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AS PRÁTICAS TAYLORISTAS JÁ FORAM SUPERADAS?

João Cesar Souza Ferreira1 RESUMO A partir de reflexões a cerca das características do método Científico desenvolvido por Taylor procura!se destacar a aplica"ilidade do mesmo no sistema de produ#ão partindo do pressuposto de $ue tal método e passível de aplica"ilidade tanto no sistema Socialista $uanto no Capitalista com a fun#ão social de aumento de produtividade da ri$ueza $ue re%e o valor de troca& PALAVRAS-CHAVE Taylorismo' Socialismo' Capitalismo ABSTRACT From reflections a"out t(e c(aracteristics of t(e scientific met(od developed "y Taylor try to (i%(li%(t t(e applica"ility of t(e same in t(e production system assumin% t(at suc( a met(od and su")ect applica"ility "ot( in Socialist system as in Capitalist *it( t(e social function of productivity increase of *ealt( t(at %overns t(e exc(an%e value& KEYWORDS Taylorism' Socialism' Capitalism' 1. INTRODUÇÃO + o")etivo deste arti%o é demonstrar como princípios científicos do Taylorismo foram assumidos e transplantados para a então recente sociedade socialista da ,-SS& Com isso defendemos a ideia de $ue a supera#ão ou a necess.ria supera#ão de um modo de produ#ão por outro não implica necessariamente na ne%a#ão total dos métodos praticas e procedimentos científicos $ue visem na maior produtividade da ri$ueza e do destino social do excedente econ/mico& 0 comum evidenciarmos o apontamento do método científico de Taylor como sendo um contri"uinte para a acumula#ão de capital mas é preciso verificar $ue o pr1prio Taylor
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2specialista em 3o%istica pela ,niversidade 4ama Fil(o 4raduado em Administra#ão pela F25+-6 7Funda#ão 2ducacional do 5ordeste 8ineiro9 Assistente administrativo lotado no 6epartamento de Ci:ncias 2con/micas na ,F;J8 7,niversidade Federal dos ;ales do Je$uitin(on(a e 8ucuri9 8em"ro do 4rupo 42C2< 74rupo de Critica = 2conomia <olitica9& Telefone 7>>9 ??@ABC1> 2mailD )oao&cesarEufv)m&edu&"r

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rios deu se conta das suas vidas miser.er tam"ém a o"ra deD CIGA.!la não por meios ut1picos mas sim em resultados de maiores proventos auferidos por todos principalmente pelo (omem $ue tra"al(a e produz ao $ual alias dedicou verdadeira e permanente aten#ão& Como Taylor era li%ado aos oper. muitas maneiras de fazer mas uma sempre é mel(or& +l(os postos na con$uista da felicidade social pretendia alcan#. $-.# '$ /(%')*+% "# -$(0$ " 1$-$& Trad& Cristina Sc(umac(er& <orto Ale%reD Artes 8édicas 1BBC& 2 .veis e do in)usto trato social $ue rece"iam e por esse motivo lo%o depois de ter sido nomeado c(efe da oficina empen(ou!se em modificar o sistema de administra#ão afim de $ue se tornasse um s1 os interesses dos tra"al(adores e da dire#ão em vez de serem anta%/nicos 7TAH3+.tin(a prop1sitos "em diferentes ao desenvolver o método de estudos dos tempos e movimentos o $ue viria mais tarde a ser aperfei#oado por Ford F e mais recentemente pelo Toyotismo> de Taiic(i +(no& Se%undo Amaral 71B?A9 existe $uem procure dene%rir o alto conceito $ue cerca o nome de Taylor& Falando em nome de certas teorias modernas "aseadas no incrível desenvolvimento da ci:ncia e da tecnolo%ia comprazem se al%uns da Ci:ncia da Administra#ão em considerar ultrapassados os ensinamentos do %rande técnico norte! americano e como tais não mais merecedor de estudo& Gnundam de censuras as o"ras dele mas $uais apontam o"solesc:ncias e erronias insci:ncia e presun#ão& 2s$uecem! se de $ue não fora ele deduzindo de experi:ncias e tentativas incessantes princípios e métodos racionais de tra"al(o talvez não tivessem sido possíveis a (umanidade o pro%resso (a)a vista suas pes$uisas "uscaram sempre fins de produ#ão intensiva a partir da indiscutível preliminar de $ue (.1B?B9& Com a o"ra de Taylor a produ#ão econ/mica rece"e uma "ase nova& Tentou reduzir cada arte manual ou oficio a movimentos elementares $ue pudessem ser exatamente cronometrados descritos e ensinados a $ual$uer pessoa& Taylor no inicio cuidava apenas dos processos mais tarde com a consolida#ão de seus métodos através da experimenta#ão c(e%ou = caracteriza#ão dos princípios "aseados na preocupa#ão da o"serva#ão cientifica dos fatos $ue diante dele se apresentaram& 2is os tr:s princípios dessa faseD 1Atri"uir a cada oper.25AT+ Gdal"erto& Gntrodu#ão = Teoria 4eral da Administra#ão& -io de JaneiroD 2d&Campus& JK ed F@@@& 3 <ara aprofundamento so"re o Sistema consultar a o"ra de +I5+ T& + Si !"#$ T%&%!$ '" P(%')*+%.rio a tarefa mais elevada $ue l(e permitisse as aptidões& 2 .

