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A tradição jurídica inglesa: O direito inglês afirma-se como um direito essencialmente costumeiro, baseado em precedentes e, por excelência, processual

. Ele é um conjunto de regras processuais e materiais que as Cortes Reais (Curia Regis) elaboraram e consolidaram, tendo em vista a solução de litígios. As Cortes reais buscavam gradualmente substituir as jurisdições tradicionais que existiam na Inglaterra. As Curia Regis tratavam de direito publico relacionado à coroa, esse direito era válido para todo o reino, por isso recebeu o nome de Common Law. Como as cortes buscavam ampliar seus poderes, elas passaram a aceitar qualquer caso que fossem apresentados a elas julgando-os por ficção, ou seja, tratando-os como casos de interesse da coroa. Os juízes foram capazes de ampliarem sua competência caso a caso, fazendo com que o sistema de precedentes se estabelecesse. Como as cortes trabalhavam em jurisdição de exceção, era necessário, em todo caso, convencê-las a julgar o caso apresentado. Esses procedimentos processuais limitavam a ação jurídica, sem ser possível adotar conceitos racionais e do direito romano para o Common Law As normas processuais deram ao direito inglês um caráter em artificial. Ele não possuía regras materiais, somente processuais que eram utilizadas para se resolver os litígios. Devido ao entrave decorrido do formalismo processual, se as partes não alcançassem justiça pelas cortes elas poderiam recorrer ao Rei, que em alguns casos poderia julgar causas em nome da consciência e equidade. Devido a um aumento no número de casos enviados ao Rei, o Lord Chanceler passou a julgá-los. Lord Chanceler estabeleceu Rules of Equity (regras de equidade) para procedimentalizar a equidade. A Court of Chancery baseava-se no direito canônico e possuía um método inquisidor e nunca comportava júri. A Equity (equidade) não negava o Common Law, só o complementava fornecendo novos meios de se chegar a justiça plena em um caso. O direito inglês é formado de um lado pelo Common Law que utiliza as regras das cortes reais e de outro pela Equity que consiste em “remédios” aplicados pela corte da Chancery. O século XIX foi marcado por mudanças no direito inglês. As reformas aboliram alguns ritos e procedimentos e tornaram as cortes reais “de jure”. As reformas modernizaram e simplificaram os procedimentos, permitindo que juristas se preocupassem mais com o mérito do direito. Foi criado também a Supreme Court of Judicature. As cortes foram reunidas sob a suprema corte, em todas sendo possível a aplicação do common Law e equity. No final do século XIX e início do XX, instaurou-se na Inglaterra o Statute Law, uma nova fonte do direito inglês de conteúdo material que garante direitos subjetivos. O sistema inglês encontrou soluções para os casos novos, reconhecendo valor em casos passados e utilizando esses precedentes para buscar uma solução justa ao novo caso. Não havendo autoridade reconhecida nos precedentes ou Statute Law, o Juiz julgará por Overrule. As fontes do direito inglês são: Rule of Equity: Baseiase em princípios de equidade, ou seja, em princípios mais ligados a moral e justiça para resolver litígios. Rule of Law: Conjunto jurisprudencial que estabelece regras para se alcançar o direito material. Statute Law: Fonte do direito complementar, de caráter material e escrito que garante direitos subjetivos. A organização judiciária inglesa: O poder judiciário: A organização judiciária inglesa divide-se em duas esferas, a das cortes inferiores e a das cortes superiores. As cortes superiores, além de resolver litígios, estão encarregadas de dizer o que é direito e representam assim, o poder judiciário na Inglaterra. A common Law é obra de personalidades importantes encarregadas de velar pela justiça e desenvolvimento do direito. Essas personalidades são os juízes das cortes superiores. Somente as decisões das cortes superiores são consideradas como precedentes. As cortes superiores devem controlar a legalidade de atos de administração por ordens como Mandamus ou o Prohibition. Caso alguém não respeite a decisão da corte, esta pode-se valer do instituto Comtempt of Court e pode, como sanção, prender a pessoa. As cortes superiores: As reformas dos Judicature Acts do século XIX reuniram todas as cortes superiores em uma só, a Supreme Court of Judicature (S.C.J.), acima da qual conservou-se a jurisdição da Lords’ Chamber. A S.C.J. comporta dois níveis : Em primeira instância: -A High Court na esfera cível que, por sua vez, é dividida em três : Queens’ Bench, Chancery e Family. -A Crown Court na esfera penal. Em segunda instância temos: -A Court of Appeal. Os juízes da High Court podem , ocasionalmente, exercer no interior. Já a Crown court é bem descentralizada. Pode-se recorrer na Court of Appeal das

