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AULA GOE – NASA – IELF

PROCESSO PENAL

REVELIA NO PROCESSO PENAL

ARTIGO 366 DO CPP (LEI 9271/96)

REVELIA NO PROCESSO PENAL ART. 366 DO CPP

Citação – Intimação – Notificação (artigos 351/372 e 202/225 e 381/393, CPP) 1. Conceitos: a) b) Citação (artigos 351/369, CPPB): Ato processual consistente no chamamento do RÉU ao processo. Réu preso não é citado, é requisitado; Intimação (artigos 370/372, CPPB): Ato processual consistente no chamamento de uma das partes ao processo, para que tome conhecimento de ato processual já realizado (passado); c) Notificação (o CPP não faz distinção entre intimação e notificação): é o ato processual consistente no chamamento de uma das partes para que tome conhecimento de ato processual a realizar-se (futuro). 2. Termos: a) Réu preso: o juiz requisita (diferente de citar, intimar, notificar); b) Autoridades: convite (221 CPP); c) Policial Militar: requisita o superior hierárquico (termo correto – intimar), para ele requisitar o inferior imediato e programar a escala de plantão; d) demais repartições públicas: intima o chefe imediato (ex. o delegado para o detetive de polícia); e) todas as demais pessoas: é pessoalmente ou por edital.

*Análise dos artigos 351/372 e 202/225 e 381/393, todos do CPP.

INSTITUTOS: 1) Suspensão do Processo – não é automática. 3) Prisão Preventiva – não é automática/não é obrigatória. CPPB) REQUISITOS: (visam dar ao réu o conhecimento da acusação) 1) Crime cometido após 17/06/96. 4) Antecipação de provas urgentes – não é automática . 3) O réu não tenha constituído defensor na fase judicial. 2) Citação por edital. 2) Suspensão da prescrição – é automática.A Revelia no Processo Penal (artigo 366.

.. entendendo que o o 366 somente pode ser aplicado em caso de citação por edital I. se o mesmo não comparecer. processava-se normalmente o denunciado(revel). A LEI Nº 9.613/98). O Oficial de Justiça vai até a residência do imputado. haverá uma certidão e o juiz decretará a revelia.RESSALVAS: 1) Não se aplica os institutos do artigo 366 do CPP em crimes da Lei de Lavagem ou ocultação de bens. não comparece.271/96? Mesmo citado por edital. em face de previsão legal expressamente proibindo tal possibilidade(artigo 2º. fornecida nos autos do IP e não o encontra. no seu artigo 38. o mandado de citação que estava nas mãos do Oficial de Justiça vai agora ser afixado no local de costume do Fórum. ou seja.271/96 alterou o artigo 366 do CPP. Ao perguntar para os vizinhos. Imaginem que o Promotor de Justiça. citado para comparecer ao processo para ser interrogado ou outro ato processual em que deva estar presente. O Oficial de Justiça volta ao Fórum e certifica por escrito em sua certidão para o juiz: o imputado encontra-se em local incerto e não sabido. Pela nossa sistemática processual penal. a próxima fase será da citação por edital. Assim. estes o informam que o imputado mudou-se e não sabem para onde.271. determinando a citação do acusado. a Revelia (artigo 366 CPP) ocorre quando o réu. DE 17. §2º). §6 º vai além: determina que também se aplica o artigo 366 do CPP ainda que o réu seja citado PESSOALMENTE ou INTIMADO PARA QUALQUER ATO PROCESSUAL. onde o juiz vai dar um prazo para que o imputado compareça para ser interrogado. ?Como ocorria a revelia antes da Lei 9.04. ao receber os autos do Inquérito Policial ofereça denúncia e o juiz a receba. 2) A Lei 10. Os crimes desta lei tem penas que variam de 3 a 10 anos de reclusão e multa..1996 E SUAS MUDANÇAS A Lei nº 9. direitos e valores(Lei nº 9.409/2002(nova Lei de Tóxicos). DEIXA DE COMPARECER SEM MOTIVO JUSTIFICADO – a Doutrina não tem aceito esta disposição.

Chile. Chile. o réu tem direito à informação. artigo 3º. qual fato lhe está sendo imputado. porque o réu citado por edital chegava a ser condenado e o juiz expedia um mandado de prisão.U. o processo penal. para que possa vir ao processo e até nomear um defensor. Áustria etc) não admitem o processo contra o réu revel (citado por edital). aprovado pela O. o artigo 366 do CPP traz o princípio da igualdade de tratamento entre as partes no processo penal.Para muitos doutrinadores era “praticamente um nada jurídico”. conhecida no Brasil como “Pacto São José da Costa Rica”.. se estiver equilibrado. Uruguai etc). Noruega. ou seja. com a Lei 9. Este princípio está consagrado no Pacto Internacional sobre direitos e crimes políticos. não se admite mais a extradição quando o réu for condenado em processo com citação por edital(Tratado de extradição das Nações Unidas. o resultado era infrutífero. mas também. A Convenção Americana sobre direitos humanos. Holanda. parágrafo segundo determinou como direito individual os tratados internacionais que o Brasil faça parte. sendo que a maioria das vezes não se localizava o réu para captura e recolhimento à prisão. “era uma roda que girava em falso”. Por outro lado. “a”: “O acusado tem direito a ser cientificado do teor da acusação com pormenor referente a imputação” – princípio do “toque de sinos”.. “c”. nenhum réu pode ser processado sem que tenha certeza de que está sendo acusado.N. Assim. 1990. a saber. como dizia Ada Pellegrine Grinover. Canadá. III. pelo princípio da informação. Como dizia RADBRUCH. adotado na Argentina. conforme artigos 413 e 414 do CPP. Como a CF/88. Uruguai. por causa do princípio da informação. o artigo 366 do CPP. em março de 1976. enfim. ou seja. Isto já existia em nossa legislação. ou. Logo. a maioria das legislações processuais penais do mundo inteiro(Alemanha. tem que tocar os sinos dos 2 lados para ver onde está desequilibrado. Eis um dos motivos da citada Lei. I e II. salvo se o réu for intimado pessoalmente da sentença de pronúncia e comparecer pessoalmente no julgamento. Argentina. ou seja.271/96 veio consagrar tal princípio. artigo 14. onde o juiz não permite o prosseguimento do processo por crime inafiançável em crimes dolosos contra a vida. “g” impõe: “O réu deve ser comunicado da acusação”. no seu artigo 2º. onde acusação e defesa tem que ter as mesmas armas. além de abarrotar ainda mais o Poder Judiciário com calhamaços de folhas processuais inúteis. o princípio da isonomia entre as partes. do conteúdo da acusação. não somente é consagrado pelo princípio do contraditório e ampla defesa.. atualmente. artigo 5º. conforme dispõe o Direito Alemão(“WAFFENGLEICHHEIT”). além dos princípios da informação e da igualdade de tratamento entre as partes no processo penal. o processo criminal é um . Atualmente. Inglaterra. estará tudo certo. Atualmente.

