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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA – UFPB CENTRO DE TECNOLOGIA – CT DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO I Prof. Belarmino B.

Lira ASFALTO
SUMÁRIO 1.0 Origem do alfalto – O Petróleo...........................................................................3 1.1 História do Petróleo.........................................................................................4 1.2 Petróleo no Brasil.............................................................................................5 1.3 Tecnologia de exploração 1.3.1 Introdução.................................................................................................6 1.3.2 Prospecção...............................................................................................6 1.4 Tipos de petróleo.............................................................................................7 2.0 Residuos e meio ambiente.................................................................................8 2.1 Reservas mundiais..........................................................................................9 3.0 Refino do petróleo 3.1 História do refino no Brasil.............................................................................10 3.2 Refinação.......................................................................................................10 3.2.1 Esquema dos processos de refinação de derivados de petróleo............12 3.3 Distribuição....................................................................................................13 4.0 O Asfalto 4.1 Definição.......................................................................................................13 4.2 Produtos aplicados a quente........................................................................14 4.3 Produtos aplicados a frio..............................................................................16 4.4 Produtos especiais para pavimentos............................................................17 5.0 Normalização 5.1 Definição ......................................................................................................18 5.2 Algumas Normas referentes ao asfalto.........................................................19 5.3 Algumas normas para agregados segundo o DNIT......................................20 6.0 Aplicações e especificações 6.1 Aplicações.....................................................................................................21 6.2 Especificações..............................................................................................22 7.0 Bibliografia........................................................................................................23

1.0 ORIGEM DO ASFALTO – O PETRÓLEO O petróleo é considerado uma fonte de energia não renovável, de origem fóssil e é matéria prima da indústria petrolífera e petroquímica. O petróleo bruto possui em sua composição uma cadeia de hidrocarbonetos, cujas frações leves formam os gases e as frações pesadas o óleo cru. A distribuição destes percentuais de hidrocarbonetos é que define os diversos tipos de petróleo existentes no mundo. Na natureza quando encontrado está nos poros das rochas, chamadas de rochas reservatórios, cuja permeabilidade irá permitir a sua produção. Permeabilidade e porosidade são duas propriedades características de rochas sedimentares, motivo pelo qual as bacias sedimentares são os principais locais de ocorrência. Porosidade é uma característica física, definida como o percentual entre volume vazio e o volume total das rochas. Permeabilidade é a característica física relacionada com a intercomunicação entre os espaços vazios, e permite que ocorra a vazão de fluidos no meio poroso. Na natureza as rochas sedimentares são as mais porosas, e quando possuem permeabilidade elevada, formam o par ideal para a ocorrência de reservatórios de petróleo economicamente exploráveis. O Petróleo por possuir uma densidade média de 0,8 Kg/m3, inferior a das rochas que constituem o subsolo, tende a migrar para a superfície provocando os clássicos casos de exudações (os egípicios utilizaram esse óleo como fonte de energia, como remédio e matéria prima para os processos de embalsamento). Se no caminho para a superfície encontra uma estrutura impermeável (armadilha), que faça o seu confinamento e impeça a sua migração, acaba formando um reservatório de petróleo. Vale salientar que esse processo ocorre lentamente (alguns milhares de anos), e gota a gota. Essas armadilhas impermeáveis são estruturas de grande proporção, que podem ser anticlinais, falhas geológicas, derrame de basalto ou domos de sais, identificados por estudos sísmicos e geológicos, mas o mais importante é observar que devem existir várias camadas de solo, outro motivo pelo qual o petróleo é mais facilmente encontrado em bacias sedimentares. A origem do petróleo é bastante polêmica, existindo teorias orgânicas e inorgânicas. As mais curiosas delas são a da formação principalmente pela decomposição da matéria orgânica do plâncton marinho, sobretudo o remanescente das plantas marinhas (fitoplâncton transformado em sedimentos no momento da deposição), e a da inversão da atmosfera da terra originalmente composta por gás carbônico (CO2), que explicaria o volume de petróleo existente no subsolo da terra. Existem reservatórios de petróleo em diversas profundidades e os mais rasos (- 10 m que podem ser explorados por mineração) são os mais pastosos e com predominância na composição com hidrocarbonetos de cadeias carbônicas pesadas (graxas), e os mais leves em grandes profundidades (na faixa de - 2.500 m a - 5.000 m). O petróleo ocorre em muitas partes do mundo: extensos depósitos têm sido encontrados no golfo Pérsico, nos Estados Unidos, no Canadá, na Rússia (nos Urais e na Sibéria ocidental), na Líbia, no delta do rio Níger, na Venezuela, no golfo do México e no mar do Norte. 2

