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17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 1

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Director Fernando de Sousa
Nº1024 17 JUNHO 1999 100$ - 0,5

5+1)156)
-
Ouem disse ?
Proposta do PS
apresentada
em BruxeIas
Mário Soares
na presidência
do ParIamento
Europeu
O PB apresentou ontem, em Bru-
xe|as, na reun|ão de ||deres do
Part|do Boc|a||sta Europeu (PBE),
uma proposta no sent|do de ca-
oer a Már|o Boares a pr|me|ra ou
a segunda metade do mandato da
pres|denc|a do Par|amento Euro-
peu. A hora do íecho desta ed|-
ção, era mu|to prováve| que os
restantes parce|ros soc|a||stas
ace|tassem a amo|ção do PB, cu|a
de|egação |ntegrou os camaradas
Anton|o Outerres, Anton|o \|tor|no
e Anton|o Jose Beguro.
Oomo aí|rmou Anton|o \|tor|no,
apos a reun|ão da Oom|ssão Per-
manente do part|do, na terça-íe|-
ra, os resu|tados a|cançados pe|o
PB nas e|e|çoes europe|as ·reíor-
çam s|gn|í|cat|vamente a nossa
pos|ção dentro do PBE, oem
como a autor|dade do Ooverno
portugues no Oonse|ho de M|n|s-
tros das Ün|ão Europe|a. E coníe-
rem a|nda ma|s poss|o|||dades de
ex|to à cand|datura de Már|o Boa-
res a pres|dente do Par|amento
Europeu, mesmo que ta| so venha
a co|ocar-se na segunda metade
do mandato dos eurodeputados
agora e|e|tos·, exp||cou o porta-
voz do part|do.
Outra nota da dec|aração po||t|ca
de Anton|o \|tor|no e a de que o
PB não |rá dorm|r soo os |ouros
do tr|unío de dom|ngo nas e|e|-
çoes para o Par|amento Europeu.
·A Oom|ssão Permanente do PB
dec|d|u coníer|r pr|or|dade à pre-
paração da Oonvenção da Nova
Ma|or|a, a ter |ugar no prox|mo d|a
3 de Ju|ho, em L|sooa, e aprovou
um p|ano de acção para promo-
ver o a|argamento de apo|os po||-
t|cos tendo em v|sta a d|sputa das
e|e|çoes par|amentares. A nossa
conv|cção e, por, a de que neste
quadro, o PB e os apo|antes da
Nova Ma|or|a se deverão moo|||-
zar para garant|r uma part|c|pação
a|argada dos portugueses nas
e|e|çoes |eg|s|at|vas e uma v|tor|a
c|ara e |nequ|voca do PB nas mes-
mas·, suo||nhou o porta-voz do
part|do.
«António Guterres, na
próxima pugna e|eito-
ra| que vai ter, não
precisa de mim, por-
que e|e por si va|e
tudo»
Márlo Soares
|c|e| /|||s, '3 oe J0n|c
O PS obteve uma vitória histórica no passado
domingo, tendo deixado o PSD a 12 pontos
percentuais de diferença. Apesar de aIguns
partidos da oposição terem ensaiado uma
tentativa patética no sentido de transformarem
cIaras derrotas em vitórias, o PS foi o único
partido que conseguiu aumentar o número de
mandatos para o ParIamento Europeu. Se em
1994 eIegeu dez, agora a Iista encabeçada por
Mário Soares conseguiu 12 num totaI de 25.
Mais importante, ainda, entre todos os partidos
sociaIistas europeus, o PS foi aqueIe que
obteve a maior percentagem. Na hora da
vitória, o fundador do partido fez questão de
subIinhar que cumprirá o seu mandato até ao
fim em Estrasburgo. Mário Soares também fez
questão de referir que aceitará Iançar a sua
candidatura a presidente do ParIamento
Europeu, seja na primeira ou na segunda
metade do mandato de cinco anos. Por sua vez,
António Guterres frisou que o resuItado deu
força ao PS e ao Governo de PortugaI perante a
União Europeia. Depois, subIinhou como é
profunda a soIidariedade e a fraternidade que o
Iiga a Mário Soares, a quem agradeceu o
contributo dado ao PS, sobretudo, por aceitar
envoIver-se em mais uma bataIha eIeitoraI.
«Obrigado Mário Soares», assim concIuiu
António Guterres.
ACÇÃO SOClALlSTA 2 17 JÜNHO 1999
A SEMANA
ED/7OR/AL A Dlrecção
MEMÓR/A$ ACÇÁO SOClALlSIA EM 1981
$EMANA
Depo|s de Franço|s M|terrand, chegava
a vez do seu part|do, o PBF, ganhar as
e|e|çoes |eg|s|at|vas em França, derrotan-
do c|aramente a d|re|ta.
O tempo era de esperança numa mudan-
ça eíect|va de po||t|ca econom|ca e soc|-
a|.
Depo|s de decadas com a d|re|ta a go-
vernar, chegava a vez dos soc|a||stas.
O ·Acção Boc|a||sta·, d|r|g|do pe|o cama-
rada A|íredo Barroso, dava ev|dentemen-
te destaque a este acontec|mento h|sto-
r|co em França, oem como à retumoante
v|tor|a do PB nas e|e|çoes para a Oâmara
Mun|c|pa| da Nazare. Era o prenúnc|o do
í|m da AD.
Nos tempos em que não hav|a terce|ras
v|as nem pos-modernos, o PBF prepara-
va-se para íormar governo com um pro-
grama de esquerda de nac|ona||zação
dos pr|nc|pa|s sectores da econom|a, au-
mento do tempo de íer|as, suo|da do sa-
|ár|o m|n|mo, |mposto soore as grandes
íortunas, entre outras med|das. J. C. C. B.
PSF GANHA ELElÇOES NO TEMPO
EM OUE NÃO HAVlA TERCElRAS VlAS
'8 oe J0n|c
Ouem disse?
·O soc|a||smo democrát|co tornou-se a
ún|ca a|ternat|va de esperança e o que
se passa em França terá os seus reí|e-
xos em toda a Europa·
Márlo Soares
Guterres diz que PortugaI
não é «RepúbIica das Bananas»
O pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Outerres, aí|r-
mou no d|a 15, no Porto, que ·o Estado
portugues tem de ser respe|tado· e a|nda
que ·Portuga| não e uma ¨Pepúo||ca das
oananas"·, reíer|ndo-se ao recente acor-
do entre Ohampa| | maud e o Banco
Bantander Oentra| H|spano.
Aí|rmando não se sent|r ·tra|do·, por essa
ser ·uma pa|avra mu|to íorte·, Anton|o
Outerres sa||entou que ·o Estado ag|rá no
|ntegra| respe|to pe|a |ega||dade, mas ag|-
rá tamoem na deíesa mu|to í|rme do |nte-
resse nac|ona| e da d|gn|dade do Estado
portugues·.
Prémio Camões atribuído a Sophia de MeIIo
Breyner Andresen
Boph|a de Me||o Breyner Andresen d|sse no
d|a 11 estar ·surpresa e íe||z· pe|a atr|ou|-
ção do Prem|o Oamoes'99.
A poet|sa aí|rmou-se ·mu|to contente e íe||z·
por |he ter s|do atr|ou|do o Prem|o Oamoes
que a tomou tota|mente de surpresa.
·Estas co|sas nunca se esperam·, reíer|u.
A poet|sa acrescentou que o anúnc|o or|g|-
nou ·uma íesta tamoem na íam|||a·, ta|
como acontecera quando receoeu o Prem|o
BPA (Boc|edade Portuguesa de Autores),
em 1964.
A autora de ·O Nome das Oo|sas· desta-
cou o íacto de ter s|do esco|h|da por unan|-
m|dade.
·F|que| íe||z em saoer que ío| uma esco|ha
por unan|m|dade. Numa a|tura em que há
tantas guerras, ha|a um cant|nho onde pon-
dera o entend|mento·, d|sse.
Distinção de toda a Iusofonia
A autora de ·O Or|sto O|gano· mostrou-se
a|nda sat|síe|ta por esta ser ·uma d|st|nção
de toda a |usoíon|a·.
Ouanto ao va|or pecun|ár|o do prem|o, dez
m|| contos, a poet|sa aí|rma que o va| ap||-
car em co|sas do d|a-a-d|a - ·sapatos, me-
d|camentos e tamoem v|agens·.
O Prem|o Oamoes ío| atr|ou|do à poet|sa
Boph|a de Me||o Breyner Andresen, 79 anos,
natura| da c|dade do Porto.
AGENDA PARLAMEN7AR
Ouinta-feira, dia 17
A assemo|e|a da Pepúo||ca reúne, ho|e, a part|r das 15 horas, para uma |nterpe|ação
ao Ooverno requer|da pe|a oancada do PBD.
As votaçoes reg|menta|s decorrerão por vo|ta das 18 horas.
Sexta-feira, dia 18
O Par|amento tem agendado para amanhã um d|a che|o de aprec|açoes par|amenta-
res. Ao todo serão estudados o|to d|p|omas:
º O decreto-|e| n.' 96/99, de 23 de Março, que reve o conce|to de traoa|ho nocturno,
no sent|do de perm|t|r que as convençoes co|ect|vas reduzam ate sete horas a actua|
duração do per|odo de traoa|ho nocturno de 11 horas.
º O decreto-|e| n.' 76/99, de 16 de Março, que repr|st|na a a||nea a) do n.' 1 do art|go
7' do decreto-|e| que |nterd|ta, na área aorang|da pe|a ZPE, o ||cenc|amento de novos
|oteamentos.
º O decreto-|e| n.' 78/99, de 16 de Março, que aprova a Le| Orgân|ca das De|egaçoes
Peg|ona|s do M|n|ster|o da Econom|a.
º O decreto-|e| n.' 120/99, de 16 de Aor||, que cr|a um s|stema espec|a| de contro|o e
í|sca||zação amo|enta| da co-|nc|neração.
º O decreto-|e| n.' 121, de 16 de Aor||, que atr|ou| a competenc|a no art|go 20/99 à
Oom|ssão O|ent|í|ca lndependente cr|ada e sanc|onamento das operaçoes de co-
|nc|neração constantes num d|p|oma de Betemoro do ano passado.
º O decreto-|e| n.' 100/99, de 31 de Março, que estaoe|ece o reg|me de íer|as, ía|tas
e ||cenças dos íunc|onár|os e agentes da adm|n|stração centra|, reg|ona| e |oca|, |n-
c|u|ndo os |nst|tutos púo||cos que rev|stam a natureza de serv|ços persona||zados ou
de íundos púo||cos.
º O decreto-|e| n.' 124/99, de 20 de Aor||, que aprova o Estatuto da Oarre|ra de lnves-
t|gação O|ent|í|ca.
º O decreto-|e| n.' 125/99, de 20 de Aor||, que estaoe|ece o quadro normat|vo ap||cá-
ve| às |nst|tu|çoes que se ded|cam á |nvest|gação c|ent|í|ca e ao desenvo|v|mento
tecno|og|co.
Ouarta-feira, dia 23
O deoate soore o estado da nação rea||za-se na prox|ma semana, no hem|c|c|o de
Bão Bento, a part|r das 15 horas de quarta-íe|ra.
Uma Vlfórla Hlsfórlca
O Part|do Boc|a||sta a|cançou nas e|e|çoes europe|as do passado dom|ngo uma v|tor|a a
todos os n|ve|s h|stor|ca.
O PB não so |ogrou a|cançar o ma|or número de votos expressos, como tamoem e|egeu
12 eurodeputados, ootendo uma percentagem mu|to super|or re|at|vamente aos outros
part|dos concorrentes, nomeadamente o PBD.
Apesar de ter s|do a íorça po||t|ca ma|s pena||zada pe|a e|evada aostenção reg|stada, o
PB ooteve um resu|tado que de|xou o ma|or part|do da opos|ção a 12 pontos percentua|s.
Üm resu|tado extraord|nár|o de que não há memor|a e que vem dar uma enorme íorça
ao part|do, ao governo que apo|a e à cand|datura de Már|o Boares à pres|denc|a do
Par|amento Europeu.
É por todos reconhec|do que a presença e o prest|g|o de Már|o Boares como caoeça-
de-||sta do PB ao Par|amento Europeu ío| um íactor determ|nante no or||hante resu|tado
oot|do. Mas, não e menos verdade que o todo o traoa|ho íe|to, de norte a su| do Pa|s,
pe|os outros cand|datos, nomeadamente Anton|o Jose Beguro, para|e|amente à part|c|-
pação de Anton|o Outerres em |númeras act|v|dades da campanha, coníorme ío| amp|a-
mente reíerenc|ado na coníerenc|a de lmprensa dada no passado dom|ngo por Már|o
Boares e Anton|o Outerres, contr|ou|ram |gua|mente para o resu|tado oot|do.
Be os números não mentem re|at|vamente aos resu|tados e|e|tora|s oot|dos, o estranho
e car|cato e que, a|em do Part|do Boc|a||sta ter rec|amado e oem para s| a v|tor|a no acto
e|e|tora|, pe|o menos as outras c|nco cand|daturas que se |he segu|ram |gua|mente o
í|zeram.
Para o POTP/MPPP, a sua v|tor|a nestas e|e|çoes deve-se ao íacto de ter consegu|do
aumentar a sua percentagem e|e|tora|. Para o B|oco de Esquerda, a sua |ust|í|cação
advem de se ter consegu|do aí|rmar como a qu|nta íorça po||t|ca em termos nac|ona|s.
Já o ODB/PP que passou a ser o quarto part|do, trocando com a ODÜ, a razão da sua
v|tor|a prende-se com íacto de, apesar de ter desc|do em número de votos e em número
de deputados, ter a|cançado o|to por cento dos votos e não ter s|do ·engo||do· pe|o
PBD. Para a ODÜ, que ascendeu ao terce|ro |ugar, emoora perdendo um eurodeputado,
a sua v|tor|a deve-se ao íacto de ter consegu|do crescer em número de votos.
Be nestes quatro part|dos/co||gaçoes as v|tor|as e|e|tora|s se resum|ram a ooter ma|s
votos ou, a não desaparecer do espectro e|e|tora| o que ate se compreende íac||mente
à |uz das eternas exp||caçoes da ODÜ/POP, que nunca perdeu nenhum acto e|e|tora|, o
que |á não se perceoe são as exp||caçoes dadas pe|o PBD para |ust|í|car a v|tor|a. Berá
que adoptou a mesma estrateg|a dos outros part|dos ma|s pequenos, passando a con-
tentar-se com pequenos nadas, ou será que e por causa dos novos ventos de ·esquer-
da· que sopram para os |ados da B. Oaetano à Lapa.
17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 3
ELEÌÇÖES EUROPEÌAS
VlTÓRlA HlSTÓRlCA DO PS
EUROPE/A$ 99 Apesar da elevada faxa de absfenção
O PS obteve uma vitória histórica
no passado domingo, tendo
deixado o PSD a 12 pontos
percentuais de diferença. Apesar
de aIguns partidos da oposição
terem ensaiado uma tentativa
patética no sentido de
transformarem cIaras derrotas em
vitórias, o PS foi o único partido
que conseguiu aumentar o número
de mandatos para o ParIamento
Europeu. Se em 1994 eIegeu dez,
agora a Iista encabeçada por Mário
Soares conseguiu 12 num totaI de
25. Mais importante, ainda, entre
todos os partidos sociaIistas
europeus, o PS foi aqueIe que
obteve a maior percentagem. Na
hora da vitória, o fundador do
partido fez questão de subIinhar
que cumprirá o seu mandato até ao
fim em Estrasburgo. Mário Soares
também fez questão de referir que
aceitará Iançar a sua candidatura a
presidente do ParIamento Europeu,
seja na primeira ou na segunda
metade do mandato de cinco anos.
Por sua vez, António Guterres
frisou que o resuItado deu força ao
PS e ao Governo de PortugaI
perante a União Europeia. Depois,
subIinhou como é profunda a
soIidariedade e a fraternidade que
o Iiga a Mário Soares, a quem
agradeceu o contributo dado ao
PS, sobretudo, por aceitar
envoIver-se em mais uma bataIha
eIeitoraI. «Obrigado Mário Soares»,
assim concIuiu António Guterres.
onhec|dos os resu|tados oí|c|-
a|s das e|e|çoes para o Par|a-
mento Europeu, que |nd|cavam
uma c|ara v|tor|a dos soc|a||s-
tas portugueses, |nsta|ou-se um amo|ente
de íesta no Hote| A|t|s, onde estavam vár|-
os d|r|gentes do part|do, oem como vár|as
centenas de m|||tantes. Nas pr|me|ras de-
c|araçoes que d|r|g|u aos portugueses, o
secretár|o-gera| do PB de|xou pa|avras de
agradec|mento, de hum||dade e de sat|s-
íação. O camarada Anton|o Outerres co-
meçou por agradecer a coní|ança man|-
íestada no PB pe|a ma|or|a dos portugue-
ses e, sooretudo, ao pape| desempenha-
do por Már|o Boares, por e|e cons|derado
como ·o íundador do part|do e a reíeren-
c|a da democrac|a· do pa|s.
Pa|avras tamoem de hum||dade, segundo
o pr|me|ro-m|n|stro, porque a hora em que
o PB coní|rmou a sua v|tor|a deve |gua|-
mente mot|var uma reí|exão soore os por-
tugueses que soírem. ·A e|es, aos ma|s
carenc|ados, temos de dar aqu||o que po-
demos e mesmo aqu||o que não temos. O
Ooverno, pe|a sua parte, contará com a
co|aooração dos eurodeputados de todos
os part|dos·, sa||entou.
Por ú|t|mo, Anton|o Outerres qu|s a|nda ex-
pressar a sua sat|síação pe|o tr|unío do
part|do. ·Trata-se de uma v|tor|a h|stor|ca,
porque em anter|ores actos e|e|tora|s nun-
ca o PB ganhara por uma d|íerença tão gran-
de (cerca de 12 pontos percentua|s) íace
ao ma|or part|do da opos|ção. É um resu|-
tados extraord|nár|o, que dará a ma|or íor-
ça ao part|do, ao Ooverno e à cand|datura
de Már|o Boares para a pres|denc|a do Par-
|amento Europeu.·. Perante o carácter qua-
se com|co de todos os part|dos da opos|-
ção estarem a re|v|nd|car v|tor|as apos se-
rem conhec|dos os resu|tados para o Par-
|amento Europeu, o cheíe do Ooverno aí|r-
mou que chegara a hora de ía|ar ·uma ||n-
guagem de verdade·. Apesar do tr|unío, ·o
PB teve contra e|e a ex|stenc|a de uma aos-
tenção mu|to e|evada· e que at|ng|u ma|s
de 50 por cento. ·O PB ío| o part|do ma|s
pena||zado pe|a aostenção, emoora tenha
contado com um trunío enorme neste acto
e|e|tora|: Már|o Boares. Mas acontece que
Már|o Boares e do PB e esse trunío ex|ste.
A e|e se deve grande parte desta v|tor|a·,
sa||entou o secretár|o-gera| do part|do, du-
rante a coníerenc|a de |mprensa í|na|, que
decorreu no Hote| A|t|s.
Boore a transíormação de derrotas em v|-
tor|as por parte dos part|dos da opos|ção,
o m|n|stro dos Assuntos Par|amentares,
Anton|o Oosta |á hav|a dec|arado que o
PBD ·parec|a ter ader|do aos ve|hos me-
todos dos POP·. Horas depo|s, Anton|o
Outerres |ançou o segu|nte repto às íorças
da opos|ção: ·Oomentem os resu|tados
das e|e|çoes para o Par|amento Europeu
com oase na rea||dade e não com oase
em m|tos e sonhos·.
PortugaI acima de tudo
Apesar de estar a v|ver momentos de pro-
íunda sat|síação por ma|s este sucesso
e|e|tora| do part|do, Anton|o Outerres apon-
tou uma nota de tr|steza pessoa| e que re-
s|d|u no íacto de ex|st|rem portugueses
·que í|caram sat|síe|tos por, h|potet|camen-
te, Már|o Boares |á não ter h|poteses de
chegar à pres|denc|a do Par|amento Euro-
peu·. A|em de essa |de|a estar |onge de se
coní|rmar - e d|r|g|ndo-se em espec|a| ao
d|r|gente do PBD Anton|o Oapucho -, o pr|-
me|ro-m|n|stro ooservou que se o cand|-
dato a pres|dente do Par|amento Europeu
íosse Oavaco B||va e se o seu antecessor
na cheí|a do Ooverno t|vesse a|guma h|-
potese de chegar a esse |ugar, pe|a sua
parte, por se tratar de um portugues, ·tudo
íar|a para a|udar a concret|zar essa poss|-
o|||dade. Ouando está em |ogo a íorça de
Portuga| perante o exter|or, todos se deve-
r|am empenhar em |evar Már|o Boares à
pres|denc|a do Par|amento Europeu·.
A segu|r, Anton|o Outerres ír|sou que ha-
verá sempre um pres|dente |nd|cado pe|o
Part|do Boc|a||sta Europeu para o Par|a-
mento Europeu, se|a na pr|me|ra ou na
segunda metade do mandato de c|nco
anos. ·Não perceoo a razão de tanta po|e-
m|ca por Már|o Boares |ançar a sua cand|-
datura a pres|dente do Par|amento Euro-
peu agora ou so daqu| a do|s anos e me|o·,
ooservou, antes de term|nar com um ·oor|-
gado Már|o Boares·.
Por sua vez, Már|o Boares começou por
|emorar a resposta pronta que deu ao ||-
der do PB, apos este o conv|dar para en-
caoeçar a ||sta do part|do para o Par|amen-
to Europeu. ·Bao|a que essa cand|datura
|mp||cava r|scos, mas nunca t|ve dúv|das,
porque sempre íu| um patr| ota e um
europe|sta. Mesmo saoendo que poder|a
ter d|ssaoores, ace|te| o desaí|o de me
envo|ver numa campanha e|e|tora|, que
acaoou por ser |nteressante e d|vert|da·,
ate tendo perm|t|do ·restaoe|ecer os meus
|aços de aíecto com o povo portugues·.
