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Desenvolvimento econômico dos Estados Unidos da América

A extensão do espaço econômico inglês para novas áreas foi inicialmente a mola propulsora do desenvolvimento dos EUA. O crescimento demográfico na Inglaterra pressionava a oferta de alimentos e a produção agrícola deslocava-se para as piores terras, elevando o preço dos alimentos e os salários de subsistência. Tal tendência levaria ao crescimento da renda da terra e à compressão da taxa de lucro média da economia, reduzindo os investimentos e a taxa do crescimento econômico. Sendo assim, era necessário recorrer às colônias para contornar o problema. As colônias americanas possuíam extensas áreas com terras férteis e abundantes recursos naturais, o que atraía os imigrantes ingleses, muitos dos quais partiam com capital, tecnologia e muita vontade de vencer. Iniciou-se assim o processo de expansão territorial dos EUA, por meio das compras efetuadas à França e à Espanha. A exploração colonial seguiu o modelo da Inglaterra, e no início do século XX, Cuba e Panamá passaram a ser tuteladas, bem como a América Latina sofrer enorme influência. Nas décadas que se seguiram, essa influência estendeu-se a todos os países do mundo. A hegemonia norte-americana, em 1960, era traduzida por seu poderio econômico, quando detinham cerca de 50% da produção mundial de manufaturados e consumiam mais de um terço de todos os bens e serviços em todo o mundo. Um dos fatores que explica o desenvolvimento econômico norte-americano foi, sem dúvida, a intensa emigração europeia de pessoas qualificadas ao trabalho das mais diversas especializações, juntamente com o capital que aportavam de seus países de origem. Com o fim da guerra da secessão e com a abolição da escravatura, o governo se dedicou principalmente na organização e a exploração econômica das terras conquistadas no Oeste. Durante a guerra, para que a zona industrializada se empenhasse mais na produção bélica (indústrias metalúrgica e siderúrgica), o Congresso promulgou uma lei (Lei Homestead, 1868) oferecendo no Oeste terras gratuitas aos colonos imigrantes. Muito embora a mão-de-obra fosse escassa, a produtividade aumentou graças à mecanização da produção agrícola e aos progressos técnicos alcançados nesse período. Foi justamente no período do pós-guerra que se deu á consolidação dos grandes grupos financeiros. Estes aumentaram seu patrimônio explorando a agricultura com a cobrança de

Com a queda da Bolsa de Nova Iorque. a economia norte-americana cresceu 54%. As revoluções agrícola. a conseqüência mais importante da Guerra da secessão. grande consumidora de produtos industriais. Ao mesmo tempo expandiu-se rapidamente a produção percapita e a produtividade por operário. Até 1880. Outra fonte de poupança norte-americana foram os investimentos externos. A industrialização foi. A poupança para esses investimentos veio de bancos de captação. Por isso. com a ampliação do setor de mercado interno. industrial e dos transportes nos EUA. sobretudo na indústria algodoeira. A maior parte das exportações de algodão destinava-se à indústria têxtil inglesa. do mercado de ações. . colocando a nação americana na liderança do avanço capitalista. portanto. com extraordinário crescimento do comércio exterior. já havia intensa industrialização. as desigualdades regionais constituíram outra consequência do desenvolvimento dos EUA (como a baixa industrialização do Sul). deram-se concomitantemente. Outro fator de expansão do crescimento econômico foram os investimentos em irrigação a partir de 1910. em outubro de 1929. Altas tarifas protecionistas contra a concorrência estrangeira beneficiaram esse processo. não restam dúvidas de que os fatores centrais da revolução industrial americana foram as inovações tecnológicas. contra 25% na década anterior. Em 1955. as exportações manufaturadas e semimanufaturadas dos EUA constituíam 76% das exportações totais. desencadeou-se uma crise sem precedentes na economia americana. A inauguração de um novo processo de fabricação industrial (linha de montagem e produção em massa) implicou num amplo desenvolvimento técnico e no avanço da organização empresarial. como no caso inglês. Além desta crise. a agricultura representava a principal fonte de riqueza do país.juros exorbitantes e canalizando esses ganhos para investimentos nas indústrias concentradas no nordeste dos Estados Unidos. Durante os anos de 1920. mas no final do século XIX. que efetuava investimentos em educação. As inovações tecnológicas provocaram intensas transformações na agricultura americana. ancoradas na extraordinária contribuição das exportações de produtos agrícolas. na infraestrutura de transportes e na abertura de mercados no exterior. de lucros retidos e do Governo. a revolução agrícola e a revolução nos transportes.

