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FARMAC!"C#$CA &'($CA

Aulas )r*ticas


Iara Lucia Tescarollo



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Profª Drª Iara Lúcia Tescarollo

AULA PRATICA 1- APRESENTAÇÃO DO LABORATÓRIO
CUIDADOS ESSENCIAS NA SEREM MANIPULAÇÃO DE MEDICAMENTOS

1. Introdução
Esta apostila tem como objetivo colocar o aluno da disciplina de Farmacotécnica
em contato com as principais técnicas de preparação de formas farmacêuticas, tendo
como fundamento os princípios teóricos básicos e específicos ministrados na disciplina.
Com essa finalidade foram selecionadas fórmulas de produtos que exemplifiquem
diferentes produtos, composições e técnicas de preparação. Incluíram-se algumas
formulações de menor interesse, porém de importância didática. De modo geral, as
fórmulas escolhidas são básicas, o que significa que podem ser úteis e servir de
orientação na preparação de uma grande variedade de outras formulações. As aulas
práticas devem ainda propiciar: a) treinamento no manuseio de equipamentos e
vidrarias; b) conhecimento de normas básicas de BPM (Boas Práticas de Manipulação);
c) desenvolvimento de senso crítico e econômico na preparação de medicamentos.

2. Considerações sobre o ambiente de manipulação
O ambiente de manipulação deve ser limpo e organizado. A água para uso geral
deve ser destilada ou deionisada de acordo com o produto a ser manipulado. As
bancadas devem ser higienizadas com etanol a 70% (p/p) antes da manipulação. O
pessoal destinado à manipulação deve receber treinamento prévio, além de estar
devidamente higienizado. O uso de jaleco, touca, luvas e máscara deve ser obrigatório
durante todo processo de manipulação. As normas de segurança devem ser respeitadas.

3. Materiais para manipulação
Os laboratórios de manipulação de pequena escala devem possuir, no mínimo, os
seguintes equipamentos:

a) Almofariz, gral de vidro ou de porcelana: Utilizado nos processos de
pulverização, trituração e mistura. Podem ser de vidro ou porcelana. Almofarizes
menores, de porcelana ou de vidro são comumente denominados de gral. A
trituração é obtida pelo atrito com o pistilo, instrumento que acompanha o
almofariz, cuja extremidade ou cabeça, apresenta forma convexa, mas aplanada, de
modo a permitir boa superfície de contato com o fundo deste. No gral de porcelana
não devem ser colocadas substâncias corrosivas, corantes e essências, pois
impregnam a porcelana. No caso dessas substâncias e similares, usa-se o gral de
vidro. O gral de porcelana e o de vidro não podem ser aquecidos diretamente em
chama.




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b) Balança: A balança analítica deve ser empregada em casos de alta precisão, ao
trabalhar com princípios ativos muito potentes e que, participam em pequenas
quantidades na fórmula. Os excipientes poderão ser pesados em balança semi-
analítica, que admitem erros de pesagem maiores, porém não significativos em
relação à componentes final do produto. Compostos corrosivos como o iodo são
necessariamente tomados com espátulas de osso ou vidro e pesados sobre vidros de
relógio, evitando-se o contato com materiais metálicos.

Instrumento Precisão do valor medido Faixa
Balança Semi-Analítica ± 0,01 g 0,02 g
Balança Analítica ± 0,0001 g 0,0002 g

c) Béquer: Utilizado para preparação ou dissolução a quente, devendo ser protegido do
fogo direto pelo uso de tela de amianto ou aquecimento em banho-maria. Não deve
ser empregado para medidas de volumes. Dissoluções a frio poderão ser efetuadas
em copo graduado ou cálice. Deve ser evitado o uso de bastão de vidro, contra as
paredes e o fundo do béquer, pois pode ser quebrado.



d) Cálice ou copo graduado (para volumes superiores a 60mL): Utilizados nas
medidas não rigorosas de volumes de líquidos, viscosos ou não, nas preparações de
formulações líquidas e também para acertar o volume final da preparação. Ao
contrário do béquer, o copo graduado tem forma cônica e o fundo arredondado de
vidro espesso e apropriado para receber choques do bastão de vidro.



e) Espátulas: Tem a finalidade de auxiliar nas diversas operações. Deve apresentar
cabo de madeira e lâmina longa, flexível e de aço inoxidável. Nas preparações que
envolvem substâncias corrosivas, como iodo metálico, deverão ser utilizadas
espátulas de osso, vidro ou plástico. As dimensões das espátulas variam muito
conforme o emprego, sendo as menores preferencialmente empregadas para
pesagem e as de aço inox com lâminas maiores, no preparo de cremes e pomadas
pela técnica de espatulação.
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f) Bastão: Tem por finalidade auxiliar na mistura e homogeneização de preparações
líquidas.


g) Funil de vidro: Auxiliar nas operações envolvendo soluções, no enchimento de
frascos e como suporte para papel de filtro. Deve ser sempre usado apoiado em anel
de ferro apropriado, preso em suporte adequado e nunca apoiado sobre o frasco de
acondicionamento.


h) Vidro de relógio: Utilizado em pesagens de líquidos viscosos ou substâncias que
apresentam alguma incompatibilidade com outros materiais.



i) Pedra de mármore ou de vidro: Apresentam a superfície lisa que facilita a
incorporação de pós a cremes, pomadas, etc. Através da espatulação, com
movimentos circulares da espátula, misturam-se quantidades crescentes de creme e
pós, até perfeita homogeneização.

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j) Papel de filtro: Utiliza-se, de modo geral, o papel qualitativo na filtração de
soluções não viscosas ou de baixa viscosidade. No caso da preparação de formas
farmacêuticas líquidas são obtidas soluções límpidas e, portanto, emprega-se o papel
pregueado e não liso, usado apenas quando se quer aproveitar o sólido retido.
Xaropes e soluções viscosas devem ser filtrados por papéis próprios ou em gaze
dobrada e colocada no interior do funil. Através da filtração ficam retidos os
materiais estranhos à formulação. Todos os medicamentos preparados sob a forma
de solução devem ser filtrados e depois acondicionados.



k) Proveta: Usada para medidas não rigorosas de volumes líquidos. As provetas
apresentam capacidades que variam de 10 a 1000mL ou mais. São mais exatas que
os copos graduados. As de menor capacidade são graduadas em 0,1mL, espaçando-
se a graduação à medida em que sua capacidade aumenta.



l) Pipeta: Somente é empregada na medida de volume de líquido que exija precisão e
exatidão rigorosas. Deve ser evitado seu uso em contato com líquidos viscosos que
não escoam facilmente e, especialmente, extratos vegetais, pois esses podem ser
resinosos e impregnam as paredes da pipeta dificultando sua limpeza. Esses
líquidos devem ser medidos em cálices e copos graduados ou, preferencialmente,
pesados com auxílio de béquer ou papel impermeável.


