FundoVerde-Amarelo

Secretaria Técnica do Fundo de Estímulo à Interação Universidade-Empresa

Tecnologia industrial básica e serviços tecnológicos para a inovação e competitividade

Centro de Gestão e Estudos Estratégicos
Ciência, Tecnologia e Inovação

Secretaria Técnica do Fundo Verde-Amarelo Programa de Estímulo à Interação Universidade Empresa para apoio à Inovação TECNOLOGIA INDUSTRIAL BÁSICA E SERVIÇOS TECNOLÓGICOS PARA A INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE SUMÁRIO EXECUTIVO Programação FVA 2002–2003 .

e um capítulo com as linhas de ação e os aspectos de operacionalização da programação proposta. especificamente no que se refere à Tecnologia Industrial Básica . Design: implantar e consolidar uma rede de serviços tecnológicos especializados e promover a formação de recursos humanos que resultem na utilização do design pelas empresas como parte do seu processo de inovação tecnológica. contribuindo para a unicidade e a coerência interna de todo o conteúdo programático do FVA. para cada uma das áreas. Propriedade Intelectual: promover a sensibilização. estabelecer núcleos de apoio técnico ao patenteamento e de suporte à comercialização. 2 . nos setores mais expostos à competição e nos de maior impacto social. do Fundo Verde-Amarelo. Metrologia. compreendidos no ambiente das externalidades às empresas. Propriedade Intelectual e Design. O documento contem uma rápida contextualização. no decorrer da implementação das ações.e demais funções conexas com a TIB: Tecnologias de Gestão. em número e abrangência. sugere-se para o período 2002-2003. Normalização e Avaliação da Conformidade (Certificação. que operarão segundo a lógica da demanda e facilitando a interação das empresas com as universidades e os centros de P&D. Em termos sintéticos.APRESENTAÇÃO O presente documento contem o delineamento de um conjunto de ações a serem conduzidas no âmbito do BLOCO I – Fatores Sistêmicos para a Inovação. Outro aspecto a ser destacado é a interação das ações da TIB com os demais blocos do Fundo Verde-Amarelo.Metrologia. os seguintes focos: 1. Os resultados alcançados. outra das mais importantes funções conexas com a TIB. de forma a proporcionar saltos qualitativos no processo gerencial das empresas e demais organizações. 2. Trata-se de atender aos fatores sistêmicos da competitividade. poderão sugerir a complementação e o eventual redirecionamento dos focos ao longo do tempo. capacitar quadros técnicos. Normalização Técnica e Avaliação da Conformidade . Ensaios e Inspeção): complementar o aparelhamento da infra-estrutura de serviços especializados adequada. A Informação Tecnológica. com vistas ao desenvolvimento e difusão junto ao meio empresarial e tecnológico das principais metodologias e técnicas nessa área. 4. horizontais e de uso indiferenciado em relação aos diversos setores da economia. que permita ao setor produtivo brasileiro o enfrentamento e superação das barreiras técnicas ao comércio. com a identificação das questões críticas em cada área. está merecendo programação à parte no âmbito do Fundo verde Amarelo como estratégia de mobilização do empresariado para a Inovação Tecnológica. Tecnologias de Gestão: complementar a capacitação existente em centros de referência que já reúnem competência em gestão. As ações aqui sugeridas têm um grande efeito de sensibilização e de mobilização. 3. justamente por suas características sistêmicas.

