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14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 1

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Director Fernando de Sousa
Nº1037 14 OUTUBRO 1999 100$ - 0,5

5+1)156)
-
Ouem disse ?
Euro-2004
Opinião
Comissão
PoIítica do PS
Manter a Iinha
de rumo
A Oom|ssão Po||t|ca Nac|ona| do
PB esteve reun|da terça-íe|ra pas-
sada no Largo do Pato. No í|na| da
reun|ão, o coordenador da Oom|s-
são Permanente soc|a||sta, Anton|o
Jose Beguro, de|xou oem c|aro que
o part|do ·não |rá v|rar à esquerda
nem à d|re|ta. \a| segu|r em írente
com determ|nação, energ|a e
cr|at|v|dade·, para concret|zar as
suas propostas e pro|ectos.
A|nda segundo Anton|o Jose Be-
guro, as pr|or|dades às reíormas
nas áreas da saúde, da |ust|ça, í|s-
ca| e na Begurança Boc|a| vão
·cont|nuar a ser concret|zadas no
íuturo |med|ato·. Na mesma dec|a-
ração po||t|ca, o d|r|gente soc|a||s-
ta garant|u que ·o PB cont|nuará a
ser íactos de estao|||dade na soc|-
edade portuguesa· e ·deí|n|rá as
suas ||nhas de acção para ser um
Ooverno de |eg|s|atura·. Ou se|a,
o PB apresentará as suas propos-
tas na Assemo|e|a da Pepúo||ca e
os part|dos da opos|ção ·votarão
contra ou a íavor·, mas não have-
rá a||anças sa||entou.
Anton|o Jose Beguro man|íestou-
se conv|cto que a proposta de Or-
çamento de Estado para 2000 será
aprovada sem proo|emas, soore-
tudo, porque Portuga| pres|d|rá ao
Oonse|ho Europeu no pr|me|ro se-
mestre do prox|mo ano. ·Be hou-
vesse uma co||gação negat|va (que
|mped|sse a aprovação do prox|-
mo orçamento), |sso |r|a contrar|ar
a expressão genu|na do e|e|tora-
do. Parecer-me-|a uma comp|eta
|rresponsao|||dade que o pr|me|ro
orçamento de uma |eg|s|atura íos-
se chumoado·, acrescentou a|nda
o coordenador da Oom|ssão Per-
manente do PB, que a|nda aí|rmou
estranhar a pos|ção do B|oco de
Esquerda, que anunc|ou o voto
contra o prox|mo Orçamento a|n-
da sem o conhecer. ·Para sermos
ex|gentes, temos pr|me|ro que ser
ex|gentes connosco propr|os·, de-
c|arou.
A entrada para a reun|ão da Oom|s-
são Po||t|ca do PB, Jorge Ooe|ho d|s-
se concordar com Manue| A|egre,
quando o caoeça-de-||sta do PB por
Oo|mora recusa a |de|a de que o
PB possa procurar um a||ado pre-
íerenc|a| à sua d|re|ta. ·Não deíen-
do que ex|sta qua|quer a||ança pre-
íerenc|a| com um part|do de d|re|ta.
Neste aspecto, penso que estamos
todos de acordo·, ír|sou.
·O povo d|sse ao PB para
que governe respe|tando as
opos|çoes, mas tamoem
d|sse às opos|çoes que
devem cooperar com o PB,
que devem ev|tar s|tuaçoes
de |nstao|||dade na AP,
gerando cond|çoes que
perm|tam que este Ooverno
governe por quatro anos·
Anfónlo Guferres
|c|e| /|||s, '0 oe O0|0o|c
O PS aIcançou domingo a maior
vitória de sempre desde a sua
fundação, chegando aos 44 por cento
dos votos e tendo praticamente
garantidos 113 deputados, num totaI
de 230. Trata-se de um resuItado
histórico e que representa a sexta
vitória do PS em eIeições nacionais.
Como subIinhou António Guterres, o
partido saberá interpretar o sinaI que
Ihe foi dado peIo povo português, que
demonstrou desejar que o Governo
prossiga a sua actuação com diáIogo
perante as oposições e a sociedade
civiI. Mas o primeiro-ministro também
deixou o recado de que espera que as
forças da oposição saibam interpretar
a vontade do eIeitorado, que quer
estabiIidade poIítica e um Governo do
PS para quatro anos. Terça-feira, o
secretário-geraI do PS foi recebido
peIo Presidente da RepúbIica no
PaIácio de BeIém. À saída, o Iíder
sociaIista disse que o próximo
Governo será novo e não uma
remodeIação face ao anterior. ReveIou
que começará a fazer convites para
formar o seu novo Executivo na
próxima semana, questão em que
aproveitou para desmentir
especuIações sobre hipotéticos
membros da sua equipa.
Um país moderno
e prestigiado em festa
É o reconhec|mento da capac|da-
de de organ|zação do Portuga|
moderno, desenvo|v|do e so||dár|o
que está a ser constru|do.
O Euro-2004 e nosso. Estamos,
ma|s uma vez, de paraoens.
O Pres|dente da Pepúo||ca sa|tou
de a|egr|a, o Oonse|ho de M|n|stros
ap|aud|u, a opos|ção regoz||ou-se,
Oar|os Oruz chorou, os empresár|-
os re|uo||aram e o pa|s íeste|ou a
atr|ou|ção a Portuga| do Europeu
de íuteoo| de 2004.
Nações Unidas
Educação em
Direitos Humanos
O Ooverno soc|a||sta aprovou, no passado
d|a 8, em reun|ão de Oonse|ho de M|n|stros,
o P|ano de Acção para a Decada das
Naçoes Ün|das para a Educação em mater|a
de D|re|tos Humanos.
A Oom|ssão Nac|ona| para a Oomemoração
do 50' An|versár|o da Dec|aração Ün|versa|
dos D|re|tos Humanos caoe agora desenvo|-
ver, ate 2004, as act|v|dades necessár|as à
ce|eoração da reíer|da Decada, tendo como
pr|nc|pa| vector a educação em D|re|tos
Humanos.
ACÇÃO SOClALlSTA 2 14 OÜTÜBPO 1999
A SEMANA
ED/7OR/AL A Dlrecção
MEMÓR/A$ ACÇÁO SOClALlSIA EM 1981
$EMANA
PS DENUNClA DESCALABRO
DA POLlTlCA DA AD
Peun|dos em Be|em, L|sooa, por |n|c|at|-
va da Oom|ssão Permanente, os autarcas
do PB ana||saram a s|tuação po||t|ca, soo
o pano de íundo do Ooverno da AD.
Esta era uma das ma|s s|gn|í|cat|vas no-
t|c|as puo||cadas na ed|ção de 15 de Ou-
tuoro de 1981 do ·orgão oí|c|a| do PB.
Begundo o ·AB·, ·o Encontro v|sou de||-
near a estrateg|a com v|sta às e|e|çoes
autárqu|cas de 1982, tendo s|do aprova-
do o p|ano e o orçamento para as acçoes
|nterca|ares das Federaçoes na área das
autarqu|as·.
Part|cu|ar destaque, com chamada de
pr|me|ra pág|na, era dado á |ntervenção
do deputado soc|a||sta A|me|da Bantos
na Assemo|e|a da Pepúo||ca.
Na sua |ntervenção, o camarada A|me|da
Bantos ·desmontou a caoa|a de T|mor·.
Oom uma comp|eta |níormação soore as
act|v|dades das secçoes do PB, o ·AB·
not|c|ava que a Becção de Oampo de
Our|que |a |evar a eíe|to um passe|o a
Bada|oz e O||vença. J. C. C. B.
'5 oe O0|0o|c
Ouem disse?
·Oom necess|dade de cerca de um m|-
|hão de íogos, o Pa|s ass|ste à entrega do
sector da hao|tação à |n|c|at|va pr|vada·
Olga Ferrelra
Sousa Franco afirma
PortugaI bIoqueará acordo
se restauração ficar fora de lVA reduzido
O m|n|stro das F|nanças, Bousa Franco, re|-
terou no d|a 8 que Portuga| o|oqueará o acor-
do dos Ou|nze soore o e|enco de act|v|da-
des onde poderá ser ap||cado o l\A reduz|-
do, caso a restauração não se|a |nc|u|da.
·Esta e uma pretensão |eg|t|ma e adequada
para a cr|ação de emprego, pe|o que não as-
s|naremos nenhum acordo se a restauração
não íor |nc|u|da·, ír|sou o m|n|stro num encon-
tro com |orna||stas, à margem do Oonse|ho
de M|n|stros das F|nanças (Ecoí|n) da Ün|ão
Europe|a, que decorreu no Luxemourgo.
A questão permanece o|oqueada, agora por
opos|ção da Espanha, que se opoe aos ter-
mos da dec|aração que a Oom|ssão
Europe|a apresentou de, no íuturo, estar d|s-
posta a |nc|u|r o reíer|do sector no e|enco,
de íorma a sat|síazer as re|v|nd|caçoes de
L|sooa, que deu s|na|s de se contentar |á com
esta menção.
Begundo ad|antaram íontes comun|tár|as, a
opos|ção |n|c|a| da A|emanha e da D|namar-
ca |á t|nha s|do u|trapassada, apos uma íor-
mu|a de comprom|sso encontrada, cu|os
pormenores se escusou a ad|antar, mas de
segu|da surg|ram ret|cenc|as apresentadas
por Madr|d.
Bousa Franco ía|ou a|nda soore T|mor-Leste
no a|moço com os seus homo|ogos, tendo
ape|ado para ape|ar à contr|ou|ção dos Es-
tados memoros da Ün|ão para o íundo e ac-
çoes do Banco Mund|a| e Fundo Monetár|o
lnternac|ona| para a reconstrução do terr|to-
r|o, na sequenc|a da reun|ão de doadores.
Fundos para Timor
A este propos|to, o m|n|stro das F|nanças
reaí|rmou que Portuga| não co|oca ||m|tes à
cana||zação de íundos para T|mor, sa||entan-
do que |sso não |rá pre|ud|car o cumpr|men-
to dos requ|s|tos deí|n|dos pe|o pacto de
estao|||dade.
·Não está em r|sco o cumpr|mento do pacto
de estao|||dade. Oaso ha|a necess|dade de
tomaremos med|das ta|s como a redução de
outras despesas·, ír|sou Bousa Franco, es-
cusando-se a espec|í|car o seu a|cance.
Governo RegionaI dos Açores
PIano para 2000 aposta na quaIificação
dos recursos humanos
A qua||í|cação dos recursos humanos,
com 15 m||hoes de contos, const|tu| a área
com ma|s veroas da proposta de P|ano
para 2000 do Ooverno açor|ano, que pre-
ve um tota| de |nvest|mentos de 51 m|-
|hoes.
A |níormação ío| avançada no d|a 8 pe|o
secretár|o das F|nanças, a entrada da reu-
n|ão com os parce|ros soc|a|s para a apre-
sentação do documento, sa||entando que
a va|or|zação dos recursos humanos re-
presenta 29,5 por cento do tota| do P|ano.
Begundo Pooerto Amara|, o documento
contemp|a |nvest|mentos no íorta|ec|men-
to e d|vers|í|cação do s|stema produt|vo
reg|ona|, sector que aosorve 13,9 m||hoes
de contos.
Para as |níra-estruturas de apo|o ao de-
senvo|v|mento econom|co e soc|a| estão
prev|stos 11,9 m||hoes de contos, o que
corresponde a 23,4 por cento do tota| de
veroas prev|stas no documento, reíer|u.
Ad|antou, a|nda, que 1,7 m||hoes de con-
t os dest | nam-se a gest ão púo| | ca e
|nst|tuc|ona|, enquanto a ruor|ca para a re-
cuperação das ca|am|dades que aíecta-
ram as ||has aosorve 8,4 m||hoes.
Pooerto Amara| sa||entou que o P|ano
apresenta uma taxa de cresc|mento de 3,3
por cento re|at|vamente ao deste ano,
c|ass|í|cando o documento como ·períe|-
tamente adequado às capac|dades de
aosorção da econom|a reg|ona|·.
Ba||entou, a|nda, que a reg|ão terá de re-
correr ao cred|to num montante |gua| ao
reg|stado em 1999, c|nco m||hoes de con-
tos.
Perante essa s|tuação, a d|v|da dos Aço-
res no í|na| do ano 2000 ascenderá a 49,6
m||hoes de contos, d|sse.
O P|ano para 2000 terá de ser apresenta-
do na Assemo|e|a Peg|ona| ate 25 de Ou-
tuoro, com os parce|ros soc|a|s a pode-
rem dar o seu parecer.
Porfugal, País de Iufuro
Portuga| está, ma|s uma vez, de paraoens.
Depo|s do sucesso oot|do com a rea||zação
da Expo-98, do Fest|va| Mund|a| da Juven-
tude e das Ooníerenc|as de M|n|stros da Ju-
ventude, da ootenção do Prem|o Nooe|
da L|teratura e da atr|ou|ção à c|dade do
Porto do Oa|ardão de Oap|ta| da Ou|tura
2001, Portuga| ooteve anteontem, em
Aachen (A|emanha), ma|s uma |mportante
v|tor|a ao ser o pa|s esco|h|do para a rea||za-
ção do Oampeonato Europeu de Futeoo| -
Euro-2004.
Este |mportante reconhec|mento pe|a ÜEFA
da nossa capac|dade de rea||zação e organ|-
zação ve|o reíorçar a coní|ança dos portugue-
ses em s| propr|os e, sooretudo, cr|ar um con-
|unto extraord|nár|o de cond|çoes para um
íorte desenvo|v|mento em d|versas áreas da
econom|a nos prox|mos c|nco anos.
Üm íorte s|na| da |mportânc|a de Portuga|
ser o organ|zador do Euro-2004 ío| dado pre-
c|samente na terça-íe|ra, |ogo apos o
conhec|mento da v|tor|a da nossa cand|da-
tura, ao terem d|sparado os preços das ac-
çoes das empresas de construção c|v|| e das
BAD's cotadas na nossa oo|sa de va|ores.
A atr|ou|ção a Portuga| da organ|zação do
Euro-2004 encheu de orgu|ho todos os por-
tugueses. A equ|pa organ|zadora da cand|-
datura, coordenada pe|o m|n|stro Jose
Bocrates, souoe cat|var e mov|mentar os
portugueses, sooretudo os ma|s |ovens, para
a |mportânc|a da conqu|sta desta organ|za-
ção para Portuga|. Por |sso, quando na ter-
ça-íe|ra Portuga| ío| esco|h|do, dezenas de
m||har de portugueses puderam sent|r que
aque|a v|tor|a tamoem era de|es.
Üma cand|datura desta natureza não se ga-
nha de qua|quer mane|ra, e prec|so mu|to
traoa|ho, mu|to esp|r|to de equ|pa e, soore-
tudo, um pro|ecto í|nance|ro e humano
cred|ve|. E, ío| aqu| que os portugueses ío-
ram chamados a dar o seu contr|outo ao
part|c|parem em massa na construção do
g|gantesco |ogot|po humano no Estád|o Na-
c|ona|, no passado mes de Ju|ho.
Este empenhamento dos portugueses per-
m|t|u demonstrar à ÜEFA e a toda a Europa
que Portuga| está de a|ma e coração com o
íuteoo|, que apo|a a sua se|ecção nac|ona| e
que |rá demonstrar com a sua part|c|pação
eíect|va nos estád|os que va|eu a pena apos-
tar em Portuga|.
O Euro-2004 perm|t|rá modern|zar as suas
|níra-estruturas desport|vas, desenvo|ver o
tur|smo, a econom|a e pro|ectar durante vá-
r|os d|as a |magem de Portuga|, na Europa e
no mundo. Mas, o ma|s |mportante e que esta
operação, que |rá custar mu|tos m||hares de
contos, não se esíumará com o í|na| do Oam-
peonato.
As d|íerentes |níra-estruturas que |rão ser cr|-
adas para receoermos o Euro-2004, a par
das apostas que se |rão íazer no desporto
nos prox|mos anos, perm|t|rão que Portuga|
í|que dotado de um va||oso con|unto de |níra-
estruturas desport|vas que oeneí|c|arão to-
dos quantos aprec|am a act|v|dade
desport|va. Esta oportun|dade cr|ada pe|a
aposta do Ooverno na cand|datura ao Euro-
-2004, ío| uma aposta de quem tem uma v|-
são de íuturo e de desenvo|v|mento do nos-
so pa|s. Fo| uma aposta de quem pensa,
sente e acred|ta que Portuga| tem íuturo.
14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 3
LEGÌSLATÌVAS 99
A MAlOR VlTÓRlA DE SEMPRE DO PS
ELE/ÇÖE$ Soclallsfas sobem em µercenfagem e em mandafos
O PS aIcançou domingo a maior
vitória de sempre desde a sua
fundação, chegando aos 44 por
cento dos votos e tendo
praticamente garantidos 113
deputados, num totaI de 230. Trata-
se de um resuItado histórico e que
representa a sexta vitória do PS em
eIeições nacionais. Como
subIinhou António Guterres, o
partido saberá interpretar o sinaI
que Ihe foi dado peIo povo
português, que demonstrou
desejar que o Governo prossiga a
sua actuação com diáIogo perante
as oposições e a sociedade civiI.
Mas o primeiro-ministro também
deixou o recado de que espera que
as forças da oposição saibam
interpretar a vontade do eIeitorado,
que quer estabiIidade poIítica e um
Governo do PS para quatro anos.
Terça-feira, o secretário-geraI do
PS foi recebido peIo Presidente da
RepúbIica no PaIácio de BeIém. À
saída, o Iíder sociaIista disse que o
próximo Governo será novo e não
uma remodeIação face ao anterior.
ReveIou que começará a fazer
convites para formar o seu novo
Executivo na próxima semana,
questão em que aproveitou para
desmentir especuIações sobre
hipotéticos membros da sua
equipa. Entretanto, no domingo, em
Paris, António Guterres participa
em mais uma reunião do
«Presidium» da lnternacionaI
SociaIista. No congresso desta
organização, entre 8 e 10 de
Novembro, também na capitaI
francesa, o Iíder do PS reúne boas
probabiIidades de ser eIeito
presidente da lnternacionaI
SociaIista.
a coníerenc|a í|na|, antes da íes-
ta soc|a||sta no Largo do Pato,
o camarada Anton|o Outerres
começou por saudar as portu-
guesas e os portugueses que votaram, |n-
dependentemente da esco|ha que cada
e|e|tor íez. No entanto, d|r|g|u-se espec|a|-
mente aos que vo|taram a man|íestar a sua
coní|ança num Ooverno do PB. ·T|vemos
a ma|or v|tor|a e|e|tora| de sempre, quer em
termos percentua|s, quer em mandatos. É
|negáve| que os portugueses querem um
novo Ooverno do PB para quatro anos·,
aí|rmou o pr|me|ro-m|n|stro, com vár|os
memoros do Ooverno e d|r|gentes do par-
t|do a escutarem-no.
Oomo pr|me|ra conc|usão do tr|unío na
no|te e|e|tora| de 10 de Outuoro, Anton|o
Outerres ír|sou que a opção cont|nuará a
ser pe|o d|á|ogo, pe|a concertação soc|a|
e pe|a contratua||zação com a soc|edade
c|v||. ·O PB í|cou mu|to perto da ma|or|a
aoso|uta·, suo||nhou, reconhecendo, po-
rem, que a |nd|cação de|xada pe|os portu-
gueses aponta no sent|do de que o íuturo
Execut|vo este|a atento aos s|na|s que che-
gam da soc|edade e, na med|da do poss|-
ve|, os sa|oa |ntegrar na sua acção po||t|-
ca. Mas o resu|tado das ú|t|mas e|e|çoes
| eg| s| at| vas, como rea| çou Anton| o
Outerres, tamoem de|xam um av|so aos
part|dos da opos|ção de que deem o seu
contr|outo para as ·so|uçoes necessár|as
ao pa|s·, tendo em v|sta ·preservar a esta-
o|||dade po||t|ca·.
Na prox|ma |eg|s|atura, ·outro oo|ect|vo não
tenho do que cont|nuar a serv|r o pa|s. \ou
dar tudo por tudo com o oo|ect|vo de a|u-
dar os portugueses a v|verem me|hor, com
as cond|çoes |nd|spensáve|s para que
Portuga| se possa aí|rmar na Europa e no
mundo·, ad|antou, a|nda, Anton|o Outerres.
Face ao resu|tado a|cançado no dom|ngo
passado, o ||der soc|a||sta recordou que,
ao |ongo da campanha e|e|tora|, sempre
de|xara oem c|aro que o PB íormar|a Oo-
verno, desde que íosse o part|do ma|s vo-
tado, respe|tando ·a vontade dos portu-
gueses·. Peconheceu, porem, que um
Ooverno de ma|or|a re|at|va ·está ma|s su-
|e|to a s|tuaçoes de |nstao|||dade. Oumpre-
me respe|tar a vontade popu|ar e o av|so
para que o PB governe respe|tando as
opos|çoes no d|á|ogo e na concertação·.
No entanto, segundo Anton|o Outerres,
esse av|so estende-se |gua|mente aos par-
t|dos da opos|ção, |á que os portugueses
querem um Execut| vo que dure uma
|eg|s|atura.
Abstenção
penaIizou o PS
lnterrogado soore as suo|das dos comu-
n|stas e e|e|ção de do|s deputados do B|o-
co de Esquerda, o pr|me|ro-m|n|stro adm|-
t|u que a acção governat|va tenha gerado
descontentamentos pontua|s, parte dos
qua|s transíer|dos em voto para esses par-
t|dos. Mas, ma|s |mportante do que esse
dado, de acordo com o cheíe do Oover-
no, ·e que se ver|í|cou um cresc|mento s|g-
n|í|cat|vo da aostenção·. Ora, esse aumen-
to do número de aostenc|on|stas, de acor-
do com o ||der do PB, ·acaoou por oeneí|-
c|ar os part|dos rad|ca|s· dentro do s|ste-
ma po||t|co. Na verdade, tanto a ODÜ,
como o B|oco de Esquerda, nestas e|e|-
çoes, oot|veram ganhos mu|to ||m|tados.
A ODÜ apenas suo|u 0,5 por cento, en-
quanto o B|oco de Esquerda aumentou a
sua votação em cerca de um por cento·.
Ou se|a, o PB não ío| pena||zado por
a|egadamente não ter agradado ao e|e|to-
rado s|mpat|zante de po||t|cas ma|s à es-
querda.
Na mesma coníerenc| a de lmprensa,
Anton|o Outerres tamoem recusou a pers-
pect|va de que, por não ter dramat|zado o
oo|ect|vo da ma|or|a aoso|uta, tenha aca-
oado por não o concret|zar por margem
m|n|ma. ·Não dramat|ze| a necess|dade de
ma|or|a aoso|uta não por uma questão de
oportun|dade po||t|ca, mas por pura con-
v|cção em termos de pr|nc|p|os e de va|o-
res·. Ta|, na perspect|va do secretár|o-ge-
ra| do part|do, equ|va|er|a a íazer chanta-
gem com o e|e|torado, ·at|tude que não e
democrát|ca·, respondeu.
