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Autores Adriana Simões Marino

Título Observ atório de Saúde Mental, Drogas e Direitos Humanos: nov as perspectiv as no campo dos Direitos Humanos na cidade de São Paulo

Resumo Novas perspectivas para problemas que permanecem atuais no cotidiano da cidade. Esta é a proposta do Observatório de Saúde Mental, Drogas e Direitos Humanos, fundado recentemente, mas composto de sujeitos pouco acostumados. Sua pretensão é a de se mostrar como um espaço legítimo de discussão e enfrentamento. Sua direção ética-política se inscreve na aposta anticonservadora por mudanças e pela efetivação das garantias de direitos humanos em solo efetivamente democrático e participativo. Neste trabalho, buscaremos transmitir como o Observatório tem marcado sua posição frente a alguns acontecimentos, como tem sido realizada sua organização e militância, assim como trazer aos ouvintes um breve relato sobre as pautas desenvolvidas neste Observatório.

Agnes de oliv eira da silv a

O projeto Éf eito de papel: Implantação de Pólos de produção artesanal nos CAPS - RJ, surge no ano de 2008, como iniciativ a de f ormação de Proj eto Éfeito de papel:Diálogos ações e uma cooperativ a solidária de produção artesanal de peças em papel machè, como f orma de inserção social e econômica dos cidadãos que se encontram em tratamento psiquiátrico nos CAPS - RJ. O projeto se inicia acolhendo em suas ativ idades clientes de três CAPS - RJ, sendo dois desafios para a situados na Zona Oeste e um na Zona Norte da Cidade. inserção social e O projeto f oi f omentado pelo Instituto Franco Basaglia, sendo Custeado pelo projeto PETROBRAS Desenv olv imento & Cidadania, e econômica solidária apoiado pela Pref eitura do Rio de Janeiro e Pela Pró- Reitoria de Extensão da Univ ersidade Federal Rural do Rio de Janeiro. dos pacientes dos Desde o ano de 2008 até os dias atuais, o projeto v em se desenv olv endo e desempenhando suas ativ idades atendendo atualmente CAPS - RJ cerda de 120 usuários distribuídos em seis unidades dos CAPS - RJ. Entretanto, com esse desenv olv imento, f ator que nos permitiu abranger e inserir um maior número de pacientes dos serv iços atendidos, também surgiram v ariados desaf ios, que ainda hoje são entrav es a expansão qualitativ a que permitiria o alcance aos objetiv os do projeto, que consistem na criação de uma cooperativ a de trabalho e renda que propicie a inserção sócio econômica equitativ a dos pacientes/artesãos. Tais desaf ios se concentram na alta rotativ idade de colaboradores (estagiários, monitores entre outros) que é um f ator que causa a descontinuidade da produção em desenv olv imento; A f alta de constância na participação dos próprios pacientes nas ativ idades, gerando o enf raquecimento do engajamento dos mesmos nas ativ idades; A carência de pessoal e espaços disponív eis para a comercialização das peças produzidas, gerando o acúmulo das peças produzidas, e a diminuição do arrecadamento monetário a ser rev ertido aos artesãos, culminando com a ausência de espaços adequadamente equipados para o desenv olv imento das ativ idades, sendo este um f ator que desestimula a participação dos pacientes/artesãos nas ativ idades, prejudicando signif icativ amente a inserção socioeconômica dos indiv íduos participantes, que já são signif icativ amente depreciados pelo estigma social que os circundam, dadas a sua condição de paciente psiquiátrico. Sendo assim, na perspectiv a de alcançar os objetiv os do projeto, é que toda a equipe do projeto v em executando sucessiv os diálogos, participando de ev entos que primem por discorrer sobre o comercio justo e solidário, com v istas a elaboração de práticas e propostas de adequação das ativ idades, v isando desta f orma minimizar os entrav es encontrados e inserir o grupo social e economicamente no contesto de comércio justo.

Alessandra da Costa Kasprczak

Da atenção integral e suas múltiplas formas de manifestação: uma proposta de assessoria interdisciplinar e antimanicomial

A proposta deste trabalho consiste em apresentar o Grupo Antimanicomial de Atenção Integral (GAMAI), um dos grupos de extensão que compõem o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SAJUUFRGS). O GAMAI vem se reunindo desde setembro de 2012 e se propõe a trabalhar a questão da saúde mental a partir do paradigma dos direitos humanos, intervindo junto a sujeitos e a instituições, em conformidade com os princípios da Reforma Psiquiátrica. Nesse sentido, como objetivo geral, o grupo busca questionar a lógica manicomial de exclusão, atuando para o reposicionamento da loucura na sociedade, considerando um sujeito não fragmentado pelas especialidades de saber. Metodologicamente, o Grupo estrutura-se a partir de grupos de trabalho, os quais buscam mapear demandas e atuar junto a instituições específicas (atualmente, o GAMAI conta com grupos de trabalho no Hospital Psiquiátrico São Pedro, no Instituto Psiquiátrico Forense e no CAPS CAIS Mental todos situados em Porto Alegre/RS). Em tais instituições, o GAMAI propõe-se a atuar ético-politicamente para a mudança do paradigma hospitalocêntrico, afirmando a política garantidora de Direitos Humanos, tanto por meio do acompanhamento de sujeitos selecionados pela lógica manicomial em seu processo de desinstitucionalização, quanto através do fortalecimento da rede substitutiva de saúde mental, tendo como principal foco a inserção social dos sujeitos em situação de sofrimento psíquico. Além disso, buscamos fomentar espaços de problematização (como oficinas e seminários) dentro e fora do espaço acadêmico, na tentativa de envolver uma maior parcela da sociedade no diálogo entre saúde mental e direitos humanos.

Alessandro de Magalhães Gemino

A musicoterapia como dispositiv o auxiliar na redução de danos: uma reflexão fenomenológica

Este trabalho tem como proposta oferecer uma reflexão sobre o uso da musicoterapia como dispositivo de auxílio ao programa de redução de danos a pacientes com problemas de álcool e drogas. Tem-se como hipótese a possibilidade de compreender a musicoterapia como ação clínica capaz de proporcionar uma ressignificação do mundo do paciente. Ao considerar a redução de danos como uma estratégia de tratamento, oficializada pelo Ministério da Saúde em 2005, a possibilidade de compreender a ação clínica como ação política torna-se fundamental, pois a política de RD (redução de danos) tem em seu fundamento a perspectiva de tratar o usuário de drogas sem excluí-lo no que tange sua capacidade de escolha. Uma vez que a escolha diz respeito a própria assunção da apropriação de seu "si-mesmo", a musicoterapia é vista aqui como dispositivo desvelador de "modos-de-ser" que, uma vez retomados ou recriados, podem servir como meio para uma eventual diminuição ou mesmo eliminação do contato do usuário com a (s) substância (s) nocivas à sua saúde. A fenomenologia, particularmente a fenomenologia heideggeriana e possíveis articulações dela com o campo da ação clínica servem, aqui, como escopo capaz de sustentar teoricamente a questão proposta neste trabalho. Como metodologia, além da reflexão teórica, utiliza-se exemplos clínicos concretos realizados em uma instituição de saúde mental, em Niterói/RJ.

Alexandre Espósito

Andarilhos de estrada, trecheiros e itinerantes: Políticas de mobilidade na realidade do município de Assis.

O presente projeto expõe a questão sobre a população em situação de rua, focando nos andarilhos e trecheiros e as políticas de as políticas de mobilidade adotadas nas cidades para eles e outros itinerantes. A mobilidade é tomada não apenas como deslocamentos dos habitantes pela urbe, mas também a entrada e deslocamentos dos visitantes, dos não residentes, tanto aqueles que permanecem algumas horas ou um dia, até aqueles que permanecem temporadas de trabalho. As figuras dos andarilhos de estrada e trecheiros são aquelas que podem ser ignoradas, causar estranheza ou até mesmo curiosidade. São mulheres e homens que dentre outras formas precárias de vida, resolveram vagar de cidade a cidade, sem ao menos saber que esse ato coercivo, também é libertário, livrando-os da norma, da rotina e da institucionalização da vida. Muitos deles são vítimas da mecanização do campo que acarretou no êxodo rural. Procuram trabalho e pequenos biscates em sítios localizados a beiras de estradas ou rumam a pé de uma cidade à outra pela busca da sobrevivência (Justo,2005). Andarilhos e trecheiros são a intensa personificação de uma experiência espaço-tempo da pós-modernidade. Estão entre o desejo de errância que qualquer ser humano tem, somado ao desejo de uma vida melhor, não sabendo onde vão parar e prejudicada pelas relações trabalhistas que afligem todo o mundo capitalista. Eles compõem a intensificada expressão da marginalização contemporânea. A pesquisa assim trabalha com as questões da subjetividade e políticas de mobilidade de andarilhos e trecheiros a partir de levantamento de dados da Unidade de Atendimento ao Migrante (UAM), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) a partir de coletas de dados computados e por diário de campo e relatos de casos

Alexsandro SOFRIMENTO Barreto PSÍQUICO E SUA Almeida CONTEXTUALIZAÇÃO NA PRÁTICA DO CUIDADO

Introdução: O presente trabalho relata a experiência de Acadêmicos e professores do curso de Graduação em Enfermagem da UFSC acerca da ação de sensibilização realizada com os trabalhadores de saúde de um Centro de Saúde (CS) de Florianópolis, Santa Catarina (SC). Objetivo: Sensibilizar trabalhadores de saúde quanto ao sofrimento psíquico em três equipes de ESF de um CS de Florianópolis, SC. Metodologia: Ocorreu com três equipes de ESF inseridas no CS a partir de duas Roda de Conversa com cada equipe, no período de 07 a 21/06 de 2013. O primeiro encontro ocorreu por meio de três etapas: dinâmica de acolhimento, dinâmica disparadora do tema e o debate coletivo. O segundo encontro foi realizado através de um estudo de caso utilizando-se de princípios do projeto terapêutico singular (PTS), com o objetivo de sensibilizar para o tema proposto relacionando com a prática do cuidado. Utilizou-se como método de analise o discurso do sujeito coletivo (LEFÈVRE; LEFÈVRE, 2005). Resultado: A partir da primeira roda de conversa com 27 profissionais se estabeleceu a categoria: o entendimento do sofrimento psíquico, com as respectivas Ideias centrais: sofrimento decorre de conflitos causando incapacidades; o sofrimento traz manifestações físicas, doenças e depressão. Na segunda roda se estabeleceu a categoria: o cuidado a pessoa em sofrimento psíquico, com as respectivas Ideias centrais: estabelecimento de vinculo e alivio do sofrimento; recuperação de habilidades de comunicação e expressão, ampliação de redes sociais e estímulo a autonomia. Conclusão: Levando em consideração a forte influência do modelo biomédico tradicional sob o trabalho dos profissionais de saúde, pode-se perceber que os profissionais consideram o ser humano na sua individualidade e conseguem notar o sofrimento como subjetivo, considerando a saúde mental nos demais processos de saúde-doença. A equipe aponta a necessidade do ambiente seguro para melhor acolher nos momentos de crise, dando ao usuário liberdade para retorno. A lógica em que o profissional de saúde detém a verdade absoluta perde força, pois os próprios trabalhadores avaliam como fundamental a participação ativa do sujeito no cuidado. Porém, apesar de reconhecerem e compreenderem estas necessidades há dificuldade no processo de trabalho, que compartimentaliza o trabalho da equipe em especificidades profissionais em metas de atendimento, que limitam o tempo aos usuários, mas principalmente, ao cuidado ampliado a saúde.

podem ser referenciadas. Cad. transtornos mentais/psiquiátricos. recebimento de medicamentos nas farmácias (considerando o SISFARMA). especialmente pelas condições precárias de sobrevivência e pelo uso e abuso de substâncias psicoativas.28 no. estimulando parceiras ente OG e ONG. como: o acesso às Unidades (apresentação física. HIV/Aids.Desse modo. resistência dos trabalhadores). a efetividade do atendimento. Nas 11 Unidades Básicas de Saúde (incluindo PSF) a estrutura de serviços voltados para esta população é extremamente precária. Entre as justificativas geralmente apresentadas pela população em situação de rua para não recorrerem aos serviços de saúde. Porém. entre Em 2003-2009. ao jeitinho e não a efetivação de uma política uniforme de atendimento. bebidas alcoólicas. No Centro Histórico de Salvador.Algumas Unidades criam estratégias particulares de atendimento que estão muito condicionadas ao perfil profissional. o Departamento Nacional de DST/Aids estimulou o debate em relação à atenção às crianças e jovens em situação de rua. dermatológicos e gastrointestinais. 2012). dentre outras. observa-se que com a introdução de novas tecnologias que são importantes para a organização dos serviços e recursos públicos (a exemplo do CARTÂO SUS) a população em situação de rua continua cada vez mais invisível e seus problemas de saúde colocados em terceiro plano. maconha e cocaína. Entre os principais problemas de saúde referidos por essas encontram-se o abuso de substâncias psicoativas. Os problemas de saúde tendem a se agravarem. Saúde Pública vol. Os dados apresentados pelo estudo acima corroboram com a realidade vivenciada pela população em situação de rua que procuram as Unidades Básicas do Centro Histórico de Salvador.ALICE DA SILVA RIBEIRO FIRMINO Atenção à população em situação de rua pelas Unidades Básicas de saúde de Salv ador: reflexões sobre as dificuldades de acesso com a introdução de nov as tecnologias Dados divulgados pela Prefeitura Municipal de Salvador estimam que na capital haja uma média de 3. a exemplo de crack. Neste contexto de precarização este uso é como forma de minimizar as dificuldades e poder suportar o sofrimento das difíceis condições de vida nas ruas. problemas odontológicos. E esse processo provoca um adoecimento tanto na população que vai se tornando ainda mais invisível quanto para os profissionais de saúde que se sentem incapazes de alterar uma estrutura cada vez mais complexa. Esse fato agravou com a implantação do CARTÂO SUS nas Unidades de atendimento.1 Rio de Janeiro Jan.500 pessoas em situação de rua (2012). (Aguiar& Iriart. estabelecendo encontro e financiando projetos. como enfrentar essa realidade? .

A VD permite a inserção profissional no contexto familiar contribuindo no planejamento de ações de cuidado integrais e resolutivas. demográficas e familiares. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa descritiva exploratória com abordagem qualitativa nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2013 com 13 famílias atendidas pelo projeto de extensão Cuidando de Famílias na Comunidade: Um olhar para saúde mental . Objetivo: identificar as mudanças e as percepções ocorridas em famílias após receberem VD com foco na prevenção de transtornos mentais. envolvendo todos os membros da família. 2013).Aline Aparecida Buriola O CUIDADO DOMICILIAR COM FOCO NA PREVENÇÃO DE TRANSTORNOS MENTAIS Introdução: Dados evidenciam que 12% dessa população apresentam sentimentos de menos valia e fatores agravantes para o desenvolvimento de transtornos mentais (BRASIL. portanto a visita domiciliar (VD) pode ser uma ferramenta contribuinte na identificação precoce dos fatores de risco. na qual a promoção e a prevenção da saúde mental são ressaltadas com grande destaque. Averiguamos que o enfermeiro pode se basear nesta pesquisa para melhor compreensão sobre o cuidado preventivo em saúde mental e/ou (re)pensarem sobre a importância da VD no cuidado em saúde mental. reestruturando o pensar sobre o cotidiano familiar e pela concepção de responsabilidade no autocuidado. 2008). Conclusão: Este estudo evidenciou que a VD proporciona mudanças caracterizadas por novas atitudes tomadas em busca da melhoria da qualidade de vida. buscando identificar suas necessidades e respeitando a subjetividade de cada família e indivíduo. . por meio da mudança no grau de vulnerabilidade ao adoecimento mental (BOTTI. estabelecendo estratégias mais assertivas de cuidado preventivo. Resultados: foram construídas duas categorias centrais: 1) A VD como ferramenta de mudança no contexto familiar e 2)Compreendendo a VD como uma forma de cuidado familiar. pois permite a avaliação das condições psicossociais. valorizando as queixas dos usuários. Os dados foram analisados por meio da analise temática de conteúdo (BARDIN. Esta forma de cuidado baseado nas necessidades demonstradas pelos indivíduos pode favorecer a prevenção dos fatores que acometem a saúde mental fazendo com que o sujeito expresse os seus sentimentos e angústias por meio da escuta terapêutica tornando-o mais responsável para o seu autocuidado e melhorando o seu convívio familiar e social. ANDRADE. 2011).

por meio da análise dos serviços disponíveis à rede comunitária. GARLA. pelo modo como a sociedade entende e lida com a loucura. . os indicadores de saúde mental. 2003. 2008). devem se basear em informações atualizadas e idôneas. 1998. contextualizando as informações sobre a assistência em saúde mental. . Os dados sobre o trabalho das equipes e sobre as políticas de saúde mental serão transcritos e analisados. Análise dos dados: Os resultados já estão sendo lançados no banco de dados. Local: Os dados do presente estudo estão sendo levantados nas seguintes instâncias: . Leste (CAPS 1). Coleta de dados:Foram realizadas as entrevistas com os representantes da Saúde Mental do Município de Uberlândia e da Gestão Regional de Saúde.Centro de Atenção Psicossocial CAPS: Oeste (CAPS 3). Norte (CAPS 1). . Objetivo: Caracterizar o perfil dos profissionais que atuam em serviços de saúde mental no município de Uberlândia.descritivo. consequentemente. 2011).Aline Siqueira de Almeida Papéis e perfil dos profissionais que atuam nos serv iços de saúde mental Introdução: Os diferentes modelos de assistência em saúde mental são determinados pela compreensão do que é saúde mental e. A formulação de políticas. Centro de Convivência e Cultura. visando contribuir com a saúde mental do município. 2003.Universidade Federal de Uberlândia (UFU) . sendo estes contatados pessoalmente e agendadas previamente as entrevistas no próprio local de trabalho. CAPS-i. indicando seu perfil. também vinculado a esta instituição (UFU). as estratégias de prevenção e promoção e o perfil dos profissionais que atuam nas equipes de saúde mental para que a demanda real de cada localidade seja atendida (BRASIL.Estão sendo feitas as entrevistas com profissionais da saúde mental. TROVO et al. OPS. CAPS AD. os tratamentos. HELMAN. 2004. tendo como parâmetro a comunidade. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória para atender as políticas de serviços em saúde mental. visto que os juízos de valores são determinados e influenciados culturalmente e dependem da visão de homem e do conceito de normalidade (ESPINOSA. As informações sobre os sujeitos que atuam nas Unidades de Assistência serão objeto de um traçado sociodemográfico. bem como a organização dos serviços e a prática terapêutica. . segundo os temas focalizados nos respectivos roteiros. Os dados da WEB obtidos on-line serão apresentados estatisticamente.Ambulatório e Enfermaria do Hospital de Clínicas da UFU e CAPS-AD. Será feita a análise descritiva dos resultados por se tratar de um estudo exploratório .

bem como a ruptura com noções e valores preconceituosos acerca da loucura. foram feitas algumas articulações. Das 221 pessoas privadas de liberdade neste estabelecimento. e 19 já receberam sentença condenatória. hoje há no HCTP aproximadamente 225 internos e presos. o Pará foi o último Estado a colocar em funcionamento um Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico. devendo implicar as diversas instâncias envolvidas na execução da medida para viabilizar o amparo ao egresso.5 bilhões de reais. Estes últimos.Alyne Alv arez Silv a O processo de (des)institucionalização das pessoas em medida de segurança no Estado do Pará O trabalho a ser apresentado é parte de minha pesquisa de doutorado em Psicologia Social. Quanto às institucionalizações. Assim. Vale pontuar que o processo de desinstitucionalização da pessoa em Medida de Segurança. foi concluído em 2007 e localiza-se no município de Santa Izabel. . Atrelado à Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará. não há médico psiquiatra nem leitos no estabelecimento. À revelia do histórico processo de Reforma Psiquiátrica no Brasil. incialmente junto ao Tribunal de Justiça do Estado e à Secretaria Estadual de Saúde. por ocasiões diversas. alojados em suas 120 celas. após traçar o perfil da população em cumprimento de medida de segurança neste HCTP. 121 estão na condição de presos provisórios. ainda hoje. a qual tem como objetivo geral problematizar os processos de institucionalização e desinstitucionalização dos chamados loucos infratores no Estado do Pará. Partindo das inovações normativas propostas em função da Reforma Psiquiátrica e de autores como Foucault. ainda em andamento na PUC-SP. mantêm o que pode ser chamado de campo de concentração contemporâneo. como forma de viabilizar políticas públicas que redirecione o HCTP e possibilite a desinstitucionalização dessas pessoas. O megaprojeto orçado. foram transferidos para o HCTP e aguardam há anos passar por uma perícia de insanidade mental com um dos três psiquiatras forenses do Estado. Embora tenha o nome de Hospital para Tratamento Psiquiátrico. Castel e Agabem. problematizamos os saberes e práticas médicos-psi e jurídicos que resultaram e. além da Custódia. 85 encontram-se em cumprimento de medida de segurança. até então temos constatado que a maioria das atuais internações compulsórias de presos provisórios têm demonstrado a forma como atua o poder judiciário diante do usuário dependente de álcool e outras drogas na ausência de dispositivos substitutivos ao manicômio. extrapola a simples desinternação ou desospitalização. no ano de 2001 em 5. a 60 km de Belém.

os chamados PTS. Recentemente o ministério público lançou um documento norteador Linha de cuidado para a atenção às pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo e suas famílias na rede de atenção psicossocial do sistema único de saúde no qual propõe o CAPS Centro de Atenção Psicossocial como serviços de referência para o cuidado às pessoas com transtorno do espectro autista independente da idade. na comunidade. elabora-se uma proposta terapêutica construída com o usuário na qual ele atua como protagonista se implicando nas escolhas em relação ao modo como deseja estar neste serviço. Neste sentido. em espaços diversos do território. de porta aberta à comunidade e atuam como dispositivos de cuidado às pessoas que sofrem com transtornos mentais severos. nos CAPS infantis preconizando os CAPSi como espaços potenciais para trabalhar as questões do laço social que aparecem de modos peculiares nestes sujeitos. Através de propostas terapêuticas singulares.Afinal onde os autistas Ana dev em ficar? Carolina Afonso Lima Dias Atualmente muito se pensa sobre a questão das pessoas com TEA. que se encontram em sofrimento psíquico.Rede de atenção psicossocial e tem a tarefa de promover a articulação entre os serviços de saúde. . estratégico que compõem a RAPS. o CAPS Infanto Juvenil atua no cuidado a infância e adolescência oferecendo atendimento diário a crianças que sofrem de transtornos mentais severos e que apresentam prejuízos significativos na circulação e laço social operando para promover o protagonismo dos usuários configurando um espaço de acolhimento e convivência com as diferenças. A Perspectiva de trabalho do CAPS é oferecer espaços de convivência e contato com as diferentes formas de ser e estar no mundo.Transtorno do Espectro do Autismo e como assegurar lugares de tratamento e direcionamento das ações a serem realizadas com estes sujeitos e suas famílias. Os CAPS são serviços comunitários. É um serviço territorial. acolhimento e contato com as diferenças e com estes sujeitos que apresentam modos peculiares de subjetivação que reverberam na relação com os outros e com o laço social. Apresentase neste trabalho a proposta dos espaços de convivência como cenários privilegiados para a construção de cenas de inclusão. Este trabalho tem objetivo articular a inserção dos autistas na rede de saúde mental. uso de álcool e outras drogas que ocasionam prejuízos significativos na vida dos sujeitos em questão.

Aos incentivos financeiros repassados para as gestões municipais. para composições de trabalho de redução de danos e para oficinas terapêuticas a serem realizadas nas comunidades. Desde esta perspectiva. acrescentou-se a oferta de espaços regionais sistemáticos de educação permanente para os profissionais de saúde. objeto exclusivo da ação de especialistas. A aposta no matriciamento. na qual se estabeleceu como eixo prioritário de um projeto de governo a inserção do cuidado em saúde mental na atenção básica. Ana Cecília Alv ares Salis Lei de cotas e Proj eto Gerência de Trabalho na inclusão de usuários de saúde mental no mercado formal de trabalho no RJ Considerando que hoje no Estado do Rio de Janeiro. portanto. o duelo entre a moral da tutela e a ética do cuidado no território. as pessoas com transtorno mental (deficiência psicossocial) estão incluídas na Lei 8213/91. produzindo diferentes possibilidades e potencialidades para a inserção do cuidado em saúde mental na atenção básica. . a saber. Tal definição de prioridade demandou um distanciamento das concepções patologizadoras e medicalizantes do sofrimento psíquico. Dito de outro modo. Numa palavra. nos quais a tônica dos encontros recaiu sobre os impasses colhidos no cotidiano do trabalho uma vez posto o desafio do cuidado territorial em liberdade. atualizando e aquecendo um jogo de forças que há algum tempo vinha sendo varrido para debaixo do tapete em muitas regiões de nosso estado. estas iniciativas da gestão estadual levantaram a poeira do terreno da saúde mental no RS.modalidade saúde mental). por iniciativa do ministério Publico do Trabalho (MPT/RJ). criaramse linhas de financiamento estadual para equipes de matriciamento em saúde mental na atenção básica (Núcleo de Apoio a Atenção Básica . produto de um cérebro disfuncional e. na redução de danos e nos espaços comunitários e criativos desenhados pelas oficinas reverberaram de formas singulares nos municípios que aderiram aos incentivos. que o consideram um fenômeno individual.Ana Saúde mental na Carolina atenção básica: uma Rios Simoni experiência na gestão do SUS no RS Neste trabalho nos propomos a compartilhar uma experiência da gestão estadual do Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Sul. consonante com a Reforma Psiquiátrica Brasileira. ou Lei de Cotas. o "Projeto Gerência de trabalho" (PGT) vem apresentar sua proposta e experiência de inclusão de usuários de saúde mental no mercado formal de trabalho contemplado estratégias que visam estabelecer as condições de permanência dessa população no emprego formal. priorizar a construção do cuidado em saúde mental na atenção básica implicou reinscrever o sofrimento psíquico no campo daquilo que e próprio do humano e absolutamente ligado aos modos de andar a vida nos territórios em que se habita.

sem querer retomar a velha noção cartesiana de saúde. . Nesse viés interpretativo. Para tanto. tem prevalecido o entendimento de que o Ato Médico é um movimento que extrapola seu campo disciplinar. tende a gerar hierarquização e perda de autonomia das diferentes categorias profissionais inseridas no campo da saúde pública e privada. mais conhecido como Ato Médico. oferece o elemento inicial para análise sobre diferenças entre conceitos de saúde e visões de ser humano inerentes às diferentes disciplinas (no caso. inicialmente. Tendo em vista os desdobramentos apontados. F. uma reflexão acerca do objeto de estudo e intervenção da Psicologia e dos objetivos das intervenções psicológicas da parcela de profissionais psicólogos atuantes na área da saúde. o Artigo 2º do projeto Ato Médico. o processo de regulamentação das práticas do profissional em específico introduz retrocessos tanto no âmbito das intervenções/atenções em equipe multidisciplinar como no âmbito das relações interprofissionais no cotidiano. de 2002) que dispõe sobre o exercício da Medicina. que refere "a saúde do ser humano e das coletividades humanas" como objeto de atuação do médico. a Psicologia e a Medicina).Ana Cristina Reflexões acerca do C. é um dos movimentos de regulação de atividade profissional mais polêmicos de nosso tempo. Souto obj eto de estudo e prática psicológica à luz do Ato Médico: implicações sobre autonomia? O Projeto de Lei do Senado (PL nº268. o presente trabalho busca promover. Desde que o texto original se tornou conhecido. em especial dos objetivos daqueles que compõem equipes multidisciplinares em ambientes e serviços públicos e privados.

interpretação é o modo de ser da experimentação. de 01 a 07 de julho. vivências de possibilidades. quão forte é a força da afetividade nessa relação dialógica. no Rio de Janeiro. pretendemos compartilhar essas vivências. estudantes e clientes. conjugando o verbo esperançar caminhando rumo ao inédito viável. ao sofrimento. educadores populares. Acreditamos na vivência e na experiência como pontos de partida do processo de aprendizagem e temos a amorosidade. localizado no Instituto de Saúde Mental Nise da Silveira. onde não existe implicação (presente). artistas. que reunimo-nos médicos. estando ambos abertos permear o mundo um do outro enquanto sentimento e no entre dessa relação que se daria a troca da vivência implicativa do aqui-agora que permite não cristalizar o sujeito em um estado acontecido. acreditamos que nesse modo de ser deixamos de ser sujeito e aprisionamos o sujeito explicação (passado) de uma doença. entre mim e o outro. no desdobramento da possibilidade é uma experimentação eu-tu. em 2013. psicólogos. nos permite perceber que ao afirmar que o em-phatos se dá na empatia. Entendemos o patológico. o desdobramento de possibilidade se dá. freiras. Não nos apropriaremos do entendimento de phatos trazido pela modernidade. como sendo uma sensibilidade emocionada. no Hotel da Loucura. numa perspectiva Biocêntrica pautando nosso caminhar. no sentido dado pelos Gregos. Neste hotel. na relação entre o sujeito e o facilitador do grupo se faz necessário o se colocar no do lugar do outro. ARTE E CIÊNCIA NO HOTEL DA LOUCURA O III Congresso da Universidade Popular de Arte e Ciência UPAC aconteceu. . e fomos todos cuidadores. modo empático. Foi percebido e sentido por nós. como potente é a troca nesse e como é possível o processo de volta ao saudável nesse lugar do criar e recriar seu ser saudável. derivado de phatos. do significado no Latim. A implicação só pode estar presente no modo de ser da ação. Essa compreensão acerca do phatos. onde existe um compartilhamento de sentido. agentes culturais. no aqui-agora. tendo a vida como referência do viver. sendo remetida a phatologia à doença. Assim. modo de ser que permite o dialógico. pajés. o afeto catalisador e as paixões alegres como algumas de nossas idéias-força. modo presente de ser. dialogamos arte e ciência. em uma enfermaria psiquiátrica desativada. Podemos afirmar que desse modo estamos lançando um olhar de homem que é sujeito em modo de ser do ator. a partir de uma perspectiva fenomenológica existencial.Ana Kariny Sampaio Maciel de Oliv eira Porto OCUPA NISE: EDUCAÇÃO POPULAR. nesse congresso vivencial.

trabalhando nesse sentido. com atendimento diário. vivem em uma situação de vulnerabilidade social. 21. bem como o encaminhamento para outros serviços da Rede de Saúde Mental e da assistência.1% consumiram alguma quantidade de álcool durante a gravidez. acompanhando diversas atividades que fazem parte das competências do serviço social. Responderam positivamente ao T-ACE 45. com a socialização de informações acerca dos seus direitos e reinserção social. Minha proposta é socializar minha experiência de estágio em um serviço como o CAPS ad e refletir sobre a importância tanto do estágio curricular no processo de formação na graduação. a elevada proporção de entrevistadas no presente estudo. que faz parte da rede de atenção à saúde mental. Cut e Eyeopener). foram realizadas intervenções junto aos usuários e seus familiares na tentativa de fortalecer os vínculos.7% das gestantes. possibilitando a articulação entre o conhecimento teórico adquirido na graduação e o trabalho desenvolvido na instituição. Entre as gestantes com resposta negativa. Considerando os efeitos prejudiciais do uso de álcool para a mulher e para o feto. Nesse sentido farei um relato sobre as experiências do estágio realizado em um Centro de Atenção Psicossocial para dependentes químicos no município de João Pessoa/PB desde dezembro de 2012. sugere a necessidade de implantação de programas preventivos educativos pelos profissionais que trabalham direta ou indiretamente com esta população. . do acesso ao trabalho e principalmente vem a ser substitutivo ao modelo manicomial. Annoyed. Outra importante contribuição do serviço social está no empoderamento e resgate da autonomia do usuário. o que sugere um padrão de consumo preocupante para a população entrevistada. Foram entrevistadas 35 gestantes cadastradas nesta UBS utilizando-se o T-ACE (Tolerance. oferece um serviço de portas abertas. dentre as intervenções podemos destacar: visitas domiciliares. Entre estas. que por muitas vezes são rompidos devido aos diversos agravos sociais decorrentes do uso abusivo de drogas. 44% obtiveram pontuação 2. 25% pontuação 3 e 31% pontuação 4. ana leticia cordeiro sales Prev alencia e padrão de consumo de bebidas alcoólicas entre gestantes atendidas em uma unidade básica de saúde de um bairro popular na cidade de salv ador RESUMO: O estudo teve como objetivo caracterizar a prevalência e o padrão de consumo de bebidas alcoólicas entre gestantes cadastradas em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de um bairro popular da cidade Salvador-Ba. Dentre as atividades. como graduanda do curso de serviço social e sob a supervisão de uma Assistente. localizado na comunidade oferecendo atendimento clínico e a reinserção social dos usuários a partir do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. como do trabalho do assistente social dentro de uma equipe multiprofissional que trabalha diretamente com uma demanda que na sua maioria. um questionário de rastreamento para uso nocivo de álcool.Ana Katarina Ramalho Rosas Relato de experiência de estágio em um Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas no município de João Pessoa/PB O estágio curricular se constitui como uma importante ferramenta para a iniciação ao exercício da prática profissional do acadêmico. atendimentos e reuniões familiares. O CAPS ad. que informaram fazer uso de bebida alcoólica durante a gravidez.

O sistema penitenciário também ganha visibilidade quando falha na garantia de direitos.. por exemplo. ZAFFARONI. RECASENS. p 63-74. N. ZAFFARONI.. sob a coordenação do Departamento de Tratamento Penal. 1993).. In: HULSMAN. as implicações da configuração social e política (nem sempre partidária) que cria condições de possibilidade para a reincidência ou para a não garantia de direitos. em ambos os casos os meios de comunicação costumam desconsiderar. Eugenio Raúl. instituindo invisibilidades já existentes ou retirando do campo visual populações ou pólos conflitivos (Foucault. e sim porque a não garantia de direitos é vista como falha no trabalho de ressocialização da pessoa presa. JOUNG. apresentando caminhos possíveis para a garantia de direitos no sistema penitenciário a partir da atuaçãos desenvolvida pela Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul. R. El poder punitivo del Estado. 1993. BERGALLI. Concomitantemente..Ana Luisa Florence Luz Dreher SISTEMA PENITENCIÁRIO VISIVELMENTE INVISÍVEL Atribui-se à pena privativa de liberdade as finalidades de proteger a sociedade perante as pessoas que não respeitam as leis e os direitos e de corrigir estas mesmas pessoas para que modifiquem sua conduta. Outrossim. Criminología crítica y control social 1. Petrópolis: Vozes. Rosario: Editorial Juris. mas não por ponderar a necessidade do acesso universal. o sistema penitenciário pode ser considerado como um recipiente ou dispositivo para invisibilizar seu conteúdo. A. do trabalho e da saúde prisional. Contudo. Michel. Derechos humanos y sistemas penales en América Latina. o sistema penal ganha visibilidade quando não cumpre com as finalidades que lhe são atribuídas. VAN SWAANINGEN. 2004. 2004. . quando uma pessoa em livramento condicional ou em cumprimento de pena em regime semi-aberto reincide na conduta proibida por lei. Como parte do mesmo regime de invisibilidade. CHRISTIE. Neste trabalho pretende-se discutir o sistema penal enquanto regime de (in)visibilidade. Isto acontece. Vigiar e Punir História da Violência nas Prisões. R. Para tanto ofereceremos relatos sobre as ações nos campos da educação. J. na divulgação destas notícias. L.. Zaffaroni. os trabalhadores e suas ações em prol da garantia de direitos são invisibilizados juntamente com as pessoas que cumprem pena privativa de liberdade.. FOUCAULT. E.

Em um segundo momento. a qual fundamentou toda a trajetória desta pesquisa e que consiste no entendimento que toda compreensão do homem é uma interpretação das condições históricas advindas da tradição. a partir da experiência de quem a pratica. No entanto. cada participante se expressou livremente. que objetiva incluir e agregar a classe de profissionais que estão atuando no campo. através de uma vivência grupal. favorecendo uma possibilidade de encontro entre eles. Como resultados. em suas diferentes possibilidades. realizamos um encontro grupal com os mesmos participantes. da qual ele faz parte. trouxemos a clínica do Acompanhamento Terapêutico em suas diferentes possibilidades de ação clínica com as especificidades inerentes ao seu campo de atuação. Deste modo. Essa perspectiva aponta para a busca de um lugar cada vez mais delimitado. como objetivos específicos: descrever a atividade dos Acompanhantes terapêuticos como modalidade de ação clínica. institucionalização. Participaram 5 (cinco) Ats que têm experiência. com trabalhos desenvolvidos em pequenas equipes. percebemos que os Ats estão inseridos nos seguintes seguimentos de ação clínica: acompanhamento clínico a clientes. de cunho fenomenológico existencial. particular ou institucional. supervisão e pesquisa. a partir das narrativas. Por outro lado. a pesquisadora e os textos dos teóricos que embasaram esta pesquisa. Realizamos um estudo de natureza qualitativa. chegamos a uma narrativa final que foi construída a partir do diálogo entre os participantes. com pessoas em sofrimento psíquico. os Ats demonstraram almejar uma organização. Nessa direção. descrever as diferentes possibilidades de ação clínica dos Acompanhantes terapêuticos e compreender a experiência dos Acompanhantes terapêuticos em sua ação clínica. No processo de interpretação dos dados fizemos uso da hermenêutica filosófica de Gadamer. onde foi solicitado a estes que se dispusessem à conversação sobre suas experiências uns com os outros. nas redes sociais da cidade de Recife-PE e. o que inclui organização. constatamos que eles estão operacionalizando ações segregadas.Ananda Kenney da Cunha Nascimento Implicações da Ação Clínica dos Acompanhantes Terapêuticos nas Redes Sociais da Cidade de Recife-PE Esta pesquisa teve como objetivo geral: compreender a ação clínica dos Acompanhantes Terapêuticos (Ats). em Recife-PE. formação. Como instrumento metodológico foi utilizada a narrativa colaborativa. físico ou ambos com dificuldade de inserção social. individualmente. Em um primeiro momento. . formalização e profissionalização dos Ats.

nos planos abstrato e concreto. Através da reflexão sobre a categoria trabalho busca. Concluí-se que as iniciativas relacionadas à inserção do usuário de serviços de saúde mental em trabalhos produtivos concretos contribuem para a valorização da conquista de seus direitos sociais. chegar até a compreensão do processo histórico de exclusão/inclusão da pessoa com transtornos mental na sociedade requereu o resgate da loucura no MPC. Em seguida. particularmente os ligados à seguridade social. primeiramente. ainda que esta atividade laboral humana torna-se condição pressuposta para todo desenvolvimento do ser. Neste sentido. No entanto. sendo esta concepção alterada somente a partir da década de 1990 no Brasil através das experiências de economia solidária. o que oportunizou o entendimento de que o louco secularmente foi considerado incapaz para o trabalho. . o sentido do trabalho para a saúde mental para em seguida apontar as experiências relacionadas a saúde mental e a economia solidária. através da discussão do trabalho no Modo de Produção Capitalista (MPC) objetivou-se argumentar que não há possibilidades da pessoa com transtorno mental (TM) ser incluída nos espaços produtivos deste modo de produção.Andréa Ferreira Lima da Silv a Saúde Mental e Trabalho: Inclusão social das pessoas com transtornos mentais pela v ia da Economia Solidária O artigo busca através de um estudo bibliográfico trazer subsídios para a discussão sobre o significado e objetivo de uma política social do Estado capitalista de inclusão social pelo trabalho fora de seus espaços produtivos e dentro dos espaços produtivos de uma economia solidária.se elucidar que o trabalho não é uma simples elaboração de produtos e. capazes de assegurar sua reprodução social em ambiente aberto na sociedade. buscou-se resgatar.

da saúde etc.6% de terem feito sexo para obtenção das drogas. objetiva analisar a questão da Dependência Química de pessoas do gênero feminino internadas voluntariamente em Comunidades Terapêuticas do interior do estado de São Paulo. Contudo. 67% são solteiras. As participantes verbalizam que o crack deu de bom (sic) os filhos frutos de relações sexuais desprotegidas e para obtenção de droga. e 66. que é de cunho quali-quantitativo. 80% faziam uso diário de crack antes da internação. Em suma. a que recorrem devido à falta do crack. Este trabalho. e que passaram a viver em função da droga. bem como de pesquisas científicas destinadas a este público. a prevalência de ofertas de tratamento nas diversas Necessidades e modalidades. mitigadas pelas drogas. utilizou-se um questionário estruturado com 43 questões fechadas. ainda é expressivamente menor do que em relação Desafios do masculino. família. porque é muito comum relatarem problemas ginecológicos em decorrência das DST contraídos na situação do abuso sexual e ou da prostituição. Os resultados apontam a urgência de um maior número e diversidades de tratamentos especializados voltados a mulheres dependentes químicas.. o que chama atenção e aponta para a necessidade de futuras investigações. 21 no total. Muitas delas relatam que o crack tirou tudo que tinham de importante na vida filhos. são mulheres na faixa etária de 17 a 53 anos. e a Aids (sic). Nenhuma das participantes assinalou terem participado de grupo de auto-ajuda.Andréa Marques Leão Doescher Tratamento da O uso de drogas não é exclusivo ao gênero masculino. vontade de cuidar de si.9 % declaram terem sido abusadas sexualmente em algum momento da vida. embora seja um assunto que até recentemente fora negligenciado e Dependência Química e tratado como um tabu. preconceitos e violências sofridas . 71% têm filho(s). em tratamento para dependência química na modalidade de internação. sobretudo. indicando que buscaram o tratamento porque não estavam conseguindo parar o uso da substância sozinhas (43%) e por não estarem mais agüentando a situação em que se encontravam (43%). O crescente número de mulheres que buscam espontaneamente por tratamento para a Dependência o Gênero Feminino: Química tem mudado aos poucos o olhar para a questão. psíquica e social destas mulheres. Para a coleta dos dados. urge um serviço integrado de forma a cuidar e reestabelecer a saúde física. As participantes. Os resultados apontaram que 48% das participantes não concluíram o Ensino Fundamental. 61. sendo que é preciso atendimento ginecológico dfierenciado voltado às mesmas.

Ao realizar o trabalho voluntário entre 2002 e 2006denominado: Banho Fraterno. em condições sub-humanas. Nunca soubemos para onde essas pessoas foram levadas e/ou seu paradeiro. sobre a população em situação de rua. Em outra ocasião. demonstravam desprezo e ira contra eles. eram ofendidos e muitas vezes surrados. Segundo a ONU Organização das Nações Unidas O voluntariado traz benefícios tanto para a sociedade em geral como para o indivíduo que realiza tarefas voluntárias. DOS ANJOS CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS JUNTO À POPULAÇÃO DE RUA APRESENTAÇÃO A idealização desta pesquisa documental. Os usuários tomavam banho. observamos os moradores em situação de rua. um kit contendo . as crianças e os transexuais. buscamos encaminhá-los aos albergues e até descobrir os vínculos familiares. pois eles haviam perdido contato com os mesmos. Recebia uma troca de roupa. Pareciam furiosos e como forma de extravasar seu incômodo com a presença dessas pessoas morando na rua. tomavam café com leite e pão no local. exceto os transexuais. para atender as exigências acadêmicas para disciplina de projeto de pesquisa de campo no curso de psicologia no ano de 2009. eram atendidos por voluntárias. . Como existe a intenção por um Brasil melhor. adolescentes. Observamosque as ofensas e até agressões partiam daqueles que os enxergavam. realizada em campo com essa população. tentavam dormir cobertos apenas por papelão. surgiu da necessidade em tentarmos responder que se tem feito a essas pessoas?. O horário de atendimento acontecia das 8 da manhã às 12h. mulheres e homens em dias de chuva e frio. como se eles fossem invisíveis. blusa e calçado.ANDREA PSICOLOGIA MOURA VINCULOS. através da construção da confiança e da reciprocidade entre as pessoas. Ele serve à causa da paz.surgiu a vontade de pesquisar sobre a população em situação de rua. também da região de São Paulo. Os homens ás quartas e sextas-feiras. O projeto acolhia as mulheres. a partir da prática de observação. O projeto foi extinto por exigência da vizinhança e enquanto a briga estava na justiça. Ele produz importantes contribuições tanto na esfera econômica como na social e contribui para a uma sociedade mais coesa. Crianças.calça ou saia. Outrospareciam não enxergá-los. na região central de São Paulo. pois abre oportunidades para a participação de todos. é importante darmos relevância social a esse fenômeno população em situação de rua. alimentavam-se do lixo acumulado nas ruas. Eram acolhidos por voluntários do mesmo sexo nos dias específicos. ainda que sem sucesso. ás terças e quintas-feiras.

em sintonia com as diretrizes do SUS. cualitativa . según se estime pertinente. con diferentes formatos de registro. já que médicocentrado.. MÉXICO Este trabajo se enmarca en el programa Summer Research. a Clínica vem funcionando como importante polo de referência na atenção. la metodología utilizada es mixta. Es un primer acercamiento a la vida de los migrantes de paso. cuja política de atenção segue as diretrizes da pesquisa psiquiátrica. fotos. Lopez EL CASO DE LOS USUARIOS DE LA CASA DEL MIGRANTE DE SAN LUIS DE POTOSÍ (SLP). formação e pesquisa em clínica ampliada. vem sendo encaminhada para um tipo de dispositivo criado pelos governos estadual e municipal as AMEs Psiquiatria . com o apoio institucional de importantes universidades públicas. Este trabalho se propõe também a apresentar alguns dispositivos clínico-institucionais construídos na Clínica. Angel Maria EXPERIENCIAS DEL Oj eda MIGRANTE DE PASO. UASLP. y entrevistas en profundidad. Verano de la Ciencia 2013. um imenso contingente da população de maior vulnerabilidade social. implicando em um modo de atenção eminentemente medicalizante. así como todos los actores que se considere central incluir en esta estancia de investigación . México. Dentro do panorama histórico-político que obstaculizou até a atualidade a implantação do SUS e da RAPS em São Paulo.cuantitativa. Em função da prevalência de forças contra-reforma na cidade e no Estado de São Paulo. Versa sobre migrantes de paso en La casa del Migrante de San Luis de Potosí. em sua interseção com os movimentos pela Reforma Sanitária. Este trabalho pretende apresentar a Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae e seu Projeto clínico-ético-político como um equipamento da rede de atenção à Saúde Mental a partir de sua história de lutas pelos direitos humanos. pela Reforma Psiquiátrica. para la obtención de datos. não recebida pelos CAPS em função das características de seu sofrimento psíquico. em construção de redes intersetoriais. da Reforma Psiquiátrica brasileira e da PNH que ressaltam a função central da escuta clínica na construção dos projetos singulares daqueles que procuram esse serviço. da Luta Anti-manicomial e o movimento pelos direitos das crianças e adolescentes que culminou no ECA. Son sujetos de esta investigación las personas migrantes que residen en la Casa del Migrante.Andréa Paes Fav alli A Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae e as Políticas Públicas de Atenção à Saúde Mental. utilizando el instrumento WHOQOL-BREF. em equipe interdisciplinar. audio visual.

Eram homens e mulheres envolvidos neste ofício milenar e misterioso para uma psicóloga que nasceu e viveu no interior do estado de São Paulo e para um psiquiatra que nasceu em Fortaleza. entre os que sabem (os acadêmicos/pesquisadores) e os e os que fazem (os técnicos). de muitos desejos. contações de causos e. Notamos que havia muita dificuldade de vinculação destas mulheres com a esfera da Saúde. só pode ser construída no cotidiano dos serviços. desde aquelas compreendidas no espectro físico até as relacionadas ao psíquico. buscamos contribuir para que se produzam mudanças nas posições subjetivas ocupadas pelos trabalhadores deste contexto social no qual estamos inseridos. O outro era entrar em contato com a cultura deste território marcado pela pesca. O Dispositivo Intercessor (DI) é uma ferramenta para a inserção no cotidiano institucional e para a produção do conhecimento (Dispositivo Intercessor como Modo de Produção do Conhecimento . Houve troca de experiências. embora houvesse aproximações. objetivando a recuperação da práxis . através da ação e do posicionamento dos trabalhadores e trabalhadoras. de apoio mútuo e de acolhimento. que numa relação poderiam ser divididas. recaiam todas sobre ela. vivendo a metrópole litorânea sem o contato próximo com a pesca nesta modalidade. aprendizagens de todos nós sobre a vida vinculada ao mar. fazendo com que as responsabilidades. Aqui descreveremos ao menos dois: um era ofertar escuta e acolhimento a estas muitas mulheres que buscavam atendimento no NASF e no CAPS de Camocim-CE. O grupo aconteceu no intuito de aproximação destas mulheres que se viam sozinhas. Neste trabalho apresentaremos nossa experiência como trabalhadora/intercessora de um CAPS-ad do interior do Estado de SP. mulher de pescador. Diversos avanços no campo da Reforma Psiquiátrica e da Atenção Psicossocial podem ser identificados na área legislativa. a alteração da lógica do cuidado e a efetivação de práticas que considerem a singularidade e a subjetividade dos usuários.Anúncia Heloísa Bortoletto Galiego O Dispositiv o Intercessor como modo de produção de saber na práxis: contribuições para a construção da Atenção Psicossocial no cotidiano das equipes multiprofissionais. ocupando as brechas do instituído para. comprometidos com a construção da Atenção Psicossocial. O objetivo do intercessor é dar vazão a movimentos já em curso na instituição. A queixa mais comum era a de que marido saía para pescar no mar. Entre seus objetivos estão a superação micropolítica da divisão do trabalho característica do Modo Capitalista de Produção. semanas ou meses. Ou melhor. para que estes possam ocupar o lugar de produtores de novos saberes e de novas práticas. o que lhes gerava sofrimento. No entanto. possibilitar que construções singulares sejam feitas pelos sujeitos da práxis. Com nossa inserção orientada pelos princípios éticos da Atenção Psicossocial e do Dispositivo Intercessor. na cultura e na diversidade dos serviços ofertados à população. . Sabemos que.DIMPC) que tem como seus pilares epistemológicos as construções do Materialismo Histórico. da Analise Institucional. Elas queixavam-se de dores as mais variadas. Ariana Campana Rodrigues Relato de experiência de um grupo de mulheres de pescadores O grupo de mulheres de pescadores nasceu de um desejo. principalmente. se estiverem identificados ao lugar de reprodutores de saberes-complemento e de aplicadores de técnicas. da Psicanálise de Lacan e da Filosofia da Diferença de Deleuze. a partir daí. onde permanecia por dias. dificilmente os trabalhadores poderão acompanhar os sujeitos do sofrimento na construção do saber singular demandado para a solução dos seus impasses.

utilizou-se a observação participativa. exige a participação de todos. Caracteriza-se idealmente. O que se percebe é uma dificuldade latente dos pacientes desta unidade de saúde mental. Essa meta. A cogestão é um modelo de administração. Notou-se também. destarte. Muitos pacientes e familiares não comparecem as assembleias e parecem ter dificuldade de se responsabilizar pelo próprio tratamento. sendo. as práticas concernentes à saúde mental. A assembleia foi criada para tentar incluir os pacientes na gestão do cotidiano institucional. pelo lugar que utilizam e pelo tratamento que recebem. Teorizar a implementação da assembleia não é o mesmo que implementá-la e. oferecendo espaço para que possam se corresponsabilizar pela administração.AYLAH CHRISTIE BELTRÃO ROSA Democracia participativ a na saúde: Processo de implantação da Assembleia no CAPS ad de Santa Maria/DF O objeto de análise dessa pesquisa foram quatro assembleias realizadas no Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e outras drogas de Santa Maria/DF.apenas com o planejamento teórico é possível perceber seu real papel como um agente transformador e. tampouco. Ressalte-se que a Assembleia é um valioso instrumento para a construção de mudanças nos modos de gerir o atendimento ao usuário do serviço público e. em especial. de se autodeterminarem cidadãos plenos. na medida em que eles também devem buscar autonomia e empoderamento. Essa pesquisa optou por uma metodologia qualitativa para coletar e analisar os dados por entender que os números são insuficientes para apreender uma realidade social tão complexa. para tornar o atendimento mais eficaz/efetivo e humanizado. contribuindo. no decorrer das observações. Ainda não existe a consciência social de que os dispositivos de atuação dos pacientes fazem parte do tratamento. como um espaço de exercício e resgate da cidadania. uma vez que prima pela integração paciente/equipe/familiar. de longo prazo. Como técnica de coleta de informações. uma grande dicotomia entre teoria e prática. pacientes e familiares que se encontrarem na instituição no dia e horário nos quais os encontros se realizam. . portanto uma diretriz ética e política que visa democratizar as relações no campo da saúde. que inclui o pensar e o fazer coletivo. A participação nas assembleias é voluntária e delas fazem parte funcionários do CAPS ad. um dos objetivos do processo de reabilitação psicossocial. como se o especialista em saúde fosse o único capaz de decidir sobre a terapêutica. estimular a autonomia do paciente. Essa estratégia visa a uma maior horizontalização das relações de poder dentro do tratamento. assim.

Tem-se como hipótese a possibilidade de compreender a musicoterapia como ação clínica capaz de proporcionar uma ressignificação do mundo do paciente. uma vez retomados ou re-criados. como escopo capaz de sustentar teoricamente a questão proposta neste trabalho. particularmente a fenomenologia heideggeriana e possíveis articulações dela com o campo da ação clínica servem. aqui. a possibilidade de compreender a ação clínica como ação política torna-se fundamental. em Niterói/RJ. podem servir como meio para uma eventual diminuição ou mesmo eliminação do contato do usuário com a (s) substância (s) nocivas à sua saúde. . Como metodologia. além da reflexão teórica. Ao considerar a redução de danos como uma estratégia de tratamento. a musicoterapia é vista aqui como dispositivo desvelador de "modos-de-ser" que. A fenomenologia. Uma vez que a escolha diz respeito a própria assunção da apropriação de seu "si-mesmo". utiliza-se exemplos clínicos concretos realizados em uma instituição de saúde mental. oficializada pelo Ministério da Saúde em 2005.BÁRBARA PENTEADO CABRAL A musicoterapia como dispositiv o auxiliar na Redução de Danos: uma reflexão fenomenológica Este trabalho tem como proposta oferecer uma reflexão sobre o uso da musicoterapia como dispositivo de auxílio ao programa de redução de danos a pacientes com problemas de álcool e drogas. pois a política de RD (redução de danos) tem em seu fundamento a perspectiva de tratar o usuário de drogas sem excluí-lo no que tange sua capacidade de escolha.

Muitos são os fatores motivadores da existência de pessoas em situação de rua. Os dados mostram que a população em situação de rua é composta por homens (87.08% possuem renda financeira por meio de atividades não oficiais.30%) e drogas ilícitas (21. conclui-se que é indispensável trabalhar questões que envolvem vulnerabilidade tanto de saúde quanto social durante a formação profissional. seguidas do uso abusivo de álcool e drogas.Beatriz Farias Bressan Perfil da população em situação de rua atendida por um proj eto de extensão no interior do estado de São Paulo. Foram avaliadas 73 fichas cadastrais. O município sede do projeto possui mais de 200.000 habitantes e destaca-se em vários seguimentos do comércio e em serviços de apoio às empresas e às famílias. com análise retrospectiva de fichas cadastrais de moradores de rua atendidos pelo projeto (protocolo comitê de pesquisa n. em que acadêmicos da área da saúde envolveram-se com a temática.25%) e que 78. humanizada e igualitária. Observa-se que a população em situação de rua está se tornando cada vez mais evidente e por isso estão sendo implantadas políticas públicas de saúde e de assistência social para garantir o acesso às tecnologias de saúde e assegurar os direitos desta população. 405/2010) que está vinculado a uma entidade filantrópica atuante no município há mais de 10 anos. em especial os enfermeiros.99%). Verificou-se que muitas brigas com as famílias ocorreram pelo motivo de estarem desempregados e não conseguirem prover o sustento. para que os profissionais de saúde. estejam capacitados a atuar diante a desigualdade e exclusão social. Os principais problemas de saúde são o uso abusivo de álcool (38. Trata-se de um estudo quantitativo. de forma integral. atendendo a população em situação de rua com qualidade. Mais da metade da população em estudo possui familiares residentes no município e os motivos que levaram essa população a quebrar os vínculos familiares estão associados a brigas com as pessoas que conviviam. porém está claro que se trata de um fenômeno complexo e multicausal. porém este tema tem mobilizado. que se encontram na faixa etária entre 30 a 39 anos (34. Este trabalho teve como objetivo traçar o perfil epidemiológico da população em situação de rua atendida pelo projeto de extensão Cuidando de pessoas em situação de rua . Considerando que estes dados foram obtidos por meio de um projeto de extensão. políticas públicas estão sendo propostas na tentativa dar apoio e suporte de saúde e social às pessoas em situação de rua.67%). . Atualmente. de forma ainda tímida. o poder público e a sociedade civil.

dada pela publicidade. de capital imobiliário. acentuado as precariedade das relações entre moradia e emprego. pelos equipamentos de segurança para a contenção de multidões. concessionário e patrimonial. empreiteiro. evidenciam o lento crescimento das cidades e a veloz expansão das suas margens. interesses midiáticos. Ao analisarmos as obras previstas para a Copa do Mundo. A marginalização urbana (falta de acesso a água. Muitos movimentos sociais vêm denunciando a segregação do processo político dessas ações com os processos sociais que envolvem comunidades atingidas por essas obras. apropriação do território. a um processo de urbanização sem cidades. em Porto Alegre. A cidade brasileira passa a ser gerida por uma forma específica de poder coorporativo. esgoto e coleta de lixo). com alta carência habitacional. problematizando as ações de remoção de populações periféricas e de higienização dos moradores de ruas. é possível vencer. o futebol. Há em marcha a constituição de novos mecanismos de espoliação associados á exclusão habitacional. Passamos por um processo de democratização e reformas sociais bem recente. burguesia associada e Estado. em sua dimensão de entretenimento. mais do que propriamente em benefício de setores territoriais menos favorecidos em termos de infraestrutura básica como saneamento. Contudo. pelo clientelismo. Esse trabalho visa dar visibilidade a esse novo engendramento de espoliação. Na contemporaneidade. Esta associação entre mecanismo de espoliação e vulnerabilização da população se constitui de modo perverso. com as políticas de saúde mental e segurança no contexto do Programa Crack. representado pelo setores da acumulação urbana.Belchior Puziol Amaral Megaev entos no Brasil: articulação entre os nov os mecanismos de espoliação social e as obras da Copa do Mundo em Porto Alegre No Brasil as praticas políticas estão marcadas pela repressão. pelas medidas populistas e autoritárias. que cria uma relação de apartheid espaço-social para o acesso a cidade. podemos mapear que elas compreendem um grande enredo de adequação ao fluxo e transporte de pessoas nas localidades mais estratégicas e imediatas em relação ao evento. . revivendo a sagrada aliança entre os interesses locais. se acirra a vigência dos clássicos mecanismos da acumulação urbana. estradas e redes de energia e saneamento ao redor desses estádios. via publica de acesso. pela infraestrutura física implícita em estádios e arenas luxuosos. políticos e financeiros se engendram num amplo processo de configuração da realidade e temos como agregador privilegiado. pressionadas pelas demandas de crescimento demográfico.

