Classificação de Áreas e Proteção contra Explosões

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 “Paciente Explode ao ser Operado na Dinamarca”  Copenhague (O Globo, 01.08.78) – “ O Intestino de um paciente explodiu numa sala de cirurgia do Hospital de Velle, na Dinamarca, quando o médico que operava empregou um bisturi elétrico – denunciaram os cirurgiões Niels Jentoet Osnen e Vagn Berg, no último número da revista Boletim Médico, colocada ontem à venda. A operação transcorria normalmente até o momento em que os cirurgiões tentaram usar o bisturi elétrico, cuja faísca em contato com os gases armazenados no intestino o fez explodir imediatamente.Depois de uma série de operações secundárias, o paciente morreu...”
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Classificação de Áreas e Proteção contra Explosões
 Antonio José S. de Souza
 Licenciatura em Eletricidade Uneb  Eletrotécnico

 Tecnólogo em Segurança do Trabalho – Unijorge
 Diretor Técnico ABRACOPEL  Professor SENAI

 Professor IFBA

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 O Problema

Acidentes ocorridos em várias partes do mundo tiveram como origem um equipamento elétrico indevidamente especificado para trabalhar numa área cuja presença de substâncias inflamáveis no ambiente, criava condições especiais para sua ocorrência

 BOSSERT (2001)
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Classificação de Áreas e Proteção contra Explosões
 Competências:  Aplicar normas para classificação de áreas  Instalar instrumentos em áreas classificadas  Realizar manutenção em instrumentos eletrônicos em áreas classificadas  Objetivo Geral:
 Propiciar as bases tecnológicas necessárias para o

desempenho de atividades de instalação, inspeção e manutenção de instrumentos eletrônicos em áreas classificadas
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Conteúdo Formativo:
 Classificação de área;  Definições: atmosfera explosiva – explosão.

 Classificação segundo as normas europeias e normas americanas;  Temperatura de ignição espontânea
 Métodos de proteção:  Prova de explosão (Ex d), pressurizado (Ex p), encapsulado (Ex m), imerso

em óleo (Ex o), enchimento de areia (Ex q), segurança intrínseca (Ex i),
segurança aumentada (Ex e), não acendível (Ex n), proteção especial (Ex s).  Combinação das proteções.
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 Limitadores de energia .  Segurança intrínseca .  Certificação.  Marcação .  Aplicações típicas – barreiras zener – isoladores galvânicos.  Cablagem de equipamento SI .  Origem – energia de ignição. princípios básicos. Aplicação dos métodos de proteção.  Certificação da segurança intrínseca . energia elétrica.  Processo de certificação – certificado de conformidade.  Requisito de construção – requisitos de instalação – montagem de painéis. Antonio José 05/2013 7 .

Aulas:  Dias : 14. 24. 23. 21. 16. 28 Antonio José 05/2013 8 .

artigo 6º e artigo 7º. sobre segurança e saúde dos trabalhadores. em seu Capítulo II (Dos Direitos Sociais). XXIII. incisos XXII. dispõe.Fundamentos Legais A Constituição Federal. especificamente. . XXVIII e XXXIII.

514. de 22 de dezembro de 1977. . de acordo com a redação dada pela Lei 6.Consolidação das Leis do Trabalho – CLT Dedica o seu Capítulo V à Segurança e Medicina do Trabalho.

por meio de normas de saúde. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXII – redução dos riscos inerentes ao trabalho. na forma da lei. Antonio José 05/2013 11 . 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Constituição federal Capítulo II Dos Direitos Sociais Art. insalubres ou perigosas. XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas. higiene e segurança.

Os que trabalharem em serviços de eletricidade ou instalações elétricas devem estar familiarizados com os métodos de socorro a acidentados por choque elétrico. inspecionar ou reparar instalações elétricas. Antonio José 05/2013 12 .Consolidação das Leis de Trabalho • Art. 180 . operar. transmissão. distribuição ou consumo de energia.Somente profissional qualificado poderá instalar. CLT . 181 . 179 .O MTbE disporá sobre as condições de segurança e as medidas especiais a serem observadas relativamente a instalações elétricas em qualquer das fases de produção. • Art. • Art.

Antonio José 05/2013 13 .O artigo 132 do Código Penal estabelece como crime a exposição da vida e da saúde humanas à risco.

Algumas questões iniciais Antonio José 05/2013 14 .

com inclusão das disposições administrativas aplicáveis e cuja observância é obrigatória. ou tratar exclusivamente delas. processo ou método de produção. marcação ou etiquetagem aplicáveis a um produto. Antonio José 05/2013 15 . embalagem. Também pode incluir prescrições em matéria de terminologia. símbolos. Regulamento Técnico: Documento aprovado por órgãos governamentais em que se estabelecem as características de um produto ou dos processos e métodos de produção com eles relacionados.

e cuja observância não é obrigatória. para um uso comum e repetitivo. regras. Antonio José 05/2013 16 . diretrizes ou características para os produtos ou processos e métodos de produção conexos. símbolos. embalagem. ou tratar exclusivamente delas. Norma Técnica: Documento aprovado por uma instituição reconhecida. que prevê. Também pode incluir prescrições em matéria de terminologia. marcação ou etiquetagem aplicáveis a um produto. processo ou método de produção.

no entanto. etiquetagem e embalagem. poderá diminuir sua participação no mercado. a grande diferença entre eles reside na obrigatoriedade de sua aplicação. Se um produto não cumpre as especificações da regulamentação técnica pertinente.  As implicações no Comércio Internacional são diversas. o não cumprimento de uma norma apesar de não inviabilizar a venda. função. ou seja. Tanto normas quanto regulamentos técnicos referem-se às características dos produtos. sua venda não será permitida. tais como: tamanho. forma. Antonio José 05/2013 17 . desempenho.

o sistema métrico decimal francês. o Inmetro Curiosidades: Antonio José 05/2013 18 . na ausência ou omissão destas. montagem. nascia o Instituto Nacional de Metrologia.2 Esta NR se aplica às fases de geração.1. construção. manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e. • Em 1973. distribuição e consumo. Normalização e Qualidade Industrial. as normas internacionais cabíveis. e instituiu o Sistema Internacional de Unidades (S. os atuais IPEM. • Em 1961 foi criado o Instituto Nacional de Pesos e Medidas (INPM). em todo o território nacional.I. incluindo as etapas de projeto. transmissão. operação. • Em 26 de junho de 1862. Dom Pedro II promulgava a Lei Imperial nº 1157 e com ela oficializava.) em todo o território nacional. Normas  A NR-10 Técnicas dá força de lei às Normas Técnicas: 10.

Regulamento x Norma Técnica NR-10 Governo Regulamento O que fazer (Requisitos essenciais) Norma O como fazer NBR 5410 NBR 14039 Sociedade .

. 39  . pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia.078/90)  Também dá força de lei à aplicação das Normas Técnicas:  Art.  12 Antonio José 05/2013 20 . Normalização e Qualidade Industrial  .  VIII . Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços. colocar. qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou.CONMETRO.. se normas específicas não existirem. no mercado de consumo.

Qual é o risco que as áreas classificadas oferecem? Provocam explosões ao entrar em contato com fontes de ignição que podem ser de origem elétrica.Conceitos  Área Classificada:  O que é uma área classificada? É um local ou ambiente sujeito à probabilidade da formação (ou existência) de uma atmosfera explosiva pela presença normal ou eventual de .poeiras/fibras combustíveis. etc.gases/vapores inflamáveis . eletrônico. mecânico. mortos e feridos. eletrostático. Antonio José 05/2013 21 .. deixando com isso destruição..

Antonio José 05/2013 22 .

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 Os equipamentos elétricos por sua própria natureza. Essa fonte de ignição pode ser ocasionada pelo centelhamento normal devido à abertura e fechamento de seus contatos. Antonio José 05/2013 24 . ou ainda por apresentarem temperatura elevada. esta podendo ser intencional (para atender a uma função própria do equipamento) ou provocada por correntes de defeito. podem se constituir em fontes de ignição quando operando em uma atmosfera potencialmente explosiva.

Antonio José 05/2013 25 .  Além disso. chamado de “Classificação de Áreas”. sua montagem e manutenção fossem feitos segundo critérios bem definidos (normas técnicas) que garantissem um nível de segurança aceitável para as instalações. então o desenvolvimento de técnicas de proteção de modo que a fabricação dos aparelhos elétricos. que representa uma avaliação do grau de risco de presença de mistura inflamável da sua unidade industrial. Foi necessário. foram também estabelecidas regras que permitem ao usuário elaborar um desenho.

Com que probabilidade essa substância pode estar presente no meio externo. Antonio José 05/2013 26 . 3. 2.Tipo de substância inflamável que pode estar presente no local. ou seja.Em que extensão essa probabilidade é esperada.Fatores que influem para a Classificação de área 1. quais os limites da área com risco de presença de mistura explosiva.

O triângulo do fogo • Combustível + Comburente + Fonte de ignição • Reação em cadeia Antonio José 05/2013 27 .

O equipamento elétrico responde diretamente pela segurança! Antonio José 05/2013 28 .

altitude. limites de inflamabilidade. Quanto ao local da instalação. 3-condições ambientais (ventilação. temperatura ambiente. 1-tipo de substância inflamável (gás. Antonio José 05/2013 29 .).. vapor. tais como: ponto de fulgor. poeira. é necessário efetuar-se uma análise de diversos fatores que possibilitarão a avaliação do GRAU DE RISCO desse local e da delimitação das áreas sujeitas a esse risco. fibra). índice de explosividade (no caso de poeiras). energia mínima de ignição etc. presença ou não de agentes corrosivos na atmosfera. etc. ponto de ignição. 2-características dessas substâncias.

Antonio José 05/2013 30 . tanques. compressores. bem como condições operacionais desses. vasos etc.). 4-tipo e característica dos equipamentos de processo onde essas substâncias se encontram presentes (bombas.

dentro do qual existe a possibilidade de se encontrar uma mistura explosiva. isto é. selos de bombas e de compressores. comumente chamado de área. válvulas.O que significa avaliar o GRAU DE RISCO? 1-identificar o tipo de substância inflamável que pode estar presente. as partes dos equipamentos de processo onde exista a probabilidade de liberação de material inflamável para o meio externo. acessórios de tubulação etc. 2-identificar as fontes de risco. na verdade indica um espaço tridimensional. Essas partes são: flanges. Antonio José 05/2013 31 . Esse volume. 3-delimitar o volume de influência que essas fontes de risco apresentam para o local..

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 -Estado normal de agregação. Antonio José 05/2013 33 .  Ponto de fulgor (flash Point) e ponto de Combustão.Probabilidades Básicas das substâncias inflamáveis:  -Vaporização  -Convecção. difusão e densidade relativa.

Coeficiente de evaporação de uma substância é uma característica que pode ser utilizada como fator de segurança. expresso em relação ao tempo de evaporação do éter. Convecção. Coeficiente de evaporação indica o tempo necessário que um líquido leva para evaporar completamente sem deixar resíduo. Difusão é a propriedade que possuem os gases e vapores de se misturar devido ao movimento intrínseco de suas moléculas e a convecção. Antonio José 05/2013 34 . Difusão e Densidade relativa Quando os líquidos estão situados em ambiente aberto para a atmosfera eles evaporam completamente numa taxa que será rápida ou lenta em função da capacidade do vapor e do movimento do ar.

 Ponto de Fulgor (flash point) e Ponto de Combustão – o fato de haver uma mistura de vapor e ar acima da superfície do líquido por si só não significa que esta mistura seja inflamável. o enriquecimento do ar com vapor acima da superfície do líquido pode ser tão desprezível que não resulte numa mistura inflamável. Antonio José 05/2013 35 . O estado de agregação em que o material se encontra varia com sua pressão e sua temperatura. Estado Normal de Agregação : sabe-se que um gás pode ser transformado em líquido pela aplicação de um acréscimo de pressão e um decréscimo de temperatura. Quando a evaporação é devida à difusão e a convecção é fraca.

Antonio José 05/2013 36 . Ponto de Fulgor:  Menor temperatura na qual um líquido libera vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável.

vapores.  Antonio José 05/2013 37 . O QUE É UMA ATMOSFERA EXPLOSIVA?  É uma mistura de substâncias inflamáveis na forma de gases. a combustão se propaga provocando a explosão. na presença de uma fonte de ignição. poeiras ou fibras com ar (ou Oxigênio) e quando sob condições atmosféricas.

LSE – Limite Superior de Explosividade Maior concentração de gás misturado com o oxigênio para que tenha potencial de explodir Antonio José 05/2013 38 .LIE – Limite Inferior de Explosividade Concentração mínima de gás misturado com o oxigênio para que tenha potencial de explodir.

LIE vs LSE Antonio José 05/2013 39 .

Ponto de fulgor • Menor temperatura na qual um líquido libera vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável. Antonio José 05/2013 40 .

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8°C (100°F)  Líquido Classe II qualquer líquido que possua ponto de fulgor igual ou superior a 37. Líquido combustível  Líquido que possua ponto de fulgor igual ou maior que 37. Antonio José 05/2013 42 .8°C (100°F) e abaixo de 60 °C (140°F).  Líquido Classe IIA qualquer líquido que possua ponto de fulgor igual ou superior a 60°C (140°F) e abaixo de 93 °C (200°F).  Líquido Classe IIIB qualquer líquido que possua ponto de fulgor igual ou acima de 93°C (200°F).

 Líquido Classe IC líquidos que tenham ponto de fulgor igual ou superior a 22.  Líquido Classe IA líquidos que tenham ponto de fulgor abaixo de 22. Antonio José 05/2013 43 .8°C (100°F).8°C (100°F).8°C (73°F) e ponto de ebulição igual ou superior 37. Líquido inflamável  Líquido que possua ponto de fulgor inferior a 37.8°C (100°F)  Líquido Classe I qualquer líquido tenha ponto de fulgor inferior a 37.8°C (73°F) e ponto de ebulição inferior 37.6 mmHg (40 psia).8°C (100°F) e pressão que não exceda a 2068.8°C (100°F)  Líquido Classe IB líquidos que tenham ponto de fulgor abaixo de 22.8°C (73°F) porem inferior a 37.

estarão sujeitos ao mesmo comportamento que os líquidos das Classes I e II respectivamente. fechados. os líquidos das Classes II e III. Antonio José 05/2013 44 . Nota 1. que não ultrapassem a capacidade individual de 250l. não são considerados para efeitos dessa classificação.  Nota 2.Os líquidos com ponto de fulgor superior a 22.A volatibilidade dos líquidos aumenta com a temperatura. desde que sejam aquecidos acima do seu ponto de fulgor quando serão considerados como líquidos Classe III. O mesmo raciocínio vale para os líquidos que possuam ponto de fulgor acima de 93°C (200°F).8°C (73°F) acondicionados em tambores ou outros recipientes portáteis. Quando aquecidos acima do seu ponto de fulgor.

