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APONTAMENTOS DE IRC

CADERNO PRÁTICO

DECLARAÇÃO MODELO 22 DE IRC

Quadro 07 anotado
Período de tributação 2013

Amadeu Fernando Silva e Sousa
Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

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Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

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Reprodução proibida, total ou parcialmente, sem autorização escrita do autor.

Este caderno pretende, essencialmente, dar um contributo para o preenchimento do Q.07 da declaração modelo 22 de IRC, modelo em vigor a parir de janeiro 2014, aplicável ao período 2013, para além de referir outros aspetos relacionados com o imposto.

O preenchimento da declaração a que este caderno se refere tem por base os diplomas invocados, com a redação aplicável ao período de tributação 2013, com exceção dos pontos 7 e 8 (retenções na fonte e pagamentos por conta), que se reportam também ao período 2014.

Uma vez que o regime transitório aplicável ao período 2010 estende os seus efeitos aos quatro períodos seguintes, optou-se por manter alguns exemplos práticos utilizados para o período 2010, sem qualquer alteração.

Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

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Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

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.......................... 13 1......... 6................................1...... 22 DE SUBSTITUIÇÃO ......B............... 6... 182 OUTRAS TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS – ART ......... P................................. CASOS PRÁTICOS ………………………………………………………………………………………………… 194 8.................... 149 DEDUÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS . ................................................................................................ 18..................... 187 PESSOAS COLETIVAS NÃO RESIDENTES ................... 8............................................ TAXAS APLICÁVEIS A PESSOAS COLETIVAS RESIDENTES .................................... BREVE REFERÊNCIA AO REGIME FISCAL DAS DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES... 176 6............................................................................2013 ......................................................................................1. PELA UTILIZAÇÃO V... 201 DECLARAÇÕES MOD....................QUADRO RESUMO ........................................................................................................................................07 DA MOD.................... 204 Versão fevereiro 2014 ..............................5...................................... TRABALHADOR .............. 49 3............... 199 8..........................2..................º DO E.... TAXAS APLICÁVEIS A PESSOAS COLETIVAS NÃO RESIDENTES ..........…......................................3...... 170 5........178 AJUDAS DE CUSTO E COMP.........................4................................................1....QUADRO RESUMO ...... CAMPOS A DEDUZIR............................................. 17 2.ÍNDICE GERAL ÍNDICE DOS EXEMPLOS PRÁTIOS ...... ENQUADRAMENTO .............………………………………………………….................................... 92º CIRC.............................................. BENEFÍCIOS FISCAIS ...................1 – TAXAS /QUOTAS PERDIDAS .......................3................................................ 176 Tributações autónomas – rent car de curta e longa duração ………………………………………………................. 6..................... 29 3........................................ ALGUMAS DIFERENÇAS DE TRATAMENTO CONTABILÍSTICO EM FUNÇÃO DA NORMA ADOTADA/IRC.......TABELA DAS CDT E TAXAS........ TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS ...........................................................................QUADROS RESUMO ....……… ........................……....................................................... INTRODUÇÃO – O IRC FACE À CONTABILIDADE ...................................................... ATI’S....2.................. 192 8........... ANEXOS ... 184 7......................4...........9 1... 9............. 32 CAMPOS A ACRESCER ............. 180 TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS .......... LISTA PAÍSES “OFFSHORES” E COEF..................... 25 2.............2.........................................GRUPO DE SOCIEDADES ........ 4................. 7 ÍNDICE DOS CAMPOS DA MODELO 22 DE IRC – COMENTADOS ....................... 181 QUADRO RESUMO DAS TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS DE IRC ....…… ..1.....................1......................... 166 RESULTADO DA LIQUIDAÇÃO – ART................... ATUALIZAÇÃO DA MOEDA . VIATURAS LIGEIRAS DE PASSAGEIROS OU MISTAS ............................................................ 8............................................................................Período de tributação 2013 5 ...... 203 10................... VARIAÇÕES PATRIMONIAIS ...................F...2.........1...... 6............. 171 6...… ........................................................ PAGAMENTOS POR CONTA DE IRC ... 32 3.......................... 5.. 185 RETENÇÕES NA FONTE E PAGAMENTOS A NÃO RESIDENTES............. APURAMENTO DO LUCRO TRIBUTÁVEL (Q............................. 187 8.22) ......... 6................................1.1...........

Período de tributação 2013 6 .Versão fevereiro 2014 .

º 1 1.Período de tributação 2013 7 .C.ANCDV Provisões além dos limites – garantias a clientes Realizações de utilidade social – seguros vida Assunto Campos Mod.769 719 – 767 .705 703 -705 704 705 706 .707 NCRF 19 / CIRC 711 . 30 31 33 34 36 38 40 41 42 45 51 55 57 61 66 66 67 69 73 74 76 79 85 Versão fevereiro 2014 .763 721 723 Pág.Corrent. n.771 713 .º 3 Contratos de construção Justo valor e quantia nominal da contraprestação (Rédito) Efeitos do método da equivalência patrimonial Efeitos da aplicação do justo valor (NCRF 11) Alienação de PARTES SOCIAIS Ajustamentos em inventários Ajustamentos em inventários – mercadorias Ajustamentos em inventários – produção Reversão da perda por imparidade Perdas por imparidade em créditos Depreciações.1 17 18 19 20 21 Taxas / Quotas perdidas Taxas / Quotas perdidas Subsídios ao investimento Doação de um imóvel Variações patrimoniais – regime transitório CONTRATOS DE CONSTRUÇÃO – transição POC/SNC Gratificação de gerência não contabilizada Variações patrimoniais – regime transitório (INVENTÁRIOS) CONTRATOS DE CONSTRUÇÃO – transição D. Detidos para Venda) .757 712 – 758 . amort..1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 16. perdas por imp.759 736-739-767-768 718 718 718 781 718 719 – 769 719 .e mais ou menos valias Depreciações. 22 736 .739 702 702 703 .ÍNDICE DOS EXEMPLOS PRÁTICOS N. perdas por imparidade e mais ou menos valias (Ativos N.

2 41 42 43 Assunto Incumprimento – art.09) 371 (Q.1 40.º 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 34. 67º) Limitação aos gastos de financiamento (art.º 10 CIRC Campos Mod. 67º) Rendimento obtido no estrangeiro e crédito por ret.10) 366 (Q.10) 732 735 738 . 92º CIRC (limitação dos BF) Resultado da liquidação – art.768 739 – 740 .767 719 – 739 – 767 736 . 66º) Limitação aos gastos de financiamento (art.769 767 . na fonte Donativos – limites e majorações Despesas ou encargos de projeção económica plurianual Correção pelo adquirente do VPT dos imóveis Dedução de prejuízos Resultado da liquidação – art.Período de tributação 2013 8 .10) ----- Pág.10) “ “ “ “ 365 (Q.705 772 (Q.769 741 772 – 745 746 747 . 22 363 (Q.10) 751 . 92º CIRC (limitação dos BF) Tributações autónomas – viaturas lig.749 748 748 749 – 353 (Q.774 754 . 92º CIRC (limitação dos BF) Resultado da liquidação – art.º 43º n. 86 96 99 104 110 111 112 114 118 128 130 134 138 139 141 145 149 162 169 172 174 175 179 186 194 Contrato de “renting‖ Participação nos lucros (gratificações) Mais-valias e menos-valias fiscais (mudanças no modelo de valorização) Mais-valias e menos valias fiscais – VPT Mais-valias e menos valias fiscais – Perdas por imparidade Mais-valias e menos valias fiscais – Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas Mais-valias e menos valias fiscais – Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas Acréscimos por não reinvestimento Correções decorrentes da aplicação do VPT dos imóveis Pagamentos a não residentes c/ regime fiscal privilegiado Imputação de lucros de entidades não residente ( art.N.1 35 36 37 38 39 40 40. passageiros ou mistas Pagamentos por conta – juros compensatórios Retenções na fonte a NÃO residentes Versão fevereiro 2014 .

º 4) e desvalorizações excecionais (art. de 14/9) Provisões não dedutíveis ou para além dos limites legais (art. n. n. b)] Variações patrimoniais positivas (regime transitório previsto no art. n. benefícios de reforma e outros benefícios pós emprego ou a longo prazo dos empregados (art. n.ºs 3. 5 e 6 do DL 159/2009. 24º) Variações patrimoniais negativas (regime transitório previsto no art. 25/2009. n.º 5) Ajustamentos em inventários para além dos limites legais (art. 22º n. 18º. n. 18º. n. n.R. 07 Descrição Variações patrimoniais positivas não refletidas no resultado líquido do período (art.COMENTADOS Campos Q. n.º 1). perdas por imparidade de ativos depreciáveis ou amortizáveis (art. 6º) Correções relativas a períodos de tributação anteriores (art.º 3 e 39º) e perdas por imparidade fiscalmente não dedutíveis de ativos financeiros Créditos incobráveis não aceites como gastos (art.º 8) Ajustamentos não dedutíveis decorrentes da aplicação do justo valor (art.º s 1. 5 e 6 do DL 159/2009.º 11) Gastos de benefícios de cessação de emprego. n. 23º. 21º) e quota-parte do subsídio respeitante a ativos fixos tangíveis não depreciáveis e ativos intangíveis com vida útil indefinida [art. 5º.º 2) Vendas e prestações de serviços com pagamento diferido: diferença entre a quantia nominal da contraprestação e o justo valor (art.º 1. s 19º. ACE ou AEIE (art. de 13/7) Pág.ª parte do n.º 2 do D. de 13/7) Alteração do regime fiscal dos contratos de construção (correções positivas) Alteração do regime fiscal dos contratos de construção (correções negativas) Matéria coletável / lucro tributável imputado por sociedades transparentes. n.º 5) Anulação dos efeitos do método da equivalência patrimonial (art. 18º. n.Período de tributação 2013 9 . al.41º) Realizações de utilidade social não dedutíveis (art. não aceites como gastos 40% do aumento das depreciações dos ativos fixos tangíveis em resultado de reavaliação fiscal (art.º s 1. 18º. 35º. 23º. 4 e 1.º 12) Gastos não documentados (art.º 1) Gastos suportados com a transmissão onerosa de partes de capital (art. 32 35 39 41 42 42 49 50 50 54 56 58 58 59 59 64 73 77 78 80 84 702 Variações patrimoniais 703 704 705 706 707 709 710 711 712 713 714 Campos a acrescer 715 716 717 718 719 720 721 722 723 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 Variações patrimoniais negativas não refletidas no resultado líquido do período (art. n.ÍNDICE DOS CAMPOS DA MODELO 22 DE IRC . n. 15º. 34º. 38º). 18º. 28º) e perdas por imparidade em créditos não fiscalmente dedutíveis ou para além dos limites legais (art. 5º.º 9) Pagamentos com base em Ações (art. 35º) Depreciações e amortizações (art. 18º. 43º) Versão fevereiro 2014 .

n. n. al.º 1. n.º 1. n. 45º. 45º. n. 45º. 45º. n.º 30-G/2000. c)] Multas.º 1 al.º 1. b)] Impostos e outros encargos que incidam sobre terceiros que o sujeito passivo não esteja legalmente autorizado a suportar [art. al. 45º. 45º. n.º 1. n.º 1. al.º 1. parte final) Mais-valia fiscal resultante de mudanças no modelo de valorização (art.º 1.Período de tributação 2013 10 .º 7.o)] Menos-valias contabilísticas 50% de outras perdas relativas a partes de capital ou outras componentes do capital próprio (art.Campos Q. al.º 109-B/2001. b)) Diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias fiscais sem intenção de reinvestimento (art.º 1.º 3. n. 48º. 32º. juros compensatórios e demais encargos pela prática de infrações [art. n. al. 87 88 89 89 89 90 90 93 94 97 97 98 101 101 102 103 106 106 117 119 120 724 725 726 727 728 729 730 731 732 733 734 735 780 736 737 738 739 740 741 742 743 Campos a acrescer Impostos diferidos [art. al. n. a)] Pág. al. e)] Ajudas de custo e encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador [art. 45º. 48º.º) 50% da diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias fiscais com intenção expressa de reinvestimento (art. 45º. j)] Gastos não dedutíveis relativos à participação nos lucros por membros dos órgãos sociais [art. 4 e 5) Acréscimos por não reinvestimento ou pela não manutenção das partes de capital na titularidade do adquirente (art. n.º 1. 46º. 45º. 45º.º 8 da Lei n. 7º. coimas. al.º 1. al. 45º. h)] 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 Encargos com combustíveis [art. al.º 1. al. al. a)] Encargos evidenciados em documentos emitidos por sujeitos passivos com NIF inexistente ou inválido ou por sujeitos passivos cessados oficiosamente [art. n. de 29 de dezembro e art. n)] Contribuição sobre o setor bancário [art. n.º 5.º 1.º s 1. n. g)] Encargos com o aluguer de viaturas sem condutor [art. 45º. n. al.45º. 49º) Versão fevereiro 2014 . 07 07 07 07 07 07 07 07 07 Descrição IRC e outros impostos que direta ou indiretamente incidam sobre os lucros [art. al. de 27 de dezembro Correções relativas a instrumentos financeiros derivados (art. d)] Indemnizações por eventos seguráveis [art. f)] Encargos não devidamente documentados [art. n. 45º. n. 46. n. b) da Lei n. i)] Juros de suprimentos [art.º s 6 e 7) Mais-valias fiscais – regime transitório [art.

18º. 6º) Correções relativas a períodos de tributação anteriores (art. n. 123 127 129 131 136 139 142 144 146 147 149 150 150 151 151 151 151 151 152 152 152 744 745 746 747 748 749 750 751 779 752 754 755 756 757 758 759 760 761 762 763 Campos a deduzir Diferença positiva entre o valor patrimonial tributário definitivo do imóvel e o valor constante do contrato [art.Período de tributação 2013 11 . cisões. 18º. n. 18º. n. de 14/9) 781 Perdas por imparidade tributadas em períodos de tributação anteriores (art.º 3) Depreciações e amortizações tributadas em períodos de tributação anteriores (art.º 12) Reversão de ajustamentos em inventários tributados (art. 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 07 Descrição Correções relativas a preços de transferência (art. a)] Pagamentos a entidades não residentes sujeitas a um regime fiscal privilegiado (art. 18º. pós emprego ou a longo prazo dos empreg. 76º e 77º) Donativos não previstos ou além dos limites legais (art. n.(art.º 9) Pagamentos com base em Ações (art. de 14/9] Prejuízo fiscal imputado por ACE ou AEIE (art. 68º) Correções resultantes da opção pelo regime especial aplicável às fusões.º 11) Pag. benefícios de reforma e outros benef. 65º) Campos a acrescer Imputação de lucros de sociedades não residentes sujeitas a um regime fiscal privilegiado (art. 28º. 64º. entradas de ativos e permutas de partes sociais (art. ou colocação à disposição dos beneficiários de benefícios de cessação de emprego. n.s 74º . f) do D. n.º 2) Vendas e prestações de serviços com pagamento diferido: rédito de juros (art.º 2 do EBF) Em branco Despesas ou encargos de projeção económica plurianual contabilizados como gasto na vigência do POC e ainda não aceites fiscalmente [art.º 8) Ajustamentos não tributáveis decorrentes da aplicação do justo valor (art. 63º.ºs 1 a 4) Versão fevereiro 2014 .º 8) Pág. 35º.º 3) e de perdas por imparidade tributadas (art. 62º e 65º do EBF e Estatuto do Mecenato Cientifico) Encargos financeiros não dedutíveis (art. 22º al. 32º. n.Campos Q. 66º) Limitação à dedutibilidade de gastos de financiamento (art. 18º.R. 18º. n. n. 25/2009. 67º) Correções nos casos de crédito de imposto e retenção na fonte (art. 35º. 20º do D. n.º 3 al. n.R 25/2009. n.º 5) 07 07 07 07 07 07 07 Anulação dos efeitos do método da equivalência patrimonial (art.

º 2 do EBF) Contribuição sobre o setor bancário [art. n.º 1 al.º 3. n. entradas de ativos e permutas de partes sociais (art. 76º e 77º) Benefícios Fiscais Em branco 165 146 101 152 Encargos financeiros não dedutíveis (art. 64º. 46º) 07 07 07 07 07 07 07 07 07 Correções relativas a instrumentos financeiros derivados (art.º 4) Pág. n. 46º. n.º 3. n. 1.Período de tributação 2013 12 . 45º. 51º) Correção pelo adquirente do imóvel quando adota o valor patrimonial tributário definitivo para a determinação do resultado tributável na respetiva transmissão [art. al.ª parte) Diferença negativa entre as mais-valias e as menos-valias fiscais (art. 35º.s 74º .º 1. 32º. n. al. a)] Mais-valias contabilísticas 50% das menos-valia fiscais resultante de mudanças no modelo de valorização [art.º 92. 45º. cisões.º 3. parte final] e 50% da diferença negativa entre as mais e as menos-valias fiscais de partes de capital ou outras componentes do capital próprio (art.º. n.º 5.º) Versão fevereiro 2014 . n. b) e art.Campos Q. 45º. s 19º. 153 153 153 154 154 155 155 155 160 163 163 764 765 766 767 768 769 770 771 772 773 774 775 779 780 Campos a deduzir Restituição de Impostos não dedutíveis e excesso da estimativa para impostos Impostos diferidos [art.o)] 781 Perdas por imparidade tributadas em períodos de tributação anteriores (art. n. al.ºs 1 a 4) (NOVO) 309 … 359 360 363 365 371 09 Prejuízos fiscais deduzidos Retenções na fonte 166 -185 86 176 170 10 10 10 10 Pagamentos por conta IRC de períodos anteriores Tributações autónomas Resultado da liquidação (ar. n. 07 07 07 07 07 07 Descrição Reversão de provisões tributadas (art.º 3 e 39º. b)] Correções resultantes da opção pelo regime especial aplicável às fusões. 49º) Eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos (art. 45º.

vem o artigo 18º do Código do IRC impor respeito pelo princípio da periodização económica (especialização dos exercícios).º 1. que descreve pormenorizadamente. que procedeu à adaptação do CIRC ao Sistema de Normalização Contabilística (SNC). a título principal uma atividade comercial. Por outro lado. «As componentes positivas ou negativas consideradas como respeitando a períodos anteriores só são imputáveis ao período de tributação quando na data de encerramento das contas daquele a que deviam ser imputadas eram imprevisíveis ou manifestamente desconhecidas. pode ler-se: Versão fevereiro 2014 . das pessoas coletivas e outras entidades sujeitas ao seu apuramento. permita o controlo do lucro tributável».º 159/2009 de 17 de Julho. INTRODUÇÃO – O IRC FACE À CONTABILIDADE . a contabilidade deve: «a) Estar organizada de acordo com a normalização contabilística e outras disposições legais em vigor para o respetivo setor de atividade.º 1 do artigo 123º do Código do IRC refere que «As sociedades comerciais ou civis sob forma comercial. aí possuam estabelecimento estável. as empresas públicas e as demais entidades que exerçam. sem prejuízo da observância das disposições previstas neste Código. industrial ou agrícola. Segundo o n. tem como ponto de partida a contabilidade.º 3 do artigo 17º refere que.º 2 do referido artigo 18º. as cooperativas. o n.QUADROS RESUMO A determinação do lucro tributável.º 3 do artigo 17º. bem como as entidades que. Contendo os restantes números do mesmo artigo diversas regras relativas à execução da contabilidade e respetivos suportes. conforme se retira do exposto no n. de modo a permitir o apuramento referido no n.1. com sede ou direção efetiva em território português. além dos requisitos indicados no n. determinados com base na contabilidade e eventualmente corrigidos nos termos deste Código».» No preâmbulo do Decreto-Lei n. embora não tendo sede nem direção efetiva naquele território.º 1 do artigo 17º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (CIRC): «O lucro tributável das pessoas coletivas e outras entidades mencionadas na alínea a) do n°1 do artigo 3º é constituído pela soma algébrica do resultado líquido do período e das variações patrimoniais positivas e negativas verificadas no mesmo período e não refletidas naquele resultado. são obrigadas a dispor de contabilidade organizada nos termos da lei comercial e fiscal que.» Paralelamente ao que é preconizado na contabilidade (Normalização Contabilística). Por sua vez o n. b) Refletir todas as operações realizadas pelo sujeito passivo e ser organizada de modo que os resultados das operações e variações patrimoniais sujeitas ao regime geral do IRC possam claramente distinguir-se dos das restantes.Período de tributação 2013 13 .

«…manutenção do modelo de dependência parcial determina.Regime do CAIXA (Pag. ou Contas consolidadas .ROC sempre que ultrapasse os limites do art.000. não determine ajustamentos. da seguinte forma: OBRIGATÓRIO .Balanço < € 500. .000 .tos < € 3.Contas consolidadas de empresas não cotadas .N.º 15654/2009 N. Microemp. Dec. se verifique o acolhimento do tratamento contabilístico decorrente das novas normas …» Podemos assim concluir que se mantém o modelo de dependência parcial da fiscalidade em relação à contabilidade e que.000. sempre que o CIRC. p/ OBRIGATÓRIO .Total vendas líquidas e out. M e Q da IES .-Lei.Contas consolidadas de empresas cotadas . Lei n.º 15655/2009 Generalidade das empresas OPCIONAL (c/ exceções) .000.500.N. o resultado fiscal será coincidente com o contabilístico. esquematicamente.º 105/2011 Portaria n.-Lei 36-A/2011 Portaria n. O normativo contabilístico aplicado em Portugal poder-se-á resumir.º 6726-A/2011 (Lei n. rend.000 Norma Cont.º 6726-B/2011 OPCIONAL (c/ exceções) (*) – Entidades do Setor Não Lucrativo Versão fevereiro 2014 .Vendas e outros rendimentos <= € 150./Recebimentos.º trabalhadores < 50 Norma PE Aviso n.º 104/2011 Portaria n.º médio de trabalhadores < 5 (inclui sócios gerentes) dos anexos L. .Período de tributação 2013 14 .000.º 35/2010) Dispensa entrega . Património fixo e Direitos e Compromissos futuros) ESNL (*) Dec-Lei 36-A/2011 Portaria n. sempre que não estejam estabelecidas regras fiscais próprias. . .Balanço < € 1.Volume de negócios líquido < € 500. desde logo.º 35/2005 OPCIONAL SNC (NCRF) Dec. que. C.º 158/2009 Aviso n. 262º do CSC.Vendas e outros rendimentos > € 150.000.º 107/2011 Aviso n.º 106/2011 Aviso n.Contas individuais empresas perímetro de consolidação IFRS Dec. N. sendo cumprido o estipulado no normativo contabilístico aplicável.

de balanço > 1.000 Sim Sim ----------------Sim T. > 3. de rendim. Dem. < 3.Período de tributação 2013 15 . de rendim.500. elaborou-se o seguinte quadro resumo. Contas Sim Sim Sim Sim Sim T.000 N. do Ativo NCRF – PE < 1.500.000.º de trabalhadores < 50 Rendimentos > 150. apresenta-se um quadro resumo: Dimensão / limites NORMAS (dois dos três) Balanço D. L. de rendim.º de trabalhadores > 50 ou Obrigação de Cert. < 3.000 Sim Sim Sim --------- Sim ------- ------- ------- ------- ------- Em relação às datas limite para a sua elaboração e apresentação.000 NCRF s 28 NORMAS T. Fluxos Caixa T.º de trabalhadores < 50 T.500. Anexo Cap. Alter.000 Sim Sim ----------------Sim T. do Ativo ME < 1.000 N. tendo em conta o período coincidente com o ano civil: Versão fevereiro 2014 . D. Prop.000 N. Res.Em termos de obrigações das demonstrações financeiras a apresentar pelas diversas entidades em função da sua natureza e das suas características.000.000 ESNL Rendimentos < =150.000.

