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INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FUNORTE / SOEBRAS

FERNANDO CARLOS GUZMÁN FREITAS.

COMPLICAÇÕES E INSUCESSOS EM IMPLANTODONTIA

Manaus, 2010

FERNANDO CARLOS GUZMÁN FREITAS.

COMPLICAÇÕES E INSUCESSOS EM IMPLANTODONTIA

Monografia apresentada ao Programa de Especialização em Implantodontia do ICS – FUNORTE/SOEBRÁS NÚCLEO MANAUS, como parte dos requisitos para obtenção do titulo de Especialista. ORIENTADOR: Ms. EDILBERT LEITE BRITO

Manaus- 2010.

Freitas, Fernando Carlos Guzmán. Complicações e Insucessos em implantodontia, / Fernando Carlos Guzmán Freitas - Orientador Prof. Ms. Edilbert Leite Brito – Manaus – Instituto de Ciências da Saúde – FUNORTE/SOEBRAS – Monografia – (Especialização em Implantodontia) - Instituto de Ciências da Saúde – FUNORTE/SOEBRAS núcleo Manaus, 2010. 48 p: 1.Implantodontia. 2. Complicações e Insucessos. 3 soluções.

A minha família, pelo apoio moral e a perseverança para continuar me aperfeiçoando como Professional, dedico com muita gratidão mais uma da minha conquista. A D e u s , p e l

AGRADECIMENTOS

Agradeço, em primeiro lugar a Deus, por ter me proporcionado a saúde e sabedoria para concluir a minha especialização com ótimo aprendizado. Aos meus pais, por terem me dado à vida e toda a educação necessária para conseguir os meus objetivos. A minha esposa e ao meu filho, por que, sem eles, eu não teria motivos para continuar estudando e me aperfeiçoado como profissional. Aos meus orientadores, professores e mestres, Dr. Johny keiji Sasahara, Dr. Edilbert Leite Brito, pela paciência e pelo seu companheirismo de repassar-me os seus conhecimentos, e relatar principalmente sobre os seus insucessos e problemas enfrentados no dia-a-dia na Implantodontia. Aos amigos e companheiros do curso, por tudo que passamos juntos durante o curso. Aos funcionários da FUNORTE de Manaus que tanto precisamos, mas nem sempre nos lembramos de agradecer. Enfim, a todos aqueles que direta ou indiretamente me ajudaram para mais essa vitoria!

” .“Posso todas as coisas naquele que me fortalece.

que não condizem com as publicações serias. objetivando maior longevidade nos implantes orais. da prótese e manutenção.RESUMO Os estudos clínicos de fracassos encontrados na literatura nem sempre e o que se apresentam em conferencias. Palavras-chave: Implantodontia .soluções . o objetivo deste trabalho monográfico é mostrar aos colegas os insucessos.Complicações e Insucessos . alguns cuidados especiais são necessários. Palestrantes apresentam resultados estatísticos claramente manipulados. ou procuram vender um sistema que não tem base científica. as empresas de implantes mostram que e muito fácil e rápido fazer cirurgia e prótese. conhecer os principais fatores de risco e possíveis estratégias preventivas para tentar reduzir o índice de insucessos. Diante deste quadro encontramos que os profissionais não têm conhecimento científico. Apesar das diversas vantagens observadas. das técnicas cirúrgicas. para que eles aprendam com os nossos erros. Sendo assim. como correta execução do planejamento. proporcionando felicidade imediata ao paciente e ao profissional. Esses fatores são fundamentais para o sucesso com implantes.

providing immediate happiness to the patient and to the professional. Although the diverse observed advantages. Being thus.Complications and Failures . objectifying bigger longevity in the verbal implantations.solutions . as correct execution of the planning. Keywords: Implantodontia . the surgical techniques. some cares special are necessary. or look for to vender a system that does not have scientific base. the companies of implantations show that and very easy and fast to make surgery and prótese. to know the main factors of risk and possible preventive strategies to try to reduce the index of failures. Palestrantes presents clearly resulted manipulated statisticians. prótese and maintenance.ABSTRACT The clinical studies of failures found in literature nor always and what they are presented in you discuss. These factors are basic for the success with implantations. Ahead of this picture we find that the professionals do not have scientific knowledge. would be. the objective of this monographic work is to show to the colleagues failures. so that they learn with our errors. who do not condizem with publications.

Triangulo de sucesso de Massler.Critérios para sucesso de implantes endósseos osseointegrados QUADRO 35 2 .Complicações nas diferentes fases do tratamento com implantes osseointegrados 38 QUADRO 5 .Ausência de tecido mole e duro entre os implantes 11 e 21.No design dos microparafusos a linha de fratura se localiza na porção entre o pescoço liso e o corpo.Perda óssea por periimplantite 28 29 30 30 FIGURA 14 – Radiografia de implantes mal posicionados. FIGURA 11 . contorno do reborde invertido e linha de sorriso alta FIGURA 5 .Seqüência radiográfica e foto da perda total do implante e da prótese FIGURA 16 .Complicações nas diferentes fases do tratamento com implantes osseointegrados 37 QUADRO 4 .LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1 .Colocação de luvas cirúrgicas FIGURA 7 .Resumo dos fatores de risco endógenos e exógenos que influenciam o resultado clinico na terapia com implantes osseointegrados 36 QUADRO 3 .Equipamento de bioseguraça e técnica de lavagem de mãos FIGURA 6 .Planejamento de execução incorreta do tratamento FIGURA 3 . comprometimento estético do caso em função da não reconstrução do rebordo previamente FIGURA 15 .Fratura do parafuso de fixação FIGURA 12 – Remoção do parafuso de fixação FIGURA 13 .Complicações nas diferentes fases do tratamento com implantes osseointegrados 39 .Falha nas etapas cirúrgica e protética 13 15 16 FIGURA 4.Modelo experimental straumann de elemento finito simulando carga oclusal em implantes com inclinação 30 graus 28 FIGURA 10.Seqüência de fotos da fratura do parafuso e da coroa protética 31 33 34 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 . FIGURA 2 .Preparação do paciente FIGURA 8 .Aspecto clínico de mucosite ao redor do microparafuso 18 24 24 25 25 FIGURA 9.

