CURSO DE DIREITO ANDRÉ LUIZ DE JESUS CARVALHO

A DEFESA DO EXECUTADO

Salvador

3 2012 ANDRÉ LUIZ DE JESUS CARVALHO A DEFESA DO EXECUTADO Trabalho apresentado ao curso de Direito da Faculdade 2 de Julho como requisito para aprovação na disciplina Processo Civil III. ministrada pelo Pro ! Cl"udio #no re! Salvador 2012 .

)" que. a de esa do e'ecutado com base em t(tulo e'tra)udicial se d" por meio dos embar&os + e'ecução. os embar&os + e'ecução continuam a ser o rem0dio que a Fa3enda P4blica e o devedor de alimentos podem apresentar contra uma sentença que os condene a cumprir uma obri&ação! 2 E!"AR#OS DO DEVEDOR 2 1 CONCEITO #s embar&os do devedor. a sistem"tica para a e'ecução de t(tulos )udicial e dos t(tulos e'tra)udiciais oi diversi icada! # C%di&o prev* que a e'ecução de t(tulo )udicial dever" ser atacada por meio da impu&nação. ou se)a. o devedor-e'ecutado tem a possibilidade de apresentar de esa. $s e'ceç1es a esta re&ra &eral são2 sentença pro erida em ace da Fa3enda P4blica . 0 o meio processual de de esa do e'ecutado na ação de e'ecução de um t(tulo e'ecutivo.1 INTRODUÇÃO $ partir da re orma do C%di&o Processual Civil. a t0cnica processual adequada 0 a impu&nação.arti&o 532 do CPC/. Por seu turno. a de esa do e'ecutado tamb0m 0 di erenciada! $ssim.sentença/ e e'tra)udiciais. os embar&os do devedor ou + e'ecução tratam-se de uma ação que o devedor pode utili3ar para se opor + e'ecução! #s embar&os do e'ecutado são instrumentos processuais utili3ados como meio de de esa daquele que i&ura como devedor em um determinado t(tulo e'tra)udicial . em se tratando de cumprimento de sentença.m respeito +s &arantias constitucionais do contradit%rio e da ampla de esa. enquanto que a e'ecução de t(tulos e'tra)udiciais dever" ser atacada por embar&os + e'ecução! . impu&nando a e'ecução! Da mesma orma em que h" tratamento diverso para a e'ecução de t(tulos )udiciais .arti&o 536 do CPC/ e o devedor-e'ecutado de alimentos . tamb0m chamados de embar&os + e'ecução.art! 578 . em ambos os casos.

dever" o )ui3 )ul&ar o pedido ou desi&nar audi*ncia de conciliação. e'ercitada no bo)o da e'ecução mas sim de ação aut:noma. no pra3o de 98 dias e. o )ui3 pode atribuir e eito suspensivo + ação de e'ecução desde que2 B.2 do CPC/ ou )udicial . de nature3a constitutiva. o prosse&uimento da e'ecução mani estamente possa causar ao e'ecutado &rave dano de di (cil ou incerta reparação. aut:noma. CPC! . D 9E.art! 579 do CPC/. pro erindo sentença no pra3o de 96 .de3/ dias! #s embar&os do devedor não t*m mais o condão de suspender a e'ecução como antes da =ei 99!3>2?266@. sendo que este 4ltimo 0 usado somente nos casos em que a Fa3enda P4blica i&ura no polo passivo da ação! Devido + e'ist*ncia dessas duas hip%teses. dep%sito ou caução su icientes!B Consoante art! 53C-$. e desde que a e'ecução )" este)a &arantida por penhora. instrução e )ul&amento. por meio da qual o e'ecutado resiste + e'ecução! $ssim. com ou sem mani estação. todas as peculiaridades aplic"veis + ação de conhecimento serão cab(veis nos embar&os do devedor! #s embar&os não se trata de de esa ou contestação. a requerimento do embar&ante. cu)a inalidade 0 a desconstituição ou depuração do t(tulo que lastreia o processo e'ecutivo ou simplesmente a desconstituição do ato e'propriat%rio! 2 % EFEITOS . o CPC pre eriu dispor separadamente sobre cada um dos institutos correspondentes! 2 2 NATUREZA JUR$DICA #s embar&os uncionam como uma esp0cie de ação de conhecimento. salvo se o )ui3 entender que o prosse&uimento da e'ecução poder" produ3ir lesão irrepar"vel ou de di (cil reparação! Aelhor di3endo.uando os embar&os orem recebidos.!!!/ relevantes seus undamentos. )ui3 ir" pedir mani estação do e'eq<ente. ap%s tal pra3o.