O ponto de fulgor é decrescido quando o líquido inflamável existe em forma de gotículas ou na forma pulverizada. Particularmente com materiais inflamáveis solúveis em água é possível aumentar o ponto de fulgor pela adição de água. Se a adição é feita com líquidos não inflamáveis. Uma elevação de até 5 K acima da temperatura ambiente é um processo usualmente aceito como suficiente para evitar o aparecimento de uma atmosfera inflamável. Alteração do Ponto de Fulgor  O ponto de fulgor de substâncias inflamáveis pode ser alterado pela adição de outros materiais. Antonio José 05/2013 45 . geralmente há uma elevação do ponto de fulgor.

Temperatura de auto-ignição Temperatura específica de cada substância inflamável. suficiente para causar ignição espontânea com o ar. quando em contato com superfícies quentes. • Antonio José 05/2013 46 .

Atmosferas Explosivas vs Áreas Classificadas Antonio José 05/2013 47 .

Fim Antonio José 05/2013 48 .

 O estudo de classificação de área tem por finalidade mapear e determinar as extensões e abrangências das áreas que podem conter misturas explosivas e. permitir a posterior especificação de equipamentos adequados para cada tipo de área classificada. consequentemente. Classificação da área  Ao se instalar instrumentos em uma planta de processo químico ou em um local onde possam estar presentes produtos inflamáveis. Antonio José 05/2013 49 . dependerão do risco potencial envolvido. as medidas de proteção tomadas e o nível de proteção que elas conferem.

 Classificação da área Observe que todas as áreas de uma instalação ou local industrial são consideradas igualmente perigosas. Por outro lado.  Por exemplo. seria considerada potencialmente perigosa apenas nas proximidades dos tanques ou na tubulação de conexão. uma fábrica em que o metano é mantido ocasionalmente no local dentro de tanques de armazenamento. pois algum gás metano sempre pode estar presente. é necessário tomar precauções somente nas áreas em que um vazamento de gás poderia realmente ocorrer. Nesse caso. Antonio José 05/2013 50 . uma mina de carvão subterrânea é considerada sempre uma área de risco máximo.

CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS Classe de temperatura Quanto maior a classe de temperatura. Antonio José 05/2013 51 . menor a temperatura máxima de superfície para ignição e maior o risco (mais crítico).

Classe de Temperatura Classe de Temperatura NBR IEC Classe de temperatura Temperatura máxima de superfície (oC) Classe de temperatura N EC Temperatura máxima de superfície (oC) T1 450 T1 T2 450 300 280 260 230 215 200 180 165 160 135 120 100 85 T2 300 T2A T2B T2C T2D T3 T3A T3B T3C T4 T4A T3 200 T4 135 T5 T6 100 85 T5 T6 Antonio José 05/2013 52 .

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wmv  Filme sobre deficiência de oxigênio.wmv Antonio José 05/2013 54 . Frentista causa incêndio com o celular.

tanto referentes aos diversos tipos de proteção. Antonio José 05/2013 55 .  As Normas Brasileiras são baseadas na normalização internacional. As Normas Brasileiras  A associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) nesta área possui um grande número de normas aplicáveis a instalações elétricas em atmosferas explosivas. tendo como base as normas da International Electrotechnical Commission (IEC). como a requisitos construtivos gerais e aos procedimentos e requisitos de instalação.

em condições anormais? de atmosfera explosiva maior que 1000  – Acontecer eventualmente. em condições normais?  • ZONA 2  Presença de atmosfera explosiva menor que 10 horas/ano Antonio José 05/2013 56 . Zonas  • A explosão tem potencial para:  – Sempre acontecer?  • ZONA 0  Presença hora/ano.  • ZONA 1  Ocorrência de atmosfera explosiva menor que 1000horas/ ano e maior que 10 horas ano  – Acontecer eventualmente.

como nas minas de carvão onde se encontra basicamente a presença de gás metano. a área será classificada como grupo IIB Antonio José 05/2013 57 . IIB.  Grupo I . IIC de acordo com o gás representado no local da instalação. O grupo é estabelecido em função dos produtos explosivos presentes no processo como Grupo I e Grupo II.instalações subterrâneas.propano Grupo IIB – eteno Grupo IIC – hidrogênio No caso de um produto cuja energia de ignição esteja entre a do´propano e a do eteno. sendo sub-dividido em Grupos IIA.    Grupo IIA .  Grupo II – instalações de superfície.

 Código Norte Americano NEC. quando ainda não existia a normalização brasileira ou internacional. seja em projetos antigos ou em documentação de projetos e de equipamentos importados dos EUA.  Ainda hoje nos defrontamos com a terminologia que era empregada neste código.  O artigo 500 do código norte-americano NEC (National Eletric Code) era utilizado como referência para os estudos de classificação de áreas. Antonio José 05/2013 58 .

Grupo A – acetileno Grupo B – hidrogênio Grupo C.pó de carvão Grupo G. Divisão 1: corresponde às Zonas 0 e 1 Divisão 2: corresponde à Zona 2 O grupo é estabelecido em função dos produtos explosivos no processo. O NEC classifica as áreas em Divisões.  A divisão indica a probabilidade de risco.pós metálicos Grupo F.eteno Grupo D.pós de farináceos inflamáveis.propano Grupo E. podendo ser 1 ou 2. Antonio José 05/2013 59 . Grupos e Classes.

 Classe I: gases e vapores inflamáveis  Classe II: pós  Classe III: fibras Antonio José 05/2013 60 . A Classe indica a natureza do material.

Tabela comparativa entre o código NEC e as Normas ABNT
Tabela Comparativa entre Zonas (ABNT/IEC) e Divisões (NEC)
Ocorrência de Mistura explosiva contínua Ocorrência de mistura explosiva em operação normal Ocorrência de mistura explosiva sob condição anormal

ABNT/IEC NEC

Zona 0 Divisão 1

Zona 1 Divisão 1

Zona 2 Divisão 2

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Substâncias Explosivas e seus Respectivos Grupos

Grupo de acetileno
ABNT/IEC NEC Grupo IIC Grupo A

Grupo de hidrogênio
Grupo IIC Grupo B

Grupo de eteno
Grupo IIB Grupo C

Grupo do propano
Grupo IIA Grupo D

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 Nota:  Esta antiga forma de classificação de áreas, baseada em divisões, foi utilizada até 1995, quando o código NEC passou a sofrer modificações, sendo revisado de forma a adotar a nomenclatura internacional, adotada pela IEC.

 A partir de 1996, o NEC também passou a sistematica de designação das áreas classificadas em Zonas, mantendo ainda a nomenclatura de Divisões.

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Tabela comparativa entre o código NEC e as Normas ABNT
Tabela Comparativa entre Zonas (ABNT/IEC) e Divisões (NEC)
Ocorrência de Mistura explosiva contínua Ocorrência de mistura explosiva em operação normal Ocorrência de mistura explosiva sob condição anormal

ABNT/IEC NEC

Zona 0 Divisão 1

Zona 1 Divisão 1

Zona 2 Divisão 2

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 As Normas brasileiras, seguindo a Normalização Internacional,

 


classificam as áreas de risco como Zona Para trazer algum controle normativo para o setor, portanto, algumas áreas (ou “zonas”) foram classificadas de acordo com a probabilidade de perigo que foi observada. As três zonas são classificadas como: ZONA 0 Na qual uma mistura de ar/gás explosiva está presente permanentemente ou por períodos prolongados ZONA 1 Na qual uma mistura de ar/gás explosiva apresenta probabilidade de ocorrer na operação normal da instalação ZONA 2 Na qual uma mistura de ar/gás explosiva não apresenta probabilidade de ocorrer em operação normal. Nos Estados Unidos, a classificação usada com mais frequência (NEC 500) inclui apenas duas classes, conhecidas como “divisões”.
A Divisão 2 é o equivalente aproximado da zona 2.
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 A Divisão 1 é equivalente às zonas 0 e 1 da Europa, enquanto

“Evitar o perigo é muito melhor do que proteger-se dele”  Proteção Primária Contra explosão O principio primário para se evitar que uma explosão aconteça é evitando a formação de atmosfera explosiva. Pode-se também tentar evitar que ocorra uma ignição, tomando-se certas precauções. De qualquer modo, um princípio universalmente aceito é o que diz: “Evitar o perigo é muito melhor do que proteger-se dele”
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hidrocarbonetos) Antonio José 05/2013 68 . Limites de concentração.  (Trabalho com líquidos inflamáveis cujo ponto de fulgor se     situa suficientemente acima das temperaturas ambientes e de trabalho). (A formação de uma atmosfera inflamável no interior de um equipamento pode ser evitada ou minimizada pela limitação da quantidade de substância inflamável em sua concentração) Inertização. Medidas Primárias:  O não uso de líquidos inflamáveis. (Uso de substância inertes em pó ou nitrogênio.  Aumentando o ponto de fulgor.

 Ventilação Artificial.Ventilação:  Ventilação Natural. Antonio José 05/2013 69 .

 Área classificada é um espaço tri-dimensional na qual uma atmosfera inflamável pode ser esperada estar presente em certa frequência que requeira precauções para o controle das fontes potenciais de ignição incluindo equipamentos elétricos fixos.  IP – parte 15 (2002) Antonio José 05/2013 70 .

 Antonio José 05/2013 71 .

 Antonio José 05/2013 72 .

 Tradicionalmente o assunto “Classificação de Áreas e Instalações Elétricas em Áreas Classificadas” foi sempre de competência dos técnicos em eletricidade.Critérios para a Classificação de Áreas  Classificar uma área significa elaborar um mapa que define. por se tratar de quem na verdade introduz a fonte de ignição nos locais sujeitos à presença de mistura inflamável. Antonio José 05/2013 73 . o volume de risco dentro do qual pode ocorrer uma mistura inflamável. entre outras coisas.

Antonio José 05/2013 74 .

Antonio José 05/2013 75 .

Antonio José 05/2013 76 . que é o orgão internacional de normalização para o setor elétrico.Normas Técnicas  NEC – National Electrical Code – e as publicações do API – American Petroleum Institute  ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas Implantada na década de 80 teve na comissão técnica chamada CTI a função de elaborar as normas brasileiras sobre “equipamentos e instalações elétricas em atmosferas explosivas” com base em normas internacionais IEC – International Electrotechinical Commission.

Influencias das Normas Técnicas  NORMAS  VANTAGEM AO SEGUI-LAS Antonio José 05/2013 77 .

facilitando assim. o intercâmbio comercial Antonio José 05/2013 78 . OBJETIVOS DE UMA NORMALIZAÇÃO  Economia Proporcionar a redução da crescente variedade     de produtos e procedimentos Comunicação Proporcionar meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente. melhorando a confiabilidade das relações comerciais e de serviços Segurança Proteger a vida humana e a saúde Proteção do Consumidor Prover a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos produtos (certificação de produtos) Barreiras Técnicas e Comerciais Evitar a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes países.

telefonia etc.) Antonio José 05/2013 79 .)  Técnicas (ABNT)  Internacionais ou estrangeiras ( ISO. IEC etc. TIPOS DE NORMAS  Regulamentadoras (Governo) – 1978 – 36 normas  Concessionárias (Água. energia elétrica.

água. Anatel. esgoto etc. Embratel etc. Coelba. NORMAS DE CONCESSIONÁRIAS  Concessionárias de serviço público  Eletricidade. Aneel  Servem aos seus propósitos de regulação dos serviços Antonio José 05/2013 80 . Oi.  Embasa.

com a finalidade de formular e executar a política nacional de metrologia. de 11 de Dezembro de 1973  Art. normalização industrial e certificação da qualidade de produtos industriais.966.É Instituído o Sistema Nacional de Metrologia. Normalização e  Qualidade Industrial. HISTÓRIA DA NORMA TÉCNICA NO BRASIL  Lei nº 5. normalização industrial e certificação de qualidade de produtos industriais. 1º .  Parágrafo Único: Integrarão o Sistema entidades públicas ou privadas que exerçam atividades relacionadas com metrologia. Antonio José 05/2013 81 .

Normalização e Qualidade Industrial .É criado. Normalização e Qualidade Industrial. Art. Antonio José 05/2013 82 .CONMETRO. 2º . no Ministério da Indústria e do Comércio. órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia. o Conselho  Nacional de Metrologia.  Parágrafo Único: A composição e o funcionamento do CONMETRO serão definidos no Regulamento desta Lei.

pois será cada vez mais difícil e onerosa se protelada. nos institutos de tecnologia. como bem o demonstra a experiência de outros países. sempre que possível. de 11 de Dezembro de 1973  A Lei 5.  O Sistema proposto visa harmonizar os interesses do consumidor individual. Sua implantação é imperiosa no presente estágio industrial do País. visando a descentralização na execução das atividades inerentes ao Sistema. de 11 de dezembro de 1973 criou o Sinmetro. do consumidor institucional. o Conmetro e o Inmetro. No estabelecimento e operação do Sistema. Lei nº 5. do produtor e do País. nas associações interessadas e nas próprias empresas industriais e comerciais.966. o Conmetro e o Inmetro se apoiarão.966.  Ultimo parágrafo da exposição de motivos que encaminhou o projeto de Lei Antonio José 05/2013 83 .

 Sinmetro  Dentre as organizações que compõem o Sinmetro. (Sistemas da Qualidade.OPP  Antonio José 05/2013 84 . Produtos e Pessoal) – OCC  Organismos de Inspeção Credenciados – OIC  Organismos de Treinamento Credenciados – OTC  Organismo Provedor de Ensaio de Proficiência Credenciado . Sistemas de Gestão Ambiental. as seguintes podem ser relacionadas como principais:  Conmetro e seus Comitês Técnicos  Inmetro Organismos de Certificação Acreditados.

 Laboratórios Credenciados – Calibrações e Ensaios – RBC/RBLE  Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT  Institutos Estaduais de Pesos e Medidas – IPEM  Redes Metrológicas Estaduais Antonio José 05/2013 85 .