Prioridades de Mário Soares
Na sua dec|aração |n|c|a| na coníerenc|a
de lmprensa, o ex-Pres|dente da Pepúo||-
ca tamoem agradeceu ·a coní|ança em s|
depos|tada pe|o pr|me|ro-m|n|stro e ||der
do part|do. ·Anton|o Outerres deve-se em
parte a expressão s|gn|í|cat|va da v|tor|a
a|cançada pe|o PB·, reíer|u Már|o Boares,
retr|ou|ndo ass|m os anter|ores e|og|os a
s| íe|tos pe|o secretár|o-gera|.
Entrando numa oreve aná||se aos resu|-
tados ver|í|cados na no|te de dom|ngo,
Már|o Boares c|ass|í|cou como e|evada a
C
Conflnua na páglna segulnfe
ACÇÃO SOClALlSTA 4 17 JÜNHO 1999
Conflnuação
ELEÌÇÖES EUROPEÌAS
taxa de aostenção, emoora t|vesse ír|sa-
do que não ío| tão a|ta como em mu|tos
outros pa|ses da Ün|ão Europe|a. ·A v|to-
r|a do PB e |mpar em re|ação à votação
a|cançada por outros part|dos soc|a||stas
da Europa. Em re|ação a todos os adver-
sár|os, quero saudá-|os e de|xar a men-
sagem que vamos cooperar de acordo
com o |nteresse nac|ona|·. Para os prox|-
mos c| nco anos, no Par| ament o de
Estrasourgo, o caoeça-de-||sta do PB
|dent|í|cou como pr|or|dades ·o comoate
ao desemprego e à exc|usão soc|a|, a re-
íorma |nst|tuc|ona| da Ün|ão Europe|a e o
a|argamento a Leste·. A este propos|to,
suo||nhou que desde o pr|me|ro momen-
to sempre aí|rmou que era apenas cand|-
dato a pres|dente do Par|amento Europeu.
·Bempre d|sse que estava a concorrer
para deputado. No entanto, há a d|spon|-
o|||dade poss|ve| para ser pres|dente do
Par|amento Europeu, emoora |sso depen-
da de mu|tas c|rcunstânc|as·, esc|areceu.
Depo|s, em tom so|ene, perante o Pa|s, o
ex-cheíe de Estado de|xou oem c|aro que
está d|spon|ve| para |ançar a sua cand|-
datura à pres|denc|a do Par|amento Eu-
ropeu na pr|me|ra ou na segunda metade
do mandat o de c| nco anos em
Estrasourgo.
A|nda em re|ação às vozes que duv|daram
da amp||tude do tr|unío soc|a||sta, Már|o
Boares de|xou um recado. ·O PB e|egeu
12 deputados, teve ma|s votos e uma per-
centagem mu|to super|or em re|ação aos
restantes part|dos. Oontra íactos não há
argumentos·, dec|arou, antes de adm|t|r
que ·ate gostar|a que a votação do part|-
do a|nda íosse super|or. Oom certeza que
gostar|a, mas, tendo em conta a aosten-
ção e os resu|tados do outros part|dos
soc|a||stas na Europa, há mot|vos para o
PB estar sat|síe|to·, d|sse.
António Guterres decisivo
Már|o Boares vo|tou a e|og|ar Anton|o
Outerres na passagem da sua dec|aração
em que se reíer|u ao empenhamento do
secretár|o-gera| do part|do ao |ongo da
campanha e|e|tora| para o Par|amento Eu-
ropeu. ·O que ma|s contr|ou|u para esta
v|tor|a ío| Anton|o Outerres. Oomo pr|me|-
ro-m|n|stro pod|a ter preíer|do esconder-se,
ate poder|a ter recusado estar presente em
com|c|os, mas Anton|o Outerres deu sem-
pre a cara em todas as c|rcunstânc|as·,
re|terou o caoeça-de-||sta do part|do às
e|e|çoes para o Par|amento Europeu, an-
tes de suo||nhar que e|e ·contr|ou|u pode-
rosamente para a v|tor|a que agora íeste-
|amos·.
Já na íase de perguntas e respostas, Má-
r|o Boares não hes|tou em assegurar que,
em Estrasourgo, sa|vo |mped|mentos de
natureza |mprev|sta, cumpr|rá o seu man-
dato ate ao í|m. ·Ate por uma questão de
|dade, não se| se há outros po||t|cos que
tenham t|do tantos mandatos para cum-
pr|r como eu. Não consta que tenha de|-
xado nenhum a me|o·, reíer|u, receoendo
uma grande ovação dos m|||tantes soc|a-
||stas que escutavam no Hote| A|t|s a sua
|ntervenção.
lnterrogado se ace|tar|a part|c|par nas e|e|-
çoes |eg|s|at|vas, Már|o Boares começou
por d|zer ter a certeza de que Anton|o
Outerres não prec|sará do seu concurso.
·Anton|o Outerres va|e tudo por s|. E|e de-
po|s d|rá se prec|sa ou não de m|m, mas
acho que não prec|sa·, advogou. Anton|o
Outerres, no entanto, aprove|tou esta ques-
tão para rea|çar ·a proíunda so||dar|eda-
de· entre s| e o íundador do part|do. Peíe-
r|ndo-se a Már|o Boares, Anton|o Outerres
dec|arou que ·estaremos sempre |untos
em todos os comoates, porque nos une
as |de|as, a íratern|dade e não as táct|cas
e porque a nossa vontade e a de traoa|har
pe|o oem de Portuga|·.
PSD sempre a descer
Oonírontado com uma questão soore a d|-
mensão do tr|unío do PB nas e|e|çoes para
o Par|amento Europeu, o secretár|o-gera|
do part|do ír|sou, em pr|me|ro |ugar, que o
resu|tado dos soc|a||stas portugueses se
ver|í|cou contra a corrente do resto da Eu-
ropa. Por outro |ado, ad|antou que os par-
t|dos que se encontram no Ooverno são
norma|mente pena||zados pe|os e|e|tores
em e|e|çoes europe|as, o que não aconte-
ceu em Portuga|. Ao contrár|o do PB, se-
gundo Anton|o Outerres, ·há um part|do
em Portuga| - o PBD - que tem v|ndo sem-
pre a descer as suas votaçoes·. Por esse
mot|vo, suger|u que ·o PBD dever|a íazer
uma reí|exão proíunda antes de d|zer tudo
o que d|sse soore os resu|tados das e|e|-
çoes europe|as·.
Depo|s de conírontado com a |de|a de que
o PB terá t|do ma|s me|os de campanha
do que o PBD, Anton|o Outerres reag|u à
questão com humor. ·Houve ma|s me|os
no PB do que no PBD porque a campanha
do PBD ío| íe|ta a ía|ar no PB. O PBD íez
cartazes com o s|moo|o do PB. Bo pode
ter mu|to d|nhe|ro·, dec|arou.
\o|tando à aná||se aos resu|tados do PB,
o pr|me|ro-m|n|stro reconheceu que soíre-
ram uma dup|a d|storção: uma pos|t|va e
outra negat|va. A d|storção negat|va, se-
gundo o cheíe do Ooverno, ío| o íacto de a
aostenção ter pena||zado o PB. A d|storção
pos|t|va ío| o eíe|to da cand|datura de Má-
r|o Boares, sem a qua| reconheceu que o
resu|tado do PB não ter|a s|do tão amp|o.
Comício gigantesco em Lisboa
A v|tor|a do PB nas e|e|çoes de dom|ngo |á
parec|a segura na passada qu|nta-íe|ra,
onde o part|do deu uma |nequ|voca prova
de v|ta||dade e de moo|||zação ao encher a
Praça Bony do Parque das Naçoes. Peran-
te ma|s de 30 m|| pessoas, antes de Anton|o
Outerres e de Már|o Boares, d|scursaram o
pres|dente da Oâmara de L|sooa, João Bo-
ares, o ||der do PB/L|sooa, Jorge Ooe|ho, e
o segundo da ||sta europe|a do PB e coor-
denador da Oom|ssão Permanente do par-
t|do, Anton|o Jose Beguro.
Már|o Boares ded|cou o seu d|scurso à |u-
ventude, que se encontrava nas pr|me|ras
í||as, oerrando |ncansave|mente ·Boares e
í|xe·. Aos |ovens, o ex-Pres|dente da Pe-
púo||ca de|xou uma garant|a. ·A promes-
sa que vos íaço e que cont|nuare| a pen-
sar em vos. Não sere| so í| xe. Bere|
í|x|ss|mo·, dec|arou, |evando ao ruoro m|-
|hares de pessoas.
No seu d|scurso, o íundador do part|do tam-
oem se congratu|ou com o í|m da guerra
na Jugos|áv|a, ·apos do|s meses de ans|e-
dade, de soír|mento e de destru|ção. Este
d|a e h|stor|co·, acrescentou Már|o Boares
na |ntervenção de qu|nta-íe|ra, ·D|a de Por-
tuga|·.
A ú|t|ma acção de campanha do PB rea||-
zou-se na sexta-íe|ra, com a trad|c|ona| des-
c|da do Oh|ado, ate à Praça do Oomerc|o.
A|em de Már|o Boares e de vár|os memoros
do Ooverno, a caravana soc|a||sta contou
com a presença do secretár|o-gera| do par-
t|do e ío| organ|zada pe|o pres|dente da
Federação de L|sooa do PB, Jorge Ooe|ho.
17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 5
EUROPEÌAS PEBÜLTADOB
Resumo da Votação por Partido no País - Comparativo 94/99
0IstrItos âno F$ FF0/ F6F- 60$- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â MüI FIIl Fß0 F$ß ü0F
/F$0 -FE¥ -FF /MßFF
âveIro 1999 9J1Jc 8J8J8 9J21 29J5ì 259J 1J92 98c cJì 48J J15 245 - - - - -
1994 cJJ84 ì5Jc8 c552 J1224 - 559 48c 5J4 ì48 - J52 114 5c9 2cJ ì9ì c19
8eja 1999 25ìì4 c8ìJ 1ìì82 2J1J ì4ì 1c84 2cJ 211 1c9 112 98 - - - - -
1994 1ì1J4 ìJ44 2121c 28ìc - 2JJ5 JJ8 244 2Jì - 2J4 c8 22J 15c 1ì9 595
8ra§a 1999 1254J8 1J24cJ 149ì8 2c154 2cc8 18J9 11J4 ìcc ì11 48J J91 - - - - - ´
1994 9JJìc 9J9ì5 119J4 J52cJ - 1J8J 581 ccc ìJ5 - c1ì 224 ì82 41J 9J9 1122
8ra§ança 1999 1891ì 2JìJì 1cJ2 511J 29ì J2c 25J 2J5 218 1J5 ìJ - - - - - ´
1994 1ìJì9 22cJ8 125c ìc41 - 22J 18c 14c 198 - 2J4 49 2JJ 85 22J 192
6asteIo 1999 J9228 2c1JJ 4c2J 5c58 ìì4 c28 Jì9 J28 2c9 1ìJ 142 - - - - -
8ranco 1994 JJ995 2cJìJ J828 8Jì4 - 5J5 252 28c 298 - 222 ìJ JJJ 28J JJJ J5ì
6oImhra 1999 c882J 45J92 9c4J 9cJ2 2ìJJ 8J8 5ìJ 52c J55 2J8 1cì - - - - - ´
1994 49258 42159 ì5Jì 1221ì - 524 282 492 4ì4 - 24J 9J cì5 1ì8 815 J5ì
Evora 1999 25ì54 1JJ99 1ì18c 2c91 8ì1 1J81 2ì2 2Jì 124 1J5 ì9 - - - - -
1994 151c4 11JJJ 21cJJ 4J2J - 1ì5J 2Jc 2J9 2Jc - 1J1 8c 2JJ 142 2cì 5ì2
Faro 1999 55JcJ JJ45c 1JJ81 ì1Jc 2J5J 1J14 ì25 559 Jì8 214 2J9 - - - - -
1994 Jc2cc 28ììJ 9221 9J2ì - 1JJ1 2ì2 519 Jì9 - 22J 1Jì 4ìc 2c9 48c ì2J
6uarda 1999 29154 2cJìJ 2J48 c981 551 42c JìJ 242 2ì9 1cJ 14ì - - - - - ´
1994 2J4c5 2ìcJ4 1819 9984 - 2ìì 219 2Jc 2ì1 - 2J8 ì2 2ì1 14ì 295 2J8
LeIrIa 1999 5J1ìc 5ì4Jc 8Jì5 14852 18c2 84J c5J 498 4Jc 2c1 194 - - - - -
1994 J1c21 48cì5 c412 1c998 - 4ìJ 258 J8c 4J8 - 2ì2 92 45c 19J 55J J41
LIshoa 1999 J1589J 2JJ541 1J5ì8J 5552c 2424c ìJJ1 4J1J 4cJ4 1ì28 1J11 8cJ - - - - -
1994 2J444ì 1ccJ85 1JJ29c ì5c1J - 5215 1ì1J 4Jì5 21cc - 9JJ 4ì9 28c5 118J cJ58 J99J
FortaIe§re 1999 22551 95cì ì8J1 2815 411 815 199 1ìJ 9c 8J 54 - - - - -
1994 1ì1J9 1J91ì 88Jì 4J9ì - 9J2 125 1ì1 199 - 114 44 2J9 99 151 28c
Forto 1999 2ì45ìì 185c18 45ì44 42454 8814 J811 2J45 1541 1J8c c19 515 - - - - - ´
1994 21JcJc 191ì98 Jìcc2 cJ49J - 2191 1JJJ 142J 12cì - 852 281 185c ì1ì 255c 229ì
$antarem 1999 c95ìJ 45224 1ì415 112ì4 22ì9 1ìJ2 824 5ì9 J95 281 248 - - - - -
1994 48Jì9 42ìì9 1ì285 15cc5 - 1582 41J c2J 5cJ - J48 1c1 525 JJ1 cì5 8ì5
$etuhaI 1999 1J45ì5 41c2J c9cJJ 1JJJc c894 Jì9J 122J 124ì 4cc J52 J5J - - - - -
1994 cJ12J Jcc1J ì1ì22 1c491 - J55ì 54J 9JJ cì4 - 2ì1 2JJ 825 441 1599 2482
¥Iana do 1999 J55ì2 J14ì8 5J84 1J15c 9J8 59J 448 285 J4ì 199 14ì - - - - -
6asteIo 1994 249J9 JJ218 44J2 142ìJ - J85 J11 22c 2ì9 - 2ìì ìì J48 182 J99 JJ2
¥IIa ßeaI 1999 JJc91 Jc481 2c4J c495 589 4cJ J91 228 25ì 19c 194 - - - - - ´
1994 2ì989 Jì5J5 2111 1JJ95 - J44 294 24c 25J - J2J ì5 Jcì 18J 29c J1ì
¥Iseu 1999 4ìc9J 51ì4J J21ì 144ì9 12Jc 5ìJ 58c J55 J82 244 18J - - - - - ´
1994 J2545 4c922 29Jc 21c15 - 459 JJ1 JJJ 448 - J22 118 J99 181 481 J5J
Peq|oes Aulóuomas
âçores 1999 2ì419 21544 1JJ5 J9Jc 49J 221 25c 1Jì 121 ìì 452 - - - - - ´
1994 188ìc Jì5ì5 1J4ì 5J45 - 214 15c 242 215 - 4J5 5ì 25J 122 J2J 22ì
MadeIra 1999 2c8ì1 4544c 29ì8 9999 9JJ c45 59c J25 482 241 299 - - - - -
1994 25ì1J 4cJ48 1J99 145JJ - J51 2ìì 489 98J - 44J 112 JJ5 251 J1ì 251ì
IotaI do 1999 149J1J9 1Jì59Jc J5ì2cJ 282c91 c1949 JJJ12 1c144 1Jc5J 8ì49 5499 5J5J - - - - - ´
Faís 1994 1J4ì8J5 1JJJccJ JJ9J42 Jìc1J2 - 2Jc2ì 82J4 1241J 1J998 - c898 25ìc 121c1 5ììì 1ìcì9 18ì59
Apuramentos
âno Mandatos 6onceIhos Fre§uesIas
1999 Tola| 25 JJ8 4241
Apu|ados 24 29J 42J5
1994 Tola| 25 JJ8 4221
Apu|ados 24 29J 4185
Escrutínio Provisório - Comparativo 94/99
âno lnscrItos ¥otantes âhstençèes 8rancos huIos
IotaI Fercent. IotaI Fercent. IotaI Fercent. IotaI Fercent.
