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1 A Interação Humano-Computador e o design da interface-usuário

Panorama
Durante os últimos 20 anos, a tecnologia tem avançado tanto que quase todo o mundo tem contato com sistemas computacionais de uma forma ou de outra (ubiqüidade). Isto tem aumentado o espectro dos usu rios, ! que, longe de estes se restringirem aos t"cnicos em #letr$nica ou Inform tica, agora incluem pessoas priundas de qualquer rea do con%ecimento e de variados graus de con%ecimento da tecnologia. &m dos desafios da Interaç'o (umano)*omputador (I(*) consiste em se manter ao dia nos avanços tecnol+gicos e em assegurar que eles se!am aproveitados para levar ao benef,cio %umano m -imo. . principal ra/'o pela qual se investe em pesquisa na indústria na rea de I(* " a busca do aumento da efici0ncia e a produtividade dos funcion rios, e, consequentemente, de um maior gan%o financeiro.

Por que se preocupar com a IHC?
1uando os computadores apareceram no cen rio, na d"cada de 2340, eram e-tremamente dif,ceis de usar e confusos. Isto acontecia por uma s"rie de motivos5

 .s m quinas eram muito caras e o custo do tempo %umano era irris+rio se
comparado ao do equipamento6

 7s computadores eram usados apenas por especialistas (cientistas e
engen%eiros), que tin%am familiaridade com o funcionamento de um programa6
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 @'o se sabia muito sobre como tornar os computadores e os sistemas f ceis de
usar. (o!e, a situaç'o " completamente diferente5

 7s equipamentos eletr$nicos est'o ficando cada ve/ mais baratos6  7s usu rios emergem de diferentes reas do con%ecimento6  ;abe)se muito mais acerca de como produ/ir sistemas f ceis de usar.
.ssim, os sistemas devem ser pro!etados de forma a atender As necessidades e se acomodar As capacidades das pessoas As quais eles s'o endereçados.

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Durante a e-plos'o da tecnologia nos anos B0, a noç'o de interface)usuário, identificada A de interface homem)máquina, começou a se tornar uma preocupaç'o dos pro!etistas de softCare. Doran (23E2) definiu a interface)usu rio como5 F aqueles aspectos do sistema com os quais o usuário entra em contatoG. o que, por sua ve/, significa Fuma linguagem de entrada para o usuário, uma linguagem de saída para o sistema, e um protocolo de interaçãoG (*%i, 23E4). .s compan%ias ficaram conscientes de que, se n'o mel%orassem as interfaces, n'o venderiam o softCare, e surgiu ai o termo user-friendly, referindo)se a uma tela mais organi/ada e clara. Infeli/mente, essa noç'o se restringiu a aaspectos est"ticos, dei-ando de lado, ainda, caracter,sticas mais profundas que fi/essem com que as interfaces atendessem, de fato, As necessidades do usu rio. =eli/mente, a academia começou a se preocupar com a forma como os computadores poderiam enriquecer, mel%orar a qualidade do trabal%o e da vida das pessoas. .os poucos, começaram a se integrar ao estudo aspectos psicol+gicos e cognitivos, fatores %umanos envolvidos na interaç'o do ser %umano com os artefatos tecnol+gicos em geral e com computador em particular. @ovas definiçHes para a e-press'o Finterface)usu rioG e para o campo da Interaç'o (umano)*omputador (I(*) surgiram5 Fum conjunto de processos, diálogos e ações por meio dos quais um ser humano utiliza e interage com um computador G (IaecJer e Iu-ton, 23EB)6 FA IHC é uma disciplina preocupada com o design, a a aliação e a implementação de sistemas computacionais interati os para o uso humano e com o estudo dos !en"menos que o circundam.G (.*D ;I<*(I, 2332) @uma primeira vis'o, considerando o computador como um tipo de m quina, poderia se pensar na I(* como parte da Interaç'o (omem)D quina. @o entanto, embora a interaç'o de um ser %umano com um computador ten%a muitos aspectos em comum com a interaç'o de um ser %umano com uma m quina qualquer, ela tem aspectos inerentes que a diferenciam. #stes aspectos se referem ao processo de uso, A dinKmica da interaç'o. . =igura 2 ilustra a relaç'o entre a Interaç'o (omem)D quina e a Interaç'o (umano) *omputador, mostrando as caracter,sticas comuns e os respectivos diferenciais.

