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23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 1

lnternet: http//www.part|do-soc|a||sta.pt/part|do/|mprensa/as/ E-ma||: Accao.Boc|a||sta_part|do-soc|a||sta.pt
Director Fernando de Sousa
Nº1034 23 SETEMBRO 1999 100$ - 0,5

GOCtALtGTA
-
Ouem disse ?
Sociedade & País PoIítica
«Enquanto houver um
desempregado em
Portuga|, nenhum
socia|ista pode ter a
consciência tranqui|a»
Anfónlo Guferres
Ccm|c|c em 7c||es veo|as
'8 oe Se|emo|c
Primeiro comício em
CasteIo Branco
Marcha
para a vitórial
O coordenador da Oom|ssão
Permanente do PB, Anton|o
Jose Beguro, apresentou se-
gunda-íe|ra o p|ano de cam-
panha do Part|do para as e|e|-
çoes |eg|s|at|vas de 10 de Ou-
tuoro. O arranque será dado
|á amanhã, com um com|c|o
em Oaste| o Branco, pe| as
21,30 horas, d|str|to pe|o qua|
Anton|o Outerres e caoeça-
de-||sta.
Báoado, a caravana do PB
des|oca-se para o Largo da
Oâmara Mun|c|pa| de E|vas
(às 12 horas), onde os m|||tan-
tes e s|mpat|zantes do part|-
do se |rão concentrar para re-
ceoer o secretár|o-gera|. O d|a
term|na com do|s com|c|os: o
pr|me|ro em Porta|egre (18:30
horas) e o segundo em Évora
(às 22 horas). Dom|ngo, o se-
cretár|o-gera| do PB vo|tará a
ser o ú|t|mo orador em ma|s
do|s com|c|os. Apos uma v|s|-
ta ao A|queva, no í|na| da ma-
nhã, a caravana segue para o
A| garve, onde na Doca de
Faro será rea||zado ma|s um
com|c|o (pe|as 19 horas). A
|ornada de campanha de do-
m|ngo term|na em Be|a, pe|as
22 horas, estando o com|c|o
marcado para o Largo do
L|dadouro.
Depo|s, a caravana do PB per-
correrá os d| str| tos de
Bantarem (d|a 27), Le|r|a (d|a
28), Ave|ro (d|a 29) e de \|seu
(d|a 30). O pr|me|ro d|a de Ou-
tuoro será passado no d|str|to
da Ouarda, estando Anton|o
Outerres novamente em do|s
com|c|os no d|a 2, pr|me|ro em
Bragança, depo|s em \||a Pea|.
Dom|ngo, d|a 3 de Outuoro, os
soc|a||stas |rão encher a Ave-
n|da dos A||ados no Porto, se-
gu|ndo-se passagens da cara-
vana pe|os d|str|tos de Oo|mora
(d|a 4), L|sooa (d|a 5), Braga
(d|a 6), \|ana do Oaste|o (d|a
7), term|nando o PB esta cam-
panha em Betúoa|, com um
com|c|o na Praça do Bocage.
Apesar dos mú|tip|os progressos registados
em Portuga| e que estão bem
demonstrados nos mais recentes números
sobre a evo|ução da economia, bem como
nos principais indicadores sociais do País,
o PS ainda não se dá por satisfeito com os
bons resu|tados da sua acção po|ítica. Por
essa razão, nos comícios de Torres Vedras,
Ponta De|gada e Machico, António Guterres
pediu um voto de confiança aos
portugueses. A partir da experiência [á
adquirida ao |ongo da ú|tima |egis|atura,
são agora precisos mais quatro anos para
continuar a obra [á rea|izada. Prosseguir o
combate ao desemprego, me|horar as
condições de vida dos mais carenciados,
apoiar mais os idosos e fazer com que os
sa|ários reais dos portugueses continuem a
crescer são a|gumas das principais metas
do Governo socia|ista até 2003.
Presidente contra a[ustes de contas entre portugueses
Agora a reconstrução
Em Nova lorque, perante a Assemo|e|a
Oera| das Naçoes Ün|das, o Pres|dente
da Pepúo||ca deíendeu a necess|dade
de as dec|soes do Oonse|ho de
Begurança da ONÜ serem ma|s ráp|das.
Para Portuga|, o cheíe de Estado de|xou
um recado, |nsurg|ndo-se contra os
po||t|cos que procuram |mpu|s|onar
a|ustes de contas em torno da questão
t|morense. Pe|o contrár|o, segundo Jorge
Bampa|o, rea||zada que está a autodeter-
m|nação de T|mor Lorosae, |mporta
agora pensar na reconstrução do novo
Estado |ndependente.
Minorias Étnicas
Empurrar o tempo
Ao í|m quatro anos de traoa|ho como a|to-
com|ssár|o para a lm|gração e M|nor|as
Étn|cas, Jose Le|tão íaz um oa|anço
pos|t|vo da actuação do AOlME, sem
de|xar de coníessar um sonho: ·Oonst|tu|r
um Pa|s em que cada c|dadão construa
||vremente a sua |dent|dade |nd|v|dua|, no
respe|to ou na d|ss|denc|a íace à sua
herança cu|tura| ou aprove|tando de|a o
que me|hor |he aprouver· e que ·o
d|á|ogo |ntercu|tura|, a cooperação, a
so||dar|edade, o respe|to pe|a d|gn|dade
humana de todos os c|dadãos se|a a
regra de v|da da nossa soc|edade·.
ACÇÃO SOClALlSTA 2 23 BETEMBPO 1999
A SEMANA
ED/7OR/AL A Dlrecção
MEMÓR/A$ ACÇÁO SOClALlSIA EM 1981
$EMANA
AD TEM HORROR AO SECTOR
PÚBLlCO DA ECONOMlA
·Não acompanhamos o Ooverno nem a
AD no seu horror ao sector púo||co. Por
outro |ado, a deíesa dos |nteresses dos
traoa| hadores e das camadas ma| s
desíavorec|das da popu|ação cont|nua a
const|tu|r a nossa pr|nc|pa| pr|or|dade·,
aí|rmava o secretár|o-gera| do PB, cama-
rada Már|o Boares, numa |ntervenção na
AP onde teceu duras cr|t|cas à po||t|ca
da AD e que o ·Acção Boc|a||sta· puo||-
cava na |ntegra, na sua ed|ção de 24 de
Betemoro de 1981.
Por outro |ado, o ·Acção Boc|a||sta· tam-
oem puo||cava as |ntervençoes na |nte-
gra eíectuadas no Par|amento pe|os ca-
maradas Anton|o Pe|s, \|tor Oonstânc|o
e Ja|me Oama.
Tecendo cr|t|cas construt|vas e c|ar|v|den-
tes à po||t|ca cu|tura| da AD, o camarada
Anton|o Pe|s aí|rmava: ·A po||t|ca cu|tura|
que se anunc|a será, oem entend|do,
ma|s manoora de d|versão do que |eme
or|entador·.
Destaque a|nda nesta ed|ção para um su-
p|emento soore o ll Encontro Mund|a| da
Juventude Traoa|hadora da Ooníedera-
ção lnternac|ona| dos B|nd|catos L|vres
(OlBL), que decorreu soo o |ema ·lnven-
tar o íuturo ho|e·. J. C. C. B.
24 oe Se|emo|c
Ouem disse?
·A po||t|ca cu|tura| que a AD anunc|a será
sooretudo manoora de d|versão·
Anfónlo Rels
Guterres quer
Estratégia comum para entre Douro e Vouga
O pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Outerres, de-
íendeu, no d|a 17, em \a|e de Oamora, a
adopção de uma estrateg|a comum para
o desenvo| v| mento de entre Douro e
\ouga, por ter caracter|st|cas propr|as.
·As respostas não são as mesmas do ||to-
ra| e do |nter|or proíundo e entendemos ser
|mportante adoptar uma estrateg|a co-
mum, para encontrar a resposta adequa-
da às necess|dades da reg|ão, no prox|-
mo quadro comun|tár|o de apo|o·, aí|rmou.
Outerres, que v|s|tou a nova B|o||oteca de
\a|e de Oamora, deíendeu uma re|ação de
cooperação entre os mun|c|p|os v|z|nhos
e de parcer|a com o poder centra|, para
encarar o desenvo|v|mento reg|ona|.
·Na reg| ão de entre Douro e \ouga
entrecruzam-se íenomenos do ||tora| e do
|nter|or, po|s tem a|guma concentração |n-
dustr|a| que requer |níra-estruturas, mas
tamoem s|tuaçoes t|p|cas de zonas do |n-
ter|or·, ír|sou.
A B|o||oteca de \a|e de Oamora serve uma
popu| ação de 24 537 hao| tantes e
corresponde a um |nvest|mento g|ooa| de
213 m|| contos, í|nanc|ado em 50 por cen-
to pe|o M|n|ster|o da Ou|tura.
A|em do ed|í|c|o, a B|o||oteca d|spoe de uma
estrutura desmontáve|, a ·esp|anada do ||-
vro·, que rodará pe|as vár|as íregues|as.
Contributo na Europa
Mário Soares recebeu prémio aIemão
O ex-pres|dente da Pepúo||ca Már|o Boa-
res receoeu, no d|a 17, em Ma|nz, A|ema-
nha, uma meda|ha de ouro da Assoc|ação
Oustav Btresemann, pe|o pape| que tem
v|ndo a desempenhar em pro| da Ün|ão
Europe|a (ÜE).
Üma íonte oí|c|a| d|sse à lmprensa que a
Assoc|ação Oustav Btresemann ío| íunda-
da, em 1955, em memor|a do po||t|co a|e-
mão com o mesmo nome, que ocupou os
cargos de chance|er, em 1923, e de pres|-
dente do part|do Deutsche \o|ksparte|.
Nasc|do, em 1878, em Ma|nz, cap|ta| da
Penân|a-P|at|nado (sudoeste da A|ema-
nha), morreu em 1929.
Na sua carre|ra po||t|ca ocupou a|nda o car-
go de m|n|stro dos Negoc|os Estrange|ros,
entre 1923 e 1929, e receoeu o Prem|o
Nooe| da Paz em 1926, em con|unto com
o escr|tor írances Ar|st|de Br|an.
Oheí|ou |gua|mente uma grande co||gação
do BPD (soc|a|s-democratas), do part|do
do Oentro Oato||co e do seu propr|o part|-
do, estes do|s ú|t|mos entretanto ext|ntos.
A Assoc|ação Oustav Btresemann tem ac-
tua|mente 400 memoros na A|emanha e re-
a||za coníerenc|as e co|oqu|os soore temas
de po||t|ca |nternac|ona| ou soore re|açoes
o||atera|s e mu|t||atera|s.
Entre os memoros de honra da Assoc|a-
ção dest acam-se He| mut h Koh| , ex-
chance|er, e He|nz-D|etr|ch Oenscher (do
Part|do L|oera|), ex-m|n|stro dos Negoc|-
os Estrange|ros, oem como Kurt Beck,
actua| m|n|stro-pres|dente da Penân|a-P|a-
t|nado.
A meda|ha de ouro ío| entregue ao cama-
rada Már|o Boares durante uma cer|mon|a
na chance|ar|a de Ma|nz, sede do governo
reg|ona|.
A causa de Timor na lnternet
O M|n|ster|o da O|enc|a e da Tecno|og|a
dec|d|u d|spon|o|||zar, atraves da estrutura
te|emát|ca da Fundação para a Oomputa-
ção O|ent|í|ca Nac|ona| (FOON), um serv|-
dor para o env|o de pet|çoes e protestos
e|ectron|cos em deíesa do povo de T|mor
Lorosae.
O acesso a este serv|dor e íe|to atraves de
uma pág|na espec|a|mente conceo|da para
o eíe|to.
Ass|m, numa produção con|unta do FOON
e do Oentro de l nvest| gação para
Tecno|og|as lnteract|vas (OlTl), está d|spo-
n|ve| na lnternet ma|s uma pág|na de apo|o
à causa do povo t|morense e de protesto
pe|a actuação cr|m|nosa da lndones|a em
T|mor Lorosae.
O endereço e www.port|mor.pt
Mais casas para 206 famíIias em Santarém
A secretár|a de Estado da Hao|tação e Oo-
mun|caçoes, Leonor Oout|nho, pres|d|u no
d|a 18 à cer|mon|a de entrega de casa a
20 íam|||as do conce|ho de A|canena, que
decorreu na uroan|zação do caoeço do
Lavrad|o.
O acordo ass|nado com a Oâmara de
Bantarem preve a construção de 206 ca-
sas para |gua| número de íam|||as, a con-
c|u|r ate ao í|m do ano 2000.
O acordo preve um |nvest|mento de 1,5
m||hoes de contos, sendo garant|da uma
compart|c|pação a íundo perd|do de 473
m|| contos, sendo o restante garant|do por
um emprest| mo a | ongo prazo, com
oon|í|cação de 75 por cento.
A marca dlsflnflva
dos Soclallsfas
Os quatro anos de governação do Part|do Boc|a||sta e da Nova Ma|or|a de|xaram no Pa|s uma marca
d|st|nt|va no exerc|c|o do poder. Üma marca que passa por um novo est||o de governar, por uma
nova cu|tura democrát|ca como contraponto ao autor|tar|smo e ao aouso do poder.
A governação soc|a||sta aí|rmou-se com determ|nação em mater|as tão sens|ve|s como a so||dar|e-
dade, a educação, o desenvo|v|mento econom|co, a segurança e a |ust|ça soc|a|. Fo| uma governação
pautada por um pr|nc|p|o íundamenta|: os portugueses em pr|me|ro |ugar.
Acusado, |n|ustamente, pe|a opos|ção de excesso de d|á|ogo, o governo, souoe sempre actuar
com coerenc|a e determ|nação, demonstrando aos portugueses em todo os momentos d|í|ce|s, por
que passou, saoer encarar e reso|ver os proo|emas, provando que as acusaçoes de que era a|vo
não passavam de um chavão da opos|ção sem qua|quer cred|o|||dade.
Ho|e, íe||zmente, o pa|s está mu|to d|íerente, para me|hor. Oonsegu|mos sem grandes sacr|í|c|os dos
portugueses ader|r à moeda ún|ca, cumpr|ndo os apertados cr|ter|os de convergenc|a. O Pend|-
mento M|n|mo Oarant|do, uma rea||dade nac|ona|, ío| das med|das ma|s cr|t|cadas pe|o PBD, o
mesmo PBD que ho|e t|ra o chapeu à act|v|dade po||t|ca do Ooverno nesta mater|a.
Oovernar não e íác||, e mu|to menos quando se herda uma s|tuação po||t|ca e soc|a| à oe|ra da
rotura. Ouando os Boc|a||stas chegaram ao poder, do PBD não herdaram nenhuma estrateg|a de
desenvo|v|mento do Pa|s, não hav|a uma ||nha condutora. O que hav|a, |sso s|m, eram graves pro-
o|emas soc|a|s, po||t|cos e econom|cos por reso|ver. As gravuras de Foz Ooa, a Torra|ta, as po||c|as,
a droga, a educação, o desemprego, a saúde, o í|nanc|amento das autarqu|as, o excesso de carga
í|sca| íoram apenas a|guns dos mu|tos proo|emas herdados da |onga governação |aran|a.
As tres marcas e|e|tas por este governo todas e|as íoram cumpr|das. A|em da |á reíer|da, a educação
e o comoate à pooreza const|tuem as outras duas grandes áreas de |ntervenção dos soc|a||stas.
A educação ío| cons|derada por este governo como o p||ar íundamenta| para o desenvo|v|mento.
Ho|e, o s|stema educat|vo está a v|ver uma revo|ução tranqu||a cu|os írutos se |rão co|her durante
mu|tos anos. A educação, a c|enc|a e o emprego são os vectores íundamenta|s para o desenvo|v|-
mento de uma soc|edade moderna. Por |sso, ho|e, o Part|do Boc|a||sta assume um novo des|gn|o
nac|ona|: u|trapassar no prazo de uma geração o atraso estrutura| que a|nda nos separa do centro
da Ün|ão Europe|a.
F|na|mente, a terce|ra marca, tornar a pooreza numa preocupação centra| da soc|edade portugue-
sa. Houve a coragem de não ma|s esconder a pooreza, mas de a comoater, de de|xar de í|ng|r que
não hav|a poores em Portuga|.
O Portuga| de ho|e e |nd|scut|ve|mente d|íerente, para me|hor, do de há quatro anos e |sso está
patente em todos os |nd|cadores soore a evo|ução da nossa econom|a e da nossa soc|edade, mas
|sso não sat|síaz o PB. É prec|so cont|nuar a traoa|har para desenvo|ver Portuga| e recuperar o
atraso estrutura| que nos separa dos pa|ses do centro da Europa mas, para |sso, e íundamenta| que
os portugueses vo|tem a demonstrar com c|areza a sua coní|ança votando no prox|mo d|a 10, no
Part|do Boc|a||sta.
23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 3
POLÌTÌCA
UM VOTO DE CONFlANÇA NO PS
PARA AJUDAR PORTUGAL
PRÉ-CAMPANHA Aµelo de Anfónlo Guferres aos elelfores:
Apesar dos múItipIos progressos
registados em PortugaI e que estão
bem demonstrados nos mais
recentes números sobre a evoIução
da economia, bem como nos
principais indicadores sociais do
País, o PS ainda não se dá por
satisfeito com os bons resuItados
da sua acção poIítica. Por essa
razão, nos comícios de Torres
Vedras, Ponta DeIgada e Machico,
António Guterres pediu um voto de
confiança aos portugueses. A partir
da experiência já adquirida ao
Iongo da úItima IegisIatura, são
agora precisos mais quatro anos
para continuar a obra já reaIizada.
Prosseguir o combate ao
desemprego, meIhorar as
condições de vida dos mais
carenciados, apoiar mais os idosos
e fazer com que os saIários reais
dos portugueses continuem a
crescer são aIgumas das principais
metas do Governo sociaIista até
2003.
emos o me|hor de nos pro-
pr|os·. Fo| esta uma das pr|-
me|ras mensagens de|xadas
pe|o secretár|o-gera| do PB
no com|c|o de pre-campanha em Torres
\edras,. Depo|s de terem usado da pa|a-
vra o pres|dente da Oâmara, Jac|nto Lean-
dro, o ||der da Federação Peg|ona| do Oes-
te, Pomão Ferre|ra, o secretár|o de Estado
do Poder Loca|, Jose Augusto Oarva|ho, e
o pres| dente do part| do, Anton| o de
A|me|da Bantos, o pr|me|ro-m|n|stro íez um
d| scurso em que ír| sou os avanços
reg|stados em Portuga| nos ú|t|mos qua-
tro anos. ·O pa|s está d|íerente para me-
|hor·, aí|rmou, reíer|ndo-se pr|nc|pa|mente
à evo|ução da econom|a e dos pr|nc|pa|s
|nd|cadores soc|a|s.
Entre outros |nd|cadores, o secretár|o-ge-
ra| do PB reíer|u que há 32 meses conse-
cut|vos que o desemprego está a oa|xar
no pa|s. No entanto, a|nda não e tempo
para os soc|a||stas se congratu|arem com
a sua acção po||t|ca. ·Enquanto houver um
desempregado em Portuga|, um soc|a||s-
ta não pode ter a consc|enc|a tranqu||a em
re|ação à sua acção·, suo||nhou o secre-
tár|o-gera| do part|do. Por |sso, |mporta que
os portugueses transm|tam um novo voto
de coní| ança ao PB nas e| e| çoes
|eg|s|at|vas e de|xem o Ooverno cont|nuar
a encarar o desemprego como uma ques-
tão centra| a comoater. A|nda neste con-
texto, o cheíe do Execut|vo suo||nhou que
o desemprego |ovem oa|xou para metade
íace a 1995. Porem, ·enquanto houver um
|ovem desempregado, cont|nuaremos a
|utar·, assegurou o pr|me|ro-m|n|stro.
Em Torres \edras, Anton|o Outerres tamoem
rea|çou os avanços reg|stados na educa-
ção pre-esco|ar. Por exemp|o, em 1995, a
esmagadora ma|or|a das íam|||as não t|nha
poss|o|||dades de co|ocar as suas cr|anças
em creches, aspecto de que ío| corr|g|do
com um suostanc|a| aumento da taxa de
cooertura, cu|o oo|ect|vo, a part|r de agora,
e a|nda dup||cá-|a ate 2003. ·Oom a exper|-
enc|a que adqu|r|mos, com os resu|tados
que oot|vemos nos ú|t|mos quatro anos,
ped|mos aos portugueses ma|s quatro anos
de governo para me|horar Portuga|·, dec|a-
rou o ||der do PB. A|nda ao n|ve| da educa-
ção pre-esco|ar, um Ooverno cheí|ado por
Anton|o Outerres compromete-se a dar edu-
cação pre-esco|ar a todas as cr|anças com
c|nco anos de |dade. Metas amo|c|osas
ex|stem tamoem no que respe|ta aos apo|-
os dom|c|||ár|os a conceder aos |dosos, na
í|sca||zação de |ares de terce|ra |dade, no
aumento de vagas para o Ens|no Buper|or
Púo||co, no comoate à droga e no aumento
de me|os humanos e tecn|cos para as íor-
ças de segurança.
Aperfeiçoar finanças regionais
No com|c|o dos Açores, Anton|o Outerres
assegurou que, durante a prox| ma
|eg|s|atura, será aperíe|çoada a Le| de F|-
nanças das Peg|oes Autonomas. No seu
d|scurso, o secretár|o-gera| do PB compro-
meteu-se tamoem a cr|ar espec|a|s íac|||-
dades no acesso às un|vers|dades dos
estudantes que pretendam traoa|har nas
reg|oes |nsu|ares e a ava||ar as taxas por-
tuár|as nas ||gaçoes mar|t|mas para os
Açores e Made|ra. A este propos|to, reve-
|ou que o Ooverno tem em estudo a pos-
s|o|||dade de retomar as ||gaçoes por mar
de passage|ros entre o cont|nente e as
||has. O ||der do PB d|sse a|nda que, se íor
ree|e|to pr|me|ro-m|n|stro, promoverá a
|ntegração nos apo|os do Berv|ço Nac|o-
na| de Baúde de qua|quer c|dadão açor|a-
no que tenha de se des|ocar a hosp|ta|s
centra|s para receoer tratamento, ao con-
trár|o do que acontece actua|mente, onde
esses encargos são assum|dos pe|o Ber-
v|ço Peg|ona| de Baúde. ·Os Açores não
são um encargo para o Orçamento de Es-
tado·, porque ·íazem parte da |dent|dade
nac|ona|· e const|tuem ·um trunío íunda-
menta| para a capac|dade nac|ona| de |n-
í|uenc|ar as grandes questoes |nternac|o-
na|s·, sustentou o secretár|o-gera| do par-
t|do.
Já no dom|ngo passado, na Made|ra,
Anton|o Outerres aprove|tou para de|xar
oem c|aro que as re|açoes entre o Oover-
no e esta Peg|ão Autonoma nunca serão
aíectadas pe|as aí|rmaçoes de A|oerto
João Jard|m. A|nda de acordo com o se-
cretár|o-gera| do PB, ·o povo made|rense
e porto-santense e um povo adm|ráve|, que
dá um contr|outo dec|s|vo para a |dent|da-
de nac|ona|. Para os soc|a||stas, a Peg|ão
Autonoma da Made|ra, oem como a dos
Açores, são parte de um Portuga| que que-
remos cada vez ma|s |usto e so||dár|o e
onde queremos que as oportun|dades se-
|am as mesmas em todas as suas parce-
|as·.
AIegre ataca Barroso
Már | o Boar es, Her man Jose, Pau|
Bo|nado e Jú||o ls|dro íoram a|gumas das
persona||dades que part|c|param dom|n-
go num a|moço de apo|o ao caoeça-de-
||sta do PB por Betúoa|, Jorge Ooe|ho. Ao
reíer|r-se ao camarada Jorge Ooe|ho, o
ex-Pres|dente da Pepúo||ca aí|rmou que
se trata de ·um am|go, um oom m|n|stro
e uma pessoa |mportante no PB·. Jorge
Ooe|ho, por sua vez, man|íestou-se sa-
t|síe|to com a presença e apo|o de per-
sona||dades como Már|o Boares, Herman
Jose, F|a|ho Oouve|a, Jú||o ls|dro e Pau|
Bo|nado.