Normalização e Qualidade Industrial é um colegiado interministerial que exerce a função de órgão normativo do Sinmetro e que tem o Inmetro como sua secretaria executiva Antonio José 05/2013 86 .Conselho Nacional de Metrologia. Normalização e Qualidade Industrial  Conselho Nacional de Metrologia. Conmetro  Conmetro .

do Meio Ambiente. da Agricultura. das Relações Exteriores.CNI e do Instituto de Defesa do Consumidor . da Defesa.IDEC. da Justiça. Pecuária e do Abastecimento. Antonio José 05/2013 87 . do Trabalho e Emprego. Indústria e Comércio Exterior. da Confederação Nacional da Indústria .                Integram o Conmetro: os ministros: do Desenvolvimento.ABNT. o Presidente do Inmetro os Presidentes: da Associação Brasileira de Normas Técnicas . da Saúde. da Ciência e Tecnologia.

ABNT  Fundada em 1940  Privada. COPANT e AMN e membro da IEC desde a criação da ABNT Antonio José 05/2013 88 . sem fins lucrativos e de utilidade pública  Reconhecida pelo governo brasileiro como único Fórum Nacional de Normalização  Membro fundador da ISO.

Responsável pela gestão do processo de elaboração de normas brasileiras  Signatária do código de boas práticas em normalização da OMC  Certificadora de produtos e sistemas Antonio José 05/2013 89 .

Máquinas e Equipamentos Mecânicos  CB-05 .Metro-Ferroviário  CB-07 . Comitês  CB-01 .Aeronáutica e Espaço Antonio José 05/2013 90 . Embarcações e Tecnologia Marítima  CB-08 .Eletricidade  CB-04 .Automotivo  CB-06 .Mineração e Metalurgia  CB-02 .Navios.Construção Civil  CB-03 .

 CB-09 .Bebidas  CB-14 .Química  CB-11 .Couro e Calçados  CB-12 .Transportes e Tráfego Antonio José 05/2013 91 .Mobiliário  CB-16 .Documentação  CB-15 .Agricultura e Pecuária  CB-13 .Gás Combustível  CB-10 .

 CB-17 .Energia Nuclear  CB-21 . Concreto e Agregados  CB-19 .Isolação Térmica e Impermeabilização  CB-23 .Cimento.Têxteis e Vestuário  CB-18 .Refratários  CB-20 .Computadores e Processamento de Dados  CB-22 .Segurança contra Incêndio Antonio José 05/2013 92 .Embalagem e Acondicionamento  CB-24 .

Odonto-Médico-Hospitalar  ONS-27 .Tecnologia Alimentar  CB-31 .Tecnologia Gráfica  CB-28 .Madeiras  CB-32 .Siderurgia  CB-29 .Equipamentos de Proteção individual Antonio José 05/2013 93 .Celulose e Papel  CB-30 . CB-25 – Qualidade  CB-26 .

Gemas.Gestão Ambiental  CB-39 .Petróleo  CB-35 .Vidros Planos  CB-38 .Acessibilidade Antonio José 05/2013 94 .Implementos Rodoviários  CB-40 . Metais Preciosos  ONS-34 .Joalheria.Análises Clínicas e Diagnóstico in Vitro  CB-37 .Alumínio  CB-36 . CB-33 .

 CB-41 - Minérios de Ferro
 CB-42 - Soldagem

 CB-43 - Corrosão  CB-44 - Cobre
 CB-45 - Pneus e Aros

 CB-46 - Áreas Limpas e Controladas  CB-47 - Amianto Crisotila
 CB-48 - Máquinas Rodoviárias

 CB-49 - Óptica e Instrumentos Ópticos
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 CB-50 - Mat. Equip. e Estruturas Offshore
 ONS-51- Embalagem e Acondicionamento Plásticos  CB-52 - Café

 CB-53 - Normalização em Metrologia
 CB-54 - Turismo  CB-55 - Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e

 Aquecimento
 CB-56 – Carne e Leite  CB-57 – Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos

 ONS-58 – Ensaios Não-Destrutivos
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Norma
 Documento, estabelecido por consenso e aprovado por

um organismo reconhecido, que fornece, para um uso comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando à obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto  Nota:  Convém que as normas sejam baseadas em resultados consolidados da ciência, tecnologia e da experiência acumulada, visando à obtenção de benefícios para a comunidade.  (ABNT ISO/IEC Guia 2)
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 Normas

 As normas podem ser: • • Norma empresa
 • Norma internacional  • Norma regional

 • Norma nacional  • Norma estrangeira

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 Norma empresa

 È o menor nível de abrangência , tendo em vista

que as normas técnicas da empresa tem que cuidar especificamente da atividade da empresa

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 Norma internacional
 São normas destinadas ao uso internacional,

resultantes da ativa participação das nações com interesses comuns.  •ISO (International Organization for Standardization)  • IEC (International Eletrotechnical Comission).

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Hemisfério Americano).Europa).  • AMN (Associação Mercosul de Normalização Mercado Comum do Cone Sul). Antonio José 05/2013 101 .  • CEN (Comitê Europeu de Normalização .  • COPANT (Comissão Pan-americana de Normas Técnicas. Norma Regional  São normas destinadas ao uso regional. elaboradas por um limitado grupo de países de um mesmo continente.

 • ABNT(Brasil). Antonio José 05/2013 102 . elaboradas por consenso entre os interessados em uma organização nacional reconhecida como autoridade  no respectivo país.  • AFNOR (França).  • JISC (Japão)  • BSI (Reino Unido).  • DIN (Alemanha). Norma nacional  São normas destinadas ao uso nacional.

no âmbito da sociedade brasileira.  • JISC (Japão)  • BSI (Reino Unido).  • AFNOR (França). Norma estrangeira  São normas destinadas ao uso nacional.  • DIN (Alemanha). nos seus países de origem. Antonio José 05/2013 103 .

quando instalados nestas áreas devem ser projetados segundo técnicas especiais normalizadas. Antonio José 05/2013 104 . Como aos equipamentos elétricos podem produzir centelhas ou têm suas superfícies aquecidas. processados ou armazenados. As instalações das indústrias do setor químico e petroquímico apresentam áreas onde produtos inflamáveis são continuamente manipulados.

A.Fibras Antonio José 05/2013 105 .Gases e Vapores Inflamáveis  Classe II. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS  VISÃO U.S.  Classe I.Poeiras  Classe III.

 Classe I. sulfeto de hidrogênio. benzol. amônia. ciclopropano.eteno. gasolina. tendo MESG (maximum experimental safe gaps)– interstício máximo experimental seguro menor ou igual a 0. metano. vapores produzidos por líquidos combustíveis. misturados ao ar de modo tal que possam provocar incêndio ou explosão. vapores produzidos por líquidos     combustíveis. benzeno. acetona. propano.45 mm ou MIC – razão de corrente mínima de ignição menor ou igual a 0. vapores produzidos por líquidos inflamáveis ou por líquidos combustíveis. vapores de vernizes. butano. éter etílico. álcool. misturados ao ar de tal modo que possam provocar incêndio ou explosão . etc. Hexano.etc. misturados ao ar de tal modo que possam provocar incêndio ou explosão.40 (exemplo típico hidrogênio). nafta. GRUPO C – gás inflamável. GRUPO D – gás inflamável. gás natural.Gases e Vapores Inflamáveis  GRUPO A – Acetileno  GRUPO B – gás inflamável. Antonio José 05/2013 106 .

em função de ser a um produto altamente tóxico. além de ser mais leve que o ar Antonio José 05/2013 107 . Obs:  Os locais que contêm amônia podem ser considerados como áreas não classificadas ou de menor risco. que exige medidas de proteção contra vazamento.

farinha de trigo. alumínio. tendo mais do que 8% no total de materiais voláteis ou tenham reagido com outros materiais e apresentem risco de explosão. de plásticos. José 05/2013 108 . aspirina.  GRUPO F – poeiras carbonáceas combustíveis. incluindo poeiras de cereais. Pós de carvão. abrasividade e condutividade apresentam risco similar quanto ao uso de equipamentos elétricos.  Exs. de grafite. Antonio etc. Classe II.açúcar. celulose. ovo em pó. de grãos. magnésio e suas ligas comerciais ou outros pós combustíveis. cujo tamanho de suas partículas.Poeiras Combustíveis  GRUPO E – Poeiras metálicas combustíveis. vitamina B1. de processos químicos. poeira de coque  GRUPO G – Poeiras combustíveis não enquadrados nos grupos E e F. vitamina C. goma arábica. algumas resinas termoplásticas. de madeiras.

algodão. fibras de madeira ou outras de risco similar. juta. Classe III – Fibras Combustíveis  FIBRAS COMBUSTÍVEIS ou material flutuante de fácil ignição. sisal. mas que não são prováveis de estar no ar em suspensão em quantidades suficientes para formar mistura inflamável.  Exemplos: rayon. Antonio José 05/2013 109 .

 Antonio José 05/2013 110 . a temperatura marcada não deve exceder a mais baixa temperatura de ignição ou 165°C. a que for menor. No caso de pós orgânicos que podem se desidratar ou carbonizar. Observação:  As Temperaturas marcadas nos equipamentos deverão ser menores do que as temperaturas de ignição dos pós encontrados no ambiente classificado.

juta. mas que não são prováveis de estar no ar em suspensão em quantidades suficientes para formar mistura inflamável. sisal. Antonio José 05/2013 111 . algodão. fibras de madeira ou outras de risco similar. Classe III – Fibras Combustíveis  FIBRAS COMBUSTÍVEIS ou material flutuante de fácil ignição.  Exemplos: rayon.

embora necessária para um trabalho de classificação de áreas. estamos referindo apenas ao tipo de substância que pode estar presente naquela atmosfera.Conceito de Divisão para a Classe I  Quando se mencionam os termos: CLASSE e GRUPO.  Esta informação. não é suficiente. É preciso complementar esses dados com mais duas informações :  Grau de Risco (alto ou baixo) que é esperado existir na respectiva área e a outra é:  Em que extensão esse grau ocorre ( qual o volume desse risco?).   Antonio José 05/2013 112 .

o grau de risco esperado no local é uma informação qualitativa. e são definidos dois graus (alto ou baixo) Antonio José 05/2013 113 . De acordo com a visão americana.

) incluindo ai as tubulações. flanges. com suas válvulas. trocadores de calor. com liberação para o meio externo somente de daria em casos de falha de operação anormal. petroquímica) de modo geral podemos distinguir duas situações distintas que são:  Os produtos inflamáveis estão contidos em recipientes fechados. Neste caso é fácil entender que a probabilidade de que exista produto inflamável externamente a esses equipamentos é BAIXA . Se sobrevoarmos uma unidade industrial (de petróleo. química. Antonio José 05/2013 114 . torres. acessórios de tubulações etc. bombas compressores etc. desses equipamentos de processo (vasos.

ALTA PROBABILIDADE . Antonio José 05/2013 115 . como acontece. por exemplo. ou regiões próximas a respiros de tanques de armazenamento de líquidos inflamáveis (teto fixo). Observam-se duas situações: . admite-se que a probabilidade de haver mistura explosiva externamente ao equipamento é ALTA . . O produto inflamável está em contato direto com a atmosfera em condições normais de operação do equipamentos de processo. com os separadores de água e óleo. Neste caso.BAIXA PROBABILIDADE.

ou periodicamente. em condições normais de operação do equipamento de processo. Continuamente. c. Antonio José 05/2013 116 . simultaneamente. devido a vazamentos provocados por reparos de manutenção frequentes. Frequentemente. Resumo:  Áreas de Classe I Divisão 1 – aquelas em que gases ou vapores podem existir: a. o aparecimento de mistura explosiva e uma fonte de ignição de origem elétrica. intermitente. b. Quando o defeito em um equipamento de processo ou operação incorreta do mesmo provoca.

Locais onde exista um sistema de ventilação forçada.Somente em caso de quebra acidental ou operação anormal do equipamento de processo. Áreas de Classe I Divisão 2 – aquelas em que gases ou vapores podem existir: a. Antonio José 05/2013 117 . b. c.Áreas adjacentes às de Divisão.

ou onde uma falha mecânica. ou ainda no caso em que a poeira combustível seja de natureza elétrica condutiva e esteja presente em quantidade perigosa. dispositivo operacional de proteção ou de outras causas. Antonio José 05/2013 118 . operação anormal de máquinas ou equipamentos de processo podem causar o aparecimento dessa mistura bem como uma fonte de ignição através de falha simultânea do equipamento elétrico.Conceito de Divisão para a Classe II  Divisão 1  Locais onde a poeira combustível pode estar presente no ar sob condições normais de operação em quantidade suficiente para produzir uma mistura inflamável e/ou explosiva.

Antonio José 05/2013 119 . ou possa ser inflamada por operação anormal ou falha de equipamento elétrico. Divisão 2  São os locais onde a poeira combustível não está normalmente no ar em quantidade suficiente para produzir mistura inflamável e/ou explosiva e o acúmulo de poeira é normalmente insuficiente para interferir na operação normal do equipamento elétrico ou outros dispositivos. porém a poeira combustível pode estar no ar como resultado do mau funcionamento de equipamento de processo ou manuseio (infrequente) e onde o acúmulo sobre. dentro ou nas vizinhanças do equipamento elétrico possa ser bastante para a dissipação térmica segura do mesmo.

Conceito de divisão para Classe III  Divisão 1  Locais onde as fibras de fácil ignição ou materiais que as produzem (em suspensão no ar) são manuseadas.  Divisão 2  Locais onde as fibras de fácil ignição são armazenadas ou manuseadas. Antonio José 05/2013 120 . Com exceção. fabricadas ou usadas. em processos de manufatura.

manuseiam e/ou armazenam produtos inflamáveis na forma de poeira tais como industrias químico-farmacêuticas. industrias de alimentos e industrias que trabalham com tecidos.Risco de explosão a partir de Poeiras Combustíveis  Indústrias que processam. madeira. Antonio José 05/2013 121 .  Para que haja risco. principalmente se esses materiais. metais. basta que essas partículas sejam menores que 1mm. assumem dimensões muito pequenas. por força do processo. necessitam de cuidados especiais.

é imprescindível consultar o plano de classificação de áreas da unidade. Diversas normas podem servir como orientação ao profissional habilitado.Figuras de Classificação de áreas  Para a correta especificação dos equipamentos elétricos e eletrônicos aplicados em determinada indústria. responsável pelo estudo de classificação de áreas Antonio José 05/2013 122 . Somente desta forma o projetista da instalação elétrica pode garantir a segurança da instalação e dos usuários.

