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12º M+N

CIÊNCIA POLÍTICA

TESTE DIAGNÓSTICO
17/SET/09

1. As Revoluções Liberais são um conjunto de mutações políticas e sociais ocorridas na


sequência do legado ideológico da Revolução Francesa e já prenunciadas na Revolução
Americana. Representaram o fim das estruturas do Antigo Regime, no que concerne à
classe dominante (que passa a ser a burguesia), às instituições (surgem as monarquias
constitucionais), à ordem internacional (dá-se a independência de uma série de
territórios), etc.

Caracteriza sucintamente:

a) A Revolução Liberal Americana (1776).


b) A Revolução Francesa (1789).
c) A Revolução Liberal portuguesa (1820).

2. Para os povos da Europa, a Grande Guerra de 1914 – 1918 fora feita para acabar com
todas as guerras do mundo. No entanto, ela não fez mais do que preparar um novo
conflito, bem mais amplo, desta vez realmente mundial.
a) Quais as razões que determinaram o inicio da II Guerra Mundial.
b) Em que consistiu a guerra fria?
c) Apresenta as principais razões que levaram à queda do chamado “bloco de Leste”.

3. Estado Novo é o nome do regime político autoritário e corporativista de Estado que


vigorou em Portugal durante 41 anos sem interrupção, desde 1933, com a aprovação de
uma nova Constituição, até 1974, quando foi derrubado pela Revolução do 25 de Abril.
Ao Estado Novo alguns historiadores também chamam "II República", embora tal
designação jamais tenha sido assumida pelo próprio regime.
a) Apresenta algumas características do Estado Novo.
b) Em que consistiu a guerra colonial?

4. O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, sobretudo nos estratos


mais velhos da população que viveram os acontecimentos, nas facções extremas do
espectro político e nas pessoas politicamente mais empenhadas. Quase todos
reconhecem, de uma forma ou de outra, que o 25 de Abril representou um grande salto
no desenvolvimento político-social do país. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro
político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta
que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se
foram perdendo.
a) Aponta algumas das mudanças ocorridas em Portugal com o 25 de Abril.
b) Apresenta alguns dos direitos e liberdades conquistados com o 25 de Abril.

5. A União Europeia (UE) consistia originalmente de seis Estados-membros. Desde então


cresceu para 27 Estados-membros, dois membros a mais a partir de 2007 - Bulgária e a
Roménia. Uma união de 30 Estados está dentro do alcançável, sendo desejo de muitos
governos da Europa não comunitária juntarem-se.
a) Caracteriza sucintamente a União Europeia.
b) Quando é que Portugal aderiu à União Europeia?
c) Apresenta duas vantagens e duas desvantagens da adesão de Portugal à União
Europeia.

6. “Todo o indivíduo pertence a um grupo humano, a uma cultura, a um sistema mais ou


menos diferenciado de valores. Mergulha numa cultura a ponto de não ser consciente
disso, como os peixes dos quais se diz que não têm consciência de estar na água. Sem
consciência da cultura que condiciona a sua percepção do mundo e da sociedade, todo o
indivíduo referencia as outras sociedades à sua própria cultura, que ele considera
espontaneamente como verdadeira cultura.”
a) Com base no texto, diz o que entendes por:
• Cultura
• Valores
• Sociedade
a) Que consequências acarreta para a sociedade a atitude de considerar a cultura a
que pertencemos como uma verdadeira cultura?

7. Lê atentamente a notícia seguinte:

a) Elabora um pequeno comentário a esta notícia, expondo a tua opinião


(fundamentada) sobre o assunto.
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FIM
A Professora: Ana Margarida Carvalho

Respostas

1-a) Também conhecida por Guerra da Independência dos Estados Unidos da América,
esta revolução de 1776 foi uma revolta das treze colónias britânicas contra o domínio
do Estado inglês.

1-b) Influenciados pelos ideais da Revolução Americana, os franceses iniciaram esta


Revolução contra o absolutismo monárquico, e a autoridade do clero e da nobreza.

1-c) A Revolução liberal portuguesa foi uma revolta contra o domínio inglês e para
acabar com a grave crise económica que se vivia em Portugal; tinha por objectivo fazer
regressar o rei do Brasil e regenerar a Pátria.

