MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO
1. NUMERAÇÃO

Essa imagem mostra todos os conjuntos, sendo

Números Naturais Os números naturais são o modelo matemático necessário para efetuar uma contagem. Começando por zero e acrescentando sempre uma unidade, obtemos os elementos dos números naturais:

A construção dos Números Naturais - Todo número natural dado tem um sucessor (número que vem depois do número dado), considerando também o zero. Exemplos: Seja m um número natural. a) O sucessor de m é m+1. b) O sucessor de 0 é 1. c) O sucessor de 1 é 2. d) O sucessor de 19 é 20. - Se um número natural é sucessor de outro, então os dois números juntos são chamados números consecutivos. Exemplos: a) 1 e 2 são números consecutivos. b) 5 e 6 são números consecutivos. c) 50 e 51 são números consecutivos. - Vários números formam uma coleção de números naturais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, o terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do terceiro e assim sucessivamente. Exemplos: a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos. b) 5, 6 e 7 são consecutivos. c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos. - Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um antecessor (número que vem antes do número dado). Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de zero. a) O antecessor do número m é m-1. b) O antecessor de 2 é 1. c) O antecessor de 56 é 55. d) O antecessor de 10 é 9. Subconjuntos de Vale lembrar que um asterisco, colocado junto à letra que simboliza um conjunto, significa que o zero foi excluído de tal conjunto.

ℕ = 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, … .

ℕ∗ = {1, 2, 3, 4, 5, … . }
Didatismo e Conhecimento
1

2. −1.√3) a raiz quadrada de um número natural. −3. os números 5 = 1 𝑒 − 0. − 𝐸𝑠𝑡𝑒 é 𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑗𝑢𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑜𝑠 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠𝑖𝑛𝑡𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 𝑛ã𝑜 − 𝑛𝑒𝑔𝑎𝑡𝑖𝑣𝑜𝑠 Chama-se de número racional a todo número que pode ser expresso na forma 5 1 Assim.O quociente de dois números irracionais.Todas as dízimas periódicas são números racionais. .Todas as dízimas não periódicas são números irracionais. −1 − 𝐸𝑠𝑡𝑒 é 𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑗𝑢𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 𝑛ã𝑜 − 𝑝𝑜𝑠𝑖𝑡𝑖𝑣𝑜𝑠 2)ℤ+ = 0. . .√5 = 0 e 0 é um número racional. … . 0. −2. − 𝐸𝑠𝑡𝑒 é 𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑗𝑢𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 𝑒𝑥𝑐𝑙𝑢𝑖𝑛𝑑𝑜 𝑜 𝑧𝑒𝑟𝑜. .A diferença de dois números irracionais. onde a e b são inteiros quaisquer. pode ser um número racional.O produto de dois números irracionais. -Os números irracionais não podem ser expressos na forma .A soma de um número racional com um número irracional é sempre um número irracional. 1. … . } 1)ℤ∗ = … . Exemplo: √8 : √2 = √4 = 2 e 2 é um número racional. Didatismo e Conhecimento 2 . com b≠0 𝑏 Números Reais A reunião do conjunto dos números irracionais com o dos racionais é o conjunto dos números reais. se não inteira. Exemplo: √5 . 3. .Todos os números inteiros são racionais. −3. pode ser um número racional.Todas as raízes inexatas são números irracionais. √5 = √25 = 5 e 5 é um número racional. pode ser um número racional. 3.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Números Inteiros Podemos dizer que este conjunto é composto pelos números naturais. Exemplo: √5 . … . 𝑎 . 1. Números Racionais 3)ℤ− = … . com a e b inteiros e b≠0. (= − 3) são dois exemplos de números racionais. . . −3. 2. Exemplo: radicais( √2. . −2.Todas as frações ordinárias são números racionais. Números Irracionais Identificação de números irracionais . 2. 3. 1.33333 … . −1. o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este conjunto pode ser representado por: Subconjuntos do conjunto  : ℤ = {… . −2. 0. é irracional.

E) menor que 3. B) maior que 3. Itabaiana-PB 2010) Resolvendo a operação 3(1/2) + 5/3 – 1/8 se obtém como resultado um número real : A) menor que 3. (D) 26 km. para completar a prova.7 5 10 10 10 9 2 18 9 Didatismo e Conhecimento 3 . Se o preço do litro de álcool é 3/4 do preço do litro de gasolina e este custa R$3. (C) 24 km. (B) 20 km.      b) 3/11.04167.41 e 3.0406. percorreu 120 km da seguinte maneira: 1/10 em corrida. 7/10 de bicicleta e o restante a nado. Esse atleta.0417 C) entre 3.041. teve de nadar (A) 18 km. participando de uma prova de triatlo. 4) O valor de (1/2) + (1/3) + (1/6) é: a) 1/11.      d) 1.      c) 5/11.041 e 3.20 b) R$ 2.58 c) R$ 2. o preço do litro de combustível é? a) R$ 3.70 d) R$ 3. D) entre 3.00 cada litro.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exercícios 1) (FCC – 2012) – Um atleta. 2)(Pref. Presidente Olegário-Agente Administrativo 2011) O combustível usado em automóveis numa certa cidade é composto de 3/5 de gasolina e 2/5 de álcool.28 3) (Pref.4167. Respostas 1)C Total do percurso:120 1 Corrida: 𝑥120 = 12 Bicicleta: 10 Corrida+bicicleta=12+84=96 Nado=1200-96=24km 2)C 3 9 Para achar o preço do álcool: 𝑥3 = 4 4 Gasolina: 𝑥3 = 3 5 9 5 7 𝑥120 = 84 10 O preço do álcool no combustível: 4 𝑥 5 = 20 = 10 Portanto o preço do combustível é: 9 9 18 + 9 27 + = = = 2.

. . 10.3. 8.04166 … 24 24 24 24 4)D 1 1 1 3+2+1 6 + + = = =1 2 3 6 6 6 2. M(3)={0.6.O zero é múltiplo de qualquer número natural. D(12)={1. NÚMEROS NATURAIS: MÚLTIPLOS. DIVISORES. 5.3.12. Divisibilidade Em algumas situações precisamos apenas saber se um número natural é divisível por outro número natural. .6.c:24 36 40 3 73 + − = = 3.. diferente de zero.Todo número natural é múltiplo de si mesmo. 4.4.. 3.15} Observações: .3.2.m.Todo número natural é múltiplo de 1. sem a necessidade de obter o resultado da divisão.12} D(15)={1. portanto 3 é divisor de 12 e 15.9. 7.Todo número natural.5. Critérios de divisibilidade Divisibilidade por 2 Didatismo e Conhecimento 4 10 ÷ 2 = 5 12 ÷ 3 = 4 . o resto é zero. Exemplo O conjunto de múltiplos de um número natural não-nulo é infinito e podemos consegui-lo multiplicando-se o número dado por todos os números naturais. Neste caso utilizamos as regras conhecidas como critérios de divisibilidade. DIVISIBILIDADE E RESTOS Múltiplos e Divisores Um número é múltiplo de outro quando ao dividirmos o primeiro pelo segundo..} Os números 12 e 15 são múltiplos de 3.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 3)C 3 5 1 + − 2 3 8 Tirando o m. 6. 9. tem infinitos múltiplos. Apresentamos as regras de divisibilidade por 2.

pois não é par e 872 é par mas não é divisível por 6 pois a soma de seus algarismos: 8+7+2=17 não é divisível por 3. Divisibilidade por 4 Um número é divisível por 4 se o número formado pelos seus dois últimos algarismos é divisível por 4. Didatismo e Conhecimento 5 . 5x2=10 164-10=154 Repete-se o processo com este último número. Divisibilidade por 7 Um número é divisível por 7 se o dobro do último algarismo. logo o número dado inicialmente também é divisível por 7. 2. pois 1+3+4=8 que não é divisível por 3. resultar um número divisível por 7. Exemplos: 75 é divisível por 5 pois termina com o algarismo 5. pois 12 é divisível por 4. pois o seu último algarismo é 4. mas 45321 não é divisível por 8 pois 321 não é divisível por 8. 4x2=8 15-8=7 A diferença é divisível por 7. Divisibilidade por 3 Um número é divisível por 3 se a soma de seus algarismos é divisível por 3. Se o número obtido ainda for grande.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Um número é divisível por 2 se ele é par. Divisibilidade por 5 Um número é divisível por 5 se o seu último algarismo é 0 (zero) ou 5. termina em 0. pois é um número terminado com o algarismo 5 que não é par. Exemplos: 45128 é divisível por 8 pois 128 dividido por 8 fornece 16. 6 ou 8. 4. Exemplos: O número 5634 é divisível por 2. mas 107 não é divisível por 5 pois o seu último algarismo não é 0 (zero) nem 5. pois 756 é par e a soma de seus algarismos: 7+5+6=18 é divisível por 3. Divisibilidade por 6 Um número é divisível por 6 se é par e a soma de seus algarismos é divisível por 3. Divisibilidade por 8 Um número é divisível por 8 se o número formado pelos seus três últimos algarismos é divisível por 8. Exemplo: 165928 é divisível por 7 pois: 8x2=16 16592-16=16576 Repete-se o processo com este último número. 527 não é divisível por 6. mas 1635 não é divisível por 4 pois 35 não é divisível por 4. Exemplos: 18 é divisível por 3 pois 1+8=9 que é divisível por 3. repete-se o processo até que se possa verificar a divisão por 7. subtraído do número sem o último algarismo. ou seja. 576 é divisível por 3 pois: 5+7+6=18 que é divisível por 3. Exemplos: 756 é divisível por 6. mas 134 não é divisível por 3. Exemplos: 4312 é divisível por 4. mas 135 não é divisível por 2. 6x2=12 1657-12=1645 Repete-se o processo com este último número.

então o número dado inicialmente também é divisível por 13. mas 6342 não termina em 0 (zero). Este critério é semelhante àquele dado antes para a divisibilidade por 7. Divisibilidade por 11 Um número é divisível por 11 se a soma dos algarismos de ordem par Sp menos a soma dos algarismos de ordem ímpar Si é um número divisível por 11. Divisibilidade por 13 Um número é divisível por 13 se o quádruplo (4 vezes) do último algarismo. resultar um número divisível por 13. apenas que no presente caso utilizamos a soma ao invés de subtração. o resto da divisão de um número qualquer por outro. Divisibilidade por 10 Um número é divisível por 10 se termina com o algarismo 0 (zero). será o mesmo resto encontrado na aplicação do caráter pelo divisor considerado. Logo 43813 é divisível por 11. Exemplos: a) 1º 3º 5º → Algarismos de posição ímpar (Soma dos algarismos de posição ímpar: 4 + 8 + 3 = 15. Exemplo: Qual o resto da divisão de 1938 por 11? Solução: Soma dos algarismos de ordem ímpar = 9 + 8 = 17 Soma dos algarismos de ordem par = 1 + 3 = 4 17 – 4 = 13 e 13 dividido por 11 deixa resto 2. Exemplo: 16562 é divisível por 13? Vamos verificar. 2x4=8 18+8=26 Como a última soma é divisível por 13. 2x4=8 1656+8=1664 Repete-se o processo com este último número. Exemplos: 1935 é divisível por 9 pois: 1+9+3+5=18 que é divisível por 9. repete-se o processo até que se possa verificar a divisão por 13. cujo caráter de divisibilidade conhecemos. se Sp-Si=0 ou se Si-Sp=0. mas 5381 não é divisível por 9 pois: 5+3+8+1=17 que não é divisível por 9. 4x4=16 166+16=182 Repete-se o processo com este último número.) 4 3 8 1 3 2º 4º → Algarismos de posição par (Soma dos algarismos de posição par:3 + 1 = 4) 15 – 4 = 11 → diferença divisível por 11. Didatismo e Conhecimento 6 . Se o número obtido ainda for grande. então o número é divisível por 11. Exemplos: 5420 é divisível por 10 pois termina em 0 (zero). Como um caso particular. Restos das divisões Na aplicação do caráter de divisibilidade.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Divisibilidade por 9 Um número é divisível por 9 se a soma dos seus algarismos é um número divisível por 9. somado ao número sem o último algarismo.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Teoria dos restos Proposição 1. o que precisamos fazer então é subtrair de 61577 este resto. como não é. 14. o número resultante continuará sendo divisível por n.15+14=179 4) Um número que ao mesmo tempo divisível por 5 e por 9. continue com 2 algarismos. Exemplo: Qual o resto da divisão da soma 18 + 27 + 14 por 4? Solução: Soma dos restos das parcelas: 2 + 3 + 2 = 7 e 7 deixa resto 3 na divisão por 4. o resto da soma de 18 + 27 + 14 por 4 será 3. 11. 61577 dividido por 45 é igual a 1368. é divisível também por 45. o divisor é 15.  O resto da divisão de um produto por um número é o mesmo que o da divisão do produto dos restos dos fatores por esse número. Exercícios 1) Qual é o menor número com dois dígitos que somando a 12345 o tornará um número divisível por 9? 2) Um número é divisível por 9 e por 5. o resto do produto 4735 x 28624 x 74652 por 9 será 6. para que ele se torne um número divisível por 45. o quociente é 11 e o resto é o maior possível. tal soma não afetará em nada a divisibilidade por tais números. que ao ser subtraído de 6. somarmos n ou qualquer um dos seus múltiplos. Se somarmos 315 a este número ele ainda continuará divisível por 9 e por 5? 3) a) b) c) d) e) Numa divisão. Logo: Devemos subtrair 17 de 61577 para que a diferença seja divisível ao mesmo tempo por 5 e por 9. com um resto de 17. Didatismo e Conhecimento 7 . ou seja. Proposição2. Portanto. Então o dividendo é: 151 165 175 179 181 4) Qual é o menor número que devemos subtrair de 61577 para que a diferença seja divisível ao mesmo tempo por 5 e por 9? 5) Qual é o menor número que devemos adicionar a 25013 para que a soma seja divisível ao mesmo tempo por 3 e por 7? Respostas 1) Somando os algarismos:1+2+3+4+5=15 dividido por 9 dá resto 6 Devemos encontrar o menor múltiplo de 9 com dois dígitos. Exemplo: Qual o resto da divisão do produto 4735 x 28624 x 74652 por 9? Solução: Produto dos restos dos fatores: 1 x 4 x 6 = 24 e 24 deixa resto 6 na divisão por 9. Tirando a prova:12345+12=12357 1+2+3+5+7=18:9=2 2) Sabemos que se a um número é divisível por n. 3) Alternativa D O divisor equivale a 15 e o quociente a 11 e o resto o maior possível. Como 315 também é divisível por 5 e por 9. Portanto. Logo. O resto da divisão de uma soma por um número é o mesmo que o da divisão da soma dos restos das parcelas por esse mesmo número. O número 61577 seria divisível por 45 se o resto da divisão fosse igual a zero. Esse número é o 18-6=12 Então o menor número para ser somado é o 12.

E M.Funcab) Sendo D o Maior Divisor Comum entre os números 525 e 1120. diferente de zero.250. M. é igual a 1191. Assim sendo: Devemos adicionar 19 a 25013 para que a soma seja divisível ao mesmo tempo por 3 e por 7. o produto de 3 por 7. o mmc Exercícios 1) Uma empresa de logística é composta de três áreas: administrativa. As equipes devem conter o mesmo número de funcionários com o maior número possível. Para calcular devemos seguir as etapas: • Decompor os números em fatores primos • Tomar os fatores comuns e não-comuns com o maior expoente • Multiplicar os fatores entre si Exemplo: Assim. Se subtrairmos 2 de 25013. Ao final do ano. determine o valor de M .c) de dois ou mais números é o menor número. operacional e vendedores. de modo que todos os funcionários participem ativamente.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 5) 25013 dividido por 21.C. para obtermos o próximo número após 25013. com um resto de 2.c de dois ou mais números. A área administrativa é composta de 30 funcionários. Determine quantos funcionários devem participar de cada equipe e o número possível de equipes.  2) (PM AC 2012 . que é o resultado de 21 – 2. Para calcular o m.D.c (15.d.24) = 3 Mínimo Múltiplo Comum 15 = 3 × 5 24 = 2³ × 3 O mínimo múltiplo comum (m. A) 8050 B) 8750 C) 16000 D) 16835 E) 16765  Didatismo e Conhecimento 8 . m.D. 3. que assim como ele também será divisível por 21. a operacional de 48 e a de vendedores com 36 pessoas. devemos seguir as etapas: • Decompor o número em fatores primos • Tomar o fatores comuns com o menor expoente • Multiplicar os fatores entre si. e M o Mínimo Múltiplo Comum entre eles. Exemplo: O fator comum é o 3 e o 1 é o menor expoente.m. o resultado será um número divisível por 21. então devemos acrescentar 19. a empresa realiza uma integração entre as três áreas.C Máximo Divisor Comum O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais não-nulos é o maior dos divisores comuns desses números. mas o enunciado diz que devemos adicionar e não subtrair.d.M.

2) Alternativa A Didatismo e Conhecimento 9 . a cada 4 dias. Decomposição em fatores primos: Equipes O número de equipes será igual a 19. com 6 participantes cada uma. A) 10 e 210 B) 30 e 210 C) 10 e 1680 D) 15 e 1680 E) 30 e 5040    4) (PUC–SP) Numa linha de produção. na máquina B.  5) Alguns cometas passam pela terra periodicamente. 36. a cada 6 dias. Se no dia 2 de dezembro foi feita a manutenção nas três máquinas.  Determine o MDC (Maior Divisor Comum) e o MMC (Mínimo Múltiplo Comum). 48) = 2 ∗ 3 = 6 48 + 36 + 30 = 114 → 114: 6 = 19 Equipes O número de equipes será igual a 19. 36 e 30. com 6 participantes cada uma. dos números 60.  Determinando o número total de equipes: 48 = 2 ∗ 2 ∗ 2 ∗ 2 ∗ 3 36 = 2 ∗ 2 ∗ 3 ∗ 3 30 = 2 ∗ 3 ∗ 5 𝑀𝐷𝐶 (30. 70 e 240. os dois cometas passaram por aqui. após quantos dias as máquinas receberão manutenção no mesmo dia. de 32 em 32 anos. Em 2006.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 3) (Funcab -2012). Em que ano os dois cometas passarão juntos pelo planeta novamente?  Respostas 1) Encontrar o MDC entre os números 48. certo tipo de manutenção é feita na máquina A a cada 3 dias. O cometa A visita a terra de 12 em 12 anos e o B. e na máquina C. nesta ordem.

a manutenção será feita nas três máquinas. Portanto.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Daí.  5) 2006+96=2102 Didatismo e Conhecimento 10 .  MMC (3.35 = 16800 – 8750 = 8050 3)   alternativa C 4) Temos que determinar o MMC entre os números 3. 4 e 6. dia 14 de dezembro. 4. 6) = 2 * 2 * 3 = 12  Concluímos que após 12 dias. 16800 – 250.

podemos obter uma fração equivalente dividindo os dois termos da fração por 2 e vamos obter ½ Tipos de Frações a) Fração própria : é aquela cujo o numerador é menor que o denominador. procuremos escrevê-lo na forma de fração. 5/5 c) Fração aparente: é a fração imprópria cujo o numerador é múltiplo do denominador Exemplo: 6/2.  Frações Equivalentes Para encontrar frações equivalentes. Temos dois casos: 1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto pelo numeral 1. 24/12. A fração 2/4 ainda pode ser simplificada.7 = 10 57 10 0.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 4.76 = 76 100 3. Assim: ½.48 = 348 100 Didatismo e Conhecimento 11 . NÚMEROS FRACIONÁRIOS E OPERAÇÕES COM FRAÇÕES As frações pertencem ao conjunto dos números racionais e o uso delas está presente em diversas situações matemáticas. 3/6. 1/8 b) Fração imprópria: é a fração cujo numerador é maior ou igual ao denominador Exemplo: 3/2. 19/19.9 = 9 5. 2/4. multiplicamos o numerador e o denominador da fração ½ por um mesmo número natural diferente de zero. 7/7 Representação Fracionária dos Números Decimais Trata-se do problema inverso: estando o número racional escrito na forma decimal. Que fração da pizza ele comeu? Cláudio comeu 4/8 da pizza. 4/8. Exemplos : 2/3. 4/7. Mas 4/8 é equivalente a 2/4. Assim podemos dizer que Cláudio comeu 2/4 da pizza. ou seja. A fração 2/4 foi obtida dividindo-se ambos os termos da fração 4/8 por 2 veja: 4/8 : 2/2 = 2/4 Dizemos que a fração 2/4 é uma fração simplificada de 4/8. seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do número decimal dado: 0. 5/10 são algumas frações equivalentes a 1/2 Simplificando Frações Cláudio dividiu a pizza em 8 partes iguais e comeu 4 partes.

trocando-se o seu numerador pelo seu denominador e realizando-se então a multiplicação das novas frações. Se inicialmente todas as frações já possuírem um denominador comum. Vejamos agora este outro exemplo: 1 2 5 4 − + = 3 3 3 3 Nesse caso. então: 2 1 1 + − 3 2 6 Multiplicação 4+3−1 6 = =1 6 6 basta que multipliquemos os seus numerados entre si. fazendo-se o mesmo em relação aos seus denominadores. basta inverter: 2 4 : 3 5 2 5 10 5 ∙ = = 3 4 12 6 Didatismo e Conhecimento 12 .6)=6.3. Divisão 1 3 3 ∙ = 2 4 8 A divisão de frações resume-se a inversão das frações divisoras. devemos achar o MMC. basta que realizemos a soma ou a diferença de todos os numeradores e mantenhamos este denominador comum. Para realizar essa divisão. O MMC(2.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Operações com frações Adição e Subtração A adição ou subtração de frações requer que todas as frações envolvidas possuam o mesmo denominador.

conseguem realizar tal trabalho em quantas horas? 4) Para comprar um certo brinquedo. Qual é o valor da multa de trânsito referente à infração que Zeca pé de chumbo cometeu? Respostas 1) Temos que dividir por 1/12 porque se multiplicarmos. 3) 420 ∙ 35 = 420 6 2 = 168 5 29 6 = 35 35 Em uma hora eles conseguem assentar 5/56 1 1 5 + = 21 24 56 56 = 11. Quanto custa tal brinquedo? 5) Cinco oitavos de três sétimos do valor de uma multa de trânsito que Zeca pé de chumbo recebeu. prometeu completar com os R$ 125. Sabe-se que o reservatório ainda ficou com vinte mil litros de água. 2) 20000 = 240000 𝑙 1 12 1 3 1 1 − . Trabalhando juntos. Dona Lurdes. = 3 4 3 12 1− 72 ∙ 3 2 29 + = 7 5 35 Foram dadas 168 figurinhas ao meu irmão. Quantas figurinhas foram dadas ao meu irmão? 3) Um assentador de pisos consegue assentar todos os pisos de um salão em 24 horas.2 5 1∙ Didatismo e Conhecimento 13 . a mãe deles. do que sobrou foram retirados três quartos. da quantia necessária João possui um terço e Maria possui um quarto. Qual é a capacidade total deste reservatório? 2) Das figurinhas que eu possuía. Um outro assentador consegue fazer o mesmo trabalho em 21 horas.00 que faltam para eles completarem o valor.00. ficando 72 delas comigo. é igual a R$ 75.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exercícios 1) Um grande depósito foi esvaziado a um terço da sua capacidade e mais tarde. 3/7 eu perdi e 2/5 foram dadas ao meu irmão. obtemos o que restava.

53030.04545. Decimais Exatos: p 2 = 0..75 4 153 = 3.25 4 35 = 8. Nessa divisão podem ocorrer dois casos: 1º) O numeral decimal obtido possui. infinitos algarismos (nem todos nulos).2----------x X=12 minutos Eles assentam juntos em 11 horas e 12 minutos 4) 1− O brinquedo custa R$300. após a vírgula.. 66 Didatismo e Conhecimento 14 . repetindo-se periodicamente. após a vírgula.. tal que p não seja múltiplo de q..00 5.. basta efetuar a divisão do numerador pelo denominador.333.4 5 1 = 0. um número finito de algarismos.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 1 hora-------60 minutos 0.06 50 2º) O numeral decimal obtido possui.. 3 1 = 0. Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas: 1 = 0. Para escrevê-lo na forma decimal. 22 167 = 2.00 125 ∙ 1 1 5 − = 3 4 12 12 = 300 5 5 3 5) 75: : 8 7 8 7 75 ∙ ∙ = 280 5 3 O valor da multa é R$280. NÚMEROS DECIMAIS E DÍZIMAS PERIÓDICAS Representação Decimal das Frações Tomemos um número racional q .

2333...333 Subtraindo.. que se repete indefinidamente. período igual a 25 0. mas não um ante período.010101.. ante período igual a 45 e período igual a 2 0.... Subtraindo membro a membro.. ante período igual a 171 e período igual a 35 0.. Veja abaixo alguns exemplos: Exemplos de Dízimas Periódicas Simples 0.1717.. teríamos uma dízima periódica simples.1717.... é composta.252525..024024… pode ser escrita como: a) 24/99         b) 24/999     c) 240/299     d) 24/1000       e) 240/1000 Didatismo e Conhecimento 15 ...535353.333.. ante período igual a 32 e período igual a 0123 Exercícios 1) A dízima periódica simples 0. .. 333. é a fração 3 9 99 Classificando as Dízimas Periódicas em Simples e Compostas A dízima periódica 0.45222.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplo 1 Seja a dízima 0. .. ante período igual a 2 e período igual a 3 0.. temos: 99x = 512  x = 512/99 512 Assim. período igual a 01 0..333.. a geratriz de 5.. período igual a 123 Exemplos de Dízimas Periódicas Compostas 0. a geratriz de 0.111.1717.....171353535.. Se fosse apenas 0..32101230123.. . 1717.. a primeira igualdade da segunda: 10x – x = 3.123123123.333.. e multipliquemos ambos os membros por 10: 10x = 0. período igual a 1 0.333. Façamos x = 5. membro a membro. 53.. no caso o número 1. é a fração Exemplo 2 Seja a dízima 5. e um período formado pelo número 53... e 100x = 517. – 0.1535353... pois ela possui apenas um período. pois ela possui um ante período que não se repete..  9x = 3 a x = 3/9 Assim. Façamos x = 0.

4) Tem-se que Didatismo e Conhecimento 16 .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 2) Resolvendo a expressão 3) Resolva a expressão abaixo. apresentando a resposta na forma mais simples.

.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 5) Dada a dízima x=0.... 10x=3. então o valor da expressão a)67/103 b)65/103 c)67/105 d)65/104 e)67/104 Respostas 1) Alternativa B X=0.. 1000x=24.024024.222..333..333.é igual a: X=0....333..024024. Subtraindo: 999x=24 X=24/999 2) Alternativa A A dizima 0. 9x=3 X=1/3 0.3=3/10 Portanto 3) Didatismo e Conhecimento 17 ...

O processo de medida de uma grandeza física qualquer está associado à ideia de comparação. medir uma grandeza é estabelecer o seu valor como múltiplo de certa unidade. A tabela a seguir mostra as unidades de comprimento. 10x=2. Didatismo e Conhecimento 18 . O nome da unidade é sempre escrito em letras minúsculas. Os símbolos das unidades são entes matemáticos e não abreviaturas. quando dizemos que o comprimento de uma das dimensões de uma mesa é 2 m.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 4) Alternativa A Y=0. Por isso... estamos dizendo que esse comprimento equivale a duas vezes o comprimento correspondente à unidade chamada metro... Por exemplo. NOTAÇÃO CIENTÍFICA E BASES NÃO DECIMAIS Sistemas de unidade Para a Física como ciência da Natureza..222.242424. 100x=24. eles não devem ser seguidos de ponto (exceto quando aparecem nos finais de frases) nem da letra s para formar o plural.242424. é fundamental a medição das grandezas utilizadas para descrever os aspectos do Universo que os físicos aceitam como verdadeiros.222. 9x=2 X=2/9 SISTEMAS DE UNIDADE... 99x=24 X=24/99 5) Alternativa A X=0. Neste sentido..

001m Superfície A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²). no símbolo do quilograma (kg).001m Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias.01m mg miligrama 0.  Para transformar de uma unidade para outra inferior. quadrangulares. Assim. Unidades de Volume km3 Quilômetro Cúbico 1000000000m3 hm3 Hectômetro Cúbico 1000000m3 dam3 Decâmetro Cúbico 1000m3 m3 Metro Cúbico 1m3 dm3 Decímetro Cúbico 0. retangulares. utilizamos: mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano): Ano-luz = 9.000000001m3 Didatismo e Conhecimento 19 .000001m3 mm3 Milímetro Cúbico 0. em que se exige precisão. Por isso. a letra k é minúscula. mas todos irão possuir volume e capacidade. multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma unidade até a desejada. Unidades de Massa kg quilograma 1000m hg hectograma 100m dag decagrama 10m g grama 1m dg decigrama 0. Para medidas milimétricas. ao falar e escrever o quilograma ou seus múltiplos ou submúltiplos. Podemos encontrar sólidos de inúmeras formas.01m2 cm2 Centímetro Quadrado 0. enquanto os submúltiplos. entre outras.  Unidades de Área km 2 hm 2 dam 2 m2 Metro Quadrado 1m2 dm2 Decímetro Quadrado 0. devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a unidade imediatamente inferior.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Unidades de Comprimento km Quilômetro 1000m hm Hectômetro 100m dam Decâmetro 10m m Metro 1m dm Decímetro 0. Por isso.5 · 1012 km Massa A subunidade grama é do gênero masculino. para pequenas distâncias.000001m2 Quilômetro Quadrado 1000000m2 Hectômetro Quadrado 10000m2 Decâmetro Quadrado 100m2 Volume Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por exemplo.0001m2 mm2 Milímetro Quadrado 0.01m mm Milímetro 0.1m cg centigrama 0.001m3 cm3 Centímetro Cúbico 0. eles possuem volume. devemos fazer a concordância correta. circulares. Além disso.1m cm Centímetro 0. escrevemos duzentos e um gramas ou trezentos e vinte e dois miligramas.

óleo. Bases não-decimais Para expressarmos quantidades ou para enumerarmos objetos. pois 1 ≤ 2. Exemplos de Números Escritos em Notação Científica Para escrevemos o número real n em notação científica precisamos transformá-lo no produto de um número real igual ou maior que 1 e menor que 10. Veja como fica 2048 escrito na forma de notação científica: 2048 foi escrito como 2. A mantissa é obtida se posicionando a vírgula à direita do primeiro algarismo significativo deste número. por uma potência de 10 com expoente inteiro. 6. gasolina. a ordem de grandeza será o número de posições deslocadas. 7. Neste sistema os números são representados por um agrupamento de símbolos que chamamos de algarismos ou dígitos. Se o deslocamento da vírgula foi para a esquerda. utilizamos um sistema de numeração.1l cl Centilitro 0.001l Notação Científica A notação científica é uma outra forma de escrevermos números reais recorrendo a potências de 10. então seu volume interno é de 1dm³ 1L=1dm³ Unidades de Capacidade kl Quilolitro 1000l hl Hectolitro 100l dal Decalitro 10l 1l l Litro dl Decilitro 0. 2.048. sucos. álcool entre outros utilizamos o litro e seus múltiplos e submúltiplos.048 por 103 como compensação. é um número inteiro. devemos multiplicar 2. Mantissa e Ordem de Grandeza Ao escrevermos um número em notação científica utilizamos o seguinte formato: Onde o coeficiente a é um número real denominado mantissa. por exemplo. então devemos multiplicar 4. mas o mais comum e que é frequentemente utilizado por nós.01l ml Mililitro 0. Veja que neste caso a ordem de grandeza é negativa. cujo módulo é igual ou maior que 1 e menor que10 e o expoente b. a ordem de grandeza. Se o deslocamento da vírgula foi para a direita. No sistema decimal contamos com dez símbolos distintos: 0. será portanto negativa. Veja agora o caso do número 0. Como deslocamos a vírgula 3 posições para a esquerda. Existem vários sistemas de numeração. água.  Se um recipiente tem 1L de capacidade. é o sistema de numeração decimal.048 < 10.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Capacidade Para medirmos a quantidade de leite. 1. 3. a ordem de grandeza será o simétrico do número de posições deslocadas.9 por 10-3. 5. 4. 8 e 9 Didatismo e Conhecimento 20 . unidade de medidas de produtos líquidos.0049 escrito na forma de notação científica: Neste caso deslocamos a vírgula 3 posições à direita.

A maneira mais simples de resolver é fazendo regra de três: 1 dia------24horas 4 dias-----x X=24x4=96horas 96+13=109horas 1hora---60min 109------x X=109x60=6540min 6540+28=6568 minutos 1min-----60s 6568----x X=6568x60=394080s Portanto.1.) e b é a base do sistema.. vamos transformar para segundos. d é o número do sistema (0. ele não é a única base válida ou usada.2. É usual a medição do tempo em várias unidades.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplo: Podemos representar os números da seguinte maneira 1300=1 milhar + 3 centenas=1. 394080+17=394097s Conversão sistemas não-decimais para decimais 21 Didatismo e Conhecimento .3.10² 45=4 dezenas+5 unidades=4.10’ No entanto.10³+3.. Qualquer sistema de numeração pode ser representado pela seguinte expressão geral: … Na expressão acima. Exemplo: 4 dias 13 horas 28 minutos 17 segundos Mudanças de unidades Deve-se saber: 1 dia=24horas 1hora=60minutos 1 minuto=60segundos No exemplo dado. Os computadores utilizam a base 2 ( sistema binário ). Tempo A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).10+5.

Quantos carros estavam em uma única fila se cada carro ocupa um espaço de 4. O número 9 na base 10 expressa-se como 1001 na base 2.00.5 kl de água. o numeral 2345 na base dez. mas as regras para realizar as operações não mudam com a mudança de base. na base sete ou base seis representa números distintos. Isto é: Exemplo Da mesma forma. Quantos galões de 5 litros são necessários para engarrafar toda a água? 5) No tanque de um automóvel cabe 0. 3) 1t-1000kg-1000000g Portanto. podemos expressar um mesmo número em diferentes bases. 4) 3.5m em média? 2) Quantos litros cabem em uma caixa d’água de 0. quanto se gastará para encher do tanque? Respostas 1) 9km-9000 m 2) 1L-1dm³ 0.5m³? 3) Uma tonelada de carne moída será distribuída em bandejas de isopor que comportam 320g cada uma. temos 500 l.5kl-3500L Didatismo e Conhecimento 22 .5m³=500dm³ Portanto.57hl de combustível. Se o litro custa R$2.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Como vimos anteriormente. Quantas bandejas serão necessárias? 4) Um caminhão pipa carrega 3. Exercícios 1) Em uma estrada havia 9km de congestionamento.

00 RAZÕES E PROPORÇÕES Razão Chama-se de razão entre dois números racionais a e b.  Exemplo:  Na sala do 1º ano de um colégio há 20 rapazes e 25 moças. Encontre a razão entre o número de rapazes e o número de moças.57 hl-57 l Gastará R$ 76. Solução: Deve-se montar a proporção da seguinte forma: Didatismo e Conhecimento 23 .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 5) 0. isto é: AxD=BxC Exemplo: A fração 3/4 está em proporção com 6/8. pois: Exercício: Determinar o valor de X para que a razão X/3 esteja em proporção com 4/6. com b 0. ao quociente entre eles. Indica-se a razão de a para b por a/b  ou a : b. (lembrando que razão é divisão)  Proporção Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre A/B e C/D é a igualdade: Propriedade fundamental das proporções Numa proporção: Os números A e D são denominados extremos enquanto os números B e C são os meios e vale a propriedade: o produto dos meios é igual ao produto dos extremos.

Qual é a razão do número de vitórias para o número total de partidas disputadas? 3) Um reservatório com capacidade para 8m³ de água. a está para 12. Quantos anos tem Pedro e Paulo sabendo-se que as duas idades somadas totalizam 55 anos? Respostas 1) número de partidas:40+24+16=80 2) número de partidas:26+15+11=52 Razão:26/52=1/2 3)8m³=8000dm³ 2000/8000=1/4 4) 5)a=Pedro b=Paulo a+b=55 b=30 a=25 Pedro tem 25 anos e Paulo tem 30 anos Didatismo e Conhecimento 24 . 24 empates e 16 derrotas.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exercícios 1) Durante um torneio uma equipe de futebol obteve o seguinte resultado: 40 vitórias. 26 vitórias. assim como 5 está para 6. Qual a razão do número de vitórias para o número de partidas disputadas? 2) Uma equipe de futebol obteve. Qual o valor de a e de b? 5) A idade de Pedro está para a idade de Paulo. Qual a razão da quantidade de água que está no reservatório para a capacidade total do reservatório? (Lembre-se que 1dm³ = 1L). 15 empates e 11 derrotas. assim como b está para 15. 4)  Um número a somado a um outro número b totaliza 216. durante o ano de 2013. está com 2000L de água.

