Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do ___ Juízo Cível da Comarca de Pompéia-RS N !

" R #" $%D"&' empresa prestadora de servi(os de pro)etos de en*enharia' inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas so+ o n, -./0./12232221--/' com sede na "v& Presidente !ar*as' n, 452' sala .21' 6airro Centro' Pompéia' RS' por seu advo*ado' con7orme instrumento de mandato 8"nexo 9:' vem' respeitosamente' ; presen(a de !ossa Excel<ncia impetrar MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO LIMINAR, contra ato considerado a+usivo' praticado por ordem do Sr& Jo=o Rodri*ues dos Santos' Secret>rio #unicipal da ?azenda de Pompéia' RS' localizada na Rua "mericana' n, .42' 6airro Centro' Pompéia' RS' com 7undamento no art& 4,' $@9@' da Constitui(=o ?ederal' com+inado com o art& 1,' da $ei 1.&21-325' pelos se*uintes 7atos e 7undamentosA 1& D S ?"% S

" impetrante' com +ase na le*isla(=o municipal do #unicípio de Pompéia' RS' solicitou ; Secretaria #unicipal da ?azenda 8S#?: autoriza(=o para impress=o de talon>rios 7iscais& No entanto' so+ a ale*a(=o de exist<ncia de dé+itos de 9SSBN' a S#? exi*iu Cue a solicita(=o 7osse 7eita con)untamente com o esta+elecimento *r>7ico executante e mediante o preenchimento da "utoriza(=o de 9mpress=o de Documento ?iscal do 9SSBN 8"9D?: e da apresenta(=o do $ivro de Re*istro Especial do 9SSBN 8$RE-9SSBN:& "lém disso' a S#? tam+ém exi*iu a apresenta(=o das notas 7iscais emitidas para a con7ronta(=o com as in7orma(Des constantes do livro& No entanto' os re7eridos dé+itos de 9SSBN )> 7oram o+)eto de processo executivo 7iscal' no Cual a ar*ui(=o de prescri(=o restou acolhida e determinada a extin(=o do 7eito' de acordo com a senten(a 8"nexo 99:& Devido ; exi*<ncia ar+itr>ria da S#? para Cue o autor cumpra o+ri*a(Des acessErias' de 7orma condicional para 7ornecer a autoriza(=o reCuerida' este se viu o+ri*ado a +uscar medida )udicial ur*ente' a 7im de n=o ver tolhido o seu direito ao exercício de atividade comercial' diante da impossi+ilidade de extrair notas 7iscais& .& D" PRESCR9FG D S DH69% S ?9SC"9S

" ale*a(=o da autoridade coatora de Cue existem dé+itos de 9SSBN n=o procede' visto Cue tais dé+itos est=o prescritos' con7orme decis=o pro7erida no processo executivo 7iscal n, .225.0./I35.' do 1J Juízo Cível da Comarca de Pompéia 8"nexo 99:& Dessa 7orma' resta ile*al a exi*<ncia de cumprimento de CuaisCuer o+ri*a(Des acessErias dos dé+itos prescritos' 7erindo direito líCuido e certo da impetrante de o+ter os talon>rios 7iscais para manter suas atividades& I& D" E@9KLNC9" DE CM#PR9#EN% DE 6R9K"FNES "CESSOR9"S

"inda Cue n=o houvessem sido declarados prescritos os dé+itos de 9SSBN do impetrante' seria ile*al a exi*<ncia da S#? de Cue o autor cumprisse o+ri*a(Des acessErias como condi(=o para autorizar a impress=o de talon>rios 7iscais& %rata-se de meio coercitivo para

