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12/2/2014

Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" - Viomundo - O que você não vê na mídia

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Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de “grandes negócios”
publicado em 12 de fevereiro de 2014 às 16:50

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Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de “grandes negócios” por Dario de Negreiros, do Rio de Janeiro, especial para o Viomundo* Quando Marcelo Freixo requereu a instauração de uma CPI das Milícias, em fevereiro de 2007, havia dois meses que tinha assumido pela primeira vez em sua vida um cargo eletivo. Durante mais de um ano, o requerimento do deputado descansou, esquecido, nas gavetas da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Para que o pedido fosse aprovado, foi necessário que, em maio de 2008, três funcionários do jornal “O Dia” fossem sequestrados e torturados por milicianos que controlavam a favela do Batan, na zona Oeste do Rio. O fato serviu de divisor de águas da opinião pública carioca em relação às consequências do crescimento das milícias. Até então, governantes como o ex-prefeito César Maia, o atual prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral não escondiam sua admiração pela “manutenção da ordem” supostamente promovida pelos milicianos nas comunidades dominadas.

‘Ordens superiores’ impedem visita a preso: ‘Segurança do Estado’ Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de “grandes negócios” A prisão do jovem que acendeu o rojão e matou Santiago Barbosa suspende decisão de Lewandowski sobre José Dirceu Dennis de Oliveira: Os petistas na luta contra o terrorismo Gilson Caroni Filho: Um recado aos jovens e aos
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http://www.viomundo.com.br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios.html

entidade que “trata dessa cidade como grandes negócios”.viomundo. Quem define o projeto das UPPs não é a lógica da segurança pública. um procedimento de privatização não dos serviços. diz.” *** Viomundo – Deputado. em entrevista recentemente publicada no Viomundo. as grandes empreiteiras e as Organizações Globo. A lógica das UPPs só pode ser compreendida se você entender esse projeto de cidade. dentro os quais contamos. com uma cidadania ativa. E o Cabral ganhou a concessão. eu tenho começado as conversas sobre a situação da segurança pública no Rio com uma pergunta que diz respeito à mudança nos discursos que ouvimos sobre as UPPs. Viomundo – E como é esse mapa? Você tem a zona Portuária.com. o deputado deixou claro que a capacidade de as milícias influenciarem o processo eleitoral no Rio continua grande. quem administra as barcas é a CCR. realizada no dia 16 de janeiro. na verdade. no restaurante de um shopping na região de Botafogo. tanto do Estado quanto do Município”. tema principal da entrevista. Cidade-negócio ou cidade-empresa. “entregue à lógica do mercado”. E o quanto esse projeto de polícia chamada pacificadora está atrelado a um projeto de cidade. a zona Sul e o eixo do que interessa da zona Oeste. Então. “A Fundação Roberto Marinho tem uma série de negócios com a secretaria de Educação. Então você tem 100% das favelas da zona Sul com UPP. E você tem. O mapa da violência não explica isso. você tem a cidade sendo pensada e decidida à luz do empreendimento privado. E também com um viés muito autoritário. é um projeto de cidade.Viomundo . quem administra a Supervia é a Odebrecht.” O projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Um discurso que era inicialmente positivo parece se tornar cada vez mais crítico. uma cidade que ela defende. em si. quem administra. Se você pegar o mapa da violência no Rio. quem pensa a cidade é o capital privado. mas da concepção do que é público. Você tem a Grande Tijuca com UPP. A UPP não é um projeto de segurança pública. grandes espetáculos.br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios. “A milícia elege a base que sustenta o próprio governo. Paulo governo Dilma governo Lula internacional José Dirceu José Serra julgamento do mensalão Lula movimentos sociais MST mídia mídia brasileira Partido dos Trabalhadores Política PSDB PT Veja saúde saúde pública STF Supremo Tribunal Federal SUS São Paulo tucanos USP http://www. O mapa da UPP é revelador nesse sentido. Desde o início que eu tenho chamado muito a atenção para o mapa das UPPs. hoje. a mobilidade. Com isso eu não estou dizendo que seja um projeto bom ou ruim. mas não decidem sobre a segurança. a saúde. na verdade. já faz tempo. Ou você acha que essas pessoas são eleitas por onde? Não é em outro planeta. quem domina. Você tem. as decisões que deveriam ter um caráter