Bexta-íe|ra, durante um |antar promov|do
pe|o PB/Oo|mora, Manue| A|egre ped|u
aos portugueses para não terem medo
de uma ma|or|a aoso|uta do PB e pro-
meteu ag|r no Par|amento para assegu-
rar que o est||o das ma|or|as de Oavaco
B||va não se|a reed|tado com os soc|a-
||stas. O caoeça de ||sta por Oo|mora e|o-
g|ou o pr|me|ro-m|n|stro, rea|çando a sua
determ|nação para reso|ver a questão
t|morense - antes e apos o reíerendo -, a
par dos esíorços do m|n|stro dos Nego-
c|os Estrange|ros, Ja|me Oama.
Anton|o Outerres, na sua op|n|ão, ·não e
apenas o po||t|cos ma|s oem preparado
para ser pr|me|ro-m|n|stro, como tem
qua| | dade humana·. Pe| o cont rár| o,
acrescentou, para Portuga|, ·ser|a trág|-
co se a|gum d|a Durão Barroso pudesse
chegar a pr|me|ro-m|n|stro. Aque|e ho-
mem tem ge|o e pedras no coração, e
merece ser oan|do pe|o voto popu|ar·,
deí endeu o v| ce- pr es| dent e da
Assemo|e|a da Pepúo||ca a|nda em reíe-
renc|a ao ||der do PBD.
«D
ACÇÃO SOClALlSTA 4 23 BETEMBPO 1999
POLÌTÌCA
AGORA
A RECONSTRUÇÃO
7/MOR LORO$AE Presldenfe confra ajusfes de confas enfre µorfugueses
Em Nova lorque, perante a
AssembIeia GeraI das Nações
Unidas, o Presidente da RepúbIica
defendeu a necessidade de as
decisões do ConseIho de
Segurança da ONU serem mais
rápidas. Para PortugaI, o chefe de
Estado deixou um recado,
insurgindo-se contra os poIíticos
que procuram impuIsionar ajustes
de contas em torno da questão
timorense. PeIo contrário, segundo
Jorge Sampaio, reaIizada que está
a autodeterminação de Timor
Lorosae, importa agora pensar na
reconstrução do novo Estado
independente. Em entrevista à
cadeia de teIevisão norte-
americana CNN, o Presidente da
RepúbIica frisou que são os
timorenses que desejam a
presença dos portugueses no
território, para os ajudar na
construção do país. «PeIa nossa
parte, queremos ajudar e
queremos cooperar», subIinhou.
Pres|dente da Pepúo||ca ír|sou
dom|ngo, em Nova lorque, que
as dec|soes soore o íuturo de
T|mor-Leste ·passaram a com-
pet|r aos t|morenses. Está rea||zado o d|-
re|to à autodeterm|nação dos t|morenses·,
pe|o que Portuga| se d|spon|o|||za apenas
·a apo|ar a trans|ção para a |ndependen-
c|a· de T|mor-Leste, aí|rmou o cheíe de
Estado, um d|a antes de d|scursar perante
a Assemo|e|a Oera| das Naçoes Ün|das.
Nos Estados Ün|dos da Amer|ca, o Pres|-
dente da Pepúo||ca re|e|tou íronta|mente
as a|usoes ao pape| co|on|zador de Portu-
ga| no passado. ·Pespondo à oruta·, rea-
g|u, evocando as |utas e o ex|||o de mu|tos
portugueses da sua geração que se opu-
nham ao reg|me sa|azar|sta e à co|on|za-
ção prat|cada ate à revo|ução de 25 de Aor||
de 1974. ·Não me s|nto no oanco dos reus·
por causa do passado, a|nda para ma|s
porque a H|stor|a não se apaga. Jorge
Bampa|o, que cons|derou a sa|da de
Xanana Ousmão ·um acontec|mento de
grande |mportânc|a·, ooservou que o novo
Estado de T|mor Lorosae terá ·uma mar-
cha d|í|c||· em d|recção ao íuturo. As ía-
ses de reconstrução de um Estado ·são
mu|to duras·, sendo necessár|o, segundo
o cheíe de Estado, a|udar a desenvo|ver a
soc|edade c|v|| t|morense ex|g|da pe|os
desaí|os a enírentar soo a ||derança de um
estad|sta como e Xanana Ousmão. É |m-
portante ter a capac|dade que perm|ta ·se-
rem |ançados· os mecan|smos oás|cos de
uma soc|edade democrát|ca, onde ·há res-
sent|mentos proíundos·, rea|çou o Pres|-
dente da Pepúo||ca.
De acordo com o Pres|dente da Pepúo||-
ca, ate a propr|a lgre|a Oato||ca, que ·v|u
as suas oases destru|das, prec|sa de ser
so||d|í|cada·. Para |á, acrescentou, ·e to-
ta|mente excepc|ona|· o n|ve| de doaçoes
da comun|dade |nternac|ona| para T|mor-
Leste, |á que u|trapassou tudo o que era
|mag|náve|.
Tamoem no dom|ngo, em entrev|sta à
ONN, suo||nhou a d|spon|o|||dade de Por-
tuga| em cooperar e a|udar os t|morenses,
nomeadamente aque|es que se encontram
reíug|ados em T|mor Oc|denta| e no me|o
dos qua|s estão memoros das m|||c|as. A
este propos|to, o cheíe de Estado cons|-
derou que as ameaças íe|tas pe|as m|||c|-
as pro-|ntegrac|on|stas ·devem ser |evadas
a ser|os, emoora se|a c|ara a |ntenção da
lndones|a em cumpr|r as suas oor|gaçoes
de as contro|ar, ate para ·ser ma|s cred|ve|·
no se|o da comun|dade |nternac|ona|.
Crimes
devem ser punidos
Portuga| va| |ns|st|r na |de|a de que os res-
ponsáve|s pe|os cr|mes comet|dos em
T|mor-Leste devem ser pun|dos, emoora
a pr| or| dade | med| ata se| a o
restaoe|ec|mento da paz no terr|tor|o, ten-
do em v|sta a sua |ndependenc|a. Esta
pos|ção ío| transm|t|da dom|ngo pe|o em-
oa|xador portugues nas Naçoes Ün|das,
Anton|o Monte|ro, que sa||entou a |mpor-
tânc|a de que ·não ha|a |mpun|dade· nes-
te processo, espec|a|mente entre aque|es
que ·t|nham a oor|gação de deíender o
povo. Ma|s tarde ou ma|s cedo responde-
rão por aqu||o que í|zeram·.
O Pres|dente da Pepúo||ca reaí|rmou que
a pr|nc|pa| pr|or|dade e garant|r a paz para
perm|t|r o regresso dos reíug|ados e ap||-
car a terce|ra íase do acordo de Nova
lorque (o cam|nho da |ndependenc|a íace
aos resu|tados da consu|ta). No entanto,
acrescentou, ·se houver pessoas a reco-
|her depo|mentos à margem do que deve
ser íe|to, a|nda oem·. Jorge Bampa|o
a|ertou para a |mportânc|a das mater|as de
íacto a apurar soore o que aconteceu apos
o anúnc|o dos resu|tados do reíerendo,
escusando-se, porem, a ía|ar do que Por-
tuga| pode estar a íazer nesse dom|n|o. O
|u|gamento dos responsáve|s pe|a prát|ca
de cr|mes em T|mor-Leste so pode ser con-
segu|do por uma de tres v|as: atraves da
cr|ação de um Tr|ouna| Pena| lnternac|ona|,
de tr|ouna|s espec|a|s das Naçoes Ün|das,
ou por |n|c|at|vas |nd|v|dua|s seme|hantes
à protagon|zada pe|o |u|z espanho| Ba|tazar
Oarson no caso do d|tador ch||eno Augusto
P|nochet.
Desembarque
emocionou Guterres
O pr|me|ro-m|n|stro acompanhou ao |on-
go da madrugada de segunda-íe|ra a che-
gadas das íorças | nternac| ona| s, da
lNTEPFET, a T|mor-Leste, ·um oo|ect|vo
pe|o qua| Portuga| tanto |utou e que tão
d|í|c|| e tão |ento ío| na sua concret|zação·.
·Fo| com proíunda emoção que o pr|me|-
ro-m|n|stro v|u chegar a íorça |nternac|o-
na| a T|mor-Leste·, ad|antou um e|emento
do gao|nete do cheíe do Ooverno, reaí|r-
mando que a |ndependenc|a t|morense ·e
agora |rrevers|ve|. É agora o momento de
press|onar a comun|dade |nternac|ona|
para uma art|cu|ação com a a|ta com|ssár|a
das Naçoes Ün|das para os reíug|ados no
sent|do de que se|a |ntens|í|cada a|nda
ma|s uma so|ução ráp|da para a trág|ca
s|tuação dos deportados em T|mor Oc|-
denta| e em outras partes da lndones|a·.
A|nda segundo o gao|nete de Anton|o
Outerres, ·e prec|so íazer acompanhar no
terreno a íorça de paz de uma a|uda hu-
man|tár|a de grandes proporçoes·.
Entre outras |n|c|at|vas |á tomadas pe|o
Ooverno, no dom|ngo, part|u para Darw|n,
Austrá||a, o secretár|o de Estado dos Ne-
goc|os Estrange|ros e da Oooperação, Lu|s
Amado, onde representará o Execut|vo nas
tareías de ||gação e coordenação no apo|o
a T|mor-Leste. Begundo o M|n|ster|o dos
Negoc|os Estrange|ros, Lu|s Amado |rá
estaoe|ecer e coordenar as ||gaçoes da
parte do Ooverno de L|sooa com as orga-
n|zaçoes human|tár|as |nternac|ona|s, que,
a part|r de Darw|n, enquadram o apo|o a
T|mor-Leste. Por outro |ado, o mesmo
memoro do Ooverno assegurará a ||gação
·no terreno· com as autor|dades austra||a-
nas em tudo o que d|z respe|to com a
questão t|morense.
Begunda-íe|ra, em Be|monte, a m|n|stra da
Baúde anunc|ou que Portuga| va| apo|ar a
reorgan|zação dos serv|ços de saúde de
T|mor-Leste, tendo |á d|spon|o|||zado pro-
í|ss|ona|s para |ntegrarem as equ|pas de
ass|stenc|a. ·Ans|amos poder co|aoorar
com o povo t|morenses e proceder a um
processo de reconstrução, que |níe||zmen-
te tem demorado tanto para a ma|or parte
de todos nos·, dec|arou Mar|a de Be|em.
O
23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 5
OPÌNÌÄO
HORlZONTE DE ESPERANÇA
ONU Jorge Samµalo
omeço por íe||c|tar o Benhor
Theo Ben Our|rao pe|a sua e|e|-
ção para a pres|denc|a desta
Assemo|e|a Oera|, que const|tu|
um merec|do tr|outo ao pape| que a Nam|o|a
tem desempenhado na cena |nternac|ona|.
As suas qua||dades humanas, proí|ss|ona|s
e |nte|ectua|s assegurarão certamente a ooa
condução dos nossos traoa|hos.
Presto tamoem a m|nha homenagem ao Pre-
s|dente cessante, Benhor D|d|er Opertt|, pe|a
íorma ded|cada e competente como d|r|g|u
os traoa|hos da 53ª Assemo|e|a Oera|.
Peservo uma pa|avra de part|cu|ar apreço
e est|ma para o Becretár|o-Oera|, Koí| Annan,
pe|a íorma notáve| como tem desempenha-
do o seu d|í|c|| cargo, num momento em
que tantos e tão comp|exos desaí|os são
postos às Naçoes Ün|das e em que tantas
esperanças são depos|tadas na sua acção.
D|r||o-me a esta Assemo|e|a a|nda soo o
|mpacto da vaga de emoção, |nd|gnação e
revo|ta desencadeada em todo o mundo
pe|a traged|a que se aoateu soore o povo
da T|mor-Leste apos o anúnc|o do resu|ta-
do da consu|ta soore o íuturo daque|e terr|-
tor|o, exemp|armente organ|zada pe|a Na-
çoes Ün|das no passado d|a 30 de Agosto.
Ouem v|u as |magens dos t|morenses, no
d|a da votação, empunhando as suas cert|-
does de recenseamento, em í||as orde|ras,
esperando pe|o tão ans|ado momento de
expr|m|r ||vremente a sua vontade, não pode
ter de|xado de reag|r com proíunda emo-
ção e de perceoer naque|es rostos e na-
que|es gestos o ape|o un|versa| da demo-
crac|a, da ||oerdade e da |ust|ça. O contraste
s|ngu|ar entre o exemp|o de coragem s||en-
c|osa e sent|do c|v|co oíerec|do pe|os
t|morenses, ao part|c|parem em massa no
acto e|e|tora|, e os actos oároaros de v|n-
gança que se segu|ram reve|a, com exem-
p|ar n|t|dez, o que verdade|ramente está em
causa neste processo.
Não e esta a ocas|ão para re|emorar os íac-
tos, |níe||zmente tão pouco conhec|dos da
|uta pe|a |ndependenc|a que o povo de
T|mor conduz|u ao |ongo dos ú|t|mos 24
anos, nem tão-pouco o corte|o de horrores
que teve de soírer, e |níe||zmente a|nda so-
íre, para conqu|star a sua ||oerdade.
A H|stor|a ens|na-nos que o nasc|mento de
uma nação e, regra gera|, uma conqu|sta
do seu povo, ao caoo de um processo do-
|oroso. O caso de T|mor-Leste não const|-
tu| excepção. Fo| o povo de T|mor, pe|a sua
coragem, determ|nação e capac|dade de
|uta e soír|mento que conqu|stou o d|re|to a
const|tu|r-se em nação |ndependente. Oue-
ro aqu| prestar-|he a m|nha homenagem,
oem como ao seu ||der, Xanana Ousmão,
cu|o a|to perí|| humano o po||t|co se |mpos
ao respe|to de todos quantos t|veram opor-
tun|dade de o contactar.
E quero aqu| curvar-me, em nome de to-
dos os portugueses, perante a memor|a dos
t|morenses que, ao |ongo dos anos, oíere-
ceram a v|da pe|a d|gn|dade do seu povo.
Os acontec|mentos das ú|t|mas semanas
em T|mor |nterpe|am a consc|enc|a da Oo-
mun|dade lnternac|ona| e devem const|tu|r
mot|vo de reí|exão soore a responsao|||da-
de das Naçoes Ün|das, como orgão repre-
sentat|vo da Oomun|dade lnternac|ona|, na
construção de uma soc|edade |nternac|o-
na| ma|s |usta e ma|s humana.
Neste í|na| de secu|o, à med|da que se aí|r-
ma uma consc|enc|a un|versa| do va|or
|na||enáve| da d|gn|dade da pessoa huma-
na, pesa soore todos os Estados que cons-
t|tuem a Oomun|dade lnternac|ona| uma res-
ponsao|||dade cada vez ma|or de art|cu|a-
rem, na sua conduta |nternac|ona|, os pr|n-
c|p|os e os |nteresses, na certeza de que a
sa|vaguarda dos pr|nc|p|os representa, tam-
oem, cond|ção da |eg|t|m|dade dos |nteres-
ses.
Essa consc|enc|a ex|ge, de todos quantos
tem responsao|||dades púo||cas, respostas
prontas e í|rmes a comportamentos po||t|-
cos mora| e |ur|d|camente |nace|táve|s, às
traged|as human|tár|as que regra gera| pro-
vocam e aos c|c|os de |nstao|||dade reg|o-
na| que desencade|am.
A op|n|ão púo||ca mund|a|, que toma íorma
d| ante os nossos o| hos graças à
g|ooa||zação dos me|os de comun|cação,
espera de nos essas respostas e tem d|í|-
cu|dade em compreender porque se ap||-
cam, tantas vezes, do|s pesos e duas me-
d|das a s|tuaçoes em tudo |dent|cas no p|a-
no dos pr|nc|p|os.
Baoemos que nem sempre a Oomun|dade
lnternac|ona| se tem mostrado à a|tura des-
tes desaí|os. Lemoro aqu| a traged|a do
Puanda, o caso do Budão, a demora em
reag|r aos coní||tos da Bosn|a e do Kosovo
e tantas outras s|tuaçoes de soír|mento hu-
mano, que íoram trag|camente descuradas.
Devemos, por |sso, saudar a energ|ca re-
acção da Oomun|dade lnternac|ona| à onda
de v|o|enc|a e de terror que asso|ou T|mor-
Leste nas ú|t|mas semanas, e a moo|||zação
de uma íorça mu|t|nac|ona|, encarregada de
garant|r a paz e a segurança daque|e terr|-
tor|o, de proteger e apo|ar a ÜNAMET e de
íac|||tar as operaçoes de ass|stenc|a huma-
n|tár|a ao povo de T|mor. Ouero aqu| agra-
decer a todos aque|es que contr|ou|ram
para este resu|tado e, em part|cu|ar, aos
pa|ses que se d|spon|o|||zaram para |nte-
grar esta íorça. Neste caso, para a|em dos
dramát|cos aspectos humanos, estava em
causa a propr|a cred|o|||dade das Naçoes
Ün|das. Oomo pod|am e|as, que organ|za-
ram a consu|ta popu|ar, tra|r a coní|ança que
hav|am susc|tado e que o povo de T|mor
Leste ne|as depos|tara?
A|nda que a reacção não t|vesse s|do tão
ráp|da quanto os t|morenses merecer|am
e Portuga| dese|ar|a, a adopção da reso|u-
ção 1264 do Oonse|ho de Begurança mos-
tra ao mundo que este não ass|ste |nd|íe-
rente a desaí|os à sua autor|dade, nem os
de|xa sem resposta.
Oue este caso não const|tua excepção, e
s|rva de exemp|o para o íuturo: a rap|dez
de resposta do Oonse|ho de Begurança
representa cond|ção da sua autor|dade e
eí|các|a.
Mu|to do que aconteceu e |rremed|áve| e não
pode ser esquec|do. D|go-o com a ma|s pro-
íunda amargura. Oons|dero tamoem que,
neste como noutros casos, não se poderá
a||mentar uma cu|tura de |mpun|dade.
Todav|a, a |nsta|ação, que começou, da íor-
ça mu|t|nac|ona| em T|mor Leste aore um
hor|zonte de esperança. Há, neste momen-
to, que cu|dar dos v|vos e procurar sa|var o
que a|nda pode ser sa|vo.
No |med|ato, cons|dero essenc|a|s os se-
gu|ntes pontos:
Oarant|r a segurança em T|mor Leste e a
tareía pr|or|tár|a que temos d|ante de nos,
de modo a assegurar o respe|to pe|os d|-
re|tos |nd|v|dua|s dos t|morenses e perm|t|r
que, í|na|mente, possam v|ver em paz, sem
r|sco de v|o|enc|a e persegu|çoes. Bem se-
gurança, não haverá |gua|mente cond|çoes
para conduz|r, com todo o necessár|o v|gor
e amp||tude, as urgentes tareías de ass|s-
tenc|a human|tár|a à popu|ação de T|mor-
Leste.
Encam|nhar, com toda a urgenc|a, a|uda
human|tár|a para T|mor, a||mentar, tratar e
rea|o|ar as dezenas de m||har de des|oca-
dos espa|hados por todo o terr|tor|o, cu|dar
de uma gente que ío| s|stemat|camente es-
po||ada dos seus oens, coníortar todos
aque|es que perderam íam|||ares e am|gos
e ass|st|ram, |mpotentes, a cenas de horror
que í|carão para sempre gravadas nas suas
memor|as, reun|í|car íam|||as, em suma acu-
d|r a uma popu|ação traumat|zada pe|a or-
g|a de v|o|enc|a de que ío| v|t|ma.
Acud|r à s|tuação daque|es t|morenses,
oem ma|s de uma centena de m||har, que
íoram deportados para a lndones|a ou íu-
g|ram do terr|tor|o e que se encontram so-
oretudo em T|mor Oc|denta|. É urgente e
|nd|spensáve| o acesso cont|nuo àque|as
popu|açoes não apenas da ass|stenc|a hu-
man|tár|a, como do A|to Oom|ssar|ado da
Naçoes Ün|das para os Peíug|ados e de
outros me|os de deíesa dos d|re|tos huma-
nos, para sa|vaguarda da v|da e da d|gn|-
dade destes reíug|ados e para assegurar
que, quando que|ram, possam regressar a
T|mor-Leste.
Ace|erar a transíerenc|a de autor|dade eíec-
t|va no terr|tor|o para as Naçoes Ün|das,
prev|sta pe|os acordos de 5 de Ma|o, como
consequenc|a do resu|tado da consu|ta
popu|ar de 30 de Agosto. Oua|quer d||ação
ser|a |nto|eráve|. lmporta tamoem deí|n|r um
ca|endár|o para a ret|rada, no ma|s curto
|apso de tempo, das íorças |ndones|as pre-
sentes naque|e terr|tor|o. É esse o ún|co
cam|nho poss|ve| para restaurar a paz e a
estao|||dade na reg|ão e para |ançar as oase
de uma sã conv|venc|a entre o íuturo Esta-
do de T|mor e a lndones|a, que dese|amos
possa conso||dar as promessas democrá-
t|cas que o seu actua| processo de trans|-
ção prenunc|a.
F|na|mente, haverá que íazer um enorme
esíorço de reconstrução do terr|tor|o, de-
vastado pe|as p||hagens, saques e destru|-
çoes dos ú|t|mos d|as e para o qua| será
|nd|spensáve| o generoso empenho da Oo-
mun|dade lnternac|ona|.
Para todas estas tareías, Portuga| man|íes-
tou a sua vontade de contr|ou|r. Pe|as res-
ponsao|||dades que tem perante o povo de
T|mor-Leste e pe|a so||dar|edade |ncond|c|-
ona| que a e|e o une, Portuga| man|íestou,
desde o pr|me|ro momento, d|spon|o|||da-
de para |ntegrar a íorça mu|t|nac|ona|. Para
ev|tar qua|quer demora, v|sto que cada m|-
nuto conta, em v|das e em soír|mento, ace|-
támos, emoora preparados para uma par-
t|c|pação |med|ata, d|íer|-|a para ocas|ão
poster|or.
No aux|||o human|tár|o e na reconstrução de
T|mor-Leste íazemos e íaremos quanto pu-
dermos. Ouero de|xar aqu| um ape|o vee-
mente à Oomun|dade lnternac|ona|, às
agenc|as espec|a||zadas da Naçoes Ün|das,
às organ|zaçoes não-governamenta|s, para
acompanharem este esíorço.
Oom o terr|tor|o ocupado, sem que |ama|s
as Naçoes Ün|das houvessem reconhec|do
a sua pretend|da anexação pe|a lndones|a,
o povo de T|mor-Leste esperou um quarto
de secu|o para exercer o d|re|to de autode-
term|nação que |he cao|a enquanto povo de
um terr|tor|o não-autonomo, como ta| carac-
ter|zado pe|as Naçoes Ün|das.
No quadro a| nda da reso| ução da
Assemo|e|a Oera| n' 37/30, de 1982, Portu-
ga|, enquanto potenc|a adm|n|strante do
terr|tor|o, a lndones|a e as propr|as Naçoes
Ün|das chegaram, í|na|mente, a 5 de Ma|o
passado, a um acordo nesse sent|do.
A consu|ta popu|ar ío| |nst|tu|da com reíe-
renc|a exp||c|ta, tanto no Acordo Pr|nc|pa|
de 5 de Ma|o, como na Peso|ução do Oon-
se|ho de Begurança n' 1236, de 7 de Ma|o,
às reso|uçoes desta Assemo|e|a Oera| que
representaram e representam a Magna Oar-
ta do D|re|to dos povos co|on|a|s à autode-
term|nação as reso|uçoes 1541, 1541 e
2625.
Apesar de todas as |nt|m|daçoes, o povo
de T|mor-Leste exerceu democrat|camen-
te, em 30 de Agosto, o seu d|re|to à autode-
term|nação e esco|heu, por uma ma|or|a
c|ara e |nequ|voca, o seu íuturo co|ect|vo,
adqu| r| ndo, de íorma | ncond| c| ona| e
|rrevogáve|, o d|re|to a const|tu|r-se em Es-
tado |ndependente, í|ndo o per|odo de ad-
m|n|stração trans|tor|a que as Naçoes Ün|-
das em oreve |n|c|arão.
