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3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 1

lnternet: http//www.part|do-soc|a||sta.pt/part|do/|mprensa/as/ E-ma||: Accao.Boc|a||sta_part|do-soc|a||sta.pt
Director Fernando de Sousa
Nº1022 3 JUNHO 1999 100$ - 0,5

5+1)156)
-
Ouem disse ?
Sociedade & País Sociedade & País
Mais de 370 miI
pessoas beneficiadas
Pensões voItam
a aumentar
O Ooverno acaoa de tomar ma|s
uma med|da com um íorte carác-
ter de |ust|ça soc|a| e que contr|ou|-
rá para me|horar o n|ve| de v|da de
mu|tos c|dadãos com oa|xos ren-
d|mentos. Trata-se do segundo au-
mento extraord|nár|o das pensoes
de ve|h|ce e de |nva||dez e que, se-
gundo dados do lnst|tuto de Oes-
tão F|nance|ra da Begurança Boc|-
a|, deverá aoranger ma|s de 370 m||
pessoas do reg|me gera|. cerca
de cem m|| são reíormadas por
|nva||dez e 270 m|| por ve|h|ce.
Oom esta med|da tomada pe|o m|-
n|stro do Traoa|ho e da Bo||dar|e-
dade Boc|a|, Ferro Podr|gues e||m|-
naram-se em deí|n|t|vo a ex|stenc|a
de reíormados do reg|me gera|
com pensoes m|n|mas de ve|h|ce
e de |nva||dez |níer|ores ao sa|ár|o
m|n|mo nac|ona|. A part|r de agora,
desde que um c|dadão possua
uma carre|ra contr|out|va comp|e-
ta, terá de receoer no m|n|mo um
va|or equ|va|ente a 61300 escudos
||qu|dos, se|a qua| íor o montante
da pensão que antes auíer|a.
De acordo com o M|n|ster|o do Tra-
oa| ho e da Bo| | dar| edade, a
metodo|og|a do aumento das pen-
soes oase|a-se na art|cu|ação do
número de anos de desconto e na
necess|dade de equ|parar estas
pensoes ao sa|ár|o m|n|mo nac|o-
na|. Por esta portar|a, os cerca de
370 c|dadãos oeneí|c|ados vão ter
aumentos percentua| s de
actua||zação das pensoes entre 65
por cento e cem por cento do sa|á-
r|o m|n|mo nac|ona|.
Entretanto, o pr|me|ro-m|n|stro está
ho|e em Oo|on|a (A|emanha) em
ma|s uma reun|ão do Oonse|ho Eu-
ropeu, onde |rá propor que Portu-
ga| organ|ze uma c|me|ra extraor-
d|nár|a dest|nada à questão do
emprego. Essa c|me|ra, segundo a
proposta de Anton|o Outerres, de-
verá ocorrer durante a pres|denc|a
portuguesa da Ün|ão Europe|a, en-
tre Jane|ro e Junho do ano 2000.
Oom esta |de|a, o Ooverno soc|a-
||sta portugues demonstra perante
os seus parce|ros comun|tár|os
uma e|evada preocupação com as
po||t|cas soc|a|s. Pecorde-se que
Anton|o Outerres, na c|me|ra de
Madr|d de 1995, ío| o pr|me|ro che-
íe do Ooverno a deíender a pers-
pect|va de que a |uta contra o de-
semprego deverá ser pr|or|tár|a.
«A UE precisa de reforçar
a coesão socia|, definindo
pro[ectos c|aros e pondo
em prática po|íticas
eficazes de combate à
pobreza e desemprego»
AlIredo Barroso
F·o|essc, 29 oe Va|c
Fogos
Estado apoia equipas privadas de sapadores
Ao Iongo da presente campanha eIeitoraI para
o ParIamento Europeu, António Guterres tem
apresentado três grandes motivos para que os
portugueses votem maciçamente na Iista do
PS: é preciso que exista uma maioria sociaIista
em Estrasburgo para defender a Europa
sociaI, do emprego e continuar a aposta no
aprofundamento da união poIítica; porque a
Iista do PS tem maior quaIidade e meIhor
conhecimento dos «dossiers» comunitários do
que as restantes, cujos cabeças-de-Iista vivem
num cIima de obsessão em reIação à
candidatura europeia de Mário Soares; e
porque dar força a Mário Soares em PortugaI,
é dar mais força a PortugaI na Europa e mais
força à Europa no mundo.
Mar|a de Be|em apresentou
Estratégia 1998-2002
Baúde, um comprom|sso· e o nome da
·Estrateg|a de saúde para o v|rar do
secu|o·, apresentada, no passado d|a
26, em L|sooa, pe|a t|tu|ar da pasta,
Mar|a de Be|em.
A estrateg|a do sector ate 2002
apresenta como pr|or|tár|as as áreas
de saúde reprodut|va, as cr|anças e
ado|escentes e os |dosos.
Em coníerenc|a de lmprensa, Mar|a de
Be|em sa||entou os aspectos que
cons|derou ma|s s|gn|í|cat|vos do
documento, o qua| aorange os anos
entre 1998 e 2002.
A |de|a da íormação de equ|pas de
sapadores í|oresta|s para proteger as
propr|edades de part|cu|ares e da cr|ação
de emprego por parte da |n|c|at|va pr|vada
com um apo|o estata| de 85 por cento
dos |nvest|mentos ío| |ançada pe|o
secretár|o de Estado ad|unto do m|n|stro
da Adm|n|stração lnterna, Armando \ara,
no passado d|a 28 de Ma|o, em Oo|mora.
As pr|me|ras 50 equ|pas de sapadores
í|oresta|s estão a receoer íormação e
representam um dos reíorços dos me|os
de comoate aos |ncend|os este ano,
aí|rmou \ara.
ACÇÃO SOClALlSTA 2 3 JÜNHO 1999
A SEMANA
ED/7OR/AL A DlRECÇÁO
MEMÓR/A$ ACÇÁO SOClALlSIA EM 1981
$EMANA
HospitaI de Coimbra entre os meIhores do mundo
Esmagadora maioria das praias portuguesas
tem água de quaIidade
Defesa
Jaime Gama sucede a Veiga Simão
O Berv|ço de Neuro|og|a dos Hosp|ta|s Ün|-
vers|tár|os de Oo|mora ío| c|ass|í|cado pe|a
Food and Drug Adm|n|strat|on, o organ|s-
mo norte-amer|cano que contro|a os med|-
camentos nos EÜA, como estando a par
dos me|hores do mundo.
Numa a|tura em que a d|re|ta, numa |og|ca
neo||oera| e pos-moderna, acena com pro-
postas de pr|vat|zação parc|a| ou tota| dos
hosp|ta|s púo||cos, esta d|st|nção e ma|s
um ser|o reves para a sua campanha de
|ntox|cação da op|n|ão púo||ca, v|sando
transíormar a saúde num negoc|o oastante
|ucrat|vo.
O notáve| traoa|ho de E||sa Ferre|ra à íren-
te do M|n|ster|o do Amo|ente e cada vez
ma|s v|s|ve|.
Agora, na aoertura de ma|s uma epoca
oa|near, os portugueses podem estar des-
cansados, uma vez que a esmagadora
ma|or|a das pra|as portuguesas tem água
de ooa qua||dade.
Begundo o ú|t|mo re|ator|o de 1999, man-
dado eíectuar pe|o M|n|ster|o do Amo|en-
te, 89 por cento das águas oa|neares cos-
te|ras do cont|nente tem a água de acordo
com os n|ve|s de qua||dade ex|g|dos pe|a
Oom|ssão Europe|a.
O pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Outerres,
anunc|ou na passada sexta-íe|ra, d|a 28, à
sa|da de uma aud|enc|a com o Pres|dente
da Pepúo||ca, que ace|tou a dem|ssão do
m|n|stro da Deíesa \e|ga B|mão e que Ja|-
me Oama e o seu sucessor na pasta.
Ja|me Oama acumu|ará ass|m a pasta dos
Negoc|os Estrange|ros com a pasta da De-
íesa, mantendo Jose Penedos nas íunçoes
de secretár|o de Estado da Deíesa.
Anton|o Outerres sa||entou ser agora ·|m-
portante· que ·a Assemo|e|a da Pepúo||-
ca t|re todas as conc|usoes· do ep|sod|o
que |evou à dem|ssão de \e|ga B|mão
para ·manter o c| | ma de coní| ança·
|nst|tuc|ona|.
Juventude: Novo Programa
«Viagens na Minha Terra» para dois miI estudantes
O secretár|o de Estado da Juventude,
M|gue| Fontes, apresentou no D|a Mun-
d|a| da Or|ança, em Évora, o programa
·\|agens na M|nha Terra·, que pretende
dar a conhecer aos est udant es o
r|qu|ss|mo patr|mon|o natura| e cu|tura|
do nosso pa|s.
A |n|c|at|va va| perm|t|r que ma|s de do|s
m|| |ovens, dos segundo e terce|ro c|c|os
do ens|no oás|co, possam conhecer ou-
tras rea||dades do Pa|s.
Envo|vendo 40 esco|as que |ntegram os
Terr| tor| os Educat| vos de lntervenção
Pr|or|tár|a (TElP), as v|s|tas tem a dura-
ção de do|s d|as, com a|o|amento e a||-
mentação gratu|tas nas Pousadas de Ju-
ventude da Pede Nac|ona| de Tur|smo
Juven||.
Os estudantes terão ao seu d|spor rote|-
ros tur|st|cos e cu|tura|s, de íorma a po-
derem desenvo|ver act|v|dades d|versas,
promovendo o esp|r|to de grupo e cama-
radagem e proporc|onando s|mu|tanea-
mente exper|enc|as prát|cas de aprend|-
zagem.
A |n|c|at|va ío| |ançada na Pousada de Ju-
ventude de Évora durante uma sessão em
que tamoem part|c|param os secretár|os
de Estado do Tur|smo, \|tor Neto, e da
Educação e lnovação, Ana Benavente.
Timor-Leste:
Vítor MeIícias comissário para a transição
O padre \|tor Me||c|as comun|cou no d|a 1
de Junho, ao m|n|stro dos Negoc|os Estran-
ge|ros, a dec|são de ace|tar íorma|mente o
conv|te endereçado por Ja|me Oama para
com|ssár|o para a trans|ção de T|mor-Leste.
A comun|cação da dec|são a Oama ío| íe|-
ta segunda-íe|ra, no pr|me|ro encontro de
traoa|ho que o m|n|stro manteve com \|tor
Me||c|as, no Pa|ác|o das Necess|dades.
Me||c|as, cu|a nomeação ío| oí|c|a||zada na
reun|ão de Oonse|ho de M|n|stros de ontem,
man|íestou tota| d|spon|o|||dade para o car-
go, |nd|cando que |á se está a traoa|har para
m|norar as necess|dades ma|s prementes
do povo t|morense.
Pecorde-se que o sacerdote íora conv|da-
do na semana passada por Oama, mas so
ho|e comun|cou ter ace|te, apos ter consu|-
tado as ent|dades re||g|osas a que está ||-
gado.
PEDRO COELHO
PERSPECTlVA FlM DA AD
Boo o pano de íundo do crepúscu|o do
Ooverno AD, a ed|ção de 4 de Junho de
1981 estava rep|eta de mot|vos de |nte-
resse.
Numa entrev|sta puo||cada na pág|na 5,
com chamada de pr|me|ra pág|na, o ca-
marada Pedro Ooe|ho, d|r|gente nac|ona|
do PB, ía|ava da actua||dade po||t|ca na-
c|ona| e |nternac|ona|.
O|ar|v|dente, o camarada Pedro Ooe|ho
aí|rmava: ·Oada vez me parece ma|s ev|-
dente o descred|to popu|ar da co||gação
conservadora da AD (PBD e ODB), oem
como a sua |ncapac|dade para arrancar
o Pa|s do atraso econom|co, soc|a| e cu|-
tura| em que se encontra, re|at|vamente
aos padroes dos pa|ses desenvo|v|dos.·
Numa outra entrev|sta, o camarada Jose
N|za aoordava a |e| de protecção à mús|-
ca portuguesa, de que ío| um dos gran-
des |mpu|s|onadores.
Destaque a|nda para a not|c|a da e|e|ção
do camarada Oustavo Boromenho, co-íun-
dador do PB e grande reíerenc|a mora| e
po||t|ca de todos os soc|a||stas, para a Oo-
m|ssão Nac|ona| de Ooní||tos do PB.
J. C. C. B.
4 oe J0||c
Ouem disse?
·A v|tor|a do soc|a||smo democrát|co em
França, que tamoem ocorreu em Ma|o,
representa uma grande esperança para
a Europa e para o Mundo·
Pedro Coelho
Iodos somos slmulfaneamenfe
µorfugueses e euroµeus
As e|e|çoes europe|as são por trad|ção o acto e|e|tora| menos concorr|do, mas |sso não
e mot|vo para o des|nteresse dos portugueses. As presentes e|e|çoes de 13 de Junho
são, porventura, as ma|s |mportantes de todas as que |á ocorreram desde que Portuga|
ader|u à Oomun|dade Econom|ca Europe|a. E, são tão |mportantes porque, pe|a pr|me|-
ra vez, Portuga| está em cond|çoes para poder v|r a pres|d|r ao Par|amento Europeu.
Nestas c|rcunstânc|as está Már|o Boares, o ún|co portugues cand|dato a eurodeputado
com conhec|mento e exper|enc|a europe|a capaz de ocupar com d|gn|dade e e|evação
este |ugar de enorme prest|g|o para Portuga| e para todos os portugueses. Oov|amente
que não serão os portugueses a e|egerem d|rectamente Már|o Boares para a pres|den-
c|a do Par|amento Europeu, mas uma mass|va votação no Part|do Boc|a||sta, dará um
acresc|mo suostanc|a| de peso e de |mportânc|a à cand|datura portuguesa.
Be por s| so este íacto e ma|s que razoáve| para ape|ar ao voto em Már|o Boares e no
Part|do Boc|a||sta, acresce a|nda que com as a|teraçoes |ntroduz|das ao Tratado de
Amesterdão, o Par|amento Europeu ve as suas competenc|as reíorçadas pe|o que as
suas dec|soes |rão cada vez ma|s |nterag|r d|rectamente com a v|da de todos os c|da-
dãos europeus.
O Par|amento Europeu e um orgão extremamente |mportante e |sso perceoe-se com
íac|||dade quando se saoe que todos os seus deputados são e|e|tos d|rectamente pe|os
c|dadãos da Ün|ão Europe|a, tamoem por |sso a part|c|pação e|e|tora| e íundamenta|
para dar íorça àque|es que nos vão representar.
Deíensor de uma Europa avançada não so econom|ca e í|nance|ramente, mas tamoem
em termos cu|tura|s, educac|ona|s e soc|a|s, Már|o Boares, acred|ta que os proo|emas
comuns a todos os pa|ses da comun|dade são mu|to ma|s íac||mente reso|v|dos quan-
do enírentados numa perspect|va |nternac|ona|.
A |mportânc|a da Europa no desenvo|v|mento do nosso pa|s e ho|e íactor que n|nguem
contesta. A |mportante v|tor|a que Anton|o Outerres ooteve na negoc|ação da Agenda
2000, com a garant|a de aumento de íundos comun|tár|os ate 2006, e íactor estao|||zador
e garante do desenvo|v|mento econom|co e soc|a| do nosso pa|s.
Neste contexto a |mportânc|a de: uma Europa cada vez ma|s desenvo|v|da econom|ca e
soc|a|mente; uma Europa compet|t|va mas que de pr|or|dade ao emprego, à íormação e
à educação; uma Europa da c|dadan|a, que trate a cu|tura como um oem de pr|me|ra
necess|dade, e íundamenta| para o desenvo|v|mento harmon|oso deste espaço a que
todos pertencemos, por |sso e |mportante votar em deputados que conheçam os pro-
o|emas europeus e que este|am no centro das dec|soes.
3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 3
POLÌTÌCA
EUROPE/A$ 99 PS Iaz camµanha µela µoslflva e com µedagogla
VOTAÇÃO MAClÇA EM SOARES
É DAR FORÇA A PORTUGAL
Ao Iongo da presente campanha
eIeitoraI para o ParIamento
Europeu, António Guterres tem
apresentado três grandes motivos
para que os portugueses votem
maciçamente na Iista do PS: é
preciso que exista uma maioria
sociaIista em Estrasburgo para
defender a Europa sociaI, do
emprego e continuar a aposta no
aprofundamento da união poIítica;
porque a Iista do PS tem maior
quaIidade e meIhor conhecimento
dos «dossiers» comunitários do
que as restantes, cujos cabeças-
de-Iista vivem num cIima de
obsessão em reIação à candidatura
europeia de Mário Soares; e
porque dar força a Mário Soares
em PortugaI, é dar mais força a
PortugaI na Europa e mais força à
Europa no mundo. No Porto, onde
foi recebido de forma entusiástica
por muitos miIhares de pessoas,
Mário Soares, por seu turno,
Iembrou a importância de a
presidência portuguesa da União
Europeia ter um Governo Iiderado
por António Guterres como
responsáveI peIa condução dos
destinos do país e de os futuros
eurodeputados começarem já a
trabaIhar na preparação do Ouadro
Comunitário de Apoio entre 2006 e
2011.
campanha e|e|tora| do PB co-
meçou sáoado passado, com
uma v|agem de comoo|o entre
a Estação de Banta Apo|on|a
em L|sooa e o Porto, tendo o ap|to de |ar-
gada s|do dado pe|o caoeça-de-||sta do PB
nas e|e|çoes para o Par|amento Europeu.
Na com|t|va, segu|am tamoem o pr|me|ro-
m|n|stro, Anton|o Outerres, Mar|a de Jesus
Barroso, os m|n|stros Ferro Podr|gues e
P|na Moura, os secretár|os de Estado Jose
Le||o e Maranha das Neves, a|em de vár|-
os cand|datos a eurodeputados.
Durante quatro horas, a v|agem do ·Oom-
oo|o da L|oerdade· ío| sooretudo an|ma-
da pe|os m|||tantes do conce|ho de \||a
Franca de X|ra, entre os qua|s se encon-
trava a pres|dente da Oâmara deste mun|-
c|p|o, Mar|a de Luz Pos|nha. Em Oo|mora,
o comoo|o parou para Már|o Boares cum-
pr|mentar o secretár|o de Estado da Adm|-
n|stração Púo||ca, Fausto Oorre|a, c|dade
em que tamoem |n|c|ou v|agem o ex-re|tor
da Ün|vers|dade daque|a c|dade, Pu|
A|arcão. Em Ave|ro, ío| a vez de suo|r o
eurodeputado Oar|os Oanda|, acompanha-
do por mu|tos m|||tantes que traz|am co|a-
dos autoco|antes da JB deste d|str|to e
onde se pod|a |er: ·Pacheco Pere|ra desa-
parec|do desde 1995·. Üma reíerenc|a ao
íacto de o caoeça-de-||sta do PBD nunca
ter cumpr|do as suas promessas perante
os e|e|tores ave|renses.
F|na|mente, na Estação de Bão Bento, no
Porto, ío| a |oucura tota|, com m||hares de
pessoas a v|tor|arem o caoeça de ||sta soc|-
a||sta e o pr|me|ro-m|n|stro. Fo| uma magn|í|-
ca recepção preparada pe|o pres|dente da
Oâmara, Fernando Oomes, e pe|o ||der da
Federação, camarada Narc|so M|randa. De-
po|s, o com|c|o, no Oo||seu do Porto, estava
rep|eto de gente, com |argas centenas de
pessoas a terem de ser oor|gadas a ouv|r os
d|scursos na parte exter|or do ed|í|c|o.
Ao usar da pa|avra, o camarada Fernando
Oomes começou por ír|sar que aque|e
com|c|o representava ·uma grande man|-
íestação de íorça do PB·, que tem no seu
caoeça-de-||sta para as europe|as ·uma
grande reíerenc|a h|stor|ca e do presente·
para todos os soc|a||stas, |á que ío| e|e ·o
arqu|tecto da adesão de Portuga| à Ün|ão
Europe|a e e tamoem o verdade|ro pa| da
democrac|a portuguesa·.
·Peconhecer o pape| de Már|o Boares e
votar no PB. Os portugueses que não se-
|am sectár|os devem desp|r as suas cores
para d|zer oor|gado a Már|o Boares·, aí|r-
mou o pres|dente da Oâmara do Porto.
Já o pres|dente da Oâmara Mun|c|pa| de
Matos|nhos e ||der da Oom|ssão Po||t|ca
do PB do Porto, Narc|so M|randa, come-
çou por ped|r uma enorme man|íestação
de so||dar|edade para Anton|o Jose Be-
guro, que tem s|do |n|ustamente ataca-
do por Pacheco Pere|ra. ·Or|t|cas que
parte de quem ía|a mu|to mas íaz pou-
co·, reíer|u Narc|so M|randa, ape|ando,
depo|s, a um comoate tenaz contra o
íenomeno da aostenção no d|a 13 de
Junho. ·Temos de |n|c|ar a cam|nhada
para termos uma ma|or|a coníortáve| nas
prox|mas e|e|çoes |eg|s|at|vas·, dec|arou.
Temos de combater
a abstenção
O segundo da ||sta do PB para as e|e|-
çoes europe|as, Anton|o Jose Beguro, su-
o||nhou as mú|t|p|as d|íerenças entre a
| | sta soc| a| | sta e as restantes. ·Nos
estamos na po||t|ca por acred|tar no pro-
|ecto europeu, para comoater a pooreza
e |utar por uma soc|edade ma|s |usta.
Não podemos í|car |nd|íerentes a uma
Europa com 18 m||hoes de desempre-
gados e 50 m||hoes de poores. Batemo-
nos por uma Europa da c|dadan|a e da
paz·. A segu|r, o camarada Anton|o Jose
Beguro |emorou a |mportânc|a do PB
contar com í|guras como Már|o Boares
e Anton|o Outerres, a quem se í|cam a
dever os pr|nc|pa|s tr|uníos a|cançados
por Portuga| na Europa. ·Ouem tem es-
tas |de|as, estes homens, não pode ía-
zer uma campanha pe|a negat|va e não
recorre nunca ao |nsu|to·, d|sse, numa
a| usão ao est| | o de d| scurso po| | t| co
protagon|zado pe|o PBD.
Antes da |ntervenção de Már|o Boares, o
secretár|o-gera| do PB ír|sou que o ex-Pre-
s|dente da Pepúo||ca ·e a ún|ca í|gura po-
||t|ca com pro|ecção mund|a|, sendo ou-
v|do e escutado em toda a Europa·. Para
comprovar a sua |de|a, Anton|o Outerres
reíer|u-se ao íacto de em Par|s, na sema-
na passada, durante o com|c|o do Part|-
do Boc|a||sta Frances, a ma|or ovação de
todos os oradores ter pertenc|do a Már|o
Boares. ·É prec|so votar no PB para dar
íorça a Már|o Boares no Par|amento Eu-
ropeu. E dar íorça a Már|o Boares e dar
íorça a Portuga| na Europa e à Europa no
mundo·, dec|arou o ||der do PB, receoen-
do uma enorme ovação. Para o pr|me|ro-
m|n|stro, no Par|amento Europeu, ·Portu-
ga| tem de estar representado por a|guem
que tenha |ní|uenc|a, prest|g|o e autor|da-
de·. Exemp||í|cou, a este propos|to, com
a rea||dade de todos os d|as, em que ·as
co|sas |nteressantes so se tornam |mpor-
tantes quando são d|tas por a|guem com
grande prest|g|o. A ún|ca í|gura portugue-
sa que poderá consegu|r no Par|amento
Europeu ía|ar contra os ego|smos nac|o-
na|s e Már|o Boares·, assegurou o cheíe
do Ooverno.
A
Conflnua na µáglna segulnfe
ACÇÃO SOClALlSTA 4 3 JÜNHO 1999
POLÌTÌCA
É preciso pensar em 2011
Por sua vez, o camarada Már|o Boares |em-
orou que ace|tou cand|datar-se como ·nú-
mero um· da ||sta do PB, porque compre-
endeu que o actua| momento ·e para a
Europa e para o mundo de extrema grav|-
dade, O novo m||en|o que vamos come-
çar a v|ver não se aí|gura nada sorr|dente
e, por |sso, e |nd|spensáve| que a Europa
de expr|ma a uma so voz e com human|-
dade nos seus actos·.
A segu|r, o caoeça-de-||sta do PB e|og|ou
Anton|o Outerres pe|o tr|unío que conse-
gu|u em Ber||m, durante as negoc|açoes
da Agenda 2000, nas qua|s garant|u para
Portuga| um hor|zonte de estao|||dade nos
apo|os í|nance|ros da Ün|ão Europe|a ate
2006. ·Podem querer at|rar poe|ra para os
o|hos, podem andar ressent|dos a d|zer
que não se íez o traoa|ho de casa, mas
íactos são íactos e números são números.