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Antonio José 05/2013 124 .

Exemplo de Classificação de Área Antonio José 05/2013 125 .

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 Medidas Primárias:

 O não uso de líquidos inflamáveis;
 Aumentando o ponto de fulgor;

 (Trabalho com líquidos inflamáveis cujo ponto de fulgor se

 


situa suficientemente acima das temperaturas ambientes e de trabalho); Limites de concentração; (A formação de uma atmosfera inflamável no interior de um equipamento pode ser evitada ou minimizada pela limitação da quantidade de substância inflamável em sua concentração) Inertização; (Uso de substância inertes em pó ou nitrogênio,hidrocarbonetos)
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Ventilação:
 Um dos fatores mais importantes a ser considerrado é a ventilação pois afetará inclusive no grau de risco da área (Zona ou Divisão)
 Usa-se a ventilação como técnica de proteção para garantir que concentração do produto inflamável esteja sempre abaixo do limite inferior de inflamabilidade.  Ventilação Natural;  Ventilação Artificial;
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 Diferentes técnicas construtivas são aplicadas na fabricação de instrumentos para instalação em áreas classificadas, distinguido-os dos instrumentos de “uso industrial geral”, os quais não são apropriados ou certificados para a aplicação em locais com riscos contendo atmosferas explosivas.

Métodos de Proteção

 Pode-se agrupar estas técnicas em cinco categorias:  contenção  segregação  limitação de energia  segurança aumentada  especiais
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 À PROVA DE EXPLOSÃO (Ex d)  O invólucro de proteção à prova de explosão deve ser capaz de confinar no seu interior qualquer detonação que ocorra. impedindo que a energia decorrente desta explosão se propague para o ambiente externo. Antonio José 05/2013 133 . devido ao ingresso de substância explosiva.  O invólucro à prova de explosão é dimensionado mecânicamente. de forma a resistir à grande pressão interna (pressão de pico) que pode resultar desta detonação interna.

Entradas rosqueadas. rosca NPT. Orelhas de fixação reforçadas Antonio José 05/2013 134 .Caixa a Prova de Explosão tampa fundidas em liga de alumínio de alta resistência mecânica e a corrosão. permitindo entradas rosqueadas em qualquer posição. Facilita o manuseio e a instalação. normalmente fornecidas com rosca gás ou. Superfícies externas e internas completamente lisas. Tampa fixada por meio de parafusos ou dobradiças. a pedido.

Esses invólucros são construídos de forma a. ocorrendo a ignição de uma mistura dentro dele. À prova de explosão:  É um sistema suficientemente resistente e vedado para não propagar uma explosão. resistir mecanicamente à pressão. com tampas roscadas ou parafusadas. e cuja temperatura superficial não provoque a ignição de uma atmosfera explosiva. impedindo que a explosão se propague para o meio externo. Antonio José 05/2013 135 .  Isto implica uma construção robusta.

Antonio José 05/2013 136 .  A largura e comprimento destes interstícios (limitados aos valores normalizados) devem ser suficientes para que o gás se resfrie antes de alcançar o ambiente externo. quando de uma explosão no interior deste. A NBR 5363 especifica os interstícios máximos entre as peças dos invólucros blindados (entre a tampa e a caixa. por exemplo). ou entre o eixo e o furo da tampa do invólucro de um comutador.  Tais interstícios auxiliam no alívio da pressão interna ao invólucro.

0kW para lâmpadas mistas e incandescente.Grupo IIA/IIB/IIC. Capacidade de corrente 10A. Tensão de funcionamento de 105 a 305vca. para instalação em paíneis. · Potência consumida em vazio < 1.Zona 1 e 2 . Potência máxima 1.PARA INSTALAÇÃO EM PAÍNEIS · Relé Fotoelétrico. em áreas classificadas .0W. · Entrada rosqueada de 1”(NPT ou BSP) ou M32 x 1.5. Antonio José 05/2013 137 . RELÊ FOTOELÉTRICO À PROVA DE EXPLOSÃO (Ex d) .

 Materiais à Prova de Explosão Prensa cabos à Prova de Explosão e Segurança Aumentada Antonio José 05/2013 138 .

Unidade Seladora à Prova de Explosão Antonio José 05/2013 139 .

onde o equipamento é construído de forma a não permitir que a atmosfera potencialmente explosiva penetre no equipamento que contém elementos faiscantes ou de superfícies quentes. e não requer nenhuma característica adicional de resistência do invólucro. mas recomenda-se a utilização de dispositivos de alarme que detectam alguma anormalidade da pressão interna do invólucro e desenergizam os equipamentos imediatamente após detectada a falha. que poderiam detonar a atmosfera.  A atmosfera explosiva é impedida de penetrar no invólucro devido ao gás de proteção (ar ou gás inerte) que é mantido com uma pressão levemente maior que a da atmosfera externa. Antonio José 05/2013 140 . PRESSURIZADO (Ex p)  A técnica de pressurização é baseada nos conceitos de segregação.  A sobrepressão interna pode ser mantida com ou sem fluxo contínuo.

construir. ensaiar e marcar um equipamento elétrico pressurizado para uso em atmosfera explosiva Antonio José 05/2013 141 . Os painéis pressurizados Ex-p são construídos baseados nos requisitos da norma NBR IEC 60079-2. a qual fornece especificações necessárias para projetar.

Ex p Antonio José 05/2013 142 .Esquema de Equipamento Pressurizado.

botoeiras com cúpula do contato encapsulado.  Este método pode ser aplicado a reed relé. Antonio José 05/2013 143 . sensores de proximidade e obrigatoriamente nas barreiras zener. e visa evitar o curto circuito acidental. prevendo que os componentes elétricos dos equipamentos sejam envolvidos por uma resina.  Normalmente esse tipo de proteção é complementar em outros métodos. de tal forma que a atmosfera explosiva externa não seja inflamada durante a operação. também é baseado no princípio da segregação.ENCAPSULADO (Ex m)  Este tipo de proteção.

Circuito Eletrônico Encapsulado .Ex m Antonio José 05/2013 144 .

disjuntores e similares com peças móveis.  A segregação é obtida emergindo as partes “vivas” (que podem provocar faíscas ou as superfícies quentes) em um invólucro com óleo. o princípio baseiase na segregação. aconselhado para equipamentos que não requerem manutenção frequente. Normalmente é utilizado em grandes transformadores.IMERSO EM ÓLEO (Ex o)  Também neste tipo de proteção. evitando que a atmosfera potencialmente explosiva atinja as partes do equipamento elétrico que possam provocar a detonação. Antonio José 05/2013 145 .

Transformador Imerso em óleo –Ex o Antonio José 05/2013 146 .

normalmente o pó do quartz ou areia. Antonio José 05/2013 147 . Encontrado como forma de proteção para leito de cabos no piso. quer pela temperatura excessiva das paredes do invólucro ou da superfície.ENCHIMENTO DE AREIA (Ex q)  Similar ao anterior sendo que a segregação é obtida com o preenchimento do invólucro com pó. evitando desta forma inflamar da chama.

Leito de cabos imersos em areia –Ex q Antonio José 05/2013 148 .

 Os mineiros acionavam uma campainha avisando os trabalhadores da superfície. o circuito era considerado seguro. Como a fonte de energia era composta por uma bateria de seis células Leclanche. quando uma explosão em uma mina de carvão mineral provocou a perda de muitas vidas. com baixa tensão e corrente. que os vagões estavam carregados com o minério.  A campainha era acionada por uma ferramenta metálica. que fechava o circuito através de um par de fios distribuídos pelas galerias. começou-se então a analisar a possibilidade da ignição ter sido provocada por uma faísca elétrica. Antonio José 05/2013 149 . no circuito de baixa tensão que era utilizado na época.SEGURANÇA INTRÍNSECA (Ex i)  A origem da segurança intrínseca data do início do século na Inglaterra. Uma comissão foi formada para investigar as causas do acidente.

Antonio José 05/2013 150 .

se não for devidamente limitada.  Estava criado o primeiro órgão de teste e certificação de sistemas de sinalização para minas. Os estudos subsequentes e a aplicação de componentes eletrônicos permitiu a utilização dos conceitos para as indústrias e superfícies. afim de considerar um circuito seguro é a energia que ele armazena. A circulação da corrente no ponto de chaveamento. pode gerar níveis de energia capazes de provocar uma arco elétrico. O conceito de Segurança Intrínseca havia nascido. Antonio José 05/2013 151 . com potência suficiente para detonar uma mistura explosiva. Uma pesquisa posterior provou que o fator mais importante.  No caso da mina a energia estava armazenada no indutor da campainha e nos longos fios de interligação.

tais como: transmissores eletrônicos de corrente.  Em geral pode ser aplicado a vários equipamentos e sistemas de instrumentação. conversores eletropneumáticos. Antonio José 05/2013 152 .  O princípio de funcionamento baseia-se em manipular e estocar baixa energia elétrica. A Segurança Intrínseca é o método representativo do conceito de prevenção da ignição. através da limitação da energia elétrica. chaves-fim-de-curso. quer por efeito térmico ou por faíscas elétricas. pois a energia elétrica só pode ser controlada a baixos níveis em instrumentos. sinaleiros luminosos. etc. que deve ser incapaz de provocar a detonação da atmosfera explosiva.

operados e consertados na presença da atmosfera explosiva. Antonio José 05/2013 153 . o que se diferencia da segurança intrínseca. Princípio de funcionamento  O principio básico da segurança intrínseca apóia-se na manipulação e armazenagem de baixa energia. o principio baseia –se em evitar que a atmosfera explosiva entre em contato com a fonte de ignição dos equipamentos elétricos.  Em outros tipos de proteção. armazenada ou convertida em calor) capaz de provocar a detonacao da atmosfera potencialmente explosiva. onde os equipamentos são projetados para serem instalados. de forma que o circuito instalado na área classificada nunca possua energia suficiente (manipulada.

luminárias. botões de comando. solenóides. terminais e blocos de conexão e principalmente em conjunto com outros tipos de proteção.  Esta técnica pode ser aplicada a motores de indução.SEGURANÇA AUMENTADA (Ex e)  Este método de proteção nos conceitos de supressão da fonte de ignição. faíscas ou superfícies quentes que podem causar a ignição da atmosfera explosiva para a qual ele foi projetado. visando a proteção sob condições de sobrecargas previsíveis. São tomadas ainda medidas adicionais durante a construção. Antonio José 05/2013 154 . com elevados fatores de segurança. não produza arcos. aplicável que em condições normais de operação.

· Atmosferas explosivas · Zona 1 e 2 . NBR IEC 60079-1. etc). E SEG. NBR 9883.AISRR TVDE MEDIÇÃO Instalação em áreas onde haja risco de explosões. refinarias de petróleo.Grupos IIA/IIB/IIC · Grau de Proteção IP-66 · NBR 5363. industrias químicas e petroquímicas. (plataformas. NBR IEC 60079-7 e NBR IEC 60529 Antonio José 05/2013 155 . NBR IEC 60079-0. PAINEL DE INSTRUMENTAÇÃO À PROVA DE EXP. AUMENTADA (Ex d) EM ALUMÍNIO FUNDIDO . NBR 6146.

pois permitem sua instalação em Zonas 1 e 2. não necessitando mais dos eletrodutos metálicos e suas unidades seladoras. Antonio José 05/2013 156 .A normas técnicas prevêem grande flexibilidade para os equipamentos de Segurança Aumentada. onde todos os cabos podem ser conectados aos equipamentos através de pensa-cabos.

 NÃO ASCENDÍVEL (Ex n)  Também baseado nos conceitos de supressão da fonte de ignição. pode-se tornar muito interessante.  Este método os equipamentos não possui energia suficiente para provocar a detonação da atmosfera explosiva. como os de Segurança Intrínseca.  Sua utilização será restrita à Zona 2. o que pode parecer um fator limitante. mas se observar que a maior parte dos equipamentos elétricos estão localizados nesta zona. os equipamentos não ascendível são similares aos de Segurança Aumentada. Antonio José 05/2013 157 . mas não prevêem nenhuma condição de falha ou defeito. onde existe pouca probabilidade de formação da atmosfera potencialmente explosiva.

com uma combinação perfeita para a Segurança Intrínseca. tornando a solução mais simples e econômica. instalados na Zona 2. que manipulam sinais das Zonas 1 e os transmite para a sala de controle.Um exemplo importantes dos equipamentos não ascendível são os multiplex. Antonio José 05/2013 158 .

e possam ser considerados seguros para a instalação em áreas classificadas.PROTEÇÃO ESPECIAL (Ex s)  Este método de proteção. visando não limitar a inventividade humana. de origem alemã. Antonio José 05/2013 159 . não está coberto por nenhuma norma técnica e foi desenvolvido para permitir a certificação de equipamentos que não sigam nenhum método de proteção. por meios de testes e análises do projeto.

impedindo que a mesma se propague e provoque a ignição da atmosfera explosiva existente exteriormente. Técnica de Contenção:  Visa confinar a energia resultante de uma eventual explosão ocorrida no interior do invólucro. Esta técnica resulta nos instrumentos com tipo de proteção a prova de explosão. Neste tipo de instrumento. o gás explosivo pode penetrar no interior e entrar em contato com partes centelhantes acima da temperatura de ignição do gás. Antonio José 05/2013 160 .

 A técnica de pressurização é baseada nos conceitos de segregação. pelo encapsulamento ou pela pressurização do invólucro com o ar ou com gás inerte. onde o equipamento é construído de forma a não permitir que a atmosfera potencialmente explosiva penetre no equipamento que contém elementos faiscantes ou de superfícies quentes. areia ou pó inerte. que poderiam detonar a atmosfera. Técnica de Segregação:  Visa evitar o contato entre uma atmosfera explosiva e possiveis fontes de ignição. A segregação é obtida pela imersão em óleo. Antonio José 05/2013 161 .

que poderiam detonar a atmosfera. Antonio José 05/2013 162 .  A atmosfera explosiva é impedida de penetrar no invólucro devido ao gás de proteção (ar ou gás inerte) que é mantido com uma pressão levemente maior que a da atmosfera externa. onde o equipamento é construído de forma a não permitir que a atmosfera potencialmente explosiva penetre no equipamento que contém elementos faiscantes ou de superfícies quentes. A técnica de pressurização é baseada nos conceitos de segregação.

Antonio José 05/2013 163 .