Contas individuais SEM Descrição/ datas limite Método Eq. no tocante ao cumprimento da obrigação de registo de contas. Patrimonial Soc. de 23/11 (em vigor a 03 de dezembro). por qualquer causa que não seja o decurso do tempo normal da função.F) possa emitir Certificação Legal de Contas (CLC) ou parecer até à data em que as contas têm que estar disponíveis para consulta dos detentores do capital (sócios ou acionistas) Refira-se por último o Decreto-Lei n. alterações essas aplicáveis às contas do período 2012 e seguintes e que se traduzem em resumo no seguinte: A entidade que não proceder à obrigação de registar a prestação de contas. por Quotas Soc.Período de tributação 2013 16 . anónima Data do fim do período 31-12-2011 31-12-2011 Data do relatório e contas (Com C. por Quotas 31-12-2011 Soc.C. Versão fevereiro 2014 . ficará impedida de registar outros factos. com exceção dos registos de designação e cessação de funções. das ações.) (*) 01-03-2012 01-03-2012 01-05-2012 01-05-2012 Data para consulta aos sócio/acionistas (Sem CLC) 15-03-2012 15-03-2012 15-05-2012 15-05-2012 Convocatória da Assembleia 15-03-2012 28-02-2012 15-05-2012 30-04-2012 Data Assembleia geral anual 31-03-2012 31-03-2012 31-05-2012 31-05-2012 Depósito das contas 15-07-2012 15-07-2012 15-07-2012 15-07-2012 (*) – CLC: Certificação Legal de Contas Os documentos de prestação de contas devem estar disponíveis com antecedência suficiente para que o Revisor Oficial de Contas (ROC) ou Orgão de Fiscalização (O. que introduziu alterações ao Código do Registo Comercial e ao Regime do Registo Nacional de Pessoas Coletivas.º 250/2012. dos membros dos órgãos de administração e fiscalização.L. anónima 31-12-2011 Contas Consolidadas ou COM Método Eq. Patrimonial Soc.

depende em larga medida da política contabilística adotada. ALGUMAS DIFERENÇAS DE TRATAMENTO CONTABILÍSTICO EM FUNÇÃO DA NORMA ADOTADA/IRC O tratamento contabilístico dos diversos acontecimentos ocorridos nas empresas. se vida útil finita (Não há prazos máximos) Sim Gasto do período Gasto do período Gasto do período. procedimentos e providências cautelares. arrolamentos.s. 25/2009 Art. 32º CIRC) Omisso Gasto do período Gasto do período Gasto do período Gasto do período Versão fevereiro 2014 .Período de tributação 2013 17 . arrestos. No tocante à eventual dissolução autónoma por procedimento oficioso de dissolução. A.1. uma vez que para que tal aconteça. fazendo também referência ao tratamento fiscal previsto no CIRC. exceto se cumprir os critérios de reconhecimento Modelo do Custo Sim. só produz efeitos em 2014 ou seguintes.º CIRC e D. INTANGÍVEIS Mensuração inicial Mensuração subsequente NCRF 6 Custo Modelo do Custo ou de revalorização Sim.decisões. se vida útil finita (Não há prazos máximos) Não Gasto do período Gasto do período Custo Art. com início em 2012. 29º a 34. para efeitos de instauração oficiosa de procedimento administrativo de dissolução. NCRF-PE Custo NC-ME Custo IRC Custo Modelo do Custo Sim. se vida útil finita (Não há prazos máximos) Sim Gasto do período Gasto do período Gasto do período. designadamente da norma contabilística que a entidade seguiu na preparação e organização da contabilidade em cada período de tributação. 1. A omissão do registo da prestação de contas durante dois anos consecutivos passa a constituir causa de dissolução autónoma da entidade. ou outros a efetuar por depósito. apresenta-se de seguida um quadro muito resumido com essa indicação.º 35. implica aquele incumprimento em dois anos consecutivos. Assim.º CIRC Amortizações Perdas por imparidade Despesas de instalação Despesas de investigação Despesas de desenvolvimento Despesas com atividades de publicidade Gasto do período Gasto do período Gasto do período (art. penhoras.Reg. exceto se cumprir os critérios de reconhecimento.

A. F. TANGÍVEIS

NCRF 7 São definidos critérios mais apertados para o reconhecimento como AFT: - Probabilidade de BE futuros associados ao bem fluírem para a empresa, e; Puder ser mensurado com fiabilidade. - Abordagem por componentes - Substituição de partes de AFT - Inspeções periódicas importantes O custo de um item do AFT compreende, entre outros: Estimativa inicial custos desmantelamento e remoção do item e de restauração do local em que está localizado, em cuja obrigação incorre quando adquire o item

NCRF-PE

NC-ME

IRC

A NCRF-PE trata a temática dos ativos fixos tangíveis no seu ponto 7, § 7.1 a 7.29, não existindo diferenças significativas relativamente à NCRF 7 do modelo geral do SNC. Regra geral modelo do custo A NC-ME trata a temática dos ativos fixos tangíveis no seu ponto 7, § 7.1 a 7.18 Reconhecimento: As designadas propriedades de investimento (terrenos e edifícios), bem como os ativos biológicos de produção, são reconhecidos como ativos fixos tangíveis Estimativa não aceite
Circular 6/2011

Reconhecimento

Custo

Reconhecimento

Mensuração inicial (Elementos custo)

do

Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

18

A. F. TANGÍVEIS

NCRF 7 A mensuração subsequente pode ser efetuada pelo Modelo do Custo ou pelo Modelo da Revalorização (com base no Justo Valor). São definidos os diferentes elementos a ter em conta no cálculo das depreciações (quantia depreciável, valor residual, vida útil) bem como os métodos de depreciação a utilizar: - Método da linha reta - Método do saldo decrescente - Método das unidades de produção

NCRF-PE Nos casos em que existam diferenças significativas entre a quantia escriturada segundo o modelo do custo e o justo valor dos AFT, a entidade poderá, alternativamente utilizar o modelo de revalorização como política contabilística, e deve aplicá-la a uma classe inteira de AFT; • Utilizando o Modelo de Revalorização Não

NC-ME

IRC

Mensuração após reconhecimento

Custo

permite

o

Depreciações

uso do modelo de revalorização • Apenas permite o uso do método da linha reta; • Não exige a análise perdas imparidade de por

Art.s. 29º a 34.º CIRC e D.Reg. 25/2009

Depreciações: Início e período de depreciação

O início da depreciação será quando o item estiver disponível para uso. O método de depreciação deve refletir o padrão dos BE futuros esperados sem limites de vida mínima ou máxima.

deve seguir o previsto na NCRF 7 – Ativos fixos tangíveis e adotar integralmente a NCRF 25 – Impostos sobre o rendimento (§ 7.10). Art.s. 29º a 34.º CIRC e D.Reg. 25/2009

Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

19

PROP. DE INVESTIMENTO Reconhecimento inicial Mensuração inicial NCRF 11 Propriedade investimento. de

NCRF-PE

NC-ME

IRC
P. INVEST. ou AFT Custo

AFT

AFT

Custo

Custo

Custo

Mensuração subsequente

Modelo do custo ou Modelo do justo valor.

Modelo do custo ou modelo da revalorização.

Modelo do custo Não aceite o (sem Justo Valor reconhecimento de perdas por Art.s 29º, 35º 38º D.Reg.25/2009 imparidade).

AGRICULTURA

NCRF 17 REGRA: JUSTO VALOR deduzido dos custos estimados no ponto de venda (para AB e produtos agrícolas) Excecão: pelo CUSTO (permitido apenas na mensuração inicial)

NCRF-PE

NC-ME

IRC

A.B consumíveis:

- Ativos biológicos consumíveis e os produtos agrícolas OMISSA Superação de lacunas será feita supletivamente
(§ 2.3 da NCRFPE)

Mensuração inicial

Aceite o J.Valor c/ exceção explorações silvícolas plurianuais;
A.B de Produção:

deverão ser reconhecidos

J.Valor NÃO
aceite fiscalmente no momento da

como Inventários; Produto agrícola - Ativos biológicos colheita, ACEITA o J.Valor; de produção serão reconhecidos como ativo fixo tangível (ponto 7.2 e ponto 11.2 da NC-ME)
Art. 26º, n.º 1.d) e n.º 4 Art.º 29º; D.Reg 25/09 se contabilizados a custo histórico

Mensuração subsequente

Os ganhos, perdas e/ou variações de justo valor são incluídos em cada período nos resultados

Se usado o CUSTO, é sempre aceite fiscalmente

Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

20

INVENTÁRIOS

NCRF 18 Permanente

NCRF-PE Permanente (com exceções – art. 12º Dec. Lei 158/2009) Custo específico, custo médio ponderado, custo padrão, método do retalho FIFO (§21 a 27) critério do lucro nulo (§ 11.7)
Não estão previstos, mas por recurso supletivo (cfr. 6.3 do Anexo ao DL 15/2009 de 13/7) é aplicado o disposto na NCRF-17

NC-ME

IRC

Sistema de inventários

(com exceções – art. 12º Dec.Lei 158/2009) Custo específico, custo médio ponderado, custo padrão, método do retalho FIFO (§21 a 27) critério do lucro nulo (§ 14)

Permanente ou Intermitente (§ 11.10) Aceite

Custeio das saídas

Custo específico, custo médio ponderado, FIFO (§ 11.10
custo de produção ou preço de venda deduzido da margem normal de lucro (§ 11.6)

Aceite

Subprodutos

Critério fiscal dos inventários

Ativos biológicos consumíveis

Reconhecidos no âmbito da NCRF-17

Reconhecidos como inventários (§ 11.2)

Segue as regras fiscais dos inventários
Art.s 26 e 28º

INVESTIMENTOS FINANCEIROS … NCRF 13

NCRF-PE

NC-ME
A. financeiros relativos a contas a receber e a participações de capital são mensurados ao custo de aquisição, sujeito a correções subsequentes derivadas de eventuais imparidades. Nunca aplica o MEP, porque não prevê aplicação supletiva

IRC
Art.º 18º, n.ºs 5, 8 e 9 As imparidades não têm relevância fiscal, uma vez que não se encontram previstas no artigo 35.º do CIRC
- Rendimentos (art. 20.º n.º 1 c) - Gastos (art. 23.º n.º 1 alínea c)

NÃO TRATA MEP ou CUSTO se existirem restrições que prejudiquem de uma forma Recorrer à NCRF 13 – Interesses em empreendimentos conjuntos e investimentos em associadas, para suprir a lacuna existente no normativo das PE. (§ 2.3 do Aviso n.º 15654/2009)

Mensuração

severa e duradoura a capacidade de transferência de fundos (§42)

Art.º 49º

Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

21

conforme PROVISÕES.3 da norma.3 do anexo ao Decreto Lei 158/2009) Porém importa salientar que na mensuração das dívidas e do rédito de vendas a prestações (NCRF-PE: § 12.º 19º. ou eventuamente o balanceamento NÃO TRATA Aplicam supletivamente a NCRF 19 de acordo com o ponto 6.Período de tributação 2013 22 . e está prevista aplicação supletiva (§ 6. n. são imputados pela quantia nominal da contraprestação. (Balanceamento admissível o critério do LUCRO NULO) Atender ao Art.º 5) Além do mais. 20º Não estando prevista a aplicação supletiva da NCRF 20.2): • Não está previsto o reconhecimento do rédito de juros nas vendas a prestações (incluído no rédito das vendas).º 3: NÃO são dedutíveis as perdas esperadas correspondentes a gastos ainda não suportados As GARANTIAS a Clientes. não admite o reconhecimento pelo custo amortizado). publicada pelo Decreto Lei 36-A/2011 de 9 março) Os réditos relativos a Vendas e Serviços. são Rendimentos os resultantes da aplicação do J. imputando o rendimento ou gasto dos juros durante o período relevante. Versão fevereiro 2014 . • As dívidas de clientes devem ser mensuradas ao custo menos as perdas por imparidade (ou seja.Valor em Inst. 18º.6.CONTRATOS DE CONSTRUÇÃO NCRF 19 NCRF-PE NC-ME IRC Prevê a % de acabamento. f) Mensuração Reconhecimento um passivo financeiro. Financeiros N. 39º Mensuração do Rédito Critério da % de acabamento RÉDITO NCRF 20 NCRF-PE Não apresenta diferenças significativas relativamente à NC-ME IRC MÉTODO DO JURO EFETIVO Método de calcular o custo amortizado de um ativo ou de NCRF 20. apresentação e divulgação dos seus Contratos de Construção NÃO PREVÊ Nem prevê a aplicação supletiva das normas gerais do SNC. Art. Art.º 1.3 do anexo ao DL 158/2009 no reconhecimento. 19º do CIRC Em princípio não há diferenças em relação à contabilidade Art. (§ 2. mensuração. (Art. n.

• Gasto fiscal no ano do reconhecimento contabilístico. ausências.39º Aceite. condições Art. independentemente do pagamento). ou seja. • Benefícios de cessão de emprego. 23º CIRC Benefícios de curto prazo (ordenados. contribuições. condições Art. 45º CIRC participação nos lucros mantém limites para membros órgãos sociais A NC-ME dispõe no mesmo sentido da NCRF-PE. condições Art. n. 40º NÃO previstas fiscalmente Tratamento das Provisões Conceito de Ativo contingente e Passivo contingente Cálculo (atender) ao valor temporal do dinheiro (se significativo) Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Não Provisões para garantias a clientes Sim Sim Sim Provisões para processos judiciais em curso Provisões para reparação de danos ambientais Provisões para outros riscos e encargos (reestruturações. participação nos lucros e gratificações …) (1 ano) Mensurados numa base não descontada Um GASTO (na conta SNC 63) pelos benefícios que espera pagar em troca dos serviços prestados pelo empregado. 39º -----Aceite. • Aborda especificamente.39º Aceite. condições Art. os seguintes tipos de benefícios: • Benefícios de curto prazo.PROVISÕES NCRF 21 NCRF-PE NC-ME IRC SIM Art. contratos onerosos.Período de tributação 2013 23 . onde se incluem as participações nos lucros e gratificações. • Art. no período da prestação do serviço. salários. Versão fevereiro 2014 . etc.39º.º 3 Aceite. • • Gastos com pessoal considerados rendimentos do trabalho dependente tributáveis são dedutíveis em IRC. 45º CIRC participação nos lucros é gasto fiscal no período a que o lucro respeita se contabilizado como gasto e se pago até final do período seguinte • Art. subsídios.) Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim BENEFÍCIOS DOS EMPREGADOS NCRF 28 NCRF-PE NC-ME • • IRC Art.

a NCRF-PE explicita que serão regulados pela NCRF 28 Apenas não prevê a remissão para a NCRF 28 no caso de benefícios pósemprego e outros benefícios a longo prazo. • Não são necessários pressupostos atuariais para mensurar a obrigação ou o gasto e não há possibilidade de qualquer ganho ou perda atuarial De forma idêntica à NCRF 28. Quanto a outro tipo de benefícios. Não define tratamento contabilistico. os seguintes tipos de benefícios: • Benefícios de curto prazo. benefícios pósemprego e outros benefícios a longo prazo. • Regime fiscal já vinha sendo adoptado na prática. • Gasto e variação patrimonial (ICP) não concorrem para formação LT no exercício do reconhecimento inicial • Regime fiscal já vinha sendo adoptado na prática Fundos de garantia salarial Ao custo Justo Valor (JV) (não há variação) Ao custo (não há variação) Ao custo (corrigir variação do J. nomeadamente. Quanto a outro tipo de benefícios. n. benefícios pósemprego e outros benefícios a longo prazo. Art. a NCRF-PE explicita que serão regulados pela NCRF 28 Aborda especificamente. Benefícios de cessão de emprego (indemnizações por rescisão. e somente quando. n. • Benefícios de cessão de emprego. • Excepto se abrangidas pelo regime artigo 43º ou se tributáveis em IRS. liquidáveis após 12 meses do balanço) Gasto de serviços passados são reconhecidos de imediato na sua totalidade. de longo prazo (licenças e outras remunerações.mantém limite fiscal de 15% ou 25% da "massa salarial" Benefícios pósemprego (fundos de pensões) (IAS 19 – Benefícios de empregados). a NCRF-PE é omissa Relativamente a benefícios de remuneração em capital próprio (pagamento com base em ações). porque dificilmente tal tipo de benefícios ocorrerão numa micro-entidade. Quanto a outro tipo de benefícios. 18º. Reconhecer benefícios de cessação de emprego como um gasto e um passivo quando. Pode ser reconhecido o passivo pelo valor presente. nomeadamente.V.º 11 aceite fiscalmente no período de tributação em que os respectivos direitos são liquidados ou as opções exercidas. adotada pelo texto original do Regulamento (CE) n. • Art. Benefícios de cessão de emprego. onde se incluem as participações nos lucros e gratificações. a NCRF-PE explicita que serão regulados pela NCRF 28 Outros benef. • Terão de se socorrer.º 1261/2008 da Comissão. 43º . 18º. Benefícios de remuneração em capital próprio (IFRS 2 – Pagamento com base em ações).BENEFÍCIOS DOS EMPREGADOS NCRF 28 NCRF-PE NC-ME IRC Art.Período de tributação 2013 24 . De forma idêntica à NCRF 28. daquela norma internacional (IFRS2). onde se incluem as participações nos lucros e gratificações. nem remete para IFRS 2. De forma idêntica à NCRF 28. a NC-ME é omissa. Q.º 12 aceite fiscalmente no período de tributação em que os benefícios sejam pagos ou colocados à disposição. prémios de saída) Relativamente a benefícios de remuneração em capital próprio (pagamento com base em ações). Aborda especificamente. nomeadamente.07) Versão fevereiro 2014 . 23º e 43º CIRC mantém a dedução das contribuições efetivas. de 16 de dez. a entidade esteja comprometida de uma forma demonstrável. os seguintes tipos de benefícios: Benefícios de curto prazo. benefícios pósemprego e outros benefícios a longo prazo. de forma supletiva por omissão no normativo SNC. • Art. Apenas gasto fiscal aquando da efetiva realização das contribuições ou dotações destinadas a cobrir tais responsabilidades.

1º do Dec.º 25/2009. contabilizados ao custo histórico que. os ativos biológicos não consumíveis. 2011 004106. que define mais pormenorizadamente o tratamento fiscal que deve ser adotado. as depreciações das vinhas. com caráter sistemático.º do Decreto Regulamentar n.Período de tributação 2013 25 . foi reposta a aceitação fiscal nos moldes anteriores (em POC). na medida em que não se excedam as quotas máximas de depreciação fixadas no decreto regulamentar. BREVE REFERÊNCIA AO REGIME FISCAL DAS DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES O Código do IRC contém uma subsecção própria (artigos 29º a 34º). sofram perdas de valor resultantes da sua utilização ou do decurso do tempo.º do CIRC e do art. os ativos intangíveis.º 1. com caráter sistemático. pelo que os respetivos montantes de 2010 e 2011. 29º do CIRC ( Elementos depreciáveis ou amortizáveis) e do art. contabilizadas como gastos nos períodos de tributação de 2010 e 2011. não concorrem para a formação do lucro tributável respeitante a esses períodos de tributação. de 14 de setembro não incluía. Nos termos do n.º 25/2009. Segundo entendimento administrativo no Proc. denominada “Depreciações e amortizações”. « podem ser objeto de depreciação ou amortização os elementos do ativo sujeitos a deperecimento. Nos termos da mesma alteração. em consequência do tratamento contabilístico preconizado pela NCRF 17. no seu âmbito. sofrerem perdas de valor resultantes da sua utilização ou do decurso do tempo».2. passaram a ser aceites essas depreciações. terão que ser acrescidos no campo 719 do quadro 07 daquelas duas declarações modelo 22 de IRC. de 14 de setembro.º 1 do art.º 1 do art. segundo a qual passaram a ser aceites como gastos as depreciações e amortizações praticadas sobre os ativos biológicos que não sejam consumíveis (de produção). Agora o orçamento de estado para 2012 (Lei 64B/2011 de 30 de dezembro ). os ativos biológicos que não sejam consumíveis e as propriedades de investimento contabilizadas ao custo histórico que. A consideração fiscal de tais gastos deixou de se verificar com a entrada em vigor do SNC e a publicação do Decreto-Lei n. 1º deste decreto regulamentar. a depreciação de tais ativos só é aceite a partir da sua aquisição ou início de atividade se posterior. Salienta-se a alteração para 2012 e seguintes do art. foi publicado o Decreto Regulamentar n. com Despacho de 201201-26.º 159/2009 de 13 de Julho. uma vez que em 2012 e seguintes. Versão fevereiro 2014 .º 25/2009 ( Condições gerais de aceitação das depreciações e amortizações ). No entanto.º 29. considerando-se como tais os ativos fixos tangíveis. dado que a redação do n. Para além do referido no código. as consideradas dos dois anos anteriores podem ser aceites como gastos fiscais nos períodos de tributação seguintes. Regulamentar n.

