Primeiros Socorros

Introdução Em quaisquer situações e atividades, as pessoas estão expostas a riscos e, portanto, sujeitas a ferimentos e traumatismos causados por acidentes, que pode acontecer em qualquer lugar, mas alguns ambientes parecem especialmente propícios. A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações e até mesmo salvar vidas. É da maior importância que o socorrista conheça e saiba colocar em prática o suporte básico de vida. Saber fazer o certo na hora certo pode significar a diferença entre a vida e a morte para um acidentado. Além disso, os conhecimentos na área podem minimizar os resultados decorrentes de uma lesão, reduzir o sofrimento da vítima e colocá-la em melhores condições para receber o tratamento definitivo. Toda pessoa que estiver realizando o atendimento de primeiros socorros deve, antes de tudo, atentar para a sua própria segurança. O impulso de ajudar a outras pessoas não justifica a tomada de atitudes inconseqüêntes, que acabem transformando-o em mais uma vítima. O fundamental é saber que, em situações de emergência, deve se manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico. Além disso, certifiquese de que há condições seguras o bastante para a prestação do socorro sem riscos para você. Não esqueça-se que um atendimento de emergência mal feito pode comprometer ainda mais a saúde da vítima. A seriedade e o respeito são premissas básicas para um bom atendimento de primeiros socorros. Para tanto, evite que a vítima seja exposta desnecessariamente e mantenha o devido sigilo sobre as informações pessoais que ela lhe revele durante o atendimento. Se todos soubessem noções básicas de primeiros socorros muitas vidas poderiam ser salvas. É importante mencionar que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico.

Definição Primeiros Socorros: São os cuidados imediatos que devem ser prestados rapidamente a uma pessoa, vítima de acidente ou mau súbito, cujo estado físico coloca em perigo a sua vida ou a sua saúde, com o fim de manter as suas

funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, até que receba assistência médica especializada. O atendimento pré-hospitalar é o conjunto de procedimento técnicos realizados no local da emergência e durante o transporte da vitima, visando mantê-la com vida e estável, evitando o agravamento das lesões existentes e fornecendo um transporte rápido e adequado até um serviço de referencia. O socorrista é uma pessoa tecnicamente capacitada e habilitada, para, com segurança, avaliar e identificar problemas que comprometam a vida. Cabe ao socorrista presta o adequado socorro pré-hospitalar e o transporte do paciente sem agravar as lesões já existentes. O sinal ou sinais vitais: é tudo aquilo que o socorrista pode observar ou sentir no paciente enquanto o examina. Por exemplos: pulso, palidez, sudorese, etc. O sintoma: é tudo aquilo que o socorrista não consegue identificar sozinho. O paciente necessita contar sobre si mesmo. Por exemplo: dor abdominal, tontura, etc.

Etapas Básicas de Primeiros Socorros O atendimento de primeiros socorros pode ser dividido em etapas básicas que permitem maior organização no atendimento e, portanto, resultados mais eficazes.

Avaliação do Local do Acidente Esta é a primeira etapa básica na prestação de primeiros socorros. Ao chegar ao local de um acidente, ou onde se encontra um acidentado, deve-se assumir o controle da situação e proceder a uma rápida e segura avaliação da ocorrência. Deve-se tentar obter o máximo de informações possíveis sobre o ocorrido. Dependendo das circunstâncias de cada acidente, é importante também: a) Evitar o pânico e procurar a colaboração de outras pessoas, dando ordens breves, clara, objetivas e concisas; b) Manter afastados os curiosos, para evitar a confusão e para ter espaço onde se possa trabalhar da melhor maneira possível.

“Ser ágil e decidido observando rapidamente se existem perigos para o acidentado e para que estiver prestando o socorro”. A proteção do acidentado deve ser feita com o mesmo rigor da avaliação da ocorrência e do afastamento de pessoas curiosas ou que visivelmente tenham perdido o autocontrole e possam prejudicar a prestação dos primeiros socorros. Antes de iniciar o atendimento propriamente dito, o(s) socorrista(s) deve garantir sua própria condição de segurança, a da(s) vítima(s) e dos demais presentes. De nenhuma forma a equipe de socorrista deve se expor a um risco com chance de se transformar em vítima, o que levaria a deslocar ou dividir recursos de salvamento disponível para aquela ocorrência É importante observar rapidamente se existem perigos para o acidentado e para quem estiver prestando socorro nas proximidades da ocorrência. Por exemplo: fios elétricos soltos e desencapados, tráfego de veículos, andaimes, vazamento de gás, máquinas funcionando. Devem-se identificar pessoas que possam ajudar. Deve-se desligar a corrente elétrica, evitar chamas, faíscas e fagulhas, retirar vítima de afogamento da água, desde que o faça com segurança para quem está socorrendo, evacuar a área em risco eminente de explosão ou desmoronamento. Avaliar o acidentado na posição em que ele encontra-se, só mobilizá-lo com segurança (sem aumentar o trauma e os riscos), sempre que possível, devese manter o acidentado deitado de costas até que seja examinada, e até que saiba quais os danos sofridos. Não se deve alterar a posição em que se acha o acidentado, sem antes refletir cuidadosamente sobre o que aconteceu e qual a conduta mais adequada a ser tomada. Se o acidentado estiver inconsciente, por sua cabeça em posição lateral antes de proceder a avaliação do seu estado geral. É preciso tranquilizar o acidentado e transmitir-lhe segurança e conforto. A calma do acidentado desempenha um papel importante na prestação dos primeiros socorros. O estado geral do acidentado pode se agravar se ela estiver com medo, ansiosa e sem confiança em quem está cuidando.

Proteção do acidentado Avaliação do estado geral do acidentado Exame Primário Podemos conceitua-lo cmo sendo um processo ordenado para identificar e corrigir de imediato, problemas que ameacem a vida em curto prazo. A avaliação e exame do estado geral do acidentado de emergência clínica ou traumática é a segunda etapa básica na prestação dos primeiros socorros. Ela

deve ser realizada simultaneamente ou imediatamente à “avaliação do acidente e proteção do acidentado”. No acidentado traumatizado multissistêmico grave, a prioridade é a identificação e o atendimento rápido de condições que ameacem a vida. Mais de 90% dos doentes traumatizados possuem ferimentos que envolvem apenas um sistema. Para esses, há tempo para fazer tanto o exame primário quanto o secundário completos. “O paciente multissistêmico possui lesões que afetam mais de um sistema do corpo, incluindo os sistemas pulmonar, circulatório, neurológico, gastrointestinal, músculo-esquelético e tegumentar”. O exame deve ser rápido e sistemático, observando as seguintes prioridades: - estado de consciência: avaliação de respostas lógicas (nome, idade, etc.); - respiração: movimentos torácicos e abdominais com entrada e saída de ar normalmente pelas narinas e boca. - hemorragia: avaliar a quantidade, o volume e a qualidade do sangue que se perde. Se é: arterial ou venoso. - pupilas: verificar o estado de dilatação e simetria (igualmente entre as pupilas). - temperatura do corpo: observação e sensação de tato na face e extremidades. “Para acidentados traumatizados graves, o socorrista não pode fazer mais do que o exame primário. A ênfase é na avalição rápida.” Deve-se ter sempre uma idéia bem clara do que vai fazer, para não expor desnecessariamente o acidentado, verificando se há ferimentos com o cuidado de não movimentá-lo excessivamente. Em seguida, deve-se proceder um exame rápido das diversas partes do corpo. Se o acidentado está consciente, perguntar por áreas dolorosas no corpo e incapacidades funcionais de mobilização. Pedir para apontar onde é a dor, pedir para movimentar as mãos, braços, etc.

Exame Secundário O exame secundário é avalição da cabeça aos pés do acidentado. O socorrista deve completar o exame primário, identificar e tratar as lesões que ameaçam a vida antes de começar o exame secundário. Seu objetivo é identificar lesões ou problemas que não foram identificados durante o exame primário.

com cuidado. o crânio a procura de fratura. . edema e marcas de injeções. mesmo pequeno. se há dor quando respira ou se há dor quando o tórax é comprimido. Proceder da mesma forma para o pescoço. Coluna dorsal Perguntar ao acidentado se sente dor. Na coluna dorsal correr a mão pela coluna do acidentado desde a nuca até o sacro. Perguntar a natureza do acidente. Tórax e membros Verificar se há lesão no tórax. achando que nada sofreu. não sangra e é profundo. apalpar. Solicitar que o acidentado movimente lentamente o pescoço. procurando verificar o pulso na artéria carótida.Cabeça e pescoço Sempre verificando o estado de consciência e a respiração do acidentado. desde a base do crânio até os ombros. sobre a sensibilidade e a capacidade de movimentação dos membros visando confirmar suspeita de fratura na coluna cervical. movendo-o de um lado para o outro. com consequências graves. hemorragia ou depressão óssea. para qualquer movimentação desnecessária. observando frequência. Apertar cuidadosamente ambos os lados da bacia para verificar se há lesões. Ele deve ser mantido imóvel. correr os dedos para a coluna cervical. Solicitar ao acidentado que movimente de leve os braços e verificar a existência de dor ou incapacidade funcional. Não permitir que o acidentado de choque elétrico ou traumatismo violento tente levantar-se prontamente. Muitas vezes um ferimento de bala é pequeno. O acidentado deve ficar deitado de costas ou na posição que mais conforto lhe ofereça. Em caso de dor. Verificar se há dor no abdome e procurar todo tipo de ferimento. ritmo e amplitude. Solicitar à vítima que tente mover as pernas e verificar se há dor ou incapacidade funcional. procurando alguma irregularidade. Localizar o local da dor e procurar deformação. pelo menos para um rápido exame nas áreas que sofreram alguma lesão. A presença de dor pode indicar lesão da coluna dorsal.

só que com cuidados redobrados. . . que podem levar a essas alterações.convulsões (agitações psicomotoras). pois os parâmetros de força e capacidade funcional não poderão ser verificados. .Exame do acidentado inconsciente O acidentado inconsciente é uma preocupação. .falta de respiração. . O oxigênio é distribuído para todas as células do corpo através do sangue impulsionado pelo coração.perda dos sentidos (ausência de consciência).hemorragia de grandes volumes.parada cárdio-respiratória.núcleo de saúde do trabalhador/DIREH. Limpar a cavidade bucal.falta de circulação (pulso ausente).infarto do miocárdio e. 3) toda lesão ou emergência clinica ocorrida dentro do âmbito da instituição deve ser comunicada ao NUST . São elas . .queimaduras em grandes áreas do corpo.obstrução das vias aéreas superiores.comas (perdas de consciência). 2) Por isso mesmo é muito importante que algumas alterações ou alguns quadros clínicos. ou mantê-la em posição lateral para evitar a aspiração de vômito. O exame do acidentado inconsciente deve ser igual ao do acidentado consciente. .estado de choque (pressão arterial. .diabetes mellitus (comas hiper e hipoglicêmicas). O primeiro cuidado é manter as vias aéreas superiores desimpedidas fazendo a extensão da cabeça. . OBSERVAÇÕES: 1) Para que haja vida é necessário um fluxo contínuo de oxigênio para os pulmões. . O mesmo ocorrendo com respostas a estímulos dolorosos. etc). outros são severamente afetados. . através de uma ficha de registro especifica e anotada no “livro de registro de acidentes”. . devem ter prioridade quando se aborda um acidentado. . pois além de ter poucas informações sobre seu estado podem surgir complicações devido à inconsciência. . .envenenamento. vítima de mal súbito. É importante ter ciência que nos primeiros cuidados ao acidentado inconsciente deverá ser mínima. As células nervosas do cérebro podem morrer após três minutos sem oxigênio. Alguns órgãos sobrevivem algum tempo sem oxigênio.hemorragia abundante.envenenamento (intoxicações exógenas).