Calcular. de forma gráfica. cada 1 cm no papel (mapa) corresponde a 10. a distância real: a)2100 b)2010 c)2280 d)1910 e)2233 5) Um protótipo foi desenhado na escala 1:100.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO ESCALAS Escalas As Escalas representam. em km. um mapa e a realidade do espaço geográfico real. da planta de uma casa ou de uma cidade. Se o mesmo mapa for desenhado na escala 1: 1.000 cm no espaço real. - Escala numérica: É representada em forma de fração 1/10. Se duas localidades estão representadas no mapa à distância de 14. 1 cm representa 50 km no espaço real. Qual será o comprimento desse protótipo se o modelo em tamanho real tem um comprimento igual a 4m? 25 Didatismo e Conhecimento . mapas. etc. com isso os mapas podem utilizar duas escalas. isso significa que o valor do numerador é o do mapa e o denominador é o valor referente ao espaço real. a distância entre duas cidades é de 4 cm. Ex: 1:10. numérica ou gráfica. ou seja. Exercícios 1) Um mapa está na escala 1:6000000.2 c)852 d)8250 e)85200 2) Um terreno tem 100 metros de comprimento e está representado numa planta por 10 centímetros.16cm c)2cm d)12cm e)15cm 4) Num mapa. a estrada Belém-Brasília tem 67 cm.000. cuja escala é 1:3. maquetes.000. qual é então a distância real entre as mesmas em quilômetros? a)8. Então sua escala é de: a)1:1000 b)1:2000 c)1:100 d)1:1500 e)1:10000 3) Em um mapa desenhado na escala 1: 50.8cm b)0.000.000.000. a distância entre essas cidades será de: a)0. Usamos escala quando queremos representar um esboço gráfico de objetos.000 ou razão 1:10.2 cm. Cada unidade da escala. - Escala Gráfica: Representa de forma gráfica a escala numérica.52 b)85.250.000.

..2----x X=85200000cm=852km 2) Alternativa A 100m=10000cm 10:10000 1:1000 3) Alternativa B 1-----50000 4-----x X=200000cm 1----1250000 x----200000 x=0. são satisfatoriamente resolvidas utilizando a divisão proporcional.+pn= P. entre outras inúmeras situações... p2..MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Respostas 1) Alternativa C 1--------6000000 14. ou somente casos envolvendo divisões. . deve-se montar um sistema com n equações e n incógnitas. formulação de inventários.... sendo as somas X1+X2+. pn. Xn diretamente proporcionais a p1.. A solução segue das propriedades das proporções: Didatismo e Conhecimento 26 .  Diretamente Proporcionais Para decompor um número M em partes X1. cálculo de salário proporcional aos dias trabalhados.16 4) Alternativa B 1----3000000 67---x X=201000000cm=2010km 5) 1----100 x----400 x=4cm DIVISÃO PROPORCIONAL Algumas situações financeiras.. . X2. Essa divisão é aplicada em situações de partilha de heranças.+Xn=M e p1+p2+.

Inversamente Proporcionais Para decompor um número M em n partes X1. qual será a parte de cada um...00. . pn.00 e Carlos R$315000.. Carlos entrou com R$ 10. X2.. 4 e 6.. deve-se montar um sistema com 3 equações e 3 incógnitas. 1/p2. B e C inversamente proporcionais a 2. basta decompor este número M em n partes X1. .00 e João com R$ 15. 1/pn... de modo que A+B+C=220.. A montagem do sistema com n equações e n incógnitas. p2.00. Caso ganhem o prêmio de R$ 525.. se o combinado entre os dois foi de dividirem o prêmio de forma diretamente proporcional? Carlos ganhará R$210000. Xn diretamente proporcionais a 1/p1. . X2.. assume que X1+X2+..00.. ... Xn inversamente proporcionais a p1.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplo Carlos e João resolveram realizar um bolão da loteria. Desse modo: Didatismo e Conhecimento 27 .000.+ Xn=M e além disso cuja solução segue das propriedades das proporções: Exemplo Para decompor o número 220 em três partes A.

00 rateados em partes inversamente proporcionais ao número de faltas cometidas em todo o campeonato. Respostas 1) P1=2k P2=3k P3=5k P1+p2+p3=1200 2k+3k+5k=1200 k=120 p1=120.5=650 p2=130.340.7=910 Os ambulantes irão receber R$650.200. respectivamente. Quanto irá receber cada um? 3) Os três jogadores mais disciplinados de um campeonato de futebol amador irão receber um prêmio de R$ 3. Quanto deverá receber cada um? 2) Dois ambulantes obtiveram R$ 1.00 pela venda de certas mercadorias. 7 e 11 faltas. O primeiro filho teve média final 9 e faltou 8 vezes. 3) P1=1/5k P2=1/7k P3=1/11k P1+p2+p3=3340 Didatismo e Conhecimento 28 . Qual a premiação referente a cada um deles respectivamente?  4) Um pai distribuiu 546 bolas de gude aos seus 2 filhos em partes diretamente proporcionais à média final na disciplina de matemática e em partes inversamente proporcionais ao número de faltas em todo o ano letivo.00 2) P1=5k P2=7k P1+p2=1560 5k+7k=1560 k=130 p1=130.2=240 p2=120.5=600 Quem trabalhou 2 dias receberá R$240. Quantas bolas de gude eles ganharam respectivamente? 5) Divida o número 124 em parcelas diretamente proporcionais a 11. 3 e 5 dias respectivamente e devem receber uma quantia diretamente proporcional ao número de dias trabalhados.00 referentes ao pagamento por um serviço realizado.00.R$600. Eles trabalharam 2.00 e R$910. enquanto que o segundo filho teve média final 8 e faltou 3 vezes. respectivamente.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exercícios 1) Três trabalhadores devem dividir R$ 1. Os jogadores cometeram 5.560.00 5 dias. 7 e 13. Esta quantia deve ser dividida entre eles em partes diretamente proporcionais a 5 e 7.00 3 dias-R$360.3=360 p3=120.

144=162 p2=8/3. 5) P1=11k P2=7k P3=13k P1+p2+p3=124 11k+7k+13k=124 K=4 P1=11.1/11=700 A premiação será respectivamente R$ 1.4=44 P2=7. Um trem. deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h. Passos utilizados numa regra de três simples: 1º) Construir uma tabela.100. determinar um valor a partir dos três já conhecidos. REGRA DE TRÊS SIMPLES OU COMPOSTA Regra de três simples Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que envolvam quatro valores dos quais conhecemos três deles.4=52 As parcelas procuradas são respectivamente 44.00 e R$ 700. agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo na mesma linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência. Em quanto tempo faria esse mesmo percurso.144=384 O primeiro filho ganhou 162 bolas de gude e o segundo ganhou 384.00. 28 e 52. 3º) Montar a proporção e resolver a equação. 4) P1=9/8k P2=8/3k P1+p2=546 k=144 p1=9/8. portanto.1/7=1100 p3=7700.1/5=1540 p2=7700. faz um determinado percurso em 3 horas.4=28 P3=13. Devemos.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO k=7700 p1=7700.540.00. R$ 1. se a velocidade utilizada fosse de 480km/h? 29 Didatismo e Conhecimento . 2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.

onde os temos da última fração foram invertidos Didatismo e Conhecimento 30 . colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e. Exemplos: 1) Em 8 horas. Em 5 horas. quantos caminhões serão necessários para descarregar 125m3? Solução: montando a tabela.x 2) Identificação do tipo de relação: Velocidade----------tempo 400↓-----------------3↑ 480↓---------------. Aumentando o volume de areia.: como as setas estão invertidas temos que inverter os números mantendo a primeira coluna e invertendo a segunda coluna ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na segunda coluna vai para cima Velocidade----------tempo 400↓-----------------X↓ 480↓---------------. as grandezas de espécies diferentes que se correspondem: Horas --------caminhões-----------volume 8↑----------------20↓----------------------160↑ 5↑------------------x↓----------------------125↑ A seguir. em cada linha.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Solução: montando a tabela: 1) Velocidade (Km/h) Tempo (h) 400-----------------3 480---------------. Portanto a relação é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).: Assim devemos inverter a primeira coluna ficando: Horas --------caminhões-----------volume 5----------------20----------------------160 8------------------x----------------------125 . podemos diminuir o número de caminhões. direta ou inversamente proporcionais. Portanto a relação é diretamente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o termo x com o produto das outras razões de acordo com o sentido das setas. Montando a proporção e resolvendo a equação temos: Horas --------caminhões-----------volume 8↑----------------20↓----------------------160↓ 5↑------------------x↓----------------------125↓ Obs. devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x. 20 caminhões descarregam 160m3 de areia. devemos aumentar o número de caminhões.3↓ Regra de três composta Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas.x↑ Obs. Observe que: Aumentando o número de horas de trabalho.

Em 2 horas e 15 minutos despejará: a) 300 b) 270 c) 240 d) 220 e) 200 3) Um certo volume de medicação demora 6 horas para ser ministrado em um gotejamento de 12 gotas por minuto. Nesse mesmo tempo.135 X=270l 3)12gotas↑-----6horas↓ 18gotas↑-----x↓ Quanto mais gotas menos horas 12↑ -----x↑ 18-------6↑ X=4horas 31 Didatismo e Conhecimento . Se o número de gotas por minuto fosse de 18 gotas. Se mais uma pessoa com os mesmos hábitos de consumo se juntar a ela. Quantas horas 25 trabalhadores precisarão para descarregar 350 caixas?  Respostas 1)b Máquinas----------parafusos 4-----------------1200 3---------------.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Simplificando fica: Logo. serão necessários 25 caminhões Exercícios 1)Em uma hora. 4 máquinas produzem 1200 parafusos. quantos metros cúbicos de água eles consumirão em uma semana? 5) Um grupo de 10 trabalhadores descarregam 210 caixas de mercadoria em 3 horas. 3 máquinas produzirão quantos parafusos? a) 800 b) 900 c) 1000 d) 1100 e) 1600 2) Uma torneira despeja 18 litros de água em 9 minutos.x X=900 2)b litros----------minutos 18-----------------9 x---------------. quanto tempo teria demorado a aplicação desta mesma medicação? 4)  Uma família com 2 duas pessoas consome 12m3 de água a cada 30 dias.

500. seu símbolo é (%). a vendedora de uma loja ganha 3% de comissão sobre as vendas que faz. diminui o volume. são grandezas diretamente proporcionais X=4. nas estatísticas. Sua utilização está tão disseminada que a encontramos nos meios de comunicação.00 qual será sua comissão? Equacionando e montando a regra de 3 temos: Didatismo e Conhecimento 32 . Se as vendas do mês de outubro forem de R$ 3. a família irá consumir 4.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 4)P=pessoas V=volume D=dias V P D 12-----2-----30 x-----3-------7 Ao aumentar o número de pessoas.2 Com 3 integrantes. Portanto. 5) T=trabalhadores C=caixas D=descarga ↑ T ↓C D↓ 10---210----3 25----350---x ↓T ↓C D↓ 25----210----3 10----350---x X=2 As caixas podem ser descarregadas em 2 horas. PORCENTAGEM Porcentagem Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100. em máquinas de calcular. aumenta o volume Diminuindo o número de dias. Por exemplo. etc. A utilização da porcentagem se faz por regra de 3 simples.2m³.

00 seriam  Uma dica importante: o FATOR DE MULTIPLICAÇÃO. multiplicamos por 1.90 0.67 Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10. Se o acréscimo for de 20%. e assim por diante. a comissão será de R$ 105. Assim. o fator de multiplicação será: Fator de Multiplicação = 1 . Caso essa diferença seja negativa. há um acréscimo de 10% a um determinado valor.10 Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10.00.20 1. podemos calcular o novo valor apenas multiplicando esse valor por 1. podemos escrever: Didatismo e Conhecimento 33 .10. ela será chamada de prejuízo.00 temos:  Desconto No caso de haver um decréscimo. Existe outra maneira de encarar a porcentagem.15 1.20.40 0.75 0. que seria usar diretamente a definição:  Logo 3% de R$ 3.47 1.taxa de desconto (na forma decimal) Veja a tabela abaixo: Desconto 10% 25% 34% 60% 90% Fator de Multiplicação 0. Veja a tabela abaixo: Acréscimo ou Lucro 10% 15% 20% 47% 67% Fator de Multiplicação 1. por exemplo.00 temos:  Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.10 1. Acréscimo Se.500. que é o fator de multiplicação.66 0.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Logo.

00 Resolução Ganho = lucro Resposta: D Exercícios 1) Ao comprar um produto que custava R$1500.40.00. sobrou uma área de 900 m² para ambientes de lazer. Se a compra tivesse sido à vista. Se ele foi vendido por R$ 54.00 d) R$ 80. (E) 2 250.00.204.00 e) R$ 125. (D) 2 450.50 c) R$ 75. Por quanto acabei pagando o produto? Qual o valor do desconto obtido? 2) Um guarda-roupa foi comprado a prazo. Podemos concluir que o terreno tinha um total. Neste caso. O comerciante tem um ganho de 25% sobre o preço de custo deste bem. (D) R$ 59. 5) (VNSP1201/003-AssistAdmin-I 2012) – Um arquiteto projetou uma Escola Infantil. Didatismo e Conhecimento 34 . o guarda-roupa teria saído por R$ 1. pagando-se R$ 2.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas: Exemplo: O preço de venda de um bem de consumo é R$ 100.00 porque teve um aumento de 10%. o preço normal de venda desse produto é (A) R$ 59. (C) 2 750. (B) 3 000. utilizando 45% da área total do terreno para o prédio que continha as salas de aula e 15% para as salas de projeção.972.00. (B) R$ 58. Mesmo assim. em m². (C) R$ 60.00 obtive um desconto de 12%. biblioteca e laboratórios. O valor do preço de custo é: a) R$ 25.00. (E) R$ 58. de (A) 3 250. Sabe-se que foi obtido um desconto de 5% sobre o preço de etiqueta.00 b) R$ 70. qual teria sido o desconto obtido? 3) Ana passou a ganhar R$550.40. Qual era seu salário antigo? 4) (PCSP1205/001-AgentePolicia – 2013) – Um produto foi vendido com desconto de 10% sobre o preço normal de venda.00 pelo mesmo.00.00.

05=0.00=R$348.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Respostas 1) R$1500.00-R$180.1.00 O desconto obtido é: R$2320. Então dividindo o salário reajustado: 4) Alternativa C 1-0.00 2) Como é um desconto: 1-0.95 O preço do guarda roupa sem desconto é R$2320.00 e o valor do produto é R$1320.00 5) Alternativa E 45%+15%=60% 900m²=40% X----100% 900—40 X=2250 Didatismo e Conhecimento 35 .00-R$1972.9 O preço de venda do produto é R$60.00 O valor do desconto é de R$180.1=0.00 2320------100% 348--------x X=15% O desconto à vista seria de 15% 3) Como é um acréscimo de 10 %: O fator de multiplicação é 1.00=R$1320.

3} e B={1. (2) Se A = B.3} Classificação Definição Chama-se cardinal de um conjunto. 9} • Simbolicamente: B={x ∈ N|x<8}. Dois conjuntos são iguais se.7} • Há também um conjunto que não contém elemento e é representado da seguinte forma: S=∅ ou S={ }.5. ao número de elementos que ele possui. 7. enumerando esses elementos temos: B={0. culturais ou científicos. dizemos que: • A é subconjunto de B • Ou A é parte de B • A está contido em B escrevemos: • A⊂B • Se existir pelo menos um elemento de A que não pertence a B: A⊄B Igualdade Propriedades básicas da igualdade • Para todos os conjuntos A. então x∈ B.85. sejam eles cotidianos.2. e representa-se por #. se A ={45. Conjunto está presente em muitos aspectos da vida. Por exemplo. precisamos saber apenas quais são os elementos. então B = A. Para enumerar um conjunto usamos geralmente uma letra maiúscula. 5.2. Quando todos os elementos de um conjunto A pertencem também a outro conjunto B. Definições Dois conjuntos dizem-se equipotentes se têm o mesmo cardinal. RELAÇÕES. B e C. possuem exatamente os mesmos elementos. Se A = B e A ∈ C.2.2.3} e B={2. e somente se.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO TEORIA DOS CONJUNTOS: CONJUNTOS NUMÉRICOS. Um conjunto diz-se a) infinito quando não é possível enumerar todos os seus elementos b) finito quando é possível enumerar todos os seus elementos c) singular quando é formado por um único elemento d) vazio quando não tem elementos Didatismo e Conhecimento 36 .4. Em símbolo: Para saber se dois conjuntos A e B são iguais.1. então A = C. formamos conjuntos ao organizar a lista de amigos para uma festa agrupar os dias da semana ou simplesmente fazer grupos. Exemplo Por exemplo. Não importa ordem: A={1. temos que: (1) A = A. Pode ser definido de duas maneiras: • Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1. (4) Se A = B e x ∈ A.2.65. Os componentes de um conjunto são chamados de elementos.para todos os objetos x ∈ U.95} então #A = 4.6. então B ∈ C. (3) Se A = B e B = C.3. 3.3} Não importa se há repetição: A={1.1.

B = {Lua} é um conjunto singular (#B = 1) { } ou ∅ é o conjunto vazio (#∅ = 0) Pertinência O conceito básico da teoria dos conjuntos é a relação de pertinência representada pelo símbolo ∈. e é representada por : A∩B.b.g} A∩B={d.3.2. B de conjuntos faz corresponder o conjunto definido por: A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o complementar de B em relação a A.2.u} A relação de pertinência é expressa por: a∈V A relação de não-pertinência é expressa por:b∉V. Assim. Propriedade transitiva: se A⊂B e B⊂C. existe sempre um terceiro formado pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjuntos a que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B. Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e x∈B} Exemplo: A={a. A = {½. A\B = {x : x∈A e x∉B}. Didatismo e Conhecimento 37 .o. isto é.4. Inclusão A Relação de inclusão possui 3 propriedades: 1. um conjunto sempre é subconjunto dele mesmo.i.e} Diferença Uma outra operação entre conjuntos é a diferença. 2.e} e B={d. Operações União Dados dois conjuntos A e B. então. As letras minúsculas designam os elementos de um conjunto e as maiúsculas. o conjunto das vogais (V) é: V={a. que a cada par A. Formalmente temos: A∪B={x|x∈A ou x∈B} Exemplo: A={1. Propriedade antissimétrica: se A⊂B e B⊂A.4} e B={5. 1} é um conjunto finito (#A = 2).e.e. os conjuntos. então A=B 3.d.f.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplos N é um conjunto infinito (O cardinal do conjunto N (#N) é infinito (∞)). pois o elemento b não pertence ao conjunto V.5.c.6} A∪B={1. A⊂C.3. A este conjunto pertencem os elementos de A que não pertencem a B. Propriedade reflexiva: A⊂A.6} Interseção A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos elementos que são ao mesmo tempo de A e de B.

Sabe-se que 56 alunos leem o jornal A. b) no mínimo 6. d) no máximo 6.4.5.2. 1. e) exatamente 6. c) exatamente 10. e 340 não leram o romance A. O valor de n é: a) 249                b) 137                c) 158                d) 127                 e) 183 3) Em um grupo de 30 crianças. 106 leem apenas um dos jornais e 66 não leem o jornal B. 5} e B = {5. 210 estudam Espanhol e 90 estudam as duas matérias. 350 deles estudam Português.3. 1. 4) Numa escola de 630 alunos. 4}. O número de crianças desse grupo que têm olhos azuis e estudam canto é: a) exatamente 16. 270. o romance B. O número de estudantes desse grupo é igual a: a) 380                b) 430               c) 480                 d) 540                 e) 610 Didatismo e Conhecimento 38 . Portanto A – B = {0. Exercícios 1) Dados os conjuntos: A={1. 16 têm olhos azuis e 20 estudam canto.5}. 3. 21 leem os jornais A e B. verificou-se que 310 leram apenas um dos romances A ou B. Pergunta-se: a) Quantos alunos estudam apenas Português? b) Quantos alunos estudam apenas espanhol? c) Quantos alunos estudam Português ou Espanhol? d) Quantos alunos não estudam nenhuma das duas matérias? 5) Num grupo de estudantes. 4. 2.6} Calcular: a) A ∪ B b) A∩B c) A-B 2) Numa escola há n alunos. A e B. 2. 7} Então os elementos de A – B serão os elementos do conjunto A menos os elementos que pertencerem ao conjunto B. 6.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplo: A = {0. B={4. os dois romances. 3. 80.

5} c) A-B ={1. 4. 6} b) A∩B={4. 3} 2) Leem jornal A=56-21=35 Leem jornal B=106-35=71 Não leem o jornal B=66-35=31 O valor de n é :35+21+71+31=158 3) (16-x)+x+(20-x)=30 -x=-6 x=6 4) Didatismo e Conhecimento 39 . 3. 2.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Respostas 1) a) A ∪B={1. 2. 5.

Como dito anteriormente. basta haver uma expressão algébrica do 1° grau. o objetivo da função é relacionar para cada valor de x um valor para o f(x). Isso auxilia na construção de gráficos das funções. constituindo. Portanto. compreenda bem a construção de um gráfico e a manipulação algébrica das incógnitas e dos coeficientes. iremos obter uma coordenada f(x). constituídos da seguinte maneira: (x. f(x)).MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO P=350-90=260 E=210-90=120 Nenhuma das duas: 630-470=160 a)350-90=260 b)210-90=120 c)260+90+120=470 d)630-470=160 5) B=270-80=190 Não A=340-190=150 A e B=80 A ou B=310-190=12 O número de estudantes é :190+80+120+150=540 FUNÇÕES DE PRIMEIRO E SEGUNDO GRAU Função 1 grau A função do 1° grau relacionará os valores numéricos obtidos de expressões algébricas do tipo (ax + b). 40 Didatismo e Conhecimento . para que o estudo das funções do 1° grau seja realizado com sucesso. a função f(x) = ax + b. sendo assim obtemos diversos pares ordenados. Vejamos um exemplo para a função f(x)= x – 2. Veja que para cada coordenada x. Note que para definir a função do 1° grau. x = 1. temos que f(1) = 1 – 2 = –1 x = 4. assim. temos que f(4) = 4 – 2 = 2 Note que os valores numéricos mudam conforme o valor de x é alterado.

considerando y = 0 e isolando o valor de x (raiz da função). e caso ele tenha sinal negativo. y = 0. a função é decrescente. basta utilizar a expressão x = –b/a. Se o coeficiente possui sinal positivo. Observe a representação gráfica a seguir: Podemos estabelecer uma formação geral para o cálculo da raiz de uma função do 1º grau. a função é crescente. portanto. para isso consideremos o valor de y igual a zero. No caso de uma função do 1º grau. basta criar uma generalização com base na própria lei de formação da função. Esse modelo de função possui como representação gráfica a figura de uma reta. sua lei de formação possui a seguinte característica: y = ax + b ou f(x) = ax + b. Didatismo e Conhecimento 41 . as relações entre os valores do domínio e da imagem crescem ou decrescem de acordo com o valor do coeficiente a.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Estudo dos Sinais Definimos função como relação entre duas grandezas representadas por x e y. Função Crescente – a > 0 Função Decrescente – a < 0 Raiz da função Calcular o valor da raiz da função é determinar o valor em que a reta cruza o eixo x. pois no momento em que a reta intersecta o eixo x. Veja: y = ax + b y=0 ax + b = 0 ax = –b x = –b/a Portanto. para calcularmos a raiz de uma função do 1º grau. onde os coeficientes a e b pertencem aos reais e diferem de zero.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Função Quadrática Em geral. as duas raízes da equação ax²+bx+c=0 são iguais a . quando tivermos o discriminante . (x1. Em qualquer caso. a parábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de máximo V. onde x1 e x2 são raízes da equação ax²+bx+c=0 Quando . a parábola tem concavidade voltada para cima e um ponto de mínimo V. Se. as coordenadas de V são  . onde a≠0 É essencial que apareça ax² para ser uma função quadrática e deve ser o maior termo. Considerações Concavidade A concavidade da parábola é para cima se a>0 e para baixo se a<0 Relação do na função Quando . quando a < 0. no ponto Repare que. Veja os gráficos: Didatismo e Conhecimento 42 . uma função quadrática ou polinomial do segundo grau tem a seguinte forma: f(x)=ax²+bx+c.0) e (x2.0). a parábola y=ax²+bx+c é tangente ao eixo x. Quando a > 0. a parábola y=ax²+bx+c intercepta o eixo x em dois pontos distintos. a parábola y=ax²+bx+c não intercepta o eixo.

  a  1ª .quando a > 0. 0.   a<0 Didatismo e Conhecimento 43 . é o conjunto dos valores que y pode assumir.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Imagem O conjunto-imagem Im da função y = ax2 + bx + c. Há duas possibilidades: a>0 2ª quando a < 0.

sabendo-se que vendeu 10. depois calculamos o valor correspondente de y e.00. mais uma parte variável de 12% sobre o valor de suas vendas no mês.000 em produtos. calcule o valor de seu salário.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplo Vamos construir o gráfico da função y = x2 + x: Primeiro atribuímos a x alguns valores. b) calcular o salário do vendedor durante um mês.00. a)expressar a função que representa seu salário mensal. Caso ele consiga vender R$ 450 000. e uma parte variável que corresponde a uma com comissão de 18% do total de vendas que ele fez durante o mês.  3) O salário de um vendedor é composto de uma parte fixa no valor de R$ 800.  4) Qual a função que representa o gráfico seguinte? Didatismo e Conhecimento 44 . Exercícios 1) Um vendedor recebe mensalmente um salário composto de duas partes: 1. ligamos os pontos assim obtidos. em seguida.000 a parte fixa. Determine o valor a ser pago por uma corrida relativa a um percurso de 18 quilômetros.50 de bandeirada (valor fixo) mais R$ 0. 2) Um motorista de táxi cobra R$ 3.70 por quilômetro rodado (valor variável).

60 + 3.00 2) Função que define o valor a ser cobrado por uma corrida de x quilômetros: f(x) = 0. 1).  Valor a ser pago por uma corrida de percurso igual a 18 quilômetros.18V b) S=1000+0. 1) e (3.70x + 3.70x + 3.70 * 18 + 3. f(x) = 0.50  f(18) = 16.18*10000 = 2800. (A)   e  (B)   e  (C)   e  (D)   e  (E)   e  Respostas 1) a)S=1000+0.50  f(18) = 0. respectivamente.50.50  f(18) = 12.10  Didatismo e Conhecimento 45 . os valores de a e b são.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO (A)  (B)  (C)  (D)  (E)  5) (UFRGS) Para que a parábola da equação y=ax²+bx-1  contenha os pontos (-2.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 3) f(x) = 12% de x (valor das vendas mensais) + 800 (valor fixo)  f(x) = 12/100 * x + 800  f(x) = 0.onde corta o eixo y o eixo x é cortado em -3/2 e 3 portanto:0=a(-3/2)²+b(-3/2)-9 0=9a+3b-9 Multiplicando a primeira equação por.12x + 800  f(450 000) = 0.  4) Alternativa C a>0 pois a concavidade está para cima. c=-9 .00.4: Somando as duas equações 9b+27=0 b=-3 a=2 y=2x²-3x-9 5)Alternativa B Multiplicando a primeira equação por 3 e a segunda por 2: Somando: Didatismo e Conhecimento 46 .12 * 450 000 + 800  f(450 000) = 54 000 + 800  f(450 000) = 54 800  O salário do vendedor será de R$ 54 800.

6} n(E)=6 Sejam os eventos A={2. nas mesmas condições.2. coroa} Qualquer subconjunto do espaço amostral é chamado evento. 5. Tem-se: Exemplo No lançamento de um dado. -lançamento de um dado: E={1. na face superior? Solução E={1. qual é a probabilidade de se obter um número par ou menor que 5. embora único.4. é denominado experimento aleatório. Probabilidade em Espaços Amostrais Finitos Probabilidade de um evento A representa a chance de ocorrer um evento A. 2.3. Um experimento cujo resultado. Adição de probabilidades Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E. dividido pelo número de elementos do espaço amostral E. finito e não vazio.6} n(A)=3 B={1.5. é imprevisível. que vamos indicar por E. 6} -lançamento de uma moeda:E={cara.2. não poderemos prever o resultado. Espaço Amostral O conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório é denominado espaço amostral.3. A Teoria da Probabilidade surgiu para tentar medir a chance de ocorrer um determinado resultado num experimento aleatório.4} n(B)=4 Didatismo e Conhecimento 47 . O valor p(A) é igual ao número de elementos de A. 4.4.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO NOÇÕES DE PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA DESCRITIVA Probabilidade Considere os seguintes experimentos: -Lançamento de um dado -Lançamento de uma moeda Mesmo se esses experimentos forem repetidos várias vezes. 3.

6}.3.4. obter um número maior que 4.5. 6} Evento:A={5. 3.6} n(B)=3 A={2} Exemplo Calcule a probabilidade de. 6} Estatística Descritiva A estatística descritiva é a etapa inicial da análise utilizada para descrever e resumir os dados. 4. Frequência Absoluta É o número de vezes que a variável estatística assume um valor. contar e classificar os dados pesquisados sobre uma população estatística ou sobre uma amostra dessa população. Solução E={1. jogando um dado ideal. 2. Frequências A primeira fase de um estudo estatístico consiste em recolher. A disponibilidade de uma grande quantidade de dados e de métodos computacionais muito eficientes revigorou está área da estatística. 5.4. n(E)=6 B={2.2. Frequência Relativa É o quociente entre a frequência absoluta e o número de elementos da amostra. temos exemplo dos dois tipos: Didatismo e Conhecimento 48 . definido por: Do exemplo anterior: E={1. Na tabela a seguir.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Probabilidade Condicional É a probabilidade de ocorrer o evento A dado que ocorreu o evento B.

Considerando uma equipe de basquete. se for possível calcular a média.02m. Na realização de uma mesma pesquisa estatística entre diferentes grupos. Não faz sentido calcular a média aritmética para variáveis quantitativas. a) Quantos homens frequentam a academia? b) Se não são considerados os 10 alunos mais pesados. O peso médio dos homens é 90 kg e o das mulheres é 65 kg.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Medidas de Tendência Central Média aritmética Média aritmética de um conjunto de números é o valor que se obtém dividindo a soma dos elementos pelo número de elementos do conjunto. ficará mais fácil estabelecer uma comparação entre esses grupos e perceber tendências. obteremos a média aritmética das alturas: A média aritmética das alturas dos jogadores é 2. Representemos a média aritmética por . A média pode ser calculada apenas se a variável envolvida na pesquisa for quantitativa. Qual é o peso médio desses 10 alunos? 49 Didatismo e Conhecimento . a soma das alturas dos jogadores é: Se dividirmos esse valor pelo número total de jogadores. Média Ponderada A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adição e na qual cada elemento tem um “determinado peso” é chamada média aritmética ponderada. Exemplo O peso médio (média aritmética dos pesos) dos 100 alunos de uma academia de ginástica é igual a 75 kg. o peso médio cai de 75 kg para 72 kg.

18. isto é. chama-se mediana o termo tal que o número de termos da sequência que precedem é igual ao número de termos que o sucedem. 21. 2. chama-se mediana o valor obtido pela média aritmética entre os termos e . 23). 12. 23} Solução: Escrevendo os elementos do conjunto em rol. Sendo n par. Sendo n ímpar. Logo: Md=12 Didatismo e Conhecimento 50 . 10. isto é. a mediana é a média aritmética entre os termos centrais da sequência ( ) em rol. 7. 40 homens frequentam a academia b) A=soma dos pesos dos 10 alunos mais pesados A=1020 O peso médio é: Mediana (Md) Sejam os valores escritos em rol: 1. A mediana é o termo médio desse rol. tais que o número de termos que precedem é igual ao número de termos que sucedem . 18. é termo médio da sequência ( ) em rol.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Solução a) x=número de homens 100-x=número de mulheres Portanto. tem-se: (3. 10. Exemplo 1: Determinar a mediana do conjunto de dados: {12. 3. 21. 7.

9. 5. 3. tem-se: (3. Exemplo 1: O conjunto de dados 3. Variância Há um índice que mede a “dispersão” dos elementos de um conjunto de números em relação à sua média aritmética. 21.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Resposta: Md=12. 3. 2. Necessita-se de outros índices numéricas que informem sobre o grau de dispersão ou variação dos dados em torno da média ou de qualquer outro valor de concentração. 18. 5. 25}. 8 possui duas modas. 23. 25). 10. 8. 7. e que é chamado de variância. 31 tem moda igual a 8. Chama-se variância desse conjunto. Solução: Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol. 6. 7. 21. chama-se moda aquele valor que ocorre com maior frequência. 8. 12. Logo: Resposta: Moda (Mo) Num conjunto de números: . 6. 5. 9. 7. o número: Isto é: Didatismo e Conhecimento 51 . 8. A mediana é a média aritmética entre os dois termos centrais do rol. Medidas de dispersão Duas distribuições de frequência com medidas de tendência central semelhantes podem apresentar características diversas. 8. Exemplo 3: O conjunto de dados 1. 18. Mo=8. Exemplo 2: Determinar a mediana do conjunto de dados: {10. pode não ser única. Esses índices são chamados medidas de dispersão. 5 e 8. isto é. 6. Exemplo 2: O conjunto de dados 1. tal que é sua média aritmética. Esse índice é assim definido: Seja o conjunto de números . 5 não tem moda. 3. e indica-se por . 23. se existir. Observação: A moda pode não existir e. 8. 12. e é chamada bimodal.

tal que é sua média aritmética.90 m e 2. e indica-se por . apresentou o seguinte desempenho. descrito na tabela abaixo: Jogo 1 2 3 4 5 6 7 8 Número de pontos 22 18 13 24 26 20 19 18 a) Qual a média de pontos por jogo? b) Qual a variância do conjunto de pontos? Solução: a) A média de pontos por jogo é: b) A variância é: Desvio padrão Definição Seja o conjunto de números .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplo 1: Em oito jogos. Didatismo e Conhecimento 52 . de bola ao cesto.10 m.05 m. o jogador A. o número: Isto é: Exemplo: As estaturas dos jogadores de uma equipe de basquetebol são: 2. 2.95 m. b) O desvio padrão desse conjunto de estaturas. Chama-se desvio padrão desse conjunto.00 m. 1. Calcular: a) A estatura média desses jogadores. 1.

a mediana e a moda desta distribuição. então A) X = Y < Z. calcule a variância e o desvio padrão. 3) Observe as notas de três competidores em uma prova de manobras radicais com skates.0  Sabendo que a média é 5 para todos.0 – 4. C) Y < Z < X. Se X.0 – 4.0 – 3. determinar a probabiliade de se obter: a)o número 2 b)um número par c) um número múltiplo de 3 2) Calcule a probabilidade de retirar 1 bola vermelha de uma urna contendo 3 bolas brancas.0 – 6. B) Z < X = Y.0  Competidor C: 4.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Solução: a) Sendo a estatura média. tem-se: Exercícios 1) No lançamento de um dado. E) Z < Y < X. respectivamente.0 – 5. A coluna da esquerda mostra o número de gols marcados e a coluna da direita informa em quantos jogos o time marcou aquele número de gols. Didatismo e Conhecimento 53 .0  Competidor B: 5. 2 vermelhas e 5 verdes. Y e Z são. 4) O quadro seguinte mostra o desempenho de um time de futebol no último campeonato. a média.0 – 7. temos: b) Sendo o desvio padrão.  Competidor A: 7. D) Z < X < Y.

6} n(C)=2 2) n(E)=10 n(A)=2 3) Competidor A Competidor B Competidor C Didatismo e Conhecimento 54 . 3. Qual é a probabilidade dela vir a engravidar somente no quarto mês de tentativas? Respostas 1) a) E={1. 4. 6} A={2}. Sabe-se que a cada mês a probabilidade da mulher engravidar é de 20%. 5. 2. 4.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 5) Um casal pretende ter filhos. n(A)=1 b) B={2. 6} n(B)=3 c) C={3.

