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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA

NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO – UEMANET


SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO E
DIVERSIDADE DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – SECAD/MEC
TUTORA: ANDREIA OLIVEIRA VICENTE
ATIVIDADE DE ESCRITA COLABORATIVA

CURSISTAS: Alessandra Alves de Carvalho, Andréia Lima da Rocha,


Jeovanne Ferreira de Oliveira, Kelly Cristina Pereira Figueiredo, Maria
Aparecida Conceição Marconcine, Vitória de Jesus Oliveira da Silva

EAD: CREDIBILIDADE E COMPROMISO COM A QUALIDADE DA


EDUCAÇÃO

Os cursos na modalidade EAD estão assumindo cada vez mais uma


posição de destaque no cenário educacional da sociedade contemporânea. Ao
mesmo tempo, os recursos, tanto humanos quanto tecnológicos, capazes de
facilitar a aprendizagem, precisam acompanhar esta transformação (JAEGER;
ACCOORSSI, 2001). A EAD por sua experiência de ensino com metodologias
não presencias, pode contribuir para a formação de métodos de ensino e da
organização de trabalho nos sistemas convencionais (CARLI; POLATO, 2008).
Educação a distância é o processo de formação de ensino-
aprendizagem, mediado por tecnologia, onde professores e alunos estão
separados fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por
tecnologias como Internet, correio, televisão, rádio, vídeo, telefone, fax, entre
outras (MORAN, 2002). É uma modalidade de ensino-aprendizagem,
desenvolvida por sistemas educativos que oferecem educação, a setores ou
grupos da população que, por razões diversas, têm dificuldade de acesso a
serviços educacionais regulares (BARRETO, 2006). Segundo Litwin (2002), a
EAD é “uma modalidade de ensino com características específicas, uma
maneira particular de criar um espaço para gerar, promover e implementar
situações em que os alunos aprendam”.
Um dos principais benefícios que a EAD trouxe para a sociedade foi
a universalização do ensino e a possibilidade de adequação das necessidades
e dificuldades em relação a permanência na escola, passando por barreiras
como acesso a sala de aula, problemas financeiros e emocionais.
A primeira tecnologia que permitiu a EAD foi a escrita e a tipografia
ampliou o seu alcance (CHAVES, 1999). Segundo Pimentel (2006), a EAD teve
sua origem no século XIX e surgiu da necessidade de preparar pessoas para o
mundo do trabalho que não podiam freqüentar o ensino presencial, sendo
criadas as primeiras turmas de ensino por correspondência. No século XX, a
partir da década de 60, com o aperfeiçoamento das metodologias utilizadas e o
surgimento de meios de comunicação de massa, várias iniciativas em todo o
mundo mudaram o cenário da educação a distância que passou a utilizar
outras mídias como o rádio e a televisão (ROMANI, 2000 apud ROCHA, 2002),
depois os computadores e finalmente, as tecnologias de multimeios, com os
programas de tutorias informatizados. Na década de 70, há o surgimento da
Fundação Roberto Marinho, com os conhecidos Telecursos e também os
programas Salto para o Futuro.
Em 1990, a maior parte das instituições de ensino superior
brasileiras se mobilizou para a EaD, e em 1994, a internet se expandiu no
ambiente universitário. Em 1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasil –
UAB (Lei 403/1992). Em 1996, surgiu a primeira legislação especifica para EAD
no ensino superior e nos anos seguintes foram criados os decretos de nº 2.494
e 2.561, portaria 301, de 7 de abril de 1998, portaria nº. 2.253, Decreto 5.622,
de 19 de dezembro de 2005. E em 2007, foi apresentado o Referencial de
Qualidade para Educação Superior a Distância, que tem dentre suas principais
atribuições garantir a qualidade nos cursos de EAD.
Segundo Claúdio de Moura Castro (2009), a avaliação dos alunos
que estudam na modalidade EAD tem melhores resultados que a dos alunos
de cursos presenciais, então conclui-se que há aprendizagem de qualidade
também nos cursos de EAD quando a busca pelo conhecimento parte do aluno
e quando este por sua vez reage e interage com a aprendizagem de forma
reflexiva e numa perspectiva de construção do conhecimento. Esse é um dos
motivos que faz com que a avaliação da EAD. Segundo reportagem do Jornal
Nacional, da Rede Globo, a educação a distância é uma espécie "de salvação"
às pessoas que estavam fadadas ao fracasso escolar e também é responsável
pela qualificação mais de 16 mil professores de ensino básico em cinco anos.
Percebe-se um crescimento muito grande de adeptos a esta
modalidade. A combinação educação e Tecnologias de Informação e
Comunicação (TICs) chegou onde poucos esperavam, aos lugares mais
inacessíveis, às pessoas menos favorecidas, enfim, a promoção da
democratização do ensino.
Muito já foi feito em relação a universalização do ensino, mas ainda
há muito a se fazer, as tecnologias permitiram este avanço e evolução
da EAD, pois a partir daí os recursos didáticos, as metodologias, as formações
continuadas, graduações e pós-graduações, foram muito importantes para que
houvesse a universalização do ensino.
Portanto, é possível afirmar pela história da EAD que a mesma tem
ganhado cada vez mais espaço e reconhecimento perante a opinião pública,
conseguindo com sua seriedade uma credibilidade e aceitação de forma a ter
sua próprias leis diretrizes e normas
.
REFERÊNCIAS

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<http://www.abmes.org.br/Publicacoes/Revista_Estudos?/estud26/lina.htm>. Acesso em: 5 jun.
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de dezembro de 2005. Disponível em: <http:// www.metodista.br>. Acesso em: 13 mar. 2009.

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<http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=1132>. Acesso em 5
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CASTRO, Claudio de Moura. Embromação a Distância? VEJA, Editora Abril, edição 2108 –
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CHAVES, E. Resumo de palestra de Alvin Tofler In: EDUTECNET (Grupo de Discussão em


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<edutec@edutecnet.com.br> .

CHAVES, E. Conceitos Básicos: Educação a Distância. EdutecNet?: Rede de Tecnologia


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JAEGER, Fernada Pires; ACCORSSI, Aline. Tutoria em Educação a Distância. Disponível em:
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<http://jornalnacional.globo.com >, Acesso em 18/05/2009

LITWIN, Edith. (Org.). Educação à distância: temas para o debate de uma agenda educativa.
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Florianópolis - PR, SEAD/UFSC, 2006.

ROCHA, Helena. O ambiente TelEduc? para Educação à Distância baseada na Web:


Princípios, Funcionalidades e Perspectivas de desenvolvimento. In: Moraes, M.C. (Org).
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