......................................................22 2..................................10 2 RETROSPECTIVA DA LITERATURA ..............................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ......................................................................46 ........27 2.....................................................................................................................18 2............................................................................1 FRACASSOS DO TRATAMENTO COM IMPLANTES OSSEOINTEGRADOS.....................2 ERROS NA FASE DE PLANEJAMENTO.....................................3 ERROS NA FASE CIRÚRGICA.................................................................................................................................................................................45 REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS...................41 5 CONCLUSÃO .........................................................................5 ERROS NA FASE DE MANUTENÇÃO..............................................................................................4 ERROS NA FASE PROTÉTICA...................................................................31 3 PROPOSIÇÃO.........................15 2...12 2..........40 4 DISCUSSÃO..........................

da diversidade do tratamento. houve a necessidade do desenvolvimento de novas pesquisas cientificas. o número e a gravidade de fracassos e/ou complicações aumentarem em proporções significativas. Com a ampliação das indicações. parcial e total em todas as áreas da boca. . Com a eficiência do principio básico da osseointegração o tratamento passou também para o edentulismo unitário. com níveis de sucesso para implantes próximos dos 90%. dos componentes protéticos. unitários e totais. um dos mais significativos avanços no tratamento do edentulismo parcial.11 1 INTRODUÇÃO. e a sua aplicação clinica em odontologia. do número de profissionais e biotecnologias envolvidas. a diversidade dos implantes.I Branemark. o único protocolo protético. é nos últimos anos. e nesse sentido. reproduzíveis e estáveis ao longo do tempo. No inicio quando na indicação da terapêutica era unicamente edentulismo completo na mandíbula e maxila. quando se consideram todos os tipos de tratamento com implantes osseointegrados (RENOUARD & RANGERT. O resultado final permitiu tratar com individualidade. e o estudo das Patologias Periimplantares. (BERT. a estética não era uma forte preocupação. A técnica de osseoimtegração apresenta resultados previsíveis. as complicações eram poucas e se reduziam a problemas cirúrgicos e mecânicos com os componentes. A descoberta da osseointegração pelo professor P. Neste contexto. O tratamento era simples. com o intuito de melhorar as metodologias de aumento ósseo. 1999). situações clínicas anteriormente renegadas. um único transmucoso. 1995). A preocupação nesta época era a obtenção e manutenção da ancoragem dos implantes. porque era um único tipo de implante. o estabelecimento de novos conceitos biomecânicos.

SENNERBY & ROSS. nestes. O profissional deverá estar preparado e elucidar seu paciente sobre a probabilidade de fracasso e eventuais complicações e dos métodos que permitem minimizá-los. envolvendo várias áreas do conhecimento medico multidisciplinar nos procedimentos e. A implantodontia. 2006). por tanto e importante enumera-los. Assim. Nos últimos anos. Alem das complicações e fracassos cirúrgicos. Fase cirúrgica. todo profissional enfrentará algum fracasso de forma inevitável. Os insucessos e/ou complicações pode gerar conseqüências muito desagradáveis para o profissional. tanto clinica como juridicamente. Didática e clinicamente pode ser dividida em: Fase de planejamento. Algo em torno de 5 a 10%. e Fase de manutenção. a implantodontia teve um crescimento que não poderia ser calculado alguns anos atrás. O numero de congressos e cursos aumentaram assustadoramente e. Assim. apesar desse alto percentual de sucesso das osseointegração (90%). procurou-se através de uma revisão da literatura apresentar as complicações e insucessos em implantodontia nas diversas fases do tratamento da . muitas vezes há certo exagero naquilo que e passado para o publico (VASCONCELOS. analisar as prováveis causas e as possíveis soluções. Equívocos podem ocorrer em qualquer das fases ou em várias delas alterando o curso e o resultado do tratamento com diferentes magnitudes. 1998. clinicamente a estabilidade do implante e um parâmetro essencial para o sucesso (MEREDITH. Fase protética.12 A realidade do consultório nem sempre e o que se apresenta em conferencias. sobre tudo. Por essas razões. a reconstrução protética pode induzir a novos problemas. o tratamento com osseointegração e multifactorial por natureza. 1998). estudar sua freqüência e. por este motivo o profissional tem que estar capacitado para assumi-lo e de proporcionar uma solução. Nos últimos anos. que podem variar da perda isolada do implante ate a perda total do tratamento com conseqüentes danos aos pacientes. por tanto complexo.

micro movimentos podem ocorrer e uma cápsula fibrosa poderá se formar ao redor do implante. Estas três entidades estão . ao sistema de implantes e a equipe de profissionais. Conforme Naert et al (1993).13 osseointegragração para conscientizar aos profissionais em implantodontia. que evidenciam as limitações de cada uma das situações. 2006). Há que se considerar os casos de insucesso. alguns fatores são reconhecidos fundamentalmente para a obtenção e manutenção da osseointegração e estão relacionados ao paciente. quando se consideram todos os tipos de tratamento com implantes osseointegração (RENOUARD & RANGERT. trazendo somente o que e bom e bem-sucedido (VASCONCELOS. reproduzíveis e estáveis ao longo do tempo. a estabilidade do implante e um parâmetro essencial para o sucesso. esses casos são frutos da falta de planejamento e de execução precisa. (SENDYK. 1). o que determinara o seu fracasso em períodos curtos de tempo. Na verdade. (Figura. a conhecer os insucessos e futuramente evitá-los. Porem. 2 RETROSPECTIVA DA LITERATURA. e se a estabilidade primaria não foi obtido durante a instalação. com níveis de sucesso para implantes próximos dos 90%. Segundo Meredith (1998) e Sennerby & Ross (1998). o triângulo do sucesso de massler. que revolucionou a cirurgia odontológica. 1999). O doutor Branemark sempre considerou a comunicação das complicações como o fator de maior importância na evolução cientifica de sua técnica. clinicamente. e muito difícil ver os profissionais mostrarem o que deu errado. A técnica de osseointegração apresenta resultados previsíveis. podendo ser representados por um triângulo. a maioria gosta de expor suas “soluções maravilhosas” que não apresentam “problemas”. 2004).

Radiográfico. foram feitas coroas. radiografias e tomografia computarizada. 2004). o plano de oclusão também e avaliado. a prótese total novas. em algumas situações. (Avaliando a perda óssea e a dimensão vertical).14 intimamente relacionadas e o grau de harmonia deste relacionamento determina o sucesso ou insucesso do tratamento odontológico. Na entidade sistema de implantes. questionários de saúde sistêmica e odontológica. os fatores como a biocompatibilidade. . exames físico. desenho e superfície se interagem com aqueles relacionados ao paciente. Alguns dentes sofreram desgastes para se obter um plano de oclusão adequado. perfeitamente articulada guia de canino e guias anterior. outros foram extraídos e. Todo este planejamento serve para avaliar quatro propósitos: Estético. Os meios utilizados para reconhecimento desses sinais e sintomas foram a entrevista. como a saúde local e sistêmica e comportamental. Enxertia. modelos de estudo articulados. instalação de implantes. (PINTO.

a estética e um fator muito considerado. desenho e superfície. envolvendo varias área do conhecimento medica multidisciplinar nos procedimentos e. etc. educação continuada. No podemos esquecer dos problemas e limites funcionais que os implantes apresentam. 2005). por tanto complexo. coisa que não ocorria no inicio do protocolo de Branemark. Usavam-se pilares mais altos. Assim. o tratamento com osseointegração e multifactorial por natureza. desenho da prótese. . permitindo uma área de exposição metálica maior.15 Figura 1 . 2004). 2010). os fatores como saúde local e sistêmica se interage com o sistema de implante como a biocompatibilidade. Por isso Didática e clinicamente pode ser dividido em: Fase de planejamento. domínio da técnica cirúrgica.O grau de harmonia deste relacionamento determina o sucesso ou insucesso da osseointegração (BRITO. e importante a seleção dos pacientes (BITTINO. e com os fatores da equipe multidisciplinar como curva de aprendizagem. Por isso. Na entidade paciente. condições de carga. Hoje em dia a paciente não aceita isso (MASSAYOSHI. Atualmente.