1999 85ì295J J4cJììì 4J,Jì" 51121ìc 59,cJ" cJJì9 1,8J" 5JJ1c 1,45"
1994 845J184 JJ1188J J5,c4" 54J8JJ4 c4,Jc" 48c45 1,c2" 4ì5J1 1,58"
Votação por Partido no País - Comparativo 94/99
âno F$ FF0/ F6F- 60$- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â MüI FIIl Fß0 F$ß ü0F
/F$0 -FE¥ -FF /MßFF
1999 Tola| 149Jc49 1Jìc814 J5ìJJì 282ìc4 c1959 JJJ2J 1c149 1Jc54 8ì5ì 55J1 5J54 - - - - -
Pe|ceul. 4J,J5" J1,1J" 1J,J2" 8,1ì" 1,ì9" J,88" J,4ì" J,J9" J,25" J,1c" J,15" - - - - -
Naudalos 12 8 2 2 J J J J J J J - - - - -
Pe|ceul. 48,JJ" J2,JJ" 8,JJ" 8,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" - - - - -
1994 Tola| 1J48c9J 1JJ4189 JJ9115 Jìc24ì - 2JcJ8 82Jc 12415 11JJ8 - c9J1 25ìì 121ì4 5ì84 1ìc8c 18ìc5
Pe|ceul. J4,8J" J4,J2" 11,25" 12,48" - J,ì8" J,2ì" J,41" J,Jì" - J,2J" J,J9" J,4J" J,19" J,59" J,c2"
Naudalos 9 9 J J - J J J J - J J - - - -
Pe|ceul. Jc,JJ" Jc,JJ" 12,JJ" 12,JJ" - J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" - J,JJ" J,JJ" - - - -
*
lncomp|eto
ACÇÃO SOClALlSTA 6 17 JÜNHO 1999
EUROPEÌAS PEBÜLTADOB
AVElRO
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A¡aeJã c14c 5J18 18cc 5cJ 12J c8 5c 29 24 21 1J
Al|e|.-ã-\el|ã 2524 2ìJ4 1J91 2Jc 58 4J J2 14 22 14 ì
A|ãJ|ã JJ8ì 419c 1J94 249 11J Jì 41 J2 29 18 8
A|cacã 245J J4c8 1JcJ 149 c5 18 c1 24 2c 21 12
A.e||c 8898 ì9Jc J945 1219 5ìJ 125 11ì 8J 4c J1 29
Cã:|elc Je |ã|.ã 2J42 18Jc 254 112 2c 1c c 14 9 c 1
|:(|||c cJ24 4JJ1 11JJ 12c1 211 125 59 45 2J 1c 19
|:|ã||e|ã J1JJ J419 1J4ì 41c 84 45 41 2ì 2J 15 1J
S|ã. |ª Jã |e||ã 19428 1J981 Jc9J 1221 JJJ 212 149 11J cì 52 J8
|l|ã.c J529 Jìc9 1294 411 15c 44 5J JJ 19 14 8
|eãl|ãJã JJ12 154c 4J4 J52 94 J5 2 11 11 c 4
|a||c:ã 55c 12c5 29J J2 2J 2 1J ì c 1 J
0l|.. Je A¯e|e|: 99J8 821ì J4Jc c5c 19ì 85 118 c2 5c 2ì 24
0l|.e||ã Jc Bã|||c 1J22 JJc8 1c51 1Jc JJ 15 J2 1c 19 11 ì
0.ã| ì4J8 5J1J 11J1 112J 259 1J5 cJ 52 J1 19 2ì
S. 1. Jã |ãJe||ã JcJ1 2128 88ì 4c8 129 Jc 2J 22 2J 5 4
Se.e| Jc \ca¡ã 1258 22c8 981 1J9 JJ 22 1c 1ì 19 1J 8
\ã¡c: 94ì 29ì4 1419 ì2 4J 15 Jì 1c 19 8 12
\ãle Je Cã|||ã JcJJ JJì4 184ì 2J9 85 4ì 4ì 2c 1ì 1ì 11
BEJA
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Al|a:||el 1891 1ì29 2ìJ 9J 12J 48 14 1ì c ì 9
Al|cJc.ã| 1ì2ì Jì4 514 11J 54 JJ 1c 9 12 12 J
Al.||c J89 J24 14J J4 Jc 1c 5 J 5 J 2
Bã||ã|cc: J5ì 215 Jì 21 24 c 4 2 2 2 J
Be|ã 52c5 4J9J 1cì8 4ìc 2cì 2ì5 Jc 41 2c 11 14
Cã:||c \e|Je 125J 8JJ 245 ì9 9J 55 1ì c 5 c 5
Ca|ã 824 c55 14c cJ c5 1c c 2 4 J J
|e||. Jc Ale||e|c 1c5J 99c JJc 11c 1Jì 2ì 18 12 J c 8
|e||clã 1445 1J95 2ì5 119 1ì4 Jc 19 18 1J 1J 14
|ca|ã 2125 1J18 48ì 148 15J 4c 21 11 1ì 9 4
0Je|||ã 4cJJ 2255 11ì8 Jì8 28J 98 55 c2 J8 21 2J
0a||çae 1J25 4ìJ c98 5c 5J 19 18 5 8 8 9
Se|(ã 2128 252ì 589 219 1cJ 52 18 11 22 9 c
\|J|¡ae||ã 1J89 cJ4 2ì4 98 1J4 2J 1J 12 8 5 4
BRAGANÇA
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Al|ì|Je¡ã Jã |e 1Jcc 1J2c 289 8J 2J 18 15 12 8 ì 8
B|ã¡ã|çã 4259 4J14 8J2 Jìì 5ì 8ì 5J 51 55 2ì 1c
Cã||. Je A|:|ãe: 1c9J 112ì Jcc 8J 22 1c 11 12 15 1J 4
||. |:(. ã C|||ã cì1 ì11 1J4 5J 1J 8 8 12 5 2 2
|ãc. Cã.ãle||c: 2128 2229 8cJ 1c8 J8 51 Jc 24 25 15 4
|||ã|Jã Jc Dca|c J J J J J J J J J J J ´
|||ã|Jelã J548 2cc5 11J5 J89 52 Jì J4 Jì JJ 1ì 11
|c¡ãJca|c 2Jìì 14Jc J9J ì2 2J 1c 22 1ì 12 12 J
!c||e Je |c|cc|.c 15c8 1ìJJ J59 129 J2 25 24 21 11 1c 8
\|lã|lc| 12c2 122J J18 1JJ 24 1ì 15 ì 14 4 5
\|||c:c 1JJ1 8J1 98 4J 14 8 14 11 9 11 4
\|||ã|: 14Jì 1c88 J29 111 J1 14 21 14 18 11 8
CASTELO BRANCO
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Bel|c||e 1J48 c9J 154 1J8 19 18 1c 4 9 J 5
Cã:|elc B|ã|cc 11J84 58cJ 149J 1JJ5 24J 1J9 12J 99 ì1 45 25
Cc.|l|ã 1J5ìì 4544 141ì 2J2c 2c1 2Jì ìJ 8J 58 JJ Jc
|a|Jãc 59ì4 281J cJc 51c 12J 94 c4 45 J4 2J 24
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COlMBRA
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
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A|¡ã||l 24J2 21cc 11J JJ8 44 2c 21 19 19 18 11
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Sca|e J88J 1ì51 J9J J58 cì 4ì 2ì 2ì 2c 19 5
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BRAGA
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A|ã|e: 21ìì 2444 9J2 14J 28 25 19 1c 19 4 11
Bã|celc: 1c55J 2115J 4J95 1JJJ Jcc 182 1c8 1Jc 11c c4 51
B|ã¡ã 248c4 1ì88J 48c9 4ìJ5 1Jì8 4Jc 218 18J 1Jc 94 85
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\.\. |ã|ãl|cãc 2J8c5 14898 J8J9 21c9 J22 2cJ 1J1 8ì c9 c4 J9 ´
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*
lncomp|eto
17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 7
EUROPEÌAS PEBÜLTADOB
LElRlA
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Alcc|ãçã ìJ9J ì55ì 18J5 11Jì 244 1J9 ì9 c5 5J J1 29
Al.ã|ã¯e|e 2158 cJ9 J49 J8 1J 12 ì c 14 9 2
A|:|ãc JJ41 1ìJJ 451 91 25 1c 2ì 9 1ì 9 8
Bã|ãl|ã 24JJ 1494 911 89 41 19 2c 2J 1J 11 ì
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Cã:|. Je |e|ã 4J2 9JJ ìc cJ 8 ì ì J 4 1 1
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|ã||||ã û|ã|Je 1954 48c8 5ì1 25J4 194 1ì2 c1 28 2c J4 15
\ã¯ã|e 1252 2J1J 2J4 J58 94 J8 12 c c 5 4
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|e||c|e 2JJc Jc54 5J5 cì5 1J9 ì8 J4 28 14 14 15
|c||ãl cì55 4ìJ9 1JJ5 299 1Jc cJ 51 4c 5c 2J 19
|c||c Je |c: J51J JJ59 11c1 2c9 8c 4c 2ì J9 2J 2J 8
ÉVORA
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Alã|J|cãl 91ì 9J9 25J 8ì ìJ 1J 1c c 5 J J
A||ã|clc: 1J48 14Jc J41 84 89 J5 14 9 J 5 2
Bc||ã 1582 5ì8 4JJ 1JJ 55 JJ 1J 5 1J 9 J
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|c||.-c-\c.c 2c51 J49J 1J2ì 2Jc 199 ìì 25 2J 2J 1c 1J
|c|ã ì4ì 948 449 84 cJ 2 8 ì 4 4 2
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|c||el 9ì5 958 19c 5J cJ 18 1J c J 4 4
ReJc|Jc 885 c28 J19 11J ìJ 28 11 J 11 5 4
Re¡. Je |c|:ã|㯠18cì 42ì 589 122 cJ 2ì 1c 9 c ì 4
\e|Jã: \c.ã: 14ì1 1Jìì ìì8 19ì 1JJ J5 2ì 14 c 5 8
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\|lã \|çc:ã 19ì Jc 5ì9 191 ì8 4J 14 ì 2 5 J
FARO
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Al|a|e||ã J1c2 19J4 494 4cc 94 c1 44 24 15 21 ì
Alcca||| 888 529 1J1 59 c 18 14 c 8 1 2
Al|e¯a| 98c J1J 2ìì 9J 21 Jì 12 11 14 2 c
Cã:||c |ã||| 1285 5ìì 1JJ 92 22 2ì 1ì 11 5 2 4
|ã|c 8228 4ì2J 1828 111J 55J 14c 8J ì5 45 24 2J
|ã¡cã 28J9 1521 4c8 J59 cJ cì JJ JJ 1J 1J 11
|ã¡c: 41cJ 1cì1 821 4c9 1c5 95 Jc 44 28 1ì 1c
|cale ì414 549J 8J9 1J59 258 11ì 11ì c9 c2 Jc Jì
|c|c||çae 1549 944 255 1cJ 4J 2c 19 8 1J 4 8
0l|ãc 4941 24JJ 82J 8J9 15J 1JJ 84 cì J9 22 22
|c||||ãc ìJ1ì J584 1Jc2 1JcJ 29J 19ì 9ì 84 Jì 29 14
S. B|ã: Al(c||el 142ì 8c9 185 1ì1 25 4J 2ì 9 15 4 ì
S|l.e: 4522 244c 1JJJ 482 124 155 cJ 4ì J4 12 18
!ã.||ã Jì92 2191 412 4JJ 1J8 88 48 4J J5 18 2c
\|lã Jc B|:(c 98J J8c 1cì ìc 24 2c 1c 19 9 4 2
\.R. S|c. A||c||c 21cì 9J8 919 2J5 8J 81 18 12 9 8 c
GUARDA
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A¡a|ã| Jã Be||ã 591 1241 Jc8 1ì 1J 1J 15 14 J 1J 12
Al|e|Jã 129J 1Jc2 42J 11J 2ì 21 29 14 15 12 c
Celc||cc Jã Be||ã 14cJ 1JJ8 J1J ìJ 24 28 14 1J 1J 9 8
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|c||. Je Al¡cJ|e: 9c1 1189 299 Jì 1ì 5 ì 1c 5 9 5
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Sã|a¡ãl 2285 2492 ì2ì 1J1 42 J4 48 Jc J2 22 1J
Se|ã 482J JJc9 8J4 55ì 89 54 4J 24 28 8 1c
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\.\. Je |c¯ Ccã 1555 14J4 J4J 1Jì 22 18 15 14 18 12 14
LlSBOA
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
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Ale|çae| c4J2 2428 19ì2 c4J 1J5 18c 4c cc 5J JJ 15
A||aJã Jc: \|||c: 1454 ìì1 J4J 11c J5 58 1J 11 8 J 8
A¯ã||a|ã JJ5ì 1288 115ì 289 11ì 112 J4 J4 12 12 29
CãJã.ãl 2Jc9 1J4J 18J J4ì J5 21 11 2ì 2J J ì
Cã:cã|: 21JJ2 18JJ1 59J8 52J5 1ì2J 4cc Jì2 J49 ì4 ì4 cJ
||:|cã 984ì4 ìJ9ìJ JJ258 21119 99c9 2181 1cìJ 1414 419 J24 2J1
|ca|e: J1c4J 14c9c 1Jì88 41J9 189J 9J4 459 J51 1ìì 1JJ 88
|ca||||ã 2ìì8 294J 2J5 9J4 ì4 24 JJ 5c 1c c 1c
|ã||ã c848 49cJ 92ì 12Jc 22J 1J5 92 115 4J 41 2ì
0e||ã: 2J2c1 18JJJ ì48J 45ì9 2cJ5 4J2 J8ì JJc 1J4 cì c4
S||||ã 415Jc 2245J 1J551 cJì2 2914 915 5ì9 441 192 12J 1JJ
Sc|. ||e. A¡|ãçc 1JìJ 458 c14 151 4J ìJ 1J 22 8 8 ì
!c||e: \eJ|ã: 94c9 cJJ2 2191 155ì J28 188 92 1J4 44 JJ 2J
\.|. Je \||ã 1ìì91 cJ2c 9JìJ 1ììc 9J8 4ì4 1ìc 1J9 JJ9 JJ 48
A|ãJc|ã 2c88J 14JJ4 11285 4Jì1 19ìJ c94 Jcì J1ì 11J 84 c8
0J|.elã: 2152c 11cJ8 c818 JJ22 124ì 5J1 2cJ 258 1J9 ìJ ì2
PORTALEGRE
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Al|e| Jc C|ãc ìJJ J29 298 11J J9 1J 8 5 1J c J
A||c|c|e: c9J 2c2 152 ì1 2J c 5 4 2 2 J
A.|: ì29 J55 125c c4 4c 1c c 5 4 1 4
Cã|(c |ã|c| 141J JJ5 cc2 1JJ 48 1c J 4 J c 1
Cã:|elc Je \|Je 81J J41 12c ì2 25 25 ì 1J c ì J
C|ã|c 9J8 24c JJc 1Jì 44 2J 14 c 5 1 2
|l.ã: Jc8J 12c9 58ì 5cc 1J4 4c J4 JJ 1J 1J 12
||c||e||ã 845 44c 222 1JJ JJ 1J 4 8 J c J
ûã.|ãc 1421 J51 24c 1J5 5J 2J 9 1J 4 J J
|ã|.ãc 8Jì J9J J4 1Jì 9 14 ì 11 4 4 1
|c||c||e c14 1cì 2c4 95 2c 4 J J c 2 J
\|:ã 1959 ì9J 49c 212 94 J2 2ì 11 4 8 8
|c||e Je Sc| 24ìJ 1J8c 1829 J42 144 cJ 2ì 1ì 1c 8 c
|c||ãle¡|e 4551 2588 8JJ c19 8J 112 J5 J4 15 12 8
Sca:el 921 c42 49J 115 5J 1ì 1J 9 4 4 J
*
lncomp|eto
ACÇÃO SOClALlSTA 8 17 JÜNHO 1999
EUROPEÌAS PEBÜLTADOB
SANTARÉM
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A||ã||e: 8JJ8 J4Jc 1488 98ì 2ì8 2JJ 111 5c 42 J4 29
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Cã||ã\c 4225 1512 85J 418 99 114 5J 19 18 1c 14
C|ã|a:cã 184c 5ì1 ì24 21ì J2 ìc 24 15 9 8 c
Cc|:|ã|c|ã 84ì 2Jì 1ì9 9J 11 2c 1J ì J 5 1
Cc|ac|e JJJJ 12J4 2218 421 cJ 14c J2 2J 15 15 12
||||c|cã|e||c 29JJ 14JJ ìc4 J8J 189 cc J2 J5 12 9 5
|e||e||ã Jc /e¯e|e 1145 1ìJ8 c4 JJì 1c 19 2J J1 18 c ì
ûcle¡ã 912 Jc8 J28 11ì 1J 28 ì 11 5 J 1
|ãçãc 19J2 19c5 1cc 41J Jc Jc J8 22 JJ 12 2ì
R|c |ã|c| 2c92 258ì 298 ìJ1 59 J4 4c 1ì 1ì ì 1ì
Sãl.. Je |ã¡c: 2Jì9 8ìì ìJ1 25ì 52 8J 41 2c c c 1J
Sã||ã|e| 1Jì2ì 59JJ 2Jcì 14c9 4JJ 2JJ 9J c8 49 4ì J2
Sã|Jcãl 8ì1 8J4 cc 159 1ì 1c 9 J ì ì 4
!c|ã| c851 555J 92c 12ìc 25c 1J8 8J c1 5J 2ì 2J
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\.\. Jã Bã|ça|||ã 144ì 58c JJ2 158 44 J5 1J 1ì J 4 1
0a|e| Jì11 8cc2 454 181c 8c ì1 48 J9 J9 19 24
VlLA REAL
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Al||c 2145 2Jcì 4cì 1c1 Jc 24 JJ 1J JJ 1J 12
Bc||cã: 1ì92 89c 11J 5J 1J 2J 1J 8 5 5 18 ´
C|ã.e: ìJ59 ccJ9 11cJ 5J9 11ì 85 ì1 52 Jc 4ì J4
|e:ãc|||c cJJ c88 1ì2 5J 8 c 1J J 4 2 2
|c|J|| Je Bã:|c 1151 821 c1J 8J 19 24 9 8 8 c J
|c||ãle¡|e 2495 JJ2J 242 128 2J 24 24 28 15 1c 15
|a|çã 1251 1JJJ J29 49 25 1J 1ì 8 8 ì ì
|e:c Jã Re¡aã 15J2 2c44 425 254 5J 41 2ì ì 15 c 11 ´
R||e||ã Je |e|ã 14cì 1JJJ 182 5ì 9 12 19 14 15 15 1ì
Sã||c:ã 12cì 11ì8 191 ì5 1J 18 14 9 8 c 8
S|ã |. |e|ã¡a|ãc 122c 1924 19c c1 1c 14 11 5 12 8 J
\ãl(ãçc: 4c8J 19J4 c24 9c 2J Jì 2c 2J 12 2J 15
\. |cacã A¡a|ã| 2242 2Jì1 42J 25J 25 4ì 2c 2J 12 24 1ì
\|lã Reãl ìJJ1 ì2JJ 1J58 ì9J 215 98 94 c2 48 21 J2
VlSEU
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A||ã|ã| 1JJì c49 28c 51 12 ì 18 J 11 5 c
Cã||e¡ãl Jc Sãl 1295 891 J5J 59 25 11 12 4 c 5 c
Cã:||c Dã||e 2J2ì 1818 cJJ 89 2c J1 19 18 14 14 ì
C|||ãe: 1c59 2J42 4JJ 129 21 2J JJ 2J 11 1ì 4 ´
|ã|e¡c JJ19 J9J2 11JJ Jc1 82 J4 cJ 25 21 14 9 ´
|ã|¡aãlJe 2cJ4 2549 cc4 199 cJ 2J 28 14 1J 1c 5
|c||. Jã Be||ã 1459 1Jì9 511 9J 18 11 19 15 14 1c 9
|c||ã¡aã 1182 1JJ1 1ì4 1J8 J1 1J 9 ì 4 c 12
\elã: 1JJ8 1522 JJ4 5c Jì 1ì 1ì 1J 1J 1 ì ´
0l|.e||ã Je ||ãJe: cJ8 1114 5Jì 8J 2J 1J 1J 8 8 ì 4
|e|. Jc Cã:|elc 122c 1Jì9 Jc1 c4 9 15 9 12 11 8 ì
|e|eJc|c 5J9 5Jc 124 49 c 9 12 8 ì J J
Re:e|Je 1cJ2 19J4 JJ8 c9 29 18 25 11 1J 14 9
S|ã Cc||ã Dãc 19J2 1ì8J J9J 8c 49 24 22 14 12 ì 8
Sãc 1cãc Jã
|e:çae||ã 989 1J8J 22J ì2 15 11 18 11 1J 9 ì ´
S. |eJ|c Jc Sal 254ì J111 c4J 2ìJ ì1 42 J8 1ì 2J 1J 1ì
Sã|ãc 18J1 1JJ1 ì4J Jc 1c 1ì 1J 22 c 8 11
Se||ã|cel|e 11cì 88J 45c 24 1J 1J c 1ì 15 8 c
!ã|aãçc 1J28 828 44c J8 9 15 1J ì 9 5 4
!ã|cacã 948 8c9 24ì ì8 14 11 22 15 ì 1J c
!c|Jelã 5J9J Jì19 144c 254 88 5c 4ì 25 29 15 5
\.\. Je |ã|.ã ìcc c4ì Jìì JJ 14 ì 9 1J c 8 1
\|:ea 1251ì 111ì2 JJ44 ì88 498 15c 98 ìc 89 28 25
\ca¯elã 14JJ 1J11 4J9 1J1 4J 18 1c 1J 9 ì 5
PORTO
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A|ã|ã||e 8911 598c c1J 9cc 182 91 c4 51 5ì 25 15
Bã|ãc J445 1899 18c 25c 28 J1 1c 2J 22 11 4
|el¡ae||ã: 8cì2 55J9 5c9 1Jcc 58 88 ìJ JJ JJ J1 18
ûc|Jc|ã| 2492J 1cìc9 5ìJ2 2955 ìì2 4c1 1cJ 15ì 98 54 54
|ca:ãJã 5851 J8J4 4Jc c1J J2 52 29 25 2J 1c 1J
|ã|ã 1829c 121c9 2892 258J c1J 2ìJ 145 1Jc c5 cJ 48
|. Je Cã|ã.e:e: 4c8c J1J9 Jì4 998 4J 5J 4J 2c 1ì 2J 12 ´
|ã|c:|||c: JJ142 14ìJ2 5425 J4Jc 1125 J84 15J 15J ì4 49 51
|ãçc: Je |e||e||ã 5ìì1 585J 49J 1J51 c2 5ì c1 2ì 21 1ì 1J
|ã|eJe: 8814 91ì1 ìc8 21cc 112 95 ì9 4ì 48 J1 1J ´
|e|ã||el 1J512 c85ì 952 152ì 12J 129 88 42 55 1ì 29 ´
|c||c 4c8c2 J4ì48 12J5J 9JJ1 J1J4 c81 4ì1 JJì 24J ìc 58
|c.cã Je \ã|¯|| cccJ ì5ìì 8J4 2c4J 199 8J c2 29 J8 21 15
Sã||c !||:c 1JJ58 ìJJJ 1J2J 1829 18J 228 ì8 5J 5J J9 JJ
\ãlc|¡c 1J2ì8 8445 2JJ9 1c1c J9J 2JJ ì8 ìJ 51 19 2c
\|lã Jc Cc|Je 1J5JJ 81J5 1J44 1ì9c 2J1 15ì ì1 c8 42 J9 1ì
\.\. Je ûã|ã 4cJcc 28814 8c8J c492 1458 c9J JJ9 258 141 82 88
!|c|ã 512ì 5JJ8 52ì 11cJ ì8 c1 41 18 11 12 11
SETÚBAL
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Alcãce|JcSãl 245J 1848 5J8 1ì9 cJ 148 21 1ì 1c 11 15
Alccc|e|e 15ìc 99ì 49J 1ìJ 55 c8 1J 18 J J 9
Al|ãJã 2Jìì4 14Jcc 1Jì4ì J194 1951 c5ì JJ8 2ì2 99 ì4 ìJ
Bã||e||c 115JJ 11ìJ1 Jc8J 12J8 9J5 42c 12c 1J9 59 41 2ì
û|ã|Jclã 245J 19J8 9Jc 191 82 14ì 15 2ì 1J 1J 8
|c||ã ìììc 8JJJ 2495 8J5 5c9 4J2 119 1J2 4J J1 J1
|c||||c 52J4 2J54 2295 ìc8 2JJ 189 59 55 25 19 15
|ãl|elã 5915 Jcì8 22JJ c8J 2ì1 244 ì1 ì5 24 22 22
Sã||. Jc Cãce| 48c8 28ìJ 1844 5JJ 18J 2J9 4ì cc 25 2J 21
Se|\ãl 1ì4Jì 11c14 ìJ2J 22ì9 1189 59J 211 21J cì cJ 5J
Se:||||ã 44J5 1899 1941 5cc 21J 12ì 49 c5 21 1ì 21
Se|a|ãl 1542J ìJc9 c5c2 2221 112c 4Jì 1c5 188 c8 Jì 5J
S||e: 1ìJ4 99c 5cJ 1ì9 9J 8J 1J 1c c ì 2
VlANA DO CASTELO
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$ F0â
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A|cc:Je\ãlJe.e¯ J188 4J54 c99 2J8 51 48 42 55 JJ 4J 1ì
Cã||||ã JJ44 1985 48ì 518 84 c9 45 19 25 12 c
|el¡ãçc 1921 11cJ 2ìì ì4 19 1c 14 21 14 8 11
|c|çãc 258J 244ì 1JJ5 1Jì 5J 28 J4 2J 22 1J 1ì
|ã|eJe: Je Cca|ã 1ì54 9c5 221 11ì J4 2c 25 19 15 1ì 1c
|c||e Jã Bã|cã 214c 2285 J89 112 Jì 2J 14 14 18 2 4
|c||e Je |||ã 45ìì 5892 cJì5 5c8 92 ì9 1J2 5ì 55 29 25
\ãle|çã 1915 1ììJ 4ì4 14J 1c 2c 1ì 15 12 9 8
