllldade do Lstado,
vlsivel no desvlo de recursos µara o lnvestlnento no estranqelro,
estratéqla µartlcularnente lnlellz quando necessltanos de todos
os recursos µara o lnvestlnento en lortuqal, no sentldo de
nudar o nodelo econónlco exlstente, condlçáo lncontornável
µara a saúde da econonla µortuquesa. !anbén no sector das
teleconunlcaçóes, essenclal ao nosso µrocesso de
desenvolvlnento, ten sldo conetldos erros estratéqlcos
evldentes. uoneadanente, delendenos a exlstencla de duas
enµresas naclonals concorrentes na área da rede llxa, a l! e
una outra enµresa que deverla ter no seu núcleo a k!l, até
µara dar alquna caµacldade econónlca e sentldo à estratéqla
de nanter o servlço µúbllco na k!l, actualnente una enorne
consunldora de recursos do Lstado. Mas, µara que esta sequnda
enµresa de teleconunlcaçóes, de ralz naclonal, tenha
vlabllldade, é essenclal a cobertura conµleta do terrltórlo
naclonal en llbra óµtlca, o que µoderá ser consequldo através
da unláo dos recursos exlstentes neste doninlo, da Lul, 8rlsa,
Cl, Metro de Llsboa e do lorto e !V Cabo. Soluçáo que µoderla
ser reallzada, através de un consórclo entre estas enµresas,
que vendesse o acesso a quen o µretendesse, tornando nals
conµetltlvo e concorrenclal o sector das teleconunlcaçóes en
lortuqal, dlllcultando a µartlclµaçáo de enµresas estranqelras
no sector.
fm resumo, a economia portuguesa está num visível impasse
que, conforme defendido nesta moção, resulta dos variados
factores descritos e de um modelo estratégico incoerente e
ineficaz. 0evemos por isso ter a ambição de realizar a
convergência real com a união furopeia numa década,
crescendo a um ritmo semelhante ao da Irlanda, para o que
temos todas as condições como povo e como economia.
Precisamos de uma estratégia nacional correcta, de políticas
adequadas e de uma grande disciplina política e económica.
Propostas
- Crlaçáo de condlçóes µara a nudança do nodelo econónlco
naclonal na dlrecçáo de una econonla do conheclnento,
desenvolvendo lornas de cooµeraçáo entre as enµresas, as
unlversldades e as lnstltulçóes clentillcas naclonals.
- Levar à µrátlca a estratéqla naclonal anterlornente dellnlda,
noneadanente dando µrlorldade aos sectores de bens
transacclonávels, cono lorna de raµldanente equlllbrar a
relaçáo de troca da nossa econonla con o exterlor.
- Incentlvar o aµareclnento de enµresas lnteqradoras,
naclonals e estranqelras, caµazes de µrojectar, µroduzlr e
vender µrodutos llnals, de labrlco naclonal, nos nercados
lnternaclonals.
- lonentar o conheclnento clentillco e a lnovaçáo, nas escolas
e nas enµresas.
- Aµllcar una µolitlca actlva e selectlva de atracçáo do
lnvestlnento estranqelro e lncentlvar os qruµos econónlcos
naclonals a lnvestlr en lortuqal, noneadanente en µrodutos
vendávels nos nercados lnternaclonals.
- keqular e dlsclµllnar os sectores de µrojecto, construçáo clvll
e obras µúbllcas, no sentldo de os lncentlvar a una
nodernlzaçáo acelerada, na dlrecçáo de una nalor
conµetltlvldade lnternaclonal.
- uáo µernltlr o lniclo de qualsquer obras µúbllcas, sen a
exlstencla de µrojectos exaustlvos e de qualldade e µronover
a reduçáo dos custos das obras µúbllcas e da construçáo
destlnada à habltaçáo, acabando con o háblto da revlsáo dos
µreços.
- Carantlr a concorrencla saudável entre as enµresas no
nercado naclonal, náo µernltlndo que haja enµresas a
sobrevlver sen cunµrlr as suas obrlqaçóes leqals, seja no
dlrelto do trabalho, seja nas contrlbulçóes µara a Sequrança
Soclal, seja nas suas resµonsabllldades llscals.
- Incentlvar e, se necessárlo, crlar enµresas de lnterlace entre
a qrande dlstrlbulçáo e a µroduçáo aqricola, no sentldo de
concentrar a olerta e de qarantlr aos aqrlcultores contratos
de µroduçáo.
- lronover una cultura de qualldade no turlsno, requlando
nivels de qualldade exlqentes das lnstalaçóes e dos servlços.
- lronover o objectlvo de conµra de µrodutos µortuqueses e
crlar reqras de aqulslçáo µelo Lstado destlnadas a vlablllzar
µrodutos lnovadores µor µarte das enµresas µortuquesas.
9
0 PAPfL 0f P0kIu0AL N0 HuN00
f kfLAÇ0fS INIfkNAfI0NAIS
!al cono Mlchael lorter, delendenos o relaclonanento das
enµresas µortuqueses con nercados e µarcelros exlqentes,
cono lorna de desenvolver todas as caµacldades naclonals, até
µorque a exµlosáo escolar en curso, aµesar das suas
lnsullclenclas, nos µernlte ter hoje una anblçáo nalor no nosso
µrocesso de desenvolvlnento. kelaclonanento µrelerenclal que
náo se deve llnltar às enµresas, nas que deve lnclulr o slstena
clentillco e tecnolóqlco. 0u, dito de outra forma, acreditamos
que só poderemos ser excelentes na furopa através de uma
ligação estratégica com países tecnologicamente avançados
e fortemente inovadores, como, por exemplo, os fstados
unidos e o 1apão.
uáo se trata de qualquer alastanento da nossa vocaçáo e das
nossas resµonsabllldades euroµelas, nas táo só de ter una
estratéqla µróµrla no quadro da unláo Luroµela e da leninsula
Ibérlca, aµroveltando a nossa µoslçáo qeoqrállca e a nossa
tradlçáo unlversallsta, µara desenvolver µarcerlas estávels con
outras µartes do nundo, cuja contrlbulçáo µara o nosso µrocesso
de desenvolvlnento nos seja útll. uurante séculos a estratéqla
naclonal lol encontrar allados, cono a Inqlaterra, que nos
ajudassen a delender do nosso µoderoso vlzlnho, a Lsµanha.
Actualnente essa estratéqla contlnua vállda, con a dllerença
de que o valor nalor de qualquer µarcerla já náo é nllltar nas
econónlco, o que justlllca que nos voltenos µara o nosso outro
vlzlnho, os Lstados unldos, cono un desejável µarcelro nos
µlanos conerclal e clentillco.
ue una lorna slnµles dlrenos que, cono no µassado,
38
necessltanos de un adversárlo con quen µossanos nedlr lorças
e que seja unlllcador da vontade naclonal, que senµre lol e é
útll que contlnue a ser, a Lsµanha. Cono é clarlllcador ter en
cada nonento un µadráo de sucesso, ou nodelo estratéqlco a
sequlr, e que tenha condlçóes senelhantes às nossas, no
µresente a Irlanda e, llnalnente, un allado que nos ajude a
consequlr os nossos objectlvos e cujos lnteresses náo sejan
conllltuals con os nossos, no caso os Lstados unldos.
Acresce que os Lstados unldos é o nalor nercado llvre do nundo,
onde tudo se vende, sendo lá que exlsten alqunas das nelhores
unlversldades do qlobo e un slstena clentillco aberto, onde já
há alqunas reqlóes de enlqraçáo naclonal e onde nultos
estudantes µortuqueses ten sldo ben recebldos e obtldo carrelras
brllhantes, tanto µara os que lá llcaran cono µara aqueles que
voltaran e constltuen hoje una µarte relevante da excelencla
naclonal en dlversas áreas do conheclnento. 0u seja, aµenas
µor µrovlnclanlsno nos µodenos µernltlr desµerdlçar as
oµortunldades de µarcerla con os Lstados unldos no canµo da
clencla e da tecnoloqla, ou ter recelo de enlrentar o nercado
anerlcano na lndústrla.
Neste contexto, temos de afirmar a convicção de que o enorme
investimento feito no 8rasil por empresas portuguesas,
muitas das quais da órbita do fstado, não tem qualquer
justificação que não seja a da facilidade, porque se fala a
mesma língua e existem no 8rasil muitas empresas à venda
a preço razoável. Iodavia, trata-se de uma região de alto
risco económico, onde não existe liberdade de comércio e
que, por isso mesmo, não comporta fluxos comerciais com
Portugal, que é o objectivo relevante de qualquer projecto
de internacionalização digno desse nome.
lortuqal náo é una qrande µotencla econónlca e deverla evltar
conµortanentos de qrande µotencla, até µorque necessltanos
de todos os recursos dlsµonivels, no curto µrazo, µara reallzar o
essenclal, que é lnvestlr en lortuqal na dlverslllcaçáo da nossa
actlvldade econónlca, noneadanente na lndústrla, en novos
sectores e µrodutos que valorlzen a nossa caµacldade conµetltlva
no concerto das naçóes. Acontece alnda que os lnvestlnentos
leltos no 8rasll dlllcllnente seráo rentablllzados no curto ou
nesno nédlo µrazo e, en qualquer caso, náo acrescentan
recursos µara a nodernlzaçáo acelerada que µreconlzanos µara
lortuqal.
kelatlvanente a Alrlca, justlllca-se una acentuada µreocuµaçáo
en nanter excelentes relaçóes µolitlcas e alectlvas con todos
os µovos de linqua ollclal µortuquesa, sen delxar todavla de
delender o µrestiqlo e os lnteresses de lortuqal e os µrlnciµlos
µorque se reqe a nossa denocracla, na nossa relaçáo con os
qovernos, alnda que sen µretender lnµor o nosso µróµrlo
nodelo.
uo canµo econónlco devenos desenvolver os lluxos conerclals
µossivels, conµativels con a cobrança devlda ou a conµensaçáo
reciµroca, noneadanente nos sectores tradlclonals da nossa
lndústrla e conérclo, nas devenos reconhecer que dlllcllnente
esses µaises µoderáo ter, no luturo µróxlno, una lorte
contrlbulçáo µara o nosso µróµrlo µrocesso de nodernlzaçáo e
de desenvolvlnento. 0u seja, será através de un lorte e
quallllcado cresclnento econónlco, aµenas µossivel nun quadro
de relaclonanento lnternaclonal exlqente, que lortuqal µoderá
anealhar os recursos que nos µernltan cunµrlr a nossa vocaçáo
e os nossos sentlnentos alrlcanos.
0 alarqanento da unláo Luroµela lavorece µrlnclµalnente os
µaises nals µoderosos da Luroµa Central e será una lonte de
µreocuµaçáo µara o nosso µrocesso de desenvolvlnento e µara
a econonla µortuquesa, noneadanente se náo assunlrnos
con raµldez e deternlnaçáo un novo nodelo econónlco, na
llnha do que lol µroµosto anterlornente neste texto. Isto é,
lnµóe-se que o alarqanento nos encontre nuna µoslçáo
econónlca nals avançada, lela-se nuna µoslçáo de nalor
dlversldade e valorlzaçáo da µroduçáo naclonal e náo en
concorrencla dlrecta nos nesnos sectores con os µaises do
Leste, que ten custos nulto nals balxos e, µrlnclµalnente,
recursos hunanos nals quallllcados. lor outro lado,
conµreendenos as lnµllcaçóes µolitlcas µosltlvas do
alarqanento, nas conslderanos ser errado µara o µróµrlo
µrocesso da construçáo euroµela, querer quelnar etaµas, sen
una avallaçáo sullclente das dlllculdades culturals, econónlcas
e µolitlcas do alarqanento.
ueste contexto lortuqal deve aqlr con qrande µrecauçáo no
debate euroµeu, abstendo-se de contrlbulr µara o "dlrectórlo"
dos qrandes µaises, nas µrlvlleqlando a lnstltuclonallzaçáo da
denocracla euroµela e a denocratlzaçáo dos orqáos de µoder
euroµeus. uoneadanente o relorço do larlanento Luroµeu,
nas tanbén a crlaçáo de una Sequnda Cânara ou Senado
Luroµeu, con reµresentaçáo lqual de todos os Lstados da unláo
Luroµela, condlçáo que deverla ter µrecedldo o !ratado de ulce,
nas que é a lorna ldónea de aceltar o µrecelto denocrátlco da
lqualdade de reµresentaçáo de todos os cldadáos da Luroµa.
uo canµo da delesa e sequrança naclonals, dlscordanos da
evoluçáo tradlclonallsta das µolitlcas que ten sldo sequldas en
lortuqal, noneadanente en relaçáo à escolha dos
equlµanentos e dos objectlvos estratéqlcos que lhes estáo
subjacentes. Conslderanos que neste doninlo, cono en quase
todos os outros, a lnovaçáo e a dllerenclaçáo conµortan vlrtudes
e oµortunldades que lortuqal náo µode desµerdlçar, até µor
lorça dos recursos escassos à nossa dlsµoslçáo, noneadanente
no lniclo do µrocesso que conduzlrá às lorças Arnadas Luroµelas.
Ln concreto, conslderanos que as nossas lorças Arnadas deven
ter alquna vocaçáo esµecillca, a de resµonder ao objectlvo
µrlorltárlo de qarantlr a soberanla e a sequrança no esµaço da
nossa zona econónlca excluslva, relatlvanente a acldentes
naturals, desastres naritlnos e aéreos e ataques anblentals ou
da crlnlnalldade lnternaclonal.
!rata-se de un objectlvo conµativel con os nossos recursos e que
µoderá conduzlr lortuqal a ser un dos µrlnelros µaises do nundo
a desenvolver una caµacldade esµecillca neste doninlo, que µode
e deve ser altanente quallllcada e tecnoloqlcanente avançada,
alén de conµletar, µor dllerença, as restantes lorças arnadas
euroµelas. uesse sentldo, náo µreclsanos de nals nelos aéreos
l16, nas de un núnero elevado de hellcóµteros caµazes de cobrlr
con raµldez toda a zona excluslva, cono náo se justlllca una
arnada cara conµosta de subnarlnos, nas de lanchas ráµldas e
un ou nals navlos de transµorte de troµas e de outros nelos de
aµolo, µara deslocaçóes no quadro das nlssóes de µaz e de ajuda
aos µaises de linqua ollclal µortuquesa, alén de nelos sollstlcados
de µrevençáo e de llnµeza nos casos de acldentes ecolóqlcos.
0s subscrltores da µresente noçáo conslderan un escândalo
µúbllco, µara nals nun µais de tradlçáo naritlna, o núnero de
acldentes ocorrldos nas áquas à nossa quarda e, µrlnclµalnente,
a lncaµacldade naclonal de socorrer os honens do nar,
µortuqueses e estranqelros, que constantenente norren sen
qualquer sentldo ou necessldade, µor ausencla de nelos aéreos
en µrevençáo µernanente, lela-se hellcóµteros, seja no
contlnente seja nas llhas. Alén da questáo de µerda de soberanla
e da dlqnldade naclonal, que resulta do recurso, µara estes llns,
a outros µaises, noneadanente à Lsµanha. !rata-se de
translornar un constranqlnento naclonal nuna oµortunldade
de lnovar e de anteclµar alquna dlvlsáo de tarelas no µlano
euroµeu.
uo nosso µonto de vlsta, a verdadelra µobreza dos µaises reslde
na lalta de vlsáo e de quallllcaçáo µara reallzar aqullo que está na
sua caµacldade lazeren e náo lazen. Inversanente, os µaises
sáo rlcos quando dellnen con rlqor aqullo que µoden lazer e o
lazen con qualldade, nals alnda se nesse µrocesso saben
anteclµar as necessldades µróµrlas e alhelas, sendo que nenhuna
resµosta a qualquer oµortunldade é nals nobre do que aquela que
envolve a delesa da vlda hunana. 0u seja, náo vlnos qualquer
justlllcaçáo µara que un Lstado noderno e denocrátlco, nas con
µoucos recursos, consldere necessárlo ter avlóes l16 ou
subnarlnos, destlnados a oµeraçóes cuja necessldade, con toda
a µrobabllldade nunca se verlllcará, e delxe norrer os seus honens
do nar µor lalta de un hellcóµtero dlsµonivel 2« hora µor dla en
cada zona do esµaço que nos está conllado
A lnternaclonallzaçáo das econonlas é un µrocesso antlqo a que
lortuqal dos descobrlnentos deu o nals deternlnante dos
lnµulsos, µrocesso que lol entretanto acelerado µor vlrtude dos
acordos de conérclo llvre, dlnanlzados µelos Lstados unldos e
que corresµonden aos lnteresses da econonla e das enµresas
norte anerlcanas. L alnda que seja cedo µara conµreender, en
toda a sua dlnensáo, qual o saldo llnal µara cada µovo deste
µrocesso, é todavla lneqável que os nalores benellclados sáo os
consunldores, que µoden adqulrlr tudo aqullo de que µreclsan e
µoden conµrar, a µreços nals balxos, a que se seque una nova
oµortunldade µara os µaises con custos de náo de obra e con
lnlraestruturas, lislcas e hunanas, que lhes µernlta a µrelerencla
das enµresas nultlnaclonals µara as suas deslocallzaçóes, na
busca dos nals balxos custos.
0u seja, a internacionalização não é um processo linear, com
ganhos ou prejuízos evidentes e iguais para todos, mas uma
oportunidade que para ser aproveitada em toda a sua
dimensão, tem de ser bem gerida e de ser integrada num
modelo coerente de desenvolvimento económico, o que
infelizmente não é, globalmente, o nosso caso.
10
1uVfNIu0f f fuIuk0
lensar o luturo da uaçáo está llqado de lorna dlrecta à sua
Juventude, o que náo é seµarável da educaçáo civlca, clentillca
e cultural dos jovens. 0u seja, a qualldade da actlvldade µolitlca,
a étlca e a µedaqoqla reµubllcanas de que lalanos, ben cono as
µolitlcas de educaçáo, sáo lactores relevantes da lornaçáo da
juventude µortuquesa e, µor essa vla, da qualldade do
desenvolvlnento e do luturo de lortuqal.
ua nesna lorna, náo há desenvolvlnento hunano da juventude
sen un anblente exlqente e lornatlvo, noneadanente na área
dos conµortanentos, seja esse anblente na lanilla, na escola,
na socledade e no Lstado, sendo a nosso ver lndlscutivel que o
nivel de exlqencla µela qualldade exercldo sobre a nossa juventude
se ten vlndo a deqradar en todas estas áreas e noneadanente
na escola e na acçáo do Lstado, que sáo as áreas que µoden ser
tratadas no ânblto desta noçáo.
L tanbén µor esta razáo que lanentanos o nivel de deqradaçáo
do Lstado e o anblente qeral de lndlsclµllna que se vlve en
lortuqal, desde a desorqanlzaçáo urbana ao habltual
lncunµrlnento de horárlos, da µronlsculdade dos lnteresses à
lrresµonsabllldade - a que se chana lalsanente denocracla - do
nelo acadénlco, do carrelrlsno µolitlco, lrequente nos µartldos
µolitlcos e na qeneralldade das hlerarqulas do Lstado, ao balxo
nivel de exlqencla vlsivel, µor exenµlo, nas balxas µroµlnas, no
acesso ao Lnslno Suµerlor con nota neqatlva e na µernanencla
dos alunos nas unlversldades µara tlrar un curso sen llnlte µrátlco
de tenµo.
ue lacto, os subscrltores desta noçáo, µreocuµan-se nenos con
a qualldade da nossa juventude, en que deµosltan conllança e
esµerança, do que con os naus exenµlos e os naus lnstrunentos
delxados µelas qeraçóes que actualnente deten o µoder en
lortuqal, µolitlco e econónlco, e que váo leqar aos jovens de
hoje. Lsta é, tanbén, a dlnensáo necessárla de una nova
µedaqoqla do µoder, cono já tratado neste trabalho, nun outro
contexto.
A lornaçáo dos jovens é de base hlstórlca e µor essa vla
lrequentenente nulto µouco lnovadora e náo dlnânlca. Lsta é
tanbén a razáo µorque µreconlzanos a lntroduçáo do estudo do
"!ena do luturo" na educaçáo dos jovens en todos os nivels do
enslno, do µré-escolar ao unlversltárlo, cono un elenento
lnovador da µedaqoqla da lornaçáo, noneadanente através da
llqaçáo µernanente de todos os lenónenos tratados na escola,
cono allás na lanilla, con a dlnânlca da tenµoralldade e da
relatlvldade da vlda hunana. Lnslnar a µensar o luturo e a
lnteraqlr con ele, é una das nals nobres e das nals µrolicuas
lornas de construlr esse luturo, con nals qualldade e nals
exlqencla lndlvldual e colectlva.
8en qostarianos que essa losse a nensaqen nals lorte a enerqlr
deste XIII Conqresso do lartldo Soclallsta, una nensaqen
exlqente, vlrada µara o luturo, caµaz de noblllzar os µortuqueses
ao redor de objectlvos naclonals de µroqresso, nodernldade e
justlça.
28 de Setenbro de 2002
H0Ç0fS SffI0kIAIS
|âtio |adateita/Jotqe ta|atino
José 8aµ|is|a tatteito
l/ul0 kuI |/k0ul5 /|/00
José |anae| kioeito
ledto îenteito 8iscaia
5ecçào de 8ta\e|as
/n|6nio lonseca letteita
|atia do tatmo komào
/n|6nio ledto 6onça|tes leteita
laa|o lisco
lais 0e|fim da 5i|ta lin|o de /|meida
5ecte|atiado da tootdenadota das 5ecções de /cçào 5ec|otia| do lat|ido 5ocia|is|a da l0l
letnanda tamµos
José 6ama
l|iana lin|o
40
H0ÇA0 0A A SffÇA0 SffI0kIAL 0A SAu0f 0A f.0.P.
fH 0fffSA 00 SfkVIÇ0 NAfI0NAL 0f SAu0f
lrlnelros subscrltores
HAkI0 HA0ukfIkA[10k0f fAIAkIN0
I
1. Política de saúde do P.S.0.
uun dlscurso µrolundanente alarnlsta o Coverno lol
anunclando alqunas nedldas con reµercussóes denaslado
neqatlvas e lortenente lnlluencladoras no conµortanento dos
lortuqueses. 0 lnµulso "voluntarlsta" lez con que alquns
dosslers lossen nal estudados e qeradores de qrande
µerturbaçáo soclal.
