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PRÓ-DIRETORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO FACULDADE DE TECNOLOGIA INTERNACIONAL

ERGONOMIA ORGANIZACIONAL: Melhoria da produtividade e qualidade de vida do trabalhador Antônio Sergio Araújo Rabelo
Curso de Pós-graduação em Engenharia de Produção UNINTER/FACINTER/2013 E-mail: sergiorabelo78@hotmail.com

Orientador: RESUMO Este artigo investiga, discute e analisa a contribuição da Ergonomia Organizacional, para a melhoria da produtividade e qualidade de vida do trabalhador. Acredita-se que processos produtivos planificados, com funções, tarefas e postos de trabalho definidos e espaços, máquinas e logística coordenados, regulados e avaliados possam contribuir para o alcance desses objetivos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, envolvendo levantamento bibliográfico e análise de exemplos que estimulem a compreensão, favorecendo a definição de contornos mais precisos do problema estudado. Espera-se que os resultados ampliem os conhecimentos acadêmicos e aumentem as possibilidades de inserção da Ergonomia nos processos estratégicos, gerenciais e operacionais das organizações, bem como forneça subsídios para pesquisas futuras. Palavras-chave: Ergonomia. Organização. Produtividade. Qualidade de vida.

1. INTRODUÇÃO Este artigo investiga as contribuições Ergonomia organizacional nos processos produtivos e melhoria da qualidade de vida do trabalhador, tendo em vista que seus conceitos e aplicações vêm sendo caracterizados com expressividade nas áreas de engenharia, design, arquitetura e outras, pela sua capacidade interdisciplinar, demandando a expansão de conhecimentos em torno dessa ciência (FABRÍCIO, 2002). A pesquisa se dá por se reconhecer que os problemas laborais advindos da interação entre homens e máquinas, tanto em nível físico como cognitivo, possam ampliar, limitar ou anular o desempenho da força de trabalho e, consequentemente, reduzir a produtividade. Acredita-se que a adaptação do trabalho às características fisiológicas e psicológicas do ser humano sejam as respostas para essas dificuldades. Por essa razão, busca-se na literatura identificar os aspectos contributivos da Ergonomia em processos estratégicos, gerenciais e operacionais das organizações.

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A Ergonomia é definida pela Ergonomics Research Society (U.K.) como: “o estudo do homem e o seu trabalho, equipamento e ambiente, e particularmente a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução de problemas nesse relacionamento”. No Brasil, a Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) define da seguinte forma: “A Ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho às características fisiológicas e psicológicas do ser humano” (MARTINS NETO, 2006). Pelo seu caráter interdisciplinar a Ergonomia vem auxiliando diversas áreas das ciências. Porém, entende-se que para a Engenharia de Produção ela seja primordial, tendo em vista os esforços permanentes de ambas para criar, desenvolver e aplicar conhecimentos científicos e tecnológicos na solução de problemas de desempenho dos sistemas produtivos de bens e serviços, nas questões de natureza estratégica, tática e operacional das organizações, bem como a qualidade de vida das pessoas que delas fazem parte. Assim, essa pesquisa revisa a literatura e pesquisas experimentais sobre o tema em questão, com a finalidade de responder ao seguinte questionamento: Que atributos da Ergonomia podem contribuir com o êxito da planificação de melhorias para a manutenção de sistemas produtivos de bens e serviços? 2. CONCEITOS E DEFINIÇÕES DE ERGONOMIA O termo “ergonomia” foi adotado nos principais países europeus, em 1959, quando se deu a fundação da Associação Internacional de Ergonomia, em Oxford. Trata-se de uma palavra derivada do grego ergon (trabalho) e nomos (normas, leis) que significa ciência do trabalho ou normas para o trabalho. Suas teorias são orientadas e aplicadas na prática de sistemas adequados às atividades laboriosas humanas (GOMES FILHO, 2008). É da competência da Ergonomia compreender as interações entre seres humanos e a qualidade de vida no trabalho. Nela são aplicados os princípios teóricos, dados e métodos projetados e otimizados para o bem-estar e melhoria do desempenho do trabalhador (IEA, 2000). De acordo com o IEA (Associação Internacional de Ergonomia) (2000), órgão federativo fundado na Suíça, responsável pela Ergonomia e qualidade de vida no trabalho global:

