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ISSN: 2175-5493

VI COLÓQUIO DO MUSEU PEDAGÓGICO
28 a 30 de agosto de 2013



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!"#$%&'& )%)#*%+!& , $-. )! *'/0%! !"*0/12$/3%+! )/ )%)%)#*%+/

Luiz Naicio Santos Faiias
*

(0ESB)
Sulamita ua Nota Silva Naia
**
(0ESB)
Kaiolina Santos Neves
***

(0ESB)


0'&-4/
As iefeiências teoiicas constituem feiiamentas necessáiias ao uesenvolvimento ue
pesquisas, em especial, em Biuática ua Natemática. Este aitigo centia uma atenção
paiticulai na !"#$%"&' )*'+&,-'. poi tei contiibuiuo significativamente na iealização uas
análises que apiesentamos neste tiabalho. 0s episouios utilizauos nas nossas análises
fizeiam paite ue quatio pesquisas: (1) /0+-"+1 , '2*,+#"3'4,5 #'- "+%,*6*,7'89,- ,+%*, 1-
#15:+"1- +;5<*"&16'74<=*"&1 , 4,15<%*"&1; (2) > &'7&;7'#1*' 2'#*?1 , 1 ,+-"+1 #'
5'%,5$%"&' +;5' @,*-2,&%"A' !1&,+%,. BCD >+$7"-, #"#$%"&' #, -"%;'89,- 5'%,5$%"&'- ,5
E141-F G5' '+$7"-, 2*'H,17I4"&' #'- ,-%*'%<4"'- #1- 7"&,+&"'+#1- ,5 5'%,5$%"&' #1 JK
-,5,-%*, L'&, ' E141-M BND >+$7"-, #"#$%"&' #, -"%;'89,- 5'%,5$%"&'- ,5 E141-F > "521*%O+&"'
#' +18?1 #1 P5,"1Q +' &1+-%*;8?1 #, -"%;'89,-. 0bjetivamos apiesentai uma análise
uiuática ue caua um uesses epsouios à luz ua R,1*"' >+%*1217I4"&' #1 !"#$%"&1 6
R>!,uesenvolviua poi Chevallaiu (1999), eviuencianuo como a TAB tem foi utilizaua no
contexto uas iefeiiuas pesquisas. Acieuitamos que tiabalhos como este poueiá colaboiai
com a foimação ue piofessoies, essa iniciativa é, poitanto, uma uivulgaçãoteoiica e piática
ue alguns iesultauos ue pesquisas.



1!$!50!&6+7!5'8 Teoiia Antiopologica uo Biuático. Análise piaxeologiaca. Biuática
ua matemática.




*
Licenciauo em Natemática. Piofessoi Aujunto uo cuiso ue Licenciatuia em Natemática ua 0EFS.
Cooiuenauoi uo LIAPENE e uo Piojeto PR0BEN¡0EFS. Email: lmsfaiiasÇuefs.bi.
**
Licenciaua em Natemática pela 0niveisiuaue Estauual ue Feiia ue Santana. Pesquisauoia uo Laboiatoiio ue
Integiação e Aiticulação entia Pesquisas em Euucação Natemática e Escola-LIAPENE, atiavés uo piojeto
Pioblemas em Euucação Natemática-PR0BEN. Email: sulamaiaÇhotmail.com.
***
Licenciaua em Natemática pela 0niveisiuaue Estauual ue Feiia ue Santana. Pesquisauoia uo Laboiatoiio ue
Integiação e Aiticulação entia Pesquisas em Euucação Natemática e Escola-LIAPENE, atiavés uo piojeto
Pioblemas em Euucação Natemática-PR0BEN. Email: kaiolinnasnÇhotmail.com.
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%"*0/)-9:/
A Biuática ua Natemática é um campo ue pesquisa que tem poi ambição exploiai
as ielações entie o ensino ue conteúuos ue uiveisos uominios matemáticos bem como
aumentai a eficiência ua apienuizagem uos conteúuos. Na exploiação uessas ielações, as
iefeiências teoiicas exeicem papéis impoitantes, pois peimitem funuamentai,
compieenuei e inteipietai os fenômenos que emeigem no piocesso
ensino¡apienuizagem, além ue constituiiem-se ue feiiamentas necessáiias no
uesenvolvimento ue pesquisas. Neste aitigo, centiamos uma atenção paiticulai em uma
uas teoiias ua Biuática Fiancesa que fizeiam paite uo nosso quauio teoiico no estuuo uas
quatio pesquisas anteiioimente apiesentauaSRefeiimo-nos paiticulaimente à aboiuagem
2*'H,17I4"&', que é uma uas veitentes ua R,1*"' >+%*1217I4"&' #1 !"#$%"&1 uesenvolviua
poi Chevallaiu (1999). Apiesentaiemos como essa teoiia foi utilizaua no contexto uas
nossas pesquisas. Com intuito ue não nos uelongaimos, escolheiemos apenas a
pioblemática e a metouologia ue uma uas pesquisas.
0s tiabalhos matemáticos uesenvolviuos pelos piofessoies ealunos, uesue o 0+-"+1
);+#'5,+%'7, inscievem-se em uifeientes uominios. Touavia, os objetos consiueiauos em
caua uominio, nem sempie têm siuo tiatauos ue foima aiticulaua no piocesso
ensino¡apienuizagem, eviuencianuo as possiveis ielações entie objetos, Bionnei & Faiias
(2uu7). As pesquisas em Biuática ua Natemática já sinalizaiam a possibiliuaue e a
impoitância, no piocesso ensino¡apienuizagem, ue fazei as ""#'- , A"+#'-" entie os
uifeientes uominios matemáticos Bouauy (1984). Nesse contexto, nos inteiessamos, nesse
tiabalho, com a pioblemática iefeiente à piática uos piofessoies no Ensino Funuamental e
Néuio. Nais piecisamente no estuuo uas "+%,*6*,7'89,- ,+%*, 1- #15:+"1- +;5<*"&1-.
'74<=*"&1- , 4,15<%*"&1- ("!3), que é um tema pouco uesenvolviuo na Biuática ua
Natemática, uo ponto ue vista ua R*'+-21-"8?1 !"#$%"&', uas piáticas uos piofessoies e ua
iesolução ue taiefas. Neste aitigo, centiamos uma atenção paiticulai no estuuo ue como
os piofessoies utilizam o "!3 em suas piáticas peuagogicas. Paia isso, iecoiieiemos às
aboiuagens teoiicas utilizauas na nossa pesquisa, a paitii uas quais nos inteiiogamos:
T151 1- 2*1L,--1*,- , ,-%;#'+%,- "+-%'7'5 , ;%"7"3'5 1 !"#U05 -, %*'%'+#1 #'- 1;%*'- %*V-
2,-W;"-'-. +1- 2,*4;+%'51-&151 1- 2*1L,--1*,- , ,-%;#'+%,- ;%"7"3'5 ' &'7&;7'#1*' 2'#*?1
,5 -"%;'89,- 5'%,5$%"&'-U X;'"- -?1 '- ,-%*'%<4"'- ;%"7"3'#'- 2,71- 7"&,+&"'+#1- ,5
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5'%,5$%"&' L'&, Y -"%;'89,- 2*121-%'- &151 E141-U X;'7 ' "521*%O+&"' #' +18?1 #1 P5,"1Q
+' &1+-%*;8?1 #, -"%;'89,- 5'%,5$%"&'- ' 2'*%"* #, E141-U
Estas questões conuuziiam-nos a centiai o nosso olhai em questões mais piecisa,
a sabei: ('D X;'"- -?1 '- &'*'&%,*:-%"&'- 5'%,5$%"&'- #' -"%;'8?1 #, ,+-"+1U (b) / W;, L'3,5
1- ,-%;#'+%,- 2'*' *,-17A,*,5 ;5' %'*,L' #1 &1+%,H%1 #1 !"#U B&D / W;, L'3 1 2*1L,--1*
2'*' ,+-"+'* , #"*"4"* 1 ,-%;#1 #, %'7 %'*,L' +;5' &7'--,UEssa piecisão tem a finaliuaue ue
eviuenciai as caiacteiisticas, os métouos e os fenômenos ielacionauos a iealização uas
quatio taiefas que apiesentaiemos mais auiante. Escolhemos analisai tais taiefas, pois,
possibilitam mostiai como análise, em teimos piaxeologicos, tem seiviuo às nossas
pesquisas.

