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Conexões e Montagem de Sistemas

de Áudio

Álvaro Carvalho de Aguiar Neiva

Rio de Janeiro

2008
Álvaro Neiva 31/3/2008 2

1. Introdução

Na figura abaixo, mostramos a representação de um sistema de reforço sonoro muito


simples, cujo objetivo é fornecer a um alto-falante certo valor de potência elétrica a partir do
sinal fornecido pelo microfone.

Microfone Amplificador Alto-Falante


Lado Acústico

Lado Acústico
Atenuador

Lado elétrico

Fig. 1

Uma representação esquemática como esta é muito útil ao planejarmos um sistema,


especialmente aqueles mais complexos. Chamamos esta representação de diagrama de
blocos. Nela, eliminamos detalhes que ainda não nos interessam tais como: tipo dos
conectores, cabos usados ou detalhes da montagem física dos amplificadores e alto-falantes,
que serão resolvidos posteriormente.

Podemos ver que neste sistema coexistem dois pontos de vista: um acústico e outro
elétrico. Na fronteira entre os dois, existem o microfone e o alto-falante, que transformam a
energia acústica em elétrica e vice-versa. Tecnicamente, chamamos a ambos de transdutores
por transformarem um tipo de energia em outro. O microfone será o transdutor de entrada de
nosso sistema e o alto-falante o de saída.

Um microfone fornece tensões de saída na faixa de 1 a 100 mVrms a uma impedância


-10 -5
de carga entre 1000 e 10000 ohms, o que corresponde a potências entre 10 e 10 W, e alto-
falantes precisam de tensões na faixa de 10 a 200 Vrms sobre impedâncias de 8 ou 4 ohms,
4
correspondendo a potências entre 10 W a 10 W (10kW), durante seu funcionamento. Fica
clara então a enorme necessidade de amplificação de tensão, corrente e potência para o
funcionamento do sistema.

Este é um sistema que chamaremos de reforço sonoro, já que seu objetivo é fornecer
um nível de pressão sonora em sua saída, o lado acústico correspondente ao alto-falante,
maior que o emitido pela fonte que deverá existir no lado acústico correspondente ao
microfone, ou seja, sua entrada.

Existe um fluxo de energia ao longo deste sistema, e seu sentido será: da fonte na
entrada para o alto-falante ou carga, em sua saída. A energia que entra no sistema
usualmente contém informação que nos interessa transmitir (música, locução e etc.) e então a
chamamos de sinal. Existem em nosso sistema dois tipos de sinais: acústicos e elétricos. Os
sinais elétricos que transportam a informação audível existente nos sinais acústicos são
chamados sinais de áudio. Além do alto-falante, existirá um receptor, ou ouvinte, que irá
interpretar a informação existente no sinal acústico emitido.
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2. Definições

Para começar, vamos focalizar nossa atenção na cadeia de amplificação e,


posteriormente, na cadeia de processamento de sinal que pode existir entre os dois
transdutores do sistema.

Estaremos interessados neste texto principalmente em características elétricas tais


como: ganho ou amplificação e as impedâncias de entrada e saída dos diversos subsistemas
que compõem um sistema real formado por pré-amplificadores, equalizadores e amplificadores
de potência. Pois são problemas elétricos que surgem ao interligarmos os equipamentos que
constituem um sistema de sonorização. Ao falar dos transdutores (microfones e alto-falantes)
teremos de lidar com grandezas acústicas como pressão sonora e níveis de pressão sonora e
eletroacústicas como a sensibilidade de transdução.

Abaixo, a simbologia usada em nossos diagramas de sistemas eletroacústicos.

Amplificador Transformador

Microfone

Alto-Falante

Atenuador

Processamento de Sinal

Fig. 2

3. Sistemas Elétricos
Vamos fazer uma rápida revisão de eletricidade básica para definir vários termos que
irão aparecer ao longo do texto e lembrar de algumas técnicas usadas para resolver ou analisar
os problemas que aparecem.
Um sistema elétrico será composto por uma fonte de energia interligada a um
conjunto de elementos formando o que chamamos de circuito ou rede. Em um sistema
elétrico, as grandezas fundamentais são: tensão e corrente, a tensão, medida em volts (V)
indica o trabalho realizado sobre as cargas elétricas ao passar entre dois pontos do sistema, e
a corrente, medida em ampères (A), indica a quantidade de carga elétrica que passa por
unidade de tempo (s). A razão entre a tensão e corrente contínua é chamada de resistência e
tem por unidade o ohm (Ω).
Fontes de energia elétrica como pilhas e baterias fornecem uma tensão entre seus
terminais que é uma constante em qualquer instante de tempo. Ao ligarmos um resistor aos
terminais da pilha ou bateria, circulará uma corrente com valor e sentido também constante.
Chamamos este tipo de comportamento da corrente em um circuito de Corrente Contínua (CC).
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Em um circuito de corrente contínua, o produto da tensão em volts (V) pela corrente


em ampères (A) dá o valor da potência em watts (W) fornecida pela fonte e dissipada na
resistência do circuito.