se concedidos ou não. na qual ser". desde que cessadas ou reavaliadas as circunstFncias que a motivaram! .quin3e/ dias da citação. e se a parte o requerer. devem ser o erecidos dentro do pra3o de 98 . contudo. importa re&istrar que. 0 que poder" o )ui3 conceder o e eito suspensivo! $inda sobre a concessão do e eito suspensivo.3 $penas na ocorr*ncia dessas duas hip%teses. em decisão undamentada. distribu(dos por depend*ncia ao processo da ação de e'ecução.uando o e eito suspensivo atribu(do aos embar&os disser respeito apenas a uma parte do ob)eto da e'ecução. a decisão relativa aos e eitos dos embar&os poder" ser modi icada ou revo&ada a qualquer tempo. essa prosse&uir" quanto + parte restante! Isso si&ni ica que a e'ecução prosse&ue no que se re ere + parcela incontroversa! Ge orem v"rios os e'ecutados. o valor da e'ecução oriundo do processo principal! undamento disser respeito e'clusivamente ao . o embar&ante não dever" dei'ar de instruir sua peça inicial com todas as c%pias de peças processuais que considerar relevantes! Inclusive a petição inicial deve conter o valor da causa. a concessão de e eito suspensivo aos embar&os o erecidos por um dos e'ecutados não suspender" a e'ecução contra os que não embar&aram quando o respectivo embar&ante! $ concessão de e eito suspensivo não impedir" a e etivação dos atos de penhora e de avaliação dos bens! 2 & 'ROCEDI!ENTO # e'ecutado op1e-se + e'ecução por meio de embar&os + e'ecução atrav0s do a)ui3amento de uma ação aut:noma. em re&ra. distribu(da por depend*ncia e em autos apartados que t*m a unção de impu&nar o direito ou o meio processual adotado na ação de e'ecução! #s embar&os do devedor. concomitantemente.

opor embar&os do devedor. não e'iste pra3o em dobro para embar&ar.quin3e/ dias.e'cesso de e'ecução ou cumulação indevida de e'ecuç1es . nomeado em caso de revelia do e'ecutadoH Ainist0rio P4blico.inciso I! Inclusive ter" le&itimidade ativa para oposição de embar&os2 o e'ecutadoH o c:n)u&e do e'ecutado que.inciso IH . o le&islador entendeu por bem enumerar atrav0s do art! 578 al&umas hip%teses! . o pra3o 0 simples. ainda que se)am v"rios os e'ecutados! . mesmo havendo mais de um e'ecutado! Portanto.inciso IIIH . a contar da )untada do mandado de citação aos autos consoante disp1e o art! 53> do CPC! # e'ecutado dentro do pra3o para apresentação de embar&os poder" ale&ar qualquer mat0ria nos embar&os + e'ecução. em caso de ação popular. 98 .retenção por ben eitorias necess"rias ou 4teis.penhora incorreta ou avaliação err:nea .inciso IIH .e'equente na ação de e'ecução/ para ser ouvido no pra3o de 98 . nos casos de t(tulo para entre&a de coisa certa . quando or citado do processo e'ecutivo. no pra3o de 98 . mesmo não i&urando no p%lo passivo do processo de e'ecução. por não ser e'ecutivo o t(tulo apresentado .art! @29/ . possui seu nome contido no t(tulo ou tem ob)etivo de prote&er seus bens contra a e'ecuçãoH a s4mula 9C@ do GTJ reconhece a le&itimidade do curador especial.quin3e/ dias. o e'ecutado poder".7 $ssim.inciso IIH . no interesse p4blico.nulidade da e'ecução. ou se)a. o )ui3 mandar" intimar o embar&ado .quin3e/ dias! $os embar&os do e'ecutado não se aplica o disposto no art! 9C9 do CPC. a im de asse&urar com que a e'ecução desta não se desvie do interesse p4blico! Jecebidos os embar&os.qualquer mat0ria que lhe seria l(cito dedu3ir como de esa em processo de conhecimento .