2- a) A Primeira Guerra Mundial - "feita para pôr fim a todas as guerras" - transformou-
se no ponto de partida de novos e irreconciliáveis conflitos, pois o Tratado de Versalhes
(1919) disseminou um forte sentimento nacionalista, que culminou no totalitarismo
nazi-fascista. As contradições agravaram-se com os efeitos da Grande Depressão.
Além disso, a política de apaziguamento, adoptada por alguns líderes políticos do
período entre guerras e que se caracterizou por concessões para evitar um confronto,
não conseguiu garantir a paz internacional. A sua actuação assemelhou-se à da Liga
das Nações: um órgão frágil, sem reconhecimento e peso, que deveria cuidar da paz
mundial, mas que fracassou totalmente. Assim, consolidaram-se os regimes
totalitários. O germânico de origem austríaca Adolf Hitler defendia que a Alemanha
necessitava de mais espaço vital, ou "Lebensraum", e por isso queria estabelecer uma
fronteira com a União Soviética. Hitler anexou ao Reich alemão a Áustria, seguido da
Checoslováquia. A essas anexações, as potências ocidentais europeias não
responderam, mas quando Hitler avançou sobre a Polónia, foi declarado um conflito, e
iniciou-se a Segunda Guerra Mundial.

2-b) Guerra Fria é a designação atribuída ao período histórico de disputas


estratégicas e conflitos indirectos entre os Estados Unidos e a União Soviética,
compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção
da União Soviética. É chamada "fria" porque não houve uma guerra directa entre as
superpotências, dada a inviabilidade da vitória em uma batalha nuclear.

2-c) Durante a Guerra Fria, o termo bloco do leste (ou bloco soviético) era uma
referência à União Soviética e seus aliados da Europa central e do leste (Bulgária,
Checoslováquia, Alemanha Oriental, Hungria, Polónia, Roménia, e - até meados dos
anos 60 - a Albânia). Este termo era muitas vezes utilizado como referência ao Pacto de
Varsóvia (a aliança militar liderada pelos soviéticos) ou ao Comecon (uma organização
económica internacional que abrangia os estados comunistas). As mudanças no cenário
geopolítico da Europa Oriental no final da década de 80, com a queda dos governos
socialistas, o fim do Muro de Berlim, o fim da Guerra Fria e a crise na URSS levaram a
extinção do Pacto de Varsóvia e da queda do Bloco de Leste. O fim do Pacto de
Varsóvia representou, também, o fim da Guerra Fria.

3-a) O Estado Novo (1933-1974) foi um regime autoritário, conservador, nacionalista,


corporativista de Estado de inspiração fascista, parcialmente católica e tradicionalista,
de cariz antiliberal, antiparlamentarista, anticomunista, e colonialista, que vigorou em
Portugal sob a Segunda República. O regime criou a sua própria estrutura de Estado e
um aparelho repressivo (PIDE, colónias penais para presos políticos, etc.) característico
dos chamados Estados policiais, apoiando-se na censura, na propaganda, nas
organizações paramilitares (Legião Portuguesa), nas organizações juvenis (Mocidade
Portuguesa), no culto do "Chefe" e na Igreja Católica.

3-b) Designa-se por Guerra Colonial, Guerra do Ultramar (designação oficial


portuguesa do conflito até ao 25 de Abril), ou Guerra de Libertação (designação mais
utilizada pelos africanos independentistas), o período de confrontos entre as Forças
Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das
antigas províncias ultramarinas.

4-a) O 25 de Abril permitiu a abertura ao exterior e o restabelecimento das relações


internacionais, o que resultou num maior desenvolvimento económico e social. No
campo individual foram restabelecidos os direitos fundamentais.

4-b) Com a Revolução do 25 de Abril, foram recuperadas todas as liberdades


individuais (restringidas durante o regime salazarista) tais como o direito à vida, à
integridade pessoal, à segurança, à inviolabilidade do domicílio, etc. No campo das
liberdades colectivas, conquistamos as liberdades de reunião, manifestação, de
imprensa, de religião, etc.

5-a) A UE (União Europeia) é um bloco económico, político e social de 27 países


europeus que participam de um projecto de integração política e económica.

5-b) Portugal aderiu à União Europeia em 1986.

5-c) Existem muitas vantagens em pertencer a um mercado único, tais como mais
negócios para as nossas empresas, maior facilidade de circulação de pessoas e capitais
no espaço comunitário, mais oportunidades de formação e emprego, maior apoio
financeiro (através dos fundos comunitários). Como desvantagens podemos apontar o
impacto negativo que algumas políticas comunitárias têm em alguns sectores de
actividade, a partilha de soberania (que implica menor controlo sobre algumas áreas de
acção) e alguns impactos negativos devido à valorização da moeda única.