sua exi*<ncia' porém na via adeCuada& Em conseCU<ncia' inadmissível Cue a autoridade coatora se ne*ue a 7ornecer a autoriza(=o necess>ria para a impetrante expedir notas 7iscais' uma vez Cue tal ne*ativa se mostra ile*al' consistente em a+uso por parte da autoridade coatora' impedindo a autora de exercer sua atividade comercial' diante da impossi+ilidade de extrair notas 7iscais para controle das vendas e recolhimento de impostos' ne*ativa Cue merece ser reparada mediante a concess=o da ordem reCuerida& V> v>rios )ul*ados Cue rea7irmam a ile*alidade da exi*<ncia de apresenta(=o de documentos 7iscais para a autoriza(=o de impress=o de notas 7iscais' pro7eridos tanto no %ri+unal de Justi(a do RS' Cuanto no S%J e no S%?' con7orme ementas a se*uirA "PE$"FG CW!E$& #"ND"D DE SEKMR"NF"& 9#PRESSG DE N %"S ?9SC"9S& E@9KLNC9" DE "PRESEN%"FG DE D CM#EN% S& 9$EK"$9D"DE& Revela-se mani7estamente ile*al o ato do impetrado de condicionar a autoriza(=o de impress=o de documentos .cumprimento de o+ri*a(Des' Cue n=o pode prosperar' pois a ?azenda PP+lica deve 7azer uso do procedimento h>+il' Cue é a emiss=o do auto de in7ra(=o pelo descumprimento de o+ri*a(=o acessEria' com a constitui(=o de multa' e executivo 7iscal para haver seu crédito em caso de n=opa*amento da multa& " 7azenda pP+lica municipal invade a es7era de atua(=o econQmica da impetrante ao exi*ir o cumprimento de o+ri*a(Des acessErias como condi(=o para autorizar a impress=o de talon>rios 7iscais& %al conduta n=o é revestida somente de ar+itrariedade' mas é' so+retudo' inconstitucional' por atin*ir o direito da impetrante ao livre exercício de atividade econQmica' preconizado no art& 1/2' da Constitui(=o ?ederal& "ssim' mesmo Cue n=o estivessem prescritos os dé+itos tri+ut>rios' n=o poderia a S#? 7azer a exi*<ncia )> mencionada& Nesse sentido' #achado discorre so+re a exist<ncia de dé+itos tri+ut>rios e o exercício da atividade econQmica lícita 1A " ilicitude de n=o pa*ar tri+utos devidos n=o exclui o direito de exercer a atividade econQmica' Cue é direito 7undamental& "tividade econQmica lícita' é certo' mas a ilicitude de n=o pa*ar o tri+uto' n=o 7az ilícita a atividade *eradora do dever tri+ut>rio& Mma coisa é a ilicitude de certa atividade& utra' +em diversa' a ilicitude consistente no descumprimento da o+ri*a(=o tri+ut>ria principal ou acessEria& #esmo incorrendo nesta Pltima' Cuem exercita atividade econQmica continua prote*ido pela *arantia constitucional& Ca+e ao ?isco a utiliza(=o dos caminhos Cue a ordem )urídica o7erece para constituir o crédito tri+ut>rio' e co+r>-lo' mediante a(=o de execu(=o 7iscal& Des& Carlos Eduardo RietloS Duro en7rentou Cuest=o semelhante no "*ravo de 9nstrumento n.I32.211: 1 #"CV"D ' Vu*o de 6ritto& YSan(Des Políticas no Direito %ri+ut>rioZ& Revista Dialética de Direito %ri+ut>rio' v& I2' p& T--T5' 1550& .3.032I32-A Pendente o+ri*a(=o' cumpre .I0' !i*ésima Primeira CXmara Cível' %ri+unal de Justi(a do RS' RelatorA #arco "urélio Veinz' Jul*ado em .s atividades da empresa& Precedentes )urisprudenciais& "pela(=o desprovida& 8"pela(=o e Reexame Necess>rio N. autoridade coatora proceder . apresenta(=o de documentos 7iscais' por criar em+ara(os . /22T2I4/. /221T15TTTI' do %ri+unal de Justi(a do RS' cu)a decis=o monocr>tica 7oi pro7erida em .