3.0.7   A moda é dada por zero. que neste caso é a média ponderada.3 + 2. ou seja.24%.25 Y=2 Z=0 Logo. que na forma decimal é igual a 0.2 + 5.3. então a probabilidade de que todos eles ocorram. Como a mulher só deve engravidar no quarto mês. Então: Média = (0.5. pois é o termo que mais aparece.0.5.1. 5) Sabemos que a probabilidade da mulher engravidar em um mês é de 20%. Temos 10° termo => 2 e 11° termo => 2.0.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Desvio Padrão É calculado extraindo a raiz quadrada da variância.1024 multiplicado por 100% é igual a 10.0. Didatismo e Conhecimento 55 .4.1.2.2. é dado pelo produto de todas as probabilidades individuais.1.2.2. Competidor A Competidor B Competidor C 4) Alternativa E 0. a mediana dada por Y e a média dada por X e assim: X = 2. logo: 0.2.0. que neste caso é 20 e quando a quantidade é par devemos pegar os termos que estão no meio e tirar a sua média aritmética.5 + 1. Então: A probabilidade de a mulher vir a engravidar somente no quarto mês é de 10. Já a mediana devemos observar a quantidade de termos. Este exercício trata de eventos consecutivos e independentes (pelo menos enquanto ela não engravida).4.24%.2 + 7. então a probabilidade dos três meses anteriores deve ser igual à probabilidade dela não engravidar no mês. o décimo e o décimo primeiro termo. A probabilidade dela não conseguir engravidar é igual a 1 . logo a média entre eles é dada por  (2+2)/2 = 2.  Z < Y < X.3 + 4.2.1) /  5 + 3 + 4 + 3 + 2 + 2 + 1 Média = 45 / 20 Média = 2.3.4 + 3.25 No enunciado ele nomeou cada um dos elementos sendo a moda dada por Z. E por último a questão nos pediu a média.8. é igual a 0.

A negação de uma proposição é dada por : ~p(lê-se não p). então (→) d) se. b) ou (∨) Precisa apenas que uma das duas seja verdadeira.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO NOÇÕES DE LÓGICA Lógica A lógica está de tal modo incrustada na matemática que às vezes ambas se fundem numa só estrutura.. As proposições são indicadas por letras minúsculas: p. Os símbolos V e F são chamados de valores lógicos. Proposição É toda expressão que encerra um pensamento de sentido completo e pode ser classificada como V(verdadeira) ou F(Falsa). a) e(∧) A proposição p∧q só será verdadeira se ambas forem.. Conectivo É uma expressão que une duas proposições dando origem a uma outra proposição.. r.. c) se. q.. e somente se(↔) Didatismo e Conhecimento 56 .

(E) alguns filhos de Maria não gostam de quiabo. e) todo homem é imortal. Se não há atos livres. é correto concluir que: (A) Todos os homens são sábios se. (D) pelo menos um dos filhos de Maria desgosta de quiabo. Logo: a) alguns atos não têm causa se não há atos livres. (E) Todos os homens são sábios se há justiça para todos. e somente se. então não há atos livres.” Para que se tenha um argumento válido. (B) nenhum dos filhos de Maria desgosta de quiabo.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exercícios 1) Qual é a negação da proposição “nenhum homem é imortal”? a) existem homens imortais.   Respostas 1) Alternativa A 2) Alternativa C 3) Alternativa B 4) Alternativa C 5) Alternativa D Didatismo e Conhecimento 57 . c) nenhuma mulher é imortal. c) Todos os nossos atos têm causa se e somente se não há atos livres. (C) Todos os homens são sábios e há justiça para todos. p e q são proposições p V V F F q V F V F ? F V F F A proposição composta que substitui corretamente o ponto de interrogação é a) p∧q b) p→q c) ~(p→q) d) p↔q e) ~(p∨q) 3) Considere as seguintes premissas: “Se todos os homens são sábios. b) existem homens mortais. 4)Se todos os nossos atos têm causa.” “Se não há justiça para todos. e) Alguns atos são livres se e somente se todos os nossos atos têm causa 5) A negação de “Todos os filhos de Maria gostam de quiabo” é (A) nenhum dos filhos de Maria gosta de quiabo. há justiça para todos. não há justiça para todos. (C) pelo menos um dos filhos de Maria gosta de quiabo. (D) Todos os homens são sábios e não há justiça para todos. d) Todos os nossos atos não têm causa se e somente se não há atos livres. (B) Todos os homens são sábios se. b) Todos os nossos atos têm causa se e somente se há atos livres. 2) Na tabela abaixo. d) todo homem é mortal. e somente se. então todos os homens são sábios. então todos os nossos atos têm causa. então não há justiça para todos.

Outro ponto importante é saber que essa fórmula pode ser trabalhada de várias maneiras para se obter cada um de seus valores. bimestre. Aplicando a fórmula M = C + J: 45 = 40 + J J=5 Aplicando a outra fórmula J = C i n: 5 = 40 X i X 1 i = 0.n) Exemplo Maria quer comprar uma bolsa que custa R$ 85.5% Didatismo e Conhecimento 58 . M=C+J M = montante C = capital inicial J = juros M=C+C. trimestres. A taxa de juros mensal que a loja estava cobrando nessa operação era de: (A) 5.. o valor de quitação do empréstimo é superior ao valor inicial do empréstimo. A essa diferença damos o nome de juros.5% Resposta Letra “e”. por um prazo determinado. compras a crediário ou com cartão de crédito. se você souber três valores. Em Juros Simples a remuneração pelo capital inicial aplicado é diretamente proporcional ao seu valor e ao tempo de aplicação. poderá conseguir o quarto.) Observação importante: a taxa de juros e o tempo de aplicação devem ser referentes a um mesmo período. o valor devido seria R$40 (85-45) e a parcela a ser paga de R$45. realizações de empréstimos. poderá obter o Tempo de aplicação (n). Ou seja. O que não pode ocorrer é um estar em meses e outro em anos.. Dica: Essa fórmula J = C i n. Juros Simples Chama-se juros simples a compensação em dinheiro pelo empréstimo de um capital financeiro. como exemplo se você souber o Juros (J). trimestre.. uma no ato da compra e outra um mês depois..125 = 12.0% (E) 12.n M=C(1+i.0% (B) 5. anos. lembra as letras das palavras “JUROS SIMPLES” e facilita a sua memorização. a uma taxa combinada. semestres. Ao realizarmos um empréstimo a forma de pagamento é feita através de prestações mensais acrescidas de juros. Todas as movimentações financeiras são baseadas na estipulação prévia de taxas de juros. ou seja. Montante O Montante é a soma do Juros mais o Capital Inicial. aplicações financeiras. ano. Algumas situações estão presentes no cotidiano das pessoas. investimentos em bolsas de valores. pois a primeira foi à vista. entre outras situações. O juros incidiu somente sobre a segunda parcela. ou seja. semestre.i. como financiamentos de casa e carros.9% (C) 7. Sendo assim. aceitou a oferta da loja de pagar duas prestações de R$ 45. Como não tinha essa quantia no momento e não queria perder a oportunidade. o Capital Inicial (C) e a Taxa (i).00. produzida exclusivamente pelo capital inicial. ou qualquer outra combinação de períodos. bimestres. isto é. A expressão matemática utilizada para o cálculo das situações envolvendo juros simples é a seguinte: J = C i n.00 à vista. Essa fórmula também será amplamente utilizada para resolver questões.5% (D) 10. os dois devem estar em meses. onde: J = juros C = capital inicial i = taxa de juros n = tempo de aplicação (mês. E isso vale para qualquer combinação.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICA FINANCEIRA Matemática Financeira A Matemática Financeira possui diversas aplicações no atual sistema econômico.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exercícios 1) (FUNDATEC-Ag.administrativo-2013) Um empréstimo de R$ 50. Que quantia terá após 12 meses de aplicação? Respostas 1) Alternativa C M=C+J 79500=45000+J J=34500 2) Alternativa D J=Cin J=50000.500.00 será pago no prazo de 5 meses. 2) (FUNDATEC-Ag.5% a.250.500.00.n Didatismo e Conhecimento 59 .00.0. será necessário quantos meses? a) 25 meses b) 50 meses c) 15 meses d) 20 meses 4) Qual é o montante de um capital de R$1000. (ao mês). B) 15.5=6250 M=C+J M=50000+6250=R$56250.00 3) Alternativa A M=C+J 2C=C+J J=C C=C. Sabendo que a empresa pagou R$79. E) R$62.00 por dia até que a empresa se ajustasse às normas que regulamentam os índices de poluição. o número de dias que levou para se ajustar às normas exigidas foi de A) 10.000. B) R$16.00 mais R$1.00 a juro composto de 6% ao bimestre. D) R$56.00 aplicado à taxa de 10% ao ano pelo prazo de 2 anos? 5) Luana aplicou R$12000.m. C) 23.00. o valor da dívida na data do seu vencimento será: A) R$6.00. com juros simples de 2.000.250.250. Nesse sentido. D) 30.025. à taxa de 4% ao mês.04.0.00 de multa.650.administrativo-2013) Uma empresa foi multada por jogar resíduos tóxicos em um rio.00. C) R$42. E) 35. cujo valor da multa foi de R$45.250. 3) (FAPEC-2013)Para que um capital dobre no sistema de juros simples.

No caso das inequações.23 t=6 por ter 6 bimestres em 12 meses APLICAÇÕES E OPERAÇÕES COM INEQUAÇÕES Inequação Uma inequação é uma sentença matemática expressa por uma ou mais incógnitas. surge a necessidade de realizar o estudo da desigualdade em cada função e obter a resposta final realizando a intersecção do conjunto resposta das funções. Veja os sinais de desigualdade: >: maior  <: menor ≥: maior ou igual  ≤: menor ou igual  O princípio resolutivo de uma inequação é o mesmo da equação. Portanto. 60 Didatismo e Conhecimento .10.2) M=1200 O montante é de R$1200. onde temos que organizar os termos semelhantes em cada membro. Exemplo 1 4x + 12 > 2x – 2 4x – 2x > – 2 – 12 2x > – 14 x > –14/2 x>–7 Inequação-Produto Quando se trata de inequações-produto. invertemos o sinal representativo da desigualdade.00 5) M=17022. apresenta sinais de desigualdade. ao realizarmos uma multiplicação de seus elementos por –1 com o intuito de deixar a parte da incógnita positiva. realizando as operações indicadas. teremos uma desigualdade que envolve o produto de duas ou mais funções. que ao contrário da equação que utiliza um sinal de igualdade.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 4) M=C(1+in) M=1000(1+0.

deveremos nos atentar ao domínio da função que se encontra no denominador.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplo a)(-x+2)(2x-3)<0 Inequação-Quociente Na inequação-quociente. de modo que devemos analisar o sinal das funções e realizar a intersecção do sinal dessas funções. O método de resolução se assemelha muito à resolução de uma inequação-produto. ou ainda. a função que estiver no denominador da inequação deverá ser diferente de zero. Com isso. pois não existe divisão por zero. Diante disso. Exemplo Resolva a inequação a seguir: x-2≠0 x≠2 Didatismo e Conhecimento 61 . tem-se uma desigualdade de funções fracionárias. de duas funções na qual uma está dividindo a outra.

determine o valor de x na seguinte inequação produto: (2x + 1) (x + 2) ≤ 0. qual o menor número inteiro de três algarismos que seja solução? 4) Resolva: 3 (x+1) – 3 ≤ x+4 5) Qual a solução da inequação: Respostas 1) 2) 3)2x+6≤4x-4 -2x≤-10 x≥5 Então o menor número de três algarismos é o 100.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exercícios 1) De acordo com o conjunto dos números Reais. 2) Resolva. 4)3x+3-3≤x+4 2x≤4 x≤2 S{x∈R|x≤2} 62 Didatismo e Conhecimento . de acordo com os números Reais. a inequação quociente dada por  3) Dada a inequação 2(x + 3) ≤ 4(x - 1).

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x-3=0 x=3 x-5=0 x=5 Para valores x<3, a inequação é positiva Para valores 3<x<5, negativo x>5, positivo S{x∈R|x<3 ou x>5}

SEQUÊNCIAS E PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E GEOMÉTRICAS

Sequências Sempre que estabelecemos uma ordem para os elementos de um conjunto, de tal forma que cada elemento seja associado a uma posição, temos uma sequência. O primeiro termo da sequência é indicado por a1,o segundo por a2, e o n-ésimo por an. Termo Geral de uma Sequência Algumas sequências podem ser expressas mediante uma lei de formação. Isso significa que podemos obter um termo qualquer da sequência a partir de uma expressão, que relaciona o valor do termo com sua posição. Para a posição n(n∈N*), podemos escrever an=f(n) Progressão Aritmética Denomina-se progressão aritmética(PA) a sequência em que cada termo, a partir do segundo, é obtido adicionando-se uma constante r ao termo anterior. Essa constante r chama-se razão da PA.

Exemplo A sequência (2,7,12) é uma PA finita de razão 5:

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Classificação As progressões aritméticas podem ser classificadas de acordo com o valor da razão r. r<0, PA decrescente r>0, PA crescente r=0 PA constante Propriedades das Progressões Aritméticas -Qualquer termo de uma PA, a partir do segundo, é a média aritmética entre o anterior e o posterior.

-A soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.

Termo Geral da PA Podemos escrever os elementos da PA(a1, a2, a3, ..., an,...) da seguinte forma:

Observe que cada termo é obtido adicionando-se ao primeiro número de razões r igual à posição do termo menos uma unidade.

Soma dos Termos de uma Progressão Aritmética Considerando a PA finita (6,10, 14, 18, 22, 26, 30, 34). 6 e 34 são extremos, cuja soma é 40

Numa PA finita, a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos. Usando essa propriedade, obtemos a fórmula que permite calcular a soma dos n primeiros termos de uma progressão aritmética.

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Exemplo Uma progressão aritmética finita possui 39 termos. O último é igual a 176 e o central e igual a 81. Qual é o primeiro termo? Solução Como esta sucessão possui 39 termos, sabemos que o termo central é o a20, que possui 19 termos à sua esquerda e mais 19 à sua direita. Então temos os seguintes dados para solucionar a questão:

Sabemos também que a soma de dois termos equidistantes dos extremos de uma P.A. finita é igual à soma dos seus extremos. Como esta P.A. tem um número ímpar de termos, então o termo central tem exatamente o valor de metade da soma dos extremos. Em notação matemática temos:

Assim sendo: O primeiro termo desta sucessão é igual a -14. Progressão Geométrica Denomina-se progressão geométrica(PG) a sequência em que se obtém cada termo, a partir do segundo, multiplicando o anterior por uma constante q, chamada razão da PG. Exemplo Dada a sequência: (4, 8, 16)

q=2 Classificação As classificações geométricas são classificadas assim: - Crescente: Quando cada termo é maior que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 < 0 e 0 < q < 1. - Decrescente: Quando cada termo é menor que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando a1 < 0 e q > 1. - Alternante: Quando cada termo apresenta sinal contrário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0. - Constante: Quando todos os termos são iguais. Isto ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também uma PA de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG estacionaria. - Singular: Quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre quando a1 = 0 ou q = 0.
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) calcular: a) A soma dos 6 primeiros termos b) O valor de n para que a soma dos n primeiros termos seja 29524 Solução a) b) Didatismo e Conhecimento 66 .. 3. podemos perceber que cada termo é obtido multiplicando-se o primeiro por uma potência cuja base é a razão.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Termo Geral da PG Pelo exemplo anterior. 27.. Portanto. Note que o expoente da razão é igual à posição do termo menos uma unidade. o termo geral é: Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Finita Seja a PG finita de razão q e de soma dos termos Sn: 1º Caso: q=1 2º Caso: q≠1 Exemplo Dada a progressão geométrica (1. 9.

) 1 ano =12 meses Didatismo e Conhecimento 67 .. 86. Qual é o preço do automóvel? Respostas 1) r=93-100=86-93=-7 37 é o décimo termo. 93. Carlos fechou o seguinte contrato com a financeira: para cada ano. produzir 175 unidades a mais.)...MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Infinita 1º Caso:-1<q<1 Quando a PG infinita possui soma finita. Considerando que o valor da prestação no primeiro ano é de R$ 150. 2) O dono de uma fábrica pretende iniciar a produção com 2000 unidades mensais e. em progressão geométrica. Mantidas essas condições. nessa ordem. dizemos que a série é divergente 3º Caso: Também não possui soma finita. o valor das 12 prestações deve ser igual e o valor da prestação mensal em um determinado ano é R$ 50. determine o valor da prestação no último ano.. mensalmente.  4) A medida do lado. portanto divergente Produto dos termos de uma PG finita Exercícios 1) Considere a PA(100. de modo que a primeira prestação seja de 100 reais e cada uma das seguintes seja o dobro da anterior. 2350. Determine a posição do termo de valor 37. 2º Caso: A PG infinita não possui soma finita. a cada mês.00. dizemos que a série é convergente. o perímetro e a área de um quadrado estão.. em um ano quantas unidades a fábrica terá que produzir no total? 3) Ao financiar uma casa no total de 20 anos. 2)r=175 (2000..00 a mais que o valor pago. no ano anterior. Qual a área do quadrado? 5) Comprei um automóvel e vou pagá-lo em 7 prestações crescentes.2175.

4L.00 Didatismo e Conhecimento 68 . L²) Portanto.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 3) an = a1 + (n – 1)r a20 = 150 + (20 – 1)50 a20 = 150 + 19 ⋅50 a20 = 150 + 950 a20 = 1100 O valor da prestação no último ano será de R$ 1 100. 4)(L. r=2 O preço do automóvel é R$12700. a área é 16⋅16=256 5)a1=100.00.

Didatismo e Conhecimento 69 . m ∈N* e n∈N*. Assim. a matriz A de ordem 2x3. FATORAÇÃO ALGÉBRICA Matriz Chama-se matriz do tipo m x n. Diz-se que C é a diferença A-B. por exemplo. B=(bij) e C=(cij). Indica-se a matriz por uma letra maiúscula e colocar seus elementos entre parênteses ou entre colchetes como. matrizes do mesmo tipo m x n.n elementos dispostos em m linhas e n colunas. RAÍZES E RADICAIS. C=A+(-B). e somente se. e indica-se por A+B. a matriz A2 x 3 é representada por: Adição de Matrizes Sejam A= (aij). Dada as matrizes: . LOGARITMOS. B=(bij) e C=(cij) matrizes do mesmo tipo m x n. a toda tabela de m. o elemento da linha i e da coluna j é indicado por ij.portanto Propriedades da adição Comutativa: A + B = B + A Associativa: (A + B) + C = A + (B + C) Elemento neutro: A + O = O + A = A Elemento Oposto: A + (-A) = (-A) + A = O Transposta da soma: (A + B)t = At + Bt Subtração de matrizes Sejam A=(aij).MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO OPERAÇÕES COM MATRIZES. Diz-se que C é a soma de A com B. isto é. Representação da matriz Forma explicita (ou forma de tabela) A matriz A é representada indicando-se cada um de seus elementos por uma letra minúscula acompanhada de dois índices: o primeiro indica a linha a que pertence o elemento: o segundo indica a coluna a que pertence o elemento. se.

z=1. y=2. t=1 Logo. Solução Seja Temos que x=3. Uma matriz B é chamada inversa de A se. e somando-se os produtos assim obtidos. e somente se. Dada as matrizes: Matriz Inversa Seja A uma matriz quadrada de ordem n.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Multiplicação de um número por uma matriz Considere: Multiplicação de matrizes O produto (linha por coluna) de uma matriz A = (aij)m x p por uma matriz B = (bij)p x n é uma matriz C = (cij)m x n. Didatismo e Conhecimento 70 . Exemplo: Determine a matriz inversa de A. de modo que cada elemento cij é obtido multiplicando-se ordenadamente os elementos da linha i de A pelos elementos da coluna j de B.

com a ≠1.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Logaritmo Considerando-se dois números N e a reais e positivos. existe um número c tal que: A esse expoente c damos o nome de logaritmo de N na base a Ainda com base na definição podemos estabelecer condições de existência: Exemplo Consequências da Definição Propriedades Didatismo e Conhecimento 71 .

4771=0. Faz-se a interseção entre a solução encontrada e as condições de existência Exemplo Resolva a equação: Condição de Existência Da definição. A resolução de equações logarítmicas se dá em três etapas básicas: 1.3010+0. calcule: a)log 6 b) log1.4771.7781 b) c) Equações Logarítmicas Utilizando as propriedades operatórias.3010 e log 3=0. temos: Como x satisfaz a condição de existência: Didatismo e Conhecimento 72 . podemos resolver equações que envolvem logaritmos. Estabelece-se a condição de existência 2.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Mudança de Base Exemplo Dados log 2=0.5 c) log 16 Solução a) Log 6=log 2⋅3=log2+log3=0. Resolve-se a equação utilizando as propriedades operatórias 3.

n ∈ N * . elevado ao quadrado. dê -36. porque não existe número real que. Propriedade dos Radicais 1ª Propriedade: Considere o radical De modo geral. Não existe a raiz real de índice par de um número real negativo. onde a = -36 (negativo) e n = 2 (par). então 1 1 a=a = 10. Se m é ímpar. se n 3 5 = 5 = 51 = 5 3 3 3 a ∈ R+ . Não existe raiz quadrada real de -36. cada número tem apenas uma raiz: 3. então: an = a O radical de índice n de uma potência com expoente também igual a n dá como resultado a base daquela potência. todo número real positivo tem duas raízes: 2. n é par e a < 0 10 Considere como exemplo a raiz quadrada de -36. Didatismo e Conhecimento 73 . porque 101 = 10 4.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Radicais Radiciação é a operação inversa a potenciação Casos 1. Se m é par. n = 1 Se n = 1.

n b Radical de um produto Produto dos radicais O radical de índice inteiro e positivo de um produto indicado é igual ao produto dos radicais de mesmo índice dos fatores do radicando.5) 2 = 3 2 . b ∈ R + . se a ∈ R+ . então: n a.b = n a .5 = (3.5 2 = 3. para n 12 38 = 312 = 3 3 = 3 3 2 8 2 12 38 = 3 3 2 e3 3 2 = 12 38 a ∈ R+ . p Se p é divisor de m e n. 5 1 1 1 De modo geral.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 2ª Propriedade: Observe: 3. se a ∈ R+ . n ∈ N * . n ∈ N . m ∈ N . 3ª Propriedade: Observe: 2  2 2 22 =  = 1 = 3 3 32 * 1 1 2 3 * De modo geral. temos: n am = n: p a m: p Multiplicando-se ou dividindo-se o índice e o expoente do radicando por um mesmo número natural maior que zero. n ∈ N * . b ∈ R+ . 4ª Propriedade: Observe: Então: De modo geral. se p ∈ N * . então: n a na = b nb Radical de um quociente Quociente dos radicais O radical de índice inteiro e positivo de um quociente indicado é igual ao quociente dos radicais de mesmo índice dos termos do radicando. p a m. temos: am = n. o valor do radical não se altera. Didatismo e Conhecimento 74 .

Casos de fatoração • Fator Comum: Ex.a 2 . os fatores do radicando cujos expoentes são múltiplos do índice podem ser colocados fora do radical.: ax + bx + cx = x (a + b + c) O fator comum é x.x1) (x . Transforma-se o radicando num produto de potências de mesma base. b 8 = 3 2. Exemplo a 5 . Considere o radical n a n. mas não múltiplos deste. temos: ax² + bx + c = a (x . Ex.b = a 2b ab Fatoração Algébrica Fatorar uma expressão algébrica significa escrevê-la na forma de um produto de expressões mais simples.b = a 4 . a.a. a 2 .6x²+ 3x = 3x (4x² . temos: 9 2 3. tendo como novo expoente o quociente entre o expoente e o índice.b 4 = 9ab 4 3º Caso Os expoentes dos fatores do radicando são maiores que o índice. p =a n.a 6 = 9:3 2 3:3. Temos: n a n.a 6:3 = 3 2a 2 * 2º Caso Os expoentes dos fatores do radicando são múltiplos do índice. a≠0 Didatismo e Conhecimento 75 .b 8 = 3 4 .2x + 1) O fator comum é 3x • Agrupamento: Ex.: ax + ay + bx + by Agrupar os termos de modo que em cada grupo haja um fator comum. p .b 2 . n ∈ N e p ∈ Z .a.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Simplificação de Radicais 1º Caso O índice do radical e o expoente do radicando têm fator comum.b 2 . sendo um dos expoentes múltiplos do índice. num radical.b 3 = a 4 . p n = ap Assim. com a ∈ R+ .x2). De acordo com a 4ª propriedade dos radicais podemos dividir o índice e o expoente pelo fator comum. (ax + ay) + (bx + by) Colocar em evidência o fator comum de cada grupo a(x + y) + b(x + y) Colocar o fator comum (x + y) em evidência (x + y) (a + b) Este produto é a forma fatorada da expressão dada • Diferença de Dois Quadrados: a² − b² = (a + b) (a − b) • Trinômio Quadrado Perfeito: a²± 2ab + b² = (a ± b)² • Trinômio do 2o Grau: Supondo x1 e x2 raízes reais do trinômio. Exemplo Dividindo o índice 9 e o expoente 3 e 6 por 3. Exemplo 81a 2 b 8 = 3 4.: 12x³ . podemos dizer que.

1833. 4b . 16b² – 24b + 25 não é um trinômio de quadrado perfeito. Logo.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exercícios 1) Calcule A + B sabendo que A = eB= 2) Calcule o Log3 5 sabendo que o Log3 45 = 3. e 2 .464974? 3) Considerando-se Log7 10 = 1. 5) Verifique se 16b² – 24b + 25 é quadrado perfeito. 5 = 40b → Não corresponde ao termo restante do trinômio. Didatismo e Conhecimento 76 . Respostas 1)A + B = + = 2) = 3) 4) Então: 5) Existem dois termos quadrados: 16b² e 25. Qual é o Log7 70? 4) Simplifique o radical  .

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19. RACIOCÍNIO LÓGICO: ESTRUTURAS LÓGICAS, LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO: ANALOGIAS, INFERÊNCIAS, DEDUÇÕES E CONCLUSÕES, LÓGICA SENTENCIAL (OU PROPOSICIONAL), PROPOSIÇÕES SIMPLES E COMPOSTAS, TABELAS-VERDADE, EQUIVALÊNCIAS, DIAGRAMAS LÓGICOS, LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM, PRINCÍPIOS DE CONTAGEM E PROBABILIDADE, OPERAÇÕES COM CONJUNTOS, RACIOCÍNIO LÓGICO ENVOLVENDO PROBLEMAS ARITMÉTICOS, GEOMÉTRICOS E MATRICIAIS.

Estruturas Lógicas – Verdade ou Mentira Na lógica, uma estrutura (ou estrutura de interpretação) é um objeto que dá significado semântico ou interpretação aos símbolos definidos pela assinatura de uma linguagem. Uma estrutura possui diferentes configurações, seja em lógicas de primeira ordem, seja em linguagens lógicas poli-sortidas ou de ordem superior. As questões de Raciocínio Lógico sempre vão ser compostas por proposições que provam, dão suporte, dão razão a algo, ou seja, são afirmações que expressam um pensamento de sentindo completo. Essas proposições podem ter um sentindo positivo ou negativo. Exemplo 1: João anda de bicicleta. Exemplo 2: Maria não gosta de banana. Tanto o exemplo 1 quanto o 2 caracterizam uma afirmação/proposição. A base das Estruturas Lógicas é saber o que é Verdade ou Mentira (verdadeiro/falso). Os resultados das proposições sempre tem que dar verdadeiro. Há alguns princípios básicos: Contradição: Nenhuma proposição pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Terceiro Excluído: Dadas duas proposições lógicas contraditórias somente uma delas é verdadeira. Uma proposição ou é verdadeira ou é falsa, não há um terceiro valor lógico (“mais ou menos”, meio verdade ou meio mentira). Ex. Estudar é fácil. (o contrário seria: “Estudar é difícil”. Não existe meio termo, ou estudar é fácil ou estudar é difícil). Para facilitar a resolução das questões de lógica usam-se os conectivos lógicos, que são símbolos que comprovam a veracidade das informações e unem as proposições uma a outra ou as transformam numa terceira proposição. Veja: (~) “não”: negação (Λ) “e”: conjunção (V) “ou”: disjunção (→) “se...então”: condicional (↔) “se e somente se”: bicondicional Temos as seguintes proposições: O Pão é barato. O Queijo não é bom. A letra p representa a primeira proposição e a letra q, a segunda. Assim, temos: p: O Pão é barato. q: O Queijo não é bom.

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Negação (símbolo ~): Quando usamos a negação de uma proposição invertemos a afirmação que está sendo dada. Veja os exemplos: ~p (não p): O Pão não é barato. (É a negação lógica de p) ~q (não q): O Queijo é bom. (É a negação lógica de q) Se uma proposição é verdadeira, quando usamos a negação vira falsa. Se uma proposição é falsa, quando usamos a negação vira verdadeira. Regrinha para o conectivo de negação (~):
P V F ~P F V

Conjunção (símbolo Λ): Este conectivo é utilizado para unir duas proposições formando uma terceira. O resultado dessa união somente será verdadeiro se as duas proposições (p e q) forem verdadeiras, ou seja, sendo pelo menos uma falsa, o resultado será falso. Ex.: p Λ q. (O Pão é barato e o Queijo não é bom). ∧ = “e”. Regrinha para o conectivo de conjunção (Λ):
P V V F F Q V F V F PΛQ V F F F

Disjunção (símbolo V): Este conectivo também serve para unir duas proposições. O resultado será verdadeiro se pelo menos uma das proposições for verdadeira. Ex: p v q. (Ou o Pão é barato ou o Queijo não é bom.) V = “ou”. Regrinha para o conectivo de disjunção (V):
P V V F F Q V F V F PVQ V V V F

Condicional (símbolo →): Este conectivo dá a ideia de condição para que a outra proposição exista. “P” será condição suficiente para “Q” e “Q” é condição necessária para “P”. Ex: P → Q. (Se o Pão é barato então o Queijo não é bom.) → = “se...então”. Regrinha para o conectivo condicional (→):
P V V F F Q V F V F P→Q V F V V

Bicondicional (símbolo ↔): O resultado dessas proposições será verdadeiro se e somente se as duas forem iguais (as duas verdadeiras ou as duas falsas). “P” será condição suficiente e necessária para “Q”. Exemplo: P ↔ Q. (O Pão é barato se e somente se o Queijo não é bom.) ↔ = “se e somente se”. Regrinha para o conectivo bicondicional (↔):
P V V F F Q V F V F P↔Q V F F V

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QUESTÕES 01. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) A afirmação “A menina tem olhos azuis ou o menino é loiro” tem como sentença logicamente equivalente: (A) se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis. (B) se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro. (C) se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro. (D) não é verdade que se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro. (E) não é verdade que se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis. 02. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se Anamara é médica, então Angélica é médica. Se Anamara é arquiteta, então Angélica ou Andrea são médicas. Se Andrea é arquiteta, então Angélica é arquiteta. Se Andrea é médica, então Anamara é médica. Considerando que as afirmações são verdadeiras, segue- se, portanto, que: (A) Anamara, Angélica e Andrea são arquitetas. (B) Anamara é médica, mas Angélica e Andrea são arquitetas. (C) Anamara, Angélica e Andrea são médicas. (D) Anamara e Angélica são arquitetas, mas Andrea é médica. (E) Anamara e Andrea são médicas, mas Angélica é arquiteta. 03. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. Se Ana é pianista, Denise é violinista. Se Ana é violinista, então Denise é pianista. Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista. Sabendo-se que nenhuma delas toca mais de um instrumento, então Ana, Beatriz e Denise tocam, respectivamente: (A) piano, piano, piano. (B) violino, piano, piano. (C) violino, piano, violino. (D) violino, violino, piano. (E) piano, piano, violino. (CESPE – TRE-RJ – Técnico Judiciário) Texto para as questões de 04 a 07. O cenário político de uma pequena cidade tem sido movimentado por denúncias a respeito da existência de um esquema de compra de votos dos vereadores. A dúvida quanto a esse esquema persiste em três pontos, correspondentes às proposições P, Q e R: P: O vereador Vitor não participou do esquema; Q: O Prefeito Pérsio sabia do esquema; R: O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do esquema. Os trabalhos de investigação de uma CPI da Câmara Municipal conduziram às premissas P1, P2 e P3 seguintes: P1: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o Prefeito Pérsio não sabia do esquema. P2: Ou o chefe de gabinete foi o mentor do esquema, ou o Prefeito Pérsio sabia do esquema, mas não ambos. P3: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes, acerca de proposições lógicas. 04. Das premissas P1, P2 e P3, é correto afirmar que “O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor participou do esquema”. ( ) Certo ( ) Errado

05. Parte superior do formulário Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes, acerca de proposições lógicas. A premissa P2 pode ser corretamente representada por R ∨ Q. ( ) Certo ( ) Errado
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se A e B são F. chamada conjunção. acerca de proposições lógicas. é correto afirmar que a proposição “Manuel declarou o imposto de renda na data correta e Jorge foi ao centro da cidade” tem valor lógico V. que afirmam fatos ou exprimam juízos a respeito de determinados entes. A partir dessas proposições.Técnico) Entende-se por proposição todo conjunto de palavras ou símbolos que exprimem um pensamento de sentido completo. Considerando essa situação hipotética. julgue os itens a seguir.Jorge não foi ao centro da cidade. B. ( ) Certo ( ) Errado 10. As proposições são usualmente simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto: A. isto é. é correto afirmar que a proposição. se A for F. A. ( ) Certo Respostas 01. A premissa P3 é logicamente equivalente à proposição “O vereador Vitor participou do esquema ou o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema”. III. ( ) Certo ( ) Errado 08. deve ser lida como “A ou B” e tem o valor lógico F. Com base nessas informações.TRT-ES – Técnico Judiciário) Proposição Texto para as questões 09 e 10. julgue os itens seguintes. deve ser lida como “A e B” e tem valor lógico V. em que uma proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa. P2 e P3. As proposições compostas são construídas a partir de outras proposições. se A for V. pode ser verdadeiro (V) ou falso (F). Na lógica bivalente. mas não como V e F simultaneamente.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 06. chamada disjunção. “Carla pagou o condomínio” tem valor lógico F. esse juízo. Segundo os princípios da não contradição e do terceiro excluído.Manuel declarou o imposto de renda na data correta e Carla não pagou o condomínio.TRE-ES . a uma proposição pode ser atribuído um e somente um valor lógico. nos demais casos. (CESPE . Proposições são frases que podem ser julgadas como verdadeiras (V) ou falsas (F). parênteses e colchetes para que se evitem ambiguidades. ( ) Certo ( ) Errado (CESPE . usando-se símbolos lógicos. Além disso. e F. A partir das premissas P1. que é conhecido como valor lógico da proposição. sendo objeto de estudo desse ramo da lógica apenas as proposições que atendam ao princípio da não contradição. I. Considere que cada uma das proposições seguintes tenha valor lógico V. e F. Resposta “C”. em que os únicos valores lógicos possíveis para uma proposição são verdadeiro e falso. ( ) Errado Didatismo e Conhecimento 80 . que simboliza a negação da proposição A. acerca de proposições lógicas. se A e B são V.Tânia estava no escritório ou Jorge foi ao centro da cidade. nos demais casos. Considerando essa situação hipotética. As proposições simples são aquelas que não contêm nenhuma outra proposição como parte delas. e V. Uma proposição composta da forma A ∧ B. é V. A partir dessas proposições. 09. ( ) Certo ( ) Errado 07. Uma proposição composta da forma A ∨ B. é correto inferir que o prefeito Pérsio não sabia do esquema. C. e ao princípio do terceiro excluído. II. julgue os itens seguintes. etc.

em regra. daí a primeira proposição sobre a pessoa assume o valor de verdade. 3. então Angélica é arquiteta. então Angélica é médica. (~P) (→) (Q) Sintetizando: Basta negar a primeira. (verdadeira → verdadeira) Anamara arquiteta → Angélica médica ∨ Andrea médica. as seguintes serão. Parte inferior do formulário Resposta “C”. 2. o que não deve ser levado em consideração. (falsa → falsa) Andrea médica → Anamara médica. Importante lembrar que todas as proposições devem ter valor lógico verdadeiro.Se Andrea é arquiteta. .Se Andrea é médica. 02.Para ser falso Todos devem ser falsos.Se Anamara é arquiteta. . (verdadeiro) 1. V V 2. (verdadeiro) 1. então Anamara é médica. temos que escolher entre as existentes. (falsa → verdadeira ∨ verdadeira) Andrea arquiteta → Angélica arquiteta. uma proposição composta e supor se é verdadeira ou falsa. Nesta questão analise as proposições à medida que aparecem na questão. V F V . Para encontrar a resposta temos que testar algumas hipóteses até encontrar a que preencha todos os requisitos da regra. manter a segunda e trocar o “ou” pelo “se então”. então o menino é loiro. F V . Anamara médica → Angélica médica. (~P) (∨ ) (Q) Se a menina não tem olhos azuis. falsas. (verdadeiro) 1. Embora nada impeça que uma pessoa tenha mais de uma profissão.Se Anamara é médica. “A menina tem olhos azuis (M) ou o menino é loiro (L)”. também devemos descartá-la. V V F . .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Proposição P→Q P→Q P→Q P→Q Equivalente ~Q → ~P ~P ∨ Q P é suficiente para Q Q é necessário para P A menina tem olhos azuis ou o menino é loiro. então Angélica ou Andrea são médicas. 3. então descarta essa hipótese. (verdadeira → verdadeira) Como na questão não existe uma proposição simples.Aqui também ocorreu o mesmo problema da 2º hipótese. F F 3. (verdadeiro) 1. então o menino é loiro. F F 2. Didatismo e Conhecimento 81 . V V 2. 3.A segunda sentença deu falso e a VF apareceu. Está assim: M v L Fica assim: ~M → L Se a menina não tem olhos azuis. F V V .

então Beatriz é pianista. (V → V) Beatriz violinista → Denise pianista. Hipótese 2 .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 03. 04. Então descarte essa hipótese. suponhamos que sejam verdadeiras (V). É só aplicar a tabela verdade do “ou” (v). então Denise é pianista. escolhemos outra proposição composta e supomos que seja verdadeira ou falsa. então Beatriz é violinista. (V → V) Ana pianista → Denise violinista. Vejam: p V V F F q V F V F p∨q F V V F Didatismo e Conhecimento 82 . Denise é violinista. (verdade) FV .Se Beatriz é violinista. (verdade) FF . . Como na questão não há proposições simples. (F → V) Proposições Simples quando aparecem na questão. então Beatriz é violinista. .Como já sabemos.Se Ana é pianista. então falso nelas. a (falso) não poderá. Resposta “Certo”..A VF apareceu.Se Ana é pianista. (F → F) Ana violinista → Beatriz pianista..Apareceu a temida V F. logo a nossa proposição será falsa. 2º Passo: Fazer o teste com as hipóteses possíveis até encontrar a resposta. (verdade) VV . Resposta “B”. V v F será verdadeiro. então Beatriz é pianista.Se Ana é violinista. (verdade) V F . Ana pianista → Beatriz violinista. se a (verdade) aparecer primeiro. (F → F) Ana violinista → Denise pianista. (verdade) F F .Se Ana é violinista. 1º Passo: qual regra eu tenho que saber? Condicional (Se.Já sabemos que Ana é pianista e Bia é violinista.Se Ana é pianista. então já podemos descartá-la.Se Ana é violinista. pois a nossa proposição será falsa. (verdade) V F . então Denise é pianista. então). A tabela verdade do “ou”. sendo falso apenas quando as duas forem falsas. (verdade) V V . Hipótese 1 .

