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DEBILIDADE DO SISTEMA PARTIDÁRIO E CRISE DE REPRESENTAÇÃO POLÍTICA NO BRASIL

COSTA, Homero

Introdução

O objetivo desse trabalho é discutir alguns aspectos da debilidade do sistema partidário e da crise de representação política no Brasil, analisando dados das eleições presidenciais(l945-2002) e legislativas (l986-2002), mais especificamente quanto as taxas de alienação eleitoral, que, a nosso juízo, são expressão dessa debilidade e da crise de representação política, que se alia a um processo de exclusão social. Inicialmente, antes de apresenta os dados relativos ao Brasil, discutiremos sucintamente, o caso da Europa e de alguns países da América do Sul – com o sentido de procurar mostrar que o Brasil se insere dentro de um quadro mais geral – destacando a diminuição da participação eleitoral, o declínio da relação de identificação entre representantes e representados e o aumento das taxas de alienação eleitoral, e no qual os partidos deixaram de ser instrumentos para canalização das principais demandas sóciopolíticas.

Democracia, eleições e participação política

A democracia moderna, consolidada no século XX, especialmente nos países desenvolvidos, é produto de um lado, da criação e o aperfeiçoamento de instituições políticas que regulam os conflitos sociais através da competição política, e por outro lado, da implantação do sufrágio universal, como forma privilegiada de participação política. A democracia tem como fundamento à competição política, que supõe, como condição essencial, sistemas políticos competitivos, com partidos políticos organizados e na qual as eleições são fundamentais como fonte de legitimação.

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No entanto, no diagnóstico de muitos autores, a democracia está em crise, assim como os partidos políticos: historicamente considerados fundamentais para o funcionamento e manutenção das democracias representativas o que se observa é o declínio da importância dos partidos nas democracias contemporâneas. Nas democracias ocidentais consolidadas, Manuel Castells mostra como as eleições têm revelado um dado importante: a diminuição da participação da população nos processos eleitorais. Para ele a democracia está em crise e como conseqüência há uma clara crise de legitimidade. “(...) as novas condições institucionais, culturais e tecnológica do exercício democrático, tornaram obsoletos os sistemas partidários existentes, levando à volatilidade eleitoral, o desaparecimento gradativo dos partidos e a importância decisiva da mídia nos processo eleitorais e assim para ele a tendência global parece indicar ou confirmar, ao longo do tempo, a proporção decrescente de votos para os partidos”. Quanto à crise de legitimidade, diz “um componente essencial dessa crise de legitimidade consiste na incapacidade de o estado cumprir com seus compromissos como estado de bem-estar, desde a integração da produção e do consumo, com um sistema globalmente independente e os respectivos processos de reestruturação

capitalista”(Castells, 2001:401). Para Bernard Manin, o que tem sido entendido como “crise da democracia” é o declínio das relações de identificação entre representantes e representados e a mudança para um novo modelo político. De um modelo no qual a representação política tinha o predomínio do parlamento – na qual a relação representantes x representados não seria mais pessoal, mas intermediado pelos partidos, que ele chama de “democracia de

partidos” para um novo modelo, o da democracia de público, no qual os partidos perdem essa condição, substituído pela mídia. Analisando o que chamou de metamorfoses do governo representativo mostra como, nos últimos dois séculos, ele passou por importantes modificações, especialmente durante a segunda metade do século XIX (com a expansão do sufrágio universal e a formação de partidos de massas). No primeiro momento – que denominou de Democracia de Partido - o governo é do ativista e do líder partidário: o eleitor vota em partidos e não em pessoas e os eleitos não são representantes livres para votar segundo sua consciência, mas estão presos aos partidos que os elegeram.

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Num segundo momento, com a expansão dos meios de comunicação de massas, esse tipo de governo se transforma numa democracia de público, no qual ocorrem transformações importantes: há um processo de personalização da política (e, portanto, dos candidatos) : as pessoas tendem a votar mais em pessoas do que em partidos e embora estes continuem sendo importantes, tendem a se tornarem instrumentos a serviço de um líder. Na democracia de público, as campanhas eleitorais são caracterizadas pelo uso ampliado do marketing político, focando-se essencialmente a imagem do candidato e não dos programas partidários. Nesse sentido, há uma crescente racionalização da escolha eleitoral, com foco nos candidatos, em que eles se comunicam diretamente com os eleitores através da mídia, dispensando a mediação de uma rede de relações partidárias, o que leva ao enfraquecimento dos partidos, que passam a depender mais dos líderes e estes, por sua vez, a depender da capacidade de domínio das técnicas midiáticas, com o uso intensivo do marketing político e as pesquisas de opinião, e passam a orientar os candidatos, desconsiderando conteúdos programáticos, adaptando os discursos às expectativas do eleitorado. Assim, para o autor, o que se observa é o fim da era dos partidos no modelo do governo representativo. A crise do governo representativo se expressa na distância crescente entre representantes e representados, e, portanto, uma crise de representação política (Manin, l995). Em síntese, para o autor, os partidos deixaram de ser instâncias para a canalização das principais demandas sócio-políticas, o que significa essencialmente uma crise de intermediação e representatividade sócio-política. O que se observa é, portanto, um divórcio crescente entre os partidos e a sociedade e, portanto, o fim da centralidade dos partidos políticos. Outro aspecto relevante dessa crise de representatividade é expressa nos altos índices de abstenção eleitoral nas democracias ocidentais. Tanto na Europa, como nos Estados Unidos – no quais historicamente pelo menos metade da população se abstém das votações. Em relação à Europa – e o objetivo aqui não é fazer uma extensa revisão da literatura produzida a respeito - os índices de abstenção nas eleições (tanto legislativas como

um crescimento de quase 100%. todas as democracias ocidentais sem voto obrigatório. 2002. 1995 . com exceção da Grécia. que a abstenção nas eleições chega 1 Entre os dias 1 e 2 de fevereiro de 2002. como a Suíça. l995 e Justel. países que passaram por muitos anos de ditadura (Franco e Salazar. Madrid. com a participação de pesquisadores de toda a Europa. respectivamente) e que. onde o voto é obrigatório. em outro estudo. os autores afirmam que a existência de uma tendência geral para o declínio da participação eleitoral.4% na década de l990. vem a suceder noutras democracias ocidentais”(Freire e Magalhães. Eva Anduiza Perea no livro “Indivíduos o sistemas? Las razones de la abstención em Europa Occidental” apresenta um quadro em que há a percentagem média. o que significa afirmar que houve um crescimento da abstenção eleitoral. Portugal. está a Alemanha. tal como. Juan e Rosa Virós (org) – Institut de Ciències Politiques i Sociais.1 “La abstención electoral española en perspectiva comparada). André Freire e Pedro Magalhães realizaram uma ampla pesquisa e mostram como há um aumento da abstenção nos últimos anos nas democracias industrializadas da Europa e incluindo também Canadá. foi realizado em Lisboa. transformaram o tema numa prioridade de reflexão política no nosso país. ou seja.2). os índices de abstenção. aliás. onde há países. Japão e Estados Unidos (Freire e Magalhães. Centro de Investigaciones Sociológicas. especialmente a partir dos anos l990 “os elevados índices de abstenção recentemente registrados nas últimas eleições legislativas e presidenciais. A partir dos anos l990.6% na década de l970 para 26. Espanha. consultar “Electoral Abstention in Europe”.4 presidenciais) atingem níveis histórico muito alto e isso tem sido objeto de estudo e especulação teórica ( 1). Espanha. que não foge a essa tendência generalizada. a exemplo da maioria dos países europeus. Barcelona. Espanha e Portugal. a abstenção aumentou em todas as democracias industrializadas. registraram um declínio da participação eleitoral. cap. antecede os anos l990: no período de l970 a l990. 19771993”(especialmente o cap. organizado pela Fundação Luso-Americana. aliás. um colóquio chamado “Eleições e Democracia”. Manuel “La abstención electoral em Espana. só tem crescido. foram os únicos a diminuírem as taxas de abstenção. Entre os países em que as abstenções mais cresceram. de l940 a l990. que passa de 13. No caso específico de Portugal.2002). onde essa questão foi intensamente debatida 2 Para dados mais completos em relação às taxas de abstenção eleitoral na Europa.Font. verificaram que.( 2) Comparando as médias de abstenção entre as décadas de l970 e l990. Essa tendência. por país na Europa. logo após os processos de democratização. com exceção da Espanha.