\|ã|ãJc Cã:|elc 12ì1ì 94J1 J212 JJ88 52c 2cJ 1J8 11J 89 c1 Jc
\|lã\c.ãJeCe|.e||ã1ì2ì 121c 28ì 122 29 18 1ì 14 5 11 ì
*
lncomp|eto
17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 9
EUROPEÌAS PEBÜLTADOB
AÇORES
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8E F0â FFM F6IF/ MFI F$h Fûü$
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A|¡|ã Jc |e|c|:|c
A|¡. Jc |e|c|:|c 4ì4J J458 c84 15J 8ì 24 24 1ì 1c 11 ì
Cãl|e|ã J5ì 82J 115 5 4 c ì 8 2 8 2
S|ã. C|a¯ û|ãc|c:ã ì58 ì9J 52 9 4 J 1J 2 4 4 c
\elã: 52ì ì2J 2J1 25 8 2 1 J c 5 2
||ã|ã Jã \||c||ã 25J2 2Jìì 4cJ 5c 1c 9 11 1c 1ì 1J c
|c||ã
Cc|.c ìJ 4J c4 4 J J J J J J 1
|c||ã 199J 1cJ4 Jcì 2J5 J2 15 15 19 8 8 2
|ã|e: Jã: |lc|e: 2ìJ 218 Jì 4J 4 2 1 J 2 J J
|ã|e: Jc ||cc ìJJ c18 51 25 8 5 J 4 4 2 2
|ãJãle|ã 82J ì5c 121 4c 5 J 1J 5 J c 1
S|ã C|a¯ |lc|e: JJJ 21J 81 cì ì c 4 11 1 J J
S. Rcçae Jc ||cc 521 4J2 Jc JJ ì J 4 5 c 2 1
|c||ã Del¡ãJã
|ã¡cã 1J82 ì29 122 51 18 22 9 1J ì 2 c
\c|Je:|e 914 889 1Jc J5 9 15 9 4 c 5 4
|c||ã Del¡ãJã ccJ1 4cc2 ì82 Jì5 15J 25J ìc ìì J8 29 1ì
|c.cãçãc c98 c9ì 125 2ì 14 21 ì 8 1 5 J ´
R||e||ã û|ã|Je 2525 1ìc8 2ì2 ì9 98 58 J4 1ì 1J 1ì ì
\.|. Jc Cã|(c 11ìc 811 1ì2 41 1J 8 25 5 5 4 c
\|lã Jc |c||c ìcc 2cc 58 2c 9 J c 4 1 J 4
MADElRA
6onceIhos FF0/ F$ 60$- F6F- 8E F6IF/ FFM F$h MFI F0â Fûü$
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Cãl|e|ã J115 451 11Jì ìJ 18 1J 2J 12 11 1J 14
Cì|ã|ã Je |c|c: 5c91 1998 912 228 5ì 5ì 58 5J 28 2J 2J
|a|c|ãl 1ìì98 14J92 4541 195J cJ2 Jì8 J22 251 1ìì 15ì 9ì
|ãc||cc 29J2 289c J9ì 198 J1 28 2J 1ì 2J 1J 1c
|c||ã Jc Scl 1ìJJ c51 4ìJ Jc J1 9 18 2J 15 9 9
|c||c |c||¯ 1118 42c 12J 15 ì J 5 c 2 c 5
|c||c Sã||c 1J2J cJ9 92 21 ì ì 5 8 J J J
R||e||ã B|ã.ã J4J4 8c5 4c8 ìc 51 J1 Jc JJ 1ì 1c 2ì
Sã||ã C|a¯ 49c8 J255 118c J11 c5 94 ì5 5ì J5 45 J1
Sã||ã|ã 2248 8ìJ Jc9 J9 15 1c 18 1c ì 11 1J
Sãc \|ce||e 1422 ì28 JJ1 J1 19 12 1J 9 1J c c
*
lncomp|eto
Fonte. DOBl
RESULTADOS EUROPEUS
EUROPA
País PSE PPE ELDR UPEGUE/NGL V ARE l-EdN Nl ? TotaI
B 5 6 5 - - 5 2 - 2 - 25
DK 3 1 6 - 1 - - 4 - 1 16
D 33 53 - - 6 7 - - - - 99
EL 9 9 - - 5 - - - - 2 25
E 24 29 2 - 4 - 2 - - 3 64
F 22 15 - - 6 9 - 13 5 17 87
lRL 1 4 1 6 - 2 - - - 1 15
l 17 32 1 9 6 2 7 - 5 8 87
L 2 2 1 - - 1 - - - - 6
NL 6 9 8 - 1 4 - 3 - - 31
A 7 7 - - - 2 - - 5 - 21
P 12 9 - 2 2 - - - - - 25
FlN 3 5 5 - 1 2 - - - - 16
S 6 7 4 - 3 2 - - - - 22
UK 30 36 10 - - 2 2 1 1 5 87
TOTAL 180 224 43 17 35 38 13 21 18 37 626
Fonte: \ár|as
ALEMANHA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
$F0 J2.2 4J JJ.ì JJ JJ - - - - - - - - -
60ü J8.8 4ì J9.J 4J - 4J - - - - - - - -
6$ü - - 9.4 1J - 1J - - - - - - - -
6ßühEh 1J.1 12 c.4 ì - - - - - ì - - - -
F0$ - - 5.8 c - - - - c - - - - -
0Iversos 18.9 - 5.4 - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ 99 9ì 99 JJ 5J J J c ì J J J J
|c||e. A|, 14/Jc/99, J5.11
ÁUSTRlA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
û¥F 29.c ì JJ.c ì - ì - - - - - - - -
$Fû 29.2 c J1.ì ì ì - - - - - - - - -
FFû 2ì.5 c 2J.5 5 - - - - - - - - 5 -
6rùne c.8 1 9.2 2 - - - - - 2 - - - -
LlF 4.J 1 - - - - - - - - - - - -
0Iversos 2.c - 5 - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ 21 1JJ 21 ì ì J J J 2 J J 5 J
|c||e. ||||:|e|e |||e||ea|, 14/Jc/99, JJ.18
BÉLGlCA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
6¥F 1ì 4 1J.9 J - J - - - - - - - -
¥L0 11.4 J 1J.5 J - - J - - - - - - -
$F 1J.9 J 9 2 2 - - - - - - - - -
¥8 ì.8 2 9.2 2 - - - - - - - - 2 -
â6âLE¥ c.c 1 ì.4 2 - - - - - 2 - - - -
¥ü-l021 4.4 1 ì.2 2 - - - - - - 2 - - -
F$ 11.4 J 9.c J J - - - - - - - - -
FßL-F0F-
-M66 9.1 J 1J J - 1 2 - - - - - - -
F$6 ì 2 5 1 - 1 - - - - - - - -
E6ûLû 4.9 1 8.4 J - - - - - J - - - -
6$F J.2 1 J.2 1 - 1 - - - - - - - -
0Iversos c.4 - c.c - - - - - - - - - - -
IûIâL 9ì.1 24 1JJ 25 5 c 5 J J 5 2 J 2 J
|c||e. ||||:|e|e |||e||ea|, 14/Jc/99, 1c.55
ACÇÃO SOClALlSTA 10 17 JÜNHO 1999
EUROPEÌAS PEBÜLTADOB
DlNAMARCA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
¥ 19 4 2J.J 5 - - 5 - - - - - - -
kûh$ 1ì.ì J 8.c 1 - 1- - - - - - - - -
$û6 15.8 J 1c.5 J J - - - - - - - - -
JunI.8 15.2 2 1c.1 J - - - - - - - J - -
FoIk.8 1J.J 2 ì.J 1 - - - - - - 1 - -
$F 8.c 1 ì.1 1 - - - - 1 - - - - -
ߥ 8.5 1 9.1 1 - - 1 - - - - - - -
0F - 5.8 1 - - - - - - - - - 1 -
0Iversos 4.9 - c.2 - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ 1c 1JJ 1c J 1 c J 1 J J 4 J 1
|c||e. |||. c| |||e||c|, 14/Jc/99, JJ.15
ESPANHA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
FF 4J.c 28 J9.8 2ì - 2ì - - - - - - - -
F$ûE/
/Fß J1.1 22 J5.J 24 24 - - - - - - - - -
lü 1J.c 9 5.8 4 - - - - 4 - - - - -
6lü:
ü06-606 4.ì J 4.4 - - 1 2 - - - - - - -
6E 2.8 2 J.2 2 - - - - - - 2 - - -
6hEF - - 2.9 2 - 1 - - - - - - - 1
Eh - - 1.5 1 - - - - - - - - - 1
8h6 - - 1.c 1 - - - - - - - - - 1
0Iversos ì.2 - 5.c - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ c4 1JJ c4 24 29 2 J 4 J 2 J J J
|c||e. ûca.e||e|e||, 14/Jc/99, Jc.JJ
FlNLÂNDlA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
kE$k 24.4 4 21.J 4 - - 4 - - - - - - -
$FF 5.8 1 c.8 1 - - 1 - - - - - - -
$0F 21.5 4 1ì.8 J J - - - - - - - - -
kûk 2J.2 4 25.J 4 - 4 - - - - - - - -
¥â$ 1J.5 2 9.1 1 - - - - 1 - - - - -
¥lhß ì.c 1 1J.4 2 - - - - - 2 - - - -
$kL - - 2.4 1 - 1 - - - - - - - -
0Iversos 1J - J.9 - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ 1c 1JJ 1c J 5 5 J 1 2 J J J J
|c||e. !\ |||lã|J, 1J/Jc/99, 22.JJ
FRANÇA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
ßFß-0L 25.c 28 12.8 12 - c - - - - - - - c
ü0F - - 9.J 9 - 9 - - - - - - - -
F$ 14.5 15 22 22 22 - - - - - - - - -
ßFFlE 12.J 1J 1J 1J - - - - - - - 1J - -
Fh 1J.5 11 5.ì 5 - - - - - - - - 5
F6F-lnd c.9 ì c.8 c - - - - c - - - - -
¥erts - - 9.ì 9 - - - - - 9 - - - -
Lû-L6ß - - 5.2 5 - - - - - - - - - 5
6FhI - - c.8 c - - - - - - - - - c
0Iversos 18.2 - 8.ì - - - - - - - - - - -
IûIâL 88 ì4 99.95 8ì 22 15 J J c 9 J 1J 5 1ì
|c||e. ||||:|e|e |||e||ea|, 14/Jc/99, 14.Jc
GRÉClA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
Fasok Jì.c 1J J2.8 9 9 - - - - - - - - -
h0 J2.ì 9 Jc 9 - 9 - - - - - - - -
kkE c.J 2 8.ì J - - - - J - - - - -
$Ih c.2 2 5.2 2 - - - - 2 - - - - -
0lkkl - - c.9 2 - - - - - - - - - 2
0Iversos 8.5 - 1J.4 - - - - - - - - - - -
IûIâL 91.J 2J 1JJ 25 9 9 J J 5 J J J J 2
|c||e. ||||:|e|e |||e||ea|, 14/Jc/99, 1c.J2
HOLANDA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
60â JJ.8 1J 2c.9 9 - 9 - - - - - - - -
Fvdâ 22.9 8 2J.1 c c - - - - - - - -
¥¥0 1ì.9 c 19.ì c - - c - - - - - - -
066 11.ì 4 5.8 2 - - 2 - - - - - - -
ßFF-$6F-
-6¥F ì.8 2 8.ì J - - - - - - - J - -
6rLInks J.ì 1 11.9 4 - - - - - 4 - - - -
$F - - 5 1 - - - - 1 - - - - -
0Iversos 5.2 - 1.9 - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ J1 1JJ J1 c 9 8 J 1 4 J J J J
|c||e. A\|/\0S.|R, 1J/Jc/99, 22.JJ
lRLANDA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
FF J5 ì J8.ì c - - - c - - - - - -
F6 24.J 4 24.c 4 - 4 - - - - - - - -
Lâ8 11 1 8.8 1 1 - - - - - - - - -
6F ì.9 2 c.ì 2 - - - - - 2 - - - -
lnd - 1 4.c 1 - - 1 - - - - - - -
lnd - - J.ì 1 - - - - - - - - - 1
0Iversos 14.9 - 12.9 - - - - - - - - - - -
IûIâL 9J.1 15 1JJ 15 1 4 1 c J 2 J J J 1
|c||e. Da|l|| 0|||ce, 14/Jc/99, 18.JJ
lTÁLlA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
Fzalt. JJ.c 2ì 25.2 22 - 22 - - - - - - - -
660 - - 2.c 2 - 2 - - - - - - - -
0$ 19.1 1c 1ì.4 15 15 - - - - - - - - -
$0l 1.8 2 2.1 2 2 - - - - - - - - -
âh/$e§n 12.5 11 1J.J 9 - - - 9 - - - - - -
M$l/FI - - 1.c 1 - - - - - - - - 1 -
FFl 1J 8 4.J 4 - 4 - - - - - - - -
ü0Eüß - - 1.c 1 - 1 - - - - - - - -
60ü - - 2.1 2 - 2 - - - - - - - -
ßl0InI - - 1.1 1 - 1 - - - - - - - -
Lh c.c c 4.5 4 - - - - - - - - 4 -
ß6 c.1 5 4.J 4 - - - - 4 - - - - -
6l - - 2 2 - - - - 2 - - - - -
Fed.¥. J.2 J 1.8 2 - - - - - 2 - - - -
LhonIno 2.1 2 8.5 ì - - - - - - ì - - -
Fßl/LIh J.ì 1 J.5 1 - - 1 - - - - - - -
FensIon - - J.ì 1 - - - - - - - - - 1
l.demo - - ì.ì ì - - - - - - - - - ì
0Iversos 1.c - 1.ì - - - - - - - - - - -
IûIâL 94.J 81 1JJ 8ì 1ì J2 1 9 c 2 ì J 5 8
|c||e. |ã Re(a||l|cã, 14/Jc/99, 19.1J
17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 11
EUROPEÌAS PEBÜLTADOB
LUXEMBURGO
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
6$¥ J1.5 2 J1.9 2 - 2 - - - - - - - -
L$âF 24.8 2 2J.2 2 2 - - - - - - - - -
0F 18.8 1 2J.8 1 - - 1 - - - - - - -
0.6ren§ 1J.9 1 1J.ì 1 - - - - - 1 - - - -
0Iversos 14 - - - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ c 8c.c4 c 2 2 1 J J 1 J J J J
|c||e. R!|/|||e||e|, 14/Jc/99, J9.21
PORTUGAL
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
F$ J4.9 1J 4J.1 12 12 - - - - - - - - -
FF0/F$0 J4.4 8 J1.1 9 - 9 - - - - - - - -
60$/FF 12.5 J 8.2 2 - - - 2 - - - - - -
60ü:
F6F-FE¥ 11.2 J 1J.J 2 - - - - 2 - - - - -
0Iversos ì - ì.4 - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ 24 1JJ 25 12 9 J 2 2 J J J J J
|c||e. DûS|, 14/Jc/99, 1J.Jì
RElNO UNlDO
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
Lâ8 42.ì c2 28 29 29 - - - - - - - - -
6onserv 2c.8 18 J5.8 Jc - Jc - - - - - - - -
L0 1c.1 2 12.ì 1J - - 1J - - - - - - -
$hF J.1 2 2.ì 2 - - - - - - 2 - - -
$0LF 1 1 - 1 1 - - - - - - - - -
0üF 1 1 - 1 - - - - - - - - 1 -
üüF J.8 1 - 1 - - - - - - - 1 - -
FIaId6y - - 1.8 2 - - - - - - - - - 2
6reenF - - c.2 2 - - - - - 2 - - - -
üklnd - - ì J - - - - - - - - - J
0Iversos 8.5 - 5.8 - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ 8ì 1JJ 8ì JJ Jc 1J J J 2 2 1 1 5
|c||e.BBC |||e||e|, 14/Jc/99, 18.J1
SUÉClA
FartIdo % âss. % âss. F$E FFE EL0ß üFE 6üE/ ¥ âßE l-Edh hl 7
94 94 99 99 /h6L
$ 28.1 ì 2c.1 c c - - - - - - - - -
M 2J.2 5 2J.c 5 - 5 - - - - - - - -
MF 1ì.2 4 9.4 2 - - - - - 2 - - - -
¥ 12.9 J 15.8 J - - - - J - - - - -
6 ì.2 2 c 1 - - 1 - - - - - - -
FF 4.8 1 1J.8 J - - J - - - - - - -
k0 - - ì.ì 2 - 2 - - - - - - - -
0Iversos c.c - J.c - - - - - - - - - - -
IûIâL 1JJ 22 1JJ 22 c ì 4 J J 2 J J J J
|c||e.BSU-|lec||c| Aa||c|||], 14/Jc/99, JJ.JJ
ACÇÃO SOClALlSTA 12 17 JÜNHO 1999
ÌNTERNACÌONAL
UE VAl TER FORÇAS MlLlTARES COMUNS
PARA MlSSOES DE PAZ
GUTERRES CHEFlA
DELEGAÇÃO PORTUGUESA
BANlR AS PlORES FORMAS
DE TRABALHO lNFANTlL
COLÓN/A Clmelra
Ün|ão Europe|a va| d|spor de
íorças m|||tares comuns, a par-
t|r de 2001, mas apenas para
m|ssoes de paz e human|tár|as.
Esta dec|são ío| tomada na recente c|me|-
ra de Oo|on|a de ||deres dos Ou|nze.
Os cheíes de Estado e de Ooverno da ÜE
concordaram em ace|erar a cr|ação de ca-
pac|dades m|||tares e de deíesa da Euro-
pa comun|tár|a, autonomas da NATO, ten-
do dec|d|do adoptar o quadro |nst|tuc|ona|
necessár|o ate ao í|na| de 2000.
Neste contexto, no prox|mo ano e me|o, a
ÜEO, ún|ca organ|zação de deíesa exc|u-
s|vamente europe|a, será ext|nta, enquan-
to ent|dade autonoma, sendo |ncorporada
na Ün|ão Europe|a.
A ÜE passará ass|m a assum|r a actua|
vocação da ÜEO (Ün|ão da Europa Oc|-
denta|), que e desenvo|ver ou part|c|par em
m|ssoes m|||tares de manutenção de paz
e com í|ns human|tár|os, as chamadas
·m|ssoes de Petersoerg·.
Defesa e segurança
Begundo suo||nhou o m|n|stro Ja|me Oama,
o acordo a|cançado na c|me|ra de Oo|on|a
soore o reíorço da |dent|dade da seguran-
ça e deíesa da ÜE const|tu| ·uma verdade|-
ra carta magna·, que, ate 2000, perm|t|rá
preparar dec|soes como a da ·|ncorpora-
ção da ÜEO na ÜE em tudo o que tem a ver
com as m|ssoes de paz e human|tár|as·.
O m|n|stro dos Negoc|os Estrange|ros e da
Deíesa d|sse que o oo|ect|vo ·e dotar a ÜE
dos |nstrumentos, dos me|os e das íorcas
necessár|as para poder ag|r neste dom|-
n|o, em consonânc|a, a||ás, com as a|tera-
çoes doutr|na|s que íoram adoptadas na
c|me|ra da NATO de Wash|ngton·.
A part|r de agora, acrescentou Ja|me
Oama, o Oonse|ho de M|n|stros dos As-
suntos Oera|s da ÜE (que reúne os MNE's
dos Ou|nze) está mandatado para prepa-
rar os arran|os |nst|tuc|ona|s necessar|os
à assunção pe|a Ün|ão de responsao|||da-
des em mater|a de deíesa.
A rea||zação de conse|hos de MNE's da
Ün|ão, com a part|c|pação de m|n|stros das
Deíesa, a cr|ação de um Oom|te Po||t|co
de Deíesa em Bruxe|as, o estaoe|ec|men-
to de um Oom|te M|||tar, a cr|ação de um
Estado-Ma|or da ÜE, com um ·centro de
cr|ses·, e o aperíe|çoamento das estrutu-
ras ex|stentes, como o centro de sate||tes
e o lnst|tuto de Estudos de Begurança da
ÜEO íoram a|gumas das med|das a pre-
parar, c|tadas por Ja|me Oama.
·Esta arqu|tectura |nst|tuc|ona| perm|t|rá por
de pe uma capac|dade propr|a de deíesa
da ÜE para |ntervençoes em acçoes de
manutenção de paz e human|tár|as·, oo-
servou o cheíe da d|p|omac|a portuguesa.
Ja|me Oama m|n|m|zou as d|í|cu|dades
que, neste contexto, possam ser co|oca-
das pe|os pa|ses neutros da ÜE (Austr|a,
Buec|a, F|n|ând|a e lr|anda), sa||entando
que ·a dec|são agora tomada pe|a c|me|-
ra e soore um t|po de m|ssoes que não
são de deíesa co|ect|va ou terr|tor|a|, mas
s|m de carácter human|tár|o e de paz·.
·lsto torna ma|s íác|| a art|cu|ação com os
pa|ses neutros·, cons|derou Oama, recor-
dando que ·neutro quer d|zer que não par-
t|c|pa numa a||ança de deíesa co|ect|va, o
que não quer d|zer que não part|c|pe em
m|ssoes de paz e human|tár|as·.
O m|n|stro anunc|ou que, durante a pres|-
denc|a í|n|andesa da ÜE, no prox|mo se-
mestre, será nomeado um ·com|te de pe-
r|tos· que |rá estudar e aproíundar esta
proo|emát|ca, um exerc|c|o que contará
tamoem com a contr|ou|ção da pres|den-
c|a portuguesa da Ün|ão, que decorre no
pr|me|ro semestre do prox|mo ano.
R/O DE 1ANE/RO Clmelra UE/ALC O/7 Ferro Rodrlgues na Suíça
O pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Outerres, ||-
dera a representação portuguesa na c|-
me|ra Ün|ão Europe|a/ALO que, entre 28
e 29 de Junho, reúne 48 pa|ses da Eu-
ropa e da Amer|ca Lat|na e Oara|oas, no
P|o de Jane|ro.
O encontro entre as duas organ|zaçoes
v|sa |mpu|s|onar os acordos v|gentes en-
tre as duas reg|oes, oem como os |ns-
trumentos que |nst|tuc|ona||zam os d|á-
|ogos po||t|cos da Ün|ão Europe|a (ÜE)
com o Orupo do P|o e a Oomun|dade
And|na.
Entre os |nstrumentos, destacam-se os
acor dos ass| nados pe| a ÜE com o
Mercosu| (que reúne Bras||, Argent|na,
Ürugua| e Paragua|), com o Oh||e e com
o Mex|co e o mecan|smo de coopera-
ção com a Amer|ca Oentra| no âmo|to
do d|á|ogo de Bão Jose.
lnc|uem-se a|nda os acordos comerc|-
a|s e de cooperação com as Oara|oas
quer no p|ano dos pa|ses AOP (Aír|ca,
Oara|oas e Pac|í|co) quer no âmo|to suo-
reg|ona|.