Portanto.decisões da High Court e Crown Court. existiam os Juízes de Paz (Justices of Peace) que compunham as Magistrate’s Courts. pirataria e incêndio de navio de guerra). o próprio Registrar emite um Writ ao acusado. O processo civil: O processo civil trata-se de um acordo entre vontades. nas District Resgistry. Caso o acusado não se manifeste. onde a polícia serve. Infrações menores são julgadas nas Magistrates’ Courts. que na maioria dos casos é um Solicitor que não exerce essa função em tempo integral. Se a infração for capaz de gerar pena de prisão perpétua. E contra os acórdãos da Court of Appeal. sob a presidência do Master of Rolls. pois se a defesa não possui bons argumentos.Embora a maioria dos processos sejam julgados em Londres. As cortes julgam se cabe submeter o réu a uma jurisdição superior que seria a Crown Court. remeter à Crown Court torna-se obrigatório. que será o único que terá contato com os litigantes até o dia em que o processo será julgado em audiência pública. (A pena de morte foi abolida em 1965. como acusação. O Writ convida o acusado a Enter an Appearance nem certo prazo. É necessário estabelecer os fatos sobre os quais há conflito e se for necessário ocorrerá debates públicos onde os pleadings são trocados . para o julgamento de uma infração eram necessários dois Juízes de Paz. Para se tornar em Solicitor deve-se estudar nas Inns of Court ou realizar uma prova aplicada. uma espécie de clube de advogados que forma juristas ingleses. obrigado a satisfazer a pretensão do acusador. Antes das reformas de 1971. Os Barristers são os advogados. As infrações menores são inicialmente levadas às Magistrates Courts. que são advogados nomeados temporariamente para essa função.). é possível instaurar ações perante a SCJ na interior . De modo geral. Os Registrars preparam a audiência pública e julgam causas de importância mínima. ele deve manifestar seu inconformismo com a acusação. tudo é feito por intermédio dos solicitors. O problema é enviado ao Registrar. A Crown court não possui membros próprios. A High Court tem possibilidade de julgar casos no interior. County Courts não estão habilitadas a formar precedentes.indictable offences) e infrações maiores (indictable offences). A maioria dos juízes das County Court são itinerantes e realizam com periodicidade audiências em certas cidades do interior. mas era inadequado para aglomerações urbanas. Composição das Cortes: A High court of Justice reúne no máximo 72 juízes. Chanceler e President. a partir desse momento. em Londres e Stipendiary Magistrate. ou seja. chamado de Metropolitan Magistrate. recorre-se à Lords’ Chamber. O processo em audiência pública é totalmente oral. Caso o acusado manifeste-se. Eles cuidam do andamento dos processos e entram em contato com as testemunhas. A jurisdição cível da cortes inferiores : A Inglaterra e País de Gales são divididos em distritos com cada um encontra-se uma County Court. caso contrário. Nenhuma qualificação ou conhecimento jurídico era necessário para tornar-se um Justice of Peace. eles devem ser necessariamente membros da Inns of Court. o problema é enviado ao juiz. Em cada County Court encontra-se um Registrar. por sua vez. As Magistrates’ Courts passaram a ser conduzidas por um único juiz. inicia-se um processo e o acusado irá buscar um solicitor para si. pelas Inns. no interior. chamados Justices. em casos graves ministrase nela um juiz da High Court. Os profissionais do direito: Os profissionais do direito inglês são agrupados em duas categorias : Os Barristers e os Solicitors. ----------------. Esse sistema funcionava bem nos distritos rurais. procura evitar um processo que é extremamente caro na Inglaterra. O processo é confiado ao Master (auxiliar do Juiz). Caso o problema seja simples. Ele inicia-se quando alguém. busca a High Court que. é considerado revelia e é. De modo geral. indica um solicitor para auxiliar o lesado. além dos dignatários que presidem suas três divisões : Lord Chief Justice. mas em muitos casos era julgado por um só. lesado. salvo em alta traição. geralmente. O master é um juiz para questões concernentes ao andamento do processo e preparação da audiência. A court of Appeal conta com 14 Lords Justices. a justiça ministrada nesta corte é feita por juízes de circuito (que também ministram a justiça civil nas cortes inferiores) ou por Recorders. Jurisdições Criminais: As infrações penais inglesas são classificadas em menores (petty offences ou non. Os Solicitors estão espalhados por todo o país e são eles que se relacionam com os clientes (os Barristers não estão permitidos a entrar em contato com seus clientes. no interior. foi instituído outro sistema que substituiu os Justices of Peace por profissionais remunerados. A maioria dos processos termina pela revelia.

