2º Teste de Geografia Evolução da população na 2ª metade do século XX

O estudo da população é fulcral para compreender a sua evolução, consequentemente para o planeamento das ações de desenvolvimento a uma escala local, regional e nacional. É possível: - Identificar e prever necessidades; - Estabelecer objetivos, programas e implementar projetos visando a melhoria da qualidade de vida da população (depende da criação de infra estruturas e da possibilidade de acesso à habitação, saúde, educação, etc), - Atenuar as assimetrias socioeconómicas regionais; - Utilizar racionalmente os recursos naturais e minimizar os desequilíbrios ambientais. Este estudo permite a análise das sociedades em termos: demográficas, socioeconómicas. Permitindo conhecer e compreender a sua evolução e as suas tendências.

A População Portuguesa
Para compreender o comportamento demográfico de uma área, independentemente da sua escala de análise – local, regional, comunitária, europeia ou mundial, é necessário conhecer o crescimento real/efetivo, ou seja, perceber o comportamento dos responsáveis pelo aumento, pela diminuição ou pela estagnação da população: - Crescimento natural (nascimentos – óbitos) - Saldo migratório (imigração – emigração) A evolução da população portuguesa no intervalo de dez anos 1991-2001 foi marcada:   Continuo e rápido envelhecimento demográfico Reforço da imigração, que se acentuou na segunda metade da década, a partir de 1996.

1990 até 1920
     Crescimento lento Taxa de Mortalidade elevada 1ª Guerra Mundial Gripe Pneumónica/Espanhola Emigração Brasil

1920 até 1960
    Crescimento acentuando da população Redução da Taxa de Natalidade Aumentou Crescimento natural Redução da Imigração

1960 até 1970      Redução da população Guerra colonial (aumento da taxa de mortalidade) Emigração ilegal (“salto”) Emigração para a Europa ocidental (maioria homens) Diminui o crescimento natural (diminuição da taxa de natalidade) 1970 até 1981    25 de Abril de 1974 -> Grande crescimento Independência das colónias (refugiados/ retornados) Crescimentos naturais mantêm-se 1981 até 1991    Crescimento lento da população Crescimento natural é baixo Taxa de natalidade é baixo 1991 até 2001     Crescimento da população Crescimento natural é baixo Taxa de natalidade é baixo Saldo migratório (Imigração de Leste) – positivo 2001 até 2011     Crescimento lento da população Crescimento natural baixo Taxa de natalidade Esperança média de vida elevada – Aumentou TM geral. É possível concluir que o comportamento demográfico no ano 2005 foi caracterizado:  Manutenção da taxa de natalidade  Aumento da taxa de mortalidade (redução da tminfantil)  Fraco crescimento natural positivo  Redução do saldo migratório  Aumento da longevidade (EMV) .

A taxa de fecundidade reflete-se no Índice Sintético de Fecundidade. etc.Comportamento das variáveis demográficas A natalidade e a mortalidade. Mas a partir de 2011. permite compreender melhor a evolução do crescimento natural. que nos permite ter uma leitura mais concisa e real. Índice de renovação de gerações é o número médio de filhos que cada mulher devia ter durante toda a sua vida para que as gerações pudessem ser substituídas. alimentação. apenas considera a fração da população que pode procriar – as mulheres em idade fértil. Taxa de Natalidade O decréscimo da taxa de natalidade em Portugal. Entre 1991 e 2001 é possível detetar algumas alterações na evolução deste indicador.1. . como as taxas de natalidade e mortalidade. Taxa de Natalidade vs Taxa de Fecundidade A taxa de natalidade considera o total de nados vivos num universo global. educação. independentemente do sexo e da estrutura etária da população. Taxa de fecundidade é o numero total de nados vivos por cada mil mulheres em idade fértil ( 15 – 49 anos) Tf = _____________ x 1000 Índice Sintético de Fecundidade é o número médio de filhos que cada mulher tem durante a sua vida. Como à nascença há mais rapazes que raparigas (105 raparigas para 100 raparigas) o índice tem que ser 2. morrendo os pais. na saúde. a partir de 1995 registou-se uma subida. Aumento das despesas dos filhos. A crescente entrada da mulher no mercado de trabalho. estes possam ser numericamente substituídos. o que traduz uma menor disponibilidade para cuidar e educar os filhos. Causas do decréscimo da taxa de natalidade/fecundidade    Desenvolvimento do planeamento familiar e a generalização da utilização de métodos contracetivos. taxa de natalidade voltou a sofrer um ligeiro decréscimo. apresentando o valor mais elevado em 2000. que continuou a verificar-se nos anos seguintes. Aparentemente seria 2. diminui de 1960 até 2004. por cada mil habitantes. A necessidade de utilizar a taxa de fecundidade. a partir da 2ªmetade do século XX.