A|cança a ||oerdade, com c|catr|zes e íer|-
das do soír|mento passado; mas transpor-
ta a |uventude de uma esperança e saoerá,
ass|m o espero, chegar sem ressent|men-
to ao concerto dos Estados.
A questão de T|mor-Leste e soore um povo
e soore o essenc|a|: o essenc|a| da d|gn|-
dade humana, do d|re|to |nternac|ona| e da
consc|enc|a mora| e un|versa|.
Apesar de tudo quanto terr|ve|mente acon-
teceu, saudemos, neste í|na| da decada das
Naçoes Ün|das para a errad|cação do
co|on|a||smo, a autodeterm|nação do povo
de T|mor-Leste.
Perm|tam-me, que term|ne íormu|ando um
voto e uma esperança: que tão orevemen-
te quanto poss|ve| a Assemo|e|a Oera| pos-
sa ouv|r a voz ||vre e sooerana de T|mor
Lorosae.
C
D|scurso do Pres|dente da Pepúo||ca, Jorge Bampa|o, na 54ª
Assemo|e|a Oera| das Naçoes Ün|das.
ACÇÃO SOClALlSTA 6 23 BETEMBPO 1999
GOVERNO
PELO PA/$ Governação Aberfa
ADJUNTO
O m|n|stro ad|unto do pr|me|ro-m|n|stro,
Jose Bocrates, deíendeu, no d|a 19, o ·de-
senvo|v|mento do |nter|or· como íactor de
coesão soc|a| do Pa|s, durante a cer|mon|a
de |nauguração do novo Estád|o Mun|c|-
pa| de Penamacor.
Na sua |ntervenção, Bocrates suo||nhou
que ·o desenvo|v|mento do |nter|or do Pa|s
deve ser uma cond|ção de |ust|ça·, por
íorma a ev|tar que se reg|stem ·tantas
ass|metr|as· em Portuga|.
O responsáve| governamenta| d|sse a|nda
que |níra-estruturas como a ed|í|cada em
Penamacor servem como ·ponto de atrac-
ção·, oíerecendo aos c|dadãos ·o acesso
à prát|ca desport|va·, a|em de íunc|onarem
como ·espaço de |azer·.
É prec|so termos em conta que a Be|ra ln-
ter|or durante mu|tos anos esteve esque-
c|da e, por |sso, a m|nha at|tude de agora
e |mped|r que e|a cont|nue a ser marg|na-
||zada e tão esquec|da como o ío| no pas-
sado·, rematou Bocrates.
ADMlNlSTRAÇÃO EDUCATlVA
Me|o m||har de cr|anças de esco|as do 1'
c|c|o da Peg|ão Oentro part|c|param na
passada qu|nta-íe|ra, d|a 16, numa ·au|a·
soore o povo mauoere, em írente ao pav|-
| hão de T| mor do ·Portuga| dos
Pequen|nos·, em Oo|mora.
·Üma hora por T|mor· contou com a pre-
sença do secretár|o de Estado da Adm|-
n|stração Educat|va, Ou||herme d'O||ve|ra
Mart|ns, que exp||cou às cr|anças a mu-
dança do nome daque|e pav||hão para
T|mor Lorosae.
·Em T|mor, uma ||ha mu|to d|stante, há
pessoas que soírem mas que, s|mu|tane-
amente, tem esperança no íuturo. O so|
nasce a Or|ente, onde está essa ||ha, T|mor
do so| nascente·, exp||cou às cr|anças.
O governante contou que, a 30 de Agosto,
m||hares de t|morenses votaram a íavor de
um pa|s ||vre, mas, a part|r da|, ·os |n|m|-
gos cr|aram as cond|çoes de |níerno que
se v|vem nos ú|t|mos d|as·.
Apesar da s|tuação v|v|da em T|mor, O||-
ve|ra Mart|ns de|xou uma mensagem de
esperança às cr|anças: ·e um pa|s que
quer ser ||vre e va| ser ||vre, porque e o pa|s
onde nasce o so|·.
AMBlENTE
O Ooverno va| cortar a e|ectr|c|dade e a
água aos agentes que extraem c|andest|-
namente are|as dos r|os sem estarem ||-
cenc|ados.
O anúnc|o ío| íe|to, no d|a 16, em Ohaves,
pe|o secretár|o de Estado ad|unto da m|-
n|stra do Amo|ente.
P|cardo Maga|hães reve|ou que se rea||-
zou uma grande reun|ão na semana pas-
sada, em Ohaves, com os |ur|stas do M|-
n|ster|o da Econom|a e do Amo|ente e da
autarqu|a que estão a traoa|har para que
um despacho naque|e sent|do ·possa
avançar o ma|s rap|damente poss|ve|·.
·Não e razoáve| que espaços que são pú-
o||cos, que são de todos, se|am pre|ud|-
cados por acçoes de vanda| | smo,
depredadoras de recursos que vão não so
acaoar com a pa|sagem actua| como ex|-
g|r depo|s um grande esíorço de reao|||ta-
ção·, acrescentou.
O governante reconheceu que o Execut|-
vo ·a|nda não ganhou a guerra· de aca-
oar com os agentes que extraem ||ega|-
mente are|a no r|o Tâmega, na ve|ga de
Ohaves e ao |ongo do r|o Douro e recor-
dou que ·a ú|t|ma co|ma ío| de quatro m||
contos·.
O secretár|o de Estado ía|ava no í|na| da
cer|mon|a de ass|natura do Acordo de
Oo|aooração entre a D|recção Peg|ona| do
Amo|ente do Norte e a Oâmara de Oha-
ves, re|at|vo à desmatacao da a|ouíe|ra de
Arcosso, um |nvest|mento de cerca de 39
m|| contos (195 m|| euros), dos qua|s 50
por cento são apo|ados pe|o Ooverno.
ClÊNClA E TECNOLOGlA
O m|n|stro da O|enc|a e da Tecno|og|a,
Mar|ano Oago, anunc|ou, no d|a 20, em
Fama||cão, que o Ooverno quer mu|t|p||-
car por m||, em quatro anos, os conteú-
dos em ||ngua portuguesa na lnternet.
Fa|ando no Aud|tor|o Mun|c|pa|, perante
uma p|ate|a de 150 proíessores, Mar|ano
Oago cons|derou esse |ncremento de
conteúdos como ·íundamenta|· para a ||n-
gua e para a cu|tura portuguesa no mun-
do, suo||nhando que o seu m|n|ster|o va|
|ançar um programa de apo|o à |ntrodu-
ção de novos conteúdos, entre os qua|s
se contam os |orna|s e puo||caçoes es-
co|ares.
·Emoora se tenha íe|to mu|to nos ú|t|mos
anos no dom|n|o da d|vu|gação da lnternet
em Portuga|, cons|deramos que a|nda e
pouco·, av|sou o m|n|stro, sustentando
que os portugueses vão ter de saoer ||-
dar com a lnternet, oana||zando o seu uso,
do mesmo modo como íazem, ho|e, qua|-
quer outro e|ectrodomest|co.
Acrescentou que os pro|ectos do M|n|ste-
r|o para o sector passam pe|a co|ocação,
dentro de do|s anos, de pe|o menos um
computador em cada Junta de Fregues|a
do Pa| s, com a respect| va | | gação à
lnternet, e para ut|||zação gratu|ta dos c|-
dadãos.
CULTURA
O m| n| stro da Ou| tura, Manue| Mar| a
Oarr||ho, anunc|ou no passado sáoado, d|a
18, em Amarante, que o prox|mo Ouadro
Oomun|tár|o de Apo|o (OOA) va| d|spor de
42 m||hoes de contos para |ntervençoes
nos museus portugueses, púo||cos e mu-
n|c|pa|s.
·Bo na área dos museus va| haver uma
dotação super|or ao que teve toda a área
da cu|tura no ú|t|mo OOA. \amos passar
de quatro m||hoes de contos para 22 m|-
|hoes de contos so na área tute|ada pe|o
lPM (lnst|tuto Portugues de Museus)·, aí|r-
mou o governante.
Manue| Mar|a Oarr||ho acrescentou que os
museus mun|c|pa|s vão d|spor de 20 m|-
|hoes de contos no lll Ouadro Oomun|tá-
r|o, que v|gorará no per|odo 2000/2006.
O m|n|stro da Ou|tura ía|ava em Amarante,
durante a cer| mon| a de entrega dos
prem|os Amadeo de Bouza-Oardoso, |n|-
c|at|va o|ena| da autarqu|a que preme|a um
art|sta reve|ação e um autor consagrado.
O ga|ardão pr|nc|pa| ío| este ano entregue
à art|sta ho|andesa lnez W|n|nhorst Ass|s
e Bantos, enquanto Fernando de Azevedo
receoeu o prem|o consagração, em reco-
nhec|mento pe|a carre|ra do p|ntor de \||a
Nova de Oa|a, que passará a estar repre-
sentado permanentemente no museu
amarant|no.
DESPORTO
O Desporto pode ser uma grande íonte
geradora de emprego nos prox|mos anos,
d|sse no d|a 20, o secretár|o de Estado do
Desporto, M|randa Oa|ha, ao apresentar o
oa|anço da sua act|v|dade nos quatro anos
de |eg|s|atura.
M|randa Oa|ha, que reco|heu no ||vro ·Üm
Pumo para o Desporto em Portuga|· as
pr|nc|pa|s ||nhas da act|v|dade desenvo|v|-
da, acrescentou que o Desporto contem
um con|unto de potenc|a||dades para a
cr|ação de novos empregos, espec|a|men-
te |unto das camadas ma|s |ovens da po-
pu|ação.
A suo||nhar este ponto, o governante d|s-
se que se começam a cr|ar cond|çoes para
a proí|ss|ona||zação do sector e que teve
grande ace|tação um programa |ançado
em con|unto com a Becretar|a de Estado
do Emprego e Formação para a cr|ação
de estág|os para |ovens ||cenc|ados.
A íormação e uma das áreas que deve
cont|nuar a ser pr|or|tár|a, uma vez que ·a
qua||dade dos recursos humanos do s|s-
tema desport|vo e um íactor dec|s|vo para
o seu desenvo|v|mento·.
O secretár|o de Estado recordou tamoem
a acção desenvo|v|da na |uta contra o
oco|nç e sa||entou ser Portuga|, que conta
com um dos tres | aoorator| os
credenc|ados para rea||zar testes sangu|-
neos, um dos cand|datos a sede da Agen-
c|a lnternac|ona| Ant|dopagem.
Dos quatro anos de act|v|dade, M|randa
Oa|ha rea|çou a modern|zação das |níra-
estruturas e a cr|ação das soc|edades
desport|vas, mas suo||nhou a |mportânc|a
da regu|ar|zação das d|v|das os c|uoes ao
í|sco e à Begurança Boc|a|, as qua|s ·aíec-
tavam ser|amente o equ|||or|o do s|stema
compet|t|vo proí|ss|ona|·.
EOUlPAMENTO
O m|n|stro do Equ|pamento, P|aneamento
e Adm| n| stração do Terr| tor| o, João
Orav|nho, íez, no d|a 17, em Oondomar, um
oa|anço ·mu|to pos|t|vo· do traoa|ho de-
senvo|v|do no actua| mandato, sa||entan-
23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 7
GOVERNO
PELO PA/$ Governação Aberfa
do que de|xa oora em concurso correspon-
dente a ·se|s pontes \asco da Oama·.
·De|xo um s|stema montado que perm|te
que a rede de auto-estradas passe dos 980
qu||ometros para os tres m|| ate 2004. Pe-
|os metodos ant|gos so em 2020 estas
ooras estar|am conc|u|das·, suo||nhou
Orav|nho, durante uma v|s|ta às ooras de
acess|o|||dades no Orande Porto.
Begundo o m|n|stro, as ooras que receoeu
do anter|or governo cavaqu|sta íoram con-
c|u|das em 1998, acrescentando que os
traoa|hos que de|xa ·|evarão oastantes
ma|s anos a conc|u|r·.
·Peceo| uma ponte \asco da Oama, de|-
xo se|s·, ír|sou.
João Orav|nho ía|ava em Oondomar, onde
se |nte|rou do andamento das ooras do
segundo suo-|anço do lO 25, que íará a
||gação entre esta c|dade e o Porto.
O troço (4,5 qu||ometros) começa perto da
Pua das Are|as e term|na no v|aduto de
Pama|de, a su| de Oondomar.
Do empreend|mento íazem parte duas
pontes, uma soore o r|o T|nto e outra so-
ore o r|o Torto, e do|s v|adutos, em Are|as
e Pama|de.
A \|a Páp|da de Oondomar está orçada
em 4,8 m||hoes de contos e deverá í|car
conc|u|da no í|na| do ano 2000.
MODERNlZAÇÃO AGRlCOLA
O secretár|o de Estado da Modern|zação
Agr|co|a e Oua||dade A||mentar, Lu|s \|e|ra,
d|sse, no d|a 18, em Ba|ão, que o Ooverno
va| s|mp||í|car o acesso a suos|d|os aos
pequenos agr|cu|tores.
·O prox|mo Ouadro Oomun|tár|o de Apo|o
(OOA), nomeadamente atraves do Progra-
ma de Desenvo|v|mento Pura|, va| pr|v||e-
g|ar a agr|cu|tura íam|||ar, tornando e|eg|-
ve|s pro|ectos com me|o hectare, quando
ant|gamente era ex|g|do o m|n|mo de um
hectare de terra·, sa||entou Lu|s \|e|ra.
O governante, que ía|ava na cer|mon|a de
ass|natura de um contrato de í|nanc|amen-
to do lFADAP com a Adega Oooperat|va
de Ba|ão, reíer|u tamoem ·que os peque-
nos |avradores vão poder receoer |ndem-
n|zaçoes compensator|as acumu|áve|s
com as suas reíormas·.
Lu|s \|e|ra garant|u que o acesso aos apo|-
os comun|tár|os será mu|to s|mp||í|cado,
oastando ·um pequeno íormu|ár|o em íor-
mato A4·.
A reestruturação das v|nhas va| d|spor de
se|s m||hoes de contos anua|s, mas o se-
cretár|o de Estado tamoem rea|çou o au-
mento da compart|c|pação í|nance|ra, que
passa dos actua|s 50 por cento para 75
por cento nos pro|ectos e|eg|ve|s ao aor|-
go do lll OOA.
A Adega Oooperat|va de Ba|ão va| rea||zar
um |nvest|mento de 73 m|| contos nas suas
|nsta|açoes em Oove, sendo de 47 m|| con-
tos o apo|o í|nance|ro d|spon|o|||zado pe|o
lFADAP, ao aor|go da Med|da 5 do progra-
ma PAMAF.
O desenvo|v|mento do pro|ecto perm|t|rá
me|hor|as na v|n|í|cação da casta a vesso,
que a adega de Ba| ão se propoe
comerc|a||zar em separado a part|r da v|n-
d|ma do prox|mo ano.
PESCAS E EOUlPAMENTO
Os secretár|os de Estado das Pescas e do
Equ|pamento anunc|aram na passada sex-
ta-íe|ra, d|a 17, a segunda íase de cons-
trução do Porto de Pesca de Pen|che, que
cons|ste na cr|ação de um ca|s para des-
carga dos produtos da pesca.
A oora está orçada em do|s m||hoes e me|o
de contos, será |ançada a concurso em
Outuoro e a|nda deverá |n|c|ar-se este ano.
A construção do novo ca| s va| ser
compart|c|pada em 75 por cento por íun-
dos comun|tár|os e o restante será |nscr|to
em PlDDAO aíecto à D|recção-Oera| das
Pescas, Navegação e Transportes Mar|t|-
mos.
O novo ca|s serv|rá para descargas de
pesca e para a |ndústr|a conserve|ra, pre-
vendo-se que venha a ser a|argado a ou-
tras va|enc|as como ca|s de mov|menta-
ção de mercador|as.
·Be o mercado reag|r oem podemos cr|ar
uma |níra-estrutura de um porto reg|ona|·,
aí|rmou o secretar|o de Estado ad|unto do
m|n|stro do Equ|pamento, P|aneamento e
Adm|n|stração do Terr|tor|o, Oons|g||er|
Pedroso.
Para o secretár|o de Estado das Pescas,
Jose Apo||nár|o, ·sendo Pen|che o ma|or
Porto de Pesca do Pa|s, e |eg|t|mo o d|re|to
à consagração de |níra-estruturas neces-
sár|as·, acrescentando que o que está em
causa ·e |untar esíorços que representem
uma estrateg|a para uma act|v|dade eco-
nom|ca que va| a|em da pesca·.
Jose Apo||nár|o garant|u que as veroas do
prox| mo OOA para o sector vão ser
dup||cadas.
CON$ELHO DE M/N/$7RO$ Reunlão de 16 de Sefembro
O ConseIho de Ministros aprovou:
º Üm decreto-|e| que aprova o P|ano Estrateg|co de Oestão dos Pes|duos lndustr|a|s
(Pesgr|'99);
º Üm decreto-|e| que autor|za a APA - Adm|n|stração do Porto de Ave|ro, BA, a concess|onar,
em reg|me de serv|ço púo||co, a construção e exp|oração de uma mar|na para apo|o à
navegação e aor|go portuár|o de emoarcaçoes de recre|o, oem como as |nsta|açoes e
serv|ços de natureza comerc|a| e |ndustr|a| operac|ona|s, comp|ementares e acessor|os,
denom|nando-se o comp|exo ·Mar|na da Barra·;
º Üma reso|ução que aprova, nos termos do decreto-|e| n.' 261-A/99, de 7 de Ju|ho, a
rea||zação de um aumento do cap|ta| soc|a| da Oa|p - Petro|eos e Oás de Portuga|, BOPB,
BA, de 502 164 785 euros para 829 250 650 euros, na moda||dade de entradas em espe-
c|e e de entradas em d|nhe|ro, atraves da em|ssão de 65 417 173 novas acçoes ord|nár|-
as com o va|or nom|na| de 5 euros;
º Üm decreto-|e| que aprova o reg|me de ut|||zação de armas de íogo e exp|os|vos pe|as
íorças e serv|ços de segurança;
º Üm decreto-|e| que cr|a o Programa Traoa|ho Beguro e regu|a os termos da redução da
taxa contr|out|va a ap||car às pequenas e med|as empresas (PME), íace às ooas prát|cas
prossegu|das pe|as mesmas, em mater|as de segurança, h|g|ene e saúde no traoa|ho;
º Üm decreto-|e| que aprova as oases da concessão do serv|ço posta| un|versa|, a outor-
gar entre o Estado Portugues e os OTT- Oorre|os de Portuga|, BA;
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| que estaoe|ece o reg|me de protecção na ve|h|ce
e na |nva||dez dos oeneí|c|ár|os do reg|me gera| de segurança soc|a|;
º Üm decreto-|e| que antec|pa, para os 55 anos, a |dade de acesso à pensão por ve|h|ce
dos contro|adores de tráíego aereo, oeneí|c|ár|os do reg|me gera| de segurança soc|a|;
º Üm decreto-|e| que aprova o novo reg|me |ega| da concessão e em|ssão dos passa-
portes;
º Üm decreto-|e| que cr|a, em sede de lPO, um cred|to í|sca| por |nvest|mento em oens do
act|vo |moo|||zado corporeo para protecção amo|enta| para os exerc|c|os de 1999, 2000 e
2001;
º Üm decreto-|e| que |nst|tu| um reg|me de protecção soc|a| espec|í|co para os traoa|ha-
dores do sector portuár|o;
º Üm decreto-|e| que atr|ou| a pensão un|í|cada aos aposentados do Fundo de Pensoes
de Macau, cu|as pensoes íoram transíer|das para a Oa|xa Oera| de Aposentaçoes, ao
aor|go do decreto-|e| n.' 357/93, de 14 de Outuoro;
º Üm d|p|oma que aprova os Estatutos dos Despachantes Oí|c|a|s e revoga art|gos do
decreto-|e| que, em 1965, aprovou a Peíorma Aduane|ra e o art|go 9' do decreto-|e| n.'
513F/79, de 27 de Dezemoro;
º Üm decreto-|e| que cr|a os quadros pr|vat|vos do pessoa| dos serv|ços centra|s, reg|o-
na|s e tute|ados do M|n|ster|o da Educação;
º Üm d|p|oma que a|arga o âmo|to pessoa| do decreto-|e| n.' 335/90, de 29 de Outuoro,
aos não res|dentes em Portuga|, e supr|me o prazo para requerer o reconhec|mento do
d|re|to aos per|odos contr|out|vos ver|í|cados nas ca|xas de prev|denc|a dos terr|tor|os
das ex-co|on|as portuguesas;
º Üm decreto-|e| que estaoe|ece a |e| orgân|ca do Oao|nete de Ava||ação Educac|ona| do
M|n|ster|o da Educação;
º Üm decreto-|e| que reve as taxas contr|out|vas dos traoa|hadores por conta de outrem
das act|v|dades agr|co|as e equ|paradas desenvo|v|das na Peg|ão Autonoma da Made|ra;
º Üm decreto-|e| que aprova o processo de íormação e ava||ação dos navegadores de
recre|o, a em|ssão das respect|vas cartas, oem como a credenc|ação e í|sca||zação das
ent|dades íormadoras;
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| que aprovou o Pegu|amento da Náut|ca de
Pecre|o;
º Üm decreto-|e| que aprova o reg|me |ur|d|co do pessoa| não docente dos estaoe|ec|-
mentos púo||cos de educação pre-esco|ar e dos ens|nos oás|co e secundár|o;
º Üm decreto-|e| que estaoe|ece o desenvo|v|mento |nd|c|ár|o da categor|a de rev|sor de
transportes co|ect|vos e da carre|ra de agente ún|co de transportes co|ect|vos, da adm|-
n|stração |oca|;
º Üm decreto-|e| que transpoe para a ordem |ur|d|ca |nterna as d|rect|vas comun|tár|as
re|at|vas à aprox|mação das |eg|s|açoes dos Estados memoros respe|tantes à rotu|agem,
apresentação e puo||c|dade dos generos a||ment|c|os dest|nados ao consum|dor í|na|.
ACÇÃO SOClALlSTA 8 23 BETEMBPO 1999
GOVERNO
APROVADO
PESGRl'99
DE$7AQUE - CM Resíduos lndusfrlas
Execut|vo soc|a||sta deu |uz ver-
de ao Pesgr|'99 - P|ano Estrate-
g|co de Oestão dos Pes|duos
lndustr|a|s.
A dec|são ío| tomada, na passada qu|nta-
íe|ra, d|a 16, durante reun|ão de Oonse|ho
de M|n|stros, que decorreu em L|sooa.
O P|ano Estrateg|co de Oestão de Pes|du-
os lndustr|a|s const|tu| um |mportante |ns-
trumento de p|aneamento que se dest|na
a íornecer, aos responsáve|s po||t|cos e da
Adm|n|stração Púo||ca e a todos os agen-
tes da |ndústr|a nac|ona|, um con|unto íun-
damentado de or|entaçoes e recomenda-
çoes tendentes a apo|ar dec|soes em ma-
ter|a de reco|ha e tratamento de res|duos
|ndustr|a|s.
O Pesgr|'99 |ntegra a |nventar|ação e a ca-
racter|zação dos res|duos |ndustr|a|s pro-
duz|dos ou ex|stentes em Portuga|, assu-
m|ndo como oo|ect|vos pr|or|tár|os a sua
redução, reut|||zação e rec|c|agem.
Em termos programát|cos, o p|ano traça
como metas a at|ng|r no âmo|to do P|ano
Nac|ona| de Desenvo|v|mento Econom|co
e Boc|a| 2000/2006:
No dom|n|o da gestão sustentáve| dos re-
cursos natura|s:
- A promoção da coex|stenc|a de íases d|s-
t|ntas e comp|ementares de desenvo|v|-
mento nos dom|n|os da |níra-estruturação
oás|ca, da prevenção e redução da pro-
dução e da per|gos|dade, e do |ncremen-
to das taxas de reut| | | zação e de
rec|c|agem.
- A programação da íase de | níra-
estruturação oás|ca, preced|da de encer-
ramento de ||xe|ras |nsa|uores, com oase
na co-|nc|neração, para os res|duos per|-
gosos, e na gestão |ntegrada, para os re-
s|duos oana|s (reco|ha, transporte, trata-
mento e dest|no í|na| em aterro).