é que. os índices de alienação eleitoral . Canadá. Um aspecto importante a ser levado em consideração na análise desses dados é quanto à obrigatoriedade ou não do voto. Eslovênia. passando para 21% em l995 e chegando a 28% em 2002. em l991 esse índice foi de 18%. Os países onde o voto é obrigatório são os que apresentam os menores índices de abstenção eleitoral: Grécia. Manuel Braga da Cruz.têm crescido em praticamente todos os países da Europa.) Que explicações são possíveis para índices tão expressivos? A nosso juízo. que. Lituânia. aponta alguns fatores da crescente abstenção eleitoral: o envelhecimento da população. um dos fatores fundamentais para explicar porque os indivíduos se abstêm de votar é a falta de identificação com os partidos políticos. para ele contribui para a “sensação” de perda de influência dos cidadãos no sistema político. em relação aos dados. e a perda da confiança nas instituições políticas. mas o essencial.6%. Na média. Na Europa (assim como no Brasil) o impacto do voto obrigatório é evidente. Hungria. um récord histórico( 3). 3 Conferência realizada em julho de 2002.6% e Japão 30. 47. Bulgária. Bélgica.casos de Portugal. tanto nos países presidencialistas e semi-presidencialistas . Segundo ela. a diminuição da conflitualidade social – após 48 anos de ditadura e a conseqüente “normalização” do sistema político.abstenção.4%. França. na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). uma média alta: Polônia. Finlândia.1999: 134-135) Camille Goimand analisando as eleições francesas na década de l990 mostra que os índices de abstenção cresceram significativamente. 31. assim como o que ele chama de “desesquerdização” da política e o enraizamento de uma cultura política de autoridade e especialmente a perda de competitividade do sistema partidário. que não representam seus interesses.7%. E afirma “en todos los países la abstención há aumentado durante lãs últimas três décadas” (Perea. em outros.7%. . com a divisão o enfraquecimento da oposição(Cruz ). por exemplo. analisando os processos eleitorais entre l975 e l991 em Portugal. com o aumento dos custos de votar nas zonas rurais.5 a ser superior a metade da população com idade de voto e. votos nulos e em branco . a partidocracia. na década de l990 a França apresentou um índice de 32. independente disso. as diferenças quanto aos países com forma de governo parlamentarista etc. Polônia e Romênia - distinguindo as eleições presidenciais das eleições legislativas. a litoralização do país. Luxemburgo (evidentemente que uma análise mais detida teria que ser considerados outros aspectos como os índices às eleições para presidente da República. Certamente há outros fatores. 31.

6 Nas eleições para o Parlamento Europeu. Nas eleições de 2004. cada vez mais. o que significou mais 221 mil a mais do que na consulta eleitoral de l999. Isso é corroborado por pesquisas como as de Pippa Norris que mostram. em especial. l999). ocorreu também em vários países da Europa. nas eleições e nos próprios governos como atores resposivos aos interesses do público. de outro.) cria a sensação de impotência no eleitorado que. o nível de abstenção. na maior parte das democracias consolidadas. do PNUD. no aumento da abstenção. e. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2002. de um lado. a apatia e até a hostilidade em face de distorções que. do crescimento da abstenção eleitoral na Europa. O que há de consensual na literatura é a constatação. a queda de filiados a partidos políticos. sente-se alijado das decisões políticas. marcado sobretudo pelo descrédito nos partidos. etc. O aumento da abstenção.. muitas vezes. nos partidos políticos(Norris.. envolvem políticos e instituições democráticas (Moisés. entre outros aspectos. uma tendência geral do declínio da identificação com os partidos e o distanciamento entre a participação política e a resolução de problemas sociais que. observou-se nas duas últimas décadas.) Esses estudos apontam o declínio da participação eleitoral nas democracias consolidadas e a intensifiação de formas mais participativas de ativismo político (Meneguello. 2003:346) O caso da América do Sul . em Portugal foi de 5 milhões e 356 mil eleitores. a queda na confiança nas instituições democráticas e nas instâncias representativas existentes. Desta forma abre-se espaço “ao desencanto. como diz José Álvaro Moisés “ (. A mesma tendência declinante ocorre para a confiança em instituições (.. os dados de abstenções são muito maiores. Raquel Meneguelo analisando os partidos e as eleições diz “ um conjunto grande de análises internacionais vem mostrando uma tendência à constituição de um cenário adverso às instituições tradicionais partidárias e representativas.. conforme o Eurobarómetro. Daí a apatia que se traduz na maior parte das democracias políticas ocidentais.

(Novarro.) y que es particularmente intensa en América latina). Atlântico e Magdalena. no entanto. Bolívar. no entanto. com 42. Guaiania. Equador. Arauca. Caqueta.2%. que o Partido Justicialista. foram sendo progressivamente frustradas. apresenta dados a respeito das eleições legislativas de l999 a 2001 que mostram. como Choco. 1993: 2). e que. E os Estados de Vichara. a percentagem de votantes efetivos entre l983 e l989 se manteve em torno de 85%. como Guaviare que nas eleições de maio de 2002. mesmo incompleto e sucinto. E uma das conseqüências dessa crise (que. Uruguai e Brasil apresentam também altos índices de alienação eleitoral Na Argentina. tiveram índices superiores a 70% e em outros.. fizemos um levantamento que. Isso gerou crises políticas sucessivas e aumentou o ceticismo e a desconfiança nas instituições e nos políticos em geral. Os menores índices registrados foram em Santanter.l993:15). menos votos do . a maior parte dos países viviam sob ditaduras militares. também do sistema partidário e da representação política) são os altos índices de abstenção eleitoral e os índices de confiança na democracia. nas duas eleições. Entre os países que apresentam os maiores índices está a Colômbia (há Estados. mostram o quanto esse é um aspecto relevante dessa crise. Para exemplificar. Vejamos. Putumayo e San Andrés. de larga tradição autoritária. Vaupes. de una tendencia general que afecta praticamente a todo el mundo (. como mostra Marcos Novarro. Para o autor. Juan Carlos Torre num ensaio que em analisa a crise de representação política na Argentina. Chile. Narino. en particular en algunos distritos”(Novarro. a partir dos anos l990. os índices variaram entre 64% a 69. com 44. essa participação tem decrescido. chegando no final da década com taxas em torno de 70%. Venezuela . y por cierto no el más extremo. teve um índice de abstenção de 79. Nos anos l980 inicia-se um processo de transição democrática que. “también el porcentaje de votos en blanco se elevo en estos años. gerou enorme expectativa em relação aos governos civis. Peru.78% e Bogotá. a princípio.06%).96%. Bolívia. Nos anos l960/70. o problema é mais grave.. Além da Colômbia. Cauca. a crise de representação política se converteu no principal foco de atenção : há um profundo sentimento de frustração e desconfiança nos partidos políticos e afirma “nuestra crisis de representación es solo un caso más. entre outros dados. Argentina.7 Na América do Sul.

houve um índice de abstenção de 30%. o voto de protesto e a abstenção. Nas eleições de 14 de outubro.3%. a coligação liderada por ele (Pólo Patriótico).444. sendo que só a abstenção foi de 6. teve 4. Kircher foi eleito com apenas l/5 do voto popular. No caso da Venezuela. em torno de 60% da população apoiava a democracia. com mais de 24 milhões de eleitores. o quadro se agrava. e em segundo Nestor Kirchner. apenas para ilustrar.809. em 2002.236 e em 2001 – quando foi o partido mais votado na Argentina . O Partido Justicialista conseguiram a maioria. apesar do voto ser obrigatório.436. mas mesmo assim.635 votos e a alienação eleitoral foi de 5. Em 2002. Quanto a questão da democracia e a confiança nas instituições. A grande marca dessas eleições parlamentares foi o chamado "voto bronca".013. o instituto latinobarómetro. com sucessivas crises (em duas semanas apenas. 2002). o país teve cinco presidentes).777. no auge da popularidade de Hugo Chavez. o que é destacável nessas eleições é que o país. Os votos nulos e brancos atingiram 20% e cerca de 8% dos votos acabou sendo destinado a diferentes opções de esquerda presente no processo eleitoral.2 milhão de votos a menos do que nas eleições de 1999. conquistou 119 das 128 cadeiras nas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte. Em nível nacional. Nas eleições de maio de 2003. Sobre o apoio a democracia e suas instituições.495 e a alienação eleitoral foi de 10. Como Menen renunciou. entre l996 – quando inicia a pesquisa – a 2000.624 (Torre. No entanto. ou seja. Mas. caiu para 14% em 2002. maior do que os votos dos candidatos que foram ao segundo turno e de que os votos dados ao presidente eleito.9%. com manifestações de ruas e protestos de todo ordem. com 24% dos votos. teve 5. divulgou uma pesquisa em que mostra a confiança nos partidos. que significa 10% a mais do que a média histórica Argentina.8 que a alienação eleitoral(em l999. Carlos Menen ficou em primeiro lugar.602 votos dados aos candidatos e uma abstenção de mais de cinco milhões. teve 19. com 21. tiveram 1. que em l997 era de 28%. ou seja. no primeiro turno das eleições presidenciais. parte da revolta existente refletiu-se no processo eleitoral. Em 2001 esse . uma queda de 50% em apenas cinco anos.047.743. os índices de abstenção no país foram de 56. em julho de l991.

em 2001 esse índice era de apenas 25% (no ano anterior era de 37%). O mesmo ocorreu como seu sucessor.e em 2005. Entre outros. o autor enfatiza os entendimentos realizados entre as elites e suas conseqüências para a construção de uma ordem democrática na América Latina.1991) . tendo sido sucedido por Hugo Chavéz em l989. que. com medidas de ajustes neoliberais.879. capital. Rafael Caldeira na Venezuela.9 índice caiu para 48% . Alberto Fujimori derrotou Mario Vargas Llhosa no 2o turno precisamente por apresentar-se como alternativa as reformas neoliberais propostas por seu adversário. (O´Donnell. até o fim de sua efêmera e fraudulenta terceira reeleição. tem o menor índice de aprovação de todos os governos da América Latina (pouco mais de 20%). trair seu programa. há vários exemplos. eleito em l989 com um discurso antineoliberal.78% dos votos (2. criando assim um sistema de violação dos mandatos que gera conseqüências negativas da democracias por parte da população . que provocaram violentos distúrbios no país. em l994 chegou ao governo com um programa antineoliberal para depois mudar a política econômica. especialmente em Bogotá. depois de quatro anos de sucessivas crises. inaugura um período de amplo ajuste socioeconômico estrutural com medidas neoliberais impostas pelo FMI. l988).461). Em outro artigo. Quanto ao aspecto do que foi prometido durante as campanhas eleitorais e o efetivamente realizado pelos governos. Na medida em que os governos funcionam sobre a base de uma concepção delegativa da democracia (O´Donnell. No quesito “satisfação com governos democráticos”. foi eleito Alessandro Toledo com 51. O que gerou também muitos protestos. brancos e abstenção (32. Em abril de 2001. pode-se citar Andrés Perez na Venezuela. distúrbios .termo utilizado pelo autor para evidenciar a distância entre o que os candidatos prometem e o que fazem quando eleitos. para em seguida. no Peru. No Equador Lucio Gutierrez foi eleito pela “Sociedade Patriótica” em janeiro de 2003. Em l990.21%) .o que significou pouco mais de que os quase 2 milhões de votos nulos. em meio a grandes expectativas e promessas de combate a corrupção e as desigualdades . Foi destituído em abril de l993.o fim do crescimento econômico significou não apenas o descrédito dos governantes como também uma queda do apoio ao sistema democrático.

