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Bernardo de Hoyos

Bernardo de Hoyos

Alexandre Martins, cm.

Alexandre Martins, cm.

Bernardo de Hoyos
um Congregado mariano enamorado do Sagrado Coração

São Gonçalo 2009

do mesmo autor: Perguntas a um Congregado Palavra do Assistente Apologeticando - a defesa da Fé Marianinhos - A seção de Menores das CCMM O Ano Paulino nas CCMM

Por que “cm” após o nome de um Congregado?

A abreviatura de “Congregado mariano” pelas letras “cm” é de uso antigo nas Congregações Marianas. Seu primeiro uso teria sido pelo Imperador Francisco II de Áustria que, após sua entrada na Congregação Mariana de Viena, ao assinar seus documentos, usava-as após seu nome (conf. pe. Villaret, SJ). Outro Congregado famoso foi o poeta espanhol Blas de Otero, que assinou muitas poesias suas com “Blas de Otero, C.M.”. Acreditamos que o uso das letras em minúscula possa diferenciar dos padres da Congregação da Missão, que usam em maiúscula.

Copyright 2009 © Alexandre Martins Correção ortográfica: profa. Bruna da Silva Tavares Capas e diagramaçào: do autor O registro de direito das fotos bem como de ilustrações desta publicação é de domínio público. Pedido de exemplares: rua Nilo Peçanha, 110 / 1101, São Gonçalo, RJ, CEP 24445360, ou pelo correio eletrônico livrosmarianos@gmail.com com o assunto “pedido de livro - Bernardo”.

Introdução
A vida do jovem Congregado mariano Bernardo de Hoyos é digna de nota em nosso século XXI. Este jesuíta do século XVIII tem muito a dizer. Suas visões místicas e sua profunda piedade nos ensinam que uma vida pode ser bem vivida mesmo que brevemente, e que os bons exemplos, aliados a palavras fortes e puras podem permanecer pelos séculos. Tanto é assim que o vigor de sua vida permaneceu por 300 anos até ser coroada pela canonização recente pelo Santo Padre Bento XVI. Bernardo de Hoyos ultrapassou igualmente santos sacerdotes de sua época e mesmo a outros posteriores, como o Beato José de Anchieta. Isso prova que sua vida é exemplo para todos nós e que sua canonização não se deveu a possível movimentação de devoção popular, mas foi estudo de séculos. Para as Congregações Marianas, a figura de Bernardo é importante, pois é um santo que fez sua Consagração Perpétua à Virgem Maria na Congregação Mariana do Colégio Jesuíta de Valladolid, Espanha. E ainda seguiu os passos de outro grande Congregado

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mariano, São Luiz Maria Grignion de Montfort, na sua escravidão marial. Se isso não fosse o bastante, Bernardo propagou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, também seguindo as pegadas de outros dois Congregados marianos: Santa Margarida Maria Alacoque e São Cláudio de La Colombiére. Parece a nossos olhos que uma “conspiração mariana” - uma santa conspiração de Congregados marianos - fazia com que esta devoção ao Coração de Jesus fosse disseminada por toda a Cristandade para que se tornasse o canal de salvação para tantas almas e beneplácito de tantas outras. A vida de Bernardo é doce e pura. Ao ler alguns pontos, não parei mais de pesquisar sobre este jovem jesuíta e seu amor ao Sagrado Coração de Jesus. O que seria um artigo sobre mais um Congregado canonizado originou este volume. Confesso que o estudo de sua vida tornou-se para mim o saudável substituto da minha diária Leitura Espiritual de Congregado. Este pequeno livro é um resumo de sua vida, curto como ela o foi, mas procura dar a conhecer um pouco de sua obra para que seja divulgada entre os Congregados marianos do Brasil. In Corde Iesu* o autor

* - no Coração de Jesus.