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m) Tamis: Instrumento utilizado na operação de tamisação. Os tamises são constituídos
por aro, em geral de metal, de diâmetro variável com uma das extremidades fechada
por um tecido tenso. De acordo com a abertura das malhas do tecido é possível
homogeneizar o tamanho das partículas ou classificá-las de acordo com o seu grau
de tenuidade. A Farmacopéia Brasileira (e outras) apresenta tabelas com a
numeração dos diversos tamises, conforme a abertura da malha, e a correspondente
classificação dos pós.



Tabela: Classificação dos pós em relação ao número do tamis.
Classificação do pó Número
doTamis
Diâmetro da
abertura de malha
mm
Emprego
Muito grosso 10 2,0 Granulados efervescentes,
pós para preparo de
comprimidos, pós para
encapsular – respeitando
homogeneidade
Grosso 20 0,84
Moderadamente grosso 40 0,42
Semi-fino 60 0,25
Fino 80 0,177
Finíssimo 100 0,149
Micronizado 200 0,074 Pós para polvilhar,
antibióticos adsorventes,
inalantes,

n) Tela de amianto: Colocada sobre o tripé para evitar o contato direto da chama do
bico de Bunsen com o recipiente utilizado.



o) Encapsulador: Equipamento utilizado no preparo de cápsulas, podem ser manuais,
semi-automáticos ou automáticos. Nas aulas práticas de farmacotécnica será
utilizado o encapsulador manual. Os encapsuladores geralmente são fabricados em
PVC rígido, acompanhado de uma base fixa, bandeja móvel variável de acordo com
o tamanho da cápsula escolhida, bastões giratórios reguladores que variam de acordo
com a bandeja móvel em uso e acessórios como espátula e socador.
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Os encapsuladores manuais devem ser operados de acordo com a técnica a seguir:
Escolher a bandeja móvel (1) e os bastões (2) de acordo com o tamanho das
cápsulas a serem preparadas e encaixar na base fixa (3). Fixar o equipamento.
Colocar as cápsulas nos orifícios da bandeja e destampá-las.
Espalhar o pó com o auxílio de espátula, se necessário usar o socador para o
enchimento adequado das cápsulas.
Para fechar as cápsulas girar os bastões (3) deixando-os em suas menores
espessuras. As cápsulas subirão em relação à bandeja móvel, ficando assim, prontas
para receberem as tampas.
Após colocar as tampas, retiras os bastões (3), soltar as cápsulas e remover o
excesso de pó das mesmas com o auxílio de uma flanela limpa.

p) Forma para supositórios e óvulos vaginais: Formas destinadas ao preparo de
supositórios ou óvulos vaginais. Antes do uso, devem ser previamente calibrados
para facilitar o cálculo do excipiente a ser utilizado no preparo dos mesmos.


4. Cuidados na manipulação
Antes do início da manipulação o farmacêutico deverá:
A) verificar a limpeza do local e dos recipientes a serem utilizados durante o
preparo do medicamento;
B) verificar a forma farmacêutica a ser preparada;
C) analisar a fórmula fquanto à natureza, componentes, estabilidade,
compatibilidade, acondicionamento, quantidade a ser preparada;
D) verificar adequadamente a técnica de preparo separando de maneira correta e
precisa toda matéria-prima e materiais a serem utilizados no preparo do medicamento;
E) acondicionar, rotular e identificar o produto.



1- base fixa multidimensional
2- bandeja móvel
3- bastões giratórios reguladores

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5. Principais componentes usados em medicamentos
Tipos de
ingredientes
Definição Exemplos
Adsorventes Usados com a finalidade de adsorver outras
moléculas (principalmente água) em sua
superfície por mecanismos físicos ou
químicos.
Dióxido de silício coloidal (Aerosil)
Silicato de magnésio e alumínio
Agentes acidificantes Usados em preparações líquidas para
proporcionar acidez ao meio, facilitar a
dissolução de alguns fármacos, garantir
estabilidade à preparação ou permitir
compatibilidade fisiológica.
Ácido acético; Ácido cítrico;
Ácido clorídrico; Ácido nítrico;
Ácido tartárico; Ácido lático; Sais de ácido
forte e base fraca.
Agentes aglutinantes
(excipiente)
Substâncias usadas para produzir a adesão
de partículas sob a forma de pó durante o
preparo de granulados ou comprimidos.
Carboximetilcelulose
Goma de amido
Gelatina
Povidona
Agentes
alcalinizantes
Usados em preparações líquidas para
proporcionar alcalinidade ao meio, facilitar
a dissolução de alguns fármacos, garantir
estabilidade à preparação ou permitir
compatibilidade fisiológica.
Hidróxidos de potássio e sódio;
Trietanolamina; bicarbonato de sódio, sais
de base forte e ácido fraco.
Agentes clarificantes Utilizados para clarear soluções devido ação
adsorvente.


Carvão ativado
Bentonita
Agentes de
consistência
Usados para aumentar a consistência de
preparações farmacêuticas como pomadas e
cremes.
Álcool cetílico; Ésteres cetílicos
Parafina; Álcool estearílico
Cera branca; Cera amarela.

Agentes de levigação Líquido usado com o objetivo de facilitar a
redução das partículas do fármaco sob a
forma de pó, facilitando sua incorporação
em cremes, pomadas.
Óleo mineral; Glicerina
Propilenoglicol; Vaselina líquida
Agentes de
revestimento
Utilizados para revestir comprimidos com o
objetivo de proteger o fármaco contra os
fatores externos (ar, umidade, luz, etc.),
mascarar odor e sabor desagradável, retardar
a liberação do p.a., etc. O revestimento pode
ser de vários tipos: de açúcar (drágeas), de
filme de revestimento (comprimido
revestido) ou entérico (permite com que o
fármaco seja liberado apenas no intestino).
Revestimento com açúcar:
Xarope
Filme de revestimento:
Hidroxietilcelulose
Hidroxipropilcelulose
Metilcelulose, goma laca
Gelatina, acetoftalato de celulose
Revestimento entérico:
Acetato ftalato de celulose

Agentes
desagregantes
(excipiente)
Usados em formas farmacêuticas sólidas
para promover a desagregação comprimidos
em pequenas partículas, as quais são mais
facilmente dispersas ou dissolvidas.
Desagregantes que atuam por
intumescimento: permitem rápida
penetração de água ou líquidos orgânicos
no comprimido: amido seco, derivados da
carboximetilcelulose, gelatina,
Carboximetilcelulose cálcica,
Celulose microcristalina.
Desagregantes que reagem com água ou
ácido clorídrico do estômago liberando
gases: carbonatos, bicarbonatos, misturas
efervescentes.
Desagregantes que dissolvem-se em água
e liberam rapidamente o fármaco: lactose,
manitol, crospovidona e croscarmelose
sódica (compressão direta).