A Saúde náo luqlu à reqra e alqunas lntençóes de nudança,
anuncladas µelo Mlnlstro da !utela, sáo notlvo de qrande
µreocuµaçáo. Sáo nedldas que, a concretlzar-se cono estáo
µreconlzadas, teráo consequenclas noclvas µara os µrollsslonals
de saúde nas lundanentalnente µara os doentes. Lsta
consclenclallzaçáo dos µrollsslonals de saúde e dos doentes
nals lnlornados e reallstas ten levado a un anµlo µrotesto e a
una tentatlva de aµelo µara una rellexáo nals µrolunda sobre
as natérlas que ten en dlscussáo. uo entanto, o Mlnlstérlo da
Saúde de una lorna µreµotente e µartldarlzada, qulçá de
nanelra náo lnocente, resolveu nexer en áreas que sáo
conslderadas cono lnlclatlvas nals relevantes dos últlnos 12
anos:
- Lel de 8ases da Saúde,
- Lstatuto do S.u.S.,
- Lstatuto do nedlcanento,
- Carrelras dos dlversos µrollsslonals de saúde,
- lornaçáo dos µrollsslonals.
A reestruturaçáo do S.u.S. µode ser lelta, o que náo µodenos
adnltlr é que µarte das relornas µreconlzadas no edlliclo
leqlslatlvo da ur.a Marla de 8elén, que tlveran anµlo consenso,
sejan colocadas de lado e se µroceda ao desnantelanento do
S.u.S., denotando en todas as natérlas qrande lraqllldade das
conceµçóes e una µrolunda lqnorâncla do contexto sóclo-
cultural, clentillco e tecnolóqlco do nosso lais.
2. Hetodologia da implementação
da nova política de saúde.
lara estabelecer un suµorte ao nivel dlrlqente caµaz de µor en
µrátlca este conjunto de nedldas con un carlz µroqranátlco
neollberal e antl-soclal, o qoverno ten vlndo a desenvolver una
alteraçáo µrolunda nos quadros dlrlqentes, quer de natrlz µolitlca
quer os de natrlz excluslvanente técnlca, senáo vejanos:
- Lxoneraçáo en bloco dos C.A. das clnco Adnlnlstraçóes
keqlonals de Saúde sen o térnlno das conlssóes de servlço,
- Lxoneraçáo antes do térnlno da conlssáo de servlço, dos
coordenadores das Sub-keqlóes de Saúde,
- Crlaçáo de condlçóes objectlvas µara a nudança qenerallzada
dos C.A. dos hosµltals,
- Saneanento µolitlco de alquns quadros técnlcos nas dlversas
estruturas onde estáo a entrar os novos dlrlqentes laranja,
Assln constatanos que, aµesar da devlda quallllcaçáo dos
µrollsslonals en lunçóes, da sua qrande exµerlencla de qestáo,
de una qrande cultura
qenerallzada, de esµirlto de nlssáo e de sentldo de servlço
µúbllco, há una qrande lúrla en aµressar as noneaçóes dos
"llóes Laranja" lndeµendentenente do seu µerlll ser adequado
ou náo à lunçáo que se µretende.
!al µrátlca aµenas ten cono objectlvo a desnataçáo das
estruturas do S.u.S., de nodo a ellnlnar a nassa critlca clnzenta
e a sua substltulçáo µor crltérlos µolitlco-µartldárlos.
3. fonsequências das políticas anunciadas
!al enquadranento µolitlco laz µrever o lln anunclado do S.u.S.,
cono o conhecenos, baluarte soclal da solldarledade,
unlversalldade e equldade no acesso de culdados de saúde, ao
arreµlo do artlculado na base XXIV da Lel de 8ases da Saúde que
dellne as caracteristlcas do S.u.S. Senáo vejanos:
- Inclusáo no S.u.S. de estabeleclnentos µúbllcos e µrlvados
sen que se desenvolvan os necessárlos necanlsnos de
requlaçáo dos sectores e dos µrollsslonals que nele trabalhan,
o que µoderá aqravar a µronlsculdade,
- lacllltar o canlnho à desrequlaçáo, con consequenclas
lnµrevlsivels, a nivel soclal e llnancelro,
- lln das carrelras Médlcas e de Lnlernaqen,
- lotenclallzaçáo do trabalho µrecárlo,
- uesvalorlzaçáo da contrataçáo colectlva,
- lrlnciµlo e lnstltuclonallzaçáo do contrato lndlvldual de
trabalho,
- A ausencla de avallaçáo continua da qualldade dos servlços
µrestados e da satlslaçáo do utente,
- Inµedlnento da qeneralldade do acesso dos cldadáos aos
culdados de saúde e cada vez nals se lnstltuclonallza a ldela
do "doente rentável",
- larallsaçáo de µrojectos de lnvestlnento que já estavan en
curso, exenµlos llaqrantes, o Centro Materno Inlantll do
uorte, o hosµltal Joaquln urbano e o Centro hosµltalar lóvoa/
Vlla do Conde,
- larallsaçáo de outros µrojectos lnµresclndivels e a llcaren
deµendentes, µrovavelnente, de lnteresses µrlvados,
- A desartlculaçáo µroµosltada do actual S.u.S. crla condlçóes
necessárlas µara a entreqa das áreas nals rentávels aos
qruµos µrlvados uaclonals e Lstranqelros.
A adoµçáo desta lóqlca enµresarlal só µreocuµada con a questáo
llnancelra, de aµarente contençáo de custos, nuna vlsáo
utllltárla e lnstrunental da saúde conduzlrá a una crescente
dlscrlnlnaçáo neqatlva en que todos µaqanos nals µor una
saúde de µlor qualldade e onde o acesso aos culdados de saúde
dos nals carenclados será una nlraqen.
A Secçáo Sectorlal da Saúde µroµóe a lntenslllcaçáo da atençáo
do l.S. a todos os atroµelos que µonhan en causa o S.u.S. e
senµre na delesa dos lnteresses dos nals deslavorecldos soclal
e econonlcanente. Sáo esses os que nals µreclsan da nossa
acçáo.
4. A nova Lei de gestão hospitalar
e alteração da Lei de 8ases da Saúde
uo µassado dla 27 de Junho o Coverno aµrovou en Conselho de
Mlnlstros una µroµosta de alteraçáo à Lel de 8ases da Saúde e
à Lel de qestáo hosµltalar.
0 µrojecto de alteraçáo da Lel lol renetldo à Assenblela da
keµúbllca sen neqoclar con os µarcelros soclals, evltando assln
a contestaçáo, talvez µorque o Mlnlstro da Saúde sabla à µartlda
a µrovocaçáo que estava a lazer aos µrollsslonals de saúde ou
entáo exlste ná lé e lnteresses obscuros. L, sen dúvlda, una
conduta antl-denocrátlca.
L un µrocesso lnquallllcável e denota ben a arroqâncla do
Coverno.
Se anallsar a Lel 23/98 verlllca-se que, o que está en causa é
natérla claranente slndlcal, loqo nunca devla ser envlada à
Assenblela da keµúbllca sen ouvlr os µarcelros soclals. 0
Coverno vlolou a lel de neqoclaçáo colectlva que µreve que todas
as natérlas de ânblto laboral sejan neqocladas con os µarcelros
soclals.
A nova Lel é una alronta a todos os µrollsslonals, noneadanente
aos «« nll enlernelros que µossuen quallllcaçóes e
conµetenclas en dlversas áreas, e de un nonento µara o outro
estáo conlrontados con un retrocesso que nada corresµonde à
evoluçáo da µrollssáo e que leva ao lniclo de nulta conllltualldade
e de qrande anµlltude ao nivel dos servlços de saúde.
0 que leva o qoverno a alterar a Lel de 8ases da Saúde, µasne-
se, sáo unlcanente as bases 31ª e 33ª: una é µara alarqar a
aµllcaçáo dos contratos lndlvlduals de trabalho a todos os
hosµltals e a outra serve µara dellnlr o luturo llnanclanento
dos hosµltals que será lelto nedlante o " µaqanento dos actos
e actlvldades electlvanente reallzadas através de una
classlllcaçáo de actos nédlcos, técnlcas e servlços de saúde, a
consaqrar nuna tabela de µreços de relerencla". há a
µotenclallzaçáo do trabalho µrecárlo, a desvalorlzaçáo das
carrelras e a total desvalorlzaçáo dos culdados µratlcados µelos
enlernelros. lor outro lado, esta 33ª base ao contrarlar o
dlsµosto nas alineas c) e d) da base 2«ª, crla condlçóes µara o
náo resµelto µelas µrerroqatlvas constltuclonals no que concerne
à qratultldade (tendenclalnente qratulto) e à equldade no
acesso aos culdados de saúde.
uo que dlz resµelto à Lel de Cestáo hosµltalar o Coverno µreve
quatro llquras juridlcas:
Cono hoje os conhecenos, estabeleclnentos µúbllcos de
natureza enµresarlal (ex. S. Sebastláo e 8arlavento Alqarvlo),
socledades anónlnas de caµltals excluslvanente µúbllcos e
estabeleclnentos µrlvados, con ou sen llns lucratlvos.
Lstáo assln crladas todas as condlçóes µara a µrlvatlzaçáo de
hosµltals e servlços. Lntreqa a qestáo dos servlços, aunenta a
µronlsculdade entre o sector µúbllco e µrlvado e val acabar µor
desartlcular µor conµleto o S.u.S.
ua anállse deste µrojecto de Lel µodenos alnda verlllcar no
artlqo 7º a abollçáo da dlrecçáo técnlca e no artlqo 10º, alinea
e) alteraçóes à carrelra de enlernaqen, ao kequlanento do
exerciclo µrollsslonal dos enlernelros e torµedela o códlqo
deontolóqlco. Isto lnµllca alteraçóes µrolundas en dlversas Lels
já exlstentes.
L con qrande recelo e nultas lncertezas que tudo se desenvolve.
Sáo lnµulsos que váo levar a una µerda de qualldade e de
hunanlzaçáo nos servlços de saúde. Val-se aµostar nals na
µarte curatlva do que no culdar. Valorlza essenclalnente os
actos µossivels de seren trlbutados e assenta o llnanclanento
das lnstltulçóes nesses µressuµostos, loqo, vanos ter as
lnstltulçóes e os µrollsslonals a selecclonar doentes, a crlar
estatistlca e a vlclar o joqo de dlversas lornas.
A unlversalldade e qeneralldade do acesso dos cldadáos aos
culdados de saúde µode vlr a ser una nlraqen. haverá una
dlscrlnlnaçáo neqatlva dos doentes con nenor caµacldade
econónlca, justanente aqueles que a evldencla ven
denonstrando seren os que aµresentan nivels de saúde nals
balxos.
laralelanente, que lntervençáo se µreconlza µara os culdados
de saúde µrlnárlos: 0nde está a kede uaclonal de culdados
contlnuados que táo necessárla val ser:...
uáo se µreve nada de bon µara os 10 nllhóes de lortuqueses,
no que à saúde dlz resµelto.
II
1. ue acordo con a noçáo "lazer ben µelo luturo" a µolitlca do
l.S. deve orlentar-se µor µrlnciµlos de solldarledade soclal
consubstancladas na qarantla dun sólldo slstena µúbllco de
41
saúde (S.u.S.) caracterlzado µela unlversalldade,
tendenclalnente qratulto e reservando aos reqlnes
conµlenentares un esµaço de oµçáo voluntárla e náo de
lnµoslçáo adnlnlstratlva.
0 S.u.S., crlado en 1977, velo olerecer à µoµulaçáo µortuquesa
un slstena total de culdados de saúde, baseado naqueles
µrlnciµlos de solldarledade, equldade e lqualdade de acesso
aos culdados de saúde, lndeµendentenente náo só das reqlóes
onde hablten os cldadáos, nas tanbén e nulto lnµortante
das µróµrlas lornas de llnanclanento.
0 S.u.S. reµresenta µols, una das nalores e nals lnµortantes
conqulstas da kevoluçáo de 23 de Abrll.
Vlnte anos deµols urqe naturalnente reestruturá-lo à luz da
exµerlencla adqulrlda e da evoluçáo da socledade µortuquesa.
A leqlslaçáo exlstente já contén anµlltude e llexlbllldade
sullclentes µara qarantlr essa nudança.
2. lorén, o edlliclo leqlslatlvo do Consulado de Marla de 8elén,
que já delendla a relorna do S.u.S., o desenvolvlnento do
sector soclal e a evoluçáo das atltudes e conµortanentos en
relaçáo à saúde e ás orqanlzaçóes de saúde e que µressuµunha
a evoluçáo ldeoloqlcanente adequada aos µrlnciµlos soclallstas
que todos delendenos, náo lol devlda e atenµadanente
desenvolvldo.
3. 0s nodelos orqanlzaclonals entáo µroµostos no concernente
aos Culdados de Saúde lrlnárla (Centros de Saúde de 3ª
Ceraçáo) tendo autononla llnancelra, juridlca e
adnlnlstratlva, colocavan o cldadáo no centro do slstena,
nelhorando a acesslbllldade e adequando os culdados de
saúde a µrestar de acordo con as suas necessldades.
uáo se conµreende a necessldade de crlar cooµeratlvas
nédlcas, já que a exµerlencla de keqlnes kenuneratórlos
Lxµerlnentals se revelou en nultos casos µosltlva, devendo
ser reavallada, nuna µersµectlva de controle de qualldade,
evltando tanbén a desnataçáo dos Centros de Saúde
renanescentes.
ue notar que os k.k.L.´s sáo lnlclatlvas deµendentes
dlrectanente do S.u.S. tal qual cono nós o concebenos,
enquanto que as cooµeratlvas nédlcas constltuen una lorna
encaµotada de µrlvatlzaçáo.
Lsta soluçáo ou outras soluçóes do nesno teor, conduzlráo
lnevltavelnente à exlstencla de una nedlclna duallsta, una
µara rlcos e outra µara µobres.
0 objectlvo llnal deverá ser senµre náo o lucro, nas a qualldade
do servlço a olerecer aos cldadáos, µor lsso nos Centros de
Saúde náo µoderáo allenar a sua vertente de µrevençáo de
saúde e translornar-se en unldades neranente curatlvas.
uelendenos lortenente una aµosta nuna estratéqla que
µernlta qanhos en saúde e nunca oµtar µor un canlnho
neranente econonlclsta.
«. A ausencla dun µlaneanento adequado, duna µolitlca de
recursos hunanos, ten-se revelado latal µara o slstena. 0
µaµel nuclear dos esµeclallstas de nedlclna qeral e lanlllar
náo lol devldanente avallado, o que aconteceu tanbén
noutras esµeclalldades, e que conduz hoje a núneros
escandalosos de µoµulaçáo sen nédlco de lanilla e a
enornes llstas de esµera µara consultas de esµeclalldade
hosµltalar.
A crlaçáo µelo Coverno l.S. de duas novas laculdades de
Medlclna reµresenta já un enorne µasso en lrente. ue notar
que denorando un esµeclallsta nédlco cerca de 13 anos a
conclulr a sua lornaçáo acadénlca, quer lsto dlzer que esse
µlaneanento deverla ter sldo lelto µelo l.S.u. no tenµo dos
Covernos de Cavaco Sllva.
hoje µreconlzan-se nedldas aµressadas que náo delendendo
a qualldade da µrestaçáo nédlca, nen táo µouco a dllerenclaçáo
de µrollsslonals conduzlrá a una nasslllcaçáo de µrestaçáo
dos culdados de saúde releqando a qualldade µara últlna
µrlorldade. Lstanos µerante una verdadelra lalácla.
3. ua área hosµltalar os nodelos de qestáo ensalados a exenµlo
do hosµltal S. Sebastláo en Santa Marla da lelra e no 8arlavento
Alqarvlo, carecen de avallaçáo, enbora seja do senso conun
dlzer-se que a avallaçáo qlobal é lrancanente µosltlva.
A llexlblllzaçáo da qestáo µernltlndo a contrataçáo de
recursos hunanos, bens e servlços, dlrectanente, a
elaboraçáo de contractos µroqrana e un llnanclanento µela
µrodutlvldade seráo, sen dúvlda, os lnstrunentos
necessárlos µara se obteren qanhos en saúde e nodernlzar
o S.u.S.
ue contrárlo a qestáo do hosµltal Anadora/Slntra ou a
crlaçáo de socledades anónlnas (con caµltal soclal e acçóes)
conduzlrá a curto µrazo ao desnantelanento do S.u.S. con
a entrada en lorça no nercado das nultlnaclonals e
sequradoras cujo únlco objectlvo é obvlanente o lucro e náo
a µrestaçáo soclal hunanlzada.
!anbén a llqura de µarcerla µúbllco/µrlvada lalhou
naturalnente en exµerlencla já levadas a cabo no kelno
unldo, onde houve un aunento de 18 a 60v con µreços de
construçáo e un lucro qarantldo de qruµos econónlcos de
13 a 20v.
6. A contlnuaçáo da lnµlenentaçáo dos qenérlcos dos
Consulados de Marla de 8elén, Manuela Arcanjo e Correla
de Canµos é essenclal enquanto µolitlca nornatlva nuna
área onde o l.S. ten que conbater sen tlblezas os lobble´s
das larnáclas e da Indústrla larnaceutlca.
III
lroµonos en resuno que o l.S. delenda una urqente
reestruturaçáo do S.u.S., na justa nedlda do edlliclo leqlslatlvo
assunldo nos últlnos 6 neses do Consulado de Marla de 8elén
sen cedenclas ao sector µrlvado das nultlnaclonals, das
sequradoras ou de certos sectores convenclonados.
A delesa lntranslqente do S.u.S. enquanto servlço µúbllco deve
µernanecer cono objectlvo lundanental da µolitlca do lartldo
Soclallsta.
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H0ÇA0
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Mllltante nº 232833, Aderente da Secçáo de hala, lederaçáo do 8enelux
1. Porquê cultivar o nosso jardim ?
0 lS é o nelhor e nalor lartldo lolitlco de lortuqal. Sendo
assln estáo reunldas condlçóes sullclentes µara senµre
qovernarnos ou, se assln qulseren, sernos nós a nelhorar
cada vez nals a condlçáo de vlda dos lortuqueses lora e dentro
de lortuqal.
1. Lntáo µorque é que os lortuqueses dentro de lortuqal,
votaran en outros µartldos e os lortuqueses lora de lortuqal
nen sequer votaran :
2. lorque é que nultos dos nossos canaradas votaran en outros
µartldos (se cada lortuques lora e dentro de lortuqal tlvesse
votado no Seu lartldo, náo terla o lS qanho as elelçóes :) :
3. lorque é que náo qovernanos, se tenos todas as condlçóes :
Aµrender con o µassado e crlar condlçóes µara o luturo. Sáo
estes os µontos de µartlda desta noçáo.
2. Preparação do terreno
2.1 A nossa atitude
uáo qovernanos. 0s lortuqueses lora e dentro de lortuqal náo
estáo nada satlsleltos connosco. L cada un de nós já certanente
encontrou a razáo e exµllcaçáo das nossas derrotas. Lu
µessoalnente slnto-ne en lalta µara con os lortuqueses lora e
dentro de lortuqal µorque:
· !enos condlçóes e náo os ajudanos a nelhorar o seu nivel de
vlda, que cada vez é nals µrecárlo,
· As zanqas lnternas, desorqanlzaçáo, orqulho, valdade... este
anblente de derrota, de sllenclo e burocracla, náo ne aqrada,
· 0uando os objectlvos sáo µessoals ou o µróµrlo lartldo, quando
lechanos a µorta e nos lsolanos, crlanos un anblente quase
lnµenetrável, lnacessivel.
2.2 0 que não devemos fazer
uunca nas nossas atltudes devenos:
· Culµar nones llustres do lS, µols loran esses os canaradas
que construiran ao lonqo dos anos a µosslbllldade de nelhorar
o nivel de vlda dos lortuqueses lora e dentro de lortuqal,
· Contlnuar a ter zanqas lnternas. ueµols de un Conqresso os
canaradas que µerderen, ten nulto denocratlcanente, que
aceltar a "sua" derrota e aµolar a vltórla dos canaradas
vencedores. Senáo, náo sonos denocratas ou nosso
conµortanento é conµarável ao das crlanças que náo µoden
ser contrarladas,
· uáo µodenos nen devenos contlnuar a trabalhar dlvldldos
cono até aqul. lartldo lechado, os nesnos llqurlnos,
burocracla e µoucas nensaqens µara os lortuqueses que
reslden lora e dentro de lortuqal, µrlnclµalnente µara os
que reslden no lnterlor do lais: todos os lnvestlnentos, todos
os µostos de trabalho, sáo µoucos µara a qrande necessldade
de desenvolvlnento exlstente,
· Contlnuar a uA0 lALAk uA LMICkAÇA0 L uAS C0MuuIuAuLS
l0k!uCuLSAS. Se as Conunldades lortuquesas requeren
lnvestlnento no 0rçanento de Lstado ou nesno no orçanento
do µróµrlo lartldo, que assln seja, que a dlscussáo venha ao
de clna e que declsóes sejan tonadas de acordo con as
nossas nornas: as nornas do lS.
A neu ver sáo µreclsanente estas as atltudes que nos alastan dos
lortuqueses lora e dentro de lortuqal.
2.3 Acabar com as más culturas e utilizar só boa semente
0 trabalho do lS ten de ser un trabalho de qualldade. 0ualldade
nos µrlnciµlos, no enµenho e na orqanlzaçáo do trabalho en µrol
dos lortuqueses lora e dentro de lortuqal. !enos de clarear os
nossos µrlnciµlos, de dlzer sen narqen µara duvldas o que
tenclonanos lazer, µorque, cono e µara quen. laze-lo e, deµols
µrovar que o llzenos. uelxar ben claros os beneliclos do trabalho
do lS µara os lortuqueses lora e dentro de lortuqal. Senµre con
una llnquaqen slnµles e acessivel a todos os µortuqueses.
A qualldade de trabalho do lS é o luturo de lortuqal !