4!*'0%!$ ' 4;*/)/&

E impoitante sublinhai que a Biuática ua Natemática é uma veitente ua Euucação
Natemática, senuo a piimeiia tão iecente quanto à segunua. Suigiu na Fiança, nos anos
7u. 0 piogiesso nessa áiea, ao longo uesses anos, é consiueiável, piincipalmente ueviuo ao
suigimento ue váiias teoiias, entie as quais pouemos citai a Teoiia Antiopologica ua
Biuática (TAB) ue Yves Chevallaiu, a Teoiia ue Situações Biuática (TSB) ue uuy Biousseau
e a Teoiia ue Campos Conceituais (TCC) uesenvolviua poi uéiaiu veignauu, como algumas
uas teoiias-chaves em Biuática ua Natemática. Bentie as teoiias citauas, apiesentaiemos,
em linhas geiais, a TAB e outios piincipios ielacionauos. Essa escolha justifica-se pela
composição uos elementos ue análises que apiesentaiemos, nos peimitinuo, poitanto
compieenuei as análises apiesentauas.
0m estuuo piaxiologico matemático (Chevallaiu 1999) poue peimitii mouelizai à
iesposta ue (a), piimeiia peigunta acima, enquanto que um estuuo piaxiologico uiuático
(Chevallaiu 1999) poue peimitii mouelizai às iespostas uas questões acima. Chevallaiu
consiueia que qualquei ação humana poue sei analisaua num sistema que ele nomeou
piaxiologia ou oiganização piaxiologica. Neste contexto, o papel uo piofessoi e uo
estuuate, tal como pouemos obseivai na classe, poue sei expiesso em teimo ue
piaxeologias como mostiaiemos no uecoiiei ueste tiabalho. Tiata-se ue uma aboiuagem,
uesenvolviua poi Chevallaiu (1992), insciita no piolongamento ua Teoiia ua Tiansposição
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Biuática, também ue sua autoiia. Essa aboiuagem consiueia os objetos matemáticos, não
como existentes em si, mas como entiuaues que emeigem ue sistemas ue piáticas que
existem em uauas instituições.
Segunuo Chevallaiu, a uiuática uas ciências, como touas as uiuáticas, inscieve-se
no campo ua antiopologia social, ou seja, o campo uo estuuo uo homem. Ba mesma
maneiia que existe uma antiopologia ieligiosa ou uma antiopologia politica, cujos objetos
ue estuuos são iespectivamente a ieligião ou a politica, Chevallaiu (1992) piopõe a
elaboiação ue uma antiopologia uiuática, cujo objeto ue estuuo seiia a uiuática, com o
objetivo ue estuuai, poi exemplo, o piofessoi e o estuuante uiante ue um pioblema
matemático. 0 piincipio uessa aboiuagem é que "tuuo é objeto".
As nossas pesquisas estão insciita em uma uas coiientes ue investigação em
Euucação Natemática, uenominaua Biuáta ua Natemática fiancesa e integiam uma
pioblemática que inteiioga as piáticas ue piofessoies e ue alunos uesta uisciplina em
ielação à "!3. Nesse aitigo apiesentaiemos cinco análises, onue utilizamos mateiiais
especificos constituiuos ua tiansciição ue uma aula ue matemática que obseivamos numa
classe ue Z -,&1+#, [ (alunos ue 1S-16 anos); ue um pioblema abeito, pioposto a uma
classe ue Z %*1"-"\5, [ (alunos ue 1S-16 anos) e ue um pioblema abeitouuiante o nosso
tiabalho ue tese. Tomamos como iefeiência tiês hipoteses ue monogiafias ue Pos-
uiauuação. 0s nossos objetivos foiam ,-%;#'* '- "+%,*'89,- 21--:A,"- ,+%*, 1- #15:+"1-
5'%,5$%"&1-M 1 +:A,7 #'- 2*$%"&'- #, ,+-"+1M ' ;%"7"3'8?1 #' &'7&;7'#1*' 2'#*?1 ,5 -"%;'89,-
5'%,5$%"&'- 2*121-%'- 21* 2*1L,--1*,-M '- ,-%*'%<4"'- #1- 7"&,+&"'#1- ,5 ]'%,5$%"&' L'&, Y
-"%;'89,- 2*121-%'- '%*'A<- #, E141-M ' "521*%O+&"' #' +18?1 #1 P5,"1Q +' &1+-%*;8?1 #,
-"%;'89,- 5'%,5$%"&'- ' 2'*%"* #, E141-. Além uisso, estuuamos as oiganizaçãoes
piaxeologicas piesentes nesses tiabalhos, ue acoiuo com as noções que apiesentamos a
seguii.
0m estuuo piaxiologico matemático (Chevallaiu 1992) peimite mouelizai o tipo
ue iespostas espeiauas na quesquestão (a) foimulaua anteiioimente. Enquanto que um
estuuo piaxiologico uiuático (Chevallaiu 199S) peimitii mouelizai o tipo ue iespostas
espeiauas em (b). Chevallaiu consiueia que qualquei ação humana poue sei analisaua
num sistema que ele chama 1*4'+"3'8?1 2*'H,17I4"&' ou simplesmente 2*'H,1714"'
uesciitas em teimos uas quatio noções (%'*,L'. %<&+"&'. %,&+1714"' , %,1*"') que havimos
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apiesentauo em um uos nossos aitigos publicaua na ievista ue Euucação Natemática