embora não tenha passado por essas crises. “quando os fracassos se acumulam visível e repetidamente. eleito novamente em agosto de 2002. a exemplos de outros governos. o país se depara com um presidente amplamente execrado que. ou seja. é uma clara debilidade da ligação existente entre os partidos políticos e a sociedade a quem supostamente representam. analisando uma pesquisa sobre a opinião pública chilena entre l990-1998. expressa em manifestações populares No Chile. de instabilidades e crises políticas sucessivas. Sanchez de Lozardo na Bolivia. não houve um avanço na dimensão da democracia social havendo. porque.. a exemplo dos países citados. abandonando o dinamismo inicial. suas instituições e seu desempenho em várias áreas sugerem um padrão geral de distanciamento dos cidadãos em relação ao sistema político”(Epstein etc). em meio a grandes protestos. certamente tem influência decisiva não apenas nos votos aos partidos políticos (apesar do voto ser obrigatório. em meio a uma grave crise política. tem declinado Edward Epstein.)registrados sobre a democracia chilena. ao contrário. do mesmo modo . A falta de interesse e frustração m relação à política de parcelas significativas da população. O período resultante de passividade e extrema desagregação das políticas públicas também não ajuda em nada a melhorar a situação do país” (O´Donnel. mostra como a porcentagem dos que expressam satisfação com a democracia chilena declinou acentuadamente após 1991. Na Bolívia. renunciou em outubro de 2003. na América Latina. impõe o mesmo programa de reajustes neoliberal e. l991:38). Analisando as vicissitudes e obstáculos para a consolidação da democracia na América Latina. nos processo de transição das ditaduras militares para a democracia. Carrion afirma que a queda do apoio a democracia ocorre.10 sociais. tenta meramente sobreviver no governo até o final de seu mandato. a confiança nos partidos políticos e nas instituições democráticas. E conclui “Os dados de opinião pública (. que havia governado o país de agosto de l993 a agosto de l997 e.(Carrion . foi destituído em abril de 2005. Como diz Guilhermo O´Donnell. expresso nesse conjunto de dados. como também no declínio do registro de eleitores entre os que chegam à idade eleitoral . uma involução. a confiança popular nas principais instituições declina progressivamente. o fracasso da democracia do ponto de vista do resgate da dimensão social. a um aumento da taxa de alienação eleitoral). O que caracteriza esses países.

alto grau de . com ênfase no período de l979 aa l996. analisando o sistema partidário e o processo de democratização no Brasil. portanto. influindo sobre a disposição dos cidadãos para participar de processos democráticos como a escolha dos governantes” (Moisés. para o qual. ). podemos constatar que um dos aspectos que expressam isso são as altas taxas de alienação eleitoral. acompanham nossa história política. no parlamentos. nos partidos. Sobre o sistema partidário. O Brasil se insere. cerca de 2/3 dos brasileiros não confiam nos políticos. há. essa debilidade e falta de legitimidade dos partidos. No caso específico dos partidos – que vai explicar a crise de representatividade está associado a uma histórica debilidade do sistema partidário. com partidos fracos. educação. apesar de seu apoio ao regime democrático per se. trata da fraqueza do sistema partidário (e de “alguns problemas subsequentes à democratização do país”). os resultados eleitorais são respeitados. Embora não seja tema do descrédito dos partidos específico desse estudo (e para tal existe uma ampla bibliografia a respeito).11 Debilidade do sistema partidário e crise de representação política no Brasil O caso do Brasil é também ilustrativo da debilidade do sistema partidário e da crise de representação política. Surveys realizados pelo autor entre l989 e l993 revelam que a percepção negativa das instituições atravessa todos os segmentos de renda. embora a democracia brasileira esteja relativamente consolidada (ocorrem eleições regulares. no quadro mais geral políticos e das instituições democráticas. com uma parca identificação com os eleitores (mobilizados apenas em períodos eleitorais). segurança e justiça. E diz “pesquisas de opinião mostram que. há liberdade de organização partidária etc). Numa perspectiva histórica. pouco institucionalizado. escolaridade e distribuição ecológica. Analisando dados de dois períodos democráticos (l945-l964) e l985-2002. nos executivos e em serviços de saúde. Concordamos com autores como Scott Mainwaring (1999) que tem um diagnóstico no qual. como mostra José Álvaro Moisés a democracia no Brasil enfrenta um paradoxo: as instituições democráticas são objeto de ampla e continuada desconfiança dos cidadãos brasileiros. inconsistentes do ponto de vista ideológico e assim. afirma o que há no Brasil é um sistema partidário subdesenvolvido. E.

Para o autor “Esses resultados dão ao Brasil o titulo de sistema partidário mais volátil entre os países de grande e médio porte da América Latina. entendendo-a como “perda da capacidade dos partidos de proporcionar à sociedade e ao eleitor em especial. Graef e Lima . pouco mais de 1/3 e representa o menor índice de apoio ao regime . o índice foi de 59. no que diz respeito às eleições para o Executivo “(Mainwaring. um sistema reciprocamente orientado de opções políticas” (Sallun Junior. ou seja.12 volatilidade eleitoral (para presidente da República. Mesmo tendo sofrido. 1999 : 149). permanecem aspectos que levam a volatilidade e a fragmentação. se refere a uma crise do sistema partidário. há outros fatores importantes que contribuem para isto. pode ser exemplificada com uma pesquisa realizada pela organização chilena Latinobarómetro que revelam a frágil adesão à democracia no Brasil. como é o caso do sistema eleitoral. Democracia e legitimidade no Brasil A discussão relativa a legitimidade ou desencontro dos brasileiros em relação ao sistema democrático. analisando as eleições presidenciais de l989.9%. O instituto apresentou aos eleitores três questões para que ele optasse : 1) a democracia é preferível a qualquer forma de governo 2) em certas circunstâncias um governo autoritário é preferível a um governo democrático 3) tanto faz um governo ser democrático ou uma ditadura Os dados dessa pesquisa revelam que apenas 37% dos brasileiros optaram pela democracia. a ausência de fidelidade partidária e as distorções da representação dos Estados. entre l989 e l994. ao longo da história. inúmeras mudanças. como o sistema de listas abertas. Brasilio Sallum Junior. 1990: ) Além de um sistema partidário inadequado.

nível educacional e índice de renda per capita. constatamos que a maior incidência é justamente na região Nordeste. O autor busca estabelecer o grau de associação entre crise econômica e níveis de flutuação eleitoral. Para o autor. para governador e para a Presidência da República.. l994. No estudo que faz no Brasil. e de l994 e l998 para presidente. se concentra em questões mais estruturais. a partir de l991. seguida da região Norte. eleições para presidente da República. . em torno de 45% dos analfabetos. deputados federais e estaduais(ver tabelas anexo. comparados aos estudos realizados em fins dos anos l980 e início dos nos l990. eleições nacionais e estaduais legislativas. Esses dados. Trabalha com o Índice de Desenvolvimento Humano.13 democrático entre os 17 países pesquisados (no Uruguai. com base numa pesquisa realizada em 2000. 1989. que incidem sobre as formas de integração social. que nas regiões menos desenvolvida (Norte e Nordeste) os índices de alienação eleitoral são maiores. refletido na fragmentação e volatilidade das opções eleitorais. constata que. portanto. confirmam os dados de uma pesquisa coordenada por José Álvaro Moisés e mostram como o país permanece num patamar incipiente nesse quesito (Moisés etc) Gabriel Vitullo. organizadas por Estado) constamos que. o que ela chama de “esvaziamento do regime democrático”. Analisando os dados das taxas de alienação eleitoral do período 19862002. põe em xeque a legitimidade das instituições e significa. entre outras coisas. constata a existência de uma crise na democracia no Brasil. entre outras coisas. que. havendo. governador. 78% dos entrevistados preferem a democracia a qualquer outra forma de governo).. l998 e 2002.) que estimulam o crescimento do absenteísmo” (Vitullo ). tem suas origens nas “regras instrumentais que ordenam as conformações da representação política . na deteriorização das condições de vida da população (baseado nos Índices de Desenvolvimento Humano) que “aceleram os processos de desinteresse e apatia política”. também. E tomando como parâmetro o Índice de Desenvolvimento Humano. mesmo depois de um 4 As eleições realizadas foram: 1986 e l990 – eleições gerais legislativas e para governador. Esses índices mostram.como é o caso do sistema de listas abertas . De fato. que combina indicadores de expectativas de vida. se baseando em dados regionais. Analisando dados relativos às eleições de l986 e 2002 ( 4). os altos índices de alienação eleitoral. há uma clara relação entre as taxas de alienação eleitoral e o IDH por região.(. sequer estavam inscritos para as eleições de l998. para o autor. para deputados estaduais e federais e governador. uma relação entre as condições de vida e alienação eleitoral. expressa. No levantamento que fez.