- A programação da íase re|at|va à preven-
ção, atraves da e|aooração e |mp|antação
do PNAPPl (P|ano Nac|ona| de Prevenção
dos Pes|duos lndustr|a|s).
- A promoção do |ncremento das taxas de
reut|||zação e rec|c|agem.
No dom|n|o da protecção e va|or|zação
amo|enta| do terr|tor|o:
- A programação da me|hor|a do amo|ente
uroano e das per|íer|as, med|ante a supres-
são de íocos de perturoação e o desen-
vo|v|mento de novos mode|os de gestão
dos res|duos |ndustr|a|s.
- A |ntervenção em áreas cr|t|cas, nomea-
damente as que se encontram em per|go
de contam| nação de so| os e de
desert|í|cação, atraves de programas de
acção adequados.
- A promoção de acçoes de sens|o|||zação,
educação e |níormação amo|enta| na área
da gestão de res|duos |ndustr|a|s.
No dom|n|o da conservação da natureza e
protecção da pa|sagem:
- A con|ugação de act|v|dades |nerentes à
gestão sustentáve| dos res|duos |ndustr|-
a|s com a |mp|antação da Pede Natura
2000.
- A programação de act|v|dades gerado-
ras de novos empregos, a n|ve| das ope-
raçoes de gestão de res|duos |ndustr|a|s.
No dom|n|o da |ntegração do amo|ente nas
po||t|cas sector|a|s e de desenvo|v|mento
reg|ona| e |oca|:
- A programação de estudos e acçoes de
compat|o|||zação da act|v|dade do sector
|ndustr|a| com a preservação do amo|en-
te.
- A construção de mode|os de deí|n|ção
do |mpacte dos res|duos |ndustr|a|s nos
e|ementos suscept|ve|s do amo|ente e da
pa|sagem, com a |ntrodução de |nd|cado-
res de pressão amo|enta| e de processos
e metodos de mon|tor|zação.
O avanço nos dom|n|os reíer|dos va| de-
pender, em ooa med|da, do comportamen-
to dos agentes econom|cos nomeadamen-
te no que respe|ta à assunção e ap||cação
das segu|ntes med|das:
- Pedução da produção dos res|duos (pro-
dução menos vo|umosa e menos pesada);
- Aproíundamento da aná||se do c|c|o de
v|da dos oens e produtos, com v|sta à cres-
cente redução da noc|v|dade dos res|du-
os (produção menos per|gosa e ma|s ||m-
pa);
- Desenvo|v|mento de estat|st|cas cred|ve|s
e comparáve|s |nternac|ona|mente soore a
produção e as act|v|dades de gestão de
res|duos |ndustr|a|s (produção me|hor
|dent|í|cáve|);
- lntrodução de p|anos e programas a n|-
ve| das empresas e un|dades |ndustr|a|s
com v|sta à ava||ação e desenvo|v|mento
das segu|ntes prem|ssas:
º Ousto/oeneí|c|o amo|enta|
º lmpacte soc|a| de eventua|s mudanças
º Po||t|cas de preços das operaçoes de
gestão
- Or|ação de uma oo|sa de res|duos dev|-
damente estruturada, ao serv|ço dos |ndus-
tr|a|s |nteressados;
- Or|ação e íorta|ec|mento de |nst|tu|çoes
de prestação organ|zada de serv|ços de
gestão de res|duos aorangendo as opera-
çoes de reco|ha, transporte, eventua| tra-
tamento e va|or|zação, e dest|no í|na| apro-
pr|ado.
O
23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 9
GOVERNO
NOVO REGlME DE UTlLlZAÇÃO
DE EXPLOSlVOS E ARMAS
DE$7AQUE - CM Servlços de segurança
Oonse|ho de M|n|stros aprovou,
no d|a 16, em L|sooa, um de-
creto-|e| que estaoe|ece o reg|-
me de ut|||zação de armas de
íogo e exp|os|vos pe|as íorças e serv|ços
de segurança.
Este d|p|oma vem |nst|tu|r um reg|me re-
gu|ador, un|íorme e s|stemát|co, do uso de
armas de íogo na acção po||c|a|, por parte
de todas as ent|dades deí|n|das no Ood|-
go de Processo Pena| como orgãos de
po||c|a, entendendo-se por acção po||c|a|
a que íor desenvo|v|da por aque|as ent|-
dades, no exerc|c|o das íunçoes que |e-
ga|mente |hes est|verem comet|das.
O d|p|oma est|pu|a, em termos gener|cos,
que o recurso a arma de íogo so e perm|-
t|do se íor man|íestamente |mprováve| que,
a|em do v|sado ou v|sados, a|guma outra
pessoa venha a ser at|ng|da, quando ou-
tros me|os menos per|gosos se mostrem
|neí|cazes, e desde que proporc|onado às
c|rcunstânc|as, prec|sando, a|nda, que ta|
recurso deve ser preced|do de adverten-
c|a c|aramente percept|ve|, sempre que a
natureza do serv|ço e as c|rcunstânc|as o
perm|tam.
A reíer|da advertenc|a pode cons|st|r em
t|ro para o ar, desde que se|a de supor que
n|nguem venha a ser at|ng|do, e que a
|nt|mação ou advertenc|a prev|a possa não
ser c|ara e |med|atamente percept|ve|.
O d|p|oma t|p|í|ca expressamente as s|tu-
açoes em que e perm|t|do o recurso a arma
de íogo:
º Para repe||r agressão actua| e |||c|ta
d|r|g|da contra o propr|o agente da autor|-
dade ou contra terce|ros;
º Para eíectuar a captura ou |mped|r a íuga
de pessoa suspe|ta de haver comet|do cr|-
me pun|ve| com pena de pr|são super|or a
tres anos ou que íaça uso ou d|sponha de
armas de íogo, armas orancas ou enge-
nhos ou suostânc|as exp|os|vas, rad|oac-
t|vas ou propr|as para a íaor|cação de ga-
ses tox|cos ou así|x|antes;
º Para eíectuar a pr|são de pessoa evad|-
da ou oo|ecto de mandado de detenção
ou para |mped|r a íuga de pessoa regu|ar-
mente presa ou det|da;
º Para ||oertar reíens ou pessoas raptadas
ou sequestradas;
º Para suster ou |mped|r grave atentado
contra |nsta|açoes do Estado ou de ut|||-
dade púo||ca ou soc|a| ou contra aerona-
ve, nav|o, comoo|o, ve|cu|o de transporte
co|ect|vo de passage|ros ou ve|cu|o de
transporte de oens per|gosos;
º Para vencer a res|stenc|a v|o|enta à exe-
cução de um serv|ço no exerc|c|o das suas
íunçoes e manter a autor|dade depo|s de
ter íe|to aos res|stentes |nt|mação |nequ|-
voca de ooed|enc|a e apos esgotados to-
dos os outros me|os poss|ve|s para o con-
segu|r;
º Para aoate de an|ma|s que íaçam per|gar
pessoas ou oens ou que, gravemente íer|-
dos, não possam com ex|to ser |med|ata-
mente ass|st|dos;
º Oomo me|o de a|arme ou ped|do de so-
corro, numa s|tuação de emergenc|a,
quando outros me|os não possam ser ut|-
||zados com a mesma í|na||dade;
º Ouando a manutenção da ordem púo||-
ca ass|m o ex||a ou os super|ores do agen-
te, com a mesma í|na||dade, ass|m o de-
term|nem.
No que respe|ta ao recurso a arma de
íogo contra pessoas, ta| so e perm|t|do,
desde que a s|tuação u|trapasse os ter-
mos deí|n|dos anter|ormente e se ver|í|-
que, ao mesmo tempo, uma das c|rcuns-
tânc|as a taxat|vamente enumeradas: re-
pe||r a agressão actua| |||c|ta d|r|g|da con-
tra o agente ou terce|ros, se houver per|-
go |m|nente de morte ou oíensa grave à
|ntegr|dade í|s|ca; preven|r a prát|ca de
cr|me part|cu|armente grave que ameace
v|das humanas; e proceder à detenção de
pessoa que represente essa ameaça e
que res|sta à autor|dade, ou |mped|r a sua
íuga.
EXECUTlVO lNCENTlVA
PRÁTlCAS LABORAlS SEGURAS
DE$7AQUE - CM Irabalho
Ooverno soc|a||sta aprovou, na
passada reun|ão de Oonse|ho
de M|n|stros, rea||zada, no d|a
16, em L|sooa, um decreto-|e|
que cr|a o Programa Traoa|ho Beguro e
regu|a os termos da redução da taxa
contr|out|va a ap||car às pequenas e me-
d|as empresas (PME), íace às ooas prát|-
cas prossegu|das pe|as mesmas.
Este d|p|oma cr|a não so cr|a o PTB, mas
tamoem regu|a os termos da redução da
taxa contr|out|va a ap||car às PME na par-
ce|a que |hes e |mputáve|, estaoe|ecendo
uma margem entre os 10 e os 75 por cen-
to do va|or da mesma, tendo em conta as
prát|cas prossegu|das em mater|a de se-
gurança, h|g|ene e saúde no traoa|ho.
Os |ncent|vos assoc|ados ao PTB serão
atr|ou|dos a empresas que demonstrem,
c|aramente, possu|r uma po||t|ca act|va de
promoção das me|hores prát|cas nos do-
m|n|os reíer|dos, não sendo suí|c|ente o
mero cumpr|mento da |eg|s|ação, que e
oor| gator| a para todos os agentes
econom|cos.
O Programa Traoa|ho Beguro, que será
ger|do pe|o lnst|tuto de Desenvo|v|mento
e lnspecção das Oond|çoes de Traoa|ho
(lDlOT), tem por oo|ect|vo contr|ou|r para
a aí|rmação de novas menta||dades e at|-
tudes empresar|a|s que reíorcem a qua||-
dade das cond|çoes de traoa|ho e, ao
mesmo tempo, est|mu|ar a compet|t|v|dade
das empresas.
O PTB atr|ou| ga|ardoes de cert|í|cação de
exce|enc|a às empresas que demonstrem
os ma|s e|evados padroes de segurança,
h|g|ene e saúde |aoora|s, o que |hes con-
íere o d|re|to a uma redução da taxa
contr|out|va (por um per|odo de 12 meses)
que |nc|de, apenas, soore os traoa|hado-
res com os qua| s as empresas
ga|ardoadas tenham ce|eorado contrato
|nd|v|dua| de traoa|ho sem termo.
O í|nanc|amento dos custos decorrentes
da redução da taxa contr|out|va e suporta-
do por veroas do lDlOT, que procederá à
transíerenc|a das mesmas para o lnst|tuto
de Oestão F|nance|ra da Begurança Boc|-
a| (lOFBB).
As cond|çoes de e|eg|o|||dade, os cr|te-
r|os de exce|enc|a em segurança, h|g|e-
ne e saúde no traoa|ho e os |ncent|vos a
atr|ou|r às empresas ga|ardoadas, serão
poster|ormente regu|amentados por por-
tar|a do m|n|stro do Traoa|ho e Bo||dar|e-
dade.
O
O
ACÇÃO SOClALlSTA 10 23 BETEMBPO 1999
UNÌÄO EUROPEÌA
NOVA COMlSSÃO EUROPElA
ELElTA POR LARGA MAlORlA
ANTÓNlO VlTORlNO
lNlClOU FUNÇOES
UE E RElNO UNlDO
DlSPONlBlLlZAM 1365 MlL CONTOS
PRESlDÊNClA DA UE
CONGRATULA-SE COM DEClSÃO
DA ONU
E$7RA$BURGO PE
O p|enár|o da Assemo|e|a do Par|amento
Europeu (PE) aprovou no d|a 15 por |arga
ma|or|a a |nvest|dura da nova Oom|ssão
Europe|a cheí|ada pe|o |ta||ano Pomano
Prod|.
Por 414 votos a íavor, 142 contra e 35 aos-
tençoes, o PE deu o seu ava| ao novo Exe-
cut|vo comun|tár|o cu|o mandato term|na-
rá a 22 de Jane|ro de 2005.
·Fo| um momento dec|s|vo de um grande
exerc|c|o democrát|co·, aí|rmou Prod|, que
ío| ap|aud|do de pe pe|os eurodeputados.
Prod| apertou depo|s a mão a cada um dos
||deres par|amentares.
A votação rea||zou-se em vár|as íases. Pr|-
me|ro ío| votada a coní|rmação da nomea-
ção de Prod| ate Jane|ro por 446 votos a
íavor, 123 contra e 23 aostençoes, e de-
po| s a nomeação da nova Oom| ssão
Europe|a para o mesmo per|odo por 427
votos a íavor, 138 contra e 29 aostençoes.
Begu|u-se depo|s a repet|ção da operação
para aprovar a |nvest|dura de Prod| e da
sua equ|pa por um mandato de c|nco anos,
ate 22 de Jane|ro de 2005.
A nova Oom|ssão contou com os votos dos
pr|nc|pa|s grupos par|amentares cr|s-
tãos-democratas do PPE, soc|a||stas, ||oe-
ra|s e \erdes , enquanto a esquerda não
comun|sta (OÜE, uma parte da Europa das
Naçoes (ÜEN) e a Europa das democrac|-
as e d|íerenças (EDD) votou contra.
Antes da aprovação do d|a 15, Pomano
Prod| teve de comprometer-se a reíormar
a Oom|ssão a í|m de ev|tar escânda|os
como os que at|ng|ram o Execut|vo de
Banter.
Entre outras co|sas, Prod| ooteve garant|-
as de cada um dos seus com|ssár|os de
que aoandonarão a Oom|ssão se e|e |hes
ped|r que o íaça.
De acordo com um cod|go de conduta
proposto pe|o Par|amento e ace|te por
Prod| antes da sua |nvest|dura, este com-
promete-se a dem|t|r qua|quer dos seus
com|ssár|os quando perder a coní|ança do
par|amento ou íor apresentado contra e|e
uma que|xa em tr|ouna|.
HEL$/NQU/A Novo comlssárlo euroµeu
O novo com|ssár|o da Just|ça e Assuntos
l nternos da Ün| ão Europe| a, Anton| o
\|tor|no, |n|c|ou no d|a 16 as suas íunçoes
no conse|ho |níorma| dos m|n|stros da
Just|ça e da Adm|n|stração, que decorreu
na c|dade de Turku, Budoeste da F|n|ân-
d|a.
Anton|o \|tor|no chegou no d|a 15 à no|te a
Turku, ant|ga cap|ta| í|n|andesa, tendo man-
t|do a|nda um encontro com os m|n|stros
do lnter|or e da Just|ça da F|n|ând|a, res-
pect|vamente, Kar| Kam|es e Johannes
Kosk|nen.
De sa||entar que a presença do novo co-
m|ssár|o europeu era aguardada com
grande expectat|va pe|os 21 m|n|stros da
ÜE que part|c|param no conse|ho |níorma|
de Turku, a ú|t|ma contr|ou|ção dos m|n|s-
tros do lnter|or e da Just|ça dos ·Ou|nze·
na preparação da c|me|ra espec|a| de
Tampere.
A|em da preparação da c|me|ra espec|a|
de Outuoro em Tampere, os m|n|stros de-
oateram no conse|ho |níorma| de Turku a
|uta contra a cr|m|na||dade í|nance|ra, aces-
so à |ust|ça, o s|stema ún|co de as||o po||-
t|co na ÜE e a |uta contra a |m|gração ||e-
ga|.
7/MOR-LE$7E Força mulflnaclonal
A pres|denc|a da Ün|ão Europe|a congratu-
|ou-se no passado d|a 15 com a dec|são do
Oonse|ho de Begurança da ONÜ de aprovar
uma íorça mu|t|nac|ona| para T|mor-Leste.
A m|n|stra dos Negoc|os Estrange|ros da F|n-
|ând|a |níormou em Estrasourgo que a ÜE pe-
d|u às autor|dades |ndones|as acesso ||vre a
T|mor-Leste da Echo (organ|smo comun|tá-
r|o responsáve| pe|a a|uda human|tár|a).
·Oueremos que a a|uda human|tár|a chegue
|med|atamente ao terr|tor|o·, d|sse Tar|a
Ha|onen em dec|araçoes aos |orna||stas.
A cheíe da d|p|omac|a í|n|andesa acrescen-
tou que a resposta das autor|dades da
lndones|a era em pr|nc|p|o pos|t|va, mas d|s-
seram não estar em cond|çoes para garant|r
a segurança em T|mor-Leste.
A pres|dente do Oonse|ho de M|n|stros dos
Ou|nze coní|rmou a|nda a ex|stenc|a de uma
veroa de 1,6 m||hoes de contos para a|uda
human|tár|a para a|em do apo|o dos vár|os
Estados-memoros da EÜ, entre os qua|s se
encontra Portuga|.
Ha|onen íez de resto no p|enár|o do PE mu|-
tas cr|t|cas em re|ação ao comportamento das
autor|dades |ndones|as em T|mor-Leste.
Begundo a m|n|stra dos Negoc|os Estrange|-
ros da F|n|ând|a, há provas do
co|aoorac|on|smo da po||c|a e m|||tares
|ndones|os nas acçoes de terror
desencadeadas pe|as m|||c|as.
JuIgamento dos responsáveis
peIas atrocidades
A m|n|stra í|n|andesa, que d|scursava no p|e-
nár|o do Par|amento Europeu (PE), acusou
a|nda a lndones|a de não ter s|do capaz de
garant|r a segurança em T|mor-Leste.
F|na|mente ped|u que os responsáve|s pe|as
atroc|dades comet|das íossem |evados a |u|-
gamento.
7/MOR-LE$7E Ajuda
A Ün|ão Europe|a (ÜE) d|spon|o|||zou no d|a
14 de |med|ato do|s m||hoes de euros (400
m|| contos) para apo|o às organ|zaçoes
human|tár|as que apresentem pro|ectos
para |nterv|r de urgenc|a em T|mor-Leste.
A dec|são da ÜE segue-se ao anúnc|o pe|o
Pe|no Ün|do da concessão de c|nco m|-
|hoes de do|ares (965 m|| contos) de a|uda
a T|mor-Leste para, nomeadamente, vo|-
tar a por em marcha a m|ssão da ONÜ no
terr|tor|o.
Tomada pe|a d|recção-gera| do Orçamen-
to da ÜE, a dec|são contemp|a a|nda a
aprovação de ma|s se|s m||hoes de euros
(1,2 m| | hoes de contos) a serem
d|spon|o|||zados em duas íases ate ao í|-
na| do ano.
Para|e|amente, e apesar de não haver a|n-
da uma ·oase oo|ect|va de ava||ação·, a
Oom|ssão Europe|a tenc|ona tamoem apo|-
ar í|nance|ramente a reconstrução de
T|mor-Leste e a re|nserção de reíug|ados.
Propostas de reforço orçamentaI
Os eurodeputados soc|a||stas vão, no en-
tanto, apresentar desde |á c|nco propos-
tas de reíorço orçamenta| no va|or de 20
m||hoes de contos com aque|e oo|ect|vo,
ate porque, como exp||cou o eurodeputado
do PB Pau|o Oasaca, ·este e um processo
re|at|vamente |ongo·.
23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 11
SOCÌEDADE & PAÌS
«CHlP-CARD»
DO CONTRlBUlNTE
PROGRAMA GLOBALMENTE EXECUTADO
F/NANÇA$ Iecnologlas de frlbufação
s portugueses vão d|spor, a par-
t|r de Outuoro, de um cartão de
contr|ou|nte e|ectron|co, t|po
c||o-ca|o, que |hes perm|t|rá
reco|her |níormaçoes e tratar de assuntos
í|sca|s atraves do mu|t|oanco.
O anúnc|o ío| íe|to, no d|a 20, no Porto, pe|o,
o m|n|stro das F|nanças, Bousa Franco.
O governante, que ía|ava na sessão de
apresentação do novo cartão, sa||entou a
ut|||dade que e|e terá para os contr|ou|n-
tes, que ass|m ·ev|tarão as í||as de espe-
ra nas repart|çoes de í|nanças e terão
acesso a vár|os me|os |níormát|cos no-
vos·.
·Trata-se de mostrar que não ex|ste um
coní||to de |nteresses entre a Adm|n|stra-
ção F|sca| e o contr|ou|nte e que há um
tota| respe|to por este·, reíer|u.
Begundo Bousa Franco, os contr|ou|ntes
terão acesso aos dados do cadastro cen-
tra| soore a sua s|tuação í|sca| e poderão
ut|||zar o cartão para ·cumpr|r as suas
oor|gaçoes í|sca|s a tempo·.
O cartão terá um c||o com capac|dade
para conter um con|unto de |níormaçoes
persona||zadas e, ta| como os cartoes
Mu|t|oanco, terá um cod|go de acesso.
Para | á, o novo cart ão apenas será
operac| ona| em equ| pament os
|níormát|cos |nsta|ados nas repart|çoes de
í|nanças, mas orevemente, de acordo
com o m|n|stro, poderão ser ut|||zados em
toda a rede Mu|t|oanco, em qu|osques
mu|t|med|a e com o recurso a computa-
dores pessoa|s.
A suost|tu|ção dos cartoes actua|s pe|os
novos será íe|ta progress|vamente e sem
data ||m|te de conc|usão.
Os novos contr|ou|ntes receoerão de |me-
d|ato o c||o-ca|o, enquanto os ant|gos ve-
rão os cartoes suost|tu|dos de acordo
com os proced|mentos hao|tua|s da Ad-
m|n|stração F|sca| - por ordem a|íaoet|ca
e de acordo com a sua categor|a í|sca|.
AGR/CUL7URA Caµoulas Sanfos Iaz balanço
programa do M|n|ster|o da Agr|-
cu|tura e Pescas para os anos
1996/1999 ío| ·g|ooa|mente exe-
cutado·, tendo apenas í|cado
por cumpr|r uma med|da, reíerente ao a|ar-
gamento do âmo|to das |ndemn|zaçoes
compensator|as.
Fo| este o quadro desenhado no d|a 15
pe|o m|n|stro da Agr|cu|tura e Pescas,
Oapou|as Bantos, no decorrer da apresen-
tação, no Bo|ar do \|nho do Porto, em L|s-
ooa, do oa|anço da act|v|dade governat|va
em mater|a de Agr|cu|tura e Pescas na
|eg|s|atura a|nda em v|gor.
·B|nto a consc|enc|a tranqu||a po|s o pro-
grama do Ooverno [para a Agr|cu|tura e
Pescas] ío| g|ooa|mente executado·, d|sse.
Acrescentou que ·apesar de a|gumas
cond|c|onantes, ta|s como as más cond|-
çoes c||mater|cas e a cr|se as|át|ca, o oa-
|anço e g|ooa|mente pos|t|vo·.
As pr|or|dades do M|n|ster|o da Agr|cu|tu-
ra nestes ú|t|mos quatro anos íoram - como
ad|antou Oapou|as Bantos - a água, ou
se|a, o regad|o, a í|oresta e a agr|cu|tura
compet|t|va, em espec|a| na sua compo-
nente agro-rura|.
Medidas mais reIevantes
O m|n|stro passou em rev|sta as med|das
·ma|s re|evantes· que o seu M|n|ster|o
adoptou e ap||cou naque|e per|odo, des-
tacando o Programa Nac|ona| de Pegad|o
para os prox| mos set e anos, que
·tr|p||cará a área |rr|gada·, o aumento da
área í|orestada, o cresc|mento da veroas
atr|ou|da ao |nvest|mento nas exp|oraçoes
agr|co|as e agro-|ndustr|a|s.
A redução no custo do gaso|eo agr|co|a
Numa pr|me|ra íase, o cartão perm|t|rá aos
contr|ou|ntes ass|nar mensagens e|ectro-
n|cas para a Adm|n|stração F|sca| e o
acesso se|/-se|.|ce a um con|unto de ser-
v|ços automat|zados.
O utente poderá a|nda aperceoer-se ma|s
íac||mente do estado de actua||zação dos
seus dados de |dent|í|cação e transm|t|r
as a|teraçoes à adm|n|stração í|sca|.
A prazo, de acordo com as |níormaçoes
transm|t|das pe|o M|n|ster|o das F|nanças,
o contr|ou|nte poderá d|rectamente a|te-
rar dados como a morada, requerer cert|-
does ou segundas-v|as, consu|tar matr|-
zes pred|a|s e aceder a um ma|s amp|o
con|unto de |níormaçoes d|spon|ve|s na
chamada ·repart|ção de í|nanças v|rtua|·.