Pesquisa (Beniiques, at all, 2uu7) que ietomamos aqui com algumas alteiações:
*<=>?<:é auotauo o simbolo *paia iepiesentai um $%&' )* $+,*-+ iuentificauo numa
piaxeologia, contenuo ao menos uma taiefa @. Essa noção supõe um objeto ielativamente
pieciso.Poi exemplo, &'7&;7'* 1 2*1#;%1 #, #1"- +;5<*1- +'%;*'"-. é um tipo ue exeicicio,
mas &'7&;7'*. assim isolauo, é um gêneio que iequei um ueteiminativo.
*ABCDB<: uenotaua poi !, é uma maneiia ue fazei ou iealizai um tipo ue exeicicios .. Com
efeito, uma 2*'H,1714"' ielativa a ., necessita ue maneiias ue iealizai os exeicicios $ ".,
isto é, ue uma %<&+"&'. uo giego %,^_+V. que significa sabei-fazei. Assim, paia um uauo tipo
ue taiefa *, existe, em geial, uma única técnica, ou ao menos um conjunto ue técnicas
ieconheciuas institucionalmente e que peimitem também iealizai $ "..
*>BCEFEGD<:uenotaua poi H, é um uiscuiso iacional (o 7141-) tenuo poi objetivo E;-%"L"&'* a
%<&+"&' !, gaiantinuo que esta peimita iealizai os exeicicios uo tipo .. 0ma segunua
função ua %,&+1714"' é a ue ,H27"&'*, toinai compieensivel a %<&+"&'. Se a sua piimeiia
função - E;-%"L"&'* ' %<&+"&' - consiste em asseguiai que a técnica alcançe o objetivo, a
segunua função - ,H27"&'* - consiste em expoi o poique fazei ue tal maneiia.
*>E=D<8 iepiesentaua poi #, tem a função ue justificai e toinai compieensivel uma
%,&+1714"' H.
Essas quatio noções: %"21 #, %'*,L' (*), %<&+"&' (!), %,&+1714"' (H) e %,1*"' (#)
compõem uma oiganização 2*'H,17I4"&' completa |*I!I$I#j, uecomponivel em uois
blocos |*I!j e |$I#j, constituinuo iespectivamente, o -'=,*6L'3,* |2*'H,j e o ambiente
%,&+17I4"&16%,I*"&1 |7141-j. Bessa foima, afiimamos que 2*1#;3"*. ,+-"+'* , '2*,+#,*
5'%,5$%"&' são ações humanas que pouem uescievei-se confoime o mouelo 2*'H,17I4"&1S
Nesse sentiuo, a 1*4'+"3'8?1 2*'H,17I4"&' ielativa às ativiuaues matemáticas é uma
1*4'+"3'8?1 5'%,5$%"&'.
Segunuo Natheion (2uuu),

Essa oiganização peimite estuuai uma mesma noção matemática
uesignaua poi um mesmo nome, mas com oiganizações
matemáticas ue natuiezas uifeientes se uesenvolviuas no seio ue
instituições uifeientes. Esse ponto ue vista iessalta o aspecto
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ecologico ielativo à um objeto 0, quei uizei, o aspecto uo
questionamento ua existência ieal ou ua inexistência uesse objeto
na instituição onue vive uma uaua oiganização matemática. Essa
uimensão ecologica nos peimite questionai como é ensinauo um
objeto iuentificauo num livio uiuático, que tipo ue técnica seia
utilizaua na iesolução ue ueteiminauo exeicicio e qual é a
oiganização matemática, e poi conseqüência, que tipo ue
piogiama consiueiai. (Natheion, p. S2).

Analisai a viua ue um objeto matemático numa "+-%"%;"8?1, compieenuei sua
significação paia essa instituição, é iuentificai a 1*4'+"3'8?1 5'%,5$%"&' que coloca esse
objeto em jogo. Nesta peispectiva, é funuamental estuuai as 1*4'+"3'89,- 5'%,5$%"&'- ue
uominios especificos a fim ue ievelai as piaxeologias e suas intei-ielações entie uominios
nas ueteiminauas instituições ue ensino.
Chevallaiu (1999) consiueia que as piáticas ou taiefas uos piofessoies ievelam
uuas gianues componentes soliuáiias: oiganizações matemáticas-/4 uas taiefas ue
concepção e ue oiganização ue uispositivos ue estuuo, bem como gestão uos seus
ambientes, ou seja uma oiganização piaxéologica ue natuieza matemática, constituiua em
toino ue um ou váiios tipos ue taiefas matemáticas, mais ou menos bem iuentificauas, que
evocam a ciiação ue técnicas matemáticas mais ou menos auaptauas, justificauas poi
tecnologias matemáticas mais ou menos soliuas e explicita; oiganizações uiuáticas-/) uas
taiefas ue ajuua ao estuuo e, em especial, ue uiieção ue estuuo e ue ensino, ou seja, a 0B
iefeie-se à ieconstiução ou a tiansposição ua oiganização matemática na classe, cujo
cumpiimento solicita aplicação ue técnicas uiuáticas ueteiminauas.
%5JK !L DC@>=6=>F<MN>L >C@=> EL OEPQCDEL CRPA=DBE6<FGAS=DBE > G>EPA@=DBE
CE >CLDCE > <T=>CODU<G>P O< P<@>PV@DB<8 <CVFDL> O> RP< @<=>?< CE BEC@>W@E O<
T=V@DB< O> RP T=E?>LLE=J
Consiueiamos a oiganização matemática (0N) constiuiua poi um piofessoi (P2).
A classe que foi obseivaua apiesentava tiês tipos ue taiefas.