Da c|me|ra deverá resu|tar uma dec|a-
ração po||t|ca que resuma os acordos
a|cançados e um documento, de carác-
ter operat|vo, com uma ||sta de acçoes
con|untas - re|ac|onadas com os top|-
cos da agenda - a serem empreend|das
entre as duas reg|oes.
Acções conjuntas
O encontro e co-pres|d|do pe|o Bras|| -
como pa|s sede - e pe|o Mex|co, na qua-
||dade de pa|s que exerce a secretar|a
·pro tempore· do Orupo do P|o, enquan-
to pe|a ÜE será a A|emanha, pa|s que
det em a pres| denc| a semest ra| dos
Ou|nze.
\|sando at|ng|r os oo|ect|vos, a c|me|ra
d|scut|rá essenc|a|mente os temas do
d|á|ogo po||t|co, das re|açoes econom|-
co-comerc|a|s e das mater|as cu|tura|s
e educat|vas, sendo preced|da de uma
reun|ão dos m|n|stros dos Negoc|os Es-
trange|ros e dos a|tos íunc|onár|os dos
48 pa|ses representados.
O m|n|stro do Traoa|ho e da Bo||dar|edade,
Ferro Podr|gues, anunc|ou, no d|a 15, em
Oeneora, Bu|ça, que ·Portuga| estudou r|go-
rosamente a extensão do íenomeno do tra-
oa|ho |níant|| e tomou as med|das adequa-
das à sua e||m|nação·.
O governante portugues ía|ava durante tra-
oa|hos da 87ª Ooníerenc|a lnternac|ona| do
Traoa|ho, que e|egeu a errad|cação do tra-
oa|ho |níant|| como a grande pr|or|dade e va|
adoptar uma recomendação soore a e||m|-
nação das ·p|ores íormas· de traoa|ho das
cr|anças.
Ferro Podr|gues d|sse que o Ooverno portu-
gues estudou proíundamente o proo|ema e
que ·as poucas s|tuaçoes detectadas não
tem nada a ver com as chamadas p|ores
íormas de traoa|ho |níant||·.
·Bão, em mu|tos casos, traoa|hos eíectuados
no âmo|to das íam|||as e em exp|oraçoes
agr|co|as íam|||ares·, d|sse Ferro Podr|gues,
para quem, contudo, ·há s|tuaçoes ||ega|s e
que |mpedem a írequenc|a esco|ar, que e
prec|so e||m|nar·.
O t|tu|ar da pasta do Traoa|ho e da Bo||dar|e-
dade |níormou a|nda que ·está prestes a ser
aprovada pe|o Par|amento uma |e| que reíor-
ça as sançoes a empregadores que empre-
guem cr|anças com menos de 16 anos de
|dade que não tenham comp|etado os nove
anos de esco|ar|dade oor|gator|a·.
Antes da sua |ntervenção, perante as 174
de|egaçoes dos Estados-memoros da Or-
gan|zação lnternac|ona| do Traoa|ho (OlT),
Ferro Podr|gues receoeu os seus
homo|ogos dos Pa|ses Aír|canos de L|ngua
Oí|c|a| Portuguesa (PALOP) e do Bras||, que
í|zeram ao m|n|stro portugues o ponto da s|-
tuação soore os programas de cooperação
em curso nos seus pa|ses nas áreas da se-
gurança soc|a|, re|açoes |aoora|s, acção so-
c|a|, emprego e íormação proí|ss|ona|.
O governante portugues a|moçou com os
m|n|stros do traoa|ho de Espanha e ltá||a,
tendo como tema pr|nc|pa| de conversa a
Ün|ão Europe|a e a pres|denc|a portuguesa.
O pr|me|ro d|a da part|c|pação de Ferro
Podr|gues na OlT em Oeneora term|nou com
um |antar de honra que oíereceu às de|ega-
çoes de Portuga|, dos PALOP e do Bras||.
A
17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 13
SOCÌEDADE & PAÌS
«FORMAR EM SAÚDE»
JUNTAS DE FREGUESlA
PORTUENSES
DOTADAS COM 100 MlL CONTOS
PUBLlCADOS LlMlTES
PARA DESCARGA
DAS ÁGUAS RESlDUAlS
PODER LOCAL Modernlzação AMB/EN7E lndúsfrla
O Execut|vo soc|a||sta atr|ou|u cerca de
cem m|| contos (500 m|| euros) a 13 |untas
de íregues|a do d|str|to do Porto para a
me|hor|a das suas |nsta|açoes e do seu
íunc|onamento.
O anúnc|o ío| íe|to, no d|a 14, num comu-
n|cado env|ado à lmprensa pe|o M|n|ster|o
do Equ|pamento, P|aneamento e Adm|n|s-
tração do Terr|tor|o.
O documento reíere que esta
compart|c|pação surge na sequenc|a de
um despacho de do m|n|stro da tute|a,
João Orav|nho, que atr|ou| suos|d|os se-
me|hantes a 106 íregues|as.
O comun|cado ad|anta tamoem que den-
tro desta po||t|ca de d|gn|í|cação do poder
|oca| o Ooverno |á apo|ou í|nance|ramente
1 005 íregues|as, envo|vendo uma part|c|-
pação de c|nco m||hoes de contos (25 m|-
|hoes de euros).
As íregues|as do d|str|to do Porto agora
oeneí|c|adas são as de O|o e Peoorde|o
(Amarante), Pande e Bend|m (Fe|gue|ras),
\ermo|m (Ma|a), \arzea da Ove|ha e A||v|-
ada (Marco de Oanaveses), Oedoíe|ta (Por-
to), Oampo (\a|ongo), Azurara, Bagunte e
P|o Mau (\||a do Oonde) e Or||o e Bão Fe||x
da Mar|nha (Oa|a).
Para a|em do a|argamento dos apo|os a
novas íregues|as, tamoem o va|or atr|ou|-
do a cada uma suo|u em cerca de 50 por
cento, |á que, segundo o m|n|ster|o, as
compart|c|paçoes, que var|avam (de acor-
do com o número de e|e|tores) entre os
quatro e os se|s m|| contos (20 m|| e 30 m||
euros), íoram agora í|xados entre se|s m||
e nove m|| contos (30 m|| e 45 m|| euros).
Estas veroas serv|rão, segundo o comun|-
cado, para me|horar as |nsta|açoes das
|untas de íregues|a, tendo em v|sta não so
modern|zar o seu íunc|onamento como
tamoem d|gn|í|car o atend|mento dos
utentes.
·Do tota| das 4 037 íregues|as do Pa|s, res-
ta apo|ar í|nance|ramente apenas 127, sen-
do que 54 não carecem de |ntervenção e
19 so pretendem rea||zar ooras apos 1999·,
reíere o comun|cado.
A portar|a que estaoe|ece os va|ores ||m|-
tes de descarga das águas res|dua|s na
água ou no so|o, dos estaoe|ec|mentos
|ndustr|a|s, ío| puo||cada na passada ter-
ça-íe|ra, d|a 15, em ·D|ár|o da Pepúo||ca·.
Bão aorang|dos pe|o d|p|oma as un|da-
des |ndustr|a|s que procedem à produção
de caroonato de sod|o pe|o processo
·so|vay· ao amon|aco, í|oras acr|||cas,
an|||na, íosíato d|cá|c|co, su|íato de a|u-
m|n|o so||do, amon|aco por ox|dação par-
c|a|, ure|a, aduoos n|troamon|aca|s e adu-
oos compostos.
·As normas espec|í|cas de descarga oo-
|ecto da presente portar|a ap||car-se-ão
aos ||cenc|amentos ou renovaçoes de
||cenc|amentos das |nsta|açoes |ndustr|-
a|s das empresas aderentes ao contrato
de adaptação amo|enta| ce|eorado em 30
de Ju|ho de 1997 entre os M|n|ster|o do
Amo|ente e da Econom|a e a Assoc|ação
portuguesa das Empresas Ou|m|cas·, |e-
se no ·D|ár|o da Pepúo||ca.
A portar|a teve em conta os processos |n-
dustr|a|s eng|ooados no sector qu|m|co
que dão or|gem a águas res|dua|s que
tem consequenc|as soore os me|os aqu-
át|cos, dependendo da capac|dade de
d||u|ção e autodepuração dos mesmos e
da natureza e quant|dade das suostânc|-
as descarregadas.
Begundo o preâmou|o da portar|a, os eíe|-
tos dessas águas res|dua|s devem ser
·m|norados de acordo com os oo|ect|vos
de qua||dade í|xados para o me|o recep-
tor e atendendo ao grau de desenvo|v|-
mento tecno|og|co dos processos em
causa·.
Acrescenta que essa ·m|n|m|zação tem
de ser, em mu|tos casos, íaseada, ooe-
decendo a contratos de adaptação ce|e-
orados entre a Adm|n|stração e as asso-
c|açoes |ndustr|a|s que estaoe|ecem pro-
gramas de redução nas cargas
po|uentes·.
A portar|a que puo||ca em anexo os va|o-
res ||m|tes das descargas, entrou, tam-
oem na terça-íe|ra, em v|gor.
1UvEN7UDE Projecfo
lnst|tuto Portugues da Juventu-
de (lPJ) e a Fundação O|axo
We||come para as O|enc|as da
Baúde ass|naram, ontem, em
L|sooa, na presença do m|n|stro ad|unto
do pr|me|ro-m|n|stro, Jose Bocrates e do
secretár|o de Estado da Juventude, M|gue|
Fontes, um protoco|o no âmo|to do pro-
|ecto ·Formar em Baúde·.
O reíer|do pro|ecto tem uma m|ssão ·ma|-
or· em Portuga|, rea||zando, promovendo
e patroc|nando pro|ectos comun|tár|os que
v|sem a saúde e o oem-estar dos portu-
gueses.
O protoco|o ass|nado ontem preve a cr|a-
ção de um grupo de traoa|ho e o est|mu|o
à sens|o|||zação dos |ovens para a saúde
e a sua |níormação, d|vu|gação e part||ha,
oem como à promoção de est||os de v|da
sa|utares na |uventude.
As duas |nst|tu|çoes s|gnatár|as caoerá
deí|n|r anua|mente, ate ao í|na| de Outu-
oro, um p|ano de act|v|dades a desenvo|-
ver por amoas, ass|m como acompanhar
a execução das acçoes acordadas e apro-
var outras |n|c|at|vas não prev|stas no p|a-
no de act|v|dades a desenvo|ver em par-
cer|a.
As acçoes a |mp|ementar no quadro do
presente protoco|o terão í|na||dades exc|u-
s|vamente íormat|vas e pedagog|cas, não
podendo ter qua|quer |nc|denc|a de pro-
moção e d|vu|gação comerc|a|.
O pro|ecto ·Formar em Baúde· estaoe|e-
ce a|nda a rea||zação de um m|n|mo de
duas acçoes de íormação por ano, que
decorrerão ao |ongo do ano |ect|vo, e a
rea||zação de um concurso nac|ona|, de-
s|gnado por ·Prem|o Formar em Baúde·
(no va|or de 2 500 contos), com o oo|ect|-
vo de va|or|zar pro|ectos a desenvo|ver nas
assoc|açoes de estudantes do ens|no su-
per|or, em pro| da saúde das comun|da-
des |uven|s.
O pro|ecto vencedor será mun|do com
mater|a| d|dáct|co ou outro equ|pamento
no va|or de m|| contos e com 1 500 contos
para ap||cação e desenvo|v|mento do p|a-
no de traoa|ho.
No âmo|to nac|ona|, e |á para este ano, as
acçoes íormat|vas estão programadas para
uma duração de do|s d|as, enquanto a n|-
ve| reg|ona|, todas as de|egaçoes reg|ona|s
do lPJ promoverão act|v|dades pedagog|-
cas por um per|odo de tres a sete horas.
Os temas que perpassarão todas as |n|c|-
at|vas estão ||gadas à prevenção e trata-
mento de doenças graves como a tuoer-
cu|ose, BlDA e a hepat|te.
Os dest|natár|os do ·Formar em Baúde·
não são somente os tecn|cos do lPJ, ou
os oo|se|ros do PlJ's (Postos de lníorma-
ção Juven||). Púo||cos-a|vo desta |n|c|at|va
con|unta do lPJ e da Fundação são |gua|-
mente as assoc|açoes |uven|s e os grupos
|níorma|s de |ovens.
Durante as act|v|dades íormat|vas e peda-
gog|cas será d|str|ou|do um con|unto de
mater|a| de íormação do qua| íaz parte um
·k|t íormador· que |nc|u| um ocss|e| do íor-
mador, s||des, ío|heto de pato|og|a e um
esto|o de transporte.
Para o |ovem part|c|pante haverá ío|hetos
da pato|og|a em aná||se. É que, para os
s|gatár|os do pro|ecto ·Formar em Baúde·,
·a |níormação e a me|hor protecção·. M.R.
O
ACÇÃO SOClALlSTA 14 17 JÜNHO 1999
AU7ARQU/A$ lNlClAIlVAS & EVENIOS
AUTARQUÌAS
Abranfes
Parque RadicaI
Fo| |naugurado no passado d|a 14 de Ju-
nho, D|a da O|dade, o novo Parque Pad|-
ca| de Aorantes, que se s|tua |unto à mu-
ra|ha do Oaste|o, na zona do Oentro H|sto-
r|co da c|dade.
Trata-se de um equ|pamento de grande
|mportânc|a |nser|do no âmo|to da po||t|ca
para a |uventude que a autarqu|a tem v|ndo
a |mp|ementar, sendo |á um dos pr|nc|pa|s
pontos de encontro de vár|as dezenas de
|ovens que a|| se d|r|gem d|ar|amente.
Apesar dos traoa|hos de construção des-
te parque terem term|nado há mu|to pou-
co tempo, este e |á um |oca| oor|gator|o
para os amantes dos desportos rad|ca|s
na zona de Aorantes.
O mun|c|p|o aorant|no pretende, a|nda, que
este espaço se|a |gua|mente um dos pr|n-
c|pa|s |oca|s de romar|a dos mu|tos |ovens
que, por todo o Pa|s, se des|ocam a estas
act|v|dades rad|ca|s.
Llsboa
Casamentos de Santo António
A Oâmara Mun|c|pa| de L|sooa promoveu
no d|a 12, ma|s uma vez, a rea||zação dos
trad| c| ona| s ·Oasamentos de Banto
Anton|o·, pe|o terce|ro ano consecut|vo em
cer|mon|as c|v|| e re||g|osa.
Cascals
Novo Centro de Dia para ldosos
O mun|c|p|o de Oasca|s, pres|d|do pe|o
soc|a||sta Jose Lu|s Judas, va| ceder um
terreno com 1520 metros quadrados,
ava||ado em ma|s de 11 m|| contos, à As-
soc|ação para o Desenvo|v|mento e Me-
|horamento de B|cesse, para a constru-
ção de um Oentro de D|a para ldosos
nest a | oca| | dade da Fr egues| a de
A|cao|deche.
FaIe
Xlll Torneio de FuteboI JuveniI
Pea||zou-se no passado d|a 10 a í|na| do
Xlll Torne|o de Futeoo| Juven|| Faíe/99, or-
gan|zado pe|o pe|ouro do Desporto da
Oâmara Mun|c|pa| e que se vem a d|spu-
tar desde o 25 de Aor||, com a part|c|pa-
ção de 17 equ|pas, representat|vas de c|u-
oes do conce|ho.
Faro
FestivaI de encerramento
das Farensíadas
Ho|e, d|a 17, o Estád|o de B. Lu|s, em Faro,
va| ser pa|co de ma|s um íest|va| de encer-
ramento das Farens|adas.
Ma|s de 2500 cr|anças e |ovens vão ass|-
na|ar o í|na| de ma|s um ano |ect|vo ao |on-
go do qua|, por |n|c|at|va da Oâmara Mun|-
c|pa| de Faro, t|veram o acesso à prát|ca
do desporto.
Autarquia apoia
associações cuIturais
A Oâmara Mun|c|pa| de Faro va| atr|ou|r
uma veroa tota| que excede os 11 m|| con-
tos às assoc|açoes cu|tura|s do conce|ho,
atendendo a que e |negáve| que todas e|as
cumprem uma re| evante íunção
soc|ocu|tura|.
Ovar
lll Feira da FIor
A Oâmara de Ovar, em co|aooração com
a D|recção Peg|ona| da Agr|cu|tura da Be|-
ra L|tora|, organ|zou no d|a 13, pe|o terce|-
ro ano consecut|vo, a Fe|ra da F|or.
Do programa destaque para a vertente
cu|tura| que an|mou a lll Fe|ra da F|or e que
constou de an|mação de rua, espectácu-
|os de mús|ca ||ge|ra e c|áss|ca e espectá-
cu|os de dança.
Porfo
Festas de São João
O o|centenár|o do nasc|mento do escr|tor
A|me|da Oarrett, a|guma mús|ca, dança e
teatro e mu|to desporto marcam o progra-
ma deste ano das Festas de Bão João do
Porto.
No programa íoram |ntegradas a|gumas
| n| c| at| vas que | á dcorrerão,
des|gnadamente a Fe|ra do L|vro e as ex-
pos|çoes ·Oores do Porto: 50 anos - 50
quadros·, ·Poemas, um |ugar de ||oerda-
de· e ·Os espacos de um |mper|o·.
Ate d| a 30, estão co| ocadas duas
mar|onetas de grandes d|mensoes na es-
trutura da Ponte D. Lu|s l, |nt|tu|adas
·c|ones·, e que const|tuem uma ·acção
rad|ca|· comemorat|va dos 10 anos do Te-
atro de Mar|onetas do Porto.
O programa desport|vo começou com a
aoertura do lll Torne|o O|dade do Porto de
\o|e| de Pra|a, que term|nou no d|a 6, ten-
do-se rea||zado nos d|as 10 e 12 provas
de m|n|vo|e|oo| e de vo|e|oo| ao ar ||vre para
cr|anças e ado|escentes.
D|as 12 e 13, ío| a vez da ·O|áss|ca· Por-
to-L|sooa em c|c|otur|smo e no d|a segu|nte
provas de oasqueteoo|, andeoo|, esca|a-
da, m|n|go|íe e at|et|smo para os a|unos
das esco|as EB 2/3 do conce|ho.
O ll Oampeonato da Europa de Futeoo| de
O|nco para Oegos (d|as 20 a 26), X\l Oam-
peonato de Portuga| de Bocc|a (16 a 20) e
torne|os de damas c|áss|cas (19), ten|s-de-
mesa (19), m|n|go|íe (19 e 20), íutsa| (22)
e ten|s (20 de Junho a 04 de Ju|ho) são
outras act|v|dades desport|vas do ·B.
Joao'99·.
As trad|c|ona|s Pegatas e Oorr|da de B.
João serão d|a 20, a X\ll Pegata de Bar-
cos Paoe|os d|a 24, o Ooncurso H|p|co ln-
ternac|ona| do Porto de 25 a 27 e o X\ll
·Meet|ng· lnternac|ona| de Natação d|as 26
e 27 (po|o aquát|co e natação s|ncron|za-
da a 3 e 4 de Ju|ho).
O programa mus|ca| começou com a ac-
tuação do p|an|sta W|m Mertens e do seu
·Ensemo|e· e |nc|u|u tamoem o espec-
tácu|o ·Mús|ca de sa|ão nas vesperas
das guerras ||oera|s· com os Begre|s de
L| sooa (d| a 22), Oar | os B| ca e Ana
Brandão (19), o ·Ooncerto de B. João·
(24), o íest|va| ·P|tmos/Festas do Mun-
do· (25 a 27), um concerto cora| (26) e
um Encontro de Ooros de Mus|ca Popu-
|ar (27).
A|me|da Oarrett e o tema |nsp|rador da
·Oascata B. Joan|na·, que está patente |un-
to a estatua do escr|tor, na Praça Humoerto
De|gado, de 11 a 30, estando programa-
dos tamoem a expos|ção ·Oarrett Jorna-
||sta· (de 15 de Junho a 15 de Ju|ho) e um
·O|rcu|to Oarrett|ano· (19).
Já se rea||zou um passe|o de comoo|o ate
a Pegua para a terce|ra |dade, com p|que-
n|que, e d|a 25 ma|s act|v|dades í|s|cas
para |dosos, |nser|das no pro|ecto ·No
Porto a v|da e |onga·.
Noite de S. João
O concurso de montras será de 19 a 26 e
o de cascatas entre os d|as 21 e 29, estan-
do prev|stos para 23 o ·Ba||e de B. João· e
para 26 as ·Pusgas dos Bantos Popu|a-
res·.
·Dança no Museu do Oarro E|ectr|co· (de
17 a 27), ·Descoor|r o Teatro e a Dança·
(18 a 29), o |ntercâmo|o teatra| |uso-|ng|es
·¥es, Man|er|co· (30 de Junho a 02 de Ju-
|ho) e o |ançamento do ||vro ·O meu santo
protector - Banto Anton|o no Oomerc|o do
Porto·, de He|der Pacheco (22), são ou-
tros momentos do programa.
O ponto a|to será, como hao|tua|mente, a
no|te de B. João, com an|mação popu|ar e
o íogo-de-art|í|c|o na Ponte D. Lu|s l, às zero
horas do d|a 24.
Sanfo Ilrso
«FIorestas em Movimento»
Numa organ|zação da Oâmara Mun|c|pa|
de Banto T|rso, da Ün|vers|dade de Ave|ro
e da D|recção-Oera| das F|orestas, decor-
reu no passado d|a 2, na zona desport|va
do conce|ho da Bata|ha, a íesta de encer-
ramento do c|c|o da Pr|mavera-F|oresta
Buspensa, |ntegrada no pro|ecto ·F|ores-
tas em Mov|mento·.
17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 15
PS EM MOVÌMENTO
BENF/CA Boleflm da Secção
BRAGA Comunlcado da Federação
É um dos ma|s ant|gos e me|hores oo|et|m |n-
íormat|vos das Becçoes do PB. Ohama-se /
Secçac, e d|r|g|do pe|o camarada Jose Le|tão
e tem um na|pe de co|aooradores de grande
qua||dade.