Certificação e demais procedimentos para a demonstração da conformidade de produtos e serviços com requisitos especificados). notadamente os institutos nacionais de metrologia e os laboratórios de calibração. para um amplo espectro da demanda do setor privado. que compreendem a Tecnologia Industrial Básica. Telecomunicações. Normalização Técnica e Avaliação da Conformidade (Inspeção. no que toca à metrologia legal e aos produtos sujeitos à certificação compulsória e de caráter voluntário. segundo Normas e Guias praticadas no âmbito da ISO/IEC e da ITU. Propriedade Intelectual e Design. e de forma cada vez mais ampla. a Certificação. Normalização e Qualidade Industrial. Eletricidade. quanto à organização da infra-estrutura técnica. POLÍTICAS PÚBLICAS E TIB O Brasil apresenta a peculiaridade de reunir as funções da TIB em um único Sistema. Entretanto. bem como as de caráter econômico têm forte impacto. é provida por organismos de certificação credenciados. o ILAC – International Laboratory Accreditation Cooperation e o IAF – International Accreditation Forum. de ensaios e de verificação metrológica. Agricultura. Área Nuclear. Ensaios. mas certamente não é o único. Área Espacial.1. industrial e legal) que opera em níveis cada vez mais refinados. conferindo organicidade aos serviços demandados pelos diversos setores da economia.Metrologia. CONTEXTUALIZAÇÃO É inegável que o processo de inovação é hoje um componente chave para a competitividade das empresas. o que onera o preço do produto. bem como das funções conexas: Tecnologias de Gestão. Petróleo e Gás. a cargo de agências regulamentadoras. fortemente. com consequências sobre a sua competitividade. operam estruturas próprias (Saúde. não basta que a empresa tenha acesso a esses serviços tecnológicos. as estruturas técnicas. 3 . às quais se somam os guias. Considerando-se as funções da inovação presentes nas definições mais modernas. cujo resultado mais conhecido. destacam-se aqui as relativas à infra-estrutura de serviços tecnológicos especializados. com base em ensaios (conduzidos por laboratórios também credenciados) segundo Normas Técnicas (quando essa certificação é voluntária) e Regulamentos Técnicos (quando se trata de certificação compulsória). orientações e recomendações emanados dos demais foros internacionais. O acesso a mercados depende hoje. o SINMETRO – Sistema Nacional de Metrologia. pois externalidades tais como a educação e a formação profissional. No mundo todo. é necessário que os mesmos tenham credibilidade internacional de modo a se evitar a multiplicação dos custos da certificação em distintos mercados. de caráter regulamentador. Tal estrutura baseia-se em Metrologia (científica. Meio Ambiente. Recursos Hídricos e outros) que aos poucos convergem para o modelo do SINMETRO. 2. como o BIPM – Bureau Internationale des Poids et Mésures. dado o crescimento das exigências internacionais de credenciamento de laboratórios e organismos de certificação. Sistemas homólogos. no caso das telecomunicações. O presente Bloco do Fundo Verde-Amarelo está concebido para tratar das questões de infra-estrutura tecnológica . com incertezas de medição cada vez menores. do processo de Avaliação da Conformidade.

Nos EUA. QUESTÕES CRÍTICAS Metrologia.National Physical Laboratory e BIPM. para se focar nos principais. atuam fortemente na pesquisa e desenvolvimento de padrões. Mesmo assim. 3. Metrologia O papel de Instituto Nacional de Metrologia cabe por Lei ao INMETRO. Normalização e Avaliação da Conformidade compreendem uma cadeia de funções tecnológicas interdependentes.são objeto de políticas públicas explícitas. por exemplo. O panorama abaixo. Nesse contexto. Inglaterra. necessita de apoio que facilite principalmente para as micro. Outra vulnerabilidade importante identifica-se na área da Metrologia em Química. são definidos com base nas constantes físicas e químicas fundamentais. pois o País carece de medições específicas e de Materiais de Referência Certificados para um conjunto amplo de aplicações em praticamente todos os setores. Decorre daí a necessidade de um investimento equilibrado nos demais componentes. o que se desdobrará em áreas de pesquisa entre o INMETRO e universidades. que tem a responsabilidade de manter e disseminar os padrões nacionais de medida. estando os principais institutos sob a órbita do Estado. A natureza desses serviços tecnológicos exige um contínuo investimento público. ainda que sua manutenção possa decorrer dos rendimentos dos serviços prestados. Hoje a antiga calibração dos padrões nacionais junto ao BIPM foi substituída por programas inter-laboratoriais exigindo forte competência científica do nosso Instituto. com destaque para o NIST. Alemanha. PTB – Physikalisch Technische Bundesanstalt. Um exemplo é o bônus metrologia concebido na Rede Metrológica do Rio Grande do Sul. É o caso dos Estados Unidos. Os principais institutos do mundo. torna-se crítico o investimento no INMETRO e nos laboratórios designados (ON – Observatório Nacional e IRD – Instituto de Radioproteção e Dosimetria) com vistas ao aperfeiçoamento dos padrões nacionais em direção à padronização primária em algumas áreas chaves. com exceção do padrão de massa. possibilita ilustrar as principais vulnerabilidades do nosso sistema: 3. os quais.1. notadamente no que se refere a equipamentos e pessoal. viabilizado pelo SEBRAE-RS e ora em fase de adoção por outras unidades. 4 . seu orçamento de fontes federais atinge US$ 800 milhões/ano. pequenas e médias empresas o acesso aos serviços tecnológicos. ainda que o NIST – National Institute of Standards and Technology opere fortemente junto à indústria. A eventual disponibilidade de uma das funções tem pouco efeito para o mercado se as demais estiverem insuficientemente organizadas. ainda que sintético. França e Austrália. recebendo indistintamente contribuições públicas e privadas. NPL .