Para permitir igualdade nas concentrações do líquido intersticial. A captação e liberação destas substâncias são reguladas pela membrana plasmática. os tecidos do organismo são percorridos por uma densa rede de vasos microscópicos.4) é importante ter sempre disponível os números dos telefones e os endereços dos hospitais e de centros de atendimento de emergência. Muitos processos dependem de um adequado diferencial de concentração entre o interior e o exterior da célula. Funções. Os rins participam do mecanismo de regulação do equilíbrio hidro-eletrolítico e ácido-básico e na eliminação de substâncias tóxicas. devolvendo para este mesmo ambiente os produtos finais de sua atividade metabólica. Funções vitais Algumas funções são vitais para que o ser humano permaneça vivo. e é da vida delas que depende a vida dos seres vivos. cuja permeabilidade seletiva e mecanismos de transporte ativo permitem à célula trocar com o meio somente o que deve ser trocado. As células tiram nutrientes para sua vida diretamente do meio onde se encontram. São vitais as funções exercidas pelo cérebro e pelo coração. rins e aparelho digestivo. Mas para exercerem essas funções. . O sangue que chega aos capilares traz nutrientes e oxigênio que são passados continuamente para os tecidos. locais de aplicação de soros antiveneno de cobra e de outros animais peçonhentos e centro de informação tóxico-farmacológicas. sinais vitais e de apoio A atividade de primeiros socorros pressupõe o conhecimento dos sinais que o corpo emite e servem como informação para a determinação de seu estado físico. plantão da comissão nacional de energia nuclear. os sinais vitais e sinais de apoio do corpo humano precisam ser compreendidos. que permanentemente recondicionam o sangue arterial. O sangue arterial é rico em nutrientes. Alguns detalhes importantes sobre as funções vitais. socorro especializado para emergências cardíacas. Cada tecido é constituído de células. O sangue venoso é mais pobre e transporta gás carbônico e catabólitos. transformando a própria vida em uma macro representação das atividades da menor unidade funcional do corpo: a célula. estes órgãos executam trabalhos físicos e químicos. O sangue não se deteriora graças a atividade de órgãos vitais como os pulmões. que são chamados capilares.

em um tempo aproximado de 3 (três) minutos”. que na ausência deles. Os pulmões e a porção condutora do aparelho respiratório tem como função principal. Os movimentos ventilatórios são controlados pelo sistema nervoso central e estão parcialmente sob nossa vontade. no entanto. . .temperatura. O fígado age como órgão sintetizador e como modificador da composição do sangue. como as vitaminas. deduzindo-se assim. O pulmão não é apenas um órgão respiratório. São reflexos ou indícios que permitem concluir sobre o estado geral de uma pessoa. como leigo. Ele desempenha importante função no equilíbrio térmico e no equilíbrio ácidobásico. organizadas em alto grau de complexidade estrutural e funcional. . fornecer oxigênio e remover dióxido de carbono resultante da reação de combustão nas células. é necessário compreender os sinais indicadores chamados sinais vitais. As funções vitais do corpo humano são controladas pelo sistema nervoso central. A respiração. Conforme será advertido outras vezes neste manual. Estas células são muito sensíveis a falta de oxigênio. o funcionamento satisfatório dos controles centrais dos mecanismos de vida. existem alterações nas funções vitais do corpo. que é estruturado por células muito especializadas. Os sinais vitais são sinais que podem ser facilmente percebidos. participando nos mecanismos de excreção de substâncias tóxicas. cuja ausência provoca alterações funcionais. Para poder determinar em nível de primeiro socorro.O sistema digestivo incrementa o teor sanguíneo de substratos orgânicos.pressão arterial. Os sinais sobre o funcionamento do corpo humano que devem ser compreendidos e conhecidos são: . chamamos a atenção para que se perceba que: “O prolongamento da hipóxia (falta de ar) cerebral determina a morta do sistema nervoso central e com isto a falência generalizada de todos os mecanismos da vida. íons e outros agentes metabólicos.pulso. por exemplo. Sinais vitais Os sinais vitais são aqueles que indicam a existência de vida. . é um mecanismo involuntário e automático.respiração.

ao contrário de outros animais. a avaliação da temperatura é uma das maneiras de identificar o estado de uma pessoa.9 a o 37. Perda de Calor O corpo humano perde calor através de vários processos que podem ser classificados da seguinte maneira: . A temperatura é um importante indicador da atividade metabólica. Temperatura corporal A temperatura resulta do equilíbrio térmico mantido entre o ganho e a perda de calor pelo organismo.41 Quadro I: variação da temperatura do corpo.“A medição e avaliação da pressão arterial são excelentes fontes de indicação de vitalidade do organismo humano. mantêm a temperatura do corpo constante a despeito de fatores externos. A temperatura do corpo humano está sujeita a variações individuais e a flutuações. O sistema termorregulador trabalha estimulando a perda de calor em ambientes de calor excessivo e acelerando os fenômenos metabólicos no frio para compensar a perda de calor. Graças a isto. o homem é um ser homeotérmico que. Este assunto não será tratado neste manual. pois sua verificação exigirá conhecimento e instrumental especializado. pois em algumas emergências a temperatura muda muito. já que o calor obtido nas reações metabólicas se propaga pelos tecidos e pelo sangue circulante. exercícios. Variação da Temperatura do Corpo Estado Térmico Temperatura (oC) Sub-normal 34 – 36 Normal 36 – 37 Estado Febril 37 – 38 Febre 38 – 39 Febre alta (pirexia) 40 – 41 Febre muito alta (hiperpirexia) 41 . o que dificulta a sua utilização ao nível de primeiros socorros”. a avaliação diária da temperatura de uma pessoa em perfeito estado de saúde nunca é maior que um grau Celsius . no período menstrual e no primeiro trimestre da gravidez. temperatura ambiente e estado emocional (quadro I). devido a fatores fisiológicos como: digestão. Nosso corpo tem uma temperatura media normal que varia de 35. sendo mais baixa pela manhã e mais alta no final da tarde.2 C. Existe pequena elevação na temperatura nas mulheres após a ovulação.

eliminação: fezes. Ela ocorre quando a produção de calor do corpo excede a perda. respiração. A temperatura corporal abaixo do normal pode acontecer após depressão de função circulatória ou choque”. saliva. Tumores. Não se verifica a temperatura retal em vítimas que tenham tido intervenção cirúrgica no reto. O termômetro deverá ser lavado. Retal – temperatura média varia de 36. com o acidentado sentado. “O acidentado com febre. O aumento da circulação explica o avermelhamento da pele (hiperemia) quando estamos com febre. . acidentes vasculares ou traumatismos podem afetar diretamente o hipotálamo e com isso perturbar o mecanismo de regulagem de calor do corpo. O termômetro deve ficar por cerca de 3 minutos. Não se verifica a temperatura em vítimas inconscientes. pode ter lesão cerebral irreversível. urina.condução: é a troca de calor entre o sangue e o ambiente.evaporação: a evaporação pela pele (perda passiva) associada à eliminação permitirá a perda de calor em elevadas temperaturas. com a flexão de um membro inferior sobre o outro. com o paciente sentado.4 a 37oC.8 oC.2 a 37oC. A via axilar é a mais sujeita a fatores externos. Verificação da temperatura Oral ou bucal – temperatura média varia de 36.. . com abscesso retal ou perineorrafia. O termômetro deve ser mantido sob a axila seca. Não se verifica a temperatura em vítimas de queimadura no tórax. semi-sentado (reclinado) ou deitado. muito alta e prolongada. infecções. Febre A febre é uma elevação da temperatura do corpo acima da média normal. seco e lubrificado com vaselina e mantido dentro do reto por 3 minutos com o acidentado em decúbito lateral.. sob a língua. Quanto maior é a quantidade de sangue que circula sob a pele maior é a troca de calor com o meio. após a extração dentária ou inflamação da cavidade oral. Axilar – temperatura média varia de 36 a 36. processos inflamatórios na axila ou fratura de membros superiores. por 3 a 5 minutos. crianças depois de ingerirem líquidos (frios ou quentes). semi sentado (reclinado) ou deitado. . pois é a que menos sofre influência de fatores externos. A verificação da temperatura retal é a mais precisa.

para cada grau de aumento de aumento da temperatura existe um aumento no número de pulsações por minuto (cerca de 10 pulsações). tensão e volume. a) Regularidade (alteração do ritmo) .mal estar .hiperemia da pele . exceto em algumas febres.pulso arrítmico: anormal b) Tensão c) Frequência .Portanto. a febre deve ser vista também como um sinal que o organismo emite. Pulso Normal 60 – 70 bpm 70 – 80 bpm 80 – 90 bpm 80 – 120 bpm 110 – 130 bpm 130 – 160 bpm Quadro II – variação da frequência.pulso rápido .existe uma variação média de acordo com a idade como pode ser visto no quadro II abaixo. O pulso pode ser apresentado variando de acordo com sua frequência.sudorese . A vítima de febre apresenta a seguinte sintomatologia: . Em geral.pulso rítmico: normal .calafrios . Devemos lembrar que pessoas imunodeprimidas podem ter infecções graves e não apresentam febre. segundo as batidas do coração. Esta onda é perceptível pela palpação de uma artéria e se repete com regularidade. Um sinal de defesa.temperatura acima de 40oC .respiração rápida . . regularidade.inapetência (perda de apetite). d) volume Faixa Etária Homem adulto Mulher adulta Crianças acima de 7 anos Crianças entre 1 e 7 anos Crianças abaixo de 1 ano Recém nascidos . Existe uma relação direta entre a temperatura do corpo e a frequência do pulso.cefaleia Pulso O pulso é a onda de distensão de uma artéria transmitida pela pressão que o coração exerce sobre o sangue.

pulso filiforme (fraco): anormal A alteração na frequência do pulso denuncia alteração na quantidade de fluxo sanguíneo. médio e anular sobre a artéria escolhida para sentir o pulso. o volume e a frequência do pulso.. banho frio.procurar acomodar o braço do acidentado em posição relaxada. . “Recomenda-se não fazer pressão forte sobre a artéria. Existem no corpo. Figura 1 – pulso radial . a tensão. é possível avaliar se a circulação e o funcionamento do coração estão normais ou não.contar no relógio as pulsações num período de 60 segundos. As causas fisiológicas que aumentam os batimentos do pulso são: digestão. estado de excitação emocional e qualquer estado de reatividade do organismo. exercícios físicos. . vários locais onde se podem sentir os pulsos da corrente sanguínea. . Usar a ponta de 2 a 3 dedos levemente sobre o pulso da pessoa do lado correspondente ao polegar. O pulso radial pode ser sentido na parte da frente do punho. conforme figura abaixo. Neste período deve-se procurar observar a regularidade. fazendo uma leve pressão sobre qualquer um dos pontos onde se pode verificar facilmente o pulso de uma pessoa. pois isso pode impedir que se percebam os batimentos”.não usar o polegar para não correr o risco de sentir suas próprias pulsações. Pode-se sentir o pulso facilmente. No desmaio / síncope as pulsações diminuem. .usar os dedos indicador.pulso cheio: normal . Através do pulso ou das pulsações do sangue dentro do corpo.

Do ponto de vista prático.O pulso carotídeo é o pulso sentido na artéria carótida que se localiza de cada lado do pescoço. . Posicionam-se os dedos sem pressionar muito para não comprimir a artéria e impedir a percepção do pulso (figura 2). Figura 2 – pulso carotídeo. mas há outros pontos que não devem ser descartados (figura 3). a artéria radial e a carótida são mais fáceis para localização do pulso.

resulta em parada cardio-respiratória. e na expiração estes músculos se relaxam espontaneamente. A respiração pode ser classificada basicamente por tipo e frequência. Na inspiração existe a contração dos músculos que participam do processo respiratório. vital para a manutenção da vida. A observação e a identificação da respiração de um acidentado de qualquer tipo de afecção é conduta básica no atendimento de primeiros socorros. É através dela que o corpo promove permanentemente o suprimento de oxigênio necessário ao organismo. Seu funcionamento processa-se de maneira involuntária e automática. edema e até mesmo a própria língua podem ocasionar a obstrução das vias aéreas. se prolongada. Respiração A respiração é uma das funções essenciais da vida. A obstrução produz asfixia que. . A respiração é comandada pelo sistema nervoso central. problemas clínicos e acidentes de maior ou menor proporção alteram parcialmente ou completamente o processo respiratório. O processo respiratório manifesta-se fisicamente através dos movimentos ritmados de inspiração e expiração. O quadro III apresenta a classificação quanto ao tipo. corpo estranho. Muitas doenças. É a respiração que permite a ventilação e a oxigenação do organismo e isto só ocorre através das vias aéreas desimpedidas. vômito. Fatores diversos como secreções. Deve-se identificar se a pessoa está respirando e como está respirando.Figura 3 – Local de localização do pulso.