bem como outra para a acusação. Milão.duelo em que se defrontam partes com armas iguais. II. os efeitos serão: a) suspensão do processo(a ação penal é recebida e após. POLÊMICAS DA NOVA LEI (novatio legis in pejus ou in mellius ?) A nova Lei criou uma série de polêmicas no campo jurídico. qual a legislação adotada ? A maior discussão da entrada em vigor da nova redação do artigo 366 do CPP fora sua aplicação ou não aos processos em curso. que é de 17. qual seja. a Lei nº 9.beneficia a acusação e prejudica o réu.06. que volta a correr o prazo novamente c) antecipação de provas de caráter urgente. .beneficia o réu e prejudica a acusação. 14) A Convenção Européia sobre direito e a Convenção Internacional sobre direitos e crimes políticos determinam que o processo é nulo se não houver equilíbrio de forças. Qualquer interpretação que desequilibra as forças.1996. ao contrário da interrupção da prescrição. Com a suspensão da prescrição.A Lei foi criada em 17/04/96. 2º da Lei 9. considera-se o tempo anteriormente decorrido entre o recebimento da denúncia(causa interruptiva da prescrição) e a decretação da suspensão do processo. para o réu citado por edital que não comparece e nem constitui defensor. logo. conforme traçaremos as principais: 1ª . Giuffrè. b) suspensão do prazo prescricional da pretensão punitiva do Estado . d) análise de eventual prisão preventiva para assegurar a aplicação do direito penal objetivo. a suspensão do processo.04. 1962. a suspensão do prazo prescricional. será dar a uma das partes uma “metralhadora” e a outra. Assim. qual seja.96(Art. mas com entrada em vigor em 17. não se cogitando de privilégio em favor de uma delas (Lo spirito del Diritto inglese.271/96: Esta Lei entra em vigor sessenta dias após a data de publicação). O legislador aumentou o rol do artigo 116 do Código Penal.271/96 conferiu uma arma para a defesa. suspensa) .271. Portanto. “um revólver calibre 22”. ou seja. mas dentro do CPP. pág. instaurados antes da vigência da Lei nº 9. se o réu for citado antes desta data.mas com entrada em vigor 60 dias depois.

só se aplica às infrações cometidas após sua vigência(17/06/96). contraria o princípio da igualdade de tratamento. o juiz estaria legislando. Todavia. por inteiro.Enfim. Esta corrente acerta ao interpretar o artigo 366 do CPP como norma mista. aos réus citados por edital antes de 17. Esta corrente entende que o artigo 366 do CPP é apenas norma processual penal e não mista. O STF(RHC nº 74.1996. Não se aplicam. razão pela qual esta corrente. a Súmula 26 TJMG pacificaram o seguinte entendimento: a Suspensão do Processo e a Suspensão do Prazo Prescricional somente se aplicam aos processos iniciados após 17/06/96. apenas após a vigência da lei já referida. sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior”. quando a lei surgiu. 3. mas a suspensão da prescrição não(é ex vi legis). XL da CF/88. já que a CF/88 não permite que a lei retroaja para prejudicar o réu. é falha. em que pese o artigo 2º do CPP.271/96. mas apenas à parte que beneficia o réu(suspensão do processo – parte retroativa). mesmo quando . 2. Carlos Velloso. prevista na Lei 9.u). rel. é uma norma mista que deve obedecer o artigo 5º. logo. data venia. assim impõe: “A suspensão do processo e da prescrição. Esta corrente. Para responder esta questão é preciso contudo.695. Três correntes surgiram: 1. Por fim. em que pese ser norma processual penal. data venia. prejudicando o autor – MP ou querelante). ou seja. conforme o artigo 2º do CPP: “A lei processual penal aplicar-se-á desde logo. penal ou mista ?Em verdade. se isto fosse possível. Aplica-se a Suspensão Condicional do Processo (beneficia o réu) e a Suspensão do Prazo Prescricional (beneficia o autor). não retroagindo. os institutos da nova lei. já que o legislador não criou esta possibilidade. no qual a lei não retroagirá. o artigo 366 do CPP e uma norma processual penal. vimos que a suspensão do processo deve ser provocada. 2ª turma.03. Esta corrente. A Súmula 26 do TJMG. o STJ e. foi dominante no Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo. salvo para beneficiar o réu. Além do mais. sendo esta irretroativa. a suspensão da prescrição prejudica o réu.06. saber se o artigo 366 do CPP é de efeito retroativo ou irretroativo. em 11. tem um acentuado caráter de direito penal.aplicação pura e simples do artigo 2º do CPP. não se aplica a suspensão da prescrição. em Minas Gerais.97. o artigo 366 do CPP. v. os institutos da nova lei(suspensão do processo e da prescrição) porque beneficiam o réu . por inteiro. que é a suspensão da prescrição. Aplicam-se. mas peca por quebrar o princípio da igualdade entre as partes no Processo Penal. Min. aplica-se a nova redação do artigo 366 do CPP ? Lembrando sempre que a lei processual penal tem aplicação imediata. Logo.