Normalização Técnica Há uma tendência forte no sentido de se adotar a Norma Técnica internacional. quer em número de laboratórios. com vistas ao futuro credenciamento. Nessa área impõe-se duas ações: a ampliação da rede. paripassu com a revisão. com foco nos benefícios econômicos da normalização. Subcomitês e Grupos de Trabalho que desenvolvem a normalização internacional. passa a ser elemento de estratégia das empresas influenciar a norma internacional no momento em que esta é discutida e votada. Ao mesmo tempo. Assim. operam em rede. Essa rede é composta hoje por cerca de 160 laboratórios distribuídos essencialmente de acordo com a concentração da base industrial brasileira. seja triplicada sob pena de se comprometer a produção industrial brasileira no que tange ao acesso a mercados. são os serviços de calibração. cujos laboratórios. investir na utilização de meios eletrônicos. provocando desvio de função em relação às suas principais atribuições de responsável pelos padrões nacionais e guardião da rastreabilidade do Sistema Metrológico Brasileiro. A grande contribuição governamental tem sido o apoio (limitado. Complementando esse quadro. a atualização e a ampliação das normas técnicas brasileiras alinhadas com as normas internacionais e também com campanhas de sensibilização. é de se esperar que num horizonte de 5 anos essa rede de cerca de 300 laboratórios credenciados. a participação pode e deve ser sensivelmente ampliada. credenciados pelo INMETRO. as redes metrológicas dos Estados. com cerca de 130 laboratórios. traduzida e adaptada às peculiaridades da estrutura produtiva de cada país. quer em faixas de medição e quer em distribuição geográfica. com exceção de alguns setores de maior densidade tecnológica e de alguns setores exportadores.2. deverá ser desenvolvido um vigoroso programa de capacitação de RH em normalização. de forma a minimizar a circulação de técnicos e a produção de textos em papel. a empresa torna-se mera seguidora de padrões tecnológicos ditados por terceiros. dado que a aquisição de equipamentos sofisticados por parte da indústria demanda uma contínua capacitação dos serviços de calibração. 5 . Ao lado do que se requer para as redes de calibração e de ensaios será importante que se contemple. caso contrário. devido a restrições de orçamento) à participação do Brasil no esforço internacional de normalização e para a manutenção da afiliação da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas aos foros internacionais. No que se refere à participação nos Comitês Técnicos. segundo Normas e Guias internacionais. A grande vulnerabilidade do País está no pouco envolvimento efetivo da empresa brasileira no esforço de normalização.Os serviços metrológicos oferecidos à indústria. insuficientes para dar sustentação ao crescimento dos programas de certificação no Brasil. que têm importante papel na mobilização da base laboratorial em diferentes regiões. Outro tipo de serviços laboratoriais é o de Ensaios. Assim. 3. pode contribuir para a superação das atuais dificuldades resultando no maior envolvimento das empresas. quer em grandezas atendidas. sob pena de se transferir indevidamente para o INMETRO a demanda por esses serviços. e a atualização dos equipamentos laboratoriais. como elemento de suporte. por sua vez. também organizados em rede.