7 milhões de toneladas. Em 1901 uma área de poucos quilômetros quadrados na península de Apsheron. no mesmo ano em que os Estados Unidos registravam uma produção de 9. produziu 11. e passou a controlar a maior parte das reservas conhecidas do Oriente Médio. Iraque e Kuwait) e da Venezuela. Irã. expandiu-se rapidamente no início do século XX. e criou processos de refinação. A transformação do petróleo em material de guerra e o uso generalizado de seus derivados -. junto ao mar Cáspio. A supremacia americana só era ameaçada. O governo americano passou a incentivar empresas do país a operarem no exterior. Até o final do século XIX.O Petróleo existe na Terra nos estados sólido. Pela primeira vez foi usado o submarino com motor diesel. líquido e gasoso — mas só o líquido tem merecido o direito ao uso do nome e o reconhecimento como grande benfeitor da humanidade (embora o gás já esteja ameaçando tomar-lhe a dianteira). aumentou para aproximadamente três milhões em 1863. após a quarta guerra entre árabes e israelenses. pela produção de óleo nas jazidas do Cáucaso. A produção de óleo cru nos Estados Unidos. 1. e a comprovação de que essa região dispunha de cerca de setenta por cento das reservas mundiais provocou uma reviravolta em todos os planos de exploração. e o avião surgiu como nova arma. exploradas pelo grupo Nobel. O resto do mundo produziu. Em 1850. foi fundada a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). que servia para muitas coisas. por iniciativa dos grandes produtores do Oriente Médio (Arábia Saudita.5 milhões de toneladas.fizeram com que o controle do suprimento se tornasse questão de interesse nacional. na Pensilvânia. sobretudo na forma de betume. Em setembro de 1960. 1. com capital russo e sueco. Outra empresa.7 milhão de toneladas. a empresa passou a investir na Califórnia e no México. a Royal Dutch-Shell Group. e para dez milhões de barris em 1874. os países exportadores de petróleo decidiram tomar algumas medidas -3 .era a época em que a indústria automobilística começava a ganhar corpo . ao todo. nas últimas décadas do século XIX. e entrou na Venezuela. de dois mil barris em 1859. os Estados Unidos dominaram praticamente sozinhos o comércio mundial de petróleo. Rockefeller.1 História do Petróleo A moderna indústria petrolífera data de meados do século XIX. na Escócia. Era conhecido e usado pelos povos mais antigos. companhias européias realizaram intensas pesquisas em todo o Oriente Médio. entre as quais construir estradas e calafetar embarcações. Em agosto de 1859 o americano Edwin Laurentine Drake perfurou o primeiro poço para a procura do petróleo. Em 1973. A primeira guerra mundial pôs em evidência a importância estratégica do petróleo. Paralelamente. devido em grande parte à atuação do empresário John D. O poço revelou-se produtor e a data passou a ser considerada a do nascimento da moderna indústria petrolífera. James Young descobriu que o petróleo podia ser extraído do carvão e do xisto betuminoso. Mais tarde. de capital anglo-holandês e apoiada pelo governo britânico.

A. apesar de suas reservas provadas de aproximadamente 3. uma sonda junto ao afloramento de uma rocha betuminosa. mas o poço encontrou apenas água sulfurosa. 4 .). incremento da exploração de suas jazidas. duplicou as reservas brasileiras. mas. refinação.3. a produção dos campos submarinos ultrapassou a dos campos em terra. Desde então. sob a orientação e a fiscalização do Conselho Nacional de Petróleo (CNP). Em outubro de 1953 instituiu-se o monopólio estatal da pesquisa. depois dos Estados Unidos. o país que mais perfurava no mar. Mais de vinte campos de pequeno e médio portes foram encontrados mais tarde no litoral do Rio Grande do Norte.2% das reservas internacionais).3 Tecnologia de exploração 1. dão uma indicação de boas possibilidades de encontrá-lo. O furo atingiu mais de 400m. Foi somente em janeiro de 1939 que se revelou a existência de petróleo no solo brasileiro. Alagoas e Sergipe. perfurado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral. intensificou-se a exploração de bacias submersas. Eugênio Ferreira de Camargo instalou por conta própria. utilização de fontes de energia alternativa e. e nenhuma de suas propriedades físicas ou químicas permite detectá-lo com certeza da superfície. no poço de Lobato BA. 1. órgão do governo federal.8 bilhões de barris (0. 1. ainda precisava importar quase a metade do petróleo que consumia. Técnicas geológicas.o que causou uma crise mundial e mostrou claramente o quanto o Ocidente dependia do petróleo dos países árabes. pela Petrobrás (Petróleo Brasileiro S. são os principais fatores na determinação de seu valor como matéria-prima. o Brasil era. O poço de Lobato produziu 2. Em 1981. os aumentos sucessivos de preços determinados pela OPEP levaram os países importadores a uma revisão de sua política energética.089 barris de óleo em 1940.2 Petróleo no Brasil A primeira referência à pesquisa do petróleo no Brasil remonta ao final do século XIX. pela primeira vez. No início da década de 1980. no final do século. como no caso do Brasil. Ceará. Bahia. Entre 1892 e 1896. quando muito. em Bofete SP. Na década de 1970. quando possível. A identificação de petróleo na bacia de Campos. com controle rigoroso do consumo. triplicar os preços do óleo cru -. transporte e importação do óleo no Brasil. litoral do Rio de Janeiro. geofísicas e geoquímicas desenvolvidas para a exploração não fornecem prognósticos precisos sobre a existência de petróleo em determinada área e.1 Introdução As características físicas e químicas do óleo cru.como reduzir quotas de produção. O petróleo jaz oculto no fundo da terra. juntamente com a localização e a extensão das jazidas. embargar exportações para os Estados Unidos e alguns países da Europa. lavra.