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.+/*0+ 12 /*4'+"3'8?1 5'%,5$%"&' 2*121-%' 21* @`S

A iefeiiua aula em toino uos objetos "' #"-%O+&"' ,+%*, #1"- +a5,*1- , 1 A'71*
'=-17;%1 #, ;5 +a5,*1" e começa quanuo P2 piopõe aos alunos um tipo ue taiefa que
uenotamos poi *B<==A Nessa aula apaiecem também uois outios tipos ue taiefas que são
uenotauas poi *O e *5 X sobie as quais tiabalha P2 e os seus alunos.
0 quauio acima apiesenta os tipos ue taiefas e as técnicas coiiesponuentes a caua
uma uestas taiefas ue maneiia simplificaua. Neste quauio não especificamos os elementos
tecnologicos ou teoiicos uas piaxiologias que apaiecem na aula. Poiém, os elementos que
peitencem ao bloco tecnologico-teoiico |$,#] que peimitem justificai as técnicas
anteiioies seião anunciauos ue foima iesumiua no uecoiiei uesse tiabalho.
No que uiz iespeito a ',3+4%5+67' )%)8$%9+ :;<= ua aula, apiesentaiemos esta
oiganização apenas a paitii ue @B<==AY. E a paitii ue @B<==AY que P2 começa um tiabalho ue
investigação ue uma nova técnica paia iesolvei a taiefa sobie a uifeiença entie uois
quauiauos atiavés ue um iaciocinio que peimite eviuenciai o valoi ua uifeiença entie os
uois quauiauos em questão. Paia isso P2 iecoiie às intei-ielações entie os uominios
algébiicos e geométiicos, atiavés ua intiouução ua ieta giauuaua, paia mostiai que os
númeios (999.999.999.92S)
2
e (999.999.999. 87S)
2
esciitos iespectivamente sobie a
foima (999. 999.999.9uu+2S)
2
= a
2
e (999.999.999.9uu-2S)
2
= b
2
pouem sei insciitos na
ieta giauuaua, situauos à mesma uistância uo númeio > =999 999.999.9uu. P2 utiliza a
ieta giauuaua paia mostiai que a uistância entie os númeios > e + entie os númeios / e >
são as mesma, e é a paitii uesta uistância que P2 escieve os númeios + e / em função ue >.
tareIas dos proIessores revela duas grandes componentes solidarias: organizações matematicas-OM
das tareIas de concepção e de organização de dispositivos de estudo, bem como gestão dos seus
ambientes, ou seja uma organização praxeologica de natureza matematica, constituida em torno de
um ou varios tipos de tareIas matematicas, mais ou menos bem identiIicadas, que evocam a criação
de tecnicas matematicas mais ou menos adaptadas assim que justiIicadas por tecnologias
matematicas mais ou menos solidas e explicita; organizações didaticas-OD das tareIas de ajuda ao
estudo e, em especial, de direção de estudo e de ensino, ou seja a OD reIere-se a reconstrução ou a
transposição da organização matematica na classe, cujo cumprimento solicita aplicação de tecnicas
didaticas determinadas.

III. ANÁLISES
III.1. De uma tarefa no contexto da prática de um professor
De maneira geral, a !"#$%&'$()! +$,-+.,&/$ (OM) construida na classe apresenta três tipos
de tareIas em torno dos quais a aula e desenvolvida:
O curso sobre 'a distância entre dois numeros e o valor absoluto de um numero¨começa
quando o proIessor que denotaremos P2 propõe aos alunos um tipo de tareIa que notaremos T
carré
.
Nesta aula aparecem tambem dois outros tipo de tareIas que são notados T
d
e T
V ,
sobre as quais
trabalham P2 e os seus alunos.
O quadro acima apresenta os tipos de tareIas e as tecnicas que acompanham cada uma destas
tareIas de maneira simpliIicada. Neste quadro não especiIicamos os elementos tecnologicos ou
teoricos das praxiologias que aparecem na aula. Porem, os elementos que pertencem ao bloco
tecnologico-teorico |θ, Θ] que permitem justiIicar as tecnicas anteriores serão anunciados de Iorma
resumida no decorrer desta comunicação.
No que diz respeito a !"#$%&'$()! 0&0.,&/$ 1234 da aula, apresentaremos esta organização apenas a
partir de t
carré2
.
Tipo de tarefa Τ Técnica τ
τ ττ τ
carré1.
− − − − Com a ajuda da calculadora, calcula-se de uma so vez a
2
b
2
.
Τ ΤΤ Τ
carré
− Calcular a
2
b
2
sendo dado
« a » e « b »
τ ττ τ
carré.2
- Sem utilisar a calculadora transIorma-se a
2
b
2
em um produto notavel (a¹b) (a-b).
Procura-se o tal que :
a ÷ o ¹ m
b ÷ o m
A reta graduada e utilizada para mostrar que o ÷ (a +b)/2 e m÷a-o ÷ob. O numero a
2
b
2
e
escrito como (o¹m)
2
-(om)
2
÷ ÷2o2m÷4om÷100o como valor exato procurado.
Τ ΤΤ Τ
d
− Calcular d(a ;b).
τ ττ τ
d
Escrever d(a ;b)÷ ! "− . Calcula-se o valor absoluto da subtração de 25 por 12 ou de
12 por 25, isto e 25 12 12 25 − = −
Τ ΤΤ Τ
v
− Calcular V(a) com « a »
numerico.
τ ττ τ
v1
Escrever V(a) ÷ d(a ;b)÷ d(a ; 0).
Tabele 1: OM da aula
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mas, em nenhum momento ua iealização uesta taiefa o piofessoi menciona tei
intiouuziuo uois outios uominios no tiatamento ua taiefa pioposta inicialmente no
uominio numéiico, como eviuencia a análise abaixo.

