FACULDADE DE TELÊMACO BORBA

ANÁLISE DO TEOR DE CINZAS DE SERRAGEM DE
EUCALIPTO










Agosto de 2013



FACULDADE DE TELÊMACO BORBA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA
DISCIPLINA DE QUÍMICA DA MADEIRA
ANÁLISE DO TEOR DE CINZAS DE SERRAGEM DE
EUCALIPTO
Professor:
Adriano Borges Martins da
Silva
Alunos:
Dizonet Alves de Lima Junior
Giorgio dos Santos
Marcelo Zezyki Teixeira
Marcos Vidal de Camargo
Agosto de 2013

RESUMO

Este relatório descreve a prática realizada em laboratório com o objetivo
de determinar o teor de cinzas em uma amostra de serragem de eucalipto.
Após uma breve introdução sobre o assunto, são apresentados em
seguida os objetivos geral e específicos, onde o objetivo principal do
experimento é a determinação do teor de cinzas em uma amostra de serragem
de eucalipto. Uma base teórica sobre a determinação de cinzas também é
apresentada antes da apresentação dos métodos e materiais utilizados.
Para a determinação de cinzas totais foi tomado uma amostra de
serragem de eucalipto e levado à estufa para determinação do peso seco da
amostra. Com o peso seco conhecido a amostra foi levada à queima em
aquecedor elétrico para pré-calcinação em cadinho. Depois foi utilizado o calor
produzido em um forno mufla para incineração total da matéria orgânica
presente na amostra, deixando somente os minerais presentes. Com a
determinação do peso final foi possível calcular o teor de cinzas na amostra de
serragem de eucalipto.
Com essa técnica retirada da literatura e aplicada em laboratório foi
determinado o teor de cinzas de uma amostra de serragem de eucalipto nesta
amostra: 0,6% de teor de cinzas sobre o peso seco. O teor de cinzas
encontrado é coerente com o tipo de serragem analisado.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ................................................................................................... 5
OBJETIVOS DO EXPERIMENTO ...................................................................... 6
OBJETIVO GERAL ......................................................................................... 6
OBJETIVOS ESPECÍFICOS ........................................................................... 6
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................................... 7
IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DE CINZAS ..................................................... 7
MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................. 8
RESULTADOS E DISCUSSÕES ..................................................................... 12
CONCLUSÃO ................................................................................................... 13
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 14



INTRODUÇÃO

Cinzas é o termo utilizado para descrever os materiais inorgânicos
presentes em uma amostra. Estes materiais permanecem após a queima da
matéria orgânica. O processo de determinação de cinzas na madeira tem
grande valor no processo de fabricação de polpa celulósica. Uma das razões é
que, durante o processo de polpação, ou cozimento da madeira, em processos
de produção de celulose, os químicos presentes no licor de cozimento reagem
com os inorgânicos presentes na madeira, diminuindo assim a eficiência do
cozimento e outros processos químicos. Outra razão importante é que os
efluentes gerados nesta indústria têm relação direta com os minerais presentes
na matéria-prima principal, a madeira. Em uma industria de celulose e papel,
cerca de 60% dos materiais inorgânicos entram no sistema via madeira
(Freddo, Foelkel, Frizzo, & M., 1999). O teor de cinzas pode variar de uma
espécie para outra, por exemplo, de 0,38% em Eucaliptus grandis, a 0,71%, em
Eucaliptus dunnii. Mesmo conhecendo a espécie, como o teor de cinzas varia
de acordo com a região e com a forma com que a árvore se desenvolve, se faz
necessário analisar o teor de cinzas presentes na madeira. Uma prática é
analisar amostras de cada corte e região onde a árvore se desenvolveu.
Brevemente, uma das formas de analisar o teor de cinzas em uma
amostra consiste em determinar o teor de umidade desta, deixando secar à
temperatura de até 105°C em estufa até o peso constante. Depois, basta
queimar a amostra em uma mufla a temperatura inferior à 1200°C,
normalmente entre 500°C e 900°C, também até peso constante.
Seguem os objetivos geral e específicos para a prática realizada.




OBJETIVOS DO EXPERIMENTO
OBJETIVO GERAL
Determinar o teor de cinzas em uma amostra seca de serragem de
eucalipto.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Determinar o peso da amostra de serragem de eucalipto.
Determinar o teor de umidade da amostra.
Determinar o teor de cinzas da amostra.


FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DE CINZAS

Cinzas totais, ou simplesmente cinzas, é o termo utilizado para
descrever os materiais inorgânicos presentes em uma amostra. Estes materiais
permanecem após a queima da matéria orgânica. Os principais inorgânicos
presentes na madeira são Calcio, Magnésio, Potássio, Fósforo, Manganês,
Alumínio, Sílica, Ferro e, em menores quantidades, Zinco, Cromo, Chumbo,
Mercúrio, Níquel e Cádmio (Freddo, Foelkel, Frizzo, & M., 1999).
Durante o processo de polpação, ou cozimento da madeira, em
processos de produção de celulose, os químicos presentes no licor de
cozimento reagem com os inorgânicos presentes na madeira, diminuindo assim
a eficiência do cozimento. A presença de inorgânicos deve ser combatida em
processos de branqueamento, o que acontece geralmente através de uma
etapa chamada de quelação, com EDTA (ácido etilenodiaminotetracético) ou
DTPA (ácido dietilenotriaminopentacético), em meio levemente ácido. A
presença de alguns inorgânicos pode resultar em reversão de alvura no papel.
Em processos de recuperação química os inorgânicos são recuperados em
várias etapas e processos diferentes. Alguns químicos são lavados
quimicamente, já em forma gasosa, outra parte é recuperada através da
queima em forno de cal. Outra razão importante é que os efluentes gerados
nesta indústria têm relação direta com os minerais presentes na matéria-prima
principal, a madeira. Em uma indústria de celulose e papel, cerca de 60% dos
materiais inorgânicos entram no sistema via madeira (Freddo, Foelkel, Frizzo,
& M., 1999).
O teor de cinzas pode variar de uma espécie para outra, por exemplo, de
0,38% em Eucaliptus grandis, a 0,71%, em Eucaliptus dunnii. Mesmo
conhecendo a espécie, como o teor de cinzas varia de acordo com a região e
com a forma com que a árvore se desenvolve, se faz necessário analisar o teor
de cinzas presentes na madeira.


MATERIAIS E MÉTODOS

Os materiais utilizados para a determinação do teor de cinzas da
serragem de eucalipto:
Balança analítica, conforme figura 1, com precisão de 1 mg, utilizada
para pesagens do cadinho e amostra de serragem de eucalipto.


Figura 1. Balança analítica
Fonte: www.solostocks.com.br

Cadinho de porcelana de forma alta, conforme figura 2, utilizado para
armazenar amostra de papel cartão revestido, para levá-lo a mufla.

Figura 2. Cadinho
Fonte: www.hquimica.webnode.com.br



Mufla com temperatura controlada de 800°C, conforme figura 3, utilizada
para calcinar a amostra de serragem de eucalipto.


Figura 3. Mufla
Fonte: www. leticiabasso.blogspot.com.br

Dessecador, conforme figura 5, utilizado para esfriar a amostra após
retirá-la da estufa ou da mufla.


Figura 5. Dessecador
Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Dessecador

Estufa com temperatura controlada de 105 +- 3°C,conforme figura 7,
utilizada para secar cadinho e a amostra de serragem de eucalipto.


Figura 7. Estufa
Fonte: www.prolab.com.br

Aquecedor elétrico, conforme figura 8, utilizado para pré-calcinar a
amostra de serragem de eucalipto antes de levá-la à mufla.

Figura 8. Aquecedor elétrico
Fonte: www.deutschecuckoos.com.br

Pinça curta ou longa, conforme figura 9, utilizada para retirar e colocar o
cadinho na estufa ou mufla com alta temperatura.

Figura 9. Pinça
Fonte: www.maxlabor.com.br

Os cadinhos foram deixados em estufa para determinação do peso seco.
Retirado e pesado o cadinho em uma balança analítica. Colocado uma amostra
de serragem no cadinho e pesado. Levado cadinho à estufa por
aproximadamente 105°C, por 45 minutos, para retirar umidade da serragem de
eucalipto e do cadinho. Após 45 minutos foram retirados a amostra e o
cadinho, colocando-os no dessecador por 10 minutos para resfriar. Então foi
pesado o cadinho e amostra em balança analítica. O cadinho com a amostra
foi pré-calcinado em um aquecedor elétrico antes de ser levado à mufla. Após
pré-calcinados foram colocados na mufla para calcinação por 30 minutos.
Após os 30 minutos, o cadinho foi retirado da mufla e levado para um
dessecador, para resfriar a amostra novamente por 15 minutos. Então o
cadinho com os resíduos de cinza foram pesados. Os cálculos para determinar
a porcentagem de cinzas totais que restaram no cadinho são mostrados no
próximo item.



RESULTADOS E DISCUSSÕES

Neste capítulo são representados os cálculos referentes à determinação
de cinzas de uma amostra de serragem de eucalipto, como descrito nas seções
anteriores. Com base nos resultados encontrados foram realizados os cálculos
a seguir para determinação do teor de cinzas.
Massas obtidas:
Massa do cadinho (n°6): 45,5124 g
Massa da amostra de serragem de eucalipto: 3,2756 g
Massa do cadinho com amostra seca: 48,4975 g
Massa do cadinho com resíduos de cinza: 45,5323 g
Determinação da umidade da serragem:

( (( ) ( )))



( (() ()))

Determinação da porcentagem de cinzas da serragem de eucalipto:

( (( ) ( )))



( ( ))

Aplicando-se alguns cálculos simples, observa-se que a umidade da
amostra era de 8,9%, e no final do experimento obteve-se uma quantidade de
0,6% de resíduos da massa inicial da amostra. Este resultado é coerente com a
amostra analisada.



CONCLUSÃO

A determinação do teor de cinzas é uma análise simples e de muita
importância no âmbito fabril em geral, especialmente em fábricas de celulose e
papel. Para o tipo de amostra analisada o resultado de 0,6% de teor de cinzas
foi satisfatório.


REFERÊNCIAS

Freddo, A., Foelkel, C. E., Frizzo, S. M., & M., S. M. (1999).
www.ufsm.br/cienciaflorestal/artigos.
Fonte: www.ufsm.br/cienciaflorestal/artigos/v9n1/art17v9n1.pdf
Acessado em 29/08/2013.