público sendo tomadas pelo planejamento privado. que era a única que não estava dominada pela milícia no momento da mais antigos Consulta Popular: Que o sangue inocente traga comedimento Prefeito espera decisão favorável sobre cubano que atendeu emergência O assassinato de Santiago no Rio e a injustiça contra Marcelo Freixo Santayana: Falar em Telebras no Brasil virou palavrão veja mais matérias → Arquivos fevereiro 2014 janeiro 2014 dezembro 2013 novembro 2013 outubro 2013 setembro 2013 agosto 2013 julho 2013 junho 2013 maio 2013 abril 2013 março 2013 fevereiro 2013 janeiro 2013 dezembro 2012 Tags "mensalão" Aécio Neves Brasil campanha eleitoral Carlinhos Cachoeira Conceição Lemes corrupção CPI do Cachoeira Demóstenes Torres Dilma Dilma Rousseff direitos humanos ditadura Ditadura militar economia educação Eleições 2012 Estados Unidos Fernando Haddad FHC Folha de S.O que você não vê na mídia Nesta entrevista.12/2/2014 Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" . Houve uma mudança na percepção que temos do projeto das UPPs ou foi o projeto. É aqui. Não estou dizendo que o empreendimento privado seja ruim. no projeto de cidade. que piorou ao longo do tempo? O tempo foi revelando uma série de coisas que vinham sendo exaustivamente debatidas aqui no Rio por diversos setores da sociedade. como bem explicita o professor Carlos Vainer. tal projeto solapa a participação popular em nome do interesse dos seus “sócios”. diz Freixo. onde as pessoas são chamadas para grandes eventos. Que não é um projeto de cidade que conta com grande possibilidade de participação da sociedade. é bom que se tenha investimento privado. a moradia. eu estou apenas construindo um diagnóstico. foi inaugurada no último dia 7. que tem relações diretas com as remoções e com os megaeventos. em Jacarepaguá. “A Rede Globo tem. da mesma CCR. como a política de remoções e a gestão da lógica privada sobre a questão pública. após a realização desta entrevista]. Essencialmente autoritário. em Duque de Caxias. Por exemplo: gestão de todo o sistema de transporte está nas mãos das empreiteiras. Hoje. A região metropolitana não tem UPP. Freixo faz sempre questão de inserir em uma discussão maior: a de um “projeto de cidade”. Quem administra o metrô é a OAS. no Complexo da Mangueirinha.html 2/10 . Então você tem as empreiteiras com a gestão da mobilidade urbana. onde há maior interesse de retorno desse projeto de cidade. Esse é o tripé do projeto de cidade. A UPP forma corredores de segurança e áreas militarizadas protegidas nas regiões de grande investimento. você não entende por que Copacabana tem quatro UPPs e a Baixada Fluminense não tem nenhuma [a primeira e única UPP da Baixada Fluminense. Isso não é qualquer coisa em termos de perspectiva de cidade. mas está de férias. Eu costumo brincar dizendo que o Eduardo Paes ganhou uma concessão para ser prefeito. que é fundamentalmente Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Não há canal de participação efetiva para que a sociedade possa decidir os rumos das decisões de interesse público. Muito pelo contrário: é a cidade onde há a cidadania do aplauso. Então a UPP é o instrumento de um projeto de cidade. Eles ganham também as concessões de algumas rodovias importantes. como a ViaLagos. que só pode ser entendido à luz de outras iniciativas e de outras coisas que acontecem nessa cidade. hoje. a Cidade de Deus. Mas você tem. também.

foram marginais? Evidente que. Viomundo – Eu entrevistei recentemente o vice-governador Pezão. isso é um avanço? Claro que é. dos moradores da favela. então. crescentes. Viomundo – Há alguns dados positivos: segundo Eduarda La Rocque. você retira para quê? Para possibilitar a volta do tráfico? Evidentemente. Que é. O Batan [sub-bairro do Realengo. do governo. Dizendo isso você contraria a opinião. por exemplo. comunitária. Qual é o modelo de policiamento que tem de ter dentro da favela? Isso tem que ser debatido com os moradores da favela. na hora de a minha crítica ser feita. em 2008]. Moradores que tem críticas que são importantes. sim! O Paulo [Aparecido Santos de Lima] talvez seja um exemplo do que o governador está dizendo: http://www. Da mesma maneira que eu acho que a crítica precisa ser mais responsável. Se você tem um diagnóstico feito próximo à sua casa. Os moradores nunca foram consultados. matando e saindo. a gente defende isso desde sempre. e 75% nas comunidades pacificadas. se você olhar com o olhar do morador. não pode permitir a extorsão. É absolutamente autoritário. O direito à segurança – dizer: “não tem mais o tráfico armado” – não justifica e não legitima toda a lógica militar sobre a favela. Com isso eu estou dizendo que sou contrário ao policiamento comunitário? Não. Mas essa negativa não serve