as ondas não serão completamente amortecidas e poderão ser observadas a vários quilômetros da fonte de energia. a pesquisa do petróleo começou a ser feita com técnicas geofísicas -. Baseiam-se no fato de que ondas de choque provocadas por fontes artificiais de energia. Embora mais dispendiosos e complexos. Por economia de tempo e de capital. Nesses métodos se usam análises geoquímicas a fim de detectar a presença de anomalias de hidrocarbonetos gasosos no solo. ou a sua volta. aumentam a atração da gravidade.Até o início do século XX. as ondas de choque são registradas por geofones (sensíveis aos ruídos subterrâneos). magnetométricas e sísmicas -. descrevendo uma trajetória descendente. assim. pelas diferenças de densidade das rochas. Se a camada de rocha for particularmente densa.4 Tipos de Petróleo 5 . mediante a análise de microfósseis. Análises de fragmentos das rochas colhidas revelam características físicas e químicas e são examinados por paleontólogos. que estabelecem a correlação entre os horizontes geológicos. quando próximas da superfície. a exploração consistiu em detectar indícios de petróleo na superfície terrestre. As rochas plutônicas. Métodos geoquímicos de superfície são utilizados na tentativa de descobrir a presença de acumulações de hidrocarbonetos em subsuperfície. podese verificar a profundidade das rochas. que em geral contêm mais magnetita. 1. causadas pela existência de corpos magnéticos sob a superfície. os métodos sísmicos são mais precisos.2 Prospecção A partir da década de 1950. que são porosas. as ondas de choque que atingem a superfície de contato ("horizonte") com pequeno grau de inclinação podem ser contidas e prosseguem ao longo da camada. A prospecção científica desenvolveu-se no começo do século XX. Rochas densas. A técnica magnetométrica utiliza as variações do campo magnético da Terra. Perfuravam-se então poços em locais de exsudações e afloramentos. aumentam as leituras do magnetômetro e. o que não ocorre com as rochas sedimentares. o único meio de se ter certeza absoluta da existência de petróleo ainda é a perfuração.gravimétricas.3. Apesar dessas modernas técnicas de exploração. entre outros fatores. localizados em diferentes pontos das linhas que irradiam da fonte de energia.que permitem mapear as estruturas de subsuperfície. costuma-se perfurar primeiro um poço para colher informações. quando os geólogos começaram a mapear as características terrestres indicadoras de sítios favoráveis à perfuração. Também podem ser empregadas análises do solo a fim de localizar concentrações de bactérias que se alimentam de hidrocarbonetos gasosos provenientes das jazidas da profundidade. são refletidas ou refratadas pelas superfícies de contato entre as camadas. De acordo com o princípio de refração. na água ou no ar. Ao retornarem à superfície. 1. O gravímetro é um instrumento sensível que mede as variações da força de gravidade provocadas.

Os asfaltos mais viscosos geralmente variam de 80 a 85% de carbono e de 8 a 15% de hidrogênio. O óleo cru pode também conter pequenas quantidades de restos de material orgânico. está presente em todos os óleos crus. geralmente estão presentes enxofre. A série naftênica. e amostras de petróleo retiradas de dois diferentes reservatórios não serão completamente idênticas. e seu princípio tem como base à velocidade de propagação do som e suas reflexões nas diversas camadas do subsolo. é uma série cíclica não-saturada. mas como uma série os aromáticos geralmente constituem somente uma pequena porcentagem da maioria dos óleos. também chamadas de série metano (CH4). é uma série cíclica saturada. A série aromática. H é o hidrogênio e n um número inteiro. como vanádio e níquel. quase todos os petróleos variam de 82 a 87% de carbono em peso e 12 a 15% de hidrogênio. Constitui uma parte importante de todos os produtos líquidos de refinaria. no entanto. nitrogênio e oxigênio em quantidades pequenas mas muito importantes. são os constituintes principais da gasolina. carvão e vários outros remanescentes de vida pretérita. na qual C é o carbono. Seu membro mais comum. Em terra os dados sísmicos são coletados por meio de uma rede de 6 .0 RESIDUOS E MEIO AMBIENTE O primeiro impacto da exploração do petróleo. a série é geralmente de maior densidade. Esse estudo permite a identificação de estruturas do subsolo. Os resíduos obtidos pelo refino de parafinas de baixa densidade são ceras parafínicas plásticas e sólidas. Além desse número praticamente infinito de hidrocarbonetos que formam o óleo cru. As parafinas. que tem fórmula geral CnH2n.O petróleo consiste basicamente em compostos de apenas dois elementos que. inclusive a maioria daqueles encontrados na água do mar. o benzeno (C6H6). líquidas a temperatura normal e que entram em ebulição entre 40o e 200o C. Por essa razão. e os petróleos nos quais essa série predomina são chamados óleos de base asfáltica. ocorre quando do estudo sísmico. esporos. compreendem os hidrocarbonetos mais comuns entre os óleos crus. O resíduo do processo de refino é um asfalto. madeira. formam grande variedade de complexas estruturas moleculares. naftênicas e aromáticas. Muitos elementos metálicos são encontrados no óleo cru. resina. As séries parafínicas de hidrocarbonetos. 2. É uma série saturada de cadeia aberta com a fórmula geral CnH2n+2. O óleo cru pode ser agrupado em três séries químicas básicas: parafínicas. mas forma também a maioria dos resíduos complexos das faixas de pontos de ebulição mais elevados. Independentemente das variações físicas ou químicas. como fragmentos de esqueletos silicosos. A maioria dos óleos crus compõe-se de misturas dessas três séries em proporções variáveis. de fórmula geral CnH2n-6.

