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PRINCÍPIOS

DA

INTUIÇÃO

É a FASE SENSÓRIO MOTORA (0 A 2A) onde a coordenação dos esquemas evolui da percepção
imediata e da experiência para as combinações mentais, em tentativas de exploração, interioriza e
coordena, opera antes de ocorrer o ajustamento exterior.
A imitação é a acomodação interiorizada e se diferencia em relação ao sistema total das
assimilações e acomodações combinadas que constituem o ato da inteligência.
Imitação diferida – a criança já não precisa mais estar na presença do modelo e até a intervalos
maio ou menos longo de tempo, para que ocorra a reprodução deste modelo. Torna-se assim
interiormente capaz de imitar desligando-se da ação atual passando ao início do nível da
representação de imitação de objeto. A criança na imitação diferida, reproduz pelos movimentos do
próprio corpo uma situação física que a interessa.
Imitação imediata de Novos Modelos Complexos:
♦ Imitação Diferida
♦ Imitação de Objetos
Quando o modelo é novo só copia mediante exploração maios ou menos demorada. Um
modelo complexo e desconhecido é acomodado interiormente e sem necessidade de exploração tátil
(interiorização da imitação), sem jamais ter imitado reproduz o modelo na ausência do mesmo, como
se fizesse uso de uma simples recordação.
A imitação diferida ou protelada (cópia à distância) é a continuação das fases precedentes. A
representação aparece como produto da transformação da imitação, como outras reações novas.
A imitação no sentido estrito, seria a imagem mental ou a recordação-imagem ou seja a
evocação simbólica das realidades ausentes; a imitação no sentido lato, confunde-se com o
pensamento, esquema de conceito ou esquema mental. No sentido lato como no sentido estrito,
apresentam relações mútuas, pois o conceito é um esquema abstrato e a imagem um símbolo
concreto, apesar de não se reduzir o pensamento a um sistema de imagem, pode-se afirmar que todo o
pensamento se faz acompanhar de imagem. No entanto se pensar consiste em interligar significações,
a imagem será um significante e o conceito, um significado.
Denominaremos a representação conceptual de representação no sentido lato e a representação
simbólica ou imaginada (símbolos, imagens) de representação no sentido estrito. Na concepção dos
linguístas símbolo descreve os significantes motivados (apresentam uma relação de semelhança com
o significado), em contraste com os signos que não arbitrários (convencionados ou socialmente
impostos). Nesta fase se registra também um princípio de emprego de signos, pois no momento em
que a inteligência se prolonga em representação conceptual e a imitação se converte em
representação simbólica, o sistema de signos também aparece na forma de linguagem falada
(imitada) passando a envolver três termos e não apenas dois ao mesmo tempo: conceito – símbolo –
signos verbais, que são sem dúvida termos interdependentes pois todos dependem da vida social.
Na concepção de Wallon as reações aparentemente imitativas dos primeiros dezoito meses de
vida (imitação verdadeira) não sobrevem antes da Segunda metade do segundo ano. A imitação
diferida seria a verdadeira imitação pois há a passagem do sensório-motor ao representativo.
Na visão de Guillaume a linguagem oral não é a única e nem a principal, manifestação de uma
função simbólica. Dos experimentos de Wolfe, Nyssen e Grawford e de Koehler, percebe-se que
pode-se constituir sistemas mais ou menos complexos de representações, anteriormente à linguagem,
os quais implicam significantes já diferenciados do significado a que dizem respeito.
Sabe-se que a imagem não é um simples prolongamento da percepção, sendo portanto um
esboço de uma imitação possível, pois é o produto de interiorização da imitação que ocorre com a
acomodação dos esquemas sensório-motores e que se manifesta em gestos visíveis. Convém lembrar
que há diferença entre o símbolo (imagem) e os signos sociais (que constituem a linguagem).

. Concebe-se a imagem como uma imitação interiorizada devida aos esquemas sensório-motores. copiam termos genéricos. Com os trabalhos de Luquet o ponto de partida da imitação-desenho é a “imagem” o modelo interno. ou seja submetida à própria inteligência reintegrando-se no domínio desta. afirma que nada existe de inato na imitação. pg 80 à 114. Iara Aparecida Fagundes Curso de Psicologia Modelos de Capacitação Cognitiva Professor André Vieira . a expressividade se revigora nas fontes da imagem e do símbolo. Pode-se explicar a imitação por meio de condutas perceptivas ou reações condicionadas. conservando-se em estado de esboço. Na FASE PRÉ-OPERACIONAL (2 A 7A) – É nesta fase que se dá o aparecimento da função semiótica. na fase IV há a interiorizaçãp das acomodações. Jean. a imitação. Editora Guanabara. não detalham o modelo e nem esquematizam. Ao passo que o associacionismo interpreta a imitação como sendo a associação entre a percepção do modelo e as recordações imagens. o que atesta a existência de uma atividade aquém das percepções do pensamento refletido e nos faz crer que prolonga a inteligência sensório-motora anterior à linguagem designaremos de inteligência perceptiva (atividade perceptiva). A linguagem torna-se um acompanhamento da ação. Em questão à tendência da imitação. vimos que o mecanismo da transferência associativa não explica o progresso dessa função. por assimilações e acomodações. ativamente combinadas. Não sendo a imagem um derivado da percepção pura e sim um produto de uma acomodação imitativa. mas desenvolvendo-se. há a consciência de imitar. PIAGET. Reduzir a imitação à própria percepção é considerá-la motora. prolonga-se em imagem. baseada em imagem. ou da acomodação das atividades perceptivas. Os esquemas se prolongam englobando elementos novos. conservando um papel fundamental durante o resto do desenvolvimento mental. Sendo assim. o erro é uma forma de apreender (tentativa e erro). Dos 7 aos 8 anos.A imagem mental por ser de ordem intima conserva um papel insubstituível ao lado do sistema de signos coletivos. Na fase V há a sistematização da imitação do novo. como significante. No entanto a criança aprende a imitar e essa aprendizagem se evidência no domínio dos movimentos não sensíveis do corpo do sujeito . Na questão das teorias Guillaume. por isso a imitação tem de ser apreendida . A imagem é imediatamente integrada na inteligência conceptual. mas a imitação das coisas só se desdobram em gestos exteriores em raras ocasiões. Delacroix considerou a imitação como a continuação dos movimentos descritivos à percepção. O detalhe das aprendizagens sucessivas é comparável a um jogo de assimilação e de acomodação sucessivas. a imitação diferida que é a atividade interiorizada dos esquemas. mas da atividade perceptiva. a adaptação inteligente é constituída por equilíbiro entre a acomodação e a assimilação. Bally nos acrescenta que. há também uma atividade perceptiva que consiste em comparações. assim a imagem não é o prolongamento da percepção. as percepções e os movimentos e culminam na construção do objeto permanente. que permite à linguagem a criação de imagens. A inteligência sensório-motora coordena nos dois primeiro anos. na hipótese de Delacroix a imitação automática (pura). há um tríplice progresso: imitação dos pormenores. passa a ser refletida. A imitação é mais global. – A formação do Símbolo na Criança .apreensão direta das relações perceptivas que dão lugar a estruturas independente da idade(ilusões geométricas). na sequência. previsões etc. copia tanto as coisas como as pessoas. a qual dá origem de correções e aumenta com a idade. apesar de se inspirar no plano geral do objeto. A imitação surge como um prolongamento da acomodação dos esquemas assimiladores. como vimos. já em oposição vem a teoria de Dantec. análises. não resultando de um adestramento. com análise e reconstituição inteligente do modelo. No mecanismo perceptivo encontraremos dois níveis bem distintos: .