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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE DISCIPLINA: FILOSOFIA DO DIREITO - 3º SEMESTRE Prof.

ª : ANA PAULA ALUNO: DILMAN DAMASCENA DOS SANTOS

RESUMO DA RESENHA Rousseau, J.J.DISCURSO SOBRE A DESIGUALDADE ENTRE OS HOMENS ELABORADA POR Ana Paula.

O Texto inicia com informações sobre o nascimento e morte do autor, o ano de publicação da obra em questão e um breve comentário sobre o quê para o autor seria o modelo para um Governo perfeito, descrevendo que para governar uma sociedade todos teriam responsabilidades e que ninguém seria obrigado a assumir a função de outrem, e que a república de Genebra seria esse modelo. Ele apresenta sua visão sobre a evolução das produções quando o homem com sua capacidade de perfectibilidade teve como consequência a civilização. Segundo o texto Rousseau diz que a faculdade de se aperfeiçoar distingue o homem dos animais e convida o leitor a pensar no grau de perfectibilidade que sofreu a palavra, a língua. A primeira língua universal foi o grito da natureza com gestos e inflexão de voz usados quando as ideias se multiplicaram. Os gestos davam conta de expressar objetos e situações do momento e a partir dessa necessidade surgiu o uso da palavra. Através do instinto o homem encontra tudo o que é necessário para viver e natureza, sem relações morais ou deveres, Rousseau apresenta a Moral e a Linguagem como produto social. A piedade ocupa o lugar das leis no Estado Natural, Rousseau também crítica o Antigo Regime dizendo que as nações enquanto suas capitais vivem na opulência, seus campos ficam desertos e o regime não consegue sustentar a todos. Se por um lado a nação enriquece, por outro se enfraquece e se despovoa se tornando presa de nações pobres que depois de enriquecerem tem o mesmo destino, ou seja, se enfraquecem e depois elas próprias são invadidas e destruídas por outras. No texto para Rousseau o homem é naturalmente bom e o progresso e os conhecimentos adquiridos por ele é quê o colocaram num estado de depravação, nele os homens são levados a se odiar à medida que seus interesses se cruzam. Para o autor há dois tipos de desigualdades: Natural ou Físico e Moral ou Político, uma refere-se a natureza e consiste na diferença das idades, saúde, formas do corpo e qualidades do espírito e da alma, e a outra depende de convenções autorizadas pelos homens e consiste nos privilégios que uns gozam em prejuízos de outros. No Estado Natural o homem não idealizava o progresso, nem havia a necessidade de inovações e mudanças e para o autor esse Estado “não mais existe, talvez nunca existiu e nem existirá”. Para ele o conhecimento produz desigualdades e que o mesmo beneficia a poucos pessoas. O texto é concluído afirmando que a desigualdade no Estado de natureza é nula e nos convida a interrogar sobre as verdadeiras causas das diferenças.