P = E⋅I (watts)

O resistor é o componente que oferece oposição à passagem de corrente elétrica na


forma de resistência. A potencia elétrica fornecida a um resistor é transformada em calor.

(ilustração da Wikipedia)

Para um resistor ou elemento resistivo de resistência R:

E E2
P = E⋅I = E⋅ =
R R
Fontes de energia elétrica como as tomadas do sistema elétrico de uma residência ou
a saída de um amplificador de áudio fornecem uma tensão elétrica que muda sua polaridade
em função do tempo, fazendo com que a corrente fornecida mude de sentido. Chamamos
corrente com este tipo de comportamento de Corrente Alternada (CA). Uma fonte de tensão
que muda de valor e polaridade em função do tempo é chamada de fonte de tensão
alternada. O gráfico da variação em função do tempo da tensão é chamado de forma de
onda.
Um exemplo de tensão alternada é a da rede elétrica da concessionária local
(aproximadamente senoidal). A variação com o tempo tem um padrão que se repete
periodicamente, chamado ciclo.

Se a tensão completa 60 ciclos por segundo, sua freqüência será então de 60 Hz


(hertz). O período (T) em segundos(s) é o intervalo de tempo em que um ciclo se completa e é
igual ao inverso da freqüência (f) em Hz.
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Corrente Alternada
200

150

100

50
E(V)

-50

-100

-150

-200
0 1 2 3 4 5 6 7 8
Tempo

Fig.3

A potência em um circuito elétrico é dada pelo produto da tensão aplicada e(t) pela
corrente i(t) que flui (potência instantânea).

p (t ) = e(t ) ⋅ i (t )

A potência em um circuito de corrente alternada varia com o tempo, mas pode ter um
valor médio diferente de zero.

O valor rms ou eficaz de uma tensão ou corrente alternada e(t) é o valor constante
(CC) que dissiparia a mesma potência média em um resistor que a tensão alternada
considerada. Corresponderia ao traço vermelho da figura 3.

ERMS ERMS 2
P = ERMS ⋅ I RMS = ERMS ⋅ =
R R
Observe no gráfico da tensão alternada da figura 3 o valor de pico (máximo) igual a 179
V (magenta) e o valor eficaz ou rms de 127 V marcado em vermelho. A razão entre estes dois
valores (pico e eficaz) é uma função da forma de onda do sinal e uma característica dos sinais
chamada Fator de Crista, definida para sinais com nível médio igual a zero.

Para uma senóide, esta razão é de √2 ou 1,414 aproximadamente.

A razão, considerando a diferença de fase, entre tensão e corrente em um


elemento de um circuito é chamada de impedância, que é a oposição à passagem da
corrente que o elemento ou componente oferece. Assim, quando aplicamos uma determinada
tensão a um elemento de circuito, a corrente que irá circular dependerá do valor da impedância
oferecida pelo elemento. A unidade da impedância é o ohm.
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A impedância pode ser composta por duas parcelas:

I. Resistência, a parte que transforma a passagem de corrente em calor ou trabalho


útil. Numa resistência, tensão e corrente estarão em fase, isto é, seus máximos e
mínimos ocorrem no mesmo instante de tempo.

II. Reatância, a parte que armazena energia em um campo, seja elétrico no caso dos
capacitores ou magnético, para os indutores ou elementos indutivos como as bobinas
e transformadores. Em uma reatância capacitiva, a tensão estará atrasada em
relação à corrente de 90° e em uma reatância indutiva a tensão estará adiantada
em relação à corrente também de 90°. Uma reatância será representada então como
um número complexo +/-jX, onde j é a unidade imaginária √-1, que representa a
defasagem de 90° existente entre tensão e corrente, e X o módulo da reatância, que
será uma função da freqüência e cuja unidade também será o ohm:

1
a) Módulo da Reatância capacitiva: XC = , onde C é a
2 ⋅π ⋅ f ⋅ C
capacitância do capacitor em farads e a reatância será dada em ohms.

Fig. 4

Aqui f3 representa a tensão e f1 a corrente.

Capacitores (ilustração da Wikipedia e Epcos).


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b) Módulo da Reatância indutiva: X L = 2 ⋅ π ⋅ f ⋅ L , onde L é a indutância


do indutor em henries.

Fig. 5

Aqui f2 representa a tensão e f1 a corrente.