343/2006. Como resultado preliminar. sem visar à abstinência da substância. A revista em quadrinhos voltada para crianças e adolescentes de Maurício de Sousa Uma história que precisa ter um fim associa a imagem do traficante ao morador de rua. Outra lógica é reduzir riscos e danos operando a educação para autonomia que dialoga democraticamente com usuários. obteve-se que as políticas de enfrentamento ao crack têm balizado as discussões. assim como elogia os caçadores de zumbis policiais. Carnaval. pessoas pobres quando fazem uso de álcool.Bernardo Coldebella O Legislativ o Federal e A Lei De Drogas: Uma Análise Dos Proj etos De Lei Em Tempos De Discussão Sobre Internação Compulsória O presente trabalho propõe uma análise de dois dos principais projetos de lei em tramitação no poder legislativo federal (Senado e Câmara dos deputados) sobre temas relacionados às drogas e seus usuários. provocando a exclusão. famílias e comunidade. Para alcançar os objetivos da pesquisa. seguindo então para uma análise de dois projetos de lei específicos (o PLS 111/10 que tramita no Senado.216/2001. buscando compreender quais as principais discussões e propostas dos parlamentares. . que trouxe alterações significativas para o tratamento jurídico dos usuários e dependentes químicos. e o PLC 7663/2010 que tramita na Câmara dos deputados). a metodologia utilizada é a análise bibliográfica de obras produzidas no âmbito do movimento antimanicomial e das Ciências Sociais. Binô Mauirá Educação sobre Drogas O uso de drogas em locais públicos como a rua institui sociabilidades e terapêuticas. e análise documental nos textos dos projetos. Diante da problemática. Enquanto o livro fantástico Zumbis da Pedra de Manuel Soares e Marco Cena ilustra o usuário de crack como o morto-vivo zumbi . Para isso buscou-se traçar um panorama da trajetória das políticas públicas concernentes ao tema. Situação de Rua Porém. que trazem como foco principal a internação compulsória ou involuntária de dependentes químicos. É escutar as experiências de vida envolvendo o sujeito no apoio para que encontre caminhos autônomos de cuidado de si e estímulo para ações coletivas. e de uma apreciação das modificações trazidas pela Lei Nº 11. onde a droga pode ser um de seus aspectos de sofrimento e exclusão. A análise foi feita a partir de uma perspectiva histórica das políticas públicas sobre portadores de transtornos mentais e da luta antimanicomial. crack ou outras drogas são estigmatizadas por imagens que alimentam o preconceito e a violência ao invés de cuidado daqueles que vivem em situação de rua. Raves e mesas de bar. expulsão e perseguição. Assim. refletida na Lei N°10. Na cartilha do Programa Educacional de Resistência às Drogas a vivência de rua é argumento para que adolescentes das escolas afastem-se das drogas e das pessoas que dela fazem uso. bem como da luta pela humanização do tratamento. compreende que os saberes envolvidos nos usos produzem o controle dos riscos em relação ao uso da droga e a transformação da realidade vivida pelo sujeito. sobretudo quando associado às Zw etsch j unto à População em festividades: Oktoberfest. elaborar estratégias de educação sobre drogas através da análise de materiais educativos denuncia as imagens e discursos intolerantes. disponibilizados pelas duas casas.

sem definição. que explode no refluxo de outras ondas que chegam. em uma Organização Não Governamental situado na cidade de Petrópolis. "Meus poemas. sem serem fixas nem definitivas. submergindo em seguida.. O poeta retratado faz seu mundo sem qualquer vontade ou pretensão de significá-lo ou categorizá-lo. do que manda! Nunca as considerei coisas sérias. Este filme é dedicado a um artista da rua chamado Mr. Através de um estudo de caso acompanhado pela equipe interdisciplinar do CRDH.. onde lideranças surgem. Jones. Breno Monteiro Figueiredo Transv ersalizando Direitos: Desafios da Saúde Mental na Cidade Imperial O presente trabalho tem como objetivo compartilhar a experiência da implantação de um Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH-RJ).NAVE.Braz Geraldo Peixoto A v oz da multidão e o mar A minha voz é a voz das ruas! Não é a voz dos gabinetes. dependendo das circunstâncias.. das secretarias. nunca consegui acreditar nessas vozes de gabinete . um poético e o outro científico.. Elas simplesmente emergem. à medida que situações de vulnerabilidade e violação de direitos são configuradas no campo da saúde mental na região serrana. de abrangência regional e em consonância com o Plano Nacional de Direitos Humanos . com demanda inicialmente jurídica. essa cordialidade hipócrita. São espaços inclassificáveis. Jones. As vozes das ruas são as nossas vozes! Essa é a voz que eu reconheço! Essa é a minha voz! Aliás. com uma falsa aparência de honestidade e virtude.. ou não. O diferencial da escuta se dá no comprometimento da equipe do CRDH com a abordagem jurídicopsicossocial. nos moveu a abandonar nossa primeira idéia de filme e transformou completamente nosso modo de pensar o roteiro. do chefe.poetas que talvez. as ruas e a multidão. homenageamos aqui dois outros grandes poetas: Fernando Pessoa e Charles Baudelaire . vive. para dar lugar a outras lideranças. Ela é a voz rouca das multidões. Por isso. A multidão se parece com o mar que avisto do meu terraço. que não tem endereço.PNDH-3.. essa finesse . Nosso grupo teve um encontro com ele em meio à cidade. considerando a situação singular de cada sujeito e atravessamentos em suas relações socioculturais. nos afetou. Aqui é retratado o contraste entre dois modos de olhar. descortina-se uma situação emblemática para a efetivação dos direitos humanos. bem à minha frente! Mas também está em todos os outros lugares do mundo! Amo o mar. nem telefone. Sou cidadão do mundo! Não acredito nem aceito fronteiras. Ele está aqui. sente. sempre me pareceram um jogo. Por isso dedicamos esta obra ao singular modo de vida chamado Jones. sua ciência" é fruto de um trabalho coletivo do Núcleo de Ampliação à Vida Emancipada . nos dias atuais. Além disso. igualmente! Existe uma similitude entre eles: a força indomável da ressaca.. então. Sua Ciência" . dos ministérios! Não chega a ter esses refinamentos. estariam postos mais à margem da sociedade do que foram à sua época. e converte suas experiências em poesia.. Este vídeo é uma obra ficcional. Bruno de Melo Carneiro "Meus Poemas.

coordenado por um profissional do CAPS e um da UBS. depressão. A proposta do grupo veio então como possibilidade de trocas de experiências entre os participantes. revendo questões da família. nas quais eles pudessem se sentir acolhidos e legitimados no seu sofrimento. eles puderam se sentir acolhidos. etc. relacionamentos e lutos. através do processo grupal. ou seja. mas também que o espaço grupal possibilitasse um aprofundamento das queixas. instabilidade emocional. com predomínio de queixas como ansiedade. Nos encontros do Matriciamento. nos encontros entre profissionais da Unidade Básica e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). trabalho. em especial de ansiolíticos e antidepressivos. Constatou-se uma diminuição progressiva no uso de psicotrópicos. nas quais uma breve investigação clínica já conduzia a questões psicossociais problemáticas. ou seja. as equipes partiram da percepção de que uma grande parte da clientela da UBS buscava auxílio para questões de saúde mental. houve a percepção por parte dos coordenadores e um feedback por parte dos participantes de que. ou apresentavam queixas somáticas vagas. mais precisamente em um território com alta vulnerabilidade social.. o segundo detinha um conhecimento fino do território. . Com o desenvolvimento do grupo. dispostos a encarar melhor seus problemas e tomar decisões. voltado para a população de uma Unidade Básica de Atenção Básica: Relato Saúde (UBS) localizada em Campinas (SP). de uma experiência intitulado Dedo de Prosa . dos contextos de vida de cada um dos participantes. foi pensado inicialmente no contexto do Apoio Matricial.Bruno Espósito Grupo Terapêutico na Este trabalho relata a experiência na condução de um Grupo Terapêutico. O grupo era conduzido em parceria. para muitos dos participantes. O grupo. O primeiro trazia o olhar especializado da Saúde Mental e da condução de grupos. tirando-as de suas descrições sintomáticas e procurando entendê-las a luz do processo de vida de cada um dos participantes. insônia.

assim. 1995. observa-se uma alta adesão dos pacientes ao grupo de orientação. participação dos grupos de benzodiazepínico do CAPS AD antes da descentralização desses pacientes para as UBS. Para implementação de ações de ações de redução.Camila Aleixo de Campos Av arca Ações de redução. a saber: estudo epidemiológico da população atendida em saúde mental na UBS. a carência de critérios bem definidos que justifique a quantidade de pessoas que fazem seu uso (AQUINO. para cerca de uma pessoa adulta em cada dez (CREMESP. farmacêutica e psiquiatra. demonstrando. bem como reorganizar o s . em relação à prescrição de psicotrópicos. Huf. orientação e uso racional de medicamento benzodiazepínicos na atenção básica: relatos de experiência de um território de São Bernardo do Campo A prescrição de medicamentos psicotrópicos há muito tempo já ultrapassou a área de especialidade dos psiquiatras e se transformou num problema de saúde pública. Como resultado. educação permanente sobre o tema nas equipes de saúde da família. 2000). uma pesquisa do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo demonstra que prescrições de benzodiazepínicos são realizadas. esse trabalho tem por objetivo apresentar a experiência de alguns serviços de atenção básica um território com alto índice de vulnerabilidade da cidade de São Bernardo do Campo. 2008). Por fim. com a participação da psicóloga. a partir de critérios de risco e vulnerabilidade para ingresso no grupo. orientação e uso racional de medicamentos psicotrópicos na atenção básica. criação do grupo de "benzodiazepínicos" na UBS. 2002). diminuição do números de pacientes que vinham ao serviço para renovação de receita fora do prazo estipulado e melhor entendimento das equipes de saúde da família. discutir e orientar esses pacientes. por pelo menos um ano (Baldessarini. Rosenfeld. sobretudo em relação aos médicos generalistas o clínicos. matriciamento da equipe de saúde mental nas outras UBS que são de referência para discussão com os médicos e enfermeiros sobre a prescrição de psicotrópicos. Os benzodiazepínicos são as drogas psicotrópicas mais prescritas no Brasil e no mundo. Lopes. respeitando a especificidade de cada território. algumas ações foram realizadas. reorganização do fluxo de acolhimento de pacientes que necessitavam de renovação de receitas e faltas constantes e a criação do "grupo de receitas" que tem como objetivo acompanhar. Na contramão dessas práticas abusivas. Como desfio apontamos a necessidade de potencializar ações semelhantes em outros serviços. em sua maioria por médicos clínicos. Há pesquisas que apontam que de 1 a 3% de toda população ocidental já fez uso de benzodiazepínicos regularmente.

resgatar sua autonomia e motivação. o que resultou na diminuição significativa das crises e em uma melhor aceitação junto à comunidade. abrindo-se a possibilidade de favorecer vários pacientes com transtornos mentais graves e persistentes. sob a orientação da psicóloga e execução compartilhada entre psicóloga e agentes comunitárias de saúde. . à partir da iniciativa de uma agente comunitária de saúde. podendo ser monitorado pelos profissionais da USF. mobilizou a equipe em conjunto com a psicóloga a criar um grupo de convivência na USF para aproximar este paciente da equipe afim de assegurar sua continuidade ao tratamento medicamentoso. ao ver o sofrimento mental de um paciente. que necessitam de acompanhamento frequente. com o estímulo e apoio de toda a equipe. com frequentes surtos psicóticos. garantindo o controle das crises ao mesmo tempo que se gerasse um espaço para firmar o vínculo positivo com a equipe. sem contato familiar e social. na sededa USF Três Pontes. conta com frequencia media de 5 pacientes que se mantém estabilizados. atualmente o grupo acontece duas vezes por semana com duração de uma hora.Camila do Grupo de Conv iv ência: Nascimento O Resgate dos Direitos Humanos para Pacientes Psicóticos na Atenção Básica à Saúde O trabalho com pacientes psicóticos sempre foi visto como dificultosompelos profissionais da saúde porque gerlamente são pacientes resistentes ao tratamento que geram conflitos por não conseguirem gerenciar suas vidas. a equipe de saude da familia. No distrito de Três PontesAmparo-SP. melhorar o contato social.

além do que preconiza a Reforma Psiquiátrica. Resultados: Inicialmente não constituiu objeto de nosso interesse a discussão sobre a formação e a trajetória dos profissionais segundo a natureza gerencial dos CAPSI. tipo de formação e sentidos atribuídos ao trabalho. que deviam ser oferecidos pelas instituições. O Referencial Teórico foi construído a partir de diferentes autores que dialogam entre si. de forma que essas instituições marcam a atuação profissional. um gerenciado diretamente pela Prefeitura e outro por Organização Social de Saúde (OSS) no Município de São Paulo.8. motivações. enfermeiro e auxiliar de enfermagem) lotados em 2 CAPSis. dentre eles Dejours e Schwartz. todos os trabalhadores revelam aspectos comuns no que se refere a passagem prévia por hospital. As entrevistas foram transcritas e analisadas de acordo com o método de Schutz. entretanto. terapeuta ocupacional. Brasil. Diante da complexidade das propostas de tratamento nos CAPSis e da falta de espaços de discussão e potencialização do trabalho.0000. Método: Foi aplicado um questionário semi estruturado e entrevistas narrativas em 8 profissionais de diferentes categorias (médico. aprovada pelo Comitê de Ética da Faculdade de Saúde Pública de São Paulo. A pesquisa. USP(CAAE:01829512. psicólogo. consideramos que seria mais adequado e verdadeiro comparar os dois blocos: profissionais dos CAPSis gerenciados pela Prefeitura e pela OSS. . A despeito dessas diferenças. A tendência atual do mundo do trabalho caminha em sentido oposto às propostas da Reforma Psiquiátrica. Conclusão: A formação transcende o espaço técnico no qual ela se delimita inicialmente e se espraia para diversos setores da vida do indivíduo. ambos os grupos de profissionais relatam sentirem-se perdidos e sozinhos.Camila Junqueira Muylaert PROFISSIONAIS DE CAPSis GERENCIADOS POR ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE E PELA PREFEITURA: CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS Objetivo: Descrever e analisar as experiências e contextos de formação e trajetória de vida de trabalhadores de Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPSis) e suas relações com o processo de inserção e prática no campo da saúde mental infantojuvenil. carência de capacitação oferecida pelos serviços e grande distância entre as necessidades reais do serviço e os treinamentos oferecidos. escola ou consultório. Foram marcantes as diferenças entre os dois blocos no que se refere ao perfil profissional.5421). em função de uma situação emergente do próprio processo investigativo. teve o sigilo e a participação voluntária dos sujeitos garantidos mediante TCLE.

As entrevistas serão transcritas fidedignamente e a partir das mesmas serão constituídas histórias de vida de cada um dos participantes. tipo:pesquisa exploratória. Realizar entrevistas para construção das histórias de vida. . Descritores: Saúde Mental. suas formas de precarização. no município de São João da Boa Vista. no caso as pessoas com sofrimento psíquico grave que muitas vezes estão à margem da inserção no trabalho. Após a seleção inicial em grupo para apresentação da pesquisa. O critério de inclusão para participar da pesquisa é estar com o quadro estável e freqüentar o serviço no mínimo uma vez na semana. através do registro de experiências. Identificar o número de usuários que já foram inseridos em alguma atividade produtiva/trabalho/geração de renda. Objetivos específicos: Mapear a rede sócio assistencial municipal e seus recursos disponíveis. Trabalho. será realizada uma entrevista semi estruturada. A coleta de dados se dá através de observação participante em contato com a realidade do serviço. com descrição e breve histórico de cada usuário. os excluídos. Os registros serão capturados através de gravação de áudio de cada entrevista. Resultado esperado: Acredita-se que com os relatos de histórias de vida de cada participante possa subsidiar ações futuras de preparação de um grupo de usuários e constituir cooperativa de trabalhadores em regime de economia solidária em saúde mental no município sede deste estudo. Realizar encontro com o grupo de participantes identificados para aproximação entre os mesmos e apresentação da pesquisa. a desigualdade de classe. Público alvo:Os participantes desta pesquisa serão até 10 usuários do CAPS II.Camila Roman theodoro HISTÓRIAS DE VIDA E TRABALHO: POTÊNCIAS E DESAFIOS DA REDE SUBSTITUTIVA DE SAÚDE MENTAL DO MUNICIPIO DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA/SP Esta pesquisa é um estudo sobre a organização de vida/trabalho. A partir dos 236 usuários que são atendidos no CAPS II. foi identificado 21 prontuários que a partir daí serão realizados análise documental dos prontuários dos usuários do serviço. em abordagem individual. Desta maneira não enxergamos as possibilidades de crescimento que a inclusão social pelo trabalho pode oferecer e os aspectos positivos relacionados à saúde dos usuários. em outro momento. da análise crítica dos relatos de histórias de vida (narrativas) dos usuários da pesquisa. Autonomia.O objetivo geral da pesquisa é investigar quais as possibilidades de inserção social no trabalho de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial. O método de pesquisa a ser utilizado é de abordagem qualitativa.

o projeto utiliza-se da arte e da cultura para promover espaços de formação. contação de história. obtivemos maior apropriação e criticidade acerca de temáticas dos direitos humanos e da diversidade pelos usuários dos equipamentos. são vivenciadas as propostas com os artistas parceiros que realizam intervenções artísticas nos equipamentos sociais. acontecem também experimentações. psicologia. dança de roda. . criação e emancipação pautadas pelas diretrizes da Política Nacional de Direitos Humanos em equipamentos sociais (Centros de Atenção Psicossocial Saúde Mental e Álcool e outras Drogas e Centro de Referência Especializada da Assistência Social População de Rua). cidadania ativa e autonomia destes grupos. o grupo elabora oficinas artísticas para promover a discussão e reflexão acerca dos direitos humanos. Como resultados parciais. Arte e Cultura Produzindo Deslocamentos Sensív eis Direitos Humanos para a Diversidade: criando espaços de arte cultura e educação é um projeto de extensão universitária do Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos. malabares). entre outros. tendo como foco o respeito à diversidade. teatro. utilizando diferentes expressões linguagens artísticas e culturais. pedagogia e biblioteconomia). artes plásticas. A intersetorialidade e a transdisciplinaridade estão na diretriz do aperfeiçoamento das ações realizadas. ou seja. tais como. a promoção do empoderamento. a partir da qual é possível aprofundar a leitura das necessidades dos sujeitos e promover uma maior conexão e convivência. Busca-se também proporcionar aos estudantes diversas experiências e práticas em linguagens artísticas e culturais com grupos e coletivos que vivem as adversidades do campo social. ou seja. imagem e som. Metodologia: Através de uma equipe interdisciplinar (coordenadora e técnicas terapeutas ocupacionais. dependentes químicos e aquelas que têm a rua como morada. observamos grande expressão de deslocamentos sensíveis.Carla Regina Silv a Direitos Humanos. expressões singulares e potentes que corroboram com a visibilidade para a arte como recurso disparador de processos singulares. Aclarado pela discussão acerca dos direitos humanos. circo (palhaço. estudantes de terapia ocupacional. em São Carlos SP. com populações que tem seus direitos violados frequentemente: portadores de transtornos mentais. estruturação e avaliação. trabalha-se com reuniões ativas de estudo. planejamento. visto que a atividade possibilita maior aproximação. fomentando discussões presentes relevantes ao seu cotidiano. fanzine. Desta forma.

Há necessidade das instituições de capacitação e das empresas incluírem nos programas de inserção de jovens temas relacionados à saúde. Os dados foram analisados segundo análise de conteúdo proposta por Bardin. As principais queixas foram: estresse para corresponder às exigências do trabalho. falta de reconhecimento e dificuldades para conciliar as atividades pessoais. trabalho. Entretanto. transporte e alimentação. Os resultados desses estudos apontam as condições financeiras da de j ov ens estudantes família como um dos principais fatores para o ingresso dos jovens no trabalho. participantes de um programa de inserção no trabalho de uma Organização Não Governamental localizada em São Paulo. experiência profissional. salário.Carolina Abilio Inclusão produtiv a e A inserção de jovens no trabalho tem sido objeto de diversos estudos nas repercussões na saúde últimas décadas. Entretanto. crimes e tráfico de drogas no bairro onde residiam. situações de constrangimento no trabalho. poder comprar suas próprias coisas. Os principais fatores relacionados ao ingresso no trabalho foram: necessidade financeira familiar. Método: O estudo foi realizado entre os meses de junho a dezembro de 2011. com 20 jovens entre 14 e 20 anos que trabalhavam durante o dia e estudavam no período noturno. falta de apoio/treinamento e supervisão. também foram identificadas repercussões negativas relacionadas à saúde dos participantes. O ingresso do jovem no trabalho proporcionou um aumento na renda familiar. lazer. família e acadêmicas. Foram realizados grupos focais com os jovens antes e após dois meses do ingresso no trabalho. como: alta demanda. poder de aquisição de bens de consumo e formação de uma identidade profissional. atividades repetitivas. ser reconhecido como trabalhador e não desocupado . OBJETIVOS: Analisar e descrever algumas mudanças ocorridas na saúde de jovens estudantes após ingresso no trabalho. a inserção no trabalho durante o dia aliados aos estudos no período noturno pode comprometer a saúde física e mental dos jovens estudantes trabalhadores. Capital. administração do tempo. . Os aspectos positivos relatados pelos jovens relacionados ao trabalho foram: experiência profissional. substituição de cargos de chefia no período de férias destes. também foi observado que a extensa jornada diária de trabalho concomitante com os estudos no período noturno prejudicou a saúde mental e física da maioria dos participantes. Além disso. benefícios como plano de saúde. formação de uma identidade profissional e maior poder de consumo.

AINDA QUE DIANTE DE OBSTÁCULOS. NO BAIRRO DO SUBÚRBIO FERROVIÁRIO E ESTÁ VINCULADA AO CAPS II DESTE MESMO BAIRRO. INSERÇÃO FINANCEIRA ATRAVÉS DO RECEBIMENTO DO BENEFÍCIO PAGO PELO PVC. A RT FOI IMPLANTADA NO MUNICÍPIO DE SALVADOR-BA. NESTE CONTEXTO O MINISTÉRIO DA SAÚDE CRIOU O PROGRAMA DE VOLTA PARA CASA (PVC). DIFICULDADES E ÊXITOS. EM ATUAR NESTA VERTENTE DO CUIDADO. . INSTITUINDO O SERVIÇO RESIDENCIAL TERAPÊUTICO (SRT) COMO OPÇÃO DE MORADIA PARA PESSOAS QUE ESTIVERAM EM REGIME DE INTERNAÇÃO SUPERIOR A DOIS ANOS E QUE PERDERAM SEUS VÍNCULOS SOCIAIS E FAMILIARES. NO BRASIL UM PROCESSO DE REFORMA PSIQUIÁTRICA VEM AVANÇANDO ALICERÇADA NOS CONCEITOS DE DIGNIDADE HUMANA E INSERÇÃO SOCIAL DE PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS.Carolina Santos Silv a A EXPERIÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO RESIDENCIAL TERAPÊUTICO PARA EGRESSOS DO HOSPITAL DE CUSTÓDIA E TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO DO ESTADO DA BAHIA (BA): DESAFIOS. DENTRE AS DIFICULDADES PONTUA-SE: A SIGNIFICATIVA DISTÂNCIA GEOGRÁFICA ENTRE A RT E CAPS. O HCTP-BA. NA MEDIDA EM QUE SE PERCEBE RESULTADOS IMPACTANTES NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE VÍNCULOS SOCIAIS DAQUELES QUE PERMANECERAM RECLUSOS NO HCTP POR LONGO TEMPO E QUE TIVERAM O VÍNCULO FAMILIAR ROMPIDO. SAÍDA DE UM DOS MORADORES PARA ASSUMIR SUA VIDA FORA DA RT. TEM COMO FUNÇÃO CUSTODIAR E TRATAR. TRATASE DE UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DOS PROFISSIONAIS QUE TIVERAM COMO DESAFIO REINSERIR SOCIALMENTE PORTADORES DE TRANSTORNOS MENTAIS AUTORES DE DELITOS GRAVES E DUPLAMENTE ESTIGMATIZADOS: COMO LOUCOS E CRIMINOSOS. RESISTÊNCIA INICIAL DE ALGUNS PROFISSIONAIS DO CAPS. CONSOLIDANDO POLÍTICAS ESPECÍFICAS E TRANSFORMANDO A REALIDADE DA ASSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL NO PAÍS. DIFÍCIL ARTICULAÇÃO COM A ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE. VINCULADO À SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA. OBSERVAMOS A CONCRETIZAÇÃO DA RT COMO IMPORTANTE INSTRUMENTO PARA REINSERÇÃO. CUIDADORES COM DIFICULDADES NO CUIDAR VERSUS ESTIMULAR A AUTONOMIA DOS MORADORES. ENTRE OS BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO ESTÃO OS EGRESSOS DO HOSPITAL DE CUSTÓDIA E TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO (HCTP). A ACEITAÇÃO DESTES INDIVÍDUOS PELA COMUNIDADE SEM MAIORES RESISTÊNCIAS. PESSOAS PORTADORAS DE TRANSTORNOS MENTAIS QUE COMETERAM DELITOS GRAVES. DENTRE OS AVANÇOS SIGNIFICATIVOS DESTACAMOS: A COMPREENSÃO DOS MORADORES ACERCA DA RT COMO UM LOCAL DE MORADIA. EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. UMA DAS AÇÕES DO HCTP-BA PARA A DESINSTITUCIONALIZAR AQUELES QUE JÁ HAVIAM CUMPRIDO A MEDIDA DE SEGURANÇA E NÃO POSSUÍAM VÍNCULO FAMILIAR FOI A CRIAÇÃO DE UMA RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA (RT) PARA ABRIGÁ-LOS. ESTE TRABALHO TEM COMO OBJETIVO PONTUAR AS DIFICULDADES E OS AVANÇOS OBTIDOS PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DO CAPS II NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA RT.

utiliza-se o Movimento Britânico de Usuários e Sobreviventes como um exemplo de protagonismo político de usuários que contrasta com o cenário nacional. discutimos como o caso do Movimento Britânico de Usuários e Sobreviventes pode contribuir para pensar a atuação política de usuários de saúde mental no Brasil. CPF.Associação de Atenção Humanitária à Saúde. sapatos. Para isso. após muitos anos de internação psiquiátrica asilar. realizar campanhas informativas sobre transtornos mentais. adornos femininos. E. familiares e cuidadores. com o objetivo de orientar. Este trabalho propõe uma discussão a respeito do papel dos usuários de serviços de saúde mental na construção de políticas e práticas de atenção à saúde mental.. 93. no Jardim Ipatinga. fundada por 44 associados em 10.10. Enfim!!!!!Um projeto exitoso. no Bairro do Éden. de consultas clínicas e medicamentos no Posto de Saúde do bairro.SP .Carolina Seibel Chassot Protagonismo político de usuários de serv iços de saúde mental uma contribuição a partir do Mov imento Britânico de Usuários e Sobrev iv entes. cinema. Elas participam do Projeto de Volta para Casa. Em novembro de 2012. assim como também. Celso Aparecido Fattori Junior Proj eto Exitosos de Residencias Terapauticas em Sorocaba . eram consideradas dentro da instituição hospitalar como ignoradas. em Sorocaba S. restaurante. 10 não possuíam qualquer documento de identificação. passeios (shopping. fazem uso dos direitos de consulta e acompanhamento junto ao CAPS. minimizar preconceitos e estigmas junto à sociedade. sem fins lucrativos. no Condomínio Bella Vista. Ademais. Passado três anos de implantação do projeto.2008. Por fim. quando necessárias. guloseimas. visando humanizar a relação com os dependentes de tais cuidados. Inicialmente foi disponibilizado para a implantação desse projeto 4 residências.). transferimos o nosso projeto para a Rua Mariana Ribeiro de Andrade nº. A associação tem como propósito a mudança na forma da sociedade ver as pessoas com transtornos mentais. de favorecer a participação em eventos culturais. com Rg.P. medicações de alto custo através do Conjunto Hospitalar do Município.. todas as moradoras são consideradas cidadãs. tem a finalidade de prestar assistência às pessoas com transtornos emocionais e psíquicos. com o recebimento de benefício mensal para custeio dos seus gastos pessoais: roupas. Projeto realizado pela ATHUS . Caracteriza-se este movimento em seu contexto histórico-político.. dessas 18 moradoras.. Entrevistas feitas com usuários ativistas permitiram também apreender os efeitos de subjetivação engendrados a partir do envolvimento com este movimento social. uma empresa jurídica de direito privado. Essas pacientes vieram para as residências. situadas à Rua Antonio Bravo Plaça nº 150. contribuindo deste modo para melhorar a qualidade de vida das mesmas. E. algumas delas com mais de 30 anos institucionalizadas. em Sorocaba. apresentando os elementos que tornaram possível sua emergência enquanto ação coletiva e sua sustentação e transformação ao longo dos anos. após vários conflitos com os moradores do condomínio por preconceito ao portador de transtorno mental e elevadas multas financeiras com a justificativa de que se tratava de uma clínica e não de residencia terapêutica. 101.. cartão de identidade SUS etc. A partir de dados empíricos e bibliográficos coletados durante a pesquisa de mestrado da autora. a partir de 14 de maio de 2010 foram transferidas 18 moradoras do Hospital Mental Medicina Especializada de Sorocaba. Dessa forma. 112 e 115. medicações psiquiátricas através do Ambulatório de Saúde Mental do Município. Estado de São Paulo..

e sim. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. o trabalho ganha novos contornos como. judô e leitura. . Assim acontecem as modificações nas práticas terapêuticas. torna-se possível uma ética comum. Cirandinha. Detetive. que podem intervir com seus saberes e favorecer o atendimento adequado. motricidade orofacial. psicomotricidade. seja individual ou em grupo. bem como atividades em grupo conforme o projeto terapêutico: atividades sensoriais. interdisciplinar e multidisciplinar O Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPSi) de Ouro Preto oferece cuidados na clínica de saúde mental intersetorial e multidisciplinar. correspondam novos instrumentos e mecanismos. As atividades ocorrem dentro e fora do CAPSi. a necessidade de que a esse objeto redesenhado. estimulação da linguagem oral.São realizadas diversas oficinas terapêuticas: oficina de artes. jogos e brincadeiras. Assim. não se restringindo aos problemas específicos de uma única instituição. nos distritos e com instituições parceiras com a participação dos profissionais. desde o acolhimento até o desenvolvimento do PTI. constituindo um olhar transdisciplinar do saber. Nesse contexto. nas duas últimas décadas. Nesta perspectiva de ampliação do objeto de intervenção proposto. de forma a garantir a clínica de cuidados às crianças e adolescentes. A proposta do CAPSi em desenvolver ações dentro e fora do serviço. integração. horta. aprendendo com o lúdico. atividade de vida diária.Christine Vianna Algarv es Magalhaes A Clinica de cuidados da criança e do adolescente. criam-se diferentes maneiras para solução dos problemas. passou por transformações e avanços que constituem o atual processo de atendimento. nos PSFs. O trabalho em equipe torna-se essencial na construção de soluções e práticas coletivas.No CAPSi. adolescentes usuários de álcool e outras drogas e Família.A política de Saúde Mental brasileira. o que está em questão é um novo saber gerado pelo trabalho conjunto. No CAPSi as práticas terapêuticas são realizadas com atividades em grupo e individuais com os usuários e com as famílias. A permanência o cuidado é multidisciplinar. é fundamental o estabelecimento de laços afetivos para a efetivação das intervenções. As atividades em grupo sempre trabalham com mais de um profissional e de especialidades diferentes. Na interdisciplinaridade. reconstruído. participativo das diversas especificidades em cada intervenção. coletivo. nas escolas. NASF amplia suas possibilidades e os desafia a se relacionar com as outras áreas. em um território. lúdico e interdisciplinar. socialização. música.

Palavras-chave: Precarização. uma vez por semana durante os meses de março e abril deste ano e facilitado pelos residentes que propuseram um ciclo de palestras. apresentados pelos usuários daquele CAPS. entendemos que houve a empoderação dos familiares. e promover a formação de sujeitos de direitos e multiplicadores de cidadania. no intuito de eleger critérios de inclusão dos tipos de transtornos mais comuns apresentados por estes. e principalmente pelo esclarecimento acerca do que pode ou não ser considerado um sintoma de transtorno mental. O grupo foi realizado de forma sistemática. bem como temas que a equipe de facilitadores sugeriam. no município de Ananindeua PA. Este grupo foi originalmente criado por um assistente social do serviço mas durante dois meses foi facilitado pelos residentes assistentes sociais. Os temas foram decididos de forma democrática considerando as dúvidas referentes a realidade vivenciada pelos familiares e cuidadores dos usuários. Trata-se da vivência da realização de uma grupo com pais e cuidadores dos usuários deste CAPS. A partir disto foi realizado pesquisa documental para que fossem catalogados os Códigos internacionais de doença CID. O objetivo do grupo era empoderar os familiares e cuidadores sobre o processo de adoecimento e tratamento. como medicalização da infância. maior envolvimento destes na dinâmica do próprio serviço. psicóloga e enfermeiro. como também a desmitificarão de preconceitos. este que faz parte do campo de prática do Programa de Residência Multiprofissional em atenção à Saúde Mental da Universidade Estadual do Pará (UEPA) e Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV). Terceirização. . Serviço Social. doença neurológica ou até mesmo um comportamento comum. transtornos invasivos do desenvolvimento. Os resultados também são aplicados à equipe técnica deste serviço uma vez que eles também participavam das palestras como ouvintes e puderam também se apropriar dos temas como uma forma de capacitação ou atualização de suas práticas Cíntia Almeida Fidelis REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA E OS REBATIMENTOS PARA O TRABALHADOR CONTEMPORÂNEO Este artigo é fruto das reflexões realizadas na Disciplina de Núcleo Relações de Trabalho da Graduação do Curso de Serviço Social. que se caracterizava pela orientação dos mesmos sobre o tratamento destes usuários. formação de multiplicadores em cidadania. criou-se a possibilidade de um melhor manejo com os usuários e a valorização do tratamento e do cuidado destes.CINTHIA DE CASTRO SANTOS A importância do grupo de orientação para pais e cuidadores em um Centro de atenção psicossocial infanto j uv enil O presente trabalho é resultado da experiência de treino em serviço em um Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPS i). Através dos temas abordados no grupo. facilitar o melhor manejo possível com o usuário. A centralidade da discussão é a precarização do trabalho com ênfase na terceirização com a introdução do neoliberalismo e o processo de produção de acumulação flexível do capital. potencializar boas práticas comunitárias e cidadania. cuidadores.

familiares e profissionais. que avançaram pouco. o protagonismo e o resgate do poder contratual dos usuários. somando 660 empreendimentos. Foi criado o Colegiado de Reabilitação Psicossocial composto por uma representação de usuário e/ou técnico de cada região de saúde do estado. A GENSAM irá realizar o II Fórum de Reabilitação Psicossocial com o objetivo de avançar na construção da Politica Estadual de Saúde Mental e Economia Solidária. técnicas. organização do espaço. a cooperação e a centralidade do ser humano nas suas ações a aproxima ainda mais da saúde mental. Em 2013 instituiu a Área Técnica de Reabilitação Psicossocial e deu inicio ao processo de acompanhamento dos empreendimentos. experiência muito rica de troca.306. convivência. sendo constituídos ainda pelos serviços tradicionais: hospitais. aprendemos muito sobre a gestão dos empreendimentos. A área técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde vem trabalhando no sentido de avançar no processo de reforma psiquiátrica. Todo esse processo está em curso para a consolidação da inclusão produtiva dos usuários de saúde mental. de 27 de junho de 2012. aprendizado. CAPS e ambulatórios especializados. A Reabilitação Psicossocial é um importante componente da RAPS. cooperação e fortalecimento das experiências. Outro ponto a considerar é o agravamento dos casos de dependência química. constituem-se de iniciativas de geração de trabalho e renda. A Gerência de Núcleo de Saúde Mental-GENSAM-AL. Foram realizados 4 Intercâmbios de Experiência com a participação de usuários. crack e outras drogas através da consolidação do direito ao trabalho e da contratualidade social dos usuários. e os Intercâmbios de Experiências entre os CAPS. A Economia Solidária tem se mostrado como uma importante resposta a exclusão social. Vários estados do Brasil estão avançando na inclusão social pelo trabalho e se articulam em Rede de Saúde Mental e Economia Solidária. articulação e interação entre as pessoas.Claudete do Direitos Humanos e Amaral Lins Economia Solidária A gestão na construção de espaços de inclusão social pelo trabalho em Alagoas. Visam promover a inclusão social pelo trabalho. realizou em 2012 5 fóruns de Reabilitação Psicossocial debatendo o tema com os CAPS das 10 regiões de saúde do estado de Alagoas (55 CAPS). protagonismo dos usuários. Há estados. ampliando a autonomia. empreendimentos solidários e cooperativas sociais. . o Comitê de Mobilização Social para a Rede de Atenção Psicossocial -RAPS. pessoas em situação de vulnerabilidade intensa que necessitam de dispositivos de transformação e inserção. Em 2012 foi instituído pela Portaria Nº 1.

com demanda inicialmente jurídica. ao analisar situações concretas. onde através dos dados levantados na pesquisa. A pesquisa apresentada engloba a temática sobre o perfil dos usuários do Núcleo de Serviço do Albergue I São Francisco. foi possível a realização de uma análise acerca da realidade dos mesmos. região metropolitana de São Paulo.População em situação de rua. . O diferencial da escuta se dá no comprometimento da equipe do CRDH com a abordagem jurídico-psicossocial.Também poderá ser observado na pesquisa. foi desenhado um instrumental de pesquisa com formato de questionário com perguntas abertas e fechadas. de abrangência regional e em consonância com o Plano Nacional de Direitos Humanos . PALAVRAS-CHAVES: Perfil. elaborado a partir de informações dos profissionais que atuam no albergue. escolaridade.Cleonice Dias dos Santos NO OLHO DA RUA: Perfil da população em situação de rua usuárias do Albergue I São Francisco O trabalho visa apresentar o perfil da população em situação de rua a partir de uma pesquisa realizada no Albergue I São Francisco. trabalho. desigualdades e automaticamente. vínculos familiares e origem e destino.Albergue Cristiana Figueiredo Corsini Transv ersalizando Direitos: desafios da O presente trabalho tem como objetivo compartilhar a experiência da implantação de um Centro de Referência em Direitos Saúde Mental na cidade Humanos (CRDH-RJ). entre janeiro e fevereiro de 2007. sua trajetória e seus estigmas. Através de um estudo de caso acompanhado pela equipe interdisciplinar do CRDH. seu perfil. como a reestruturação produtiva contribuiu para o aumento da miséria. descortina-se uma situação emblemática para a efetivação dos direitos humanos. Tendo como centralidade a questão de gênero. o numero de pessoas em situação de rua. suas características. assim a partir dos dados colhidos e de uma fundamentação teórica foi possível analisar a realidade dessa população. entre homens e mulheres.No total foram pesquisados 347 usuários do Albergue I São Francisco.PNDH-3. considerando a situação singular de cada sujeito e atravessamentos em suas relações socioculturais. Como fonte de informação. em uma Imperial Organização Não Governamental situado na cidade de Petrópolis. à medida que situações de vulnerabilidade e violação de direitos são configuradas no campo da saúde mental na região serrana. de forma a respeitar o universo cultural dos usuários. É fundamental não perder de vista a dimensão da totalidade. etnia. nas suas particularidades.

muitos afirmam serem usuários e terem sido condenados indevidamente como traficantes. muitos crimes praticados pelo abuso ou dependência de drogas. Muitos estão em cumprimento de pena por crimes de todos os tipos. Se tem-se discutido a ampliação das redes de atenção psicossocial. se estendessem à população prisional. identificar as populações e ir ao seu encontro para que se possa acessar o público-alvo.343 de 2006. Na prática. No cenário contemporâneo. sair dos serviços de saúde e adentrar outros dispositivos. Para se garantir que o SUS. muitos usuários encontram-se em cumprimento de penas privativas de liberdade aludindo para o fato de que não é suficiente a separação entre usuários e traficantes. o presente trabalho busca ressaltar a desassistência à saúde destas pessoas. que surgiu a partir da cooperação entre o Ministério da Justiça e o Ministério da Saúde.cristiane santos de souza nogueira Os excessos da Justiça e os (des) encontros com a Saúde: considerações sobre a atenção a usuários em priv ação de liberdade Diante do inegável desrespeito aos Direitos Humanos das pessoas em cumprimento de penas privativas de liberdade. em relação ao crime de tráfico. torna-se necessário que os profissionais da saúde mental conheçam e se apropriem das políticas do SUS. evidenciando que apesar da Lei de Drogas . Se na Saúde Mental se preconizam trabalhos. o que a dura realidade do sistema penitenciário brasileiro revela é que um grande contingente de presos são pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. enfatizando a falta de cuidados aos usuários de álcool e outras drogas que se encontram presos. é preciso rever estratégias que abarquem as pessoas privadas de liberdade. . Traz uma discussão sobre a criminalização do uso de drogas. ações que promovam a inserção social. pois sem dúvida alguma as prisões estão repletas de pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. a construção de cidadania e a garantia de direitos para os usuários de drogas. mas.Lei 11. Equidade e Universalidade. está posto o desafio de cada vez mais se ofertar aquilo que as pessoas precisam e não aquilo que os profissionais sabem oferecer. é preciso colocar em movimento. a partir de seus princípios da Integralidade. Se tem-se evidenciado a importância da articulação intersetorial. sublinha a criação do Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário.

foi instituído no território de Parelheiros o Fórum de Cultura de Paz. na presença do Promotor da Vara da Infância do Foro Regional. Como método estabeleceu-se que cada serviço componente da Rede de Cuidados indicasse um profissional de referência para a elaboração do Projeto Terapêutico Singular (PTS) compartilhado e intersetorial. Este espaço vem sendo legitimado com a participação do Ministério Público. CAPS III. ed. Referências Bibliográficas Cartilha da PNH Clínica Ampliada. RJ: EAD/ENSP. O tema Gestão do Cuidado e Promoção da Saúde foi amplamente debatido no Curso de Qualificação de Gestores do SUS. fortalecendo a Rede de Atenção Integral de Cuidado às Pessoas em Situação de Violência. Considerações Finais: Este Fórum. Desenvolvimento: Como estratégia de ação foi articulado no espaço do Conselho Tutelar de Parelheiros. onde participam os seguintes atores: Conselho Tutelar. ações estas voltadas para minimizar o impacto das diversas formas de violência sobre os cidadãos. As ações deste fórum possibilitam aos profissionais elaborar estratégias de trabalho em rede intersetorial para a promoção da saúde e prevenção das violências. 2007 Documento Norteador para Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência do Município de São Paulo GONDIM R. 2012 . As reuniões ocorrem mensalmente com duração de três horas. configurando-se em espaços de discussão de casos. SASF. subsidiando a integração. constitui-se em um espaço de pactuação intersetorial e deliberação de ações integradas de prevenção e atendimento às pessoas em situação de violência. promovendo a Cultura de Paz no território. Saúde e Cidadania. CAPSi.) Qualificação de Gestores do SUS. et al (Orgs. 2. Saúde e Cidadania da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. ESF/NASF. o Fórum de discussão profissional intersetorial.Cristiane Stoev er Dacal A Implantação do Fórum de Cultura de Paz no Território de Parelheiros Introdução: Considerando a implantação do Documento Norteador de Cultura de Paz. Equipe de Referência e Projeto Terapêutico Singular MS. CRAS/CREAS e Educação. articulação e fortalecimento dos serviços envolvidos na Rede de Atenção e Cuidado. Rio de Janeiro. definição de condutas e devolutiva dos mesmos. 2011 SMS/SP. cuja finalidade é auxiliar e orientar os profissionais de saúde em seu cotidiano no cuidado às pessoas em situação de violência.

a leitura de um determinado contexto social a partir de um olhar situado em sua periferia. . em especial na Saúde Mental. como também. como um movimento de periferia. comunidade . arte gráfica. tem-se na adolescência.Cristiane Violante Cruz Sob o olhar da adolescência: a música como expressão e construção de si mesmo A expressão musical através de letras de Rap veicula visões de homem e de mundo. Desse modo. a resposta aos papeis sociais potencialmente contestatório. música) e se fundamenta em um sistema consuetudinário baseado na tradição. nas localidades periféricas de áreas urbanas e. permeada por lutas raciais e conflitos mundialmente postos. Atrelado a isso. O que claramente se evidencia no surgimento deste estilo musical e no movimento cultural. O Hip Hop. Hip Hop. Com esse histórico. estórias vivenciadas cotidianamente. possíveis ao transmissor dessas mensagens. diferente de outros movimentos juvenis ao longo da história. para a compreensão do universo simbólico e material dos adolescentes. Tal compreensão permite a leitura dessas estórias particulares transcritas em versos. Assim como. especialmente nas sociedades modernas. surgido nas ruas do bairro do Bronx em Nova York. Ao alicerçar o indivíduo em uma tradição e cultura permeadas de valores axiológicos positivos. ao qual intrinsicamente se vincula. década de 1970. ansiosa por se expressar e transformar sua realidade. o Rap tem se apresentado um importante instrumento nas Políticas Públicas. que congrega elementos de arte (dança. por pessoas que se situam em condição periférica ao Capital. em oposição a fluidez e inconstância propiciada pela atual sociedade de consumo de massa. Representativamente. com predominância. verifica-se nessas músicas. se alimentando do conhecimento advindo de grandes lideranças do movimento negro (Malcon X e Martin Luther King). em um contexto social estruturado. o Hip Hop surge. foi fruto de uma juventude. favorece ao adolescente a vinculação a uma comunidade identitária. Particularidade que confere fator de identidade entre aqueles que se vinculam a essa cultura. para a emancipação e fortalecimento do protagonismo desses agentes sociais. que estava naquele momento histórico. enquanto fenômeno cultural.

mais importante do que acertar o código diagnóstico. Assim. realizada entre 06/2009 a 10/2010. deve-se levar em conta o que afirma o Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental (2011. . dependência. Para o público que faz uso abusivo de substância química e/ou encontra-se em situação de vulnerabilidade social e de rua. A eclosão desses desequilíbrios culmina na adolescência ou fase adulta. que os respeita como cidadãos e que os consideram na sua totalidade. Palavras chaves: vulnerabilidade. por parte dos usuários. Pode-se ainda afirmar que há um desconhecimento. e esses são oriundos da infância e/ou adolescência. buscou-se identificar subsídios para intervenção e reabilitação dessa população. p. de uma política própria. psicoativa. atividade de grupo e observação. é necessário apresentá-los tanto às possibilidades de angariar recursos básicos para sobrevivência quanto às estratégias de enfrentamento para aqueles sofrimentos advindos da infância e da adolescência. Utilizando procedimentos como escuta individual. contudo mais do que lhes propor esse tipo de tratamento.em uso abusivo de alguma substancia psicoativa ou em situação de rua faziam uso desse espaço em razão desses desajustes emocionais. Ressalta-se que 88% dos que ali estão referenciados .Dália Matos USO E DEPENDÊNCIA Bezerra DE SUBSTÂNCIA QUIMICA ENTRE A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL QUE VIVE EM ABRIGO USO E DEPENDÊNCIA DE SUBSTÂNCIA QUIMICA ENTRE A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL QUE VIVE EM ABRIGO: SUBSÍDIOS PARA UMA INTERVENÇÃO DE REABILITAÇÃO Este trabalho é fruto da experiência como educadora social na casa de passagem Adolescente em Brasília-DF . Uma vez que nem todos fazem uso abusivo de drogas ou possuem relação com a criminalidade. É fato que eles vivem em situação de vulnerabilidade social. Foi possível verificar que há desajustes emocionais entre o usuário e a figura materna e/ou paterna. seria a política de redução de danos. há uma falta de adesão por um tratamento que prime exclusivamente pela abstinência. acredita-se que a estratégia mais cabível para tratá-los e recuperá-los em todas as áreas. é compreender a situação em suas várias facetas . 22).

destacamos o fato do CR ser um serviço itinerante e realizar ações em lugares públicos urbanos abertos à múltiplas (des)territorialidades e (des)encontros. aos transtornos mentais. De forma itinerante e multiprofissional. Criado como resposta ao direito à saúde para a População em situação de rua (PSR). visando acessibilidade e autonomia dentro da lógica da redução de danos. somado à multiprofissionalidade da equipe e às características da PSR que carrega o peso de ser uma das mais emblemáticas expressões da questão social como condicionante de um novo setting terapêutico. Nesse sentido. é um desses novos campos de trabalho. atualmente temos 49 moradores ex internos do hospital psiquiátrico são pedro. estão às relacionadas aos estigmas e papeis sociais. que podem servir tanto de potência como de ruína terapêutica. o CR visa um cuidado mais equânime. e são acompanhados por profissionais fazendo sua inserção a sociedade. DANIELA Experiência Viv ida em CONCEIÇÃO Serv iço Residencial FAIET Terapêutico Morada São Pedro Vivência em um serviço Residencial terapêutico Morada São Pedro. que residem em casas do estado. impondo novos elementos. Consideramos que tais questões demandam um olhar que vá além de uma visão intimista do sujeito e entenda a PSR como um sintoma significativo da contemporaneidade. realizamos intervenções in loco e encaminhamentos para a rede de saúde e intersetorial. Nessa apresentação procuramos uma primeira sistematização da nossa experiência enquanto psicólogos no CR da cidade de João Pessoa-Pb. . Por fim. enfim a vida como deve ser vivida por todos.Daniel Rangel Curv o NOVOS SETTINGS PARA A PSICOLOGIA : NOTAS SOBRE A ATUAÇÃO PSI NO CONSULTÓRIO NA RUA DE JOÃO PESSOA -Pb A abertura de novos campos de trabalho para a Psicologia exige novas práticas e reflexões do fazer psi. Dentre as principais demandas. no âmbito da atenção básica do SUS. O programa Consultório na Rua (CR) do Ministério da Saúde. aos processos múltiplos de violências. ao uso abusivo de drogas. ressaltamos a importância do sentido ético-político do saber instituinte da psicologia para a prática profissional no CR. da educação popular e da promoção à saúde. e às questões afetivo-existenciais. dependendo (em parte) de como os instrumentalizamos clinicamente. integral e participativo. serviços da rede.

Daniele Fraga Dalmaso

A LOUCURA NA RUA: O ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO RESGATANDO VIDAS

A desinstitucionalização da loucura tem se consolidado como uma diretriz - em âmbito nacional - que proporciona outro lugar social para os usuários da saúde mental e/ou ex-moradores de instituições psiquiátricas, assim como, direciona outro modelo de cuidado em saúde mental. Em Porto Alegre- RS, o momento é de retomada dos investimentos na desinstitucionalização de moradores do Hospital Psiquiátrico São Pedro, onde hoje, 221 pessoas ainda tem as unidades frias do manicômio como local de moradia. Este trabalho consiste em apresentar as estratégias utilizadas para viabilizar o processo de transição dos usuários da instituição secular para os Serviços Residenciais Terapêuticos já existentes ou os que estão sendo criados. Tarefa de alta complexidade para os trabalhadores da saúde, requer vínculo e aproximação com o usuário, que é o principal protagonista na elaboração de seu Plano Terapêutico Singular. Dentre as estratégias utilizadas, enfatizamos nesta produção o processo de reformulação da atuação dos residentes em Saúde Mental Coletiva tendo como foco na formação em saúde mental, em consonância aos princípios do SUS e da Reforma Psiquiátrica, a desinstitucionalização da loucura como forma de atuação dentro dos hospitais psiquiátricos. Neste contexto, surge o Acompanhamento Terapêutico como principal e potente ferramenta possibilitando tanto o andar nas ruas como a própria ressignificação da vida, dos corpos marcados por anos infindáveis dentro da instituição. Este trabalho visa discutir, a partir da revisão da literatura e de aspectos de um relato de experiência em uma capital do Brasil, os tratamentos ofertados à população de adolescentes privados de liberdade com algum tipo de sofrimento psíquico. Lança-se mão de um percurso histórico do tratamento em saúde mental para crianças e adolescentes no Brasil e suas relações com a infância abandonada e delinquente, e do tratamento ofertado a adolescentes com transtornos mentais autores de ato infracional. Busca-se analisar quais processos de psiquiatrização têm se perpetuado e quais dificuldades têm permeado a atenção a adolescentes com sofrimento psíquico autores de ato infracional, diante dos princípios da Reforma Psiquiátrica e da Política de Saúde Mental, especificamente a que está direcionada para essa população. Conclui-se essa discussão apontando-se algumas proposições para a melhoria da atenção em saúde mental à população de adolescentes em privação de liberdade.

DAPHNE OLIVEIRA SOARES

Cuidado ou Controle? A Atenção em Saúde Mental a Adolescentes Priv ados de Liberdade

Dayane Shirley de Lima Santiago

TRASNVERSALIDADE UMA ESTRATEGIA DEMOCRATIZADORA

O seguinte trabalho tem como objetivo problematizar o compartilhamento de saberes da equipe multidisciplinar em saúde, numa perspectiva ampla. Para tal, parte do pressuposto de que a equipe multidisciplinar é um grupo de especialistas que trabalham articulados para alcançar um objetivo comum. A relevância deste grupo se dá, mediante o entendimento de situações complexas que exigem uma gama de saberes que se complementam a fim, de dar resolutividade. A complexidade das situações em alguns momentos provoca impasses no profissional, que não sabe como lidar com essa complexidade, havendo assim, a necessidade de colaboração de outros especialistas, caso contrário, ocorre à fragilidade diante da resolutividade do problema, como também, a individualização e desresponsabilização do trabalho dentro da equipe. É importante entender, que numa mesma situação é possível observar diferentes aspectos e cada uma deles poderá ser mais ou menos relevante em cada momento. Quando ocorre o entendimento e articulação da equipe de modo coeso, o resultado deste trabalho em equipe é muito mais potente, pois atinge o problema em sua complexidade mais ampla, ou seja, cada teoria faz um recorte parcial da realidade. Pecebe-se, que mesmo diante das dificuldades que perpassam o trabalho em equipe, é de suma importância que ocorra através da transversalidade a construção de espaços dialógicos, pois esta dialética constrói possibilidades de resolutividade, como também, enriquecimento. o presente estudo refere-se a uma pesquisa acerca da dependência química, seus impactos no âmbito familiar, e principalmente o papel da família no processo de tratamento do dependente. Partindo do pressuposto de que o campo afetivo determinado pela família implicaria em uma representação específica destas pessoas em relação ao fenômeno das drogas. Assim sendo, o presente trabalho teve como objetivo analisar os dados bibliográficos acerca do assunto e descrever como estes participantes, na sua busca por explicações, soluções e apoio, no meio das suas angústias, sofrimentos, questionamentos, trataram a situação a qual estavam inseridos.

Débora de Nov aes Cruz

Análise dos impactos gerados pelas drogas no contexto de família das cidades do Brasil.

Deborah Mendes Araúj o de Andrade

Associação de Usuários Familiares e Trabalhadores dos Serv iços de Saúde: Desafios e Compromissos

A Associação Arte e Convívio (AAC) constitui-se enquanto um importante espaço ético, estético e político no município de Botucatu, sobretudo para os usuários, familiares e trabalhadores dos serviços de saúde mental. Fundada em 1998, propondo um viés social para às questões dos usuários, iniciou-se enquanto espaço de convivência e geração de renda, sendo hoje, também Ponto de Cultura e espaço de formação profissional. Pretendemos apresentar e problematizar o trabalho desenvolvido nesta ONG, com oficinas de expressão corporal, dança, teatro, tingimento e estamparia em camisetas, atividades cineclubistas, bem como oficinas de geração de renda como mosaico, encadernação, costura, estamparia digital em camisetas, artes plásticas e brechó. Além disso, cabe ressaltar seu papel político junto à Oficina de Direitos e sobretudo, queremos apresentar o paradigma que norteia nosso trabalho e os benefícios que proporciona a seus participantes reduzindo consideravelmente as internações em hospitais psiquiátricos e ampliando significativamente a rede de inclusão social de seus participantes. Pretendemos, através das rodas de conversas, dialogar sobre o papel das associações de usuários, trabalhadores e familiar rumo ao avanço nas políticas públicas na área da saúde mental.

Deborah Mendes Araúj o de Andrade

Casas de Repouso: Desafios da Contemporaneidade

A Reforma Psiquiátrica conquistou inegáveis avanços na luta pelo respeito aos Direitos dos usuários da Saúde Mental. Junto ao Movimento da Luta Antimanicomial, fez uma série de denúncias às atrocidades a que eram submetidos os que passavam por internações nos Hospitais Psiquiátricos, e a todas as incalculáveis perdas sociais e subjetivas que sofriam. Além do caráter denunciativo, a Reforma Psiquiátrica avançou também na luta pela construção de outro paradigma para a área, referenciado na inclusão das diferenças e na derrubada dos muros (ideológicos, sociais, subjetivos) construídos dentro do modelo manicomial. A aprovação da lei 10.216, em 2001 representou um marco nessa luta, porém sabemos que a construção desse novo modelo, se faz e deve ser reafirmada no dia-dia dos estabelecimentos de atenção à saúde, das famílias, da sociedade. Neste cenário, algumas questões não cessam de se colocar, em especial por meio dos familiares que procuram suporte: como lidar com o adoecimento psíquico de um ente querido noite e dia, dia e noite? Como incluí-lo e confiar que pode ir mais e além? Como suportar suas crises e dependências? Como evitar que, novamente, a iniciativa privada crie e fortaleça alternativas segregacionaistas? Diante deste contexto, objetivamos apresentar a experiência da cidade de Botucatu, que tem se deparado com o avanço das Casas de Repouso , estabelecimentos privados, que passaram a receber maciçamente pessoas em sofrimento psíquico como seus moradores. Estaríamos diante da construção dos novos manicômios? Conviver com aquele que sofre psiquicamente e que recebeu um diagnóstico psiquiátrico é de fato tão insuportável que é necessário novamente enclausurá-lo? Que alternativas construir nos municípios para interromper este processo? Estas são algumas questões que objetivamos apresentar e discutir neste trabalho.

Deborah Sereno

A Reforma Psiquiatrica e o papel da univ ersidade na formação dos trabalhadores de saude mental

Por meio da apresentação do Giramundo: Oficinas e redes em saúde mental , serviço da clinica psicológica Ana Maria Poppovic da FACHS/PUCSP, este trabalho pretende refletir sobre a potencia da parceria dos serviços de saúde da rede municipal com a universidade; pretende ainda apontar algumas tensões e desafios colocados pela reforma psiquiátrica e para a formação de trabalhadores de saúde mental.

Observa-se um aumento de clínicas especializadas. considerando a necessidade individualizada de cada indivíduo e quando se esgotarem os recursos extra-hospitalares. castigos. Frequentemente. violência física. exigência ilegal de exames clínicos. revista vexatória de familiares e violação da privacidade. A clínica ampliada exige dos profissionais de saúde um exame permanente dos próprios valores e dos valores em jogo na sociedade. torturas. Na clínica ampliada as pessoas não se limitam às expressões das doenças de que são portadoras. O órgão afirmou que são comuns interceptação e violação de correspondências.216/01.Deise de Almeida Gomes Considerações acerca Trata-se de um posicionamento crítico acerca da internação para dependentes químicos como política pública com fins da Internação para higienistas e não como um dos procedimentos possíveis na terapêutica com dependentes químicos. O serviço lida com os usuários enquanto sujeitos buscando sua participação e autonomia no projeto terapêutico. onde predomina o interesse econômico e violação de direitos humanos. imposição do credo. minimizando ou desconhecendo as diversas possibilidades de atuação no campo de cuidado de álcool e outras drogas. humilhação. o Conselho Federal de Psicologia. realizou inspeção em 68 comunidades terapêuticas e detectou como regra ausência de recursos terapêuticos. Há que se reforçar a reflexão acerca da clínica ampliada e pensar na internação como um dos procedimentos terapêuticos possíveis. como o teste de HIV. especialmente em unidades e equipes pouco preparadas. conforme preconiza a lei 10. . Medidas desesperadas de intervenção e a representação social da droga como algo demoníaco a ser combatido tem permeado discussões recentes na política e sociedade civil. a mídia tem reforçado a internação. intimidações. Questiona-se a prática Dependentes Químicos massiva e banalizada desta intervenção. desrespeito à orientação sexual. através do maior financiamento dessas unidades de base hospitalocêntrica e um enfoque secundário no trabalho da rede psicossocial. Em 2011. em 2011.

