PATRIMÔNIO SUA IDENTIFICAÇÃO NO TURISMO CULTURAL

Angela Arena Guia de Turismo Cultural Especialista em História da Arte.

INTRODUÇÃO Segundo conceito mais simples de patrimônio refere-se o que uma sociedade herda do passado e que transmite a geraç es futuras. &o entanto$ essa definiç"o$ nem sempre ! aplicada$ principalmente no que di' respeito (s manifestaç es culturais feitas pelo Homem. -entro dessa relaç"o podemos incluir a ati#idade do turismo que$ na idade moderna$ ! o principal instrumento de interc. &"o ca+e aqui a discuss"o comercial da ati#idade tur)stica$ mas sim$ como o patrimônio cultural ! tra+alhado e identificado %unto ao /trade0 do turismo.press es materiais e s"o estes o+%etos do passado que alimentam geraç es de produtores. 5oi atra#!s dessa +usca de identidade nacional que surgiu no 4rasil$ no s!culo 66$ a preocupaç"o de preser#aç"o patrimonial. . 1 princ)pio metodológico de an2lise patrimonial retoma a quest"o de identidade nacional. Essa id!ia de herança implica na construç"o de uma identidade nacional e na preser#aç"o de sua memória$ se%a local ou regional.1.m+io cultural. Essas perdem sua funcionalidade e significado num determinado per)odo de tempo* outras so+re#i#em agregando-se a outras e. Segundo 3osep 4allart$ a noç"o de patrimônio surge “quando um indivíduo ou um grupo de indivíduos identifica como seus objetos ou um conjunto de objetos” .

>mplanta-se o neoc!assicismo$ cu%a proposta era eliminar o passado colonial.Ser#iço do Aatrimônio Histórico e Art)stico &acional E que define “o conjunto de bens m&veis e im&veis e'istentes no país e cuja conserva(ão seja do interesse p)b!ico quer por sua vincu!a(ão a fatos memor%veis da 1 Atual IPHAN – instituto patrimônio histórico artístico nacional coligado ao organismo federal. Aor!m iniciou-se um processo de intensificaç"o de concepç"o cultural euroc@ntrica no 4rasil$ que atingiu seu auge no primeiro per)odo 7epu+licano. Com a chegada real$ o território #irou um /canteiro de o+ras0$ iniciaram a construç"o de estradas$ escolas$ f2+ricas$ ou se%a$ toda a +ase ur+ana necess2ria para dar su+s)dios ( corte. ?as$ apesar de todos os esforços nesse sentido$ n"o foi poss)#el arrancar do cen2rio art)stico todo o patrimônio acumulado por tr@s s!culos de hegemonia cultural e ideológica. &esse caso$ contratou a Missão Artística Francesa$ em 898<$ composta por alguns dos mais renomados artistas da !poca como= Jean Baptiste Debret. DESCOBERTA PATRIMONIAL A chegada da 5am)lia 7eal no 4rasil$ em 89:9$ produ'iu #arias mudanças$ ou$ mais certo di'er melhorias desde o setor de saneamento passando pela cultura$ artes$ costumes.mero de ratos que infesta#am a cidade e a falta de +ons modos dos moradores. ico!as "auna#. A maior dessas iniciati#as foi no campo das artes$ cultura e refinamento nos h2+itos da colônia$ adotando a cultura europ!ia como ponto de partida.e ( tona a preocupaç"o da preser#aç"o da cultura +rasileira$ nasce um forte esp)rito nacionalista que tomou sua forma de produç"o na d!cada de 8BC: atra#!s de intelectuais modernistas da !poca$ como M%rio de Andrade que +uscou conhecer$ compreender e recriar o 4rasil atra#!s de suas pesquisas etnogr2ficas feitas em #2rias cidades +rasileiras$ e isso resultou na id!ia de proteç"o ao patrimônio +rasileiro se%a ele de ordem material$ intelectual e emocional.2. . Em 8BD<$ ?2rio de Andrade foi con#idado a fa'er parte de uma instituiç"o nacional de proteç"o do patrimônio o SAHA& 8 . Em 8B8:$ quando o pa)s passa#a por crise pol)tica e de identidade$ trou. Antes da chegada da corte$ alguns #ia%antes relata#am em seus di2rios que a cidade resumia-se em su%eira$ alguns at! se impressionaram com o n. $randjean de Montign# entre outros.