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Tipos de
ingredientes
Definição Exemplos
Agentes diluentes
(excipiente)
Substâncias inertes usadas para dar corpo
em preparações farmacêuticas como
comprimidos e cápsulas.
Solúveis: Lactose, Manitol
Insolúveis: Celulose microcristalina
Amido
Agentes molhantes Diminuem a tensão superficial de fármacos
pouco solúveis e facilitam a incorporação,
solubilização ou dispersão dos mesmos em
sistemas aquosos.
Lauril sulfato de sódio; Dioctil
sulfosuccinato de sódio (Docusato sódico),
Polissorbato 80, Glicerina, Monopalmitato
de sorbitano.
Agentes
emulsificantes
Usados para promover ou manter a
dispersão de partículas finamente divididas
de um líquido em outro líquido imiscível
como no caso das emulsões (fase aquosa +
fase oleosa + agente emulsificante)
Álcool cetoestearílico sulfatado (Lanete N)
– caráter aniônico. Álcool cetoestearílico
etoxilado (Paramul J) – caráter não-iônico.
Cloreto de cetiltrimetilamônio – caráter
catiônico. Polissorbato 80.
Agentes isotonisantes Utilizados para obter soluções com as
mesmas características osmóticas que os
fluidos fisiológicos. Geralmente empregados
em soluções oftálmicas.
Cloreto de sódio, Dextrose, Manitol
Cloreto de potássio,
Nitrato de sódio, nitrato de potássio
Agentes lubrificantes
do tipo antiaderentes
(excipiente)
Usados para prevenir a aderência dos
componentes utilizados no preparo de
comprimidos nos punções da máquina de
comprimir.
Estearato de magnésio
Talco
Agentes lubrificantes
do tipo deslizantes
(excipiente)
Usados em formulações de comprimidos
para reduzir a fricção do pó durante a
compressão de comprimidos.
Estearato de cálcio
Estearato de magnésio
Óleo mineral
Agentes quelantes
sequestrantes
A presença de metais pesados em
preparações líquidas é responsável por
reações de decomposição, pois funcionam
como catalisadores químicos em várias
reações. Os agentes quelantes são usados
para formar complexos solúveis com metais,
garantindo a estabilidade química das
formulações.
Ácido etilenodiaminotetracético (EDTA e
seus sais)
Ácido cítrico, ácido tartárico, fosfato de
sódio monobásico, fosfato de sódio
dibásico, citrato de potássio, ácido
tartárico.


Agentes suspensores São utilizados para aumentar a viscosidade
do meio e reduzir a velocidade de
sedimentação de partículas insolúveis
dispersas em um determinado veículo
resultando em uma suspensão. Também são
usadas para fornecer maior resistência ao
escoamento. Em soluções oftálmicas são
usados para aumentar o tempo de contato
com a mucosa ocular ou em xampus e
cremes para torná-los mais viscosos.
Carbômeros (Carbopol  formador de gel)
Carboximetilcelulose sódica
Hidroxipropilcelulose
Metilcelulose
Goma guar
Hidroxietilcelulose
Goma xantana
Agentes tamponantes Usados para manter o pH das formulações
constante, em casos de diluição ou adição de
substâncias com caráter ácido ou básico.
Fosfato de potássio, acetato de sódio
monobásico, acético e acetato de sódio.
Antioxidantes

Usados para inibir a oxidação, e assim,
prevenir a deterioração das preparações pelo
processo oxidativo.
Antioxidantes que atuam interrompendo as
cadeias de radicais livres: Butilato de
hidroxianisol (BTA), butilato de hidroxi
tolueno (BHT), tocoferois, utilizados em
sistemas oleosos.
Antioxidantes que atuam sofrendo
oxidação (agentes redutores):
Ácido ascórbico, Palmitato de ascorbila, ,
Bissulfito e metabissulfito de sódio,
utilizados em sistemas aquosos.
Antioxidantes que atuam por mecanismos
preventivos: quelantes de metais pesados:
ácido cítrico, ácido tartárico, EDTA e
derivados.
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Profª Drª Iara Lúcia Tescarollo

Tipos de
ingredientes
Definição Exemplos
Base para pomadas Excipiente semi-sólido usado com o
objetivo de incorporar o fármaco à forma
farmacêutica, podendo apresentar
características oleosas ou aquosas,
dependendo o tipo de pomada.
Lanolina (base de absorção)
Polietilenoglicol (base aquosa)
Vaselina, Pomada branca e
Pomada amarela (bases oleosas).
Base para
supositórios
Usados como excipiente para incorporar o
fármaco à preparação.
Manteiga de cacau
Misturas de polietilenoglicol
Novata
Conservantes do tipo
antifúngicos
Usados em preparações líquidas ou semi-
sólidas com o objetivo de prevenir ou
impedir o crescimento de fungos.
Ácido benzóico, benzoato de sódio
Metilparabeno
Propilparabeno.
Conservantes do tipo
antimicrobianos
Usados em preparações líquidas ou semi-
sólidas com o objetivo de prevenir ou
impedir o crescimento de microorganismos
(bactérias).
Cloreto de benzalcônio
Cloreto de benzetônio
Álcool benzílico
Cloreto de cetilpiridíneo
Corantes

Usados para colorir ou corrigir a cor das
formulações líquidas ou sólidas. Antes de
usá-los, deve-se consultar a lista de corantes
permitidos (Colour Index).
FD&C Red nº 3
FD&C Red nº 20
FD&C Yellow nº 6
D&C Green º 5
Caramelo
Óxido de ferro vermelho, etc.
Edulcorantes

Usados para proporcionar sabor doce às
preparações .
Aspartame, Glicerina, Manitol,
Sacarina sódica, Sorbitol, Sacarose
Excipientes de
compressão direta
para comprimidos
Usados em formulações de comprimidos
obtidos pelo processo de compressão direta.
Fosfato dibásico de cálcio, crospovidona,
croscarmelose.
Flavorizantes

Usados para proporcionar sabor e odor
agradável às preparações farmacêuticas.
Essência de anis
Mentol
Essência de laranja
Vanilina, etc.
Plastificantes Usados como componentes da solução de
filmes de revestimento para comprimidos,
grânulos, etc.
Diftalato de dietila
Glicerina
Óleo de rícino.
Propelentes Responsáveis pelo desenvolvimento de
pressão em um frasco aerossol, permitindo a
expelição do produto sob a forma
pulverizada, quando a válvula da
embalagem é acionada.
Diclorodifluorometano
Diclorotetrafluoretano

Solventes Agentes usados para dissolver fármacos ou
outros componentes da fórmula
farmacêutica. Os solventes podem ser
aquosos ou não aquosos. Co-solventes tais
como água e álcool ou água e glicerina
também podem ser usados.
Álcool
Água destilada
Óleos vegetais
Glicerina
Álcool isopropílico
Óleo mineral
Umectantes

Usados para evitar a evaporação da água das
preparações, particularmente pomadas e
cremes, devido a capacidade de reter água.
Evita o ressecamento das preparações.
Glicerina
Propilenoglicol
Sorbitol
Veículo Usado em preparações líquidas para uso
oral, parenteral ou tópico com o objetivo de
dar volume à preparação.
Veículos flavorizantes/ edulcorantes
aquosos: xarope de cereja, cacau, simples,
laranja.

Veículos oleosos: óleo de milho, mineral,
amendoim, parafina, rícino, gergelim,
algodão.