Antes de apresentar este cartão, Bousa
Franco ass|nou, com representantes da
Ho|anda uma convenção que poe í|m à
dup|a tr|outação das empresas que ope-
ram nos do|s pa|ses.
Esta convenção v|sa |ncrementar o |nves-
t|mento estrange|ro em Portuga|, |á que as
regras í|sca|s í|cam ma|s deí|n|das e c|a-
ras.
Pecorde-se que, neste mandato, o Oover-
no soc|a||sta ass|nou 20 convençoes des-
te t|po, enquanto que nos 30 anos anter|o-
res íoram ass|nados apenas 15.
Nos prox|mos d|as serão ass|nados pro-
toco|os seme|hantes com a Buec|a e D|-
namarca.
(- 19 por cento), na e|ectr|c|dade verde (-
20 por cento) e nas taxas de |uro (-40 por
cent o), o acresc| mo dos apo| os à
v|t|n|cu|tura, hort|cu|tura, írut|cu|tura e
o||v|cu|tura e a cr|ação do B|stema lnte-
grado de Prot ecção cont ra as
A|eator|dades O||mát|cas íoram outros dos
·truníos· reíer|dos por Oapou|as Bantos
para | ust| í| car o oa| anço pos| t| vo da
|eg|s|atura.
Por cumpr|r í|cou, nas pa|avras do pro-
pr|o m|n|stro, uma ún|ca med|da: o a|ar-
gamento do âmo|to dos dest|natár|os das
lndemn|zaçoes Oompensator|as (lO) para
as reg| oes desí avorec| das, um
·|ncumpr|mento· cu|a responsao|||dade
Oapou|as Bantos atr|ou|u ao governo an-
ter|or.
·Ouando chegámos ao Ooverno consta-
támos que não t|nhamos cond|çoes para
cumpr|r essa med|da [lO), uma vez que o
anter|or governo, no âmo|to do ll Ouadro
Oomun|tár|o de apo|o (OOA), |nc|u|u as
a|udas no FEOOA-or|entação quando o
dev|am ter s|do no FEOOA-Oarant|a, s|tu-
ação que |á corr|g|mos para o lll OOA·,
exp||cou o m|n|stro.
O
O
ACÇÃO SOClALlSTA 12 23 BETEMBPO 1999
SOCÌEDADE & PAÌS
EMPURRAR O TEMPO
/M/GRAÇÁO Mlnorlas Éfnlcas
o í|m quatro anos de traoa|ho
como a|to-com|ssár|o para a
lm|gração e M|nor|as Étn|cas,
Jose Le|tão íaz um oa|anço po-
s|t|vo da actuação do AOlME, sem de|xar
de coníessar um sonho: ·Oonst|tu|r um
Pa|s em que cada c|dadão construa ||vre-
mente a sua |dent|dade |nd|v|dua|, no res-
pe|to ou na d|ss|denc|a íace à sua heran-
ça cu|tura| ou aprove|tando de|a o que
me|hor |he aprouver· e que ·o d|á|ogo
|ntercu|tura|, a cooperação, a so||dar|eda-
de, o respe|to pe|a d|gn|dade humana de
todos os c|dadãos se|a a regra de v|da da
nossa soc|edade·.
O a|to-com|ssár|o Jose Le|tão garant|u, no
passado d|a 10, em L|sooa, que desde
1996 o A|to Oom|ssar|ado para a lm|gra-
ção e M|nor|as Étn|cas (AOlME) procurou
·empurrar o tempo ao encontro da c|dade
íutura·.
O a| to-com| ssár| o ía| ava durante a
cer|mon|a púo||ca de apresentação do re-
|ator|o ·A lntegração dos lm|grantes e das
M|nor|as Étn|cas L|nhas de Actuação do
AOlME 1996/99·, que decorreu, s|moo||ca-
mente, no Padrão dos Descoor|mentos.
·Üm |mportante cam|nho ío| percorr|do
nestes ú|t|mos quatro anos: A grande ma|-
or|a das traves-mestras |eg|s|at|vas |á es-
tão em v|gor, mas não |gnoramos tudo o
que há para íazer no sent|do de mass|í|car
as respostas para que as ooas prát|cas se
tornem a regra gera| e para que as |e|s pro-
duzam todos os seus írutos·, d|sse Jose
Le|tão, num ·prestar de contas sumár|o·,
mas com oa|anço pos|t|vo.
Begundo o responsáve| máx| mo do
AOlME, ·a cr|ação de um orgão empenha-
do em promover a co|aooração transver-
sa| entre os d|versos departamentos e m|-
n|ster|os que tem a ver com a |ntegração
dos |m|grantes e das m|nor|as etn|cas re-
ve|ou-se corresponder a uma necess|da-
de |ncontornáve|·.
Na op|n|ão de Jose Le|tão, o Execut|vo
soc|a||sta assum|u rea||st|camente a con-
d|ção de Portuga| como pa|s de |m|gração
ao const|tu|r o AOlME, postura que o Oo-
m|te para a E||m|nação da D|scr|m|nação
Pac|a| das Naçoes Ün|das saudou nas
conc|usoes í|na|s da aprec|ação da s|tua-
ção portuguesa actua| neste sector.
Provedoria sociaI
Dec|arando-se consc|ente das expectat|vas
que g|ram em torno do A|to Oom|ssar|ado,
Jose Le|tão d|sse que a necess|dade de
corresponder |evaram à const|tu|ção e de-
senvo|v|mento de serv|ços de apo|o d|rec-
to aos c|dadãos |m|grantes.
Estes serv|ços passaram pe|a actuação do
AOlME no âmo|to do que o a|to-com|ssá-
r|o chamou de ·provedor|a soc|a|·, pe|o
estaoe|ec|mento de parcer|as e pe|a pre-
tensão de cr|ar cond|çoes para o ma|or
apo|o tecn|co e |og|st|co a assoc|açoes de
|m|grantes e m|nor|as etn|cas.
Oom a apresentação púo||ca do re|ator|o
·A lntegração dos lm|grantes e das M|no-
r|as Étn|cas· o máx|mo representante do
AOlME assegurou pretender chamar a
atenção apenas para as ||nhas de preocu-
pação gera| da actuação deste organ|smo.
Para a|em de ·contr|ou|r·, ·acompanhar·
e ·co|aoorar· as acçoes transversa|s de-
senvo|v|das pe|o Ooverno em mater|a de
|ntegração de |m|grantes e m|nor|as etn|-
cas, o a|to-com|ssár|o sa||entou todo um
traoa|ho de promoção de |n|c|at|vas e par-
cer|as estrateg|cas, oem como toda a ac-
A
t|v|dade desenvo|v|da no p|ano |eg|s|at|vo.
Passando ao p|ano do que resta por íazer,
apesar do árduo traoa|ho, no panorama da
|ntegração, Jose Le|tão ír|sou a |mportân-
c|a de áreas como a íormação proí|ss|o-
na|, o acesso à saúde e a cr|ação de con-
d|çoes para uma me|hor re|ação entre o
|m|grante e a adm|n|stração púo||ca.
·Não |gnoramos tamoem, por exemp|o, a
necess|dade de cont|nuar a ag|r em mate-
r|a de |ntegração dos c|dadãos portugue-
ses c| ganos, em áreas como a
|nst|tuc|ona||zação dos med|adores cu|tu-
ra|s; o acesso à hao|tação, a cr|ação de
parques para nomadas; no assegurara
uma nova oportun| dade aos não-
esco|ar|zados ou na |nst|tuc|ona||zação do
d|á|ogo com as assoc|açoes c|ganas e as
autarqu|as |oca|s·, avançou.
Lemorando que durante secu|os L|sooa ío|
um ca|s de emoarque para todos os con-
t|nentes e um |oca| onde se cruzaram po-
vos e cu|turas, o responsáve| do AOlME
ír|sou o íacto de a metropo|e a|íac|nha se
ter tornado um ·porto de aor|go para po-
vos com os qua|s estaoe|ecemos mu|tas
vezes |aços de sangue e de cu|tura·.
·Be não podemos ho| e ev| tar o
esc|avag|smo ou a |nqu|s|ção que marca-
ram outros tempos, podemos constru|r, em
mater|a e |ntegração dos |m|grantes e das
m|nor|as etn|cas, um íuturo que este|a à
a|tura dos |aços de sangue e de cu|tura
que cr|ámos·, conc|u|u. MARY RODRlGUES
«COM AS MlNORlAS» NA lNTERNET
NOvA$ 7ECNOLOG/A$ Lufa confra exclusão
m| n| stro da O| enc| a e da
Tecno| og| a, Mar| ano Oago,
apresentou, no d|a 17, em L|s-
ooa, o endereço lnternet do pro-
|ecto ·Oom as M|nor|as·, desenvo|v|do
pe|as assoc|açoes de |m|grantes que o |n-
tegram (www.m|ma|or.pt).
A cer|mon|a decorreu no Pav||hão do Oo-
nhec|mento, no Parque das Naçoes, onde,
em segu|da, cr|anças dos oa|rros onde se
|oca||zam as assoc|açoes v|s|taram as ex-
pos|çoes |nteract|vas de c|enc|a no Pav|-
|hão.
Part|c|param na mesma sessão de apre-
sentação do .eo s||e do pro|ecto ·Oom as
M|nor|as· os m|n|stros dos pa|ses de ||n-
gua portuguesa que se encontram em L|s-
ooa por ocas|ão da l Peun|ão M|n|ster|a|
de O|enc|a e Tecno|og|a da OPLP (Oomu-
n|dade dos Pa|ses de L|ngua Portuguesa -
Ango|a, Bras||, Oaoo \erde, Ou|ne-B|ssau,
Moçamo|que, Portuga|, Bão Tome e Pr|n-
c|pe).
Esta reun|ão, que decorreu de manhã, à
porta íechada, e cu|os resu|tados íoram
apresentados em coníerenc|a de |mpren-
sa ao pr|nc|p|o da tarde, aoordou a s|tua-
ção em T|mor Lorosae, contando com a
presença, como ooservador, de um repre-
sentante do Oonse|ho Nac|ona| da Pes|s-
tenc|a T|morense (ONPT).
Bão sete as assoc|açoes de |m|grantes na
Area Metropo||tana de L|sooa que íunc|o-
nam como po|os d|íusores do pro|ecto
·Oom as M|nor|as·, |ntegrado no Progra-
ma O|dades D|g|ta|s, da responsao|||dade
do M|n|ster|o da O|enc|a e da Tecno|og|a
(MOT): a Assoc|ação Oaoo-verd|ana, a
Assoc|ação Ou|neense de Bo||dar|edade
Boc|a|/Agu|nenso, a Assoc|ação Ün|dos de
Oaoo \erde, a Assoc|ação BOB/Deíesa
dos Ango|anos, a Assoc|ação Espaço da
Oomun|dade Oaoo-verd|ana em Portuga|/
Eco-Oo, a Assoc|ação Ou|tura| Luso-Aír|-
cana/Morna e a Assoc|ação Oaoo-verd|ana
de Betúoa|.
Este pro|ecto, que envo|ve a|nda o a|to-
com|ssár|o para a lm|gração e M|nor|as
Étn|cas, Jose Le|tão, as câmaras mun|c|-
pa|s de Amadora, Oe|ras e Betúoa| e o lns-
t|tuto de Engenhar|a de B|stemas e Oom-
putadores, v|sa const|tu|r uma acção
exemp|ar de apo|o à |ntegração soc|a| de
popu|açoes em r|sco de exc|usão, por v|a
do acesso e aprend| zagem nas
tecno|og|as da |níormação.
Üm dos pressupostos do pro|ecto ·Oom
as M|nor|as· e o comoate à |nío-exc|usão,
que at|nge sooretudo as camadas ma|s
desíavorec|das da soc|edade.
É conv|cção do MOT que o acesso de gru-
pos desíavorec|dos às tecno|og|as de |n-
íormação e de comun|cação poderá aux|-
||ar a aprend|zagem e a va|or|zação esco-
|ar e proí|ss|ona|, nomeadamente dos |o-
vens dessas comun|dades.
Este pro|ecto contr|ou| tamoem para o re-
íorço da |dent|dade cu|tura| e perspect|vas
de v|da das popu|açoes envo|v|das, oem
como para a sua |ntegração numa soc|e-
dade da |níormação aoerta e p|ura||sta.
O pro|ecto está a ser desenvo|v|do pe|as
sete assoc|açoes de |m|grantes ac|ma re-
íer|das, |oca||zadas na Area Metropo||tana
de L|sooa, aorangendo popu|açoes |m|gra-
das que hao|tam as áreas de |ní|uenc|a
dessas assoc|açoes.
Nas assoc|açoes íoram |nsta|ados compu-
tadores mu|t|med|a ||gados à lnternet, atra-
ves da Pede O|enc|a, Tecno|og|a e Boc|e-
dade, perm|t|ndo o acesso das popu|a-
çoes à |níormação e à íormação. As ac-
çoes são d|nam|zadas por mon|tores |o-
ca|s espec|a|mente tre|nados para o eíe|-
to.
Pecorde-se que o programa ·O|dades D|-
g|ta|s·, no qua| esta acção se |nscreve, ío|
|ançado no |n|c|o de 1998.
A|em do comoate à exc|usão soc|a|, tres
outros grandes vectores de desenvo|v|-
mento estão a decorrer noutras c|dades:
me|horar a v|da uroana (Ave|ro); comoater
a |nter|or|dade (Ouarda e Bragança); reíor-
çar a compet|t|v|dade econom|ca e o em-
prego (Mar|nha Orande).
Em íase de preparação estão pro|ectos nas
c|dades do \a|e do L|ma, \a|e do Ave,
Braga, \|seu, Betúoa|, \||a Pea| e Oaste|o
Branco.
O
23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 13
SOCÌEDADE & PAÌS
AC/ME Relafórlo
lMlGRANTES E MlNORlAS ÉTNlCAS
EM BOAS MÃOS
Execut|vo soc|a||sta tem procu-
rado, ao |ongo de quatro anos
de governação, concret| zar
uma po||t|ca de |ntegração dos
c|dadãos estrange|ros e dos memoros de
etn|as m|nor|tár|as res|dentes no terr|tor|o
nac|ona|, sempre no respe|to pe|os pr|nc|-
p|os |nst|tuc|ona|s.
As garant|as estão dadas no re|ator|o ·A
lntegração dos lm|grantes e das M|nor|as
Étn|cas L|nhas de Actuação do AOlME
1996/99·, apresentado, no passado d|a 10,
no Padrão dos Descoor|mentos, em L|s-
ooa, numa cer|mon|a pres|d|da pe|o a|to-
com|ssár|o, Jose Le|tão.
·Üm novo o|har de so||dar|edade e coope-
ração com os |m|grantes e as m|nor|as et-
n|cas ío| acompanhado de novas po||t|cas,
aoerta a parcer|as mú|t|p|as·, |e-se no tex-
to |ntrodutor|o ao re|ator|o preparado pe|o
A|to Oom|ssar|ado para a lm|gração e M|-
nor|as Étn|cas (AOlME).
No pr|me|ro dos c|nco cap|tu|os em que e
estruturado este documento de 83 pág|-
nas, íaz-se notar que, com a adm|n|stra-
ção do PB, ·pe|a pr|me|ra vez, conce|tos
como |m|grante e m|nor|a etn|ca (c|ganos)
íoram ut|||zados no Programa de Ooverno
e d|versas po||t|cas, |nc|u|das nas compe-
tenc|as de d|versos m|n|ster|os, íoram ne|e
expressamente reíer|das, sendo cr|ado um
a|to-com|ssár|o·.
O re|ator|o ír|sa tamoem que houve, por
parte do Ooverno soc|a||sta, um reconhe-
c|mento de que novos desaí|os se co|o-
cam a um Portuga| que se assume como
pa|s de |m|gração, tornando-se necessá-
r| o a | mp| ementação de med| das de
|ntegração na soc|edade das íam|||as de
|m|grantes, em gera|, e das m|nor|as etn|-
cas, para deste modo serem ev|tadas s|-
tuaçoes de marg|na||zação geradoras de
xenoíoo|a e rac|smo.
1996 - Direito de voto
e de eIeição IocaI
O pr|me|ro ano de act|v|dade do AOlME í|-
cou marcado por uma |ntervenção d|recta
deste organ|smo em todas as íazes do
processo de regu|ar|zação extraord|nár|a
dos |m|grantes que se encontravam em
s|tuação |rregu|ar.
Desde o começo, o A|to Oom|ssar|ado
desenvo|veu uma acção v|rada para a |n-
íormação e o esc|arec|mento dos |m|gran-
tes e m|nor|as etn|cas, soore os seus d|-
re|tos, o que se des|gnou por Provedor|a
Boc|a|, para a|em de puo||car mensa|men-
te uma ío|ha |níormat|va env|ada a 250 en-
t|dades, entre as qua|s assoc|açoes de
|m|grantes ou que com e|es traoa|ham.
O AOlME, segundo constata o re|ator|o,
part|c|pou em deoates com assoc|açoes
de |m|grantes durante o processo de e|a-
ooração da |e| que consagrava o d|re|to a
votar e ser e|e|to a n|ve| |oca|, por parte de
c|dadãos comun|tár|os e não comun|tár|-
os.
Fo| a| nda por proposta do A| to
Oom|ssar|ado que o Execut|vo de Anton|o
Outerres cr|ou um Orupo de Traoa|ho para
a lgua|dade e lnserção dos O|ganos, uma
equ|pa que v|sa ana||sar de íorma porme-
nor| zada as d| í| cu| dades re| at| vas à
|ntegração na soc|edade portuguesa dos
c|dadãos de etn|a c|gana, e e|aoorou um
con|unto de propostas com v|sta a e||m|-
nar s|tuaçoes de exc|usão soc|a|.
Ouanto ao ens|no, para a|em de despa-
chos soore curr|cu|os a|ternat|vos e a cr|a-
ção de terr|tor|os educat|vos, desenvo|ve-
ram-se acçoes íormat|vas mu|t|cu|tura|s,
atraves do ·Entrecu|turas· - Becretar|ado
Ooordenador dos Programas de Educação
Mu|t|cu|tura| do M|n|ster|o da Educação.
Em mater|a de avanços na protecção so-
c|a| dos |m|grantes, o re|ator|o do AOlME
reíere med|da marcante o Pend|mento M|-
n|mo Oarant|do.
Na área da hao|tação íoram tomadas me-
d|das para ace|erar e í|ex|o|||zar a execu-
ção do Programa Espec| a| de
Pea|o|amento (PEP) atraves, nomeada-
mente, do PEP Fam|||as, que aorange na-
tura|mente os c|dadãos estrange|ros res|-
dentes em Portuga| e em s|tuação regu|ar.
1997 - Guerra ao racismo
e xenofobia
No seu segundo ano de ex|stenc|a, o A|to
Oom|ssar|ado para a lm|gração e M|nor|-
as Étn|cas desenvo|veu uma acção cont|-
nua, d|r|g|da a assegurar a |gua|dade de
d|re|tos e a |nserção dos c|dadãos portu-
gueses de etn|a c|gana, pe|as act|v|dades
desenvo|v|das no quadro do Ano Europeu
Oontra o Pac|smo e pe|a cooperação com
d|versas ent|dades, com o oo|ect|vo de
garant|r uma |ntegração de qua||dade dos
|m|grantes na soc|edade portuguesa.
Fo| prec|samente no âmo|to do Ano Euro-
peu Oontra o Pac|smo que mu|tos pro|ec-
tos t|veram a chance|a do AOlME, entre
e|es o l Encontro Nac|ona| de O|ganos
lgua|dade e O|dadan|a, rea||zado em Ou-
tuoro de 1997, durante a Fe|ra da Agr|cu|-
tura de Bantarem, e em que se estudaram
d|versos proo|emas que se co|ocam à |n-
serção dos c|ganos nas áreas da Hao|ta-
ção, Educação e Promoção (act|v|dades
proí|ss|ona|s, por exemp|o).
Outra das |n|c|at|vas que contaram com a
part|c|pação act|va do A|to Oom|ssar|ado,
destacáve| pe|o seu ·|mpacto duradouro·,
ío| o encontro ·Prevenção do Pac|smo no
Loca| de Traoa|ho· e a expos|ção ·Anne
Frank Üma H|stor|a para Ho|e·.
O AOlME procurou, em 1997, potenc|ar os
me|os de que d|spunha, med|ante a ass|-
natura de protoco|os ce|eorados com d|-
versas ent|dades ||gadas ao Desporto, à
Ou|tura e à Adm|n|stração lnterna.
Espec|a| destaque merece o apo|o soc|a|
para |m|grantes carenc|ados, íruto de uma
acordo de cooperação que o A| to
Oom|ssar|ado estaoe|eceu com a Oâmara
Mun|c|pa| e L|sooa e com a OOPM, oem
como o Programa-P||oto de Petorno \o|un-
tár|o.
Durante este per|odo, o AOlME part|c|pou
a|nda no processo de e|aooração de |e-
g|s|ação que v|sou íac|||tar a |ntegração de
|m|grantes e no aperíe|çoamento do qua-
dro | ega| re| at| vo a reíug| ados,
recenc|amentos e ped|dos de as||o.
1998 - lnfo-excIusão na mira
As act|v|dades desenvo|v|das no ano de
1998 pe|o A|to Oom|ssar|ado para a lm|-
gração e M|nor|as Étn|cas traduz|u-se em
novas parcer|as que perm|t|ram contr|ou|r
para uma |ntegração de qua||dade da co-
mun|dade estrange|ra e numa part|c|pação
na e|aooração de |e| re|evantes para a
mesma, para a|em do prossegu|mento das
|n|c|at|vas |á em curso como o desporto
das comun|dades |m|grantes ou a |uta por
uma soc|edade não rac|sta ou a|nda pe|a
|gua|dade de oportun|dade para os c|ga-
nos.
Tamoem o ano passado ío| ce|eorado e
começado desde |ogo a executar o proto-
co|o reíerente ao pro|ecto ·Pe|as M|nor|as·,
|ntegrado no Programa O|dades D|g|ta|s do
M|n|ster|o da O|enc|a e Tecno|og|a.
O pro|ecto v|sa constru|r uma acção exem-
p|ar de apo|o à |ntegração soc|a| de popu-
|açoes em r|sco de marg|na||zação, de or|-
gem |m|grante, comoatendo a |nío-exc|u-
são e perm|t|ndo um acesso ma|s demo-
crát|co à soc|edade da |níormação.
O AOlME part|c|pou em 1998 no processo
|eg|s|at|vo que |evou à aprovação da nova
|e| do traoa|ho de estrange|ros, mantendo
o d|á|ogo com as assoc|açoes de |m|gran-
tes, s|nd|catos, |ur|stas e outros |nteressa-
dos.
Na procura de med|das adequadas para
preven| r e comoater o B| ndroma de
l munodeí| c| enc| a Adqu| r| da (B| da),
des|gnadamente entre |m|grantes e m|no-
r|as etn|cas, o A|to Oom|ssar|ado íez-se
representar no Orupo B|da e Moo|||dade
Pede Europe|a, const|tu|do há um ano.
Por seu turno, a act|v|dade da Provedor|a
Boc|a| traduz|u-se na prestação de |níor-
mação aos |m|grantes soore os seus d|-
re|tos, as |e|s que ma|s |hes d|zem respe|-
to e o encam|nhamento para os serv|ços
competentes da Adm|n|stração Púo||ca,
sooretudo no cenár|o de coní||to armado
que aíectou a popu|ação da Ou|ne-B|ssau.
1999 - Continuidade e inovação
No presente ano, o AOlME tem como pro-
grama de traoa|ho cont|nuar a contr|ou|r
para a execução do programa de Oover-
no, co|aoorando, nomeadamente, com os
m|n|ster|os e as ent|dades que possam ser
parce|ros na |ntegração harmon|osa dos
|m|grantes e das m|nor|as etn|cas na soc|-
edade portuguesa.
Oomo nos anos anter|ores, para aumentar
os me|os de apo|o d|spon|ve|s, o A|to
Oom|ssar|ado promoveu a ce|eoração de
um con|unto de protoco|os, íormando tam-
oem novas parcer|as.
Nas áreas da Formação Proí|ss|ona|, da
Promoção do Emprego e da lnserção Bo-
c|a| estão prev|stas compart|c|paçoes í|-
nance|ras num vo|ume tota| de 657,250
m||hoes de escudos.
