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pt
Director Fernando de Sousa
Nº1093 º 25 JANElRO 2001 º SEMANAL º 100$ - 0,5

Quem disse ?
Governo SupIemento
·Nestas pres|denc|a|s, a d|re|ta
teve a ma|or derrota de sempre
e |sso ma|s uma vez
demonstrou que não há
a|ternat|va cred|ve| ao PB·
Jorge Coelho
F·o|essc, 20 oe Ja|e||c
DiáIogo 5+5
PortugaI acoIhe
encontro
euro-magrebino
Na cam|nhada |mparáve| de
aí|rmação no contexto g|oba|,
Portuga| será pa|co, ho|e e
amanhã, da terce|ra reun|ão da
Ooníerenc|a M|n|ster|a| do
Processo de Oooperação do
Med|terrâneo Oc|denta| (POMO),
organ|zação que se pretende
agora re|ançar apos dez anos de
|nterregno.
Anter|or ao Processo de
Barce|ona e ao Forum do
Med|terrâneo, duas organ|zaçoes
seme|hantes, mas com ob|ect|vos
d|íerentes, o Processo, conhec|do
tambem por ·D|á|ogo 5÷5·, v|sa
proporc|onar encontros |níorma|s,
dest|nados a reíorçar a |ntegração
magreb|na e tambem as re|açoes
euro-magreb|nas.
Nesse sent|do, os dez membros
da organ|zação, que |ntegra
Portuga|, Espanha, França, ltá||a,
Ma|ta e os c|nco pa|ses da Ün|ão
do Magrebe Arabe (Arge||a, L|b|a,
Marrocos, Maur|tân|a e Tun|s|a)
vão tambem exam|nar as íormas
de desenvo|ver a cooperação
econom|ca.
Entre os temas a debater na
reun|ão, que decorre no Oentro
Ou|tura| de Be|em, em L|sboa,
estão tambem questoes ||gadas
à segurança, estab|||dade e paz
na reg|ão e os desaí|os e
respostas à g|oba||zação nas
duas margens do Med|terrâneo
Oc|denta|.
Em agenda está |gua|mente o
d|á|ogo po||t|co, cu|tura| e soc|a|
na reg|ão, sendo a|nda dada
atenção a uma questão |evantada
pe|a ltá||a re|ac|onada com a
|m|gração c|andest|na, que aíecta
sobretudo este pa|s, a França e a
Espanha.
Begundo a |níormaçoes oí|c|a|s,
a |de|a e, agora, |nst|tuc|ona||zar,
se poss|ve|, de íorma anua|, os
encontros |níorma|s e a|argar as
áreas de |ntervenção a outras
áreas, nomeadamente às
econom|cas, soc|a|s e cu|tura|s.
A Comissão Naciona| do PS de|iberou que no próximo Congresso do PS, agendado para os dias 30, 31 de Março
e 1 de Abri|, no Pavi|hão At|ântico, em Lisboa, quem avançar com uma moção g|oba| terá de conseguir
o apoio de 50 de|egados e|eitos pe|as bases.
Estas regras constam do regu|amento e do regimento do Congresso, aprovados na Comissão Po|ítica Naciona|
e ratificados pe|a Comissão Naciona|.
Um Congresso que se quer c|arificador, mas em que a discussão em torno de ideias será uma rea|idade,
de acordo, a|iás, com a ve|ha tradição democrática do PS de um saudáve| e fraterno debate entre os seus mi|itantes.
Administração púb|ica
Reforma do Estado em marcha
O Execut|vo soc|a||sta deu carta branca
ao decreto-| e| que estabe| ece as
atr|bu|çoes, competenc|as, organ|zação
e íunc|onamento do Oonse|ho Buper|or
da Peíorma do Estado e da
Adm|n|stração Púb||ca (OBPEAP).
O Oonse|ho Buper|or da Peíorma do
Estado e da Adm|n|stração Púb||ca será
um orgão super|or de consu|ta do
Governo, a íunc| onar na d| recta
dependenc|a do m|n|stro da Peíorma
do Estado e da Adm|n|stração Púb||ca.
PEGÜLAMENTO PAPA A ELElÇAO
DO BEOPETAPlO-GEPAL
E DOB DELEGADOB
PEGlMENTO
OOMlBBAO OPGANlZADOPA
OALENDAPlO DO OONGPEBBO
Xll Congresso
NacionaI
do Partido
SociaIista
ACÇÃO SOClALlSTA 2 25 JANElPO 2001
A SEMANA
$EMANA
MEMÓR/A$ ACÇÁO SOClALlSIA EM 1983
ED/7OR/AL A Dlrecção
Fundações: Sampaio defende separação
das águas entre o púbIico e o privado
O Pres| dente da Pepúb| | ca, Jorge
Bampa| o, deíendeu no d| a 20 a
necess|dade de separar as águas entre o
púb||co e o pr|vado no que d|z respe|to às
íundaçoes e ena|teceu o pape| daque|as
|nst|tu|çoes na aí|rmação da c|dadan|a.
Jorge Bampa|o, que ía|ava em B|ntra na
abertura do v Encontro Nac|ona| das
Fundaçoes, deíendeu que ·sempre que
este|a em causa o |nteresse púb||co, e que
se|a necessár|o recorrer aos d|nhe|ros
púb||cos para prossegu|r os í|ns de uma
íundação pr|vada, o Estado deve ger|r
esses íundos e garant|r a transparenc|a·.
·É prec|so íazer o ba|anço entre o que por
um |ado e a act|v|dade pr|vada e o |nteresse
|nd|v|dua| e por outro o |nteresse púb||co·,
d|sse Jorge Bampa|o, ír|sando a neces-
s|dade de haver |eg|s|ação para íundaçoes
púb||cas e outra, d|íerente, para pr|vadas.
O Pres|dente da Pepúb||ca sa||entou que
os prob|emas que envo|vem as íundaçoes
podem encontrar resposta no reg|me
|ur|d|co que está a ser preparado, e que ·e
prec|so não íazer aprove|tamento po||t|co
das c|rcunstânc|as·.
Ambiente: Caça proibida no estuário do Tejo
O Governo |nterd|tou, no d|a 18, a caça em
d|versas áreas da Zona de Protecção Espe-
c|a| do Estuár|o do Te|o (ZPEET), concre-
tamente em Be|a v|sta/P|o das Engu|as,
Ba||nas do Bamouco e Bar||hos/Posár|o.
A |nterd|ção ío| dec|d|da, na passada
qu|nta-íe|ra, por portar|a con|unta das
secretar|as de Estado do Ordenamento do
Terr|tor|o e da Oonservação da Natureza e
do Desenvo|v|mento Pura|.
Na zona denom|nada Lez|r|a do Bu| de v||a
Franca de X|ra, da mesma ZPEET, ío| cr|ada
uma área de reíúg|o de caça que, na
prát|ca, |mpede tambem a| qua|quer
act|v|dade c|neget|ca.
Begundo o Governo, esta med|da v|sa
reíorçar a protecção e sa|vaguarda de um
con|unto s|gn|í|cat|vo de espec|es (uma vez
que na ZPEET concentram-se espec|es
proteg|das como o s|são, perd|z do mar,
águ|a sape|ra ou ía|cão peregr|no), bem
como a manutenção das caracter|st|cas
eco|og|cas dos respect|vos |ao||a|s.
A portar| a contem uma d| spos| ção
trans|tor|a para a |á ex|stente concessão da
Zona de Oaça Tur|st|ca da Barroca d´A|va.
Ambiente: ll Cimeira EcoIogista lbérica
em Lisboa
Os prob|emas amb|enta|s comuns que
aíectam a Pen|nsu|a lber|ca, como a água,
os espaços transíronte|r|ços ou o s|ndroma
dos Ba| cãs serão debat| dos por
amb|enta||stas espanho|s e portugueses
nos d|as 27 e 28 de Jane|ro.
A ll O|me|ra Eco|og|sta lber|ca, organ|zada
pe|a coníederação espanho|a Eco|og|stas
en Acc|on e pe|a Ooníederação Portuguesa
das Assoc|açoes de Deíesa do Amb|ente
uma organ|zação não governamenta| que
congrega 95 organ|zaçoes de amb|ente
decorrerá em L|sboa.
A|em da Enceía|opat|a Espong|íorme
Bov|na (BBE), os amb|enta||stas d|scut|rão
tambem o prob|ema dos transportes e
acess| b| | | dades e organ| smos
genet|camente mod|í|cados.
Sting condecorado no ChiIe
Bt|ng ío| condecorado na semana passada
no Oh||e com uma meda|ha pe|a sua acção
em deíesa dos d|re|tos humanos naque|e
pa|s, durante a d|tadura de Augusto P|nochet.
O ex-Po||ce recebeu a meda|ha das mãos
da m|n|stra dos Negoc|os Estrange|ros,
Bo|edad A|vear, numa cer|mon|a que contou
com a presença da í||ha do ant|go Pres|dente,
o soc|a||sta Ba|vador A||ende.
O cantor de rock tornou-se uma reíerenc|a
na pátr|a de Pab|o Neruda, por part|c|par
írequentemente em concertos de
so||dar|edade e, sobretudo, depo|s de
escrever ·They dance a|one·, canção
ded|cada às v|t|mas da repressão no Oh||e
de P|nochet e na Argent|na de v|de|a - do|s
m|||tares que cometeram cr|mes contra os
seus povos e a human|dade.
A reIorma frlbufárla
Em termos de po||t|ca í|sca| o Governo |á demonstrou a sua determ|nação em transíormá-
|a, cada vez ma|s, geradora de equ|dade entre os contr|bu|ntes e de compet|t|v|dade
entre as empresas e para o Pa|s, desempenhando um pape| estrateg|co na captação e
conso||dação de |nvest|mento no terr|tor|o nac|ona|, ass|m como de est|mu|o à promoção
do emprego e preservação do amb|ente.
Neste sent|do o Governo do Part|do Boc|a||sta no seu ú|t|mo comprom|sso e|e|tora| com
os portugueses comprometeu-se a cumpr|r um Pacto de Just|ça Boc|a| baseado no
a|argamento da base tr|butáve|, na |ntens|í|cação do combate à evasão e à íraude í|sca|s
e na d|m|nu|ção do esíorço í|sca| dos contr|bu|ntes cumpr|dores.
A actua| proposta de |e| do Governo que propoe d|versas reíormas ao n|ve| tr|butár|o,
com o ob|ect|vo de aprox|mar os c|dadãos da adm|n|stração e de apertar o cerco à
evasão í|sca| vem, a||ás, neste sent|do.
O d|p|oma do Execut|vo, que sobe a p|enár|o ho|e, representa a conso||dação da pr|me|ra
íase da reíorma í|sca| aprovada recentemente na Assemb|e|a da Pepúb||ca, com a
abstenção do POP, do B|oco de Esquerda e do Part|do Eco|og|sta ·Os verdes·.
Esta proposta v|sa serv|r como ·|nstrumento d|ssuasor e persuasor· de íuturas íraudes e
evasoes í|sca|s representando por |sso um avanço s|gn|í|cat|vo no combate à evasão e
íraude í|sca| e no reíorço dos d|re|tos e garant|as dos contr|bu|ntes em re|ação à
adm|n|stração tr|butár|a.
Eíect|vamente, trata-se de cr|ar ao n|ve| do d|re|to pena| tr|butár|o os me|os e |nstrumentos
necessár|os para que a pr|me|ra parte da reíorma í|sca| aprovada no Par|amento - reíerente
aos |mpostos sobre o rend|mento - possa ser me|hor ap||cada. Na prát|ca a |de|a ·e
aprox|mar os c|dadãos da adm|n|stração tr|butár|a, tornar ma|s ág|| e ce|ere os processos
|ud|c|as e combater a íraude í|sca|, agravando as penas para os casos ma|s gravosos·.
Para |sso, a proposta do Governo contemp|a a|teraçoes em tres áreas espec|í|cas: no
reg|me das |níracçoes tr|butár|as, passando a haver novos cr|mes í|sca|s, na organ|zação
dos tr|buna|s |ud|c|ár|os e, por í|m, na organ|zação processua| e garant|as dos contr|bu|ntes.
PlNOCHET SEMElA TERROR
E LANÇA CHlLE
NA BANCARROTA
A ed|ção de 27 de Jane|ro de 1983 do orgão
oí|c|a| do PB t|nha uma pero|a: um exc|us|vo
para o nosso pa|s de um art|go de O|aud|o
Po|as e D|az Espe|o do|s econom|stas
ch||enos, soc|a||stas, reíug|ados -, pub||cado
no ·L' Ün|te·, |nt|tu|ado ·A d|tadura m|||tar
de P|nochet |ança o Oh||e na bancarrota·.
No extenso art|go, pub||cado nas pág|nas
9 e 10 do ·AB·, os do|s ana||stas íazem um
ba|anço de nove anos de d|tadura centrado
na aná||se do mode|o econom|co u|tra||bera|
posto em prát|ca pe|os ·Oh|cago Boys· -
d|sc|pu|os de íato c|nzento de M||ton
Fr|edaman - com a hab|tua| rece|ta:
pr|vat|zação da econom|a baseada na
d|m|nu|ção do pape| do Estado, aumento
da |mportânc|a do mercado (teo|og|a do
mercado), em espec|a| o í|nance|ro,
abertura comerc|a| e í|nance|ra tota| para o
exter|or e cortes nas despesas soc|a|s.
Oom dados |rreíutáve|s, os do|s
econom|stas demonstram o íracasso do
mode|o que agravou as des|gua|dades,
|ançando m||hares de ch||enos para a
m|ser|a, enquanto uma u|tram|nor|a, atraves
da exp|oração deseníreada e especu|ação,
enr|quec|a de uma íorma obscena.
Era a teo|og|a do mercado no seu
esp|endor. J. C. CASTELO BRANCO
27 oe Ja|e||c
Quem disse?
·Prox|mas e|e|çoes coníer|rão ao PB
mandato para ||derar uma nova ma|or|a·
Comlssão Permanenfe do PS
25 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 3
POLÌTÌCA
UM CONGRESSO PARA TODOS OS MlLlTANTES
NUM CLlMA DE AMPLO DEBATE POLlTlCO
COM/$$ÁO NAC/ONAL Jorge Coelho deIende
Oom| ssão Nac| ona| do PB
de||berou que no prox|mo Oon-
gresso do part|do, agendado
para os d|as 30, 31 de Março e
1 de Abr||, no Pav||hão At|ânt|co, em L|sboa,
quem avançar com uma moção g|oba| terá
de consegu|r o apo|o de 50 de|egados
e|e|tos pe|as bases.
Estas regras constam do regu|amento e do
reg|mento do Oongresso, aprovados na
Oom|ssão Po||t|ca Nac|ona| e rat|í|cados
pe|a Oom|ssão Nac|ona|.
Üm Oongresso que se quer c|ar|í|cador,
mas em que a d|scussão em torno de
|de|as será uma rea||dade, de acordo, a||ás,
com a ve|ha trad|ção democrát|ca do PB
de um saudáve| e íraterno debate entre os
seus m|||tantes.
A prox|ma reun|ão magna do part|do,
estamos certos, será um grande pa|co de
debate onde todos os m|||tantes-de|egados
poderão expr|m|r os seus pontos de v|sta.
Poderão todos aque| es ana| | stas e
comentadores que se entretem a especu|ar
sobre o prox|mo Oongresso ter uma
certeza: a reun|ão magna decorrerá num
c||ma de sã conv|venc|a entre os m|||tantes,
com um debate aberto, sem ·caça às
bruxas·, como acontece em part|dos à
nossa esquerda, e sem ser uma ·íe|ra de
va|dades· e montra de baroes, como e
háb|to nos part|dos à nossa d|re|ta.
No PB todos os m|||tantes são |gua|s em
d|re|tos e deveres e todos tem d|re|to a
expr|m|r ||vremente as suas op|n|oes nos
orgãos |nternos do part|do.
Numa coníerenc|a de lmprensa no d|a 20 de
Jane|ro, no í|na| da reun|ão da Oom|ssão
Nac|ona| do PB, o secretár|o-coordenador
dos soc|a||stas, camarada Jorge Ooe|ho,
sa||entou que as chamadas ·e||tes· que terão
de traba|har se qu|serem ser e|e|tas e que o
Oongresso ·não será uma íe|ra de va|dades·.
O secretár|o-coordenador dos soc|a||stas
reíer|u que cada congress|sta so poderá
estar v|ncu|ado a uma moção g|oba| de
estrateg|a po||t|ca.
Bub||nhou, a|nda, que as moçoes g|oba|s
so poderão ser ob|ecto de d|scussão em
congresso, se t|verem o apo|o de 50
de|egados e|e|tos.
·Este congresso não pode ser uma íe|ra
de va|dades, porque o queremos para
todos os m|||tantes e não apenas para
aque|es que tem íac|||dade em escrever
moçoes·, d|sse Jorge Ooe|ho.
Sã convivência
entre todos os miIitantes
A|nda segundo o camarada Jorge Ooe|ho,
·o PB e por natureza um part|do |nterc|as-
s|sta e tem uma sã conv|venc|a entre todos
os seus m|||tantes·.
·No PB, são todos |gua|s, |ndependente-
mente da sua íormação academ|ca. No PB,
não há pessoas com d|re|tos espec|a|s·,
ír|sou.
Comissão Organizadora
do Congresso
A Oom|ssão Nac|ona| do PB aprovou no
d|a 20 o nome do camarada Fausto
Oorre|a para pres|d|r à equ|pa responsáve|
pe|a organ|zação do congresso, que se
rea||zará no Pav||hão do At|ânt|co, entre 30
de Março e 1 de Abr||.