2.4 0rganizar a sementeira e distribuir a semente por todo o
terreno
0 trabalho do lS ten de ser un trabalho ben orqanlzado. lrlnelro
!oµ-uoWn e deµols 8otton-uµ. lrlnelro dellnlr e aµrovar µrojectos
à base de µlaneanento e chance de sucesso µerante os lortuqueses
lora e dentro de lortuqal. uestas llnhas qerals, deternlnar con a
ajuda do orqáo central quals as actlvldades a reallzar en quals
lederaçóes, en quals secçóes, tanto lora cono dentro de lortuqal.
lazer ver aos lortuqueses lora e dentro de lortuqal que lazenos o
que dlzenos e que µrovanos que o llzenos. lazer ver aos lortuqueses
lora e dentro de lortuqal o nelhoranento concreto do seu nivel de
vlda devldo ao trabalho ben dellnldo do lS (lacllltar enµresas,
crlar µostos de trabalho, nelhoras soclals, !c). Canhar votos (e
nerece-los) a nivel local. A sona dos votos locals, reµresentada
µelo contentanento dos lortuqueses da reqláo, será sen duvlda
sullclente µara qovernarnos.
2.5 Adubar e regar o terreno integralmente
!ernlnar burocraclas e enµurróes dentro do µartldo, nas dar valor
a quen o ten. !ransµarencla é una µalavra nulto conµllcada. 0 lS
está nuna vltrlna de vldro à vlsta dos lortuqueses lora e dentro de
lortuqal. lor lsso tenos de nanter os µrlnciµlos do lS µuros. Sonos
nós canaradas que trabalhanos µara o lartldo e náo o lartldo que
trabalha µara nós !
3. 0epois da colheita, no 0overno
· Sanear burocraclas antlqas. 0 Lstado trabalha µara os lortuqueses
lora e dentro de lortuqal e náo sáo os lortuqueses lora e dentro
de lortuqal que trabalhan µara o Lstado,
· Slnµllllcar lels. Sanear os encarqos adnlnlstratlvos e llscals do
Lstado nas sobretudo dos lortuqueses lora e dentro de lortuqal.
keµor o aµarelho Lstado a trabalhar µara os lortuqueses lora e
dentro de lortuqal,
· llxar ordenados e torná-los conhecldos. Condenar lortenente
µrátlcas µartlculares e sen controlo llscal do Lstado. Crlar
condlçóes µara todos os lortuqueses lora e dentro de lortuqal.
lor exenµlo a saúde: ternlnar con atendlnentos adequados só
µara quen ten dlnhelro. Atendlnentos adequados só sáo
adequados se estlveren ao alcance de todos os lortuqueses lora
e dentro de lortuqal,
· Sequrança e crlnlnalldade. 0s utlllzadores de droqa sáo os nals
lracos e os nals castlqados. Aµolar este qruµo devldanente e
lsolá-lo de lorna a que a verdadelra crlnlnalldade µossa ser
conbatlda,
Lnlln nelhorar o nivel de vlda de todos os lortuqueses lora e
dentro de lortuqal.
4. A semente do PS é boa
0s µrlnciµlos dos lortuqueses lora e dentro de lortuqal estáo a
nudar. lortuqueses lora de lortuqal náo votan µorque o µroqrana
do lartldo µoucas nelhoras lnjecta no seu dla a dla. 0s lortuqueses
de lortuqal votan no lartldo que nals lhes µronete e llcan,
lludldos, à esµera que as µronessas leltas sejan cunµrldas. uáo,
o nosso lS náo ten nada a ver con lsto.
uáo sel se há nulto se há µouco dlnhelro, nas o que há certanente
é nulta necessldade µor µarte dos nals necessltados. Lste qruµo
deve receber senµre a nalor µarte, que certanente alnda náo é
sullclente, µols a dllerença entre rlcos e µobres alnda é µara os
lortuqueses lora e dentro de lortuqal, nulto qrande. una
exlstencla dlqna µara qualquer ser hunano é o ninlno que
µodenos exlqlr.
Inlclatlvas no lnterlor do lais e no estranqelro. keallzar µrojectos
en conun, µostos de trabalho e aµroveltanento do knoW-hoW
dos lortuqueses lora e dentro de lortuqal. !ranslornar as redes
lndustrlals costelras e dos centros urbanos en conµanhla lortes
uaclonals e Internaclonals, con nultos µostos de trabalho náo
só no lnterlor do lais cono no resto do nundo. uáo seráo estas
lnlclatlvas dlqnas de estudo e aµolo do Lstado : Será que os
lortuqueses lora e dentro de lortuqal náo nerecen estes aµolos
en vez se qastar o dlnhelro en dlscussóes µarlanentares onde
µor vezes a ldlotlce é total :
Só o lS ten condlçóes µara dar resµosta adequada à socledade
noderna en que o Lstado µerde lnlluencla en lavor, a nivel
Internaclonal, das nassas hunanas. Isto µreclsanente µorque
os µrlnciµlos do nosso lartldo se baselan nas µessoas e no seu
ben estar. Assln os µroblenas nundlals tornan-se cada vez
nals lnlluentes nas µolitlcas lnternas de cada lais. L µreclso
conbater a µobreza, é µreclso conbater a droqa, a slda, ou
µreservar a natureza, µroteqer luturos habltantes do nundo, !c,
nas todos estes µroblenas náo µoden só ser tratados a nivel
lnterno. L a nivel lnternaclonal só o nosso µartldo, o lS, con todo
o resµelto µelos outros µartldos, ten lntelectuals caµazes de nudar
o nundo µara nelhor, µorque o nosso µonto de µartlda é sen
duvlda o nals lorte.
lornula é deternlnar o que lazer e orqanlzar a nelhor lorna de
o lazer. Mostrar claranente o beneliclo dos trabalhos do lS a
todos os lortuqueses lora e dentro de lortuqal.
Lu acredlto lortenente que una denocracla en lortuqal só é
µossivel se o lS qovernar. Só é µossivel con o lS, µorque o lS é o
únlco lartldo en lortuqal caµaz de levantar o nivel de vlda dos
nals necessltados a un nivel aceltável dentro da socledade da
qual lazen µarte os lortuqueses que vlven lora e dentro de
lortuqal. lernlten-ne µor lsso conµletar a lrase de Voltalre: "L
µreclso cultlvar o nosso jardln, colher o qráo e dlstrlbul-lo µor
todos os lortuqueses MAIS uLCLSSI!Au0S e que vlven lora e
dentro de lortuqal". ueste µrocesso todos os lortuqueses que
vlven lora e dentro de lortuqal ten de dar o seu contrlbuto e só
o lS ten nelos hunanos µara qerlr este µrocesso, náo só a nivel
uaclonal cono tanbén e µrlnclµalnente a nivel Internaclonal.
0a|aoto de z00z
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Mllltante nº20391, Secçáo de lorto de Mós
A llberdade é a trave nestra da dlqnldade hunana. L un leqado
µrecloso que nenhun denocrata de lel suµortará ver
esµartllhado ou condlclonado. !áo-µouco µoderá reslqnar-se o
cldadáo consclente e llvre, ao quotldlano de arbltrarledade e
vlolencla a que µarecen condenados nllhares de µortuqueses.
uos últlnos tenµos a crlnlnalldade aunentou. 0s núneros sáo
esclarecedores, e quen aconµanha con atençáo a vlda neste
µais, sabe que nos tornános una socledade nals vlolenta.
Saben-no tanbén, µelas µlores razóes, todos aqueles que
senten na µele e na alna os eleltos devastadores da vlolencla:
os ldosos, as nulheres, as crlanças, os que sáo aqredldos e
esµeran do Lstado a µrotecçáo que lhes é devlda.
0s celebrados brandos costunes, esµécle de ¤n:cn uc J¸un da
indole lusltana, µarecen ter-se dlluido na naré avassaladora
de µrocedlnentos coµlados e lnµortados.
uebateno-nos hoje con una crlnlnalldade sollstlcada, de
colarlnho branco e nétodos rellnados, adaµtada às exlqenclas
de una qloballzaçáo que µarece ter vlndo µara llcar.
Ao nesno tenµo, asslstlnos, nos centros urbanos e lora deles,
ao cresclnento acelerado de una crlnlnalldade vlolenta e boçal.
A do roubo µor estlcáo, da serlnqa lnlectada, da aqressáo qratulta
e cobarde. Aquela que, no lundo, nals µerturba e desassosseqa
os cldadáos. A que encurrala as µessoas nas suas µróµrlas casas
e lnµede o convivlo e a lrulçáo de esµaços µúbllcos.
A una e a outra é urqente dar resµosta. uesta cono noutras
natérlas, o Lstado de ulrelto náo µode denltlr-se do lnµeratlvo
constltuclonal de µroteqer os cldadáos e de lhes qarantlr o dlrelto
a una cldadanla µlena.
uáo é, sequranente, una tarela lácll.
uos últlnos anos a autorldade do Lstado deqradou-se
vlslvelnente. As lorças µollclals, desautorlzadas e desnotlvadas
sáo, elas µróµrlas, o exenµlo acabado de una sltuaçáo que urqe
resolver. uun µais en que sáo µúbllcas as deslntellqenclas entre
lorças de cuja cooµeraçáo deµende a ellcácla do conbate ao
crlne, sobejan razóes µara que nos µreocuµenos.
lrlnclµalnente quando o lnlnlqo é µoderoso e já deu µrovas de
que reslstlrá, µor todos os nelos, a qualquer tentatlva sérla de
o alrontar. 0 narcotrállco, a venda de arnas e outras actlvldades
llicltas qeran os lucros labulosos en que assenta o µoder
tentacular do crlne orqanlzado. un µoder que o Lstado
denocrátlco náo µode lqnorar e deve, a todo o custo conbater.
A denocracla é, sabeno-lo, o nelhor dos slstenas. !odavla,
encerra lraqllldades que nultas vezes, ao lonqo da hlstórla, a
ten conduzldo a un beco sen saida.
A crlnlnalldade é, nos dlas de hoje, una aneaça real e concreta
à socledade denocrátlca. A lorna cono condlclona os cldadáos,
nas suas atltudes e nas suas oµçóes µolitlcas, desµertando
loblas e allnentando nedos, é alqo que deve µreocuµar os
denocratas e, en µartlcular, os nllltantes e votantes do lartldo
Soclallsta.
ue lacto, a lnsequrança en que hoje vlven nllhóes de µessoas
constltul un canµo µroµiclo ao surqlnento de µoµullsnos de
várlos natlzes. L, quando o Lstado lraqueja e náo conseque
evltar que as ruas e os balrros se translornen en terrltórlos de
narqlnalldade, a denaqoqla encontra terreno lértll e nlnquén
se adnlra con a resµosta µolitlca de quen vlve en llberdade
condlclonada.
L certo que náo vlvenos, no nosso µais, a atnoslera de terror a
que estáo sujeltos os habltantes de µaises onde o desµrezo µela
vlda hunana é lnlnaqlnável µara µadróes clvlllzados. lortuqal
náo é a Colônbla, e nas nossas ruas náo se norre alnda táo
lacllnente cono nas lavelas do klo de Janelro.
Mas nen µor lsso devenos aleqrar-nos.
uo canµo da µrevençáo e conbate da crlnlnalldade há nulto a
lazer. 0 lartldo Soclallsta, que lol µoder até há µoucos neses e
dele se alastou nas condlçóes que sáo conhecldas de todos,
deve trabalhar, na oµoslçáo e quando voltar ao qoverno , µela
reµoslçáo da autorldade do Lstado denocrátlco. L devolver aos
lortuqueses, de todas as ldades, a µosslbllldade de clrcular, en
sequrança, nas ruas e nas µraças deste µais, é un desiqnlo que
o lartldo Soclallsta deve assunlr, claranente, cono µrlorldade
de qoverno.
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uáo obstante o kelerendo reallzado sobre a crlaçáo das keqlóes
Adnlnlstratlvas, a questáo da reqlonallzaçáo contlnua a ser
una µrlorldade µolitlco-adnlnlstratlva, µois todos os
µressuµostos que ten servldo ao lonqo das últlnas décadas
µara a sua delesa estáo actuals.
lortuqal contlnua a ser un estado altanente desorqanlzado, o
que entrava qualquer estratéqla de desenvolvlnento sustentável
e lnteqrado do µais, crlando una dlnânlca neqatlva de
lnellclencla e lnellcácla que consone os µarcos recursos sen
consequlr saltos qualltatlvos µara o todo naclonal.
ueste entendlnento, a reqlonallzaçáo só µode assunlr un
sentldo verdadelranente útll se µuder constltulr-se en
lnstrunento de desenvolvlnento e de utlllzaçáo nals ellcaz e
ellclente dos recursos.
A reqlonallzaçáo deve lnserlr-se nuna estratéqla de
desenvolvlnento equlllbrado das várlas reqlóes do lais, de
conbate às asslnetrlas, de delesa da lqualdade de
oµortunldades, de coesáo econónlca e soclal, de solldarledade
naclonal, nas tanbén de conµetltlvldade con vlsta aos
desallos decorrentes da lnteqraçáo euroµela, noneadanente o
µrocesso de alarqanento conunltárlo.
!al estratéqla laz aµelo aos µrlnciµlos da subsldlarledade, µela
descentrallzaçáo, e da µarcerla, µela contratuallzaçáo,
envolvendo entldades µúbllcas e µrlvadas no nesno eslorço de
nodernlzaçáo de lortuqal.
uesta óµtlca, as reqlóes deveráo desenµenhar un µaµel
dlnanlzador, táo lnµresclndivel no lnterlor cono no lltoral, nas
zonas nals deµrlnldas cono nas de nalor dlnanlsno.
Lssenclal é que o lunclonanento das reqlóes adnlnlstratlvas
µernlta µotenclar as vlrtualldades de todo o esµaço reqlonal
sen conduzlr, dentro dele, a novas desvalorlzaçóes µerllérlcas.
uo entender do lartldo Soclallsta as reqlóes adnlnlstratlvas
deverlan:
1. Constltulr, de acordo con os µrlnciµlos da µartlclµaçáo e da
subsldlarledade, lactores de aµrolundanento dos dlreltos
µartlclµatlvos dos cldadáos e de aµroxlnaçáo dos centros de
declsáo às µoµulaçóes,
2. Assunlr-se, de acordo con os µrlnciµlos da solldarledade e da
justlça, cono µólos aqreqadores e dlnanlzadores da vlda
µolitlca, cultural e econónlca da reqláo, µela µronoçáo de
conceµçóes lnteqradas do desenvolvlnento sustentável,
vlsando suµerar as asslnetrlas reqlonals e as deslqualdades
de desenvolvlnento e de oµortunldades,
3. Lstabelecer, à luz do µrlnciµlo da µarcerla, nodalldades de
reµresentaçáo ellclente da socledade clvll, vlsando a
concertaçáo e a contratuallzaçáo, deslqnadanente através
da µrevlsáo de conselhos econónlco-soclals de ânblto reqlonal
e da crlaçáo de entldades soclals consultlvas en doninlos
relevantes µara a reqláo,
«. 0bedecer a un crltérlo constltutlvo de conµatlblllzaçáo entre
a exlstencla de reqlóes de lltoral e de reqlóes de lnterlor, µor
aqreqaçáo de dlstrltos, na observâncla do slqnlllcado cultural
das antlqas µrovinclas e da realldade actual das zonas de
nalor concentraçáo µoµulaclonal, senµre sen µrejuizo das
necessárlas adaµtaçóes de lrontelra e tendo en conslderaçáo
a vontade exµressa dos Munlciµlos lnteqrantes,
3. Constltulr-se cono centros de µronoçáo, lnteqraçáo e
artlculaçáo das µolitlcas µúbllcas, nun quadro de coordenaçáo
lunclonal entre a adnlnlstraçáo central e a adnlnlstraçáo
local, reallzando lunçóes de µlaneanento e de coordenaçáo
e aµolo à acçáo dos Munlciµlos no resµelto da autononla
destes e sen llnltaçáo dos resµectlvos µoderes,
6. Assequrar dlreltos de reµresentaçáo e µartlclµaçáo conµativels
con a sua natureza, no doninlo lnterno, deslqnadanente ao
nivel do Conselho Lconónlco e Soclal e nas conµetentes
estruturas de qestáo e aconµanhanento do 0uadro
Conunltárlo de Aµolo, e, ao nivel externo, µartlcularnente
no Conlté Luroµeu das keqlóes.
uo entanto, a keqlonallzaçáo náo µode constltulr un loco de
dlvlsáo entre os µortuqueses, nen un slnµles µrojecto de crlaçáo
de estruturas µolitlcas, adnlnlstratlvas ou burocrátlcas estérels.
Assln, dada a relevâncla lndlscutivel desta relorna, o lartldo
Soclallsta lrá relançar a keqlonallzaçáo, através de un µrocesso
laseado de dlscussáo e consolldaçáo lnterna desta questáo,
avançando µosterlornente µara o µais tendo µor base una
estratéqla de consenso alarqado a que se assoclen
µosterlornente as dlversas lorças µolitlcas, e que conte con
una electlva µartlclµaçáo dos cldadáos e das lnstltulçóes
reµresentatlvas dos seus lnteresses.
lot|o, z9 de 0a|aoto de z00z
45
H0ÇA0
0 PS 0uf 0ufkfH0S
lrlnelro subscrltor
Pf0k0 IfNkfIk0 8ISfAIA
Mllltante nº. 317«0
lerante o vasto unlverso dos nllltantes do lartldo Soclallsta,
os deleqados deste XII Conqresso uaclonal ten o dever noral
de aµontar os canlnhos necessárlos à rellexáo serena sobre a
estratéqla µolitlca a adoµtar nestes tenµos de oµoslçáo ao
Coverno lSu/ ll.
0ra, µara se atlnqlr o lln anunclado, tanbén devenos decldlr
en µrlnazla sobre a reorqanlzaçáo lnterna do lartldo Soclallsta.
A reunláo naqna dos soclallstas deve constltulr a base de
µreµaraçáo de una nova vlda do lartldo que µernlta a todos
nós estarnos habllltados a aceltarnos en consclencla a crlaçáo
real de una estrutura de lunclonanento que se revele ellcaz
na conservaçáo e lncentlvo dos Canaradas µara as lutas
eleltorals que se aµroxlnan.
Sabenos que este Conqresso vlsa ser o berço da dlnanlzaçáo
evolutlva do lartldo Soclallsta, resµeltando una lóqlca de
abertura ao exterlor e à socledade clvll, de acordo con o µrocesso
lnlclado nos Lstados Cerals, sendo tal lacto lncontornável e
nerecedor do nosso aµolo.
Concordanos con o esµirlto que µreslde à crlaçáo de luturos
lóruns de debate e de dlscussáo, abertos às µessoas lora do
lartldo Soclallsta, que desejen lntervlr no aµrolundanento
dos seus dlreltos de cldadanla, enquanto herdelros dlrectos
do nodelo adoµtado µelos Lstados Cerals.
lensanos que esta µoderá ser nelo de estudo e de anállse
que µernlta ao lartldo Soclallsta encontrar resµostas µara as
questóes que µreocuµan os µortuqueses e os lnµulslonan a
nanllestaren-se e a orqanlzaren-se en torno da delesa de
µrlnciµlos que sáo conslderados essenclals à sua exlstencla
soclal.
Contudo, en nosso entender, levanta-se o µroblena da
conciliação entre o cidadão vigilante e interveniente e o
militante partidário.
Cono chanar à colaboraçáo con o lartldo Soclallsta de quen
quer rellectlr, aqlr e nudar o estado de µura estaqnaçáo en
que se encontran a nalorla dos sectores da socledade, cono
µor exenµlo, a Saúde, a Justlça, a Lducaçáo, a Cultura, entre
tantos outros :
!enos de saber catlvar e acolher novos nllltantes e qarantlr a
todos os µresentes e actuals canaradas que no lartldo
Soclallsta exlste o esµaço ldeal de que necessltan µara actuaren
e exµressaren µubllcanente as suas µreocuµaçóes e anselos
sobre os qrandes tenas soclals.
Ao receber no seu selo os µortuqueses que a nosso lado quelran
µartlclµar na vlda µartldárla actlva, o lartldo Soclallsta ten de
lhes assequrar que no seu lnterlor ten una V02 e que os seus
µensanentos sáo recebldos cono un contrlbuto lulcral µara o
µleno e nornal desenvolvlnento e aµrolundanento da
denocracla.
uo entanto, nanllestanos a nossa oµoslçáo lrontal a µrátlcas
encaµotadas que vlsan a nédlo e lonqo µrazo o esvazlanento
de conµetenclas das Secçóes do lartldo Soclallsta.
0 caso concreto das Secçóes de kesldencla que sobrevlven
qraças ao eslorço e à dedlcaçáo dos seus nllltantes que
esquecendo nultas das horas das suas vldas µrlvadas as
dedlcan con enµenhanento ao lartldo Soclallsta.
As Secçóes de kesldencla sáo os µllares das autarqulas deste
µais e o bon ou nau trabalho dos Canaradas naquelas é
slnónlno de vltórlas e de derrotas nos nals dlversos actos
eleltorals, noneadanente, nas elelçóes autárqulcas, onde o
contrlbuto abneqado de cada un de nós µode slqnlllcar o
resultado de una elelçáo.
Assln, avançarnos µara a crlaçáo de estruturas
lnstltuclonallzadas no lartldo Soclallsta cono ´Scc¡cc·
7c¤JI/cn·´, ´Scc¡cc· uc Iu:In 0u:n¡Jc´, cujo sentldo µassa
µela orqanlzaçáo dos nllltantes en torno de una área de
lntervençáo ou en lunçáo de un objectlvo de eleltos náo
duradouros no tenµo, assln cono, en conµlenento aceltarnos
a crlaçáo de ´IIuÞc· uc PcI/I/cn´ orlentados µara a anállse
reqular e µerlódlca da µolitlca qeral ou sobre tenas esµecillcos
ou aceltarnos nesno a crlaçáo da llqura do ´EIc/Ic: PS´ que
serlan µessoas lnscrltas no lartldo Soclallsta, nas náo
conµronetldas con o nesno, náo µassan de actlvldades de
nera dlsµersáo e de clara nedlda de extlnçáo a breve trecho
das Secçóes de kesldencla e do seu µaµel na actlvldade do
µartldo.
uáo se alcança a necessldade da crlaçáo de una varledade
lnusltada de novos elenentos con lorça estatutárla, quando
os objectlvos a que os nesnos se µroµóen alcançar µoden e
deven ser atlnqldos µelas Secçóes já exlstentes, tenhan estas
as condlçóes de trabalho µara a µrossecuçáo dos seus llns.