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Profª Drª Iara Lúcia Tescarollo

Densidades de alguns produtos utilizados em aulas práticas

Produto Densidade 25º C* (g/mL)
Vaselina líquida
Glicerina
Dietanolamina de ácido graxo de coco
Miristato de isopropila
Palmitato de isopropila
Ácido lático
Propilenoglicol
Trietanolamina
Sorbitol 70%

0,905
1,25
1,09
0,85
0,85
1,21
1,04
1,12
1,50
Fonte: WADE, A.; WELLER, P.J. - Handbook of pharmaceutical excipients,
2.ed., Whashington, American Pharmaceutical association, 1994, 651p


EXERCÍCIOS

1) Antes do início da manipulação o farmacêutico deverá verificar a forma a ser
preparada; C) analisar a fórmula farmacêutica quanto à natureza, componentes,
estabilidade, compatibilidade, acondicionamento, quantidade a ser preparada. Dê as
funções das seguintes matérias primas apresentadas nas formulações abaixo. Procure
utilizar a tabela dos principais componentes usados em medicamentos

Solução de Paracetamol
Coluna 1 Coluna 2
(1) Paracetamol 32g ( ) veículo edulcorado
(2) Ácido benzóico 1g ( ) flavorizante
(3) EDTA cálcico dissódico 1g ( ) solvente
(4) Propilenoglicol 150mL ( ) edulcorante
(5) Sacarina sódica 1,8g ( ) umectante/viscosificante
(6) Água destilada 200mL ( ) antioxidante
(7) Essência de baunilha ( ) conservante
(8) Solução sorbitol qsp 1000mL ( ) princípio ativo

Solução de Sulfato Ferroso
Coluna 1 Coluna 2
(1) sulfato ferroso 135g ( ) veículo
(2) ácido cítrico 12g ( ) princípio ativo
(3) sorbitol 350mL ( ) antioxidante
(4) sacarina sódica 1g ( ) edulcorante
(5) benzoato de sódio 1g ( ) flavorizante
(6) essência de baunilha 0,1g ( ) conservante
(7) água destilada qsp 1000mL ( ) umectante/edulcorante





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Profª Drª Iara Lúcia Tescarollo

AULA PRATICA 2- RECURSO FARMCOTÉCNICO PARA FAVORECER A
ESTABILIDADE DE FÁRMACOS EM MEDICAMENTOS

1. Introdução
A estabilidade de produtos farmacêuticos depende de fatores ambientais como
temperatura, umidade e luz, e de outros relacionados ao próprio produto como
propriedades físicas e químicas de substâncias ativas e excipientes farmacêuticos, forma
farmacêutica e sua composição, processo de fabricação, tipo e propriedades dos
materiais de embalagem. A maioria dos fármacos está sujeita a algum tipo de
decomposição química, principalmente quando formulados em preparações líquidas.
Uma das consequências da degradação consiste na diminuição da eficácia do fármaco e
potencial aumento em sua toxicidade. As principais alterações também podem se
apresentar através de manifestações físicas de decomposição, como precipitação,
desprendimento de bolhas, mudança de cor ou descoloração, decorrentes de processos
fotolíticos ou químicos como a hidrólise e oxidação. Baseado nas características físico-
químicas dos fármacos, obtidas na fase de pré-formulação, é possível prever e tomar
algumas precauções para minimizar o processo de decomposição.
Métodos para acelerar a decomposição dos fármacos, utilizando condições pré-
definidas, são empregados no setor de desenvolvimento de indústrias farmacêuticas para
predizer a estabilidade dos mesmos nas condições requeridas de estocagem. Embora
estes experimentos não substituam os procedimentos rigorosos, envolvendo testes de
estabilidade do produto na forma em que o mesmo será comercializado, eles
proporcionam um ganho de tempo considerável durante o processo de desenvolvimento
do produto, onde é necessário identificar com rapidez uma formulação que possua
estabilidade aceitável.

2. Objetivos
Permitir conhecimento sobre fatores que favorecem a decomposição de fármacos
e prever os recursos tecnológicos que podem ser usados para diminuí-la ou impedi-la

3. Procedimento
Preparar 20 mL das formulações apresentadas no quadro abaixo.


Nº Fórmula Técnica Acondicionamento

1
Hidroquinona 5g
Etanol 5mL
Água destilada qsp 100 mL

FSA 20 mL

Calcular a quantidade para preparar
20 mL. Separar os componentes.
Em cálice graduado dissolver a
hidroquinona no etanol e depois na
água agitando lentamente até
dissolução. Completar o volume,
acondicionar e rotular.



Frasco incolor


2
Hidroquinona 5g

Metabissulfito de sódio 0,1g
EDTA dissódico 0,1g
Água destilada qsp 100 mL

FSA 20 mL
Calcular a quantidade para preparar
20 mL. Separar os componentes.
Em cálice graduado dispersar a
hidroquinona na solução de
metabissulfito de sódio e EDTA
dissódico, adicionar etanol, agitar,
acrescentar água agitando
lentamente até dissolução.
Completar o volume, acondicionar
e rotular.



Frasco âmbar
13

Profª Drª Iara Lúcia Tescarollo

Observar as formulações recém preparadas e definir as principais características (odor,
cor e pH). Para a determinação do pH utilize papel indicador Merck 0-14. Após 7 dias
observar as formulações e apontar as alterações ocorridas. OBS: Caso nenhuma
alteração tenha ocorrido ao longo de sete dias, armazenar as amostras por mais um
período equivalente.

4. Resultados

5. Atividade
1. Pesquisar as principais propriedades físico-químicas da hidroquinona (solubilidade,
ponto de fusão; pH de estabilidade), fórmula molecular, fórmula estrutura e peso
molecular.
2. Baseado na aula prática, apresentar os resultados obtidos preenchendo a tabela.
Houve alteração? Quais itens foram alterados (cor, odor, pH). Justifique.
3. Discutir como a composição da fórmula pôde acelerar ou retardar o processo de
decomposição da hidroquinona.
4. Apresentar a reação envolvida.



















Fórmula Características Resultados
Início 7 dias

1
Aparência


Cor


pH



2
Aparência


Cor


pH



Profª Drª Iara Lúcia Tescarollo

AULA PRATICA

SOLUÇÃO ENXAGUATÓRIA DE C
(Tipo Cepacol
®
)
Cloreto de cetilpiridínio............................ 0,05 g
Sacarina sódica anidra............................... 0,05 g
Essência de hortelã...................................II gotas
Mentol........................................................0,1g
Corante.......................................................qs
Água qsp ................................................100,0 ml

FSA 50 mL

TÉCNICA: É preparado em duas fases.
1. Num copo graduado colocar 35
cetilpiridínio e o corante (Fase 1).
2. Em outro copo graduado, colocar o mentol e a essência (Fase 2).
Separar as duas fases porque o mentol e a essência têm propriedades oleosas e o
cloreto de cetilpiridínio
3. Adicionar lentamente e sob agitação da Fase 2 sobre a Fase 1, ocorre a incorporação
porque o cloreto de cetilpiridín
propriedades anti-sépticas, também favorece a incorporação
com a fase lipossolúvel do enxaguatório bucal.
4. Completar o volume, filtrar e acondicionar.