Para que o sucesso de determinada modalidade de tratamento não seja uma interpretação pessoal e aleatória.1 FRACASSOS DO TRATAMENTO COM IMPLANTES OSSEOINTREGRADOS. (CHIAPASCO. Será definido como fracasso todo implante que não cumprir os critérios de sucesso propostos por Albrektsson et al. (1986) e revistos por Smith & Zarb (1989). as complicações estéticas podem ser evitadas quando se adota técnicas de alta previsibilidade de sucesso (CAMPOS. conforme o quadro I. 2. 2). Fatores de risco do paciente também não foram considerados. Equívocos podem ocorrer em qualquer das fases ou em várias delas. critérios têm sido propostos pela comunidade cientifica para estabelecer uma linguagem padronizada. será . alterando o curso e o resultado do tratamento com diferentes magnitudes.Planejamento e execução incorreta do tratamento. (Figura. 2004). levando o tratamento das osseointegração ao fracasso. que podem variar da perda isolada do implante ate a perda total do tratamento com conseqüentes danos aos pacientes. Figura 2 . 2004). Num sentido mais abrangente.16 Fase cirúrgica. Fase protética e Fase de manutenção.

Fracasso parcial. a fim de ter um bom prognostico para melhor indicar e planejar o trabalho a ser executado (TIBERIO. 2004). Assim. Segundo Todescan (2004). quando a perda das osseointegração em um ou mais implantes não impede a reconstrução protética.17 considerado fracasso qualquer resultado que ficar aquém do planejado ou do esperado pelo paciente ou profissional. e possível apontar 03 tipos de fracassos: Fracasso total. pode-se considerar que houve falha na indicação ou na execução dos procedimentos envolvidos no tratamento de implantes. 3). e necessário que haja correta indicação e execução dos procedimentos (Figura. e sabemos que a previsibilidade da estética do implante e uma interrogação. Fracasso transitório. quando e possível a execução de novos procedimentos cirúrgicos e/ou protéticos. quando ocorrer um fracasso. O fracasso de um implante nem sempre determina o fracasso do tratamento. consciente dos riscos existentes. Para ter estética em dente anterior e necessário fazer sobre contorno. . mesmo que a estética ou a fonação estejam prejudicadas. quando a perda das osseointegração de um ou mais implantes impede a reconstrução protética e a instalação de novos implantes não e viável. os limites estéticos da carga imediata são muito críticos (BOTTINO. quer em nível cirúrgico ou protético. E necessário que o profissional tenha conhecimento das técnicas desenvolvidas atualmente e das doenças sistêmicas. Para que esses resultados sejam sempre satisfatório igual ou superior àqueles obtidos por qualquer outro tipo de prótese indicada para preposição de elementos dentários perdidos. 2004).

Fazendo uma analise dos últimos anos. O fenômeno biológico. de disfunção da articulação temporomandibular e. mas sim à falta de planejamento e intervenção de outras especialidades. Segundo Freitas Junior (2004). em que os implantes são colocados em função imediatamente após a cirurgia. 2006). dentição remanescente necessitando de ortodontia. de desequilíbrio oclusal. tais como diagnostico incorreto. e que os fracassos estão relacionados. que deve ser incluída no plano geral de tratamento. seja para aquele paciente que tem ausência de apenas um elemento . de que o implante e uma importante alternativa de tratamento. colocação de implantes na presença de doença periodontal. Parece vir à tona aquilo que academicamente se apregoa a muitos anos. sobretudo a outros fatores. dependendo da resposta óssea ocorre em quase 100% dos casos. ate mesmo em determinadas situações. os limites são muito variáveis. posicionamento errado dos implantes. verifica-se que a maior quantidade de fracassos observados não estava relacionada à osseointegração em si. caracterizando basicamente falta de planejamento. O que temos visto. mas precisa ser estabelecido com o paciente na analise do caso.18 Figura 3 – Falha nas etapas cirúrgica e protética (MACHADO.

Os exógenos são referentes aos profissionais. psicosócio-emocionais e econômico-financeiros do paciente. Assim. Didaticamente. 2. esses fatores podem ser divididos em endógenos e exógenos: Os endógenos são referentes aos fatores locais. Fatores de riscos são limitações que podem interferir no resultado do tratamento e mesmo contra-indicá-lo. e subsídios tecnológicos de suporte No entanto. sistêmicos. domínio das técnicas e educação continuada. e nossa obrigação deixar claro que somente um profissional capacitado pode fazer diagnostico. experiências. os limites desta divisão são difíceis de distinguir já que muito destes fatores podem se sobrepor (ESPOSITO et al. tais como conhecimentos científicos. plano de tratamento e execução corretos e que saiba reconhecer e indicar outro especialista quando necessário e quem pode solucionar os problemas dentários. e ao sistema de implante. porem apenas uma parte dela (TODESCAN. Apesar de altas taxas de sucesso dos implantes dentais. A associação entre as especialidades.2 ERROS NA FASE DE PLANEJAMENTO. falhas ainda ocorrem em função de problemas mecânicos ou biológico. A maioria dos pacientes procura os especialistas com a crença de que os implantes vão resolver todos os males. 2006). Os implantes são umas partes importantes da historia. esta sim e sinônimo de sucesso.19 dentário ou para aquele que perdeu todos os seus dentes. e indispensáveis prevenirem o fracasso dos implantes por meio de um planejamento adequado que facilite o estabelecimento da osseointegração e preserve a osseointegração já conseguida. como os biomateriais. 1999). . decorrentes de falta de planejamento (fig4).