para legitimar todo o projeto das UPPs de hoje. você não tem esse vínculo. que era dominado por uma milícia e recebeu uma UPP] é uma exceção que confirma a regra. valorizar a crítica que você faz. é claro que é um avanço. você não tem mediação da sociedade civil. A projeto de Saúde da Família não tem nada a ver com UPP. isso justifica todas as outras coisas que acontecem com a UPP? Não. Eu acho que é fundamental reconhecer avanços para poder.12/2/2014 Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" . O projeto de Saúde da Família é um outro problema e um outro programa.br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios. que afirmou que o governo do Estado está fazendo grandes esforços e investimentos no sentido de humanizar e de promover uma formação mais cidadã. que é um atendimento mais próximo. já. sobre o modelo de funcionamento da polícia dentro da favela. de saúde. o fim dos tiroteios e ruas mais tranquilas as principais melhorias depois da pacificação. tem de se tomar um cuidado.com. não pode permitir o abuso de autoridade que está acontecendo. Não é pensada para gerar direitos. duras. Você não tem política de moradia. Você vai ver conversas minhas com o Luiz Eduardo Soares de dez anos atrás. ela ser reconhecida como importante. Aí a sua crítica é vazia. Essa valorização muitas vezes gera remoção branca. Valorização dos imóveis que. Exatamente. E é preciso dizer isso para. Não adianta dizer que a UPP não tem nenhum avanço. presidente do Instituto Pereira Passos (FSP). ao policial. Trata-se de um tempo que foi fundamental para revelar o seu vínculo com um projeto maior de cidade. o tráfico é violento. E isso eles admitem. Agora. Viomundo – Essa UPP só teria sido instalada por causa do ocorrido com os jornalistas do jornal O Dia [que foram sequestrados e torturados por milicianos. Não ter tiroteio é um avanço. você tem em vários lugares antes da UPP. Porque a facção é violenta. tem que estar vinculado à rede hospitalar. e você depende da rede hospitalar. Claro que ninguém quer a polícia entrando. é fundamental. O Estado não pode ter esse padrão de comparação. no Batan. quando eu nem era parlamentar. É uma bobagem querer comparar quem é mais violento: o Estado ou o tráfico. Nunca houve um debate honesto. O entorno da Cidade de Deus está todo nas mãos da milícia: Gardênia Azul. inclusive para você não perder a capacidade de ter o próprio morador de favela fazendo essa crítica. E aí é um outro debate. Rio das Pedras.Viomundo . ela não pode ser reduzida à ideia de que a gente tem que tirar a UPP da favela. hoje. que você não tem o tiroteio como algo sistemático. É. inclusive. Tira a UPP da favela e faz o quê? Evidente que você não pode abrir um milímetro para a opressão policial. se você pensar que tinha guerra entre facções. Isso nunca foi feito. sim.viomundo. Como você vê essa afirmação? Ah. Onde. O próprio projeto que tinha o nome de “UPP Social” nunca saiu do papel. e que você não tem mais isso. Eu sou contra o que está acontecendo hoje. na zona Oeste do Rio. A UPP não é um projeto de enfrentamento às milícias. Não adianta você dizer o seguinte: “Eu sou contra a UPP e ela tem que acabar”. Porque isso não é uma crítica construtiva. E ele não está. a estratégia Saúde da Família saiu de 3% para 40% na cidade como um todo. uma produção de silêncio em áreas estratégicas. muitas vezes. Então não se trata de um projeto que se transformou. defendendo o princípio do policiamento comunitário. entre facção e polícia. O projeto de Saúde da Família que a gente sempre defendeu. gera também problemas.O que você não vê na mídia decisão de sua escolha. Agora. Viomundo – E alguns movimentos sociais já estão com essa bandeira. Agora.html 3/10 . sou contra uma série de coisas. inclusive. A crítica ao projeto das UPPs. Viomundo – Uma pesquisa do Rio como Vamos aponta que 45% de moradores de bairros com UPPs consideram a valorização dos imóveis. Viomundo – Os ganhos sociais. Não pode ser vista só como uma coisa positiva. A ausência do tiroteio. Eu acho muito ruim a crítica política segundo a qual nada presta. [A UPP] não foi pensada para ter mediação da sociedade civil.