Sabemos que este processo não é recente. consideramos que a experiência urbana é ainda prenhe de possibilidades disruptivas. Nos últimos meses o debate sobre concepções de cidade e de uso do espaço público urbano têm se tornado fundamentais a fim de aprofundarmos nossa compreensão a cerca de recentes acontecimentos: as manifestações da população insatisfeita. paradoxalmente. . uma certa ética da mobilidade há que ser discutida e exercitada no cotidiano. Desde então. que a cidade como lugar do encontro e da hetereogeneidade resiste em meio à dinâmica da circulação e sua pretensão cartesiana de ordenação das forças que nela habitam.DIEGO PEREIRA FLORES Experiencia urbana para além da circulação: Os protestos de j unho e o exercício ético de outras formas de mobilidade. Passa-se pela cidade com o intuito de chegar ileso a um destino. fechada nos percursos de um espaço público privatizado e que pretende fazer da cidade lugar de passagem. que. e no controle das massas tomadas como perigo irracional e destrutivo. que tende cada vez mais a se tornar circunscrita. a princípio com o valor das tarifas do transporte público e intervenções urbanas massivas promovidas pelo poder público (em Copa do Mundo e parceria com o capital privado) no espaço urbano de capitais brasileiras que receberão mega-eventos Olimpíadas. um vazio de descuido a nos interrogar sobre o que esta mos fazendo de nós mesmos. No entanto. vimos a transformação radical da experiência urbana. restando nesta o vazio deixado por corpos apressados. Não obstante. Dar passagem à experiência urbana requer uma atenção que na circulação tendemos a ignorar. para que possamos fazer emergir outras possibilidades de construção de uma cidade em que a liberdade possa ser experimentada em novos percursos e códigos. afinal quando os percursos já estão definidos a atitude blasé é suficiente e eficiente. O que se perde nessa travessia segura é a força política da cidade. não nos diz nada nem nada teremos a dizer dele. que o ideal de uma cidade ordenada remete-nos a utopias da Modernidade. impõe uma liberdade que se faria necessariamente no registro do individualismo liberal. o caminho se torna mera passagem. despotencializando seu caráter político e público.

Este estudo objetiva relatar a experiência vivenciada na condução do GAM. dinâmicas de abertura e encerramento das reuniões. novos medicamentos para a DA e outros. Portanto. . Saúde Mental. um Projeto de Extensão na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) Jequié. com dicas às situações emergentes. organização do Simpósio anual sobre DA. Portanto. estratégias de cuidado. que compromete a integridade física. integração social. retomando formas de agir quando o familiar apresenta sintomas similares. emergiu o Grupo de Ajuda Mútua para cuidadores de pessoas com Doença de Alzheimer (GAM). é evidente o impacto do GAM na comunidade. Metodologia: Trata-se de relato de experiência das atividades do GAM (julho de 2012 a junho de 2013): reuniões. Conclusão: Os cuidadores demonstram interesse pela continuidade do GAM. o GAM constitui ambiente cujas relações de confiança possibilitam a livre expressão de sentimentos e o compartilhar vivencial. Neste contexto se insere a doença de Alzheimer (DA). avaliação dialógica no grupo. com repercussões à saúde dos idosos e à familiar. abordagem temática relacionada a cuidados da pessoa com DA e à saúde dos cuidadores. Palavras-chave: Envelhecimento. gerando dependência de cuidados de familiares no domicílio.3% da população total. Além de ser veículo de esclarecimento à população sobre direitos e benefícios das pessoas com DA. pois constitui espaço de convivência e compartilhamento de saberes relativos a cuidados convencionais e alternativos. Considerando o aumentado de famílias que se deparam com o cuidado de idosos fragilizados. compartilhamento de saberes e experiências entre cuidadores mais antigos e mais recentes. informações sobre a DA e cuidados às pessoas com DA e a seus cuidadores. consideram o grupo um suporte ao cuidado de si e do outro.Edite Lago da Silv a Sena Grupo de Aj uda Mútua para o Cuidador Familiar da Pessoa com Doença de Alzheimer: um Direito Humano na Contemporaneidade Introdução: O número de idosos no Brasil representa 11. em que se compartilham vivências cotidianas pessoais e como cuidadores. construção de rede de suporte social. Resultados e Discussão: produção de conhecimento científico sobre a DA. constituição de identidade do grupo. Assim. descontração e lanche. mental e social do idoso. Direitos Humanos. O aumento da expectativa de vida e a diversidade de problemas sociais inerentes ao envelhecimento tem grande impacto à contemporaneidade. torna-se questão de direito humano a inserção dos idosos e de seus cuidadores em rede de apoio. visitas domiciliares ao cuidadorpessoa cuidada. expressão vivencial sobre enfrentamentos diários.

constituem-se como elementos de nosso questionamento sobre os antagonismos normal-anormal. as experiências artísticas e culturais no campo da saúde mental não podem ser capturadas ou simplificadas como recurso terapêutico ou intervenção clínica . Do mesmo modo. cultura e loucura no campo da saúde mental no contemporâneo. Em outras palavras. que nos levam à reprodução de subjetividades mortificadas e a uma cultura segregativa e excludente. Em verdade. de formas de pensar e sentir que nos levem ao questionamento do lugar de normais. podendo ser pensada como atingindo sua expressão plena na democracia quando integra transformações em múltiplas dimensões. 2000). 1986) e produzir cidadania e inclusão social. isto é. na medida em que funcionam para a construção de novas formas de relação com a loucura e o sofrimento mental próprias da expansão de sociabilidades solidárias e antimanicomiais. a experiência artística e estética é possível para além do controle burocrático e do escopo assistencial ou médico-psicológico. 1986). Para tal. em que a Reforma Psiquiátrica é entendida como um processo de mudança cultural para além da organização de serviços e estratégias de assistência em saúde e saúde mental. e saúde mental-doença mental (SACKS. é de grande importância a discussão de conceitos como o de Diversidade Cultural (AMARANTE. e neste sentido busca produzir vida e saúde. de modo a investigar o impacto das experiências artísticas e culturais na transformação da relação social com a loucura e o diferente. torna-se decisivo promover formas de desnaturalizar os mecanismos de medicalização e psiquiatrização da vida. 1988). permitindo o direito à diversidade e à diferença. Nesse sentido. Loucura e Cultura: da despsiquiatrização da v ida à Reforma Psiquiátrica como Empresa Social O propósito do presente trabalho é buscar uma problematização das relações entre arte. A arte e a potência de criação (DELEUZE.Eduardo Torre Arte. produzindo um novo lugar social para a loucura e o sofrimento mental que escape à noção de patologia e erro. dentre elas a dimensão sócio-cultural. alimentando a indústria da loucura (CORDEIRO. ao mesmo tempo em que produz interferência política na Produção de Subjetividades (GUATTARI. 2010) e o de Empresa Social (ROTELLI. . 1987). 1988) não podem ser reduzidas a um planejamento normativo ou a uma regulamentação institucional. que submetidos à desconstrução se revelam como mantenedores de uma lógica perversa que produz adoecimento e relações fascistas. pois são dispositivos de transformação política. na luta por romper com os manicômios mentais (PELBART.

da rede de serviços especializados em saúde mental e de demais serviços da rede de saúde e das outras políticas públicas na região. A intervenção objetiva a qualificação do cuidado em saúde mental no território via ações da ESF. priorizando estrategicamente situações que requerem articulação de rede e que envolvam usuários abusivos de álcool e/ou outras drogas. Os casos mais graves em saúde mental encontram-se no território e não acessam nem tem condição de se aproximar da rede especializada de saúde mental. Além disso. lidando com a alta complexidade do cuidado em saúde mental. Percebe-se que a atenção básica concentra um grande desafio em relação aos avanços necessários à Reforma Psiquiátrica. com vistas a discutir o processo de trabalho no cuidado em saúde mental pela rede. Esse parece ser hoje um desafio essencial e temos apontado que os melhores projetos de cuidado oferecidos pelos serviços são aqueles construídos a partir dos itinerários percorridos pelos sujeitos em seu território. junto a agentes comunitários e NASF. além do NASF. casos que envolvem situações graves de saúde mental. Este trabalho objetiva analisar os efeitos de um processo de intervenção em uma UBS localizada no bairro da Brasilândia em São Paulo. o que requer políticas e ações prioritárias. A intervenção tem apostado na presença e no trabalho conjunto em reuniões das equipes de PSF da Unidade. buscando operar intervenções com continuidade de cuidado e orientação por projetos terapêuticos. por meio do Pró-Saúde. que compõe as atividades e projetos do convênio firmado entre a Secretaria de Saúde do município e a PUC-SP. Buscamos acompanhar.ELISA Atenção básica e ZANERATTO cuidado em saúde ROSA mental no território: um desafio para a Reforma Psiquiátrica. . para o que o cuidado em rede junto com a atenção básica é fundamental. com desdobramentos no projeto desenvolvido hoje pelo PET-Saúde. para o que a articulação com a atenção básica é fundamental. É preciso que os Projetos Terapêuticos propostos nos serviços especializados se desdobrem em transformações na vida cotidiana do sujeito em seu território. nas quais buscamos produzir tensões em relação a concepções em saúde mental que necessitam ser superadas. Temos construído oficinas envolvendo a Unidade e os serviços de saúde mental nela referenciados. buscamos interromper processos de trabalho que impedem a construção de ações em relação aos casos de saúde mental e suas famílias que caracterizem construção e efetivação de Projetos Terapêuticos Singulares.

é importante mencionar o papel da família no período colonial. principalmente pelas novas funções exercidas pela figura feminina. Desta feita. que reservava às mulheres os afazeres domésticos. além de ser requisitada como principal elo de reconstrução de estímulos sociais e permanência nos espaços públicos das diferentes Políticas Públicas. tendo em vista que o contexto atual busca a permanência do elo sócio familiar. sobretudo as promovidas pelo divórcio. político e econômico que viveu o país. Família esta denominada enquanto Patriarcal. Esta refletiu diretamente na organização familiar e atribuição de tarefas. sobretudo acerca da atuação dos familiares de PCTM. verifica-se de grande relevância a nova visão das famílias trazidas pelas mudanças históricas. resultante da multiplicidade das relações parentais. Palavras chave: Família. Com essa nova concepção de família. a mulher antes designada para o cuidado do lar e dos filhos. multiplicam-se os tipos de configurações familiares.Ellayne Karoline Bezerra da Silv a SAÚDE MENTAL E CONFIGURAÇÕES FAMILIARES: uma perspectiv a histórica Este estudo apresenta brevemente a trajetória histórica da família brasileira. seus filhos e outros parentes. Transtorno Mental. o cuidado e a cidadania. Assim. destacando as velhas e novas configurações familiares. A família brasileira tem suas características moldadas pelo momento histórico. No que tange aos familiares de PCTM. . PCTM. que conforme Rosa (2008) era chefiada pelo homem. além de ter o poder decisório na geração dos filhos. sendo esta totalmente submissa ao marido. acrescenta-se as modificações conquistadas com a Reforma Psiquiátrica. é reconhecida como partícipe do meio social e passa a ajudar no sustento da casa. No entanto. A potencialização da família no lidar cotidiano é resultante do reconhecimento desta como sendo protagonista e principal parceira dos serviços no provimento de cuidado à PCTM. além de mostrar a família no contexto da Reforma Psiquiátrica. denominadas por Dias (2007) como famílias plurais. Deste modo. e englobava o casal. e que no dia-a-dia aparecem como exigências à forma de lidar com situações como o preconceito. o manejo e os conflitos cotidianos. com as mudanças oriundas do processo de urbanização e industrialização tal formato familiar também foi sendo modificado. junto com o homem. conquistados pela Constituição de 1988. com sua entrada no mercado de trabalho e nas universidades. que deslocam os papéis e lugares dos diferentes grupos familiares na direção do processo de inserção comunitária das pessoas com transtornos mentais (PCTM).

Os dados foram coletados com 13 famílias atendidas pelo projeto de extensão Cuidando de Famílias na Comunidade: Um olhar para saúde mental . ANDRADE. 2008). Conclusão: Evidencia-se que a VD proporciona mudanças caracterizadas por novas atitudes tomadas em busca da melhoria da qualidade de vida. Este cuidado baseado nas necessidades demonstradas pelos indivíduos pode favorecer o estabelecimento de autonomia possibilitando a prevenção dos fatores determinantes que acometem o adoecimento fazendo com que o sujeito expresse seus sentimentos e angústias por meio da escuta qualificada e. houve mudança no cotidiano familiar ou individual dos membros da família? Se sim. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva exploratória com abordagem qualitativa. As questões norteadoras foram: 1) De acordo com os cuidados recebidos na realização das VD. 2011). valorizando as queixas dos usuários. buscando identificar suas necessidades e respeitando a subjetividade de cada família e indivíduo. com isto melhorando o seu convívio familiar e social. 2013). Objetivo: Identificar as mudanças e as percepções ocorridas em famílias após receberem VD com foco na prevenção de transtornos mentais. Resultados: As categorias emergidas foram: A VD como ferramenta de mudança no contexto familiar e Compreendendo a VD como uma forma de cuidado familiar . no qual a promoção e a prevenção é o foco. A VD permite a inserção profissional no contexto familiar contribuindo no planejamento de ações de cuidado integrais e resolutivas. por meio do projeto.ELZA MONTEIRO DA SILVA O Cuidado Domiciliar com Foco na Prev enção de Transtornos Mentais Introdução: No Brasil. demográficas e familiares e estabelecendo assim. no qual 12% desta apresentam fatores agravantes para o desenvolvimento de transtornos mentais (BRASIL. quais as mudanças que você percebeu dentro do contexto familiar ou individual? 2) Como foi para você receber as VD como forma de cuidado em saúde mental? O tratamento dos dados foi por meio da análise de conteúdo (BARDIN. estratégias de cuidado preventivo (BOTTI. . permitindo avaliar as condições psicossociais. A visita domiciliar (VD) contribui para identificar precocemente estes fatores. 39 milhões de pessoas necessitam ou irão necessitar de atendimento em saúde mental. envolvendo todos os membros da família. O enfermeiro deve compreender sobre o cuidado preventivo em saúde mental e/ou (re) pensar sobre a importância da VD para esta assistência. reestruturando o pensar sobre o cotidiano familiar e pela concepção de responsabilidade no autocuidado.

entre outros dispositivos de cuidados necessários. por exemplo. Que vai desde a compreensão da Gestão sobre o funcionamento de um CAPS AD até aos impasses na realização de um trabalho articulado em rede. Ressaltando que a violência contra a benzodiazepínicos na mulher é um dos fatores determinantes do sofrimento psíquico. estando voltado para seus aspectos físicos e biológicos. O que tem repercutido em um fenômeno atual e evidente. o cuidado dos filhos e da casa. serviços residenciais terapêuticos. e não meramente problemas químicos. o trabalho externo. . no qual constatamos em dados estatísticos que as mulheres estão mais sujeitas ao uso dos benzodiazepínicos que os homens. a medicina moderna perde freqüentemente de vista o sujeito. Ao concentra-se em partes cada vez menores do corpo. Tais fatores não são levados em conta no momento do atendimento médico. O medicamento esta sendo um apaziguador frente as tensões que existem no universo feminino. Resultado da sobrecarga de atividades estressantes em tempo integral como. reduzindo a saúde a um funcionamento mecânico. Aponta-se que para o cuidado integralizado da mulher é importante observar os determinantes sociais envolvidos no processo saúde/doença.Emanuella Caj ado Joca Uso abusiv o dos Pretende-se debater sobre a medicalização da mulher na sociedade contemporânea. de acordo com uma sociedade machista e opressora. o que resulta é um número crescente de mulheres sendo submetidas ao uso de tranqüilizantes como forma de suportar as dificuldades de seu dia a dia. O benzodiazepinico é um tranqüilizante que vem sendo usado de forma indiscriminada e que é oferecido como meio de silenciar as angústias e necessidades das mulheres. Notamos que o sistema de saúde não atende às especificidades da mulher. Será que a atual rede de assistência à saúde da mulher está contemporaneidade e a realmente capacitada para ajudá-las? As mulheres no Brasil tiveram importantes conquistas como a Lei Maria da Penha e as v iolência contra a delegacias especializadas. A exposição ao uso do medicamento denuncia um elevado conformismo em relação aos problemas que seriam na verdade de outra ordem. No entanto. que exige uma rede intersetorial em saúde mental. culpabilizando a mulher pois individualiza o que é social. como denominam alguns estudiosos. Estudos apontam que a violência tornam as mulheres mais suscetíveis a sofrerem dos nervos . Ester Maria Os Desafios do Oliv eira de Trabalho em Rede na Sousa Clinica Álcool e outras drogas na Amazônia Relato de experiência profissional sobre os desafios cotidianos na atenção aos usuários de álcool e outras drogas no CAPS Ad II. Realidade vivenciada na capital do estado do Pará: ausência de retaguarda em leitos. perpetuando situações de violência. localizado no município de Belém. Direcionando as ações nas políticas públicas e modificando a conduta profissional em saúde junto a mulher usuária do benzodiazepinico objetivando destituilo de seu atual papel de muleta social. acrescido em muitos casos a situações de violência doméstica. abrigos. sendo limitadas a mulher adotar papéis que lhes são atribuídos historicamente. muitas ainda vivem à sombra de uma afirmação cultural estereotipada.

ocasiona o Racismo Institucional.Neste cenário. são indispensáveis em um cenário de práticas que deixam em suspenso o setting em quatro paredes para settings que se deslocam para o território. uma análise históricocultural acerca da identidade. Nesta passagem.O Morada São Pedro. que nos remetem a perguntar se essas práticas produzem a autonomia?Uma das situações que me colocou diante de um impasse. colocando-as unicamente como mães solteiras e jovens. . Saliento a necessidade de estarmos atentos na dicotomia investir/recuar no momento em que aspectos singulares do morador emergem na relação terapêutica e na necessidade de repensarmos nossas práticas. Nas peças identifiquei estereótipos socialmente construídos em relação às mulheres negras. deu-se por ocasião da dificuldade de uma moradora de realizar a limpeza das paredes de sua casa. O presente artigo é resultado da pesquisa do Programa de Iniciação CientíficaAções Afirmativas(ProIC) da Universidade de Brasília(UnB) e faz parte do Projeto de Pesquisa: Narrativas e a construção da identidade de gênero e raça. coordenado pela professora Edileuza Penha de Souza. a disponibilidade e a sintonia com as necessidades do acompanhado. Saraceno (1999) nos traz importantes considerações ao apontar que a reabilitação Dahlstron psicossocial é uma prática a ser teorizada.Esther Pinto Representação das Lima mulheres negras: propagandas v eiculadas pelo Ministério da Saúde. o vínculo. Entendo que a produção e veiculação dessas propagandas estruturadas por um órgão estatal. nas convicções que nos desestabilizam e trazem questões. pergunta-se qual o limite entre o fazer clínico e a necessidade de habilitar o outro para um novo cotidiano que se apresenta durante o processo de reabilitação. se apresentam como ferramentas no modo de lidar com o cotidiano. implantado a partir de uma ação conjunta da Secretaria Estadual de Saúde e Diogo residencial terapêutico Habitação do Estado do Rio Grande do Sul. insere-se este trabalho de uma equipe interdisciplinar em Saúde Mental. na relação do cuidar. Como objeto de estudo. Eufrazia dos Desafios das praticas Este trabalho traz uma reflexão sobre o cuidar em saúde nos dispositivos de Saúde Mental denominada Serviços Residenciais Santos clínicas em um serv iço Terapêuticos (SRT). nas práticas clínicas. analiso tipos de representações atribuídos às mulheres negras em duas campanhas publicitárias sobre planejamento familiar. produzidas e veiculadas pelo Ministério da Saúde no período de 2007 a 2012.Nesse contexto.

logo percebeu-se que os prontuários não continham informações básicas como documento pessoal e proposta de projeto terapêutico. em Cachoeiro de Itapemirim/ES. Contudo existem inúmeras denúncias de violência. que mantém o processo de hospitalização como principal forma de tratamento. entidades profissionais e o Conselho Estadual de Direitos Humanos Silv a manicomiais da Clínica têm demonstrado resistência aos hospitais manicomiais que insistem em práticas adoecedoras. Na realização do trabalho. Cada grupo (com pelo menos um profissional e alguns estudantes) trabalhou em uma das 6 alas da clínica (4 masculinas e 2 femininas). chamou profissionais e estudantes para a realização do Censo dos internados na Clínica Santa Isabel em março de 2013. Foi então que a SESA. bem como de torturas e mortes nesta clínica. sem registro de melhora ou de atividade terapêutica. Estes prontuários continham dados repetitivos com ênfase no tratamento medicamentoso. é a Clínica de Venâncio mov imentos de Repouso Santa Isabel. dentre estudantes e profissionais atuantes na área de saúde mental. e muitos já se encontram de alta médica. sem conhecer o cuidado na rede de serviços. Esta clínica possui cerca de 400 leitos conveniados ao SUS pela resistência Secretaria de Estado da Saúde (SESA). que violam direitos sociais.Euzilene da Masmorras No Espírito Santo. Um Rodrigues Santa Isabel: dos grandes manicômios do país. punições. maus tratos. diferentes movimentos sociais e estudantis. para que planejamentos e encaminhamentos pudessem ser realizados. Participaram do censo cerca de 60 pessoas. junto ao Ministério Público. falta de tratamento adequado. Durante as entrevistas eram visíveis o sofrimento e os sentimentos de angustia e revolta de muitos lá internados. Diferentes Conselhos Profissionais reprovam as instalações e o tratamento lá dispensado. em serviços extra-hospitalares. profissionais da coordenação estadual de saúde mental e do Ministério Público Estadual. O censo realizado neste manicômio reafirma a importância da luta cotidiana por uma sociedade sem manicômios para que todos possam ter acesso ao cuidado no território. fora das masmorras da clínica Santa Isabel. recomendações para mudanças. apoiada pela Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Foram analisados todos os prontuários e realizadas entrevistas com pessoas lá internadas na época. . Alguns residem naquele espaço. com preenchimento do formulário elaborado pela SESA. tendo feito. outros são re-internados com bastante freqüência.

DESMISTIFICAÇÃO DE TABUS E PRECONCEITOS. SEXO E SEXUALIDADE. LOCALIZADA NA CIDADE DE JOÃO PESSOA NA PARAÍBA. PREVENIR-SE DAS DST/AIDS E HV. TRABALHA COM ADOLESCENTES QUE VIVEM E CONVIVEM HIV/AIDS. EM ESPECIAL AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES. SÃO OBJETIVOS: EDUCAÇÃO SEXUAL E PREVENTIVA AS DST/AIDS E HV. ADQUIREM UM NOVO OLHAR SOBRE VIVER E CONVIVER COM A SOROLOGIA POSITIVA. USO INDEVIDO DE DROGAS E VIOLENCIA. VALORIZANDO SEU PRÓPRIO CORPO. GENERO. OBSERVAMOS QUE DURANTE CADA ENCONTRO OS (AS) ADOLESCENTES CONSEGUEM TER APROPRIAÇÃO E CONHECIMENTO ACERCA DOS ASSUNTOS ABORDADOS DENTRO DO SEU ENTENDIMENTO. CONVIVENDO E ME CONHECENDO MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DAS A MISSÃO NOVA ESPERANÇA É UMA ONG QUE TEM COMO MISSÃO. PREVENÇÃO DAS DST/AIDS. DIREITOS HUMANOS. RODA DE CONVERSA ENTRE OUTROS. É UM TRABALHO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA QUE VISA A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO E DA FORMA DE PENSAR E AGIR DOS INDIVÍDUOS ENVOLVIDOS DIRETAMENTE E INDIRETAMENTE. SENSIBILIZAÇÃO NUM PROCESSO LÚDICO EDUCATIVO. É UTILIZADA A METODOLOGIA PARTICIPATIVA ONDE OS (AS) PRÓPRIOS (AS) ADOLESCENTES CONSTROEM O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO E SÃO UTILIZADOS COMO ESTRATEGIAS: DINÂMICAS. POREM. MAS DIZ RESPEITO TAMBÉM A FATORES SOCIAIS E PROGRAMÁTICOS. ORIENTAÇÃO E PREVENÇÃO A EXPLORAÇÃO SEXUAL E DIREITOS HUMANOS. E QUE SÃO ACOMPANHADOS (AS) PELA ONG. . CONVIVENDO E ME CONHECENDO . TRABALHAMOS TEMAS COMO: GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA. EDUCAÇÃO SEXUAL. ACESSO AS INFORMAÇÕES PARA A VIVENCIA DA SEXUALIDADE DE FORMA SEGURA E SAUDÁVEL.Ev andro Batista de Almeida VIVENDO. O PROJETO VIVENDO. JOGOS. CONTRIBUIR COM A PESSOAS QUE VIVE M E CONVIVEM COM A AIDS. DE FORMA COMUM E HUMANA. VIOLÊNCIA E USO ABUSIVO DE DROGAS NÃO É FRUTO APENAS DA AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTOS E DO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES E ATITUDES INDIVIDUAIS. REDUÇÃO DE DANOS. PODEMOS CONCLUIR QUE CUIDADO E PREVENÇÃO É MUITO MAIS QUE UM TRABALHO TECNICO-TEORICO. COMERCIO INFANTO JUVENIL E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS. CONHECIMENTO DO CORPO. EXITE HÁ DOZE ANOS. DESENHOS. PREVENÇÃO A GRAVIDEZ NÃO PLANEJADA.

é vivido como pura invasão. do ensino de Jacques Lacan e seus comentadores. confirma a inadequação do processo. a oportunidade de refletir a contempora-neidade do tema. os ditos distúrbios alimentares. O Trato desses viventes que sobreviveram à ignomínia da loucura. face à diversidade cultural. O objetivo é a inclusão social e. a Política Nacional de Educação Inclusiva orientada pela Declaração de Salamanca preconiza a inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais (neste grupo estão incluídos os psicóticos). é fundamental para Div ersidade salvaguardar os Direitos Humanos daqueles vitimados pelos internamentos psiquiátricos e estigmatizados pelos diagnósticos clínicos. O trabalho busca no resgate histórico. Leitora de ARTAUD. Testemunhamos no contato com os sujeitos psicóticos que tudo o que possa vir a presentificar o desejo do Outro. Partimos do referencial psicanalítico com a leitura da obra de Sigmund Freud. representativas do seu trabalho pioneiro no antigo hospício nacional de alienados. a relação singular com o corpo. o olhar e a voz. Parece que diante deste Outro que se constitui para eles como intrusivo é necessário um trabalho. portanto. a inserção escolar. dos psicóticos. propomos a extensão da psicanálise ao cotidiano escolar como um trabalho de mediação que busca auxiliar estas crianças e adolescentes na inserção social na escola. em parceria com uma Escola Estadual da cidade que tem como proposta a educação inclusiva do aluno psicótico. isto é. e para sustentar sua importância citaremos a Saúde Mental e a Educação. atualizando-o. Nise da Silveira(1905-1999). Além disso. pensador francês. o rechaço ao Outro.Fernanda Mara da Silv a Lima Inserção Social pela Escola Esta é uma pesquisa da Universidade Federal de São João Del-Rei. Algumas produções artísticas foram reunidas em diferentes gêneros. um posicionamento de proteção diante do que provém do Outro. A metodologia será qualitativa a partir de estudo de caso. o não endereçamento do olhar. A Saúde Mental a partir das coordenadas da Reforma Psiquiátrica Brasileira luta pela inclusão social das pessoas com intenso sofrimento psíquico. . procurando contrariar a ideia do "esvaziamento mental" dos insanos e a sua "debilidade irremediável". Diante deste funcionamento específico do sujeito psicótico. Fernando Antonio Domingos Lins Expressões de Loucura Este trabalho discute a partir da vida e obra de Antonin ARTAUD(1896-1948). o significado da "Loucura" no e Cultura: Pensar a mundo contemporâneo. Denunciar esse estado e as práticas a ele associadas. Apresentaremos situações clínicas em que testemunhamos como cada criança e adolescente seguiu na direção da construção de um laço possível com a escola que teve por objetivo o aprendizado. Minas Gerais. Daí decorrer a rica fenomenologia com a qual nos deparamos nesta clínica: a ausência de fala. Nossa proposta é acompanhar cada criança e adolescentes nas suas particulares formas inventivas de construir possibilidades de inserção escolar para tanto propomos o um trabalho que auxilie neste processo: a mediação escolar. consagra-lhe excelentes notas.

desde janeiro de 2013. O mesmo será desenvolvido diretamente pela Secretaria de Governo do ES. Entendemos a Rede Abraço . . passando ao largo dos órgãos de controle social da política de saúde e contrariando as normativas existentes na Política de Saúde Mental. consonantes com o entendimento de que a mobilização popular tem um importante papel histórico na produção de mudanças sociais. assim.Fernando Pinheiro Schubert Por entre mãos que cuidam e braços que tutelam: nov as roupagens para v elhas práticas na implantação da Rede Abraço . como modelo privilegiado de atenção aos usuários de álcool e outras drogas. Para estas forças. enfim. ao pretender justificar ações arbitrárias de isolamento num discurso falacioso de guerra às drogas e cuidado do cidadão. diversas organizações e movimentos sociais vêm se reunindo no denominado Movimento Cidadão em Defesa dos Direitos Humanos. por meio da Coordenação sobre Drogas. de várias formas. por meio da contratação de vagas para internação em Comunidades Terapêuticas. Este trabalho foca suas análises na implantação da Rede Abraço pelo Governo do ES. seu mérito consiste na vinculação a setores que sustentam seus projetos políticos-eleitorais. detentor dos piores índices nacionais de homicídios. A abertura desta nova frente visibiliza as relações e disputas travadas no âmbito do Estado brasileiro e aponta para o avanço de tendências conservadoras.ES No Espírito Santo. com evidente enfoque religioso e estruturas precárias para um efetivo tratamento e garantia de direitos. os interesses que motivam as políticas de higienismo e de exclusão social. direcionadas prioritariamente contra a população pobre e em situação de rua. O projeto foi baseado na experiência do Estado de Alagoas. que. escondendo. Política de Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas. Esta consiste numa proposta de investimento em ações paralelas ao que vem sendo construído no âmbito do SUS. sem qualquer estudo técnico-científico que comprove sua eficácia. para problematizar o modo autoritário e verticalizado de gestão governamental na implantação e financiamento das políticas sociais capixabas. confrontam interesses e modos de vidas estabelecidos. não importa a violação dos direitos humanos ou o atrelamento do Estado à religião. as deliberações das Conferências de Saúde e Saúde Mental. As discussões e análises que efetuamos têm se desdobrado em ações críticas. como um evidente retrocesso no percurso histórico da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial. que. na qual forças contrárias ao SUS se unem buscando sua privatização. eficiência e efetividade social.

Ressaltamos a importância de uma atenção sensível aos modos de expressão da cultura no cotidiano dos serviços de saúde mental. as quais estão articuladas à construção de uma saúde mental pautada pela intersetorialidade e complexidade. No momento atual da Reforma Psiquiátrica. . resgatando a importância das oficinas de comunicação e cultura nos Centros de Atenção Psicossocial CAPS. trazemos o relato de experiência de duas oficinas do CAPS II do Paranoá: a oficina de rádio CAPS LOCK e oficina de tambores de Maracatu. promovendo recursos que valorizam sua identidade e garantia do direito à sua diversidade cultural. ultrapassando os limites do campo da saúde. trazemos uma concepção de tratamento na qual o foco é a reinserção social do usuário como conhecedor de seus direitos. para além de sua mera adaptação social.Filipe Willadino Braga Comunicação e Cultura: As experiências da Radio CAPS LOCK e da oficina de maracatu no CAPS II do Paranoá Este estudo problematiza a atenção em saúde mental. trabalhando formas de vínculos ocorrendo trocas sócio-culturais entre usuários e trabalhadores de saúde mental. Nesse sentido. a partir de uma atenção em saúde mental que busca o agenciamento social do sujeito considerado louco. as oficinas de comunicação e cultura orientam-se por um paradigma ético-estético e político. Consideramos que os projetos culturais são instrumento de inserção social dos usuários. Ao mesmo tempo. para além de uma visão meramente técnica ou terapêutica.

onde discutimos as novas experiências de cuidado na perspectiva antimanicomial que foram emblemáticas para a composição de uma rede substitutiva em saúde mental. o terceiro período (2001 até os dias atuais) nomeamos de Institucionalização da política pública de saúde mental: a Lei 10. Entendemos que o processo de reforma psiquiátrica tem avançado em nosso país. que demarca a legalização jurídico-política através da lei da reforma psiquiátrica e o aparato de normatização com uma política de financiamento que vem incentivando a expansão da rede substitutiva voltada para a reversão do modelo assistencial. . precisamos estar atentos ao fato de que reforma psiquiátrica não é sinônimo exclusivamente de reforma de serviços de saúde (Amarante. politizando nos espaços cotidianos de trabalho e moradia. Por fim. Brasileira: do de A. sindicalistas. incluindo como prioridade de política pública de saúde. Os novos sujeitos coletivos ganham força através dos movimentos sociais que lutam pela democratização do país. mas está atrelada sobretudo a uma mudança cultural do imaginário societário na sua relação com a loucura. estudantes.Fláv ia Reforma Psiquiátrica Helena M. Esse trabalho visa apresentar a constituição do processo de Reforma Psiquiátrica em curso no Brasil demarcando como analisadores três períodos desse movimento: 1º Período (1978 à 1987) nomeamos de Quando novos personagens entraram em cena contextualiza o início do processo de reforma psiquiátrica com a importância do Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental. O trabalho em si discorre acerca das problematizações referentes à prática profissional iluminada por teorias que permitam repensar esse lócus de segregação dos loucos a partir de dois pontos básicos: O acúmulo teórico produzido tanto pela Reforma Psiquiátrica desde a década de 70 no Brasil e do próprio Serviço Social no mesmo período e as trajetórias dos usuários da rede de saúde mental do Manicômio Judiciário Heitor Carrilho como arquétipos das possibilidades de produção do novo a partir da aridez institucional. bem como os desdobramentos que deram rumo à política de saúde mental. operários. Francisco Coullanges Xav ier A correria : Reflexões sobre o trabalho da assistente social no Manicômio Judiciário Heitor Carrilho Este trabalho tem por norte a possibilidade de levantar o debate acerca do processo de trabalho das assistentes sociais em uma instituição paradigmática da sociedade moderna ocidental. ao fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial. etc. Esse período impulsionou a sociedade a se organizar coletivamente em grupos populares de trabalhadores. O 2º Período (1987 à 2001) denominamos de A instituição inventada: experimentando novos modos de cuidado em saúde mental . o Manicômio Judiciário. Freire mov imento social à política pública de saúde mental no SUS 30 ANOS DE LUTA! A reforma psiquiátrica enquanto movimento político reivindicatório surge no amplo contexto de embate contra o governo militar e o período repressivo por ele instalado. com a ousadia de inventar outras formas de fazer política e saúde pública. seguindo a regulamentação do SUS.216 e a disputa pelo modelo de cuidado na saúde mental . Contudo. 2007). ator e sujeito político fundamental nesse projeto. Serão levantados analisadores históricos do surgimento de uma teorítica fundacional da lógica manicomial (ainda que de forma muito superficial) e sua refutação com a Reforma Psiquiátrica no Brasil.

de modo a constituir uma sociedade onde o cuidado a pessoas com demandas em saúde mental possa acontecer nos seus territórios. o que gera uma atmosfera de alienação do trabalho. os residentes tem na Luta Antimanicomial uma das suas inspirações basilares. Assim sendo. de modo a produzir mudanças efetivas e a construção de novos possíveis. atuando em consonância com os princípios/diretrizes do SUS. Sendo assim. compartilhamos o desafio de construir vias de enfrentamento dessa situação. Tal objetivo tornou-se prioritário. e as decisões verticais tem sido outro problema constante. A falta de diálogo. A residência multiprofissional é um dispositivo de re-orientação da formação. uma vez que após iniciadas nossas ações na Rede de Atenção Psicossocial constatamos uma situação marcada por retrocessos e incoerências graves. valorizando desejos e o contexto. considera-se relevante habitar espaços de tensionamento político para que interesses exclusos não impeçam a construção de dispositivos ampliados/efetivos de cuidado.Gabriela Matos Borges A residência multiprofissional enquanto dispositiv o de tensionamento num contexto manicomial Este relato visa compartilhar vivências no contexto da Residência Integrada em Saúde (RIS) da Escola de Saúde Pública do Ceará. . A terceirização da contratação de profissionais ocasiona um cenário marcado pela rotatividade e por salários defasados. Mecanismos de sucateamento e desmonte da rede têm sido utilizados com vias a desqualificação das ações territoriais pautadas na Clínica Ampliada e no compromisso com a garantia da saúde de qualidade como direito fundamental. onde os direitos das pessoas estejam resguardados de interesses políticos e financeiros. Pretende-se a efetivação da Política de Saúde Mental. A atual assistência é marcada pela lógica manicomial. gerando por vezes práticas manicomiais. As Residências Terapêuticas que visam a reinserção social de pessoas que vivenciaram longos períodos de internação encontram-se por vezes em falta de manutenção ou com ausência de cuidadores suficientes. na ênfase em Saúde Mental Coletiva.

Gênesis Anj os Nunes

Estratégias de Cuidado em Saúde Mental Viv enciadas em um Estágio de Conclusão de Curso

O presente trabalho visa compartilhar as experiências vivenciadas no estágio obrigatório de conclusão do curso de Psicologia na Universidade Federal da Paraíba-UFPB, o qual teve como lócus de vivencia a Rede de Atenção Psicossocial do Município de Cabedelo, no Estado da Paraíba. O interesse por esta área de atuação partiu do desejo de vivenciar e compreender como estão sendo implementadas as políticas públicas substitutivas no campo da Saúde Mental, como tem sido o processo de trabalho das equipes multiprofissionais nos serviços, o dia-a-dia dos usuários nos Centros de Atenção Psicossocial, como estão as articulações entre os dispositivos de saúde, cultura e assistência existentes no território, dentre outros. Teve-se como serviço de referência para o acompanhamento das atividades o Centro de Atenção Psicossocial-CAPS I Porto Cidadania, serviço que acolhe a demanda de usuários com sofrimentos psíquicos graves e persistentes que vivem na cidade de Cabedelo. Algumas das atividades intramuros desenvolvidas no serviço são o Acolhimento, o Bom Dia , o Boa Tarde , a Triagem, a Oficina Terapêutica, a Reunião de Equipe e a Escuta com os Usuários e/ou Familiares. Com relação às atividades extramuros vivenciadas pode-se citar a Articulação com a Rede, o Acompanhamento Terapêutico e a Visita Domiciliar. Todas estas atividades fazem parte da metodologia do serviço e foram vivenciadas durante o estágio. A partir dessas experiências e no diálogo com a literatura (Ribeiro, 2010) foi possível perceber que a utilização de algumas destas atividades, como por exemplo, a Visita Domiciliar, dependerá da formação que o profissional teve e como este percebe os sujeitos em questão. Neste sentido, localizamos nas indicações da literatura duas maneiras pelas quais este instrumento pode ser utilizado pelas equipes. A primeira aborda a visita como uma ferramenta de punição, fiscalização e culpabilização, operando a luz da moral. A segunda percebe a visita enquanto um dispositivo potente que suscita acontecimentos desterritorializantes, que aposta nos sujeitos e que se aproxima dos modos de vida a partir de um olhar Ético-Estético-Político. Por fim, guiando-nos pela segunda indicação no modo de utilizar a visita domiciliar pode-se concluir que as atividades mencionadas acima podem produzir estratégias de cuidado potentes, desde que sejam pensadas e experienciadas a partir das Diretrizes apontadas pelo Ministério da Saúde e de Práticas Clínicas Inventivas, Libertárias e Comunitárias.

Gessyka Gomes Marcandal

Atuação Fonoaudiológica em Saúde Mental: Relato de Experiência no Serv iço Residencial Terapêutico

Segundo o Ministério da Saúde o Serviço Residencial Terapêutico (SRT) é constituído por moradias ou casas inseridas, preferencialmente na comunidade, destinadas a cuidar dos portadores de transtornos mentais, egressos de internações psiquiátricas de longa permanência, que não possuam suporte social e laços familiares e que viabilizem sua inserção social. Esse serviço visa à manutenção do sujeito em sua comunidade, de modo que não ocorram perdas de suas relações sociais e permitam que os pacientes reconstruam sua identidade. No Brasil, atualmente, existem mais de 300 Residências Terapêuticas (RTs) distribuídas em 14 estados, abrigando mais de mil e quinhentas pessoas. A atuação fonoaudiológica nas RTs tem como objetivo promover, prevenir, diagnosticar e tratar a comunicação oral e escrita, voz, audição e funções orofaciais dos residentes, bem como orientá-los quanto às questões de saúde geral. Objetivo: Apresentar por meio de relato de experiência a atuação fonoaudiológica na saúde mental e as habilidades desenvolvidas durante a elaboração de uma horta com grupo de adultos das Residências Terapêuticas de Bauru. Metodologia: Foi realizada uma horta com vasos de garrafas PET destinado ao cultivo de verduras presentes no cotidiano de 5 moradores, homens, de uma das Residências Terapêuticas de Bauru. Cada vaso possuía um tipo de verdura indicado por meio de figuras e palavras, de modo que ao inserir as sementes os moradores deveriam identificar as letras e as palavras que correspondiam à figura. Por meio de um cartaz foi estipulado o dia em que cada morador deveria regar as mudas, foi explicado como a horta deveria ser cuidada para que as plantas pudessem se desenvolver. Os horários de rega foram associadas às atividades diárias dos moradores, facilitando sua associação e memorização dos cuidados com a horta. Resultados: Foi possível observar que a maioria dos sujeitos identificaram com sucesso as letras das palavras, mas não conseguiram ler a palavra como um todo. Todos se mostraram motivados a participar em conjunto da atividade. Conclusão: A atividade possibilitou melhor interação entre os moradores da RT apresentada.

GIOVANNI FRANCIONI KUHN

A inserção da educação física nas oficinas de geração de renda da saúde mental.

Introdução: A relação entre educação física e saúde mental não é algo novo, porém ainda é pouco pesquisado e divulgado, visto que temos poucos relatos e produções da inserção do professor de educação física neste campo. Essa inserção vem se dando de forma lenta e gradual, mas vem aumentando desde as reformas sanitária e psiquiátrica vividas no nosso país, principalmente, na década de 80. Alguns estudos nos trazem que as práticas corporais podem contribuir na reinserção social dos usuários da saúde mental. Wachs (2008), Abib (2008) e Kuhn (2012) nos relatam as experiências de alguns CAPS com oficinas bem sucedidas de práticas corporais e com a presença do professor de educação física na equipe multiprofissional dos mesmos. Abib e Ferreira (2010) trazem a importância das práticas corporais como mais uma possibilidade de cuidado no campo da saúde mental. E é justamente sobre essa ótica que me propus a realizar este relato de experiência, contando como se deu a minha inserção, de professore de educação física, em oficinas de geração de renda da saúde mental. Objetivo: Fomentar o debate sobre a inserção do professor de educação física na saúde mental, principalmente mostrando que podemos e temos muito a contribuir e aprender. Método: a participação se deu principalmente com atividades de ginástica laboral, realizadas após as oficinas de geração de renda. A demanda partiu dos usuários que frequentavam as oficinas de papel reciclado e de velas. Muitos relatavam dores e desconfortos posturais durante as oficinas e assim foi sugerida a nossa participação, onde surgiu a oportunidade de nos inserirmos e conhecermos um pouco mais destas oficinas, do trabalho que ocorre nelas e como poderíamos contribuir. Utilizei os relatórios das atividades e oficinas para realizar este trabalho. Conclusão: Intervir e participar em oficinas de geração de renda na saúde mental foi um desafio, principalmente por serem duas áreas de pouco conhecimento para a maioria dos professores de educação física. Para muitos usuários as atividades realizadas por nós foi o primeiro contato com práticas corporais e com professores de educação física, além de para outros ter desmistificado algo que construíram como não muito agradável em seus tempos de escola e que agora relatam ser agradável, benéfico e divertido, além de trazer algum sentido para eles.

Gislea Kandida Ferreira da Silv a

VIOLÊNCIA E SUBJETIVIDADE: UMA APROXIMAÇÃO COM A SAÚDE MENTAL NO COTIDIANO DA ASSISTÊNCIA A MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA

A violência é um fenômeno histórico, portanto socialmente constituído e não natural. Quando perpetrada contra a mulher, como expressão de relações sociais desiguais de gênero, é mais perversa, pois historicamente tem sido silenciada, produzindo impactos na vida social e nas condições de saúde física e mental. O adoecimento mental é aqui entendido com uma questão social, dependente de múltiplos fatores relacionados às condições de vida e sua dimensão subjetiva. A concepção ampliada de saúde e as conquistas no campo dos direitos das mulheres tem possibilitado o crescente acesso a serviços de proteção. Este trabalho traz um recorte da experiência do estágio em Psicologia Social desenvolvida em um serviço de atendimento a mulheres em situação de violência, no município de João Pessoa. As reflexões intencionam aproximar o cotidiano da assistência às mulheres ao campo da saúde mental. As intervenções do estágio abarcaram tanto a população atendida, quanto a equipe, através de ferramentas como visitas, trabalhos de grupo e análise das fichas de cadastro. Apesar das ações em saúde mental não constituir uma linha prioritária da política de proteção à mulher e nem nas diretrizes de atendimento do serviço, o cotidiano de trabalho sugere a necessidade de reflexão sobre a questão, uma vez que a violência psicológica é a principal demanda dos atendimentos e que o principal tipo de atendimento realizado pelo serviço é o atendimento psicológico. Observamos na análise das fichas que a ideação suicida, o uso indiscriminado de psicofármacos, relatos de reprodução de relações também violentas geralmente com os filhos, uso de drogas, pânico e depressão foram frequentes, o que muitas vezes passa despercebido durante a primeira escuta e mesmo no decorrer do acompanhamento dos casos. Os serviços básicos de saúde e os da Rede de Atenção Psicossocial foram os que menos encaminharam mulheres para o serviço, o que sugere a existência de uma demanda reprimida. Destaca-se a importância da criação de espaços de formação das trabalhadoras sobre intervenções em saúde mental e a relação entre subjetividade e violência, na perspectiva da clínica ampliada, evitando a institucionalização das mulheres e analisando as condições psicossociais dos modos de vida que impedem ou fazem com que elas tornem-se sujeitas de sua história. Reafirma-se a escuta como importante ferramenta de trabalho clínico-institucional na produção de modos de subjetivação que reafirmem a potência da saúde e da vida.

da busca ilusória pelo rápido prazer e sucesso. Em contraposição a essas abordagens terapêuticas. junto com o paciente. Os tratamentos violadores dos direitos humanos vinham do Movimento Proibicionista. sociopolítico e existencial. a equipe de saúde deve elaborar. a garantia de direitos. . mas sim como um problema individual. de cada equipe e de cada comunidade. autonomia e cidadania. Assim. que convida o usuário à responsabilização e ao protagonismo em toda a trajetória do seu tratamento. marca da Reforma Psiquiátrica Brasileira e dos serviços substitutivos ao modelo hospitalocêntrico.CAPS ad. Este deve superar a visão biomédica. necessita propiciar reinserção social. Realizar um PTI que produza um real sentido é uma construção idiossincrática de cada serviço. o resgate da cidadania e a reinserção social. O PTI é uma poderosa ferramenta. suas preferências e características. Nessa nova proposta. como também a dimensão subjetiva e clínica na condução das práticas dirigidas ao usuário do serviço. diversos marcos legislativos. a Reforma Psiquiátrica propõe um tratamento que seja voltado para a singularidade do indivíduo. no qual não vê os problemas das drogas como um problema da sociedade. respeitando seus direitos. Para conseguir efetivar um tratamento digno e humano foi criado os Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas . e incluir a dimensão política. O PTI deve atentar para a singularidade do sujeito e ser realizado de acordo com as condições disponibilizadas pelo paciente.216 (Reforma Psiquiatra) afirmam a importância de tratamentos que não violem a dignidade da pessoa humana. da falta de sentido de vida. os aspectos do diagnóstico psiquiátrico e da medicação. produtora de autonomia. o Plano Terapêutico Individualizado (PTI). Muitos tratamentos ainda violam os direitos humanos e se constituem em um processo de fortalecimento do adoecimento psicossocial. que se trata de uma nova clínica.Glacy Daiane Barbosa Calassa Plano Terapêutico Indiv idualizado fundamentado nos Direitos Humanos: Reconstruindo Significados Existe hoje no Brasil uma grande polêmica em relação ao tratamento que deve ser designado para os usuários de álcool e outras drogas. a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Lei 10. como a Constituição Federal de 1988. sua liberdade e suas escolhas. entretanto precisa ser bem utilizada pelos profissionais de saúde para não se transformar em um procedimento burocrático e estéril. como um problema de origem histórico. Contudo.

Hospital de Clínicas de Porto Alegre . mãe do paciente. este não consegue suprir suas necessidades devido à falta de suporte e inexistência de uma rede de apoio G. com nove anos de idade com diagnóstico principal. O paciente apresenta um funcionamento intelectual muito abaixo do esperado para sua idade. O paciente apresenta agressividade de difícil manejo. irritabilidade). associado a uma sobrecarga de cuidados com o filho. . mesmo. com conduta agressiva e opositora. também demonstra ser impulsivo e impaciente. o que dificulta a interação e compreensão nos diferentes ambientes que este freqüenta. A segunda Internação ocorreu em 12/08/2009. por exemplo. com todo o aporte medicamentoso. é cuidado somente por sua mãe que não possui o devido amparo para cuidar e educar o filho. e diagnóstico secundário Transtorno afetivo bipolar .com episódio atual hipomaniaco. anedonia. paciente apresenta dificuldades de concentrar-se em uma atividade produtiva. Sra. por dificuldade em perceber as necessidades dos outros. apresenta comportamento desafiador e violento que por vezes coloca a si mesmo e aos outros em risco G. foi avaliada pelo Serviço de Psiquiatria de Adulto que diagnosticou um quadro depressivo (tristeza. sendo estas internações no Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência deste Hospital. pois possui dificuldade de compreensão e alto nível de intolerância à frustração. Para uma melhor organização do paciente faz-se necessário um ambiente estruturado.comprometimento significativo do comportamento. hoje com doze anos. Avalia-se que: G. Graziela Scheffer Machado O CAPS NA ARTICULAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO EM SAÚDE MENTAL: PERSPECTIVAS DOS SUJEITOS Este trabalho é fruto de uma pesquisa qualitativa sobre a rede de atenção a saúde mental nas perspectivas dos usuários e profissionais do CAPS visando analisar as formas de articulação/integração das ações de saúde mental na rede. com seis anos de idade. inapetência. devido Distúrbios da atividade e da atenção. insônia. Internou pela primeira vez na Psiquiatria do HCPA em 06/03/2007. não persistindo nas atividades e não conseguindo interagir com outras crianças. desvalia. psicoterápico e estando em um ambiente estruturado e com regras claras. com diagnóstico de retardo mental moderado . encontra-se internado desde 15/03/2013. Outras convulsões e as não especificadas. tolerar frustrações e necessita de supervisão e intervenções sistemáticas por parte da equipe técnica do Hospital e de sua mãe.Goiv ana Bairros de Medeiros Caso Clínico do Serv iço de Psiquiatria da Infância e Adolescência . requerendo vigilância ou tratamento. A pesquisa de campo foi realizada com os profissionais e usuários do CAPS II de Palmas-TO sobre a estruturação da rede de atenção a saúde mental na percepção dos usuários e dos profissionais na sua efetividade e desafios. Hoje G. Quando frustrado. Em relação ao ambiente.RS Paciente G. S. a través de ambientoterapia e recursos sócio-econômico para seu adequado desenvolvimento psicossocial. vinha em acompanhamento psiquiátrico no Ambulatório do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) desde Janeiro de 2005. fornecido.