Indutores (ilustração da Wikipedia)

Então, podemos medir com um voltímetro a tensão em volts existente entre


dois terminais dos elementos de um circuito elétrico.
Para medir corrente, teremos que interromper algum fio ou medir o campo
magnético gerado pela passagem de corrente como no caso dos amperímetros do tipo
alicate, usados em eletrotécnica.
Para observar a variação em função do tempo da tensão ou corrente em um
elemento de circuito, como mostrado acima, é usado o osciloscópio.

Fig. 6: Voltímetro digital Fig. 7: Amperímetro alicate digital


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Fig. 8: Osciloscópio analógico

Resistores, capacitores e indutores podem ser interligados formando redes elétricas,


que tem propriedades definidas pela forma de interligação (topologia) e pelos valores de
resistência, capacitância e indutância de seus componentes. Um exemplo muito importante são
os divisores de freqüência (crossovers) passivos como os ilustrados abaixo (Fig. 9):

(Cortesia Nenis)
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(Cortesia Nenis)

Eles fazem parte de uma classe de redes elétricas chamada de filtros seletores de
sinais. Os filtros elétricos permitem a separação dos sinais em função de sua freqüência.

Neste curso, não iremos nos aprofundar nos detalhes de circuito dos equipamentos e
os componentes dos sistemas de áudio serão descritos por parâmetros elétricos e acústicos
tais como:

a) Níveis ou valores de pressão sonora, tensão, corrente e potência, presentes em


cada um dos pontos de interesse do nosso sistema, usualmente em valores
eficazes ou rms (caso sejam usados valores de pico isto deve ser claramente
indicado);

b) Sensibilidade;

c) Ganho ou atenuação de cada um dos estágios;

d) Impedâncias de entrada e saída.

Vamos definir agora cada um destes termos.


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4. Níveis

Quando posicionamos o valor de potência, pressão sonora, tensão ou corrente elétrica


de um sinal em uma escala em dB, obtemos um nível de sinal.

As escalas em dB mais usadas são:

Nível de pressão sonora (Lp): dB SPL.

 p
L p = 20 ⋅ Log   (1)
 p0 
-6
Onde p é a pressão sonora medida em pascal (Pa) e p0 = 20x10 Pa, o valor
de pressão sonora correspondente ao limiar de audição a 1 kHz.

Nível de Potência (Lw): dBW ou dBm.

 P 
LW = 10 ⋅ Log   (2)
 Pref
 
Onde P é a potência em watts e Pref = 1 W para níveis em dBW ou Pref = 1 mW
para níveis em dBm.

Nível de tensão elétrica: dBV ou dBu.

 e 
N dB = 20 ⋅ Log   (3)
e
 ref 
Onde e será a tensão elétrica medida, em volts, eref será 1 V para níveis em
dBV ou 0,775 V para níveis em dBu.

Convertendo níveis de tensão (dBu ou dBV) em valores de tensão (V):

LdBV
20
EdbV = 10

LdBu
20
EdBu = 0, 775 ⋅10

Convertendo níveis de potência (dBW) em valores de potência (W):

LdBW
10
P = 10
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Convertendo níveis de pressão (dB SPL) em valores de pressão sonora p (Pa):

LdBSPL
p = 20 ⋅10−6 ⋅10 20

5. Sensibilidade

Num sistema de áudio, lidamos com dois tipos de sensibilidades elétricas:

5.1. Sensibilidade dos transdutores

É uma indicação da eficiência de conversão dos transdutores.

Teremos então:

5.1.1. Sensibilidade dos microfones (transdutores de entrada), SM, dada de duas


formas equivalentes:

V ' mV
i. SM = Ou S M = , ou ainda, de forma generalizada:
Pa Pa

eref
SM = (4)
pref

Onde:

eref = tensão de saída em circuito aberto do microfone,


medida quando a pressão sonora de entrada for pref.

pref = valor de pressão sonora no qual é especificada a


sensibilidade do microfone.

De forma que:

eomic = p ⋅ S M (5)

Esta será a tensão de saída do microfone em volts ou milivolts,


da mesma forma que for especificada a tensão de referência. Caso o
valor de pressão p seja dado em valor eficaz, a tensão de saída
também o será.

Ex: SM = 2 mV/Pa

ii. SMdB = (nível de tensão de saída, Lomic medido com um


determinado nível de pressão sonora Lpref).

Ex: SMdB = (-60 dBV, 94 dB SPL).