Dispneia Dificuldade na execução dos movimentos respiratórios. ou uma forte batida na cabeça. Quadro III – tipos de respiração. se levarmos em consideração uma pessoa em estado normal de saúde. por exemplo. Taquipnéia Aceleração dos movimentos respiratórios. enquanto uma criança nos primeiros meses de vida 40 – 50 respirações por minuto. Tipos de Respiração Eupnéia Respiração que se processa por movimentos regulares. Hiperpnéia ou É quando ocorro o aumento da frequência e da hiperventilação profundidade dos movimentos respiratórios. Equivale a parada respiratória. Ortopnéia O acidentado só respira sentado. da quantidade de sangue e sua viscosidade. Pressão arterial A pressão arterial é a pressão do sangue. A contagem pode ser feita observando-se a elevação do tórax se o acidentado for mulher ou do abdome se o acidentado for homem ou criança. conta-se o número de vezes que uma pessoa realiza os movimentos respiratórios: 01 inspiração + 01 expiração = 01 movimento respiratório. Sinais de Apoio Além dos sinais vitais do funcionamento do corpo humano. do grau de distensibilidade do sistema arterial. Pode-se ser feita ainda contando-se as saídas de ar quente das narinas. Apnéia É a ausência dos movimentos respiratórios. Bradipnéia Diminuição na frequência dos movimentos respiratórios. A frequência média por minuto dos movimentos respiratórios varia com a idade. parada cardíaca.A frequência da respiração é contada pelo número de vezes que uma pessoa realiza os movimentos combinados de inspiração e expiração em um minuto. sem dificuldades. 16 – 22 respirações por minuto (na mulher). sinais que o corpo emite em função do estado de funcionamento dos órgãos vitais. que depende da força de contração do coração. Para se verificar a frequência da respiração. São os sinais de apoio. Os sinais de apoio podem ser alterados em caso de hemorragia. Por exemplo: um adulto possui um valor médio respiratório de 14 – 20 respirações por minuto (no homem). Os sinais de apoio tornam- . existem outros que devem ser observados para obtenção de mais informações sobre o estado de saúde de uma pessoa. na frequência média.

. onde as alterações se manifestam primeiro (quadro . Se não for possível. cianosada ou hiperemiada (avermelhada e quente).se cada vez mais evidentes com o agravamento do estado do acidentado. Quando a pupila está totalmente dilatada. de preferencia com o ambiente escurecido. deve-se olhar as pupilas contra a luz ambiente. Devemos observar as pupilas de uma pessoa contra a luz de uma fonte lateral. Muitas alterações do organismo provocam reações nas pupilas (quadro V). Dilatação e reatividade da pupila A pupila é uma abertura no centro da íris – parte colorida do olho – e a sua função principal é controlar a entrada de luz no olho para a formação das imagens que vemos.dilatação e reatividade da pupila. A dilatação e a reatividade das pupilas são um sinal de apoio importante. Uma pessoa pode apresentar a pele pálida. A cor e a umidade da pele devem ser observadas na face e nas extremidades dos membros.cor e umidade da pele. . é sinal de que o cérebro não está recebendo oxigênio. exceto no uso de colírios ou certos envenenamentos. medo e estados de pré choque também provocam consideráveis alterações nas pupilas. Cor e umidade da pele A cor e a umidade da pele são sinais de apoio muito útil no reconhecimento do estado geral de um acidentado. .motilidade e sensibilidade do corpo. Alterações que provocam dilatação ou contração das pupilas Stress Eminência do estado de choque Parada cardíaca Intoxicação Abuso de drogas Colírios midriáticos ou mióticos Traumatismo crânio-encefálico Quadro V – alterações orgânicas que provocam reações nas pupilas. Quando há pouca ou quase nenhuma luz a pupila se dilata. A pupila exposta a luz se contrai. certas condições como stress. Os principais sinais de apoio são: .estado de consciência. fica aberta. tensão.

face contraída e medo. A consciência plena é o estado em que uma pessoa mantém o nível de lucidez que lhe permite perceber normalmente o ambiente que o cerca. Hemorragia. A pele pode também ficar úmida e pegajosa. Pode-se observar estas alterações melhor no antebraço e barriga. exposição a ambientes quentes. ingestão de bebidas alcoólicas. exposição ao frio. há uma súbita e breve perda de consciência e diminuição do tônus muscular.VI). estado de coma. ela está obviamente fora de . alcoolismo. olhar assustado. Já o estado de coma é caracterizado por uma perda da consciência mais prolongada e profunda. Quando se encontra um acidentado capaz de informar com clareza sobre seu estado físico. estado de choque. estado de choque. hipercarotenemia. parada respiratória. Estado de choque. traumatismos. Estado de consciência Este é outro sinal de apoio importante. convulsão. queimaduras de primeiro grau. no entanto. Quadro VI – alterações orgânicas que provocam modificações na cor e umidade da pele. Esta pessoa não estará em seu pleno estado de consciência. parada cárdio-respiratória. pode-se dizer que esta pessoa está perfeitamente consciente. parada cárdio-respiratória. parada cardíaca. com todos os sentidos saudáveis respondendo aos estímulos sensoriais. extrema tensão emocional. Febre. Cor e Umidade da Pele Exposição ao frio. Há. Cianose (pele azulada) Palidez Hiperemia (pele avermelhada) Pele fria e viscosa ou úmida e pegajosa Pele amarela Icterícia. intoxicação por drogas e uma série de outras circunstancia de saúde e de lesão. podendo o acidentado deixar de apresentar gradativamente reação aos estímulos dolorosos e perda dos reflexos. Uma pessoa pode estar inconsciente por desmaio. Na sincope e no desmaio. Motilidade e sensibilidade do corpo Qualquer pessoa consciente que apresente dificuldade ou incapacidade de sentir ou movimentar determinadas partes do corpo. estado de choque e morte. situações em que uma pessoa pode apresentar sinais de apreensão excessiva.

mas o acidentado reclama de dormência e formigamento nas extremidades. A incapacidade de mover o membro superior depois de um acidente pode indicar lesão do nervo do membro. rapidez e agilidade no atendimento e salvamento de vidas”. o pé e os membros inferiores”. Convém ainda lembrar que o acidentado de histeria.seu estado normal de saúde. “Pedir a vítima de acidente traumático que movimente os dedos de cada mão. A capacidade de sentir e mover partes do corpo são um sinal que pode nos dar muitas informações. por fumaça no decurso de um incêndio. como um indicio de que há lesão na medula espinhal. pode-se suspeitar de paralisia da área que deveria ser movimentada. por . É importante também. geralmente ele também perde a sensibilidade no local. mesmo que este sofra acidente traumático. pode não sentir dores por várias horas. Sua boca sorrira torta. É causado por certos tipos de traumatismos como aqueles atingem a cabeça. “A verificação rápida e precisa dos sinais vitais e dos sinais de apoio é uma chave importante para o desempenho de primeiros socorros. a mão e os membros superiores. porém. O reconhecimento destes sinais dá suporte. A incapacidade de movimentos do membro inferior pode indicar lesão da medula espinhal. somente de um lado. nestes casos tomar muito cuidado com o manuseio e o transporte do acidentado para evitar o agravamento da lesão. Quando o acidentado perde o movimento voluntário de alguma parte do corpo. a boca. Asfixia ou Parada Respiratória Introdução Asfixia ou parada respiratória pode ser definida como uma supressão súbita dos movimentos respiratórios. o tórax. os dedos de cada pé. o pescoço. Quando há incapacidade de uma pessoa consciente realizar certos movimentos. Muitas vezes. o movimento existe. alcoolismo agudo ou intoxicação por drogas. O desvio da comissura labial (canto da boca) pode estar a indicar lesão cerebral ou de nervo periférico (facial). É muito importante o reconhecimento destas duas situações. com o coração ainda funcionando. Pede-se que a vítima sorria.

doenças. “O sinal mais importante dessa situação é a dilatação das pupilas”. traumatismo torácico). ou ainda. dos lábios e das extremidades (dedos). veneno. e ainda quando houver dilatação da pupila. nos incêndios em compartimentos fechados e por contaminação do ar por gases tóxicos (principalmente emanações de motores. dentre outros acidentes ocasionando dificuldade respiratória. b) Insuficiência de oxigênio no ar: Pode ocorrer em altitudes onde o oxigênio é insuficiente. ferimentos na cabeça ou no aparelho respiratório. por ingestão de grande quantidade de álcool. ou de substâncias anestésicas. O oxigênio é vital para o cérebro”. Principais causas: a) Bloqueio da passagem de ar: pode acontecer nos casos de afogamento. . estrangulamento. servirá de guia para o socorro à vítima. pela cianose acentuada no rosto. AVC. alimentos ou qualquer corpo estranho na garganta. as atividades cerebrais cessarão totalmente.afogamento. soterramento e bloqueio do ar causado por ossos. c) Impossibilidade do sangue de transportar oxigênio. pela falta de ar que se queixam os conscientes. d) Paralisia do centro respiratório no cérebro. ocasionando a morte. em compartimentos não ventilados. ausência de pulso detectável e apnéia (ou respiração agônicas). psicotrópicos e tranquilizantes. fumaça densa). Parada Cardíaca Parada cardíaca é o cessar repentino da atividade mecânica (bombeamento) do coração. secreções e espasmos da laringe. em soterramentos. nos músculos respiratórios. “Se as funções respiratórias não forem reestabelecidas dentro de 3 a 4 minutos. e) Compressão do corpo: Pode ser causado por forte compressão externa (por exemplo. Nesse caso. levando à parada respiratória. a identificação da dificuldade respiratória pela respiração arquejante nas vítimas inconscientes. Pode ser causado por choque elétrico. É um diagnóstico clínico confirmado pela falta de batimentos do acidentado (ao encostar o ouvido na região anterior do tórax).

Outros sinais podem ser identificados. São eles: . bradicardia). A dilatação pupilar (midríase) surge cerca de 45 segundos após a PC. A chegada de sangue rico em O2 aos órgãos é denominada perfusão. É essencial para um melhor prognóstico.alteração da respiração (taqui o bradipnéia). Uma parada respiratória não resolvida leva o acidentado à parada cardíaca devido a hipóxia (falta de ar) cerebral e do miocárdio. Somente uma grande hemorragia externa e o edema agudo de pulmão devem merecer primeira atenção antes da parada cardíaca. Choque ou Estado de Choque É o quadro clínico que resulta da incapacidade do sistema cardiovascular de prover circulação sanguínea suficiente para os órgãos.A parada respiratória e a parada cardíaca podem ocorrer por diversos fatores. . ausência de movimentos respiratórios e ausência de pulso central (carotídeo e femoral). o reconhecimento de sinais que indiquem que o paciente está evoluindo para uma parada cardiorrespiratória. No ambiente de trabalho deve-se dedicar especial atenção a trabalhos com substâncias químicas. A rápida identificação da parada cardíaca ou parada respiratória é essencial para o salvamento de uma vida potencialmente em perigo. defensivos agrícolas (principalmente organofosforados) e trabalhos em eletricidade. as complicações são maiores. completandose em menos de 3 minutos. diagnosticada através de: inconsciência. A função do sistema circulatório é transportar as hemácias para se abastecerem de oxigênio nos pulmões e depois transportá-los aos tecidos. O choque é uma grave emergência médica Todas as células do corpo humano necessitam de oxigênio para produzir energia através da queima da glicose – metabolismo aeróbico. atuando de modo isolado ou associado. Se o coração para primeiro. Na vigência da evolução desses sinais. tais como: monóxido de carbono. . teremos uma PCR. O O2 é extraído da atmosfera pelos pulmões e transportado ligado aos glóbulos vermelhos pela circulação do sangue aos tecidos onde é utilizado. como a midríase e a cianose. Na ausência de O2 as células do corpo possuem uma fonte alternativa de produção .alteração do nível de consciência (torpor). A parada cardio respiratória é o exemplo mais expressivo de urgência médica. pois a chegada de oxigênio ao cérebro estará instantaneamente comprometida: os músculos respiratórios perdem rapidamente a eficiência funcional: ocorre imediata parada respiratória podendo ocorrer lesão cerebral irreversível e morte.alteração do ritmo cardíaco (taquiarritmias.

que é o fluido movimentado sob pressão. coração e pulmões. Os vasos sanguíneos são capazes de se contrair ou se dilatar de acordo como as necessidades do corpo. no exercício físico ocorre dilatação nos músculos utilizados e contração dos vasos do tubo digestivo. .queimaduras graves. .acidentes por choque elétrico. A pressão arterial (PA) depende da quantidade de sangue ejetada pelo coração e do grau de contração das artérias ou resistência vascular periférica que é regulada pelo sistema nervoso.lesões graves.emoções fortes.envenenamento por produtos químicos e intoxicações. . . merecendo especial atenção os acidentes graves com hemorragias extensas.politraumatismos. Por exemplo. . vasos sanguíneos e pelo sangue. As condições fundamentais para contração eficaz do coração são a existência de um volume suficiente de sangue para encher os vasos sanguíneos e a manutenção de um grau eficaz de contração dos vasos sanguíneos. que produz menos energia e gera acumulo de ácido lático. . todas as causas citadas acima podem ocorrer. . durante a digestão ocorre o contrário. O sistema circulatório é composto pelo coração. . Condições causadoras do estado de choque. ou por envenenamento por produtos químicos ou por exposição por temperaturas extremas. com perdas de substancias orgânicas. . . .exposição a extremos de calor ou frio.ataque cardíaco.infecção grave. Os órgãos mais sensíveis à deficiência de O2 são: cérebro.dor aguda.hemorragias. sobrevivendo poucos minutos em metabolismo anaeróbico. No ambiente de trabalho. A pressão necessária à movimentação do sangue é gerada pela força de contração do coração. . A pele e os músculos podem sobreviver de quatro a seis horas em metabolismo anaeróbico e os órgãos abdominais podem sobreviver de 45 a 90 minutos.de energia que é o metabolismo anaeróbico. ou por choque elétrico.