funcionou. uma experiência muito positiva com o Gpae [Grupamento de Policiamento de Áreas Especiais]. só para a parte que te interessa. Viomundo – E como as UPPs se inserem nesse contexto? http://www. A polícia tem que ser próxima da sociedade. Mas desde que a comunidade tenha autonomia. A gente tem um crescimento importante das milícias no Rio. que foi abandonado. Não tem ninguém me ensinando a fazer nada. mais de 300. como por exemplo na Irlanda. Mas é evidente que você não vai ter uma UPP em cada favela do Rio de Janeiro. em todos os lugares do mundo onde nós tivemos avanço concreto da ação policial. fala de 170 áreas dominadas…. porque é identificado a um governo. Por exemplo: nós tivemos no Morro do Cavalão. O relatório de conclusão da CPI das Milícias. Mas aí você tem que ter um projeto de segurança pública. com queimaduras de primeiro e segundo graus. É um pouco mais. Você não tem um controle: o sistema de corregedoria e ouvidoria é inexistente. Você não tem essa proximidade construída à luz da conquista de direitos. que em todos os lugares do mundo.com. que eu não posso fazer isso –. O que você não pode é ter isso refém de um projeto de cidade. O morador tem que identificar o policial não como elemento estranho ao seu local de moradia. próximo. Isso a UPP não consolidou. E a polícia tem que ser um suporte. Agora. Eu recebo denúncias todos os dias dos policiais do Cfap reclamando das péssimas condições. aí. Mas esse é um princípio de policiamento comunitário importante. E a última é o controle sobre a polícia. bate na cabeça de alguém e mata. que o senhor presidiu.viomundo. A maior proteção da comunidade tem que ser a própria comunidade. em uma pesquisa recente.Viomundo . Quando nem o policial da UPP se identifica como algo diferente. Um aluno me ligou e disse: ‘eu estou aqui há doze horas. mas como um ingrediente fundamental para a sua conquista de direitos. um projeto de segurança pública? Elas ocupam. Débil mental não é bem o policial. três coisas foram fundamentais. O Morro do Cavalão era onde tinha a maior concentração de homicídios das favelas de Niterói. em 2008. Então. Eles não são policiais e têm um cassetete. acho que chega a uns 10% da população residente nas favelas do Rio. nós não temos nem indícios de nenhuma dessas três coisas acontecendo aqui no Rio. telefonemas de alguns policiais. com mediação da sociedade civil.12/2/2014 Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" . né? Viomundo – Mas é possível pensar que a UPP poderia ser. Você tem a mesma polícia. Que instrução é essa? Esse foi o relato de um policial. Viomundo – Eu queria entender melhor a relação das UPPs com as milícias. que tem de ser absolutamente distinta da que se tem aqui. com um mapeamento das áreas mais estratégicas. isso vira um problema e. A outra é a formação desse policial. Nós visitamos o Cfap (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM). O Gpae fez um trabalho muito interessante. que me diziam o seguinte: “olha. E não tem polícia o suficiente para isso. que sempre foi violenta e corrupta. foi fundamental para se ter uma outra polícia. para mim. E era um policial formado para UPP. Não se sentem policiais. Os próprios policiais das UPPs. tem que ser algo identificado àquele conjunto de direitos do morador. É. um rapaz desses pega aquele cassetete. tem de se vigiar a praia. eles pegaram esses alunos. nesse final de semana. Você vai poder ter um Gpae em cada uma das favelas? Não. Eu não sei usar isso aqui. Eu estou com um cassetete e eu nunca tive nenhuma aula para me dizer como é que usa esse cassetete. ainda que idealmente. Porque pobre vai à praia. depois troca e o outro governo não quer seguir. Eu recebi. Você não tem uma outra polícia no Rio de Janeiro. E você não tem uma outra formação.O que você não vê na mídia morto sob tortura. Aí o governador vem a público e diz que ele é um débil mental. Hoje. em péssimas condições de trabalho. Esse tripé. vou usar como porrete. Como já fez. Então não é só perder qualidade. botaram a gente para trabalhar na praia”. dizem não se sentir contemplados com o projeto da UPP. isso a UPP não tem. num sol de 50ºC. Essa é uma propaganda feita pelo Cabral que é absolutamente irresponsável. pelo contrário. apenas 3% das mais de mil favelas da cidade. Se eu tiver de usar.br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios. Esse é um tripé fundamental para você ter uma outra polícia. agora. agora revestida de um programa que diz ter uma nova polícia sem ter. Você tem uma lógica de policiamento que é de uma imensa irresponsabilidade do poder público. Uma delas é a proximidade da polícia com a sociedade. neste final de semana.html 4/10 . Viomundo – E mesmo assim nós podemos dizer que o problema do projeto das UPPs é só a localização? Não haveria um problema no projeto. botaram uma camiseta branca e espalharam na praia para trabalhar como policiais. aqui’. hoje. A formação é muito precária. Vai que tem uma correria.. não vai. alunos – sem identificá-los. em si mesmo? A ideia de um policiamento comunitário. Viomundo – Sentado no asfalto. Ali. segundo dados do Núcleo de Pesquisas de Violência (Nupevi).. a gente sempre defendeu. é porque tem coisas muito erradas no projeto. Eu estou trabalhando e não ganho para isso. E eles estão dizendo que isso aqui é instrução. Isso aconteceu agora. que possam ter polos. em Niterói.