rio produzindo a maior soma de tra"al(o tivesse uma remunera#ão ade$uada ou se)a >@ a M@ por cento superior = média dos tra"al(adores de sua classe& 5esses tr:s enunciados est.rios mais altos do $ue os rece"idos (a"itualmente pelos empre%ados de sua classe este fato de maior importPncia ainda $ue é o aproveitamento do dos (omens de modo mais eficiente (a"ilitando!os a desempen(ar os tipos de tra"al(o mais elevados para os $uais ten(am aptidões naturais e atri"uindo!l(es sempre $ue possível esses %:neros de tra"al(o& 6e acordo com Iarry Qraverman 71BCC9 nos períodos p1s!%uerra o desenvolvimento da tecnolo%ia cientifica da produtividade e do tra"al(o em certo %rau dos níveis ordin.ximo de produ#ão $ue se pudesse esperar de um tra"al(ador (.rios de consumo da classe tra"al(adora durante este século tiveram como não raro o"servou um profundo efeito so"re os movimentos tra"al(istas em %eral& A classe de tra"al(ador $ue era sindicalizada se via em dado momento intimidada pelo %rau de complexidade da produ#ão capitalista diante de certo enfra$uecimento no seu ímpeto 3 .apud <avel 1B?B9& 1."il de sua cate%oria& 3Lue cada oper.xima prosperidade para o empre%ado si%nifica além de sal.rio o m. contida a principal orienta#ão dos tra"al(os de Taylor! o"ten#ão de mão de o"ra econ/mica retri"uída entretanto com sal.2Solicitar a cada oper.ximo de prosperidade ao patrão e ao mesmo tempo o m.1 OBJETIVO PRINCIPAL DOS SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO 6e acordo com Taylor 71B?B9 o o")etivo da administra#ão deve ser o de asse%urar o m.ximo de prosperidade ao empre%ado& A cita#ão Nm.rios mais elevados& 8ais tarde Taylor evidenciou de forma o")etiva os se%uintes o")etivosD 16e desenvolvimento de uma ci:ncia $ue pudesse aplicar!se a cada fase do tra"al(o (umano e lu%ar dos vel(os métodos rotineiros& 2Seleciona o mel(or tra"al(ador para cada servi#o passando em se%uida a ensina!lo trina!lo e forma!lo em lu%ar do anti%o costume de deixar a ele $ue selecionasse o seu servi#o e se formasse da mel(or maneira possível& 3Criar um espírito de profunda coopera#ão entre a dire#ão e os tra"al(adores com o")etivo de $ue as atividades se desenvolvessem de acordo com os princípios da ci:ncia aperfei#oada& 46ivisão do tra"al(o de $uase i%uais processos entre a dire#ão e os tra"al(adores devendo cada departamento atuar so"re a$ueles tra"al(os para os $uais estivesse mel(or preparado su"stituindo desta forma as anti%as condi#ões nas $uais $uase todo o tra"al(o e a maior responsa"ilidade recaiam so"re a$ueles& 7TAH3+.ximo de prosperidadeO é usada em sentido amplo compreendendo não s1 %randes dividendos para a compan(ia ou empre%ador como tam"ém desenvolvimento no mais alto %rau de todos os ramos do ne%1cio afim de $ue a prosperidade se)a permanente& G%ualmente m.

