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CAMPANHA NACIONAL DE ESCOLAS DA COMUNIDADE

ESCOLA CENECISTA PROF. ALCIDES CONTER
PROCESSAMENTO DE DADOS

A VIOLÊNCIA NA MÍDIA

IARA APARECIDA FAGUNDES

WORD AVANÇADO

Butiá, junho /1999

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..........................................................................................................10 OUTRAS CONSIDERAÇÕES...........................................................16 OS EFEITOS DA MÍDIA ..............20 BIBLIOGRAFIA .....................SUMÁRIO A VIOLÊNCIA E SUAS FORMAS.......................6 ABORDAGENS GERAIS ........................18 CONCLUSÃO ........................................................................4 VIOLÊNCIA VISUAL ............11 EFEITOS GERAIS ADVERSOS.........................................................................21 .......13 TABELA 2 .................................15 O CONTEÚDO VIOLENTO E SEUS EFEITOS ADVERSOS...................................8 DESENVOLVENDO UM CÉREBRO.........................................................................................................................

1 – INTRODUÇÃO Com a chegada do terceiro milênio. algo que qualquer adulto equilibrado deveria ser capaz de oferecer. que inunda nosso cotidiano. e que a modernidade tem revelado alguns efeitos colaterais muito preocupantes. Se juntarmos as manchetes ensanguentadas de nossos jornais e as centenas de filmes que inundam nossos sentidos com batalhas que nos deixam sem fôlego. Há algo de novo no ar. Tudo de que precisamos para um desenvolvimento saudável são amor. tem de certa forma alguma relação com esse novo paradigma que estamos a buscar. vídeogames. Nada mais natural. . Nada muito sofisticado. movimentos e discussões começam a mudar. Vencê-lo é essencial para nossa saúde mental. telejornais – em geral. limite e alimento. Isso sem contar que nos comportamos de acordo com os chamados “modelos”. A violência visual. todos eles transmitem o vírus da violência visual. é aí que podemos perceber como a violência nos afeta – e que é possível neutralizar seus efeitos. Nossa história começa com o estudo do comportamento e do desenvolvimento. Filmes de ação. uma esperança de que a transformação enfim aconteça – e um mundo melhor apareça depois da curva.

aprovar. Para Bourdieu. Ou melhor. fazendo-se desconhecer enquanto força e fazendose reconhecer. por parte daquele que sofre a dominação da necessidade desta dominação e o reconhecimento de um papel necessariamente subalterno e passivo. vêm imagens de um desenho animado Tom & Jerry. Cabe pensar então o que é esta violência veiculada na mídia. aceitar. dentro de uma mesma sociedade. o que cada sociedade entende como violência varia de sociedade para sociedade ou até mesmo de grupo para grupo. antropólogos. chamamos de violência simbólica. cultivaram várias formas daquilo que nós. É necessário observar que existem várias formas de violência e nem sempre a violência explícita. Todas as sociedades. uma cinzenta nuvem atômica.5 A VIOLÊNCIA E AS SUAS FORMAS Em se falando de violência. é a forma mais perversa de violência. é esta força propriamente simbólica que permite a força exercer-se plenamente. O segundo é que a violência é sempre uma forma de poder. Portanto. pingüins mortos em praias manchadas de óleo. Mas. em todos os tempos. crianças famintas em algum nordeste do planeta.diriam alguns. Os . ficcional . que pode ser definida como a internalização. o primeiro ponto que se deve chamar atenção é para o fato de que existem diferentes noções de violência. a violência física. imediatamente. pelo fato de se apresentar sob a aparência de universalidade a da razão e da moral. A mim.estética . estamos falando de uma violência narrativa. nosso tema aqui é a violência na mídia. cenas de algum filme de gangster.