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Estandarte da Congregação Mariana de Nsa.Sra. do Rosário, Cleveland, Ohio, EUA - As CCMM do tempo de Bernardo de Hoyos usavam este tipo de estandarte nas Procissões.

s. Bernardo de Claraval

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ernardo de Hoyos é considerado o principal divulgador da devoção ao Sagrado Coração de Jesus na Espanha e, também, um místico extraordinário. Seu pai chamava-se Don Manuel de Hoyos, nascido em Toro (Zamora), se bem que provinha de Campóo, chamada então de Montanha de Castella ou de Burgos, ou ainda Hoyos, daí seu nome canônico. Sua mãe era D. Francisca de Seña y Fuica, nascida em Medina del Campo, em 1693. Foi batizada na igreja Colegiata de San Antolín, sendo sua linhagem da região da Cantábria. Seu avô materno, D. Francisco Antonio de Seña, chegou a Medina, buscando a proteção de um seu irmão, cônego da igreja da Colegiata. Teve uma menina de uma relação com Ana de Castro, que seria batizada com o nome de Francisca: a mãe de Bernardo. Falecida Ana, Francisco se casaria com Tomasa Pérez e foram viver em Torrelobatón. Com Tomasa, Francisco teve duas filhas: Teresa María e María Asunta, meio irmãs da mãe de Bernardo.

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são Francisco Xavier

Nasceu Bernardo em Torrelobatón, em 21 de agosto de 1711, no dia seguinte à memória de São Bernardo de Claraval - não por coincidência um dos que mais amaram a Mãe de Deus, chamado de “o cantor da Virgem” e autor da oração “Lembrai-vos”. Pela proximidade da festa, os pais do nosso Bernardo lhe deram este nome. Mas também tem seu segundo nome de Francisco, por sugestão do Pároco da igreja de Santa Maria de Torrelobatón, onde foi batizado, pondo o menino sob a proteção de São Francisco Xavier. No local havia uma tela com a imagem do santo jesuíta que despertava grande devoção dos fiéis. D. Francisco não administrava seus bens e sempre se endividava. Bernardo sofreria muito com sua conduta. O neto convenceu o seu avô que fizesse os Exercícios Espirituais no Noviciado de Villagarcía com o padre Calatayud - o missionário popular mais importante que a Companhia de Jesus teve no século XVIII.

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Aos 9 anos de idade, Bernardo recebeu o sacramento da Confirmação em Torrelobatón, conforme costume da época. Tomás, seu tio paterno, notário e agente financeiro da Corte, influenciou para que Bernardo fosse estudar em Villagarcía. Mais tarde será eleito tutor in solidum de Bernardo e de sua irmã pelo testamento de D. Manuel, juntamente com D. Francisca. Estando em Medina del Campo, Bernardo renunciou a todos os seus bens em favor de sua irmã Maria Teresa, então com seis anos. Pouco tempo depois, segundo costume do tempo, Maria Teresa se casou com o notário D. Jacinto abril. Seu pai faleceu aos 25 de abril de 1725, quando Bernardo estava cursando Retórica, com treze anos. Ele vai ao povoado assistir ao funeral, na mesma igreja onde ele recebeu os sacramentos. Sua mãe e seu tio Tomás ficaram como tutores seus e de sua irmãzinha Teresa. Numa parte do testamento de D. Manuel de Hoyos lê-se:”...a meus filhos recomendo que sejam tementes a Deus e da própria consciência, trabalhando e procedendo segundo suas obrigações, porque assim merecerão o maior alívio e, sobretudo, o agrado da misericórdia de sua Majestade que lhes guiará e lhes iluminará para seu santo serviço e para permanecer nele até sua morte, guardando obediência, respeito e veneração a sua mãe, avô, tio, e todas as outras pessoas, a fim de que consigam nesta vida o afeto de todos e na outra o descanso eterno”. Sobre sua mãe, D. Francisca, lemos: “D. Francisca criou Bernardo com especial esmero e cuidado, dizendo algumas vezes que teria gravíssimo escrúpulo do menor descuido, porque se perdesse aquele filho, lhe diria o Céu que perdia um grande Santo”. (“Vida”, livro 1, cap. 1)