XVI do CPP. evitando polêmicas. o rol do artigo 581 é taxativo e não exemplificativo. 4ª .A Suspensão do Processo é automática (pela força da lei – ex vi legis). devemos lembrar que para maioria dos doutrinadores processuais penais. 3. na hipótese do artigo 581. na qual todas as decisões do Poder Judiciário devem ser fundamentadas. A decisão judicial é irrecorrível. Esta decisão se arrima na CF/88. sobre a suspensão do prazo prescricional. frente a nulidade da citação por edital e a prescrição. Todavia. .Qual o recurso cabível da decisão que suspende o processo e o prazo prescricional. por analogia(o citado inciso permite este recurso da suspensão da ação penal no caso de questão prejudicial). pois do contrário. 3ª . 2ª . Neste ponto há divergência. deverá se manifestar também sobre a suspensão do prazo prescricional. portanto. expressamente. IX. para verificar se a diligência da citação por edital foi realizada de acordo com as formalidades legais. de acordo com a nova redação do artigo 366 do CPP.revel o acusado(unanimidade)”. automaticamente será suspensa a prescrição do prazo. depende de pronunciamento e deve o Ministério Público ser ouvido previamente. artigo 93.E a Suspensão da Prescrição é automática(ex vi legis) ou também depende de fundamentação ?. Recurso em Sentido Estrito. 2. Se o juiz decidir pela suspensão do processo. irá fluir. Todavia. os Promotores de Justiça devem ficar atentos a este particular. se alguma das partes não se conformarem? Há seis correntes: 1. Habeas Corpus – também devemos lembrar que habeas corpus não é recurso e sim. neste caso. requerendo ao juiz que decida. pelo princípio da igualdade de tratamento entre as partes no processo penal. 2. não admite analogia. Se o juiz decidir pela suspensão do processo. a aplicação do artigo 366 será inútil. A primeira corrente prevalece na Jurisprudência. automático(ex vi legis – por força de lei) a suspensão do prazo prescricional. sendo. ação constitutiva positiva(quando preventivo) ou negativa(quando repressivo). ou o juiz depende de provocação para decretá-la? A corrente pacífica na Jurisprudência é que a suspensão do processo não é automática. logo. sob pena deste fluir normalmente. Há duas correntes: 1.

NA FASE DO INQUÉRITO POLICIAL. 5ª . DEIXA DE COMPARECER SEM MOTIVO JUSTIFICADO – a Doutrina não tem aceito esta disposição. Posteriormente ele é denunciado e continua com o mesmo advogado nos autos do Processo. Apelação. ação constitutiva positiva(quando preventivo) ou negativa(quando repressivo). o recebimento desta e a citação por edital – CORRENTE MAJORITÁRIA 2 – o artigo 366 do CPP também se referiu a fase policial. salvo se foi o advogado desconstituído na fase policial. sendo um misto da segunda e terceira corrente alhures. dentre eles. indiciado) deu procuração para a defesa.409/2002(nova Lei de Tóxicos). na hipótese do artigo 593. não será citado por edital. 5. o legislador quis se referir a fase judicial e não a fase policial. Somente a CITAÇÃO POR EDITAL é que permite a suspensão do processo do artigo 366 do CPP. mas o fez na fase policial e não judicial). pois quando o “réu”(no caso.A constituição de defensor. dê vista ao advogado do indiciado. II do CPP – este é o entendimento da corrente dominante. Para quem adotar esta posição. não condena. não julga o mérito. não absolve. pois se trata de “decisão com força de definitiva nãoterminativa”(ou seja.CORRENTE MAJORITÁRIA. mas ele desaparece e é citado por edital). Mandado de Segurança – também devemos lembrar que mandado de segurança não é recurso e sim. mas põe fim a uma etapa do procedimento). é conveniente que o juiz.4. A resposta a esta pergunta é dada observando os requisitos da suspensão condicional do Processo. 6. não ter o acusado constituído defensor(a questão é: o acusado constituiu defensor. Habeas Corpus da decisão que denega a Suspensão do Processo e RSE da decisão que concede a Suspensão do Processo – esta corrente foi originária da mestre Ada Pellegrine Grinover. pois este instituto somente ocorre após o oferecimento da denúncia. no seu artigo 38. §6 º vai além: determina que também se aplica o artigo 366 do CPP ainda que o réu seja citado PESSOALMENTE ou INTIMADO PARA QUALQUER ATO PROCESSUAL. tem influência no artigo 366 do CPP ? (Ex: “A” é indiciado e contrata um advogado. Há duas correntes: 1 .que quando o artigo 366 do CPP diz “não ter constituído defensor”. para saber se ele foi ou não desconstituído pelo mesmo. antes de decretar a revelia e aplicar o artigo 366 do CPP. 6ª . pois se o réu é citado pessoalmente e não comparece. pouco importa se foi na fase policial ou judicial. enfim.A citação pessoal permite a aplicação do artigo 366 do CPP ? Não. entendendo que o o 366 somente pode ser aplicado em caso de citação por edital . A Lei 10.