bem como impedir que o reservatório de petróleo possa produzir de forma descontrolada para dentro do poço. e seus cuidados relativos a sua presença no meio ambiente. o que implica na existência destes produtos nas localidades de produção. Das operações de tratamento do petróleo resultam resíduos oleosos que. Esse equilíbrio é fundamental impedindo que o fluído de perfuração invada a formação de petróleo danificando a capacidade produtiva do poço. Junto com toda a produção de petróleo. evitando com isso um impacto ecológico localizado. normalmente baritina e outras argilas. Os cuidados no refino.microfones no solo. Durante a perfuração de poços de petróleo. mesmo em pequenas quantidades. Cuidados especiais devem ser tomados com o descarte destas águas produzidas.Essa água produzida da rocha reservatório. para permitir um equilíbrio entre as pressões das formações e a pressão dentro dos poços. pode ser efetuada uma operação de injeção de água nas camadas inferiores da rocha reservatório. transporte e armazenagem dessas ferramentas. deve ser tomado. e ou gás nas camadas superiores). são muito importantes. É de fundamental importância que esses fluídos e produtos sejam devidamente armazenados e manipulados. filtros e outros dispositivos evitam a emissão de gases. Para o controle destes fluídos de perfuração são usados aditivos a lama de perfuração. cuja queima produziria dióxido de enxofre. essas explosões são efetuadas em navios com canhões de ar comprimido. que receberão o retorno das ondas sonoras provocadas por explosões efetuadas na superfície. unidades de recuperação retiram o enxofre dos gases. é identificada pela sua salinidade e composição destes sais. As refinarias tem desenvolvido sistemas de tratamento para todos os efluentes. São abertas trilhas para a colocação dos microfones. normalmente sais de magnésio e estrôncio. Chaminés. Também para análise das formações atravessadas pelo poço perfurado. cuja quantidade dependerá das características dos mecanismos naturais ou artificiais de produção. muitas vezes são utilizados produtos químicos que são injetados no subsolo. existe uma produção de água. cuja composição química induz a comportamentos físico químicos desejados. 7 . utliza-se ferramentas de perfilagem radioativas e todo o cuidado tanto com os fluídos utilizados para amortecimento dos poços como com a manipulação. e das características de composição das rochas reservatórios. instalados acampamentos e provocadas explosões para a emissão das ondas sonoras. vapores e poeiras para a atmosfera. usa-se um fluído de perfuração. Para manter as condições de pressão na rocha reservatório (fundamentais para a migração do petróleo para os poços. recebem cuidados. No caso do mar. um dos principais poluentes dos centros urbanos. com o arraste de microfones na superfície da água. Para impedir a precipitação de sais nos poros das rochas no subsolo. provocando o que é chamado de kick de óleo ou gás. Inovações tecnológicas vem permitindo a reutilização de efluentes líquidos resultantes das operações de produção.

mais tarde denominada Refinaria Landulfo Alves. Das reservas atuais. Alberto Pasqualini (Refap). Em 1959. O volume total de petróleo ainda não descoberto em terra e na plataforma continental é desconhecido. 65% estão no Oriente Médio. mas a indústria petrolífera desenvolveu o conceito de "reserva provada" para designar o volume de óleo e gás que se sabe existir e cuja extração é compensadora. e uma tonelada. de 7 de fevereiro de 1994). Duque de Caxias (Reduc). de Paulínia (Repkan). com valor médio de 0. ao ser instalada a Destilaria SulRiograndense em Uruguaiana RS.3 barris. 3. contém 159 litros. que toma como base a produção média de 1991. e muitas vezes em áreas de deserto.Outros resíduos sólidos são enclausurados em aterros industriais constantemente controlados e monitorados. em Fortaleza CE. Segundo o relatório. considerados os custos e os métodos conhecidos. as refinarias realizam coleta seletiva.5 bilhões de barris de óleo de reserva provada e de 674 bilhões de barris de óleo. capaz de produzir o dobro. Além de minimizar a geração de resíduos sólidos. As refinarias vem sendo renovadas para processar petróleos brasileiros com baixo teor de enxofre. o óleo cru só é produzido comercialmente num número relativamente diminuto de lugares. Em 1936 inauguraram-se duas outras refinarias: a de São Paulo. o CNP instalou em Mataripe BA a Refinaria Nacional de Petróleo. Conforme relatório das Nações Unidas (Ocean Oil Weekly Report.5 barris). A densidade do petróleo é variável.1 História do refino no Brasil O refino de petróleo no Brasil começou em 1932. Landulfo Alves 8 . O resíduo não-reciclado é tratado em unidades de recuperação de óleo e de biodegradação natural. medida habitual dos óleos. com capacidade de oitenta metros cúbicos. e dez refinarias: Refinaria de Manaus (Reman). Presidente Getúlio Vargas (Repar). (O barril. o que significa 129 quilos por barril. que permite a reciclagem para utilização própria ou a venda a terceiros.0 REFINO DO PETRÓLEO 3. que dão origem a combustíveis menos poluentes. o volume de óleo remanescente na Terra é de 1. constituídos de 976.1 Reservas mundiais Embora os derivados do petróleo sejam consumidos no mundo inteiro.81. Gabriel Passos (Regap). Um metro cúbico contém 6.65 trilhões de barris. com capacidade de 25m3. e a de Rio Grande RS. Presidente Bernardes (RPBC).Os despejos líquidos são tratados por meio de processos físico-químicos e biológicos. onde micoorganismos dos solos degradam os resíduos oleosos. 7. o estoque mundial de óleo estaria esgotado em 75 anos. 2. Na década de 1990 a Petrobrás contava com uma fábrica de asfalto. pântanos e plataformas submarinas. Henrique Lage (Revap).

com a possibilidade de aumento gradativo desse número. e Capuava (Recap). Quando possível. e o craqueamento passou a 9 . o óleo cru e os produtos semifinais e finais são continuamente aquecidos. polimerizar ou unir pequenas moléculas de uma substância para formar outras maiores. quebrar). o óleo diesel. de tal modo que a temperatura é mais alta na base e mais baixa no topo. Na refinaria. No século XIX era utilizado para duplicar a quantidade de querosene que se extraía do petróleo. Os componentes cujo ponto de ebulição é semelhante ao da gasolina condensam-se quase no topo da torre. destilados sob pressão e submetidos à polimerização (união de várias moléculas idênticas para formar uma nova molécula mais pesada) sem intervenção humana. Os vapores ascendentes condensam-se à medida que sobem pela torre. agitados. Um gradiente térmico é estabelecido através da torre. Cada um desses fluxos passa então a novo estágio de processamento. e em seguida reduzir essas frações a seus diversos produtos. o resíduo.000 barris de petróleo por dia. condensados. vaporizados. onde é aquecido até vaporizar-se (exceto em sua porção mais pesada). resfriados. os processos de refinação são adaptados à demanda dos consumidores. o querosene. Alteração química Os processos dessa classe de refino podem ter um dos seguintes objetivos: decompor. no meio da coluna. a filtração e a absorção estão compreendidas nos processos de separação física. ou craquear (do inglês to crack. A destilação é realizada em estruturas altas e cilíndricas chamadas torres. o resíduo é dividido em óleos lubrificantes leves ou pesados e em combustível residual ou material asfáltico. Os processos de refino podem ser divididos em três classes: separação física.(RLAM). o óleo cru é dispersado para uma coluna de destilação de um vaporizador localizado acima da base. grandes moléculas de hidrocarbonetos em outras menores. Depois de bombeado para os tubos de um alambique. Separação física A destilação. Por redestilação a vácuo. de onde são recolhidos. o Brasil produzia cerca de 750. a cristalização por resfriamento. Em meados da década de 1990. O craqueamento do óleo cru é historicamente o mais importante. Com o advento do automóvel. a extração de solventes.2 Refinação A função das refinarias consiste em dividir o óleo cru em frações (grupos) delimitadas pelo ponto de ebulição de seus componentes. logo abaixo. postos em contato com matérias não-orgânicas. 3. na base. e reorganizar a estrutura molecular. e os líquidos condensados juntam-se a espaços predeterminados. aumentou a demanda da gasolina. com a exploração de campos gigantes da bacia de Campos. alteração química e purificação.