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No 2º caso, os dois não podem ser verdade ao mesmo tempo. Disjunção exclusiva (Ou... ou) Representado pelo v, ou ainda ou. Pode aparecer assim também: p v q, mas não ambos. Regra: Só será verdadeira se houver uma das sentenças verdadeira e outra falsa. Hipótese 1: P1: F → V = V (Não poderá aparecer VF). P2: V F = V (Apenas um tem que ser verdadeiro). P3: F → F = V Conclusões: Vereador participou do esquema. Prefeito não sabia. Chefe do gabinete foi o mentor. Então: O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor participou do esquema. V V = verdade, pois sabemos que para ser falso, todos devem ser falsos. Hipótese 2: P1: F → F = V P2: F V = V P3: F →V = V Conclusões: Vereador participou do esquema. Prefeito sabia. Chefe de gabinete não era o mentor. Então: O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor participou do esquema. F V = verdade. 05. Resposta “Errado”. Não se trata de uma Disjunção, trata-se de uma Disjunção Exclusiva, cujo símbolo é . Também chamado de “Ou Exclusivo”. É o famoso “um ou outro mas não ambos”. Só vai assumir valor verdade, quando somente uma das proposições forem verdadeiras, pois quando as duas forem verdadeiras a proposição será falsa. Da mesma forma se as duas forem falsas, a proposição toda será falsa. Tabela verdade do “Ou Exclusivo”.

p V V F F

q V F V F

p q F V V F

Com a frase em P2 “mas não ambos” deixa claro que as duas premissas não podem ser verdadeiras, logo não é uma Disjunção, mas sim uma Disjunção Exclusiva, onde apenas uma das premissas pode ser verdadeira para que P2 seja verdadeira.
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06. Resposta “Certo”. Duas premissas são logicamente equivalentes quando elas possuem a mesma tabela verdade:
P V V F F R V F V F P F F V V R F V F V P→R V F V V R→P V F V V P∨R V F V V

Possuem a mesma tabela verdade, logo são equivalentes. Representando simbolicamente as equivalências, temos o seguinte: (P → R) = (P ∨ R) = (R → P) As proposições dadas na questão: P = O vereador Vitor não participou do esquema. R = O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do esquema. Premissa dada na questão: P3 = Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o chefe do gabinete não foi o mentor do esquema. Em linguagem simbólica, a premissa P3 fica assim: (P → R). A questão quer saber se (P → R) é logicamente equivalente a proposição: “O vereador Vitor participou do esquema ou o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema”, que pode ser representada da seguinte forma: (P ∨ R). Vemos que P3 tem a seguinte equivalente lógica: (P → R) = (P ∨ R). Negamos a primeira sentença, mudamos o conectivo “→” para “∨”, e depois mantemos a segunda sentença do mesmo jeito. Assim sendo, a questão está correta. As duas sentenças são “logicamente equivalentes”. 07. Resposta “Errado”. A questão quer saber se o argumento “o Prefeito Pérsio não sabia do esquema” é um argumento válido. Quando o argumento é válido? Quando as premissas forem verdadeiras e a conclusão obrigatoriamente verdadeira ou quando as premissas forem falsas e a conclusão falsa. Quando o argumento não é válido? Quando as premissas forem verdadeiras e a conclusão for falsa. Pra resolver essas questões de validade de argumento é melhor começar de forma contrária ao comando da questão. Como a questão quer saber se o argumento é válido, vamos partir do princípio (hipótese) que é inválido. Fica assim: P1: P → ~Q verdade P2: R (ou exclusivo) Q verdade P3: P → ~R verdade Conclusão: O prefeito Pérsio não sabia do esquema. falso Se é falso que o Prefeito Pérsio não sabia, significa dizer que ele sabia do esquema. Então, pode-se deduzir que as proposições ~Q e Q são, respectivamente, falsa e verdadeira. Na segunda premissa: Se Q é verdadeira, R será obrigatoriamente falsa, pois na disjunção exclusiva só vai ser verdade quando apenas um dos argumentos for verdadeiro. E se R é falso, significa dizer que ~R é verdadeiro. Fazendo as substituições: P1: P → ~Q Verdade F→FV Por que P é falso? Na condicional só vai ser falso se a primeira for verdadeira e a segunda for falsa. Como “sabemos” que a premissa toda é verdadeira e que ~Q é falso, P só pode assumir valor F. P2: R (ou exclusivo) Q Verdade F (ou exclusivo) V V Lembrando que na disjunção exclusiva, só vai ser verdade quando uma das proposições forem verdadeiras. Como sei que Q é verdadeiro, R só pode ser falso.
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P3: P → ~R Verdade F→VV Se deduz que R é falso, logo ~R é verdadeiro. Consideramos inicialmente o argumento sendo não válido (premissas verdadeiras e conclusão falsa). Significa dizer que a questão está errada. Não é correto inferir que o Prefeito Pérsio não sabia do esquema. Foi comprovado que ele sabia do esquema. 08. Resposta “Certo”. Princípio da Não Contradição = Uma preposição será V ou F não podendo assumir os 2 valores simultaneamente. Representação: (P ∧ P). Exemplo: Não (“a terra é redonda” e “a terra não é redonda”). Princípio do Terceiro Excluído = Uma preposição será V ou F, não podendo assumir um 3o valor lógico. Representação: P ∨ P. Exemplo: Ou este homem é José ou não é José. Uma proposição só poderá ser julgada verdadeira ou falsa, nunca poderá ser as duas coisas ao mesmo tempo. 09. Resposta “Errado”. Da proposição III “Jorge não foi ao centro da cidade” que é verdadeira e a questão diz “Manuel declarou o imposto de renda na data correta e Jorge foi ao centro da cidade” a segunda parte é falsa como o conectivo é “e” as duas teriam que ser verdadeiras (o que não acontece). Vamos analisar cada proposição de cada premissa, tendo em mente que as premissas tem valor lógico (V), daí tiramos um importante dado, sabemos que a premissa III é (V), portanto vamos atribuir o valor lógico (V) a proposição “e” e o valor lógico (F) a proposição “B”, agora vamos separar: A: Tânia estava no escritório (V) B: Jorge foi ao centro da cidade (F) Diante das análises iniciais temos que a premissa A v B, tem valor lógico (V), mas que a proposição “B” tem valor lógico (F), ou seja, A v (valor lógico F), para que essa premissa tenha o valor lógico (V), “A” tem que ter um valor lógico (V). C: Manuel declarou o imposto de renda na data correta (V) D: Carla não pagou o condomínio (V) O enunciado fala para considerar todas as premissas com valor lógico (V), logo, a premissa C ∧ D para ter valor lógico (V), ambas proposições devem ter valor lógico (V). E: Jorge não foi ao centro da cidade (V) Diante das explicações, C ∧ B = (V) ∧ (F) = (F). 10. Resposta “Certo”. Considere que cada uma das proposições seguintes tenha valor lógico V. Logo o que contraria essa verdade é falso. I- V + F = V II- V + V = V III- V Portanto se no item II diz que Carla não pagou o condomínio é verdadeiro, então o fato dela ter pago o condomínio é falso, pois está contradizendo o dito no item II. Os valores lógicos da segunda proposição não são deduzíveis, mas sim informados no enunciado. II- Manuel declarou o imposto de renda na data correta e Carla não pagou o condomínio V e V. Portanto, se Carla não pagou o condomínio é Verdadeiro. Carla pagou o condomínio é Falso. Enunciado correto.

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Argumentos Um argumento é “uma série concatenada de afirmações com o fim de estabelecer uma proposição definida”. É um conjunto de proposições com uma estrutura lógica de maneira tal que algumas delas acarretam ou tem como consequência outra proposição. Isto é, o conjunto de proposições p1,...,pn que tem como consequência outra proposição q. Chamaremos as proposições p1,p2,p3,...,pn de premissas do argumento, e a proposição q de conclusão do argumento. Podemos representar por: p1 p2 p3 . . . pn ∴q Exemplos: 01. Se eu passar no concurso, então irei trabalhar. Passei no concurso ________________________ ∴ Irei trabalhar 02. Se ele me ama então casa comigo. Ele me ama. __________________________ ∴ Ele casa comigo. 03. Todos os brasileiros são humanos. Todos os paulistas são brasileiros. __________________________ ∴ Todos os paulistas são humanos. 04. Se o Palmeiras ganhar o jogo, todos os jogadores receberão o bicho. Se o Palmeiras não ganhar o jogo, todos os jogadores receberão o bicho. __________________________ ∴Todos os jogadores receberão o bicho. Observação: No caso geral representamos os argumentos escrevendo as premissas e separando por uma barra horizontal seguida da conclusão com três pontos antes. Veja exemplo: Premissa: Conclusão: Todos os sais de sódio são substâncias solúveis em água. Todos os sabões são sais de sódio. ____________________________________ ∴ Todos os sabões são substâncias solúveis em água.

Os argumentos, em lógica, possuem dois componentes básicos: suas premissas e sua conclusão. Por exemplo, em: “Todos os times brasileiros são bons e estão entre os melhores times do mundo. O Brasiliense é um time brasileiro. Logo, o Brasiliense está entre os melhores times do mundo”, temos um argumento com duas premissas e a conclusão. Evidentemente, pode-se construir um argumento válido a partir de premissas verdadeiras, chegando a uma conclusão também verdadeira. Mas também é possível construir argumentos válidos a partir de premissas falsas, chegando a conclusões falsas. O detalhe é que podemos partir de premissas falsas, proceder por meio de uma inferência válida e chegar a uma conclusão verdadeira. Por exemplo:
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. ao longo da argumentação. a conclusão pode ser verdadeira ou falsa (linhas 1 e 2). parte-se de uma ou mais proposições aceitas (premissas) para chegar a outras novas. mas também alguns inválidos. o número de afirmações que podem ser utilizadas aumenta.. . Inferência: Uma vez que haja concordância sobre as premissas. Não se deve hesitar em questionar afirmações supostamente “óbvias”..” ou “isso implica que.Se as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. 5. entretanto.. A seguir está exemplificado um argumento válido.”..”. inferirem de modo correto e chegar a uma conclusão falsa. Esses. O resultado dessa inferência é reafirmado (numa forma levemente simplificada) como sendo a conclusão... uma coisa que não pode ser feita: a partir de premissas verdadeiras. mas que pode ou não ser “consistente”. Há vários tipos de inferência válidos. Ela é o resultado final do processo de inferência e só pode ser classificada como conclusão no contexto de um argumento em particular. o fato de um argumento ser válido não significa necessariamente que sua conclusão seja verdadeira.. pois pode ter partido de premissas falsas. e provavelmente reduzirá as chances de aceitação do argumento. Premissa: O universo teve um começo. 3. B é a conclusão. Premissa: Começar envolve um evento. Na inferência.”. a conclusão é verdadeira (linha 4).MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Premissa: Todos os peixes vivem no oceano. algo que é uma premissa no contexto de um argumento em particular pode ser a conclusão de outro. Entretanto.Se as premissas são falsas e a inferência é válida. O símbolo A denota implicação. As premissas do argumento sempre devem ser explicitadas. Um argumento válido que foi derivado de premissas verdadeiras é chamado de argumento consistente. é usado em conjunto com proposição 4 para inferir uma nova proposição (item 5). Assim. a inferência é inválida (linha 3). Didatismo e Conhecimento 87 . essa proposição poderá ser empregada em novas inferências.. dizendo de outro modo. Se a inferência for válida. o começo do universo teve uma causa. “obviamente se. é as razões para se aceitar o argumento. Inferência: Isso implica que o começo do universo envolveu um evento. Premissa: Todo evento tem uma causa..” e “porque. ou seja. a nova proposição também deverá ser aceita. É imprescindível que seu oponente concorde com suas premissas antes de proceder à argumentação. Conclusão: O universo teve uma causa. no entanto. focas vivem no oceano. chegam a conclusões verdadeiras.Se as premissas e a inferência são válidas. É a partir delas que os argumentos são construídos ou.. por exemplo. Usar a palavra “obviamente” pode gerar desconfiança. São as chamadas premissas. 1. Premissas: Argumentos dedutíveis sempre requerem certo número de “assunções-base”. O item 1. Conclusão: Finalmente se chegará a uma proposição que consiste na conclusão. então. Desse modo. 6. A omissão das premissas é comumente encarada como algo suspeito. “já que. Ela ocasionalmente faz algumas pessoas aceitarem afirmações falsas em vez de admitir que não entenda por que algo é “óbvio”. A conclusão respalda-se nas premissas e é inferida a partir delas. 2. Regras de Implicação Premissas A Falsas Falsas Verdadeiras Verdadeiras Conclusão B Falsa Verdadeira Falsa Verdadeira Inferência AàB Verdadeira Verdadeira Falsa Verdadeira . apenas se pode inferir algo a partir das premissas do argumento. .. A é a premissa. inicialmente. Inferência: Logo. no que se está tentando provar.”. A apresentação das premissas de um argumento geralmente é precedida pelas palavras “admitindo que. o argumento procede passo a passo por meio do processo chamado “inferência”. Podemos resumir esses resultados numa tabela de regras de implicação. obrigatoriamente. O processo de inferência é comumente identificado pelas frases “Consequentemente. Conclusão: Logo. Há. Premissa: Lontras são peixes. A proposição do item 4 foi inferida dos itens 2 e 3. 4. Posteriormente.

Vamos substituir mulheres bonitas e princesas por A. Observe que não precisamos de nenhum conhecimento aprofundado sobre o assunto para concluir que o argumento é válido. portanto. isto é. Exemplo: Todos os peixes têm asas. isto é. Todas as princesas são mulheres. pois se suas premissas fossem verdadeiras então as conclusões também as seriam. No caso de um argumento diremos que ele é válido ou não válido. Logo. __________________________ ∴ Todas as princesas são bonitas. Exemplo: Todos os peixes têm asas. o argumento é dedutivo quando a conclusão é completamente derivada das premissas. (F) Todos os cães são peixes. B e C. o que é importante é a forma do argumento e não o conhecimento de A. (F) Todos os pássaros são peixes. A validade de uma propriedade dos argumentos dedutivos que depende da forma (estrutura) lógica das suas proposições (premissas e conclusões) e não do conteúdo delas. B e C. (V) c) Algumas ou todas as premissas falsas e uma conclusão falsa. Exemplo: Todas as mulheres são bonitas. Todos os C são A. acarreta que sua conclusão também é verdadeira.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Validade de um Argumento Conforme citamos anteriormente. uma proposição é verdadeira ou falsa. Sendo assim podemos ter as seguintes combinações para os argumentos válidos dedutivos: a) Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira. ________________ ∴ Todos os C são B. este argumento é válido para quaisquer A. (V) Todos os apartamentos são residências. (F) Todos os argumentos acima são válidos. (V) b) Algumas ou todas as premissas falsas e uma conclusão verdadeira. O atributo validade aplica-se apenas aos argumentos dedutivos. B e C respectivamente e teremos: Todos os A são B. Exemplo: Todos os apartamentos são pequenos. Observe que a validade do argumento depende apenas da estrutura dos enunciados. (V) __________________________________ ∴ Algumas residências são pequenas. Argumentos Dedutivos e Indutivos O argumento será dedutivo quando suas premissas fornecerem prova conclusiva da veracidade da conclusão. um argumento será não válido se existir a possibilidade de suas premissas serem verdadeiras e sua conclusão falsa. (F) __________________________________ ∴ Todos os cães têm asas. Portanto. (F) __________________________________ ∴ Todos os pássaros têm asas. Podemos dizer que um argumento é válido quando todas as suas premissas são verdadeiras. Exemplo: 88 Didatismo e Conhecimento . a validade é consequência da forma do argumento.

também conhecido como modus ponens. Vimos também que não podemos ter um argumento válido com premissas verdadeiras e conclusão falsa. Sendo assim. Exemplo: Se aumentarmos os meios de pagamentos. A seguir exemplificaremos alguns argumentos dedutivos válidos importantes. p. ou p→q p ∴q Outro argumento dedutivo válido é a “negação do consequente” (também conhecido como modus tollens). não se aplica. José foi aprovado no concurso. então será demitido do serviço. então casa comigo” é equivalente a “Se ele não casa comigo. então haverá inflação. ______________________________ ∴ Não aumentamos os meios de pagamentos. Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode ser escrita da seguinte maneira: Didatismo e Conhecimento 89 . Não há inflação.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Todo ser humano tem mãe. Portanto. então ele não me ama”. Esta equivalência é chamada de contra positiva. Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode ser escrita da seguinte forma: Se p. ______________________________ ∴ Todos os times brasileiros de futebol são bons. O Vasco é um bom time de futebol. Exemplo: Se José for reprovado no concurso. Obs. ___________________________ ∴ José será demitido do serviço. __________________________ ∴ Todos os homens têm mãe. Argumentos Dedutivos Válidos Vimos então que a noção de argumentos válidos ou não válidos aplica-se apenas aos argumentos dedutivos. O Palmeiras é um bom time de futebol. nos argumentos indutivos a conclusão possui informações que ultrapassam as fornecidas nas premissas. Exemplo: “Se ele me ama. Exemplo: O Flamengo é um bom time de futebol. a definição de argumentos válidos ou não válidos para argumentos indutivos. O Cruzeiro é um bom time de futebol. então. Afirmação do Antecedente: O primeiro argumento dedutivo válido que discutiremos chama-se “afirmação do antecedente”. ∴ q. Então vejamos o exemplo do modus tollens.: ( p → q ) é equivalente a (¬q → ¬p ) . e também que a validade depende apenas da forma do argumento e não dos respectivos valores verdades das premissas. Todos os homens são humanos. então q. O argumento será indutivo quando suas premissas não fornecerem o apoio completo para retificar as conclusões.

Exemplo: João se inscreve no concurso de MS. _______________________ ∴ Ele me ama. Argumentos contentores de falácias são denominados falaciosos. e seus colegas de trabalho estão torcendo por ele. Com as premissas verdadeiras e a conclusão falsa nunca teremos um argumento válido. Exemplo: Se ele me ama então ele casa comigo. Podemos escrever esse argumento como: Se p. nós denominamos muitas crenças equivocadas como falácias. Eis o dilema de João: Ou João passa ou não passa no concurso. chamaremos os argumentos não válidos de falácias. às vezes. Se p então r p∨ q Se p então s. Geralmente este argumento ocorre quando alguém é forçado a escolher entre duas alternativas indesejáveis. Frequentemente. porém não gostaria de sair de São Paulo. o termo possui significado mais específico: falácia é uma falha técnica que torna o argumento inconsistente ou inválido (além da consistência do argumento. então este argumento é não válido. Na linguagem do dia a dia. mas. apenas uma análise pormenorizada é capaz de revelar a falha lógica. p→q ou ¬q ∴ ¬p Existe também um tipo de argumento válido conhecido pelo nome de dilena. na lógica. A seguir. Ele casa comigo. Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode ser escrita da seguinte maneira: p ou q. também se podem criticar as intenções por detrás da argumentação).MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Se p. O primeiro caso de argumento dedutivo não válido que veremos é o que chamamos de “falácia da afirmação do consequente”. _________________________ ∴ Ou João vai embora de São Paulo ou João ficará com vergonha dos colegas de trabalho. então q. parecem válidos e convincentes. então q. Se João não passar no concurso ficará com vergonha diante dos colegas de trabalho. Elas são conhecidas como falácias. Se João passar no concurso vai ter que ir embora de São Paulo. ∴ r ou s ou p →r Argumentos Dedutivos Não Válidos Existe certa quantidade de artimanhas que devem ser evitadas quando se está construindo um argumento dedutivo. examinaremos algumas falácias conhecidas que ocorrem com muita frequência. q ∴p p→ q ou q ∴p Didatismo e Conhecimento 90 .

O reconhecimento de argumentos é mais difícil que o das premissas ou da conclusão. por meio das tabelas-verdade. Numa tautologia. ________________________ ∴ João não engordará. a verdade ou falsidade de sua conclusão não determinam a validade ou não validade de um argumento. Logo. Outra maneira de verificar se um dado argumento P1. Às vezes. o argumento dado é um sofisma (ou uma falácia). (F) Podemos usar as tabelas-verdade. Outra falácia que corre com frequência é a conhecida por “falácia da negação do antecedente”. porém. ∴ Não q.. . podemos ter. bastando substituir A por mamífero. p→q ou ¬p ∴ ¬q Este argumento é uma falácia. (V) __________________________ ∴ Todas as cobras são mamíferas. (V) Todas as cobras são mortais. nesta forma. Didatismo e Conhecimento 91 . Se essa condicional associada é tautologia. Exemplo: Se João parar de fumar ele engordará. então q. definidas nas estruturas lógicas. da mesma forma que há argumentos não válidos com conclusões verdadeiras. Tautologia: Quando uma proposição composta é sempre verdadeira. pois as premissas não sustentam a conclusão. Não p.q.Pn é válido ou não.s) = {(p ∧ q) V (p V s) V [p ∧ (q ∧ s)]} → p será sempre verdadeiro. Todos os C são B. Assim. P3.. as premissas não sustentam a conclusão. e veremos então que podemos ter as premissas verdadeiras e a conclusão falsa. Muitas pessoas abarrotam textos de asserções sem sequer produzirem algo que possa ser chamado de argumento.q) = ( p ∧ q) ↔ (p V q) . alguém pode dizer quais são suas conclusões e depois justificá-las. pois podemos ter as premissas verdadeiras e a conclusão falsa. Todos os mamíferos são mortais. mas pode ser um pouco confuso. o argumento é válido. Não sendo tautologia. por exemplo. os argumentos não seguem os padrões descritos acima. João não parou de fumar. Os argumentos dedutivos não válidos podem combinar verdade ou falsidade das premissas de qualquer maneira com a verdade ou falsidade da conclusão. argumentos não válidos com premissas e conclusões verdadeiras. Isso é válido. Há argumentos válidos com conclusões falsas. o valor lógico da proposição composta P (p. podemos ter as premissas verdadeiras e a conclusão falsa..MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Este argumento é uma falácia. Observe que temos a forma: Se p. Exemplo: Todos os mamíferos são mortais. (V) ___________________________ ∴ Todos os gatos são mamíferos. P2. para demonstrarmos se um argumento é válido ou falso. é construir a condicional associada: (P1 ∧ P2 ∧ P3 . Ex: P (p. _____________________ ∴ Todos os C são A.Pn) e reconhecer se essa condicional é ou não uma tautologia. Por exemplo. (V) Todos os gatos são mortais.. B por mortais e C por cobra. (V) Este argumento tem a forma: Todos os A são B. então teremos uma tautologia. Podemos facilmente mostrar que esse argumento é não válido.

Se n é uma potência de um primo p. mas não são.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Para complicar. ps são os divisores positivos de n. Não explicita as premissas necessárias para embasar as conclusões. ou seja. O que resultaria em: “Einstein acreditava em Deus. a saber. que dos outros dois (isto é. mas não é. ele é o culpado”.. a) Iara não fala italiano e Débora não fala dinamarquês. p2. Questões 01. O velho e sábio professor de Lógica. Suponha que.. . Logo. d) Lógica é difícil e Geografia é difícil.Se n é primo. Disse. por fim. e) O culpado é o de camisa azul e o de camisa azul sempre diz a verdade. 02.. b) O culpado é o de camisa branca e o de camisa preta sempre mente. Sabe-se que um e apenas um dos suspeitos é culpado e que o culpado às vezes fala a verdade e às vezes mente. é igual a: a) 25 b) 87 c) 112 d) 121 e) 169 03. c) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul sempre mente. Um argumento não equivale a uma explicação. c) Lógica é fácil e Geografia é fácil. c) Francisco não fala francês e Elton fala espanhol. sorriu e concluiu corretamente que: a) O culpado é o de camisa azul e o de camisa preta sempre mente. ou Artur não gosta de Lógica. Um dos suspeitos estava de camisa azul. Disse o de camisa branca. Einstein não cria num Deus pessoal preocupado com assuntos humanos. é uma afirmação condicional. alguém dissesse: “Einstein afirmou que ‘Deus não joga dados’ porque acreditava em Deus”. Sabe-se. então ou Ching fala chinês ou Débora fala dinamarquês. Ora. então Lógica é difícil. Elton fala espanhol. d) Ana não fala alemão ou Iara fala italiano. ou um mentiroso. então: a) Se Geografia é difícil. o culpado sou eu”. 04. apontando para o de camisa azul: “Sim. Isso não é um argumento. O velho e sábio professor perguntou. deve-se lembrar que uma afirmação da forma “X porque Y” pode ser reescrita na forma “Y logo X”. sem mencionar que possui outras falhas. Agora fica claro que a afirmação. e) Ana fala alemão e Débora fala dinamarquês. se Geografia não é difícil. Isso pode parecer um argumento relevante. dos suspeitos que são inocentes). Disse o de camisa azul: “Eu sou o culpado”. então Ana fala alemão. é da forma ps. algumas afirmações parecem argumentos. se Artur gosta de Lógica. Francisco não fala francês e Ching não fala chinês. Jesus foi ou um louco. está admitindo a conclusão que deveria estar provando. Por exemplo: “Se a Bíblia é verdadeira. Segue-se daí que a soma dos números inteiros positivos menores do que 100. a cada um dos suspeitos. Se Iara fala italiano. ou o Filho de Deus”. e) Lógica é difícil ou Geografia é fácil. tentando provar que Albert Einstein cria em Deus. Didatismo e Conhecimento 92 . então Lógica é difícil. 1 e n. d) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul sempre diz a verdade. o de camisa preta: “Eu roubei o colar da rainha. Sabe-se que todo o número inteiro n maior do que 1 admite pelo menos um divisor (ou fator) primo. então tem somente dois divisores. Se Débora fala dinamarquês. Trata-se de uma explicação da afirmação de Einstein. também. Para perceber isso. Daí segue-se que. outro de camisa branca e o outro de camisa preta. Se Iara não fala italiano. Por outro lado. Três suspeitos de haver roubado o colar da rainha foram levados à presença de um velho e sábio professor de Lógica. então. então 1. Mas Elton fala espanhol se e somente se não for verdade que Francisco não fala francês. b) Ching não fala chinês e Débora fala dinamarquês. b) Lógica é fácil e Geografia é difícil. Ou Lógica é fácil. Ademais. por isso afirmou que ‘Deus não joga dados’”. p. que parecia um argumento. um sempre diz a verdade e o outro sempre mente. qual entre eles era o culpado. que têm exatamente três divisores positivos.

no máximo. as seguintes declarações.Perito Criminal) Parte superior do formulário Cinco amigos encontraram-se em um bar e. depois de algumas horas de muita conversa. (D) nenhum funcionário da empresa X tem plano de saúde ou todos ganham até R$ 3.00 por mês. O barão não sorriu.00 por mês. o conde encontrar a princesa é condição necessária e suficiente para o barão sorrir e é condição necessária para a duquesa ir ao jardim. 06.00 ali foi o Antônio quem colocou.00 que o Eduardo colocou na mesa. Eduardo: — Só sei que alguém pagou com quatro notas de R$ 10.00. não vou morar em Passárgada.00 que ele retirou.00 de troco. dirigiu-se exatamente àquele que ainda não havia contribuído para a despesa e disse: — O senhor pretende usar seu cartão e ficar com o troco em espécie? Com base nas informações do texto. Como se encontravam ligeiramente alterados pelo álcool ingerido. o diretor percebeu que havia se enganado em sua declaração.00. (A) não viajo e caso. Eu vi quando ele pagou. O rei ir à caça é condição necessária para o duque sair do castelo. (B) viajo e caso. formados por uma nota de R$ 100.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 05. no máximo. (E) Eduardo. (C) Carlos.00 por mês. Basílio: — Aquela nota de R$ 100. o garçom. e) O duque saiu do castelo e o rei não foi à caça. (B) Basílio. já com a gorjeta incluída. (D) compro uma bicicleta e não viajo.2012 . R$ 3. b) Se o duque não saiu do castelo. Danton: — Carlos também pagou. (E) compro uma bicicleta e viajo. Imediatamente após essas falas. e é condição suficiente para a duquesa ir ao jardim. 93 Didatismo e Conhecimento .00 por mês. (A) dentre todos os funcionários da empresa X. mas do Basílio não sei dizer. estava a nota de R$ 50.2012 . necessariamente.000. R$ 3.2012 . (C) não vou morar em Passárgada e não viajo. dividiram igualmente a conta. (E) alguns funcionários da empresa X não têm plano de saúde e ganham. então. (B) o funcionário com o maior salário da empresa X ganha.TST . Depois que todos julgaram ter contribuído com sua parte na despesa. Por outro lado.000. uma de R$ 20.000. e nos R$ 60.000. ocorreu uma dificuldade no fechamento da conta. Vou morar em Passárgada ou não compro uma bicicleta. Seguiram-se. (ESAF . consultando seus arquivos. o total colocado sobre a mesa era de R$ 160.00. Mais tarde.00. (D) Danton.00. todas verdadeiras: Antônio: — Basílio pagou. Ora. conclui-se que. eu vi quando ele pegou seus R$ 60. 07.PC-DF .000. há um grupo que não possui plano de saúde. exatos. R$ 200.00 por mês”. apenas. Carlos: — Sim.00 e quatro de R$ 10. (FUNIVERSA . c) O rei não foi à caça e o conde não encontrou a princesa. Logo: a) A duquesa foi ao jardim ou o conde encontrou a princesa. (FCC . Viajo ou não caso. 08. então o conde encontrou a princesa. Assim. d) O rei foi à caça e a duquesa não foi ao jardim. (C) um funcionário da empresa X não tem plano de saúde ou ganha até R$ 3.Técnico Judiciário) Parte superior do formulário A declaração abaixo foi feita pelo gerente de recursos humanos da empresa X durante uma feira de recrutamento em uma faculdade: “Todo funcionário de nossa empresa possui plano de saúde e ganha mais de R$ 3. o garçom fez a pergunta a (A) Antônio. que ouvira atentamente o que fora dito e conhecia todos do grupo. a qual fora de.Auditor Fiscal da Receita Federal) Parte superior do formulário Caso ou compro uma bicicleta. Dessa forma.

Considerando-se a sequência de implicações lógicas acima apresentadas textualmente. formadas pelos mais diversos conectivos (Se então. então ou Ching fala chinês ou Débora fala dinamarquês. logo. ele deverá ser falso. neste caso. a conclusão também for verdadeira. Elton fala espanhol. (temos um ou exclusivo. ou seja: Elton não fala espanhol. pois F Î F = V. como se deseja que não seja verdade que Francisco não fala francês e ele fala. pois é. Respostas 01. Carlos não almoça em casa. Se o instrumento soa bem.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 09. Se o consequente deu falso. Afirmo ser verdadeira a frase: não sonho acordado. ou seja. (E) toco bem acordado e dormindo. (C) as cordas não foram afinadas. da premissa 4 sabemos que Elton não fala espanhol. Vamos analisar o consequente do se então. Mas o que importa para resolver este tipo de argumento lógico é que ele só será válido quando todas as premissas forem verdadeiras.Analista de Sistemas) Parte superior do formulário Se hoje for uma segunda ou uma quarta-feira. Pedro terá aula de futebol ou natação. Didatismo e Conhecimento 94 . isto já é falso e o antecedente do se e somente se também terá que ser falso.TJM-SP) Parte superior do formulário Se afino as cordas. (E) não é segunda. ou ambas falsas). Elton fala espanhol. então o instrumento soa bem. Logo para esta proposição composta pelo conectivo e ser verdadeira as premissas simples que a compõe deverão ser verdadeiras. logo: Débora não fala dinamarquês. e Jane não fez o almoço. só vai ser falso se ambas forem verdadeiras. Ou não toco muito bem ou sonho acordado. Da premissa 2 temos: Se Iara fala italiano. Temos uma proposição composta formada pelo se e somente se. (C) Carlos levou Pedro até a escolinha para Jane fazer o almoço.Chesf . então ou Ching fala chinês ou Débora fala dinamarquês. cuja regra é. Pedro não teve aulas. (P5) Ora. então Ana fala alemão. se Carlos almoçou em casa hoje. Uma premissa composta formada por outras duas simples conectadas pelo se então (veja que a vírgula subentende que existe o então). temos: F ou exclusivo F = F. 10. (B) o instrumento afinado não soa bem. para que a premissa seja verdadeira só poderemos aceitar um valor lógico possível para o antecedente. ou ambas verdadeiras ou ambas falsas. Da premissa 3 tem-se: Se Débora fala dinamarquês.2012 . Na premissa 5 tem-se: Francisco não fala francês e Ching não fala chinês. então toco muito bem. Ao todo são cinco premissas. Ou. (P2) Se Iara fala italiano. então o antecedente também deverá ser falso para que a premissa seja verdadeira. (P1) Se Iara não fala italiano. ou seja. observe: ou Ching fala chinês ou Débora fala dinamarquês. Francisco não fala francês e Ching não fala chinês. a regra do se então é que ele só vai ser falso se o seu antecedente for verdadeiro e o seu consequente for falso. (B) Pedro não teve aula de natação e não é segunda-feira. mas Pedro teve aula de apenas uma das modalidades esportivas. então hoje (A) é terça. (VUNESP . Ao levar Pedro até a escolinha. ou seja. se Jane não faz o almoço.2011 . sabemos que: Francisco não fala francês Ching não fala chinês Na premissa 4 temos: Elton fala espanhol se e somente se não for verdade que Francisco não fala francês. (D) não é segunda. Jane deixa de fazer o almoço e. Dessa forma. o ou exclusivo. Quando Pedro tem aula de futebol ou natação. (D) mesmo afinado o instrumento não soa bem. (P4) Mas Elton fala espanhol se e somente se não for verdade que Francisco não fala francês. nem quarta. conclui-se que (A) sonho dormindo. Jane o leva até a escolinha esportiva. Uma boa dica é sempre começar pela premissa formada com o conectivo e. (CESGRANRIO . (P3) Se Débora fala dinamarquês. ou Jane não fez o almoço. ou quinta ou sexta-feira. Se e somente se. esta premissa será verdadeira se as proposições que a formarem forem de mesmo valor lógico. E). no caso como Ching não fala chinês e Débora não fala dinamarquês. logo: Iara não fala italiano.