Partindo de uma perspectiva de dispersão das inúmeras maneiras de se agenciar clinicamente as situações terapêuticas e da amplificação dos referenciais e do repertório das práticas. A estratégia que propomos parte da proliferação dos agenciamentos e conexões que ligam o sujeito a outros possíveis. que encurrala o sujeito em um terreno restrito às reminiscências e ao já dado e dificultam a invenção de vias de escape para a subjetividade que acaba encerrada na doença pelo próprio dispositivo de tratamento. a estratégia de criação de possíveis se atualiza em linhas de fuga. privilegiando os agenciamentos e os territórios que se estabelecem no percurso. podemos ir além da reprodução de modelos de cuidado que enrijecem a relação de cuidado e fixam na loucura raízes profundas de mortificação e subsunção do sujeito ao significante da doença.GUILHERME AUGUSTO SOUZA PRADO Clínica Transdiciplinar e a estratégia de criação de possív eis para a experiência da loucura No presente trabalho propomos a estratégia de criação de possíveis para o cuidado em saúde mental a partir da clínica transdiciplinar. . fluxos e dobras de subjetividade. Esta estratégia é realizada através da construção de territórios de expressão para a loucura e tem como efeito não a apologia da loucura como algo bom em si. Uma vez que a intenção da clínica em saúde mental não é formar um campo de saber homogêneo e coerente em si mesmo. devir e produção singular no encontro e no cuidado em saúde mental. Estratégia que se atualiza enquanto abertura ao por vir. mas a construção de possíveis que se inscreve enquanto plano de cuidado e estratégia de tratamento mesmo. produz realidade. desmontando a lógica de silêncio e sobredeterminação que sustenta o lugar de doente. que rompe com a reprodução das técnicas de clausura da subjetividade. visamos o manejo singular de cada caso clínico. Logo. ele produz efeitos no real. Um paradigma de intervenção que se realiza na forma de uma aposta nas forças de deriva e diferenciação inerentes ao viver e toma como horizonte de cada caso as condições de engendramento do novo na experiência. Para tanto. entendemos que aumentando o repertório de nossas práticas para poder olhar aquém do doente psiquiátrico portador de um distúrbio numerado pelo DSM. o trabalho clínico consiste em acompanhar. entendemos que o psiquismo não se reduz aos fantasmas e às representações. Afinal. dar passagem ou contenção aos fluxos de força que atravessam a existência e se estende da profundidade do sujeito e de sua história aos efeitos de superfície.

seus limites e suas possibilidades.Helena Maria Medeiros Lima Nem Tudo é Doença: o direito de existir. as dores sejam vividas. A proposta desta conferência é apresentar a Psicanálise como possível superfície de reflexões. E a partir daí consiga pensar coletivamente. permitir que os lutos sejam chorados. A psicanálise pode ser uma ferramenta de apoio. em que o indivíduo é culpabilizado por males que às vezes são pura vicissitude existencial . hospitais. se faz urgente. dos limites e principalmente do Mal-Estar na Sociedade. à cidadania. e portanto refletir criticamente a respeito dos papeis. responsabilizar.ou seja.é premente. inserir e articular uma prática educativa voltada ao protagonismo. Crianças com 5 anos de idade recebendo metilfenidato simbolizam a doença social. à potência criadora da alegria e da assunção radical de um modo de incluir. dos profissionais de saúde e questionar sobre a proliferação da administração de medicamentos. A Clínica Psicanalítica há muito ampliou seu espaço de atuação e intervenção. diagnósticos e consumo desenfreado de expertises.e o único "tratamento" disponibilizado é farmacológico . . suportes e aportes para uma atuação direcionada à vida. comunidades terapêuticas. construir coletivamente um conceito de saúde que permita ao sujeito se subjetivar . limites e possibilidades existenciais na perspectiva da não-medicalização faz-se importante. em lugar dos receituários puros e simples. saindo do setting privativo e abrindo espaços em escolas. Abrir espaços para que as autorias de pensamento proliferem. Pensar a saúde mental a partir da crítica à medicalização social. atribuições. e que as doenças sejam de fato circunscritas a seu lugar dentro da biografia do sujeito e da sociedade são as tarefas para a contemporaneidade. universidades. responsabilizar-se por sua vida e pelo entorno. A necessidade de se atualizar o papel dos Educadores. sentir-se implicado em seu desejo. Capacitar professores desde o Ensino Básico até a Universidade pode ser uma ferramenta importante. a partir do questionamento que faz acerca do Desejo humano. A sociedade medicaliza aquilo que produz.

visitas domiciliares. auxiliar de enferemagem. terapeuta ocupacional e psicóloga. agente comunitária de saúde. . havia uma dificuldade de circulação da usuária para chegar até os serviços. Nesse momento do acompanhamento desta família.Iandara Uchôa Compartilhando a experiência do matriciamento em saúde mental ESF/NASF A partir da experiência de matriciamento na Estratégia Saúde da Família (ESF) com profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). médica. ilustraremos a potencia do trabalho da atenção básica na atuação de casos graves em saúde mental. Também percebemos como a construção do vínculo com a pessoa a ser atendida é essencial para o desenvolvimento de um projeto terapêutico. neste caso específico. contando com diversos serviços de apoio. circulação e outras redes de apoio uma vez que sua família de origem encontrase em outro estado. Hoje estamos trabalhando a autonomia. principalmente. Apesar de sabermos que a rede de apoio a saúde é ampla. percebemos uma melhora geral do quadro da depressão agravada com o nascimento de sua quarta filha em que apresentava uma dificuldade geral com a maternagem desse bebê e de seus demais filhos. percebemos que as intervenções e diálogos no campo da saude mental são cada vez mais abrangentes e necessita ampliar o trabalho em parceria com os diferentes núcleos profissionais da saúde: enferemeira. bem como com os familiares e/ou pessoas envolvidas na rede de apoio desse usuário. A partir de um relato de caso. Com esse trabalho pretendemos pensar a importância do compartilhamento ESF/NASF a fim de abarcar os casos que não conseguem ter acolhimento em outros serviços por falta de perfil e/ou acesso. Fez-se necessário unirmos esforços da ESF e NASF para acompanhamento que se deu através de consultas e. bem como compreendendo a potência da atenção básica no acompanhamento a esses casos. porém.

e a Operação Dignidade. foi identificada forte divergência com o paradigma da Assistência Social. um CAPS III. Através de pesquisa qualitativa. que frequentemente serviam de porta de entrada à rede pública. e da necessidade de ações intersetoriais para efetuar o acesso aos serviços. Em relação a Segurança Pública. conflitando ações de abordagem social com ações repressoras e higienistas. não se vinculavam aos serviços fixos e aos tratamentos. que exigem investimentos nas equipes. ação realizada pela Segurança Pública nos feriados e temporadas. A colaboração entre os serviços de saúde mental e os socioassistenciais sofria com a falta de funcionários disponíveis. Havia também dificuldade da população de rua em acessar os demais serviços de saúde devido a impedimentos das próprias equipes. Esta pesquisa retratou as dificuldades de uma rede municipal no acolhimento a população com necessidades específicas. além do pronto-socorro e do hospital. Constatamos dificuldade de acesso da população em situação de rua ao CAPS devido a falta de estratégias de busca ativa em saúde. não recomposição das equipes e falta de protocolo interserviços. Os serviços socioassistenciais. que se justificavam pela necessidade de acolhimento social primeiro. dificultando o acesso. que devido ao modo de vida itinerante e a valores específicos sobre o consumo de substâncias psicoativas. tanto na contratação como na capacitação de profissionais frente às especificidades da população de rua. parcialmente resolvida pela presença de uma técnica desse serviço junto à equipe de abordagem social. um Albergue. eram distantes dos locais de maior frequência dessa população. garantir a equidade e efetivação dos direitos humanos pelo SUS e SUAS .Igor da Costa Borysow Acesso e equidade: garantia de direitos para a população em situação de rua em sofrimento mental grav e A partir da dissertação de mestrado Acesso e equidade: avaliação de estratégias intersetoriais à população em situação de rua foi possível levantar apontamentos sobre direitos humanos para a população em situação de rua em sofrimento mental. composta por um CREAS-POP. conhecemos uma rede de serviços públicos. e um CAPS AD. havia também uma equipe de abordagem social vinculada ao CREAS. com observação participante em albergue e entrevistas não-diretivas com dois grupos de técnicos dos serviços socioassistenciais de um município no interior do estado de São Paulo. transitada pela população em situação de rua com transtorno mental grave. Também verificamos que os serviços de saúde mental apresentavam dificuldades em se adequar às necessidades dessa população.

desconstruindo pela análise de discurso de Foucault e autores críticos da área. idade e suas intersecções. considerando aspectos históricos da proibição. pois como visto. e os imaginários sociais sobre drogas e gênero. porém tal invisibilização provoca efeitos específicos. políticas públicas sobre drogas. Tais imaginários são vistos também perpetuados nas políticas de drogas. . dependência. e por outro lado aponto como a intersecção com gênero acaba por perpetuar posições sociais específicas para mulheres e homens. jurídicos e religiosos. utilizarei alguns exemplos atuais sobre política de drogas disponível na mídia. raça. etc e como o uso de drogas (ou de um uso específico de drogas) é visto como particularmente inadequado nesse contexto. agressividade. em particular sobre drogas. Nesse trabalho. Essa análise leva em conta a posição simbólica da mulher em relação à reprodução moral da nação. ou seja. classe. Nesse trabalho. Para essa análise. que frequentemente oscilam entre punição e tratamento. assim como em relação à sexualidade.Ilana Mountian Frente Nacional Drogas Este trabalho tem como objetivo discutir alguns aspectos fundamentais das relações de gênero em relação à temática das e Direitos Humanos drogas. e considera aspectos como o que é tido como loucura. os discursos médicos. boas meninas . a invisibilidade de gênero nas políticas públicas. É frequente a invisibilização e/ou naturalização do gênero nos discursos sobre drogas. e prazer e autonomia. A análise proposta se baseia em estudos anteriores realizados sobre drogas e gênero. analiso por um lado os discursos fundamentais que constroem o que é popularmente entendido como drogas . acabam por reproduzir desigualdades de gênero. Esse tema é tido como fundamental. centrarei nos discursos presentes sobre mulheres. como o da posição de mães ou futuras mães .

livre das barreiras subjetivas e físicas do preconceito que envolve a doença mental. também. ou seja. além de promover a inclusão social. Estas conquistas vêm a respaldar a relevância do nosso trabalho na luta constante pela inclusão social destes cidadãos. Recentemente. quebrando as amarras internas e externas. Culminando com o êxito dessa jornada. No momento. ora esquecidos pela sociedade. Neste modelo de trabalho. tivemos um projeto para expansão e extensão da oficina à comunidade aprovado na III Chamada para Seleção de Projetos de Reabilitação Psicossocial: Trabalho. que tocam os instrumentos e ao mesmo tempo cantam. portanto todos são protagonistas. Suas toadas simples de fácil memorização permitem a inclusão e a participação de várias pessoas. com o objetivo de ofertar aos usuários a possibilidade de contato com a cultura popular e. dando-lhes visibilidade e colaborando. em Manaus. amenizar seu sofrimento psíquico. Cultura e Inclusão Social na Rede de Atenção Psicossocial. . ao mesmo tempo. assim. além da facilidade de interação e integração dos seus integrantes. permitindo-os caminhar rumo ao resgate de sua cidadania e conquista de novos espaços dentro da sociedade. o grupo é composto por usuários. não existindo um ator principal. foi fundado. O maracatu foi escolhido justamente por sua característica própria inclusiva. o grupo já se apresentou em vários eventos. em parte. em breve. o grupo Maracatu Quebramuro. profissionais do CAPS e. Esta homogeneidade e harmonia entre os integrantes tende a amenizar o surgimento de possíveis conflitos internos. sua necessidade de muitos componentes para formar um grupo de música popular e percussão. através de uma experienciação cultural coletiva. Isto pode ser depreendido de sua exaltação e felicidade quando são solicitados para se apresentarem em eventos sociais.Ildebrando leite de Souza Inclusão Social atrav és da Cultura: Experiência do Maracatu Quebramuro do CAPS Silv ério Tundis Em 2011. um oficineiro do Grupo Eco da Sapopema. no CAPS Silvério Tundis. O grupo prima por uma célula consonante representativa do todo. natural e espontaneamente. delineou-se a construção de um caminho para os usuários do serviço de saúde mental. Ele surgiu de uma parceria do CAPS com o grupo de Maracatu Eco da Sapopema. será estendido à comunidade. para o resgate de seus direitos à cidadania já tão desgastados.

comportamentos desorganizados.utilizando para isso conceitos proprios do campo. que tanto atrai quanto rechaça. linguagem e as éticas do cuidado (Boff. mais que descrevê-la. Heidegger. O presente trabalho pretende. tidas como crises psiquiátricas. por certo. Defendemos o aprofundamento da descrição. o que. perceber a questão do patológico a partir de uma relação afastamento-aproximação. numa relação igualmente dialética que perpassa a consideração do mesmo . obscurece(u) a observação e a descrição das manifestações fenomenológicas subjacentes. psicose maníaco-depressiva. mas. estar aí . dentre outros. da similitude daquela loucura que nos é alheia . não apenas descrevendo eventos ou fatos dos transtornos . os fenômenos do sofrimento psíquico e da crise psíquica grave em si (que foram agrupados sob a denominação de transtornos psicóticos) se tornaram subsumidos nas manifestações elementares dos sintomas essenciais. alucinações. em suas possibilidades de compreensão dos sofrimentos inerentes que caracterizam uma vivência genuína de ser-no-mundo. Esta nosografia tornou o fenômeno do sofrimento psíquico agudo apenas uma categoria inespecífica na base desta sintomatologia.que originou o atual sistema de saúde mental-esse trabalho propoe pensar como para una clinica de la esse modelo de gestão ataca os principios fundamentais da clínica . Neste caminho. a priori. paranoia. uma categoria patológica. emergenciais ou urgentes. hermenêutica do sofrimento. mas como uma manifestação do humano presente em mim e no outro . intersubjetividade . tanto do outro quanto de si mesmo. da responsabilidade (Levinas e Jonas) e da alteridade (Levinas) podem nos ajudar a compreender a crise psíquica grave enquanto manifestação humana genuína. para percebê-la não mais como distanciada pela diversidade . embotamento afetivo. angustia existencial . para além de se constituir. da compreensão e da hermenêutica da crise psíquica grave. ser-no-mundo . do cuidado e da responsabilidade). dentre outras. Conceitos tais como estar com . Isabel Marazina As Organizações Além das considerações relativas à instalação de um modelo de gestão que implica a distorção dos principios do SUS e da Sociais como obstaculo legislação nascida da Reforma Psiquiatrica. reforma psiquiatrica .Ileno Izídio da Costa Fenomenologia do Sofrimento Psíquico Grav e As chamadas psicoses receberam historicamente um status sindrômico inespecífico através de algumas manifestações sintomatológicas que se tornaram doenças tais como esquizofrenia. tais como delírios. para podermos ter uma atitude de efetivo compromisso de minorar as dores e desafios inerentes a ela. à luz de alguns pressupostos e autores da fenomenologia (suspensão do conhecimento prévio. transtorno bipolar. o outro . éticas da alteridade. problematizar as manifestações das crises psíquica graves. É necessária uma focalização na crise psíquica como manifestação fenomenológica genuína de um sofrimento humano instituinte. como defendeu Jaspers. Winnicott).

socioeconômicos e operativo-políticos. o cuidado direcionado a problemas com o uso abusivo de álcool é permeado por contradições. a proposição da Rede de Atenção Psicossocial que sugere novo arranjo para a atenção em saúde mental. 3) os grupos focais com profissionais para discutir o caso estudado e. foi questionada a aceitação de uma demanda cultural que favorece o modelo de internação-abrigamento. a proposição de um estabeleci . Mais especificamente. negociações e articulações possív eis em um Centro de Atenção Psicossocial Infantoj uv enil para usuários de álcool e outras drogas CAPS ADi As políticas de saúde mental para a infância e adolescência tiveram origem em diferentes cenários institucionais. no encaminhamento da usuária para a Comunidade Terapêutica. como no encaminhamento dela para a República Terapêutica (Unidade de Acolhimento Transitório). Constataram-se diferenças relacionadas à duas questões: às concepções de cuidado da equipe e de outros atores envolvidos no atendimento e à operatividade do projeto terapêutico. o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas (2009). O caso discutido foi escolhido pelos profissionais. o de um caso difícil que teve um desfecho satisfatório . por último. 2) a caracterização dos profissionais que trabalhavam no estabelecimento. A articulação entre o CAPS ADi e outras instituições que fizeram parte desse atendimento foram destacadas enquanto possibilidade para a equipe reconhecer outras formas de trabalho relevantes na construção de projetos de vida com a usuária. 4) a entrevista com a usuária do caso emblemático acerca do cuidado recebido. a constituição de uma política governamental de atenção à usuários de álcool e drogas (2004). principalmente quanto às demandas comuns relacionadas ao consumo de álcool e drogas para essa faixa etária. a complexidade do modelo de atenção. Nesse contexto.em São Bernardo do Campo SP. O estudo congregou quatro focos de análise: 1) a observação do cotidiano de trabalho.Isabella Teixeira Bastos A produção de cuidado. Mas também. considerando o emblema proposto. a suposição do Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (24 horas) e. os movimentos de redemocratização da sociedade da década de 1980 (as reformas: sanitária e psiquiátrica). lutas e conquistas em prol da articulação de uma rede de saúde mental representativa dessa faixa etária. Nesses termos. destacam-se: a proposição do Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). Este trabalho apresenta e discute a construção do cuidado situado em um caso emblemático atendido no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil para Álcool e Drogas CAPS ADi .

. assim como as consequências desse processo para o surgimento de um excedente populacional.Iury Natasha POLITICAS PÚBLICAS Vieira de PARA POPULAÇÃO EM Oliv eira SITUAÇÃO DE RUA: a experiência da Secretaria Municipal de Assistência Social de Fortaleza A presente pesquisa de caráter monográfico propõe uma análise da constituição do fenômeno população em situação de rua e das políticas públicas voltadas para atender as problemáticas decorrentes desse fenômeno. Inicialmente partimos da análise do surgimento do fenômeno população em situação de rua vinculado à emergência do modo de produção capitalista para. que ao não ser incorporado pelo processo produtivo. e especialmente. intenta-se chamar a atenção para a histórica invisibilidade à que este segmento populacional foi relegado. em seguida. bem como para a importância de se aprimorar políticas públicas que atuem junto à população em situação de rua na tentativa de compreender suas particularidades e suas necessidades. da população em situação de rua usuária dos serviços vinculados a esses programa. priorizando a defesa dos direitos humanos e a construção de políticas públicas que fomentem a autonomia dessas pessoas. tomando o contexto de desenvolvimento do modo de produção capitalista. tomarmos a experiência de trabalho do município de Fortaleza no que se refere ao desenvolvimento de uma política pública de atendimento à população em situação de rua através do Programa de Atendimento Integral à População em Situação de Rua executado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS). posteriormente. que colaborem para a elaboração e execução de políticas públicas que visem a atender as demandas decorrentes desse fenômeno. Desse modo. Considerando que é no âmbito da política de assistência que o trabalho com esse público é executado. considerando a visão de profissionais. Convido a que venham se aprofundar em temas sérios e atuais e entender os verdadeiros motivos do porque temos que ter uma consciencia Global de Direitos Humanos. Temos que com o aprofundamento das expressões da questão social. Vou explorar a importancia de conhecer temas da consciencia do ser humano e suas manifestaçoes historicas e como isso deu origem a maior perseguiçao aos direitos humanos atuais no Mundo. a pesquisa se constitui com caráter biográfico. a partir de entrevistas e visitas de campo. discorrermos acerca da Política Nacional para Inclusão Social da População em Situação de Rua. Assim. Jan Hendriks Junior A Importância de entender a Geopolitica dos Direitos Humanos Estudo de caso: Perseguiçao a 100 milhoes de pessoas por suas crenças religiosas na china e como isso veio a acontecer e suas influencias globais e manifestações no Brasil. programas e projetos. passou a viver na e das ruas. documental. exigindo/justificando análises e reflexões críticas sobre essas ações. apresentamos alguns elementos da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) em uma perspectiva de análise crítica desta política para. a expansão do fenômeno população em situação de rua torna-se alvo/motivo de tensão política na implantação de algumas ações. A defesa de direitos humanos tem que ser global. nossa consciencia do por que o fazemos e onde estao as verdaderias raizes que nos motivam vao fazer a verdadeira diferença do sucesso ou fracasso de nossos direitos como ser humanos.

capítulos de livros que não foram contemplados com a busca inicialmente realizada. dissertações. e transtornos mentais e habitação. 2004). No entanto. sua relação consigo mesmo e com a própria doença.JANDRO MORAES CORTES Residência Terapêutica: As Residências Terapêuticas são moradias inseridas preferencialmente na comunidade. atribuições de significados e compreensões a respeito da estrutura cotidiana. Os estudos de base psicanalítica centram o foco de suas investigações no sujeito e sua relação com Outro. Objetiva-se fazer um levantamento bibliográfico acerca da produção nacional sobre a temática. pessoas mentalmente doentes e cotidiano. com finalidade cuidar de pessoas que um lugar para se morar passaram longos anos asiladas em hospitais psiquiátricos (BRASIL. tendo sido utilizados os diferentes descritores para a localização das publicações nacionais. no sentido de considerar a suas verbalizações. segurança conforto e privacidade). e que moram num dispositivo-casa encravado na comunidade. Percebemos que os estudos discutem a relação entre o profissional/trabalhador e o morador. Esse levantamento ocorreu na base de dados LILACS. Outros estudos discutem os elementos estruturais de uma moradia (abrigo. consideramos que há uma lacu . a apropriação singular do espaço. além de buscar entender qual a relação que o sujeito estabelece com o tempo. no período compreendido entre janeiro de 2002 e dezembro de 2012. buscando uma aproximação do outro através de uma clínica que tem sido chamado de complexa. Todavia os estudos em sua maioria. inclusive. De acordo com a revisão da literatura nacional são encontrados escassos estudos que privilegiam o morar e o cotidiano das pessoas moradoras de serviços de saúde mental no contexto da Reforma Psiquiátrica. que possa ser alicerce para a clínica do cotidiano pretendida. A busca resultou na seleção de 37 publicações. ainda de uma forma bastante heterogênea (num polo o morador e no outro o profissional). especialmente os que se referem às habitações comunitárias. De forma complementar. simbolismos. não trazem à tona o morador como centralidade do processo investigativo. O levanto bibliográfico considerou os últimos dez anos. no período de abril de 2013. como: moradias assistidas e transtornos mentais. foram analisadas as referências das publicações selecionadas em busca de teses. Entendemos a necessidade de uma maior compreensão de todos estes aspectos a fim de entender a vida cotidiana de pessoas com uma doença mental. sendo 13 dos artigos pelo resumo por não tratarem da temática estudada.

no sentido de politização. melhor dizendo. é também há mercadoria consideravelmente rentável. Diante disso lança mão de recursos expressos nas medidas repressivas. logo é "caso de polícia". arraigada nos desdobramentos da desigualdade. ora no âmbito da Política de Segurança Pública. a origem do Serviço Social. O estudo e evidenciou que tal contexto. compondo assim um verdadeiro cenário de barbárie. ora tratado como "doente". a violência global. dessa vez na Política Pública de Saúde. aliado aos interesses das classes dominantes. e consequentemente urbana. que se configura como um dos diversos mecanismos de controle social para intervir nos reflexos dessa contradição. de forma que o Estado. que não obstante é insuficiente e ineficaz para absorver a demanda existente através da sua rede socioassistencial. moralistas e higienistas. Na constante luta pela construção coletiva de uma sociedade mais emancipada. A confluência dos condicionantes que mantém essa lógica cuja análise se faz fundamental. bem como pela promoção dos direitos e articulação com os cidadãos de distintos seguimentos societários na elaboração e gestão de políticas públicas mais eficazes. assim como a droga. que perpassa pela violação dos Direitos Humanos e construindo Políticas Publicas Intersetoriais. dependente químico. no qual o sujeito pertencente às classes subalternas é rotulado como "bandido".Jaqueline Teixeira Paiv a A Criminalização das Drogas na Lógica Excludente do Capitalismo O estudo em questão se propõe a analisar a criminalização da droga como um produto decorrente da lógica do capital e seu consequente modo de reprodução e controle social. pautada em pilares emancipatórios e comprometidos com os interesses das classes exploradas. que além de desempenhar esse papel. para encobriras verdadeiras origens que desencadearam o atual contexto. tais como: a desigualdade social. não mede esforços através de seu aparato ideológico.SUS. cujo pilar de sustentação se debruça na exploração da classe trabalhadora. que denuncia o antagonismo presente na lógica do sistema. merecem um destaque peculiar para a compreensão dos caminhos percorridos ao longo da discussão. justa e menos desigual. . As discussões fundamentam-se na análise crítica das relações de poder e os interesses políticos e econômicos presentes nessa conjuntura. urge por uma intervenção multiprofissional. o que evidencia a fragilidade das articulações comas demais políticas intersetoriais. promoção e emancipação. tendenciosamente na contramão da Reforma Psiquiátrica e do Sistema Único de Saúde . coercitivas.

Direitos e deveres dos usuários e familiares na assistência à saúde em geral. . 5. além de algumas internacionais. Concebemos. A metodologia de elaboração da Cartilha compreende as seguintes etapas: a) Revisão da literatura especializada. crack e outras drogas. c) Mapeamento e revisão dos documentos oficiais. álcool. a Cartilha inova ao trazer alguns elementos diferenciadores. Concluímos que a Cartilha é uma estratégia para o empoderamento de usuários e familiares no campo da saúde mental ao proporcionar que estes atores se percebam como sujeitos de direitos e possam intervir em seus territórios. f) Revisão. a partir de um convênio firmado entre a Coordenação Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde e a Escola de Serviço Social da UFRJ. que a cidadania inventiva é atravessada e exercida pelas informações contidas na cartilha e que. álcool. Direitos e deveres específicos na atenção em saúde mental. também. das linhas gerais do estilo de redação e projeto gráfico. Está vinculado à linha do empoderamento dos usuários e familiares no campo da saúde mental. álcool. formatação e demais etapas da produção (em paralelo à fase anterior). 4. b) Levantamento e avaliação das cartilhas similares já publicadas e disponíveis no Brasil. e) Escrita e avaliação exploratória/validação das primeiras versões de cada capítulo. crack e outras drogas.JEFERSON Cartilha de Direitos e RODRIGUES Dev eres dos Usuários e Familiares no Campo da Saúde Mental Trata-se de um projeto desenvolvido pela equipe interdisciplinar de trabalho do Projeto Transversões com o objetivo de construir uma Cartilha de direitos e deveres dos usuários e familiares no campo da saúde mental. bem como dos dispositivos de consultoria e validação. transformando-os. Direitos sociais no campo da saúde mental. uma vez transmutadas em conhecimento. e 6. nos diferentes tipos de internação e na interdição. reforma psiquiátrica e saúde mental: os direitos fundamentais de usuários e familiares no campo da saúde mental. Direitos na atenção à crise. 2. álcool. álcool. são capazes de emancipar a vida humana no campo da saúde mental. bem como alguns exercícios exploratórios das diferentes possibilidades de estilo e projetos gráficos do novo texto. crack e outras drogas. Onde e como lutar pelos direitos. Em sua versão pré-final constitui-se de 6 capítulos: 1. da legislação relevante e das principais modalidades de direitos fundamentais. Direitos humanos. d) Estabelecimento da estrutura mais geral da presente cartilha. Como resultado. editoração. 3. crack e outras drogas. crack e outras drogas.

os problemas crônicos da sociedade brasileira. professores e sociedade civil. surge da emergência e da necessidade de respostas rápidas para o possível problema das drogas. que tem atribuído ser a substância crack per se a causa da violência e/ou das mazelas sociais. Copa do Mundo e Jogos Olímpicos) ao Brasil. Após anos de luta na produção de práticas de cuidado que respeitem e busquem a compreensão dos conflitos cotidianos dos sujeitos. observa-se um retrocesso nas políticas governamentais relacionadas ao consumo de drogas. A busca precipitada de respostas tem produzido processos de higienização social. A questão então passa a ser abordada através de ações e políticas intersetoriais. as questões relacionadas às drogas foram tratadas por instituições da Justiça. A crescente criação de políticas que pactuam com ações de combate ao crack . faz-se necessário que os trabalhadores da saúde mental.Jéssica Lima Trindade Saúde Mental e as políticas sobre drogas no Brasil: o retrocesso histórico nas propostas de cuidado Historicamente. fiquem atentos para as formas ditas de cuidado veiculadas nos meios de comunicação como a solução para as drogas. usuários. familiares. da Segurança Pública e de grupos religiosos. os quais são norteados pelo movimento da luta antimanicomial. amplia-se o olhar sobre o cuidado. estudantes. Esta forma de encarar a questão tem gerado outros problemas por conta da formação de estereótipos e estigmas em torno dos usuários de drogas que vão sendo assimilados pelo senso comum. uma vez que tem sido desenvolvida uma atenção de caráter fechado baseada em uma lógica biologizante e psiquiátrica. Nesse sentido. . por exemplo. tendo como focos o efeito causado pela droga e a culpabilização do sujeito. como o Consultório na Rua e as políticas de Redução de Danos e de Saúde Mental. os quais estão sendo convocados mediante a chegada de grandes eventos internacionais (Copa das Confederações. que acabaram por conduzir e limitar o debate para uma dimensão de infração ou de pecado. de maneira que o contexto social no qual ele está inserido é desconsiderado. Que se produza um cuidado que considere as singularidades do sujeito. As medidas que vêm sendo adotadas pelo Estado para lidar com a questão do consumo de drogas não tem contemplado sua complexidade por interferirem minimamente em seus determinantes. em detrimento do caráter eminentemente punitivo. autonomia e novos modos de ser. Com o movimento da Reforma Psiquiátrica. Assim. com base no tripé sujeitosubstância-contexto. bem como seus impactos na saúde pública foram sendo encobertos.

como a não participação de um acompanhante durante o pré-parto e parto. bem como esclarecer sobre seus direitos objetivando evitar qualquer situação de violência que possa vir a sofrer. sim. medos e mitos relacionados ao pré-natal e ainda com esclarecimentos sobre seus direitos durante o pré-natal e parto para evitar que sofram qualquer tipo de violência. Espera-se que as gestantest compartilhem e resignifiquem dúvidas. alimentos permitidos e/ou proibidos. sexo durante a gravidez. houve.Resultados: Nas encenações. espécie de ópera popular. pois o PET-Saúde: Fortalecimento da Rede Cegonha. A encenação mesclava técnicas de clowns. ressignificar medos.Metodologia: As encenações ocorrem semanalmente nas rodas de gestantes das usf s dos Distritos Sanitários II. Assim. teatro de rua. através do Programa de Educação pelo Trabalho (PET) na Saúde . Representava-se o diálogo entre Mateus e Catirina. através da encenação do bumba-meu-boi. as principais preocupações das gestantes foram: medos e mitos relativos a: aborto. Catirina e uma comadre. ainda está em andamento. mitos provocados pela ansiedade e pelo imaginário acerca da gravidez e melhorar a adesão das gestantes ao pré-natal. um aumento da frequência do público em geral às usf s para assistir ao espetáculo. Houve ainda relatos quanto ao uso de álcool na gravidez e malformações congênitas relacionadas a uso/abuso de drogas e/ou medicamentos. Após. calendário vacinal da mulher e mudanças corporais e onde devem procurar ajuda quando em situação de violência. encena peripécias de um marido para realizar o desejo da esposa grávida.Fortalecimento da Rede Cegonha. através da ludicidade. nas USF s. tipos de partos. para aliviar tensões. Assim. do improviso e do oprimido que convidavam o público a participar do enredo. buscou-se referências bibliográficas sobre bumba-meu-boi. utilizou-se da cultura popular para subsidiar ações de educação em saúde nas rodas de gestantes das usf s. Foram utilizadas músicas e instrumentos musicais: maracás. Introdução: O bumba-meu-boi. todavia durante as apresentações. pandeiros. confeccionou-se um boi e três alunos se caracterizaram como Mateus. momento do parto.Conclusões: É mister se utilizar das manifestações da cultura popular para desenvolver ações de . Objetivo: Promover ações de acolhimento e educação em saúde. que queria ter seu desejo de grávida atendido: comer a língua do boi. sinos. Ainda não foi possível quantificar a melhoria na adesão às usf s para o pré-natal.JOÃO ALVES NETO Bumba-meu-boi nas usf s: ressignificando medos e mitos acerca da grav idez nas rodas de gestantes.

Um outro olhar. no processo de captura da pessoa em sofrimento psíquico e ao seu engajamento no cuidado. venho buscando realizar questionamentos. mas à partir do DESEJO desse dado sujeito. tenho me valido de teóricos que são referência na área da saúde( Gastão Wagner Campos.Não baseado no que temos disponível. venho procurado contribuir para o aumento de resolutividade do serviço.complementar . Modelo teórico com grande tradição na área de drogadição e com grande produção acadêmica. com a Preceptora Carol. é uma busca de um outro olhar no processo de cuidado das pessoas em sofrimento psíquico . Roberto Tykanori Kinoshita. construir COM eles seu projeto terapêutico singular(PTS). substitutivo. que busque ser capaz de alcançar uma parcela de pessoas que flutuam pelo serviço. referem que os profissionais da saúde mental.Paulo Amarante)para qualificar minhas falas.Mas.Estratégias. Outros teóricos (Kaes). seja atuando como força auxiliar.e com os outros componentes da equipe Aos poucos foram surgindo brechas para uma contribuição mais efetiva. E da forma que planejamos executá-la surgiu a vontade de replicá-la no Caps. como uma outra abordagem a ser ofertada.Planejamento): a Teoria Cognitivo. Silvio Yasui. que não procura fazer de seu trabalho PRÁXIS). sem aderir ao tratamento . no CAPS AD /Novo Hamburgo. com Eduardo/R2. ainda assim temos de perguntar: UMA ÚNICA TEORIA É CAPAZ DE EXPLICAR TOTALMENTE UM EVENTO? UMA TEORIA CIENTÍFICA É CAPAZ DE EXPLICAR A DROGADIÇÃO ESQUECENDO A SUBJETIVIDADE? É POSSÍVEL CUIDAR DE UMA PESSOA EM SOFRIMENTO PSÍQUICO SEM PROPICIAR ESPAÇOS DE ESCUTA ONDE ELE NÃO SE SINTA JULGADO? Não estou dizendo que isso ocorra.não melhor. reflexões acerca das práticas do Caps. .Tendo consciência destes elementos. devido ao uso de substâncias psicoativas(legais ou não). sendo a atuação no presídio de Novo Hamburgo a ação com maior visibilidade. porém. Dentro desta perspectiva. o desconforto existe.j osé antonio Oficina da palav ra: uma caruso de aposta na produção de lucca nov os discursos atrav és da arte num Caps Ad A volta da presença da residência da UFRGS. vim tentando articular mudanças.usam da alienação com estratégia inconsciente como forma de defesa. Mas. Rossana Onocko. Discussão Para pensar uma oferta complementar de cuidado no Caps Ad. acredito que devamos pensar nas ofertas terapêuticas aos usuários.Comportamental. Porém. como trabalhador atuando durante dois dias neste local. Preocupado em não me tornar um trabalhador ALIENADO (que não busca refletir sobre seu processo de trabalho.Para isso. seja lançando questionamentos sobre a forma de atendimento e o elenco de ofertas de cuidado para um dado usuário.antes devemos olhar para o modelo teórico prevalente nos grupos ofertados(Motivação I e II.

da Psicanálise e da Saúde Mental .como um facilitador / possibilitador de ações formais orientadas para a garantia de alguns direitos fundamentais. Pretende-se promover a discussão sobre o uso do recurso interventivo "Mediação de Conflitos" . A construção coletiva realizada possibilitou a manutenção do trabalho de assistência e a propositura de um contrato reparatório que implicou os mais diretamente afetados na superação da situação. apresentar Div ersidade Sexual e a uma primeira sistematização dos dados de atendimentos de um equipamento voltado para população LGBT (Programa Rio sem Saúde Mental Homofobia) para dar o sentido c de direitos humanos de uma população vulnerável e um segundo propósito é provocar uma discussão junto com os programas de saúde mental sobre protocolos de ação com a população transexual. Tratava-se de um caso muito grave e crônico e o desentendimento com a referência ameaçava o vínculo da família com a instituição e a própria continuidade do trabalho da profissional. com ênfase à dignidade. A atualidade de interv enções embasadas na Justiça Restaurativ a para a Saúde Mental O trabalho apresenta um caso no qual foi realizada uma Mediação de Conflitos dentro de um CAPS da Grande São Paulo após situação de agressão entre usuário e funcionário do serviço. José Eduardo Assunção Azev edo .j ose dario córdov a posada Dialogo entre a O objetivo desta apresentação é propiciar um dialogo entre a Saúde Mental e a Diversidade Sexual em duas vias.apoiado-se em preceitos da Justiça Restaurativa. que se mostrou muito afetada com a situação.

Logo se espera como resultado a contribuição para que seja ressaltada a importância e relevância do investimento no cuidado domiciliar e o incentivo a processos inventivos. em Natal/RN. E outra micropolítica buscando a observação da produção do cuidado em domicílio.Joselma Macêdo Rodrigues A Gestão do cuidado no programa de Atenção Domiciliar: uma análise micropolítica da produção de saúde em domicílio. raízes culturais e das redes de pertencimento refutadoras de ações medicalizantes. aos profissionais. A conceituação de gestão do cuidado nesse constructo compreende-se como ações de encontro de sentido e significado através da busca pela integralidade na atenção e na compreensão de saúde no âmbito de quem cuida e de quem é cuidado. Percorrendo caminhos metodológicos qualitativos de pesquisa e norteado pelas inspirações da cartografia ele se caracteriza pelo cunho exploratório. o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD). psiquiatrizantes e psicologizantes da vida. Foram realizados acompanhamentos na perspectiva micropolítica da gestão do cuidado. apresenta-se como alternativa substitutiva a hospitalização. sua gestão e disputas como atividades analisadoras de práticas instituídas em saúde. O PAD é encarado como recurso recente que infere o trabalho em saúde no domicilio como um território de ações potencializadoras na gestão do cuidado e recuperação/reabilitação dos sujeitos através da coparticipação dos cuidadores e familiares e também enriquecendo o trabalho das equipes multiprofissionais. junto a uma das equipes pertencentes ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. cuidadores e também as instituições. Seu foco engloba analiticamente o deslocamento do ato de cuidar para próximo das dependências domiciliares e para o entendimento do envolvimento e do relacionamento entre as partes implicadas nesta ação. . o vínculo e ainda provoquem o desenvolvimento das singularidades. Esse trabalho atentou-se aos modos cotidianos da produção de saúde executados tanto pela equipe de atenção como pelos cuidadores no domicílio e a valorização da inovação e criatividade nas práticas em saúde. Pertencente ao Sistema Único de Saúde SUS e um recurso importante nas ações de saúde.PAD. O interesse pela discussão a cerca do cuidado. sendo essas desde os usuários. Por meio da disseminação de formas de cuidado não instituídas almejou-se a potencialização das conduções inovadoras que garantam a escuta. tratando da compreensão da política do programa. vem crescendo nas últimas décadas. propagando-se por duas esferas: uma visão macropolítica. engendrado pelo Programa de Atenção Domiciliar . dinâmicos e centrados nas relações.

. vem sendo encaminhada para um tipo de dispositivo criado pelos governos estadual e municipal as AMEs Psiquiatria . um imenso contingente da população de maior vulnerabilidade social. que nos levam a vislumbrar outros modos de cuidado e de vida se insinuando. Cartografar nos ajuda a analisar as discursividades locais. Dentro do panorama histórico-político que obstaculizou até a atualidade a implantação do SUS e da RAPS em São Paulo. Pretendemos problematizar essa composição tomada pelas práticas de promoção da saúde. quanto as emancipatórias de participação inventiva e autônoma. A fim de aprofundar o conhecimento sobre as práticas existentes nesse campo. com outras formas de composição com o poder. com grande mobilidade. em sua interseção com os movimentos pela Reforma Sanitária. em sintonia com as diretrizes do SUS. Este trabalho se propõe também a apresentar alguns dispositivos clínico-institucionais construídos na Clínica. propõe-se discutir sobre uma cartografia em andamento do modo como é realizado o atendimento pelos agentes comunitário da Estratégia Saúde da Família especializada na população em situação de rua no centro da cidade de São Paulo. com suas especificidades e peculiaridades. A articulação intersetorial é fundamental nesse campo. percebe-se a necessidade permanente de construção de População em situação dispositivos para a qualificação da intervenção das equipes técnicas nas Políticas Públicas. formação e pesquisa em clínica ampliada. Este trabalho pretende apresentar a Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae e seu Projeto clínico-ético-político como um equipamento da rede de atenção à Saúde Mental a partir de sua história de lutas pelos direitos humanos.Josiane Carmele Homs Manásia A Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae e as Políticas Públicas de Atenção à Saúde Mental. em equipe interdisciplinar. implicando em um modo de atenção eminentemente medicalizante. a Clínica vem funcionando como importante polo de referência na atenção. já que médicocentrado. diante da fragilidade dos vínculos entre os albergues e as unidades de saúde. Isso se coloca como um desafio de Rua importante para a área da Saúde Mental e para os princípios de universalização e integralidade do cuidado do Sistema Único de Saúde. e identificar as forças tanto de submetimento e padronização. Julia Magalhães Atenção à Saúde à Na atenção à população em situação de rua e vulnerabilidade social. com o apoio institucional de importantes universidades públicas. em construção de redes intersetoriais. Em função da prevalência de forças contra-reforma na cidade e no Estado de São Paulo. pois a Assistência Social é uma área com ampla experiência de trabalho com essa população e. cuja política de atenção segue as diretrizes da pesquisa psiquiátrica. da Luta Anti-manicomial e o movimento pelos direitos das crianças e adolescentes que culminou no ECA. da Reforma Psiquiátrica brasileira e da PNH que ressaltam a função central da escuta clínica na construção dos projetos singulares daqueles que procuram esse serviço. explorar os limites e mapear linhas de fuga. pouca institucionalização e condições múltiplas de moradia e documentação. é difícil garantir a continuidade da atenção à saúde dessa população. não recebida pelos CAPS em função das características de seu sofrimento psíquico. . pela Reforma Psiquiátrica.

Fez-se necessário unirmos esforços da ESF e NASF para acompanhamento que se deu através de consultas e. agente comunitária de saúde. Com esse trabalho pretendemos pensar a importância do compartilhamento ESF/NASF a fim de abarcar os casos que não conseguem ter acolhimento em outros serviços por falta de perfil e/ou acesso. Apesar de sabermos que a rede de apoio a saúde é ampla. Criadas para diminuir os malefícios da prisão. ora como acusadora. contando com diversos serviços de apoio. percebemos que as intervenções e diálogos no campo da saude mental são cada vez mais abrangentes e necessita ampliar o trabalho em parceria com os diferentes núcleos profissionais da saúde: enferemeira. circulação e outras redes de apoio uma vez que sua família de origem encontrase em outro estado. bem como compreendendo a potência da atenção básica no acompanhamento a esses casos. porém. Também percebemos como a construção do vínculo com a pessoa a ser atendida é essencial para o desenvolvimento de um projeto terapêutico. neste caso específico. médica. visitas domiciliares. principalmente. bem como com os familiares e/ou pessoas envolvidas na rede de apoio desse usuário. auxiliar de enferemagem. ilustraremos a potencia do trabalho da atenção básica na atuação de casos graves em saúde mental. para que se cumpram horas de trabalho gratuito em entidades governamentais ou nãogovernamentais sem fim lucrativos.JULIANA BARROS BRANT CARVALHO O abandono institucional considerações sobre o psicólogo em uma Central de Penas e Medidas Alternativ as Este trabalho tem como propósito discutir os desafios na prática do psicólogo inserido no contexto jurídico. Hoje estamos trabalhando a autonomia. fazendo-se uma ponte com a possibilidade de atuação do psicólogo de maneira a diminuir o sofrimento destes sujeitos e contribuir para a sua reintegração. A partir da experiência de matriciamento na Estratégia Saúde da Família (ESF) com profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). no entanto o que se observa é que a falta de recursos torna-se motivo para punição. as penas ou medidas alternativas são determinadas pelo Judiciário mediante um delito de pouca gravidade. no campo do Programa de Prestação de Serviço à Comunidade (PSC). refletindo que a instituição também o abandona . não colaborando para a autonomia dos sujeitos. Serão trazidos alguns casos de abandono da pena pelos sujeitos. terapeuta ocupacional e psicóloga. implantado pela Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania. A partir de um relato de caso. Juliana Russo Antunes Compartilhando o matriciamento em saúde mental ESF/NASF . Uma das atribuições desse serviço é integrar o acompanhamento do apenado verificando a necessidade de outros serviços sociais. havia uma dificuldade de circulação da usuária para chegar até os serviços. Nesse momento do acompanhamento desta família. percebemos uma melhora geral do quadro da depressão agravada com o nascimento de sua quarta filha em que apresentava uma dificuldade geral com a maternagem desse bebê e de seus demais filhos. Será discutida criticamente a lógica da instituição pública atuando ora como remediadora.

Base teórica: teoria sobre o estigma de Evining Goffman. portanto. As categorias empíricas encontradas foram: 1) processo de saúde-doença mental. Conclui-se que as ações desempenhadas pelos sujeitos do estudo são o início para a superação do estigma da doença mental nos seus territórios de atuação. para que estas equipes consigam difundir as ações de superação deste no seu território de atuação. Jussara Carv alho dos Santo O estigma da doença mental: como superálo? . passando para arranjos de escutar. informando às pessoas com e sem doença mental e aos empregadores sobre o propósito de reduzir o estigma relacionado à doença mental. identificar as estratégias de intervenção para superar o estigma da doença mental realizadas por essas equipes em seu território de atuação e. Estas equipes devem aproveitar as oportunidades dentro e fora do campo de trabalho em saúde mental para promover a inclusão social. Categoria analítica: Reabilitação Psicossocial. reinterpretar e trabalhar as necessidades de saúde. capazes de superar as ações rotineiras. e vice-versa. O objetivo desta pesquisa foi compreender como esta relação se estabelece no que tange à internação compulsória e como os profissionais que atuam na assistência nos manicômios significam esta relação e a condição do louco infrator . da circulação no território e do poder contratual das pessoas com doença mental. identificamos a necessidade de novas práticas no que tange às ações voltadas para as pessoas com transtorno mental que cometeram crime e para isso o investimento em pesquisas e estudos é tão necessário quanto inadiável. como por exemplo: promoção de campanhas de superação do estigma. a reabilitação psicossocial e a desestigmatização da doença mental na sociedade através de ações estratégicas no seu território de atuação. analisar a possibilidade e a dificuldade das mesmas para a implementação das ações de superação do estigma. A equipe multidisciplinar dos CAPS tem um papel importante para ampliar debates sobre os direitos e sobre a cidadania das pessoas com doença mental no seu território de atuação.Juliana Silv a Antunes Medida de Segurança frente a reforma psiquiátrica brasileira uma contradição à desinstitucionalização? O presente estudo é fruto da monografia de conclusão de curso que possuía como objeto de investigação a relação (contraditória) entre a Reforma Psiquiátrica e a execução da Medida de Segurança no Brasil. 2) processo de estigma e exclusão social. devido à promoção: de cidadania. que a proximidade dos CAPS com a sociedade facilita a inclusão social e a superação do estigma da doença mental e esta ajuda a transformar o imaginário social. exigindo que os serviços tenham a capacidade de desenvolver estratégias dinâmicas e sensíveis. Diante desta relação contraditória. Utilizou-se para coleta de dados entrevistas semi-estruturadas e para apuração dos dados foi utilizada análise de conteúdo temática. Para isso entrevistamos 03 profissionais que atuam num manicômio judiciário. Observou-se que é preciso ter maior suporte do governo e das políticas públicas. A pesquisa foi realizada no primeiro semestre de 2013 e a partir da analise dos dados inferimos que atualmente há um movimento na tentativa de adequação da Medida de Segurança à Reforma Psiquiátrica e não uma ruptura ou superação deste dispositivo jurídico. Considera-se. Percebe-se que as necessidades em saúde são dinâmicas em sua construção social e histórica. Sujeitos do estudo: profissionais de saúde mental das equipes multidisciplinares dos CAPS adultos. Objetivos: conhecer a compreensão dos profissionais das equipes multidisciplinares dos CAPS Adultos sobre o conceito de estigma da loucura. e 3) processo de trabalho em saúde mental.

formas de usos. o que defendemos é uma política pública não discriminatória. Não podemos negar que há casos em que a internação pode ser adequada. à integridade e à dignidade. por fim.KALLINE FLÁVIA SILVA DE LIRA Direitos Humanos e o Tratamento ao Uso de Álcool e outras Drogas: Um Diálogo Possív el Um amplo debate sobre a internação compulsória de usuários de crack vem acontecendo no Brasil. Ao trabalhar com o usuário de drogas.216/2001. Os direitos humanos buscam proporcionar uma vida digna. temas como consumismo. credo religioso ou classe social. cor. entendendo-o como ser de direitos. falar e ouvir sobre a questão do uso de drogas. Levando-se em consideração os princípios da Reforma Psiquiátrica brasileira. etnia. É importante lembrar que por trás da ideia de droga há uma infinidade de conceitos drogas diferentes. a institucionalização é um retrocesso e reforça a estigmatização. destaca-se que deve ser feita em caráter de exceção e não pode (ao menos não deve) ser eixo de política pública voltada aos usuários de drogas. E assim. Dessa forma. . deixar claro que a luta pelo fim da internação como única forma de tratamento não é o mesmo que lutar contra a internação. confere ao ser humano o seu lugar no mundo e a condição para o exercício da sua singularidade entre homens iguais. apresenta-se como uma punição e não uma forma de tratamento. Não podemos esquecer os estigmas e preconceitos que circundam esse universo. à liberdade. tendo como pressupostos o respeito aos direitos humanos e o entendimento da dependência como um fenômeno complexo. Quando esta retirada do convívio social é realizada de forma aleatória e forçada. amparada pela Lei 10. reafirmadora dos direitos humanos à saúde. Muito se fala que todos os seres humanos nascem com direitos inalienáveis. A afirmação da cidadania entendida como o direito a ter direitos. pois são inúmeros os casos de insucesso quando é realizado de forma involuntária. É preciso. O tratamento para a dependência de álcool e outras drogas deve ter como premissa a voluntariedade. e cabe ao Estado protegê-los independente de gênero. não pode haver uma única forma de olhar. hedonismo e machismo devem ser considerados. Porém. motivações e sentidos distintos. Acredita-se que é melhor investir na rede de atenção já existente.

Ao longo de um ano de existência do projeto. além de acompanhamentos grupais. Dessa forma. atuando diretamente sobre os fenômenos de vulnerabilidade social. a participação social e a cidadania destas crianças. assistência social e lazer que compõe a rede de atendimento a criança e ao adolescente no território e no município. lazer. pretende-se relatar as experiências do Projeto AtenTO desenvolvido por professoras e alunas do curso de Graduação em Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Minas Gerais. adolescentes e suas famílias. prazer. visitas domiciliares e aos equipamentos de saúde. melhoria da qualidade de vida e resgate de vínculos afetivos e familiares. elaboração de estratégias de enfrentamento e empoderamento perante situações cotidianas conflitantes. Realizam-se ações de caráter lúdico e educativo pautadas no pressuposto de que o trabalho com a criança e o adolescente é bastante delicado e múltiplo. orientação familiar. Busca-se promover o desenvolvimento físico. de relações e vínculos.Karina Proj eto AtenTO uma Piccin Zanni proposta de atenção da Terapia Ocupacional com crianças e adolescentes em situação de v ulnerabilidade social Sabe-se que a vulnerabilidade social na infância e adolescência está associada a diversos fatores culturais. econômicos e sociais levando a situações de rupturas da participação e da coesão social. a interação social e a convivência em grupo. onde se criaram novas alternativas de circulação. As atividades desenvolvidas englobam acompanhamentos individuais relacionados a problemáticas psicossocais e de saúde mental. o acesso os direitos. . com idade entre 6 e 14 anos. aprendizagem e saúde. descoberta de possibilidades e capacidades. notou-se que a transformação do espaço em local de referência e sociabilidade. Salientase que as ações do projeto AtenTO tem importante papel no enfrentamento de questões que fazem parte do cotidiano dessas crianças e adolescentes. que atende cerca de 50 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. ruptura e enfraquecimento das redes sociais. a saúde mental. a educação. somados a criação de espaços coletivos e individuais de expressão. o respeito ao próximo. de desejos e de cidadania. localizada no município de Uberaba. em uma instituição filantrópica. pois se trata de um amplo universo de afetos. cognitivo e psicossocial. o reconhecimento dos direitos e deveres com base no Estatuto da Criança e do Adolescente. educação. Busca-se o desenvolvimento de estratégias e ações que promovam a (re)construção das redes sociais de suporte entendidas como instrumento mobilizador e terapêutico.

oficinas de trabalho. onde a trama dos saberes e práticas se entrelaçam. à casa e ao trabalho. Diante dos desafios da inclusão social. produção de autonomia e cidadania. numa sociedade tida como do tipo capitalista. empreender. redes sociais e vida. o define como aquele que consegue articular as capacidades produtivas de um contexto social. afeto como potência de agir. O trabalho encontra seu valor no afeto. propiciando aos oficineiros que ocupe novos locais sociais. trabalho afetivo que produz subjetividade. gerando mais que trabalho e renda. e que incentive a participação de todos. o acesso a cidade. A oficina se torna o espaço onde se opera a criação. de um ponto de vista biopolítico. onde princípios como organização coletiva. . A reforma psiquiátrica lutou pela conquista do direito.Kátia Liane Rodrigues Pinho Entre o cuidar e o empreender . É o exercitar de uma clínica que possibilite espaço de fala e escuta. gerando valor intangível que agrega novas perspectivas de existência. Conceitos como cuidar. facilitar uma oficina de geração de trabalho e renda na saúde mental. de olho no mercado e na comercialização. Assim propomos discutir a produção de cuidado.uma oficina de trabalho Este trabalho tem por objetivo discutir o papel do profissional de saúde diante da tarefa de acompanhar. economia solidaria. solidariedade. um projeto econômico do qual boa parte dos oficineiros vivem da renda. de pessoas excluídas do mercado de trabalho. ao usuário da saúde mental. coordenar. empreendedor de subjetividade e de igualdade. apropriado ao papel desempenhado. Cabe empreender as subjetividades dando espaço a criatividade. transformando-os na expressão de um grupo. construção de redes e cuidado ao meio ambiente são itens que fazem parte de nosso dia-a-dia. fomentando os desejos. rotinas administrativas e de gestão são os eixos centrais da discussão. autogestão. as oficinas de trabalho carregam a missão de viabilizar e sustentar a reinserção social. O autor. apontam o conceito de Empreendedor Biopolítico proposto por Toni Negri. o que o encontro da saúde mental e da economia solidaria vem proporcionando a essas pessoas. de transformar. Um constante criar e recriar. As reflexões sobre a prática desse lugar de coordenador/facilitador de uma oficina de trabalho. Cabe empreender o coletivo. Cabe empreender um negócio. É a Clínica do Empreendedorismo Biopolítico viabilizando a Inclusão social pelo trabalho e garantindo a ampliação da contratualidade social dos oficineiros. Ao coordenador cabe ser a um só tempo.

M.S pudemos apreender sobre respeito pelo tempo do outro.S. os fios serviam para amarrar seu corpo e roupas. entre o discurso delirante (que pouco se alterou com a introdução do antipsicótico).. . a ponto de solicitar que a equipe fosse acompanhar as famílias na África. roupas rasgadas e revistas. o que para ele impedia a convivência. uma Amirati história de 30 anos Este trabalho tem como objetivo relatar uma experiência vivida por nós profissionais da equipe de consultório na rua.M. após inicialmente o hospital ter negado a internação pelo fato do paciente estar muito sujo e com uma faca. 61 anos. carinhoso e preocupado. amarrar sua hérnia inguinal que doía a cada carroça carregada.chegando no espaço senta para almoçar. para um local onde só tivessem cabelos brancos . do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto. hábitos e orientações sexuais.. agradece a equipe e nos deseja bom trabalho. a caridade e bondade da rua. as revistas não eram para usar de suporte para dormir e sim para serem lidas e o conteúdo compartilhado com a equipe. no meio a surpresa e exclamação de: isto é um milagre! . as roupas rasgadas eram remodeladas por ele mesmo.. e ainda. Entre os pacientes atendidos e acompanhados por nós temos J. um jornal.existia um conteúdo inteligente. No início do acompanhamento possuía uma carroça onde acumulava sua casa constituída por papelão.S aumentavam . O acompanhamento continuava. para combinar com seu sapato bordado com arame e clips. o desejar ser respeitado nas suas limitações e individualidades e sobre o que realmente vale a pena em nosso trabalho. 6 anos depois solicitou à equipe a saída das ruas. surge a vaga em uma morada para idosos. resolve pegar alguns objetos. que viviam em uma miséria muito maior que a dele. e um sapato que havia reformado.Katia Muniz Saída das ruas.. objeto este que usava para cortar os fios que rodeavam o seu corpo. após muitas conversa com a secretaria de assistência social. que é acompanhado por nós há 6 anos e encontra-se em situação de rua há mais de 30 anos. põe a mão na mesa e diz: agora eu tenho uma mesa . agora é o começo uma vida digna . Com J. uma hepatite C Crônica fora diagnosticada e as preocupações sobre a saúde de J. local o qual denominava arca de Nóe pela diversidade de pessoas.. a hérnia fora resolvida com procedimento cirúrgico.M. um olhar atento as imagens e reportagens. entre eles duas garrafas vazias. Várias foram as tentativas da equipe para tirá-lo da rua e encaminhá-lo a um centro de acolhida. fios. e o dia da saída das ruas chegara.

Katia Murray Hernandes Martins Desafios para a articulação entre saúde mental e assistência social: um olhar sobre os motiv os do descumprimentos de condicionalidades do Bolsa Família. com o objetivo de levantar possibilidades que ultrapassem os limites das instituições e dos programas. situado na região metropolitana de São Paulo.000 habitantes. por falta de articulação entre saúde mental e assistência social. Apresentaremos também reflexões sobre o problema à luz da saúde coletiva. encontram relação com a dificuldade de acesso à política de saúde mental e. a partir das vulnerabilidades identificadas durante os atendimentos realizados com os usuários em descumprimento de condicionalidades do Programa Bolsa Família em um CRAS de um município com aproximadamente 300. . Os grupos realizados com este público desde o início de 2012 têm apontado que as situações que culminaram em descumprimento das condicionalidades da educação. consequentemente. Este trabalho tem como proposta levantar a importância da articulação em rede entre Assistência Social e Saúde Mental. Utilizaremos como eixo de discussão uma família. escolhida dentre todos os casos atendidos. por exemplificar o trânsito da vulnerabilidade ao risco social. enfatizando o significado social do processo saúde doença. com o enfraquecimento de ativos necessários para enfrentar situações de vulnerabilidades e risco social. no caso de algumas famílias. ressaltando o caráter individualizante das ações. Pontuaremos sobre os procedimentos desenvolvidos pela equipe do CRAS para superar esta dificuldade. o foco apenas no empréstimo do poder contratual ao usuário e as implicações da falta de autonomia da equipe na busca por outras alternativas.

Não se deve extirpar o saber do sujeito sobre seu mal-estar. sabemos que o sintoma é uma importante via de acesso ao saber inconsciente. muitas vezes isso torna o sujeito apático. o movimento pela Reforma Psiquiátrica vem lutando pelo fim das internações manicomiais. visto que aí se encontra a sua dimensão desejante.KWAME YONATAN POLI DOS SANTOS Uma análise dos efeitos A sociedade atual vive desde a década de 50 uma revolução psicofarmacológica . porém os mesmos antidepressiv os ainda parecem ser usados como estratégia de institucionalização invisível . resultaria conjuntamente no apagamento da singularidade do sujeito. Procura-se. três mulheres e dois homens. . nesta nova configuração de relações. exigindo que todos tenham desempenho empreendedor em todos os âmbitos da vida. O sintoma passou a ser visto como uma causa em si. Percebemos que muito dos antidepressivos são destinados a remediar o mal-estar produzido e compartilhado no laço social. um fenômeno ateórico. sem história. destitui-se o sujeito de todo o saber/poder sobre o mal-estar que o acomete. porém parece que estamos nos deparando com uma nova modalidade de captura e assujeitamento das subjetividades: a camisa-de-força química . Para psicanálise ele é resultado de uma conflitualidade do aparelho psíquico. Nesta nova modalidade de relação tutelar.Foram entrevistados cinco sujeitos que usam esses psicofármacos por três anos ou mais. A depressão é um impasse em relação a sensação de duração do tempo. no sentido de sem páthos. não é preciso necessariamente encerrar os chamados distúrbios mentais dentro de um manicômio. A partir da teoria psicanalítica do campo de Freud/Lacan. Nas últimas décadas. As contingências da nossa pesquisa são os antidepressivos receitados no tratamento do estado depressivo. quanto sem paixão. Ao se retirar o sintoma. sem acesso a sua via desejante. pois possui uma positividade simbólica . incomodando-nos por sua vagarosidade existencial e uma aparente imobilidade inerte em uma sociedade que cultua a performance. e uma vez silenciada essa expressividade. em que os avanços tecnológicos da do uso a longo prazo de psiquiatria e das neurociências possibilitaram avanços nos tratamentos psicofarmacológicos em Saúde Mental. Ainda que ele seja uma resolutiva precária de conflito psíquico (porque no processo deixaria muito sofrimento ao sujeito). não podemos ignorar que é uma tentativa subjetiva de auto-cura. tanto sem sinais da suposta patologia psiquiátrica. saber se após a utilização prolongada dos antidepressivos subsistiria algum sofrimento. com esse estudo.

permitir um olhar diferente a respeito de si mesmo e. A fala de cada um não compunha um diálogo. onde o sujeito pudesse falar sobre si. foi proposto o Grupo Registros Memórias e Imagens. Esse empobrecimento da linguagem e do contato influenciou no processo de grupalização. tratamento. facilitar o surgimento dos temas discutidos nos encontros. aqueles que não tinham o direito à fala e. Além disso. relações e outros. que mais pareciam relatos desconectados. Foi possível perceber que a fotografia. Logo ficou claro que a tarefa seria difícil. entrar em contato tanto com seu mundo interno como com os outros. se perceber. foi possível perceber que não havia um espaço de fala. apesar de ter sido usada como um recurso inicial. ficavam em uma postura passiva esperando comandos das coordenadoras e dirigindo o olhar e a fala exclusivamente a estas. A princípio. . entrar em contato com os demais. perceber seu espaço e. não trocavam olhares entre si. de poderem falar sobre si. alta. não lembravam o nome dos outros participantes. serviu como um tecido que foi formando uma rede de assuntos e possibilitando a criação de um campo de fala dentro do grupo. faltavam com frequência aos encontros. eram os ditos loucos . o que permitiu a discussão de outros temas.Laila Moreira Velho A construção de um grupo de fala em um CAPS Diante da experiência das autoras em um CAPS Adulto na periferia da Zona Sul da cidade de São Paulo. foram sendo incentivados a observar e dividir suas impressões sobre os registros realizados. família. ela era desconsiderada. eram falas isoladas. assim. a fotografia foi utilizada como um recurso para aproximar os participantes entre si. Aos poucos. A partir disso. eram pessoas com um comprometimento importante. além disso. estigma. como loucura. Os usuários indicados para participarem do grupo não tinham a experiência de grupos de fala ou. consequentemente. a falar dirigindo-se aos demais participantes e. pois. quando o tinham. trabalho. nas relações familiares e na comunidade em que viviam. mesmo. No início. na sua maioria psicóticos graves.

além dos medicamentos.Metodologia:Relato de experiência sobre ação educativa com enfoque nos medicamentos com acompanhantes de crianças autistas atendidas no CAPSi em Feira de Santana.participação nas oficinas e discussão de casos clínicos com a equipe do CAPSi. onde se estabeleceu um diálogo entre os bolsistas e os acompanhantes que mostraram interesse pelo tema a apresentaram dúvidas. foi preenchida uma ficha farmacoterapêutica. opiniões e costumes o que proporcionou uma interação entre ambos.e dentre essas a terapia medicamentosa. elucidar a eficácia dos medicamentos genéricos.Conclusão:A experiência demonstrou a importância das ações educativas como forma de promover a saúde com o uso racional de medicamentos e o fortalecimento do vínculo entre os estudantes com o serviço prestado pelo PET em conjunto com o CAPSi e sua equipe.Bahia.Resultados:O atendimento aos responsáveis das crianças autistas foi iniciado com a apresentação dos bolsistas do PET.No atendimento. a importância de seguir a posologia prevista.A partir dessa informações deu-se início a um momento explicativo acerca dos seguintes temas:outras formas de terapia. informações sobre armazenamento e interações medicamentosas. .Prioriza linhas de cuidado de acordo com as necessidades identificadas nos Centros de Assistência Psicossocial(CAPS).Sendo assim. visando obter informações pessoais dos pacientes. sobre a terapia medicamentosa. Priorizou-se o atendimento como um momento educativo e participativo.foi decidida a elaboração de folders ilustrados a serem distribuídos para o público e um banner contendo informação sucinta para os acompanhantes na sala de espera.Nele ocorre troca de experiências através das salas de espera.Atividades realizadas:observação da dinâmica do serviço.LAIS QUEIROZ OLIVEIRA MARQUES VIVÊNCIA DOS BOLSISTAS DO PROPET SAÚDE MENTAL NO CAPSi DE FEIRA DE SANTANA Introdução:O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde-PROPET Saúde Mental proposto pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas tem como objetivo a qualificação em serviço dos profissionais de saúde e a introdução ao trabalho dos discentes das graduações em saúde no Sistema Único de Saúde(SUS).Objetivo:Descrever a experiência vivenciada na atuação enquanto bolsistas e preceptores do CAPSi no atendimento individual e coletivo com as crianças e acompanhantes. com a foi priorização do atendimento dos responsáveis e a coleta de dados sobre a farmacoterapia de seus filhos e da adesão ao tratamento.oficinas e atendimentos individuais de acompanhantes.

estejam capacitados a atuar diante a desigualdade e exclusão social.Lara de Almeida Santos Perfil da população em situação de rua atendida por um proj eto de extensão no interior do estado de São Paulo. Muitos são os fatores motivadores da existência de pessoas em situação de rua. Este trabalho teve como objetivo traçar o perfil epidemiológico da população em situação de rua atendida pelo projeto de extensão Cuidando de pessoas em situação de rua . políticas públicas estão sendo propostas na tentativa dar apoio e suporte de saúde e social às pessoas em situação de rua. Atualmente.30%) e drogas ilícitas (21. Os principais problemas de saúde são o uso abusivo de álcool (38. porém este tema tem mobilizado. em que acadêmicos da área da saúde envolveram-se com a temática. Verificou-se que muitas brigas com as famílias ocorreram pelo motivo de estarem desempregados e não conseguirem prover o sustento. 405/2010) que está vinculado a uma entidade filantrópica atuante no município há mais de 10 anos. o poder público e a sociedade civil. de forma ainda tímida.25%) e que 78. em especial os enfermeiros. seguidas do uso abusivo de álcool e drogas. Os dados mostram que a população em situação de rua é composta por homens (87. Foram avaliadas 73 fichas cadastrais.000 habitantes e destaca-se em vários seguimentos do comércio e em serviços de apoio às empresas e às famílias. O município sede do projeto possui mais de 200.99%). conclui-se que é indispensável trabalhar questões que envolvem vulnerabilidade tanto de saúde quanto social durante a formação profissional. atendendo a população em situação de rua com qualidade. .08% possuem renda financeira por meio de atividades não oficiais. com análise retrospectiva de fichas cadastrais de moradores de rua atendidos pelo projeto (protocolo comitê de pesquisa n. que se encontram na faixa etária entre 30 a 39 anos (34. Mais da metade da população em estudo possui familiares residentes no município e os motivos que levaram essa população a quebrar os vínculos familiares estão associados a brigas com as pessoas que conviviam. humanizada e igualitária. Observa-se que a população em situação de rua está se tornando cada vez mais evidente e por isso estão sendo implantadas políticas públicas de saúde e de assistência social para garantir o acesso às tecnologias de saúde e assegurar os direitos desta população. porém está claro que se trata de um fenômeno complexo e multicausal. de forma integral.67%). Considerando que estes dados foram obtidos por meio de um projeto de extensão. Trata-se de um estudo quantitativo. para que os profissionais de saúde.