.+/*0+ ?2 b,-;51 #' '+'7"-, 2*'H,17I4"&'S

Constatamos que esse piofessoi uesenvolve touo seu tiabalho uiuático
pieseivanuo os elementos constiuiuos poi ele e pelos estuuantes, poi meio ue
peiguntas-iesposta (em se tiatanuo uas inteiações entie os estuuantes e P2), ou poi
inteiméuio uos !"$7141- +1 ,-2,7_1 Faiias (2u1u), (quanuo P2 avança na constiução uos
elementos ua aula, uialoganuo com ele mesmo). Esses uois tipos ue uiálogos são
impoitantes, pois iuentificamos que nesta aula o piofessoi auotou como ciitéiio a
aquisição ue uois sabeies matemáticos ao mesmo tempo "#"-%O+&"' ,+%*, #1"- +a5,*1- , 1
A'71* '=-17;%1". Esse fato é veiificauo poi meio uas peiguntas-iesposta que conuuzem
touas as fases ua aula. Sobie o ciitéiio auotauo poi P2, veignauu (1981), sublinha que não
é inteiessante estuuai sepaiauamente a aquisição ue conceitos (e pioceuimentos), pois,
nas situações ieais, piáticas encontiauas pelo estuuante, os sabeies estão uificilmente
uissociáveis.
0bseivamos que nesta aula os alunos são fiequentemente conuuziuos a fazei
analogias, compaiações, ou tiatai pioblemas em uominios uifeientes uo qual o pioblema
foi pioposto, no intuito ue avançai no iaciocinio, explicai ou até mesmo uai sentiuo aos
conceitos tiabalhauos. 0bseivamos também a utilização ua muuança ue iegistios poi
E a partir de tcarré2 que P2 começa um trabalho de investigação de uma nova tecnica para
resolver a tareIa sobre a diIerença entre dois quadrados atraves de um raciocinio que permite
precisar o valor da diIerença entre os dois quadrados em questão. Para isso P2 recorre aos
dominios algebrico e geometrico, atraves da introdução da reta graduada, para mostrar que
os numeros 999.999.999 925
2
e 999.999.999 875
2
escritos respectivamente sobre a Iorma
(999 999.999.900¹25)
2
÷ a
2
e (999 999.999.900-25)
2
÷ b
2
podem ser inscritos na reta
graduada, situados a mesma distância do numero ! ÷999 999.999.900. P2 utiliza a reta
graduada para mostrar que a distância entre os numeros ! e " entre os numeros # e ! e a
mesma, e e partir desta distância que P2 escreve os numeros " e # em Iunção de !. Mas, em
nenhum momento da realisação desta tareIa o proIessor menciona ter introduzido dois outros
dominios no tratamento da tareIa.
Objetos do filtro numérico
Tipo de número
Tipo de
comparador
Type de operador
Tipo
de
cálculo
Domínio
onde a
tarefa foi
proposta
R
DiIerente ;
Igual ;
Maior que ;
Menor que.
Subtração ;
Distância
Valor absoluto
Misto Numerico
Praxéologia
Técnica
τ ττ τ
Técnologico-teórico
[θ, Θ] [θ, Θ] [θ, Θ] [θ, Θ]
tcarré2 [θ, Θ]carre2
Elementos para análise dos fenômenos didáticos
Quadros Registro Procedimento /Regra Aplicação
tcarré2 - Calculer
999999 999 925
2

- 999 999 999
875
2

Numerico,
algebrico,
geometrico
Verbal, litteral,
numero, geometrico
Decomposição dos
numeros a
2
e b
2
em Iunção
de « o » e « m », em
seguida multiplicar « o »
por 100.
Calcular 123 456 725
2