Anton|o Outerres assegurou, por outro
|ado, que nunca como agora se sente ·de-
term|nado· em cont|nuar a desempenhar
as íunçoes de pr|me|ro-m|n|stro. Na se-
quenc|a dos resu|tados de dom|ngo pas-
sado, o ||der soc|a||sta tamoem d|sse en-
tender que o povo portugues ·não deu
qua|quer |nd|cação de que dese|e um Oo-
verno de co||gação, ou qua|quer acordo
de |nc|denc|a par|amentar com outro par-
t|do da opos|ção. Os portugueses querem
que o PB cumpra o seu programa e|e|to-
ra|·, contrapos, porque deram ao part|do
·quase ma|or|a aoso|uta. Espero que as
opos|çoes tamoem sa|oam |nterpretar este
s|na|·, advert|u.
A í|na||zar, Anton|o Outerres tamoem pro-
curou desm|st|í|car o conce|to de reíormas
e que mu|tas vezes e ve|cu|ado por part|-
do da opos|ção. Os avanços ma|s so||dos
e ma|s seguros, de acordo com o pr|me|-
ro-m|n|stro, ·íazem-se com pequenos pas-
sos e não com oase em |e|s gera|s, que,
N
ACÇÃO SOClALlSTA 4 14 OÜTÜBPO 1999
mu|tas vezes, nunca chegam a ser cum-
pr|das·.
Em comentár|os aos resu|tados na no|te
e|e|tora| de dom|ngo, tanto o t|tu|ar da pasta
dos Assuntos Par|amentares, Anton|o Oos-
ta, como o m|n|stro da Econom|a, P|na
Moura, suo||nharam o íacto de o PB ter
consegu| do reíorçar a sua ma| or| a
a|cançada em 1995. Para Anton|o Oosta,
·o PB ooteve uma v|tor|a c|ara e os portu-
gueses demonstraram que querem um
novo Ooverno soc|a||sta para quatro anos·.
Boore as d|íerenças entre um Ooverno de
ma|or|a aoso|uta ou de ma|or|a re|at|va, o
d|r|gente soc|a||sta comentou da segu|nte
íorma: ·Oom ma|or|a aoso|uta a respon-
sao|||dade democrát|ca pertence sooretu-
do ao Ooverno, com ma|or|a re|at|va a
questão da estao|||dade e da responsao|-
||dade das opos|çoes. O prox|mo Ooverno
terá de Ter cond|çoes po||t|cas para con-
cret|zar o seu programa·, acrescentou
Anton|o Oosta.
Por sua vez, o caoeça-de-||sta do PB em
Betúoa|, Jorge Ooe|ho, |emorou que o par-
t|do ·nunca íez chantagem soore os por-
tugueses para a|cançar a ma|or|a aoso|u-
ta. É com o resu|tado que nos deram que
vamos dar o me|hor que souoermos. T|-
vemos um grande resu|tado a n|ve| nac|o-
na| e, mesmo em Betúoa|, o PB a|cançou
um resu|tado dentro da med|a nac|ona|·,
esc|areceu o pres|dente da Federação da
Area Üroana de L|sooa do PB. Jorge Ooe-
|ho man|íestou a|nda o seu espanto por o
PBD estar a íeste|ar uma derrota e|e|tora|
·Não compreendo a razão que |eva Durão
Barroso a estar contente, porque a|nda
desceu ma|s do que Fernando Nogue|ra.
Pe|a nossa parte, preíer|mos ganhar as
e|e|çoes com 44 por cento dos votos·, su-
o||nhou.
Audiência
com o chefe de Estado
Terça-íe|ra, Anton|o Outerres ío| receo|do
em aud|enc|a com o Pres|dente da Pepú-
o||ca. No í|na| do encontro, o secretár|o-
gera| do PB reve|ou que o prox|mo Oover-
no deverá ser nomeado a|nda este mes,
apos a d|vu|gação dos resu|tados oí|c|a|s
das e|e|çoes e da poster|or convocação do
Par|amento. Anton|o Outerres cons|derou
tamoem ser |nev|táve| que o Orçamento de
Estado se|a aprovado apenas no pr|me|ro
tr|mestre do ano 2000. Em re|ação ao novo
execut|vo, o pr|me|ro-m|n|stro dec|arou a
sua ·tota| d|spon|o|||dade para íormar Oo-
verno em cond|çoes períe|tamente aná|o-
gas ao que aconteceu há quatro anos.
Berá um novo Ooverno·, sa||entando que
·não se trata de uma remode|ação do an-
ter|or·. Boore a estrutura do íuturo Execu-
t|vo, o ||der do part|do exp||cou que va| ía-
zer ·uma ú|t|ma reí|exão durante esta se-
mana·, esperando na prox|ma começar a
endereçar conv|tes.
Anteontem, o secretár|o-gera| do PB apro-
ve|tou para qua||í|car como especu|açoes
todas as not|c|as soore a compos|ção e a
estrutura do Ooverno. D|sse mesmo não
ter ía|ado com n|nguem soore essa mate-
r|a. Fa|ando no í|na| de uma reun|ão extra-
ord|nár|a do Oonse|ho de M|n|stros, que se
rea||zou em Bão Bento, o pr|me|ro-m|n|s-
tro adm|t|u, contudo, que possa não ser a
ú|t|ma da presente |eg|s|atura, emoora so
convoque uma nova se ocorrer a|go de
urgente. Na reun|ão, Anton|o Outerres su-
o||nhou a sua sat|síação por traoa|har com
cada um dos m|n|stros e secretár|os de Es-
tado, a cada um dos qua|s oíereceu um
p|sa-pape|s em cr|sta|.
Üm d|a depo|s desta reun|ão do Oonse|ho
de M|n|stros, o cheíe do Ooverno receoeu
na quarta-íe|ra os part|dos po||t|cos para
|níormaçoes soore o Oonse|ho Europeu de
Tampere (F|n|ând|a). Ou|nta-íe|ra, Anton|o
Outerres parte para a F|n|ând|a. No dom|n-
go, na qua||dade de secretár|o-gera| do PB,
estará presente em Par|s na reun|ão do
·Presd|um· da lnternac|ona| Boc|a||sta,
encontro que |rá preparar o congresso
desta organ|zação, que tamoem deverá
decorrer na cap|ta| írancesa entre 8 e 10
de Novemoro. Nesta reun|ão, Anton|o
Outerres poderá v|r a ser e|e|to pres|dente
da lnternac|ona| Boc|a||sta.
Na segunda-íe|ra, de novo na qua||dade de
pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Outerres tem en-
contros sucess|vos com o pres|dente da
França, Jacques Oh|rac, e com o seu
homo|ogo írances L|one| Josp|n, amoos no
âmo|to dos contactos que tem v|ndo a de-
senvo|ver para preparar a pres|denc|a por-
tuguesa da Ün|ão Europe|a, que se rea||za
no pr|me|ro semestre do prox|mo ano.
LEGÌSLATÌVAS 99
14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 5
LEGÌSLATÌVAS 99 - RESULTADOS
Apuramentos - Comparativo 95/99
âno Mandatos 6onceIhos Fre§uesIas
1999 !c|ãl 22c JJ8 4241
A(a|ãJc: 22J 299 42J2
1995 !c|ãl 22c JJ8 4221
A(a|ãJc: 225 299 4212
Escrutínio Provisório - Comparativo 95/99
âno lnscrItos ¥otantes âhstençèes 8rancos huIos
IotaI Fercent. IotaI Fercent. IotaI Fercent. IotaI Fercent.
1999 8cì28J1 5JcJ895 c1,85 " JJJ89Jc J8,15 " 5c852 1,Jc " 49928 J,9J "
1995 8ì29129 584ì8J9 cc,99 " 2881J2J JJ,J1 " 458cJ J,ì8 " c4248 1,1J "
Votação por Partido no País - Comparativo 95/99
âno F$ FF0/ F6F- 60$- 8.E. F6IF/ MFI FFM F$h F.h. Fûü$ F0â F$ß ü0F F6 FFM- MüI
/F$0 -FE¥ -FF /MßFF -MFI
1999 !c|ãl 2J595c1 1ìJJ589 48Jcì5 44925J 1J18cì J94cJ 19524 1cJJ5 11418 ì9Jì 4J5c 4Jì - - - - -
|e|ce||. 4J,99 " J2,J2 " 9,J2 " 8,J8 " 2,4c " J,ì4 " J,Jc " J,JJ " J,21 " J,15 " J,J8 " J,J1 " - - - - -
|ã|Jã|c: 111 ì9 1ì 14 2 J J J J J J J - - - - -
|e|ce||. 49,12 " J4,9c " ì,52 " c,19 " J,88 " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " - - - - -
1995 !c|ãl 25c4JJ4 198ì945 5JJ829 5J158c - 4Jì1J ì82c - 1245J - - 2JJ1 JìJ58 JJJ58 8J44 591J 2Jì1
|e|ce||. 4J,85 " JJ,99 " 8,c2 " 9,J9 " - J,ìJ " J,1J " - J,21 " - - J,J4 " J,c4 " J,5ì " J,14 " J,1J " J,J4 "
|ã|Jã|c: 111 84 15 15 - J J - J - - J J J J J J
|e|ce||. 49,12 " Jì,1ì " c,c4 " c,c4 " - J,JJ " J,JJ " - J,JJ " - - J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
Resumo da Votação por Partido no País- Comparativo 95/99
0IstrItos âno F$ FF0/ F6F- 60$- 8.E. F6IF/ MFI FFM F$h F.h. Fûü$ F0â F$ß ü0F F6 FFM- MüI
/F$0 -FE¥ -FF /MßFF -MFI
âveIro 1999 1455ì5 1J8c8c 12ì9ì 4918J 4cìc 1511 84ì 1148 ccJ 9c8 - - - - - - -
1995 154454 1581J8 1J5J1 48JìJ - 1422 - - 84c - - - 14J8 112c 45ì c12 -
8eja 1999 J9ì28 12JJ8 24Jìì JJ15 1J1c 1cc4 2ì9 J9J 2Jì - - - - - - - -
1995 44ìJJ 152ìc 28Jì2 J515 - 22Jc - - - - - - 5ì1 1JJ1 - - -
8ra§a 1999 195cJ2 1c24JJ 2J821 J9J2ì 51c4 294ì 9ìJ 14J4 1ì58 8ìJ 8JJ - - - - - -
1995 19c1J8 1ìJ2c9 2J555 484J8 - 21J5 - - 151c - - - 1ììJ 221J 11J8 - -
8ra§ança 1999 J2588 Jc841 2141 ìJì9 cì9 5JJ 29c - 2JJ - - - - - - - -
1995 Jc52c 4J541 1ìJc 85Jc - J92 - - - - - - 488 J88 - - -
6asteIo 1999 cJJ98 J91ì1 c442 ìcc5 152J 84J 424 5cc - - - - - - - - -
8ranco 1995 ì22J8 4JcJì 4ì45 98JJ - ccJ - - - - - - c1J ììJ - 49J -
6oImhra 1999 1J995c 82J25 14258 1J99J 4545 125J c19 915 - 44c 2J5 - - - - - -
1995 125J4J 8ìì4ì 129J8 1ì91c - 15c4 - - 59ì - - - 149ì 1248 - - -
Evora 1999 4225ì 1ì28J 22ì94 4cJc 1J94 1582 J29 Jcì 19c - - - - - - - -
1995 44c85 211Jì 28252 54ìc - 2JJ5 - - - - - - 4ì1 ì8c - Jìì -
Faro 1999 8ì1c2 5JJ9c 1488c 1JJ84 41Jc 2J5c 12Jì - - - - - - - - - -
1995 98J1J 5ì918 154ì4 1c491 - 1ì24 815 - ì85 - - - 1128 12ì5 - - -
6uarda 1999 44254 4JJ24 J25J 998ì 1J88 c91 41J - - - - - - - - - -
1995 494ìJ 45224 25c2 1124c - 4ì8 - - 4ì8 - - - 52ì 5ìJ - - -
LeIrIa 1999 85589 99J91 12J5ì 2JJ88 J84J 1ì24 899 - c18 - 4c9 - - - - - -
1995 9J2cJ 1Jc5c5 1111J 28JJ2 - 1458 - - - - - - 12J4 11J5 - - ccJ
LIshoa 1999 48J41J JJì9c1 1J8225 9c184 5511J 9284 c249 48JJ 1812 2J85 1489 - - - - - -
1995 55J9J2 Jc48ì1 15J99c 118158 - 9J48 545J - 1881 - - 1J44 1cì21 ì8cJ 2J41 - 94J
FortaIe§re 1999 Jc545 1cJc8 1Jì2J 418J 8ìc 8J9 219 2ìc 119 - - - - - - - -
1995 41499 192ì2 114ì9 5181 - 15J8 2ìJ - J59 - - - J45 cìJ - - -
Forto 1999 4J9ì84 2994ì8 5ì2cì c9JJJ 21411 45J8 2Jì5 2ì1c 2JJJ 2cJJ c5J - - - - - -
1995 4c42J9 Jc222c cJJ1ì ììJ2J - J212 - - 24J9 - - - J51J 2858 1J8c 22ìJ Jì1
$antarem 1999 11JJ2c ìJ252 24554 19559 4ì98 25J8 111J - 8JJ - - - - - - - -
1995 12JJ59 8JJ91 25cJ9 2J442 - 25J4 94ì - 9J9 - - - 15JJ 1ì9J - - -
$etuhaI 1999 1ìJ19J ìJJ4J 9cìJ5 219c9 1Jì85 41c1 1ì11 1ì8J ì82 - J8J - - - - - -
1995 194J19 ì95ì2 1J281c J1248 - ì125 - - cc2 - - - 2c51 J828 1JJì 1c8c J9ì
¥Iana do 1999 551J2 49J4J c8ìì 192J9 1c8ì ì28 448 c44 448 J58 - - - - - - -
6asteIo 1995 5cJ8J cJ928 c59J 1c2J8 - ìJc - - - - - - 48J 49ì J14 4ì5 -
¥IIa ßeaI 1999 5Jc91 5c5Jì 2992 8599 995 c5c 29c c58 5J4 - - - - - - - -
1995 5JJ85 c1JJJ 25ì4 1JJ89 - ì5ì - - 521 - - - cìì 4ìì 51J - -
¥Iseu 1999 ìì8J9 9J11c 44ìJ 21294 2J99 994 445 cJ8 c48 cJì - - - - - - -
1995 82J88 9514J J84c 24cì4 - 9J8 - - 5cc - - - 915 ì5J 891 - -
Peq|oes Aulóuomas
âçores 1999 4994ì JJ5c4 1c12 5215 992 JJJ 1ìì - - - - 4Jì - - - - -
1995 4JJ22 51J14 185ì 1JJ2J - J88 - - - - - 9JJ J9J 4cJ - - -
MadeIra 1999 42c15 5cJJ2 J424 129JJ 148J c5ì 4ì5 - 5ìJ - - - - - - - -
1995 4JcJ5 c11cJ 1ìJ4 1ì15J - 42J J41 - 8c4 - - J2ì 45J Jc5J - - -
IotaI do 1999 2J595c1 1ìJJ589 48Jcì5 44925J 1J18cì J94cJ 19524 1cJJ5 11418 ì9Jì 4J5c 4Jì - - - - -
Faís 1995 25c4JJ4 198ì945 5JJ829 5J158c - 4Jì1J ì82c - 1245J - - 2JJ1 JìJ58 JJJ58 8J44 591J 2Jì1
ACÇÃO SOClALlSTA 6 14 OÜTÜBPO 1999
AVElRO - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8.E. F6IF/ FFM F.h. MFI F$h
/F$0 -FF FE¥ /MßFF
A¡aeJã 1J1J4 954J J242 85J 24J 1J4 82 55 52 54
Al|e|¡.-ã-\el|ã 4J41 4845 2219 JJ5 8c J8 J5 25 15 J5
A|ãJ|ã 5cìJ ì549 22ìJ Jì1 19J 5ì 55 51 Jc 28
A|cacã J815 cJJJ 222ì 2Jì 94 J5 85 5J 2J 4J
A.e||c 1Jc92 1JJ4c c58J 1J91 1JJ1 149 1J9 99 98 55
Cã:|elc Je |ã|.ã 4J44 JccJ 42c 15c 89 28 19 2ì 1ì 1ì
|:(|||c 9549 c58ì 1ìcì 1ìì1 Jì8 148 8c Jc 5c 2c
|:|ã||e|ã 4984 5c45 1cc8 55J 189 5ì 4c J9 29 25
S|ª |ª Jã |e||ã J2cJì 25J1J cJ24 2195 c25 J2c 1ì8 18ì 1ì1 11c
|l|ã.c 5ì41 cJ8J 2J5ì 5cc 288 84 ì4 4J Jì 2c
|eãl|ãJã 5J4J 28ìJ 581 5ìJ 154 4c 28 22 1c 2J
|a||c:ã 1JJJ 2ìcJ 428 54 2J 5 1J 1ì 1J c
0l|.. Je A¯e|e|: 159J9 1Jì8ì 5288 88ì J12 122 11J 9c 81 cì
0l|.. Jc Bã|||c 192J 5481 2889 1cì 5c 2J J1 J8 24 15
0.ã| 12JJJ 84J8 19JJ 1c5J 4J4 15c 81 c2 c1 55
S 1. Jã |ãJe||ã 5cc4 J5J5 142J cJì 2Jc 4ì 28 2c JJ 12
Se.e| Jc \ca¡ã 1929 Jì54 1545 142 ì2 2c 21 J4 1ì 1ì
\ã¡c: 149J 5219 2928 ì5 98 1c 25 21 19 18
\ãle Je Cã|||ã 54Jì 4898 JJ88 28J 1J8 44 42 4J 55 25
IotaI 1455ì5 1J8c8c 4918J 12ì9ì 4cìc 1511 1148 9c8 84ì ccJ
|e|ce||. 4J,1ì" J8,2ì" 1J,5ì" J,5J" 1,29" J,42" J,J2" J,2ì" J,2J" J,18"
Mandatos ì c 2 J J J J J J J
|e|ce||. 4c,cì" 4J,JJ" 1J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ"
BEJA - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ F6F- FF0/ 60$- F6IF/ 8.E. FFM MFI F$h
-FE¥ /F$0 -FF /MßFF
Al|a:||el 2cJ8 2JJ9 48J 1c5 119 91 2ì 2J 11
Al|cJc.ã| 25J1 5Jì 1Jcì 188 ì4 ì2 Jc 19 15
Al.||c c19 4JJ 258 c4 2c 1c 5 5 J
Bã||ã|cc: 54ì 29c 44 8c 2c 12 ì 4 J
Be|ã ì992 55cc 28ìJ ì91 2c1 455 4J 48 2ì
Cã:||c \e|Je 181J 1125 455 99 ìc 81 15 c c
Ca|ã 12ì2 988 2cc ì1 cJ JJ 12 5 8
|e||. Jc Ale||e|c 2524 14ì9 c44 18ì 122 ì9 1c 21 1J
|e||clã 21J5 1ì9ì 5JJ 1J5 141 5J J5 2J 19
|ca|ã J88J 1ì5J 858 2ì1 1c8 1J4 2c 19 22
0Je|||ã ì228 285ì 2JìJ c59 J18 15c 11ì c1 5J
0a||çae 1c49 595 12Jc 119 4J 25 14 J 9
Se|(ã J285 J451 1149 JJJ 149 1J5 28 JJ 1ì
\|J|¡ae||ã 1cì5 894 4J5 14ì ì8 Jì 12 12 4
IotaI J9ì28 24Jìì 12JJ8 JJ15 1cc4 1J1c J9J 2ì9 2Jì
|e|ce||. 4c,ìJ " 28,J2 " 14,48 " J,9J " 1,9c " 1,55 " J,4c " J,JJ " J,24 "
Mandatos 2 1 J J J J J J J
|e|ce||. cc,cì " JJ,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
BRAGA - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8.E. F6IF/ F$h FFM MFI F.h. Fûü$
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A|ã|e: Jc29 J882 122ì 21J 55 J4 44 29 2J 21 18
Bã|celc: 25Jì5 JJ959 558J 1ì91 ccì 22J 2Jc 1c9 12J 112 115
B|ã¡ã J84Jì 2ì251 ìì94 ì2ìJ 2JJ4 cì5 4J5 J1J 2J9 1c5 14c
Cã|. Je
Bã:|c 48Jc J8cì 555 154 5ì J1 2c 2J 19 2J 1c
Cel. Je
Bã:|c J82c 5412 11cì 184 4ì Jc c2 J5 2c J5 J8
|:(c:e|Je cJ4J c8c2 29ì2 5J8 1cì 81 5ì ì4 cJ 4J J1
|ã|e 15JìJ 9Jì4 1811 1158 182 182 11J 99 41 c1 58
ûa||ã|ãe: 4J414 24ì9c ìJ4c ìJ25 9J4 88ì J51 255 181 148 145
|c.cã Je
|ã||c:c 5c92 5JJ9 92J 22ì cc 4J c4 44 2J J8 4J
!. Je Bca|c 1ìJì 25JJ 45c 1J2 2c 2ì JJ J4 1J 15 1ì
\. Jc ||||c Jc98 J5J5 5J4 25J c4 5J c2 4J 24 24 1c
\. \c.ã Je
|ã|ãl|cãc J1cJ9 24JJJ 5cc1 J5Jc ìJ5 5J4 148 18J 1J5 122 9J
\|lã \e|Je 8J51 12JJJ 2c44 49c 1J4 1J5 1cJ 94 5J 5c ì4
\|¯elã ì242 2J2J c5ì 5ì1 8c ì5 2ì J9 1c 1J 2J
IotaI 195cJ2 1c24JJ J9J2ì 2J821 51c4 294ì 1ì58 14J4 9ìJ 8ìJ 8JJ
|e|ce||. 44,J1" Jc,8J" 8,84" 5,4J" 1,1ì" J,cì" J,4J" J,J2" J,22" J,2J" J,19"
Mandatos 8 ì 1 1 J J J J J J J
|e|ce||. 4ì,Jc" 41,18" 5,88" 5,88" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ"
BRAGANÇA - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos FF0/F$0 F$ 60$-FF F6F-FE¥ 8.E. F6IF/MßFF MFI F$h
Al|. Jã |e 1cc2 15c9 JJJ 1JJ JJ 22 14 11
B|ã¡ã|çã ì2cì ì5J1 11c4 c2c 2J1 12J c4 J9