mas a todo o Reino Unido. Após a audiência. então. chamado Appeal.indictable offences) e as maiores (indictable offences). O advogado do autor pode interrogar as testemunhas novamente.pelas partes. pelo indivíduo. O recurso à Lords’ Chamber é muito limitado. Deve-se explicar e fundamentar o que quer que seja revisado no processo. Ocorre. É possível enviar às cortes superiores toda a lide. seqüestro e fraude. A Imprensa não está autorizada a falar sobre processos em andamento. e com o quê). acusando um indivíduo de ter cometido uma indictable offense. A polícia não representa um braço do poder executivo. Após esse processo de interrogação das testemunhas do autor. Essa é a Examination in Chief. Direito Constitucional Inglês: A principal função de uma “constituição” é constituir um Estado e organizá-lo para que seja possível. Atualmente. uma na Magistrate Court e a outra na Crown Court. Depois que os pleadings foram trocados. atualmente só é prescrito para ações de indenização por difamação. É preciso estabelecer o motivo do inconformismo (o porquê. desde que as partes banquem com os custos. não há ministério público. pergunta-se se o acusado declara-se “culpado” ou “inocente”. uma audiência pública preliminar que vai decidir sobre a formalização da admissão da acusação. ou pode-se enviar às cortes superiores a questão de mérito delicada de um processo e aquela indicará às cortes inferiores a direção a ser seguida no seu julgamento. O Processo Penal: Distinguem-se na Inglaterra dois tipos de infrações. Na conclusão é feito um discurso final por cada advogado. Esse recurso poderia anular a sentença e formar um novo julgamento. Se o acusado declarar-se inocente. Quando o policial desencadeia uma ação penal. O Julgamento nas Cortes inferiores: Antes das reformas judiciárias. de acordo com o direito. o Review limita-se ao direito administrativo. parte-se para a audiência pública (Day in Court) Antigamente era comum a existência de um júri. Iniciam-se os debates: O advogado do acusado apresenta as suas testemunhas (geralmente. Porém. Não se admite a apresentação de certas provas. Na audiência. Os juízes das cortes inferiores são geralmente sem qualificações jurídicas. a corte pode escolher remeter o processo a julgamento na Crown Court e decidirá perante qual Crown Court o acusado comparecerá. As cortes apelativas possuem uma jurisdição que não se restringem a Inglaterra. ele o faz em nome de bom cidadão e não em nome do Estado. portanto. Magistrates’ Courts podem efetivamente julgar indictable offences. É a Reexamination. já as infrações menores pelas Magistrates’ Court. será seguido o veredito deste. existia o “Review” que alterava o caráter processual do processo. Os modos de Recurso: Os julgamentos da High Court of Justice ou Crown Court estão sujeitos a um recurso. se necessário. essa distinção deixou de corresponder com a realidade. nem os Barristers nunca viram as testemunhas. as pequenas (Petty ou non. Essas mesmas testemunhas são depois interrogadas pelo advogado do réu. Caso haja um júri. para que a pressão popular não afete o julgamento. Oprocesso penal compreende duas fases. Primeira Fase: A polícia ou outra pessoa faz uma queixa à Magistrate Court. O advogado não pode fazer perguntas capciosas as suas próprias testemunhas. Os processos podem ser remetidos. Essa é a Crossexamination. mantenha detida a pessoa. As infrações maiores são julgadas pela Crown Court. Ela conservou um caráter local e vínculo com a população. O recurso à Court of Appeal é oferecido “de jure” à parte que nãoobteve ganho de causa na primeira instância. a Court of Appeal de permitir o recurso e a Câmara dos Lordes deve aceitar. a primeira testemunha é o próprio acusador) e as interroga. o mesmo ocorre com as testemunhas do réu. A polícia é a autoridade que geralmente toma a iniciativa da ação penal. Segunda Fase: Ela desenrola-se perante a Crown Court. As County Courts apelam às Divisions Courts