A ma|or íat|a do oo|o í|nance|ro ío| dest|na-
da a 500 estág|os (366,250 m||hoes de
escudos). A íormação proí|ss|ona| í|cou
oeneí|c|ada com 150 m|| contos, os 50
lLE's com 56 m|| contos, as dez Ün|vas
com 55 m|| contos e, por í|m, os progra-
mas de íormação/emprego serão apo|a-
dos com 30 m|| contos. M.R.
O
ACÇÃO SOClALlSTA 14 23 BETEMBPO 1999
SOCÌEDADE & PAÌS
SElS MlL MlLHOES
NA ENCRUZlLHADA DA MUDANÇA
ONU Poµulação
re|ator|o do Fundo das Naçoes
Ün| das para a Popu| ação
(FNÜAP) 1999 v|nca o dever
mund|a| de íornecer serv|ços
oás|cos para o desenvo|v|mento g|ooa|, no
âmo|to das parcer|as entre os governos e
a soc|edade c|v||.
Mau grado a escassez dos recursos, as
conc|usoes do documento rea|çam o |m-
perat|vo de acaute|ar o per|go de ruptura
nas crescentes a|udas a curto prazo, como
a|ternat|va a um |nvest|mento sustentado
e or|entado para o progresso.
·A B|tuação da Popu|ação Mund|a| 1999·
e o t|tu|o de re|ator|o, suoord|nado ao tema
·6 M|| M||hoes: Ohegou a Hora de Esco-
|her·, com 76 pág|nas, c|nco cap|tu|os e
numerosas ca|xas, gráí|cos, d|agramas,
quadros e |nd|cadores.
Os cap|tu|os vão desde a |ntrodução, que
|nc|de nas tendenc|as demográí|cas, saú-
de e sexua||dade, |gua|dade de generos,
parcer|as e recursos, ate ao cresc|mento
da popu|ação e à sua nova d|str|ou|ção à
esca|a p|anetár|a.
Bão o resu|tado do traoa|ho da sessão
extraord|nár|a da Assemo|e|a Oera| das
Naçoes Ün|das, reun|da entre os d|as 30
de Junho e 2 de Ju|ho, para ana||sar o pro-
grama de acção para 20 anos sa|do da
Ooníerenc|a lnternac|ona| soore Popu|a-
çoes e Desenvo|v|mento (OlPD), que de-
correu no Oa|ro (1994) com a part|c|pação
de 179 pa|ses.
Este programa de acção, v|sando um ma|-
or acesso à educação, cu|dados de saú-
de, correcção da d|scr|m|nação de gene-
ros nas vertentes da propr|edade e empre-
go, oem como da v|o|enc|a contra as mu-
|heres, ío| |nser|do no contexto do cresc|-
mento e mudanças demográí|cas.
Em consequenc|a, passou a ser art|cu|a-
do com a suo|da da esperança de v|da,
desc|da da taxa de íecund|dade, aumento
das m|graçoes |nternas e |nternac|ona|s, e
um ·ooom· |ned|to de |ovens.
Depo|s da con|ugação do o|nom|o popu-
|ação/desenvo|v|mento pe|a OlPD, do|s ter-
ços dos pa| ses adoptaram med| das
|eg|s|at|vas espec|í|cas, metade rev|u as
suas po||t|cas e um terço íe-|as co|nc|d|r
com o programa de acção.
No í|na| do secu|o, as reg|oes com um
cresc|mento demográí|co ma|s e|evado
são a Aír|ca suo-sar|ana e a As|a Oc|den-
ta| e Mer|d|ona|, em contraste com o
aorandamento ou estagnação ver|í|cados
na Europa, Amer|ca do Norte e Japão.
Os Estados Ün|dos são o ún|co pa|s |n-
dustr|a||zado em que as pro|ecçoes dão
grandes aumentos demográí|cos, dev|dos
à |m|gração.
No un|verso de 6000 m||hoes de a|mas -
eíemer|de a ass|na|ar a 12 de Outuoro pro-
x|mo -, 1000 m||hoes nada tem para sat|s-
íazer as carenc|as ma|s e|ementares.
Dos 4800 m||hoes rad|cados nos pa|ses
em desenvo|v|mento, quase 3000 m||hoes
v|vem sem saneamento, 1500 m||hoes não
tem água potáve| e 1000 m||hoes não d|s-
poem de acesso a serv|ços de saúde ou
de qua|quer tecto para os coor|r.
No entanto, a popu|ação cont|nua a au-
mentar a um r|tmo super|or a 70 m||hoes
por ano e a esperança de v|da g|ooa| su-
o|u de 56 para 66 anos desde 1950, a ponto
de, ho|e, metade da Human|dade |á ter
menos de 25 anos.
O cresc|mento, porem, d|íere por pa|ses e
reg|oes, a|nda que 80 por cento hao|te nos
pa|ses em desenvo|v|mento, íoco de 95 por
cento do aumento demográí|co.
Os aír|canos tr|p||caram desde 1960 e con-
t|nuam a apresentar o ·ooom· ma|s ráp|-
do do p|aneta: serão tres vezes ma|s que
os europeus em 2050 quando, há 30 anos,
eram a metade.
Em tres decadas, o íenomeno da dup||ca-
ção ocorreu |gua|mente na As|a - o cont|-
nente ma|s densamente povoado -, Ame-
r|ca Lat|na e Oara|oas.
Na Amer|ca do Norte cresceram apenas
50 por cento e na Europa 20 por cento,
estao|||zando de um modo gera|.
O número de megac|dades com ma|s de
10 m||hoes de hao|tantes era de 2 em 1960,
presentemente e de 17 e em 2015 será de
26, das qua|s 22 em reg|oes pouco desen-
vo|v|das e, destas, 18 na As|a.
Mas, se em 1960 uma de cada tres pes-
soas v|v|a numa c|dade, recentemente e
metade da popu|ação mund|a| (3.000 m|-
|hoes) e será 60 por cento em 2030.
Os m|grantes tamoem aumentaram de 75
m||hoes em 1965 para 120 m||hoes em
1990.
Em s|ntese, a questão v|ta| res|de em sa-
oer como íornecer a||mentos e água a tan-
ta gente, ate porque a produção mund|a|
de cerea|s ·per cap|ta·estagnou há uma
decada e a terra de cu|t|vo va| d|m|nu|ndo.
MlNlSTÉRlO E PT ACORDAM
CRlAÇÃO DE REDE lNFORMÁTlCA
EMPRESÁRlOS TURlSTlCOS
«NÃO SE PODEM DElTAR
À SOMBRA DA BANANElRA»
$AÚDE Profocolo de cooµeração
O M|n|ster|o da Baúde e a Portuga| Te|ecom
(PT) íorma||zaram recentemente um pro-
toco|o de cooperação que preve a cr|ação
de uma Pede de lníormação da Baúde
(PlB), atraves do ·modu|o de gestão de
centros c||n|cos·.
Eng|ooando um vasto |eque de pro|ectos
que tem como oo|ect|vo a cr|ação de uma
·|ntranet·, este protoco|o preve a cedenc|a
pe|a PT de um soítware às |nst|tu|çoes do
M|n|ster|o da Baúde, soítware |á d|spon|-
ve| nos centros c||n|cos da Assoc|ação de
Ou|dados de Baúde da operadora de
te|ecomun|coes.
Este |nstrumento de traoa|ho ío| cons|de-
rado como um ·modu|o prát|co, íac|||tador
da gestão da saúde a n|ve| nac|ona|, na
perspect|va de íornecer aos proí|ss|ona|s
deste sector uma ma|or operac|ona||dade
e capac|dade de dec|são no traoa|ho d|á-
r|o· pe|o secretár|o de Estado da Baúde,
Franc|sco Pamos, um dos suoscr|tores do
acordo.
FaciIitar marcação de consuItas
Para a|em de íac|||tar a marcação de con-
su|tas, ev|tando as ||stas de espera, este
modu|o tamoem aux|||ará os med|cos nos
seus d|agnost|cos e poster|or prescr|ção
de tratamentos.
Begundo Murte|ra Naoo, pres|dente da
Portuga| Te|ecom, este protoco|o v|sa
·|mp|ementar uma estrateg|a de coope-
ração da empresa com o M|n|ster|o da
Baúde·.
O protoco|o preve tamoem que num íu-
turo prox|mo se venha a proceder a um
desenvo|v|mento da te|emed|c|na e de ou-
tras ap||caçoes e so|uçoes |níormát|cas
para a me|hor|a da rede de |níormação
da saúde.
PRO1EC7O «M/LLEN/UM» Plna Moura alerfa
O m|n|stro da Econom|a a|ertou em Bagres
os empresár|os tur|st|cos para o íacto de
não se poderem ·de|tar à somora da oa-
nane|ra· a|nda que a ·oanane|ra· no que
respe|ta a dados do sector reve|e |nd|c|os
expans|on|stas.
P|na Moura ía|ava no í|na| da apresenta-
ção do ·Pro|ecto M|||en|um A|garve·, que
decorreu no d|a 16 na Forta|eza de Bagres.
O m|n|stro da Econom|a suo||nhou que
a|em das ·so||das perspect|vas de traoa-
|ho e dos pro|ectos ex|stentes para o íutu-
ro, o ma|s |mportante e cont|nuar a ter
consc|enc|a de que há mu|to a íazer para
conso||dar o tur|smo como um dos secto-
res estrateg|cos da econom|a portuguesa
no ||m|ar do novo secu|o·.
·É nos oons momentos que as act|v|da-
des econom|cas preparam as cond|çoes
para que possam enírentar com seguran-
ça os natura|s c|c|os econom|cos de a|tos
e oa|xos, e para que os momentos menos
oons não se repercutam na v|ao|||dade das
act|v|dades econom|cas e nas cond|çoes
de v|da dos c|dadãos·, suo||nhou.
De acordo com P|na Moura, o ano de 1999
í|cará como ·um marco |mportante do tu-
r|smo portugues·, apesar dos oons resu|-
tados oot|dos no ano transacto mu|to re|a-
c|onados com a rea||zação da Expo 98,
mantendo o cenár|o expans|on|sta tanto em
re|ação ao número de v|s|tantes como na
evo|ução das rece|tas.
·Os mov|mentos rea|s ate Agosto e as
perspect|vas ex|stentes para o u|t|mo
quadr|mestre |eva-nos a aí|rmar que 1999
í|cará como um marco |mportante do tu-
r|smo portugues·, suo||nhou.
Combater a sazonaIidade
Begundo o governante, enquanto o núme-
ro de v|s|tantes que prev|s|ve|mente v|s|-
tam Portuga| ate í|na| do ano se est|ma em
cerca de 27 m||hoes, dos qua|s 11,6 m|-
|hoes perno|tam pe|o menos uma no|te no
Pa|s, as rece|tas, de acordo com as prev|-
soes ex|stentes ate í|na| de Agosto, podem
ascender a 900 m||hoes de contos.
Em re|ação ao pro|ecto M|||en|um apresen-
tado pe|a Peg|ão de Tur|smo do A|garve
(PTA), P|na Moura aí|rmou tratar-se de um
programa que vem comoater a
sazona||dade que caracter|za a act|v|dade
tur|st|ca e, atraves do con|unto de eventos
prev|stos, coní|rmar e amp||ar os resu|ta-
dos a|cançados pe|o sector no corrente
ano.
O
23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 15
AUTARQUÌAS
AU7ARQU/A$ lNlClAIlVAS & EVENIOS
AlbuIelra
Geminação com iIha do SaI
Para ass|na|ar o 2' an|versár|o da ass|-
natura do acordo de gem|nação com a
||ha do Ba| (Oaoo \erde), a Oâmara Mu-
n|c|pa| de A|ouíe|ra organ|zou um progra-
ma de comemoraçoes, a decorrer de 20
de Betemoro a 31 de Outuoro, que |nc|u|
um c|c|o de c|nema, uma expos|ção de
p|ntura e um espectácu|o mus|ca|.
Braga
Mais escoIas
e meIhores estradas
A Oâmara de Braga aprovou a rea||za-
ção de ooras nas íregues|as rura|s para
me|horar as estradas e constru|r esco-
|as, no va|or de 90 m|| contos.
O Execut|vo mun|c|pa| de||oerou tamoem
a||enar uma parce|a de terreno por 55.777
contos em íavor da Esco|a Proí|ss|ona| de
Braga para a |mp|antação das |nsta|açoes
deí|n|t|va do estaoe|ec|mento de ens|no.
A Oâmara dec|d|u permutar terrenos com
o Oentro Paroqu|a| de Bão Lázaro, na Ür-
oan|zação do Fu|aca|, e transíer|r veroas
para as íregues|as no âmo|to do progra-
ma de |níra-estruturas í|oresta|s.
O mun|c|p|o va| a|nda avançar com o pro-
grama de aux|||os econom|cos a estudan-
tes carenc|ados, o qua|, numa pr|me|ra
íase, compreende apo|os a 2327 a|unos
do pr|me|ro c|c|o do Ens|no Bás|co que
serão contemp|ados com 10.396 contos.
Agenda CuIturaI MunicipaI
O mun|c|p|o rat|í|cou acordos com a Ün|-
vers|dade do M|nho para a co|ocação na
lnternet da Agenda Ou|tura| mun|c|pa| e
para apo|o ao grupo un|vers|tár|o de |azz,
e com d|versas assoc|açoes cu|tura|s
que receoerão apo|os de 1800 contos.
Cabecelras de Basfo
BoIsas de estudo
para aIunos carenciados
O Execut|vo da Oâmara de Oaoece|ras
de Basto aprovou o regu|amento da con-
cessão de oo|sas de estudo que se des-
t|nam a poss|o|||tar a írequenc|a do ens|-
no secundár|o e super|or a |ovens res|-
dentes no conce|ho, que por ía|ta de
me|os se vem |mposs|o|||tados de o íre-
quentar, perm|t|ndo, deste modo, d|m|-
nu|r as ass|metr|as e cr|ar cond|çoes de
|gua|dade de oportun|dades.
Cascals
l FestivaI de Bandas FiIarmónicas
Numa |n|c|at|va da Oâmara de Oasca|s,
rea||zou-se no passado í|m-de-semana o
l Fest|va| de Bandas F||armon|cas do
Oonce|ho de Oasca|s.
Ass|m, no d|a 18 rea||zou-se um desí||e
com part|da da Estação da OP em d|rec-
ção ao |ard|m Jú||o More|ra e a|nda uma
actuação nas ruas do centro da v||a de
Oasca|s.
No d|a 19, de manhã, as oandas rea||za-
ram uma arruada pe|as ruas do centro
da v||a.
EdiIidade apoia actuação
da AMl em Timor Lorosae
A Oâmara de Oasca|s va| entregar um
suos|d|o no va|or de 10 m|| contos à AMl
Ass|stenc|a Med|ca lnternac|ona| para
apo|ar as suas acçoes que |rão ser de-
senvo| v| das no t er r | t or | o de T| mor
Lorosae.
Faro
Geminações com município
de Timor
A Oâmara de Faro aprovou a aoertura de
uma ruor|ca no P|ano de Act|v|dades e
no Orçamento do prox|mo ano dest|na-
da a gem|naçoes com mun|c|p|os de
T|mor.
Essa ruor|ca será dotada com uma ver-
oa de cerca de se|s m|| contos.
Ovar
Praia Iimpa praia segura
A pra|a de Esmor|z ío| este ano d|st|ngu|da
com o prem|o ·Pra|a ||mpa pra|a segura·,
como sendo uma das 11 pra|as ma|s ||m-
pas do Pa|s.
O prem|o ío| entregue pe|a m|n|stra do
Amo|ente, E||sa Ferre|ra.
Para o pres|dente da Oâmara, Armando
França, ·este prem|o e mot|vo de grande
a|egr|a, const|tu|ndo uma compensação
para o traoa|ho e ooras que a Oâmara tem
rea||zado na pra|a de Esmor|z·.
Porfo
DesfoIhada tradicionaI
na Ouinta de Bonjóia
No passado d|a 18, pe|as 17 horas, na
Ou|nta de Bon|o|a, a Fundação para o De-
senvo|v|mento do \a|e de Oampanhã rea-
||zou, com a co|aooração do Pancho Fo|-
c|or|co do Porto, a reconst|tu|ção de uma
desío|hada trad|c|ona|.
A |n|c|at|va, |nser|da no pro|ecto ·A Ou|nta em
Festa·, teve como oo|ect|vo a rev|ta||zação
cu|tura| do \a|e de Oampanhã e a d|vu|ga-
ção à c|dade da Ou|nta de Bon|o|a.
Slnfra
Casas para 43 famíIias carenciadas
Ouarenta e tres íam|||as do conce|ho de
B|ntra receoeram no d|a 12 as chaves de
casas novas entregues pe|a autarqu|a no
âmo|to do Programa Espec|a| de
Pea|o|amento (PEP).
De acordo com o |evantamento íe|to em 1993
ex|st|am no conce|ho 1591 oarracas e íoram
|á rea|o|adas 708 íam|||as, |nc|u|ndo a entre-
ga do d|a 12.
O programa estará comp|eto quando íorem
rea|o|adas as restantes 883 íam|||as e segun-
do a pres|dente da autarqu|a, Ed|te Estre|a,
·estão a ser íe|tos esíorços para que o pro-
cesso í|que conc|u|do no í|na| do ano 2000·.
O vereador da autarqu|a responsáve| pe|os
Assuntos Boc|a|s, \|egas Pa|ma, d|sse que
estão |á constru|das ma|s 36 hao|taçoes e
188 íogos em íase de construção e cu|a con-
c|usão está prev|sta para Março ou Aor|| do
prox|mo ano.
·Para as restantes hao|taçoes ex|stem |á pro-
toco|os ass|nados com as empresas cons-
trutoras, ía|tando, no entanto, a aqu|s|ção de
terrenos para a construção de 264 íogos·,
ad|antou o vereador.
O rea|o|amento destas 43 íam|||as custou
cerca de 400 m|| contos e o |nvest|mento to-
ta| das 708 íam|||as |á rea|o|adas ronda os
c|nco m||hoes de contos.
Das íam|||as contemp|adas nesta íase, 32 vão
ser rea|o|adas na Berra das M|nas, em P|o
de Mouro, e as restantes em íogos
camarár|os d|spersos pe|o conce|ho.
\|egas Pa|ma sa||entou que quer nos oa|r-
ros dest|nados apenas a hao|tação soc|a|
quer nas zonas res|denc|a|s que receoem
estas íam|||as, são sempre assegurados os
respect|vos equ|pamentos soc|a|s.
O PEP/B|ntra poderá, no entanto, estar con-
c|u|do apenas no í|na| de 2001, uma vez que
a autarqu|a ped|u uma prorrogação de um
ano, dev|do a atrasos na aqu|s|ção dos ter-
renos.
Iorres Vedras
SoIidariedade com Timor
A Oâmara Mun|c|pa| de Torres \edras, reu-
n|da em 7 de Betemoro, de||oerou man|íes-
tar a sua so||dar|edade para com o povo |r-
mão de T|mor, e ape|ar ao Oonse|ho de Be-
gurança da ONÜ o env|o urgente de íorças
de paz para o terr|tor|o.
Vlla Real de S. Anfónlo
Câmara promove recepção
ao professor
A Oâmara Mun|c|pa| de \||a Pea| de B.
Anton|o organ|zou no d|a 15 a recepção ao
proíessor 1999/2000.
Tratou-se de uma |n|c|at|va aoerta a todos os
docentes co|ocados nos |ard|ns-de-|níânc|a,
esco|as oás|cas e secundár|as do conce|ho.
ACÇÃO SOClALlSTA 16 23 BETEMBPO 1999
PS EM MOVÌMENTO
ALMODÖvAR Declaração sobre Ilmor
BE1A Confacfos com a µoµulação
ÉvORA Candldafos nas escolas
Os cand|datos a deputados do PB pe|o c|rcu|o e|e|tora| ded|caram o d|a 15 de Betemoro
à Educação, tendo v|s|tado duas novas esco|as de ens|no oás|co e secundár|o
constru|das na |eg|s|atura que agora term|na: as esco|as EB 2.3 de Peguengos de
Monsaraz e EBl de A|cáçovas.
Durante esta |eg|s|atura ío| a|nda conc|u|da a esco|a EB 2.3 de Moura e amp||ada a
esco|a EB 2.3 Beoast|ão da Oama de Estremoz.
MADE/RA Pré-camµanha
O ||der do PB/Made|ra, Mota Torres, deíen-
deu no d|a 12 uma ·correcta ap||cação· do
lll Ouadro Oomun|tár|o de Apo|o por todos
os conce|hos da Peg|ão.
O camarada Mota Torres íez esta dec|ara-
ção no conce|ho de Oâmara de Looos, no
âmo|to das |n|c|at|vas de pre-campanha
e|e|tora| para as e|e|çoes |eg|s|at|vas nac|-
ona|s de 10 de Outuoro.
O ||der do PB/Made|ra deíendeu, em Oâ-
mara de Looos, que esses apo|os devem
|nc|d|r na agr|cu|tura (apo|os aos produto-
res de oanana) e nas pescas, act|v|dades
que tem grande expressão neste conce|ho.
O reíorço da v|g||ânc|a da Zona Econom|-
ca Exc|us|va, me|horamento da írota pes-
que|ra e |ncent|vos aos pescadores íoram
outras med|das deíend|das pe|o ||der soc|-
a||sta made|rense.
Mota Torres sa||entou a|nda a po||t|ca de-
senvo| v| da pe| o Ooverno de Anton| o
Outerres em deíesa das espec|í|c|dades da
Made|ra e dos Acorres no âmo|to da po||t|-
ca comun|tár|a.
Guterres não perde tempo com Jardim
·O meu comprom|sso de so||dar|edade não e com nenhuma persona||dade nem com
nenhuma ent|dade da Made|ra, mas com o povo made|rense e porto-santense·, aí|rmou
no d|a 19 o secretár|o-gera| do PB, Anton|o Outerres, num com|c|o do PB/Made|ra,
rea||zado em Mach|co.
·Podem d|zer de m|m o que qu|serem, e acusarem-me do que qu|serem, mas não per-
dere| tempo a responder porque todo o tempo e pouco para traoa|har pe|a Made|ra e
por Portuga|·, acrescentou, numa a|usão a A|oerto João Jard|m, tamoem agora conhe-
c|do nos me|os humor|st|co-po||t|cos por ·Made|rak·.
O caoeça-de-||sta do PB por Betúoa|, Jorge Ooe-
|ho, aí|rmou-se no d|a 20 determ|nado a mudar a
|magem do d|str|to e a |utar pe|o ·í|m das oande|-
ras negras da íome e de um exerc|to de |nsat|síe|-
tos·.
O caoeça-de-||sta do PB ía|ava a cerca de duas
centenas de pessoas que ass|st|ram numa un|da-
de hote|e|ra de Betúoa|, à cer|mon|a de apresenta-
ção do Programa E|e|tora| e da Oom|ssão de Hon-
ra do Part|do Boc|a||sta para o D|str|to de Betúoa|.
O camarada Jorge Ooe|ho enumerou a|gumas das
apostas dos soc|a||stas para o d|str|to, como se-
|am os |nvest|mentos prev|stos para os portos de
B|nes e Betúoa|, a recuperação das zonas r|oe|r|-
nhas de Betúoa| e da Oosta da Oapar|ca, o pro|ec-
to tur|st|co da Bonae para a pen|nsu|a de Tro|a, a
||gação íerrov|ár|a entre as duas margens do Te|o e
a me|hor|a do serv|ço prestado pe|os cam|nhos de
íerro na pen|nsu|a de Betúoa|.
Anunc|ou tamoem para mu|to oreve a dec|são de um grupo norte-amer|cano para a
|nsta|ação em Portuga|, eventua|mente no d|str|to de Betúoa|, de um Parque Temát|co,
com um |nvest|mento g|ooa| de cerca de 30 m||hoes de contos no d|str|to.
Combate ao desemprego
O comoate ao desemprego no d|str|to de Betúoa| e a captação de novos |nvest|mentos
para a reg|ão, íoram, ma|s uma vez, reíer|dos como do|s oo|ect|vos estrateg|cos para o
d|str|to.