Normalmente utilizados o encapsulamente em conjunto com outras técnicas de proteção. com os bornes terminais utilizando o tipo de proteção Segurança Aumentada Antonio José 05/2013 164 . sendo utilizada na área elétrica em aplicações como em reatores eletrônicos para luminárias fluorescentes. frequentemente encapsulados. os quais são normalmente imersos em resina.  Exemplo de utilização da técnica de imersão: fusíveis e pequenos transformadores de sinal . Técnica de Imersão:  Geralmente é incompatível com as necessidades construtivas requeridas pelos sistema de instrumentação de campo. como é o cso de solenóides encapsulads em resina.

Antonio José 05/2013 165 .

o princípio baseia-se na segregação. aconselhado para equipamentos que não requerem manutenção frequente. Normalmente é utilizado em grandes transformadores. Também neste tipo de proteção. Antonio José 05/2013 166 . evitando que a atmosfera potencialmente explosiva atinja as partes do equipamento elétrico que possam provocar a detonação.  A segregação é obtida emergindo as partes “vivas” (que podem provocar faíscas ou as superfícies quentes) em um invólucro com óleo. disjuntores e similares com peças móveis.

COMBINAÇÕES DAS PROTEÇÕES  O uso de mais um tipo de proteção aplicado a um mesmo equipamento é uma prática comum. Como exemplo temos: os motores À prova de Explosão com caixa de terminais Segurança Aumentada. Antonio José 05/2013 167 . os botões de comando com cúpula dos contatos separados por invólucro Encapsulado. os circuitos Intrinsecamente Seguros onde a barreira limitadora de energia é montada em um painel pressurizado ou em um invólucro À Prova de Explosão.

Aplicação dos Métodos de Proteção  A aplicação dos métodos de proteção está prevista nas normas técnicas. pois o fator e risco de cada área foi levado em conta na elaboração das respectivas normas. Antonio José 05/2013 168 . e regulamenta as áreas de risco onde os diversos métodos de proteção podem ser utilizados.

bem como da Zona 1 tambem podem ser instalados na Zona 2 Antonio José 05/2013 169 .MÉTODO DE PROTEÇÃO À PROVA DE EXPLOSÃO CÓDIGO Ex d ZONAS 1e2 PRINCÍPIOS Confinamento PRESSURIZADO ENCAPSULADO Ex p Ex m 1e2 1e2 Segregação IMERSÃO EM ÓLEO IMERSO EM AREIA Ex o Ex q Ex ia Ex ib Ex e 1e2 1e2 01e2 1e2 1e2 INTRINSECAMENTE SEGURO SEGURANÇA AUMENTADA Supressão NÃO ASCENDÍVEL ESPECIAL Ex n Ex s 2 1e2 Especial Nota: os equipamentos projetados para a Zona 0 podem ser instalados na zona 1 e 2.

 Tipos de Proteção Ex para Equipamentos  Elétricos e de Instrumentação Antonio José 05/2013 170 .

wmv Antonio José 05/2013 171 . Ataque dos Bueiros no Rio Video Game no Facebook ironiza. objetivo é escapar das explosões[1].

Ambiente com Possibilidade de Formação de Atmosfera Explosiva Antonio José 05/2013 172 .

Ambiente com Possibilidade de Formação de Atmosfera Explosiva Antonio José 05/2013 173 .

Ambiente com Possibilidade de Formação de Atmosfera Explosiva Antonio José 05/2013 174 .

Ambiente com Possibilidade de Formação de Atmosfera Explosiva Antonio José 05/2013 175 .

Ambiente com Possibilidade de Formação de Atmosfera Explosiva Antonio José 05/2013 176 .

Antonio José 05/2013 177 .Minimum Ignition Energy)que abaixo deste valor é impossível se provocar a detonação. energia elétrica  Toda mistura possui uma energia mínima de ignição (MIE .  A figura a seguir compara a curva do Hidrogênio com o Propano. princípios básicos.Origem – Energia de Ignição. ilustrando a energia da fonte de ignição. ou seja. em função da concentração da mistura. que efetivamente provoca a detonação em função da concentração de mistura. ou seja: da quantidade de combustível em relação a quantidade de ar. da quantidade de combustível em relação a quantidade de ar.

Antonio José 05/2013 178 .

a mistura necessita de maiores quantidades de energia para provocar a ignição.  Fora do ponto de menor energia MIE. O ponto que requer menor energia para provocar a detonação é chamado de MIE (Minimum Ignition Energie). sendo também o ponto onde a explosão desenvolve maior pressão. Antonio José 05/2013 179 . ou seja: a energia de ignição é função da concentração da mistura. ou seja a explosão é maior.

acima do limite máximo de explosividade UEL (Upper Explosive Limit). As concentrações abaixo do limite mínimo de explosividade LEL (Lower Explosive Limit) não ocorre mais a explosão pois a mistura está muito pobre ou seja muito oxigênio para pouco combustível. mistura muito rico. também não ocorre mais a explosão devido ao excesso de combustível.  Analogamente quando a concentração aumenta muito. Antonio José 05/2013 180 .

LIE vs LSE Antonio José 05/2013 181 .

tornando a instalação segura permitindo montagens até mesmo na Zona 0. Antonio José 05/2013 182 .  Desta forma mesmo em condições anormais de funcionamento dos equipamentos o circuitos de Segurança Intrínseca não provocam a ignição pois não possui energia suficiente para isto. abaixo do limite mínimo de explosividade dos gases representativos da cada família. considerando assim as concentrações mais perigosas. Os circuitos de Segurança Intrínseca sempre manipulam e armazenam energias.

 Princípios:  O princípio básico de segurança intrínseca é manipular e armazenar baixa energia. de forma que o circuito instalado na área classificada nunca possua energia suficiente (manipulada e armazenada) capaz de provocar a ignição da atmosfera potencialmente explosiva. Antonio José 05/2013 183 .

obtemos a curva ao lado. Energia Elétrica:  Dentro deste princípio. pois quanto maior a periculosidade da mistura menor será a energia necessária para a ignição e menor a potência que pode ser seguramente manipulada. Antonio José 05/2013 184 . desta forma notamos que um equipamento projetado para IIC pode ser utilizado em IIB.  Transportando a energia em potência elétrica. que ilustra as máximas tensões versus as máximas correntes de um circuito Exi. a energia total que o circuito intrinsecamente pode conter deve ser menor que a mínima energia de ignição MIE.  Existem três curvas. uma para cada grupo.

 Analisando a curva podemos notar que a segurança intrínseca pode ser aplicada com sucesso a equipamentos que consomem pouca energia. tornando-se uma opção para a instrumentação. Antonio José 05/2013 185 .

onde temos um contato mecânico proveniente de uma chave liga-desliga que deve acionar um relé auxiliar. imagine a montagem da figura abaixo.  Para tornar claro esta idéia. através de um limitador de energia. LIMITADORES DE ENERGIA  Para uma instalação ser executada com a proteção de Segurança Intrínseca temos que interfacear o elemento de campo com o instrumento de controle / sinalização. montado no painel de controle fora da área classificada Antonio José 05/2013 186 .

 Para tornar claro esta idéia. montado no painel de controle fora da área classificada.  Circuito sem Limite de Energia Antonio José 05/2013 187 .  É fácil prever que com a abertura ou o fechamento do contato irá ocorrer uma centelha elétrica com energia suficiente para inflamar a atmosfera. onde temos um contato mecânico proveniente de uma chave liga-desliga que deve acionar um relé auxiliar. imagine a montagem da figura abaixo.

 Limite de Corrente
 No circulo da figura abaixo acrescentamos um resistor que tem como função limitar a corrente elétrica, o que ainda não é suficiente para eliminar a centelha, apesar de reduzir sua energia.  Circuito com Limite de Corrente Elétrica

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188

 Limite da Tensão:
 Visando limitar a potência, chegamos ao circuito abaixo que possui um resistor ,limitando a corrente, e um diodo zener para limitar a tensão no contato de campo. Desta forma conseguimos eliminar a possibilidade de ignição pela manipulação de energia elétrica em áreas classificadas , logicamente escolhendo os valores do resistor e do diodo zener que mantenham a corrente e a tensão no contato de campo, com os devidos fatores de segurança, que serão discutidos posteriormente.

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189

PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS NO BRASIL  Conforme Portaria INMETRO No. 83/2006, todos os equipamentos elétricos instalados em áreas classificadas devem ser “certificados”.  Esta certificação somente pode ser concedida por entidades credenciadas pelo INMETRO. Desta forma, todo equipamento elétrico instalado em área classificada deve ser acompanhado do certificado correspondente e identificado com sua marcação em local de fácil visualização.  A certificação aplicada a equipamentos para áreas classificadas, é o atestado de que o produto em questão atende as normas e especificações técnicas que regulamentam a matéria.
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 No caso dos equipamentos elétricos a Certificação

de Conformidade, é compulsória porque estes assuntos têm impacto nas áreas de segurança, saúde e meio ambiente. A certificação é feita segundo procedimentos definidos pelo Sistema Nacional de Certificação através de Órgãos de Certificação Credenciados, supervisionados pelo INMETRO e conforme o modelo de certificação N°. 5 da ISO.

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191

 Os Organismos de Certificação Credenciados “OCC” que

atendem os requisitos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Certificação  No caso de produtos fabricados no exterior o próprio fabricante estrangeiro, seu representante legal no Brasil, ou o importador deve se submeter aos procedimentos e requisitos estabelecidos pelas normas em vigor, com exceção das “situações especiais” previstas, que correspondem a:  a) Equipamentos ou componentes elétricos que fazem parte de máquinas, equipamentos ou instalações.

b) Lotes de até 25 unidades cobertas pelo mesmo certificado.

c) Unidades marítimas importadas sujeitas a critérios válidos pelas Sociedades Classificadoras.

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 CERTIFICADORAS NACIONAIS

CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica www.cepel.br/faleconosco/faleconosco.shtm
CERTUSP / IEE www.iee.usp.br UC - União Certificadora www.uciee.org Inmetro: Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial www.inmetro.gov.br ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas www.abnt.org.br ABINEE: Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica www.abinee.org.br

UL do Brasil www.ul-brasil.com
NCC - Certificações do Brasil www.ncc.org.br

 

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193

org Antonio José 05/2013 194 .ansi.iec.uk  IEC: International Electrotechnical Commission www.gov. Certificadoras Internacionais  BASEEFA: Electrical Equipment Certification Service www.ch  ANSI: American National Standards Institute www.hse.

 A legislação atual determinou que todos os equipamentos devem ser certificados para utilização  em áreas classificadas. independentemente de serem ou não fabricadas no País. obrigando cada País a elaborar legislações regulamentando a fabricação a utilização de equipamentos destinados a esta finalidade. CERTIFICAÇÃO PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO  Como as instalações elétricas em atmosferas potencialmente explosivas. órgão subordinado ao Ministério da Justiça. envolvem risco de vidas humanas e patrimônios. Antonio José 05/2013 195 .  No Brasil o órgão legislador é o Conmetro (Conselho Nacional de Metrologia e Normalização Industrial).

Antonio José 05/2013 196 . se os equipamentos atendem as normas e realmente podem ser instalados em atmosferas potencialmente explosivas. onde existem instalações e técnicos especializados para executar os diversos procedimentos solicitados pelas normas. é o Labex no centro de laboratórios do Cepel no Rio de Janeiro. para a elaboração de normas técnicas para os diversos tipos de proteção.  O Inmetro também credencia laboratórios que baseados nas normas técnicas verificam através de ensaios e análises.  Para a segurança intrínseca o único laboratório credenciado até o momento. O processo de certificação é coordenado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia e Normalização Industrial) que utiliza a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). até mesmo realizar explosões controladas com os gases representativos de cada família.

que analisa o projeto. realiza os ensaios e se aprovado. Antonio José 05/2013 197 . conforme ilustra a próxima página.  No momento estamos em um processo de transição visando certificar a linha de produção. ou seja. onde o Certificado teria um prazo de validade e durante este período o Inmetro com o Cepel realizam uma inspeção na linha de fabricação verificando se os processos e os componentes utilizados permanecem os mesmos do protótipo aprovado.  Este processo de certificação é aplicado a todos os tipos de proteção. O processo de certificação utilizado é conhecido como Certificado de Protótipo. todos os produtos fabricados no Brasil deverão possuir seu Certificado com inspeção da fabricação. onde o fabricante encaminha uma amostra do equipamento ao laboratório. inclusive devem ser recolhidas amostras para análises mais detalhadas no laboratório. emite um Relatório de Inspeção e Ensaios com os resultados obtidos encaminhando ao Inmetro para a emissão do certificado.

1 ilustra um certificado de conformidade emitido pelo Inmetro. Antonio José 05/2013 198 . apresentado de uma forma simples para fácil memorização e identificação dos instrumentos. Certificado de Conformidade  A figura 4.Marcação  A marcação é a identificação do equipamento. após os testes e ensaios realizados no laboratório Cepel / Labex:  . que visa informar o tipo de proteção e as condições que deve ser utilizado.

Marcação em equipamentos Ex Marcação de equipamento para atmosfera explosiva conforme a NBR 9518: .

Antonio José 05/2013 200 .

1A ou 25mW. não é necessário a sua certificação. pois eles se subdividemse em:  Equipamentos Simples  Neste grupo estão enquadrados os equipamentos e componentes simples que manipulam e armazenam energia abaixo de 20μJoules.2V. não pode exceder nenhuma das grandezas: 1. A CERTIFICAÇÃO DA SEGURANÇA INTRÍNSECA  A certificação da segurança intrínseca depende do tipo de equipamento. 0. como exemplo podemos citar os sensores passivos (termopares.) Antonio José 05/2013 201 . ou seja.  Como estes equipamentos não possuem energia suficientes para provocar a ignição da atmosfera. termoresistências. etc. potenciômetros.

solenóides. o que permite sua instalação dentro da atmosfera explosiva. válvulas proximidade. sensores de  Estes equipamentos devem ser certificados para verificar os requisitos das normas. além de quantificar o armazenamento de energia nos circuitos internos.  posicionadores. Antonio José 05/2013 202 . visando confirmar a quantidade máxima de energia que seguramente se podem manipular. etc). Equipamentos Intrinsecamente Seguros  São os equipamentos que possuem todos os equipamentos de campo: transmissores de corrente.

os isoladores galvânicos com entradas e saídas intrinsecamente seguras. baseado nas máximas energias que podem ser manipuladas em cada grupo. ou seja. Equipamentos Intrinsecamente Seguros Associados  São os circuitos de interfaceamento dos equipamentos SI (Intrinsecamente Seguros) com os equipamentos comuns NSI (não intrinsecamente seguros). o equipamentos que contém o circuito limitador de energia.  No processo de certificação destes equipamentos são verificados a conformidade do projeto com as normas. cuja fonte deve ser instalada fora da área classificada. como por exemplo as barreiras zener. visando determinar a máxima energia enviada para o equipamento de campo. Antonio José 05/2013 203 .

que informa parâmetros para o equipamento intrinsecamente seguro. PARAMETRIZAÇÃO  A parametrização é um sistema de certificação próprio para a Segurança intrínseca. elemento de campo. visando eliminar a certificação conjunta dos equipamentos permitindo ao usuário livre escolha entre os modelos e fabricantes. limitador de energia. e para os equipamentos intrinsecamente seguros associados. de forma a tornar fácil a verificação de compatibilidade entre eles. Antonio José 05/2013 204 .