Modo de usar: Utilizar 15 ml da solução (volume equivalente a uma colher de sopa),
de uma a duas vezes ao dia, em enxágüe bucal, conforme

Atividade: A seguir, está a
uma linha pontilhada a parte hidrofílica e com uma linha cont
Justifique sua escolha em termos de forças de interaç
o óleo. Represente esquematicamente esta interação.













AULA PRATICA 3- PREPARO DE ENXAGUATÓRIO BUCAL
ENXAGUATÓRIA DE CLORETO DE CETILPIRIDÍNIO
Cloreto de cetilpiridínio............................ 0,05 g
Sacarina sódica anidra............................... 0,05 g
Essência de hortelã...................................II gotas
......................................0,1g
Corante.......................................................qs
Água qsp ................................................100,0 ml
É preparado em duas fases.
Num copo graduado colocar 35 mL de água destilada. Adicionar o cloreto de
o e o corante (Fase 1).
Em outro copo graduado, colocar o mentol e a essência (Fase 2).
Separar as duas fases porque o mentol e a essência têm propriedades oleosas e o
com corante são hidrossolúveis.
Adicionar lentamente e sob agitação da Fase 2 sobre a Fase 1, ocorre a incorporação
porque o cloreto de cetilpiridínio é um agente tensoativo que além de possuir
sépticas, também favorece a incorporação da fase hidrossolúvel
com a fase lipossolúvel do enxaguatório bucal.
Completar o volume, filtrar e acondicionar.
Utilizar 15 ml da solução (volume equivalente a uma colher de sopa),
uma a duas vezes ao dia, em enxágüe bucal, conforme orientação do dentista.
A seguir, está a fórmula estrutural do cloreto de cetilpiridínio
uma linha pontilhada a parte hidrofílica e com uma linha contínua a parte lipofílica.
Justifique sua escolha em termos de forças de interação do tensoativo com a água e com
Represente esquematicamente esta interação.
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PREPARO DE ENXAGUATÓRIO BUCAL
LORETO DE CETILPIRIDÍNIO 0,05%
mL de água destilada. Adicionar o cloreto de
Separar as duas fases porque o mentol e a essência têm propriedades oleosas e o
Adicionar lentamente e sob agitação da Fase 2 sobre a Fase 1, ocorre a incorporação
o é um agente tensoativo que além de possuir
da fase hidrossolúvel
Utilizar 15 ml da solução (volume equivalente a uma colher de sopa),
orientação do dentista.
loreto de cetilpiridínio, circunde, com
nua a parte lipofílica.
ão do tensoativo com a água e com

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AULA PRATICA 4 – INCOMPATIBILIDADES EM FARMACOTÉCNICA

1. Introdução
Em farmácia, incompatibilidades se manifestam por reações provocadas por
substâncias que, associadas numa mesma forma farmacêutica, sofrem ou provocam
modificações imprevistas e desvantajosas, indesejáveis do ponto de vista técnico e
desfavoráveis quanto à ação terapêutica pretendida para o fármaco. Estas modificações
não se devem, unicamente, às reações entre fármacos, mas podem ocorrer por reações
entre os princípios ativos, excipientes e adjuvantes, ou por influência de certos
constituintes dos recipientes sobre as preparações que acondicionam. Com frequência as
incompatibilidades são detectadas por simples observação visual das preparações como:
aparecimento de coloração, formação de grumos, desprendimento de bolhas, ruptura de
emulsões cremosas, perda da viscosidade, mas há casos onde os fenômenos não são
percebidos praticamente, como o caso da perda ou diminuição da atividade terapêutica
dos fármacos. Tipos de incompatibilidades:
• Física: se manifesta por modificação no estado físico dos fármacos quando estes são
associados. Ex: mistura de cânfora + mentol = mistura eutética = Liquefação.
• Físico-química: se manifesta pela transformação parcial ou total das substâncias
associadas, dando como resultado a formação de diferentes compostos que podem
comprometer a estabilidade e a atividade terapêutica do produto. Muitas vezes a
incompatibilidade físico-química pode ser percebida pela formação de precipitados,
desprendimento de bolhas, mudança de coloração.
• Farmacológica: são aquelas que se manifestam quando são administradas
simultaneamente substâncias com ação terapêutica antagônica, isto é, um
medicamento pode anular o efeito do outro medicamento.

2. Objetivos
Permitir conhecimento sobre fatores que se relacionam com as
incompatibilidades entre as formulações propostas e prever os recursos tecnológicos que
podem ser usados para minimizar esse efeito.

3. Parte Prática: Bancadas pares: Preparar as formulações 1 e 4. Bancadas impares:
Preparar as formulações 2 e 3. Após o preparo das formulações, trocar as experiências e
responder as questões propostas.

FÓRMULA 1: GEL ÁCIDO SALICÍLICO A 0,5% - 20 g
Ácido salicílico 0,5g
Propilenoglicol 5,0 mL
Gel de Carbopol qsp 20g

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula descontando o total do gel. Em gral de
vidro triturar o ácido salicílico com o propilenoglicol. Acrescentar o gel de Carbopol até
completar o peso. Homogeneizar. Observar o pH e a consistência do gel antes e depois
da adição do fármaco (viscoso ou liquefeito).

FÓRMULA 2: GEL ÁCIDO SALICÍLICO A 0,5% - 20 g
Ácido salicílico 0,5g
Propilenoglicol 5,0 mL
Gel de Natrosol qsp 20g
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TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula descontando o total do gel. Em gral de
vidro triturar o ácido salicílico com o propilenoglicol. Acrescentar o gel de Natrosol até
completar o peso. Homogeneizar. Observar o pH e a consistência do gel antes e depois
da adição do fármaco (viscoso ou liquefeito).

FÓRMULA 3: GEL ADSTRINGENTE DE SULFATO DE ZINCO a 0,5% - 20 g
Sulfato de zinco 0,5g
Propilenoglicol 5,0 mL
Gel de Carbopol qsp 20g

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula descontando o total do gel. Em gral de
vidro triturar o sulfato de zinco com o propilenoglicol. Acrescentar o gel de Carbopol
até completar o peso. Homogeneizar. Observar o pH e a consistência do gel antes e
depois da adição do fármaco (viscoso ou liquefeito).

FÓRMULA 4: GEL ADSTRINGENTE DE SULFATO DE ZINCO A 0,5% - 20 g
Sulfato de zinco 0,5g
Propilenoglicol 5,0 mL
Gel de Natrosol qsp 20g

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula descontando o total do gel. Em gral de
vidro triturar o sulfato de zinco com o propilenoglicol. Acrescentar o gel de Natrosol até
completar o peso. Homogeneizar. Observar o pH e a consistência do gel antes e depois
da adição do fármaco (viscoso ou liquefeito).