Portuga| consegu|u aumentar os apo|os
v|ndos da Ün|ão Europe|a e |sso í|cou a
dever-se a Anton|o Outerres·, esc|areceu
Már|o Boares, num ataque |nd|recto a Oa-
vaco B||va. A part|r de agora, segundo o
ex-cheíe de Estado, ·|mporta |á traoa|har
para o per|odo entre 2006 e 2011·, sendo
essenc|a| que o actua| Ooverno ·ve|a a sua
coní|ança renovada nas prox|mas e|e|çoes
|eg|s|at|vas·.
Exp||cando qua|s as d|íerenças entre a ||s-
ta do PB e as restantes, o ex-Pres|dente
da Pepúo||ca íez questão de ír|sar que ·a
nossa |de|a de Europa não se ||m|ta a o|har
exc|us|vamente para os |nteresses nac|o-
na|s. \amos tamoem com uma |de|a de
Europa, de |ust|ça soc|a| e de so||dar|eda-
de, contra o desemprego e contra qua|-
quer t|po de d|scr|m|nação·, deíendendo
a|nda como causas íundamenta|s T|mor-
Leste e uma ma|or atenção ao cont|nente
aír|cano.
PS fará campanha Iimpa
A|nda no seu d|scurso, no Porto, Már|o
Boares |emorou que o ún|co grande |n|m|-
go nas e|e|çoes de 13 de Junho será a
aostenção. ·Temos de traoa|har no|te e d|a,
|ncansave|mente. Eu dare| o exemp|o para
|evar o povo portugues a votar·, assegu-
rou, antes de sa||entar que os portugue-
ses podem coní|ar em s|. ·Be não sent|sse
que esta |uta era dec|s|va para Portuga|,
não me ter|a empenhado tanto para que o
PB venha a possu|r uma votação mac|ça
nas prox|mas e|e|çoes·.
Mas o ex-Pres|dente da Pepúo||ca mar-
cou outras d|íerenças íace aos seus ad-
versár|os po||t|cos. Ate ao í|na| da cam-
panha e|e|tora|, ·n|nguem me ouv|rá d|zer
qua|quer pa|avra deprec|at|va em re|ação
a outros cand|datos. Pespe|to todos, mes-
mo aque|es que no exerc|c|o de íunçoes
de Ooverno não me souoeram respe|tar·,
advogou o caoeça de ||sta do PB para as
e|e|çoes europe|as, reconhecendo, de-
po|s, que ·nas outras ||stas tamoem há
gente competente, |nte||gente e que pode
íazer um oom traoa|ho· em Estrasourgo.
·Não somos íacc|osos·, d|sse o pr|me|ro
secretár|o-gera| do part|do, ouv|ndo em
segu|da da mu|t|dão uma enorme sa|va
de pa|mas.
A í|na||zar, a part|r do Porto, Már|o Boares
o||ca, apenas |he caoe a m|ssão de reser-
va, que não o |mpede de estar com o PB.
·Mas não se coníundam as co|sas, quan-
do era Pres|dente da Pepúo||ca t|nha o
dever de |senção (em re|ação aos part|-
dos). Ho|e, como ex-Pres|dente da Pepú-
o||ca, tenho apenas o dever de reserva. E
esse dever de reserva não me |mpede de
estar com o PB como sempre est|ve·, aí|r-
mou o íundador do PB, o que mereceu
uma grande ovação por parte dos m||ha-
res de pessoas que ass|st|am ao com|-
c|o.
Antes, usando do seu enorme poder de
comun|cação, Már|o Boares t|nha ga|va-
n|zado a p|ate|a nas d|versas vezes em
que se reíer|u ao part|do que íundou, nas
ocas|oes em que respondeu aos ataques
do PBD, ou na vez em que se reíer|u de
íorma cr|t|ca a Oavaco B||va.
·A|guns estavam convenc|dos que não
era poss|ve| repet|r a íaçanha de aumen-
tar o í|uxo de íundos da Ün|ão Europe|a
para Portuga|, mas, por mer|to de Anton|o
Outerres, ate 2006, vamos receoer ma|s
do que nunca receoemos no passado·,
reíer|u Már|o Boares. Neste contexto, caoe
aos íuturos eurodeputados ·começar a
traoa|har para o novo Ouadro Oomun|tá-
r|o de Apo|o·, entre 2006 e 2011. ·Temos
de assegurar aos nossos í||hos e netos o
íuturo de um Pa|s de íratern|dade e de
|ust|ça soc|a|·, d|sse.
Ate ao í|na| da campanha e|e|tora|, Már|o
Boares va| a|nda part|c|par nos com|c|os
de Oo|mora (6 de Junho), em Fama||cão
(8 de Junho) e em L|sooa no d|a 10 deste
mes, na Praça Bony. A|em destes com|c|-
os, o camarada Anton|o Outerres estará
tamoem em Ave|ro e em Braga.
aí|rmou ter a esperança que aque|e com|-
c|o se|a ·o rast||ho contra a aostenção que
chegará a todo o pa|s·.
Depo|s do Porto, o PB vo|tou a ter com|c|-
os com mu|ta gente na Oosta da Oapar|ca
(no dom|ngo), em Ourem (na segunda-íe|-
ra) e em Oaste|o Branco (na terça-íe|ra),
onde Anton|o Outerres e Már|o Boares vo|-
taram a estar |untos.
Seguro sabe mais de Europa
que aIguns números uns
No dom|ngo, depo|s de uma caravana
automove| que percorreu as pr|nc|pa|s |o-
ca||dades do d|str|to de Betúoa|, rea||zou-
se no Parque de Banto Anton|o, na Oosta
de Oapar|ca, o com|c|o que encerrou o d|a
po||t|co.
Antes, decorreu em Bes|mora um a|mo-
ço que contou com as presenças de Má-
r|o Boares, Jorge Ooe|ho, dos cand|datos
a eurodeputados Anton|o Jose Beguro e
Joe| Hasse Ferre|ra, entre mu|tas í|guras
da d|str|ta| do PB/Betúoa|. Apos o a|mo-
ço, Már|o Boares acompanhado da cara-
vana soc|a||sta percorreu as pr|nc|pa|s
arter|as da c|dade cumpr|mentando e ía-
|ando com as centenas de pessoas que
acorreram para o saudar. De sa||entar o
íacto de que, ao contrár|o do que aconte-
ce hao|tua|mente com a|guns ||deres par-
t|dár|os, em Bes|mora, n|nguem recusou
um aperto de mão ou um oe|||nho ao ca-
oeça-de-||sta do PB, mesmo as pessoas
ma|s adormec|das com o gozo do so| da
pra|a de Bes|mora, se |evantavam ma| se
aperceo|am da presença nas |med|açoes
de Már|o Boares.
A no|te, |á no com|c|o da Oapar|ca, ío| a
vez de Anton|o Outerres apresentar, na
sua |ntervenção, tres razoes de íundo para
que os e|e|tores votem na ||sta do PB. ·O
Par|amento Europeu prec|sa de uma ma|-
or|a soc|a||sta, a ||sta europe|a do PB tem
ma|or qua||dade do que as restantes e
temos de dar íorça a Már|o Boares para
deíender os |nteresses de Portuga| na
Ün|ão Europe|a·, ír|sou o ||der do Part|do
Boc|a||sta.
Depo|s de na vespera, no com|c|o do Por-
to, ter e|og|ado o caoeça-de-||sta às e|e|-
çoes europe| as, o camarada Anton| o
Outerres optou por se reíer|r aos restan-
tes memoros da equ|pa soc|a||sta, em es-
pec|a| a Anton|o Jose Beguro, que cons|-
derou que e|e saoe ma|s de Europa do
que os ·números uns· de outros part|dos,
ena|tecendo as íunçoes que exerceu,
como secretár| o de Estado ad| unto,
·numa a|tura em que Portuga| entrou para
a moeda ún|ca·.
Oondenando o est||o de campanha ·ne-
gat|va· prat|cada pe|o PBD, o camarada
Anton|o Jose Beguro reíer|u, na sua |nter-
venção, que a campanha de |nsu|tos a
que o PBD recorre s|stemat|camente e a
prova de que ·não tem nada de pos|t|vo
para d|zerem aos portugueses·.
Soares tem apenas o dever
de reserva
No g|gantesco com|c|o do d|a 1 de Ju-
nho, de Oaste|o Branco, Már|o Boares, |á
na parte í|na| da sua |ntervenção e quan-
do |ust|í|cava o seu regresso à v|da part|-
dár|a, cons|derou-se exc|u|do dos deve-
res de |senção part|dár|a, a|egando que,
na qua||dade de ex-Pres|dente da Pepú-
Conflnuação
3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 5
GOVERNO
DE$7AQUE - CM Vloléncla domésflca
PLANO NAClONAL
APROVADO
PRlVATlZAÇÃO
DA GALP
NOVA ORGANlZAÇÃO
DOS SERVlÇOS PÚBLlCOS
DE$7AQUE - CM Economla DE$7AQUE - CM Saúde
O Oonse|ho de M|n|stros aprovou, no pas-
sado d|a 27, em L|sooa, a pr|me|ra íase do
processo de pr|vat|zação do cap|ta| soc|a|
da Oa|p - Petro|eos e Oás de Portuga| BOPB,
BA.
Este decreto-|e| vem aor|r o cap|ta| soc|a|
da Oa|p à part|c|pação dos dema|s acc|o-
n|stas da Petroga| e da Transgás, por me|o
de um aumento de cap|ta| a e|es reservado
e a rea||zar, em pr|me|ra ||nha, por conver-
são das suas part|c|paçoes nas mesmas
soc|edades.
Nesta pr|me|ra íase, a pr|vat|zação não pode
|r a|em dos 42,5 por cento do cap|ta| soc|a|
da empresa.
O Oonse|ho de M|n|stros aprovará, med|-
ante reso|ução, as cond|çoes í|na|s e con-
cretas do aumento do cap|ta| prev|sto,
des|gnadamente, í|xando o montante do
aumento do cap|ta|; |dent|í|cando os acc|o-
n|stas da Petroga| e da Transgás que pode-
rão suoscrever as acçoes a em|t|r no au-
mento do cap|ta| oem como a quant|dade
de acçoes da Oa|p que cada um poderá
suoscrever; coní|rmando que os acc|on|s-
tas reíer|dos na a||nea anter|or í|zeram pro-
va dessa qua||dade atraves da entrega de
dec|araçoes em|t|das pe|os |ntermed|ár|os
í|nance|ros que tenham a seu cargo o ser-
v|ço de depos|to ou de reg|sto das acçoes
da Petroga| e da Transgás de que aque|es
se|am t|tu|ares;
O Oonse|ho de M|n|stros procederá tam-
oem à í|xação das dema|s cond|çoes do
aumento do cap|ta|, nomeadamente, a re-
|ação entre o preço de suoscr|ção das ac-
çoes da Oa|p e o va|or das acçoes da
Petroga| e da Transgás, o prazo de rea||za-
ção das entradas e o reg|me que v|gore para
a suoscr|ção |ncomp|eta, o qua| deverá pre-
ver que em ta| caso o aumento í|que ||m|ta-
do às suoscr|çoes reco|h|das; e a|nda es-
taoe|ecer o caderno de encargos que deí|-
n|rá as cond|çoes espec|í|cas a que ooe-
decerá a aqu|s|ção das acçoes no âmo|to
do aumento do cap|ta|.
O Ooverno PB í|xou, no d|a 27, a organ|-
zação dos serv|ços de saúde púo||ca.
Na passada reun|ão de Oonse|ho de M|-
n|stros, rea||zada na passada qu|nta-íe|-
ra, em L|sooa, ío| aprovado um pro|ec-
to de decreto-|e| que Este d|p|oma es-
taoe|ece a nova organ|zação dos serv|-
ços de saúde púo||ca, atr|ou|ndo-|hes
uma ma|or capac|dade de |ntervenção
em áreas essenc|a|s à e|evação do n|-
ve| de saúde das popu|açoes, nomea-
dament e no âmo| t o da v| g| | ânc| a
ep|dem|o|og|ca, da promoção da saú-
de e da ava||ação do |mpacto das |nter-
vençoes em saúde.
Ass|m, a part|r de agora, os serv|ços de
saúde púo||ca serão |mp|antados a do|s
n|ve|s: o reg|ona| e o |oca|.
A n|ve| reg|ona|, será cr|ado, em cada re-
g|ão de saúde, um centro reg|ona| de
saúde púo||ca com íunçoes de p|anea-
mento em saúde e da deí|n|ção das es-
trateg|as reg|ona|s e de apo|o tecn|co,
art|cu|ando-se com todos os recursos de
saúde púo||ca da reg|ão de saúde.
Ao n|ve| das |oca||dades, haverá em cada
s|stema |oca| de saúde uma un|dade de
saúde púo||ca, organ|zada de íorma í|e-
x|ve|, de modo a rentao|||zar os recursos
ex| st ent es, t endo em cont a as
espec|í|c|dades e as necess|dades em
saúde da popu| ação da ár ea
geodemográí|ca aorang|da, e que íunc|-
onará em estre|ta art|cu|ação hor|zonta|
com os ser v| ços e | nst | t u| çoes
prestadores de cu|dados de saúde, con-
cretamente com os centros de saúde que
d|sporão de un|dades operat|vas de saú-
de púo||ca.
O d|p|oma aprovado estaoe|ece a|nda
para os serv|ços de saúde púo||ca um
mode|o de gestão por oo|ect|vos, dotan-
do-os de autonom|a tecn|ca e adm|n|s-
trat|va, com v|sta à opt|m|zação dos re-
su|tados e à ootenção de ganhos em
saúde.
Execut|vo soc|a||sta deu |uz ver-
de, na passada qu|nta-íe|ra, d|a
27, em L|sooa, ao P|ano Nac|o-
na| Oontra a \|o|enc|a Domest|-
ca. A reso|ução ío| aprovada em reun|ão
do Oonse|ho de M|n|stros.
O Ooverno cons|dera que a v|o|enc|a do-
mest|ca e um í|age|o que poe em causa o
propr|o cerne da v|da em soc|edade e a
d|gn|dade da pessoa humana, razão pe|a
qua| essa proo|emát|ca tem ocupado um
|ugar centra| nas preocupaçoes do Execu-
t|vo, merecendo, a||ás, uma espec|a| aten-
ção no ano em que se comemora o 50'
an|versár|o da Dec|aração Ün|versa| dos
D|re|tos do Homem.
Pecentemente íoram aprovadas vár|as
med|das, quer de natureza |eg|s|at|va, quer
outras, de comoate contra a v|o|enc|a do-
mest|ca. Estas med|das v|sam, em pr|me|-
ro |ugar, proteger as v|t|mas, na sua ma|o-
r|a mu|heres, perm|t|ndo-|hes ooter os
me|os mater|a|s, ps|co|og|cos e í|s|cos
para se ||oertarem da s|tuação de suom|s-
são em que são co| ocadas pe| o seu
agressor.
Este aspecto assume part|cu|ar re|evânc|a,
v|sto que todos os t|pos de v|o|enc|a, e a
v|o|enc|a íam|||ar em espec|a|, assentam
n|zação das Naçoes Ün|das e pe|o Oon-
se|ho da Europa.
O Estado portugues acerta, ass|m, o pas-
so com a Europa e os ma|s recentes de-
senvo|v|mentos nesta mater|a, como se
|níere das recomendaçoes recentemente
aprovadas na Ooníerenc|a de Oo|on|a, re-
a||zada a 30 de Março, na qua| se exortam
os Estados a aprovar p|anos g|ooa|s de
comoate à v|o|enc|a domest|ca, part|cu|ar-
mente soore as mu|heres.
Peí|ra-se a|nda que o Ooverno portugues
procurará reíorçar a cana||zação de íun-
dos, quer nac| ona| s, quer europeus,
des|gnadamente atraves do programa
DAPHNE, para a reso|ução do proo|ema
da v|o|enc|a domest|ca e para a protecção
das suas v|t|mas, procurando, sempre que
poss|ve|, envo|ver a Organ|zaçoes Não
Oovernamenta|s neste comp|exo des|gn|o.
A e||m|nação da v|o|enc|a domest|ca, oo-
|ect|vo pr|mord|a| da aprovação e desen-
vo|v|mento das med|das constantes do
P|ano, e um íactor |nd|spensáve| à cons-
trução de uma soc|edade verdade|ramen-
te democrát|ca, assente nos pr|nc|p|os da
d|gn|dade da pessoa humana, da |gua|da-
de e da |ust|ça como p||ares íundamenta|s
de um Estado de D|re|to democrát|co.
em re|açoes de dom|nação e de íorça, que
co|ocam a v|t|ma numa s|tuação que a
írag|||za, ||m|tando-a na sua capac|dade de
autodeterm|nação.
Ba||ente-se, apenas a t|tu|o de exemp|o, a
regu|amentação e execução das med|das
prev|stas na Le| n.' 61/91, de 13 de Agos-
to, tendo chegado agora o momento de
deí|n|r um con|unto de med|das e oo|ect|-
vos ma|s amo|c|osos.
Oom a aprovação do P|ano Nac|ona| Oon-
tra a \|o|enc|a Domest|ca, Portuga| í|ca
dotado de um programa que, de íorma |n-
tegrada e coerente, congrega um con|un-
to de med|das a adoptar a vár|os n|ve|s
(Just|ça, Adm|n|stração lnterna, Educação,
Baúde, entre outras), segu|ndo a or|enta-
ção que tem pres|d|do à e|aooração dos
ma|s recentes documentos |nternac|ona|s
soore esta mater|a adoptados pe|a Orga-
O
ACÇÃO SOClALlSTA 6 3 JÜNHO 1999
PELO PA/$ Governação Aberfa
GOVERNO
ADJUNTO
O m|n|stro ad|unto do pr|me|ro-m|n|stro, Jose
Bocrates, garant|u, no d|a 28, no Porto, o
apo|o do Ooverno aos |nvest|mentos que
estão a ser íe|tos na área desport|va pe|a
Oâmara de Oa|a, que u|trapassam os qua-
tro m||hoes de contos (20 m||hoes de euros).
·O Estado va| part|c|par neste esíorço de
|nvest|mento da Oâmara de Oa|a·, ír|sou o
m|n|stro, que ía|ava aos |orna||stas no í|na|
de uma reun|ão com o pres|dente da
autarqu|a, Lu|s F|||pe Menezes, e respon-
sáve|s mun|c|pa|s da área desport|va.
Na sequenc|a do entend|mento consegu|-
do com o Execut|vo soc|a||sta, os |nvest|-
mentos em curso no conce| ho, que
tota||zam 4,2 m||hoes de contos, serão í|-
nanc|ados pe|a autarqu|a, pe|a Becretar|a
de Estado do Desporto, atraves de contra-
tos-programa a ass|nar com o mun|c|p|o, e
por íundos do lll OOA.
Jose Bocrates sa||entou a|nda o íacto das
|níra-estruturas desport|vas que a autarqu|a
de Oa|a pretende constru|r ·perm|t|rem um
me|hor acesso das popu|açoes à prat|ca
desport|va·, a|em de contr|ou|rem para do-
tar o conce|ho ·com |níra-estruturas que per-
m|tam a rea||zação de provas nac|ona|s e
|nternac|ona|s·.
AGRlCULTURA
O secretár|o de Estado da Agr|cu|tura e do
Desenvo|v|mento Pura|, \|tor Barros, a|ertou,
na sexta-íe|ra, d|a 28, no Porto, para a ne-
cess|dade de |ncent|var a manutenção de
·s|stemas de agr|cu|tura que se|am susten-
táve|s no íuturo·.
Durante a sessão de aoertura da l Fe|ra de
Agr|cu|tura B|o|og|ca, Amo|ente e Oua||da-
de de \|da, que decorreu no Mercado
Ferre|ra Borges (Porto), \|tor Barros aí|rmou
que ·estão a ser preparados |nstrumentos
de po||t|ca que aorangem o apo|o a agr|-
cu|tura o|o|og|ca·.
Nestes |nstrumentos |nc|uem-se o P|ano de
Desenvo|v|mento Peg|ona|, ·que dará aos
agr|cu|tores o|o|og|cos a poss|o|||dade de
verem os seus |nvest|mentos apo|ados·, e
o P|ano de Desenvo|v|mento Pura|, que |n-
tegra med|das agro-amo|enta|s, |ndemn|za-
çoes compensator|as e apo|o à í|xação de
agr|cu|tores, entre outros aspectos.
Peíer|ndo-se às negoc|açoes para a Agen-
da 2000/PAO, \|tor Barros cons|derou terem
s|do consegu|dos ·grandes recursos·, que
poderão contr|ou|r para um ma|or desen-
vo|v|mento da agr|cu|tura o|o|og|ca.
Na op|n|ão do secretár|o de Estado, ·a agr|-
cu|tura o|o|og|ca responde a do|s grandes
proo|emas, a degradação amo|enta| e a
segurança a||mentar·.
AMBlENTE
A m|n|stra do Amo|ente, E||sa Ferre|ra, |nau-
gurou, na passada sexta-íe| ra, em
Ermes|nde, \a|ongo, o ma|or centro de tr|a-
gem de res|duos uroanos de Portuga|, uma
oora da L|por.
O novo centro, com uma área cooerta de
quatro m|| metros quadrados e capac|da-
de para processar 35 m|| tone|adas de ma-
ter|a|s por ano, |rá empregar cerca de 40
pessoas.
O equ|pamento está |ntegrado no pro|ecto
L|por de Pec|c|agem Mu|t|mater|a|, orçado
em cerca de quatro m||hoes de contos (20
m||hoes de euros).
E||sa Ferre|ra pres|d|u tamoem à ass|natu-
ra, na Fundação de Berra|ves, de um proto-
co|o entre esta |nst|tu|ção e o lnst|tuto de
Promoção Amo|enta| para a cr|ação do
Oentro de Educação Amo|enta| - Espaço
Eco|og|co Educat|vo.
Em Berra|ves, a governante v|s|tou a|nda o
Pro|ecto Arqu|tectos do Parque, uma pro-
posta de educação amo|enta| vocac|onada
para o púo||co esco|ar.
ASSUNTOS FlSCAlS
O Estado de|xou de receoer, nos ú|t|mos
do|s anos, 350 m||hoes de contos do í|sco,
dev|do à redução de |mpostos, apesar de
em 1998 ter arrecadado 4 382 m||hoes de
contos, ma|s 10 por cento do que em 1997.
Os números íoram d|vu|gados na passa-
da qu|nta-íe|ra, d|a 27, em ldanha-a-Nova,
pe|o secretár|o de Estado dos Assuntos
F|sca|s, Anton|o Oar|os Bantos, no decor-
rer de um sem|nár|o, em que o governante
puo||c|tou o oa|anço da execução das
med|das prev|stas na reíorma í|sca|, |n|c|-
ada em 1997.
Anton|o Oar|os Bantos ad|antou que nos
ú|t|mos tres anos (1996/98) a taxa de rea||-
zação das rece|tas í|sca|s tem apresenta-
do sucess|vos cresc|mentos, apesar de a
adm|n|stração í|sca| ter d|m|nu|do a|guns
|mpostos, c|tando como exemp|os a redu-
ção das taxas do l\A, a actua||zação dos
esca|oes do lPB ac|ma da taxa da |ní|ação
ou a d|m|nu|ção da taxa de lPO.
Ass|m, segundo o governante, o Estado
arrecadou, em 1996, 3 659 m||hoes de
contos em rece|tas í|sca|s, va|or que, em-
oora aoa|xo do prev|sto no orçamento para
aque|e ano, equ|va|eu a um aumento de
7,5 por cento íace a 1995.
No ano segu|nte (1997) íoram arrecadados
4 003 m||hoes de contos e, em 1998, 4 383
m||hoes, recordou Anton|o Oar|os Bantos,
rea|çando que este ú|t|mo número repre-
sentou ma|s 112 m|| contos do que o pre-
v|sto no Orçamento e um aumento de 10,8
por cento em re|ação à rece|ta arrecada-
da em 1997.
A d|m|nu|ção da evasão í|sca| ío| uma das
razoes apontadas pe|o secretár|o de Esta-
do para |ust|í|car o cresc|mento í|sca|, o
que, na sua opt|ca, ío| uma consequenc|a
d|recta do aumento das acçoes de í|sca||-
zação.
ASSUNTOS PARLAMENTARES
O m|n|stro dos Assuntos Par|amentares,
Anton|o Oosta, cons|derou, no d|a 28,
·|nacred|táve|· a puo||cação na lmprensa
de dados re|at|vos a agentes dos Berv|ços
de lníormaçoes Estrateg|cas de Deíesa e
M|||tares (BlEDM), vu|garmente conhec|da
como a ·secreta m|||tar·.
Em dec|araçoes à TBF, Anton|o Oosta re-
ve|ou que |r|a co|ocar a questão ao Pres|-
dente da Assemo|e|a da Pepúo||ca.