Aí. E que fazem o jogo político-eleitoral que interessa aos governantes. Os desaparecimentos também podem estar relacionados a essa diminuição? Nós fizemos algumas audiências públicas pela Comissão de Direitos Humanos sobre o tema dos desaparecidos. com UPP.viomundo. ainda. Não dá. jan. A milícia elege.com. Ou você acha que essas pessoas são eleitas por onde? Não é em outro planeta. Essa é a melhor definição que a gente conseguiu acumular sobre milícia.Viomundo . que é o mesmo discurso da UPP. A milícia elege gente.html 5/10 . projeto de poder e é visitada por prefeito e governador. 88% dos conjuntos do Minha Casa Minha Vida estão na periferia da zona Oeste. São territórios e interesses que o Estado está leiloando para setores que são da segurança pública. não: ela tem centro social. Um estudo do Ipea de janeiro de 2012 (Daniel Cerqueira. por isso. naquela época. nessa época. nem ao tráfico. pelo menos. Por que não necessariamente eu acho boa a ideia de uma delegacia específica para desaparecidos? Porque você não vai ter uma em cada cidade. A milícia não é o Estado paralelo. 1697. E não estou dizendo que tenha que ter uma delegacia específica. se transforma em um domínio econômico e político. Mesmo assim as milícias continuam crescendo. Hoje você não tem mais isso. é muito distinto de um Marcelo Itagiba [ex-secretário de Segurança Pública do Rio. o tráfico. no máximo você vai ter uma no Estado. também. para você fazer essa associação direta – ou. Ela é um projeto para o enfrentamento do tráfico. o irmão do Marcinho VP foi candidato a deputado estadual. que só funciona porque há propina. Viomundo – Um assunto muito importante. o Cabral teve 77% dos votos válidos. tem projeto de poder. o Cabral foi reeleito no primeiro turno. não se elegeu. E o irmão do Marcinho VP. acho um equívoco. E ele sabe disso. nem zonas de hospitais e de escolas. Porque a milícia é o crime verdadeiramente organizado dentro do Estado. criminoso. Lugares que não têm sequer acesso a saneamento básico. E vou te dar um exemplo: na eleição de 2010. no Rio. Mas. com todas as críticas que possam ser feitas a ele. a família vai a uma delegacia qualquer. Viomundo – E ele goza de uma boa autonomia no governo. Pelo contrário: a relação que o tráfico tem com o Estado é na propina que paga ao policial para deixá-lo funcionar. em algumas delas. é onde ela atua. a família vai ter que viajar para cá para fazer o registro do desaparecimento? O registro é muito importante. naquela região do Complexo da Penha. Naquele momento. mas é feito. a atuação das milícias? Claro. n. era chamado de “quartel general do Comando Vermelho”.O que você não vê na mídia A UPP não serve para milícia. inclusive com a participação do Daniel Cerqueira. que era chamado dono do Comando Vermelho. É aqui. é uma questão de política. são os desaparecimentos. Você tem um crescimento considerável do número de desaparecidos. Quem mandava no Complexo do Alemão? Fica a pergunta. O Complexo do Alemão. Viomundo – A expulsão da população pobre para regiões mais desassistidas pelo Estado não favorece. A milícia elege a base que sustenta o próprio governo. Viomundo – O Beltrame.br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios. Isso não existe no tráfico. não há uma delegacia específica. mas deveria ter uma central da Polícia Civil para investigar os casos de desaparecimento. E a milícia tem o discurso da ordem. frequenta palácios. A milícia tem seus representantes. você ainda tem a percepção de que a milícia incomoda menos do que o tráfico e. Ipea. Porque a milícia é a polícia. como o senhor sabe. eu não gosto desse termo. eu acho que ainda carece de pesquisas. Por exemplo: suponha que você tem uma pessoa da sua família http://www. Porque o Estado não é paralelo a nada. E a UPP mostra isso. E. Textos para discussão. Mas é um dado fundamental e importante. ela é mais tolerada. que é o que incomoda. Dentre a população de zero a três salários mínimos. É quando o crime tem projeto de poder. Está muito acima do senhor Beltrame. se desaparece alguém a 400 km daqui. A milícia. como fez a milícia. não. Antigamente havia o discurso da “autodefesa comunitária” [definição das milícias atribuída ao ex-prefeito César Maia]. apontado no relatório de conclusão da CPI das Milícias como “candidato dos milicianos”].12/2/2014 Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" . e você não tem qualquer política para isso. 2012) diz que a redução do número de homicídios anunciada pelo governo estadual coincide com o aumento dos óbitos classificados como “causa indeterminada”. O Complexo do Alemão ainda não estava. Claro. É quando o domínio de território. O tráfico nunca transformou o seu domínio territorial em um domínio político. você tinha o discurso da milícia na boca dos governantes e dos comandantes das forças policiais. Isso não é mais dito. A milícia não é uma questão de polícia. A milícia é o Estado leiloado. A milícia mexe com interesse eleitoral e interesse político. Como explicar esse crescimento? Porque a milícia interessa muito mais do que o secretário de Segurança. A milícia tem que ter um investimento de inteligência. Quando uma pessoa desaparece. É quando o crime tem objetivo eleitoral. na prática.