C. Je A|:|ãe: 2299 1cJc 4ì2 9J 2ì J9 14 8
|. |:(. ã C|||ã 11Jì 112ì 154 55 22 1c J 5
|. Je Cã.ãle||c: J945 Jì4J 1J48 188 82 59 J8 21
|. Jc Dca|c 2J95 1ì51 221 59 J2 2J 14 15
|||ã|Jelã c18J 4J11 148J 492 99 89 54 42
|c¡ãJca|c Jc58 2284 45ì ì8 44 Jc 19 1ì
!. Je |c|cc|.c 25ìì 24ì5 525 14c 41 2ì 1c 15
\|lã |lc| 1992 1898 4ìc 1J9 JJ 44 1J 22
\|||c:c 15ì1 124J 1J1 5J 2ì 2ì 19 1J
\|||ã|: 2458 JJ2J J48 112 41 28 28 25
IotaI Jc841 J2588 ìJì9 2141 cì9 5JJ 29c 2JJ
|e|ce||. 44,8c " J9,c8 " 8,c2 " 2,c1 " J,8J " J,c5 " J,Jc " J,28 "
Mandatos 2 2 J J J J J J
|e|ce||. 5J,JJ " 5J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
CASTELO BRANCO - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/F$0 60$-FF F6F-FE¥ 8.E. F6IF/MßFF FFM MFI
Bel|c||e 21c9 1J19 2JJ 192 J1 25 12 15
Cã:|elc B|ã|cc 1ì84J 9J2J 214J 1JJ5 5J9 21J 152 128
Cc.|l|ã 18222 c841 19Jc J25ì 419 292 12ì 9J
|a|Jãc 9c9J 4ìcJ 9JJ ì99 24J 148 89 ìì
|Jã||ã-ã-\c.ã 4225 221ì Jì5 2ì5 5ì 58 51 JJ
0le||c: 14J8 28Jì 22c 49 2ì 1J 14 1J
|e|ã|ãcc| 2112 12J4 J51 112 JJ JJ JJ 15
||ce|çã-ã-\c.ã 2249 J1J4 4J1 1J1 44 2J 22 15
Se||ã J21ì 5c4J ì11 11J ì9 2ì Jì 29
\|lã Je Re| 441 1589 249 Jc 2J 5 1ì 12
\. \. Je RcJãc 1822 9J4 8J 1ìJ 28 15 15 J
IotaI cJJ98 J91ì1 ìcc5 c442 152J 84J 5cc 424
|e|ce||. 51,ìJ " J1,94 " c,25 " 5,25 " 1,24 " J,c9 " J,4c " J,J5 "
Mandatos J 2 J J J J J J
|e|ce||. cJ,JJ " 4J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
LEGÌSLATÌVAS 99 - RESULTADOS
14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 7
ÉVORA - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ F6F- FF0/ 60$- F6IF/ 8.E. FFM MFI F$h
-FE¥ /F$0 -FF /MßFF
Alã|J|cãl 1cì9 11ìc 458 1JJ 9J 2J 12 11 1J
A||ã|clc: 1c4ì 1ìJ9 ccc 1Jc 82 54 1c c ì
Bc||ã 2559 8JJ c9c 15c 98 49 19 1J 1J
|:||e|c¯ 4J59 1JJ1 2129 524 141 11ì J1 2J 2J
|.c|ã 1J949 5ccc 5ì94 1811 J28 cì4 9ì 14J 42
|c||.-c-\c.c 4112 415c 1c54 422 225 12J J2 J5 25
|c|ã 1254 118ì c9J 1JJ ìì J4 8 2J 11
|ca|ãc 98c 1JJ Jì1 82 1ì 12 J 2 5
|c||el 1c42 141J 4Jì cc 98 2J 19 8 8
ReJc|Jc 1c22 8c9 cJ4 199 91 c1 2J 1J ì
Re¡. Je |c|:ã|㯠J15c c98 1JJ4 21c 85 59 Jì 9 8
\e|Jã: \c.ã: 2295 189c 1Jc9 J49 9c ì9 J1 2ì c
\|ã|ã Jc Ale||e|c 11JJ 9JJ J99 1J2 82 J1 1ì 8 14
\|lã \|çc:ã 21cì 8JJ 1JJ9 J1J ì2 c4 22 1ì 1ì
IotaI 4225ì 22ì94 1ì28J 4cJc 1582 1J94 Jcì J29 19c
|e|ce||. 45,c4" 24,c2" 18,cì" 5,J1" 1,ì1" 1,51" J,4J" J,Jc" J,21"
Mandatos 2 1 1 J J J J J J
|e|ce||. 5J,JJ" 25,JJ" 25,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ"
FARO - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/F$0 F6F-FE¥ 60$-FF 8.E. F6IF/MßFF MFI
Al|a|e||ã 52Jc Jì54 ì2c 9J2 21J 122 ì4
Alcca||| 1182 8c2 155 ì2 18 29 ì
Al|e¯a| 141J 529 Jc8 1ì8 4c c8 2ì
Cã:||c |ã||| 2J22 99c 18J 1c4 J9 Jì 19
|ã|c 125cì ì858 2c29 2148 9cc 218 225
|ã¡cã 4455 2589 c2ì cJJ 128 89 52
|ã¡c: cJ84 2ì1J 11ìJ 848 J22 145 ìJ
|cale 11c45 95c4 1144 2J49 519 22c 1ìJ
|c|c||çae 2284 1J52 JJì 21ì cJ 59 2J
0l|ãc 8JìJ 45ì8 1JJ8 1595 JJ2 248 1JJ
|c||||ãc 1J989 cJ5ì 18ì8 19Jì cJ2 2J5 149
S. B|ã: Je Al(c||el 2118 1458 2cJ JJ2 ì9 J9 24
S|l.e: ìc19 45c9 1ì99 ì99 2ì8 2J9 11c
!ã.||ã cJ1c J84ì cì4 c84 251 144 1J1
\|lã Jc B|:(c 1454 c4ì 22c 1ìJ 49 44 14
\. R. S|c A||c||c JìJ8 1ì2J 14J2 41c 1ì1 114 JJ
IotaI 8ì1c2 5JJ9c 1488c 1JJ84 41Jc 2J5c 12Jì
|e|ce||. 48,Jì " 29,4c " 8,2c " ì,2c " 2,28 " 1,14 " J,c9 "
Mandatos 5 J J J J J J
|e|ce||. c2,5J " Jì,5J " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
GUARDA - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/F$0 60$-FF F6F-FE¥ 8.E. F6IF/MßFF MFI
A¡a|ã| Jã Be||ã 9J4 1ì2ì c8ì JJ 18 11 8
Al|e|Jã 2J9J 21J1 c49 151 4c J1 29
Celc||cc Jã Be||ã 2J2ì 2Jìc 4cì 11J J9 24 1J
||¡. Cã:|elc RcJ||¡c 191c 1ìcJ 2cc cc 25 2c 1c
|c||c: Je Al¡cJ|e: 14J9 1ìJ4 Jì1 82 1ì 18 1J
ûca.e|ã 42c5 J5ì5 ìJJ Jc8 118 ìJ J5
ûaã|Jã 1125J ì8J4 244J 812 J42 18c 1JJ
|ã||e|¡ã: 985 cJ9 192 159 18 2c c
|eJã 1245 18J2 4JJ c5 4J 45 15
||||el 2J24 255J ccc 2J2 cJ J2 JJ
Sã|a¡ãl Jì51 JìJJ 9ìì 21ì 8J cJ 5J
Se|ã ìJ1c 5cJJ 11c2 ìc5 1ì1 1JJ 52
!|ã|cc:c 2218 2ì4J cJ2 1J4 c2 J5 2J
\|lã \c.ã Je |c¯ Ccã 2221 224J J45 119 49 24 2J
IotaI 44254 4JJ24 998ì J25J 1J88 c91 41J
|e|ce||. 4J,JJ " J9,18 " 9,ì8 " J,18 " 1,Jì " J,c8 " J,4J "
Mandatos 2 2 J J J J J
|e|ce||. 5J,JJ " 5J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
LElRlA - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos FF0/ F$ 60$- F6F- 8.E. F6IF/ MFI F$h Fûü$
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Alcc|ãçã 125cì 115J8 2ì18 224c J8ì 2ì2 1JJ ì8 49
Al.ã|ã¯e|e J4cì 95J 4cJ J5 25 19 2J 1J c
A|:|ãc 459J 25ì5 cJ1 1J5 c2 25 28 25 24
Bã|ãl|ã J812 22J5 159J 1J2 1JJ 4J J1 25 8
Bc||ã||ãl 25ì5 2588 91J 42c 99 52 2c J1 1ì
CãlJã: Jã Rã|||ã 95ì1 8ì1J 2414 1J98 511 1J9 11c 49 49
Cã:|. Je |e|ã 58c 11JJ ìJ 4ì 15 1c J 4 2
||¡a. Jc: \|||c: 2JìJ 1558 28J cJ 25 Jì 1J 8 ì
|e|||ã 2ì895 19914 ì5cc 1c9J 11ì8 J1ì 2J2 1ì1 122
|ã||||ã û|ã|Je J482 ì848 1J1c J84c 44J JJJ cJ 42 5J
\ã¯ã|e 22JJ Jì1ì J84 59J 2Jc c4 21 1c 14
0||Jc: 19J1 25c2 411 24c c8 51 2J 15 11
|eJ|c¡ãc û|ã|Je 1c52 854 1JJ 2c 15 19 12 ì 9
|e||c|e J59J cJ15 8ì4 1JìJ 224 1J8 4c 24 2ì
|c||ãl 1J189 84JJ 2J2c JìJ JJì 118 94 ìJ 5ì
|c||c Je |c: 5c14 4ì52 1c29 Jc1 1ì5 84 ì1 4J 1ì
IotaI 99J91 85589 2JJ88 12J5ì J84J 1ì24 899 c18 4c9
|e|ce||. 42,5ì " Jc,ìì " 9,92 " 5,J1 " 1,c5 " J,ì4 " J,J9 " J,2ì " J,2J "
Mandatos 5 4 1 J J J J J J
|e|ce||. 5J,JJ " 4J,JJ " 1J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
LEGÌSLATÌVAS 99 - RESULTADOS
COlMBRA - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/ F6F- 60$- 8.E. F6IF/ FFM MFI F.h. Fûü$
/F$0 -FE¥ -FF /MßFF
A|¡ã||l J494 JcJc 14ì Jìì c4 JJ J5 1c 8 9
Cã||ã||eJe 8JcJ 929ì 4ì8 1c5J 21J cJ c4 45 J1 24
Cc||||ã Jì844 2J51J ì841 5J58 2ììì 48J 2ì4 25ì 1J9 44
Cc|Je|\ã-ã-\c.ã JcJc 2J55 528 281 1J2 5J 25 18 11 11
||¡ae||ã Jã |c¯ 15J85 11cì4 2119 1c85 554 215 1JJ ì5 c4 J1
ûc|: 1595 1J4ì 4J 99 25 1J 21 8 8 J
|ca:ã 442J 2282 285 491 119 2ì Jc 1c 22 ì
|||ã 29c4 JJ59 141 499 8c 1ì 28 18 11 c
|||ã|Jã Jc Cc|.c J55c 2241 2c9 255 ì1 J5 25 21 15 14
|c||e|c|-c-\el|c c5cc JJì1 9JJ 814 1J2 12J ìJ 49 2c 1c
0l|.. Jc |c:(||ãl 5J42 524c 199 8c4 8J 4ì 4ì 22 28 18
|ã|(. Jã Se||ã 1J8c 1c54 49 95 2J 15 14 c 5 4
|e|ãcc.ã Jì95 Jìì2 J45 45ì c8 2c 2J 1J 15 c
|e|elã 1JJ4 1849 c4 158 22 1J 2J 1J 12 8
Sca|e c4cì J12J cJJ 541 1Jc 51 5ì 2J 28 22
!ã|aã 2945 2819 124 44ì 48 J9 JJ 15 1ì 11
\. \. Je |c|ã|e: 14c4 142J 9c 219 J1 9 19 ì c 1
IotaI 1J995c 82J25 14258 1J99J 4545 125J 915 c19 44c 2J5
|e|ce||. 4ì,14 " J5,1ì " c,11 " c,JJ " 1,95 " J,54 " J,J9 " J,2ì " J,19 " J,1J "
Mandatos c 4 J J J J J J J J
|e|ce||. cJ,JJ " 4J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
ACÇÃO SOClALlSTA 8 14 OÜTÜBPO 1999
PORTO - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8.E. F6IF/ FFM F.h. MFI F$h Fûü$
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A|ã|ã||e 15J45 99c4 142J ì49 442 9ì 82 8c 41 115 2c
Bã|ãc 5ì98 J91ì 494 225 44 41 22 4c 1J c4 ì
|el¡ae||ã: 14284 1J1ì2 1ìJ4 84J 1c8 1JJ 1JJ 88 49 111 JJ
ûc|Jc|ã| 4JJ8c 25828 482c ì592 1881 511 24J 182 1ì2 151 82
|ca:ãJã 1J549 ìJ1c 1JJì c45 1Jc 1J5 ì1 4J 2c ìì 19
|ã|ã 28cì2 1925J 4J4J J5J8 15c1 299 1cc 11ì 15J 99 42
|ã|cc Je
Cã|ã.e:e: 98c2 ì48ì 1821 588 1ì8 84 cJ c9 J4 1Jì JJ
|ã|c:|||c: 4591ì 22Jc5 5921 c511 2ìJ2 4J8 229 15c 218 1J8 44
|ãçc: Je
|e||e||ã 1J559 1J9J8 19c5 ì99 1Jì 99 1J5 5J 29 ì5 2J
|ã|eJe: 15981 1ìJJ1 JJ59 1J99 294 152 92 9J c4 114 24
|e|ã||el 1ìJJ5 11984 2Jìì 1J42 J29 19J 119 1J8 5c 118 29
|c||c ìJJ5J 5J15J 1584J 14J18 ì15J cìc 551 2ìì 4ì8 182 95
|. \ã|¯|| 1J94c 128ì5 4JJ5 118ì 529 111 ì5 54 c1 5ì 8
Sã||c !||:c 21cì8 1195c 29JJ 2189 459 289 14J 1JJ ì1 1J1 J9
\ãlc|¡c 218cì 1J8cì 2524 J114 9J2 254 1J9 8J 114 85 28
\. Cc|Je 2J45ì 12484 2ìJJ 1ì28 c2ì 192 1J5 84 ìJ 9J 2J
\.\. ûã|ã ì188J 441JJ 1JJ8c 1J415 Jc5J ì8c J94 922 4J1 2ì5 92
!|c|ã 8518 8124 1c45 c88 21c 81 5J 45 28 44 9
IotaI 4J9ì84 2994ì8 c9JJJ 5ì2cì 21411 45J8 2ì1c 2cJJ 2Jì5 2JJJ c5J
|e|ce||. 4ì,94" J2,c4" ì,52" c,24" 2,JJ" J,49" J,JJ" J,28" J,2J" J,22" J,Jì"
Mandatos 18 12 2 2 J J J J J J J
|e|ce||. 48,c5" J2,4J" 5,41" 5,41" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ" J,JJ"
SANTARÉM - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/F$0 F6F-FE¥ 60$-FF 8.E. F6IF/MßFF MFI F$h
A||ã||e: 125ìì 5ìJ1 2J98 1cJc 5ì8 J22 11J 88
Alcã|e|ã J5c2 25J9 8J9 844 11c 8c J2 25
Al|e|||| cJJ2 2218 121c cc9 1ì9 11c J5 1ì
Al(|ã|çã 2J5c 452 1584 14c ìJ ìì 9 ì
Be|ã.e||e J889 192ì 2J9c 8J5 2J1 158 41 JJ
Cã||ã\c c5Jì 2c22 1Jì9 892 241 1c4 c9 25
C|ã|a:cã J15J 1JJ4 1J41 JcJ 88 9c 24 2J
Cc|:|ã|c|ã 12ì1 J88 2ì4 1JJ 2J JJ 1J 1J
Cc|ac|e 5J2ì 2194 JJJ4 ì42 148 1ìJ 51 J4
||||c|cã|e||c 4ì49 2JJc 98ì ìJ9 J91 92 c9 2J
|e||. Jc /e¯e|e 18ìJ 2ì9J 94 45c J5 41 41 J4
ûcle¡ã 1551 5cc 514 22J J8 45 ì 9
|ãçãc 2ì4J 2c4J 214 454 55 48 19 J4
R|c |ã|c| 4Jì9 4585 4Jc 1148 14c ì8 42 J9
Sãl.. Je |ã¡c: 4Jìc 1c44 12J5 521 141 11ì 41 14
Sã||ã|e| 1c541 9cc2 J424 2845 81c J4c 1cJ 12J
Sã|Jcãl 12J8 11Jc 1J4 2Jì 41 18 11 14
!c|ã| 1JcìJ 89c8 124c 2J95 514 1cc 1J2 88
!c||e: \c.ã: 9ìJ2 55c9 2J84 154c cJc 2J9 124 8J
\.\. Bã|ça|||ã 2195 94ì J9c JJ2 1JJ 41 14 1c
0a|e| 5941 1J454 J49 282c 211 85 ì2 9ì
IotaI 11JJ2c ìJ252 24554 19559 4ì98 25J8 111J 8JJ
|e|ce||. 45,5J " JJ,21 " 1J,1J " 8,Jì " 1,98 " 1,JJ " J,4c " J,J4 "
Mandatos 5 J 1 1 J J J J
|e|ce||. 5J,JJ " JJ,JJ " 1J,JJ " 1J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
SETÚBAL - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ F6F- FF0/ 60$- 8.E. F6IF/ FFM MFI F$h Fûü$
-FE¥ /F$0 -FF /MßFF
Alcãce| Jc Sãl J8ì2 2Jì8 848 2c8 141 15J J1 22 JJ 8
Alccc|e|e 2818 1515 899 JJJ 144 ìJ JJ 1c 12 1J
Al|ãJã J8JJJ 19494 1ì555 54c5 J82c ì25 J51 4ìJ 1cJ 9J
Bã||e||c 18ì29 15ccì c1c9 19JJ 1ì94 4J2 1ì1 2J4 c8 28
û|ã|Jclã Jc24 2cJc 1Jìì JJJ 149 149 J8 24 2J 1J
|c||ã 12599 111c2 454J 145J 11c5 425 148 1Jì 88 JJ
|c||||c 8ì84 J554 4Jìì 1285 4ì8 24J 1JJ ìì J2 18
|ãl|elã 1J2ì8 5J42 41Jc 12ìc 558 28J 125 1J2 51 24
Sã||. Jc Cãce| ì185 4J1J JJ91 858 4J4 251 111 4c 41 1c
Se|\ãl 28J84 1589J 124J4 J811 2J19 c22 28J JJ8 9ì cc
Se:||||ã ììJJ 295J J4J5 99c 4c9 19J 8c 5ì 4c 25
Se|a|ãl 25J9J 1JcJ1 1J841 JìJì 214ì 52c 2ìì 225 119 4ì
S||e: 2ì94 15JJ 9c5 29J 191 92 2J 2J 9 11
IotaI 1ìJ19J 9cìJ5 ìJJ4J 219c9 1Jì85 41c1 1ì8J 1ì11 ì82 J8J
|e|ce||. 4J,c5 " 24,8J " 18,J4 " 5,cJ " J,54 " 1,Jì " J,4c " J,44 " J,2J " J,1J "
Mandatos 8 5 J 1 J J J J J J
|e|ce||. 4ì,Jc " 29,41 " 1ì,c5 " 5,88 " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
LEGÌSLATÌVAS 99 - RESULTADOS
LlSBOA - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/ F6F- 60$- 8.E. F6IF/ MFI FFM F.h. F$h Fûü$
/F$0 -FE¥ -FF /MßF
Ale|çae| 95ì9 41ìJ 28ì2 11ìJ J4J 2J1 cJ ìc J9 4J 5J
A. Jc: \|||c: 241ì 1JJ9 5J8 2ì5 9J Jì 15 2c 11 ì 8
A¯ã||a|ã 5JJ4 2JJJ 1c9J 5ì9 2ìc 1J1 28 J4 21 2ì Jì
CãJã.ãl J182 2JJ5 2ì4 491 ì1 45 1J 2ì 11 12 22
Cã:cã|: J2881 281cJ ìì11 1J115 424c 584 58ì 41J 15c 14J 9J
||:|cã 14Jcì9 1J5184 Jìì9ì JcìJ9 21cJ1 2ìJc 229J 1ccJ ìJ8 5J4 45J
|ca|e: 4ìc14 2J225 1ì928 cìc1 4244 1JìJ 514 J9J 195 18J 1J2
|ca||||ã 42c8 51ì5 25J 12J8 21c 54 48 ìc J2 2c 22
|ã||ã 1J8c5 8JJ5 129J 1842 52ì 1ì8 99 128 5J cJ 5J
0e||ã: J4Jc2 2c54c 92Jc 8J12 cJ2c c12 54J J45 112 115 94
S||||ã cc9c9 JìcJ9 18c4J 1122J ìJ8J 1JJJ 854 cJc 2ì5 2cì 154
S. |. A¡|ãçc 1ìJJ 8J4 8ìc 24c 99 5c 14 24 1J 15 12
!c||e: \eJ|ã: 151ìc 1J9cì J154 2c1ì 88J 28ì 12J 159 cc ì2 c5
\.|. Je \||ã 2ì8JJ 1Jì85 1221c JJ52 2J25 518 2J2 1ìì 94 ìì 58
A|ãJc|ã 414c1 224c2 148J1 cc11 4512 845 5J4 Jc1 151 1J1 12c
0J|.elã: JJJ9J 188c2 8919 494J 2844 c2ì Jc1 2c8 148 1JJ 11c
IotaI 48J41J JJì9c1 1J8225 9c184 5511J 9284 c249 48JJ 2J85 1812 1489
|e|ce||. 42,cJ " 2ì,J1 " 12,2c " 8,5J " 4,89 " J,82 " J,55 " J,4J " J,18 " J,1c " J,1J "
Mandatos 2J 14 c 4 2 J J J J J J
|e|ce||. 4c,94 " 28,5ì " 12,24 " 8,1c " 4,J8 " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
PORTALEGRE - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/ F6F- 60$- 8.E. F6IF/ FFM MFI F$h
/F$0 -FE¥ -FF MßFF
Al|e| Jc C|ãc 11JJ 55c J9J 1Jì 14 42 1J 8 8
A||c|c|e: 1J81 488 229 1Jc 9 2J ì 1 1
A.|: 9ì9 524 1429 85 Jì 29 9 1J J
Cã|(c |ã|c| 2J1ì 551 1Jc5 182 5J 51 5 J 4
Cã:|elc Je \|Je 12J2 5ì2 1c8 15J 5J 29 14 12 ì
C|ã|c 1J85 481 48J 128 28 Jì 22 8 J
|l.ã: ìJ54 218J 8J1 8c8 15c 1J9 4J J5 25
||c||e||ã 12J5 c5J J1J 1J8 29 2ì 12 J 2
ûã.|ãc 2J2J 55c J21 1J2 25 J2 1ì ì 4
|ã|.ãc 12ì5 c8J 8c 189 J1 12 18 8 2
|c||c||e 1Jc5 29c JJ8 1JJ 2J J8 4 5 2
\|:ã 291J 1258 ìJJ 288 42 9J 2c 1J 14
|c||e Je Sc| 4145 1942 2585 454 92 1J2 J2 4J 2J
|c||ãle¡|e ìJì8 4294 114J 1JJ8 2ì5 1J5 48 5J 15
Sca:el 142c JJì c45 152 18 5c 9 1c 9
IotaI Jc545 1cJc8 1Jì2J 418J 8ìc 8J9 2ìc 219 119
|e|ce||. 51,29 " 22,55 " 15,J5 " 5,8ì " 1,2J " 1,14 " J,J9 " J,J1 " J,1ì "
Mandatos 2 1 J J J J J J J
|e|ce||. cc,cì " JJ,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 9
AÇORES - Resumo da Votação por Partido na Região Autónoma
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8.E. F0â F6IF/ MFI
F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Auq|a do he|o|smo
A|¡|ã Jc |e|c|:|c 8J94 5Jc5 1JJ5 1cì 191 J4 J2 J2
Cãl|e|ã c1c 11J1 1Jc c 9 1J c 4
Sã||ã C|a¯ Jã û|ãc|c:ã 1251 1J9J 58 1J 14 c 9 2
\elã: 1Jì4 1J9ì 2Jc JJ 28 1J 9 8
||ã|ã Jã \||c||ã 44ì1 J12J 552 J8 52 1c 1c 18
ho|la
Cc|.c c4 11ì c9 2 c 1 J J
|c||ã JJ8J 24JJ Jì4 22ì 5J 12 2c 4
|ã|e: Jã: |lc|e: Jì9 29ì JJ 4J J J ì J
|ã|e: Jc ||cc 1241 1Jc9 84 24 18 2 5 4
|ãJãle|ã 1249 1JJJ 14J 45 1c 9 ì c
Sã||ã C|a¯ Jã: |lc|e: 599 JJ8 94 ìì 11 1J 5 J
Sãc Rcçae Jc ||cc ì8J ccJ 4ì 29 1J c J 4
Poula ûe|qada
|ã¡cã 2Jìì 1281 181 51 J8 12 21 8
\c|Je:|e 1J89 1JJ2 1JJ 4J 14 12 ì 2
|c||ã Del¡ãJã 12999 ì459 124ì 555 2ì2 21ì 1J8 55
|c.cãçãc 1421 115ì 1J8 48 4J 2J 14 2