Só será verdadeiro quando V Î V = V pois se o primeiro ocorrer e o segundo não teremos o Falso na premissa que é indesejado. O Argumento é uma sequência finita de proposições lógicas iniciais (Premissas) e uma proposição final (conclusão). A validade de um argumento independe se a premissa é verdadeira ou falsa. veja: 70 é um número composto formado pela combinação: 2 x 5 x 7.. Resposta “B”. onde p é um número primo. então Ana fala alemão. 03. Indica que se tem 4 patas então o animal tem asas. posso afirmar que o conjunto dos cavalos é um subconjunto do conjunto de animais de 4 patas. 25. ou seja. Indica que se é cavalo então tem asas. e tornarmos todas verdadeiras obtivemos as seguintes afirmações: Francisco não fala francês Ching não fala chinês Elton não fala espanhol Débora não fala dinamarquês Iara não fala italiano Ana fala alemão. 02. O problema informou que um número primo tem com certeza 3 divisores quando puder ser escrito da forma: 1 p p2. Didatismo e Conhecimento 95 . posso afirmar que o conjunto dos animais de 4 patas é um subconjunto do conjunto de animais que tem asas. Observe os seguintes números: 1 2 22 (4) 1 3 3² (9) 1 5 5² (25) 1 7 7² (49) 1 11 11² (121) Veja que 4 têm apenas três divisores (1. O número 4 é um número composto. Ora ocorreu o antecedente. ou seja. resposta do problema. Observe que ao analisar todas as premissas. ou seja. 49 e 121 (mas este último já é maior que 100) portanto a soma dos números inteiros positivos menores do que 100. que têm exatamente três divisores positivos é dada por: 4 + 9 + 25 + 49 = 87. (C) Todo cavalo tem asas. O número que não é primo é denominado número composto. pois se as premissas se verificarem a conclusão também se verifica: (P1) Todo cavalo tem 4 patas. (P2) Todo animal de 4 patas tem asas.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Da premissa 1 tem-se: Se Iara não fala italiano.. observe a seguir: Todo cavalo tem 4 patas (P1) Todo animal de 4 patas tem asas (P2) Logo: Todo cavalo tem asas (C) Observe que se tem um argumento com duas premissas. posso afirmar que o conjunto de cavalos é um subconjunto do conjunto de animais que tem asas. desse modo: Ana fala alemão. Veja que este argumento é válido. Indica que se é cavalo então tem 4 patas. 2 e ele mesmo) e o mesmo ocorre com os demais números 9. onde 2. P1 (verdadeira) e P2 (falsa) e uma conclusão C. Resposta “B”. A única conclusão verdadeira quando todas as premissas foram verdadeiras é a da alternativa (A). Todo número composto pode ser escrito como uma combinação de números primos. 5 e 7 são números primos. vamos reparar no consequente.

ou Artur não gosta de Lógica (P1) Se Geografia não é difícil. aquela que já vai lhe informar algo que deseja. Sabendo que Lógica é fácil. Do se então já sabemos que: Geografia não é difícil . as linhas 2 e 3 da tabela verdade. Dessa forma. ou seja. Artur gosta de Lógica. quer dizer que para P1 ser verdadeira. a conclusão se verifica. inicie sua análise pela premissa mais fácil. Se Geografia não é difícil. onde temos a presença do “ou exclusivo” um ou especial que não aceita ao mesmo tempo que as duas premissas sejam verdadeiras ou falsas. p também será verdadeira. então Lógica é difícil. vamos para a P2. qual a conclusão que torna o argumento válido. o conjunto de cavalos é subconjunto do conjunto dos animais de 4 patas e este por sua vez é subconjunto dos animais que tem asas. (P2) Artur gosta de Lógica (P3) Observe que deveremos fazer as três premissas serem verdadeiras.é o consequente do se então. ou seja. ou Artur não gosta de Lógica (P1) Observe que só nos interessa os resultados que possam tornar a premissa verdadeira. ou seja. veja que para ela ser verdadeira. logo temos um argumento. Chamando: r: Geografia é difícil ~r: Geografia não é difícil (ou Geografia é fácil) p: Lógica é fácil (não p) ~p: Lógica é difícil ~r → ~p (lê-se se não r então não p) sempre que se verificar o se então tem-se também que a negação do consequente gera a negação do antecedente. Observe: Desse modo. temos um se então. ou seja. Lógica é fácil. Com esta informação vamos até a premissa um. a premissa q é falsa. ou seja. Lógica é difícil . Observe a tabela verdade do “ou exclusivo” abaixo: p V V F F q V F V F pVq F V V F Sendo as proposições: p: Lógica é fácil q: Artur não gosta de Lógica p v q = Ou Lógica é fácil. todo cavalo tem asas. Agora na questão temos duas premissas e a conclusão é uma das alternativas. p → r ou Se Lógica é fácil então Geografia é difícil. a conclusão também for verdadeira.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Observe que ao unir as premissas. O que se pergunta é qual das conclusões possíveis sempre será verdadeira dadas as premissas sendo verdadeiras. estaremos diante de um argumento válido. só nos restando a linha 2. ou seja: ~(~p) → ~(~r). observe a premissa três. Vejamos: Ou Lógica é fácil. ou seja. Didatismo e Conhecimento 96 . ou seja. a conclusão sempre se verifica. Toda vez que fizermos as premissas serem verdadeiras. Mas já sabemos que Artur gosta de Lógica. então Lógica é difícil.é o antecedente do se então.

(F v F = F) a regra do “ou” é que só é falso quando as proposições que o formarem forem falsas. dos suspeitos que são inocentes). Aqui estamos tratando de uma proposição composta (Se o duque sair do castelo então o rei foi à caça) formada por duas proposições simples (duque sair do castelo) (rei ir à caça). que dos outros dois (isto é. ele (de camisa azul) é o culpado” Camisa Preta “Eu roubei o colar da rainha. Sabe-se. um sempre diz a verdade e o outro sempre mente. Alternativa “A”. então Lógica é difícil. O conectivo “se então” liga duas proposições simples da seguinte forma: Se p então q. ou seja: → p será uma proposição simples que por estar antes do então é também conhecida como antecedente.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO De todo o encadeamento lógico (dada as premissas verdadeiras) sabemos que: Artur gosta de Lógica Lógica é fácil Geografia é difícil Vamos agora analisar as alternativas. basta que p ocorra para q ocorrer. Uma questão de lógica argumentativa. → p é conhecida como condição suficiente para que q ocorra. III) Terceira hipótese: Se o inocente que fala a verdade é o de camisa branca achamos a resposta. c) Lógica é fácil e Geografia é fácil. O de camisa preta é inocente e afirma que roubou. → q será uma proposição simples que por estar depois do então é também conhecida como consequente. ligadas pela presença do conectivo (→) “se então”. pois o de azul fala que é culpado e então estaria mentindo. Resposta “C”. ele é o inocente que sempre fala a verdade. Com os dados fazemos a tabela: Camisa azul “eu sou culpado” Camisa Branca “sim. II) Segunda hipótese: Se o inocente que fala a verdade é o de camisa preta. O resultado obtido pelo sábio aluno deverá ser: O culpado é o de camisa azul e o de camisa preta sempre mente (Alternativa A). observem: Ele é inocente e afirma que o de camisa branca é culpado. ou seja. se q não ocorrer então p também não irá ocorrer. (F ^ V = F) e) Lógica é difícil ou Geografia é fácil. 05. → Se p então q também pode ser lido como p implica em q. nas demais possibilidades ele será sempre verdadeiro. (V ^ F = F) d) Lógica é difícil e Geografia é difícil. observem: Se ele fala a verdade e declara que roubou ele é o culpado e não inocente. o culpado sou eu” Sabe-se que um e apenas um dos suspeitos é culpado e que o culpado às vezes fala a verdade e às vezes mente. que trata do uso do conectivo “se então” também representado por “→”. não teríamos resposta. também. O de camisa branca é o culpado que ora fala a verdade e ora mente (no problema ele está dizendo a verdade). Vamos a um exemplo: Se o duque sair do castelo então o rei foi à caça. (V → F = F) a regra do “se então” é só ser falso se o antecedente for verdadeiro e o consequente for falso. ou seja. Didatismo e Conhecimento 97 . logo ele é o inocente que está sempre mentindo. também não teríamos resposta. b) Lógica é fácil e Geografia é difícil. 04. I) Primeira hipótese: Se o inocente que fala verdade é o de camisa azul. (V ^ V = V) a regra do “e” é que só será verdadeiro se as proposições que o formarem forem verdadeiras. → q é conhecida como condição necessária para que p ocorra. em qual delas a conclusão é verdadeira: a) Se Geografia é difícil.

Resta somente D (Dalton) a pagar. Chamando D (proposição conde encontrar a princesa) e C (proposição duquesa ir ao jardim) podemos escrever que se C então D ou C → D.B. Danton: . com os R$ 100. ao negar a condição necessária nego a condição suficiente: ~A → ~B (então o duque não saiu do castelo). Eduardo: . 06. Observe entre as alternativas. um conectivo onde tanto o antecedente quanto o consequente são condição necessária e suficiente ao mesmo tempo). Chamando A (proposição rei ir à caça) e C (proposição duquesa ir ao jardim) podemos escrever que se A então C ou A → C.C. e E. segundo Carlos.00.. estavam os R$ 50. 2°: lembrando-se que a regra do ou diz que: para ser verdadeiro tem de haver pelo menos uma proposição verdadeira. pois realmente deduziu-se que o rei não foi à caça e o conde não encontrou a princesa. Parte inferior do formulário 1°: separar a informação que a questão forneceu: “não vou morar em passárgada”. O único que escapa das afirmações é o Danton. Se ~D se verifica e C → D. ora chamamos de E (proposição barão sorriu). estava a nota de R$ 50. ao negar a condição necessária nego a condição suficiente: ~C → ~A (então o rei não foi à caça).caso ou compro uma bicicleta.00 pagos por Eduardo. justamente. 07.00 que o Eduardo colocou. então podemos concluir que: 1 . Logo barão não sorriu = ~E (lê-se não E). Lembre-se de que ser condição necessária é ser consequente no “se então”. onde poderíamos também escrever E se e somente se D ou E → D. Resposta “B”. ao negar a condição necessária nego a condição suficiente: ~D → ~C (a duquesa não foi ao jardim).Sim. que a única que afirma uma proposição logicamente correta é a alternativa C. Como todas as informações dadas são verdadeiras. e E. Basílio: . Restam A. Dado que ~E se verifica e D ↔ E.D. . 3 . ao negar a condição necessária nego a condição suficiente: esse modo ~E → ~D (então o conde não encontrou a princesa). Didatismo e Conhecimento 98 . Restam A. Chamando A (proposição rei ir à caça) e B (proposição duque sair do castelo) podemos escrever que se B então A ou B → A.Eduardo pagou com a nota de R$ 50. Outra forma: 5 amigos: A.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Vamos às informações do problema: 1) O rei ir à caça é condição necessária para o duque sair do castelo. Se ~C se verifica e A → C.vou morar em passárgada ou não compro uma bicicleta. e E.00 de troco que. .viajo ou não caso. 4 . Restam D. Antônio: . e E. e nos R$ 60. 3) O conde encontrar a princesa é condição necessária e suficiente para o barão sorrir. D. 2) O rei ir à caça é condição suficiente para a duquesa ir ao jardim. então. C e E.00 ali foi o Antônio. Restam A. 4) O conde encontrar a princesa é condição necessária para a duquesa ir ao jardim.00 e pegou os R$ 60. Lembre-se de que ser condição suficiente é ser antecedente no “se então”. D. 2 . D. Resposta “D”. 3°: destacando-se as informações seguintes: .Basílio pagou.Aquela nota de R$ 100. Chamando D (proposição conde encontrar a princesa) e E (proposição barão sorrir) podemos escrever que D se e somente se E ou D ↔ E (conhecemos este conectivo como um bicondicional.Carlos pagou.00 que ele retirou. A única informação claramente dada é que o barão não sorriu.Carlos também pagou..Basílio pagou.Antônio pagou.Só sei que alguém pagou com quatro notas de R$ 10. Lembre-se de que ser condição necessária é ser consequente no “se então”.00. Carlos: . Se ~A se verifica e B → A.

A declaração dizia: “Todo funcionário de nossa empresa possui plano de saúde e ganha mais de R$ 3.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Logo: .000. necessariamente. Outra forma: c = casar b = comprar bicicleta v = viajar p = morar em Passárgada Temos as verdades: c ou b v ou ~c p ou ~b Transformando em implicações: ~c → b = ~b → c ~v → ~c = c → v ~p → ~b Assim: ~p → ~b ~b → c c→v Por transitividade: ~p → c ~p → v Não morar em passárgada implica casar.viajo (V) . Porém. Não morar em passárgada implica viajar. Logo.00 por mês. Logo: basta que uma das proposições seja falsa para a declaração ser falsa. o diretor percebeu que havia se enganado.000. Didatismo e Conhecimento 99 .000.00 por mês”.00 por mês”.vou morar em pasárgada (F) .compro uma bicicleta (F) .00 para invalidar.caso (V) . um funcionário da empresa X não tem plano de saúde ou ganha até R$ 3. basta que um funcionário não tenha plano de saúde ou ganhe até R$ 3. Proposição composta no conectivo “e” . 1ª Proposição: Todo funcionário de nossa empresa possui plano de saúde. pode ser na primeira proposição e não na segunda ou na segunda e não na primeira ou nas duas que o resultado será falso. não compro uma bicicleta. 2ª Proposição: ganha mais de R$ 3.não compro uma bicicleta (V) . Resposta “C”.000.não caso (F) Conclusão: viajo. negar a declaração. caso. ou seja.“Todo funcionário de nossa empresa possui plano de saúde e ganha mais de R$ 3. portanto. 08. tornando-a desse modo FALSA. Lembre-se que no enunciado não fala onde foi o erro da declaração do gerente.00 por mês.000.

então. Resposta “B”. é ganha até 3. tratando PF V PN como uma proposição individual e sabendo que Je é falsa.. ~Ja → ~C Na proposição acima desta temos que Je → ~Ja. .000. Na proposição acima temos que PF V PN → Je.000. logo a proposição ~C é Falsa. só muda o conectivo que é o “e”.. Atenção: A alternativa “E” está igualzinha. para esta proposição composta ser verdadeira PF V PN tem que ser falsa. existem.00 por mês. existe um. temos que admitir que Je também é falsa para que a proposição composta seja verdadeira.. Sendo: Segunda = S e Quarta = Q. A negação dela ~pv~q ~(p^q) ↔ ~pv~q (negação todas “e” vira “ou”) A 1ª proposição tem um Todo que é quantificador universal. A negação de ganha mais de 3. então.. Bem. 09.00 por mês. que obrigaria que o erro da declaração fosse nas duas.. para negá-lo utilizamos um quantificador existencial. temos: PF V PN → Je Je → ~Ja ~Ja → ~C Em questões de raciocínio lógico devemos admitir que todas as proposições compostas são verdadeiras. Didatismo e Conhecimento 100 .00. pois no conectivo “ou” tanto faz a primeira ser verdadeira ou a segunda ser verdadeira. o enunciado diz que Carlos almoçou em casa. E da mesma maneira tratamos PF V PN. desde que haja uma verdadeira para o resultado ser verdadeiro. para esta ser verdadeira S V Q tem que ser falsa. ~Ja → ~C Para a proposição composta ~Ja → ~C ser verdadeira.000. . V = conectivo ou e → = conectivo Se. Essa fica assim ~(p ^ q). pelo menos.00 por mês. Ora. Pela mesma regra do conectivo Se. agora analisando individualmente S V Q como falsa.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Na alternativa C a banca fez a negação da primeira proposição e fez a da segunda e as ligaram no conectivo “ou”. Ora. temos que S V Q → PF V PN e pela mesma regra já citada. Pode ser: um. Pedro tem aula de Natação = PN e Pedro tem aula de Futebol = PF. ou seja Jane não leva Pedro a escolinha. Ainda temos que ~Ja = Jane deixa de fazer o almoço e C = Carlos almoça em Casa e ~C = Carlos não almoça em casa. A questão pede a negação da afirmação: Todo funcionário de nossa empresa possui plano de saúde “e” ganha mais de R$ 3. esta só pode ser falsa se as duas premissas simples forem falsas.000. temos: S V Q → PF V PN Sendo Je = Jane leva Pedro para a escolinha e ~Je = a negação. na primeira proposição composta da questão.. contudo já sabemos que ~Ja é falsa. então ~Ja também é falsa. No caso da questão ficou assim: Um funcionário da empresa não possui plano de saúde “ou” ganha até R$ 3.

Agora é só marcar a questão cuja alternativa se encaixa nesse esquema. Pedro não teve aula de futebol nem de natação e também não é segunda nem quarta.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Representação lógica de todas as proposições: S V Q → PF V PN (f) (f) (f) (f) F F PF V PN → Je F F Je → ~Ja F F ~Ja → ~C F F Conclusão: Carlos almoçou em casa hoje. Jane fez o almoço e não levou Pedro à escolinha esportiva.A → I 2° . Outra forma: partimos da premissa afirmativa ou de conclusão. é um macete que funciona nos exercícios “lotados de condicionais”. I = INSTRUMENTO soa bem. A = FALSO. ~A = Verdadeiro = As cordas não foram afinadas.I → T 3° .~T V S (ou exclusivo) Como S = FALSO. T = TOCO bem. ~T = V T=F I→T (F) Em muitos casos. então o instrumento soa bem (F) = V Didatismo e Conhecimento 101 . Dê nome: A = AFINO as cordas. Montando as proposições: 1° . S = SONHO acordado. sendo assim o F passa para trás. 10. última frase: Não sonho acordado será VERDADE Admita todas as frases como VERDADE Ficando assim de baixo para cima Ou não toco muito bem (V) ou sonho acordado (F) = V Se o instrumento soa bem (F) então toco muito bem (F) = V Se afino as cordas (F). Com isso. escolha UM”). Resposta “C”. pois um dos termos deve ser verdadeiro (equivale ao nosso “ou isso ou aquilo. Assim: I = F Novamente: A → I (F) O FALSO passa para trás. ~T = VERDADEIRO.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO A dica é trabalhar com as exceções: na condicional só dá falso quando a primeira V e a segunda F. Ela é o significado da afirmação. q: Se já nevou na região Sul. r: 7 > 3 s: 8 + 2 ≠ 10 Tipos de Proposições Podemos classificar as sentenças ou proposições. (B) o instrumento afinado não soa bem deu que: Não afino as cordas..Interrogativas: são aquelas sentenças em que se questiona algo. Considerar-se-ão as que são bem definidas. Se afino as corda deu falso. (C) Verdadeira: as cordas não foram afinadas. Considere os exemplos a seguir: p: Mônica é inteligente. isto é. . s. expressam uma ideia. absurdo. É muito fácil mudar acidentalmente o significado das palavras apenas reorganizando-as. aquelas que podem ser classificadas em falsas ou verdadeiras. expressa de modo diferente.Imperativas ou ordenativas: são as proposições em que se ordena alguma coisa. denominadas declarativas. (D) mesmo afinado (Falso deu que não afino as cordas) o instrumento não soa bem. não um arranjo preciso das palavras para transmitir esse significado. q. na linguagem escrita ou falada. falsa). (E) toco bem acordado e dormindo. Deu não toco muito bem e não sonho acordado. então o instrumento não soa bem. que pode ou não ser verdadeiro. Didatismo e Conhecimento 102 . Esse tipo de sentença não admite valor verdadeiro ou falso. Exemplo: Lula estava certo em demitir a ministra? . Exemplo: “Alguns homens são mentirosos” é particular e simbolizamos por “algum S é P”. “Existe um número primo par maior que dois” é uma proposição (no caso. Exemplo: “Todos os homens são mentirosos” é universal e simbolizamos por “Todo S é P” Nesta definição incluímos o caso em que o sujeito é unitário. As sentenças ou proposições são os elementos que. Por exemplo.. só temos como verdade que não sonho acordado. Exemplo: Mude a geladeira de lugar. conforme o significado de seu texto. É possível utilizar a linguística formal para analisar e reformular uma afirmação sem alterar o significado. Exemplo: Júlio César é o melhor goleiro do Brasil.Declarativas ou afirmativas: são as sentenças em que se afirma algo. Extraindo as conclusões temos que: Não toco muito bem. As proposições geralmente são designadas por letras latinas minúsculas: p. ou) as divergentes se atraem o que dá verdade. A dicção da proposição deve ser considerada algo significante.. em: . Proposições Universais e Particulares As proposições universais são aquelas em que o predicado refere-se à totalidade do conjunto. “Um número primo par maior que dois existe” é a mesma proposição. então o Brasil é um país europeu. Joga nas alternativas: (A) sonho dormindo (você não tem garantia de que sonha dormindo. Na disjunção exclusiva (ou. pode ser que você nem sonhe). então não afino as cordas. Proposições ou Sentenças Uma proposição é uma afirmação que pode ser verdadeira ou falsa. Se o instrumento soa bem deu falso. Exemplo: “O cão é mamífero”. não sonho acordado como verdade.. r. mesmo que absurda. As proposições particulares são aquelas em que o predicado refere-se apenas a uma parte do conjunto.

“algum S é P”. “Alguns homens não são mentirosos” é particular negativa e simbolizamos por “algum S não é P”. . poderemos usar o diagrama de Euler. Então teremos a tabela: AFIRMATIVA UNIVERSAL Todo S é P (A) PARTICULAR Algum S é P (I) NEGATIVA Nenhum S é P (E) Algum S não é P (O) Diagrama de Euler Para analisar.Nenhum S é P (universal negativa – E) . “algum S não é P” e “nenhum S é P”.Todo S é P (universal afirmativa – A) .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Proposições Afirmativas e Negativas No caso de negativa podemos ter: “Nenhum homem é mentiroso” é universal negativa e simbolizamos por “nenhum S é P”. No caso de afirmativa consideramos o item anterior. Chamaremos as proposições dos tipos: “Todo S é P”.Algum S é P (particular afirmativa – I) .Algum S não é P (particular negativa – O) Didatismo e Conhecimento 103 .

ou são modificadas por alguns operadores (conectivos). alguns são verdadeiros. a partir de uma proposição podemos construir uma outra correspondente com a sua negação. poderemos representar a sentença da seguinte forma: Se p então q (ou  p ⇒q) Sentenças Abertas Existem sentenças que não podem ser classificadas nem como falsas. Porém.Princípio da não-contradição: Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa simultaneamente. pois existem infinitos números que satisfazem a equação.Princípio do Terceiro Excluído: Uma proposição só pode ter dois valores verdades. p ( x) : x + 4 = 9 A sentença matemática x + 4 = 9 é aberta. não podendo ter outro valor.Condicionais: a ⇒ b (lê-se: se a então b) . existem infinitos outros números que podem fazer com que a proposição se torne falsa. x = 5 . Exemplos 1. tornando a sentença verdadeira. obtemos infinitos valores que satisfazem à equação. e com duas ou mais. 2. nem como verdadeiras. b) “O Brasil é um País da América do Sul” é uma proposição verdadeira. c) “A Receita Federal pertence ao poder judiciário”. como x = −5. como x = −2 . Obviamente. Os conectivos serão representados da seguinte forma: corresponde a “não” ∧ corresponde a “e” ∨ corresponde a “ou” ⇒ corresponde a “então” ⇔ corresponde a “se somente se”   Sendo assim. Didatismo e Conhecimento 104 . . podemos formar: . como x = +7. gerando novas sentenças chamadas de moléculas. isto é. Porém. apenas um deles. é uma proposição falsa. é verdadeiro (V) ou falso (F). a) “O Curso Pré-Fiscal fica em São Paulo” é um proposição verdadeira. São as sentenças chamadas sentenças abertas. q ( x) : x < 3 Dessa maneira.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Princípios .Conjunções: a ∧ b (lê-se: a e b) .Bicondicionais: a ⇔ b (lê-se: a se somente se b) Exemplo “Se Cacilda é estudiosa então ela passará no AFRF” Sejam as proposições: p = “Cacilda é estudiosa” q = “Ela passará no AFRF” Daí. na sentença x < 3 . e outros são falsos. As proposições simples (átomos) combinam-se com outras.Disjunções: a ∨ b (lê-se: a ou b) .

pois a ela se pode atribuir um valor lógico. tem-se p V F ~p F V Atenção: A sentença negativa é representada por “~”. ~p: Jacira não tem 3 irmãos. o valor de s ( x) é F. Pode-se considerá-las como frases formadas por apenas uma oração. Para classificar mais facilmente as proposições em falsas ou verdadeiras. pois a sentença é falsa. A sentença s ( x) : 2 + 2 = 5 é uma sentença fechada. ou seja.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Atenção: As proposições ou sentenças lógicas são representadas por letras latinas e podem ser classificadas em abertas ou fechadas. Quando uma proposição é verdadeira. Para negação. Modificadores A partir de uma proposição. Já a sentença e( x) “O sorteio milionário da Mega-Sena” é uma sentença aberta. Observação: Alguns matemáticos utilizam o símbolo “¬ O Brasil possui um grande time de futebol”. Exemplo p: Jacira tem 3 irmãos. sua negação é falsa. nesse caso. dado que possui um valor lógico e esse valor é verdadeiro. utilizam-se as chamadas tabelas-verdade. As proposições simples apresentam apenas uma afirmação. 105 Didatismo e Conhecimento . nem se pode atribuir um valor lógico para que e( x) seja verdadeiro. “~t”. pois não se sabe o objetivo de falar do sorteio da Mega-Sena. As proposições simples são representadas por letras latinas minúsculas. que será sua negação. Quando uma proposição é falsa. Proposições Simples e Compostas Uma proposição pode ser simples (também denominada atômica) ou composta (também denominada molecular). 2. a qual possuirá o valor lógico oposto ao da proposição. ou falso. que pode ser lida como “O Brasil não possui um grande time de futebol”. A sentença p ( x) “Phil Collins é um grande cantor de música pop internacional” é fechada. V ou F V F Sentença: p Negação: ~p V ou F F V 4∈ N 12 é divisível por zero 4∉ N 12 não é divisível por zero. A sentença t: “O time do Paraná resistiu à pressão do São Paulo” possui como negativa de t. podemos formar outra proposição usando o modificador “não” (~). o correspondente a: “O time do Paraná não resistiu à pressão do São Paulo”. sua negação é verdadeira. É fácil verificar que: 1.

q e r. Exemplos São proposições simples: p: A lua é um satélite da terra. Quando P estiver claramente definida não há necessidade de indicar as proposições simples entre os parênteses. Se P é uma proposição composta das proposições simples p. s.. q. Constituem a base da linguagem e são também chamadas de átomos da linguagem.Roma . s: Roma é a capital da França. q. q: O número 2 é primo.. Q é composta das proposições simples p: Maria é bonita e q: Maria é estudiosa. S. . r.Quem é? . R. r: O número 2 é par. (7) S: a > b se e somente se b < a. por exemplo. As proposições simples são aquelas que expressam “uma única ideia”. Exemplos: (4) P: Paulo é estudioso e Maria é bonita. toda proposição simples p.7+1 .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplos (1) p: eu sou estudioso (2) q: Maria é bonita (3) r: 3 + 4 > 12 Uma proposição composta é formada pela união de duas ou mais proposições simples. r): O número 2 é primo ou é par. Q. indica que a proposição composta P é formada pelas proposições simples p. . tem o valor lógico verdade (V) ou o valor lógico falso (F). São geralmente representadas por letras latinas maiúsculas (P. São representadas por letras latinas minúsculas (p. escrevendo simplesmente P. R: O número 6 é par e o número 8 é cubo perfeito.. isto é. r. Não são proposições lógicas: . u: 2 + 5 = 3 . escreve-se P (p.. q. (6) R: Se x = 2 então x2 + 1 = 5. . S é composta das proposições simples p: a > b e q: b < a. R é composta das proposições simples p: x = 2 e q: x2 + 1 = 5. P é composta das proposições simples p: Paulo é estudioso e q: Maria é bonita. 4 São proposições compostas: P(q. é verdade ou falsa.As pessoas estudam .Segundo o princípio do terceiro excluído.Que pena! Tabela Verdade Proposição Simples . O símbolo P (p. t): Roma é a capital da França e o Brasil fica na América do Sul. Q(s.. r. Indica-se uma proposição composta por letras latinas maiúsculas. t: O Brasil fica na América do Sul. (5) Q: Maria é bonita ou estudiosa. q...). r)...). Didatismo e Conhecimento 106 .O cão do menino . As proposições composta são aquelas formadas por duas ou mais proposições ligadas pelos conectivos lógicos.)..

VV. Neste dispositivo figuram todos os possíveis valores lógicos da proposição composta. r: 2 é raiz da equação x² + 3x . exprime-se que p é falsa (F). além disso. É um dispositivo prático muito usado para a determinação do valor lógico de uma proposição composta.O valor lógico de qualquer proposição composta depende unicamente dos valores lógicos das proposições simples componentes. VFF.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO p V F Proposição Composta . q e r as únicas possíveis atribuições de valores lógicos a p. VVV. exprime-se que p é verdadeira (V). e que.02 proposições simples Assim. FV e FF são os arranjos binários com repetição dos dois elementos V e F. VVF. por exemplo. escrevendo: V(p) = F. q: um hexágono tem nove diagonais. observe-se que os valores lógicos V e F se alternam de quatro em quatro para a primeira proposição p. a q e a r são: p V V V V F F F F q V V F F V V F F r V F V F V F V F Analogamente. VFV. de dois em dois para a segunda proposição q e de um em um para a terceira proposição r. FVV. ficando por eles univocamente determinados. escrevendo: V(p) = V. VF. Notação: O valor lógico de uma proposição simples p indica-se por V(p).03 proposições simples No caso de uma proposição composta cujas proposições simples componentes são p. Proposição Composta . as únicas possíveis atribuições de valores lógicos a p e a q são: p V V F F q V F V F Observe-se que os valores lógicos V e F se alternam de dois em dois para a primeira proposição p e de um em um para a segunda proposição q. no caso de uma proposição composta cujas proposições simples componentes são p e q. além disso. Assim. FFV e FFF sãos os arranjos ternários com repetição dos dois elementos V e F. correspondentes a todas as possíveis atribuições de valores lógicos às proposições simples componentes. FVF.4 = 0 V(p) = F V(q) = V V(r) = F Didatismo e Conhecimento 107 . Analogamente. Proposição Composta . e que. Exemplos p: o sol é verde.

A partir dessas variáveis. Alguns surfistas são louros. determine V (p → r ^ s). b) Se a proposição T é verdadeira e a proposição R é falsa. b) Supondo V (p ^ (q ˅ r)) = V e V (p ˅ r → q) = F. V (q). 08. a Terra não é um planeta. b) Se a Terra é um planeta então a Terra gira em torno do Sol. mas nunca ambos. ^. Dê o conjunto-verdade em R das seguintes sentenças abertas: a) x² + x – 6 = 0 → x² . e. será F. denotada por P → Q. e. podem ser obtidas novas proposições. IV. logo nenhum pássaro é um girassol. Dada a condicional: “Se p é primo então p = 2 ou p é impar”. c) Se as proposições P e Q são verdadeiras e a proposição R é falsa.Existem professores louros. ou e então. a) Supondo V (p ^ q ↔ r ˅ s) = F e V (~r ^ ~s) = V.PF . Conclusões: I. a conjunção de P e Q. (CESPE . III. que será F somente quando P e Q forem F. (Expressões da forma “não é nem p e nem q” devem ser vistas como “não p e não q”) 03. b) Alguns baianos são surfistas. determine: a) a contrapositiva b) a recíproca 04. a) Se as proposições P e Q são ambas verdadeiras. (CESPE . que pode ser verdadeiro (V) ou falso (F). 07. ou serem julgadas verdadeiras (V) ou falsas (F). Com base nas informações apresentadas no texto. c) Supondo V (p → q) = V. nos outros casos. tais como: a proposição condicional. que será F quando P for V e Q for F. II. respectivamente. ou V nas outras situações. Traduza para linguagem simbólica as seguintes proposições: a) Não é verdade: que a Terra é um planeta ou gira em torno do Sol. Considere as proposições p: A terra é um planeta e q: Aterra gira em torno do Sol. 05. Use o diagrama de Venn para decidir quais das seguintes afirmações são válidas: a) Todos os girassóis são amarelos e alguns pássaros são amarelos. Q. e) A Terra não é nem um planeta e nem gira em torno do Sol. então a proposição R→ ( ̚ T) é falsa. ˅ e → sejam operadores lógicos que constroem novas proposições e significam não. julgue os itens subsequentes.9 = 0 b) x² ˃ 4 ↔ x² -5x + 6 = 0 06.Papiloscopista) Sejam P e Q variáveis proposicionais que podem ter valorações. determine V (p). Didatismo e Conhecimento 108 . R e T representem proposições e que os símbolos ̚ .Alguns baianos são louros. denotada por P ^ Q. Não existem professores surfistas. determine V (p ^ r → q ^ r) e V (p ˅ r → q ˅ r). denotada por P v Q. Considere as proposições p: Está frio e q: Está chovendo. que será V somente quando P e Q forem V. c) É falso que a Terra é um planeta ou que não gira em torno do Sol. V (r).Alguns louros são professores. e a negação de P. Traduza para linguagem corrente as seguintes proposições: a) P ˅ ~q b) p → q c) ~p ^ ~q d) p ↔ ~q e) (p ˅ ~q) ↔ (q ^~p) 02. ou V. julgue os itens a seguir.Alguns professores são baianos. a disjunção de P e Q. A partir das informações do texto. então a proposição ( ̚ P) ˅ ( ̚ Q) também é verdadeira. a) As tabelas de valorações das proposições P v Q e Q → ¬P são iguais. e somente se. em outros casos. cada proposição assume um único valor (valor-verdade).Regional) Considere que as letras P. b) As proposições (P v Q) → S e (P → S) v (Q → S) possuem tabelas de valorações iguais. que será F se P for V e será V se P for F. d) A Terra gira em torno do Sol se.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Questões 01. então a proposição (P ^ R) → (¬ Q) é verdadeira. denotada por ¬P. Uma tabela de valorações para uma dada proposição é um conjunto de possibilidades V ou F associadas a essa proposição. Na lógica proposicional.

Considere também que P. que cada uma delas fará uma viagem a um país diferente da Europa: uma delas irá à Alemanha. V. IV. b) A sentença II pode ser corretamente representada por (¬ P) ^ (¬ R). d) “Está frio se e somente se não está chovendo”. acertadamente. O agente de viagens concluiu. muitos europeus fumam. c) A ruiva é Bete e vai à Espanha. Sabe. R e T representem as sentenças listadas na tabela a seguir. d) A morena é Bete e vai à Espanha. Um agente de viagens atende três amigas. a) “Está frio ou não está chovendo”. e) “Está frio e não está chovendo se e somente se está chovendo e não está frio”. c) “Não está frio e não está chovendo”. d) A sentença IV pode ser corretamente representada por (R ^ (¬ T)) → P. Uma delas é loura.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 09. (CESPE . Muitos europeus fumam. II. 02. julgue os itens seguintes. deve ser proibido. elas deram as seguintes informações: A loura: “Não vou à França nem à Espanha”.Tanto é falso que fumar não faz bem à saúde como é falso que fumar deve ser proibido. b) A ruiva é Sara e vai à França.Fumar deve ser proibido. b) p → q c) ~(p ˅ ~q) d) ~p ^ ~q e) q ↔ ~p Didatismo e Conhecimento 109 . e) A loura é Elza e vai à Alemanha. e) A sentença V pode ser corretamente representada por T → ((¬ R) ^ (¬ P)). Fumar de ser encorajado. b) “Se está frio então está chovendo”. A ruiva: “Nem eu nem Elza vamos à França”.Se fumar não faz bem à saúde. a) A sentença I pode ser corretamente representada por P ^ (¬ T). que: a) A loura é Sara e vai à Espanha. outra se chama Elza e a outra se chama Sara.Regional) Considere as sentenças abaixo. Fumar não faz bem à saúde. Respostas: 01. Q.Se fumar não faz bem à saúde e não é verdade que muitos europeus fumam. outra irá à França e a outra irá à Espanha. 10. A morena: “Meu nome não é Elza nem Sara”. I. P Q R T Fumar deve ser proibido.Fumar não deve ser proibido e fumar faz bem à saúde.PF . c) A sentença III pode ser corretamente representada por R → P. Com base nas informações acima e considerando a notação introduzida no texto. então fumar deve ser proibido. então. ainda. outra é morena e a outra é ruiva. a) ~(p ˅ q). Ao agente de viagens. III. consequentemente. que queria identificar o nome e o destino de cada uma. mas muitos europeus fumam. O agente sabe que uma delas se chama Bete.