Esse tema interessa sobremodo tanto ao Governo quanto ao setor privado pelo que representa de amadurecimento das relações econômicas e comerciais tanto no mercado interno quanto no externo. o que amplia o acesso aos mercados de produtos e serviços pela concorrência internacional. 3. Para se ter uma idéia. Avaliação da Conformidade No Brasil dispõe-se hoje de cerca de 40 famílias de produtos incluídos em programas de certificação voluntária e pouco menos que isso em programas de certificação compulsória no âmbito do SINMETRO. objetivos legítimos reconhecidos pela OMC – Organização Mundial do Comércio. No campo da defesa legítima do mercado impõe-se um crescimento expressivo da certificação compulsória em todos os itens que digam respeito à saúde. insuficiência de esquemas de procedimentos de certificação por parte dos organismos certificadores e insuficiência de laboratórios de ensaios.Em paralelo ao apoio ao processo de modernização da ABNT e ao aumento da produção de Normas Técnicas Brasileiras alinhadas com as Normas Internacionais. 4. Propriedade Intelectual e Design. meio ambiente. que é função do Estado. Tal conciliação de interesses decorre do fato de que a regulamentação. nos EUA. aceito amplamente”. onde o Brasil vem conquistando importante espaço em nível internacional. baseia-se cada vez mais em normas técnicas e na infra-estrutura laboratorial credenciada segundo regras internacionais. deverão merecer apoio as áreas de normalização de caráter mais horizontal como são as de Gestão da Qualidade e Gestão Ambiental.1. Investir nessas competências significa um avanço em direção ao ideal de “uma só norma. produtividade e competitividade e para o cidadão.3. um só ensaio. animal e vegetal e defesa da concorrência. além das particularidades na organização do processo produtivo. 6 . Tecnologias de Gestão Não há um caso sequer em todo o mundo onde uma dada metodologia de gestão seja transportada com êxito do meio onde foi concebida para outra realidade. O panorama é idêntico na Europa assim como em outros países desenvolvidos e envolve muitas outras famílias de produtos. Os gargalos são: insuficiência de Normas Técnicas e Regulamentos Técnicos. Tais números são insuficientes tanto para fins de exportação quanto para evitar a importação de produtos não conformes. o panorama que se apresenta pode ser assim resumido: 4. cuja presença no mercado impõe competição desleal. DESAFIOS NAS ÁREAS CONEXAS DA TIB Nas demais funções conexas com a TIB: Tecnologias de Gestão. um só certificado. exigem adaptações não triviais. com benefícios simultâneos para a indústria no seu esforço em busca da qualidade. proteção da vida humana. 100% dos produtos elétricos de baixa tensão estão sob programas de certificação ou sob outras modalidades de avaliação da conformidade. pela maior disponibilidade de produtos conformes. segurança. uma vez que as diferenças de cultura empresarial e as peculiaridades da formação profissional em todos os níveis.

a capacitação de pessoal técnico na área. a proliferação extraordinária de modelos e métodos gerenciais. O ponto positivo dessa ação é que os passos iniciais já foram realizados. com possibilidade de atuar junto as empresas e junto aos centros de P&D e universidades. Assim. seguido do fomento à difusão da Gestão da Qualidade em diversos setores privados e públicos. deveu-se ao grande investimento feito pelo Governo na adaptação da Gestão da Qualidade à nossa realidade por meio do fomento a entidades técnicas especializadas. estando 7 . Nesse sentido.Projeto de Especialização em Gestão da Qualidade implementado no âmbito do Programa TIB. o INPI.O grande êxito experimentado pelo PEGQ . criação de escritórios técnicos de suporte ao processo de patenteamento. capacitação profissional. capazes de operar na escala de recursos adequada ao ambiente da pequena e média empresa na defesa de seus interesses. impõe-se um esforço no sentido de estimular as competências já instaladas no País a desenvolverem ou adaptarem métodos de gestão mais adequados à nossa realidade tal como se fez no PEGQ. Propriedade Intelectual O sistema de propriedade intelectual tem sido pouco disseminado no País. Meio Ambiente. o aumento da consciência da importância da inovação como fator de competitividade juntamente com a disponibilidade de instrumentos de estímulo. e a disponibilidade de serviços tecnológicos específicos. facilitando-se sua disseminação. o crescimento das exigências de certificação simultânea de sistemas (Qualidade. por meio do fomento a de centros de referência para que atuem junto às empresas e setores que demandem seus serviços. o MCT concebeu um Projeto Multinstitucional que envolve além do MCT e suas agências. Aliado a esta questão. deixam o pequeno e médio empresário atônitos. manutenção e observância dos direitos de propriedade intelectual confere aos ativos das empresas. o pequeno envolvimento das universidades e centros de P&D e das empresas com o tema não tem permitido que se obtenha os reais benefícios que a efetiva proteção. 4. realização de alguns estudos que subsidiem as ações de fomento nessa área. Entender a importância do sistema de propriedade intelectual e usá-lo efetivamente como parte integral de sua estratégia de negócios constitui um elemento crucial para a realização das inovações no mercado. Hoje. o Sistema CNI e o Sistema SEBRAE em um conjunto de ações que pode ser assim resumido: intensificação do processo de sensibização e mobilização com respeito ao tema. com foco na proteção de direitos (tais estruturas poderão atuar também no acesso a bancos de patentes com vistas à identificação de tendências e oportunidades). dando sequência e ampliando importante ação já em curso com as entidades mencionadas. Saúde Ocupacional e Segurança. e outros) tornam não trivial o domínio dessa função.2. Este processo depende intrinsecamente de quatro componentes: a complementação e aperfeiçoamento do marco legal em todos os níveis. nas décadas de 1980 a 1990. Por outro lado. escritórios comerciais. O foco do programa estará voltado para as metodologias de caráter mais complexo ainda não dominadas pelo mercado de consultoria. alguns caracterizando-se como pacotes turn key. outros como panacéias para todos os males. o MDIC. não se caracterizando como um elemento positivo na construção de estratégias empresariais.