No entanto. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de profissionais residentes no segundo ano da Residência Integrada Multiprofissional da Faculdade de Medicina de Marília. Policlínica e Hospital Materno-infantil. Centro de Atenção Psicossocial infantil. possibilidades e desafios enfrentados durante o curso. visa promover mudanças na formação e na prática de profissionais da saúde a fim de melhorar os cuidados à saúde mental das pessoas e comunidades e consolidar as Políticas de Saúde Mental do SUS. a fragmentação dos saberes e as práticas de segregação. mais especificamente. a fim de aperfeiçoar os programas de especialização já que esses são uma alternativa na qualificação e atuação de profissionais capacitando-o para lidar com as atuais demandas e com a materialização das políticas de atenção à saúde mental. psicologia. diversas dificuldades vêm sendo enfrentadas pelos residentes. dando-se ênfase especial à atuação em campo. . atuando em diversos campos da saúde. promovendo a atenção integral. Oficina Terapêutica. bem como as dificuldades. Já no segundo ano os residentes desenvolvem atividades no Ambulatório de Saúde Mental. teóricas e teórico-práticas. serviço social e terapia ocupacional. faz-se necessário um constante debate e discussão sobre o tema. Enfermaria psiquiátrica. Sendo assim. pautada em uma concepção ampliada do processo saúde-doença. Os locais de estágio correspondem no primeiro ano ao Centro de Atenção Psicossocial II. A diretriz desta formação é o trabalho interdisciplinar e multiprofissional com vistas a romper com as especialidades disciplinares. em nível de especialização. A formação é realizada através de atividades práticas. Sua finalidade é formar profissionais preparados para atuar de acordo com os pressupostos e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) através da educação em serviço. A residência é composta por profissionais de quatro áreas: enfermagem.Larissa Soares de Melo A experiência da Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental da FAMEMA: possibilidades e desafios O Programa de Residência Multiprofissional é resultado de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação e constitui-se como um programa de pós-graduação lato sensu. Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas. O Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental. comprometendo aquilo que se espera da formação e atuação destes. evidenciando a fragilidade entre instituição de ensino responsável e demais cenários de prática.

Sérgio Luis. p. 1. OBJETIVOS: Várias dificuldades são enfrentadas pelos membros da equipe de enfermagem.LAURIDES DA CONCEIÇÃO ALMEIDA BALTAZAR ENFERMAGEM X MEDIDAS DE SEGURANÇA: OS DESAFIOS ÀS EQUIPES DE ENFERMAGEM NA PROMOÇÃO DE SAÚDE NOS MANICÔMIOS JUDICIÁRIOS. Laurides da Conceição Almeida Baltazar. CONCLUSÕES: A realidade social dos manicômios judiciários e as relações entre saúde e segurança que vigoram nesses ambientes precisam ser melhor compreendidas em busca de soluções efetivas para dar um melhor nível de vida a todos os atores envolvidos. ALVES. v. v. pelos profissionais da equipe interdisciplinar de saúde. p. n. Cadernos de Saúde Pública. Psicologia em Revista. Ana Flávia Ferreira de Almeida. 16-31. nos manicômios judiciários e instituições similares. Rio de Janeiro. REFERÊNCIAS CARRARA. quer sejam pacientes ou responsáveis pela sua saúde e segurança. set. . p. sendo priorizados os trabalhos: Direitos das pessoas com transtornos mentais autoras de delitos. Hospital de Custódia e Tratamento Henrique Roxo. 23. 1. transliterados e comentados. e Direito e Saúde Mental: percurso histórico com vistas à superação da exclusão. Ludmila Cerqueira. Direitos das pessoas com transtorno mental autoras de delitos. 16-29. CORREIA. v. abr. 1995-2012. SANTANA. Tânia Couto Machado. 20. LIMA. 17. CARDOSO. RESULTADOS: Os resultados apontam os novos caminhos que devem ser trilhados pelos profissionais de saúde comprometidos com o tratamento e a ressocialização desses pacientes. de Santana et al. Isabel Maria Sampaio Oliveira. O objetivo deste trabalho foi determinar como os membros da equipe de enfermagem podem promover a saúde mental de seus pacientes e garantir os direitos sociais dos mesmos. 2011. Direito e saúde mental: percurso histórico com vistas à superação da exclusão. abr. METODOLOGIA: A metodologia empregada é de revisão bibliográfica. (2007). 2007. (2011). 9. Vânia Sampaio. ao desenvolverem suas atividades de promoção da saúde e cumprimento dos direitos sociais de seus pacientes. Belo Horizonte. n. Clareci Silva. A história esquecida: os manicômios judiciários no Brasil. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano. de Sérgio Luis Carrara (2010). n. com a recomendação de que sejam implementados protocolos de atendimento de enfermagem que visem resolver os problemas atuais de incompatibilidade entre as normas de segurança e o cumprimento dos procedimentos de cuidados dos pacientes portadores de doenças mentais. de Correia et al. que foram resumidos. sendo portanto feita a análise de seu conteúdo. CHIANCA. 2010. A História Esquecida: os Manicômios Judiciários no Brasil.

que ocasionou também a sobrecarga de atividades que elas têm que realizar. que para além dos cuidados tradicionais vinculados a família e ao lar. visando proporcionar subsídios para que pudessem desabrochar e florescer. secas com uma terra velha e embrutecida pelo clima árido e ácido por qual passaram. foram utilizados o nome Maria e flores como uma maneira de representação de que as flores necessitam de todo o cuidado para florescer. amorais e incapazes de cuidar da família e dos filhos. olhar para essa especificidade de gênero possibilita reconhecer suas particularidades e compreender que as relações de gênero também decorrem das relações de poder constituídas ao longo da história. No decorrer do grupo essas flores foram sendo regadas com cuidado e atenção. superando as suas dificuldades. . A partir dos seus relatos. Flores que chegaram murchas. onde as mulheres estiveram marcadas por diversas questões que as colocavam em uma situação de subalternidade e inferioridade em relação aos homens. como o fato de ser mulher e ter que cumprir um papel socialmente construído e o outro de realizar o uso de drogas. Para descrever essas histórias. onde tem que dar conta de múltiplas tarefas. O estigma social em relação ás mulheres é bastante expressivo. oferecendo a escora para seu caule não desmoronar. Nesse contexto de complexidades que transversalizam o universo feminino e o uso de drogas. pode-se problematizar sobre diversas questões relacionadas ao papel da mulher na sociedade. Onde são abordados extratos da vivência cotidiana em grupo de mulheres realizado num Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas CAPSAD. Essa simbologia traduz o que representou o grupo de mulheres. acarretando em uma dupla jornada. como também o duplo estigma aos quais estas são associadas. Isso pode se tornar uma barreira com relação a dificuldade pela procura espontânea aos serviços de saúde para a realização do seu cuidado.Liana de Menezes Bolzan Histórias de Marias Flores: o relato de experiência no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas CAPSad O presente trabalho é fruto de um relato de experiência realizado durante a Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. sendo julgadas como promíscuas. Outro questionamento se dá a partir da ampliação da autonomia e a conquista de direitos adquiridos pelas mulheres. muitas trabalham para arcar e/ou contribuir com as despesas familiares.

Município este. Mulheres mães com problemas de saúde mental encontram desafios em lidar com as condições em que se encontram. que tenham filhos na faixa etária de 0 a 12 anos de idade que foram diagnosticadas e estão em tratamento e que tiveram consultas de psiquiatria no período de 2007 em diante e que seja residente no município.LIDIANE VIEIRA DE SENE Av aliação da Assistência à Saúde Mental da Mulher por Usuárias dos Serv iços Estudos revelam o desafio no levantamento de dados sobre a saúde mental em vários países devido à falta de informações. porque de acordo com a lei de criação do CAPS são vários os dispositivos assistenciais que poderiam possibilitar a atenção psicossocial aos pacientes com transtornos mentais. à diversidade da população representada por diferentes grupos étnicos. Será realizada uma abordagem mulheres com idade igual ou superior a 18 anos de idade.uma vez que há uma dificuldade de criação de serviços de saúde mental em cidades pequenas. destacando o cuidado à saúde mental na gravidez. . 2008) algumas das necessidades do cuidado às mulheres tem sido omitidas ou pouco percebidas. O contato com as participantes será intermediado pela equipe de Estratégia da Saúde da Família.055 habitantes segundo o censo 2010 do IBGE. na custódia de filhos. à escassez de dados. entre outros. 2010). situado no Triângulo Mineiro. resultando em diminuição da efetividade contraceptiva (GUEDES et al. 2009).. no pós e pré-natal. RONDON. como a falta de insight em função do transtorno. com diferentes práticas religiosas e à extremidade no contraste entre a pobreza e a riqueza de vários países (GAVIRIA. pretende-se identificar em uma cidade do interior do estado de Minas Gerais como as usuárias dos serviços percebem o atendimento que é prestado. e uma possível interação medicamentosa entre os anticoncepcionais hormonais e alguns psicotrópicos. cuja população é de 23. deficiência e/ou ausência de planejamento familiar. Para o estudo serão selecionadas aquelas mulheres que fazem uso dos serviços públicos de saúde do município de Conceição das Alagoas/MG. É grande a ocorrência de gravidez não planejada entre pacientes psiquiátricas. a responsabilidade de criarem seus próprios filhos e de se realizarem como mães. são várias as causas. Os dados serão coletados por meio de entrevista nos domicílios com as mulheres que concordarem em participar do estudo. apud BALLARIN. Para Kohen (2001. Embora haja ações e políticas relacionadas à assistência à saúde mental da mulher ela não tem recebido igual tratamento nos diferentes contextos do território nacional assim.

existencial. . isto é. O trânsito pela cidade convida os sujeitos ao direito de pensar e decidir sobre seus próprios caminhos através da invenção de novas formas de ingresso na coletividade. A clínica do espaço urbano incorpora a cidade. e o asilamento se tornou o destino dos desviantes. social e subjetivo das pessoas que buscam novas formas de se inserir e transitar pela cidade. seu assessório. saúde.Liliane Felix Desconstruindo o Ribeiro da ditado: Cada um em sua casa. O percurso histórico dos projetos de urbanização das cidades nos remete à contínua produção de significados específicos para o trabalho. esquadrinhando o cotidiano nas ruas. nos leva a refletir que a Reforma Psiquiátrica ainda tem um longo percurso a seguir. propõe romper com o internamento ao convocar os loucos à circulação pelo ambiente urbano. Nas cidades modernas as casas são construídas em oposição à aglomeração das ruas. A psiquiatria. o diabo não Silv a tem o que fazer. Porém. Pelo direito à circulação na cidade O presente trabalho foi construído a partir de uma Monografia de conclusão de curso de graduação em Psicologia na UFPB que teve como tema lugares e loucura: a cidade polissêmica dos usuários do CAPS I Porto Cidadania em cabedelo/ PB e tem como objetivo refletir sobre as relações entre a cidade e a loucura buscando conhecer quais os modos de aproximação e circulação dos sujeitos usuários de um serviço substitutivo de Saúde Mental. além de favorecer as práticas que intencionam a ampliação do repertório simbólico. no espaço urbano. A circulação no contexto urbano constitui-se como um dispositivo clínico-político demandado pelo processo de desinstitucionalização da loucura. de modo ampliar o repertório singular de inserção e circulação dos sujeitos pelo espaço urbano. fazendo-a sua matéria constitutiva e primordial. nos convém questionar se a passagem do manicômio ao espaço aberto da cidade é suficiente para subverter a relação de asujeitamento entre pacientes e o saber médico. A fala de um usuário entrevistado que diz Quando eu não estou no CAPS eu fico em casa . as ruas cantos e lugares transbordam a função de setting que dá concretude aos conteúdos psíquicos. e relações sociais. A cidade não se limita ao lugar de assessório da clínica. desqualificou a circulação pelo espaço urbano. ao criar novos significados para a experiência da loucura. os domicílios burgueses passaram a ser edificados para garantir a intimidade e a proteção. lugar de transtornos. A reforma psiquiátrica. Considera-se que é necessário que a cidade seja tomada como lugar de reabilitação. As ruas foram transformadas em meras passagens.

Destacam-se as iniciativas do PPDDH/CE de articulação da rede de saúde pública e de construção de parcerias junto a iniciativas da sociedade civil. em sua compreensão ampla. à moradia. Integrando as políticas de proteção a pessoas ameaçadas promovidas pelo governo brasileiro. visando o fortalecimento de suas lutas. com o propósito de desenvolver um trabalho de assessoria e acompanhamento clínico a membros de movimentos sociais. No presente trabalho. grupos e demais atores sociais que atuam na defesa dos direitos humanos e encontram-se ameaçados em decorrência de suas atividades. reconhecendo as implicações entre clínica e política. pretendemos compartilhar uma experiência de atuação no PPDDH/CE. desigualdades e injustiças sociais. Busca ainda desenvolver ações que auxiliem na desarticulação e punição dos agentes agressores. a equipe técnica do PPDDH tem acompanhado casos de pessoas e comunidades ameaçadas em decorrência de sua atuação na defesa dos direitos ao meio ambiente. promovendo apoio jurídico e psicossocial aos/as defensores/as. necessitando ser integrada à política pública de proteção. objetivando garantir a continuidade segura de suas atividades. têm se apresentado intimamente relacionadas aos processos de subjetivação e às condições de saúde constituídas e constituintes desses sujeitos.Lis Dos defensores/as de Albuquerqu direitos humanos e Melo ameaçados: pensando a atenção à saúde como medida de proteção O Programa de Proteção aos/as Defensores/as de Direitos Humanos surge diante de uma demanda da sociedade civil pela garantia de proteção aos/as militantes. trocas. dos direitos indígenas e no combate à corrupção. Nesse cenário surge um coletivo formado por psicólogos/as e psicanalistas vinculados à sociedade civil. o PPDDH caracteriza-se pelas articulações políticas e institucionais entre Estado e sociedade civil. à comunicação. constitui-se medida mesmo de proteção. em contextos de violações de direitos. a fim de fortalecer uma rede de proteção aos/as defensores/as. No Ceará. A atenção à saúde dos/as defensores/as. destacando a demanda de atenção à saúde. políticas e econômicas que motivam as violações de direitos humanos. demandando espaços e tempos próprios de cuidado. atuando nas causas sociais. entre outras áreas. nos quais possam ser facilitados momentos de acolhimento. A atuação desses sujeitos junto a movimentos sociais e as relações daí constituídas. . Trata-se de um grupo em condições específicas de produção de saúde. promoção de saúde e fortalecimentos pessoais e coletivos. construída no acompanhamento dos/as defensores/as. práticas de violências.

com a expansão dos serviços residenciais terapêuticos (SRT). Analisou a historia que vai se constituindo desse serviço por meio do conceito de Enclave Sociais (Caldeira. O presente trabalho enseja visibilizar o plano de forças através do qual é possível traçar linhas de fuga que ativem os processos de singularização. fazendo documentação para os usuários como CPF e RG. um trabalho de inserção dos usuários na vida cotidiana extra-muros. utilizou-se da História Oral pela qual abordou-se. Pretendemos avaliar. etc. egressos das clínicas privada em processo de fechamento. no qual era comum a padronização dos procedimentos. tem inviabilizado que tenha início. corpos tão marcados pela vida manicomial. entretanto. Essas moradias . estão funcionando como abrigo para pacientes de longa-internação. retirando de cena o eletrochoque. sendo eventualmente a morte a porta de saída do território hospitalar. Serviço Especializado em Abordagem Social. das refeições e etc. agora travestidos em moradias . mas. além de experimentar vínculos de trabalho instáveis e precários. tendo como referência o conceito foucaultiano de cuidado de si como prática de liberdade. assistimos a transformações também no interior deste. gerando inchaço de pacientes crônicos no hospital em pauta. Contudo. reproduzindo um modus operandi muito similar ao do velho modelo de psiquiatria. de fato. falta de regulamentação e escassez de espaços coletivos de cuidado com o trabalho. Somado a isso. que se organizou mais tarde em Vitória como. por entrevistas temáticas. quais as implicações de um frágil exercício de si entre os trabalhadores quando a natureza de seu ofício é uma prática de cuidado do outro. ao que parece. colocando roupas naqueles corpos que viviam nus. posto que os agentes envolvidos nesses processos (inclusive a pesquisadora) não devem descuidar-se do plano da subjetivação caso se proponham a práticas desinstitucionalizantes Lív ia Ferreira Cardoso Marins Os serv iços de atenção (na rua) à população em situação de rua de Vitória: uma história contada em três tempos Essa pesquisa procurou compreender como constituiu-se historicamente na cidade de Vitória-ES a necessidade do poder público municipal instituir uma rede de serviços para a atenção à população adulta em situação de rua. Para tanto. A equipe de cuidadores contratada para dar conta deste complexo processo de desinstitucionalização não é numerosa o suficiente para lidar com quadros tão graves. Deste modo. acúmulo de funções. a edificação do hospício permanece de pé com os seus grandes pavilhões. certa lentidão na abertura de novos SRTs. passagem torna-se permanência. com nove trabalhadores do. a lobotomia. poderia ter acontecido em muitos outros Estados do território nacional.Lív ia Cretton Pereira Moradias dentro do hospício ou hospícios nas práticas de "morar"? Esta pesquisa é disparada a partir do encontro da pesquisadora com as chamadas moradias dentro de um hospital psiquiátrico público no Estado do Rio de Janeiro. 2011) e a noção Foucaultiana (2008) a respeito dos mecanismos de segurança na gestão das cidades. . cujo objetivo é funcionar como passagem de dentro para fora dos muros. como hora dos banhos. no qual se humanizam as práticas. nestas circunstâncias. No seio da reforma psiquiátrica e da consequente instalação de uma rede de assistência substitutiva ao hospital.

ferindo a própria Constituição brasileira. em um local que não oferece o que é exigido pela lei: condições semelhantes ao ambiente hospitalar. vítima. A pertinência do tema advém da necessidade de humanização do tratamento de indivíduos institucionalizados. Para isto foi feita análise de relatórios elaborados pela autora ao longo de período de estágio. posteriormente agrupadas em categorias provenientes da literatura. É uma instituição ambivalente que se estrutura no Código Penal e retira do indivíduo a responsabilidade sobre seus atos. ser excluído. sem deixar de puni-lo. como condenado. com foco na superlotação nos presídios. destes relatórios.Lorena Martins Passos Políticas Criminais e Direitos Humanos O trabalho propõe uma análise crítica sobre a criação de leis com intuito repressivista sem o norte de politicas criminais. . Foram selecionadas. Normas penais estão sendo criadas para tornar célere a resolução de problemas e atender ao clamor do público. obter-se-á mais violência. Aliado a isto está a incerteza quanto ao período de trancafiamento. O trabalho explana sobre as teorias da pena. no entanto. O trabalho dos profissionais da saúde é limitado. O ponto principal do estudo é a situação complexa do sistema penitenciário. há crítica sobre o caso do Carandiru e Redução da Maioridade Penal. Foi percebida insatisfação e intenso sofrimento psíquico dos internos. detentores do poder de polícia e sociedade. frases. Lorena Torquato Videira Voz muda: o paciente Este trabalho teve como objetivo investigar efeitos do processo de institucionalização em indivíduos que cumprem medida de de hospital de custódia segurança. a resposta em forma de penas restritivas de liberdade sem um estudo minucioso de todos aqueles envolvidos na aplicação da lei penal. que reflete na desconsideração de direitos fundamentais. podendo transformar-se em prisão perpétua. pode gerar resultado oposto ao que se pretende: ao contrário do alcance da paz social. critica a criação de penas restritivas de liberdade com alto rigor sem que o Estado oferte estrutura penitenciária e proporcione reeducação a aquele que possui comportamento desviante. decorrente de um processo extremamente violento. portanto. Também. onde as emoções são patologizadas e a solução da equipe dirigente para qualquer conflito é a medicação. O mesmo dispositivo sustenta a ideia de que o louco é perigoso e deve.

decorrente de um processo extremamente violento. O mesmo dispositivo sustenta a ideia de que o louco é perigoso e deve. ferindo a própria Constituição brasileira. posteriormente agrupadas em categorias provenientes da literatura. traduzindo-se como uma atividade que sinaliza estratégias de resistência e possibilidades de intervenção no sentido de compor a prática do psicólogo. traz como dispositivo para as discussões autores como Goffman com conceitos como mortificação do eu e Rauter que refere atuações e estratégias de resistência num cenário tão contraditório. podendo transformar-se em prisão perpétua. frases. Para isto foi feita análise de relatórios elaborados pela autora ao longo de período de estágio. Lucas Teixeira Costa Estagiários de psicologia em unidade de medidasocioeducativ a de internação: A potencialidade desta prática Este artigo se propõe a descrever a experiência de um estágio extracurricular com adolescentes privados de liberdade. destes relatórios. O trabalho dos profissionais da saúde é limitado. sem deixar de puni-lo. na instituição CENAM. Busca discutir a atuação do psicólogo no contexto das medidas socioeducativas. Foram selecionadas. A partir destas reflexões. é construída a narrativa de uma experiência muito significativa tanto para os estagiários como para a instituição como um todo. Para isto. portanto. em um local que não oferece o que é exigido pela lei: condições semelhantes ao ambiente hospitalar. A pertinência do tema advém da necessidade de humanização do tratamento de indivíduos institucionalizados. onde as emoções são patologizadas e a solução da equipe dirigente para qualquer conflito é a medicação. Foi percebida insatisfação e intenso sofrimento psíquico dos internos.Luana Bezerra Gargiulo Soares Voz muda: o paciente Este trabalho teve como objetivo investigar efeitos do processo de institucionalização em indivíduos que cumprem medida de de hospital de custódia segurança. É uma instituição ambivalente que se estrutura no Código Penal e retira do indivíduo a responsabilidade sobre seus atos. . ser excluído. situada na cidade de Aracaju SE. Aliado a isto está a incerteza quanto ao período de trancafiamento.

o que dificulta visibilizar os agravos em saúde mental a partir das identidades étnico raciais. também. metamorfose. Teve por sujeitos os usuários. branco e. o que no caso brasileiro tem que ser considerado em função do passado histórico da sociedade brasileira em que o poder se cristalizou como macho. os familiares e os profissionais. nos dois serviços sobressaíram as identidades autoreferenciadas brancas e negras. Em ambos os serviços observou-se que entre os dados epidemiológicos o item cor é levantada no rol das estatísticas dos equipamentos. Segundo Ciampa (1998). O cotidiano como esfera vivida por todo ser humano. Benedeto Saraceno (1994) ao analisar as variáveis sombras na saúde mental. que majoritariamente é constituída pelos segmentos afro descendentes. A identidade apresenta-se como multifacetada. sendo espaço da transformação e da conservação do status quo. com o emprego privilegiado de grupos focais e observação participante. com a estética negra em realce. como preponderante nas expressões das questões étnico raciais. reproduzindo seu eurocentrismo. representando a pessoa e engendrando-a. persistem silenciadas. de preferência heterossexual (Saffioti. . nas rotinas assistenciais dos dois Caps avaliados. Contudo. Trata-se de uma pesquisa exploratória. 2004). um no cotidiano dos Caps localizado na Região Nordeste e outro na Região Sudeste do Brasil. exclui os pertencimentos étnicos raciais como atravessando o cotidiano da saúde mental. permitiu verificar que as dimensões étnico raciais das identidades dos usuários dos serviços. b) discriminações raciais em relação ao segmento negro. A pesquisa ocorreu no período de agosto de 2011 a julho de 2012. mas. no contexto da coleta de informações. a identidade é processual.LUCIA CRISTINA DOS SANTOS ROSA A inv isibilidade das questões etnico-raciais O presente estudo analisa as expressões das questões étnico-raciais no cotidiano de dois centros de atenção psicossocial. de natureza qualitativa. c) as expressões positivas das dimensões étnico raciais. abarcando várias dimensões e circunstâncias do sujeito. se apoiando em um tripé recortadas por: a) expressões epidemiológicas das questões étnico raciais. E. não eram transformadas em informação em saúde. com triangulação de técnicas. Fundamenta-se na categoria identidade de Antonio Ciampa e na teoria do cotidiano de Agnes Heller. em função das desigualdades sociais na sociedade brasileira se reproduzir em termos étnico raciais. haja vista que os principais usuários do Sistema Único de Saúde SUS é composto pelos segmentos da população pobre.

Vivemos tentativas de retrocesso na história sanitária e da reforma psiquiátrica e cumprir os processos judiciais poder respondê-los tecnicamente. na sua maioria. seja na Atenção Básica. . Nota-se que. As internações podem ser dispositivos de cuidado. a partir de uma rede substitutiva ao modelo asilar. Associado a essas. a partir de oferta de uma rede substitutiva. enfatizado que as internações são o último recurso a ser acessado. a medicalização da vida. compartilha-se a experiência de pessoas que procuram por internações como primeiro recurso terapêutico. A humanização da atenção e gestão do Sistema Único de Saúde abre caminho para mudanças nos processos de trabalho. No entanto. Essa rede. dada a ênfase às Redes de Atenção à Saúde e a constituição das Redes de Atenção Psicossocial. o cuidado no território. mais para a limpeza das cidades. ou seja. ou em Centros de Atenção Psicossocial. não sem tensões. A partir do acolhimento e escuta (Brasil. quando com critérios clínicos. preconiza o cuidado em liberdade. Como vivência. influenciados pela subjetividade da mídia. em fase de expansão. do preconceito. 2009). exacerbando a exclusão social e criminalização da pobreza. a corresponsabilização em redes. em co-produção com a família e profissionais de referência.LUCIANE RÉGIO MARTINS O QUE PODE A ATENÇÃO PSICOSSOCIAL? A Reforma Psiquiátrica (Lei 10. incorpora o caráter intersetorial e não acontece por si só. por em uma visão higienista. É o usuário quem guia seu Projeto Terapêutico Singular (PTS). ou mesmo. incluindo as subjetividades e a singularidade nos PTS. que se corresponsabilizam por esse cuidado. mas nos encontros.216/2001). ou compulsoriamente. somente quando as possibilidades extrahospitalares se esgotam. estabelecidos vínculos terapêuticos e solidários. em agenciamento de pessoas. tenciona a construção de redes de produção de saúde. por reforçar o estigma da loucura. do modelo asilar e de interdição abusivamente testado na história da humanidade. compreendidas ou como única forma de tratamento por familiares que buscam soluções simples/rápidas. não procuram a rede de atenção antes dessa busca pela internação . configurando-se em caminhos de retrocesso. essas têm sido banalizadas. seu projeto de vida. para além de serviços de saúde. são feitas ofertas seguindo o contexto relatado por familiares. As mediações realizadas são no sentido de orientar para a atenção psicossocial.

políticas públicas e profissionais que atuam na saúde mental infantojuvenil. A imobilidade adolescente e o descontrole do movimento corporal geram desconforto e prejuízo nas relações deste sujeito interferindo em seu processo de desenvolvimento muscular. advinda de alguns episódios deste sofrimento. Atenção Básica (UBS/Ambulatórios). . E acarretam repercussões na vida escolar da criança e do infantojuvenil tornando-as vulneráveis pelos limites e privações em sua expressão motora. percepção e crescimento. sociais. situações de desinteresse. aprendizagem. interferem no desenvolvimento. atrasando e provocando a evasão escolar. prejudicando. A cognição comprometida. irritabilidade e fuga de contatos sociais. possam ser amparados por uma rede de atenção psicossocial. e que em muito acontece na escola. muitas vezes vulneráveis. alunos comprometidos. coordenação. instrumentos e profissionais que atuam pela/para inserção. entre as diversas esferas como a gestão escolar. em parte. enfim na vida v ulnerabilidade na v ida cotidiana de crianças e adolescentes. tornam esta população vulnerável. observa-se à complexidade da expressão humana e que interferências. organizações de auxilio). cognitiva e psicossocial. inclusão e permanência da criança e adolescente na escola. A sociabilidade da criança e adolescente que não exploram seu movimento corporal e a organização cognitiva marcam privações significativas. desorganizando as ações do cotidiano e desencadeando. articular e ósseo afetando sua locomoção. A efetividade da ação conjunta. As evidências apontam que a vida do escolar depende de uma série de circunstâncias e que muitas dizem respeito à prevenção. relações familiares. interfere na construção do pensamento prejudicando a atenção.Luciano Sanfilippo de Macedo Situações de Situações de sofrimento psíquico. por meio da existência de locais. desatenção. Pela perspectiva da interação entre os domínios: motor. promoção e tratamento em saúde mental. julgamento e raciocínio lógico. cognitivo e psicossocial. na aprendizagem e desenvolvimento. comunidade escolar (pais. professores envolvidos. pode criar e desenvolver espaços e ações para que estes indivíduos. Centros de Atenção Psicossocial infantojuvenil (CAPSi). responsáveis legais.

Em uma atividade desenvolvida em uma oficina com frequentadores de um CAPS de uma cidade de médio porte do interior do Sul do Brasil. os usuários elencaram alguns direitos que podem ser considerados tradicionais como o Direito ao Trabalho. Este trabalho tem por objetivo iniciar algumas reflexões sobre o processo de construção da cidadania da pessoa em sofrimento psíquico. e dos Não Cidadãos (que não se beneficiam de nenhum direito). É possível pensar que na construção do processo de cidadania para as pessoas em sofrimento mental. E as práticas de exclusão social historicamente vivenciadas pelos chamados loucos dificultam o processo de identificação/lealdade com a nação. O fenômeno da cidadania é complexo e historicamente definido. A questão da cidadania surge como elemento fulcral e.Lucimar G Coneglian Cidadania da pessoa em sofrimento psíquico: algumas considerações a partir da sinmgularidade brasileira A Reforma Psiquiátrica brasileira não se limita à busca pela humanização dos serviços. consequentemente. . mas ela tem como núcleo duro o reclame da cidadania para as pessoas em sofrimento psíquico. acrescentaram outros como o Direito à Alegria. dos direitos políticos e dos direitos sociais. a partir da leitura do textoCidadania no Brasil: o longo caminho. as mesmas passaram de não cidadãos para cidadãos incompletos a partir do movimento da Reforma Psiquiátrica. no final da década de 1970. de José Murilo de Carvalho. e em suas reflexão destaca a existência do Cidadão Pleno (aquele que é titular dos três direitos). Entender atualmente os sentidos e os significados do exercício da cidadania das pessoas em sofrimento psíquico implica em: a) refletir sobre a singularidade da história da cidadania brasileira. Porém. conforme Marshal: a dos direitos civis. A pouca inserção educacional das pessoas com transtorno mental certamente constitui um obstáculo na construção da cidadania. mantém estreita relação com o processo educativo e com o processo de sentimento de pertencimento a um estado/nação. A cidadania envolve diferentes dimensões. cujo tema era a reflexão sobre os direitos de cidadão. do Cidadão Incompleto (que inclui os que possuem alguns direitos). b) interpretar essa singularidade à luz de uma escuta cuidadosa sobre o que o usuário entende e vivencia como cidadania. enfatiza Carvalho. passa a estar no cerne do tratamento proposto pelos serviços de saúde mental. Carvalho parte de Marshal. o que vale dizer que o exercício de um direito não implica no exercício de todos os direitos. A aquisição dos direitos de cidadão.

O tema é relevante. ressaltando as finalidades. o que se torna de grandiosa valia ao núcleo familiar. resultados e a considerações alcançadas ao objetivo de analisar o impacto social para a vida de crianças e adolescentes e seus familiares.Lucinei Gasparina da Silv a Família e a dependência química precoce entre Crianças e Adolescentes sob a ótica do Assistente Social Este trabalho tem por objetivo oportunizar a análise e a reflexão sobre a família e a dependência química e os impactos psicossociais em crianças e adolescentes que convivem com essa doença muito precocemente. mas ao mesmo tempo preocupante numa conjuntura de retração da participação do Estado enquanto gestor das políticas sociais. tanto nos países centrais. na agenda das políticas de saúde sob a luz das contradições sociais que permeiam a forma com que o Estado intervém nas problemáticas sociais na conjuntura atual e como tem garantido na pratica a reinserção em prol da redução da incidência da demanda para os atendimentos. adolescentes e na juventude. . pois. como no Brasil. livros. E para tanto as políticas públicas atuais de fato têm contemplado a atuação nas medidas para o pleito e para que atinja a prevenção do consumo precoce e abusivo de drogas entre as crianças. Sendo assim as considerações sobre a temática a seguir em especial a família. Essa reflexão vem propor a fazer sob o uso de estudos sobre a dependência química na infância. onde a família ganha visibilidade enquanto participante da reinserção social dos membros com o transtorno em dependência química levando para a discussão das interfaces das Políticas Públicas. Hoje. e se de fato essas políticas oferece o aporte necessário para com o apoio a esses membros hora fragilizados. pela Universidade Federal. tratamentos e abstinência desses usuários em dependência química. há tendência de implementação de políticas e programas sociais com foco de atuação na família. revistas científicas e publicações em sites do Governo Federal. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica com levantamento de dados em artigos de Anais eletrônicos. Foi presenciada a busca por usuários de atendimentos psicossociais para crianças e adolescentes que convivem com a dependência desde muito cedo. a Residência Multiprofissional em Saúde Mental Atenção em Saúde Mental em Serviço Social no Município de Uberlândia Minas Gerais.

considerar as experiências no cenário mundial nos processos de descriminalização das drogas. A partir do exposto. O PLC 37/2013 não inova ao trazer a questão da internação compulsória. Na atual conjuntura. de maneira clara que deve ser feita em caráter excepcional. pretendemos tornar evidente a possibilidade de um retrocesso histórico das políticas públicas para a atenção das pessoas que fazem o uso de álcool e outras drogas. até porque a mesma já está prevista no Código Civil de 2002. a questão da internação compulsória para as pessoas que fazem uso de drogas. O caráter repressivo e cerceador de liberdade previsto no projeto em questão opõem-se à trajetória de defesa dos direitos humanos e sociais do Movimento da Luta Antimanicomial. Trata-se da insistência pela manutenção do modelo manicomial e de todo o seu processo excludente. a proposta fere os princípios constitucionais do direito de ir e vir agrava o processo de estigmatização dessas pessoas e legitima a mercantilização da saúde por meio de atendimentos específicos em clínicas e/ou comunidades terapêuticas. conforme prescreve a Lei da Reforma Psiquiátrica. prestados pela iniciativa privada. moralizadora e segregadora ao lidar com questões relacionadas ao uso de drogas. Com isso. faz-se necessário que a sociedade supere a lógica repressiva.Manoela Rodrigues Munhoz Nadando Contra Corrente: históricos av anços e temidos retrocessos na traj etória da reforma psiquiátrica brasileira O presente resumo foi construído a partir do artigo científico desenvolvido pelas mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS. Ao pautar o atendimento em Saúde Mental na perspectiva da reclusão de indivíduos considerados indesejados . Situamos essa análise a partir da reflexão dos históricos avanços e dos temidos retrocessos aos quais estão vulneráveis as políticas públicas no país sob a égide do modelo neoliberal. . a ampliação desse debate pede uma retomada acerca da garantia do Estado laico. que traz dentre outros elementos. Esta proposta representa um retrocesso às conquistas e garantias de direitos previstos através da Lei da Reforma Psiquiátrica brasileira. porém o atual projeto procura legitimar este procedimento policialesco deixando de observar a individualidade de cada caso. como também. Este artigo possui como proposta a discussão referente ao Projeto de Lei da Câmara 37/2013. de um questionamento sobre a existência de espaços de escuta e participação social do usuário na construção das políticas públicas.

. objetivando a efetiva viabilização da Reabilitação Psicossocial. reforçando a lógica do especialismo e da medicalização. Conclui-se que o cuidado à saúde mental pauta-se ainda numa lógica centrada na consulta médica e no encaminhamento para especialistas. contribui para que sejam consolidadas alternativas de cuidado. a redução da discriminação e da estigmatização. A amostra foi composta por seis ACS. enfatizando a necessidade de treinamento específico. sendo responsável pelo acompanhamento contínuo das famílias cadastradas. que visa a emancipação da pessoa. em conformidade com os preceitos da Reforma Psiquiátrica. Compreender como são pensadas e executadas as ações em saúde mental. a partir da perspectiva dos ACS de uma Unidade de Saúde da Família (USF) do município de Ribeirão Preto-SP.Mara Soares Frateschi Saúde Mental na Estratégia Saúde da Família: Crenças dos Agentes Comunitários de Saúde acerca do cuidado da pessoa em sofrimento mental. o melhoramento das capacidades individuais e sociais e a criação de um sistema de apoio de longa duração. As entrevistas foram audiogravadas e transcritas na íntegra. A partir da análise do conteúdo abordado nas entrevistas. A Estratégia Saúde da Família (ESF) tem se destacado como uma importante alternativa para a (re) inserção da pessoa em sofrimento mental na sociedade. não ressaltaram a possibilidade de atuação intersetorial ou o desenvolvimento de estratégias coletivas. consideram que o cuidado ofertado pela USF é suficiente e adequado apesar da grande demanda que recebem. Apesar de apontarem a falta de tempo como um dos entraves para a oferta de um acompanhamento mais individualizado. os entrevistados não se consideram com preparo suficiente para o enfrentamento desta demanda. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi a entrevista aberta individual. Em geral. foi possível identificar algumas crenças que atravessam as práticas dos ACS. O material foi submetido à análise seguindo a abordagem qualitativa em pesquisa e utilizou-se como ferramenta a Análise de Conteúdo Temática. conhecendo as potencialidade e dificuldades encontradas. pautadas numa perspectiva psicossocial. Evidenciaram a crença de que são necessários profissionais especializados para o efetivo cuidado em saúde mental. O Agente Comunitário de Saúde (ACS) é um profissional-chave na ESF uma vez que possui grande conhecimento da comunidade. O presente estudo objetivou identificar e compreender as crenças que embasam as práticas desenvolvidas pela ESF no que se refere à Reabilitação Psicossocial em saúde mental. Destaca-se a interface existente entre as propostas da ESF e as da Reabilitação Psicossocial. Contudo.

de ajuda mútua entre equipe de saúde e usuários.MARCELA PIMENTA MUNIZ A CONTRIBUIÇÃO DA ESCUTA TERAPÊUTICA DO ENFERMEIRO PARA A PROMOÇÃO DA CIDADANIA NO SUS O presente estudo tem como objetivo estimular a reflexão a respeito da escuta terapêutica no cuidado em saúde. A justificativa deste tema encontra-se na incontestável contribuição do uso da comunicação terapêutica enquanto tecnologia para os cuidados que o enfermeiro vem a desenvolver em todos os níveis de complexidade para a promoção da cidadania dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). OLIVEIRA. sendo estratégias de cuidado em saúde. Muito mais do que um gesto educado. É por meio da comunicação que o outro revela suas diversas dimensões. junto ao serviço de saúde ou junto ao território. com base na revisão de literatura e reflexão teórica. é possível que o enfermeiros tenham espaço para um projeto coletivo. M. Ademais. Escutar é prestar atenção no que o outro tem a comunicar. especialmente nas ações de Enfermagem. que se trata da promoção da cidadania dos usuários. REFERÊNCIAS MINAYO. trata-se de uma estratégia terapêutica. 2007.P. 2005. para não concluir esta reflexão. A partir do exposto. para o profissional da saúde. 10ª ed.C. seja de maneira verbal ou não-verbal. a escuta é um gesto de reconhecimento do outro. através do controle social do sistema.M. Isto permitirá que ele construa. . cabe destacar uma das maiores contribuições da escuta terapêutica para o SUS. e. agregados ao ato da escuta (Oliveira. com o apoio do enfermeiro. Rio de Janeiro: UFRJ/EEAN. A metodologia utilizada foi de natureza qualitativa. 2005). R. A partir deste vínculo. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde.S. a liberdade e a expressão de sua identidade nas suas experiências em comunidade. São Paulo (SP): Hucitec. construir um vínculo terapêutico. para que possam potencializar suas forças e exercerem sua condição de cidadão. A mecanização das ações de saúde são uma ameaça à humanização gerando insensibilidade e distanciamento em relação ao paciente. o enfermeiro poderá conhecer as expectativas do sujeito e apoiá-lo em seus projetos de vida. o relacionamento interpessoal terapêutico permite que o ser cuidado perceba que há um espaço para falar e cuidar de si. Por uma clínica de enfermagem psiquiátrica: o intuir empático como uma proposta de modelo teórico da enfermeira psiquiatra. É necessário que o enfermeiro desenvolva a empatia e o respeito ao paciente. permitindo uma assistência eficaz. uma atitude humana. potencializando sua autonomia. a partir de um processo terapêutico que seja dialógico. visto que.

A constituição de competências na formação e na prática do enfermeiro em saúde mental. Rev.C. 2000). Cuidado. In: Boarini ML. Conclui-se que os enfermeiros devem se aproximar do sujeito portador de sofrimento mental. A. 2009). reflexiva e imaginativa. Santos. p 31-64. 13 (1): 51-55. Ao se reavaliar a assistência de Enfermagem em Saúde Mental. criativa. Considerações histórico-conceituais sobre a instituição psiquiátrica no Brasil e a desinstitucionalização do "doente mental". São Paulo Mar. O instrumento dos profissionais de saúde da Reforma Psiquiátrica é a produção de vida (Jacobina. suas dores subjetivas. JACOBINA. BARROS. 24(54):90-104. A enfermagem ainda é ancorada no paradigma positivo causa-efeito que busca a homogeneização do cuidado. Palavras-chave: Enfermagem Psiquiátrica e de Saúde Mental. enferm. R. mutável e inovador(Lucchese e Barros. Reforma Psiquiátrica. 2009. suas dificuldades e conquistas.R. 2009. Desafios na atenção à saúde mental. USP vol. A metodologia foi uma reflexão teórica com base no referencial bibliográfico pertinente.MARCELA PIMENTA MUNIZ A ENFERMAGEM E A REFORMA PSIQUIÁTRICA Este estudo teve como objetivo contextualizar a assistência de enfermagem com a perspectiva da Reforma Psiquiátrica.N. renunciando-se à perseguição da cura e tomando-se como objeto a existência-sofrimento. 2000. O manicômio e os movimentos da reforma na psiquiatria: do alienismo à psiquiatria democrática. aprender a cuidar do mesmo de acordo com sua história. SANTOS. Maringá.1. REFERÊNCIAS DAÚD. Referencial de cuidar em Enfermagem Psiquiátrica.F.. R. Saúde e Debate 2000 jan/abr. 2009). considerando como categoria central da profissão o cuidar compreendido como processo dinâmico. deve-se fazê-lo numa perspectiva humanista. com ele.43 no. S.C. LUCCHESE. e se permitam. O processo de Reforma Psiquiátrica tem como um dos seus pilares principais a desinstitucionalização(Daúd. organizadora. SP: Eduem. . Esc Anna Nery Rev Enferm 2009 jan-mar. esc. J.

destacando que as políticas. todos são atores sociais importantes na efetivação da Reforma Psiquiátrica e desinstitucionalização da loucura. O teatro nos permite o mesmo jogo que a brincadeira infantil a mesma liberação de impulsos reprimidos (Freud. necessárias na Rede de Atenção em Saúde Mental. 2008) Nenhuma diferença individual pode ser considerada deficiência por si só. estimula elaboração psíquica. podendo olhar o sujeito para além de sua deficiência. A mesma flexibilidade. porque todos são partes essenciais.Marcelle Nader Ato Louco. ações e comportamentos devem pautar-se pela compreensão e pelo acolhimento das pessoas em suas identidades múltiplas e diversificadas. discussão com a população em torno das questões relativas às estratégias e dispositivos disponíveis da Rede de Atenção em Saúde Mental.Questão de Cidadania. 216 de 2001. só sendo muito louco para ir à rua falar Cultura e Saúde Mental . Fomentar a Questão de Cidadania. Assim surge o Ato Louco. uma estrutura complexa de fios. a nosso ver. de acordo com as diretrizes apresentados pela Lei Paulo Delgado. É no grupo social. culturalmente que buscamos mudar o imaginário social da loucura.sobre saúde mental. Ampliando o Campo da Saúde Mental traremos a experiência com pessoas com deficiência mental. cuidado e determinação importantes para este jogo são. O processo da Reforma Psiquiátrica é um desafio constante de desconstrução de preconceitos e de um imaginário social sobre a loucura. principalmente do Teatro Fórum de Augusto Boal. que convidava ao desafiante atravessá-la sem tocar os sinos. provoca simbolizações. propiciou à um grupo de alunos pensarem loucura/doença mental e conversar através do teatro. . referentes à Reforma Psiquiátrica. Lei nº 10. sempre contemplando sua dimensão humana e cidadã e nunca a deficiência (Carta do Rio de Janeiro. exercícios e pequenas improvisações com o tema saúde mental e as técnicas de teatro.Ah tô louco! Uma cidade tipicamente brasileira em que o manicômio é chamado de casa de repouso. a Dialogia Teatral flui e novas formas de fazer.Ah tô louco! Cultura e Saúde Mental . A Oficina Dialogia Teatral do Ato Louco. pensar e enfrentar questões ligadas a loucura. 1910. a arte e a criatividade como fonte da produção de subjetividades e exercício de cidadania.109). busca evitar o empobrecimento psíquico comum às pessoas com deficiência mental. p. Os escoteiros com a construção de uma cama de gato . A arte e a criatividade propicia uma reorganização mental.

atuando no processo de cura de algumas enfermidades que envolvem o desenvolvimento. a música faz com que o indivíduo expresse suas ansiedades. a comunicação. com um trabalho específico iniciado em abril de 2011. dentro do contexto não verbal. Objetivos específicos: Estabelecer canal de comunicação não verbal e limites entre si e o outro. A música tem também caráter preventivo. impulsionando transformações que leva a modificação de padrões cristalizados. Procedimentos: Construção de instrumentos musicais Com posição musical Canto/coral Dinâmica de grupo Apresentações com público variado Trabalhos realizados: 6 apresentações do grupo.Utiliza a música ou os elementos para tratar problemas de origem emocional com cliente/paciente proporcionando o início da interação com eles. No trabalho. há a abertura de canais de comunicação no ser humano. impedindo que estas se acumulem e tenham como consequência. . Entra em contato direto com as emoções e sentimentos internalizados que muitas vezes estão bloqueados pela inibição. o comportamento ritmado e adaptação. Condicionar escuta de si e do outro. promovendo o bem-estar. Possibilita o desenvolvimento do potencial criativo do indivíduo. Terapeuticamente. desejos e alegrias. tensões. a mobilização. pois visa o esvaziamento e a canalização das energias de tensão e ansiedade. resgatando o fluxo vital e saúde. atuando no paciente como um ato eficiente e protetor. a aprendizagem. buscando potencializar mudanças necessárias para sua estrutura emocional. mental e social.Oficina Em Busca da Marcelo Clemente de Harmonia . bloqueios psicossomáticos que geram estresse e depressão. Promover e dar sentido a auto expressão e busca de identidade. destinada Paula aos usuários do Centro de Atenção Psicossocial infantoj uv enil do Município de Taubaté O CAPSi (centro de atendimento psico social infanto-juvenil) em sua importância no acompanhamento de transtornos mentais. transmitindo sensações agradáveis. 6 composição musical. receptividade. estresse e falta de estímulo. consequentemente melhor qualidade de vida. Objetivo geral: Propiciar melhoria da qualidade de vida de indivíduos com sofrimento psíquico. Melhorar habilidades interativas do grupo. o relacionamento. a expressão e a organização física. oscila seu número de participantes não ultrapassando o limite de 10 usuários.

Isso tem uma dimensão política de mudança social que envolve a participação dos familiares. O artigo se baseia no discurso comumente usado: por aqueles que não querem demonstrar seus preconceitos. pode vir a garantir o direito de viver. bem como das políticas públicas de saúde. deflagrou o intercâmbio entre Saúde Mental e Economia Solidária. da cidade como território. em Centros de Convivência e em outros territórios como as Associações de Usuários. O evento Oficina de Experiências de Geração de Renda e Trabalho dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental . trabalho e direitos humanos. das entidades de apoio da Economia Solidária. Entretanto. de organização e execução do trabalho de produção. educação. Familiares e Trabalhadores da Saúde Mental. Na construção do projeto de constituição de um CAPS. subterfúgios muitas vezes usados inconscientemente por familiares. preço de custo e de venda. etc. de consumo da matéria-prima para a produção. realizado pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego (2004). amigos de indivíduos homoafetivos e pelas religiões. Assim. . Tais iniciativas são constituídas dentro dos CAPS e UBS. Esse tem como eixo a conquista do direito ao trabalho produtivo pelos sujeitos da experiência da loucura através de iniciativas de inclusão social pautadas pela construção coletiva e autogestionária de um projeto comum de trabalho. O Direito ao Trabalho Produtiv o no intercâmbio entre Saúde Mental e Economia Solidária Márcia Campos Andrade o artigo aborda a questão do preconceito e da discriminação contra os homossexuais disfarçados pelo afeto e pelo amor. assistência social. produzir e prospectar a vida exercendo a autonomia e a cidadania. dos trabalhadores dos serviços de Saúde Mental. participando apenas da produção e ficando de fora dos processos de gestão)? O direito a participar de todas as atividades do empreendimento é uma possibilidade de contratualidade social que transcende o terapêutico e caminha na direção do direito humano de existência para além da loucura. mapeamento de consumo. de comercialização do produto do empreendimento e da autogestão do mesmo (pesquisa de preços. pode-se afirmar: o trabalho produtivo como uma estratégia emancipatória. preconiza-se que a inclusão social no trabalho produtivo esteja inserida no Projeto Terapêutico Singular dos usuários. registros financeiros e contábeis. algumas considerações precisam ser feitas: como não atuar no Modo Capitalista de Produção no âmbito das oficinas terapêuticas (onde pode acontecer a venda dos produtos destas para suprir as necessidades de financiamento de equipamentos e material de trabalho que faltam e que deveriam ser repostos pelo poder público local)? E no âmbito das oficinas de geração de trabalho e renda (onde pode acontecer da maioria dos trabalhadores manterem o status quo do trabalhador submetido à autoridade do coordenador do projeto. Os relatos foram retirados dos atendimentos prestados no Centro de Referência em Direitos Humanos e na fala de sujeitos que se sentiram violentados em seu direito de livre sexualidade. no âmbito do intercâmbio Saúde Mental e Economia Solidária.).marcelo ricardo prata O afeto e o amor utilizados como disfarce para o preconceito e a discriminação sexual.

Consciência corporal (coordenação motora). Autoconhecimento. Autoestima. experiências demonstram que os benefícios além dos já citados -.). indígenas. Leveza de movimentos. africanas. &#61558. As Danças Circulares constituem. Vivência da arte e do lúdico. No caso específico das danças com os idosos. Aumenta a capacidade de concentração. o ser humano está totalmente engajado: corpo. Na dança. &#61558. emocional. russas. &#61558. cultural e social. Confraternização. escocesas. São o Idoso danças de roda tradicionais de vários países (cirandas.. &#61558. nos aspectos físico. são inúmeros: &#61558. As danças evitam o mal de Alzheimer. É uma forma de união e celebração com outras pessoas. As Danças Circulares proporcionam: &#61558. Elas possibilitam o crescimento e a transformação do ser humano. Partilha.Márcia Carneiro Knapik Danças Circulares e O movimento chamado de Danças Circulares teve início com o coreógrafo e bailarino alemão Bernhard Wosien (1908 1986) Qualidade de Vida para que. de verem a vida mais feliz! . Relaxamento. espírito e coração. Ajudam a evitar e aliviar a depressão. Promovem a consciência de pertencer a um grupo: integração. &#61558. &#61558. &#61558. israelenses. um jeito divertido e simples dos idosos poderem se integrar. &#61558. &#61558. Melhora a comunicação. mental. &#61558. &#61558. espalhando-se pelo mundo. Harmonia entre corpo e mente. gregas. se divertir. plantou a semente que cresceu e floresceu. assim.. Motivação para sair de casa e evitar a solidão. inspirado nas danças folclóricas dos povos. &#61558. &#61558.

O trabalho baseia-se nos atendimentos sociais realizados com os dois pacientes e seus familiares. sendo um deles menor de idade.Márcia da Conceição Cardoso de Souza Saúde Mental e Judicialização: Uma análise de situações j udiciais na Emergência Psiquiátrica do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna em Belém. Trata-se de uma experiência vivenciada nos meses de Maio e Junho do ano de 2013 na Emergência Psiquiátrica.nos registros em prontuário das avaliações técnicas da equipe multiprofissional e nos registros do livro de ocorrências do serviço social da clínica psiquiátrica.PA O seguinte trabalho é resultado de uma experiência de treinamento em serviço proporcionada pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Fundação Pública Estadual Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FPEHGV). A análise das situações judiciais permitiu constatar que as ações impetradas pela justiça nesses dois casos não consideraram a realidade da instituição requerida. As situações judiciais foram acompanhadas com o objetivo de investigar o perfil dos pacientes que internaram na clínica psiquiátrica através de mandado judicial e verificar se o perfil dos pacientes eram compatíveis com o perfil da demanda atendida diariamente por esta clínica. onde foi possível acompanhar ações judiciais de dois pacientes. que suas ações produziram contraditoriamente injustiças. . que atualmente funciona como a única referência estadual de média e alta complexidade de atendimento de pacientes em crise psiquiátrica e conta com uma estrutura com vinte e cinco leitos de observação e um setor de internação breve com trinta leitos. observou-se que as instituições jurídicas não possuem conhecimento básico sobre a organização da rede de atenção à saúde mental no estado do Pará e.

somadas às já existentes. esforços e pactuações entre os trabalhadores das Unidades Básicas de Saúde Prisional (UBSPs). orientando-se pelos princípios da gestão compartilhada. também. que aprova o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. Desse modo. No Rio Grande do Sul. Considerando que tramita uma proposta para adotar o modelo de saúde do Rio Grande do Sul em todo o Brasil. as quais. No âmbito central da Susepe é necessário. a responsabilidade pela Atenção Básica em saúde das pessoas privadas de liberdade passa a ser compartilhada entre os sistemas prisionais e os órgãos de saúde das três esferas do governo. compor as demandas. Promotoria). 7º da Lei nº 8. estudos visando uma melhor compreensão das dificuldades e caminhos encontrados para todas estas composições podem ser altamente relevantes num futuro próximo. totalizam 20 UBSPs no Rio Grande do Sul. por conseguinte. esses profissionais devem compor.080/90 (Lei do SUS) um dos princípios do Sistema Único de Saúde é a universalidade de acesso. a partir da promulgação da Resolução nº 257/11 da Comissão Intergestores Bipartite. ainda. instaurando-se Unidades Básicas de Saúde Prisional que contam com profissionais dos Municípios e da Superintendência dos Serviços Penitenciários. De acordo com o art. as pessoas em cumprimento de pena privativa de liberdade. Cabe salientar.Marcia da Silv a Daumling GESTÃO COMPARTILHADA NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE PRISIONAL A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) implantou 13 Unidades Básicas de Saúde Prisional entre 2011 e 2012. A Atenção Básica em saúde prisional merece discussões para além dos valores estatísticos. a Atenção Básica em saúde da população carcerária deste Estado passou a ser municipalizada. estratégias e rotinas que produzam linhas de cuidado coerentes. as pessoas privadas de liberdade e suas redes afetivas. o Poder Judiciário nas suas várias instâncias (Varas de Execução Criminal. Defensoria. além das dificuldades inerentes ao trabalhar com saúde e com pessoas privadas de liberdade. Estas Unidades apresentam uma peculiaridade: seus funcionários obedecem a sistemas administrativos com hierarquias regimentais diversas. A partir da promulgação da Portaria Interministerial nº 1. contemplando.777/03. que a vinculação ou a manutenção do vínculo com o Sistema Único de Saúde faz parte da reintegração social das pessoas que cumprem pena privativa de liberdade. O presente trabalho propõe a discussão da gestão compartilhada da Atenção Básica em saúde no sist . os administradores municipais e estaduais. no seu fazer diário.