para cada um dos e'ecutados. devidamente cumprido! $ anti&a re&ra de que o pra3o começaria a correr a partir da )untada aos autos do 4ltimo mandado de citação devidamente cumprido. mesmo sendo apenas um e'ecutado. instrução e )ul&amento! . inclusive por meios eletr:nicos. o )ui3 poder" )ul&ar imediatamente o pedido. a citação do e'ecutado deve ser imediatamente comunicada pelo )ui3 deprecado ao )ui3 deprecante. o pra3o para embar&ar tem in(cio a partir da )untada do 4ltimo mandado de citação devidamente cumprido! J" nas e'ecuç1es por carta precat%ria.de3/ dias! $ssim. ou poder" desi&nar audi*ncia de conciliação. a partir da )untada do mandado de citação aos autos da ação de e'ecução. entretanto. dep%sito ou caução consoante art! 53@ caput! $p%s a mani estação do e'equente. contando-se o pra3o para embar&os do devedor a partir da )untada aos autos desta comunicação! Aas. o pra3o para embar&ar deve ser contado da )untada aos autos do mandado de citação! $s discuss1es sobre um eventual e'cesso de penhora não necessitam de embar&os para serem questionadas! Inclusive os embar&os do devedor poderão ser opostos independentemente de penhora. instrução e )ul&amento.de3/ dias ou o )ui3 dever" desi&nar audi*ncia de conciliação. se os e'ecutados orem casados. se estiverem presentes uma ou ambas as hip%teses do art! 336 do CPC. oi revo&ada pela =ei 99!3>2?266@. se houver multiplicidade de penhora. a norma processual civil estabelece que depois de ouvido o e'equente.8 Keste ponto cumpre ressaltar que o pra3o para a oposição dos embar&os tem in(cio. os embar&os deverão ser )ul&ados em 96 . de acordo com a norma vi&ente. salvo quando os e'ecutados orem casados! Keste caso. pro erindo sentença no pra3o de 96 .

@ Por0m.vinte por cento/ sobre o valor em e'ecução. se constatar que houve m". o )ui3 pode ainda impor multa ao embar&ante em valor não superior a 26L . os embar&os + e'ecução podem ser re)eitados liminarmente pelo ma&istrado! Isso ocorre quando os embar&os orem intempestivosH quando a petição or inepta ou quando os embar&os orem mani estamente protelat%rios! Kesse caso. não levando a instauração de um processo aut:nomo. sendo re&ulado pelos arts! 758-J a 758-A! % 2 NATUREZA JUR$DICA Di erentemente dos embar&os do e'ecutado.0 processual! $ sentença de m0rito pode ter car"ter constitutivo ne&ativo e tamb0m declarat%rio! Da sentença cabe recurso de apelação. representando de esa t(pica do e'ecutado quando este estiver submetido ao cumprimento de sentença ou processo de e'ecução . mas de modo semelhante aos embar&os trata-se de uma oposição do e'ecutado contra a e'ecução! .arbitral. estran&eira ou penal condenat%ria! Con orme destaca o CPC a impu&nação constitui assim um ato processual que se reali3a por meio da apresentação de petição de impu&nação. al0m de re)eitar liminarmente os embar&os + e'ecução. recebida apenas no e eito devolutivo se os embar&os orem )ul&ados improcedentes ou parcialmente improcedentes! % I!'U#NAÇÃO % 1 CONCEITO $ impu&nação 0 a de esa t(pica do devedor?e'ecutado quando corre contra ele a ase e'ecut%ria denominada cumprimento de sentença ou no processo de e'ecução das sentenças arbitral. estran&eira ou penal condenat%ria/. a impu&nação 0 tão somente um incidente processual da ase e'ecutiva de um processo sincr0tico.