rio pelos %an(os proporcionados pelo r.pido incremento da produtividade perdeu cada vez mais animo e am"i#ão de arrancar o controle das mãos capitalistas e tende a "ar%an(ar por participa#ão do tra"al(o no produto este movimento tra"al(ista constituiu o am"iente imediato do marxismo& 2 os marxistas foram compelidos a adaptar!se a ele em %raus vari.rio de desenvolvimento do sistema capitalista de produ#ão $ue em dado momento ). t.# 2m sua interven#ão na dire#ão do Consel(o central de 2conomia nacional de 1T de a"ril de 1B1? 3enin tin(a insistido em $ue o decreto so"re a disciplina do tra"al(o falasse do sistema de Taylor& A ata dizD NA discussão trata do pro)eto referente = disciplina do tra"al(o levado a ca"o pelos Consel(o dos Sindicatos da -Sssia& + camarada 3enin propõe uma série de emendas e de formulas mais precisas de determinados pontos & <ropõe $ue se concretize o pro)eto7& & & 9& N + decreto deve se referir especificamente = introdu#ão do sistema de Taylor em outras palavras = utiliza#ão de todos os processos científicos do tra"al(o contidos no sistema 7& & & 9 & 5a ocasião em $ue se aplicar esse sistema convidar en%en(eiros americanos 7 & & &9O 7 +&C& t& AF <& CF&# 4 .C. conse%uia a simpatia e comprometimento da parte da classe tra"al(adora a $ual era a "ase para a consolida#ão de um movimento revolucion. !.2"8.revolucion.nião Soviética padecia de mudan#as profundas e estruturais nas $uais passavam pela adesão ao método científico de produ#ão desenvolvido por Taylor neste momento ).ticas de elementos calcados no sistema de Taylor A& Com"atida imediatamente pelos Ncomunistas de es$uerdaO 7 %rupo QouR(arin9 os menc(evi$ues e os anar$uistas essa posi#ão tornou!se centro de de"ates acalorados& 73G5IA-T 1B?> p&CC9& A "usca de Taylor por um método $ue mediasse os interesses dos patrões e dos empre%ados é uma demarca#ão so"re o $ue falam das inten#ões de Taylor em favorecer 4 N0 preciso or%anizar na -Sssia o estudo e o ensino do sistema de Taylor sua experi:ncia e sua adapta#ão sistem.veis& 5as mais diversas formas muitas das $uais podem ser encaradas a%ora como ideolo%icamente destrutivas& A$ui se apresenta um indicativo de $ue o pro)eto socialista da .rio da época& A perman:ncia do sistema socialista se%undo 3:nin passa por um forte movimento de desenvolvimento técnico cientifico asse%urada sua )usta forma de distri"ui#ão& Luando depois da assinatura da paz de Qrest!3itovsR 7> de mar#o de 1B1?9 estoura um de"ate so"re a or%aniza#ão econ/mica do novo re%ime 3:nin preconiza entre outras medidas ur%entes visando esta"elecer a disciplina do tra"al(o e a aumentar sua produtividade a introdu#ão sistem. não mais se confi%ura a critica ao modo de produ#ão capitalista mas sim a sua forma de distri"ui#ão neste sentido (. 2 .ticas&O 7Lês Tâncher immédiates du pouvir dês soviets. publicado a 28 de abril de 1918. uma defesa de moderniza#ão da industrial ou se)a dos modos de produ#ão no sistema socialista como forma de se manter e asse%urar a consolida#ão do sistema ante o devastador cen. em O.