·Oomo e poss|ve| que documentos oí|c|-
a|s coní|denc|a|s que um orgão de sooe-
ran|a entrega a outro orgão de sooeran|a
se|am puo||cados?·, |nterrogou-se Anton|o
Oosta, cons|derando o íacto ·grav|ss|mo·.
·Estou estupeíacto·, ír|sou, acrescentan-
do que os deputados estão oor|gados ao
·dever de segredo·.
A ||sta dos agentes da ·secreta· ío| entre-
gue pe|o M|n|ster|o da Deíesa à com|ssão
par|amentar de |nquer|to aos serv|ços se-
cretos.
Üm |orna|, o semanár|o ·lndependente·,
chegou a puo||car o ·íac-s|m||e· de parte
do documento.
CULTURA
O m| n| stro da Ou| tura, Manue| Mar| a
Oarr||ho, |naugurou, no d|a 28, no Porto, o
Fest|va| lnternac|ona| de Expressão loer|-
ca (FlTEl), cu|a sessão de aoertura ío|
protagon|zada pe|o grupo cata|ão La Fura
de|s Baus.
O íest|va| traz, ate ho|e, 13 companh|as de
teatro de c|nco pa|ses, que actuarão em
quatro pa|cos da c|dade (P|vo||, Teatro Bão
João, Aud|tor|o Nac|ona| Oar|os A|oerto e
Teatro do Oampo A|egre).
Na sessão de aoertura ío| tamoem ||da uma
mensagem do encenador oras| | e| ro
Ü|ysses Oruz, cons|derado um dos ma|s
cr|at|vos da actua||dade.
Para|e|amente ao programa oí|c|a| de es-
pectácu|os, o FlTEl conta com vár|as act|-
v|dades comp|ementares, nomeadamen-
te c|c|os de mús|ca românt|ca, deoates e
expos|çoes.
ECONOMlA
O m|n|stro da Econom|a, P|na Moura, cr|t|-
cou na passada qu|nta-íe|ra, d|a 27, no
Porto, a ·suos|d|o-dependenc|a e a ouro-
crac|a· que ·ex|stem em a|guns empresá-
r|os e po||t|cos· e ||m|tou a casos espec|í|-
cos os suos|d|os a íundo perd|do no lll
Ouadro Oomun|tár|o de Apo|o (OOA).
P|na Moura ía|ava na sessão de encerra-
mento da posse dos novos corpos soc|-
a|s da Assoc|ação das lndústr|as de Ma-
3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 7
GOVERNO
PELO PA/$ Governação Aberfa
CON$ELHO DE M/N/$7RO$ Reunlão de 27 de Malo
de|ra e Moo|||ár|o de Portuga| (AlMMP), que
tem agora como pres|dente o |ndustr|a|
Pedro Ferre|ra de Bousa.
Na sua |ntervenção, o m|n|stro ír|sou ser
necessár|o ·comoater estes do|s desv|os·
(a suos|d|o-dependenc|a e a ourocrac|a),
oem como ·a postura ma|estát|ca do Es-
tado, com o cheque no oo|so e, por |sso,
pretender d|tar aos empresár|os a po||t|ca
que devem segu|r·.
Begundo reíer|u, o |nvest|mento pr|vado em
Portuga| nos ú|t|mos dez anos ío|, em 90
por cento, suportado na tota||dade pe|os
empresár| os, percentagem que será
tendenc|a|mente ma|or no í|na| do lll OOA,
|á que o Ooverno va| pr|v||eg|ar o cap|ta|
de r|sco e os suos|d|os reemoo|sáve|s.
Para P|na Moura, o pape| do Estado ·e
amp| | ar ao máx| mo a capac| dade
reprodut|va dos recursos· que |rão ser
d|spon|o|||zados, mas chamou a atenção,
uma vez ma|s, para que não se coníunda
po||t|ca econom|ca com o lll OOA.
EMPREGO E FORMAÇÃO
Portuga| prec|sa ganhar o secu|o XX, nem
que se|a nos ú|t|mos m|nutos, d|sse no d|a
27, o secretár|o de Estado do Emprego e
Formação, Pau|o Pedroso, comparando a
s|tuação com a í|na| da taça dos campe-
oes europeus, em íuteoo|.
O governante ía|ava em Oampo Ma|or onde,
a conv|te da Banta Oasa da M|ser|cord|a
|oca|, v|s|tou as |nsta|açoes daque|a |nst|-
tu|ção e |naugurou o íuturo ed|í|c|o da em-
presa de |nserção ·Artesanato Bão João·.
Peíer|ndo-se à s|tuação de desemprego na
reg|ão do A|ente|o, Pau|o Pedroso aí|rmou
que ·Portuga| teve, ao |ongo deste secu|o,
um |argo per|odo em que se atrasou dos
restantes pa|ses da Europa·, acrescentan-
do que nos ú|t|mos 25 anos tem-se ·procu-
rado |nverter esta s|tuação· para que ·no
secu|o XXl Portuga| se|a aoso|utamente
europeu e acompanhe os seus parce|ros
da Ün|ão Europe|a·.
Para que |sso se|a poss|ve|, o governante
destacou duas questoes |mportantes: a
modern|zação da act|v|dade produt|va e a
sua pro|ecção para o mercado europeu, e
uma soc|edade ma|s coesa, onde ha|a
menos pooreza, menos desemprego e
menos exc|usão.
Nas |nsta|açoes da Banta Oasa da M|ser|-
cord|a de Oampo Ma|or decorrem d|ver-
sos cursos de íormação, nomeadamente
de p|ntura em cerâm|ca, o|ar|a, p|ntura
a|ente|ana (em moo|||ár|o), tapeçar|a/tece-
|agem e marcenar|a, que íunc|onam gra-
ças a uma co|aooração con|unta entre a
autarqu|a |oca|, o Ooverno e a M|ser|cor-
d|a de Oampo Ma|or.
Destaque-se que a taxa de desemprego
na v||a de Oampo Ma|or e quase nu|a.
EOUlPAMENTO
O m|n|stro do Equ|pamento, do P|anea-
mento e Adm|n|stração do Terr|tor|o, João
Orav|nho, |naugurou, no passado d|a 27,
na Ouarda, a pr|me|ra íase da \|a de O|n-
tura Externa da Ouarda (\lOEO), oora est|-
mada em 2 645 m|| contos.
O empreend|mento e compart|c|pado pe|o
Fundo Europeu para o Desenvo|v|mento
Peg|ona| (FEDEP) com 1 984 m|| contos e
661 m|| contos pe|o mun|c|p|o.
A \lOEO estava |n|c|a|mente orçada em 1,8
m||hoes de contos, mas ·traoa|hos |mpre-
v|stos ou a ma|s·, dada as caracter|st|cas
do empreend|mento, encareceram o |nves-
t|mento.
O pro|ecto da estrada começou a ser de-
senvo|v|do e apresentado puo||camente
em meados de 1995, quando o mun|c|p|o
guardense, a|nda pres|d|do pe|o camara-
da Ao|||o Ourto, aor|u o concurso púo||co
da oora.
Era |á pres|dente da Oâmara a tamoem so-
c|a||sta Mar|a do Oarmo Borges, que em
Dezemoro de 1995 suost|tu| Ourto, quan-
do um novo concurso ío| aoerto em 1997
e |n|c|ada a oora por um consorc|o espa-
nho|, com prazo de construção que prev|a
a conc|usão da estrada em 1998, mas d|-
vergenc|as entre os suo-empre|te|ros |eva-
ram a novo ad|amento e atraso do empre-
end|mento.
lNSERÇÃO SOClAL
O secretár|o de Estado da lnserção Boc|a|,
Pu| Ounha, d|sse, na passada qu|nta-íe|ra,
d|a 27, em Oo|mora, que o Execut|vo soc|-
a||sta so encerra |ares c|andest|nos se hou-
ver a|ternat|va ao aco|h|mento dos |dosos.
O governante assegurou que va| prosse-
gu|r o comoate a essas casas, emoora ad-
m|t|ndo que há d|í|cu|dades em rea|o|ar a
ma|or|a das pessoas.
·Já encerramos 63 |ares nos ú|t|mos qua-
tro anos. \amos cont|nuar e |ncent|var esta
po| | t| ca·, d| sse Pu| Ounha, no Teatro
Academ|co de O|| \|cente, perante uma
p|ate|a const|tu|da por centenas de |dosos
que part|c|pavam num encontro |ntegrado
O ConseIho de Ministros aprovou:
º Üma reso|ução que aprova o P|ano Nac|ona| contra a \|o|enc|a Domest|ca;
º Üm decreto-|e| que aprova a pr|me|ra íase do processo de pr|vat|zação do cap|ta|
soc|a| da Oa|p - Petro|eos e Oás de Portuga| BOPB, BA;
º Üm pro|ecto de decreto-|e| que estaoe|ece a organ|zação dos serv|ços de saúde
púo||ca;
º Üm decreto-|e| que regu|a as act|v|dades de ass|stenc|a em esca|a ao transporte
aereo, nos aeroportos ou aerodromos nac|ona|s;
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| n.' 281/93, de 17 de Agosto, que cr|a a Oom|s-
são Permanente de Aprec|ação dos P|anos D|rectores Mun|c|pa|s;
º Üm decreto-|e| que estaoe|ece regras de |ntegração do pessoa| não docente a
prestar serv|ço na Facu|dade de Med|c|na Dentár|a da Ün|vers|dade de L|sooa nos
|ugares do respect|vo quadro;
º Üm decreto-|e| que transpoe para a ordem |ur|d|ca |nterna a d|rect|va comun|tár|a
que a|tera uma outra d|rect|va que reconhece zonas proteg|das na Oomun|dade, ex-
postas a r|scos í|tossan|tár|os espec|í|cos, e |ntroduz a|teraçoes ao decreto-|e| n.' 14/
99, de 12 de Jane|ro;
º Üma proposta de reso|ução que aprova, para rat|í|cação, o acordo re|at|vo aos
pr|v||eg|os e |mun|dades necessár|os ao desempenho das íunçoes dos oí|c|a|s de
||gação da Europo|, ao aor|go do d|sposto no parágraío 2 do art|go 41' da Oonven-
ção que cr|a um Berv|ço Europeu de Po||c|a (Oonvenção Europo|);
º Üm decreto regu|amentar que deí|ne as taxas dev|das pe|a ocupação de terrenos,
ed|í|caçoes e outras |nsta|açoes, oem como pe|o exerc|c|o de qua|squer act|v|dades
na área dos aeroportos e aerodromos púo||cos.
nas comemoraçoes do Ano lnternac|ona|
do ldoso.
O governante suo||nhou que o Pa|s não d|s-
poe a|nda de |oca|s em número suí|c|ente
para aco|her os |dosos que se encontram
em ||sta de espera.
Em caso de encerramento dos |ares e cen-
tros de d| a, as íam| | | as assumem o
rea|o|amento em apenas 20 por cento dos
casos.
·Não podemos encerrar |ares c|andest|nos
para por as pessoas na rua ou em cond|-
çoes mu|to p|ores·, ooservou Pu| Ounha.
SAÚDE
A m|n|stra da Baúde, Mar|a de Be|em, cr|t|-
cou no d|a 27, no Porto, os ·res|stentes· à
po||t|ca do Ooverno no sector, aí|rmando
que ·o sucesso em determ|nadas áreas e
a|go que, por vezes, não e oem ace|te·.
·Mu|tos cont|nuarão a res|st|r, apesar das ex-
p||caçoes que íorem dadas. Oaoe-nos a nos
ser í|rmes perante as res|stenc|as·, ír|sou
Mar|a de Be|em, no encerramento da ll Oon-
íerenc|a dos B|stemas Loca|s de Baúde.
A m|n|stra rea|çou que a saúde v|ve ·um
momento de grande coní|ança para uns,
de grande expectat|va para a|guns e de re-
s|stenc|a para outros·, acrescentando que
o Ooverno va| cont|nuar ·í|rme· na pr|or|-
dade dada ao sector na prox| ma
|eg|s|atura.
Mar|a de Be|em cons|derou os B|stemas
Loca|s de Baúde (BLB) ·emo|emát|cos· na
estrateg| a do Execut| vo para a nova
|eg|s|atura, que ·co|oca o c|dadão no cen-
tro do s|stema·.
Para a governante, os BLB v|sam aprox|mar
os cu|dados de saúde dos c|dadãos e re-
í|ectem a parcer|a que tem de ex|st|r com o
sector pr|vado e as autarqu|as.
SEGURANÇA SOClAL
O secretár|o de Estado da Begurança Bo-
c|a| e Pe|açoes Laoora|s, Fernando Mendes,
deíendeu, na passada sexta-íe|ra, d|a 28,
no Funcha| , as po| | t| cas de parcer|a
a|argada entre governos centra|, reg|ona| e
soc|edade c|v|| na prossecução do oem-
estar soc|a|.
Fernando Mendes ía| ava, na c| dade
made|rense, na cer|mon|a de ass|natura do
documento que íorma||za a transíerenc|a do
patr|mon|o const|tu|do por um |move| de
apartamentos de renda econom|ca nesta
c|dade, des|gnado por ·Pred|o da Oa|xa·,
do Estado para a adm|n|stração do Oentro
de Begurança Boc|a| da Made|ra.
O governante v|ncou que esta s|tuação era
um dos ·s|na|s da \e|ha Prev|denc|a Boc|a|
que pau|at|namente tem v|ndo a term|nar·.
Por seu turno, o secretár|o reg|ona| dos As-
suntos Boc|a|s made|rense, Pu| Adr|ano, sa-
||entou que esta med|da, ·apos a|guns anos
de |mpasse, va| perm|t|r que os oeneí|c|ár|os
res|dentes no o|oco da rua E||as Oarc|a pos-
sam, se ass|m o entenderem, proceder à
aqu|s|ção das suas morad|as·.
ACÇÃO SOClALlSTA 8 3 JÜNHO 1999
PARLAMENTO
OS «POPULARES»
APRENDlZES DE FElTlCElROS
GOVERNO PS TEM REFORÇADO
OS DlRElTOS SOClAlS
DEPU7ADO 1O$É BARRADA$ Saúde
·Oomo resu|tado de um
go|pe de mág|ca, todas
as ass|metr|as, ía|tas de
acess|o|||dade, ía|ta de re-
cursos humanos, oa|xa
produt|v|dade, suo-í|nan-
c|amento desaparecer|-
am por íorça de |e|.·
Est e e o n| ve| de ser | edade que se
depreende, segundo o deputado soc|a||sta
Jose Barradas do pro|ecto de |e| apresenta-
do à Assemo|e|a da Pepúo||ca pe|o ODB/PP
para a Le| de Bases da Baúde.
O par|amentar soc|a||sta, ao ana||sar as pro-
postas cont|das na |n|c|at|va |eg|s|at|va ·po-
pu|ar·, na sessão p|enár|a do Par|amento do
passado d|a 27, ír|sou que ·est|gmat|zar o
Berv|ço Nac|ona| de Baúde (BNB) como um
ar mazem de doent es, como uma
|nev|tao|||dade para os poores, ou apenas
como a entrânc|a do s|stema de saúde (...)
ou e uma opção po||t|ca que não suoscre-
vemos, ou e uma ev|dente descrença no s|s-
tema que não part||hamos, ou e a|nda a íor-
ma ma|s ore|e|ra e per|gosa de eníat|zar
qua|quer a|ternat|va proposta, o que nos
cumpre denunc|ar·.
O deputado do OP/PB |emorou que, ta| como
está a acontecer em todo o cont|nente eu-
ropeu, o enve|hec|mento da popu|ação e o
ma|s a|armante s|na| do aumento do consu-
mo de cu|dados de saúde (cada c|dadão
consome tres quartos dos cu|dados de saú-
de no ú|t|mo quarto da sua v|da) e 15 a 16
por cento da popu|ação portuguesa tem
ma|s de 65 anos de |dade.
Begundo Jose Barradas, ·qua|quer gover-
no com o m|n|mo de sens|o|||dade soc|a|,
íace a este quadro, se recusar|a a promo-
ver reíormas que a|terassem as componen-
tes essenc|a|s que deí|nem e determ|nam o
BNB, mas encetar|a, com coragem, mudan-
ças na gestão dos serv|ços, na produt|v|da-
de, na qua||dade e na eí|c|enc|a·.
·Trata-se de uma área comp|exa e sens|ve|
que ex|ge mu|to ma|s do que uma |e| de tran-
s|ção·, que ·necess|ta de ser sustentada por
ma|s do que um con|unto de não razoes·,
·pr|mando pe|a ausenc|a de so|uçoes sem-
pre cons|deradas |mportantes pe|o ODB/PP
como o seguro soc|a|, não |nc|u|do no pre-
sente d|p|oma·, dec|arou.
Ouanto ao í|nanc|amento proposto pe|o d|-
p|oma ·popu|ar·, o par|amentar do PB qua-
||í|cou-o como ·não-estrutura|· e ·res|dua|·,
c|ass|í|cando o pro|ecto de Le| de Bases da
Baúde como ·prov|sor|o· e cons|derando o
grau de eí|các|a prev|s|ve| como ooedecen-
do ·ma|s a conce|tos de ad|v|nhação que a
cr|ter|os de aná||se oo|ect|va·.
Deoruçando-se soore o cap|tu|o que trata o
B|stema Nac|ona| de Baúde, Jose Barradas
suo||nhou que, para eíe|tos do d|p|oma em
d|scussão, ·passar|amos dum BNB estrutu-
ra matr|c|a| do Berv|ço de Baúde do Pa|s, de-
t ent or dos ma| s modernos serv| ços e
t ecno| og| as da saúde, par a um BNB
í|nanc|ador e |ocador desses me|os, a|nda
por c|ma a íunc|onar sem cr|ter|os r|gorosos
de |ocação·.
Peconhecendo que o Orçamento de Estado
não e , por s| so, suí|c|ente para dar resposta
ás ex|genc|as de íundo que |mp||ca um íunc|-
onamento regu|ar do sector, Jose Barradas
ír|sou que tudo passa pe|a reorgan|zação e
rentao|||zação dos serv|ços oí|c|a|s de saú-
de, pe|a reestruturação dos cu|dados pr|má-
r|os, pe|a reíormu|ação da gestão dos hosp|-
ta|s e centros de saúde e pe|a regu|amenta-
ção da art|cu|ação dos d|íerentes serv|ços.
·Achamos que, reíormu|ado e rev|ta||zado,
o BNB e o me|hor e o ma|s |usto serv|ço de
saúde que se pode oíerecer aos c|dadãos·,
conc|u|u. MARY RODRlGUES
DEPU7ADO ARMANDO PAUL/NO ldosos
·O Ooverno do PB tem v|ndo a apostar com
grande empenho e determ|nação numa po||t|-
ca soc|a| cu|os traços íundamenta|s são v|s|-
ve|s aos o|hos de todos, e que contr|ou|u de-
c|s|vamente no nosso pa|s para um eíect|vo
reconhec|mento e reíorço dos d|re|tos soc|a|s,
econom|cos e cu|tura|s das pessoas |dosas e
portadoras de deí|c|enc|a·, aí|rmou no d|a 26
de Ma|o, no Par|amento, o deputado do PB
Armando Pau||no.
Por esta razão, ad|antou, tendo consc|enc|a
de que mu|to está a ser íe|to em mater|a de
|nserção e |ntegração soc|a| das pessoas |do-
sas e portadores de deí|c|enc|a, Armando
Pau||no reíer|u que os soc|a||stas não poder|-
am í|car |nd|íerentes à |n|c|at|va |eg|s|at|va da
oancada |aran|a que v|sa estaoe|ecer o reg|-
me |ur|d|co ap||cáve| à opção de permanen-
c|a ou |ntegração de |dosos e pessoas porta-
doras de deí|c|enc|a no se|o da íam|||a a que
estão ||gados por |aços de parentesco ou aí|-
n|dade.
Armando Pau||no d|sse que no p|ano das so|u-
çoes normat|vas precon|zadas no d|p|oma |a-
ran|a tem ·grandes dúv|das e reservas,
des|gnadamente no que respe|ta aos eíe|tos da
sua ap||cação no tec|do soc|a|·.
Oom eíe|to, suo||nhou, ·íazendo táoua-rasa de
todo o traoa|ho e empenhamento do Oover-
no do PB em mater|a de |nserção dos |dosos
e pessoas portadoras de deí|c|enc|a, o PBD
aposta em so| uçoes que saoe pouco
exequ|ve|s e ou mesmo que em nada contr|-
ou|rão para reso|ver a ma|or|a dos proo|emas
que se co|ocam às íam|||as neste dom|n|o,
pondo mesmo em causa os va|ores da so||-
dar|edade íam|||ar·.
Contradições e Iacunas Iaranja
Para Armando Pau||no, ·o pro|ecto de |e| do
PBD encerra em s| mesmo
·contrad|çoes, |mperíe|çoes, |acunas e om|s-
soes·.
Na sua |ntervenção, depo|s de ana||sar os d|-
versos erros do d|p|oma |aran|a, o deputado
soc|a||sta conc|u|u que a reíer|da |n|c|at|va
| eg| s| at| va ·não contem as so| uçoes
normat|vas ma|s cred|ve|s e adequadas à pro-
tecção dos |nteresses em causa·.
No entanto, ad|antou que o PB ·está e estará
sempre d|spon|ve| para deoater de íorma ser|a
e responsáve| mater|as que assumem enorme
re|evânc|a soc|a|·, ressa|vando que ·aque|es que
pretendem cr|ar pa||at|vos e so|uçoes demago-
g|cas para proo|emas ser|os que aíectam a v|da
dos c|dadãos, encontrarão as parte do PB uma
í|rme contestação·. J. C. CASTELO BRANCO
COMPROMETlDA
A CREDlBlLlDADE DA COMlSSÃO
DE lNOUÉRlTO
GP/P$ Nofa a lmµrensa
Numa nota à lmprensa em|t|da |ogo apos o
pr|me|ro-m|n|stro ter anunc|ado a suost|tu|-
ção, a seu ped|do, do m|n|stro da Deíesa, o
OP/PB cons|derou que este íacto reve|a que
·o Ooverno assum|u o ma|s p|enamente pos-
s|ve| as suas responsao|||dades·, e que ·a
Assemo|e|a da Pepúo||ca deve íazer o mes-
mo·.
Para a oancada soc|a||sta, ·a reve|ação pú-
o||ca de |níormaçoes coní|adas soo s|g||o a
uma com|ssão par|amentar e íacto grav|ss|mo
que |esa os |nteresses do Estado·.
No comun|cado, os deputados soc|a||stas
a|ertam a op|n|ão púo||ca para do|s aspec-
tos.
O pr|me|ro dos qua|s e que ·o PB ío| o ún|co
part|do que apo|ou |unto do pres|dente da
Assemo|e|a da Pepúo||ca a |de|a de aoertu-
ra de um |nquer|to na POP, para apuramento
de responsao|||dades·, |amentando por |sso
·a recusa dos part|dos da opos|ção que co-
metem um ser|o erro·.
Ouanto ao segundo aspecto, os deputados
do PB cons|deram ·|rremed|ave|mente com-
promet|da a cred|o|||dade da Oom|ssão de
lnquer|to aos serv|ços de |níormaçoes·, pe|o
que dec|d|ram aoandonar a Oom|ssão.
No entanto, os deputados soc|a||stas aí|r-
mam-se ·d|spon|ve|s para med|das que per-
m|tam que entre a AP e o Ooverno ha|a de
novo re|açoes de ser|edade e de coní|ança·.
J. C. C. B.
MERCANTlLlSMO CHOCANTE
DEPU7ADO AFON$O CANDAL Aµolo a ldosos
O deputado soc|a||sta
Aíonso Oanda| cons|-
derou, no passado d|a
26, no Par|amento, que
a pro|ecto de |e| da
oancada ·popu|ar· so-
ore o s|stema de apo|o
aos agregados íam|||a-
res com |dosos não passa de ·uma aoorda-
gem mercant|||sta, |nsens|ve|, |nsensata e cho-
cante·.
·O ODB/PP a|ega que a Le| F|sca| est|mu|a as
íam|||as a co|ocar os seus ascendentes em |a-
res·, reíer|u o par|amentar do PB, acrescentan-
do que, segundo o ODB, ·pe|o íacto de se per-
m|t|r deduz|r à co|ecta encargos com |ares ate
a um máx|mo de 56 400 escudos e a dedução
espec|í|ca por cada |doso a cargo ser de 19
800 escudos, a Le| F|sca| peca por ¨ía|ta de
neutra||dade" e |nduz a um ¨grave comporta-
mento"·.
Buo||nhando que nem tudo na v|da se resume
apenas e so a d|nhe|ro, Aíonso Oanda| ío| pe-
remptor|o ao qua||í|car a proposta do PP como
·chocante na sua í||osoí|a e |rresponsáve| na
so|ução encontrada·.