6-a) O conceito de cultura abrange tudo o que o Homem acrescenta à natureza, todas
as normas, valores, atitudes e comportamentos que são socialmente aprendidos e
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partilhados pelos membros de uma


sociedade. O valor é um ideal, uma crença, uma forma de estar que nos é superior e
que convida ao respeito. Os valores são importantes porque mantêm a coesão social,
legitimam as regras, que por sua vez condicionam os comportamentos. São portanto
elementos de integração social. A sociedade é formada por um conjunto de elementos
que possuem a mesma cultura e orientam os seus comportamentos pelos mesmos
valores e normas.

6-b) Ao considerarmos a nossa cultura única, existe o perigo de passarmos a olhar para
as outras culturas com superioridade, não as considerando tão boas como a nossa; são
essas atitudes que conduzem ao racismo e à xenofobia.

7- A resposta será tanto mais cotada quanto maior for o número e a qualidade dos
argumentos apresentados.

RELATÓRIO DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

A disciplina de Ciência Política visa desenvolver nos alunos as seguintes


competências:
Caracterizar, nos seus traços gerais, a Ciência Política e o campo da actividade
política;
Relacionar a Ciência Política com outras ciências e áreas do saber;
Relacionar a política com a vida em sociedade;
Identificar e caracterizar as principais teorias políticas;
Problematizar ideologias e soluções políticas;
Reflectir de modo sistemático e crítico sobre a Política.
Ler e interpretar diferentes tipos de documentos relativos aos temas da
disciplina;
Aplicar os principais conceitos e os instrumentos de análise específicos da
Ciência Política na análise de novas situações / problemas;
Confrontar diferentes opiniões, reflectindo criticamente sobre elas;
Fundamentar as perspectivas pessoais;
Construir textos fundamentados e coerentes;
Utilizar técnicas de pesquisa, de tratamento e de apresentação da informação.

Nesse sentido, a avaliação diagnóstica pretendeu determinar o nível de pré-


requisitos dos alunos nas seguintes áreas:
Conhecimentos de História: movimentos de Reforma e Contra-Reforma,
Revoluções Liberais (Inglesa, Americana, Francesa e Portuguesa), História dos
Direitos Humanos, História Política do século XX, nomeadamente 1ª e 2ª Guerras
Mundiais, a difusão dos regimes democráticos, o fim dos regimes colonialistas, a
ascensão e queda do chamado Bloco de Leste. História de Portugal,
nomeadamente o regime salazarista, o 25 de Abril de 1974 e a adesão à União
Europeia;
Conhecimentos adquiridos em Filosofia: noções de cultura, normas, valores,
Ética, Direito, Política, Estado, sociedade civil, leis, liberdade, igualdade,
equidade, justiça social, consciência cívica, direito à diferença;
Competências linguísticas / argumentativas: domínio da língua portuguesa e
capacidade de argumentação.

Assim, foi elaborado um teste escrito, contendo perguntas sobre os temas acima
referidos, tendo-se sido cada resposta avaliada de acordo com a seguinte escala de
valor:
Não domina o assunto -1 ponto
Domina pouco – 2 pontos
Domina razoavelmente – 3 pontos
Domina bem – 4 pontos
Domina muito bem – 5 pontos

A turma Domínio observado Média atingida


apresentou os
seguintes Conhecimentos de História 2,83
resultados:
Conhecimentos de 3,06
Filosofia/Sociologia

Competências argumentativas 2,50

Média global 2,84

O nível mais alto atingido foi de 4,75 e o mais baixo de 1,00.

Estes resultados permitem concluir que os alunos possuem genericamente os


pré-requisitos necessários à aprendizagem dos conteúdos específicos da disciplina,
registando-se apenas algumas dificuldades nas competências
linguísticas/argumentativas. No sentido de as superar, privilegiar-se-á a realização de
debates e elaboração de ensaios e comentários políticos, sobre os temas que forem
sendo leccionados.

Para obstar às dificuldades dos alunos que obtiveram níveis mais baixos neste
teste, à medida que forem sendo leccionados os temas, será feita uma introdução
versando os pré-requisitos necessários para esse assunto.

A professora,

Ana Margarida Carvalho