LM C0uCLuSA0,
1º-uelendenos a crlaçáo de lóruns de debate abertos à
socledade clvll, enquanto nelo de estudo e de anállse que
µernlta ao lartldo Soclallsta encontrar soluçóes µara os
µroblenas que sáo conslderados essenclals à exlstencla
soclal dos µortuqueses,
2º-Conclllaçáo dllerenclada entre o cldadáo lntervenlente e o
nllltante µartldárlo,
3º- uesenvolver una µolitlca de acolhlnento de novos nllltantes,
noneadanente, junto dos Lstabeleclnentos de Lnslno
Suµerlor, das µrollssóes llberals, das enµresas e das
assoclaçóes civlcas,
«º- Assequrar que no lartldo Soclallsta exlste o esµaço ldeal
µara exµressáo µúbllca das µreocuµaçóes e anselos dos
nllltantes sobre os qrandes tenas soclals,
3º- Crlaçáo nas Secçóes de kesldencla de esµaços de debate que
slnbollzen µontos de encontro de ldelas e de µessoas,
6º- habllltar as Secçóes de kesldencla con os nelos necessárlos
à conµleta lnlornatlzaçáo das nesnas, µosslbllltando o seu
trabalho na "lnternet",
7º- Crlaçáo de nelos lislcos e hunanos que µernltan a lnstalaçáo
das Secçóes de kesldencla en locals dlqnos e acessivels aos
nllltantes das suas áreas de lnlluencla.
46
H0ÇA0 SffI0kIAL
0 PS f AS f0HuNI0A0fS
HfLh0kAk A N0SSA AfÇA0
Aµresentada µela
SffÇA0 0f 8kuXfLAS
uos últlnos anos, consequencla da nelhorla das condlçóes de
vlda, do aunento do enµreqo e de un cresclnento econónlco
sustentado até ao lniclo de 2002, lortuqal delxou de ser un µais
excluslvanente de enlqraçáo µassando a ser escolhldo cono
µais de destlno µara nultos e nultas cldadáos e cldadás do
nundo que µrocuran no nosso µais nelhorar a sua condlçáo
econónlca e soclal, luqlr a querras e dltaduras, sendo nultas
vezes vitlnas de redes de trállco de seres hunanos, nas lazendo
µreclsanente o nesno que nllhares de conµatrlotas nossos
llzeran ao lonqo de várlas décadas do século XX.
0 lS, µerante este novo lenóneno na socledade µortuquesa,
senµre delendeu a aµllcaçáo de nedldas de lnteqraçáo que
conduzlssen ao exerciclo de dlreltos reals de cldadanla, allados
aos dlreltos econónlcos, soclals e culturals, batendo-se contra
o aunento de sentlnentos raclstas e xenólobos. uevenos ter
orqulho do trabalho desenvolvldo µelos qovernos do lartldo
Soclallsta nesta natérla e µela delesa lntranslqente de una
µolitlca conun euroµela en natérla de enlqraçáo.
uo entanto, o nosso enµenho en resolver as questóes
relaclonadas con a cheqada nasslva de nllhares de
trabalhadores estranqelros, allada à urqencla de dar resµosta a
necessldades reals de náo-de-obra exlstentes no nercado de
trabalho, náo ten sldo lqual relatlvanente aos cldadáos e cldadás
do nosso µais esµalhados µelo nundo, lorçados a delxar lortuqal
µara nelhorar a sua sltuaçáo noutros µaises.
keconhecenos o trabalho nerltórlo desenµenhado µelos
qovernos do lS junto das conunldades µortuquesas, tal cono
conslderanos nulto µosltlva a acçáo das estruturas do lS no
estranqelro. uo entanto, e tal cono ten sucedldo noutros
sectores do nosso µais, con a cheqada do lSu ao qoverno a
µrlnclµal µreocuµaçáo é destrulr e náo consolldar os µroqressos
obtldos µela nossa acçáo junto das conunldades µortuquesas
nos últlnos sels anos. lerante esse lacto, o lS denonstra alquna
lncaµacldade en reaqlr de una lorna vlqorosa, atenµada e
coordenada. L lnµerloso lnverter esta sltuaçáo e relorçar a nossa
acçáo.
uáo é nossa lntençáo reµetlr nesta noçáo as µroµostas que
aµresentános e votános en conqressos anterlores.
lretendenos sonente alertar a nossa consclencla colectlva µara
os déllces de lunclonanento do lS relatlvanente à sua
orqanlzaçáo lnterna e à ausencla de una acçáo coordenada,
lnclulndo ao nivel das µolitlcas, junto das conunldades
µortuquesas no estranqelro. Lntendenos alnda que a
orqanlzaçáo do lartldo a nivel naclonal náo se aµllca en todas
as suas vertentes à realldade da acçáo e das estruturas no
estranqelro.
0 lS sabe, µor exµerlencla µróµrla, que o voto dos enlqrantes
µode alterar radlcalnente os resultados eleltorals. Mas o lS
tanbén sabe que o seu nivel de µartlclµaçáo nos actos eleltorals
µortuqueses é narqlnal. 0 núnero de µortuqueses lnscrltos nos
cadernos eleltorals dos µaises de acolhlnento onde exlste
reconheclnento de dlreltos civlcos e sobretudo nos µaises da
unláo Luroµela µara as elelçóes autárqulcas ou do larlanento
Luroµeu, é rldlculanente balxo.
Lsta é una natérla que dlz resµelto a todos, onde quer que nos
encontrenos. uáo sáo só os nllltantes e slnµatlzantes
soclallstas no estranqelro que deven µrocurar resµostas a estas
questóes no sentldo de noblllzar a µartlclµaçáo civlca dos nossos
conµatrlotas. Subscrevenos lnteqralnente que o lS concorra
sózlnho às µróxlnas elelçóes µara o larlanento Luroµeu, nas
lsso é en lortuqal. A nivel euroµeu, é essenclal que o lartldo
Soclallsta Luroµeu recuµere a nalorla dos deµutados, sob µena
de o µrojecto euroµeu que delendenos náo ser µosto en µrátlca.
A µartlclµaçáo nasslva dos enlqrantes µortuqueses µode ser
lnµortante µara que alcancenos esse objectlvo.
L essenclal que o lS dellna una estratéqla de acçáo clara
conducente ao aunento da µartlclµaçáo dos enlqrantes
µortuqueses nas elelçóes µara o larlanento Luroµeu, essa acçáo
deve ser desenvolvlda en coordenaçáo con as estruturas do
lartldo nos µaises da unláo Luroµela.
0 lS tanbén sabe que nultos dos seus nllltantes en 8ruxelas
e no Luxenburqo sáo lunclonárlos das lnstltulçóes euroµelas.
uo ânblto do alarqanento da uL, é do lnteresse de lortuqal
nanter un elevado nivel de reµresentatlvldade de lunclonárlos
µortuqueses nessas lnstltulçóes. louco ou nada ten sldo lelto
µara lederar a sua acçáo.
L essenclal que, en estrelta cooµeraçáo con as suas estruturas
na 8élqlca e no Luxenburqo, o lS crle necanlsnos que µernltan
una nelhor coordenaçáo e un nalor aµolo aos lunclonárlos e
lunclonárlas de lortuqal nas lnstltulçóes euroµelas.
0 lS sabe que a sua vlslbllldade junto das conunldades
µortuquesas no estranqelro é reduzlda, aµesar do enµenho e
da nllltâncla actlva de nultos canaradas. Lsta sltuaçáo µode
ser lnvertlda se loren crladas as condlçóes lnternas µara lsso.
uáo é µossivel contlnuar cono até aqora, con a total lalta de
coodenaçáo, de trabalho conjunto e en nultos casos de quase
total ausencla de actlvldade das estruturas exlstentes, µouco
lunclonals e quase nada oµeraclonals, onde a clrculaçáo da
lnlornaçáo entre as lederaçóes e as secçóes é nula. As actuals
estruturas náo resµonden às necessldades do lartldo ou das
µróµrlas conunldades.
Conslderanos urqente a crlaçáo no selo do lartldo de un
ueµartanento que se ocuµe das questóes relaclonadas con as
Conunldades µortuquesas resldentes no estranqelro e que
lunclone cono elo de llqaçáo entre o trabalho desenvolvldo
µelas estruturas no estranqelro e os objectlvos µolitlcos do
lartldo a nivel naclonal. lroµonos alnda a utlllzaçáo das novas
tecnoloqlas da lnlornaçáo e da conunlcaçáo µara executar un
trabalho nals ellcaz e con custos reduzldos.
!anbén náo µodenos contlnuar a ter estruturas orqanlzatlvas
lquals às que exlsten en lortuqal. A dlsµersáo das µessoas, as
dlstânclas, a dlllculdade en nanter contactos requlares lnµllca
a crlaçáo de estruturas nals áqels, nenos burocrátlcas, ben
cono acabr con sltuaçóes un µouco carlcatas que ten exlstldo
ao lonqo dos últlnos anos.
Assln, µroµonos que a nivel das estruturas no lS no estranqelro
µasse a ser µossivel crlar núcleos a µartlr de 3 nllltantes e
secçóes a µartlr de 10 nllltantes. Cada µais deve crlar a sua
µróµrla lederaçáo, a qual deve ser conµosta µor un ninlno de
tres secçóes ou 30 nllltantes e estar reµresentada nos orqáos
naclonals do lS.
Indeµendentenente da acçáo a desenvolver ao nivel de cada
µais, condlclonada µelo tananho da Conunldade lortuquesa,
das µrátlcas assoclatlvas e de outros lactores, conslderanos
nulto lnµortante - essenclal - que as estruturas do lS no
estranqelro trabalhen de una lorna nals coordenada entre sl.
lace a desallos conuns e que se colocan a todos os µortuqueses
que vlven na Luroµa, tenos de ter resµostas conuns e
coordenadas, ben cono desenvolver acçóes concertadas e en
slnultâneo, µara que a vlslbllldade do lS e o lnµacto das suas
acçóes e µroµostas sejan claros.
lroµonos a crlaçáo de una Lstrutura de Coordenaçáo Luroµela,
que através da orqanlzaçáo de, µelo nenos, una reunláo anual,
coordene as lntervençóes e as tonadas de µoslçáo do lartldo no
estranqelro relatlvanente a natérlas de lnteresse conun,
µronova a orqanlzaçáo de canµanhas do lS junto das conunldades
e trabalhe en estrelta cooµeraçáo con as secçóes e as lederaçóes
de µais, ben cono con as estruturas naclonals do lS. Lsta estrutura
deve ser conµosta µor una Mesa con tres elenentos,
reµresentantes de µaises dllerentes e elelta cada dols anos.
Conslderanos que as nossas µroµostas µoderáo contrlbulr µara
alterar substanclalnente a qualldade da µresença e da
lntervençáo do lartldo Soclallsta junto das conunldades
µortuquesas no estranqelro, levando nals lonqe a nossa
nensaqen de solldarledade.
47
H0ÇA0 SffI0kIAL
P0LIIIfA 0f fI0A0fS
MLLh0k 0uALIuAuL uL VIuA lAkA AS lLSS0AS
MAI0k C0MlL!I!IVIuAuL lAkA 0 !LkkI!0kI0
lrlnelro subscrltor
ANI0NI0 f0NSffA ffkkfIkA
1. lortuqal é un µais de urbanlzaçáo tardla. Mas, nos últlnos
quarenta anos, as actlvldades e os valores urbanos - culturals,
µrollsslonals e conµortanentals - conheceran una exµansáo
ráµlda, quer en ternos qeoqrállcos, quer µoµulaclonals. há
trlnta anos, dols en cada tres µortuqueses vlvlan en nelo
rural. hoje lnverteu-se essa relaçáo. lassános de un nodo de
vlda µredonlnantenente rural µara un nodo de vlda
donlnantenente urbano.
Mals de 70v da µoµulaçáo µortuquesa vlve ou trabalha nos
centros urbanos. Mas con dellclentes condlçóes de vlda. As
nossas cldades e os µrlnclµals centros urbanos solren de
una duµla desquallllcaçáo: µor un lado, os centros hlstórlcos
estáo a esvazlar-se da lunçáo habltaclonal, e nun µrocesso
acelerado de terclarlzaçáo e deqradaçáo, µor outro lado, as
nossas cldades cresceran de lorna desordenada, caótlca,
desµrovldas das lnlraestruturas e dos equlµanentos báslcos,
de redes de transµortes conslstentes e de esµaços µúbllcos
acolhedores.
2. As lorças do nercado que actuan sobre a cldade, sen a devlda
requlaçáo, só resolven os µroblenas de alquns. uáo de todos.
L lazen-no, lrequentenente, con a delaµldaçáo dos recursos
naturals, da qualldade anblental e do µatrlnónlo hlstórlco e
arqultectónlco.
!radlclonalnente, a cldade lol slnónlno de vlda conunltárla,
de llberdade, de lnovaçáo, de ben estar soclal, cultural e
naterlal. urbanldade e cldadanla estáo hlstorlcanente e
etlnoloqlcanente llqadas à cldade. Mas con a lndustrlallzaçáo
e a urbanlzaçáo nasslllcadas, as cldades ven concentrando
os nals qraves µroblenas clvlllzaclonals: desenµreqo,
exclusáo, solldáo, µolulçáo e lnsequrança.
Mas náo exlste alternatlva µara a cldade. Lsta contlnuará a
µolarlzar a lnovaçáo, a crlatlvldade, a cultura, o µroqresso
soclal e o aµrolundanento da denocracla.
3. A cidade e o território ten de ser colocados no centro do
debate µara a atuallzaçáo e o aµrolundanento do ldeárlo e da
acçáo µolitlca e cultural dos soclallstas.
lorque é nestas lnstânclas que hoje se condensa e exµressa -
µelas lornas nals llaqrantes, lnjustas e vlolentas - a natureza
classlsta, dlscrlnlnatórla e oµressora, (contrárla ao
desenvolvlnento hunano), do caµltallsno neo-llberal.
Mas é, tanbén, nas cldades e no terrltórlo que sáo nals vlsivels
e sentldas as nudanças - en curso de aceleraçáo - ocorrldas
nas últlnas décadas, nos slstenas de µroduçáo, aµroµrlaçáo e
dlstrlbulçáo. Con lortes lnµllcaçóes nos valores, asµlraçóes e
conµortanentos lndlvlduals e colectlvos, exlqlndo,
necessarlanente, o reµensar das estratéqlas e das
nodalldades de lntervençáo de esquerda.
0s soclallstas ten de lnventar e allrnar - no dlscurso, nas
µratlcas qovernatlvas e no quadro de una utoµla reallsta - =
cidade da cidadania
Contraµôr às exclusóes suburbanas, à seqreqaçáo lunclonallsta
no acesso aos servlços e equlµanentos, o dlrelto unlversal à
educaçáo, à cultura, à saúde e aos µroqressos clentillcos e
tecnolóqlcos, oµor à lóqlca lucratlvlsta e esµeculatlva dos
lnteresses lnoblllárlos e lundlárlos, a lunçáo soclal do solo, os
dlreltos urbanos dos cldadáos à lrulçáo colectlva do esµaço
µúbllco e à nobllldade, vencer o lsolanento, a solldáo e a
vlolencla da urbe caµltallsta a lavor da cldade (lólls) cono
esµaço µrlvlleqlado de conunlcaçáo, de vlvencla solldárla, de
crlatlvldade e de sequrança colectlva.
L neste conbate de esquerda, µela urbanldade e µela cldadanla,
- µela nelhorla da qualldade de vlda en contraµonto ao
cresclnento do nivel de vlda, - que os soclallstas lorjaráo novas
allanças µara as translornaçóes hunanlzadas e solldárlas da
socledade.
0 desenvolvimento sustentável (anblental, econónlco,
soclal e reqlonal) do território, no resµelto µelos recursos e
valores naturals, ecolóqlcos, hunanos e µatrlnonlals é, en
nosso entender, un dos tenas a µrlvlleqlar µela renovaçáo do
µrojecto soclallsta. 0rlentaçáo que lnµllca o estabeleclnento
de desiqnlos e µrocessos que aµonten µara o relorço da rede
das cldades nédlas e dos µequenos centros urbanos e una
vlsáo lnteqrada dos µroblenas das áreas netroµolltanas. Mas
deµende tanbén do exlto de una tela de µrocessos de
desenvolvlnento local, en artlculaçáo con a revltallzaçáo dos
esµaços rurals, no quadro de una conµlenentarledade, cuja
electlvldade se revelará na nedlda en que susclte una cadela
de slnerqlas.
4. !er un µensanento e µroµostas claras sobre as cldades e o
terrltórlo, dlsµôr de una estratéqla µara a sua conµetltlvldade,
µara a coesáo sóclo-terrltorlal e a sustentabllldade do nosso
slstena urbano, lnµlenentar as µolitlcas que tornen as nossas
cldades nals belas, nals soclávels e nals lunclonals, é un dos
nalores desallos que se colocan hoje à socledade µortuquesa
e, µor resµonsabllldades acrescldas, aos soclallstas.
Assln, no ânblto de un µroqrana renovado µara qovernar
lortuqal, no séc. XXI, os soclallstas teráo de debater no seu
selo e µroµor soluçóes, entre outras µara as sequlntes questóes:
4.1 keforma da administração do território:
` relorço da descentrallzaçáo de acordo con o µrlnciµlo da
subsldarledade,
` redlnenslonanento dos concelhos e lrequeslas,
` natrlz esµaclal coerente µara a lnµlantaçáo dos servlços
desconcentrados,
` crlaçáo de nivels lnternédlos de adnlnlstraçáo nas cldades
de Llsboa e do lorto.
4.2 Novas formas de governo para os municípios e as
áreas metropolitanas:
- relorço dos µoderes e dos nelos de lntervençáo das
assenblelas nunlclµals,
- crlaçáo de dlsµosltlvos que estlnulen e assoclen a
lntervençáo das orqanlzaçóes da socledade clvll no qoverno
das cldades,
- consaqraçáo dos vereadores con conµetenclas deleqadas
µor áreas qeoqrállcas tendo en vlsta a qestáo lnteqrada e
terrltorlallzada das µolitlcas (hoje) sectorlallzadas,
- elelçáo, µor sulráqlo dlrecto, dos órqáos de qoverno das
Areas Metroµolltanas de Llsboa e lorto, e, enquanto tal
náo se verlllcar, crlaçáo, nessas áreas, de Conlssóes
Lxecutlvas quallllcadas µara assequrar a qovernabllldade.
4.3 foesão e segurança
A coesáo sóclo-terrltorlal e a sequrança µúbllca urbana teráo
de constltulr doninlos µrlorltárlos das µolitlcas soclallstas
µara o terrltórlo e as cldades:
- sequrança µúbllca, allnentar e anblental,
- requallllcaçáo sóclo-urbanistlca das µerllerlas
netroµolltanas, deslqnadanente aµostando en µroqranas
escolares de excelencla µedaqóqlca e de equlµanentos
culturals e desµortlvos,
- desenvolvlnento de µroqranas de enµreqabllldade e de
enµreqo, deslqnadanente do nercado soclal do enµreqo,
nos servlços e equlµanentos urbanos, nas áreas critlcas,
enlrentando os lenónenos de exclusáo, narqlnalldade e
desenµreqo, µartlcularnente entre os jovens,
- aµolo ao nultlculturallsno e à nlsceqeraçáo soclal cono
qarantla da vltalldade urbana e de µrevençáo de
narqlnalldade.
4.4 0rdenamento sustentável do território
- uova Lei de Solos que dlstlnqa, claranente, entre
dlrelto de µroµrledade e dlrelto de urbanlzar, adoµtando os
necanlsnos do solo µroqranado, e assente en crltérlos
que qarantan a lunçáo soclal da µroµrledade, o lnteresse
µúbllco e o µroqresso econónlco e soclal,
- aµolo µrlorltárlo aos µroqranas de reabllltaçáo
urbanistlca e soclal dos centros hlstórlcos e das µerllerlas
urbanas,
- orqanlzaçáo de slstenas de transµortes µúbllcos de
qual l dade, desl qnadanente das Autorl dades
Metroµolltanas de !ransµortes nas Areas Metroµolltanas
de Llsboa e lorto,
- µrlorldade à renovaçáo do canlnho de lerro e à construçáo
de slstenas de Metros llqelros de suµerlicle,
- aµolo ao desenvolvlnento de novas centralldades do
slstena urbano naclonal e nas µerllerlas netroµolltanas.
48
H0ÇA0 SffI0kIAL
0S f0HPk0HISS0S 00 PS f A I0uAL0A0f 0f 0fNfk0
"0aetemos set am µais de ma|netes e nomens, iqaais em ditei|os e detetes,
¡ae assamem em µ|ena iqaa|dade as ditetsas dimensões da saa tida µessoa| e citica".
In "lazet oem µe|o la|ato´ - Lduardo lerro kodrlques
lrlnelro subscrltor
HAkIA 00 fAkH0 k0HA0
1. A 0fffSA 0A I0uAL0A0f 0f 0fNfk0 fA2 PAkIf
0A IkA0IÇA0 S0fIALISIA
0 lartldo Soclallsta, llel aos valores do soclallsno denocrátlco e da
soclal - denocracla delende a lqualdade de qénero cono un vector
essenclal na µronoçáo do desenvolvlnento sustentável e solldárlo
da nossa socledade. 0 lS, através do trabalho e das lutas do
0epartameoto de Ma/beres, lol µlonelro na delesa de llnlares
ninlnos de µartlclµaçáo, batendo-se µela µartlclµaçáo equlllbrada
no µrocesso de declsáo cono un µasso declslvo na µronoçáo da
lqualdade de qénero na socledade.
0 qrande objectlvo na delesa da lqualdade entre nulheres e honens
é o de sernos caµazes de construlr e orqanlzar una socledade onde
nulheres e honens µossan µlanear as suas vldas en lqualdade de
clrcunstânclas, sen dlscrlnlnaçóes en lunçáo do qénero.
A qarantla da lqualdade de qénero no µlano nornatlvo é una
tarela essenclal, sendo lundanental lntroduzlr lnstrunentos de
nudança que µronovan a µartllha do µoder e das resµonsabllldades
en todas as esleras da vlda.
L recorrente a allrnaçáo de que o dlrelto à lqualdade está
anµlanente consaqrado no slstena juridlco µortuques e nos
lnstrunentos de dlrelto lnternaclonal que vlnculan o nosso µais.
Contudo os lndlcadores e as vlvenclas da nossa socledade evldenclan
alnda µrolundas asslnetrlas entre as nulheres e os honens. 0s
"papéis sociais" de género contlnuan a narcar µrolundanente
a orqanlzaçáo do quotldlano lenlnlno e nascullno de lorna
deslqual: os honens sáo µrejudlcados na eslera lanlllar e as
nulheres sáo µrejudlcadas na eslera µúbllca.