O reconhecimento desta situação permite optar pela indicação ou contraindicação do tratamento. Se os fatores de risco forem minimizados a porcentagem de . Se diferentes fatores de risco estão associados. uma vez que estão frequentemente sobrepostos. ou da possibilidade de sucesso ou insucesso de uma terapêutica. O estudo retrospectivo de complicações e fracassos na disciplina medica. contorno do rebordo invertido e linha de sorriso alta (TREVISAN. 1998) apresenta um resumo dos fatores de risco endógenos e exógenos que podem influenciar negativamente o resultado clinico do tratamento com osseointegracao. O desafio no tratamento com implantes osseointegrados está na habilidade em detectar os pacientes de risco e classificar a magnitude do risco de paciente em alto.Ausência de tecido mole e duro entre os implantes 11 e 21.20 Figura 4 . médio e baixo. mostraram que 80% dos problemas encontrados estavam concentrados em 20% de todos os pacientes. 1999). Uma analise clinica dos fatores de risco permite prever a possibilidade da ocorrência de uma determinada doença e suas complicações. Estes fatores não devem ser considerados isoladamente. esta estabelecida uma situação de risco (RENOUARD & RANGERT. mas devem ser analisados sob a perspectiva da somatória possibilitar a potencializacao das complicações e fracassos do tratamento. 2004). Com base nestes achados foi estabelecida a noção de paciente de risco. O quadro 2 (modificado de Senerby & Ross.

Definem-se complicações como inter-correncias não previstas no planejamento que podem ocorrer durante todo o tratamento e que. inclusive. As inter-correncias quando previstas no . analisada suas expectativas reais. O paciente deve ser avaliado quanto aos seus fatores de risco. 1993). teremos um paciente bem selecionado. Com o paciente selecionado. exige tratamento medicamentoso com drogas antidepressivas. o custo-benefício financeiro e biológico. quando solucionadas ou controladas. Porem. iatrogênica e mecânica. quando não resolvidas satisfatoriamente podem levar ao fracasso total. Determinada a queixa principal do paciente. que apesar de beneficiar o individuo podem trazer efeitos indesejados no tratamento com implantes. As causas das complicações são de origem biológica. socioeconômicos e nível intelectual de compreensão do tratamento. plano B. perguntamos: os sistemas adotados têm subsídio suficiente para cumprir as necessidades do caso? A equipe de profissionais esta treinada e apta para executar e cumprir sua tarefa? Se as respostas forem positivas. cujo diagnostico precoce possibilita tratamento imediato e diminui o risco de complicações. como as condições sistêmicas e locais. as possíveis inter-correncias com a elaboração de um plano de contingência. Como exemplo.2% dos pacientes acima de 60 anos apresentam uma ou mais doenças sistêmicas (UMINO & NAGANO. os aspectos psicoemocionais. O tratamento destas doenças envolve medicamentos. ou transitório do tratamento. parcial. as quais podem provocar xerostomia predispondo a um maior risco para doença periodontal. as probabilidades de complicações e mesmo de fracasso e a sua complacência na disponibilidade de tempo. a depressão em suas diversas formas. a compreensão do limite do seu caso. não prejudicam o resultado. Também em menor proporção na população adulta.21 sucesso da terapia está aumentada. Estima-se que 64. um planejamento cirúrgico e protético será elaborado traçando o prognostico e os objetivos a serem alcançados e prevendo.

22 planejamento deixam de serem complicações e serão perfeitamente controladas durante a intervenção. geométricos. tecnológicos e parafuncionais. com o intuito de estabelecer uma reconstrução duradoura e previsível. E importante que o paciente esteja informado e conscientizado de todas as fases do tratamento e da necessidade de manutenção. Os pacientes que optam pelo tratamento com implantes. (Avaliando a perda óssea e a dimensão vertical). argumenta que Interações e somatória das origens das complicações. Alem disso e fundamental que o planejamento. pelo cirurgião dentista e por testemunhais. a presença de doenças sistêmicas. biomecânicos implantares. exames laboratoriais. a avaliação medica e o contrato de custos do tratamento sejam todos documentados e assinados pelo paciente. foram feitas coroas. questionários de saúde sistêmica e odontológica. Segundo Pinto (2004). por isso todo paciente. perfeitamente articuladas guias de canino e guias anterior. outros foram extraídos e. . o termo de conscientização. podem apresentar fatores de risco que limitam ou precipitam fracassos e complicações com a terapêutica. e uma receita para o fracasso. o organograma. sistêmicos e comportamentais. muitos destes pacientes estão numa faixa etária acima de 60 anos de idade. exames físico. guias cirúrgicas. oclusais. radiografias e tomografia computarizada. Alem disso. devido a possibilidade de complicações odontolegais. O planejamento deve contemplar algumas diretrizes para minimizar os fatores de risco exógenos. modelos de estudo em articuladores semi-ajustaveis. Os meios utilizados para reconhecimento desses fatores foram a entrevista. (PRESTON & SHEPPARD. 1988). Enceramento de diagnostico. são selecionados conforme a avaliação dos fatores de risco locais. Muitos pacientes trazem com a idade. o prótese totais novas. em algumas situações. O plano de oclusão também e avaliado. Alguns dentes sofreram desgastes para se obter um plano de oclusão adequado.

medicação pré-operatório. . uremia. radioterapia. gestantes ou suspeita de gravidez). I.A. A anamnese. localização. diabetes. doença . verificarem a integridade dos tecidos e coloração de pele e mucosas.Congestiva. instalação de implantes.). eletrocardiograma. fazer uma boa analises dos fatores de riscos endógenos do paciente. Idade. distúrbios endocrinológicos. distúrbios do aparelho urinário (insuficiência renal crônica). gravidade. teste de gravidez. base importantíssima de um bom planejamento deve se investigar a ocorrência anterior de hemorragia e nos casos afirmativos detalhar a historia.). angina. hipoglicemia (diabetes). questionário de saúde e avaliação medica. alem dos anticoagulantes. exames complementares pré-operatórios (hemograma completo). interferem na hemóstase (BORDINI. distúrbios do aparelho digestivo (refluxos. valvopatias. xerostomia. ulcera péptica. O exame físico deve-se avaliar a pressão arterial. lupus eritematoso sistêmico.C. radiográfico. O aparecimento de hematomas ou equimoses anormais e os antecedentes familiares de hemorragias. enxertia. asmaticos). radiografias. distúrbios cardiovasculares (hipertensão. distúrbios respiratórios (obesidade. 2005).M. avaliando distúrbios neurológicos (estresse). investigar sinais de hemorragias espontâneas como a presença de petequias e equimoses. arritmias.23 guia estética são recursos que auxiliam no planejamento para o sucesso do tratamento. com doenças sistêmicas e uso de medicamentos e para minimizalos e bom realizar: Anamnese. (época. (depressão. tais como: hepatopatia crônica. neoplasia hematológica e alcoolismo. Com vem pesquisar a historia de doenças adquiridas ou condições que podem prejudicar a hemostasia.I. assim como sua causa aparente). duração. Todo este planejamento serve para avaliar quatro propósitos: estético.