via preço. e pela Open University. nos dois anos imediatamente anteriores. no Reino Unido. • as empresas incrementaram seus mercados em 41% em relação a seus concorrentes tradicionais. Para a melhor utilização dos resultados das atividades de pesquisa científica e tecnológica com potencial de comercialização. Adicionalmente. 8 . com base nos produtos novos ou redesenhados.as entidades mencionadas comprometidas com esse processo. incorporando de forma efetiva o design em suas políticas econômicas e empresariais. alguns países asiáticos como a Coréia e Taiwan. constituindo-se em uma opção ao tradicional emprego de mão-de-obra barata como forma de obtenção de preços competitivos. No entanto. denominados NIC – Newly Industrialized Countries. por meio da simplificação dos processos de fabricação.3. serão desenvolvidas ações de divulgação e capacitação junto as instituições apoiadas pelos programas de fomento do CNPq. • outros benefícios identificados pelo estudo. • 25% dos projetos abriram novos mercados para os produtos daquelas empresas. Design Estudos recentes em países como a Inglaterra e os Estados Unidos apontam o design como fator primordial para o sucesso das empresas. dos investimentos necessários para o desenvolvimento de um novo produto. do Reino Unido. vêm implementando políticas de apoio ao design integradas com suas políticas industriais. No início da década de 80. com o propósito de facilitar o estabelecimento de parcerias em pesquisa e desenvolvimento com as empresas. a grande carência técnica de conhecimento e capacitação nas instituições de ensino e pesquisa (IES) e nas fundações de amparo à pesquisa (FAP) para orientar os pesquisadores quanto aos procedimentos de consulta às informações especializadas nesta área requer ações específicas. A pesquisa realizada na Inglaterra com 221 micro e pequenas empresas que investiram em design apresentou os seguintes resultados: • em 90% dos casos as empresas obtiveram lucro significativo devido ao novo design. apontam uma redução dos custos de produção e uma melhoria significativa da imagem da empresa. 4. aponta que das empresas brasileiras que investiram em design. que apontam um retorno significativo para as empresas que aplicam recursos no design de seus produtos e serviços. pesquisa realizada em 1998. o retorno obtido com o investimento em design é estimado em 500%. contra apenas 25% dos investimentos em produção. Em relação à quantificação dos benefícios advindos com a adoção do design. Segundo dados recentes do Design Council. exercendo importância estratégica para o aumento da competitividade. • 40% das vendas resultaram das soluções/modificações incrementadas nos produtos pelo design conforme pesquisa com os consumidores. 72% tiveram aumento de faturamento. sobretudo aqueles de industrialização recente. com retorno do capital investido em 15 meses. Alguns países. cerca de 15% correspondem ao design e os outros 85% são relativos à produção. Nesses países. o design vem desempenhando um papel central na redução dos custos de produção. da diminuição do número de partes e peças e da substituição de materiais. no âmbito do PBD – Programa Brasileiro de Design. começaram a se diferenciar dos demais NIC. No Brasil. vale citar duas pesquisas realizadas pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology. nos Estados Unidos.