causando a maior perplexidade no meio jurídico. O prazo de suspensão é de 30 anos. Esta corrente provoca instabilidade jurídica. mas leva-se em conta o máximo abstrato da pena privativa de liberdade prevista na infração penal. seguindo a forma jurídica aplicada na prescrição da pretensão punitiva – CORRENTE MAJORITÁRIA Adoto esta última corrente. por analogia ao artigo 75 do CP. Para se ter noção da confusão doutrinária sobre o tema. o prazo final será até o réu aparecer. qual seria o prazo para suspensão ? 3. até por estar prevista na reforma do CPP. 7ª . Mas se for uma contravenção. . Portanto. surgiram sete correntes a respeito: 1. conforme o professor Damásio – corrente dominante. 5. Basta imaginar que “A” comete um crime quando tinha 18 anos. 6. A crítica reside no fato de uma infração penal de pequeno potencial ofensivo. Depois foge e retorna com 100 anos de idade. mas em atenção ao mínimo abstrato da pena privativa de liberdade. Deve ser considerado o mínimo abstrato da pena privativa de liberdade cominada na infração penal. cuja pena máxima for de 6 meses ? Como fica a acusação ? E se a contravenção for apenada com multa. sem ser suspenso. que fixe um prazo para o fim da suspensão do processo. que ficaria todo este tempo suspensa. calcula-se com o mínimo da redução (“pior das hipóteses”) . E se for uma contravenção apenada com 1 mês ? Como fica a acusação ? 4. onde ficaram os autos 82 anos suspensos nas prateleiras do Poder Judiciário. visando facilitar as funções dos serventuários do Cartório de Oficio Judicial. O limite temporal da suspensão do processo é o mesmo da prescrição(artigo 109 do CP). qualquer que seja o tempo decorrido.Qual o limite temporal da Suspensão do Processo e do Prazo Prescricional? Esta foi a maior lacuna do legislador. Leva-se em conta o limite máximo do prazo prescricional previsto em nossa legislação. O limite é o mesmo do artigo 109 do Código Penal. contrariando o princípio da alteridade do processo penal. Como a lei não fixou limite temporal. Se for caso de crime com causa de diminuição da pena (tentativa). ou seja. Ex: o latrocínio tem pena máxima de 30 anos. quando da manifestação sobre o artigo 366 do CPP. 7. se for caso de crime com causa de aumento de pena. 2. não se aplica o instituto do artigo 366 do CPP para o réu que foi citado pessoalmente e depois fugiu. contrário ao objetivo do Direito. Não existe prazo. o juiz irá decretar-lhe a revelia e o processo prosseguirá até seu ulterior termo.Uma vez citado pessoalmente. Deve ser considerado o máximo abstrato da pena privativa de liberdade cominada na infração penal. vinte anos (Ada Pellegrine Grinover). e sugiro aos colegas de Ministério Público que requeiram ao juiz.

Vamos então calcular: Data do fato: 23/2/2000 1a. face o artigo 10 do CP. IV do CP. mas após mais de duas horas de rastreamento. a ppp propriamente dita ocorrerá em 8 anos. já que nenhuma perícia foi apontada a definir qual o modo usado pelo mesmo para subtrair a máquina. Quando se dará a prescrição? Por quê? Qual espécie? Explique. Resposta final: 20/11/2004 8ª . causa de interrupção da ppp: recebimento da denúncia(21/11/2000).a prescrição é contada pela metade (artigo 115 do CP). nascido em 14 de outubro de 1980. inclui o dia do início e exclui o final. João. cuidado. Então.A acusação pode requerer diligências no sentido da localização do revel? Imagine que o juiz.calcula-se o prazo com o máximo da exasperação (“pior das hipóteses”). colocando na tabela do artigo 109. ainda. A denúncia foi legalmente recebida em 21 de novembro de 2000. que ao comparecer ao local não conseguiu deter João de imediato. a vizinhança acionou a PMMG. Devido ao barulho. já dormindo em sua casa. e logrou entrar. ou seja. encontrando-se ainda em fase de instrução criminal. subindo no telhado de um mercadinho. O Promotor de Justiça ou querelante pode requerer diligências no sentido de que o . Passados alguns meses. não se pode errar aqui: 21/11/2000 + 4 anos = 20/11/2004 e não 21/11/2004. Vamos lá: Se o crime foi de furto simples(pena de 1 a 4 anos). retirou algumas telhas. Aqui é que se conta a PPP. cita o mesmo por edital e após. a PPP ocorrerá em 4 anos. Questão de concurso: como se calcula a prescrição da pretensão punitiva propriamente dita no Brasil ? pela pena máxima abstrata Vamos ver um exercício da OAB/M QUESTÃO Em 23 de fevereiro de 2000. suspende o ProcessoCrime. ao lado da máquina registradora que havia furtado. com a redução pela metade(artigo 115 do CP). utilizando a pena máxima(4 anos) para calcular PPP e. Thales Tácito: a pegadinha está na idade de João. vendo a certidão do Oficial de Justiça que o réu mudou-se de Belo Horizonte/MG para Salvador/BA. Prof. foi o larápio denunciado por furto simples. Porém. como dito.