Descobriu-se depois que a gasolina assim obtida era de melhor qualidade. O primeiro processo de polimerização utilizava como matériasprimas hidrocarbonetos gasosos não-saturados. principalmente o propileno e o butileno. 3. a bentonita e a sílica facilitam o rompimento das moléculas. A seguir foi descoberto o craqueamento catalítico. a alquilação. aquece-se a matéria-prima a cerca de 500o C sob pressão e obtém-se gasolina.ser usado como meio de elevar a produção desse combustível. pelo qual catalisadores como a alumina. Pelo processo de Burton. visando sobretudo à obtenção de gasolina. combina essas duas matérias- 10 .1 Esquema dos processos de refinação de derivados de petróleo A polimerização é o contrário do craqueamento. Outro processo de polimerização.2. Consiste na combinação de moléculas menores em moléculas de hidrocarbonetos mais pesados.

Genericamente. Por meio da hidrogenação -. têm de ser armazenados e distribuídos em recipientes aquecidos ou isolados. na maior parte das condições estáveis. porém. em afloramentos naturais. impregnado em estruturas porosas denominadas de rochas asfálticas. o "Asfalto de Trinidad" (obtido no lago de mesmo nome). O gás liquefeito de petróleo (GLP) tem de ser armazenado e transportado sob pressão e normalmente distribuído ao consumidor em cilindros. ou ainda. Há no óleo cru muitos elementos não hidrocarbonados. os compostos de chumbo foram retirados da mistura em muitos países por serem altamente poluentes. puros ou misturados em minerais e outras substâncias.primas com o isobutano. as pesquisas orientaram-se. Combustíveis pesados e asfaltos. graxas. podemos dizer tratar-se de 11 . combustíveis pesados. carvão e petrolato. principalmente nos Estados Unidos. fuel oil. a fim de aumentar o poder de combustão do produto. principalmente enxofre.0 O ASFALTO 4. Vários processos foram criados para neutralizá-los ou removê-los. hidrocarboneto gasoso saturado. Mais tarde. A alquilação contribuiu grandemente para a produção de gasolina para aviação. que lhe conferem propriedades indesejáveis. o chumbo tetraetila. em presença de catalisadores. que podem ser acondicionados em tanques e bombeados de um lugar para outro.3 Distribuição A maioria dos produtos derivados do petróleo é constituída de líquidos. 3. O terceiro tipo de processo químico é aquele que altera a estrutura das moléculas de hidrocarbonetos. como por exemplo. parafinas e asfaltos.1 Definição Definimos asfalto como sendo um produto orgânico composto por hidrocarbonetos pesados. o que foi conseguido não só com o desenvolvimento de novos processos de refinação. Encontrado livre na natureza. Os produtos que apresentam maiores dificuldades de manuseio são os que se encontram nas extremidades da escala de ponto de ebulição: gases. oriundos de resíduos da destilação fracionada do petróleo. para apurar a qualidade da gasolina. 4. graxas. mas também com a introdução de um aditivo. Em meados do século XX. que se solidificam à temperatura ambiente. Graxas e alguns óleos lubrificantes são acondicionados em barris e latas.processo desenvolvido por técnicos alemães para a transformação do carvão em gasolina -.as frações do petróleo são submetidas a altas pressões de hidrogênio e a temperaturas entre 26o e 538o C. Purificação A terceira classe de processos de refinação compreende aqueles que purificam os produtos.