05. o que contradiz V (p → q) = V. Usando estes resultados em (1) obtemos: V (p) = V (q) = V. a) Item ERRADO. Obedecendo a conjunção e a condicional: (P ^ R) → (¬ Q) (V ^ F) → (¬ V) F F Didatismo e Conhecimento 110 . V (q) e V (r). Analogamente. logo. a) R – {2} b) [-2. o que nos permite concluir que V (p) = V (r) = V e V (q) = F.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 03. V (p ˅ r → q ˅ r) = V. determine V (p). então p é primo”. determine V (p → r ^ s). A condicional regra que: R → (¬ T) F (¬ V) F (F) Verdadeira c) Item CERTO. V (p → r ^ s) = F b) Supondo V (p ^ (q ˅ r)) = V (1) e V (p ˅ r → q) = F (2). Solução: De (1) concluímos que V (p) = V e V (q ˅ r) = V e de (2) temos que V (q) = F. Logo. Temos assim que V (p ^ r) = V e V (q ^ r) = F.2[ 06. Solução: De (2) temos que V (r) = V (s) = F. mostramos que V (p ˅ r → q ˅ r) = V. determine V (p ^ r → q ^ r) e V (p ˅ r → q ˅ r). 04. Solução: Vamos supor V (p ^ r → q ^ r) = F. a) Supondo V (p ^ q ↔ r ˅ s) = F (1) e V (~r ^ ~s) = V (2). a) a contrapositiva: “Se p 2 e p é par. então p não é primo”. a) O diagrama a seguir mostra que o argumento é falso: b) O diagrama a seguir mostra que todos os argumentos são falsos: 07. b) a recíproca: “Se p = 2 ou p é ímpar. logo V (r) = V c) Supondo V (p → q) = V. Pela tabela do “ou” temos: (¬ P) v (¬ Q) (¬ V) v (¬ V) (F) v (F) Falsa b) Item ERRADO.

Com a informação da ruiva sabemos que ela não vai à França e nem Elza. outra Elza e outra Sara. temos os valores lógicos da proposição (P v Q) → S diferente dos da proposição (P → S) v (Q → S): P V F Q F V S F F (P v Q) → S F F P→SvQ→S V V 09. que possa prover uma melhor visualização de todo o problema. a) Item ERRADO. d) Item CERTO. Se Bete vai à França a ruiva coube a Espanha. b) Item CERTO. c) Item CERTO.. de forma mais interessante.. d) Cada uma fará uma viagem a um país diferente da Europa: Alemanha. mas observe que a loura vai a Alemanha e a ruiva não vai à França. outra morena e outra ruiva. sabemos que ela vai para a Alemanha. a) Item ERRADO. A morena: “Meu nome não é Elza nem Sara”. França e Espanha.” é dizer “se. d) Item ERRADO. Basta considerarmos a linha da tabela-verdade onde P e Q são ambas proposições verdadeiras para verificar que as tabelas de valorações de P v Q e Q → ¬P não são iguais: P V Q V ¬P F PvQ V Q → ¬P F b) Item ERRADO... Elza é a loura e Sara fica sendo a ruiva. Resposta “E”. A melhor forma de resolver problemas como este é arrumar as informações. É bom sempre ficarmos atentos à atribuição inicial dada à respectiva letra. Apenas deve-se ter o cuidado para o que diz a proposição R: “Fumar não faz bem à saúde”. com uma Conjunção (R ^ ¬T) como condição suficiente para P. Dizer “. 10. só sobrando a Bete ir à França. Nas seguintes linhas da tabela-verdade.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Verdadeira 08. então. Faça uma tabela: Cor dos cabelos Afirmação País Nome Loura Não vou à França nem a Espanha Alemanha Elza Morena Meu nome não é Elza nem Sara França Bete Ruiva Nem eu nem Elza vamos à França Espanha Sara Com a informação da loura. c) Uma é Bete. Sua representação seria P ^ T.. sabemos que ela é a Bete... Inicialmente analise o que foi dado no problema: a) São três amigas b) Uma é loura. Proposição composta.”. Com a informação da morena.. A representação correta seria ((¬ R) ^ (¬ P)) → T. Didatismo e Conhecimento 111 . É a representação simbólica da Condicional entre as proposições R e P.consequentemente. A ruiva: “Nem eu nem Elza vamos à França”. e) Elas deram as seguintes informações: A loura: “Não vou à França nem à Espanha”.

q) ? ? ? ? Proposição Composta do Tipo P(p. Proposição Composta do Tipo P(p. q) p V V F F q V F V F P(p. q.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Tabela Verdade A tabela-verdade é usada para determinar o valor lógico de uma proposição composta. sendo que os valores das proposições simples já são conhecidos. Pois o valor lógico da proposição composta depende do valor lógico da proposição simples. A seguir vamos compreender como se constrói essas tabelas-verdade partindo da árvore das possibilidades dos valores lógicos das proposições. r) Didatismo e Conhecimento 112 .

ela é ou verdadeira ou falsa.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO p V V V V F F F F q V V F F V V F F r V F V F V F V F P(p. Isto representamos assim: Didatismo e Conhecimento 113 . Note que: . O Conectivo “não” e a negação O conectivo “não” e a negação de uma proposição p é outra proposição que tem como valor lógico V se p for falsa e F se p é verdadeira.A negação de “Todos os brasileiros são carecas” é “Nem todos os brasileiros são carecas” ou “Pelo menos um brasileiro não é careca”. r) ? ? ? ? ? ? ? ? Proposição Composta do Tipo P(p. Proposição Composta do Tipo P(p1. ~q = 24 não é múltiplo de 5.…. q. p3. s): a tabela-verdade possui 24 = 16 linhas e é formada igualmente as anteriores. . pn): a tabela-verdade possui 2n linhas e é formada igualmente as anteriores. q F ~q V Observação: A negação de “Roma é a capital da Itália” é “Roma não é a capital da Itália” ou “Não é verdade que Roma é a capital da Itália”. ~p = 7 não é ímpar. O que podemos dizer sobre a proposição P? Para começar. Q e R. r. p V ~p F b) q = 24 é múltiplo de 5. p2. segundo o princípio de bivalência.A negação de “Nenhum homem é careca” é “Algum homem é careca” ou “Pelo menos um homem é careca”. O símbolo ~p (não p) representa a negação de p com a seguinte tabela-verdade: p V F ~p F V Exemplo: a) p = 7 é ímpar. q. Número de linhas da Tabela Verdade Seja “L” uma linguagem que contenha as proposições P.

. ou ambas são verdadeiras. P˄Q. o número de linhas que expressam a permutações entre estes será 8: um caso de todos os átomos serem verdadeiros (V V V). P. Q e R é assim: P V V V V F F F F Q V V F F V V F F R V F V F V F V F Cada linha da tabela (fora a primeira que contém as fórmulas) representa uma valoração.Uma linha em que estão contidas todas as subfórmulas de uma fórmula e a própria fórmula. uma tabela para P. ou a primeira é falsa e a segunda é verdadeira. o número de linhas que expressam a permutações entre estes será 4: um caso de ambos serem verdadeiros (V V). F V F . tais como ⌐P. O número de linhas é L = nt. F V V). para a fórmula ⌐(P˄Q) → R. Q. Agora.“L” linhas em que estão todos os possíveis valores que as proposições atômicas podem receber e os valores recebidos pelas fórmulas moleculares a partir dos valores destes átomos. sendo n o número de valores que o sistema permite (sempre 2 no caso do CPC) e t o número de átomos que a fórmula contém. Faremos isto por meio das tabelas de verdade. F F V) e um caso no qual todos átomos são falsos (F F F). dois casos de apenas um dos átomos ser verdadeiro (V F . ou ambas são falsas.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO P V F Agora. três casos de apenas um dos átomos ser verdadeiro (V F F . Assim. a fórmula ⌐(P˄Q) → R tem o seguinte conjunto de subfórmulas: [(P˄Q) → R. R]. podemos estabelecer os valores que elas recebem em vista do valor de cada fórmula atômica que as compõe. F V) e um caso no qual ambos serem falsos (F F). três casos de apenas dois átomos serem verdadeiros (V V F . Q∨R. Então. ou a primeira é verdadeira e a segunda é falsa. o que podemos dizer sobre as proposições P e Q? Oras. temos: Didatismo e Conhecimento 114 . V F V . Os primeiros passos para construir uma tabela de verdade consistem em: . se uma fórmula contém 2 átomos. Se a fórmula contiver 3 átomos. Por exemplo. Isto representamos assim: P V V F F Q V F V F Como você já deve ter reparado. o que dizer sobre fórmulas moleculares. ou (Q∧R) → (P↔Q)? Para estas.

q = o céu é rosa. p V q V p∧ q V Didatismo e Conhecimento 115 . vamos aproveitar para explicar como interpretá-los. V p F q F p∧ q F c) p = O número 17 é primo. com a seguinte tabela-verdade: p V V F F q V F V F p∧ q V F F F Exemplo: a) p = 2 é par. p ∧ q = 2 é par e o céu é rosa. Ao fazê-lo. e F em outros casos. p ∧ q: 9 < 6 e 3 é par.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO P V V V V F F F F Q V V F F V V F F R V F V F V F V F P˄Q (P˄Q) → R ⌐(P˄Q) → R Para completar esta tabela precisamos definir os operadores lógicos. O Conectivo e “e” a conjunção O conectivo “e” e a conjunção de duas proposições p e q é outra proposição que tem como valor lógico V se p e q forem verdadeiras. q = 3 é par. O símbolo p ∧ q (p e q) representa a conjunção. p ∧ q = O número 17 é primo e Brasília é a capital do Brasil. q = Brasília é a capital do Brasil. p q F p∧ q F b) p = 9 < 6.

p F q F p∨ q F c) p = O número 17 é primo. q = O dobro de 50 é 100. O símbolo p → q representa a condicional.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO O Conectivo “ou” e a disjunção O conectivo “ou” e a disjunção de duas proposições p e q é outra proposição que tem como valor lógico V se alguma das proposições for verdadeira e F se as duas forem falsas. com a seguinte tabela-verdade: Didatismo e Conhecimento 116 . com a seguinte tabela-verdade: p V V F F q V F V F p∨ q V V V F Exemplo: a) p = 2 é par. p ν q = 2 é par ou o céu é rosa. O símbolo p v q (p ou q) representa a disjunção. p ν q = O número 17 é primo ou Brasília é a capital do Brasil. p F q V p∨ q V O Conectivo “se… então…” e a condicional A condicional se p então q é outra proposição que tem como valor lógico F se p é verdadeira e q é falsa. p V q F p∨ q V b) p = 9 < 6. q = o céu é rosa. q = 3 é par. q = Brasília é a capital do Brasil. p ν q: = 9 < 6 ou 3 é par. p V q V p∨ q V d) p = O número 9 é par. p ν q: O número 9 é par ou o dobro de 50 é 100.

F p q F p→q F d) p = 25 é múltiplo de 2. q: 9 – 7 = 2. e F nos outros casos. q = 6 é ímpar. p → q: Se 7 + 2 = 9 então 9 – 7 = 2. p → q: Se 25 é múltiplo de 2 então 2 < 3. O Conectivo “se e somente se” e a bicondicional V A bicondicional p se e somente se q é outra proposição que tem como valor lógico V se p e q forem ambas verdadeiras ou ambas falsas. q = 12 < 3. p ↔ q = 24 é múltiplo de 3 se. com a seguinte tabela-verdade: p V V F F q V F V F p↔q V F F V Exemplo: a) p = 24 é múltiplo de 3. p → q: Se 24 é múltiplo de 3 então 3 é par. p q V p→q V b) p = 7 + 5 < 4. Didatismo e Conhecimento 117 . V p q V p→q V c) p = 24 é múltiplo de 3. p → q: Se 7 + 5 < 4 então 2 é um número primo. q = 3 é par. 6 é ímpar.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO p V V F F q V F V F p→q V F V V Exemplo: a) p: 7 + 2 = 9. O símbolo p ↔ q representa a bicondicional. e somente se. q = 2 é um número primo.

a) Valores lógicos de p ν q p V V F F q V F V F p∨q V V V F ~p (p ∨ q) → (~p) p∧q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q) b) Valores lógicos de ~p p V V F F q V F V F p∨q V V V F ~p F F V V (p ∨ q) → (~p) p ∧ q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q) Didatismo e Conhecimento 118 . q = 6 é primo. p V q V p↔q V c) p = 27 é par. onde p e q são duas proposições simples quaisquer. logo: p V V F F q V F V F p∨q ~p (p ∨ q) → (~p) p∧q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q) Agora veja passo a passo a determinação dos valores lógicos de P. p ↔ q = 25 é quadrado perfeito se. e somente se. q) possui 24 = 4 linhas. p F q F p↔q V Tabela-Verdade de uma Proposição Composta Exemplo: veja como se procede a construção de uma tabela-verdade da proposição composta P(p. q) = ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q). e somente se.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO p V q F p↔q F b) p = 25 é quadrado perfeito. Resolução: uma tabela-verdade de uma proposição do tipo P(p. q = 8 > 3. p ↔ q = 27 é par se. 8 > 3. 6 é primo.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO c) Valores lógicos de (p ν q) → (~p) p V V F F q V F V F p∨q V V V F ~p F F V V (p ∨ q) → (~p) F F V V p∧q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q) d) Valores lógicos de p ∧ q p V V F F q V F V F p∨q V V V F ~p F F V V (p ∨ q) → (~p) F F V V p∧q V F F F ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q) e) Valores lógicos de P(p. Considere as proposições p: Está frio e q: Está chovendo. a Terra não é um planeta. (D) A Terra gira em torno do Sol se. (E) A Terra não é nem um planeta e nem gira em torno do Sol. Traduza para linguagem simbólica as seguintes proposições: (A) Não é verdade: que a Terra é um planeta ou gira em torno do Sol. q) = ((p ν q) → (~p)) → (p ∧ q) p V V F F q V F V F p∨q V V V F ~p F F V V (p ∨ q) → (~p) F F V V p∧q V F F F ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q) V V F F QUESTÕES 01. (C) É falso que a Terra é um planeta ou que não gira em torno do Sol. (B) Se a Terra é um planeta então a Terra gira em torno do Sol. Traduza para linguagem corrente as seguintes proposições: (A) p v ~q (B) p → q c) ~p ∧ ~q (C) p ↔ ~q e) (p v ~q) ↔ (q ∧ ~p) 02. e somente se. Considere as proposições p: A Terra é um planeta e q: A Terra gira em torno do Sol. (Expressões da forma “não é nem p e nem q” devem ser vistas como “não p e não q”) Didatismo e Conhecimento 119 .

Utilizando as propriedades das operações lógicas. (A) Supondo V(p Λ q ↔ r v s) = F e V(~r Λ ~s) = V. 06. determine V(p → r Λs). simplifique as seguintes proposições: (A) (p v q) Λ ~p (B) p Λ (p → q) Λ (p →~q) (C) p Λ (p v q) → (p v q) Λ q (D) ~(p → q) Λ ((~p Λ q) v ~(p v q)) (E) ~p → (p v ~(p v ~q)) 07. (Expressões da forma “p mas q” devem ser vistas como “ p e q”) 04. (B) Se as ações caem aumenta o desemprego. (A) (B) Didatismo e Conhecimento 120 . determine: (A) a contrapositiva (B) a recíproca 05. (C) Supondo V(p→ q) = V. determine V(p Λ r → q Λ r) e V(p v r → q v r). (C) Ele tem cabelos louros se e somente se tem olhos azuis. (D) A condição necessária para ser um bom matemático é saber lógica. (E) Jorge estuda física mas não estuda química. Escrever as expressões relativas aos circuitos. Dada a condicional: “Se p é primo então p = 2 ou p é ímpar”. (B) Supondo V(p Λ (q v r)) = V e V (p v r → q) = F. Escreva a negação das seguintes proposições numa sentença o mais simples possível. V(q) e V(r). Simplificá-las e fazer novos esquemas. determine V(p).MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 03. (A) É falso que não está frio ou que está chovendo.

(A) Supondo V(p Λ q ↔ r v s) = F(1) e V(~r Λ ~s) = V (2). Solução: De (2) temos que V (r) = V(s) = F. (A) “Não está frio e não está chovendo”. (B) “As ações caem e não aumenta o desemprego”. q → ~p. determine V(p → r Λ s). logo. V(p v r → q v r) = V.9 = 0 (B) x² > 4 ↔ x² . Os impostos serão aumentados somente se o déficit público não diminuir. (C) “Ele tem cabelos louros e não tem olhos azuis ou ele tem olhos azuis e não tem cabeloslouros”.5x + 6 = 0 10. o que contradiz V(p → q) = V. (A) “Não está frio ou está chovendo”. p v s ╞ q v r (D) Se o déficit público não diminuir. 04. (A) contrapositiva: “Se p ≠ 2 e p é par então p não é primo”. Portanto. 121 Didatismo e Conhecimento . V(q) e V(r). s → ~r ╞ ~(p ∧ s) (C) p → q. Verifique a validade ou não dos seguintes argumentos sem utilizar tabela-verdade: (A) p v q. r → s. (B) “Está frio se e somente se não está chovendo”. V(p → r Λ s) = F (B) Supondo V(p Λ (q v r)) = V (1) e V(p v r → q) = F (2). logo V (r) = V. (C) “Está frio e não está chovendo se e somente se está chovendo e não está frio”. Analogamente. Se a inflação cair. mostramos que V(p v r → q v r) = V. Solução: Vamos supor V(p Λ r →q Λ r) = F. 05. (B) recíproca: “Se p = 2 ou p é ímpar então p é primo”. o que nos permite concluir que V(p) = V(r) = V e V(q) = F. a condição suficiente para ser par é ser igual a 2. uma condição necessária e suficiente para inflação cair é que os impostos sejam aumentados. (C) Supondo V(p → q) = V. Respostas 01. (B) Toda pessoa culta é sábia se. determine V(p Λ r → q Λ r) e V(p v r → q v r). (C) Para todo número primo. determine V(p). ~r v ~q ╞ ~p → ~r (B) p → q v r. (A) ~(p v q) (B) p → q (C) ~(p v ~q) (D) ~p ∧ ~q (E) q ↔ ~p 03. Temos assim que V(p Λ r) = V e V(q Λ r) = F. Usando estes resultados em (1) obtemos: V(p) = V(q) = V. os impostos não serão aumentados. 02.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 08. os impostos não serão aumentados. Logo. Solução: De (1) concluimos que V(p) = V e V(q v r) = V e de (2) temos que V(q) = F. Dê o conjunto-verdade em R das seguintes sentenças abertas: (A) x² + x – 6 = 0 → x² . (D) A proposição é equivalente a “Se é um bom matemático então sabe lógica” cuja negação é “É um bom matemático e não sabe lógica”. e somente se. Dê a negação das seguintes proposições: (A) Existem pessoas inteligentes que não sabem ler nem escrever. for inteligente. (E) “Jorge não estuda lógica ou estuda química”. 09.

2.Se hoje não é fim de semana. Considerando V(p) = V(q) = V( r ) = F e V(s) = V. q: A inflação cai. então hoje não é sábado. Equivalências Na lógica.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 06. (A) “Todas as pessoas inteligentes sabem ler ou escrever”. duas sentenças são logicamente equivalentes se possuem o mesmo “conteúdo lógico”. p e q são equivalentes se elas têm os mesmos valores para qualquer interpretação. Exemplo: As seguintes sentenças são logicamente equivalentes: 1. q →~r ╞ ~r (Válido) 09. Didatismo e Conhecimento 122 . A notação normalmente usada para representar a equivalência lógica entre p e q é p ≡ q. (A) R. todas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. (D) Considere p: O déficit público não diminui. 2[ 10. então hoje é fim de semana. r: Os impostos são aumentados. r →p. Do ponto de vista da teoria da demonstração. Analise o argumento: p → (q↔r).Se hoje é sábado. (A) (p∧q) ∨ ((p∧q) ∨ q) ∧ p ↔ ((p∧q) ∧ p ↔ q∧p (B) ((p∨q) ∧ r)) ∨ ((q∧r) ∨ q)) ↔ ((p∨q) ∧ r) ∨ q ↔ (p∨q∨q) ∧ (r∨q) ↔ (p∨q) ∧ (r∨q) ↔ q ∨ (p∧r) 08. (A) Válido (B) Válido (C) Sofisma. p e q são equivalentes se cada uma delas pode ser derivada a partir da outra.{2} (B) [-2. se p ╞ q e q ╞ p. (A) (p∨q) ∧ ~p ↔ (p∧~p) ∨ (q∧~p) ↔ F ∨ (q∧~p) ↔ (q∧~p) (B) p ∧ (p→q) ∧ (p→~p) ↔ p ∧ (~p∨q) ∧ (~p∨~q) ↔ p ∧ ((~p ∨ (q∧~q)) ↔ p ∧ (~p ∨ F) ↔ p ∧ ~p ↔ F (C) p ∧ (p∨q) → (p ∨q) ∧ q ↔ p→q (D) ~(p→q) ∧ ((~p∧q)) ↔ (p∧~q) ∧ ((~p∧q) ∨ (~p∧~q)) (p∧~q) ∧ ((~p ∧ (q∨~q)) ↔ (p∧~q) ∧ (~p∧V) ↔ (p∧~q) ∧ ~p (p∧~p) ∧ ~q ↔ F ∧ ~q ↔ F (E) ~p → (p ∨ ~(p∨~q)) ↔ p ∨ (p ∨ ~(p∨~q)) ↔ (p ∨ (~p∧q)) ↔ (p∨~p) ∧ (p∨q) ↔ V ∧ (p∨q) ↔ p∨q 07. p ⇔ q ou p q. Semanticamente. (B) “Existe pessoa culta que é sábia e não é inteligente ou que é inteligente e não é sábia”. as asserções p e q são ditas logicamente equivalentes ou simplesmente equivalentes. Em termos intuitivos. (C) “Existe um número primo que é igual a 2 e não é par”.

(d → f) f: “Hoje é fim de semana”. (f → d) Sintaticamente. (1) e (2) têm os mesmos valores nas mesmas interpretações. O símbolo ↔ representa uma operação entre as proposições p e q. Há equivalência entre as proposições p e q somente quando a bicondicional p ↔ q for uma tautologia ou quando p e q tiverem a mesma tabela-verdade. Exemplo: A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será: p V V F F q V F V F ~q F V F V ~p F F V V p→q V F V V ~q → ~p V F V V (p → q) ↔ (~q → ~p) V V V V Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔ Portanto.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Em símbolos: d: “Hoje é sábado”. pois estas proposições possuem a mesma tabela-verdade ou a bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) é uma tautologia. que tem como resultado uma nova proposição p ↔ q com valor lógico V ou F. (1) e (2) são equivalentes pela Lei da Contraposição. p → q é equivalente a ~q → ~p. p ⇔ q (p é equivalente a q) é o símbolo que representa a equivalência lógica. Semânticamente. ou então p ↔ q é uma tautologia. ou ainda que o valor lógico de p ↔ q é sempre V. Veja a representação: (p → q) ⇔ (~q → ~p) Equivalências Notáveis Propriedade ~~p ↔ p pVp↔p pVq↔qVp p V (q V r) ↔ (p V q) V r ~(p V q) ↔ ~p ∧ ~q p ∧ (p V q) ↔ p pVF↔p p → q ↔ ~p V q p ↔ q ↔ (p → q) ∧ (q → p) pVV↔V p V ~p ↔ V F = contradição V = tautologia p∧p↔p Nome Dupla Negação (DN) Idempotente (IP) Comutativa (COM) Associativa (ASS) De Morgan (DM) Distributiva (DIS) Absorção (ABS) Reescrita da Condicional (COND) Reescrita da Bicondicional (BI) Elemento Neutro (EN) Elemento Absorvedor (EA) Complementares (COMPLE) Dual p∧q↔q∧p p ∧ (q ∧ r) ↔ (p ∧ q) ∧ r ~(p ∧ q) ↔ ~p V ~q p V (p ∧ q) ↔ p p∧V↔p p V (q ∧ r) ↔ (p V q) ∧ (p V r) p ∧ (q V r) ↔ (p ∧ q) V (p ∧ r) p∧F↔F p ∧ ~p ↔ F Didatismo e Conhecimento 123 . O símbolo ⇔ representa a não ocorrência de VF e de FV na tabela-verdade p ↔ q.

está provado que p ∧ q ⇒ q é uma tautologia (B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q (C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p (D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q (E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p Didatismo e Conhecimento 124 .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO As proposições p e q são chamadas de logicamente equivalentes (≡) se p ↔ q é uma tautologia. que a condicional p ∧ q → q ⇔ V Desenvolvendo o lado esquerdo da equivalência. que as relações de implicação são válidas: (A) Exemplo: Regra da simplificação: p ∧ q ⇒ q Para provarmos uma relação de implicação temos que demonstrar que a condicional p ∧ q → q é tautológica. de reescrita da condicional) ~(p ∧ q) ∨ q ≡ (aplicando-se a Lei de Morgan) ~p ∨ ~q ∨ q ≡ (aplicando-se lei complementar. ou seja. Solução: (p → q) e p V q p V V F F q V F V F p F F V V pVq V F V V p→q V F V V (p → q) ↔ p V q V V V V QUESTÕES 01. Solução: (p V q) e p ∧ q p V V F F q V F V F (p V q) V V V F (p V q) F F F V p F F V V q F V F V p∧q F F F V (p V q) ↔ p ∧ q V V V V Mostraremos que (p → q) e p V q são logicamente equivalentes. tem-se: p ∧ q → q ≡ (aplicando-se a equiv. Demonstre as relações abaixo utilizando as equivalências notáveis: (A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r) (B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ∨ (p → r) (C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t) (D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r) (E) ~(~p → ~q) ⇔ ~p ∧ q 02. Demonstre. ~q ∨ q é uma tautologia) ~p ∨ V ≡ (pela lei da identidade ~p ∨ V é um tautologia) V Portanto. Exemplos: Mostraremos que (p V q) e p ∧ q são logicamente equivalentes. Uma das leis de De Morgan. utilizando as equivalências notáveis.

(B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q p → p ∨ q ⇔ V (devemos demonstrar que a relação de implicação equivale a uma tautologia) ~p ∨ (p ∨ q) ⇔ (condicional) ~p ∨ p ∨ q ⇔ (associativa) V ∨ q ⇔ (complementares ~p ∨ p) V (identidade) (C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p (p ∨ q) ∧ ~q → p ⇔ V (devemos demonstrar que a relação de implicação equivale a uma tautologia) (p ∧ ~q) ∨ (q ∧ ~q) → p ⇔ (distributiva) (p ∧ ~q) ∨ F → p ⇔ (complementares) (p ∧ ~q) → p ⇔ (identidade) ~(p ∧ ~q) ∨ p ⇔ (condicional) ~p ∨ ~q ∨ p ⇔ (De Morgan) (~p ∨ p) ∨ ~q ⇔ (associativa) V ∨ ~q ⇔ (complementares) V (identidade) 125 Didatismo e Conhecimento . (A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r) p→q∧r⇔ ~p ∨ (q ∧ r) ⇔ (reescrita da condicional) (~p ∨ q) ∧ (~p ∨ r) ⇔ (distributiva) (p → q) ∧ (p → r) (reescrita da condicional) (B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ∨ (p → r) p→q∨r⇔ ~p ∨ (q ∨ r) ⇔ (reescrita da condicional) ~p ∨ q ∨ r ⇔ (associativa) ~p ∨ ~p ∨ q ∨ r ⇔ (idempotente. adicionei um ~p. mostre a seguinte tautologia: (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q) Respostas 01.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 03. pois ~p ∨ ~p ⇔ ~p) (~p ∨ q) ∨ (~p ∨ r) ⇔ (associativa) (p → q) ∨ (p → r) (reescrita da condicional) (C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ p ∧ (r ∨ (s ∨ t)) ⇔ (associativa em s ∨ t) (p ∧ r) ∨ (p ∧ (s ∨ t)) ⇔ (distributiva) (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t) (distributiva) (D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r) p∧q→r⇔ ~(p ∧ q) ∨ r ⇔ (reescrita da condicional) ~p ∨ ~q ∨ r ⇔ (De Morgan) ~p ∨ (~q ∨ r) ⇔ (associativa) ~p ∨ (q → r) ⇔ (reescrita da condicional) p → (q → r) (reescrita da condicional) (E) ~(~p → ~q) ⇔ ~p ∧ q ~(~p → ~q) ⇔ ~(~~p ∨ ~q) ⇔ (reescrita da condicional) ~(p ∨ ~q) ⇔ (dupla negação) ~p ∧ ~~q ⇔ (De Morgan) ~p ∧ q (dupla negação) 02. Usando as regras de equivalência.

de fato: Ordem 1 2 3 4 5 Proposição (p → q) → r ⇔ ⇔(~p ∨ q) → r ⇔ ⇔~(~p ∨ q) ∨ r ⇔ ⇔ r ∨ ~(~p ∨ q) r ∨ (p ∧ ~q) Diagramas Lógicos Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. Didatismo e Conhecimento 126 . é na determinação da quantidade de elementos que apresentam uma determinada característica. Uma situação que esses diagramas poderão ser usados. Mostraremos que (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q) é uma tautologia.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO (D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q (p → q) ∧ p → q ⇔ V (devemos demonstrar que a relação de implicação equivale a uma tautologia) (~p ∨ q) ∧ q → q ⇔ (condicional) (q ∧ ~p) ∨ (q ∧ q) → q ⇔ (distributiva) (q ∧ ~p) ∨ q → q ⇔ (idempotente) ~((q ∧ ~p) ∨ q) ∨ q ⇔ (condicional) (~(q ∧ ~p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan) ((~q ∨ p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan) (~q ∧ ~q) ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (distributiva) ~q ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (idempotente) (~q ∨ q) ∨ (~q ∧ p) ⇔ (associativa) V ∨ (~q ∧ p) ⇔ (complementares) V (identidade) (E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p (p → q) ∧ ~q → ~p ⇔ V (devemos demonstrar que a relação de implicação equivale a uma tautologia) (~p ∨ q) ∧ ~q → ~p ⇔ (De Morgan) (~q ∧ ~p) ∨ (~q ∧ q) → ~p ⇔ (Distributiva) (~q ∧ ~p) ∨ F → ~p ⇔ (Complementares) (~q ∧ ~p) → ~p ⇔ (Identidade) ~(~q ∧ ~p) ∨ ~p ⇔ (condicional) ~~q ∨ ~~p ∨ ~p ⇔ (De Morgan) q ∨ p ∨ ~p ⇔ (Dupla Negação) q ∨ V ⇔ (complementares) V 03.

então iremos subtraindo esse valor da quantidade de elementos dos conjuntos A e B. vamos inicialmente montar os diagramas que representam cada conjunto. a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas. é que poderemos responder as perguntas feitas. se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro. Vamos inicialmente montar os diagramas dos conjuntos que representam os motoristas de motos e motoristas de carros. A colocação dos valores começará pela intersecção dos três conjuntos e depois para as intersecções duas a duas e por último às regiões que representam cada conjunto individualmente. Baseando-se nesses dados. Didatismo e Conhecimento 127 . Começaremos marcando quantos elementos tem a intersecção e depois completaremos os outros espaços. B e C. B e C Nenhum Leitores 300 250 200 70 65 105 40 150 Para termos os valores reais da pesquisa. b) Dirigem somente carros 33 motoristas. c) Dirigem somente motos 8 motoristas. e nos diagramas lógicos poderemos saber: Quantas pessoas têm no grupo ou quantas dirigem somente carro ou ainda quantas dirigem somente motos. Representaremos esses conjuntos dentro de um retângulo que indicará o conjunto universo da pesquisa. Marcando o valor da intersecção. A partir dos valores reais. A. foi apresentada a seguinte tabela: Jornais A B C AeB AeC BeC A. No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência quanto à leitura de três jornais. 18 que dirigem moto e 10 que dirigem carro e moto.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Assim.

teremos: 70 .65 = 115 elementos.25 . teremos: 250 .30 . Assim. Assim. teremos: 200 . poderemos notar que 205 pessoas leem apenas o jornal A.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não são leitores de nenhum dos três jornais. Verificamos que 500 pessoas não leem o jornal C. Na região III.40 = 30 elementos. teremos: 105 .40 = 25 elementos. um diagrama de Euler pode definir um universo de discurso. mas não precisa conter todas as zonas (onde uma zona é definida como a área de intersecção entre dois ou mais contornos). Um diagrama de Venn.40 . mineral e de quatro patas. pois é a soma 205 + 30 + 115 + 150. Didatismo e Conhecimento 128 . Na região I.40 = 65 elementos. Notamos ainda que 700 pessoas foram entrevistadas. Dessa forma. Na região V. Mineral e quatro patas teria que conter intersecções onde alguns estão em ambos animal. Diagrama de Euler Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn.65 = 70 elementos. Na região IV. o diagrama figura preenchido com os seguintes elementos: Com essa distribuição.40 -30 . ele pode definir um sistema no qual certas intersecções não são possíveis ou consideradas. teremos: 300 . consequentemente. isto é. que é a soma 205 + 30 + 25 + 40 + 115 + 65 + 70 + 150. mostra todas as possíveis combinações ou conjunções.40 . Na região VI. Na região II. um diagrama de Venn contendo os atributos para Animal. teremos: 65 .25 = 205 elementos.

Algumas construções possíveis são devidas ao próprio John Venn e a outros matemáticos como Anthony W.. Edwards. o diagrama deixa espaço para qualquer relação possível entre as classes. Uma curva que está contido completamente dentro da zona interior de outro representa um subconjunto do mesmo. A ideia de conjunto universo é normalmente atribuída a Lewis Carroll. com tal relação entre si que todas as relações lógicas possíveis entre as classes possam ser indicadas no mesmo diagrama. 2.. na década de 1960. A área onde os dois círculos se sobrepõem. duas curvas que não se tocam e estão uma no espaço interno da outra simbolizam conjuntos que possuem continência. O interior dessas curvas representa. 129 Didatismo e Conhecimento . ampliando e formalizando desenvolvimentos anteriores de Leibniz e Euler. designada por intersecção A e B ou intersecção A-B. mas Bertrand Russell mostrou que tal tarefa era impossível). 4}). além disso. Nos casos mais simples. contenção ou nenhuma) correspondem relações teóricas (subconjunto interseção e disjunção). {1. simbolicamente. . eles foram incorporados ao currículo escolar de matemática. F. é não-vazia. Se. espaços internos comuns a dois ou mais conjuntos representam a sua intersecção. Em estudos mais aplicados esses diagramas podem ser utilizados para provar / analisar silogismos que são argumentos lógicos para que se possa deduzir uma conclusão. a zona dentro de ambas as curvas representa o conjunto de elementos comuns a ambos os conjuntos (intersecção dos conjuntos). de forma a simbolizar os conjuntos e permitir a representação das relações de pertença entre conjuntos e seus elementos (por exemplo. Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn) são largamente utilizados para ensinar a teoria dos conjuntos no campo da matemática ou lógica matemática no campo da lógica. Xn. os diagramas são representados por círculos que se encobrem parcialmente. Assim. Eles também podem ser utilizados para representar relacionamentos complexos com mais clareza. Um diagrama de Venn deve conter todas as possíveis zonas de sobreposição entre as suas curvas.12}) e relações de continência (inclusão) entre os conjuntos (por exemplo. cada uma dessas regiões é conexa e há apenas um número finito de pontos de interseção entre as curvas. Essa falta foi o que motivou Venn a desenvolver seus diagramas. Os respetivos diagramas consistem de curvas fechadas simples desenhadas sobre um plano. 3} ⊂ {1. Além disso. e a relação dada ou existente pode então ser definida indicando se alguma região em específico é vazia ou não-vazia”. o “princípio desses diagramas é que classes (ou conjuntos) sejam representadas por regiões. a coleção de elementos do conjunto.. Do mesmo modo. Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo: suponha-se que o conjunto A representa os animais bípedes e o conjunto B representa os animais capazes de voar. que representa simbolicamente os elementos do conjunto. representando todas as combinações de inclusão / exclusão de seus conjuntos constituintes. 3. conteria todas as criaturas que ao mesmo tempo podem voar e têm apenas duas pernas motoras. onde cada Xi é o interior ou o exterior de Ci. John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX. Embora seja simples construir diagramas de Venn para dois ou três conjuntos. Existia a necessidade de criar diagramas em que pudessem ser observadas. C é uma família independente se a região formada por cada uma das interseções X1 X2 . As relações espaciais entre as regiões delimitadas por cada curva (sobreposição. o que representa todos os elementos que não são membros do conjunto. Branko Grünbaum e Phillip Smith. que representa o conjunto universo daquele particular contexto (já se buscou a existência de um conjunto universo que pudesse abranger todos os conjuntos possíveis. surgem dificuldades quando se tenta usá-los para um número maior. encontram-se em uso outros diagramas similares aos de Venn. mas 4 ∉ {1. entre os quais os de Euler. ao passo que o ponto interno a uma curva representa um elemento pertencente ao conjunto.5}. Curvas cujos interiores não se cruzam representam conjuntos disjuntos. se todas as curvas se intersectam de todas as maneiras possíveis. Os diagramas de Venn são construídos com coleções de curvas fechadas contidas em um plano.2.4. As partes referidas em um enunciado específico são marcadas com uma cor diferente. quaisquer relações entre as zonas não apenas as que são “verdadeiras”. De acordo com Clarence Irving Lewis.3.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Diagramas de Euler consistem em curvas simples fechadas (geralmente círculos) no plano que mostra os conjuntos. Duas curvas cujos interiores se interceptam representam conjuntos que têm elementos comuns. então C é um diagrama de Venn para n conjuntos. Diagramas de Venn Designa-se por diagramas de Venn os diagramas usados em matemática para simbolizar graficamente propriedades.. Pode-se escrever uma definição mais formal do seguinte modo: Seja C = (C1. Isto é. em outras palavras. Cada curva de Euler divide o plano em duas regiões ou zonas estão: o interior. E. por meio de suposição. Johnston. Pierce e Karnaugh. os círculos são representados como completamente inseridos dentro de um retângulo. Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de diagramas de Euler. Cn) uma coleção de curvas fechadas simples desenhadas em um plano. Eventualmente. axiomas e problemas relativos aos conjuntos e sua teoria. mas em um diagrama de Euler algumas zonas podem estar faltando. Os tamanhos e formas das curvas não são importantes: a significância do diagrama está na forma como eles se sobrepõem. C2. já que representa apenas as relações válidas. ao passo que a totalidade dos espaços pertencentes a um ou outro conjunto indistintamente representa sua união. 4 {3. e o exterior.

seriam representados na intersecção A-B. . Os humanos e os pinguins seriam marcados dentro do círculo A. na parte dele que não se sobrepõe com o círculo B. e as duas áreas que não se sobrepõem. Assim. Os canários. e conjunto complementar de A e B. Cada uma delas pode ser representada como as seguintes áreas (mais escuras) no diagrama: Diferença de A para B: A\B Diferença de B para A: B\A Intersecção de dois conjuntos: AB 130 Didatismo e Conhecimento . respectivamente.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Considere-se agora que cada espécie viva está representada por um ponto situado em alguma parte do diagrama.Animais que possuem duas pernas e não voam (A sem sobreposição).fora). Essas configurações são representadas. pelas operações de conjuntos: diferença de A para B. por sua vez. intersecção entre A e B. já que ambos são bípedes mas não podem voar. Os mosquitos. o diagrama de dois conjuntos representa quatro áreas distintas (a que fica fora de ambos os círculos.Animais que não possuem duas pernas e não voam (branco . já que são bípedes e podem voar. Qualquer animal que não fosse bípede nem pudesse voar. . . seriam representados dentro do círculo B e fora da sobreposição. seria marcado por pontos fora dos dois círculos. como baleias ou serpentes.Animais que possuem duas pernas e voam (sobreposição). diferença de B para A.Animais que voam e não possuem duas pernas (B sem sobreposição). que voam mas têm seis pernas. mas estão em um círculo ou no outro): . a parte de cada círculo que pertence a ambos os círculos (onde há sobreposição).

