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Revista Âmbito Jurídico

Internacional

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06/11/2013 16:44

[9] Os direitos fundamentais. Valores que antes eram colocados em segundo plano podem vir a fazer parte da Carta Magna.. quando entrou em vigor em 1966. que deve se adequar aos anseios da sociedade.. a concepção monista. ele próprio também seja fator de mudança social. no entendimento aqui consubstanciado é no sentido de acatar a tese da superioridade. A legitimidade material da Constituição não consiste somente na constituição de órgãos.. para que haja a realização concreta de sua função social. Questão de intensa celeuma é a discussão acerca da existência ou não de superioridade hierárquica entre a lei complementar e a lei ordinária. Sob esse prisma. nesse prisma. é adotada a teoria monista nacionalista. em dois turnos. Nesse comento ouve a prevalência do Pacto de São José da Costa Rica. Cada uma dessas concepções é passível tanto de críticas quanto de aplausos. Por fim. caso a norma estabelecida no tratado internacional seja tendente a abolir uma cláusula pétrea. Palavras-chave: Tratados internacionais. Contudo.096-0/2007 Rio Grande do Sul Quando a questão da hierarquia dos tratados internacionais parecia finalmente estar pacificada. o fazem considerando os aspectos formais. Internacional A posição hierárquica dos tratados internacionais e da lei complementar no ordenamento jurídico brasileiro Felipe Bruno Santabaya de Carvalho Resumo: O presente trabalho tem por objetivo fazer um estudo acerca da questão hierárquica dos tratados internacionais que no caso do direito brasileiro. [10] Decerto. pelo qual preponderam os valores atinentes à igualdade e a liberdade. sempre observando o princípio da concordância prática. Em que pesem os defensores da segunda corrente. supralegalidade e status de emenda constitucional. o Supremo Tribunal Federal decidiu que tal forma civil de cerceamento da liberdade do indivíduo deveria ser abolida. Lei complementar. 5º.com. tal diploma internacional não deverá jamais prevalecer. no nosso entendimento a supremacia hierárquica. Com a CRFB/88. 1. we analyze the issue of the hierarchical position of the CTN. Isto devido o fato de que pela extrema importância do tema. tradicionalmente o que sempre foi considerado materialmente constitucional foi à divisão de poderes e o rol de direitos e garantias fundamentais. nesse aspecto. Para os que adotam a teoria dualista. de qual norma deverá haver prevalência? Uma resposta a esse questionamento reside na análise acerca da possibilidade ou não da tangibilidade do dispositivo.[2] sempre invocando a supremacia constitucional sobre toda e qualquer norma. diante do fato de que a CRFB/88 dispunha de forma expressa duas maneiras em que caberia a prisão civil por dívidas: 1) em caso de o indivíduo ser devedor de pensão alimentícia e 2) no caso do depositário infiel. é analisado o assunto da posição hierárquica do CTN. que quando fora elaborado era uma lei ordinária e com o advento da Constituição Federal de 1988 fora recepcionado como lei complementar. devem ser aplicados no caso concreto. que em linhas gerais defende que um dia seja instaurada a ordem única e o monismo da linha nacionalista. Trata-se. possuía o status de lei ordinária. A posição que reputamos mais condizente é a que preconiza os direitos humanos como unidade indivisível e interdependente. a tese da hierarquia dos tratados internacionais somente fora finalmente aceita pelo Supremo Tribunal Federal quando o Pretório Excelso se deparou com um Recurso Extraordinário envolvendo a prisão civil do depositário infiel. o que já disciplinava o Pacto de São José da Costa Rica. existem duas teorias quais sejam: a teoria dualista e a monista. Finally. exige também uma fundamentação dos atos dos poderes públicos. [8] No que tange aos tratados internacionais que não versarem sobre direitos humanos serão equivalentes às leis ordinárias. apenas a Constituição Federal é que possuiria superioridade normativa.096-0/2007 Rio Grande do Sul) 2 de 5 06/11/2013 16:44 . Isto porque o simples fato de uma norma não retirar se fundamento de validade em outra não exclui. [6] Nesse comento. O direito brasileiro passou a ter três graus hierarquias no que tange aos tratados internacionais: lei ordinária. [5] Essa decisão foi bastante inovadora. devido a sua alta eficácia axiológica. acerca da prisão civil do depositário infiel. No que pertine a relação entre os tratados internacionais e o ordenamento jurídico interno. 229. serão equivalentes às emendas constitucionais. no que tange a posição do direito internacional perante o direito interno. os tratados internacionais no ordenamento jurídico brasileiro passaram a ter três hierarquias que cumprem ser diferenciadas: a) os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos. que veda qualquer prisão civil por dívidas. on the understanding here is embodied in the sense of accepting the claim of superiority. O Código Tributário Nacional. [12] Essa mudança do paradigma constitucional é decorrente da cultura e do momento histórico e político de um país.A posição hierárquica dos tratados internacionais e da lei complementa. Também é abordada a questão da polêmica acerca da superioridade hierárquica da lei complementar em relação à lei ordinária o que. por três quintos dos votos dos respectivos membros. fora defendida uma hierarquia de supralegalidade para os tratados internacionais sobre direitos humanos aprovados pelo procedimento ordinário. 