o sistema capitalista cai por terra os métodos científicos desenvolvidos por Taylor tin(a meramente a fun#ão de reduzir a fadi%a (umana na produ#ão ocasionando o "em estar e conse$uentemente oportunizando ao (omem a condi#ão de realizar atividades de alta complexidade e com isto o desenvolvimento individual $ue favore#a o coletivo& 1.riosD "aixos sal.$uinas peri%osas falta de assist:ncia amea#a de desempre%o mul(eres e menores tra"al(ando rudemente V constituíam $ueixas constantes dos tra"al(adores& Como seria de esperar essa era uma das preocupa#ões constantes das tertSlias de serão na$uela casa de maneira tal $ue o menino se ia im"uindo de ideias altrutísticas e de s.2 R" )-!$'% E1%56#i1% '% i !"#$ '" %(0$5i7$*+% 1i"5!i8i1$ Velho Sistema Novo Sistema 5Smero de tra"al(adores 7no p. A apropria#ão sistema Capitalista ao método de Taylor provoca mudan#as profundas so" o modo de produ#ão e destina#ão do excedente produzido fica claro $ue a inten#ão de Taylor ao desenvolver o método cientifico de aperfei#oamento do modo de produ#ão era esta"elecer uma rela#ão )usta entre patrões e empre%ados de modo $ue as duas partes se "eneficiassem instituindo assim um modo )usto de produ#ão& Se esses assim cuidavam de assuntos político!admnistrativos não l(es passaria desperce"ido a importPncia do pro"lema social concomitanteD a luta de classes a %uerra entre patrões e tra"al(adores& A situa#ão de conforto da classe média contrastava com $ue ia pelos meios prolet. p. 1989.28#.rio puxado m."ricas malsans (or."ios ensinamentos& 2m verdade a$ueles (omens uns de costela e pera no rosto outros de cavan(a$ue vestindo no inverno pesados so"retudo = moda de Cauvor discutiam acaloradamente os assuntos do dia a dia da cidade na província no país no mundo considerando acima de tudo a condi#ão da criatura (umana & + menino Taylor influenciou!se assim pela necessidade de minorar senão suprimir o anta%onismo eternamente su")acente nas rela#ões entre empre%ados e empre%adores& 7A8A-A3 A@@ a J@@ 1J U1 1M U@ @CF 1A@ MB U1 ?? U@ @>> 1B?A p&FJ9& + sistema Taylor de produ#ão tornou eficiente o tra"al(o de pessoas $ue in%ressavam no mercado de tra"al(o despreparadas para o exercício de suas fun#ões& Ao dividir o processo produtivo em tarefas e movimentos cuidadosamente cronometrados Taylor p/s = disposi#ão do sistema produtivo um método em $ue todos os tra"al(adores 5 .tio9 8édia de toneladas por dia e por (omem 8édia de remunera#ão por dia e por (omem Custo médio do carre%amento de uma tonelada de FFA@ l"s& $onte% &T'(LO).rios corti#os infectos f.

GGG e primeiro ter#o do século XGX& A revolu#ão técnica científica come#ou nas Sltimas décadas do século XGX ou se)a o papel da ci:ncia na revolu#ão industrial foi enorme& 2ntre os séculos X.podiam desenvolver suas atividades independentemente de sua $ualifica#ão e de sua experi:ncia& -eferindo!se ao método de Taylor 75WQ-24A 1BBC9 afirma $ue N%an(ando vida pr1pria o Taylorismo se revelou uma ideia mais inteli%ente do $ue o (omem $ue a formulouO& 2 TAYLORISMO E O MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA Tem se um sistema econ/mico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produ#ão e pela exist:ncia de mercados livres de tra"al(o assalariado& 5a (istorio%rafia ocidental a ascensão do capitalismo é comumente associada ao fim do feudalismo ocorrido na 2uropa no final da Gdade 8édia& +utras condi#ões comumente associadas ao capitalismo sãoD a presen#a de a%entes $ue investem em troca de um lucro futuro' o respeito a leis e contratos' a exist:ncia de financiamento moeda e )uro' a ocupa#ão de tra"al(adores se%undo um mercado de tra"al(o& As sociedades modernas possuem em %eral economias mistas adotando conceitos an.ssica& + avan#o científico entre esses séculos ofereceu as "ases necess.rias para a revolu#ão 6 .lo%os aos capitalistas com restri#ões impostas pelos 2.GG na 2uropa antes do sur%imento do capitalismo todo con(ecimento cientifico do ocidente era essencialmente da anti%uidade cl.A& As duas Sltimas décadas do século XGX ocorreram %randes transforma#ões no papel da ci:ncia no modo de produ#ão& A ci:ncia é depois do tra"al(o a mais importante no sentido de se tornar um auxílio para o capital& Y&&&Z A principio a ci:ncia nada custa ao capitalista visto $ue ele tão somente explora o con(ecimento acumulado das ci:ncias físicas mas depois do capitalista or%aniza sistematicamente e ornamentam a ci:ncia custeando a educa#ão científica a pes$uisa os la"orat1rios etc& Com imenso excedente do produto social $ue o pertence diretamente a ele ou $ue o capitalista dispõe como um domínio total na forma de rendas de tri"utos Y&&&Z& 7Q-A.2-8A5 1BCC <& 1>?9& A ci:ncia como uma propriedade capitalista no pleno centro de produ#ão ocorreu na revolu#ão industrial no final do século X.G e X.