Ah. Porque o auto de resistência só não é investigado porque o MP não quer investigar. mas a gente tem uma sensação de aumento da violência de Estado.viomundo. Sobre o auto de resistência. São dados fundamentais para uma possível identificação daquela pessoa em uma outra circunstância qualquer. não há política de desaparecidos no Rio de Janeiro. você pegou ele realmente de férias.6/100 mil. Não são poucos os que desaparecem por uma questão mental. É importante dizer que certamente. E você não tem nenhuma ação da Polícia Civil sobre isso. E. quantos são mulheres? Não há um mapa de desaparecidos. Então não tem política para desaparecidos. Desaparecidos? Como que é um número pequeno? É um número alarmante! Ele não sabe o que está dizendo. de alguma maneira. E o juiz arquiva. Viomundo – E em relação às execuções extrajudiciais? No contexto das UPPs. O número é muito alto. o que mascara as estatísticas. depois de algum tempo. não são tantos assim”. se voltou ou não voltou? Não. Viomundo – Ele falou: “Desaparecidos. inclusive. Contrariando a lei. a lei. o número de desaparecidos que o Rio de Janeiro tem. a gente pode falar de um aumento deste problema. Você vai à delegacia. porque um idoso desaparece por uma razão que é diferente de uma criança. O Ministério Público tem enorme responsabilidade sobre os autos de resistência. que também são homicídios. O que é muito grave. tem um elemento que é muito importante: não é um problema só policial. Viomundo – Ou 72 horas. ninguém procura. Viomundo – Não há uma preocupação efetiva do governo do Estado? Não há. Dificilmente uma cidade ou um Estado tem. Perguntar o corte de cabelo.O que você não vê na mídia desaparecida. dentre os desaparecidos. eles vão te pedir para voltar 48 horas depois – contrariando.12/2/2014 Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" . até porque geralmente foi maltratada no momento inicial. sempre foram coniventes com essa ação policial. há um número grande de homicídios. Perguntar. é alarmante. porque ele pede o arquivamento. Alguém da delegacia procura aquela família para saber. Isso é muito comum entre os jovens: desaparecer por um conflito familiar. Ou até 72. quando volta. Quantos desses desaparecidos voltaram? Não necessariamente esses registros de desaparecidos são de pessoas que morreram. então [são coniventes].html 6/10 . se a pessoa desaparecida tem uma tatuagem. Há uma redução do número de autos de resistência quando o debate sobre o auto de resistência fica muito grande. de uma caneta que assina o arquivamento. Mas a pessoa que vai pegar o seu depoimento tem de ser treinada para o caso de desaparecimento. pode ser um dado decisivo na localização dessa pessoa. até. não se sabe quanto. Viomundo – O MP e o Judiciário. O MP é um fiscal da polícia e não fiscaliza. no mundo inteiro. o problema maior é não ter nem respostas a isso. Com um número que é absurdo [segundo o estudo "Os donos do morro". a família vai na delegacia para dizer que ele voltou e fazer um novo registro? Não vai. Nessa. porque o registro tem de ser imediato. que sempre foi grande? Sempre foi grande. É o problema de uma violência institucional que envolve o MP e o Judiciário. O problema da violência policial não é só policial. para que você possa ter uma política. Viomundo – Eu tenho uma declaração do vice-governador Pezão dizendo que é um número relativamente pequeno.92/100 mil. durante as UPPs. Em várias unidades de polícia. Você não tem um cadastro. a taxa de desaparecimentos subiu de 3. você está brincando que ele falou isso.br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios. A mão que aperta o gatilho e que mata é acompanhada de uma outra mão. http://www. a última roupa com a qual ele saiu de casa. Você tem cadastro de carros roubados e não tem cadastro de pessoas desaparecidas no Brasil. O pior é o seguinte: quantos desses desaparecidos são crianças. Primeiro que o atendimento é péssimo. Você não tem sequer a padronização do atendimento e a sistematização das informações. O governador Pezão está mal informado. Não necessariamente a morte. que é feito pelo promotor. Agora. por exemplo. Então não há nem preparo para o policial que faz o registro sobre esses desaparecimentos. Que. Por isso que eu estou dizendo que ainda é cedo concluir que o aumento do o número de desaparecidos corresponde à redução do número de homicídios. Ele não sabe o número de desaparecidos que tem. Não há treinamento. após]. quantos são idosos. porque não tem política para desaparecidos. Isso nunca é perguntado. ou por uma briga.Viomundo . Viomundo – E [o MP] tem sido omisso no Rio de Janeiro? Mais do que omisso: ele é conivente. Claro. É uma lástima. E ele volta. para 6. Agora. Então não adianta falar só da violência letal da polícia quando você tem uma violência institucional grande que acompanha e legitima essa violência policial. É possível também que os desaparecimentos tenham esses autos de resistência mascarados.com. antes das UPPs.