Para complicar ainda mais essa situação. Neste sentido se quer questionar o papel do profissional de saúde mental que corre o risco de acreditar que só o paciente se confunde nesse duplo regime. um mecanismo de produção técnico e científico. Nesta psiquiatria pune situação o paciente acaba correndo o risco de entender tratamento e custódia como uma única coisa. Ou seja. em seu livro Vigiar e Punir (2001). no Manicômio. E talvez.em sinais e sintomas. a vigilância torna-se constante. ficará ainda mais difícil sua adesão a qualquer tipo de tratamento. correr-se-á o risco de silenciar não somente a psicopatologia confinada ao paciente. Ao mesmo tempo. justamente por tratar-se de uma função. o funcionamento disciplinar . o réu sendo considerado inimputável deverá fazer o tratamento em regime de privação de liberdade .Em defesa da sociedade (Foucault. A relação entre o tratamento e a custódia fica confusa para quem recebe a medida de segurança . não necessitam de barreiras físicas. neste mesmo espaço institucional ocorrem: custódia e tratamento. e na norma médica qualquer desvio deve ser catalogado pela psicopatologia para ser articulado ao tratamento. poderia revelar o duplo regime. . caso o tratamento seja reduzido apenas ao uso de psicofármacos. e assim o reproduzirá na sua prática definida como terapêutica. e sua correspondente vigilância permanente. consequentemente. o saber psiquiátrico traduz o conflito do paciente com a justiça . Foucault situa esta passagem. já nem importe muito se a terapêutica ocorrerá dentro ou fora dos Muros Físicos do Manicômio. pelos próprios profissionais de saúde. com o objetivo de prevenir a desordem (seja da lei ou da saúde mental). talvez até. Desta feita. por sua vez. produzindo um diagnóstico fidedigno sempre articulado ao tratamento corretivo . exatamente na transição entre os regimes de poder absoluto e disciplinar. 2002) . O sistema judiciário determina a internação do réu no manicômio através de uma medida de segurança. levando os internos a sentirem-se vigiados constantemente.marcio loyola de arauj o Como a j ustiça trata e a Nos hospitais de custódia e tratamento convivem dois tipos de norma: o de ordem médica e o de ordem jurídica. mas também o conteúdo de sua fala que. Na lógica da custódia: qualquer desvio a norma da lei deve ser punido de maneira exemplar. na exata medida em que o paciente entender seu tratamento como custódia. Nesse sentido. de punição à vigilância.

recaiam todas sobre ela. A partir da prática clínica com grupos de adolescentes em situação de vulnerabilidade pessoal e social. deixando aberta uma ampla frente para o avanço das forças contra-reforma psiquiátrica. O grupo aconteceu no intuito de aproximação destas mulheres que se viam sozinhas. o que lhes gerava sofrimento. Ou melhor. saúde e segurança na produção de subjetividade adolescente e de seu sofrimento psíquico. na perspectiva da clínica ampliada. A queixa mais comum era a de que marido saía para pescar no mar. que numa relação poderiam ser divididas. que vem sendo realizado pelo NURAAJ . embora houvesse aproximações. Pretende-se também problematizar as atuais propostas da Rede de Atenção Psicossocial em sua relação a um amplo espectro da população juvenil que não seria atendida nos CAPSi por apresentarem questões não "enquadráveis" nos assim chamados transtornos graves e persistentes. aprendizagens de todos nós sobre a vida vinculada ao mar. tais como as AME psiquiatria.Núcleo de Referência em Atenção à Adolescência e à Juventude . Maria Angela Santa Cruz A clínica da adolescência e políticas públicas . de apoio mútuo e de acolhimento. Pretende-se tornar público um tipo de trabalho clínico em rede. contações de causos e. de muitos desejos. Notamos que havia muita dificuldade de vinculação destas mulheres com a esfera da Saúde. mulher de pescador.Mardônio Parente de Menezes Relato de experiência de um grupo de mulheres de pescadores O grupo de mulheres de pescadores nasceu de um desejo. Eram homens e mulheres envolvidos neste ofício milenar e misterioso para uma psicóloga que nasceu e viveu no interior do estado de São Paulo e para um psiquiatra que nasceu em Fortaleza. onde permanecia por dias.da Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae. Aqui descreveremos ao menos dois: um era ofertar escuta e acolhimento a estas muitas mulheres que buscavam atendimento no NASF e no CAPS de Camocim-CE. Houve troca de experiências. O outro era entrar em contato com a cultura deste território marcado pela pesca. desde aquelas compreendidas no espectro físico até as relacionadas ao psíquico. principalmente. fazendo com que as responsabilidades. vivendo a metrópole litorânea sem o contato próximo com a pesca nesta modalidade. Elas queixavam-se de dores as mais variadas. semanas ou meses. os dispositivos que tem sido criados e suas demais produções e intervenções no campo da adolescência. a proposta deste trabalho é problematizar os efeitos das políticas públicas de educação.

desarticulando redes. este só poderá se efetivar num espaço participativo. interdisciplinar. se estamos tratando de um trabalho de alta complexidade. neste caso a Lei 10216/2001. políticas públicas que garantam os trabalhadores condições dignas de trabalho. passa necessariamente. evidencia como as múltiplas determinações se interconectam na trama das relações. interprofissional.PR.Maria Aparecida de Moraes Burali O Trabalhador de Saude Mental na Reforma Psiquiatrica : recursos humanos ou suj eitos de direitos? Este trabalho trata de uma pesquisa em nível de doutorado desenvolvida junto ao Núcleo de Trabalho e Ação Social (NUTAS) no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da PUC-SP. desmobilizando coletivos. tendendo a partir do inscrito no tecido social (re) produzir o lugar ou o não lugar para os sujeitos em sofrimento psíquico e despotencializar os trabalhadores como sujeitos centrais nesta árdua e paradoxal tarefa de construir sujeitos de direitos e cidadania. solidário. de cidadania. . que vão na contra mão dos modelos de gestão altamente verticalizados e centralizadores. na perspectiva teórica e metodológica da Psicologia Sóciohistórica. com amplas trocas e articulações. burocratizando ações. Garantir o avanço na implementação dos serviços substitutivos. quanto a constituição de trabalhadores aliados aos ideários da reforma psiquiátrica. no município de Maringá. que inviabilizam na prática tanto a construção de processos de trabalho. Tem por objetivo apresentar uma análise crítica do processo de construir trabalho nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). aparências que conformam ou deformam aquilo que foi prenunciado em lei. Os resultados da pesquisa demonstram que os modelos de gestão instituídos nos serviços substitutivos investigados despotencializam qualquer possibilidade de ação e invenção dos trabalhadores. desvelando como uma política nacional ao passar pelo crivo dos Estados e municípios toma contornos diversos. para pensar qual lugar os trabalhadores têm ocupado na agenda da reforma Psiquiátrica Brasileira. Na implementação dos serviços como garantir que uma política nacional se efetive na implantação dos mesmos? Este trabalho ao analisar as dimensões subjetivas da realidade. na busca por dar visibilidade ao trabalho dos profissionais inseridos nesse contexto e na complexidade deste processo de construção trazer para a cena questões paradoxais e inquietantes. transdisciplinar e intersetorial. desumanizando o trabalho e transformando os trabalhadores em recursos humanos. Como afirma Merhy (2000). por incluir na pauta da Reforma Psiquiátrica. múltiplo.

de maneira a levantar dados sobre a preparação dos profissionais nesta temática. Este estudo. suas intervenções e estratégias de cuidado e sua rede de apoio. Este trabalho inclui questões acerca de formação e preparo dos profissionais. visa investigar as estratégias utilizadas pelas equipes de Saúde da Família para lidarem com os casos de saúde mental. tendo como base a combinação de ações de atenção básica e de saúde mental com base no SUS. . Destacando o indispensável que é a incorporação das questões de saúde mental na atenção básica e no seu funcionamento em rede. já que nem sempre o mais apropriado é o encaminhamento para outros setores e especialidades. em vista da importância e expressividade de questões de ordem emocional e mental no âmbito da saúde.Maria Clara Saúde Mental e Mirra Programa Saúde da Meirelles Família (PSF): Inv estigação das estratégias utilizadas pelas equipes da região centro oeste paulistana para lidar com os casos de saúde mental. já que prevalecem muitos casos de adoecimento psíquico nas próprias unidades básicas de saúde em contato com o PSF. nas propostas e estratégias da atenção primária e na Reforma psiquiátrica. nos mostrando a necessidade de outras possibilidades de cuidado e intervenção em saúde mental.

identificar no contexto histórico. e analisar o termo saúde-adoecimento se tornam premissas de investigação que nos auxiliarão na busca da análise do slogan citado acima. Em segundo. Este conceito de Illich está diretamente relacionado com a sociedade moderna. e para tanto abordaremos a Modernidade (Bauman.Maria de Saúde para todos? Fátima Santos luzia Como estabelecer na sociedade contemporânea a dicotomia entre saúde e doença entendendo que saúde e doença são uma resposta do individuo à sociedade moderna. qual é a origem do slogan saúde para todos e em que momento ele foi inserido no cotidiano como uma verdade possível é o objetivo principal. um maior número de pessoas se considera ou é considerada segundo normatizações da saúde como o CID. Cada vez mais adoecemos no corpo de dores físicas e/ou psíquicas. doente ou em vias de se tornar um. causada pelos próprios cuidados de saúde. Alguns autores . 1975). com a tentativa de esclarecer a questão principal que o norteia saúde para todos? . a partir da década de 80. tendo como sintal uma medicalização social. Portanto. Na sociedade de consumo atual cada vez mais a saúde para todos nos deixa a questão: O que é saúde? . Parece haver uma contradição. pois ao mesmo tempo que se consolida o slogan saúde para todos .Assim. a iatrogênese social. Uma das abordagens do conceito de saúde será através da análise do conceito de iatrogênese (Illich. que tem como característica o projeto de controle do mundo pela razão. O que isto significa? Estamos adoecendo mais? ou não conseguimos mais normatizar o tênue limite entre doença e saúde? Tentar minimamente investigar este tema é o propósito deste trabalho . pois anula o sentido da saúde enquanto responsabilidade do indivíduo e propaga na sociedade o papel de doente. que o define sob três formas: iatrogênese clínica. 2001). industrial e ambiental. normatizações e diretrizes oficiais de saúde serão utilizados como base fundamental para realizar este trabalho. O que é estar saudável?. O que é doença? . identifica a iatrogênese cultural que consiste na perda do potencial cultural das pessoas e das comunidades quando se trata da enfermidade. . que utilizará como metodologia uma análise desse material bibiográfico. decorrente do aumento da dependência da população para com as drogas. da dor e da morte. curativo. descrever o conceito de saúde e as transformações que sofreu a partir desse período. os comportamentos e as medidas prescritas pela Medicina em sua vertente preventivo. Finalmente.

Neste contexto. onde haja pessoas e grupos inseridos no processo ensino-aprendizagem. . prioritariamente. atitudes que levem em consideração esses direitos contribuem para a prevenção das violências e para a promoção da paz no espaço escolar e consequentemente na sociedade. incluído o espaço escolar. e a comunidade. com vistas a contemplar os direitos humanos e a formação de cidadania. Este tema é fomentado pelo Programa Saúde na Escola no apoio a realização das ações do programa no território escolar. movimentos sociais. das escolas. enfim. o território de direitos se concretiza em todo tipo de espaço: grupos po¬pulares. em particular a escola e a unidade de saúde. academias. Com a promoção da igualdade e do respeito à dignidade humana e da participação em processos decisórios democráticos. O compartilhar de saberes e práticas nos processos permanentes de educação em saúde permite o reconhecimento entre sujeitos gerando sentimento de pertencimento mútuo entre os agentes dos equipamentos públicos. igrejas. onde se integram as equipes de saúde da Atenção Básica. está sendo construído de forma coletiva e intersetorial o Caderno temático do PSE: Promoção de Direitos Humanos e Prevenção de Violências no Território Escolar. elementos essenciais da prática social vivida no território. em promover direitos. Para tanto. prevenir violações e garantir o cuidado e atenção aos estudantes. entre outras. resultando em avanços na direção da autonomia e emancipação dos sujeitos e da cidadania plena.MARIA EDNA MOURA VIEIRA Promoção de Direitos Humanos e Prev enção de Violências no Território Escolar Territórios de direitos humanos se constroem nos diversos espaços e momentos do convívio comunitário. em que se tenha como premissa construir sujeitos pluridimensionais agentes da história. escolas. O papel dessas equipes é de atuar na promoção e educação em saúde e configura-se.

um dos componentes dessa razão. então. de maneira a evitar referendar o reducionismo da vontade proposto pelo campo biomédico. então. mediada pela interação de diversas estruturas cerebrais. Daí que se torna imprescindível explorar e aprofundar os diversos sentidos que a vontade pode tomar no campo filosófico. mas. como. À falta de vontade justifica-se. que surgem as discursividades sobre a vontade e as patologias da vontade como referencial explicativo para a questão das adicções. a partir de um fisicalismo simplista que reduz a mente ao funcionamento cerebral. inclusive. atrelado a uma perspectiva neopositivista que modela e modula discursos como o da involuntariedade do tratamento e da abstinência às drogas como perspectivas modelares de intervenção nas adicções. contudo. discursos da v ontade e (in)v oluntariedade dos tratamentos A adiçção a drogas. a vontade na perspectiva da psicopatologia de Karl Jaspers. o discurso biomédico fundamenta novas práticas de exclusão e isolamento das pessoas que não controlam seus impulsos e. Vale ressaltar que a vontade é. O discurso biomédico situa a adicção a drogas como um problema neurobiológico que afeta a vontade. a involuntariedade do tratamento. Ao normatizar e patologizar a vontade. condicionada à liberdade que se expressa através da vontade do Dasein. por exemplo. o discurso biomédico opera. portanto. da vontade como potência associada a uma positividade que mobiliza o Homem ante os obstáculos e desafios que lhe estão antepostos. . portanto. tratada como conceito científico pretensamente ateórico. é considerada um problema complexo. É. do mundo como presença. retomar outros discursos possíveis sobre a vontade como categoria filosófica. cujos discursos predominantes têm transitado de um campo moral para uma circunscrição cada vez maior dentro do campo biomédico.Maria Gabriela Curubeto Godoy Adicção a drogas. Ou a perspectiva de Niezsche. Cabe. Ao associar o problema das adicções a drogas à função mental da vontade. sua vontade em relação ao consumo de drogas. considerada a função mental relacionada à capacidade de tomada de decisão para a ação. um deslocamento sutil paralelo ao que já foi feito historicamente com a razão em sua relação com a loucura. termo retomado na última revisão do DSM-V. portanto.

respaldadas na formação ministrada no curso técnico e/ou na graduação. O estudo evidenciou que. ainda existem lacunas entre o conhecimento teórico-prático e o saber específico para a atuação nas UP. na tentativa de possibilitar uma melhor qualidade de vida para os pacientes e de propor uma nova abordagem de tratamento. maria teresa mendonça de barros Uma reflexão w innicotiana sobre a influência da família na construção do tratamento do psicótico Nos últimos 11 anos participo de um trabalho de grupo terapêutico voluntário que trabalha com psicóticos. articulando a ação profissional às Diretrizes do Sistema Único de Saúde e do Plano Nacional de Saúde no Sistema Prisional (PNSSP). considerando a sua efetividade para o acesso à saúde como direito de cidadania. As ações desenvolvidas pela enfermagem nas unidades prisionais (UP) devem estar embasadas cientificamente. no sentido de dirimir ao máximo as ocorrências danosas ao preso. Ao longo desse tempo observamos o problema da família e a dificuldade de entendimento e integração da mesma em relação à realidade do paciente. conforme previsto pela Constituição Brasileira. A dissertação inclui ainda a elaboração de um plano de ensino e de atividades práticas supervisionadas para capacitar os profissionais de enfermagem para atuarem no Sistema prisional. espera-se o compromisso ético. na formação dos entrevistados. o que sinaliza para um estatuto diferenciado no campo da saúde. foram entrevistados 15 profissionais de enfermagem acerca de suas concepções sobre a saúde dos presos e as ações de enfermagem desenvolvidas em UP. no Mestrado em Gestão Social.0000.Maria Iv anilde de Andrade Formação do enfermeiro para atuação em unidades prisionais: enfoque nas práticas pedagógicas e assistenciais num conceito ampliado de saúde e construção da cidadania A assistência à saúde da população carcerária ainda é um campo bastante desconhecido para os profissionais de enfermagem. A proposta visa discutir sobre a possível integração dessa familia no tratamento. foi realizada uma pesquisa sobre a formação e a prática dos profissionais de enfermagem que atuam no sistema prisional. Além do preparo técnico-científico e atualização constante. Educação e Desenvolvimento Local (GSEDL) .5. Inclusive. Por meio de um formulário de entrevista semi-estruturada. A partir destas preocupações. . o que demonstra a necessidade da construção de conhecimentos científicos acerca da temática. O estudo buscou debater a inserção da enfermagem nas UP. levando-se em conta o conhecimento precário de diretrizes tais como o PNSSP e os programas do Ministério da Saúde voltados para a institucionalização da saúde nas UP. A pesquisa já foi concluída e embasa a dissertação que será defendida em agosto de 2013 sob a orientação de Maria Lucia Miranda Afonso. A pesquisa teve uma abordagem qualitativa e foi aprovada pelo CEP sob o CAAE: n° 03783012.5098. As especificidades das necessidades de saúde no sistema prisional precisam ser mais conhecidas e melhor abordadas.UNA. para garantia do direito à saúde. Foi possível compreender as dificuldades dos entrevistados quanto às implicações éticopolíticas de sua atuação em um contexto de alta vulnerabilidade. impactando a prática dos profissionais e o acesso à saúde dos detentos.

ato e inserção no grupo social. 2000). A sociedade não investe neles. alijandoos de suas perspectivas futuras (AGAMBEN apud ROSA. O sujeito só existe por meio da inserção e pertencimento aos grupos familiar e social. Adolescência e violência: consequencias da realidade brasileira. que os aliena. In: LEVISKY (org). n2. (ROSA. o que caracteriza a alienação. vol10. (VIOLANTE. Psicologia USP. condições e estratégias oferecidas pelo grupo social.o que consiste num silenciamento do sujeito. são obrigados a escolher um curso profissionalizante diante de um número reduzido de opções. Na adolescência. São Paulo. que consiste na rejeição de todos os recursos do sujeito (VIOLANTE. que não condizem muitas vezes com suas aptidões e interesses. A perversidade da exclusão social. A exclusão social utiliza como mecanismo a estigmatização. 2002). mostram-se alijados da possibilidade de escolha. ele se vê obrigado a abrir mãe da atividade de pensar. n2. prejudicando o reconhecimento deste em sua alteridade e produzindo um esvaziamento de sua posição de sujeito. A estigmatização lança-os à posição de "nuda vida". São Paulo: Casa do Psicólogo. O modo que a escolha profissional dos adolescentes abrigados tem ocorrido revela o desinvestimento da sociedade neles e o alijamento de suas perspectivas futuras. Impossibilitados de dizer não. Além da baixa escolarização e de má qualidade. 2000). Em outros casos. O discurso e o laço social dos meninos de rua. A exclusão social marca profundamente os sujeitos a ela expostos. são necessárias novas operações que "possibilitam o pertencimento e o reconhecimento do jovem como membro do grupo social e que dependem das formas. revelando o caráter assistencialista dessa situação. produzindo a ilusão de que seus direitos estão sendo contemplados quando.Mariana Belluzzi Ferreira Alguns efeitos da exclusão social na constituição subj etiv a de crianças e adolescentes em situação de risco: o silenciamento e a alienação O assistencialismo social mostra-se ainda hoje presente no atendimento às crianças/adolescentes em situação de risco. São Paulo. de fato. O jovem e o adolescente na cena social: a relação identificação. não estão. . 1999). consistindo numa forma de controle dos excluídos. sendo sinais deste o silenciamento e a alienação. v13. Políticas Públicas em Debate. Adolescência: da cena familiar à cena social. Psicologia USP. pois sua constituição subjetiva se dá necessariamente a partir da relação com o(s) outro(s). O adolescente vê-se assim impossibilitado de referendar seus sinais. São Paulo: FUNDAP. de invisibilidade na vida pública." (ROSA. 2010). revelando dificuldade de distinguir-se do outro.

Em 2012 apenas. Não se encontram espaços de atendimento psicológico adequado no interior da rede pública de saúde. por meio dos atendimentos. realizam atendimentos individuais e em grupo nas cidades de São Paulo e Santos. no contato com os sistemas de saúde e assistência. É obrigação de o Estado. está a adequada reparação do dano causado. negros e de origem periférica. Entre os anos de 2005 e 2009.Mariana Garcez Ribeiro A reparação psicológica à v ítimas de v iolência policial Nosso objetivo é compartilhar a experiência do Margens Clínicas e discutir a necessidade de uma política de Estado dedicada à reparação integral a vítimas de violações de direitos humanos no período democrático. foram 547 mortes . segundo dados da SSP. apontando. Há evidências de que determinantes psíquicos mantêm relação relevante com a dimensão endêmica que altos índices de violência adquirem em territórios urbanos. e que sem o devido cuidado podem perdurar indefinidamente. Apesar do esforço e seriedade das instituições que o compõe. o Estado de SP registrou 2. e enquanto política pública perene.a reparação . acessível àqueles que dela necessitam. para a reparação psicológica como componente imprescindível de qualquer política de reparação. sobretudo. não são suficientes para atender as demandas específicas das vítimas de tais violações. A truculência policial em São Paulo é bem conhecida. Dentre tais responsabilidades. Apostando na escuta detida das vítimas. oferecer meios para que uma resposta a tais violações seja possível. pretendemos colaborar para a construção de uma compreensão coletiva a respeito da reparação psicológica de vítimas de violência policial e para reconhecimento efetivo do seu direito a cuidados. como forma de promover o fortalecimento da democracia . a vítimas da violência policial. ordem e justiça. Defendemos o atendimento psicológico como parte essencial deste processo . desde 2012. sobretudo enquanto perpetrador.sem o qual todo ele corre o risco de não se tornar efetivo. principalmente por jovens. Não pretendemos uma reflexão completa. mas sim o levantamento de questões e a discussão coletiva acerca dos aspectos essenciais de uma política pública como tal.045 mortes em decorrência de ações policiais.número 25% maior do que o do ano anterior. Sabemos ainda que situações de grave ameaça à vida são causadoras de intenso sofrimento psíquico a vítimas e seus parentes. O Margens Clínicas é um coletivo composto por 12 psicanalistas que. mantendo intenso contado com agências públicas e movimentos sociais.

a de uma pessoa que trabalha. pela valorização do sujeito aos olhos da sua rede social. Apesar dos grupos de trabalho não fornecerem um salário suficientemente estável para sustentar os usuários. Eles podem se identificar como alguém produtivo. Porém. Objetivos: Esta pesquisa buscou analisar a experiência de trabalho de usuários de um CAPS. habilidoso e capaz de trabalhar. O CAPS tem mostrado que as pessoas com problemas mentais têm capacidade para trabalhar. . além de ajudá-los a organizar o dia-a-dia. geralmente poucos deles estão trabalhando ou estudando. Conclusões: As oficinas de geração de renda geram processo de inclusão social pela vivência dos usuários em um processo de trabalho. sendo uma ocupação na qual é comum ter contato com outras pessoas.Mariana Moraes Salles Oficinas de geração de renda em um CAPS de São Paulo: possibilidades de inclusão social Introdução: Uma das perdas mais significativas que acompanham o adoecimento mental é a perda do trabalho. O trabalho foi visto como uma maneira particularmente boa de encontrar pessoas. Metodologia: Foi utilizado o conceito de Reabilitação Psicossocial como referencial teórico e a analise de discurso foi utilizada como método de análise de dados. Resultados e discussão: Manter a crença de que os usuários são capazes de trabalhar. O trabalho também oferece a sensação de realização e participação. e pela valorização e acesso que a renda mensal proporciona. Para os usuários e as pessoas da sua rede social uma das atividades consideradas como mais valiosa é o trabalho e a experiência de ser produtivo e útil. Além disso. Foram entrevistados 17 usuários de um CAPS II da Cidade de São Paulo e 12 pessoas de sua rede social. mas é importante suporte e flexibilidade no ambiente de trabalho. e não apenas paciente. pela possibilidade de construir uma rede social. o dinheiro que eles recebem foi relatado como algo de valor. As oficinas de trabalho no CAPS ajudam os usuários a encontrar uma nova identidade. que participavam de oficinas de geração de renda. ter o acesso ao dinheiro também é um fator importante para todos. foi descrito como muito importante. pela construção de uma identidade de oficineiro . e é altamente valorizado na nossa sociedade. apesar de o trabalho ser altamente valorizado entre as pessoas com problemas mentais. de que eles têm ou podem desenvolver habilidades e competências.

buscou-se analisar a política de saúde penitenciária como uma prática biorreguladora. da psicologia e da sociologia. confinamento. As prisões do Brasil entre a biorregulação e encontram-se superlotadas e em condições precárias. Palavras-chave: saúde. mas também como uma aposta de escapar aos investimentos de captura tão comuns nas instituições de sequestro. Diante desta realidade. o trabalho foi realizado através de levantamento bibliográfico dos instrumentos legais e literaturas que possibilitassem questionar as práticas da saúde dentro das unidades prisionais no Brasil. em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde. como também transtornos mentais. A pesquisa também foi realizada em uma Unidade de Saúde Prisional na região metropolitana do estado do Espírito Santo. estudos demonstram. biopolíticas. como tuberculose. em 2003 homologou-se o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário que. Para a realização da análise foram realizadas leituras nas áreas da filosofia. vida nua. hanseníase e escabiose. Neste contexto. Dessa forma.Mariana Moulin Brunow Freitas Saúde Penitenciária: O sistema penitenciário brasileiro conta com um elevado número de sujeitos privados de liberdade. visa garantir a integralidade e a universalidade de acesso aos serviços de saúde para a população carcerária. . Embora sejam escassos. de forma a investigar as possíveis resistências. devido às condições de a resistência. prisão. resistência. uma prevalência de doenças infectocontagiosas no ambiente prisional.

Centro de Atenção Psicossocial infantil. Os locais de estágio correspondem no primeiro ano ao Centro de Atenção Psicossocial II. Policlínica e Hospital Materno-infantil. A diretriz desta formação é o trabalho interdisciplinar e multiprofissional com vistas a romper com as especialidades disciplinares. Sendo assim. A residência é composta por profissionais de quatro áreas: enfermagem. . teóricas e teórico-práticas. mais especificamente. promovendo a atenção integral. em nível de especialização. O Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental. evidenciando a fragilidade entre instituição de ensino responsável e demais cenários de prática. psicologia. a fim de aperfeiçoar os programas de residência multiprofissional já que esses são uma alternativa na qualificação e atuação de profissionais capacitando-o para lidar com as atuais demandas e com a materialização das políticas de atenção à saúde mental. pautada em uma concepção ampliada do processo saúde-doença. serviço social e terapia ocupacional. visa promover mudanças na formação e na prática de profissionais da saúde a fim de melhorar os cuidados à saúde mental das pessoas e comunidades e consolidar as Políticas de Saúde Mental do SUS. dando-se ênfase especial à atuação em campo. faz-se necessário um constante debate e discussão sobre o tema. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de profissionais residentes no segundo ano da Residência Integrada Multiprofissional da Faculdade de Medicina de Marília. A formação é realizada através de atividades práticas. Oficina Terapêutica. comprometendo aquilo que se espera da formação e atuação destes. Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas. a fragmentação dos saberes e as práticas de segregação. possibilidades e desafios enfrentados durante o curso. No entanto. atuando em diversos campos da saúde. Já no segundo ano os residentes desenvolvem atividades no Ambulatório de Saúde Mental. diversas dificuldades vêm sendo enfrentadas pelos residentes. Enfermaria psiquiátrica. bem como as dificuldades.Marianna de A experiência da Francisco Residência Integrada Amorim Multiprofissional em Saúde Mental da FAMEMA: possibilidades e desafios O Programa de Residência Multiprofissional é resultado de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação e constitui-se como um programa de pós-graduação lato sensu. Sua finalidade é formar profissionais preparados para atuar de acordo com os pressupostos e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) através da educação em serviço.

Este serviço de psicologia realiza atendimento individual à crianças e adolescentes. Observando também que. Usuários que procuram o serviço com o mesmo objetivo têm facilidade para se identificarem entre si e criarem laços. E está eficiência nos foi apresentada pela própria vivência da experiência do trabalho. O grupo mostrou-se eficiente também na questão da própria resolutibilidade dos casos encaminhados. CREAS. Durante os dois anos de funcionamento nesta modalidade de porta de entrada houve somente um caso onde a usuária pediu para ser atendida individualmente porque não se sentia a vontade para colocar suas questões na frente de pessoas que ainda não eram suas conhecidas. muitas vezes. optamos por realizar o primeiro atendimento sempre em grupo. A idéia inicial era evitar longas filas de espera. Com os vínculos criados é possível estabelecerem-se trocas significativas de experiência em gruo que ressignificam experiências individuais. localizado em um município no Estado do Rio de Janeiro. onde os casos podem ser acolhidos e resolvidos com outras abordagens. estabelecemos que um grupo por mês seria suficiente para atender a demanda encaminhada. o atendimento em grupo tem sido sempre bem aceito pelos usuários. Atualmente a espera para marcação nesses grupos é de um mês no máximo. tais como Conselhos Tutelares. outros especialistas. Sendo sua mais nobre premissa é também seu maior obstáculo. Procurando organizar a porta de entrada deste serviço de forma que ela permanecesse sempre aberta. numa velocidade que os atendimentos individuais não alcançam. Analisando os encaminhamentos para este serviço verificamos que são prioritariamente da rede pública de educação além de virem também de outros órgãos públicos.Marina Autuori Reformando do ambulatório de saúde mental infanto-j uv enil O objetivo deste trabalho é apresentar possibilidades de ações que visem à superação de um dos maiores desafios do Sistema Único de Saúde SUS que é a acessibilidade universal. Este trabalho também evita que usuários esperem por serviços que. . descobrimos que nem se fazem necessários. etc. mas como aconteciam muitas faltas. Neste trabalho vamos tratar do tema do acolhimento dentro de um ambulatório publico de psicologia. Casos mais urgentes são orientados a pedir encaixe nos horários de atendimentos já agendados. A principio abrimos dois grupos de entrada por mês. A escolha pelo primeiro acolhimento em grupo mostrou-se eficiente para além da solução de mantermos porta do serviço sempre aberta.

visitas. em grupos heterogêneos de raça. Atualmente. Equipes de apoio matricial. através de práticas que promovam cultura.O Centro de Convivência possui uma programação ampla. como linguagens que redesenham possibilidades de cuidado em saúde. Festivais. introduzindo as artes. CASTRO Relato Residências Terapêuticas. Na RAPS tem destaque os Centros de Convivência e Cultura que são dispositivos que tem um papel diferenciado e estratégico para RAPS e comunidade em geral. além das atividades externas de intervenção urbana como passeios. acolhimento e desenvolvimento de potencialidades. grupos de cultura e movimentos sociais. sendo fundamental ao processo de desinstitucionalização. O Centro de Convivência é conhecido por subverter os padrões conhecidos e clássicos de se executar saúde.Centro de Conv iv ência A partir de 2001. a inclusão social. com a promulgação da Lei 10216. a recreação e esporte. RESULTADOS A produção de autonomia. a convivência e as intervenções urbanas aglutinam. Houve uma ampliação significativa dos números e modalidades de serviços estilo CAPS. O cuidado em liberdade. de descoberta de potencialidades e habilidades artísticas. o artesanato. Vale ressaltar que no CC Cuca Fresca há uma participação efetiva de grupos de diferentes faixas etária. Dentre as atividades realizadas vale destacar ações em parceria intersetoriais locais como Secretaria de Cultura. uma série de transformações na assistência em MARLA BORGES DE e Cultura Cuca Fresca . e não diagnósticos.Lei da Reforma Psiquiátrica . promoção da saúde e inclusão. e as formas de cuidar dos sujeitos com sofrimento mental tem se transformado no cotidiano. de Turismo. . Universidades. a autonomia vão permeando as ações e serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). saúde e lazer. de cidadania. Grupo de Fantoche Los Fantóxicos Fantásticos e Banda DeLírios do Cuca. garantindo a singularidades de cada um. destacando usuários dos serviços da Saúde Mental. são oferecidas 16 atividades internas.No município de Goiânia temos um Centro de Convivência e Cultura na Rede que se chama Cuca Fresca e está em pleno funcionamento há 01 ano.Saúde Mental está em curso no País. de Políticas para Mulheres. de Igualdade Racial. Unidades de Acolhimento Transitório. familiares e da comunidade vizinha. Iniciativas de Geração de Renda. já que a arte. de Educação. gêneros e faixa etária destacando jovens-adultos e idosos.Este dispositivo tem como objetivo geral Construir coletivamente espaços de convivência nos territórios capazes de operar no fortalecimento de vínculos solidários. além da inserção social estão presentes nos depoimentos dos frequentadores do Centro de Convivência Cuca Fresca. eventos. interesses.Outra ação em destaque é a formação de três grupos artísticos que tem em sua formação pessoas com sofrimento mental e idosos: Bloco de Percussão DesenCuca.

sendo essencial para o êxito de sua missão substitutiva. Resultados indicam dificuldades em dar conta da crise. configura uma frente de ação dos CAPS. principalmente diante de casos em que o elemento de agressividade se faz contundente. Há cerca de 18 anos venho em alguns casos propondo aos meus pacientes a intervenção com as duas pespectivas concomitantes. O cuidado à crise. a operacionalização da Atenção à Crise em um CAPS II de Recife. bem como a avaliação dessa prática frente aos princípios da EAPS. Os efeitos das ações de cuidado nos usuários são identificadas sem as repercussões desejadas pelo horizonte da EAPS. assim como quando os suportes familiares e dos CAPS 24 horas da rede não podem ser viabilizados. a finalidade de suas ações. A nossa pesquisa objetivou conhecer. A realidade cotidiana no início deste novo século vem aprisionado as pessoas em depressões e adicções. visando à transformação da assistência e a construção de outro lugar social para a loucura. Nessa direção constrói a Politica Nacional de Saúde Mental que tem a Estratégia da Atenção Psicossocial (EAPS) como ethos norteador para o desenvolvimento de suas ações. além das teorias psicológicas ocidentais.A questão do direito a um ambiente saudável como direito humano fundamental e a busca da felicidade como um objetivo de todas as pessoas em todas as sociedades é uma prioridade e precisamos ampliar o diálogo das diversas áreas do conhecimento. podendo construir compreensões acerca do modo como operam. a partir do modelo de atenção psicossocial. o CAPS é um serviço estratégico. venho trabalhando com formação política para os Direitos Humanos e a possibilidade de poder ter uma visão global no individuo(no trabalho clínico) e na sociedade(na formação política)vem uma atuação dialogando com a outra constantemente. Apontam-se fragilidades na rede e a falta de capacitação para o manejo técnico-relacional com a crise. seus horizontes éticos. de modo que o hospital psiquiátrico continua aparecendo como um recurso utilizado.Maura Lima O Apoio Matricial e a promoção à saúde mental na Atenção Básica: uma experiência em recife A Reforma Psiquiátrica coloca em marcha uma luta pela superação do aparato manicomial. . Pela oferta de um espaço de reflexão. Maurício Jorge Piragino A Psicoterapia com auxílio da Acupuntura na clínica psicológica cotidiana Desde minha formação como psicólogo venho utilizando as bases do pensamento oriental . bem como os efeitos dessas ações nos usuários. No desenho da Política. através dos trabalhadores. O tipo de vida em nossas sociedades atuais na qual a valorização do humano fica para um segundo plano vai criando arapucas para um vida saudável. Paralelamente. na forma de pensar as dinâmicas dos meus pacientes. Nestas duas perspectivas venho fazendo este trabalho obtendo bons resultados. disparou-se um processo em que os trabalhadores se lançaram em autoavaliações dessa prática. durante muitos anos esta vias de trabalho(psicoterapia e acupuntura)caminhavam paralelamente.Acabamos tendo uma visão recortada dos seres humanos o que é um caminho para o desquilíbrio físico e psíquico. Porém.

Ao tentar atualizar as linhas de fuga na Penitenciária. em quaisquer circunstâncias. cartografando os modos de invenção de si que proliferam apesar do aprisionamento. e que estas vias se encontraram. Mediante proposta de escrita coletiva na galeria de seguro. Para tanto são tratados aspectos da ética e da resistência de mulheres aprisionadas. a Igreja Católica e a criminalidade feminina. buscou-se destacar a existência. de produção de vida para além da sobrevida. O trabalho finaliza apontado aberturas a partir de alguns traços de resistência das mulheres aprisionadas. a partir de insuspeitados laços tecidos entre esta casa prisional. A prisão é aqui tomada como uma opção política de segregação e de proliferação da delinqüência. as pr(inc)esas. apresenta-se possibilidades de produção de si para além e aquém do encarceramento. . além de apresentar um esboço genealógico remontando à figura de Rosa Virgínia Pelletier e passando pela Capela do Bom Pastor. no contemporâneo prisional. a partir da indústria do medo. Palavras-chave: aprisionamento feminino. indústria do medo. situada na Penitenciária Feminina Madre Pelletier. em Porto Alegre. criminalidade feminina.Maynar Patricia Vorga Leite O castelo cor-de-rosa e Neste trabalho lança-se a idéia de que a delinqüência feminina se constituiu como problema por caminhos diferentes dos as pr(inc)esas da B4 trilhados pela delinqüência masculina.

visão e valores. cujos resultados incluem a reunião dos integrantes e a construção coletiva da proposta estratégica que direciona as atividades do projeto.Instituto Projetos Terapêuticos .foi e continua sendo um eixo de fundamental importância para pensar as Políticas Públicas na área de Saúde Mental. a Associação Vida em Ação AVA é uma organização não governamental que tem como área de atuação a viabilização de projetos de inclusão social para pessoas com sofrimento psiquico por meio de iniciativas de geração de trabalho e renda na perspectiva da economia solidária. revendo sua missão. são pessoas comprometidas com os valores respeito.forma principal de inserção social motivou a AVA a viabilizar três projetos de geração de trabalho e renda a pessoas com transtornos psíquicos: a Casa do Saci. Essa apresentação trata do empreendimento Casa do Saci que oferece serviços de bar. até os dias de hoje. A loucura e suas nuanças são quase sempre relacionadas à improdutividade. Esse coletivo é formado por trabalhadores que são ou não usuários da saúde mental. *peço a inclusão d euma 7º coautora do trabalho: Cristina Herrera . Um dos problemas focados é a necessidade de captar recursos para que o projeto não termine por falta de verba. a Livraria Louca Sabedoria e a Loja da Rede de Saúde Mental de Ecosol. acolhimento e trabalho.Especialização concluida . O planejamento estratégico é realizado para que o coletivo se aproprie desse empreendimento solidário. A compreensão de que a autonomia do indivíduo se dá pelo trabalho . coffee break e realização de eventos dessa natureza. A apresentação enfoca o método encontrado para sistematizar as ações dos trabalhadores e ampliar a atuação para receber novos participantes. Dentro dessa filosofia os integrantes da Casa do Saci começaram a dialogar sobre os seus direitos como trabalhadores e sobre formas de aumentar o rendimento financeiro de todos num ambiente organizacional descontraído. moisés rodrigues da silv a j unior Conv ersas Públicas: A Visa fazer circular com os que se deparam no seu trabalho com as questões relativas às consequências psíquicas e sociais da Clínica do Testemunho violência do Estado na população atendida. porque a luta pelos Direitos Humanos que certamente excede as situações que dizem respeito aos efeitos da violência do Estado nas épocas da Ditadura . harmonioso e acolhedor. como ocorre com tantos outros. O coletivo faz o diagnóstico em conjunto e propõe estratégias para a solução de problemas.Miriam Ferrari Estruturas produzidas atrav és do planej amento estratégico no coletiv o a Casa do Saci Fundada em 2004 dentro do campo do Movimento da Luta Antimanicomial. Optou-se pela ênfase na condução do planejamento estratégico.

Para a verificação de possíveis lacunas nos dados fornecidos pelos prontuários. recorrer-se-á aos processos judiciais. ou seja. espera-se averiguar dados que ratifiquem ou retifiquem tal hipótese. sobretudo nos últimos quatro anos. ocorre na Ala de Tratamento Psiquiátrico. Drogas e Direitos Humanos: v iolência. Para tanto.Mônica Oliv eira da Cruz A medida de segurança no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios: desafios e interlocuções possív eis entre o direito e a psicologia Introdução: As pessoas atendidas na Seção Psicossocial da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territ¬órios cumprem medida de segurança. mas também como doentes. seus dispositivos de violencia e a ampliaçao da lógica governista tem pautado nossos enfrentamentos. . Objetiva-se integrar ensinoserviço-comunidade e aprimorar políticas públicas de atenção psicossocial destinadas a pessoas que cumprem medida de segurança no contexto judiciário. enfrentamentos e política O Observatório de Saúde Mental . no Distrito Federal. Portanto. Na segunda etapa. que. serão analisados todos os prontuários ativos das pessoas inimputáveis e/ou semiimputáveis que cumprem medida de segurança na Seção Psicossocial da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. uma sentença judicial que as define não somente como criminosas. Verificar quantas pessoas estão nesta condição e como tem sido conduzida essa decisão judicial é fundamental para entender e aprimorar a interlocução entre o direito e a psicologia na Seção Psicossocial da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. as discussoes sobre a dominação de corpos e mentes e a manicomialização das mentalidades. Objetivo: analisar as trajetórias percorridas por pessoas consideradas inimputáveis e/ou semi-imputáveis que cumprem medida de segurança. localizada na Penitenciária Feminina do Gama. há dois caminhos a serem percorridos por elas: o tratamento ambulatorial e a internação em hospital de custódia. Metodologia: Em uma primeira etapa. Na perspectiva de ocuparmos um espaço de formação política e clínica. Resultados esperados: A hipótese levantada pela literatura é a de que a medida de segurança tem sido sinônimo de prisão perpétua. no âmbito da medida de segurança. serão realizadas entrevistas semiestruturadas com os profissionais da Seção Psicossocial da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios para verificar como é feito o acompanhamento das pessoas que cumprem medida de segurança e analisar a relação entre psicologia e direito no contexto judiciário. temos pautado diversas discussões que aprofundam o fundamento epistemologico da reforma psiquiatrica brasileira. O objetivo deste trabalho é apresentá-los ao público. Myrna Coelho Observ atório de Saúde Mental. convidando à luta política. Drogas e Direitos Humanos tem como um de seus objetivos fazer frente aos desmandos na política de saúde mental e à violação de direitos humanos que vivemos em São Paulo. Encaminhadas ao contexto judiciário. Surgiu do encontro de um grupo de trabalhadores indignados com os retrocessos que estamos vivendo .

Verificar como as políticas públicas de saúde e assistência social abordam o tema família e usuários de crack e outras drogas. em alguns momentos atendem aos interesses das classes subalternas em outros a interesses das classes dominantes. Sistema Único de Assistência Social SUAS e Sistema Único de Saúde SUS e portarias do Ministério da Saúde que tratam de assuntos relativos à família e usuário de drogas. reinserção familiar. favorecendo o convívio social e familiar no próprio território. sendo um espaço privilegiado de proteção e socialização primária.Naiara Alv es de Barros Família. social e ocupacional. A ausência de um trabalho intersetorial entre saúde e assistência social produz um resultado fragmentado. assim como oferecer apoio e suporte a essas famílias através da promoção de ações intersetoriais que visem o fortalecimento dos vínculos familiares. essas políticas devem disponibilizar acesso ao usuário de crack e outras drogas às diferentes modalidades de tratamento/recuperação. Tivemos avanços nas políticas públicas. independentes de laços consanguíneos. como o quê estamos vivendo atualmente. As politicas públicas abordam essa questão de forma superficial e dicotômica. As políticas públicas das áreas da saúde e assistência social indicam que cabe ao Estado garantir a proteção social aos familiares que vivenciam situações de vulnerabilidade e uso de drogas. caso contrário está impossibilitada de desenvolver o seu papel protetivo. muitas vezes contraditório e imediatista. consequentemente. Enquanto nas políticas de saúde dá-se ênfase ao usuário. a internação compulsória. a centralidade está na família. Além disto. aumentando. Revisão bibliográfica da Política Nacional sobre Drogas. Entende-se família como a união de pessoas que possuem vínculos afetivos. ficando mais exposta às situações de vulnerabilidade social. Drogas e Políticas Públicas O consumo do crack tem sido alvo de várias pesquisas nos últimos anos e a família tem papel importante na determinação da vulnerabilidade para tal problemática. A internação é indicada somente quando os recursos extrahospitalares se mostrarem insuficientes para a necessidade do usuário. na assistência social. entretanto as propostas nelas contidas não são efetivadas plenamente. tanto na saúde como na assistência. . A família para proteger e cuidar precisa ser protegida. As políticas públicas são contraditórias. a vulnerabilidade de seus membros para o consumo de drogas.

67%).000 habitantes e destaca-se em vários seguimentos do comércio e em serviços de apoio às empresas e às famílias. de forma ainda tímida. Muitos são os fatores motivadores da existência de pessoas em situação de rua. de forma integral. em especial os enfermeiros. Os principais problemas de saúde são o uso abusivo de álcool (38. Atualmente. porém este tema tem mobilizado. Verificou-se que muitas brigas com as famílias ocorreram pelo motivo de estarem desempregados e não conseguirem prover o sustento. humanizada e igualitária.08% possuem renda financeira por meio de atividades não oficiais. porém está claro que se trata de um fenômeno complexo e multicausal. conclui-se que é indispensável trabalhar questões que envolvem vulnerabilidade tanto de saúde quanto social durante a formação profissional. estejam capacitados a atuar diante a desigualdade e exclusão social. para que os profissionais de saúde. Este trabalho teve como objetivo traçar o perfil epidemiológico da população em situação de rua atendida pelo projeto de extensão Cuidando de pessoas em situação de rua . que se encontram na faixa etária entre 30 a 39 anos (34. atendendo a população em situação de rua com qualidade. Foram avaliadas 73 fichas cadastrais. com análise retrospectiva de fichas cadastrais de moradores de rua atendidos pelo projeto (protocolo comitê de pesquisa n. Observa-se que a população em situação de rua está se tornando cada vez mais evidente e por isso estão sendo implantadas políticas públicas de saúde e de assistência social para garantir o acesso às tecnologias de saúde e assegurar os direitos desta população.30%) e drogas ilícitas (21. . Trata-se de um estudo quantitativo. O município sede do projeto possui mais de 200. 405/2010) que está vinculado a uma entidade filantrópica atuante no município há mais de 10 anos.Nara de Perfil da população em Morais Lima situação de rua atendida por um proj eto de extensão no interior do estado de São Paulo. seguidas do uso abusivo de álcool e drogas. o poder público e a sociedade civil. Mais da metade da população em estudo possui familiares residentes no município e os motivos que levaram essa população a quebrar os vínculos familiares estão associados a brigas com as pessoas que conviviam.25%) e que 78.99%). Considerando que estes dados foram obtidos por meio de um projeto de extensão. em que acadêmicos da área da saúde envolveram-se com a temática. políticas públicas estão sendo propostas na tentativa dar apoio e suporte de saúde e social às pessoas em situação de rua. Os dados mostram que a população em situação de rua é composta por homens (87.

objetivou relatar o atendimento da rede de apoio secundária. e sua interlocução com a cidadania do portador de sofrimento mental mediada através das novas formas de abordagem a este usuário. O trabalho em tela realizado a partir de leituras explo¬ratórias. analíticas e interpretativas sobre a reinserção dos portadores de transtornos mentais na comunidade. dimensionamento dos aspectos relacionados ao tratamento e ao manejo clinico sejam efetivadas. Portanto apreende-se a importância de que novas formas de abordagem. Todavia apesar das ações que estão sendo desenvolvidas verifica-se aumento significativo no número das internações nos anos de 2010 e 2011.nerma j udite ferreira Serv iço de Saúde Mental na Comunidade de Sarzedo: uma Inserção Social dos Portadores de Transtorno Mental A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada do paciente no Sistema Único de Saúde (SUS). transformações das instituições. SESAMES. . A pesquisa resultou no achado de que o SESAMES acompanha constantemente 579 pacientes. é responsável por uma população que atualmente é de 27104 residentes. reflexão sobre a realidade da assistência à saúde mental. SESAMES. e transformações culturais de forma a romper paradigmas reconceituando a doença mental. a Reforma Psiquiátrica culminou em uma maior interação entre a Atenção Primária à Saúde e a Saúde Mental. No Brasil. mediado pelo levantamento das informações já existentes no Serviço de Saúde Mental de Sarzedo. realiza atividades e ações preconizadas pelas diretrizes e legislação pertinentes e ainda.

. e para ser superado necessita de um trabalho integrado com profissionais de diversas áreas (SEI. A ludoterapia psicanalítica grupal funciona como o sonho. estabelecer novos significados à tais conteúdos. que o fenômeno da violência familiar é complexo.Nilton Carlos Raimundo LUDOTERAPIA PSICANALÍTICA GRUPAL COMO RECURSO DE ATENÇÃO À SAÚDE MENTAL DE CRIANÇAS Melanie Klein (1932). que a atitude e a escuta clínica do terapeuta pôde proporcionar. 2008). Em cada possibilidade de escuta do sofrimento psíquico. via função continente-contido. sendo o meio e o lugar da representação imaginária dos desejos inconscientes de seus membros (KÄES. e através destes. entre 3 e 7 anos que apresentavam sofrimento psíquico decorrentes de situações de vulnerabilidade familiar e social. As atividades desenvolvidas objetivaram promover cuidados a saúde mental de um grupo de 5 meninos. 2007). 2005 p. que marcaram e ainda constituem preocupação na instauração de modelos de acompanhamento psicológico (TEIXEIRA. Os resultados apresentados demonstram: relevância sobre a ludoterapia psicanalítica grupal como um dos dispositivos terapêuticos na diminuição de angústias paranoides e uma vivência suportável das angústias depressivas via reparação. possibilitando a partir do contato com os conteúdos conflitantes e ansiogênicos e com o manejo técnico do negativo. reconhecendo tais lugares como instigadores de pesquisa. torna-se também o lugar da manifestação dos desejos inconscientes. ou ainda ludoterapia. acolhimento ao sofrimento psíquico. Klein (1932) deu o nome de técnica de brinquedo. A esse método. que se constitui o material psíquico do grupo (KÄES. O presente trabalho refere-se a um projeto de atenção psicológica à crianças com sofrimento psíquico nos espaços de um Ambulatório de Saúde Mental de um município do interior de São Paulo. onde utilizava o brincar como expressão e comunicação de fantasias e conflitos inconscientes.156). 2005). a partir da teoria freudiana concebeu e pode desenvolver um corpo teórico e técnico do trabalho psicanalítico com crianças. Partimos da consideração de modalidades de atuação junto à pacientes em tratamento ambulatorial. que consistia em colocar brinquedos em uma sala de consultório onde a criança pudesse brincar livremente. aborda-se neste trabalho possibilidades clínicas que interrogam a hegemonia da prática de consultório individual. Esta comunicação dá-se em um espaço psíquico partilhado no qual os membros do grupo comunicam-se através de seu ego onírico por meio do brincar e que é dessa forma.

. O dito e o não dito. 2008). existe um tipo de jogo. dando-lhe acesso a um novo campo de racionalidade. portanto. segundo o autor. como elemento que permite justificar ou mascarar uma prática que permanece muda . O dispositivo é: como um tipo de formação que. em um determinado momento histórico. tece como função principal responder a uma urgência (Foucault. leis. mudanças de posição. que também podem ser muito diferentes. porém tal consumo nas ultimas décadas vêm dividindo e ao mesmo tempo produzindo novos poderes / saberes. e construir um mapa deste Dispositivo indagando o que ele produz no campo da saúde pública. 2008) Ou pode ainda funcionar como reinterpretação desta prática. são elementos do dispositivo. discorreu sobre os dispositivos como sendo: um conjunto heterogêneo que engloba discursos. entre os elementos discursivos e não discursivos. Ou seja. medidas. morais. (Foucault. Dispositiv o das Drogas organizações arquitetônicas. Em nossa apresentação buscaremos iniciar o trabalho de desenredar as linhas do Dispositivo das Drogas. instituições. modificações de funções. ao contrário. o dispositivo tem uma função estratégica dominante. e tal discurso pode aparecer como programa de uma instituição ou.Odilon Castro Poder/Saber sobre o Michel Foucault. O consumo de drogas é tão antigo quanto a existência humana. decisões regulamentares. filantrópicas .

na qual o manicômio foi desconstruído e outras formas de lidar com a loucura. o grupo tomou força sob o slogan Por uma Sociedade Sem Manicomômios . Denominados como Movimento da Luta Antimanicomial (MLA). alunos do Programa de Residência Multiprofissionais em Saúde da Família e Comunidade (PRMSFC). O movimento da Luta Antimanicomial se iniciou na Itália por fins da década de 60 em Gorizia e teve continuidade na cidade Trieste. a luta se iniciou influenciada pelos italianos e pelos fortes movimentos sociais da época. no qual os trabalhadores da saúde mental do município. atingindo e mobilizando um maior número de atores sociais. mobilizaram a prefeitura local e realizaram. intitulados como Coletivo 18 de maio. o maior resultado do Coletivo 18 de maio. algo que potencializou o evento. agora com o apoio do grupo. ações culturais e descentralizado. da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Além da participação e interesse da população. acadêmicas. como: sessão de cinema com filme acerca do tema e discussão. além da distribuição de panfletos e cartazes explicando o movimento. foram organizadas algumas atividades. foram criadas com a construção de uma rede de serviços. contou com o apoio e com a presença de profissionais e usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. se uniram. com o intuito de transformar a relação que a sociedade criou com a loucura. em liberdade. esportivas. Aclarados pelo dia de comemoração. . em que são realizados eventos por todo o país. ação cultural no centro da cidade para mobilização popular. políticas. se uniu para incitar a discussão e colocar a comemoração e a importância do dia em pauta. O grupo de residentes. No Brasil. ações culturais e práticas sociais. incentivados pelo sucesso visto no ano anterior. um evento financiado com mais estrutura. debate na Rádio UFSCar sobre Luta Antimanicomial. se deu um ano depois. com a efetiva participação social. com objetivo de envolver a sociedade na discussão sobre a reforma psiquiátrica e provocar o imaginário social a refletir sobre o tema da loucura e seu universo. reunindo atividades culturais. da aproximação curiosa e da participação intensa de muitos moradores da cidade. e intervenção de sensibilização junto à equipe de saúde da família do município. Desta forma. um grupo de residentes. instituindo o dia 18 de maio como Dia Nacional da Luta Antimanicomial.Pamela Cristina Bianchi Interação e Conscientização sobre o Dia Nacional da Luta Antimanicomial : o compartilhar de uma experiência. Os primeiros resultados foram vistos já nas atividades culturais na rua através dos olhares sinceros.

. política e militância: discussões acerca da Reforma Psiquiátrica Este trabalho associa práticas profissionais no campo da psicologia e da saúde mental coletiva. ressaltou a importância da discussão acerca das relações entre política. tendo em vista as experiências desenhadas no decorrer de suas trajetórias no campo da saúde mental. militância e psicologia. processos de (des) acomodações.Pâmela de Freitas Machado Psicologia. através do método proposto por Shutze. Para tanto. Tais dimensões se referem a estratégias de resistência. Buscou compreender como os (as) psicólogos (as) militantes da Reforma Psiquiátrica do Rio Grande do Sul constituíram suas trajetórias e como formularam noções de política e de militância. tendo em vista pressupostos da pesquisa histórica. foi realizada uma pesquisa exploratória de cunho qualitativo através da qual se coletou e analisou narrativas de profissionais da área que participaram nas décadas de 1980 e 1990 do Movimento da Luta Antimanicomial no Rio Grande do Sul. finalmente. A articulação dos achados com o pensamento de Hannah Arendt. vivências de militância e. emergiram dimensões que transversalizaram as narrativas individuais e constituíram uma possível trajetória coletiva. especialmente no que toca aos conceitos de vida ativa e esfera pública. A partir das análises das narrativas. Este diálogo é base para que se estabeleçam transformações fundamentais no campo da saúde mental e mesmo de outras políticas sociais.

oficinas educativas. O GAM favorece o empoderamento pessoal. faz ver a importância da integração sócio familiar e do apoio às iniciativas de autonomia e emancipação. enfim. que promove o reconhecimento de possibilidades de cuidar a cada novo encontro. além disso. rodas de conversas. bem como a vivência de sentimentos positivos. . Entre as atividades desenvolvidas pelo GAM. debates. culturais. ao mesmo tempo em que favorece a construção de conhecimentos e a relação teoria-prática. Metodologia: Os encontros do GAM ocorrem quinzenalmente. dinamiza a formação acadêmica e prepara para uma atuação profissional mais adequada às demandas sociais. a visita domiciliar aparece como possibilidade para o conhecimento de realidades vivenciadas pelas famílias que não são explicitadas durante os encontros. músicas. no Centro de Atenção Psicossocial tipo II (CAPS II) de um município do interior da Bahia. como a empatia. sendo composto por usuários do serviço e alguns familiares. políticas. familiar e coletivo. favorece o desvelamento de estratégias para a reabilitação psicossocial dos usuários do Caps II e para maior envolvimento da família no cuidado. entre outras. apresentação de vídeos. voluntariamente. essencial para o processo de ressignificação e mudança no percurso da história. filmes. a participar das atividades. Objetivo: relatar a experiência de estudantes de enfermagem e de psicologia em um GAM de pessoas com sofrimento mental e seus familiares. comemoração de datas festivas e caminhadas/mobilizações em reivindicação a seus direitos. que ajuda as pessoas a encontrarem um novo sentido para o sofrimento mental e para o cuidado. promove melhorias na qualidade de vida de todo o grupo familiar. motivando e fortalecendo o grupo. que incluem: visitas domiciliares. que se dispuseram. pois. Conclusão: O GAM constitui-se uma atividade de extensão enriquecedora para os graduandos de enfermagem e psicologia. construção de painéis. Resultados: O GAM tem se mostrado como um espaço de compartilhamento de experiências que favorece o enfrentamento de dificuldades cotidianas inerentes ao processo saúde-doença. e outras que permeiam as relações de cuidado em saúde mental. a solidariedade e o respeito mútuo.Patricia Grupo de Aj uda Mútua Anj os Lima em Saúde Mental: Um de Carv alho relato de experiência de estudantes de enfermagem e psicologia Introdução: O Grupo de Ajuda Mútua (GAM) e Intersubjetividade do Cuidar no Caps II de Jequié-BA é um projeto de extensão vinculado a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

sendo individual ou coletivamente. sendo agentes transformadores de suas próprias vidas. tecidos. através da arte-terapia possibilitando o processo de criação e recriação da própria história. Convidando para reflexão de como se pode reelaborar as experiências concretas de transformação dos objetos e aproveita-la para transformar algumas etapas de suas subjetividade. . em objetos úteis agregando valores e consequentemente gerando de renda. porém com um viés multicultural. Possibilitando assim. criado e recriado. dono de uma diversidade que perpassa sua pacata e singular rotina.Patricia de Oliv eira Guimarães AS FAROLINDAS Este Trabalho se propôs a implantação de uma oficina terapêutica com um grupo de mulheres da comunidade do Amaro Branco em Olinda-PE. etc.Geração de Renda. possibilitando assim um acompanhamento ativo em sua condição de moradoras da comunidade do Amaro Branco. utilizando como matéria prima. materiais reaproveitáveis como garrafas pets. Construindo estratégias para escuta terapêutica das integrantes do grupo. através da inclusão no trabalho individual e coletivo. qualquer material que puder ser reciclado. a transformação destes materiais que seriam descartados.Comunidade. rejeito de madeira. com objetivo de introduzir a arte terapia enquanto parâmetro de descobertas e criatividade para reelaboração da condição do ser mulher em uma comunidade carente. Palavras chaves: Mulheres.. onde histórias brotam a partir da peculiaridade de um lugar nascido do formato de uma vila de pescadores e hoje se caracteriza como um quilombo urbano. foi estimulada a criatividade das mulheres. com a exposição e venda das peças em feiras típicas regionais.Arteterapia. Psicosocial. Para tanto. para que pudessem consequentemente proporcionar geração de renda de forma autônoma. ou seja. Durante dois encontros semanais são confeccionadas peças artesanais. promovendo autonomia de pessoas com necessidades de reelaboração de suas potencialidades.

Patrícia Ferreira de Lima

Para além da medicalização e práticas manicomiais.

O trabalho que aqui se ensaia é uma abordagem do movimento que se desencadeia, de forma especial, a partir da Reforma Psiquiátrica Brasileira, tendo como foco o processo de desinstitucionalização de pessoas com transtornos mentais que apresentam histórico de longas internações. A motivação do respectivo estudo nasceu de uma experiência realizada no Serviço de Longa Permanência do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, no município de Niterói RJ onde ocorre uma investida na construção de um trabalho cotidiano que visa ultrapassar as práticas manicomiais e a medicalização tão presente na vida de cada usuário. A ocupação do território, das ruas cidade, passa a ser uma ferramenta potente no que tange ao processo de desinstitucionalização. De acordo com o Ministério da Saúde o território passa a ser compreendido como espaços de vida, de relações, de trocas, de construção e desconstrução de vínculos cotidianos, de disputas, contradições e conflitos, de expectativas e de sonhos, que revelam os significados atribuídos pelos diferentes sujeitos. As relações estabelecidas dentro e fora das instituições psiquiátricas passam a ser reconstruídas, uma vez que se trata de uma mudança de toda uma lógica que rege a psiquiatria. Entendemos que o processo de Reforma Psiquiátrica não se encerra com a consolidação da Lei nº 10.216, pois é permanente e precisa ser construído e repensado a cada situação, mediante os avanços e limites constantes colocados pela realidade sociocultural. Com isso, entendemos que investir na autonomia das pessoas com transtornos mentais é um trabalho muito delicado, que passa necessariamente pela ocupação da cidade, criando possibilidades para que eles possam se articular e se (re) inserirem socialmente.

PATRICIA GARCIA DE SOUZA

Do peixe à transformação de coletiv os: fortalecendo redes intersetoriais de cuidado em Embu das Artes/SP

Com o avanço das discussões sobre a Reforma Psiquiátrica e o modelo de atenção em Saúde Mental de base comunitária e territorial, deparamo-nos com a necessidade constante de rever criticamente nossas ações enquanto trabalhadores e gestores, reposicionando nossa práxis de modo a, efetivamente, superar o modelo manicomial. Neste sentido, propostas que fortaleçam a articulação de projetos de vida considerando recursos do território, a co-responsabilização do cuidado e o trabalho em rede são essenciais para estabelecer um cotidiano pautado pelos princípios antimanicomiais, para além dos constructos teóricos. Foi considerando essa necessidade que a equipe da unidade CAPS II Nelson Jesus de Oliveira de Embu das Artes/SP propôs projeto de supervisão clínico institucional, com apoio do Ministério da Saúde. Tal projeto teve como principal objetivo ampliar e capacitar as ações das equipes de saúde e intersetorial na efetivação de uma rede de atenção integral e constituída no território. Como metodologia utilizada foram realizados 24 (vinte e quatro) encontros, com frequência quinzenal, onde toda a rede de saúde e intersetorial foi convidada a participar, debatendo temáticas voltadas para o trabalho em rede, apresentando ações realizadas pelos pontos da rede municipal, discutindo casos e propondo projetos coletivos. Foram produzidos coletivamente relatos (24) destes encontros, assim como 3 (três) relatórios quadrimestrais apresentando uma avaliação crítica deste processo de supervisão considerando seu objetivo principal. Os resultados, a discussão destes e as lições aprendidas a partir desta experiência foram formulados tendo em vista estas produções coletivas. A possibilidade de apresentar para outros coletivos deste país o conhecimento consolidado, sustentar espaços de debate frente a práticas produzidas em articulação com diretrizes teórico-éticas é um compromisso que este grupo estabeleceu, ou seja, continuar no processo de ser apoiador/apoiado no fortalecimento das redes de cuidado. Porque é cada peixe que faz o cardume, o cardume que faz a força, e a força é o que movimenta, transforma.