ternos= se%am eles tur)sticos$ geogr2ficos e culturais.stria cultural.aat $ em 8B<9$ so+ a gest"o do go#ernador A+reu Sodr! que esta+eleceu a relaç"o entre patrimônio e turismo como meio de promo#er o desen#ol#imento na cidade.*ist&ria do Brasi!. quer por seu e'cepciona! va!or arqueo!&gico ou etnogr%fico. es de ?2rio de Andrade so+re o +arroco foram pu+licadas em 8BC: na .+lico pela sua import. 5oi em S"o Aaulo com a criaç"o do -onse!. Artístico e "urístico 2 -ondep. . Ao longo das d!cadas em que ?2rio de Andrade e seu grupo esti#eram ( frente do SAHA&$ os tom+amentos incidiram ma%oritariamente so+re a arte e a arquitetura +arrocas.alta a potencialidade do +arroco +rasileiro$ como uma apropriaç"o positi#a e genuinamente nacionais.o de Defesa do /atrim0nio *ist&rico1 Arqueo!&gico. Essa apropriaç"o do passado era conce+ida como um instrumento para educar a populaç"o a respeito da unidade e perman@ncia da naç"o. 2 Pelo artigo 216 da onstitui!"o da #ep$%lica &ederati'a do (rasil. &a realidade$ todo patrimônio possui tanto um potencial econômico como cultural$ o que o difere ! a manutenç"o e o tratamento dado a ele$ pois sua identificaç"o depende e est2 apoiada em fatores e. biogr%fico ou artístico”+ 1 pro%eto original de ?2rio de Andrade foi norteado pelas noç es de /tradiç"o0 e de /ci#ili'aç"o0 dando especial @nfase ( relaç"o com o passado. -esse modo$ a finalidade dada ao patrimônio ! di#idida$ de um lado se d2 pelo seu #alor cultural$ e a sociedade o #@ como um instrumento refletor de sua memória* do outro lado pelo poder p.+lico dessa #alori'aç"o se faria atra#!s do tombamento$ principal instrumento %ur)dico que protege o +em de demoliç"o e descaracteri'aç"o. As primeiras refle. 1 reconhecimento p.ncia comercial %unto ( ind.evista do Brasi!$ em uma s!rie de quatro artigos intitulados Arte re!igiosa no Brasi!$ onde ?2rio e.