às taxas genéricas (Tabela II). a taxa utilizada deverá ser igual ou inferior à taxa prevista nas tabelas anexas ao decreto regulamentar para o respetivo ativo. de acordo com a normalização contabilística especificamente aplicável.. há que ter em atenção várias condições/situações:  Como regra geral. Como método alternativo. No mesmo sentido. sempre que a natureza do deperecimento ou a atividade económica o justifiquem e sejam aceites pela A. exceto quando afetas à exploração de serviço público de transportes ou destinadas a ser alugadas no exercício da atividade normal do sujeito passivo. deverá recorrer-se preferencialmente às taxas específicas previstas nas tabelas anexas.T. em função da atividade desenvolvida (Tabela 1) e só subsidiariamente. e que não sejam: «a) Edifícios.»  Admite-se ainda a possibilidade de utilização de outros métodos para efeitos fiscais. b) Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas. incluindo diferenças de câmbio a eles associados. e elimina-se a exigência de diferimento. não fossem dedutíveis por excederem as quotas máximas admitidas. prevê-se a inclusão. desde que. dos custos de empréstimos obtidos. sem ser menor que metade daquela taxa. que não o das quotas constantes ou decrescentes. Salientam-se ainda outros aspetos a destacar na análise deste decreto regulamentar 25/2009: A dedutibilidade fiscal das depreciações e amortizações deixa de estar dependente da respectiva contabilização como gasto no mesmo período de tributação. mediante requerimento prévio apresentado para o efeito. naturalmente. requerimento este que só será apresentado no caso do método em causa conduzir a quotas de depreciação/amortizações que excedam a quota máxima prevista no decreto regulamentar.Para dar cumprimento a este decreto regulamentar e para que as depreciações ou amortizações sejam aceites para efeitos fiscais. c) Mobiliário e equipamentos sociais.   O método regra referido no artigo 4º é o método das quotas constantes. passando a permitirse que as mesmas sejam também aceites quando tenham sido contabilizadas como gastos nos períodos de tributação anteriores. Versão fevereiro 2014 .  Na determinação daquela taxa. quando respeitarem ao período anterior à sua entrada em funcionamento ou utilização. no custo de aquisição ou de produção dos elementos depreciáveis ou amortizáveis. adquiridos a terceiros ou construídos ou produzidos pela própria empresa.Período de tributação 2013 26 . desde que este seja superior a um ano. prevê a utilização do método das quotas decrescentes que é aplicável aos ativos fixos tangíveis novos.

000.  A não aceitação como gasto das depreciações de viaturas ligeiras de passageiros e mistas cujo custo de aquisição ultrapasse o montante definido na Portaria n.º 1 (Projetos de desenvolvimento) – As despesas com projetos de desenvolvimento podem ser consideradas como gasto fiscal no período de tributação em que sejam suportadas. 14º (Peças e componentes de substituição ou de reserva) – Possibilidade de amortização. Elimina-se.  Art. antes da sua entrada em funcionamento. para efeitos fiscais. igualmente. transferindo-se essa exigência para o processo de documentação fiscal. de 25% no caso de laboração em dois turnos e de 50% no caso de ser superior a dois turnos.º 467/2010. 19º e Art 33º do CIRC (Elementos de reduzido valor) . dos encargos com campanhas publicitárias e das despesas com emissão de obrigações. de 7 de julho. serem praticadas e aceites para efeitos fiscais depreciações ou amortizações inferiores às quotas mínimas que decorrem da aplicação das taxas das tabelas anexas ao presente decreto regulamentar. a exigência de evidenciar separadamente na contabilidade a parte do valor dos imóveis correspondente ao terreno. elementos estes cujo período máximo de vida útil se considera. por imposição da alínea e) do n. devendo constar dos mapas das depreciações e amortizações pelo seu valor global. que consiste na amortização em função do número de anos restantes do período de concessão.durante um período mínimo de três anos.  Art.000. aqueles montantes são resumidamente os seguintes: Versão fevereiro 2014 . das diferenças de câmbio desfavoráveis relacionadas com os activos e correspondentes ao período anterior à sua entrada em funcionamento. Houve também a preocupação de atender às especificidades dos activos não correntes detidos para venda e das propriedades de investimento. podem ser totalmente depreciados ou amortizados num só período de tributação.00 euros.  Art. de um ano. numa linha própria para os elementos adquiridos ou produzidos em cada período de tributação. cujos custos unitários de aquisição ou de produção não ultrapassem 1.  Nos termos da portaria.Os elementos do ativo sujeitos a deperecimento. de peças e componentes de substituição ou de reserva.  Art. mediante autorização da Direcção-Geral dos Impostos.Período de tributação 2013 27 . n. 9º (Regime intensivo de utilização dos ativos depreciáveis) – A possibilidade de aplicação de um acréscimo às taxas normais de amortização. 17º.00 euros em 2012). com esta designação. Passa ainda a prever-se expressamente a possibilidade de. 12º (Ativos revertíveis) – A definição de um regime de amortização dos ativos revertíveis.  Art.º 1 do artigo 34º do CIRC (25.

00 25.º 1 do art. Versão fevereiro 2014 .927. Assim.Período de tributação 2013 28 .00 Obs.87 40. com o objetivo de fazer baixar o valor da viatura para não ultrapassar os limites daquela portaria. refere no seu parágrafo 53 que «A quantia depreciável de um activo é determinada após dedução do seu valor residual. por ter sido deduzido o valor residual. o valor da amortização financeira (capital). A aplicação da NCRF 7 (ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS). no caso de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.000. podemos concluir que a dedução do valor residual também é admitida conforme expressamente prevê o n.00 45. ou a partir de 01-01-2010 Período de tributação iniciado em. sempre que for celebrado um contrato de Aluguer Operacional (AOV). a A.000.» Refira-se que. ou a partir de 01-01-2011 Período de tributação iniciado em.Descrição Período de tributação anterior a 01-01-2010 Período de tributação iniciado em. ou a partir de 01-01-2012 Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas convencionais Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas exclusivamente elétricas 29.º 2 que o valor residual é subtraído para efeitos de determinação do valor depreciável ou amortizável.927. poderemos deparar com situações em que.00 50. para 2014. Nos casos em que o contrato fixar um valor da amortização financeira aquém do valor efetivo do bem.T.» Da análise do Decreto Regulamentar n. o período durante o qual se deprecia ou amortiza totalmente o seu valor. quando for caso disso. o que poderá acontecer mais frequentemente nos contratos de locação financeira (leasing). 3º ao firmar: « A vida útil de um elemento do activo depreciável ou amortizável é.000. n..000. com a chamada “reforma do IRC” já ficou expressamente contemplado no artº 31º. o respectivo valor residual. poderá vir a interpretar de forma diferente e fazer os ajustamentos fiscais correspondentes.000.º 25/2009. sendo este o valor determinante para o enquadramento nos limites previstos na portaria atrás referida. Refira-se que estes limites continuam a ser aplicados em 2014 para efeitos de cálculo das depreciações fiscalmente aceites. excluído. o valor da depreciação ficou aquém dos limites de dedutibilidade fiscal previstos.00 30. no tocante à quantia depreciável. Esta situação fará baixar o valor do encargo contabilizado com a depreciação e consequentemente a correspondente tributação autónoma. Neste tipo de alugueres e no tocante aquelas viaturas.000. ficará determinado no contrato.00 29. para efeitos fiscais.87 40.

Refira-se ainda.º 1 do artigo 34.000.º 2 deste artigo. não sejam aceites como gastos.927.» Assim. haverá que ter em atenção se o ativo estava totalmente depreciado/amortizado.00 “” em 2010 € 30. estas quotas perdidas não poderão ser compensadas (recuperadas). ainda tinha período de vida útil remanescente.00 “” em 2011 € 25. 2. no tocante às viaturas ligeiras de passageiros ou mistas que sejam usadas em regime de locação operacional (Renting).87 adquiridas até 2010 € 40. por determinação da parte final do n.Período de tributação 2013 29 . nos termos das alíneas c) e e) do n. « … não podendo.º 5 do art. conforme imagem seguinte: No cálculo das mais e menos valias realizadas (art.000.º 45º. atendendo ao disposto no n. aquando do cálculo das mais ou menos valias realizadas. deverá ser o previsto no art. segundo o qual não são dedutíveis para efeitos da determinação do lucro tributável: «h) Os encargos com o aluguer sem condutor de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.º 1. h).º 46º CIRC). na parte correspondente ao valor das depreciações dessas viaturas que. Vejam-se os dois exemplos seguintes: Versão fevereiro 2014 .» Limites definidos na Portaria 467/2010 de 7/7 € 29. as quotas mínimas imputáveis ao período de tributação ser deduzidas para efeitos de determinação do lucro tributável de outros períodos de tributação. que o gasto aceite para efeitos fiscais. Por outro lado.000.1 – Taxas /quotas perdidas As taxas perdidas acumuladas de um ativo devem ser indicadas na coluna 14 do mapa de depreciações e amortizações modelo 32.00 “” em 2012 e sgts Veja-se o comentário ao campo 732. ou se pelo contrário.º. n. no entanto.º 30 do CIRC.

Sabendo que a taxa máxima fiscalmente aceite nos termos do Dec. à taxa de 10%.000.000.Período de tributação 2013 30 . Foi alienada em 2013 por € 8. foi depreciada na contabilidade pelo método das quotas constantes. linha reta.EXEMPLO PRÁTICO N. quais as consequências fiscais deste tratamento contabilístico? Versão fevereiro 2014 .º 1: Uma viatura (AFT) adquirida em 2009 por € 30. 25/2009 é de 25%. Reg.

EXEMPLO PRÁTICO N.º 1.1:
Um ativo fixo tangível (AFT) adquirido por € 30.000, foi depreciado na contabilidade pelo método das quotas constantes, linha reta, à taxa de 10%. Foi alienado ao fim de 10 anos por € 5.000. Sabendo que a taxa máxima fiscalmente aceite nos termos do Dec. Reg. 25/2009 é de 25%, quais as consequências fiscais deste tratamento contabilístico?

Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

31

3. APURAMENTO DO LUCRO TRIBUTÁVEL (Q.07 DA MOD.22)
3.1. VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

Variações patrimoniais positivas não refletidas no resultado líquido do período (art. 21º) e quota-parte do subsídio respeitante a ativos fixos tangíveis não depreciáveis e ativos intangíveis com vida útil indefinida [art. 22º n.º 1, al. b)]

702

Por regra, virão para este campo todas as variações patrimoniais positivas, não refletidas no resultado líquido do período de tributação. No entanto, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 21º do Código do IRC, não concorrem para a formação do lucro tributável as seguintes variações patrimoniais positivas: «a) As entradas de capital, incluindo os prémios de emissão de Ações, as coberturas de
prejuízos, a qualquer título, feitas pelos titulares do capital, bem como outras variações patrimoniais positivas que decorram de operações sobre instrumentos de capital próprio da entidade emitente, incluindo as que resultem da atribuição de instrumentos financeiros derivados que devam ser reconhecidos como instrumentos de capital próprio; b) As mais-valias potenciais ou latentes, ainda que expressas na contabilidade, incluindo as reservas de reavaliação ao abrigo de legislação de caráter fiscal; c) As contribuições, incluindo a participação nas perdas do associado ao associante, no âmbito da associação em participação e da associação à quota; d) As relativas a impostos sobre o rendimento.»

Relativamente à alínea b), existe um despacho sobre o tratamento das reavaliações (ou revalorizações) não previstas legalmente (Proc. 1794/89, Despacho de 21/12/89), segundo o qual: «As reavaliações do ativo imobilizado não enquadráveis em diploma legal são variações
patrimoniais, que se encontram excluídas na alínea b) do artigo 21º do Código do IRC. Assim sendo, não há lugar à tributação das reservas de reavaliação não constituídas ao abrigo de legislação fiscal. Refira-se, no entanto, que o valor reavaliado não releva, quer para a determinação das reintegrações, quer para apuramento de uma eventual mais-valia realizada.»

Não deveremos no entanto esquecer que, no âmbito dos processos de recuperação de empresas, o n.º 2 do artigo 268º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas (CIRE) refere o seguinte:
«Não entram igualmente para a formação da matéria coletável do devedor as variações patrimoniais positivas resultantes das alterações das suas dívidas previstas em plano de insolvência ou em plano de pagamentos.»

Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

32

Também as prestações suplementares e as prestações acessórias de capital previstas no Código das Sociedades Comerciais (CSC), apesar de variações patrimoniais positivas, não concorrem para a determinação do lucro tributável, por enquadramento na exceção do próprio art.º 21.º do CIRC. Já os subsídios relacionados com ativos não correntes (art. 22º do CIRC), não poderão deixar de ser variações patrimoniais positivas, sendo definido o seguinte enquadramento fiscal:
Subsídios relacionados com ativos não correntes Respeitantes a elementos do ativo depreciáveis ou amortizáveis Outros ativos sem período de inalienabilidade Outros ativos com período de inalienabilidade São rendimento tributável na proporção da depreciação ou amortização, tendo como limite mínimo a quota mínima prevista para esses bens. São rendimento tributável em partes iguais, durante 10 anos São rendimento tributável em frações iguais durante o período de inalienabilidade.

Situações que serão de incluir no campo 702 (exemplos): Subsídio não reembolsável EXEMPLO PRÁTICO N.º 2:
Em 2013, no âmbito de um projeto de investimento com financiamento público a fundo perdido, no valor de 50% do investimento ilegível, foi adquirido um armazém para o exercício normal da atividade da empresa. O valor de aquisição foi de 100.000 € e a comparticipação (subsídio) foi de 50.000 € atribuído em 2013. Qual o valor que concorre para a formação do lucro tributável no período 2013 e seguintes?

Períodos

CONTABILIDADE - SNC
Descrição/Contas Pela aquisição: 432-Edificios a 271- Fornecedores Valor

FISCALIDADE - mod. 22 IRC
Descrição Campo Valor

Cálculos Quota parte do subsídio (parte proporcional às depreciações:

100.000
Nos termos do art. 22.º são tributáveis na proporção das depreciações

100.000x5%x50%

2013

Pela depreciação: 642- Ativos fixo tangível a 438-Depreciações acumuladas

702

2.500

3.750

Valor do terreno: 100.000x0,25 Tax.depreciação: 5% (5%x75.000)

Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

33

Pela depreciação:

2014

642- Ativos fixo tangível a 438- Depreciações acumuladas Pela depreciação:

3.750

Nos termos do art.º 22.º são tributáveis na proporção das depreciações

702

2.500

Terreno: 100.000x0.25 Tax.depreciação: 5% (5%x75.000)

2015

642- Ativos fixo tangível a 438- Depreciações acumuladas

3.750

Nos termos do art.º 22.º são tributáveis na proporção das depreciações

702

2.500

Terreno: 100.000x0.25 Tax.depreciação: 5% (5%x75.000)

…. 2032

…..

…..

...... 702
2.500 50.000
Completou os 50.000 de subsídio atribuído em 2012

Última depreciação

3.750 75.000
Soma tributação do subsídio

Soma depreciações

No entanto, para as aquisições a título gratuito (doações) contabilizadas em “Outras Variações no Capital Próprio”, conta 594, de um ativo fixo tangível, o valor fiscalmente considerado no termos do n.º 2 do art.º 21º do código, deverá ser o valor de mercado, «…não podendo ser inferior ao que resultar da aplicação das regras de determinação do valor
tributável previsto no Código do Imposto do Selo.»

Uma das situações passíveis de enquadrar neste campo são as doações à empresa contabilizadas em contas do ativo. No caso de a empresa receber um imóvel por doação (por exemplo de um dos seus sócios gerentes), este imóvel será contabilizado no ativo por contrapartida de capitais próprios (conta 59.4) pelo valor patrimonial tributário constante da matriz nos termos do CIMI à data da transmissão ou o determinado por avaliação nos casos de prédios omissos ou inscritos sem valor patrimonial (Informação vinculativa no Proc. n..º
1446/08 com despacho de 2009-01-21)

EXEMPLO PRÁTICO N.º 3:
Em 2013 a empresa recebeu por doação do sócio gerente um prédio constituído por um armazém que utiliza na sua atividade normal. O valor patrimonial tributário (VPT) no momento da doação foi 100.000 €. Qual o valor que concorre para a formação do lucro tributável no período 2013 e seguintes?

Versão fevereiro 2014 - Período de tributação 2013

34

000 2013 Pela depreciação: 642. não sendo conhecido esse período de inalienação.º 159/2009. Nada a considerar ------- No entanto tratando-se de um subsídio para ativos não depreciáveis ou com vida útil indefinida (subsídio ao investimento na compra de um terreno. o valor do subsídio concorre para a formação do lucro tributável em partes iguais durante os períodos de tributação em que o ativo seja inalienável.acumuladas 3. são repartidos por cinco anos.25 Tax.Perdas por imp.Períodos CONTABILIDADE – SNC Descrição/Contas Pela doação: 432-Edificios a 594.750 Nada a considerar ------- 2014 642.25 Tax. b).000) 3. ou.000) ….º CIRC) Campo Valor Cálculos Valor de mercado: na falta de valor de mercado superior.000x0. rendimentos (proveitos) e variações patrimoniais que venham a ser reconhecidos após a transição. Os efeitos nos capitais próprios da adoção pela primeira vez dos novos normativos contabilísticos que sejam fiscalmente relevantes.depreciação: 5% (5%x75. Versão fevereiro 2014 .º s 1.º 1. Variações patrimoniais positivas (regime transitório previsto no art.Perdas por imp. 22 IRC Descrição Concorre para a formação do lucro tributável (n.Ativos fixo tangível a 439. igual ao VPT 100.750 Nada a considerar ------- Terreno: 100.acumuladas Pela depreciação: Terreno: 100.º 1 do art.º 21.000x0.Doações Valor FISCALIDADE . em 10 anos (art.depreciação: 5% (5%x75. 5 e 6 do DL 159/2009. 5º do DL n.º 2 art. em partes iguais (primeiro período de tributação em que se adote o novo normativo e seguintes) – n. 5º. n.Período de tributação 2013 35 . só relevam para efeitos fiscais se os gastos (custos). por exemplo). de 13/7) 703 As variações nos capitais próprios que resultarem do reconhecimento ou desreconhecimento de ativos ou passivos ou das alterações da sua mensuração. al.000 702 100. forem também fiscalmente relevantes.Ativos fixo tangível a 439. 22º n.mod.

705) Variação patrimonial negativa dedutível em 5 anos.º 1 2 3 5 5 6 7 Débito 56 – Resultados transitados 56 – Resultados transitados 56 – Resultados transitados 56 – Resultados transitados 372 – Ativo biológico de produção 371 – Ativo biológico consumível 43 – Ativo fixo tangível Crédito POC 431 – Desp.Mensuração dos ativos biológicos de produção (árvores de fruto) pelo método do justo valor: € 12.000. não relevante (não preenche C.000.) Variação patrimonial positiva que não concorre para a formação do Lucro Tributável.00 12.00 Desreconhecimento do custo diferido porque as campanhas publicitárias agora são gasto direto.000.000.000.00. Investimento 56 – Resultados transitados 56 – Resultados transitados 56 – Resultados transitados Valor 1.º 4: À data da transição para as NCRF. é aceite para efeitos fiscais.00 9.500.000.00. porque estas despesas agora são gasto direto. entra no regime transitório (C.EXEMPLO PRÁTICO N.00 Desreconhecimento do ativo POC (despesas de investigação) € 9.Mensuração ao justo valor de um ativo biológico consumível (gado destinado à produção de carne): € 10.º 1 Situação Desreconhecimento do ativo POC (despesas de instalação) por € 1. porque estas despesas são aceites fiscalmente.000.705) Variação patrimonial negativa dedutível em 5 anos.00 10. É relevante.Período de tributação 2013 36 .000.Desreconhecimento do ativo referente a despesas de investigação: € 9.) Variação patrimonial positiva a considerar em 5 anos.00.00.500.00 7.000.00 (aumento de valor) Debita o ativo e credita conta capital 56 Mensuração ao justo valor de um ativo biológico consumível.Desreconhecimento de despesas de instalação: € 1.Prop.Desreconhecimento de campanha publicitária: € 3.000. relevante para efeitos fiscais (C. instalação POC 272 – Custos diferidos POC 43 – Imob. determinada entidade reconhece no seu capital próprio os seguintes ajustamentos: 1 . 2 . por € 3.000.000. porque o justo valor dos ativos biológicos consumíveis. porque o justo valor nestes ativos não é relevante para efeitos fiscais (não preenche C. porque o justo valor destes ativos não é aceite para efeitos fiscais. 6 .000.00 de um ativo fixo tangível.00. 10.00 Credita o ativo e debita conta capital 56 Mensuração ao justo valor de uma propriedade de investimento: € 16.Mensuração ao justo valor (perda de valor) de uma propriedade de investimento: € 16. na data da transição terão sido efetuados os seguintes lançamentos: N.00. relevante (C.000 (aumento de valor) Tratamento fiscal Variação patrimonial negativa dedutível em 5 anos. é relevante porque estas despesas são aceites fiscalmente (C. 5 .00 Fiscalmente terão as seguintes consequências: N. 7 – Revalorização para € 7. sendo o saldo ainda não considerado.000. 703) 2 3 4 5 6 Versão fevereiro 2014 .000. 3 .705) Variação patrimonial negativa não dedutível.00 (perda de valor). Credita o ativo e debita conta capital 56 Mensuração dos ativos biológicos de produção (arvores de fruto) pelo método do justo valor: € 12. que tinha sido todo amortizado até 2009 e continua a ser utilizado normalmente em 2010.000. 4 .00 3.000.00 16. Incorpóreo 42 . Contabilisticamente. A empresa considerou uma vida útil esperada de mais 3 anos.

nº 1.Período de tributação 2013 37 . 21º. para a formação do lucro tributável de 2010 .º 159/2009 e artigo 22º. qualquer perda por imparidade que venha a ser registada. os referidos efeitos nos capitais próprios.º 7/2011 da DSIRC. correspondente àquela revalorização também não é dedutível. como ponto de partida do modelo do custo Os efeitos de qualquer revalorização que não seja suportada por diploma legal. não podem ter consequências de natureza fiscal. Há que analisar a correção efetuada e verificar o seu efeito fiscal à luz do CIRC. de 09 de março. alínea b) do CIRC. «Consequentemente. esta revalorização não é relevante para efeitos fiscais. com a utilização obrigatória a partir e 2009 da percentagem de acabamento. porque a reserva de reavaliação não foi tributada por se encontrar excecionada pelo n. no entanto o acréscimo das depreciações que vierem a ser praticadas sobre esse ativo. divulgada em Maio de 2011.» Ver a Circular n. De referir que as meras correções contabilísticas de erros não se enquadram no regime transitório. também não releva para efeitos de determinação do lucro tributável.º 36-A/2011. Assim. nunca se verifica qualquer valor de produção em curso. haverá que ter em consideração que a eventual produção em curso existente em 31 de dezembro de 2009 terá que ser desreconhecida por contrapartida de resultados transitados. Da mesma forma. concorrem na íntegra.º 1. alínea f) do Dec. uma vez que. Na transição do POC para SNC foi possível (permitido) considerar um justo valor como base no modelo do CUSTO. Versão fevereiro 2014 . o regime transitório previsto no art.transição No tocante ao regime transitório relacionado com os contratos de construção. a propósito do SNCRegime transitório – artigo 5º do Decreto-Lei n. desde que sejam considerados relevantes nos termos Código do IRC e respetiva legislação complementar.º 159/2009. 5º do DL n. não é considerado para efeitos fiscais. 21º do CIRC. CONTRATO DE CONSTRUÇÃO .7 Revalorização do ativo. b) do art. uma vez que a reserva de reavaliação não foi tributada por estar excecionada pelo art.º 25/2009. qualquer perda por imparidade que venha a ser reconhecida. Regulamentar n. veiculado através da informação vinculativa de 2011-07-07 do Subdiretor-Geral (Processo 2011 001844). Assim. Segundo o entendimento da Autoridade Tributária. não se aplica às microentidades (NC-ME) criadas pelo DL n.

