(Descartes/Hume)
1. O racionalismo de Descartes 1.1. O projeto de fundamentação rigorosa do saber. 1.2. A importância da dúvida: Como pôr à prova os conhecimentos estabelecidos. Instrumento e forma metódica de investigar a verdade separando o verdadeiro do falso. Procura uma verdade absoluta e indubitável, uma ideia clara e distinta. 1.3. Separando o verdadeiro do falso: os níveis de aplicação da dúvida metódica. 1.3.1. O primeiro nível de aplicação da dúvida: Os sentidos não são fontes seguras de conhecimento. 1.3.2.O segundo nível de aplicação da dúvida: Há razão para acreditar que o mundo físico é uma ilusão. 1.3.3. O terceiro nível de aplicação da dúvida: Há razão para acreditar que o nosso entendimento confunde o verdadeiro com o falso. 1.4. A descoberta de uma verdade absolutamente indubitável: «Penso (duvido), logo, existo». 1.5. À descoberta da existência de algo que exista independentemente do sujeito pensante: a prova da existência de Deus como Ser Perfeito (não enganador). 1.6. A fundamentação metafísica do saber: Deus não engana e por isso é a garantia da objetividade das verdades racionais. Logo, o nosso entendimento ou razão não se engana ou não pode estar enganado quando descobre conhecimentos verdadeiros: concebo clara e distintamente que sou uma substância pensante, que deus existe e que posso confiar na validade do meu entendimento ou razão quando concebe que as coisas sensíveis são extensas, que a realidade existencial do meu corpo é uma evidência, que as coisas corpóreas existem e o mundo não é um sonho (crenças fundadas na veracidade divina). 1.6.1. A recuperação da existência das realidades físicas. 2. O empirismo de David Hume 2.1. Impressões e ideias são o conteúdo do conhecimento. 2.2. Os tipos de conhecimento: relações de ideias e questões de facto. 2.3. Os conhecimentos de facto e a relação de causalidade. 2.3.1.0 problema da existência do mundo exterior. 3. O racionalismo crítico de Kant 3.1. Todo o conhecimento começa com a experiência: a importância da sensibilidade. 3.2. O conhecimento científico não deriva da experiência (não tem o seu fundamento nela), mas sim de certas formas a priori do sujeito que conhece. 3.3. O conhecimento científico, embora não tenha o seu fundamento na experiência, começa com ela e por isso só pode ser conhecimento de realidades empíricas. 3.3.1. A distinção fenómeno-númeno. 3.4. A razão e os limites do conhecimento - A realidade e o ideal.
OBJECTIVOS DE APRENDIZAGEM
1. Distinguir o racionalismo cartesiano do kantiano. Ou Distinguir o racionalismo cartesiano do empirismo de Hume.
Ou Distinguir o empirismo de Hume do racionalismo kantiano. 2. Esclarecer em que consiste o projeto cartesiano de fundamentação do saber. 3. Estabelecer a ligação entre dúvida e Cogito. 4. Relacionar a distinção alma-corpo com a ordem cartesiana das razões. 5. Esclarecer como Descartes prova a existência de Deus e qual o seu objetivo. 6. Compreender por que razão Hume é empirista. 7. Relacionar o princípio da cópia com a posição empirista de Hume. 8. Explicar em que consiste a análise que Hume faz do conceito de causa. 9. Compreender que essa análise conduz ao ceticismo quanto à objetividade desse conceito, mas que esse ceticismo é mitigado. 10. Explicitar a finalidade da análise kantiana do conhecimento. 11 . Compreender o papel da sensibilidade e do entendimento no processo de conhecimento. 12. Mostrar por que razão não é possível conhecer realidades não empíricas. 13. Compreender que o racionalismo kantiano não admite a possibilidade de um conhecimento puramente racional.