. . . . Dependendo da gravidade pode provocar a morte em alguns minutos. que interrompe a comunicação entre as fibras do sistema nervoso autônomo e o sistema circulatório.pulso fraco e rápido. . Ocorre vasodilatação e incapacidade de responder ao choque com taquicardia.cardiogênico: causado pelo infarto agudo do miocárdio. .face pálida.visão nublada.sede.anafilático: resulta de reação alérgica grave.frio. que produz substancias vasodilatores. O traumatismo de coluna cervical com dano para a medula espinhal. . alimentos. regulando a pressão arterial. . Ex. .náusea e vômito. São causas o pneumotórax hipertensivo e tamponamento cardíaco. chegando às vezes a ter tremores.respiração rápida.séptico: ocorre em infecções graves devido à liberação de toxinas pelo agente causador com efeito vasoconstrictor. tontura. com expressão de ansiedade e agitação. . Hemorragia É o extravasamento de sangue provocado pelo rompimento de um vaso sanguíneo: artéria. veia ou capilar. .extremidades frias. .poderá esta total ou parcialmente inconsciente. . arritmia cardíaca e insuficiência cardíaca congestiva.neurogênico: desenvolve-se quando o controle autônomo dos vasos sanguíneos falha.fraqueza.: diarréia e vômito).hipovolêmico: hemorragias internas e externas. Normalmente o sistema nervoso controla a contração e dilatação dos vasos sanguíneos. Dores intensa são outra causa.obstrutivo: é produzido por obstrução ao enchimento e/ou ao bombeamento cardíaco. . etc. O controle da hemorragia é prioridade.queda da pressão arterial. curta e irregular. . medicamentos.: venenos de insetos.pele fria e pegajosa.Classificação do choque: . . perda de plasma em queimaduras graves e por desidratação intensa (ex. . . Sinais do estado de choque .suor na testa e na palma das mãos.

estado prévio de saúde e idade do acidentado. A hemorragia deve ser tratada na análise primária. Quanto maior a quantidade perdida.Hemorragia interna: é aquela que o sangue extravasa em uma cavidade pré-formada do organismo como o peritônio.Hemorragia externa: é aquela no qual o sangue é eliminado para o exterior do organismo. arterial. para depois tratar as vias aéreas e a ventilação do paciente. Geralmente a perda de sangue não pode ser medida. meninges. escorrendo pela ferida. e para fins de primeiros socorros em: internas e externas. . cavidade craniana e câmara dos olhos. . pulmões ou as vias urinárias. .Hemorragia arterial: é aquela em que o sangue sai em jato pulsátil e se apresenta em coloração vermelho vivo. pleura. velocidade do sangramento. Nesta fase.A hemorragia pode ser classifica em: venosa. como acontece em qualquer ferimento externo do organismo. mais grave serão as hemorragias. . deve-se remover a roupa do paciente para examinar as hemorragias. O corpo humano possui normalmente um volume sanguíneo de aproximadamente 70 ml/kg de peso corporal para adultos e 80 ml/kg para crianças. um indivíduo de 70 kg possui aproximadamente 4900 ml de sangue. como tubo digestivo. sendo composto por água. ou quando se processa nos órgãos internos que se comunicam com o exterior. mas pode ser estimada através do acidentado (sinais de choque compensado u descompensado). O quadro clínico varia de acordo com a quantidade perdida de sangue. O sangue é o meio onde é realizado o transporte de oxigênio e nutrientes para as células e de gás carbônico e outros excretas para os órgãos de eliminação. pericárdio. . ou seja.Hemorragia venosa: é aquela em o sangue é mais escuro e sai continuamente e lentamente. possui um componente líquido chamado plasma que representa cerca de 55% a 60% de seu volume total. sal e proteína.

e enchimento capilar lentificado (maior que 2 segundos). agitação. palidez. parada cardiorrespiratória e do volume sanguíneo morte.: doação de sangue. sede intensa. suor frio. taquipnéia importante e enchimento capilar lento. eletricidade. radiação e produtos químicos. pulso radial fraco. Quadro VIII – quadro clínico apresentado nas hemorragias. pele fria. suor frio. Quantidade de sangue perdida Perda de até 15% (aproximadamente 750 ml em adultos) Perdas maiores que 15% e menores que 30% (aproximadamente 750 a 1500 ml). . São totalmente compensadas pelo corpo. e os contatos com gases. Alterações Queimaduras A temperatura. alterações das funções mentais. Perdas acima de 30% Levam ao choque descompensado com (maiores que 1500 ml. Geralmente causam estado de choque. pele fria.) hipotensão.). sede. taquicardia superior a 120/min. ansiedade. Ex..Geralmente não causam alterações. confusão ou inconsciência. frequência respiratória maior que 20/min. calor ou frio. podem causar lesões diferenciadas no corpo humano. Perdas maiores que 50% Choque irreversível. taquicardia (com frequência cardíaca entre 100 e 120/min.

geralmente calor. . percentual de superfície corporal queimada. A pele é o maior órgão do corpo humano e a barreira contra perda de água e calor pelo corpo. causada por agentes térmicos. tendões e ossos).químicas: provocadas pelo contato de substâncias corrosivas. com a pele.térmicas: causadas pela condução de calor através de líquidos. Gravidade da queimadura Depende da causa. associação com outras lesões. . gases e do calor de chamas. O atendimento médico é prioritário. extensão e grau de profundidade. dependendo de sua localização. A eletricidade principalmente a corrente alternada. nervos e vasos. Na realidade o dana é ocasionado pela produção de calor que ocorre à medida que a corrente elétrica atravessa o tecido. O frio também pode causar queimaduras e lesões nas partes expostas por muito tempo a baixas temperaturas ou umidade excessiva. Pode ocorrer lesão tecidual local delimitada e resfriamento corporal generalizado. São difíceis de avaliar e. . As lesões pelo frio dependem da temperatura. químicos. Todo tipo de queimadura é uma lesão que requer atendimento médico especializado imediatamente após a prestação de primeiros socorros. sólidos. mesmo as lesões que parecem superficiais. líquidas ou sólidas. A definição de queimadura é: Lesão do tecido de revestimento do corpo. pode causar PCR e lesão do sistema nervoso. fontes nucleares ou qualquer outra fonte de energia emitida sob forma de ondas ou partículas. ou frio. da velocidade do vento. podem ter danos profundos a músculos. com consequente lesão ou morte celular. causar incapacitações temporárias ou permanentes ou mesmo a morte. da umidade relativa do ar. localização. profundidade. As queimaduras podem ser: . por este motivo elas tem o potencial de desfigurar. que podem atingir graves proporções de perigo para a vida ou para a integridade da pessoa. radioativos ou elétricos. O efeito inicial e local.elétricas: produzidas pelo contato com eletricidade de alta ou baixa voltagem. Pacientes com lesões extensas de pele tendem a perder líquido corporal e temperatura e se tornar mais propensos a infecções. podendo destruir total ou parcialmente a pele e seus anexos.Queimaduras são lesões provocadas pela temperatura. . que pode causar morte (hipotermia). comprometimento de vias aéreas e estado prévio da vitima. comum em todas as queimaduras é a desnaturação de proteínas. A hipotermia é uma gravíssima emergência médica. tendo também um papel importante na proteção contra infecções. até atingir camadas mais profundas (músculos.radiação: resulta da exposição à luz solar.

destruição dos nervos. .lesão superficial da epiderme. Grau 1º grau Causa Luz solar ou chamuscação pouco intensa Chamuscação ou líquidos ferventes Chama direta Profundidade Epiderme Cor Eritema Enchimento capilar Presente Sensação de dor Dolorosa 2º grau Epiderme e derme Todas as camadas Eritema e bolhas Branca. Queimadura de segundo grau . .Queimadura de primeiro grau .lesão da epiderme e derme.dor e ardência locais de intensidade variável.formação de bolhas. derme e tecido subcutâneo.dor local suportável.lesão da epiderme. . . .não há formação de bolhas. . etc. anestesiada . músculos. .vermelhidão. Queimadura de terceiro grau . ossos.desprendimento de camadas da pele. preta marrom Presente Dolorosa 3º grau Ausente Pouca dor.

. Gravidade quanto a extensão É a mais importante e se baseia na área do corpo queimada.em períneo. O risco de vida está mais relacionado com a extensão (choque. face. maior é o risco que corre o acidentado. olhos e períneo Queimados com lesões moderadas. São consideradas queimaduras graves: . Definição de grande queimado Grau 2º grau > 25% de superfície corporal queimada em adultos 2º grau > 20% de superfície corporal queimada em crianças 3º grau > 10% da superfície queimada em qualquer faixa etária Associação com traumatismos graves Muitas vítimas apresentando queimaduras elétricas. inalação de fumaça.queimaduras do terceiro grau.com lesão das vias aéreas.com mais de 13% da área corpórea. será considerada de muita gravidade. lesões em mãos. elétricas. pés. Queimaduras graves são as grandes queimaduras que atingem mais de 13% de área corporal queimada.queimaduras em pacientes idosos.Ilustração do grau de queimadura. que abranja uma vasta extensão. infecção) do que com a profundidade. . . infantis e pacientes com doença pulmonar. mas com alto risco clínico (diabéticos e cardíacos). . Uma queimadura de primeiro grau. Quanto maior a extensão da queimadura. . por radiação.

vapores e partículas derivados do aquecimento e queima de substâncias. procedimentos operacionais padrões e equipamentos de segurança de uso obrigatório por todos que lidam com substâncias tóxicas. Há normas de biossegurança. A presença de substâncias tóxicas estranhas ao organismo pode levar a graves alterações de um ou mais sistemas fisiológicos. mais ou menos graves. poderão ocorrer ainda náuseas. fumos. Estas alterações dependem da natureza da substância. não estará necessariamente intoxicada. A fumaça é uma mistura de gases. As poeiras são partículas sólidas de tamanhos variados. causadas pela introdução de qualquer substancia em dose suficiente. As poeiras flutuam no ar e podem ser inaladas ou entrar em contato com as mucosas. fumaça.Envenenamento e intoxicação Numerosas substâncias químicas e partículas sólidas. A agressão causada pela fumaça varia de acordo com a sua composição. industrial e laboratorial. que tenha simplesmente deglutido alguma substancia. Devemos conhecer as substâncias que são mais manipuladas em nosso ambiente de trabalho. . por suas propriedades químicas. especialmente no ambiente de trabalho. bem como os antídotos para estas substâncias. Entretanto. midríase (aumento das pupilas dos olhos) ou miose (diminuição da pupila do olho). são potencialmente tóxicas para o homem. Uma pessoa. As substâncias supra-citadas denominam-se veneno ou tóxico. da sua concentração e principalmente da sensibilidade do próprio individuo ou de seus órgãos. sudorese excessiva. Envenenamento ou intoxicação são por definição alterações funcionais e/ou anatômicas. respiração alterada e inconsciência. Além desses sinais e sintomas. com o agente gerador da fumaça e muitas vezes com sua temperatura. Procurar conhecer todas. Dependendo de sua origem. Outras necessitam apenas de um pouco de água ou leite para minimizar as possibilidades de uma irritação gástrica. salivação. produzidos pelo manuseio e impacto mecânico de equipamentos. Intoxicações ou envenenamento podem ocorrer por negligência ou ignorância no manuseio de substâncias tóxicas. A primeira medida a ser tomada é a verificação se realmente houve envenenamento. pode provocar lesões de diferente gravidade para quem a aspire ou entre em contato com elas. podemos suspeitar de envenenamento ou intoxicação em qualquer pessoa que manifeste os sinais e sintomas descritos no quadro abaixo. Algumas substâncias são inócuas e não requerem tratamento. névoas. máquinas e ferramentas contra materiais orgânicos e inorgânicos. A inalação de poeiras. diarreia. ou nele formada. no organismo. originadas nas atividades comerciais. agrícola. gases e vapores podem causar envenenamento ou intoxicação. Devemos conhecer os tipos de substâncias tóxicas manipuladas no nosso ambiente de trabalho.

garganta ou estomago. confusão mental. Os gases são fluidos sem forma própria. A respiração se torna também uma via de intoxicação. . Modificação na coloração dos lábios e interior da boca. As névoas e neblinas são gotículas que ficam em suspensão a partir da condensação de vapores.Os fumos são partículas microscópicas. elaborada pelo homem ou animais. aspirado ou estado em contato com substancias tóxicas. melena (sangue escuro e brilhoso nas fezes) ou hematúria (sangue na urina). sensação de queimação na boca. Sonolência. quase sempre. por vezes. torpor ou outras alterações de consciência. Os vapores se formam a partir do aumento da temperatura ou pela diminuição da pressão de compostos químicos. que podem ser tóxicos ao serem respirados. Deve-se suspeitar da existência de envenenamento na presença dos seguintes sinais e sintomas: Sinais evidentes. que se espalham com muita facilidade por todo o ambiente que os contém. na temperatura e pressão ambiente. O contato com da pele com algumas substâncias podem causar irritação ou destruição tecidual da pele. mucosa ou olhos. que se mantêm abaixo do normal. são geralmente invisíveis e. inodoros. No ambiente de trabalho encontraremos muitas destas formas físicas e químicas que podem. Distúrbios hemorrágicos manifestados por hematêmese (vômito com sangue escuro e brilhoso). produzidas pela condensação de metais fundidos. Convulsões. Evidências de estado de choque eminente. na boca ou na pele. engolido. Vômitos. Estado de coma alternado com períodos de alucinação e delírio. Depressão da função respiratória. Queda da temperatura. espumejamento ou atomização de substâncias químicas orgânicas. Paralisia. apresentam-se em outro estado físico. São formas diferentes que se difundem muito rapidamente com facilidade de qualquer ambiente. Podem ser provocados pela nebulização. Os vapores são formas gasosas de compostos químicos que. Dor. Oligúria ou anúria (diminuição ou ausência de volume urinário). dependendo do agente causal. Hálito com odor estranho (cheiro do agente causal no hálito). provocar intoxicações ou envenenamento. queimaduras intensas com limites bem definidos e bolhas. Lesões cutâneas. Como suspeitar de envenenamento. de que a vitima tenha mastigado.

