Na visão eurocêntrica a Modernidade surge na Europa como consequência de fenômenos intra-europeus (Revolução Francesa, Renascimento Italiano etc

.). A “história mundial” surge com a expansão portuguesa no séc. XV O “mito da modernidade” servia como desculpa para o colonialismo Novo padrão mundial de conhecimento (eurocêntrico) Sistema-mundo capitalista começa na América: mudança do mundo como tal Assim, começa um evolucionismo e dualismo entre o moderno e atrasado, começa-se a hierarquizar as sociedades. Os europeus se acham criadores e protagonistas. “História Universal” onde a sociedade europeia é supe rior aos outros povos do mundo. Tudo não-europeu é atrasado. Para Lênin, o marxismo era a verdade que levaria o mundo em direção ao progresso o que ia contra o marxismo era errado e contra o próprio progresso. A vanguarda do proletariado da sociedade capitalista conhece a verdade Homem branco, europeu único capaz de criar um conhecimento válido. A partir isso é possível levar o processo civilizatório aos atrasados. Legitima-se a colonização russa pelo modelo de sociedade industrial, da mesma forma como as potências coloniais no resto do mundo estão cumprindo com a carga do homem branco, levando a civilização ao homem primitivo. As únicas formas de transformação social estão nas relações de produção capitalista Ao fazer abstração da natureza, dos recursos, do espaço, e dos territórios, o desenvolvimento histórico da sociedade moderna e do capitalismo aparece como um processo interno da sociedade europeia, que expande-se para regiões “atrasadas”. Nesta construção eurocêntrica, desaparece do campo de visão o colonialismo como dimensão constitutiva destas experiências históricas. Desaparece assim do campo de visibilidade a presencia do mundo periférico e seus recursos na constituição do capitalismo, com o qual se reafirma a ideia de Europa como único sujeito histórico. A reintrodução do espaço permite ver o capitalismo como processo global, mais que como um processo autogerado na Europa, e permite incorporar o campo de visão às modernidades subalternas. Isto está estritamente associado aos usos da categoria de totalidade na tradição marxista. Um conceito de totalidade com freqüência

extraordinariamente estruturado, homogeneizante e sintético (derivado da

ambiente. “posta sobre seus pés”). levou em muitas posturas marxistas a um esencialismo dogmatizante que outorgou um privilégio a priori a determinados assuntos (a produção) e a determinados sujeitos sociais (burguesia e proletariado) sobre outros temas. . Isto contribui tanto à invisibilidade de sujeitos e experiências de vida (por exemplo. o que em algumas vertentes marxistas. como à invisibilidade de temas e problemas como os assuntos de gênero. língua. como as análises de orientação maoísta.totalidade hegeliana. outros sujeitos sociais. outras preocupações. as populações indígenas da América Latina). sexualidade. cultura. imaginário. foi caracterizado como a contradição principal. considerados como derivados dos temas e assuntos centrais.