Mas. certamente. ao que exatamente estava se chamando violência: Quais cenas. quais programas. Digo. muito mais complexo do que um problema de administração doméstica e de fórmulas de como dispor do aparelho de televisão na sala de estar. o efeito. apresentam o mesmo grau de nocividade em suas diferentes possibilidades de recepção e decodificações. O problema me parece muito mais amplo e complexo do que isto. Penso em todas estas cenas como violência e na impossibilidade de hierarquizá-las em graus de violência. Busquei no texto Sugestões para os pais do uso da mídia das Associações Médicas Americanas. a produção. quais falas? Ocorreu-me que a questão talvez fosse inútil. a solução apresentada pelo grupo de médicos é cândida: normatizar o acesso ao aparelho por meio do reforço da autoridade paterna. os espaços cibernéticos e virtuais dos impulsos luminosos e sonoros do médium) de tal forma que o próprio aparelho de televisão passa a ser o invólucro e emblemático deste Mal. . o conteúdo das violências que tomei como exemplares da mídia eqüivalem-se entre si. relevância e eficácia de qualquer mensagem produzida pela indústria cultural será diretamente relacionada com a situação de recepção e decodificação desta mensagem. quais ações. violência é o Mal (ninguém duvidaria disto) e ele está disseminado por tudo (tudo aqui significando toda a programação. em uma escala de perversidade. A responsabilidade social (e neste sentido moral) dos produtores e empresários da mídia não está sendo questionada. Tampouco. pois da forma que o texto aborda o problema.6 flashes são muitos e minha memória os apresenta como slides que caem em seqüência. Além disto. Tomando-se isto como verdade.

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Desligue o televisor durante as refeições. tão eficaz como planejar alguma outra atividade divertida para a família. Colocá-los lá encoraja o uso e diminui a capacidade de controle. Pode ser conveniente para pais muito ocupados. mais impressionável ela é. principalmente para as mais jovens: quanto mais jovem a criança. 4. Estas sugestões são importantes para todas as crianças. Utilize esse tempo para conversar e manter contatos familiares. . durante o dia. 5.Limite o uso da mídia. O uso da televisão deve ser limitado a não mais de uma ou duas horas de boa qualidade por dia. 3. 2. na hora das refeições ou antes que o tema de casa esteja feito. Estabeleça também limites de acordo com a situação: nada de televisão ou vídeo games antes da aula.Fique alerta para os programas que seus filhos assistem. nem de longe.Evite usar a televisão. mas pode acabar se tornando um padrão usual se utilizar a mídia para entretenimento e diversão. Simplesmente desligar os aparelhos não é.Mantenha aparelhos de TV e de vídeo games fora dos quartos dos seus filhos. vídeos ou vídeo games como se fossem uma babá.Violência Visual USO DA MÍDIA: SUGESTÕES AOS PAIS 1.

As famílias assistirão menos TV ou jogarão menos vídeo se os aparelhos não estiverem literalmente situados no centro de suas vidas. Não ligue a TV para ver se está passando alguma coisa. as escolhas de filmes propostos. utilizando avaliações ao selecioná-los. 11. antecipadamente.9 6. 7. 8. Identifique programas de alta qualidade. Imagens que provocam emoção podem perdurar e atrapalhar o sono.Assista o programa que seus filhos estiverem assistindo. Isso significa aprender a avaliar criticamente as ofertas da mídia. . Seja explícito com seus filhos sobre suas diretrizes quanto a filmes apropriados e analise.Não transforme a TV no ponto central da casa.Torne-se um alfabetizado em mídia.Informe-se sobre os filmes que estão passando e sobre os vídeos disponíveis para venda ou aluguel. Isso permitirá a você saber o que eles estão assistindo e lhe dará uma oportunidade de discuti-lo com eles.Ligue a TV somente quando houver algo específico que você decidiu que vale a pena assistir. 9. 10. Evite colocar a TV no lugar mais importante. Aprenda sobre publicidade e ensine seus filhos a respeito de sua influência nos meios de comunicação que eles usam. Decida com antecedência se vale a pena assistir o programa. Seja ativo: fale e faça conexões com seus filhos enquanto assistem o programa.Tome cuidado especial ao assistir programas antes de ir dormir. Primeiro aprenda você e depois ensine a seus filhos.