Refutam modismos. Mas a meu ver. São profissionais que percorreram.3 ERROS NA FASE CIRÚRGICA. não se afastam dos avanços e lançamentos da industria. tabagismo. 1995). Acredito que sim. Sem perder este foco.). Dentro da implantodontia temos experimentado esta verdadeira avalanche de informações. ao contrario. fatores limitantes (musico. mas acessível de previsibilidade. lutador. se esquece que a especialidade esta enquadrada dentro de um contexto multidisciplinar. Não são apenas implantodontistas.24 periodontal ativa. distúrbios mentais (SPIEKERMANN. durante sua formação. sempre sem o tempo necessário para amadurecimento de técnicas e aprendizado adequado. mas cirurgiões-dentistas. diversos cursos de aperfeiçoamento. exibem outra virtude. atingindo índices altíssimos de sucesso. 2. dotado de grande experiência clinica. técnicas arriscadas e materiais revolucionários. pela oportunidade de resultados clínicos. O desenvolvimento de técnicas e materiais sempre empolga os profissionais. densidade óssea (tipo IV). pela simples observação dos profissionais que mais se destacam em nosso meio. Contudo. aplicam os conceitos mais sedimentados e clássicos da osseoimtegração. diferenciação profissional e novas perspectivas pessoais. uma ferramenta. como excelente recurso de terapia em tratamentos odontológicos. osteoporose (disfosfonatos). Oferecem tratamentos simplificados. na concepção mais ampla do . baseada na investigação cientifica e comprovação clinica dos resultado. sempre me pergunto: será que já não temos o bastante? Será que já não possuímos recursos e materiais suficientes para a resolução da maioria dos nossos problemas clínicos do consultório. ainda mais importante: seu caráter multidisciplinar. Todos apregoam a simplicidade e o reconhecimento dos limites biológicos e técnicos da osseoimtegração. possuem uma visão critica. especialização e pós-graduação. Neste horizonte.

abscessos de sutura. entre outras. hemorragia iatrogênia. 2006). Os fatores de risco Exógenos. influenciam muito nas complicações como embolia gasosa. 6). etc. como mucosite (figura. hematoma. ortodontia. roscas expostas. hemorragia pós-operatório. sobretudo que demonstre apresentar um investimento constante em pesquisa. prótese. deglutição e aspiração de instrumentos e componentes. oclusão. sinusite crônica. perda do implante. . danos aos dentes vizinhos. penetração nas cavidades nasal e sinusal. colocação de luvas cirúrgicas (figura. exposição prematura do parafuso de cobertura. Para a maioria dos sistemas de implante ainda faltam dados para comparações cientificas que permitam uma conclusão definitiva sobre o assunto. 5). perfuração da cortical basal. Focam os aspectos da rotina clinica. conhecedores de áreas diversas em profundidade como cirurgia. 1995). assepsia do paciente (figura. mas também com estudos experimentais e clínicos e. devem ter conhecimentos básicos de cirurgia como biosegurança. distúrbios neurosensoriais.25 exercício profissional. fratura intra-ossea da fresa de 2 mm. lavagem de mãos (figura. o diagnostico e o planejamento do tratamento (NORY. introdução intra-sinusal do implante. fratura da mandíbula. 7). 8). Cabe ao profissional escolher um sistema de implantes que forneça suporte não apenas tecnológico. estabilidade primaria insuficiente do implante. danos ao Hexágono externo do implante. deiscência da ferida cirúrgica. com grande experiência no manejo dos pacientes. Alem da assistência tecnológica e cientifica. edema. abandono ou interrupção do tratamento. periodontia. danos as roscas internas do implante. dor pós-operatório interna. as companhias de sistema de implantes devem oferecer um serviço eficiente e constante de comercialização e manutenção dos produtos e equipamentos (SPIEKERMANN. complicações infecciosas. como o sistema de implantes e a equipe de profissionais. equimose. enfisema cirúrgico.

2008).Equipamento de bioseguranca e técnica de lavagem de mãos (VILA.Colocação de luvas cirúrgicas (HERMANN & SAILER.26 Figura 5 . Figura 6 . 2003). .

Figura 8 .27 Figura 7 .Preparação do paciente (VILA. 2005) . 2008).Aspecto clínico de mucosite ao redor do microparafuso (DIAZ.

sem histórico de trauma (GOODACRE. 2. no entanto. 9). isto e. Na interface osso-implante. Assim. afirmam que o sucesso depende primariamente do conhecimento.4 ERROS NA FASE PROTÉTICA. Clinicamente a fratura da mandíbula se manifesta com dor e edema localizado.92% x experientes 2. experiência e educação continuada do profissional. da adequada seleção do paciente e estrutura da pratica dentaria. cirurgiões com pouca ou nenhuma experiência com implantes deveriam esperar uma definida curva de aprendizado. A osteoporose e osteomalacia foram sugeridas como fator de vulnerabilidade para a fratura da mandíbula. Um detalhe interessante e que estas forças tiveram efeito mais . Outro fator proposto e que o sitio do implante ainda não osseointegrado representa uma área de concentração de tensão e fragilidade. 1999).28 Recentemente Lambert et al (1997). observaram que os implantes instalados por cirurgiões inexperientes (<50 implantes) falharam numa freqüência duas vezes maior que aquelas instaladas por cirurgião experientes (>50 implantes). especialmente na região ânterosuperior. lava ao desenvolvimento de torque (figura. baseado na experiência. Da mesma forma que em dentes naturais. a pro pia inclinação natural dos implantes e abutments. gerando a chamada forca-momento (Forca x Distancia). equipamento adequado e rotina de trabalho.42%). ocorreu nos primeiros nove casos tratados (inexperientes 5. Segundo Spiekermann (1986). A maior percentagem de fracassos. o controle de forcas oclusais também e de primordial importância para a reabilitação oral sobre implantes.

Na interface implante-abutment. 2005). quanto maior a sobreposição de suas superfícies internas. Este tipo de carga e transferido para a região intra-ossea (figura. . Dentre as falhas clinicas. Consequentemente. Porem. maior será sua resistência a carga horizontais.29 significativo na ocorrência de falhas dos componentes protéticos do que em alterações histológicas da interface osso-implante. independente do tipo de conector protético.especialmente em implantes unitários observa-se uma condição mais favorável em conectores internos. o afrouxamento de parafusos tem sido a ocorrência mais comum. 10). menor será a transferência destas sobre o parafuso de retenção (ARITA. em cargas obliqua e horizontais . sendo distribuída homogeneamente sobre suas espiras sem prejuízos a restauração protética. os implantes respondem favoravelmente as cargas axiais. Pois segundo Mollersten.