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Pode ser obtida a partir de SM, se observamos que:

p
eomic = p ⋅ S M = ⋅ eref (6)
pref

eomic p
= (7)
eref pref

Logo;

eomic p p p0
= = ⋅ (8)
eref pref p0 pref

E transformando em níveis:

e   p   p p 
20 ⋅ log  omic  = 20 ⋅ log   = 20 ⋅ log  ⋅ 0  (9)
e  p  
 ref   ref   p0 pref 

e   p p 
20 ⋅ log  omic  = 20 ⋅ log   − 20 ⋅ log  ref  (10)
e 
 ref   p0   p0 
-6
Onde p0 é a pressão de referencia para níveis em dB SPL, 20x10 Pa.

O lado esquerdo pode ser expandido da mesma forma que o direito em


relação a uma tensão de referência escolhida (usualmente 1V para
níveis em dBV ou 0,775V, para níveis em dBu) e chegaremos a:

Lomic − Lref = Lp − Lpref (11)

Que chamaremos de Equação do Microfone.

Ela mostra que a variação em dB do nível de tensão de saída será


igual à variação em dB do nível de pressão sonora de entrada.

Escrita de outra forma:

Lomic = Lref + ( L p − L pref ) (12)

Então, o nível de saída de um microfone será igual à soma de seu nível


de tensão de referência com a diferença entre o nível de pressão
aplicado e o nível de pressão de referência da sua especificação.
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5.1.2. Sensibilidade dos alto-falantes (transdutores de saída), dada normalmente


como o nível de pressão sonora em dB SPL (Lp), gerado a 1 m de distância do
falante com uma potência elétrica de 1 W aplicada. Chamarei a esta sensibilidade
de SAFdB.

Ex: SAFdB = 98 dB/1W/1m

5.2. Sensibilidade dos estágios de Amplificação:

Será o valor do sinal de entrada, geralmente uma tensão, que produz um valor
determinado ou nominal de: tensão, corrente, ou potência de saída. Pode ser expressa
na forma de um nível de sinal de entrada em dB.

6. Ganho

Damos o nome de ganho à razão entre as grandezas de saída e entrada de um


sistema elétrico que transportam informação, de forma que:

Amplificador Ganho
Tensão eout
Av = ein
Corrente iout
Ai = iin

Quando as grandezas de entrada e saída tem a mesma natureza, como acima,


ganho será adimensional, caso contrário, teremos relações de transferência com
dimensões de resistência ou condutância, como abaixo:

Estágio Relação de Transferência


Transcondutância i
Gm = out
ein
Transresistência e
Rm = out
iin

Teremos então quatro tipos de amplificadores possíveis em um sistema elétrico:

• Amplificadores de tensão

- Possuem alta impedância de entrada e baixa impedância de saída, seu sinal


de entrada será uma tensão elétrica e o de saída também. A grande maioria
dos estágios de amplificação em um sistema de áudio funciona assim. São
construídos pela interligação de vários componentes ativos como transistores,
FET’s ou válvulas eletrônicas com componentes passivos como resistores,
capacitores e transformadores. A maioria dos estágios de amplificação em um
sistema de áudio funciona como um amplificador de tensão.
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• Amplificadores de corrente

- Possuem baixa impedância de entrada e alta de saída, seu sinal de entrada


será uma corrente elétrica e o de saída também. Um transistor é um exemplo
de amplificador de corrente.

• Amplificadores de transresistência

- Possuem baixa impedância de entrada e de saída, seu sinal de entrada será


uma corrente e o de saída uma tensão.

• Amplificadores de transcondutância.

- Possuem alta impedância de entrada e saída, seu sinal de entrada será uma
tensão elétrica e o de saída uma corrente.

Todos os quatro tipos podem ser usados para se conseguir o ganho de


potência GP definido como:

Pout
GP = (13)
Pin

Amplificador Ganho Ganho de Potência


Tensão eo P e 2 R e 2 R R
Av = ein GP = out = out ⋅ in2 = out2 ⋅ in = Av 2 ⋅ in
Pin RL ein ein RL RL
Corrente io Pout iout 2 ⋅ RL iout 2 RL R
Ai = iin GP = = 2 = ⋅ = Ai 2 ⋅ L
2
Pin iin ⋅ Rin iin Rin Rin
Amplificador Relação Ganho de Potência
Transcondutância i Pout iout 2 ⋅ RL iout 2
Gm = out GP = = = ⋅ RL ⋅ Rin = Gm 2 ⋅ RL ⋅ Rin
ein Pin ein 2 ein 2

Rin
Transresistência eout Pout eout 2 1 e 2 1 1
Rm = GP = = ⋅ 2 = out2 ⋅ = Rm 2 ⋅
iin Pin RL iin ⋅ Rin iin RL ⋅ Rin RL ⋅ Rin