A proposta de Oom|ssão Organ|zadora
do Oongresso (OOO) recebeu 112 votos
íavoráve|s e 19 contra.
A|em de Fausto Oorre|a, íarão parte da
OOO os camaradas Anton|o Ga|amba,
vera Jard|m, Acác|o Barre|ros, Anton|o
Pamos Preto, Mar|a do Oarmo Pomão
(em representação do Departamento
Nac|ona| de Mu|heres Boc|a||stas), Pau|o
Pedroso, M|gue| Braga (pe|a Juventude
Boc|a||sta), Nata||na Moura, Oustod|a
Fernandes, Artur Penedos (Tendenc|a
B|nd|ca| Boc|a||sta), M|gue| Ooe|ho e
Penato Bampa|o.
Ratificadas propostas
de regimento e reguIamento
A Oom|ssão Nac|ona| do PB tambem
rat|í|cou as propostas de reg|mento e de
regu|amento do prox|mo congresso, que |á
hav|am s|do aprovadas na vespera em
reun|ão da Oom|ssão Po||t|ca dos
soc|a||stas.
Quest|onado sobre a a|egada des|gua|-
dade de me|os entre o secretár|o-gera| e
outros m|||tantes que qu|serem promover
a sua moção de estrateg|a |unto das bases
soc|a||stas, Jorge Ooe|ho desva|or|zou
essas d|í|cu|dades, |embrando que, tanto
o actua| pr|me|ro-m|n|stro, como o actua|
Pres|dente da Pepúb||ca, Jorge Bampa|o,
|á est|veram na opos|ção em re|ação a
d|recçoes do PB e sempre consegu|ram
apresentar moçoes a|ternat|vas.
·No PB, tem que se traba|har. Não basta
escrever-se art|gos·, acrescentou.
A|nda no que respe|ta a mov|mentaçoes
de bases soc|a||stas no per|odo anter|or
ao Oongresso, í| cou | á deí| n| da a
rea||zação de um encontro nac|ona| de
pres|dentes de conce|h|as do PB no d|a
17 de Fevere|ro, em v|seu, reun|ão que
será encerrada pe|o camarada Anton|o
Guterres.
Ent ret ant o, numa ent rev| st a ao
·Expresso· pub||cada na ú|t|ma ed|ção
deste semanár|o, em que são abordados
a| guns dos t emas que marcam a
actua||dade po||t|ca nac|ona|, o camarada
Jorge Ooe|ho aí|rma que ·o prox|mo
Oongresso va| ser |novador, va| por os
soc|a||stas d|scut|r o íuturo programát|co
do part|do e do pa|s, e não os pequenos
"ía|t-d|vers" que tambem ex|stem dentro
dos part|dos·.
Na entrev|sta, o camarada Jorge Ooe|ho
re| e| ta | | m| narmente que o prox| mo
Oongresso íunc|one como um ·auto de
í e·, sa| | entando que ·va| haver um
amp| o debate po| | t| co, de que o PB
prec|sa·.
·Essa questão do poder e menor. Oentra|
e saber qua|s os desaí|os que o PB va|
co|ocar à soc|edade portuguesa neste
|n|c|o de m||en|o·, acrescenta.
Para o d|r|gente soc|a||sta, no prox|mo
Oongresso o que va| estar no centro do
debate e ·red|scut|r os cam|nhos que
temos traçado, corr|g|-|os, a|ustá-|os,
encontrar novos ob|ect|vos·, sa||entando
que o PB tem de ·atra|r à po||t|ca mu|tas
das pessoas que part | c| param nos
Estados Gera|s·.
Opt|m|sta, Jorge Ooe|ho sub||nhou a|nda
que há mu|to tempo que não v|a no PB
·um esp|r|to de tanta vontade de |r à |uta
como agora·. J. C. CASTELO BRANCO
A
ACÇÃO SOClALlSTA 4 25 JANElPO 2001
GOVERNO
PELO PA/$ Governação Aberfa
COMUNlCAÇÃO SOClAL
O actua| Berv|ço Púb||co de te|ev|são va|
manter-se nos do|s cana|s da PTP, d|sse
o secretár|o de Estado da Oomun|cação
Boc|a|, Arons de Oarva|ho, numa mesa-
redonda organ|zada, no d|a 21, pe|a PDP
e pe|o lnst|tuto Goethe da A|emanha, em
L|sboa.
Arons de Oarva|ho, que aíastou qua|quer
h|potese de pr|vat|zação ou concessão da
te| ev| são púb| | ca, cons| derou que o
debate sobre o pape| do Berv|ço Púb||co
nos orgãos de Oomun| cação Boc| a|
cont| nua a ser a| vo de um ·debate
demagog|co e superí|c|a|·.
A mesa redonda, rea||zada sábado no
aud|tor|o da PDP, teve a presença do ex-
redactor pr|nc|pa| do cana| (de te|ev|são)
APTE-| nío e actua| mente no MDP
(M|tt|deutscher Pundíunk), que apontou a
necess| dade de ·ex| st| r uma ma| or
d|st|nção entre os sectores púb||co e
pr|vado·, dev|do às |ní|uenc|as que ambos
podem soírer, pr|nc|pa|mente no dom|n|o
da lníormação.
Jose Podr|gues dos Bantos, d|rector de
lníormação da PTP, debruçou-se sobre o
que e bom ou mau |orna||smo, ao aí|rmar
que ·o comprom|sso dos |orna||stas e com
a verdade· e não com o sector em que
estão |nser|dos.
CULTURA
As grandes questoes e desaí|os que se
co|ocam à cu|tura em Oo|mbra íoram
debat|dos, na passada sexta-íe|ra e no e
sábado, numa |n|c|at|va da Assoc|ação
O|v|ca Pro Ürbe, cu|a sessão de abertura
ío| pres|d|da pe|o m|n|stro Jose Basportes.
Bubord|nado ao tema ·Oo|mbra Ou|tura
Üm O|har para Orescer·, o encontro
congregou agentes e responsáve| s
cu|tura|s da c|dade e tambem í|guras do
panorama nac|ona|.
Eduardo Prado Ooe|ho (Ün|vers|dade
Nova de L| sboa), Pu| v| e| ra Nery
(Fundação Oa|ouste Gu|benk|an), Ab|||o
Hernández (Teatro Academ|co de G||
v|cente), Ad|||a A|arcão (Museu Machado
de Oastro) e Boaventura Bousa Bantos
(pres|dente da Pro Ürbe) íoram a|guns dos
part|c|pantes no evento.
Na |n|c|at|va, aberta pe|o m|n|stro da
Ou|tura, Jose Basportes, part|c|param
tambem o arqu|tecto e cenograío João
Mendes P|be|ro, o encenador e docente
un|vers|tár|o Pau|o F|||pe Monte|ro e o
pres|dente da Assoc|ação Academ|ca de
Oo|mbra (AAO), Humberto Mart|ns.
O Grupo de Ou| tura e Tur| smo da
Assoc|ação O|v|ca Pro Ürbe organ|zou o
encontro em tres grandes b|ocos: ·lníra-
estruturas cu|tura|s·, ·Programação
estrateg| as, pr| or| dades e apo| os· e
·Pontos íracos, pontos íortes - um
cam|nho para Oo|mbra·.
ECONOMlA
O m|n|stro da Econom|a, Már|o Or|st|na de
Bousa, anunc|ou, no d|a 19, o í|m da
parcer|a entre a EDP e a lberdro|a.
O acordo parassoc| a| do Estado
portugues com a lberdro|a prev|a o í|m da
parcer|a caso o contro|o da e|ectr|ca
espanho|a mudasse de mãos, o que
acontece com o processo de íusão desta
empresa com a tambem espanho| a
Endesa.
O Estado, como acc|on|sta estrateg|co da
EDP pod|a, neste caso, por í|m à a||ança,
obr|gando a empresa portuguesa a sa|r
da lberdro|a e esta a ret|rar-se da EDP.
·Já não há cond|çoes para manter v|va
esta a||ança·, d|sse Már|o Or|st|na de
Bousa, ad|antando que a ·a||ança nunca
deu os írutos que se prev|am·.
O acordo prev|a a troca de part|c|paçoes
ate c| nco por cento, mas essa
percentagem nunca ío| at|ng|da, com a
lberdro|a a deter actua|mente quatro por
cento do cap|ta| da EDP e a e|ectr|ca
portuguesa tres por cento no cap|ta| da
empresa espanho|a.
O m|n|stro ad|antou que a dec|são e
|rrevers|ve| e resu|ta do entend|mento dos
conse|hos de adm|n|stração das duas
empresas ·que querem que a separação
se|a íe|ta am|gave|mente·.
EDUCAÇÃO
O m|n|stro da Educação, Augusto Bantos
B||va, |naugurou, no d|a 22, as novas
|nsta|açoes da Esco|a Proí|ss|ona| de
Trancoso (EPT), no d|str|to da Guarda,
onde íoram |nvest|dos perto de 500 m||
contos, compart|c|pados pe|o Programa
de Desenvo| v| mento da Educação
Prodep.
O comp|exo comporta 12 sa|as de au|a,
tres |aborator|os, sa|as de desenho e
|níormát|ca, oí|c|nas de mecân|ca e ír|o,
a|em de áreas adm|n|strat|vas e de apo|o.
A EPT ío| cr|ada em 1989 atraves de
contrato-programa ce|ebrado entre o
Gab| nete de Educação Tecno| og| ca,
Art| st| ca e Proí| ss| ona| (GETAP) do
M| n| ster| o da Educação, Oâmara
Mun| c| pa| de Trancoso, Assoc| ação
Oomerc|a| e lndustr|a| dos conce|hos de
Trancoso, Agu| ar da Be| ra e Meda
(AOl TAM) e Oentro de Formação e
Desenvo|v|mento Peg|ona| de F|ães.
Ma|s tarde ío| const|tu|da pe|as ent|dades
envo|v|das a Assoc|ação Promotora do
Ens| no Proí| ss| ona| da Be| ra
Transmontana-Esco|a Proí|ss|ona| de
Trancoso, de acordo com o estabe|ec|do
na |e| de 1998.
ENSlNO SUPERlOR
O secretár|o de Estado do Ens|no Buper|or,
Jose Pe|s, cons|derou, no d|a 20, que
Oo|mbra ·deve |evar a ser|o o desaí|o· que
const|tu| o pro|ecto Oap|ta| Nac|ona| da
Ou| tura, anunc| ado pe| o m| n| stro da
Ou|tura.
·É um pro|ecto |rrecusáve| e a c|dade deve
art| cu| ar- se com e| e·, aí| rmou o
governante, ao |nterv|r, como c|dadão e na
qua||dade de membro da Assoc|ação Pro
Ürbe, no encontro ·Oo|mbra Ou|tura - Üm
O|har para Orescer·.
Na op|n|ão de Jose Pe|s, ·Oo|mbra não
pode ba|xar as expectat|vas· do ·pro|ecto
|rrecusáve|· que Basportes pretende ver
rea||zado na c|dade, em 2002, e ·deve
|evar a ser|o o desaí|o·.
Jose Pe|s, catedrát|co da Facu|dade de
Econom|a de Oo|mbra e ex-pres|dente da
Oom|ssão de Ooordenação da Peg|ão
(OOPO), adm|t|u, em re|ação a Oo|mbra,
que ·e notor|o que o pro|ecto de c|dade
não ex|ste·.
·Oo|mbra desagrada àque|es que cá
v|vem. Para que d|abo de pro|ecto de
c|dades e que nos estamos a |untar
energ|as?·, perguntou.
O governante observou que ·Oo|mbra
reconhece-se ma| do exter|or· e, por outro
|ado, ·auto-|dent|í|ca-se ma| atraves da
autoí|age|ação, do íado e da Que|ma da
F|tas·.
FlNANÇAS
A econom|a portuguesa va| crescer a uma
taxa nom|na| med|a anua| de 6,3 por cento
entre 2001 e 2004, aí|rmou, no d|a 23, o
m|n|stro das F|nanças, P|na Moura, na
cer|mon|a de tomada de posse do novo
grupo que va| reíormar as í| nanças
púb||cas.
Em vespera de entrega, em Bruxe|as, do
P|ano de Estab|||dade e Oresc|mento, o
m|n|stro d|vu|gou a prev|são do Governo
para o cresc| mento da econom| a
portuguesa, ír|sando que nos prox|mos
quatro anos a contenção das despesas
será íundamenta| para o ob|ect|vo de
conso||dação orçamenta|.
O Governo preve at|ng|r o equ|||br|o
orçamenta| em 2004, contando para |sso
com uma expansão da despesa |níer|or à
rece|ta, a qua| deverá crescer ac|ma do
PlB.
A taxa de cresc|mento med|o anua| da
despesa corrente pr|már|a, que não tem
em conta os encargos da d|v|da e cu|as
ma|ores rubr|cas são as despesas com o
pessoa|, as transíerenc|as correntes e a
aqu|s|ção de bens e serv|ços, será de 5,9
25 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 5
GOVERNO
por cento entre 2001 e 2004.
Esta prev|são s|gn|í|ca uma redução de
3,1 pontos percentua|s em re|ação ao
per|odo de 1997 a 2000.
HABlTAÇÃO
A secretár|a de Estado da Hab|tação
garant|u, no d|a 20, em Tav|ra, A|garve, que
os ba|rros de hab|tação soc|a| actua|mente
constru|dos tem uma qua||dade med|a
super|or à que e íornec|da pe|a |n|c|at|va
pr|vada.
Fa| ando durante uma cer| mon| a de
| nauguração do empreend| mento
hab|tac|ona| da Horta do Oarmo, com 125
íogos, Leonor Oout|nho sub||nhou o seu
orgu|ho por estar ·a contr|bu|r para estar
a aumentar a qua||dade med|a e não a dar
uma descu|pa para ba|xar a qua||dade
med|a·.
A governante sa||entou o ·enorme esíorço·
do Governo na área da hab|tação soc|a| e
dos rea|o|amentos de íam|||as que v|v|am
em casas degradadas, aí|ançando que o
Execut|vo está a rea|o|ar ·a um r|tmo que
nunca aconteceu em Portuga|·.
·Bo em 1999 íoram rea|o|adas 7.558
íam|||as, ma|s do que nos o|to anos antes
de eu ter começado a exercer estas
íunçoes·, recordou a secretár|a de Estado,
ad| antando que no ano 2000 íoram
PELO PA/$ Governação Aberfa
rea|o|adas dez m|| íam|||as e em 2001 |á
ío| contratua||zado o rea|o|amento de
outras tantas.
Begundo Leonor Oout|nho, os rea|o-
|amentos estão a ser íe|tos com o cu|dado
de não cr|ar guetos, em ba|rros com vár|as
t| po| og| as hab| tac| ona| s e t| pos de
apropr|ação por parte dos moradores,
|nc|u|ndo a compra.
PLANEAMENTO
Portuga| va| ter de aprove|tar os prox|mos
se|s anos e o terce|ro Quadro Oomun|tár|o
de Apo|o para apanhar de vez o combo|o
do desenvo|v|mento p|eno
Fo| esta a |de|a deíend|da, no d|a 18, em
L|sboa, pe|a m|n|stra do P|aneamento,
E||sa Ferre|ra, durante a cer|mon|a de
encerramento do pr| me| ro íorum de
c|enc|a e tecno|og|a da Peg|ão de L|sboa
e va|e do Te|o.
A governante ír|sou que a s|tuação portu-
guesa de ho|e não pode ser comparada à
que ex|st|a há 15 anos atrás, em mater|a
de |níra-estruturas, preocupaçoes amb|en-
ta|s, íormação de recursos humanos ou
at|tude dos c|dadãos perante a |novação,
mas reconheceu que há mu|to por íazer.
A m|n|stra do P|aneamento rea|çou a|nda
que se, por um |ado, Portuga| d|spoe de
todos ·os |ngred|entes· para que o avanço
se ver|í|que, as taxas de cresc|mento da
produt|v|dade g|oba| cont|nuam a ser
|nsuí|c|entes.
Em re|ação ao prob|ema da ía|ta de
produt|v|dade, a m|n|stra sub||nhou tratar-
se de uma opção po||t|ca pe|a |ntegração
da ma|or|a dos c|dadãos no mercado de
traba|ho, que resu|tou numa das ma|s
ba|xas taxas de desemprego na Europa.
PRESlDÊNClA
O Governo va| encomendar estudos sobre
as causas da abstenção em actos
e|e|tora|s, d|sse, no d|a 18, o m|n|stro da
Pres|denc|a, Gu||herme d'O||ve|ra Mart|ns.
Esta e uma das |n|c|at|vas que vão ser
tomadas pe|o Governo apos uma semana
e me|a em que o pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o
Guterres, teve sucess|vas reun|oes com
todos os m|n|stros para |evantamento das
acçoes em curso e p|aneamento dos
prox|mos meses.
A abstenção ver|í|cada nas pres|denc|a|s
do dom|ngo, d|a 14, ío| a ma|or de sempre
nas e|e|çoes para o cheíe de Estado,
s|tuando-se nos 49,2 por cento.
O m|n|stro da Adm|n|stração lnterna
anunc|ará oportunamente a ·encomenda
de estudos envo| vendo o mundo
academ| co no sent| do de se apurar
ob|ect| vamente qua| s são as razoes
íundamenta|s que |evam a termos uma
evo| ução que nos susc| ta reí| exão
re|at|vamente à abstenção·, d|sse a|nda.