particularmente no Noroeste. durante um determinado período de tempo. ao nível regional. tem sofrido um decréscimo progressivo desde 1960 até à atualidade. sobretudo nas cidades. o que por sua vez está relacionado com fatores culturais e religiosos. devido ao prolongamento dos estudos e às dificuldades de acesso ao 1º emprego. . manifestando mesmo elevadas assimetrias entre o Litoral e o Interior. a taxa de mortalidade apresenta. A taxa de mortalidade É o número de óbitos por mil habitantes. Os valores mais elevados ocorreram no Litoral. Taxa de nupcialidade é o número médio de casamentos por cada mil habitantes. E estes valores estão relacionados com o maior número de jovens e com a menor frequência do planeamento dos nascimentos. devido fundamentalmente ao envelhecimento da população. Dificuldades na aquisição de habitação . nas regiões onde esta é mais elevada. é preciso não esquecer que o aumento da mortalidade está também associado a doenças de caráter social e aos acidentes de viação.    Melhoria do nível de vida e a maior preocupação em possuir e manter um maior conforto e qualidade de vida. normalmente um ano. os valores mais baixos. e no Nordeste. A evolução e a distribuição da taxa de natalidade por NUT III revela contrastes ainda mais acentuados. com relevo para o Alto Alentejo. Distribuição geográfica da taxa de mortalidade demonstra uma realidade inversa à da taxa de natalidade. Taxa de divórcio é o número de divórcios por cada mil habitantes. Os jovens continuam a adiar o casamento e atualmente a idade para casar anda á volta dos 25 e os 29 anos. que caracteriza de forma cada vez mais acentuada o interior do país. Aumento da idade do casamento e do nascimento do 1º filho . mais rica e variada  Intensificação dos cuidados primários de saúde e de saneamento básico  Melhoria dos hábitos de higiene pessoal  Melhoria da assistência médica  Melhoria das condições de trabalho (redução do número de horas diárias e melhores condições de segurança) O envelhecimento da população é a principal causa do aumento da taxa de mortalidade. O progressivo decréscimo da taxa de mortalidade deve-se à :  Melhoria da alimentação. Diminuição do nº de casamentos e o aumento do nº de divórcios . Os valores mais baixos registam-se no Alentejo.

As regiões localizadas a Sul. o desenvolvimento médico-sanitário e certas praticas tradicionais características de uma região ou pais. Intracontinentais – quando se realizam para países localizados no mesmo continente. as melhores condições de vida em Portugal traduziram um rápido decréscimo desde indicador. maior desenvolvimento socioeconómico e às melhores condições de acesso à saúde.Indiretamente a tminfantil está relacionada com a diminuição da taxa de fecundidade. . Mas a partir da 2ªmetade do século. A repartição deste indicador materializa as assimetrias manifestadas ao nível das condições de vida e do envelhecimento da população. Há mudança de residência. Melhoria da dieta alimentar das crianças.)   Intercontinentais (transoceânicas) – quando se realizam para países localizados em outros continentes. devido à maior proporção de população jovem. Vacinação. Crescente procura por parte das mães por serviços associados à maternidade. reflete as condições de vida da população. mais rica e variada. Migrações são o deslocamento de pessoas ou grupos humanos que procuram instalar-se noutra região ou noutro país. sobretudo nas áreas ruralizadas. com incidência para Alto Trás-os-Montes registam os valores mais elevados devido ao envelhecimento demográfico e às condições socioeconómicas menos favoráveis. e a Nordeste. . A taxa de mortalidade infantil é um indicador demográfico que reflete as características económicas e sociais. Imigração é a entrada de população no país ou região de destino. devido à:      Melhoria da assistência médico materno-infantil.Os valores mais baixos registam-se no Norte e no Litoral. TMinfantil = _______________ x1000 Os Problemas na Distribuição da População Emigração é a saída de população do país ou região de partida. Melhoria das condições de higiene. Migrações quanto ao espaço: Migrações externas ou internacionais (movimentos populacionais que se efetuam para fora do território nacional. A TMinfantil foi sempre superior nos rapazes. à excepção de Li9sboa.