R||e||ã û|ã|Je 499J JJ22 J5c 1JJ 1cc Jì J9 18
\|lã ||ã|cã Jc Cã|(c 2582 1J1J 2c8 54 28 12 11 J
\|lã Jc |c||c 1285 J94 c4 JJ 2c 5 5 4
IotaI 4994ì JJ5c4 5215 1c12 992 4Jì JJJ 1ìì
|e|ce||. 5J,2ì " J5,8J " 5,5c " 1,ì2 " 1,Jc " J,4ì " J,J5 " J,19 "
Mandatos J 2 J J J J J J
|e|ce||. cJ,JJ " 4J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
MADElRA - Resumo da Votação por Partido na Região Autónoma
6onceIhos FF0/F$0 F$ 60$-FF F6F-FE¥ 8.E. F6IF/MßFF F$h MFI
Cãl|e|ã Jì21 949 111c 58 29 21 1ì 11
Cì|ã|ã Je |c|c: ìJ88 J1Jc 11J5 J4c 88 cc 5ì J4
|a|c|ãl 219cJ 21ì14 c5J8 2145 989 J5c JJc 2ìJ
|ãc||cc 4J4c 52ì9 4c2 24J ì1 J1 21 21
|c||ã Jc Scl 2JJJ 11JJ 525 55 J8 18 19 1c
|c||c |c||¯ 111ì cì9 149 8 8 11 1 2
|c||c Sã||c 11cJ 11Jì 1JJ 1ì 14 9 5 ì
R||e||ã B|ã.ã 4Jìc 1281 59ì 92 ì4 29 2c 25
Sã||ã C|a¯ cJcJ 5J5J 148c Jc1 121 ìc ìc 49
Sã||ã|ã 2ìcJ 1JJc 44ì 58 25 2J 2c 2ì
Sãc \|ce||e 1c81 951 Jì2 41 2J 1ì 1c 1J
IotaI 5cJJ2 42c15 129JJ J424 148J c5ì 5ìJ 4ì5
|e|ce||. 4c,J1 " J5,J5 " 1J,cJ " 2,82 " 1,22 " J,54 " J,4ì " J,J9 "
Mandatos J 2 J J J J J J
|e|ce||. cJ,JJ " 4J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
LEGÌSLATÌVAS 99 - RESULTADOS
VlANA DO CASTELO - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos F$ FF0/ 60$- F6F- 8.E F6IF/ FFM MFI F$h F.h
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A. Je \ãlJe.e¯ 4819 cc89 999 2ìJ 82 4J cJ 5ì 5c 4J
Cã||||ã 45J9 JJ88 ìJ5 c81 1cJ 9J Jc 45 19 21
|el¡ãçc 281J 1ì18 J5ì 8J 4ì 25 22 1J 2ì 18
|c|çãc 42J5 J8ìJ 1c2c 1ìJ 1Jc J9 49 J1 45 4J
|ã|eJe: Je Cca|ã 2ìJ4 1cJ8 JJ4 155 cJ 2J 24 28 29 19
|c||e Jã Bã|cã J1J5 J2J4 54J 142 4ì 19 28 1ì 2ì 9
|c||e Je |||ã c451 921J 8JJ4 ìJJ 12ì 8ì 82 54 82 ì2
\ãle|çã JJ99 2cc8 ìcJ 1c1 4c J1 2c 2J 2c 21
\|ã|ã Jc Cã:|elc 2Jì15 151c5 55Jì 4J5J 95J J52 29c 1cJ 12J 95
\.\. Je Ce|.e||ã 2c55 1ì9J 4J1 129 5c 19 18 1ì 1ì 1ì
IotaI 551J2 49J4J 192J9 c8ìì 1c8ì ì28 c44 448 448 J58
|e|ce||. 4J,19 " J5,ì5 " 14,J2 " 5,J1 " 1,2J " J,5J " J,4ì " J,JJ " J,JJ " J,2c "
Mandatos J 2 1 J J J J J J J
|e|ce||. 5J,JJ " JJ,JJ " 1c,cì " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
VlLA REAL - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos FF0/ F$ 60$- F6F- 8.E. FFM F6IF/ F$h MFI
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
Al||c J19J J2J9 555 1ìJ c9 44 42 2ì 15
Bc||cã: 2Jì1 1J5J 149 81 12 11 18 24 18
C|ã.e: 11J5J 9c95 14ìJ 58J 2JJ 12J 125 94 J9
|e:ãc |||c 11J5 1211 21ì 5J 18 15 22 4 8
|c|J|| Je Bã:|c 189J 1JJc ccJ ìJ JJ 25 29 5c 5
|c||ãle¡|e J49J J9JJ 29J 1Jc 28 54 J4 4c 21
|a|çã 1858 148c 41J 55 29 21 18 18 9
|e:c Jã Re¡aã 2914 4595 825 J48 98 c2 cc 18 21
R||e||ã Je |e|ã 195J 1825 2JJ 4c 1J 29 2J 24 1J
Sã||c:ã 19ì2 1ì14 25ì 92 19 21 2J 1ì 1J
S|ã |ã||ã Je
|e|ã¡a|ãc 2J55 2ìì9 2JJ 88 29 19 25 1J 15
\ãl(ãçc: ì1c9 2ìc1 cì5 9J Jc 44 J4 4c 1c
\. |. Je A¡a|ã| J52J J4J2 5ìJ 245 cJ 51 cì JJ 2J
\|lã Reãl 11cJ4 11Jc2 2Jì9 9J2 J51 1J9 1Jc 8ì 89
IotaI 5c5Jì 5Jc91 8599 2992 995 c58 c5c 5J4 29c
|e|ce||. 45,4J " 4J,ìc " c,91 " 2,41 " J,8J " J,5J " J,5J " J,41 " J,24 "
Mandatos J 2 J J J J J J J
|e|ce||. cJ,JJ " 4J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
VlSEU - Resumo da Votação por Partido no Distrito
6onceIhos FF0/ F$ 60$- F6F- 8.E. F6IF/ F$h FFM F.h. MFI
/F$0 -FF -FE¥ /MßFF
A||ã|ã| 2422 1195 J9J 1J4 JJ 2c 14 15 14 J
Cã||e¡ãl Jc Sãl 255ì 1989 4cJ 98 48 JJ 9 9 9 1J
Cã:||c Dã||e 4424 JJì5 819 115 c1 4c 42 2J 29 1c
C|||ãe: J4ìì 45cJ ì82 22J 5J c1 c4 J8 44 2c
|ã|e¡c 5ì1J c521 149J 4ì5 1ìJ 91 J1 42 J5 J4
|ã|¡aãlJe 4c92 4J2J 9J9 242 11c 51 2ì 4J 22 21
|c||e||ã Jã Be||ã 2418 218ì ì81 141 48 25 21 1c 25 15
|c||ã¡aã 229J 2224 289 1J5 c8 2J 11 2J 18 1ì
\elã: 229J 242c 4ì1 1Jc 55 2J 1J 18 1J 1J
0l|.e||ã Je ||ãJe: 2c95 1c99 ì2J 1Jc 42 JJ 12 2J 25 9
|e|ãl.ã Jc Cã:|elc 21ì1 1ì94 4ì2 9J 25 JJ 19 24 21 11
|e|eJc|c 819 c99 121 49 14 18 9 c 1J J
Re:e|Je 285c J1ì5 454 1J2 J9 J2 2J 18 24 19
Sã||ã Cc||ã Dãc J15ì 2c91 554 1Jc 1JJ 28 1ì 1ì 1c 22
S. 1. Jã |e:çae||ã 1c59 15cc J1c 9J 22 Jc 21 11 19 1J
Sãc |eJ|c Jc Sal 4J4J 4294 8J2 J9J 8ì cc J2 J9 J4 2J
Sã|ãc JJJ5 21c8 1JcJ 52 4ì 1ì 21 1ì 2ì 1ì
Se||ã|cel|e 155c 11ìJ c52 J1 18 14 15 1J 9 5
!ã|aãçc 1c51 1J1c c21 44 2J 21 J1 9 1J 12
!ã|cacã 14JJ 1c45 J5J 94 22 2c 1c 1J 1c 5
!c|Jelã 8ìJ4 59J1 2J5ì JJc 19ì ì1 5ì 52 52 J1
\|lã \c.ã Je |ã|.ã 12J2 1J2ì 59c Jì 2ì 18 14 1J 5 4
\|:ea 214J1 1ì9J8 5441 114J 1J12 1ìJ 118 15J 11J 1J8
\ca¯elã JJc1 225J cJ9 1c4 ì5 44 1ì 12 2J 11
IotaI 9J11c ìì8J9 21294 44ìJ 2J99 994 c48 cJ8 cJì 445
|e|ce||. 44,25 " J8,2J " 1J,45 " 2,19 " 1,18 " J,49 " J,J2 " J,J1 " J,JJ " J,22 "
Mandatos 4 4 1 J J J J J J J
|e|ce||. 44,44 " 44,44 " 11,11 " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ " J,JJ "
Fonte: DOBl-BTAPE (http://www.|eg|s|at|vas.te|epac.pt)
ACÇÃO SOClALlSTA 10 14 OÜTÜBPO 1999
AVElRO
João O. Oomes Orav|nho
Jose Baroosa Mota
Antero O. Pa|va \|e|ra
Posa Mar|a B. B. Horta A|oernaz
João O. O. Ferre|ra B||va
Lu|s A. O. Nat|v|dade Oanda|
Pu| Manue| Lea| Marque|ro
BEJA
Pu| Anton|o Ferre|ra Ounha
Anton|o Jose Oav|no Pa|xão
BRAGA
Franc|sco Mesqu|ta Machado
Mar|a do Posár|o Oarne|ro
Anton|o P|oe|ro Pe|s
Bon|a B||va Fertuz|nhos
Anton|o B||va Braga
Fernando P|oe|ro Mon|z
Laurent|no Oastro D|as
João Macedo Lourenço
BRAGANÇA
Armando Anton|o Mart|ns \ara
Jose O. Oorre|a Mota de Andrade
CASTELO BRANCO
Anton|o O||ve|ra Outerres
Jose Bocrates Bousa
Fernando Pere|ra Berrasque|ro
COlMBRA
Manue| A|egre de Me|o Duarte
Fausto Bousa Oorre|a
João Pu| Oaspar de A|me|da
Mar|a Teresa Ferre|ra Oo|mora
Jose P. Ferre|ra dos Penedos
Lu|s M. F. Parre|rão Oonça|ves
ÉVORA
Lu|s M. Oapou|as Bantos
Jose Oar|os Dores Zorr|nho
FARO
Jose Apo||nár|o Nunes Portada
Lu|s Manue| B. B||va Patrão
Joaqu|m A. F|a|ho Anastác|o
Jam||a B. Made|ra
Lu|s M. Oarva|ho Oar|to
GUARDA
Mar|a Oarmo P. A|me|da Borges
Anton|o J. Bant|nho Pacheco
LElRlA
Eduardo Lu|s B. Ferro Podr|gues
Osva|do Barmento e Oastro
Oar|os M. Bernado A. Andre
lsaoe| M. Bata|ha \. P. A|me|da
LlSBOA
Anton|o A|me|da Bantos
Ja|me Oama
João Boares
Ed|te Estre|a
Anton|o Oosta
P|na Moura
\era Jard|m
Mar|a do Oarmo Pomão
A|oerto Oosta
A|oerto Arons de Oarva|ho
Mar|a da Luz Pos|nha
Jose Augusto Oarva|ho
Joaqu|m Paposo
Acác|o Barre|ros
AR Deµufados elelfos
Anton|o Oa|amoa
Leonor Oout|nho
Jose Maga|hães
He|ena Poseta
Artur M. Mora Ooe|ho
Pu| \|e|ra
O|áud|o Monte|ro
Franc|sco Torres
Mar|a Bantos
PORTALEGRE
Jú||o F. M|randa Oa|ha
João Oa||nha Barreto
PORTO
*
Fernando Oomes
Narc|so M|randa
Franc|sco Ass|s
Mar|a de Be|em
A|oerto Mart|ns
Manue| Mar|a Oarr||ho
Manue| dos Bantos
lsaoe| P|res de L|ma
Ou||herme O||ve|ra Mart|ns
Jose Le||o
Jose Lamego
Lu|sa \asconce|os
Jose Lemos
Jorge Btrecht P|oe|ro
Jose Bara|va
Pau|a Or|st|na Duarte
Barros Moura
Agost|nho Oonça|ves
*
Dev|do a oo|cotes estão a|nda por e|eger tres
deputados neste d|str|to.
SANTARÉM
Jorge Lacão Oosta
Oar|os Oarva|ho Ounha
\|ta||no J. F. Prova Oanas
Lu|sa P|nhe|ro Portuga|
Jose M|gue| Oorre|a Noras
SETÚBAL
Jorge P. B. A|me|da Ooe|ho
A|oerto Marques Antunes
M. Manue|a B. Arcan|o M. Oosta
Manue| Mata Oáceres
Joe| E. N. Hasse Ferre|ra
Eduardo P|oe|ro Pere|ra
M. Ame||a Macedo Antunes
Pau|o J. Fernandes Pedroso
V. CASTELO
Anton|o P. Esteves Bo|he|ro
Anton|o A. Marques Jún|or
Jose O. L. Tavares Pere|ra
VlLA REAL
\|tor Oaetano Pama|ho
Anton|o A|ves Mart|nho
VlSEU
Jose Oouve|a Junque|ro
Ana Benavente B||va Nuno
Jose A|ouquerque Le|tão
M|gue| A|ouquerque
AÇORES
Jose M. Mede|ros Ferre|ra
Lu|s M. Fagundes Duarte
lsaoe| M. Bantos Barata
MADElRA
Jose O. P|nto Basto Mota Torres
O|| T. Oardoso Fre|tas França
LEGÌSLATÌVAS 99 - RESULTADOS
14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 11
EURO-2004
FU7EBOL Euro-2004
UM PAlS MODERNO
E PRESTlGlADO EM FESTA
o reconhec|mento da capac|da-
de de organ|zação do Portuga|
moderno, desenvo|v|do e so||-
dár|o que está a ser constru|do.
O Euro-2004 e nosso. Estamos, ma|s uma
vez, de paraoens.
O Pres|dente da Pepúo||ca sa|tou de a|e-
gr|a, o Oonse|ho de M|n|stros ap|aud|u, a
opos|ção regoz||ou-se, Oar|os Oruz cho-
rou, os empresár|os re|uo||aram e o pa|s
íeste|ou a atr|ou|ção a Portuga| do Euro-
peu de íuteoo| de 2004.
Em casa, nos caíes, na rua, |unto às mon-
tras das |o|as, o pa|s parou, pouco passa-
va das 15 horas, para ver o pres|dente da
ÜEFA, Lennart Johansson, anunc|ar em
Aachen (A|emanha), que Portuga| |r|a or-
gan|zar a íase í|na| do pr|me|ra Oampeo-
nato da Europa do secu|o.
Oons|derado |n|c|a|mente um ·|ntruso· na
corr|da à ma|s |mportante prova da ÜEFA
para se|ecçoes, Portuga| acaoou por |evar
a me|hor soore a Espanha, um pa|s que |á
·organ|zou tudo· e garant|a poder aco|her
o Oampeonato ·|á amanhã·, e ao pro|ecto
con|unto austro-húngaro, que chegou a ser
dado como o preíer|do dos d|r|gentes e
apo|ado por um ·|oooy |nsuperáve|· ||de-
rado pe|a A|emanha.
O pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Outerres, por
seu turno, suo||nhou que ·Portuga| está em
grande íorma·, cons|derando tratar-se de
uma ·v| tor| a de um pa| s moderno e
prest|g|ado no Mundo·.
O m| n| stro Jose Bocrates, um dos
mentores da cand|datura, garant|u que a
ÜEFA ·não se arrependerá·, enquanto O||-
oerto Mada||, pres|dente da FPF, cons|de-
rou que o íuteoo| em Portuga| ·nunca ma|s
será o mesmo.
Os pres|dentes dos tres grandes c|uoes,
João va|e e Azevedo (Bení|ca), Jorge Nuno
P|nto da Oosta (FO Porto) e Jose Poquette
(Bport|ng), í|zeram o ·p|eno·, exu|tando
com a v|tor|a da cand|datura portuguesa.
Már|o de A|me|da, pres|dente da Assoc|a-
ção Nac|ona| de Mun|c|p|os Portugueses
(ANMP), reíer|u que a dec|são e um ·reco-
nhec|mento do desenvo|v|mento e da es-
tao|||dade que vem caracter|zando o Por-
tuga| moderno·.
Jorge Pocha de Matos, pres|dente da AlP
(Assoc|ação lndustr|a| Portuguesa), cons|de-
rou que a atr|ou|ção da cand|datura a Portu-
ga| uma dec|são com ·|negáve| |mportânc|a
para a econom|a portuguesa·, enquanto, na
Bo|sa de L|sooa, as empresas de constru-
ção c|v|| reg|staram suo|das de cotação.
O sonho comanda a vida
·O sonho comanda a v|da·, ío| ass|m que Oar|os Oruz resum|u a cam|nhada v|tor|osa de
Portuga| à organ|zação do Oampeonato da Europa de Futeoo| de 2004 e respondeu aos
que ao |ongo do processo desconí|aram do ex|to da m|ssão.
Tres horas depo|s da ooa nova ser anunc|ada em Aachen, na A|emanha, Oar|os Oruz,
pres|dente da Oom|ssão de Oand|datura |usa, ·recuperou a ía|a· e ape|ou à reconc|||ação
do íuteoo| portugues e ded|cou a todos quantos cr|t|caram o pro|ecto uma írase mu|to
c|ara, ret|rada de um ·poema oe||ss|mo de Anton|o Oedeão·: ·E|es não saoem nem so-
nham que o sonho comanda a v|da·.
·É prec|so saoer sonhar, não e sonhar a dorm|r e sonhar acordado e que se|am ma|s
comed|dos quando Portuga| man|íestar outras amo|çoes·, sa||entou Oar|os Oruz, que apro-
ve|tou a ocas|ão para ape|ar a uma reí|exão no íuteoo| portugues.
·Oostar|a de ded|car (este tr|unío) de uma íorma tranqu||a sem c|n|smos, a todos aque|es
que nunca acred|taram. Os que í|zeram aí|rmaçoes púo||cas e pr|vadas de que não t|nha-
mos cond|çoes, que não eramos capazes. Aí|rmaçoes de que o 2004 dev|a |r para Espanha.
Eu v| |sso escr|to, v| |sso na te|ev|são·, exp||cou Oar|os Oruz.
·Bão-me comp|etamente |nd|íerentes os |nteresses, as tr|cas, tudo |sso. As pessoas são
responsáve|s, se tem a|guma coste|a onde v|ore um certo portugues|smo, sem patr|ot|ces,
tem de sentar-se, conversar e perceoer o que aconteceu. Mesmo t|vessemos perd|do, |sto
oor|ga a que se pense ser|amente de que os grandes actores do íuteoo| em qua|quer pa|s
são os |ogadores e o púo||co·, prossegu|u.
Oar|os Oruz entende que a organ|zação do Europeu ·pode cont|nuar a dar às mesmas
pessoas as mesmas mordom|as, mas pode dar mu|to ao pa|s, aos desport|stas e à |uven-
tude. O grande argumento nesta cand|datura ío| exactamente a |uventude, o íuturo do
íuteoo|. O íuturo do íuteoo| da Europa passa pe|os pequenos pa|ses·.
Ass|m, segundo o pres|dente da com|ssão de cand|datura, ·será uma grande tra|ção não
íazer uma reí|exão, sem m|m, não tenho nada a ver com |sso. Oue íaçam em nome do pa|s,
em nome do orgu|ho nac|ona| que, quer que|ram quer não, suo|u mu|to a|to, por termos
ganho nas cond|çoes em que ganhámos e contra quem ganhámos. Não aod|co d|sso·.
Oomentando as reacçoes à v|tor|a portuguesa, sem part|cu|ar|zar, Oar|os Oruz |nd|cou que
esta ío| uma ·v|tor|a do entus|asmo, de um povo. De um empenhamento tota| e aoso|uto.
Fo| extremamente |usta·.
·Tanta gente do mundo do íuteoo| europeu e tanta da ÜEFA não pode estar equ|vocada
quando esco|he Portuga|. \|tor|a do oom senso, do ant|conservador|smo, do
ant|reacc|onar|smo, do íuturo do íuteoo| na Europa·, exp||cou.
Os paIcos e os seus custos
O Oampeonato da Europa de íuteoo| de 2004, cu|a organ|zação ío| atr|ou|da pe|a
ÜEFA a Portuga|, va| d|sputar-se em 10 estád|os, c|nco dos qua|s novos, de Norte a
Bu| do pa|s.
No tota|, serão |nvest|dos prat|camente 65 m||hoes de contos na construção/remode-
|ação dos estád|os, com o Ooverno a contr|ou|r com 25 por cento desse montante,
ou se|a, ma|s de 15 m||hoes de contos.
Números que não assustam quer os responsáve|s da cand|datura quer o Ooverno,
na med|da em que se preve, no p|ano meramente econom|co, a ootenção de
ass|na|áve|s |ucros.
Be o púo||co corresponder e ver|í|car-se, por exemp|o, uma aí|uenc|a na ordem dos
70 por cento da |otação dos estád|os, reg|star-se-á uma rece|ta oruta de ma|s de 108
m||hoes de írancos su|ços (cerca de 12,5 m||hoes de contos).
Üma aí|uenc|a de 100 por cento aumentar|a esse va|or para os 155,5 m||hoes de
írancos su|ços (18 m||hoes de contos).