Trata-se de estudos a serem rea||zados
por un| vers| dades ou centros de
|nvest|gação, no âmb|to do ob|ect|vo do
Governo que e envo|ver os c|ent|stas
soc|a|s nesta pesqu|sa ·que não pode ser
uma |nvest|gação de pendor po||t|co·,
acrescentou.
REFORMA DO ESTADO
O novo recenseamento gera| dos eíect|vos
da Adm|n|stração Pub||ca está ad|antado
e deverá ser conc| u| do no pr| me| ro
tr|mestre deste ano, d|sse, no d|a 18, em
L|sboa, o m|n|stro A|berto Mart|ns.
Lembrando que o ú|t|mo recenseamento
teve |ugar em 96 e que os íunc|onár|os
púb||cos são ho|e cerca de 650 m||, o
m|n|stro d|sse tambem que os d|p|omas
sobre a Função Púb||ca aprovados qu|nta-
íe|ra pe|o Governo preveem a ·cr|ação de
um recrutamento centra||zado·.
Outra das nov|dades |ntroduz|das pe|os
d|p|omas aprovados e que por cada dez
íunc| onár| os que se ret| ram por
aposentação, há apenas c|nco que os
d| versos m| n| ster| os su| e| tos a uma
p|an|í|cação prov|s|ona| tem a poss|b|-
||dade de ·desconge|ar·, d|sse a|nda.
Üma terce|ra e que cr|am uma bo|sa de
emprego com acesso púb||co quer no
recrutamento quer no trâns|to dos serv|ços
da Adm|n|stração Púb||ca.
Nos prox|mos dez anos está prev|sto que
se reíorme 40 por cento dos íunc|onár|os
púb||cos, o que va| perm|t|r ao Governo a
sua subst|tu|ção por outros, em número
ma| s reduz| do mas qua| | í| cados,
cons|derou tambem o m|n|stro da Peíorma
do Estado.
SAÚDE
A m|n|stra da Baúde anunc|ou no d|a 19,
no Porto, o |ançamento de um novo
prontuár|o terapeut|co que perm|te aos
med| cos aceder a uma | | stagem de
med| camentos que | nc| u| o íármaco
pretend|do e outros de |gua| qua||dade a
preços ma|s acess|ve|s.
·va| poss|b|||tar uma prescr|ção ma|s
rac| ona| por parte dos med| cos e,
sobretudo, ma| s | níormada·, ír| sou
Manue|a Arcan|o.
O novo prontuár|o, que va| ser |ançado em
Fevere|ro quer na versão de pape| quer
em suporte |níormát|co, e de íác|| consu|ta
e entre os med|camentos seme|hantes
aos pretend|dos |nc|u| de uma íorma
exp||c|ta os med|camentos gener|cos
ex|stentes no mercado.
·Em consc|enc|a, os c||n|cos poderão
esco| her o que | he parecer ma| s
adequado à s|tuação c||n|ca e com me|hor
re|ação custo/beneí|c|o·, sub||nhou a
m|n|stra.
Manue|a Arcan|o ía|ava na abertura do
Bem|nár|o sobre Po||t|ca do Med|camento,
que está a decorrer no Aud|tor|o da Ordem
dos Med|cos, no Porto.
A m|n|stra reíer|u que será |ançada uma
campanha de sens|b|||zação |unto dos
med|cos e dos doentes para uma ma|or
ut|||zação do prontuár|o.
ACÇÃO SOClALlSTA 6 25 JANElPO 2001
REFORMA DO ESTADO
EM MARCHA
GOVERNO
CON$ELHO M/N/$7RO$ 18 de Janelro de 2001
DE$7AQUE - CM Admlnlsfração
Execut|vo soc|a||sta deu carta
branca ao decreto-| e| que
estabe| ece as atr| bu| çoes,
competenc|as, organ|zação e
íunc|onamento do Oonse|ho Buper|or da
Peíorma do Estado e da Adm|n|stração
Púb||ca (OBPEAP).
O Oonse|ho Buper|or da Peíorma do
Estado e da Adm|n|stração Púb||ca será um
orgão super|or de consu|ta do Governo, a
íunc|onar na d|recta dependenc|a do
m|n|stro da Peíorma do Estado e da
Adm|n|stração Púb||ca.
O d|p|oma, para a|em de acaute|ar a
representação da soc|edade c|v|| na
compos|ção do Oonse|ho, vem estabe|ecer
a sua natureza, atr|bu|çoes e respect|vo
s|stema de íunc|onamento.
É ass|m cr|ado um íorum de debate de
questoes tão re|evantes quanto as da
organ|zação terr|tor|a| do Estado, do
s|stema de estruturação, íunc|onamento e
gestão do serv|ço púb||co, da po||t|ca de
emprego púb||co gestão e qua||í|cação dos
seus recursos humanos e da
operac| ona| | zação da soc| edade de
|níormação na Adm|n|stração Púb||ca.
O Governo cheí|ado por Anton|o Guterres
dec|d|u tambem estabe|ecer o enquadra-
mento e deí|n|r a estrutura das carre|ras de
|nspecção da Adm|n|stração Púb||ca.
Este decreto-|e| v|sa reva|or|zar e coníer|r
| dent| dade a todo um corpo de
proí|ss|ona|s que, em d|versas áreas de
actuação, ocupa uma pos| ção
determ|nante nos s|stemas de regu|ação
do Estado.
A natureza de act|v|dade de contro|o
assoc|ada à qua||dade de autor|dade
púb||ca e a espec|í|c|dade tecn|ca e
re|ac|ona| do exerc|c|o das íunçoes de
|nspecção, |ust|í|ca a sua prossecução por
um agrupamento de pessoa| espec|a||zado
|nser|do numa ·carre|ra de reg|me espec|a|·
(art.` 8` do decreto-|e| n.` 248/85 de 15 de
Ju|ho).
Bão prev|stas tres carre|ras com d|íerentes
requ|s|tos hab|||tac|ona|s de |ngresso de
lnspector super|or, de lnspector tecn|co e
de lnspector ad|unto por íorma a íacu|tar
um |eque aberto mas comum de opçoes
para a deí|n|ção dos respect|vos quadros
de pessoa| , cruzando cr| ter| os de
comp|ex|dade no exerc|c|o e de quant|dade
de proí|ss|ona|s necessár|os.
As regras de |ngresso, de acesso e de
|ntercomun|cab|||dade vert|ca| art|cu|adas
com requ|s|tos de íormação |n|c|a| e
cont|nua perm|tem assoc|ar as neces-
s|dades de qua||í|cação das pessoas e de
|ncremento da qua||dade do serv|ço aos
processos de gestão de carre|ras, tanto no
p|ano do co|ect|vo como no p|ano da res-
ponsab|||dade |nd|v|dua|. Desta coní|gura-
ção, pode, a|nda, esperar-se o íavorec|-
mento da |ntercomun|cab|||dade hor|zonta|.
Recenseamento
dos recursos humanos
A|nda na reun|ão da passada qu|nta-íe|ra,
o Governo deu |uz verde a uma reso|ução
que adopta proced|mentos re|at|vos a
novas adm| ssoes nos Berv| ços e
Organ|smos da Adm|n|stração Púb||ca.
A po||t|ca de emprego na Adm|n|stração
Púb||ca, prossegu|da pe|o Execut|vo, tem
como ob|ect|vo dotar os serv|ços púb||cos
dos eíect| vos quant| tat| va e
qua| | tat| vamente a| ustados ao
cumpr|mento, com eí|các|a e eí|c|enc|a, das
m|ssoes que |hes estão coní|adas.
Este ob| ect| vo, a| | ás, vem sendo
concret|zado, quer atraves de med|das
g|oba|s, d|r|g|das a toda a Adm|n|stração
Púb||ca, quer de med|das sector|a|s que
perm|tem d|íerenc|ar os dom|n|os que
devem ser tratados de íorma espec|í|ca.
Merecem reíerenc|a espec|a| nesta mater|a
a rea||zação do recenseamento gera| da
íunção púb||ca e a concom|tante cr|ação
da base de dados dos recursos humanos
da Adm|n|stração Púb||ca e, a|nda, o
apuramento das necess|dades prev|s|ona|s
dos serv| ços e organ| smos da
adm|n|stração centra| para um per|odo de
c|nco anos, coníorme determ|nado pe|a
reso|ução do Oonse|ho de M|n|stros n.` 26/
99, de 7 de Abr||.
Estes | nstrumentos d| spon| b| | | zam
|níormação re|evante que perm|te e |ust|í|ca
agora a adopção de med|das concretas
que, art|cu|ando os d|spos|t|vos |ega|s
v|gentes, ponham em execução a po||t|ca
de renovação e requa||í|cação dos recursos
humanos da Adm|n|stração Púb||ca.
Prossegu|r-se-ão, ass|m, quatro ob|ect|vos
essenc|a|s:
- Or|ação de reservas de recrutamento nas
carre|ras gera|s da Adm|n|stração Púb||ca,
atraves de concursos centra| | zados,
s|mp||í|cando e ag|||zando, desta íorma, os
processos de se|ecção de pessoa|,
- Me|hor|a da operac|ona||dade do s|stema
de mob|||dade geográí|ca, departamenta|
e proí| ss| ona| de íorma a que, com
natura||dade, se aprove|tem de íorma ma|s
eí|caz os recursos humanos |á ex|stentes
na Adm|n|stração. A d|nam|zação do
recrutamento centra||zado e a cr|ação de
uma bo|sa de emprego da íunção púb||ca
|nscrevem-se nesta ||nha de rac|ona||zação
dos me|os e recursos da Adm|n|stração
Púb||ca,
- Peíorço da d|sc|p||na nas contrataçoes
de pessoa|, a termo certo que, sem pre|u|zo
da sua ut|||zação nos termos da |e|,
c|aramente |mpeça a sua ut|||zação para
cresc| mento dos eíect| vos na
Adm|n|stração Púb||ca,
- Pac|ona||zação da evo|ução dos eíect|vos
atraves da contenção do seu cresc|mento
(re|ac|onando d|rectamente o í|uxo de
entradas com o í|uxo de sa|das deí|n|t|vas),
da me|hor|a qua||tat|va do perí|| da íunção
púb| | ca e da s| mp| | í| cação dos
proced| mentos re| at| vos ao
desconge|amento de novas adm|ssoes.
A concret| zação destes ob| ect| vos
pressupoe e ex|ge uma cada vez ma|or
art|cu|ação entre os d|íerentes m|n|ster|os
e os M|n|ster|os das F|nanças e da Peíorma
do Estado e da Adm|n|stração Púb||ca,
ass|m se prossegu|ndo a estrateg|a de
descentra||zação e responsab|||zação que
o Governo sempre assum|u como vector
estrateg|co da modern|zação da gestão
púb||ca.
Equipa de Missão
Oom v|sta à organ|zação e opt|m|zação do
íunc| onamento da Adm| n| stração do
Estado a equ|pa governat|va soc|a||sta
dec|d|u cr|ar uma Equ|pa de M|ssão.
A |ntervenção no dom|n|o de propr|a
organ|zação da Adm|n|stração Púb||ca, no
sent|do da sua modern|zação, da me|hor|a
da eí| các| a da gestão púb| | ca e da
promoção da qua| | dade da acção
adm| n| strat| va, e uma necess| dade
sobe|amente |dent|í|cada e d|agnost|cada.
Esta |ntervenção adqu|re, a|nda, uma
|mportânc|a acresc|da, num quadro em
que se |mpoe uma redução eíect|va da
despesa púb| | ca que, não
comprometendo os ob| ect| vos do
Governo para o desenvo|v|mento do Pa|s,
contr|bua para uma me|hor e ma|s rac|ona|
or|entação dos íundos púb||cos aíectos à
organ| zação e íunc| onamento da
Adm|n|stração Púb||ca.
É neste sent|do que |mporta, em coerenc|a
com as or|entaçoes do Execut|vo e de
íorma adequada à s|tuação ex|stente,
promover a preparação dos |nstrumentos
e med|das de |ntervenção que, envo|vendo
de íorma espec| a| os M| n| ster| os da
Peíorma do Estado e da Adm|n|stração
Púb||ca e das F|nanças, perm|tam |ntroduz|r
as |novaçoes nos mode|os orgân|cos e nos
processos de íunc|onamento da nossa
Adm|n|stração adequadas a promover a
sua eí| các| a, a me| horar a sua
produt| v| dade e a garant| r me| hores
cond|çoes e ma|or qua||dade na prestação
de serv|ços aos c|dadãos e agentes
econom|cos e soc|a|s, e assegurar a
s|nton|a de actuaçoes nestes dom|n|os
entre todos os departamentos m|n|ster|a|s.
O Oonse|ho de M|n|stros aprovou:
º A actua||zação do Programa de Estab|||dade e Oresc|mento para o per|odo de
2001 a 2004 que será env|ado à Oom|ssão Europe|a,
º Üm decreto-|e| que estabe|ece as atr|bu|çoes, competenc|as, organ|zação e
íunc|onamento do Oonse|ho Buper|or da Peíorma do Estado e da Adm|n|stração
Púb||ca,
º Üm decreto-|e| que estabe|ece o enquadramento e deí|ne a estrutura das carre|ras
de |nspecção da Adm|n|stração Púb||ca,
º Üma reso|ução que cr|a uma equ|pa de m|ssão para a Organ|zação e
Func|onamento da Adm|n|stração do Estado,
º Üm decreto-|e| que cr|a uma ||nha de cred|to espec|a| para apo|o à reparação dos
danos causados pe|as |ntemper|es que ocorreram nos meses de Novembro de
Dezembro de 2000 e Jane|ro de 2001, em equ|pamentos e |níra-estruturas mun|c|pa|s
e em hab|taçoes propr|as,
º Üma proposta de |e| que autor|za o Governo a |eg|s|ar no sent|do de a|terar o
estatuto da assoc|ação púb||ca denom|nada Ordem dos Farmaceut|cos,
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| que aprova o estatuto dos serv|ços de apo|o
do Tr|buna| de Oontas,
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| que cr|a a Agenc|a para a Qua||dade e
Begurança A||mentar,
º Üm d|p|oma que a|tera o anexo ao decreto-|e| n.` 364/99 de 17 de Betembro,
º Üm decreto-|e| que aprova a Le| Orgân|ca do Gab|nete de Assuntos Europeus e
Pe|açoes Externas do M|n|ster|o do P|aneamento,
º Üma reso|ução que aprova, para rat|í|cação, a convenção n.` 176 da Organ|zação
lnternac|ona| do Traba|ho, re|at|va à segurança e saúde nas m|nas, adoptada pe|a
Ooníerenc|a Gera| da Organ|zação lnternac|ona| do Traba|ho, em Genebra, em 22
de Junho de 1995,
º Üm decreto que aprova o acordo entre a Pepúb||ca Portuguesa e o Pe|no de
Espanha re|at|vo à |nst|tu|ção de uma com|ssão m|sta nos dom|n|os dos transportes
terrestres e das |níra-estruturas de transporte, ass|nado em Ba|amanca, em 26 de
Jane|ro de 2000.
O
25 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 7
PARLAMENTO
VENCER DlSTÂNClAS
DEPU7ADO BARRO$ MOURA Consfrução euroµela
De|xar as ·|amúr|as· sobre
o ·deí|ce democrát|co· e
a perda de soberan|a
nac|ona| no quadro da
Ün|ão Europe|a (ÜE) para
passar à proposta e
|mp|ementação de
·med|das concretas para |he íazer írente·, ío|
o ape|o de|xado pe|o deputado soc|a||sta
Jose Barros Moura, no passado d|a 17.
Barros Moura |nterv|nha na sessão p|enár|a
da Assemb|e|a da Pepúb||ca em que se
d| scut| u o pro| ecto de | e| sobre o
acompanhamento par| amentar da
construção europe|a e onde íez reíerenc|a
ao íenomeno dom|nante das soc|edades
comp| exas contemporâneas: a
concentração de poder de dec|são no
Execut|vo, com redução da |ní|uenc|a dos
par|amentos.
Na op|n|ão do deputado do GP/PB, ·e
| nd| spensáve| reíorçar o pape| dos
Par|amentos nac|ona|s em todo o processo
de |ntegração europe|a·, aprove|tando a |e|
em v|gor e reíorçando as poss|b|||dades de
contro|o e acompanhamento par|amentar
que e|a coníere.
Barros Moura garante que a bancada
soc|a||sta quer ·aperíe|çoar e me|horar· a
Le| n.` 20/94, aprovada sob ma|or|a
abso|uta do PBD, superando os ||m|tes que
a mesma estabe|ece à |ntervenção da
Assemb|e|a da Pepúb||ca no processo de
construção europe|a e reíorçando as
poss|b|||dades de contro|o par|amentar.
Ass|m, o pro|ecto do GP/PB preve que o
Governo |níorme ·tempest|vamente· a
Assemb| e| a da Pepúb| | ca sobre as
or|entaçoes que p|ane|a adoptar, com a
respect|va íundamentação, por íorma a
poss|b|||tar, caso necessár|o, a e|aboração
de propostas de reso|ução.
·Preve-se tambem o acompanhamento da
e| aboração do Orçamento da ÜE,
nomeadamente no que se reíere às suas
|nc|denc|as de rece|ta e despesa em
Portuga|, e dos Quadros Oomun|tár|os de
Apo|o·, exp||cou o deputado soc|a||sta,
ír| sando a| nda a consagração da
|níormação ·prev|a do Governo sobre as
persona| | dades que se| a da sua
competenc|a |nd|car ou propor para cargos
na Ün|ão Europe|a, e a apresentação de
um re|ator|o anua| sobre o e|enco e íunçoes
dos nac|ona|s portugueses que se|am
íunc|onár|os ou agentes da ÜE·.