que são divisões dentro das cortes superiores. a Court of Appeal ou até mesmo à Lords’ Chamber. Esse procedimento é necessário para iniciar o andamento do processo e para que a polícia. portanto. O juiz nada sabe sobre o litígio quando se inicia os debates. Deve-se também mostrar qual grau de mudança é desejado. forma-se um júri que possui a função de emitir um veredito sobre a questão de culpabilidade. O julgamento perante o júri é muito similar ao da esfera cível. saber exatamente o que . caso contrário o veredito partirá do juiz que também dirá a sentença. inventário) Quando os autos são concluídos. O acusado deve comparecer a essa audiência e é assistido por um solicitor ou um barrister. O processo desenrola-se entre particulares. como a vida anterior do acusado. o Master faz com que a causa seja arrolada (feito rol.

O pedido de habeas Corpus. considerando as matérias que. E a solicitação de expedição pode ser feita perante qualquer juiz da High Court of Justice. O Direito Administrativo: A Inglaterra não pode ser chamada de Estado. desta maneira. na justiça. E a lei surge para que. Sendo esse direito importantíssimo. Cabe perceber que a Bill of Rights diferencia-se dos outros “acts”. Em 2008. limita-o. A Constituição despersonifica o Poder e o entrega ao povo e. um writ. Ou seja. quanto mais o poder de alguém. já que foram substituídos pela SCUK O brocardo “Remedies precedes Rights” é essencial ao direito constitucional. em vez de regra s. A Inglaterra nunca teve uma Constituição que enunciasse solenemente os princípios sobre os quais estava fundado seu governo. O Habeas Corpus existia na Inglaterra há um tempo razoável quando ele veio a ser regulado por um ato formal. O Direito Constitucional inglês foi construído ao longo do tempo. limite-o e. ou seja. A idéia de “poder” relaciona-se a idéia de escolha. é reafirmado no Habeas Corpus que o garante como uma sanção. aquele que não libertar imediatamente seu prisioneiro mediante ordem do juiz e aquele que prender de novo ser prisioneiro após tê-lo libertado. ou seja.esse Estado fará e qual será seu grau de jurisdição. já que não foi constituída formalmente por uma Constituição. Esse princípio que nenhum indivíduo deveria ser preso ilegal ou arbitrariamente. O Habeas Corpus é um procedimento pelo qual se tenta conseguir a libertação de alguém preso injustamente. da mesma maneira que as Cortes Superiores representam o poder judiciário. Existem ritos e regras processuais que assegurem direitos e liberdades. houve uma mudança no sistema judiciário inglês. mais escolhas lhe serão possíveis. o direito constitucional na Inglaterra dá garantias para que seja possível assegurar valores individuais. Na falta de um critério formal os ingleses só descobrem o conteúdo de seu direito constitucional pela comparação. O Direito Constitucional inglês desenvolveuse através de leis espetaculares como a Magna Carta. pois figura como a condição para todas as outras liberdades. como a Inglaterra não possui constituição. Uma pessoa será libertada se em um processo de Habeas Corpus. pois represen ta essa qualidade processual. já que a vida do povo britânico é governada por práticas e “convenções”. A partir desse momento. a garantia de não ser detido arbitrariamente. O Direito Constitucional funda -se nas bases processuais jurídicas inglesas. Comete um Comtempt of Court: aquele que não levar seu prisioneiro perante o juiz. Esses atos garantem os “Remedies” processuais para a garantia dos direitos e liberdades individuais. Ela é chamada de “The Crown” (A Coroa). A Coroa constitui o poder executivo inglês. por vias judiciárias. Uma Constituição despersonifica o poder. O direito constitucional inglês estuda os meios pelos quais é possível impor aos governantes e à administração. Os ingleses orgulham-se de terem protegido com eficácia a freedom from arrest . preceitos jurídicos que prescrevem garantias fundamentais. pelo qual o soberano ordenava