Assim. habilidades e/ou limitações dos trabalhadores. a Ergonomia Física cuida do corpo humano. projetar e/ou avaliar ambientes. memória. tomada de decisão. carga horária. nas demandas físicas e fisiológicas. Está relacionada aos processos mentais como a percepção. biomecânica. força e postura são os tipos mais comuns de problemas e têm implicações com o design. vibratórios. raciocínio e resposta motora. tarefas e processos como um todo. engenheiros de produção. A Ergonomia Física. manuseio de materiais. sistemas. profissionais da saúde ou segurança do trabalho planejar. trabalho cooperativo. distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. layout do local de trabalho. conforme quadro 1: QUADRO 1 – TIPOS DE ERGONOMIA Está relacionada à anatomia humana. com o impacto da anatomia. incluindo suas estruturas organizacionais. a fim de torná-los compatíveis às necessidades. políticas e processos.  ERGONOMIA FÍSICA  ERGONOMIA COGNITIVA  ERGONOMIA ORGANIZACIONAL FONTE: IEA (2000). limitações e motivações do usuário. design do trabalho. fisiologia e ambiente físico. que possam estar relacionados ao design do sistema humano. equipamentos e ferramentas (ABERGO. novos paradigmas do trabalho. As lesões por esforços repetitivos. é o estudo e compreensão das características físicas. conforme quadro 1. Em sua relevância se incluem carga mental de trabalho. fisiológicas e biomecânicas e seu relacionamento com a atividade física. processos. estações de trabalho. antropometria. capacidades. teletrabalho e gestão da qualidade. e como esses fatores afetam as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. 2003). cultura organizacional. Ela avalia os sistemas técnicos. características antropométricas. De acordo com o IEA (2000) a Ergonomia é classificada por três aspectos. Em sua relevância se incluem comunicações. gerenciamento de recursos humanos. movimentos repetitivos. organizações virtuais. a confiabilidade humana. Está relacionada à otimização dos sistemas sociotécnicos. ou seja. Ergonomia comunitária. segurança e saúde.3 É função dos ergonomistas. na . interação do ser humano com o computador. desempenho especializado. produtos. trabalho em equipe. estresse no trabalho e formação. projeto participativo. Em sua relevância se incluem a postura no trabalho.

conforme quadro 1. .4 atividade laboral. A Ergonomia Cognitiva. evita erros do usuário. conforto e melhoria da performance do trabalho (VOGEL. necessitando de conhecimentos de psicologia e fisiologia (RIGHI. Camarotto (2005) aponta a classificação constante no quadro 2: QUADRO 2 – CLASSIFICAÇÃO DOS PROJETOS ERGONÔMICOS FONTE: CAMAROTTO (2005). Sobretudo no que diz respeito à segurança. nas atividades e tarefas humanas. cujo foco está nas exigências cognitivas do ambiente de trabalho e no seu desenvolvimento. garante a segurança. 2010). o processo de Ergonomia Física envolve o estudo do usuário e da tarefa. pode-se dizer que a Ergonomia Física contribui para a redução da fadiga no uso. dá maior satisfação no uso. ao conforto à eficácia de uso ou de operacionalidade dos objetos. garante o conforto ao usuário (rendimento e limites do usuário) (OLIVEIRA. para posterior projeto do ambiente (processo ou produto) visando otimizar o serviço para a segurança. Quanto aos projetos. estuda a relação cognitiva entre homem e trabalho. O projeto voltado ao objeto (produto e produção) é definido por Gomes Filho (2008) da seguinte forma: A Ergonomia objetiva sempre a melhor adaptação do objeto aos seres vivos em geral. saúde. Portanto. mais particularmente. Enfim. 2012). 2011).

Ou seja. sendo do interesse ergonômico do projeto o "trabalho prescrito". trabalhos meticulosos ou de alto nível de concentração. 2006). . Assim. Salerno (2000) acrescenta que: “a abordagem organizacional se preocupa com a estrutura. ou seja. dinamicamente inter-relacionados entre si em uma rede de comunicações (em decorrência da interação dos diversos componentes). os vários subsistemas e componentes estão ligados e esta relação de dependência e precisam análise de comportamento.5 Para Ramos (2006) “a Ergonomia Cognitiva é um ramo emergente da Ergonomia. desenvolvendo uma atividade (comportamento ou processamento do sistema). Para Lima (2000) a Ergonomia Organizacional é a análise da atividade dos sujeitos humanos e seus mecanismos de regulação.  A ideia de controle e de adaptação é fundamental na definição de um sistema cognitivo. com os sistemas de informação e coordenação. o "trabalho real". engl oba os processos perceptivo. em operações braçais. e com as políticas de gestão de recursos humanos e de desempenho da produção ou serviço". atividades diversificadas. para fornecer informações. entre outras. se observa que a Ergonomia Cognitiva visa auxiliar no desempenho dos trabalhadores. O ilustre professor e Engenheiro de Produção. energias e materiais (insumos ou entradas a serem processadas pelo sistema).  Os eventos e as relações precisam ser entendidos dentro do contexto. a Ergonomia Cognitiva. mental e de motricidade (GUIMARÃES. considera que:  Os sistemas cognitivos. tomadas de decisões. Jarufe (2010) define. energias ou produtos (saídas do sistema). para atingir um determinado objetivo comum (finalidade do sistema). agindo sobre sinais. ressalta ainda que “na organização a abordagem sistêmica tem ênf ase no ambiente e considera a organização como um sistema aberto”. Dr. na visão da engenharia de produção. tarefas e meio ambiente”. sistema como: Um conjunto de componentes (partes ou órgãos do sistema). É um conjunto de fatores que incide no ajuste entre as habilidades e limitações cognitivas humanas entre máquinas. De acordo com Guimarães (2006). Manuel Salomon Salazar Jarufe (2010).