6.1. Ganho em dB

Resulta muito mais conveniente expressar o ganho dos estágios em dB para não ter
que lidar com números muito grandes. Isto será possível para os ganhos adimensionais como
os de tensão, corrente e potência.
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Para tensão, corrente e potência, podemos calcular o ganho em dB dos estágios de


amplificação através das expressões:

Amplificador Ganho Ganho de tensão ou corrente em dB


Tensão eo e 
Av = ein GdB = AvdB = 20 ⋅ log ( Av ) = 20 ⋅ log  out 
 ein 
Corrente io i 
Ai = iin GdB = AidB = 20 ⋅ log ( Ai ) = 20 ⋅ log  out 
 iin 

6.1.1. Ganho de Potência em dB

Calcula-se o ganho de potência em dB pela seguinte expressão:

P 
GPdB = 10 ⋅ log  out 
 Pin 

Assim:

Amplificador Ganho Ganho de Potência em dB


Tensão P  
Av = eout R  R 
ein GPdB = 10 ⋅ log  out  = 10 ⋅ log  Av 2 ⋅ in  = 20 ⋅ log ( Av ) + 10log  in 
 Pin   RL   RL 
Corrente P  
Ai = iout R  R 
iin GPdB = 10 ⋅ log  out  = 10 ⋅ log  Ai 2 ⋅ L  = 20 ⋅ log ( Ai ) + 10log  L 
 Pin   Rin   Rin 
Transcondutância iout P 
Gm = GPdB = 10 ⋅ log  out  = 10 ⋅ log ( Gm 2 ⋅ RL ⋅ Rin )
ein
 Pin 
Transresistência P  
Rm =
eout 1 
GPdB = 10 ⋅ log  out  = 10 ⋅ log  Rm 2 ⋅ 
iin RL ⋅ Rin 
 Pin  

Onde:

eout = tensão de saída do amplificador;


ein = tensão de entrada do amplificador;
iout = corrente de saída do amplificador;
iin = corrente de entrada do amplificador;
Rin = resistência de entrada do amplificador;
Rout = resistência de saída do amplificador;
Av = ganho de tensão;
Ai = ganho de corrente;
Gm = transcondutância;
Rm = transresistência.
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7. Amplificadores

Os amplificadores ou estágios de amplificação empregados em sistemas de áudio são,


em sua grande maioria, amplificadores de tensão e, portanto, possuem baixa impedância de
saída e alta impedância de entrada.

O bloco fundamental da moderna eletrônica analógica é o amplificador operacional


de tensão, ou opamp.

Em torno destes componentes constroem-se estágios de ganho, pré-amplificadores,


equalizadores e filtros analógicos.

Alguns exemplos:

OPA 134, 2134, 4134

Opamps de alto desempenho, tecnologia bi-fet, atuais. (Texas Instruments / Burr-Brown)


http://www.ti.com

Acima, um dos pioneiros, o 741, não usado em áudio de qualidade.

Abaixo, o diagrama esquemático equivalente a cada um dos dois amplificadores encontrados


em um circuito integrado LM 833 (National Semicondutor):
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Diagramas de pinagem de alguns amplificadores operacionais comerciais:


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Desenho do invólucro de oito pinos em linha (DIP):

(Texas Instruments)
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7.1. Amplificadores Operacionais


O texto nas caixas a seguir foi obtido no site do MIT.
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Álvaro Neiva 31/3/2008 21
Álvaro Neiva 31/3/2008 22
Álvaro Neiva 31/3/2008 23
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O texto dentro das caixas acima foi obtido e pode ser encontrado no site do MIT.

Sobre amplificadores operacionais, consultar as referências:

• Pertence Jr., Antonio; Amplificadores operacionais e filtros ativos, McGraw-Hill,


1988;
• Wait, John V.; Huelsman, Lawrence P.; Korn, Arthur G.; Introduction to operational
amplifiers and applications; McGraw-Hill, 1975.
• Jung, Walter G.; IC OP-AMP Cookbook, second edition, 1980, H.W.Sams & Co.
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8. Ganho e Atenuação
eout iout P
Quando a razão A = , ou out for maior que um, teremos um ganho de
ein iin Pin
tensão, corrente ou potência. Quando estas razões forem menores que 1, teremos uma perda
Pin iin e
ou atenuação de sinal. Definiremos então a razão AT = , ou in como o valor desta
Pout iout eout
perda ou atenuação.

Observe que uma razão é o inverso da outra.

Em dB teremos:

Atenuação ATdB = − AdB ou − GdB (13)

Dito de outra forma,

e 
ATdB = 20 ⋅ log  in  para tensão. (14)
 eout 

P 
ATdB = 10 ⋅ log  in  Para potência. (15)
 Pout 

8.1. Ganho de Estágios em Cascata

Ein E1 E2 E3 Eout

Dificilmente, em um sistema de áudio, teremos todo o ganho necessário entre o


transdutor de entrada (microfone) e o de saída (alto-falante), obtido em um único estágio.