emplo “As 3ete Maravi!. A IDENTIFICAÇÃO DO PATRIMÔNIO Aerce+emos que o patrimônio por si n"o esta+elece uma integraç"o %unto ( sociedade$ sal#o em duas situaç es= quando o patrimônio consagra-se internacionalmente$ como e.as do Mundo” ou quando o patrimônio est2 inserido na ind. 1 desafio do turismo est2 na manutenç"o da identidade do patrimônio$ e.Museu de Arte Sacra de Embu das Artes: F no munic)pio de Em+u que se encontro umas das poucas arquiteturas %esu)ticas original e que$ ao decorrer deste cap)tulo$ ser2 analisada$ n"o só em seu aspecto arquitetônico$ mas$ so+retudo$ em seus tra+alhos em talha$ que ! umas das mais significantes representaç es do 4arroco 4rasileiro. Aor #olta de 8<B: o padre 4elchior de Aontes$ procurando um maior conforto para os ind)genas$ transferiu a capela %2 e. Como e. .ternas impedem uma relaç"o de identidade efeti#a %unto ( sociedade.posto at! o momento$ foram destacados tr@s casos de patrimônios onde as interfer@ncias e.plorando as di#ersas representaç es do passado para manter a memória da sociedade.istente para outro local$ que como era de costumes nas primeiras construç es %esu)ticas$ em terreno alto e cercado por rios. A no#a >gre%a de &ossa Senhora do 7os2rio$ edificada pelo padre 4elchior Aontes só foi inteiramente conclu)da por seu sucessor$ o padre superior -omingos ?achado por #olta de 8GDH$ com a conclus"o dos tra+alhos de ornamentaç"o$ dentre eles a douraç"o do altar-mor$ que só foi poss)#el pela prosperidade econômica por meio da produç"o de .emplo do que foi e.stria cultural e que neste caso podemos incluir a ati#idade do turismo cu%o papel principal ! de di#ulgaç"o do patrimônio cultural em+asada em crit!rios de qualidade tanto com aqueles que o praticam como os que acolhem. Essa topografia$ al!m de ter condiç es de #isuali'ar toda a dimens"o das terras$ o rio protegia os %esu)tas de algum ataque e tam+!m era usado para so+re#i#@ncia$ como pescaria$ fornecimento de 2gua e para a plantaç"o.3.

/ fonte processo de tom%amento 1 IPHAN . Em e. 1 pr!dio passou sediar o Museu de Arte 3acra dos Jesuítas .rgica para reali'ar os tra+alhos de catequi'aç"o com os )ndios. Aodemos o+ser#ar que as >gre%as %esu)ticas n"o eram constru)das em sua totalidade$ mas por etapas.positi#as que se encontram no espaço que a+riga#a a resid@ncia dos %esu)tas. F uma t!cnica que e.puls"o dos %esu)tas do território nacional$ o pr!dio ficou a+andonado e sofreu com o tempo #2rias deterioraç es. A grande import. 1 ?useu possui 8: salas e.ige muito tempo$ por isso$ a prioridade de construç"o era sempre #oltada na parte lit. Sua redesco+erta se fe' com ?2rio de Andrade que$ participante do SAHA&$ encaminhou uma solicitaç"o de tom+amento e restauro do pr!dio como consta no processo= ::DD<KGD em C8K8:KD9$ li#ro do Tom+o Histórico nL GH$ p.ncia desse pr!dio$ em . Após a e.imas. “A primeira insta!a(ão do co!4gio era uma pequena cabana.posiç"o h2 imagens sacras confeccionadas durante os s!culos 6J>>$ 6J>>> e 6>6.m+ito arquitetônico e histórico$ ! que mant@m$ na sua maioria$ paredes originais. &o mesmo per)odo foi conclu)da a resid@ncia dos padres con%ugada ( >gre%a$ que a+rigou os %esu)tas que #inham de S"o Aaulo ou de aldeias pró.a#am em ca+anas e$ por etapas$ constru)am seus edif)cios$ como ocorreu na fundaç"o de S"o Aaulo. ) 0 *recho e+traído da apostila cedida no curso so%re o .G C:KCK8BGM$M que de#ido ( deterioraç"o$ algumas paredes ti#eram que ser reforçadas com a introduç"o de estrutura de concreto armado nas paredes.useu Anchieta em -ulho de 2. com 56 passos de comprimentos e 57 de !argura111” 81 Im dos moti#os ! própria t!cnica usada nas primeiras construç es rudimentares do s!culo 6J>$ que ! uso de taipa-de-pil"o$ %2 mencionado no tra+alho.algod"o e tecidos$ e a transfer@ncia dos ret2+ulos e de imagens da capela #elha do 7os2rio.. H2 relatos históricos que em alguns casos$ os %esu)tas se fi. Ha%a #ista que temos poucos pr!dios remanescentes desse per)odo na cidade de S"o Aaulo$ como o caso do A2teo do Col!gio que ! uma r!plica$ restando apenas um muro original datado de 8<HD.