000 40.000 2014 6. Estes dois ajustamentos são fiscalmente relevantes.000 2012 6. A eventual provisão para encargos com garantia a cliente terá agora (em 2010 e seguintes) que ser constituída nos termos da NCRF 21. Veja-se o seguinte situação: EXEMPLO PRÁTICO N. ter sido diferido o rendimento correspondente a 5% para garantias. esse valor registado na conta POC 27.º 5: Uma empresa de construção que na sua contabilização seguia o art.000 40.000/5 A somar 703 A somar 703 A subtrair 705 SALDO Total 85.000 29.000 40. no montante de 145. sendo os seguintes os valores a colocar nos campos: Campos /Períodos 2010 6.000 40.000 29. pelo que vão ao regime dos 5 anos.000.000. terá também que ser desreconhecido por contrapartida de resultados transitados. o rédito correspondente aquela produção é de 200.000 200.000 2013 6. 22 do IRC? Débito SNC 56 – Resultados transitados POC Crédito 35 – Produtos e trabalhos em curso Valor 145.000 17.000 17. igualmente por contrapartida de resultados transitados. haverá que reconhecer o rendimento correspondente aquela produção em curso. nos termos da Circular 5/90.Na mesma sequência. significa que a % de faturação foi inferior à % de acabamento.000 29. fechou o balanço de 2009 com um saldo na conta POC 35-Produtos e trabalhos em curso (Contratos de construção).000 40.000/5 145. Quais os ajustamentos de transição a efetuar e os valores a colocar nos campos 703 e 705 da dec.000 17.000 correspondente aos 5% previstos na referida Circular para garantia a clientes.000 POC 274 – Proveitos diferidos SNC 2721 – Devedores p/acréscimo de rendimentos SNC 56 – Resultados transitados SNC 56 – Resultados transitados Todos estes ajustamentos são fiscalmente relevantes.000 17.000 30.000 17. Tendo em conta esta % de acabamento.º 39º do CIRC.000 Cálculos 30.000 29. até 31 dezembro de 2009.º 19º do CIRC e a Circular 5/90. mod. e será aceite nos termos e condições previstos no art. Na conta POC 274-Proveitos diferidos.000 2011 6. Uma vez que tinha produção em curso.Período de tributação 2013 38 . sendo agora esta de aplicação obrigatória.000 Versão fevereiro 2014 . No caso de. tinha um saldo de 30.000/5 200.000 29. razão pela qual serão considerados neste regime transitório previsto neste campo e no campo 705.

º 8 do art. que deixou de ser incluída neste campo. através de resultados (gastos). em dinheiro ou em espécie. deve ser incluída neste campo.º 1 do art. por determinação do n. conforme prevê o n. ainda que expressas na contabilidade. d)As prestações do associante ao associado. se em 31/dez/2013 não existir uma obrigação legal (disposição contratual ou estatutária) ou uma prática reiterada. segundo a qual: «3. Esta situação não se enquadra na alínea c) do art. A este propósito foi entretanto divulgada a Circular n.Período de tributação 2013 39 . no âmbito da associação em participação. ou de partilha do património. nem existir uma convicção ou expetativa fiáveis da gestão no sentido de vir a efetuar estes pagamentos. essa variação patrimonial só vai ser incluída na declaração de rendimentos do ano de 2014. É o caso de uma gratificação de balanço atribuída de forma excecional e não prevista.º 24º. em favor dos titulares do capital.» As variações patrimoniais (positivas ou negativas) decorrentes da adoção do método da equivalência patrimonial.º 45º a expressão ―até ao fim do período de tributação seguinte‖ deve ser entendida. 24º) 704 Qualquer variação patrimonial negativa não refletida no resultado líquido contabilístico e que pela sua natureza preencha os requisitos de aceitação como gasto para efeitos fiscais (art. deixando assim de influenciar o resultado tributável do ano a que respeitam os lucros. não concorrem para a determinação do lucro tributável. Relativamente à restrição prevista na alínea m) do n.º 1 do artigo 24º do Código do IRC. a título de remuneração ou de redução do mesmo. e)As relativas a impostos sobre o rendimento. c)As saídas. devendo os rendimentos provenientes dos lucros distribuídos ser imputados ao período de tributação em que se adquire o direito aos mesmos.Variações patrimoniais negativas não refletidas no resultado líquido do período (art. 18º do CIRC. Quanto às remunerações atribuídas a título de participação nos lucros.º 9/2011 de Maio. estando associada a uma remuneração de trabalho dependente e não a uma distribuição de lucros. com as exceções aí previstas: «a)As que consistam em liberalidades ou não estejam relacionadas com a atividade do contribuinte sujeita a IRC. no presente caso como respeitando ao período de tributação seguinte àquele a que Versão fevereiro 2014 . 23º). bem como outras variações patrimoniais negativas que decorram de operações sobre instrumentos de capital próprio da entidade emitente ou da sua reclassificação. b)As menos-valias potenciais ou latentes. uma vez que a variação patrimonial negativa assume as mesmas características do gasto do ―custo esperado‖ que não pôde ser reconhecido anteriormente. 4.

devem ser aqui também tidos em conta. al. Versão fevereiro 2014 .º 1.Pessoal / Sócio gerente É considerado gasto fiscal em 2014. A remuneração mensal média do sócio gerente (salário x 14 / 12) registada a título de remuneração daquele gerente em 2013. Veja-se o seguinte exemplo: EXEMPLO PRÁTICO N. 22.mod. 2013 Nada contabilizado (NCRF 28) ---- Nada a considerar ---- ---- NÃO é gasto contabilístico nem fiscal Até ao limite do dobro da remuneração mensal auferida em 2013 (art.º 1. aquando do preenchimento desta mod. quer aos gerentes ou administradores.n) Pela contabilização da Ata da Assembleia geral: 70.º 1.º n. As consequências fiscais da situação exposta serão as seguintes: Períodos CONTABILIDADE – SNC Descrição/Contas Valor FISCALIDADE . não são considerados para a determinação do lucro tributável. sem que isso estivesse previsto no fecho de contas de 2012. não ficou registada em 2013.500 (*) (*) – Uma vez que se trata do período seguinte aquele a que os lucros foram gerados. Em 2014 contabilizou essa importância em Resultados Transitados. quer ao pessoal.000 € ao seu SÓCIO GERENTE. n). Uma vez que não era previsível tal atribuição.º 6: Uma sociedade atribuiu em Assembleia Geral realizada em 2014 a título de participação nos lucros de 2013 a quantia de 70. Caso aqueles montantes não tenham sido colocados à disposição dos beneficiários até aquela data.º n. pode verificar-se na situação em que foi este ano decidido na Assembleia de março atribuir gratificações por aplicação de resultados.000 704 + 3.Res.750 €.º 45. Os comentários ao campo 735 (art. foi de 1. desde que seja colocado à disposição dos beneficiários até 31.m) . 22 IRC Descrição Campo Valor Obs. 2014 (art.respeita o lucro e não ao período de tributação seguinte àquele em que ocorreu a variação patrimonial negativa.000 + 30. por aplicação dos resultados de 2012.000 € ao pessoal e 30.º 45. n.» A utilização deste campo em 2013.2014 70. 45º.Período de tributação 2013 40 .000 2014 56. transitados a 23.dez. que detém 50% do capital da sociedade. já se sabe se foram colocados à disposição dos beneficiários até 31 de dez.

aplica a NCRF 3 e a NCRF 18. deduzindo no Q. O ajustamento efetuado em 2009 foi dedutível para efeitos fiscais em 2009.400. Ver a Circular n. no âmbito dos movimentos de transição para o SNC. com as necessárias adaptações. € 100. reconhecendo novo ajustamento em inventários no valor de € 500. por contrapartida de resultados transitados (conta 56).€ 9.00.º s 1. al. 5 e 6 do DL 159/2009. 1.00 (€ 10. 5º. O montante a colocar no Q.º 7: Em 2009-12-31. terá reconhecido o aju stamento em inventários no valor de € 600. 2. no valor de € 500. tendo em conta o conhecimento dos seguintes dados:    Custo de aquisição dos inventários: € 10.00 em cada ano (2010 a 2014). n.º 159/2009 e artigo 22º.€ 8. é de € 100. Preço de mercado dos inventários: € 9.00). Quanto ao ajustamento efetuado em 2010-01-01. 2. No exercício de 2009. Regulamentar n. alínea f) do Dec.00 . desde que o Valor Realizável Líquido se mostre bem suportado. 07.00 (€ 9. ter ainda em atenção o referido relativamente ao campo 754.25/2009). No preenchimento deste campo. f) do D. Valor Realizável Líquido: € 8.00 .900. EXEMPLO PRÁTICO N.00. 22º.000.R. é dedutível de acordo com o regime transitório em 5 períodos. Versão fevereiro 2014 . 07. campo 705. divulgada em maio de 2011 a propósito do SNC-Regime transitório – artigo 5º do Decreto-Lei n.Período de tributação 2013 41 .00.00).000. a empresa STOCKS verificou a necessidade de efetuar um ajustamento nos seus inventários.400. no tocante a despesas ou encargos plurianuais contabilizados como custo na vigência do POC e ainda não aceites fiscalmente (art. de 13/7) 705 Os comentários relacionados com este campo estão incluídos no campo 703.400. Fiscalmente.Variações patrimoniais negativas (regime transitório previsto no art. Em 2010-01-01. 1.º 25/2009.900.º 7/2011 da DSIRC.00. Os procedimentos contabilísticos e fiscais que a empresa deve adotar serão os seguintes: Contabilisticamente.00 em cada ano.

º 8/2010.º 8: Uma empresa de construção que na sua contabilização tinha adotado a Diretriz Contabilística DC 3 para determinação dos resultados dos contratos de construção (% de acabamento). Em termos contabilísticos. Uma vez que. para as empresas que já adotavam este critério com base na Diretriz Contabilística n. Uma vez que já seguia o método da % de acabamento. 19º do CIRC).32. por contrapartida de acréscimo de proveitos (271).º 19º do CIRC complementado pela Circular n. Nos termos da NCRF 19. ou seja 8.Período de tributação 2013 42 .º 19º do CIRC e Circular 5/90. apresenta a seguinte situação em 31 dezembro de 2009: % de faturação 40% e % de acabamento 42%. ficou estabelecido o mesmo prazo de cinco anos para reverterem as correções fiscais que vinham efetuando.07 da diferença apurada. Este entendimento está vertido na Circular n. procedeu à anulação no Q. no valor de 40. Com o objetivo de garantir a igualdade de tratamento entre os sujeitos passivos que já aplicavam o critério da percentagem de acabamento (Diretriz Contabilística n. (utilizando a % menor). procedeu na contabilidade ao reconhecimento do rédito correspondente (conta 72). tinha que obedecer ao art. 22 de 2009). esvaziando assim a produção em curso ainda não faturada no montante de 32. 22 do IRC? Versão fevereiro 2014 .º 3/91) e os que faziam a contabilidade de acordo com o art. para efeitos fiscais (mod.000. da DSIRC. Vejamos um exemplo.000 (40. que adiante se transcreve. foi abandonado o “método do contrato de construção completado” que estava previsto na Diretriz Contabilística (DC) n.000. a determinação do resultado apenas tem por base a percentagem de acabamento.000) Quais os ajustamentos de transição a efetuar e os valores a colocar nos campos 706 e 707 da dec.Alteração do regime fiscal dos contratos de construção (correções positivas) Alteração do regime fiscal dos contratos de construção (correções negativas) 706 707 São exemplos de correções a incluir nestes campos.000 . mod.º 19º do CIRC e Circular 5/90. EXEMPLO PRÁTICO N.º 5/90.º 3/91 e que antes procediam às correções fiscais exigidas pelo anterior art. coincidente agora com as regras fiscais (art.º 3 /91. as alterações decorrentes da aplicação do critério da percentagem de acabamento.

da DSIRC a seguir transcrita.Período de tributação 2013 43 . e por razões de igualdade de tratamento entre sujeitos passivos. que na contabilidade são reconhecidas de imediato como gasto.º 3 do mesmo artigo. mas sim os campos 703 e 705 como vimos. apesar da aproximação.400 1. Veja-se a decisão administrativa 217/10 de 09-03-2010 da DSIRC.Débito Crédito Valor Uma vez que a empresa já aplicava a DC 3 na elaboração da sua contabilidade.600 2011 8.000/5 A somar 706 A subtrair 707 SALDO Total 8. 18º. nos seguintes montantes: Campos /Períodos 2010 8.600 Cálculos 40.600 2014 8. que de seguida se transcreve: «Assunto: Obras efetuadas por conta própria e vendidas fracionadamente – art.07 aquela diferença relacionada com a transição e fiscalmente relevante (reversão das correções efetuadas).º 159/2009.000 6. 18º do Código do IRC (alterado. 2. não preenchem estes campos. juntamente com os outros ajustamentos fiscalmente relevantes existentes.000/5 32. de 13 de Julho).600 2012 8.400 1. Há que continuar a fazer a distinção entre contratos de construção (art.400 1. situação que não é aceite na fiscalidade.000 6. podem subsistir diferenças na fiscalidade em relação à contabilidade.400 1.000 6.600 2013 8.º 6 do art. 18º do CIRC 1.400 1. renumerado e republicado pelo Decreto-Lei n. não terá que efetuar qualquer ajustamento contabilístico de transição. n.º 6). que era coincidente com o tratamento contabilístico previsto na NCRF 19. os sujeitos passivos que contabilizavam os contratos de construção de acordo com o art.000 Naturalmente. logo que seja provável que os gastos do contrato excedam o rédito do mesmo (NCRF 21-Provisões para contratos onerosos). De acordo com o n. No entanto.000 6. É o caso das perdas esperadas.Na data da entrega das frações. deverá regularizar no Q. ou Versão fevereiro 2014 . ainda que não sejam conhecidos exatamente os custos totais das mesmas. Contudo.º 19º do CIRC e Circular 5/90. atendendo à Circular n. a determinação dos resultados nas obras efetuadas por conta própria vendidas fracionadamente é efetuada à medida que as frações forem sendo concluídas e entregues aos adquirentes. Interligando esse normativo com o disposto na alínea a) do n. conclui-se que o rédito das vendas das frações autónomas se considera realizado: .000 6. 19º do CIRC) e obras efetuadas por conta própria e vendidas fracionadamente (art.º 8/2010.

6. nos casos de obras cujo ciclo não ultrapasse 12 meses de execução. 19º. 5. se anterior. aplica-se a regra geral (art. n.º 19º do CIRC. Aliás. relativamente aos contratos de construção cujo ciclo de produção ou tempo de execução seja superior a um ano.º 3. na prática. «ainda que não sejam conhecidos exatamente os custos totais das mesmas». com despacho concordante de 2011-02-10.. ainda que iniciada num período e terminada noutro. E mantendo-se o pressuposto de que deve existir o balanceamento dos rédito e dos gastos. tendo por referência a fase de acabamento no final do período de tributação 2) ou reconhecendo a totalidade dos réditos e gastos em resultados apenas no final da atividade subjacente ao contrato. Logo.)).º 1586). que acaba. a celebração de um contrato de promessa de compra e venda não determina.º 6 do art. Permitia-se. c. 18º refere expressamente. ii)Nos restantes casos. publicada pelo Aviso n. 4. por si só. O facto de não terem sido suportados todos os gastos imputáveis à fração vendida não justifica que não se apure o rédito da venda. ou seja. por se aproximar das regras da percentagem de acabamento. conclui-se que a quantia (fiavelmente) estimada correspondente aos gastos ainda não incorridos mas que sejam imputáveis à fração vendida (p.» As regras do art. disponível no portal das finanças. numa óptica de balanceamento entre benefício e custo (ver § 44 da Estrutura Conceptual do Sistema de Normalização Contabilística. 3. Caso a duração não seja superior a 12 meses. No novo Código. n. segundo a qual. ou seja. o apuramento do rédito da venda. o apuramento dos resultados fiscais é feito de acordo com a opção contabilística do sujeito passivo. Em 2014. o legislador pretendeu assegurar que a determinação dos resultados seja feita. que fosse considerado como receita antecipada a parte do proveito correspondente aos custos estimados que ainda não tinham sido suportados (cf. 19º do CIRC só se aplicam quando o ciclo de produção ou tempo de construção seja superior a um ano. com a chamada reforma fiscal. obrigatoriamente.º 15652/2009): 1) ou periodizando os réditos e gastos do contrato. uma quota-parte dos gastos com jardins. que os réditos e os gastos relacionados com a mesma transação devem ser reconhecidos simultaneamente. tendo como limite o lucro nulo. regra do balanceamento. a não ser que a fração autónoma seja entregue ao cliente. na sua parte final. o alinhamento com a contabilidade (NCRF 19) foi total.Na data em que se opera a transferência da propriedade (através do contrato de compra e venda ou documento equivalente). uma vez que o n. mas comecem num período e terminem no seguinte. ex. etc. foi divulgada uma informação vinculativa (Processo 2010 004075. 18º. A este propósito. foi sancionado o seguinte entendimento: «i)Na redação do n. o rédito concorre para a formação do lucro tributável logo que se considera realizado. sim.» Versão fevereiro 2014 . na anterior redação).Período de tributação 2013 44 .º 5 do art.º 1 do art. PIV n. piscina. tal como no anterior. segundo o critério da percentagem de acabamento.) deve ser considerada na determinação do respetivo resultado tributável. o anterior Código também não permitia o adiamento da tributação do proveito da venda de uma fração nos casos em que não tinham sido suportados os custos necessários para o seu acabamento.

Deixa de ser considerado o diferimento de 5% do rédito. Também não são dedutíveis para efeitos fiscais as perdas esperadas eventualmente contabilizadas e incluídas no resultado líquido.º 3 do código. O contrato prevê que a construção seja efetuada durante o período de 2 anos. embora sujeitas aos limites fiscais previstos no art.º 1. 19º.000.000) 70% Custos …… 560.900.000 Lucro fiscal de 2013: 75.Período de tributação 2013 45 .500 (630.500 Obras em curso: 40. Antes em POC: • • • • • % faturação: (630. EXEMPLO PRÁTICO N. quer para efeitos fiscais. % acabamento.630. art.000 Ano 2013: Gastos incorridos --------------------.000 Com o novo método. Neste primeiro ano.º 9: Em 2013. n.000-630. os custos incorridos ascendiam a € 600. O rédito e os gastos fiscalmente imputáveis ao período de tributação 2013 serão: Rédito do contrato ------------------. data do relato. e aceitam-se para efeitos fiscais. nunca se verifica valor de produção em curso no final do período de tributação. os movimentos ficarão assim esquematizados: Versão fevereiro 2014 .000 / 900.000.000 / 800.º 5 do CIRC.000. falta reconhecer mais (675.000) 45. as provisões para garantias a clientes.000 de rédito do período.600. a sociedade “Empreitadas e Construções.00 e o montante faturado foi de € 630.00 e os gastos estimados são de € 800.000 Gastos do contrato (estimados) -. alínea b) e n.000 -5%) Lucro Fiscal… 38. como acontecia anteriormente. Lda” celebrou um contrato de construção com a Câmara Municipal para a construção de uma escola.000*70%) Proveitos … 598.800.000/900. aquando do encerramento de contas. n.000 = 75% .000 Montante faturado ---------------.000=70%) % faturação abandonado % acabamento = 600.000 * 75% = 600. 39º.000.A vigorar para feitos contabilísticos e fiscais Gastos do período: 800.000 (800. Serão reconhecidas para efeitos fiscais no período em que efetivamente ocorrerem.000.000 Como já reconheceu um rédito de 630.000 Rédito do período: 900. Em Ts.000 (630. quer para efeitos contabilísticos. o preço de venda estabelecido com o cliente foi de € 900.000 * 75% = 675.

p/ acréscimos 45.º 159/2009. veio alterar a redação do art. o Decreto-Lei n. ou após. e que aqui se reproduz: «Razão das Instruções Tendo sido suscitadas dúvidas quanto ao tratamento fiscal dos contratos de construção face à nova redação do art.º. em tudo o que não seja contrariado pelo disposto no Versão fevereiro 2014 .º do Código do IRC. introduzida pelo Decreto-Lei n. Portanto. aprovado pelo Decreto-Lei n. 2012 ) (31-12-2012) 2014 45.º 5/90.000 225. 3. cred. 1 de Janeiro de 2010.72 – Prest. 17. na definição dada nos respetivos normativos contabilísticos. designadamente. regime esse que veio a ser explicitado através da Circular n. ou após. o resultado líquido do período determinado com base na contabilidade e eventualmente corrigido nos termos do Código. de serviços 272 – Dev. renumerou e republicou o Código do IRC. Até à entrada em vigor do Decreto-Lei n. o tratamento fiscal dos contratos de construção.000 900.º 159/2009.000 Já foi divulgada a circular n. passando o regime fiscal aí instituído a aplicar-se aos designados ―contratos de construção‖ cujo ciclo de produção ou tempo de execução seja superior a um ano. E se. são aplicáveis as regras contabilísticas. relativamente aos períodos de tributação que se iniciem em.000 900.000 45. adaptando-o ao novo referencial contabilístico (nomeadamente o Sistema de Normalização Contabilística. aprovada por Despacho do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. da Direção de Serviços do IRC. Tratamento fiscal nos períodos de tributação que se iniciem em. lícito é concluir que em tudo o que o Código não preveja uma regra fiscal própria. que alterou.º 159/2009.Período de tributação 2013 46 .º 8/2010. de 1990-01-17. de 13 de Julho.000 270. 19. o apuramento do resultado fiscal em relação às designadas obras de caráter plurianual obedecia ao regime previsto no art.000 21 – Clientes 2013 2014 630. divulgam-se os seguintes esclarecimentos: 1.000 ( Fact. 19º do Código do IRC. relativa a este assunto.º do Código do IRC. nos termos do art. Tendo por objetivo a adaptação do Código do IRC às normas internacionais de contabilidade adotadas pela União Europeia e ao Sistema de Normalização Contabilística (SNC) e como pressuposto básico a aproximação entre a contabilidade e a fiscalidade. 2.º 158/2009.000 2013 630. 19. de 13 de Julho). de 13 de julho. de 13 de Julho. 2010-01-01 4. o lucro tributável tem por base.