Ele fala da importância que isso tem para fora da favela. aumentou em 80% a produção de CO2. Ninguém foi ouvido. no Rio de Janeiro. Essa fala do governador Pezão é muito sintomática. bem feitos e bem vindos. [. E também com um viés muito autoritário. Então. ela. Eu não sei se o que eles estão fazendo no Porto do Açu. uma cidade que ela defende. A sociedade não foi ouvida sobre a alteração de uma das coisas mais preciosas da história do Rio de Janeiro. então: o governo federal poderia investir na Polícia Civil do Rio de Janeiro para que se tenha um quadro de enfrentamento à questão dos desaparecidos. Porque ele fala da pacificação e em nenhum momento ele cita um morador da favela como protagonista dessa mudança. a gestão da cidade. A vinda do dinheiro do governo federal para as polícias do Rio de Janeiro deveria estar condicionada a alguns princípios. na zona Oeste do Rio de Janeiro. devia gerar um financiamento condicionado. não para dentro. administrado pela Odebrecht. Tanto econômico quanto social. com os danos ambientais e sociais.br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios. chegada de empresas. A Fundação Roberto Marinho tem uma série de negócios com a secretaria de Educação. em um lugar onde existe tamanho monopólio de informação. em 2014. enfim.com. que sejam bem vindas. Você não tem jornais. Isso envolve dinheiro. ela tem na UPP quase que uma patente. Por exemplo: o governo federal poderia financiar a formação desses policiais em aspectos ligados à cidadania e poderia condicionar a manutenção da vinda deste dinheiro à redução dos autos de resistência. as condições para que esse investimento chegue. E outros. Tem que aprender a ouvir o morador. A TKCSA. Que não cumpre. o negócio. Uma cidade pode e deve garantir os investimentos. A possibilidade de debater a cidade. que outros atores nós podemos falar que são interessados neste projeto de cidade? A Rede Globo é um deles. do [parque aquático] Júlio Delamare. A cidade pode ter os negócios. a lógica da cidade tem de ser para as pessoas. Ele diz o seguinte: “Nós saímos de um orçamento de R$33 bilhões para R$77 bilhões. Viomundo – Sobre o projeto de cidade que você citou. A cidade não pode ser. não gerou os empregos que ia gerar. A gente tem zonas de sacrifício: a zona Oeste é uma zona de sacrifício para um projeto de cidade. Por exemplo: o Complexo do Alemão jamais teria escolhido investimento no teleférico se fosse ouvido. Ela é sócia. Viomundo – E. Porque é uma concepção autoritária. que gera muito mais dano do que desenvolvimento. todo o debate sobre o complexo do Maracanã: fechamento da Escola Friedenreich. E ele. Isso tem que ser importante para fora e para dentro.O que você não vê na mídia Viomundo – Uma outra discussão importante: como você vê o papel do governo federal na lógica de segurança pública do Rio de Janeiro? O governo federal tem uma responsabilidade muito grande. Ou. inclusive. Isso é a volta do Rio”. não. Gerou uma série de doenças respiratórias e de pele. queremos saneamento básico”. eles perderam.viomundo. nessa lógica de cidade-negócio. ao gerar o seu financiamento. um deles muito pequeno. que foi o Maracanã. se tornaram elementos decisivos para que você possa fazer um debate mais http://www. não à toa. é um bom sinal de desenvolvimento. A Rede Globo trata dessa cidade como grandes negócios. E o teleférico do Alemão já está. Claro que é importante investimento. Primeiro. mas a manutenção dessa verba estaria condicionada ao esclarecimento dos casos de desaparecimento. Ora. está prejudicado. mesmo. os sites. hoje. mas a cidade não pode ser. inclusive nos negócios efetivados. A Rocinha fez uma enorme passeata dizendo: “não queremos teleférico. A Rede Globo é sócia deste projeto de cidade. os princípios da cidade. no projeto de cidade. eu não estou falando do Porto do Açu.. eu também quero discutir. além das empreiteiras. A Rede Globo tem. A cidade tem de ser voltada para as pessoas. É preciso ter uma política de desenvolvimento que seja pensada levando em conta a qualidade da vida dessas pessoas. Agora. negociada. Que venham as empresas. Por isso que as redes sociais. Esse era um papel importante a ser cumprido pelo governo federal. Viomundo – Mas esses números não têm uma certa importância? Claro que tem.] Isso é pela política de pacificação. tanto do Estado quanto do Município.Viomundo . do [estádio de atletismo] Célio de Barros. Eles recuaram.12/2/2014 Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" . E. Você tem fundamentalmente dois jornais. Então há um monopólio muito forte da informação no Rio. ela. Mas uma cidade precisa ser pensada para pessoas. da destruição do Museu do Índio.html 7/10 . Ou seja: condicionar essa ajuda financeira a resultados de uma outra polícia. contratos. Teria escolhido saneamento básico. Porque eles estavam entregando aquilo a uma lógica de cidade-negócio que não interessava ao conjunto da sociedade. porque é quem tem mais recurso. Evidentemente eu não estou falando de uma TKCSA. isso é riqueza. tem investimentos e investimentos. Alguns investimentos bem sucedidos. acabou com a pesca artesanal da baía de Sepetiba. A concepção de desenvolvimento.. há uma fala do Pezão que eu penso representar muito bem a fala institucional. projetos.