sica de c. . Após um +re#e histórico do local$ perce+emos que se trata de um patrimônio cu%a funç"o original foi alterada$ de >gre%a para ?useu. . Aos segundos domingos do m@s s"o reali'ados concertos de m.Fonte Monumental: -estaca-se a seguir o caso de um patrimônio art)stico como e. 1 ?useu ! dirigido pela Companhia de 3esus$ que tam+!m possui outro museu em S"o Aaulo E Museu Anc. 5oi em S"o Aaulo que &icolina Ja'$ uma grande escultora$ rece+eu uma encomenda que era destinada a poucos= e.ncia arquitetônica e art)stica$ mas tam+!m pelo seu potencial %unto ( ind. A Fonte Monumenta! se tornou s)m+olo de entrada ao +airro de Campos El)sios$ primeiro +airro pro%etado de S"o Aaulo pelos arquitetos 5rederico Glette e Jictor &othmann que começaram a construir casas inspiradas na arquitetura francesa do s!culo 8< da famosa a#enida de Aaris Champs ElNs!es$ de onde #eio a inspiraç"o para / 2ulio 3sar de . Seu restauro e pequenas reformas se fi'eram necess2rias n"o só pela sua import.emplo de uma manifestaç"o cu%a funcionalidade e significado foram esgotados por quest es geogr2ficas do próprio local.mara em seu interior.stria cultural.lio ?esquitaH$ no momento em que se le#ou adiante o pro%eto de alargamento da rua S"o 3o"o a fim de transform2-la em um +oule#ard de feiç"o parisiense.es4uita5 -ornalista e ad'ogado de renome graduado pela &aculdade 6"o &rancisco – 6P – foi fundador do -ornal 7stado de 6"o Paulo.+lica$ numa cidade onde as oportunidades de tra+alho para escultoras eram poucas$ foi uma grande compro#aç"o do reconhecimento de seu talento art)stico. A o+ra foi encomendada para a Araça Jitória$ ho%e conhecida como Araça 3.ieta 2 /%teo do -o!4gio 9 am+os so+ a administraç"o atual do Aadre Carlos Al+erto Contieri. A rua$ situada na regi"o central da cidade$ se tornou$ na !poca$ a mais larga e sinônimo do progresso paulista.Atualmente n"o ocorrem cele+raç es sacras na >gre%a.ecutar um monumento em praça p. Jale lem+rar que a cidade de Em+u das Artes ! famosa pela sua feira de artesanato e que rece+e centenas de #isitantes em um final de semana.

Energia.H88$ de 9 de setem+ro de 8BBM$ na tentati#a de +uscar recursos financeiros para restauros de #2rios monumentos$ incluindo a 5onte ?onumental$ conforme trecho a+ai.o nome do +airro paulistano. regulamentado pelo decreto DM.o=< transformaram em !oca! de 1 casar"o foi constru)do em 89B:$ na esquina das alamedas Cle#eland e &orthmann$ atualmente ! sede do ?useu da 6 8 trecho acima foi e+traído no processo so%re a &onte .onumental5 pg. 1 cen2rio ur+ano se modifica$ no local onde a elite ocupa#a se torna espaço para as pessoas de menor renda e alguns logradouros se transformaram em locais de moradia como ! caso da Araça 3ulio ?esquita quando a 5onte ?onumental se torna #)tima de #andalismo. Encontra#am-se no +airro moradores ilustres$ entre eles Henrique Santos -umont$ irm"o do a#iador Al+erto Santos -umont. . 1/5 cedido gentilmente pelo 9epartamento do Patrimônio Histórico. 1 local era estrat!gico para os +ar es do caf! de#ido ( pro.”1 A partir de 8B9:$ a Arefeitura cercou a 5onte ?onumental com grades de ferro na tentati#a de proteg@-la da aç"o de depredadores e pichadores$ no entanto essa iniciati#a fe' com que moradores de rua usassem a parte interna e a fonte como locais de moradia contri+uindo para a degradaç"o da 5onte$ inclusi#e para o in)cio do rou+o das peças em +ron'e.es em bron=e :111.avia %gua.imidade com a estaç"o de trem da Ou' que da#a acesso ao porto de Santos e (s fa'endas no interior do Estado. 1 cen2rio descrito pelo %ornal Di%rio /opu!ar na !poca era= “:111. A partir da d!cada de 8BG:$ emergem outros centros imo+ili2rios e comerciais que despertam interesse aos moradores do centro tradicional$ que com sua perda econômica da#a sinais de deteriori'aç"o. não . 1 -epartamento do Aatrimônio Histórico P-AHQ criou o /rograma Adote uma obra “. as crian(as das imedia(<es a brincadeira apoiando9se nos deta!.