%io é a ma$uinofatura o instrumento de tra"al(o é retirado do tra"al(ador e transferido para um mecanismo acionado por ener%ia da natureza captada para esse fim $ue transmitida = ferramenta produz a mercadoria dese)ada& 5este caso (ouve uma mudan#a nos instrumentos de tra"al(o& 7 .GG& 5a era do capitalismo monopolista as desco"ertas e investimentos no campo científico alemão contri"uíram para o ensino superior e para a indSstria tanto da Aleman(a mas principalmente dos 2.2-8A5 1BCC p& 1AJ9& A revolu#ão técnica V científica transformou o perfil do tra"al(ador& 5a manufatura 7modo de produ#ão anterior = revolu#ão industrial9 o artesão tin(a o sa"er fazer ou se)a confeccionava o produto do início ao fim mas a produ#ão da mercadoria foi su"dividida por uma cadeia de tra"al(adores e cada um fazia uma determinada parte do produto isto é o $ue mudou foi = or%aniza#ão do tra"al(o& + pr1ximo est.ter consciente e proposital amplamente ausente na anti%a& 2m vez de inova#ão espontPnea indiretamente suscitada pelos processos sociais de produ#ão veio o pro%resso plane)ado da tecnolo%ia e pro%resso de produ#ão& 7Q-A.A& 5o final do século XGX ocorreu o es%otamento das possi"ilidades tecnol1%icas da revolu#ão industrial& 5este contexto sur%iuD Y&&&Z A nova revolu#ão técnica ! científica $ue rea"asteceu o acervo de possi"ilidades tecnol1%icas tin(a um car.A e a Gn%laterra no campo científico estavam na fase do senso comum en$uanto $ue a Aleman(a estava mais desenvolvida no campo filos1fico 7com Ie%el9 e cientifico& Foi por essa razão $ue a ci:ncia europeia passou da Fran#a para a Aleman(a em meados do século X.industrial mesmo de maneira indireta pois a ci:ncia não estava conectada diretamente ao capitalismo& A indSstria se "eneficiou no final do século XGX com o avan#o da ci:ncia $ue ocorreu principalmente em $uatro camposD eletricidade a#o petr1leo motor de explosão& Com isso a ci:ncia mostrou sua importPncia como meio de estimular ainda mais a acumula#ão do capital& A Aleman(a foi o primeiro país $ue incorporou a ci:ncia na empresa capitalista& +s 2.A o %overno americano financiou os %:nios cientistas do mundo inteiro $ue por sua vez desenvolveram o con(ecimento científico utilizado e introduzido na indSstria dos 2.

rios desi%uais em fun#ão de o tra"al(o ser manual ou intelectual o $ue tam"ém não $uer dizer $ue o processo de tra"al(o não deva ser constituído de forma a oferecer métodos de produ#ão mais produtivos como por exemplo o método científico de Taylor& 3enin acusa o taylorismo e o capitalismo em %eral do erro de limitar a racionaliza#ão ao processo de tra"al(o industrial e ao $ue parece pensar na difusão do método em outras camadas alem da f.2-8A5 1BCC p& 1M19& 3 TAYLORISMO E MODO DE PRODUÇÃO SOCIALISTA A "ase econ/mica do socialismo é a propriedade social dos meios de produ#ão isto é os meios de produ#ão são pS"licos ou coletivos não existindo empresas privadas& A finalidade da sociedade socialista é a satisfa#ão completa das necessidades materiais e culturais da popula#ãoD empre%o (a"ita#ão educa#ão saSde& 5ela não (.$uina Y&&&ZO 7Q-A.rio do capital 7patrão9 e propriet. separa#ão entre propriet."rica& NY&&&Z A Nracionaliza#ãoO da or%aniza#ão do tra"al(o fornece um modelo de uma racionaliza#ão do or%anismo econ/mico da sociedade inteira Y&&&ZO 73G5IA-T 1B?> p& ?J9& A luta de classes na .+ processo de tra"al(o foi transformado pela revolu#ão técnico!científica através de uma reor%aniza#ão e su"divisão do tra"al(o cu)as transforma#ões ocorreramD for#a de tra"al(o instrumentos de tra"al(o materiais de tra"al(o e no pr1prio produto& +s instrumentos empre%ados na produ#ão foram fa"ricados de acordo com as necessidades do mercado& Iouve uma "usca por uma maior produtividade isto é produzir mais com o menor tempo possível& +utra característica é a %er:ncia $ue passa a controlar todo o processo de produ#ão da mercadoria& 5o taylorismo e no sistema capitalista como um todo& As pessoas de uma classe são postas em movimento por pessoas de outras classes& Constatamos assim como o capital empre%a o tra"al(o e como ocorre a manipula#ão da (umanidade pelo capital& NY&&&Z +s instrumentos (umanos são adaptados = ma$uinaria de produ#ão de acordo em especifica#ões $ue se assemel(am a nada mais $ue especifica#ões das propriedades da m.nião Soviética depois da GG 4uerra 8undial revela ap1s um "reve período de [reconstru#ão nacional[ um processo de acirramento crescente& +s pro"lemas sociais como por exemplo a crise da a%ricultura a $uestão da (a"ita#ão os 8 .rios da for#a do tra"al(o 7empre%ados9& Gsto não $uer dizer $ue não (a)a diferen#as sociais entre as pessoas "em como sal.