Podemos então usar vários estágios ligados de forma que a tensão de saída de um
seja a tensão de entrada do outro e, caso a impedância de entrada de um estágio seja muito
maior que a de saída do anterior, poderemos escrever para o ganho total:
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eout eout e3 e2 e1 A ⋅A
= ⋅ ⋅ ⋅ = v 2 v1 (16)
ein e3 e2 e1 ein AT 1 ⋅ AT 0

Ou, em dB:

AvdBtotal = Lout − Lin = ( AdB1 + AdB 2 ) − ( ATdB 0 + ATdB1 ) (17)

O que pode ser generalizado para um número qualquer de estágios, dizendo-se que o
ganho total será dado pela soma dos ganhos menos a soma das atenuações no percurso
de sinal.

9. Microfones

No presente estudo, não estaremos interessados nem na forma de transdução nem no


padrão polar do microfone, mas apenas em suas características elétricas como: tensão de
saída em circuito aberto e impedância de saída.

Modelo elétrico linear do microfone:

Rg

Eg Eomic

Onde:

Eg = tensão de saída do microfone em circuito aberto;

Eomic = tensão observada nos terminais de saída do microfone;

Rg = impedância de saída do microfone.

Aqui, a fonte de tensão terá o valor da tensão em circuito aberto, ou sem carga,
fornecida pelo microfone com um determinado valor de pressão sonora. O resistor terá o valor
da impedância nominal do microfone, que suporemos resistiva.

Usando este modelo, poderemos avaliar a redução da tensão de saída em função da


carga ligada aos terminais do microfone.

Ao ligarmos o microfone em um pré-amplificador, o circuito equivalente passará a ser


como abaixo, desprezando-se a impedância dos cabos:
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Rg

Eg Ein Rin

Onde Rg é a impedância de saída do microfone e Rin a impedância de entrada do pré-


amplificador.

A tensão de saída do microfone, Eomic, caso não haja perda no cabo, será igual à
tensão de entrada para o pré-amplificador Ein, e terá o valor dado pela expressão abaixo:

Eg ⋅ Rin
Eomic = Ein = (16)
Rg + Rin

Um exemplo de especificações de um microfone real:

O valor de tensão de saída deste microfone, carregado com o valor mínimo indicado e
exposto a uma pressão sonora de 1 Pa, será calculado da seguinte forma:

a) Obtemos a tensão de saída do microfone em circuito aberto;

1Pa ⋅ 2, 7 × 10−3V
Eg = p ⋅ S M = = 2, 7 × 10−3V
1Pa

b) Calculamos o efeito da carga sobre a tensão de saída.

E g ⋅ RL 2, 7 ×10 −3V ⋅1000


Eomic = Ein = = = 2 × 10−3V
Rg + RL 350 + 1000
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Podemos calcular a perda ou atenuação ocorrida em dB, achando:

 Eg   2, 7 ×10−3 
20 ⋅ log   = 20 ⋅ log  −3 
= 2, 6dB
 Eomic   2, 0 × 10 

Ou

 Rg + Rin 
ATdB = 20 ⋅ log  
 Rin 

Os valores de tensão entregues pelos microfones são muito pequenos e necessitam de


amplificação para serem utilizados.

Os amplificadores ou estágios de amplificação empregados em sistemas de áudio são,


em sua grande maioria, amplificadores de tensão. Alguns amplificadores de potência
atualmente em uso funcionam como amplificadores de transcondutância, mas são casos raros.

10. Amplificadores
Uma das funções mais importantes em um sistema de áudio é a amplificação. Tão
importante e corriqueira que, muitas vezes, não prestamos atenção na quantidade e variedade
de estágios de amplificação que estão a trabalhar em um sistema de áudio, a não ser que
alguma coisa saia diferente do planejado. Numa hora destas ou quando planejamos a
interligação dos componentes de nosso sistema de som, conhecer as características dos
diversos tipos de amplificadores e suas limitações será fundamental para que possamos extrair
o melhor desempenho dos sistemas que montamos e operamos.

Um estágio amplificador será caracterizado por seu ganho, usualmente de tensão, e


suas impedâncias de entrada e saída. Um bloco de circuito para ser considerado amplificador
sempre terá um ganho de potência, ou será um atenuador, transformador ou estágio de
acoplamento. Vamos demonstrar que um ganho de potência pode ser desmembrado como o
produto de um ganho de tensão ou corrente ao quadrado e uma relação entre a resistência de
entrada e a de carga de um amplificador.