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Cronologia de Bernardo
21 de Agosto de 1711 - Nasce em Torrelobatón (Valladolid); é batizado em 5 de setembro de 1711. 1721 - Estuda no Colégio Jesuíta de Medina del Campo. 1722-1728 - Estuda no Colégio Jesuíta de Villagarcía de Campos (Valladolid). Bernardo pede ingresso na Companhia de Jesus. Seu pai falece (25/4/1725). Admitido na Companhia, graças à recomendação do padre Félix de Vargas, em 11 de Julho de 1726 (com 15 anos incompletos). 1728-1731 - Estuda filosofia em Medina del Campo. Tribulações espirituais. São examinadas suas aptidões e seu espírito, sendo aprovado. Em maio de 1730 falece sua mãe. Em setembro de 1731 muda-se para o Colégio de São Ambrosio de Valladolid para estudar teologia. 1733 - Conhece Bernardo pela primeira vez o Culto ao Coração de Jesus. Tem favores celestiais. 14 de maio de 1733 - Recebe a Grande Promessa do Coração de Jesus. Começa a propaganda e extensão desta devoção. 2 de janeiro de 1735 - É ordenado sacerdote. Celebra sua primeira missa em 6 de janeiro. Em junho, organiza com sucesso a primeira novena pública ao Coração de Jesus na Espanha, na capela chamada hoje de capela da Congregação do Centro de Espiritualidade do Coração de Jesus. 29 de novembro de 1735 - vem a falecer com a idade de 24 anos, 3 meses e 9 dias.

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No Colégio
Bernardo era um estudante colegial com destaque em três coisas: era baixinho, piedoso e vivaz. Bernardo de Hoyos como estudante, “era muito pontual às confissões e comunhões que os estudantes de nossas aulas de Gramática praticavam todos os meses, e recebia com muita docilidade os bons conselhos de seus mestres, quando exortavam a seus discípulos à devoção a Maria Santíssima, Nossa Senhora, à frequência aos Sacramentos, a evitar toda a culpa, ainda que venial, e aos demais exercícios de virtude que inspiram os mestres a seus discípulos ao mesmo tempo que se lhes ensinam as letras” (“Vida”, livro 1, cap. 1) Por viverem em pousadas, fora dos muros da escola, os estudantes participavam também da vida do povo. Bernardo visitaria algumas vez suas três paróquias: de São Pedro, San Boal (São Brás) e a do Salvador, sempre acompanhado de seus amigos. Mas a preferida do menino Bernardo era a famosa Colegiata, a igreja do Colégio. Era onde os alunos tinham a sua Missa diária, às sete da manhã. Seu altar com o magnífico retábulo de alabastro, ladeado pelas lápides dos fundadores. É um retábulo desenhado por Juan de Herrera, o mesmo que construiu o Palácio do Escorial, onde mostra

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os mistérios do Rosário. Ele é uma recordação da Batalha de Lepanto. Ao visitar a capela do relicário, anexa ao templo por D. Maria de Salazar, sobrinha da fundadora, o menino Bernardo contemplava o crucifixo com o qual expirou João de Áustria, vítima da Peste, aos trinta anos de idade. Nove anos depois, nosso menino iria morrer da mesma doença. De volta a Villagarcía se prepara para os exames. Bernardo, como os demais, era fluente em latim, escrevendo-o bem, e sabia de memória alguns discursos de Cícero, as elegias de Virgílio e o livro inteiro da Eneida e a Arte Poética de Horácio. Estava capacitado para entrar na Universidade, aonde o Latim era como o Inglês atualmente, abrindo as portas de várias áreas da Ciência.

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Na Companhia
o início do Noviciado: uma boa turma
Em 11 de julho de 1726 seu nome é inscrito no Livro do Noviciado de Villagarcía. Bernardo sentiu uma imensa alegria: era jesuíta! Na Casa, o Padre Reitor e Mestre de Noviços era o padre Manuel de Prado. Não imaginava Bernardo que este sacerdote seria o ajudante de sua Primeira Missa e que tempos depois escreveria uma nota comunicando sua morte a todos os jesuítas da Província. O Mestre seguinte, substituto do padre Manuel era o padre Ignacio Eguiluz, a quem Bernardo abriria sua consciência e lhe passaria a formula de Consagração ao Coração de Jesus. Mas quem mais teria influência em Bernardo seria o padre João de Loyola, que o tomou como seu ajudante e também ajudante do novo Reitor e Mestre, padre Eguiluz. Padre Loyola nasceu em 1686 em Valdeverja, povoado de Toledo. Entrou no Noviciado aos dezoito anos. Teve vários cargos admistrativos na Companhia, por estima de seus superiores. Sendo profundamente espiritual e com um tino de discernimento de almas, soube dirigir corretamente