.Cemitério da Consolação: A pr2tica de sepultamento at! meados do s!culo 6>6 era feita em solos sagrados$ no interior das >gre%as. >niciou-se uma pesquisa topogr2fica na cidade em +usca de um local adequado$ com ele#ada altitude e distante da cidade.mara ?unicipal a implantaç"o de um cemit!rio na cidade. Este tipo de costume começou a ser questionada e condenada atra#!s de higienistas$ como O)+ero 4adaró$ que di'iam que este h2+ito era totalmente insalu+re$ pois o contato dos fieis com o mau cheiro$ ou a manipulaç"o com restos mortais poderia pro#ocar uma contaminaç"o que le#aria at! mesmo ao ó+ito. -epois de compro#aç es e discuss es foi autori'ada pela C.Atualmente$ %2 se encontra uma pequena #er+a destinada ao seu restauro$ por!m n"o ! suficiente para toda a sua recuperaç"o$ h2 um grupo de t!cnicos se esforçando para +uscar a%uda em empresas pri#adas. 5oi na .

Aos poucos$ o Cemit!rio inicia um processo de eliti'aç"o$ onde as mais tradicionais fam)lias da cidade eram sepultadas em mausol!us ou sepulturas ornadas por o+ras tumulares assinadas por grandes escultores. "arsi!a do Amara!. Este . -ampos 3a!es.to art)stico$ o Cemit!rio da Consolaç"o possi+ilita um le#antamento histórico so+re nossa cidade no s!culo 6>6 e 66$ atra#!s de grandes personalidades sepultadas nesse local que atuaram em #2rios campos e em !pocas diferentes$ como= A Marquesa de 3antos. Mario de Andrade$ .ima ( entrada destinada aos aristocratas da !poca.amos e do Mauso!4u da Famí!ia Matara==o $ considerado o maior da Am!rica Oatina* Bictor Brec. locali'ada no A2teo do Col!gio e que assina a arquitetura tumular da Famí!ia 3ici!iano* Auigi Bri==o!ara$ autor do con%unto escultórico da /ra(a . Ao caminhar pelo Cemit!rio$ podemos nos deparar com o+ras assinadas por artistas que tam+!m tem esculturas espalhadas pelos mais di#ersos logradouros da cidade e tam+!m em museus$ como e.antiga Estrada de Ainheiros$ atual A#enida da Consolaç"o$ que compraram os terrenos de uma grande ch2cara que pertencia a Marciano /ires de >!iveira$ assim$ foi inaugurado em 8H de agosto de 89H9 a primeira necrópole da cidade.ut.mulo de >!ívia $uedes /enteado /> 3epu!tamento”$ uma o+ra premiada nos sal es da 5rança em 8BCD* ico!ina Ba=$ . Temos em pleno centro de S"o Aaulo$ na regi"o da Consolaç"o$ o primeiro .amos de A=evedo. Monteiro Aobato. entre tantas outras fam)lias importantes no cen2rio da cidade.emplo trata de um caso em que o patrimônio es+arra em quest es culturais. >sDa!d de Andrade.ltimo e. Al!m do conte.icardo Jafet.emplos= o artista Amadeu ?ani que assina a o+ra “$!&ria @morta! aos Fundadores da -idade de 3ão /au!o”. -onde Matara==o. 1s primeiros anos o Cemit!rio di#idia-se em alas$ uma destinada aos enterros po+res$ na parte mais posterior$ e a outra$ mais pró.nica mulher que assina uma o+ra tumular no Cemit!rio destinada ao "enente -outo de Maga!. . .eret assina um dos cart es postais da cidade o /Monumento Cs Bandeiras” e a o+ra do t. -ícero /ompeu de "o!edo.ães e que tam+!m assina a o+ra / Fonte Monumenta!” citada anteriormente$ e assim$ entre tantas outras o+ras tumulares e artistas dignos de grande potencial art)stico e pl2stico. -ardoso.