229. portanto superior hierarquicamente às leis ordinárias que tratam de matéria tributária. Na ocasião. [4] Contudo. de um tema bastante polêmico no direito constitucional a aferição do que seja formalmente ou materialmente constitucional. Isso só demonstra a tese de que o direito é parte do emaranhado social. o efeito mais relevante desse julgado que cabe destacar. Tal fundamentação é dada pelo rol de direitos e garantias fundamentais. [1] Quanto à concepção monista. http://www. Abstract: This paper aims to do a study on the issue of hierarchical international treaties in the case of brazilian law is adopted the monist theory of nationalism. No entendimento aqui consubstanciado. este suscita calorosos debates. que a norma constitucional em apreço indica que a Constituição brasileira ao elencar os direitos e garantias fundamentais não o fez de forma taxativa. de maneira a que os objetivos almejados na Magna Carta sejam por fim atingidos de forma plena. Superioridade hierárquica. Uma conseqüência de ordem prática e de importância salutar consiste no fato de que os tratados internacionais sobre direitos humanos que tenham sido aprovados por esse quórum dificultoso. muito embora. which was drawn out when a statute. a própria Carta Magna admitiu expressamente a coexistência com outros direitos decorrentes do regime e dos princípios adotados por ela.ambito-juridico. e aqui se inclui o nosso entendimento. servirão de parâmetro de controle de constitucionalidade. Complementary law. eis que um Recurso Extraordinário (RE n. nesse diapasão. “o direito internacional e o direito interno de cada Estado são sistemas rigorosamente independentes e distintos.. no caso concreto. a Constituição não estabeleceu limites acerca da matéria que pode ser tratada em sede de lei complementar o que na nossa compreensão impede que o intérprete do direito possa conceber que as leis complementares possam tratar somente de matéria disposta de maneira prévia na CRFB. sobre um direito humano fundamental basilar qual seja o de liberdade. [7] Já os tratados internacionais de direitos humanos aprovados pelo procedimento ordinário terão o status de supralegal. Ao contrário. é que o ordenamento jurídico brasileiro passou a admitir somente uma forma de prisão civil por dívidas qual seja a do devedor de pensão alimentícia. Hierarchical superiority. significando que aos direitos fundamentais deve ser conferida a mais ampla efetividade. tendo em vista que dispunha nesse caso. §2º da CRFB/88 adotou o sistema da incorporação automática dos tratados internacionais de direitos humanos. The paper also addresses the issue of controversy about the hierarchical superiority of the law is complementary to the common law which. refletindo de maneira decisiva no texto constitucional. foi recepcionada como lei complementar e. data máxima vênia não lhes assiste razão. deve prevalecer a mesma. 1 O POSICIONAMENTO HIERÁRQUICO DOS TRATADOS INTERNACIONAIS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO Antes de adentrar no cerne da formação dos tratados internacionais. de acordo com abalizada doutrina. [3] O art. ou princípio da interpretação efetiva ou da eficiência. Os defensores da existência da superioridade. esta se divide em monismo kelseniano. Isso significa que. em razão do princípio da máxima efetividade. pois a evolução da sociedade bem como os anseios desta varia no tempo e no espaço.1 A hierarquia dos tratados internacionais em matéria tributária à luz da decisão do Supremo Tribunal Federal: RE n. INTRODUÇÃO A relação entre os tratados internacionais e o direito brasileiro. mesmo antes do advento da Constituição Federal de 1988 sempre foi uma questão de cunho tanto teórico quanto prático. Mas a grande questão que se mostra de extrema importância consiste no seguinte questionamento: caso um tratado internacional que verse sobre direitos humanos seja colidente com uma cláusula pétrea da Constituição. A partir do julgamento. Importante não olvidar que o instrumento internacional que serviu de paradigma para o julgamento supramencionado trata-se do Pacto de São José da Costa Rica. [11] Sobre esse prisma. Além disso. faz-se necessário a exposição de algumas considerações. diante do fato de que. se a norma constante no tratado seja no sentido de ampliar a proteção a um direito individual. salvo a do devedor de alimentos. de tal modo que a validade jurídica de uma norma interna não se condiciona à sua sintonia com a ordem internacional”. and with the advent of the Constitution of 1988 was approved as a supplementary law. cumpre destacar a ampliação do que sejam consideradas normas materialmente constitucionais.br/site/?n_link=revista_artigos_leitur. o que reflete. que “dão relevo especial à soberania de cada Estado e à descentralização da sociedade internacional”. observando. Keywords: International treaties. Os que negam se valem principalmente do argumento consistente no fato de que nem sempre uma lei ordinária retira seu fundamento de validade da lei complementar sendo que no final. Esse fato também não retira a característica da superioridade hierárquica da lei complementar sobre a lei ordinária. que forem aprovados em ambas as Casas do Congresso Nacional. caso uma lei ordinária divirja desse tratado internacional a mesma será reputada como inconstitucional.