há que se fazer um estudo do seu todo. cognitivas e psíquicas do trabalho. na engenharia de produção. Ela advém de antes da efetivação da Ergonomia. Portanto. que não pode ser analisado ou compreendido isoladamente. para Righi (2010) ela é multidisciplinar e abrangente. visando obter maior produtividade. Apesar de ser de competência do ergonomista os estudos ligados à Ergonomia. Na planificação dos postos de trabalho. constituído de subsistemas. porém com o dife- . tendo em vista que num sistema organizacional a mudança isolada gera impacto nos demais setores. Ao se cruzar a Ergonomia com a Engenharia de Produção observa-se que ambas trabalham focadas na qualidade de vida do trabalhador e melhoria da produtividade. conforme demonstrado no quadro 3: QUADRO 3 – ABRANGÊNCIA DA ERGONOMIA FONTE: RIGHI (2010). a interação entre os elementos de um sistema forma o seu todo. cabendo ao Engenheiro de Produção à tarefa de viabilizar melhorias nos processos.6 Sabe-se que as organizações estão inseridas em um sistema maior. Ao planificar a organização do trabalho a Engenharia de Produção estuda as cargas físicas. produção e logística. Em sua pesquisa Gomes (2005) lembra que “a busca por instrumentos que permitam a execução eficaz das tarefas é tida como um dos fatores determinantes na evolução do homem”. ao se pensar na mudança de um sistema. Por essa razão. tema de discussão deste artigo. para se atingir a parte necessitada (JARUFE. levando em conta a concepção ergonômica da tarefa e das instalações. a meta vem sendo a mesma. por serem estruturas interdependentes. 2010).

do ensino) na área de Engenharia. em apenas dois ramos de “especialização”: o militar e o civil. A necessidade do desenvolvimento de métodos e técnicas de gestão dos meios produtivos originadas dessa evolução culminou com o surgimento da Engenharia de Produção. consequentemente. Telecomunicações. A evolução do conhecimento (e.7 rencial de o Engenheiro de Produção poder se apropriar das bases da Ergonomia.: Mecânica. suscitou a subdivisão em outros ramos. que veio para atender às demandas do processo de fabricação. Cunha (2002) esclarece que: Até o advento da Revolução Industrial. Minas). 3. bem como algumas questões básicas relacionadas às funções e ao modo de atuação da Engenharia de Produção (EP).: Mecatrônica. praticamente. para a melhoria da produtividade e qualidade de vida do trabalhador. tendo esta atualização um caráter continuado (ex. alguns ainda utilizados (ex. cabe revisar os aspectos históricos da Engenharia de Produção.LINHA DE TEMPO: ENGENHARIA DE PRODUÇÃO FONTE: CUNHA (2002). A sua evolução a partir da Revolução Industrial é demonstrada por Cunha (2002) no quadro 4: QUADRO 4 . ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E ERGONOMIA Antes de efetuar o cruzamento da Engenharia de Produção com a Ergonomia. Elétrica. Alimentos. . a Engenharia subdividia-se. Produção).

transporte.º 11. “atuar como gestor dos recursos de produção”. planejamento e controle dos sistemas de manufatura. para o propósito desta pesquisa. Desta forma. tarefas e postos de trabalho definidos e espaços. escolheu-se a gerência de produção e a Ergonomia Organizacional para a melhoria da produtividade e qualidade de vida do trabalhador. com funções. máquinas e logística coordenados. Assim. suprimento e serviço .ESFERA DE AÇÃO NOS PROCESSOS DECISÓRIOS FONTE: CUNHA (2002). A investigação segue a linha dos processos produtivos planificados.8 Cunha (2002) confirma ao dizer que: “a Engenharia de Produção veio a concentrarse no desenvolvimento de métodos e técnicas que permitissem otimizar a utilização de todos os recursos produtivos”. do Conselho Nacional de Educação. de 2002. 3. De acordo com a classificação do Sistema CONFEA-CREA. dispõe que ao núcleo de conteúdos profissionalizantes da Engenharia de Produção sejam disponibilizadas 15% de carga horária mínima. e entre eles estão inclusas a ergonomia e segurança do trabalho. regulados e avaliados.1 Planificação e controle de operações A gestão de operações preocupa-se com as atividades de projeto. Essa gestão não inclui todo o empreendimento e é diferenciada por Cunha (2002) da seguinte forma: QUADRO 5 . a Engenharia de Produção surge para capacitar o engenheiro a melhorar o desempenho produtivo. A Resolução n.

planejamento agregado e seus tempos. Sua planificação envolve o controle das operações. . a eliminação de tarefas repetitiva e o aumento da produtividade” (SILVEIRA e SALUSTIANO. ferramentas e materiais sejam adaptados às especificidades das tarefas e a capacidade do trabalhador. pode-se garantir a satisfação. Suas principais funções sempre foram à estocagem. sistemas just-in-time. instalações e coordenação de pessoal. Pesquisadores salientam que para esse ambiente se tornar eficiente. apesar de ter conceitos gerenciais modernos. Moura (2010) descreve. equipamentos. esse ambiente: QUADRO 6 . no quadro 6.9 SLACK et al (1995). ou seja. visando “promover o equilíbrio biomecânico. as máquinas.2 Análise ergonômica da logística nos postos de trabalho Sabe-se que a logística é uma das atividades mais antigas. requisitos materiais. objetivando identificar problemas relacionados à demanda. o posto de trabalho deve ser ergonômico. 2012).AMBIENTE OPERACIONAL FONTE: MOURA (2010). e implantar soluções viáveis. Assim. 3. a segurança do trabalhador. reduzir as contrações estáticas da musculatura e o estresse geral.

