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AUTARQUIA ASSOCIADA À UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESTUDO COMPARATIVO DAS TENSÕES CISALHANTES NA INTERFACE ENTRE CAMADAS DE UM COMPÓSITO POLIMÉRICO DE FIBRA DE CARBONO PELOS MÉTODOS NUMÉRICO E EXPERIMENTAL

KIRA FUKUSHIMA BEIM

Dissertação apresentada como parte dos requisitos para obtenção do Grau de Mestre em Ciências na Área de Tecnologia Nuclear - Materiais. Orientador: Dr. Arnaldo H.P. Andrade

São Paulo 2008

INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquía associada à Universidade de São Paulo

ESTUDO COMPARATIVO DAS TENSÕES CISALHANTES NA INTERFACE ENTRE CAMADAS DE UM COMPÓSITO POLIMÉRICO DE FIBRA DE CARBONO PELOS MÉTODOS NUMÉRICO E EXPERIMENTAL

Kira Fukushima Beim

Dissertação apresentada como parte dos requisitos para obtenção do Grau de Mestre em Ciências na Área de Tecnologia Nuclear - Materiais.

Orientador: Dr. Arnaldo H. P. Andrade

SAO PAULO

2008

COMISSÃO HÁC:O« AL

Í'^-:^Á

H'XHP^RÍSP-ÍPCP

DEDICATÓRIA

A o s m e u s p a i s , Setul<o e André p o r iluminarem meu caminho e m e darem todo o apoio q u e precisei p a r a alcançar m e u s o b j e t i v o s e realizar m e u s s o n h o s .

A r n a l d o H o m o b o n o A n d r a d e p e l a s u a dedicação. Dr. G e r s o n M a h n u c c i p e l o a u x i l i o e dedicação n a p a r t e e x p e r i m e n t a l d e s t e trabalho. A o Prof.III AGRADECIMENTOS A o I P E N p e l a o p o r t u n i d a d e d e d e s e n v o l v e r e s t a dissertação d e m e s t r a d o . M i n h a admiração e a g r a d e c i m e n t o especial. i n c e n t i v o e paciência a o o r i e n t a r .m e n e s t e t r a b a l h o . A m i n h a família p e l a compreensão e a p o i o d u r a n t e o s a n o s d e dedicação a o mestrado. . A o Prof.

apresentou u m erro d e a p e n a s 5 . 6 % . F o r a m r e a l i z a d o s e n s a i o s d e Resistência a o C i s a l h a m e n t o I n t e r l a m i n a r ( I L S S . 1 0 ) . interlaminar shear strength) p a r a validação do modelamento numérico.IV ESTUDO COMPARATIVO DAS TENSÕES CISALHANTES NA INTERFACE ENTRE CAMADAS DE UM COMPÓSITO POLIMÉRICO DE FIBRA DE CARBONO PELOS MÉTODOS NUMÉRICO E EXPERIMENTAL Kira Fukushima Beim RESUMO E s s e t r a b a l h o a p r e s e n t a a validação d o método numérico d o s e l e m e n t o s finitos p a r a e s t i m a r a resistência a o c i s a l h a m e n t o d a i n t e r f a c e e n t r e c a m a d a s d e u m compósito polimérico d e f i b r a d e c a r b o n o . O p r i m e i r o u s a n d o e l e m e n t o s finitos d e c a s c a t r i d i m e n s i o n a l e o s e g u n d o . u s a n d o e l e m e n t o s finitos p l a n o s p a r a s i m u l a r o e n s a i o I L S S . O m o d e l o numérico q u e a p r e s e n t o u r e s u l t a d o s m a i s próximos a o s experimentais. O método numéhco consistiu no d e s e n v o l v i m e n t o d e d o i s m o d e l o s e m e l e m e n t o s finitos u t i l i z a n d o u m p r o g r a m a c o m e r c i a l ( A N S Y S R e v . o modelo tridimensional d e casca. i n d i c a n d o u m a aproximação b a s t a n t e satisfatória. .

ILSS (interlaminar shear strength) tests w e r e performed to validate t h e numerical modeling. T h e first m o d e l u s e s t r i d i m e n s i o n a l shell finite e l e m e n t s a n d t h e s e c o n d m o d e l . . p l a n e finite e l e m e n t s t o simulate t h e ILSS test. 6 % . 0 ) . w i t h a n error d e v i a t i o n o f o n l y 5 . T h e numerical method consisted of t w o different finite e l e m e n t m o d e l s u s i n g a c o m m e r c i a l s o f t w a r e (ANSYS R e v . 1 0 . w h i c h i n d i c a t e s v e r y g o o d p r e c i s i o n . T h e numerical method that presented t h e c l o s e s t r e s u l t s t o t h o s e f r o m t h e e x p e r i m e n t a l m e t h o d w a s t h e t r i d i m e n s i o n a l shell m o d e l .COMPARATIVE STUDY OF THE INTERLAMINAR SHEAR STRESS IN A CARBON FIBER REINFORCED POLYMERIC COMPOSITE USING NUMERICAL AND EXPERIMENTAL METHODS Kira Fukushima Beim ABSTRACT T h i s w o r k p r e s e n t s t h e v a l i d a t i o n o f t h e n u m e r i c a l m e t h o d o f finite e l e m e n t s t o e s t i m a t e t h e i n t e r l a m i n a r s h e a r s t r e n g t h in a c a r b o n f i b e r r e i n f o r c e d p o l y m e r i c composite.

9 INTRODUÇÃO OBJETIVO REVISÃO BIBLIOGRÁFICA M a t e r i a i s Compósitos Classificação d o s M a t e r i a i s Compósitos P r o c e s s o s d e Fabricação Definição d a s P r o p r i e d a d e s d o s M a t e r i a i s Compósitos Laminados E s t a d o s d e Tensão e m u m M a t e r i a l Compósito M e c a n i s m o s d e F a l h a e m u m M a t e r i a l Compósito Critérios d e F a l h a d e M a t e r i a i s Compósitos e L a m i n a d o s A l g u m a s Considerações s o b r e o C i s a l h a m e n t o I n t e r l a m i n a r 1 4 5 5 7 10 13 14 16 18 20 25 3 .8 5.35 36 39 39 40 44 44 54 68 76 79 81 .4 5.9 5.3 4.1 4.1 3.6 5.7 3.VI SUMÁRIO 1 2 3 3.3 3.6 3.10 6 7 MÉTODO E X P E R I M E N T A L A p a r a t o e condições d e t e s t e Corpo-de-prova Procedimento Resultados d o teste MÉTODO NUMÉRICO B r e v e Histórico Metodologia Aplicações d o Método Nomenclatura Formulação Matemática Propriedades dos Materiais Modelo Plano Resultados para o Modelo Plano M o d e l o T r i d i m e n s i o n a l {Layered Shell Elemenf) Resultados para o Modelo Tridimensional DISCUSSÃO D O S R E S U L T A D O S E CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 30 30 32 33 33 35 .4 5 5.8 3.4 3.2 3.1 5.7 5.5 3.2 4.2 5.5 5.3 5. 1 0 A Avaliação E x p e r i m e n t a l d a s P r o p r i e d a d e s d a Região I n t e r l a m i n a r d e u m Compósito 26 4 4.

(b) e n s a i o I L S S d e 4 p o n t o s .d e .. .d e . 1 2 3 6 8 8 9 11 12 12 F i g u r a 11 : E s q u e m a d e fabricação d e u m a m o l d a g e m p o r transferência d e r e s i n a 13 F i g u r a 1 2 : E s t a d o p l a n o d e tensões n o p l a n o xy.AL i ..p r o v a F i g u r a 2 : M o d o s I. F i g u r a 1 4 : C o r p o .. wv. Figura 23: Sistema c o m duas molas F i g u r a 2 4 : E l e m e n t o finito p l a n o P L A N E I 8 3 F i g u r a 2 5 : E l e m e n t o finito d e c o n t a t o T A R G E 1 6 9 F i g u r a 2 6 : E l e m e n t o finito d e c o n t a t o C O N T A 1 7 2 Figura 27: Modelo plano 37 39 40 41 42 45 46 47 48 F i g u r a 2 8 : P i o t a g e m p a r a m e l h o r visualização d a s c a m a d a s d e epóxi p u r o e d a s c a m a d a s d e f i b r a d e c a r b o n o + epóxi F i g u r a 2 9 : M a l h a d e e l e m e n t o s finitos C0MI5SÃÜ NÂ.p r o v a sanduíche p a r a e n s a i o I L S S . 16 19 27 30 31 32 F i g u r a 18: E x e m p l o d e c u r v a c a r g a x d e s l o c a m e n t o f o r n e c i d a p e l o t e s t e I L S S . II e III d e f a l h a . F i g u r a 10: Peças f a b r i c a d a s p o r pultrusão . Figura 16: Ensaio ILSS d e 3 pontos.VII ÍNDICE DE FIGURAS F i g u r a 1 : Típica f a l h a i n t e r l a m i n a r e m u m c o r p o . F i g u r a 8: E s q u e m a d e u m a b o l s a d e vácuo. F i g u r a 2 1 : G r a u s d e l i b e r d a d e d e u m nó. F i g u r a 2 0 : M o d e l o d e e l e m e n t o s finitos. F i g u r a 17: C o r p o . F i g u r a 4 : C o m p o n e n t e s e e q u i p a m e n t o s f a b r i c a d o s c o m compósito polimérico d e fibra d e carbono. F i g u r a 13: M i c r o m e c a n i s m o s d e f a l h a . _ 3 3 F i g u r a 19: E x e m p l o d e m o d e l o e m a l h a d e e l e m e n t o s finitos. F i g u r a 7: A r r a n j o s d e f i b r a s v e r s u s isotropia d o m a t e r i a l . F i g u r a 5: A r r a n j o d e f i b r a s d e s c o n t i n u a s .s.^Ü:ArVSP-iPhN 49 51 . Figura 6: Arranjo d e fibras continuas. F i g u r a 9: Máquina d e b o b i n a g e m ..d e . F i g u r a 3: (a) E n s a i o I L S S d e 3 p o n t o s e.p r o v a p l a n o p a r a I L S S . . F i g u r a 1 5 : D i s p o s i t i v o típico d e e n s a i o I L S S . F i g u r a 2 2 : Analogía M o l a / B a r r a .

p r o v a ) F i g u r a 3 9 : tensões c i s a l h a n t e s n a seção " L O N G M I D " F i g u r a 4 0 : c o r p o . 52 53 55 56 58 59 60 F i g u r a 3 7 : Tensões d e c i s a l h a m e n t o n o s e l e m e n t o s f i n i t o s c o m p o s t o s d e fibra d e c a r b o n o + matriz. (c) D i a g r a m a d e c o r p o livre d o l a m i n a d o Figura 33: Deslocamentos e m y F i g u r a 3 4 : C a m i n h o s d a s linearizações d e tensões F i g u r a 3 5 : Distribuição d a tensão d e c i s a l h a m e n t o .d e .d e .p r o v a 62 63 64 65 65 66 67 69 70 71 74 75 75 F i g u r a 5 1 : Distribuição d a s tensões c i s a l h a n t e s x z e m t o d o c o r p o .p r o v a ( M P a ) 76 F i g u r a 5 2 : Gráfico tensão c i s a l h a n t e x e s p e s s u r a F i g u r a 5 3 : Tensões c i s a l h a n t e s n a c a m a d a 2 . Não há variação d a s tensões através d a l a r g u r a .d e .d e . 78 77 . ( b ) Seção t r a n s v e r s a l d o l a m i n a d o e . e m M P a ( a p e n a s a s 15 c a m a d a s c e n t r a i s d o c o r p o . e m M P a (apenas a s 15 c a m a d a s centrais d o corpo-de-prova) 6 1 F i g u r a 3 8 : Tensões d e c i s a l h a m e n t o n o s e l e m e n t o s finitos c o m p o s t o s d e m a t r i z p u r a .d e .p r o v a após f a l h a p o r I L S S ( f o t o m a c r o ) F i g u r a 4 1 : c o r p o .VIII F i g u r a 3 0 : M a l h a d e e l e m e n t o s f i n i t o s n a região d o s u p o r t e F i g u r a 3 1 : M a l h a r e f i n a d a n a região d o c o n t a t o F i g u r a 3 2 : ( a ) S i s t e m a d e c o o r d e n a d a s d o l a m i n a d o .p r o v a após f a l h a p o r I L S S ( a u m e n t o 4 0 x ) F i g u r a 4 2 : tensões c i s a l h a n t e s n a seção " T R A N S V 1 " F i g u r a 4 3 : tensões c i s a l h a n t e s n a seção " T R A N S V 2 " F i g u r a 4 4 : tensões c i s a l h a n t e s n a seção " B O R D A " F i g u r a 4 5 : E l e m e n t o finito d e c a s c a m u l t i c a m a d a s S H E L L 9 9 F i g u r a 4 6 : E l e m e n t o finito sólido t r i d i m e n s i o n a l S O L I D 4 5 F i g u r a 4 7 : e l e m e n t o finito d e c o n t a t o C O N T A I 7 5 Figura 48: Modelo d e casca F i g u r a 4 9 : M o d e l o d e e l e m e n t o s finitos (vista f r o n t a l ) F i g u r a 5 0 : E l e m e n t o s finitos d o c o r p o . e m M P a F i g u r a 3 6 : Distribuição d a tensão d e c i s a l h a m e n t o n a s 1 5 c a m a d a s c e n t r a i s .

são a t r a t i v a s p a r a aplicações q u e r e q u e r e m e s s a s características. s e n a região i n t e r i a m i n a r o c o r r e r u m a trinca e esta s e propagar. n a v a l . aeronáutica e a e r o e s p a c i a l . (:QMISSÂONACÍONALD::::. c u j a s p r o p r i e d a d e s . Isso s i g n i f i c a q u e .1 INTRODUÇÃO O m a t e r i a l d o p r e s e n t e e s t u d o é u m compósito f o r m a d o p o r c a m a d a s u n i d i r e c i o n a i s d e f i b r a d e c a r b o n o e m a t r i z polimérica. f a l h a d o m a t e r i a l . e l e v a d a resistência à f a d i g a .. A presença d e u m a f a l h a n e s s a região p o d e c a u s a r u m fenômeno e x t r e m a m e n t e d a n o s o a o m a t e r i a l q u e é a delaminação. n u c l e a r . c o n f o r m e m o s t r a d o n a Figura 1 . o u não. poliéster i n s a t u r a d o o u o u t r o s ) q u e s e e n c o n t r a e n t r e d u a s c a m a d a s d o compósito reforçado ( c o m v i d r o .ÍUCLEAR/SP-ÍF-- . c a r b o n o . F i g u r a 1 : Típica f a l h a i n t e r i a m i n a r e m u m c o r p o . a r a m i d a o u o u t r o ) .p r o v a d o t i p o v i g a c u r t a ( m i c r o g r a f i a óptica) E x i s t e m três d i f e r e n t e s t i p o s d e c a r r e g a m e n t o c a u s a d o r e s d e u m a f a l h a . b a i x a d e n s i d a d e . É u m a região b a s t a n t e i m p o r t a n t e p a r a o d e s e m p e n h o d e s s e s m a t e r i a i s p o r g a r a n t i r .:V.. É u m m a t e r i a l b a s t a n t e u s a d o n a indústria química. e l e v a d a resistência à corrosão e b a i x o c o e f i c i e n t e térmico d e dilatação ( C D T ) . e l e v a d a resistência à r u p t u r a p o r fluência. A i n t e r f a c e e n t r e c a m a d a s . u m a b o a adesão e n t r e a s c a m a d a s q u e c o n s t i t u e m o compósito. o u região i n t e r i a m i n a r d e u m compósito m u l t i c a m a d a s d e m a t r i z polimérica é u m a f i n a região d e m a t e r i a l polimérico (epóxi. pode haver u m descolamento entre c a m a d a s e conseqüentemente.d e . O m o d o I é aquele e m q u e a carga principal é aplicada n o r m a l m e n t e à falha. t a i s c o m o e l e v a d o módulo d e e l a s t i c i d a d e .

A e s t r u t u r a p o d e e s t a r s u j e i t a a q u a l q u e r u m d e s s e s m o d o s d e c a r r e g a m e n t o . mesmo q u e o compósito utilize f i b r a s d e ótimas p r o p r i e d a d e s mecânicas. A F i g u r a 2 ilustra e s s e s m o d o s d e c a r r e g a m e n t o de falha: ( A L V E S .t e n d e n d o a abri-la. Q u a n d o e s t r u t u r a s f a b r i c a d a s d e m a t e r i a i s compósitos estão s u j e i t a s a u m c a r r e g a m e n t o d o m o d o II. p o i s p o d e d e t e r m i n a r a resistência à falha d o c o m p o n e n t e .p r o v a d o tipo v i g a b a s t a n t e c u r t o p a r a q u e não o c o r r a flexão d o c o r p o d e . O m o d o II c o r r e s p o n d e a u m c a r r e g a m e n t o c i s a l h a n t e n o p l a n o e c a u s a u m " e s c o r r e g a m e n t o " e n t r e a s superfícies d a f a l h a e m direções o p o s t a s . P o r t a n t o .d e . c o m o a f i b r a d e c a r b o n o . o u u m a combinação d e d o i s o u três d e s s e s m o d o s . E s t a f a l h a p o d e o c o r r e r d e v i d o às tensões d e c i s a l h a m e n t o c o m o também p o r tensões t r a n s v e r s a i s q u e s u r g e m n a região i n t e r l a m i n a r .p r o v a . q u a n d o o m a t e r i a l está s o b flexão. a c a m a d a i n t e r l a m i n a r é a p r i m e i r a a f a l h a r .s e a u m c i s a l h a m e n t o f o r a d o p l a n o . o q u e c a u s a tensões d e c i s a l h a m e n t o n a região i n t e r l a m i n a r e conseqüente f a l h a d o m a t e r i a l d e v i d o a o d e s c o l a m e n t o d a s c a m a d a s (ASTM . a resistência a o c i s a l h a m e n t o d a c a m a d a i n t e r l a m i n a r d e u m m a t e r i a l compósito é d e e x t r e m a importância. O m o d o III r e f e r e . U m a m a n e i r a d e o b t e r a tensão d e c i s a l h a m e n t o n a região i n t e r l a m i n a r d e u m compósito é f a z e r o e n s a i o c h a m a d o d e Resistência a o C i s a l h a m e n t o I n t e r l a m i n a r o u I L S S {interlaminar sliear strength). E s s e e n s a i o é f e i t o c o m u m carregamento e m 3 o u 4 pontos (Figura 3 ) e aplica u m a carga transversal e m u m c o r p o . 2002) Modo I Modo II i^ojjQ | „ F i g u r a 2 : M o d o s I. II e III d e f a l h a .

D 2 3 4 4 / D 2 3 4 4 M .4 — T F i g u r a 3: ( a ) E n s a i o I L S S d e 3 p o n t o s e . O s procedimentos d o teste devem seguir a norma A S T M D2344/ D2344M. O s v a l o r e s d a s tensões d e c i s a l h a m e n t o até a f a l h a t o t a l d o m a t e r i a l são r e g i s t r a d o s e m f o r m a d e gráfico p e l o d i s p o s i t i v o d e e n s a i o . . — 6 4-Tl'Tl i|) ( ± t S(Z —» P t I »-. E s s e e n s a i o também é c h a m a d o d e S B S ("short b e a m s h e a r " ) d e v i d o a o r e d u z i d o comprimento d o corpo-de-prova. 2 0 0 0 ) . ( b ) e n s a i o I L S S d e 4 p o n t o s . O u t r a m a n e i r a d e avaliar a tensão d e c i s a l h a m e n t o d a região i n t e r l a m i n a r d e u m compósito e m q u e h o u v e f a l h a é p e l o método numérico d e análise d e tensões p o r e l e m e n t o s finitos.

. O e n s a i o será d e s c r i t o e m d e t a l h e s m a i s a d i a n t e . 1 0 . f o i f e i t o u m e s t u d o p e l o método numérico. O método numérico c o n s i s t e e m d u a s d i f e r e n t e s f o r m a s d e m o d e l a g e m p o r e l e m e n t o s finitos c o m o p r o g r a m a A N S Y S R e v .4 2 OBJETIVO O o b j e t i v o d a p r e s e n t e dissertação é v a l i d a r o método numérico d o s e l e m e n t o s finitos p a r a e s t i m a r a resistência a o c i s a l h a m e n t o d a i n t e r f a c e e n t r e c a m a d a s d e u m compósito polimérico d e f i b r a d e c a r b o n o a partir d e u m t e s t e d e resistência a o c i s a l h a m e n t o i n t e r l a m i n a r ( I L S S ) . 0 p a r a a v a l i a r q u a l d e l a s melhor representa a realidade d o teste ILSS. O e n s a i o e x p e r i m e n t a l p a r a determinação d a s tensões c i s a l h a n t e s e n t r e c a m a d a s f o i análogo a q u e l e d e flexão e m 3 p o n t o s . E m p a r a l e l o .