aise$ considerado o maior da 5rança e o . &o entanto$ por quest es religiosas ou at! mesmo /superstiç es0 ! um patrimônio que n"o esta+elece uma relaç"o %unto ( sociedade$ mas por outro lado$ mais conhecido internacionalmente.cemit!rio da cidade que podemos classific2-lo como um /?useu a C!u A+erto0 de#ido ao grande potencial art)stico e histórico em que se encontra nele. ! comum a #isitaç"o de +rasileiros no Cemit!rio /Ere9Aac.

Certamente a relaç"o patrimônio e turismo se%a a mais estreita$ pois ! atra#!s dela que um patrimônio so+re#i#e e outros emergem diante da sociedade e assim s"o condutores da #alori'aç"o ou re#alori'aç"o do que ! /nosso0. es antropológicas n"o só em n)#eis culturais$ mas tam+!m !tnicos. Atra#!s deles podemos des#endar nosso passado$ e mais do que admir2-los +uscar refle. .4. &o 4rasil$ principalmente em S"o Aaulo$ ocorreu mais uma #alori'aç"o do que ! moderno$ o nosso passado colonial era sinônimo de /po+re'a0$ por isso muitos das edificaç es desapareceram$ depois esse processo ocorreu na d!cada de H: com o ad#ento de uma arquitetura mais funcional$ de linhas retas$ s)m+olo de desen#ol#imento$ e assim por diante. Certo di'er que muitos se sal#aram de#ido ( lei de preser#aç"o que surgiu e impediu uma cat2strofe maior. 1s patrimônios se%am eles de qual nature'a$ histórico$ arquitetônico$ am+iental$ monumentos$ enfim$ todos s"o na realidade instrumentos esta+elecedores de mensagem. A REALIDADE DO PATRIMÔNIO NO BRASIL Aodemos constatar que sem memória uma naç"o n"o possui uma identidade própria$ n"o h2 laços com suas origens.

Alaneta$ C::G. BIBLIOGRAFIA 4I7R$ 3ohn= Arquitetura e Arte no Brasi! -o!onia!$ SA= Ed. G1?ES$ Oaurentino= 5F7F= como uma rain.5. Ed. 7ESE&-E$ Eduardo Coelho ?orgado= -emit4rios$ SA= Ed.do "urismo . AOEAH C1STA$ Oucio= A Arquitetura dos Jesuítas no Brasi! $ 4H$ Escola de ArquiteturaKIni#ersidade de ?inas Gerais$ 8B<8. . &o+el$ 8BB8. S>?>1&>$ Ana Aaula Ca#alcanti= /rofissão ArtistaG pintoras e escu!toras brasi!eiras entre 5FF6 e 5H++1 Tese$ 55OCHKISA$ C::M. &ecropolis$ C::G.a !ouca. um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram apo!eão e mudaram a *ist&ria de /ortuga! e do Brasi! $ SA= Ed. CA?A7G1$ Haroldo Oeit"o= /atrim0nio *ist&rico e -u!tura! -o!e(ão AB.