e não ope legis! #s pressupostos le&ais para a concessão do e eito suspensivo são semelhantes a outros pressupostos le&ais autori3adores de medidas de ur&*ncia . notadamente para acilitar o mane)o da documentação processual e permitir o prosse&uimento da e'ecução nos autos ori&inais! $o determinar a autuação separada da impu&nação.art! 758-A. CPC/! Mma observação importante 0 que a opção pelo processamento apartado. o tumulto processual! $ suspensão do procedimento e'ecutivo 0 determinada pelo )ui3.5 Jessalta-se que a impu&nação dever" se dar por escrito e em peça aut:noma. D 2o.m suma a impu&nação tem a nature3a )ur(dica de mero incidente processual na ase e'ecutiva de um processo sincr0tico. caso contr"rio. e provado que seus undamentos são relevantes e que o prosse&uimento da e'ecução 0 mani estamente suscet(vel de causar ao devedor?e'ecutado &rave dano de di (cil ou incerta reparação. devendo atender as indicaç1es do art! 2>2. a impu&nação ser" instru(da e decidida nos pr%prios autos e. pode o )ui3 conceder o e eito suspensivo! Dessa decisão cabe a&ravo de instrumento! De erido o e eito suspensivo. sur&ir" um processo novoH autos novos não si&ni icam processo novo! Trata-se de t0cnica le&islativa que se unda em crit0rios eminentemente operacionais. e não um e eito necess"rio da leiH 0 ope iudicis. CPC! . por conseq<*ncia. para o caso de a impu&nação não suspender o procedimento e'ecutivo. em autos apartados . o le&islador visou NisolarO a discussão relacionada +quela espec( ica mat0ria de de esa. não quer di3er que. não levando + instauração de um processo aut:nomo! % % EFEITOS J" a impu&nação não suspende o andamento do cumprimento da sentença! $ não ser que. impedindo a mistura da documentação e. a requerimento do devedor?e'ecutado. nesse caso.

a qual. no pra3o de 98 .m suma não suspende o cumprimento de sentença. salvo em situaç1es dr"sticas onde o prosse&uimento da Ne'ecuçãoO 0 mani estamente suscet(vel de causar dano irrepar"vel ao e'ecutado! % & 'ROCEDI!ENTO Feita a penhora e avaliado os bens. pessoalmente ou a seu representante le&al. o erecer impu&nação ao cumprimento da sentença. contados da intimação do devedor do auto de penhora e avaliação! Inclusive al0m do requisito da tempestividade. na alta deste. que se d" com a penhora ou deposito do valor inte&ral da divida! . a impu&nação poder" ser oposta pelo e'ecutado. por mandado ou por carta? Correio! Por0m.> . que 0 aquele cu)o nome consta no titulo e'ecutivo contra o qual oi a)ui3ada a ação! Pavendo outros devedores.quin3e/ dias. o recebimento da impu&nação depende da pr0via se&urança do )u(3o.sta intimação pode ser reali3ada na pessoa de seu advo&ado ou. ser" o e'ecutado intimado para. deve indicar com precisao o ponto da decisa e'equenda que se impu&na. interno ao processo em que se desenvolve o cumprimento de sentença. di erentemente dos embar&os + e'ecução?devedor que darão ense)o a nova relação processual! Ger" interposta por meio de petição. ainda que a penhora tenha reca(do sobre bens do outro devedor! Constituir" assim um procedimento incidente. querendo. embora nao precise conter todos os requisitos do art! 2>2. bem como as ra31es de ato e de direito da impu&nação! . qualquer um deles poder" impu&nar o cumprimento da sentença.