Temporárias (a população permanece na área de destino.  Económicas – desemprego. sobretudo de países em desenvolvimento. Movimentos pendulares – movimentos diários da população realizados entre o local de residência e o local de trabalho. Êxodo urbano – consiste na saída da população das áreas urbanas para as rurais. Forçadas – a população se vê obrigada a sair da sua terra. podendo ser. perseguição política ou religiosa. É a causa económica que mais tem contribuído para os movimentos migratórios. com a motivação:   Laborais – quando durante vários anos. Migrações quanto ao tempo de duração: Definitivas ou permanentes (quando a população fica na área de chegada por um longo período de tempo ou para sempre). pobreza. a população se desloca para trabalhar. subembrego. permanência e de trabalho no país de destino. guerras. acontece em situações de catástrofes naturais. Quanto à relação com a lei:   Legais ou documentais – o imigrante têm autorização de entrada. a violência. desemprego. quando ocorrem em certas épocas do ano. na mesma altura. Quanto à tomada de decisão:   Voluntárias – surgem por vontade própria. Estas podem ser sazonais. por livre iniciativa da população. perseguições políticas ou religiosas. .Migrações internas (movimentos populacionais que se efetuam dentro do território nacional)    Êxodo rural – consiste em intensos fluxos populacionais das áreas rurais para as áreas urbanas. uma questão de segurança e sobrevivência. de permanência ou de trabalho no país de destino. Turísticas – numa época de um ano as pessoas se deslocam para as áreas balneares para fazerem ferias. para os mais desenvolvidos. por um período inferior a 1 ano. da cidade para o campo. que pode estar associado ao fator económico e de realização profissional. baixo nível de vida levam a população a procurar noutros países ou regiões melhores condições de vida. baixos salários. As causas Motivações das migrações – fuga á pobreza. a guerra. destruição do meio ambiente. Clandestinas ou indocumentadas – o imigrante não tem organização de entrada.

ex.Rejuvenescimento da população Consequências sociais Áreas de partida .diminuição dos salarios aumento do espírito empreendedor e inovador Áreas de chegada Consequências sociais     Dificuldades de integração dos imigrantes. Naturais – catástrofes naturais.Aumento da taxa de mortalidade . existência de regimes políticos ditatoriais têm motivado a população a procurar refúgio no estrangeiro para evitar perseguições e represálias.Envelhecimento da população Áreas de chegada .Aumento da taxa de cresc.  Socioculturais – “fuga de cérebros” (maior realização profissional. obrigam a população a deslocar-se para outro lugar. Consequências Consequências demográficas Áreas de partida . natural . como estudar no exterior ou trabalhar em grandes centros de investigação cientifica ou empresas de vanguarda). por questão de segurança.Recepção de poupanças enviadas pelos emigrantes . secas. contribui para o aumento da saída de pessoas.Diminuição do desemprego .aumento da mão-de-obra .  Religiosas – perseguições religiosas ou os conflitos étnicos têm levado à saída da população para outros países. associada à melhoria da instrução ou á especialização. sobretudo quando a língua constitui um obstáculo à comunicação e em termos culturais são muito diferentes Falta de habitação e aumento dos bairros de lata Conflitos sociais Aumento do racismo e da xenofobia Racismo – um modo de pensar que defende a superioridade de uma raça em relação a outra Xenofobia – sentimento de antipatia pelas pessoas estrangeiras . inundações.Diminuição da mão-de-obra. na generalidade dos setores .Diminuição da taxa de mortalidade .Aumento da população absoluta . sismos.Aumento da taxa de natalidade .Abandono dos campos agrícolas nas áreas rurais . erupções vulcânicas.Diminuição da população absoluta .Diminuição da taxa de crescimento natural .Diminuição da taxa de natalidade .  Bélicas – guerras.