Lesão cerebral traumática Fraturas de crânio As fraturas de crânio são comuns nas vítimas de acidente que receberam impacto na cabeça.ataxia. .sonolência. torpor e coma. exceto.paralisias parciais ou gerais. Lesões encefálicas Concussão Quando uma pessoa recebe um golpe na cabeça ou na face.distúrbios do equilíbrio. delírio e alucinações. . pode haver uma concussão encefálica. . sem entretanto. . O paciente que sofre uma concussão pode se tornar completamente inconsciente e incapaz de respirar em curto período de tempo ou ficar apenas confuso. São as mais frequentes lesões cerebrais nos traumatismos sem fratura de crânio. expor o conteúdo da caixa craniana. A gravidade da lesão depende do dano provocado no cérebro. Observação: se o paciente não consegue se lembrar dos eventos ocorridos antes da lesão (amnésia).distúrbios mentais.convulsões. As fraturas podem ser abertas ou fechadas. Pode não haver lesão encefálica demonstrável. Fraturas fechadas: são aquelas que afetam o osso.dor de cabeça. . Em geral o estado de concussão é bastante curto e não deve existir quando o socorrista chegar ao local do acidente. que esta envolve a perda temporária de alguma ou de toda a capacidade da função encefálica.espasmos musculares. não existe solução de continuidade da pele. . Fraturas abertas: são aquelas que permitem a comunicação entre as meninges ou o cérebro e o meio exterior. existe uma concussão mais grave. . Há ruptura do couro cabeludo com exposição do local de fratura. .Sintomatologia . Não existe um acordo geral sobre a definição de concussão. agitação psicomotora.

É importante o rápido reconhecimento do corpo estranho que tenha penetrado no corpo. As contusões muito graves podem produzir inconsciência por período de tempo prolongáveis e também causar paralisia em todos os membros. podem causar danos físicos e desconforto sério. de variada origem e constituição física que. Outros sinais de disfunção por contusão incluem a paralisia de um dos lados do corpo. Em todos os casos de atendimento é preciso agir com . apesar de aparentemente inofensivas devido ao tamanho. São pequenas partículas. Traumatismos de face O principal perigo das lesões e fraturas faciais são os fragmentos ósseos e o sangue que poderão provocar obstrução nas vias aéreas. se a região atingida for a cervical poderá comprometer a respiração. levar à paralisia ou mesmo a morte. o paciente poderá apresentar: Corpos Estranhos A penetração de corpos estranhos no corpo humano é um tipo de acidente muito comum e pode ocorrer nas circunstâncias mais inesperadas. A contusão indica a presença de sangramento a partir de vasos lesionados. Traumatismos Raqui medular (TRM) São aqueles onde ocorre o comprometimento das estruturas ósseas (vértebras) e medula espinhal. Os danos causados por traumas nessas estruturas poderão ocasionar lesões permanentes. costela e vértebras) e comprometimento pulmonar e/ou dos grandes vasos. Trauma torácico Dependendo da extensão. presença de lesões associadas (fratura de esterno. Quando existe uma contusão cerebral. Vários tipos de objetos estranhos ao nosso corpo podem penetrar acidentalmente nos olhos. dilatação de uma pupila e alteração dos sinais vitais. o paciente pode perder a consciência. muitas vezes. nariz e garganta. ouvidos.Contusão O cérebro pode sofrer uma contusão quando qualquer objeto bate com força no crânio.

deve-se limitar exclusivamente às manobras que serão explicadas a frente. Qualquer líquido que atingir o olho deve ser removido imediatamente. de consequências desastrosas. Qualquer corpo estranho que penetre ou respingue nos olhos de uma pessoa constitui um acidente doloroso. Se for possível lave o olho com água corrente. A atividade de quem for prestar os primeiros socorros na remoção de corpos estranhos dos olhos de um acidentado. acrílico e metal Estilhaços de vidro Partículas de areia. Qualquer atendimento mal feito ou descuidado pode provocar lesões perigosas na córnea. . nariz e garganta: Farpas de madeira. plástico. náilon. nestes casos não se deve insistir para a vítima pestanejar. mais susceptíveis de receber corpos estranhos. Muitas vezes o corpo estranho está localizado na superfície do olho. pois pode provocar dor intensa e até mesmo lesão de córnea. conjuntiva e esclerótica. O uso de instrumentos como agulhas. Se o corpo estranho não sair. terra e poeira Grãos de cereais. pinças ou outros semelhantes só podem ser utilizados por profissional de saúde.precisão. chumbo e pedras pequenas Estilhaços de metal Espinho e partes de vegetais Materiais e aerossóis de origem biológica Gotas de produtos químicos Quadro X: tipos de corpos estranhos Olhos Os olhos são os órgãos que estão mais em contato com o trabalho e. manter a calma e tranquilizar o acidentado. “Muitas vezes a natureza e o local de alojamento do corpo estranho não permitem o lacrimejar. ouvidos. e muitas vezes. Corpos estranhos que podem se alojar nos olhos. especialmente na córnea e na conjuntiva palpebral superior. Todo cuidado é pouco nas manobras de remoção de corpos estranhos dos olhos. o olho afetado deve ser coberto com curativo oclusivo e a vítima encaminhada para atendimento especializado”. O conhecimento e a serenidade sobre o que está fazendo são fundamentais para o trabalho de primeiros socorros. portanto.

porem. a tensão medida em volts. Esses efeitos variam. a duração da sua passagem pelo corpo. a intensidade medida em amperes. conforme a sua frequência. geralmente causam dor. A necrose progressiva e a formação de escaras geralmente são maiores do que a lesão inicial poderia sugerir. isto é. Choque elétrico São abalos musculares causados pela passagem de corrente elétrica pelo corpo humano. térmico e fisiopatológico. A patologia das alterações provocadas pode ser esquematizada em três tipos de fenômenos: eletroquímico. Estes acidentes são mais comuns em crianças. as queimaduras elétricas geralmente afetam a pele e os tecidos subjacentes.Ouvidos Corpos estranhos podem penetrar acidentalmente também nos ouvidos. Podem resultar em irritação se não forem removidos imediatamente. especialmente na área correspondente ao conduto auditivo externo. o seu percurso através do mesmo e das condições em que se encontra a vítima. As alterações provocadas no organismo humano pela corrente elétrica dependem principalmente de sua intensidade. Nariz Corpos estranhos no nariz também ocorrem com maior frequência em crianças. . crise de espirros e coriza. Como a maior parte da resistência elétrica se encontra no ponto em que a pele entra em contato com o condutor. da amperagem.

Ilustração demonstrando a passagem da corrente elétrica pelo corpo. .

por defeito. . “Os acidentes com eletricidade também oferecem perigo à pessoa que vai socorrer a vítima”.falta de segurança nas instalações e equipamentos. Ferimentos Os ferimentos são as alterações mais comuns de ocorrer em acidentes de trabalho. esta em contato com sua carcaça. Em outros casos. falta de aterramento elétrico.acidentes.corrente alternada: tetanização com tempo de exposição. determinará a morte pela paralisia do centro nervoso central (bulbo) que regem os movimentos respiratórios e cardíacos. dá-se a parada do coração em diástole (fase de relaxamento) ventricular. podendo levar à morte se atuar por alguns minutos. . desde um pequeno corte ou escoriação de atendimento doméstico até acidentes violentos com politraumatismo e complicações.imprudência. etc.corrente continua: contração muscular brusca com projeção da vítima. São lesões que surgem sempre que existe um traumatismo. como: fios descascados. o coração poderá sobreviver a fibrilação ventricular. Se o tempo de contato for curto. correntes de 100 a 150 volts já são perigosas e acima de 500 volts são mortais. Observação: . Em condições habituais. A intensidade da corrente é o fator mais importante a ser considerado nos acidentes com eletricidade.indisciplina. seja em que proporção for. . .Vítima de choque elétrico. por paralisia da musculatura respiratória. . . além do espasmo muscular. a morte se dá por fibrilação cardíaca (ventricular). parte elétrica de um motor que. Entre 25 e 75 mA.ignorância. Cada segundo de contato com a eletricidade diminui a possibilidade de sobrevivência da vítima. Se a corrente for intensa. Corrente com 25 mA determinam espasmos musculares. Causas principais Nos ambientes de trabalho encontramos este acidente quando há: . etc. podendo ocorrer traumatismo grave.

são vulneráveis a infeccões. .Todos os ferimentos. para enquanto se espera a chegada de socorro médico ou a remoção para atendimento especializado. . antes de entrar em contato com qualquer lesão.causam dor. tem bordas regulares e causam sangramentos de variados graus. com o esmagamento dos tecidos.originam sangramento. através de trauma fechado sobre superfícies ósseas. além dos cuidados especiais que devem ser tomados na presença ou suspeita de hemorragia. devido ao seccionamento dos vasos sanguíneos e danos a tendões. chamados lacerações. da melhor forma possível. provocados por objetos rombudos. Os ferimentos contusos. Imagem de ferimento inciso. O objetivo principal desta parte é criar e enfatizar a consciência da necessidade de limpeza. . rompimento das camadas de gordura e músculo. músculos e nervos. Os ferimentos são lesões que apresentam solução de continuidade dos tecidos e provocam o rompimento da pele e. logo que ocorrem: . Os ferimentos incisos são provocados por objetos cortantes. conforme seu tipo e profundidade. O sangramento deve ser controlado por compressão direta e aplicação de curativo e bandagens. são lesões teciduais de bordas irregulares.

Imagem ferimento contuso Os ferimentos perfurantes são lesões causadas por perfurações da pele e dos tecidos subjacentes por um objeto. O orifício de entrada pode não corresponder à profundidade da lesão.

Imagem ferimento perfurante e transfixante. Os ferimentos transfixantes atravessam de lado a lado uma parte do corpo. Os ferimentos puntiformes geralmente sangram pouco para o exterior.

Ferimento puntiforme As avulsões são lesões onde ocorrem descolamentos da pele em relação ao tecido subjacente, que pode se manter ligado ao tecido sadio ou não. Apresentam graus variados de sangramento, geralmente de difícil controle. A localização mais comum ocorre em mãos e pés.

Avulsão de couro cabeludo. “Não tocar no ferimento diretamente com os dedos”. Os ferimentos podem inflamar e infeccionar muito rapidamente, dependendo do grau de limpeza e dos cuidados que forem tomados para prevenir a contaminação. Ter em mente a necessidade de cobrir o ferimento com compressa limpa e encaminha o acidentado para atendimento especializado. Traumatismo torácico Os traumatismos torácicos são provocados, em sua maior frequência, por acidentes de trânsito e acidentes industriais. A gravidade dos traumatismos torácicos é diretamente proporcional aos tipos de lesões associadas, que podem levar à morte ou dificultar o diagnóstico preciso da lesão traumática e, consequentemente, o tratamento adequado para o caso.

Um atendimento preciptado, ou conduzido sem a correção técnica adequada pode levar à morte, quando em vez disso, medidas terapêuticas com bases seguras seriam capazes de resguardar a vida e evitar complicações. Um traumatizado de tórax poderá chegar até o socorro especializado em condições clínicas consideradas boas, se for atendido corretamente, ou evoluir rapidamente para a morte, muitas vezes por pequenos enganos que jamais serão descobertos. O acidentado deverá ser sempre considerado em estado grave, mesmo que não apresente sinais clínicos aparentes. É prudente recomendar que se dedique à vítima de traumatismo torácico a máxima atenção possível, sob observação permanente e bem orientada, até que se possa entrega-la ao socorro médico especializado.