Jorge Ooe|ho advert|u, no entanto, que ·parece haver pessoas |ncomodadas com a
d|m|nu|ção do número de desempregados, ta|vez porque |hes convem manter um exer-
c|to de |nsat|síe|tos, que mu|tas vezes e arreg|mentado sem saoer mu|to oem para que·.
Bat|síe|to com o apo|o de d|versos sectores da soc|edade c|v||, e mesmo de a|gumas
persona||dades que estão, ou |á est|veram, ||gadas a estruturas de outros part|dos po||-
t|cos, o cand|dato do PB ped|u o empenhamento de todos no traoa|ho necessár|o para
o desenvo|v|mento do d|str|to.
Jorge Ooe|ho sa||entou que ·esse apo|o s|gn|í|ca uma responsao|||dade a|nda ma|or·, e
traçou os seus oo|ect|vos para a tareía de modern|zação e me|hor|a das cond|çoes de
v|da da popu|ação do d|str|to: ·O que nos move e íazer, me|horar e transíormar·, aí|r-
mou o caoeça-de-||sta do PB por Betúoa|, |ndo ass|m ao encontro das pa|avras proíer|-
das pouco antes pe|o genera| Lemos Ferre|ra, que ía|ou em nome dos setuoa|enses
que |ntegram a Oom|ssão de Honra de Jorge Ooe|ho.
Lemos Ferre|ra congratu|ou-se com a ace|tação pe|o PB de um Pacto de Leg|s|atura de
natureza econom|co-soc|a| para os prox|mos quatro anos, e aí|rmou que ·Jorge Ooe|ho
e o homem para a m|ssão·.
O ant|go cheíe do Estado Ma|or Oenera| das Forças Armadas reíer|u-se ao d|r|gente
soc|a||sta e m|n|stro da Adm|n|stração lnterna como ·um po||t|co que actuará por ooras
e rea||zaçoes que d|spensarão as pa|avras, at|tude e conduta menos t|p|ca na c|asse
Po||t|ca em gera|·.
$E7ÚBAL Aµresenfação do µrograma elelforal
O camarada Jose Bocrates d|sse no d|a 12 que a proposta de ad|amento das e|e|çoes
proposta por Durão Barroso não passa de um ·grande desespero·, porque aqu||o que
se está a íazer por T|mor ·nada tem a ver com as e|e|çoes·.
Para aque|e memoro do Becretar|ado Nac|ona| do Part|do Boc|a||sta, ·o que os part|dos
devem íazer e ter a|guma moderação no sent|do de conduz|r as suas campanhas por
íorma a preservar este consenso à vo|ta de T|mor·.
·lsso nada tem a ver com as e|e|çoes·, acrescentou.
·Espero que apesar desse desespero e|e mantenha a contenção dos nervos por íorma
a não íazer ma|s asne|ras·, aí|rmou.
Jose Bocrates recordou a Durão Barroso que ·não e a lndones|a que marca as e|e|çoes,
nem quem comanda os r|tmos da democrac|a em Portuga|·.
Jose Bocrates, que ía|ava aos |orna||stas no í|na| da apresentação púo||ca dos cand|da-
tos soc|a||stas pe|o d|str|to de \||a Pea|, cons|derou a|nda ·|nd|gnas· as ú|t|mas dec|ara-
çoes que o pres|dente do PBD produz|u quando cr|t|cou a actuação do Ooverno portu-
gues no caso de T|mor.
Para o d|r|gente soc|a||sta, a prova de que Durão Barroso ·estava enganado· e que 24
horas depo|s de ter íe|to essas cr|t|cas ·está dada a coní|ssão de derrota da lndones|a e
a v|tor|a da d|p|omac|a portuguesa·.
O camarada Jose Bocrates reíer|u que ·o momento cont|nua a ser de apreensão mas a
verdade e que a d|p|omac|a portuguesa ooteve numa semana uma v|tor|a mu|to s|gn|í|-
cat|va ao convencer toda a comun|dade |nternac|ona|, o que oor|gou a lndones|a a ace|-
tar uma íorça de paz no terr|tor|o t|morense·.
v/LA REAL Sócrafes crlflca Durão
A Oom|ssão Po||t|ca Oonce|h|a do PB/A|modovar, reun|da no d|a 16, aprovou por unan|-
m|dade uma dec|aração soore T|mor, na qua| condena ·energ|camente o terror e a v|o-
|enc|a que as m|||c|as e o exerc|to |ndones|o |mpuseram em T|mor-Leste desde o reíe-
rendo soore a |ndependenc|a·.
Na dec|aração, entre outros pontos, o PB/A|modovar man|íesta ·de íorma |nequ|voca a
sua so||dar|edade para com a popu|ação de T|mor Lorosae que ao |ongo de 24 anos
soíreu com a opressão |mposta pe|a lndones|a na sua terra, e ío| agora v|t|ma de nova
oaroár|e e novo genoc|d|o·.
Nos d|as 17, 18 e 19 os cand|datos do PB à Assemo|e|a da Pepúo||ca pe|o c|rcu|o de
Be|a cont|nuaram a pr|v||eg|ar as acçoes de porta a porta, tendo em v|sta o contacto ·|n
|oco· com as popu|açoes do Ba|xo A|ente|o.
Ass|m, no d|a 17 a caravana do PB percorreu as íregues|as de \||a \erde de F|ca|ho,
Boora| da Ad|ça, B. A|e|xo e o conce|ho de Barrancos.
No d|a 18 os cand|datos cont|nuaram as acçoes de porta a porta nos conce|hos de
A||ustre| e A|modovar, v|s|tando d|versas íregues|as.
No d|a 19 rea||zou-se uma homenagem aos m|||tantes com ma|s de 80 anos do conce-
|ho de A||ustre|.
A |n|c|at|va decorreu no \|tor|no's Bar, segu|ndo a caravana para a Fe|ra Anua| de Ferre|ra
do A|ente|o.
23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 17
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
7/MOR LORO$AE Márlo Soares
BREVE REFLEXÃO
SOBRE A TRAGÉDlA DE TlMOR
A traged|a que está a v|ver
T|mor enche, natura|mente, os
nossos coraçoes de |nqu|etude
e de revo|ta. Oomo e poss|ve|?!
A oruta||dade programada dos assass|na-
tos, dos actos de v|o|enc|a, dos |ncend|os
provocados e das |nt|m|daçoes, que nem
sequer pouparam os ooservadores da
ÜNAMET ou os correspondentes estran-
ge|ros, poderá segu|r-se o genoc|d|o do
povo t|morense. É o que urge, antes de
ma|s, ev|tar. Não ser|a, de resto, a pr|me|ra
vez que ta| suceder|a, desde que Buharto
|n|c|ou na lndones|a o seu reg|me de ter-
ror. Os ma|s de 250 m|| mortos t|morenses,
nos anos de terror e de opressão
|ndones|os, estão presentes nas memor|-
as dos que permanecem v|vos. É um pe-
sade|o que os acompanha e que, como
se compreende, não podem aíastar nes-
tes momentos tão do|orosos.
2. A man|íesta cump||c|dade que se ex|-
o|u, |mpunemente, nas ruas de D||| entre
as m|||c|as armadas, actuando à so|ta, e
as íorças m| | | tares e de po| | c| a da
lndones|a, que dever|am ter por m|ssão
sa|vaguardar a ordem e a segurança das
pessoas e dos oens, pressupoe a ex|sten-
c|a de um p|ano preex|stente que entrou
em íunc|onamento |med|atamente a segu|r
ao acto s|moo||co e so|ene do anúnc|o, íe|to
pe|o secretár|o-gera| das Naçoes Ün|das,
dos h|stor|cos resu|tados do reíerendo. A
a|egr|a do povo t|morense ío|, contudo,
oreve, oem como a nossa.
Nada, porem, pode |nva||dar aqu||o que se
passou e que representa o v| rar,
|rrevers|ve|, de uma pág|na da h|stor|a de
T|mor. O c|v|smo excepc|ona||ss|mo de um
povo que, ||vre e orde|ramente, qu|s aí|r-
mar, no acto do reíerendo para que ío| con-
vocado, soo o a|to patroc|n|o das Naçoes
Ün|das e perante ooservadores qua||í|ca-
dos do mundo |nte|ro, a sua vontade de
|ndependenc|a, por íorma |nequ|voca, 78,5
por cento do e|e|torado!
Esta vontade, tão c|aramente demonstra-
da, representa o momento exacto e
exemp|ar - de nasc|mento de uma nação.
N|nguem o pode |gnorar ou apagar. É |n-
de|eve|. Oontra e|e, na sua expressão s|m-
oo||ca, em s| propr|a |natacáve|, nada pode
a íorça oruta das m|||c|as e dos exerc|tos
|ndones|os ou as v|o|enc|as u|ter|ores, por
ma|ores que se|am.
Da| a |mportânc|a transcendente de se ter
rea||zado o reíerendo e a seren|dade |um|-
nosa das pa|avras proíer|das, a esse pro-
pos|to, por Xanana Ousmão, um ||der de
excepc|ona| d|mensão humana e po||t|ca
que se está a |mpor, num percurso em tan-
tos aspectos seme|hante ao de Ne|son
Mande|a, à consc|enc|a mund|a|.
3. Tem razão, a meu ver, o cheíe da de|e-
gação dos ooservadores portugueses,
Jú||o Pere|ra Oomes, quando, ao ía|ar do
c||ma de terror re|nante em T|mor, sa||enta
que ·não houve a|nda uma chac|na gene-
ra||zada·. É uma ooservação rea||sta que
nos perm|te a|guma esperança e deve or|-
entar aque|es que, |eg|t|mamente, querem
man|íestar, por todas as íormas, a sua so-
||dar|edade com o povo de T|mor.
Berá que a lndones|a não quer ou não pode
assegurar a ordem em T|mor Lorosae? É
oov|o que o processo democrát|co em cur-
so na lndones|a será |rremed|ave|mente
posto em causa se o Ooverno de Hao|o|e
não honrar os comprom|ssos assum|dos,
re|at|vamente a T|mor, perante a comun|da-
de |nternac|ona|. Made|e|ne A|or|ght, em
nome dos Estados Ün|dos, d|sse com
mer|d|ana c|areza: ¨A lndones|a so tem duas
opçoes: ou poe í|m à v|o|enc|a, contro|an-
do a s|tuação, ou pede ass|stenc|a |nterna-
c|ona|." Perguntar-se-á: e se não í|zer nem
uma nem outra co|sa? Ora, esta h|potese e
ta|vez a ma|s prováve|, dada as contrad|-
çoes e deo|||dades ev|dentes da s|tuação
po||t|ca |ndones|a. Oomo esta h|potese, que
|med|atamente nos surge, parece não ter
ocorr|do ao esp|r|to da senhora A|or|ght, e
|eg|t|mo pensar que e|a saoe terem os Es-
tados Ün|dos o poder de persuasão suí|c|-
ente para convencer os |ndones|os. Estes,
e verdade, não podem v|ver à margem da
comun|dade |nternac|ona| e tem necess|da-
de, como o pão para a ooca, de |evar a oom
termo as negoc|açoes com o Fundo Mone-
tár|o lnternac|ona| (FMl) e com o Banco
Mund|a|.
lnc||no-me ass|m a pensar que as pressoes
d|p|omát|cas de toda a ordem soore a
lndones|a não estão esgotadas e que de-
vem cont|nuar a desenvo|ver-se. A n|ve| dos
Estados Ün| dos, da ONÜ, da Ün| ão
Europe|a, do \at|cano, da Púss|a, da Oh|-
na e, sooretudo, das organ|zaçoes não
governamenta|s e da op|n|ão púo||ca mun-
d|a|. Nada d|sso, a||ás, e |ncompat|ve| com
a |ns|stenc|a na preparação e no env|o para
o terr|tor|o de um corpo de manutenção
da paz, soo patroc|n|o das Naçoes Ün|das.
É |nd|spensáve| e urgente. Be| que o pro-
o|ema e de||cado. Oons|ste em saoer se
uma ta| |n|c|at|va deve ter |ugar a conv|te -
ou pe|o menos com autor|zação do Oo-
verno |ndones|o - ou |ndependentemente
da vontade dos |ndones|os.
Não devemos esquecer que a lndones|a e
um grande pa|s do Terce|ro Mundo e con-
t|nua a ser uma das chaves para a estao|-
||zação po||t|ca e m|||tar de toda a reg|ão.
O Ooverno austra||ano, que endureceu a
sua pos|ção re|at|vamente à lndones|a,
depo|s dos ataques íe|tos, e cons|derados
·comp|etamente |nace|táve|s·, aos seus
representantes em D|||, não de|xou de pon-
derar que uma |ntervenção m|||tar un||ate-
ra| susc|ta enormes d|í|cu|dades. É ev|den-
te. Devemos saoer compreender essas
d|í|cu|dades, que são rea|s, e não a||enar
o vasto campo daque|es que querem a|u-
dar ser|amente T|mor Leste mas não veem
a|nda mot|vos para sa|r de pos|çoes de
re|at|va moderação.
4. Esta e a pos|ção sensata que tem toma-
do, nas Naçoes Ün|das Pamos-Horta, que
se está a reve|ar um í|no e exper|mentado
d|p|omata. É a pos|ção, |gua|mente, de
Xanana Ousmão, que, |nte||gentemente, na
hora tard|a da ||oertação, para ·|ng|es ver·,
se aco|heu à somora da emoa|xada or|tâ-
n|ca em Jacarta... não sem antes recomen-
dar ca|ma e dom|n|o de s| propr|os - ape-
sar das provocaçoes - aos guerr||he|ros da
res|stenc|a que se encontram nas monta-
nhas. Baoe do que ía|a e porque o íaz.
Deve, por |sso, ser ouv|do por todos nos.
Tamoem o Ooverno portugues - por |nter-
med|o, sooretudo, do pr|me|ro-m|n|stro e
do m|n|stro dos Negoc|os Estrange|ros -
não se tem poupado a esíorços e ag|do
com enorme determ|nação e |nte||genc|a,
press|onando em todas as d|recçoes e
preparando o íuturo, para todas as even-
tua||dades, oem como o senhor Pres|den-
te da Pepúo||ca, que encontrou sempre as
pa|avras |ustas para ía|ar aos t|morenses,
aos portugueses e à comun|dade |nterna-
c|ona|, deí|n|ndo com toda a c|areza as
pos| çoes portuguesas e a nossa
|ndeíect|ve| so||dar|edade para com o povo
de T|mor. Esta e, para nos, verdade|ramen-
te, uma causa nac|ona|.
5. Oonc|uo. A esperança não está perd|-
da. Longe d|sso. Apesar de todos os soír|-
mentos - e daque|es que a|nda v|rão -, o
povo de T|mor Lorosae tem ho|e o respe|-
to e a act|va so||dar|edade do mundo. O
mov|mento de op|n|ão púo||ca mund|a| que
se íormou em deíesa de T|mor va| amp||-
ar-se e conso||dar-se. \e|a-se toda a |níor-
mação soore o tema que nos e íacu|tada
d|ar|amente na lnternet. É |mpress|onante!
Tudo |sso va| produz|r os seus írutos, |ne-
v|tave|mente. A íorça oruta nada pode con-
tra a consc|enc|a dos povos. Oont|nuemos
o nosso traoa|ho, perseverantemente, e
tenhamos coní|ança. Os t|morenses não
estão sos nem, mu|to menos, aoandona-
dos. O nosso comprom|sso com a sua
causa e tota|.
|n ·Púo||co·, 10 de Betemoro
1.
ELES SABEM O OUE FAZEM
7/MOR LORO$AE Carlos Carranca
*
ão e ma|s poss|ve| ca|ar esta
revo|ta e a írustração de quem
gr|ta e não e ouv|do, de quem
saoe que, por ma|s que gr|te,
não será ouv|do.
Não e ma|s poss|ve| acred|tar na super|-
or|dade mora| das Naçoes Ün|das nem
no seu Oonse|ho de Begurança que, s|-
|enc|osamente, de|xa morrer quem gr|ta
por socorro, que íaz ore|has moucas aos
ape|os que, de todo o mundo, nos tem
povo, um pequeno grande povo (pe|a sua
coragem e íe no íuturo), a ser massacra-
do, oan|do da sua terra, so porque ousou
ser ||vre, ||vre à sua mane|ra.
É a nossa c|v|||zação que está em cau-
sa.
Oam|nhamos, |rremed|ave|mente, para o
í|m.
Não há perdão para tanta h|pocr|s|a.
E|es saoem o que íazem!
*
Pres|dente da Boc|edade da L|ngua Portuguesa
N
ench|do os o|hos e os ouv|dos.
Não e ma|s poss|ve| de|xar de ver, ·c|a-
ramente v|sto· que, como oem aí|rmou
Bá Machado ao DN de 9 de Betemoro
·.a|| (na ONÜ) v|goram apenas os |nte-
resses, as c||ente|as ou a |deo|og|a dos
memoros do Oonse|ho de Begurança.·
Não e ma| s poss| ve| acred| tar numa
Ün|ão Europe|a, |ncapaz de ser capaz,
castrada nos seus propos|tos, p|í|a nos
seus va|ores, r|d|cu|a no seu poder.
Não e ma|s poss|ve| acred|tar no m||en|o
que está para v|r, quando estamos à oe|-
ra da |nd|genc|a mora|, sem íorça para,
num acto de carácter, de d|gn|dade/hu-
man|dade oíend|da, sermos capazes de
mod|í|car este estado de co|sas.
Não e ma|s poss|ve| acred|tar em nos, se
negarmos aos outros a poss|o|||dade de
serem e|es propr|os, enquanto as Naçoes
Ün|das ooservam, como espectadores |n-
sens|ve|s, o trág|co espectácu|o de um
ACÇÃO SOClALlSTA 18 23 BETEMBPO 1999
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
PROGRAMA ELE/7ORAL DO P$D Oscar Gasµar
ESTRANHA FORMA DE VlDA
á quatro anos estava ao ruoro
uma d|sputa e|e|tora| e a comu-
n|cação soc|a| apresentava de
íorma recorrente uma questão.
Estando provado que o Part|do Boc|a||sta
t|nha um ||der seguro, com uma prestação
púo||ca ao (oom) n|ve| da í|uenc|a do seu
d|scurso, restava uma ú|t|ma questão que
poder|a por em causa a cred|o|||dade da
pro|ecto e|e|tora| do PB. Os homens do
PBD oem tentaram, então, o|oquear a d|-
nâm|ca de v|tor|a soc|a||sta com a |ns|nua-
ção de que o camarada Outerres nem
ser|a mau mas, |amentave|mente, não te-
r|a equ|pa à a|tura. Avançaram-se |núme-
ros m|n|ster|áve|s e, com rar|ss|mas excep-
çoes, testou-se na op|n|ão púo||ca a h|po-
tese de a|guns dos homens que se desta-
caram na opos|ção ao cavaqu|smo não
terem capac|dade para assum|r íunçoes
governat|vas.
Fo|, como e sao|do, uma estrateg|a que
ía|hou e ía|hou não so pe|a qua||dade |n-
tr|nseca da a|ternat|va soc|a||sta mas, es-
senc|a|mente, pe|a |uc|dez dos portugue-
ses. Passados quatro anos e cur|oso ver|-
í|car que ho|e não passa pe|a caoeça de
n|nguem quest|onar o ||der do PBD pe|as
pessoas que o acompanham nesta sua v|a
sacra para as e|e|çoes. E e para todos ev|-
dente que, se não há cur|os|dade púo||ca
por esta questão, e porque n|nguem acre-
d|ta que o Dr. Durão Barroso tenha a|gu-
ma, a|nda que |ní|ma, poss|o|||dade de ser
chamado a íormar governo.
De qua|quer íorma sempre ser|a út|| conhe-
cer a equ|pa pensante do actua| PBD. É
que a responsao|||dade por tão desastro-
sa estrateg| a po| | t| ca não pode ser
assacada a um so homem e sempre
í|car|amos a saoer a patern|dade de a|guns
dos c0|occ|s que íoram semeados pe|o
pa|s.
Üma das propostas ma|s cur|osa do PBD
e a que deíende que se deve ·Peíormar a
Begurança Boc|a|, ut|||zando para |sso re-
ce|tas proven|entes das pr|vat|zaçoes· (pá-
g|na 23 do documento do PBD). Pretende-
se encetar ass|m não uma mas duas revo-
| uçoes - na Begurança Boc| a| e nas
pr|vat|zaçoes - mas verdade|ramente ten-
ta-se o ao|smo de estragar o que ío| íe|to
nos ú|t|mos anos na estruturação í|nance|-
ra da BB e na transparenc|a dos processo
de pr|vat|zação.
O Dr. Durão Barroso não se ex|m|u a apre-
sentar uma proposta que v|o|a, de íorma
grosse|ra, a |e| quadro das pr|vat|zaçoes
(Le| n' 11/90, de 5 de Aor||), |nventando
uma nova ap||cação para as rece|tas das
empresas que o Estado v|er a vender. Acre-
d|tamos que nem se |emorou da recente
cruzada do PBD a íavor da ortodox|a na
|nterpretação na reíer|da |e| que |evou o
part|do, |nc|us|vamente, à apresentação
de um pro|ecto de d|p|oma r|d|cu|o no qua|
se est|pu|ava que o Ooverno t|nha que
cumpr|r a |e|! A ser posta em prát|ca a pro-
posta do Dr. Barroso, as reíormas ser|am
pagas com a venda de patr|mon|o e as
í|ng|das preocupaçoes do PBD com a
desorçamentação e o med|o e |ongo pra-
zo |r|am pe|o cano.
Este des||ze tem uma grav|dade agravada
pe|o íacto de ter decorr|do um processo
par|amentar para rever a Le| de Bases da
Begurança Boc|a| (LBBB) e o PBD nunca
ter menc|onado a |ntenção de rever a Le|-
Ouadro das Pr|vat|zaçoes no sent|do de
reíorçar í|nance|ramente a Begurança Bo-
c|a|. A proposta aí|gura-se-nos ma| estu-
dada, íác| | de íormu| ar mas sem o
enquadramento necessár|o para que pos-
sa ser t|da como um contr|outo ser|o para
a reíorma da Begurança Boc|a|.
O que o Dr. Durão Barroso avança para a
Begurança Boc|a| so pode ser compreen-
d|do na sequenc|a da herança que o PBD
de|xou ao pa|s. Durante os anos em que
esteve no Ooverno, o PBD nunca se preo-
cupou em cumpr|r a LBBB e os cá|cu|os
ma|s conservadores da d|v|da do Estado
ao s|stema entre 1985 e 1995 ascendem a
1.206 m||hoes de contos. Ma|s, a crença
que se pretend|a passar para a op|n|ão
púo||ca era que a Begurança Boc|a| esta-
va ía||da e que os contr|ou|ntes ter|am, e|es
propr|os, que acaute|ar o seu íuturo. Ho|e
o cenár|o e comp|etamente d|íerente, te-
mos uma aná||se proíunda da s|tuação da
BB na sequenc|a do respect|vo L|vro Bran-
co, há ma|s apo|os (Pend|mento M|n|mo
Oarant|do, aumento se|ect|vo das pensoes
e suos|d|os), menos gastos (despesas de
adm|n|stração, contro|o das íraudes) e
ma|s rece|tas (transíerenc|as do Orçamen-
to e recuperação de d|v|das em atraso),
pe|o que as perspect|vas í|nance|ras do
s|stema me|horaram s|gn|í|cat|vamente.
\o|tando ao |n|c|o do art|go, e certo que a
n|nguem |nteressa saoer qua| a equ|pa do
Dr. Durão Barroso mas, tendo em conta
que o Br tem pouca exper|enc|a de ||de-
rança, ser|a mu|to ped|r que as propostas
apresentadas íossem tecn|ca e po||t|ca-
mente coerentes ?
H
ECONOM/A lgléslas Cosfal
AS ELlTES EM PORTUGAL
u|to do desenvo|v|mento dos
pa|ses passa pe|as denom|na-
das e||tes. Em Portuga|, pa|s
oastante atrasado, ma|s con-
crectamente no que concerne ao estado
da d|str|ou|ção da r|queza, as e||tes pouco
tem a|udado a d|m|nu|r a d|íerença entre
os que tem e os outros. Este estado de
esp|r|to, o de aprox|mar todos os portugue-
ses, pode a|udar Portuga|, se aque|es que
dec|dem t|verem uma v|são com ma|s so-
||dar|edade e g|ooa||zante.