O gerenciamento desta atividade é de grande importância. relacionando-se com a aquisição e fornecimento de produtos e materiais necessários ao cumprimento de uma missão. usados a partir de 1950. Cittadin et al. por volta de 1950. (2008) confirmam ao dizer que: A expressão logística é de origem militar. é necessário um nível mínimo de estoque que aja como amortecedor entre oferta e demanda. Observa-se. no ambiente interno e externo. que os conceitos logísticos utilizados atualmente foram definidos na atividade militar. após a Segunda Guerra Mundial. cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo. visando atender aos requisitos do consumidor”. Almeida e Lucena (2005) distribuem as atividades da logística da seguinte forma: Primárias: essenciais ao cumprimento da função logística contribuem com o maior montante do custo total da logística.  Processamento de pedidos: determina o tempo necessário para a entrega de bens e serviços aos clientes. foram extraídos das atividades militares. .10 armazenagem e transporte. a logística responde pela movimentação de materiais. Apesar de muitas empresas utilizarem como um modo de transporte. Secundárias: exercem a função de apoio às atividades primárias na obtenção de níveis de bens e serviços requisitados pelos clientes. assim. porém só tiveram influência nas atividades empresariais alguns anos depois. Seus conceitos. em virtude do peso deste custo em relação ao total do custo da logística. ferroviária.  Gestão de estoques: dependendo do setor em que a empresa atua e da sazonalidade. implementar e controlar o fluxo e a armazenagem de produtos e serviços. aeroviária e marítima.  Armazenagem: envolve as questões relativas ao espaço necessário para estocagem dos produtos. durante a Segunda Guerra Mundial.  Transportes : refere-se aos meios utilizados para movimentar os produtos até os clientes: via rodoviária. Novaes (2007) define logística como: “o processo de planejar.

Se o . em conjunto com o Ministério do Trabalho desenvolveram um manual com os principais pontos de verificação nos setores empresariais e/ou industriais de maiores riscos.. afirma que: “melhorando os métodos. por contribuir para o bom andamento da cadeia logística. Nesses processos logísticos. quando da necessidade de produção e seus respectivos itens da lista de materiais. um elevado número de enfermidades e acidentes do trabalho pode ocorrer na ausência de medidas ergonômicas apropriadas. No quadro 7. Novais (2001) descreve os elementos básicos da logística: QUADRO 7 – ELEMENTOS BÁSICOS DA LOGÍSTICA FONTE: NOVAIS (2001). Por essa razão.11  Manuseio de materiais: refere-se à movimentação dos produtos no local de armazenagem. A sua função é despachar produtos para o setor seguinte da cadeia logística. (2003). sem danificá-los ou modificá-los.  Programação de produtos: compreende programar.  Manutenção de informação: exige uma base de dados para o planejamento e o controle da logística. Tompkins et al. a Fundacentro.  Embalagem de proteção: sua finalidade é proteger o produto. tem-se um melhor desempenho. I) Manipulação e armazenagem de materiais Sabe-se que o armazém desempenha um papel importante.

o manual Fundacentro/MTE (2001) propõe observar os pontos constantes no quadro 8: QUADRO 8 – VERIFICAÇÃO ERGONÔMICA NOS ARMAZÉNS/ESTOQUES Vias de transporte desocupadas e sinalizadas. Rampas com uma pequena inclinação. Carros auxiliares móveis para evitar cargas e descargas desnecessárias. carrinhos de mão e outros aparelhos providos de rodas ou rolões para o transporte de materiais. Usar alças. (2003) acrescenta que: A maximização da utilização de espaço. antiderrapantes e desimpedidas de obstáculos. FONTE: FUNDACENTRO/MTE (2001). Superfície das vias de transporte uniformes. equipamento e mão-de-obra sempre foi o primeiro objetivo da armazenagem. Eliminar ou reduzir as diferenças de nível quando os materiais forem removidos à mão. em lugar de pequenas escadas ou diferenças bruscas de nível no local de trabalho. Na necessidade de transporte de carga pesada. Tompkins et al. visando reduzir a carga manual. Área de trabalho adequada a fim de minimizar a mobilidade de materiais. Usar esteiras transportadoras. para diminuir o transporte manual de materiais. equipamento e a uma combinação de fatores que contribuem para o seu aumento. Além de outros fatores ligados a organização do trabalho. Nos dias de hoje a produtividade não está relacionada apenas ao desempenho da mãode-obra. asas ou pontos de preensão em pacotes e caixas. os esforços de melhoria da cadeia logística serão prejudicados”. Passagens e corredores com largura suficiente para permitir um transporte de mão dupla.. Carros. eficaz e precisa. Especialistas e pesquisadores apontam que normalizar métodos de movimentação de material e equipamentos.12 armazém não conseguir processar as encomendas de forma rápida. reduz as variedades e a personalização dos pro- . Prateleiras ou estantes de várias alturas. de 5% a 8%. gruas ou outros meios mecânicos de transportes de materiais. guindastes. repartir o peso em pacotes menores e leves. em recipientes ou em bandejas. mas também ao espaço. baixar e mover materiais pesados. próximo à área de trabalho. Dispositivos mecânicos para levantar.