baixos salários. origem/destinos. países como França. falta de emprego e de um bom nível de vida. a partir da década de 60 e 70 do século XX.  Aumento da taxa de analfabetismo  Diminuição do desemprego.Movimentos internos – o êxodo rural O êxodo rural é responsável. Reino Unido. e perfil dos emigrantes. manutenção de relações regulares com Portugal e a facilidade de regresso ao país. As principais motivações que provocaram o desencadeamento do maior e mais importante fluxo emigratório português: a carência de recursos. Luxemburgo. Áreas litorais – chegada de população foi responsável por um certo rejuvenescimento demográfico. pois:   Áreas rurais – saída de população jovem e adulta em idade de procriar e trabalhar provocaram o envelhecimento da população e um menor dinamismo socioeconómico. depois seguiu EUA e a Argentina como destinos principais. Suíça e Holanda. destinos principais Brasil. O 25 de Abril provocou o decréscimo da emigração e mesmo o regresso dos emigrantes portugueses. pela expansão urbana. Após 1973 assistiu-se uma diminuição da emigração (devido à crise económica portuguesa) e um aumento da imigração. Movimentos Externos – Emigração e a Imigração Emigração  I fase (ate 1960) – caracterizada para ser de carácter definitivo e intercontinental.) 1969-1971 imigração ilegal. pela redistribuição da população no espaço nacional e pelos consequentes desequilíbrios demográficos ao nível regional. refletiu-se na melhoria de vida. que levou nas áreas rurais.  II fase (até 1960 até 1973) – caracterizada pela introdução de fluxos emigratórios predominantes intracontinentais. desenvolvimento das redes de transporte e de comunicação. No século . falta de estruturas de apoio às famílias e às atividades socioculturais. os portugueses preferiram os destinos geograficamente mais próximos países industrializados como a Europa Ocidental. Consequências da emigração para Portugal  Diminuição da população ativa. ao abandono dos campos e ao esforço de mecanização dos campos agrícolas. visto que. A emigração é essencialmente transoceânica. sobretudo a de capital estrangeiro. a revolução contribuiu para o fim da guerra colonial. pelo surgimento de mais infra-estruturas de apoio e por um maior dinamismo socioeconómico. provocou uma subida dos salários e o investimento em nova tecnologia na indústria. Alemanha. regime político e a guerra colonial.  Envelhecimento demográfico  Entrada de divisas estrangeiras  III fase (pós 1973) – diversificação dos fluxos migratórios. e com a entrada da CEE em 1986 permitiu a abertura da economia ao exterior. Década de 90 regista-se um novo aumento da emigração e uma diversificação dos destinos.

através de reentrâncias acontecimentos passados como:  Diminuição da taxa de natalidade  Aumento da taxa de mortalidade  Emigração  Guerras  Fomes  Epidemias A partir da estrutura etária. Este período também é caracterizado por uma diversificação dos destinos dos emigrantes:  Regresso à emigração intercontinental. favorece não só a emigração portuguesa para outros países europeus.Abertura ao estrangeiro depois do 25 de Abril .XIX. mais a partir de 2003. é a causa económica. o que leva a um crescimento da população.Entrada na UE . Livre circulação de pessoas. Estruturas etárias e os comportamentos demográficos Estrutura etária – é a constituição da população por idades. através da sua forma e irregularidades:  Identificar a estrutura etária  Conhecer os acontecimentos passados  Fazer projeções futuras . pode-se saber se a população tenderá a aumentar ou diminuir a partir da sua tendência para o envelhecimento ou juventude.Independência das ex-colónias . Imigração .  Manutenção da emigração intracontinental. Classes ocas – classes etárias que representam uma redução do número de efetivos relativamente à classe etária superior.A pressão migratória a nível mundial A principal motivação. Pirâmides etárias – gráficos de barras que representam a repartição da população por idade e sexos. leva a um aumento da % de idosos. deste fluxo imigratório. Portugal tende a tornar-se um país de imigração a par de emigração. A entrada de população no nosso país tem permitido um relativo rejuvenescimento da população. bens e serviços no espaço comunitário permitiu uma maior mobilidade. maior vai ser a esperança media de vida. As pirâmides etárias permitem. Traduzem. e a uma diminuição do crescimento da população. A clandestinidade esta patente quando falamos da população estrangeira (principalmente África e Europa do leste). maior será a percentagem de população jovem.  Quanto menor for a taxa de mortalidade. Por exemplo:  Quanto maior for a taxa de natalidade. Principais foram dos Palop’s e Europa do Leste. também a entrada de cidadãos comunitários do país.