Em rece|tas ||qu|das, o Euro-2004 traduz|r-se-á em va|ores que var|arão entre os 93
m||hoes e os 133 m||hoes de írancos su|ços (11 m||hoes e 16 m||hoes de contos),
respect|vamente para 70 ou 100 por cento das |otaçoes.
Em re|ação às |níra-estruturas, L|sooa verá nascer o novo estád|o do Bport|ng, Jose
A|va|ade ll, e proíundamente me|horado o estád|o da Luz, com as oancadas do rec|n-
to do Bení|ca a serem tota|mente cooertas, à seme|hança do que sucederá, de resto,
com os outros nove estád|os.
No Porto o panorama será o mesmo, com a construção, de ra|z, do novo estád|o do
FO Porto, das Antas, e remode|ação do estád|o do Boav|sta, o Bessa.
O estád|o ma|s a norte será o novo Mun|c|pa| de Braga, orçado em se|s m||hoes de
contos, e a su|, o A|garve í|cará dotado com um novo Estád|o lntermun|c|pa|, Faro/
Lou|e, com |dent|cos custos.
Ou|marães, Oo|mora e Le|r|a verão os seus estád|os receoerem proíundas ooras de
remode|ação, e em Ave|ro nascerá um novo rec|nto.
Nenhum dos estád|os terá uma capac|dade |níer|or a 30.000 |ugares, sendo o ma|or,
natura|mente, o estád|o da Luz, anunc|ado pa|co da í|na|, à qua| poderão ass|st|r ao
v|vo cerca de 70.000 pessoas.
Portuga| oíerecerá na prát|ca ma|s do|s estád|os e prat|camente ma|s 100.000
|ugares que o Europeu do prox|mo ano, organ|zado con|untamente por Ho|anda e
Be|g|ca.
No Pa|ác|o de Be|em, |adeado pe|os |ovens
campeoes europeus de Buo-18 (na Bue-
c|a) e pe|o se|ecc|onador Humoerto Ooe-
|ho, Jorge Bampa|o sa|tou de a|egr|a, en-
quanto o pres|dente da Assemo|e|a da
Pepúo||ca, A|me|da Bantos, comentava: ·O
pa|s está na moda·.
O PP chegou mesmo a comentar que a
organ|zação do Euro-2004 terá uma ·|m-
pacto seme|hante, para ma|s· em compa-
ração com a Expos|ção Mund|a| de L|sooa
de 1998.
É
ACÇÃO SOClALlSTA 12 14 OÜTÜBPO 1999
GOVERNO
ACABAR COM AS PASSAGENS
DE NlVEL
EDUCAÇÃO
EM DlRElTOS HUMANOS
DE$7AQUE - CM Segurança Ierrovlárla
rev|são do Pegu|amento de
Passagens de N|ve|, ío| acor-
dada na passada sexta-íe|ra,
d|a 8, durante uma reun|ão de
Oonse|ho de M|n|stros em que í|cou a|n-
da estaoe|ec|da a oor|gator|edade da e|a-
ooração de p|anos p|ur|anua|s de supres-
são das reíer|das passagens.
A |de|a e que, no ano 2006, o |nd|ce de
s|n|stra||dade, assoc|ado à ex|stenc|a de
passagens de n|ve|, se|a |gua| ou |níer|or
a 50 por cento do ver|í|cado no ano de
1999.
A questão da segurança tem v|ndo a as-
sum|r espec|a| re|evânc|a no âmo|to do
esíorço de modern|zação do transporte
íerrov|ár|o, destacando-se as acçoes em
curso de amp||ação dos s|stemas de co-
mando centra||zado de tráíego e de con-
tro|e automát|co de ve|oc|dade.
As passagens de n|ve| (PN) const|tuem,
neste contexto, uma das componentes
ma|s perturoadoras do s|stema de exp|o-
ração íerrov|ár|a, e emoora se tenha as-
s|st|do, nos ú|t|mos anos, a uma redu-
ção do número de ac|dentes ne|as ver|í|-
cados, reconhece-se que o esíorço de
supressão de PN tem progred|do de íor-
ma ma|s |enta que o dese|áve|.
O d|p|oma aprovado em reun|ão de Oon-
se|ho de M|n|stros vem, ass|m, deí|n|r um
quadro |nst|tuc|ona| para o |ncremento
p|aneado das acçoes de supressão de
PN, procedendo tamoem à rev|são do
Pegu|amento de Passagens de N|ve| (de-
cret o-| e| n. ' 156/81 de 9 de Junho)
des|gnadamente no que respe|ta à sua
c|ass|í|cação.
Em termos oo|ect|vos o d|p|oma deter-
m|na a pro|o|ção de estaoe|ec|mento de
novas PN, devendo o atravessamento de
||nhas íerreas, por novas v|as de comu-
DE$7AQUE - CM Nações 0nldas
Ooverno soc|a||sta aprovou, no
passado d|a 8, em reun|ão de
Oonse|ho de M|n|stros, o P|ano
de Acção para a Decada das
Naçoes Ün|das para a Educação em ma-
ter|a de D|re|tos Humanos.
A Oom|ssão Nac|ona| para a Oomemora-
ção do 50' An|versár|o da Dec|aração Ün|-
versa| dos D|re|tos Humanos e para a Oe-
|eoração da Decada das Naçoes Ün|das,
cr|ada pe|a Peso|ução do Oonse|ho de
M|n|stros n.' 47/98, de 14 de Aor||, caoe
agora desenvo|ver, ate 2004, as act|v|da-
des necessár|as à ce|eoração da reíer|da
Decada, tendo como pr|nc|pa| vector a
educação em D|re|tos Humanos.
Esta reso|ução aprova o P|ano de Acção
re|at|vo a esta ce|eoração, o qua| deverá
contemp|ar |n|c|at|vas como a produção de
mater|a|s d|dáct|cos para ut|||zação por
estudantes e outros dest|natár|os; a rea||-
zação de acçoes de d|vu|gação de D|re|-
tos Humanos (sem|nár|os, í|chas de traoa-
|ho, textos comentados e ||ustrados, expo-
s|çoes de carácter |t|nerante, v|deos e pe-
ças teatra|s, d|scos e actua||zação cons-
tante do s| te oí| c| a| da Oom| ssão na
lnternet); a rea||zação, em cada ano aoran-
g|do pe|o P|ano de Acção, de um Oongres-
so de Educação em Mater|a de D|re|tos
Humanos e a cont|nuação da act|v|dade
ed|tor|a| de |eg|s|ação re|at|va aos d|re|tos
humanos.
A d|vu|gação dos d|re|tos humanos nos
PALOP e em T|mor Leste, d|rectamente ou
atraves de acçoes |unto das respect|vas
comun|dades res|dentes em Portuga|, será
outra |n|c|at|va a desenvo|ver.
O P|ano de Acção será oo|ecto, anua|men-
te, de um p|ano execut|vo, no qua| serão
d|scr|m|nadas e espec|í|cadas as acçoes
a rea||zar naque|e ano, oem como o seu
orçamento respect|vo, o qua| não deverá
exceder 130 m||hoes de escudos/ano.
O
No caso de oeneí|c|ação ou reconstru-
ção de v|as rodov|ár|as que atravessem
| | nhas í er r eas, deve ser pr ev| st o o
desn|ve|amento das PN ex|stentes, sem-
pre que os vo|umes de tráíego íerrov|á-
r|o e rodov|ár|o prev|stos para c|nco anos
apos a r ea| | zação do est udo de
rec|ass|í|cação ou de supressão ass|m
o |ust|í|quem (nos termos deí|n|dos pe|o
art|go 7' do PPN).
O d|p|oma est|pu|a a|nda que os orga-
n|smos ou ent|dades que tenham a seu
cargo v|as íerrov|ár|as ou rodov|ár|as de-
verão e|aoorar programas p|ur|anua|s de
supressão de PN, devendo ne|es |nc|u|r
as PN que se encontrem nas cond|çoes
segu|ntes:
º Tenham reg|stado do|s ou ma|s ac|den-
tes nos ú|t|mos c|nco anos;
º Be s|tuem em troços onde se possam
estaoe|ecer c|rcu|açoes íerrov|ár|as a ve-
|oc|dades super|ores a 140 qu||ometros
por hora;
º Possuam, nos termos do art|go 7' do
PPN, n|ve|s de c|rcu|ação e|evados ou se
s|tuem em v|a rodov|ár|a com um Tráíe-
go Med|o D|ár|o e|evado;
º Oue atravessem ma|s do que duas v|as
íerreas;
º Oue se devam cons|derar de part|cu|ar
per|gos|dade, quer pe|as caracter|st|cas
das v|as íerrov|ár|a ou rodov|ár|a onde se
s|tuam, quer pe|o t|po de tráíego rodov|á-
r|o ou de peoes que as ut|||zam.
n|cação, ser sempre rea||zado de íorma
desn|ve|ada (adm|te-se que, excepc|o-
na|mente e por causas aoso|utamente
|ust|í|cadas, possa ser conced|da ||cen-
ça de atravessamento de n|ve| à ||nha
íerrea, caso a caso e por tempo prev|a-
mente deí|n|do e estr|tamente necessá-
r|o).
A
14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 13
GOVERNO
CON$ELHO DE M/N/$7RO$ Reunlão de 8 de Oufubro
O ConseIho de Ministros aprovou:
º Üma reso|ução que aprova a P|ano de Acção para a Decada das Naçoes Ün|das
para a Educação em mater|a de D|re|tos Humanos;
º Üm decreto-|e| que procede à rev|são do Pegu|amento de Passagens de N|ve| e
estaoe|ece a oor|gator|edade da e|aooração de p|anos p|ur|anua|s de supressão de
passagens de n|ve|;
º Do|s decretos-|e| que estaoe|ecem, respect|vamente, o reg|me |ur|d|co espec|í|co
das cooperat|vas do ramo do consumo e o reg|me |ur|d|co das cooperat|vas do ramo
da comerc|a||zação;
º Üm pro|ecto de reso|ução que estaoe|ece os ad|tamentos ao contrato de |nvest|-
mento, ce|eorado entre o Estado Portugues e a OOFAP - Oompanh|a Faor|cadora de
Peças, oem como a m|nuta ao anexo l\;
º Üm decreto-|e| que estaoe|ece as normas a que í|cam su|e|tos os pro|ectos de
|nsta|açoes de gás a |nc|u|r nos pro|ectos de construção, amp||ação ou reconstrução
de ed|í|c|os, oem como o reg|me ap||cáve| à execução da |nspecção das |nsta|açoes;
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| soore a ||m|tação da exp|oração de av|oes que
dependem do anexo 16 da convenção re|at|va à Av|ação O|v|| lnternac|ona|, o qua|
ex|ge uma determ|nada cert|í|cação acúst|ca e as cond|çoes da respect|va |senção;
º Üm decreto-|e| que |ntegra os d|rectores e suod|rectores esco|ares do quadro ún|-
co do M|n|ster|o da Educação no grupo de pessoa| tecn|co super|or, exc|us|vamente
para eíe|tos de concursos a cargos d|r|gentes;
º Üm decreto-|e| que reve a |e| orgân|ca do lnst|tuto de Pe|nserção Boc|a|;
º Üm decreto-|e| que regu|amenta o aoono para ía|has a atr|ou|r ao pessoa| das
tesourar|as da Fazenda Púo||ca;
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| que aprovou o Pegu|amento do B|stema Tar|íár|o
dos Portos Nac|ona|s;
º Üm decreto-|e| que transpoe para a ordem |ur|d|ca nac|ona| a a|teração à d|rect|va
comun|tár|a constante da rect|í|cação puo||cada no Jorna| Oí|c|a| das Oomun|dades
L.127, de 29 de Aor|| de 1998;
º Üm decreto-|e| que estaoe|ece o reg|me da act|v|dade de cogeração;
º Üm decreto-|e| que a|tera a esca|a |nd|c|ár|a dos |nternos do |nternato gera|;
º Üm decreto-|e| que |senta de qua|squer taxas ou emo|umentos todos os actos
notar|a|s e reg|stra|s consequentes de de||oeraçoes re|at|vas a aumentos e reduçoes
de cap|ta| e a|teração do pacto soc|a| da BATA - A|r Açores;
º Üm decreto-|e| que transpoe para a ordem |ur|d|ca |nterna a d|rect|va comun|tár|a
re|at|va ao reg|sto das pessoas que v|agem em nav|os de passage|ros;
º Üm decreto-|e| que autor|za a |ntegração do lnst|tuto Buper|or de Oontao|||dade e
Adm|n|stração na Ün|vers|dade de Ave|ro;
º Üm decreto regu|amentar que regu|amenta a ap||cação do decreto-|e| n.' 404-A/98,
de 18 de Dezemoro às carre|ras com des|gnaçoes espec|í|cas do quadro do pessoa|
do Laoorator|o Nac|ona| de Engenhar|a O|v||;
º Üm decreto que aprova o Acordo Adm|n|strat|vo re|at|vo à Ap||cação da Oonvenção
soore Begurança Boc|a| entre a Pepúo||ca Portuguesa e a Pepúo||ca do Oh||e, ass|-
nado em L|sooa, em 25 de Março de 1999;
º Üm decreto que dec|ara como área cr|t|ca de recuperação e reconversão uroan|s-
t|ca o Oentro H|stor|co de Bant|ago do Oacem e Ou|nta do Barroso, no mun|c|p|o de
Bant|ago do Oacem, e coníere o d|re|to de preíerenc|a nas transm|ssoes, a t|tu|o one-
roso, de terrenos ou ed|í|c|os s|tuados em ta| área à Oâmara Mun|c|pa| de Bant|ago
do Oacem;
º Üm decreto que aprova a convenção soore a Ava||ação dos lmpactos Amo|enta|s
num contexto transíronte|ras, conc|u|da em 25 de Fevere|ro de 1991;
º Üm decreto que aprova o acordo de transporte aereo entre o Ooverno da Pepúo||-
ca Portuguesa e o Ooverno de Macau;
º Üma reso|ução que aprova o P|ano de Ordenamento da Or|a Ooste|ra (POOO) de
Bado-B|nes;
º Üma reso|ução que rat|í|ca o P|ano D|rector Mun|c|pa| de Bouse|;
º Üma reso|ução que rat|í|ca o P|ano D|rector Mun|c|pa| da Lour|nhã;
º Üma reso|ução que rat|í|ca o P|ano D|rector Mun|c|pa| de \endas Novas;
º Üma reso|ução que rat|í|ca o P|ano D|rector Mun|c|pa| da Oov||hã;
º Üma reso|ução que rat|í|ca a a|teração ao P|ano D|rector Mun|c|pa| de Pamp||hosa
da Berra, que cons|ste na a|teração ao art|go 39' do Pegu|amento;
º Üma reso|ução que prorroga a nomeação do encarregado de m|ssão |unto do
m|n|stro dos Negoc|os Estrange|ros para a questão de T|mor;
º Üma reso|ução prorroga a nomeação do encarregado de m|ssão |unto do m|n|stro
dos Negoc|os Estrange|ros para os assuntos ||gados à Oomun|dade dos Pa|ses de
L|ngua Oí|c|a| Portuguesa;
º Üma reso|ução que prorroga a nomeação do encarregado de m|ssão |unto do m|n|s-
tro dos Negoc|os Estrange|ros para as questoes da convenção soore a Pro|o|ção do
Desenvo|v|mento, Produção, Armazenamento e Üt|||zação das Armas Ou|m|cas;
º Üm pro|ecto de reso|ução que nome|a Henr|que Manue| \||e|a da B||ve|ra Borges
encarregado de m|ssão |unto do m|n|stro dos Negoc|os Estrange|ros para os assun-
tos ||gados à Oomun|dade dos Pa|ses de L|ngua Oí|c|a| Portuguesa.
º Üm decreto-|e| que estaoe|ece o estatuto |ega| da carre|ra de tecn|cos de d|agnos-
t|co e terapeut|ca;
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| que deí|ne um reg|me espec|í|co de comp|e-
mento de hao|||taçoes dos proíessores de hao|||tação suí|c|ente v|ncu|ados ao m|n|s-
ter|o da Educação.
NOVO REGlME
PARA COOPERATlVAS
MAlS lNCENTlVOS
PARA EMPRESAS
DE$7AQUE - CM Consumo e comérclo
O Oonse|ho de M|n|stros aprovou, no d|a
8, em L|sooa, do|s decretos-|e| que esta-
oe|ecem, respect|vamente, o reg|me |ur|-
d|co espec|í|co das cooperat|vas do ramo
do consumo (revogando o decreto-|e| n.'
304/81, de 12 de Novemoro) e o reg|me
|ur|d|co das cooperat|vas do ramo da
comerc|a||zação (revogando o decreto-|e|
n.' 311/81, de 18 de Novemoro).
Estes d|p|omas vem adaptar os reg|mes
|ur|d|cos das cooperat|vas de consumo e
das cooperat| vas do ramo da
comerc|a||zação ao cod|go cooperat|vo
que entretanto entrou em v|gor, e||m|nan-
do normas que consuostanc|avam repet|-
çoes |núte|s (por |á constarem do reíer|do
cod|go) ou que representavam um desv|o
|n|ust|í|cado a normas gera|s prev|stas nes-
se cod|go.
Os d|p|omas preveem a|nda a poss|o|||da-
de de amoos os t|pos de cooperat|va de-
senvo|verem act|v|dades de outros ramos
cooperat| vos (enquanto cooperat| vas
mu|t|ssector|a|s) e em ordem a assegurar-
se uma ma|or transparenc|a no exerc|c|o
da act|v|dade cooperat|va, estaoe|ecem a
oor|gator|edade de cert|í|cação |ega| das
contas, sempre que ver|í|cados determ|-
nados requ|s|tos.
Por í|m, e tendo em v|sta a necess|dade de
| ncrementar a part| c| pação dos
cooperadores na v|da e act|v|dades da co-
operat|va, os d|p|omas consagram a pos-
s|o|||dade dos estatutos das cooperat|vas
preverem a ex|stenc|a de um Oonse|ho
Ou|tura|, que poderá ter competenc|as de-
|egadas pe|a d|recção da cooperat|va para
o p|aneamento, promoção e execução das
acçoes de d|nam|zação assoc|at|va e de
educação e íormação cooperat|vas.
DE$7AQUE - CM lnvesflmenfos
O Execut|vo soc|a||sta deu |uz verde aos
ad|tamentos ao contrato de |nvest|mento
ce|eorado entre o Estado Portugues e a
Ooíap - Oompanh|a Faor|cadora de Pe-
ças.
A dec|são ío| tomada, na passada sexta-
íe|ra, d|a 8, na reun|ão de Oonse|ho de M|-
n|stros, rea||zada em L|sooa.
Este d|p|oma vem conceder à Ooíaeuropa
- lndústr|a de Oomponentes para Automo-
ve|s, BA, soc|edade de d|re|to portugues,
com sede no Núc| eo l ndust r| a| de
Murtede, Oonce|ho de Oantanhede, no
âmo|to do pro|ecto oo|ecto do contrato de
|nvest|mento que os promotores ce|eoram
com o Estado Portugues, representado
pe|o lOEP, um |ncent|vo í|sca| correspon-
dente a 10 por cento das ap||caçoes re|e-
vantes do pro|ecto, com exc|usão dos
custos e|eg|ve|s de íormação proí|ss|ona|
eíect|vamente rea||zadas e ate ao montan-
te g|ooa| de: 1.360.500.000$00 (m|| trezen-
tos e sessenta m||hoes e qu|nhentos m||
escudos), nos segu|ntes termos:
º Dedução ate à concorrenc|a da parte
do montante apurado nos termos do Oo-
d|go do lmposto soore o Pend|mento das
Pessoas Oo|ect|vas (lPO) que respe|ta à
act|v|dade |ndustr|a| desenvo|v|da pe|a
Ooíaeuropa, do va|or dos |nvest|mentos
íe|tos em cada um dos exerc|c|os que de-
corram ate 31 de Dezemoro de 2003, na
parte do |ncent|vo í|sca| não aprove|tada
nas restantes |sençoes conced|das;
º lsenção do lmposto de Be|o re|at|vo aos
actos, su|e|tos a escr|tura púo||ca, ex|g|-
dos pe|a const|tu|ção da Ooíaeuropa,
para a rea||zação g|ooa| do |nvest|mento;
º lsenção de B|sa re|at|vamente aos |mo-
ve|s adqu|r|dos ate 31 de Dezemoro de
1992 e dest|nados ao exerc|c|o da act|v|-
dade |ndustr|a| da Ooíaeuropa;
º lsenção ate 31 de Dezemoro de 2003,
|nc|us|ve, da Oontr|ou|ção Autárqu|ca re-
|at|vamente aos pred|os ut|||zados na ac-
t|v|dade |ndustr|a| da Ooíaeuropa.
ACÇÃO SOClALlSTA 14 14 OÜTÜBPO 1999
UNÌÄO EUROPEÌA
L/$BOA Guferres e Llµµonen subllnham
COMBATE AO CRlME ORGANlZADO
TEM DE SER PRlORlDADE NA UE
s pr|me|ros-m|n|stros portugu-
es e í|n|andes suo||nharam no
passado d|a 5, em L|sooa, a
|mportânc|a de a Ün|ão Euro-
pe|a (ÜE) dar passos s|gn|í|cat|vos em
mater|a de comoate ao cr|me organ|zado.
Anton|o Outerres e Paavo L|pponen, cu|o
pa|s pres|de actua|mente à ÜE e que ante-
cede a pres|denc|a portuguesa, ía|avam
numa coníerenc|a de lmprensa con|unta no
í|na| de uma reun|ão em que est|veram a
preparar a rea||zação das c|me|ras de
Tampere e de He|s|nqu|a.
·Este e o momento de dar passos extre-
mamente s|gn|í|cat|vos· em mater|as como
o comoate ao cr| me organ| zado, a
harmon|zação dos processos |ud|c|ár|os e
a cooperação nas questoes do as||o e da
|m|gração·, sa||entou Anton|o Outerres.
Paavo L|pponen repet|u os pontos íocados
pe|o seu homo|ogo portugues e eníat|zou
a |mportânc|a de a O|me|ra de Tampere
·env|ar uma mensagem mu|to c|ara· so-
ore aque|as mater|as e, em part|cu|ar,
quanto à necess|dade de haver po||t|cas
comuns de |m|gração e de as||o na ÜE.
O pr|me|ro-m|n|stro í|n|andes deíendeu o
reíorço dos poderes da Europo|, reíer|u-
se a|nda à concordânc|a reg|stada na reu-
n|ão soore ·um aspecto part|cu|ar· da |e-
PAR/$ 0NESCO
P$F Prlmelro-secrefárlo aIlrma
FEDERlCO MAYOR lNAUGURA EXPOSlÇÃO
SOBRE PAROUE DE FOZ CÒA
EXTRADlÇÃO DE PlNOCHET
É «UM PROGRESSO DO DlRElTO
E DEMOCRAClA»
A dec|são da |ust|ça or|tân|ca de autor|zar
a extrad|ção para Espanha do ant|go d|ta-
dor ch||eno Augusto P|nochet e ·um pro-
gresso do d|re|to e da democrac|a·, aí|r-
mou no d|a 9 o pr|me|ro secretár|o do Par-
t|do Boc|a||sta írances (no poder), Franço|s
Ho||ande.