No pro|ecto do PB cr|a-se um debate anua|
sobre a ap| | cação do pr| nc| p| o da
subs|d|ar|edade e sobre os estado da
democrac|a na Ün|ão Europe|a e nas suas
|nst|tu|çoes e, í|na|mente, promove-se a
||gação dos eurodeputados e|e|tos em
Portuga| ao s|stema po||t|co nac|ona|.
Trata-se po|s de ·vencer a d|stânc|a· a que
se encontra o Par|amento Europeu da
op|n|ão púb||ca portuguesa, atraves da
part| c| pação de europedutados nas
reun| ão da Oom| ssão dos Assuntos
Europe| as e do íunc| onamento em
Oom| ssão M| sta para a em| ssão de
pareceres con| untos sobre temas
re|evantes da agenda po||t|ca europe|a e
da part|c|pação de Portuga|.
Begundo Jose Barros Moura, os deputados
soc|a||stas esperam que a con|ugação de
todos estes me|os se traduza numa
·sens|ve| me|hor|a da propr|a qua||dade
tecn|ca e po||t|ca da separação das
dec|soes a tomar em Bruxe|as pe|os
representantes do Governo portugues, e um
reíorço cons|deráve| da pos|ção negoc|a|
que e|es expr|mem·. MARY RODRlGUES
É NECESSÁRlO PUNlR
EXEMPLARMENTE OS ABUSOS
DA CONTRATAÇÃO A TERMO
DEPU7ADO BARBO$A DE OL/vE/RA Precarledade laboral
POR UMA SOLUÇÃO GLOBAL
DEPU7ADO AN7ÓN/O MAR7/NHO Reglão Demarcada do Douro
O Grupo Par|amentar do
Part|do Boc|a||sta (GP/
PB) deíende uma
so|ução g|oba| para os
prob|emas vár|os com
que se deíronta a Peg|ão
Demarcada do Douro.
É neste sent|do, na op|n|ão do deputado
Anton|o Mart|nho, que deve ser |nterpretado
o pro|ecto de reso|ução da |n|c|at|va do PB.
O par|amentar soc|a||sta ía|ava na sessão
p|enár|a da Assemb|e|a da Pepúb||ca do
d|a 18, recordando a recente presença dos
|avradores do Douro no Par|amento, num
ped|do de apo|o para a Oasa do Douro
|nst|tu|ção que os representa e que tem
desempenhado um pape| |mportante na
produção de v|nho do Porto.
Anton|o Mart|nho exp||cou que o art|cu|ado
do pro|ecto soc|a||sta ·s|ntet|za em tres
pontos, de íorma rea||sta, um quadro de
so|uçoes poss|ve|s para um con|unto de
questoes que traduzem verdade| ros
prob|emas com que a reg|ão se tem
conírontado·.
·De entre e|es ressa|ta a necess|dade de
um ava||ação do actua| quadro |ur|d|co
|nst|tuc|ona|, cr|ado em 94-95 e que tem
mostrado deb|||dades e |neí|c|enc|as, por
um |ado, e, por outro, man|íesta ex|st|r
a|gum desequ|||br|o entre as proí|ssoes no
propr| o íunc| onamento do
|nterproí|ss|ona||smo·, d|sse.
O deputado do GP/PB de|xou c|aro que
não está em a coerenc|a g|oba| do mode|o,
mas reconhecer a necess| dade de
| ntroduz| r me| hor| as, ·| nc| us| ve na
c| ar| í| cação das competenc| as dos
organ|smos que |ntervem na reg|ão ou que
detem tute|a sobre a mesma·.
·É que uma certa sobrepos| ção de
competenc|as em nada beneí|c|a a reg|ão.
Pe|o contrár|o, tem cr|ado s|tuaçoes de
coní||to·, recordou, acrescentando que,
tendo presente esta rea||dade, í|cou
proposto que o Governo ava||e o actua|
quadro de competenc|as das ent|dades
com poderes de actuação na Peg|ão
Demarcada do Douro, não so no dom|n|o
da í| sca| | zação, mas tambem nesse
dom|n|o·.
·Porque a garant|a da manutenção do
·Deíendemos, c|ara e
abertamente, que e
necessár| o contro| ar,
e||m|nar e pun|r exem-
p|armente os abusos do
recurso à contratação a
termo, ou me| hor, à
contratação ||ega| a termo, geradora de
|nstab|||dade, |nsegurança e precar|edade
no traba|ho e no emprego·, aí|rmou no d|a
17, no Par|amento, Barbosa de O||ve|ra.
O deputado soc|a||sta ía|ava durante o
debate das |n|c|at|vas |eg|s|at|vas do POP
e do B|oco de Esquerda, que v|savam
|ntroduz|r a|teraçoes ao reg|me |ur|d|co da
contratação a termo, ||m|tando a sua
adm|ss|b|||dade e aumentando o seu
carácter de excepção.
Nesta sessão p| enár| a em que a
precar|edade |abora| esteve em debate,
Barbosa de O||ve|ra sustentou que quando
não ut|||zado de íorma abus|va e ||ega| por
certos ·empresár|os·, ·o reg|me |ur|d|co do
contrato de traba|ho a termo não e um
obstácu|o à qua||dade do emprego, mas
s|m um |nstrumento prop|c|ador da cr|ação
de ma|s emprego·, nomeadamente porque
·íac|||ta a absorção da mão-de-obra
d| spon| ve| , em momentos de ma| or
d|nam|smo econom|co·.
Üm d|agnost|co correcto de Barbosa de
O||ve|ra, mas numerosos ·empresár|os·,
|gnorando a |etra e o esp|r|to da |e|, íazem
da excepção uma regra, ou se|a, usam e
abusam dos contratos a termo,
aumentando exponenc| a| mente a
precar| edade | abora| , í| age| o que o
m|n|ster|o tute|ado por Ferro Podr|gues está
empenhado em combater, atraves de
|eg|s|ação e de um ma|or reíorço da
í|sca||zação.
Ba||entando que o GP/PB não tem uma
pos|ção íechada quanto a esta mater|a,
Barbosa de O||ve|ra reíer|u: ·Estamos
abertos e d|spon|ve|s para d|scut|r de íorma
serena todas as a|teraçoes ao quadro |ega|
re|at|vo à contratação a termo, numa
perspect|va do reíorço dos d|re|tos dos
traba|hadores em proíunda art|cu|ação
com os ob|ect|vos de cr|ação de emprego
e de desenvo|v|mento econom|co e soc|a|.·
Neste quadro, e|encou as pr|nc|pa|s
med|das constantes do pro|ecto-de-|e|
apresentado pe|a bancada soc|a||sta
v|sando me|horar o reg|me |ur|d|co da
contratação a termo, de íorma a |mped|r o
recurso abus|vo e ||ega| à contratação a
termo.
·O nosso desaí|o tem s|do e deverá
cont|nuar a ser o da e||m|nação dos
contratos a prazo ||ega|s e o combate í|rme
à ut|||zação abus|va da |e| que na|guns
sectores e empresas te|ma em pers|st|r·,
sub||nhou. J. C. CASTELO BRANCO
prest|g|o e da |magem de um produto de
exce|enc|a como e o v|nho do Porto não
perm|te contemp|açoes com s|tuaçoes
menos c| aras que não respe| tem as
ex|genc|as de qua||dade·, re|terou.
Ass| m, Anton| o Mart| nho ír| sou a
necess| dade de reconhecer a
·espec|í|c|dade do Douro·, que ex|gem
uma atenção redobrada por parte do
Execut|vo.
·Por |sso se propoe que o Governo reíorce
os mecan| smos de aud| ção e de
part| c| pação das organ| zaçoes
representat| vas dos produtores,
des|gnadamente da Oasa do Douro·,
|embrou, exp||cando que o GP/PB está
sens|b|||zado para esta questão espec|í|ca,
·no quadro do apo|o que damos à so|ução
g|oba| do prob|ema·.
Bub||nhando o |nteresse do Governo e do
PB nas d|í|cu|dades que cercam a Oasa
do Douro, Anton|o Mart|nho deíendeu uma
reso|ução adm|n|strat|va que não passa
pe|a |ntrodução de um ponto re|at|vo à
questão no pro| ecto de reso| ução
soc|a||sta, sa|vaguardando o pr|nc|p|o de
separação dos poderes.
·D|verg|mos, por |sso, do que e proposto
tanto no pro|ecto de reso|ução do POP
como no PBD·, dec|arou o deputado do
PB, sub||nhando a pouca or|g|na||dade de
a|gumas |de|as, o carácter |nexequ|ve| e
desnecessár|o de outras e recusando-se
a comentar uma ex|genc|a |aran|a.
·Mas os restantes pontos estão cont|dos,
de uma ou outra íorma, no art|cu|ado do
nosso pro|ecto de reso|ução. Ne|e está
p|asmado o que e poss|ve|, razoáve| e
rac|ona| íazer constar numa reso|ução,
tendo presente a rea||dade actua|, a
s|tuação actua| da Peg|ão Demarcada do
Douro·, garant|u. MARY RODRlGUES
ACÇÃO SOClALlSTA 8 25 JANElPO 2001
PARLAMENTO
LEl DE BASES APROVADA
COM VOTOS CONTRA DO PCP
E ABSTENÇÃO DA DlRElTA
SOClALlSTAS QUEREM lNCLUlR
COMPROMlSSOS ELElTORAlS
CUL7URA Pafrlmónlo
A Le| de Bases do Patr|mon|o Ou|tura|
proposta pe|a tute|a ío| aprovada no d|a
18, na Assemb|e|a da Pepúb||ca, mas
vo|tou a receber, como há do|s anos, os
votos contra do POP, enquanto o PBD e PP
dec|d|ram-se pe|a abstenção.
Em Abr|| de 1999, quando ío| votada no
Par|amento, ío| chumbada pe|a opos|ção.
Manue| Mar|a Oarr||ho, m|n|stro da Ou|tura
na epoca, cr|t|cou duramente a at|tude da
opos|ção pe|a re|e|ção da proposta,
cons|derando-a um ·exemp|o do desprezo
pe|as questoes da cu|tura·.
A nova |eg|s|ação (228/vll) v|sava subst|tu|r
a | e| anter| or n.` 13/85 nunca
regu|amentada, que o M|n|ster|o da Ou|tura
conc|u|u ter-se reve|ado ·|nexequ|ve| e
progress|vamente desa|ustada às novas
ex|genc|as e rea||dades do patr|mon|o
cu|tura|·.
Depo| s de ter s| do chumbada no
Par|amento, a |e| ío| entretanto a|vo de
mod|í|caçoes e regressou como a proposta
de |e| 39/vlll, que passa a estabe|ecer as
bases da po||t|ca e do reg|me de protecção
e va|or|zação do patr|mon|o cu|tura|.
As cr|t|cas dos par|amentares tec|das no
passado |evaram os espec|a||stas a ter de
superar a|gumas ob|ecçoes, tendo s|do
abandonada a |de|a de uma nova íorma
de protecção |ntermed|a, a qua||í|cação.
A acção púb||ca ío| tambem amp||ada na
nova proposta, reíorçada a protecção dos
part|cu|ares na c|ass|í|cação de bens
move|s, reíorçadas as med|das de apo|o e
protecção dos centros h| stor| cos, e
|gua|mente reíorçada a autonom|a reg|ona|.
Foram tambem íe|tos a|ustamentos no
reg|me dos beneí|c|os í|sca|s, e||m|nou-se
a t|p|í|cação cr|m|na|, deu-se às autarqu|as
a competenc|a para c|ass|í|carem bens.
Ass|m, mantem-se a c|ass|í|cação como
íorma trad|c|ona| e base de protecção dos
bens cu|tura|s, devo|vendo aos mun|c|p|os
o poder de c|ass|í|car.
Registo dos bens cuIturais
Bão a|nda deí|n|dos os cr|ter|os gener|cos
para a aprec|ação de um bem de |nteresse
cu|tura| e preve-se |gua|mente a cr|ação de
um s|stema nac|ona| de |níormação do
patr|mon|o cu|tura|.
Fundamenta|mente, o |nventár|o dest|na-se
a íazer o |evantamento s|stemát|co e
exaust|vo dos bens cu|tura|s ex|stentes a
n| ve| nac| ona| , com v| sta à sua
|dent|í|cação.
Deste modo, o M|n|ster|o da Ou|tura
pretende que todos os bens cu|tura|s
venham a ter, ta| como os c|dadãos, um
reg|sto propr|o que os |dent|í|que em
pormenor, de íorma a protege-|os.
AÇORE$ Plano Médlo Prazo
O Grupo Par|amentar do Part|do Boc|a||sta na
Assemb|e|a Leg|s|at|va Peg|ona| dos Açores
deíendeu no d|a 20, que ·os comprom|ssos
e|e|tora|s devem ser consubstanc|ados no
P|ano a Med|o Prazo (PMP) 2001-2004·.
Franc|sco Barros, v|ce-pres|dente do grupo
par|amentar soc|a||sta, que ía|ava no í|na| do
pr|me|ro d|a de traba|hos das Jornadas
Par|amentares para debater o PMP, sustentou
que ·os deputados querem dar o seu
contr|buto à reg|ão no seu todo e às ||has que
representam·.
O d|r|gente soc|a||sta exp||cou que os e|xos
pr|or|tár|os da po||t|ca governamenta| do
programa e|e|tora| soc|a||sta apontam para a
·recuperação da rede v|ár|a, o me|horamentos
dos portos e o |ncremento dos transportes
mar|t|mos, a conc|usão da rede reg|ona| de
abate e um aumento dos |ncent|vos ao sector
do tur|smo·.
Estes são ob|ect|vos reg|ona|s, mas os
deputados e|e|tos pe|as d|íerentes ||has tam-
bem deverão íazer |nc|u|r comprom|ssos
|oca|s que assum|ram com os seus e|e|tores
durante a campanha e|e|tora|, d|sse Franc|sco
Barros.
Barros ad|antou que durante os traba|hos de
dom|ngo passado o secretár|o reg|ona| das
F|nanças e P|aneamento, Poberto Amara|,
apresentar|a aos deputados ·as grandes
||nhas de or|entação do documento
governamenta|·.
VlTÓRlA DA ESQUERDA
DO CORAÇÃO E DA RAZÃO
DEPU7ADO MEDE/RO$ FERRE/RA Elelções µresldenclals
O deputado soc|a||sta
Jose Mede|ros Ferre|ra
saudou v|gorosamente,
em nome do Grupo
Par|amentar do PB, a
recente ree| e| ção de
Jorge Bampa| o para
Pres|dente da Pepúb||ca.
Esta v|tor|a e ·um marco na h|stor|a do
reg|me por ser um soc|a||sta que derrotou
Oavaco B||va em 1996 e exerceu a
pres|denc|a quando o seu part|do ío| sempre
Governo durante o pr|me|ro mandato·, d|sse
Mede|ros Ferre|ra, numa dec|aração po||t|ca
proíer|da, d|a 17, na Assemb|e|a da
Pepúb||ca.
O resu|tado e|e|tora| aíastou por comp|eto,
segundo o par|amentar do PB, ·a ía|sa teor|a
dos per|gos da con|ugação de ma|or|as
ma|s à esquerda·.
·Be esse per|go pode ocorre à d|re|ta, está
agora provado que não ex|ste à esquerda·,
d|sse.
O acto e|e|tora| que consagrou um cheíe de
Estado e uma ma|or|a po||t|ca or|g|nár|os ·da
esquerda do coração e da razão· e
|gua|mente um marco h|stor|co, para o
deputado do GP/PB, porque Jorge Bampa|o
venceu |ogo à pr|me|ra vo|ta, apesar de
deírontar um ún|co cand|dato à d|re|ta e tres
rec|amando-se da esquerda.
Qua||í|cando a v|tor|a de ·proeza notáve|·,
Mede|ros Ferre|ra não de|xou esquecer os
apo|os ·|argos e |ndependentes· que
Bampa|o recebeu nesta campanha, ·merce
de como exerceu o pr|me|ro mandato e das
esperanças que se depos|tam no segundo·.
·Esta capac|dade de |ntegração e de
íederação de vontades co|ect|vas,
organ|zadas ou d|spersas, de quadrantes
aí|ns ou var|ados, so e poss|ve| quando não
se e reíem de grupo ou de íracçoes·,
dec|arou, acrescentando que a v|tor|a de
Bampa|o era esperada mas não
subest|mada, aí|na| não se pode cu|par o
vencedor ·por não ter t|do adversár|os à a|tura
do desaí|o de umas e|e|çoes ||vres, d|rectas
e un|versa|s·.
Begundo Mede|ros Ferre|ra, Portuga| prec|sa
de persona||dades constantes na pres|denc|a
da Pepúb||ca e não de ta|entos ocu|tos que
não sabem conv|ver com o r|sco e a derrota.
·O descred|to que as íorças de d|re|ta
|ançam sobre o íunc|onamento do reg|me
democrát|co começa a aíugentar os seus
propr|os representantes das
responsab|||dades c|v|cas·, observou,
aprove|tando para saudar Ferre|ra do Amara|
pe|a ·||ção que deu a todos aque|es que se
íurtaram ao exame das e|e|çoes
pres|denc|a|s no campo da d|re|ta·.
Quanto à constante e crescente abstenção
reg|stada no suírág|o, o par|amentar
soc|a||sta ev|denc|ou preocupação,
a|ertando para a urgenc|a de compreender
os mot|vos e as razoes na genese deste
íenomeno.