nião Soviética ir."ricas a%ora era preciso encontra um meio de incorporar o seu con(ecimento& A difusão da ci:ncia e da técnica %erada pelo capitalismo era uma rota incontorn. nascer com esta "aseD a *ornada de trabalho redu+ida tornada possível pelaOracionaliza#ãoO le%ada pelo capitalismo e desem"ara#ada do desperdício com $ue ele a onerou& Liberar o tempo das massas populares para dire.rios arti%os serão consa%rados a distin%uir entre Nracionaliza#ão socialistaO e a Nracionaliza#ão capitalistaO& 2xpropriada a "ur%uesia das f.rio avan#ar nos métodos de tra"al(o o $ue na$uela época sendo o método de Taylor o $ue mais avan#a neste sentido& 2 o $ue %arante a redu#ão da )ornada de tra"al(o\ Justamente o uso %eneralizado e NracionalO das for#as produtivas e em primeiro lu%ar da for#a de tra"al(o (umana $ue o capitalismo pensa 3enin preparou mais freia& + Taylorismo l(e parece ser um desses métodos& ."ricas9 a militariza#ão dos sindicatos e além disso esvaziam os sovietes implantando a ditadura do partido&M Ao $ue parece fica claro o interesse de 3enin pelo método cientifico de Taylor ele acreditada ser possível utilizar o sistema de racionaliza#ão do tra"al(o como uma forma de avan#o dentro do modo de produ#ão socialista 3:nin pensa o pro%resso e para tal entendia $ue era necess.-o do .stado as tarefas políticas e administrativasD assim seria pensava 3enin em 1B1C a transforma#ão principal do processo de tra"al(o nesta etapa e $ue tornaria possível o exercício da democracia pelas massas& 7 3G5IA-T 1B?> p& BF9& Se%undo an. se desenvolver nos anos 1BFM! 1B>@ onde v.m novo sistema político ir.desperdícios produzidos pela planifica#ão "urocr.rio& <orto Afrontamento 1BCM& 9 .tica se acumulavam e criavam enormes conflitos sociais& +s "olc(evi$ues com a revolu#ão de outu"ro assumem o poder do 2stado e a partir disto a dualidade de poderes come#a a se resolver em favor do [2stado "ur%u:s mas sem "ur%uesia[ de 3:nin& +s "olc(evi$ues no poder pre%am a [%estão individual das empresas[ a implanta#ão do Taylorismo 7método tipicamente capitalista de %estão nas f.vel para a transi#ão socialista incluindo os aspectos pro%ressivos da or%aniza#ão científica do tra"al(o ela"orada por F& Taylor& So"re a necessidade de amplia#ão da produtividade do tra"al(o 3:nin avan#ava $ueD 5 Cf& Qrinton 8aurice& +s Qolc(evi$ues e o Controle +per.lise de 3:nin 71B?> p& ?J9 o sistema de Taylor é como uma racionaliza#ão do processo e tra"al(o industrial funcionava como uma destrui#ão racional e pensada do tra"al(o no interior da fa"rica sendo esta se%undo o autor uma apresenta#ão ideol1%ica do pr1prio Taylor na 2uropa e na .