4. Resultados

5. Atividade
• Baseado na aula prática, apresentar os resultados obtidos, discutir sobre as possíveis
incompatibilidades
• Dada a fórmula: Hidroquinona.................1 g
Peróxido de benzoíla.......0,5 g
Propilenoglicol................5 mL
Creme Lanete qsp...........20g
Técnica: Pesar separadamente os componentes da fórmula. Em gral de vidro triturar a
hidroquinona com o propilenoglicol. Em outro gral triturar o peróxido de benzoíla
com 2 mL de éter, logo após incorporar na hidroquinona. Acrescentar gradualmente o
creme até completar o peso. Homogeneizar. Acondicionar e rotular.
Pergunta: Você poderia aviar este creme? Justifique sua resposta.
Teste Observações: pH e consistência do gel
Antes da adição do fármaco Depois da adição do fármaco
1


2


3


4


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AULA PRATICA 5 – SOLUÇÕES DE USO TÓPICO

SOLUÇÃO ANTI-MICÓTICA - 100mL
iodo metálico....................................
ácido salicílico................................ } .ãã 2,0 g
ácido benzóico.................................
iodeto de potássio............................ 2,5g
glicerina..........................................10 mL
água destilada................................ qs
álcool 70% (p/p) qsp......................100 mL

FSA 50mL

TÉCNICA: Calcular a quantidade de cada componente necessária para preparar a
fórmula. Pesar os componentes da fórmula com auxílio de espátula de madeira e vidro
relógio. Dissolver o iodeto de potássio em qs (1/10) de água destilada. Triturar o iodo
em gral de vidro e adicionar o iodeto de potássio previamente dissolvido. A parte
dissolver o ácido salicílico, o ácido benzóico em qs (1/10) de álcool 96°GL . Transferir
as soluções para o copo graduado e completar o volume com álcool 70%. Filtrar em lã
de vidro, acondicionar e rotular.


ÁGUA OXIGENADA 10V - 1000mL
peróxido de hidrogênio 130V................................____mL
ácido benzóico .....................................................1,0 g
álcool 96º GL.........................................................qs
água dest. Qsp......................................................1000 mL

FSA 100 mL

TÉCNICA: Calcular a quantidade de peróxido de hidrogênio necessária para preparar a
quantidade desejada de água oxigenada 10V. Em um copo graduado colocar qs (1/2) de
água destilada. Acrescentar o ácido benzóico dissolvido em qs (1/20) de álcool.
Incorporar o peróxido de hidrogênio sob constante agitação. Completar o volume,
filtrar, acondicionar em frasco opaco e rotular.

Propriedades Físico-Químicas: O peróxido de hidrogênio é pouco estável e
decompõe-se facilmente em água e oxigênio. Esta decomposição pode ser provocada
por diversos fatores, tais como: luz, aquecimento, presença de bases alcalinas, metais
pesados e catalisadores positivos. A presença de catalisadores negativos e ácidos
diminui a decomposição da água oxigenada.









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AULA PRATICA 6 – SOLUÇÕES DE USO ORAL

SOLUÇÃO DE DIPIRONA 500mg/mL - 10mL
dipirona sódica monohidratada............500g x fc
EDTA dissódico...................................1, 0 g
metabissulfito de sódio........................1, 0 g
sacarina sódica...................................1,0 g
metilparabeno.....................................1,0 g
água dest. Qsp...................................1000 mL

FSA 10 mL

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula. Dissolver a dipirona em qs (1/2) de água
destilada recém fervida. Incorporar o metabissulfito de sódio, a sacarina sódica. A parte
calcular o volume de solução estoque de metilparabeno a 10% para usar na fórmula e
dispersar junto com a solução de dipirona. Transferir para um cálice, completar o
volume, filtrar, acondicionar em frascos conta-gotas e rotular. Calibrar o conta-gotas.


Uso de solução de estoque pelo farmacêutico: tem como objetivo facilitar a
incorporação de substâncias (sólidas ou líquidas) empregadas em pequenas quantidades
na formulação como no caso dos corantes, conservantes e antioxidantes. Para minimizar
os erros de pesagem. Prepara-se uma solução estoque de concentração conhecida (%)
em solvente apropriado e efetuam-se os cálculos para se determinar o volume mínimo
requerido para atender à necessidade da formulação.

Conversão sal x base: Vários fármacos encontram-se na forma de sais, cabe ao
farmacêutico corrigir a interferência causada pela forma do sal da substância
considerando que a mesma esteja 100% de pureza através de um fator de correção.
Caso as substâncias não estejam 100% puras, torna-se necessário o controle de
qualidade de cada lote adquirido e o acréscimo de outro fator.

PM dipirona sódica = 333,4 g/mol
PM dipirona sódica monohidratada = 351,4 g/mol

Cálculos:














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SOLUÇÃO DE CLORPROMAZINA 2% - 10mL -Gotas
(Medicamento controlado pela Portaria 344/98)
cloridrato de clorpromazina ......................................20,0g * X fc
metilparabeno...........................................................1,2 g
propilparabeno .........................................................0,8 g
sacarina sódica ........................................................1 g
água dest. qsp...........................................................1 Litro
* Placebo

FSA 10 mL

TÉCNICA: Calcular a quantidade de cloridrato de clorpromazina necessárioa para
preparar a formulação, considerando seu fc. Pesar os componentes da fórmula.
Dissolver o metilparabeno e o propilparabeno em qs de álcool 96ºGL (1/10 da fórmula).
Aquecer a água destilada, transferir para um cálice graduado, incorporar a cloridrato de
clorpromazina, a sacarina e os conservantes. Agitar, completar o volume, filtrar,
acondicionar em frasco conta-gotas âmbar. Rotular segundo as exigências da Portaria
344/98, incluindo os dizeres de advertência. Calibrar o conta-gotas.

PM da clorpromazina = 318,9 g/mol
PM do cloridrato de clorpromazina = 355,3 g/mol

Cálculos:



























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AULA PRATICA 7 – XAROPES

XAROPE SIMPLES
Açúcar.....................................850 g
Metilparabeno............................. 1 g
Água dest. qsp.......................1000 mL

FSA 1/10 da fórmula.

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula. Em béquer adicionar 1/2 da água
destilada, acrescentar a sacarose e a solução estoque de metilparabeno. Aquecer sobre
tela de amianto, misturando lentamente com o bastão de vidro até dissolução completa
do açúcar. Deixar esfriar, completar o volume com água destilada, Filtrar com filtro
especial, acondicionar e rotular. Observação: Deve-se evitar o aquecimento exagerado
para não caramelizar a sacarose. A densidade final do xarope a 20ºC deverá ser
1,32g/mL


XAROPE EXPECTORANTE
Cloridrato de difenidramina.........................0,2 g
Cloreto de amônio.......................................2,0 g
Citrato de sódio...........................................0,9 g
Mentol........................................................0,015g
Álcool 96º GL..............................................qs
Vermelho de Bordeaux 1%........................ II gotas
Água destilada............................................10 mL
Xarope simples qsp...................................100 mL

FSA 1/2 da fórmula

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula. Dissolver o cloridrato de difenidramina
na água destilada. Aquecer 1/2 do xarope simples e incorporar o cloreto de amônio, o
citrato de sódio e agitar até dissolução. Dissolver o mentol triturado em qs de álcool 96º
GL e incorporar na solução anterior. Juntar a solução do cloridrato de difenidramina,
completar o volume com o xarope simples. Filtrar, acondicionar e rotular.