PATRICIA GARCIA DE SOUZA

Proj eto Barraca

A perspectiva do trabalho como um dos eixos fundamentais da Reforma Psiquiátrica, para efetivação da cidadania de pessoas com transtornos mentais e/ ou com necessidades de cuidados devido ao uso de álcool e outras drogas traz grandes desafios. Desde romper com a estabelecida lógica manicomial do trabalho como norma moral, como entretenimento, terapia ou mesmo como mecanismo de exploração até a real produção e troca de valores e mercadorias, considerando pessoas historicamente incluídas na condição de não-sócios. A experiência de 10 (dez) anos do Projeto Barraca , coletivo composto por trabalhadores de polos de trabalho e geração de renda da rede de Saúde Mental de Embu das Artes/SP explicita muitas contradições vividas por um grupo pautado por princípios solidários, buscando encontrar neste processo produtivo mais que a moeda, e inserido num cenário de valorização do trabalho unicamente como fonte de produção econômica. Com encontros quinzenais, o Projeto Barraca reúne estes trabalhadores dos 4 (quatro) pólos de trabalho da rede com o objetivo de discutir problemas e necessidades, bem como alternativas coletivas ao que se apresenta no cotidiano. Além disso, através do apoio das Secretarias Municipais de Saúde e Turismo, este coletivo tem espaço semanal na Feira de Artes da cidade, o que tem sido uma das demandas essenciais de debate e negociação. A articulação com entidades, movimentos sociais tem tido importante espaço no processo formativo dos trabalhadores e na ampliação do campo de articulação para trocas (sociais e econômicas). Neste sentido o apoio da AASMER (Associação de Apoio à Saúde Mental de Embu e Região) e a participação na Rede de Saúde Mental e Economia Solidária têm sido fundamentais para este coletivo. Propor, junto aos trabalhadores, esse debate a partir de suas experiências concretas de enfrentamento a lógicas excludentes e de constituição, ainda que de modo incipiente, de outras possibilidades de existência no campo subjetivo/ social / econômico é um importante passo para este coletivo.

Patricia Santos de Souza Delfini

Apoio matricial e saúde mental: as práticas dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família

O desenvolvimento de ações de cuidado na Atenção Básica (AB) que incluem preocupação com questões relacionadas à saúde mental é fundamental para se garantir uma atenção que contemple o sujeito em sua integralidade e se articule com diferentes áreas do saber. No entanto, profissionais de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Estratégia de Saúde da Família (ESF) que, frequentemente, se deparam com situações que envolvem saúde mental, tendem a se sentir pouco preparados para darem conta dessa problemática. A atual inserção dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs) vem como uma das possibilidades de se responder a essa questão. Entretanto, pouco se sabe sobre sua estruturação real, bem como sobre sua potencialidade e resolutividade no que se refere aos problemas de saúde mental. O objetivo do presente estudo é descrever e analisar a configuração de diferentes equipes dos NASFs e as formas de apoio em saúde mental que realizam junto aos profissionais da ESF. Trata-se de pesquisa qualitativa, realizada por meio de entrevistadas semi-estruturadas com gerentes de treze UBSs com equipes da ESF em cinco regiões da cidade de São Paulo. As falas dos sujeitos foram submetidas às técnicas da análise temática de conteúdo. Foram obtidas informações sobre sete NASFs que diferem tanto em relação ao número de equipes da ESF que se vinculam - entre nove e dezessete - quanto aos profissionais que compõem cada NASF cinco a doze membros de distintas categorias. Todos eles possuem pelo menos um profissional de saúde mental (terapeuta ocupacional, psiquiatra e psicólogo), tal como recomenda a portaria 154/08. Em relação às formas de apoio que oferecem, destacam-se reuniões para discussão de casos, atendimentos individuais e em grupos e visitas domiciliares. Percebe-se que quanto maior o número de profissionais de saúde mental nos NASFs, maior a possibilidade de integração entre eles e as equipes de ESF. Nesse mesmo sentido, quanto menor a área de abrangência e a dispersão das equipes em UBSs, maior a proximidade entre as equipes. Outras questões se relacionam com essa possibilidade de articulação, destacando-se a predominância do modelo baseado nos encaminhamentos, no qual se envia usuários de um local para outro que, em grande parte dos casos, se sobrepõe à lógica da corresponsabilização, proposta pelo modelo do matriciamento que orienta as práticas dos NASFs, o que tende a levar a um cuidado fragmentado e descontínuo, em detrimento a um cuidado longitudinal e integral.

Patricia Villas-Bôas Valero de Morais

Observ atório de Saúde Mental, Drogas e Direitos Humanos: surgimento, história, fundação, princípios

O Observatório de Saúde Mental , Drogas e Direitos Humanos, fundado em 23 de maio de 2013, começou a ser gestado em 2010 por um grupo de trabalhadores ligados ao Instituto Sedes Sapientiae, abrindo-se depois à participação de qualquer interessado. Sua história evidencia um momento de turbulencia e retrocesso na política em saúde mental em São Paulo, e um vácuo nos espaços de organização/trocas/formação para os trabalhadores da área. Constituiu-se a princípio um coletivo autogestionário denominado "Vamos Falar de Saúde Mental?", que por mais de dois anos promoveu inúmeros encontros onde foi possível gestar, entre outros, o referido Observatório. O Objetivo deste trabalho é apresentá-lo ao público, gerando trocas. Palavras-chave: Direitos Humanos; militância; Observatório de Saúde Mental, Drogas e Direitos Humanos

Paula Rosana Cav alcante

A atuação interdisciplinar da Defensoria Pública do Estado de São Paulo nos casos de destituição do poder familiar: o direito à conv iv ência familiar como foco.

O presente trabalho pretende refletir sobre alguns aspectos dos processos de destituição do poder familiar,os quais são acompanhados pela equipe interdisciplinar da Defensoria Pública do Estado de São Paulo,composta por Defensores Públicos,Psicólogos e Assistentes Sociais.Tomaremos como referência ações judiciais em que a equipe da Regional Central da Defensoria Pública acompanha pais e mães que são réus em processos de destituição do poder familiar em relação aos seus filhos, os quais se encontram em situação de acolhimento institucional.O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que,caso os direitos previstos nesta lei sejam ameaçados ou violados por falta,omissão ou abuso por parte dos pais ou responsável pela criança ou pelo adolescente,poderão ser aplicadas medidas de proteção,incluindo o acolhimento institucional,como medida provisória e excepcional,utilizável como forma de transição para reintegração familiar.A intervenção deveria ser mínima e exercida exclusivamente pelas autoridades e instituições cuja ação seja indispensável à efetiva promoção dos direitos e à proteção da criança e do adolescente.A Defensoria Pública é frequentemente procurada por pais e mães que respondem a ações judiciais de destituição de poder familiar.Nossa equipe provê o atendimento jurídico integral e interdisciplinar,procurando resgatar a história desta família,o contexto que ocasionou o acolhimento institucional dos filhos,a dinâmica familiar,suas necessidades e suas potencialidades.Além disso,procuramos articulações intersetoriais com serviços públicos que também acompanharam ou estão acompanhando a família,visando uma compreensão mais abrangente do caso,além de inclusão da família em políticas públicas de assistência social,saúde,habitação e educação,dentre outras,visando a restituição do poder familiar como foco do trabalho,nos casos em que isto se mostre como melhor opção para as crianças e adolescentes.O que vamos percebendo,em muitos casos,é que apesar do ECA e do Plano Nacional de Proteção,Promoção e Defesa do Direito da Criança e do Adolescente à Convivência Familiar e Comunitária (2006) priorizarem a família como lócus de desenvolvimento,além de reafirmarem apoio e proteção para que ela possa cuidar de seus filhos e protegê-los,as famílias pobres ainda são mal orientadas sobre seus direitos e culpabilizadas pela sua situação de pobreza,sendo que a falta de recursos materiais ainda é utilizada como justificativa para acolhimento institucional.

Paulo Amarante

Loucos pela Div ersidade: artecultura transformando o imaginário social sobre a loucura

Apresentação do Projeto Loucos pela Diversidade desenvolvido pelo Ministério da Cultura em cooperação com a Fundação Oswaldo Cruz que deu início a uma política pública cultural para pessoas em sofrimento psíquico. As atividades artísticoculturais, em especial aquelas produzidas por pessoas que vivem ou vivenciaram experiências psíquicas radicais e/ou experiências de constrangimento, discriminação, violência social ou institucional em decorrência de sua condição mental, passaram a constituir-se em estratégias fundamentais na produção de novos sentidos e representações sociais, que transformam a relação da sociedade para com a loucura.

pedro lagatta

A reparação psicológica a v ítimas de v iolência policial

Nosso objetivo é compartilhar a experiência do Margens Clínicas, neste seu primeiro ano de atividades e discutir a necessidade de uma política de Estado dedicada à reparação integral a vítimas de violações de direitos humanos no período democrático. O Margens Clínicas é um coletivo composto por 12 psicanalistas que, desde 2012, realizam atendimentos individuais e em grupo nas cidades de São Paulo e Santos, a vítimas da violência policial, mantendo intenso contado com agências públicas e movimentos sociais. Não pretendemos uma reflexão completa, mas sim o levantamento de questões e a discussão coletiva acerca dos aspectos essenciais de uma política pública como tal, apontando, sobretudo, para a reparação psicológica como componente imprescindível de qualquer política de reparação A truculência policial em São Paulo é bem conhecida, principalmente por jovens, negros e de origem periférica. Entre os anos de 2005 e 2009, o Estado de SP registrou 2.045 mortes em decorrência de ações policiais, segundo dados da SSP. Em 2012 apenas, foram 547 mortes - número 25% maior do que o do ano anterior. Sabemos ainda que situações de grave ameaça à vida são causadoras de intenso sofrimento psíquico a vítimas e seus parentes, e que sem o devido cuidado podem perdurar indefinidamente. Há evidências de que determinantes psíquicos mantêm relação relevante com a dimensão endêmica que altos índices de violência adquirem em territórios urbanos É obrigação de o Estado, sobretudo enquanto perpetrador, oferecer meios para que uma resposta a tais violações seja possível. Dentre tais responsabilidades, está a adequada reparação do dano causado. Defendemos o atendimento psicológico como parte essencial deste processo - a reparação - sem o qual todo ele corre o risco de não se tornar efetivo, e enquanto política pública perene, acessível àqueles que dela necessitam. Não se encontram espaços de atendimento psicológico adequado no interior da rede pública de saúde. Apesar do esforço e seriedade das instituições que o compõe, não são suficientes para atender as demandas específicas das vítimas de tais violações Apostando na escuta detida das vítimas, por meio dos atendimentos, no contato com os sistemas de saúde e assistência, ordem e justiça, pretendemos colaborar para a construção de uma compreensão coletiva a respeito da reparação psicológica de vítimas de violência policial e para o reconhecimento efetivo do seu direito a cuidados, como forma de fortalecimento da democracia

POLIANA DOS SANTOS CORDEIRO

Experiencia urbana para além da circulação: Os protestos de j unho e o exercício ético de outras formas de mobilidade.

Nos últimos meses o debate sobre concepções de cidade e de uso do espaço público urbano têm se tornado fundamentais a fim de aprofundarmos nossa compreensão a cerca de recentes acontecimentos: as manifestações da população insatisfeita, a princípio com o valor das tarifas do transporte público e intervenções urbanas massivas promovidas pelo poder público (em Copa do Mundo e parceria com o capital privado) no espaço urbano de capitais brasileiras que receberão mega-eventos Olimpíadas. Tais acontecimentos podem nos indicar como uma urgência a discussão sobre os limites que no presente estão postos diante de nós, no que tange a liberdade de uso do espaço público urbano. Nesse sentido, propomos pensar o uso da cidade ocupar, parar, mover-se como plano político no qual a mobilidade se destaca como objeto tanto de práticas de controle como de possibilidade de resistência coletiva ao processo de privatização e elitização da cidade.

Priscilla de A saúde mental dela Oliv eira Luz ela trata no CAPS : concepções e práticas de cuidado em saúde mental de profissionais da atenção básica

INTRODUÇÃO: Este trabalho é parte de uma pesquisa de mestrado da autora, cuja referência completa é: LUZ, Priscilla de Oliveira. Possibilidades e limites da saúde mental na atenção básica do município de Barretos/SP. São Carlos: UFScar, 2012. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2012. 107p. OBJETIVO: Analisar as concepções de saúde mental no cuidado integral à saúde do indivíduo e da família; METODOLOGIA: Pesquisa qualitativa, exploratória e de campo realizada em três Estratégias Saúde da Família na cidade de Barretos/SP. Por meio da entrevista semi-estruturada procura-se conhecer as concepções que estes profissionais de saúde tem sobre saúde mental no cuidado integral à saúde do indivíduo e da família. RESULTADOS: As concepções de saúde mental e cuidado integral dos profissionais são permeadas pelo sentido de normalidade condizente a capacidade resolutiva de problemas da vida; capacidade de conduzir a vida sem tomar medicação e capacidade da pessoa de manter-se equilibrada. Quando a saúde mental é entendida como algo que não faz parte do ser humano as ações possíveis de serem desenvolvidas na atenção básica passam a ser insuficientes diante da ideia de que este tipo de cuidado exija intervenções especializadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A capacitação e/ou aproximação das equipes especializadas em saúde mental com a atenção básica é vista como fundamental para superar a dicotomia entre cuidado físico e mental, assim como para favorecer o repensar das concepções de saúde e consequente mudança na prática do cuidado desenvolvido na atenção básica.

PRISCILLA DOS SANTOS GOMES

A promoção de saúde na atenção básica: um direito social

De acordo com o artigo 6º da Constituição Federal (BRASIL, 1988) a saúde é um direito social, demandada no artigo 196 da mesma Constituição, onde postula que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação . Segundo Silva (2010) os direitos sociais são prestações positivas proporcionadas pelo Estado direta ou indiretamente, enunciadas em normas constitucionais, que possibilitam melhores condições de vida aos mais fracos, direitos que tendem a realizar a igualização de situações desiguais. A atenção básica ou primária à saúde refere-se tanto a uma estratégia de extensão ou universalização de acesso à assistência à saúde, como ao primeiro nível de um sistema de saúde (OMS, 1978). No Brasil o termo "Atenção Básica" é largamente empregado pelo Ministério da Saúde para abranger as iniciativas situadas no primeiro nível de atenção à saúde, com destaque para a estratégia de saúde da família. Na carta de Ottawa é genericamente reconhecida como marco fundante da promoção da saúde enquanto institucional de prática e reflexão sobre a saúde pública: Promoção de saúde é o processo de capacitação das pessoas para aumentar seu controle sobre e melhorar a sua saúde. Para atingir um estado de completo bem estar físico, mental e social, um indivíduo ou grupo deve ser capaz de identificar e realizar aspirações, satisfazer necessidades e transformar ou lidar com os ambientes (...). Portanto, promoção de saúde não é apenas responsabilidade de um setor e vai além dos estilos de vida saudáveis para o bem estar (OMS, 1986). Neste sentido, o acesso à saúde, assim como sua promoção, são direitos sociais, fundamentados na constituição brasileira vigente, que têm por propósito garantir um mínimo necessário a uma existência digna, traduzido na disponibilidade de recursos materiais indispensáveis à satisfação dos postulados da justiça social. O presente trabalho tem por objetivo contribuir com uma breve análise das novas configurações da provisão do cuidado promovido pelas mulheres no contexto da reforma psiquiátrica brasileira. Tem-se a necessidade de identificar as mudanças ocorridas pela reestruturação produtiva e que modificaram a divisão sexual do trabalho e as relações no mundo do trabalho. A partir dessas transformações, torna-se relevante sinalizar as novas formas de opressão que se constituem em relação à questão de gênero e que perpassam o cuidado da pessoa em sofrimento psíquico.

RACHEL GOUVEIA PASSOS

O "care" e as cuidadoras no contexto de reforma psiquiátrica: desafios contemporâneos

ordem e justiça. Sabemos ainda que situações de grave ameaça à vida são causadoras de intenso sofrimento psíquico a vítimas e seus parentes. neste seu primeiro ano de atividades e discutir a necessidade de uma política de Estado dedicada à reparação integral a vítimas de violações de direitos humanos no período democrático. está a adequada reparação do dano causado. desde 2012. realizam atendimentos individuais e em grupo nas cidades de São Paulo e Santos. Há evidências de que determinantes psíquicos mantêm relação relevante com a dimensão endêmica que altos índices de violência adquirem em territórios urbanos. Apesar do esforço e seriedade das instituições que o compõe. e que sem o devido cuidado podem perdurar indefinidamente. O Margens Clínicas é um coletivo composto por 12 psicanalistas que. A truculência policial em São Paulo é bem conhecida. para a reparação psicológica como componente imprescindível de qualquer política de reparação. Defendemos o atendimento psicológico como parte essencial deste processo . sobretudo.número 25% maior do que o do ano anterior. segundo dados da SSP. apontando. a vítimas da violência policial. por meio dos atendimentos. Em 2012 apenas. mas sim o levantamento de questões e a discussão coletiva acerca dos aspectos essenciais de uma política pública como tal. sobretudo enquanto perpetrador. e enquanto política pública perene.Rafael Alv es Lima A reparação psicológica a v ítimas de v iolência policial Nosso objetivo é compartilhar a experiência do Margens Clínicas. Dentre tais responsabilidades. Não se encontram espaços de atendimento psicológico adequado no interior da rede pública de saúde. foram 547 mortes . negros e de origem periférica. Apostando na escuta detida das vítimas.a reparação . o Estado de SP registrou 2. acessível àqueles que dela necessitam. É obrigação de o Estado. principalmente por jovens. Entre os anos de 2005 e 2009. oferecer meios para que uma resposta a tais violações seja possível. não são suficientes para atender as demandas específicas das vítimas de tais violações. Não pretendemos uma reflexão completa.sem o qual todo ele corre o risco de não se tornar efetivo.045 mortes em decorrência de ações policiais. mantendo intenso contado com agências públicas e movimentos sociais. pretendemos colaborar para a construção de uma compreensão coletiva a respeito da reparação psicológica de vítimas de violência policial e para o reconhecimento efetivo do seu direito a cuidados . no contato com os sistemas de saúde e assistência.

Uma questão discutida pelos profissionais é que lidar com a saúde mental não é fácil. vários atores antimanicomiais. Com o olhar crítico a esse modelo hospitalocêntrico. A Reforma Psiquiátrica no Brasil foi marcada pela crítica aos modos asilares. . convidaram-se alguns trabalhadores. participando do movimento social "Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial". para uma conversa a fim de ouvir suas histórias sobre as composições cotidianas no trabalho e. há aqui algumas reflexões a partir dessas escutas ampliadas. Por fim. proposta por Benjamin. de saúde e das equipes multiprofissionais por meio de capturas manicomiais que se presentificam nos corpos e nas falas. usuários. familiares e pessoas que se sensibilizam com a saúde mental. Alguns trabalhadores promovem intervenções nos espaços de trabalho que permitem afirmações desejantes. será necessário compreender as relações de trabalho que são estabelecidas pelos trabalhadores e usuários. No entanto. como afirma Pelbart. Como a pesquisa continua em andamento. para que a produção de subjetividades e novos modos de existência se expandam em suas (re)invenções. como disparador desse diálogo. que perpassam as relações de trabalho. protagonizaram a criação de dispositivos que transversalizam essa forma de cuidado. há um outro desafio em nós que precisa ser rompido. sendo ele o manicômio mental. de cuidado. composto por trabalhadores. tem-se utilizado como ferramenta metodológica a cartografia e a narrativa. Tem-se também acompanhado os processos de luta e os espaços de discussões sobre essa política. é importante salientar que para além desses dispositivos na produção de outras formas de cuidado. por considerar importantes os processos descritos de uma vida e como eles se atualizam e se constituem. participantes ou não desse núcleo. Para a realização dessa pesquisa. iniciou-se com: "Conte-me a sua história sobre o seu trabalho na saúde mental". Dessa forma. faz-se necessário que esses processos de rupturas ao modo manicomial se iniciem em nós.Rafaela Gomes Amorim As rev erberações da Reforma Psiquiátrica nas práticas de cuidado entre os profissionais de saúde mental Este trabalho visa pesquisar como os trabalhadores da saúde mental pensam e sentem o seu relacionamento com a Política de Saúde Mental a partir de suas práticas de saúde e de cuidado cotidianas. Com isso. que são adoecedores e negam os desejos e os direitos das pessoas que passaram e passam pela experiência da loucura. como os profissionais.

liberdade e autonomia daqueles que estão acolhidos. Neste trabalho. a experiência. no Rio de Janeiro. restringindo a privacidade. freiras. pretendemos compartilhar essas vivências. entre mim e o outro. acreditamos que nesse modo de ser deixamos de ser sujeito e aprisionamos o sujeito explicação (passado) de uma doença. interpretação é o modo de ser da experimentação. conjugando o verbo esperançar caminhando rumo ao inédito viável. nesse congresso vivencial. e fomos todos cuidadores. em uma enfermaria psiquiátrica no Hotel da Loucura desativada. estando ambos abertos permear o mundo um do outro enquanto sentimento e no entre dessa relação que se daria a troca da vivência implicativa do aqui-agora que permite não cristalizar o sujeito em um estado acontecido. Podemos afirmar que desse modo estamos lançando um olhar de homem que é sujeito em modo de ser do ator. Acreditamos na vivência e na experiência como pontos de partida do processo de aprendizagem e temos a amorosidade. o desdobramento de possibilidade se dá. no desdobramento da possibilidade é uma experimentação eu-tu. nos permite perceber que ao afirmar que o em-phatos se dá na empatia. como sendo uma sensibilidade emocionada. modo de ser que permite o dialógico. Arte e Ciência Instituto de Saúde Mental Nise da Silveira. que reunimo-nos médicos. pajés. O Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) de uma cidade do interior do estado de São Paulo atende crianças e adolescentes que fazem uso de substâncias psicoativas e funciona em parcerias com instituições que também atendem esta população. serão apresentados casos e episódios que exemplificam essas violações de direitos. Hoje. que antes eram privadas de liberdade. Uma destas instituições é a Casa de Acolhimento Transitório que acolhe esses usuários pelo período de três meses. Contudo. no CAPSi. sendo remetida a phatologia à doença. tendo a vida como referência do viver. derivado de phatos. modo empático.Rafaela Palmeira Nogueira Belo OCUPA NISE: Educação O III Congresso da Universidade Popular de Arte e Ciência UPAC aconteceu. Raquel Redondo Rotta Meninos excluídos: direitos e v iolações em acolhimento para tratamento de uso de substâncias A Reforma Psiquiátrica foi um movimento que surgiu com o intuito de garantir os direitos de pessoas com diagnóstico psiquiátrico. dialogamos arte e ciência. psicólogos. o afeto catalisador e as paixões alegres como algumas de nossas idéias-força. na relação entre o sujeito e o facilitador do grupo se faz necessário o se colocar no do lugar do outro. localizado no Popular. numa perspectiva Biocêntrica pautando nosso caminhar. quão forte é a força da afetividade nessa relação dialógica. autonomia. Foi percebido e sentido por nós. A implicação só pode estar presente no modo de ser da ação. educadores populares. agentes culturais. entre outros. ao sofrimento. individualidade. estudantes e clientes. Entendemos o patológico. . modo presente de ser. artistas. no aqui-agora. Essa compreensão acerca do phatos. como potente é a troca nesse e como é possível o processo de volta ao saudável nesse lugar do criar e recriar seu ser saudável. Neste hotel. do significado no Latim. onde não existe implicação (presente). vivências de possibilidades. Não nos apropriaremos do entendimento de phatos trazido pela modernidade. as pessoas que fazem tratamento para uso problemático de substâncias vivem esta mesma realidade de violação de direitos. no Hotel da Loucura. em 2013. Assim. de 01 a 07 de julho. no sentido dado pelos Gregos. onde existe um compartilhamento de sentido. de acompanhar o atendimento desta população pela Casa em questão tem mostrado a violação de direitos que este tipo de instituição tem realizado. a partir de uma perspectiva fenomenológica existencial.

identifica um enfraquecimento dos movimentos sociais e esvaziamento dos espaços de reuniões e fóruns de discussão.Pretendemos compartilhar a experiência.No exercício de reflexão sobre tal questão nos debruçamos em temas difíceis e urgentes. Novos Desafios para rede de Saúde Mental:a RAAS e a política de Metas e Privatização e Terceirização da Saúde .vários movimentos sociais organizados atuam com objetivo de não permitir o desmonte da rede e garantir tratamento de qualidade ao usuário.Em meio a inúmeras diferenças postas entre trabalhadores de diversos equipamentos.Embora tenha conseguido levar adiante o projeto.Paralelamente ao enfraquecimento dos movimentos.Desde então.um ponto de diálogo a todos:o resgate do projeto de saúde mental do município de Campinas.ocorre crescente processo de desmonte e sucateamento da rede de serviços de saúde.os efeitos.evidenciava-se que apesar de muitos trabalhadores não estarem satisfeitos com a situação atual da saúde.de maneira organizada e coletiva em torno da questão Qual a clínica que queremos para a rede de saúde mental?.as práticas de internação compulsória como parte do fluxo de rede e o uso de um instrumento de avaliação que atrelava o faturamento dos projetos de saúde pública a uma política de metas.processo que avançava com rapidez e trazia para cidade retrocessos como o projetos CRATOD.esse pequeno grupo de trabalho.Os encontros e ações produziram efeitos instituintes e aberturas para mudanças em diversos níveis.sempre em torno de uma tarefa final:a organização da semana da luta antimanicomial. produções e convidar os participantes para o debate sobre o desafio de sustentar práticas instituintes e movimentos sociais .eles não se identificavam-se com o caráter dos movimentos existentes e suas reivindicações e tinham pouca articulação entre si.sendo eles: O Retrocesso da Internação Compulsória como Política Pública . mas que exigiam ação e posicionamento dos trabalhadores.No entanto.A partir dos primeiros encontros foi possível produzir um comum .Em fevereiro de 2013.conflitos.após o cumprimento da tarefa e seu caminho exaustivo.Renata Oliv eira da Silv a Magalhães A Produção de Práticas de Resistência à Lógica Manicomial e o Constante Desafio de Sustentar o Mov imento de um Coletiv o Nos últimos anos instalou-se uma crise na Rede de Saúde Mental SUS/Campinas.um pequeno grupo de trabalhadores atuantes em serviços de saúde mental.começou a se reunir e criar estratégias de aproximação e fortalecimento do movimento dos trabalhadores.Ao longo de cinco meses o grupo cresceu e trabalhou sistematicamente.o coletivo não se encontrou novamente e se dissolveu.

inconsciente. Encerraremos com técnica psicodramática e grupo focal para avaliar as reflexões do grupo. os quais reafirmam e recriam o seu sentido no presente. A cartilha chamada Doutor. . finalizando sobre os modos de subjetivação do sujeito moderno e a produção de estratégias de resistência. O laboratório de pesquisa CASUSA (Corpo e Alma do Sujeito da Saúde) da UNIFESP SANTOS vem estudando a ordem do discurso foucaultiano sobre os saberes psicológicos e seus conceitos sobre corpo. Um segundo curso será ministrado para conselheiros municipais de saúde. individual e socialmente. Aborda as concepções do corpo e da alma moderna enquanto conceitos na produção de discursos historicamente situados. eu sou normal . Em 2003. a história dos manicômios e os manuais de diagnósticos. as quais só têm sentido nos arranjos epistêmicos de produção da modernidade. sociais e culturais. pontuaremos a reforma psiquiátrica brasileira. O presente trabalho visa apresentar os dados parciais e discutir nossa trajetória até o momento. consciência. o qual ainda se encontra em andamento. Foucault desnaturaliza noções centrais da ciência psicológica dentre elas.Renato Gomes Pav ón FOUCAULT E A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO: FORMAÇÃO DE USUÁRIOS E PROFISSIONAIS DA SAÚDE COLETIVA E MENTAL DA BAIXADA SANTISTA. dando origem a duas cartilhas para o desenvolvimento de cursos de formação permanente nas áreas da Saúde Coletiva. culminando no movimento do HumanizaSUS. o Programa Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS (PNH) institui a humanização como proposta inovadora que objetiva oferecer qualidade nas práticas de gestão e de atenção em saúde a partir do binômio Saúde/Educação. Nos capítulos abordaremos conceitos sobre a doença e como o sujeito percebe as influências ambientais. utilizando como enfoque teórico-metodológico o pensamento dos autores citados. Deste modo. é baseada nas ideias de Foucault e contém sete capítulos. o impacto e pertinência do curso e da apostila visando correções e futuras replicações. eu interior e a própria noção de psiqué já que são invenções históricodiscursivas. passando pela história da loucura e a construção de tecnologias de cura e normalização desde o século XVII. Para tanto. Michel Foucault estuda o corpo e a alma enquanto elementos incidentes das forças dos poderes e dos saberes no mundo ocidental. desenvolvemos um curso de formação para técnicos. Através do corpo são produzidos discursos. gestores e usuários do NAPS I. da Baixada Santista. com término em Setembro/2013. alma e psiqué em contraponto à descrição fenomênico-ontológica da ciência psicológica em Merleau-Ponty.

Palavras Chave: grupos. a necessidade de contribuir com bebida para uso do grupo ou participando da cotização para a compra das mesmas. população de rua. observadas as maneiras de beber no sindicato : a permanência dos frequentadores seguindo o ritmo de maré . a grupos de alcoolistas caracterização social e as regras de funcionamento. Foi realizada observação participante em um sindicato com realização nas ruas de Salv ador de oito entrevistas semi-estruturadas. As entrevistas e a observação produziram dados sobre o sentimento de pertença. Os relatos dos entrevistados evidenciaram aspectos da sociabilidade e da manutenção do grupo. . sendo cinco com frequentadores do grupo e três com ex-frequentadores de outros sindicatos que estão em tratamento.Bahia trouxe a O sindicato de bebedores : sentidos tona o questionamento sobre os grupos intitulados de sindicatos . com idas e vindas de acordo com a intensa ingesta etílica. sociabilidade. na cidade de Salvador .Ricardo Lopes Pereira de Melo O trabalho realizado no Centro de Acolhimento e Tratamento de Alcoolistas CATA. de segurança e de vinculação que podem ir além da ingesta etílica. bem como as proscrições evidenciadas na advertência quanto ao uso de drogas ilícitas e de brigas. Foram. O presente estudo tem por objetivo compreender a formação e a organização pertencimento entre destes grupos de usuários de bebidas alcoólicas. de identidade e regras que organizam o grupo. consumo de álcool. nos quais seus integrantes se reúnem para o do consumo de álcool e compartilhamento de bebida alcoólica nas ruas. os quais se relacionam a estratégias de sobrevivência. observar os mecanismos de adesão e pertencimento a esta formação grupal. então.

ou de origem animal. . Estes saberes estão intimamente relacionados ao manejo sagrado e ritualístico de substâncias psicoativas.uso Narciso (com)sagrado de Moebus psicoativ os na Amazônia Os povos originais da floresta amazônica. antropológica. em sua maioria de origem vegetal. proteção e preservação destas culturas em risco de desaparecimento. A abordagem transdisciplinar e multiprofissional. Em seu conjunto. uma boa parte destes ritos é celebrada anualmente no Festival Yawa. como os Yawanawas. Rume. histórica e psicossocial ao mesmo tempo. Apresentamos como exemplo a experiência da retomada cultural do povo Yawanawa do território indígena TI do Rio Gregório. ou uma variedade de rapés psicoestimulantes. e seus usos tradicionais de psicoativos. através inclusive de pesquisas que possam constatar e validar os efeitos positivos destes usos. que desde o década de noventa vem resgatando seus rituais e sua cultura. estado do Acre. destacamos o uso enteógeno do Huni e o estimulador das vias colinérgicas. como o kampô. para a perpetuação e valorização pelas novas e futuras gerações de Yawanawas. como o enteógeno ayahuasca. constituindo uma estratégia que colabore para a valorização.Ricardo Luiz Psico Trópicos . Dentro desses usos consagrados de psicoativos. tem se mostrado como uma forma de promover o reconhecimento da importância e relevância destes usos tradicionais. como fatores de agregação social e pertencimento comunitário. um conjunto de saberes tradicionais e tecnologias sociais para a produção do cuidado em saúde mental. possuem em seu imenso patrimônio material e imaterial. constituídos de tabaco e Tsunu.

para apontar o norte do nosso trabalho faz-se necessário desprendermos da idéia de desenvolvimento. mostra como a sensibilização expande os horizontes daqueles que participam e se tornam protagonistas em seu meio social.Robson de Jesus DUarte A formação humana de agentes comunitários de saúde no âmbito do NASF A idéia de formação humana pode naturalmente associar-se a varias dimensões do que é o ser humano. a saber: a psicanálise. entre outras. Esta idéia de formação carrega em si a noção de desenvolvimento. individualmente. principalmente os cursos de formação em saúde. O problema da transferência desde a psicanálise ortodoxa até as proposições lacanianas. com o conceito de transferência aqui apresentado. No contexto deste trabalho o que mais se aproxima deste tipo de formação humana é a idéia ou conceito de transferência. Finalizando o trabalho. A formação a que nos referimos produz um processo de sensibilização do sujeito. como a idéia preconceituosa da loucura. psicofarmacologia e psicologia. Contudo. a efervescência dos movimentos sociais e relações humanas. Esse processo se acentua quando. a questão do ensino e da aprendizagem. cultural. os agentes comunitários passam pela aproximação daquilo que é estranho e diferente. trabalharemos o conceito de transferência na literatura psicanalítica. . prestigiando o aspecto técnico/científico em detrimento do aspecto humano e humanizador que deve ser o contexto desta técnica. pelo fato de podermos ver o crescimento de um feto. A formação inclui noções de um saber interdisciplinar que é a articulação dos diversos campos de conhecimento em saúde mental. psicopatologia. desenvolvimento humano. Para dissertarmos sobre esse processo de transformação tendo como pano de fundo a experiência no município de Esmeraldas em Minas Gerais. antes do saber sobre o sujeito. transformando a si mesmos e o seu entorno. que começa a partir do laço transferencial entre profissional da saúde mental/facilitador e cada um no grupo. que precisamente é contemplada nos diversos cursos de formação. e do ato de privilegiar a técnica ou saber acadêmico. uma articulação do relato da experiência deste tipo de formação. incluindo a dimensão biológica. a psiquiatria. A síntese dos principais conceitos e técnicas está na Linha Guia em Saúde Mental do Estado de Minas Gerais.

E os objetivos específicos. oferecer informação continuada a essas profissionais do sexo sobre prevenção e ações de controle às DST/AIDS e criando espaço para o regate da sua auto-estima e construção de sua cidadania e propagação de conhecimento acerca da prevenção das DST. além de demonstração do uso correto dos preservativos masculinos e femininos. NUM PROGRAMA Á AMEAÇADOS DE MORTE. como as práticas de atos infracionais. conhecer a realidade in lócus neste grupo permite o planejamento de estratégias de inclusão dessas mulheres nas políticas públicas de saúde. desenvolvidas pela equipe do Consultório na Rua (CR) de Maceió-AL com a referida população As atividades consistem em distribuição de material informativo. Redução de danos. Seguido de comportamentos inadequados e não aceitos pela sociedade. O presente projeto de pesquisa tem por objetivo geral apontar os desafios de um programa de proteção á crianças e adolescentes ameaçados de morte garantirem a vida de adolescentes com dependência química. não podendo pagar iniciando as cobranças e se instalando a configuração de uma ameaça de morte. Se falamos de dependência de drogas na adolescência independente dos motivos que o conduziram a tal situação. encaminhamento para serviços de saúde e para o CTA para testagem do HIV/Sífilis e hepatites B e C. esse trabalho visa descrever as ações de prevenção às DST/HIV/AIDS e hepatites virais. as abordagens. e a necessidade de adquirir mais droga. preservativos e gel lubrificante. .Romero José da silv a GARANTINDO Á VIDA DE ADOLESCENTES COM DEPEDÊNCIA QUÍMICA. imaginamos que etapas desta adolescência estão sendo prejudicadas. Assim. Nesse ciclo acabam contraído dívidas com o trafico. favorecem o estabelecimento de um vínculo entre a equipe do CR e as profissionais do sexo o que nos fez. Portanto. aconselhamento em DST/HIV/AIDS. vínculos rompidos e confusão na compressão do seu eu. Nesse contexto. facilita o acesso aos serviços de saúde e diagnósticos. Rosaline Bezerra Aguiar AÇÕES DE PREVENÇÃO ÀS DST/HIV/AIDS PARA PROFISSIONAIS DO SEXO ATENDIDAS PELO CONSULTÓRIO NA RUA DE MACEIÓ-AL Dentre os grupos populacionais que tem vulnerabilidade acrescida para as DSTHIVaids e hepatites virais consideramos as Mulheres Profissionais do Sexo (MPS) que enfrentam barreiras sociais para o acesso aos serviços básicos de saúde e as atividades educativas. destacar os limites do programa de proteção e indicar a ausência das politicas públicas como fator negativo e reforçador da situação de ameaça. através da observação participativa. Da mesma forma. estimula práticas de sexo protegido. por serem semanais. sua participação na elaboração e execução das mesmas. além da sucessão de novas ações visando englobar as diversidades da população feminina. perceber que tais intervenções contribuem para a mudança de comportamento de risco. Ao iniciar as práticas de ato infracional com o objetivo de adquirirem recursos para compra da droga e alimentarem sua dependência estabelecem uma rotina infracional.

Pensando em direitos humanos e saúde mental. Nossa ação é desenvolvida tendo como base a Constituição Federal de 1988. A residência vinculada ao campo Estação Psi (Políticas e ação de subjetivar e inventar nas políticas públicas juvenis) começa a intervenção das graduandas de Serviço Social e Psicologia.Estatuto da Criança e do Adolescente(Eca) de 1990. tais como: Lei 8080.UFRGS. retomar. Este momento da retomada das ações e planejamento ocorre em um encontro mensal contando com a presença da Assistente Social e Residente em Saúde Mental Coletiva UFRGS e das duas extencionistas graduandas em Serviço Social e Psicologia ambas estudantes da UFRGS que acompanham o grupo. O encontro da residente e das graduandas envolve discussão e planejamento das próximas ações a partir das demandas e necessidades do grupo. Esse espaço é ancorado nestas premissas. Nesse espaço de formaçãointervenção fomentamos a reflexões a cerca das medidas socioeducativas. com a demanda de acompanhar duas extencionistas que desenvolvem um grupo mensal com familiares de adolescentes que participam do PPSC. a equipe do PPSC busca a parceria da Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental Coletiva Educa Saúde/ UFRGS. . entendemos que seja de extrema importância que existam momentos interdisciplinares como este.O presente acompanhamento tem como objetivo a reflexão a cerca dos relatos vividos e sistematizados pelas extencionistas após cada encontro do grupo. vinculada a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. suas ações desenvolvidas são estendidas também aos familiares destes adolescentes. e as leis que instituem as Políticas Públicas.Rosiane Construindo Toledo Rosa possibilidades de interv enções interdisciplinares O encontro para planejar intervenção no grupo de familiares nasceu de uma demanda advinda do Programa de Prestação de Serviço a Comunidade PPSC. analisar e dar encaminhamentos e ações desenvolvidas enquanto profissional da saúde mental coletiva e extencionistas de programa de execução de medida socioeducativa . Este serviço. pois assim podemos refletir. discutir.Códigos de Ética Profissional do Assistente Social e do Psicólogo. garantia de direitos. Com a possibilidade de estreitar as redes de formação e serviços vinculados a UFRGS.PPSC.SUS. saúde mental e retomamos alguns encaminhamentos.Lei 12. e assim construímos a intervenção de forma interdisciplinar do grupo de familiares. entre outras. acompanha adolescentes que estão em cumprimento ou já cumpriram medidas socioeducativas.594-Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).

Quando frustrado. requerendo vigilância ou tratamento. Sra. é cuidado somente por sua mãe que não possui o devido amparo para cuidar e educar o filho. este não consegue suprir suas necessidades devido à falta de suporte e inexistência de uma rede de apoio G. fornecido. Outras convulsões e as não especificadas. a través de ambientoterapia e recursos sócio-econômico para seu adequado desenvolvimento psicossocial. o que dificulta a interação e compreensão nos diferentes ambientes que este freqüenta. por exemplo. hoje com doze anos. A segunda Internação ocorreu em 12/08/2009. mãe do paciente. pois possui dificuldade de compreensão e alto nível de intolerância à frustração. Hoje G. encontra-se internado desde 15/03/2013. vinha em acompanhamento psiquiátrico no Ambulatório do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) desde Janeiro de 2005. também demonstra ser impulsivo e impaciente. sendo estas internações no Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência deste Hospital. Para uma melhor organização do paciente faz-se necessário um ambiente estruturado.comprometimento significativo do comportamento.RS Paciente G. com diagnóstico de retardo mental moderado . com conduta agressiva e opositora. Em relação ao ambiente. Internou pela primeira vez na Psiquiatria do HCPA em 06/03/2007. O paciente apresenta agressividade de difícil manejo. anedonia.Hospital de Clínicas de Porto Alegre . irritabilidade). apresenta comportamento desafiador e violento que por vezes coloca a si mesmo e aos outros em risco G. com nove anos de idade com diagnóstico principal. . foi avaliada pelo Serviço de Psiquiatria de Adulto que diagnosticou um quadro depressivo (tristeza. devido Distúrbios da atividade e da atenção. com todo o aporte medicamentoso. com seis anos de idade. por dificuldade em perceber as necessidades dos outros.com episódio atual hipomaniaco. insônia. psicoterápico e estando em um ambiente estruturado e com regras claras. desvalia. tolerar frustrações e necessita de supervisão e intervenções sistemáticas por parte da equipe técnica do Hospital e de sua mãe. O paciente apresenta um funcionamento intelectual muito abaixo do esperado para sua idade. associado a uma sobrecarga de cuidados com o filho. mesmo. Avalia-se que: G. e diagnóstico secundário Transtorno afetivo bipolar . não persistindo nas atividades e não conseguindo interagir com outras crianças. paciente apresenta dificuldades de concentrar-se em uma atividade produtiva.Rozelaine de Fatima Santos de Oliv eira Caso Clínico do Serv iço de Psiquiatria da Infância e Adolescência . S. inapetência.

as quais os colocam fora da condição de cidadão. à atuação intersetorial. A principal delas diz respeito à como os serviços se articulam para responder às necessidades de saúde mental dos diversos territórios. para que os usuários possam se beneficiar de ações em saúde mental em seus territórios. Com função de acompanhar o usuário em sofrimento psíquico grave. um novo entendimento do sujeito. recebendo assim. reconhecimento da singularidade. tendo em vista a dificuldade da Atenção Básica em acolher pessoas em situação de fragilidade. dirigindose também. a dinamização constante dos saberes práticos. e a redução dos danos a vida. O PET Saúde Mental surge com a proposta de contribuir na articulação dos serviços. a ampliação da autonomia. Desse modo. causando uma superlotação no serviço.Rui Teixeira Programa de Educação Lima Junior pelo Trabalho . sujeito livre e digno. Contudo. é necessário romper com a categoria usuários de drogas/estigma. constata-se nos Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) de Santos uma distorção no fluxo de demanda por atenção à saúde mental. como também. O sujeito enquanto usuário de substâncias psicoativas é estigmatizado pela sua condição. enquanto. detentor de direitos. a rede de serviços enfrenta diversas dificuldades. encaminhando-as diretamente aos serviços especializados. é relevante salientar que a ação intersetorial possibilita estratégias de enfrentamento à exclusão. dos usuários de substâncias psicoativas vivenciada. na circulação pelos equipamentos sociais. identidades marginais. fomentando a estratégia do apoio matricial. Neste sentido. cabe sublinhar que os equipamentos sociais devem ofertar estratégias de cuidado que possibilitem.PET saúde mental (centro e morros) Samara Desmistificando e Kaliny Silv a Desconstruindo Identidades Marginalizadas Uma das prioridades do Plano Municipal de Saúde de Santos no quadriênio 20102013 são as ações na Saúde Mental. ou seja. responsável e livre. A política de atenção aos usuários de substâncias psicoativas deve transbordar as intervenções em saúde. Para que ocorra o rompimento do estigma com estes sujeitos é necessário. Este presente trabalho tem como recorte enfatizar a importância da intervenção sobre a cultura de exclusão. . Destarte. reivindicando dentro dos serviços um novo lugar. receber tratamento humanizado.

vamos utilizar o que Alan Marllat. Para metodologia desse trabalho vamos utilizar o estudo de caso de um morador de rua. acompanhado pela equipe do CnaR. possibilitar a construção de vínculos com o usuário ao invés de uma postura idealista e moralista. Essas ações vêm fazendo o contraponto as políticas de saúde que vem direcionando financiamentos e ações de saúde as internações involuntárias e compulsórias. Práticas essas que vêm reafirmando o modo de cuidado asilar e as práticas manicomiais. Os resultados vem nos mostrando que essas ações. tratamentos involuntários e as comunidades terapêuticas. quebra dos estigmas e preconceitos. usuário crônico de SPA com questões clínicas importantes. como: partir das necessidades atuais do usuário visando à integralidade do cuidado e autonomia. Como efeito dessas ações percebemos uma melhora na qualidade de vida do usuário e sua inserção no trabalho através de programas de geração de renda. por meio das ações do Consultório na Rua (CnaR). . Como perspectiva de RD. diminuição do consumo excessivo de SPA.Sander Cav alcante de Albuquerqu e A redução de danos no cuidado em álcool e outras drogas: A experiência do Consultório na Rua em Campinas O objetivo desse trabalho é apresentar algumas práticas de cuidado na perspectiva da redução de danos (RD) de Campinas. aceitar tratamentos alternativos que visem à minimização dos eventuais malefícios causados pelo consumo de drogas ao invés da meta abstinência. A partir do caso queremos trazer o debate de como tem sido possível a construção de novas pactuações em rede que escapam aos protocolos dos serviços que acabam operando mais como barreira do que possibilidades de acesso a essa população e também como o agir da redução de danos pode trazer outro entendimento e manejo do caso em questão. chamou de princípios básicos de RD. contemplando suas singularidades e possibilidades. abordagem baseada em defesa do usuário de SPA ao invés de ser uma política elaborada de cima para baixo. como: superação do binômio moral/criminal que a maior parte dos serviços que ofertam cuidado em álcool e drogas dirige suas práticas. vêm facilitando o acesso à rede de saúde aos usuários de SPA. Pretendemos com esta discussão contribuir para o debate sobre as práticas e lógicas de cuidado em álcool e drogas e como as redes de atenção psicossocial vêm operando. serviços com baixa exigência em aceitar o usuário em tratamento. aposta na construção de vinculo. Abordagens de tratamento que apostam somente no confinamento dos usuários e na previsão de liberdades como cuidado em saúde. que agenciam ação de atenção básica e de saúde mental.

. que perpetuam o tratamento baseado nos modelos hospitalocêntrico e prisional.A outra problemática. sugerimos a reflexão sobre a Medida de Segurança e a Lei 10. Historicamente o processo de transformação no cenário da política pública de Saúde Mental. marginalizando essas pessoas. que pressupõe em si uma contradição: pela Medida de Segurança que absolve e pune. devido à falta de suporte externo (família. estes sujeitos encontram-se ainda à margem da Assistência integral presumida pela política de Saúde Mental brasileira. Sendo a busca da panacéia positivista. Neste sentido. RJ. e seu poder no uso da perícia.216. percebemos a construção social. na perspectiva da existência dos HCTPS. incluindo aqueles que tenham cometido delito. ou. entendemos que a Medida de Segurança não adequa-se aos pressupostos o contexto da Reforma Psiquiátrica. atravessando os saberes.trouxe consigo a necessidade de aplicar mudança de paradigma no campo da assistência e cuidado da pessoa com sofrimento mental. os órgãos de justiça. está dentro da perspectiva de conectar a periculosidade dentro da psicopatologia.Diante disso.Através das contribuições arqueológicas de Michel Foucault e a psicanálise Lacaniana. O cenário atual do HCTP-HR apresenta 40% de pacientes sem perspectivas de desinternação. tanto estadual quanto federal.sandra regina da conceição O Paradoxo entre a Este trabalho pretende discutir as questões relacionadas à desinstitucionalização de pessoas com transtornos mentais Medida de segurança e custodiadas no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo(HCTP-HR) Niterói. mas é a realidade do discurso e da linguagem que estão em jogo. longe de existir na concretude epistêmica da ciência psiquiátrica. em nossa pontuação teórica. Submetidos à Medida de a Reforma Psiquiátrica Segurança. Neste processo. e efetuando um paradoxo na relação epistemológica da psiquiatria com a área jurídica.moradia e assistência). Encontramos apenas experiências de dois estados brasileiros onde não existem os manicômios judiciários e as pessoas com transtornos mentais que cometeram delitos são assistidas em dispositivos de saúde mental da rede e acompanhadas pelo próprio judiciário. de como as discussões elevam-se a um nível virtual( as possibilidades de delinqüir) da pura abstração dos sujeitos sociais. assim como a rede de Saúde Mental. passaram a entender que os cumpridores de Medida de Segurança faziam parte como usuários dos dispositivos da lei 10. que usa um pretenso controle à serviço da Justiça.2162001 a partir da resolução nº 05 de 04 de maio de 2004.

se faz necessária uma contextualização histórica desde o nascimento da Luta Antimanicomial e a constituição e aplicação da Lei da Reforma Psiquiátrica. A responsabilidade social das Universidades para a construção de uma sociedade igualitária. Todavia. Universidade. O espaço universitário constitui um espaço simbólico altamente valorizado pelos idosos como espaço de socialização. . investiga a relação da atuação do psicólogo institucional em saúde mental com as práticas políticas da reforma psiquiátrica que permeiam as transformações da realidade das instituições sócio sanitárias. O trabalho. de aprendizagem e de melhora da autoestima e da saúde mental. ainda que nem todas as universidades reconheçam sua importancia. Saúde. é um fator chave para a estratégia da promoção de saúde e educação contínua dos idosos. com contratualidade social reduzida. tendo por base referenciais teóricos acerca da desinstitucionalização. Atualmente estão inscritos 711 estudantes que participam de 25 oficinas.Sansorai de Oliv eira Rodrigues Coutinho A apropriação dos princípios da reforma psiquiátrica na dinâmica institucional sobre a ótica de profissionais da psicologia que atuam em instituições de saúde mental. como Venturini (2010) define.Um espaço inclusiv o de promoção da saúde e educação O Programa UPAMI Universidad para Adultos Mayores Integrados (Universidade para Idosos Integrados) depende do Instituto Nacional de Serviços Sociais para aposentados e pensionistas da República Argentina. Sendo assim. é necessário compreender também a relação dos profissionais da psicologia institucional em saúde mental com as estruturas políticas da Reforma Psiquiátricas. SERGIO ALVINO GOMEZ Os Idosos na Univ ersidade . Inclusão. Ao pensar em instituições sócias sanitárias. pensa-se em um exercício de poder da medicina e da atividade clínica como uma espécie de afirmação da sua hegemonia de saber. Educação. UPAMI se enquadra nas diretrizes do Plano de Ação Internacional de Madrid sobre Envelhecimento e contribui para a construção de uma sociedade para todas as idades . Este trabalho aponta para a divulgação da experiência desenvolvida em São Carlos de Bariloche como possibilidade de referencia para a implementação de uma política educativa e de promoção da saúde de idosos. Na cidade de São Carlos de Bariloche implementa-se através da Universidade Nacional de Comahue e da Universidade Nacional de Rio Negro. questiona-se sobre o papel da Psicologia para pensar novas formas de cuidar desse sujeito. sem discriminação e que ofereça oportunidades para todos os membros da sociedade. Para se compreender a relação da Psicologia com a Reforma Psiquiátrica. aproveitando-se assim do sujeito. Palavras-chave: Idosos.

A partir do final da Segunda Guerra Mundial acirrou-se o questionamento da hegemonia da Psiquiatria no cuidado ao sofrimento psíquico e da necessidade de equipes de atendimento em saúde mental. Concluímos que para o processo de RPB conhecer. A Reforma Psiquiátrica no Brasil (RPB) trouxe alterações profundas no entendimento e nas formas de cuidado aos transtornos mentais e para a consolidação deste processo. Assim reproduzem a criação de subjetividades serializadas com as profissões compartimentalizadas e fragmentadas com pouca articulação entre si. com sua imprevisibilidade e dificuldade de generalizações. focando o histórico da criação do trabalho em equipe na Saúde Mental e as contribuições da Atenção Psicossocial (AP) para o processo de trabalho em equipe. . é necessário o trabalho em equipe articulando profissões diversas. Para a AP o trabalho em equipe é o principal instrumento de intervenção. Como parte do processo de RPB autores tem conceituado a AP. pretendendo que possa ser a diretriz político-ideológica e teórica-técnica para a Saúde Mental. Mas muitas vezes nos serviços de saúde mental há uma relação tensa entre a organização das práticas.Sérgio Luiz Ribeiro A Atenção Psicossocial. Esta rompe com o paradigma doença-cura e concebe a saúde como resultante das condições de vida do homem em seu cotidiano e como um campo de saber entre disciplinas e de práticas diversas. que busca por rotinas e generalizações. Isto pode levar as equipes a ter dificuldade no cuidado aos usuários e de criarem meios de ampliação da participação e autonomia dos usuários. A divisão do trabalho na Saúde teve como um de seus principais motivadores a especialização dos vários saberes na tentativa de se ter maiores recursos para abarcar a complexidade do campo. discutir e aplicar os conceitos de Núcleo e Campo de Competência e os princípios da AP são fundamentais para a compreensão e superação dos impasses da autonomia e fronteiras profissionais e assim possibilitar práticas de articulação do trabalho nas equipes da rede de assistência à Saúde Mental. e a necessidade da multiplicidade de cuidados aos usuários. Autores apontam que a hegemonia do Modo de Produção Capitalista na organização dos equipamentos de saúde e na formação dos profissionais faz com que estes se estruturem numa lógica hierarquizada e verticalizada. invenção e produção dos cuidados ao sofrimento psíquico e a promoção de saúde. o Entre Disciplinas e o Processo de Trabalho em Equipe na Saúde Mental Este trabalho é baseado na pesquisa de Doutorado do autor e apresentaremos parte do levantamento bibliográfico realizado.

memória. de Merleau-Ponty. Emoções Vivi . assim. percepções e sentimentos. utilizando como enfoque teórico-metodológico o pensamento dos autores citados. . o impacto e pertinência do curso e da apostila. o Programa Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS (PNH) institui a humanização como proposta inovadora que objetiva oferecer qualidade nas práticas de gestão e de atenção em saúde a partir do binômio Saúde/Educação. Intenta-se. propor uma discussão sobre percepções e suas influências interconectadas. A partir do viés merleau-pontyano. alma moderna e psiqué enquanto conceitos na produção de discursos historicamente situados. promiscuidade dos sentidos. de percepção. Sorri. Deste modo.Sergio Marques Jabur MERLEAU-PONTY E A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO: FORMAÇÃO DE USUÁRIOS E PROFISSIONAIS DA SAÚDE COLETIVA E MENTAL DA BAIXADA SANTISTA O laboratório de pesquisa CASUSA (Corpo e Alma do Sujeito da Saúde) da UNIFESP SANTOS vem estudando a ordem do discurso foucaultiano sobre os saberes psicológicos e seus conceitos sobre corpo. Em 2003. às vezes esquecida como prática humanizada mostrou-se a oportunidade de estabelecermos bons encontros. desenvolvemos um curso de formação para técnicos. pois proporcionamos espaço para narrarem sentimentos e percepções. com término em setembro. A escuta. horizonte. Para tanto. gestores e usuários do NAPS I. dando origem a duas cartilhas para o desenvolvimento de cursos de formação permanente nas áreas da Saúde Coletiva. foi construído com a possibilidade de formarmos uma plateia de usuários e técnicos dos serviços de saúde mental contribuindo à proposta da PNH. campo. compôs-se a cartilha intitulada Chorei. Aborda as concepções de corpo. corpo e intersubjetividade. interdisciplinar. A avaliação final será com psicodrama e grupo focal para avaliar as reflexões do grupo. a apostila convida à reflexão sobre os conceitos. de modo a discutir sensações. São as experiências vividas e elaboradas que possibilitam a produção de subjetividade do sujeito. de modo a trazer questionamentos de usuários sobre suas próprias percepções e dos técnicos sobre suas atuações profissionais. culminando no movimento do HumanizaSUS. O curso. Universo tão distinto no cotidiano das ações como a relação usuários técnicos se estabeleceu de forma harmoniosa. com enfoque mais subjetivo. Um segundo curso será ministrado para integrantes dos Conselhos Municipais de Saúde. da Baixada Santista. alma e psiqué em contraponto à descrição fenomênico-ontológica da ciência psicológica em Merleau-Ponty. e suas composições multifacetadas e engendradas entre si. o qual ainda se encontra em andamento.