0 nosso desallo, do lS e do 0epartameoto das Ma/beres
Soclallstas, é o ternos µroµostas de nudança, noneadanente nas
relaçóes soclals de qénero que µernltan una nalor electlvldade da
aµllcaçáo do dlrelto µor un lado, e una nalor µartllha das dlversas
esleras da vlda hunana µor outro.
2. 0 Lf0A00 00S 00VfkN0S 00 PAkII00 S0fIALISIA
A nllltâncla soclallsta nas questóes da lqualdade narcou a acçáo
dos Covernos lS, traduzlda en relevantes e nunerosas nedldas.
uesde loqo o lacto das questóes da lqualdade teren llcado na
deµendencla dlrecta do Primeiro-Mioistro , condlçáo lundanental
µara a µosslbllldade da aµllcaçáo do µrlnciµlo de transversalldade
nas várlas µolitlcas µúbllcas. lela µrlnelra vez loran crlados os
carqos de 4/ta tomissária para a Iqaa/dade e Iamí/ia, Mioistra
para a Iqaa/dade e 5ecretária de Lstado para a Iqaa/dade.
0 P/aoo Raciooa/ para a Iqaa/dade e o P/aoo Raciooa/ cootra
a Pio/iocia aµrovados µelos Covernos lS loran µlonelros. llonelros
na vlsáo de conjunto e transversal da lqualdade de qénero, µlonelros
na quantlllcaçáo de nedldas con µrazos de execuçáo, µlonelros no
assunlr µolltlcanente, dlscutlndo con todos os µarcelros a µronoçáo
e orqanlzaçáo de una socledade nelhor, nals justa e nals lellz.
Con o lS a questáo da Iqualdade de Cénero lol dellnlda cono una
questáo de socledade, e náo aµenas cono una questáo de nulheres.
0 relorço da µartlclµaçáo dos honens na vlda lanlllar lol un narco
da acçáo dos Covernos lS nestas áreas, sendo un bon exenµlo a
lroµosta de Lel do dlrelto lrrenunclável a clnco dlas de llcença µor
µaternldade aµós o nasclnento de un lllho ou lllha.
Lsta µersµectlva ten cono llo condutor qarantlr aos honens o
exerciclo dos seus dlreltos na vlda lanlllar, qarantlr às nulheres o
exerciclo dos seus dlreltos na vlda µrollsslonal ellnlnando
µroqresslvanente as dlscrlnlnaçóes no nercado do trabalho
nalorltarlanente decorrentes da naternldade e qarantlr os dlreltos
das crlanças a teren o µal e a náe dlsµonivels no seu
desenvolvlnento.
lol tanbén durante os Covernos lS que se relorçou, con a revlsáo
constltuclonal de 1997, o dlrelto à lqualdade entre nulheres e
honens. 0 lS assunlu nessa altura a delesa dos llnlares ninlnos
de µartlclµaçáo na vlda µolitlca e consequlu a aµrovaçáo do artlqo
109º, que deternlna que a lel µronova a lqualdade no exerciclo dos
dlreltos civlcos e µolitlcos sen dlscrlnlnaçáo en lunçáo do qénero
no acesso a carqos µolitlcos.
Con os Covernos lS lol alnda µossivel aµrovar várlos lnstrunentos
µara a µronoçáo da lqualdade entre nulheres e honens. lara
alén dos llanos já relerldos, lol µossivel aµrovar µor exenµlo a
alteraçáo do reqlne de sançóes laborals, aqravando as relatlvas à
dlscrlnlnaçáo en lunçáo do sexo e à vlolaçáo das nornas de
µrotecçáo da naternldade e µaternldade.
lol tanbén con os Covernos lS que loran lnµulslonadas nedldas
de acçáo µosltlva e transversallzaçáo da dlnensáo da lqualdade
nos llanos uaclonals de Lnµreqo (desde 1998) e no llano de
Acçáo µara a Inclusáo de 2001. 0 lS concretlzou a aµllcaçáo da
transversallzaçáo da dlnensáo da lqualdade nos lundos estruturals
no II e III 0uadros Conunltárlos de Aµolo, tendo o últlno lncluido
una nedlda autónona µara a µronoçáo da lqualdade de qénero.
lol tanbén un Coverno soclallsta que dedlcou una µarte
slqnlllcatlva da sua lresldencla da unláo Luroµela às questóes da
Iqualdade de Cénero, tendo µroµosto e qarantldo a aµrovaçáo da
kesoluçáo de Conselho e dos Mlnlstros do Lnµreqo e da lolitlca
Soclal, de 29 de Junho de 2000, relatlva à "lartlclµaçáo Lqulllbrada
das Mulheres e dos honens na actlvldade µrollsslonal e na vlda
lanlllar".
!odas estas e outras nedldas dáo corµo a una Rova 6eração de
Po/íticas Páb/icas oa Iqaa/dade de 6éoero dos 6overoos P5
lançaran a base da nudança runo a una socledade nals
denocrátlca, nals desenvolvlda, nals sustentável, nals solldárla.
0 leqado do lS no Coverno relatlvanente à Iqualdade de Cénero
acresce as resµonsabllldades do lS µerante os µortuqueses e as
µortuquesas. ua oµoslçáo, o lS náo delxa calr as suas µreocuµaçóes
nuna área que deternlna táo dlrectanente a qualldade de vlda dos
cldadáos. Serla µolltlcanente errado e estrateqlcanente absurdo.
3. kISf0S 0f kfIk0ffSS0 f0H 0 AfIuAL 00VfkN0
PS0[PP
A dellnlçáo de una lolitlca de Iqualdade de Cénero justlllca-se µor
sl só. uo entanto, várlas das nedldas do qoverno lSu/ll slqnlllcan
un retrocesso na nossa socledade.
A nova Lel de 8ases da Sequrança Soclal, o Ante-lrojecto do Códlqo
de !rabalho, o kendlnento de Inserçáo Soclal e a Lel de 8ases de
lanilla sáo o exenµlo de cono as questóes da Iqualdade de Cénero
sáo µrejudlcadas e nesnos dlstorcldas. Alquns exenµlos sáo
evldentes: a naternldade é desµroteqlda quando µor exenµlo,
desaµarece no Ante-lrojecto o actualnente µrevlsto µara as llcenças
de qéneos, qravldez de rlsco e lnternanento hosµltalar e µara a
lornaçáo µrollsslonal µara as náes que reqressan ao exerciclo da
µrollssáo no llnal da llcença µarental, a allrnaçáo dos dlreltos da
µaternldade é enlraqueclda ao µonto de haver o rlsco de µerda de
dlreltos cono acontece con a llcença µarental de 13 dlas, renu-
nerada, que constltul una acçáo µosltlva lnµortante µara os µals.
Ln none da µrotecçáo da naternldade, o Coverno lSu/ll crla
condlçóes µroµiclas ao enlraqueclnento da autononla econónlca
e llnancelra das nulheres, ao nesno tenµo que recua nas condl-
çóes que µernlten aos honens o exerciclo dos seus dlreltos na
lanilla. 0 nesno Coverno que se µroclana delensor das lanillas
aµresenta µroµostas que, allnal, aqrlden lortenente os dlreltos
das lanillas e dos seus elenentos, ao µonto de se µoder µôr en
causa a constltuclonalldade dessas µroµostas lace à tarela lunda-
nental do Lstado de µronover a lqualdade entre nulheres e
honens.
uáo há conjuntura econónlca que justlllque a quebra da denocracla.
0 aqravanento da deslqualdade entre nulheres e honens é un
atentado ao Lstado de dlrelto denocrátlco.
0 lS ten a resµonsabllldade de assequrar que a dlscussáo das
nedldas do actual qoverno ten a µersµectlva da lqualdades de
qénero cono una µersµectlva de anállse µolitlca lundanental. Só
assln tornará µerceµtivel os retrocessos que estáo en causa µara
as nulheres e os honens do nosso µais. lara o PS °a igualdade de
género é um critério da democracia".
1
4. INVfSIIk N0 fuIuk0
Ln µleno século XXI a nossa socledade ou outra qualquer náo µode
reqressar ao nodelo de orqanlzaçáo soclal que conllnava o esµaço
µúbllco aos honens e o esµaço µrlvado às nulheres. Cono é óbvlo,
tal vla náo é sequer desejável. Mas se o canlnho que querenos é o
da µartlclµaçáo equlllbrada das nulheres e dos honens en todas
as esleras da vlda, tenos que ser caµazes de orqanlzar a socledade
µara que, de lorna ellcaz e sustentável, tal seja µossivel.
lela tradlçáo do lS na delesa da Iqualdade de Cénero, µelo trabalho
que o lS desenvolveu nos XIII e XIV Covernos µara a concretlzaçáo
de una uova Ceraçáo de lolitlcas lúbllcas na Iqualdade de Cénero,
é lnµresclndivel que o lS reallrne neste Conqresso o seu
conµronlsso quanto a tres elxos de lntervençáo:
1. 4 coocretização da paridade dentro dos órqáos do µartldo e de
todos os órqáos de declsáo µolitlca é un dos qrandes objectlvos
do lS, a a/teração da Lei L/eitora/ no sentldo de µernltlr a
µartlclµaçáo equlllbrada no µrocesso de declsáo deve ser µara o
lS un µonto lrrenunclável da keforma do 5istema Po/ítico que
está a ser debatlda no larlanento,
2. A reµonderaçáo µreventlva e reµresslva relatlva à vlolencla en
lunçáo do sexo µor lorna a qarantlr o reconheclnento soclal do
lqual valor e da lqual dlqnldade das nulheres e dos honens,
lnclulndo a a/teração da /ei peoa/ con vlsta a assequrar a
lqualdade de qénero no que resµelta ao qozo e ao exerciclo dos
dlreltos sexuals e reµrodutlvos,
3. A consaqraçáo na lel da lrrenunclabllldade do dlrelto de
µaternldade, cono nedlda essenclal µara nelhorar a sltuaçáo
da conclllaçáo da vlda µúbllca con a vlda µrlvada, retonando
una das nedldas nals enblenátlcas dos Covernos lS nestas
áreas,
Já evoluinos nulto en natérla de lqualdade entre nulheres e
honens, nas nulto há alnda µor lazer. L necessárlo concretlzar a
alteraçáo da orqaoização socia/ do tempo, qarantlndo µor
exenµlo o dlrelto ao tenµo llvre equltatlvanente reµartldo. L
lundanental consolldar una Rova tarta de 0ireitos que µassa
lnevltavelnente µela allrnaçáo da democracia paritária e da
democracia participativa, ben cono µelo reconheclnento dos
dlreltos sexuals e reµrodutlvos. L urqente reorqanlzar as cldades
tornando-as cidades sasteotáveis, µor exenµlo através da
reorqanlzaçáo dos transµortes, do tratanento e quallllcaçáo do
esµaço µúbllco urbano e da quallllcaçáo dos subúrblos. L náo é
µossivel esquecer cono outra das llnhas estratéqlcas de lntervençáo
a so/idariedade oa acção noneadanente através do conbate ao
desenµreqo, à µobreza e à exclusáo soclal, e do aµolo a novlnentos
de solldarledade converqentes con a causa das nulheres.
Iovestir oa promoção da Iqaa/dade de qéoero é iovestir oo
fataro. Ram fataro próximo qae todos qaeremos com mais
qaa/idade de vida. Ram fataro qae o P5 qaer coostrair.
(1) In ueclaraçáo sobre uenocracla e Iqualdade entre as Mulheres e os honens cono crltérlo
lundanental da denocracla, adoµtada µela «ª Conlerencla Mlnlsterlal Luroµela sobre a Iqualdade
entre Mulheres e honens (Istanbul, 1997)
49
H0ÇA0
Pk00uIIVI0A0f - uH f0HPk0HISS0 PAkA 0 fuIuk0
lrlnelro subscrltor
ANI0NI0 Pf0k0 00NÇALVfS PfkfIkA
Introdução[fontextualização
A econonla conµetltlva exlqe una aµosta na µrodutlvldade.
Lste tena, que µassou a µrlorldade µolitlca e econónlca, náo
delxa nlnquén de lora. uen o Lstado, nen µatróes nen
trabalhadores.
uunca o µais lalou tanto en µrodutlvldade, nen nunca teve
tanta consclencla da lalta dela. 0ualquer que seja o ânqulo e o
crltérlo de cálculo, o lndlcador de ellcácla naclonal na relaçáo
entre a quantldade do que µroduz e a quantldade de recursos
que utlllza, enlte alertas lnµortantes.
!odos sabenos que lortuqal ten necessldade de se tornar nals
µrodutlvo, µor lorna a µoder conµetlr no nercado lnternaclonal
de bens e servlços, translornando-se µrelerlvelnente nun
exµortador liquldo en sectores ben dlverslllcados, de elevado
valor acrescentado. Assln sendo, serla nals lácll atlnqlrnos
una esµécle de cresclnento dlnânlco necessárlo µara a crlaçáo
de nals rlqueza. A verdade, é que tudo lsto laz sentldo, tal cono
alquns nltos, que acaban µor ser usados cono bocados de
sabedorla µoµular, assunlndo que o que eles slqnlllcan é loqo
e anµlanente entendldo, tal cono dltados chlneses, que
enerqen dlstorcldos no outro lado do dlscurso µúbllco, chelos
de retórlca lnclµlente.
Coneçando µelo µróµrlo concelto de µrodutlvldade, µoderenos
entende-lo da sequlnte lorna: se conslderarnos una enµresa,
ou nesno un µais, cono un slstena slnµllllcado, µoderenos
allrnar que a µrodutlvldade nede a ellclencla cono o caµltal e
trabalho sáo utlllzados nals ou nenos ellclentenente na
µroduçáo de bens.
uun relatórlo, recentenente µubllcado (2002/03/23) µela
Conlssáo Luroµela, constata-se que, en ternos de µrodutlvldade
e, consequentenente, conµetltlvldade, o tecldo enµresarlal
euroµeu contlnua a µerder terreno lace aos Lstados unldos.
llor do que lsso, é o lacto de a µrodutlvldade do lactor trabalho
en lortuqal ser nenos de netade da que se reqlsta na econonla
norte-anerlcana, e contlnua a ser a nals balxa dos 0ulnze,
sltuando-se 29 µontos µercentuals aquén da nédla euroµela, e
2« µontos abalxo da verlllcada na vlzlnha Lsµanha.
Lntre as causas qeralnente aµontadas cono notlvadoras desta
nossa µarca µerlornance laboral, estáo a balxa quallllcaçáo
educaclonal e µrollsslonal dos µortuqueses, a dellclente qestáo
de recursos (orçanentals, técnlcos e hunanos) e a lalta de
necanlsnos de avallaçáo (electlvos) do desenµenho dos
trabalhadores e quadros dlrlqentes (lnclulndo a lunçáo µúbllca).
Multas vezes, ouve-se dlzer que o qrande resµonsável µelos
lracos indlces de µrodutlvldade dos µortuqueses se centra no
balxo nivel de Lducaçáo. 0ra, náo lhe retlrando os seus eleltos,
é no entanto lnµresclndivel relerlr outras duas causas que, no
neu entender, onbrelan con esta no seu qrau de lnµortâncla.
Lsta conclusáo surqe na tentatlva de exµllcar cono é que o
Luxenburqo µode ter una taxa de µrodutlvldade 80v suµerlor á
nédla conunltárla, nesno que a µoµulaçáo deste µais seja
conµosta µor 23v de µortuqueses. Lssa conunldade lusa
enlqrante ten até, nulto µrovavelnente, un nivel educaclonal
e µrollsslonal abalxo do da nalorla da µoµulaçáo actlva do nosso
µais. Contudo, as suas µerlornances laborals sáo nals elevadas,
o que só se exµllca µor exlstlr nos enlqrantes una outra atltude
µerante o trabalho, un outro tlµo de orqanlzaçáo enµresarlal e
a concentraçáo das actlvldades en sectores de nalor valor
acrescentado.
Abordaqens nals recentes ben dlzen que, enbora a
µrodutlvldade esteja llqada à quallllcaçáo da náo-de-obra, ela
deµende tanbén, entre nultos outros lactores, da nodernlzaçáo
da orqanlzaçáo do trabalho, do aunento do lnvestlnento µúbllco
e µrlvado en I8u (lnvestlqaçáo e desenvolvlnento) e en
lnovaçáo, da descentrallzaçáo da tonada de declsóes, da
µronoçáo da cooµeraçáo, da lnteqraçáo soclal dos trabalhadores
lnlqrantes, do recurso à econonla dlqltal e exµloraçáo dos seus
qanhos de ellclencla e do relorço da utlllzaçáo das tecnoloqlas
dlqltals na adnlnlstraçáo µúbllca. L cono os µortuqueses µassan
a ser trabalhadores µrodutlvos quando enlqran, esta tese µarece
ben lundada.
lese enbora o lacto de reconhecer lnúneras carenclas
resµonsávels µela actual µoslçáo de lortuqal no que se relere à
µrodutlvldade, entendo que se deva abordar un µossivel µlano
de acçáo no sentldo de lnverter a sltuaçáo, concentrando-o en
tres vértlces cruclals que, de sequlda, lráo ser abordados:
· 0rqanlzaçáo/Lstrutura do tecldo econónlco,
· Lducaçáo/0uallllcaçáo lrollsslonal,
· Consclencla e resµonsablllzaçáo soclal, civlca e econónlca.
0rganização[fstrutura do tecido fconómico
uun relatórlo da 0CuL, de 26 de Junho de 2000, conclul-se que
as nals dlversas estlnatlvas suqeren que a alteraçáo da
conµoslçáo do caµltal devldo ao uso qenerallzado de tecnoloqlas
de lnlornaçáo, resultou nun cresclnento da µrodutlvldade. Lste
relatórlo conclul tanbén, que alteraçóes estruturals no tecldo
econónlco resultaran nuna utlllzaçáo nals ellclente e µrodutlva
da lorça de trabalho.
Investlqadores da "unlverslty ol Mlchlqan 8uslness School"
detectaran que o lnvestlnento dlrecto estranqelro (IuL) µode
lunclonar cono catallsador de lnµortantes nudanças. uo seu
estudo, concluen que o elelto µosltlvo na µrodutlvldade do µais
receµtor do IuL resulta de duas vlas: (1) µela estlnulaçáo de
nelhor dlstrlbulçáo dos recursos entre enµresas e lndústrlas, e
(2) µela translerencla de tecnoloqla das enµresas estranqelras
µara as enµresas locals. kelere alnda, a lnµortâncla do IuL
µelo aunento da µressáo conµetltlva, ben cono µela lnµortaçáo
de novos nétodos de orqanlzaçáo e de cultura µrollsslonal.
A lnµortâncla da lnµortaçáo de novas culturas de trabalho e de
orqanlzaçáo, cresceu recentenente con o lacto de os últlnos
estudos suqerlren que una qrande latla do contrlbuto µara o
aunento da µrodutlvldade aqreqada, resulta de qanhos
slqnlllcatlvos de µrodutlvldade dentro de cada lndústrla.
ulto lsto, µodenos avançar µara µossivels soluçóes, nas náo
sen antes, aµroveltar µara lr esclarecendo alquns nltos.
lrodutlvldade náo é trabalhar exaustlvanente, nas sln lazer
colsas con elevado valor conerclal. 0uase todos ten a ldela,
que a dlrelta µassa, de que trabalhanos µouco. uáo é exaqerado
reµetlr nals una vez, que a alta µrodutlvldade se conseque
µroduzlndo náo qrandes nassas de µrodutos baratos, nas a
nesna quantldade de µrodutos de elevado valor. lelo nenos
essa é a únlca vla µara os µaises do 1º Mundo. lortuqal náo µode
querer ser atractlvo en lndústrlas µoluentes e de náo-de-obra
barata.
Ao contrárlo do que a dlrelta qosta de dlzer, µara aunentar a
µrodutlvldade o essenclal náo é que os trabalhadores trabalhen
nals. !anto nals que o nosso núnero nédlo de horas de trabalho
]c: caµlta só é suµerado, na unláo Luroµela, µelo kelno unldo
(ele µróµrlo já suµerado µela Itálla, en µroduto ]c: caµlta). 0
que é µreclso é µroduzlr colsas dllerencladas e nals vallosas,
µrodutos e servlços de alto valor acrescentado, de elevado valor
conerclal.
lara esse tlµo de µroduçáo é necessárlo, antes de nals, que
haja enµresárlos que a desejen lazer, que salban cono, e, en
sequlda, que haja trabalhadores con o nivel técnlco e de
notlvaçáo adequados µara essas enµresas. 0ue reallzen a
lnvestlqaçáo e desenvolvlnento enµresarlal µara os tals µrodutos
de elevado valor: que laçan o deslqn da alta costura, que
arqultecten a recuµeraçáo dos esµaços hlstórlcos de valor
turistlco, etc. A µroµóslto, a que se deverá o sucesso da Suiça,
cujo terrltórlo é táo hostll, chela de nontanhas lnósµltas e sen
recursos naturals: L o nesno sucede con o Jaµáo. Ln nultos
asµectos tenos larqas vantaqens naturals que devlan ser
aµroveltadas.
As enµresas deven sentlr-se µarte do slstena clentillco e
tecnolóqlco naclonal, e recorrer a ele µara, µor exenµlo, nexer
na sua llnha de µroduçáo aunentando o seu volune, quer seja
µor sentlr una lorte µressáo do lado dos custos ou, slnµlesnente,
µressáo µor µarte de un nercado nals conµetltlvo. As enµresas
náo µoden recorrer aµenas à unlversldade quando alqo náo
corre ben - é una atltude reactlva en vez de µró-actlva.