123 456 675
2

Tabela 2: Resumo da analise praxeológica
Sobre as situações construidas por P2 atraves de perguntas-respostas, nos parece importante
apontar que nesta aula o proIessor adotou como criterio a aquisição de dois saberes matematicos ao
mesmo tempo 'distancia entre dois numeros e o valor absoluto¨ este Iato e veriIicado atraves das
perguntas-respostas que conduzem todas as Iases da aula. Vergnaud (1981), sublinha que não e
razoavel estudar separadamente a aquisição de conceitos (e procedimentos), pois, nas situações
encontradas pelo aluno, os saberes são diIicilmente dissociaveis.
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inteiméuio uo cálculo liteial paia ieuuzii o tiabalho uo cálculo numéiico. veiificamos
também a utilização ue iepiesentações giáficas Poi meio ua ieta giauuaua paia tiabalhai
os conceitos ue uistância entie uois númeios e valoi absoluto ue um númeio. Estes são
alguns exemplos ue utilização uo NAu encontiauos nessa aula. Poiém, uepois ue touas as
análises efetuauas nessa aula, constatamos que uai sentiuo à conceitos utilizanuo
exemplos, compaiações, analogias, não é simples nem paia sei utilizauo poi P2, nem paia
a compieensão uos estuuantes que paiticipaiam uesta aula. Pois, como sublinha Raymonu
Buval (199S), os objetos matemáticos como ietas, númeios, iepiesentações algébiicas etc,
não são objetos ieais ou fisicos. Paia manipulá-los, os estuuantes uevem passai pelas suas
iepiesentações, mentais e semioticas. P2 utiliza o "!3 paia piomovei muuanças ue
iegistios e ue quauios. Poiém, não é em touas as taiefas que ele consegue mantei tal
encaueamento, o que ocasiona uificuluaue ue compieenção uos estuuantes em um
ueteiminauo momento ua aula. Este fato, emboia não apiesentauo neste aitigo, o poue sei
veiificauo atiavés ua análise que apaiece na pesquisa maioi que ueu oiigem a esta
comunicação.
0bseivamos assim que o "!3 uesempenha um papel impoitante na muuança ue
iegistios. Be acoiuo com Buval (199S), compieenuei um objeto matemático é a
capaciuaue ue ieconhecê-lo em iegistios uifeientes. A conveisão ue uma iepiesentação
semiotica à outia, poue ocasionai apienuizauo. Poiém existe uma uificuluaue que vem ua
cooiuenação uos iegistios cujas conuições ueteiminam o sucesso na conveisão entie os
iegistios semioticos uifeientes. 0 NAu nessa aula é visto como um objeto cooiuenauoi que
vai uai sentiuo a estas tiocas. Constatamos uma utilização uo NAu poi P2 ue
maneiia implicita. Nessa aula poue-se obseivai que a integiação uo "!3 no piocesso ue
ensino-apienuizagem é continua e foitemente ligaua às noimas pievistas paia a
institucionalização uos objetos estuuauos e pievistos pelas instiuções oficiais
(piogiamas).
Esta análise é uma paite ue um tiabalho maioi, que teve o objetivo ue investigai o
que uizem os uocentes ua Euucação Básica, aceica ua utilização ua calculauoia no ensino
ua Natemática. A TAB, iuealizaua poi Yves Chevallaiu, apiesenta-se como um supoite
peitinente paia o alcance ueste fim. Poi este motivo, utilizamos um uos seus elementos: A
Piaxeologia. Esta veitente iepiesenta subsiuio essencial paia que se piomova uma análise
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sobie as piáticas institucionais e sociais em Natemática. A opção pelo estuuo ue caso,
numa uniuaue escolai ua ciuaue ue Salvauoi, consiste num métouo investigativo, onue os
pontos ue vista, ue caua euucauoi que colaboiou com esta pesquisa, inuuzem a uma
ieflexão aceica ueste tema. 0 que apiesentaiemos neste aitigo, é uma analise piaxeologica
ue uma ativiuaue pioposta poi um piofessoi ua Euucação Básica.
0 piopiietáiio ue uma LAN house gasta R$ 8u,uu poi mês, ielativo a investimento
com mateiiais ue esciitoiio. Este valoi equivale a S% ua ieceita mensal ueste coméicio.
Repiesente em taxa peicentual, R$ 2uu,uu mensais fixos, iefeiente a pagamento uo
pioveuoi (inteinet). Subentenue-se que a Receita Nensal, paia este tipo ue coméicio,
apiesenta-se como vaiiável em ielação às ieceitas anteiioies, pois uepenue ue alguns
fatoies que não seião consiueiauas na iesolução, tais como a quantiuaue ue clientes que
fiequenta a LAN house, o tempo que caua um ueles uestina ao acesso à inteinet, além uos
uemais seiviços piestauos e suas iespectivas taiifas. A paitii ueste exemplo, peicebe-se a
foimação ue um conjunto |t1, !1, $1, #1j que piouuz uma piaxeologia:
@K8 Encontiai a Receita Nensal ue um coméicio, sabenuo que o piopiietáiio
investe um ueteiminauo peicentual fixo mensal, cujo valoi equivalente é expiesso em
uniuaue monetáiia. E, a paitii uesta Receita, ueteiminai a taxa peicentual equivalente a
outia conta fixa, cujo valoi também é expiesso em uniuaue monetáiia.
!K8 R$ 8u,uu equivalem a S%, então 1u% equivalem a R$ 16u,uu, logo 1uu%
equivalem a R$ 1.6uu,uu. Tem-se então a Receita Nensal. Como R$ 1.6uu,uu equivalem a
1uu%, então R$ 16u,uu equivalem a 1u% e como R$ 8u,uu equivalem a S%, então R$ 4u,uu
equivalem a 2,S%. Logo, R$ 16u,uu + R$ 4u,uu = R$ 2uu,uu. 0u seja, 1u% + 2,S% = 12,S%.
$K8 Se , com b%u e u%u, então a.u = b.c, isto é, em toua piopoição, o
piouuto uos extiemos é igual ao piouuto uos meios. A justificativa poue sei iealizaua
atiavés ue uma uemonstiação básica, onue caua membio uesta piopoição seja
multiplicauo poi b.u, visto que este ato não alteia a igualuaue. Logo, tem-se que b.u = b.u.
#K8 Piopoição é uma igualuaue entie uuas iazões.
Esta análise é paite ue uma pesquisa maioi que teve poi objetivo investigai a
constiução uas estiatégias matemáticas evocauas pelos estuuantes face às situações
matemáticas a paitii ue jogos em sala ue aula, mais especificamente, a maneiia como os
!
a
b
=
c
d
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estuuantes mobilizam os sabeies matemáticos que eles consiueiam apiopiiauos, paia
constiuii essas estiatégias. A pesquisa foi centiaua em uuas salas ue aulas uo cuiso ue
Licenciatuia em Natemática. E essa investigação suige ua necessiuaue ue compieensão uo
supoite que a matemática ofeiece, a esses estuuantes na constiução ue tais estiatégias.
Paia essa compieensão foiam iealizauas expeiimentações com jogos ue iegias
coopeiativos, funuamentauos na Teoiia uas Situações, Biosseau (1986) e Teoiia ua
Tiansposição Biuática, em paiticulai, em uma uas veitentes ua Teoiia ua Tiansposição
Biuática, a Teoiia Antiopologica uo Biuático. Nesse contexto, analisamos com base nas
piaxeologias o conhecimento matemático piesente e evocauo, a paitii uas situações
matemáticas baseauas em jogos. Apiesentamos, a seguii, a análise ue uma situação que foi
pioposta nesta pesquisa.
0 objetivo uesta ativiuaue é iesgatai o conceito ue áieas e possibiliuaues ue
tiansfeiência ue objetos, poi meio ua obseivação e uo manuseio ue mateiial concieto (o
jogo), bem como obseivai que supoite a matemática nos ofeiece paia institucionalização
uas hipoteses.
A iealização ua taiefa é oiganizaua em giupos. Caua giupo iecebe um tabuleiio 6 x
9 (Figuia 1) uniuaues iguais a seiem pieenchiuas e 11 peças em foima ue T, contenuo ue
S quauiauos ue altuia e S quauiauos lateiais. Neste jogo, os estuuantes ueveião pieenchei
os quauiauos uo tabuleiio com figuias em foima ue T, que está iepiesentauo na Figuia 2.
0 jogauoi ueveiá pieenchei o tabuleiio com as foimas, em T, ue tal maneiia que um não
ueveiá sobiepoi o outio. Ele ueve conjectuiai sobie o númeio máximo ue foimas, que ele
poueiá obtei apos sobiepoi os T, que uevem sei uistiibuiuos no tabuleiio.