R e s i n a fenólica reforçada c o m f i b r a s d e a s b e s t o s f o i i n t r o d u z i d a n o início d o século 2 0 . Plásticos reforçados e r a m u s a d o s também e m aviões e c o m p o n e n t e s eletrônicos n a q u e l a época. g e o m e t r i a e distribuição d a s f a s e s . e s p o r t i v a e indústrias químicas. u m a f a s e a d i c i o n a l . c h a m a d a d e reforço. d i f e r e n t e s daquelas d e cada fase (material) agindo independentemente. m e n o s r e s i s t e n t e . A s p r i m e i r a s f i b r a s d e c a r b o n o d e alta resistência f o r a m i n t r o d u z i d a s n o início d o s a n o s 1 9 6 0 . a u t o m o t i v a . e x i s t e e n t r e o reforço e a m a t r i z . c h a m a d a i n t e r f a s e . A partir d o final d o s a n o s 1 9 7 0 . u m método d e fabricação d e compósitos através d o e n r o l a m e n t o d e f i o contínuo. Às v e z e s . Q u a n t o m a i s u n i f o r m e a distribuição d o reforço. a aplicação d e materiais compósitos s e e x p a n d i u largamente para a s áreas aeronáutica. U m d o s parâmetros m a i s i m p o r t a n t e s é a fração volumétrica o u fração d e p e s o d e reforço (fibra). f o i i n v e n t a d o e m 1 9 4 6 e utilizado n a fabricação d e mísseis n o s a n o s 1 9 5 0 . U m a d a s fases é u s u a l m e n t e m a i s rígida e m a i s r e s i s t e n t e . " F i l a m e n t W i n d i n g " . O p r i m e i r o b a r c o feito d e f i b r a d e v i d r o f o i construído e m 1 9 4 2 . A s p r o p r i e d a d e s d e u m m a t e r i a l compósito d e p e n d e m d a s p r o p r i e d a d e s d e s e u s c o n s t i t u i n t e s . é c o n t i n u a e c h a m a d a m a t r i z .1 Materiais Compósitos U m m a t e r i a l compósito e s t r u t u r a l é u m m a t e r i a l q u e c o n s i s t e d e d u a s o u m a i s f a s e s n u m a e s c a l a macroscópica. 1 9 9 4 ) Historicamente. E m 1 9 7 3 a D u p o n t d e s e n v o l v e u a f i b r a a r a m i d a e atribuiu a o m a t e r i a l o n o m e d e K e v i a r . A distribuição d a fibra d e t e r m i n a a h o m o g e n e i d a d e o u u n i f o r m i d a d e d o m a t e r i a l compósito. ( D A N I E L & I S H A I . 1 9 9 4 ) . d e v i d o às interações químicas o u o u t r o s e f e i t o s d e p r o c e s s o . A g e o m e t r i a e orientação d a f i b r a a f e t a m a a n i s o t r o p i a d o s i s t e m a . e n q u a n t o a o u t r a f a s e .3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3. m a i s homogêneo é o m a t e r i a l e m e n o r a p r o b a b i l i d a d e d e f a l h a n a s áreas m a i s frágeis. c o m aplicações n a área aeronáutica. ( D A N I E L & I S H A I . o s materiais compósitos poliméricos são relativamente r e c e n t e s . n o q u a l a s p r o p r i e d a d e s mecânicas são p r o j e t a d a s p a r a s e r e m o t i m i z a d a s p a r a u m a d e t e r m i n a d a aplicação.

e l e v a d a resistência à f a d i g a .o compósito polimérico d e fibra d e c a r b o n o . aeronáutica. n u c l e a r . Estas propriedades tornam o material composto de fibra de carbono e x t r e m a m e n t e a t r a e n t e p a r a a s m a i s d i v e r s a s aplicações: indústria química. a e r o e s p a c i a l . materiais compósitos têm a v a n t a g e m d a alta rigidez e alta resistência d a s f i b r a s . e l e v a d a resistência à corrosão e b a i x o c o e f i c i e n t e térmico d e dilatação ( C D T ) . n a v a l . é c o n s t i t u i d o d e m a t r i z polimérica d e epóxi e fibra d e c a r b o n o c o m o reforço. Quando visto apenas numa escala d e dimensão d a s fibras. É u m a m a t e r i a l t i p i c a m e n t e c o n h e c i d o p o r a p r e s e n t a r ótimas p r o p r i e d a d e s mecânicas. t a i s c o m o : e l e v a d o módulo d e e l a s t i c i d a d e . b a i x a d e n s i d a d e . J u s t a m e n t e p o r e s t e m o t i v o . a adesão e n t r e a fibra e a m a t r i z d e v e s e r alta s u f i c i e n t e p a r a t r a n s f e r i r e s s a e n e r g i a e n t r e o s c o m p o n e n t e s d o m a t e r i a l compósito. e s p o r t i v a e n t r e o u t r a s . . A b a i x a t e n a c i d a d e à f r a t u r a d a fibra é c o m p e n s a d a p e l a e n e r g i a d i s s i p a d a n a i n t e r f a c e f i b r a / m a t r i z e a d u c t i l i d a d e d a m a t r i z . m a t e r i a l d e e s t u d o . A Figura 4 ilustra a l g u n s c o m p o n e n t e s e e q u i p a m e n t o s f a b r i c a d o s e m m a t e r i a l compósito polimérico d e fibra d e c a r b o n o . F i g u r a 4 : C o m p o n e n t e s e e q u i p a m e n t o s f a b r i c a d o s c o m compósito polimérico d e fibra d e carbono.

A região i n t e r l a m i n a r .2 Classificação dos Materiais Compósitos O s m a t e r i a i s compósitos p o d e m s e r c l a s s i f i c a d o s c o n f o r m e o t i p o d e reforço e c o n f o r m e o t i p o d e m a t r i z . ( D A N I E L & ISHAI. 2 0 0 5 ) ilustra a s . O reforço. A F i g u r a 5 f i b r a s descontínuas aleatórias e u n i d i r e c i o n a i s : ( A L M E I D A . ( A L M E I D A . por s u a vez. 1994) 3. E s t a i n t e r f a c e é também c o n h e c i d a p o r região i n t r a l a m i n a r .o nível d e adesão entre a f i b r a e a m a t r i z . É também u m a região m u i t o i m p o r t a n t e a s e r e s t u d a d a p o r a p r e s e n t a r m e n o r resistência mecânica q u e a s c a m a d a s v i z i n h a s e s e r . O s compósitos p a r t i c u l a d o s podem ser c o n s i d e r a d o s quase-homogêneos n u m a e s c a l a b e m m a i o r d o q u e o t a m a n h o médio d a s partículas. constante motivo de falha do material devido aos deslocamentos entre camadas. o b j e t o d o p r e s e n t e e s t u d o . e m aplicações d e b a i x a solicitação mecânica. quase-isotrópicos. ( A L M E I D A . D e v i d o à a l e a t o r i e d a d e d a distribuição d a s partículas o s podem ser considerados concreto. p o d e e s t a r n a f o r m a d e p a r t i c u l a d o . Alguns compósitos p a r t i c u l a d o s exemplos d e compósito particulado: partículas d e alumínio e m p o l i u r e t a n o ( u s a d o e m p r o p e l e n t e s d e f o g u e t e s ) . conseqüentemente. 2 0 0 5 ) U m compósito p a r t i c u l a d o c o n s i s t e d e partículas d e várias f o r m a s e t a m a n h o s dispersas aleatoriamente n a m a t r i z . g e o m e t r i c a m e n t e . corresponde a u m a fina c a m a d a d e matriz entre duas c a m a d a s d e compósito ( f i b r a + m a t r i z ) . A razão d e a s p e c t o e n t r e o c o m p r i m e n t o e o diâmetro d a s f i b r a s é alta e a orientação d a s fibras p o d e s e r aleatória o u u n i d i r e c i o n a l . 2 0 0 5 ) U m compósito c o m fibras descontínuas p o d e c o n t e r f i b r a s c u r t a s o u whiskers c o m o reforço. é u m i m p o r t a n t e a s s u n t o d e e s t u d o . f i b r a contínua e f i b r a descontínua. S u a utilização é. o u " b o n d i n g " . d i f e r e n t e d a região interlaminar. e m g e r a l . partículas d e c a r b e t o d e silício e m alumínio.

A F i g u r a 6 (ALMEIDA.d i r e c i o n a l o u m u l t i d i r e c i o n a l . 2005) U m compósito c o m f i b r a s contínuas contém f i b r a s l o n g a s e contínuas.8 aleatória unidirecional Mil !l! I |l I 1. O material pode ser encontrado na forma d e mantas d e fibras picadas. F i b r a s contínuas são u t i l i z a d a s e m aplicações n a s q u a i s s e r e q u e r alta r i g i d e z e resistência. O e s q u e m a d a Figura 7 mostra o s diferentes arranjos d e fibras e s u a relação c o m a isotropia d o m a t e r i a l : ( A L M E I D A . b i . A orientação d a s f i b r a s p o d e s e r u n i d i r e c i o n a l . D e v i d o à a l e a t o r i e d a d e d a distribuição d a s f i b r a s . 1 1 1 1 I M I F i g u r a 5: A r r a n j o d e f i b r a s descontínuas. 2 0 0 5 ) . 2005) unidirecional bi-direcional multidirecional ilustra o s d i f e r e n t e s a r r a n j o s d e f i b r a s contínuas: i^rii!s^ro2iaioeiQQ0S6<Q<ci^:si fL* *^ C * ) ffü* fl^ C-<»I4»I-i ^I^»!* líi ^ íSíS Cf C^C* C* C * " C< iÍ5 'li Q!^iÍ3C<C4^2( » 1 «^ ^-<»Ii &&ZííSfKf>H >li m H < 'K ^^^lo^IoCl i5iC*çSi Si >I<*Z4 5" C * " •i' '5 • S i l l í n *^ "í* •I" ^< C< •I* •li CiOiíí d » I > C * & ^ SfCi »Ii d C * ) »Zi 1(51 »l4iZi »I<i F i g u r a 6 : A r r a n j o d e f i b r a s contínuas. (ALMEIDA. o s compósitos c o m f i b r a s descontínuas c o m orientação aleatória p o d e m s e r c o n s i d e r a d o s quasi-isotrópicos.

2 0 0 5 ) A matriz polimérica divide-se e m termoplástica e termorrígida ( o u t e r m o f i x a ) . 2 0 0 5 ) A m a t r i z polimérica termoplástica a p r e s e n t a a s s e g u i n t e s características: alta t e n a c i d a d e e d u c t i l i d a d e . a r a m i d a o u carbono e e m aplicações d e t e m p e r a t u r a s relativamente baixas. (ALMEIDA. (ALMEIDA. u m a v e z c u r a d a não p o d e s e r r e f u n d i d a . d e p r o c e s s a m e n t o s i m p l e s e temperatura de uso relativamente baixa. é r e s i s t e n t e .reforço particulado reforço de fibras descontínuas reforço de fibras continuas ïïm II I I ! lUili a) unidirecional a) unidirecional b) orientação aleatória b) tecido (cross-p/y) quase isotropic lili^lilic "?g c) multidirecional Figura 7 : A r r a n j o s d e f i b r a s v e r s u s i s o t r o p i a d o m a t e r i a l . p r o c e s s a m e n t o difícil e t e m p e r a t u r a d e u s o l i m i t a d a p e l a t e m p e r a t u r a d e a m o l e c i m e n t o o u fusão. 2005) COMISSÃO mWU- D£ ENER«¥^ WUCLEAR/5P-íPE« . cerâmica. consolidação (transformação física). A matriz polimérica t e m a s s e g u i n t e s v a n t a g e n s : fácil p r o c e s s a m e n t o . perecível. rígida. ( A L M E I D A . ( A L M E I D A . É a p l i c a d a p a r a compósitos reforçados p o r fibra d e v i d r o . 2005) A m a t r i z polimérica termorrígida a p r e s e n t a a s s e g u i n t e s características: p a s s a p e l o p r o c e s s o d a c u r a (transformação química). Q u a n t o à composição d a m a t r i z . c u s t o d e fabricação r e l a t i v a m e n t e baixo e f l e x i b i l i d a d e n a orientação d a s f i b r a s . metálica o u c a r b o n o . frágil. e s t a p o d e s e r : polimérica.

b o a c o n d u t i v i d a d e térmica e elétrica e p r o c e s s a m e n t o difícil. frágil ( b a i x a t e n a c i d a d e á f r a t u r a ) e b a i x a tolerância a o d a n o . 2 0 0 5 ) M a t r i z e s metálicas são u t i l i z a d a s p a r a aplicações q u e r e q u e r e m u s o contínuo sob temperaturas elevadas e propriedades mecânicas elevadas. expansão térmica. alta r i g i d e z e resistência. E s s a s m a t r i z e s são u t i l i z a d a s p a r a aplicações que requerem alta resistência a temperaturas muito elevadas ( e x e m p l o s : t u b e i r a d e f o g u e t e . alta c o n d u t i v i d a d e térmica. alta rigidez. (ALMEIDA. f o r m a n d o u m compósito c a r b o n o . p r o c e s s a m e n t o c o m p l e x o . f r e i o s d e aviões). b o b i n a g e m . alta t e n a c i d a d e à f r a t u r a e alta tolerância ao dano. A fabricação p o r b o l s a resulta e m peças d e b a i x a d e vácuo t e m a s s e g u i n t e s permite rígido controle porosidade. 2005) 3. E l e s i n c l u e m m o l d a g e m p o r b o l s a d e vácuo. b a i x a d e n s i d a d e . Apresentam as seguintes características: alta t e m p e r a t u r a d e u s o . 2005) C o m p o n e n t e s f a b r i c a d o s p o r a u t o c l a v e o u b o l s a d e vácuo c a r a c t e r i z a m . É u m método d e fabricação i n d i c a d o p a r a peças d e e s p e s s u r a f i n a e f o r m a c o m p l e x a e estruturas vantagens: sanduíche. . ( A L M E I D A .s e p o r b a i x o conteúdo d e v a z i o s ( c u r a s o b pressão) e alto v o l u m e d e f i b r a s . b a i x a d e n s i d a d e . 2005) M a t r i z e s d e c a r b o n o são s e m p r e reforçadas p o r f i b r a s d e c a r b o n o . i s o l a m e n t o elétrico. (ALMEIDA. alta rigidez e d u r e z a . pultrusão e m o l d a g e m p o r transferência d e r e s i n a ( R T M ) . A p r e s e n t a m a s s e g u i n t e s características: alta t e m p e r a t u r a d e u s o . (ALMEIDA.c a r b o n o .10 M a t r i z e s cerâmicas são u t i l i z a d a s p a r a aplicações q u e r e q u e r e m u s o contínuo sob temperaturas muito elevadas. A p r e s e n t a m as seguintes baixa características: alta t e m p e r a t u r a d e u s o .3 Processos de Fabricação O p r o c e s s o d e fabricação é u m a p a r t e b a s t a n t e i m p o r t a n t e n a aplicação d o s m a t e r i a i s compósitos. U m a g r a n d e v a r i e d a d e d e métodos d e fabricação s e a d a p t a às v a r i a s aplicações disponíveis.

m a u c o n t r o l e d o conteúdo d e r e s i n a e e x i g e c o n t r o l e o p e r a c i o n a l (programação. usa ferramental simples e permite variados ciclos d e cura. A F i g u r a 9 u m a máquina d e b o b i n a g e m . A F i g u r a 8 ilustra o e s q u e m a d e fabricação d e u m a b o l s a d e vácuo: ( A L M E I D A . ( A L M E I D A . F i g u r a 8 : E s q u e m a d e u m a b o l s a d e vácuo. t e m . 2 0 0 5 ) S a c o de vácuo Filme separador Filme desmoldante Selante de vácuo. É u m método q u e s e c a r a c t e r i z a p o r b a i x o conteúdo d e v a z i o s . D e n t r e a s d e s v a n t a g e n s d o p r o c e s s o .11 fibra/resina. p e r m i t e b o m c o n t r o l e d a posição d a f i b r a . t a n q u e s e d u t o s . Dentre a s d e s v a n t a g e n s d e s t e método.s e : l i m i t a d o a f o r m a s axisimétricas. A bobinagem apresenta as seguintes vantagens: possibilita fabricação d e peças g r a n d e s e p e q u e n a s . p e r m i t e e x c e l e n t e a p r o v e i t a m e n t o d o m a t e r i a l e p e r m i t e u s o d e liners e m v a s o s d e pressão. b o m c o n t r o l e d o p o s i c i o n a m e n t o d a fibra e b o m aproveitamento do material. e x i g e e l e v a d o c o n s u m o d e energía e o p r o d u t o final a p r e s e n t a a p e n a s u m a única s u p e r f i c i e a c a b a d a . t e m . parâmetros d o p r o c e s s o ) . e x c e s s o d e s o b r a s d e m a t e r i a l . o reforço pré-impregnado é perecível.s e : alto c u s t o d a matéria p r i m a (reforço préi m p r e g n a d o ) . A b o b i n a g e m é u m método d e fabricação i n d i c a d o p a r a peças axisimétricas c o m o v a s o s d e pressão. e x i g e s a l a d e laminação c l i m a t i z a d a . 2 0 0 5 ) ilustra .

É u m método a p l i c a d o p a r a fabricação d e peças c o m g r a n d e s lotes e g e o m e t r i a s c o m p l e x a s . É u m método a p l i c a d o p a r a peças c o m seção t r a n s v e r s a l c o n s t a n t e (sólidas o u vazadas). A m o l d a g e m p o r transferência d e r e s i n a a p r e s e n t a a s s e g u i n t e s v a n t a g e n s : e x c e l e n t e a p r o v e i t a m e n t o d o m a t e r i a l . F i g u r a 1 0 : Peças f a b r i c a d a s p o r pultrusão A m o l d a g e m p o r transferência d e r e s i n a ( R T M ) é u m método q u e s e c a r a c t e r i z a p o r utilizar pré-forma i m p r e g n a d a e m m o l d e f e c h a d o .s e : seção t r a n s v e r s a l t e m q u e s e r u n i f o r m e . b a i x o conteúdo d e v a z i o s . A F i g u r a 10 (ALMEIDA. alta t a x a d e produção. alta cadência d e produção. b o m a p r o v e i t a m e n t o d o m a t e r i a l e a c a b a m e n t o n a s d u a s superfícies. alto conteúdo d e r e s i n a o u d e f i b r a . 2005) reduzir propriedades e baixa resistência ilustra c o m p o n e n t e s típicos f a b r i c a d o s p o r pultrusão. alto v o l u m e d e f i b r a s e b o m a p r o v e i t a m e n t o d o m a t e r i a l .12 F i g u r a 9: Máquina d e b o b i n a g e m . A pultrusão é u m método q u e s e c a r a c t e r i z a p o r : p r o c e s s o contínuo. a c u r a rápida p o d e t r a n s v e r s a l . alta t a x a d e produção. t e m . D e n t r e a s d e s v a n t a g e n s d o p r o c e s s o . A pultrusão apresenta as seguintes vantagens: excelente a p r o v e i t a m e n t o d o m a t e r i a l . b o m .

1 9 9 4 ) 3 .s e c u s t o d o m o l d e . o material pode ser mais ou menos homogêneo. 1 9 9 4 ) OMISSÃO mcm^i r >?!íí^ ^ixiEAri'SP-ípFfí . c o m c e r t a limitação q u a n t o à automação o u padronização. a fabricação d o m a t e r i a l compósito a i n d a d e p e n d e d e mão d e o b r a q u a l i f i c a d a . C o m p o n e n t e s estruturais q u e consistem d e diferentes materiais. ( D A N I E L & I S H A I . Isso r e q u e r u m c o n t r o l e d e q u a l i d a d e m a i s e x t e n s o e rígido. macroscópica. q u e é viável s o m e n t e p a r a lotes g r a n d e s .4 Definição das Propriedades dos Materiais Compósitos U m m a t e r i a l é homogêneo s e s u a s p r o p r i e d a d e s são a s m e s m a s e m t o d o s o s p o n t o s o u são i n d e p e n d e n t e s d a localização. p e r m i t e m o l d a g e m d e f o r m a s c o m p l e x a s e p e r m i t e fabricação d e peças g r a n d e s e p e q u e n a s . A F i g u r a 1 0 ilustra o e s q u e m a d e fabricação d e u m a m o l d a g e m p o r transferência de resina: (ALMEIDA.13 a c a b a m e n t o n a s d u a s superfícies. t e m . ( D A N I E L & I S H A I . N o e n t a n t o . Dependendo da escala o u volume observado. método e m q u e e l e m e n t o s d i f e r e n t e s são c u r a d o s a o m e s m o t e m p o . p o d e m ser fabricados pelo p r o c e s s o c h a m a d o d e c u r a c o n j u n t a . 2005) molde MOLDAGEM pré-forma injeção de IMPREGNAÇÃO aplicação de vácuo F i g u r a 1 1 : E s q u e m a d e fabricação d e u m a m o l d a g e m p o r transferência d e r e s i n a . D e n t r e a s d e s v a n t a g e n s d o p r o c e s s o . S e e x i s t e numa escala baixa variabilidade d a s propriedades d e ponto a outro. e s t r u t u r a s tipo sanduíche d e honeycomb como (colmeia). O c o n c e i t o d e h o m o g e n e i d a d e está a s s o c i a d o c o m u m a e s c a l a o u v o l u m e característico e p e l a definição d e propriedades envolvidas. o b e d e c e n d o a u m m e s m o ciclo d e c u r a . o m a t e r i a l é r e f e r e n c i a d o c o m o q u a s e homogêneo.

são m a t e r i a i s ortotrópicos. N o c a s o d e f i b r a s u n i d i r e c i o n a i s . A s intersecções d e s t e s p l a n o s d e f i n e m três e i x o s p e r p e n d i c u l a r e s e n t r e s i . ( D A N I E L & I S H A I . 1 9 9 4 ) Um l a m i n a d o é constituído d e d u a s o u m a i s lâminas unidirecionais e m p i l h a d a s e m várias orientações. u m . i n d e p e n d e n t e m e n t e d a orientação d o e i x o d e referência. U m m a t e r i a l p o d e t e r n e n h u m . U m m a t e r i a l isotrópico t e m u m número infinito d e p l a n o s d e s i m e t r i a . direção t r a n s v e r s a l ( n o r m a l às f i b r a s n o p l a n o d a lâmina) e n o r m a l a o p l a n o d a lâmina. isto é. ( D A N I E L & ISHAI. eixos principais d o material. o u simplesmente. A lâmina é u m m a t e r i a l ortotrópico c o m e i x o s p r i n c i p a i s d o m a t e r i a l n a direção l o n g i t u d i n a l (direção d a s f i b r a s ) . c h a m a d o s d e e i x o s principais d e simetria d o material. são m a t e r i a i s d e três p l a n o s d e s i m e t r i a p e r p e n d i c u l a r e s e n t r e s i . S e a s p r o p r i e d a d e s d o m a t e r i a l a o l o n g o d e q u a l q u e r direção são a q u e l a s a o l o n g o d e u m a direção simétrica e m relação a u m p l a n o . 1994) U m m a t e r i a l é anisotrópico q u a n d o s u a s p r o p r i e d a d e s e m u m p o n t o v a r i a m c o m a direção o u d e p e n d e m d a orientação d o s e i x o s d e referência. são a s s o c i a d a s c o m a direção o u e i x o . então. c o m o rigidez. e m e s p e c i a l . d o i s . o u infinito número d e p l a n o s d e s i m e t r i a d o m a t e r i a l através d e u m p o n t o . é mais conveniente analisar laminados usando u m .5 Laminados U m a lâmina é u m a c a m a d a p l a n a ( o u c u r v a ) d e f i b r a s u n i d i r e c i o n a i s o u t e c i d o e m u m a matriz. 1994) 3. 1994) M a t e r i a i s compósitos. C o m o o s eixos principais d o s materiais m u d a m d e c a m a d a a c a m a d a . ( D A N I E L & ISHAI. t e m . ( D A N I E L & ISHAI. expansão térmica e c o n d u t i v i d a d e térmica. O m a t e r i a l é c o n s i d e r a d o isotrópico q u a n d o s u a s p r o p r i e d a d e s são a s m e s m a s e m t o d a s a s direções. e s t e p l a n o é d e f i n i d o c o m o p l a n o d e s i m e t r i a d o m a t e r i a l . resistência mecânica.s e u m a lâmina u n i d i r e c i o n a l . três.14 Muitas propriedades d o material. O s l a m i n a d o s p o d e m t e r várias e s p e s s u r a s o u p o d e m consistir d e diferentes materiais.