Código do IRC (art. de 13 de Julho. constitui rendimento fiscal no período de tributação em que se verificar a recepção definitiva da obra. Por sua vez. Mantém-se a não dedutibilidade do gasto associado a perdas esperadas previsto nos normativos contabilísticos.º 5/90 6. a par dos demais custos estimados do contrato.º do CIRC e pela Circular n.º 159/2009. dado que se acolheu no Código do IRC o tratamento contabilístico. Sujeitos passivos que contabilizavam de acordo com o artigo 19. Esta provisão vai constituir uma das parcelas do numerador da fração utilizada para a determinação da percentagem de acabamento. tenham contabilizado a provisão para garantias a clientes.º 5/90 5. Isto sem prejuízo do recurso a regras estabelecidas em legislação específica para o respetivo setor de atividade. a partir do momento em que este Decreto-Lei se tornou aplicável. Durante o período de garantia. De salientar que. à medida que vão sendo incorridos os dispêndios relativamente aos quais foi originalmente reconhecida. assumindo que se tratava de uma alteração de política contabilística (aplicando-a retrospectivamente). Isto porque nos períodos de tributação anteriores a 2010 tal provisão não estava prevista no Código do IRC. 39. os ―custos estimados de rectificar e garantir os trabalhos. Gasto associado a perdas esperadas 13. 8.º do Código do IRC e explicitado na Circular n.º 1 ou 5 do art. E porque as alterações constantes do Decreto-Lei n. à data da transição para os novos normativos contabilísticos. caso os sujeitos passivos.Período de tributação 2013 47 . a quantia – acumulada – registada a débito de resultados transitados constitui uma variação patrimonial negativa que não pode concorrer negativamente para a formação do lucro tributável. ou noutras disposições que lhes sejam aplicáveis. não podem continuar a efectuá-las. por essa razão. existir.º do Decreto-Lei n. a partir do período de tributação que se inicie em. aplica-se-lhes o mesmo prazo (de cinco anos) para ―reverterem‖ as correções fiscais que vinham efectuando. porventura. revogada. na parte em quer tenha sido reconhecido como gasto fiscal.º 159/2009.º 5/90 na Declaração modelo 22. obedece às regras previstas na Norma Contabilística e de Relato Financeiro (NCRF) 19 ou na Norma Internacional de Contabilidade (IAS) 11. a conta da provisão vai sendo debitada por contrapartida de uma rubrica de meios financeiros ou de contas a pagar. consoante o normativo que é utilizado pelo sujeito passivo.º e com a Circular n. (g) do § 17 da NCRF 19 e (g) do § 17 da IAS 11]. com o limite estabelecido no n.º 1 do art. 12.º 5/90 às obras de caráter plurianual e que. deixou de fazer sentido a manutenção da Circular n. 1 de Janeiro de 2010. O saldo remanescente que. Versão fevereiro 2014 . sendo adicionada aos demais custos incorridos até à data. ficam sujeitos à aplicação do regime transitório previsto no n. tiveram de proceder a ajustamentos contabilísticos em resultado da adoção pela primeira vez da NCRF 19 ou da IAS 11. 11. ou após. 19. de 13 de Julho. tiveram como pressuposto base a convergência entre a contabilidade e a fiscalidade. Provisão para garantia a clientes 9. 5.º 5/90 – a qual continha várias regras que afastavam o regime fiscal das obras de caráter plurianual do respetivo regime contabilístico – considerando-se.º 5 do mesmo artigo.º do CIRC passa a ser dedutível. no denominador da fração são incluídos. 19. A provisão para garantias a clientes prevista na alínea b) do n. 10. 19. Os sujeitos passivos que vinham aplicando na sua contabilidade o tratamento fiscal previsto no art. Por esse facto e porque deve ser garantida a igualdade de tratamento entre estes sujeitos passivos e os que aplicavam na sua contabilidade as regras fiscais. Revogação da Circular n. por conseguinte. Sujeitos passivos que contabilizavam de acordo com as regras contabilísticas 7. Quanto aos sujeitos passivos que vinham aplicando a Diretriz Contabilística 3/91 e que procediam às correções fiscais exigidas pelo art.º). incluindo os custos esperados de garantia‖ [cf.

também para efeitos fiscais. contando-se. desde então. de 29 de Janeiro e alterado e republicado pelo Decreto-lei n. Por fim. Direção-Geral dos Impostos. Versão fevereiro 2014 . José António de Azevedo Pereira» Refira-se por último que. em 22 de Julho de 2010 O Diretor-Geral. que a data da conclusão da obra coincide com a data da assinatura do auto de recepção provisória. quando as diferenças resultarem de ajustamentos contabilísticos decorrentes da adoção pela primeira vez em 2010 dos novos normativos. respetivamente. só ocorre findo o período de garantia. devem ser utilizados os campos 703 ou 705. à semelhança do estabelecido no Código Civil (Capítulo XII – Empreitadas) e no Código dos Contratos Públicos (Parte III) aprovado pelo Decreto-Lei n. de 2 de Outubro. A recepção definitiva.Data da conclusão da obra 14.º 278/2009. formalizada em auto.Período de tributação 2013 48 . entende-se.º 18/2008. o prazo de garantia legalmente estabelecido ou estipulado no contrato. conforme resultem variações positivas ou negativas.

º 2 do art. nos termos do n. o qual refere: «Os lucros ou prejuízos do exercício. Enquanto que nas sociedades transparentes é imputada aos seus sócios a matéria coletável. dos agrupamentos complementares de empresas e dos agrupamentos europeus de interesse económico. e estão obrigadas ao cumprimento de todas as obrigações declarativas. são também imputáveis diretamente aos respetivos membros. neste campo deverão ser inscritos a matéria tributável ou o prejuízo imputados aos membros das sociedades transparentes e aos Agrupamentos Complementares de Empresas (ACE) e Agrupamentos Europeus de Interesse Económico (AEIE). Assim. por determinação do artigo 12º do CIRC. 6º) 709 O regime da transparência fiscal é caracterizado pela imputação direta aos sócios ou membros dos resultados tributáveis das sociedades a ele sujeitas. ACE ou AEIE (art. Importa realçar aqui o porquê da distinção entre matéria coletável e lucro tributável. nos ACEs e nos AEIEs. será imputado o lucro ou prejuízo fiscal. as sociedades abrangidas pelo regime de transparência fiscal estão sujeitas ao pagamento das tributações autónomas.» Quando forem distribuídos lucros aos sócios que sejam sociedades. Embora não sendo tributadas em IRC. designadamente modelo 22 de IRC e IES/DA com os anexos aplicáveis. estas devem deduzir no campo 771. a fim de evitar a dupla tributação. os lucros distribuídos (quando estes se encontrem incluídos no resultado líquido). que se constituam e funcionem nos termos legais.Período de tributação 2013 49 . com sede ou direção efetiva em território português. depois de deduzidos os prejuízos de períodos anteriores e que nunca é inferior a zero. Versão fevereiro 2014 . integrando-se no seu rendimento tributável. 6º do CIRC. apurados nos termos deste Código.CAMPOS A ACRESCER Matéria coletável / lucro tributável imputado por sociedades transparentes.

18º. o chamado método do lucro nulo. fazer as correções adequadas ao resultado líquido do exercício a que os custos ou proveitos digam respeito. Caso não seja possível estimar com fiabilidade o desfecho de uma transação que envolva uma prestação de serviços. n. que se mantém em vigor e segundo o qual. «As componentes positivas ou negativas consideradas como respeitando a períodos anteriores só são imputáveis ao período de tributação quando na data de encerramento das contas daquele a que deviam ser imputadas eram imprevisíveis ou manifestamente desconhecidas.º 2 do art. 18º do CIRC. «competirá aos serviços de fiscalização no âmbito de análise interna ou externa o controlo da matéria coletável. sempre que comprovadamente. da DGCI. Neste caso. 18º do CIRC. para efeitos fiscais. Refira-se a existência do Ofício Circulado n. Pretende-se dar um cumprimento rigoroso à periodização do lucro tributável.º 14/93. não sejam consideradas componentes negativas ou positivas do lucro tributável do exercício da sua contabilização. n.» Assim.º 5) 711 Nos termos da NCRF 20 (RÉDITO). líquida de descontos comerciais e de quantidade. o justo valor da retribuição pode ser menor do que a quantia nominal de dinheiro recebido ou a receber.» Vendas e prestações de serviços com pagamento diferido: diferença entre a quantia nominal da contraprestação e o justo valor (art. evitando que haja.º 2) 710 756 Nos termos do n. a mensuração deve ser efetuada pelo justo valor da retribuição recebida ou a receber.Período de tributação 2013 50 . não concorrerão para a determinação do resultado tributável de outro período. 18º. diferimentos não justificados de rendimentos ou gastos. tais gastos ou rendimentos forem previsíveis/estimáveis e quantificáveis no período a que dizem respeito. nos termos do art. determinada com base em declaração do contribuinte. quando. apenas na medida em que sejam recuperáveis os gastos reconhecidos. a diferença é reconhecida como rédito de juros.Correções relativas a períodos de tributação anteriores (art. devendo os mesmos. Versão fevereiro 2014 . Quando o influxo de dinheiro ou equivalentes de dinheiro for diferido. deve reconhecer-se o rédito. de 23 de novembro. sem prejuízo da penalidade ao caso aplicável.

por € 1. a sociedade “Prazos” vendeu uma mercadoria dos seus inventários. nos termos do n. « Os réditos relativos a vendas e a prestações de serviços são imputáveis ao período de tributação a que respeitam pela quantia nominal da contraprestação.º 10: No final do período de tributação 2013.5 1. Sabendo que o justo valor da contraprestação é de € 990.000 10 ---- 2014 4.00 e que nos anos 2014 e 2015 reconheceu o rédito de juros. sempre que se verifica um tratamento contabilístico diferente deste. não foi tida em conta qualquer taxa de juro. uma vez que implicam nos períodos seguintes ajustamentos em sentido inverso.2 -Diferimentos 28.1 – Juros Ano 2015 5.» Assim. previstas no artigo 18º do CIRC.5 --------5. sendo que.Para efeitos fiscais.000. tendo-se ficcionado valores Lançamentos em T da Venda: (Taxa de juro ficcionada) 71 – Vendas Ano 2013 990 79. EXEMPLO PRÁTICO N. as consequências fiscais deste procedimento são as seguintes: Descrição / Período Rédito contabilístico incluído no resultado líquido do período Quantia nominal da contraprestação (art.2 -Diferimentos 28.: No cálculo do rédito de juros. n.5 --------4.º 5 do CIRC) Acresce Q. 18º. 2013 990 1. mantêm-se as regras gerais de reconhecimento.5 Obs. haverá que proceder ao correspondente ajustamento neste campo. Refira-se que estes ajustamentos são sempre temporários.2 -Diferimentos Versão fevereiro 2014 . a crédito (prazo de 2 anos) sem juros.00.07 – Campo 757 para os dois períodos.º 5.5 5.Período de tributação 2013 51 .07 – Campo 711 Deduz Q.1 – Juros Ano 2014 4.5 4.000 10 21 – Clientes 28.5 79.5 2015 5.

com Despacho de 2010-02-02. da Diretriz Contabilística n.diferidos Ano 2015 1. o montante desses pontos era reconhecido contabilisticamente através de uma provisão. divulgado através da Decisão Administrativa 2010 000101 de 19-02-2010 da DSIRC.375 8122 – Imp.Programa de Fidelização de Clientes: Desreconhecimento de provisão e reconhecimento de rédito diferido. nesse exercício. do Diretor Geral Conteúdo: Na sequência do tratamento contabilístico — consensual — a que refere a Interpretação IFRIC 13 — Programa de Fidelização de Clientes. pelo entendimento da Administração Fiscal. Anteriormente.125 274 – Imp. no futuro. por crédito de ―Resultados Transitados‖. fosse desreconhecida. Processo: 2010 000101. nos programas de fidelização de clientes (por ex. diferido 1.Objetivos das demonstrações financeiras e princípios contabilísticos geralmente aceites. que se transcreve: «Decisões Administrativas 2010 000101 Data: 10-02-2010 Origem: DSIRC Assunto: CIRC – Art. produtos gratuitos ou com desconto) o rédito correspondente à quantia dos pontos possa ser diferido.Lançamentos em T dos Impostos Diferidos: (Taxa de 25% de IRC) 274 – Imp. 18º do CIRC . revista em 2005. Esse diferimento não é aceite fiscalmente. Versão fevereiro 2014 .125 8122 – Imp. a política contabilística relativa ao reconhecimento da obrigação de proporcionar produtos ou serviços gratuitos ou com desconto a título dos programas de fidelização de clientes decorrente da atribuição de ‗Pontos‖. A alteração da política contabilística determinou que a ―Provisão para Pontos‖ que havia constituído que não era aceite fiscalmente. diferido 1.º 18 .diferidos Ano 2014 1.diferidos Ano 2013 2.375 Questão: A norma interpretativa IFRIC 13 (International Financial Reporting Interpretations Committee) prevê que. pontos atribuídos ao cliente que lhe vão permitir receber. a requerente viu-se obrigada a alterar.Período de tributação 2013 52 . diferido 2. aquando da venda de um bem ou serviço. aplicável aos sujeitos passivos já no exercício de 2009 por força da hierarquia definida no ponto 13.5 8122 – Imp.5 274 – Imp.Efeitos da adoção da IFRIC 13 .

23º do mesmo diploma. entre refletir contabilisticamente essa responsabilidade como provisão ou como redito diferido.º 1 do art. mereceram e vêm merecendo uma atenção especial do legislador. Portanto. No entanto.º 159/2009. os efeitos que um proveito/rédito diferido provoca na determinação do lucro tributável são. «na parte da componente separadamente identificável». estes movimentos geraram.º 1 do art. Daí que. os quais. o respetivo organismo internacional de normalização contabilística. Embora a politica de concessão de ―Pontos‖ se traduza (tal como acontecia no passado) numa obrigação assumida pela requerente de. temos: Embora de natureza contabilística diferente. de 13 de Julho e também à luz do Código do IRC com a redação e numeração vigente. semelhantes aos provocados por um custo/gasto ou por uma variação patrimonial negativa. Ora. em tudo. por um lado. tenham de estar expressamente previstas no Código. 23º do CIRC. os custos/gastos que um sujeito passivo previa(vê) que iria(vai) suportar mas que ainda não suportou [por exemplo. Como a designada ―Provisão para Pontos‖ constituída peto sujeito passivo não estava expressamente prevista no Código. 24º conjugado com o n. tinha de ser anualmente corrigida para efeitos de determinação do lucro tributável. era mais correcto reconhecê-la como rédito diferido.E como a alteração da política devia ser aplicada retrospectivamente. Nos períodos de tributação futuros. para efeitos fiscais. com a redação anterior à que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n. eram (são) contabilizados em contas do passivo. por exemplo. através da Interpretação IFRIC 13. de acordo com o n. qualquer um deles constitui uma componente negativa do lucro tributável. Com efeito. são considerados custos/gastos os que comprovadamente sejam indispensáveis para a realização dos proveitos/ rendimentos sujeitos a imposto ou para a manutenção da fonte produtora.º 1 do art. uma variação patrimonial negativa. correspondente à totalidade dos ―Pontos‖ atribuídos e ainda não resgatados até à data. atribuir-lhes bens ou serviços gratuitos ou com desconto no futuro. nas condições previamente estabelecidas e por eles conhecidas. o diferimento do rédito vai implicar o adiamento da tributação de um rédito fiscalmente já realizado. por outro lado. sendo a mesma diferida até ao momento em que o cliente resgata os ―Pontos‖ por si acumulados. as provisões para serem fiscalmente aceites. implicando o reconhecimento de um proveito/rédito diferido por contrapartida de um débito de ―Resultados Transitados‖. caso o cliente não resgate os ―Pontos‖. em resultado dos serviços prestados aos seus clientes. uma variação patrimonial positiva e. procedeu-se à reversão dos proveitos reconhecidos em períodos anteriores. os pressupostos associados ao reconhecimento da responsabilidade por via da provisão ou do proveito/rédito diferido são os mesmos.. chegou a consenso que.º 1 do art. trocando-os por determinados produtos ou serviços ou. a aceitação fiscal do diferimento de um proveito/rédito vai depender da verificação das condições impostas aos custos/gastos pelo n. o que é imputado aos créditos de prémio é uma parcela do «justo valor da importância recebida ou a receber relativamente à venda inicial». Logo. uma vez que como refere a própria IFRIC 13.Período de tributação 2013 53 . mas incertas quanto ao seu valor ou data de ocorrência. no seu ponto 5. no âmbito do POC (e também no âmbito do SNC e das NIC). 23º do CIRC e às condições impostas às variações patrimoniais negativas pelo n. Versão fevereiro 2014 . Como consequência da comprovação da indispensabilidade dos custos/gastos exigida por este normativo. até ao respetivo prazo de validade. obrigação essa que só se vem a concretizar se os clientes utilizarem os ―Pontos‖ antes de expirado o respetivo prazo de validade. Assim. De facto. uma parte do rédito das prestações de serviços é imputada aos créditos de prémio (no valor correspondente ao gasto futuro estimado para o fornecimento dos prémios — gasto médio por ponto — multiplicado pela probabilidade correspondente à percentagem de utilização histórica). Tendo a alteração da política contabilística influência na determinação do lucro tributável respeitante ao exercício de 2009 e aos períodos de tributação seguintes. há que analisar o respetivo enquadramento tributário à luz do Código do IRC. os relacionados com responsabilidades cuja natureza estivesse (esteja) claramente definida e que à data do balanço fossem (sejam) de ocorrência provável ou certa.

dado que o adiamento da tributação de um rédito diferido mas já realizado nos termos da alínea b) do n. A variação patrimonial negativa originada pela aplicação retrospectiva da nova política contabilística traduzida na reversão dos proveitos reconhecidos em períodos anteriores e que agora vão constituir um proveito/rédito diferido não é fiscalmente dedutível em 2009. na íntegra.º 3 do art. nos termos da alínea b) do n. assim como quaisquer outras variações patrimoniais. 18º do CIRC.º 3 do art. Portanto.» ii) iii) Nos períodos de tributação seguintes em que for considerado o rédito na contabilidade. o rédito que. porque haverá. por força da Interpretação IFRIC 13. ou seja. seguramente. a quantia do serviço de prestado pela requerente .e que dá direito aos ―Pontos‖ . 18º. se considera já realizado nos termos da alínea b) do n. E porque esse diferimento não é «comprovadamente indispensável para a realização dos rendimentos sujeitos a imposto ou para a manutenção da fonte produtora». dificilmente podemos considerar que a parcela do proveito/rédito diferido é separadamente identificável. ao diferir uma parcela do montante faturado aos clientes está a ser diminuída a quantia de um rédito que.º 8) 712 758 Estes campos destinam-se a corrigir os gastos ou rendimentos decorrentes da utilização do método da equivalência patrimonial. quando. sempre que este método é usado aquando do registo na contabilidade dos efeitos das participações noutras entidades. 18º do CIRC. Anulação dos efeitos do método da equivalência patrimonial (art. Nestes termos e admitindo que a alteração de política contabilística em causa ocorreu. à semelhança da ―Provisão para Pontos‖ até aqui constituída.º 3 do art. conforme expressamente define o n. uma vez que não corresponde a um serviço que vá ser obrigatoriamente prestado ou a um produto que vá ser obrigatoriamente cedido. gratuitamente ou com desconto. muitos clientes que não resgatam os ―Pontos‖ e os deixam caducar. 18º. correspondendo à prestação de serviços inicial. não tem acolhimento no Código do IRC. não se permitindo o adiamento da tributação da parcela que. na sequência da aplicação da Interpretação IFRIC 13 Programa de Fidelização de Clientes. for reconhecido como rédito diferido nos períodos de tributação seguintes tem de ser acrescido para efeitos determinação do lucro tributável. concluímos que. dado que a constituição e reforços dessa provisão também não concorreram negativamente para a formação do respetivo lucro tributável. Versão fevereiro 2014 . para efeitos fiscais. Para efeitos fiscais. os rendimentos provenientes dos lucros distribuídos terão que ser imputados ao período de tributação em que se adquire o direito aos mesmos. «Os rendimentos e gastos. Por último e pelas razões descritas em iì). 18º do CIRC. tenha de ser imputada aos créditos de prémios através do diferimento do rédito. temos: i) A variação patrimonial positiva decorrente do desreconhecimento da ―Provisão para Pontos‖ por alteração da política contabilística não concorre para a formação do lucro tributável relativo a 2009. de facto. o rédito relativo a essa prestação de serviços se considera realizado.E embora o diferimento seja feito «na parte da componente separadamente identificável». em 2009.Período de tributação 2013 54 .tem de ser objeto de tributação. quando esse serviço é prestado aos clientes. naturalmente que será deduzido no campo 757. n.º 8 deste art.

foi deliberada a distribuição dos lucros aos sócios. 22 IRC Descrição Campo Valor Cálculos 2013 a 2.00.mod.07 1.Rendimentos e ganhos… Tributação do resultado obtido pela participação 712 Acresce no Q.600.07 1.00 Anulação do efeito do mét.º 11: A sociedade “INVESTIDORA LDA” detém uma participação de 20% na sociedade “PARTICIPADA LDA”.00 20%x8. 07 758 2.Período de tributação 2013 55 . .art.000.000 Reconhecimento da deliberação de distribuição dos lucros aos sócios 2014 264-Resultados atribuídos a Versão fevereiro 2014 .000. Aquando do encerramento das contas de 2013 da sociedade “PARTICIPADA LDA” o seu resultado líquido apurado foi de € 10.000 785. EXEMPLO PRÁTICO N.600.000. Em março seguinte.º 1 do artigo 51º do CIRC (Eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos).600.º 771 41.00 20%x8. eq. Qual o tratamento contabilístico e fiscal? Períodos CONTABILIDADE – SNC Descrição/Contas Reconhecimento do rendimento correspondente à quota-parte do resultado 41. no montante de € 8. Deduz no Q.00 20%x10. devendo os rendimentos provenientes dos lucros distribuídos ser imputados ao período de tributação em que se adquire o direito aos mesmos. As duas sociedades referidas cumprem os requisitos do n.00. no período em que se verificar a sua atribuição e não no período em que é reconhecido contabilisticamente o montante correspondente à quota-parte no resultado da participada.Investimentos financeiros Deduz no Q.000.00 Eliminação da dupla tributação econ.000 1.relevados na contabilidade em consequência da utilização do método da equivalência patrimonial não concorrem para a determinação do lucro tributável.» Assim. os lucros obtidos de outras entidades são considerados para efeitos fiscais.º 51. patrimonial.Investimentos financeiros Valor FISCALIDADE .