Bem concordar com qua|quer mudança
substanc|a| na natureza do cheíe de Estado
nem no processo d|recto da e|e|ção, Jose
Mede|ros Ferre|ra c|ass|í|cou estas
·|ns|nuaçoes· de ·pseudo-so|uçoes· que
resu|tar|am num a|nda ma|or aíastamento
dos c|dadãos.
·Oompet|rá a esta Assemb|e|a aperíe|çoar os
mecan|smos |ega|s que possam |evar a uma
ma|or part|c|pação democrát|ca e ate a uma
ma|or verdade dos cadernos e|e|tora|s·,
aí|rmou, sa|vaguardando, porem, que ·nada
d|sto ret|ra um átomo de |eg|t|m|dade à
e|e|ção de Jorge Bampa|o para Pres|dente
da Pepúb||ca·. MARY RODRlGUES
REQUERlMENTOS SOBRE OBRAS
NA BAlXA DA ClDADE lNVlCTA
DEPU7ADO RENA7O $AMPA/O Porfo 2001
O PB ex|g|u no d|a 18 esc|arec|mentos à
soc| edade Porto 2001, à câmara da
c| dade e à Becretar| a de Estado do
Oomerc|o sobre as obras na ba|xa e os
protoco|os para a requa||í|cação urbana.
Nos tres requer|mentos, o deputado
soc|a||sta Penato Bampa|o |nterroga a
Oâmara do Porto sobre o número de
|ugares de estac|onamento que vão ser
e||m|nados no centro da c|dade, quantos
vão ser os novos |ugares em parques
subt errâneos, em que dat a í oram
ass|nados os contratos para estas obras
e qua| a a|tura prev|sta em que í|carão
conc|u|das.
Junto da soc|edade Porto 2001, Penato
Bampa|o quest|onou se os protoco|os
com o Governo, a aut arqu| a e os
parce| ros econom| cos est ão a ser
cumpr|dos, se as obras estão a decorrer
dent ro dos cronogramas pre-
estabe|ec|dos, ou se, pe|o contrár|o,
ex|stem ·derrapagens nos prazos de
execução·.
Penato Bampa|o qu|s a|nda apurar se os
atrasos nas obras provocarão ·uma
derrapagem í| nance| ra do pro| ectos
g| oba| · e se ex| st em anoma| | as na
execução do pro|ecto de requa||í|cação
urbana, preven-do-se, por essa razão,
|ndemn|zaçoes ao comerc|o |nsta|ado
nas zonas |nterven-c|onadas.
Já em re|ação à Becretar|a de Estado do
Oomerc|o, o deputado do PB perguntou
sobre o número de protoco|os ass|nados
no âmb|to da requa||í|cação urbana da
ba|xa do Porto, qua|s os parce|ros desses
protoco|os e qua|s as responsab|||dades
e comprom| ssos de cada um dos
parce|ros envo|v|dos.
Quest|onou a|nda o Governo se esses
protoco|os estão a ser cumpr|dos e se o
eventua| não cumpr|mento co|ocará em
r|sco a v|nda de íundos comun|tár|os para
o Porto e para o pequeno comerc|o da
c|dade.
25 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 9
ÌNTERNACÌONAL
PORTUGAL APRESENTA METAS
PARA 2001-2004
GUTERRES ENVlOU MENSAGEM
A CLlNTON
CAUTELA E CALMA
NA TRANSlÇÃO
PARA lNDEPENDÊNClA
GAMA PARTlClPA NA REUNlÃO
DA «TROlKA»
BRUXELA$ Orçamenfo
Portuga| entregou em Bruxe|as no |n|c|o
desta semana o Programa de Estab|||dade
e Oresc| mento 2001/04 que preve a
manutenção dos ob|ect|vos deí|n|dos para
o deí|ce orçamenta| das contas púb||cas.
O m|n|stro das F|nanças, P|na Moura,
reve|ou em Bruxe|as que Portuga| mantem
·o ob|ect|vo deí|n|do há um ano que í|xava
o va|or de 1,5 por cento (por cento) para
2000, 1,1 por cento para 2001, 0,7 por
cento para 2002, 0,3 por cento para 2003
e í|na|mente o equ|||br|o para 2004·.
·Oomo e norma| nestes programas, este e
o cenár| o centra| ·, acrescentou aos
|orna||stas à margem de uma reun|ão dos
m|n|stros das F|nanças dos Qu|nze..
O Oonse|ho de M|n|stros aprovou na
qu|nta-íe|ra em L|sboa a actua||zação do
Programa de Estab|||dade e Oresc|mento
2001-2004.
Begundo P|na Moura, ·ao contrár|o do ano
passado, o documento íaz um
desenvo|v|mento extenso e concreto do
andamento e da ace|eração necessár|a de
vár|as reíormas estrutura|s sector|a|s·.
O m|n|stro prec|sou que se trata do
·desenvo|v|mento· da reíorma í|sca| e das
·acçoes a desenvo|ver· para a reíorma da
despesa púb||ca, me|hor|a da eí|c|enc|a e
qua||dade dos serv|ços púb||cos como a
saúde, a educação e a propr|a reíorma da
adm|n|stração púb||ca.
P| na Moura exp| | cou que ·houve
contr|butos sector|a|s de vár|os m|n|stros·.
O processo de conso||dação orçamenta|
e da redução do peso da d|v|da púb||ca
no PlB e, para os Qu|nze, essenc|a| para o
reíorço de um amb|ente macroeconom|co
estáve|, íavoráve| ao cresc|mento e à
expansão do emprego, numa base so||da.
A conso||dação das í|nanças púb||cas
traduz-se na desc|da sustentada do deí|ce
orçamenta| de acordo com os
comprom|ssos assum|dos no quadro do
Pacto de Estab|||dade e Oresc|mento, um
acordo entre os Qu|nze que estabe|ece
regras de comportamento orçamenta|.
A actua| rev| são do Programa de
Estab|||dade portugues deverá reaí|rmar o
ob|ect|vo da sustentab|||dade das í|nanças
púb||cas nac|ona|s no quadro de uma
estrateg|a p|ur|anua| de conso||dação
orçamenta| e de redução do peso do
end|v|damento púb||co.
Na base do cenár|o centra| adoptado no
Programa, o Governo compromete-se a
at|ng|r o equ|||br|o das í|nanças púb||cas no
ano 2004.
Be ver|í|car o cenár|o a|to de cresc|mento
econom|co, os ganhos em mater|a de
rece|tas serão ut|||zados para antec|par o
equ|||br|o no ano 2003.
Do mesmo modo, uma evo|ução ma|s
desíavoráve| da act|v|dade econom|ca
sub|acente ao cenár|o ba|xo poder|a
conduz|r a um pequeno deí|ce no ú|t|mo
ano do Programa.
7/MOR-LE$7E Ramos-Horfa µede
Jose Pamos-Horta pede ·prudenc|a e
ca|ma· no processo de trans|ção po||t|ca
de T|mor-Leste, aí|rmando que o essenc|a|
e garant|r a paz e a estab|||dade e não
·marcar a data da |ndependenc|a·.
·vamos cam|nhar |enta mas seguramente,
sem pressas e sem prec| p| tação. O
ca|endár|o proposto não e um dogma,
pode ser a|ustado, deve ser í|ex|ve| e a data
da |ndependenc|a e das e|e|çoes pode ser
ad|ada se íor necessár|o·, d|sse.
Apesar da ca|ma, Pamos-Horta cont|nua a
cons|derar ser poss|ve| a rea||zação de
e|e|çoes para uma Assemb|e|a Oonst|tu|nte
em Agosto, reíer|ndo que, apesar das
·||m|taçoes de tempo·, a proposta íe|ta por
Xanana Gusmão acaba por ·ter o beneí|c|o
de íorçar todos a concentrarem-se na
meta·.
·A |ntenção do nosso pres|dente não e
íazer desse ca|endár|o um dogma, uma
co|sa |ní|ex|ve|. E|e ma|s do que n|nguem
tem a consc|enc|a de que temos que |r
gradua|mente·, d|sse.
Pamos-Horta ía|ava no d|a 19 depo|s de
uma |ntervenção na segunda sessão de
consu| tas púb| | cas do par| amento
trans|tor|o de T|mor-Leste, o Oonse|ho
Nac|ona|, que está a estudar o ca|endár|o
de trans|ção po||t|ca do terr|tor|o.
Quest|onado sobre o mode|o de trans|ção,
Pamos-Horta reíer|u que a sua pos|ção
aposta, numa pr|me|ra íase, na adopção
de um Pacto de Ün|dade Nac|ona|, o que
dever|a ocorrer |á nos prox|mos ·do|s
meses· e dever|a ser ass|nado por todos
os part|dos po||t|cos reg|stados.
EstabiIidade e concórdia
O pacto a acordar depo|s da aprovação
da Le| dos Part|dos Po||t|cos ·ev|tar|a
prob|emas·, garant|ndo ·estab|||dade e a
concord|a· e assegurando ·parce|ros
|nternac|ona|s e |nvest|dores de que haver|a
estab|||dade e cont|nu|dade·, ír|sou Pamos-
Horta.
Na prát|ca, esse pacto ter|a |á ·a|guns
e|ementos da Oonst|tu|ção·, que, segundo
d|sse, dever|a ser preparada por uma
Ooníerenc|a Oonst|tuc|ona|, ·um orgão não
e|e|to, bastante amp|o e representat|vo que
auscu|tasse e debatesse todos os pontos
de v|sta·.
·Esse orgão red|g|r|a um pro|ecto de
Oonst|tu|ção. Haver|a a segu|r e|e|çoes para
a Assemb|e|a Oonst|tu|nte, que rat|í|car|a a
Oonst|tu|ção e se transíormar|a em orgão
|eg|s|at|vo·, exp||cou.
BUCARE$7E OSCE
O m|n|stro dos Negoc|os Estrange|ros
portugues, Ja|me Gama, part|c|pou na
passada terça-íe|ra na pr|me|ra reun|ão
m|n|ster|a| da ·tro|ka· da OBOE, que teve
como pr|nc|pa|s pontos o íunc|onamento
da organ|zação e as questoes reg|ona|s em
que está envo|v|da.
A ·tro| ka· da Organ| zação para a
Begurança e Oooperação na Europa
(OBOE) e composta por Portuga|, que
assume a pres|denc|a em 2002, pe|a
Pomen|a, actua| pres|dente, e pe|a Austr|a,
que pres|d|u à organ|zação em 2000.
Bobre a mesa est|veram as questoes
re| at| vas aos Ba| cãs e ao Pacto de
Estab|||dade, ao Oáucaso com destaque
para os coní||tos na Tchetchen|a e Nagorno-
Karabah , ao Nordeste europeu e à As|a
Oentra|.
A reun|ão de Bucareste surge na sequenc|a
das v|s|tas de preparação da ·tro|ka· que
o m| n| stro Ja| me Gama eíectuou no
segundo semestre de 2000 à Pomen|a,
Mo|dova, L|tuân|a e Púss|a.
Esta e a pr|me|ra v|s|ta do m|n|stro dos
Negoc| os Estrange| ros portugues à
Pomen|a desde que o novo Governo do
Pres|dente lon l||escu tomou posse.
EUA Presldéncla
O pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Guterres,
env|ou uma mensagem ao pres|dente
norte-amer|cano, B||| O||nton, que term|nou
sábado o seu mandato, man|íestando-|he
o dese|o de que mantenham no íuturo as
exce|entes re|açoes pessoa|s e po||t|cas
que t|veram ate agora.
·Durante o seu mandato, Portuga| e os
Estados Ün| dos | ntens| í| caram
s|gn|í|cat|vamente as suas re|açoes no
p| ano b| | atera| , no contexto do
re|ac|onamento do ÜE/EÜA e como a||ados
na NATO·, reíer|u Guterres na carta.
·Desenvo|vemos tambem íortes |aços no
âmb|to das nossas |n|c|at|vas po||t|cas, as
qua| s tem um grande potenc| a| ·,
acrescentou.
O pr|me|ro-m|n|stro |á t|nha env|ado uma
carta de íe||c|taçoes ao novo pres|dente,
George W. Bush, na qua| sa||entava que
as ·exce|entes re|açoes· entre os do|s
pa|ses datam dos pr|me|ros d|as de
ex|stenc|a dos Estados Ün|dos como pa|s
|ndependente.
·Oonstru| mos desde então o nosso
re|ac|onamento e ho|e encontramo-nos
|ado a |ado não apenas como a||ados na
NATO, mas tambem como pa|ses que
deíendem os mesmos va|ores da paz,
democrac|a, d|re|tos humanos e uma
equ|tat|va d|str|bu|ção dos írutos da
g|oba||zação por todos os cont|nentes,
pa|ses e |nd|v|duos·, acrescentava.
·Os nossos esíorços con| untos na
questão de T|mor-Leste são apenas o
ma|s recente e s|gn|í|cat|vo exemp|o desta
verdade·, |embrava a mensagem env|ada
a George W. Bush.
ACÇÃO SOClALlSTA 10 25 JANElPO 2001
SOCÌEDADE & PAÌS
GOVERNO APROVA 133 PROJECTOS
DE MODERNlZAÇÃO DA FROTA
ENDUREClMENTO DA LUTA
AOS CRlMES ECONÓMlCOS E FlNANCElROS
1U$7/ÇA Anfónlo Cosfa µromefe
m|n|stro da Just|ça, Anton|o
Oosta, comprometeu-se a endu-
recer a |uta contra a cr|m|na-
||dade econom|ca e í|nance|ra.
O t|tu|ar da pasta da Just|ça garant|u que
em Junho apresentará um ba|anço das
reíormas recentemente ap||cadas no
sector.
Estas íoram a|gumas das nov|dades que
Anton|o Oosta |evou ao Par|amento, onde,
no d|a 18, no per|odo de antes da ordem
do d|a, íez uma |ntervenção.
Ao |ongo da sua |ntervenção, Anton|o Oosta
enumerou, uma a uma, as med| das
concret|zadas pe|o seu m|n|ster|o - que há
uma ano t|nham s|do anunc|adas.
O m|n|stro anunc|ou a|nda os ob|ect|vos para
este ano. Ob|ect|vos que passam pe|o
reíorço das cond|çoes de combate aos
chamados cr|mes ·do co|ar|nho branco·
(cr|m|na||dade í|nance|ra e econom|ca),
tornando ma|s ág|| o acesso à |níormação
bancár|a e apostando na prevenção e
repressão do branqueamento de cap|ta|s.
Notificações e citações
Anton| o Oosta reve| ou a| nda que o
M| n| ster| o da Just| ça dará conta à
Assemb| e| a da Pepúb| | ca, em Ju| ho
prox|mo, dos resu|tados apurados sobre
as reíormas |ud|c|a|s que entraram em v|gor
no pr|me|ro d|a deste ano, des|gnadamente
no que respe|ta a not|í|caçoes e c|taçoes.
A concret|zação das reíormas ao n|ve| do
PE$CA$ lnvesflmenfo
Governo aprovou 133 pro|ectos
de modern|zação de pequenas
un| dades de pesca e de
construção de novas embarca-
çoes, num |nvest|mento de 250 m|| contos,
anunc|ou a Becretar|a de Estado das
Pescas (BEP).
Daque|a verba, cerca de 96 m|| contos
serão í| nanc| ados pe| o B| stema de
lncent|vos à Pesca (BlPEBOA).
Os apo|os v|sam a me|hor|a das cond|çoes
de traba| ho, segurança e
acond|c|onamento do pescado a bordo e
a construção de novas embarcaçoes, em
subst|tu|ção de barcos ma|s ant|gos.
O Execut|vo soc|a||sta aprovou 85 pro|ectos
reíerentes à modern|zação e apetrecha-
mento de pequenas un|dades de pesca,
num tota| super|or a 94 m|| contos, dos qua|s
36 m|| re|at|vos a apo|os do Estado.
No que respe|ta à construção de novas
embarcaçoes por subst|tu|ção, íoram
aprovados 48 pro|ectos, num |nvest|mento
de 155 m|| contos, dos qua|s quase 60 m||
contos correspondem a apo|os do Estado.
747 novas embarcações
Begundo a BEP, nos ú|t|mos c|nco anos o
BlPEBOA perm|t|u a construção de 747
novas embarcaçoes e o desenvo|v|mento
de 1063 pro|ectos de modern|zação e
apetrechamento de pequenas un|dades de
pesca.
O apo| o d| str| bu| u-se pe| as 180
comun|dades p|scator|as ex|stentes ao
|ongo da costa portuguesa e representa um
|nvest|mento g|oba| super|or a quatro
m||hoes de contos.
Entretanto, o gab|nete do Governador O|v||
de Faro |níormou que íoram aprovados
c| nco pro| ectos de | nvest| mento de
me|hor|a das cond|çoes portuár|as para a
act|v|dade p|scator|a no A|garve, no va|or
de 2,5 m||hoes de contos, durante o ll
Quadro Oomun|tár|o de Apo|o.
O
contenc|oso adm|n|strat|vo e da acção
execut|va - no sent|do de que as dec|soes
c|ve|s se|am |med|atamente exequ|ve|s,
como acontece no reg|me pena| e a cr|ação
de uma |e| de bases para a arb|tragem
serão outros dos ob|ect|vos.