ria dos lucros advindos do excedente de produ#ão& 10 . a apropria#ão total do excedente de produ#ão com a acumula#ão de lucros cada vez mais exor"itantes& Ainda 6 3eia!se apropria#ão )usta divisão i%ualit.a Sltima palavra do capitalismo neste terreno V o sistema Taylor V do mesmo modo $ue todos os avan#os do capitalismo reSne em si toda a ferocidade refinada da explora#ão "ur%uesa e uma série das maiores con$uistas científicas referentes ao estudo dos movimentos mecPnicos durante o tra"al(o a supressão dos movimentos supérfluos e a ela"ora#ão de métodos de tra"al(o mais racionais a implanta#ão de mel(ores sistemas de re%istro e controle& A -epS"lica Soviética deve adotar a $ual$uer custo as con$uistas mais valiosas da ci:ncia e da técnica neste domínio& A possi"ilidade de se construir o socialismo depende precisamente do :xito $ue lo%remos ao com"inar o poder soviético e a or%aniza#ão soviética da dire#ão com as Sltimas con$uistas do capitalismo 73]5G5 1BCCc p& 11@9& As condi#ões atuais não mais nos permite afirmar uma forma de revolu#ão possível ou mesmo de $ue forma se daria' incorporando tudo de positivo no campo de desenvolvimento cientifico de método de tra"al(o a tecnolo%ia a automa#ão em um sistema )usto e i%ual a todas as pessoas o $ue em nada ne%a a condi#ão de se produzir em %rande escala com uma apropria#ão )usta&J 4 CONDIDERAÇ9ES FINAIS 6esta maneira ainda nos dias atuais é possível evidenciar a aplica"ilidade do método científico desenvolvido por Taylor talvez de forma mais candente nos servi#os como tam"ém em al%uns sistemas de produ#ão onde o desenvolvimento tecnol1%ico ainda não é tão presente em especial nas técnicas de produ#ão em diversos países Su"desenvolvidos no $ual o a utiliza#ão da for#a de tra"al(o so" as pr.ticas tayloristas se traduzem em %an(os su"stantivos para o capital& 0 admissível $ue se confirme a voracidade com $ue o modo de produ#ão capitalista se apropriou do método científico desenvolvido por Taylor o $ue em certa medida explica as criticas ao referido modelo entretanto as ideias de Taylor não coadunam com as praticas utilizadas pelo capitalismo $ue de forma cruel a"straiu do tra"al(ador a possi"ilidade de mel(oria de %an(os salariais e $ualidade de tra"al(o convertendo!o numa mera Npe#aO uma coisa em contrapartida dar!se!.

(o)e se evidencia tal afirma#ão "asta tomarmos por exemplo a situa#ão das industrias t:xteis em Qan%lades( o mundo parece ap. a indSstria onde Taylor atuou so"remaneira9& 2 assim como o campo encamin(ou NtécnicasO de %estão para as f.veis ao moderno processo produtivo& A divisão do tra"al(o em tarefas mínimas por exemplo estimulou o desenvolvimento de estudos de tecnolo%ia e automa#ão industrial $ue (o)e permitem $ue o tra"al(o (umano se)a utilizado em tarefas menos entediantes poupando o tra"al(ador de realizar tarefas mon1tonas e pessoalmente pouco enri$uecedoras& 7 8 6omínio da consci:ncia da classe tra"al(adora& <ara mais informa#ões so"re o assunto consultarD FG4.tico as condi#ões su" (umanas de tra"al(o C e não tão o"stante voltemos ao tra"al(o escravo no Qrasil nas %randes planta#ões dos sen(ores detentores de %randes extensões de terras& Como não o"ter métodos de tra"al(o mais $ualificados\ Tornam!se imprescindíveis estudos e aplica#ões de modelos de estudos científicos $ue proporcione ao (omem $ualidade de tra"al(o e possi"ilidade de desenvolvimento (umano intelectual& + mercado de servi#os cresceu muito nas Sltimas décadas& 8as o setor terci."ricas 7o $ue se v: com facilidade no desenvolvimento industrial "rasileiro9 esta tam"ém exerceu influ:ncia na %estão das empresas de servi#os& Como por exemplo na 3o%ística? $ue ocorre de forma muito intensa se)a na media#ão entre o tempo necess.rio certamente ampliou!se por$ue os setores prim.rio para desenvolver determinadas tarefas através de sistemas $ue indicam para o tra"al(ador seu rendimento e sinaliza para ele se esta a"aixo do tempo padrão esta"elecido se)a na redu#ão de custo ao estipular a velocidade $ue um camin(ão deve desenvolver para o"ter maior economia de com"ustível ou mesmo no desenvolvimento de %randes pro)etos lo%ísticos $ue prev: no seu desenvolvimento um estudo da estatura média do tra"al(ador com vista a diminuir o tempo e $uantidade de movimenta#ão $ue ser.rio cresceram 7aí est. /-$5".lidas e aplic.-H <& F' _A5^2 <& L%0: !i1$ " 0"("51i$#"5!% '$ 1$'"i$ '" )/(i#"5!% .2G-26+ ^& F' F32.rio e secund. despendida por cada tra"al(ador& Ferreira et al 7F@@1 p&1B9 apontam $ueD Y&&&Z por mais $ue se criti$ue os estudos minuciosos de Taylor em tempos e métodos do processo produtivo muitas de suas conclusões continuam sendo v.$#"5!% '% 8-)<% '" /(%')!% " '% ("1)( % & São <auloD Atlas F@@>& 11 .