Todos necessitamos elevar nossas vozes de tal forma que sejamos ouvidos por quem toma as decisões sobre a programação e por seus patrocinadores. tipo e disponibilidade dos materiais violentos na mídia. uma vez que ao final das contas. As anteriores incluíram campanhas de leitura para crianças e projetos designados para encorajar um maior . Dê um bom exemplo através de sua moderação e discriminação ao assistir programas. tem havido alaridos e clamores sobre os efeitos deletérios da violência na mídia para a saúde pública. os esforços de saúde pública se voltaram para a educação pública e ao uso crescente de tecnologia. e a onda de preocupação se vai ao mesmo tempo em que os negócios continuam como sempre.10 12. Seja cuidadoso quando as crianças estiverem por perto e possam observar seu programa. Tentativas de fazer leis ou criar sanções mais severas que as já existentes destinadas a reduzir a quantidade. as transmissoras. mostraram repetidas vezes ser desapontadoras. Nos anos mais recentes.Faça-se ouvir.Limite sua própria permanência frente à televisão. os produtores e os criadores de filmes lembram a Primeira Emenda da Constituição juram que estão apenas dando às pessoas o que elas querem. os políticos e legisladores propõem novas políticas para modificar a situação. 13. É necessário que insistamos numa melhor programação para nossos filhos. elas assistem. Cada vez que os cientistas retornam a massa de conclusões confirmadoras das pesquisas compiladas desde a última onde de preocupação do público. e então prometem ter preocupações mais cívicas e reduzir o conteúdo violento de suas programações de qualquer forma. Abordagens Gerais Por volta da metade da década desde 1950.

11 envolvimento dos pais nas escolhas de mídia da família. Esta abordagem é limitada pela necessidade dos pais de aprender como comprar e/ou utilizar tal software e a habilidade freqüentemente observada das crianças e fornecedores online de encontrar maneiras de escapar das restrições impostas pelo software. tentativas para restringir que certos jogos ou imagens sejam carregados ou a participação em grupos de conversação online sobre tópicos específicos. . A Academia Americana de Pediatria desenvolveu uma abordagem (a Equipe de Recursos de Mídia) de trabalho com a indústria de entretenimento para oferecer análises de roteiros e responder a questionários sobre a adequação do material proposto para crianças. por exemplo. Está em andamento um esforço semelhante para permitir a seleção dos programas da televisão. A Lei de Telecomunicações de 1996 exige a criação de um sistema de classificação da televisão e determina sua incorporação em todos os novos circuitos eletrônicos de televisão especializados (os chamados V-chips). Cyberpatrol (Patrulha Cibernética) e Surf Watch (Observador do Surfe)] elaborados para evitar que certos materiais sejam acessados via computador. Os esforços tecnológicos incluíram. software [Net Nanny (Babá da Net). por exemplo.

Durante os dois primeiros anos de vida. Ele pode nos ajudar superar deficiências ou acentuá-las. que registra cada imagem e sentimento. E o ambiente entra em cena. quando o órgão tem mais facilidade de se organizar (fazer ligações). É fácil entender. Podemos aprender coisas novas ou mudar comportamentos e traumas depois de adultos. é possível conquistar seu objetivo.DESENVOLVENDO UM CÉREBRO A ciência já sabe hoje que aprendemos através de uma associação equilibrada entre a génetica e o ambiente que nos cerca. Mas não existem genes suficientes para cada detalhe de nosso comportamento. desenvolve-se de forma bastante lógica. para determinar o rumo de nosso desenvolvimento. aumentando as possibilidades de aprendizado. Nascemos com códigos bioquímicos que determinam nossos limites. mas pouco explicado. é um época de grande “plasticidade”. ele forma mais ligações entre neurônios do que existem estrelas na Via Láctea. acontece o processo inverso. Isso pode levar mais algum tempo. Resultado: sobra cerca de 10%. Nos anos seguintes (dos 2 aos 10 anos mais ou menos ). Para fazer tudo isso o que a criança precisa é de carinho. Como dizem os médicos. já que cada um tem necessidades diferenciadas e únicas. boa alimentação e adultos atenciosos. Nosso cérebro. . número bastante citado. As ligações que não encontram uso serão desfeitas. que ensinem os princípios básicos. mas com persistência e esforço. da capacidade cerebral.