·A h|potet|ca aprovação do pro|ecto de |e| em
questão aumentar|a a dedução espec|í|ca por
ascendente a cargo dos |á reíer|dos 19 800 es-
cudos para os 56 400 escudos·, ír|sou o depu-
tado do OP/PB, acrescentando de segu|da que
esta suposta ·neutra||dade· at|ng|da e na rea||-
dade uma emenda que e p|or do que o soneto.
·Passar|amos a ter uma d|spar|dade aosurda e
|n|ust|í|cáve| entre estes 56 400 escudos dedu-
z|dos por ascendentes e os 19 800 escudos
deduz|dos por descendente·, reíer|u, exp||can-
do que ·na aoordagem mercant|||sta do ODB/
PP ter|amos uma Le| F|sca| a cons|derar, preto
no oranco, que um pa| va|e o mesmo do que
tres í||hos·.
Na op|n|ão do par|amentar do PB, a oancada
·popu|ar· poder|a ter optado por uma outra íor-
mu|a para corr|g|r a a|egada ·ía|ta de neutra||-
dade· do s|stema í|sca| sem estar, s|mu|tanea-
mente a cr|ar uma segunda ía|ha.
·Bastava para |sso ter proposto, não o aumen-
to da dedução espec|í|ca para montante |den-
t|co ao da dedução á co|ecta com |ares, mas
s|m a d|m|nu|ção da segunda por íorma a
|gua|á-|a à pr|me|ra·, apontou.
Mas esta so|ução não serv|r|a, na op|n|ão do
deputado do OP/PB a mot|vação ·popu|ar· dos
centr|stas, nem corresponder|a à táct|ca
e|e|tora||sta e oportun|sta que os |ncent|va.
Aíonso Oanda| de|xou c|aro que o que o Esta-
do pretende e que as íam|||as não tenham que
optar entre os 19 800 escudos por terem |do-
sos em casa e os 56 400 escudos por optarem
pe|os |ares de terce|ra |dade.
·As íam|||as tem d|re|to a 19 800 escudos de
dedução por cada |doso a cargo, montante ao
qua| se somam 56 400 escudos se houver des-
pesas extra com |ares·.
Ass|m, para o deputado soc|a||sta, o cam|nho
proposto pe|o ODB/PP não e o e|eg|ve|.
·O proo|ema do apo|o aos |dosos ex|ste. É gra-
ve. Mas, ma|s grave e este t|po de aprove|ta-
mento íác|| de uma proo|emát|ca tão comp|exa
e que tem merec|do por parte do actua| Oover-
no uma atenção e um car|nho tão espec|a|s·,
conc|u|u. MARY RODRlGUES
3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 9
PARLAMENTO
CANTO DE SERElA
DEPU7ADO RU/ NAMORADO Iercelra ldade e deIlclénclas
O deputado soc|a||sta Pu|
Namorado denunc|ou, no
d|a 26, na Assemo|e|a da
Pepúo||ca, o ·gesto de
propaganda· que repre-
senta, num contexto de
e| e| çoes e de cr| se da
opos|ção de d|re|ta, os do|s pro|ectos de |e|,
do PBD e do PP, que v|sam o apo|o a c|da-
dãos |dosos e a pessoas portadoras de deí|-
c|enc|a.
·Não podemos de|xar de ver ne|as (|n|c|at|-
vas do PBD e PP) uma tentat|va a|go soírega
de sedução de um e|e|torado que, ano apos
ano, tem v|ndo a res|st|r aos cantos de sere|a
da d|re|ta portuguesa·, aí|rmou.
Oua||í|cando como ·|mpac|ente e vert|g|no-
sa· a agress|v|dade com que |aran|as e po-
pu|ares tem íe|to opos|ção ao Ooverno do PB,
Pu| Namorado ír|sou que ·ta|vez tenha s|do
por |sso que a ga|er|a dos ||deres desmoro-
nados de amoos os part|dos ío| enr|quec|da
com novos retratos·.
·Mas, crentes de que, como ens|na a saoe-
dor|a popu|ar, os grandes ma|es se comoa-
tem com grandes remed|os, as opos|çoes de
d|re|ta aíad|garam-se na ousca desses reme-
d|os·, reíer|u, acrescentando que PBD e PP
·pesqu|saram nas poss|ve|s causas da po-
pu|ar|dade do actua| Execut|vo uma que |hes
pareceu das ma|s oov|as e reso|veram pro-
por, no p|ano soc|a|, a|go que os tornasse tão
parec|dos quanto poss|ve| ao Ooverno, na es-
perança de part||harem pe|o menos a|guma
da sua popu|ar|dade·.
Peíer|ndo-se aos do|s pro|ectos de |e| em
causa, mas espec|a|mente ao do PBD, Pu|
Namorado a|ertou para o íacto de se reper-
cut | rem com ·uma proí und| dade não
neg||genc|áve|· na |nst|tu|ção íam|||ar.
·Este e um terreno dec|s|vo da po||t|ca soc|-
a|, pe|o que não deve ser percorr|do com |m-
prudenc|a ou prec|p|tação·, dec|arou.
Para o deputado do OP/PB, ·a re|at|va ane-
m|a dos va|ores so||dár|os que tamoem con-
tam|na a íam|||a não deve comoater-se ao
arrep|o das propr|as regras estruturantes da
|nst|tu|ção íam|||ar·.
·Üma engenhar|a demas|ado tosca, mesmo
que de generosa mot|vação, pode ag|r como
íactor de cr|se, em vez de desempenhar um
pape| rooustecedor·, a|ertou, aprove|tando
para reíer|r que o pro|ecto do PBD ·não pa-
rece |mune a esse r|sco·.
Na op|n|ão do par|amentar do PB, ·os ma|s
|dosos não podem apenas ser dest|natár|os
de med|das ass|stenc|a|s, |á que devem ser
est|mu|ados a se congregarem para desem-
penharem uma pape| act|vo na gestão da sua
propr|a v|da, na promoção da me|hor qua||-
dade de v|da que est|ver ao seu a|cance·.
O reíorço do vo|untar|ado soc|a|, o recurso
ao sector cooperat|vo e soc|a| como espaço
de protagon|smo acresc|do na protecção
soc|a|, a va|or|zação comp|eta e eíect|va da
|de|a de uma educação ao |ongo da v|da, a
repart|ção do traoa|ho e dos rend|mentos, são
vectores de po||t|ca soc|a| e de apo|o à ter-
ce|ra |dade que Pu| Namorado cons|derou,
no í|na| da sua |ntervenção, como ·s|mu|ta-
neamente eí|cazes e emanc|pator|os, gene-
rosos e d|gn|í|cantes·. MARY RODRlGUES
PROJECTO DE OS VERDES
SOBRE DOENÇAS lNFECClOSAS
É UMA DESlLUSÃO
DEPU7ADO A/RE$ DE CARvALHO Prlsões
O deputado do PB A|res
de Oarva|ho aí|rmou-se
des||ud|do re|at|vamente
ao pro|ecto de |e| soore
a adopção de med|das
de comoate à propaga-
ção de doenças |níecto-
contag|osas em me|o pr|s|ona|, da autor|a
de Os \erdes.
Na |ntervenção que eíectuou na Assemo|e|a
da Pepúo||ca, A|res de Oarva|ho mostrou-
se des||ud|do com a |n|c|at|va |eg|s|at|va de
Os \er des quer quant o ·a a| guma
íraseo|og|a ut|||zada na expos|ção dos mo-
t|vos de apresentação· do reíer|do d|p|o-
ma quer quanto ·a a|guma ía|ta de pers-
pect|va e de |novação, soore os cam|nhos
a percorrer·.
No entanto, A|res de Oarva|ho e|og|ou a au-
tora do pro|ecto de Os \erdes pe|a preo-
cupação man|íestada re|at|vamente a uma
mater|a soore a qua|, reíer|u, deve ser íe|-
to ·um esíorço nac|ona|, co|ect|vo e amp|a-
mente consensua|·.
Üma mater|a para a qua| o deputado soc|-
a||sta cons|derou que ·todos e qua|squer
contr|outos serão man|íestamente |mpor-
tantes·.
Na aná||se às propostas cont|das no d|p|o-
ma, A|res Podr|gues |emorou um re|ator|o
de 1996 da Provedor|a da Just|ça, no qua|
se recomenda a tomada de ·med|das |me-
d|atas· íace ao panorama ·preocupante·
das doenças |níecc|osas em me|o pr|s|ona|.
·A verdade e que, perante esta recomen-
dação, e com oase numa s|tuação herda-
da, este Ooverno não oa|xou os oraços,
tendo mesmo |ns|st|do neste comoate, atra-
ves da |mp|ementação de med|das concre-
tas e oo|ect|vas·, d|sse.
A||ás, recordou, ·|sso mesmo está transcr|-
to num outro re|ator|o da Provedor|a da Jus-
t|ça de 1998·, no qua| e reconhec|do o ·es-
íorço rea||zado, nestes do|s anos e me|o,
na área da saúde nas pr|soes·.
D|r|g|ndo-se à autora do pro|ecto, A|res de
Oarva|ho aí|rmou: ·É pena que \. Exa., so-
ore |sto, t|vesse íe|to táoua-rasa.·
A deputada verde, emoaraçada, í|cou a|go
verme|ha. J. C. CASTELO BRANCO
NÃO À SOLlDARlEDADE
SUBSlDlADA
DEPU7ADA $ÓN/A FER7UZ/NHO$ ldosos
·Os |dosos não são |nvá||-
dos, nem |ncapac|tados e
não podemos, por |sso, ter
a tentação de dec|d|rmos
por e|es soore o que e me-
|hor para as suas v|das.·
Fo| com estas pa|avras que
a deputada soc|a||sta Bon|a Fertuz|nhos expres-
sou a necess| dade de dar respostas
d|vers|í|cadas para que a terce|ra |dade íaça
íace a proo|emas que tamoem são d|vers|í|ca-
dos, perm|t|ndo à pessoa |dosa optar ||vremente
pe|o que cons|dera ser me|hor para s|.
A par|amentar do PB ía|ava, no d|a 26, no Par-
|amento, durante a sessão p|enár|a em que se
deoateu o pro|ecto de |e| |aran|a onde,
a|egadamente, se apresentam so|uçoes para
as d|í|cu|dades da ve|h|ce.
·Temos a|gumas dúv|das e mesmo íortes re-
s|stenc|as em re|ação a a|guns aspectos do
d|p|oma que o PBD apresenta·, d|sse Bon|a
Fertuz|nhos, passando de segu|da a e|encar um
tota| de quatro oo|ecçoes.
A pr|me|ra prende-se com o íacto de o PBD
aoso|ut|zar a íronte|ra da |dade, propondo os
60 anos como |dade m|n|ma para se aceder
ao reg|me avançado.
·A ve|h|ce e cada vez menos deí|n|da pe|a |da-
de e cada vez ma|s pe|as íacu|dades e capac|-
dades pessoa|s·, contrapos a deputada do OP/
PB.
A segunda ía|ha do pro|ecto |aran|a prende-se
com a |de|a de cana||zar para as íam|||as e não
para os |dosos os oeneí|c|os do reg|me, cor-
rendo-se o r|sco de por em causa a ||oerdade
de esco|ha dos mesmos.
Oomo terce|ra oo|ecção, Bon|a Fertuz|nhos
apontou para o íacto de o PBD part|r do pres-
suposto de que não ex|ste uma oor|gação ía-
m|||ar de apo|o aos seus memoros , ex|g|ndo,
por |sso, uma cand|datura íorma||zada, num
comprom|sso escr|to dos agregados íam|||ares.
·O que o PBD propoe e a cr|ação de uma rede
de acordos de cooperação, casu|st|camente
ce|eorados com as íam|||as que dese|em
cand|datar-se·, denunc|ou, acrescentando que
a aprovação do pro|ecto de |e| em causa ·trans-
íormar|a as íam|||as natura|s em íam|||as de aco-
|h|mento, e |sto não e ace|táve| se acred|tarmos
na necess|dade e mesmo na urgenc|a do íor-
ta|ec|mento dos |aços de so||dar|edade íam|||-
ar·.
Begundo Bon|a Fertuz|nhos, ·a |nst|tu|ção de
uma med|da como a que consta do pro|ecto
(|aran|a) poder|a determ|nar uma tendenc|a
para a comerc|a||zação dos cu|dados íam|||a-
res, dada a contrapart|da de uma nova íonte
de rend|mento de|es resu|tante·.
·O que e grave e pensarmos que esta e a so|u-
ção para as questoes re|ac|onadas com os |do-
sos e com os deí|c|entes·, ír|sou.
Para a deputada soc|a||sta, as respostas soc|-
a|s para a terce|ra |dade devem ser coordena-
das e soc|a|mente |ntegradas, sendo o apo|o
íam|||ar e as parecer|as com o Estado e a soc|-
edade c|v|| as grandes apostas a serem íe|tas.
·As so|uçoes que o PB apo|a vão no sent|do
de consagrar os d|re|tos, as garant|as e os apo|-
os como |nstrumento e não como um í|m em s|
mesmos·, d|sse, conv|cta, conc|u|ndo que ·a
so||dar|edade não pode ser uma so||dar|edade
suos|d|ada·. MARY RODRlGUES
UMA GNR CAPAZ DE RESPONDER
ÀS NECESSlDADES
DE UMA SOClEDADE LlVRE
DEPU7ADO MARQUE$ 1ÚN/OR Nova Lel Orgánlca
O deputado do PB Mar-
ques Jún|or d|sse no d|a 28
de Ma|o, no Par|amento,
que a proposta de |e| do
Ooverno soore a ONP e de
uma ·|mportânc|a extre-
ma·.
Para o par|amentar do PB, a proposta de |e| ·e
um e|emento estruturante da ONP e va| deter-
m|nar, no íuturo, a compat|o|||zação entre uma
íorça de segurança com caracter|st|cas m|||-
tares ou como e reíer|do no art|go 1' da nova
Le| Orgân|ca ¨uma íorça de segurança const|-
tu|da por m|||tares organ|zados num corpo es-
pec|a| de tropas" e a necessár|a modern|za-
ção do seu estatuto d|sc|p||nar·.
O cap|tão de Aor|| cons|derou que a questão
que está na ordem do d|a e a de saoer se o
Ooverno pretende ou não por em causa a
natureza m|||tar da ONP.
·Ouanto à aí|rmação da natureza m|||tar da
ONP em opos|ção a outras opçoes ma|s
c|v|||stas, e|a tem s|do permanentemente rea-
í|rmada quer pe|o pr|me|ro-m|n|stro quer pe|o
m|n|stro da Adm|n|stração lnterna·, |emorou,
acrescentando que a proposta de |e| ·não a|-
tera a natureza ou descaracter|za a |dent|da-
de propr|a da ONP, que e, aí|na|, a |ust|í|ca-
ção p|ena da sua ex|stenc|a autonoma.
Outra questão |mportante, segundo o deputa-
do do PB, ·e a de saoer se se deve ap||car
aos m|||tares da ONP o regu|amento d|sc|p||-
nar m|||tar ap||cado às Forças Armadas a|te-
rando, ev| dentemente, as normas que
coní||tuam com os pr|nc|p|os const|tuc|ona|s·.
Nesta questão, suo||nhou Marques Jún|or, ·a
opção do Ooverno e c|ara ao cons|derar que
a natureza do corpo m|||tar não e a|terada pe|o
íacto de ter um regu|amento d|sc|p||nar pro-
pr|o·.
O que se pretende, ad|antou, ·e dotar a ONP
de um regu|amento de d|sc|p||na que reí||cta,
na p|en|tude, a sua cond|ção de ¨íorça de se-
gurança const|tu|da por m|||tares organ|zados
num corpo espec|a| de tropas", à qua| estão
comet|das a|gumas das ma|s |mportantes
m|ssoes de segurança |nterna e de ordem pú-
o||ca·. J. C. CASTELO BRANCO
ACÇÃO SOClALlSTA 10 3 JÜNHO 1999
UNÌÄO EUROPEÌA
PORTUGAL VAl BENEFlClAR
DE UMA OUARTA lNlClATlVA COMUNlTÁRlA
PROGRAMA JUVENTUDE
COM 70 MlLHOES DE CONTOS
LEGlSLAÇÃO PARA ELlMlNAR
TRABALHOS PERlGOSOS
COM/$$ÁO EUROPE/A Cldades em crlse
ortuga| va| oeneí|c|ar de uma
quarta |n|c|at|va comun|tár|a -
Üroan- dest|nada à regenera-
ção econom|ca e soc|a| das c|-
dades em cr|se.
Begundo o m|n|stro P|aneamento, João
Orav|nho, |n|c|a|mente, a Oom|ssão Europe|a
(OE) pretend|a apenas íazer tres |n|c|at|vas -
Leader, lnterreg e outra ||gada aos recursos
humanos.
·Portuga| deíendeu sempre a necess|dade
de uma |n|c|at|va que desse cont|nu|dade
ao Üroan, mas a|argando-o à requa||í|cação
do me|o uroano. A com|ssão acaoou por
ace|tar a |og|ca da pos|ção portuguesa e
estamos neste momento a negoc|ar·, ad|-
antou.
·A dotação não será grande. A|nda está
numa íase de íazer cá|cu|os porque e mu|-
to recente, mas em todo o caso va| ser d|v|-
d|da por cada Estado-memoro·, exp||cou.
Maior desconcentração
dos fundos
O m|n|stro do P|aneamento, João Orav|nho,
aí|rmou a|nda que no prox|mo OOA lll va| ser
dada ma|or pr|or|dade à desconcentração e
reg|ona||zação dos íundos em comparação
com o quadro anter|or.
O Ooverno preve que cerca de 50 por cen-
to dos recursos comun|tár|os dest|nados a
pro|ectos sector|a|s (amo|ente, educação,
saúde, entre outros) serão deí|n|dos como
reg|ona|s, ·o que e mu|to ac|ma da s|tua-
ção actua|·, sa||entou.
Begundo João Orav|nho, o Ooverno cons|-
dera tres n|ve|s para as acçoes a desenvo|-
ver: o n|ve| nac|ona|, reg|ona| e o n|ve| |oca|
ou |ntra-reg|ona|.
O n|ve| nac|ona| será adm|n|strado d|recta-
mente pe|os propr|os m|n|ster|os e dest|na-
se a at|ng|r oo|ect|vos nac|ona|s, |ndepen-
dentemente da sua |oca||zação.
O segundo n|ve| corresponde à pro|ecção
no p|ano reg|ona| de e|ementos de compo-
nentes de p|anos nac|ona|s.
No n|ve| |oca| ou |ntra-reg|ona| haverá uma
gestão mu|to descentra||zada, soo a íorma
de contrato, acrescentou.
·Temos a me|hor execução da Europa·, d|s-
se João Orav|nho, acrescentando que, por
|sso, ·Portuga| se congratu|a pe|as novas
regras de preocupação de r|gor í|nance|ro
e de eí|các|a na ooservânc|a dos regu|a-
mentos |mpostas pe|a Oom|ssão·.
O/7 lnIáncla
Organ|zação lnternac|ona| do
Traoa|ho (OlT) deíende a cr|a-
ção de |eg|s|ação que v|se e||-
m| nar traoa| hos per| gosos
eíectuados no mundo por ma|s de 50 m|-
|hoes de menores, com |dade entre os
c|nco e os 14 anos.
Begundo um re|ator|o da OlT, Ooníeren-
c|a Anua| da organ|zação, que decorre
de 1 a 7 de Junho em Oeneora, va| estu-
dar nova |eg|s|ação que pro|oa o traoa-
|ho de cr|anças em tareías per|gosas.
De acordo com o re|ator|o, a |eg|s|ação
actua| trata este tema de íorma gera| sem
|nc|u|r uma deí|n|ção das p|ores íormas
de traoa|ho |níant||.
Apesar da proporção de cr|anças empre-
gadas em traoa|hos tão duros como as
m|nas, a construção ou o transporte ser
percentua|mente pequena, a |og|ca de-
o|||dade e vu|nerao|||dade dos menores
íaz com que corram r|scos mu|to ma|o-
res do que os adu|tos que desempe-
nham estas mesmas tareías.
Há |gua|mente que reg|star o crescente
número de cr|anças que se dest|nam à
prost|tu|ção, pornograí|a, mend|c|dade
ou serv|ços domest|cos e que, em mu|-
tos casos, estão suomet|dos a t|pos de
v|da seme|hantes à escrav|dão.
BRUXELA$ Acordo
programa comun|tár|o Juventu-
de será dotado com 70 m||hoes
de contos (cerca de 350 m|-
|hoes de euros) nos prox|mos
c|nco anos, apos acordo a|cançado no d|a
27 de Ma|o, em Bruxe|as, pe|os m|n|stros
da Ün|ão Europe|a.
Este acordo acontece depo|s de as nego-
c|açoes terem s|do o|oqueadas em No-
vemoro de 1998 pe|o Pe|no Ün|do, França
e Ho|anda com o argumento de que a pro-
posta da Oom|ssão Europe|a (600 m||hoes
de euros) era demas|ado e|evada no con-
|unto do orçamento g|ooa| prev|sto.
Oom uma proposta dos contestatár|os na
ordem dos 264 m||hoes de euros e a ace|-
tação de uma redução dos outros pa|ses
apenas ate aos 450 m||hoes, o encontro
sa|dou-se por um resu|tado negat|vo em
termos de acordo.
O d|nhe|ro dest|na-se ao Programa Juven-
tude, que eng|ooa este ano os |á hao|tua|s
·Juventude para a Europa· (de |ntercâm-
o|o dos |ovens nos pa|ses memoros) e
·Berv|ço \o|untár|o Europeu· (de apo|o a
exper|enc|as de vo|untar|ado), e uma ver-
tente |novadora de apo|o a pro|ectos de |u-
ventude.
A OlT cr|ou em 1992 o Programa lnter-
nac|ona| para a Errad|cação do Traoa|ho
lníant|| (lPEO), em que part|c|pam 90 do-
adores e 60 pa|ses receptores de a|uda.
Desde essa data, o lPEO suoscreveu
acordos com 36 pa|ses soore programas
nac|ona|s concretos e actua|mente está
a negoc|ar novos pro|ectos com 29 pa|-
ses.
Ouarenta e sete dos seus programas dos
ú|t|mos c|nco anos respe|tam a cr|anças
que rea||zam traoa|hos per|gosos e cer-
ca de 10 por cento a cr|anças suomet|-
das a traoa|hos íorçados.
A O
P
3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 11
SOCÌEDADE & PAÌS
ESTRATÉGlA 1998-2002
$AÚDE Marla de Belém aµresenfou
aúde, um comprom|sso· e o
nome da ·Estrateg|a de saú-
de para o v|rar do secu|o·,
apresentada, no passado
d|a 26, em L|sooa, pe|a t|tu|ar da pasta,
Mar|a de Be|em.
A estrateg|a do sector ate 2002 apresenta
como pr| or| tár| as as áreas de saúde
reprodut|va, as cr|anças e ado|escentes e
os |dosos.
Em coníerenc|a de lmprensa, Mar|a de
Be|em sa||entou os aspectos que cons|de-
rou ma|s s|gn|í|cat|vos do documento, o
qua| aorange os anos entre 1998 e 2002.
Peíer|ndo-se à estrateg|a como ·um com-
prom|sso·, a m|n|stra ír|sou que o oo|ect|-
vo e co|ocar ·o c|dadão no centro do B|s-
tema Nac|ona| de Baúde· (BNB) e não o
contrár|o.
Trata-se de ·um quadro de reíerenc|a nac|-
ona|, a part|r do qua| e necessár|o estaoe-
|ecer pr|or|dades reg|ona|s e |oca|s, de acor-
do com cada s|tuação espec|í|ca·, coníor-
me se |e nas ·pr|or|dades da estrateg|a·.
O ·acesso eíect|vo a cu|dados de saúde
de qua||dade·, o ·|nvest|mento na preven-
ção da doença e na promoção e protecção
da saúde·, uma ·ma|or atenção às des|gua|-
dades na saúde·, a ·reíorma da organ|za-
ção e gestão do BNB e do seu í|nanc|amen-
to·, a ·regu|ar|zação da re|ação entre o pú-
o||co e o pr|vado·, a ·deí|n|ção de uma ver-
dade|ra po||t|ca para as proí|ssoes· são as
pr|or|dades apontadas no documento.
Em re|ação às ·pr|nc|pa|s áreas de actua-
ção·, a estrateg| a deí| ne a saúde
reprodut|va, segu|da das cr|anças e ado-
|escentes, os |dosos, a tuoercu|ose, a BlDA,
a d|aoetes, a asma, as doenças |squem|cas
do coração, as doenças cereorovascu|ares
e o cancro.
Üm dos pr|or|tár|os da Estrateg|a de Baúde
para o v|rar do secu|o (1998-2002) e a ·mo-
dern|zação das |níra-estruturas de saúde
púo||ca, |nd|spensáve| para consegu|r os
n|ve|s de aná||se ep|dem|o|og|ca, de ges-
tão e comun|cação dos r|scos de saúde
púo||ca, de protecção e promoção da saú-
de necessár|os·.