XAROPE DE IODETO DE POTÁSSIO
Iodeto de potássio.......................................10 g
Éter gliceril guaiacólico.................................1,7 g
Extrato fluido de Bálsamo de Tolu...............20 mL
Vermelho de Bordeaux 1%...........................X gotas
Essência de framboesa................................X gotas
Xarope simples qsp...................................500 mL

FSA 60mL

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula. Aquecer 1/2 do xarope simples e
incorporar o éter gliceril guaiacólico, o iodeto de potássio e agitar até dissolução.
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Adicionar o extrato fluido de Bálsamo de Tolu. Depois de frio adicionar a essência e o
corante. Completar o volume com o xarope simples, filtrar, acondicionar e rotular.


XAROPE DE CLORETO DE POTÁSSIO 6% - 100 mL
Cloreto de potássio............................6 g
Água destilada ............................ 3 mL
Essência de framboesa.....................II gotas
Corante vermelho de bordeaux 1%.. II gotas
Xarope simples qsp......................... 100 mL
FSA 100mL

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula. Aquecer 1/2 do xarope simples e
incorporar Ao cloreto de potássio, previamente misturado na água. Agitar até
dissolução. Depois de frio incorporar o corante e a essência. Filtrar, acondicionar e
rotular.

Indicações
Hipopotassemia com alcalose metabólica ou sem ela, na intoxicação digitálica. rofilaxia
da hipopotassemia na cirrose hepática com ascite, diarréia grave, nefropatia com perda
de potássio Solução oral: a dose para adultos: 20mEq de potássio diluído em ½ copo
d'água, 1 a 4 vezes ao dia; ajustar a dose segundo necessidades e tolerância; dose
máxima: até 100mEq/dia, administrado em várias ingestões, diluído com água ou sucos.
Ampolas: A dose para adultos: infusão IV, normalmente não mais que 3mEq/kg;
tratamento de urgência: infusão IV, 400mEq/dia numa concentração apropriada e com
uma velocidade de até 20mEq/hora; doses pediátricas: infusão IV, 3mEq/kg/dia ou
40mEq/m2/dia. Um grama de cloreto de potássio proporciona 13,41mEq de potássio.


XAROPE DE GUACO (Mikania glomerata, Asteraceae)
Extrato hidroalcoólico de folhas de Mikania glomerata..................100 mL
Xarope simples qsp................................................................1000 mL
*equivalente a 0,175 mg de cumarinas. O xarope contém 1% de álcool

FSA 1/10 da fórmula

TÉCNICA: Separar os componentes da fórmula. Misturar, completar o volume, filtrar,
acondicionar e rotular adequadamente.

Atividade:
1. O cloreto de potássio é o agente de escolha para a reposição de potássio perdido por
efeito de diuréticos. Um paciente que necessita repor 32mEq de cloreto de potássio
(V.O.) terá que tomar quantos mL de um xarope contendo 60mg/mL do referido
fármaco? (K = 39; Cl= 35,5)
2. O Xarope de Guaco pode ser classificado como fitoterápico. Justifique
detalhadamente.




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AULA PRATICA 8 – FLOCULAÇÃO CONTROLADA EM SUSPENSÃO DE
CALAMINA

Avaliar a influência de diferentes composições na estabilidade física de suspensão de
calamina. Realizar os seguintes experimentos:

a) Pesar 2,0 g de calamina rosada. Transferir para gral de vidro e dispersar em 10 mL
de água. Triturar. Transferir para cálice graduado de 25 mL. Completar o volume
com água destilada. Homogeneizar. Transferir para tubo de ensaio grande (25 mL
com tampa rosca). Deixar em repouso durante 1 hora. Medir a altura do sedimento
e do sobrenadante e calcular o grau de floculação. (Grupo 1 e 2)

b) Pesar 2,0 g de calamina rosada. Transferir para gral de vidro e dispersar em 10 mL
de glicerina. Triturar. Transferir para cálice graduado de 25 mL. Completar o
volume com água destilada. Homogeneizar. Transferir para tubo de ensaio grande
(25 mL com tampa rosca). Deixar em repouso durante 1 hora. Medir a altura do
sedimento e do sobrenadante e calcular o grau de floculação. (Grupo 3 e 4)

c) Pesar 2,0 g de calamina rosada. Transferir para gral de vidro e dispersar em 0,25 g
de polissorbato 80 (Tween 80) e 10 mL de água destilada. Triturar. Transferir para
cálice graduado de 25 mL. Completar o volume com solução de
carboximetilcelulose a 0,15 %. Homogeneizar. Transferir para tubo de ensaio
grande (25mL com tampa rosca). Deixar em repouso durante 1 hora. Medir a altura
do sedimento e do sobrenadante e calcular o grau de floculação. (Grupo 5 e 6)

d) Comparar os resultados. Discutir sobre os fatores que podem interferir na
sedimentação de suspensões. Identificar a melhor formulação e justificar a escolha.
Para que a aula não fique demorada, as tarefas (A), (B) e (C) serão distribuídas em
diferentes grupos, porém, todos deverão se organizar no sentido de avaliar e
calcular o grau de floculação para todas as amostras preparadas.

Avaliação do grau de floculação: Comparar os resultados. Discutir sobre os fatores
que podem interferir na sedimentação de suspensões. Identificar a melhor formulação e
justificar a escolha.




Fórmula Altura do sedimento
HS
Altura Total da fase
líquida HL
Grau de
floculação

(A)


(B)


(C)


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AULA PRATICA 9 – SUSPENSÃO

SUSPENSÃO DE HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO
(Gel de hidróxido de alumínio)
hidróxido de alumínio....................................8 g
carboximetilcelulose sódica..........................0,1 g
glicerina.....................................................25 mL
essência de hortelã pimenta........................II gotas
metilparabeno.............................................0,1 g
sacarina sódica..........................................0,1 g
Água destilada qsp.................................100 mL

FSA 60 mL

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula. Preparar o meio suspensor triturando a
carboximetilcelulose em um gral e incorporar qs (1/50) de álcool e (1/20) mL de
glicerina. Acrescentar aos poucos e sob agitação, cerca de metade de água destilada
recém aquecida. Agitar até dissolução. Em outro gral triturar o hidróxido de alumínio
com a glicerina restante. Incorporar o meio suspensor, transferir completamente para
um copo graduado, adicionar a essência de hortelã pimenta, o metilparabeno dissolvido
em qs de álcool (solução estoque) e a sacarina sódica (solução estoque). Completar o
volume. Acondicionar e rotular. No rótulo deverá estar escrito: Agite antes de usar.