quase igual ao que teve o candidato vencedor: Getulio Vargas que teve 3.771. Em l950.38%) 65.88%) 3.12% 26. podemos observar que as taxas de alienação eleitoral sempre foram expressivas.591(20.507 votos e a alienação eleitoral foi de 1. os números relativos as taxas de alienação eleitoral não se alteram substancialmente e que.41%) 473.42%) 16.81% 9.296. Tabela 1 Eleições Presidenciais : l945-2002 e taxas de Alienação Eleitoral Ano Abstenções Brancos Nulos Alienação eleitoral 1945 1950 1955 1960 19891o t 1989 2o t 1994 1998 1.806.76%) 310.239(8.40%) 3. a menor foi nas eleições de l945. t 23.312(1.43.001.778.777. .818(11.978(19.56% 161.515. Em l955.l8%) 211.26% 45. Nas eleições de l960.582.886.09%) 21.410(17.328 (l.78%) 32. Eurico Dutra(PSD) venceu as eleições com 3.76%) 7. pela primeira vez.144(10.232(40.872.668(17.13% 19.346(3.251. l937-1045) e quinze anos sem eleições diretas para presidente.681.077.26% e.727(3.67%) 1. a alienação foi de 32.46% 22.18% 6.473 1.185(3.176. como podemos observar na tabela abaixo. Jânio Quadros tem pouco mais de 5 milhões de votos.822.67%) 40.63%) 3.856(8.032(14.83%) 11.78%) 423.45%) 1. realizadas depois de oito anos de ditadura (Estado Novo .09%) 986.94% 6.849. o índice de alienação eleitoral foi maior (mais do que o dobro) do que o do número de votos de quem venceu as eleições: Juscelino Kubitschek teve 3.975.443. enquanto a alienação eleitoral chegou a quase 4 milhões.390(7.131(10.411 votos de Juscelino (36%) e a alienação eleitoral foi de 6.614 (1.73%) 2.691(4.31%) 70.011(1.107.433(2. t 20.446.418.727.12%) Fazendo uma comparação entre o período l945-l960 e l989-202. em temos de numéricos.358(4.688.14 período de 21 anos de ditadura.51% 26.160(27.03) 2002 2o.48%) 3.478.48%) 6.815(4.45% 2002 1o.201(18.146.953(3.67%) 36.852(1.47% 18.76% 145.03%) 8.200.03%) 7.177(21. comparando com o período democrático anterior (l9451964) houve um aumento da alienação eleitoral .256(1.36%) 28.191.040 com alienação eleitoral de 3.557665.32%) 3.

Isso também ocorreu com alguns governadores eleitos em l998 (alguns. E nas eleições de l998. Maranhão. respectivamente. Pará e Paraíba. em 13 Estados diminuíram. Pernambuco. Rondônia e Bahia.540 (53. em 14.889(portanto. nas eleições de l994 e l998. no primeiro turno.17% e 26.029. os índices para presidente da República foram 61. Lula teve pouco mais de 39 milhões de Lula e a alienação eleitoral foi de 30. Em relação às eleições legislativas e para governador. nesses anos.217 (o segundo Luis Inácio Lula da Silva teve 17.houve uma diminuição.622. mais uma vez. aumentaram.379.936.057 (mais do que o dobro dos votos de Anthony Garotinho e Ciro Gomes e 11 milhões a mais do que o segundo colocado.433. ou seja. Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro turno com 34.08% em l994 e 57.06% votos válidos) para a alienação eleitoral de 38. em apenas três Estados – cujos índices ultrapassam os 50%. mais do que os votos de Lula). No Maranhão. tiveram. nove ficaram na faixa dos 30 a 40% e os demais.42% e 57.030 votos ( e o segundo colocado. Em relação às eleições para governador. entre 40 e 50% (ver tabelas em anexo). Rio Grande do Sul e Santa Catarina. como Bahia.255). foram 63. José Serra. Nas eleições para governador. Dos 27 Estados.07%. no primeiro turno Fernando Collor teve 20.350. Nas eleições para presidente.321) e a alienação eleitoral foi 14. respectivamente).470. A alienação eleitoral. Piauí . teve 11. reeleitos). com menos votos do que a alienação eleitoral : 35.112..48%. nas primeiras eleições diretas depois de 21 anos de ditadura militar. Luis Inácio Lula da Silva. os índices os índices de alienação eleitoral foram superiores a 50% .84% em l994 e l998 respectivamente). onde Garibaldi Alves Filho. em alguns Estados. em todos os outros. 61.15 Em l989.56% em l998 e para governador. que teve pouco mais de 17 milhões de votos. além desses Estados.472. também no primeiro turno. foi maior do que a do segundo colocado (quase o dobro) com 31. .06% e 67. mais da metade dos eleitores aptos a votar(ver tabelas anexo). eleito em l994 e reeleito . Minas Gerais. Fernando Henrique Cardoso foi reeleito. índices abaixo de 30% (26.611. e.591. Em 2002 . os índices ultrapassaram os 50% (na Bahia. Em l994. os índices aumentaram. apenas dois. Foi o caso do Rio Grande do Norte. Amazonas. de l994 e l998.

756 votos – e eleita governadora e Fernando Freire. Nas eleições presidenciais de 2002. alguns modelos de explicação do comportamento eleitoral. Wanderley Guilherme dos Santos apresenta a hipótese segunda a qual. tanto maior o peso da dimensão “retorno esperado do voto”. 337. em linhas gerais. 34. Nas eleições para governador. ou seja. ou . Só de abstenções. Atribui as estimativas da eficiência do voto a responsabilidade pela variação nas taxas de alienação eleitoral “o sentimento de impotência diante do mundo e a crença de que o voto não irá alterar coisa alguma o destino que os aguarda. 65. Esses dados agregados. em termos numéricos. uma crise de representação política. quanto maior a credibilidade do processo político formal. menor a taxa de alienação eleitoral. como conseqüência. Mônica Mata Machado e Castro (l997) e Marcus Figueiredo (l991) fizeram excelentes revisões sobre a literatura pertinente. de um total de 1. nas eleições para presidente. que teve 492.que sugerem que quanto mais atrasada a população. por região.32% e para governador.917.113 eleitores. assim. e 11 milhões a mais do que os votos de José Serra. que teve 404. Isso significa mais do que os votos dos dois candidatos que irão disputaram o segundo turno (Wilma de Faria . o que dá um total de 606. em ambas eleições. os índices se mantiveram altos. nos limitaremos a expor. cujos exemplos poderiam ser estendido ao país. a alienação eleitoral foi de 28.382 eleitores.029.8%. No total (alienação eleitoral) significou. ou seja. quanto maior for a incerteza de que o desdobramento do processo político se fará de acordo com os resultados eleitorais. por exemplo. a alienação eleitoral foi de 33. tenderia a elevar a taxa de absenteísmo dessa população” (Santos. do que a soma dos votos brancos.652.661 votaram em branco e 202. a debilidade do sistema partidário – que gera alto índice de alienação eleitoral e. Em seguida o autor apresenta uma tabela das taxas de alienação eleitoral nas eleições presidenciais de 1945 a l960.16 l998. 30.Nos limites desse trabalho. No Rio Grande do Norte.7%. teve menos votos.865 votos). l987:42).515 se abstiveram. ou votaram em branco ou anularam seu voto.254. onde essa problemática se insere. o segundo colocado. e mostra como elas “conformam-se à hipótese Huntington-Nelson .2%. mais do que a soma de votos dos candidatos Ciro Gomes e Garotinho. ambos no primeiro turno. foi 17. os números são também muito expressivos: de um total de 115.057 que ou se abstiveram.476 anularam o voto. Não é nossa pretensão aqui fazer uma revisão extensa das várias correntes interpretativas a respeito do comportamento eleitoral. demonstram. nulos e abstenções.

tanto mais negativo será o peso da dimensão ‘retorno esperado do voto’ e. A análise dos dados disponíveis a respeito da alienação eleitoral não permitem uma interpretação unívoca e unicausal . l997). pois. Para a autora os estudos a respeito do comportamento eleitoral. l987:45).principalmente em sua face eleitoral: quanto maior a credibilidade do processo político formal. Na orientação sociológica “ a suposição básica é a de que fatores sócio-econômicos globais e estruturais influem no comportamento eleitoral” . com a descrença nos partidos (e nas instituições democráticas) que tem como conseqüência uma crise de representação política. Mônica da Mata Machado de Castro procura distinguir os referenciais teóricos adotados e se propõe a “identificar os principais problemas e controvérsias que ainda persistem nessa área de estudos”. menos confiança terá a população no processo participativo . a conformação institucional do sistema político. os fatores político-institucional afetam de forma decisiva o comportamento eleitoral”.17 região. Para o autor. atitudes. 1997). psicossociológica e o institucionalista (Castro. como procuramos demonstrar. em que pesem diferenças substanciais. há um fator comum. podem ser classificados. menor a taxa de alienação eleitoral”. a maioria dos países da América do Sul e do Brasil em particular. especialmente o sistema partidário e eleitoral. associada a outra. segundo em três grandes grupos: os de orientação sociológica. esta última é extremamente relevante na decisão de participar ou não eleitoralmente. psicossociológicos “introduz na análise as percepções. (Santos. . crenças e expectativas como fatores importantes para explicar o comportamento eleitoral” e finalmente a perspectiva institucionalista “cuja proposta central é a de que as instituições políticas. como a debilidade dos sistemas partidário. enfim. Observados os dados relativos a Europa. ou seja. tanto maior o incentivo à alienação.(Castro. Quanto maior a incerteza de que o desdobramento do processo político se fará de acordo com os resultados eleitorais. que é . Apesar da longa nomenclatura. o formato do Estado. que designo por “institucionalização do respeito aos resultados eleitorais. os fatores político-institucional. utilizada por Huntington-Nelson. “credibilidade é entendida como um conceito que busca captar a importante dimensão ´retorno esperado do voto’. Num artigo em que sistematiza e analisa os resultados dos estudos mais representativos sobre comportamento eleitoral no Brasil. opiniões.