15 s i s t e m a f i x o e c o m u m d e c o o r d e n a d a s .3 0 / 3 0 / .3 0 / 3 0 / . t i p o .y .4 5 / . 1 9 9 4 ) Unidirecional d e 6 c a m a d a s : [ 0 / 0 / 0 / 0 / 0 / 0 ] = [Oe] Simétrico c o m c a m a d a s c r u z a d a s (cross-ply) (O e 90°): [ 0 / 9 0 / 9 0 / 0 ] = [0/90 ]s Simétrico m u l t i d i r e c i o n a l {angle-ply): [ + 4 5 / .3 0 / 3 0 / .3 0 ] = [±30]4 M u l t i d i r e c i o n a l {angle ply): [ 0 / 4 5 / .3 0 / .3 0 / 3 0 / .4 5 / + 4 5 ] = [±45 ]s [ 3 0 / . A s e g u i r .3 0 / 3 0 ] = [±30 ]2s Assimétrico m u l t i d i r e c i o n a l (angle-ply): [ 3 0 / . estão l i s t a d a s a l g u m a s configurações típicas d e l a m i n a d o s e e x e m p l o s d e representação p e l a s r e g r a s d e denominação d e l a m i n a d o s : ( D A N I E L & I S H A I . é c h a m a d o híbrido. m e d i d a n o s e n t i d o anti-horário n o p l a n o x . A orientação d e u m a d e t e r m i n a d a c a m a d a é d a d a p e l o ângulo e n t r e o e i x o x d e referência e o e i x o p r i n c i p a l d o m a t e r i a l (orientação d a fibra) d a c a m a d a .3 0 / 3 0 / .4 5 / . (DANIEL & ISHAI. Q u a n d o o l a m i n a d o contém d o i s o u m a i s t i p o s d e m a t e r i a i s .4 5 / 4 5 / 0 ] = [0/±45 ]s Híbrido: [0'^/0'^/45^/-45^/90°/-45^/45^/0'^/0'^]T = O n d e o s símbolos s i g n i f i c a m : Número s u b s c r i t o = número d e c a m a d a s S = seqüência simétrica T = número t o t a l d e c a m a d a s — = b a r r a s o b r e ângulo d a c a m a d a d e n o t a q u e o l a m i n a d o simétrico s o b r e o p l a n o médio d e s t a c a m a d a é [02^/±45^m% . orientação e seqüência d e e m p i l h a m e n t o d a s lâminas. 1994) A denominação d o s l a m i n a d o s d e p e n d e d o número.

( H E R A K O V I C H . O y e Xxy.16 U m l a m i n a d o é c o n s i d e r a d o b a l a n c e a d o q u a n d o o número d e c a m a d a s d e u m m e s m o m a t e r i a l e d e u m a m e s m a orientação d e fibra é o m e s m o . então s e t e m u m a condição d e e s t a d o p l a n o d e tensões. n a F i g u r a 1 2 . Q u a n d o t o d o s o s três c o m p o n e n t e s d e tensões f o r a d o p l a n o são i g u a i s a z e r o através d a região. Xxz e t y z ) são c h a m a d a s tensões d e c i s a l h a m e n t o ( a t u a m t a n g e n c i a l m e n t e às f a c e s ) . . P o r e x e m p l o . 1994) 3. n e s s e c a s o . O e s t a d o p l a n o d e tensões é típico d e p l a c a s f i n a s . 1 9 9 8 ) y X o F i g u r a 1 2 : E s t a d o p l a n o d e tensões n o p l a n o x y .s e q u e o s c o m p o n e n t e s d e deformação não são n e c e s s a r i a m e n t e n u l a s p a r a o e s t a d o p l a n o d e tensões n o p l a n o x y . são O x . O y e O z ) são chamadas tensões normais (atuam perpendicularmente às faces). N o t a . a s c o m p o n e n t e s c o m u m único índice ( O x . As c o m p o n e n t e s c o m índices d i f e r e n t e s (x^y. (DANIEL & ISHAI. a tensão n o r m a l O z e a m b a s c o m p o n e n t e s d e c i s a l h a m e n t o T Z X e Xzy f o r a d o p l a n o são n u l a s p a r a a condição d e e s t a d o p l a n o d e tensões n o p l a n o x y . o u s e j a . c o m o s e o p l a n o médio ( p a r a l e l o à e s p e s s u r a d o l a m i n a d o ) f o s s e u m e s p e l h o d a s camadas.6 Estados de Tensão em um Material Compósito N a F i g u r a 1 1 . A s c o m p o n e n t e s d e tensão não n u l o s .

Equilíbrio s e r e d u z a: ( H E R A K O V I C H .yx ^-yy + £ yy. A deformação n o r m a l Szz f o r a d o p l a n o é não-nula p a r a m a t e r i a i s q u e t e m c o e f i c i e n t e s d e P o i s s o n não-nulos. 3 ) Já a condição d e e s t a d o p l a n o d e deformação c o r r e s p o n d e à situação e m q u e a s três c o m p o n e n t e s d e deformação f o r a d o p l a n o ( E Z Z . 1 ) o n d e S é a i n v e r s a d a m a t r i z d e rigidez. funções d e x e y. Szy) são n u l a s e a s tensões são. 1998) s S a (Equação 3 . P a r a o c a s o d e e s t a d o p l a n o d e tensões n o p l a n o x y . E Z X . A s s i m c o m o a condição d e e s t a d o p l a n o d e tensões. 4 ) . n a m a i o r i a .2) dx dx dy dy E a s equações d e c o m p a t i b i l i d a d e s e r e d u z e m à única equação: 2e xy. 1 9 9 8 ) õa^^^_^ õx dx dy dy (Equação 3 . a s equações d e equilíbrio s e r e d u z e m a s e g u i n t e f o r m a m a i s s i m p l e s : ( H E R A K O V I C H . e a tensão n o r m a l a z é g e r a l m e n t e não-nula. a s c o m p o n e n t e s d e tensão f o r a d o p l a n o p e l a f o r m a d e equações c o n s t i t u t i v a s .xx (Equação 3 . 1998) õ o ^ ^ ô r ^ _ Q (Equação 3.17 A m a g n i t u d e d o s c o m p o n e n t e s z d e deformação d e p e n d e d a equação constitutiva e x p r e s s a a seguir: ( H E R A K O V I C H .

flambagem da fibra. Szx. o s m e c a n i s m o s d e falha microscópicos transversais se manifestam n o s planos n a s falhas d a lâmina e m f o r m a falhas d a fibra d e trincas e m planos paralelos às f i b r a s . 5 ) L o g o . trincamente d a matriz e trincamente (ilustrados n a Figura 1 3 ) . 1994) . a s equações d e c o m p a t i b i l i d a d e ( H E R A K O V I C H .s e q u e a equação d e c o m p a t i b i l i d a d e é a m e s m a p a r a e s t a d o p l a n o d e tensões e e s t a d o p l a n o d e deformação. radial d a fibra/ matriz. arrancamento. destacando-se descolamento a fratura da fibra. Szy) Iguais a z e r o . ( H E R A K O V I C H . p e r p e n d i c u l a r e s às f i b r a s e delaminação e n t r e c a m a d a s d o l a m i n a d o .18 C o m a s c o m p o n e n t e s d e deformação f o r a d o p l a n o (szz.yx s e r e d u z e m a u m a única equação: =s xx.yy +s yy. n o t a . N o caso d e laminados.7 Mecanismos de Falha em um Material Compósito E x i s t e m vários m i c r o m e c a n i s m o s d e f a l h a d e u m m a t e r i a l compósito.xx (Equação 3 . ( D A N I E L & ISHAI. 1998) 2s xy. 1 9 9 8 ) 3.

q u e b r a d e u m a f i b r a contínua e m d o i s o u m a i s s e g m e n t o s d i s t i n t o s . F r a t u r a t r a n s v e r s a l d a f i b r a . já q u e a s f i b r a s são t i p i c a m e n t e o s p r i n c i p a i s r e c e p t o r e s d o c a r r e g a m e n t o . A f r a t u r a d a f i b r a ( F i g u r a 1 3 . 1994) . b ) o c o r r e q u a n d o a resistência d a m a t r i z é e x c e d i d a . e ) o c o r r e q u a n d o a tensão a x i a l c o m p r e s s i v a c a u s a a f l a m b a g e m d a f i b r a . o u s e j a .f) o c o r r e m q u a n d o a s tensões t r a n s v e r s a i s o u t a n g e n c i a i s e m u m a f i b r a o u região d e i n t e r f a c e e n t r e fibra e m a t r i z c h e g a m a o v a l o r d e s u a r u p t u r a . A tensão crítica d e f l a m b a g e m p a r a u m a f i b r a e m b e b i d a e m m a t r i z é u m a função d a s p r o p r i e d a d e s d a f i b r a e d a m a t r i z ( q u e p r o p o r c i o n a s u p o r t e lateral p a r a a fibra). OHiSSÃO FÍAC(0«A l VÍ HUQIMiSP-PEM . a ) o c o r r e s o b c a r r e g a m e n t o d e tração q u a n d o a tensão d e tração a x i a l máxima admissível ( o u deformação) d a f i b r a é e x c e d i d a . R o m p i m e n t o d a fibra e trincamente radial d a interface (Figura 13. A r r a n c a m e n t o ( F i g u r a 1 3 . é o m a i s catastrófico m e c a n i s m o d e f a l h a .a) Fratura das fibras b) Arrancamento c) Trincamento da matriz Interface Rompimento da fibra Trincamento da interface d) Descolamento fíbra/ matriz e) Flambagem das fibras f) Fratura radial da interface e rompimento da fibra Figura 13: Micromecanismos d e falha. A f r a t u r a d a f i b r a p o d e r e s u l t a r também d e tensões t r a t i v a s o u c o m p r e s s i v a s . F l a m b a g e m d a f i b r a ( F i g u r a 1 3 . ( D A N I E L & ISHAI.

1987) cT. 1987) .>XÍ (T2 >Xl CT. O critério d a tensão máxima só p o d e s e r a p l i c a d o n a s direções p r i n c i p a i s d a lâmina e n e n h u m a interação e n t r e m o d o s d e f a l h a é p e r m i t i d a n e s s e critério.20 3. ( C H A W L A . é a tensão a p l i c a d a n a direção d a fibra ( 7 2 é a tensão a p l i c a d a n a direção t r a n s v e r s a l d a fibra é a tensão d e c i s a l h a m e n t o n o p l a n o Xi é a resistência d e r u p t u r a à tração u n i a x i a l n a direção d a f i b r a XÍ xlé fibra X2 é a resistência d e r u p t u r a à compressão uniaxial n a direção t r a n s v e r s a l é a resistência d e r u p t u r a à compressão u n i a x i a l n a direção d a f i b r a a resistência d e r u p t u r a à tração u n i a x i a l n a direção t r a n s v e r s a l d a da fibra S é a resistência d e r u p t u r a a o c i s a l h a m e n t o . Q u a n d o alguma d a s desigualdades indicadas acima é atingida. Portanto. o material irá f a l h a r p e l o m o d o d e f a l h a r e l a c i o n a d o àquela d e s i g u a l d a d e d e tensão. a falha ocorreria se: ( C H A W L A .6) Onde: o-. A l g u n s d e s s e s critérios serão e x p l i c a d o s a seguir: Teoria da Máxima Tensão: U m a falha ocorrerá quando algum dos c o m p o n e n t e s d e tensão é igual o u m a i o r q u e a força intrínseca admissível correspondente.<-Xf ai<-Xi (Equação 3.8 Critérios de Falha de Materiais Compósitos e Laminados E x i s t e m vários critérios p a r a d e t e r m i n a r a f a l h a d e u m m a t e r i a l compósito.

1987) V. P o r t a n t o . Critério do Máximo Trabaiiio (Ou Tsai-l-lill) D e a c o r d o c o m o critério d e T s a i . r ^ c (Equação 3 .21 Criterio da Máxima Deformação: máxima tensão. O critério d a deformação máxima também só p o d e s e r a p l i c a d o n a s direções p r i n c i p a i s d a lâmina.8) Xi xí .H i l l . 1 9 8 7 ) 0-? x r o-. ( C H A W L A . u m a f a l h a d e u m a lâmina o r t o t r o p i c a irá o c o r r e r s o b u m e s t a d o g e r a l d e tensões q u a n d o : ( C H A W L A . 7 ) f 6 ^e" £6^ €6 Onde: Si éa deformação r e s u l t a n t e n a direção d a f i b r a ^ 2 é a deformação r e s u l t a n t e n a direção t r a n s v e r s a l d a fibra ^ 6 é a deformação r e s u l t a n t e c i s a l h a n t e ei é a deformação d e r u p t u r a à tração n a direção d a fibra e{ é a deformação d e r u p t u r a d e compressão n a direção d a f i b r a el é a deformação d e r u p t u r a à tração n a direção t r a n s v e r s a l £2 é a deformação d e r u p t u r a d e compressão n a direção t r a n s v e r s a l é a resistência d e r u p t u r a a o c i s a l h a m e n t o . U m a falha ocorre E s t e critério é análogo a o criterio d e quando algum dos componentes de deformação é igual o u m a i o r à s u a deformação admissível.o-2 0 -2 0 -6 (Equação 3.

a p l i c a d a a u m a lâmina o r t o t r o p i c a . ( C H A W L A . 1 1 (Equação 3 . 1 0 ) 2 -< 2 2 <7x CTo Critério da Interação Quadrática: C o m o o n o m e i n d i c a . s e t e m : ( C H A W L A . 1 9 8 7 ) m . T s a i e H a h n f o r n e c e m u m a b o a consideração d e s t e critério. 1987) . então a s c o r r e s p o n d e n t e s resistências d e r u p t u r a à compressão d e v e m s e r u t i l i z a d a s . 1 9 8 7 ) 2 a2 = (yxn (Jb = (Jx mn (Equação 3 .22 Onde: ( T i é a tensão a p l i c a d a n a direção d a f i b r a (72 é a tensão a p l i c a d a n a direção t r a n s v e r s a l d a f i b r a ( 7 6 é a tensão d e c i s a l h a m e n t o n o p l a n o X i é a r e s i s t e n c i a d e r u p t u r a à tração l o n g i t u d i n a l X 2 é a tensão d e r u p t u r a à tração t r a n s v e r s a l S e a resistencia a o cisalhamento no plano S e a s tensões c o m p r e s s i v a s são e n v o l v i d a s .s e e s s e s v a l o r e s n a equação. D e a c o r d o c o m e s t a t e o r i a . Então: ( C H A W L A . a superfície d e f a l h a n o espaço d e tensões p o d e s e r d e s c r i t o c o m o u m a função d a s e g u i n t e f o r m a : ( C H A W L A . 1 9 8 7 ) Considerando-se n o v a m e n t e u m a tensão u n i a x i a l cr. e s t e critério leva e m c o n t a a s interações d a s tensões. T s a i e W u p r o p u s e r a m e s t a modificação d a t e o r i a d e Hill d a lâmina a d i c i o n a n d o a l g u n s t e r m o s .n _^ 22 ^ 1 — +— +m n 2 V5 Xl X2 1^ X l . 9 ) Onde: m = cose n = sene S u b s t i t u i n d o .

O índice d e f a l h a é c a l c u l a d o para u m . 1 1 ) O n d e Fi e Fi. o sinal d a m e s m a é i r r e l e v a n t e . p a r a e s s e s três t e r m o s a s e r e m r e t i r a d o s . o c o e f i c i e n t e d e segurança d e u m a c a m a d a p a r a u m d a d o c a r r e g a m e n t o é d e f i n i d o p e l a razão e n t r e a c a r g a d e f a l h a da camada e a c a r g a a p l i c a d a . 1 9 8 7 ) IF 66 al + 2Fu (Ti cr? + 2^26 0-2(76= 1 x7- 2 . t e r m o s c o n t e n d o o p r i m e i r o g r a u d e tensão d e c i s a l h a m e n t o devem s e r retirados. é p r e c i s o ter: ( C H A W L A . n u l o s . Esses termos são F]6(T\cr6< F 26 ctict 6 © Fe ereOs c o m p o n e n t e s d e tensão não são.23 f{(T)=Fia.2. o sinal invertido p a r a a s tensões n o r m a i s . 1 2 ) \ h y / F i o . (Equação 3 . O s t e r m o s d e tensão linear f o r n e c e m e s s a diferença. i. E m a l g u m a s aplicações o l a m i n a d o p o d e o p e r a r s a t i s f a t o r i a m e n t e c o m d e t e r m i n a d o s t i p o s d e d a n o . + (Equação 3. e m g e r a l .13) V F 2 ¿72 + F i 1 CTi + F22 (72 ^ y / F66 cri + 2 F\2(J\(T2~ 1 N o c a s o d e l a m i n a d o s . s e j a m t r a t i v a s o u c o m p r e s s i v a s .c7j ij=1. P a r a o c o m p o n e n t e d e tensão c i s a l h a n t e . P o r t a n t o .2.6 (Equação 3 . + Fija.i + F2cr2 + F6cr6 + F i i ( J i + F 2 2 ( J 2 + 2 F i 6 <7\ <T6 P a r a a lâmina o r t o t r o p i c a . a definição d a f a l h a d e p e n d e d a aplicação. são o s parâmetros d e força. r ^ 2. 2 0 0 5 ) P a r a o e s t u d o d e f a l h a e m l a m i n a d o s . é i m p o r t a n t e .j=1. ( A L M E I D A . P a r a o c a s o d e tensão p l a n a . 1 9 8 7 ) F^6= F26 = F 6 = 0 A equação é s i m p l i f i c a d a p a r a : + r F i (Ti + 2.6 e a equação p o d e s e r d e s c r i t a d a s e g u i n t e m a n e i r a : ( C H A W L A . P o r t a n t o . T r i n c a s n a m a t r i z a o l o n g o d a s f i b r a s p o d e m s e r t o l e r a d a s até e m e s t r u t u r a s primárias.

W u o u T s a i . e s s e t i p o d e falha pode ocorrer para u m a carga muito mais baixa q u e a carga d e ruptura d o laminado.H i l l ) . ( A L M E I D A . isto é. Então. a s c a m a d a s p o d e m s e r s i m p l e s m e n t e r e m o v i d a s d a análise após a f a l h a . (ALMEIDA. N u m m o d e l o m u i t o s i m p l e s e c o n s e r v a d o r . . O m o d e l o d e degradação d a s lâminas f a l h a d a s é u m critério p a r a s e a l t e r a r a s p r o p r i e d a d e s mecânicas d a s c a m a d a s d e v i d o á presença d e u m a f a l h a . a c a r g a d e f a l h a p o d e s e r c a l c u l a d a a partir d o m a i o r índice d e f a l h a . o c o e f i c i e n t e d e segurança p a r a u m a c a m a d a p o d e s e r c a l c u l a d o a partir d o s e u índice d e f a l h a . U m a f a l h a i n d i c a d a p e l o critério d e f a l h a p o d e s e r u m a f a l h a n a direção t r a n s v e r s a l d e u m a única c a m a d a e p a r a a l g u n s l a m i n a d o s .24 determinado critério d e fallía ( p o r e x e m p l o T s a i . 2005) O critério d e f a l h a d a u l t i m a c a m a d a é d e difícil aplicação. O criténo e s t a b e l e c e q u e a c a r g a d e f a l h a d o laminado para u m dado carregamento é calculada determinando-se a camada c o m o m a i o r índice d e f a l h a .s e u m número p e q u e n o ) . m a s p o d e s e r extremamente consen/ador. Há d o i s critérios básicos p a r a a determinação d a resistência d e u m l a m i n a d o : a ) f a l h a d a p r i m e i r a c a m a d a {first ply failure) e b ) f a l h a d a última c a m a d a (last ply failure). a s suas propriedades mecânicas são z e r a d a s ( n a prática u s a . O s dois e l e m e n t o s básicos p a r a a aplicação d o critério d e f a l h a d a u l t i m a c a m a d a são: a ) definição d o critério d e f a l h a d e lâmina a s e r u s a d o e b ) definição d e u m m o d e l o d e degradação d a s lâminas f a l h a d a s . 2 0 0 5 ) O critério d a f a l h a d a p r i m e i r a c a m a d a é d e fácil aplicação. A r u p t u r a final d o l a m i n a d o o c o r r e q u a n d o há u m a seqüência instável d e f a l h a s ( f a l h a m t o d a s a s camadas). 2005) A f a l h a d e u m a c a m a d a i m p l i c a n u m a alteração d e s u a s propriedades mecânicas e u m a redistribuição d e c a r g a s p e l a s o u t r a s c a m a d a s e o conseqüente a u m e n t o d e c a r g a p o d e c a u s a r a f a l h a d e o u t r a s c a m a d a s . A eliminação d e u m a c a m a d a é a p r o p r i a d a n o c a s o d e f a l h a d a s f i b r a s . m a s leva a e s t i m a t i v a s m a i s r e a l i s t a s d a c a r g a d e f r a t u r a d o l a m i n a d o . (ALMEIDA. O critério e s t a b e l e c e que o laminado falha quando todas a s c a m a d a s d o laminado falhem.