LINHAS DE AÇÃO A identificação e seleção de projetos será feita de forma direta em diversas situações. Outra questão crítica e que em parte explica a dificuldade de se colocar o design como parte efetiva das estratégias empresariais. foram as que mais obtiveram benefícios pelo uso do design. No Brasil. Da mesma forma. As grandes empresas. pesquisa da CNI junto a 503 empresas de diversos setores. dos possíveis benefícios advindos da aplicação do design. Como ponto positivo. seguidas pelas de médio porte.centros tecnológicos especializados no equacionamento de questões técnicas em design identificadas pela demanda. apontou que 75% obtiveram aumento de vendas em função da utilização do design e que 41% alcançaram redução dos custos de produção. a consolidação de infra-estrutura de serviços tecnológicos especializados. por parte dos proponentes de projetos. identifica-se a oportunidade de se direcionar esforços para a capacitação de recursos humanos. Assim. do SEBRAE. do CNPq. historicamente as ações de apoio ao design objetivaram essencialmente a capacitação da oferta. 5. com apoio expressivo aos centros técnicos especializados. o Programa de Ação Induzida para Pós-Graduação no Exterior. mas serão utilizados editais para apoio a laboratórios de metrologia e de ensaios e para os centros de referência em tecnologias gestão. mas que pouco resultou em interação com a demanda industrial. decorre do fato de que este tem sido mais entendido em seu aspecto fashion do que como tecnologia de produto (dentro da moderna conceituação de produto). tendo como atribuição essencial dar suporte às necessidades das empresas em design e prover o setor privado das informações requeridas. O elemento diferenciador das ações propostas ao FVA é que o apoio será destinado à interação empresa . e a implantação de Núcleos Setoriais de Design. do MDIC. o Prêmio CNI. Com base em todos os esforços já desenvolvidos e tendo em conta as potencialidades desse tema. que faz parte da programação da linha de ação Mobilização e Informação Tecnológica para a Inovação do Fundo Verde Amarelo. de modo objetivo. de uma forma ou de outra trazem em suas propostas a intenção de reverter esse quadro. destaca-se que hoje há uma sensibilidade maior em relação ao tema e a própria CNI tem contribuído expressivamente para a maior visibilidade desta área com o Prêmio CNI de Gestão do Design. mas afetou especialmente essa área dado a pouca atenção que a própria empresa sempre dispensou ao tema. o que compete ao âmbito do Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas. principalmente entre as MPE (micro e pequenas empresas). Entre os critérios de seletividade destaca-se a identificação da demanda. entretanto com resultados limitados. esforços recentes com destaque para o Programa Brasileiro de Design e os Fóruns de Competitividade. da ABIPTI. o relatório indica que é elevado o desconhecimento das empresas. o Programa Via Design.Ainda em 1998. 9 . Vale destacar que esse não é fenômeno circunscrito ao design.

faixas de medição e ensaios específicos advinda dos diversos setores da indústria e de serviços. com o objetivo de consolidar a atividade de padronização em nível primário. são os seguintes: 5. 10 . a ação das redes será a de esclarecer o papel da metrologia como elemento essencial à qualidade de processos e produtos industriais e. organizado na forma de consórcio envolvendo cerca de 25 laboratórios. as redes estaduais deverão incentivá-los a adotar e implementar os critérios da norma ABNT/ISO 17025 e solicitar credenciamento pelo INMETRO. nas diversas áreas do Programa Tecnologia Industrial Básica e Serviços Tecnológicos para a Inovação e Competitividade. Normalização e Avaliação da Conformidade a) Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) Apoiar o processo de modernização da ABNT para aperfeiçoar o desenvolvimento de normas. estabelecimento de padrões. O INMETRO. e para alcançar o respectivo credenciamento pelo INMETRO. 5. Metrologia a) Pesquisa e Desenvolvimento em Metrologia Apoiar projetos de parceria do INMETRO. capacitação e apoio em prol de medições confiáveis. d) Redes Estaduais de Metrologia Apoiar as redes estaduais de metrologia para consolidar suas estruturas e atividades de conscientização. c) Metrologia Química Apoiar o Programa Brasileiro de Metrologia Química (PBMQ). ON e IRD com universidades e institutos de P&D para pesquisa e desenvolvimento de padrões para grandezas e faixas de medição específicas. enquanto no que se refere a empresas.Os investimentos previstos. Será lançada chamada de projetos onde um dos principais elementos de seletividade a ser empregado por Comitê Técnico. para consolidar sua coordenação. será a demonstração da demanda correspondente. calibração e ensaios com qualidade garantida.2. apresentará projetos em parceria com universidades ou centros de P&D. Será apoiado um projeto apresentado pela entidade coordenadora do consórcio que será avaliado por Comitê Técnico.1. b) Serviços de Calibração e Ensaio Capacitar cerca de 20 laboratórios para atender demanda de calibração e de ensaios para grandezas. consequentemente. Os projetos apresentados pelas redes estaduais serão avaliados por Comitê Técnico. No caso de laboratórios. da certificação de sistemas e produtos. conduzir atividades permanentes de identificação da demanda e oferta de materiais de referência (MR). que serão avaliados e selecionados por Comitê Técnico. produção. a participação do Brasil no esforço internacional de normalização e sua gestão global. realização de comparações interlaboratoriais e ensaios de proficiência. Será apoiado um projeto apresentado pela ABNT que será avaliado por Comitê Técnico. tomando em conta suas necessidades e aquelas do ON e IRD. controle de produção e certificação de MR. e complementar a capacitação laboratorial de seus participantes. para aplicação até 2003. maior utilização de serviços de medição.