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Interação Humano-Computador

Interação Homem-Máquina *omputador D quinas

a) 9rimeira vis'o, intuitiva5 . I(* como parte da Interaç'o (omem)D quina b) Lis'o mais adequada5 . I(* com caracter,sticas comuns e distivas
Interação HumanoComputador #rocessos din$micos %rgonomia Cogniti a Interação Homem-Máquina %rgonomia !ísica

Figura 1 1! Interação Homem-Máquina e Interação "er Humano-Computador Dais recentemente, novos prismas do uso de computadores entraram no cen rio, levando A preocupaç'o com treinamento, pr ticas de trabal%o, aspectos de gerenciamento e organi/acionais.

#esafios da IHC
Informaç'o arma/enada em bases de dados ao longo do mundo est ficando acess,vel As pessoas desde suas pr+prias casas. #ste conte-to tecnol+gico coloca dois desafios importantes para os designers de interfaces5

 *omo se manter ao par das mudanças tecnol+gicas6  *omo assegurar que o seu design ofereça boa I(* al"m de ma-imi/ar a
funcionalidade potencial da nova tecnologia.

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#stes desafios ficam aparentes quando se pensa em aparel%os do dia)a)dia, como um telefone público. . necessidade da inserç'o de um cart'o, o tom de discar, o som da c%amada, a s"rie r pida de sons para o telefone receptor ocupado, fa/em parte da interface)usu rio do aparel%o. #stes aspectos s'o familiares para os %abitantes de uma cidade, mas completamente descon%ecidos ) e imprevis,veis ) para pessoas do interior que nunca visitaram uma cidade. &ma nova situaç'o se apresenta no uso, por e-emplo, de um telefone celular, que e-ige o aprendi/ado de novas funçHes e c+digos. @ovo problema de interface ocorre, em particular, na situaç'o de se querer ligar de um lugar qualquer para um celular5 M necess rio ) e v lido ) incluir o c+digo da cidadeN M necess rio ) e v lido ) inlcuir o c+digo da telef$nicaN

Metas da IHC
.s metas da I(* consistem em produ/ir sistemas us veis e seguros, assim como sistemas funcionais. #stas metas podem ser resumidas em F produzir ou aper!eiçoar a segurança, a utilidade, a e!eti idade, a e!ici&ncia e a usa'ilidade de sistemas que incluem computadores( G (Interacting )ith computers, 23E3), onde5 $"istema% deriva da teoria de sistemas e se refere n'o somente a %ardCare e softCare mas ao ambiente inteiro ) se!a ele uma organi/aç'o de pessoas trabal%ando, em casa ou em prop+sitos de la/er ) que usa ou " afetado pela tecnologia computacional em quest'o6 $&ti'idade% se refere A funcionalidade do sistema ou, em outras palavras, As coisas que ele consegue fa/er6 Del%orar $efeti(idade% e $efici)ncia% s'o ob!etivos evidentes6 . segurança em sistemas computacionais assume proporçHes enormes em sistemas do tipo li!e)critical6 &sa*i'idade " um conceito crucial em I(*, e se preocupa em tornar os sistemas f ceis de aprender e usar.

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7 pressuposto sub!acente A rea de I(* consiste em que as pessoas que utili/am um sistema devem vir primeiro. ;uas capacidades, necessidades e prefer0ncias para a reali/aç'o das atividades devem determinar as maneiras em que os sistemas s'o pro!etados. .s pessoas não devem ter que mudar radicalmente sua forma de atuar para se adaptarem ao sistema6 " o sistema que deve ser pro!etado de forma a atender As suas necessidades.