C o m e s s a hipótese. o s v a l o r e s d e 0 2 e l e s e r i a m n u l o s já q u e a c a m a d a não t e m m a i s rigidez q u a n t o a e s s e s c a r r e g a m e n t o s . o r i g i n a . 1987) A análise clássica d e m a t e r i a i s laminados. também.s e n o t a r q u e o criterio d e T s a i . A hipótese d e K i r c h h o f f d e t e r m i n a que os deslocamentos n o p l a n o s e j a m funções l i n e a r e s d a e s p e s s u r a e. D e s t a m a n e i r a .9 Algumas Considerações sobre o Cisalhamento Interlaminar Em casos e m q u e a espessura d o laminado é pequena se comparada c o m a s s u a s dimensões l a t e r a i s .H i l l não indica o t i p o d e f a l h a n a lâmina. O s critérios d e f a l h a e s t u d a d o s f o r n e c e m r e s u l t a d o s p o u c o realistas n a presença d e f o r t e s concentrações d e tensões. 2005) pode ser exageradamente D e v e .s e a hipótese d e Kirchhoff. ( C H A W L A . esse ponto t e m sido b e m explorado por Whitney (1969) e Pagano (1969) e m p r o b l e m a s d e flexão d o m a t e r i a l . ( A L M E I D A . a s lâminas não serão c a p a z e s d e e s c o r r e g a r e m u m a s o b r e a o u t r a e então. 2 0 0 5 ) 3. é possível r e d u z i r o c o m p o r t a m e n t o d e u m l a m i n a d o a u m a a n a l i s e b i d i m e n s i o n a l d o p l a n o médio d o l a m i n a d o . conseqüentemente. q u e e x i s t e u m a aderência perfeita e n t r e q u a i s q u e r d u a s c a m a d a s .2. O c o m p o r t a m e n t o d o s m a t e r i a i s compósitos . O u s o d e s s e t i p o d e criterio dificulta a utilização d e m o d e l o s d e degradação. baseada n a hipótese d e K i r c h h o f f i g n o r a a s deformações p o r c i s a l h a m e n t o e n t r e a s c a m a d a s . R e c a l c u l a n d o . N o e n t a n t o . a s tensões a g i n d o n o s p l a n o s i n t e r l a m i n a r e s n o interior d o l a m i n a d o ( l o n g e d a s b o r d a s livres) são desprezíveis. esse procedimento conservador. (ALMEIDA. O u t r a i m p o r t a n t e hipótese é f e i t a : u m a l i n h a o r i g i n a l m e n t e reta e p e r p e n d i c u l a r a o p l a n o médio d o l a m i n a d o s e mantém d a m e s m a m a n e i r a d e p o i s d a deformação. V 2 1 . V12.s e a s tensões n e s s a c a m a d a . U m m o d e l o d e degradação m a i s e l a b o r a d o p a r a f a l h a n a m a t r i z d e u m a lâmina s e r i a z e r a r a s s e g u i n t e s p r o p r i e d a d e s físicas: E2. É a s s u m i d o . 0. P2. G 1 2 . A partir d e s s a s hipóteses.25 no caso d e falha d a matriz. o s deformações d e v i d o s a o c i s a l h a m e n t o i n t e r l a m i n a r são desprezíveis. h a v e r i a d e s l o c a m e n t o s contínuos através d a aderência.

p r o v a . o u d e s c o l a m e n t o e n t r e c a m a d a s . isto é.d e . P a r a compósitos f i b r o s o s multidirecionais.10 A Avaliação Experimental das Propriedades da Região Interlaminar de um Compósito Não foi d e s e n v o l v i d o a i n d a u m p r o c e d i m e n t o e x p e r i m e n t a l p a r a compósitos m u l t i c a m a d a s q u e forneça u m a tensão a o c i s a l h a m e n t o i n t e r l a m i n a r uniforme p a r a u m a g r a n d e região e m u m a secção d o c o r p o . O p i n o d e c a r r e g a m e n t o c a u s a deformação e concentração d e tensões c o m p r e s s i v a s e c i s a l h a n t e s t r a n s v e r s a i s n a região d e .26 l a m i n a d o s s o b e s t a d o p l a n o d e tensões é f o r t e m e n t e i n f l u e n c i a d o p e l a presença d a s tensões d e c i s a l h a m e n t o i n t e r l a m i n a r e s . Concentrações d e tensões são f o r m a d a s n a s regiões v i z i n h a s a o c a m p o d e tensão c i s a l h a n t e . tensões c i s a l h a n t e s relativas a p a r e c e m n a s f a c e s d e c a d a camada. A resistência ao c i s a l h a m e n t o i n t e r l a m i n a r p o d e s e r d e f i n i d a c o m o a resistência d e u m compósito m u l t i c a m a d a s a forças i n t e r n a s q u e i n d u z e m o m o v i m e n t o p a r a l e l o e n t r e a s camadas. o processo d e falha mostra tensões c i s a l h a n t e s i n t e r l a m i n a r e s c o m o a s tensões m a i s críticas a c a u s a r e m a f a l h a d o l a m i n a d o . ( W I L S O N . a s c a m a d a s t e n d e m a " e s c o r r e g a r " d e v i d o às d i f e r e n t e s c o n s t a n t e s elásticas. tensões d e c i s a l h a m e n t o distribuídas n a s superfícies das camadas laminares. 1989) A resistência a o cisalhamento interlaminar não é u m a p r o p r i e d a d e mecânica fácil d e m e d i r e m u m compósito l a m i n a d o . 1 9 8 9 ) 3. Q u a n d o o m a t e r i a l compósito l a m i n a d o está s u b m e t i d o a tensões g e n e r a l i z a d a s n o e s t a d o p l a n o . C o m o a s c a m a d a s são c o n e c t a d a s elásticamente p e l a s s u a s superfícies. 2 0 0 3 ) U m a revisão analítica e e x p e r i m e n t a l d e d a d o s r e v e l a q u e t e s t e s I L S S d e 3 p o n t o s e 4 p o n t o s p o d e m a p r e s e n t a r f a l h a p o r endentação l o g o a b a i x o d o p o n t o d e aplicação d a c a r g a o u f a l h a p o r flexão a n t e s m e s m o d e o c o r r e r a delaminação p o r c i s a l h a m e n t o i n t e r l a m i n a r . (BECKER. Descobriu-se q u e a seqüência d e e m p i l h a m e n t o das camadas e orientação d a s f i b r a s d a s c a m a d a s i n f l u e n c i a b a s t a n t e n a iniciação e propagação d a delaminação. U m g r a n d e número d e p r o c e d i m e n t o s d e e n s a i o s p a r a m e d i r e s t a resistência m o s t r a c o m p l e x i d a d e a o definir e s t a p r o p r i e d a d e . ( E L A W A D L Y .

Rahhal e Kotiensky (1992). A análise p o r e l e m e n t o s finitos r e a l i z a d a p o r R a h h a l e . Compósito Carbono' carbono Grafite/ Epóxi Grafite' Epóxi F i g u r a 1 4 : C o r p o .27 c o n t a t o . E s s a s tensões e x c e d e m o s limites d e resistência d o m a t e r i a l a n t e s d a falha interlaminar ocorrer.p r o v a sanduíche p a r a e n s a i o I L S S . ( 2 0 0 3 ) f o i u t i l i z a d a u m a p l a c a d e s i l i c o n e d e 1. e s o b r e e s t a u m a f i n a c a m a d a d e alumínio a f i m d e e v i t a r a indentação n a área d e a p o i o d o p i n o d e c a r g a .1 m m d e e s p e s s u r a e u m a p l a c a d e alumínio d e 2 m m d e e s p e s s u r a . Este modelo d e corpo-de-prova a p r e s e n t o u b o n s r e s u l t a d o s a o d e t e r m i n a r a s tensões c i s a l h a n t e s i n t e r l a m i n a r e s n o compósito. 1992). ( 2 0 0 3 ) p r o p u s e r a m introduzir u m a f i n a c a m a d a d e m a t e r i a l m a c i o . p o r e x e m p l o u m elastômero.d e . A partir d e s s e s c o r p o s d e p r o v a m o d i f i c a d o s d e c o m p o s t o d e f i b r a d e c a r b o n o c o m m a t r i z polimérica e c o m m a t r i z d e c a r b o n o . desenvolveram u m corpo-deprova sanduíche de compósito carbono-carbono ( C C C ) para evitar o carregamento direto n o material (Figura 13). (ABALI & S H I V A K U M A R . 2003) Inúmeras idéias q u e m e l h o r a s s e m e s s e t i p o d e p r o b l e m a f o r a m s u g e r i d a s n a literatura. c o m o o u s o d e u m p i n o d e c a r g a d e m a i o r diâmetro ( C U I et al. N o e n s a i o p r o p o s t o p o r A b a l i e t a l . entre outros. A b a l i e t a l . t e s t e s I L S S e m p a r a l e l o c o m análise d e c o n t a t o p e l o método d o s e l e m e n t o s finitos f o r a m r e a l i z a d o s p a r a v a l i d a r o método p r o p o s t o .

d e s d e m a t e r i a i s quasi-isotrópicos até c a m a d a s 0°-90° ( c r o s s . o programa A N S Y S . b e m próximos d o s v a l o r e s confirmou parcialmente as modelo mais observações f e i t a s p o r o u t r o s a u t o r e s s o b r e tensões c i s a l h a n t e s n o c o r p o . ( R A H H A L & K O T L E N S K Y . t a n t o p a r a a m a t r i z polimérica c o m o para d e carbono. E s s e s e n s a i o s são r e a l i z a d o s n a s indústrias. neste caso.5 M P a . 1 9 9 2 ) M e d i d a s experimentais realizados por meio d a interferometria d e franjas d e Moiré mostraram u m a distribuição descontínua interessante d a s tensões c i s a l h a n t e s através d a e s p e s s u r a d o c o r p o . O v a l o r m e d i d o n o e n s a i o I L S S d o compósito "sanduíche" c a r b o n o .p l y ) . u m d o s m a i o r e s v a l o r e s r e l a t a d o s n a literatura. O s dados experimentais d o s ensaios realizados por R a h h a l e K o t i e n s k y c o n f i r m a r a m a tensão c i s a l h a n t e i n t e r l a m i n a r q u e c a u s a f a l h a e a p o u c a dispersão n o s d a d o s m e d i d o s d e resistência. m a s p o u c o d i v u l g a d o s n a literatura. 1986).28 K o t i e n s k y m o s t r o u q u e o e n s a i o I L S S c a l c u l a d o a partir d a equação d a reta s u p e r e s t i m a a resistência a o c i s a l h a m e n t o e m 5 % . e m q u e regiões ricas e m r e s i n a são f o r m a d a s e a delaminação t e n d e a s e originar (POST.s e q u e a tensão c i s a l h a n t e i n t e r l a m i n a r média próxima à b o r d a livre é l i n e a r m e n t e p r o p o r c i o n a l a o g r a u d e d e s a j u s t e (mismatch) e n t r e a s p r o p r i e d a d e s elásticas d a s c a m a d a s a d j a c e n t e s à região i n t e r l a m i n a r e s t u d a d a . pontos. 1992) F e r a b o l i r e a l i z o u a l g u n s t e s t e s I L S S d e 4 p o n t o s e m compósitos l a m i n a d o s u n i d i r e c i o n a i s e m u l t i d i r e c i o n a i s . p e r m i t i n d o u m m a i o r a p r o f u n d a m e n t o n o s m e c a n i s m o s d e delaminação e m u m a flexão d e 4 experimentais. resultados preciso. c o m p i c o s n a s i n t e r f a c e s e n t r e c a m a d a s . J o o e S u n e s t u d a r a m a s tensões c i s a l h a n t e s i n t e r l a m i n a r e s e m l a m i n a d o s b a l a n c e a d o s e simétricos c o m b o r d a s livres e a s f a l h a s d e v i d o a e s s a s tensões. M o s t r o u . f o i d e 18. U m b a n c o d e d a d o s e x p e r i m e n t a i s f o i f o r m a d o através d a versão m o d i f i c a d a d o t e s t e I L S S d a A S T M D 2 3 4 4 e o s r e s u l t a d o s m o s t r a r a m u m a p r o x i m i d a d e s u r p r e e n d e n t e d e r e s u l t a d o s p a r a 3 d i f e r e n t e s a r r a n j o s d e fibra p a r a u m m e s m o c o n j u n t o d e compósito. Váhas análises p o r e l e m e n t o s finitos f o r a m desenvolvidas usando u m programa comercial. m a t e r i a l t e s t a d o p o r R a h h a l e K o t i e n s k y .d e - .c a r b o n o T 3 0 0 (tipo d e f i b r a d a f a b r i c a n t e T o r a y ) . ( J O O et al.p r o v a . O e mostraram final.d e .

s u a variação a o l o n g o d o c o m p r i m e n t o . a localização d a iniciação d a delaminação e propagação.29 p r o v a e c o n s e g u i u m o s t r a r a distribuição d e s s a s tensões através d a e s p e s s u r a . ( F E R A B O L I & K E D W A R D . e a s regiões d e tensões c i s a l h a n t e s máximas e n c o n t r a d a s n o e n s a i o I L S S . s u a distribuição através d a l a r g u r a . 2003) .

F i g u r a 1 5 : D i s p o s i t i v o típico d e e n s a i o I L S S . 4.30 4 MÉTODO EXPERIMENTAL O e n s a i o I L S S é u s a d o p a r a d e t e r m i n a r a tensão d e c i s a l h a m e n t o a p a r e n t e d e u m plástico reforçado c o m f i b r a s p a r a l e l a s .d e . .p r o v a é u m a v i g a c u r t a que corresponde a u m pequeno s e g m e n t o tirado d e u m anel o u u m a c h a p a plana d e l a m i n a d o d e até 6 .3 m m . 4 m m d e e s p e s s u r a . opera c o m u m movimento d e v e l o c i d a d e c o n s t a n t e d o cabeçote. A v e l o c i d a d e d e m o v i m e n t o d o cabeçote utilizado f o i 1. propriamente calibrado. E s t e método é aplicável p a r a t o d o s o s t i p o s d e compósitos reforçados c o m f i b r a s p a r a l e l a s ( A S T M 2000). eletrônicas foram Laboratório d e M i c r o s c o p i a e Microanálise d o C C T M / Ipen ( C e n t r o d e Ciência e Tecnologia d e Materials). O c o r p o . A s realizadas no microestruturais. A F i g u r a 1 5 ilustra u m d i s p o s i t i v o típico d e e n s a i o I L S S .1 Aparato e condições de teste O equipamento d e teste. D2344/D2344M. O t e s t e r e a l i z a d o é a q u e l e d e 3 p o n t o s e f o i r e a l i z a d o n o Laboratório d e Comportamento observações Mecânico do C T M (Centro ópticas e Tecnológico da Marinha). m i n " \ O s i s t e m a d e m e d i d a d a c a r g a não p o d e e x c e d e r u m e r r o d e ± 1 % .

2 m m d e diámetro. O s suportes consistem e m dois c i l i n d r o s d e 3. '-v^jr^ 6 4 T i n ![) X 2 -riTi 6 e fr^ -•^— e — • Figura 16: Ensaio ILSS d e 3 pontos. e s s e c o m p r i m e n t o será r e f e r e n c i a d o p e l a p a l a v r a span p o r s e r l a r g a m e n t e utilizada.31 A máquina d e e n s a i o e x e r c e u m a c a r g a n o c o r p o .d e . espessura e comprimento d o corpode-prova. A temperatura ambiente d a sala e m q u e o teste é feito d e v e s e r mantida a 23°C ±1°C e u m i d a d e relativa d e 5 0 ±10%.025 m m por medida d e largura. S u a s u p e r f i c i e d e v e s e r livre d e endentações e rebarbas.p r o v a c o n f o r m e a Figura 16 . .p r o v a p o r m e i o d o c i l i n d r o d o d i s p o s i t i v o d e e n s a i o . O v a l o r d o span d u r a n t e o s e n s a i o s d e v e s e g u i r a norma A S T M D 2344. c o m d u r e z a e n t r e 6 0 e 6 2 H R C . conforme mostra a Tabela 1. T a b e l a 1 : Razão spani e s p e s s u r a e c o m p r i m e n t o / e s p e s s u r a . c o m todos os cantos vivos suavizados. d i s p o s t o s s o b o c o r p o . d e p o n t a esférica a d e q u a d o .d e . Reforço Fibra de vidro Fibra de carbono A r a m e de aço Filamentos d e Boro Aramida spanI espessura 5 4 4 4 4 comprimento/ espessura 7 6 6 6 6 U m micrômetro. D o r a v a n t e . A distância e n t r e o s s u p o r t e s é t i p i c a m e n t e c o n h e c i d a p e l a p a l a v r a e m inglês span. 3 5 m m d e diámetro. d e v e a p r e s e n t a r leitura d e pelo m e n o s 0. O c i l i n d r o d e c a r g a t e m 6 .

A s dimensões d o c o r p o . 4 mm. l a r g u r a d e 6 . A espessura d o corpo-dep r o v a não d e v e u l t r a p a s s a r 6 . s e g u n d o orientação d a n o r m a A S T M D 2 3 4 4 . já q u e a e s p e s s u r a d o c o r p o .p r o v a é 3.d e .l 1 F i g u r a 17: C o r p o .p r o v a p l a n o p a r a I L S S .d e . C o m o a T a b e l a 1 d e t e r m i n a u m a razão d e 4 e n t r e o span e a e s p e s s u r a . . isso s i g n i f i c a q u e o span d e v e s e r d e 1 4 m m . 5 m m e e s p e s s u r a d e 3 . F o r a m u t i l i z a d o s 9 c o r p o s d e p r o v a p a r a o t e s t e .4 mm 1' 1 Comprimentc .32 4. A n o m e n c l a t u r a T 3 0 0 c o r r e s p o n d e a u m t i p o d e f i o d e fibra d e c a r b o n o f a b r i c a d o p e l a T o r a y . O s c o r p o s d e p r o v a são u n i d i r e c i o n a i s e têm c o m p r i m e n t o 2 7 m m . 5 m m . c o m a g r a m a t u r a d a fibra é d e 4 0 0 g / m ^ e a nomenclatura 6 k significa q u e cada f i o contém 6000 monofilamentos.5 m m . foi u s a d o o corpo-de-prova plano. 6.p r o v a d e v e m o b e d e c e r às relações d a T a b e l a 1 anterior. Para o ensaio usado n o presente estudo. A composição volumétrica d o compósito é d e 6 8 % d e f i b r a d e c a r b o n o . O corpo-de-prova é mostrado n a Figura 17.d e .2 Corpo-de-prova O corpo-de-prova pode s e r plano ou anelar. São c o m p o s t o s d e 2 2 c a m a d a s d e fibra d e c a r b o n o T 3 0 0 6 k e m a t r i z d e r e s i n a epóxi.

33 4.s e o c o r p o . então. U m e x e m p l o d a f o r m a típica d e s s a c u r v a é m o s t r a d o n a F i g u r a 1 8 : Carga (N) Deslocamento (mm) F i g u r a 18: E x e m p l o d e c u r v a c a r g a x d e s l o c a m e n t o f o r n e c i d a p e l o t e s t e I L S S .p r o v a s o b r e o s s u p o r t e s c o m o span s u g e r i d o p e l a n o r m a ( 1 4 m m ) .d e . o n d e a c a r g a será a p l i c a d a .p r o v a n a t a x a d e m o v i m e n t o especificada. P o s i c i o n a . A p l i c a . determina-se quando ocorreu a falha por meio d e u m a queda abrupta na curva. a s s i m c o m o o v a l o r d a tensão d e c i s a l h a m e n t o p a r a a c a r g a d e r u p t u r a c o r r e s p o n d e n t e são l i s t a d o s n a T a b e l a 2 . m a r c a .4 Resultados do teste O s v a l o r e s d a s c a r g a s d e r u p t u r a .3 Procedimento P r i m e i r a m e n t e .s e c o m precisão a linha c e n t r a l n o c o m p r i m e n t o . Acompanhando a curva d e carga (tensão) x deformação.d e .s e . o c a r r e g a m e n t o a o c o r p o . 4.

e m N w = largura d o corpo-de-prova. e m M P a Pb = c a r g a d e f a l h a .t (Equação 4 . w. 1 ) Onde: S h = tensão d e c i s a l h a m e n t o .34 Tabela 2: Resultados d o ensaio I L S S . 7 5 P. 0 . e m m m . CP 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Média e desvio padrão Sh (MPa) 73 86 69 74 68 74 67 70 68 72±6 Pb (N) 2195 2580 2066 2255 2078 2259 2001 2110 2054 2178 A tensão d e c i s a l h a m e n t o é d e t e r m i n a d a c o n f o r m e a T e o r i a d e V i g a ( A S T M D2344/D2344M. e m m m t = espessura do corpo-de-prova. 2000).

e n t r e t a n t o . P o r e s s e s m o t i v o s . o número d e t r a b a l h o s f e i t o s s o b r e materiais compósitos u t i l i z a n d o o método d o s e l e m e n t o s finitos a i n d a é r e l a t i v a m e n t e restrito. torna-se f u n d a m e n t a l o c o n h e c i m e n t o d o s f u n d a m e n t o s d o método d o s e l e m e n t o s finitos e d a s u a aplicação prática. v a s t a m e n t e utilizado a p e n a s n o s últimos v i n t e e c i n c o a n o s . Equação d e L a p l a c e . c o m o . O s a u t o r e s d e t e r m i n a r a m q u e a . s e n d o também. D e v i d o às s u a s características d e f l e x i b i l i d a d e e e s t a b i l i d a d e numérica. ( 1 9 9 3 ) d e s e n v o l v e r a m u m m o d e l o matemático p a r a e s t u d a r a s tensões e s i n g u l a r i d a d e s n a s b o r d a s i n t e r l a m i n a r e s e m u m compósito l a m i n a d o pré-trincado e p r e v e r a iniciação d a delaminação. ( A L V E S . d e f o r m a c o n s i s t e n t e e sistemática. O método c o n s i s t e b a s i c a m e n t e n u m a adaptação/ modificação d e métodos d e aproximação c o n h e c i d o s .35 5 MÉTODO NUMÉRICO 5. entre o u t r o s . e s t a b e l e c i d o e m 1 9 0 9 . já n o início d e s t e século. N a v i e r . N o e n t a n t o . À medida que técnicas computacionais e numéricas d e s e m p e n h a m u m papel cada v e z mais relevante na vida d o engenheiro. será d e e x t r e m a v a n t a g e m o u s o d o método numérico para q u e seus resultados sejam comparados' a o s resultados d o método experimental. o método d e Ritz. graças a o s avanços tecnológicos o c o r r i d o s n o s e q u i p a m e n t o s c o m p u t a c i o n a i s . e l e pode ser implementado na forma d e u m sistema computacional (programa d e c o m p u t a d o r ) .S t o k e s . incluído c o m o disciplina d a g r a n d e m a i o r i a d a s universidades. e n t r e a s q u a i s s e inclui a Equação d e P o i s s o n . o método d o s e l e m e n t o s finitos t e m s i d o o b j e t o d e inúmeros a r t i g o s e livros p u b l i c a d o s n o s últimos a n o s . É a t u a l m e n t e c o n s i d e r a d o u m método matemático p a r a a solução d e equações d i f e r e n c i a i s p a r c i a i s . D e v i d o à utilidade e i n t e r e s s e p a r a d i v e r s a s áreas técnicas. e s p e c i a l m e n t e p a r a a q u e l e s q u e t r a b a l h a m e m áreas d e p r o j e t o e análise. 2 0 0 2 ) O método é l a r g a m e n t e u s a d o p a r a a n a l i s a r e p r o j e t a r condições d e t r a b a l h o o u g e o m e t r i a s n e m f o r m u l a d a s e m n o r m a s n e m e m cálculos t r a d i c i o n a i s analíticos.1 Breve Histórico O método d o s e l e m e n t o s f i n i t o s t e m s u a s o r i g e n s n o s a n o s 4 0 . J e n e t a l . p o r e x e m p l o . Equação d e H e l m h o l t z . t e n d o s i d o .