 Intrinsecamente Seguro  Ui . Antonio José 05/2013 205 . sem afetar o tipo de proteção.  Ii . sem afetar o tipo de proteção.  Pi .tensão máxima de entrada  Máxima tensão que pode ser aplicada aos terminais intrinsecamente seguros.corrente máxima de entrada  Máxima corrente que pode ser aplicada aos terminais intrinsecamente seguros.potência de entrada  Máxima potência de entrada que pode ser seguramente dissipada internamente no equipamento intrinsecamente seguro de entrada.

capacitância interna máxima  Capacitância interna máxima vista através terminais intrinsecamente seguro de entrada. Ci .tensão máxima  Máxima tensão RMS ou CC que pode ser aplicada aos terminais não intrinsecamente seguros de um equipamento associado. Antonio José 05/2013 206 .indutância interna máxima  Indutância interna máxima vista através dos terminais intrinsecamente seguros de entrada. dos  Li . sem afetar o tipo de proteção.  Um .

 Io .  Po .corrente máxima de curto-circuito  Máxima corrente (Pico ou CC) que pode ser obtida nos terminais intrinsecamente seguros de saída. Intrinsecamente Seguro Associado  Uo . em circuito aberto. Antonio José 05/2013 207 .tensão máxima de circuito aberto  Máxima tensão (Pico ou CC) que aparece nos terminais intrinsecamente seguros de saída. quando em curto-circuito.potência máxima de saída  Máxima potência que pode ser obtida nos terminais intrinsecamente seguros de um equipamentos elétrico.

sem afetar o  tipo de proteção.capacitância externa máxima  Máxima capacitância que pode ser conectado aos terminais intrinsecamente seguros.indutâncica externa máxima  Máxima indutância que pode ser conectada aos terminais intrinsecamente seguros.  Lo . sem afetar  o tipo de proteção. Co . Antonio José 05/2013 208 .

incluindo-se os parâmetros dos cabos de conexão.  • “Adicionalmente. Antonio José 05/2013 209 . a máxima capacitância. (e indutância) do equipamento intrinsecamente seguro. CONCEITO DE ENTIDADE  O conceito de entidade é quem permite a conexão de equipamentos intrinsecamente seguros com seus respectivos equipamentos associados. deve ser maior ou igual a máxima capacitância (e indutância) que pode ser conectada com segurança ao equipamento associado”.  • “A tensão (ou corrente) que o equipamento intrinsecamente seguro pode receber e manter-se ainda intrinsecamente seguro deve ser maior ou igual ao tensão (ou corrente) máxima fornecido pelo equipamento associado”.

Antonio José 05/2013 210 . vamos supor o exemplo da figura abaixo. Aplicação da Entidade  Para exemplificar o conceito da entidade. onde temos um transmissor de pressão Exi conectado a um repetidor analógico com entrada Exi. e para o cabo o fabricante informou a capacitância e indutância por unidade de comprimento.  Os dados paramétricos dos equipamentos foram retirados dos respectivos certificados de conformidade do Inmetro / Cepel.

7 VIo = 98 mAPo = 703 mWLo = 3mHCo = 65 nF Cabo de Interconexão Comprimento 500 m Indutância de 2 mH/Km Lcabo = 1 mH Capacitânica 20 nF/Km Ccabo = 10 nF Antonio José 05/2013 211 .Transmissor de Pressão Br Exia IIC T6 Ui = 38 VIi = 103 mAPi = 0.98 WLi = 0 mHCi = 30 nF Repetidor Analógico Br Exib IIC U0 = 28.

 REQUISITOS DE CONSTRUÇÃO:  A rigidez elétrica deve ser maior que 500 Uef. Antonio José 05/2013 212 .  Quando houver blindagem esta deve cobrir no mínimo 60% da superfície.  O condutor deve possuir isolante de espessura maior que 0. CABLAGEM DE EQUIPAMENTOS SI  A norma de instalação não detalha o suficientemente os requisitos de construção e instalação dos fios e cabos em circuitos intrinsecamente seguros.2 mm.

que passaremos a chamar apenas de cabos SI.  A intenção da isolação é de não permitir que em casos de falhas o limitador de energia seja eliminado do loop Exi. o que certamente provocaria a detonação da atmosfera explosiva. que chamaremos de NSI. é a isolação em relação aos circuitos não intrinsecamente seguros. Visando esclarecer os procedimentos práticos apresentamos as configurações mais indicadas para as fiações intrinsecamente seguras: Antonio José 05/2013 213 . REQUISITOS DE INSTALAÇÃO:  O principal requisito de instalação dos cabos de segurança intrínseca.

através de caneletas separadas. Caneletas Separadas  Os cabos SI podem ser separados dos cabos NSI. Antonio José 05/2013 214 .  Especialmente indicado para as fiações internas de gabinetes e armários de barreiras.

Antonio José 05/2013 215 . desde que devidamente aterradas no mesmo aterramento das estruturas metálicas das áreas classificadas (não precisa ser o aterramento íntegro com impedância menor que 1Ω). Caneletas Metálicas  As caneletas metálicas podem ser usadas para separar as fiações Si da NSI. Normalmente indicado para as bandejas e leitos de cabos.

Antonio José 05/2013 216 .  Caso haja necessidade de aterramento por razões funcionais em outros pontos. deve-se utilizar capacitores cerâmicos inferiores a 1nF/1500V. pode-se utilizar cabos blindados com malha de terra devidamente aterrada no condutor equipotencial. Cabos Blindados  Quando a separação dos cabos em caneletas distintas não for prática. no mesmo ponto que o circuito SI do qual ele faz parte.

 Empregado normalmente em painéis com circuitos SI. devidamente amarrados. Antonio José 05/2013 217 . Amarração dos Cabos  Os cabos SI e NSI podem ser montados em uma mesma caneleta desde que separados com uma distância superior a 50 mm. onde seu encaminhamento através de caneletas não é prático.

deve-se aterrar junto as estruturas metálicas. Antonio José 05/2013 218 . Separação Mecânica  A separação mecânica dos cabos SI dos NSI é uma forma simples e eficaz para a separação dos circuitos.  Quando utiliza-se caneletas metálicas.

Cabos multivias fixo. sem antes um estudo das combinações das possíveis falhas. somente circuitos SI (<60Vp)correndo em núcleos adjacentes. pode ser considerado como não sujeito a falhas. Multicabos  Cabo multivias com vários circuitos SI não deve ser usado em Zona 0. com proteção externa adicional contra danos mecânicos. Antonio José 05/2013 219 .

Antonio José 05/2013 220 . como ilustra as figuras abaixo. aos terminais SI devem ser efetivamente separados dos terminais NSI. onde no interior do painel as fiações SI possuem canaleta própria. MONTAGEM DE PAINÉIS  Em instalações elétricas com circuitos intrinsecamente seguros.

 A separação dos circuitos SI e NSI podem também ser efetivada por placas de separação metálicas ou não. ou por uma distância maior que 50 mm. Antonio José 05/2013 221 .

10 – Falta de Amarração Antonio José 05/2013 Figura 5. uma falha pode ocorrer. Cuidados na Montagem  Além de um projeto apropriado cuidados adicionais devem ser observados nos painéis intrinsecamente seguros.11 – Falta de Separação 222 . pois como ilustra a figura 5.10 onde por falta de amarração nos cabos.11 a falta da placa de separação provocou a falha. Figura 5. Já na figura 5.

cabos. etc) devem ser identificados claramente. Para tal deve-se utilizar a boa prática de se elevar a distância de escoamento da fonte de perturbação.  Os circuitos SI (invólucros. oriundos da proximidade com cabos de alta tensão e corrente. através de placas ou códigos de cores (recomenda-se o azul)  Efeitos de Indução  Nos circuitos intrinsecamente seguros deve-se evitar os efeitos dos campo elétricos ou eletromagnéticos. Requisitos Gerais  deve-se estudar o método de fiação para evitar que um circuito SI entre em contato com o NSI no caso de um fio ser desconectado. além de utilizar técnicas de transposição e blindagem nos cabos dos circuitos SI. terminais. Antonio José 05/2013 223 .

Antonio José 05/2013 224 .  BARREIRAS ZENER  As barreiras zener podem diferenciar-se quanto a disposição dos componentes. APLICAÇÕES TÍPICAS  Neste capítulo iremos ilustrar aplicações típicas dos equipamentos Intrinsecamente Seguros tipo Barreira Zener e Isoladores Galvânicos. ou negativo ou ainda alternado). mas sua função básica é idêntica ao descrito anteriormente. adaptando-se ao tipo de sinal manipulado (contínuo positivo. classificando as aplicações de acordo com a função do elemento do campo.

Antonio José 05/2013 225 . pois o relé se não for devidamente escolhido. acima da tensão da fonte.  Para efeitos operacionais foi introduzido no circuito uma resistência de “loop” de 600 Ω.1 a seguir ilustra um circuito com um contato seco que atua um relé auxiliar. o que pode influir no funcionamento. pode não operar devido a baixa corrente. Contato Seco  A figura 6. sem considerar a resistência da cablagem.  É importante notar que o circuito acrescenta uma resistência “end to end” de 300 Ω (que considera a resistência do fusível e do resistor). protegido pela barreira que possui diodo zener de 28V.

1 – Barreira Zener com Contato Seco Antonio José 05/2013 226 . Figura 6.

19234). Figura 6.2 – Barreira Zener com Sensor Namur Antonio José 05/2013 227 . Sensor de proximidade  Na aplicação com sensores de proximidade tipo Namur. a barreira zener deve ser instalada entre o sensor e o amplificador para os sensores Namur (DIN .  Recomenda-se um teste prático para confirmar o funcionamento operacional do amplificador Namur com a introdução da barreira zener. próprio para instalação em áreas classificadas.

da ordem de 1W o que se torna inviável para os limitadores de corrente resistivos. não é muito encontrada na prática pois estes elementos necessitam de potências mais altas. Solenóides e Sinalizadores  A aplicação da barreiras zener por acionamento.3 – Barreira Zener com Solenóide Antonio José 05/2013 228 . Figura 6.

 Barreiras Zener Antonio José 05/2013 229 .

Barreira Zener com Sinalizador Luminoso Antonio José 05/2013 230 .

 Deve-se analisar ainda a soma das resistências do cabo de conexão com a resistência “end to end” da barreira. Transmissores de Corrente  No caso de transmissores de corrente deve-se escolher a barreira zener de forma que a resistência “end to end”. que não deve ser superior a máxima resistência de loop do transmissor. Antonio José 05/2013 231 . não seja suficiente para causar uma queda de tensão capaz de impedir o funcionamento do transmissor devido a tensão de alimentação estar abaixo do mínimo.

superior ao permitido pelo instrumento de campo. Conversor Eletropneumático  Nas aplicações com conversores deve-se assegurar que a barreira zener não ofereça uma resistência (R “end to end” mais R do cabo). Barreira Zener com Conversor Eletropneumático Antonio José 05/2013 232 .

pois alguns termopares geram sinais positivos e negativos. Termopares  Deve-se utilizar barreiras para sinais alternados. Deve-se ainda certificar-se que o indicador ou controlador conectado ao termopar não será afetado pela introdução de resistência “end to end” da barreira zener. Barreira Zener com Termopares Antonio José 05/2013 233 .

tais como:  Não necessitam de aterramento íntegro (<1 Ω)  Mantém as entradas isoladas eletricamente das saídas  Apresentam maior rejeição de ruídos de modo comum  Possibilitam a conversão em padrões de engenharia Antonio José 05/2013 234 . ISOLADORES GALVÂNICOS  Os isoladores galvânicos são mais complexos em termos de eletrônica. com custo mais elevados comparativamente com as barreiras zener mas em contra partida oferecem mais vantagens práticas.

saída ou entrada e de defeitos  Monitoração de defeitos no circuito de campo com indicação por relé e led  Programação do estado da saída sob defeitos bourn out Antonio José 05/2013 235 . mV e V para sinal em corrente 4-20mA  Indicação de sinais através de display digital  Sinalização de alimentação. Funções adicionais de controle e supervisão. como as citadas abaixo. TP. podem ainda ser encontradas em alguns fabricantes especializados no setor:  Possibilidade de programação do estado normal da saída  Conversão de sinais tipo: PT-100.

 IDENTIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS “Ex” (MARCAÇÃO)  A Portaria INMETRO No. 83/2006 obriga a certificação de todo e qualquer equipamento elétrico a ser instalado em área classificada. e essa certificação obriga também a uma marcação indelével que deve formar parte do corpo do equipamento. Antonio José 05/2013 236 .

Antonio José 05/2013 237 .

Antonio José 05/2013 238 .

REVISÃO Antonio José 05/2013 239 .

Áreas Classificadas .

Atualizada portaria n°83 de 03/04/06. .A Certificação dos Produtos para Instalações em Atmosferas Explosivas é obrigatório. Fiscalizada pelo Inmetro. Regulamentada pela portaria n°176. de 17/07/00.