Ativos biológicos consumíveis que não sejam explorações silvícolas plurianuais (art. que o modelo do justo valor não é. apenas relevam para poderem ser distribuídos aos sócios bens da sociedade. Instrumentos financeiros derivados (art. «Os ajustamentos decorrentes da aplicação do justo valor não concorrem para a formação do lucro tributável. Podemos portanto concluir. antes da realização desses montantes. Versão fevereiro 2014 .º 9) 713 Nos termos do n. exercidos. tratando-se de instrumentos do capital próprio. sendo imputados como rendimentos ou gastos no período de tributação em que os elementos ou direitos que lhes deram origem sejam alienados. evitando que sejam distribuídos dividendos. aceite para efeitos fiscais. gerados por aplicação do justo valor. tenham um preço formado num mercado regulamentado e o sujeito passivo não detenha. Na sequência do tratamento contabilístico preconizado para estes ativos (NCRF 17). 49º) (a tratar nos campos 743 e 770). ou b) Tal se encontre expressamente previsto neste Código». exceto quando: a) Respeitem a instrumentos financeiros reconhecidos pelo justo valor através de resultados. liquidados ou. A entidade detenha direta ou indiretamente participação igual ou inferior a 5%. também quando se verifique o seu uso. uma participação no capital superior a 5% do respetivo capital social. no caso de ativos fixos tangíveis e intangíveis».Período de tributação 2013 56 .s 20º.º 9 do artigo 18º do CIRC.Ajustamentos não dedutíveis decorrentes da aplicação do justo valor (art. desde que:   Tenham um preço formado no mercado regulamentado (Bolsa).º 1. calculado segundo os critérios previstos no n.n. exercidos. j)). com as exceções: Instrumentos financeiros reconhecidos pelo justo valor através de resultados.º 2 do artigo 483º do Código das Sociedades Comerciais (n. segundo o qual: «Os incrementos decorrentes da aplicação do justo valor através de componentes do capital próprio. quando os elementos ou direitos que lhes deram origem sejam alienados. n. desde que. n. 18º. em que se prevê o justo valor através de resultados. extintos ou liquidados. a que se refere o número anterior.º 1. extintos. incluindo os da sua aplicação através do resultado líquido do exercício. por regra. foi aditado o n. direta ou indiretamente.º 10 do mesmo artigo 18º).º 2 ao artigo 32º do Código das Sociedades Comerciais (Limite da distribuição de bens aos sócios). Sendo o cálculo do nível percentual de participação indireta no capital. g) e 23º.

22 IRC Descrição Redução do justo valor não dedutível Acresce no Q. investimento a 42. reconheceu as seguintes variações do seu valor: Propriedade A: Uma variação negativa (perda de valor).18º.07 Campo Valor Obs.Em prop. por determinação do n. ou eventualmente no campo 759 se forem positivos.º 9 Prop.A diferença negativa entre as mais .Período de tributação 2013 57 . serão corrigidos fiscalmente neste campo 713 se negativos. concorrem para a formação do lucro tributável em apenas metade do seu valor. bem como outras perdas ou variações patrimoniais negativas relativas a partes de capital ou outras componentes do capital próprio. incluindo a sua remição e amortização com redução de capital.Assim.00 Aumento do justo valor não considerado no lucro tributável Deduz no Q.00 Versão fevereiro 2014 .00 713 15.07 CIRC. investimento 8.Propried.00. A 663.Propried.valias e as menos .SNC Descrição/Contas Reconhecimento da perda de justo valor: Valor FISCALIDADE . 759 8.mod. designadamente prestações suplementares.º 12 Uma entidade adotou o modelo do justo valor para a mensuração das suas propriedades de investimento (NCRF 11). se os ajustamentos forem reconhecidos em resultados. B 42. Se os ajustamentos forem reconhecidos no capital próprio como é o caso dos “ Ativos Financeiros Disponíveis para Venda” (IAS 39 / NCFR 27). Investimento a 773.07 da declaração modelo 22 do período N? Propriedade CONTABILIDADE . Propriedade B: Uma variação positiva do seu valor no montante de € 8. Em 31 de Dezembro do ano N. 45º do CIRC (campo 737): «3 . naturalmente não há lugar a correções no Quadro 07.valias realizadas mediante a transmissão onerosa de partes de capital. Quais os acertos a efetuar no Q.Em prop. Refira-se desde já que. Prop.000.00. Investimento Reconhecimento do aumento do justo valor: 15.000.» EXEMPLO PRÁTICO N.000. no montante de € 15.000.00 Art. n.º 3 do art.000.000.

Gastos de benefícios de cessação de emprego. pela diferença entre o valor dos instrumentos de capital próprio atribuídos e o respetivo preço de exercício pago» 1 e não do período em que o serviço é prestado. benefícios de reforma e outros benefícios pós emprego ou a longo prazo dos empregados que não sejam considerados rendimentos de trabalho dependente. 1 Sublinhado não incluído no texto original Versão fevereiro 2014 .» Naturalmente que.1 deste caderno. nos termos da primeira parte do n. Ver quadros resumo no ponto 1.Período de tributação 2013 58 . 18º.º 12 do art. n. para efeitos fiscais. 18º – “Periodização do lucro tributável”: «Exceto quando estejam abrangidos pelo disposto no artigo 43º. que deve ser coincidente o período em que se verifica o gasto para IRC e o rendimento sujeito a IRS para o beneficiário. n.º 3 do artigo 2º do Código do IRS. 43º – “Realizações de utilidade social”. benefícios de reforma e outros benefícios pós emprego ou a longo prazo dos empregados (art. sendo os gastos fiscalmente aceites no período em que as importâncias são pagas ou colocadas à disposição dos beneficiários.º 3) da alínea b) do n. 18º. concorrem para a formação do lucro tributável do período de tributação em que os respetivos direitos ou opções sejam exercidos. no período em que as importâncias são pagas ou colocadas à disposição dos respetivos beneficiários. são imputáveis ao período de tributação em que as importâncias sejam pagas ou colocadas à disposição dos respetivos beneficiários. «Os pagamentos com base em Ações. serão nesse período deduzidas no campo 761 se não incluídas no resultado líquido desse período. exceto as situações abrangidas pelo art. conforme expressamente refere o n. em razão da prestação de trabalho ou de exercício de cargo ou função. conforme é reconhecido contabilisticamente (NCRF 28). os gastos relativos a benefícios de cessação de emprego.º 11 deste artigo 18º.Pagamentos com base em Ações (art. efetuados aos trabalhadores e membros dos órgãos estatutários.º 11) 714 760 No termos do n.º 12) 715 Tal como no caso anterior. Verifica-se assim. Ver quadros resumo no ponto 1. se aplicável. por regra o gasto só é considerado para efeitos de apuramento do resultado tributável em IRC. pelas quantias liquidadas ou.1 deste caderno.

ou os destinatários. fica sujeita ao regime das despesas confidenciais ou não documentadas. estão sujeitos a tributação autónoma.º 5) 717 O art. Estes gastos não documentados. como veremos adiante. Gastos suportados com a transmissão onerosa de partes de capital (art. nem é revelada a sua natureza. 23º. 126º do CIRS (Entidades emitentes e utilizadoras dos vales de refeição ). designadamente as que decorram de comportamentos que fundadamente indiciem a violação da legislação penal portuguesa. a finalidade. nas circunstâncias previstas no art. devem ser acrescidos neste campo. registados nos termos dos números anteriores. n. deduzida do valor correspondente aos vales que se mantenham na posse da entidade adquirente. 4 e 1. das quais se destaca:  A não aceitação dos gastos com despesas ilícitas.Período de tributação 2013 59 . se verificada a circunstância prevista no n.Gastos não documentados (art.º 1) 716 Todos os gastos não documentados que estejam a influenciar o resultado líquido do período.ª parte do n. 23º do CIRC. conforme expressamente determina o n. n. De referir que os vales de refeição podem. que tenham sido contabilizados.» Ver mais comentários no campo 731 (Encargos não devidamente documentados ). a origem. 23º. mesmo que ocorridos fora do alcance territorial da sua aplicação.ºs 3. ser considerados despesas não documentadas.º 1 do artigo 88º do código. qualquer que seja o título por que se Versão fevereiro 2014 . diferentemente dos encargos não devidamente documentados.  A não aceitação como gastos do período de tributação dos suportados com a transmissão onerosa de partes de capital.º 5 desse artigo que refere expressamente: «A diferença entre os montantes dos vales de refeição adquiridos e dos atribuídos. nos seus diversos números impõe ainda limitações adicionais à aceitação fiscal de gastos ou perdas. Caem neste conceito os registos contabilísticos em relação aos quais não existe prova documental.

esquematicamente. 4 e 5 do art. pelos quais não tenha cobrado juros. de sociedade à qual fosse aplicável regime fiscal diverso relativamente a estes gastos e tenham decorrido menos de três anos entre a data da verificação desse facto e a data da transmissão. 51º do CIRC (Eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos) nos últimos 4 anos. também não são aceites como gasto. a entidade com as quais existam relações especiais. incluindo a modificação do objeto social.Período de tributação 2013 60 . que altera a anterior n. Assim. previstas na 2. ou a entidades residentes em território português sujeitas a um regime especial de tributação.opere. NÃO são fiscalmente aceites na parte do valor que corresponda aos lucros distribuídos que tenha beneficiado da dedução prevista no art.º 4 do artigo 63º ou tenham sido adquiridas a entidades residentes em território português sujeitas a um regime especial de tributação (Ver Portaria n. nos termos do n.º 150/2004.  A não aceitação ainda dos gastos do período de tributação suportados com a transmissão onerosa de partes de capital. de 13 de fevereiro).ºs 3. 23º com o disposto no n. embora não previstos nos citados n. 45º do CIRC. dos suportados com a transmissão onerosa de partes de capital. Refira-se que as menos-valias resultantes de mudanças no modelo de valorização relevantes para efeitos fiscais. nos termos do n. Se conjugarmos este art.  A não aceitação como gastos do período de tributação.º 292/2011.º 4 do artigo 63º. teremos que as menos-valias resultantes desta transmissão onerosa de partes de capital. teremos: Versão fevereiro 2014 . sempre que a entidade alienante tenha resultado de transformação. 23º.ºs 3 e 4 do art. qualquer que seja o título por que se opere. não constituirão encargo dedutível os juros suportados com empréstimos bancários contraídos para fazer face a prestações acessórias efetuadas a associada.º 9 do artigo 18º do CIRC. quando detidas pelo alienante por período inferior a três anos e desde que tenham sido adquiridas a entidades com as quais existam relações especiais.ª parte do n. nos termos do n. qualquer que seja o título por que se opere. embora devam ser incluídas no campo 713 e não neste. de 8 de novembro. Será de salientar ainda que.º 5 do artigo 23º do Código.

º 13 Em Janeiro de 2011 a empresa “INVESTIDORA SA” adquiriu participações sociai s de 4 entidades residentes em território português.000 . B: Considerando as alienações TODAS em 2013 Versão fevereiro 2014 .20.000 4. A: Alienações tratadas isoladamente c/o que fosse só uma em cada período. 51º CIRC).000 6. os quais beneficiaram da eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos (art.000 40.000 Considerando um c.000 5. 22.000 10. Os montantes envolvidas nas operações em causa foram os indicados no quadro seguinte: Participação Custo aquisição 2011 Dividendos recebidos 2012 Valor de realização 2013 Ganho/Perda Contabilística 2013 Empresa ALFA Empresa BETA Empresa KAPA Empresa OMEGA 5.EXEMPLO PRÁTICO N.04.000 23.000 5.c. Sit.000 0 9.000 60. admitindo 2 situações: Sit.000 .2. decorrentes da alienação daquelas participações.000 4. 07 da mod. Em maio de 2012. a “INVESTIDORA SA” recebeu dividendos daquelas participações adquiridas em 2011. quais os ajustamentos a efetuar no Q.m de 1.Período de tributação 2013 61 .000 18.000 1.

400 É gasto (50%) 2013 Deb: 6871 – Alienações Cred: Outras contas Deduz 768 6..400 Deduz os LUCROS distribuídos = 10.240 Deduz os LUCROS distribuídos = 5.000 da menos-valia fiscal da parte de capital na KAPA (art.000(1.000(1.2. pode REINVESTIR o valor de realização em: Participações no capital de Sociedade comerciais .000 (2.000 da menos-valia fiscal da parte de capital na BETA (art.000 Acresce 739 ou 740 1. n.F.000) É gasto (50%) Zero Versão fevereiro 2014 .04)= -22.04)= .40010. 22 IRC Descrição Pela anulação fiscal da Perda contabilístico Campo Acresce 20.900 3. Biológicos de prod. e Situação A2 CONTABILIDADE – SNC Descrição/Contas Valor FISCALIDADE .RESOLUÇÃO . Propriedades de Investimento.000 5. nas condições do n. 22 IRC Descrição Pela anulação fiscal da Perda contabilístico Pela DEDUÇÂO Campo Acresce 736 Valor 2.000 767 Valor Cálculos Pela alienação das 4.T.20.situação A: Situação A1 CONTABILIDADE – SNC Descrição/Contas Valor FISCALIDADE . 45º.000 736 Valor Cálculos Pela alienação das Pela DEDUÇÂO .ºs 3 e 4 do CIRC) participações na BETA: 40. 22 IRC Descrição Pela anulação fiscal do ganho contabilístico Campo Deduz 4.000 (22. n.Período de tributação 2013 62 ..mod.000(1.º 4 do art.800 ou 50% 1.mod.800 9. 48º CIRC.900 se Reinvestir participações na ALFA: 2013 Deb: Outras contas Cred: 7871 – Alienações TRIBUTAÇÃO da Mais valia fiscal da parte de capital na ALFA Tendo obtido uma Mais-valia fiscal.04)= 3..240-5.ºs 3 do CIRC) Deduz 768 0 4. A.000 60. 45º.000 Cálculos Pela alienação das participações na KAPA: 2013 Deb: 6871 – Alienações Cred: Outras contas . A.2.000 6.mod.000) = 12.200 Situação A3 CONTABILIDADE – SNC Descrição/Contas Valor FISCALIDADE .

2. A.04)= 4.13.000 . e RESOLUÇÃO .16.280 .160 Versão fevereiro 2014 .000 10.000 767 Valor Cálculos Pela alienação das 5.situação B: Quadro 07 do período 2013 = CONJUNTO / SALDO SALDO CORRIGIDO com os LUCROS distribuídos que beneficiaram do art.000 5.º 4 do art.000(1. A.Período de tributação 2013 63 .400 0 4.800 ..140 se Reinvestir participações na OMEGA: 2013 Deb: Outras contas Cred: 7871 – Alienações TRIBUTAÇÃO da Mais valia fiscal da parte de capital na ALFA Uma vez que obteve uma Mais-valia.F.000 1.Situação A4 CONTABILIDADE – SNC Descrição/Contas Valor FISCALIDADE .4.000 + 3.280 ou 50% 2. Propriedades de Investimento. 51. 48º CIRC.2.000 .280 .000 .140 4.240 + 4.000 0 16. 22 IRC Descrição Pela anulação fiscal do ganho contabilístico Campo Deduz 5.º 51º CIRC Participação Ganho/Perda CONTABILÍSTICA LUCROS Art.mod.º CIRC MAIS / MENOS Valia FISCAL Empresa ALFA Empresa BETA Empresa KAPA Empresa ÓMEGA SOMAS 4.320 50% = 2. nas condições do n.000 5.800 .22.400 .560 3.200 23.T. pode REINVESTIR o valor de realização em: Participações no capital de Sociedade comerciais . Biológicos de prod.000 18.000 Acresce 739 ou 740 2.12..20..

160 50% da Menos Valia fiscal 6871 – Alienações CORRIGIDA pelo n. estão delimitados pelo art. n. 35º) 718 A .13. uma vez que os métodos a utilizar e o conceito de VRL.000 Resultado /SALDO CONTABILÍSTICO entre 2013 as Mais/menos Valias: . pode haver necessidade de acrescer neste campo algum excedente não aceite fiscalmente. ou Último preço que em condições normais tenha sido praticado pelo sujeito passivo. 45º.º 26 do CIRC. designadamente o conceito de preço de venda estimado: Preço de venda os constantes de elementos oficiais. 28º) e perdas por imparidade em créditos não fiscalmente dedutíveis ou para além dos limites legais (art.º 45º CIRC Ajustamentos em inventários para além dos limites legais (art.ºs 3 e 4 do CIRC) Deduz 768 2. sendo este igual ao preço de venda estimado deduzido dos custos necessários de acabamento e venda. 22 IRC Descrição Pela anulação fiscal da Perda contabilístico Campo Acresce 736 Valor Cálculos 13.mod. ou Preço que.000 Pela dedução da menos valia fiscal resultante da da alienação do conjunto daquelas partes sociais (art.Período de tributação 2013 64 . desde que seja considerado idóneo ou de controlo inequívoco.INVENTÁRIOS Apesar de haver grande proximidade entre o tratamento contabilístico preconizado pela NCRF 18 e pela legislação fiscal CIRC.Situação B CONTABILIDADE – SNC Descrição/Contas Valor FISCALIDADE . na medida em que ambas as normas referem que a mensuração dos inventários deve ser efetuada ao menor dos seguintes valores: Custo ou Valor realizável líquido (VRL). for corrente no mercado.º 4 do art. no termo do período de tributação. que se transcreve: Versão fevereiro 2014 .