Editorial Nueva Sociedad. pp 357-378 Cruz. l999 Castells. ou seja. Marcelo. Não é por acaso que as maiores taxas são encontradas no Nordeste e as menores taxas nas regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste). Mônica Mata machado. em função do contexto sócio-econômico. Manuel. há formas desiguais de participação. Baquero. Castro. 1. Volume 2. ______.O Poder da Identidade. Partidos e cultura política na América Latina: uma combinação de instabilidade política? In “Desafios da democratização na América Latina. vol. O Comportamento eleitoral no Brasil: diagnóstico e intepretação. esse é apenas um fator. no qual as condições sociais objetivamente vividas formam e explicam as atitudes e o comportamento político. o comportamento eleitoral alienado pode ser explicado. Carrion. In “Construção da democracia na América Latina : Estabilidade democrática. Paz e Terra. Annual Review of Political Science. Paris. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Baquero . Christophe et Frédéric Rouvillois (org). The decline of parties in the minds of citizens. Boutin.18 Mas no Brasil.1. Lisboa. Maya. Portugal. Porto Alegre. Harold D. o comportamento político (no caso a alienação eleitoral) se relaciona com o nível de desenvolvimento sócio-econômico e. In “Desarolo y descrença. há. Porto Alegre. portanto. Venezuela. também. Editora UFRGS/La Salle. L`abstention Électorale: apaisement ou épuisement? Françios-Xavier de Guibert. cidadania e cultura política. Democracias pendiantes y representación política en América Latina: algunas ideas en voz alta. Marcello. n. Revista do Departamento de Ciência Política da Universidade de Minas Gerais. Baquero Marcello (org).Editora Bertrand. 1999. 2002. Edwar C. Editora da UFRGS/La Salle1998. 2001. Apatia e alheamento politico numa sociedade paralisada: os limites da . jun 1998. Manuel Braga.Henrique Carlos de Oliveira de Castro e Rodrigo Stumpf González (orgs). também uma dimensão sociológica . França. Teoria e Sociedade. Debates sobre Cultura Política. l995 Epstein. processos eleitorais. l997 Clarke. Rio de Janeiro. A desconfiança como fator de instabilidade política na América Latina. Assim. Margarita (org).Instituições políticas e processos sociais.

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4 25.6 5.5 27.5 70.2 2º Turno 182.8 21.3 31.9 54.001 1.2 78. por estado ACRE Comparecimento Nulos 1º Turno 2. 30.8 24.5 25.3 .2 24.3 20.5 7.5 21.8 1.0 35.8 72.1 7.8 21.4 86.7 45.2 25.9 9.5 6.2 1.7 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 141.8 6.7 33.797 197.4 1.7 74.837 1º Turno 90.9 2º Turno Abstenção 1º Turno 13.2 39.524.6 13.4 1994 318.7 21.21 Anexos Dados sobre alienação eleitoral.2 75.6 4.786 75.162 78.6 19.9 25.3 40.1 1.2 1.5 1.7 21.6 39.5 72.4 6.7 7.6 4.8 39.9 70.3 8.2 75.9 44.0 42.3 3.5 2º Turno Alienação 1º Turno 23.6 2.2 5.2 73.7 4.2 20.9 21. de l986-2002 – para deputados estaduais.2 31.5 7.6 9.6 13.8 79.5 26.3 43.0 263.9 14.9 24.6 21.1 38.2 6.9 78.4 1.4 54.7 1.8 2º Turno Alienação 1º Turno 24.8 70.4 16.1 29.1 75.5 21.1 28.9 21.1 7.1 29.9 57.5 9.8 2º Turno 842.6 24.2 78. deputados federais.5 27.3 4.8 32.3 43.3 2.5 9.5 3.4 1.9 39.2 50.2 78.4 2º Turno Brancos 1º Turno 8.5 75.3 7.8 75.6 21.1 30.2 61.1 16.4 2.2 29.1 29.083 885.9 70.6 25.2 13.5 4.8 40.8 75.7 25.4 9.38 44.8 3.2 24.8 6.1 6.4 3.4 12.8 9.6 5.7 33.2 2.1 35.3 13.1 21.8 44.8 21.9 Juntos 31.7 1. governador e presidente da República.9 70.9 62.5 21.4 10.4 2º Turno Abstenção 1º Turno 9.4 1.2 13.8 2º Turno Brancos 1º Turno 10.727 2002 74.2 5.3 1.2 8.8 40.5 64.5 72.2 27.8 24.2 24.106.6 1.292 1º Turno 86.709 76.8 23.2 1.8 6.5 7.3 10.1 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 651.5 8.006 1994 1.955 1998 369.8 8.5 16.368.2 29.7 8.6 30.3 31.084 1998 1.6 21.3 20.2 28.7 19.5 24.6 24.6 15.3 21.5 54.1 40.8 5.6 5.8 9.7 11.3 2002 AMAZONAS Comparecimento Nulos 1º Turno 3.

9 15.8 1.6 58.6 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Camara Assembléia Eleitorado 2.7 6.4 1.4 82.6 2º Turno Brancos 1º Turno 1.7 77.3 26.6 68.4 86.8 37.2 86.778 1998 3.0 68.4 52.0 8.2 22.9 77.1 3.8 27.3 7.4 7.8 77.6 15.2 11.3 33.333 2002 1º Turno 88.2 1.2 2º Turno Alienação 1º Turno 40.5 41.6 8.7 1.7 7.3 33.7 51.6 25.4 32.1 1.569.1 83.3 4.939 77.0 32.5 45.6 26.5 72.2 23.5 0.7 66.5 6.2 8.3 31.0 197.8 17.9 27.9 13.4 26.4 74.6 13.9 9.309.7 7.5 2.8 0.3 31.2 49.7 2.1 2.7 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 84.4 86.171 1994 1998 1.8 72.0 .8 9.1 7.7 66.1 17.1 2002 85.8 27.7 1.3 3.9 31.6 73.459 1º Turno 90.131 1994 3.4 88.0 33.0 66.1 22.1 27.5 30.791 2.2 18.4 88.2 72.4 0.5 2.3 40.6 18.3 45.0 68.4 10.5 6.9 43.5 3.4 17.7 66.2 11.1 23.2 27.6 20.783.0 1.9 1.8 75.3 16.0 26.1 2º Turno Abstenção 1º Turno 9.3 42.1 2º Turno 118.1 4.144 135.0 22.4 73.8 1.4 50.4 PARÁ Comparecimento Nulos 1º Turno 5.5 27.2 26.8 26.1 47.1 1.6 11.8 Juntos 33.9 72.6 1.2 70.6 73.1 22.4 86.3 14.4 26.8 13.0 60.6 42.9 26.3 1.1 17.8 2º Turno 59.8 27.7 1.9 77.2 72.7 65.9 2º Turno Brancos 1º Turno 23.3 22.6 13.4 2.4 30.3 7.6 18.9 2.2 8.8 8.5 2º Turno Abstenção 1º Turno 11.9 22.4 2.3 33.7 1.5 22.5 65.4 4.0 2.4 2.6 17.6 13.8 27.3 1.0 14.0 21.1 47.0 68.5 72.0 32.22 AMAPÁ Comparecimento Nulos 1º Turno 6.2 JUNTO S20.0 2º Turno Alienação 1º Turno 18.3 37.0 32.2 72.3 82.220.5 16.0 0.6 11.2 53.1 27.5 16.5 77.5 9.