DIREITO CIVIL (Em caso de sinistro sem vítimas) 3. DO DIREITO AMBIENTAL (Em caso de desastre ambiental) .A “compulsoriedade da certificação” levou todas as normas Ex à condição de “obrigatórias. chegando ao campo do Direito: 1. DIREITO DO TRABALHO E PREVIDENCIÁRIO (Em caso de acidente do trabalho) 2. DIREITO PENAL (Em caso de sinistro com vítimas) 4.

etc Normas Valor da norma Soluções de instalação NEC/API Uso voluntário Ex-d Normas americanas: NEC/API – National Electrical Code/ American Petroleum Institute.No Início Hoje IEC/NBR Uso obrigatório Ex-d. Ex-o. Ex-e. . Normas internacionais: IEC – Internacional Electrotechnical Commission... Ex-n.. Ex-m. Ex-i. Ex-p.

ou simplesmente uma superfície quente.Atmosfera Explosiva É uma mistura de substâncias inflamáveis na forma de gás. a combustão se propaga provocando a explosão. . na qual após a presença de uma fonte de ignição. vapores. poeiras ou fibras com o ar (ou com O2) sob condições atmosféricas.

Conceito da Explosão Com as três condições são encontradas “simultaneamente.” teremos a explosão. .

. vapores ou poeiras). Os pontos principais para classificação das áreas são: -verificar presença de substâncias inflamáveis (gases. limite de inflamabilidade e temperatura de auto inflamação. . como: ponto de fulgor. -verificar características das substâncias presentes.Área Classificada É um local sujeito a “probabilidade” da formação/existência de uma atmosfera explosiva.verificar equipamentos e instalações.

causar o Flash Point. .Ponto de Fulgor É a menor temperatura que um líquido inflamável libera vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável. Exemplo: Álcool Isopropílico (Ponto de fulgor 11°C) Na temperatura de 11°C a quantidade de vapor liberado é suficiente. para caso ocorra uma ignição. Também conhecido como flash point.

Extensão da Área Classificada Dependerá da volatilidade do produto e ventilação .

.Limite de Inflamabilidade Divide-se em 2 faixas: LSI – Limite Superior de Inflamabilidade LII – Limite Inferior de Inflamabilidade Acima desta mistura não há mais explosão.:Butano (Indústrias Gás Combustível) Abaixo desta mistura não há explosão. Ex.

3 100 270 880 64 Benzeno C8H8 (Indústrias produtos de limpeza. tintas) Acetileno C2H2 (Indústrias matérias plásticas.6 33 39 16 3. gás combustível ) Hidrogênio H2 (Indústrias farmacêuticas. adubos) .Substâncias Limites de Inflamabilidade Inferior (%vol) Superior (%vol) Inferior (g/m³) Superior (g/m³) Metano CH4 (Indústrias farmacêuticas.5 4 15 8 82 75. matérias plásticas) 5 1.2 1.

Temperatura máxima Classe de de superfície °C Temperatur a 85 T6 100 T5 135 200 300 450 T4 T3 T2 T1 . a partir da qual uma atmosfera explosiva se inflama.Temperatura de Auto Inflamação É a menor temperatura. os equipamentos são classificados de acordo com temperatura máxima de superfície. Desta forma.

Tintas. Papel e Celulose. Fragrâncias. Distribuidoras de GLP. Adesivos. Petroquímicas. Galerias de Concessionárias. Hospitais. etc. etc . Essências. etc. Farmacêuticas. Comércio. Industriais Têxteis. Fertilizantes. Urbanos Postos de gasolina. Resinas. Borrachas. Madeira. Estações de Tratamento de Esgotos. Usinas de Açúcar e Álcool. Petróleo. Defensivos Agrícolas.Risco de Explosões Gases e Vapores Industriais Químicas. etc. Condomínios. Farmacêuticas. Poeiras Fibras Industriais Alimentícias. Cereais. Vernizes.

separadores. circuitos eletrônicos em geral. contatores. moinhos. • Elétrica: fiações abertas. • Eletrostática: fricção. • Mecânica: esteira. transmissores. etc. luminárias. rolamento.Risco de Explosões As fontes de ignição podem ter as seguintes origens: • Eletrônica: sensores. elevadores. etc. transferência de líquidos inflamáveis. botoeiras. . painéis.

2. 3. Ventilar. Monitorar ausência de inflamáveis. Elevar o Ponto de Fulgor dos inflamáveis. 2. 3. Evitar as faixas de inflamabilidade. Prevenir: 1. Se isto. Inertizar. . não for possível: Proteger os Equipamentos e o Ambiente.Proteção contra Explosão Impedir Área Classificada: 1. Não utilizar Líquidos Inflamáveis (substituir quando possível).

Divisão das Zonas ZONA “0” Local onde a formação de uma mistura explosiva é contínua ou existe por longos períodos. . ZONA “1” Local onde a formação de uma mistura explosiva é provável de acontecer em condições normais de operação do equipamento de processo. ZONA “2” Local onde a formação de uma mistura explosiva é pouco provável de acontecer e se acontecer é por curtos períodos estando ainda associada à operação anormal do equipamento de processo.

Exemplo – Tanque armazenamento .

Exemplo – Unidade de abastecimento .

IIB e IIC Gases/ Norma s ABNT/IEC Grupo Acetileno / Hidrogênio Grupo Eteno Grupo Propan o Grupo IIC Grupo IIB Grupo IIA Em função do MESG (Interstício máximo experimental seguro) . sendo subdividido em 3 subgrupos: IIA.Divisão dos Grupos A Norma IEC existem 2 grupos: GRUPO I Substâncias encontradas em minas subterrâneas (Grisu) GRUPO II Substâncias encontradas em indústrias de superfície.

MESG Equipamentos Exd Interstício máximo experimental seguro O resfriamento dos gases da queima é feito através do interstício. A energia térmica na saída não pode exceder a energia mínima de ignição necessária para inflamar a mistura em volta do equipamento. .

Tipos de Proteção Para Zona 0 ia (segurança intrínseca) Para Zona 1 ib (segurança intrínseca) o (imersos em óleo) p (pressurizados) q (imersos em areia) m (encapsulados) e (segurança aumentada) d (a prova de explosão) Só para Zona 2 n (não acendíveis) .

O certificado deve apresentar data de emissão e validade. . CEPEL e UL do Brasil. UCIEE.Produto Certificado Entidades certificadoras autorizadas pelo INMETRO são: CERTUSP.

Linha Wetzel à Prova de Explosão . Linha de Caixas e Luminárias são fabricados de acordo com normas ABNT NBR IEC 60079-0 e NBR IEC 60079-1. Indicados para aplicação de eletrodutos aço conforme ABNT NBR 5597 e NBR 5598.Exd Os invólucros suportam pressões resultantes de uma explosão interna de gases específicos. de tal forma a não provocar a ignição da mistura gás-ar. existente na atmosfera externa ao invólucro. grupos IIA e IIB. Classificação Zona 1 e Zona 2. de .

Marcação em equipamentos Ex Marcação de equipamento para atmosfera explosiva conforme a NBR 9518: .

Marcação em equipamentos Ex .

Caixas de Ligação à Prova de Explosão .

Dotadas de chassi removível. em chapa de aço. de alta resistência mecânica e à corrosão. . na cor cinza. Dotadas de terminal de aterramento.Caixas de Ligação à Prova de Explosão Corpo e tampa em liga de alumínio Copper Free. que facilitam a manutenção. a pedido. Acabamento em pintura epóxi-poliéster. Entradas rosca BSP ou NPT. As caixas maiores apresentam dobradiças rosqueadas.

Luminárias à Prova de Explosão .

Acabamento em pintura epóxi-poliéster. . Dotadas de terminal de aterramento. Visor em borosilicato. Para lâmpadas incandescente (até 300W). Entradas rosqueadas. na cor cinza. de alta resistência mecânica e à corrosão. mista ou vapor mercúrio (até 250W). a pedido. rosca BSP ou NPT.Luminárias à Prova de Explosão Corpo e grade em liga de alumínio Copper Free.

Caixas de Derivação à Prova de Explosão .

Acabamento em pintura epóxi-poliéster. Entradas a pedido. na cor cinza. . rosqueadas. rosca BSP ou NPT.Caixas de Derivação à Prova de Explosão Corpo e tampa em liga de alumínio Copper Free. Dotadas de terminal de aterramento. de alta resistência mecânica e à corrosão.

Unidades Seladoras à Prova de Explosão .

tampa e bujões em liga de alumínio Copper Free. de alta resistência mecânica e à corrosão.Unidades Seladoras à Prova de Explosão Corpo. a unidade detém a vazão dos gases inflamados pela ignição dentro de uma caixa de ligação. Entradas rosqueadas. Acabamento em pintura epóxipoliéster. para outra caixa.  Instalada. na cor cinza. . rosca BSP ou NPT.20. através dos eletrodutos. Rosca BSP conforme norma ISO 228-1 e 228-2 BSP paralelo ou ANSI B1.1 NPT cônica.

Linha Geral .Wetzel .

Equipamentos Elétricos O grau de proteção de equipamentos elétricos é definido pelas normas NBR6146 e NBR9884. Essas Objetos Água Simbologia para marcação do grau de proteção de equipamentos elétricos .

Equipamentos Elétricos .

Equipamentos Elétricos .

Equipamentos Elétricos .

Equipamentos Elétricos Circuitos à Prova de Falhas .

279 Espaço Confinado (Definição) Área Classificada: Área na qual uma atmosfera explosiva de gás está presente ou na qual é provável sua ocorrência a ponto de exigir precauções especiais para construção. instalação e utilização de equipamento elétrico. .

abrindo ou fechando o circuito) ou anormais (por exemplo. .Equipamento Intrinsecamente Seguro (Ex-i): R L 28 0 C Um equipamento é intrinsecamente seguro quando não é capaz de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para. curtocircuito ou falta à terra). conforme expresso no certificado de conformidade do equipamento. em condições normais (isto é. causar a ignição de uma dada atmosfera explosiva.

.Equipamento à Prova de Explosão (Ex d): É todo equipamento que está encerrado em um invólucro 28 1 capaz de suportar a pressão de explosão interna e não permitir que essa explosão se propague para o meio externo.

abrindo ou fechando o circuito) ou anormais (por exemplo. . conforme expresso no certificado de conformidade do equipamento. em condições normais (isto é. curtocircuito ou falta à terra). causar a ignição de uma dada atmosfera explosiva.28 2 Equipamento Intrinsecamente Seguro (Ex-i): R L C Um equipamento é intrinsecamente seguro quando não é capaz de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para.

283 Equipamento à Prova de Explosão (Ex d): É todo equipamento que está encerrado em um invólucro capaz de suportar a pressão de explosão interna e não permitir que essa explosão se propague para o meio externo. .

.284 Zonas Áreas perigosas são classificadas de acordo com a probabilidade do perigo.

mesa rotativa. Ex. Ex. superfície de líquido inflamável em tanques Área onde é provável ocorrer uma mistura explosiva em operação normal. respiro de tanques de processo. flanges e acessórios de tubulação para líquidos ou gases inflamáveis Zona 1 (gases) Zona 2 (gases) .: Interior de Vaso separador.sala de tanques de lama. Área onde é pouco provável ocorrer uma mistura explosiva condições normais de operação e se ocorrer será por um curto período.: Válvulas.: sala de peneira de lamas.285 Classificação IEC Zona 0 (gases) Definição de Zonas Área onde uma mistura explosiva ar/gás está continuamente ou presente por longos períodos Ex.

ENCAPSULADO “e” . hidrogenio TIPO DE PROTEÇÃO INDICA O TIPO DE PROTEÇÃO QUE O EQUIPAMENTO POSSUI: “d” . T2 (300ºC) T3 (200ºC). existe o tipo de proteção “s” que indica um tipo de proteção “especial”. T6 (85ºC) GRUPO PROTEÇÃO Ex INDICA QUE O EQUIPAMENTO POSSUI ALGUM TIPO DE PROTEÇÃO PARA ATMOSFERA POTENCIALMENTE EXPLOSIVA INDICA O GRUPO PARA O QUAL O EQUIPAMENTO FOI CONSTRUÍDO GRUPO IIC 180 propano GRUPO IIB 60 etileo GRUPO IIA 20 acetileno. . T4 (135ºC) T5 (100ºC).IMERSO EM ÓLEO “i” .PRESSURIZADO “q” .SEGURANÇA AUMENTADA “o” .SEGURANÇA INTRÍNSECA NAS CATEGORIAS “a” e “b” “n” .À PROVA DE EXPLOSÃO “p” .NÃO ACENDÍVEL Ainda.IMERSO EM AREIA “m”.MARCAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS CERTIFICADOS Br Ex ia IIC T6 TEMPERATURA CERTIFICAÇÃO INDICA QUE A CERTIFICAÇÃO É BRASILEIRA INDICA A CLASSE DE TEMPERATURA DE SUPERFÍCIE DO EQUIPAMENTO T1 (450ºC).

2-TRATAR DOS RISCOS COM EQUIPAMENTOS Ex Para Zona 0: Para Zona 1: ia (segurança intrínseca) d (a prova de explosão) e (segurança aumentada) ib (segurança intrínseca) p (pressurizados) o (imersos em óleo) q (imersos em areia) m (encapsulados) Para Zona 2: n (não acendíveis) TODOS OS EQUIPAMENTOS Ex DEVEM SER “CERTIFICADOS” .

EXPLOSÃO DE ÁREA CLASSIFICADA (NR-10) Destruição Mortos Feridos EXPLOSÃO DE CALDEIRA (NR-13) Destruição Mortos Feridos Pelas responsabilidades decorrentes 288 .

ETC) 289 . poeiras ou fibras. MECÂNICA. vapores. podendo ser formada por gases. ELETROSTÁTICA. ELETRÔNICA.Área Classificada: É um local sujeito a “probabilidade” da formação/existência de uma atmosfera explosiva. (DE ORIGEM ELÉTRICA.

1980/84 CT-31 COBEI Década 40/50 1954 1980 Primeiras Plataf. Terminais e Bases) Normas IEC com novas soluções Ex . (20 anos IEC) 2000 2001 Fundação ABP-Ex NR-10 2006 Primeira Refinaria Portaria Inmetro 176 30 anos NEC/API com instalações Ex-d (Todas as Refinarias.

ERA TUDO CLASSIFICADO!! COMO ERA TUDO “CLASSIFICADO”. ERA TUDO FEITO COM INSTALAÇÕES À PROVA DE EXPLOSÃO COMO CONSEQUÊNCIA FINAL. O SEGURO APLICAVA A TAXA PETROQUÍMICA (A MAIS ALTA DO MERCADO) .NEC E API “MAL TRADUZIDAS E MAL APLICADAS” SE O PRODUTO ERA CONSIDERADO “INFLAMÁVEL” A ÁREA ERA CLASSIFICADA COMO CONSEQUÊNCIA.

.