controles. as expectativas das pessoas mudam. sentar. clima.. A postura corporal e o movimento (sentado. As ferramentas manuais passaram a ser confeccionadas com designs ergonômicos. entende-se que cabe ao engenheiro selecionar métodos e equipamentos para diversas tarefas. e para condições variadas de uso. Assim. cotovelos e ombros. e com base na experiência histórica observa-se que o que era aceito por uma geração. informação e operação (informações obtidas visualmente ou por meio de outros sentidos. também . provocando dores e sensações de formigamento dos dedos. fatores ambientais (ruídos. 2003). que as manuseia em movimentos repetitivos. utilizá-las suspensas por contrapesos ou molas. 2003). O que era considerado um fenômeno relativamente local. não é mais aceito. A ergonomia é uma das medidas global que veio com a clara intenção de mostrar que o velho estilo de projeto de trabalho. Nesse contexto. No manual elaborado pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. o mercado mundial passou a exigir de seus Estados-Membros condições de trabalho globalmente equivalentes. iluminação. puxar e empurrar). com o passar do tempo torna-se inaceitável. quando da necessidade de ferramentas mais pesadas. antecipando futuras mudanças no sistema. relações entre as telas). bem como a organização do trabalho (tarefas adequadas. II) Ferramentas manuais Como as gerações se sucedem. medidas regulatórias básicas passaram a ser adotadas por diversos países. produzem dores nos punhos. criando-se para o seu uso normas voltadas para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador. substâncias químicas). onde o operador era visto como um "par de mãos". De acordo com Dul e Weerdmeester (2003): Elas não podem ter um peso superior a 2 kg. levantar. vibrações. caso contrário.13 cessos (TOMPKINS et al. empregos interessantes) são focos da ergonomia (DUL e WEERDMEESTER. Por razões de justiça social e de economia. Em busca dessa equivalência. em conjunto com o Ministério do Trabalho (2001). em pé. mudaram-se as condições de vida e de trabalho. Posturas inadequadas (punho inclinado por longos períodos) resultam em inflamação de nervos e tendões. com a mídia digital tornou-se mundial. Uma forma de evitar danos ao trabalhador é.

antiderrapantes e desimpedidas de obstáculos. Providenciar espaço suficiente e apoio estável dos pés para o manejo das ferramentas mecânicas. grampos ou tornos de bancada para prender materiais ou objetos de trabalho. Empregar ferramentas suspensas para operações repetidas no mesmo local. comprimento e forma apropriados para um manejo confortável. Providenciar um “local” para cada ferramenta. Em ferramentas manuais. No quadro 9. tanto quanto possível. Disponibilizar ferramentas com um isolamento apropriado para evitar queimaduras e descargas elétricas. Dar treinamento aos trabalhadores antes de lhes permitir a utilização de ferramentas mecânicas. Fornecer ferramentas mecânicas seguras e assegurar-se de que sejam tomados os devidos cuidados. Minimizar a vibração e o ruído das ferramentas manuais. Atualmente encontram-se no mercado ferramentas disponíveis em diferentes modelos. Escolher ferramentas que possam ser manuseadas com um mínimo de esforço. FONTE: FUNDACENTRO/MTE (2001). No quadro 10. Proporcionar um apoio para a mão ao utilizar ferramentas de precisão. Providenciar ferramentas manuais com pontos de preensão que tenham a fricção adequada ou com dispositivos de segurança ou retenção que evitem que deslizem ou escapem. são descritos alguns pontos de verificação a serem observados pelas empresas. em movimentos frequentes. fornecer as que tenham grossura de cabo. Minimizar o peso das ferramentas (exceto no caso de ferramentas de bater). empregar ferramentas específicas para seu uso. Superfície das vias de transporte uniformes. com ferramentas.14 propõe alguns pontos a serem observados pelas empresas para pessoas que necessitam trabalhar. Selecionar o modelo de ferramenta mais adequado para a tarefa e postura. Utilizar morsas. QUADRO 10 – USO CORRETO E INCORRETO DAS FERRAMENTAS MANUAIS . Dul e Weerdmeester (2003) apontam as formas corretas e incorretas de se utilizar as ferramentas manuais. relacionados às ferramentas manuais. de modo que as articulações possam ser mantidas. QUADRO 9 – PONTOS DE VERIFICAÇÃO DAS FERRAMENTAS MANUAIS Em tarefas repetitivas. na posição neutra. Inspecionar e fazer a manutenção regular das ferramentas manuais.