A reorgan|zação dos serv|ços de saúde
assenta no ·reíorço e na art|cu|ação das
mú|t|p|as íunçoes de saúde púo||ca·. lsso
íaz-se, segundo o documento, de acordo
com a ·organ|zação por n|ve|s tecn|cos de
|nterdependenc|a e apo|o tecn|co d|íerenc|-
ado (centra| , reg| ona| e | oca| )· e a
·|ntegração da vertente de autor|dade de
saúde no contexto gera| dos |nstrumentos
de |ntervenção em saúde púo||ca·.
A ·const|tu|ção de núc|eos operac|ona|s
com massa cr| t| ca em recursos,
|nterd|sc|p||nar|dade e competenc|as suí|c|-
entes para responderem aos comp|exos
desaí|os que se deparam à saúde púo||ca
actua|· e a ·|nter||gação hor|zonta| a n|ve|
|oca| (B|stema Loca| de Baúde) com os d|-
versos parce|ros para a acção em saúde·
são outras das med|das com que conta a
estrateg|a ho|e apresentada.
A centraIidade do cidadão
A ·nova po||t|ca de saúde· terá como pr|n-
c|pa|s e|ementos um ·comprom|sso exp||-
c|to para me|horar a saúde·, com ·metas
concretas· e a ·centra||dade do c|dadão e
o acesso a cu|dados de saúde apropr|a-
dos·.
Boore a contratua||zação, o documento
deíende ·uma nova re|ação entre contr|ou-
|ntes, os seus agentes í|nanc|adores de
serv|ços e os prestadores·, enquanto a re-
íorma da gestão dos centros de saúde e
hosp|ta|s do BNB apostará numa ·nova
adm|n|stração púo||ca na saúde, ou se|a, a
íunc|ona||dade ao serv|ço das pessoas·.
Em re|ação ao pape| dos sectores soc|a| e
pr| vado, a estrateg| a aposta na
·prev|s|o|||dade, estao|||dade e desenvo|v|-
mento·, oem como nas ·remuneraçoes
assoc|adas ao desempenho·.
Üm s|stema da qua||dade na saúde que se|a
·uma garant|a para todos· e uma po||t|ca
para as proí|ssoes da saúde que conte com
uma ·correcção demográí|ca, ||derança na
qua||dade, envo|v|mento na gestão e íorma-
ção cont|nuada· são, |gua|mente, aposta-
dos no documento.
O ·equ|||or|o entre recursos, |nvest|mentos
e gastos· v|sará uma ·sustentao|||dade í|-
nance|ra·, acrescenta a estrateg|a.
Boore os B|stemas Loca|s de Baúde - |nst|-
tu|dos em 1998, por um prazo de quatro
anos, enquadrando-se no âmo|to da reíor-
ma do BNB - o documento aponta para a
conc|usão de 25 em 2002.
Actua|mente estão em íunc|onamento os
centros de \|ana do Oaste|o, Be|a, Oova da
Be|ra, A|mada/Bes|mora e Botavento.
Na coníerenc|a de lmprensa ío| a|nda d|vu|-
gado um documento soore os ·Oentros de
Baúde da terce|ra geração·, cu|o oo|ect|vo
e ·trazer a gestão para ma|s perto do c|da-
dão e dos proí|ss|ona|s·.
Begundo uma nota-resumo, ·a gestão dos
Oentros de Baúde, des|gnadamente nas
zonas uroanas do Pa|s, e |mprat|cáve| no
actua| quadro organ|zac|ona| dos serv|ços
de saúde·.
·Fora dos grandes centros, emoora a s|tu-
ação se|a ma|s íavoráve| em termos de ges-
tão, pode mesmo ass|m ser oastante me-
|horada por acordo entre as partes |nteres-
sadas, garant|ndo uma gestão ma|s des-
centra||zada·. É este um dos grandes oo-
|ect|vos dos Oentros de Baúde da terce|ra
geração.
A estrateg|a apresentada aponta como
metas para 2002 que os centros de saúde
se|am dotados de ·autonom|a adm|n|strat|-
va e í|nance|ra· e uma ·organ|zação |nterna
descentra||zada, pe|o menos em 60 por
cento dos centros prev|stos para o Pa|s·.
O s|stema de |níormação |níormat|zado em
70 por centro dos centros de saúde são
|gua|mente metas para esse ano.
PROGRAMA DE ACESSOS RODOVlÁRlOS A SlNTRA
EQU/PAMEN7O$ Cravlnho aµresenfa
m|n|stro do Equ|pamento, P|a-
neamento e Adm|n|stração do
Terr|tor|o, João Orav|nho, apre-
sentou no passado d|a 30, na
Oasa da Juventude da Tapada das Mer-
ces, em B|ntra, o programa de me|hor|as
de acessos rodov|ár|os no conce|ho.
Do programa constam a construção do
lt|nerár|o Oomp|ementar (lO) 30, entre
Panho|as e A|cao|deche, do lO 16 e da
||gação desta v|a à O|rcu|ar Peg|ona| Ex-
ter|or de L|sooa (OPEL) a part|r de Loure|/
A|to de Oo|ar|de.
A pres|dente da Oâmara Mun|c|pa| de
B|ntra, Ed|te Estre|a, garant|u que quan-
do o lO30, cu|o |n|c|o das ooras está pre-
v|sto para o prox|mo ano, est|ver conc|u|-
do ·haverá cond|çoes para que se |n|c|e
o a|argamento do lO 19·.
o||ca ate 29 de Junho, ·va| tamoem serv|r
de a|ternat|va, atraves da A5· que ||ga
Oasca|s a L|sooa.
Outra das a|ternat|vas de acesso ao con-
ce|ho de B|ntra va| ser o lO-16, ·com um
percurso para|e|o ao lO-19 e cu|o |n|c|o
da construção está prev|sto para o |n|c|o
do prox|mo ano·, sa||entou Ed|te Estre|a.
A autarca acred|ta que as ooras do lO-30
possam ser ma|s ráp|das, podendo de-
po|s proceder-se ao a|argamento do lO-
19, ún|co acesso ho|e ex|stente para ||ga-
ção entre B|ntra e L|sooa.
Os cerca de 350 m|| hao|tantes do con-
ce|ho passam depo|s a d|spor de tres a|-
ternat|vas, sendo que quem optar pe|o lO-
16 terá que pagar portagem.
João Orav|nho |naugurou a|nda o troço
Fervença-Monte|avar, da \|a de O|ntura da
Area Metropo||tana de L|sooa, uma oora
que, de acordo com Ed|te Estre|a, rondou
os do|s m||hoes de contos.
A autarca ad|antou que esta v|a de c|ntu-
ra va| íuturamente ||gar os conce|hos de
B|ntra, Oasca|s, Maíra, Loures e \||a Fran-
ca de X|ra.
Durante a cer|mon|a íoram ass|nados do|s
protoco|os entre a Oâmara de B|ntra e a
Pede Ferrov|ár|a Nac|ona| (PEFEP), um
para a construção de um |nteríace rodo-
íerrov|ár|o na Porte|a de B|ntra e outro para
o contrato de empre|tada para a remode-
|ação da estação Oue|uz-Be|as.
A cer|mon|a contou tamoem com as pre-
senças do secretár| o de Estado das
Ooras Púo||cas, Maranha das Neves, e do
secretár|o de Estado dos Transportes,
Ou||herm|no Podr|gues.
O
·Be as ooras de a|argamento começas-
sem de |med|ato, o caos |nsta|ava-se por-
que não hav| a a| ternat| vas·, ír| sou a
autarca.
O troço do lO-30 entre o L|nho e Panho|as,
cu|o pro|ecto se encontra em consu|ta pú-
«S
ACÇÃO SOClALlSTA 12 3 JÜNHO 1999
SOCÌEDADE & PAÌS
GOVERNO LANÇA LlNHA DE FlNANClAMENTO
ESTADO APOlA EOUlPAS PRlVADAS
DE SAPADORES
FLORE$7A$ Fogos
AMB/EN7E Conservação da nafureza
|de|a da íormação de equ|pas
de sapadores í|oresta|s para
proteger as propr|edades de
part|cu|ares e da cr|ação de em-
prego por parte da |n|c|at|va pr|vada com
um apo|o estata| de 85 por cento dos |n-
vest|mentos ío| |ançada pe|o secretár|o de
Estado ad|unto do m|n|stro da Adm|n|s-
tração lnterna, Armando \ara, no passa-
do d|a 28 de Ma|o, em Oo|mora.
As pr|me|ras 50 equ|pas de sapadores í|o-
resta|s estão a receoer íormação e repre-
sentam um dos reíorços dos me|os de
comoate aos |ncend|os este ano, aí|rmou
\ara.
O Ooverno espera que dentro de do|s a
tres anos ex|stam em Portuga| cerca de
me|o m||har de equ|pas de sapadores í|o-
resta|s (const|tu|das por c|nco e|ementos
cada).
O governante suo||nhou que a cr|ação das
equ|pas de sapadores í|oresta|s e í|nan-
c|ada pe|o Ooverno em 85 por cento.
·Não há em Portuga| pro|ectos í|nanc|a-
dos com tanta percentagem·, d|sse, con-
s|derando ser ·um grande |ncent|vo· para
os produtores í|oresta|s se organ|zar e tra-
tar das suas propr|edades.
As equ|pas de sapadores í|oresta|s são
·um grande pro|ecto de íormação de em-
prego estáve|·, em espec|a| nas zonas
onde ·não aoundam me|os de cr|ação de
postos de traoa|ho·, d|sse.
É um dos quatro oo|ect|vos da nova re-
secretár|o de Estado do Amo|-
ente, Jose Ouerre|ro, anunc|ou,
no d|a 27, em L|sooa, que o
Execut|vo soc|a||sta va| |ançar
uma ||nha de í|nanc|amento autonoma e ex-
c|us|va para a conservação da natureza e
o desenvo|v|mento sustentáve|, no âmo|to
do lll Ouadro Oomun|tár|o de Apo|o, que
|rá assegurar a gestão das áreas proteg|-
das.
Jose Ouerre|ro ía|ava na sessão de encer-
ramento do l\ Oongresso Nac|ona| de Are-
as Proteg|das.
O novo s|stema de í|nanc|amento, segun-
do o governante, va| perm| t| r a
contratua||zação com outras organ|zaçoes,
a|em do lnst|tuto de Oonservação da Na-
tureza (lON), na gestão das áreas proteg|-
das, ·no sent|do de |evar a caoo acçoes
de conservação do patr|mon|o natura| e a
me|hor|a da qua||dade de v|da de quem |á
hao|ta·.
·D|z-se que o ser humano e o ma|s pre|u-
d|cado nessas áreas, mas o conce|to ago-
ra e outro. Não e poss|ve| íazer conserva-
ção da natureza sem as pessoas que ha-
o|tam essas zonas, pe|o que esta ||nha va|
perm|t|r rea||zar um desenvo|v|mento sus-
tentáve| dentro das espec|í|c|dades de
cada |oca|·, dec|arou.
Bem reve|ar o montante prev|sto para este
í|nanc|amento, ·por estar a|nda em nego-
c|açoes nos vár|os departamentos gover-
namenta|s·, o secretár|o de Estado ad|an-
tou apenas que, com esta |n|c|at|va, va| ser
poss|ve| a vár|as organ|zaçoes recorrerem
aos íundos, como as autarqu|as no âmo|-
to da cr|ação das áreas proteg|das de
âmo|to |oca|.
·Não podemos ava||ar o estado das áreas
proteg|das un|camente com a íauna e a í|o-
ra, e prec|so que os íactores econom|cos
e soc|a|s se|am t|dos em conta·, aí|rmou
a|nda Jose Ouerre|ro, reíer|ndo-se à neces-
s|dade de rea||zar ·um traoa|ho co|ect|vo·,
com vár| os organ| smos, com v| sta à
·|mp|ementação de uma estrateg|a de con-
servação para o íuturo·.
ResponsabiIidade partiIhada
Fa|ando de uma responsao|||dade ·que
tem de ser part||hada· por todos no que
respe|ta à conservação do patr|mon|o na-
tura|, Jose Ouerre|ro sa||entou tamoem a
|mportânc|a da parcer|a com outros sec-
tores, como a agr|cu|tura, a í|oresta e a c|-
enc|a e tecno|og|a.
·Não so nas áreas proteg|das, para que
não se tornem ||has, dado que o conce|to
de conservação da natureza e extens|vo a
todo o terr|tor|o nac|ona|·, ír|sou, acrescen-
tando que e ·nesta perspect|va de mudan-
ça de menta||dade, e que a pres|denc|a
portuguesa na Ün|ão Europe|a va| ter como
||nha da acção a conservação da nature-
za·.
Das conc|usoes do encontro, o pres|den-
te do lON, Oar|os Ouerra, destacou a |m-
portânc|a da part|c|pação das popu|açoes
|oca|s nas áreas em que se |nserem, atra-
ves de p|anos eí|cazes de gestão e de
ordenamento, e o desenvo|v|mento de ac-
t|v|dades - como o tur|smo -, numa opt|ca
de consenso entre as vár|as sens|o|||dades.
A aprox| mação entre a c| enc| a e a
o|od|vers|dade ío| outra das questoes aoor-
dadas, com destaque espec|a| na |nterven-
ção de Nuno Ferrand d'A|me|da, do Oen-
tro de Estudos de O|enc|a An|ma| da Fa-
cu|dade de O|enc|as da Ün|vers|dade do
Porto, que suger|u a cr|ação de um centro
de |nvest|gação em o|o|og|a da conserva-
ção e da o|od|vers|dade em Portuga|.
O
íorma no sector da Protecção O|v|| e Bom-
oe|ros.
A reorgan|zação do Berv|ço Nac|ona| de
Bomoe|ros e da Protecção O|v|| encontra-
se em ·compasso de espera·. Agora,
esse ponto da reíorma ·andará à ve|oc|-
dade que o oom senso aconse|ha·, aí|r-
mou Armando \ara, reíer|ndo-se ao pro-
cesso de auscu|tação e deoate com as
organ|zaçoes de oomoe|ros.
Os outros do|s pontos da reíorma encon-
tram-se em íase de conc|usão, nomeada-
mente o processo de ext|nção da Oom|s-
são Nac|ona| Espec|a||zada em Fogos
F|oresta|s (ONEFF) e de cr|ação do Oen-
tro Nac|ona| de Prevenção de Fogos F|o-
resta|s, e o novo regu|amento dos corpos
de oomoe|ros.
Pe|at|vamente ao recente íogo í|oresta| em
Mação, o secretár|o de Estado reíer|u ex|s-
t|r ·a|guns suspe|tos· |ncend|ár|os, mate-
r|a a ser segu|da pe|as autor|dades po||-
c|a|s.
Armando \ara part|c|pou, na passada sex-
ta-íe|ra, na aoertura das \lll Jornadas de
Prevenção e Begurança na F|oresta de
Betão, que |nc|u|ram o |uramento de í|de-
||dade de 31 novos oomoe|ros sapadores.
A sua des|ocação ao d|str|to de Oo|mora
|nc|u|u a ass|natura de um protoco|o de
í|nanc|amento para a construção de um
quarte| para a Assoc|ação de Bomoe|ros
\o|untár|os de Brasíemes e de outro para
a ONP em Tocha.
A
3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 13
AU7ARQU/A$ lNlClAIlVAS & EVENIOS
AUTARQUÌAS
Cascals
«Coimbra em Cascais»
No encerramento das comemoraçoes do
D|a de Oasca|s, rea||za-se no d|a 7, no Te-
atro O|| \|cente, pe|as 21 e 30, o espectá-
cu|o de gu|tarra, canto e poes|a ·Oo|mora
em Oasca|s·, com entrada gratu|ta, que
terá como í|guras centra|s Artur e Oar|os
Paredes, Edmundo Bettencourt, P|nho
Bro|o e Manue| A|egre.
Part|c|pam no espectácu|o Manue| A|egre,
Lu| z Ooes, Oar| os Oarranca, Jose
Henr|que D|as, Jorge Machado, Jose
Machado, João A| varez, Durva|
More|r|nhas, Boí|a Br|to, Jose Manue|
Peres e o Orupo de Fados dos Ant|go
Estudantes de Oo|mora Porta Ferrea.
Üma grande no|te cu|tura| em perspect|-
va.
Elvas
Novo Estádio MunicipaI em 2001
A Oâmara Mun|c|pa| de E|vas dec|d|u
avançar com o pro|ecto de construção de
um novo Estád|o Mun|c|pa|, que será equ|-
pado com uma p|sta de at|et|smo em p|so
s|ntet|co.
As ooras de construção do novo estád|o
arrancam no ano 2000, prevendo-se que
este|am conc|u|das no segundo semes-
tre de 2001.
O í|nanc|amento da construção do íuturo
rec|nto, que |mp||ca um |nvest|mento de
900 m|| contos, a|nda não está garant|do.
·Oontamos que a Becretar|a de Estado do
Desporto compart|c|pe os custos da oora,
caso contrár|o será a câmara a íaze-|o·,
d|sse Pondão A|me|da, pres|dente da
ed|||dade.
O novo estád|o conta com um campo de
íuteoo| re|vado, com ||um|nação, oa|neá-
r|os, com 1600 metros quadrados de área
cooerta, se|s sa|as de massagem e trata-
mentos, e tres postos med|cos.
As oancadas, com do|s m|| |ugares sen-
tados, vão contar |gua|mente com c|nco
camarotes, tres cao|nas de reportagem e
tres oares.
O estád|o í|cará |oca||zado entre a actua|
zona desport|va e o oa|rro da Boa-Fe, na
c|rcu|ar da c|dade.
Faro
Ouatro miI crianças comemoraram
o seu dia
No passado d|a 1 de Junho a A|ameda
João de Deus ío| ma|s uma vez o cenár|o
onde vár|as act|v|dades, promov|das pe|a
autarqu|a, para ass|na|ar o D|a Mund|a| da
Or|ança.
Part|c|param cerca de quatro m|| cr|anças
de todo o conce|ho que t|veram à sua d|s-
pos|ção 15 caste|os |nsuí|áve|s, ·ate||ers·
de artes p|ást|cas, um espectácu|o de
mar|onetas, act|v|dades desport|vas e um
Programa de O|enc|a \|va.
A autarqu|a proporc|onou a|nda um |an-
che a todos os |ovens part|c|pantes.
Felguelras
lnstituições de cariz sociaI
recebem apoios
Num comun|cado, a Oânmara Mun|c|pa|
de Fe|gue|ras reíere que c|nco |nst|tu|çoes
|oca|s vão receoer, cada uma, perto de
se|s m|| contos, da Becretar|a de Estado
da Adm| n| st ração Loca| e do
Ordenamento do Terr|tor|o, para apo|ar
d|versas ooras com car|z soc|a|.
Ovar
Dia MundiaI da Criança
A Esco|a EB1 da Pegedoura/\á|ega, com
o apo|o da Oâmara Mun|c|pa| de Ovar,
comemorou este ano o D|a Mund|a| da
Or|ança, reun|ndo no Parque de Jogos do
Bargaça| em \á|ega, na manhã do d|a 1
de Junho, para uma grande íesta, cerca
de tres m|| cr|anças proven|entes de todas
as esco|as do 1' c|c|o do ens|no oás|co e
|ard|ns-de-|níânc|a do conce|ho de Ovar.
Esta |n|c|at|va ío| um grande momento de
a|egr|a e íesta. Do programa constou um
|ançamento de pára-qued|stas, a actua-
ção de grupos cora|s |níant|s e um espec-
tácu|o da ONP com cães, cava|os e mo-
tos.
Povoação
Banhos da Tia Mercês
Ma|s um espaço comerc|a| va| surg|r nas
ca|de|ras das Furnas. É que a Oâmara da
Povoação acaoa de concess|onar o ed|í|-
c|o dos oanhos da T|a Merces e a sua área
envo|vente ao propr|etár|o do restaurante
·M|roma·.
Nos termos do contrato, a autarqu|a oor|-
ga o concess|onár|o a preservar a |ma-
gem trad|c|ona| dos Banhos, perm|t|ndo-
se o í unc| onament o do snack-oar e
ge|atar|a.
Está prev|sta a cr|ação de ma|s tres pos-
tos de traoa|ho.
Pecorde-se que este ío| um dos assun-
tos que o PBD transíormou em po|em|ca,
aquando da campanha e|e|tora| para as
autárqu|cas. Agora, porem, o cand|dato
|aran|a aprovou a proposta.
Sanfo Ilrso
Percurso na natureza
No âmo|to das comemoraçoes do D|a
Mund|a| da Or|ança (1 de Junho), a Oâ-
mara Mun|c|pa| de santo T|rso organ|zou
no d|a 28 de Ma|o um percurso na natu-
reza, que envo|veu ma|s de 4500 a|unos
das esco|as do conce|ho.
Slnfra
Autarquia ordena demoIição
de construção iIegaI
É ma|s um exemp|o da ooa gestão e da
eí| các| a do Execut| vo da Oâmara de
B|ntra, pres|d|do por Ed|te Estre|a.
A Oâmara de B|ntra ordenou recentemen-
te a demo||ção de um ed|í|c|o constru|do
||ega|mente em Oo|ar|de, num espaço
c|ass|í|cado no P|ano D|rector Mun|c|pa|
(PDM) como ·natura| e cu|tura|·.
A s|tuação |á t|nha s|do denunc|ada em
Jane|ro deste ano pe|a Assoc|ação O|ho
\|vo.
De acordo com a pres|dente da assoc|a-
ção, F|ora B||va, e segundo a resposta oí|-
c|a| env|ada pe|a autarqu|a, datada de 12
de Ma|o, o propr|etár|o d|spoe de 30 d|as
para proceder à demo||ção.
Oaso a dec|são não se|a acatada, será
executada a demo||ção coerc|va.
F|ora B||va congratu|a-se com esta dec|-
são, uma vez que ·no |oca|, c|ass|í|cado
no P|ano D|rector Mun|c|pa| (PDM) como
espaço natura| e cu|tura|, está prev|sta a
construção de um parque uroano·.
Apos ter ver|í|cado que naque|e espaço
estava a ser constru|do um aterro e um
armazem, a Assoc|ação O|ho \|vo íez
uma denúnc|a na Oâmara de B|ntra e na
lnspecção Oera| da Adm|n|stração do Ter-
r|tor|o (lOAT). Na a|tura
da denúnc|a, o vereador da autarqu|a res-
ponsáve| pe|os pe|ouros do Üroan|smo e
Amo|ente, Hercu|ano Pomoo, de |med|a-
to mandou proceder a uma nova í|sca||-
zação, tendo conc|u|do que ·no |oca|
estava a ser constru|do um esta|e|ro de
ooras para apo|ar a construção de um
ed|í|c|o·.
O autarca ad|antou que esta construção,
desconhec|da por parte da câmara, era
·||ega|· porque o propr|etár|o ·não ped|u
qua|quer ||cença. Oomo ta|, a oora ío| |me-
d|atamente emoargada·.
O vereador coní|rmou que aque|a zona
está c|ass|í|cada no PDM de B|ntra ·como
não uroan|záve|, uma vez que a|em dos
oeneí|c|os para a popu|ação, o espaço e
r|co em achados arqueo|og|cos, grutas e
ru|nas de mo|nhos·.
ACÇÃO SOClALlSTA 14 3 JÜNHO 1999
PS EM MOVÌMENTO
SOARES DEFENDE ELElÇÃO
DE «VOZES AUTORlZADAS» NA EUROPA
EUROPE/A$ Camµanha
camarada Már|o Boares deíen-
deu no d|a 24, em Ohaves, a
necess|dade de os portugue-
ses esco|herem para os repre-
sentar na Europa ·vozes autor|zadas·, en-
tre as qua|s cons|dera estar |nc|u|do.
Para o caoeça-de-||sta do PB às e|e|çoes
europe|as, o escrut|n|o de 13 de Junho ·e
mu|to |mportante para os portugueses te-
rem representantes que conhecem, vozes
portuguesas autor|zadas para rec|ama-
rem no s|t|o propr|o, que e o Par|amento
Europeu, os |nteresses de Portuga|·.
O camarada Már|o Boares, que ía|ava aos
|orna||stas à margem de uma coníerenc|a
soore a Europa, deí|n|u como voz autor|-
zada ·uma voz que e ouv|da·, que, ·quan-
do ía|a, as outras pessoas não ouvem ou-
tras co|sas·.
·É que há pessoas que tem a sorte de
que, quando ía|am, são ouv|das e há ou-
t r as que quando í a| am as pessoas
acham que não va|e a pena ouv|r·, d|s-
se.
Ouest|onado soore se essa ser|a a sua
vantagem e|e|tora| soore os seus adver-
sár|os nestas e|e|çoes, Már|o Boares ||m|-
tou-se a responder que susc|tar essa
questão e ·por o dedo na íer|da·.