E 4) “QUALIFICAR” OS PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS COM ASSUNTOS Ex POR MEIO DE PROGRAMAS DE TREINAMENTO. 3) APRESENTAR ANUALMENTE UM LAUDO DE REGULARIZAÇÃO (EQUIVALENTE AO DA NR-13). É POR ISTO QUE A NR-10 OBRIGA ÀS EMPRESAS A: 1) IDENTIFICAR OS RISCOS DE EXPLOSÃO EXISTENTES.OS TRABALHADORES PODERÃO SER PENALIZADOS POR AÇÃO OU POR OMISSÃO. 2) TRATAR DESSES RISCOS DA MANEIRA CERTA. 293 .

..E ESTES PODERÃO SER OS TRABALHADORES!!. E A RAZÃO DISTO SERÁ ANALISADA NA PRÓXIMA TRANSPARÊNCIA .

121 (homicídio culposo) Lesões corporais art. A gerência?. O técnico da manutenção?. O engenheiro?.etc. 132 295 .O operador?.Em caso de acidente: quem é o responsável? A alta direção?.. Fundamentos: O Direito Civil (quando sem vítimas) O Direito Criminal (com mortos/feridos) Código Penal Dos atos ilicitos art. 1927 (reparação) Crimes contra as pessoas art. O comprador?. 129 Dolo eventual art. O eletricista?.. 186 (ação ou omissão) Da obrigação de idenizar art.

. colidindo uma contra as outras e contra as paredes de um recipiente ou lugar.Gases Conhecendo nossos inimigos!!! Gás = Caos Partículas se movimentando randomicamente e caoticamente. se dispersa e se mistura rapidamente em um ambiente.

Butano. Amônia. Gás Natural. Gás Sulfídrico Asfixiantes Nitrogênio. depende do tipo de gás que está presente.Riscos Atmosféricos A exata natureza do risco. nós dividimos em três classes: Inflamáveis Metano. Alcool. Argônio. Tóxicos Cloro. . Vapor de Gasolina. Dióxido de Carbono. Monóxido de Carbono. GLP. Hidrogênio. mas em geral.

1% Volume = 1.000 ppm (0.O2 1% volume = 10.9 % Oxigênio 1 % Argônio 0.000 ppm) Riscos Atmosféricos Deficiência de Oxigênio AR ATMOSFÉRICO O ar que respiramos é formado por: 78 % Nitrogênio 20. Maurício Torloni 1 PPM .1% Outros gases = 100% em Volume Fonte: Manual de Proteção Respiratória Prof.

9%  Normal 19.5 % e acima de 23 % em volume. 23.5%  Deficiência de O2 .Monitorando o Oxigênio Níveis de Alarme O2 Os Alarmes de concentração de oxigênio devem ser ajustados para alarmar com valores abaixo de 19.0%  Excesso de O2 20.

(Imediatamente Perigosos à Vida ou à Saúde).5% Volume ao nível do mar. Teores abaixo de 19.Monitorando o Oxigênio Deficiência Oxigênio (Efeitos) IPVS = < 12. coordenação motora prejudicada. possível colapso enquanto consciente mas sem socorro (6 a 10%). paradas respiratórias seguidas de parada cardíaca.5% podem causar: Alteração da respiração e estado emocional. Náusea e vômitos. incapacidade de realizar movimentos. euforia e possível dor de cabeça (10 a 11%). fadiga anormal em qualquer atividade (12 a 16%). (< 6%)= Respiração ofegante. possível inconsciência. Aumento da respiração e pulsação. morte em minutos .

53 (Fonte CETESB) Onde encontramos:  Processos de Combustão  Respiração de grãos e sementes Inertização  Sistemas automáticos de extinção de incêndio  Resultante do processo .Aparência: Gás sem coloração e sem cheiro Dióxido de Carbono – CO2 Asfixiante Simples Se Inalado causará vertigem. Pele cianótica (ou azulada) Limites de Tolerância IPVS 40.000 ppm LT (BRA) 4. sonolência e perda dos sentidos. dor de cabeça.000 ppm Limites de inflamabilidade no ar: NÃO É INFLAMÁVEL Temperatura de ignição NÃO É INFLAMÁVEL Ponto de fulgor NÃO PERTINENTE Densidade relativa do vapor 1.290 ppm LT-TWA(EUA) 5.

.Atmosfera de Risco Gases e Vapores Inflamáveis Princípio da Combustão Os Gases e Vapores Inflamáveis são substâncias que misturadas ao ar e recebendo calor adequado entram em combustão.

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Produtos Inflamáveis  Gás Natural.  Metano (CH4)  Butano (C4H10)  THINNER (líquido usado como solvente. É usado para fazer tintas e vernizes. e para limpar pincéis após o uso)  Gasolina  Álcool .  GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). É uma mistura de hidrocarbonetos derivada do petróleo.

A presença de uma fonte de ignição. A presença de ar em quantidade suficiente.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Princípio da Combustão Para que ocorra a combustão de um gás são necessárias três condições: A presença de gás inflamável em quantidade suficiente. .

305 Atmosfera de risco: (Poeiras Combustíveis) Poeira combustível viável em uma concentração que se encontre ou exceda o Limite Inferior de Inflamabilidade LII ou Lower Explosive Limit LEL). .

306 Atmosfera de risco: (Poeiras Combustíveis) NOTA 1 : Misturas de pós combustíveis com ar somente podem sofrer ignição dentro de suas faixas explosivas as quais são definidas pelo limite inferior de explosividade (LIE) e o limite superior de explosividade(LSE). O LIE está geralmente situado entre 20 e 60 g/m3. (em condições ambientais de pressão e temperatura) ao passo que o LSE situa-se entre 2 e 6 kg/ m3 (nas mesmas condições ambientais de pressão e temperatura) se as concentrações de pó podem ser mantidas fora dos seus limites de explosividade. . as explosões de pó serão evitadas".

A ventilação pode aumentar o risco. resultando num aumento da extensão. pelo movimento de veículos. enquanto gases ou vapores não. . diferentemente dos gases e vapores. não são diluídas por ventilação ou difusão após o vazamento ter cessado. pessoas.307 Atmosfera de risco: (Poeiras Combustíveis) NOTA 2 As camadas de poeiras. as camadas de poeira depositadas podem criar um risco cumulativo. etc. Camadas de poeira podem ser objeto de turbulência inadvertida e se espalhar. criando nuvens de poeira.

O motor não funcionará (não há combustão) se:  não houver faísca.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Para entendermos melhor os limites de inflamabilidade. tomamos como exemplo o funcionamento de um motor a combustão: A faísca é a fonte de ignição. O combustível é comprimido até se tornar vapor. . O oxigênio vai completar a mistura da câmara.  a mistura ar e combustível estiver pobre ou rica.  não houver combustível.

I L.I.S.I. é o ponto onde existe a mínima concentração para que uma mistura de ar + gás/vapor se inflame.S.I. Combustível 0% POBRE L. EXPLOSIVA L.S. é o ponto máximo onde ainda existe uma concentração de mistura de ar + gás/vapor capaz de se inflamar.I.I. L.I.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade L.I e L.I. EXPLOSIVA RICA Muito Gás e pouco Ar 100% Pouco Gás 100%Ar 0% Ar Flare .

S. L.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade 5% 0% POBRE 15% Metano – CH4 100% RICA EXPLOSIVA EXPLOSIVA Metan o L.I. 0% 50 % 100% L.I. L.I.I.I.I.I. = Limite Inferior de Inflamabilidade .

I.I. 0% 100% L. = Limite Inferior de Inflamabilidade .I.I. RICA RICA Hexano C6H14 100% Hexano EXPLOSIVA L.9 % EXPLOSIVA L.I.S.2% 0% POBRE POBRE 6. L.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade 1.I.I.

.Erros Comum. Limites de Inflamabilidade Metano x Hexano 0% 0.9 % RICA 100% Hexano L..2% POBRE EXPLOSIVA 6.I. Cuidado ! 0% 100% Medindo Hexano com um Instrumento calibrado para Metano ALARMES .I.5 % 1.25% POBRE 5% 15% 100% EXPLOSIVA RICA Metano EXPLOSIVA 0% 1.

7% 5% Butano Pentano Hidrogênio Metanol Octano Etano Hexano 1% 3% 1.4% 4% 6.2% Correlação entre L.8% 1.5% 1.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Práticas Seguras .I. dos gases inflamáveis . Metano Propano 1.I.

Os efeitos dos gases tóxicos no organismo humano dependem diretamente da concentração (Risco Imediato) e do tempo de exposição –TWA (Efeito Cumulativo). Monóxido de Carbono (CO) Gás Sulfídrico (H2S) Dióxido de Enxôfre (SO2) Amônia (NH3) Cloro (Cl2) Gás Cianídrico (HCN) .Atmosfera de Risco Gases Tóxicos Os gases tóxicos podem causar vários efeitos prejudiciais à saúde humana.

podemos não perceber sua presença.Monitorando Gases Tóxicos Monóxido de Carbono .CO Aparência: Por não possuir cheiro.97 Onde encontramos:  resultado de queima incompleta de combustíveis  fornos  caldeiras solda  Motores a combustão  Geradores a diesel. nem cor. gasolina  resultante do processo . não prevendo a ventilação do local. Limites de Tolerância IPVS 1200 ppm BRA 39 ppm 25 ppm Limites de inflamabilidade no ar: LSI: 75 % LII: 12 % Temperatura de ignição 609.3 °C Ponto de fulgor NÃO PERTINENTE Densidade relativa do vapor 0.

 mecanismos de dissolução de sulfetos minerais.2 ..Petrobras –E&P-Serv) Limites de Tolerância IPVS 100 ppm BRA 8 ppm TLV(EUA) 10 ppm Limites de Inflamabilidade no ar: LSI: 45% LII: 4.2 °C Ponto de fulgor GÁS INFLAMÁVEL Densidade relativa do vapor 1.Monitorando Gases Tóxicos Aparência: Apresenta cheiro de ovo podre inibe o olfato após exposição. Gas Sulfídrico .H2S Onde encontramos:  industrias de papel  águas subterrâneas água e esgoto decomposição de matéria orgânica vegetal e animal  reservatórios de petróleo e nos campos onde há injeção de água do mar. no interior do reservatório.3% Temperatura de ignição 260. (Fonte: Mario Cesar .. formação bacteriológica. atividade da bactéria redutora de sulfato – BRS.

Sintomas irritação dos olhos. garganta e pulmões tosse Perda da consciência Paralisia respiratória 1.000 ppm Fatal .Monitorando Gases Tóxicos Gas Sulfídrico H2S Considerado um dos piores agentes ambientais agressivos ao ser humano.

agente neutralizador na indústria de petróleo e como preservativo do látex.NH3 Aparência: Sem cor.0% LII: 15.Monitorando Gases Tóxicos Amônia .0 °C Ponto de fulgor NÃO É INFLAMÁVEL NA FORMA ANIDRA Densidade relativa do vapor 0.  corantes e fitas para escrever ou imprimir.6 . Onde encontramos:  industrias de frigoríficos.  Fabricação de fertilizantes  Fabricação de cerâmicas. Cheiro forte e irritante.  na saponificação de gorduras e óleos. na refrigeração. Limites de Tolerância IPVS 300 ppm BRA 20 ppm TLV(EUA) 25 ppm Limites de Inflamabilidade no ar: LSI: 27.5% Temperatura de ignição 651.

Reações tardias fibrose pulmonar. erosão na córnea e cegueira temporária ou permanente. Concentrações mais altas conjuntivite. broncoespasmo. Ingestão Náusea e vômitos inchação nos lábios. Inalação dificuldades respiratórias. eritema e vesiculação. faringe e laringe. catarata e atrofia da retina. dor no peito e edema pulmonar. Contato com a pele dor. queimadura da mucosa nasal.Monitorando Gases Tóxicos Amônia . boca e laringe. pode haver necrose dos tecidos e queimaduras profundas. .NH3 Sintomas Em altas concentrações.

Avaliação Atmosférica Propriedade dos Gases Outras propriedades importantes que temos que conhecer:  Densidade  Ponto de Fulgor  Temperatura de Auto-Ignição .

ou depositar-se nas partes mais baixas do ambiente. irá subir.Propriedades do Gás Densidade Conhecer a densidade de um gás é importante para podermos identificar se este gás . Densidade do ar = 1 Leve ou Pesado ? Densidade < 1 Gás mais leve que o ar Densidade > 1 Gás mais pesado que o ar . ao vazar.

Densidades dos Gases Combustíveis GÁS Ar Hidrogênio Densidade Absoluta (kg/Nm³) 1.05 0.79 0.01 1.29 0.25 0.00 1.07 Metano Etano Eteno (ou etileno) Gás natural de Campos Gás natural de Santos 0.08 2.56 1.48 2.Propriedades do Gás Densidade (Tabela) TABELA 1.64 Gás natural da Bolívia Propano Propeno (ou propileno) n-Butano iso-Butano Buteno-1 GLP (médio) Acetileno 0.97 .09 2.35 1.83 0.91 2.60 1.17 0.91 Monóxido de carbono 1.68 2.09 Densidade Relativa ao ar (adimensional) 1.82 0.58 2.00 0.26 0.72 1.98 0.35 1.56 1.69 2.78 2.61 0.

intrinsecamente seguro. provido de alarme. .Detectores de gases k) utilizar equipamento de leitura direta. calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de rádio-freqüência.

Detectores de gases Equipamentos Elétricos para Áreas Classificadas (Certificação Inmetro) m) em áreas classificadas os equipamentos devem estar certificados ou possuir documento contemplado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade . de 17/12/2000 – Determina a CERTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA dos Equipamentos Elétricos para trabalho em atmosferas explosivas.INMETRO. . A Portaria INMETRO 176.

Detectores de Gases (Princípios de Medição)  Sensores Eletroquímicos (Gases Tóxicos)  Sensores Catalíticos (Gases Inflamáveis)  Infra-vermelho (Gases Inflamáveis – Hidrocarbonetos) .

Detectores de Gases Teste de Resposta dos Detectores j) testar os equipamentos de medição antes de cada utilização Consiste em testar os sensores com gás padrão. . Esta é a única maneira segura de garantir que os sensores estão ativos. assegurando que estes respondem à presença de gás. É de fundamental importância testar os sensores antes de cada aplicação.

treinamentos@gmail.Oi Antonio José 05/2013 327 .Obrigado Antonio José antoniojose.proluz@oi.com.br antoniojose.Tim 71 8630 6787.com 71 9984 1488 –Vivo 71 9211 8103.