SUSPENSÃO DE CALAMINA
Calamina rosada.............................8 g
Cloridrato de difenidramina.............1,0 g
Alginato de sódio............................0,7 g
Carboximetilcelulose sódica............0,50 g
Glicerina........................................10 mL
Polissorbato 80...............................0,1 g
Cânfora cristal................................0,1 g
Água dest. qsp............................100 mL

FSA 60 mL

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula. Preparar o meio suspensor triturando a
carboximetilcelulose e o alginato de sódio em um gral e incorporar qs (2mL) de álcool.
Acrescentar aos poucos e sob agitação, cerca de 70mL de água destilada recém
aquecida. Agitar até dissolução. Em gral de vidro, triturar a calamina rosada, o
cloridrato de difenidramina e a cânfora com a glicerina e o polissobato 80. Incorporar o
meio suspensor, transferir completamente para um copo graduado, completar o volume.
Acondicionar e rotular. No rótulo deverá estar escrito: Agite antes de usar.







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AULA PRATICA 10 – EMULSÃO

EMULSÃO DE BENZOATO DE BENZILA 25% - (O/A)
A . Benzoato de benzila.....................................25 g (22mL)
Ácido esteárico.............................................. 5 g
B . Trietanolamina.......................................1,25mL (solução estoque)
Água destilada qsp.....................................100,0mL
C . Essência de rosas...................................0,10mL (II gotas)

FSA 50mL

TÉCNICA: Segue o método de emulsificação do sabão nascente onde o agente
emulsivo é formado in situ, através da reação entre o ácido esteárico e a trietanolamina
para formar o estearato de trietanolamina.

1. Aquecer separadamente a fase oleosa (A) da fase aquosa (B) até 70ºC.
2. Verter (B) sobre (A).
3. Agitar levemente em uma única direção até resfriar.
4. Adicionar a essência (C).
5. Acondicionar e rotular adequadamente.


EMULSÃO LAXATIVA – (O/A)
Vaselina líquida..................................................30 mL
Agente emulsivo............................................5 g
Sacarina sódica.............................................0,1 g
Vermelho bordeaux sol. a 1%........................0,1 mL
Vanilina........................................................0,25g
Água dest. qsp...........................................100 mL

FSA 50mL

Sabendo-se que o agente emulsivo é constituído por uma mistura de Span 60 (EHL=4,7)
e Tween 80 (EHL=15,6) em proporções tais para se obter um EHL=10,5,
correspondente ao EHL da emulsão, calcular a quantidade em peso de cada emulgente
necessária para obter o referido EHL

TÉCNICA: Consiste na mistura após aquecimento, adiciona-se o tensoativo lipófilo na
fase oleosa e o tensoativo hidrófilo na fase aquosa. A fase oleosa e aquosa são aquecidas
separadamente sob a mesma temperatura (70ºC). Após o aquecimento a fase aquosa é
misturada na fase oleosa, sob agitação, até o resfriamento. Este método também é
utilizado no preparo de cremes e pomadas.

• Pesar os componentes da fórmula descontando o total da água. Dissolver o Span 60
na vaselina líquida e aquecer (70ºC). Dissolver a sacarina sódica e o Tween 80 em
na água destilada e aquecer (70ºC). Acrescentar imediatamente a fase aquosa sob a
mesma temperatura e agitar até resfriar. Acrescentar o flavorizante e o corante.
Completar o volume em cálice graduado, se necessário, acondicionar e rotular.


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AULA PRATICA 11 – COLÍRIO, ERRINO E GOTAS OTOLÓGICAS

COLÍRIO ISOTÔNICO
Ácido bórico..................................0,22 g
Borato de sódio.............................0,04 g
Cloreto de potássio.......................0,03 g
Cloreto de benzalcônio.................0,01 g
Cloreto de sódio qsp.....................isotonizar
Água dest. qsp.............................100 mL

FSA 20 mL

TÉCNICA: Calcular a quantidade de cloreto de sódio necessária para isotonizar o
colírio. Pesar os componentes da fórmula, dissolver, completar o volume. Filtrar a
solução diretamente para o frasco conta-gotas, previamente esterilizado, empregando
equipamento esterilizante com membrana de porosidade 0,22 µm. Rotular
adequadamente.


Substância 1%: Equivalente em cloreto de sódio:
Ácido bórico 0,50g
Borato de sódio 0,42g
Cloreto de potássio 0,76g
Cloreto de benzalcônio 0,16g


ERRINO ISTONICO
Cloreto de benzalcônio..............................0,01 g
Cloreto de sódio........................................0,90 g
Água dest. qsp........................................100 mL

FSA 20 mL

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula, dissolver, completar o volume, Filtrar a
solução diretamente para o frasco conta-gotas, previamente esterilizado, empregando
equipamento esterilizante com membrana de porosidade 0,45 µm. Rotular
adequadamente.


ANESTÉSICO OTOLÓGICO
Cloridrato de lidocaina...................200 mg
Cloreto de benzalcônio......................0,5mg
Glicerina...........................................5 mL
Ägua dest. qsp................................10 mL

FSA 30 mL

TÉCNICA: Dissolver o cloridrato de lidocaína e o cloreto de benzalcônio em qs de
água destilada. Incorporar a glicerina. Completar o volume, filtrar, acondicionar e
rotular.
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Profª Drª Iara Lúcia Tescarollo

EMOLIENTE DE CERUMEN
Carbonato de sódio......................1 g
Trietanolamina............................0,5 g
Glicerina...................................10 mL
Ägua dest. qsp..........................10 mL

FSA 10 mL

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula. Dissolver o carbonato de sódio em qs de
água destilada recém fervida. Incorporar a trietanolamina e a glicerina. Completar o
volume, filtrar, acondicionar e rotular.


LÁGRIMA ARTIFICIAL
(Colírio de hidroxipropilmetilcelulose 0,5% ou 1%.)
Hidroxipropilmetilcelulose................................... 0,050 g ou 0,100 g
Cloreto de benzalcônio .........................................0,001 g
Água qsp ............................................................10,000 ml

FSA

TÉCNICA: Pesar os componentes da fórmula. Em recipiente adequado, diluir a
hidroxipropilmetilcelulose, sob agitação, em água recentemente aquecida. Adicionar o
cloreto de benzalcônio. Completar o volume com
o diluente, sob constante agitação, até o resfriamento. Deixar em repouso por 12 horas,
sob refrigeração. Filtrar a solução diretamente para o frasco conta-gotas, previamente
esterilizado, empregando equipamento esterilizante com membrana de porosidade 0,45
µm.

OBSERVAÇÕES: A preparação de solução oftálmica deve obedecer as Boas Práticas
de Manipulação para produtos estéreis, em conformidade com a legislação vigente.

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
Lubrificante ocular, para o alívio dos olhos secos e irritações oculares associadas à
produção deficiente de lágrimas, lubrificação de próteses oculares e para uso com lentes
de contato rígidas.














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Profª Drª Iara Lúcia Tescarollo

BIBLIOGRAFIA
• ANSEL, H.C.; POPOVICH, N.G.; ALLEN, Jr., l.V. Farmacotécnica. Formas Farmacêuticas e
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