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Edward era alto, forte, vabelos bem pretos, usava um anel de prata no

dedão. Vestia uma calça jeans escura, uma blusa social de manga comprida
para fora da calça. Tinha um cabelo preto, um pouco grande, a ponto de
balançar com o vento. E tinha os olhos pretos mais lindos do mundo. Bella
deixou sua mochila que estava pendurada no ombro cair quando
reconheceu aqueles lindos olhos negros. Tinha sido perseguida por eles nos
seus sonhos.

Parece coisa de filme. Edward entrou e percebeu que a única cadeira vazia
era a que estava atrás de Bella. Nervosa ela não sabia o que fazer com as
maos, tanto que derrubou tudo que estava em cima da mesa dela, folhas e
canetas cairam nos pés de Edward. Ele se abaixou rapidamente para ajudar,
o toque de maos foi inevitável. Bella se arrepiou toda, levantou a cabeca
rapidamente e bateu no queixo dele. Desastrada como só ela sabia ser era
uma boa maneira de dar boas vindas.

Mesmo com toda essa confusao Edward sorriu, Bella pode ver os dentes
brancos e perfeitos que acompanhavam aquele par de olhos pretos. Ficou
olhando incredula, até que a voz macia e lenta de Edward a acordou. Não
precisa ficar tao assustada, não machucou. O riso sem graca que veio
depois fez Bella ter vontade de pular no pescoço dele e experimentar o
gosto que teria aquela boca avermelhada e sorridente. Desculpe, sou muito
desastrada, foi sem querer. Tudo bem, não machucou não, está tudo bem.

Bella se virou para frente com a cabeça borbulhando. O professor estava


explicando sobre o surgimento do romantiso, ou era do modernismo? As
palavras não estavam sincronizadas dentro da cabeca de Bella. A única
coisa que ele poderia pensar e conectar nesse momento eram aqueles olhos
pretos, aquele sorriso de canto de boca, a voz macia e lenta. Aquele seria o
tormento dela por muito tempo ainda.

Chegou em casa naquela noite com uma feicao estranha. Tinha passado o
dia meio perdida, dirigindo pelos cantos com seu mitsubish preto. Dirigiu
sob aquele céu escuro durante horas, passou algumas vezes pelo mesmo
sinal quebrado e pelo buraco que tomava metade da pista. Quando
estacionou na porta da garagem o carro antigo de Charlie já estava parado
lá. Pelas marcas na areia molhada fazia pouco tempo que tinha chegado. Só
entao Bella percebeu quanto tempo tinha passado rodando pela cidade.

Entrou em casa o mais silenciosamente possível, e logo foi envolvida pelo


cheio de pizza de calabresa. A preferida de Charlie. Ele comprou no caminho
para casa depois de ter recebido a mensagem de Bella. Mal sabia ele que
Bella nem lembrava de ter mandado aquela mensagem.

Foi direto para a escada, tentar passar despercebida, mas Charlie não seria
uma barreira facil. Demorou bastante, teve aula até mais tarde? Foi sim,
tive revisão de história da arte, to cansada, vou deitar. Come... Charlie não
terminou a frase e Bella já estava dentro do seu quarto sem tenis. Tirou a
roupa devagar, se enrolou na toalha e passou para o banheiro rapidamente
sem fazer barulho.

Abriu a agua quente, o que assustou Charlie. Entrou no chuveiro e deixou a


água escorrer pelo corpo, ainda estava artoada. Toda vez que fechava os
olhos tinha flashes confusos dos olhos negros, do sorriso, do toque, da voz.
Parecia que tinham ligado um liquidificador dentro da cabeca dela. Ouviu
Charlie dando boa noite parado na porta do banheiro. Foi quando percebeu
que tinha passado tempo demais debaixo da agua quente. Desligou o
chuveiro, se enxugou, vestiu a roupa velha que usava de pijama e voltou
lentamente para o quarto com a toalha enrolada na cabeca.

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