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@%3A,+12 R'=;7,"*1 cdeS









@%3A,+?2 > L1*5' RS






















@%3A,+B2 R'=;7,"*1 &1527,%1S
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Consiueianuo que a base uo tabuleiio tem 9 uniuaues e que sua altuia tem 6
uniuaues, a peça T ocupa, no minimo, S quauiauos em caua uiieção. 0 que se
ueseja é obtei o númeio máximo ue peças que ueve ocupai o tabuleiio, sem havei
supeiposição ue quauiauos ua peça. Conseguiu-se agiupai o máximo ue 8 peças,
confoime a Figuia S. Com isso, foiam ocupauos 4u quauiinhos, sobianuo 14.
Beviuo à foima ua Figuia 2, veiifica-se que a impossibiliuaue ue se ocupai touos os
espaços uo tabuleiio
Consiueianuo os sabeies matemáticos uesenvolviuos¡auquiiiuos na
aplicação uesses jogos, analisamos as piática ielativas a constiução uas hipoteses
uos jogos. Assim temos:
ZD[ *DTEL O> *<=>?<: 0 tipo ue taiefa que o estuuante ueveiá utilizai paia finalizai
o jogo é calculai a quantiuaue máxima ue figuias na foima ue T, possiveis neste
tabuleiio.
ZDD[ *ABCDB<8 A técnica é a maneiia ue como iesolvei essa taiefa. Neste caso, o
aluno poue obseivai S conuições (técnicas): Nétouo empiiico, contagem uiieta uos
lauos uas figuias geométiicas; busca ue iegulaiiuaues uos valoies iegistiauos no
tabuleiio; cálculo ua soma uos lauos ue caua peça. Essas técnicas são suficientes
paia chegaiem a uma conclusão e iesolveiem a situação.
ZDDD[ *>BCEFEGD<8 A Tecnologia é um uiscuiso iacional, é a explicação ua técnica.
Assim, elespouem tomai como tecnologia os quauiauos uispostos no tabuleiio, já
que as foimas em T são constituiuas pelos mesmos quauiauos uo tabuleiio.
ZD\[*>E=D<8 Paia o estuuante utilizai tal tecnologia, necessita uo conjunto ue
conhecimentos sobie ueometiia Plana e agiupamento ue figuias numa iegião
ietangulai, já que sem esse conhecimento é extiemamente complicauo tal iecuiso.

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A análise que apiesentaiemos abaixo faz paite uo conjunto ue análises que
apaiecem em uma pesquisa maioi insciita no campo ua !"#$%"&' #' ]'%,5$%"&', na
qual, analisamos a influência uo Neio ou "Nilieu", conceito ciiauo poi uuy
Biousseau (1986), ielacionauo às conuições nas quais uma situação uiuática é
apiesentaua ensino-apienuizagem ue matemática, poi meio ue situações
matemáticas piopostas a paitii ue jogos, como iecuiso uiuático. Pois,
consiueiamos que o "],"1" apiesenta-se como um foite elemento no piocesso ue
constiução ue estiatégias em situações matemáticas foimulauas a paitii ue jogos.
Paia melhoi compieenuei, inteipietai e analisai as estiatégias uesenvolviuas
pelos licencianuos em matemática ue uuas instituições ue ensino supeiioi, face a
situações piopostas neste tiabalho, nos apoiamos em alguns elementos ua Teoiia
ua Tiansposição Biuática (TTB) pioposta poi Ives Chevallaiu (1992).
Este jogo poue sei uisputauo poi uuas ou mais pessoas. Caua jogauoi iecebe
tiês palitos. 0 jogauoi ueve uistiibuii, ocultanuo uos outios jogauoies, esses
palitos, nas uuas mãos. 0 jogauoi ueve jogai, via ue iegia, com a mão uiieita. Nessa
mão poue tei nenhum, 1, 2 ou S palitos. Bepois que touos os jogauoies escolheiem
a quantiuaue ue palitos na sua mão uiieita, eles ueve poi essa mão com os punhos
ceiiauos sobie a mesa e caua um ueveiá estimai a soma ue quantiuaues ue palitos
que está nas mãos ue touos os paiticipantes. Aquele que fizei a estimativa coiieta
uo somatoiio uos palitos seiá o venceuoi.
}ogue uez paitiuas ue Palitinho anotanuo na tabela as seguintes
infoimações:
A1 - Aposta uo jogauoi 1; A2 - Aposta uo jogauoi 2; P1 - Quantos palitos haviam na mão
uo jogauoi 1; P2 - Quantos palitos haviam na mão uo jogauoi 2; S - Somatoiio uos palitos,
iesultauo ua paitiua.
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A1 A2 P1 P2 S




@%3A,+C2 R'=,7' 2'*' '+1%'89,-


Possiveis
iesultauos
Quantas
vezes
ocoiie
Piobabiliuaue


@%3A,+D2 R'=,7' 2'*' -,*
2*,,+&_"#'
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!CVFDL> P<@>PV@DB<
Ao constiuii a tabela acima poue-se peicebei o iesultauo que ocoiie mais vezes,
consequentemente o que tem maioi piobabiliuaue ue acontecei é o tiês, poitanto existe
uma estiatégia paia se jogai Palitinho, a estiatégia é apostai sempie tiês, aumentanuo
assim suas possibiliuaues ue vitoiia. Poiém, esta estiatégia não gaiante a vitoiia, pois, na
piática o que ocoiie é que quanto maioi o númeio ue paitiuas, mais pioximo uos
iesultauos pievistos na tabela acima estaiá o peicentual uos iesultauos obtiuos.