Em um sistema real poderemos ter o ganho total necessário distribuído entre (no
mínimo) três etapas:

• Pré-amplificador;

É o primeiro estágio de ganho em um sistema, e faz a interface deste com os


microfones. Suas características mais importantes são o ganho de tensão, a
impedância de entrada e seu nível de ruído. Sua tensão máxima de saída ou nível
máximo antes do ceifamento (clipping) e sua linearidade serão dados importantes para
definir a sonoridade deste estágio. Pode fazer parte dos canais de entrada de uma
console ou ser um equipamento independente. A potência fornecida pelos estágios de
pré-amplificação é, no máximo. da ordem de 20 dBm.
Álvaro Neiva 31/3/2008 29

• Amplificador de linha;

É um estágio intermediário entre um console, pré-amplificador ou crossover e a


amplificação de potência, sendo usado por possuir menor impedância de saída ou
maior capacidade de corrente e/ou tensão que o estágio anterior. Pode também
contribuir com uma parcela para o ganho total de tensão do sistema. Amplificadores de
linha trabalham com níveis de tensão de entrada entre -20 e 0 dBu e devem fornecer
níveis de saída entre +4 a + 30 dBu. Um amplificador deste tipo pode fornecer níveis de
-3
potência entre 0 e +30 dBm (10 a 1 W).

• Amplificadores de potência.

Aqui temos, na maior parte dos casos, ganho de tensão e de corrente e uma
impedância de carga muito menor que a de entrada. Valores elevados de tensão,
corrente e potência elétrica podem ser encontrados em suas saídas. Por exemplo, um
amplificador capaz de entregar 2500 W a uma carga resistiva de 4 ohms estará
fornecendo uma tensão de 100 Vrms a esta carga.

Alguns exemplos de amplificadores de potência comerciais:

Crown DC 300, EUA, 1974.

http://www.crownaudio.com/gen_htm/legacy/legacamp.htm

Crown Macrotech, EUA, 1995.

http://www.crownaudio.com
Álvaro Neiva 31/3/2008 30

Phase Linear 400, EUA, 1971-1972.

http://www.phaselinearhistory.com

Série 400 da Attack do Brasil ind. e com. ltda, 2005.

http://www.attack.com.br

11. Modelo elétrico linear para um amplificador de tensão

Válido fora dos limites de tensão e corrente do amplificador.

Ro

Eo Ein Rin
Álvaro Neiva 31/3/2008 31

Onde

Eo = tensão de saída em circuito aberto do amplificador;

Ro = resistência de saída do amplificador;

Ein = tensão de entrada do próximo estágio ou sobre a carga;

Rin ou RL = resistência de entrada do próximo estágio ou de carga.

12. Amplificadores de Potência

Os amplificadores ou estágios de amplificação empregados em sistemas de áudio são,


em sua grande maioria, amplificadores de tensão. Os amplificadores que devem alimentar os
alto-falantes e constituem o último estágio da cadeia de amplificação são chamados
amplificadores de potência.

Vamos observar um exemplo de amplificador linear de potência atual, com uma olhada
em seu manual que apresenta seus controles e conexões de entrada e saída:

(Cortesia da Attack do Brasil)


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13. Conexões

Agora vamos cuidar das interligações entre os elementos do sistema. Para começar,
será conveniente separá-las conforme o nível de sinal que circula e a sua finalidade, entrada
ou saída.

Podemos classificar as conexões de nosso sistema em três níveis (considerando valores


nominais ou de especificação eficazes ou rms):

• Nível de sinal de microfone, entre -20 e -60 dBV ou menos;


• Nível de sinal de linha, entre +20 e -20 dBV;
• Nível de sinal de alto-falante, acima de +20 dBV.

Para conduzir sinais de microfone e linha, são usados, em sistemas profissionais de áudio,
cabos com blindagem e conexões balanceadas.

13.1. Conexões Balanceadas


São as conexões entre equipamentos em que a corrente de sinal circula de forma
independente de ligação do condutor de referência ao 0 V do circuito de saída ou de
entrada e nas quais a malha de blindagem do cabo, quando existir, tem somente a
função de evitar a penetração de interferência eletromagnética, sem conduzir corrente de
sinal.

Para termos uma conexão balanceada, precisamos de um circuito de saída que gere
tensões simétricas em relação ao 0 V de referência e de um amplificador ou receptor
diferencial, isto é, um amplificador cuja tensão de saída seja proporcional à diferença de
potencial entre seus terminais de entrada ou um transformador, e um cabo com dois
condutores e uma malha de blindagem. A blindagem vai ser usada onde ela for necessária,
pois em certos casos como as linhas telefônicas ou transmissão de dados a curtas distâncias,
um simples par trançado de condutores, pode resolver o problema.