( J E N et al. C a d a t i p o d e e l e m e n t o finito p o s s u i u m a formulação matemática específica. tensões. p r o c e s s a m e n t o ( o u solução) e pós-processamento. a q u a l é responsável p e l a informação q u e o e l e m e n t o o f e r e c e ( d e s l o c a m e n t o s . 1 9 9 3 ) 5. o d e s e n h o d a geometria. possui u m a vasta b i b l i o t e c a d e d i f e r e n t e s e l e m e n t o s finitos. O s e l e m e n t o s são f o r m a d o s p o r nós e o c o n j u n t o d e e l e m e n t o q u e leva o n o m e d e m a l h a . No desenvolvimento d o presente estudo.36 localização d a delaminação e t r i n c a m e n t o d a m a t r i z c o i n c i d e c o m a s i n t e r f a c e s c o m m a i o r e s tesões c i s a l h a n t e e n o r m a l . c o n f o r m e s e u m o d e l o . O p r o c e s s o d e análise p o r e l e m e n t o s f i n i t o s é d i v i d i d o e m três e t a p a s : prép r o c e s s a m e n t o . p o s s u i n d o e s p e c i a l importância. O programa A N S Y S . usado no presente estudo. S e l e c i o n a r o t i p o d e e l e m e n t o finito p a r a d i s c r e t i z a r o m o d e l o e g e r a r a m a l h a . o u seja. O m o d e l a m e n t o .2 Metodologia O método numérico usado n a avaliação d a s tensões cisalhantes i n t e r l a m i n a r e s f o i o método d o s e l e m e n t o s finitos. f o r m a m equações d e d e s l o c a m e n t o s q u e s e r v e m p a r a c o m p o r a m a t r i z g l o b a l d e rigidez para a resolução simultânea d e todas essas equações. deformações). Etapa de pré-processamento: E s s a é a e t a p a q u e p r e c e d e a solução matemática. d o i s t i p o s d e m o d e l a m e n t o : m o d e l o . p o r s e r e m d e p e n d e n t e s e n t r e s i . foram selecionados dois tipos d e e l e m e n t o s f i n i t o s e . O programa utilizado para a m o d e l a g e m e simulação d o t e s t e I L S S n o p r e s e n t e e s t u d o f o i o A N S Y S R e v . N o pré-processamento serão s e g u i d o s c u i d a d o s a m e n t e o s s e g u i n t e s passos: i. O s nós d e u m m o d e l o . rotações. A geração d a m a l h a c o n s i s t e e m dividir a g e o m e t r i a e m nós e elementos.0. 10. p o i s é n e l a o n d e o m o d e l o é c o n c e b i d o . conseqüentemente. O método numérico t e m a g r a n d e v a n t a g e m d e s e r u m método não-destrutivo d e avaliação d a i n t e g r i d a d e estrutural de componentes e equipamentos.

37

plano e m o d e l o d e casca. A Figura 19 mostra u m exemplo d e u m m o d e l o d i s c r e t i z a d o e s u a m a l h a d e e l e m e n t o s finitos e r e s p e c t i v o s nós.

¡' 1 \

'cV.

F i g u r a 1 9 : E x e m p l o d e m o d e l o e m a l h a d e e l e m e n t o s finitos.

Q u a n t o m a i o r a q u a n t i d a d e d e nós, m a i o r a q u a n t i d a d e d e e l e m e n t o s finitos e, conseqüentemente, m a i s r e f i n a d a é a m a l h a . N a s regiões d o m o d e l o e m q u e c o s t u m a o c o r r e r concentração d e tensões, c o m o , p o r e x e m p l o , n a s regiões d e c o n t a t o , transições geométricas e d e aplicação d e c a r g a p o n t u a l , o n d e há u m g r a d i e n t e m a i o r d e variação d e tensões, r e c o m e n d a - s e u m m a i o r r e f i n a m e n t o d a m a l h a , q u e l e v a a u m a m a i o r precisão d o s r e s u l t a d o s . N o p r e s e n t e e s t u d o , a s regiões d e c o n t a t o f o r a m m o d e l a d a s c o m u m a m a l h a d e elementos finitos mais refinada que o restante d o modelo.

ii.

Definir

as chamadas

constantes

reais

(área, m o m e n t o

d e inércia,

e s p e s s u r a ) p a r a o e l e m e n t o finito u t i l i z a d o ;

iii.

Definir

as propriedades

mecânicas

e

os modelos

que

descrevem

a p r o p r i a d a m e n t e o c o m p o r t a m e n t o d o e l e m e n t o finito q u e c o n f o r m a a simulação. N e s t e p r o j e t o será feita u m a análise linear estática.

iv.

C r i a r a g e o m e t r i a d o s m o d e l o s . N e s t e p r o j e t o a s peças serão m o d e l a d a s respeitando-se a sua tridimensionalidade, através de um modelo

bidimensional, c o m espessura aplicada.

V.

D i s c r e t i z a r o s e l e m e n t o s q u e compõem o m o d e l o , o u seja, definir a " m a l h a " d e e l e m e n t o s finitos a s e r utilizada. N e s t a f a s e é i m p o r t a n t e levar e m consideração que uma malha mais fina pode oferecer (não

n e c e s s a r i a m e n t e ) m e l h o r e s r e s u l t a d o s , porém, o t e m p o d e cálculo s e r i a

38

m a i o r . U m a m a l h a m a i s g r o s s a p o d e s i m p l i f i c a r a execução d o m o d e l o , mais poderia comprometer a qualidade dos resultados.

vi.

Definir e a p l i c a r a s c a r g a s e x t e r n a s a t u a n t e s n a e s t r u t u r a a o m o d e l o a s s i m c o m o a s condições d e c o n t o r n o o u f r o n t e i r a ( a p o i o s o u vínculos).

Etapa de processamento: E n q u a n t o

a etapa

d e pré-processamento

é

i n t e i r a m e n t e interativa c o m o usuário, a e t a p a d e p r o c e s s a m e n t o é r e a l i z a d a p e l o p r o g r a m a . Após c a r r e g a r o p r o g r a m a c o m t o d a s a s informações necessárias e a c i o n a r o c o m a n d o q u e s o l u c i o n a a análise, o p r o g r a m a deverá a c u s a r s e a solução está c o m p l e t a e s e a p r e s e n t o u a l g u m p r o b l e m a o u não. N e s t a e t a p a d a análise, o p r o g r a m a e n c a r r e g a - s e d e c a l c u l a r a m a t r i z d e rigidez, p a r a q u e s e j a m c a l c u l a d o s p o s t e r i o r m e n t e o s d e s l o c a m e n t o s n o d a i s e a s tensões. U m a v e z q u e a solução está c o m p l e t a e s e m e r r o s p o d e - s e p a s s a r p a r a a última e t a p a , a e t a p a d e pós-processamento.

F i n a l m e n t e , a e t a p a d e pós-processamento é a q u e l a q u e e x i b e o s r e s u l t a d o s . N a e t a p a d e pós-processamento é possível v i s u a l i z a r , através d o p r o g r a m a A N S Y S , d i v e r s a s informações c o m o tensões e deformações.

Etapa de pós-processamento: E s t a e t a p a é m u i t o i m p o r t a n t e , pois n o pósp r o c e s s a m e n t o serão v i s u a l i z a d o s o s d e s l o c a m e n t o s , a s tensões, t e m p e r a t u r a s e t o d a s a s d e m a i s informações q u e s e d e s e j a o b t e r . A visualização d o s r e s u l t a d o s é f e i t o p o r m e i o d e u m a i n t e r f a c e gráfica q u e ilustra o m o d e l o d e análise e m u m a e s c a l a d e c o r e s q u e r e p r e s e n t a a distribuição d a s f a i x a s d e v a l o r e s a v a l i a d o s .

A s tensões e deformações q u e serão m o s t r a d a s e m ilustrações n o s itens a d i a n t e são r e s u l t a d o s n o d a i s . O r e s u l t a d o n o d a l c o n s i s t e e m fazer, e m c a d a nó d o m o d e l o , u m a m e d i a d o s r e s u l t a d o s d e t o d o s o s e l e m e n t o s finitos q u e contêm e s t e nó.

39

5.3

Aplicações do Método I n i c i a l m e n t e , n a década d e 6 0 , o método d o s e l e m e n t o s f i n i t o s e r a u s a d o e m

cálculo e s t r u t u r a l e h o j e é l a r g a m e n t e a p l i c a d o e m p r o b l e m a s d e c a m p o (calor, f l u i d o s , c a m p o elétrico e magnético). A l g u n s e x e m p l o s d e análises q u e p o d e m s e r e x e c u t a d a s e m p r e g a n d o - s e o método d o s e l e m e n t o s finitos: ( N E G R E T T I , 2006)

«

Análise estática linear d e tensões e deformações (edifícios, p o n t e s , t o r r e s , tubulações industriais, c o m p o n e n t e s mecânicos e m g e r a l ) ; Análise dinâmica ( m o d o s d e vibração e freqüências n a t u r a i s ) ; Análise não-linear d e tensões e deformações (conformação, grandes

deformações); « Análise térmica (transmissão d e c a l o r e m r e g i m e p e r m a n e n t e o u t r a n s i e n t e ) ; Análise d e tensões d e v i d o a o c a r r e g a m e n t o térmico (tubulações industriais); • • E s c o a m e n t o d e fluídos (aerodinâmica, hidrodinâmica); Campos elétricos ( c o n d u t o r e s , i s o l a n t e s , eletrodeposição e corrosão) e

magnéticos.

5.4

Nomenclatura O m o d e l o d e elementos finitos é c o m p o s t o por e l e m e n t o s conectados entre

si, p o r nós, f o r m a n d o a m a l h a d e e l e m e n t o s finitos, c o n f o r m e ilustra a F i g u r a 2 0 :

restrição nos nós —i_—

——

•4
elemento Nós Sitxiação Real Modelo Elementos Finitos

F i g u r a 2 0 : M o d e l o d e e l e m e n t o s finitos.

40 N a análise d e tensões e deformações. a i n t e r r o g a n t e será: q u a i s são a s influências e x t e r n a s ? Isto mostrará q u e a s influências e x t e r n a s são a s forças a t u a n t e s n o s nós.G L ' s de rotação ao longo de um eixo coordenado F i g u r a 2 1 : G r a u s d e l i b e r d a d e d e u m nó. A r e s p o s t a d o . 5. Txyz . e defini-la como "domínio". A o s e c o l o c a r u m a proteção imaginária n a " m o l a " . p r i n c i p a l m e n t e e m treliças e v i g a s r e b i t a d a s o u s o l d a d a s . e = Deformação específica. c a d a nó p o s s u i até s e i s g r a u s d e l i b e r d a d e ( G L ) e m relação a o s i s t e m a d e c o o r d e n a d a s c a r t e s i a n a s globais. A e s t r u t u r a real é t r a n s f o r m a d a m a t e m a t i c a m e n t e e m u m a série d e e l e m e n t o s d o t i p o " m o l a " . U m grau d e liberdade é a possibilidade q u e u m nó t e m d e r o t a c i o n a r o u d e s e t r a n s l a d a r e m relação a u m e i x o d e c o o r d e n a d a s . A relação matemática q u e d e s c r e v e força v e r s u s d e s l o c a m e n t o p a r a u m a única m o l a é c o n h e c i d a c o m o a lei d e Hooke: a = E*£ (Equação 5 . c o n f o r m e ilustrado n a F i g u r a 2 1 .5 Formulação Matemática Dividir u m a e s t r u t u r a e m e l e m e n t o s e r a q u a s e n a t u r a l .G L ' s de translação ao longo de um eixo coordenado Rsíyz . E = Módulo d e E l a s t i c i d a d e d e p r i m e i r a o r d e m o u Módulo d e Y o u n g . 1 ) Onde: a = Tensão. N a s análises e s t r u t u r a i s e r a também n a t u r a l o c o n c e i t o d e e l e m e n t o . d e p e n d e n d o d o tipo d e elemento.

5) = K Onde K = C o n s t a n t e d e rigidez d a m o l a . ( N E G R E T T I . 3 ) £• = ——> Deformação (Equação 5 . 2 0 0 6 ) C o m o e x e m p l o d e aplicação d o método e m tensão-deformação será apresentado á analogia d e u m a mola c o m u m a barra carregada axialmente: V ^ v> \ ^\ sN\ ^ K K L Figura 22: Analogia Mola/ Barra.41 s i s t e m a p a r a a força é a deflexão. D a F i g u r a 2 2 e d a resistência d o s m a t e r i a i s vêm: a = — ^ A Tensão (Equação 5 . a s forças. 2 ) cr = E * € Lei de Hooke (Equação 5 . 4 ) Então: F = [ L j (E*Á\ (Equação 5. n e s t e c a s o . a s influências e x t e r n a s . C o n s i d e r e e s t e "domínio" c o m o u m s i s t e m a d e e n t r a d a e saída. o u s e j a . p r o d u z e m a s incógnitas primárias: o s d e s l o c a m e n t o s .

{Kl * X\)-{K2 * x3) F3 = ^ 2 * ( . 6 ) onde: K = matriz d e rigidez d o sistema. Fl = i¡:i*(xl-x2) F2 = [{K\ + K2)* x2] .42 Fl F2 F3 A / W Kl A / W K2 X xl x2 x3 Figura 23: Sistema c o m duas molas S i s t e m a d e equações q u e r e p r e s e n t a a situação d a F i g u r a 2 3 . {X}={k}-'*{f} (Equação 5.7) . A variável primária ( o v e t o r d e s l o c a m e n t o ) é r e s o l v i d a p e l a inversão d a m a t r i z K. = < -Kl F3 0 -Kl KI + K2 -K2 0 -K2 K2 xl x2 x3 (Equação 5 .x 2 + x3) Análise m a t r i c i a l d o s i s t e m a d e equações: 'Fl' K\ < F2.

e a s incógnitas r e s t a n t e s e n c o n t r a d a s p o r substituição i n v e r s a . N o c a s o . u s a n d o u m a d a s equações p a r a e l i m i n a r u m a d a s incógnitas d a s d e m a i s equações. o b t e n d o . {d}. p o i s g e r a l m e n t e e s t e s p r o g r a m a s o f e r e c e m u m a a m p l a b i b l i o t e c a d e e l e m e n t o s finitos p a r a o s q u a i s e l e s p o d e m m o n t a r e r e s o l v e r a m a t r i z d e rigidez. 2006) Em programas comerciais. m o s t r a . e a s s i m s u c e s s i v a m e n t e . s u b s t i t u i . 8 ) S i m b o l i c a m e n t e . a e s t r u t u r a é m o d e l a d a e m p r e g a n d o . a m a i o r i a d o s p r o g r a m a s c o m e r c i a i s u s a o método d e eliminação d e G a u s s . Q u a n d o o s e l e m e n t o s são d e o r d e m s u p e r i o r . E s t e p r o c e s s o d e m o n t a g e m é f a c i l m e n t e e f e t u a d o pelo c o m p u t a d o r . u m a d a s incógnitas é a c h a d a . o u s e j a . 2 0 0 6 ) .s e a incógnita primária. O método d a eliminação d e G a u s s c o n s i s t e e m r e d u z i r u m s i s t e m a c o m c e r t o número d e equações e d e incógnitas a u m s i s t e m a c o m u m a equação e u m a incógnita a m e n o s . P a r a e f e t u a r u m a análise p o r e l e m e n t o s finitos. 2 0 0 6 ) A treliça p e r m i t e d e s l o c a m e n t o s e m d u a s direções (u e v) e m c a d a nó. Isto é. t o d o o s i s t e m a o u a equação p r i n c i p a l é m o n t a d o l e v a n d o e m consideração a formulação matemática d o m e s m o . Porém n a prática. ( N E G R E T T I . 2 0 0 6 ) d}={K]*{F] (Equação 5 .s e e l e m e n t o s d e treliça. A m o n t a g e m é feita p e l a inserção d o e l e m e n t o m a t r i c i a l n a r e s p e c t i v a linha e c o l u n a d a m a t r i z .s e o v a l o r d a incógnita. o p r o b l e m a principal é achar e resolver estas matrizes. a matriz d e rigidez d o modelo é u m a matriz d e 4 x 4 . F i n a l m e n t e a equação p r i n c i p a l é r e s o l v i d a .43 O exemplo d a s molas é u m tanto elementar. 2 0 0 6 ) U m a v e z s e l e c i o n a d o u m e l e m e n t o . ( N E G R E T T I . P a r a e l e m e n t o s s i m p l e s a m a t r i z d e rigidez p o d e s e r escrita p o r m e i o d e expressões analíticas. o v e t o r d e d e s l o c a m e n t o . ( N E G R E T T I . e l a é freqüentemente avaliada numericamente. Neste caso. a m a t r i z d e r i g i d e z também s e t o r n a m a i s c o m p l e x a . ( N E G R E T T I . A estrutura d e u m a ponte é u m e x e m p l o prático m u i t o m a i s i n t e r e s s a n t e .s e isto p e l a inversão d a m a t r i z { K } . ( N E G R E T T I . a solução desta matriz não apresenta d i f i c u l d a d e s a o usuário. P a r a e l e m e n t o s m a i s c o m p l e x o s .

capacidade d e considerar rigidez p o r deformação e d e c o n s i d e r a r g r a d e s deflexões e d e g r a n d e s . e o c o r p o .3 0. T a b e l a 3: P r o p r i e d a d e s Ex [IVIPa] 153000 3500 203400 Ey [IVIPa] 10500 3500 203400 Ez [IVIPa] 10500 3500 203400 Vxy Vyz Vxz Carbono/ epóxi Epóxi Aço carbono 0.3 0. t e n d o d o i s g r a u s d e l i b e r d a d e e m c a d a nó .3 0. causada hiperelasticidade. já q u e o m a t e r i a l e s t u d a d o n e s t a f o i o mesmo dos corpos-de-prova d o presente estudo.3 Gxy [MPa] 6500 E s s a s são a s p r o p r i e d a d e s u s a d a s e m t o d a s a s d u a s m o d e l a g e n s e m e l e m e n t o s finitos.translações n a s direções x e y. 5.d e . a s s i m c o m o o p i n o d e c a r r e g a m e n t o e s u p o r t e s .3 0.3 0.p r o v a e o p i n o d e c a r r e g a m e n t o . E s t e e l e m e n t o finito t e m u m c o m p o r t a m e n t o d e d e s l o c a m e n t o quadrático e é i n d i c a d o p a r a m o d e l a r m a l h a s i r r e g u l a r e s . E s t e e l e m e n t o finito é d e f i n i d o p o r 8 nós.34 0. E s t e e l e m e n t o t e m plasticidade.34 0. O e l e m e n t o p o d e s e r u s a d o c o m o e l e m e n t o finito p l a n o ( e s t a d o p l a n o d e tensões o u e s t a d o p l a n o d e deformações) o u e m e l e m e n t o s finitos axissimétricos. A Tabela 3 lista a s propriedades.6 Propriedades dos IVIateriais A s p r o p r i e d a d e s d o s m a t e r i a i s u s a d a s n a s análises d e tensões f o r a m t i r a d a s d a referência LEITÃO ( 2 0 0 7 ) .p r o v a e o cilindro d e s u p o r t e . fluência.d e .7 Modelo Plano O m o d e l o p l a n o c o n s i d e r a e s t a d o p l a n o d e tensões e r e p r e s e n t a a s 2 2 c a m a d a s e regiões e n t r e c a m a d a s c o m e l e m e n t o s finitos p l a n o s " P L A N E I 8 3 " . U m m a i o r d e t a l h a m e n t o d e s s e s e l e m e n t o s será f e i t o a s e g u i r : P L A N E I 8 3 : É u m e l e m e n t o finito b i d i m e n s i o n a l d e 8 nós.34 0.44 5. F o r a m m o d e l a d o s também o s e l e m e n t o s finitos d e c o n t a t o " T A R G E T 1 6 9 " e " C O N T A I 7 2 " e n t r e o c o r p o .