·Fo| prec|so mu|to tempo para ooter esta
autor|zação de extrad|ção. Agora e neces-
sár|o que o |u|gamento possa ter |ugar,
nem que se|a para so para que a verdade
se|a estaoe|ec|da e que os que se entre-
garam a v|o|açoes contra os d|re|tos hu-
manos possam não so ser |u|gados como
condenados·, ad|antou.
A |ust|ça or|tân|ca autor|zou recentemente
a extrad|ção para Espanha de Augusto
P|nochet, ava||zando as acusaçoes e tor-
turas |ançadas por Madr|d contra o ex-d|-
tador ch||eno.
Fontes prox|mas de P|nochet anunc|aram
de |med|ato que |r|am |nterpor recurso.
g|s|ação |ud|c|ár|a que cons|ste em prote-
ger as v|t|mas de cr|mes, as testemunhas
e as pessoas acusadas da prát|ca desses
cr|mes.
O pr|me|ro-m|n|stro portugues íocou tam-
oem a preparação da O|me|ra Extraord|-
nár|a da ÜE soore o emprego e as reíor-
mas econom|cas, tendo í|cado acertado
que os do|s governantes |rão env|ar car-
tas aos restantes pa|ses da Oomun|dade
no sent | do de oot er os ma| ores
cont r| out os poss| ve| s para aque| es
doss|ers.
Anton|o Outerres rea|çou a|nda a exce|en-
te art|cu|ação que tem hav|do entre a pre-
s|denc|a í|n|andesa e os responsáve|s por-
tugueses que assum|rão os dest|nos da
ÜE a part|r de Jane|ro do prox|mo ano.
A pres|denc|a portuguesa ·tem que ser
eí|caz·, ír|sou Anton|o Outerres, pe|o que
·terá de v|r na cont|nu|dade dos proces-
sos desenvo|v|dos· pe|a F|n|ând|a ·num
esp|r|to de exce|ente entrea|uda e tota|
compreensão· com o Ooverno de L|sooa.
ma expos|ção soore o Parque
Arqueo|og|co do \a|e do Ooa ío|
| naugurada na sede da
ÜNEBOO, em Par|s.
A cer|mon|a, que decorreu no d|a 29, ío|
pres|d|da pe|o d|rector-gera| da ÜNEBOO,
Feder|co Mayor, na presença do m|n|stro da
Ou|tura portugues, Manue| Mar|a Oarr||ho.
·Ma|s va|e um exemp|o do que 100 d|scur-
sos·, d|sse o d|rector-gera| da ÜNEBOO,
acrescentando: ·Foz Ooa e um exemp|o de
como um pa|s pode reconhecer que ex|s-
tem a|guns va|ores supremos a sa|vaguar-
dar, que ex|stem |oca|s excepc|ona|s, e a| e
necessár|o ter |mag|nação e vontade po||t|-
ca para encontrar a so|ução·.
Ta| como |á t|nha íe|to em 1997, quando v|-
s|tou Foz Ooa, Feder|co Mayor qu|s teste-
munhar o ·seu reconhec|mento ao Pres|-
dente da Pepúo||ca, Jorge Bampa|o, e ao
Ooverno portugues, pe|a coragem e |uc|-
dez que mostraram re|at|vamente a Foz
Ooa·.
·Dese|o que o exemp|o de Foz Ooa, que e
h|stor|co a vár|os n|ve|s, demonstre que há
Estados que podem responder aos ape|os
da ÜNEBOO, exemp|o que se|a segu|do
pe|os outros Estados-memoros da organ|-
zação·, acrescentou Feder|co Mayor.
·O proo|ema estava aoerto há quatro anos
quando chegámos ao governo·, d|sse, por
seu turno, o m|n|stro da Ou|tura Manue|
Mar|a Oarr||ho, ad|antando: ·O governo as-
sum|u que na v|são que tem do desenvo|v|-
mento a d|mensão cu|tura| e uma d|men-
são dec|s|va·.
·A part|r desta noção, quando se tem um
patr|mon|o deste va|or, |sto e a|go de excep-
c|ona|, que tem que ser tomado em conta.
Do|s anos depo|s de se ter suspend|do a
oarragem, o Foz Ooa ío| cons|derado como
patr|mon|o mund|a| e temo-|o ho|e em to-
dos os íoruns do patr|mon|o mund|a| como
um exemp|o a segu|r·, acrescentou o m|-
n|stro da Ou|tura.
Foz Ooa, que pode aor|r as portas do Oo-
m|te do Patr|mon|o Mund|a| da ÜNEBOO a
um representante de Portuga|, na e|e|ção
dos 17 memoros terá |ugar em í|na|s do mes
de Outuoro.
Manue| Mar|a Oarr||ho comentou: ·A expo-
s|ção soore Foz Ooa na ÜNEBOO e uma
pura co|nc|denc|a, mas e prováve| que a|u-
de a a|gumas conversas que tem que ter
|ugar. Penso que o processo esta oem en-
cam|nhado e há que ser opt|m|stas quan-
do à e|e|ção de um portugues para esse
Oom|te·.
Esse portugues e O|áud|o Torres, d|rector
do Oampo Arqueo|og|co de Merto|a.
Para O|áud|o Torres, o Parque de Foz Ooa e
um oom argumento de campanha, po|s ·e
um exemp|o raro, um pequeno pa|s que
at|ra íora m||hoes para sa|var um con|unto
patr|mon|a| e cu|tura|, um exemp|o que cor-
reu o mundo e teve |mpacto |nternac|ona|·.
·De uma certa íorma, nos queremos tam-
oem aprove|tar esse |mpacto para part|c|-
par, com voz act|va, no Oom|te do Patr|mo-
n|o Mund|a|·, acrescentou O|áud|o Torres.
O
U
14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 15
AUTARQUÌAS
AU7ARQU/A$ lNlClAIlVAS & EVENIOS
AlbuIelra
«Não estál Ou a saga
do director-geraI»
Nos prox|mos d|as 15 e 16, às 21 e 30, a
AOTA A Oompanh|a de Teatro do A|garve
va| apresentar no Aud|tor|o Mun|c|pa| de
A|ouíe|ra a peça ·Não está! Ou a saga do
d|rector-gera|·.
Oom textos de Tchekhov, A|mada Negre|-
ros, Pau| Brandão e Lu|s \|cente, a qu|nta
produção da companh|a a|garv|a e ence-
nada por Lu|s \|cente que tamoem part|c|-
pa como actor, a par de Pedro Pamos,
Anthony Baroosa e E||saoete Mart|ns.
Cascals
Mais infra-estruturas
de saneamento básico
Oue oe|a mane|ra de ass|na|ar ma|s um
an|versár|o da |mp|antação da Pepúo||ca.
O Ba|rro das Neves, em Oasca|s, conhe-
ceu no passado d|a 5 de Outuoro as novas
|níra-estruturas de aoastec|mento de água,
e|ectr|c|dade, te|eíones, esgotos e pav|men-
tação, que vão oeneí|c|ar as ma|s de duas
centenas de pessoas res|dentes nesta zona.
Pecorde-se que o Ba|rro das Neves, s|tu-
ado |unto da estrada das Neves, em
Man|que, ío| o pr|me|ro |oteamento ||ega| a
entregar, em 1988, um processo de recu-
peração na Oâmara Mun|c|pa| de Oasca|s.
O |nvest|mento da autarqu|a para a |nsta-
|ação das |níra-estruturas oás|cas u|trapas-
sou os 107 m|| contos.
Colmbra
Câmara subsidia centro para
crianças e jovens convaIescentes
A Oâmara Mun|c|pa| de Oo|mora aprovou
no d|a 11 a atr|ou|ção de um suos|d|o de
o|to m|| contos à Oomun|dade Juven|| B.
Franc|sco de Ass|s, para um pro|ecto que
v|sa aco|her cr|anças e |ovens em conva-
|escença.
lnt|tu|ado ·O Pose|ra| \erme|ho·, o pro|ec-
to dest|na-se a hospedar cr|anças e |ovens
transp|antados ou portadores de outras
doenças, que |á não prec|sem de estar |n-
ternados mas que, por razoes de ordem
med|ca, tenham de se manter prox|mos do
hosp|ta|.
Para concret|zar a |n|c|at|va, a Oomun|da-
de propoe-se adqu|r|r uma hao|tação pre-
íaor| cada, com capac| dade para dez
utentes, a |nsta|ar em E|ras (Oo|mora), no
mesmo espaço onde se encontra sed|ada
a |nst|tu|ção.
A Oomun|dade e uma |nst|tu|ção part|cu-
|ar de so||dar|edade soc|a| onde v|vem cr|-
anças e |ovens desprov|das de me|o íam|-
||ar norma|, aprendendo a ser ·responsá-
ve|s por s| e pe|os outros·.
Na reun|ão do d|a 11, o Execut|vo da Oâ-
mara Mun|c|pa| de Oo|mora aprovou |gua|-
mente a cedenc|a de um terreno na zona
do Tov|m para a Oár|tas D|ocesena ed|í|car
um Oentro de Emergenc|a Boc|a|.
A |níra-estrutura dest|na-se a apo|ar pes-
soas carenc|adas, aco|her e encam|nhar
s|tuaçoes de precar|edade e prestar serv|-
ços de h|g|ene pessoa|, tratamento de rou-
pa e reíe|ção.
FaIe
Câmara dá três miI contos
para Timor
O mun|c|p|o de Faíe va| contr|ou|r í|nan-
ce|ramente com a veroa de tres m|| contos
como a|uda human|tár|a ao mart|r|zado
povo de T|mor-Leste.
Entretanto, a autarqu|a de||oerou por una-
n|m|dade cr|ar o Oonse|ho Loca| de Edu-
cação, uma estrutura com oase na |n|c|a-
t|va do mun|c|p|o e que tem a part|c|pação
dos d|versos agentes e parce|ros soc|a|s,
com v| sta à art| cu| ação da po| | t| ca
educat|va com outras po||t|cas soc|a|s.
Faro
Homenagear António Ramos-Rosa
Desde o passado d|a 13 e ate 17 de Outu-
oro, em Faro |rá ser serv|da poes|a.
Trata-se de um vasto con|unto de act|v|-
dades, resu|tantes de uma co|aooração
entre poetas e a autarqu|a de Faro, com
o oo|ect|vo de d|íund|r e promover a po-
es| a, homenageando o grande poeta
contemporâneo que e Anton|o Pamos-
Posa.
Ass|m, no prox|mo d|a 17, data em que o
poeta, natura| de Faro, comp|eta 75 anos,
Faro vest e í at o de ga| a e no O| uoe
Farense, a part|r das 16 horas, presta-
|he a homenagem atraves de uma |nter-
venção poet|ca ·A voz |n|c|a|·, coorde-
nada por Oastão Oruz e atraves de |nter-
vençoes do m|n|stro da Ou|tura e do pre-
s|dente da Oâmara Mun|c|pa| de Faro.
Llsboa
Mais habitação
sociaI
A notáve| oora do vereador \asco Fran-
co na área da hao|tação cont|nua a dar
írutos. O oo|ect|vo de e||m|nar as oarra-
cas, vergonha de nos todos, deu ma|s
um passo no passado d|a 1 com a en-
trega das chaves de ma|s hao|taçoes
soc|a|s.
O|tenta e tres íam|||as que v|v|am em
oarracas no A|to dos Mo|nhos receoe-
ram no passado d|a 1 as chaves das
suas novas casas no Ba| r r o do
Oharqu|nho, em Bení|ca, para onde a
ma|or|a quer mudar o ma|s rap|damen-
te poss|ve|.
Pe|os sete novos pred|os do Oharqu|nho,
um oa|rro mun|c|pa| com cerca de 40
anos onde ex|stem as chamadas ·hao|-
taçoes econom|cas·, estão d|str|ou|dos
os 83 íogos de carácter soc|a|.
Depo|s da oreve cer|mon|a de entrega
das chaves, onde est|veram presentes,
entre outros, \asco Franco, pres|dente
em exerc|c|o da Oâmara Mun|c|pa| de
L|sooa e Eduardo \||aça, pres|dente do
lnst|tuto Nac|ona| de Hao|tação, ío| a|tu-
ra de conhecer as casas a|nda por es-
trear.
Os novos apartamentos tem duas, tres,
quatro e c|nco assoa|hadas e íoram atr|-
ou|dos consoante o número de pessoas
de cada agregado íam|||ar.
As rendas tamoem vão var|ar coníorme
o rend|mento de cada íam|||a.
Magno||a Dom|ngos, de 25 anos, ío| uma
das pr|me|ras pessoas a receoer a cha-
ve do apartamento de tres d|v|soes que
va| part||har com os quatro í||hos com
|dades compreend|das entre os tres me-
ses e os c|nco anos.
·É enorme!·, ío| a pr|me|ra co|sa que d|s-
se depo|s de conhecer o apartamento
que |he ío| atr|ou|do.
·\|v|a numa oarraca com uma sa|a e um
quarto pequeno, agora os do|s men|nos
e as duas men|nas passam a ter um
quart|nho so para e|es, ass|m como eu·,
exp||cou Magno||a Dom|ngos que v|v|a
há 15 anos no A|to dos Mo|nhos.
Porem, a|nda nem tudo está pronto |un-
to aos novos pred|os. Os arruamentos
não estão term|nados e o po e a|nda
mu|to, mas \asco Franco garante que
dentro de um mes |á tudo estará pron-
to.
Pe|at|vamente às 197 íam|||as do A|to
dos Mo| nhos que a| nda não í or am
rea|o|adas, o pres|dente da autarqu|a
em exerc|c|o ad|antou que a ma|or|a |rá
para o Paço do Lum|ar e, caso se|a ne-
cessár|o, as restantes para Te|he|ras.
Mlranda do Corvo
Centro de Artesanato
do CarapinhaI
A Oâmara Mun|c|pa| de M|randa do Oor-
vo aprovou recentemente o |ançamento
do concurso da segunda íase de cons-
t rução do Oent ro de Art esanat o do
Oarap|nha|, oem como o seu programa
de concurso, caderno de encargos e
pro|ectos das espec|a||dades tecn|cas
necessár|as à execução da oora.
De sa||entar que o Oentro de Artesanato
deverá promover a rea||zação de expo-
s|çoes, acçoes de íormação e promo-
ção, coníerenc|as e acçoes de d|vu|ga-
ção, ser v| ços de | ní or mação aos
artesãos, acervo museo|og|co e ate||ers
de d|vu|gação e aprend|zagem dest|na-
dos às camadas ma|s |ovens.
Slnfra
Novo equipamento sociaI
ao serviço da popuIação
A Oâmara Mun|c|pa| de B|ntra procedeu
no passado d|a 29 de Betemoro, pe|as
20 horas, à entrega de um con|unto ar-
qu| t ect on| co cont | guo ao espaço
museo| og| co de Bão M| gue| de
Odr|nhas, à paroqu|a de Bão João das
Lampas, para usuíruto da popu|ação de
Odr|nhas e povoaçoes c|rcundantes.
ACÇÃO SOClALlSTA 16 14 OÜTÜBPO 1999
PS EM MOVÌMENTO
CAMARADA MANUEL ALEGRE
DEFENDE UMA VlRAGEM À ESOUERDA DO PS
AÇORE$ Congresso em Dezembro
ÉvORA Comunlcado da Federação
LE/R/A PS saúda Euro-2004
O pres|dente da Federação D|str|ta| do PB/Por-
to atr|ou|u no d|a 11 à estrutura nac|ona| do par-
t|do a v|tor|a a|cançada nas e|e|çoes |eg|s|at|vas
a n|ve| do d|str|to, que |rá ·ver reíorçadas as suas
responsao|||dades·.
Oom os resu|tados oot|dos pe|o PB no Porto,
||ge|ramente super|ores à med|a nac|ona|, a es-
trutura part|dár|a ·passa a ter ma|s responsao|-
||dades·, que pretende ·assum|r com grande hu-
m||dade Po||t|ca·, aí|rmou o camarada Narc|so
M|randa.
Em dec|araçoes aos |orna||stas, no í|na| de uma
reun|ão do Becretar|ado da Federação D|str|ta|
convocada para ava||ar os resu|tados e|e|tora|s,
Narc| so M| randa suo| | nhou que ·Ant on| o
Outerres e o grande responsáve| da v|tor|a do
PB no d|str|to·.
·A responsao|||dade advem do íacto de estar
ho|e demonstrado que o PB va| governar para
a|em dos quatro anos que |á governou·, acres-
centou.
Ouest|onado soore uma eventua| d|spon|o|||dade para |ntegrar o íuturo Ooverno, o
||der da d|str|ta| escusou-se a responder, a|egando ser ·um proo|ema que caoe |nte|ra-
mente ao secretár|o-gera| do PB, Anton|o Outerres·.
·Não e |eg|t|mo, ace|táve|, ou et|camente correcto se aparecerem sugestoes ou op|n|-
oes noutro sent|do·, ír|sou, sa||entando que se trata de uma questão a tratar em estru-
turas propr|as.
·Peaí|rmo, com conv|cção, que gosto mu|to de traoa|har a íavor do PB, sou um operá-
r|o permanentemente d|spon|ve| ao serv|ço do part|do, mas não gosto mu|to de ía|ar
em cargos·, conc|u|u.
Pe|at|vamente à suo|da do n|ve| de aostenção reg|stado nas e|e|çoes |eg|s|at|vas do
passado dom| ngo, Narc| so M| randa reconheceu t rat ar-se de uma s| t uação
·preocupante·, e suger|u uma ma|or í|ex|o|||dade dos cadernos e|e|tora|s.
·A prát|ca que está a ser segu|da em Portuga| de |mpor que os cadernos e|e|tora|s
se|am const|tu|dos por ordem a|íaoet|ca va| no sent|do de íac|||tar a v|da aque|es que
organ|zam as e|e|çoes, à custa do sacr|í|c|o dos c|dadãos, que mu|tas vezes tem de
percorrer qu||ometros para poder votar·, suo||nhou.
POR7O Narclso anallsa resulfados
O X Oongresso do PB/Açores rea||za-se a 10, 11
e 12 de Dezemoro na ||ha de B. M|gue|, anunc|ou
na passada segunda-íe|ra o d|r|gente soc|a||sta
D|on|s|o Bousa.
A data da reun|ão magna dos soc|a||stas açor|a-
nos ío| dec|d|da no encontro do Becretar|ado
Peg|ona|, que serv|u, a|nda, para aná||se dos re-
su|tados das e|e|çoes |eg|s|at|vas de dom|ngo.
O camarada D|on|s|o Bousa rea|çou que o PB
a|cançou nos Açores a ma|or votação oot|da por
qua|quer part|do em todos os c|rcu|os e|e|tora|s,
o que s|gn|í|ca que ·ex|ste uma íactor reg|ona|·,
suostanc|ado no ||der do soc|a||stas açor|anos,
Oar|os Oesar, e no traoa|ho do Execut|vo das
||has.
Vencer as regionais
Ad|antou, a|nda, que a derrota do PBD nas
|eg|s|at|vas ve|o ·reve|ar que Mota Amara| |á es-
tava morto· po||t|camente.
Begundo o d|r|gente soc|a||sta, a v|tor|a do PB perm|t|rá ao part|do ·traoa|har ma|s e
me|hor· para vencer as e|e|çoes reg|ona|s do prox|mo ano.
A Federação D|str|ta| de Évora do PB, num comun|cado, congratu|ou-se com o resu|ta-
do e|e|tora| oot|do no d|str|to.
·Oom uma votação de 45,6 por cento, o PB consegu|u, no d|str|to de Évora, o seu me-
|hor resu|tado e|e|tora| de sempre em e|e|çoes |eg|s|at|vas·, |e-se no comun|cado.
·Nestas e|e|çoes o PB ío| a ún|ca íorça po||t|ca que cresceu e|e|tora|mente no d|str|to,
tendo aumentado em tres pontos percentua|s a sua votação comparat|vamente a 1995.
Essa suo|da íez-se à custa da ODÜ que desceu 2,3 por cento e do PBD que desceu 1,4
por cento·, reíerem os soc|a||stas de Évora.
Os soc|a||stas suo||nham a|nda que ·ío|, de resto, a pr|me|ra vez que o PB consegu|u no
d|str|to de Évora um resu|tado percentua| super|or à med|a nac|ona|·.
A Federação D|str|ta| de Le|r|a do PB, num comun|cado do d|a 12, ·congratu|a-se com a
esco|ha de Portuga| como pa|s aní|tr|ão do Oampeonato Europeu de Futeoo| de 2004·.
Begundo o PB/Le|r|a, ·a esco|ha de Portuga| por parte da ÜEFA vem prem|ar o esíorço
desenvo|v|do pe|o Ooverno portugues e o enorme traoa|ho d|p|omát|co em vár|as íren-
tes, conduz|do pe|o m|n|stro ad|unto, Jose Bocrates, pe|o secretár|o de Estado do Des-
porto, M|randa Oa|ha, por Oar|os Oruz, nomeado pe|o Ooverno para ||derar a nossa
cand|datura e oem ass|m pe|a Federação Portuguesa de Futeoo|·.
O comun|cado reíere a|nda que ·com a esco|ha de Portuga| para o Euro-2004, ganha o
pa|s, que ve |nternac|ona|mente reconhec|da a sua capac|dade de rea||zação e ganha
Le|r|a, cu|a c|dade e reg|ão íazem parte do con|unto de c|dades de aco|h|mento·
O deputado soc|a||sta Manue| A|egre de-
íendeu no d|a 12 uma v|ragem à esquer-
da do PB, |ançando um recado para o
|nter|or do part|do, onde, aí|rma, há ·gen-
te que pode não ter perceo|do o que se
passou·.
Em entrev|sta ao |orna| ·Púo||co·, o ca-
oeça de ||sta soc|a||sta em Oo|mora, e
grande reíerenc|a da esquerda portu-
guesa, cons|dera que e necessár|a uma
·reí|exão ca|ma·, de modo a ·não detur-
par o sent|do do voto do povo, desv|an-
do o PB para a d|re|ta·.
·Anton|o Outerres |evou o PB o ma|s |on-
ge poss|ve|, mas agora tem de o|har para
a sua esquerda e o cam|nho e o da es-
querda p|ura|·, cons|dera Manue| A|egre,
que teme que ·ha|a tendenc|a no PB para
sooreva|or|zar o íenomeno da aostenção·.
Para o h|stor|co deputado soc|a||sta, o
ma|s |mportante não e a aostenção, mas
s|m um ·íacto novo·, a votação no B|oco
de Esquerda, que, em sua op|n|ão, reco-
|heu votos de um ·e|e|torado |ovem· e que
tem ·uma d|nâm|ca que não e de descer,
mas de aumentar·.
·Temo que ha|a (no PB) quem não íaça
as contas e que suotra|a o PB ao resto da
esquerda para somar ao PP·, suo||nha
A|egre, que garante que o part|do ·não
pode |r por um cam|nho desses·, |á que
|sso s|gn|í|car|a que ·na d|recção do PB
há quem não tenha compreend|do nada
do que se passou·.