+(o'ução
. evoluç'o da tecnologia tem levado a mudanças no foco das pesquisas na rea. @os anos B0 e in,cio dos anos E0, o foco estava nos aspectos do processamento da informaç'o pelo ser %umano. *esign de menus, por e-emplo, era um t+pico bastante estudado na "poca. @o final da d"cada de E0, em resposta A e-plos'o do uso de computadores pessoais, os estudos eram dominados pelo enfoque da usabilidade dos sistemas por um único usu rio. .tualmente, sem se despre/arem os aspectos associados A interaç'o pessoal, o foco est se deslocando para aspectos intr,nsecos da interaç'o mediada por computador, isto ", A interaç'o entre %umanos via computador e OelecomunicaçHes. 7s assuntos que devem ser abordados, ent'o, incluem5 trabal%o em grupo, interaç'o e integraç'o de m,dias, e impacto das novas tecnologias no lar e na sociedade em geral.

As interfaces gráficas
#m 23B0 o +ero,-s #alo Alto .esearch Centre, em *alif+rnia, lançou a ;tar, uma estaç'o de trabal%o pessoal, mono)usu rio, com um displa/ de alta resoluç'o e qualidade gr fica e a possibilidade de FclicJarG em opçHes ao inv"s de ter que digitar comandos. . .pple capitali/ou a id"ia comercialmente, e no in,cio dos anos E0 lançou o .pple :isa, que se populari/ou por meio de uma vers'o menor, mais barata e potente, o Dacintos%. 7 sucesso foi tal, que no final dos anos E0, quase todos os sistemas operacionais gr ficos eram baseados no modelo do estilo da interface do Dacintos%. . importKncia e a vig0ncia das interfaces gr ficas se manteve, e as interfaces gr ficas (0raphical 1ser Inter!aces ) <&Is) est'o ai para ficar. 9aralelamente A evoluç'o das interfaces, evoluiram os editores de te-to. .p+s os editores de lin%a, foram criados sistemas que permitiram aos usu rios criar e editar documentos que estavam representados totalmente na tela (!ullscreen).

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. folosofia sub!acente a estes sistemas " capturada pelo termo PQ;IPQ< (F 2hat /ou see is )hat /ou getG). #m outras palavras, o documento e-ibido na tela " e-atamente o mesmo que seria impresso. Isto significou um avanço substancial em relaç'o aos editores inicialmente utili/ados, nos quais os comandos de ediç'o eram necess rios e ficavam intercalados com o te-to no conteúdo do documento. &m e-emplo disto era o comando para destacar um trec%o de te-to em negrito no editor Pordstar. @este caso, era necess rio digitar *O>: (que aparecia GRG), F9G (para indicar comando de impress'o), FIG (para indicar negrito), digitar o te-to e repetir a seque0ncia de controle, e no documento ficava5 F,P-trecho de te.to,P-G. @'o era raro que os usu rios se esquecessem de fec%ar um comando desses e o te-to, na impress'o, aparecesse invertido.

A import/ncia da IHC
@'o " dif,cicl proporcionar e-emplos de quando as coisas n'o v'o bem no uso de um softCare. =rustraç'o, sub)utili/aç'o e n'o)uso de tecnologia computacional na indústria s'o indicadores de interfaces pobres. @o entanto, mostrar os benef,cios financeiros da pesquisa em I(* " mais dif,cil. .pesar disso, %o!e parece estar claro que n'o " uma tecnologia em si mesma que mel%ora o trabal%o e a vida das pessoas, mas, sim, a forma como ela " usada. 7 interesse atual pela consideraç'o dos fatores %umanos decorre, por um lado, do recon%ecimento da pobre/a da maioria dos sistemas no tocante A facilidade de uso e, por outro, da vontade dos desenvolvedores de construir sistemas que atendam aos usu rios de forma eficiente.