O
25 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 11
SOCÌEDADE & PAÌS
COlMBRA VAl SER A PRlMElRA
CAPlTAL NAClONAL DA CULTURA EM 2002
CUL7URA Sasµorfes anuncla
m|n|stro Jose Basportes anun-
c|ou que Oo|mbra va| ser, em
2002, a pr|me|ra cap|ta| nac|ona|
da cu|tura, |n|c|ando um pro-
|ecto que v|sa tornar a d|mensão cu|tura|
centra| na v|da das c|dades.
·O ob|ect|vo e dar às c|dades essa |n|ecção
e concentração de act|v|dades que as porá
à prova, reve|ando necess|dades e
deí|c|enc|as, mas tornando |mposs|ve| que
a cu|tura este|a ausente·, aí|rmou o m|n|stro
quando |nterv|nha, no d|a 19, na sessão de
abertura de um encontro promov|do pe|a
Assoc|ação O|v|ca de Oo|mbra Pro Ürbe.
Ao esco|her Oo|mbra para ser a pr|me|ra
cap|ta| nac|ona| da cu|tura o governante
aí|rmou ter atend|do à re|ação entre a c|dade
e a Ün|vers|dade e aos seus 30 m||
estudantes do Ens|no Buper|or, um
·e|emento essenc|a| para ag|ut|nar o
pro|ecto·.
·Há um certo d|vorc|o entre a v|da cu|tura|
da c|dade e estudantes e proíessores·,
aí|rmou, sub||nhando a necess|dade de
est|mu|ar esta re|ação.
Na sua perspect|va, Oo|mbra,
·estranhamente, íechou-se, quando se
esperava que íosse ||der·.
·Oo|mbra está à espera que |he aconteça
qua|quer co|sa·, reíer|u. Acrescentou que a
este pro|ecto não se ex|ge a ·d|mensão
exorb|tante do Porto 2001·.
De acordo com o t|tu|ar da pasta da Ou|tura,
o pro|ecto a |n|c|ar em Oo|mbra em 2002
envo|ve tambem os m|n|ster|os da
Econom|a, atraves da Becretar|a de Estado
do Tur|smo, do P|aneamento, Amb|ente,
Educação e O|enc|a.
Begundo Jose Basportes, esta |n|c|at|va que
v|sa tornar a cu|tura centra| na v|da das
c|dades, a|nda não se encontra
orçamentada.
lnsere-se no pro|ecto ma|s amp|o do
contrato cu|tura| da c|dade, envo|vendo as
íorças v|vas dos mun|c|p|os.
·As casas íechadas e às correntes
te|ev|s|vas, propomos a casa aberta da
cu|tura, em que todos part|c|pam·, reíer|u,
em a|usão a do|s concursos de estaçoes
de te|ev|são portuguesas.
Desafio estimuIante
Ao congratu|ar-se com o anúnc|o íe|to pe|o
m|n|stro da Ou|tura, o pres|dente da Oâmara
de Oo|mbra, camarada Manue| Machado,
cons|derou tratar-se de um ·desaí|o
extremamente est|mu|ante e |nteressante·.
A reve|ação decorreu na sessão |naugura|
do encontro ·Oo|mbra Ou|tura. Üm O|har
para Orescer·, que durante do|s d|as íez o
ponto da s|tuação re|at|vamente ao estado
deste sector na c|dade.
AO TOQUE DA TROMBETA TORGUlANA
CUL7URA ldenfldade
camarada Oar|os Oarranca,
co|aborador hab|tua| do ·Acção
Boc|a||sta·, |ançou, no d|a 17
data em que se ass|na|a o
an|versár|o da morte do poeta do A|em-
Marão , a sua ma|s recente obra, ·A
Nosta|g|a de Deus ou A Pa|avra Perd|da em
M|gue| Torga·.
Na Ba|a das Oo|unas do Pa|ác|o das
Ga|ve|as, em L|sboa, poetas, escr|tores,
actores, mús|cos, autarcas e h|stor|cos do
PB reun|ram-se, ·ao toque da trombeta
torgu|ana·, para reí|ect|r, na |nt|m|dade da
am|zade, questoes de ontem e de ho|e,
questoes de sempre, questoes do ser
portugues.
Na sessão púb||ca de |ançamento de ·A
Nosta|g|a de Deus ou A Pa|avra Perd|da em
M|gue| Torga· uma ed|ção do texto da
coníerenc|a proíer|da pe|o autor, em
Novembro ú|t|mo, no Aud|tor|o da PTP, a
conv|te da Assoc|ação dos Ant|gos
Estudantes de Oo|mbra houve espaço
para dec|amaçoes, canto e homenagens,
mas sobretudo para rev|s|tar o sent|mento
de portuga||dade.
Ded|cado a Fernando va||e e Anton|o
Toscano, apresentado pe|o v|ce-pres|dente
do lnst|tuto Oamoes, Oar|os Me|o Bantos, o
||vro ío| o ponto de part|da |dea| para uma
conversa com versos sobre a presente
s|tuação no mundo da |dent|dade e da
cu|tura portuguesas.
Deíensor do |d|oma de Oamoes, o actua|
pres|dente da Boc|edade da L|ngua
Portuguesa e tambem um eurocept|co que
íundamenta o cept|c|smo nas |nqu|etaçoes
outrora expressas por M|gue| Torga.
Em tom de desabaío, Oar|os Oarranca
aí|rmou não consegu|r v|ver rodeado de ma|-
entend|dos nem equ|vocos, tendo íe|to
·tudo ou quase tudo· para acertar passo
cons|go mesmo.
O|ente da natureza aíectuosa e sent|menta|
do homem, o docente, poeta e ensa|sta
sa|vaguarda os excessos em que a sua
|us|tana pa|xão pe|o portugues o possa
de|xar ca|r.
·De coração ao pe da boca, so o dom|no
quando escrevo. Ass|m me autocensuro
para que a|guma aí|rmação despudorada
não tra|a o bom-senso e as conven|enc|as
essenc|a|s a momentos como este·,
coní|denc|ou, acrescentando: ·Não se| se
o rea|mente rea| e ou não |rrac|ona|, mas
se| que a memor| a e a base da
persona||dade humana, ass|m como a
cu|tura o e da persona||dade co|ect|va de
um povo·.
Preocupado com aqu||o que c|ass|í|cou
como ·perda gradua| de |ndependenc|a·,
Oar| os Oarranca garant| u encontrar
desassossegos seme|hantes em ·mu|tos
portugueses não "b|gbrother|zados"·, que
se prendem com ·o conhec|mento da nova
h|stor|a, ho|e suba|tern|zada íace à da
Europa e que, recentemente, um || |
patr|ot|co d|str|bu|do pe|as esco|as do
ens|no bás|co tenta reab|||tar, como quem
at|ra uma bo|a de sa|vação às geraçoes
v|ndouras, na esperança de que e|as
possam sobrev|ver com |dent|dade e
memor| a neste mar encape| ado da
g|oba||zação·.
Oar|os Oarranca não hes|tou em d|zer que
sente a ía|ta de ·um sobressa|to c|v|co·, de
·acçoes que act|vem a nossa auto-est|ma·
e que ·reíorcem a soberan|a, bem como a
nossa aí|rmação po||t|ca no mundo·.
·As írag|||dades resu|tantes da v|tor|a do
cap|ta||smo |nternac|ona|, com a
consequente descaracter|zação das
|dent|dades nac|ona|s o cap|ta||smo não
tem pátr|a, tem ío|ha de ca|xa e contab|||sta
, obr|ga-nos, ao menos, a d|zer qua|quer
co|sa, a gr|tar como c|dadãos que se
recusam, a|nda que qu|xotescamente, a
v|ver consum|ndo, sem ao menos d|zer que
não estão de acordo·, re|terou.
lnterrogando-se sobre o que íará ía|ta, neste
contexto, a Portuga| e aos portugueses, o
poeta-proíessor suger|u: ·Fa|ta-nos uma
grande razão, ou s|mp|esmente um dest|no,
mas portugues.·
·As nossas te|ev|soes "b|gbrother|zam" e
"acorrentam" os ma|s íracos, contag|ando
os ma|s íortes·, d|sse, conc|u|ndo de
segu|da: ·O que nos ía|ta, como ma|s uma
vez aí|rmou M|gue| Torga, e "achar as lnd|as
de dentro"·. MARY RODRlGUES
O
O
ACÇÃO SOClALlSTA 12 25 JANElPO 2001
AUTARQUÌAS
AU7ARQU/A$ lNlClAIlVAS & EVENIOS
AlbuIelra
AIunos de CaIiços aprendem
música
Ma|s uma exce|ente |n|c|at|va na área
cu|tura|. A aposta nos ma|s |ovens e a
pr|or|dade.
Neste contexto, as 560 cr|anças do 1` c|c|o
do ens|no bás|co dos Oa||ços, em A|buíe|ra,
vão ter acesso a au|as de expressão e
educação mus|ca|.
Para o eíe|to, a autarqu|a va| d|spon|b|||zar,
|á para o ano |ect|vo em curso, uma verba
de 240 contos, de íorma a que a |n|c|ação
mus|ca| arranque o ma|s depressa poss|ve|
e se pro|ongue ate ao í|m das au|as.
Ass|m, ío| ce|ebrado um protoco|o com a
D|recção Peg|ona| de Educação do A|garve,
a qua| garante docentes com íormação
espec|a||zada, poss|b|||tando um ma|or
desenvo|v|mento das capac|dades dos
a|unos naque|a área.
Câmara investe
na segurança nas estradas
O mun|c|p|o de A|buíe|ra va| |nvest|r cerca
de 10 m|| contos no me|horamento de v|as,
de íorma a garant|r ma|s segurança aos
automob|||stas.
Neste sent|do, a autarqu|a de||berou
ad|ud|car um con|unto de traba|hos
respe|tantes a beneí|c|ação de estradas,
cam|nhos e arruamentos, bem como
s|na||zação hor|zonta|.
Faro
Mais desporto em 2001
A Oâmara de Faro reíorça este ano a sua
aposta no desporto.
·Faro O|dade Act|va, O|dade Ma|s v|va·,
um programa que v|sa sens|b|||zar toda a
popu|ação para a prát|ca da act|v|dade
desport|va, envo|vendo todos os agentes
desport|vos, e um dos ma|s |mportantes
ob|ect|vos, na área do desporto, que o
mun|c|p|o de Faro pretende |ançar nos
tempos ma|s prox|mos.
A autarqu|a a|arga, ass|m, os ob|ect|vos que,
nos ú|t|mos do|s anos, |á v|nham a ser
prossegu|dos, com ass|na|áve| ex|to, atraves
do programa ·Desporto para todos·.
Contratos-programa com cIubes
A|nda no âmb|to do desporto, a Oâmara de
Faro ce|ebrou contratos-programa com os
c|ubes desport|vos do conce|ho, re|at|vos ao
apo|o í|nance|ro que a autarqu|a concede à
act|v|dade anua| desenvo|v|da por aque|es
agentes desport|vos e que rondaram no ano
passado |argos m||hares de contos.
Monfljo
Mais subsídios para
associações do conceIho
O Execut|vo da Oâmara do Mont||o aprovou
na sua ú|t|ma reun|ão a concessão de
subs|d|os a vár|as assoc|açoes do conce|ho.
Oom o Oarnava| a aprox|mar-se, destaque
para os subs|d|os atr|bu|dos ao Grupo de
Am|gos ·Os Oom||oes· e ao O|ube
Desport|vo, Ou|tura| e Pecreat|vo ·Os
Ün|dos·, dest|nados às despesa a eíectuar
com a rea||zação do corso de Oarnava|
2001.
Seslmbra
Exposição de pintura
de PauIa WiII
Esteve patente ao púb||co ate ao passado
d|a 15 de Jane|ro, no ·Bant|ago Oaíe·, no
Oaste|o de Bes|mbra, uma expos|ção de
p|ntura, subord|nada ao tema ·Mar e
Oampo·, da autor|a de Pau|a W|||.
Tratou-se de ma|s uma |n|c|at|va dest|nada
a an|mar aque|e espaço, que, ta| como o
Oentro de Documentação Paíae| Monte|ro,
se assume cada vez ma|s como um |oca|
obr|gator|o para os v|s|tantes do Oaste|o.
Autarquia subsidia Paróquia
do CasteIo
A Oâmara Mun|c|pa| de Bes|mbra de||berou
conceder um subs|d|o de 2740 contos à
Paroqu|a do Oaste|o.
A verba dest|na-se a compart|c|par os
custos da obra de remode|ação da rede de
saneamento das |nsta|açoes, que se
encontra mu|to degradada.
Slnfra
Redução da circuIação
automóveI
A Oâmara Mun|c|pa| de B|ntra apresentou
na terça-íe|ra, d|a 23, o pro|ecto
·Mob||s|ntra·, numa sessão que decorreu
na Oasa da Juventude, na Tapada das
Merces.
O ·Mob||s|ntra· e uma |n|c|at|va que tem
como ob|ect|vo centra| a|terar at|tudes e
comportamentos dos v|s|tantes de B|ntra em
re|ação à esco|ha do modo de transporte.
Pecorde-se que B|ntra part|c|pou no ·D|a
Europeu Bem Oarros·, no passado d|a 23
de Betembro, uma acção que mostrou que
a mob|||dade pode ser sustentada sem
recurso ao automove|, proporc|onando a
íru|ção p|ena dos espaços púb||cos da v||a
e, a|nda, um me|hor amb|ente para todos.
Valença
Piscina MunicipaI supera todas
as expectativas
A P|sc|na Mun|c|pa| de va|ença está a
superar t|das as expectat|vas, íacto que se
comprova pe|o e|evado número de utentes
reg|stado.
Ass|m, a esco|a de natação da P|sc|na
Mun| c| pa| tem contr| bu| do para
proporc|onar a mú|t|p|os segmentos da
popu|ação a aprend|zagem da natação, no
quadro de uma po||t|ca de desporto para
todos.
De sa||entar que a Oâmara Mun|c|pa|
mantem a|nda protoco|os com esco|as e
co|ect|v|dades que perm|tem um acesso
regu|ara a este equ|pamento.
Vlla do Conde
Autarquia investe 4,5 miIhões
de contos em habitação sociaI
A Oâmara Mun|c|pa| de v||a do Oonde va|
|nvest|r 4,5 m||hoes de contos (22,5 m||hoes
de euros) em hab|tação soc|a| em todo o
conce| ho, anunc| ou o pres| dente da
autarqu|a, Már|o de A|me|da.
O autarca ía|ava à margem dos traba|hos
de demo||ção de 64 barracas nos ba|rros
do Branco e do Ezequ|e|, nas Oax|nas.
Már|o A|me|da acrescentou que a autarqu|a
tem a|nda prev|sta a construção de 650
íogos soc| a| s em vár| os pontos do
mun|c|p|o.
A autarqu|a |á constru|u 333 íogos soc|a|s
em vár|as íregues|as do conce|ho, estando
ad|ud|cados ma|s 49.
Decorre a| nda um concurso para a
ed|í|cação de outros 68.
Már|o de A|me|da reíer|u a|nda que vão ser
|ançados, em Fevere|ro e Março, novos
concursos de construção de ma|s íogos
noutras íregues| as do mun| c| p| o,
nomeadamente em P|o Mau, onde |á íoram
adqu|r|dos a|guns terrenos.
·O prob|ema da hab|tação soc|a| í|ca ass|m
prat|camente reso|v|do·, ír|sou.
Vlla Real de S. Anfónlo
Universidade do AIgarve
retoma auIas
A Ün|vers|dade do A|garve, atraves da
Esco|a Buper|or de Educação de Faro,
react|vou o Po|o de v||a Pea| de B. Anton|o
com o a|argamento de do|s cursos de
comp|emento de íormação.
O Po|o da Ün|vers|dade do A|garve em v||a
Pea| de B. Anton| o encontrava-se
desact|vado hav|a ma|s de do|s anos, com
o í|m das act|v|dades da Esco|a Buper|or
de Educação que agora íoram retomadas.
Nas mesmas |nsta|açoes serão em breve
|ntegrados cursos da Esco|a de Hote|ar|a
e Tur|smo, no âmb|to de um protoco|o a
estabe|ecer entre a Oâmara Mun|c|pa| de
v||a Pea| de B. Anton|o, Ün|vers|dade do
A|garve e lnst|tuto Nac|ona| de Formação
Tur|st|ca.
25 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 13
PS EM MOVÌMENTO
O|nco moçoes g|oba|s concorrem ao X Oongresso Peg|ona| do PB/Made|ra.
Os m|||tantes do PB-Made|ra começaram no d|a 19 a e|eger os de|egados à reun|ão magna
do part|do que se rea||za a 3 e 4 de Fevere|ro.
O|nco moçoes g|oba|s concorrem ao X Oongresso Peg|ona| do PB/Made|ra, apos os resu|tados
dos soc|a||stas nas e|e|çoes reg|ona|s de 15 de Outubro de 2000 (21,01 por cento contra os
55,91 por cento do PBD-M).
Tres das moçoes apontam cr|t|cas à íorma como está a decorrer a organ|zação da reun|ão
magna do Part|do.
João Oar|os Gouve|a, da moção ·Todos pe|o PB·, cr|t|ca o íacto do pr|me|ro subscr|tor da
moção ·Oongregar vontades, vencer desaí|os·, o pres|dente da JB-Made|ra, v|tor Fre|tas,
não ser cand|dato à ||derança do part|do quando os Estatutos estabe|ecem que o pr|me|ro
subscr|tor de uma moção de estrateg|a g|oba| e cand|dato à pres|denc|a.