mesmo se lhe orem concedido e eito suspensivo.arti&o 53C-$. mas pode ser atacada por a&ravo de instrumento! & CONCLUSÃO $ntes da conclusão cabe salientar sobre a .stes 4ltimos podem ale&ar que tiveram bem de sua propriedade penhorado em processo de e'ecução de que não se)am partes! . como. não pode ser utili3ado pelo e'eq<ente e sim pelo e'ecutado e at0 por terceiros possuem! . constitu(da em momento anterior ao o erecimento! Por ser instrumento de combate + e'ecução. mas pode ser atacado por apelação! Inclusive a re)eição da impu&nação importa na continuação da e'ecução. empre&andose o mesmo procedimento aplic"vel + impu&nação! R um meio de de esa empre&ado em qualquer procedimento e'ecutivo! Gendo de &rande utilidade para ale&ar a e'ist*ncia de um v(cio não su)eito a preclusão. sendo necess"ria a e'ist*ncia de prova do v(cio. do CPC/! #s v(cios processuais.C # acolhimento da impu&nação e'tin&ue a e'ecução.sse incidente processual não admite a vasta produção de prova como as demais esp0cies de de esa. apesar de nao ser prevista em lei e sim uma criação )urisprudencial e acolhido tamb0m pela doutrina. não h" previsão le&al deste instituto. no entanto. 0 que se torna necess"ria a e'ceção de pr0e'ecutividade como meio de impedir que a penhora se reali3e . desta eita. D @E. mas que não ora ale&ado em sede de impu&nação! Conv0m esclarecer que na e'ecução de t(tulo e'tra)udicial são cab(veis os embar&os como meio de de esa. por e'emplo. v(cio relevante e que pode ser acolhido de o (cio pelo )ui3. no entanto. a ale&ação de prescrição! . a penhora acontecer"! Keste ponto. se aceita o arti&o @9> do C!P!C! como undamento para sua e'ist*ncia! $ e'ceção de pr0-e'ecutividade consiste na ale&ação pelo devedor de nulidade absoluta. ou se)a. podem ser supervenientes ao o erecimento da impu&nação ou oposição de embar&os. ou se)a.'ceção de pr0 Q e'ecutividade.

podendo ale&ar as mesmas ob)eç1es em sede de embar&os ou impu&nação. ambos do CPC! Ioltando a conclusão. caber" apelação interposta pelo e'eq<ente! Pavendo mau uso deste meio de de esa. não acontecer" no tocante as mat0rias su)eitas a preclusão! $dmitida a e'ceção. na ase e'ecutiva ou a invalidade do pr%prio t(tulo e'ecutivo! Por tal ra3ão. incidir" o e'ecutado nas penalidades e ter" de pa&ar multa. as quais podem ser ventiladas a qualquer momento do processo. do arti&o 97. o :nus de ale&ar e provar as poss(veis alhas no processo de e'ecução. con orme o e'posto e em s(ntese resta reiterar que diante de um t(tulo e'ecutivo. con orme disp1em o D9E. no entanto. portanto. com a conseq<ente e'tinção da e'ecução. o mesmo. se)a ele )udicial ou e'tra)udicial. cabe mencionar que a impu&nação 0 cabivel para opor-se ao cumprimento de senteça condenat%ria ao pa&amento de quantia. o credor dever" ser ouvido no pra3o de 96 dias! De sua re)eição. que são os embar&os do e'ecutado e a impu&nação ao cumprimento da sentença! Kão obstante a semelhança entre impu&nação e embar&os.96 Kão h" pra3o especi ico para ale&ar as ob)eç1es. do arti&o @8@ e o inciso I. principalmente porque ambos possibilitam a desconstituição ou depuração do titulo e'ecutivo. visto que muitas destas consistem em mat0ria de ordem p4blica. os embar&os + e'ecução?devedor sao . caber" a&ravo pelo e'ecutado. o CPC previu e'pressamente dois meios de de esa do e'ecutado em relação ao t(tulo e'ecutivo. h" di erenças entre estes e aquela! Por im. pois h" uma presunção de validade e veracidade em relação +s mat0rias constantes do t(tulo! Cabe ao e'ecutado. visto que a decisão que aprecia a e'ceção não a3 coisa )ul&ada! De seu acolhimento. o devedor possui meios de de esa bastante restritos se comparados +queles de que disp1e em um processo de conhecimento.

e'ceto quando e'tin&uir a e'ecução cabe a&ravo de instrumentoH contra sentença que decide os embar&os + e'ecuçao cabe apelação! Tais meios. ao passo que os embar&os + e'ecução constituem processo auton:mo! Contra decisão que resolve o incidente da impu&nação. desenvolve-se na mesma relação processual na qual se deu a composição da lide. assim. pois o empre&o de cada um deles obedece a uma t0cnica adequada para a proteção dos direitos do devedor nos casos previstos no C%di&o de Processo Civil.arts! 579 a 573/ e a e'ecução undada em titulo e'tra)udicial . a coer*ncia e a harmonia do sistema processual! . por0m.99 cabiveis em e'ecução contra a Fa3enda P4blica . mantendo. ou se)a. não podem ser mane)ados aleatoriamente.arts! 53@ a 576 e 578 a 578-$/! # procedimento re erente + impu&nação ao cumprimento da sentença 0 incidental.