0s lundos estruturals conunltárlos, tal cono os conhecenos,
ten o seu tenµo contado, e o alarqanento µara breve da
Conunldade a µaises de leste val aunentar a concorrencla na
estrutura lndustrlal tradlclonal. Lste é un desallo lnµortante
lançado á nossa caµacldade e deternlnaçáo µara o
aµerlelçoanento. urqe exlstlr un esµirlto relornlsta qlobal,
nas equlllbrado, que náo descure nunca o nals lnµortante que
sáo as µessoas, e que slrva µara corrlqlr asslnetrlas e lnjustlças,
e náo µara exacerba-las.
fducação[0ualificação Profissional
una das lnµortantes extensóes ao nodelo de cresclnento neo-
clásslco, é a lnclusáo do caµltal hunano. ue lacto, o lnvestlnento
en nalor e nelhor Lducaçáo e lornaçáo µrollsslonal rellecte-
se náo só, de lorna dlrecta, no aunento da quallllcaçáo da
lorça de trabalho, nas tanbén na sua contrlbulçáo µara as
lnovaçóes orqanlzaclonals e tecnolóqlcas.
uun trabalho recentenente µubllcado µor Sébastlen uessus,
do World 8ank, é relerldo o lacto de estudos baseados en
conµaraçóes lnternaclonals suqerlren que o aunento das
habllltaçóes acadénlcas nen senµre µroduzen un lnµacto
µosltlvo na µrodutlvldade. Lste trabalho aµonta alnda, a
qualldade do slstena educaclonal cono un lactor chave.
una das exµllcaçóes enuncladas µara o lnsucesso verlllcado en
nultos casos, µode ser a dllerença de qualldade do enslno
recebldo µelos alunos, µols o aunento do núnero destes que
cursan estudos suµerlores náo é aconµanhado con o
lncrenento adequado na quantldade de qastos. A corroborar
esta ldela está o lacto de seren os µaises con nalor µrodutlvldade
aqueles que qastan una nalor latla do lI8 na Lducaçáo.
uo que se relere aos reduzldos orçanentos dos estabeleclnentos
de enslno suµerlor, µarece-ne haver aqul tanbén alquna
lnércla µor µarte destes, una vez que deverlan µrocurar outras
lontes de llnanclanento µara alén do Lstado, tal cono µarcerlas
con entldades µrlvadas e a nelhor exµloraçáo e dlvulqaçáo da
Lel do Mecenato, à senelhança do que se laz en alquns µaises
nals desenvolvldos.
uo entanto, o achado nals lnµortante, µara nós soclallstas, lol
a caµacldade do slstena dlstrlbulr os servlços de enslno
equltatlvanente á µoµulaçáo, ser conslderada un lactor
dllerenclador do lnµacto das µolitlcas de lnvestlnento da
Lducaçáo na µrodutlvldade. !enos que contlnuar a lutar µela
lqualdade de oµortunldade de acesso à Lducaçáo, náo só µelo
seu lnteresse econónlco nas lqualnente µela sua natureza de
justlça soclal e corretor de asslnetrlas.
A lalta de valorlzaçáo destes asµectos µor µarte de varladas
50
µolitlcas de cresclnento, exµllca, en larqa nedlda, a razáo µela
qual lnvestlnentos na Lducaçáo náo loran conµensados µor
nalor µrodutlvldade. uos casos en que estes asµectos náo loran
descurados, estlna-se que o elelto na µrodutlvldade a lonqo
µrazo se sltue nos 6v µor cada ano adlclonal de Lducaçáo .
una realldade concreta náo µára de nos µresslonar: aµenas
20v da µoµulaçáo µortuquesa ten un enslno secundárlo elevado
ou suµerlor, quando a nédla da 0CuL é de 60v.
!enos que reallzar un µrolundo trabalho de base, que µarta da
Lducaçáo e que ajude a contaqlar todas as outras esleras da
socledade, resµeltando senµre os valores soclallstas na lorna
cono µersequlnos os nossos objectlvos. !enos que nos µreµarar
µara a nudança e µreµarar os jovens µara, eles µróµrlos,
abraçaren as lnovaçóes e teren esµirlto aberto µara a ldela da
necessldade de µernanente aµrendlzaqen.
fonsciência e kesponsabilização Social, fívica e
fconómica
uáo reneqando os lactores aqul aventados, µenso, no entanto,
que una das µrlnclµals causas da lnµrodutlvldade µortuquesa é
do loro tenµeranental e cultural, que ten a ver con o anblente
lnstalado de balxa exlqencla e dos ninlnos µrollsslonals de
cada µortuques no seu µosto de trabalho e que assune µara sl
µróµrlo. Lsses nivels de exlqencla sáo notlvados µor lactores
externos, noneadanente o anblente laboral en que o
trabalhador se lnteqra.
uo exenµlo da conunldade lusa no Luxenburqo, é de asslnalar
a adaµtaçáo desta a una estrutura de trabalho baseada nos
µrlnciµlos da resµonsabllldade lndlvldual, do rlqor, do
enµenhanento e da µroqressáo µrollsslonal. lor lsso, aµresenta
nivels de µrodutlvldade elevados. L claro que no Luxenburqo as
condlçóes laborals sáo bastante nelhores do que en lortuqal,
noneadanente ao nivel salarlal. Mas µenso que a causa
deternlnante µara a µrodutlvldade dos nossos enlqrantes é o
anblente de trabalho, o qual náo ten µaralelo con o unlverso
µortuques, onde abunda o laxlsno e a desresµonsablllzaçáo.
L urqente lnµlenentar en lortuqal una cultura laboral que
tenda a elevar os ninlnos µrollsslonals da µoµulaçáo actlva,
desde o slnµles enµreqado ao quadro nédlo e suµerlor. L quando
lalo en ninlnos µrollsslonals rellro-ne, claro está, ao nivel de
exlqencla que cada un estabelece µara sl µróµrlo no resµectlvo
enµreqo.
lara a resoluçáo deste µroblena é totalnente desadequado
µrocurar laze-lo µor vla da alteraçáo da Lel Laboral, cono o
actual qoverno µretende. Lssa é a lorna nals cobarde e nals
µrequlçosa de o lazer. Ln vez de lr alterando os allcerces da
casa, o actual qoverno dá-lhe aµenas una µlncelada nova. Malor
llexlbllldade náo se conseque só µela reduçáo dos dlreltos de
quen trabalha, nas sln µela sua quallllcaçáo e µreµaraçáo µara
se adaµtaren a novos nétodos e técnlcas de trabalho.
Lnbora nals trabalhoso e nals noroso, os hábltos de exlqencla
ten o µeriodo de lornaçáo acadénlca, cono o nonento ldeal
µara a sua aqulslçáo. Mas µara que tal suceda nulto ten de
nudar, noneadanente no enslno suµerlor. uáo é con a
qlorlllcaçáo soclal de hábltos de laxlsno, nen con a náo electlva
µenallzaçáo acadénlca (l. e. convlte à saida da unlversldade
aµós lnsucesso µrolonqado) que seráo alterados
conµortanentos.
uo que se relere à educaçáo e à lornaçáo, é lnµortante que a
avallaçáo dos lornadores e lornandos náo seja vlsta aµenas
µela vertente da lqualdade de oµortunldades lorneclda, µelo
estado, nas tanbén vlsta à luz da enerqencla de novos dlreltos,
cono o da lqualdade nos resultados. ueste sentldo, é necessárlo
estudar as sltuaçóes de elevado qrau de lnsucesso escolar,
abandono e desunanlzaçáo do nelo escolar.
Sendo a denocracla µortuquesa relatlvanente joven, é µossivel
que a nossa balxa µrodutlvldade radlque tanbén nun déllce de
cldadanla. lara lnverter esta sltuaçáo, nedldas cono a
lnstltulçáo do servlço conunltárlo obrlqatórlo µara anbos os
sexos, cono alternatlva ao servlço nllltar (µara acabar con a
arbltrarledade das µassaqens à reserva terrltorlal e sentlnentos
leqitlnos de lnjustlça), ajudarlan a desenvolver a consclencla
de resµonsabllldade e solldarledade soclal, ao nesno tenµo
que µoderlan contrlbulr µara una nelhorla do ben estar
colectlvo.
!rata-se da lnµlenentaçáo da consclencla da exlstencla de una
esµécle de contrato soclal, no qual todos os cldadáos µartlclµan
con dlreltos e deveres lquals. ueste sentldo, náo se µode µensar
que µara elevar os ninlnos µrollsslonals da µoµulaçáo actlva
µortuquesa, basta una lntervençáo ao nivel do Lnslno e do
tecldo econónlco. !enos de canlnhar µara una socledade nals
aberta e µartlclµatlva, que náo retlre aos cldadáos oµortunldades
de envolvlnento e resµonsabllldade µelos assuntos conuns.
Inµorta valorlzar o trabalho cono condlçáo lndlsµensável à
lornaçáo de honen soclal.
f0NfLuSA0
Aµesar de ter consclencla de que llcaran de lora lnµortantes
áreas, tals cono a saúde, a justlça, a llscalldade e a sequrança,
torna-se lnµerloso que sejan aµontadas as µrlorldades, quer
µor teren un lnµacto nalor na µrodutlvldade, quer µor seren
aquelas que µor ventura revelan nalores carenclas.
lelo que lol dlto, e µelas lnµllcaçóes que o tena ten, µodenos
allrnar que dlscutlr a µrodutlvldade é dellnlr o luturo. A
µrodutlvldade náo é un equlµanento que se conµre, nen una
acçáo de resultados lnedlatos, nas deternlna a sobrevlvencla
de una econonla no luturo. !odos ten co-resµonsabllldade: o
Lstado, con µolitlcas µúbllcas de estinulo à Lducaçáo e lornaçáo,
o µatronato, na qestáo e orqanlzaçáo enµresarlal, e os
trabalhadores através de un nalor envolvlnento.
uáo se µode exlqlr senµre aos nesnos, à classe trabalhadora,
e a nals desµroteqlda, que laçan o nalor eslorço µara que à
custa excluslvanente do seu sacrlliclo se atlnja o objectlvo de
aunentar a µrodutlvldade. L necessárlo un eslorço conun e
ben concertado, µara que no llnal os resultados sejan
satlslatórlos e náo chequenos à conclusáo µreclµltada, que
acontece quando o µroqrana náo é ben µensado, que o µroblena
lol dos trabalhadores, que náo se eslorçaran o sullclente. 8asta
de seren senµre os nesnos os "bodes exµlatórlos" µara o
lracasso de µrojectos slnµllstas e deslasados da realldade, con
alqunas lntençóes nas sen canlnhos, sen soluçóes.
A lntervençáo ten necessarlanente de ser µrolunda. uáo basta
dotarnos as µessoas con conµetenclas µara nelhoraren a sua
lunçáo, µorque náo adlanta un trabalhador aµrender se deµols
náo µuder aµllcar o que aµrendeu. A enµresa ten de dar
condlçóes µara que lsso se verlllque.
Lnbora o enµresárlo µossa na sua enµresa tonar nedldas
tendentes à elevaçáo dos ninlnos µrollsslonals através, µor
exenµlo, de una estratéqla onde una nalor exlqencla laboral
seja conµensada con lactores de notlvaçáo acrescldos (nelhor
renuneraçáo, µrénlos de nérlto, relorço da auto-estlna do
trabalhador, nalor esµirlto de equlµa, valorlzaçáo lndlvldual...),
a lornaçáo de una cultura de exlqencla e resµonsabllldade é
una tarela de toda a socledade.
un verdadelro aunento da µrodutlvldade naclonal µassa µor
una cultura de exlqencla que deve coneçar a lornar-se nas
escolas, nas terá de µerµassar outras células lnµortantes da
nossa socledade - cono a Adnlnlstraçáo lúbllca, o Coverno, as
enµresas, as colectlvldades, entre outras - e loqrar atlnqlr una
eslera nals inllna: a µessoa. Cada un de nós ten, µols, de se
delxar lnbulr µor essa cultura de exlqencla, de tal lorna que
slnta no quotldlano una necessldade µernanente de elevar os
ninlnos µrollsslonals ou outros.
!endo en conta estes asµectos, serenos caµazes de µronover
una estratéqla verdadelranente qlobal e soclalnente justa,
que eleve os nivels de µrodutlvldade en lortuqal aos nals altos
do nundo.
51
H0ÇA0 0f AfÇA0 SffI0kIAL 00 PS[8fNfLuX
PkfPAkAk 0 PS PAkA 0S f0H8AIfS 0A fHI0kAÇA0
lrlnelro subscrltor
PAuL0 PISf0
1 - ua leqlslatura 1999-2002 o lartldo Soclallsta consequlu, µela
µrlnelra vez, eleqer tres dos quatro deµutados µelos circulos
da enlqraçáo. Lste bon resultado llcou a dever-se a lactores
cono a boa qovernaçáo do lS, ao µrestiqlo lnternaclonal do
µrlnelro-nlnlstro Antónlo Cuterres e, sobretudo, à dedlcaçáo
do canarada José Lello enquanto secretárlo de Lstado das
Conunldades lortuquesas.
lol µossivel erquer un caµltal de conheclnento e de µrestiqlo
que, lnlellznente, náo teve reµrodutlbllldade nen sequencla
deµols do canarada José Lello ter delxado a Secretarla de
Lstado das Conunldades, tendo tudo voltado à estaca zero
con as elelçóes leqlslatlvas de 17 de Março de 2002. 0s
µortuqueses descreran do lartldo Soclallsta, e náo µodenos
aqora dar lniclo a un novo canlnho sen anallsar as causas,
lnternas e externas, que levaran a que os µortuqueses
tlvessen µerdldo a conllança no nosso lartldo que lol, de
lonqe, o que nals lez µelas Conunldades e nalor resµelto
teve µor elas.
Mesno durante o µeriodo de credlblllzaçáo do lS na sua
relaçáo con as Conunldades e os consequentes lrutos obtldos
con a elelçáo de tres deµutados, o lartldo senµre encarou
de una lorna alqo dlsµllcente a enlqraçáo. L µor lsso que,
enbora aµolando a noçáo do nosso secretárlo-qeral lerro
kodrlques e os objectlvos que lhe estáo subjacentes, náo
µodenos delxar µassar o lacto de nela náo constar qualquer
relerencla às Conunldades lortuquesas. L µreclso que elas
estejan senµre µresentes na acçáo do lartldo e do nosso
secretárlo-qeral, µorque só assln µoderenos voltar a qanhar
a conllança dos enlqrantes µortuqueses.
2 - uo µonto de vlsta µolitlco, neqllqenclar as Conunldades é
conµletanente lnconµreensivel, náo só µorque os circulos
eleltorals da enlqraçáo eleqen quatro deµutados, nas
tanbén µorque deµosltan no lartldo Soclallsta a esµerança
de seren nals conslderadas e nelhor servldas. Lste lacto
lncontornável exlqe, µols, una valorlzaçáo das questóes
relaclonadas con as Conunldades lortuquesas.
Con elelto, aqora que o lartldo Soclallsta está na oµoslçáo,
serla bastante redutor que o aconµanhanento e as µoslçóes
relatlvanente às µolitlcas de enlqraçáo llcassen aµenas
deµendentes do crltérlo do(s) deµutado(s) eleltos. Lnquanto
o núnero de deµutados eleltos µode varlar en lunçáo das
conjunturas, o lartldo, esse, contlnuará a ter assequrada a
sua duraçáo no tenµo µor nultos e bons anos. lor outro
lado, a µolitlca do lS µara as Conunldades náo deve ser
aµenas aquela que está deµosltada nos µroqranas eleltorals
ou na µrátlca dos deµutados eleltos, devendo tanbén ter
µresente todo o trabalho que lol µroduzldo µelas lederaçóes
da enlqraçáo. ueste sentldo, a lederaçáo do lS/8enelux
orqulha-se de ter dado já un vasto e µrecloso contrlbuto, que
o lartldo náo µode lqnorar, contlnuando aqora a laze-lo con
o nesno enµenho que senµre a caracterlzou.
lara a concretlzaçáo daqueles objectlvos é, µols,
lundanental, que seja crlado un deµartanento µara a
enlqraçáo, essenclalnente vocaclonado µara cunµrlr duas
lunçóes: µara aconµanhar ellcaznente as µolitlcas µara as
Conunldades do Coverno de collqaçáo lSu/ll e µara dar
aµolo às estruturas do lartldo na enlqraçáo.
larece óbvlo que o conbate µolitlco ao Coverno do lSu/ll
serla nulto nals ellcaz se, juntanente con o(s) deµutado(s)
eleltos, o deµartanento, a lunclonar no lartldo, tonasse
µerlodlcanente µoslçóes, allrnando-se assln nelhor junto
das Conunldades lortuquesas. L sáo nultas as áreas de
conbate, já que o leqado do lartldo Soclallsta está a ser
desnantelado de lorna escandalosa en todas as suas
vertentes. 0 lartldo deve, µols, ter una µoslçáo µróµrla e ser
vlsto cono una entldade vlqllante nesta natérla,
aµroveltando a exµerlencla e os contrlbutos de todos aqueles
que a ten e µoden dar. Só assln se constról o luturo con
coerencla e solldez.
Lxlste una necessldade absoluta de aµolar ellcaznente as
estruturas da enlqraçáo, que ao lonqo destes anos ten vlndo
a deqradar-se, lncluslvanente con custos µara a lnaqen do
lartldo Soclallsta. Alnda µara nals, µorque se asslste a un
envelheclnento dos µortuqueses a resldlr na Luroµa e a un
dlstanclanento en relaçáo à actlvldade µolitlca, que en nada
laclllta a nanutençáo das estruturas actlvas. Alén dlsso, é
extrenanente dllicll catlvar as novas qeraçóes de luso-
descendentes µara a nllltâncla actlva.
Mas a atltude da dlrecçáo do lS náo µode ser µasslva, devendo
conter alqun qrau de llscallzaçáo µara evltar que haja
atroµelos aos estatutos e se µerµetuen sltuaçóes de lalta de
leqltlnldade µolitlca, cono nalquns casos ten acontecldo
até aqul. há lederaçóes que devlan ser recuµeradas e outras
que é µreclso reconstltulr de raiz, cono é o caso de Inqlaterra,
onde o lS já teve estruturas. L há µortuqueses na enlqraçáo
con vontade de dar o seu contrlbuto µara enqrandecer o lS,
µessoas de µrlnciµlos que qostarlan de nllltar en estruturas
ben orqanlzadas, denocrátlcas e transµarentes.
lreclsanente µor en alquns µaises haver atroµelos aos
estatutos e noutros quen quelra crlar secçóes nas náo ten
aµolos nen os nelos µara o lazer, é que o deµartanento se
reveste da nalor lnµortâncla µara a allrnaçáo do nosso
lartldo junto das Conunldades lortuquesas.
Só con núcleos, secçóes e lederaçóes erquldas nuna base
de transµarencla e de denocracla e con un aµolo actlvo do
lartldo será µossivel no luturo haver un desejável
entendlnento entre as lederaçóes do lS na enlqraçáo, µara
que µossan lalar a una só voz e con una nensaqen clara.
lara a lederaçáo do lS/8enelux, que senµre µautou a sua
acçáo µelos µrlnciµlos da denocracla, transµarencla e resµelto
µelas secçóes, este µasso é lundanental µara a allrnaçáo
do lS na enlqraçáo.
3 - un dos lactores de tensáo nas lederaçóes do lS/Luroµa ten
sldo a escolha dos deµutados, que se acentuou deµols do lS,
µela µrlnelra vez, ter conqulstado os dols nandatos na
Assenblela da keµúbllca nas elelçóes leqlslatlvas de 1999.
Cono lnvarlavelnente a conµoslçáo da llsta µelo circulo da
Luroµa é notlvo de tensóes, essenclalnente devldo à
conµlexldade que derlva da esµeclllcldade das lederaçóes
no estranqelro, deverlan ser alterados os crltérlos da sua
escolha. Assln, a nossa µroµosta é que cada conlssáo µolitlca
das lederaçóes do lS na Luroµa lndlqlte os seus candldatos,
que deµols seráo subnetldos a una votaçáo µela totalldade
das lederaçóes do lartldo na Luroµa, sendo que cada una
aµenas µoderá ter un reµresentante na llsta, de lorna a que
haja a nalor abranqencla qeoqrállca µossivel. Ln
clrcunstâncla nenhuna a lrança µoderá contlnuar a ter
dlrelto aos dols µrlnelros luqares na llsta, cono desde senµre
ten acontecldo, renetendo os reµresentantes das outras
lederaçóes µara luqares de suµlente, o que é lnjusto e
constltul un µoderoso lactor de desnotlvaçáo µara as
estruturas e os nllltantes das outras secçóes.
Só con un lS actuante e coeso e con estruturas na
enlqraçáo actlvas e a lunclonar de acordo con µrlnciµlos de
denocracla, transµarencla e resµelto µelos nllltantes será
µossivel recuµerar a conllança que as nossas Conunldades
µerderan nas elelçóes de 17 de Março de 2002.
52
H0ÇA0 SffI0kIAL
fkf0I8ILI2Ak AS fSIkuIukAS L0fAIS
lrlnelro subscrltor
LuIS 0fLfIH 0A SILVA PINI0 0f ALHfI0A
Introdução
Lstanos consclentes de que o lS náo consequlrá allrnar-se na
socledade µortuquesa sen una µrolunda relorna das estruturas
locals e do lunclonanento do lartldo. A lnaqen do lartldo náo
é dada aµenas µelo seu lider, nas µor todos os que reµresentan
a lnstltulçáo a nivel local.
Ln nultas estruturas locals há una conµleta ausencla de debate
µolitlco e o seu lunclonanento quase só se nanllesta µor
slndlcatos de voto en µeriodos eleltorals.
uáo é µossivel lazer do lS un µartldo aberto e onde os nelhores
µossan ser escolhldos con a cultura "aµarelhlsta" e de
subservlencla ao "baronato µolitlco".
0 lS deve ser un lartldo de nllltantes que vlven a µolitlca con
esµirlto de servlço, enµenhados nuna µrátlca de lnserçáo soclal,
e náo de sequldores de lóqlcas aµarelhlstas ou redes cllentelares
que talhan a lntervençáo µolitlca µor lnteresses clrcunstanclals
e µartlculares.
0 conbate ao aµarelhlsno e aos "µoderes lnlornals" (que se
exµressan sob a lorna de lanillas, redes cllentelares, anlqulsno
ou slndlcatos de voto) náo µode ser lelto aµenas µela µroduçáo
teórlca: é necessárlo µroceder a relornas no lunclonanento do
lartldo que lnµeçan o carrelrlsno e µosslblllten abertura a
llderanças de nérlto.
lerro kodrlques assoclou a sua llderança a un desiqnlo
relornador do lartldo e é con esta lntençáo que aµolanos a
sua noçáo e µrocuranos enrlquecer o seu debate con esta noçáo
sectorlal.
A relorna orqanlzaclonal do lS deverá ser µrolunda e ousada µor
lorna a µronover a necessárla conllança na sua base de aµolo e
qerar a lndlsµensável transµarencla e vltalldade do µartldo.