possuidor de uma elevada massa molecular com propriedades que variam dependendo da origem do petróleo e do processo de sua obtenção. com cor variando do negro até o pardo. recomenda-se o uso dos tipos 20 e 40. o de desfaltação por solvente. semi-sólidos ou líquidos obtidos por um processo de destilação. Os produtos asfálticos são: 1. Emulsão Recicladora: permite reciclar até 100% das misturas envelhecidas fresadas. É do resíduo desses dois processos que se obtém o C. 2. possuidor de propriedades aglutinantes e impermeabilizantes com características de flexibilidade. sais e alcalis.2 Produtos aplicados a quente Cimentos Asfálticos de Petróleo (CAPs) Em suas aplicações. serve como impermeabilizante. gás. (Cimento Asfáltico de Petróleo) tendo como característica física se encontrar no estado semi-sólido ou sólido (dependendo da temperatura ambiente). solúvel em bissulfeto e tetracloreto de carbono. esgoto e eletricidade. No Brasil. areia-asfalto e concreto asfáltico. o CAP deve ser homogêneo e estar livre de água. 12 .P. tais como pré-misturados. Agente Rejuvenecedor: regenera o asfalto envelhecido e oxidado. o principal processo para refino é da destilação a vácuo e. sólidos. O CAP é aplicado em misturas a quente.A. com teor de asfalto de acordo com o projeto respectivo. durabilidade e alta resistência à ação da maioria dos ácidos. Asfaltos são materiais aglutinantes. bem como os do tipo 30/45. 6. e para que sua utilização seja adequada. evitando a entrada de água para o interior do asfalto. A Petrobras comercializa estes através de distribuidoras e uma margem pequena para clientes finais. Sela Trincas: preenche e impermeabiliza o vazio das trincas. Tapa Buracos: ideal para reparo de pavimentos asfálticos no caso de pequenas obras urbanas de água. 50/60 e 85/100. Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP): uso direto na construção de revestimentos asfálticos. de cor escura. recomenda-se o conhecimento prévio da curva de viscosidade/temperatura. Trata-se de material termosensível e viscoelástico totalmente isento de impurezas. 3.material composto de hidrocarbonetos não voláteis. Asfaltos Diluídos de Petróleo (ADP): também conhecido como asfaltos recortados ou "cut-backs". 4. Agente Antipó: aplicado em vias não pavimentadas. 4. 7. 5. em menor proporção.

de acordo com sua consistência. ele tem a função de conferir a aderência do ligante às superfícies dos agregados que. ou seja.97 a 1. O CAPFIX obedece às mesmas especificações dos CAPs originais com relação às demais características. 5s. por características mineralógicas. Proporciona a aderência do ligante a todo tipo de agregado mineral. Características do CAP-DOP Ensaio Aparência visual (aspecto a 25° C) PT de fulgor (° C) Viscosidade a 40° C (sSF) Densidade a 25° C (g/cm3) Adesividade (teste de fervura por um minuto) Cap Fix Cimento asfáltico de petróleo aditivado com um composto tensoativo melhorador de adesividade derivado do óleo de xisto.03 Cobertura > 90% 13 . Sua utilização é recomendada para os mesmos serviços que o ligante convencional. areia Resultado Líquido e sem grupos > 150 85 0. Os CAP's que são produzidos e comercializados no Brasil seguem a classificação por penetração e viscosidade. além de permitir uma durabilidade maior da massa asfáltica devido à sua maior resitência à desagregação. pré-misturado a quente (PMQ). tenham deficiência de adesividade.O cimento asfáltico pode ser encontrado em diversos graus de viscosidade e penetração. Adicionado ao CAP em misturas asfálticas. misturas a quente. O objetivo é garantir melhor desempenho do pavimento. RLAM (Bahia) / ASFOR (Ceará): Classificação por penetração CAP CAP CAP 85/100 30/45 50/60 Penetração (100g. 25º) 30 a 45 50 a 60 85 a 100 Demais refinarias: Classificação por viscosidade CAP-7 CAP-20 CAP-40 Viscosidade a 60ºC (Poise) 700 a 2000 a 4000 a 1500 3500 8000 Agente melhorador de adesividade CAP-DOP O agente melhorador de adesividade CAP-DOP é um composto orgânico tensoativo derivado do óleo de xisto. mesmo àqueles que por características mineralógicas poderiam apresentar problemas de adesividade.

Asfalto-borracha O Asfalto-borracha é um asfalto modificado por borracha moída de pneus. 100g. eliminando sua adição no canteiro de obras. % p/p Dutilidade a 25ºC. CAP Plus 102 Asfalto modificado por uma substância natural hidrocarbonada. Além de ser uma forma nobre de dar destino aos pneus inservíveis. ºC Efeito do calor e ar: Perda em massa. cm Relação viscosidade a 60ºC após / antes do efeito do e ar (1) Métodos de Ensaio MB 50 ou ASTM D 92 MB 107 ou ASTM D 5 MB 827 ou ASTM D 2171 ASTM D 4402 MB 164 ou ASTM D 36 MB 425 ou ASTM D 1754 MB 167 ou ASTM D 113 MB calor 827 ou ASTM D 2171 composto A utilização deste CAP reduz a formação de trilha da faixa de rodagem.3 Produtos aplicados a frio Emulsões asfálticas (EMA) Emulsão é definida como uma mistura heterogênea de dois ou mais líquidos. 5s. Estas melhorias não alteram. porém. mas. P Viscosidade Brookfield a 135ºC. possibilita o uso de agregados de má adesividade. resolvendo um grande problema ecológico. Este CAP permite uma durabilidade maior do pavimento devido a sua maior resistência à desagregação. dmm Viscosidade a 60ºC. cP Ponto de amolecimento. quando são mantidos em suspensão 14 . 4. os quais normalmente não se dissolvem um no outro. ºC Penetração a 25ºC.asfalto e concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e tratamentos superficiais por penetração direta ou invertida. reduz a susceptibilidade térmica e dá maior resistência às cargas. melhora a adesividade ligante-agregado. principalmente por asfaltenos e resinas com alto grau de aromaticidade. o uso de borracha moída de pneus no asfalto melhora em muito as propriedades e o desempenho do revestimento asfáltico. Características Ensaios Ponto de fulgor. a vida de fadiga. e dispensa o uso de agentes de adesividade.