Compete privativamente ao Presidente da República: VIII-celebrar tratados. tendo em vista que o mesmo preconizava que “a hierarquia ideal corresponde a esta gradação. isso não retira o caráter de atualidade do citado conceito na compreensão aqui perfilhada. [13] Nesse recurso extraordinário. e destinado a produzir efeitos jurídicos”. o ente externo. [23] Contudo. [30] Importante observar. faz com que seja retomada a discussão acerca da posição hierárquica dos tratados internacionais. deve obediência à Constituição Federal. ao que nos parece. a sanção consistente em majorar exacerbadamente o imposto de importação e o de exportação dificultando. Importante esclarecer que como o próprio nome já supõe. Não atinge. sendo que a essa época a lei complementar ainda não existia de maneira autônoma. não merece prosperar. importante frisar o escalonamento das normas no âmbito do ordenamento jurídico brasileiro. b) discricionariedade.a cada Estado soberano cumpri determinar a competência de seus órgãos para a ratificação de tratados. somente através da ratificação do tratado é que um Estado se obriga perante o outro no plano internacional. “É diante de uma situação fática de confronto que a sua superioridade hierárquica se revelará.. mas é reflexo da realidade sócio-jurídica. reside no fato de que nem sempre as leis ordinárias retiram seu fundamento de validade na lei complementar. ou seja. por exemplo. [20] A próxima etapa é ratificação. a República Federativa do Brasil. A lei complementar surgiu em razão da necessidade de regulação específica de determinadas matérias. nessa monta. compondo uma estrutura dinâmica chamada de sistema jurídico”. Disso de depreende que pouco importa o conteúdo do tratado em matéria tributária. [26] Decerto. faz-se mister esclarecer que qualquer Estado que seja detentor de soberania tem capacidade para a celebração de tratados internacionais. com o desiderato da resolução de dilemas que encontram no campo da lógica. tendo em vista que tal conceito não é dinâmico. fazer uso das sanções comerciais. tecer minúcias acerca do escalonamento das normas no ordenamento jurídico de uma maneira genérica. o regimento interno de uma empresa nem sempre retira seu fundamento em uma lei ordinária 3 de 5 06/11/2013 16:44 . que o Supremo Tribunal Federal sempre negou que houvesse qualquer espécie de hierarquia normativa entre as espécies normativas em comento. [14] De fato. Ainda. mas é uma construção escalonada de diferentes camadas ou níveis de normas jurídicas”. [15] Sob esse enfoque. quem possui soberania não é um ente específico da Federação como os Estados. nesse prisma. portanto. Privativa é a competência que pode ser delegada a outrem. [18] Desse dispositivo se depreende que a competência para a celebração de tratados internacionais é privativa do Presidente da República. ainda que o acordo ainda não tenha entrado em vigor. sujeitos a referendo do Congresso Nacional”. insta esclarecer que esse ato. A aferição da hierarquia é uma tarefa essencial dos aplicadores do direito. Kelsen leciona que “a ordem jurídica não é um sistema de normas jurídicas ordenadas no mesmo plano. a título de esclarecimento. não merece guarida tal concepção da Suprema Corte. [24] Em última análise. [25] Não cabe. diante do fato de que a validade das normas infraconstitucionais está sujeita a observância do princípio da compatibilidade vertical. a entrada de um determinado produto em um país que não cumpriu ao acordado nos termos do tratado internacional. Distrito Federal e Municípios. conforme será demonstrado.. cabe fazer uma observação. A principal consequência jurídica desta circunstância reside na superioridade da lei complementar sobre a ordinária”. si só não produz efeitos jurídicos vinculantes. comportar diversas modificações através de legislação ordinária. 84. necessário não olvidar que essa definição supracitada é datada do ano de 1962. Nesse comento. Passemos agora a tratar da posição hierárquica da lei complementar de maneira específica. Antes de adentrar no tema da posição hierárquica da lei complementar. [27] Um dos principais doutrinadores que tratam desse assunto. existem determinados mecanismos de coerção de que se valem os países signatários como. Entretanto não poderia tais matérias a um só tempo.com. do Presidente da República. cabe pontuar as características da ratificação dos tratados internacionais. Sob esse aspecto. Trataremos neste trabalho das duas. Sobre competência privativa insta fazer alguns esclarecimentos: não se pode confundir competência privativa com competência exclusiva. estaria exercendo o papel de chefe de Estado e não de chefe do Poder Executivo. A produção de efeitos jurídicos. que por sua vez é vedada de maneira expressa pela CRFB/88 no art. Isto porque além de desprestigiar a lei complementar. ou seja. 84. inciso III.br/site/?n_link=revista_artigos_leitur. Porém. É que. [16] A partir dessa definição. [22] No que pertine a irretratabilidade. tratasse de um tema que de há muito tempo vem provocando intensas celeumas doutrinárias. no plano internacional." [28] Este entendimento.. Do Distrito Federal ou dos Municípios”. a proibição contida no art. o fato de uma norma não retirar seu fundamento de validade na outra não indica que não haja concretamente hierarquia. III da Carta Magna diz respeito apenas ao Estado brasileiro como ente interno: União. conceituando-se tratado como “todo acordo formal concluído entre pessoas jurídicas de direito internacional público. cabe fazer uma complementação. sob pena de que fossem impossibilitadas alterações posteriores. 