0ipos de ap'icaç1es
1uatro tipos de aplicaçHes servem como base5 sistemas do tipo li!e3critical, sistemas de uso industrial e comercial, sistemas pessoais, de escrit+rio e de entretenimento, e sistemas e-plorat+rios e cooperativos sistemas do tipo life-critical #-iste um tipo de sistema computacional no qual a interface)usu rio tem papel crucial. ;'o os sistemas do tipo li!e3critical, associados a tarefas que podem resultar em perdas de vidas %umanas. #ntre estes sistemas est'o5

 sistemas de controle de v$os6  sistemas associados a equipamentos m"dicos de &OI6  sistemas de controle de processos em tempo real.
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Dois e-emplos de fal%as fatais s'o relatados a seguir. @o in,cio dos anos E0, aconteceu o acidente da planta nuclear de 4hree 5ile Island. . causa do incidente nunca foi determinado oficialmente, mas os peritos e a m,dia anunciaram que o acidente tin%a sido resultado de uma combinaç'o de fal%a do operador e de um mau pro!eto de interface)usu rio. 7 incidente poderia ter sido evitado se o sistema tivesse proporcionado pain"is de controle (interfaces) com a informaç'o necess ria e e-ibida de forma que au-iliasse o operador a e-ecutar as suas tarefas de maneira correta. Isto pode ser feito por meio do uso de v rias formas de apresentaç'o para as diferentes nature/as de informaç'o componentes, da adequada disposiç'o da informaç'o na tela, do uso adequado de recursos gr ficos e sonoros na c%amada de atenç'o para as ocorr0ncias cr,ticas. #m 2330 a aeronave Indian Airlines, v$o S04, se acidentou, matando 3E pessoas. . revista 6light International 5agazine reportou5 FIsto indu ida elmente deri a de entendimento po're entre o piloto e a máquina, e os costrutores de aerona es t&m que !azer alguma coisa.G # a resposta da compan%ia foi5 FA companhia continua a'ordando o pro'lema como a incapacidade de os pilotos se adaptarem 7 automação, ao in és de reconhecer a necessidade de so!t)are com o qual o ser humano tra'alhe sem con!litos.G. ;istemas de tr fego a"reo, de controle de reatores, de utilit rios de energia, de pol,cia ou de bombeiros, de operaçHes militares e de instrumentos m"dicos t0m a confiabilidade como requisito principal. .s ta/as de erro devem ser controladas, e o treinamento para uso " bem aceito. #stes sistemas e, conseqüentemente os seus ambientes de interface, devem ser pro!etados a prova de stress. . satisfaç'o de uso n'o " importante, pois os usu rios s'o conscientes da importKncia do sistema na e-ecuç'o das suas atividades. sistemas de uso industria' e comercia' #sta categoria inclui sistemas banc rios, de seguros, de reservas e compras de produtos e serviços, gest'o de meg+cios, enter outros. . facilidade de uso " fator de peso aqui. 7 compromisso entre desempen%o e ta-as permitidas de erro " determinado pelo custo total no tempo de vida do sistema. . satisfaç'o tem importKncia modesta, a retenç'o " decorrente da necessidade de uso freqüente. . velocidade " crucial nestes sistemas pelo alto número de transaçHes. sistemas pessoais2 de escrit3rio e de entretenimento #sta categoria inclui os processadores de te-to, as planil%as eletr$nicas, os gerenciadores de bancos de dados, os ideo games, as ferramentas de recuperaç'o de informaç'o, o correio eletr$nico, os pacotes educacionais, as teleconfer0ncias, entre outros.