5 27.0 30.1 1.0 70.4 21.4 RORAIMA Comparecimento Nulos 1º Turno 4.7 31.1 25.6 16.6 10.1 5.3 79.5 1.0 11.5 11.1 2.691 692.3 25.9 Juntos 17.3 30.5 1.3 Não teve 73.4 69.6 78.4 70.9 5.3 32.1 22.5 36.6 71.4 78.3 5.5 2.23 RONDÔNIA Ano Eleição 1986 1989 1990 Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 447.9 77.1 27.4 41.3 31.5 1.1 25.1 6.9 5.5 3.0 0.8 24.7 41.3 20.0 30.5 21.3 56.6 1.0 16.1 21.8 37.2 6.0 2º Turno Alienação 1º Turno 16.6 Juntos 32.3 14.620 1998 74.1 2º Turno 588.8 1.8 2º Turno Ano Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno Não teve 88.0 84.5 44.067 1994 836.1 11.4 43.1 20.226 119.5 26.9 81.7 51.6 21.8 8.9 34.9 7.0 74.3 40.4 2º Turno Brancos 1º Turno 15.3 2º Turno Alienação 1º Turno 31.6 6.0 84.1 5.1 208.3 11.9 37.2 8.0 73.4 2.5 12.7 45.3 40.0 27.9 7.0 70.0 78.7 79.7 26.1 46.0 25.0 7.1 8.6 78.7 7.7 5.8 2º Turno Abstenção 1º Turno 11.5 11.3 42.7 10.0 11.1 4.541 Comparecimento 1º Turno 89.4 3.4 2.3 20.179 1998 62.1 22.0 21.4 0.4 69.6 21.2 21.1 .9 78.3 22.9 8.1 27.0 89.9 77.6 3.545 2002 72.0 16.9 30.0 30.6 30.3 20.4 7.524 2002 81.888 1994 170.3 27.4 2.0 30.2 14.1 18.1 1.7 72.1 21.1 22.5 1.0 2.7 79.4 11.0 73.1 8.4 78.9 26.6 0.6 21.6 30.6 30.9 2.4 22.0 89.3 23.3 21.0 69.9 14.9 6.0 70.6 882.8 2.0 1.9 77.7 77.5 27.3 52.8 63.4 7.5 2.5 0.6 78.9 1.2 25.6 16.8 7.5 2.6 2º Turno Nulos 1º Turno 5.9 29.3 35.2 1.4 69.4 84.4 2º Turno Abstenção 1º Turno 11.5 25.5 17.5 18.1 7.5 0.3 69.9 73.7 9.2 2º Turno 1986 1989 1990 86.0 2º Turno Br ancos 1º Turno 1.4 78.1 28.6 11.7 52.5 20.6 30.9 44.2 1.

6 20.1 16.6 31.2 28.2 28.7 28.6 20.1 28.4 25.0 79.6 74.7 55.2 2º Turno Alienação 1º Turno 23.4 31.3 63.4 65.397 68.7 36.7 41.6 20.0 51.8 31.747 1º Turno 93.9 71.8 1.092 2002 78.3 25.0 84.0 15.5 39.9 2.7 21.3 9.1 7.2 40.8 71.4 79.0 6.4 15.5 17.4 25.2 1.0 20.2 7.7 2º Turno Abstenção 1º Turno 7.4 79.7 4.0 2º Turno 1.8 78.6 68.7 63.1 7.5 11.9 6.5 21.8 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 973.3 7.271 79.6 40.6 61.304.9 2º Turno Brancos 1º Turno 12.0 35.9 80.963 1º Turno 2º Turno 648.4 25.8 32.4 31.4 68.7 14.8 41.8 71.2 37.600 1998 1.4 45.8 3.2 33.6 53.1 9.4 Juntos 31.3 2.3 13.0 7.6 64.073 1994 624.600.6 6.383.4 3.3 45.6 84.3 17.4 3.0 20.6 84.2 40.1 6.6 31.0 47.4 68.3 12.9 6.6 74.8 71.1 24.344 1998 2002 785.1 25.9 5.2 28.2 14.4 31.3 15.0 54.1 8.4 45.0 2.7 3.4 10.6 77.1 26.4 7.0 20.0 6.6 61.4 2.8 7.6 23.4 39.5 74.6 31.4 68.8 Juntos 31.3 10.4 15.9 9.0 7.2 21.0 77.3 ALAGOAS Comparecimento Nulos 1º Turno 4.9 79.9 93.4 55.4 22.4 6.1 22.6 34.3 11.156.4 2.5 1.9 79.24 TOCANTINS Comparecimento Nulos 1º Turno 2º Turno Brancos 1º Turno 2º Turno Abstenção 1º Turno 2º Turno Alienação 1º Turno 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado O estado ainda não existia 498.0 20.8 14.1 14.1 10.0 20.6 6.6 21.4 79.0 10.1 .5 25.7 53.1 28.990 1994 1.

0 18.4 Juntos 35.6 2º Turno 75.9 81.5 5.7 3.1 70.259 2002 77.6 3.3 2º Turno Ano 1986 1989 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 2.228 74.491.7 26.4 2.1 3.3 19.9 3.8 12.5 35.9 8.0 23.8 31.8 44.7 30.9 9.6 18.0 77.3 31.6 42.3 7.5 63.25 BAHIA Comparecimento Nulos 1º Turno 4.8 13.4 2º Turno 3.1 21.2 8.6 11.5 5.3 8.4 21.3 25.7 2º Turno Alienação 1º Turno 20.3 19.8 15.6 3.8 57.3 5.0 22.6 44.0 14.0 22.3 3.6 4.2 14.5 94.3 23.5 94.861 6.792 5.3 11.9 82.932.5 1998 4.7 19.3 23.6 42.0 12.9 27.1 22.3 23.9 27.1 2º Turno Abstenção 1º Turno 5.533 1994 76.0 7.1 6.0 4.1 2º Turno Brancos 1º Turno 10.1 2.7 51.9 9.7 .0 33.3 9.0 2002 CEARÁ Comparecimento Nulos 1º Turno 4.6 35.6 15.568.8 31.1 42.9 3.8 32.5 20.3 2º Turno Alienação 1º Turno 17.006.2 7.351.5 43.9 1.8 5.994 83.2 18.4 52.7 26.1 17.9 67.3 3.1 53.3 4.9 78.9 25.2 5.4 78.6 16.2 26.1 23.7 26.5 2º Turno Abstenção 1º Turno 5.8 55.2 14.3 24.3 23.7 19.4 26.5 2.624 1994 68.031.314 1º Turno 94.3 26.5 15.0 26.7 2º Turno Brancos 1º Turno 8.317 1º Turno 94.393.6 5.6 14.3 2.7 40.3 66.1 17.1 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 4.3 11.2 11.4 4.8 31.6 23.3 17.7 3.0 54.8 47.9 13.5 67.7 26.7 8.301.0 28.602 70.6 32.6 29.3 25.8 32.1 34.7 4.9 4.7 19.0 10.4 10.4 1.4 54.2 9.1 22.1 17.0 22.930 1998 80.8 11.1 25.019.1 10.5 40.0 5.805.9 59.5 79.3 41.0 23.5 5.5 25.2 13.4 21.5 18.9 2.7 31.5 36.3 18.4 25.7 9.819.4 73.8 25.6 35.2 59.690.6 31.2 7.0 1.606 3.0 3.6 5.0 Juntos 31.5 6.5 3.8 34.0 71.3 33.

8 2.0 3.5 4.9 11.9 9.7 53.0 24.3 13.3 66.2 1994 68.259 1998 82.4 41.9 2.4 18.2 9.0 18.4 11.0 31.9 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1.9 2.3 14.6 22.6 24.0 17.4 5.5 46.6 22.7 48.8 6.9 10.068 81.5 30.0 14.5 5.144.2 22.26 MARANHÃO Comparecimento Nulos 1º Turno 4.4 2º Turno Brancos 1º Turno 8.0 47.8 8.7 53.7 7.5 30.0 19.2 6.2 59.8 3.5 22.7 11.2 26.0 2º Turno Brancos 1º Turno 11.7 4.9 .9 47.9 18.9 17.6 18.5 24.5 18.814 65.0 19.4 15.8 44.4 JUNTO 40.4 43.8 4.0 24.417 1.9 43.6 24.4 77.1 2.5 2º Turno 1.756.9 78.0 28.1 22.5 2.1 18.9 13.827 2.5 58.9 17.0 3.0 31.4 31.5 5.233 1998 76.2 2º Turno Abstenção 1º Turno 11.9 30.5 2.4 27.0 24.9 8.391.0 42.3 4.996 83.792 69.5 81.9 52.3 3.5 22.5 16.6 34.4 8.223.1 32.8 39.464.0 2º Turno Alienação 1º Turno 27.0 69.3 6.2 8.0 24.2 8.9 11.2 2.3 40.8 15.9 17.5 22.6 28.8 13.0 31.3 27.4 2.9 11.1 2º Turno 1.6 13.5 57.4 19.0 29.445 68.4 5.5 18.1 1.322.2 30.352 2.0 67.5 30.0 37.2 3.6 24.8 Juntos 35.4 70.810.8 63.7 13.4 16.0 28.4 4.1 58.6 17.3 12.0 1.6 2º Turno Abstenção 1º Turno 5.2 29.6 12.4 72.338 1º Turno 94.3 22.9 39.0 30.8 61.0 3.5 14.5 20.5 57.2 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 88.0 56.9 30.6 28.2 24.0 34.1 18.0 7.7 11.726.2 46.5 13.5 26.9 2º Turno Alienação 1º Turno 16.8 27.5 3.3 1.4 3.5 9.3 5.2 29.256.987.506 1994 75.4 3.9 56.6 2002 6.4 12.3 25.5 31.0 2002 PARAÍBA Comparecimento Nulos 1º Turno 2.2 6.615.8 4.0 35.3 17.091.0 63.4 2.9 31.