alicates. e a utilização de ferramentas defeituosas. cortes ou riscos análogos. Dul e Weerdmeester (2003) aconselham “instruir os trabalhadores sobre o uso correto das ferramentas que utilizam. entre eles a revisão periódica das ferramentas. A literatura aponta que se devem descartar aquelas que não apresentam bom estado de conservação. gordura e outras substâncias escorregadias. QUADRO 11 – FERRAMENTAS MANUAIS ERGONÔMICAS . Além disso. No quadro 11 Dul e Weerdmeester (2003) mostram a maneira correta e incorreta de segurar serrotes. Outros fatores são alertados por especialistas. Durante o uso. ser mantidas limpas de óleo. deve-se evitar espalhar as ferramentas de forma arbitrária pelo ambiente. exibindo também alguns modelos ergonômicos para evitar a dobra repetitiva dos pulsos. devem ser colocadas em porta-ferramentas ou em estantes adequados. com a finalidade de evitar acidentes”. e para evitar quedas.15 FONTE: DUL e WEERDMEESTER (2003). martelo. inadequadas ou de baixa qualidade.

emprego de crianças e alto índice de acidentes do trabalho levaram os trabalhadores a exigir essa melhoria” (VILELA. baixos salários. posturas inadequadas. Nas indústrias. as condições de trabalho e os acidentes são preocupações do início do processo de industrialização.16 FONTE: DUL e WEERDMEESTER (2003). “as péssimas condições de trabalho. III) Segurança do maquinário de produção No Brasil. O alto índice de lesões nas mãos e punhos é decorrente de movimentos repetitivos. Ao analisar o ciclo de vida das máquinas Vilela (2001) observou que: No Brasil as máquinas são concebidas na fase de projeto sem uma preocupação com o ser humano que irá operar estes equipamentos. Dentre eles. 59% atingem mãos e punhos com ferimentos e fraturas. Na ocasião. . pressão por produção. trabalho muscular estático. sendo os maquinários responsáveis por grande parte deles. 2001). a saúde. com jornadas prolongadas. Dados do Anuário Brasileiro de Proteção de 2012 revelam que mais de 169 mil casos de acidentes de trabalho estão relacionados aos membros superiores. foi um período marcado pelos altos índices de acidentes de trabalho. No mesmo período em que se começam esses movimentos na Europa. ritmo intenso de trabalho. 2013). entre outros fatores (GLOBO.

. Porém. a depender do nível de organização dos trabalhadores. criaram alguns pontos de verificação relacionados à segurança nas máquinas. entende-se que a mudança dos padrões de segurança reflete maior conscientização das responsabilidades e das exigências em relação às normas estabelecidas. muitas vezes. se torna obsoleta para o proprietário. porque não irão constar nas estatísticas oficiais (VILELA. dispostos no quadro 12. a Fundacentro. Com a mesma preocupação. Além disso. Essas máquinas usadas são normalmente adquiridas por uma pequena ou micro empresa. em manutenção ou operação dos equipamentos os dedos ou mãos podem se aproximar do perigo. 2001). e são colocadas em uso nestas condições.  Desconhecimento do equipamento. pode vir a ser objeto de alguma adaptação com instalação de dispositivos de segurança. que a coloca à venda.  Desconhecimento do risco. esses ainda mais invisíveis. com relações precárias de trabalho.17 são vendidas para o mercado desprovidas de dispositivos mínimos de segurança. No trabalho com máquinas. Qualquer distração pode representar uma lesão. Navarro (2010) menciona algumas causas comuns nos acidentes com as mãos:  Distração. o que contribui para novos acidentes. em parceria com o Ministério do Trabalho. a atenção cuidadosa garante a interoperabilidade entre os diferentes componentes durante o processo de fabricação.  Falta de atenção aos procedimentos de segurança.  Falhas dos dispositivos de proteção dos equipamentos. Após a ocorrência de acidentes e mutilações. Depois de desfrutá-la.