O primeiro é a falta de contato entre as pessoas. O que acontece quando nos tornamos insensíveis à violência. entre outros. vemos mais e mais cenas violentas. seja pela sua presença constante nos jornais. É PRECISO ATENÇÃO – Há muitos casais. hoje.13 OUTRAS CONSIDERAÇÕES EFEITOS DA MODERNIDADE – A modernidade tem revelado alguns efeitos colaterais muito preocupantes. são mais imaginativas imaginativas . Nós estamos aprendendo a matar. cheio de efeitos especiais devastadores. aprendendo a associar tudo à diversão. a cada dia. ao desespero. Livres da TV. seu prazer. Mas qualquer coisa que criamos pode ser mudada – e podemos curar o mal que nossa criação espalhou. Estima-se que no final do primário (com 11 anos). Esse. Essas pessoas tentam dar novos horizontes a seus filhos. a cometer violência de verdade? As técnicas de combate e de guerrilha são. seja nos filmes? Perdemos nossa capacidade de compartilhar a dor alheia? Ou será que nosso corpo assimila tanta morte que nos torna mais vulneráveis às doenças. escolhem educar seus filhos sem televisão. que sem mesmo conhecer essa explicação. são fatos que vão modelar a nós e nossos filhos para o futuro: pouco carinho e muita violência. uma criança tenha visto pelo menos 8 mil assassinatos e mais de 100 mil cenas com algum conteúdo violento. É por isso que estudo de jovens costuma demonstrar sua perda de contato com a realidade. meios de diversão em muitos videogames . seu refrigerante ou chocolate preferido ao contato íntimo de suas namoradas. Veja a situação: crianças e adolescentes no mundo inteiro estão assistindo com detalhes a muito sofrimento e matança de seres humanos. as crianças costumam brincar mais. Outro dado é que. Diante de tamanho tumulto visual nós confundimos a imagem do mundo fornecida pela imprensa com o mundo mesmo. A batalha chega até nos em technicolor e com som estéreo.

saberão contar sua própria história e. . terão uma profunda consciência de sua identidade com o resto da humanidade. portanto. capaz de se expressar e muito interessadas em transformar – o que talvez não interesse aos “ donos do mundo”. serão seres sensíveis. explorando o mundo por si mesmas e chegando às suas próprias conclusões.14 e ativas. São futuros participantes e não meros observadores passivos.

comunicação familiar e assim por diante. leitura. O adolescente médio está exposto a cerca de . bem documentada. Em terceiro lugar. elas reduzem contatos interpessoais significativos. Em segundo lugar. socialização. A Tabela 2 resume algumas das preocupações sociais e de saúde relacionadas com o excesso de exposição à mídia. Estudos sugerem que altas taxas de exposição à televisão estão relacionadas com o aumento do uso de tabaco. incluindo sono. ou seja. Esses estudos indicam que ver televisão promove tais comportamentos ao invés de simplesmente servirem como indicadores para um maior uso da televisão. A promoção de comportamentos sexuais. as atividades da mídia são freqüentemente solitárias. Finalmente. Essas observações comprovam uma tendência. do consumo de álcool e do início precoce da atividade sexual. é preocupante devido ao modo pelo qual a sexualidade é mostrada na televisão. a grande quantidade de tempo consumida por essas atividades diminui o tempo disponível para outras. Também existe uma preocupação considerável quanto conteúdo das mensagens dos comerciais sobre o comportamento das aos efeitos do crianças. essas atividades podem promover hábitos alimentares indesejáveis. das crianças imitarem os padrões comportamentais mostrados na televisão. por exemplo.EFEITOS GERAIS ADVERSOS Os efeitos sobre o estilo de vida relacionados à exposição excessiva à televisão desencadearam várias preocupações com a saúde. temas de casa. tais atividades são essencialmente sedentárias e tiram o tempo de outras predominantemente físicas. Em primeiro lugar.