como complicações e não falhas. bolsas profundas. (COSSO. 2005). simulando carga oclusais em implantes com inclinação 30 graus (ARITA. A biomecânica relacionada com o desenho das próteses esta associada diretamente as medias de sucesso e insucesso.Modelo experimental straumann de elemento finito. Porem alguns autores considera casos de fraturas de parafusos. o uso de implantes curtos e próteses com excessivo braço de alavanca revelam-se um fator para o insucesso. 11). A estabilização primaria determina um ótimo prognostico para estas alterações. de conexão ou de próteses (figura. Figura 10 . Implantes dentais podem apresentar desde pequenas complicações ate o insucesso total com a perda do mesmo. Assim sendo. fraturas de implantes e materiais de revestimento tais como resinas e porcelanas). etc) e complicações mecânicas (incluindo afrouxamento e/ou fraturas de parafusos. Esta definição envolve complicações Biológicas (sangramento.No design dos micro parafusos. já um excelente planejamento protético pode auxiliar nos resultados. a linha de fratura se localiza na porção entre o pescoço liso e o corpo (DIAZ. reabsorção óssea. hiperplasia gengival.30 Figura 9 . uma vez que tais ocorrências têm condição de . 2004). 2005). exudato purulento.

talvez em função de um processo de avaliação mais criterioso. Figura 12 .Remoção do parafuso de fixação (NISHIOKA. 2006). Dessa forma o objetivo desta monografia e fazer uma revisão da literatura buscando uma compreensão mais abrangente das possíveis causas de falhas dos implantes dentais. 12). que apontaria tais falhas.31 reversibilidade assegurada e podem ser corrigidas na maioria dos casos (figura. bem como o seu tratamento e a forma de preveni-las (MACHADO.Fratura do parafuso de fixação (NISHIOKA. . 2006). 2006). Figura 11 . Com a analise da literatura foi possível constatar que estão aumentando os índices de fracasso nas reabilitações com implantes dentais.

32 Nesta fase protética podem acontecer eventuais falhas como: Problemas com os cicatrizadores e transmucosos. 14). Complicações infecciosas com os tecidos moles. Problemas Biomecânicos. 2006). Presença de mucosa inserida ou não. . Fixações integradas e sensíveis. fratura de implantes (FELLER & GORAB. 13). Assoalho da boca alto e rebordos reabsorvidos.Perda óssea por periimplantite (MACHADO. Figura 13 . Temporizacão durante o período de cicatrização (figura. 2000). Implantes em posição e angulação desfavoráveis para a reconstrução protética (figura.

1995. uma vez reabilitado o paciente. o uso de escovas interdentais e o fio dental são indispensáveis. 1992). a equipe de osseointegracao assume a responsabilidade pela manutenção do tratamento realizado. E essencial o acompanhamento (clinico e radiográfico) dos pacientes pelo profissional. Os pacientes requerem educação quanto as suas responsabilidades nos cuidados caseiros e limites do uso da reconstrução (SPIEKERMANN. sejam observados pelos pacientes (figura. 15. Após considerações sobre todos os itens aqui enumerados. (MACHADO. Os hábitos deletérios devem ser abolidos do dia a dia do paciente ou atenuados com uso de placas. 2006). 1997. 15. o controle radiográfico deve ser realizado 1. 2. WORTHINGTON & BRANEMARK. A saúde do tecido periimplantar deve ser mantida estável.B). 1992). O cirurgião dentista deve manter sempre o controle da situação clinica e radiográfica. 5 e 7 anos após a instalação dos implantes e depois a cada 3 anos.A). por toda a vida do individuo.C). MANZ. muitas dessas complicações podem ser detectadas e resolvidas.33 Figura 14 . Com um bom acompanhamento.Radiografia de implantes mal posicionados e comprometimento estético do caso em função da não reconstrução do rebordo previamente. 15. 3. . Já que nem todas as complicações que surgem após os implantes podem ser consideradas uma indicação de implantes falhos (figura.5 ERROS NA FASE DE MANUTENÇÃO. Na higienização. a fim de detectar complicações precoces. e que os cuidados necessários. O controle radiográfico objetiva o acompanhamento da altura óssea marginal (figura. 1998. inerentes ao procedimento. conforme as particularidades de cada paciente. WORTHINGTON & BRANEMARK. não comprometendo a reabilitação (BRAGGER. ou individualizando.

E recomendado que os modelos de trabalho do paciente sejam guardados. “defeitos” em supra-estrutura (figura 16 A. em próteses parciais e totais extensas pode necessitar de substituição devido ao desgaste. 16. se necessário. A seguir serão fornecidas algumas sugestões para a manutenção protética (WORTHINGTON & BRANEMARK.). Prótese mal adaptadas. No quadro 3.B). bem como troca de componentes de retenção .34 A manutenção periimplantar deve ser ajustada às necessidades de cada paciente e cada caso. 16. ma-higienização são exemplos de complicações que podem ser revertidas com a intervenção do profissional (figura. 1992): * A estabilidade oclusal deve ser revista anualmente e ajustes realizados. Em qualquer situação. contatos oclusais inadequados. 1991. * As placas interoclusais devem ser ajustadas ou substituídas. o controle do profissional e os cuidados dos pacientes são essenciais para o sucesso dos tratamentos reabilitadores com implantes dentais. a instrução e a motivação continuadas do paciente (GARBER. * Nas grandes reconstruções. Isto permite uma troca mais rápida e econômica do recobrimento estético. a troca dos parafusos de retenção da prótese são recomendadas a cada cinco anos. * Próteses removíveis necessitam de ajustes e reembasamento periódicos. QUIRYNEN et al 1992). * O recobrimento estético de acrílico. mostra-se um resumo das complicações nas diferentes fases do tratamento com implantes osseointegrados. O aconselhamento e conscientização ajudam no controle da parafunção e bruxismo. Nestas sessões serão realizados o controle profissional da placa bacteriana e a educação.

perda total do implante + coroa protética após a perda da osseointegração (MACHADO. radiografia mostrando a metade do implante dentro do seio maxilar. radiografia mostrando a coroa cimentada. antes da reabertura. . 2006). C.35 Figura 15 A figura 15 B Figura 15 C Figura 15 – A. B. porém tendo uma fixação aparente de 3 mm.

. cujos parafusos afrouxaram. B.36 Figura 16 A figura 16 B Figura 16 C Figura 16 – A. cuja coroa foi perdida por fratura do parafuso de retenção do pilar. 2006). fotografia da coroa. fotografia da região. C. no mesmo paciente (MACHADO. fotografia dos pilares. após fratura acima mencionada.