É o oo|et|m da Becção de Bení|ca e Bão Dom|n-
gos de Bení|ca.
·A Becção· ·pretende ser, para a|em de um oo-
|et|m |níormat|vo onde são re|atados os aconte-
c|mentos e anunc|ados os eventos ma|s |mpor-
tantes no decurso do per|odo a que respe|ta cada
número, um agente d|vu|gador das op|n|oes dos
m|||tantes·.
No número 67 desta puo||cação, reíerente a
Ma|o, para a|em de uma comp|eta |níormação
soore a |ntensa act|v|dade da Becção, destaque
para um art|go do camarada Pedro Adão e B||va
soore as e|e|çoes europe|as.
FELGUE/RA$ PS com vofação expresslva
MADE/RA PS confra manlpulação
A Federação de Braga do PB, num comun|cado, congratu|ou-se com a ·express|va vo-
tação· a|cançada no d|str|to por todas as estruturas conce|h|as.
Begundo suo||nha o PB/Braga, ·os cerca de 45 por cento a|cançados pe|o PB contra os
36 por cento oot|dos pe|o PBD no d|str|to de Braga, para a|em das v|tor|as nos conce-
|hos de Braga, Oaoece|ras de Basto, Faíe, Ou|marães, Povoa de Lanhoso, \|e|ra do
M|nho, \||a Nova de Fama||cão e \|ze|a e das espectacu|ares suo|das nos restantes
conce|hos, cr|am as cond|çoes de cond|çoes de coní|ança po||t|ca para as novas oata-
|has que se av|z|nham, com part|cu|ar destaque para as e|e|çoes |eg|s|at|vas·.
NotáveI trabaIho dos miIitantes
No comun|cado, a Federação de Braga do PB rea|ça a|nda que ·a moo|||zação dos
d|r|gentes das estruturas e dos m|||tantes em gera| para os com|c|os, sessoes de esc|a-
rec|mento, deoates, contactos com as |nst|tu|çoes e as popu|açoes nas íáor|cas, íe|ras
e íestas, so merece da parte da Federação uma proíunda ven|a·.
Os soc|a||stas de Fe|gue|ras estão ma|s uma vez de paraoens pe|o traoa|ho rea||zado.
Nas e|e|çoes para o Par|amento Europeu, o conce|ho de Fe|gue|ras não íug|u à regra
nac|ona|, tendo o PB a|cançado uma votação express|va.
Os soc|a||stas consegu|ram uma votação a|nda ma|s express|va 52,72 por cento
resu|tado que representa uma grande suo|da em re|ação às votaçoes nac|ona|s (43 por
cento) e, mesmo, d|str|ta|s (39,20 por cento).
O deí|ce democrát|co na Made|ra está a at|ng|r
contornos |nto|eráve|s. No ú|t|mo d|a de campa-
nha e|e|tora| A|oerto João |ard|m vo|tou a íazer das
suas.
Num comun|cado, o pres|dente do PB/Made|ra,
Mota Torres, denunc|ou o comportamento do pre-
s|dente do Ooverno Peg|ona| que, acompanhado
do cand|dato do PBD/Made|ra ao PE procedeu no
d|a 11 a |nauguraçoes ·necessar|amente |nscr|tas
no quadro da campanha e|e|tora| em curso·.
Défice democrático ao rubro
·Üma dessa | nauguraçoes, a| nda por c| ma,
corresponde a uma oora í|nanc|ada pe|o Ooverno
da Pepúo||ca e pe|os íundos da Ün|ão Europe|a,
sendo, por |sso, um acto de usurpação de prerro-
gat|vas e poderes que, ao est||o do pres|dente do
Ooverno Peg|ona|, ía|am por s|·, reíere o comun|-
cado.
Hote| A|t|s, Ba|a Petropo||s
Organização
Departamento NacionaI das MuIheres SociaIistas
Painéis
As mu|heres, d|re|tos humanos e c|dadan|a
Democrac|a par|tár|a
Part|c|pação das mu|heres
no desenvo|v|mento econom|co e soc|a|
A mu|her e a |usoíon|a. A cu|tura da d|íerença
As mu|heres e os ·med|a·
ÌNSCRÌÇÖES PARA O CONGRESSO
Departamento Nac|ona| das Mu|heres do Part|do Boc|a||sta
Largo do Pato 2 1269-143 L|sooa
Te|.: 3822000 (Ext. 230/270)
Fax: 3822078
Oorrente s|nd|ca| soc|a||sta da OOTP-lN
FaIeceu o camarada Jerónimo Rodrigues
O PB e o mov|mento s|nd|ca| estão de |uto.
Fa|eceu no passado d|a 4 de Junho, no Hos-
p|ta| Ourry Oaora|, em L|sooa, v|t|ma de doen-
ça pro| ongada, o camarada Jeron| mo
Podr|gues, coordenador da corrente s|nd|ca|
soc|a||sta da OOTP-lN e memoro da Oom|s-
são Po||t|ca do PB, part|do de que era m|||tan-
te desde 1974.
Destacado d|r|gente nac|ona| da OOTP-lN, o
camarada Jeron|mo Podr|gues era memoro
do Oonse|ho Nac|ona| desta centra| desde
1983 e da sua Oom|ssão Execut|va desde
1992. Pertenc|a |gua|mente ao Becretar|ado da
centra| da \|tor Oordon e coordenava o De-
partamento Adm|n|strat|vo e F|nance|ro.
Jeron|mo Podr|gues nasceu a 30 de Ma|o de
1946, em L|sooa, tendo desenvo|v|do a sua
act|v|dade proí|ss|ona| sempre na mesma
empresa, a Transte|o-EP, onde se |n|c|ou nas |utas s|nd|ca|s. Fo| de|egado s|nd|ca| de
1974 a 1978.
Oom a sua morte, os traoa|hadores portugueses perdem um grande |utador e ac|ma
de tudo um am|go. O Part|do Boc|a||sta perde um dos seus m|||tantes ma|s genero-
sos e act|vos, um homem que ded|cou toda a sua v|da à |uta por uma soc|edade
ma|s |usta, sempre í|e| aos va|ores do soc|a||smo democrát|co e nunca cedendo à
tentação neo||oera| e pos-moderna.
Jeron|mo Podr|gues, um homem de causas, um exemp|o de soc|a||sta e s|nd|ca||sta.
6ûh6ßE$$û 2c, 2ì 1a||c
ACÇÃO SOClALlSTA 16 17 JÜNHO 1999
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
á |argo tempo que va| cerrado o
íogo soore a a|egada |ns|gn|í|-
cânc|a das ooras púo||cas nes-
ta |eg|s|atura. O exame oo|ect|-
vo dos íactos demons-
tra a ía|s|dade desta a|egação. É para esse
exame oo|ect|vo que so||c|to a atenção dos
|e|tores da ·\|são·.
Oom eíe| to, à verdade e que nesta
|eg|s|atura se |nvest|u s|gn|í|cat|vamente
ma|s que na anter|or. Mas oastante ma|s
|mportante que o s|mp|es aumento do |n-
vest|mento e a |nserção s|stemát|ca da rea-
||zação dos |nvest|mentos púo||cos no qua-
dro de uma estrateg|a de |ongo prazo oa-
seaoa, oc| 0m |aoc, em |e/c|mas es||0|0-
|a|s oc /0nc|cnamen|c oe |coas as ac||.|oa-
oes |0|e|aoas oe|c VF|/7, oc| c0||c, em
amo|c|cscs co/ec||.cs oe .a|c||zaçac es||a-
|eç|ca oc |e||||c||c nac|cna| nc o|anc oa F0-
|coa e oc /0|0|c.
Na comparação das duas |eg|s|aturas, c
/ac|c ma|s |e.e|an|e e q0e se oassc0 oe 0ma
oc||||ca a.0|sa oe co|as o0o||cas, sem o|e-
/0|zc oe a|ç0mas oe|as se|em oe ç|anoe
|moc||ánc|a, oa|a 0ma oc||||ca oe o|anea-
men|c e eq0|oamen|c oc |e||||c||c nas ma|s
o|.e|sas /|en|es seç0noc 0ma .|sac es||a-
|eç|ca e·o||c||amen|e oe/|n|oa.
A |mportânc|a desta d|íerença íundamenta|
ganhará íorça com o tempo. Esta aí|rma-
ção e íác|| de compreender se nos trans-
portarmos no tempo, |á para 2005 ou 2010.
Desse hor|zonte, o|hando para trás, a ques-
tão-chave e a de se saoer se terá va||do a
pena ter íe|to a |novação estrateg|ca que se
íez nesta |eg|s|atura ou se ter|a s|do me|hor
com o r|tmo tendenc|a| ma|s |ento a or|en-
tação avu|sa da oora púo||ca pe|a oora pú-
o||ca que resu|tar|a |nev|tave|mente da con-
t|nuação da po||t|ca anter|or. Não cre|o que
a resposta venha a oíerecer qua|quer dúv|-
da.
Oo|oque| de||oeradamente a aprec|ação ú|-
t|ma da po||t|ca das ooras púo||cas na opt|-
ca do seu |mpacto a |ongo prazo. Não pode
ser de outro modo, pe|a natureza das co|-
sas.
De íacto, qua|quer ooservador exper|men-
tando saoe que o |u|gamento |usto e pon-
derado de uma po||t|ca de p|aneamento e
equ|pamento do terr|tor|o necess|ta de um
hor|zonte |argo, d|gamos da ordem dos 10
anos pe|o menos. Por duas razoes com-
p|ementares.
Por um |ado, a va|or|zação do terr|tor|o
apo|a-se acentuadamente, emoora não ex-
c|us|vamente, em pro|ectos estruturantes de
grande comp|ex|dade e d|mensão, cu|a a
preparação e execução |eva írequentemen-
te quase 10 anos, a que acresce o íacto de
se dest|narem a prestar serv|ço |ogo, a
reve|ar a sua rea| ut|||dade ao |ongo de
dezenas de anos. Por outro |ado, o mer|to
de cada pro|ecto, grande ou pequeno, não
depende so do seu va|or |ntr|nseco, como
peça avu|sa. Em ta|s casos depende, so-
oretudo, da ma|s-va||a sup|ementar que
de|e resu|ta cons|derando o seu íunc|ona-
mento em rede, con|ugadamente com mu|-
tas outras rea||zaçoes. lsto e como parte
OBRA$ PÚBL/CA$ João Cravlnho
*
OS NÚMEROS NÃO MENTEM
|ntegrante de uma estrateg|a de med|o/|on-
go prazo centrada na va|or|zação do terr|-
tor|o nac|ona| como um todo.
Oons|derando estas duas razoes comp|e-
mentares, comparando os do|s governos e
ev|dente que a questão-chave e a de saoer
se os |nvest|mentos e acçoes de prepara-
çoes de pro|ectos empreend|dos por este
Ooverno se |nserem n0ma es||a|eç|a ma|s
e/|caz nc |cnçc o|azc oa|a a o|co0çac oe
se|.|çcs s0s|en|aoc|es oa ncssa
ccmoe||||.|oaoe.
A ún|ca poss|ve| d|í|cu|dade desta compa-
ração e a que resu|ta do íacto de não ser
conhec|da qua|quer estrateg|a exp||c|ta do
anter|or Ooverno em mater|a de p|aneamen-
to e equ|pamento do terr|tor|o, como í|cou
oem demostrado pe|a controvers|a dentro
do propr|o Ooverno a propos|to da segun-
da travess|a do Te|o. A ausenc|a de estrate-
g|a em que |ncorreu o anter|or Ooverno pe-
na||za-o |rremed|ave|mente. O que |eva a|-
guns propagand|stas a aí|rmar que a ques-
tão da estrateg|a e pouco reve|ante. O |m-
portante ser|a que nesta |eg|s|atura se |n-
vest|u menos que na anter|or.
Mesmo descontando a m|op|a estrateg|ca
deste rac|oc|n|o, a a|egação e ía|sa porque
entre '99ô e '999 se |n.es|||a ce|ca oe '800
m|||ões oe ccn|cs nc ccn/0n|c oas co|as
o0o||cas ccn||a ''50 m|||ões oe ccn|cs |n-
.es||ocs en||e '992 e '995. |s|c e, c |n.es||-
men|c ç|coa| em co|a o0o||ca ncs 0|||mcs
q0a||c ancs e s0oe||c| em ce|ca oe 55 oc|
cen|c ac oe||coc o|eceoen|e.
Não so e c|ar|ss|mo o aumento de |nvest|-
mento no con|unto das ooras em rodov|as,
em cam|nhos-de-íerro, no metro, em por-
tos e aeroportos, como tamoem e |nd|scu-
t|ve| o |ncremento em cada uma dessa ca-
tegor|as, at|ng|ndo a|guns desses aumen-
tos p|cos mu|to express|vos.
Ass|m, re|at|vamente a 1992/95, em 1996/
99 a JAE |nvest|rá ma|s 29 por cento, a Br|-
sa ma|s 24 por cento, A PEFEP/OP e os
metros ma|s 75 por cento, os portos ma|s
64 por cento e os aeroportos ma|s 232 por
cento.
Tamoem na hao|tação e na requa||í|cação
uroana todos os |nd|cadores de rea||zação
í|s|ca e de esíorços, í|nance|ro da presente
|eg|s|atura esmagam, ||tera|mente, os |nd|-
cadores homo|ogos do per|odo anter|or.
\e|amos apenas do|s exemp|os, entre os
vár|os d|spon|ve|s.
No tr|en|o 96/98, o |nvest|mento em equ|pa-
mento e renovação de oa|rros soc|a|s ex|s-
tentes ío| de 24 m||hoes de contos contra
650 m|| contos em 93/95. E o números de
íogos que entraram em construção ío| de
18 350 contra 5 450 em comparação dos
mesmos tr|en|os.
A propaganda e a reaIidade
É cur|oso que se |ns|sta em ía|ar quase so-
mente em estradas, me|hor de auto-estra-
das, emo|ema prat|camente ún|co de uma
|eg|s|atura que ass|m procura esconder a
sua ev|dente pooreza noutros dom|n|os.
Aqu| está um caso em que a man|pu|ação
mass|va da |níormação consegu|u acred|-
tar como rea||dade pa|páve| o que, aí|na|,
não passa de propaganda íac||mente
desmontáve| pe|os proí|ss|ona|s que conhe-
çam os íactos.
Os números são |ndesment|ve|s: em 1996/
99 entrarão ao serv|ço 566 km de auto-es-
tradas enquanto no tr|en|o anter|or apenas
íoram aoertos à exp|oração de 421 km.
A mesma conc|usão resu|ta c|ara se com-
paramos a tota||dade de estradas ao serv|-
ço lPs e lOs . Ou se|a, 767 Km contra 653
km. Ou se se cons|derar a conservação e
oeneí|c|ação de outras estradas, nas qua|s
se conírontam os 169 m||hoes de contos de
despesa 1996/99 com os 168 rea||zados
1992/95.
Os números não mentem: o Ooverno ante-
r|or íez mu|to menos oora mas tem mu|to
me|hor propaganda.
Essa mesma capac|dade man|pu|ator|a e
oem patente na íorma como pretende oa-
ra|har a op|n|ão púo||ca |ncu|cando de to-
das as íormas e íe|t|os duas outras ía|s|da-
des. A pr|me|ra e a de que este Ooverno o
que íez ío| apenas acaoar a oora que vem
do anter|or. A segunda e que este Ooverno
não í|cará ||gado a nenhum grande pro|ec-
to por s| |n|c|ado ou dec|s|vamente |ança-
do.
Pe| a natureza das co| sas em cada
|eg|s|atura e necessár|o acaoar ou cont|nu-
ar ooras do per|odo anter|or. Oomo |á se
d|sse, há pro|ectos que entre o |n|c|o da sua
preparação e sua entrada em serv|ço |evam
à vo|ta de 7 a 10 anos. Ass|m, e oov|o que o
mer|to ou demer|to de uma governação
depende cruc|a|mente da íorma como se
acaoou ou cont|nuou o que vem detrás.
Desse ponto de v|sta este Ooverno deu ooa
conta do recado. Lemoro, por exemp|o, a
capac|dade demonstrada na conc|usão
atempada dos acessos à Expo em cond|-
çoes tão excepc|ona|mente d|í|ce|s que as
escassas semanas da aoertura da Expo era
quase d|ár|o o a|arme na Oomun|cação
Boc|a| que pressag|ava atrasos de meses.
O p|ano ío| r|gorosamente cumpr|do graças
às empresas construtoras, à Br|sa, à JAE e
tamoem ao Ooverno, ún|ca ent|dade a
quem ser|a atr|ou|da toda a responsao|||da-
de em caso de ía|hanço. Tendo hav|do o
sucesso que houve, |eg|t|mo e que tamoem
se |he atr|oua a|gum mer|to nessa verda-
de|ra proeza. Foram cerca de 240 km de
auto-estrada na quase tota||dade |n|c|ados
e comp|etados neste mandato.
Apesar das d|í|cu|dades que a JAE tem v|-
v|do, e oem ma|s s|gn|í|cat|va a oora da JAE
|n|c|ada neste mandato do que aque|a que
|á íora começada pe|o Ooverno anter|or.
\e|amos os números reíerentes à despesa
eíect|va nos pr|nc|pa|s pro|ectos de estra-
das entre 1995 e1998.
Trata-se de um con|unto de cerca de 60 pro-
|ectos |n|c|ados entre 1993 e 1998, com uma
despesa tota| programada de 454 m||hoes
de contos. Neste con|unto, os pro|ectos
com despesa anter|or a 1996, |sto e, com
rea||zação í|nance|ra trans|tada do anter|or
Ooverno, apenas representam cerca de 175
m||hoes de contos. Ou se|a, menos de 40
por cento. Oerca de 60 por cento da des-
pesa programada, da ordem dos 280 m|-
|hoes de contos, corresponde a pro|ectos
com pr|me|ra |nscr|ção |á com este Oover-
no.
Oontra estes números de nada va|erá tam-
oem argumentar que a ma|or parte dos pro-
|ectos cu|a construção se |n|c|ou depo|s de
1995 íoram concursados ou preparados em
per|odo anter|or. É verdade. Porque e oov|o
que estradas, pontes, extensoes do metro
ou aeroportos passam numerosos anos no
H
Rede NacionaI de Auto-estradas:
situação em 1995
Rede NacionaI de Auto-estradas:
situação em 1999
17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 17
CONSOLlDAR A BASE PRODUTlVA
E DlVERSlFlCAR AS ACTlVlDADES
EM ESPAÇO RURAL
AGR/CUL7URA Capoulas dos Sanfos
A
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
Fe|ra Nac|ona| de Agr|cu|tura e
sempre um momento espec|a|
do ano agr|co|a nac|ona|. Em
ma|s uma ed|ção, as m|nhas
pr|me|ras pa|avras são natura|mente de sau-
dação para todos os agr|cu|tores e d|r|gen-
tes assoc|at|vos aqu| presentes. Ouero sau-
dar, em part|cu|ar, a adm|n|stração do
ONEMA pe|o seu dec|mo an|versár|o, 10
anos de |ntensa act|v|dade na organ|zação
desta expos|ção e íe|ra nac|ona|.
Nesta oportun|dade, espera-se norma|men-
te do M|n|stro da Agr|cu|tura que íaça o oa-
|anço do ano que passou e trace as pers-
pect|vas do ano que se av|z|nha.
Perm|tam-me, no entanto, que, desta vez,
a|argue um pouco ma|s o meu hor|zonte tem-
pora| íazendo, por um |ado, um oa|anço ore-
ve do mandato que term|na em Betemoro e,
por outro |ado, o enunc|ado das perspect|-
vas que podemos antec|par para o per|odo
que se av|z|nha no hor|zonte 2000-2006.
O programa do actua| Ooverno, como sa-
oem, í|xou para a agr|cu|tura e o desenvo|v|-
mento rura| tres grandes oo|ect|vos:
1) o aprove|tamento dos recursos e
potenc|a||dades natura|s;
2) o reíorço da compet|t|v|dade das exp|ora-
çoes;
3) o est|mu|o ao desenvo|v|mento rura|;
Apesar do quadro de d|í|cu|dades em que
se desenvo|veu a act|v|dade dos agr|cu|to-
res e a que o governo procurou so||dar|a-
mente responder neste per|odo ( sete ca|a-
m|dades natura|s sucess|vas, proo|emas
con|untura|s no mercado europeu de su|nos
e o |n|usto e desproporc|onado emoargo
decretado pe|a ÜE aos oov|nos portugue-
ses), estamos g|ooa|mente sat|síe|tos com
o cumpr|mento destes oo|ect|vos. No pr|me|-
ro e|egemos a água e a í|oresta como pr|or|-
dades íundamenta|s:
A área anua|mente oeneí|c|ada com regad|os
púo||cos quase que dup||cou nos ú|t|mos 3
anos em comparação com a med|a do
decen|o anter|or. Da med|a de cerca de 1400
ha/ano ate 1995, passou-se para os 2500 ha/
ano de 1995 a 1998 tendo-se, para a|em do
deso|oqueamento do m|t|co pro|ecto de
A|queva, avançado com novas oarragens e
o|ocos de rega em todo o terr|tor|o nac|ona|
desde Macedo de Oava|e|ros a Ode|e|te e
Be||che, no A|garve, passando pe|a Oova da
Be|ra, o Ba|xo Mondego e a Lez|r|a do Te|o.
Foram a|em d|sso e|aoorados dezenas de
pro|ectos para cand|datura ao OOA lll e e|a-
oorado o P|ano de Pegad|os ate 2007 que
preveaoeneí|c|açãodema|s60000
ha, 26 000 dos qua|s no âmo|to do pro|ecto
de A|queva ou se|a, por ano, ma|s do tr|p|o
da área med|a anua|mente oeneí|c|ada no
mandato deste governo.