Utilizar símbolos somente se eles forem facilmente compreendidos pelos trabalhadores do lugar. Colocar os controles na sequência de operação. por exemplo. Fazer etiquetas e sinais fáceis de ver. pode mudar o estado da máquina. . Inspecionar. Em alguns casos. com a mão ou braço. Utilizar dispositivos para alimentar e para expelir. as consequências podem ser desastrosas. limpar e dar manutenção periodicamente às máquinas. Assegurar-se de que o trabalhador possa ver e alcançar confortavelmente todos os controles. Manter os diferentes controles facilmente distinguíveis uns dos outros. Dar treinamento aos trabalhadores para que operem de forma segura e eficiente. incluindo os cabos elétricos.18 QUADRO 12 – SEGURANÇA DAS MÁQUINAS DE PRODUÇÃO Proteger os controles para prevenir que sejam acidentalmente acionados. Usar barreiras interconectadas para tornar impossível aos trabalhadores alcançar pontos perigosos quando a máquina estiver em funcionamento. Empregar as expectativas naturais para o movimento dos controles. mantendo as mãos dos trabalhadores longe das áreas perigosas das máquinas. Comprar máquinas seguras. se forem usados. Observa-se que a ênfase maior foi dada aos controles por serem considerados elementos de alto risco. Limitar o número de pedais e. ler e compreender. Utilizar sistemas de firmar ou fixar visando tornar a operação de mecanização estável. sem ser notado. Eliminar ou encobrir todos os indicadores que não sejam utilizados. Utilizar marcas ou cores nos indicadores que ajudem os trabalhadores a compreender o que devem fazer. Tocar um controle sem intenção. Utilizar sinais de advertência que o trabalhador compreenda de modo fácil e correto. Utilizar proteções ou barreiras apropriadas para prevenir contatos com as partes móveis do maquinário. fazer com que sejam de fácil operação. Fazer com que a sinalização e os indicadores sejam facilmente distinguíveis uns dos outros e fáceis de ler. segura e eficiente. Dul e Weerdmeester (2003) ressaltam que “o funcionamento não intencional pode ser evitado ajustando o modo de operação (botão de rotação em vez de botão de pressão)”. FONTE: FUNDACENTRO/MTE (2001). Manter os controles de emergência claramente visíveis e facilmente acessíveis a partir da posição normal do operador.

e toda ajuda material que o indivíduo necessita para realizar suas tarefas. ferramentas métodos e processos de produção). qualidade do ar. qualifique e capacite seus recursos humanos (funcionários / colaboradores) e. ruído. Cadeira especial alta permite que o trabalho seja realizado sentado e um apoio para a perna pode ser colocado abaixo da superfície de trabalho. ferramentas. onde tudo se integra e interage. mobiliário.) e ainda os aspectos ambientais (iluminação. bem como. equipamentos. incluindo aspectos psicológicos e cognitivos do indivíduo. “segue os mesmos princípios do enfoque ergonômico tradicional. Santos (2013) explica que: Nos postos de trabalho informatizados e automatizados considerase. os enfoques de projetos do posto de trabalho envolve o aspecto ergonômico global que. equipamentos. nos novos tempos. pausas. sistemas de proteção e segurança. 2013). softwares. Atualmente. horários. EPIs e o próprio sistema de produção (SANTOS. de acordo com Santos (2013).). de acordo com Dul e Weerdmeester (2003). proporcione condições para o desenvolvimento adequado das tarefas e conforto do trabalhador. devem garantir que todos tenham variação de tarefas e atividades de modo a não ocorrerem posturas prolongadas ou inadequadas. softwares. os aspectos organizacionais (normas de produção. os aspectos operacionais (métodos e processos de produção. O enfoque ergonômico global funciona como um processo de engenharia simultânea para desenvolvimento do projeto ergonômico. com apoio para os pés. etc. o local de trabalho deve ser adaptado para permitir que o trabalho seja realizado em pé ou sentado. os aspectos psicológicos e cognitivos no trabalho. . etc. é necessário que empresa modernize seus recursos técnicos (máquinas. abrangendo: máquinas. bem como. na organização do trabalho. principalmente na concepção e organização das atividades que.).19 IV) Melhoria do design do posto de trabalho O posto de Trabalho é a menor unidade produtiva em um sistema de produção e envolve o homem. Assim. os sistemas de produção (incluindo os hardwares e softwares)”. seu local de trabalho. e etc. além dos aspectos antropométricos e biomecânicos. temperatura. ventilação. Dul e Weerdmeester (2003) acrescentam que: Se as tarefas têm que ser executadas durante um longo período.

Dul e Weerdmeester (2003) apresentam um diagrama (quadro 14) para a seleção da postura básica. . QUADRO 13 — DIMENSÕES DA ÁREA DE TRABALHO ALTERNADO/SENTADO E EM PÉ.20 No quadro 13 os autores exemplificam a postura correta para o trabalho com ferramentas por períodos prolongados. QUADRO 14 – DIAGRAMA DE POSTURA FONTE: DUL e WEERDMEESTER (2003). mas também ocorre na indústria (trabalho de montagem e embalagem. FONTE: DUL e WEERDMEESTER (2003). A característica do trabalho determina a melhor postura. às vezes para o funcionamento de uma máquina). O trabalho sentado por longos períodos ocorre principalmente em escritórios.