Típica de países desenvolvidos O envelhecimento da população deve-se ao contínuo decréscimo da taxa de natalidade.Típica de países desenvolvidos  População rejuvenescente .EMV baixa (estreitamente para o topo) . Aumento da esperança média de vida:      Melhoria das condições de vida Progressos na medicina Melhoria na assistência médica Aumento da EMV.População jovem .Taxa de mortalidade baixa (topo é largo) .Típica de países em desenvolvimento mais próximo dos países desenvolvidos  População jovem ou decrescente .Diminuição do envelhecimento da população: rejuvenescimento .EMV elevada (alargamento para o topo) . com consequente crescimento da percentagem da população idosa Fato de o aumento da natalidade verificado não ter conseguido compensar o declínio da % de jovens da população Índice de Envelhecimento é o número de idosos por cada cem jovens IE= __________________ A tendência crescente do índice de envelhecimento fica a dever-se ao: .Taxa de natalidade elevada (base é larga) . redução da taxa de mortalidade e ao aumento da EMV.Típica de países em desenvolvimento  Pirâmide adulta ou de transição .Diminuição da taxa de natalidade (base sofre uma diminuição) .População adulta .População envelhecida .Aumento da EMV (ligeiro alargamento para o topo .Taxa de mortalidade baixa (topo é largo) .Grupos etários:  Jovem – 0 aos 14 anos  Adultos – 15 aos 64 anos  Idosos – a partir dos 65 anos Tipos de pirâmides etárias:  Pirâmide jovem ou crescente .Diminuição da taxa de mortalidade (topo sofre um ligeiro aumento) .Aumento da taxa de natalidade (base sofre um aumento) .Taxa de mortalidade elevada (topo é estreito) .EMV elevada (alargamento para o topo) .Taxa de natalidade baixa (base é estreita) .

 Aumento e diversificação do turismo.  O setor primário predomina nas regiões do interior. o que se explica:  Melhoria no nível de vida.  Desenvolvimento dos serviços sociais e de administração pública.  Aumento do número de mulheres nos serviços. .  Expansão do comércio. em busca de mão-de-obra mais barata. Taxa de Atividade é o nº de ativos por cada cem habitantes. TA= ______________ x 100 Taxa de Desemprego é a % de desempregados na população ativa.Envelhecimento pela base é a % de jovens em relação à população total. secundário e terciário. Envelhecimento pelo topo é a % de idosos em relação à população total. O setor terciário – foi o que mais cresceu nas últimas décadas. IDI = ________________________ Índice de dependência total é a relação entre a população dependente (jovem ou idosa) e a população em idade ativa (adulta). O setor primário – é o setor que menos peso tinha em termos de população ativa. Consideram-se também ativos os indivíduos que estão a cumprir o serviço militar obrigatório e desempregados.  Desenvolvimento da educação e da saúde.  Desenvolvimento técnico e tecnológico do setor primário e secundário.  Surgimento de novas atividades. Índice de dependência de jovens é a relação entre a população dos 0 aos 114 anos e a população dos 14 aos 64 anos. O setor secundário – a modernização tecnológica das indústrias e a sua deslocalização para outros países. lazer e cultura. TD = ______________ x100 Setores de Atividade Existem três setores de atividade: primário. IDJ = ________________________ Índice de dependência de idosos é a relação entre a população dos 65 e mais anos e a população dos 15 aos 64. IDT = ______________________ Estrutura ativa População ativa é o conjunto dos indivíduos que exercem uma profissão renumerada.

. onde ainda existem indústrias que necessitam de mão-de-obra intensiva e pouco qualificada. dado que diminui o número de contribuintes e aumenta o número de reformados. A instabilidade profissional se reflete na dificuldade de arranjar o 1º emprego. no trabalho precário e nos baixos salários.  Diminuição da população ativa (sobretudo nas áreas rurais). O setor terciário predomina em Lisboa e Algarve.  O setor secundário é importante nas regiões do Norte e do Centro.  Aumento do índice de dependência de idosos. essencialmente por conta própria. Principais problemas sociodemográficos Os problemas que surgem com o predomínio de uma estrutura etária envelhecida:  Diminuição da taxa de natalidade. A situação perante o emprego O setor primário é o que absorve maior número de idosos que exercem atividade.  Diminuição do espírito empreendedor. pensões.  Aumento dos encargos sociais com reformas. de inovação e modernização.  Diminuição da produtividade económica.  Problemas ao nível do pagamento de pensões e de reformas. assistência médica. Nível de instrução e de qualificação profissional O nível de instrução e qualificação profissional da população portuguesa é baixo.  Aumento da população feminina. o que aumenta os encargos financeiros a suportar pela população ativa. que atualmente predomina no ensino superior. sendo a principal profissão são a de “agricultor ou trabalhador qualificado da agricultura”. O aumento dos alunos inscritos no nível superior deve-se ao:  Aumento da oferta no ensino superior privado.