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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA

NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO – UEMANET


SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO E
DIVERSIDADE DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – SECAD/MEC
CURSISTA: MARIA APARECIDA MARCONCINE
TUTORA: ANDREIA OLIVEIRA VICENTE
CURSO FORMAÇÃO DE TUTORES

TAREFA FINAL: AVALIAÇÃO

Art. 4o A avaliação do desempenho do estudante para fins de promoção, conclusão


de estudos e obtenção de diplomas ou certificados dar-se-á no processo, mediante:
I - cumprimento das atividades programadas; e
II - realização de exames presenciais.
§ 1o Os exames citados no inciso II serão elaborados pela própria instituição de
ensino credenciada, segundo procedimentos e critérios definidos no projeto
pedagógico do curso ou programa.
§ 2o Os resultados dos exames citados no inciso II deverão prevalecer sobre os
demais resultados obtidos em quaisquer outras formas de avaliação a distância.

Quando se fala em avaliação, principalmente em se tratando de


EAD, deve-se levar em consideração os muitos aspectos que se tem nesse
processo todo. Uma das funções principais de uma avaliação é o diagnóstico.
Ou seja, verificar se os objetivos propostos estão sendo alcançados, assim
como identificar problemas de aprendizagem dos alunos e analisar se a
metodologia, os materiais didáticos, planos de trabalho e o sistema de tutoria
funcionam de forma adequada ao curso, ou se é preciso fazer adequações e
repensar o processo. Outra função muito importante nesta etapa é a do
autoconhecimento de aluno/professor/tutor, o que vai proporcionar informações
de desempenho, do percurso trilhado. O papel do tutor nessa hora é
fundamental para estar estimulando o crescimento do aluno/cursista,
motivando com comentários e acompanhamento de atividades avaliativas, que
quando bem elaboradas são oportunidades de aprofundamento e busca de
concentração para explorar os conteúdos lidos, vistos e apreendidos, seja na
forma de reflexão, análise ou outro tipo de produção. Isso tudo se insere no
contexto de a avaliação ser processual e contínua, com aspecto formativo e
diagnóstico, conforme já comentado.

Mas também há a parte mais formal da avaliação, que é o momento


de síntese e reflexão, onde o aluno/cursista tem a oportunidade de se
expressar e consolidar suas idéias e conhecimentos adquiridos no decorrer do
curso, que pode ser ao final de cada unidade, e também no final do curso.

Em EaD é importante que a avaliação seja baseada em vários tipos


de recursos e momentos diversificados, pois é ela quem dará a seriedade e a
credibilidade aos cursos ministrados, “o que exige por sua própria natureza
maior precisão e antecipação de todas as ações que serão realizadas em
quaisquer de seus elementos estruturais – estudantes, materiais didáticos ou
professores” (GOULART; NEDER; PIMENTEL, 2005) .

Todo curso tem necessidade de quantificar o aprendizado, seja na


modalidade à distância ou não. É através destes resultados que é elaborado o
histórico escolar, que é o documento que atesta a qualidade da aprendizagem
e que oportuniza a expedição de certificados e diplomas. Na EaD não seria
diferente. Por isso, a avaliação presencial ou supervisionada (exames
presenciais citados no artigo 4º do Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de
2005) é apenas um tipo de exame, que conforme o § 1º será elaborado pela
própria instituição, conforme critérios definidos no projeto pedagógico do curso
ou programa. Ou seja, tem-se autonomia na elaboração deste instrumento de
avaliação, não precisa necessariamente ser uma prova, pode ser um trabalho,
uma avaliação de consulta, mas que seja presencial, com tempo e espaço
delimitados, sob a supervisão de um representante da instituição de ensino.
Dessa forma, tem-se a certeza de quem faz a avaliação presencial é a mesma
pessoa que participou do curso, o que dá maior credibilidade ao rendimento do
aluno, ao curso, a instituição promotora e a própria modalidade de EaD. Deve-
se levar em conta na hora de elaborar este instrumento avaliativo a
competência do aluno em utilizar o conhecimento adquirido e não a
memorização, sua argumentação, discussão, confronto de opiniões e estímulo
ao desenvolvimento de sua capacidade crítico analítica.
Quanto à obrigatoriedade do cumprimento das atividades
programadas (inciso I, no artigo 4º do Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de
2005), faz com que os estudantes realmente estudem, produzam, leiam, e
ainda serve de preparação para as avaliações finais e presenciais, uma vez
que as mesmas podem ser estruturadas de forma similar com relação ao
conteúdo e ao estilo.
A questão da obrigatoriedade do exame presencial é extremamente
importante pelo aspecto que muitas vezes é o único momento de contato da
turma com os professores e tutores. É onde se estreitam laços, onde se pode
verificar que do outro lado do computador, teclado, videoconferência tem um
ser humano, que tem sentimentos, afetividade, que adoece, que tem
problemas, e outras atividades e papéis a desempenhar além do curso, que
muitas vezes não é tão levando em consideração na hora das cobranças de
atividades e prazos. Por outro lado, também é meio desagradável ser
novamente avaliado, pois são inúmeras as atividades solicitadas no decorrer
do curso, e no final dos módulos ou término geral, mais avaliações, mais notas,
mais pressão. Além da questão geográfica, alguns tem que se locomover para
locais às vezes longe de sua residência para prestar estes exames, que nem
sempre é em sua cidade de origem, o que acarreta em gastos extras de
transporte, estadia e alimentação. Também por parte da instituição esta
questão espacial é complicada. A locomoção de tutores e ou professores
acarreta desgaste físico, uma vez que este profissional tem que deslocar para
longe e muitas vezes para mais de um local, conforme a necessidade da
instituição que representa, além das despesas orçamentárias. Mas os recursos
tecnológicos, nestes casos, facilitam e oneram menos o processo, pois com
salas multimídias, através de videoconferências é possível a realização
defesas de monografias ou TCC.
Abaixo, para ilustrar, algumas imagens registradas em avaliações
presenciais, de cursos realizados na modalidade EaD:

Defesa de monografia, por videoconferência,especialização


em Tecnologias da Informação para Educadores, pela Univima/UFRGS

Recursos tecnológicos dão suporte na avaliação final de curso,


banca de professores à distância
Defesa de Banner como avaliação final de módulo intermediário do curso
Formação Continuada em Mídias na Educação

Auto-avaliação em encontro presencial do módulo avançado do curso


Formação Continuada em Mídias na Educação

REFERÊNCIAS

BRASIL. Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005. Disponível em:


<http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/_Ato2004-
2006/2005/Decreto/D5622.htm> Acesso em: 20 mai. 2009.

GOULART, Delmar; NEDER, Cristiane; PIMENTEL , Nara Maria (Org). Curso


de Formação em Educação a Distância. Universidade Virtual do Maranhão
(Univima). Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Fundação de
Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc), 2005.