20:08 FrancoAtirador . São Paulo.12/2/2014 Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" . Viomundo – Que tipo de legado as grandes intervenções urbanas realizadas em função da Copa e das Olimpíadas deve deixar para o Rio? Espero que não seja o mesmo legado que os Jogos Panamericanos deixaram. mas se isso não for pensado com um projeto de cidade voltado para as pessoas. Responder http://www. Porque isso é pensado na lógica do lucro. O que é que melhorou no sistema de transporte? No sistema de comunicação? O problema é que esses grandes eventos trazem turismo. Esse agachamento moral diante da Fifa não nos permite sonhar com grandes legados. isso não fica.com.html 8/10 . né? Nós já passamos por isso. através das OSs (Organizações Sociais). Logo.. desse modelo de cidade-negócio. que é de concepção de cidade.. Pernambuco e do governo Dilma. *Dario de Negreiros viajou ao Rio de Janeiro com despesas pagas pelos assinantes do Viomundo.br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios. . controle das milícias sobre bairros pobres do Rio está se ampliando Curtir 4. Publicar também no Facebook Plug-in social do Facebook Publicando como Victor Taiar (Não é você?) Comentar 9 Comentários para “Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de “grandes negócios”” qua. é o [estádio do] Engenhão. por exemplo nas escolas públicas? Nada. Minas Gerais. um problema de fundo. PSoL processa a Celebridade Fascista. Leia também: Projeto das UPPs dá sinais de fadiga. Deputado do PSoL denuncia as negociatas da Megera Global no Rio. Esta reportagem faz parte de uma série que analisa as políticas públicas dos estados do Rio de Janeiro. na lógica exclusiva do investimento. Um dos piores modelos de saúde que tem. A privatização da saúde. que não tem qualquer responsabilidade com os direitos das pessoas.viomundo. O legado pode ser um ou pode ser outro. Absolutamente entregue aos interesses das OSs.O que você não vê na mídia honesto e mais profundo sobre essa concepção de cidade. Qual é a utilidade? O que é que a prática esportiva ganhou. 12/02/2014 . Qual foi o legado? Nenhum. então. trazem divisas. Depende qual é a concepção de cidade e como é que o poder público se posiciona. quem é o culpado pela morte do cinegrafista da BAND? . Isso não se consolida como direito.Viomundo .4 mil Tw eet 101 Comentar. tem os seus sócios. . Há. aos quais agradecemos por compartilhar conteúdo jornalístico independente com os demais internautas. numa cultura de direitos. âncora televisiva do SBT. O legado é o [Parque Aquático] Maria Lenk. trazem investimentos. no Brasil inteiro. depois dos Jogos Panamericanos. é o do Rio.

19:19 “O projeto Saúde da família tem que estar vinculado a rede hospitalar”. no entanto. 12/02/2014 .com/2014/02/faltava-um-corpo/ “O cinegrafista Santiago Andrade não é o primeiro morto nessa conta. É.com. lúcido e simples.br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios. 12/02/2014 .viomundo.19:13 Marcelo Teixeira Lamento mas essa fuga de Freixo.18:55 Alexandro Rodrigues Agora o PSOL vai sentir um pouco na pele o que o PT vem sofrendo a 12 anos! Responder qua. outros tantos corpos invisíveis foram atirados ao chão. Grande espírito. para os EUA.Viomundo . Isso não vemos nos grandes jornais. Responder qua. o que fundamenta esse entendimento de Freixo? Isso quer dizer que se não tiver hospital o saúde da família não pode existir? Então em cada município do país teremos que ter hospital para ter estratégia de saúde da família? Gostaria de entender melhor o pensamento do entrevistado. como do DF também.16:57 Marcio Ramos Terrorista http://blogueirasfeministas. Que balança se usa pra medir essas mortes e determinar como usá-las (ou não usá-las) politicamente?” http://www. Responder qua.html 9/10 . Antes dele. 12/02/2014 . Responder qua. Pergunto. Responder qua. 12/02/2014 . Mas reconheço que também já foi pior. Concordo com ele em uma coisa: o modelo de saúde do RJ tem muitos problemas. porque jamais se manifestou sobre as barbaridades de Joaquim Barbosa? Porque nunca se manifestou sobre as agressões sofridas pelos Petistas expulsos das manifestações? Freixo me parece um equívoco. e sobre isso pouco se falou. o primeiro que serve aos fins políticos que a “guerra ao terror” necessita. muito.12/2/2014 Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" . 12/02/2014 . por conta de “ameaças” não me parece sequer razoável.17:18 abolicionista Dá-lhe Freixo.O que você não vê na mídia Luís Carlos qua. Supondo que de fato ele corria perigo ficam as perguntas: Porque logo para os EUA com quem a Globo que ele acusa tem uma relação de Irmã Siamesa? Dando o direito ao benefício da dúvida surge outra pergunta: Porque voltou? O Estado e a cidade do Rio ficaram mais seguros? Se ele tem essa aura de bom moço e tem um projetos limpo.18:26 Maria Ester Rabello Muito boa a entrevista. 12/02/2014 .

16:55 J. 12/02/2014 . Será que a quadrilha aecista conseguiu empastelá-lo? Responder qua.Todos os direitos reservados Hospedado por http://www.Viomundo .br/denuncias/freixo-globo-e-socia-de-um-projeto-autoritario-de-cidade-e-trata-do-rio-como-de-grandes-negocios.viomundo.html 10/10 . aplaude decisões inconstitucionais do STF contra petistas.20:23 Luís Carlos Porque o PSOL apoia.O que você não vê na mídia Responder qua. Responder Comentar Nome (obrigatório) E-mail (obrigatório) Website Enviar comentário Copyright 2005-2013 . 12/02/2014 . Agora reclama de ataques de sua aliada contra PT.com.Carlos Não estou coneguindo entrar no portal do NovoJornal.12/2/2014 Marcelo Freixo: Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade e trata do Rio como de "grandes negócios" . PSOL aliou-se a Globo e STF para destruir PT.