3 . Infecção dos sítios de extração. Quimioterapia ativa. O desenho do implante não deve impedir a instalação de coroa ou prótese. 4 . Condições operatórias. Doença medicação. Curva de aprendizado. 80% no final de um período de 10 anos. A longevidade do implante deve apresentar uma taxa de sucesso mínima de 85% no final de um período de 5 anos de observação e. BAIXO Técnica de incisão. sem distorção. Depois do primeiro ano de serviço a media da perda óssea vertical ao redor do implante não deve ser maior que 0. deve estar clinicamente imóvel.2mm anualmente. 5 . Instalação implantes extração. 6 . 2000) PROBABILIDADE DE FRACASSO ALTO Maxila severamente reabsorvida. Quadro 1: critérios para sucesso de implantes endósseos osseointegrados (FELLER & GORAB. Carga imediata. de um implante não deve demonstrar evidência de radioluscência periimplantar. Cada implante não unido. Ausência de dor. Pré-operatorio. A radiografia. implantes curtos versus longos. Roscas expostas.2 ou mais Diabete tipo II. MEDIO Tabagismo. quando testado individualmente. Líquen plano erosivo. imediata no sitio de de sistêmica ou . Terapia com disfosfonatos. Implantes posteriores: 1. Cirurgia em um estagio. 2 . Ausência de antibióticos.37 Critérios para sucesso 1 . desconforto ou infecção persistente atribuível ao implante. Um estagio cirúrgico. com uma aparência que seja satisfatória para o paciente e o dentista. Implantes de pressão. RISCO PROVADO RISCO POSSIVEL. Irradiação. Angulação do implante. Displasia ectodermica.

e aspiração de instrumentos e X X X X 6. Deglutição componentes. Introducao intra-sinusal do implante. Estabilidade primaria insuficiente do implante. Perfuração da cortical basal. Danos ao hexágono externo do implante. Danos aos dentes vizinhos X Instrumentação inadequada: 9.38 COMPLICAções FASE PLANEJA MENTO FASE CIRURGICA. Rosca exposta. X 4. X 14. Penetração nas cavidades nasal e sinusal. Hemorragia iatrogênica X 8. Embolia gasosa. Fratura intra-ossea da fresa de 2 mm X 10. X 12. X X X X 13. X . X 15. Guia cirúrgicos não confeccionadas. X X X X 7. Modelos de estudo não articulados e/ou não realizados. Fratura da mandíbula atrofia. X 2. X X X X 11. Historia clinica incompleta. X 5. 1ra ETAPA FASE CIRURGICA. 2da EATAPA FASE PROTE TICA FASE MANUTEN ÇAO 1. X 3.

Equimose X 20. 2000). Quadro 3 : complicações nas diferentes fases do tratamento com implantes osseointegrados (FELLER & GORAB. Dores importantes X X X X 24. Enfisema Cirúrgico X 18. Edema X 19. Hemorragia pos-operatoria X Quadro 2: resumo dos fatores de risco endógenos e exógenos que influenciam o resultado clínico na terapia com implantes osseointegrados (FELLER & GORAB. 2da EATAPA FASE PROTE TICA 17. X X 22. Distúrbios neurosensoriais. X X . Complicações infecciosas. 2000). 1ra ETAPA FASE CIRURGICA. Deiscência da ferida cirúrgica X X 23. Hematoma X 21. X 25.39 16. Abscesso de suturas. FASE MANUTEN ÇAO COMPLICAções FASE PLANEJA MENTO FASE CIRURGICA.

X 27. Problemas biomecânicos. X X . X 35. X X X X 31. Abandono ou interrupção do tratamento. X X X X 30. X X Quadro 4 : complicações nas diferentes fases de tratamento com implantes osseointegrados (FELLER & GORAB. Assoalho da boca alto e rebordos reabsorvidos. X 28. 2da EATAPA FASE PROTE TICA 33. X X X X 29. 2000). X X X X 32. Temporização durante o período de cicatrização. Importância das próteses temporárias sobre os implantes X X 37. Presença de mucosa inserida ou não. Fratura de implantes. Exposição prematura do parafuso de cobertura. X X X X 39. 1ra ETAPA FASE CIRURGICA. Perda do implante. X X 40. X X X 38. Complicações infecciosas com os tecidos moles. Prejuízos funcionais e estéticos. FASE MANUTEN ÇAO COMPLICAções FASE PLANEJA MENTO FASE CIRURGICA. Implantes em posição e angulação desfavoráveis para a reconstrução protética. Problemas com os cicatrizadores e transmucosos. X X X 36.40 26. Sinusite Crônica. Fixações integradas e sensíveis. X 34.

respeitando as normas e regras nas diferentes fases do tratamento da osseointegração.41 3 PROPOSIÇÃO O presente trabalho monográfico de complicações e insucesso em implantodontia visa diferenciar e/ou mostrar os principais problemas e fatores de riscos encontrados durante a revisão da literatura. O estudo ciente da nossa especialização e a compreensão dos fatores de risco são necessários para maior longevidade dos implantes dentários e para isso e fundamental mais estudos longitudinais com pesquisas cientificas. sugerindo formas de reduzir o índice de insucesso. . para conduzir nosso exercício profissional e proporcionar melhor qualidade de vida para nossos pacientes. O propósito principal desta monografia é fazer que a maioria dos colegas fique ciente de nossa responsabilidade profissional como especialistas da área da saúde bucal. Nestes exemplos de sucessos e insucessos seja. para nortear nossa formação.

por sua vez. E o pior e que muitos fazem isto por pura inocência ou por desconhecimento dos métodos científicos de uma boa publicação. tanto clinica como juridicamente. com a finalidade de explorar o que existe a respeito de complicações e insucesso em implantodontia. (RENOUARD & RANGERT. neste. Diante desse quadro.42 4 DISCUSSÃO Após intensa pesquisa. reproduzíveis e estáveis ao longo do tempo. Nos utimos anos a implantodontia teve um crescimento que não poderia ser calculado alguns anos atrás. a maioria gosta expor suas “soluções maravilhosas” que não apresentam “problemas”. com níveis de sucesso para implantes próximos dos 90% . sobre todo. revistas e livros. . acho que esta na hora de demonstrarmos aos colegas que eles aprendam com os nossos erros. e muito difícil ver os profissionais mostrarem o que deu errado. 1999). e. os insucessos e/ou complicações pode gerar conseqüências muito desagradáveis para o Professional. por este motivo o profissional tem que estar capacitado para assumi-lo e proporcionar uma solução. apresentam resultados estatísticos claramente manipulados. as empresas de implantes procuram mostrar que e muito fácil e rápido fazer cirurgia e prótese e que o resultado proporciona felicidade imediata ao paciente e ao profissional. que não condizem com as publicações serias. Na verdade. A realidade do consultório nem sempre e o que se apresentam em conferencias. analisar as prováveis causas e as possíveis soluções. trazendo somente o que e bom e bem-sucedido. Palestrantes. por tanto e importante enumera-los. é possível que a técnica de osseointegração apresenta resultados previsíveis. estudar sua freqüência e. mais do que nunca. em trabalhos científicos. muitas vezes há certo exagero naquilo que e passado para o publico. Segundo Vasconcelos (2006). o numero de congressos e cursos aumentaram assustadoramente.