Ouanto à í|oresta, para a|em da puo||cação
da Le| de Bases da Po||t|ca í|oresta| e da apro-
vação da ma|or parte dos seus d|p|omas
regu|amentadores, concedeu-se apo|o à
í|orestação de cerca de 39 000 ha por ano,
no ú|t|mo tr|en|o (ma|s 10 000 ha do que a
med|a anua| durante o mandato do anter|or
governo) dos qua|s cerca de 5 000 ha de
montado de az|nho e sooro, que v|u |gua|-
mente puo||cada em 1997 a sua há mu|to
rec|amada Le| de protecção.
Fo| a|nda e|aoorada, com amp|a part|c|pa-
ção dos |nteressados, e recentemente apro-
vada na genera||dade na AP, uma nova Le|
de Bases da Oaça respe|tadora dos d|ver-
pape|, írequentemente não menos de qua-
tro anos, por vezes quase o dooro, antes
de poderem chegar ao |n|c|o da constru-
ção.
É ev|dente que esse íacto tamoem ío| ver-
dade|ro para o Ooverno anter|or. Portanto,
uma ooservação desse teor, so por s|, não
co|he.
O que e re|evante e saoer se, para a|em de
conc|u|r e cont|nuar oem a oora anter|or, o
actua| Ooverno se empenhou eí|cazmente
quer no |ançamento de novos empreend|-
mentos de s|gn|í|cado não menor do que
aque|es que encontrou |ançados quer para
avançar dec|s|vamente grandes |nvest|men-
tos estruturantes que pe|a sua comp|ex|da-
de e |mportânc|a ex|gem espec|a| cu|dado
ao |ongo da sua pro|ongada preparação.
A este propos|to, rea|ço o traoa|ho |ntenso
desenvo|v|do pe|os d|versos serv|ços e
empresas soo tute|a do MEPAT no sent|do
de acaute|ar desde |á a manutenção de um
n|ve| excepc|ona|mente e|evado de |nvest|-
mento em oora púo||ca ate 2006, ou mes-
mo para |á dessa data.
Sete pontes Vasco da Gama
É com |ust|í|cada coní|ança que se pode
encarar o íuturo da construção na pr|me|ra
metade da prox|ma decada. No corrente
ano, o mercado de ooras púo|cas encon-
tra-se soo a so||c|tação de concursos pú-
o||cos que u|trapassaram os 1 250 m||hoes
de contos, o equ|va|ente a sete pontes
\asco da Oama. lsto e mu|to ma|s do que
o |egado do Ooverno anter|or. Be esse |e-
gado merece tantos encom|os e venera-
çoes de certos p|um|t|vos, ma| se compre-
ende a memor|zação do actua| programa
em |ançamento, eíect|vamente oem ma|or,
mesmo não contando sequer com o novo
aeroporto que espero ver em construção
na prox|ma |eg|s|atura.
Procura-se cred|o|||zar essa at|tude med|-
ante a a|egação de que esses |nvest|men-
tos actua|mente |á em concurso púo||co |n-
ternac|ona| não são ma|s do que ooras no
pape|, a|nda por c|ma |á com |nadm|ss|ve|s
atrasos na negoc|ação dos reíer|dos con-
cursos púo||cos |nternac|ona|s.
Estas a|egaçoes demonstram desconhec|-
mento de rea||dades e|ementares que |ne-
v|tave|mente pres|dem ao |ançamento de
grandes pro|ectos.
Por exemp|o, a Ponte \asco da Oama v|-
veu em sucess|vos estád|os de oora no pa-
pe| entre Jane|ro de 1991 e |n|c|o de 1995.
E |u|go que d|í|c||mente poder|a ter s|do de
outro modo. Portanto, sem margem para
reparos desse ponto de v|sta.
No anter|or Ooverno, um gao|nete espec|-
a|, o OATTEL, |evou ma|s de quatro anos a
íazer entrar em rea||zação uma ún|ca con-
cessão rodov|ár|a com o |nvest|mento da
ordem dos 170 m||hoes de contos, apos a
negoc|ação do respect|vo concurso púo||-
co |nternac|ona|. Este resu|tado ío| cons|de-
rado exce|ente.
Neste Ooverno, sem qua|quer gao|nete es-
pec|a| de apo|o, íoram preparados e |ança-
dos a part|r do |n|c|o de 1997 o|to concur-
sos púo||cos |nternac|ona|s para conces-
soes rodov|ár|as no va|or actua| est|mado,
por oa|xo, em 700 m||hoes de contos. Des-
tes concursos, o da Ooncessão Oeste í|-
cou reso|v|do em í|ns de 1998, o da Oon-
cessão Norte (250 m||hoes de contos) í|ca-
rá reso|v|do em Ju|ho e os restantes se|s
estarão certamente íechados a|nda este
ano.
lsto e, teremos o|to concursos equ|va|entes
a vár|as Pontes \asco da Oama em tres anos.
Estes resu|tados são sem dúv|da mu|to po-
s|t|vos, cons|derando ate a grande |novação
que essas concessoes representando, mes-
mo à esca|o europe|a. Todav|a, os mesmos
que tem por exce|ente os ma|s de quatro
anos consegu|dos no pape| pe|a Ponte
\asco da Oama chumoam desdenhosa-
mente a negoc|ação em tres anos de o|to
concursos representados |nvest|mentos vá-
r|as vezes super|ores.
Nesta oreve nota term|no rea|çando não os
qu||ometros constru|dos ou os m||hoes |n-
vest|dos, mas s|m a ma|s-va||a para o |n-
vest|mento púo||co resu|tando de termos
ho|e em concurso proíundas reíormas es-
trutura|s em todos os serv|ços tute|ados
pe|o MEPAT.
A reun|ão num so M|n|ster|o do P|aneamen-
to, do Ordenamento e do Equ|pamento per-
m|t|u como|nar.
- Üma v|são estrateg|ca de |ongo prazo,
perspect|vando a va|or|zação do terr|tor|o na
oase de redes |ntermoda|s;
- um con|unto de reíormas estruturantes do
íunc|onamento e organ|zação de cada um
dos sectores mar|tmo-portuár|os, íerrov|á-
r|o, aeronáut|co e rodov|ár|o;
- uma nova po||t|ca de hao|tação d|r|g|da à
re|nserção de pessoas e não exc|us|va à
produção de c|mento armado;
- uma dec|s|va antec|pação da ||oera||zação
das te|ecomun|caçoes do ano 2003 para
2000.
Oonc|usão: este Ooverno não so íez ma|s,
como, sooretudo, íez d|íerente, passando
do cu|to da oora púo||ca avu|sa para a ex|-
genc|a qua||tat|va e íunc|ona| de pro|ectos
íunc|onando em rede de acordo com í|na||-
dades estrateg|cas exp||c|tamente deí|n|das.
E, apesar de tudo, tenho oem consc|enc|a
que há erros a corr|g|r, act|v|dades a
reor|entar, energ|a rea||zadora a reíorçar,
de|xo mu|tas |nauguraçoes à v|sta, na cer-
teza de que esses cam|nhos |á aoertos da-
rão a outros grandes a|egr|as, tempo e d|s-
pon|o|||dade para corr|g|r o que de|xo erra-
do, reor|entar o que de|xo desv|ado e reíor-
çar o que ma|s íor prec|so para que Portu-
ga| possa vencer o secu|o XXl.
*
M|n|stro do Equ|pamento, P|aneamento e Adm|n|stração do Terr|-
tor|o
|n ·\|são·
Conflnua na páglna segulnfe
ACÇÃO SOClALlSTA 18 17 JÜNHO 1999
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
sos |nteresses e pass|ve| de ser ut|||zada no
íuturo como |mportante |nstrumento de De-
senvo|v|mento Pura|.
No que d|z respe|to ao segundo oo|ect|vo,
reíorço da compet|t|v|dade das exp|oraçoes,
reíer|re| apenas a redução das taxas de |uro
em cerca de 50 por cento em resu|tado da
po||t|ca macroeconom|ca do Ooverno, o
aoa|xamento consecut|vo, por se|s vezes, do
preço do gaso|eo agr|co|a, co|ocando-o pe|a
pr|me|ra vez aoa|xo do preço prat|cado em
Espanha, e da dup||cação do suos|d|o, de
20 por cento para 40 por cento da e|ectr|c|-
dade verde e do a|argamento do |eque de
oeneí|c|ár|os. De reíer|r a|nda a ||nha de
desend|v|damento que aorangeu todas as
d|v|das contra|das para |nvest|mento desde
a adesão de Portuga| à ÜE e ate 1997 e da
|nst|tu|ção do seguro agr|co|a que, de tres
m|| aderentes em 1995, aorange ho|e cerca
de 150 m|| agr|cu|tores.
Para at|ng|r o terce|ro oo|ect|vo, est|mu|o ao
desenvo|v|mento rura|, a|argou-se o âmo|to,
terr|tor|a| das med|das agro-amo|enta|s cu|a
dotação passou de cerca de 200 000 contos
em 1994 para cerca de 30 m||hoes em 1999,
deso|oqueou-se o Programa LEADEP, ma|s
do que dup||cando as ent|dades |oca|s
credenc|adas, de 20 para 46, com
sextup||cação dos me|os í|nance|ros a|ocados
(de 4,5 para 25 m||hoes de contos) compara-
t|vamente com o per|odo anter|or.
A destacar a|nda a o ex|to oot|do com a
cert|í|cação da denom|nação de or|gem que
perm|t|u nos ú|t|mos 3,5 anos aoranger cer-
ca de 80 produtos de todas as reg|oes do
Oont|nente e das Peg|oes Autonomas.
lmporta, í|na|mente, reíer|r um outro oo|ect|-
vo, não menos |mportante que os anter|o-
res, que se reporta à nossa po||t|ca europe|a
em mater|a de reíorma da PAO. Ta| como t|-
nhamos promet|do no programa do Oover-
no, e|aoorámos e puo||cámos, em documen-
to propr|o, a nossa estrateg|a negoc|a| íace
à Agenda 2000. Oomparem-se os nossos
propos|tos e oo|ect|vos com os resu|tados
oot|dos e ava||e-se o nosso desempenho na
po||t|ca europe|a deste M|n|ster|o.
Fe|to este oa|anço, necessar|amente oreve,
do mandato que term|na em Betemoro prox|-
mo, não posso de|xar de man|íestar a m|nha
sat|síação pe|o cumpr|mento prat|camente |n-
tegra| das med|das então propostas.
Perm|tam-me, agora, que me reí|ra ao mo-
mento presente, às questoes de actua||da-
de, antes de vos traçar as nossas perspect|-
vas de íuturo.
A actua||dade está c|aramente marcada pe|o
resca|do da reíorma da PAO e pe|as ques-
toes, cada vez ma|s sens|ve|s e de||cadas,
da qua||dade a||mentar.
Ouanto à reíorma da PAO, na sequenc|a da
c|me|ra de Ber||m, perm|tam-me o segu|nte
ponto de s|tuação:
A pos|ção re|at|va de Portuga| íace ao
FEOOA-Oarant|a |rá me|horar: quer porque
a nossa quota como oeneí|c|ár|os da ·des-
pesa agr|co|a· paga pe|o Oarant|a deverá
passar de cerca de 1,5 por cento para 1,8
por cento do tota| da ÜE 15, quer porque a
Oom|ssão e o Oonse|ho Europeus se com-
prometeram a pr|v||eg|ar Portuga| na atr|ou|-
ção das veroas do ·desenvo|v|mento rura|·
a í|nanc|ar por este Fundo.
O reíorço da nossa pos|ção como
oeneí|c|ár|os da ·despesa agr|co|a· deve-se
a tres razoes pr|nc|pa|s: pr|me|ro, ao aumen-
to do peso das a|udas d|rectas re|at|vamente
ao das despesas de suporte de mercado (|n-
tervenção e rest|tu|çoes), con|ugado com o
íacto de termos uma me|hor quota na pr|me|-
ra dessas componentes, segundo, aos oons
resu|tados g|ooa|s oot|dos por Portuga| nas
OOMs do v|nho e da carne de oov|no; e, ter-
ce|ro aos ganhos pontua|s que a|cançámos
merce da dup||cação da quota de tr|go duro
(59 m|| para 118 m|| hectares ) e da recupera-
ção da quota de tomate perd|da em 1997.
Em íunção destes resu|tados, est|ma-se que
o apo|o do FEOOA-Oarant|a à Agr|cu|tura
Portuguesa, apenas na componente reíeren-
te às OOM, at|ng|rá 143 m||hoes de contos
em med|a anua| no per|odo 2000/6, quando
actua|mente representa cerca de 114 m|-
|hoes de contos, |nc|u|ndo o va|or da a|uda
co-í|nanc|ada aos cerea|s portugueses que
está em tra|ector|a decrescente e que term|-
nará em 2003. lsto s|gn|í|ca que em termos
rea|s (preços de 1999) os apo|os por v|a das
OOM aumentarão cerca de 17 por cento ate
2006 em Portuga|, quando em |gua| per|odo
reduz|r-se-ão em cerca de 2,2 por cento no
con|unto de ÜE 15.
A pos|ção aoso|uta e re|at|va de Portuga| de-
verá me|horar a|nda ma|s |ntensamente na
componente do FEOOA-Oarant|a dest|nada
a apo|ar o desenvo|v|mento rura|. Neste mo-
mento, e |mposs|ve| est|mar a grandeza des-
se aumento, uma vez que a Oom|ssão so
dec|d|rá soore este assunto no ú|t|mo tr|mes-
tre de 1999, apos ter receo|do e aprec|ado
os P|anos de Desenvo|v|mento Pura| apre-
sentados pe|os vár|os Estados Memoro.
O modo como a negoc|ação decorreu, oem
como o teor das dec|araçoes reíerentes a Por-
tuga| constantes das conc|usoes do Oonse-
|ho Agr|co|a de Março e da O|me|ra Europe|a
de Ber||m, que se passaremos a c|tar, perm|-
tem antever um resu|tado íavoráve|:
·A Oom|ssão dec|ara que, ao ap||car as re-
gras re|at|vas ao desenvo|v|mento rura|, terá
em cons|deração as cond|çoes soc|o-eco-
nom|cas da econom|a rura| em Portuga|·.
Oonc|usoes do Oonse|ho Agr|co|a de 11/12
de Março de 1999
·O Oonse|ho Europeu, cons|derando a
espec|í|c|dade da agr|cu|tura portuguesa re-
conhece a necess|dade de me|horar o equ|-
||or|o do apo|o à sua agr|cu|tura atraves de
med|das de desenvo|v|mento rura| í|nanc|a-
das pe|o FEOOA-Oarant|a.·
ConcIusões do ConseIho Europeu
de BerIim, 24/25 Março de 1999
Em s|ntese, as negoc|açoes da Agenda 2000
perm|t|ram dar um |mportante passo no sen-
t|do de reequ|||orar a pos|ção re|at|va de Por-
tuga| íace ao FEOOA-Oarant|a, contr|ou|ndo
ass|m quer para os oons resu|tados í|nan-
ce|ros g|ooa|s a|cançados pe|o nosso pa|s,
quer para reíorçar o apo|o comun|tár|o à agr|-
cu|tura portuguesa nos prox|mos sete anos,
quer para í|carmos à part|da me|hor co|oca-
dos em íuturas negoc|açoes.
Ouanto às questoes candentes da qua||da-
de a||mentar e se|a qua| íor o oa|anço que
possamos íazer nesta a|tura, e íundamenta|
que í|xemos desde |á, como oo|ect|vo
pr|or|tár|o do prox|mo per|odo de programa-
ção, a qua||dade a||mentar como preocupa-
ção essenc|a| de todos os agentes desta
act|v|dade econom|ca. De íacto, a saúde
púo||ca e a protecção do consum|dor mas
tamoem o oem-estar an|ma| e a protecção
das p|antas são preocupaçoes
|ncontornáve|s para os prox|mos sete anos.
Do |ado do MADPP recordamos as pr|nc|-
pa|s med|das nesta área:
- A cr|ação da DO\ e da DOFOOA;
- A extensão da |nspecção san|tár|a às |otas,
há 42 anos ad|ada;
- A cr|ação do corpo nac|ona| de |nspecto-
res san|tár|os, cu|o Estatuto se encontra em
íase de conc|usão;
- O encerramento de 51 matadouros que,
nos prazos est|pu|ados, não procederam à
sua harmon|zação com as ex|genc|as |ega|-
mente estaoe|ec|das;
- A e|aooração e execução do P|ano Nac|o-
na| de Ban|dade An|ma| ( 1997/2007) com
metas í|xadas para errad|cação das pr|nc|-
pa|s doenças dos an|ma|s;
- O |nvest|mento no apetrechamento huma-
no e mater|a| das un|dades |aoorator|a|s ma|s
|mportantes.
Nesta área, todav|a, e prec|so íazer ma|s e
me|hor ta| como, de resto, í|ca demonstrado
pe|as recente cr|se dec|arada na Be|g|ca que
nos oor|ga uma vez ma|s a adoptar med|-
das rad|ca|s para proteger os consum|do-
res e a produção nac|ona|. Oompreende-se
agora me|hor como a ||oerdade de c|rcu|a-
ção de p|antas e an|ma|s se pode converter
num íactor de r|sco e|evado, sendo que nesta
mater|a não poderá haver contemp|açoes
íace a prát|cas produt|vas e comerc|a|s |es|-
vas do |nteresse dos consum|dores e da
econom|a nac|ona|.
Peaí|rmo a |ntenção do Ooverno em í|rmar
um verdade|ro acordo de reg|me em mate-
r|a de qua||dade a||mentar envo|vendo, natu-
ra|mente, todos os |nterven|entes na cade|a
a||mentar.
Ouanto às perspect|vas para o íuturo, no ho-
r|zonte 2000-2006, ex|stem razoes oo|ect|vas
para estarmos moderadamente opt|m|stas.
Ta|vez a pa|avra ma|s apropr|ada para expr|-
m|r o novo per|odo de programação se|a
·qua||dade·: qua||dade agro-a||mentar, qua-
||dade agro-amo|enta|, qua||dade agro-rura|
mas tamoem qua||dade agro-adm|n|strat|va,
ou se|a, a qua||dade como prát|ca transver-
sa| de toda a act|v|dade agr|co|a e a||mentar.
Ouatro grandes oo|ect|vos nortearão a act|-
v|dade governat|va:
1) Oonso||dar a oase produt|va;
2) Promover a sucessão entre geraçoes;
3) Preservar o amo|ente e os recursos natu-
ra|s;
4) Promover a d|vers|í|cação de act|v|dades
em espaço rura|.
Para cumpr|r estes quatro oo|ect|vos d|spo-
mos dos segu|ntes grandes |nstrumentos de
po||t|ca:
1-Os prem|os e a|udas da po||t|ca de mer-
cados, des|gnadamente as que decorrem
da reíorma da PAO e das que destaco:
O aumento de área de regad|o em 60 000 ha;
- As novas áreas de p|antação de v|nha est|-
madas em cerca de 25 000 ha e da
reestruturação de 4 500 ha por ano para o
que d|sporemos de 6,1 m||hoes de contos
por ano co-í|nanc|ados a 75 por cento pe|o
FEOOA-Oarant|a;
- A red|str|ou|ção das 200 m|| tone|adas de
|e|te |nact|vas;
- O aumento do número de d|re|tos de oov|-
nos machos e de vacas a|e|tantes e dos res-
pect|vos prem|os que passaram de:
- 29 para 40 contos no caso dos oov|nos ma-
chos
- de 27 para 42 contos para as vacas
a|e|tantes
- e de 7 para 20 contos para a pecuár|a ex-
tens|va
1-As a|udas a conceder no âmo|to do OOA
lll prev|stas no regu|amento soore desenvo|-
v|mento rura| cu|a pr|me|ra versão |á ío| apre-
sentada às organ|zaçoes de agr|cu|tores;
2-O p|ano de desenvo|v|mento rura| conten-
do as med|das a í|nanc|ar pe|o FEOOA-Oa-
rant|a, |sto e as med|das agro-amo|enta|s, a
aroor|zação de terras agr|co|as, a Peíorma
Antec|pada e os apo|os às zonas com con-
t|ngenc|as amo|enta|s espec|í|cas.
4-Os novos programas de |n|c|at|va comun|-
tár|a, em espec|a|, o novo programa
LEADEP.
Os |nstrumentos por cu|a concepção somos
espec|a|mente responsáve|s, OOA lll e P|a-
no de Desenvo|v|mento Pura| encontram-se,
em íase de e|aooração ad|antada o pr|me|ro
e em |n|c|o de e|aooração o segundo.
É nossa |ntenção, dando sequenc|a ao pro-
cesso |á |n|c|ado na pr|me|ra íase de prepa-
ração do OOA lll, d|scut|r com as organ|za-
çoes representat|vas dos agr|cu|tores a res-
pect|va coní|guração, e|eg|o|||dades e dest|-
natár|os por íorma a que, ate ao í|na| de Ju-
|ho, possamos proceder à sua entrega íor-
ma| em Bruxe|as.
Pretendemos art|cu|ar comp|ementarmente
estes |nstrumentos por íorma a envo|ver um
|eque ma|s aorangente de oeneí|c|ár|os man-
tendo as med|das e acçoes que se reve|a-
ram ma|s pos|t|vas no anter|or quadro como
os apo|os ao regad|o e á í|oresta e |novando
para supr|r as |nsuí|c|enc|as e |acunas que
cr|t|cámos no passado.
É por |sso que temos programas nac|ona|s
e reg|ona|s, apo|os d|íerenc|ados, de acor-
do com as pr|or|dades sector|a|s e o poten-
c|a| produt|vo de cada reg|ão e à pequena
agr|cu|tura íam|||ar, |ncent|vos ma|s amp|os
para a reíorma antec|pada e a |nsta|ação de
|ovens agr|cu|tores e novos mecan|smos de
engenhar|a í|nance|ra suscept|ve|s de supe-
rar as |nsuí|c|enc|as das empresas que me-
reçam ser apo|adas mas que se |hes torne
d|í|c|| prestar garant|as rea|s pe|os empres-
t|mos conced|dos.