2 . o montante das vendas e dos inventários finais e o grau de rotação dos inventários.Consideram-se preços de venda os constantes de elementos oficiais ou os últimos que em condições normais tenham sido praticados pelo sujeito passivo ou ainda os que. b) Custos padrões apurados de acordo com técnicas contabilísticas adequadas. os rendimentos e gastos dos inventários são os que resultam da aplicação de métodos que utilizem: a) Custos de aquisição ou de produção. No tocante aos ajustamentos. incluem-se no custo de aquisição ou de produção os custos de empréstimos obtidos que lhes sejam diretamente atribuíveis de acordo com a normalização contabilística especificamente aplicável.A utilização de valorimetrias especiais previstas na alínea e) do n.º 1 só é aceite nos setores de atividade em que o cálculo do custo de aquisição ou de produção se torne excessivamente oneroso ou não possa ser apurado com razoável rigor. d) Preços de venda dos produtos colhidos de ativos biológicos no momento da colheita. 6 . ser substituída por uma dedução não superior a 20% do preço de venda. c) Preços de venda deduzidos da margem normal de lucro. e) Valorimetrias especiais para os inventários tidos por básicos ou normais. o código do IRC impõe limitações à aceitação dos ajustamentos em inventários. 3 . e antes não era diferente.Período de tributação 2013 65 . 4 .«1 . São dedutíveis os ajustamentos em inventários «até ao limite da diferença entre o custo de aquisição ou de produção dos inventários e o respetivo valor realizável líquido referido à data do balanço. sendo tido «por valor realizável líquido o preço de venda Versão fevereiro 2014 .°1 carece de autorização prévia da Direção-Geral dos Impostos.O método referido na alínea c) do n. forem correntes no mercado. nos termos do artigo 28º do Código do IRC. no termo do período de tributação. 5 . desde que sejam considerados idóneos ou de controlo inequívoco.Para efeitos da determinação do lucro tributável. podendo a margem normal de lucro. tendo em conta o campo de aplicação dos mesmos. excluindo os de transporte e outros necessários para colocar os produtos no mercado. deduzidos dos custos estimados no ponto de venda. quando este for inferior àquele». nas casos de não ser facilmente determinável. pode a Direção-Geral dos Impostos efetuar as correções adequadas. solicitada em requerimento em que se indiquem os métodos a adotar e as razões que os justificam».No caso de os inventários requererem um período superior a um ano para atingirem a sua condição de uso ou venda. só são dedutíveis os ajustamentos em inventários em determinadas condições.Sempre que a utilização de custos padrões conduza a desvios significativos. Esquematicamente: Conforme se verifica.

considerou e justificou que o VRL (valor realizável líquido) do inventário inicial seria de 85. quer até para a Administração Fiscal.000 2013 a 329. considerou que o preço de venda da mercadoria remanescente. Aquando do encerramento de contas reportado a 31 de dezembro de 2013. é em saber.000.00 28º n. deduzido dos custos necessários de acabamento e venda».º 2 CIRC.500. do que no momento do reconhecimento do ajustamento. 22 IRC Descrição Campo Valor Cálculos 50. Tendo contabilisticamente decidido fazer o respetivo reconhecimento.00.Período de tributação 2013 66 .00 EXEMPLO PRÁTICO N.000. EXEMPLO PRÁTICO N.000 € e que já constava do inventário inicial (final de 2012).000.00 e suportou custos de venda de € 500. tendo decidido fazer o respetivo reconhecimento. em condições normais de mercado.000 1.º 4 do artigo 26º. Qual o tratamento contabilístico e fiscal? CONTABILIDADE – SNC Descrição/Contas Reconhecimento do ajustamento em inventários: 652-Perdas em inventários Em termos fiscais – Art. 26º n.500-500)) = 2. Aquando do encerramento de contas reportado a 31 de dezembro de 2013.000€ tendo estas sido todas vendidas no período. em determinado momento. Qual o tratamento contabilístico e fiscal? Versão fevereiro 2014 . A dificuldade.000(49. LDA” adquiriu em 2013 um lote de mercadoria por € 100.500500) = 1.º 4 e 2.000-(48.º 15: A sociedade “CONTENDAS.000) 718 1. sendo certo que é sempre mais fácil à posteriori.estimado no decurso normal da atividade do sujeito passivo nos termos do n. quer para as empresas e empresários.º 14: A sociedade “COMERCIAL.00 e os custos estimados de venda seriam € 500.mod.00.000.500.Mercadorias – Perdas … (50. Em dezembro do mesmo ano vendeu metade dessa mercadoria.00 Valor Período FISCALIDADE .07 (2.000 € e não 100.00. qual a prova válida quanto aos verdadeiros preços de mercado. pelo preço de € 49. Durante 2013 comprou outras mercadorias por 200. Acresce no Q. LDA” possui nos seus inventários de 31 de dezembro de 2013 um lote de mercadorias que lhe custou 100. seria de € 48.00.

000 161. iniciado em 2011: Período (ano) 2011 2012 2013 SOMA Gastos TOTAIS da entidade 570. EXEMPLO PRÁTICO N. relativamente a um empreendimento de 10 moradias unifamiliares todas iguais.000 CONTABILIZAÇÃO E ENQUADRAMENTO FISCAL: Versão fevereiro 2014 .570.  As mercadorias que vinham do inventário final de 2012 com o valor de 100.000 --------Outros gastos não imputáveis 8.000 15.000 Gastos diretamente imputáveis (extracontab.700 1. 61 – Custo mercadoria vendida 31 – Compras 329 – Perdas por imparidade acumuladas 32 .338.V.700 70. Em outubro de 2013. ficam no inventário inicial de 2014 com o valor 85.000 Em junho de 2013 termina o empreendimento.000 38.000 15.000 100.000.) 561.300 23.000 200.000 1.CONTABILIDADE Pelo registo perda por imparidade 652 – Perda por imparidade em inventários 329 – Perdas por imparidade acumuladas Débito 15.000 800.500.000.Período de tributação 2013 67 .000 (149.000 200.000 15.700 1.000 Nada a corrigir  Não há nenhum acerto fiscal a efetuar em 2013.º 16: Uma entidade que se dedica à construção de casas para venda apresenta a seguinte situação.300 1. Em dezembro de 2013 fez testes de imparidade e registou uma perda no montante de 5.000 85.000 200.000 cada uma).Mercadorias Débito Crédito 100.500.000 85.ºs 26º e 28º do CIRC.000 Custo OBRA acumulado 561.M. uma vez que se consideram cumpridos os art.000 Crédito FISCALIDADE Nada a corrigir Pelo apuramento do C.700 777. vende 5 moradias por 745.

700 (6) 1. (*) 200.000 (9) 5.700 (6) 1.000 561.º 1 do art.500.000 (5) .700 Prejuízo de 5. no termo do período de tributação.338. 26º do CIRC como: Preço de venda constante de elementos oficiais.338.000 nas vendidas 2013 5. 750.700 Até junho C/ 34 = 1. ou O último preço que em condições normais tenha sido praticado pelo sujeito passivo.000 x 5 moradias em inventário em 31/12/2012 = 5.000 (8) por CL/DO (8) 5. O preço de venda estimado encontra-se definido no n.300 800.Período de tributação 2013 68 . ou Preço que.700 . acabados Per. desde que seja considerado idóneo ou de controlo inequívoco.9 – P.700 (1) Per. Balanço Obs Prejuízo de 5.338.000 O ajustamento em inventários é aceite fiscalmente porque dá cumprimento ao estipulado no n.338. 750.000 Out . sendo o VRL igual ao preço de venda estimado deduzido dos custos necessários de acabamento e venda. e 34.Até à conclusão da obra: 36 / 34– Produtos e em curso / Acabados 561.000 2013 1.23. Ac. imp.700 (3) 561.000 Aquando da venda e perda por imparidade: 34– P.000 = 1.338.Resultados 570.000-149.700 (4) (7) 561.000 (9) 745.700 2011 561.000 Balanço Conta 36 = 561.000 (9) Dez.48.700 (3) 777.700 (1) 2012 1.000 nas que ficam 71 – Vendas 65 – Perdas Imp. Uma vez que o valor realizável líquido (VRL) é inferior ao custo.000 588.500. for corrente no mercado.000 777.000 (9) 750.000 745.8. atrás descrito.000 (5) 1. deverá ser aquele o valor a considerar para testes de imparidade.000 C/34 = 745. Versão fevereiro 2014 .700 (2) 81 .000 1.700 (4) (7) Conta 36 = 1. 28º do CIRC.000 2013 (*) – 150. Out.º 4 do art.500.700 (2) . 73 – Variação inventários produção 561. 81 – Res.

ficará condicionado ao valor patrimonial tributário definitivo (VPT) que servir de base à liquidação do IMT.Assim. foi dado cumprimento às normas contabilísticas e fiscais não havendo nenhuma correção fiscal a efetuar. uma vez que a perda por imparidade registada e considerada na determinação do lucro tributável teve em conta o último preço que em condições normais foi praticado pelo sujeito passivo.Período de tributação 2013 69 . ou que serviria no caso de não haver lugar à liquidação daquele imposto. Versão fevereiro 2014 . Naturalmente que o valor de venda das moradias a considerar para efeitos fiscais.

Sistemas de inventário: a) Intermitente ou periódico, para quem pretender apenas apurar o custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas e o valor dos inventários no FINAL do período; b) Permanente, se o objetivo for o conhecimento a qualquer MOMENTO de qual a quantidade e valor dos inventários detidos. Para as entidades que apliquem o SNC ou as NICs e ultrapassem dois dos três limites indicados no n.º 2 do artigo 262.º do CSC (total do balanço € 1.500.000, vendas líquidas e outros proveitos € 3.000.000 e 50 trabalhadores), é OBRIGATÓRIO o sistema de inventário permanente (art. 12.º do Dec.Lei 158/2009, que aprovou o SNC). B – PERDAS POR IMPARIDADE EM CRÉDITOS Para efeitos fiscais, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 35° e do n.º 1 do artigo 36° do Código do IRC, apenas são aceites as perdas por imparidade de créditos, com referência ao fim do período de tributação e que preencham simultaneamente três requisitos:    Respeitem a créditos resultantes da atividade normal; O risco de incobrabilidade se considere justificado; Estejam evidenciados na contabilidade como créditos de cobrança duvidosa.

Quanto ao que deve ser considerado atividade normal, por vezes existem dúvidas sobre se determinado crédito deve, ou não, ser considerado resultante da atividade normal. No tocante ao risco de incobrabilidade, refere o n.º1 do artigo 36° do Código do IRC, que tal risco se considera verificado nos seguintes casos:
a) «O devedor tenha pendente processo de insolvência e de recuperação de empresas ou processo de execução; b) Os créditos tenham sido reclamados judicialmente; c) Os créditos estejam em mora há mais de seis meses desde a data do respetivo vencimento e existam provas objetivas de imparidade e de terem sido efetuadas diligências para o seu recebimento».

Refere ainda o n.º 2 do mesmo artigo 36º que no caso da alínea c) do número anterior, o limite máximo da perda corresponderá a 25%, 50%, 75% ou 100% dos créditos em mora, consoante esta exista há mais de 6 meses e até 12 meses, de 12 meses a 18 meses, de 18 meses a 24 meses ou há mais de 24 meses, respetivamente. Não são, no entanto, considerados de cobrança duvidosa, nos termos do n.º 3 do mesmo artigo 36º:
a) «Os créditos sobre o Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais ou aqueles em que esta entidades tenham prestado aval;
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70

b) Os créditos cobertos por seguro, com excepção da importância correspondente à percentagem de descoberto obrigatório, ou por qualquer espécie de garantia real; c) Os créditos sobre pessoas singulares ou coletivas que detenham mais de 10% do capital da empresa ou sobre membros dos seus órgãos sociais, salvo nos casos previstos nas alíneas a) e b) do n.º 1;

d) Os créditos sobre empresas participadas em mais de 10% do capital, salvo nos casos
previstos nas alíneas a) e b) do n.º 1»

Sempre que se verificar a inclusão neste campo de valores reconhecidos no resultado contabilístico do período não aceites para efeitos fiscais, a administração fiscal permite que, nesses casos, à medida que forem sendo fiscalmente aceites valores superiores, não aceites nos períodos em que foram reconhecidos na contabilidade, o sejam posteriormente, mediante a dedução no quadro 07 da declaração modelo 22, campo 763. Trata-se, mais uma vez, de uma diferença temporária, cujo efeito fiscal acaba por ser anulado em períodos fiscais posteriores. Nos casos inversos, em que não tenham sido reconhecidas perdas por imparidade, ou ajustamentos até aos limites que seriam fiscalmente aceites, nada impede que o sejam mais tarde, sem prejuízo de a administração fiscal poder proceder às correções que entender adequadas, quando fundamentadamente demonstrar que tal procedimento visou apenas intenção de evasão fiscal. É neste sentido que aponta o Oficio n.º 2248 da Direção de Serviços do IRC, de 19 de Janeiro de 1998 e que manterá atualidade. No tocante à mora, as condições fiscais para que seja considerada a imparidade são as seguintes: 1.º - MORA SUPERIOR A 6 MESES; 2.º - CRÉDITOS RESULTANTES DA ATIVIDADE NORMAL; 3.º - DILIGÊNCIAS EFETUADAS; 4.º - EVIDENCIAÇÃO NA CONTABILIDADE. 1.º - MORA SUPERIOR A 6 MESES a) A mora é contada a partir da data de vencimento e não da data de emissão do documento (v.g., Fatura); b) Necessidade de elaborar um balancete (mapa) de antiguidade (idade) de saldos em 31/12 (por cada cliente e documento); c) A progressividade da mora (de 6 em 6 meses) e das percentagens (de 25% em 25%) sugere o aumento do risco e da incerteza; d) É o critério que permite a quantificação da perda por imparidade na ótica fiscal (medição do risco fiscal);

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2.º - ATIVIDADE “NORMAL” a) Entende-se como tal os saldos devedores de clientes e de fornecedores; b) O CIRC não define o conceito de “atividade normal”; c) A AT tem entendido que os créditos da atividade normal são os relacionados com a atividade principal da empresa, i.e., com as transações correntes resultantes de operações de natureza comercial (venda de bens e serviços); d) Excluem-se as operações financeiras (v.g. Adiantamentos a fornecedores, juros de mora, rendimentos de imóveis, rendimentos de participações de capital); e) Excluem-se também os créditos resultantes de operações não correntes (v.g., Ganhos de subsídios para investimentos, …. ). 3.º - AS DILIGÊNCIAS a) O código do IRC refere-se à existência de “elementos objetivos” e considera no seu âmbito as cartas registadas e fax dirigidos aos clientes e ou advogados; b) Não deverão ser considerados outros meios (v.g., Registo telefónico, contacto pessoal)? Problema de dificuldades da sua prova… c) A importância do “dever de diligência” dos gestores ou administradores ( art.º 64.º do CSC). 4.º - A EVIDÊNCIA CONTABILÍSTICA a) Evidência numa subconta “Créditos de cobrança difícil ou duvidosa. (Há pareceres a considerar irrelevante esta evidência, incluindo da CNC); b) Evidência no anexo; c) Evidência no mapa MOD. 30 e respetiva nota de lançamento; Quadro resumo dos limites:
Art. CIRC 36.º,1) 36.º,1) CRÉDITOS COBRANÇA DUVIDOSA O devedor tenha pendente processo especial de recuperação de empresa e proteção de credores ou processo de execução, falência ou insolvência Créditos reclamados judicialmente ou em tribunal arbitral CRÉDITOS EM MORA: Mais de 6 até 12 meses Mais de 12 até 18 meses Mais de 18 até 24 meses Mais de 24 meses Sobre entidades PÚBLICAS ou OUTRAS previstas e nas condições do n.º 3 do art. 36.º do CIRC LIMITE ANUAL 100% 100% 25% 50% 75% 100% 0%

36.º,2)

36.º,3)

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72

EXEMPLO PRÁTICO N.º 17:
A sociedade “CREDORA, LDA” reconheceu no período de tributação 2013, perdas por imparidade no montante de € 200.000,00 relativas a dívidas a receber: Cliente A evidenciado como de cobrança duvidosa em mora há 25 meses = 100.000,00; Cliente B evidenciado como de cobrança duvidosa em mora há 17 meses = 80.000,00; Empréstimo a um ex-colaborador da empresa registado na conta 27 ……..= 20.000,00 200.000,00 O cliente A é participado em 10,1% pela “CREDORA, LDA”. Existem provas objetivas da existência desses créditos, das suas datas e das diligências para o seu recebimento. Qual o tratamento contabilístico e fiscal?

Período

CONTABILIDADE - SNC
Descrição/Contas Valor

FISCALIDADE - mod. 22 IRC
Descrição Cliente A, porque é participado em mais de 10%, não é gasto fiscal (art. 36º n.º 3, d)) Cliente B, só é gasto fiscal 50%, em mora há menos de 18 meses (art. 36º n.º 2, b)) Campo Acresce no Q.07: 100.000,00 Valor

Cálculos

Reconhecimento das perdas por imparidade: 651-Perdas em dívidas a receber

+ 100.000 + 40.000

2013

a 219- Perdas imp. acumuladas 279- Perdas imp. acumuladas

200.000,00

718

40.000,00

+ 20.000 = 160.000,00

Empréstimo a excolaborador, não é gasto por não resultar da atividade normal da empresa (art. 35º n.º 1, a))

20.000,00

Depreciações e amortizações (art. 34º, n.º 1), perdas por imparidade de ativos depreciáveis ou amortizáveis (art. 35º, n.º 4) e desvalorizações excecionais (art. 38º), não aceites como gastos

719

Virão para este campo todas a depreciações e amortizações não aceites como gasto, definidas no n.º 1 do artigo 34º do CIRC, designadamente: Ativos não sujeitos a deperecimento;

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73

De imóveis na parte correspondente ao valor dos terrenos. por acaso coincidente com o regime fiscal. devidamente comprovadas.000. 2013 e 2014. O período de vida útil estimado foi de 4 anos. ativos intangíveis. 2012. nas condições aí definidas. (diferença positiva entre as mais e menos valias realizadas até ao período de tributação de 2000 inclusive.000. inovações técnicas excecionalmente rápidas ou alterações significativas.00. no contexto legal». fenómenos naturais.º 4 do artigo 35º do Código do IRC. bem como dos barcos de recreio e aviões de turismo e todos os gastos com eles relacionados. ANALISAR: 1. desastres. São igualmente aceites como gastos. 38º do CIRC).00 e as correções a efetuar no quadro 07 desse período. sem prejuízo do disposto nos artigos 38º e 46º. no ano 2011 um Ativo Fixo Tangível (AFT) por € 100.º 467/2010 de 07 de julho. Estas perdas são reconhecidas em partes iguais durante o período de vida útil restante do ativo. Nos termos do artigo 38º do Código do IRC. ou não sujeita a deperecimento. desde que resultem de «causas anormais.08. de acordo com o n.Período de tributação 2013 74 . Versão fevereiro 2014 . de 02 de abril da DSIRC. Praticadas para além do período de vida útil do bem. mediante aceitação prévia da DGCI. Decreto Regulamentar 25/2009. Que resultem da utilização de taxas de depreciação ou amortização superiores às previstas. até ao período de tributação anterior àquele em que se verificar o abate físico. com efeito adverso. admitindo um coeficiente de correção monetária de 1. veja-se a Circular n.ª A alienação desse ativo em 2013 por € 30. 2. imputada ao custo de aquisição). designadamente. desde que tais bens não estejam afetos à exploração do serviço público de transportes ou não se destinem a ser alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo. No caso de depreciações de bens contabilizados tendo em conta o antigo art. ativos biológicos não consumíveis e propriedades de investimento. o abandono. as perdas por imparidade de ativos depreciáveis ou amortizáveis que não sejam aceites fiscalmente como desvalorizações excecionais. 44º do CIRC. Das viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.00 que mensurou ao custo.º 18: A sociedade Compradora Lda adquiriu. No final de 2012 foi reconhecida uma perda por imparidade de € 15. não considerada fiscalmente como desvalorização excecional (art. nas condições definidas na Portaria n. o desmantelamento.ª As consequências fiscais destes factos no apuramento do Lucro Tributável dos períodos de tributação de 2011. EXEMPLO PRÁTICO N.º 7/2002.000. podem ainda ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excecionais verificadas em ativos fixos tangíveis. a inutilização ou a transmissão do mesmo.

incluídas nos gastos de depreciações.NCRF 8.000 € 25. 30º n.500 ------€ 0. Assim. 18º n. 35º CIRC. VA=Valor de aquisição.º 1 a) do CIRC).00050.07 – Campo 763 2011 € 25.1.000 ------a) 2013 € 17.000 – (100.24. 46º n. QE=Quantia escriturada.08 = . DA=Depreciação aceite. devem ser acrescidas (parte da depreciação) neste campo 719 (depreciações não aceites). Regulamentar n.R 25/2009).º 1 do art.000 ------------2012 € 25.000-15. refira-se que: • • • • Para efeitos de mais ou menos valias fiscais.500 ------€ 17.000 € 15.500 ------€ 7. divulgada em Maio de 2011 a propósito dos Ativos Fixos Tangíveis.000-0) * 1. tendo em conta que não constituem uma componente do custo de aquisição.000 ------€ 75.000 € 15. Ver a Circular n.000 Em que: VR=Valor de realização.Período de tributação 2013 75 . 2. depois da depreciação . PIA=Perda por imparidade aceite e ccm=Coeficiente de correção monetária.00 ------€ 7.500 2014 € 17.º 3 DR 25/2009).000-2*25. No caso de serem constituídas provisões relativas à estimativa dos custos de desmantelamento e remoção do ativo. 2º do D. Não devemos deixar de considerar ainda neste campo 719.000 € 35.07 – Campo 719 Deduz Q.500 a) Perda por imparidade reconhecida na contabilidade.07: Descrição / Período Depreciação contabilística Depreciação fiscal Perda por imparidade (*) Quantia escriturada Acresce Q.º 6/2011 da DSIRC. As eventuais perdas por imparidade não são aceites fiscalmente por não se encontrarem previstas no n. As depreciações ou amortizações não são aceites para efeitos fiscais na medida em que não sendo contabilizadas também não existem para efeitos fiscais. Versão fevereiro 2014 .º 25/2009. SNC/IRC e Dec. não sendo por isso gasto fiscal a sua depreciação (art.º 7 CIRC e art. Não se considera a quota mínima de depreciação relativa ao período em que se encontra assim classificado (art. a classificação como ANCDV não altera a sua natureza (art.º Alienação AFT em 2013: Descrição Perda na contabilidade (Menos valia) Menos valia fiscal 2013 VR – QE = 30. as situações relacionadas com Ativos Não Correntes Detidos para Venda (ANCDV) – SNC .000 – (100. a esse propósito.500 € 17.000 Quadro 07 Acresce no Campo 736 Deduz no Campo 769 VR – (VA – DA – PIA) * ccm = 30.000) = -5.500 € 17.000 € 25.ª Ajustamentos no Q.

No entanto. por 60. EXEMPLO PRATICO N. deverá. Assim. “por acaso” coincidente com taxa prevista no DR que regula as depreciações e amortizações. Reg.04. Estimou-se um período de vida útil de 8 anos (taxa 12. ser este o tratamento fiscal: Ver Circular n.5%). como ANCDV. 25/2009 omite o tratamento a dar a estas situações.000. 35º. divulgada em Maio de 2011 a propósito dos ANCDV. O Dec. SA classificou um AFT. em termos esquemáticos.Se entretanto esse ANCDV deixar de verificar os pressupostos de reconhecimento e a venda deixar de ser provável. pode ser de um ou dois anos.000. no ano N-3.º 19: Em janeiro de N a empresa INVEST. tendo sido mensurado pela quantia escriturada. referindo os artigos 29º. No final de N o Justo valor menos os custos de vender era de 36. 46º e 48º do CIRC. apenas para permitir a dedução fiscal da totalidade das respetivas depreciações. O ativo foi adquirido. o tempo em que esteve na condição de ANCDV pode ser adicionado ao período de vida útil fiscalmente aceite.º 8/2011 da DSIRC. O resultado contabilístico e fiscal resultante da alienação do ativo será: Versão fevereiro 2014 .000 e o Ccm é de 1. atendendo à circular adiante identificada. deve ser novamente reclassificado e serem reconhecidas as depreciações/amortizações que teriam sido reconhecidas se o ativo nunca tivesse sido classificado como ANCDV. que se encontrava registado pelo modelo do custo.Período de tributação 2013 76 . mas não deixa de impor o respeito pelas quotas mínimas. atendendo a que o período em que esteve na condição de ANCDV. O ANCDV foi alienado em N+1 por € 40. Assim. as depreciações/amortizações não deduzidas podem ser deduzidas durante o período de vida útil remanescente desde que não exceda a quota anual máxima.