Assum|ndo a ·am|zade· e ·so||dar|eda-
de· com o camarada Anton|o Outerres,
o d|r|gente h|stor|co do PB assume que
va| ·|utar· pe|a v|ragem do PB à esquer-
da, porque entende que, ·depo|s de
quatro anos no governo· e de ·ter oot|-
do a sua ma|or v|tor|a e|e|tora| de sem-
pre·, ·ta|vez tenha chegado ao seu ||m|-
te·.
·Os resu|tados demonstram que há um
e|e|torado de centro-d|re|ta que, por
ma|s des||ud|do que este|a, nunca vota-
rá no PB·, d|z, conc|u|ndo que ·o cam|-
nho do íuturo de uma ma|or|a aoso|uta
de esquerda e um cam|nho |ento, d|í|c||,
carregado de esco|hos, mas e o da es-
querda p|ura|·.
14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 17
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
UM POUCO MAlS DE ESOUERDA
PER$PEC7/vA José Medelros Ferrelra
|nda oem que o Pres|dente da Pe-
púo||ca manteve a rea||zação das
e|e|çoes para a data prev|sta, ape-
sar do c| | ma de como-
ção cr|ado em Portuga| desde as pr|me|ras
consequenc|as trág|cas da consu|ta popu|ar em
T|mor Lorosae. Be t|vesse ca|do em tentação,
|á não haver|a reg|me po||t|co democrát|co pro-
pr|amente d|to, tanto ma|s que se segu|u a morte
de Amá||a Podr|gues e a v|tor|a da se|ecção de
íuteoo| com os corte|os mu|t|tud|nár|os propr|-
os das soc|edades em transe. A sequenc|a das
ondas emoc|ona|s ío|, a||ás, |mpress|onante.
Mesmo ass|m, haverá que |ndagar, rap|damen-
te, soore o estado da op|n|ão púo||ca em Por-
tuga| apos esta sucessão de cartazes co|ect|-
vos, cu|o traço comum e o da a||enação da
capac|dade |nd|v|dua| de |u|gar os acontec|men-
tos e a evasão do terreno que nos e propr|o. É
certo que essas man|íestaçoes súo|tas de co-
munhão compu|s|va tamoem apareceram em
soc|edades tão desenvo|v|das como a oe|ga
perante a reve|ação chocante de casos de
pedoí|||a e como a írancesa do Mund|a| de Fu-
teoo|, porem o ma|s prováve| e tratar-se, entre
nos, da rev|vescenc|a de um mundo ant|go em
va|ores e comportamentos cu|a pr|me|ra carac-
ter|st|ca e a do aoandono da razoao|||dade e
da |nd|v|dua||dade. Terá s|do ass|m a reacção
ao u|t|matum |ng|es? Essa mesma reacção que
|evar|a à queda da monarqu|a const|tuc|ona| e
à sua suost|tu|ção pe|o reg|me repuo||cano num
percurso que |evou 20 anos, mas que não de|-
xou de ser |rrevers|ve|. O para|e|o |á ío| íe|to
vár| as vezes, mas sem aproíundar as
consequenc| as po| | t| cas do popu| | smo
med|át|co. Note-se ass|m que desse processo
emerg|u o Part|do Pepuo||cano, que sempre
haver|a de |ntroduz|r a|gum e|emento de
rac|ona||dade para at|ng|r o oo|ect|vo de um
novo reg|me po||t|co, enquanto que agora so
agem os me|os de comun|cação soc|a| numa
|og|ca de aud|enc|as e de moo|||zação cu|o
contro|o acaoa por |hes escapar. E emoora n|n-
guem se que|xe, |á houve íormas púo||cas de
un|íorm|zar comportamentos, com a propaga-
ção de s|na|s exter|ores de ace|tação ostens|-
va de pa|avras de ordem ou de |oca|s de cu|to
e ce|eoração. Ate aqu| tudo pode parecer |usto
e períe|to, todav|a daqu| se pode part|r para ma-
n|íestaçoes ma|s prox|mas da |mpos|ção do
que da sugestão. A aná||se da s|tuação a|nda
se torna ma|s comp|exa pe|a |ustapos|ção de
e|ementos trad|c|ona||stas e de e|ementos |no-
vadores nas var|adas man|íestaçoes co|ect|vas
ocorr|das no Pa|s nas ú|t|mas semanas. Be a|n-
da não há o pathos tota||tár|o, |á se |ançaram
sementes de anarqu|a.
Enquanto o íenomeno popu||sta à vo|ta de Amá-
||a Podr|gues tem a marca |nsoí|smáve| de um
corte|o trad|c|ona||sta, o caso de T|mor reúne
uma mu|t|dão de e|ementos heterogeneos que
so o íuturo se encarregará de decompor. Po-
rem, a reun|ão tempora| da moo|||zação
t|morense com a ce|eoração da memor|a da
cantade|ra íad|sta com ma|or pathos nac|ona||s-
ta íez pender a oa|ança para o Portuga| de Le|-
tão de Barros. É certo que o Part|do Oomun|sta,
|ncorr|g|ve| naque|e seu |e|to notar|a| de passar
cert|í|cados de oom comportamento po||t|co, ve|o
a terre|ro |níormar que a c|dadã Amá||a Podr|gues
contr|ou|ra í|nance|ramente para as act|v|dades
do PO, o que não e de adm|rar. O que e de ad-
m|rar e ter o Part|do Oomun|sta ace|te o ooo|o!
Mas e|e |á terá as suas razoes...
Não está em causa nem a voz s|ngu|ar de Amá-
||a nem o seu |ugar natura| e cu|t|vado na ga|e-
r|a dos notáve|s que o povo adora. E|a propr|a
sao|a que pertenc|a à categor|a a|t|ss|ma da e||te
popu|ar a quem os poderosos íazem ven|a. Mas
ta| não deve chegar para íazer dos Jeron|mos
um cem|ter|o... Depo|s do íado ve|o o íuteoo|.
Fo| exce|ente a qua||í|cação para a í|na| do eu-
ropeu e Humoerto Ooe|ho está de paraoens.
O regresso das írases ep|cas ío| no entanto
ma|s um exagero propr|o da epoca. Neste con-
texto, a campanha e|e|tora| ío|, apesar de tudo,
um íactor de conso||dação do reg|me demo-
crát|co, mu|to emoora excess|vamente perso-
na||zada e tremendamente s|mp||í|cadora e re-
dutora nas mensagens po||t|cas transm|t|das.
Ora, o Pa|s, que se comovera |ntensamente
com T|mor, com Amá||a e com a qua||í|cação
da se|ecção portuguesa de íuteoo|, acorreu em
número s|gn|í|cat|vo às urnas para manter o
Part|do Boc|a||sta e Anton|o Outerres no Oover-
no e para e|eger uma Assemo|e|a da Pepúo||-
ca ma|s à esquerda do que a anter|or. O Pa|s
provou que não se quer entregar nas mãos da
d|re|ta, ant|ga ou moderna, e que se reconhe-
ce ma|s numa po||t|ca dec|d|da de esquerda do
que nas águas mornas do í|m das |deo|og|as.
Em termos do deoate |nterno no Part|do Boc|a-
||sta, í|cou provada a |usteza da moção ·Fa|ar e
prec|so· suoscr|ta, entre outros, por Manue|
A|egre, A|oerto Mart|ns, Eduardo Pere|ra, Btrecht
P|oe|ro, He|ena Poseta, Fernando Pere|ra Mar-
ques e por m|m propr|o. Üma opção ma|s c|ara
em questoes tão sens|ve|s como as |e|s
|aoora|s, a reíorma do s|stema í|sca| e da segu-
rança soc|a| e ex|g|da pe|a ma|or|a po||t|ca ex-
pressa nas urnas.
Üma ú|t|ma pa|avra para as e|e|çoes nos Aço-
res. O Part|do Boc|a||sta at|ng|u neste c|rcu|o
e|e|tora| a sua ma|or percentagem a n|ve| nac|-
ona|. E o adversár|o chamava-se Mota Amara|,
que se oateu como um |eão. B|nto-me orgu|ho-
so por ter a|udado a derrotar pe|a pr|me|ra vez
um adversár|o tão qua||í|cado.
|| ·D|ár|o de Not|c|as·
A
O SlSTEMA URBANO E OS FUNDOS COMUNlTÁRlOS
ECONOM/A José Conde Rodrlgues
om a entrada em v|gor do novo
Ouadro Oomun|tár|o de Apo|o,
mu|tas serão as pr|or|dades de |n-
vest|mento para desenvo|ver o
nosso pa|s.
Üma dessas pr|or|dades será, tudo o |nd|ca, a
renovação e aperíe|çoamento do nosso s|ste-
ma uroano. Oompreende-se, po|s cada vez
ma|s o pa|s v|ve em c|dades e estas represen-
tam o espaço c|v|co por exce|enc|a onde se
cruza o cresc|mento econom|co com o d|a a
d|a. A qua||dade de v|da passa essenc|a|mente
pe|a qua||dade das c|dades, quer se|am peque-
nas ou grandes.
De íacto, num mundo onde a d|stânc|a e o tem-
po se aprox|mam, o espaço uroano ressurge
como um novo centro. É na c|dade que, ho|e
em d|a, se concentram todos os paradoxos da
v|da moderna. Na c|dade co|nc|dem: o re|uve-
nesc|mento da democrac|a com a ma|s c|ara
apat|a soc|a|; a opu|enc|a com a exc|usão e a
pooreza; a |novação com a ourocrac|a. Ora,
num momento em que o propr|o Estado-Na-
ção atravessa ma|s uma cr|se, num per|odo em
que se reíazem íronte|ras na nossa Europa, a
c|dade, essa po||s de coní||to e consenso, ga-
nha um novo |ugar c|me|ro. Mas, um novo o|har
soore a c|dade |mp||ca, a|nda ass|m, ter em
conta o segu|nte:
Nos deoates soore o ordenamento do terr|to-
r|o e suas respect|vas consequenc|as econo-
m|cas-soc|a|s, ía|a-se mu|to na ||tora||zação do
nosso pa|s. Porem, ho|e, ass|ste-se a um
íenomeno novo que ex|ge a atenção urgente
dos agentes do desenvo|v|mento e respect|vos
dec|sores |nst|tuc|ona|s. Trata-se de uma nova
po|ar|zação do |nter|or. Ou se|a, para a|em da
cron|ca íuga das popu|açoes para o ||tora|, ho|e
ass|ste-se à sua íuga para as chamadas ·c|da-
des med|as·, os novos po|os que agrupam as
popu|açoes de|xando o ·h|nter|and· vaz|o.
Trata-se, ass|m, de um novo desaí|o para aque-
|es que entendem que o processo de desen-
vo|v|mento deve ooedecer a a|gum equ|||or|o,
a|nda que |nstáve|.
Oue íazer para acertar o passo com nova rea-
||dade?
lncent|vá-|a, atraves da h|perconcentração dos
|nvest|mentos púo||cos e pr|vados nessas ·pe-
quenas metropo|es· ou, tentar í|xar um espaço
ma|s d|vers|í|cado, a|argando esse |nvest|men-
to a c|dades ma|s pequenas, aprove|tando o
seu potenc|a| endogeno e ev|tando a concen-
tração?
Baoemos ho|e que, cada vez ma|s, as c|dades
devem ter um pape| determ|nante no desen-
vo|v|mento sustentáve| de cada terr|tor|o. Ba-
oemos tamoem que a evo|ução humana tem
s|do no sent|do da uroan|zação íace ao ve|ho
modo rura| predom|nante. Mas saoemos tam-
oem que o terr|tor|o não uroano não deve ser
aoandonado soo pena desse aoandono gerar
proo|emas de equ|||or|o soc|a| e amo|enta|.
Desse modo, apesar do pape| crescente dos
centros uroanos, e dentro destes, dos de ma|-
or d|mensão, uma po||t|ca adequada ao equ|||-
or|o terr|tor|a| deverá ter em conta espaços ma|s
pequenos: as a|de|as, as v||as e as pequenas
c|dades. É o conce|to de rede no terr|tor|o que
se deve ter em conta e não a d|scussão do es-
paço uroano em causa.
Ass|m qua|quer a|uda, ou programa espec|a|
de apo|o às c|dades, quer de âmo|to econom|-
co quer no âmo|to da requa||í|cação uroana não
deverá descurar esta nova rea||dade. Não po-
demos correr o r|sco de perder esta etapa e
agravar ma|s as des|gua|dades no dom|n|o da
qua||dade de v|da.
Por í|m, mas não menos |mportante, constata-
se que os |nvest|mentos púo||cos necessár|os
para a rea||zação das |níra-estruturas uroanas
tem um peso cons| deráve| na gestão
macroeconom|ca das econom|as nac|ona|s e
ate na propr|a econom|a da Ün|ão Europe|a.
As grandes c|dades exercem ass|m uma enor-
me pressão soore os recursos púo||cos, para
a|em de cr|arem os |ndese|áve|s proo|emas
amo|enta|s.
Oomo art|cu|ar as c|dades em rede; como equ|-
||orar os novos ·po|os· uroanos, com o me|o
rura| envo|vente; como d|g|ta||zar as suas
|níraestruturas de |níormação; como un|í|car os
seus centros h|stor|cos; como garant|r o cor-
recto equ|||or|o entre traoa|ho e |azer; serão as
questoes a equac|onar na nova pr|or|dade. Mas
para dar corpo a ta| des|derato há que garant|r
o í|nanc|amento adequado, os respect|vos
me|os humanos e mater|a|s, oem como a von-
tade po||t|ca para a sua correcta execução.
E e íace a estes cenár|os que devemos apro-
ve|tar todos os recursos do prox|mo Ouadro
Oomun|tár|o de Apo|o (2000-2006). A qua||í|ca-
ção dos s|stemas uroanos deve ser uma pr|or|-
dade. A gestão do terr|tor|o, a rac|ona||dade da
|oca||zação dos equ|pamentos soc|a|s, a rede
das |níraestruturas, o aprove|tamento das
potenc|a||dades da comun|cação, devem cons-
t|tu|r a mo|dura do í|nanc|amento comun|tár|o
nesta área, com razoao|||dade e eí|các|a. De-
vem ser ev|tados os desperd|c|os em ourocra-
c|as |núte|s, em com|ssoes de traoa|ho, em es-
tudos repet|dos, etc. A responsao|||dade pe|a
gestão dos recursos deve ser c| ara e
terr|tor|a||zada, as opçoes devem ser ver|í|cáve|s
com parcer|as act|vas envo|vendo os executo-
res.
Em suma, a c|dade pode e deve const|tu|r a
nossa ponte com a human|dade, superar íron-
te|ras, ser, no íundo, o nosso grande |aço com
o ·outro· que está sempre ao pe de nos. O Ho-
mem v|ve envo|to na sua c|rcunstânc|a h|stor|-
ca e soc|a|, e|e hao|ta a c|dade, que íaz natura|-
mente parte dessa mesma c|rcunstânc|a. Mas
o Homem tamoem a|uda a constru|r a sua c|-
dade, e|e pode íazer uma c|dade me|hor. Pe-
constru|ndo a íam|||a, a esco|a, o oa|rro, íomen-
tando o c|v|smo, a cu|tura da responsao|||da-
de. Aí|na| a c|dade tamoem e |sso. E|a e, e tem
s|do, o oerço, o chão do human|smo e deve
recuperar esse |ugar nos d|as de ho|e.
Üma aposta ser|a na qua||í|cação dos nossos
s|stemas uroanos será o me|hor exemp|o de
convergenc|a rea| no aprove|tamento dos íun-
dos comun|tár|os. Oom opçoes estrateg|cas
c|aras, com uma organ|zação eí|caz e me|os
í|nance|ros adequados, mas tamoem |ntegran-
do as c|dades no terr|tor|o cont|guo, aprox|man-
do as pessoas e aíastando o r|sco das ·peque-
nas metropo|es· se a|cançará o novo patamar
do nosso desenvo|v|mento humano.
C
ACÇÃO SOClALlSTA 18 14 OÜTÜBPO 1999
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
FALTAM LlCENClADOS À ECONOMlA?
REFLEXÁO lgléslas Cosfal
a /|ema||a, oa|s mc|c| oa ecc-
|cm|a m0|o|a|, ma|s oe me|a-
oe ocs ç|a|oes |esoc|sa.e|s e
oec|sc|es ecc|cm|ccs |ac oas-
sc0 oe|c s|s|ema oe e|s||c s0oe||c|.
Estamos a ass|st|r em Portuga| à queda
vert|g|nosa dos va|ores et|cos e ate estet|-
cos das |nduçoes e |nst|gaçoes para um
pa|s que se pretende moderno d|nâm|co e
humano.
Modern|zar um pa|s |mp||ca ter uma po-
pu|ação crente, íormada, |níormada e en-
tus|asmada. O que se ooserva e apat|a,
írustração, des|nteresse e mu|ta ans|eda-
de.
No que concerne à íormação de quadros,
à poster|or co|ocação e consequente ut|||-
zação desse ·saoer·, Portuga| está no ca-
m|nho errado.
Fa|a-se prat|camente todos os d|as, na ía|-
ta de quadros qua||í|cados com e|evada
competenc|a. As assoc|açoes empresar|-
a|s, o Estado, lnst|tu|çoes, etc. Todos re-
c|amam a necess|dade de ma|s e me|ho-
res quadros tecn|cos. O que se ve e saoe
e que não há necess|dade. Porque se ve-
r|í|carmos o que íazem na rea||dade mu|-
tos, se não a ma|or|a e como são aprove|-
tados. Pea|mente não são necessár|os.
A ma|or|a está a desempenhar íunçoes
comp|etamente d|íerentes, do que andou
a estudar. P|or que |sso estão a desempe-
nhar íunçoes aoa|xo do que dev|a ser ex|-
g|do à sua íormação. Mu|tos íazem de es-
cr|turár|os, recepc|on|stas, porte|ros, ven-
dedores, a|nda mu|tas contas de somar d|-
m|nu|r, mu|t|p||car e d|v|d|r.
O Estado e o Ooverno dev|am íazer uma
aná||se ao mundo |aoora| para perceoerem
se o d|nhe|ro que gastamos no ens|no está
a ser oem gasto. A||ás tenho íe|to este re-
paro em mu|tas |ntervençoes púo||cas.
Oomo e poss|ve| estarmos neste estado
da arte? É um aosurdo!
Ho|e sa|-se da Ün|vers|dade a saoer nada
do que |nteressa ao mundo do traoa|ho,
|nvest|gação e da produção. A|guem |á
pensou em estudar este estado de co|sas
que nos aíecta a todos e ao pa|s?
É |mportante dar so|ução e o ma|s ráp|do
poss|ve|.
É tamoem |mportante o estado de apat|a
que se está a genera||zar a todos os n|-
ve|s. Portuga| prec|sa de mu|to d|nam|s-
mo para se aí|rmar no contexto mund|a|.
Bo com quadros dev|damente enquadra-
dos e hao|||tados e a produz|r va|or acres-
centado sustentado, evo|u|rá a passos |ar-
gos para o chamado desenvo|v|mento
cogn|t|vo.
Já se pensou como se sentem as pesso-
as com íormação de oom n|ve| a íazer ta-
reías de n|ve| desqua||í|cado? Üsem a
empat|a. Ta|vez perceoam. Ou, então, ía-
|em com ps|qu|atras.
Outra cur|os|dade na íormação dos portu-
gueses, e a de so se |nteressarem com o
grau academ|co.
Ma|s do que |sso, e saoer o que se íaz de
pos|t|vo para o pa|s com esses cursos e
íormação.
Üma das notas a sa||entar e a pro||íeração
de cursos ao n|ve| do super|or, o número
de Ün|vers|dades e a|nda os curr|cu|os e
os tempos dos cursos que estão
desa|ustados às rea||dades actua|s.
Outro dos proo|emas e entraves, aquando
da procura dum emprego, e responder à
pergunta sectár|a que se está íazendo
duma mane| ra não democrát| ca e
ant|const|tuc|ona|. Oua| a Ün|vers|dade que
írequentou? lsto e rea|mente sectar|smo
av||tante, para quem procura um traoa|ho.
Aí|na| não íoram aprovados pe|o Estado as
||cenc|aturas? Ou so as pr|nc|pa|s Ün|ver-
s|dades de L|sooa, Porto e Oo|mora e que
são competentes? Não pode haver d|scr|-
m|nação un|vers|tár|a.
Este t|po de perguntas |eva-nos a quest|o-
nar todo o ens|no em Portuga|. Não se
pode ad|ar esta proo|emát|ca, soo pena de
sermos cúmp||ces. Estaremos natura|men-
te tamoem a ad|ar o desenvo|v|mento de
Portuga|.
Üm outro proo|ema são as pessoas que
t|ram cursos e nunca í|zeram nada para o
desenvo|v|mento do pa|s, |sto e desperd|-
c|o. A|nda por c|ma, rec|ama-se ía|ta de
quadros. Há |nd|v|duos que d|zem possu|r
t|tu|os d|sto e daqu||o, à custa dos contr|-
ou|ntes e nunca mas nunca í|zeram a|go
em pro| de Portuga|. Estas s|tuaçoes não
podem cont|nuar. O superíu|o e a va|dade
não podem ter |ugar nos nossos d|as.
O que |nteressa ter gente qua||í|cada em
determ|nadas áreas se depo|s uns vão ser
vendedores, outros apertam paraíusos,
outros íazem ass|naturas e pouco ma|s?
P| or que | sso querem o t| tu| o para
ex|o|c|on|smo. Em Portuga| tem que se ter
t|tu|o! Faz parte do estatuto. Terce|ro-
mund|sta e c|aro de enorme pooreza |nte-
|ectua|.
O proo|ema dos governos e que so pen-
sam no poder e em e|e|çoes. Essa e a nos-
sa ·|ndústr|a·, o resto |mporta-se.
Oua| e o verdade|ro va|or acrescentado em
Portuga|? Onde estão as nossas e||tes do
desenvo|v|mento? lníe||zmente não temos
t|do resposta.
Portuga| está a tornar-se numa íe|ra de
va|dades, com tudo o que |sso |mp||ca ao
n|ve| do comportamenta|.
Outro das questoes e a co|ocação dos
quadros. As empresas não tendem a pro-
curar e a oíerta tende aumentar. Mu|tas das
empresas desconí|am da íormação m|n|s-
trada e do que |hes parece, a ut|||dade
desses cursos.
Por outro |ado, a |nvest|gação que se íaz e
escassa e não serve para nada. Oera|men-
te |mporta-se tudo o que de íacto e mau.
Mas esta t|po|og|a de proo|emas e ques-
toes |á vem de |onge e parece que va| con-
t|nuar. A ser ass|m, para que servem ma|s
Ün|vers|dades e lnst|tutos? Be e para cu|-
tura gera|, oom, os ||vros tamoem ens|nam
e não e prec|so gastar m||hoes de contos
aos contr|ou|ntes pena||zando-os.
Üm curso super|or custa mu|tos m||hares
de contos. \e|a-se o que se passa |á íora,
em pa|ses com a|to grau de desenvo|v|-
mento, A |nvest|gação e pr|or|tár|a para
poster|ormente se passar à produção. Por-
tuga| está a ca|r num grav|ss|mo erro. O
de não íazer írente aos verdade|ros pro-
o|emas que estão a oostacu||zar o desen-
vo|v|mento, para que os portugueses v|-
vam com ma|s sat|síação e d|gn|dade,
dev|do à percepção, que os conduz|rá
para o oo|ect|vo de um Portuga| ma|s pros-
pero, moderno e so||dár|o.