A F i g u r a 2 5 ilustra o e l e m e n t o finito T A R G E T 1 6 9 e s e u c o r r e s p o n d e n t e C O N T A I 7 2 e s u a s orientações c o n f o r m e o p r o g r a m a ANSYS. além d e q u a d r i c u l a r . p o d e s e r t r i a n g u l a r . O e l e m e n t o finito T A R G E T 1 6 9 p o d e t r a b a l h a r c o m o a l v o d e três o u t r a s opções d e c o n t a t o : C 0 N T A 1 7 1 . O e l e m e n t o . . 2 0 0 6 ) 4 í. a superficie d e contato usou elementos finitos C O N T A 1 7 2 . N o presente estudo. No contato. C O N T A 1 7 2 o u C O N T A 1 7 5 . d e f i n i d o p e l o T A R G E T 1 6 9 .) / • 1 F i g u r a 2 4 : E l e m e n t o finito p l a n o P L A N E I 8 3 T A R G E T 1 6 9 : E s t e e l e m e n t o finito é u s a d o p a r a r e p r e s e n t a r u m a d a s superficies d e contato. existe a superficie d e contato e a superficie a l v o ( T A R G E T 1 6 9 ) . n o q u a l três d o s nós têm a m e s m a localização ( c o m o s e f o s s e u m t o t a l d e 6 nós). O s próprios e l e m e n t o s finitos d e c o n t a t o sobrepõem o s e l e m e n t o s finitos a l v o sólidos. A s u p e r f i c i e a l v o d e c o n t a t o c o m o s e l e m e n t o s f i n i t o s T A R G E T 1 6 9 são d i s c r e t i z a d o s p o r u m c o n j u n t o d e e l e m e n t o s finitos s e g m e n t a d o s q u e e m p a r e l h a m u n s c o m o s o u t r o s d a o u t r a superfície d e c o n t a t o . A F i g u r a 2 4 ilustra o s e l e m e n t o s finitos quadrático e t r i a n g u l a r e o s i s t e m a d e c o o r d e n a d a s q u e o r i e n t a o e l e m e n t o finito n o p r o g r a m a A N S Y S : ( A N S Y S T U T O R I A L . d e s c r e v e n d o o c o n t o r n o d e u m c o r p o d e f o r m a d o e estão p o t e n c i a l m e n t e e m c o n t a t o c o m a superfície a l v o d e c o n t a t o . o u t r o d a d o d e e n t r a d a d o e l e m e n t o é a e s p e s s u r a . Além d o s nós.45 deformações.

SHELL209. tipicamente. Este elemento finito é aplicado a estruturas b i d i m e n s i o n a i s q u e p o s s u e m nó i n t e r m e d i a r i o ( P L A N E 2 .46 Segmento alvo yr Contato superficie-superficie Contato nó-superfície Elemento de contato CONTA175 á Elemento de contato CONTA171 ou CONTA172 F i g u r a 2 5 : E l e m e n t o finito d e c o n t a t o T A R G E 1 6 9 A s u p e r f i c i e a l v o é m o d e l a d a através d e u m c o n j u n t o d e s e g m e n t o s . 2006) Determinando-se qual a superficie alvo d o contato e qual a superficie d e c o n t a t o . PLANE230 o u M A T R I X 5 0 ) . é possível m o d e l a r u m a s u p e r f i c i e r e s p e c t i v a m e n t e deformável e u m a rígida. o e l e m e n t o finito T A R G E 1 6 9 c o r r e s p o n d e à região d e c o n t a t o d o c o r p o . 2006) C O N T A 1 7 2 : E s s e e l e m e n t o finito é u s a d o p a r a r e p r e s e n t a r c o n t a t o e n t r e superficies bidimensionais.p r o v a d e f i b r a d e c a r b o n o . PLANE82. VISC088. ( A N S Y S T U T O R I A L . PLANE223. PLANE35. P L A N E I 8 3 . P L A N E 2 1 . VOSCO108.d e . (ANSYS TUTORIAL.a l v o que se ligam. N o m o d e l o d o p r e s e n t e e s t u d o . c o m os segmentos-contato d a superficie d e contato. O c o n t a t o o c o r r e q u a n d o o e l e m e n t o finito C O N T A I 7 2 penetra em um dos elementos finitos de contato alvo (TARGE169) c o r r e s p o n d e n t e s . T e m a s m e s m a s características d a f a c e d o e l e m e n t o finito sólido a q u e está c o n e c t a d o . A F i g u r a 2 6 ilustra o e l e m e n t o finito C O N T A I 7 2 e o s i s t e m a d e c o o r d e n a d a s q u e o r i e n t a o e l e m e n t o finito n o p r o g r a m a A N S Y S : .

então. p o i s a p a r t e inferior d e s t e c i l i n d r o não t r a b a l h a . d e 2 1 7 8 N. C o m o o m o d e l o é simétrico. O cilindro d e s u p o r t e f o i m o d e l a d o c o m a p e n a s 14 d a s u a g e o m e t r i a . O s cilindros d e c a r g a e s u p o r t e f o r a m m o d e l a d o s c o m a s p r o p r i e d a d e s d o aço c a r b o n o . D e s t a m a n e i r a . A análise é estática e linear. A partir d e observação p o r microscópio óptico. o u s e j a . A e x t r e m i d a d e d o cilindro d e s u p o r t e r e c e b e u a condição d e c o n t o r n o d e a p o i o . A Figura 2 7 ilustra o modelo de elementos finitos. a p r o v e i t a n d o o p l a n o d e s i m e t r i a y z . e s t i m a . a força a p l i c a d a d e v e s e r ! 4 d a força t o t a l e a s condições d e c o n t o r n o a p l i c a d a s d e v e m s e r a q u e l a s d e s i m e t r i a .47 Superfície alvo associada Normal do contato Elemento de contato Superfície do Elemento Sólido F i g u r a 2 6 : E l e m e n t o finito d e c o n t a t o C O N T A I 7 2 O m o d e l o p l a n o r e p r e s e n t a 14 d a g e o m e t r i a . não afeta o r e s u l t a d o . A c a r g a d e r u p t u r a d o t e s t e . a c o r l a r a n j a r e p r e s e n t a o compósito . f o i a p l i c a d a n a superfície s u p e r i o r d o cilindro d e c a r g a . f o i restrito o m o v i m e n t o vertical (direção y ) d o s nós d e s t a região. e s s a c a r g a é d e 1 0 8 9 N . C a d a u m a d a s 2 2 c a m a d a s i n t e r l a m i n a r e s f o i m o d e l a d a c o m 1 1 / 1 2 d a e s p e s s u r a c o m a s p r o p r i e d a d e s d o compósito d e f i b r a d e carbono unidirecional/ epóxi. e 1/12 d a e s p e s s u r a foi modelada com as p r o p r i e d a d e s d a m a t r i z polimérica ( p r o p r i e d a d e s d o epóxi). o u s e j a .s e q u e 1/12 d a e s p e s s u r a d e c a d a c a m a d a c o r r e s p o n d a à f i n a c a m a d a d e m a t r i z polimérica e x i s t e n t e n a região i n t e r l a m i n a r . A cor amarela corresponde a o epóxi p u r o (fina c a m a d a i n t e r l a m i n a r ) . utilizando u m a simbologia de cores especificada na Tabela 4 .

3 APR Figura 27: Modelo plano T a b e l a 4 : Definição d e c o r e s d o m o d e l o p l a n o Cor Cor-de-laranja Amarela Azul Definição E l e m e n t o s finitos p l a n o s q u e r e p r e s e n t a m a s c a m a d a s c a r b o n o / epóxi E l e m e n t o s finitos p l a n o s q u e r e p r e s e n t a m a s c a m a d a s d e m a t r i z polimérica p u r a (epóxi p u r o ) E l e m e n t o s finitos p l a n o s q u e r e p r e s e n t a m c o m p o n e n t e s d e aço c a r b o n o Condições d e c o n t o r n o : restrição e m y n o cilindro d e s u p o r t e e restrição e m x n o p l a n o d e s i m e t r i a d o modelo. A f i g u r a também m o s t r a o v a l o r e local d e aplicação d a c a r g a e a s condições d e c o n t o r n o . C y a n (verde-água) . AN ELEMH n ITS MAT F NUM 15 2007 22:44:31 PLOT N D .48 c a r b o n o / epóxi e a c o r a z u l r e p r e s e n t a o aço c a r b o n o .

Isso significa q u e várias malhas c o m diferentes t a m a n h o s d e e l e m e n t o s f o r a m t e s t a d a s p a r a a adequação d a m a l h a .l a r a n j a ( c a r b o n o / epóxi). não é válido d e v i d o a o u s o d e d i f e r e n t e s m a t e r i a i s n a análise. O e r r o estrutural calculado pelo programa. U m a d a s m a n e i r a s d e avaliação d a adequação d a m a l h a é a comparação e n t r e o s r e s u l t a d o s n o d a i s .49 N a F i g u r a 2 8 é possível d i s t i n g u i r a s c a m a d a s a m a r e l a s (epóxi p u r o ) d a s c a m a d a s c o r . q u e . e m b o r a mostrasse melhora c o m o a u m e n t o d o número d e e l e m e n t o s . e o s resultados nos elementos. q u e c o r r e s p o n d e m às médias d a s tensões d o s elementos vizinhos e m cada nó. ELEMENTS MAT NUM F i g u r a 2 8 : P i o t a g e m p a r a m e l h o r visualização d a s c a m a d a s d e epóxi p u r o e d a s c a m a d a s d e fibra d e c a r b o n o + epóxi A geração d a m a l h a d e e l e m e n t o s p a r a e s t e m o d e l o p a s s o u p o r u m a análise d e s e n s i b i l i d a d e .d e .

C o m o a malha c o m sete elementos a o longo d a espessura d a s c a m a d a s interlaminares deixou o modelo desnecessariamente grande. c o n f o r m e m o s t r a a F i g u r a 2 9 . Já a s c a m a d a s de fibra/ matriz (cor-de-laranja) foram divididas. a p r i m e i r a c o m u m e l e m e n t o a o l o n g o da espessura d a s c a m a d a s interlaminares. a segunda c o m dois elementos a o longo d a espessura d a s c a m a d a s interlaminares e a terceira c o m sete elementos a o l o n g o d a e s p e s s u r a d a s c a m a d a s i n t e r l a m i n a r e s . c o n t e n d o 2 6 8 8 4 nós e 8 7 9 9 e l e m e n t o s finitos. tipicamente.7%. . 9 % . A s c a m a d a s d e m a t r i z polimérica p u r a ( a m a r e l a ) f o r a m d i v i d i a s e m d u a s c a m a d a s d e e l e m e n t o s f i n i t o s e m s u a s e s p e s s u r a s . C o m p a r a n d o três d i f e r e n t e s m a l h a s . e m 5 c a m a d a s d e elementos finitos e m suas espessuras.50 c o r r e s p o n d e m às tensões n o c e n t r o i d e d e c a d a e l e m e n t o . E s t a f o i a f o r m a utilizada para calcular o erro estrutural.s e p o u c a variação d o s resultados. A m a l h a g e r a d a n o pré-processamento d a análise p a r a e l e m e n t o finito p l a n o f o i b a s t a n t e r e f i n a d a . n o t o u . c o m dois elementos a o longo d a espessura foi aquele selecionado. A malha c o m u m elemento ao longo d a espessura das camadas i n t e r l a m i n a r e s a p r e s e n t o u u m e r r o máximo d e 2 . a segunda malha. a c o m d o i s e l e m e n t o s . 1. 7 % e a c o m sete elementos. 2 .

d e . m u i t o sutis.l a r a n j a . c o r r e s p o n d e à superfície d e c o n t a t o d o corpo-de-prova. n a F i g u r a 3 0 p o r l i n h a s c o r .51 AN ELEMEOTS MAT NUM 2 2007 20:11:28 PLOT m. o u s e j a . . É i m p o r t a n t e l e m b r a r q u e o c o n t a t o e n t r e o c o r p o . a superfície d e f o r m a n t e ( T A R G E 1 6 9 ) . n a s superfícies d e c o n t a t o d o c o r p o . 1 NOV F i g u r a 2 9 : IVlalha d e e l e m e n t o s f i n i t o s A s regiões d e c o n t a t o e n t r e o c o r p o .p r o v a e o s c i l i n d r o s são m u i t o i m p o r t a n t e s já q u e n e s t a s regiões o c o r r e u m a alta variação d o g r a d i e n t e d e tensões. Os elementos finitos C O N T A I 72 e TARGE169 são r e p r e s e n t a d o s . Conseqüentemente.p r o v a e d o cilindro d e s u p o r t e .p r o v a e o s c i l i n d r o s d e s u p o r t e e c a r r e g a m e n t o f o i r e p r e s e n t a d o p o r e l e m e n t o s finitos d e contato C O N T A I 72 e T A R G E 1 6 9 . onde a superfície c o n t a t o ( C O N T A I 72) c o r r e s p o n d e à superfície d e c o n t a t o d o c i l i n d r o e a superfície a l v o .d e . A F i g u r a 3 0 ilustra a m a l h a d e e l e m e n t o s finitos u t i l i z a d a na região d o s u p o r t e . e s s a s regiões t i v e r a m s u a s m a l h a s d e e l e m e n t o s f i n i t o s m a i s r e f i n a d a s .d e .d e .

A s equações p a r a a área d e c o n t a t o .52 F i g u r a 3 0 . M a l h a d e e l e m e n t o s finitos n a região d o s u p o r t e O e s t u d o d e c o n t a t o e n t r e geometrías. ( N O R T O N .d e p r o v a f o i r e f i n a d a . tensões e deformações d e c o n t a t o s cilíndricos é r e l a t i v a m e n t e c o m p l e x o . n a q u a l . 1998) A região d e c o n t a t o e n t r e o cilindro d e c a r g a e a superfície d o c o r p o . distribuição d e pressão.s e e m 2 0 e l e m e n t o s finitos u m a l a r g u r a c a l c u l a d a pela t e o n a d e H e r t z c o m o a l a r g u r a d e c o n t a t o ( N O R T O N . distribuição d e pressão e tensões d e c o n t a t o entre dois corpos c o m carga estática f o i originalmente derivada por Hertz e m 1 8 8 1 . deformação. d i v i d i u . 1 9 9 8 ) : (Equação 5 . Derivações d e equações d e s t e s c a s o s estão e n t r e o s e x e m p l o s m a i s c o m p l e x o s d a t e o r i a d a e l a s t i c i d a d e . 9 ) a = \7r B L .

A F i g u r a 3 1 ilustra a m a l h a r e f i n a d a n e s t a região d e c o n t a t o .p r o v a . l a r g u r a d o c o r p o . e m N L = 6. e m m m 2 R C o m o o m o d e l o é simétrico. F i g u r a 3 1 : M a l h a r e f i n a d a n a região d o c o n t a t o . a l a r g u r a d e c o n t a t o n o m o d e l o será d e a / 2 . — . 1 2 m m .53 Onde: mi = (1 -vi^)/ E l . e m m^/N ( c o n s t a n t e d o m a t e r i a l d o c i l i n d r o d e a p o i o ) Onde: El =10500 M P a vi = 0.d e .p r o v a ) m2 = ( 1 . 0 .d e . e m m^/N ( c o n s t a n t e d o m a t e r i a l d o c o r p o . o n d e R e o raio d o c i l i n d r o d e c a r g a .V 2 ^ ) / E 2 . carga d e falha.3 E2 = 2 0 3 4 0 0 M P a V2=0. o u s e j a .5.3 F = 2178 N. e m m m 5 = ..

n a s superfícies d e c o n t a t o d o c o r p o . q u e o e l e m e n t o P L A N E I 8 3 t e m 8 nós e u m g r a u a m a i s n a formulação (parabólica). b e e s p e s s u r a 2 . o eixo Y é paralelo á largura 2. A superfície d e c o n t a t o d o c o r p o . O s e l e m e n t o s finitos C O N T A I 7 2 e T A R G E 1 6 9 são r e p r e s e n t a d o s . 5. E s s e s e l e m e n t o s m u i t o rígidos. e n q u a n t o a superfície d e c o n t a t o d o cilindro d e c a r r e g a m e n t o . Conseqüentemente. l a r g u r a 2 .54 N a F i g u r a 3 1 s e n o t a q u e a região d e c o n t a t o a p r e s e n t a a l g u n s e l e m e n t o s m u i t o rígidos n a transição d a m a l h a m a i s r e f i n a d a p a r a a m a l h a m a i s g r o s s e i r a . a . a ilustra o s i s t e m a d e c o o r d e n a d a s t i p i c a m e n t e u s a d o e m u m l a m i n a d o m u l t i c a m a d a s d e c o m p r i m e n t o L.8 Resultados para o Modelo Plano A F i g u r a 3 1 . n a F i g u r a 3 0 p o r l i n h a s c o r .d e . N o e n t a n t o . r e f e r e n c i a d a s n o s r e s u l t a d o s d a análise d e tensões p o r Sxy.p r o v a f o i r e p r e s e n t a d a p o r e l e m e n t o s finitos a l v o d e c o n t a t o T A R G E 1 6 9 . H d o l a m i n a d o .b d o laminado e o eixo Z é paralelo à espessura 2 . A o r i g e m do sistema d e coordenadas localiza-se n o centro d o laminado. p a r a l e l o a o c o m p r i m e n t o L representado Figura 3 2 . s e r i a m inaceitáveis p a r a e l e m e n t o s l i n e a r e s .b. q u e c a u s a m distorção n o s r e s u l t a d o s . então é b e m provável q u e a tensão concentrada n a região d e c o n t a t o c a u s a a p e n a s u m a falha extremamente l o c a l i z a d a e p e q u e n a q u e não l e v a a f a l h a g l o b a l d o l a m i n a d o . p o r e l e m e n t o s finitos d e c o n t a t o C O N T A I 7 2 . permitindo resultados s e m erro m e s m o c o m malhas mais irregulares. m u i t o sutis. conforme ilustram as Figuras 31. H .a e 31. A orientação d a s tensões e d e s l o c a m e n t o s d e u m l a m i n a d o p o d e s e r c o m p r e e n d i d a a partir d o d i a g r a m a d e c o r p o livre a p r e s e n t a d o n a F i g u r a 3 2 . C o m o pelo ensaio d e ILSS observou-se q u e a falha s e deu e m u m a d a s c a m a d a s centrais d o l a m i n a d o e não n a s c a m a d a s s u p e r f i c i a i s .d e l a r a n j a . S e c o m p a r a d o a o d i a g r a m a d o c o r p o livre . . é i m p o r t a n t e l e m b r a r . c . o p l a n o x y d o m o d e l o p l a n o d e e l e m e n t o s finitos d o p r e s e n t e e s t u d o c o r r e s p o n d e a o p i a n o x z . O eixo X é paralelo a o comprimento L d o laminado. a s tensões cisalhantes de i n t e r e s s e serão a s xxy. N a F i g u r a 3 1 também estão r e p r e s e n t a d o s o s e l e m e n t o s finitos d e c o n t a t o .p r o v a e d o cilindro d e suporte.d e .

e x i s t e u m a deflexão d e 0 . o n d e a força é a p l i c a d a . d e s l o c a m e n t o s .d e . forças d e reação. t e r m o o r i g i n a d o d a p a l a v r a e m inglês p/of. d a s condições d e c o n t o r n o . A visualização d e s s e s c o m a n d o s . D o r a v a n t e . c o m o tensões r e s u l t a n t e s . (b) Seção t r a n s v e r s a l d o l a m i n a d o e . P r i m e i r a m e n t e . e n t r e o u t r o s . c o m o a visualização d a g e o m e t r i a d o m o d e l o .p r o v a .s e q u e a região c e n t r a l d o c o r p o . Já n a f a s e d e pós-processamento. é t i p i c a m e n t e d e n o m i n a d a p o r usuários d e p r o g r a m a s d e análise p o r e l e m e n t o s finitos d e " p i o t a g e m " . é possível g e r a l p l o t a g e n s d o s r e s u l t a d o s d a análise. A F i g u r a 3 3 mostra os r e s u l t a d o s . o t e r m o " p i o t a g e m " será utilizado p a r a referir-se a e s s e s gráficos. e m f o r m a gráfica. 1 9 m m v e r t i c a l m e n t e p a r a b a i x o . e n q u a n t o . N o t a . (c) D i a g r a m a d e c o r p o livre d o l a m i n a d o O p r o g r a m a A N S Y S t e m u m a i n t e r f a c e gráfica n a q u a l é possível v i s u a l i z a r d i f e r e n t e s c o m a n d o s e n t r a d o s p e l o usuário. d a m a l h a d e e l e m e n t o s . f o i t i r a d a a p i o t a g e m c o m o s d e s l o c a m e n t o s verticais ( n a direção y d o m o d e l o p l a n o d e e l e m e n t o s finitos). E x i s t e m p l o t a g e n s disponíveis a p e n a s n a f a s e d e pré-processamento.55 F i g u r a 3 2 : ( a ) S i s t e m a d e c o o r d e n a d a s d o l a m i n a d o . e n t r e o u t r o s .

