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Unijorge – 20/02/2014 Disciplina – História do Direito Aluno - Carlos Vitor Morais de Deus Filme – Luz, Trevas e o Método Científico

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Os homens sempre buscaram explicar os fenômenos que os cercam. Desde demasia ou ausência de chuvas, pragas nas colheitas, doenças e a perda de entes queridos por conta delas. Em um primeiro momento atribuía-se a estes fenômenos o caráter divino, onde tais acontecimentos ocorriam de acordo com a vontade de uma entidade sagrada venerada por determinada população. O homem que conseguia interpretar esta vontade gozava de determinadas vantagens para com os demais membros do grupo social. Este modelo de sociedade não se restringiu aos primórdios da humanidade. Durante toda a idade media, e possivelmente ainda hoje, tais convicções norteavam o pensamento social e, através de métodos coercitivos, controlavam a sociedade. Alguns homens não se conformavam com as explicações sacras como sendo o único modo de se entender os fenômenos que circundam a existência humana. E, através da criação de um método que propunha a observação de premissas naturais para a obtenção de um fim. Um método que explicasse os fenômenos retirando-lhes o caráter sagrado e inquestionável. Homens como: Tales de Mileto, considerado o primeiro filósofo. Galileu Galilei, Nicolau Copérnico e muitos outros. Estes homens que não apenas assinaram, em sua maioria, suas sentenças de morte em face da rigorosidade do modus operandi social da época. Mas desenvolveram o método científico que muitos anos depois conduziria a humanidade a prolongar sua expectativa de vida, criar maravilhas tecnológicas antes inimagináveis, promover a integração entre diferentes culturas e mercados, a troca quase que instantânea de informações, enfim, mudaria totalmente o modo como compreendemos os fenômenos, o nosso mundo, e a maneira como nos posicionamos neste universo.

Cumpre observar que este método da observância de premissas naturais não se restringe a explicação de fenômenos apenas desta natureza. Em um determinado momento histórico onde os abusos da nobreza levavam o povo a miséria, onde a fome, a peste e a morte levavam a sociedade à ruína. Alguns homens começaram a aplicar tais métodos de observância à realidade social. Homens como: Augusto Conte, Jean Jacques Rousseau, John Locke e muitos outros observavam a sociedade e procuravam diagnosticá-la a fim de sanar tal estado de caos presente neste momento histórico. Estes homens se consideravam iluminados pela luz da razão e tais ideais instigaram o “povo”, que, cansado dos abusos do regime absolutista, promoveu o movimento conhecido como Revolução Francesa. Um marco para o direito e para o humanismo. A partir de tal acontecimento houve a elaboração e promulgação da Carta Universal dos Direitos do Homem - Também conhecido como direitos humanos de primeira geração-. Documento este que visava garantir a todos os homens independentemente de qualquer possível prerrogativa, garantias irrefutáveis. Tais como o Direito a vida; Liberdade;

Propriedade e Igualdade. E que após alguns anos. E após alguns períodos obscuros da historia, como por exemplo: A Segunda Guerra Mundial (xxxx - xxxx); As atrocidades cometidas para com o povo judeu. E o grande atentado à humanidade ocorrido nas cidades japonesas de Yroshima e Nagasaki. Alcançaria também a sua segunda, terceira e quarta geração. Trazendo garantias, de cunho social, em face do estado. Tais como: O direito a uma jornada de trabalho digna, saúde, educação, posteriormente, a preservação do meio ambiente e garantia de um modo de vida saudável, estas, dentre diversas outras garantias fundamentais. Isso sem contar os diversos tratados assinados que versam sobre o trafico de pessoas, exploração do trabalho infantil, exploração sexual, crimes de guerra, todos, visando evitar que tais atrocidades voltem a ocorrer em qualquer tempo futuro.

Porém não basta uma carta de garantias fundamentais, sociais, protetivas do meio ambiente e da pessoa humana para que tais dispositivos tenham efetividade social. Os cientistas sociais continuam fazendo seu trabalho na observação da sociedade, pois ainda hoje abusos são cometidos. Ainda hoje há trabalho escravo, exploração de recursos e de mão de obra barata por parte de corporações com patrimônio maior que muitos países somados. Ainda hoje há fome, miséria, guerra, morte e caos. Ainda hoje as leis tem efetividade maior para com aqueles cujo patrimônio e a posição social não são das mais abastadas da sociedade. A revolução francesa foi uma revolta da burguesia e para a burguesia. Que o estado formado após tal marco histórico fora um estado burguês e que ainda hoje, muitas vezes, o capital se impõe a realização da justiça. Que ainda hoje, e cotidianamente, os abusos, quaisquer que sejam já nem são tão notados. Faço minhas as palavras do professor que apresenta este filme o que precisamos é “humanizar a nossa espécie”. Caso contrário sempre irá existir vitimas do abuso do não conhecimento, proporcionado pela falta da educação.