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. facilidade de aprendi/agem, a bai-a ta-a de erros e a satisfaç'o s'o fatores cruciais, principalmente porque, por ser este um grande mercado, a competiç'o " enome. . assist0ncia (suporte) e o au-,lio online s'o importantes nestas aplicaçHes. 7s usu rios novatos se contentam com funcionalidade simples. Das A medida que eles usam o sistema, v'o e-igindo funcionalidade adicional e mel%or desempen%o. &m sistema em camadas permite adaptaç'o aos diferentes n,veis de dom,nio. 7 bai-o custo " importante, mas longos e cuidadosos design e testes s'o amorti/ados pelo volume das vendas. sistemas e.p'orat3rios e cooperati(os #nciclop"dias eletr$nicas, navegadores para a 2%8, softCare de escrita colaborativa, sistemas de design de arquitetura, de apoio A decis'o para neg+cios, diagn+stico m"dico ou finanças, e softCare de apresentaç'o de simulaçHes cient,ficas s'o alguns dos sistemas que compHem esta categoria. @estes sistemas, os usu rios, via de regra, con%ecemm bem as tarefas do dom,nio de aplicaç'o mas n'o as especificidades da ferramenta. #les t0m altos n,veis de motivaç'o e e-ig0ncia. Devido A enorme gama de aplicaçHes poss,veis, estes sistemas costumam ser dif,ceis de pro!etar e de avaliar.

4 ponto de partida! especificação de usuários e tarefas

Oodo pro!etista alme!a construir um sistema interativo que se!a admirado pelos colegas, apreciado pelos usu rios, que ten%a ampla divulgaç'o e vire parKmetro. . apreciaç'o n'o adv"m de grandes promessas ou de mar9eting, mas de fatores de qualidade inerentes alcançados por meio de plane!amento robusto, sensibilidade em relaç'o As necessidades do usu rio e teste eficiente. *esigners bem)sucedidos transcendem o conceito de user3!riendliness, indo al"m da simples verificaç'o de listas sub!etivas de diretri/es. #les t0m uma compreens'o profunda da comunidade de usuários e das tarefas que devem ser reali/adas pelo sistema. . aná'ise de tarefas " fundamental. 1uando ela " pobre, o cuidado no design da interface n'o " suficiente para proporcionar um sistema adequado. 7 oferecimento de funcionalidade e-cessiva, uma das fal%as mais comuns cometidas pelos pro!etistas, leva a uma dificuldade desnecess ria na aprendi/agem e no uso.

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1uando um sistema interativo " bem pro!etado, a interface quase desaparece, no sentido de ela permitir que o usu rio se concentre no seu trabal%o, na e-ploraç'o ou no la/er. .s múltiplas alternativas de design dever'o ser analisadas com base nas comunidades espec5ficas de usuários e nas tarefas espec5ficas. &m design eficiente para uma comunidadede usu rios pode n'o s0)lo para outra. 9or outro lado, um design inteligente de certo con!unto de tarefas pode mostrar)se inadequado para outra classe.

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+studo de caso . relatividade do processo de design pode ser bem e-emplificada pela e-peri0ncia no desenvolvimento dos sistemas de informaç'o da :i'rar/ o! Congress. Dois dos usos mais comuns eram a catalogaç'o de livros novos e a busca no cat logo online. 9rimeiramente, foram desenvolvidos sistemas separados que otimi/aram a e-ecuç'o de uma das tarefas em detrimento da outra. 1uando o surgimento dos sistemas de busca, cursos de treinamento foram suficientes para os t"cnicos da Iilbioteca, mas incomodaram os usu rios com o e-cesso de linguagens de comandos e regras t"cnicas de catalogaç'o. =oi assim desenvolvida uma soluç'o simples, de funcionalidade redu/ida, que se tornou muito popular entre os usu rios. . ades'o ao paradigma P#I levou a uma nova vers'o do cat logo eletr$nico, !untamente com a ampliaç'o da comunidade de usu rios (que passou a incluir, inclusive, novos perfis). #stas subseqüentes mudanças de requisitos funcionais e de comunidades de usu rios levaram a mudanças substanciais na interface do sistema.

Acomodação da di(ersidade humana
7s sistemas, e as interfaces em particular, devem tomar precauçHes para garantir o atendimento das necessidades inerentes A diversidade %umana. #ntre outros, devem ser levados em consideraç'o5

 .s %abilidades f,sicas e os espaços de trabal%o6  .s %abilidades perceptivas e cognitivas6  .s diferenças pessoais6  . diversidade cultural e os aspectos universais6  7s usu rios com necessidades especiais6  7s usu rios da terceira idade.

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