3 21.150.5 16.0 1998 3.0 1994 75.3 20.0 54.5 29.0 41.1 21.6 25.5 2º Turno 1.467.1 29.9 6.3 7.2 2.6 2.885.8 1.4 5.1 5.5 3.282 1.8 5.9 68.8 47.051 77.396.0 16.0 22.5 18.3 2º Turno Alienação 1º Turno 18.0 8.5 13.6 31.4 26.6 13.5 31.7 31.8 31.2 24.5 3.0 10.848.2 7.0 2º Turno Abstenção 1º Turno 5.410.3 21.3 30.6 25.3 49.7 2002 .7 2.143 3.4 24.1 30.8 15.667 75.5 3.4 24.8 14.0 4.6 1994 74.434 78.2 1.8 18.3 15.6 25.100 1998 78.1 21.161 80.7 7.7 84.1 26.9 3.8 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 94.6 8.7 14.6 37.5 62.6 49.0 Juntos 27.1 25.1 21.5 13.781.5 19.2 21.4 7.5 5.119.4 18.2 12.8 17.948 85.7 5.2 2.5 7.552 3.0 30.8 2º Turno Alienação 1º Turno 19.2 21.3 21.0 28.631.9 49.6 16.8 48.9 51.4 15.3 16.7 50.5 5.6 16.6 22.2 61.5 22.6 25.9 4.0 4.5 62.8 10.2 15.1 2.8 15.5 59.2 22.5 12.7 37.2 2º Turno Nulos 1º Turno 2.764.1 2.27 PERNAMBUCO Ano Eleição 1986 1989 1990 Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado Comparecimento 1º Turno 94.0 Juntos 33.4 32.6 21.0 2º Turno Brancos 1º Turno 9.5 83.4 13.0 20.6 10.1 8.6 2.1 11.8 19.7 10.6 73.8 43.1 2º Turno Abstenção 1º Turno 5.5 11.2 12.292 78.6 41.921 1.0 5.0 2002 PIAUÍ Comparecimento Nulos 1º Turno 3.4 79.0 13.2 24.7 3.3 16.9 3.9 45.3 83.5 1.4 7.3 26.7 18.3 54.2 40.3 21.7 2.1 16.9 3.8 14.7 6.0 27.334.9 25.2 51.6 2º Turno 3.6 28.7 12.8 5.2 2º Turno Brancos 1º Turno 10.4 13.9 10.9 10.6 9.0 22.2 22.7 19.2 20.3 40.7 11.9 14.1 6.8 5.6 2.087.3 21.8 18.2 55.2 22.5 51.150 84.3 11.9 49.4 24.4 1.3 .

246 87.7 17.071 803.6 2.3 18.5 2º Turno Abstenção 1º Turno 4.331.2 34.8 9.940 1.3 79.3 15.4 17.3 13.8 17.2 9.7 3.382 2002 79.6 17.3 17.0 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 95.088 1.4 3.9 39.4 2.2 44.3 78.9 41.7 21.7 38.9 10.1 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 96.0 12.6 17.728.3 31.4 22.1 12.4 5.112 86.6 31.3 2º Turno 1 Alienação 1º Turno 13.9 3.2 3.138 78.0 20.9 30.0 4.5 6.7 57.6 5.1 51.4 28.1 15.1 1.491.3 58.6 25.9 15.5 61.6 2º Turno Alienação 1º Turno 13.4 1.0 2º Turno Brancos 1º Turno 6.5 44.2 40.1 42.4 1.7 20.3 22.975 1998 82.4 11.6 13.2 1.0 12.902 776.7 25.2 5.9 21.7 19.4 26.6 17.9 4.6 2.9 2º Turno 631.3 25.2 5.9 15.3 9.2 13.0 17.6 15.2 4.4 11.0 4.298.6 14.6 21.4 17.1 4.6 17.4 9.5 5.4 14.2 17.6 17.6 28.4 31.4 34.28 RIO GRANDE DO NORTE Comparecimento Nulos 1º Turno 3.7 84.6 12.9 2.2 2º Turno Brancos 1º Turno 5.1 12.5 10.4 85.7 14.7 27.6 44.1 51.039 84.3 12.2 85.0 19.1 8.041 82.0 19.4 11.7 16.0 17.5 Juntos 36.0 13.147.0 86.6 25.0 2º Turno 1.7 17.0 13.4 21.2 25.4 30.7 41.081.2 10.7 21.5 2º Turno Abstenção 1º Turno 4.1 .3 4.6 5.0 4.2 14.6 47.1 13.0 32.7 1.7 Juntos 30.3 2002 7.5 2.3 14.2 4.5 21.0 25.5 3.4 17.0 13.1 35.1 9.9 15.0 32.9 4.1 4.0 19.1 1.9 19.3 SERGIPE Comparecimento Nulos 1º Turno 3.7 29.2 1994 1998 1.8 26.8 2.6 47.1 13.8 14.3 17.8 22.2 46.1 21.4 5.6 41.4 18.917.4 75.068.8 4.5 43.2 14.9 6.6 13.3 13.2 24.2 12.3 17.9 2.0 82.6 942.6 11.2 57.7 20.6 54.2 9.0 1.2 8.6 1994 81.7 13.3 14.8 33.7 33.7 13.933 82.

3 10.6 24.6 1.4 1.2 26.7 2.3 13.7 90.2 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 96.2 21.270 2.0 31.3 13.5 14.1 1.7 6.5 3.302.4 89.6 30.157.8 5.0 13.5 9.5 33.4 21.4 0.2 9.2 9.8 53.4 2.553 2002 83.1 10.4 5.1 28.1 13.8 31.5 16.5 13.0 2.5 3.8 4.8 26.5 84.8 1.811 1998 86.8 3.9 SANTA CATARINA Comparecimento Nulos 1º Turno 3.7 15.3 7.5 13.3 10.1 43.5 5.6 33.4 9.980 28.5 16.0 21.5 10.5 8.7 49.3 15.1 4.5 3.0 11.3 4.5 52.0 9.6 5.4 15.290 92.0 16.2 13.6 3.5 16.7 29.1 5.0 1994 83.5 8.4 16.4 35.5 11.2 13.6 20.4 2º Turno Brancos 1º Turno 8.1 2º Turno Abstenção 1º Turno 3.4 12.2 16.5 2º Turno Alienação 1º Turno 22.7 7.2 7.3 6.916 2.6 10.2 14.29 SÃO PAULO Comparecimento Nulos 1º Turno 3.8 6.6 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 96.4 8.729.0 16.2 6.9 1.5 13.2 10.4 10.5 7.974 2002 84.7 8.5 92.4 11.9 Juntos 28.5 3.4 25.0 5.1 7.8 84.0 2º Turno Brancos 1º Turno 15.7 3.3 46.0 2º Turno Alienação 1º Turno 15.8 35.9 36.4 27.9 18.0 22.0 26.4 22.4 5.3 19.4 25.2 13.2 1998 5.4 25.817.0 17.5 3.9 9.5 5.3 3.3 16.2 49.5 5.991 94.2 7.5 7.516.2 23.2 15.6 26.1 25.6 27.3 6.4 11.4 30.321.1 6.0 20.6 19.7 17.5 3.5 4.0 16.8 25.2 1.6 20.0 26.0 3.5 54.4 3.5 2º Turno 2.5 5.0 35.3 4.572 18.2 53.014 88.3 16.5 1994 83.5 5.0 Juntos 27.1 6.1 21.3 2.9 14.7 16.5 .1 5.5 2º Turno 16.2 9.5 3.9 15.1 33.4 2.500.6 3.769.8 2º Turno Abstenção 1º Turno 3.010.4 16.2 36.5 21.0 25.3 91.5 11.4 11.8 83.4 3.5 15.655.3 12.5 16.6 14.2 16.3 16.517 86.727.774.034 82.5 23.3 16.

6 16.5 80.9 13.5 16.5 15.8 76.5 19.8 2º Turno Abstenção 1º Turno 5.1 11.244.1 20.0 5.3 86.8 0.6 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 732.7 18.8 5.9 13.3 21.3 4.3 16.3 45.0 11.2 4.5 1.0 15.0 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 93.9 1.3 16.6 Juntos 32.8 26.4 3.9 2º Turno 2.1 8.5 0.2 2.7 3.7 40.8 16.9 20.0 24.1 1.622.8 6.3 1.9 15.4 7.2 2º Turno 857.2 16.7 26.0 3.3 57.3 1.5 0.4 2.3 8.2 42.7 86.5 9.0 17.5 23.330 893.6 5.3 2º Turno Alienação 1º Turno 20.5 1.3 2.948.1 6.267.6 Juntos 17.932 1998 83.6 20.6 20.1 12.437 2002 86.7 28.1 .6 20.8 6.4 36.7 1.1 19.3 6.6 20.5 15.6 7.8 14.097 86.7 10.5 27.8 2.7 20.6 1.3 16.161.5 16.5 11.2 33.1 13.9 3.4 21.8 51.2 5.9 28.9 13.9 88.848 2002 77.9 37.7 13.631 80.3 86.95 2.2 23.1 13.4 16.0 9.4 2º Turno Brancos 1º Turno 10.518.8 22.7 13.062.0 15.5 4.4 32.2 2.4 19.1 19.3 2.1 19.0 1998 83.3 22.247 1994 84.9 29.0 6.0 2º Turno Brancos 1º Turno 8.8 16.1 25.7 1.1 8.2 19.659 91.8 2.4 41.1 2.9 3.0 17.0 23.8 1.1 21.3 11.8 8.539 2.9 22.780 1º Turno 94.8 8.6 10.30 DISTRITO FEDERAL Comparecimento Nulos 1º Turno 6.8 1994 79.0 60.7 7.5 1.0 26.0 17.1 13.1 4.9 GOIÁS Comparecimento Nulos 1º Turno 4.5 2.9 13.5 21.1 1.9 2.5 2.5 16.0 10.4 0.7 2.6 17.2 39.7 22.0 3.0 2º Turno Alienação 1º Turno 20.1 18.0 18.932 84.9 3.6 40.1 10.7 3.1 23.6 2º Turno Abstenção 1º Turno 6.4 1.4 0.2 83.4 3.3 22.1 6.9 45.2 20.365.5 33.2 50.0 11.8 37.1 9.4 15.7 1.1 13.0 5.5 15.199.3 16.