A subscr|tora da moção ·Oonnosco os m|||tantes contam·, a camarada Mar|a da Luz
Mendonça, reíere que so obteve as ||stas de m|||tantes depo|s de ter denunc|ado na
comun|cação soc|a| a res|stenc|a da Oom|ssão Organ|zadora do Oongresso (OOO) em
íornece-|as, íacto, entretanto, desment|do pe|a propr|a Oom|ssão Organ|zadora.
Or|t|ca a|nda a ía|ta de apo|o í|nance|ro do part|do à cand|datura, razão pe|a qua| d|z que uma
carta sua não ío| exped|da para os m|||tantes e acusa os orgãos d|r|gentes de a terem
menosprezado.
O ex-autarca da ||ha do Porto Banto Go|s Mendonça, que apresenta a moção ·Mudar o PB
ganhar a Made|ra·, denunc|a |gua|mente que uma m|ss|va sua para os m|||tantes não ío|
env|ada pe|os serv|ços do part|do.
·Ün|r o PB, ganhar a soc|edade· e a moção do camarada Jose Anton|o Oardoso que d|z que
as e|e|çoes estão a ·decorrer com norma||dade· e que apenas concorre pe|as secçoes do
Funcha|, Oâmara de Lobos e Bão v|cente dev|do à sua dec|são tard|a de se cand|datar à
pres|denc|a do PB-M.
·Oomece| tarde, não chego a este debate com íorça mas s|m com a íorça da razão·, contrapoe.
O ||der da JB-Made|ra, camarada v|tor Fre|tas, apesar de concorrer em 32 das 40 secçoes de
voto ex|stentes, d|z não amb|c|onar ||derar o part|do, mas acrescenta: ·Face aos resu|tados
vamos ponderar todo o processo·.
Oerca de 4.600 m|||tantes e|egem os 300 representantes das bases do part|do que se
d|str|bu|rão pe|as c|nco ||stas concorrentes.
Funcha|, Oâmara de Lobos e Mach|co são os tres conce|hos que ma|s de|egados e|egem
97, 46 e 34 respect|vamente.
Há a|nda cerca de 100 de|egados por |nerenc|a, ou se|a, no tota| são 400 os de|egados que
em Fevere|ro vão e|eger o sucessor de Mota Torres.
BA/XO ALEN7E1O PS saúda reelelção de Samµalo
BRAGANÇA Janfar de aµolo a Vara
CO$7A DE CAPAR/CA «Lufa Soclallsfa»
MADE/RA X Congresso Reglonal
A Federação do PB/Ba|xo A|ente|o, num comun|cado, saúda Jorge Bampa|o pe|a
·|nequ|voca ree|e|ção como Pres|dente da Pepúb||ca·.
No d|str|to de Be|a, sa||enta o PB/Ba|xo A|ente|o no comun|cado, ·a votação ío| express|va
e c|aramente ma|or|tár|a na cand|datura de Jorge Bampa|o, at|ng|ndo ma|s de 62 por
cento dos votos expressos, representando ma|or número de suírág|os que todos os
outros cand|datos e ma|s do tr|p|o dos votos do segundo c|ass|í|cado, Anton|o Abreu,
do POP, que se equ|parou a Ferre|ra do Amara|·.
O PB/Ba|xo A|ente|o saúda a|nda todos os camaradas desta estrutura que deram o seu
esíorço, ·abnegado e des|nteressado·, pe|a cand|datura de Jorge Bampa|o e pe|os
·va|ores democrát|cos· comportados pe|a mesma.
O ex-m|n|stro do Desporto Armando vara teve sábado à no|te, em Bragança, uma
man|íestação de so||dar|edade de ma|s de um m||har de pessoas.
·Perguntava-me, enquanto vos cumpr|mentava, se a|gum daque|es que ma|s cr|t|cava,
a|guma vez, na terra de|es, terão a recepção que eu t|ve·, dec|arou à mu|t|dão, onde
se encontravam po||t|cos e autarcas de todo o d|str|to de Bragança, de d|íerentes
tendenc|as part|dár|as.
·Para quem teve, neste mes e me|o, d|as mu|to d|í|ce|s, chegar à m|nha terra e ver
tantos am|gos e a|go que eu nunca esquecere| e, se a|gumas dúv|das t|nha sobre o
que |a íazer a segu|r, e|as estão desíe|tas·, aí|rmou.
vara va| assum|r, no |n|c|o de Fevere|ro, o mandato de deputado, e|e|to por este
d|str|to, na Assemb|e|a da Pepúb||ca, e d|sse aos |orna||stas ter ·a|guns conv|tes
tentadores·, não espec|í|cando se a sua íutura act|v|dade po||t|ca poderá |r a|em do
Par|amento.
Não cons|derou o |antar de Bragança de desagravo porque d|sse não se sent|r
agravado e sobre a po|em|ca em torno da Fundação reíer|u-se aos ·re|ator|os que
demonstram que o que se passou ío| a|go de kaík|ano·.
Para o ex-m|n|stro, o pape| da Oomun|cação Boc|a| no processo da íundação e
condenáve|.
vara anunc|ou que va| |evar a|guns orgãos de |níormação a Tr|buna|.
·Há |orna|s que abusaram n|t|damente da sua pos|ção e í|zeram acusaçoes que são
tota|mente ía|sas e vão ter que responder por |sso em Tr|buna|·, dec|arou,
cons|derando que ·a|guma co|sa va| ter que mudar em re|ação à Oomun|cação Boc|a|,
des|gnadamente em re|ação aos responsáve|s que determ|nam a sua or|entação·.
Para Armando vara, a dec|são que |evou à cr|ação da Fundação para a Prevenção e
Begurança ·ío| vend|da à Oomun|cação Boc|a| como a|go maqu|ave||co·, o que atr|bu|u
aos ·descontentes·, com a|gumas dec|soes que tomou, e que ·aprove|tam todas as
oportun|dades para pequenas v|nganças·.
·Os portugueses reagem com a|gum no|o em re|ação a tudo o que se passou e as
pessoas devem t|rar as conc|usoes em re|ação a |sso, des|gnadamente a propr|a a
Oomun|cação Boc|a|·, reíer|u.
D|sse a|nda que não va| para a Assemb|e|a da Pepúb||ca à procura de v|ngança.
A transcr|ção de um notáve| art|go do
camarada Már|o Boares, pub||cado no
·D| ár| o de Not| c| as·, | nt| tu| ado ·Ber
portugues·, e um dos mu|tos mot|vos de
|nteresse do número 10 da pub||cação
·Luta Boc|a||sta·, orgão de |níormação a
Becção do PB da Oosta de Oapar|ca.
Peí| ect| ndo a preocupação dos
soc|a||stas da Oosta de Oapar|ca com a
rea||dade |oca|, destaque para um art|go
| nt| tu| ado ·Para quando o ens| no
secundár|o na Oosta de Oapar|ca?·, da
autor|a do camarada J. A. Far|a P|nto.
·A Becção do PB na Oosta de Oapar|ca
retoma, com este número do "Luta
Boc|a||sta", o contacto escr|to com o
cada vez ma|or número de m|||tantes
na íregues|a. Este e apenas um
exemp| o da v| ta| | dade de uma
Becção, que e das ma|s numerosas
e part|c|padas do conce|ho, mas
tambem das ma|s ostrac|zadas
pe|os respect|vos d|r|gentes·, |e-se
no ed|tor|a|.
MORTE
Camarada Áurea Rego
O PB está de |uto. A camarada Aurea Pego uma v|da ded|cada à causa do soc|a||smo
democrát|co - ía|eceu no passado d|a 18 em Londres, onde se encontrava
hosp|ta||zada.
M|||tante exemp|ar, Aurea Pego v|veu em Londres nos anos 60, tendo a| ader|do à
Acção Boc|a||sta Portuguesa em 1970, íormação precursora do Part|do Boc|a||sta.
De regresso a Portuga|, ío| íunc|onár|a do GP/PB na Assemb|e|a da Pepúb||ca, onde
de|xou mu|tos am|gos. A sua s|mpat|a, d|spon|b|||dade e ded|cação ao Part|do
gran|earam-|he adm|ração e respe|to.
Na ú|t|ma reun|ão da Oom|ssão Po||t|ca e da Oom|ssão Nac|ona| ío| prestado um m|nuto
de s||enc|o em sent|da homenagem à m|||tante que ío| íundadora do Part|do Boc|a||sta.
ACÇÃO SOClALlSTA 14 25 JANElPO 2001
NOTAS POLÌTÌCAS
O CONGRESSO DO PS
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
AC7UAL/DADE Anfónlo Brofas
| há a|guns d|as, por puro acaso,
um pequeno texto de Maqu|ave|
de cu| as pa| avras me não
|embro, mas que, no essenc|a|,
d|z|a o segu|nte: ·O0a|oc /azemcs 0m
|eç0|ame||c oe.emcs |e| o|ese||e q0e
aq0e|es q0e c ||ac ao||ca| c /a|ac oa o|c|
ma|e||a.· F|que| a respe|tar Maqu|ave| e a
cons|derá-|o um autor abso|utamente
moderno. A Democrac|a e, no íundo, um
regu|amento baseado em pr|nc|p|os que
cons| deramos essenc| a| s com que
pretendemos íazer íunc| onar as
soc|edades, mas que, hab|tua|mente (sem
surpresa para os |e|tores de Maqu|ave|),
íunc|ona com mu|tas deí|c|enc|as (em
Portuga|, na Europa e em quase todos os
pa|ses do mundo). Para a|terar este estado
de co|sas e necessár|o o contr|buto de
mu|tos, mu|to esíorço e mu|ta |mag|nação.
Oomo será a Democrac|a daqu| a um
secu|o? Oomo consegu|remos aperíe|çoá-
|a e adaptá-|a às vert|g|nosas a|teraçoes do
mundo moderno? A d|í|cu|dade está em
que, para íazermos íunc|onar bem a
Democrac|a, so podemos contar com a
propr|a Democrac|a.
O Oongresso do PB ío| marcado para o í|na|
de Março.
Num momento em que os hab| tua| s
comentadores da v|da po||t|ca nac|ona| se
começam a debruçar sobre o que |á se |rá
passar em termos de ponderação de
íorças entre ·guterr|stas·, ·sampa|stas· e
·soar|stas·, penso que o prob|ema que
verdade|ramente |nteressa e outro: e o de
saber se o PB, no prox|mo Oongresso, ou
na|gum outro a segu|r, será capaz de dar
passos, por pequenos que se|am, no
sent|do do aperíe|çoar a sua democrac|a
|nterna e de me|horar a sua capac|dade
para governar o pa|s. Be o consegu|r, o PB
dará um verdade|ro contr|buto para a
Democrac|a portuguesa. lníe||zmente,
nestas mater|as, os m|||tantes í|cam quase
sempre coní|nados a uma pos|ção de
d|stantes espectadores com poucas
poss|b|||dades de |nteríer|r. De qua|quer
modo, há um sent|r dos m|||tantes do PB a
que a lmprensa pouco se reíere. Por |sso
me perm|to transcrever a segu|r a|guns
íragmentos de uma moção que escrev|, em
1990, para o lX Oongresso do PB.
·O pape| do Part|do Boc|a||sta neste í|m do
secu|o e o de assegurar ao Povo Portugues
um desenvo|v|mento que |he perm|ta,
s|mu|taneamente, at|ng|r n|ve|s econom|cos
europeus e manter uma |dent|dade e
caracter|st|cas cu|tura|s propr|as, não
d|sso|v|das nem co|ocadas numa s|tuação
de suba| tern| dade no processo de
|ntegração na OEE.·
·Ao o| har o Portuga| de ho|e, sob a
democrac|a íorma| em que v|vemos e
parece assegurada, vemos: o aíastamento
crescente das c| asses soc| a| s com
extremos de uma ostentação |ndecorosa
de r|queza e uma m|ser|a a |nved|r as ruas,
a |nsegurança das c|asses med|as, o
aumento de uma corrupção íac|||tada pe|a
ausenc|a do contro|e, sobre a or|gem dos
cap|ta|s, uma |ust|ça í|ác|da para as
grandes bur| as, mas que aperta as
pena||zaçoes e o contro|e, dos pequenos
de||tos, as constantes cr|t|cas ao pape| das
Forças Armadas a oíuscar o aumento do
poder das po||c|as, uma estrat|í|cação das
cheí|as na adm|n|stração púb||ca e nas
empresas, a ouv|r cada vez menos a
op|n|ão dos traba|hadores e a suportar
cada vez menos os comentár|os e as
cr|t|cas, o rece|o de ía|ar e de tomar
pos|çoes a crescer deba|xo para c|ma na
adm|n|stração púb||ca e nas empresas, um
s|stema educat|vo a aprox|mar-se das ra|as
do absurdo, nunca ana||sado em con|unto,
cada vez ma|s e||t|sta, mas cr|t|cado quase
sempre ao n|ve| do oportun|smo e da
demagog|a, um de|ap|dar de grande parte
das verbas da OEE dest| nadas à
modern|zação do Pa|s, sobretudo as
dest|nadas à íormação, a concentração
dos me|os de |níormação em grupos cada
vez ma|s poderosos, a pub||c|dade ou a
ía|ta de|a a ser cada vez ma|s dec|s|va
na v|ab|||dade da |mprensa de op|n|ão, um
urban|smo caot|co a íavorecer as grandes
especu|açoes de terrenos e a degradar a
pa| sagem, o recuo da deíesa dos
|nteresses co|ect|vos íace aos pr|vados.
A c|asse po||t|ca, demas|ado estáve|, no
topo a entrar írancamente no grupo dos
pr|v||eg|ados, o|ha pouco para estas co|sas,
mesmo a do PB.·
O|hemos para o |nter|or do PB. que
vemos nos?
.a /a||a oe oeoa|e oe |oe|as,.a .|oa
oa|||oa||a ||m||aoa a 0ma cc|ceoçac
c|ça||za||.a e o0|cc|a||ca,.. c |sc|ame||c
e|||e as secções ., a s0|o|esa ocs |c.cs
m||||a||es oc| |ac e|cc|||a|em .|oa oc||||ca
|c |||e||c| oc oa|||oc ., a /a||a oe o|a|cçc
e|||e as c0o0| as e as oases.,. c
oesao|c.e| |a| oas q0a| | oaoes e oas
o|soc||o|||oaoes oe m0||cs,. a escc||a ocs
|eo|ese||a||es oc oa|||oc |a es||||a oase
oa aoesac a ç|0ocs oe ocoe|, . a oco|eza
oa |mo|e|sa oc oa|||oc, .c çao||e|e oe
es|0ocs a |ac |e|e| s0çes|ões e a |ç|c|a|
co|||ões o|.e|çe||es.-
A Democrac| a íunc| ona com mu| tos
deíe|tos no |nter|or do PB e de todos os
outros part|dos do mundo. No íundo, e um
regu|amento, bas|camente correcto, mas
que cont|nuadamente temos de procurar
me|horar para consegu|r que íunc|one bem,
mesmo quando aque|es que por e|e são
responsáve|s o usam da p|or mane|ra. Num
Oongresso como o do PB, o |mportante e
saber se a| gumas me| hor| as para o
íunc|onamento da Democrac|a serão
consegu|das.
ENCRUZlLHADA AUTÁRQUlCA
CAND/DA7O$ José Plnfo da Sllva
uem se |nteresse, nem que so
um pouco, por estas co|sas das
po||t|cas part|dár|as na área do
d|str|to de Ave|ro, não pode
de|xar de parar e pensar que o PB e bem
capaz de estar numa s|tuação menos
coníortáve|. Nas ú|t|mas e|e|çoes sete
Oâmaras í|caram com pres|denc|a soc|a||sta
no d|str|to, mas o|hando-se ír|amente para
o panorama po||t|co d|str|ta|, com o
cond|mento um pouco amargo da s|tuação
actua| do Governo e do seu part|do suporte,
íác|| e constatar que ta|vez se|a mu|to d|í|c||
manter o ·score· e bem p|or me|horá-|o. Em
1997 o Governo de Anton|o Guterres estava
nem p|co de popu|ar|dade. E agora está um
bocado por ba|xo.
Fa|a-se que, em Ave|ro (conce|ho), va|
íunc|onar a AD na tentat|va de roubar a
Oâmara. Mesmo com o prest|g|o pessoa|
de A|berto Bouto e ornado com o bom
desempenho neste mandato, há quem ache
ser d|í|c|| aguentar-se no cade|rão mun|c|pa|.
O mesmo ocorrerá, d|z-se, em Estarre|a,
pe|o que v|ad|m|ro B||va deverá ter a cade|ra
em r|sco. Be, mesmo ass|m, consegu|r
vencer poderá tornar-se no parad|gma da
|ní|uenc|a pe|o bom traba|ho. Em Bever do
vouga, ía|a-se que o Boares poderá ceder
a sua |ndependenc|a a outra parce|ra. Be
ass|m íor, o PB terá seguras so as Oâmaras
de Esp|nho, Ovar e Mea|hada.
Ürge |utar contra ta| h|potese, pe|o que para
a|em de se esperar que o Governo e o PB
|nvertam, em 2001, o sent|mento de a|gum
desagrado no mundo e|e|tor, os m|||tantes
ma|s prest|g|ados terão que se mostrar
d|spon|ve|s para correr r|scos,
cand|datando-se onde possam enírentar os
poderes |nsta|ados. E há sugestoes que
podem co|her. Para as grande bata|has, os
me|hores genera|s, d|r|a Oonstânc|o.