151. Trata-se de um mero aceite do Estado no que pertine à forma e conteúdo definitivo do tratado. Ainda que não se trate de tratados sobre direitos humanos. que não ostentam a rigidez dos preceitos constitucionais. No tocante ao ato de assinatura do tratado. Entretanto. Dessa definição se pode constatar que as leis complementares estão em uma zona intermediária entre as normas preconizadas pela Constituição Federal e as leis ordinárias. [17] Logo. foi o fato de que o Chefe do Poder Executivo ao firmar tratados. Segundo ele "a lei complementar fora de seu campo específico-que é aquele expressamente estabelecido pelo constituinte– nada mais é que lei ordinária. como todo e qualquer fenômeno jurídico. pode o país que se sentiu prejudicado. não pode haver delegação. os Municípios. Além da negociação. reduz a esfera de supremacia dessa espécie normativa à lei ordinária. Aqueles são detentores de autonomia. Já no caso da competência exclusiva. não há que se sustentar o argumento de que pelo fato de eventualmente uma lei complementar tratar de matéria estranha ao texto constitucional ela seja despida de superioridade hierárquica. Contudo. cabe o seguinte questionamento: ainda se pode dizer que o tratado tem hierarquia de lei ordinária à luz da decisão supra? Um dos argumentos utilizados. como no caso brasileiro. mais dois atos compõe o início da formação dos tratados: a conclusão e a assinatura do tratado. como na que afirma. Dessa importante decisão. Um dos argumentos utilizados pela doutrina que nega a superioridade hierárquica da lei complementar.A posição hierárquica dos tratados internacionais e da lei complementa.. sob esse aspecto. que são de competência do Poder Legislativo. Após a assinatura do tratado pelo Presidente da República. inciso VIII da Constituição Federal de 1988: “Art. inc. a isenção de tributo estadual prevista em tratado internacional firmado pela República Federativa do Brasil. tendo em vista que existem fortes argumentos tanto no tocante a tese que nega a superioridade hierárquica da lei complementar. quais sejam: a) competência.ambito-juridico. Trata-se da denominada competência negocial. caso um determinado Estado que tenha ratificado um tratado internacional descumpra os termos do mesmo. signatária de um tratado. em se tratando de um tratado internacional que disponha sobre isenção tributária. reconheceu que não caracteriza hipótese de isenção heterônoma. que é dotado de soberania. o doutrinador supramencionado ainda não negava a hierarquia da lei complementar. Em primeiro lugar. exprime definitivamente. Tais atos são privativos do Chefe do Poder Executivo Federal. E o faz principalmente invocando o fato de que nem sempre a lei ordinária retira seu fundamento de validade na lei complementar. [29] Isto pode ser justificado devido o fato de que o legislador constituinte não estabeleceu limites acerca do conteúdo que pode ser tratado por meio de lei complementar. somente no caso concreto é que pode ser auferido se ocorre ou não a superioridade hierárquica. Entretanto. devido a superioridade hierárquica já por nós abordada. por exemplo. não poderia. conforme disposto no art. 1. Com a devida vênia. nem tampouco devem comportar a revogação (perda da vigência) por força de qualquer lei ordinária superveniente”. que veda à União “instituir isenções de tributos da competência dos Estados. não possui a competência negocial para a celebração de tratados. [19] Essa assertiva reforça a prevalência da soberania do Estado no tocante ao ato de incorporação do tratado no direito interno do Estado. as leis complementares são um complemento das normas constitucionais.2 Processo de formação dos tratados internacionais Feitas essas considerações iniciais. Porém. que decorre da soberania do Estado e por fim a irretratabilidade. toda norma de um ordenamento que tenha uma Constituição rígida. o Distrito Federal e a União e sim a República Federativa do Brasil. uma lei ordinária revogar um tratado internacional que versasse sobre matéria tributária. o STF em uma decisão inovadora. No caso do Brasil. http://www. diz respeito aos efeitos do tratado no plano do direito interno dos países signatários do tratado. que consiste no “ato unilateral com que a pessoa jurídica de direito internacional. situadas umas ao lado das outras. 2 A POSIÇÃO HIERÁRQUICA DA LEI COMPLEMENTAR E DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL A lei complementar pode ser conceituada como um “tertium genus de leis. com a devida vênia. Até porque o ordenamento jurídico é a expressão máxima da soberania de um país. convenções e atos internacionais. o que descaracterizaria a hipótese de isenção heterônoma. 151. não estabelecendo ressalvas no tocante ao conteúdo do tratado. o próximo passo é a apreciação e aprovação. Estados. pois a título de comparação. não há que se dizer que o tratado internacional está no perfil de lei ordinária e sim no status da supralegalidade. já que esta é uma realidade em movimento. se pode afirmar que todo Estado que não é soberano. Sendo assim. sua vontade de obrigar-se”. Inicialmente. e que modificou o entendimento no que tange a superioridade hierárquica da lei complementar é Geraldo Ataliba. os tratados internacionais que versem sobre matéria tributária sempre serão superiores hierarquicamente à lei ordinária. o artigo 98 do Código Tributário Nacional afirma expressamente a superioridade hierárquica dos tratados internacionais. mesmo o Estado tendo se obrigado no plano internacional por meio da ratificação. A conclusão que se chega é a de que. [21] Portanto. não se pode obrigá-lo efetivamente a cumprir o tratado. passemos nesse momento para a análise do processo de formação dos tratados propriamente dito. nesse breve ensaio.