0. cSt 30-60 150-250 70-140 150-250 250-500 150-250 800-1600 150-250 3000-6000 150-250 CR-30 CR-70 CR-250 CR-800 CR-3000 CR-30 CR-70 CR-250 CR-800 CR-3000 4. Asfaltos Diluídos de Petróleo (ADPs) Os asfaltos diluídos de petróleo (ADP) são produzidos a partir do CAP e diluentes adequados. O tempo de ruptura depende. são subdivididos de acordo com as seguintes faixas: Asfaltos diluídos de cura rápida Viscosidade Cinemática Penetração no Resíduo. da quantidade e do tipo do agente emulsificante e a viscosidade depende principalmente da qualidade do ligante residual.1mm a 60ºC.4 Produtos especiais para pavimento Agente anti-pó 15 . cura média e cura lenta. além da imprimação impermeabilizante.1mm a 60ºC. formam uma mistura estável.por agitação ou. 0. mais freqüentemente. Serviços típicos que utilizam ADP são macadames betuminosos. Quanto à viscosidade. A quantidade de asfalto pode variar entre 60 a 70%. São utilizados em pavimentação por penetração e aplicados em temperaturas mais baixas que as usualmente empregadas quando se usa CAP. Emulsões asfálticas são dispersões de cimento asfáltico (CAP) em fase aquosa estabilizada com tensoativos. os tratamentos superficiais e alguns pré-misturados a frio. cSt 30-60 80-120 70-140 80-120 250-500 80-120 800-1600 80-120 3000-6000 80-120 Asfaltos diluídos de cura média Viscosidade Cinemática Penetração no Resíduo. São classificados pelo Departamento Nacional de Combustível (DNC) de acordo com a velocidade de cura em três categorias: cura rápida. por pequenas quantidades de substâncias conhecidas como emulsificantes. sendo que os ADPs desta última categoria não são produzidos no Brasil. dentre outros fatores.

1 Definição Atividade que estabelece. que adere firmemente ao solo formando uma camada impermeável.0 NORMALIZAÇÃO 5. prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto. a prefeitura reduz significativamente a manutenção das ruas não pavimentadas oferecendo à população maior dignidade. melhorando a confiabilidade das relações comerciais e de serviços Proteger a vida humana e a saúde Segurança Proteção do Consumidor Prover a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos produtos Eliminação de Evitar a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e 16 . pode ser utilizado como agente de adesividade.O agente Antipó é um derivado de óleo de xisto com frações de material asfáltico. Um primer. o produto permite a eliminação de poeira. Os Objetivos da Normalização são: Economia Comunicação Proporcionar a redução da crescente variedade de produtos e procedimentos Proporcionar meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente. Com a sua aplicação. além de prevenir a ocorrência de lama e os danos provocados ao leito das vias em dias chuvosos. É possível liberar o tráfego quatro horas após a aplicação do produto. 5. revestimentos industriais. Há que se ressaltar que a durabilidade deste revestimento depende diretamente do volume de tráfego e das condições da superfície a ser tratada e da qualidade da aplicação. o que garante uma excelente aderência aos mais diversos substratos. o produto tem boa durabilidade. O sistema é constituído por dois componentes misturados e aplicados a frio: o PREMIX e o ATIVADOR. Apresentado em duas versões: TR e TX. proveniente do deslocamento dos veículos. em vários tipos de solo. A aplicação é rápida. Elastron Sistema de elastômero de poliuretano e asfalto para impermeabilização. pisos e diversas outras aplicações. Indicado para vias não pavimentadas com baixo tráfego. aplicado antes do sistema Elastron. aparecendo como uma alternativa economicamente viável frente ao elevado custo da pavimentação asfáltica. Antipó é sinônimo de desenvolvimento para os bairros periféricos. em relação a problemas existentes ou potenciais.

Cápsula de alumínio ø = 80 x 90 mm e Cuba de transparência Ponto de Fulgor Aparelho para Determinação do Ponto de Fulgor (Vaso aberto de Cleveland) Elétrico. Suporte com haste 600 mm. Acessórios: Anel com haste para duas provas. na melhoria da qualidade de vida através de normas relativas à saúde. Termômetro astm 15 cº e 16º c.D-117 -D-803 AASHO . a Normalização está presente na fabricação dos produtos. Esferas.ABNT MB 107 . Anel com mufa e Botija (liquinho) 2kg. o intercâmbio Comerciais comercial Na prática.M 03.49 Distancia percorrida em decímetro de milímetro por uma agulha de 100g. Conjunto: Agulha para penetração. com mangueira especial.2. Penetração de Materiais Betuminosos Penetrômetro Universal com Agulha Código: VA-610 DNER DPT .ASTM DS .64 .AASHO T .T-48 17 .D-92 . Cápsula de alumínio com tampa ø = 55 x 35 mm. Bico de Busen com registro. na transferência de tecnologia.Barreiras Técnicas e serviços em diferentes países. 5. Algumas Normas referentes ao asfalto Ponto de Amolecimento Aparelho (Anel e Bola) Código: VA-320 ABNT -MB-164 ASTM-D-36-AASHO T-53 Temperatura a qual uma amostra de asfalto contido em um anel de diâmetro fixo e sob uma esfera de densidade fixa escorrega completamente pela parte inferior do anel. Tampa de aço inox. Tela de amianto 16 x 16 cm. Código: VA-312 ABNT . Funcionamento: Manual. Funcionamento: Manual. durante 05(cinco) segundos à temperatura de 25ºC. Copo Becker 600 ou 1000ml. à segurança e à preservação do meio ambiente.MB .ASTM . Combustível: A Gás.50 . facilitando assim.