5 bilhões. que se distancia daquela de George W. a preservação do planeta e a economia global. Política externa: Em 2010. A porcentagem de norteamericanos vivendo na pobreza alcança 15. os EUA. em virtude do crescimento econômico acelerado de outras potências mundiais na Europa e na Ásia. os investimentos dos EUA no exterior montaram s US$ 3. decorrente do aumento da produtividade. Em 1919. Crise econômica: Em 2008. A crise.9 bilhões em 1955.1% em 2010.2 milhões de pessoas – o maior índice dos últimos 52 anos. recebendo apenas US$ 4 bilhões. causou impactos importantes na economia norte-americana. desafio similar que os Estados Unidos tinham imposto desde o início do século XX aos ingleses.Em 1914. com o crescimento econômico acelerado de países como o Japão. principalmente da economia japonesa. o desemprego continua elevado. quantia que passou a US$ 7. o presidente Barack Obama apresenta uma nova doutrina de segurança nacional. provoca recessão no país. tem destaque para quatro pilares: o desarmamento nuclear. A nova política. Embora os últimos dados de 2011 indiquem expansão de 3% na economia. dos investimentos privados no exterior e dos capitais públicos na forma de ajuda e empréstimos a outros países. O crescimento das exportações desses países. . no valor de US$ 3 bilhões. valorizando a busca de colaboração dos países aliados em favor dos interesses norte-americanos. A partir dos anos 60. Porém. o poderio americano vem se reduzindo no mundo. uma grande crise econômica abala a maior potência econômica e militar do mundo. configurando a partir de 1958 uma “crise do dólar”. a promoção da paz e da segurança. Nas últimas décadas.0 bilhões em 1919. Alemanha e França. passaram a exportadores líquidos de capital. substituindo a Inglaterra como o principal prestamista mundial (consequência do seu desenvolvimento e da posição confortável herdada do conflito mundial). na época. A causa fundamental desse déficit provinha. no último trimestre. por abalar a confiança nessa moeda. tem havido persistentemente um déficit no balanço de pagamentos dos EUA. Bush. um total de 46. considerada a mais séria desde a Grande Depressão de 1929. a partir de 1951. ficou claro um novo desafio e mudança da hegemonia mundial.2 bilhões em 1930 e a US$ 44. US$ 17.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE DIREITO.DDI IVAN VICTOR SILVA SANTOS JOSÉ OLINO DE CAMPOS JUNIOR KETHLLY SANTANA DE BRITO SILVA MIGUEL MAXIMINO DE SOUZA SANTOS RAFAELA DA CONCEIÇÃO PINA RICARDO FELIPE GOIS FERREIRA WENDENSON SANTOS SOUZA HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO EM DOIS PAÍSES: ESTADOS UNIDOS E MÉXICO São Cristóvão Fevereiro de 2014 .

IVAN VICTOR SILVA SANTOS JOSÉ OLINO DE CAMPOS JUNIOR KETHLLY SANTANA DE BRITO SILVA MIGUEL MAXIMINO DE SOUZA SANTOS RAFAELA DA CONCEIÇÃO PINA RICARDO FELIPE GOIS FERREIRA WENDENSON SANTOS SOUZA HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO EM DOIS PAÍSES: ESTADOS UNIDOS E MÉXICO Pesquisa desenvolvida em grupo durante a disciplina de Fundamentos de Economia. como parte da avaliação referente à segunda unidade. Professor: Emerson Sousa São Cristóvão Fevereiro de 2014 .