Amputação traumática As amputações são definidas como lesões em que há a separação de um membro ou de uma estrutura protuberante do corpo. Podem ser causadas por objetos cortantes, por esmagamentos ou por forças de tração. Estão frequentemente relacionadas a acidentes de trabalho e automobilísticos, tendo maior prevalência em homens jovens. Seu tratamento inicial deve ser rápido pela gravidade da lesão, que pode causar a morte por hemorragia, e pela possibilidade de reimplante do membro amputado. O controle da hemorragia é crucial na primeira fase do atendimento de primeiros socorros. O membro amputado deve ser preservado sempre que possível, porém a maior prioridade é a manutenção da vida. São três tipos de amputação:  Amputação completa ou total: o segmento é totalmente separado do corpo.  Amputação parcial: o segmento tem 50% ou mais de área de solução de continuidade com o corpo;  Desenluvamento: quando a pele e o tecido adiposo são arrancados sem lesão do tecido subjacente.

Apresentam aparência geralmente deformante devido ao grau de deformação que podem impor à região afetada. Constituem uma emergência traumato-ortopédica que requer boa orientação de atendimento. calma e tranquilidade por parte de quem for socorrer e transporte adequado. .Desenluvamento. Amputação total de polegar Fraturas É uma interrupção na continuidade do osso.

isto é. o impacto foi transmitido através dos ossos da perna e bacia até a coluna vertebral. entretanto romper um vaso sanguíneo ou cortar um nervo. ocorrendo fratura da parte inferior da coluna vertebral. e movimentos bruscos do trabalhador. . neste caso. ferramentas. a queda de uma altura considerável. levando à fratura no local do golpe. impacto ou movimento violento com esforço maior que o osso pode suportar. Ocorre geralmente devido à queda. a contração muscular com força suficiente para causar fratura. A fratura pode se dar por ação direta. Poderá. ou por ação indireta. um pontapé na perna.A fratura ocorre quando existe não solução de continuidade de um osso. batidas contra objetos. Ainda se pode dar por ação muscular. assim como queda dos mesmos sobre o trabalhador. portanto pode ocorrer em qualquer ramo de atividade. ou durante o trajeto residênciatrabalho-residência. por exemplo. sendo. equipamentos. por exemplo. As fraturas serão aqui classificadas como: Fratura fechada: onde os ossos quebrados permanecem no interior do membro sem perfurar a pele. Nos ambientes de trabalho a fratura pode ocorrer devido a quedas.

rompendo a pele e deixando exposta uma de suas partes. que pode ser produzida pelos próprios fragmentos ósseos ou por objetos penetrantes. Este tipo de fratura pode causar infecções.Fratura fechada Fratura aberta ou exposta: são as fraturas em que os ossos quebrados saem do lugar. .

. Fratura exposta por objeto cortante.Fratura exposta produzida pelo próprio osso.

Os membros inferiores devem ficar elevados em relação ao corpo. porém só devem ser usadas após o diagnóstico.a febre é defesa orgânica (é o organismo se defendendo de alguma causa) e. Afrouxar as roupas da vítima no pescoço. Podem ser usadas compressas frias aplicadas sobre grandes estruturas vasculares superficiais quando a temperatura corporal está muito elevada. Drogas antipiréticas como aspirina. Quando o acidentado for um adulto. Mas infelizmente não muitos procedimentos de primeiros socorros a serem tomados para tirar a vítima do choque. por dois motivos: . pescoço. Existem algumas providências que devem ser memorizadas com o intuito de permanente de prevenir o agravamento e retardar a instalação do estado de choque. . mas em primeiros socorros isto não é possível. Este procedimento deve ser feito apenas se não houver fraturas . cabeça. Estado de choque Prevenção do choque Algumas providências podem ser tomadas para evitar o estado de choque. cobertor dobrado ou qualquer outro objeto. Devemos salientar que os primeiros socorros em casos febris só devem ser feitos em temperaturas muito altas (acima de 40oC). submetê-lo a um banho frio ou cobri-lo com uma coberta fria.AÇÕES BÁSICAS DO SOCORRISTA Febre Aplicar compressas úmidas na testa. pois o leigo deverá preocupar-se em atender os sintomas da febre e suas complicações. virilha e axilas (que são áreas que passam grandes vasos sanguíneos). em seguida verificar se há presença de prótese dentária. objetos ou alimento na boca e os retirar. O tratamento básico da febre deve ser dirigido para suas causas. dipirona e acetaminofen são muito eficientes na redução da febre que ocorre devido a afecções no centro termorregulador do hipotálamo. Deitar a vítima: a vítima deve ser deitada de costas. Isto pode ser feito colocando-os sobre uma almofada. peito e cintura e.o tratamento da febre deve ser da sua causa.

ou se estiver consciente.desses membros. ele serve para melhorar o retorno sanguíneo e levar o máximo de oxigênio ao cérebro. mas sangrando pela boca e nariz. deitá-la na posição lateral e segurança (PLS). No caso de a vítima estar inconsciente. para evitar asfixia. conforme figura abaixo. No caso de ferimento no tórax que dificultem a respiração ou de ferimento na cabeça. os membros inferiores não devem ser elevados. Não erguer os membros inferiores da vítima a mais de 30 cm do solo. .

Conforto: dependendo do estado geral e da existência ou não de fratura. providenciar imediatamente assistência especializada. Se for preciso. . mantendo-a calma sem demonstrar apreensão quanto ao seu estado. “Em todos os casos de reconhecimento dos sinais e sintomas de estado de choque. a vítima deverá ser deitada da melhor maneira possível. Pulso: enquanto as providências já indicadas são executadas. a vítima deve ser agasalhada com cobertor ou algo semelhante. Tranquilizar a vítima: se o socorro médico estiver demorando. observar o pulso da vítima. como uma lona ou casacos.Respiração: verificar quase que simultaneamente se a vítima respira. Devese estrar preparado para iniciar a respiração boca a boca. Permanecer em vigilância junto à vítima para dar-lhe segurança e para monitorar alterações em seu estado físico e de consciência. tranquilizar a vítima. Isso significa observar se ela não está sentindo frio e perdendo calor. No choque o pulso da vítima apresenta-se rápido e fraco. A vítima vai necessitar de tratamento complexo que só pode ser feito por profissionais e recursos especiais para intervir nestes casos”. Corpos estranhos Olhos A primeira coisa a ser feita ao se atender um acidentado que reclame de corpo estranho no olho é procurar reconhecer o objeto e localiza-lo visualmente. caso a vítima pare de respirar.

possivelmente. Muitas vezes o corpo estranho está localizado na superfície do olho. Se o corpo estranho não sair. sem comprimir. O próprio acidentado pode ir segurando a compressa. nem deixar que ela faça. . lenço ou pano limpo cobrindo o olho afetado. O corpo estranho localizado na córnea não deverá ser retirado. Muitas vezes a natureza e o local do alojamento do corpo estranho não permitem o lacrimejar. . O procedimento a ser adotado é o seguinte: .não retirar qualquer objeto que esteja na córnea.manter o acidentado calmo e tranquilo. se possível com uma compressa de gaze. Lavar os olhos com água corrente. o olho afetado deve ser coberto com curativo oclusivo e a vítima encaminhada para atendimento especializado. fixando sem apertar.encaminhar o acidentado para atendimento especializado. . removam o corpo estranho. Se for possível lave os olhos com água corrente. nestes casos não se deve insistir para a vítima pestanejar. . especialmente na córnea e na conjuntiva palpebral superior.não tocar no objeto.Em seguida pede-se à vítima que feche a abra os olhos repetidamente para que as lágrimas lavem os olhos e. pois pode provocar dor intensa e até mesmo lesão da córnea.não tocar no olho do acidentado. Manter-se calmo. .

 Se houver risco de lesão ou dor excessiva.  Quando o objeto aparecer. procedendose da seguinte maneira:  Lavar bem as mãos com agua e sabão. conforme instruído anteriormente. retira-se o objeto cuidadosamente. Se estiver lá. suspender a manobra e encaminhar para socorro especializado. ou a ponta limpa de um pano retorcido.Se o corpo estranho estiver não estiver na córnea. .  Se não sair. ele pode ser procurado na pálpebra inferior.  Enquanto puxa-se a pálpebra para baixo. dobrando-se sobre um cotonete ou palito de fósforo. pode-se removê-lo com cuidado. retorcido. removê-lo com o auxílio de outro cotonete ou ponta de tecido ou de lenço limpo. pode-se usar hastes flexíveis com ponta de algodão (cotonete).  Tentar primeiramente remover o objeto com as lágrimas. será necessário fazer a eversão da pálpebra para localizá-lo e removê-lo com o explicado a seguir:  Levantar a pálpebra superior. Se o objeto estiver na pálpebra superior.

Verificar se o acidentado está consciente. principalmente em volta do pescoço. Providenciar a lavagem imediatamente. pedindo para abrir e fechar repetidamente o olho. com o olho coberto com gaze. Afastar a causa. Não se pode perder tempo procurando saber que tipo de líquido caiu no olho do acidentado. “Qualquer procedimento de lavagem dos olhos para retirada de líquido estranho deverá ser feito por no mínimo 15 minutos”. Após a lavagem. o acidentado deve ser encaminha ao serviço especializado. . Qualquer líquido que atingir o olho deve ser retirado imediatamente. peito e cintura. ou no jato de água corrente feito com as mãos espalmadas sob a torneira. com o olho afetado.Técnica para retirada de corpo estranho na pálpebra. Uma alternativa para estas opções é fazer com que o acidentado mantenha o rosto. debaixo d’água. Primeiros socorros quando ocorre asfixia     A primeira conduta é favorecer a passagem de ar através da boca e das narinas. O olho deve ser lavado em água corrente de uma pia. Desapertar as roupas do acidentado.

Repetir a respiração de socorro tantas vezes quanto necessário. Não deixar o acidentado sentar ou levantar. coloque-o na posição lateral de segurança. para abrir e manter desobstruída a passagem de ar.   Para assegurar que o acidentado inconsciente continue respirando.        . Iniciar a respiração de socorro (conforme relatado a frente). Dar chá ou café logo que ele volte a si. para evitar que a respiração cesse novamente. tão logo o acidentado tenha sido colocado na posição correta. Manter o acidentado aquecido para evitar o choque. Não dar líquidos enquanto o acidentado estiver inconsciente. Continuar observando atentamente o acidentado. O acidentado deve permanecer deitado. Lembrar que cada segundo é importante para a vida do acidentado. Retirar qualquer objeto da boca ou da garganta do acidentado. Varredura digital para retirada de objetos. mesmo depois de ter recuperado a respiração. Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado. Não deslocar o acidentado até que sua respiração volte ao normal. até que o acidentado de entrada em local onde possa receber assistência adequada.

Posicionamento correto . mas só em caso de extrema necessidade. Solicitar socorro especializado mesmo que o acidentado esteja recuperado.  Remover o acidentado. somente deitado.

Para tanto o primeiro passo é garantir que a vítima esteja em decúbito dorsal (costas no chão). . porém se a ocasião aparecer A reanimação cardiopulmonar requer uma sequencia de procedimentos. Qualquer interferência ou suspenção da respiração espontânea constitui uma ameaça a vida. Estabelecida que a vítima apresenta os sinais característicos de parada cardiopulmonar. . A probabilidade de execução de RCR é bem pequena. A ressuscitação cárdio respiratória (RCR) é um conjunto de medidas utilizadas no atendimento de vítima de parada cárdio-respiratoria (PCR). A aplicação imediata de RCR é uma das atividades que exige conhecimento e sua execução deve ser com calma e disposição. Vias aéreas Primeiro passo: na ausência de suspeita de trauma (vítimas clinicas). A RCR é uma técnica de grande emergência e muita utilidade. o emprego de técnicas adequadas para o suporte das funções respiratórias e circulatórias.manter as vias aéreas para a passagem de ar.Ressuscitação cardío-respiratória.fazer compressões torácicas. realizar manobra de empurre mandibular. deve-se iniciar os procedimentos de RCP. realize a manobra de inclinação da cabeça-elevação do queixo (figura abaixo). O atendimento correto exige desde o inicio. . . na grande maioria dos casos. Ao suspeita de eventos traumáticos.ventilar os pulmões da vítima com pressão positiva.

. sangue e outros. Empurre a mandíbula.Inclinação da cabeça-elevação do queixo. vômito. Segundo passo: inspecione a cavidade oral e certifique-se que não há nenhuma obstrução por prótese.