não basta que os direitos fundamentais estejam disciplinados de maneira expressa. São relativos não somente a ideia do fim. Nesse contexto. ou seja. para que se possa melhor compreender como a característica da autonomia normativa da lei complementar é decorrência do aludido princípio. Contudo. é o já mencionado art. deve ser observado o princípio da segurança jurídica. sendo uma clara manifestação de garantia do contribuinte contra esses arbítrios. se pôde observar que a expansão dos tratados internacionais ocasionou uma mudança de paradigma do Supremo Tribunal Federal no que tange a utilização desses instrumentos normativos internacionais. 169 da CRFB/88). http://www. o entendimento aqui perfilhado será no sentido de acatar a tese doutrinária que pugna a existência de uma hierarquia normativa entre a lei complementar e a lei ordinária. 2. 59 da CRFB/88. os ordenamentos jurídicos não disciplinam. não importa o fato de a matéria tratada na lei complementar não esteja disciplinada previamente na CRFB. o princípio da segurança jurídica. ao contrário da lei ordinária. pelos mesmos motivos expostos no que tange à hierarquia da lei complementar em geral. em que pese os diversos entendimentos em sentido contrário.. Disso se aduz que as leis ordinárias têm por objetos matérias de caráter residual. em virtude de uma hermenêutica que prima facie deve obedecer a uma interpretação sistemática do direito. Todavia. a lei ordinária). O que se almeja hodiernamente é a efetivação de tais direitos. possibilidade de revogação da lei ordinária pela lei complementar. Daí a relação que se estabelece entre a autonomia normativa da lei complementar e o princípio da segurança jurídica. razão pelo qual.3 A posição Hierárquica do Código Tributário Nacional Questão igualmente controvertida. não se pode olvidar que a própria CRFB dispôs expressamente sobre algumas matérias que somente podem ser tratadas através de lei complementar (à guiza de exemplo. não importando o aspecto material.ambito-juridico. aspectos esses que estão consubstanciados no trinômio quórum qualificado para aprovação.2 Nosso posicionamento acerca da existência ou não de superioridade hierárquica entre a lei complementar e a lei ordinária Diante do foi exposto. dispôs de maneira expressa em seu art. para quem “o direito é por excelência. façamos a correlação entre o princípio da segurança jurídica e a autonomia normativa da lei complementar. portanto prevalece sobre a legislação ordinária. O princípio da segurança jurídica decorre do próprio valor justiça. [36] Sob esse aspecto leciona com percuciência ATALIBA. 98. Isto porque. na nova ordem constitucional em que se vive. se o legislador constituinte não estabeleceu uma limitação acerca do que pode ser tratado em sede de lei complementar. Um dispositivo do CTN que reforça a superioridade deste em relação à lei ordinária. que quando entrou em vigor possuía o status de Lei ordinária e com o advento da CRFB/88 foi recepcionado como lei complementar e. o seguinte questionamento poderá vir a surgir: É possível editar lei complementar sobre matéria cuja previsão originária não dispunha sobre essa possibilidade? Entendemos que sim. insta frisar que o princípio da segurança jurídica possui estreita relação com os direitos fundamentais e com os princípios constitucionais do direito adquirido. a Lei nº 9. independentemente do conteúdo do tratado. Essa representa a diferença formal entre essas duas espécies normativas.A posição hierárquica dos tratados internacionais e da lei complementa.1 Lei Complementar e autonomia normativa: corolário do princípio da segurança jurídica Antes de analisar a questão da autonomia normativa da lei complementar. não cabe ao intérprete do direito estabelecer tais limites. a aferição de hierarquia de uma espécie normativa. tendo em vista que “se a lei é garantia de estabilidade das relações jurídicas. supralegalidade e no caso de tratados sobre direitos humanos que tenham observado aos requisitos formais terão o status de emendas constitucionais. sempre observando aos preceitos da Lei Maior. Referências bibliográficas 4 de 5 06/11/2013 16:44 . Nessa esteira de raciocínio. não caberia uma interpretação no sentido de restringir. quórum qualificado para aprovação e possibilidade de revogação de uma lei complementar sobre uma lei ordinária. se tem observado o crescimento em demasia de práticas arbitrárias em matéria tributária. não pode ser conduzida dessa maneira tão simplória. Tal diferença reside no fato de que as leis complementares dizem respeito a certas matérias dispostas de maneira prévia na Constituição via de regra. no que toca à aferição da hierarquia de uma norma em relação à outra é somente o aspecto formal.868/99. embora. instrumento de segurança”. Isto porque. há também uma diferença de cunho material.. acima de tudo. ou seja. quer seja em maior ou menor grau de intensidade. Á partir do julgamento de um caso concreto de prisão civil de depositário infiel. A aferição da hierarquia se dá com o trinômio autonomia legislativa-quórum qualificado para aprovação e possibilidade de revogação da lei ordinária pela lei complementar. tais direitos já haviam sido disciplinados. nem abriu margem para qualquer interpretação nesse sentido. 