188724 -. m a s é difícil v i s u a l i z a r a variação e a s tensões e deformações média e d e flexão. 7 .56 q u e .019417 . 0 2 8 9 5 7 AN MOV 2 2007 20:26:14 PLOT NO.00477 .p r o v a .091977 -. f o r a m t i r a d a s a s p l o t a g e n s c o m a s tensões d e c i s a l h a m e n t o S x y . conforme mostra a Figura 3 4 .164537 -. o usuário d o p r o g r a m a p o d e s e l e c i o n a r u m " c a m i n h o " d e nós n o m o d e l o n o q u a l o p r o g r a m a A N S Y S f o r n e c e u m gráfico q u e r e p r e s e n t a .d e .116164 . e m e l e m e n t o s finitos sólidos.028957 Figura 33: D e s l o c a m e n t o s e m y E m s e g u i d a . f o r a m f e i t a s linearizações d e tensões e m d i f e r e n t e s seções d o m o d e l o a o l o n g o d a e s p e s s u r a e a o longo do comprimento.14035 -. NCDñL SOLUTICN STEI^L SÜB =10 TIME=1089 UY T3P RSYS=0 DMX = .p r o v a . é possível v i s u a l i z a r a distribuição d e tensões e d e deformações. c o m o efeito d a flexão d o c o r p o . n a s e x t r e m i d a d e s d o c o r p o . há u m a p e q u e n a deflexão p a r a c i m a d e 0 .043604 -. Isso p o r q u e . Através da linearização d e tensões. 1 8 8 7 2 4 SMX = . A linearização d e tensões é o n o m e d a d o a u m a f e r r a m e n t a b a s t a n t e útil d o p r o g r a m a A N S Y S d e e l e m e n t o s finitos p a r a visualização d o s r e s u l t a d o s n o d a i s d e m o d e l o s q u e u s a m e l e m e n t o s finitos sólidos. P a r a u m a m e l h o r visualização d e s s a s tensões d e c i s a l h a m e n t o . 0 2 9 m m .d e . 1 8 8 7 2 4 Sm = .06779 -..

é importante notar q u e a s seções s e l e c i o n a d a s . três c u r v a s d e tensões o u deformação são i l u s t r a d a s a o l o n g o d o " c a m i n h o " . D e s t a m a n e i r a . p a r a m e l h o r ilustrar a distribuição d a tensão c i s a l h a n t e n a direção l o n g i t u d i n a l d o c o r p o . d e n o m i n a d a s d e T R A N S V 1 . . A c u r v a v e r m e l h a r e p r e s e n t a a s tensões totais a o l o n g o d o " c a m i n h o " s e l e c i o n a d o . A linearização a o l o n g o d o c o m p r i m e n t o . Na presente análise p o r e l e m e n t o s finitos planos. o u s e j a .57 o s v a l o r e s d e tensão o u d e deformação e m função d a distância a o l o n g o d e s t e " c a m i n h o " . N o gráfico f o r n e c i d o p e l a linearização d e tensões.p r o v a . o s v a l o r e s d e tensão o u d e deformação n a q u e l a seção s e l e c i o n a d a f i c a m c l a r a m e n t e i l u s t r a d o s n o gráfico. d e m a t r i z polimérica. q u e c o r r e s p o n d e m a o s p o n t o s d e c o n t a t o e n t r e o c o r p o . d e tensões e x t r e m a m e n t e c o n c e n t r a d a s .d e .d e . r e p r e s e n t a d a s p e l a c u r v a v e r m e l h a n o s gráficos a d i a n t e . d e n o m i n a d a L O N G M I D f o i feita j u s t a m e n t e n a c a m a d a d o m e i o . T R A N S V 2 e B O R D A estão d i s t a n t e s d a s regiões d e perturbação. N a s linearizações através d a espessura. a c u r v a a z u l r e p r e s e n t a a tensão média a o l o n g o d o " c a m i n h o " e a c u r v a r o x a r e p r e s e n t a a s tensões média m a i s flexão a o l o n g o d o "caminho". a s tensões r e s u l t a n t e s d e i n t e r e s s e são àquelas d e c i s a l h a m e n t o t o t a l .p r o v a e o s cilindros d e carga e suporte.

s e a o l o n g o d o c o m p r i m e n t o . d e t e r m i n o u . . A distribuição d a s tensões d e c i s a l h a m e n t o e m t o d o o m o d e l o é m o s t r a d a adiante na Figura 3 5 . A partir d e s s e d a d o (I = 4 .d e .p r o v a n a q u a i a tensão c i s a l h a n t e é máxima. 2 OCT IÁW3MID 1 TRANS v\ BGRDA F i g u r a 3 4 : C a m i n l i o s d a s linearizações d e tensões A partir d o gráfico d e distribuição d e tensões c i s a l t i a n t e s d o c a m i n h o " L O N G M I D " .58 ELEMENTS MftT NUM AN 8 2007 15:08:34 PLOT I\iO. 0 5 m m ) foi s e l e c i o n a d a a seção " T R A N S \ / 2 " p a r a s e r feita linearização. q u a l a seção t r a n s v e r s a l n o c o r p o .

STEP=1 SUB =10 TIMEH1089 SXY (AVG) RSYS=0 DMX = . N o t a .59 NCDAL soimia. e o símbolo M N c o r r e s p o n d e a o p o n t o d e tensão d e c i s a l h a m e n t o mínima. C o m o e s s a s tensões são e x t r e m a m e n t e altas. q u e p r e j u d i c a m a visualização d a distribuição d e tensões d e c i s a l h a m e n t o a o l o n g o d a e s p e s s u r a d o c o r p o . não é possível v e r i f i c a r a f a i x a d e variação d e tensões n a região f o r a da perturbação. as camadas superiores e i n f e r i o r e s d o m o d e l o f o r a m excluídas n a p i o t a g e m d a distribuição d e tensões d e cisalhamento. o símbolo M X corresponde ao ponto d e tensão d e c i s a l h a m e n t o máxima.289 387.2 4 0 . P a r a contornar esse problema. c h e g a n d o a 2 5 8 3 M P a n o p o n t o d e aplicação d a c a r g a d e compressão.475 73. resultando na seguinte piotagem da Figura 3 6 : .817 1015 1328 1642 1955 2270 2583 F i g u r a 3 5 : Distribuição d a tensão d e c i s a l t i a m e n t o . e m M P a Na Figura 3 5 .d e . 4 7 5 SMX =2583 ^ ^^^^ 20:23:36 PLOT ND. 1 8 8 7 2 4 Sm = .s e pela F i g u r a 3 5 q u e a s regiões d o cilindro d e a p o i o e o p o n t o d e aplicação da carga apresentam tensões de cisalhamento extremamente c o n c e n t r a d a s .p r o v a .053 700. 3 -240.

A F i g u r a 3 7 m o s t r a a s tensões d e c i s a l h a m e n t o através d a e s p e s s u r a n o s elementos finitos que representam a s regiões d a s 1 5 c a m a d a s centrais .207 65.247 -10. 4 8 AN 2 2007 20:22:53 PLOT NO.p r o v a .d e .156 4.338 SMX = 9 5 .4 0 . em MPa N a F i g u r a 3 6 a visualização d a distribuição d e tensões d e c i s a l h a m e n t o a o l o n g o d a e s p e s s u r a fica b e m m a i s c l a r a . e s t a s l o c a l i z a d a s n a região d e aplicação d a força e o a p o i o d o c o r p o . D o r a v a n t e .025 35. a s tensões r e s u l t a n t e s serão e x i b i d a s a p e n a s p a r a a s 1 5 c a m a d a s c e n t r a i s d o c o r p o .d e . 2 NOV X -40.48 F i g u r a 3 6 : Distribuição d a tensão d e c i s a l h a m e n t o n a s 1 5 c a m a d a s c e n t r a i s .935 20.298 80. 5 M P a n o p o n t o d e aplicação d a c a r g a e u m a tensão d e .60 NCDñL SOLUTIOSI STEE ^l SÜB =10 TIME=1089 SXY (AVG) RSYS=0 DMX = .338 -25. 3 M P a . u m a v e z q u e a s c a m a d a s e m c o n t a t o c o m o s c i l i n d r o s são e l i m i n a d a s d a p i o t a g e m .s e u m a tensão d e c i s a l h a m e n t o máxima d e 9 5 . A diferença d e sinais significa que o s cisalhamentos nessas camadas ocorrem e m sentidos opostos.p r o v a p o r s e r u m a região livre d e perturbações.116 50.389 95. 1 8 8 7 2 4 sm =-40. N o t a .

TIME^1089 SXY (AVG) RSYS=0 DMX =.247 -10.935 20. e m M P a (apenas a s 15 c a m a d a s centrais d o corpo-de-prova) A F i g u r a 3 8 m o s t r a a s tensões d e c i s a l h a m e n t o através d a e s p e s s u r a n o s elementos finitos que representam a s regiões d a s 1 5 c a m a d a s centrais c o m p o s t a s d e m a t r i z polimérica a p e n a s .338 SMX =35.48 — 1 ^ -40. N o t a . 5 IVIPa) o c o r r e j u s t a m e n t e e m u m a d a s regiões c o m p o s t a s d e fibra + m a t r i z .s e q u e a tensão máxima ( 9 5 .7 M P a .207 65.389 95.i U ^ 2 2007 20:24:31 4 PLOT NO.025 35.298 80.156 4.61 c o m p o s t a s d e fibra d e c a r b o n o + m a t r i z .188724 SMN =-40. .48 F i g u r a 3 7 : Tensões d e c i s a l h a m e n t o n o s e l e m e n t o s finitos c o m p o s t o s d e fibra d e carbono + matriz.116 50.338 -25. A tensão d e c i s a l h a m e n t o máxima encontrada é d e 80. AN NCDfíL SOUJTia\I qTvp-1 qm^in bUti .

62

N œ A L SOLÜTICN _ , STT^E^l SUB = 1 0 TIM&=1089 SXY (AVG) RSYS=0 DMX = . 1 8 8 7 2 4 SMSI = - 2 5 . 6 7 3 SMX = 8 0 . 6 8 8

AN
2 2007 20:24:55 PI j OT no . 5 NOV

m.

-25.673 -13.855

-2.037 9.781

21.599 33.417

45.234 57 . 0 5 2

68.87 80.688

F i g u r a 3 8 : Tensões d e cisalliannento n o s e l e m e n t o s finitos c o m p o s t o s d e m a t r i z pura, e m M P a (apenas a s 15 c a m a d a s centrais d o corpo-de-prova)

C o n f o r m e i l u s t r a d o n a F i g u r a 3 4 , a l g u m a s seções a o l o n g o d o m o d e l o foram selecionadas p a r a q u e f o s s e m f e i t a s linearizações d e tensões. Para

e s t u d a r a distribuição d e tensão d e c i s a l h a m e n t o a o l o n g o d o c o m p r i m e n t o , f o i feita a linearização p e l o c a m i n h o " L O N G M I D " , m o s t r a d o n a F i g u r a 3 9 .

63

AN
PŒTl STEf^l SUB =10 T1ME=1089 SECTICN PLOT NCD1=323 1MCD2=336
SXY 69.614 62.039

OCT 31 2007 12:44:53 PLOT NO. 1

STRESS GKBAL BîM)
'm

m
0)

4-1
C (0 to O g

-6.118 2.7 1.35 4.05 5.4 6.75 8.1 9.45 12.15 13.5

Distancia

(mm)

F i g u r a 3 9 : tensões c i s a l l i a n t e s n a seção "LONGIVIID"

Nota-se

que a

curva

de

tensão

cisalhante

total

não

apresenta

d e s c o n t i n u i d a d e s n a s s u a s d i f e r e n t e s inclinações, o q u e s i g n i f i c a q u e a m a l h a e s c o l h i d a foi a d e q u a d a p a r a c a p t a r a variação d e tensões c o r r e t a m e n t e . E s s a característica r e p e t e - s e n o s próximos d o i s gráficos. A p e n a s não o c o r r e n a

linearização d a " B O R D A " p o r s e r u m a região d e g r a n d e variação d e tensões, o q u e já e r a e s p e r a d o .

A tensão c i s a l h a n t e x y máxima n a c a m a d a i n t e r l a m i n a r média d o c o r p o - d e prova é d e 69,6 MPa.

A partir d e s t e gráfico d e linearização d e tensões n o c o m p r i m e n t o e a partir d a p i o t a g e m d a F i g u r a 3 6 , n o t a - s e q u e o c a m p o d e tensão c i s a l h a n t e máxima e n c o n t r a - s e e n t r e a aplicação d a força e o a p o i o . J u s t a m e n t e p o r e s t e m o t i v o , f o r a m s e l e c i o n a d a s a s seções " T R A N S V 1 " e " T R A N S V 2 " p a r a s e r e m a n a l i s a d a s c o m m a i s atenção q u a n t o às tensões d e c i s a l h a m e n t o .

64

A seção " T R A N S V 1 " está a u m a distância l i o r i z o n t a l d e 2 , 3 m m d o c e n t r o d o c o r p o - d e - p r o v a , e a seção " T R A N V 2 " está a u m a distância h o r i z o n t a l d e 4 , 7 m m do centro do corpo-de-prova.

A seção " B O R D A " foi s e l e c i o n a d a c o m o c a m i n h o d e linearização d e tensões, a p e s a r d e a p r e s e n t a r tensões c i s a l h a n t e s m u i t o b a i x a s , p o r q u e d e p o i s d e feito o t e s t e I L S S , a s e x t r e m i d a d e s d o c o r p o - d e - p r o v a são j u s t a m e n t e a s regiões e m q u e o c o r r e a delaminação e n t r e c a m a d a s , c o n f o r m e n o t a - s e n a F i g u r a 40 .

F i g u r a 4 0 : c o r p o - d e - p r o v a após f a l h a p o r I L S S (foto m a c r o )

A F i g u r a 4 1 m o s t r a a a b e r t u r a d a s t r i n c a s n o c o r p o - d e - p r o v a após a f a l h a por ILSS c o m u m a u m e n t o d e 4 0 vezes.

o n d e z e r o é a f a c e inferior d o c o r p o .141 3.349 1.443 2.094 2. e m M P a .047 1.d e . POSTl STEP=1 S U B =10 TIME=1089 SECTICN PLOT NCD1=19454 Nœ2=21340 SXY STRESS GLCBñL M E M + B E I O '(5 TTTTAI. a c u r v a " M E M B + B E N D " é r e t a . I AN OCT 31 2007 12:45:01 PLOT NO. e a .745 2.p r o v a . A curva " M E M B R A N E " c o r r e s p o n d e à tensão d e c i s a l h a m e n t o média n a seção.d e .792 3. O eixo y c o r r e s p o n d e a tensão a o v a l o r d a s tensões c i s a l h a n t e s . através d a e s p e s s u r a . e a c u r v a " M E M + B E N D " c o r r e s p o n d e à tensão d e c i s a l h a m e n t o média s o m a d a á tensão d e c i s a l h a m e n t o d e flexão. " T R A N S V 2 " e " b o r d a " são i l u s t r a d o s n a F i g u r a 4 2 e F i g u r a 43. 2 H (tí VI Q ) O Cf) Q ) 1.487 D i s t a n c i a (mm) F i g u r a 4 2 : tensões c i s a l h a n t e s n a seção " T R A N S V V N o gráfico d a F i g u r a 4 1 .p r o v a após f a l h a p o r I L S S ( a u m e n t o 4 0 x ) A distribuição d e tensões d e c i s a l h a m e n t o a o l o n g o d a e s p e s s u r a p e l o s c a m i n h o s " T R A N S V 1 " . o e i x o x c o r r e s p o n d e à distância.65 F i g u r a 4 1 : c o r p o . D e s t a m a n e i r a . a c u r v a " M E M B R A N E " é reta é c o n s t a n t e .396 . A c u r v a " T O T A L " é c i s a l h a n t e p r o p r i a m e n t e dita.

o e i x o x c o r r e s p o n d e à distância.745 2.443 2. 3 STRESS GKBñL MEM+BEíC) 'm UïTAL %i m QJ ü H 1. N a seção " T R A N S V 2 " .616 OCT 31 2007 12:45:07 PLOT I\fO. e a c u n / a " T O T A L " c o r r e s p o n d e à tensão d e c i s a l h a m e n t o t o t a l .d e .p r o v a .396 .349 1. a curva "MEM+BEND" corresponde à tensão de c i s a l h a m e n t o média s o m a d a à tensão d e c i s a l h a m e n t o d e flexão. o n d e z e r o é a f a c e inferior d o c o r p o . 3 M P a .792 3. 2 M P a . e m M P a . p o d e t e r u m f o r m a t o q u a l q u e r p o r incluir t o d o s o s e f e i t o s mecânicos e geométricos.141 3.66 c u r v a " T O T A L " . a tensão d e c i s a l h a m e n t o máxima e n c o n t r a d a f o i d e 6 4 . A c u r v a " T O T A L " é a q u e l a d e i n t e r e s s e a o e s t u d o . . AN PŒT1 STEE^l SUB =10 T1ME=1089 SECTIŒ PLOT NCD1=19470 raD2=21356 SXY 66. através d a e s p e s s u r a . N a seção " T R A N S V 1 " . O e i x o y c o r r e s p o n d e a o v a l o r d a s tensões c i s a l h a n t e s .487 Distancia (mn) F i g u r a 4 3 : tensões c i s a l h a n t e s n a seção " T R A N S V 2 " N o gráfico a c i m a .094 2. a tensão d e c i s a l h a m e n t o máxima e n c o n t r a d a f o i d e 6 6 .243 59.047 1. A c u r v a " M E M B R A N E " c o r r e s p o n d e à tensão d e cisalhamento média.

141 3.487 Distancia (mm) F i g u r a 4 4 : tensões c i s a i l l a n t e s n a seção " B O R D A " Apesar de apresentarem v a l o r e s máximos d e tensão c i s a l h a n t e b e m próximos d o v a l o r d o t e s t e d e 7 2 M P a . 4 •RirrAL ^ 4-) ta Q) O g E-I -. N o e n t a n t o . É i n t e r e s s a n t e n o t a r n a F i g u r a 4 4 q u e o número d e p i c o s n o gráfico é o m e s m o número d e c a m a d a s d o c o r p o . e o s v a l e s . A linearização d a seção "BORDA" ilustra muito b e m o efeito da delaminação.745 2. c o n f o r m e m o s t r a a F i g u r a 4 4 .443 2.d e .p r o v a .p r o v a ( 2 2 c a m a d a s ) .792 3.396 1. J u s t a m e n t e p o r a p r e s e n t a r g r a n d e s deformações. . às tensões n a s c a m a d a s i n t e r l a m i n a r e s d e m a t r i z polimérica. e s s a seção a p r e s e n t a tensões c i s a l h a n t e s b a i x a s . O s p i c o s c o r r e s p o n d e m às tensões n a s c a m a d a s c a r b o n o / epóxi. a diferença e n t r e a s tensões n a s regiões c o m f i b r a e n a s regiões c o m m a t r i z p u r a é b e m c l a r a .193 . p o u c o s e n o t a a diferença n a s tensões c i s a l h a n t e s n a s regiões e n t r e c a m a d a s (epóxi p u r o ) n o s gráficos d e linearização d e tensões c i s a l h a n t e s x y n a F i g u r a 4 2 e F i g u r a 4 3 .349 1. n a linearização d a b o r d a d o c o r p o .047 1.698 .d e .67 POSTl STEP=1 SÜB =10 T1ME^1089 SECTIOM PLOT NCD1=501 NCD2=10153 SXY STRESS GLCBÄL MEM+BHC) "íO AN OCT 31 2007 12:45:14 PLOT ND.094 2.

o não e s t a d o p l a n o d e tensões. L o g o . c o m p r o p r i e d a d e s d o aço c a r b o n o . O e l e m e n t o finito S H E L L 9 9 t e m 6 g r a u s d e l i b e r d a d e e m c a d a nó: translações d o nó e m x. c o m tensões v a r i a n d o através d o c o r p o .9 Modelo Tridimensional (Layered Shell Element) D o i s p o n t o s m o t i v a r a m a e s c o l l i a d o e l e m e n t o finito d e c a s c a e m c a m a d a s (layered) c o m o u m a s e g u n d a opção d e e s t u d o .p r o v a d o tipo v i g a . O p r i m e i r o m o t i v o é a s i m p l i c i d a d e d o e l e m e n t o . 1 9 7 2 ) .d e . Isso s i g n i f i c a q u e o s c o r p o s d e p r o v a são. A F i g u r a 4 5 ilustra o s e l e m e n t o s finitos quadrático e t r i a n g u l a r e o s i s t e m a d e c o o r d e n a d a s q u e o r i e n t a o e l e m e n t o finito n o p r o g r a m a A N S Y S : TUTORIAL. y e z e rotação d o nó n o s e i x o s x . O p i n o d e s u p o r t e . 2006) (ANSYS . o e s t a d o p l a n o d e tensões não p o d e s e r i n t e r p r e t a d o a d e q u a d a m e n t e p o r m e i o s d a t e o r i a d e v i g a clássica. T r a b a l h o s teóricos d e K e d w a r d p r e v i r a m u m a variação d a s tensões c i s a l h a n t e s através d a l a r g u r a d o m a t e r i a l . U m s e g u n d o m o t i v o é o e v e n t u a l fenómeno d e t r i d i m e n s i o n a l i d a d e d o c o r p o . f o i r e p r e s e n t a d o c o m e l e m e n t o s finitos sólidos t r i d i m e n s i o n a i s " S O L I D 4 5 " . U m m a i o r d e t a l h a m e n t o d e s s e s e l e m e n t o s finitos será feito a seguir: SHELL99: Este elemento é usado para modelos de casca estruturais c o m p o s t o s d e várias c a m a d a s . c o m p i c o s n a s b o r d a s d a c h a p a d e t e s t e ( K E D W A R D . o e l e m e n t o finito d e c a s c a l e v a r i a m u i t o m e n o s t e m p o d e m o d e l a g e m e d e processamento. O modelo tridimensional representa o corpo-de-prova d e compósito c a r b o n o / epóxi c o m e l e m e n t o finito d e c a s c a e m c a m a d a s (layered) " S H E L L 9 9 " . A o r e p r e s e n t a r u m e q u i p a m e n t o g r a n d e . E n t r e o c o r p o .68 5. y e z.p r o v a . o u s e j a . n a v e r d a d e .p r o v a e o pino d e suporte. O e l e m e n t o finito d e c a s c a exige menos t e m p o e custo d e processamento e permite modelos b e m mais s i m p l e s d o q u e a q u e l e s sólidos. t r i d i m e n s i o n a i s .d e .d e . f o r a m acrescentados elementos finitos d e contato " T A R G E T 1 6 9 " e " C O N T A I 75".