No entanto, o que se vem ooservando e
que cada vez ma|s as d|íerenças em Por-
tuga| estão a aumentar, duma mane|ra que
d|r|a ao|ssa|. Os re|ator|os |nternac|ona|s
coní|rmam. Já era a|tura de d|ssecarmos
o proo|ema e o reso|vermos.
A d|spar|dade de remuneraçoes e rend|-
mentos entre os de c|ma e os de ·oa|xo· e
pouco cred|ve| para um pa|s que se quer
harmon|oso e |ntegrado na Europa.
Be í|zermos a|gumas comparaçoes |nter-
nac|ona|s e nos det|vermos a ooservar o
porque de pa|ses com a|to grau de desen-
vo|v|mento terem |eques sa|ar|a|s dos ma|s
oa|xos do mundo, ver|í|camos que mu|to
desse comportamento passa pe|as e||tes,
que são responsáve|s e saoem que e a
ún|ca mane|ra dos pa|ses progred|rem, em
todo o seu con|unto. A|| há e||tes respon-
sáve|s. Em Portuga| as ·e||tes· são |rres-
ponsáve|s.
Oo|oco a segu|nte questão: numa empre-
sa os adm|n|stradores auíerem mensa|-
mente m||hares de contos os outros co|a-
ooradores umas dezenas de contos, a
acrescentar todo um con|unto de mordo-
m|as (carros, v|agens, cartoes de cred|to.
|ucros, pagamento de despesas part|cu-
|ares, etc). Ass|m começam as chamadas
d|íerenças. Por vezes são empresas que
não dão |ucros, ma| ger|das, mas os seus
gestores cont|nuam a auíer|r de enormes
vantagens perante os outros co|aoorado-
res.
No Estado, ho|e auíere-se ordenados e
rega||as em determ|nadas íunçoes que são
aous|vas do ponto de v|sta et|co. As cha-
madas e||tes auto-aumentam-se escanda-
|osamente.
Os empresár|os, a|em de auto-aumenta-
rem-se, íogem de uma mane|ra |ev|ana ao
pagamento das suas oor|gaçoes í|sca|s.
Oestores, d|r|gentes e empresár|os são o
topo dos rend|mentos. É aqu| que dev|a
estar o exemp|o que em op|n|ão de mu|ta
gente e pess|mo. Esta casta de pr|v||eg|a-
dos re|at|vamente ao pa|s que no seu todo
e com as suas gr|tantes d|íerenças soc|-
a|s e terce|ro-mund|sta. dez por cento de
portugueses tem cerca de 50 por cento
da r|queza de Portuga|. Oom estes núme-
ros estamos a cam|nho do mau exemp|o
oras||e|ro no que concerne á d|str|ou|ção
da r|queza.
Be vo|tarmos às comparaçoes |nternac|o-
na|s com pa|ses como os escand|navos,
Nova Ze|ând|a, Austr|a, estes comporta-
mentos não se ver|í|cam. Our|osamente
nestes pa|ses a corrupção quase não tem
|ugar. Ao contrár|o do que se passa em
Portuga|. Ou será, a et|ca no nosso pa|s,
pa|avra anorma| ?
Em Portuga| há comportamentos
desv|antes e não e com po||t|cas de d|íe-
renc|ação que Portuga| a|guma vez evo-
|u|rá para patamares de desenvo|v|mento
harmon|oso e auto-sustentado.
As ·e||tes· tem em v|sta e exc|us|vamente
o oem-estar mater|a|, de|es.
A denom|nação e||te e de um s|gn|í|cado
extremamente ser|o, ou se|a, são um con-
|unto de pessoas, de oem, com preocu-
paçoes concrectamente deí|n|das no cam-
po da |nst|gação, des|gn|os, et|ca e de-
senvo|v|mento dos povos. Este deve ser
o pr|nc|p|o norteador das e||tes.
O comportamento das c|asses d|r|gentes
em Portuga| e assustador e gr|tante no que
toca á d|íerenc|ação mater|a|. lníe||zmen-
te no |mater|a|, estão mu|to perto do ana|-
íaoet|smo íunc|ona| e de |gnorânc|a.
Our|osamente ía|a-se que a produt|v|dade
deve aumentar, mas à custa dos traoa|ha-
dores, ped|ndo-se ma|s sacr|í|c|os. Ao con-
trár|o, as c|asses d|r|gentes ex|gem ma|s
aumentos e a|nda ma|s mordom|as sem
contrapart|das. Mas que pa|s e este ?
Durante os 25 anos de democrac|a tenho
v|sto e ouv|do mu|to poucos d|r|gentes a
tentarem mudar este estado de aoerra-
çoes.
E||tes em Portuga| não há! Ex|stem s|m,
pseudo, para consegu|rem ma|s e ma|s
para e|es e cada vez menos para os ou-
tros.
É a|tura de d|zer chega.
Oomo e poss|ve| estarmos ca|ados quan-
do os empresár|os estão ma|s r|cos à cus-
ta dos traoa|hadores. Tamoem os po||t|cos
receoem oenesses que o comum do c|-
dadão í|ca |nd|gnado, não se |dent|í|can-
do com e|es. Por |sso a aostenção vem
aumentando. Os gestores que so se sac|-
am com m||hares de contos por mes e em
troca pouco ou nada produzem, a não ser
reun|oes que por vezes, são de nada.
Portuga| com esta gente não evo|u|, mu|to
menos com ·e||tes· que so pensam nos
seus ganhos pessoa|s em desíavor de
uma popu|ação íarta de v|ver ma|, onde a
d|íerenc|ação ao n|ve| do soc|a| e deve-
ras chocante e preocupante.
M
23 BETEMBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 19
CULTURA & DESPORTO
QUE SE PASSA Mary Rodrigues
POEMA DA SEMANA
Selecção de Carlos Carranca
SUGESTÄO
Ritmos tropicais
em AIbufeira
Este sáoado, d|a 25, não de|xe de passar
pe|a Oa|er|a Mun|c|pa|, onde, a part|r das 21
horas í|cará patente ao púo||co uma mostra
da p|ntora K|k| L|ma.
Duas horas ma|s tarde poderá |r ate ao Au-
d|tor|o Mun|c|pa| e ass|st|r a um espectácu|o
mus|ca| a cargo de D|uruman| e os Aíro-Lu-
sos.
A|nda este í|m-de-semana (sáoado, 25 e
dom|ngo, 26) rea||za-se a taça Oonce|h|a de
Futeoo|.
Os |ogos, que decorrem nos estád|os da
Ou|a, íerre|ras, A|ouíe|ra e Paderne, são d|s-
putados entre os esca|oes de |n|c|ados e
|uven|s do Ou|a Futeoo| O|uoe, Futeoo| O|u-
oe de Ferre|ras, Padernense O|uoe e lmorta|
Desport|vo O|uoe.
Feiras na Amadora
O Parque De|í|m Ou|marães aco|he ate ao
d|a 5 de Outuoro, as íe|ras do L|vro e do Ar-
tesanato da c|dade.
Este ano, a XlX Fe|ra do L|vro da Amadora
conta com 36 pav||hoes, onde estarão repre-
sentados 31 ed|toras/d|str|ou|doras.
No mesmo espaço, rea||za-se a X\ Fe|rarte -
Fe|ra de Arte, Artesanato, Oo|ecc|on|smo e
Ant|gu|dades, organ|zada pe|o Oentro Ou|-
tura| Poque Oame|ro com o apo|o da Oâ-
mara Mun|c|pa| e do lnst|tuto de Emprego e
Formação Proí|ss|ona|.
A Fe|rarte tem 34 s|anos, onde se podem
encontrar escu|turas, ve|har|as, cerâm|cas,
doces trad|c|ona|s e ench|dos a|ente|anos,
entre outros.
Durante as íe|ras, que se rea||zam no âmo|to
das Oomemoraçoes do XX An|versár|o do
Mun|c|p|o da Amadora, haverá tamoem an|-
mação cu|tura|, com espectácu|os de ma-
g|a, pa|haços, mús|ca, tardes |níant|s e uma
no|te de poes|a.
Conferências em Braga
O Oentro Ou|tura| de Banto Adr|ão, a de|ega-
ção de Braga da Oruz \erme|ha e a Assoc|-
ação O|ho \|vo |nauguram, ho|e, um c|c|o
de coníerenc|as |nt|tu|ado ·Oontextos e lden-
t|dades O|ganas·, um evento |ntegrado na
|n|c|at|va ·Betemoro O|gano·.
As coníerenc|as, que se pro|ongam ate ao
d|a 30, aoordarão questoes como
·Assoc|at|v|smo O|gano·, ·Hao|tat e Arqu|-
tectura·, ·M|nor|as Étn|cas e O|dadan|a· e
·Os O|ganos e a Esco|a·.
Poesia em Coimbra
A Fe|ra das \e|har|as, um evento promov|do
pe|a Oâmara Mun|c|pa|, rea||za-se no dom|n-
go, d|a 26, na Praça \e|ha.
No d|a segu|nte, segunda-íe|ra, a poes|a de
Heroerto He|der encherá o Oaíe-Teatro, a
part|r das 22 horas, com as ·Pa|avras que
nos í|cam da usura dos d|as· dec|amadas
por João Pedro \az.
Para term|nar a semana, nos d|as 28 e 29, a
·Ooragem para Matar· chega ao pa|co do
Teatro Academ|co de O|| \|cente, a part|r das
21 e 45.
Trata-se de uma peça de Lars Noren, com
encenação de Pau|o Oastro, em que as |n-
terpretaçoes estarão a cargo dos actores
Anton|o Fonseca e Pau|o Oastro, oem como
da actr|z Busana Baroosa.
Piano em Fafe
Amanhã, às 21 e 45, no estúd|o Fen|x, pros-
segue a ser|e ·Mús|ca em D|á|ogo· com a
actuação da p|an|sta Mar|a do Oeu
Oampos|nhos, que executará ooras de A|-
varo Oassuto, Haydn, L|szt-Pagan|n| e
Lecuona.
O programa ·Potas do O|nema· chega ao
Aud|tor|o da Oasa Mun|c|pa| da Ou|tura na
ú|t|ma semana do mes.
Ass|m, no d|a 27, ex|oe-se ·O Testamento do
senhor Napumoceno·, de Franc|sco Manso,
e a curta-metragem ·A íachada·, de Jú||o
A|ves.
Do|s d|as depo|s, na quarta-íe|ra, e vez de
ass|st|r ao í||me ·Tentação·, de Joaqu|m Le|-
tão, oem como de uma curta-metragem de
Jú||o A|ves, ·O Despertador·.
Todas as sessoes decorrem a part|r das 21
e 30.
SurreaIismo em FamaIicão
A Fundação Oupert|no de M|randa |naugu-
ra, no d|a 25, na sua sede, uma expos|ção
ded|cada à oora de Anton|o Dacosta, que
|nc|de no traoa|ho rea||zado pe|o art|sta nos
ú|t|mos anos.
Oons|derado um dos ma|s |mportantes ar-
t|stas do secu|o XX em Portuga|, Anton|o
Dacosta ío| autor, desde o í|m dos anos 30,
de uma oora que marcou o Burrea||smo por-
tugues e que tem s|do quase unan|memen-
te ac|amado pe|a cr|t|ca como a ma|s or|g|-
na| íe|ta nesses anos.
A expos|ção permanecerá aoerta ao púo||-
co ate ao d|a 30 de Outuoro.
Curso em Faro
A Oâmara íarense promove, a par|r de se-
gunda-íe|ra, d|a 27 e ate ao d|a 1 de Outu-
oro, um curso oreve (dez horas) soore ·A
Proo|emát|ca do L|vro e da Le|tura·, a ser
m|n|strado pe|o íormador Eduardo de Fre|tas,
no Aud|tor|o Mun|c|pa|.
História em Guimarães
·\e|vet Oo|dm|ne·, de Todd Haynes, e
·Happ|nes·, de Todd Bo|ondz, estarão em
ex|o|ção, respect|vamente, ho|e e terça-íe|-
ra, a part|r das 21 e 30, no Aud|tor|o da Ün|-
vers|dade do M|nho.
Be íor amante de h|stor|a, então não perca a
oportun|dade de ass|st|r, amanhã, entre as 9
e 12 e 30, das 14 às 18 e 30, e às 20 horas,
ao Xll Oongresso lnternac|ona| da AHlLA
Assoc|ação de H|stor|adores Lat|no-
Amer|can|stas.
O evento, que tem como tema gener|co
·Amer|ca Lat|na: Outro Oc|dente Deoates
do F|na| do M||en|o·, decorrerá no Paço dos
Duques de Bragança.
Livro em Lisboa
A Boc|edade de L|ngua Portuguesa, em co-
|aooração com a Assoc|ação 25 de Aor|| e
com a Ün|vers|tár|a Ed|tora, apresenta, ho|e,
às 19 horas, na sua sede, o ||vro de Jose
Jorge Letr|a |nt|tu|ado ·Oarta a Zeca Aíonso·.
A sessão de |ançamento desta oora estará
a cargo de Lu|s Ooes e Oar|os Oarranca,
contando a|nda com a part|c|pação de Oar|os
A|oerto Mon|z e do Orupo de Fado de
Oo|mora Porta Ferrea.
Amanhã este|am nas sa|as de c|nema
a|íac|nhas as pe||cu|as ·A Oarta·, de Manoe|
de O||ve|ra; ·O Predador Pessurect|on·, de
Pusse|| Mu|cahy; e ·P|anos Ocu|tos·, de M|ke
Barker.
No sáoado, a Praça Bony, no Parque das
Naçoes será pa|co para a apresentação da
oanda B|asted Mechan|sm.
Do|s duas depo|s será a vez de ver e ouv|r
os Megadeth, no Oo||seu dos Pecre|os, a
part|r das 21 horas.
Astros
em Montemor-o-VeIho
No dom|ngo, d|a 26, entre as 21 e a 1 hora
da manhã, rea||za-se, no Oaste|o, uma ses-
são de ooservação astronom|ca, dest|nada
à popu|ação do conce|ho.
A reíer|da sessão, |ntegrada no programa
·astronom|a no \erão, do M|n|ster|o da O|-
enc|a e Tecno|og|a, oeneí|c|ará da or|entação
de astronomos.
Artesanato e tapeçaria
em Portimão
A Xlll Expos|ção de Artesanato e Tapeçar|a
espera por s|, ate ao d|a 3 de Outuoro, no
pav||hão |unto à B|o||oteca Mun|c|pa| Manue|
Te|xe|ra Oomes.
Esta mostra poderá ser v|s|tada d|ar|amen-
te, das 10 às 24 horas.
FIamenco em
ViIa ReaI de Santo António
O Ouadro Fa|menco Dançar|nos de Bev|-
|ha darão, no Báoado, a part|r das 21 e 30,
no Oentro Ou|tura| Anton|o A|e|xo, um espec-
tácu|o que promete ser de ·dança í|amenca
genu|na·.
V SEMANA
DE
PERNAMBUCO
Do|s concertos do grupo oras||e|ro
Ou|nteto \|o|ado const|tuem pontos
a|tos da programação da \ Bemana
de Pernamouco do Porto, que se |n|-
c|a amanhã.
Oom ma|s de tres dezenas de d|scos
gravados em 27 anos de carre|ra, o
Ou|nteto \|o|ado e um dos grupos
que, no |n|c|o dos anos 70, deram um
novo rumo A Mús|ca Popu|ar Bras||e|-
ra, atraves da pesqu|sa eíectuada
pe|os seus e|ementos, or|g|nár|os do
Nordeste oras||e|ro, nos e|ementos
mus|ca|s da cu|tura popu|ar reg|ona|.
Os espectácu|os do Ou|nteto \|o|ado
rea||zam-se nos d|as de aoertura e en-
cerramento (24 de Betemoro e 1 de
Outuoro) da \ Bemana de
Pernamouco no Porto, em pa|co a
montar na p|sta de ge|o do Bhopp|ng
O|dade do Porto, sede do evento.
A|em da mús|ca, o programa da |n|c|-
at|va |nc|u| uma ser|e de pa|estras
soore os povos | nd| genas de
Pernamouco, pe|o h|stor|ador Edson
He|y B||va, da Ün|vers|dade Federa|
daque|e estado oras||e|ro.
O evento |nc|u| a|nda expos|çoes de
íotograí|a de Jose Mart|ns e X|rumoa
de O||nda, amoas soore o quot|d|ano
dos |nd|os Xucurú, uma mostra de
p|ntura de Pooerto Oorre|a dos Ban-
tos, p|ntor na¨.e pernamoucano, as-
s|m como traoa|hos de artesanato de
Poger|o ltag|oa, da tr|oo Xucurú, pre-
sente no |oca|, e do mestre sante|ro
\|cente B||va.
|| ce||c Re||c, I e:(c||I Jc |lI|e|I,
0|Je |I:ce|I| |ec: A.c:, |ec: |I|:,
|I (cI||c lc:||c:, .|c I lc¯ c| µce|I
ûce |el|c| |c|I |Ic .e| |I|I|:.
|Il Je:µc||I.I µI|I I .|JI ||(c|e|I,
|cçc Ic |I:ce|, |I|I|I|-l|e c: |Je|I:,
A |Il:I |e, |c|I ||I|çIc I||ec|I,
Cc|c c: |I|J|Jc: |I: e:||IJI: |eI|:!
|, e||c|I ec :e|I Je:ce|Je||e, c| |I|c
ûe::I I|.c|e Je |e|c|: (ce, e|||e µe||çc:
| çce||I:, :e e:|c|çI|I| µelc |JeIl.
|IJI |e ||µc||I:, |I|:! :e|I |ec A|c
0 CI|lc: cc c /e JI !|e:I. A||çc:,
ûce Je:ç|IçI |I:ce| e| |c||cçIl!
40f00/0 ¥00r0
5
Opera
VéHue B AUdH¡e
A Masque íor the Enterte|nment
oí the K|ng
De John B|ow (1648-1708)
\ersão de concerto com pro|ogo e tres
actos
29 de Betemoro, 21h30
Pequeno Aud|tor|o
Oentro Ou|tura| de Be|em
ACÇÃO SOClALlSTA 20 23 BETEMBPO 1999
OPÌNÌÄO DlXlT
Ficha Técnica
Acção Socia|ista
Orgão Oí|c|a| do Part|do Boc|a||sta
Propr|edade do Part|do Boc|a||sta
D|rector
Fernando de Sousa
Pedacção
J.C. Caste|o Branco
Mary Rodrigues
Oo|aooração
Rui Perdigão
Becretar|ado
Sandra An[os
Pag|nação e|ectron|ca
Francisco Sandova|
Ed|ção e|ectron|ca
Joaquim Soares
José Raimundo
Redacção
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Administração e Expedição
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Toda a co|aboração deve ser enviada para o
endereço referido
Depos|to |ega| N' 21339/88; lBBN: 0871-102X
Ìmpressão lmpr|nter, Pua Bacadura Oaora| 26,
Daíundo
1495 L|sooa Distribuição \asp, Boc|edade de
Transportes e D|str|ou|çoes, Lda., Oomp|exo OPEL,
Be|a \|sta, Pua Táscoa 4', Massamá, 2745 Oue|uz
ÚL7/MA COLUNA Joel Hasse Ferrelra
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
1.650$
2.400$
4.600$
5.500$
8.500$
3.250$
4.600$
9.100$
10.800$
16.600$
6 MEBEB 26 NÚMEROS 12 MEBEB 52 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
500$
700$
1.300$
1.500$
2.300$
800$
1.200$
2.400$
2.900$
4.400$
6 MEBEB 2 NÚMEROS 12 MEBEB 4 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados.
Por íavor remeter
este cupão para:
Portuga| Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass|nante do Portuga|
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
Por íavor remeter
este cupão para:
Acção Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass| nante do Acção
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
GOCt ALt GTA
TlMOR, ELElÇOES
E EMPRESÁRlOS
reconstrução da econom|a de
T|mor Lorosae e |nd|ssoc|áve|
da necess|dade de constru|r um
Estado democrát|co moderno,
no extremo or|ente e com um v|z|nho
como a lndones|a. A med|da que come-
çarão a aí|orar potenc|a|s c||vagens po||-
t|cas no |nter|or do propr|o ONPT, a deí|-
n|ção e ap||cação de uma estrateg|a eco-
nom|ca c|ara para T|mor passará pe|a
art|cu|ação entre a ut|||zação das capa-
c| dades endogenas, ou se| a as
potenc|a||dades econom|cas |oca|s e a
organ|zação do aux|||o |nternac|ona| que
não ía|tará. O pape| cata||sador de uma
í|gura como Xanana será certamente |n-
d|spensáve| na íase de construção do
Estado Democrát|co e da cr|ação e de-
senvo|v|mento de uma econom|a nac|o-
na|.
Na con|untura e|e|tora| que v|vemos em
Portuga|, aí||gem, pe|o seu |rrea||smo e
demagog|a, as propostas de Durão Bar-
roso. Oíerecendo ma|s do que o Estado
poderá pagar, reduz|ndo uns e aumen-
tando outros |mpostos com oase nos
ma|s |n|ustos cr|ter|os, procura reoa|xar
o n|ve| do deoate po||t|co-econom|co
para o tempo do ·oaca|hau a pataco·.
Esperava-se, depo|s da |gnom|n|osa d|-
recção de Marce|o, outra d|gn|dade
Durão e a des||usão.
Não saoe com que cenár|os econom|cos
traoa|ha, nem entende os eíe|tos soc|a|s
das propostas í|sca|s que apresenta, não
ca|cu|a (ou não pede a quem sa|oa) o
custo dos suos|d|os e apo|os que pro-
mete. Onde ha|a h|poteses de votos, uma
promessa, saoendo que não a pode
cumpr|r ou ate |gnorando o que e|a so-
c|a|mente s|gn|í|ca.
Num per|odo pre-e|e|tora|, reaparece a|-
guma ag| tação soc| a| promov| da por
consp|cuos responsáve|s que de d|a são
|sentos e empenhados deíensores do
respect|vo grupo soc|a| ou proí|ss|ona| e
à no|te são m|||tantes contro|ados estre|-
tamente pe|as d|recçoes de um ou outro
part|do da opos|ção.
Por outro |ado, ao |ado dos empresár|os que
gerem as suas empresas e dos gestores
proí|ss|ona|s que respondem perante acc|-
on|stas, traoa|hadores e comun|dade rea-
parece um ou outro e|emento que ex|oe
nestas ocas|oes a sua írustração de não ter
nenhum mandato e|ect|vo do povo e quer
|ní|uenc|ar a op|n|ão púo||ca não a íavor dos
|nteresses dos seus assoc|ados, mas da
sua matr|z |deo|og|ca.
O estado de avanço da democrac|a por-
tuguesa, apesar das suas |nsuí|c|enc|as,
íará certamente com que as caravanas
passem, os e|e|tores votem e se íorme uma
nova Assemo|e|a da Pepúo||ca e um novo
Ooverno correspondendo à vontade po-
pu|ar.
Oertamente, o 2' Ooverno de Anton|o
Outerres, preíer|ve|mente, com uma ma|-
or|a aoso|utamente |nequ|voca.
A
·A Marça| Or||o devem-se a|guns
progressos s|gn|í|cat|vos. Em
pr|me|ro |ugar, na |mportânc|a
conced|da ao pre-esco|ar, onde
tudo começa e onde não hav|a
estrateg|a deí|n|da·
Danlel Samµalo
^c||c|as Vaçaz|ne, '8 oe
Se|emo|c
·Durão Barroso e um |ovem,
oastante |maturo,
emoc|ona|mente íraco·
Jorge Coelho
F0|cnc||c|as, '7 oe Se|emo|c
·Ex|ste uma campanha
concertada contra a PTP·
João Grego Esfeves
F·o|essc, '8 oe Se|emo|c
·Oomo são mesqu|nhas as
quere|as t|p|cas da pre-
campanha comparadas com o
que se passa |á, do outro |ado
do mundo·
Edlfe Esfrela
F·o|essc, '8 oe Se|emo|c
·Oue |mportam as dec|araçoes
ooscenas do dr. Jard|m ou as
notas desaí|nadas do dr.
Barroso, se o povo portugues
está a compor o ma|s oe|o h|no
de so||dar|edade humana?·
ldem, lbldem
·T|mor Lorosae e uma rea||dade
|rrevers|ve|·
ldem, lbldem