bem como a prescrição. atualmente. como o endereço da mãe do réu etc. em contravenção penal. por exemplo. embora muito controvertida. tanto que o próprio artigo 366 do CPP remete ao artigo 312 do CPP. está restaurada a PRISÃO PREVENTIVA OBRIGATÓRIA. 9ª . III. não caberá ainda. quando terminar o prazo da suspensão do processo e da prescrição. Por esta corrente. salvo se o réu for vadio ou não fornecer elementos para sua identificação (artigo 313 do CPP). O motivo disso é o PRINCÍPIO DA INFORMAÇÃO. extra-autos. pois a Ação Penal foi paralisada. mas fora dos autos do Processo-Crime. na medida em que fere o princípio da igualdade entre as partes no Processo Penal. o Promotor de Justiça pode informar ao juiz para a reabertura do processo. Com base nesta disposição. A segunda corrente é majoritária (prisão preventiva facultativa. as diligências que entender pertinentes. decretará a prisão preventiva do artigo 312 do CPP. expedir ofício Ministerial requisitório ao Delegado de Polícia local para que este depreque a Delegacia de Polícia em Salvador. mas o processo continua suspenso até localizar e citar o réu. Todavia.E quando terminar o prazo de suspensão do processo de prescrição? O que ocorre? Pela corrente MINORITÁRIA. ao decretar a suspensão do processo e do prazo prescricional o juiz. Segundo o artigo. a prescrição volta a correr.2. se o réu. obrigatoriamente deverá o juiz decretar-lhe a prisão preventiva. volta o processo a seguir seu rito. Se o resultado da diligência extra-autos for positivo.réu revel seja localizado em Salvador ?O professor Damásio entende que sim. a corrente MAJORITÁRIA é no sentido da inconstitucionalidade deste entendimento. como vimos. em crimes de detenção. após este expedir carta precatória para localização do réu c/c prisão preventiva. preterdoloso. o Promotor de Justiça pode. somente será cabível a prisão preventiva nas hipóteses previstas em lei. surgiram duas correntes: 1. face o princípio constitucional da inocência). . ou seja. for citado por edital. Portanto. não foi restaurada a prisão preventiva obrigatória. Assim. se for o caso. já que se trata de réu revel. PRISÃO PREVENTIVA DO ARTIGO 366 DO CPP A nova redação do artigo 366 do CPP também cuidou da prisão preventiva. com a hipótese de “assegurar a aplicação do direito penal objetivo”. ou seja. não caberá prisão preventiva em crime culposo. evidentemente.

pois do contrário não haveria necessidade do legislador usar a palavra “urgente”. Qual o recurso do indeferimento da produção de provas urgentes ? Imaginem que o juiz determina a suspensão do processo. de forma geral. 2 posições: 1. perde a memória etc. da comarca. não significa simplesmente que a prova testemunhal é urgente. funcionou como ação constitutiva. Qual recurso cabível ? Não há previsão legal. pois pode-se interpretar que há prova testemunhal e outras provas. Para o mestre. pois adoece. provas de caráter urgente são: — aquelas que a acusação provar sua urgência. da testemunha que vai ausentar-se do país. ficará a critério do juiz entender se a prova testemunhal é ou não urgente. para contraditório e ampla defesa.PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS DE NATUREZA URGENTE Além dos efeitos alhures analisados (suspensão do processo. De qualquer forma. Portanto. Por esta posição. nada impede que requeira nova instrução. TODAS as provas de natureza ORAL são urgentes. — por analogia. como. O professor Antônio S. suspensão do prazo prescricional e prisão preventiva). para considerar prova testemunhal como de caráter urgente. a primeira corrente é a mais acertada. por exemplo. estas sim. O que vem a ser provas urgentes ? Surgem neste tópico. uma vez ouvida as testemunhas antecipadamente e após. O MP ou querelante entende que a prova testemunhal é urgente.IV. de necessidade. desde que possível a vinda das testemunhas já ouvidas. O professor Damásio entende que os artigos 92 e 93. o réu comparece. quando dizem “podendo ouvir testemunhas e outras provas de natureza urgente”. Fernandes entende que deve ser dada interpretação analógica ao artigo 366 do CPP. NÃO APLICAÇÃO DO ARTIGO 366 DO CPP . requerendo a oitiva antecipada das testemunhas arroladas na prefacial acusatória. já que o ser humano é limitado. nos termos dos artigos 92 e 93 CPP. quando das provas urgentes. Provas urgentes são aqueles casos excepcionais. A prova testemunhal é urgente. o Ministério Público do Estado de São Paulo conseguiu diversas antecipações de provas testemunhais através do mandado de segurança. O juiz indefere esta prova antecipada. a nova redação do artigo 366 do CPP cuida também da antecipação de provas de natureza urgente. V. 2. Assim. para esta corrente. morre. que apesar de não ser recurso. de caráter urgente. da testemunha com doença grave.