os mesmos devem estar enquadrados segundo as normas estabelecidas pelo DNIT. Entretanto. Determinação da Viscosidade Viscosímetro Código: VA-130 ABNT MB-49 . Tensão: 110 ou 220 V. pois representam a maior parcela de minerais encontrados nas regiões mais pavimentadas do país (sul e sudeste).ASTM-D 88. Placa Aquecedora.c . Dessa forma. independentemente do tipo de mineral. Frasco de vidro viscosímetro 60 ml e Termômetro Mercúrio . 18 . em termos de granulometria. observa-se uma grande quantidade de pedreiras de gnaisse e calcário nas regiões sudeste e nordeste. Conjunto: Vaso aberto de Bronze (Cleveland). densidade. forma. com Mangueira especial. abrasão. Limpa tubos. Suporte com haste 600 mm e Botija (liquinho 2. Geralmente utilizam-se britas de basalto. Tensão: 110 ou 220 V.de movimento único. Termômetro ASTM 11 . Porém. fazendo com que os mesmos também sejam utilizados em pavimentação nas suas respectivas regiões.6º a 400º c. utiliza-se a argila calcinada.56 Determina o tempo em segundos que uma amostra de 60ml leva para escoar completamente à uma temperatura de 75ºC Funcionamento: Elétrico. Simultâneos com Sistema controlador de Temperatura 300ºC 110/220 V. A grande variedade de minerais em todo Brasil torna inviável uma padronização de utilização dos mesmos no pavimento. Aplicador de chama em ensaio. Funcionamento: Elétrico.0 kg). A pedra britada é o agregado mais importante para a construção de rodovias e sua utilização se dá nas diversas camadas da pavimentação. pode-se verificar que diferentes minerais compõem as estradas brasileiras em cada região do país. a cada 2ºC durante 5s de passagem da chama sobre a superfície da amostra. Suporte para Vaso. Óleo Especial (Oil para Viscosimeter). Acessórios: Chave de Bicos. ao mesmo tempo. suportar o peso do tráfego e. entre outros.Determina a primeira temperatura em que os gases que emanam de uma amostra inflamam sob a ação de uma chama piloto. transmiti-lo às camadas inferiores com uma pressão unitária reduzida.3 Algumas normas para agregados segundo o DNIT Agregados minerais constituem um dos principais componentes da pavimentação rodoviária. 02 Corpos de Prova. 5. como é o caso do centro-oeste e norte.10 + 260º C Escala Interna. tendo como principais finalidades manter a estabilidade mecânica dos revestimentos. Já em regiões com carência de minerais.

tanto para agregados quanto para CAPs. 6. para raios) O-140 Saturação de feltros e anti-ruídos p/ automóveis O-94 Vedação na indústria de refrigeração O-84 Fabricação de mantas O-94/O-115 19 . como desprendimentos da camada mais externa.Mistura Asfáltica Segundo as especificações brasileiras do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e do DNIT. paralelepípedos) B-75 Impermeabilizações de superfícies de concreto ou alvenaria em túneis/galerias B-75 Impermeabilização em áreas horizontais e verticais B-75 Colagem de pedriscos em tacos B-75/B-80/B-90/B-105 Fabricação de tintas e vernizes betuminosos B-75/B80 Isolante de cabos elétricos B-75/B-80 Enchimento de acumuladores elétricos B-80/O-140 Indústria de borracha B-90 Proteção interna de tanque de álcool e aguardente B-105/O-94 Estopim de explosivos B-105 Isolação de cartuchos de dinamite B-105 Fabricação de massas adesivas. pode-se definir mistura asfáltica como a mistura entre uma quantidade pré-determinada de agregados minerais e CAP. Esses problemas podem estar relacionados com a grande variedade de minerais e CAPs encontrados no Brasil e. Problemas encontrados no Pavimento Asfáltico Apesar das usinas de asfalto seguirem as especificações determinadas pelo DNIT. com a falta de estudos mais aprofundados no setor. principalmente. underseal p/ veículos O-84 Impermeabilização de câmaras frigoríficas e geladeiras O-84/O-94 Impermeabilização de caixas d'água. e telhados planos Colagem de materiais anti-ruído e isolantes térmicos O-84/O-94 (cortiça /isopor) Selagem de acumuladores elétricos O-94 Selagem de caixas de baterias e pilhas O-94 Impermeabilização em ambientes de alta temperatura O-115 Fabricação de condensadores e reatores elétricos O-140 Isolante de equipamentos elétricos (reatores.1 Aplicações B-65/O-84 Caixas de bateria B-60/B-65 Papel Betumado B-60/B-65/O-115 Pavimento industrial (c/ agregado mineral) B-65 Colagem de tacos e parquet no assoalho B-60/O-84 Juntas de dilatação (blocos de concreto. rachaduras. depressões e trincas. que após sofrer compactação é aplicada em vias públicas e estradas. observa-se uma grande quantidade de problemas no pavimento. lajes.0 Aplicações e Especifícações Técnicas 6.

3 0.1 0.1 101/105 101/105 101/105 75/85 85/95 110/120 130/140 30/40 20/30 10/20 715 220 220 230 240 05 03 99.5 99.5 0.5 99.2 Especificações técnicas Especificações Técnicas B-60 Ponto de Amolecimento Penetração Ponto de Fulgor Ductibilidade Solubilidade Perda p/ Aquecimento Peso específico 55/65 30/40 230 50 99.5 99.3 0.5 99.5 0.5 0.2 0.1 101105 101105 101/105 101/105 20 .5 99.6.2 101/105 B-75 B-90 Asfaltos Oxidados B-105 O-84 O-94 O-115 O-140 70/80 85/95 110/120 15/25 10/20 5/15 230 240 240 05 99.2 0.2 101/105 B-65 60/70 20/30 230 40 99.5 0.

Disponível em: <http://www. Disponível em: <www. Acesso em 21 Set 2005.br>.ambientebrasil. 21 .petrox. Concreto e Asfalto: catálogo <http://www.com. Disponível em: <http://www.br>. Disponível em: Ambiente Brasil: banco de dados.viatest.com.gov.br.br>. Acesso em: 21 Set 2005.redegoverno. Portal de Serviços e Informações do Governo: banco de dados. Acesso em: 21 set 2005.0 Bibliografia VIATEST – Solo.ind.7. Portal Br: banco de dados.br>. Acesso em: 21 Set 2005.com.br>. técnico. Petrox: catálogos técnicos. Acesso em 21 Set 2005. Disponível em: <http://www. matérias.

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