b) Normalização para Setores Específicos Apoiar o desenvolvimento de normas para qualidade. A segunda etapa. em cooperação com o INPI e ABPI. por meio do fomento a entidades que possam desenvolver. Indústria e Comércio Exterior. Será apoiado projeto de parceria apresentado pelas entidades mencionadas. Propriedade Intelectual Considerando a interface das ações já desenvolvidas no âmbito do Projeto MultiInstitucional de Propriedade Intelectual. e serão avaliados e selecionados por Comitê Técnico.Junho de 2002 • Mapeamento dos Centros existentes. SENAI. as propostas delineadas a seguir visam dar continuidade ao processo de disseminação da estrutura de propriedade industrial e sensibilização das empresas industriais 11 . Movimento Brasil Competitivo. O Programa será conduzido em um processo interativo com o MDIC – Ministério do Desenvolvimento. Programas Estaduais de Gestão. Fases de lançamento e operacionalização do Programa: • Lançamento do Programa. Tecnologias de Gestão O MCT/SEPTE coordenará o lançamento de um Programa Mobilizador com o objetivo de criar e consolidar competências em Tecnologia de Gestão no País. . que terá início em 2003.Atividade já em curso • Na primeira etapa. suprir as eventuais lacunas e abrir espaço para as novas competências. com vistas a atender o mercado tanto em níveis regional como setorial. com ênfase na pequena e média empresa. SEBRAE e Entidades de Classe do Sistema da Confederação Nacional da Indústria – CNI e Federações das Indústrias dos Estados. de produtos reciclados. pretende-se consolidar competências nos Centros existentes. a serem desenvolvidos em parceria pela ABNT. Os projetos serão identificados com base em entendimentos com a ABNT e os CB. de equipamentos de proteção individual (EPI) dentre outras. . permitirá o apoio à criação de novos Centros de Referência. Pretende-se complementar sua capacitação. Este apoio propiciará a criação ou consolidação de Centros de Referência em Tecnologias de Gestão que tratarão de temas que possam representar diferencial de competitividade para empresas e outras organizações públicas e privadas. de análise de perigos e pontos críticos de controle. adaptar e difundir Tecnologias de Gestão em seus diversos aspectos.Número de Centros que serão apoiados: 15 5. de acordo com as necessidades do mercado.4.3. gestão ambiental e outros setores específicos que apresentem demanda estratégica. d) Capacitação de Recursos Humanos em Normalização Apoiar a realização de um curso de especialização latu sensu em engenharia da qualidade e cursos de atualização (40 h) em normalização. a ser executada em 2002. 5. os CEFET e outras instituições. c) Programa de Avaliação da Conformidade Apoiar o desenvolvimento de programas para atender demandas estratégicas tais como a de certificação de manejo florestal. . Será lançada chamada de projetos para avaliação e seleção por Comitê Técnico.

para as Federações das Indústrias dos Estados.sobre o tema.Marcas e Patentes”. Realização de 6 (seis) cursos de 40 horas para capacitar técnicos para prestar serviços nessas instituições. de forma mais abrangente. em setores a serem identificados conjuntamente entre a CNI e o MCT. Esta nova fase do Projeto compreende: a) Atividades de Sensibilização e Mobilização • Seminários Setoriais de Sensibilização Realização de 6 (seis) seminários setoriais de sensibilização da classe empresarial sobre o tema “Propriedade Industrial . por meio da INFOVIA. • Cursos de Capacitação Setorial Realização de 10 (dez) cursos setoriais de 40 horas. simpósios e conferências para a divulgação de ações de sensibilização e mobilização de suporte a propriedade intelectual junto às IES e as FAP. • Cursos de Capacitação de Abrangência Geral. objetivando capacitar técnicos e empresários das pequenas e médias empresas em prestação de serviços no âmbito do tema “Propriedade Industrial . • Cursos de Capacitação de Abrangência Geral. Os eventos serão realizados na CNI com transmissão. mesas redondas. a serem ministrados de acordo com as características das áreas temáticas dos programas de fomento do CNPq. • Eventos Promoção de encontros. Noções Básicas”. c) Apoio a Núcleos Especializados no Fornecimento de Serviços de Assistência Técnica e de Informação em Propriedade Industrial 12 . b) Atividades de Capacitação • Cursos de Capacitação de Abrangência Geral Realização de 20 (vinte) cursos de 40 horas de abrangência geral em “Propriedade Industrial . voltados para as IES e as FAP Realização de 20 (vinte) cursos de 24 horas para orientar pesquisadores quanto aos direitos de propriedade intelectual resultantes das atividades de pesquisa e utilização dos benefícios do sistema de propriedade intelectual. workshops. bem como a capacitação das instituições voltadas à prestação de serviços em propriedade industrial.Marcas e Patentes”.Marcas e Patentes”. objetivando capacitar técnicos e empresários no âmbito das pequenas e médias empresas.Marcas e Patentes”. específicos para complementar a capacitação de multiplicadores no Sistema CNI. • Seminários Regionais Realização de 5 (cinco) seminários regionais de sensibilização sobre o tema “Propriedade Industrial . objetivando capacitar multiplicadores e a disseminar o tema em todo o país. específico para Multiplicadores do Sistema CNI Realização de 6 (seis) cursos de 24 horas. • Vídeo Elaboração de um Vídeo de sensibilização. a serem ministrados de acordo com as características regionais. intitulado “Propriedade Industrial Marcas e Patentes.