§6 º vai além: determina que também se aplica o artigo 366 do CPP ainda que o réu seja citado PESSOALMENTE ou INTIMADO PARA QUALQUER ATO PROCESSUAL. entendendo que o 366 somente pode ser aplicado em caso de citação por edital (interpretação restritiva).Não se aplica os institutos do artigo 366 do CPP em crimes da Lei de Lavagem ou ocultação de bens. DEIXA DE COMPARECER SEM MOTIVO JUSTIFICADO – a Doutrina não tem aceito esta disposição.409/2002 (nova Lei de Tóxicos). §2º). em face de previsão legal expressamente proibindo tal possibilidade (artigo 2º. BEM COMO PARA CRIMES POSTERIORES A 17. Os crimes desta lei tem penas que variam de 3 a 10 anos de reclusão e multa. Exceção legal: A Lei 10.613/98). NA FASE JUDICIAL.96. direitos e valores (Lei nº 9. . Observação importante: APLICA-SE O ARTIGO 366 DO CPPB SOMENTE QUANDO O RÉU FOR CITADO POR EDITAL E NÃO TIVER NOMEADO DEFENSOR. no seu artigo 38.06.

CPPB) REQUISITOS: (visam dar ao réu o conhecimento da acusação) 1) Crime cometido após 17/06/96. 3) Prisão Preventiva – não é automática/não é obrigatória. INSTITUTOS: 1) Suspensão do Processo – não é automática. 2) Suspensão da prescrição – é automática. 4) Antecipação de provas urgentes – não é automática . 2) Citação por edital.RESUMO: A Revelia no Processo Penal (artigo 366. 3) O réu não tenha constituído defensor na fase judicial.

direitos e valores(Lei nº 9. no seu artigo 38. Os crimes desta lei tem penas que variam de 3 a 10 anos de reclusão e multa. entendendo que o o 366 somente pode ser aplicado em caso de citação por edital . §6 º vai além: determina que também se aplica o artigo 366 do CPP ainda que o réu seja citado PESSOALMENTE ou INTIMADO PARA QUALQUER ATO PROCESSUAL.613/98). 2) A Lei 10. em face de previsão legal expressamente proibindo tal possibilidade(artigo 2º. DEIXA DE COMPARECER SEM MOTIVO JUSTIFICADO – a Doutrina não tem aceito esta disposição.RESSALVAS: 1) Não se aplica os institutos do artigo 366 do CPP em crimes da Lei de Lavagem ou ocultação de bens. §2º).409/2002(nova Lei de Tóxicos).

Juiz. requeiro seja chamado o processo à ordem para sanear eventual nulidade absoluta. desta basófia Legislativa. Portanto. preliminarmente. nesta audiência. inépcia. 148. uma antes do recebimento da denúncia e outra depois. conforme as regras mínimas da ONU e do Congresso de Cairo no Egito. mais estranho ainda é o Legislador na Lei 10409/02 estabelecer duas citações. princípio da informação da acusação. falta de pressuposto processual ou teoria da exclusão do excesso (em caso . somente cabe os Institutos do 366. em reflexão com V. A redação dada pela Lei 9271/96 foi completamente tumultuada pela Lei 10409/02 que chegou ao cúmulo de dizer que caberia a revelia na Lei de Tóxicos(e a Suspensão do Processo e da prescrição) mesmo com a citação pessoal do acusado. haveria necessidade de citação pessoal no sentido técnico do Termo. A dúvida agora é: qual delas serve para aplicação do artigo 366 do CPP? Evidente que é a segunda. qual seja. falta de justa causa como quarta condição da ação. nulidade processual. o que é uma façanha incrível do Legislador. CPP no caso de citação por Edital. quando se aplica o 366 do CPP? Somente para o caso de citação por Edital. CPP a partir da necessidade de citação por Edital depois do recebimento da denúncia. portanto. se o mesmo foi citado. chegamos a conclusão de que somente poder-se-á falar em aplicação dos Institutos do 366. pois este somente será analisado após o recebimento da denúncia. pois será condenado à revelia se as provas convergirem neste sentido ou mesmo absolvido. CPP. logo não há o que proteger. visto que a “citação” anterior ao recebimento da denúncia não serve para defender de mérito e sim apenas para evitar o recebimento da denúncia por prescrição. o que não ocorreu no presente caso concreto.) Encerrada a instrução. em alegações finais. o Representante do Ministério Público assim se manifestou: MM. que sequer entendeu o espírito do artigo 366.Exa. que nada têm relação com o mérito da acusação. que não tenha sido o mesmo citado pessoalmente. além das demais. Posto isto.. Isto porque com o recebimento da denúncia nas fls. jamais pessoal pois esta.. pressupondo. a teor da própria instrução. no tocante a aplicação do artigo 366 do CPP. ainda que foragido. uma antes e outra depois do recebimento da denúncia ? O artigo 366 do CPP incide em qual delas ? Vejam meu parecer em Audiência num caso desses: (. Se a lógica e a objetividade jurídica da Lei foi esta. Assim. após nossas reflexões e consultas mais profundas nos autos. segundo a sua própria teleologia. evidente que tomou conhecimento da acusação. pois a primeira não se trata de citação no sentido técnico e sim notificação para autodefesa (primeiro interrogatório) e defesa técnica-processual (chamada de defesa preliminar ou resposta escrita).NASA: A Lei 10409/02 determina 2 “citações”.