Segundo Bottino (2004). fase protética. Todo este planejamento serve para avaliar quatro propósitos: Estética. Tibério (2004) diz que e necessário que o profissional tenha conhecimento das técnicas desenvolvidas atualmente e das doenças sistêmicas. fase cirúrgica. por isso. consciente dos riscos existentes. Todescan (2004) argumenta que quando ocorre um fracasso. fase de manutenção. a estética e um fator muito considerado. diz que não podemos esquecer-nos dos problemas e limites funcionais que os implantes apresentam. . o tratamento com osseointegracao.43 esta na hora de discutirmos complicações que. a fim de ter um bom prognostico para melhor indicar e planejar o trabalho a ser executado. Por isso didática e clinicamente. 2004). muitos tem mas não gostam de apontar. Há que se considerar os casos de insucessos. sistêmicos e comportamentais. equívocos podem ocorrer em qualquer das fases ou em varias delas. e importante a seleção dos pacientes. 2004). coisa que não ocorria no inicio do protocolo Branemark. pode ser divida em: fase de planejamento. Atualmente. com certeza. Os pacientes são selecionados conforme a avaliação dos fatores de risco locais. pode-se considerar que houve falhas na indicação ou na execução dos procedimentos envolvidos no tratamento de implantes. esses casos são fruto da falta de planejamento e de execução precisa (SENDYK. que evidenciam as limitações de cada uma das situações. Radiográfico. 2004). Hoje em dia a paciente não aceita isso (MASSAYOSHI. 2005). alterando o curso e o resultado do tratamento com diferentes magnitudes e danos aos pacientes (CAMPOS. Enxertia e Instalação de implante (PINTO.

mas cirurgiões-dentistas. oclusão. periodontia. o diagnostico e o planejamento de tratamento.44 Para ter estética em dente anterior e necessário fazer sobre contorno (BOTTINO. mas precisa ser estabelecido com o paciente na analise do caso (FREITAS. na concepção mais ampla do exercício profissional. avaliação medica. conhecedores de áreas diversas em profundidade como cirurgia. prótese. Alem disso e fundamental que o planejamento. Focam os aspectos da rotina clínica. já um excelente planejamento protético pode auxiliar nos resultados (COSSO. A estabilização primaria determina um ótimo prognostico para estas alterações. . O limite é muito variável. Assim sendo. pelo cirurgião dentista e por testemunhas. especialização e pós-graduação. Bordini (2006) argumenta que a anamnese e a base importantíssima de um bom planejamento. entre outras. 2004). 1988). Segundo Pinto (2004). organograma o termo de conscientização. 2004). com grande experiência no manejo dos pacientes. receita para o fracasso. 2004). o uso de implantes curtos e prótese com excessivo braço de alavanca revelam-se um fator para o insucesso. diz que as interações e somatórias das origens das complicações. Nory (2006) fala que são profissionais os que percorreram durante sua formação. e o contrato de custo do tratamento sejam todos documentados e assinados pelo paciente. devido a possibilidade de complicações odontolegais (PRESTON & SHERPPARD. A biomecânica relacionada com o desenho das próteses esta associada diretamente as medias de sucesso e insucesso. Não são apenas implantodontistas. diversos cursos de aperfeiçoamento.

2004). que usam melhores implantes. comerciais de televisão. etc. Aprender a ouvir e compreender as necessidades e desejos dos pacientes. que usam técnicas científicas de última geração. . E indispensável prevenir o fracasso dos implantes por meio de um planejamento adequado que facilite o estabelecimento da osseointegracao. Atualizar para crescer tem sido a base para conquistas e vitórias do ser humano em qualquer tempo. A melhor forma de valorizarmos a nossa profissão é. Os pacientes requerem educação quanto as suas responsabilidades nos cuidados caseiros e limites do uso da reconstrução (WORTIGTON & BRANEMARK. fazer muito bem-feito o básico e. uma vez reabilitado o paciente. é vital (JUNQUEIRA. por toda a vida do individuo. depois. a equipe de osseointegracao assume a responsabilidade pela manutenção do tratamento realizado. Não se pode esquecer de que somos profissionais da saúde e que nossa missão é prevenir danos e promover o bem-estar dos pacientes. em primeiro lugar. não se pode esquecer a formação básica do cirurgiãodentista. assim como uma boa manutenção dos trabalhos executados são medidas imprescindíveis para prevenir complicações mecânicas e biológicas nas reabilitações com implantes. que são os melhores. oferecermos o altamente especializado. Vale a pena refletir sobre a valorização de nossa profissão: Todos estão liberados para colocar em seus folhetos. Hoje. sites. Em resumo. 1992). isso é qualidade de vida. Antes de ser especialista em qualquer área. além de necessário. a seleção das principais complicações que podem acontecer nas diferentes fases de tratamento da osseointegracao e o respeito aos pacientes antes da cirurgia e a obediência a certos princípios nas etapas cirúrgica e protética. as vezes ainda nem inventadas.45 Após considerações sobre todos os itens aqui enumerados. bem como a preservação da osseointegracao já conseguida. cartões.

O simples muitas vezes é o melhor caminho a seguir.46 Precisamos estar preparados para ajudar os pacientes e não submete-los aos nossos caprichos e demostrações de competência. isso é qualidade de vida (LAURIA DIB. mas nem sempre o mais fácil. Se a resposta for sim. reflita se faria o mesmo na sua mãe”. 2006). Deixo por fim a velha frase aprendida com o antigo e inesquecível mestre: “Antes de realizar um tratamento. .

Sugere-se que os resultados de alta taxa de sucessos em implante dentários.4 Dentro do conteúdo atual da osseointegração. respeitando as fases do tratamento com implantes. se complementem com o resultado de casos de insucessos. entendam e assinem documentos. Os estudos detalhados dos Insucessos podem fazer possível. manter um bom relacionamento com o paciente para evitar muitos processos judiciais. hoje são essenciais e necessários como meio de prova em possíveis processos judiciais. avaliando-se e analisando-se cuidadosa e criteriosamente as três entidades: paciente. fazer intervenções e. sistema de implantes e equipe de profissionais. para que se possa detectar complicações precoces. pôde-se concluir que existem vários métodos. 5. mas também estender seu envolvimento no controle e manutenção. planejamento e execução adequada. 5. e nunca prometer o que julgar impossível de realizar. mas a maioria pode ser evitada. obter maior longevidade nas reabilitações com implantes dentários. assim. .5 O sucesso do tratamento é previsível quando um planejamento é elaborado. que o profissional se garanta com taxas de sucessos maiores. regras e/ou protocolos para identificação e prevenção de futuros insucessos em implantodontia: 5. Pelo estudo realizado neste trabalho monográfico. a preocupação do profissional não se deve restringir ao planejamento. utilizando os recursos de uma boa anamnese.3 Conscientizar os pacientes para que leiam. assim como a analise das potenciais causas etiológicas para os fracassos. independentemente da presença de fatores de risco do paciente ou defeitos dos implantes. 5.47 5 CONCLUSÃO.2 O tratamento com implantes osseointegrados está repleto de complicações.1 Nos implantes dentários. as taxas de fracassos e bastante baixas. 5.

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