1. A defesa dos princípios
0 lS ten un µatrlnónlo de valores que deve orlentar a µrátlca
µolitlca dos seus nllltantes.
0 lS deve enµenhar-se na delesa dos valores da llberdade, da
lqualdade e da solldarledade (local, naclonal e qlobal), recusar o
µoµullsno denaqóqlco e allrnar-se µela delesa do soclallsno
denocrátlco.
0 lS deve estlnular as estruturas locals a aµolaren as lnlclatlvas
da socledade clvll que vlsen a delesa dos dlreltos, llberdades e
qarantlas dos cldadáos, a luta µela qualldade de vlda e abrlr
canlnhos que deen esµerança ao luturo, e, nunca, cono µor
vezes acontece, µernltlr que dlabollzen tals lnlclatlvas.
0 lS só µode ser un µartldo de luturo se, a nivel local, souber
estar atento aos µroblenas que surqen a nivel autárqulco e lor
solldárlo con a delesa de causas e valores.
As estruturas locals do lartldo deveráo constltulr-se cono escolas
de cldadanla, µronovendo o enralzanento dos nllltantes nos
dllerentes sectores da vlda autárqulca, noneadanente nos
novlnentos civlcos, nas dllerentes lornas de orqanlzaçáo e
lntervençáo cultural, econónlca, desµortlva, recreatlva.
un nllltante que náo ten una µrátlca de lnserçáo soclal, que
náo se dlsµonlblllza µara delender causas ou valores, náo é un
nllltante, nas aµenas alquén que µode transµortar una
bandelra ou un voto en éµocas de elelçóes.
0 lS deve ser un µartldo de nllltantes que lutan µor convlcçóes
e sáo caµazes de as alterar senµre que descobren teren caido no
erro.
0 lS deve recusar o µensanento únlco, o consenso à custa da
abdlcaçáo e a arqunentaçáo noldada µelo oµortunlsno.
un lS de esquerda é un lS que náo lulanlza a acçáo µolitlca,
que é de todos os soclallstas e náo aµenas de alquns, que
µratlca a tolerâncla e o dláloqo, que recusa a µreµotencla e o
anlqulsno, que abre canlnho aos nelhores e rejelta o
carrelrlsno, que delende o懢es llvres, consclentes e
resµonsávels, onde a vltórla náo slqnlllca o doninlo, nen a
derrota a subnlssáo.
0 lS deve lutar claranente µela delesa da denocratlzaçáo da
socledade nos seus núltlµlos asµectos µolitlcos, ldeolóqlcos,
econónlcos e culturals.
2. A defesa de regras.
0 lartldo náo µode ser credlblllzado se as reqras náo lunclonan a
nivel das suas estruturas locals e dlstrltals.
0 lS náo µode querer µara o lais aqullo que náo µratlca no seu
µróµrlo lnterlor. Se querenos a llnltaçáo dos nandatos, o rlqor e a
transµarencla nas autarqulas, devenos ser os µrlnelros a µratlcar
tudo lsso, noneadanente, nas Conlssóes lolitlcas Concelhlas e
nas Secçóes do lartldo.
Só a llnltaçáo de nandatos µode evltar que dlrectórlos µolitlcos
naus, eventualnente corruµtos, - una vez escolhldos - causen o
ninlno dano µossivel e deles nos µossanos llbertar con o ninlno
de µrejuizo µara a credlbllldade do lartldo e dos seus ldeals.
0s viclos do aµarelhlsno ten constltuido a doença que corról o
µartldo e levado a que, en none de causas, se escondan lnteresses
nesqulnhos. 0 aµarelhlsno sustenta "cheles" de qruµos de
lnteresses µartlculares que lnscreven no µartldo o nalor núnero
de µessoas que µoden controlar à custa das µrebendas do µoder,
e, µor lsso, descredlblllzan o µartldo, bloquelan relornas e
µronoven a reslstencla a novos quadros, con novas ldelas e outra
vlsáo da vlda e do nundo.
0 lartldo náo µode qerar llderanças de nérlto sen lnµor reqras que
µronovan a alternâncla e sujelten as declsóes a debates onde os
nelhores arqunentos µossan convencer. Sen convlcçóes náo há
resµonsabllldade µolitlca, nas a resµonsabllldade lnµllca avallar,
µelo conlronto de arqunentos, as consequenclas das declsóes.
L necessárlo llnltar a dols nandatos a tltularldade de todos os
carqos µartldárlos, µor lorna a µernltlr a renovaçáo de quadros,
abrlr esµaço a llderanças de nérlto e lnµedlr desvlos ou abusos de
µoder µara que tende, qeralnente, quen está há nulto tenµo nun
carqo.
0 controlo da acçáo µolitlca deve ser lelto µela obrlqatorledade de
tres reunlóes anuals das estruturas locals con o objectlvo de avallaçáo
do trabalho desenvolvldo µelo lartldo nas autarqulas, corrlqlr nodos
de actuar e µroµor novas lornas de acçáo. A náo reallzaçáo dessas
reunlóes deve ser µenallzada con a µerda do nandato.
!odos os nllltantes deven dlsµor de un requlanento de
lunclonanento de assenblelas, µor lorna a conhecer as reqras
que µosslbllltan o debate llvre. As reunlóes deven ser o esµelho do
lunclonanento da denocracla e, µara lsso, é necessárlo obrlqar a
seµarar a dlrecçáo das reunlóes de quen terá de µrestar contas
durante as nesnas, µor lorna a lnµedlr a "nanlµulaçáo" e o
"nanobrlsno" que sollsnan e bloquelan a dlscussáo dos
µroblenas.
0 lS deve conslderar cono µrlnordlal a delesa da denocracla µolitlca
e lsso slqnlllca delender o lnµérlo das reqras contra o arbitrlo, do
dever contra o oµortunlsno, da qenerosldade contra o eqoisno.
3. A soberania dos militantes
0 µrlnciµlo da soberanla dos nllltantes só ten slqnlllcado na
seµaraçáo dos µoderes: náo laz sentldo que o µoder de julqar os
actos dos nllltantes esteja nas náos dos que aµolan a
candldatura vencedora.
As conlssóes dlsclµllnares e de jurlsdlçáo deverlan ser
conµostas µor una nalorla dos nenbros que µertençan à(s)
candldatura(s) que µerdeu(ran) as elelçóes.
uáo laz sentldo tornar o lider de una concelhla o candldato
natural à autarqula. ueverá claranente ser lelta esta dlstlnçáo,
µor lorna a tornar a conlssáo concelhla do lartldo nun órqáo
noblllzador e llscallzador dos seus eleltos na autarqula.
As llderanças das estruturas locals deven µotenclar o µrestlqlo
do µartldo e, µor lsso, harnonlzar-se con o nelhor que a
socledade clvll local dlsµóe.
A escolha de candldatos à autarqula náo deverá recalr aµenas
nas conlssóes concelhlas. Lsta µrátlca ten sldo resµonsável
µor "joqos de lnlluencla" resµonsávels µela lraqlllzaçáo de
candldaturas e µela colocaçáo en luqares de elelçáo anlqos e
lanlllares.
As conlssóes µolitlcas concelhlas deven ter aµenas a
conµetencla de dellnlr o µerlll dos candldatos à autarqula e
suqerlr, aos órqáos naclonals, un deternlnado núnero de
candldatos que µreenchan os atrlbutos desse µerlll e esses
órqáos deven ter o µoder de escolha llnal. Só assln é µossivel
harnonlzar escolhas con estratéqlas naclonals.
0 lartldo deve acabar con o µrlnciµlo da quota na lornaçáo de
llstas, µols esta nedlda ten desµrestlqlado a dlqnldade da nulher
na µolitlca e servldo µara µronover o anlqulsno de crltérlo duvldoso.
0 µoder das estruturas locals náo µode recalr aµenas no
resµectlvo lider, nas resultar obrlqatorlanente de debates
exµressanente convocados µara o elelto.
As estruturas locals deven ser estruturas dlnânlcas,
enµenhadas en causas e náo neros órqáos de "joqos do µoder".
4. Hodernizar as estruturas locais
0 século XXI é o século da lnlornaçáo e do conheclnento. uáo
laz sentldo que as sedes das estruturas locals estejan quase
senµre lechadas ou se assenelhen aos locals de lazer da
tercelra-ldade.
0 µartldo deve abrlr-se à lornaçáo de tendenclas orqanlzadas,
µor lorna a lnµedlr que en none de causas µrollleren qruµos
de lnteresses nesqulnhos que se dlqladlan aµenas µor µedaços
de µoder.
L necessárlo dotar as sedes das estruturas locals do lartldo de
equlµanento lnlornátlco que µosslblllte una rede de
lnlornaçáo, µor lorna a tornar as secçóes slstenas abertos,
caµazes de µronoveren a troca de lnlornaçóes on-llne,
µernltlndo ráµlda resµosta µara os µroblenas da acçáo µolitlca
e da lornaçáo µernanente dos nllltantes.
lreclsanos de aconµanhar a nivel da orqanlzaçáo de base do
µartldo o nelhor das novas tecnoloqlas µor lorna a desenvolver
no lnterlor do lartldo una lnteracçáo conunlcatlva que µartllhe
ldelas, µonha lln ao "curto-clrcultar" de lnlornaçóes e seja
caµaz de enrlquecer a qualldade do trabalho µolitlco.
5. fonclusão
0uerenos contrarlar a lrustraçáo relatlvanente ao µaµel dos
µartldos e, µara lsso, querenos µôr cobro à lóqlca dos lnteresses
µartlculares e das anblçóes µessoals llicltas.
A nossa noçáo é deternlnada µela vontade llvre e resµonsável
de contrlbulr µara a allrnaçáo do lartldo.
A nossa exµerlencla µolitlca no Marco de Canaveses laz-nos
acredltar que o lS µode ser o µartldo de relerencla µara os que
acredltan que só con reqras e valores se µode dlqnlllcar o µoder
local e o reqlne denocrátlco. L só lsso que µretendenos.
53
H0ÇA0 00 SffkfIAkIA00 0A f00k0fNA00kA
0AS SffÇ0fS 0f AfÇA0 SffI0kIAL
00 PAkII00 S0fIALISIA 0A f0P
Ao lonqo dos últlnos anos chanános slstenatlcanente a
atençáo µara erros estratéqlcos da Lul, quer quanto à sua µolitlca
de lnvestlnento no nercado naclonal e lnternaclonal da enerqla,
quer quanto à llqelreza da qestáo lnterna rellectlda na
desunanlzaçáo das relaçóes, na lnexlstencla de conunlcaçáo
lnterna, na lncaµacldade de transnltlr µara o exterlor o que de
µotenclal credlbllldade reslde na Lul, na lalta de coesáo do
Cruµo, no lnsustentável desµerdiclo de recursos hunanos e
naterlals e na consequente queda das cotaçóes na bolsa.
uen os órqáos do µartldo nen o qoverno soclallsta tlveran a
cortesla e a vlsáo de rellectlr sobre a µertlnencla e a serledade
das nossas critlcas.
Inlellznente o tenµo deu-nos razáo. A noçáo que aµresentános
no últlno conqresso do lS, corresµondeu à atltude llnlte duna
estrutura consclente, atenta e lnsusµelta quanto aos seus
objectlvos, que náo µodla delxar de se lazer ouvlr. Curlosanente
só a lnµrensa µeqou no que lhe dava jelto µara esµecular. uo
µartldo nen una µalavra. Cheqaran-nos ecos do nal estar
µrovocado µela lrontalldade dessa noçáo. uo lundo, nals una
vez colhenos, nesse conµortanento e nesse tenµo, µrovas de
ausencla de denocracla lnterna no µartldo.
L µreclso, µelo nenos, aµrender con os erros do µassado.
ketonar a relerencla de valores que con a equlµa de lerro
kodrlques será certanente recuµerada cono lndlclan as
µoslçóes de µrlnciµlo já assunldas.
Inµóe-se una rellexáo µrolunda e reallsta sobre a dlnânlca de
desenvolvlnento do tecldo lnterno da econonla e da socledade
µortuquesa, na µersµectlva da sua lnserçáo no esµaço da µolitlca
lnternaclonal recheada de lnjustlças, lncoerenclas e
nedlocrldade étlca.
0 µartldo ten que se µreµarar µara voltar a ser qoverno. !en
que envolver os nllltantes e notlvar o aµolo dos µortuqueses.
A revoluçáo da lnlornaçáo que se sucedeu à revoluçáo lndustrlal
já é µassado. Lntrános nuna nova éµoca en que a revoluçáo se
laz de terrorlsno.
Lste é o qrande µroblena de lundo que dlrlqlnos a este
conqresso. lorque conslderanos que este tena é, neste
nonento, o vértlce de relerencla da anállse e da acçáo µolitlca.
Cheqános a estados de rotura qlobal en que à cosnétlca do laz
de conta e da hlµocrlsla µolitlca acresce a narca das clcatrlzes
da vlolencla, da crueldade e do exerciclo desµótlco do µoder.
Já náo laz sentldo lnslstlr na ldela de que a µoµulaçáo do µlaneta
se dlvlde en bons e en naus.
kellectlr sobre as causas do terrorlsno é un lnµeratlvo de
desnlstlllcaçáo da µolitlca lnternaclonal. L deµlorável o
terrorlsno en dlssenlnaçáo µelos terrltórlos daqueles que se
arroqan o dlrelto de µrotaqonlzar o µaµel dos bons.
L deµlorável que os "bons" reajan con acçóes de redobrado
terrorlsno.
0s enµórlos do neqóclo das arnas, do µetróleo e da droqa.
0 abandono das µoµulaçóes alrlcanas à natança µela lone e
µela doença.
A nanlµulaçáo µolitlca da Anérlca do Sul.
A extensáo da nlsérla nos µaises aslátlcos e no Médlo 0rlente.
0ue relaçáo ten estes e outras chaqas da hlstórla
contenµorânea con o terrorlsno lnternaclonal:
Cono se náo bastasse este quadro µlanetárlo con horlzontes
lnµrevlsivels, abate-se sobre o nosso µais o desµótlco terrorlsno
µolitlco do actual qoverno, arroqante, lnsµlrado nuna hlµócrlta
tecnocracla nioµe, µronotor duna lnaqen de terra quelnada
reµercutlda na credlbllldade da econonla naclonal. Insensivel
ao µrlnciµlo elenentar de que as crlses econónlcas de µaises
qastadores e endlvldados se ultraµassan µela raclonallzaçáo
das desµesas nas, sobretudo, µela exµlosáo credivel do
lnvestlnento à custa do cresclnento transltórlo da divlda µúbllca.
L neste cllna de turbulencla qlobal que o lS ten que µlanear a
sua lntervençáo cono alternatlva urqente à actual qovernaçáo:
- lrotaqonlzando una oµoslçáo sérla e lnµlacável, entendivel
µor todos os µortuqueses,
- Carantlndo a étlca e a conµetencla dos estrateqos da
econonla naclonal,
- ua nacroestrutura econónlca das enµresas, crlando cadelas
de conando centradas nos µrlnciµlos da conµetencla, da
solldarledade e da lnµeratlva conllança µolitlca,
- uesµolltlzando as estruturas µrodutlvas a lavor da conllança
en qestores e técnlcos conµetentes e da aµosta na µernanente
requallllcaçáo dos quadros e dos trabalhadores en qeral,
- 0µondo-se à crescente µerda do controlo estratéqlcos dos
µólos da econonla, noneadanente no sector da enerqla,
oµondo-se à allenaçáo da µartlclµaçáo do estado na Lul,
- uo µartlcular da Lul, tal cono noutras enµresas estratéqlcas,
restruturando en µrolundldade toda a netodoloqla da sua
qestáo lnterna, abandonando conllquraçóes orqanlzatlvas e
µrocessuals obsoletas e castradoras das lnlclatlvas de nudança
e lnovaçáo,
- Crlando slstenas de audltorla e valldaçáo dos objectlvos
econónlcos e soclals das enµresas,
- Llevando as resµonsabllldades reciµrocas da concertaçáo
soclal,
- uo µartldo, aqlllzando a auscultaçáo denocrátlca dos
nllltantes, estabelecendo canals de llqaçáo entre as secçóes
de acçáo sectorlal e as áreas econónlcas e soclals do µartldo
e do qoverno,
- lnstltulndo qruµos de estudos µor áreas sectorlals de
actlvldade.
una últlna µalavra µara este Conqresso, narco da renovaçáo
denocrátlca do µartldo:
- Aµolanos en toda a llnha a llqura do nosso Secretárlo Ceral
lerro kodrlques, allrnando a nossa conllança nas suas
convlcçóes, na sua lnaculada honestldade e na sua total
entreqa ao trabalho de luta µor una socledade justa, solldárla
e qenerosa,
- Votos de sucesso µara o µróxlno qoverno do µrlnelro nlnlstro
lerro kodrlques.
VIVA 0 lAk!Iu0 S0CIALIS!A!
VIVA l0k!uCAL!
54
H0ÇA0 0f AfÇA0 SffI0kIAL 0A SffÇA0 0f f0ufAÇA0 0A ff0fkAÇA0 0f f0IH8kA 00 PS
fH 0fffSA 00 fNSIN0 Pu8LIf0
lrlnelro subscrltor
ffkNAN0A fAHP0S
A escola µúbllca vlve nonentos µartlcularnente dllicels. Acusada
de náo resµonder aos desallos que a socledade coloca, de ser
lncaµaz de transnltlr códlqos de conduta aos alunos que a
lrequentan, de µerµetuar netodoloqlas de enslno e µedaqoqlas
desajustadas, de nen sequer ser caµaz de dotar os jovens de
conµetenclas báslcas no doninlo do lortuques e da Matenátlca,
a escola contlnua a náo ser caµaz de "se encontrar". A socledade
en constante nudança µerturbou a sua escola, le-la µerder o
runo e obrlqou-a a duvldar de sl µróµrla.
uo entanto, a escola µúbllca é cada vez nals necessárla. 0
µaµel estratéqlco do enslno µúbllco na construçáo de una
socledade que contrarle llrnenente os eleltos µredatórlos da
nercantlllzaçáo do honen é tanto nals deternlnante, quanto
nals voraz é o aµetlte dos arautos do ultrallberallsno. keduzen
a educaçáo a una nercadorla, cono qualquer µroduto de
consuno lnedlato. 0 que lnteressa é que se venda ben e
deµressa. Crlan-se nodelos de enslno µara un consunldor-
µadráo e colocan-se à dlsµoslçáo do lnteressado na µratelelra
do suµernercado ou no ecrá de televlsáo. 0 lundanental é que
o lndlviduo seja µrodutor e consunldor e que esqueça, tanto
quanto µossivel, a sua natrlz de honen µolitlco.
A crescente corrlda ao dlµlona e à aqulslçáo de un cada vez
nalor qrau de escolarlzaçáo se ten juntado vozes que, de lorna
orquestrada, cerran lllelras no conbate ao enslno µúbllco, en
none de un dlrelto lncontestável: a llberdade de escolha. Só
que, essas vozes tanbén µroµuqnan, de lorna nals ou nenos
velada, µor benesses e llnanclanentos µúbllcos, qerldos µor
enµresas µrlvadas vocaclonadas µara a µrestaçáo de servlços
educatlvos, seja o cunµrlnento da escolarldade, seja o relorço
das habllltaçóes acadénlcas.
0 cheque-enslno, os contratos, ou os subsidlos dlrectos sáo as
nodalldades nals lrequentes de desvlo dos recursos µúbllcos
µara una área de conérclo con µreocuµaçóes lucratlvlstas
que alunllan a dlnensáo lnstrutlva, lornadora e correctora
de deslqualdades da educaçáo. 0 Lstado µode e deve aµolar
todas as lnlclatlvas µrlvadas, vlsen elas a educaçáo ou outro
doninlo de lnteresse µúbllco. uáo se questlona o aµolo a
lnlclatlvas µlonelras, lnovadoras, ou que suµren carenclas do
enslno µúbllco. ueve questlonar-se o desvlo de nelos e de
recursos, senµre que se traduzan nuna lncaµacldade do
Lstado µara assequrar os seus deveres de notor de un slstena
educatlvo de esµectro larqo, orlentado µara o desenvolvlnento
de necanlsnos correctores e lnlbldores de lnjustlças e de
narqlnalldade.
0uanto nals crescente lor o ataque a tudo o que é µúbllco e o
Lstado se lor atrollando e denltlndo do seu dever de olerecer a
todos os cldadáos o dlrelto à educaçáo e à lornaçáo, tanto
nalores sáo os rlscos da enerqencla de una socledade a duas
velocldades e nals enlraqueclda llcará a denocracla, con a
eclosáo de conllltos, de vlolencla e de bolsas de exclusáo. 0
desenvolvlnento hunano, ou é qlobal, solldarlanente vlvldo e
enanclµatórlo, ou, sendo aµenas dlrelto de alquns, acarretará
desequllibrlos µrolundos, acentuará as deslqualdades soclals,
a barbárle e o solrlnento.
0 dlrelto à educaçáo µúbllca é condlçáo essenclal de
sobrevlvencla nun contexto nundlal narcado µelo
desenvolvlnento técnlco, tecnolóqlco e clentillco cada vez nals
acelerado, µela clrculaçáo, sen lrontelras, da lnlornaçáo. A
nundlallzaçáo coloca novas exlqenclas, quer no doninlo do
saber, quer das conµetenclas e caµacldades dos lndlviduos e
dos estados. A quallllcaçáo das µessoas constltul un elenento
de caµacldade concorrenclal de un µais, qarante a vltalldade da
cultura naclonal, laclllta a nobllldade dos cldadáos, contrlbul
µara una nalor conµreensáo dos outros. 0s bens e os recursos
orlqlnados µela socledade da lnlornaçáo, se náo loren qerldos
con equldade, sáo lactores de novas exclusóes.
A educaçáo é un µrocesso de hunanlzaçáo ancorado na aqulslçáo
de saberes e conµetenclas, na lnteqraçáo das novas qeraçóes,
na delesa e robustez da ldentldade cultural dos µovos. lor lsso,
náo µode delxar de constltulr una resµonsabllldade do Lstado,
do µoder denocrátlco, enquanto exµressáo µolitlca do ben
conun.
0uando se coloca a educaçáo ao nivel de qualquer servlço
µúbllco, leqltlna-se a µoslçáo que a reduz a un servlço que µode
ser µrestado, lndllerentenente, µor entldades µúbllcas ou
µrlvadas. Allrnar que a escola é un servlço µúbllco é colocá-la
na órblta nercantll, ao nesno nivel de qualquer lornecedor de
µrodutos.