Ganharam um oficio são aderecistas de fantasias e alegorias carnavalescas altamente especializadas.Simone Aparecida Ramalho Glória a quem trabalha o ano inteiro em mutirão : Ala Loucos pela X na produção de enredos de v ida. como quem quer mais da vida do que apenas cuidar de seus sofrimentos e que tem direito a isso. a saber. usuários de serviços de saúde mental que carregam em suas biografias as marcas de uma gama variada de exclusões e de aviltamentos à sua condição de sujeitos de direitos. a geração de renda. pretende-se discuti-la em perspectiva a alguns temas fundamentais atualmente nesse campo. o acesso à cultura. trabalhadores. remunerados como qualquer outro trabalhador da cadeia produtiva do carnaval. Neste empreendimento econômico e cultural autônomo. homens e mulheres moradores da periferia da cidade. a garantia de sustentabilidade de tais empreendimentos e a relação de tais inciativas com as políticas públicas no campo da saúde mental. . são responsáveis por uma ala em uma escola de samba do grupo especial do carnaval paulistano e experimentam a possibilidade concreta de viver na cidade como sambistas. objetivos cruciais na busca por uma sociedade sem manicômios: a inserção no mundo do trabalho. conquistaram protagonismo são responsáveis por um ateliê com prestígio no mundo do samba. ainda. o trabalho como direito. a necessidade de produzir ações que ultrapassem as fronteiras do circuito sanitário. a construção de convivência na diversidade e a superação das marcas identitárias forjadas pelo paradigma manicomial. trabalho e cidadania no carnav al paulistano Pretende-se apresentar a experiência da Ala Loucos pela X que há 13 anos vem encontrando nas redes carnavalescas da cidade de São Paulo solo fértil para efetivar alguns daqueles que são. pela qualidade e seriedade do trabalho que desenvolvem. componentes de comunidades de escolas de samba. enfim. Considerando a história duradoura da Loucos pela X no campo da geração de trabalho e renda e inserção na cultura. hoje têm outras estórias a contar e outras formas de se apresentar no jogo social.

ponderando-se em um primero momento a desmitificação nos olhares instituídos secularmente em relação a loucura.em cidades do interior do Rio Grande do Sul. cuidadores e vizinhos dos Serviços Residenciais Terapêuticos nas cinco regiões brasilieras. Esta experiência tem como uma de suas diretrizes buscar outros espaços de moradia na cidade. . inexistem a viabilidade dos usuários buscarem outros recursos de moradia. Como resultados traremos o ganho contratual e autonomia dos usuário.ou na maioria das experiências. trazendo os (des)encontros da relação da loucura com as cidades e a dicotomia casa/serviço vivenciadas nas práticas junto aos SRTs. que escapem dos olhares dos cuidadores do Sistema Único de Saúde junto aos Residenciais. acolheu desde 2002 período cerca de 60 usuários. O Residencial Morada São Pedro. O referido estudo destacou que os usuários percebem os chamados SRTs como moradias eternas.Destacamos a necessidade de um acompanhamento inicial das equipes de referência do Residencial de forma semanal até que se observe a apropriação do usuário neste novo habitar e na construção de novos vínculos na cidade.Simone Chandler Frichembru der A v ida para além dos olhares de um Residencial Terapêutico: contruindo outras redes de cuidado e formas de habitar.Evidenciou-se que o carácter transitório deste dispositivo. egressos do grande asilo do Estado do Rio Grande do Sul. condição que possivelmente produziria uma maior autonomia destes sujeitos. O presente relato de experiência busca dar visibilidade a possibilidade de constituir a experiência de Residencial Terapêutico como moradia transitória para egressos de longa permanância em instituições psiquiátricas. O referido relato destacará os desafios de trabalhar em uma concepção transitória de moradia de um Residencial Terapêutico que implicam deste o trabalho junto aos cuidadores na perspectiva de buscarem susbtituir o cuidado até então realizados por uma rede de recursos formais na cidade. apresenta-se como exceção.Narrativas do processo de desinstitucionalização no território brasileiro (UFRGS) deteve-se nas narrativas do usuários. aceitar esta perda do poder contratual no processo de reabilitação destacando as nuances do processo relacionadas a forma de locação de imóveis mediante a interdição dos usuários.Nesta perspectiva de reabilitação para além do morar em um Residencial observou-se a necessidade de trabalhar na construção da rede de cuidados em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde. gestores.A pesquisa Os (Des) Encontros da Loucura com as Cidades. efetivados na forma de locação de imóveis pelos usuários.

ao mesmo tempo. juntos pensaram. os profissionais. A construção do Projeto de Intervenção contou com a participação de usuários. cujo projeto é realizado no CAPS II de Várzea Grande.Soraya Danniza Barbosa Miter Uma proposta de interv enção ao trabalho com familiares de um Centro de Atenção Psicossocial Diante das transformações geradas com a Política Nacional de Saúde Mental. Objetivo Geral Fortalecer o vinculo entre familiares/cuidadores e o Centro de Atenção Psicossocial Objetivos específicos Realizar grupos com familiares /cuidadores Realizar atividades coletivas para atenção psicossocial dos familiares Desenvolver encontros de formação continuada no trabalho da equipe do CAPS . como um incapaz e perigoso. familiares e profissionais do serviço que. atividades específicas aos familiares foram iniciadas: Dia F Dia da Família e Grupo de Familiares. da não participação dos familiares como atores e protagonistas do processo intervenção psicossocial. no cotidiano dos serviços apresentam várias dificuldades para conseguir atingir o desafio de promover a participação efetiva das famílias. O problema observado na dinâmica do referido serviço foi a não participação dos familiares no tratamento oferecido pelo CAPS. debateram e formularam ações para transformar uma realidade. Trazem resquícios do modelo tradicional que perdurou por mais de dois séculos e interferiram na forma como a sociedade lidava com o louco. usuários e familiares passaram a ser protagonistas (Melman. diante da postura rígida e preconceituosa de alguns familiares que atribuem aos serviços o dever de sozinhos tratar do seu familiar. Utilizando a metodologia da problematização. No entanto.1999)dessa historia e. apontaram desafios importantes para as equipes da saúde mental. o de criar estratégias para que os familiares passem a ser co-participantes no processo de reabilitação dos usuários. Desenvolver ações voltadas aos familiares foi um dos pontos elencados pelos bolsistas e preceptor do grupo PRÓ/PET SAÚDE MENTAL . conforme preconizado pelas diretrizes da Política de Saúde Mental e pela abordagem psicossocial. a partir da Reforma Psiquiátrica. Entre eles.

. OS USUÁRIOS DO SERVIÇO TAMBÉM TRAZEM FALAS QUE APONTAM PARA UMA AUTO-IMAGEM DE NÃO PERTENCIMENTO SOCIAL. QUE UTILIZA A MÚSICA COMO PRINCIPAL DISPARADOR PARA CONVERSAR SOBRE SENTIMENTOS. FOI PENSADO O GRUPO POP . ATRAVÉS DE OBSERVAÇÃO E ACOMPANHAMENTOS (DESDE MARÇO/2013) FOI CONSTATADO QUE.Taciana Madruga Schnornber ger UM ESPAÇO DE RESSIGNIFICAÇÃO PARA O NÃO PERTENCIMENTO SOCIAL DE ESTAR EM SITUAÇÃO DE RUA AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA APONTAM PARA ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA E ATENDIMENTO ESPECIALIZADO COMO UMA ESTRATÉGIA PARA FOMENTAR A CONSTRUÇÃO DE NOVOS PROJETOS E TRAJETÓRIAS DE VIDA POR ESTES SUJEITOS. ESTE GRUPO OCORRE SEMANALMENTE E OBJETIVA QUE AO FINAL DESSE ANO SEJA CONFECCIONADA UMA LETRA/MÚSICA QUE OS REPRESENTE. TRATA-SE DE UMA OPORTUNIDADE DE INCENTIVO A ARTE E A CULTURA. ESTE EQUIPAMENTO PROPORCIONA UM ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA E ACESSO A SERVIÇOS. RESIDENTE EM SAÚDE MENTAL COLETIVA. ESTE GRUPO SEGUE EM ANDAMENTO E AS DISCUSSÕES ENTRE OS FACILITADORES SÃO PARTE INTEGRANTE DAS REFLEXÕES QUE COMPÕEM ESTE RELATO DE EXPERIÊNCIA. POIS OS PARTICIPANTES TEM ACESSO A DIVERSOS INSTRUMENTOS MUSICAIS NA EXECUÇÃO DE DIFERENTES ESTILOS E RITMOS. EM GERAL. ESSA METODOLOGIA ESTIMULA A INTERAÇÃO SOCIAL. ESTE TRABALHO CONSISTE EM RELATAR A EXPERIÊNCIA DE UMA ENFERMEIRA. BEM COMO O PROTAGONISMO DE CADA UM QUE TRAZ SUAS VIVÊNCIAS E ASSIM APOIA OS OUTROS PARTICIPANTES DO GRUPO. TRATA-SE DE UM DISPOSITIVO QUE INSTIGA A PARTICIPAÇÃO EM ESPAÇOS COLETIVOS E ENCORAJA OS PARTICIPANTES A SE PERCEBEREM ENQUANTO SUJEITOS CAPAZES DE SUSTENTAR O PRÓPRIO DISCURSO E O SEU LUGAR NA SOCIEDADE. EM UM GRUPO NO CENTRO POP DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE/RS. USO PROBLEMÁTICO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS E DIFICULDADE PARA (RE)OCUPAR ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO E MERCADO DE TRABALHO FORMAL. O PÚBLICO DO CENTRO POP É CARACTERIZADO POR ROMPIMENTO EXTREMO DE LAÇOS FAMILIARES E/OU AFETIVOS. COM MODALIDADE DE ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS. O CENTRO POP É UM DOS EQUIPAMENTOS DA ASSISTÊNCIA SOCIAL QUE COMPÕE A REDE DE CUIDADO/ATENDIMENTO DESTA POPULAÇÃO. COM INTUÍTO DE RESSIGNIFICAR AS FALAS DESTES SUJEITOS. A CONSTRUÇÃO E FORTALECIMENTO DE UMA IDENTIDADE.

cujo principal objetivo se dá por intermédio do estabelecimento de vínculos. em um bloco de carnaval. como na inauguração do Bazar da rede de saúde mental do município. Psicóloga. de quem irá tocar e enfim. O objetivo era o de criar um espaço terapêutico para o público masculino.000 habitantes. O grupo hoje é constituído por. uma vez que este público raramente se identificava com os demais espaços terapêuticos oferecidos pelo serviço. do instrumento que será utilizado. principalmente tornando visível a passagem de um momento tão singular e doído que é a crise. A oficina BATUCAPS. de lembranças. A participação nestes eventos é discutida no próprio grupo. O aprendizado musical era a proposta principal da oficina e após a saída do coordenador do grupo e devido à não-habilidade musical dos demais coordenadores. autonomia e escuta. aproximadamente. O grupo é de cunho terapêutico. realizado em praça pública. situado no litoral sul do Estado de São Paulo. como foi batizada. portanto. acolhe também aos usuários em hospitalidade integral. região da Baixada Santista. houve uma re-orientação da proposta. estímulo à autoestima. vinte usuários. para novos encontros com os novos projetos de vida pós-crise. possibilitou um outro olhar ao dito louco . socialização. A dinâmica se constrói a partir de escolhas e negociações do repertório.Tacianna Bandim Pedrosa BATUCAPS: Uma Oficina de percussão na batucada da v ida Este trabalho pretende relatar a experiência de uma oficina terapêutica de percussão. a interpretação da música escolhida. Acontece em encontros semanais com duração de duas horas. iniciou-se em maio de 2011 sob a coordenação de auxiliar de enfermagem experiente em percussão. realizada num Centro de Atenção Psicossocial III (CAPS III) de um município com aproximadamente 330. de vivência em grupo. . O BATUCAPS foi convidado a participar de alguns eventos. os resultados apontam para grande implicação dos usuários na proposta e na produção de saúde e de vida. em festa no CAPS II i (repertório especial para o dia das crianças) e eventos da luta antimanicomial de municípios da região. A criação de um espaço que objetiva oferecer aos usuários um momento de trocas. Ter um espaço musical num serviço de saúde mental possibilitou à rede de saúde mental do município. num serviço de saúde mental que se propõe a atender a crise. em evento de combate à dengue. Terapeuta Ocupacional e estagiária de Psicologia. comemoração do dia Mundial de Saúde Mental na Universidade Federal de São Paulo. A oficina é aberta. compreender a potência do vínculo.

a finalidade do processo de trabalho é a alta do morador. trabalhar e reestabelecer laços sociais. escassez de recursos humanos e materiais. Também foram encontrados temas que por aproximação configuraram a categoria Processo de Reabilitação Psicossocial: objeto. junto a dezoito trabalhadores dos lares abrigados em um hospital psiquiátrico no Município de São Paulo. reiterando vasta literatura sobre o tema. sendo sua finalidade independência. O que limita as possibilidades de reabilitação é: a precariedade da rede de saúde mental em São Paulo. foi escolhido como objeto as representações que os trabalhadores têm sobre a reabilitação psicossocial e como categorias analíticas.Talita Moreira Andrade Reabilitação psicossocial em hospital psiquiátrico: as representações e práticas dos trabalhadores Este estudo objetivou analisar as possibilidades e impossibilidades de se implantar estratégias de reabilitação psicossocial em hospitais psiquiátricos. instrumentos e finalidade do processo de reabilitação psicossocial. A análise dos discursos dos entrevistados revelou temas que por aproximação configuraram a categoria Processo de Trabalho: Os temas que formaram esta categoria foram: o agente. finalidade e as dificuldades e facilidades do processo de trabalho. instrumentos. As possibilidades ocorrem pela superação das práticas centradas na doença para práticas centradas nas necessidades materiais e psicossociais da pessoa. por meio de entrevistas semiestruturadas com questões norteadoras. Os trabalhadores compreendem o hospital psiquiátrico como local de zero troca. objeto. por isso. aumento do poder contratual. Os dados foram coletados no período entre novembro e dezembro de 2011. . A categoria representações sociais possibilitou compreender a concepção dos trabalhadores sobre a reabilitação psicossocial. resistência por parte das famílias. resgate da cidadania e dos direitos: de morar. as representações sociais e o processo de trabalho em saúde.

Membros da AFLORE participaram ativamente de todas as etapas de elaboração e desenvolvimento da pesquisa. propondo uma reflexão crítica sobre o papel desempenhado pelos profissionais que os acompanharam. Como etapa final das ações da pesquisa haverá um encontro do Comitê Cidadão no mês de novembro de 2013 em Montréal. Discursaremos sobre o desdobramento do envolvimento desta associação com uma pesquisa acadêmica e as implicações de empoderamento obtidas neste processo. São todos desafios a serem transpostos por estes viajantes. familiares e amigos da saúde metal (AFLORE). que culminaram em uma campanha de crowdfunding para a realização de uma etapa da pesquisa a ser desenvolvida pelos próprios membros desta associação. a uma conta bancária. que vem a ser um projeto apresentando em conjunto com pesquisadores da UMonteral e da Unicamp. mais uma vez. ao acesso ao tipo de mídia necessária. Esse projeto previu parceira entre unidades acadêmicas e serviços comunitários para o desenvolvimento de pesquisas e intervenções que contribuam para o empoderamento dos usuários da saúde mental. as barreiras são muitas: dificuldades relativas à própria inclusão digital. Muito embora os militantes da AFLORE tenham se envolvido em todas as etapas desta pesquisa o projeto não prevê recursos para que todos pudessem ir ao encontro de finalização. que precisam ainda transpor suas dificuldades ao se adequar às burocracias necessárias para viabilizar passaporte e visto para esta viagem. mas não existe possibilidade de verba para pesquisadores tão fora do padrão quanto estes. Relataremos aqui de que formas este grupo conseguiu transpor ou não as dificuldades colocadas neste percurso.Tatiana Dimov Na Catarse da Loucura: Desdobramentos de uma pesquisa participativ a O presente trabalho apresenta as reflexões de um processo de envolvimento desta pesquisadora com uma associação de usuários. à linguagem utilizada para a captação de recursos. Começa aqui uma saga de reprodução do modelo de exclusão vivido em nossa sociedade: na peregrinação para levantar recursos para que mais 3 integrantes desta associação pudessem participar deste encontro internacional. . Decidem então pelo financiamento através do crowdfunding e. Em 2008 a AFLORE iniciou uma parceria junto a um grupo da Unicamp em uma pesquisa denominada Saúde Mental e Cidadania (ARUCI-SMC). se dão conta de que as agências de fomento estão dispostas a financiar pesquisadores acadêmicos envolvidos na pesquisa nesta viagem. Além disso a AFLORE é membro do Comitê Cidadão que compõe o Comitê Gestor deste projeto.

audiovisual e bonecas Abayomi que a partir da Educação Popular em Saúde. Serão preparadas as oficinas de teatro do oprimido. TABACO E OUTRAS DROGAS NA COMUNIDADE QUILOMBOLA KALUNGA DE CAVALCANTE-GO Este projeto está sendo realizado em Cavalcante. Este espaço foi proposto a partir de inquietações de profissionais afetados pela necessidade de discutir e pensar as questões relacionadas à saúde mental. que assim se manterá o fluxo orgânico que tem gerado e sustentado a existência do observatório. O processo de formação do observatório tem sido atravessado desde o início pela coletividade. Juntamente com Monte Alegre e Teresina de Goiás esses municípios albergam a maior comunidade quilombola rural do Brasil. Não existem trabalhos sobre a questão álcool e doutras drogas referentes a esta população. Para que este espaço se mantenha vivo. como festas ritualísticas. O Observatório de Saúde Mental. espaços para novos questionamentos. para que aquelas inquietações ao tomarem corpo pudessem ser. a Kalunga.Tatiana Janke Observ atório de Saúde Mental. Tabaco e outras Drogas. utilizará a perspectiva de redução de danos. visitas a domicílios. também a gestão deste campo é produzida de maneira coletiva. Realizar atividades para a promoção do auto-cuidado e ações de redução de danos sociais e à saúde. Este projeto está e andamento e será realizada a sua primeira oficina durante a Romaria de Nossa Senhora da Abadia. em parceria com instituições públicas e comunitárias. Entende-se com tal proposta. além de conversas com lideranças comunitárias. Todo o caminho do sonhar. um agente potencial no caminho da construção de saberes. música. políticas. viabilizar este observatório ocorre em processo coletivo. A partir dos encontros deste coletivo nasceu o desejo de se construir um espaço. com o uso da metodologia pesquisa-ação e da observação sistemática durante alguns acontecimentos tradicionais da região. Construir de forma coletiva e criativa um material educativo. encontros religiosos. Será um estudo descritivo. nos dias 13 a 18 de agosto. . efetivamente. Conhecer realidade do uso de Álcool. discutir. Mapear os aparelhos sociais e possíveis parcerias para o fortalecimento das redes de promoção. Com os seguintes Objetivos específicos: Identificar as lideranças e representantes da comunidade para compor um grupo de discussão sobre o assunto. com uma área de mais de 230 mil hectares. que fica a 530 km a nordeste do estado de Goiás. a identificação da relação entre uso ritualístico e uso cotidiano dessas substâncias. PREVENÇÃO E ATENÇÃO PSICOSSOCIAL AO USO PREJUDICIAL DE ÁLCOOL. prevenção e atenção psicossocial ao uso abusivo de álcool. portanto sendo mais vulneráveis. prevenção e atenção psicossocial ao uso prejudicial de Álcool. O acometimento de algumas doenças é maior para os negros. culturais. Drogas e Direitos Humanos é um espaço que vem sendo sonhado e construído a partir dos encontros propostos no coletivo Vamos falar de Saúde Mental . Drogas e Direitos Humanos: Gestão coletiv a. Desta forma sugerimos uma conversa sobre o tema para ampliar os questionamentos e as possibilidades de construção de agenciamentos horizontais nos processos de produção de saberes e ações. na localidade do Vão de Almas. Espera-se apresentar e discutir os resultados pré-liminares neste importante evento. O objetivo deste trabalho é fortalecer as redes de promoção. Tabaco e outras Drogas procurando compreender os seus sentidos para a comunidade. Tatiana Oliv eira Nov ais O FORTALECIMENTO DAS REDES DE PROMOÇÃO. Também será realizada uma observação participante. tabaco e outras drogas.

A frase norteadora foi: Pense no seu cotidiano profissional. STEFANELLI. ELSEN. em uma situação onde você atendeu um indivíduo portador de transtorno mental. denotando a grande necessidade de formas de educação continuada em saúde mental nos diversos serviços de saúde (COLVEIRO. Objetivo: Identificar as ações de Enfermagem realizadas junto á Pessoa com transtorno Mental. 2006). o que vai de acordo com os preceitos da Reforma Psiquiátrica. Considerações Finais: A assistência de enfermagem frente ao transtorno mental tem sido submetida a ações que fragilizam o processo de cuidar em saúde mental dentro do hospital geral. assim descreva detalhadamente quais as ações de enfermagem você desenvolveu no atendimento a este indivíduo? . aprovada pelo CEP e CAPI da Universidade do Oeste Paulista sob o parecer 1269. 2003). IDE. com suas subcategorias Subordinação do cuidado de enfermagem ao saber médico e Inserindo a família no cuidado . Os profissionais demonstram-se despreparados. 2005). internada em unidade de saúde de hospital geral. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa.TATIANE CARRILHO A Assistência de Enfermagem em Saúde Mental em um Hospital Geral Introdução: A reforma psiquiátrica tem como uma de suas principais vertentes a desinstitucionalização que visa incluir a pessoa com transtorno mental na sociedade e a enfermagem tem como base o apoio e acolhimento dentro e fora dos serviços de saúde (GONÇALVES & SENA. Resultados e Discussão: Emergiram a categoria: A Prática Profissional de Enfermagem e o Cuidado à Pessoa com Transtorno Mental no Hospital Geral . Porém também foi evidenciado que os mesmos estabelecem a família como eixo norteador na assistência humanizada através do cuidado holístico para o atendimento integral. inseguros e limitados para atender a pessoa com transtorno mental. CRUZ. . 2001. E a categoria: A Incerteza frente ao Cuidado a ser Ofertado à Pessoa com Transtorno Mental . Novas estratégias devem ser implantadas para capacitar o enfermeiro que atua no contexto da assistência psiquiátrica dentro dos hospitais e demais serviços de saúde (GIRADE. e assim realizar capacitações torna-se indispensável. para posteriormente. 2004). ROLIM. WAIDMAN. realizar leituras e iniciar a análise de conteúdo buscando-se construir as categorias e subcategorias (BARDIN. cujos dados foram coletados em agosto de 2012 em um hospital geral localizado no Oeste Paulista através de entrevista semi-estuturada com 15 enfermeiros após assinatura do TCLE. As falas foram gravadas e transcritas na íntegra.

Tatiane Tav ares Menezes A relação em v iv er na situação de rua e os motiv os que a desencadeiam. O trabalho foi realizado numa cidade do interior paulista com cerca de 340 mil habitantes. Compreender os motivos que levam os indivíduos a buscarem na rua uma maneira de reorganização é fundamental para entender e intervir no fenômeno da situação de rua. O aumento das pessoas em situação de rua que possui em comum a pobreza extrema. entre outros. locais de permanência na rua. A pesquisa demonstra a necessidade de políticas públicas efetivas direcionadas à população de rua. 2009. e conhecer a relação em viver em situação de rua e quais os motivos que a desencadearam. . procedimentos e encaminhamentos da instituição. Política Nacional para a População em Situação de Rua. demonstrando um aumento significativo das pessoas atendidas no serviço. ¹Brasil. 78% não identificaram os motivos. validos para esse estudo foram 1870 que tinham sua data de abertura no período de 2008 a 2013. os principais apresentados foram: 12% conflitos com a família. motivo que levou o sujeito para rua. Desses 1870 prontuários foram selecionados 755 prontuários. Em média de Agosto à Dezembro de 2012 foram 133 pessoas atendidas no Centro POP. A garantia dos direitos humanos na sociedade capitalista é uma conquista da população que vem sendo aviltada. Inicialmente verificamos a existência de 2000 prontuários. os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia ¹ explícita essa situação. A pesquisa teve os seguintes objetivos: pesquisar quais são as instituições que implementam no município as políticas públicas para pessoas em situação de rua. com a analise de 755 prontuários pudemos categorizar os motivos que levaram as pessoas em situação de rua. Primeiramente analisamos as datas presentes nos relatórios dos 1870 prontuários que se encaixavam nos meses de Agosto de 2012 à Março de 2013. segundo a sua data de abertura contida no período de Agosto de 2012 a Março de 2013. identificando a quantidade de pessoas atendidas pela instituição em cada mês. Nesses foram levantados os seguintes dados: situação familiar e profissional. selecionamos o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua para coletar os dados por meio dos prontuários da instituição. Num segundo momento. Já em Janeiro a Março a médio foi de 288 pessoas. 5% falta de trabalho/auto sustento. 3% uso/abuso de Álcool e outras drogas. Após mapear os serviços. Analisamos nesses as datas dos relatórios de atendimentos presentes em cada prontuário.

gestores e trabalhadores na busca de construção de espaços de controle social e melhoria dos serviços ofertados. Cujo objetivo foi o fortalecimento de trabalhadores na área de saúde e busca de instrumentais na construção da rede de serviços. As participantes solicitaram a continuidade do mesmo. Sendo que este espaço se tornou de grande importância no sentido de desmistificação de preconceitos quanto a questão da saúde mental e na construção de instrumentais que possam aproximar estes atores com a rede de serviço em processo de reestruturação para melhor atender tais demandas. e avaliação. contou com a participação de duas assistentes sociais e um formanda em Psicologia. constatamos também que uma das maiores dificuldade ali apresentada no processo de trabalho das mesmas era a falta de suporte no tratamento com adolescentes e com pessoas em sofrimento mental. porque sendo propositivas necessariamente visam a resolutividade dentro dos princípios do SUS. na perspectiva de terapia comunitária. município de Ponta Grossa.Tereza Lopes Miranda Proj eto Roda e Prosa Saúde e Cidadã O presente resumo fala sobre a experiência de um projeto desenvolvido junto as Agentes Comunitária de Saúde (ACS) da equipe de saúde da família. metodologicamente foi desenvolvido numa parceria entre o Serviço Social da Secretaria municipal de Saúde De Ponta Grossa e a Faculdade de Psicologia do Colégio Santana. observando os laços existentes entre estes entes na sua fragilidade bem como na necessidade do fortalecimento do trabalho em rede. com a finalidade de humanizar as relações dentre os trabalhadores da equipe. Durante quatro meses foram realizadas 8 oficinas quinzenalmente. onde numa permanente troca em forma de roda de conversa com as ACS. desenvolvimento. o projeto constou de uma proposta discutida com a equipe de saúde e interessadas/os. entre estes e usuários. . entendendo que o tripé usuários trabalhadores e gestores. na comunidade Tarobá. pode se observar que além das necessidades que as mesmas sentiam de ter um espaço de diálogo que service tanto como espaço terapêutico quanto como meio de empoderamento para cidadania. agentes envolvidos. Paraná. e entre usuários. necessariamente precisam dialogar entre si para que juntos possam ir construindo processo de trabalho coletivo e em parceria para tornar as ações resolutivas e portanto mais humanas ou humanizadoras. visto que conseguimos integrar as necessidades pessoais das ACS e as demandas da comunidades. Este trabalho considerado uma ação dentro do contexto de educação per manete.

No campo da dependência química. porém. resultante da reforma psiquiátrica.216/01 institui entre as possíveis modalidades de internação as categorias voluntária. ao preconceito e á discriminação.Thais Matos Internações Correia compulsórias. direitos humanos e dignidade do paciente . se mostram ineficientes ou insuficientes. a internação compulsória está com grande notoriedade. e se traduz na substituição do termo tratamento por cuidado em saúde mental .superv isão autocuidado A dimensão relacional da atenção é um dos pilares do cuidado em saúde mental no modelo de atenção psicossocial. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas e grupos operativos com os profissionais participantes. com repercussões de cunho social. Os resultados trazem apontamentos dos profissionais. De acordo com o documento tratamento da dependência de drogas. supervisão e espaço de cuidado/ trabalho com a subjetividade dos profissionais das equipes de saúde mental. Das indicações de cada modalidade. como a medicina e o direito. direitos humanos e os conflitos emergentes A lei da reforma psiquiátrica número 10. compartilha de tais pressupostos. De modo geral. transcritos na íntegra e analisados qualitativamente. são priorizados a autonomia e autodeterminação. por meio de sua reinserção em espaços coletivos de seu território e do exercício de sua cidadania. envolvendo a necessidade de se trabalhar permanentemente com o tripé teoria. . As ações realizadas atualmente visando minimizar a problemática das drogas remete a situações pregressas de práticas institucionalizantes e higienistas. As entrevistas e os grupos foram gravados em áudio. ou em alguns casos. elaborado pela OMS/UNODC. O Paradigma Psicossocial de atenção em saúde mental. como sujeito de direitos. surgem diversas discussões que abrangem diversas áreas do saber. onde tratar pressupõe um diagnóstico e cuidar implica em uma visão ampliada do sujeito alvo dos cuidados. THAÍS THOMÉ SENI OLIVEIRA PEREIRA Possibilidades para a educação permanente em saúde mental: ressignificando o tripé teoria . em detrimento das outras modalidades de tratamento. mudanças no processo de financiamento e de gestão. O presente trabalho tem o objetivo de apresentar resultados de uma pesquisa de doutorado no que se refere às concepções de psicólogos de CAPS sobre as estratégias de desenvolvimento profissional na área. na formação e no desenvolvimento profissional dos técnicos que nele atuam. a rede de atenção psicossocial oferece assistência integral objetivando reabilitação e fortalecendo suporte biopsicossocial. preconizando a reabilitação psicossocial do indivíduo com transtorno mental. involuntária e compulsória. Como alternativa a internação. a efetivação das novas formas de assistência requer novos tipos de competência profissional. estas ainda não alcançam grande parte dos serviços de saúde mental no Brasil. bem como discutir propostas de educação permanente que atendam às reais necessidades das equipes interdisciplinares em seu cotidiano assistencial. combate ao estigma. Existem atualmente algumas propostas de educação permanente em saúde.

mas mesmo assim havia o desejo por parte de alguns usuários. a economia solidária pode trazer luz a problemas enfrentados pela saúde. profissionais e estagiários. mas um conceito amplo sobre os vários aspectos das subjetividades e dos territórios. era necessário (re)pensar as ações de um psicólogo nesses campos tão amplos. Pude estar seis meses participando das oficinas. Implicados em uma construção igualitária e de participação social. havia muito receio e dúvidas sobre articulação. potencialidade e muitos pontos para construir e repensar. trazem propostas com potencial de produção de vidas e solidariedade. o que pode um psicólogo? O que de fato significava esses novos valores e dispositivos? Envolvi-me com Oficinas Terapêuticas no CAPS como proposta de intervenção. A saúde não mais como ausência de doença.THAIS TONIELLO LONGHI Relatos de uma experiência no encontro com Saúde Mental. mediado pelas atividades de cada oficina. vejo a grande necessidade de fortalecer os laços entre saúde e os movimentos articulados na rede da economia solidária. Concomitante. pois as práticas por si já se confundem. uma forma de produzir um cuidado em coletivo e de forma horizontal. em contraponto ao processo de exclusão engendrado pelas relações capitalistas. durante a graduação em Psicologia. só que mais a frente saberia de suas importâncias e complementariedade. Afinal. Para tanto. o primeiro encontro tímido com duas frentes: economia solidária e atenção psicossocial. Economia Solidária e outros Desafios Em minha pequena trajetória tive. as discussões sobre uma possível oficina de geração de renda no serviço se saúde mental ainda eram complicadas. Tive a oportunidade de estar em outros espaços: uma UBS e um CAPSII. fazendo parte de um movimento maior de transformação social. confecções. Também estive em uma Associação voltada para geração de renda e autogestão. Aprofundei-me nessa área no Programa de Aprimoramento Profissional em Saúde Mental e Coletiva. o trabalho solidário invertendo a hierarquia do lucro sobre os sujeitos e as coletividades. tanto a reforma sanitária como o cooperativismo trazem a tona pautas advindas dos movimentos sociais. No processo de redemocratização do Brasil. Mas um longo processo estava por vir. Atualmente. . assembleias e eventos. Muitas questões na interface entre Saúde Mental e Economia Solidária foram se desenrolando no cotidiano dos encontros. como o empoderamento de atores sociais no processo de construção do SUS.

deslocados do público e coletivo (art. Objetivo: discutir a medicalização no contexto da teoria da Individualização de Ulrich Beck. CF/88). pensando novas formas de enfrentamento da medicalização e patologização das relações sociais. Espera-se com este trabalho contribuir para a discussão. liberdade e dignidade humana dos sujeitos. institucionalização. Esta é razão legitimadora de violências institucionais e sociais contra as pessoas com sofrimento mental como as políticas urbanas gentrificadoras e higienistas. Metodologia: Adotou-se uma metodologia de caráter qualitativo. com consequências sobre a autonomia. pois a própria concretude de diversos diagnósticos é incerta. sexuais. em linhas gerais. . mediante a revisão da literatura científica pertinente. A medicalização reflete a construção de uma sociedade altamente individualizada e é encarada como instrumento para perseguir modelos biográficos contemporâneos e lidar de forma cirúrgica com as contradições sociais e riscos que emergem na contemporaneidade. há uma redução biomédica do sujeito e um esvaziamento político de questões sistêmicas. Considerações Finais: Para se encontrar as respostas necessárias aos desafios da continuidade e consolidação da luta antimanicomial é necessária uma reformulação das próprias premissas teóricas da análise sociológica. que sobrecarregam o indivíduo como único responsável pelas questões de saúde que o afligem. A individualização impõe uma forte padronização orientada pelo mercado e a lógica de produção e consumo. para a culpabilização dos sujeitos que não se alinham com as demandas por responsabilidade individual. vê-se um cenário ainda mais preocupante. na educação e nos comportamentos mais cotidianos que desviem de um determinado padrão biográfico institucional. como a redução das dinâmicas e fenômenos sócio-políticos a diagnósticos médicos. 196. Como consequência.Thiago Marques Leão Medicalização da sociedade contemporânea: reflexões a partir da teoria da indiv idualização de Ulrich Beck Introdução: A medicalização pode ser definida. drogatização e mediação médica das relações intersubjetivas. de forma a compreender e responder adequadamente aos fenômenos e desafios contemporâneos que se apresentam. hábitos alimentares. Na medicalização se percebe uma individualização dos riscos e cuidados em saúde. É um fenômeno que penetra nos mais diversos espaços da vida contemporânea e leva a um hipercontrole subpolítico médico dos estilos de vida. Estes passam a ser enfrentados sob uma racionalidade biomédica e intervenções drogatizantes. Quando esta lógica é aplicada à saúde mental.

CENÁRIO ESTE QUE LIMITA E SUFOCA AS VÁRIAS SUBJETIVIDADES E FORMAS DE EXISTÊNCIA. EM CONTRAPONTO A HEGEMONIA BIOQUÍMICA. . SENDO SUA PRÁTICA CONSTRUTIVA. PROMOVENDO ENFIM A INTEGRAÇÃO SOCIAL E A CIDADANIA. O TRABALHO REFLETE SOBRE A ARTE EM UM PRISMA PSICOLÓGICO E FILOSÓFICO. BEM COMO PONDERA SOBRE A VULGARIZAÇÃO DAS CLASSIFICAÇÕES PSIQUIÁTRICAS E DOS PSICOFÁRMACOS. O TRABALHO PROCURA FUGIR DA PRÁTICA MORBIDA QUE SÓ ENXERGA SINTOMAS E DA MENTALIDADE CARCERÁRIA QUE ENCERRA A COMPLEXIDADE DO OUTRO EM CONCEITOS NORMATIVOS. DESMONTANDO A ESTEREOTIPIA DA LOUCURA E DAS DEMAIS EXPRESSÕES DESVIANTES. O TRABALHO PROCURA ENTÃO TRANSCENDER A FORMA DE VIDA INSTITUCIONALIZADA. QUE É UM LUGAR SOBERANO ONDE AS RELAÇÕES SOCIAIS ACONTECEM. JUNTO A UM AMBIENTE ACOLHEDOR ONDE SE CULTIVA A LIVRE EXPRESSÃO DO SENTIMENTO. DEPOIS INVESTIGA A CONCEPÇÃO DE INTERVENÇÃO URBANA CUJO TERMO É UTILIZADO PARA DESIGNAR DIVERSAS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS REALIZADAS EM ESPAÇOS PÚBLICOS NAS GRANDES CIDADES.Thiago Petra INTERVENÇÃO URBANA da Motta COMO DISPOSITIVO Campos CLÍNICO. A EXPERIÊNCIA POÉTICA DA INVERSO EMANCIPA A SINGULARIDADE DO SUJEITO DESVIANTE PELA LINGUAGEM ARTÍSTICA. ELE ANALISA A IMAGEM DA LOUCURA NO QUE TANGE A DICOTOMIZAÇÃO. ARTE E CIDADE. COLOCANDO O ENSINO E A ARTE NA RUA. QUE NÃO LIDA SÓ COM AS INTERPRETAÇÕES DO QUE É DADO. OU SEJA. QUE TRABALHA COM A TRÍADE: LOUCURA. MAS COM UMA GERAÇÃO DE POSSIBILIDADES. ELE COMPÕE AINDA A ARTE E A LOUCURA EM UMA REALIDADE OCIDENTAL CAPITALISTA. ONDE O HOMEM É UMA CONSTRUÇÃO SOCIAL CONTIDO EM UM EXCESSO DE NORMAS. INCLUI A POSSIBILIDADE DE ENCONTRAR E INTERAGIR COM NOVOS E INEXPLORADOS FENÔMENOS PSÍQUICOS. POÉTICO E POLÍTICO JUNTO AO SUJEITO DESVIANTE EM PARTICULAR O FENÔMENO DA LOUCURA. NA REINVENÇÃO DO COTIDIANO E NA NÃO ELITIZAÇÃO DOS ESPAÇOS PÚBLICOS. ARTE AQUI É PENSADA COMO DISPOSITIVO CLÍNICO E SÍMBOLO DO SENTIMENTO. ALIANDO RIGOR CONCEITUAL E ANÁLISE APURADA À ARGUMENTAÇÃO DIVERSIFICADA E CAPACIDADE EXPLICATIVA. PROMOVENDO A APROPRIAÇÃO E O PERTENCIMENTO URBANO. O TRABALHO ANALISA COMO A ARTE É UMA LINGUAGEM EXPRESSIVA PARA OS SUJEITOS DESVIANTES. O TRABALHO EXPLORA EM SEQUENCIA A PRÁTICA DA ONG INVERSO. ANALISA O PODER-SABER PSIQUIÁTRICO. DEMANDAS E RÍGIDAS INSTITUIÇÕES CORRECIONAIS. O TRABALHO TEM CARÁTER TEÓRICO-REFLEXIVO. DESSA MANEIRA O TRABALHO É RELEVANTE NA BUSCA POR NOVAS PRÁTICAS DE ATENÇÃO EM SAÚDE MENTAL. ESTIGMATIZAÇÃO E SEGREGAÇÃO. AUXILIANDO ESTES A MANIFESTAREM SUA SINGULARIDADE NA CIDADE. O TERAPEUTA E O PACIENTE NA RUA.

escolaridade do jovem ou do chefe da família ou cor da pela com depressão. o que poderá auxiliar no planejamento de políticas e serviços de saúde voltados para este público. tende a tornarse uma doença crônica e recorrente ao longo da vida. conduziu-se um estudo transversal de base populacional em Pelotas. sendo um dos sintomas humor deprimido ou anedonia. sendo considerados com depressão todos os adolescentes que responderam positivamente a três ou mais sintomas do episódio depressivo maior. no ano de 2012.6%) e de adolescentes trabalhando (14. Resultados: Foram avaliados 743 adolescentes e a prevalência de depressão foi de 11. Todos os adolescentes. Metodologia: Com o objetivo de estudar a prevalência e fatores associados à depressão em adolescentes com idades entre 10 e 19 anos. Conclusão: Nossos resultados indicam a relevância da depressão como um transtorno mental prevalente entre adolescentes.0). foram convidados a participar do estudo.8%). O instrumento utilizado para avaliar a depressão foi o Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9). Sem tratamento.4-14.7% (IC95% 9. a prevalência de depressão foi maior entre as meninas e naqueles com idade entre 14 e 15 anos. RS. residentes nos domicílios sorteados. Não foi observada associação entre nível econômico. estes grupos populacionais apresentaram maiores prevalências de depressão quando comparados aos não fumantes e aos que não trabalhavam. . Apesar da baixa prevalência de tabagismo (5. O processo de amostragem foi realizado por conglomerados em dois estágios.Tiago Neuenfeld Munhoz Depressão em adolescentes: estudo transv ersal de base populacional Introdução: A depressão é uma importante causa de incapacidade entre crianças e adolescentes. Após ajuste para fatores de confusão de acordo com um modelo conceitual de análise.

05) aos idosos do sexo feminino.593 indivíduos com 60 anos ou mais.8%).1% dos idosos tinham entre 60 e 64 anos e 31. A prevalência de sintomas depressivos foi avaliada através da Escala de Depressão Geriátrica. hipertensão e diabetes autorreferidas não apresentaram associação com sintomas depressivos após ajustes para fatores de confusão. Na análise ajustada.2% tinham 75 anos ou mais. com amostra de 1. A maioria da amostra foi composta por mulheres (62. 19. situação conjugal. pior autopercepção de saúde e insatisfação em sua vida em geral. RESULTADOS: A prevalência de sintomas depressivos foi de 18. A análise foi realizada utilizando modelo de regressão de Poisson com estimativa robusta de variância.0% (IC95%: 16. ter histórico de problemas cardíacos.Tiago Neuenfeld Munhoz Sintomas depressiv os em idosos residentes em áreas de abrangência das Unidades Básicas de Saúde da zona urbana de Bagé.24). RS. As variáveis. . a depressão foi estatisticamente associada (p<0. aposentados.9). menor classificação econômica. escolaridade. 25. residentes em áreas de abrangência das Unidades Básicas de Saúde da zona urbana de Bagé. A média de idade foi 70 anos (DP=8. cor da pele não branca.1. idade. com incapacidade para atividades básicas e instrumentais da vida diária. Os dados foram coletados em entrevistas domiciliares. a melhoria da autopercepção de saúde e de satisfação com a vida. CONCLUSÕES: A alta prevalência de sintomas depressivos na população requer investimento em ações de prevenção atentando para a necessidade de práticas que promovam o envelhecimento ativo com a manutenção da atividade funcional. em 2008. RS OBJETIVO: Identificar a prevalência de sintomas depressivos e os fatores associados na população idosa do município de Bagé MÉTODOS: Estudo transversal de base populacional.

Urania Paula de Oliv eira A psicopatologia Pré Perinatal na Estrategia da Saúde da Família Resumo Este trabalho contempla uma abordagem do médico de família no modelo de assistência na Estratégia da Saúde da família (ESF). que a vida intrauterina tem grande papel de influência e participação neste contexto. Considerando os distúrbios mentais que encontramos nas psicopatologias. A convivência contínua lhe propicia esse conhecimento e o aprofundamento do vínculo de responsabilidade para a resolução dos problemas e manutenção da saúde dos indivíduos. se originam em períodos iniciais da vida. . quando estes são traumáticos. inserida em seu contexto biopsicossocial. epigenética. a psicopatologia e saúde pública tendo como pontos de imersão as questões pertinentes a ambiência. Esse profissional deverá comprometer-se com a pessoa. psiquismo fetal. saúde mental. Palavras-chave: psicopatologia intrauterina e perinatal. Esta contextualização considera fatores de grande importância e de influência no crescimento e desenvolvimento intrauterino tais como: hereditariedade. independentemente de sexo e idade. Ressaltando. A partir do momento que ocorre a fecundação. pré-natal e psicopatologia da gestação e distúrbios psíquicos. Seu compromisso envolve ações que serão realizadas enquanto os indivíduos ainda estão saudáveis (promoção e prevenção). o desejo da gravidez. É de extrema influência para os rumos e decisões que serão tomados na evolução da gestação. para o casal parental é de grande importância o início das relações desta tríade. aspectos parentais. assim. possivelmente. transgeracionais. o qual recebe suas principais influências desde os períodos intrauterino e perinatal. Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde da ESF. Ressaltando que o início de uma família é considerado a partir da fecundação. aspectos neurobiológicos. o médico de família tem como atribuições: atender a todos os componentes das famílias. e não com um conjunto de conhecimentos específicos ou grupos de doenças.

À medida que se distanciam da sociedade abrangente. No presente relato descrevo essa intensa experiência. sediado em Brasília. Na ocasião. uma modalidade de teatro de improviso criada pelo dramaturgo norte-americano Jonathan Fox. Minha experiência como diretora artística de um grupo de playback theatre. o projeto já recebeu várias modalidades de intervenção e o presente texto aborda um trabalho desenvolvido em novembro de 2012. e do quadro não menos grave que as próprias políticas públicas e sua regência por posições tomadas a partir do próprio executivo federal . senão pelo próprio (Estado brasileiro). cidadania e saúde mental: uma experiência em teatro Playback no CCSP Há 10 anos. o Centro Cultural São Paulo -CCSP abriga um projeto de intervenção artística fundamentado nos princípios do teatro terapêutico criado pelo psiquiatra romeno J. Proponho uma comparação desse quadro atual com a Lei 10. profissionais de saúde mental. Nos 10 anos de existência. com cerca de 2 horas de duração. Um grupo heterogêneo composto de estudantes de psicodrama. o projeto promove atividades artístico-teatrais coordenadas por convidados que são desenvolvidas nas salas do CCSP.216/2001 que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. coordenei uma oficina de Teatro Playback. para tratar do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas.343.Moreno (1889-1974). de 23 de agosto de 2006. que desenvolve trabalhos institucionais e intervenções de rua me possibilitou uma inserção no grupo a partir de um lugar estrangeiro na cidade e no projeto. Vanessa Andrade Martins Pinto Internação compulsória: na contramão do cuidado Diante do cenário preocupante das últimas notícias sobre as estratégias de combate às drogas que vem sendo colocadas em prática nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. frequentadores do projeto e transeuntes que passavam pelo local desenvolveu trabalhos integrados e demonstrou em diversos momentos seu compromisso com o projeto e aprovação pela diversidade de métodos que oferece. como por exemplo.L. o Projeto de Lei (PL) nº 7663/2010. como o recolhimento e a internação compulsória de jovens usuários de crack em situação de rua.Valéria Cristina de Albuquerqu e Brito Cultura. da qual participaram cerca de 60 pessoas. Essa experiência favorece processos de reconstrução tanto das identidades pessoal quanto social em que as marcas do crime e da rotulação social se tornam impregnadas. Este artigo analisa como a sujeição criminal processo social de associação do crime a sujeitos. esses indivíduos se aproximam de sujeitos igualmente criminalizados. Promovido por um grupo de psicodramatistas paulistano. que acrescenta e altera dispositivos à Lei nº 11. e que serão logo copiadas por outros grandes estados brasileiros. que negligencia o caráter objetivo das condutas criminosas pode afetar de modo negativo as dimensões da identidade de sujeitos envolvidos com o crime e taxados popularmente como bandidos . desenvolvendo uma espécie de subcultura que compartilha vivências e sentimentos. nos sábados pela manhã. VANESSA A SUJEIÇÃO CRIMINAL MENEGUETI COMO CONTRIBUIÇÃO À FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DO BANDIDO . sua influência sobre o grupo que dirijo e o conjunto de reflexões que desenvolvemos sobre a importância dos aparatos culturais públicos na promoção da cidadania e da saúde mental. definir as condições de atenção aos usuários ou dependentes de drogas e dá outras providências.

o perfil profissional do psicólogo. com ênfase na formação recebida para atuar com usuários do caps. com perguntas aberta e fechadas. havendo necessidade de cursos de capacitação e um redirecionamento dos currículos nos cursos de psicologia. estão bem estruturadas em relação aos aspectos físicos. que regulamenta a implantação e funcionamento dos caps.216 de 06/04/01 (lei paulo delgado). com enfoque principalmente na desinstitucionalização e na legislação que trata de reforma psiquiátrica no brasil. ficando em segundo plano e mesmo ausentes atividades de atendimento à família e à comunidade. as ações desenvolvidas pela equipe interdisciplinar e pelos psicólogos no caps e as dificuldades enfrentadas no desempenho desta função. seguida de terapia de grupo. nessa trajetória até os dias atuais. foi utilizado um questionário. com enfoque em três aspectos: o cenário onde atuam. de modo geral. salvo raras exceções não foram preparados em sua graduação para a função que exercem nos caps. colocando em risco o resultado pretendido com a criação dos caps que é prioritariamente. e na portaria gm n. 336 de 19. a ação dos psicólogos indica o predomínio da prática de psicoterapia individual. tratase de uma pesquisa exploratória descritiva.2012. consequentemente.Vera Aparecida Cordov a Correa cenários e práticas do psicólogo nos centros de atenção psicossocial em santa catarina este estudo teve por objetivo analisar a prática profissional dos psicólogos que atuam nos centros de atenção psicossocial caps. que redireciona o modelo de assistência em saúde mental. a organização do trabalho em rede fica prejudicada. em santa catarina. mas apresentam defasagem de recursos financeiros e humanos. a reinserção familiar e social do portador de transtornos mentais. como referencial teórico é utilizada literatura referente a contextualização da loucura em diferentes épocas e atenção dispensada aos portadores de transtornos psíquicos. . que atendessem aos objetivos propostos. com vistas a conhecer a estrutura dos caps. tendo por parâmetro a legislação vigente.02. a análise dos resultados fundamenta-se nos princípios preceituados pela reforma psiquiátrica brasileira pela lei federal 10. os resultados revelam que as instituições. tem-se como causa que os psicólogos que atuam neste serviço. quanto à metodologia.

18 horas na UEHCFMRP. pesquisar e atualizar informações sobre pacientes. . 1149 para o HST. o auxílio para planejamentos municipais. o favorecimento do acesso.8 dias.9 dias e no CAIS de 24. a melhora da capacidade de articulação da rede e de seus profissionais e o monitoramento e avaliação contínua por parte dos gestores.50 horas no CAIS. Médicos clínicos e psiquiatras podem solicitar avaliação especializada e/ou internação para hospitais psiquiátricos por meio do módulo de regulação. médicos clínicos. e 275 solicitações (11%) por transtorno afetivo bipolar. 662 para o CAIS e 123 para a EPIBHCFMRP.24 horas no HST e 13. no HST foi de 5. 432 solicitações (17%) de esquizofrenia. o mapeamento claro e transparente no estabelecimento da oferta da assistência. uma vez que possibilitou a integração dos serviços da rede da atenção básica até os serviços de alta complexidade. enfermeiros. 40 estavam em andamento e 1114 foram canceladas. internações. referências e contrarreferências. consultas. foram cadastrados 2507 pacientes e realizadas 2657 para internações psiquiátricas. 12.3 dias. Já o tempo médio entre a liberação da vaga e a internação foi de 10. Conclui-se que o sistema tem-se mostrado como um efetivo instrumento de gestão. como dados pessoais. Até o dia 30 de junho de 2013. a equidade na atenção aos pacientes. A distribuição dos principais diagnósticos foram: 562 solicitações (22%) de transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de múltiplas drogas e de outras substâncias psicoativas. o paciente apresentará diversos status. Dentre as 1154 solicitações incompletas. O tempo médio que o paciente esperou para ser atendido na UEHCFMRP foi de 5. psicólogos e gestores municipais. qualificação do sistema de referência e contrarreferência da região. O sistema permite cadastrar.Vinicius Tohoru Yoshiura Sistema de Informação para Saúde Mental do Departamento Regional de Saúde XIII (SISAM 13) O objetivo deste estudo é apresentar um sistema de informação em saúde que permite o acompanhamento e monitoramento dos pacientes na rede de saúde mental . de Ribeirão Preto. das quais 1413 foram completas. Desde agosto de 2012. Os usuários do sistema são os profissionais da área de saúde mental como médicos psiquiatras. Dentro desta segunda lista.SISAM 13. cada um representando sua situação atual na rede o que exigirá diferentes ações. Com relação às unidades prestadoras de serviço. foram 723 solicitações para a UEHCFMRP. o sistema foi disponibilizado para todos os serviços de saúde mental do DRS XIII. que contém uma lista de leitos disponíveis e outra lista de regulação de pacientes.

que são acompanhados na DPESP e no anexo judiciário instalado no CRATOD. O presente trabalho pretende refletir sobre casos envolvendo uso abusivo de drogas e respectivos tratamentos. Em relação aos serviços de saúde.Tomaremos como referência usuários de drogas e seus familiares. Além disso. Comumente.e que outras questões sejam abordadas. a atuação das equipes dos CAMs.No cotidiano da Defensoria Pública.Segundo a Lei 10. busca de medidas judiciais para efetivação de internações involuntárias. acompanhamos familiares de usuários de drogas que solicitam internação involuntária ou compulsória. juntamente com os Defensores Públicos.que redireciona o modelo assistencial em saúde mental. a Defensoria Pública busca articulações intersetoriais com serviços. Psicólogos e Assistentes Sociais.Tais famílias recebem o atendimento jurídico integral e interdisciplinar no CAM (Centro de Atendimento Multidisciplinar) da Defensoria. Durante os acompanhamentos podemos apreender aspectos relevantes. cultura de que a internação seria mais eficiente para o tratamento de dependência química. Percebemos a expectativa de que o tratamento em regime de internação promova uma recuperação mais rápida e duradora para os pacientes. tem buscado orientar os cidadãos sobre os programas e serviços preconizados pelas Políticas Públicas. tais como: falta de conhecimento a respeito da Política Nacional de Saúde.tais como conflitos familiares e condição social.para os casos de uso prejudicial de substâncias psicoativas. Fóruns e Movimentos Sociais que atuam na questão.visando construir práticas que fortaleçam o SUS e seus serviços .a internação como regime de tratamento deve ser utilizada apenas quando os recursos extra-hospitalares forem insuficientes. os quais são acompanhados pela equipe interdisciplinar da Defensoria Pública composta por Defensores. percebemos falta de articulação entre eles e com as demais Políticas Públicas. O local destinado ao tratamento são os CAPS.216. sem que a família reconheça seu papel no tratamento. ausência de recursos materiais e humanos na rede de atenção psicossocial e poucas ações que visem o fortalecimento do sistema de saúde como um todo e da rede de atenção psicossocial.Neste contexto. o usuário de drogas é apontado como o problema .Virginia Regina de Oliv eira A atuação interdisciplinar da Defensoria Pública do Estado de São Paulo nos casos de uso abusiv o de drogas: pelo fortalecimento do SUS e da Rede de Atenção Psicossocial. especificamente os CAPS AD (Álcool e Drogas).e estão inseridas em contextos sociais e familiares específicos. promover a reflexão crítica sobre as dinâmicas familiares e conflitos que vão além do uso abusivo de drogas.

em síntese. inseridas no contexto crítico. é importante pontuar no debate os elementos culturais que tenham contribuído à articulação da sociedade civil com os órgãos governamentais e organizações não governamentais. de forma que a educação-saúde em direitos humanos. comprometidos na busca por uma cultura de paz. sendo realizada através de entrevistas orais diretamente com os docentes de duas instituições de ensino privado da cidade de Dourados/MS (Escola Imaculada Conceição e Escola Erasmo Braga) entre março e junho de 2013. Walfrido Nunes de Menzes RELAÇÕES DE PODER: POLÍTICAS PÚBLICAS EM DIREITOS HUMANOS . concluiu-se que não há uma preparação sólida na formação universitária dos professores. Isto não significa que a efetivação dos mesmos aconteça como premissa de igualdade material para todas as pessoas na sociedade atual. pois. estruturada no respeito e na promoção dos direitos humanos. Ainda também. sendo feitos de maneira esporádica. as relações de poder ainda são fortes. como nos cursos de licenciatura. Este trabalho tem como objeto refletir sobre a importância dos direitos humanos na sociedade contemporânea. tanto nos cursos de bacharel. constatamos a importância da ampliação da discussão a respeito das questões que contribuam para fortalecer uma política direcionada aos direitos humanos. visando desenvolver políticas públicas nos espaços sociais que busquem garantias desses direitos para todas as pessoas. Portanto.Vlailton Milani Viegas Carbonari Atuação dos professores de ensino fundamental e médio na prev enção do uso de drogas A presente pesquisa de campo teve como objetivo a identificação da atuação dos professores de ensino fundamental e médio na prevenção do uso e abuso de drogas. para o enfrentamento e trabalho de prevenção em sala de aula. No contexto contemporâneo. frágil e sem um preparo científico e acadêmico. enquanto os demais confessaram a baixa frequência de trabalho com o referido tema. ressaltando o debate que se faz atualmente entre sociedade civil e políticas públicas. Os resultados da pesquisa foram satisfatórios. indivisíveis e interdependentes. uma vez que apenas um professor afirmou realizar projetos de conscientização do uso de substâncias psicoativas. visando o equilíbrio das relações entre os sujeitos de direitos e o poder dos Estados. uma vez que todos afirmaram que não tiveram uma disciplina específica sobre este tema. entendidos como universais. Também concluiu-se que a prevenção do uso de drogas é pouco trabalhada pelos professores com seus alunos.

a inclusão social. a Universalidade. O objetivo deste trabalho é descrever a experiência do Consultório na Rua (CR) de Maceió Alagoas: ações e dificuldades nas práticas de saúde e direitos. Terapeuta Ocupacional. As populações que estão vulnerabilizadas tem maior dificuldade no acesso a serviços de saúde. o cuidado em saúde e o resgate da cidadania. ao mesmo tempo que possibilidade e colabora para a discussão mais eminente de fazer a saúde chegar nas diversas pessoas e situações.). Assistente Social. e a reafirmação dos princípios do Sistema NOVAS PERSPECTIVAS Único de Saúde (SUS).WELISON DE LIMA SOUSA CONSULTÓRIO NA RUA: Cada vez mais se percebe a necessidade de cuidado em saúde para a população. no qual utilizamos da distribuição de insumos (preservativos. respeitando as diferenças e promovendo a cidadania. Enfermeiro. as dificuldades de estrutura de uma rede em saúde que em muitos momentos não se percebe como rede. de modo a garantir o direito de acesso aos serviços de DE SAÚDE E DIREITOS saúde. etc. estes são mais precários e não dão conta das demandas e especificidades desta população. realizamos orientações em saúde. na busca por assegurar acesso e o atendimento nos diversos serviços de saúde. Dentre os desafios estão o despertar do interesse e reconhecimento dos gestores locais pelo trabalho deste dispositivo. gel lubrificante. utilizando e fomentando a rede de saúde. As ações são baseadas nos princípios da Política de Redução de Danos. a Integralidade e a Equidade. e quando conseguem. e não se articula como tal. bem como. garantindo atendimento de qualidade e reinserção social. Agente social). tem trazido novas perspectivas de reconhecimentos de direitos em/de saúde. prestando atenção integral à saúde. o Consultório na rua. água. Assim. Desta forma. o enfrentamento do estigma. trabalhando de forma itinerante e interdisciplinar. promovendo a autonomia. . O CR possui uma equipe multiprofissional (Psicólogo. hipoclorito. através do reconhecimento e fortalecimento da consciência de direitos. do incentivo material às ações desenvolvidas pelas equipes. atende in loco pessoas em situações de vulnerabilidades e riscos e/ou aquelas que se encontram nas ruas.

habitação. onde as lutas dos movimentos de saúde. dos atuais movimentos que lutam por uma nova política nacional e internacional sobre as drogas. dentre outros. Nesta perspectiva. passando a considerar os usuários de drogas enquanto sujeitos inseridos no enfoque da saúde mental. aliado a outros aspectos da vida dos sujeitos. compreendida para além do âmbito saúde-doença. o Estado ao priorizar a via da repressão no trato dessa questão e não da saúde pública. educação. A partir destas reflexões. Nesta perspectiva. aliados a outros movimentos sociais. apontam para reafirmação de nossas possibilidades. Entretanto. percebemos que estas intervenções repressivas. nossas reflexões apontam para um campo de luta ainda em aberto. pressupõem uma perspectiva de luta radicalmente vinculada a emancipação do gênero humano. da construção de uma política nacional sobre drogas submetida às convenções internacionais de padronização das abordagens da problemática das drogas. a partir de alguns de seus elementos estruturais. e sobretudo. reconhecendo o consumo destas substâncias enquanto fenômeno social complexo. como trabalho. intensificado cotidianamente. onde discutimos a existência da hegemonia do proibicionismo enquanto modelo político-ideológico de combate às drogas. termina por gerar uma grande carência de atendimentos e serviços de saúde destinados ao tratamento daqueles sujeitos usuários que necessitem.Wladianne Lima Temóteo Fenômeno das drogas e emancipação humana: contribuições para o debate a partir da análise de alguns elementos estruturais A presente comunicação procura analisar o debate contemporâneo das drogas e a construção de políticas públicas para atender essa questão. lazer. acaba por evidenciar as suas expressões mais nefastas. tem sustentado uma guerra às drogas apesar dos seus equívocos e insucessos. e sobretudo. esta comunicação busca analisar alguns destes elementos estruturais a partir da consolidação da sociedade capitalista. a questão da saúde pública ganha um enfoque mais amplo. sobretudo ao chamado narcotráfico. procuramos compreender a constituição da atual política internacional de controle dessas substâncias. através de intervenções militarizadas por parte do Estado sob o discurso da segurança e saúde pública. Consideramos que. que não à toa. . Na contramão do discurso e modelo proibicionista de combate às drogas. como a violência e o clima de insegurança instaurado por estas ações. compreendemos que com o surgimento do movimento da Reforma Sanitária e da Reforma Psiquiátrica no Brasil e da consolidação das políticas de Redução de Danos.

Resumo 3 redonda Primeira Autor .Título redonda 2 Autor Mesa . SUS Sim e a Reforma PauloPsiquiátrica Amarante .Tamanho do Mesa Resumo redonda Mesa .Autores redonda 1 Mesa Autor .Resumo 1 redonda Mesa Autor .Autores 3opção Eixo Autor de Temático Eixo 3 Co-autoria Temático Av aliador 1 966 Sim Paulo Amarante 1072 02.Resumo 2 redonda Mesa Autor .Autores redonda 2 Mesa Autor . Direitos Humanos.Título redonda Autor Mesa .Título redonda 1 Autor Mesa .