. e. juntar as testemunhas ouvidas nesta Assentada como prova emprestada. esta.). . nos termos do artigo 312 e seguintes do CPP. b. bem como fugir do local da culpa. ouvir todas as testemunhas não ouvidas nesta Assentada como prova cautelar. em virtude do comprovante de fls. e por fim. requeiro: a. da Cadeia local. destruindo assim famílias da comunidade. em que pese a conexão intersubjetiva concursal. Após a preliminar alhures levantada analiso o mérito em relação aos demais coréus. além de tornar-se perigoso ao meio social porque traficava exatamente em festividades de grande vulto ou aglomerações de pessoas.de excesso de acusação).. a essência do 366. nos termos do artigo 79 do CPP. CPP. requeiro nova tentativa de citação pessoal do mesmo. bem como as respectivas delações dos co-réus. (.Desmembramento do feito em relação ao fugitivo -----. 141 dos autos. requeiro seja decretada a prisão preventiva de ------. neste caso sim aplique-se-lhe o artigo 366. Desta forma. e não sendo localizado o mesmo. para assegurar a aplicação da Lei penal objetiva (diante da fuga do Distrito da culpa).Após o traslado e desmembramento do feito para o foragido. e além deste também para garantia d ordem pública. em pleno processo de conhecimento. prejudicando a saúde pública além de deixar diversos pais em aflito. por se tratar de réus presos em concursos de pessoas. na medida em que o mesmo se tornou pernicioso em traficar para os usuários ouvidos nesta Assentada. suspender a fluência do prazo prescricional. CPP para suspender o processo.

no mesmo período (“princípio da igualdade de armas”) do processo penal. cálculo da tabela do artigo 109. II do Código Penal). já que.suspensão da prescrição.decretação da prisão preventiva em face do crime ser doloso. Mercê Cláudio. III do Código Penal. Após. IV . requeiro com base na nova redação do art. oitivas das provas orais (vitima e testemunhas do exordial acusatória) por entendê-las de caráter urgente. ou seja. perder a memória. nova vista. III . II . Em relação ao réu. V . ou seja: a) b) pena máxima do delito: 8 anos (artigo 155. o prazo será de 12 anos. punido com reclusão e pelo periculum in mora consistente em “assegurar a aplicação direito penal”. na qualidade humana poderão falecer. Logo.suspensão do processo. analogia ao cálculo da prescrição propriamente dita. §4º. 366: I .MODELOS DE COTAS ARTIGO 366 DO CPP PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE CLÁUDIO/MG MM Juiz. pelo prazo de 12 anos.003 THALES TÁCITO PONTES LUZ PÁDUA CERQUEIRA PROMOTOR DE JUSTIÇA TITULAR .por fim. 13 de novembro de 2.decretação de revelia formal nos autos.

face a Teoria da Pior das Hipóteses. Em relação aos RÉUS(artigo 157 do CP) requeiro com base na nova redação do art. V . em analogia ao cálculo da prescrição propriamente dita. na qualidade humana poderão falecer. Após. II . b) cálculo da tabela do artigo 109. Logo. nova vista. ou seja. face o art. oitivas das provas orais (vitima e testemunhas da exordial acusatória) por entendê-las de caráter urgente. ainda que o Juiz fixasse a maior pena possível. Assim. THALES TÁCITO PONTES LUZ PÁDUA CERQUEIRA PROMOTOR DE JUSTIÇA TITULAR . o prazo será de 20 anos. 04 de novembro de 2003.MM Juiz.suspensão da prescrição.outrossim. 157. III . ocorreria a prescrição. em virtude do aumento de pena. 366: I . pelo prazo de 20 anos. IV .suspensão do processo. perder a memória. §2° inciso II do Código Penal). punido com reclusão e pelo periculum in mora consistente em “assegurar a aplicação direito penal”. Mercê Cláudio.decretação de revelia formal nos autos. I do Código Penal.decretação da prisão preventiva em face do crime ser doloso. no mesmo período (“princípio da igualdade de armas”) do processo penal. a) a pena máxima do delito é de 15 anos (10 anos mais 5 anos. já que.

II . nova vista. face a revelia do mesmo. ressalvando que não é o caso de aplicação da Lei 10. oitivas das provas orais (vitima e testemunhas do exordial acusatória) por entendê-las de caráter urgente. 05 de agosto de 2003. na qualidade humana poderão falecer. ou seja.099/95 (transação penal para crimes com pena máxima de 2 anos) e tampouco a suspensão condicional do processo (art. II CPP) do réu Após. requeiro com base na nova redação do art. Assim. deixo de requerê-la.89 da citada lei). Logo.suspensão do processo. requeiro: I . já que. perder a memória. 366. Em relação ao réu. analogia ao cálculo da prescrição propriamente dita. no mesmo período (“princípio da igualdade de armas”) do processo penal.por fim. o prazo será 4 anos.259/01 c/c Lei 9. III . onde não há prova de vadiagem ou de dúvida quanto à identidade (artigo 313. THALES TÁCITO PONTES LUZ PÁDUA CERQUEIRA PROMOTOR DE JUSTIÇA TITULAR . ou seja: a) b) a pena máxima do delito: 1 ano (art.504/97). IV . V do Código Penal.33 § 4° da Lei 9. já que trata-se de crime punido com detenção.MM Juiz. Mercê Cláudio.em relação a prisão preventiva. V .suspensão da prescrição. cálculo da tabela do artigo 109. pelo prazo de 4 anos.decretação de revelia formal nos autos.