OS DlFERENTES PADROES
DE UTlLlZAÇÃO DO SNS
$AÚDE João Nóbrega
uando ía|amos de ass|stenc|a,
|emoramo-nos da pa|avra so||-
dar|edade. Mas quem não su-
o| | nha | ogo | gua| dade de
oportun|dades e |ust|ça soc|a|?
Todos saoemos que os recursos não são
|ní|n|tos. Há que repart|r o que temos pe|as
d|íerentes necess|dades, mas há que an-
tes de tudo que reso|ver as necess|dades
do c|dadão. Todos concordamos que o c|-
dadão deve ser o centro do s|stema.
Berá de ma|s ped|r e d|nam|zar todo o pro-
cesso que perm|ta ut|||zar ma|s rac|ona|-
mente o que temos e e de todos? Não será
ev|dente que apesar do orçamento ||m|ta-
do se tem modern|zado a ma|or|a das un|-
dades de saúde? E esses recursos moder-
nos tem estado d|spon|ve|s e ger|dos com
eí|c|enc|a para serv|r o c|dadão?
Oue t|po de |u|zo cr|t|co ex|ste quando se
adqu|re equ|pamento moderno para a nos-
sas un|dades de saúde? Oue p|aneamento
e íe|to da sua ut|||zação? A quantos e como
serve a todos, os ta|s c|dadãos que são o
centro de tudo |sto?
Já se co|ocou a questão de que se não me
puder des|ocar ao |oca| onde há o recurso
e como e|e não ex|st|sse para m|m? E para
s|? Tenho estradas, oem, mas que trans-
porte e quanto custa? Ouando |á chego,
esperam por m|m?
Po|s e, a|guns estão d|scr|m|nados, não por
não serem c|dadãos mas pe|a d|stânc|a,
pe|a má gestão do que temos, em suma,
por não se centrar o s|stema no c|dadão.
Oue me ad|anta saoer que tenho uma do-
ença e não a poder tratar ou saoer que te-
nho um recurso se não o posso ut|||zar.
Por mu|to que custe ouv|r |sto mas e rac|o-
namento íorçado. Então que pr|or|dades se
cr|aram? Oue regras? É ev|dente este
desequ|||or|o, adm|tamo-|o para o corr|g|r-
mos. De certeza que um proo|ema so o pas-
sa a ser se o adm|t|rmos e ma|s a|nda so o
so|uc|onamos se a|em de adm|t|r o enca-
rarmos como erro.
Deíendemos a d|scr|m|nação pos|t|va, en-
tão íaçamo-|a. \amos a |sso? Todos nos
temos de esco|her, consc|entemente saoe-
mos que acesso un|versa| e caro: a quem
po|s t|rar e a quem dar? Não saoemos que
a democrac|a não ío| íe|ta para serv|r so os
ma|s íortes, ma|s cu|tos ou ma|s podero-
sos? Oomo vamos proteger os grupos de
ma|or r|sco?
Estamos, agora, a tentar encontrar a v|a de
ut|||zarmos oem o que temos. \amos ago-
ra íazer d|scr|m|nação pos|t|va. \amos per-
m|t|r que o c|dadão part|c|pe, que as
autarqu|as co|aoorem, para que quem se
sente ma| atend|do se|a ouv|do.
Há que procurar no BNB 21 a reíorma que
nos pode serv|r, vamo-nos reun|r e não per-
m|t|r que esta va||osa proposta morra no pa-
pe|. Esta reíorma mexe em |nteresses, o pr|-
me|ro oostácu|o a derruoar e o s||enc|o que
a pode envo|ver, se cada um de nos o de|-
xar. Tenho a certeza que ou se varre a casa
agora e se ca|am as paredes ou então va-
mos cont|nuar com um BNB de íaz de conta
com mu|ta ven|a e que quem tem o poder
acred|ta po|s se ver|í|casse, com os pes as-
sentes em terra, ver|a como o c|dadão não e
de íacto o centro do s|stema. O c|dadão e
um número que serve para a cap|tação mas
quanto a serv|-|o, ma|s devagar...
Estou conv|cto que a Tute|a da saúde va|
ava||ar o cumpr|mento do que propoe, se
não o í|zer, sa|oa ao menos que um c|da-
dão, pe|o menos, |á d|sse que o re| va| nu.
Q
N
14 OÜTÜBPO 1999 ACÇÃO SOClALlSTA 19
CULTURA & DESPORTO
QUE SE PASSA Mary Rodrigues
SUGESTÄO
POEMA DA SEMANA
Selecção de Carlos Carranca
Teatro em AIbufeira
O Aud|tor|o Mun|c|pa| será pa|co, amanhã
e no sáoado, d|a 16, pe|as 21 e 30, para a
representação pe|a AOTA da peça teatra|
·O Tromoone·.
Coimbra
Ho|e, às 18 e 30, e |naugurada a expos|-
ção ·Pr|me|ra \|agem Aerea de Portuga| a
Macau·, na Oasa Mun|c|pa| da Ou|tura.
Amanhã estre|a nos nas sa|as de c|nema
do Oentro Oomerc|a| O|rasso|um ·Orazy
A|aoama·, um drama de Anton|o Banderas,
com Ma|an|e Or|íí|th, Dav|d Morse e Oathy
Mor|arty nos pr|nc|pa|s pape|s.
Concertos em Espinho
A cantora oras||e|ra Joana está de vo|ta a
Portuga| nos prox|mos d|as 16 (sáoado) e
17 (dom|ngo), para do|s |antares-concerto
no Oas|no de Esp|nho.
Nestas actuaçoes, Joana apresentará pe|a
pr|me|ra vez no nosso pa|s o seu novo OD,
|nt|tu|ado ·20 anos·, que reco|he, num es-
pectácu|o gravado ao v|vo, os ma|ores
ex|tos da sua carre|ra, que este ano at|nge
as duas decadas.
Tapeçarias em Fafe
A art|sta oras||e|ra D|rcea B|nder expoe um
con|unto de tapeçar|as na Oa|er|a da Oasa
Mun|c|pa| da Ou|tura.
A |nauguração da mostra ·Festa do D|v|-
no· decorre na no|te de ho|e, pe|as 21 e
30, com a presença da art|sta.
A expos|ção í|cará patente ao púo||co, ate
ao d|a 30, no horár|o das 9 horas às 12 e
30 e das 14 horas às 17 e 30, de segunda
a sexta-íe|ra.
Aos sáoados, a ·Festa do D|v|no· poderá
ser aprec|ada entre as 14 horas e as 17 e
30.
Poesia em Faro
lnvu|gar em qua||dade e quant|dade e o
na|pe de homens da cu|tura que, ate ao
dom|ngo, d|a 17, marcaram encontro com
Faro.
Oe|eorar a Poes|a e o tema centra|. Home-
nagear o grande poeta íarense Anton|o
Pamos-Posa e o mote esco|h|do.
Jazz em Ou|marães
Ho|e e amanhã, pe|as 23 horas, ass|sta ao
espectácu|o do Ouarteto dos Tres lrmão
Pau|o e Pedro, no Ü|t|matum - Oaíe Jazz
Oaíe.
A mostra de desenhos de Ne|son P|oe|ro
estará patente ao púo||co, no Posto de Tu-
r|smo da Praça de Bão T|ago, ate amanhã.
A part|r de amanhã e ate ao d|a 21 poderá
ver, no O|nema Bão Mamede, o í||me de
Oary Marsha||, ·No|va em Fuga·, com o |á
íamoso par românt|co e d|vert|do compos-
to por Ju||a Pooerts e P|chard Oere.
·Buena \|sta - Boc|a| O|uo· e ·De O|hos
Bem Fechados· são as í|tas em ex|o|ção,
no Aud|tor|o da Ün|vers|dade do M|nho, na
segunda-íe|ra, d|a 18 e na quarta-íe|ra, d|a
20, respect|vamente.
Canto em Lisboa
Ho|e e amanhã part|c|pe no \lll Encontro
soore a Ado|escenc|a que decorre no
Forum L|sooa.
·Tudo soore a m|nha mãe·, de Pedro
A| modovar; No| va em Fuga, de Oary
Marsha||; e ·L|moo·, de John Bay|es, são
as pe||cu|as que estarão em ex|o|ção nas
sa|as de c|nema a|íac|nhas a part|r de ama-
nhã.
O O|c|o de Oanto da Fundação Oa|ouste
Ou|oenk|an começa na terça-íe|ra, d|a 19,
com um espectácu|o no Orande Aud|to-
r|o, às 19 horas, em que o tenor Ohr|stoph
Pregard|en, acompanhado pe|o p|an|sta
M| chae| Oees recr| arão ooras de
Bchumann, Bchoeck, Wo|í, Beethoven,
Bchuoert, Oees, Loewe, D|epenorock e
Pí|tzner.
Na quarta-íe|ra, d|a 20, às 2 1 e30, o Pe-
queno Aud|tor|o do Oentro Ou|tura| de
Be|em aco|he o espectácu|o de Pau|o Oa|o
L|ma e de Anton|o Posado: ·lntegra| das
Bonatas para \| o| once| o e P| ano de
Beethoven.·
Música
em Montemor-o-VeIho
O í|m-de-semana promete ser mu|to mu-
s|ca|. É que no sáoado, d|a 16, às 21 ho-
ras, haverá um concerto com a F||armon|-
ca Ün|ão \err|dense no O|uoe Ün|ão Mus|-
ca| Oatoense (Oatoes).
Por sua vez, no dom|ngo, d|a 17, às 16
horas, a F||armon|ca lnstrução e Pecre|o
de Aorunhe|ra dará um rec|ta| na lgre|a
Matr|z do Be|xo.
Livro no Porto
A escr|tora oracarense Mar|a de Lurdes
Brandão |ança, ho|e, o seu novo romance,
|nt|tu|ado ·A s|níon|a de um dest|no·.
A apresentação púo||ca desta oora rea||-
za-se na L|vrar|a Bertrand do Bhopp|ng
O|dade do Porto, estando a cargo de O|áu-
d|o L|ma.
A Oom|ssão Nac|ona| para as Oomemora-
çoes dos Descoor|mentos Portugueses
| naugura, amanhã, a expos| ção ·O
Or|enta||smo em Portuga|: Becu|os X\l-
XlX·.
A mostra e a terce|ra e ú|t|ma do c|c|o ·Me-
mor|as do Or|ente· e, ta| como as anter|o-
res, estará patente no ed|í|c|o da A|íânde-
ga do Porto, sendo |naugurada pe|o Pres|-
dente da Pepúo||ca.
A expos|ção ocupará uma área de 1 800
metros quadrados e será d|v|d|da em 12
núc|eos temát|cos que |ntegrarão cerca
de 300 peças or| g| na| s, | nc| u| ndo o
·períumador áraoe·, uma peça de ía|ança
do |n|c|o do secu|o ass|nada por Borda|o
P|nhe|ro e cons|derada um dos expoen-
tes máx|mos do or|enta||smo na arte por-
tuguesa.
A mostra |ntegra a|nda traoa|hos de Acác|o
L|ma e Anton|o Oarne|ro e as co|ecçoes de
oo|ectos or|enta|s de Oam||o Pessanha e
Wences|au de Moraes.
Gastronomia em Santarém
O Fest|va| Nac|ona| de Oastronom|a come-
ça ho|e.
Durante 19 d|as, as sopas apet|tosas, os
de||c|osos mar|scos, as |ní|ndáve|s mane|-
ras de preparar saoorosos pratos de pe|-
xe e de carne, os ench|dos, as conservas,
as írutas, os que||os, as compotas e
doçar|a secu|ar, os v|nhos de |nexced|ve|
qua||dade, os espumantes, aguardentes e
||cores, as águas m|nero-med|c|na|s vo|tam
a estar à mesa nas |nsta|açoes da Oasa
do Oamp|no, no ant|go Oampo da Fe|ra.
GargaIhadas em VaIença
A comed|a ass|nada por Ja| Poach, ·Aust|n
Powers Esp|ão lrres|st|ve|·, poderá ser
v|sta na sa|a de c|nema, a part|r de ama-
nhã e ate à terça-íe|ra, d|a 19.
Artes de descoberta
em ViIa do Conde
A Oâmara Mun|c|pa| promove uma expo-
s|ção comemorat|va dos 500 anos da des-
cooerta do Bras|| com traoa|hos de se|s
art|stas da Bah|a.
A |n|c|at|va, denom|nada ·500 anos depo|s:
P|ntura e Escu|tura· tem o apo|o da Oo-
m|ssão Nac|ona| para as Oomemoraçoes
dos Descoor|mentos Portugueses e |nc|u|
traoa|hos de Anton|o Araú|o, Be| Boroa,
Oa||xto Ba|es, Ed|va| Posas, lr|neu A|ves e
Jo||do B||va, c|nco p|ntores e um escu|tor.
JAZZ
ÀS OUARTAS
O romant|smo p|ntará com as tona||-
dades da me|anco||a o lll O|c|o de
Ouartas, um íest|va| de Jazz que de-
corre, em Oo|mora, ate ao d|a 17 de
Novemoro.
Ao |ongo de ma|s c|nco semanas,
sempre à quarta-íe|ra pe|as 21 e 45, o
Teatro Academ| co de O| | \| cente
(TAO\) receoerá os espectácu|os do
O|c|o de Ouartas Jazz'99, uma |n|c|-
at|va da autarqu|a con|mor|cence e do
TAO\.
Estão |á agendadas as actuaçoes de
Ph|| Markow|tz, Bernardo More|ra,
Andre Bousa Machado (d|a 20), do
More|ra's Ou|nteto (d|a 27), dos Ad
L|o|tum (d|a 3 de Novemoro), oem
como dos |nterpretes Peter Epste|n,
João Pau|o Esteves da B||va e Oar|os
B|ca (d|a 10 de Novemoro).
A sessão í|na| (17 de Novemoro) con-
s|st|rá numa /am sess|c|, aoerta à par-
t|c|pação de todos os mús|cos que
qu|serem ader|r.
Em coníerenc|a de lmprensa, Oar|os
A|oerto Mon|z, d|rector art|st|co do c|-
c|o, destacou o ex|to das duas ed|çoes
anter|ores do evento, o que |evou a or-
gan|zação a optar, este ano, por um
espaço de ma|ores d|mensoes.
·Houve uma enorme adesão por par-
te do púo||co, com os do|s espaços
anter|ormente ut|||zados (Oasa da Ou|-
tura e lnst|tuto Portugues da Juventu-
de) a reve|arem-se |nsuí|c|entes para
aco|her tão numeroso púo||co·, d|sse.
Mús|ca/Poes|a
Libentíssimo
18 e 19 de Outuoro, 21h30
Pequeno Aud|tor|o
Oentro Ou|tura| de Be|em
Libentíssimo
Para Ilmor Lorosae
Nem mesmc c amc|
e c mesmc amc|
a|oe||e.
Fa||a 0ma /|c|
c|oe sco|a oc|
Fa||a aç0a
c|oe sco|a maçca
Fa||a oac
e |e||0ma mac
sco|c0 oa|a |e ao|aça|.
/||oa ass|m |es|s|es
em sc||oac
aç0a|oa|oc c0||a mao|0çaoa.
Oo||çaoa, 7|mc|.
Marla Mello Glraldes
'ô oe Se|emo|c oe '999
ACÇÃO SOClALlSTA 20 14 OÜTÜBPO 1999
OPÌNÌÄO DlXlT
Ficha Técnica
Acção Socia|ista
Orgão Oí|c|a| do Part|do Boc|a||sta
Propr|edade do Part|do Boc|a||sta
D|rector
Fernando de Sousa
Pedacção
J.C. Caste|o Branco
Mary Rodrigues
Oo|aooração
Rui Perdigão
Becretar|ado
Sandra An[os
Pag|nação e|ectron|ca
Francisco Sandova|
Ed|ção e|ectron|ca
Joaquim Soares
José Raimundo
Redacção
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Administração e Expedição
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Toda a co|aboração deve ser enviada para o
endereço referido
Depos|to |ega| N' 21339/88; lBBN: 0871-102X
Ìmpressão lmpr|nter, Pua Bacadura Oaora| 26,
Daíundo
1495 L|sooa Distribuição \asp, Boc|edade de
Transportes e D|str|ou|çoes, Lda., Oomp|exo OPEL,
Be|a \|sta, Pua Táscoa 4', Massamá, 2745 Oue|uz
6ª F/LA Manuel dos Sanfos
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
1.650$
2.400$
4.600$
5.500$
8.500$
3.250$
4.600$
9.100$
10.800$
16.600$
6 MEBEB 26 NÚMEROS 12 MEBEB 52 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
500$
700$
1.300$
1.500$
2.300$
800$
1.200$
2.400$
2.900$
4.400$
6 MEBEB 2 NÚMEROS 12 MEBEB 4 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados.
Por íavor remeter
este cupão para:
Portuga| Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass|nante do Portuga|
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
Por íavor remeter
este cupão para:
Acção Boc|a||sta
Aven|da das Descooertas 17
Peste|o
1400 L|sooa
Ouero ser ass| nante do Acção
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Oheque \a|e de corre|o
6 meses 12 meses
\a|or $
5+1 )1 56)
·Anton|o Outerres |evou o PB o
ma|s |onge poss|ve|, mas agora
tem de o|har para a sua esquerda
e o cam|nho e o da esquerda
p|ura|·
Manuel Alegre
·Os resu|tados demonstram que
há um e|e|torado de centro-d|re|ta
que, por ma|s des||ud|do que
este|a, nunca votará no PB·
ldem
·A verdade e que o PB de Anton|o
Outerres de|xou o í|anco esquerdo
a descooerto e acaoou por pagar
caro esse pecado·
José Manuel Fernandes
·Em contrapart|da, Anton|o
Outerres açamoarcou quase por
comp|eto o centro po||t|co. PBD e
PP perderam em con|unto 2,5 por
cento, o que reduz|u a d|re|ta a
um dos seus p|ores resu|tados de
sempre·
ldem
·É man|íesto que o PB ío| oem-
suced|do na cat|vação do mundo
dos negoc|os e de a|gum e|e|tora-
do conservador. Mas e |gua|mente
oov|o que perdeu e|e|torado
uroano, no mundo do traoa|ho e
nas camadas |nte|ectua|s·
Vlfal Morelra
·Fo| à esquerda que o PB perdeu
o sonho da ma|or|a aoso|uta·
Márlo Beffencourf Resendes
MAlORlAS E MELHORlASl
s resu|tados e|e|tora|s do passa-
do d|a 10 coní|rmaram o PB
como o Part|do ||derante da cena
po||t|ca nac|ona| e a opção soc|-
a||sta como a esco|ha po||t|ca adequada para
o Pa|s.
O PB at|ng|u agora o seu me|hor resu|tado
de sempre, superando em cerca de 3 dec|-
mas o resu|tado das e|e|çoes europe|as, e
ooteve pe|a 7ª vez consecut|va uma v|tor|a
e|e|tora| |nd|scut|ve|.
Os 44 por cento agora oot|dos não se tradu-
z|ram contudo numa ma|or|a de mandatos
na Assemo|e|a da Pepúo||ca.
Ta| íacto resu|ta da propr|a d|mensão da v|-
tor|a 44 por cento (com eíe|to so 50 por
cento assegura, em todas as c|rcunstânc|-
as, uma ma|or|a aoso|uta de |ugares) mas
e tamoem consequenc|a da d|str|ou|ção dos
votos pe|os c|rcu|os e|e|tora|s e, por v|a d|s-
so, ·oas oa|||oas- do metodo de Hondt.
Oom eíe|to, com outra d|str|ou|ção (que não
tem de ser, a||ás, ma|s homogenea) e, nor-
ma|mente poss|ve| ooter ma|or|a aoso|uta de
mandatos a part|r dos 43 por cento.
Emoora a|nda não este|am atr|ou|dos todos
os |ugares no Par|amento (ía|tam nomeada-
mente os quatro deputados atr|ou|dos à
em|gração, cu|a d|str|ou|ção a|terará a|nda,
a meu ver, a íavor do PB, a d|str|ou|ção í|na|),
e c|aro que a m|t|ca oarre|ra dos 116 depu-
tados não será at|ng|da.
Parece |á que a tareía da governação será,
neste mandato, ma|s d|í|c||.
Não tem necessar|amente de ser ass|m.
O mandato anter|or, revest|a-se de caracte-
r|st|cas excepc|ona|s. Era |mpresc|nd|ve| que
se traduz|sse num governo de |eg|s|atura.
Em 1' |ugar, porque esta exper|enc|a era íun-
damenta| para a propr|a democrac|a portu-
guesa.
Em 2' |ugar, porque a necess|dade de aí|r-
mação de Portuga| no Mundo e nomeada-
mente na Europa |mpunha um governo es-
táve|, |emore-se o des|gn|o nac|ona| de
|ntegração, desde o |n|c|o, no núc|eo íunda-
dor da moeda ún|ca.
F|na|mente porque, para |á do mero |nteres-
se part|dár|o se |mpunha o oo|ect|vo de |an-
çar o Pa|s na senda do progresso e do de-
senvo|v|mento por íorma a e||m|nar, num
certo per|odo de tempo, o d|íerenc|a| de oem-
estar ex|stente para a genera||dade dos pa|-
ses europeus.
O quadro da prox|ma |eg|s|atura e suostan-
c|a|mente d|íerente.
A responsao|||dade da estao|||dade po||t|ca
não pode ser um íardo exc|us|vo do PB, an-
tes deve ser part||hado com toda a opos|ção.
Oompete ao PB governar com as suas pro-
postas e as suas |de|as, |ntroduz|ndo as
mod|í|caçoes necessár|as para que o cres-
c|mento e o desenvo|v|mento cont|nuem e
pross|gam para o oo|ect|vo de convergen-
c|a com a Europa ma|s desenvo|v|da.
Be e certo que nos compete ev|tar a |nstao|-
||dade po||t|ca tamoem e seguro que não
devemos pagar um preço demas|ado e|e-
vado pe|a estao|||dade.
Ora esta at|tude, como exemp|armente o re-
íer|u o Becretár|o-Oera| do Part|do, não |m-
p||ca |em m0oa|ças à o||e||a |em m0oa|-
ças à esq0e|oa, |mo||ca s|m, seç0|| em /|e|-
|e oe|e|m||aoame||e.
É este o cam|nho que os soc|a||stas dese-
|am e tem o d|re|to de |mpor.
Em 1' |ugar, porque ganharam |nequ|voca-
mente as e|e|çoes |eg|s|at|vas.
Em 2' |ugar, porque essa e a |e|tura correcta
dos resu|tados e|e|tora|s.
Em 3' |ugar, porque so ass|m tem sent|do
as transíormaçoes e me|hor|as do ú|t|mo
quadr|en|o.
Em 4' |ugar, porque esse e verdade|ramen-
te o |nteresse nac|ona|.
Por |sso, ma|s do que |amentar a ||e·|s|e|c|a
oe 0ma ma|c||a oa||ame||a|, se |mpoe |ec|a-
ma| e cc|s||0|| as cc|o|ções oc e·e|c|c|c oe
0ma me||c||a |ac|c|a|.
O