2. necessário que se faça alguns comentários pertinentes acerca do princípio da segurança jurídica. CONSIDERAÇÕES FINAIS Em conclusão. o art. inclusive invocando motivos pautados no interesse social e na segurança jurídica. [38] Sob esse enfoque. pode ser elencado o uso indiscriminado de medidas provisórias em matéria tributária. 59 da CRFB. é um conceito objetivo. que exige o quorum de maioria simples. As controvérsias.. representa um afronta a essência da Constituição Federal. o art. Entretanto nada impede que as leis complementares disciplinem matérias estranhas ao texto constitucional. o que não descaracteriza a superioridade dessa espécie normativa em relação aquela. Uma característica da lei complementar que reforça a tese de sua superioridade hierárquica reside no fato de que uma lei complementar não pode ser revogada por uma lei ordinária. E não se podia naquela. no fato de que a lei complementar exige quorum de maioria absoluta para sua aprovação. na CRFB DE 1967/69. Também concluímos que não há que se limitar o que pode vir a ser matéria de lei complementar. era o correspondente do atual art. [34] Se o próprio legislador constituinte não estabeleceu qualquer limitação no que tange ao conteúdo das leis complementares. A principal diferença reside basicamente nos aspectos formais. [37] De fato. é imperativo não olvidar que tais práticas não são um fato novo. mas também a própria determinação da hierarquia ou das relações de primazia a serem estabelecidas entre esses três elementos”. Entretanto. Nesse comento. que expressamente estabeleceu a superioridade hierárquica dos tratados internacionais em matéria tributária. Em contrapartida. do devido processo legal dentre outros. a CRFB possui inúmeros dispositivos concernentes à tributação. [39] Á guiza de exemplo. se o legislador constituinte não dispôs sobre qualquer limite. [33] Isto porque. conceito finalístico da lei”. a discussão acerca do tema ganha contornos de extrema importância. diz respeito à posição hierárquica do CTN. Via de regra. do mesmo modo há essa hierarquia no âmbito do CTN. a tese que defende que a lei complementar possa vir a ser revogada ou modificada por outra lei que não possua a mesma forma (como por exemplo.. [32] Sob esse aspecto foi extremamente feliz o posicionamento supra. Como a Constituição Federal não dispôs de forma expressa quais as matérias que poderiam ser tratadas por meio de lei complementar. concluir-se pela hierarquia unicamente pelo critério topológico. O que aconteceu foi a ampliação dos atores sociais que procedem com ditas práticas que antes eram adstritas somente aos governantes. ao se aferir se uma norma está conforme ou desconforme com a CRFB.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitur. a relevância e a urgência. Sempre existiram. mas apenas por outra lei complementar. Os elementos que caracterizam a ideia de um direito coerente com a realidade social vivenciada em uma determinada época histórica são “a justiça e a segurança. que é de 1966. conforme foi aqui asseverado. até porque desde a Carta Magna Imperial de 1824. Importante ponderar que a autonomia normativa e a superioridade hierárquica da lei complementar não existem pelo simples fato de a mesma estar inserida no art. E por fim. Isto porque. faz-se necessário que se estabeleça a distinção entre lei ordinária e lei complementar. o direito brasileiro passou a ter três graus hierárquicos no que pertine aos tratados internacionais: lei ordinária. a esse respeito. Inicialmente. a priori. o único elemento a ser considerado. nesse comento. Isto não retira o fato de esta espécie normativa ser superior hierarquicamente às leis ordinárias. logo abaixo das emendas constitucionais. residem no fato de que. Todavia. Os aspectos formais são os únicos que devem servir de paradigma para a constatação desse entendimento. ainda que não trate sobre direitos humanos. Isto porque. Acerca dessa assertiva. mas não o contrário e a autonomia legislativa da lei complementar. No tocante à questão da hierarquia entre as leis complementares e as leis ordinárias. tal qual nesta. o princípio da segurança jurídica serve de parâmetro para o controle de constitucionalidade brasileiro. formalmente. reputamos que o Código Tributário Nacional. [31] A título de comparação. a segurança se destina a estas e às pessoas em relação. 2. uma lei complementar possui a prerrogativa de revogar uma lei ordinária. 27. foi recepcionado pela CRFB/88 com status de lei complementar. Entretanto. seja uma lei ordinária. acatamos a tese que sustenta que existe hierarquia entre as primeiras sobre as últimas devido a três elementos básicos: autonomia normativa da lei complementar. que de maneira alguma cumprem os requisitos constitucionais estabelecidos pela Carta Magna quais sejam. aplicam-se as disposições que dizem respeito à lei ordinária. [35] Feitas essas ponderações iniciais. que trata da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) e da ação declaratória de constitucionalidade (ADC). não há que se considerar que as leis complementares somente possam tratar de conteúdo previsto de maneira prévia no texto constitucional. que dispunha das espécies normativas. 46. muito pelo contrário. de maneira expressa. [40] Importante não olvidar que o Código Tributário Nacional.