Amplificador com entradas balanceadas XLR e saídas em conectores Speakon NL4 (cortesia
Studio R).
Álvaro Neiva 31/3/2008 39

Alguns exemplos de cabo usado em conexões balanceadas de microfone e linha:

(cortesia Wireconex)

Os cabos empregam conectores XLR de 3 pinos, com trava, para garantir uma conexão de alta
confiabilidade.

Conectores de cabo
Álvaro Neiva 31/3/2008 40

(cortesia Wireconex)

Conectores de painel

1. Macho – saída de sinal;

2. Fêmea – entrada de sinal.

(cortesia Stecon)

Podem ser usados também conectores e jacks do tipo TRS ou “P10 estéreo” com diâmetro de
¼ de polegada (6,35 mm), herança das primeiras mesas de comutação telefônica (um sistema
com conexões balanceadas) e usados também em fones estéreo, onde fazem parte de uma
ligação não balanceada. Os conectores dos cabos são chamados “plugs” e os de painel são
os “jacks”.
Álvaro Neiva 31/3/2008 41

(Cortesia Wireconnex)

Plug TRS ¼ polegada (Cortesia Santo Ângelo):

Jack (conector de painel) de ¼ polegada (cortesia Stecon):

13.2.1. Padrões de polaridade


A convenção atual de polaridade nos conectores profissionais mais comuns em
ligações balanceadas é a seguinte:

13.2.1.1. Conectores XLR

Pino Função
1 Aterramento, malha de blindagem.
2 Sinal em fase, polaridade de referência positiva (+).
3 Sinal em contra fase, retorno de corrente, polaridade de referência negativa (-).
Álvaro Neiva 31/3/2008 42

13.2.2. Conectores TRS

Pino Função
Luva ou carcaça metálica Aterramento, malha de blindagem.
(Sleeve)
Ponta (Tip) Sinal em fase, polaridade de referência positiva (+).
Anel (Ring) Sinal em contra fase, retorno de corrente, polaridade de
referência negativa (-).

13.2. Conexões Desbalanceadas


São as conexões entre equipamentos em que a corrente de sinal retorna por um
condutor ligado à referência de 0 V do circuito de saída e nas quais, a função da malha
de blindagem do cabo, além de evitar a penetração de interferência eletromagnética,
também pode ser conduzir a corrente de sinal.

Em conexões desbalanceadas de sinal em nível de linha, usamos cabo blindado coaxial


com um condutor e uma malha de blindagem. Os plugs mais usados são os TS ou “P10” e, em
equipamentos domésticos ou semiprofissionais, os “RCA”. São conexões comuns em sistemas
de áudio e vídeo domésticos, sendo também usadas em instrumentos musicais para conexão
aos seus amplificadores.

Plug TS ou P10:

(Cortesia Santo Ângelo)

Cabo com plugs TS para instrumentos musicais:


Álvaro Neiva 31/3/2008 43

Plugs “RCA” para ponta de cabo:

(Cortesia Wireconex)

Conectores “RCA”: fêmeas de painel e plugs de cabo.

(da Wikipédia)

Cabo com conectores “RCA”:

(cortesia CSR)

Nestas conexões é normalmente usado um cabo blindado com um único condutor isolado
revestido por uma malha de blindagem, que é usada como retorno para a corrente de sinal.
Sobre a malha é usada mais uma camada de isolante que serve também para proteger o cabo
durante o uso.
Álvaro Neiva 31/3/2008 44

Notação empregada no texto:

Av = ganho de tensão;

Ai = ganho de corrente;

e = tensão elétrica alternada em volts (V), valor instantâneo;

eomic= tensão de saída do microfone;

eout = tensão de saída do amplificador;

ein = tensão de entrada do amplificador;

E = tensão RMS ou contínua (C.C.);

f = força mecânica, newtons (N);

Gm = transcondutância;

GP= ganho de potência;

i = corrente elétrica alternada em ampères (A);

iout = corrente de saída do amplificador;

iin = corrente de entrada do amplificador;

Lomic = nível de tensão de saída do microfone, dado em dBV ou dBu;

p = pressão sonora em pascal;

pref = pressão de referencia da especificação do microfone.

P = potência em watts (W);

Pe = potência elétrica, watts;

Pm = potência mecânica, watts;

Pa = potência acústica, watts;


2
p = pressão sonora em pascal (Pa) ou N/m ;

SM = sensibilidade do microfone em V/Pa;

v = velocidade linear m/s;


3
U = velocidade volumétrica m /s;

Rin = resistência de entrada do amplificador;

Rout = resistência de saída do amplificador;

Rm = transresistência.