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Complementar de dois conjuntos: U \ (AB) Além disso. poderia-se introduzir o conjunto C dos animais que possuem bico. que podem combinar-se de 256 (28) maneiras diferentes. Neste caso. Por exemplo. que incluem também outros dois casos. essas quatro áreas podem ser combinadas de 16 formas diferentes. Alargando o exemplo anterior. Estes exemplos são mostrados nas imagens a seguir. o diagrama define sete áreas distintas. tal conjunto seria representado pela união de A e B. algumas delas ilustradas nas imagens seguintes. seriam representados pela diferença simétrica entre A e B. Já os animais que voam e não possuem duas patas mais os que não voam e possuem duas patas. Venn focou-se sobretudo nos diagramas de três conjuntos. Didatismo e Conhecimento 131 . pode-se perguntar sobre os animais que voam ou tem duas patas (pelo menos uma das características). União de dois conjuntos: AB Diferença Simétrica de dois conjuntos: AB Complementar de A em U: AC = U \ A Complementar de B em U: BC = U \ B Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Diagrama de Venn mostrando todas as intersecções possíveis entre A. B e C. União de três conjuntos: ABC Intersecção de três conjuntos: ABC A \ (B C) (B C) \ A Didatismo e Conhecimento 132 .

as seguintes expressões são equivalentes: Algum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um A que é B. como elo de ligação entre A e B. Atenção: dizer que Nenhum A é B é logicamente equivalente a dizer que Nenhum B é A.A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-versa). isto é. Algum A é B e Algum A não é B. Também. Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao conjunto B. no sentido lógico de algum. Se a proposição Todo A é B é verdadeira.Algum A não é B Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A é um subconjunto do conjunto B.Todo A é B = Todo A não é não B. Contudo. . . mesmo que todos eles estejam.Algum A é B = Algum A não é não B. Temos as seguintes equivalências: Algum A não é B = Algum A é não B = Algum não B é A. Mas não é equivalente a Algum B não é A. pressupomos que nem todo A é B.Nenhum A é B = Nenhum A não é não B. Dizer que Algum A é B é logicamente equivalente a dizer que Algum B é A. 133 Didatismo e Conhecimento . . 1. Enunciados da forma Nenhum A é B afirmam que os conjuntos A e B são disjuntos. isto é.. Entretanto.Todo A é B . está. então temos as duas representações possíveis: 1 A B 2 A = B Nenhum A é B. de Todo A é B. Algum A não é B.Nenhum A é B .Nenhum A é não B = Nenhum A não é B.Algum A é não B = Algum A não é B. . É verdadeira. . Por convenção universal em Lógica. Nenhum A é B. não tem elementos em comum. eram. Nas proposições categóricas. usam-se também as variações gramaticais dos verbos ser e estar. .. está perfeitamente correto afirmar que “alguns de meus colegas estão me elogiando”. Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das proposições categóricas. proposições da forma Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto B. É falsa. Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo B é A. . tais como é.Todo A é B = Nenhum A é não B. . foi.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Proposições Categóricas . Algum A é B.A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice-versa).Todo A é não B = Todo A não é B. quando dizemos que Algum A é B. . são.Nenhum A é B = Todo A é não B. . É falsa. pode-se inferir de imediato a verdade ou a falsidade de algumas ou de todas as outras. .. Ou seja: A está contido em B.Algum A é B e .

Algum A não é B. É falsa. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou falsa (em 3 e 4) – é indeterminada. 3. É falsa. então temos somente a representação: Todo A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (em 1 e 2 – é ideterminada). Algum A é B. Se a proposição Algum A é B é verdadeira. 134 Didatismo e Conhecimento . Algum A não é B. temos as três representações possíveis: 1 A B 2 A B Todo A é B. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira. É falsa. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa (em 1 e 2). 4. temos as quatro representações possíveis: 1 A B 2 A B 3 A B 4 A = B Nenhum A é B.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 2. Algum A é B. Nenhum A é B. É falsa. É verdadeira. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira. Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa (em 1 e 2 – é indeterminada).

160 tocam instrumentos de corda e 60 tocam esses dois tipos de instrumentos. Ao todo. (D) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verdadeira ou falsa. Um colégio oferece a seus alunos a prática de um ou mais dos seguintes esportes: futebol. O total dos que praticam vôlei é 15. 30. O número total de alunos do colégio. O número de alunos da classe é: (A) 30. 03. . 05. . não praticam vôlei. entre os 45. Dos 500 músicos de uma Filarmônica. Em uma classe. (E) nenhum G é A. . (C) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição verdadeira ou falsa. . no atual semestre: . há 20 alunos que praticam futebol mas não praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas não praticam futebol. (C) nenhum A é G. então é necessariamente verdadeiro que: (A) algum A não é G. 240 tocam instrumentos de sopro. (C) 37. no atual semestre. (B) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira. (B) algum A é G. (D) 42.45 alunos praticam futebol e basquete. (TTN . (B) 35. (E) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira. basquete e vôlei. existem 17 alunos que não praticam futebol. (D) algum G é A. Sabe-se que.FCC) Considerando “todo livro é instrutivo” como uma proposição verdadeira. . (Especialista em Políticas Públicas Bahia .60 alunos praticam futebol e 55 praticam basquete. é igual a: (A) 93 (B) 110 (C) 103 (D) 99 (E) 114 Didatismo e Conhecimento 135 . Represente por diagrama de Venn-Euler (A) Algum A é B (B) Algum A não é B (C) Todo A é B (D) Nenhum A é B 02. (E) 44.ESAF) Se é verdade que “Alguns A são R” e que “Nenhum G é R”.17 alunos praticam futebol e vôlei.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO QUESTÕES 01.21 alunos não praticam nem futebol nem vôlei. 06. é correto inferir que: (A) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira. Quantos músicos desta Filarmônica tocam: (A) instrumentos de sopro ou de corda? (B) somente um dos dois tipos de instrumento? (C) instrumentos diferentes dos dois citados? 04.20 alunos praticam vôlei e basquete.o número de alunos que praticam só futebol é idêntico ao número de alunos que praticam só vôlei.

Com base nesses dados. Em uma universidade são lidos dois jornais. A e B. 35 têm o antígeno B e 14 têm o antígeno AB. O produto D é usado por 800 pessoas e 320 pessoas usam os dois produtos ao mesmo tempo. das pessoas entrevistadas. Quantas pessoas usam o produto C? (A) 1. encontre o percentual que leem ambos os jornais. verificou-se que 2. 150 liam o jornal Y. 20 liam os dois jornais e 110 não liam nenhum dos dois jornais. constatou-se que 40 delas têm o antígeno A. (A) 40% (B) 45% (C) 50% (D) 60% (E) 65% Respostas Didatismo e Conhecimento 136 . Em uma pesquisa efetuada num grupo de 120 pessoas de um hospital.500 (D) 1. 100 liam o jornal X.450 (C) 1. Exatamente 80% dos alunos leem o jornal A e 60% leem o jornal B. Sabe-se que o sangue das pessoas pode ser classificado em quatro tipos quanto a antígenos.000 pessoas usam os produtos C ou D. Numa pesquisa. Em uma entrevista de mercado. Sabendo que todo aluno é leitor de pelo menos um dos jornais.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 07.430 (B) 1.520 (E) 1. Quantas pessoas foram entrevistadas? (A) 220 (B) 240 (C) 280 (D) 300 (E) 340 08.600 09. verificou-se que. quantas pessoas possuem o antígeno O? (A) 50 (B) 52 (C) 59 (D) 63 (E) 65 10.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 02. após fazermos o diagrama. Seja C o conjunto dos músicos que tocam instrumentos de corda e S dos que tocam instrumentos de sopro. Os que só tocam corda são. fica fácil achara as respostas: Quantos músicos desta Filarmônica tocam: a) instrumentos de sopro ou de corda? Pelos dados do problema: 100 + 60 + 180 = 340 b) somente um dos dois tipos de instrumento? 100 + 180 = 280 c) instrumentos diferentes dos dois citados? 500 . Passo 2: a)160 tocam instrumentos de corda. este número vai no meio. instrutivo livro A opção A é descartada de pronto: “nenhum livro é instrutivo” implica a total dissociação entre os diagramas. Percebam como todos os elementos do diagrama “livro” estão inseridos no diagrama “instrutivo”. 03. Ao resolver este tipo de problema faça o diagrama. Já temos 60. 240 . que é dada por dois círculos separados. 110 Didatismo e Conhecimento 137 .Alguns A são R . portanto.60 = 180 Vamos ao diagrama. Resposta “B”.60 = 100 b) 240 tocam instrumento de sopro. Chamemos de F o conjunto dos músicos da Filarmônica. Esta questão traz. assim você poderá visualizar o problema e sempre comece a preencher os dados de dentro para fora.Nenhum G é R Devemos fazer a representação gráfica de cada uma delas por círculos para ajudar-nos a obter a resposta correta. Vamos iniciar pela representação do Nenhum G é R. E estamos com a situação inversa. portanto 160 . no enunciado. A opção “B” é perfeitamente correta. preenchemos os dados obtidos acima: Com o diagrama completamente preenchido. Passo 1: 60 tocam os dois instumentos.340 = 160 04. sem nenhum ponto em comum. duas proposições categóricas: . Resta necessariamente perfeito que algum livro é instrutivo.

isto é. Como a questão não informa sobre a relação entre os conjuntos A e G. isto é. Observando os desenhos dos círculos. a resposta é a alternativa “A”. A alternativa correta vai ser aquela que é verdadeira para quaisquer dessas representações. Tomemos agora o seguinte desenho. mas geralmente a representação em que os dois círculos se interceptam (mostrada abaixo) tem sido suficiente para resolver qualquer questão. Teste das alternativas: Teste da alternativa “A” (algum A não é G). não há uma representação gráfica única para a proposição categórica do Alguns A são R. verificamos que. Passemos para o teste da próxima alternativa. n = 20 + 7 + 8 + 9 n = 44 Didatismo e Conhecimento 138 . Portanto. Teste da alternativa “B” (algum A é G). esta alternativa não é verdadeira. nas duas representações há elementos em A que não estão em G. verificamos que. então já achamos a resposta correta. uma (ou algumas) representação(ões) de cada vez e passamos a analisar qual é a alternativa que satisfaz esta(s) representação(ões). Pelo mesmo motivo a alternativa “E” não é correta. Observando os desenhos dos círculos. tem elementos em A que estão em G. mas sim. 05. Observando os desenhos dos círculos. Resposta “E”. Passemos para a próxima. então teremos diversas maneiras de representar graficamente os três conjuntos (A.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Como já foi visto. Agora devemos juntar os desenhos das duas proposições categóricas para analisarmos qual é a alternativa correta. uma em que o conjunto A intercepta parcialmente o conjunto G. para o desenho de A que está mais a esquerda. para o desenho de A que está mais a direita. Para facilitar a solução da questão não faremos todas as representações gráficas possíveis entre os três conjuntos. Teste da alternativa “C” (Nenhum A é G). senão. esta alternativa não é verdadeira. verificamos que esta alternativa é verdadeira para os dois desenhos de A. G e R). isto é. Pelo mesmo motivo a alternativa “D” não é correta. e outra em que não há intersecção entre eles. em que fazemos duas representações. tem elementos em A que não estão em G. se tivermos somente uma alternativa que satisfaça. desenhamos mais outra representação gráfica possível e passamos a testar somente as alternativas que foram verdadeiras.

Somente B: 800 – 320 = 480 Usam A = total – somente B = 2000 – 480 = 1520. n(FeB) = 45 e n(FeB -V) = 30 → n(FeBeV) = 15 n(FeV) = 17 com n(FeBeV) = 15 → n(FeV . Resposta “D”.20 – 30 = 15 n(nem F nem B nem V) = n(nem F nem V) . 07.B) = 2 n(F) = n(só F) + n(FeB-V) + n(FeV -B) + n(FeBeV) 60 = n(só F) + 30 + 2 + 15 → n(só F) = 13 n(sóF) = n(sóV) = 13 n(B) = n(só B) + n(BeV) + n(BeF-V) → n(só B) = 65 . 08.B) + n(nemF nemB nemV) = 65 + 13 + 13 + 2 + 6 = 99.15 = 6 Total = n(B) + n(só F) + n(só V) + n(Fe V . Resposta “D”. Resposta “E”. Leem somente A: 100 – 20 = 80 Leem somente B: 150 – 20 = 130 Totaliza: 80 + 20 + 130 + 110 = 340 pessoas.n(solo B) = 21.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 06. Didatismo e Conhecimento 139 . Começamos resolvendo pelo que é comum: 20 alunos gostam de ler os dois.

Por exemplo. y.0. Maria.8 . Ainda precisamos codificar as noções de “todo” e “algum”. o cálculo proposicional manipula de forma satisfatória componentes das sentenças como não. w.x + 1. Variáveis serão denotadas por letras latinas minúsculas do final do alfabeto: u. e. Por fim.” e “Para todo.).4.. x. se . Utilizando variáveis podemos especificar o significado dos predicados estudante. Para expressar estas propriedades utilizaremos predicados. ou.. Somando-se A. 10. instrutor e jovem são exemplos de predicados.x = . Por exemplo. . como expressar coisas do tipo: “Existe. Resposta “A”. Da mesma forma podemos escrever instrutor (marcos) para denotar que Marcos é um instrutor.x) + x = 1 .Ser um instrutor.Ser um estudante. Para isto introduziremos o conceito de variável. então o O são 120 – 61 = 59 pessoas.6 – x . podemos escrever jovem (ana. esta codificação não reflete os detalhes da estrutura lógica desta sentença. como João. Resposta “C”. . estudante.. .Jornal A → 0.6 . Resposta “40% dos alunos leem ambos os jornais”.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 09. De que trata esta sentença? . etc. z (possivelmente acrescidas de sub-índices x1. Didatismo e Conhecimento 140 .4 = 1 . podemos escrever estudante (ana) para denotar que Ana é uma estudante. No entanto.. Variáveis devem ser pensadas como “lugares vazios” que podem ser preenchidos (ou instanciados) por elementos concretos.4 x = 0.” na lógica proposicional? Exemplo: Considere a seguinte sentença declarativa: Todo estudante é mais jovem do que algum instrutor. instrutor e jovem de uma maneira mais formal: .Jornal B → 0. então somente A = 40 – 14 = 26 e somente B = 35 – 14 = 21. B e AB têm-se 61. Na lógica proposicional podemos identificar esta sentença com uma variável proposicional p.estudante (x): x é um estudante.Intersecção → x Então fica: (0... v. então.Ser mais jovem do que alguém..x) + (0. Lógica de Primeira Ordem O cálculo proposicional possui limitações com respeito a codificação de sentenças declarativas. mas certos aspectos lógicos que aparecem em linguagens naturais ou artificiais são muito mais ricos. x2. Começa-se resolvendo pelo AB. De fato. .8 – x . marcos) para denotar que Ana é mais jovem do que Marcos. Nestes exemplos..

existem transformações que convertem uma na outra. Da seguinte forma: x (estudante (x) → (y (instrutor (y) Λ jovem (x. No cálculo de predicados são permitidos predicados com qualquer aridade finita.Um conjunto C de constantes. Didatismo e Conhecimento 141 . Esta sentença pode ser codificada da seguinte forma: ¬(x (pássaro (x) → voar(x))) Exemplo: Uma outra maneira de expressar a mesma ideia da sentença anterior é dizer que: Existem alguns pássaros que não podem voar. enquanto que os predicados binários têm aridade 2. Os predicados são casos especiais de função: enquanto as funções possuem contradomínio qualquer.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO .estudante(y): y é um estudante. Os quantificadores e fazem este trabalho: : significa para todo. etc. Onde cada símbolo de predicado e de função vem com sua aridade bem definida. . : significa existe. . De fato. Note que o nome das variáveis não é importante. O número de argumentos de um predicado é chamado sua aridade. y)))) Note que predicados diferentes podem ter um número distinto de argumentos: os predicados estudante e instrutor admitem apenas um argumento e por isto são chamados de predicados unários.instrutor (x): x é um instrutor. os predicados unários têm aridade 1.Um conjunto P de símbolos de predicado. Esta última sentença pode ser codificada da seguinte maneira: x (pássaro (x) Λ ¬voar(x)) Posteriormente veremos que as duas codificações dadas são semanticamente equivalentes.F}. enquanto que o predicado jovem admite dois argumentos. O vocabulário da lógica de primeira ordem consiste de três conjuntos: .estudante (x): x é um estudante.pássaro(x): x é um pássaro. Exemplo: Considere a sentença: Nem todos os pássaros podem voar. . . Para que possamos finalmente expressar em detalhes a sentença apresentada no exemplo precisamos codificar o significado de Todo e algum em Todo estudante é mais jovem do que algum instrutor. y): x é mais jovem do que y. É equivalente a: .voar (x): x pode voar. Os quantificadores e estão sempre ligados a alguma variável: : para todo x. Escolhemos os seguintes predicados para expressar esta sentença: . x : existe um x (ou existe algum x). As constantes são funções de aridade 0.jovem (x.Um conjunto F de símbolos de função. . x Agora podemos finalmente codificar a sentença: Todo estudante é mais jovem do que algum instrutor. os predicados têm contradomínio sempre igual a {V. Assim. e portanto é um predicado binário.

. n) não são termos por violarem as aridades dos símbolos. tn) | (¬Φ) | (Φ Λ Φ) | (Φ V Φ) | (Φ → Φ) | (Φ ↔ ψ) | ((xΦ) | ((xΦ) Onde p é um símbolo de predicado de aridade n > 0.. . Note que isto funciona apenas porque o pai de uma dado x é único e está sempre definido. .. ti são termos sobre F e x é uma variável.. y): x é filho de y. . tn) é uma fórmula. ↔.Se Φ é uma fórmula e x é uma variável então (xΦ) e (xΦ) também são fórmulas. .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Termos são definidos da seguinte forma: . →. y): x é irmão de y.. .Se p P é um símbolo de predicado de aridade n > 0. João)) 142 Didatismo e Conhecimento .irmão (x. Definimos o conjunto de fórmulas sobre o conjunto S = (F.filho (x.. . . . . tn) é um termo. se x é o pai de João e se y é um filho de x então y é um irmão de João”. . c percorre os símbolos de função de aridade 0 de F e f percorre os elementos de aridade maior do que 0 de F. 3.pai (x. (Φ → ψ) e (Φ ↔ ψ) são fórmulas.. Λ. Representando a noção de “pai” como função. f(x) retorna o pai de x. ¬. 1 e 2. Exemplo: Considere a seguinte sentença: Todo filho de meu pai é meu irmão. . Adotaremos a seguinte prioridade de operadores: 1.Nada mais é termo. f e g são símbolos de função de aridade respectivamente igual a 0. V. Exemplo: Suponha que n.Se c F é uma função de aridade 0 então c é um termo. .Se Φ é uma fórmula então (¬Φ) é também uma fórmula. João) Λ filho (y. f (n))) são termos.. e portanto f é realmente uma função. . Uma possível codificação para a sentença dada utilizando estes predicados é: xy (pai (x. pai e irmão com os seguintes significados e aridades: . 2.. t) Onde x percorre o conjunto de variáveis V. . que chamaremos de f: Neste caso.. . . ..Qualquer variável é um termo. . João)) Dizendo que: “para todo x e todo y. .. . (Φ V ψ). y): x é pai de y. n) e f (g (n. tn são termos e f F é uma função de aridade n > 0 então f (t1. Uma possível codificação para esta sentença é dada por: x (filho (x. e se t1.. mas g(n) e f (f (n).Se Φ e ψ são fórmulas então (Φ Λ ψ). Em BNF (Backus Naur form) temos: t :: = x | c | f (t. A escolha dos conjuntos P e F para símbolos de predicado e de função é definida a partir do que se pretende descrever. Representando a noção de “pai” como predicado: Neste caso escolhemos três predicados: filho. Então g (f (n). x) → irmão (y. f(João) → irmão (y. . tn são termos sobre F então p (t1. Podemos codificar esta fórmula de pelo menos duas formas distintas: 1. Em BNF temos: Φ :: = p (t1.. . P) indutivamente da seguinte forma: .Nada mais é fórmula.Se t1.

Quando precisamos realizar uma substituição de um termo t que não está livre para uma variável x em uma fórmula Φ. y)] = Φ. enquanto a ocorrência da variável y é livre.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Significando que “para todo x. o que fazemos é renomear as variáveis ligadas para evitar capturas: Exemplo: No caso do exemplo anterior. xΦ) é Φ. y) e a fórmula y (p(x. ser substituída pelo termo f(y. para tratar de diferentes classes de objetos. A ocorrência de x mais a esquerda poderia. Temos que Φ [x/f(x. Um cálculo de predicados consiste em: . y))) se fizermos uma substituição “ingênua”. y)). y) → q(x) a primeira ocorrência da variável x é ligada. Exemplo: Agora considere a fórmula (x (p(x) Λ q(x))) → (¬p(x) V q(y)) que chamaremos simplesmente de ψ. . y).leia “para todo x. uma variável x e uma fórmula Φ. Esta codificação é menos complexa que a anterior porque envolve apenas um quantificador. Neste caso temos uma ocorrência livre de x e. todas as ocorrências de x em Φ são ligadas. que chamaremos simplesmente de Φ. Uma ocorrência de uma variável ligada numa fórmula. por exemplo : s(x) Λ (p(x) → q()). Muitas vezes este conhecimento não está explicitado no domínio. portanto [x/f(x. y). A abrangência de x (respectivamente. mas e se x for igual a João? Se o domínio de relações de parentesco não é um conhecimento comum o especificador pode não notar que uma pessoa não pode ser irmão dela mesma.regras de formação (definições recursivas para dar origem a fórmulas bem-formadas ou FBFs). y) em s(x) Λ y (p(x) → q(y)) pode ser resolvida renomeando a variável ligada y da fórmula para algum nome novo. um especificador pode desconsiderar restrições importantes para um modelo ou implementação. De fato. Uma ocorrência de uma variável livre é uma ocorrência de uma variável x não ligada. Há outras teorias que são normalmente formalizadas na lógica de primeira ordem de maneira independente (embora elas admitam a implementação na teoria dos conjuntos) tais como a aritmética de Peano.axiomas. y) não corresponde a variável y quantificada universalmente na fórmula dada. 143 Didatismo e Conhecimento . as duas ocorrências da variável x são ligadas. x) em xΦ (respectivamente. As substituições podem produzir efeitos colaterais indesejados: Considere o termo f(x. e portanto a substituição [x/f(x. y)] não tem nenhum efeito sobre esta fórmula. y)] resulta na fórmula (y (p(f(x. y)) V q(y)). Especificações formais em geral exigem um domínio de conhecimento. Como resolver este problema? Dados um termo t. Por exemplo. por exemplo. y)). Uma teoria de primeira ordem consiste em um conjunto de axiomas (geralmente finitos ou recursivamente enumerável) e de sentenças dedutíveis a partir deles. as novas construções xΦ e xΦ . y) → q(x)). . Φ”. no entanto a outra ocorrência não poderia ser substituída por este termo porque tal substituição acarretaria captura da variável y. xΦ significa que Φ é verdadeiro para todo valor de x e xΦ significa que há pelo menos um x tal que Φ é verdadeiro. A lógica de primeira ordem tem poder expressivo suficiente para formalizar praticamente toda a matemática. Um refinamento da lógica de primeira ordem permite variáveis de diferentes tipos. no entanto a segunda é livre. A teoria dos conjuntos de Zermelo-Fraenkel é um exemplo de uma teoria de primeira ordem. Os valores das variáveis são tirados de um universo de discurso pré-determinado. Dada uma variável x. Então (y (p(x. Agora a substituição pode ser realizada sem provocar captura de variáveis. e aceita-se geralmente que toda a matemática clássica possa ser formalizada nela. respectivamente são introduzidas. Sendo assim. O ingrediente novo da lógica de primeira ordem não encontrado na lógica proposicional é a quantificação: dada uma sentença Φ qualquer. Φ” e “para algum x. Observe que o termo resultante possui uma semântica diferente da esperada porque a variável y do termo f(x. a substituição de x por f(y. as codificações dadas no exemplo anterior podem parecer corretas. que possui duas ocorrências livres de x. um termo t e uma fórmula Φ. y)] é igual a (x (p(x) Λ q(x))) → (¬p(f(x. Exemplo: Na fórmula x (p(f(x). Exemplo: Considere a fórmula s(x) Λ y (p(x) → q(y)). se x é um filho do pai de João então x é um irmão de João. y))) [x/f(x. Na fórmula x p(f(x). dizemos que t é livre para x em Φ se nenhuma ocorrência livre de x em Φ está no escopo de (y ou y para qualquer variável y que ocorra em t.regras de transformação (regras de inferência para derivar teoremas). é uma ocorrência de uma variável x. Exemplo: Considere novamente a fórmula x ((p(x) → q(x)) Λ s(x. definimos Φ [x/t] como sendo a fórmula obtida após substituir cada ocorrência livre de x em Φ por t. dentro do campo de abrangência de um quantificador x ou x.

. V. . y. Os conjuntos das constantes. a1. substituindo-os com abreviaturas adequadas. de uma função de aridade 1 (inverso). Regras de Formação As regras de formação definem os termos. O conjunto dos termos é definido recursivamente pelas seguintes regras: . É possível permitir relações de aridade 0. Neste caso. mas como verdades da teoria particular sob consideração. ΣP = {(.. se pode escrever ∀x ou (∀x). } é o conjunto de símbolos ditos sinais lógicos... por exemplo (p ↔ q) é uma abreviatura para (p → q) ∧ (q → p). Σ. os operadores lógicos. Por exemplo. b2.. . ΣF = {F1.} é o conjunto de símbolos de pontuação. Naturalmente o par ou as projeções necessitam satisfazer aos axiomas naturais.} é um conjunto enumerável de variáveis. F2. e as variáveis livres como segue. Uma observação técnica é que se houver um símbolo de função de aridade 2 que representa um par ordenado (ou símbolos de predicados de aridade 2 que representam as relações de projeção de um par ordenado) então se pode dispensar inteiramente as funções ou predicados de aridade > 2.. de uma função de aridade 2 (produto). mas toda a formalização dará origem aos mesmos teoremas da lógica (e deduzirá os mesmos teoremas a partir de um conjunto qualquer de axiomas não-lógicos). z2. e assim por diante na frente de seus argumentos. não há nada canônico sobre os axiomas e as regras de inferência propostos aqui. o ∧. c. Alfabeto O alfabeto de 1ª ordem.. é a “notação polonesa”. assim seria possível e conveniente omitir constantes e usar as funções que tenham qualquer aridade. As constantes. . →. fórmulas. c1. x1.. As constantes são na verdade funções de aridade 0. Uma estrutura dá o significado semântico de cada símbolo da assinatura. Alguns livros mais velhos usam a notação Φ ⊃ ψ para Φ → ψ.. Uma convenção interessante. A igualdade é às vezes considerada como parte da lógica de primeira ordem.. Assim a LPO será chamada de lógica de primeira ordem com igualdade. A notação polonesa é compacta e elegante. a linguagem da teoria dos grupos consiste de uma constante (elemento da identidade). requer-se que haja um algoritmo que possa decidir para uma fórmula bem-formada dada. Φ & ψ para Φ ∧ ψ. c2. Deve também haver um algoritmo que possa decidir se uma aplicação dada de uma regra de inferência está correta ou não. como as constantes de verdade ⊤ para “verdadeiro” e o ⊥ para “falso” (estes são operadores do aridade 0). e das relações compõem a assinatura e são geralmente considerados para dar forma a uma linguagem. Há diversas variações menores listadas abaixo: O conjunto de símbolos primitivos (operadores e quantificadores) varia frequentemente.. mas rara e de leitura complexa. e uma riqueza de notações para os quantificadores.. Λ.} é um conjunto de símbolos ditos sinais relacionais ou predicativos.. No sentido contrário. onde se omite todos os parênteses.. ΣC = {a. Além disso. por exemplo.} é um conjunto de símbolos chamados de constantes.. b. Na definição acima. Quando o conjunto dos axiomas é infinito. enquanto as variáveis.). das funções. é possível incluir outros operadores como símbolos primitivos. o ¬. estas seriam consideradas variáveis proposicionais. e de uma relação de aridade 2 (igualdade). y1. y2. ΣL = {¬. as relações devem ter pelo menos aridade 1. sinais funcionais e sinais predicativos constituem a coleção de sinais ditos símbolos não lógicos. . x2.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Os axiomas considerados aqui são os axiomas lógicos que fazem parte do cálculo de predicados. ↔. z. .} é um conjunto de símbolos ditos sinais funcionais. e escreve-se o ∧. O número mínimo dos símbolos primitivos necessários é um. tem a seguinte constituição: Σ = X ΣC ΣF ΣR ΣL ΣP. o símbolo da igualdade será incluído no alfabeto.. a2. 144 Didatismo e Conhecimento . Mas é comum usar o termo “função” somente para funções de aridade 1. ∀xΦ pode ser escrito como (x)Φ. z1.. . É importante notar que o cálculo de predicados pode ser formalizado de muitas maneiras equivalentes. onde X = {x.. . b1..Qualquer constante é um termo (sem variáveis livres). e comportar-se-á sintaticamente como um predicado binário. ∨. e os quantificadores são geralmente considerados para pertencer à lógica. seria necessário três. os axiomas não-lógicos são adicionados em teorias de primeira ordem específicas: estes não são considerados como verdades da lógica.. por exemplo. Há muitas convenções diferentes sobre onde pôr parênteses. mas incomum. se ela é um axioma ou não. que seria omitida pelos autores que incluem a igualdade na lógica subjacente. . ΣR = {R1. Alguns símbolos primitivos podem ser omitidos.. R2. ~Φ para ¬Φ. e o ∀ bastariam. Às vezes se usa dois pontos ou ponto final ao invés dos parênteses para criar fórmulas não ambíguas. mas se nós nos restringirmos aos operadores listados acima.. por exemplo.

e diferem principalmente na terminologia. a fórmula Φ(y) é ∀y y ≤ y que não diz que y é máximal. ≤ (+ (x. x + y . nós escrevemos frequentemente “a P b” em vez de “P a b”. y). y)) são fórmulas atômicas. Os axiomas de igualdade são x=x x = y → F(…. x. 0)) é uma fórmula. e adicionar os axiomas da igualdade aos axiomas da teoria. Exemplos: A linguagem dos grupos abelianos ordenados tem uma constante 0. …) para qualquer função F x = y → (R(…. z)) ∧ (∃x = (+ (x. Assim. Isto também pode ser expresso por ∃x (P (x) ∀y (P (y) → (x = y))). Se t for um termo sem y como variável livre. Suas variáveis livres são as variáveis livres de Φ e de ψ. Todas as convenções resultam mais ou menos no mesmo com mais ou menos a mesma quantidade de trabalho. A convenção mais comum para a igualdade é incluir o símbolo da igualdade como um símbolo lógico primitivo. para construir Φ(y) nós devemos primeiramente mudar a variável ligada y de Φ para qualquer outra coisa. O conjunto das fórmulas bem-formadas (chamadas geralmente FBFs ou apenas fórmulas) é definido recursivamente pelas seguintes regras: . + (y. y). cujas variáveis livres são as variáveis livres de Φ com exceção de x.…. exceto no exemplo incomum de teorias com nenhuma noção de igualdade. Se a igualdade for considerada parte da lógica. …)) para qualquer relação R (incluindo a própria igualdade) A próxima convenção mais comum é incluir o símbolo da igualdade como uma das relações de uma teoria. + (x. Na prática isto é quase idêntico à da convenção precedente. Na prática. . (ψ ↔ Φ) são FBFs.[(∀x ∃y ≤ (+ (x. uma função unária −. por exemplo. por exemplo a variável z. Às vezes é útil dizer que “P(x) vale para exatamente um x”. + (x. Por exemplo. então para substituir t por x é primeiramente necessário mudar os nomes das variáveis ligadas de Φ para algo diferente das variáveis livres de t. − (z))). e adicionar os axiomas da igualdade aos axiomas da lógica de primeira ordem. x + (y + (−z))]. Esta definição de igualdade satisfaz automaticamente os axiomas da igualdade. . . y). Os axiomas são os mesmos. Esquecer desta condição é uma causa notória de erros..Predicados simples e complexos: se P for uma relação de aridade n ≥ 1 e os ai são os termos então P (a1. y. escritas geralmente como x + y = 0. definindo os dois termos s e t como iguais se qualquer relação continuar inalterada ao se substituir s por t em qualquer argumento. y são termos atômicos].Cláusula indutiva II: Se Φ e ψ são FBFs. O problema de que a variável livre y de t (=y) se transformou em ligada quando nós substituímos y por x em Φ(x). de modo que o Φ(y) seja então ∀z z ≤ y. então Φ(t) diz apenas que t é maximal. y).[= (+ (x. Substituição: Se t é um termo e Φ(x) é uma fórmula que contém possivelmente x como uma variável livre. Em algumas teorias é possível dar definições de igualdade ad hoc. Suas variáveis livres são as variáveis livres de cada um dos termos ti. . por exemplo. Se alguma variável livre de t se tornar ligada. É também comum omitir alguns parênteses se isto não conduzir à ambiguidade. considere a fórmula Φ(x) dada por ∀y y ≤ x (“x é máximal”). …) → R(…. + (y. . em teoria dos conjuntos com uma relação ∈. então (ψ ∧ Φ). Similarmente se f for uma função de aridade 2. . nós definiríamos s = t como uma abreviatura para ∀x (s ∈ x ↔ t ∈ x) ∧ ∀x (x ∈ s ↔ x ∈ t). Suas variáveis livres são as variáveis livres de Φ. . x. (ψ → Φ). Assim: . nós escrevemos 1 + 2 em vez de + (1 2). uma função binária +. Ocorrências de x são ditas ligadas ou mudas (por oposição a livre) em ∀xΦ e xΦ. Esta seção resume as principais.. se P for uma relação de aridade 2. (ψ V Φ).. escritos geralmente como x + y. então Φ(t) se definido como o resultado da substituição de todas as instâncias livres de x por t. o que costuma ser denotado por ∃!xP(x). Entretanto se t é y. − (z))) são termos. nós escrevemos 1 < 2 em vez de < (1 2).Cláusula de fechamento: Nada mais é um termo. Suas variáveis livres são as variáveis livres de quaisquer termos ai. então ∀xΦ e xΦ são FBFs.Cláusula indutiva III: Se Φ for uma FBF e x for um variável.[0. e uma relação binária ≤. . Igualdade: Há diversas convenções diferentes para se usar a igualdade (ou a identidade) na lógica de primeira ordem. .Qualquer variável é um termo (cuja única variável livre é ela mesma). Didatismo e Conhecimento 145 .Cláusula de fechamento: Nada mais é uma FBF.z ≤ x + y. é possível definir a igualdade em termos de relações. então ¬Φ é uma FBF. tn) de n ≥ 1 argumentos (onde cada argumento ti é um termo e f é um símbolo de função de aridade n) é um termo. Por exemplo. escrita geralmente como (∀x ∃y (x + y ≤ z)) ∧ (∃x (x + y = 0))]. 0).]. nós escrevemos às vezes “a f b” em vez de “f (a b)”. x. em uma teoria de ordens parciais com uma relação ≤ nós poderíamos definir s = t como uma abreviatura para s ≤ t ∧ t ≤ s.Cláusula indutiva I: Se Φ for uma FBF. desde que nenhuma variável livre de t se torne ligada neste processo. Nas teorias sem funções e com um número finito de relações. .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO . Tais fórmulas são ditas atômicas.Toda expressão f (t1. …) = F(….[+ (x. Para ver porque esta condição é necessária. an) é bem formada. e a única diferença é se eles serão chamados de axiomas lógicos ou de axiomas de teoria. y. então (a1 = a2) é bem formada.

nenhuma teoria de primeira ordem com um modelo infinito pode ser categórica. Expressividade: O teorema de Löwenheim–Skolem mostra que se uma teoria de primeira ordem tem um modelo infinito. Essa expressividade tem um custo em relação às propriedades meta-lógicas.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Regras de Inferência A regra de inferência modus ponens é a única necessária para a lógica proposicional de acordo com a formalização proposta aqui. os quais não podem ser implementados com a lógica de primeira ordem (unicamente ordenada): Zj→ ∃X(Xj∧Xp) Requer quantificadores sobre os predicados. Assim. Ela diz que se Φ e Φ → ψ são ambos demonstrados. então ele tem pelo menos uma coisa em comum com Roberta Papai Noel tem todos os atributos de um sadista Luiz está andando rápido Comentário Requer quantificadores sobre os predicados. Em particular. Várias extensões da Lógica de Primeira-Ordem. ela tem as suas limitações. “Qualquer sistema lógico que é apropriado para analisar línguas naturais. A regra de inferência chamada Generalização Universal é característica da lógica de primeira ordem: Se ╞ Φ. resulta em um predicado adverbial “ao lado de Luiz” Jumbo é um elefante pequeno Anderson está andando muito rápido Roberta é extremamente pequena Alberto está sentado ao lado de Danilo Didatismo e Conhecimento 146 . Formalizando as Línguas Naturais A lógica de primeira ordem é capaz de formalizar vários quantificadores na lingua natural. então a teoria também tem modelos de todas as cardinalidades infinitas. Tipo Quantificadores sobre as propriedades Quantificadores sobre as propriedades Predicado adverbial Adjetivo Relativo Modificador do predicado adverbial Modificador do adjetivo relativo Preposições Exemplo Se Rafael for satisfeito consigo mesmo. os quais não podem ser implementados com a lógica de primeira ordem (unicamente ordenada): ∀X(∀x(Sx → Xx)→Xs) Não pode ser analisado como Wj ∧ Qj. Mas existem várias características que não podem ser expressas na lógica de primeira ordem. e também ser comumente usada em Ciência da Computação e outras áreas. ou cujo único modelo tem o conjunto dos números reais como domínio. então pode-se deduzir ψ. que é: Se ╞ P. como cores Uma expressão como “extremamente” . como cores Não podem ser analisados como Sj ∧ Ej. Suas limitações incluem limitações em sua expressividade e limitações com relação aos fragmentos das línguas naturais que pode descrever. não há uma teoria de primeira ordem cujo único modelo tem o conjunto dos números naturais como domínio. então ╞ ∀xP Limitações: Apesar da Lógica de Primeira Ordem ser suficiente para formalizar uma grande parte da matemática. Observe que a Generalização é análoga à regra da necessitação da lógica modal. então ╞ ∀xΦ onde se supõe que Φ é um teorema já demonstrado da lógica de primeira ordem. resulta em um novo adjetivo relativo: “extremamente pequena” A preposição “ao lado de” quando aplicada a Luiz. predicados adverbiais não são a mesma coisa que predicados de segunda ordem. predicados adjetivados não são a mesma coisa que predicados de segunda ordem. incluindo a Lógica de Ordem Superior e a Lógica Infinitária. moram na França”. qualquer lógica que seja mais forte que a lógica de primeira ordem falhará em validar o teorema da compaccidade ou em validar o teorema de Löwenheim–Skolem. de acordo com o Teorema de Lindström. quando usado com um adjetivo relativo “pequena”. precisa de uma estrutura muito mais rica que a lógica de primeira ordem” (Gamut 1991). são mais expressivas no sentido de que elas admitem axiomatizações categóricas dos números naturais ou reais. como “todas as pessoas que moram em Paris.