tanto dentro dos programas quanto através do interminável desfile de comerciais. promove valores de compra e de propriedade.000 referências ligadas a sexo durante o ano. Isso é duplamente ruim. Problemas similares existem com os retratos estereotipados ou amplamente negativos . uma vez que freqüentemente falta às crianças menores a habilidade. . baixa auto-estima. isso pode levar a sentimentos de inveja. Para aqueles incapazes de usufruir dos estilos de vida retratados. Furto. agressão e mesmo assassinatos têm ocorrido como conseqüência. privação de privilégios e ódio. por vezes. especialmente na programação infantil. O enfoque incansável da televisão sobre o consumo. a linha divisória entre o conteúdo dos programas e as mensagens comerciais pode ser obscurecida.16 14. Finalmente. tanto para apreciar o objetivo da propaganda quanto para distinguir entre o programa e a publicidade.

ambição etc.) .17 Tabela 2 O Excesso de Exposição à Mídia e suas Potenciais Conseqüências Adversas  aumento do comportamento violento  obesidade  diminuição da atividade física e da boa forma  aumento dos níveis de colesterol  consumo excessivo de sal  lesões por esforço repetitivo (vídeo. jogos de computador)  insônia  convulsões óticas em indivíduos vulneráveis  desempenho escolar prejudicado  aumento do uso de tabaco e álcool  aumento da atividade sexual precoce  diminuição da atenção  diminuição da comunicação familiar  enfoque excessivo no consumo (resultando em inveja.

o objetivo é gerar lucros Portanto. A violência é universalmente compreendida e valorizada. uma vantagem decisiva para ampliar ao máximo o mercado de um programa. tornou-se. cruzando fronteiras geográficas e culturais de maneira eficaz. No topo da lista está a violência. Digno de nota é que os pesquisadores descobriram que mesmo uma criança. o objetivo da televisão é captar a atenção do público e mantê-la por tempo suficiente para que os anunciantes vendam seus produtos. Não é tão fácil. Consequentemente. mais agressiva do que outras da mesma idade que não haviam assistido a programação violenta de televisão. É particularmente desafiador quando o público alvo torna-se dessensibilizado devido à exposição repetida à programação da televisão. porém assistia uma quantidade substancial de programas violentos. aos 19 anos. E certas coisas provocam isso de forma mais eficaz do que outras. captar a atenção de alguém e mantê-la. os produtores de televisão tentam incitar emoções fortes nos telespectadores para obter sua atenção. É importante ressaltar que as crianças . A violência é altamente eficiente para provocar uma resposta. Para a maioria dos programas. A forma mais eficaz de prender a atenção de alguém é estimular uma resposta.18 O CONTEÚDO VIOLENTO E SEUS EFEITOS ADVERSOS Embora uma pequena porcentagem de programas de televisão seja produzida com o objetivo de educação. entretanto. esse não é o objetivo da grande maioria. que não era agressiva até os 8 anos de idade.