Para Oaste| o de Pa| va haver| a um
cand| dato, d| r| amos, natura| e que,
d| spon| b| | | zando-se, | r| a recuperar a
Oâmara. Para a Fe|ra ex|ste í|gura po||t|ca
e part|dar|amente preponderante, com íorte
prest|g|o autárqu|co por obra íe|ta nos
mandatos anter|ores e que, se d|spon|ve|
para assum|r a|gum r|sco, ate poder|a
desa|o|ar o d|nossauro do PBD. Haver|a
uma troca do cert|ss|mo pe|o |ncerto, mas,
sabe-se |á, poss|ve|. Para Anad|a poder|a
ser |ançado um ex-pres|dente de Oâmara,
tambem prest|g|ado por obra íe|ta e
po||t|camente enra|zado na zona. Oonhece
mu|to bem Anad|a por |á ter traba|hado
durante anos. Para B. João da Made|ra ter|a
que ser ped|do o ·sacr|í|c|o· ao m|||tante
ma| s prest| g| ado da área. O seu
pos|c|onamento actua| ser|a uma ma|s-va||a
cons|deráve|. Berão med|das de r|sco, mas
que os m|||tantes com responsab|||dades
dever|am assum|r. Porque para combates
íáce|s há |otes de cand|datos. É íe|ta
reíerenc|a a estes quatro mun|c|p|os, mas
outros haverá onde a|gum m|||tante (ou
|ndependente ||ustre) possa ser |ncent|vado
a protagon|zar a |uta. E para o combate em
Ave|ro e Estarre|a (e tambem noutros de
s|tuação ma|s renh|da) ex|g|r aos d|r|gentes
nac|ona|s empenho |gua| ao devotado à
e|e|ção |nterca|ar em B. Pedro do Bu|. É
prec|so que o part|do não tenha razão para
se v|r a que|xar de que ía|tam genera|s para
as bata|has ma|s duras.
Q
L
25 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 15
CULTURA & DESPORTO
SUGESTÄO
POEMA DA SEMANA
Selecção de Carlos Carranca
QUE SE PASSA Mary Rodrigues
Nunca mais
Nunca ma|s
Oam|nharás nos cam|nhos natura|s.
Nunca ma|s te poderás sent|r
lnvu|neráve|, rea| e densa
Para sempre está perd|do
O que ma|s do que tudo procuraste
A p|en|tude de cada presença.
E será sempre o mesmo sonho,
a mesma ausenc|a.
Soµhla de Mello Breyner
Andresen
ln ·|ces|a |-
Porto 2001:
segunda semana
A estre|a da pr|me|ra produção teatra| e o
aguardado concerto d|r|g|do por P|erre
Bou|ez marcam a agenda da segunda
semana pos-|nauguração do Porto 2001
Oap|ta| Europe|a da Ou|tura, que terá
a|nda c|nco d|as do me|hor c|nema de
an|mação.
Ass|m, o pr|me|ro espectácu|o teatra| do
Porto 2001, ·A Pr|ncesa Ma|ene·, de
Maur|ce Maeter||nck, va| ser estreado,
ho|e, no Teatro He|ena Bá e Oosta, onde
se manterá em cena ate 5 de Fevere|ro.
Esta peça, encenada por P|erre vo|tz, e
s|mu|taneamente a pr|me|ra produção do
Núc|eo de Or|ação Teatra| da Esco|a
Buper|or de Mús|ca e Artes do
Espectácu|o.
Destaque-se |gua|mente a estre|a, no
Porto, do maestro P|erre Bou|ez, à írente
do seu Ensemb|e lntercontempora|n, que
promete br|ndar um dos momentos ma|s
marcantes da programação mus|ca| da
Oap|ta| Europe|a da Ou|tura.
·P|errot Luna|re, Opus 21·, de
Bchoenberg, ·Deux Portra|ts, Opus 5· e
·O Mandar|m Marav||hoso, Opus 19·, de
Be|a Bartok, são as peças a |nterpretar,
num concerto que terá como soprano
Ohr|st|ne Bchäíer.
Os aprec|adores de c|nema de an|mação
terão a oportun|dade, ta|vez ún|ca, de
v|s|onar ma|s de 40 í||mes dos íamosos
estúd|os br|tân|cos Aardman, produtores
de ·A Fuga das Ga||nhas·, com sessoes
d|ár|as de segunda a sexta-íe|ra, no Teatro
P|vo||.
Fado em AIbufeira
O Aud|tor|o Mun|c|pa| abre as portas no d|a
27, às 21 e 30, para recordar a ma|or d|va
do íado portugues. Trata-se do espectácu|o
·Pecordar Amá||a·, a cargo do Qu|nteto
Lus|tân|a.
VeIharias em Coimbra
Oomo hab|tua|mente, a Praça ve|ha será o
|oca| esco|h|do para a rea||zação da
trad|c|ona| Fe|ra das ve|har|as, este sábado,
d|a 27, entre as 9 e as 19 horas.
Lendas em Espinho
The Mag|c P|atters actuam no sábado, d|a
27, num espectácu|o que promete íazer
rev|ver o esp|r|to, o sent|mento e o som
daque|e que e cons|derado o ma|s |endár|o
grupo voca| amer|cano.
E||a Woods, Don McOo||um, Joey Pob|son
e Jarre|| Lamar |nterpretarão os temas ·On|y
You·, ·Pock Around the O|ock·, ·The Great
Pretender· e ·The Mag|c Touch·, entre
outros sucessos.
No pa|co do Oas|no de Esp|nho os P|atters
apresentarão uma oe|/c|ma|ce que a||a o
romant|smo e a nosta|g|a às modernas
tecno|og|as.
Natação em Faro
Está programado para o prox|mo sábado
um torne|o de ve|oc|dade em natação. A
compet|ção, que contará com a presença
de cem nadadores de vár|as equ|pas do
Bu| do Pa|s, será d|sputada pe|as 13 e 45
do d|a 27 e a part|r das 8 e 30 do d|a 28,
nas p|sc|nas mun|c|pa|s.
·Autoretratos Po|aro|ds· e o t|tu|o da
mostra íotográí|ca de Mar|a Jose Pa||a, que
estará patente ao púb||co, a part|r do d|a
27 e ate 28 de Fevere|ro, na Ga|er|a Trem.
A sessão |naugura| decorre este sábado,
às 18 horas, com a presença da art|sta.
Artesanato
em Ferreira do AIentejo
De segunda a sexta-íe|ra, entre as 14 e as
17 e 30, poderá v|s|tar, ate 15 de Fevere|ro,
a expos|ção de artesanato de Joaqu|m
A|bano Gonça|ves, na Ga|er|a de Arte
Oape|a de Banto Anton|o.
Cinema em Guimarães
O í||me ass|nado por T|m Poth, ·Zona de
Guerra·, será ex|b|do, no Aud|tor|o da
Ün|vers|dade do M|nho, às 21 e 45 de ho|e.
A part|r de amanhã e ate ao í|m deste mes,
o O|nema Bão Mamede sugere-|he que
ass|sta à pro|ecção da pe||cu|a ·Proteg|do·.
Este sábado, às 21 e 30, a Orquestra de
Bopros da Academ|a de Mús|ca va|ent|m
More|ra de Bá dará um concerto na lgre|a
da M|ser|cord|a.
Livro em Lisboa
A expos|ção íotográí|ca do m|t|co Pa|| Par|s/
Dakar, da autor|a de Pedro B||va, abr|rá ao
púb| | co, ho| e, pe| as 19 horas, nas
|nsta|açoes da De|egação Peg|ona| de
L|sboa do lPJ.
A apresentação da obra poet|ca ·Dese|os
de Ber·, de Oarmen D'Assa Oaste|-Branco,
decorre no d|a 28 (dom|ngo), pe|as 16 e
30, na B|b||oteca Mun|c|pa| Oamoes.
A coordenação da sessão e breve reí|exão
sobre a obra estará a cargo de Ange|o
Podr|gues (Ed. M|nerva) e a apresentação
do ||vro e autora será íe|ta por Mar|a do
Posár|o Oacho|as.
Üm breve rec|ta| poet|co de Nuno Oa|de|ra
e uma oe|/c|ma|ce mus|ca| (p|ano) de
Franc|sca D'Assa Oaste|-Branco são
a| gumas das sugestoes para este
momento cu|tura|.
Comédia na Lousã
·Bedutora End| abrada· e o t| tu| o da
d|vert|da pe||cu|a, com Brendan Fraser e
E||zabeth Hur|ey, que poderá ver amanhã,
no O|ne-Teatro, a part|r das 21 e 30.
Conferência
em Macedo de CavaIeiros
Amanhã, pe|as 21 e 30, rea||za-se a
coníerenc|a ·Or|gens do Or|st|an|smo·, um
evento |ntegrado no O|c|o de Ooníerenc|as
·2000 Anos do Or|st|an|smo·, a decorrer no
Aud|tor|o do lnst|tuto Buper|or P|aget.
FiIme em Paredes de Coura
Nas sa|as de c|nema do conce|ho poderá
ass|st|r à ex|b|ção do í||me ·Entre as
Pernas·, rea||zado por Manue| Gomez
Pere|ra e com v|ctor|a Abr||, Jav|er Bardem,
Oarme|o Gomez, Juan D|ego e Berg| Lopez
nos pape|s pr|nc|pa|s.
A pro|ecção está agendada para sábado
(27), às 21 e 30, e para dom|ngo (28), às15
horas e às 21 e 30.
Pintura em Sintra
A expos|ção co|ect|va de p|ntura de
deí|c|entes aud|t|vos, |nt|tu|ada ·Mãos que
ía|am, mãos que cr|am·, será |naugurada
sábado, d|a 27, às 15 horas, na Ga|er|a
Mun|c|pa| do Museu Peg|ona| de B|ntra.
Nesta mostra estarão em ex|b|ção, ate ao
d|a 21 de Fevere|ro, obras de Penato
Pere|ra, Mar|a L|na Ambros|o Bousa, A|íredo
Ferraz e Margar|da Boares Duque
Dança em Viana do CasteIo
A Oompanh| a de Dança O| ga Por| z
apresenta, em estre|a mund|a|, nos d|as 26
e 27, no Teatro Mun|c|pa| Bá de M|randa, o
seu novo espectácu|o |nt|tu|ado ·Ood|go
MD8·.
·Ood|go MD8· e um espectácu|o sobre
c|nco |nterpretes, or|undos de áreas
proí|ss|ona|s d|versas, como a dança, o
teatro e o canto que part||ham as suas
v|venc|as, conírontam exper|enc|as e são
cúmp||ces nas preocupaçoes de uma
epoca p|ena de coní||tos, contrad|çoes e
|nseguranças.
Teatro
em ViIa ReaI de Santo António
A Oompanh| a de Teatro do Oh| ado
apresenta amanhã a peça ·As obras
comp|etas de W||||am Bhakespeare em 97
m|nutos·.
Trata-se de uma produção do grupo cen|co
||sboeta que, em pouco ma|s de hora e
me|a, dá a conhecer ao púb||co uma versão
vert|g|nosa e ace|erada de todas as 37
obras do dramaturgo |ng|es.
Oom apresentação marcada para o Oentro
Ou| tura| Anton| o A| e| xo, a peça tem
encenação de Juvena| Garces.
Ainda Gomez – direcção artística Ainda Gomez – direcção artística
27 a 31 de Janeiro º 21h30
Grande Auditório º Centro Cu|tura| de Be|ém
ACÇÃO SOClALlSTA 16 25 JANElPO 2001
OPÌNÌÄO DlXlT
Ficha Técnica
Acção Socia|ista
Órgão Oí|c|a| do Part|do Boc|a||sta
Propr|edade do Part|do Boc|a||sta
D|rector
Fernando de Sousa
Pedacção
J.C. Caste|o Branco
Mary Rodrigues
Oo|aboração
Rui Perdigão
Becretar|ado
Sandra An[os
Pag|nação e|ectron|ca
Francisco Sandova|
Ed|ção e|ectron|ca
Joaquim Soares
José Raimundo
Francisco Sandova|
Redacção
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Administração e Expedição
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Toda a co|aboração deve ser enviada para o
endereço referido
Depos|to |ega| N` 21339/88, lBBN: 0871-102X
Ìmpressão M|rande|a, Artes Gráí|cas BA
Pua Podr|gues Far|a 103, 1300-501 L|sboa
Distribuição vasp, Boc|edade de Transportes e
D|str|bu|çoes, Lda., Oomp|exo OPEL, Be|a v|sta,
Pua Táscoa 4`, Massamá, 2745 Que|uz
ÚL7/MA COLUNA JOel Hasse Ferrelra
1.
·A po||t|ca do Governo e manter a
PTP no sector púb||co·
Gullherme d'Ollvelra Marflns
|0o||cc, 22 oe Ja|e||c
·Bomos (EÜA) o ún|co pa|s
|ndustr|a||zado e democrata do mundo
a não ter um programa de ass|stenc|a
nac|ona| de saúde, quando temos os
me|hores med|cos e os me|hores
hosp|ta|s. Não há descu|pa·
George McGovern (e·-se|aoc|
oemcc|a|a;
D|a||c oe Nc||c|as, 23 oe Ja|e||c
·O modo como (O||nton) conduz|u a
econom|a, sem recessão durante
o|to anos, sem queda da Bo|sa, sem
desemprego, sem |ní|ação, e uma
grande conqu|sta·
ldem, lbldem
·Temos consc|enc|a dos erros e
temos comet|do mu|tos, a|guns
desnecessár|os mas tambem
sabemos que somos capazes de os
u|trapassar e de íazer me|hor·
Jorge Coelho
F·o|essc, 20 oe Ja|e||c
·Bempre deíend| que o PB tem mu|to
ma|s ||gaçoes à esquerda do que à
d|re|ta e tenho pugnado para que
|sso possa ser uma so|ução de
íuturo na governação do Pa|s. Mas a
evo|ução do POP d|í|cu|ta esse
entend|mento·
ldem, lbldem
·As nossas te|ev|soes b|g
brother|zam e acorrentam os ma|s
íracos, contam|nando os ma|s íortes·
Carlos Carranca
|a|ac|c Ga|.e|as, o|a '7 oe Ja|e||c
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
1.650$
2.400$
4.600$
5.500$
8.500$
3.250$
4.600$
9.100$
10.800$
16.600$
6 MEBEB 26 NÚMEROS 12 MEBEB 52 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
500$
700$
1.300$
1.500$
2.300$
800$
1.200$
2.400$
2.900$
4.400$
6 MEBEB 2 NÚMEROS 12 MEBEB 4 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados.
Por íavor remeter
este cupão para:
Portuga| Boc|a||sta
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Por íavor remeter
este cupão para:
Acção Boc|a||sta
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Quero ser ass|nante do Portuga|
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Quero renovar a ass|natura
Oheque va|e de corre|o
6 meses 12 meses
va|or $
Quero ser ass|nante do Acção
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Quero renovar a ass|natura
Oheque va|e de corre|o
6 meses 12 meses
va|or $
BUSH E DESPESA PÚBLlCA
e|e|ção de George W. Bush
s|gn|í|ca a abertura de um
novo c|c|o na h|stor|a po||t|ca
e econom|ca dos EÜA. Mas
um c| c| o que d| í | c| | ment e ser á
pos|t|vo. As grandes promessas de
desc|das de |mpostos, se|a qua| íor
o grau em que se|am cumpr|das,
pre|ud|carão a concret|zação dos
Pr ogr amas nor t e-amer | canos
soc|a|s, de saúde e de educação,
nos EÜA e no Mundo. O anúnc|o
íe|to no pr|me|ro d|a de mandato e
períe|tamente c|aro e |dent|í|cador de
uma po||t|ca que sat|síaça as d|re|tas
repub| | cano-conservadoras. Os
esquerd|stas que soírem de para|axe
po||t|ca começarão a entender que
t ambem na act ua| pot enc| a
hegemon| ca ( ou | | der ant e) há
mat|zes e ate c||vagens soc|a|s e
po||t|cas.
2.- Poderão tambem essas desc|das
de | mpostos, con|ugadas com o
reíorçado (pos-e| e| tora| mente)
anúnc|o de aumento das despesas
m|||tares, contr|bu|r para |nverter o
g|gantesco esíorço da Adm|n|stração
O||nton no sent|do da desc|da do
deí|ce norte-amer|cano.
T|vesse a Ün|ão Europe|a uma po||t|ca
econom|ca ma|s coordenada, ou se|a
uma ma|s adequada coordenação de
po||t|cas econom|cas e ex|st|r|am
cond|çoes para se t|rar g|oba|mente
part|do (para a Europa, e ate para
outras reg| oes do mundo) das
írag|||dades econom|cas e soc|a|s da
nova po||t|ca conservadora norte-
amer|cana. O que não aíectará as
necess| dades de um bom
re|ac|onamento com os EÜA mas
ev|denc|ará com ma|s c|areza as
d|íerenças do mode|o soc|a| europeu,
nas suas d|íerentes ap||caçoes.
3.- Entretanto, em Portuga| , e
nomeada uma estrutura composta por
mu|to competentes persona||dades,
representando um |eque adequado e
p|ura||sta, em termos de exper|enc|a
proí|ss|ona|, soc|a| e po||t|ca, para
tratar de questoes re|at|vas ao contro|o
da despesa púb||ca.
A con| ugação das med| das de
contro|o da despesa púb||ca com a
actuação no sent|do de modern|zar a
Adm|n|stração Púb||ca, reduz|ndo
estrutura|mente a|gumas despesas
correntes (sem a bruta||dade que
pretend| a a| guma d| re| ta
conservadora), poderá a| udar a
concret|zar o ob|ect|vo de, em quatro
anos, se at| ng| r em Portuga| , a
anu|ação do deí|ce orçamenta| e das
contas púb||cas.