As definições de demonstrabilidade para a lógica de primeira ordem nos estilos de Gentzen (dedução natural e cálculo de sequentes) são baseadas em poucos ou nenhum axiomas.. Cada letra grega pode ser uniformemente substituída. da teoria T. e uma expressão do tipo α [t:= x] denota o resultado da substituição de x por t na fórmula α. Em particular. mas muitas regras de inferência. Um problema aparente com esta definição de “demonstrabilidade” é que ela parece um tanto ad hoc: nós tomamos uma coleção aparentemente aleatória de axiomas e de regras de inferência. Se o cálculo proposicional for definido por um conjunto adequado de axiomas e a única regra de inferência modus ponens (isto pode ser feito de muitas maneiras diferentes. Didatismo e Conhecimento 147 . às vezes chamadas axiomas) então uma sentença Φ se define como demonstrável na teoria T se a ∧ b ∧ . A2 e A3). . Mais precisamente.Os axiomas para a igualdade propostos em seção anterior. b.. que tem muitos axiomas diferentes.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Axiomas e Regras Os cinco axiomas lógicos mais as duas regras de inferência seguintes caracterizam a lógica de primeira ordem: Axiomas: Regras de Inferência Modus Ponens: Generalização Universal: Estes axiomas são na realidade esquemas de axiomas. para algum conjunto finito de axiomas a. mas poucas regras de inferência. Se nós tivermos uma teoria T (um conjunto de sentenças. A definição acima é um exemplo típico do cálculo no estilo de Hilbert. por uma FBF qualquer.Os axiomas dos quantificadores (A4 e A5).→ Φ é demonstrável na lógica de primeira ordem (relação de consequência formal). toda definição razoável de “demonstrável” na lógica de primeira ordem deve ser equivalente à definição acima (embora seja possível que os comprimentos das derivações difira bastante para diferentes definições de demonstrabilidade).Os axiomas circunstanciais do cálculo proposicional (A1. Cálculo de Predicados O cálculo de predicado é uma extensão da lógica proposicional que define quais sentenças da lógica de primeira ordem são demonstráveis.. Uma sentença será definida como demonstrável na lógica de primeira ordem se puder ser obtida começando com os axiomas do cálculo de predicados e aplicando-se repetidamente as regras de inferência “modus ponens” e “generalização universal”. O teorema da completude de Gödel nos assegura de que este não é realmente um problema: o teorema diz que toda sentença verdadeira em todos os modelos é demonstrável na lógica de primeira ordem. em cada um dos axiomas acima. É um sistema formal usado para descrever as teorias matemáticas.. e não é óbvio que não tenhamos acidentalmente deixado de fora algum axioma ou regra fundamental. . então o cálculo de predicados pode ser definido adicionando-se alguns axiomas e uma regra de inferência “generalização universal”. teremos: . como axiomas para o cálculo de predicado. se a igualdade for considerada como um conceito lógico. . Há muitas maneiras diferentes (mas equivalentes) de definir provabilidade.

então não deve ser quantificada em P(x)). (B) duas das afirmativas acima são verdadeiras e três são falsas. Premissa 2: das premissas 3 e 4. (CESGRANRIO .é um conjunto de operadores completo. 03. (D) quatro das afirmativas acima são verdadeiras e uma é falsa. (CESGRANRIO . falsa. (B) B é consequência da lógica de A.é um conjunto de operadores completo. Conclui-se que (A) uma das afirmativas acima é verdadeira e quatro são falsas. V. (C) A é consequência da lógica de B. tem-se que (A) A é consequência da lógica de B.2010 . Analise as afirmativas a seguir: I. Premissa 3: as premissas 1 e 4 são ambas verdadeiras ou ambas falsas. (D) B é consequência da lógica de A.2010 . Didatismo e Conhecimento 148 . uma delas é verdadeira e a outra. III.Petrobrás) Parte superior do formulário Considere as premissas: Premissa 1: as premissas 2 e 3 são verdadeiras. (E) B é consequência da lógica de A. Premissa 4: as premissas 1 e 3 são ambas falsas. um conjunto de operadores B é completo se somente se todos os operadores de A podem ser expressos em função do(s) operador(es) de B. (x não deve aparecer livre em P(c)). IV.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Algumas Equivalências Algumas Regras de Inferência (se c for uma variável. onde A é a sentença e B é a sentença . QUESTÕES 01. Por definição.2010 . II. (CESGRANRIO .Petrobrás) Parte superior do formulário Considere o conjunto de conectivos lógicos da lógica sentencial. (E) todas as afirmativas acima são verdadeiras. (C) três das afirmativas acima são verdadeiras e duas são falsas.Petrobrás) Parte superior do formulário Dadas as sentenças A e B da lógica de primeira ordem.é um conjunto de operadores completo.é um conjunto de operadores completo. 02.é um conjunto de operadores completo.

então Norberto não é estatístico.Toda cobra é um réptil. respectivamente. então Norberto é estatístico. (D) qualquer réptil é uma cobra. A partir dessas informações. (B) 1 e 3. I → (C ∧ G). 149 Didatismo e Conhecimento . . nessas proposições. (D) 2 e 4. é correto concluir que.TRE-MA – Técnico Judiciário) Com base nas regras da lógica sentencial. 04.se na universidade X.Existem répteis venenosos. (C) 2 e 3. (C) todos os advogados formados na universidade X trabalham nessa cidade. com certeza. (E) existem funcionários da prefeitura dessa cidade que não se formaram na universidade X. (D) dentre todos os habitantes dessa cidade. considerando que. (B) todos os funcionários da prefeitura dessa cidade formados na universidade X são advogados.Os motores dos veículos são econômicos. então. (E) 3 e 4.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Sabendo-se que cada premissa acima é exclusivamente verdadeira ou exclusivamente falsa. (FCC . ( ) Certo ( ) Errado 07. I . então Norberto é estatístico. (E) Se existe um réptil venenoso. são verdadeiras APENAS as premissas: (A) 1 e 2. somente os advogados formaram-se na universidade X. Sabe-se ainda que alguns funcionários da prefeitura dessa cidade são advogados. (A) os motores dos veículos são econômicos e não há inflação geral de preços.O preço do combustível automotivo é alto.Há inflação geral de preços. (A) Se Mário não é contador. Se as duas afirmações são verdadeiras. (A) existem funcionários da prefeitura dessa cidade formados na universidade X. necessariamente. também é verdade que (A) Se existe uma cobra venenosa. (D) os motores dos veículos são econômicos e o preço da cesta básica não é estável. (C) Se Mário não é contador. 08. C . então ela é um réptil. (CESPE . 05. (B) o preço da cesta básica não é estável e há inflação geral de preços. (C) o preço do combustível automotivo é alto e os motores dos veículos não são econômicos.Técnico de Controle Externo) São dadas as afirmações: .O preço da cesta básica é estável. (C) algum réptil venenoso é uma cobra.Técnico Judiciário) Todos os advogados que trabalham numa cidade formaram.TCE-GO . (E) Se Mário é contador. (CESPE . (E) o preço da cesta básica é estável e o preço do combustível automotivo é alto. assinale a opção que corresponde à negação da proposição “Mário é contador e Norberto é estatístico”. M . G → M e C ∨ M são verdadeiros.TRE-MG – Técnico Judiciário) Considere as sentenças apresentada a seguir.TRE-PI . (B) Mário não é contador e Norberto não é estatístico. então Norberto não é estatístico.SECONT-ES . Admitindo que os valores lógicos das proposições compostas (M ∨ G) → (C ∧ I). 06. então ele é uma cobra. os símbolos ∨ e ∧ representam os conectivos “ou” e “e”. (FCC .Auditor do Estado) Se a proposição simbolizada por A ∧ B → C for um argumento válido. assinale a opção correta. G . e o símbolo ¬ denota o modificador negação. (CESPE . (D) Se Mário é contador. (B) toda cobra é venenosa. então a proposição A ∧ B ∧ (C) será falsa.

2010 . elas são bidirecionais.Dos bisnetos de Dona Marieta. . apenas nove não tiveram filhos e cada um dos outros teve 2 filhos. Dessa forma. a sentença A é consequência da lógica de B. seria necessário introduzir uma negação dupla (¬¬). três dos quais não lhe deram netos e cada um dos demais lhe deu 3 netos.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 09. Resposta “A”. Dona Marieta completará 100 anos de idade e sua bisneta Julieta resolveu presenteá-la construindo a árvore genealógica de seus descendentes.Técnico de Controle Externo) No próximo domingo. Para tal. podemos afirmar que a sentença A é consequência da lógica (manipulação direta) de B. Sentenças: Para saber qual sentença manipular. percebe-se que a sentença B pode ser “transformada” sem a necessidade de utilização de uma negação dupla. Nessas condições. selecionamos a sentença B para efetuar a manipulação.Os tataranetos de Dona Marieta ainda não têm filhos. é preciso lembrar algumas regras: (1) ¬∃xp(x) = ∀x¬p(x) (2) ¬∀xp(x) = ∃x¬p(x) Para a sentença A ser “transformada”. Manipulando a sentença B: ¬∃x¬p(x) ∨∀xq(x) ∀x¬¬p(x) ∨∀xq(x) ∀x(¬¬p(x) ∨q(x)) ∀x(¬¬p(x) ∨q(x)) Obs.: (¬p(x) ∨ q(x) = p(x) → q(x)) ∀x (¬p(x) → q(x)) Logo. (CESGRANRIO . . Julieta usou as seguintes informações: . Observando a regra (1). A). é correto afirmar que o total de descendentes de Dona Marieta é: (A) 277 (B) 272 (C) 268 (D) 264 (E) 226 10. (B → Didatismo e Conhecimento 150 . . (FCC .TCE-GO . enquanto que cada um dos demais lhe deu 5 bisnetos.Apenas quatro dos netos de Dona Marieta não tiveram filhos. São equivalências lógicas. por exemplo) na sentença original para se chegar ao resultado. É importante mencionar que não foram introduzidos elementos adicionais (negação dupla. ou seja.Dona Marieta teve 10 filhos.Petrobrás) x ↔ y possui a mesma tabela verdade que: (A) x → y (B) x → y (C) (x → y) ∨ y (D) (x → y) ∧ (y → x) (E) (x → y) ∨ (y → x) Respostas 01. pode-se concluir que a alternativa correta é a “A”. Com isso. Com isso.

Resposta “D”. Então para a proposição 1: Como a primeira parte é verdadeira a segunda só poderia ser verdadeira. ¬ } possuem a propriedade da completude funcional.Falsa.¬ e nand (não é). 4) ~C ∨ M que. M. Inicia-se pela proposição 3. Premissa 1: as premissas 2 e 3 são verdadeiras. Supunha que o G era verdadeiro. 2) Se I então (~C ∧ G) que. Premissa 4: afirma que 1 e 3 são falsas. {nor}.Verdadeiro. {∨. FALSO (apenas a premissa 2 é verdadeira a 3 é falsa). Se C então I tem que ser falsa. . portanto 2 deverá ser verdadeira. Premissa 2: até aqui a 4 é verdadeira e a 3 falsa – Verdadeira. . Premissa 3: contraditória com a P4 .Na quarta sentença: ~C ∨ M .se considerar M verdadeira então ~C pode ser falso ou verdadeiro (mas como na primeira sentença já considera C como verdadeira). Como tem o “~” na frente. ∧. O enunciado da questão diz: 1) Se (M ∨ ~G) então (C ∧ ~ I) que equivale a: Se (Se G então M ) então ~(Se C então I). Resposta “A”. desta forma o M só poderia ser verdadeiro.Na terceira sentença: G então M . Resposta “C”. V . Premissa 1: contraditória com a P4 – Falsa. IV . {∧. 3) Se G então M. ou seja ~(se C então I) também tinha que ser verdadeira. Na lógica. 03. Dizemos que um conjunto de operadores é completo se com eles pode exprimir as operações conjunção. . Precisa-se somente das proposições 1 e 3.são a princípio (V).MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 02. que são: ∨. daí a sentença seria verdadeira.Comece pela primeira sentença composta: M ∨ ~G então C ∧ G . ¬} e {→. Premissa 4: as premissas 1 e 3 são ambas falsas.Atribui-se verdadeiro para todas as sentenças simples. um grupo de conectivos tem a propriedade da completude funcional se todos outros conectivos possíveis podem ser definidos em função dele. II . Didatismo e Conhecimento 151 . disjunção e negação. Os conjuntos {nand}. I .Por essa sentença conclui-se que atribuindo à sentença I como verdadeira essa sentença composta seria falsa e como a questão afirma que todas as compostas são verdadeiras. III . então I = Falsa e ~I = V. Premissa 2: das premissas 3 e 4. VERDADEIRA (a premissa 3 é falsa e a 4 é verdadeira). G. I.se considerar M verdadeira então G pode ser falso ou Verdadeiro.Falso. VERDADEIRA. .Falso. Normalmente ler as premissas em ordem inversa facilita a resposta. uma delas é verdadeira e a outra é falsa. Caso contrário a proposição se tornaria falsa. 04. E para ser falsa I deve ser falso e C deve ser verdadeira. ou seja: Não há inflação geral de preços.Verdadeiro. Premissa 3: as premissas 3 e 4 são ambas verdadeiras ou ambas falsas. . Desta forma descobre-se o valor real de cada proposição.Na segunda sentença composta: I então ~C ∧ G .Verdadeiro. ¬ }. C . ou seja.por isso não tinha ainda argumento válido.considerando I (falsa) o resultado era verdadeiro para a sentença independente de ser Falso ou Verdadeiro a 2ª parte . Demonstração da completude funcional em um conjunto: Utilizando apenas a negação (¬) e a implicação (→) podemos gerar todas as outras operações. ou seja: Os motores dos veículos são econômicos. FALSO (premissa 3 é falsa e a 4 é verdadeira).

como deixa dúvida. Logo: Todo indivíduo que fuma costuma faltar ao trabalho. Resumo: Todo e Todo = Todo Todo e Nenhum = Nenhum Algum e Todo = Algum Algum e Nenhum = Algum Não Se todos os advogados são formados na universidade X e se existem funcionários da prefeitura que são advogados. Um argumento válido considere todas as premissas verdadeiras. o C é falso. Considerando: P: “Mário é contador”. Se A ∧ B tem que ser falso. 07.afirma a 1ª parte e nega a 2ª parte = P então não Q. Expressão comum: bronquite. e a conclusão terá que ser verdadeira. significa que ou o A ou o B tem que ser falso (regra do E. logo. pois V então F. Resposta “Certo”.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 05. portanto: Se Mário é contador.uma disjunção . Resposta “D”. esta não pode ser necessariamente correta.Não P ou Não Q. a resposta tem que obrigatoriamente ter a expressão “Todo” e não pode aparecer a expressão comum. um falso tudo falso). é falso. Se a negação de C tem que ser verdade. A partir daí basta transformar ~P “ou” ~Q em sua proposição equivalente: P “se então” ~Q. Sendo ou o A ou o B falso. Ex. Todo indivíduo que tem bronquite costuma faltar ao trabalho. tanto o A. A ∧ B não pode ser verdadeiro. isto torna a questão fácil. A negativa de uma conjunção pode ser: . ele realmente é válido. Q: “Norberto é estatístico”. logo. certamente existem funcionários da prefeitura dessa cidade formados na universidade X. então Norberto não é estatístico.uma condicional . Quando temos a expressão “Todo” e “Todo”. temos que acreditar nisso. Depois descartamos “D” pois aparece a expressão comum “advogados”. torna a proposição A ∧ B ∧ ~C falsa. ou seja. temos que não necessariamente os outro funcionários que não são advogados não se formaram na universidade X. pois nada garante que eles tenham se formado nesta universidade ou não. P e Q = P e não Q. o valor de A ∧ B tem que ser falso obrigatoriamente. V∨V A ∧ B → C (Argumento válido) A ∧ B ∧ (~C) V ∧ V ∧ (~V) V ∧ F = F (Falsa) Nota-se que na proposição composta que a alternativa diz ser falsa só foi usado o conectivo E (∧). 06. senão o argumento não é válido. na resposta prevalece o “Algum” e não pode aparecer a expressão comum. Com relação a letra “E”. . que é o argumento válido trazido pela questão. Resposta “A”. Depois descartamos a “E” pois aparece uma negação “não se formaram na universidade x”. Se a questão diz que o argumento é válido. Quando temos as expressões “Todo” e “Algum”. o B e a negação de C têm que ter valores verdadeiros para a proposição ser verdadeira (regra do conectivo E). Didatismo e Conhecimento 152 . Mário é contador e Norberto é estatístico. logo. A negação de P ∧ Q é ~P “ou” ~Q.: Todo indivíduo que fuma tem bronquite. Na questão acima. pois começam com “Todo”. Se o C é falso. descartamos a “B” e a “C”.

apenas nove não tiveram filhos e cada um dos outros tiveram 2 filhos. então ela é um réptil (Q). . e desses 85 nove não tiveram filhos. (B) Falsa = nem toda cobra é venenosa. enquanto que os outros 17 lhe deram 5 bisnetos cada: 17. 3 = 21 netos. obrigatoriamente o conjunto das cobras. Um grande conjunto é o dos répteis. Já o conjunto dos Venenosos existem 3 possibilidades: 1 . elas podem ser ou não venenosas e os venenosos podem ou não ser répteis e podem ou não ser cobras. Setenta e seis férteis tiveram 152 filhos = 152 férteis. Sete férteis tiveram 21 filhos = 17 férteis e 4 inférteis. netos. Dezessete férteis tiveram 85 filhos = 76 férteis e 9 inférteis. o que implica que 76 tiveram 2 filhos “cada”: 76 . no entanto isto não altera a correção da assertiva. Resposta “C”. são répteis e não são cobras).o conjunto dos venenosos estar parcialmente dentro do conjunto dos répteis. então fazemos o seguinte cálculo: 7. Descendentes = férteis + inférteis = 252 + 16 = 268 descendentes. 3 . toda cobra é um réptil.o conjunto dos venenosos estar totalmente dentro do conjunto dos répteis. Dona Marieta teve 10 filhos = 7 férteis e 3 inférteis. 09. ou seja. Dona Marieta teve 85 bisnetos. desses 21. que é menor.o conjunto dos venenosos estar totalmente dentro do conjunto dos répteis e totalmente dentro do conjunto das cobras. bisnetos e tataranetos: 10 + 21 + 85 + 152 = 268.o conjunto dos venenosos estar totalmente dentro do conjunto dos répteis. Sabemos que Dona Marieta teve 21 netos. mas embasando-se somente nestas duas afirmações não há como se garantir que Algum réptil venenoso é uma cobra. 2 . . . mas não se mistura com o conjunto das cobras. também é verdade que . um conjunto (cobras) dentro do conjunto dos répteis e outro (venenosos) parcialmente dentro e fora (como na figura).Dos bisnetos de Dona Marieta. enquanto que cada um dos demais lhe deram 5 bisnetos. répteis e não são cobras).Os tataranetos de Dona Marieta ainda não têm filhos. Como os tataranetos não tiveram filhos. 5 = 85 bisnetos. (E) Falsa = nem todo réptil venenoso é cobra (há lagartos venenosos. Logo. e parcialmente.Apenas quatro dos netos de Dona Marieta não tiveram filhos. Seguindo os passos: . esta afirmação poderia ser considerada verdadeira. enquanto que 7 lhe deram 3 netos “cada”. a única coisa que conseguimos garantir dentre as alternativas é que “todas as cobras são répteis”. então somamos os filhos. Obs: segundo as afirmações “dadas” não se pode determinar se P é V ou F. pois não é mencionada qualquer ligação entre o grupo das cobras e dos répteis venenosos. quatro não tiveram filhos. No contexto geral. mas.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 08. mas não se mistura com o conjunto das cobras. (D) Falsa = nem todo réptil é uma cobra (Jacaré é réptil). ou seja. com certeza. são dois conjuntos dentro do grande conjunto que é o dos répteis.Dona Marieta teve 10 filhos. (A) Verdade. 2 = 152 tataranetos. três dos quais não lhe deram netos e cada um dos demais lhe deu 3 netos. 4 . (C) Falsa = nem todo réptil venenoso é cobra (há lagartos venenosos. A cobra é um réptil. (P → Q = V). dentro do conjunto das cobras. também. mas segundo as afirmações “dadas” pela questão ela é falsa. Resposta “A”. dos 10 filhos de Dona Marieta 3 não lhe deram netos. estará totalmente dentro do conjunto dos répteis.Se existe uma cobra venenosa (P). Alguns répteis são venenosos. Didatismo e Conhecimento 153 . Se as duas afirmações são verdadeiras. então.

Se A for o complemento de A em S. temos: . 4. de um espaço amostral S ≠ Ø. Simbolicamente: P(Ø) = 0 e P(S) = 1. . todos com chances iguais. a conjunção da sentença x → y com a sentença y → x resulta na sentença x y. será representado por S e o número de elementos do espaço amostra por n(S). . Segundo Sérates (1997). que seria o conjunto A1 = {2. (x → y) ∧ (y → x) equivale a x y. . Evento: Corresponde a qualquer subconjunto do espaço amostral.P(A). portanto são eventos. Assim. Ø = evento impossível.um espaço amostral. Em um evento certo S a probabilidade é igual a 1. 6} C S. Espaço Amostral e Evento Em uma tentativa com um número limitado de resultados.Se A for um evento qualquer de S. 6}.Em um evento impossível a probabilidade é igual a zero. 5. neste caso: 0 ≤ P(A) ≤ 1. se y.a probabilidade do evento número par é 1/2. x se e somente se y: somente admite resposta verdadeira quando ambas possuem o mesmo sinal. Conceito de Probabilidade As probabilidades têm a função de mostrar a chance de ocorrência de um evento. S = evento certo. . Tabela verdade: tabela verdade de x-y e y-x: x se e somente se y é equivalente a y. 4. neste caso: P(A) = 1 . Probabilidade Ponto Amostral.o número de elementos do evento número par é n(A1) = 3. A probabilidade de ocorrer um determinado evento A. . devemos considerar: Ponto Amostral: Corresponde a qualquer um dos resultados possíveis. que é simbolizada por P(A). 3. Espaço Amostral: Corresponde ao conjunto dos resultados possíveis. numerados de 1 a 6.um evento número par.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 10. Didatismo e Conhecimento 154 . é dada pelo quociente entre o número de elementos A e o número de elemento S. e observar o lado virado para cima. Resposta “D”. pois Propriedades de um Espaço Amostral Finito e Não Vazio . Os conjuntos S e Ø também são subconjuntos de S. será representado por A e o número de elementos do evento por n(A). que seria o conjunto S {1. Representando: Exemplo: Ao lançar um dado de seis lados. 2. se x e x.

de dois em dois. nesse caso temos. sempre mutuamente exclusivos. temos: Logo: P(A B) = P(A) + P(B) . Quando os eventos A1. + P(An) 155 Didatismo e Conhecimento . An de S forem.. nesse caso A e B serão denominados mutuamente exclusivos. temos: União de Eventos Considere A e B como dois eventos de um espaço amostral S.. A2. Observe que A ∩ B = 0. …. finito e não vazio.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Demonstração das Propriedades Considerando S como um espaço finito e não vazio. analogicamente: P(A1 A2 A3 … An) = P(A1) + P(A2) + P(A3) + . A3.P(A B) Eventos Mutuamente Exclusivos Considerando que A ∩ B. portanto: P(A B) = P(A) + P(B).

É representada por P(B/A). A3. An de S forem.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Eventos Exaustivos Quando os eventos A1. finito e não vazio. finito e não vazio. P(B/A) P(A ∩ B) = P(B) . mutuamente exclusivos.. finito e não vazio. P(A/B) Didatismo e Conhecimento 156 . …. Estes serão independentes somente quando: P(A/N) = P(A) P(B/A) = P(B) Intersecção de Eventos Considerando A e B como dois eventos de um espaço amostral S. logo: Portanto: P(A1) + P(A2) + P(A3) + . A2. + P(An) = 1 Probabilidade Condicionada Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S. Veja: Eventos Independentes Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S. logo: Assim sendo: P(A ∩ B) = P(A) .. A probabilidade de B condicionada a A é dada pela probabilidade de ocorrência de B sabendo que já ocorreu A. de dois em dois. estes serão denominados exaustivos se A1 A2 A3 … An = S Então.

exatamente.k . (1 – p)n-k QUESTÕES 01. sendo assim: P(A ∩ B) = P(A) . 3 vermelhas e 5 azuis é: 02. pk . e portanto a probabilidade desejada é: Cn. .As k vezes em que ocorre o evento A são quaisquer entre as n vezes possíveis. O número de maneiras de escolher k vezes o evento A é. P(B) Lei Binominal de Probabilidade Considere uma experiência sendo realizada diversas vezes. podemos utilizar a definição ou calcular a probabilidade de A ∩ B.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO Considerando A e B como eventos independentes. portanto Cn. de acordo com a quantidade de filhos. é mostrada no gráfico abaixo. qual é a probabilidade de ocorrer o evento A só k vezes? Resolução: . . Para saber se os eventos A e B são independentes. há Cn.Se a probabilidade de ocorrer o evento A é p e do evento A é 1 – p. em cada tentativa ocorre.Se num total de n experiências. P(A/B) = P(A). ocorrer somente k vezes o evento A. 4 bolas brancas. As 23 ex-alunas de uma turma que completou o Ensino Médio há 10 anos se encontraram em uma reunião comemorativa. A distribuição das mulheres. de maneira que os resultados de cada experiência sejam independentes. dentro das mesmas condições.k eventos distintos. Um prêmio foi sorteado entre todos os filhos dessas ex-alunas.k. ordenadamente. nesse caso a probabilidade de ocorrer k vezes o evento A e n – k vezes o evento A. Várias delas haviam se casado e tido filhos. A probabilidade de uma bola branca aparecer ao se retirar uma única bola de uma urna que contém. nesse caso será necessário ocorrer exatamente n – k vezes o evento A. P(B). um evento A cuja probabilidade é p ou o complemento A cuja probabilidade é 1 – p. (1 – p)n-k. Sendo que. Problema: Realizando-se a experiência descrita exatamente n vezes. é: . logo P(B/A) = P(B). Veja a representação: A e B independentes ↔ P(A/B) = P(A) ou A e B independentes ↔ P(A ∩ B) = P(A) . mas que possuem a mesma probabilidade pk .Sendo assim. A probabilidade de que a criança premiada tenha sido um(a) filho(a) único(a) é Didatismo e Conhecimento 157 . obrigatoriamente.

de acertar. Uma urna contém 6 bolas: duas brancas e quatro pretas. Se na lanchonete. Uma urna contém 4 bolas amarelas. para o décimo cliente. há 25 laranjas. 07 mulheres com 1 filho. respectivamente. A probabilidade de que seja escolhida uma bola com um número de três algarismos ou múltiplo de 10 é (A) 10% (B) 12% (C) 64% (D) 82% (E) 86% 06. numeradas de 1 a 500. a probabilidade de apenas uma delas acertar o alvo é: (A) 42% (B) 45% (C) 46% (D) 48% (E) 50% 08.3. e lê-se o número de cada uma das duas faces voltadas para cima. qual a probabilidade de se obter um rei ou uma dama? 04. A probabilidade de só a primeira e a terceira serem brancas é: 10. Nestas condições.8 e P(A) = 0.5 (B) 5/7 (C) 0. Calcular a probabilidade de serem obtidos dois números ímpares ou dois números iguais? 05. então a probabilidade de que. Uma lanchonete prepara sucos de 3 sabores: laranja. Retirando uma carta de um baralho comum de 52 cartas. qual a probabilidade de ela ser amarela ou branca? 07.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 03. 2 brancas e 3 bolas vermelhas. são utilizadas 3 laranjas e a probabilidade de um cliente pedir esse suco é de 1/3. numeradas de 1 a 6. Para fazer um suco de laranja. Comoas 23 mulheres têm um total de 25 filhos. Duas pessoas A e B atiram num alvo com probabilidade 40% e 30%. A partir da distribuição apresentada no gráfico: 08 mulheres sem filhos. Uma bola dessa urna é escolhida ao acaso. sempre com reposição de cada bola antes de retirar a seguinte. abacaxi e limão. Jogam-se dois dados “honestos” de seis faces. dois eventos independentes A e B são tais que P(A U B) = 0. Podemos concluir que o valor de P(B) é: (A) 0. Uma urna contém 500 bolas. 06 mulheres com 2 filhos. 02 mulheres com 3 filhos.6 (D) 7/15 (E) 0. a probabilidade de que a criança premiada tenha sido um(a) filho(a) único(a) é igual a P = 7/25. Retiram-se quatro bolas.7 09. não haja mais laranjas suficientes para fazer o suco dessa fruta é: Respostas 01. Retirando-se uma bola ao acaso. Didatismo e Conhecimento 158 . 02. Num espaço amostral.

60 .. V3 as vermelhas. 500}. p(B) = 50/500. B2}. A2. p(A. B2 as brancas e V1. B2} → n(S) = 9 A: retirada de bola amarela = {A1. A4}. em que a1 = 10 an = 500 r = 10 Temos an = a1 + (n – 1) . 20. Logo: P(AB) = P(A) + P(B) = 07. 101.. temos n(Ω) = 500 A: o número sorteado é formado por 3 algarismos. 0. Sendo Ω. a probabilidade pedida é: 05. A Ω B: o número tem 3 algarismos e é múltiplo de 10. Temos S = {A1. ou (B) “A” erra e “B” acerta. A e B são eventos mutuamente exclusivos. 110. Considerando os eventos A (dois números ímpares) e B (dois números iguais). A4. Para encontrarmos n(B) recorremos à fórmula do termo geral da P.46 P (A B) = 46% Didatismo e Conhecimento 159 . A = {100.. temos: 500 = 100 + (n – 1) .B) = 06. n(A) = 401 e p(A) = 401/500 B: o número sorteado é múltiplo de 10. 102. Assim. 10 → n = 50 Dessa forma. .18 P (A B) = 0. A Ω B = {100. 499.28 + 0. n(B) = 2 Como AB = . .. A3. Se apenas um deve acertar o alvo. temos: P (A B) = P (A) + P (B) P (A B) = 40% . V2.30 P (A B) = 0. 500}. então podem ocorrer os seguintes eventos: (A) “A” acerta e “B” erra.. 10 → n = 41 e p(AB) = 41/500 Por fim. n(A) = 4 B: retirada de bola branca = {B1.70 + 0. r. 0. No lançamento de dois dados de 6 faces..A. P(dama ou rei) = P(dama) + P(rei) = 04. r → 500 = 10 + (n – 1) .MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 03. são 36 casos possíveis. A2. 500}. 30% P (A B) = 0. Sejam A1... A4 as bolas amarelas.. B1. numeradas de 1 a 6. De an = a1 + (n – 1) . A3. 70% + 60% . . V3 B1. A3. B = {10. o conjunto espaço amostral.40 .. V1. A2. V2.

7 . e um deles tenha pedido outro suco. então: I.MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO 08. A probabilidade de isso ocorrer é: ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 160 . entre os nove primeiros. Temos: P(AB) = P(A) + P(B) – P(A) .3 . P(B) e como P(AB) = P(A) + P(B) – P(AB).8 = 0.Para que não haja laranjas suficientes para o próximo cliente. temos: 10. (PB) = 0.3 + P(B) – 0.5 P(B) = 5/7. P(B) 0. P(B) 0. 09. pois seriam necessárias 27 laranjas.Como cada suco de laranja utiliza três laranjas. P(AB) = P(A) . não é possível fornecer sucos de laranjas para os nove primeiros clientes. Representando por a probabilidade pedida. II. é necessário que. oito tenham pedido sucos de laranjas. Supondo que a lanchonete só forneça estes três tipos de sucos e que os nove primeiros clientes foram servidos com apenas um desses sucos. Sendo A e B eventos independentes.

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