. realizando o trabalho perto e diante do próprio corpo. QUADRO 15 – PONTOS DE VERIFICAÇÃO DO DESIGN DO POSTO DE TRABALHO Ajustar a altura de operação para cada trabalhador. Assegurar-se de que os trabalhadores mais baixos possam alcançar os controles e materiais com uma postura natural. Certificar-se de que os trabalhadores mais altos tenham bastante espaço para mover com comodidade as pernas e o corpo. provocando lesões. Envolver os trabalhadores na melhoria do design de seu próprio posto de trabalho. força. a organização deve ajustar o ambiente às demandas e às capacidades dos seus trabalhadores (NIOSH. estatura. sexo. Proporcionar lugares para trabalhar sentado aos trabalhadores que realizam tarefas que exijam precisão ou uma inspeção detalhada de elementos e lugares para trabalhar de pé aos que realizam tarefas que demandem movimentos do corpo e uma maior força. tais como os postos com terminais-vídeo. desperdício de energia e de tempo (por exemplo. Para evitar esses problemas. 2007). situando-a no nível dos cotovelos ou um pouco mais abaixo. Proporcionar exames dos olhos e óculos protetores apropriados aos trabalhadores que utilizem habitualmente um equipamento com terminal-vídeo. Assegurar-se de que o trabalhador possa permanecer de pé com naturalidade. posturas e movimentos repetitivos).21 Sabe-se que a movimentação manual de objetos. Proporcionar treinamento para manter atualizados os trabalhadores com terminal-vídeo. Fornecer cadeiras reguláveis e com espaldar aos trabalhadores que operam sentados. Proporcionar superfícies de trabalho reguláveis aos trabalhadores que alternam entre lidar com objetos grandes e pequenos. Permitir que os trabalhadores alternem de posição entre estar sentado e estar de pé durante o trabalho. FONTE: FUNDACENTRO/MTE (2001). a Fundacentro/MTE indica os pontos de verificação ergonômica para a melhoria do design dos postos de trabalho. Por essa razão. possam ser regulados pelos trabalhadores. Situar os materiais. apresentados no quadro 15. Providenciar cadeiras ou banquetas para que ocasionalmente se sentem os trabalhadores que executam suas tarefas de pé. ferramentas e controle utilizados com maior frequência em uma área de fácil alcance. Fazer com que os postos com telas e teclados. na medida do possível. força. condição física. Providenciar uma superfície de trabalho estável e de multiuso em cada posto de trabalho. e outros fatores. As habilidades dos trabalhadores podem variar em função das diferenças de idade. apoiado sobre ambos os pés. produtos ou em determinados serviços podem expor os trabalhadores a condições de perigo.

“Conhecer a divisão dos recursos humanos. Proporcionar pausas curtas e frequentes durante os trabalhos contínuos com terminalvídeo. Prestar a devida atenção à segurança e saúde de mulheres grávidas. FONTE: FUNDACENTRO/MTE (2001). Adaptar as instalações e equipamentos para os trabalhadores incapacitados. Na etapa de organização do trabalho o Ministério do Trabalho (2001) aconselha: QUADRO 16 – SUGESTÕES PARA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Envolver os trabalhadores na planificação de seu trabalho diário. acessos fáceis às instalações e rápida evacuação. a fim de que possam trabalhar com toda segurança e eficiência.22 Para a verificação do design a organização do trabalho já deverá estar definida. . Propiciar ocasiões para a fácil comunicação e o apoio mútuo no local de trabalho. as tarefas e tempo são importantes para a definição do design no posto de trabalho” (SANTOS. Tomar medidas para que os trabalhadores de mais idade possam realizar seu trabalho com segurança e eficiência. Combinar o trabalho diante de um terminalvídeo com outras tarefas para incrementar a produtividade e reduzir a fadiga. Estabelecer planos de emergência para assegurar operações de emergência corretas. Levar em consideração as habilidades dos trabalhadores e suas preferências na hora de designar os postos de trabalho. Dar oportunidades para que os trabalhadores aprendam novas técnicas. de modo que em cada um deles o trabalho seja coletivo e os resultados sejam de responsabilidade de todos. Formar grupos de trabalho. Dar treinamento aos trabalhadores para que assumam responsabilidade e fornecer-lhes os meios para que tragam melhorias a suas tarefas. fácil e eficiente. Consultar os trabalhadores sobre as mudanças a serem feitas na produção e sobre as melhorias necessárias para tornar o trabalho mais seguro. Combinar as tarefas para fazer com que o trabalho seja mais interessante e variado. 2013). Colocar um pequeno estoque de produtos inacabados (estoque intermediário) entre os diferentes postos de trabalho. Aprender de que maneira melhorar seu local de trabalho a partir de bons exemplos em sua própria empresa ou em outras empresas. Premiar os trabalhadores por sua colaboração na melhoria da produtividade e do local de trabalho. Melhorar os trabalhos difíceis e monótonos a fim de incrementar a produtividade a longo prazo. Resolver os problemas do trabalho envolvendo os trabalhadores em grupos. Consultar os trabalhadores sobre como melhorar a organização do tempo de trabalho. Informar com frequência aos trabalhadores sobre os resultados de seu trabalho. delineando a tarefa de cada funcionário e o tempo gasto para executá-la.

eficiente e menos propenso à lesão quando o trabalho for realizado em posturas adequadas para as articulações do pescoço. a pesquisa permite afirmar que a forma como o trabalho é realizado influi na qualidade de vida do trabalhador. Para finalizar. Nesse contexto. Conforme visto. a ergonomia organizacional é considerada uma ferramenta fundamental.23 Além dos fatores mencionados. as instalações. . o corpo humano estará forte. costas. pernas. a iluminação. braços e pulsos. a comodidade e o bem-estar do trabalhador são fatores interventores da qualidade de vida do trabalhador. os riscos.