caso o sistema d e c o o r d e n a d a s seja informada p e l o usuário L N = Número d a c a m a d a N L = Número t o t a l d e c a m a d a s O e l e m e n t o finito S H E L L 9 9 é d e f i n i d o p o r 8 nós.O Elemento Triangular Superior ® Inferior F i g u r a 4 5 : E l e m e n t o finito d e c a s c a m u l t i c a m a d a s S H E L L 9 9 Na Figura 4 5 t e m . N o s i s t e m a d e c o o r d e n a d a s local d o e l e m e n t o . O número .69 K. o u s e j a . o ângulo d e orientação d a f i b r a e m c a d a u m a d a s L N r o t a c i o n a p o s i t i v a m e n t e d o e i x o x p a r a o e i x o y.L. O e l e m e n t o p o d e s e r d e f o r m a t o quadrático o u t r i a n g u l a r . N a versão d o p r o g r a m a A N S Y S utilizada p a r a o p r e s e n t e e s t u d o .s e : Sistema d e coordenadas à esquerda = sistema d e coordenadas global (diferente daquele d o elemento) X |j = eixo X d o e l e m e n t o . L N p o d e v a r i a r d e 1 a 2 0 . c a s o o s i s t e m a d e c o o r d e n a d a s não seja i n f o r m a d o p e l o usuário X = eixo X d o elemento. u m número máximo N L d e 2 0 c a m a d a s é p e r m i t i d o . m a t e r i a l d a c a m a d a e ângulo d a s f i b r a s . e p r o p r i e d a d e s ortotrópicas d o m a t e r i a l . e s p e s s u r a d a s c a m a d a s .

o critério d e f a l h a d e Tsai-Hill o u a l g u m o u t r o critério d e f a l h a q u e o usuário d e s e j e . O p r o g r a m a p e r m i t e q u e o usuário s e l e c i o n e o critério d e f a l h a . o e l e m e n t o finito C O N T A I 7 5 c o r r e s p o n d e à região d e c o n t a t o d o s c i l i n d r o s d e c a r g a e s u p o r t e . 2006) S i s t e m a de Coordenadas do E l e m e n t o (/f^ y Elemento Prismático 'it-'Elemento Tetraédrico (não r e c o m e n d a d o ) Sistema de Coordenadas da Superfície F i g u r a 4 6 : E l e m e n t o f i n i t o sólido t r i d i m e n s i o n a l S O L I D 4 5 C O N T A I 7 5 : E s s e e l e m e n t o finito é u s a d o p a r a r e p r e s e n t a r a superfície d e c o n t a t o e n t r e d u a s superfícies. O p r o g r a m a o f e r e c e c o m o opções o critério d e f a l h a p o r deformação máxima. y e z. E s t e e l e m e n t o é aplicável e m e s t r u t u r a s d e o u d u a s o u três dimensões. prismático e tetraédrico e o s i s t e m a d e coordenadas q u e o r i e n t a o e l e m e n t o finito n o p r o g r a m a A N S Y S : (ANSYS TUTORIAL. p o r tensão máxima. S O L I D 4 5 : Este e l e m e n t o finito é u s a d o p a r a m o d e l o s t r i d i m e n s i o n a i s d e e s t r u t u r a s sólidas. A F i g u r a 4 6 ilustra o s e l e m e n t o s finitos quadrático. g r a n d e s deformações e g r a n d e s d e s l o c a m e n t o s .70 total d e c a m a d a s deve ser especificado. A F i g u r a 4 7 ilustra o s e l e m e n t o s f i n i t o s quadrático e t r i a n g u l a r e o s i s t e m a d e c o o r d e n a d a s q u e o r i e n t a o e l e m e n t o finito n o p r o g r a m a A N S Y S : COMISSÃO DE ^:m-^y f. O e l e m e n t o p e r m i t e p l a s t i c i d a d e .:XLEAR/SP-rpEí^ . A s propriedades d e todas a s c a m a d a s d e v e m ser fornecidas. O e l e m e n t o finito S O L I D 4 5 é d e f i n i d o p o r 8 nós c o m 3 g r a u s d e l i b e r d a d e e m c a d a u m d e l e s : translações d o nó e m x. N o m o d e l o d o p r e s e n t e e s t u d o . fluência.

( A N S Y S T U T O R I A L . 2 0 0 6 ) T A R G E T 1 6 9 : Já d e f i n i d o n o i t e m 5 . A p r i m e i r a direção p r i n c i p a l é d e f i n i d a p e l a projeção d a p r i m e i r a direção d o s i s t e m a d e c o o r d e n a d a e s c o l h i d o s o b r e a superfície a l v o . E s s a s direções também p e r m i t e m rotações d e c o r p o rígido d o e l e m e n t o finito d e c o n t a t o p a r a m o d e l a r d e m a n e i r a c o r r e t a a dependência d i r e c i o n a l d o atrito.71 Y i 0 CONTAI 76 Normal do alvo • CONTAI 75 Superfície alvo associada bidimensional (TARGET169) Superfície alvo associada tridimensional (TARGET170) F i g u r a 4 7 : e l e m e n t o finito d e c o n t a t o C O N T A I 7 5 As principais direções são c o m p u t a d a s n a superfície a l v o e.s e u m p r o d u t o v e t o r i a l d a p r i m e i r a direção p r i n c i p a l e a n o r m a d o a l v o . A s e g u n d a direção p r i n c i p a l é d e f i n i d a t o m a n d o . então. Constantes reais c o r r e s p o n d e m a entradas de dados do p r o g r a m a q u e c a r a c t e r i z a m o s e l e m e n t o s finitos. O e l e m e n t o finito C O N T A I 7 5 está a s s o c i a d o c o m o e l e m e n t o finito d e c o n t a t o a l v o T A R G E 1 6 9 p o r m e i o d e u m m e s m o c o n j u n t o d e constantes reais. p r o j e t a d a s n o nó d o e l e m e n t o finito d e c o n t a t o . É necessário q u e h a j a u m a e s c o l h a c u i d a d o s a d o s i s t e m a ( g l o b a l o u local) d e c o o r d e n a d a d e m a n e i r a q u e a p r i m e i r a direção d e s t e s i s t e m a e s t e j a d e n t r o d e 45° d a t a n g e n t e d a superfície d e c o n t a t o . 7 . m o m e n t o d e inércia. O m o d e l o utilizado p a r a e s t a análise a p r e s e n t a orientação d i f e r e n t e d o m o d e l o d a análise p l a n a a n t e r i o r . S e c o m p a r a d o a o m o d e l o d e d i a g r a m a d e c o r p o livre d a F i g u r a 3 2 . p r o p r i e d a d e s e m g e r a l . o m o d e l o d e e l e m e n t o s finitos d e c a s c a d o p r e s e n t e e s t u d o t e m s e u c o m p r i m e n t o p a r a l e l o a o e i x o x. c o m o e s p e s s u r a . s u a l a r g u r a p a r a l e l a a o eixo y e s u a .

A s 8 c a m a d a s s e g u i n t e s . então. 1 1 3 m m d e e s p e s s u r a aproximadamente c o m as propriedades c a r b o n o / epóxi. f i n a l m e n t e . 0 1 3 2 6 m m d e e s p e s s u r a c o m a s propriedades d a matriz polimérica). É m u i t o i m p o r t a n t e q u e a c a m a d a s u p e r i o r e c a m a d a inferior t e n h a m p r o p r i e d a d e s mecânicas d o c a r b o n o + epóxi. a distribuição d a s c a m a d a s f o i feita j u s t a m e n t e d e m a n e i r a q u e o s e l e m e n t o s d e contato c o m o s pinos f o s s e m elementos c o m propriedades diferentes d a s d o epóxi p u r o . e o corpo-de-prova possui 4 4 camadas (22 c o m 0. . r e f e r e n c i a d a s n o s r e s u l t a d o s d a análise d e tensões p o r Sxz. E. Por este motivo.146 d e espessura c o m as propriedades c a r b o n o / epóxi e 0 . a s 7 c a m a d a s s u p e r i o r e s f o r a m r e p r e s e n t a d a s p o r u m a única d e 1 . a s tensões c i s a l h a n t e s d e i n t e r e s s e serão a s T X Z . C o m o o p r o g r a m a p e r m i t e a p e n a s q u e s e d i v i d a o e l e m e n t o e m n o máximo 20 camadas. u m a v e z q u e são regiões e m contato c o m o pino d e carregamento e pinos d e contato. n a região c e n t r a l d o compósito. existe u m a p e q u e n a diferença e n t r e a s e s p e s s u r a s d a s c a m a d a s s u p e r i o r e inferior. 1 0 0 3 8 m m d e e s p e s s u r a a p r o x i m a d a m e n t e c o m a s p r o p r i e d a d e s c a r b o n o / epóxi.146 d e espessura c o m a s p r o p r i e d a d e s c a r b o n o / epóxi e 2 2 c o m 0 . A T a b e l a 5 ilustra m e l h o r a distribuição d e c a m a d a s utilizada n o m o d e l o d e e l e m e n t o s f i n i t o s d e c a s c a ( a numeração d a s c a m a d a s 1 a 19 é d e b a i x o p a r a cima). E s s a aproximação f o i feita j u s t a m e n t e p o r q u e a região c e n t r a l d o compósito é a q u e l a d i s t a n t e a s regiões d e perturbação ( c o n t a t o e n t r e p i n o s d e c a r g a e d e s u p o r t e ) e o n d e a análise a n t e r i o r m o s t r o u v a l o r e s d e tensão c i s a l h a n t e m a i s próximos d o e x p e r i m e n t a l . D e n t r e a s 2 2 . Conseqüentemente. 0 1 3 2 6 m m d e e s p e s s u r a c o m a s p r o p r i e d a d e s d a m a t r i z polimérica. f o i feita u m a aproximação n a m o d e l a g e m . a s 6 c a m a d a s inferiores f o r a m r e p r e s e n t a d a s p o r u m a única d e 1 . f o r a m modeladas c o m o detalhamento d e 0.72 e s p e s s u r a p a r a l e l a a o e i x o z.

01326 0.14583 0. f o i r e p r e s e n t a d o c o m e l e m e n t o s f i n i t o s sólidos t r i d i m e n s i o n a i s " S O L I D 4 5 " .01326 1.10038 3.d e .p r o v a e o p i n o d e s u p o r t e . O c o m a n d o " L A Y R . s e n d o L N o número d a c a m a d a (1 a 19).14583 0.73 T a b e l a 5: C a m a d a s d o e l e m e n t o finito d e c a s c a C a m a d a N° L a y r N° 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Total Espessura [mm] 1. A s f i g u r a s q u e serão m o s t r a d a s a d i a n t e c o m o s v a l o r e s d e tensões cisalhantes são n u m e r a d a s conforma a Tabela 5 anterior. o r i e n t a n d o .d e - .01326 0.01326 0.14583 0. O p i n o d e s u p o r t e . d o epóxi e d o aço c a r b o n o ( p i n o d e s u p o r t e ) são a q u e l a s d a T a b e l a 3.s e p e l o número d a c a m a d a ( L A Y R ) .5 Material c a r b o n o / epóxi epóxi c a r b o n o / epóxi epóxi c a r b o n o / epóxi epóxi c a r b o n o / epóxi epóxi c a r b o n o / epóxi epóxi c a r b o n o / epóxi epóxi c a r b o n o / epóxi epóxi c a r b o n o / epóxi epóxi c a r b o n o / epóxi epóxi c a r b o n o / epóxi A s p r o p r i e d a d e s d o c a r b o n o / epóxi.01326 0.14583 0. f o r a m a c r e s c e n t a d o s e l e m e n t o s finitos d e c o n t a t o " T A R G E T 1 6 9 " e " C O N T A I 7 2 " . é possível s a b e r a e s p e s s u r a . E n t r e o c o r p o .01326 0. Desta maneira.14583 0.14583 0.01326 0.01326 0. L N " p e r m i t e q u e s e j a m v i s u a l i z a d a s a s tensões e m u m a d e t e r m i n a d a c a m a d a d o e l e m e n t o S H E L L 9 9 .14583 0.11364 0. localização e m a t e r i a l d a c a m a d a e m questão.14583 0. O carregamento d e ruptura d o ensaio d e ILSS d e 2 1 7 8 N foi a p l i c a d o e m f o r m a d e pressão n u m a área q u e c o r r e s p o n d e à l a r g u r a d o c o r p o .01326 0. c o m p r o p r i e d a d e s d o aço c a r b o n o .

A F i g u r a 4 8 ilustra o m o d e l o d e e l e m e n t o s finitos. aproveitando o plano d e simetria yz.74 prova X largura calculada anteriormente pela teoria d e Hertz (0. m o s t r a n d o a s condições d e c o n t o r n o . n u m a vista f r o n t a l . A F i g u r a 4 9 também ilustra o m o d e l o . m o s t r a n d o a s camadas consideradas. EIEMEMTS MAT NUM PRES AN A P R 29 2007 15:38:55 PIjOT ^D. O m o d e l o representa da geometria.24 m m ) .d e .p r o v a . c o m e s p e s s u r a e m e s c a l a . A F i g u r a 5 0 m o s t r a a p e n a s o s e l e m e n t o s finitos q u e f o r m a m o c o r p o . 3 Figura 48: Modelo d e casca . a m a l t i a d e e l e m e n t o s finitos e o c a r r e g a m e n t o .

75 ELEMENTS MAT PRES 1396 AN APR 29 2007 15:39:26 PLOT ND.p r o v a . 2 F i g u r a 5 0 : E l e m e n t o s finitos d o c o r p o . 4 NUM F i g u r a 4 9 : IVIodelo d e e l e m e n t o s finitos (vista f r o n t a l ) AN ELEMEI-JTS MftT HUM APR 29 2007 15:38:30 PIOT ND.d e .

p r o p r i e d a d e s d o c a r b o n o / epóxi. 1 0 2 ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ PLCRR WD.10 Resultados para o Modelo Tridimensional A F i g u r a 5 1 m o s t r a a distribuição d a s tensões d e c i s a l h a m e n t o S x z e m todo o modelo. 187415 SMJ = .0 3 SMX = 7 6 .d e .735 F i g u r a 51 : Distribuição d a s tensões c i s a l h a n t e s x z e m t o d o c o r p o . o u s e j a .76 5. 8 6 4 m m a o l o n g o d a e s p e s s u r a .p r o v a q u e c o m p r e e n d e m a s distâncias l i n e a r e s e n t r e 1. ™ STEP=1 ^ ^ ^ ^ APR 2 ^ ^ 0 0 7 19:31:42 SÜB = 1 0 TIME>1089 (A^A^) P3YS=0 CHX''^.p r o v a ( M P a ) A s tensões n o s e l e m e n t o s finitos d e c a s c a p o d e m s e r c a l c u l a d a s n a s s u p e r f i c i e s inferior. o gráfico foi p l o t a d o a partir d a c a m a d a 2 a 1 8 d o m o d e l o d e e l e m e n t o s f i n i t o s . p a r a u m a m e l h o r visualização. p o r t a n t o . tensões n a s superfícies inferior. Como cada u m a d a s c a m a d a s terá. ^ 20 ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^"^^"IvnP^^f li4rALiiji—1 AVRES=Mat -. D e s t a m a n e i r a . média e s u p e r i o r . o r i e n t a d a s d a c a m a d a s u p e r i o r . média e s u p e r i o r .127 m m e 2 . p o r aproximação. a s c a m a d a s m a i s c e n t r a i s d o c o r p o . f o i feito.. 4 1 9 E . s e m c o n s i d e r a r a s f i n a s c a m a d a s i n t e r l a m i n a r e s d e m a t r i z polimérica. f o i feito u m gráfico c o m o s v a l o r e s d a s tensões c i s a l h a n t e s máximas e m c a d a u m a d a s superfícies d e c a d a u m a d a s c a m a d a s d o m o d e l o .419E-03 IP 911 50. A s c a m a d a s (LAYR) 1 e 1 9 f o r a m excluídas d o gráfico p o r q u e p o s s u e m .d e .

035 E E 2 1.266 1. C o n s i d e r a n d o .181 2.931 1. Tensão Cisalhante Sxz x Espessura 2.723 IA (A V 1.s e a s p l o t a g e n s d a s tensões c i s a l h a n t e s n a s 1 9 c a m a d a s d o m o d e l o .120 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 Tensão Cisalhante Sxz (MPa) F i g u r a 5 2 : Gráfico tensão c i s a l h a n t e x e s p e s s u r a C o m o o a l o n g a m e n t o é o m e s m o e m t o d a s a s c a m a d a s . A F i g u r a 53 abaixo mostra a s tensões . N o t a . q u e a s f i n a s c a m a d a s d e m a t r i z polimérica (regiões i n t e r i a m i n a r e s ) tensões e n t r e 12 e 16 M P a . e n t r e 6 6 e 7 6 M P a . A s tensões f o r a m p l o t a d a s c o n f o r m e e s p e s s u r a e m relação à superfície inferior d o c o r p o . o fenômeno v e r i f i c a d o K e d w a r d ( 1 9 7 2 ) não f o i v e r i f i c a d o nessa análise. n a F i g u r a 5 2 . o m a t e r i a l c o m m a i o r módulo d e e l a s t i c i d a d e terá a m a i o r tensão. O gráfico d a F i g u r a 5 2 m o s t r a a distribuição d e tensão c i s a l h a n t e .77 p a r a a c a m a d a inferior. enquanto apresentam a s regiões c o m fibra d e c a r b o n o a p r e s e n t a m tensões b e m m a i o r e s .s e . então. U m d o s m o t i v o s p e l a q u a l f o i feita e s s a análise f o i v e r i f i c a r s e há variação d a tensão c i s a l h a n t e através d a e s p e s s u r a .578 a (A IU 1.p r o v a .474 1. P o r t a n t o .370 1.827 3 1. t o d a s a p r e s e n t a r a m tensão c o n s t a n t e através d a l a r g u r a .285 2.d e .

284 F i g u r a 5 3 : Tensões c i s a l h a n t e s n a c a m a d a 2 .78 c i s a l h a n t e s S x z e m u m a d a s c a m a d a s p a r a m e l h o r ilustrar q u e não há variação d a s tensões através d a l a r g u r a . Não há variação d a s tensões através d a l a r g u r a .284 -.. 1 8 7 1 5 8 SK\I = . N C D A L SaLDTICN STEI^l S U B =10 MimiE LAYR=2 RSYS=0 TIME>^1089 SXZ (fiVG) AN PIjOT ND.838 4 ^ 5.791 13.823 7. 1 4 6 2 5 2 S M X =13.315 8.299 11. 21 A P R 29 2007 19:42:12 DMX = .807 10.146252 LMÊ 2. .

s a b e n d o .s e q u e u m a tensão d e c i s a l h a m e n t o i n t e r i a m i n a r e m t o r n o d e 7 0 M P a c a u s a f a l h a n o c o r p o d e . c o m o a fibra d e c a r b o n o . o presente estudo é d e grande proveito.p r o v a ( p a r a u m compósito c o m a s características d o compósito e m e s t u d o ) . Tabela 6: Resultados Carga Aplicada [N] Tensão Cisalhante [MPa] 2178 Método Experimental 72 Erro Método Numérico (modelo plano) 66. A resistência a o c i s a l h a m e n t o e n t r e c a m a d a s d e u m m a t e r i a l compósito é d e e x t r e m a importância p o i s p o d e d e t e r m i n a r a s u a resistência á f a l h a . portanto. delaminação ( r o m p i m e n t o n a i n t e r f a c e e n t r e c a m a d a s devido a o cisalhamento d a c a m a d a interiaminar) é bastante c o m u m . o u s e j a .79 6 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS E CONCLUSÕES O e s t u d o m o s t r o u u m a b o a c o m p a t i b i l i d a d e e n t r e o s d o i s métodos d e avaliação d a tensão d e c i s a l h a m e n t o n a região i n t e r l a m i n a r d e u m compósito polimérico m u l t i c a m a d a s d e f i b r a . o b j e t o d e e s t u d o . O s r e s u l t a d o s numéricos x e x p e r i m e n t a l são c o m p a r a d o s n a T a b e l a 6. É possível p r e v e n i r u m a e v e n t u a l f a l h a e m e q u i p a m e n t o s d e m a i o r e s dimensões através d e u m a análise p o r e l e m e n t o s finitos. . a análise numérica p e l o m o d e l o d e c a s c a t r i d i m e n s i o n a l é d e aproximação b a s t a n t e satisfatória a o e x p e r i m e n t a l .6% O e r r o d e 5 .2 8.0 5.1% Método Numérico (modelo 3-D) 76. D e n t r e o s m e c a n i s m o s d e f a l h a e m u m m a t e r i a l compósito. 6 % e n t r e o r e s u l t a d o e x p e r i m e n t a l e o r e s u l t a d o p e l o método numérico c o m m o d e l a g e m t r i d i m e n s i o n a l é m e n o r q u e o próprio d e s v i o padrão d o r e s u l t a d o d u r a n t e o e n s a i o . m e s m o q u e o compósito s e j a feito à b a s e d e f i b r a s d e ótimas p r o p r i e d a d e s mecânicas.

80 O o b j e t i v o d a dissertação d e v a l i d a r o método numérico d o s e l e m e n t o s finitos p a r a e s t i m a r a resistência a o c i s a l h a m e n t o d a i n t e r f a c e e n t r e c a m a d a s d e u m compósito polimérico d e fibra d e c a r b o n o a partir d o t e s t e I L S S foi alcançado. d e s t a v e z c o m d i f e r e n t e s l a m i n a d o s ( d i f e r e n t e s orientações d e fibra. é possível f a z e r u m a validação d a p r o x i m i d a d e e n t r e o método numérico e o método e x p e r i m e n t a l c o m u m m a i o r espaço a m o s t r a i . . p o r e x e m p l o ) p a r a verificar s e o m o d e l o numérico d e e l e m e n t o finito d e c a s c a t r i d i m e n s i o n a l p a r a r e p r e s e n t a r o e n s a i o continua apresentando resultados próximos àqueles experimentais. s e r i a i n t e r e s s a n t e realizar o u t r o s e n s a i o s d e I L S S . Desta m a n e i r a . o u d i f e r e n t e s números d e c a m a d a s . C o m o p r o p o s t a p a r a f u t u r o s e s t u d o s .

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