principalmente aquelas relativas a recursos humanos e capacidade técnica. como por exemplo móveis. têxteis. em particular nas MPE. a exemplo de modelos já existentes em outros países. a abordagem deverá ser setorial. 5. nas quais as atividades de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico justifiquem o estabelecimento ou expansão de Núcleos Especializados.Atividade desenvolvida por meio de Edital destinado a selecionar cerca de quatro propostas de projeto voltadas à criação ou à consolidação de núcleos especializados no fornecimento de serviços de assistência técnica e informação sobre propriedade industrial e questões associadas. • demonstração de efetiva demanda para os serviços técnicos especializados. contemplando os vários aspectos da propriedade industrial.5. além do apoio à criação ou fortalecimento de núcleos interessados em desenvolver bases de dados especializadas para um setor econômico local importante. Parte importante da estratégia é a consolidação de serviços orientados segundo a demanda industrial. construção civil. por meio de projetos conjuntos entre empresas e Centros de P&D. Os elementos de seletividade serão: • área de atuação e de influência que apresente densidade de atividades produtivas e de comércio. propõe-se implementar ações voltadas ao desenvolvimento de novos conhecimentos e a disseminação da informação em design. A estruturação destes escritórios estratégicos em matéria de propriedade intelectual resultará em mecanismo de articulação. e) Avaliação do Potencial de Entidades Brasileiras para atuarem como Centros Depositários de Microorganismos Avaliação de entidades brasileiras que apresentem potencial para desempenhar o papel de Centros Depositários de material biológico para processamento de patente. d) Escritórios de Desenvolvimento Comercial de Propriedade Intelectual Estabelecimento de cerca de quatro escritórios comerciais por meio de short-list de instituições selecionadas e qualificadas para atuarem como interface entre empresas e instituições de P&D na identificação de resultados de pesquisa com potencial de comercialização. a) Rede de Serviços Tecnológicos em Design Apoiar a implantação e consolidação de Núcleos de Serviços Tecnológicos em design para a indústria. a partir do credenciamento pelo INPI. com foco na informação voltada para a competitividade 13 . Sempre que a localização do núcleo permita. b) Rede de Informação em Design Implantação de um sistema que interconecte em rede os principais atores do processo de geração de conhecimento e de uso das facilidades tecnológicas oferecidas pelo design. Design De forma coerente com as iniciativas já em andamento. reais e potenciais. visando a implantação e a consolidação da cultura do design nas empresas. que certamente impulsionará as atividades nessa área. identificando as que satisfaçam os requisitos e exigências mínimas necessárias.

De forma complementar. com espaço para a veiculação da informação sobre produtos que incorporam o design como ferramenta produtiva. 14 . Este sítio deverá se constituir em uma ferramenta do Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas no campo do design. em conjugação com o programa de bolsas do CNPq. Está implícito a esta proposta a construção de um sítio na Internet sobre as ações e atividades no campo de design no Brasil. buscando uma conjugação do conhecimento em design com questões empresariais locais.das empresas. urbanas e ambientais. c) Apoio à Formação de Recursos Humanos Implantação de cerca de dez cursos de pós-graduação regionalmente distribuídos. os diversos núcleos técnicos existentes no Brasil serão estimulados a oferecer cursos de curta duração voltados à capacitação de recursos humanos das empresas.