246 1.5 10.0 35.8 6.0 1.232 1.8 32.3 24.9 2.7 11.0 4.022 71.8 4.2 22.0 2º Turno Brancos 1º Turno 10.1 16.1 18.5 3.1 8.0 26.6 52.4 1.9 8.5 2.4 13.2 4.4 20.2 22.2 83.31 MATO GROSSO Comparecimento Nulos 1º Turno 3.9 27.6 55.2 17.907 74.8 9.7 18.773 79.7 20.6 29.6 5.2 12.3 2.3 60.2 1.3 2002 2.4 6.0 2º Turno Brancos 1º Turno 14.0 29.7 24.7 46.2 21.7 72.9 7.9 12.7 12.1 49.6 47.8 9.3 2.8 10.7 20.886 1.4 3.2 10.8 26.8 22.7 8.3 1.3 24.5 70.3 0.8 5.0 26.4 18.9 20.4 5.3 5.9 82.2 12.730.5 61.4 1.5 Juntos 33.9 3.4 18.8 26.0 2º Turno Alienação 1º Turno 18.9 5.2 2º Turno Alienação 1º Turno 29.6 46.8 3.0 25.1 1.3 25.3 75.2 2º Turno Abstenção 1º Turno 6.4 27.6 28.1 16.3 44.0 18.5 18.6 2º Turno 820.2 67.5 40.2 6.1 2º Turno Abstenção 1º Turno 10.9 Juntos 34.650 73.1 15.6 1.2 21.7 29.4 7.3 33.024.4 1998 3.3 55.4 29.9 82.4 3.2 23.6 1.3 46.8 34.1 31.3 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 89.2 18.042 1994 71.8 27.8 17.0 6.3.8 23.0 29.3 1.0 18.4 1.2 22.089.8 26.2 10.043 86.3 27.7 24.5 18.8 11.7 20.8 16.3 14.7 10.972 77.2 44.4 20.5 6.3 7.0 1.8 10.6 1.5 16.2 40.1 5.161.002.4 1994 79.2 1.1 2.2 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 93.4 18.8 3.4 2.0 2.0 22.2 2º Turno 826.4 6.256.7 18.0 7.8 29.2 4.4 5.516.3 44.0 29.3 41.0 2.7 36.0 .6 7.6 30.6 10.451 1998 77.6 29.7 1.3 24.1 2002 MATO GROSSO DO SUL Comparecimento Nulos 1º Turno 2.5 2.0 1.411.5 10.7 20.1 2.5 32.5 51.928 81.279.2 17.0 18.4 26.027.9 3.5 24.4 23.2 28.2 31.

1 90.0 2.8 2º Turno Abstenção 1º Turno 4.2 39.7 20.2 2º Turno Alienação 1º Turno 24.7 4.0 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 96.3 30.4 3.3 11.210 83.2 16.5 13.6 1.0 16.6 50.5 4.8 5.7 14.5 4.0 6.8 42.8 25.4 21.7 10.0 17.5 4.8 6.9 5.5 24.4 51.793 89.1 1.4 7.8 15.045.5 8.7 3.5 25.4 3.9 91.6 45.3 2º Turno 5.0 14.3 2º Turno Abstenção 1º Turno 3.1 74.2 3.663.6 10.5 25.6 25.296.6 10.1 21.5 9.6 1.8 58.021 94.0 2º Turno Alienação 1º Turno 16.9 4.846.2 4.1 5.9 11.0 7.1 9.9 49.4 1.7 55.0 13.3 9.5 18.1 4.32 RIO GRANDE DO SUL Comparecimento Nulos 1º Turno 2.5 4.9 6.5 27.4 6.6 9.0 15.139 85.7 4.3 2º Turno Brancos 1º Turno 14.4 28.316.9 24.9 13.1 24.8 7.3 17.6 5.4 7.2 12.0 37.4 2.5 8.6 29.8 22.5 11.700.8 31.2 16.0 7.9 14.0 13.6 20.1 11.1 1.352.0 31.7 2º Turno Brancos 1º Turno 10.5 8.3 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 4.7 14.4 17.2 28.2 37.461 5.2 41.5 3.1 21.3 6.5 3.0 13.3 25.6 2º Turno 4.1 21.4 14.9 2.8 6.2 Juntos 30.9 26.5 16.1 16.0 87.8 3.077 87.7 7.8 17.6 43.8 1994 85.0 2.1 6.750.1 9.2 16.9 20.0 30.4 17.9 14.9 14.106 5.0 14.1 2.2 13.046 88.1 23.9 34.1 Juntos 30.0 .3 11.9 11.9 18.0 7.5 28.9 5.029 1º Turno 95.381 81.112.9 42.8 8.397 78.4 5.3 4.626 5.6 62.6 14.3 16.6 86.1 20.4 4.9 14.9 11.3 1.5 1994 1998 2002 6.7 20.746.1 1.5 5.4 29.5 9.8 29.4 5.6 18.384.4 PARANÁ Comparecimento Nulos 1º Turno 4.7 1.3 17.0 25.6 20.9 9.2 1.5 18.5 19.9 2002 3.4 17.5 82.6 12.988.0 9.6 7.4 1998 3.7 20.3 9.5 8.9 14.0 2.4 16.

6 Juntos 32.3 86.3 18.8 6.6 2.0 41.9 8.4 30.159 1.3 5.6 2º Turno 1.1 26.2 17.4 3.7 81.5 12.9 9.3 64.9 16.6 47.4 9.9 8.8 1.0 3.8 1.6 5.6 30.8 43.2 2º Turno Brancos 1º Turno 6.518 83.3 14.5 37.9 2.971.3 21.1 3.6 17.7 12.2 90.4 11.1 36.3 13.196.7 14.491 1º Turno 96.5 31.9 44.1 26.8 31.1 22.277.7 14.546 1.5 84.2 14.2 17.159.729 90.0 4.7 79.3 18.4 4.1 21.3 16.6 7.7 13.9 22.830 3.2 1.7 31.6 4.8 9.9 31.1 18.0 18.7 14.9 22.0 18.8 21.2 16.1 9.8 17.213.5 5.1 35.8 27.3 34.5 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 1º Turno 95.9 33.9 42.8 23.0 12.5 56.9 46.2 20.9 46.143.3 3.916.5 2002 .5 2.9 8.2 0.2 21.6 23.3 17.2 24.8 9.4 85.9 45.0 1994 78.9 2º Turno Abstenção 1º Turno 4.4 12.3 20.3 19.1 2º Turno Brancos 1º Turno 8.8 21.3 19.9 13.146.2 1.9 9.8 22.7 6.1 58.6 2º Turno Alienação 1º Turno 16.0 14.8 2.7 20.5 7.9 28.6 5.9 9.3 13.7 2º Turno Alienação 1º Turno 13.9 37.8 77.6 17.0 2º Turno 8.8 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 7.9 6.0 50.1 1.7 87.5 4.8 6.9 4.7 3.1 7.8 2º Turno Abstenção 1º Turno 4.0 8.884 1998 82.2 18.2 17.33 RIO DE JANEIRO Comparecimento Nulos 1º Turno 3.3 5.0 9.5 4.4 54.296 93.9 28.2 35.547 8.4 9.2 1994 1998 9.407.5 4.1 1.3 5.4 4.9 29.5 1.4 24.9 5.8 25.4 2.0 6.3 4.8 8.8 21.1 12.1 7.8 2.1 2.9 22.0 22.1 11.710.129.6 5.3 5.3 0.7 Juntos 20.1 91.373 81.6 2002 ESPIRITO SANTO Comparecimento Nulos 1º Turno 3.2 20.9 15.2 6.2 20.5 23.6 17.4 3.2 15.729 82.0 5.425 77.0 4.0 20.7 3.3 10.710.0 16.9 2.

1 4.7 2º Turno Brancos 1º Turno 14.9 6.9 19.183 82.589 76.9 27.7 46.34 MINAS GERAIS Comparecimento Nulos 1º Turno 5.0 7.4 2º Turno 9.5 43.103 9.9 19.3 55.3 5.492.6 11.2 12.1 80.5 3.4 37.1 23.4 17.1 80.4 9.2 2º Turno Ano 1986 1989 1990 Eleição Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Presidente Governo Câmara Assembléia Eleitorado 7.1 17.4 2º Turno Abstenção 1º Turno 4.1 48.1 16.8 23.3 2002 .2 2.9 62.0 85.6 9.5 11.2 5.2 10.0 57.1 17.6 4.6 32.0 25.9 19.1 39.6 30.4 3.1 Juntos 30.8 17.6 26.5 5.815.2 5.1 37.8 26.5 25.3 10.966.4 1.739 1994 1998 80.1 11.559.9 83.0 9.5 1.1 2º Turno Alienação 1º Turno 24.9 18.1 19.9 20.1 3.8 19.3 16.433.2 19.609 1º Turno 95.1 14.5 61.7 23.4 11.9 17.7 46.1 21.3 16.555 89.7 41.9 31.680.7 10.3 10.1 17.1 5.7 10.9 85.5 7.0 14.6 14.3 38.3 19.0 15.6 4.8 28.9 12.1 5.7 3.3 16.9 1.9 19.5 27.