Um adversário
chamado abstenção
O cand|dato soc|a||sta e|egeu depo|s a
aostenção como o seu ·ma|or e ún|co ad-
versár| o·, na med| da em que esse
íenomeno se reí|ecte nos resu|tados e|e|-
tora|s dos d|íerentes part|dos.
·A aostenção e grave, porque há quatro
anos íoram 65 por cento de aostenc|on|s-
tas e |sso pre|ud|ca aque|es que tem uma
expectat|va ma|or de e|eger ma|s deputa-
dos·, d|sse.
Ouanto ao íacto de ter anu|do a part|c|par
em ma|s com|c|os do que os |n|c|a|mente
prev|stos, Már|o Boares |ust|í|cou: ·Ex|s-
tem mu|tos ped|dos.·
Seguro em jornada aIentejana
insiste no apeIo ao voto
O número do|s da ||sta do PB às europe|as
|ns|st|u no d|a 26 de Ma|o no ape|o ao voto
no prox|mo d|a 13, ao |ongo da me|a dú-
z|a de |oca||dades do A|ente|o cruzadas
pe|a caravana soc|a||sta.
Anton|o Jose Beguro v|s|tou Our|que, Oas-
tro \erde, A|modovar, Merto|a, A|queva e
Ouoa.
Os memoros da caravana deíenderam
sempre, ao |ongo do percurso, que o acto
e|e|tora| ao Par|amento Europeu de d|a 13
de Junho ·e um assunto ser|o· e ·merece
a part|c|pação de todos os portugueses·.
Oom ape|os à part|c|pação no acto e|e|-
tora|, Beguro e os camaradas que o acom-
panharam d|str|ou|ram oe||os, aoraços e
cumpr|mentos com quantos se cruzaram.
A caravana, const|tu|da por cerca de qua-
tro dezenas de pessoas, na sua ma|or|a
|ovens envergando t-sh|rts da Juventude
Boc|a||sta, pr|nc|p|ou em Our|que, onde a
popu|ação mostrou cansaço pe|a gestão
autárqu|ca |aran|a e aco|heu de oraços
aoertos o cand|dato Anton|o Jose Begu-
ro.
Ao |onge, as oases |oca|s do PBD ass|st|-
am nervosas e |nqu|etas à excepc|ona| re-
cepção que a popu|ação deu à caravana
do PB.
A v||a soíreu durante a manhã uma auten-
t|ca |nvasão rosa que d|str|ou|u paní|etos,
|sque|ros, sacos, cam|so|as e canetas a
todos os our|quenses nas ruas, em auto-
move|s, nos caíes, nas íarmác|as e ou-
tros estaoe|ec|mentos.
Nem mesmo a avo de Jose Pau| Bantos,
pres|dente da Oâmara, um autarca |aran-
|a que aprove|ta todas as ocas|oes para
atacar o PB de uma íorma demagog|ca e
dese|egante, escapou a uma das recor-
daçoes soc|a||stas e, à porta de sua casa,
enquanto quest|onava os cand|datos se
t|nham v|ndo ·dar um passe|o a Our|que·,
receoeu um paní|eto que o camarada Be-
guro a aconse|hou a ·|er com atenção·.
ExcepcionaI recepção em Ourique
Oom todas as pessoas com quem ía|ou,
Anton|o Jose Beguro procurou sempre
exp||car a |mportânc|a do voto nas e|e|-
çoes ao Par|amento Europeu, aprove|tan-
do uma v|s|ta a uma acção de íormação
í|nanc|ada por íundos comun|tár|os, para
|ntens|í|car o seu ape|o.
·Mu|ta gente a|nda pensa que a Europa
não |hes d|z nada e í|ca |á mu|to |onge.
Mas as senhoras estão a írequentar um
curso com d|nhe|ros comun|tár|os. Tem
po|s |á a prova e a certeza de como a
Europa as pode a|udar·, d|sse às cerca
de 20 a|unas.
Já em Oastro \erde, ío| tempo de Anton|o
Jose Beguro ser entrev|stado pe|a Pád|o
Oastrense, man|íestando a sua a|egr|a
pe|a ·mane|ra s|mpát|ca e atenc|osa com
que os a|ente|anos dos vár|os conce|hos
tem receo|do a caravana·.
Üm s| na| que, para o cand| dat o, e
reve|ador da ·coní|ança que a reg|ão de-
pos|ta no Ooverno e no PB· apesar, d|s-
se, de ser ·oov|a a ía|ta de entus|asmo e
mot|vação que as pessoas tem para |r às
urnas·
d|a 13 de Junho.
Orande recepção teve tamoem a carava-
na soc|a||sta em A|modovar.
Nos contactos com a popu|ação, Anton|o
Jose Beguro ape|ou ao voto, e|egendo
ma|s uma vez a aostenção como o seu
adversár|o.
Begundo d|sse Anton|o Jose Beguro, ·não
oasta so dec|d|r votar PB. É prec|so íaze-
|o·.
A |ornada term|nou em Be|a com um |an-
tar em que esteve tamoem o d|r|gente so-
c|a||sta Jose Bocrates.
O
AÇORE$ Congresso da JS
O camarada Jose Ban-Bento e o novo ||der da JB/Açores.
Os cerca de 180 de|egados ao l\ Oongresso Peg|ona| da JB/Açores, que decorreu de
28 a 30 de Ma|o, a oordo do íerry-ooat ·Oo|í|nho Azu|·, deoateram uma ún|ca moção
g|ooa| de estrateg|a.
lnt|tu|ado ·Aoso|ut Jota·, o documento ío| suoscr|to pe|o ún|co cand|dato à ||derança
da JB/Açores, o vereador da Oâmara Mun|c|pa| de Ponta De|gada, Jose Ban-Bento.
O cand|dato ao cargo de|xado vago por \asco Oorde|ro, a|egando ·ía|ta de d|spon|o|-
||dade· para desenvo|ver o traoa|ho que aque|a estrutura po||t|ca de |uventude requer,
pretende ver reíorçado o ·esp|r|to de m|||tânc|a· na JB.
Para tanto, apontou para a necess|dade da organ|zação a|argar o espaço de |nterven-
ção po||t|ca, dando cont|nu|dade a um traoa|ho |á |n|c|ado.
Seis moções sectoriais
A|em da e|e|ção de novos d|r|gentes, os congress|stas deoateram se|s moçoes
sector|a|s.
A reun|ão magna dos |ovens soc|a||stas açor|anos, que contou com a presença de
d|r|gentes reg|ona|s do PB e do cand|dato ao Par|amento Europeu nas e|e|çoes de 13
de Junho Pau|o Oasaca, term|nou no passado dom|ngo.
BE1A Comunlcado de aufarcas
Os pres|dentes das câmaras mun|c|pa|s dos d|str|tos de Be|a e Évora, e|e|tos nas ||stas
do PB, dec|d|ram unan|memente congratu|ar-se pe|a ·or||hante v|tor|a· oot|da pe|o Oo-
verno e pe|o pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Outerres, na c|me|ra de Ber||m e no quadro das
negoc|açoes da Agenda 2000 que deí|n|u o ·enve|ope í|nance|ro· da d|str|ou|ção dos
íundos estrutura|s para o per|odo de 2000 a 2006, na Ün|ão Europe|a.
Num comun|cado, os autarcas sa||entam o íacto de Portuga|, no per|odo em causa, ·v|r
a receoer, no quadro da despesa agr|co|a e estrutura| da Ün|ão Europe|a, ma|s de 5700
m||hoes de contos, o que s|gn|í|ca um acresc|mo de 960 m||hoes de contos re|at|vamen-
te aos resu|tados consegu|dos pe|o anter|or Ooverno·.
Fundos estruturais para o AIentejo
lgua|mente, ·não podem de|xar de ex|g|r e re|v|nd|car que os prox|mos lll OOA e PDP,
em e|aooração, contemp|em um aumento s|gn|í|cat|vo para os anos de 2000 a 2006, do
montante dos íundos estrutura|s para o A|ente|o, por íorma a comoater as ass|metr|as
do desenvo|v|mento; e |sto sem esquecermos, no entanto, os progressos no comoate
ao desemprego entretanto reg|stados·.
Ass|nam o comun|cado os camaradas Lu|s Ame|xa, \|tor Marte|o, Manue| Lopes, Noroerto
Pat|nho, Anton|o Oam||o, Jose Bant|nha Lopes e Franc|sco Ore|ha.
3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 15
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
CO/MBRA «Os mofores da Euroµa»
CO$7A DE CAPAR/CA PS quer camµlsmo seguro
ÉvORA PS e MDP celebram acordo
Na sequenc|a de vár|os deoates, organ|zados pe|a Oom|ssão Po||t|ca Oonce|h|a de l|havo
do PB, rea||zou-se um |antar-deoate ao qua| compareceram ma|s de uma centena de
m|||tantes e conv|dados.
A|em dos camaradas da Oonce|h|a Po||t|ca, est|veram presentes os deputados An|oa|
Oouve|a, Posa A|oernaz, Oar|os Oanda| e Artur Penedos, a|em de João P|oe|ro da JB e
Neto Brandão, pres|dente da Oonce|h|a de Ave|ro.
O camarada João Bernardo, pres|dente da Oonce|h|a apos ·|ust|í|car· o porque do de-
oate, homenageou os m|||tantes que em Ma|o de 19974 cr|aram o PB l|havo.
Artur Penedos ía|ou das reíormas na Begurança Boc|a| perspect|vando um íuturo com
·me|hores d|as·.
O camarada Oar|os Oanda|, por seu turno, h|stor|ou o soc|a||smo atraves dos tempos,
a|ertando os presentes que o soc|a||smo e para se |r constru|ndo, |á que ·a|nda estamos
na íase da democrac|a suostant|va·. CARLOS DUARTE, Oorrespondente em l|havo
/LHAvO Janfar-debafe
A propos| to do ú| t| mo
·s|ogan· do PBD ·A Posa
Murchou·, a camarada Ma-
r|a Joaqu|na Ou|ntas de
Matos, proíessora e mem-
oro da Assemo|e|a Mun|c|-
pa| de Lagos, man|íestou a
segu|nte op|n|ão: ·A Posa
Murchou? Natura|mente!
Bo não murcham as de
p|ást|co, as de pape|. As
outras, as natura|s, murcham, mas renascem sempre, s|moo|os v|vos da oe|eza, da
íorça, do amor.
Bão e|as no seu esp|endor de cor e períume e na aspereza dos seus esp|nhos, a repre-
sentação ma|s natura| da propr|a v|da.
Fo| em rosas que a Pa|nha Banta transíormou o pão escond|do para dar aos poores.
¨L´|mportant c´est |a rose"! E e mesmo.·
Num texto oem consegu|do, aqu| está a resposta à demagog|a dos cartazes do PBD.
LAGO$ L´lmµorfanf c´esf la rose
POR7O PS acusa Vlelra de Carvalho
No d|a 30 de Ma|o, na aoertura oí|c|a| da campanha para as e|e|çoes europe|as, a JB/Oo|mora
promoveu, no kartodromo de Po|ares, em \||a Nova de Po|ares, uma |n|c|at|va denom|nada
·Os motores da Europa·, que contou com a presença dos cand|datos a eurodeputados
pe|o PB Lu|s Mar|nho e Anton|o Oampos.
O PB da Oosta de Oapar|ca ex|g|u no d|a 21 que a Oâmara de A|mada, d|r|g|da pe|a ODÜ,
encerre os parques de camp|smo ex|stentes |unto à pra|a, por ía|ta de segurança, e construa
novas estruturas |onge do mar.
A pos|ção dos soc|a||stas surge d|as depo|s do |ncend|o que deí|agrou no Parque do O|uoe
de Oamp|smo do conce|ho de A|mada, que destru|u 76 tendas e caravanas.
O PB/Oosta de Oapar|ca reíere que, a|em de soore|otados, os parques de camp|smo ·estão
a cr|ar uma verdade|ra oarre|ra· entre a pra|a e os seus írequentadores·.
A Federação de Évora do PB e a organ|zação |oca| do MDP ce|eoraram no d|a 26 de Ma|o
um acordo po||t|co e|e|tora|, de âmo|to d|str|ta|, tendo em v|sta as e|e|çoes europe|as e
|eg|s|at|vas deste ano.
O protoco|o ío| ass|nado na manhã do d|a 26, na sede dos soc|a||stas, pe|os responsáve|s
|oca|s das duas íormaçoes po||t|cas.
O acordo estaoe|ece que nas e|e|çoes europe|as de 13 de Junho o MDP va| part|c|par nas
var|as act|v|dades de pre-campanha e campanha e|e|tora| promov|das pe|o PB.
Nas e|e|çoes |eg|s|at|vas de Outuoro, o MDP part|c|para em todas as etapas do processo
e|e|tora|, estando representado nas d|versas com|ssoes da cand|datura do PB pe|o O|rcu|o
E|e|tora| de Évora.
Term|nados os do|s actos e|e|tora|s, o PB e o MDP comprometem-se a ·manter um d|á|ogo
íranco e aoerto v|sando o acompanhamento do programa e|e|tora| no d|str|to de Évora·.
Na oase do protoco|o está o ·mútuo dese|o de aproíundar o esp|r|to dos Estados Oera|s e
da Nova Ma|or|a e de co|aoorar no âmo|to do pro|ecto Évora, um D|str|to com Futuro·.
O processo de co|aooração po||t|ca entre as duas organ|zaçoes, |n|c|ado há cerca de 12
anos, ío| aproíundado a part|r da preparação das ú|t|mas e|e|çoes |eg|s|at|vas, em Outuoro
de 1995.
O PB/Porto acusou no d|a 19 o autarca |aran|a
\|e|ra de Oarva|ho de pretender transíormar a
Area Metropo||tana do Porto ·num |nstrumento
de comoate po||t|co, sooretudo de comoate ao
Ooverno·.
·O pres|dente da Junta Metropo||tana não tem
|eg|t|m|dade para ía|ar em nome da |nst|tu|ção
sem ser mandatado para o eíe|to·, reíere um co-
mun|cado da Oom|ssão Permanente do PB/Por-
to, ass|nado pe|o seu pres|dente, Manue| Beaora.
No documento, que cr|t|ca as pos|çoes assum|-
das por \|e|ra de Oarva|ho re|at|vamente ao P|a-
no de Emprego para a Area Metropo||tana do
Porto apresentado pe|o Ooverno, os soc|a||stas
acusam o pres|dente deste orgão de não ter dado
conhec|mento aos restantes memoros de uma
reun|ão com o secretár|o de Estado do Empre-
go, onde ío| ana||sado o p|ano.
Autarca Iaranja num crescente isoIamento
Para o PB/Porto, \|e|ra de Oarva|ho encontra-se num ·crescente |so|amento·, que pode-
rá mesmo or|g|nar um ·desagregar da so||dar|edade· entre os memoros da Junta Me-
tropo||tana do Porto.
Os soc|a||stas |ust|í|cam o a|egado ·|so|amento· com o íacto de sete das nove autarqu|as
da Area Metropo||tana do Porto ader|rem ao programa proposto pe|o governo, o mesmo
que ío| re|e|tado por \|e|ra de Oarva|ho.
As cr|t|cas ao pres|dente da Junta Metropo||tana v|eram tamoem da JB/Porto, que o
acusou de estar a ·o|oquear· o p|ano reg|ona| de emprego.
·O pres|dente da Junta Metropo||tana quer |mped|r a reso|ução de um proo|ema que
aíecta m||hares de |ovens na Area Metropo||tana do Porto, em nome de uma estrateg|a
pessoa| e de aí|rmação po||t|ca·, reíerem os |ovens soc|a||stas em comun|cado.
ACÇÃO SOClALlSTA 16 3 JÜNHO 1999
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
OS AÇORES NO CORAÇÃO DA EUROPA
ELE/ÇÖE$ Paulo Casaca
restes a term|nar a íase da pre-
campanha e a começar a íase
de campanha e|e|tora| para o
Par|amento Europeu, parece-
-me oportuno d|r|g|r à op|n|ão púo||ca dos
Açores a|gumas pa|avras.
Devo uma pr|me|ra mensagem de agrade-
c|mento às estruturas reg|ona|s e |oca|s do
Part|do Boc|a||sta dos Açores pe|o empe-
nho e pe|a atenção com que programa-
ram a m|nha agenda po||t|ca, pe|o apo|o,
camaradagem e am|zade com que me
acompanharam. Ao Part|do Boc|a||sta e,
mu|to em espec|a| ao caoeça-de-||sta so-
c|a||sta nestas e|e|çoes europe|as, Már|o
Boares, um aoraço de so||dar|edade. Te-
nho mu|ta honra em me |ntegrar numa ||s-
ta encaoeçada por uma persona||dade
como Már|o Boares. Ouero agradecer-|he
espec|a|mente a sua presença nos Aço-
res. Ao meu mandatár|o, Lu|s Pau|o A|ves,
um part|cu|ar agradec|mento pe|a d|spo-
n|o|||dade e pe|o empenho que demons-
trou em me apo|ar nesta campanha.
Ouero segu|damente agradecer o est|mu-
|o e a so||dar|edade |nst|tuc|ona| que rece-
o| de todos quantos t|ve a oportun|dade
de contactar ate agora: do senhor Pres|-
dente do Ooverno Peg|ona| e outros mem-
oros do Ooverno, do senhor Pres|dente da
Assemo|e|a Leg|s|at|va Peg|ona| dos Aço-
res, do senhor M|n|stro da Pepúo||ca, dos
d|r|gentes da Adm|n|stração Peg|ona| e dos
autarcas com quem |á reun|.
A soc|edade c|v||, no corpo das ma|s var|-
adas assoc|açoes no dom|n|o da agr|cu|-
tura, pescas e outras act|v|dades econo-
m|cas, do amo|ente, do desenvo|v|mentos
|oca| e reg|ona|, um mu|to oor|gado pe|a
d|spon|o|||dade, pe|o |nteresse e pe|o
encora|amento que me d|r|g|ram.
A Oomun|cação Boc|a|, escr|ta, rad|oíon|ca
e te|ev|s|va que em todas as ||has dos Aço-
res por onde passe| me entrev|stou, me
conv|dou para deoates ou reco|her depo|-
mentos, um agradec|mento s|ncero. A Oo-
mun|cação Boc|a| caoe um pape| |mpar na
ootenção daqu||o que e|eg| como tareía
íundamenta| na m|nha proposta presença
nas |nst|tu|çoes europe|as: íazer chegar a|
a voz dos Açores atraves das suas |nst|tu|-
çoes representat|vas, íazer chegar aos
Açores os temas e as proo|emát|cas que
a| são tratadas.
Aos açor|anos c|dadãos anon|mos que t|ve
a oportun|dade de cumpr|mentar e que me
í|zeram chegar a sua voz, de dúv|da, de
cortes|a ou de est|mu|o, um mu|to oor|ga-
do pe|a vossa s|mpat|a, pe|o vosso |nte-
resse e pe|a vossa am|zade.
Aos cand|datos propostos por outras íor-
maçoes po||t|cas, uma saudação e o de-
se|o de que pross|gam a sua campanha
esc|arecendo e deoatendo os seus pon-
tos de v|sta. Pesem emoora as d|íerenças
de op|n|ão e das opçoes po||t|cas que nos
separam, quero aqu| reaí|rmar o meu em-
penho de co|aooração com todas as vo-
zes que se proponham deíender os |nte-
resses da Peg|ão Autonoma dos Açores
no Par|amento Europeu.
Perm|tam-me que d|r||a uma ú|t|ma pa|a-
vra de apreço e so||dar|edade para com o
mundo agr|co|a, cu|os |nteresses espec|í|-
cos estão cada vez ma|s dependentes das
opçoes europe|as, aos pescadores, que
enírentam cond|çoes de traoa|ho que e
pr|or|tár|o me|horar, e aos s|n|strados nas
||has do Fa|a| e do P|co, a quem a so||dar|-
edade europe|a va| ser dec|s|va na recons-
trução que avança agora para o terreno.
Agenda 2000
Durante este per|odo, u|t|maram-se nas
|nst|tu|çoes europe|as os documentos
|eg|s|at|vos, aprovados na c|me|ra de che-
íes de Estado de Ber||m, que vão nortear a
acção das |nst|tu|çoes europe|as no dom|-
n|o orçamenta|, agr|co|a, de coesão eco-
nom|ca e soc|a| e de a|argamento no per|-
odo de 2000 a 2006.
Tratou-se do ma|s |ongo e duro per|odo
negoc|a| nas temát|cas orçamenta|s em
que Portuga| |á esteve a|guma vez envo|-
v|do.
A part|da, encontramo-nos numa s|tuação
desíavoráve|.
Pretend|a-se reíormar a PAO, mantendo ou
mesmo aproíundando os pr|v||eg|os det|-
dos por a|guns pa|ses, mantendo s|tua-
çoes de d|scr|m|nação e aoandonado para
com o pa|s que apresenta os menores |n-
d|ces de desenvo|v|mento.
Pretend|a-se perverter os oo|ect|vos da
coesão econom|ca e soc|a| espec|a|men-
te prossegu|dos pe|os íundos estrutura|s,
red|recc|onando-os para os Estados ma|s
prosperos a pretexto das suas taxas de de-
semprego ma| s e| evadas ou das
d|spar|dades de |nd|cadores produt|vos
que mantem no seu terr|tor|o.
Pretend|a-se que o |mpresc|nd|ve| a|arga-
mento do espaço da Ün|ão Europe|a íos-
se consegu|do à custa dos pa|ses ma|s
poores, e que o mesmo íosse s|non|mo
da ||queíacção dos oo|ect|vos do Acto Ún|-
co Europeu e do Tratado da Ün|ão Po||t|ca
de Maastr|cht.
Pretend|a-se a|nda transíormar a nossa
Ün|ão em a|go ma|s prox|mo de uma soc|-
edade por acçoes, onde contasse soore-
tudo o peso dos números, das contr|ou|-
çoes, do pos|c|onamento geográí|co.
Não ío| íác|| íazer írente a tudo |sto, manter
hasteada a oande|ra de uma Europa de
c|dadãos, de va|ores e de amo|çoes.
O pacote aprovado em Ber||m reconheceu
o tratamento desíavoráve| que a PAO deu
ate aqu| a Portuga| e ass|nou um compro-
m|sso de dar pr|or|dade ao nosso pa|s em
termos de desenvo|v|mento rura|.
No dom|n|o da carne oov|na, a desc|da dos
preços |nst|tuc|ona|s de |ntervenção va| ser
compensada com aumentos s|gn|í|cat|vos
nas suovençoes d|rectas aos produtores.
A reíorma do |e|te ío| ad|ada para 2005,
sendo que as quedas de preços
|nst|tuc|ona|s serão cooertas por aumen-
tos das suovençoes d|rectas.
No dom|n|o das quotas |e|te|ras deram-se
as transíormaçoes ma|s |mportantes. E|as
vão perm|t|r que a quota se adeque à pro-
dução eíect|va actua| e que se|a cr|ado
espaço para o seu cresc|mento nos Aço-
res.
Mas ío| nos íundos estrutura|s para as re-
g|oes Oo|ect|vo 1 que reg|stámos a ma|s
|mportante v|tor|a.
As reg|oes desíavorec|das de Portuga|
passaram de um va|or med|o de apo|o
anua| por hao|tante no OOA de 256 euros
para 348 euro.
Trata-se do va|or ma|s e|evado e da ma|or
suo| da reg| stada em toda a Ün| ão
Europe|a.
A t|tu|o comparat|vo, os va|ores respect|-
vos para a Espanha são de 201 e 232 euros
e para a Orec|a são de 242 e de 286 euros.
Portuga| reg|stou uma suo|da de 36 por
cento em contraste com as suo|das de
apenas 15 e 18 pontos percentua| s
reg|stados pe|a Espanha e pe|a Orec|a.
É certo que em a|guns pontos, como o
estatuto para a zona de L|sooa e \a|e do
Te|o ou o s|stema de í|nanc|amento da
Ün|ão, í|cámos aquem do que pretend|a-
mos, emoora mu|to a|em do que eram as
propostas que estavam soore a mesa à
entrada da c|me|ra de Ber||m.
Trata-se de pontos que não tem re|ação
d|recta com os Açores, cu|os |nteresses
íoram sa|vaguardados por uma reíerenc|a
d|recta ao estatuto de reg|ão u|traper|íer|ca
consagrado no Tratado de Amesterdão.
A v|tor|a de Portuga| e dos Açores nas ne-
goc|açoes de Ber||m, não ío| so uma v|to-
r|a de uma d|p|omac|a ou de um Ooverno,
mas ío| íundamenta|mente uma v|tor|a dos
portugueses e, em part|cu|ar, dos açor|a-
nos.
Oontudo, há quem tendo pr|me|ro reconhe-
c|do esta v|tor|a, tente agora negá-|a, em
íunção de uma estrateg|a e|e|tora| aposta-
da em m|nar a coní|ança dos c|dadãos no
íuturo.
Fa|tam os argumentos ser|os e oo|ect|vos
onde soora a estrateg|a do quanto p|or
me|hor.