Cinqüenta e sete por cento de todos os programas continham violência. e são recompensados com escores mais altos por cometerem mais mutilações. mas dominar as habilidades para fazê-lo de forma mais cruel. um terço tinha nove ou mais atos violentos e aproximadamente três quartos demonstraram violência impune. . os vídeo games recordistas de vendas têm sido o Mortal Kombat. Dos programas com violência. assim como 66% dos programas para crianças. uma vez que os usuários são ativos ao invés de passivos. Nos últimos anos. Quando ocorria uma ação violenta. 58% das vezes a vítima não era mostrada experimentando qualquer dor. O objetivo de cada um não é apenas matar seu oponente. Cada versão se torna mais violenta que as anteriores. O recente Estudo Nacional sobre Violência na Televisão fez um perfil dos programas de televisão numa ampla gama de tipos de canais.19 que eram mais agressivas inicialmente não selecionavam programas mais violentos do que o faziam as crianças menos violentas. o Mortal Kombat II e o Doom. Esses jogos são particularmente envolventes.

20 OS EFEITOS DA MÍDIA Os efeitos de maior preocupação:  Imitação de Comportamento. não é surpreendente que as pesquisas demonstrem que as crianças imitam o comportamento que vêem na televisão. iniciando já aos 14 meses de idade.  Violência Recompensada. A exposição repetida a qualquer estímulo provocador de emoções sem as subseqüentes conseqüências leva à dessensibilização.  Violência Justificada.  Heróis Violentos. . também imitam os comportamentos violentos. Qual criança não acredita estar com a razão em uma situação de conflito?  Dessensibilização. agressivos. Uma vez que a principal forma de aprendizado das crianças mais jovens é a observação e a imitação. As crianças competirão e imitarão os modelos que são apresentados. Está correto recorrer à violência contanto que você acredite estar no seu direito. Isso aumenta a imitação desse comportamento na vida real. Embora as crianças imitem os comportamentos sociais positivos que observam na mídia.

de síndrome do mundo cruel. mundo parece um lugar atemorizante para o espectador jovem impressionável. talvez o efeito mais prejudicial da dieta constante de entretenimento violento voltado às crianças seja a criação e a sustentação de uma cultura do desrespeito.  Maior Apetite pela Violência. é claro. As crianças são emocionalmente mais reativas aos programas que retratam a violência realista do que àqueles de ficção As crianças mais jovens. De acordo com o Psicólogo David Walsh. . Induz ao medo.  Violência Realista. Com pesada ênfase da mídia sobre a violência. O comportamento violento em si mesmo é o ato máximo do desrespeito. O processo de dessensibilização descrito anteriormente aumenta a tolerância do espectador para mais violência.21  o Aumento do Medo. podem ser incapazes de fazer essa distinção entre a fantasia e a realidade.  Cultura do Desrespeito.

também podem ser acalmados e limpos E. Um bom antídoto para diminuir a violência visual é prestar mais atenção ao nosso corpo. Ao contrário de nossa tecnologia. que dizem que nos comportamos de acordo com “modelos”. daí a importância de limites . até que você faça um esforço brutal para mudar. nossos corpos são lentos e muito verdadeiros com seus ritmos. Ela está dentro de nós e precisamos estar atentos ao “vírus de violência”. A perda de sensibilidade e condicionamento calculado para matar nossos semelhantes. Ele é o único ambiente verdadeiramente interativo que já foi criado. O que existe a respeito da violência que tanto nos excita e cativa? Por que gostamos tanto de tamanho trauma? Talvez toda essa violência reflita à falta de ensinamento e conhecimento de um conteúdo religioso ? Ou será uma questão de educação direcionada? . psíquico e espiritual. Segundo Freud e companhia. Significa uma agressão ao corpo físico.CONCLUSÃO A violência “de mentirinha” não é apenas uma imagem externa a nós. eles continuam ativos para o resto da vida. como o mundo natural é tridimensional. Se eles podem ser influenciados e gastos por estímulos. ele não nos deixa assumir a postura arrogante e voyeur que a tela plana nos proporciona.

Nelson Pizzoti. Universitária de SILVA. Livraria e Editora Direito. Criminologia. Cap. Tres. Planeta Nova Era. Editora . 1973. Cajamar –SP. Ed. Ariovaldo Perrone. 1997. 6. Perfil da Violência.BIBLIOGRAFIA MENDES. XI.