que uma pessoa se apresentasse e justificasse. agir e pedir a expedição de um Writ de Habeas Corpus. pois para eles essa matéria do direito deve ser resolvida por métodos flexíveis na busca de uma harmonia. envolvendo-se a liberdade de alguém. através de Bills e Acts que garantiram valores “constitucionais” ao direito inglês. O Habeas Corpus só pode ser utilizado em prisões arbitrárias. O Habeas Corpus é um instrumento. pois ela garante direitos materiais. onde o ato de buscar meios para garantir liberdades adquire mais importância que as liberdades em si. a detenção aparentemente injusta de alguém. tem a prioridade sobre outras causas. evite um arbítrio desmesurado daquele que possui diversas escolhas. Foi criada a Supreme Court of the United Kingdom que age em todo o Reino Unido e a qual cabe a fiscalização dos direitos constitucionais. assim. portanto. Uma prisão deixa de ser arbitrária se for autorizada pelo Parlamento. A Inglaterra não tem uma Constituição nem os ingleses querem uma. que já fora proclamado na Magna Carta. . em nome de uma pessoa detida. Bill of Rights e o Habeas Corpus Act que de um modo asseguram ao indivíduo proteção contra a detenção arbitrária. os Law Lords deixaram de trabalhar no judiciário. Qualquer um pode. o detentor não conseguir justificar que seu prisioneiro está encarcerado regularmente conforme a lei. nos outros países são regidas pela constituição. o respeito ao direito. ele estuda meios e regras de como proteger as liberdades e como controlar a legalidade dos atos administrativos. o Habeas Corpus Act em 1679. O direito constitucional inglês consiste na descrição dos procedimentos que servem para garantir as liberdades do cidadão inglês. ao pôr o poder por escrito.

Outra maneira de resolver problemas com a parte lesada através de uma reparação é pela indicação de um “testa de ferro” por parte da Coroa que será julgado no lugar desta. Com relação à organização administrativa inglesa. Não se distinguem. só a administração central. eles não possuem as regalias de um servidor público brasileiro. mas poderia haver alguma forma de reparação. afirmou-se que “o rei não pode agir mal”. durante séculos. O Soberano Inglês desfruta de imunidade de jurisdição. o princípio The King can do no Wrong foi abrogado e a partir desse momento é possível processar a coroa diretamente e a possibilidade de julgar a Coroa como um particular também desapareceu. Esses cargos exigem uma rede de relacionamentos forte para que alguém seja indicado a eles. Portanto. Os funcionários de coletividades locais e corporações não são considerados servidores da coroa (Crown Servants). mas é possível pedir que a Coroa se deixe julgar como um particular. Não é possível que o soberano tivesse agido juridicamente contrário ao direito: The King can do no Wrong. O funcionalismo público inglês chama-se Civil Servants e ele distingui-se em duas classes: Administrative Class: É o alto escalão. na Inglaterra. Em 1947. Pode-se mover uma ação contra a Coroa que será esta representada pelo Attorney General. A responsabilidade dos empregados da Coroa é regida pelo direito comum e é apreciada pelas jurisdições ordinárias. ações individuais erradas não representam a Coroa. o erro pessoal do erro de serviço. A Coroa não é responsabilizada pelos erros dos civil servants. Estes empregos funcionam como empregos quaisquer. mesmo após 1947. Na Inglaterra. É um grupo restrito que constitui a administração. Nenhuma pessoa lesada possui direitos que lhe permitam mover ação contra a Coroa. Civil Servant: É o baixo escalão e é constituído pelos demais funcionários. considera-se constituindo a administração na Inglaterra. Não se pode comprometer a responsabilidade de Sua Majestade A Rainha. Eles são considerados muito mais como empregados da Coroa que membros da administração. . que está à frente da administração.seu poder permanece personificado na figura da Coroa que se identifica com o poder central.