De|xemos quem descoor|u na proíec|a da
desgraça uma oosessão, porque o tempo
não pára e a|nda menos recua, e e neces-
sár|o o|har em írente.
SoIidariedade nacionaI
e estratégia de desenvoIvimento
A negoc|ação de Portuga| no contexto da
Ün|ão Europe|a segue-se agora a negoc|-
ação no nosso pa|s entre o Ooverno Peg|-
ona| e o da Pepúo||ca, a í|m de mater|a||-
zar a pr|or|dade às reg|oes u|traper|íer|cas
que ío| dec|d|da no p|ano dos pr|nc|p|os
em Ber||m.
Temos aqu| a conv|cção de que, na repar-
t|ção reg|ona| das veroas, o Ooverno da
Pepúo||ca não va| |ní|uenc|ar a ||nha de
rumo.
Pec| ama o PBD que, dev| do a uma
pretensa suo-execução das veroas comu-
n|tár|as, o Ooverno da Pepúo||ca dever|a
transíer|r c|nco m||hoes de contos para os
Açores.
Trata-se de uma rec|amação sem qua|quer
sent|do.
Portuga| e o pa|s, entre os 15 da Ün|ão
Europe|a, que tem a ma|or taxa de execu-
ção dos íundos estrutura| s, e e
rotundamente ía|so que este|a a suout|||zar
veroas comun|tár|as.
Apesar d|sso, Portuga| |á transíer|u do OOA
do resto do pa|s para o OOA dos Açores,
sem contar com as dec|soes da semana
passada, 130 m||hoes de euro sup|emen-
tares, ou se|a, 26 m||hoes de contos, ou
se|a a|nda, c|nco vezes ma|s do que o re|-
v|nd|cado pe|o PBD.
O rea| proo|ema que se nos co|oca, e ao
qua| o PBD passa ao |ado, e o de que a
ootenção de me|os í|nance|ros para o de-
senvo|v|mento econom|co de 2000 a 2006
e de cond|çoes íavoráve|s à manutenção
do rend|mento agr|co|a não nos pode de|-
xar acomodados.
A agr|cu|tura, e em part|cu|ar a agro-pecu-
ár|a, tem que prossegu|r e mesmo |ntens|-
í|car o traoa|ho para aumentar a sua eí|cá-
c|a e compet|t|v|dade. A ut|||zação de íor-
ma r|gorosa e eí|caz dos íundos estrutu-
ra|s e dec|s|va para os Açores.
Ass|m que passado o momento e|e|tora|,
será necessár|o concentrar toda a energ|a
neste deoate que terá de moo|||zar toda a
soc|edade açor|ana.
Poseima
A quem se propoe deíender os Açores nas
|nstânc|as europe|as o prox|mo desaí|o e
o da renegoc|ação do regu|amento do
Pose|ma.
A ap||cação deste regu|amento tem s|do
proíundamente me|horada a n|ve| dos co-
m|tes de gestão pe|o traoa|ho extremamen-
te mer|tor|o do Ooverno Peg|ona|. Trata-se
agora de consagrar no novo regu|amento,
o que |á ío| a|cançado e procurar a|argar o
apo|o a novas áreas.
Fo| d|to pe|o Dr. Pacheco Pere|ra que essa
negoc|ação dever|a ter s|do |nc|u|da na
Agenda 2000.
Em pr|me|ro |ugar, e de estranhar que essa
aí|rmação se|a íe|ta agora quando o pro-
cesso está term|nado, quando a proposta
da Agenda 2000 ío| |á proposta há ma|s
de um ano, e essa cr|t|ca, a ser íe|ta, so
ter|a sent|do então e não agora.
Em segundo |ugar, essa aí|rmação reve|a
um proíundo desconhec|mento das con-
d|çoes e dos oo|ect|vos com que ío| nego-
c|ada a Agenda 2000.
Fo| entend|mento con|unto da Oom|ssão
Europe|a e de Portuga| que ser|a negat|vo
g|ooa||zar a d|scussão de do|s temas onde
questoes essenc|a|s para Portuga| e mu|-
to em espec|a| para as suas reg|oes auto-
nomas estavam em |ogo.
A separação destes do|s temas ío| íunda-
menta| para podermos ooter os me|hores
resu|tados para as reg|oes autonomas na
Agenda 2000 e para podermos vo|tar a
ooter os me|hores resu|tados na d|scus-
são do Pose|ma.
P
Conflnua na µáglna segulnfe
3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 17
A estrateg|a que o Dr. Pacheco Pere|ra
deíende para os Açores equ|va|er|a a um
·tudo ao mo|ho e íe em Deus·, que, caso
t|vesse s|do posta em prát|ca nos |evar|a
seguramente ao A|cácer-Ou|o|r dos nos-
sos |nteresses v|ta|s nesta negoc|ação
europe|a.
A negoc|ação do Pose|ma e um processo
necessar|amente comp|exo, que necess|-
tará de um grande empenho por parte de
todos para consegu|r ooter me|hores re-
su|tados para os Açores.
A part|da, as perspect|vas são pos|t|vas no
dom|n|o da manutenção dos reg|mes de
apo|o à produção agr|co|a e de aoastec|-
mento e mesmo a sua extensão e me|hor|a
pontua|s. Espera-se o reíorço de dom|n|-
os como o das írutas, hort|co|as e í|ores.
Estamos opt|m|stas quanto às poss|o|||da-
des deste programa noutras áreas, como
a do amo|ente.
Açúcar
O doss|er do açúcar ío| aque|e que ate
agora se reve|ou como ma|s comp|exo, o
regu|amento ex|stente cond|c|ona a ut|||za-
ção da capac|dade |nsta|ada da ún|ca un|-
dade íaor|| ex|stente nos Açores a va|ores
que tornam d|í|c|| a sua rentao|||zação.
Na ausenc|a de uma queora s|gn|í|cat|va
de preços do açúcar ao consum|dor aço-
r|ano, a manutenção e desenvo|v|mento da
produção de oeterraoa aparece como oo-
|ect|vo pr|mord|a| de todo o esíorço que
tem s|do íe|to para apo|ar a produção de
açúcar. Esta produção, porem, tem apre-
sentado uma tendenc|a para a d|m|nu|ção,
o que torna a negoc|ação deste tema ma|s
comp||cado. Por outro |ado, a d|m|nu|ção
do consumo de açúcar pe|a |ndústr|a e
consumo domest|co dos Açores, oem
como a concorrenc|a acresc|da, em |arga
med|da resu|tante da aoertura de novos es-
paços comerc|a|s e do aoa|xamento do
custo dos transportes, tudo |sto acompa-
nhado por um aíundamento do preço do
açúcar nos mercados mund|a|s, co|oca
cada vez ma|s pressão soore a |ndústr|a
trad|c|ona| de produção de açúcar.
O íacto de o Ooverno Peg|ona| ter conse-
gu|do ooter o aumento da suovenção à
reí|nação de açúcar de oeterraoa 10 para
17 euros os 100 kg e aumentado os apo|-
os à produção de oeterraoa e o íacto de a
Assoc|ação Agr|co|a de B. M|gue| ter con-
c|u|do com a B|naga um acordo para au-
mentar a produção de oeterraoa aorem no
entanto novas perspect|vas mu|to pos|t|vas
neste dom|n|o.
Fo| |á poss|ve| ooter o comprom|sso por
parte das autor|dades comun|tár|as de ve-
|ar por um aumento da quota que tem con-
ced|do aos Açores em consonânc|a com
o aumento da produção de oeterraoa.
Este con|unto de c|rcunstânc|as aíasta c|a-
ramente qua|quer cenár|o de cr|se, e per-
m|te encarar o íuturo de íorma pos|t|va.
Linhas da campanha
No prox|mo d|a 31 |n|c|are| a campanha
e|e|tora| para o Par|amento Europeu, s|m-
oo||camente, no ponto ma|s oc|denta| da
Europa, a ||ha das F|ores.
A v|são da Europa deste seu extremo oc|-
denta| não e seguramente equ|paráve| à
que de|a se tem a part|r das suas cap|ta|s
cont|nenta|s ou da sua actua| íronte|ra |un-
to aos novos espaços de a|argamento, e e
esse o contr|outo espec|í|co íundamenta|
que me proponho trazer para os
areopagos das |nst|tu|çoes europe|as.
A deíesa de uma v|são da Europa propr|a
aos Açores não exc|u|, mas antes |mp||ca
uma v|são europe|a part||hada pe|os Aço-
res.
Nessa v|são europe|a, quero aqu| dec|a-
rar o meu apo|o exp||c|to a a|guns dos pon-
tos íundamenta|s porque se tem oat|do os
soc|a||stas europeus.
Em pr|me|ro |ugar, a coesão econom|ca e
soc|a|. Be e verdade que a po||t|ca europe|a
de coesão tem esco|h|do como metodo o
apo|o ao desenvo|v|mento de acordo com
o pr|nc|p|o da suos|d|ar|edade, e que esse
metodo tem provas dadas em pa|ses
como o nosso, não e menos verdade que
o í|m ú|t|mo dessa po||t|ca e o da e|evação
dos n|ve|s de v|da dos que se encontram
aoa|xo da ||nha de pooreza europe|a, onde
quer que e|es se encontrem, e e pr|nc|pa|-
mente em íunção deste parâmetro que
deve ser ava||ada.
Em segundo |ugar, a |gua|dade de oportu-
n|dades. Deve-se procurar dar a todos as
me|hores cond|çoes para que possam
desenvo|ver p|enamente as suas capac|-
dades e se possam |ntegrar na soc|edade
em que v|vem.
Em terce|ro |ugar, a so||dar|edade com
aque|es pa|ses que se propoem |ntegrar
no espaço a que pertencemos, e com to-
dos os que |utam pe|o respe|to dos d|re|-
tos humanos. Neste esíorço de so||dar|e-
dade, compete-nos a nos contr|ou|r para
que não se|a esquec|da a vertente at|ânt|-
ca da cooperação externa.
Apo|ar os esíorços que o Ooverno Peg|o-
na| tem desenvo|v|do nesta mater|a, part|-
cu|armente |unto dos EÜA, do Bras|| e de
Oaoo \erde e aqu| a pr|or|dade.
Ac|ma de tudo, |nteressa íazer com que a
voz dos Açores se|a ouv|da nas me|hores
cond|çoes |unto das |nst|tu|çoes europe|as,
e que os deoates europeus possam aqu|
chegar nas me|hores cond|çoes.
Aqu|, senhores |orna||stas, devo sa||entar
de novo que o vosso pape| e íundamenta|
e |nsuost|tu|ve|.
Be há uma promessa que posso íazer nes-
ta campanha e a de que nunca me verão
chegar aos Açores cu|par as |nst|tu|çoes
reg|ona|s por não terem |níormado conve-
n|entemente os açor|anos soore as mate-
r|as que íoram deoat|das e dec|d|das no
Par|amento Europeu.
Oomo |á dec|are| vár|as vezes, o nosso
pr|nc|pa| adversár|o neste acto e|e|tora| e
aostenção. Deputados e|e|tos na |nd|íeren-
ça da esmagadora ma|or|a dos seus e|e|-
tores terão d|í|cu|dades acresc|das em se
íazer ouv|r quando rec|amarem a deíesa
dos |nteresses do seu e|e|torado.
Os Açores estão no coração da Europa e
a Europa está no coração dos Açores.
Ape|o por |sso ao voto de todos nas e|e|-
çoes de 13 de Junho.
A nossa írente, temos uma opção c|ara.
De um |ado, temos um deputado que pen-
sa que a pro|ecção em v|deo da sua |ma-
gem nos Açores chega para estes o co-
nhecerem, e que a |magem em v|deo dos
seus co|egas de part|do nos Açores |he
chega a e|e para conhecer as nossas ||has.
Do outro |ado, temos a í|gura emo|emát|ca
do Portuga| democrát|co e europeu, o Dr.
Már|o Boares.
Para o prest|g|o de Portuga| e a deíesa dos
Açores na Ün|ão Europe|a a opção e, ne-
cessar|amente, votar no PB.
lntervenção de no Oongresso da JB/Aço-
res
Conflnuação
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
PER$PEC7/vA Anfónlo Vlforlno
SEM RECURSOS
A UNlÃO NÃO TEM FUTURO
á termos que em po||t|ca não ca-
sam oem. E|e|çoes e |mpostos são
do|s de|es. E contudo não há tema
ma| s estre| tamente | | gado à
genese do par|amentar|smo, da democrac|a
representat|va de oase e|ect|va do que o exer-
c|c|o do poder tr|outár|o. Desde a |ong|nqua
Magna Oarta ao gr|to de revo|ta das co|on|as
amer| canas, cu| m| nando nos poderes
orçamenta|s dos par|amentos nac|ona|s e do
propr|o Par|amento Europeu.
É por |sso oom s|na| que o tema se|a d|scut|-
do nestas e|e|çoes europe|as por |n|c|at|va do
dr. Már|o Boares. Ate porque não há deoate
ma|s re|evante para o íuturo da Ün|ão do que
o dos recursos propr|os. Be qu|sermos que
e|a tenha íuturo, c|aro está!
A d|nâm|ca dos recursos propr|os da Ün|ão
tem s|do proíundamente a|terada nos ú|t|mos
o|to anos. Os recursos trad|c|ona|s (d|re|tos
a|íandegár|os e agr|co|as em gera|) passaram
de 22 por cento dos recursos propr|os, em
1992, para 15 por cento prev|stos para 1999,
e a contr|ou|ção com oase no l\A passou de
61,6 por cento do tota|, em 1992, para cerca
de 33 por cento em 1998. O que s|gn|í|ca que
tem v|ndo a ganhar um peso crescente as con-
tr|ou|çoes dos Estados-memoros com oase no
PNB nac|ona| de cada um.
Esta evo|ução apresenta vantagens e desvan-
tagens.
A vantagem e que a perda de peso re|at|vo do
l\A (ho|e o ·ma|s europeu· dos |mpostos)
corresponde à d|m|nu|ção da re|evânc|a de um
recurso na essenc|a pouco equ|tat|vo (porque
pesa ma|s soore os pa|ses com íorte consu-
mo e íraca poupança, o que poe em causa a
equ|dade do s|stema de í|nanc|amento, a|em
de susc| tar proo| emas comp| exos de
harmon|zação da sua propr|a oase de tr|outa-
ção) e aumenta o peso do recurso PNB, que
e ma|s equ|tat|vo, emoora se deíronte com
acresc|das d|í|cu|dades po||t|cas na í|xação de
·p|aíonds· das transíerenc|as com oase no
PNB.
Mas a desvantagem desta evo|ução decorre
de progress|vamente nos estarmos a aíastar
de uma |og|ca de í|nanc|amento espec|í|ca do
pro|ecto de |ntegração, que ío| uma das or|g|-
na||dades dos pr|mord|os comun|tár|os, em
oeneí|c|o de um s|stema de í|nanc|amento que
reco|oca os Estados-memoros numa pos|ção
dec|s|va quanto à deí|n|ção re|at|vamente
casu|st|ca dos recursos da Ün|ão, ma|s em
íunção de po||t|cas nac|ona|s do que das ex|-
genc|as da |ntegração europe|a.
Neste contexto, as ex|genc|as do mercado |n-
terno e do euro, o esíorço determ|nado pe|os
a|argamentos a Leste, as acresc|das respon-
sao|||dades da Ün|ão no dom|n|o da po||t|ca
externa e de segurança comum postu|am, a
um prazo não mu|to |ongo, a necess|dade de
reaprec|ar de ra|z as regras soore os recursos
propr|os da Ün|ão, o ||m|te da despesa comu-
n|tár|a oem como a sua estrutura |nterna, pon-
do termo à desproporção resu|tante do peso
excess|vo da despesa agr|co|a.
Este exerc|c|o ·reíundador· não pode ser |e-
vado a caoo sem uma aná||se cr|ter|osa das
cond|çoes de equ|dade que devem pres|d|r à
deí|n|ção dos recursos propr|os, o que ex|g|rá
cons|derar como cr|ter|o centra| das re|açoes
í|nance|ras entre os Estados e a Ün|ão o cr|te-
r|o da prosper|dade nac|ona|, não apenas de-
corrente de |mpostos soore o consumo, ou
de contr|ou|çoes com oase em percentagens
í|xas do PlB nac|ona|, mas tamoem em íun-
ção das re|evantes d|íerenças do PlB ·per
cap|ta· entre os vár|os Estados, questão es-
senc|a| para a sa|vaguarda da coesão econo-
m|ca e soc|a| da ÜE.
Este cam|nho não passa íorçosamente por um
·|mposto europeu·, mas antes por um s|ste-
ma ma|s vasto, de progress|va harmon|zação
í|sca| à esca|a europe|a no tocante mesmo aos
|mpostos d|tos nac|ona|s, oem como de con-
|ugação de recursos í|sca|s com contr|ou|çoes
nac|ona|s equ|tat|vas e que comportem acres-
c|das margens de manoora para conduz|r po-
||t|cas red|str|out|vas, quer no p|ano econom|-
co quer no p|ano soc|a|.
Oomo se ve, a proc|ssão a|nda va| no adro e o
proo|ema e comp|exo. Mas o s|mp|es aí|orar da
|de|a |á |evantou uma vozear|a ma|s d|tada por
razoes e|e|tora|s do que pe|o r|gor da necess|da-
de de enírentar este proo|ema. Esta |n|c|at|va do
dr. Már|o Boares cr|a as cond|çoes para íazer
destas e|e|çoes uma ooa oportun|dade para aor|r
entre nos um deoate |nad|áve| no p|ano europeu.
|| ·Expresso·
H
ACÇÃO SOClALlSTA 18 3 JÜNHO 1999
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
ELE/ÇÖE$ José Conde Rodrlgues
É PREClSO RENOVAR A EUROPAl
ara a|em do eíemero em que se
traduzem as pequenas d|íerenças
de ma|s uma campanha e|e|tora|,
va|erá a pena apostar no que í|ca.
Ou se|a, e prec|so aprove|tar as e|e|çoes
europe|as de 13 de Junho prox|mo, para dar
uma nova chama ao pro|ecto europeu. Pode-
mos quest|onar o seu mode|o po||t|co, econo-
m|co e soc|a|, mas devemos manter o seu
sent|do ú|t|mo: a ousca da paz e so||dar|eda-
de entre os europeus, tendo por íundo a d|-
vers|dade h|stor|ca e cu|tura|.
Ass|m, e desde |ogo, e íundamenta| prosse-
gu|r o desenvo|v|mento de Portuga| no qua-
dro europeu. É prec|so conso||dar uma Euro-
pa para os c|dadãos com ma|s cresc|mento
econom|co e emprego, ma|s segurança e
|gua|dade de oportun|dades para todos. De-
vemos |utar por uma Europa renovada.
Portuga| está ho|e na pr|me|ra ||nha da cons-
trução europe|a, reíorçando tamoem desse
modo a sua presença nos pa|ses a que nos
||gam espec|a|s |aços h|stor|cos, em Aír|ca,
As|a e Amer|ca.
Portuga| íaz parte do núc|eo centra| que asse-
gura a condução po||t|ca da Ün|ão Europe|a,
part|c|pando nos mecan|smos econom|cos e
monetár|os ma|s avançados e ex|gentes.
Nos ú|t|mos anos Portuga| souoe organ|zar-
se a í|m de at|ng|r os oo|ect|vos nac|ona|s que
mu|tos |u|garam ac|ma das suas poss|o|||da-
des.
De íacto, os ú|t|mos anos reve|aram o d|na-
m|smo da econom|a portuguesa, a expansão
da produção, do |nvest|mento, do consumo e
do emprego. Portuga| cresceu sempre ac|ma
da med|a comun|tár|a, o que perm|t|u que nos
aprox|mássemos, de íacto, da r|queza med|a
europe|a.
Porem, Portuga| necess|ta a|nda de moo|||zar
todos os recursos da sua |n|c|at|va e respon-
sao|||dade para que se cumpra, no pr|me|ro
quarte| do secu|o XXl, o grande des|gn|o de
íazer do pa|s uma pr|me|ra írente at|ânt|ca
europe|a, uma nova centra||dade na re|ação
da Europa com a econom|a g|ooa|. Ta| perm|-
t|rá oíerecer aos portugueses oportun|dades
cu|tura|s, econom|cas e soc|a|s e cond|çoes
de v|da |dent|cas às dos c|dadãos da Europa
desenvo|v|da.
Os exce|entes resu|tados para Portuga|, a|can-
çados nas negoc|açoes da Agenda 2000, |us-
t|í|cam um razoáve| opt|m|smo re|at|vamente
à tra|ector|a do desenvo|v|mento nac|ona|.
Entretanto, o cr|ter|o de concentração geográ-
í|ca das transíerenc|as comun|tár|as agora
acordadas, |mp||cará uma ma|or equ|dade na
d|str|ou|ção dos recursos. Decorre desta con-
centração das transíerenc|as que as reg|oes
portuguesas menos prosperas vão contar com
veroas mu|to s|gn|í|cat|vas, dest|nadas exc|u-
s|vamente a promover o seu desenvo|v|men-
to ma|s harmon|oso. Aqu| |mportará ter em
conta a s|tuação espec|a| do \a|e do Te|o que
deverá oeneí|c|ar da a|uda sup|ementar do
Fundo de Ooesão.
Mas uma Europa renovada so pode ex|st|r com
e para os c|dadãos. É para e|es que a Ün|ão
Europe|a ío| cr|ada, para |hes proporc|onar um
e|evado n|ve| de progresso e oem-estar. E os
portugueses conhecem oem o sent|do da c|-
dadan|a europe|a. O nosso pa|s mudou rad|-
ca|mente desde a nossa |ntegração na OEE,
em 1986. O mercado ún|co e uma etapa, mas
não a meta. Os c|dadãos deverão cont|nuar a
ser a pr|or|dade. A construção europe|a deve
serv|r um |dea| de |ust|ça e coesão econom|-
ca, de estao|||dade, paz e progresso soc|a| dos
d|íerentes c|dadãos.
A pr|or|dade aos c|dadãos |mp||ca, necessar|-
amente, dar a pr|or|dade ao emprego. É pre-
c|so deíender a concret|zação de um pacto
europeu para o emprego, com po||t|cas à es-
ca|a europe|a que acrescentem eí|các|a às
po||t|cas nac|ona|s de comoate ao desempre-
go. Os |ovens em ousca do pr|me|ro emprego
e os desempregados de |onga duração de-
vem merecer uma atenção espec|a| e prec|-
sam, por |sso, de programas espec|í|cos adap-
tados à sua s|tuação. A |nterdependenc|a das
econom|as torna |mpresc|nd|ve| a construção
gradua| de uma estrateg|a comum de cresc|-
mento, apo|ada no consumo e no |nvest|men-
to, e v|ao|||zada por uma estrateg|a comum de
cresc|mento, apo|ada no consumo e no |n-
vest|mento, e v|ao|||zada por uma coordena-
ção ma|s estre|ta das po||t|cas econom|cas.
Por outro |ado, so podemos ía|ar em verda-
de|ra coesão econom|ca e soc|a| se o terr|to-
r|o íor |gua|mente cons|derado no seu desen-
vo|v|mento.
Desenvo|ver as nossas c|dades de modo sus-
tentado. Apo|ar a requa||í|cação uroana. Pro-
mover uma correcta gestão do terr|tor|o e de-
íender po||t|cas e |nvest|mentos nessas áre-
as, deverão const|tu|r o traoa|ho íuturo na Eu-
ropa. Üma Europa das c|dades, enquanto es-
paço de memor|a e íuturo dos seus c|dadãos.
Oueremos tamoem uma Europa onde o uroa-
no e o rura| se equ|||orem em harmon|a. Or|ar
cond|çoes para pro|ectos de v|da íora das c|-
dades, preservar a pa|sagem rura|, sa|vaguar-
dar a agr|cu|tura, são oo|ect|vos |nd|ssoc|áve|s
de um novo pro|ecto para o mundo rura|. Por-
tuga| prec|sa dos seus agr|cu|tores. Portuga|
está a acompanhar a reíorma da Po||t|ca Agr|-
co|a Oomum, atento aos |nteresses nac|ona|s.
\amos ter ma|s apo|os para o rend|mento dos
agr|cu|tores, ma|s apo|os aos |ovens no me|o
rura|, ma|s |nvest|mentos na v|nha, nos cere-
a|s e nos horto-írut|co|as.
Oada vez ma|s a qua||dade do amo|ente está
assoc|ada a uma correcta ut|||zação dos so-
|os, ao uso regrado das novas tecno|og|as,
oem como à adequada preservação dos nos-
sos aqu|íeros. Devemos |utar na Europa pe|a
qua||dade do nosso amo|ente.