ambito-juridico. ed. 2000. Carlos Aurélio Mota de. [28] ATALIBA. BASTOS. A lei complementar: hierarquia e importância na ordem jurídico-tributária. Lei complementar na Constituição.br/site/?n_link=revista_artigos_leitur. In: Âmbito Jurídico. o texto da Carta Política’’. Hugo de Brito. REALE. Direito internacional público: curso elementar. 47. 1997. 62. Gomes. rev. 13. [36] RADBRUCH apud MACHADO. ed. art. A lei complementar. Alberto. Direito constitucional. República e Constituição. uma vez regularmente incorporados ao direito interno. p. Relator originário: Min. Fortaleza-CE. no sistema jurídico brasileiro. Miguel. Direito internacional público: curso elementar.com. p. http://www. São Paulo: Saraiva. 74. Hans. nº 23. ed. J. Francisco. ed. [9] BARROSO. Lei complementar tributária. São Paulo: Dialética. Ano 4. Celso de Mello (08. Direito constitucional.480/DF. SILVA. Teoria pura do direito. transgredirem. p. 1998. EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. [12] CANOTILHO. Direito internacional público. 2. Dissertação (mestrado). p. Geraldo. 50. Felipe Bruno Santabaya de. 2010. [32] BORGES. Maria Alessandra Brasileiro de. 103. 2000. p. Parlamentarismo brasileiro. ed. [20] Ibidem. Rio de Janeiro: Forense. Ano 4. Posição hierárquica da lei complementar. Maria Alessandra Brasileiro de. Precedentes [. 6.. p. Celso Ribeiro. Acesso em nov 2013. [29] MACHADO. 33. [8] CRFB/88. Anteriormente. entre estas e os atos de direito internacional público. nos mesmos planos de validade. Teoria pura do direito. Informações Bibliográficas CARVALHO. Lei complementar: teoria e comentários. [21] REZEK.º. São Paulo: Revista dos Tribunais. República e Constituição. rev. São Paulo: Saraiva. Direitos humanos e o direito constitucional internacional. p. Recorrente: Central Riograndense de Agroinsumos LTDA. Em consequencia. [11] FERREIRA FILHO. São Paulo: Revista dos Tribunais. cit. ed. havendo. Lei complementar tributária. [2] Ibidem. Relatora para o acórdão: Min. 1997. Min. [18] CRFB/88. ver. J. 1. 1962. 1999. Maria Alessandra Brasileiro de. ed. 88. p. revista e ampl. 6. A aplicabilidade das normas constitucionais. São Paulo: Celso Ribeiro Bastos-Instituto Brasileiro de Direito Constitucional. p. p.. incorporados ao sistema de direito positivo interno. e atual. independentemente da propositura da ação de depósito”. Flávia. São Paulo : LTr. _______________. 10. José Souto Maior. ISENÇÃO DE TRIBUTO ESTADUAL PREVISTA EM TRATADO INTERNACIONAL FIRMADO PELA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. 190 f. Comentários à Constituição brasileira de 1988. A posição hierárquica dos tratados internacionais e da lei complementar no ordenamento jurídico brasileiro. p. in: Revista Thémis-Revista da ESMEC nº1. de eficácia e de autoridade em que se posicionam as leis ordinárias. J. v. São Paulo: Saraiva. e atual. Manoel Gonçalves.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11148&revista_caderno=16 >. REZEK. 2002. Felipe Bruno Santabaya de Carvalho Mestrando em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC). [13] Supremo Tribunal Federal.. Direitos humanos e o direito constitucional internacional. A lei complementar. Geraldo. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988 DO ACORDO GERAL DE TARIFAS E COMÉRCIO. Carlos Aurélio Mota de. 117. 1975. São Paulo: Martins Fontes. Bolsista da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico (FUNCAP). [17] PIOVESAN. São Paulo. Dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. Cármem Lúcia.ambito-juridico.RE 466. 103. 5ª ed. [38] BRASIL. São Paulo: Saraiva. Lei nº 9. Direito internacional público. DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. art. 12. n. revista e ampl. Recorrido: Estado do Rio Grande do Sul. Disponível em: < http://www. [26]OLIVEIRA. 1990. São Paulo: Saraiva. art. Gomes. Promulgada em 5/10/1988. Flávia. 20. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar”. 1990. p. pelas opiniões. 23. 36.com. p. 1996. 2002. 29. 5. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE ISENÇÃO HETERÔNOMA. [25] SILVA. [23] REALE. Posição hierárquica da lei complementar. 1996.11. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. v. 2002. São Paulo: Dialética... 2002. Luís Roberto. Francisco. [40] Ob. Interpretação e aplicação da Constituição: fundamentos de uma dogmática transformadora. 