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a Bernardo, que lhe tinha uma confiança total a ponto de lhe abrir o mais íntimo de seu coração. Ao ver o padre Loyola os caminhos místicos do nosso Bernardo, o colocou em comunicação epistolar com outro dirigido seu, Augustin de Cardaveraz, estudante de Teologia. O padre Pedro de Calatayud era oriundo de Navarra. Missionário de extraordinário espírito e zelo apostólico será um dos melhores propagadores do culto ao Sagrado Coração. Foi ele também quem ajudou o crescimento espiritual de Bernardo . Um dos mais queridos de Bernardo foi o padre José Félix de Vargas, o ancião que o ajudou para que fosse admitido na Companhia. Os companheiros de Bernardo foram sacerdotes mais tarde: Mucientes, que relataria suas virtudes; Juan Lorenzo Jiménez, a quem Bernardo escreveria uma Instrução Espiritual; Ignacio Osorio, que seria professor do Colégio Romano e da Universidade de Salamanca, e a quem Bernardo escreveria também duas outras Instruções. O Noviciado de Villagarcía era de grande fervor. Nos testemunhos dos Padres da Província lemos: “não poderei explicar suficientemente o consolo que me causou ver este santo Noviciado... naquele rigor da observância que mereceu a veneração de toda a província e tambem de outra da Espanha e de seus reinos” (pe. Diego Ventura, 1727). No ano seguinte, relatava o padre Juan de Villafañe oa mesma opinião.

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Bernardo e a Eucaristia
Na Quinta-feira Santa de 2003 publicava o papa João Paulo II a Encíclica Ecclesia de Eucharistia (“A Igreja da Eucaristia”), depois de haver celebrado um Ano Santo Eucarístico, para que os cristãos tomassem maior consciência do tesouro que têm em mãos. Um tesouro que somente tem sentido se viverem no seio da Igreja. “Com a presente Encíclica, desejo suscitar esta ‘assombro’ eucarístico... Contemplar o rosto de Cristo, e contemplá-Lo com Maria, este é o ‘programa’ que indiquei à Igreja no alvorecer do terceiro milênio, convidando-a a remar mar adentro nas águas da história com o entusiasmo da nova evangelização.”, diz o papa Congregado mariano. Todos os santos têm sentido com força a Eucaristia e tem experimentado esse “assombro” de que fala o Pontífice. Os santos, não poucos, têm aprofundado o mistério do Pão e do Vinho. Eles tiveram a honra de viver no seio da Santa Igreja e saber que é o único ambiente onde podem saborear e gozar com autenticidade do Dom Eucarístico. Recordemos a citação do poeta Albercio: “Alimenta-te com este precioso Peixe, pescado por uma Virgem casta. Somos peixinhos no seio da Madre Igreja.”

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Os santos têm um sentido especial para perceber o mistério da Eucaristia. E com Bernardo não foi diferente. A Eucaristia foi a raiz de sua descoberta da devoção ao Coração de Jesus, quando o amor e veneração da Eucaristia cresceu admiravelmente no nosso Bernardo. No dia seguinte à festa de Corpus Christi, em 1733, escreveu: “Este dia anterior da festa de Corpus se renovou em meu peito com novos acréscimos o amor ao divino Amor Sacramentado; e me parece que é o único alívio para quem deseja ansiosamente ver-se com seu Deus na glória, No tempo de Ação de Graças depois de comungar experimentei em mim mesmo o que há tempos me disse o Senhor, isto é, que não temos, nós mortais, hora mais feliz do que aquela em que temos Deus dentro de nós... Nas comunhões é aonde tenho minha bem aventurança na terra, que creio que não se distingue da do Céu a não ser na visão e claridade. Este é o teatro dos favores divinos; aqui recebe minha alma novos alentos, novas forças, novos e maiores dons.” Bernardo visitava frequentemente o Sacrário: “lhe faço frequentes visitas, que passarão de trinta todos os dias, e alguns a cinquenta”. Amava visitar o Senhor nas diversas igrejas da cidade, sempre que possível e, em especial, na Quinta-feira Santa, acompanhado de algum companheiro.