. Se constatar que não há respiração. ouvir e sentir). boca-nariz. boca-máscara. Respiração Fazer o VOS (ver.realize 2 ventilações de resgate boca-boca. Se ausente. O ideal é que essa avaliação dure de 3 a 5 segundos. a respiração é inadequada (agônica) ou ainda.Varredura digital na inspeção da cavidade oral. permitindo assim a expiração. . você não tem certeza sobre a situação. Se não há nenhuma movimentação do tórax e nenhum ar exalado. bolsa-válvula-máscara e observe se houve passagem de ar. iniciar compressão torácica externa na metade inferior do osso esterno. Circulação Checar pulso em artérias centrais. As ventilações devem ter a duração de 1 segundo e um intervalo de aproximadamente 4 segundos entre elas. inicie as ventilações artificiais. como carótida e femoral. Entretanto é importante observar se o volume de cada ventilação está sendo suficiente para produzir uma elevação torácica visível. a vítima está em apnéia.

As compressões são feitas na frequência de 100/min. com ciclos de 30:2 (compressão/ventilação) ou aproximadamente 2 minutos. utilizando-se a região hipotênar de 2 mãos. .Pulso radial Pulso carotídeo O esterno é comprimido 4 – 5 cm.

não devendo ser mantido sob pressão. Entretanto. A ótima compressão do esterno normalmente é identificada quando existe a palpação de pulso carotídeo ou femoral. reavalie a vítima. Na impossibilidade da ventilação (ausência de materiais de proteção ou traumas que possibilitem apenas a obtenção de via aérea avançada). Adultos e crianças  Ponto de referência para a compressão: centro do peito. O tempo de compressão e descompressão deve ser igual. é importante que seja permitido ao tórax retornar ao seu ponto de partida antes da compressão. entre os mamilos.Região hipotênar das mãos. não demore mais do que 5 segundos nessa reavaliação e continue a RCP. Após 2 minutos ou 5 ciclos de RCP. a menos que um DEA (desfibrilização) esteja disponível. realizar somente as compressões cardíacas externa. Certifique-se de que a vítima esteja em decúbito dorsal sobre uma superfície rígida. .       Considerações acerca da RCP: Em nenhuma hipótese as mãos devem ser retiradas da posição entre as massagens. não permitir que o tórax retorne de forma abrupta.

para evitar a exaustão e consequente aplicação incorreta das compressões. Ajoelhado ao lado da vítima  A cada 2 minutos troque. o socorrista que comprime o tórax. deixando livre o esquerdo para a aplicação do DEA (desfibrilador). posicionese do lado direito. Ajoelhe-se ao lado da vítima na altura dos ombros. se possível. . Se possível.

o socorrista deverá inclinar-se. Os braços também deverão permanecer eretos e perpendiculares ao tórax da vítima durante todo o tempo. Dedos entrelaçados . Os dedos devem estar estendidos ou entrelaçados. eles não tocam o tórax durante as compressões. Para isso.

Choque elétrico Antes de socorrer a vítima. desligando a chave geral de força. Desligar a chave geral . cortar a corrente elétrica. retirando os fusíveis da instalação ou puxando o fio da tomada (desde que esteja encapado).

corda. pano grosso dobrado. .).Se o item anterior não for possível. tapete de borracha. etc. e que estejam secos (cabo de vassoura. jornal dobrado. tentar afastar a vítima da fonte de energia utilizando luvas de borracha grossa ou materiais isolantes. Afastando a vítima do fio de eletricidade. afastando a vítima do fio ou aparelho elétrico. Afastando o aparelho elétrico.

fraturas e queimaduras. Ferimentos . nesta ordem. Deve-se atender primeiro as hemorragias.Afastando o fio elétrico da vítima. até a chegada do atendimento especializado. Insistir nas manobras de ressuscitação. Depois de obtida a ressuscitação cardio-respiratória. Se o choque for leve. segundo os capítulos específicos. Não tocar na vítima até que ela esteja separada da corrente elétrica ou que ela esteja interrompida. fraturas ou lesões que possam ter ocorrido no caso de queda durante o acidente. deve ser feito um exame geral da vítima para localizar possíveis queimaduras. seguir os itens do “estado de choque”. Em caso de parada cardio-respiratória iniciar imediatamente as manobras de ressuscitação. mesmo que a vítima não esteja se recuperando.

.Ferimento na cabeça     Deitar o acidentado de costas (em caso de inconsciência ou inquietação). Prender a compressa com esparadrapo ou tira de pano. Afrouxar as roupas do acidentado. Colocar compressa ou pano limpo sobre o ferimento (em caso de hemorragia).

Cuidados com o segmento amputado: . caso esteja presente. caso necessário. Controlar a hemorragia.Amputação     Abrir vias aéreas e prestar assistência ventilatória. Tratar o estado de choque.

a pele e tecidos mais profundos ficam parcialmente exteriorizados. Cobrir a área ferida com compressa úmida em solução salina. Jamais colocar a extremidade em contato direto com o gelo. Colocar o saco plástico em recipiente de isopor com gelo ou água gelada. . Existe o risco significativo de precipitar hemorragia. seca ou compressa limpa.      Limpeza com solução salina. Lesão por objetos perfurantes. Proceder da seguinte forma:     Expor a lesão Nunca remover objetos encravados. devido ao destamponamento de vasos sanguíneos. Estabilizar o objeto com curativo apropriado. sem imersão em líquido. Proteger o membro amputado em dois sacos plásticos. Envolve-lo em gaze estéril. Não tentar partir ou mobilizar o objeto. exceto nos casos em que isto seja essencial para possibilitar o transporte.

As talas irão auxiliar na sustentação do membro atingido. os menores erros podem gerar sequelas irreversíveis.Avulsão total de dedo Fraturas      Observar o estado geral do acidentado. caso seja necessário. Acalmar o acidentado. Usar talas. antes de proceder a imobilização do membro afetado. Toda atenção é pouca.   . Imobilizar o membro. Trabalhar com muita delicadeza e cuidado. procurando lesõe mais graves com ferimento e hemorragia. o mais naturalmente possível. procurando coloca-lo na posição que for menos dolorosa para o acidentado. Ficar atento para prevenir o choque hipovolêmico. Controlar eventual hemorragia e cuidar de qualquer ferimento com curativo. É importante salientar que imobilizar significa tirar os movimentos das juntas acima e abaixo da lesão. pois ele fica apreensivo e entra em pânico.

A única exceção a ser feita é para os casos em que o acidentado corre perigo iminente de vida. As talas tem que ser de tamanho suficiente para ultrapassar as articulações acima e abaixo da fratura. remover ou transportar o acidentado de fratura. antes de ter a parte afetada imobilizada corretamente. . Sob nenhuma justificativa deve-se tentar recolocar o osso fraturado de volta ao seu eixo. As manobras de redução de qualquer tipo de fratura só podem ser feitas por pessoal médico especializado. Não deslocar. Tamanho da suficiente para ultrapassar as articulações.

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Resgate A própria existência da atividade de primeiros socorros estabelece implicitamente o atendimento do acidentado no próprio local da ocorrência de . Em muitos tipos de transportes teremos de contar com o auxílio de um. independentemente de suas habilidades físicas para realizar o transporte de um acidentado. Algumas regras e observações genéricas e teóricas devem ser aprendidas e conscientizadas por todos. Apesar de não ser de nossa competência é conveniente que conheçamos algumas práticas relativas à atividade de resgate de vítimas de acidentes. sem conhecimento pode provocar danos muitas vezes irreversíveis à integridade física do acidentado. Existem várias maneiras de se transporta um acidentado. transporte do acidentado inconsciente. O transporte de acidentados é um determinante da boa prestação de primeiros socorros. Cada maneira é compatível com o tipo de situação em que o acidentado se encontra e as circunstâncias gerais do acidente. Quase sempre é necessário o auxílio de outras pessoas. De uma maneira geral. conhecimento das técnicas para o transporte do acidentado consciente que não pode deambular. Um transporte mal feito. sem técnica.Técnicas de remoção e transporte de acidentados. Cada técnica de transporte requer habilidade e maneira certa para que seja executada. Para estes casos a técnica correta também varia de acordo com o número de pessoas que realizam o transporte. dois ou mais voluntários. cuidados com o tipo de lesão que o acidentado apresenta e técnicas e materiais para cada tipo de transporte. o transporte bem realizado deve adotar princípios de segurança para proteção da integridade do acidentado. O transporte de vítimas é assunto que suscita polêmicas. orientadas por quem estiver prestando os primeiros socorros.

helicóptero ou de recursos improvisados. Como proceder Vítima consciente e podendo andar: Remova a vítima apoiando-a em seus ombros. Muitas vezes. . .uma emergência.cadeira.inicie a respiração de socorro. ou exposto a descargas elétricas. o primeiro cuidado a ser tomado é o resgate do mesmo.ajuda de pessoas.tábua. inflamáveis ou explosivas e corrosivas. . Nos casos de resgate é que podemos assumir a iniciativa de prestar os primeiros socorros. se necessário. acidente ou problema clínico. . existe perigo para quem está socorrendo e para as vítimas. ambulância.porta ou outro material disponível.maca.evite o estado de choque.cobertor. está se afogando. É preciso também ter consciência da necessidade de agir rigorosamente dentro de seus limites e de sua competência. Antes da remoção . Se um acidentado. . evitando expor-se inultilmente.execute a massagem cardíaca externa.tente controlar a hemorragia. . Quem socorre deverá ser capaz de identificar a quantidade e a qualidade dos riscos que se apresentam em cada caso e saber como resolver o problema. dadas às proporções e circunstâncias em que ocorrem outros eventos. Para o transporte da vítima podemos utilizar meios habitualmente empregados – maca ou padiola. . por exemplo. A remoção da vítima do local do acidente para o hospital é tarefa que requer da pessoa prestadora de primeiros socorros o máximo de cuidado e correto desempenho. . . gases e outras substâncias tóxicas. .

luxações e entorses de pé. . escorpião e outros. . distensão muscular e ferimentos dos membros inferiores.Vitima consciente não podendo andar: Transporte a vítima utilizando dos recursos aqui demonstrados.fratura. .contusão.picada de animais peçonhentos: cobra. em casos de: .

Vítima inconsciente Como levantar a vítima do chão sem auxilio de outra pessoa .

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.Como levantar a vítima do chão com a ajuda de uma ou mais pessoas.

Vítima consciente ou inconsciente Como remover a vítima. utilizando de cobertor ou material semelhante .

os braços e as pernas.utilize uma superfície dura – porta ou tábua (maca improvisada). deslocando todo o corpo ao mesmo tempo. .movimente o acidentado como um bloco. . evitando mexer separadamente a cabeça. o tronco. .solicite ajuda de pelo menos cinco pessoas para transferir o acidentado do local encontrado até a maca. . isto é.Como remover a vítima de acidentados suspeitos de fratura de coluna e pelve. o pescoço.

em decúbito dorsal. etc.Como remover acidentado grave não suspeito de fratura de coluna vertebral ou pelve. roupas. Solicite. cobertores. Não interrompa. movendo-o o menos possível.utilize macas improvisadas como. sempre que possível. Importante:     Evite paradas e freadas bruscas do veículo. portas. . a assistência de um médico na remoção de acidentados graves. a respiração de socorro e a massagem cardíaca externa ao transportar o acidentado. . durante o transporte. Previna-se contra o aparecimento de danos irreparáveis ao acidentado. cordas. em hipótese alguma.