As novas regras de gestão dos íundos, ma|s
r|gorosas do que no passado, |mpoem a
adopção de um mode|o de gestão ma|s eí|-
caz que garanta a descentra||zação dos pro-
gramas operac|ona|s, a s|mp||í|cação de pro-
ced|mentos tecn|cos e adm|n|strat|vos e o
partenar|ado como |nstrumento de acompa-
nhamento de todo o processo de programa-
ção. Por |sso, quero |gua|mente reaí|rmar o
empenho do MADPP no reíorço e conso||-
dação das organ|zaçoes de agr|cu|tores,
como cond|ção |mpresc|nd|ve| para dar
concret|zação ao partenar|ado. Be reí|ro a
conso||dação do mov|mento assoc|at|vo, re-
í|ro, tamoem, a transíerenc|a de novas íun-
çoes e, por ma|or|a de razão, a
representat|v|dade das organ|zaçoes en-
quanto cond|ção para receoer aque|as no-
vas íunçoes, se qu|serem, e ma|s uma vez,
o cr|ter|o da qua||dade a determ|nar quem
são os |nter|ocutores autor|zados do MADPP
na gestão da po||t|ca agr|co|a e de desen-
vo|v|mento rura|.
Dese|o aos organ|zadores a coní|rmação de
ma|s um sucesso nesta ed|ção da Fe|ra Na-
c|ona| de Agr|cu|tura e a todos os presentes
oons momentos de |azer e conv|v|o.
lntervenção eíectuada no d|a 5 de Junho, na Fe|ra Nac|ona| da
Agr|cu|tura, em Bantarem.
Conflnuação
17 JÜNHO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 19
CULTURA & DESPORTO
QUE SE PASSA Mary Rodrigues
POEMA DA SEMANA
Selecção de Carlos Carranca
SUGESTÄO
As pessoas sensívels
1º )ºººo1º ºº¯º/ºº ¯io ºio ¯1)1¯ºº
0º ¯1|1¯ )1'¯|1º
|o¯º¯ ºio ¯1)1¯ºº
1º ¯o¯º¯ )1'¯|1º
0 1¯|º¯o ¯|º¯1 1 )o|¯º º ¯|º¯1
1 ¯o1)1 1o ºº1 ¯o¯)o
1)1º'1 ¯o1)1
01º 1º)oº 11 ¯|1/1 ºº¯o1 ºo|¯º o ¯o¯)o
|o¯)1º ¯io |¯|1¯ o1|¯1
|o¯)1º ¯|º¯1 1 )o|¯º º ¯|º¯1
1 ¯o1)1
01º 1º)oº 1o º1o¯ ¯io |o '1/111
|o¯)1º ¯io |¯|1¯ o1|¯1
·o1¯|1¯iº o )io ¯o¯ o º1o¯ 1o |º1 ¯oº|o·
1ºº¯ ¯oº |o ¯)oº|o
| ¯io
·Co¯ o º1o¯ 1oº o1|¯oº )1¯|1¯iº o )io·
0 /º¯1'|Jºº 1o |º¯)'o
0 ¯o¯º|¯1|o¯ºº
01º )¯1¯1ºº ºº|i|11º |1'o|1º º )ºº111º
0 ¯|º¯oº 1º 1º/o¸io º 1º )¯o/º|o
|º¯1o1-'|ºº Sº¯|o¯
|o¯)1º º'ºº º1|º¯ o )1º |1¯º¯
$0p0/a d0 M0//0 8r0j00r 40dr0s00
SerraIves:
dança e música
A Fundação de Berra|ves |n|c|a ho|e um
programa de dança e mús|ca para|e|o à
expos|ção |naugura| do Museu de Arte
Oontemporânea, ·O|rca 1968·.
O programa, que se pro|onga ate 29 de
Agosto, reúne cr|adores conv|dados a
apresentar uma p|ura||dade de est||os e
de novas ||nguagens que marcaram as
decadas de 60 e 70, ·em recusa das con-
vençoes estet|cas e tecn|cas ex|stentes
ate então nas artes períormat|vas·.
A pr|me|ra |n|c|at|va e um concerto pe|o
grupo Ohar|emagne Pa|est|ne, que va|
apresentar o traoa|ho para v|deo e m|-
croíone ·Body Mus|c·, que |nc|u| peças
para s|ntet|zador e voz e para p|ano so|o.
No d|a segu|nte, o mesmo grupo, acom-
panhado por B|mone Fort|, apresenta a
peça para som e mov| mento
·l||um|nat|ons·.
Durante o í|m-de-semana, B|mone Fort|
|nterpreta as Dance Oonstruct|ons ·B|ant
Board· e ·Hudd|e· e Emmanue||e Huynh-
Thanh-Loan apresenta a |nsta|ação de
|mprov|saçoes ·Art |n M|nd Musc|e·.
Nos d|as 24 e 25, será a vez de outro
pro|ecto de |mprov|sação, da autor|a de
Nuno B| zarro, Marco Franco, \era
Mantero, Manue| Mota, Frans Poe|stra e
Nuno Peoe|o.
Os concertos regressam em 1 de Ju|ho,
com a actuação da Oí|c|na Mus|ca|, soo
a d|recção de A|varo Ba|azar.
Exposição em AIbufeira
Ho|e, às 21 e 30, e |naugurada, na Oa|er|a
de Arte P|ntor Bamora Barros, a expos|ção
íotográí|ca de Jose Bu|ha, uma mostra
|nt|tu|ada ·Üm pouco ma|s de azu|...· e que
permanecerá patente ao púo||co ate ao í|m
do mes.
Festas em Arronches
As íestas de Bão João rea||zam-se a part|r
do d|a 23, pro|ongando-se ate ao d|a 28 deste
mes.
Tratando-se de uma íesta popu|ar terá como
notas dom|nantes as ruas ornamentadas, a
trad|c|ona| sard|nhada e oa||es popu|ares.
No d|a de Bão João (24 de Junho), come-
mora-se o íer|ado mun|c|pa| e va| ser |nau-
gurada a íe|ra do ||vro, na Praça da Pepúo||-
ca.
Üm oa||e, a trad|c|ona| sard|nhada e íogo-
de-art|í|c|o comp|etam o programa do d|a 24.
Nos d|as segu|ntes rea||zam-se, entre outras
|n|c|at|vas, uma corr|da de to|ros, d|a 25, às
21 horas, oa||es popu|ares e act|v|dades
desport|vas.
Gigantones e cabeçudos
em Braga
Me|a centena de grupos de Portuga|,
Espanha, França e Be|g|ca part|c|pam, a
part|r de amanhã e ate dom|ngo, em Braga
no X Encontro lnternac|ona| de O|gantones e
Oaoeçudos.
O programa do encontro começa com a
|nauguração de uma expos|ção de traoa|hos
de expressão p|ást|ca a tres d|mensoes so-
ore esta arte popu|ar, rea||zados por a|unos
do 2' e 3' c|c|os do ens|no oás|co de Braga.
O d|a 19 aore com um deoate soore as tra-
d|çoes popu|ares ||gadas à dança, mús|ca,
g|gantones e caoeçudos, em que aparece-
rá entre os oradores o mus|co|ogo Jose
A|oerto Bard|nha.
O deoate, uma das |novaçoes do programa,
e uma tentat|va de rea|çar a |mportânc|a da
cu|tura trad|c|ona| e popu|ar. O propr|o En-
contro lnternac|ona| de O|gantones e Oaoe-
çudos tem como oo|ect|vo pr|mord|a| dar um
contr|outo para a preservação e d|vu|gação
desta arte popu|ar.
Pintura em Cascais
A Oa|er|a do Oentro Ou|tura| Oandar|nha a|-
oerga, ate ao d|a 27, uma mostra do p|ntor
moçamo|cano Puy Oa|çada Bastos.
A expos|ção de p|ntura pode ser v|s|tada, de
terça-íe|ra a dom|ngo, das 15 às 20 horas.
ldade Média em Coimbra
O Largo da Be \e|ha transíorma-se no d|a
19 num centro med|eva| de comerc|o, com
oí|c|os e í|guras a r|gor e onde se dá corpo
ao nasc|mento do teatro ía|ado pe|o som dos
|nstrumentos.
A azáíama começa na vespera, quando, no
Largo hao|tua|mente rep|eto de automove|s
começam a ser montadas as tendas para a
8ª ed|ção da Fe|ra Med|eva| que nasce com
a |uz do d|a.
A ed|ção deste ano e ded|cada ao aparec|-
mento do teatro na epoca med|eva|, e conta
com a part|c|pação de se|s grupos cu|tura|s
e de outros tantos artesãos de artes e oí|c|-
os trad|c|ona|s, para a|em do grupo de sa|-
t|moancos D|t|ramoos.
A escadar|a da Be \e|ha serve de pr|nc|pa|
pa|co as encenaçoes med|eva|s, entre as
qua|s ·O Pomance da Donze|a Teodora·.
Ao í|na| da tarde, rea||za-se na Banta Oasa
da M|ser|cord|a uma coníerenc|a |nt|tu|ada
·O Bom Or|ador do Teatro Med|eva|·.
A Fe|ra |nc|u| tamoem uma m|ssa com can-
tos gregor|anos, na Be \e|ha, à seme|hança
dos tempos em que os comerc|antes come-
çavam o d|a na m|ssa e so depo|s íaz|am
negoc|o.
Conto em Fafe
Amanhã prossegue a temporada de concer-
tos da ser|e ·Mús|ca em D|á|ogo·, com o
maestro Jose Ata|aya.
A part|r das 21 e 45 actua no Estúd|o Fen|x,
a p|an|sta russa Tat|ana Pav|ova, que execu-
tará ooras de Ohop|n
No mesmo |oca|, no sáoado e dom|ngo, res-
pect|vamente, d|as 19 e 20, nas sessoes das
15 e 30 e das 21 e 30, o í||me ·As Pa|avras
que Nunca te D|re|·.
Na terça-íe|ra, os ma|s pequen|nos poderão
aprec|ar, no âmo|to do programa de an|ma-
ção da B|o||oteca Mun|c|pa| Oa|ouste
Ou|oenk|an, o conto ·A Festa na Oapoe|ra·
(de Bo|edade Mart|nho da Oosta), às 10 e 30
e pe|as 15 horas.
«Ser Criança» em FeIgueiras
No Po|o de ldães da B|o||oteca Mun|c|pa|
ex|oe-se, ho|e, às 15 horas, a pe||cu|a ·M|ckey
e Oompanh|a·.
Durante todo o mes estará aoerta ao púo||-
co, na B|o||oteca Mun|c|pa|, a expos|ção ·Ber
Or|ança·, com destaque para a autora
Mat||de Posa Araú|o e os seus ·D|re|tos da
Or|ança·.
Rock em Lisboa
A Praça Bony, no Parque das Naçoes, será
pa|co, no Báoado, d|a 19, de um espectácu-
|o dos Lu|u B|nd, Ooo| H|pnose e Mão Mor-
ta, um evento centrado no rock portugues .
As Festas Popu|ares da metropo|e a|íac|nha
reservam para o í|m-de-semana, um con|un-
to de |n|c|at|vas a não perder, de entre as
qua|s merecem destaque as Festas O|gana
(todo o d|a) e do Touro (a part|r das 15 ho-
ras), d|a 19, na Praça do Oomerc|o.
O Ba||et F|amenco Bara Baras actua no d|a
segu|nte, no mesmo |oca|, pe|as 22 horas.
Fórum em Matosinhos
Portuga| va| aco|her, de 21 a 25 de Junho,
em Matos|nhos, o Forum da rede lONet (The
lnternat|ona| Oert|í|cat|on Network), ent|dade
que agrega 28 organ|smos de cert|í|cação.
No d|a 22 está prev|sta a rea||zação de um
Forum lONet, durante o qua| serão apresen-
tados d|versos temas re|ac|onados com s|s-
temas da qua||dade e de gestão amo|enta|,
ao mesmo tempo que será |ançado o lBEO
(lONet Bus|ness Exce|ence O|ass), um |ns-
trumento de ava||ação vocac|onado para a
gestão da qua||dade e para os conce|tos da
Oua||dade Tota|.
FestivaI em PortaIegre
O l Fest|va| de Ou|tarra Portuguesa de
Porta|egre decorre ate amanhã, na Esco|a
Buper|or de Educação.
O íest|va| |ntegra, entre outras |n|c|at|vas, uma
expos|ção, um í||me de Pedro Bena Nunes
soore Oar|os Paredes, uma coníerenc|a de
Armando Oarva|ho Homem soore a gu|tarra
de Oo|mora, um .c||s|co que poss|o|||tará
um pr|me|ro contacto com a gu|tarra portu-
guesa, e a rea||zação de concertos.
Fotografias no Porto
Ma|s de o|to dezenas de íotograí|as do rus-
so A|exandr Podchenko, soo o t|tu|o gener|-
co ·A nova Moscovo·, estarão patentes, a
part|r de ho|e, no Oentro Portugues de Foto-
graí|a (OPF).
A ser|e de 81 íotos reve|a um retrato de
Moscovo (a cap|ta| da então a|nda |ovem
Ün|ão Bov|et|ca) que |á não ex|ste e demons-
tram o metodo e a v|são íotográí|ca moder-
n|sta de A|exandr Podchenko, que conduz|-
r|a ma|s tarde à sua expu|são do grupo de
Outuoro de 1932.
A mostra, que se pro|onga ate 15 de Agosto,
e acompanhada pe|a passagem de um í||-
me em v|deo |nt|tu|ado ·Moscovo·, rea||za-
do em 1927 por M|kha|| Kauíman, e por um
cata|ogo em versão portuguesa, da autor|a
de Margar|ta Turp|tsyn, h|stor|adora de arte
norte- amer|cana de or|gem russa.
A|nda ho|e e |naugurada uma expos|ção de
Lu|s Pa|ma, |nt|tu|ada ·Pa|sagem, lndústr|a e
Memor|a·, desenvo|v|da em co|aooração do
OPF e do Museu Ban Te|mo, de Ban
Beoast|án (Espanha).
+?AHJ
PEM
Primeira parte:
Buede
17 de Junho
Pav||hão At|ânt|co
Parque das Naçoes
L|sooa
ACÇÃO SOClALlSTA 20 17 JÜNHO 1999
OPÌNÌÄO DlXlT
Ficha Técnica
Acção Socia|ista
Orgão Oí|c|a| do Part|do Boc|a||sta
Propr|edade do Part|do Boc|a||sta
D|rector
Fernando de Sousa
Pedacção
J.C. Caste|o Branco
Mary Rodrigues
Oo|aooração
Rui Perdigão
Becretar|ado
Sandra An[os
Pag|nação e|ectron|ca
Francisco Sandova|
Ed|ção e|ectron|ca
Joaquim Soares
José Raimundo
Redacção
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Administração e Expedição
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Toda a co|aboração deve ser enviada para o
endereço referido
Depos|to |ega| N' 21339/88; lBBN: 0871-102X
Ìmpressão lmpr|nter, Pua Bacadura Oaora| 26,
Daíundo
1495 L|sooa Distribuição \asp, Boc|edade de
Transportes e D|str|ou|çoes, Lda., Oomp|exo OPEL,
Be|a \|sta, Pua Táscoa 4', Massamá, 2745 Oue|uz
ÚL7/MA COLUNA Joel Hasse Ferrelra
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
1.650$
2.400$
4.600$
5.500$
8.500$
3.250$
4.600$
9.100$
10.800$
16.600$
6 MEBEB 26 NÚMEROS 12 MEBEB 52 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
500$
700$
1.300$
1.500$
2.300$
800$
1.200$
2.400$
2.900$
4.400$
6 MEBEB 2 NÚMEROS 12 MEBEB 4 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados.
Por íavor remeter
este cupão para:
Portuga| Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass|nante do Portuga|
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
Por íavor remeter
este cupão para:
Acção Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass| nante do Acção
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
5+1 )1 56)
A BANCA E A EUROPA
reorgan|zação do sector oancá-
r|o portugues, |oer|co, europeu e
mund|a| está na ordem do d|a.
A |ntegração econom|ca
europe|a, a cr|ação do B|stema Europeu de
Bancos Oentra|s, a g|ooa||zação econom|ca
mund|a|, os progressos das tecno|og|as da
|níormação, a ace|eração do cresc|mento
econom|co em Portuga| e, em gera|, nos mer-
cados desenvo|v|dos são íactores que con-
tr|ouem para a agud|zação da concorrenc|a
e press|onam a reestruturação do sector.
Por outro |ado, a cr|se das econom|as do su-
este as|át|co e as d|í|cu|dades do propr|o Ja-
pão |ntroduzem um íactor de ace|eração na
propr|a transíormação do tec|do empresar|-
a| de mu|tos pa|ses, contr|ou|ndo para um
ma|or número de íusoes e aqu|s|çoes, g|o-
oa|mente para uma ma|or concentração eco-
nom|ca, nas áreas |ndustr|a| e oancár|a.
Oue s|gn|í|cado tem a esta |uz, o recente
acordo Ohampa||maud Banco Bantander
Oentra| H|spano?
A s|tuação cr|ada pe|o acordo eíectuado en-
tre o Orupo Ohampa||maud e o BBOH vem
ace|erar esse processo de reorgan|zação.
Ouer atraves de a||anças entre oancos e gru-
pos í|nance|ros portugueses, quer envo|ven-
do a||anças externas, nomeadamente com
grupos í|nance|ros de outros pa|ses euro-
peus, a s|tuação tenderá a evo|u|r, num sen-
t|do de ace|erar a concentração |á ex|stente
em Portuga|. Bo dessa íorma, que eng|ooa
a part|c|pação do grupo po||t|co OOD, se
estará em cond|çoes de ter um sector oan-
cár|o em Portuga| |nterven|ente e não mero
dependente de centros de dec|são s|tuados
a|em-íronte|ras. Emoora oov|amente, sendo
|rrevers|ve| o processo de
|nternac|ona||zação, qua|quer at|tude
chauv|n|sta ou u|tranac|ona||sta será certa-
mente contraproducente. O que não s|gn|í|-
ca que se presc|nda de deíender, dentro da
|ega||dade ex|stente, os |nteresses nac|ona|s.
Entretanto, as e|e|çoes para o Par|amento Eu-
ropeu v|eram, no con|unto dos pa|ses da
Ün|ão, a|terar a re|ação de íorças ex|stente,
estaoe|ecendo um novo quadro po||t|co, no
qua| os soc|a||stas perdem íorça, emoora a
esquerda europe|a no seu con|unto
(soc|a||stas÷comun|stas÷verdes), mantenha
um peso |mportante no PE. Em qua|quer
caso, o aumento de peso dos soc|a||stas por-
tugueses e re|evante e ev|denc|a o oem-íun-
dado de uma or|entação po||t|ca s|mu|tanea-
mente so||dár|a e desenvo|v|ment|sta, í|nan-
ce|ramente equ|||orada.
Temos de estar atentos às s|tuaçoes
coní||tua|s que possam emerg|r de uma ten-
são poss|ve| entre um Oonse|ho de M|n|s-
tros dom|nado por governos nac|ona|s
hegemon|zados ma|or|tar|amente pe|os so-
c|a||stas e um Par|amento onde a d|re|ta po-
pu|ar (eng|ooando a democrac|a cr|stã), no-
meadamente se apo|ada nos neo-íasc|stas
e nos u|trad|re|t|stas ant|-europeus, terá um
peso prox|mo da ma|or|a. Poderá o peso do
Orupo L|oera| (heterogeneo na sua compo-
s|ção) v|r a íazer pender o í|e| da oa|ança para
um qua|quer dos |ados, consoante as con-
|unturas e as c|rcunstânc|as po||t|cas. Em-
oora não nos possamos esquecer que o
pro|ecto europeu tem sempre avançado
dec|s|vamente com oase em comprom|ssos
envo|vendo as duas ma|ores íam|||as po||t|-
cas europe|as: os soc|a||stas e o centro-d|-
re|ta (popu|ares, conservadores e
democr|stãos, ho|e reun|dos no PPE).
Em qua|quer caso, temos de íeste|ar nac|o-
na|mente uma v|tor|a e|e|tora| que, não sendo
tão a|argada como gostar|amos, em qua|quer
caso, ío| uma v|tor|a c|ara e que const|tu| um
oom prenúnc|o para as e|e|çoes |eg|s|at|vas.
A
·(Na Europa nesta decada) o poder
econom|co, o u|tra||oera||smo e o
mercado soorepuseram-se s|stemat|-
camente ao poder po||t|co, à demo-
crac|a e ao a|argamento da capac|da-
de de dec|são dos c|dadãos·
AlIredo Barroso
F·o|essc, '' oe J0n|c
·Nesta decada oem pouco prod|g|o-
sa que penosamente se aprox|ma do
seu termo, nem a d|re|ta u|tra||oera|
que |á esteve no poder nem a
esquerda pos-moderna que |he
sucedeu e ho|e quase a |m|ta
consegu|ram ou dese|aram que a
Ün|ão Europe|a se aí|rmasse como
uma ent|dade po||t|ca e cu|tura|
autonoma, ma|s coesa no p|ano
soc|a| e ma|s íorte no p|ano |nternac|-
ona|·
ldem, lbldem
·Anton|o Oampos, po||t|co desde a
|uventude, que deu nas v|stas como
par|amentar e governante,
ce|eor|zou-se ao |evantar a questão
das ¨vacas |oucas". lrr|tou Oavaco
B||va, mas o rodar dos d|as |r|a dar
razão ao tecn|co agr|co|a. Antes,
enírentou, no terreno, a OAP de
Oasque|ro. Üm homem sem medo
de d|zer co|sas desagradáve|s·
Marflnho de Casfro
·/ss|m Jc|na| oe C||||ca-, Va|c
·Os grandes cap|ta||stas portugue-
ses não deram um so contr|outo
re|evante para a democrac|a.
\|veram de||c|ados soo o contro|o de
Ba|azar, po|s ta| s|gn|í|cava tamoem
que eram proteg|dos·
Anfónlo Barrefo
|0o||cc, '3 oe J0n|c