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São Luiz Maria Grignion de Montfort, Congregado mariano em Nápoles, é o idealizador da Escravidão Marial, explicada em seu próprio livro “Tratado sobre a Verdadeira Devoção à Virgem Maria”.

s. Bernardo de Hoyos, segundo estampa autorizada pela Santa Sé.

Sua obra

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ernardo é considerado como o principal apóstolo do Sagrado Coração de Jesus na Espanha e, apesar de sua breve vida, pode ser considerado um extraordinário místico. Não escreveu grandes tratados. Somente instruções e documentos espirituais, alguns sermões, apontamentos e várias centenas de cartas - possivelmente mais de duzentas - ao seu diretor espiritual, o jesuíta João de Loyola. O padre Loyola escreveu o livro biográfico sobre são Bernardo nos quatro anos seguintes à sua morte. Dizia que “todos estes papéis tem estado á minha vista para escrever esta história; e todos estão hoje neste Colégio de nosso Pai Ignácio de Valladolid, notícia que pode satisfazer a qualquer um que duvide de algum fato particular do que escrevo”. O manuscrito era intitulado “Vida del V. y angelical joven P. Bernardo Francisco de Hoyos de la Compañía de Jesús” , no qual relata a vida de Bernardo. Começa o livro pelo nascimento do santo e seus primeiros anos em Torrelobatón (Valladolid), seguindo pela vida de estudante de Teologia, sua ordenação sacerdotal e precoce falecimento.

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o mundo... quem sabe o Universo inteiro?
Vendo seu coração tão inflamado nas chamas do Sagrado Coração de Jesus, quis o nosso Bernardo acender este mesmo fogo de divino amor em muitos outros corações. E isso o fez em seus Diretores, seus conhecidos e até a amigos espirituais com grande sucesso. Não aconteceu a nenhum de muitos a quem inspirou esta devoção e comunicou sua chama que não abraçasse o culto do Sacrossanto Coração de Jesus. “Vi como um fato prodigioso que este santo ardor fosse inculcado em homens doutos, prudentes, autoridades e talentos superiores por um menino que mostrava uma devoção nova e desconhecida. Entre estes jesuítas haviam Provinciais, Reitores, Professores, Pregadores, Missionários, enfim, os principais de nossa Província de Castilla. Mas como o Sagrado Coração expandia suas chamas e calor pela boca e pena de nosso jovem, não poderia a prudência e sabedoria humana resistirem.”
(padre Loyola, libro 3 capítulo 1)

Em carta do dia 28/10/1733, dizia Bernardo, após a Comunhão Eucarística: “pedi a extensão do Reino do mesmo Sagrado Coração em Espanha, e entendi que me atendia. e com dulcíssimo gozo que esta notícia me causou ficou minha alma como sepultada no Divino Coração. Muitas e repetidas vezes senti estes assaltos de amor nestes dias, dilatando-se tanto em desejos meu pobre coração que pensa estender ao Novo mundo o amor de seu amado Coração de Jesus, e mesmo todo o Universo ainda é pouco.”

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Índice
Introdução Bernardo de Hoyos A Europa de Bernardo de Hoyos Na Congregação Mariana No Colégio Em busca da sua vocação Na Companhia Bernardo e a Eucaristia a Virgem aos Anjos e Santos o Jovem Místico O apóstolo do Coração de Jesus na Espanha “vita brevis...” Sua obra Um livrinho miraculoso Apêndice A Instituição da festa do Sagrado Coração de Jesus Bibliografia 79 88 5 9 16 23 27 29 32 42 44 51 54 58 62 65 72

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- Bernardo a seu diretor, pe. Loyola.

u não saio do Sagrado Coração; ali me encontrará Vsa. Revma.”

A vida do jovem Bernardo de Hoyos é de uma candura apaixonante. O Congregado mariano, enamorado dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, tornou-se Apóstolo do primeiro e escravo do segundo. Séculos após sua breve vida, é canonizado no século XXI demonstrando que sua meta ainda é atual: o Mundo para o Sagrado Coração de Jesus!