Foi proclamada república em 1824. bloco econômico que mantém relação direta com os Estados Unidos da América e Canadá. com a desvalorização do dólar. as indústrias nacionais se fortaleceram. resultando no aumento do déficit publico e da dívida externa. No período pós 95. impulsionado. Entre 1836 e 1877 o México passou por muitos momentos instáveis como a Independência do Texas e. houve uma sucessão de conflitos que culminaram nas eleições presidenciais de 1920. a região onde hoje fica o México era ocupada pelos maias. Com a desvalorização da moeda. A extração da prata e a exportação formavam a base econômica daquela colônia. Resultado: A moeda se desvalorizou bastante. com a procura de novos mercados. Também houve a guerra civil (1858-61) e posteriormente a queda da monarquia (1867). Com o México perdedor. o governo adotou uma política de industrialização baseada na substituição de importações. houve recessão. estabelecendo subsídios e implantando infraestruturas. mas houve a deterioração da balança comercial. comunicação precária e o sistema bancário quase desapareceu. Nos anos 30 a economia iniciou uma recuperação gradual sob a liderança da agricultura comercial e da indústria petrolífera.7%. no que provocou uma guerra entre os dois países. toltecas e astecas. Na década de 70. Nos anos 40. elevando assim o crescimento econômico do país. No entanto essa retomada foi por água abaixo com a Grande Depressão de 1929. apesar de alguns estudiosos apontarem para a possibilidade de abertura da economia. posteriormente seu anexo aos EUA (1845). O Nafta é um bloco econômico criado . A economia mexicana só consegue estabilidade a partir de 1878. desorganizando a economia. Na década de 80. sobretudo pelas exportações. com a Nafta. as maiores economias da América. Apenas os setores mineiros e petroleiros ficaram isolados desses conflitos. perdeu mais territórios (1848). o crescimento continuava no mercado interno. com fortes investimentos do governo. com a segunda guerra mundial. a economia continuava crescendo. resultando no aumento da inflação. A indústria e a agricultura foram bastante prejudicadas. A partir da década de 50. quando crescem as exportações agrícolas e minerais. a economia foi estimulada. ferrovias destruídas. Mas essas civilizações foram minadas e o México passou a integrar o Vice-Reino da Nova Espanha. acelerando assim a industrialização. Na década de 60. A partir de 1910.Desenvolvimento Econômico do México Antes da chegada dos espanhóis. Nessa época o PIB crescia a uma taxa média anual de 6. A partir de 1920. o México foi obrigado a se tornar autossuficiente e alguns setores.

O acordo visava criar uma área de livre comércio. . a fim de expandir. como o Brasil e outros países da América do Sul e da União Europeia. diversificar e impulsionar o intercâmbio comercial. Em julho de 2002 o México assinou o Acordo de Complementação Econômica nº54 com o Mercosul. através da dissolução de barreiras alfandegárias. comercializa com mais de 40 países através de tratados.justamente para aumentar o comércio entre os países norte-americanos. facilitando o comércio e a cooperação entre as partes. eliminando restrições que pudessem atrapalhar o comércio recíproco. permitindo jurídicamente a transparência e a segurança dos agentes econômicos. Atualmente o México é o único país a compor a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). uma vez que esse aumento foi superior a 150% na última década. O fluxo de mercadorias no Nafta permitiu que o México crescesse economicamente. Entretanto. Esse acordo foi importante para abrir portas à novos acordos e novas interações econômicas entre o México e o Mercosul. Esse acordo vale principalmente para o setor automotivo.

.Referências Bibliográficas MEIER. EDITORA CAMPUS/ELSEVIER 2012 http://www.São Paulo . Gerald M.1ª Ed.DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO Editora Mestre Jou .nalijsouza. 1968 "Os Estados Unidos e o século XXI" de Cristina Pecequilo.br.pdf .com/downloads/outros-textos/economiabrasileira/cr_rus_mex_br. Robert E. & BALDWIN.web.