ximo no tra"al(ador as atitudes ma$uinais e autom.rio do $ue os sindicatos oper.ticas romper o vel(o nexo psicofísico do tra"al(o profissional $ualificado $ue exi%ia uma determinada participa#ão ativa da inteli%:ncia da fantasia da iniciativa do tra"al(ador e reduzir as opera#ões produtivas apenas ao aspecto físico ma$uinal& 8as na realidade não se trata de novidades ori%inais trata!se somente da fase mais recente de um lon%o processo $ue come#ou com o pr1prio nascimento do industrialismo fase $ue é apenas mais intensa do $ue as precedentes e manifesta!se so" formas mais "rutais mas $ue tam"ém ser.ximo rendimento em menor tempo sem necessariamente ser este o fator de importPncia& 2 ainda em muitas vezes se%uem!se %uias ou manuais de como a%ir e até pensar como enfatizam -a%o e 8oreira 7F@@>9 $uando comentam da vasta literatura so"re administra#ão do tempo $ue mostra métodos de como faz:!lo NrenderO mais& 5outras palavras pode!se dizer $ue da valoriza#ão $ue Taylor atri"ui ao tempo na sua raiz deriva o paradi%ma atempo é din(eirob 7como todo paradi%ma ser.tica tayloristaB afirmam $ue seu método de aumento da produtividade num menor espa#o de tempo aca"ou por influenciar as atividades $ue se realizam fora dos muros da empresa& 2m v.rio de distri"ui#ão de ri$ueza para esta"elecimento de paz e "em estar social $ue na$uele momento se apresentava apropriado nos parece $ue se tem em vo%a as mesmas circunstPncias $ue se mostram tão atuais e possíveis de se esta"elecer não nos mesmos moldes porem na mesma dire#ão uma vez $ue não é mais possível esta"elecer um uso transit1rio de sistema de 9 Taylor exprime com cinismo "rutal o o")etivo da sociedade americanaD desenvolver ao m. superado um dia9& + uso ade$uado do sistema Taylorista defendido por 3:nin com uma fun#ão social de aumento de produ#ão em prol de um sistema i%ualit."ricas se estenderam para outros setores da economia como constru#ão civil e servi#os& 5ão são necessariamente novas formas de produ#ão mas sim mel(oradas e adaptadas =s realidades mutantes cada vez mais a"undantes em tecnolo%ia e novas formas de %estão das pessoas e da informa#ão& +s críticos da pr. superada com a cria#ão de um novo nexo psicofísico de um tipo diferente dos precedentes e indu"itavelmente superior 74-A8SCG F@@1 p& >BC9& 12 .rios da época pre%avam e aumentou o rendimento do tra"al(ador fato $ue era duvidado pelos sindicatos& Sua pr.rio da produtividade` A despeito das críticas $uanto = mecanicidade de seu pensamento e o"ra Taylor é o <ai da Administra#ão Científica& Seus feitos não aumentaram o desempre%o ! ao contr.<or tudo isso ao nosso )uízo devemos recon(ecer o mérito científico de Taylor como ainda não seria e$uivocado atri"uir ao mesmo o título de revolucion.rios outros campos da atividade social 7esportes vida pessoal social tempo livre etc&9 procura!se o"ter o m.tica marcou época e o início da Teoria da Administra#ão como (o)e se con(ece& 5o taylorismo se alicer#aram outras formas e técnicas de or%aniza#ão da produ#ão como o fordismo e o toyotismo& 6as f.

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