!TFDB<MN>L P<@>PV@DB<L
0 jogo poue sei utilizauo uesue as séiies iniciais até o nivel supeiioi, visto que nele
estão envolviuos: (1) Conceitos básicos envolvenuo auição e algumas piopiieuaues uos
númeios natuiais; (2) Logica; (S) Piobabiliuaues; (4) Função uo piimeiio giau; (S)
Piogiessão aiitmética; (6) Funções ue vaiiáveis aleatoiias; (7) Teoiia uos jogos.

!CVFDL> T=<W>EF]GDB<
*DTE O> @<=>?<8 Cálculo ue piobabiliuaue. Beteimineai a piobabiliuaue ue ocoiiei o
iesultauo tiês em uma paitiua ue Palitinho onue jogam uuas pessoas.
*ABCDB<8 0so ua foimula 1 ^ 'I_, onue 1 é a piobabiliuaue ue um evento ocoiiei, ' a
quantiuaue ue vezes que o evento ocoiie e ` o númeio total ue eventos possiveis (espaço
amostial).
Tecnologia: Aplicação ue conhecimento ua teoiia uas piobabiliuaues.
*>E=D<8 Conjunto ue conhecimentos sobie cálculo ue piobabiliuaues.

+/"+$-&a'&

A Teoiia Antiopologica uo Biuático contiibuiu ue foima significativa na análise
uesas taiefas, pois, viabilizou a ciiação ue uma estiutuia oiganizaua uos conceitos e
ativiuaues ielacionauas à aplicação ue tais taiefas em sala ue aula. Piecisamente, a análise
piaxeologica peimitiu uma ieflexão sobie o que foi pioposto em caua situação, ou seja,
uma ieflexão em toino ue questionamentos como: X;'7 %'*,L' #,A, -,* #,-,+A17A"#' 2,71-
,-%;#'+%,-• 0H"-%, 2,71 5,+1- ;5' %<&+"&' 2'*' *,-17A,* ' %'*,L'U 07' < '#,W;'#' Y -<*",Uf
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,L"&",+%,Ug$ ;5 #"-&;*-1 -1=*, ' %<&+"&'UT151 #"-&;%"* '- %,&+1714"'- , %,1*"'- *,7'&"1+'#'-
' &'#' %'*,L'U
Estes questionamentos tiouxeiam subsiuios paia uma análise mais apiofunuaua a qual
não apiesentamos nesse tiabalho. Além uisso, constatamos que a >+$7"-, @*'H,17I4"&'
teve impoitância funuamental nestes tiabalhos, pois, tiouxe a possibiliuaue ue mouificai
iegias, pievei alguns compoitamentos uos estuuantes, inteipietações ue pioceuimentos,
entie outioscontiibutos impoitante paia a foimação ue piofessoies.



0'b'0c"+%!&

BR0NNER, A.&FARIAS, L.N.S. T155,+% 7' 2*1L,--"1+ 2*,+#6,77, ,+ &152%, 7,- "+%,**,7'%"1+-
,+%*, 7,- #15'"+,- +;5<*"W;,6'74<=*"W;, ,% 4<15<%*"W;, U In II congies inteinational sui la
theoiie anthiopologique uu uiuactique € Biffusei les mathématiques (et les auties savoiis)
comme outils ue connaissance et u•action ‚ 0zés, 2uu7
BR00SSEA0, u.)1+#,5,+%- ,% 5<%_1#,- #, 7' #"#'&%"W;, #,- 5'%_<5'%"W;,-. RBN vol.7¡2,
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'22*1&_, '+%_*121714"W;,. Recheiches en Biuactique ues Nathématiques 12¡1, La Pensée
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ƒƒƒƒƒƒƒƒƒ.hi'+'7j-, #,- 2*'%"W;,- ,+-,"4+'+%,- ,+ %_<1*", '+%_*121714"W;, #; #"#'&%"W;,S
b,&_,*&_,- ,+ Biuactique ues Nathématiques 19¡2, La Pensée Sauvage, 199S.
ƒƒƒƒƒƒƒƒƒ.>+'7j-, #,- 2*'%"W;,- ,+-,"4+'+%,- ,% #"#'&%"W;, #,- 5'%_<5'%"W;,-F 7i'22*1&_,
'+%_*121714"W;,SCouis uonné à l•univeisité u•été Analyse ues piatiques enseignantes et
uiuactique ues mathématiques, La Rochelle, 4-11 juillet 1998 - paiu uans les actes ue cette
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B00ABY, R.k,;H #, &'#*,- ,% #"'7,&%"W;, 1;%"761=E,% #'+- 7l,+-,"4+,5,+% #,- 5'%_<5'%"W;,-S
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199S.
FARIAS, L.N.S.: f%;#, #,- "+%,**,7'%"1+- ,+%*, 7,- #15'"+,- +;5<*"W;,. '74<=*"W;, ,%
4<15<%*"W;, #'+- 7l,+-,"4+,5,+% #,- 5'%_<5'%"W;,- '; -,&1+#'"*,F G+, '+'7j-, #,-
2*'%"W;,- ,+-,"4+'+%,- ,+ &7'--,- #, %*1"-"\5, ,% #, -,&1+#,STh„se ue Boctoiat, 0niveisité
ue Nontpelliei 2, Fiance 2u1u.
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56
BENRIQ0ES, A.; ATTIE, }.P. ; FARIAS, L.N.S.b,L,*V+&"'- %,I*"&'- #' #"#$%"&' L*'+&,-'F
>+$7"-, #"#$%"&' A"-'+#1 1 ,-%;#1 #, "+%,4*'"- 5a7%"27'- &15 ';H:7"1 #1 -1L%m'*, ]'27,.
Euucação Natemática Pesquisa, v. 9, p. S1-81, 2uu7.
NATBER0N Y.>+'7j-,* 7,- 2*'H<1714",- W;,7W;,- ,H,527,- #i1*4'+"-'%"1+- 5'%_<5'%"W;,-.
@,%"% H, n† S4, p. S1 à 78, 2uuu.
vERuNA0Bu. La théoiie ues champs conceptuels; RBN vol. 1u n†2.S; pp. 1SS-17u. 1981.