099/95(transação penal para crimes com pena máxima de 2 anos) e tampouco a suspensão condicional do processo(art. Em relação ao RÉU. II . qual seja. pena máxima de 3 anos. já que todos os crimes tratam de detenção. ou seja: a) Vários crimes em crime continuado: a.suspensão da prescrição. já que. b) a. b) cálculo da tabela do artigo 109.MM Juiz. a.decretação de revelia formal nos autos. deixo de requerê-la. ou seja. V do CP). IV do Código Penal.Falta de habilitação(artigo 309 CTB). prescreve em 2 anos. Assim.suspensão do processo. Mercê Cláudio.Crime de embriaguez . V .Crime de ameaça: pena máxima de 6 meses.4 . com prescrição em 8 anos. no mesmo período (“princípio da igualdade de armas”) do processo penal.por fim. nova vista. IV . na qualidade humana poderão falecer. ou seja.em relação a prisão preventiva. ressalvando que não é o caso de aplicação da Lei 10. pena máxima de 1 ano. o prazo será 8 anos. requeiro: I . 366.3 .1. face a revelia do mesmo.Crime de resistência: pena máxima de 2 anos.306 do CTB(pena máxima de 3 anos). perder a memória. Qual o prazo que o processo ficará suspenso ? O prazo do crime de maior gravidade(em face da conexão). THALES TÁCITO PONTES . oitivas das provas orais (vitima e testemunhas do exordial acusatória) por entendê-las de caráter urgente. analogia ao cálculo da prescrição propriamente dita. Logo. a. prescreve em 8 anos.2 .259/01 c/c Lei 9. onde não há prova de vadiagem ou de dúvida quanto à identidade do réu (artigo 313. requeiro com base na nova redação do art. o do artigo 306 do CTB. VI do CP.II CPP) Após. 30 de outubro de 2003.89 da citada lei). prescreve em 2 anos(artigo 109. III . pelo prazo de 8 anos. prescreve em 4 anos(artigo 109.

LUZ PÁDUA CERQUEIRA PROMOTOR DE JUSTIÇA TITULAR .

faltando. CP c/c a pena máxima do delito que é de 01 (um) ano). requeiro seja aguardada a localização do mesmo.03). pela Prescrição da Pretensão Punitiva propriamente dita. interrompeu a prescrição (fls.MODELO DE REVOGAÇÃO DO ARTIGO 366 DO CPP MM. já que a partir de 28/10/2004. Porém. até hoje. inclusive (artigo 10.099/95) manifestarei sobre o mérito. THALES TÁCITO PONTES . do dia 28/10/2004 até hoje. CP). requeiro seja aberta vista a defesa para apresentar defesa prévia e rol de testemunhas para AIJ. sendo que o recebimento da denúncia no dia 29/06/2000 (fls. Trata-se de Processo Criminal em desfavor de ___________________ pelo delito do art. a partir de 29/06/2000 a Prescrição da Pretensão Punitiva começou a correr nesta data.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro). o prazo fluiu mais 35 dias. voltando a correr a Prescrição da Pretensão Punitiva. a Prescrição da Pretensão Punitiva fluiu em 03 meses e 21 dias mais 35 dias. e. 02 de dezembro de 2004. segundo o Rito Sumário na Justiça Comum por redistribuição de feito (artigo 66. Juiz. Exª. Portanto. 07 meses e 04 dias para extinguir a punibilidade.02). face o artigo 366. do dia 29/06/2000 até o dia 20/10/2000. neste prazo (03 anos. enquanto isso não ocorre. o prazo da prescrição volta a correr. 309 da Lei 9. a Prescrição da Pretensão Punitiva foi suspensa por V. Mercê Cláudio. CP). CPP. assim 03 anos. ou seja. em debates orais. por 04 (quatro) anos (fls. sendo suspenso o mesmo no dia 29/10/2000 e terminada a suspensão no dia 28/10/2004 (artigo 10. até a presente data(02/12/04 – data deste parecer). prescreve em 04 (quatro) anos (artigo 109. Diante do exposto. no dia 20/10/2000. direção sem habilitação. dia 02/12/2004. Na audiência.03). houve a fluência de 03 meses e 21 dias no prazo prescricional. 07 meses e 04 dias). parágrafo único da Lei 9. totalizando 04 meses e 26 dias. V. O crime. Logo. ou seja.33). O fato ocorreu no dia 14/10/1998 (fls. ou seja. sendo que dispenso testemunhas por terem sido ouvidas em cautelar.

Salvador/BA.Divinópolis/MG Professor de Pós-graduação(Direito Eleitoral) da Fundação Escola Superior do Ministério Público-Belo Horizonte Professor de Pós-graduação(Direito Eleitoral) do JUSPODIVM . Saúde e paz! THALES TÁCITO PONTES LUZ DE PÁDUA CERQUEIRA Promotor de Justiça/Promotor Eleitoral .Salvador/BA Professor/ Conferencista do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público-Belo Horizonte Professor de Direito Eleitoral.. Prática Forense. JUSPODIVM. 3ª edição. SP.br TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE.Instituto de Ensino Luiz Flávio Gomes (IELF) . Estatuto da Criança e do Adolescente e Processo Penal do Curso Satelitário.MG Integrante da CONAMP. Salvador/BA. 2004.Setor Eleitoral . 2004 – com coautores Autor do livro . 2004 Regional do IELF/UNISUL/JUSPODIVM/PRIMA/ESA - E-mail: thales. JUSPODIVM. 2004 Autor do livro – Manual de Sentença Cível & Criminal. 2ª edição. .Divinópolis/MG Professor de Direito Eleitoral da FADOM(pós-graduação) .LUZ DE PÁDUA CERQUEIRA PROMOTOR DE JUSTIÇA Mercê.tacito@terra. 1ª edição(no prelo). Del Rey.Manual de Direito Penal Eleitoral & Processo Penal Eleitoral.Brasília/DF Professor de Direito Processual Penal da FADOM(graduação) . lançado na Câmara dos Deputados Autor do livro – Reforma Criminal..São Paulo/SP Coordenador Divinópolis/MG Autor do livro Direito Eleitoral Brasileiro. 1ª edição(no prelo).com. RT.