Bo que, para prossegu|r estes oo|ect|vos, a
Ün|ão Europe|a prec|sa de |nst|tu|çoes demo-
crát|cas e íunc|ona|s. A reíorma das |nst|tu|çoes
const|tu|rá um |mperat|vo, mas não deve ser
íe|ta à custa do peso re|at|vo de cada Estado-
memoro. O Par|amento Europeu, ao qua| o Tra-
tado de Amesterdão coníere poderes acresc|-
dos, deve s|mp||í|car o seu íunc|onamento e
reíorçar a sua ||gação aos par|amentos nac|o-
na|s. A Oom|ssão Europe|a deve reíormar as
suas estruturas, ser ma|s transparente e res-
ponsáve| pe|as suas po||t|cas. O Oonse|ho deve
a|argar tanto quanto poss|ve| o recurso às de-
c|soes por ma|or|a qua||í|cada.
Em suma, renovar a Europa, dando-|he um
novo ío|ego, deverá ser a tareía de todos os
portugueses. Estar na Europa de corpo |nte|-
ro, deíendendo os nossos |nteresses, mas
tamoem part|c|par act|vamente nas dec|soes
que d|zem respe|to aos outros. Bo esta postu-
ra íará de nos um povo cada vez ma|s respe|-
tado no concerto dos restantes Estados-mem-
oros. Aí|na|, devemos estar na vanguarda da
nossa Europa.
*
Oand|dato do PB ao Par|amento Europeu
ELE/ÇÖE$ Arnaldo Gonçalves
*
AS EUROPElAS E A ABSTENÇÃO
poucas semanas das e|e|çoes
europe|as e |á poss|ve| traçar a|-
gumas ||açoes soore o estado de
re|at|va apat|a e des|nteresse com
que o e|e|torado tem acompanhado o deoate
dos cand|datos e que se |rá reí|ect|r - a menos
que a|go de suostanc|a| aconteça - na manu-
tenção da tendenc|a de suo|da da aostenção,
a qua| há c|nco anos at|ng|u os 60 por cento.
A pr|me|ra e que as pr|nc|pa|s íorças po||t|cas
ao ace|tarem reduz|r o deoate po||t|co à
íu|an|zação dos cand|datos e à gestão das
s|mpat|as |rrac|ona|s dos e|e|tores, sacr|í|ca-
ram o va|or acrescentado que o mesmo po-
der| a ad| tar em termos de novas ou
reíormu|adas |de|as para a Europa, quando o
processo da sua construção pat|na e derrapa
perante as |nconsequenc|as dos europeus, de
que e caso c|amoroso a questão do Kosovo.
Bo Már|o Boares - há duas semanas- avan-
çou com a |de|a de um |mposto europeu para
sustentar uma cred|ve| e ser|a po||t|ca de se-
gurança e cooperação comuns, a qua| passa
- |nape|ave|mente - pe|a cr|ação de um coman-
do m|||tar un|í|cado e pe|a const|tu|ção, soo
íormatos a|ternat|vos em aoerto, de um exer-
c|to europeu.
A |de|a, não necessar|amente nova mas íun-
damenta|, esva|u-se no c|amor de acusaçoes
de despes|smo e |ntençoes maqu|ave||cas de
aumento de |mpostos d|r|g|das ao PB, por
parte quer de PBD quer do PP. Dada a sens|o|-
||dade da temát|ca em termos e|e|tora|s nac|o-
na|s acaoou sacr|í|cada.
Boore as outras questoes íundamenta|s para
o íuturo da Europa: o aumento dos poderes
da Oom|ssão e a questão do seu íunc|ona-
mento, o í| nanc| amento da ed| í| cação
europe|a, o aproíundamento da po||t|ca de
segurança e deíesa comuns, o a|argamento
a Leste, a Agenda 2000, a s|tuação dos reíu-
g|ados e de m|nor|as etn|cas na|guns pa|ses
europeus - nada tem s|do d|to, o que ev|den-
c|a a pooreza do deoate.
A segunda ||ação e que Már|o Boares e a ||sta
do PB sa|rão, ao que tudo o |nd|ca, vencedo-
res |á que passado um pr|me|ro momento de
|nteresse e co|agem da op|n|ão púo||ca à no-
v|dade do d|scurso e ||derança de Durão Bar-
roso, o e|e|torado quererá manter uma cont|-
nu|dade no sent|do de voto em re|ação ao PB
e à Nova Ma|or|a, que não ve razão para mo-
d|í|car, guardando |á para d|ante - para o í|m
do \erão - a dec|são de uma a|teração ou não
do mesmo.
Parece a||ás prev|s|ve| que a margem de se-
paração entre PB e PBD, em termos de |nten-
çoes dos e|e|tores, med|das nas sondagens,
aumentará depo|s da aprox|mação sent|da
nas ú|t|mas semanas.
Oueremos com |sto d|zer que o e|e|torado dará
a v|tor|a à ||sta do PB nas europe|as não por
se sent|r convenc|do com as propostas do PB
em detr|mento das dema|s, não por qua||í|car
a mesma me|hor que as ||stas de cand|datos
apresentados por outros part|dos, mas porque
a |magem que tem de Már|o Boares e da ||sta
do PB e como que uma pro|ecção ho|ográí|ca
da |magem de Anton|o Outerres e do Oover-
no PB, que íavorece a|nda mu|to pos|t|vamen-
te.
A terce|ra ||ação e que as europe|as não se-
rão, ao contrár|o do que pro|ectavam mu|tos
ooservadores e ana||stas po||t|cos, uma o||ma-
||a das |eg|s|at|vas, mas e|e|çoes com um
d|recc|onamento exter|or, de que a ma|or|a
dos e|e|tores duv|da a ut|||dade e quest|ona o
|nteresse. A Europa cont|nua a s|gn|í|car para
grande parte do e|e|torado portugues, a or|-
gem e íonte dos íundos estrutura|s de que
pode oeneí|c|ar d|rectamente, das grandes
ooras de construção de |níra-estruturas rodo-
v|ár|as, íerrov|ár|as e outras que o Pa|s care-
ce, mas que não tem d|mensão soz|nho para
prossegu|r.
O |ogo po||t|co que envo|ve e a|go que |he í|ca
d|stante, que o de|xa proíundamente des|nte-
ressado, |á que no seu entender pouco s|gn|-
í|ca para os proo|emas, d|í|cu|dades e opçoes
do seu d|a a d|a.
Berá poss|ve| |nverter a suo|da desta tenden-
c|a aostenc|on|sta?
Oomo escrev|a o Jose Manue| Fernandes no
|0o||cc há tempo para os po||t|cos perceoe-
rem que os e|e|tores sa|oam d|st|ngu|r os d|íe-
rentes actos e|e|tora|s e gostar|a de poder es-
co|her, em consc|enc|a, entre d|íerentes pro-
|ectos para Europa e não apenas votar sus-
pe|tando que estão a esco|her entre cand|da-
tos a quatro anos de repouso em Estrasourgo
e Bruxe|as.
O PB tem uma responsao|||dade íundamenta|
nessa mudança de at|tude.
*
Proíessor Ün|vers|tár|o
A
P
3 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 19
CULTURA & DESPORTO
QUE SE PASSA Mary Rodrigues
POEMA DA SEMANA
Selecção de Carlos Carranca
SUGESTÄO
Festas em Abrantes
Entre os d|as 5 e 14 deste mes Aorantes
v|verá ma|s uma ed|ção das Festas da O|-
dade.
Esta | n| c| at| va atra| , anua| mente, à
Esp|anada 1' de Ma|o, ma|s de 250 m||
pessoas, que ass|stem nas vár|as act|v|-
dades desenvo|v|das neste per|odo, entre
as qua|s a Fe|ra de Artesanato (X\ll ed|-
ção) e a Fe|ra da F|or (X ed|ção).
Fanfarras em AIbufeira
O \l Fest|va| de Faníarras dos Bomoe|ros
do A|garve rea||za-se no sáoado, d|a 5, em
A|ouíe|ra, com a part|c|pação de uma de-
zena de agrupamentos de norte a su| do
Pa|s.
Para a|em da íaníarra aní|tr|ã, part|c|pam
no evento as suas congeneres a|garv|as
de Port|mão, O|hão, Faro e \||a Pea| de
Banto Anton|o e a|nda dos oomoe|ros vo-
|untár|os da Amadora, A|cácer do Ba|,
A|canena, Moura e M|nde.
Ass|m, a part|r das 18 e 30, as íaníarras
presentes desí||arão pe|as pr|nc|pa|s arte-
r|as da c|dade rumo às Are|as de Bão João,
onde decorrerá a ex|o|ção con|unta dos
agrupamentos part|c|pantes.
Ciência
em Angra do Heroísmo
A segunda ed|ção da Fe|ra O|enc|a e
Tecno|og|a 2000 dos Açores decorre de 6
a 12 de Junho em Angra do Hero|smo.
Promov|da pe|a pres|denc|a do execut|vo
açor|ano, atraves da assessor|a para a O|-
enc|a e Tecno|og|a, a íe|ra conta com os
patroc|n|os da Oâmara Mun|c|pa| de An-
gra do Hero|smo, da Oâmara do Oomer-
c|o e lndústr|a de Ponta De|gada e de d|-
versas empresas.
Discos em Cascais
·D|sto e Daqu||o· e o t|tu|o da lll Fe|ra do
D|sco Barato, que a Oâmara Mun|c|pa| pro-
move este í|m-de-semana, no Jard|m \|s-
conde da Luz, numa |n|c|at|va aoerta ao
púo||co em gera| e co|ecc|onadores.
A íe|ra íunc|onará amanhã, das 18 às 1
hora, no sáoado, d|a 5, entre as 14 e a 1
hora, e, í|na|mente, no dom|ngo, d|a 6, das
14 às 22 horas.
Música em Coimbra
O c|c|o de espectácu|os de an|mação de
rua programados para as ·No|tes de \e-
rão· |á começou.
O programa |nc|u| concertos de mús|ca ||-
ge|ra, popu|ar e pop-rock e |azz, an|man-
do a c|dade ate Betemoro.
Mostrar a|gumas proí|ssoes trad|c|ona|s
genu|namente portuguesas e a |ntenção
dos organ|zadores de uma expos|ção-íe|-
ra de artesanato, |naugurada ho|e e que
permanecerá patente ate dom|ngo, na v||a
de Oe|ra.
Oeste|ro, co|here|ro, |atoe|ro, o|e|ro, tano-
e|ro, tamanque|ro, a tecede|ra, oordade|ra,
rende|ra e pa||te|ra são a|guns dos art|í|-
ces que vão expor os seus produtos e
mostrar como e|es se íazem.
No âmo|to da ·Oe|rArte· rea||za-se tamoem
a l\ Mostra de Oastronom|a de Oe|ra, onde
os v|s|tantes podem saoorear as espec|a-
||dades da |oca||dade.
Üm desí||e de oandas í||armon|cas pe|a v||a
de Oe|ra e um |e||ão de oíertas a íavor do
Oentro de D|a encerrarão a íe|ra, no d|a 6.
Encontros em Guimarães
A part|r de amanhã e ate ao d|a 12, decor-
rem os íest|va|s de teatro O|| \|cente, com
mostras na c|dade, noutras |oca||dades, da
moda||dade amadora e para |níânc|a.
Os X Encontroas da Pr|mavera term|nam
no sáoado, d|a 5, mas ate |á pode a|nda
aprec|ar a expos|ção de í||ate||a ·H|stor|a
da Mús|ca Oontada em Be|os, de Manue|
Oampos Oosta, no Paço dos Duques de
Bragança.
Amanhã ass|sta, pe|as 22 horas, no mes-
mo |oca| ao rec|ta| de v|o|once|o e p|ano a
cargo de János Btarker e Bároara Dor|a,
respect|vamente.
Por í|m, a|nda no Paço dos Duques de
Bragança, pe|as 22 horas, desírute de ma|s
um rec|ta| de p|ano, desta íe|ta |nterpreta-
do por Beque|ra Oosta.
Dança em Lisboa
Ate á prox|ma quarta-íe|ra, d|a 9, a Ba|a de
Ensa|o do Oentro Pedagog|co do Oentro
Ou|tura| de Be|em será pa|co para um es-
pectácu|o de dança |nt|tu|ado ·\end|do·
(·Bo|d·, no or|g|na|).
O evento d|r|ge-se espec|a|mente ao pú-
o||co |ovem, estando a cargo da Ludus
Dance Oompany (Pe|no Ün|do) e sendo
coreograíado por ¥ae| F|exer e Pache|
Kr|sche.
Amanhã e nos d|as 8 e 9, o espectácu|o,
com duração aprox|mada de uma hora,
rea||za-se pe|as 11 horas. No dom|ngo, d|a
6, os dançar|nos suo|rão ao pa|co me|a
hora ma|s tarde.
·lnter/ra||·, uma peça de Aoe| Neves, esta-
rá em cena, no Teatro de Pesqu|sa da
Oomuna ate ao d|a 13.
Rock em Matosinhos
A v|tor|a na í|na| do Fest|va| Pock de
Matos|nhos'99 será d|sputada, este sáoa-
do, d|a 5, pe|os vencedores das e||m|nato-
r|as, num pa|co que será montado |unto
ao monumento ao Pescador
Expo em Miranda do Corvo
No âmo|to da lX Expo-M|randa rea||za-se
ho| e um concerto com a Orquestra
Broadway.
Amanhã será a vez de ouv|r Banta Mar|a e
preparar o esp|r|to para as actuaçoes no
sáoado, dos P|tua| Te|o e dos Po|o Norte.
No dom|ngo, d|a 6, a Expo-M|randa des-
pede-se com a apresentação da Orques-
tra Espanho|a Oarm|n.
EcoaIgarve em Portimão
No dom|ngo começam as \ Jornadas de
H|stor|a loero-amer|canas, a decorrer no
Hote| A|vor Pra|a.
A l Fe| ra do Amo| ente do A| garve -
·Ecoa|garve· - decorre ate à terça-íe|ra, d|a
8, no Parque da Juventude.
·Anne Frank uma H|stor|a para ho|e· e o
t|tu|o da mostra patente, ate ao d|a 13, na
Ba|a de Expos|çoes Temporár|as do Mu-
seu.
Livros em Santo Tirso
A Xlll Fe|ra do L|vro de Banto T|rso decorre
ate ao prox|mo dom|ngo, d|a ate d|a 6, na
Praça do Mun|c|p|o da c|dade.
A |n|c|at|va cu|tura|, que teve 40 m|| v|s|tan-
tes na ed|ção do ano passado, va| contar
com a presença de cerca de tres dezenas
de ed|tores e ||vre|ros nac|ona|s.
A organ|zação programou, ta| como em
anos anter|ores, e ·para an|mar a íe|ra·,
actuaçoes mus|ca|s d|ár|as de grupos do
conce|ho.
No sáoado actuará o con|unto mus|ca| da
Oasa do Povo P|o \|ze|a, estando prev|sta
para dom|ngo a presença no evento da
Banda Xara.
Ho|e será uma ·Tarde de Estre|as·, com a
presença em pa|co de |ovens cantores da
c|dade.
Nos ú|t|mos tres d|as (4, 5 e 6) actuam,
respect|vamente, o Pancho Fo|c|or|co ln-
íant|| e Juven|| da Erm|da, o Oa|andum
Oa|anda|na, que |nterpreta mús|ca trad|c|-
ona| m|randesa, e a cantora Oe||a Mar|e-
ne.
Cinema em VaIença
Be a|nda não ío| ver o í||me que deu tres
Oscares da Academ|a ao rea||zador |ta||a-
no Pooerto Ben|gn|, de|xando-|he o corpo
·em tumu|to·, então não perca ma|s tem-
po e vá, a|nda ho|e, ao O|ne-loer|a.
Ten|s
TOPNElO
LUlS JACOB'99
4 de Junho, 9 horas
Esca|oes: |níant|| e |ún|or
Oomp|exo Desport|vo Mun|c|pa|
\||a Pea| de Banto Anton|o
FESTRÓlA'99
Üma centena e me|a de í||mes pro-
ven| entes dos quatro cantos do
mundo, uma mostra do novo c|ne-
ma ho|andes, os ·|ndependentes
amer | canos· e a pr esença de
Franceso Pos| são a|guns dos atrac-
t|vos do Festro|a'99.
A X\ ed|ção do Fest|va| lnternac|o-
na| de O|nema de Tro|a, que aore
ho|e, em Betúoa|, pro|ongando-se
ate ao d|a 12, apresenta-se este ano
com 50 í||mes a concurso nas d|ver-
sas secçoes compet|t|vas: Becção
Oí|c|a| (15 í||mes) Pr|me|ras Ooras,
lndependentes Amer|canos e O Ho-
mem e a Natureza.
De reíer|r a|nda se|s antestre|as (ex-
tra-concurso), a começar |ogo ho|e
com ·O P|ano·, de Bam Pa|m|, um
con|unto de curtas-metragens em
que tamoem se |nc|u| o c|nema rea-
| | zado numa esco| a de c| nema
|srae||ta, e uma mostra do c|nema
portugues do ú|t|mo ano, em que se
| nc| uem í| | mes como ·Tentação·,
·Os Mutantes· e ·An|o da Ouarda·.
Na secção oí|c|a| de compet|ção
part|c|pam apenas í||mes de pa|ses
com uma produção anua| |níer|or a
duas dezenas de í||mes por ano.
Essa e, a||ás, a pr|nc|pa| caracter|s-
t|ca do Festro|a, e a que contr|ou|u,
dec|s|vamente, para que o íest|va|
se|a reconhec|do |nternac|ona|men-
te.
O vencedor do certame receoerá o
Oo|í|nho de Ouro, caoendo o Oo|í|-
nho de Prata aos vencedores do
prem|o espec|a| do |úr|, me|hor rea-
||zador, me|hor |nterpretação mascu-
||na e íem|n|na, me|hor argumento e
me|hor íotograí|a.
Vlagem
F c .e||c q0e me |e.a.
O .e||c |0s||a|c
F es|e sco|c |0ma|c
J||.e|sa|
O0e e|/0|a a ||q0|e|açac oe |c||0ça|.
F es|a /0||a oe |c0c0|a ma|sa
O0e |0oc a|ca|ça
Sem a|ca|ça|.
O0e .a| oe ce0 em ce0,
De ma| em ma|,
/|e |0|ca c|eça|.
F es|a |e||açac oe me e|cc|||a|
Va|s ||cc oe ama|ç0|a
De me o|cc0|a|.
Mlguel Iorga
D|a||c \||, oaç. 9
ACÇÃO SOClALlSTA 20 3 JÜNHO 1999
OPÌNÌÄO DlXlT
Ficha Técnica
Acção Socia|ista
Orgão Oí|c|a| do Part|do Boc|a||sta
Propr|edade do Part|do Boc|a||sta
D|rector
Fernando de Sousa
Pedacção
J.C. Caste|o Branco
Mary Rodrigues
Oo|aooração
Rui Perdigão
Becretar|ado
Sandra An[os
Pag|nação e|ectron|ca
Francisco Sandova|
Ed|ção e|ectron|ca
Joaquim Soares
José Raimundo
Redacção
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Administração e Expedição
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Toda a co|aboração deve ser enviada para o
endereço referido
Depos|to |ega| N' 21339/88; lBBN: 0871-102X
Ìmpressão lmpr|nter, Pua Bacadura Oaora| 26,
Daíundo
1495 L|sooa Distribuição \asp, Boc|edade de
Transportes e D|str|ou|çoes, Lda., Oomp|exo OPEL,
Be|a \|sta, Pua Táscoa 4', Massamá, 2745 Oue|uz
ÚL7/MA COLUNA Joel Hasse Ferrelra
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
1.650$
2.400$
4.600$
5.500$
8.500$
3.250$
4.600$
9.100$
10.800$
16.600$
6 MEBEB 26 NÚMEROS 12 MEBEB 52 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
500$
700$
1.300$
1.500$
2.300$
800$
1.200$
2.400$
2.900$
4.400$
6 MEBEB 2 NÚMEROS 12 MEBEB 4
NÚMEROS
ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
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Por íavor remeter
este cupão para:
Portuga| Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass|nante do Portuga|
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
Por íavor remeter
este cupão para:
Acção Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass| nante do Acção
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
5+1 )1 56)
A EUROPA, A ECONOMlA E O FUTURO
spantam-se a|guns comentar|s-
tas superí|c|a|s ou pouco ser|-
os com a aparente contrad|ção
entre os números d|íund|dos
pe|o Banco de Portuga| e pe|o M|n|ster|o
das F|nanças soore o cresc|mento econo-
m|co prev|s|ve| para Portuga|. Outros es-
pecu|am com o va|or da |ní|ação que esta-
r|a a por em r|sco a segurança do cam|-
nho da nossa econom|a. A|nda há quem
se man|íeste surpreend|do com a questão
da retenção do lPB na íonte.
Boore a questão do lPB, convem que í|-
que c|aro o segu|nte. Para d|versos sec-
tores da popu|ação, nomeadamente de
oa|xos rend|mentos, o Orçamento de Es-
tado para 1999 estaoe|eceu uma redução
da tr|outação do lPB. Essa redução ío|
oot|da pe|a con|ugação do processo de
a|teração das deduçoes com a redução
dos va|ores das taxas a ap||car para os
ma|s oa|xos rend|mentos. lmed|atamen-
te, se começou, no |n|c|o do ano de 99, a
traduz|r esse montante nas var|açoes dos
va|ores das retençoes do lPB. Oo|sa d|íe-
rente e a necess|dade de aperíe|çoar o
|nstrumento |ega| que t|p|í|ca as regras
ap||cáve|s, o que sendo necessár|o, não
ser|a tão urgente.
Ouanto à |ní|ação, |mporta reíer|r que a
pequena suo|da ver|í|cada não poe em
causa a |usteza da po||t|ca de evo|ução
econom|ca e í|nance|ra conduz|da pe|o
nosso Ooverno. O que |mporta e mante-
|a em ||m|tes razoáve|s, compat|ve|s com
o r|tmo de cresc|mento econom|co que
dese|amos para o Pa|s (um dos r|tmos
ma|s e|evados da Europa, nos ú|t|mos
anos) e de íorma que não aíecte o poder
de compra dos portugueses, nomeada-
mente dos que v|vem exc|us|va ou essen-
c|a|mente do seu traoa|ho.
Entretanto, a taxa de desemprego cont|-
nua a descer no nosso pa|s enquanto na
Ün|ão Europe|a, as propostas de Outerres
de um ma|or empenhamento da Europa
na questão do emprego íazem cam|nho.
A questão do Emprego está agendada
para a O|me|ra de Oo|on|a e preve-se que
ate à pres|denc|a portuguesa (no 1' se-
mestre de 2000) se ver|í|quem s|gn|í|cat|-
vos avanços na conso| | dação e
concret|zação de uma Estrateg|a Europe|a
para o Emprego, que tenha em conta os
d|íerentes P|anos Nac|ona|s apresenta-
dos.
Neste contexto e ver| í| cando-se uma
desace|eração moderada do cresc|men-
to nas econom|as europe|as, e de prever
que não se|a poss|ve| sustentar em Por-
tuga| taxas de cresc|mento mu|to ma|s e|e-
vadas que as med|as da Ün|ão. Em qua|-
quer caso, as d|íerenças de est|mat|vas
entre as prev|soes dos d|íerentes organ|s-
mos nac|ona|s e europeus quanto ao cres-
c|mento econom|co portugues são pou-
co s|gn|í|cat|vas.
Em suma, cont|nuamos a traoa|har num
hor|zonte de e|evado n|ve| de emprego,
de |ní|ação contro|ada, de deí|ce e d|v|da
púo||ca reduz|dos, de |uros oa|xos e de
cresc|mento econom|co s|gn|í|cat|vo. Não
e um oás|s, mas e ev|dentemente uma
s|tuação mu|to pos|t|va.
Ass|m, o í|m da guerra nos Ba|cãs perm|-
ta retomar o cam|nho da paz e reíorçar a
Ün|ão Europe|a, aproíundando a sua un|-
dade po||t|ca, garant|ndo a sua coesão
soc|a|, a|argando-a para |este, íazendo
com que os c|dadãos da Europa se apro-
pr|em do seu íuturo.
E
·A prova de que a voz de Már|o
Boares e a ún|ca ouv|da na
Europa e o íacto de nesta
campanha a opos|ção so ía|ar
prec|samente de Már|o Boares·
Anfónlo Guferres
D|a||c oe ^c||c|as, 1 oe J0||c
·O A|oerto João Jard|m ao pe de
Már|o Boares e um íede|ho, um
anão·
Carlos Candal
|0o||cc, 22 oe Va|c
·É prec|so |mped|r que se
conso||de um governo g|ooa|
com sede nos EÜA, dec|d|do a
|mpor a sua vontade, a sua a |e|
e os seus |nteresses ego|stas a
todo o p|aneta·
AlIredo Barroso
F·o|essc, 29 oe Va|c
·Eu sou uma apa|xonada pe|a
água e o At|ânt|co me comove·
Marla Befhánla
P7| 1, 30 oe Va|c
·O PBD não anda a d|zer que as
|aran|as murcharam·
Vlfallno Canas
Sema|a||c, 29 oe Va|c