5ª ed. 619. [6] O status supralegal dos tratados internacionais sobre direitos humanos significa que são inaplicáveis a legislação infraconstitucional com ele em conflito. [37] ATALIBA. [31] OLIVEIRA. ________________. Recurso extraordinário nº 229. 2. Ob. mera relação de paridade normativa. reform. Panorama da Justiça. [3] PIOVESAN. ARTIGO 98 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. 2002. Maria Alessandra Brasileiro de. os tratados ou convenções internacionais estão hierarquicamente subordinados à autoridade normativa da Constituição da República. que disciplinava que “a prisão do depositário judicial poderia ser decretada no próprio processo em que se constituiu o encargo. p. 1. 151. São Paulo: Saraiva. KELSEN. [4] STF. 247.Universidade Federal do Ceará.] No sistema jurídico brasileiro.ADI 1. p. J. [16] REZEK. 1962. 1985.868/99. Direito tributário internacional do Brasil. [5] STF. 1996. 1993. 5 de 5 06/11/2013 16:44 . São Paulo: Martins Fontes. rev. [33] MACHADO. São Paulo: Revista dos Tribunais.08. e atual. ver. 169 “caput” dispõe que: “A despesa com pessoal ativo e inativo da União. Constituição da República Federativa do Brasil. Panorama da Justiça. p. São Paulo: Revista dos Tribunais. Gomes. p. [10] CANOTILHO. [30] ATALIBA.343/SP. Interpretação e aplicação da Constituição: fundamentos de uma dogmática transformadora. São Paulo: Celso Ribeiro Bastos-Instituto Brasileiro de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. 68. 2005. SOUZA. Parlamentarismo brasileiro. 11. FERREIRA FILHO. III. a Suprema Corte revogou a Súmula n. 5. Direito constitucional. XV. 97. Lei complementar: teoria e comentários. 2002. Geraldo. Cezar Peluso (22. A aplicabilidade das normas constitucionais. 2010. São Paulo: Revista dos Tribunais. p. BORGES. 47.110. nem de forma solidária. ed. BARROSO. Fortaleza-CE. 4. 128. Posteriormente o aludido autor preconizava que não há hierarquia. Fortaleza: ESMEC. p. Hugo de Brito. 47. [15] XAVIER. A lei complementar: hierarquia e importância na ordem jurídico-tributária. 104. Alberto. Francisco. rev. MACHADO. [22] Ibidem. in: Revista Thémis-Revista da ESMEC nº1. p. Flávia. Celso Ribeiro. fev 2012. p. São Paulo: Saraiva.096-0 Rio Grande do Sul. Rio Grande. Flávia. por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es). 244. [27] BASTOS. p. p. 1996. [19] PIOVESAN. p. Especialista em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) onde também se graduou. 51-53. e atual. 1993. Direitos humanos e o direito constitucional internacional. p. art. Comentários à Constituição brasileira de 1988. p. São Paulo: Saraiva. 1999. dos Estados. cit. e atual. Direito tributário internacional do Brasil. [7] BRASIL.2006). São Paulo: Malheiros. José Afonso da. Uma introdução ao estudo do direito. Rio de Janeiro: Forense. 5. ed. [39] OLIVEIRA. e atual. 2002. Direitos humanos e o direito constitucional internacional. J. XAVIER. 29. Segurança jurídica e jurisprudência: um enfoque filosófico-jurídico. [14] CRFB/88. Dissertação (mestrado). Posição hierárquica da lei complementar. OLIVEIRA. 84. p. p. rel.. idéias e conceitos emitidos nos textos. p. 2000. Hugo de Brito. São Paulo: Saraiva. 1985. Francisco. art. 27. Coimbra: Livraria Almedina. Segurança jurídica e jurisprudência: um enfoque filosófico-jurídico.2001): “Os tratados internacionais. nenhum valor jurídico terão os tratados internacionais. p. nº 23. ARTIGO 151. José Afonso da. em consequencia. ed. 1971. Hans. _______________. 10. Posição hierárquica da lei complementar. CANOTILHO. J. 220. 11. Fortaleza: ESMEC. São Paulo. nem de forma individual. o mencionado doutrinador defendia que havia a hierarquia entre lei complementar sobre a lei ordinária. O Âmbito Jurídico não se responsabiliza. Ilmar Galvão. Lei complementar na Constituição. [24] KELSEN. Uma introdução ao estudo do direito. INCISO III.. 14. 5. Faculdade de Direito. reform. Coimbra: Livraria Almedina. formal ou materialmente. 2005. art. rel. ATALIBA. 20. 1996. Hugo de Brito. São Paulo: Saraiva. 84. § 3º..A posição hierárquica dos tratados internacionais e da lei complementa. A partir do julgamento deste RE. 1975. que. Luís Roberto. situam-se. Miguel. 2002. p. [35] SOUZA. PIOVESAN. José Souto Maior. [34] CRFB/88. 1998. 1996. 2000. Notas: [1] REZEK. Faculdade de Direito. 11.Universidade Federal do Ceará. 1971. São Paulo : LTr. 190 f. ainda que anterior a ratificação. Manoel Gonçalves. Min. Geraldo. São Paulo: Revista dos Tribunais.