. Atadura crepom de 15 cm de largura. Gaze esterilizada. Curativo auto adesivo (band-aid).Material básico para primeiros socorros     Atadura crepom de 10cm largura.

situações ou acontecimentos reais se tornam conscientes. . Para que o objeto possa ser percebido. Saco plástico. A percepção distingue-se da memória. pois estes dever ser prescritos somente pelo médico. Algodão. A percepção é mais um conceito em psicologia que possui diferentes considerações. ou pode ter características tão amplas que se confunde com qualquer processo cognoscitivo. interposição dos objetos. mesmo quando se trata da percepção de um movimento ilusório ou da movimentação de outro objeto que não o que realmente se move. sendo irredutível às sensações. Bandagem triangular. caracterizando o resto como “fundo” sobre o qual ele se destaca. perspectiva linear e o jogo de luzes e sombras também são alguns dos fatores que determinam o que se define como “figura” e o que se caracteriza como “fundo”. porque diz respeito a acontecimentos presentes e também é diferente da inteligência e pensamento na medida em que se refere a situações concretas. movimentação da cabeça. Aspectos comportamentais Percepção Para a maioria dos profissionais em psicologia. É através da percepção que o ser humano conhece o mundo à sua volta de forma total e complexa. possuindo uma estrutura interna maior do que os outros objetos que o cercam para que se constitua uma “boa figura”. Ela pode ser entendida como produto de vários elementos sensitivos ligados a experiências que o indivíduo tem anteriormente. pessoas. dependendo de diversos fatores relacionados com a percepção. Muitas vezes a passagem de “figura” para “fundo” e vice-versa acontece por causa da saturação produzida pelo sistema nervoso quando a estimulação torna-se excessiva. Observação: Não é permitido que na caixa de primeiros socorros contenha medicamentos.      Tesoura pequena. a percepção diz respeito ao processo através do qual os objetos. A estimulação é fundamental na definição do que constitui a “figura” e no que constitui o “fundo”. Luvas de procedimento. tamanho relativo. a depender da abordagem teórica. ele deve se destacar do mundo fenomenológico. A “figura” e o “fundo” podem sofrer modificações. Esparadrapo. pode ser entendida de maneira bem global. A atitude de um indivíduo. a movimentação do objeto. A percepção depende de uma série de fatores precisos.

temos que agregar fatores análogos fora do mesmo. Conflitos afetivos desconfortáveis. O afeto e interesse que o indivíduo coloca no trabalho. As síndromes de stress agudas e crônicas. São vários os fatores que predispõem o indivíduo a um acidente. pois podem levá-lo a desconsiderar medidas de segurança necessárias para executar tarefas de riscos. tido como campeão mundial de acidentes no trabalho. O fator humano possui um papel relevante no determinismo dos acidentes do trabalho. temos que agregar fatores análogos fora do mesmo. A reação de um indivíduo a uma alteração de imagem corporal devido a traumas físicos pode causar grandes transtornos principalmente quando se trata . instabilidade emocional e intelectual. principalmente as atividades que envolvem riscos. Ao lado dos fatores patológicos do ambiente do trabalho. Todos os fatores acima podem diminuir as condições necessárias na execução de uma tarefa que envolve riscos. seguido de sonho angustioso. a sua atenção e concentração estarão diminuídas. principalmente se a função exercida exige respostas motoras. rápidas e precisas. Um aspecto que deve ser considerado são os fatores emocionais envolvidos nos acidentes. Conflitos afetivos familiares. a sua atenção e concentração estarão diminuídas. à sua família. O acidente do trabalho pode ser considerado como um evento traumático de maior ou menor intensidade. Certas condições na indústria atuam somente como fatores precipitantes de características individuais. Existem fatores relacionados com o meio ambiente físico: iluminação. o ambiente de trabalho. se a pessoa sentir-se desconfortável. Ao lado dos fatores patológicos do ambiente do trabalho. ruídos. máquinas e instrumentos que devem ser considerados. a monotonia e a repetitividade das tarefas as relações com superiores. à empresa e à sociedade. conseqüência do alto índice de acidentes em nosso país. ventilação. o que por si só aumentar o risco. o que por si só aumentar o risco. transtornos cardiovasculares.Reações emocionais REAÇÕES EMOCIONAIS DO ACIDENTE DE TRABALHO Observa-se uma preocupação cada vez maior com a Segurança no trabalho. Essa preocupação se deve também aos prejuízos causados pelos acidentes ao trabalhador. A resposta imediata ao acidente pode ser um estado de calma. são todos elementos importantes que devem ser considerados no exercício de qualquer atividade. ocorridos após traumas físicos e emocionais constituem importantes problemas de saúde pública e possuem significativas implicações médico-legais. sensação persistente de angustia. escassos contatos sociais. responsabilidade domésticas. rápidas e precisas. temperatura. Por exemplo. principalmente se a função exercida exige respostas motoras.

É importante o que se diz numa comunicação. De um modo geral. órgãos sexuais. o homem compreende e domina o mundo que o rodeia e entende. a escrita é a representação dos sons articulados na fala. comunicação verbal é toda a comunicação que utiliza palavras ou signos. mas a comunicação verbal oral é a mais comum e refere-se à emissão de palavras e sons que usamos para nos comunicar. tais como dar instruções. as pessoas evitam falar em público. Através da comunicação verbal. faladas ou escritas. A diferença. Língua é um sistema de comunicação verbal herdado. em forma de sinais gráficos. por isso é tão essencial a letra como a música e é na conjugação destas duas que surge um bom comunicador. entre muitas outras. elas apenas servem para esconder a única e real razão. Os sinais escritos substituem os signos vocais expressos nas palavras. Seios. fazendo com que o mesmo regrida além do necessário indispensável para que se submeta aos cuidados médicos. Através da comunicação verbal oral. vencendo assim as barreiras do tempo. como pensamentos. mas mais relevante é a forma como se diz. informações e sentimentos. medo de não saber responder a alguma pergunta. que se faz por palavras. Apesar dos grandes avanços tecnológicos. ou seja. devemos então. aprendido e partilhado pelos integrantes de uma mesma comunidade. os indivíduos de um mesmo grupo linguístico criam diversas representações do mundo. interrogações. Saber comunicar é uma arte. É perfeitamente normal que algumas pessoas ostentem uma maior naturalidade do que outras. com medo de confrontar a audiência. trocam experiências e procuram soluções para seus problemas. reside apenas no quanto . também devemos potenciá-la. Então. contudo. Como podemos ver e analisar as ocorrências dos acidentes de trabalho pode nos levar a grandes transtornos e o melhor remédio recomendado é a PREVENÇÃO! Comunicação As pessoas comunicam de diversas formas ou tipos. A linguagem verbal possibilita a memorização de mensagens. isso pode levar o indivíduo a um estado de depressão constante. uma boa condição para o sucesso. Ex. os outros. a palavra continua a ser um dos meios de comunicação mais eficazes que existem. entrevistar ou informar. etc. interagem. receio de parecer risível ou de dizer asneiras. porque está será sem dúvida. comunicam. assim. palavras estas. uma falta de treino ou de familiaridade com a comunicação verbal. olhos. mas não só. já a comunicação verbal escrita é o registo de observações. contudo. uma transformação da língua natural num código.de órgãos de grande importância. aprecia-la. como constrangimento. simbólica e abstrata. isto por um conjunto de razões.

a palavra banheiro é o que se chama à casa de banho. meia-hora no Porto. As conversações não presenciais então muito na moda. os gestos. A comunicação começa em nos próprios mas é na mente da outra pessoa que ela é efetuada. em inglês. então. Numa conversação verbal também devemos ter em conta os regionalismos. incluindo a cidade do Porto. por outro. o que importa não é apenas o que é dito. é chamado de picheleiro. A habilidade de expressar as boas ideias. Jerry Seinfeld refere que. no Brasil. mas o que a outra pessoa entende do que foi dito. o sorriso. meio-dia em Lisboa. no norte chama-se aguça ao que no sul se chama de afia. cabide em Lisboa. termo utilizado na Madeira para designar uma galinha. entoação e o nosso timbre. Não podemos esquecer que comunicar não é só falar por palavras. senão vejamos. num congresso. pode servir como uma importante preparação para falar em público. entre muitas outras. cruzeta no Porto. as expressões faciais. significa traje de gala semelhante ao terno. . já no norte do país. nós estamos a comunicar. garoto no sul. de forma a aumentarmos o nosso repertório linguístico. prefere estar no caixão a fazer o discurso de despedida. um bom comunicador é aquele que consegue transmitir a sua mensagem. como por exemplo. É muito importante cuidar a nossa comunicação verbal oral. As palavras. o importante é ser o mais natural possível e não procurar parecer natural. cachorro no Brasil significa cão adulto em Portugal associamos ao cachorro quente. granizo no sul. o olhar. têm um papel muito relevante por duas razões que são fundamentais: por um lado não vemos o nosso interlocutor e. ou formas de se expressar e que já possuem as suas próprias expressões. devemos pois. smoking tem o sentido relacionado com a ação de fumar. a pessoa que faz a rede de águas e saneamento é chamada. a maioria das pessoas que tem que ir a um funeral. A expressão verbal deve ser trabalhada diariamente. então. mesmo sem querermos. tratar da nossa vocalização. saraiva no norte. bica em Lisboa. A comunicação verbal interpessoal ou entre pequenos grupos. trengo no Porto. bizalho. Smoking. cinbalino no Porto. para isso ele tem de conhecer rigorosamente a quem se destina a mensagem. neste tipo de conversações. em algumas zonas de Portugal. de acordo com a maioria dos estudos. também é um elemento fundamental. em ambientes mais formais ou diante de grandes audiências. no Brasil. as palavras e certas expressões podem ter significados distintos. o primeiro medo das pessoas é falar em público. desde o aparecimento do telemóvel e da Internet. o segundo é a morte. carapins no Porto. desajeitado em Lisboa. sapatinhos em Lisboa.uns se conseguem exsolver dos falsos e infundados receios e concentrar-se precisamente na comunicação. pingo no norte. desde o sul até o centro-norte de canalizador. mesmo sem falarmos. banheiro é o salva-vidas. surgiram novas formas de linguagem. tudo comunica.

inter-relacionamentos mais maduros e estabilizados. prever e controlar o comportamento. Devido a isso. “O trabalho sempre ocupou lugar central na vida das diferentes comunidades e gradativamente foi sendo limitado pelas condições sociais que foram se estabelecendo”. Com os avanços demográficos e os conhecimentos na área de psicologia. 02): "Comportamento organizacional é o comportamento humano no local de trabalho. O autor compreende que o comportamento organizacional é vital. a qual apresenta possibilidades de implantação de programas de qualidade e outros programas que a empresa julgar necessária. (KANAANE. está referido a necessidade de competir e sobreviver num mercado dinâmico. o mesmo autor considera a existência de diferentes concepções do termo comportamento. as organizações estão fazendo um redesenho da estrutura. está sendo um desafio.01). As principais metas do comportamento organizacional são explicar. compreende que a ênfase no comportamento humano e nas organizações. Os estudos possibilitaram mudanças nas condições de vida do profissional brasileiro e a quebra de muitos paradigmas. logo. proporcionando aos profissionais experientes. como se interage com as outras pessoas do mesmo convívio profissional e como a empresa se relaciona com estes colaboradores.Comportamento Primeiramente uma definição de comportamento organizacional escrita por Dubrin (2003. jamais pode ser entendido como conteúdo do mesmo. Um dos requisitos essenciais para entrar e sobreviver no moderno local de trabalho é ter habilidades apropriadas. beneficiando-os em vários aspectos como: qualidade de vida profissional. o envelhecimento proporcionou melhorias na perspectiva de vida e de trabalho. e é dessa forma que se destaca o auto conhecimento e a auto percepção. Um dos motivos dessas mudanças citado por Neri (2005). preocupando-se com o ambiente externo. tratamentos diferenciados. Uma pessoa precisa de habilidades relacionadas à disciplina. quando se estuda o comportamento organizacional. p.Comportamento individual: retrata as reações inerentes ao indivíduo e suas condutas no contexto organizacional.1995. dividido em: . . globalizado e exigente. Com isso pode-se verificar que. p. as habilidades podem acrescentar algo a mais na análise. grandes perspectivas de conquistar as metas e objetivos traçados. sendo que o processo do trabalho administrativo. a interação entre as pessoas e a organização em si. Dubrin (2003) complementa que o comportamento organizacional também se resume na realização da pessoa em compreender as outras pessoas. pois o fator humano está intrinsecamente vinculado a toda tarefa realizada. Kanaane (2006)." O mesmo autor ainda complementa que comportamento organizacional é o estudo do comportamento das pessoas no ambiente de trabalho.

cargo para o qual não está preparado. chegando ao ponto de valorizar mais o ambiente de trabalho do que os próprios colaboradores. incluindo as pessoas.Comportamento organizacional: refere-se às manifestações emergentes no contexto das organizações. p. então. está ligada aos fatores psicológicos. . organizadas em dois subsistemas. p.77). 2006.. as atitudes individuais se enfatizam. Ampliando esse conceito Chanlat (1996) acrescenta que o comportamento humano no trabalho não tem sua origem apenas em uma lógica de economia. o sentimento. Cabe ressaltar a importância de considerar a diferença conceitual entre comportamento e atitude. O autor conclui que esses desvios profissionais e empresariais têm causas emocionais. então as empresas passam a associar a satisfação com produtividade.Comportamento grupal: refere-se à gama de reações dos indivíduos que compõem um grupo: como as ações emergentes do comportamento grupal retratam as múltiplas influências decorrentes da dinâmica existente. 77) “postula que um conjunto de crenças inclui tanto as crenças inconseqüentes quanto as derivadas. . Surgem. criam-se novos valores sociais. (KANAANE. com relação ao trabalho”. indicando os controles. a interação. ficando muito óbvias quando o profissional se transforma em gestor. a comunicação e os objetivos. para sempre atingir o melhor índice de produtividade alegado pela satisfação. as dinâmicas em grupos. esclarecendo que. “Várias pesquisas sobre o sistema de valores humanos têm assinalado como os imperativos éticos afetam a conduta individual e grupal. Nesse sentido Rockeach (1968 apud Kanaane 2006. as atividades (tarefas). o processo decisório e os esquemas técnico-administrativos assumidos num dado momento organizacional. no início da carreira estas incompetências emocionais não aparecem tanto.