22I' p& .I e 4T/:& 99& . PP-22250 E#EN% ! $-2.' inc& @999' da C?: o ato de condicionar a autoriza(=o de impress=o de documentos 7iscais ao pa*amento de dívida tri+ut>ria ou .& Recurso especial improvido& 8REsp .' DJ . E#EN% ! $-215I1-24 PP-212/I: 9nscri(=o no cadastro de contri+uintes de 9C#S& H inadmissível o inde7erimento como meio coercitivo para co+ran(a de tri+utos& Precedentes do S%?& Re*imental n=o provido& 8"9 I-/525 "*R' Relator8a:A #in& NE$S N J 69#' Se*unda %urma' )ul*ado em 1T3243. atividade comercial do contri+uinte' o7ensivas . D" $E9 14II341& 9N C RRLNC9"& 1& Constitui a+uso de poder a ne*ativa de autoriza(=o para impress=o de documentos 7iscais indispens>veis .22I' DJ .Re*ime especial de 9C#' autorizado em lei estadualA restri(Des e limita(Des' nele constantes' .22.I] C?300' art& 4.' @999:' constituindo 7orma o+líCua de co+ran(a do tri+uto' assim execu(=o política' Cue a )urisprud<ncia do Supremo %ri+unal ?ederal sempre repeliu 8SPmulas n.-SP' !elloso' Plen>rio' 2T&12&52' DJ de 1-&11&52& 999& ."PE$"FG CW!E$& REE@"#E NECESS[R9 & #"ND"D DE SEKMR"NF"& "M% R9R"FG P"R" 9#PRESSG DE D CM#EN% S ?9SC"9S& E@9KLNC9" DE "PRESEN%"FG DE D CM#EN% S& NEK"%9!" DE "M% R9R"FG P"R" E#9SSG DE N %"S ?9SC"9S& 9$EK"$9D"DE& H inconstitucional 8por violar o art& 4.RE n=o admitido& "*ravo n=o provido& 8RE .I-20-.-3213. li+era(=o da "9D ? n=o se con7i*ure desprovida de CualCuer ile*alidade' impede a impetrante de exercer as suas atividades livremente& "PE$ DESPR !9D & SEN%ENF" C N?9R#"D" E# REE@"#E NECESS[R9 & 8"pela(=o e Reexame Necess>rio N.2/5-20 PP2140I: %al matéria é' inclusive' sumulada pelo Supremo %ri+unal ?ederal' devido .TI: C NS%9%MC9 N"$& %R96M%[R9 & 9C#SA REK9#E ESPEC9"$& RES%R9FNES DE C"R[%ER PMN9%9! & $96ERD"DE DE %R"6"$V & C?3-/' art& 14I' \ . 7la*rante inconstitucionalidade da "dministra(=o PP+lica +uscar o pa*amento de tri+utos ou a satis7a(=o de o+ri*a(Des acessErias por meio de meios coercitivos' ao invés de utilizar a via adeCuada& "ssim' podem ser citadas as se*uintes sPmulas do S%?' todas elas re7erentes .1-50I "*R' Relator8a:A #in& C"R$ S !E$$ S ' Se*unda %urma' )ul*ado em 2-31231550' DJ 1I-11-1550 PP-2221. apresenta(=o de documentos 7iscais& Seria inEcua a *arantia constitucional do exercício de CualCuer tra+alho' caso a lei in7raconstitucional pudesse +url>-la impedindo as atividades da impetrante' mediante a ne*ativa da autoriza(=o de impress=o de notas 7iscais& " 7alta de notas 7iscais inter7ere' o+viamente' nas atividades da impetrante porCue n=o lhe é lícito operar clandestinamente de modo a ense)ar' inclusive' sone*a(=o 7iscal& Precedentes )urisprudenciais& No caso' em+ora a exi*<ncia de apresenta(=o de documentos como condi(=o .5-IT03ES' Rel& #inistro ?R"NC9SC PEF"NV" #"R%9NS' SEKMND" %MR#"' )ul*ado em 1T3123.22. atividade do contri+uinte' utilizada como meio coercitivo para o pa*amento de tri+uto& . interven(=o indevida do Estado na atividade econQmica da empresa' como 7orma de o+ter o cumprimento de o+ri*a(Des tri+ut>riasA SPmula /2 .I] C?300' art& 4.s /2' I. *arantia constitucional da li+erdade de tra+alho 8C?3-/' art& 14I' \ .T3113.211: PR CESSM"$ C9!9$& RECMRS RD9N[R9 & #"ND"D DE SEKMR"NF"& ? RNEC9#EN% DE "9D?& RECMS"& "6MS DE P DER& !9 $"FG D "R%& 1.' @999& 9& .Precedente do S%?A ERE 114&T4. /22T2-1401/' !i*ésima Primeira CXmara Cível' %ri+unal de Justi(a do RS' RelatorA ?rancisco José #oesch' Jul*ado em .

H inadmissível a interdi(=o de esta+elecimento como meio coercitivo para co+ran(a de tri+uto& SPmula I. autoridade proi+ir Cue o contri+uinte em dé+ito adCuira estampilhas' despache mercadorias nas al7Xnde*as e exer(a suas atividades pro7issionais& Do exposto' é )usti7icado o direito líCuido e certo do autor de ser autorizado a realizar a impress=o de talon>rios 7iscais' a 7im de praticar o livre exercício de sua atividade econQmica& T& D" C NCESSG D" $9#9N"R impetrante reCuer' liminarmente' com +ase no art& /.&21-325' a concess=o da se*uran(a' determinando-se a autoriza(=o para impress=o de documentos 7iscais na Cuantidade mínima de 1&222 unidades' até Cue o mérito desta a(=o se)a )ul*ado& Est=o presentes os reCuisitos necess>rios para a provid<ncia )udicial inaudita altera pars& fumus boni juris é veri7icado pela ile*alidade da co+ran(a de o+ri*a(Des acessErias a dé+itos de 9SSBN prescritos' assim como pela ile*alidade da exi*<ncia' por parte da autoridade coatora' do cumprimento de o+ri*a(Des acessErias como condi(=o para autorizar a impress=o de talon>rios 7iscais& J> o periculum in mora se d> pela impossi+ilidade do impetrante exercer livremente sua atividade econQmica' impondo dr>stica suspens=o .de a+ril de .' 999' da $ei 1.211& _______________ "dvo*ado "6 .I H inadmissível a apreens=o de mercadorias como meio coercitivo para pa*amento de tri+utos& SPmula n. clandestinidade e . continuidade das suas atividades' arremessando-o . in7ormalidade' com pre)uízo n=o sE ao Poder PP+lico mas a toda coletividade& 4& D PED9D "nte o exposto' colhidas as in7orma(Des' reCuer-se a concess=o de7initiva da ordem' para determinar Cue a Secretaria #unicipal da ?azenda de Pompéia autorize a impress=o de talon>rios 7iscais do impetrante' independentemente de CualCuer cumprimento de o+ri*a(=o acessEria& %ermos em Cue' Pede de7erimento& Pompéia' . 4T/ N=o é lícito .