As contradlçóes e lraqllldades que abalan a lanilla, a justlça,
as relaçóes lnterqeraclonals e a Iqreja, núcleos de relerencla
µara a soclallzaçáo das crlanças e dos jovens, ven colocando à
Lscola novas exlqenclas e novos desallos . A Lscola já náo cabe
aµenas o µaµel de transnltlr saber. Cada vez nals se lhe exlqe
que µreµare os jovens µara a vlda, que seja un esµaço de
trabalho e de aµrendlzaqen da cldadanla, un luqar de vlvencla
denocrátlca, onde cada un µossa desenvolver-se e allrnar a
sua lndlvldualldade, no resµelto µor reqras de clvlsno e de
tolerâncla, que dlaloque con outras lontes de acesso ao saber e
à lnlornaçáo, con outros tlµos de orqanlzaçáo do estudo e do
trabalho, que satlslaça as asµlraçóes das lanillas e dos jovens
que nela conllan e se erqa cono una âncora sequra no turbllháo
do elénero µresente.
0 Lstado está obrlqado, µela Constltulçáo de keµúbllca
lortuquesa, a olerecer a todos os cldadáos una escola de
qualldade, con µrollsslonals conµetentes e condlçóes de enslno
dlqnas, que qaranta a equldade, o dlrelto à dllerença e lonente
a coesáo soclal, contra qualquer tlµo de dlscrlnlnaçáo ou de
seqreqaçáo. 0s qastos con a educaçáo náo µoden, µortanto,
subneter-se a lnµeratlvos de deve e haver, nen a obscuros
lnteresses lucratlvlstas.. Inµóe-se que, nun µais con lracos
recursos, se lnvlsta µreclsanente nas µessoas, nas suas
caµacldades, na sua crlatlvldade e na sua náxlna µreµaraçáo,
µara µoderen µrotaqonlzar o µroqresso.
0 lartldo Soclallsta ten lnscrlto na sua natrlz ldentltárla o
lnµeratlvo lnallenável de lutar µor una socledade cada vez nals
justa e solldárla. Lnquanto esteve no Coverno, delxou narcos
lnµortantes no slstena de enslno e da lnvestlqaçáo que aqora
corren o rlsco de desaµarecer, subnerqldos µela vlsáo estrelta
e nediocre do actual µoder.
A debllldade da escola µúbllca será un slnal de lraqllldade da
nossa denocracla. Se delxarnos a educaçáo entreque às náos
do nercado, conµroneterenos sequranente o luturo, un luturo
que só µode acontecer, se lor hunanlsta, solldárlo e lncluslvo.
Cono elxos centrals da nossa atltude de reslstencla e conbate,
µroµonos:
a) A responsabilização plena do fstado pela qualificação e
desenvolvimento do ensino público.
b) A valorização da profissão docente, nomeadamente por
uma profunda remodelação do sistema de formação de
professores.
c) A atribuição às tecnologias da informação um carácter
integrador de todos os jovens na modernidade como
elemento central para a aquisição de uma maturidade
crítica.
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H0ÇA0 SffI0kIAL
1uVfNIu0f f INIfkVfNÇA0 AuIAk0uIfA
lrlnelro subscrltor
10Sf 0AHA
1.
Cono cldadáos enµenhados na lntervençáo civlca e µolitlca
deveráo os nllltantes soclallstas envolver-se, tanbén, na
rellexáo sobre os µroblenas da sua cldade e resµectlvo terrltórlo
µols é a esse nivel que se allrna cada vez nals a µrlnelra
lnstâncla do µoder µolitlco na qestáo da colsa µúbllca µela sua
µroxlnldade con as µoµulaçóes e os seus µroblenas.
Cono µrollsslonals lnserldos no nundo do trabalho náo µoden,
os nesnos nllltantes, llcar lndllerentes aos novos µroblenas
que a evoluçáo da socledade val orlqlnando, en esµeclal aqueles
que dlzen resµelto ao nodo cono a conunldade µróxlna e as
resµectlvas lnstltulçóes se orqanlzan µara µronover una vlda
saudável e una educaçáo harnonlosa µara os seus habltantes,
en todas as suas dlnensóes.
0s soclallstas deveráo dar atençáo aos actuals µroblenas que
alectan, en µrlnelro luqar, os adolescentes e os jovens e que
orlqlnan qraves µerturbaçóes no seu desenvolvlnento
educaclonal, na sua saúde e na sua lnteqraçáo soclal.
A µressáo que sobre eles se exerce con vlsta ao consuno é cada
vez nalor, a este nivel destacan-se os µrocedlnentos nals ou
nenos clandestlnos que conduzen ao consuno de substânclas
llicltas qeradoras de hábltos de deµendencla e que estáo na
orlqen do lnsucesso escolar, da narqlnalldade ou de doenças
causadoras de sltuaçóes lrreversivels quanto à resµectlva
recuµeraçáo.
ua nossa socledade váo µerdendo valor a cultura e os hábltos
que valorlzen a µrátlca do desµorto e da educaçáo lislca.
0 slstena educatlvo µortuques está lonqe de µronover una real
denocratlzaçáo da educaçáo artistlca que valorlze a lornaçáo
estétlca dos cldadáos de nodo a tornaren-se, eles µróµrlos,
aqentes notlvados, crlatlvos e autónonos quer na lrulçáo dos
bens culturals quer na sua crlaçáo.
lor outro lado, a unllornlzaçáo do µercurso escolar, tal cono
está, náo aµresenta vlas dlverslllcadas e alternatlvas con vlsta
ao sucesso escolar e educatlvo µara todos.
Sáo cada vez nals µreocuµantes os slnals de lnterlorlzaçáo da
ldela de que o exlto é alqo que se atlnqe lacllnente, sen
desµender eslorço - cultura relorçada µela lnlluencla de
µroqranas televlslvos -, ou entáo alqo que se alcança usando o
µoder do dlnhelro en detrlnento do valor µessoal.
0s soclallstas náo µoden aceltar a µossivel e µerlqosa
aconodaçáo à ldela de que as colsas "sáo cono sáo", sáo cono
estáo a acontecer, cono se certos "nales" do nosso tenµo
lossen slnµlesnente aconteclnentos de una traqédla a que
estanos condenados.
2.
Lstanos consclentes de que a soluçáo µara nultos destes
µroblenas necesslta nedldas de ânblto naclonal, cono, µor
exenµlo, una conslstente revlsáo do µercurso escolar µara os
jovens, que o lartldo Soclallsta já vlnha µroqranando quando
era qoverno.
No entanto queremos que o nosso partido aprofunde a
discussão interna para avaliar a possibilidade de, no futuro
e cada vez mais, os programas do partido, nas eleições
autárquicas, virem a contemplar a resposta a estes problemas.
A µartlclµaçáo das autarqulas na sua resoluçáo é lnµortante e é
µossivel.
0s µrojectos µolitlcos autárqulcos ten µosto en evldencla as
qrandes obras que laltan e cuja lnµlenentaçáo se torna vlsivel
a curto µrazo. !en, alnda, sldo narcados µor una conµetlçáo
desnedlda entre vllas e cldades. Se as qrandes obras sáo
necessárlas e a conµetlçáo é un lactor µosltlvo há que ter en
conta que o µroqresso e o ben-estar µara todos náo se conseque
só con aquelas e que a conµetlçáo sen objectlvos devldanente
sustentados µode vlclar o necessárlo olhar lnterno de cada
autarqula µara as suas reals necessldades.
Será necessárlo atender às carenclas e lacunas que exlsten
nas vllas e cldades no que dlz resµelto às condlçóes de vlda, náo
só as que se releren às condlçóes naterlals ou lislcas nas
tanbén às que dlzen resµelto à vlda do µonto de vlsta civlco e
cultural, e à satlslatórla lnteqraçáo soclal de cada cldadáo. A
ldela de una cldade µara as µessoas é urqente, será útll una
ldela cultural µara a cldade µartlndo, desde loqo, de un bon
aµroveltanento dos seus recursos.
3.
uo que se relere antes e tendo en conta, en esµeclal, os
µroblenas e rlscos que os adolescentes enlrentan,
evldenclanos cono µrlnciµlos a ter en conta na acçáo µolitlca:
3.1- A lnµortâncla de una nudança slqnlllcatlva quanto à
natureza dos µrojectos de lntervençáo autárqulca.
una µrátlca que dá µrlorldade aos µrojectos e aos µroqranas
sen objectlvos duradouros deverá ser substltuida µor outra
que µense µroqranas a lonqo µrazo, devldanente
sustentados, que orqanlze os esµaços da cldade e noblllze
os seus recursos µara o desenvolvlnento de µrojectos que
náo tenhan en vlsta aµenas este ou nals outro nandato.
Asslstlnos, todos os anos, à µroqranaçáo de lestlvals de
núslca e outras lnlclatlvas que, en deternlnadas éµocas
do ano, tornan a cldade nals anlnada, µensa-se no turlsta,
na lnaqen µara o exterlor, no estinulo ao conérclo, etc.
!udo lsto é salutar e lnµortante nas será senµre una
dlnensáo nenor do nosso desenvolvlnento se náo
µensarnos nas lornas µelas quals a cldade ten que lntervlr,
µor exenµlo, na dlnensáo estétlca da lornaçáo das
crlanças e dos jovens.
3.2- A necessldade de as autarqulas assunlren o seu µaµel de
dlrecçáo e coordenaçáo dos recursos da cldade e do concelho,
dos que dlrectanente dela deµenden e dos outros que
estáo locallzados no seu terrltórlo, coneçando:
- µela electlva lnventarlaçáo desses recursos e do estudo
das suas µotenclalldades,
- µelo estabeleclnento de µrotocolos e µarcerlas µara
rentablllzar o seu uso,
- µela crlaçáo de µroqranas conslstentes que conduzan à
µrátlca qenerallzada e µernanente do desµorto e da
educaçáo lislca,
- µela µlanlllcaçáo qradual de una rede de lnlra-estruturas,
de ânblto nunlclµal ou lnter-nunlclµal, que venha a ser o
suµorte de un µrojecto que µosslblllte a lornaçáo cultural e
artistlca de qualldade, de lorna dlverslllcada e acessivel
µara todos os cldadáos.
3.3- A necessldade de una µolitlca de valorlzaçáo e estinulo às
nelhores ldelas e nelhores µrojectos, a autarqula deverá
ser, µela sua µroxlnldade, a lnstâncla do µoder a dar o
exenµlo quanto à µronoçáo da exlqencla, do rlqor e da
qualldade no tratanento con os seus nuniclµes. ueverá
exlstlr una cultura de dlvulqaçáo e µrenlaçáo das boas
soluçóes con base en crltérlos transµarentes e
denocrátlcos, os clubes, as assoclaçóes, as escolas, as
enµresas, etc., deveráo reconhecer-se nelhor nuna
µolitlca que µronova o aµolo solldárlo nas tanbén o aµolo
ao nérlto.
3.«- A necessldade de aµolar os jovens, tanto no
desenvolvlnento das suas lnlclatlvas, cono na µronoçáo
de oµortunldades µara que outras surjan.
3.3- A necessldade de suµortar µroqranas de ocuµaçáo dos
tenµos llvres aµroveltando devldanente os recursos lislcos
da cldade (µraças, zonas verdes, rlos, edlliclos µúbllcos,
nuseus, etc.) ben cono os seus técnlcos e conµetenclas
hunanas.
3.6 A avaliação urgente da cultura da noite en µarcerla con
todos os resµonsávels con vlsta à tonada de nedldas que
lnµllquen a necessárla aµllcaçáo da lel, a reduçáo dos
rlscos de consunos de substânclas llicltas, o ben-estar e
saúde da µoµulaçáo en qeral.
3.7- 0 desenvolvlnento de µroqranas, en µarcerla con o
Mlnlstérlo da Lducaçáo, con vlsta a una nalor abertura do
µercurso escolar dos jovens de nodo a que o enslno e a
escolarldade se constltuan nuna exµerlencla con exlto
µara todos.
toimota, 0a|aoto de z00z
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H0ÇA0 SffI0kIAL
PAkA 0uf uH f0N0kfSS0?
/0uAS uL Iu!LkVLuÇA0 lkI0kI!AkIA
lrlnelro subscrltor
fLIANA PINI0
Mllltante n.º 27273, Concelhla da lanµllhosa da Serra
A vlda µolitlca é lelta de clclos. ue vltórlas e de derrotas. Mas un
µartldo cono o lS reµresenta valores µernanentes. lor lsso é
lndlsµensável a sua vltalldade lnterna. L esta só é µossivel con
debate, con µlurallsno e con conlronto de ldelas.
Has é preciso reconhecer que estes objectivos nem sempre
têm sido cumpridos.
0 lS µreclsa de se abrlr à socledade, sen delxar de ser un
µartldo de nllltantes. lol con nllltantes que eleqenos Márlo
Soares lrlnelro-Mlnlstro de lortuqal e lresldente da keµúbllca.
lol con nllltantes que deµols eleqenos Antónlo Cuterres e
Jorqe Sanµalo, ben cono lol con nllltantes que µor todo o µais
lonos eleqendo os nossos autarcas.
A µartlclµaçáo µolitlca nos dlas de hoje transcende larqanente
os llnltes da µartlclµaçáo eleltoral. A µartlclµaçáo µolitlca lnµllca,
cada vez nals, o envolvlnento dos cldadáos na socledade clvll,
construlndo a denocracla náo só através de µrocessos eleltorals,
nas sobretudo através do exerciclo da sua caµacldade de julqar
os qovernantes e lntervlr con reqularldade nos µrocessos de
tonada de declsáo.
!enos consclencla de que lortuqal ten, alnda, traços narcantes
de una cultura de subordlnaçáo µolitlca. Lsta nossa cultura
µolitlca basela-se na reµresentaçáo que os cldadáos nanten de
que a sua conµetencla µara lnlluenclar e a sua caµacldade real
de lnlluencla no slstena µolitlco é µouco slqnlllcatlva ou
narqlnal.
A µartlclµaçáo µolitlca dos µortuqueses acaba µor se llnltar à
µartlclµaçáo en actos eleltorals e en lrruµçóes ocaslonals µelo
dlrelto à nanllestaçáo.
Porque não fazer das sedes do partido socialista, espalhadas
por todo o país, pólos de apoio ao cidadão ? Porque não fazer
das sedes do partido socialista espaços de tertúlia onde
também os cidadãos não militantes se sintam bem a discutir
cultura, ciência, arte, urbanismo, desporto, ambiente,
sistemas económicos, questões europeias ou quaisquer outros
assuntos ? Afinal tudo isto é política. Porque não abrirmos
as portas das sedes do nosso partido aos cidadãos, dando
eco aos sinais dos tempos, às novas exigências e aos novos
desafios que a sociedade nos coloca ?
!enos a resµonsabllldade acresclda de sernos nós a nudarnos
as colsas. Sonos resµonsávels µela denocracla µartlclµatlva
que tenos. Sejanos caµazes de contlnuarnos a honrar honens
cono Antero de 0uental, Salqado /enha, Márlo Soares e tantos
outros.
L lnµortante convldarnos os cldadáos a entraren en nossa
casa, dando-lhes condlçóes µara que aqul se slntan ben e µara
que se slntan cada vez nals ldentlllcados connosco.
L tanbén µor lsso que o lS deve reqressar ao velho nodelo dos
Conqressos, onde se dlscuten Moçóes e ao nesno tenµo se
eleqe o Secretárlo - Ceral do µartldo. Conqressos narcados µelo
debate ldeolóqlco, onde as lóqlcas do aµarelho e os rlscos de
carrelrlsno sáo reduzldos ao seu llnlte ninlno.
Aµroveltenos este nosso Conqresso µara nudarnos
electlvanente alquna colsa. kecusen a ldela de vlren aqul
dlscutlr nos corredores. kecusen a critlca nas nesas de calé.
kecusen lalar o que µensan aµenas entre anlqos e canaradas
nals µróxlnos.
0 que é µreclso é assunlrnos tudo o que querenos e µensanos
no local µróµrlo. Aqul, neste µalco e neste Conqresso é o
nonento e o tenµo certos.
uáo µode haver esµaço µara nedos quando os µortuqueses lá
lora µreclsan do nosso µartldo lorte, deternlnado, auto-
conllante, solldárlo, denocrátlco e con qente que transnlta
conllança.
Heu caro fduardo ferro kodrigues :
Sabe que este é o nonento de oµerarnos qrandes e lnµortantes
nudanças. Lste é o Conqresso que deve narcar o lniclo de un
novo clclo. Sabe que deµosltanos en sl toda a esµerança µara
que seja caµaz de as oµerar, de as assunlr e de as delender
contra todas as µressóes de que acredltanos µoder ser alvo e
que ven do lnterlor do nosso µartldo.
0 lS coneteu erros quando exerceu o µoder. Lrros que µaqános
caro, nas que só soubenos ldentlllcar quando os µortuqueses
tlveran de tonar una µoslçáo de lorça, dando a sua conllança
µolitlca a outro µartldo. lonos ao lonqo dos tenµos recebendo
várlos slnals de descontentanento da socledade clvll. Acredlto
que a qrande nalorla daqueles que nudaran o seu sentldo de
voto e deran a sua conllança µolitlca a outras lorças µartldárlas
estaráo, hoje, arreµendldos. 0 certo é que o lS náo µode, en
none do µais, en none do nosso desenvolvlnento, en none
de un µais noderno, atractlvo e soclalnente nals justo delxar
µassar esta oµortunldade µara nudar o que correu nenos ben
nos últlnos anos, µreµarando-se µara o novo clclo, con novos
µrotaqonlstas, con as nensaqens µolitlcas que sáo as nossas e
que µretenden resolver os µroblenas das µessoas en µrlnelro
luqar.
0 lerro kodrlques sabe que a nodernldade é un conbate que
sen cessar reconeça, já dlzla o µoeta. L dlsso que se trata. ue
recuµerar a lnlclatlva hlstórlca que o nosso lS senµre teve e
que µessoas cono o Lduardo lerro kodrlques, o Alnelda Santos,
o Alberto Martlns, a helena koseta, o Manuel Aleqre, o Jorqe
Sanµalo, o nosso Márlo Soares e tantos outros senµre tlveran
e cedo aµrenderan a valorlzar.
0uIkAS f0kHAS 0f 0fSffNIkALI2AÇA0
° 20NAS 0f INIfkVfNÇA0 PkI0kIIAkIA "
Cono µronover o desenvolvlnento das zonas nals rurals do
lnterlor ou de qualsquer outras que aµresenten slnals
µreocuµantes de lnterlorldade :
Lsta lnterroqaçáo corresµonde a una µreocuµaçáo justa e ten
subjacente un nodelo de desenvolvlnento que ten estado na
base da conµaraçáo entre un lltoral urbano, nals desenvolvldo,
con nulto nals condlçóes de vlda e un lnterlor rural, nulto
nenos µreµarado, sen qrandes escolhas e con un tecldo
econónlco extrenanente debllltado. L certo que hoje nascen
novas lornas de lnterlorldade, nesno en zonas que se sltuan
nulto µerto de alquns µólos urbanos do lltoral. L un novo
lenóneno ao qual todos nós terenos de µrestar lqual atençáo e
culdado.
Mas, a verdade é que a anállse dos dlversos lndlcadores que
llustran os indlces de cresclnento do µais conduz a una vlsáo
dlcotónlca do terrltórlo naclonal, onde una lalxa lltoral nals
desenvolvlda contrasta con un lnterlor deµrlnldo e
desertlllcado.
0 µais recusou há náo nulto tenµo, cedendo µerante arqunentos
lácels e µoµullstas, un dos canlnhos µara a nals lnµresclndivel
das relornas: a kelorna do Lstado, ao ter derrotado a
µosslbllldade de se lnµlenentaren no µais as keqlóes
Adnlnlstratlvas.
Mas o lS náo µode lechar os olhos a una dlllculdade que será,
µorventura, a qrande resµonsável µelo desenvolvlnento
asslnétrlco do nosso µais. há que encontrar outras formas
para reorganizar o território nacional.
0ra, o lnteresse µor lnstrunentos dlrlqldos a deternlnadas áreas
do terrltórlo ten vlndo a acentuar-se ao nivel das µolitlcas de
desenvolvlnento reqlonal e local e este µoderá ser un dos
canlnhos a aµerlelçoar. ulqanos que se tratan de /0uAS uL
Iu!LkVLuÇA0 lkI0kI!AkIA que lnµorta ldentlllcar, sobretudo
en áreas nunlclµals de nenor densldade enµresarlal, nas que
ten µotenclal de cresclnento. As nedldas avulsas que o lS no
Coverno tonou loran e alnda hoje se assunen cono nedldas
lnµortantes, lnµresclndivels nesno na dlnlnulçáo das
asslnetrlas reqlonals exlstentes.
0 que entendenos ser lnµortante é crlar-se o concelto de /0uA
uL Iu!LkVLuÇA0 lkI0kI!AkIA, aconµanhado µor un conjunto
de beneliclos, nedldas de dlscrlnlnaçáo µosltlva e µrlorldades
de lnvestlnento dellnldas, en cada ano, no 0rçanento de
Lstado.
Crandes lnvestlnentos, qrandes lnlra-estruturas, qrandes
acesslbllldades en /0uAS uL Iu!LkVLuÇA0 lkI0kI!AkIA seráo
lnvestlnentos que µoderáo benellclar aqruµanentos de
nunlciµlos que µoderáo lazer µarte da /0uA classlllcada de
Iu!LkVLuÇA0 lkI0kI!AkIA.
0u seja: en cada ano o Coverno deternlnará quals seráo as
/0uAS uL Iu!LkVLuÇA0 lkI0kI!AkIA, concelto lnµresclndivel
na orqanlzaçáo e na elaboraçáo do resµectlvo 0rçanento de
Lstado.
uáo nos µodenos esquecer que a dlnanlzaçáo sóclo-econónlca
dos esµaços reqlonals nenos desenvolvldos deµende, en larqa
nedlda, da exlstencla de condlçóes que lunclonen cono lactores
de atractlvldade µara o lnvestlnento. L que é sabldo que a
debllldade do tecldo sóclo-econónlco de alqunas reqlóes do
nosso µais tende µroqresslvanente a lraqlllzar a caµacldade
dessas reqlóes na auto µronoçáo do seu desenvolvlnento.