º 2 do D. expurgando assim todo o efeito destas reavaliações não fiscais..º 2 daquele D.Período de tributação 2013 77 . 15º. «Não é aceite como gasto. 25/2009. podendo ser mantida na conta 581-Reavaliações decorrentes de diplomas legais. Assim. para efeitos fiscais. sempre que se verifiquem tais reavaliações.R. Este campo não deve ser confundido com as situações em que se verificam reavaliações não abrangidas por legislação de caráter fiscal. Refira-se que aquando da adoção pela primeira vez do SNC.R. de 14/9) 720 Sempre que se tenha verificado reavaliação do ativo fixo tangível efetuada ao abrigo de legislação de caráter fiscal. deverá ser aqui acrescido 40% do aumento das respetivas depreciações no período em que as mesmas se verificarem e forem contabilizadas. Versão fevereiro 2014 . o produto de 0. As depreciações correspondentes não são aceites na totalidade. não é obrigatória a anulação da reavaliação fiscal efetuada. n. por determinação do n.4 pela importância do aumento das depreciações resultantes dessas reavaliações».40% do aumento das depreciações dos ativos fixos tangíveis em resultado de reavaliação fiscal (art. pelo que devem ser incluídas no campo 719.

ou por terem sido utilizadas para fins diversos dos expressamente previstos.º 1 é determinado pela aplicação às vendas e prestações de serviços sujeitas a garantia efetuadas no período de tributação de uma percentagem que não pode ser superior à que resulta da proporção entre a soma dos encargos derivados de garantias a clientes efetivamente suportados nos últimos três períodos de tributação e a soma das vendas e prestações de serviços sujeitas a garantia efetuadas nos mesmos períodos. Por determinação do n. designadamente as relacionadas com perdas esperadas relativas a contratos de construção. nos termos da legislação aplicável». Quando aquelas provisões não devam subsistir. ou seja. também as provisões só são dedutíveis para efeitos fiscais se tiverem sido contabilizadas. por força de normas emanadas pelo Instituto de Seguros de Portugal. sempre que tal seja obrigatório e após a cessação desta. só podem ser deduzidas para efeitos fiscais as seguintes provisões: «a) As que se destinem a fazer face a obrigações e encargos derivados de processos judiciais em curso por factos que determinariam a inclusão daqueles entre os gastos do período de tributação. por não se terem verificado os eventos a que se reportam. Por sua vez. 39º impõe limitações anuais ao montante da provisão para garantia a clientes. 19º do código). consideram-se rendimento do respetivo período de tributação.º 3 deste artigo. « Quando a provisão for reconhecida pelo valor presente.Provisões não dedutíveis ou para além dos limites legais (art. os gastos resultantes do respetivo desconto ficam igualmente sujeitos a este regime». o n. é considerado para efeitos fiscais o gasto contabilizado no período e. Nos termos do art.» Tal como as depreciações/amortizações.º 3 e 39º) e perdas por imparidade fiscalmente não dedutíveis de ativos financeiros 721 São de incluir neste campo todas as provisões contabilizadas que não concorram para formação do resultado tributável. d) As que. por não terem enquadramento nos referidos artigos. se destinem a fazer face aos encargos com a reparação dos danos de caráter ambiental dos locais afetos à exploração. correspondentes a gastos ainda não suportados (n. como reforço da provisão.Período de tributação 2013 78 . b) As que se destinem a fazer face a encargos com garantias a clientes previstas em contratos de venda e de prestação de serviços. c) As provisões técnicas constituídas obrigatoriamente. s 19º. n. 39º do CIRC. de caráter genérico e abstracto. pelas empresas de seguros sujeitas à sua supervisão e pelas sucursais em Portugal de empresas seguradoras com sede em outro Estado membro da União Europeia.º 3 do art. constituídas pelas empresas pertencentes ao setor das indústrias extractivas ou de tratamento e eliminação de resíduos.º 5 deste art. ao afirmar «O montante anual da provisão para garantias a clientes a que refere a alínea b) do n. o gasto que vier a ser contabilizado como juro. Versão fevereiro 2014 .

2. que comercializa computadores.R 25/2009). apurou nos anos N.EXEMPLO PRÁTICO N.200. a propósito das provisões para garantias a clientes .artigo 39º do CIRC.84% = 1.200 € 1.680. 2.84% Significa que.820.00.00.820.. pode constituir provisão até 0. 4.º Cálculo da proporção entre os gastos com garantias e as vendas dos últimos 3 períodos: Somatório das vendas com garantia = 500. será: 1.º do D.00 140.000 CUSTOS DE GARANTIA € 2. não sendo por isso gasto fiscal a sua depreciação (art.00. 1. para efeitos fiscais.000.000 € 1.º Cálculo do valor da provisão a considerar para efeitos fiscais: Vendas com garantia do período N = 200. Ver a Circular n. Somatório dos encargos de garantia = 4. os seguintes montantes em termos de vendas e de custos de garantias: VENDAS N ……… € 200.000 N-1 …… € 170. efetuou uma provisão para garantias a clientes de € 1.84% das vendas do período.º Valor a acrescer no Q.680. Montante a acrescer no campo 721 ……………….00 = 0.000 Sabendo que no ano N. tendo em conta que não constituem uma componente do custo de aquisição. incluídas nos gastos de depreciações.….000 N-2 …… € 130.00 * 0.º 10/2011 da DSIRC. divulgada em maio de 2011.00 No caso de serem constituídas provisões relativas à estimativa dos custos de desmantelamento e remoção do ativo.200.º 20: A sociedade “Contingente Lda”. e N-2.000. Versão fevereiro 2014 . N-1. devem ser acrescidas (parte da depreciação) no campo 719 (depreciações não aceites). no período N.07: Montante da provisão constituída ……………………… Montante da provisão aceite para efeitos fiscais …….00 / 500. a correção e efetuar para efeitos de determinação do lucro tributável.000.00 3.00 1.Período de tributação 2013 79 .

b) Os créditos cobertos por seguro. como é o caso de créditos não resultantes da atividade normal. de procedimento extrajudicial de conciliação para viabilização de empresas em situação de insolvência ou em situação económica difícil mediado pelo IAPMEI . Versão fevereiro 2014 . o seu valor não ultrapasse o montante de (euro) 750.º 3 do artigo 36º: «a) Os créditos sobre o Estado.Sem prejuízo da manutenção da obrigação para efeitos civis.º fica ainda dependente da existência de prova da comunicação ao devedor do reconhecimento do gasto para efeitos fiscais. também não são aceites para efeitos fiscais.Os créditos incobráveis podem ser diretamente considerados gastos ou perdas do período de tributação desde que: a) Tal resulte de processo de insolvência e de recuperação de empresas. c) Os créditos sobre pessoas singulares ou coletivas que detenham mais de 10% do capital da empresa ou sobre membros dos seus órgãos sociais. sendo-o.º 1. os créditos incobráveis relativamente aos quais também não seria aceite a perda por imparidade. de decisão de tribunal arbitral no âmbito de litígios emergentes da prestação de serviços públicos essenciais ou de créditos que se encontrem prescritos de acordo com o respetivo regime jurídico da prestação de serviços públicos essenciais e. conforme vem descrito no n. com excepção da importância correspondente à percentagem de descoberto obrigatório. esta se mostre insuficiente. o qual deve reconhecer aquele montante como proveito para efeitos de apuramento do lucro tributável. ou por qualquer espécie de garantia real. São ainda excluídos pelo n. e b) Não tenha sido admitida perda por imparidade ou.41º) 722 A redação deste artigo 41º sofreu alteração com a Lei n.».CAMPO Créditos incobráveis não aceites como gastos (art. neste caso. 2 . Regiões Autónomas e autarquias locais ou aqueles em que estas entidades tenham prestado aval. No entanto.» Esta prova de comunicação só caiu em 2014. pelo que deve ser observada relativamente às situações ocorridas em 2013.Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento. de processo de execução. de 31 de dezembro (Orçamento de Estado para 2011). salvo nos casos previstos nas alíneas a) e b) do n.º55-A/2010. d) Os créditos sobre empresas participadas em mais de 10% do capital.º 2: «1 . salvo nos casos previstos nas alíneas a) e b) do n. a dedutibilidade dos créditos considerados incobráveis nos termos do número anterior ou ao abrigo do disposto no artigo 36. nas situações da alínea a) adiante transcrita e condicionando a dedutibilidade dos créditos incobráveis à prova da comunicação ao devedor do reconhecimento do gasto para efeitos fiscais.Período de tributação 2013 80 .º 1. passando a considerar relevantes decisões de tribunais arbitrais.

• Decisão de tribunal arbitral. verifica-se sempre que tal crédito resulte de: • • Pocesso de insolvência e de recuperação de empresas. nas seguintes situações: Versão fevereiro 2014 . devendo este reconhecer aquele montante como proveito fiscal (art. sendo que os créditos em risco de incobrabilidade só podem ser desreconhecidos (desaparecer do balanço).» Verifica-se um alinhamento com a NCRF 27. de um crédito incobrável. Vinculativa 2013 001629 de 2014-01-28.Período de tributação 2013 81 . só se verifica no momento em que o crédito é considerado definitivamente perdido e registada essa perda na contabilidade. Pelas perdas por imparidade registadas anteriormente não será fiscalmente exigível que se faça qualquer comunicação. n. por via das perdas por imparidade ou pelo registo da incobrabilidade direta (art. Independentemente do gasto fiscal ter sido já considerado. independentemente de terem sido ou não reclamados judicialmente ou de existir ou não processo especial de recuperação de empresas e proteção de credores. sendo-o. 41º. falência ou insolvência. poderemos afirmar que a dedutibilidade fiscal direta no período.º 2 do CIRC). Resumidamente. créditos em mora há menos de 6 meses. basta que se verifiquem cumpridas as condições previstas no art.s n.ºs 1759/93 e 3783/02) segundo o qual «Os créditos em mora há mais de 2 anos e provisionados a 100% podem ser anulados. não são aceites fiscalmente. nos termos deste art. 41º. e Não tenha sido admitida perda por imparidade ou. Refira-se que. sendo os meios de prova de comunicação os mesmos já referidas no campo 718. 35º e atrás identificadas (campo 718). Procedimento extrajudicial de conciliação para viabilização de empresas em situação de insolvência ou em situação económica difícil mediado pelo IAPMEI. pelo que deverão ser incluídos neste campo. esta tenha sido insuficiente. ou processo de execução. no caso de devedores insolventes. a sua dedutibilidade fiscal fica dependente da existência de PROVA da comunicação ao devedor do reconhecimento do gasto para efeitos fiscais. 41º). de processo de execução. Foi recentemente divulgada a Inf. essa comunicação deve ser efetuada ao administrador da insolvência. segundo a qual fica PREJUDICADO o anterior entendimento (Proc.E. Refira-se que a comunicação ao devedor.

 Seja cancelada. só é fiscalmente aceite se existir justificação para a desistência/perdão e integrar no dossier fiscal:  Documento comprovativo da desistência. identificando o devedor. bem como as razões que o levaram à desistência do processo. que o direito contratual ao crédito se extinguiu. uma vez que são movimentadas apenas contas do balanço: No caso de RECLAMAÇÃO DE CRÉDITOS. total ou parcialment. o seu eventual desreconhecimento. a obrigação por qualquer dos meios previstos no Código Civil. muito pelo contrário. Sendo neste caso efetuado o seu reconhecimento contabilístico como incobrável.  Ter expirado por caducidade. só por si. O simples facto de o crédito estar em mora há mais de dois anos e de ter sido reconhecida uma PERDA POR IMPARIDADE de 100% NÃO significa. no Q. com a consequente consideração como gasto. NÃO influencia o resultado líquido do período. No caso de DESISTÊNCIA DO PROCESSO.  O direito ao crédito seja transferido para outra entidade. por não cumprir os requisitos do art. Fica definido. prescrição ou outro.  O direito ao crédito expirou. deve acrescer. em conformidade com o Código Civil.Período de tributação 2013 82 . Versão fevereiro 2014 . judicial ou em tribunal arbitral tal facto NÃO significa.  Demonstração/justificação da indispensabilidade da perda resultante da diferença entre o valor do crédito e o valor eventualmente recebido. que se abdicou do direito ao seu recebimento.º 41º CIRC. razão pela qual não deve ser desreconhecido ( NCRF 27 § 30).  Documento subscrito pela gestão da empresa que deliberou a desistência e a anulação do crédito. neste caso. o montante em causa e a perda por imparidade. O crédito foi recebido / resolvido. No entanto. só por si. o gasto associado ao desreconhecimento do crédito.07 (campo 722). nesse mesmo período. que o direito a receber o crédito só se extingue nos seguintes casos:  Seja satisfeita a obrigação (por qualquer motivo).

Verificando-se a PRESCRIÇÃO dos créditos.º 28. devendo ser integrado no DOSSIER FISCAL o documento que comprove a respetiva decisão. ou seja.a) art. FUSÃO/CISÃO.º do Código Civil.º do Código do IRC para que o Versão fevereiro 2014 . se já decorreram 20 anos desde a constituição do direito ao crédito e não se tiver verificado uma interrupção do prazo de prescrição ou uma suspensão. é efetuada através dos elementos comprovativos do encerramento da liquidação da sociedade devedora e demonstração de que o credor não teve direito ao recebimento do seu crédito na fase de liquidação. NÃO se extingue o crédito. apenas pode ser removida do balanço a quantia “perdoada”. (alínea a) do n. em que o crédito possa ser desreconhecido (retirado) do Balanço. uma alteração da entidade devedora.Em qualquer situação.Período de tributação 2013 83 . ou OUTRAS (n. CONCLUSÃO Nos casos em que se proceda ao desreconhecimento dos créditos de cobrança duvidosa – sem que se verifiquem os requisitos exigidos no art. a aceitação fiscal do respetivo “gasto” pode ser posta em causa se o sujeito passivo continuar a manter relações comerciais ou financeiras com o devedor. Nos processos de execução.º-B do CIRC). Se. através da qual se comprova que foi ultrapassado o prazo de prescrição.º 309. a integrar no dossier fiscal. No caso de cessação de atividade por: LIQUIDAÇÃO.º 41. a entidade credora pode desreconhecer o crédito. integrando no dossier fiscal o original da fatura que deu origem ao crédito prescrito. de facto. permanecem inalteráveis as suas obrigações civis para com os credores. insolvência.º 8 CIRC). ainda em CURSO. Ainda que o devedor esteja inativo. o valor do crédito for objeto de redução no âmbito do próprio processo. pelo que não pode haver lugar ao desreconhecimento do ativo. a sociedade beneficiária assumiu o passivo da sociedade fundida. revitalização ou SIREVE. não significa que o direito ao crédito se tenha extinguido. o direito ao crédito se extinguiu. Essa prova. nos termos do art. de que. apenas. porventura. No caso de se ter verificado a cessação para efeitos de IVA ou cessação oficiosa de atividade. fica condicionada à PRO VA pelo credor.º 1 do art.º 5 . por decisão dos vários credores. o simples facto de o devedor ter cessado a atividade para efeitos de IVA (quer seja voluntária ou oficiosa). Se houve fusão por incorporação. pelo que não se verificou a extinção do direito do credor ao recebimento da dívida. o crédito NÃO deve ser desreconhecido (retirado) do balanço. ou seja. a aceitação fiscal do “gasto” se existir. não se extingue a obrigação.

e  O desreconhecimento for motivado pela extinção do direito do credor [situação prevista na alínea a) do § 30 da NCRF 27]. pré-reforma. que garantam. o benefício de reforma.º 2 do artigo 43º do CIRC. complemento de reforma.º 9 deste artigo 43º. benefício de saúde pós-emprego.07.  Ter já sido reconhecida a perda por imparidade de 100%. conforme refere o n. dada a dimensão do artigo e a multiplicidade de situações abrangidas.Os gastos referidos no n. os suportados com contratos de seguros de doença e de acidentes pessoais. EXCETO se. são aceites para a determinação do lucro tributável os «gastos do período de tributação. são considerados.º 4 do mesmo artigo. invalidez ou sobrevivência a favor dos trabalhadores da empresa». Realizações de utilidade social não dedutíveis (art. previstas no n.º 1. No tocante às realizações de utilidade social. 43º) 723 Relativamente a este campo. prevista no n. exclusivamente. ordenados ou salários respeitantes ao período de tributação. ficando no entanto a aceitação do gasto fiscal condicionada à verificação das condições enunciadas no n. Este limite de 15% será elevado para 25% se os trabalhadores não tiverem direito a pensões da segurança social. seus familiares ou outros. além do cumprimento.crédito possa ser considerado incobrável para efeitos fiscais.» Versão fevereiro 2014 . o “gasto” associado à incobrabilidade do crédito vai constituir uma componente positiva do lucro tributável por acréscimo no Q. para efeitos da determinação do lucro tributável. em valor correspondente a 140%. Será ainda de realçar a majoração fiscal de 40% do gasto. contribuições para fundos de pensões e equiparáveis ou para quaisquer regimes complementares de segurança social. quando respeitem a creches. até ao limite de 15% das despesas com o pessoal escrituradas a título de remunerações. o que só acontece quando ocorra qualquer uma das causas de extinção das obrigações. que prevê: «9 . lactários e jardins-de-infância em benefício do pessoal da empresa.º 3 do mesmo artigo. cumulativamente:  O crédito estiver em mora há mais de dois anos. bem como com contratos de seguros de vida. deixaremos apenas algumas considerações.Período de tributação 2013 84 . previstas no Código Civil.

ainda que parcial. Qual o montante do prémio de seguro suportado que é considerado para efeitos fiscais? a) Se todos trabalhadores tiverem direito a pensões da segurança social.7. Os vales sociais só podem ser atribuídos aos respetivos utilizadores a título gratuito e são insuscetíveis de qualquer outra forma de transmissão.500. sempre que sejam cumpridas as condições deste art. Cálculo do montante fiscalmente aceite: a) € 50.000.º 21: A empresa “Protege Trabalhadores. 43º. n.00 (8. n.Sendo esta majoração de 40% considerada como benefício fiscal.” celebrou em 2013 um contrato de seguro de vida a favor de todos os funcionários.500.(art.000. sem no entanto constituírem rendimento em sede de IRS. que resumidamente são as seguintes: Atribuídos a todos os trabalhadores que tenham filhos ou equiparados com idade inferior a 7 anos dos quais tenham a responsabilidade pela educação e subsistência. e explicitada no Anexo D da própria modelo 22. por se encontrarem expressamente excluídos pela alínea d) do n.Período de tributação 2013 85 . Porque não se trata de majoração. 43º. b) Se não tiverem direito a segurança social.000.º 8 do art.500.00. Refira-se ainda que os gastos com os passes sociais atribuídos com caráter geral aos seus trabalhadores são considerados para efeitos de IRC. A atribuição desses vales não pode constituir uma substituição. b) € 50.00) neste campo 723. Lda.00 x 25% = € 12.º 3) Não acresce nada porque o valor suportado não excede o limite máximo permitido.000. na esfera do trabalhador. 2º do CIRS.00 . Salienta-se a utilização dos “Ticket infância” (vales sociais). será incluída no campo 774.º 26/99 de 28 de janeiro.00 . Versão fevereiro 2014 . também nada se deduz.00 x 15% = € 7. da retribuição laboral devida ao trabalhador. EXEMPLO PRÁTICO N.000.00. através dos quais os empregados pagam a educação dos filhos nos estabelecimentos de ensino aderentes. cujo prémio anual suportado foi de € 8.00 – (art. Importa salientar que tais benefícios só são dedutíveis em sede de IRC. Variadas são as formas de benefícios sociais atribuídos pelas empresas aos seus trabalhadores. Os gastos com o pessoal (remunerações) suportados no período de tributação foram de € 50. 43º e nas condições referidas no Decreto-Lei n.º 2) Acresce € 500.

500€ de imposto IRC por ter beneficiado do art.º 40. 40º/43º Em N-2 deixou de liquidar 2. ao valor do IRC liquidado relativamente a esse período de tributação deve ser adicionado o IRC correspondente aos prémios e contribuições considerados como gasto em cada um dos períodos de tributação anteriores. Refira-se que. n. 43º. 3 e 4. nos termos deste artigo. 40º/43º Em N-4 deixou de liquidar 1. será a prevista no n. agravado de uma importância que resulta da aplicação ao IRC correspondente a cada um daqueles períodos de tributação do produto de 10% pelo número de anos decorridos desde a data em que cada um daqueles prémios e contribuições foram considerados como gastos.º 10 do art. 43º do CIRC? Dado que em 2013 (N) se verificou o incumprimento das condições (nº 10 art.º 10.000€ de imposto IRC por ter beneficiado do art.000€ de imposto IRC por ter beneficiado do art. o valor do Imposto IRC AGRAVADO a colocar no campo 363 do Q. O IRC que deixou de liquidar nesses 5 períodos em consequência dessa dedutibilidade fiscal foi: Em N-5 deixou de liquidar 1. resgatou antecipadamente e em benefício próprio. todas essas aplicações. 40º/43º Em N-1 deixou de liquidar 1. deverá ser o seguinte: Versão fevereiro 2014 .500€ de imposto IRC por ter beneficiado do art. Segundo este n.000€ Em 2013 e dadas as dificuldade de tesouraria com que se confrontava... embora só seja de preencher o campo 363 do Quadro 10. sempre que se verificar o “ incumprimento das condições estabelecidas nos nºs 2. em caso de resgate em benefício da entidade patronal. quais as consequências fiscais na declaração modelo 22 do período 2013. os valores em causa não constituem rendimento tributável para IRS na esfera dos seus beneficiários.º 43º do CIRC. à luz do n. aplicações essas que beneficiaram da dedução fiscal ao abrigo do anterior art.10 da modelo 22 de IRC 2013. nas condições referidas.º 8 alínea b). atual art. ou seja o incumprimento das condições do artigo no caso de realizações anteriormente consideradas. considerado como rendimento do período de tributação a parte do valor do resgate correspondente ao capital aplicado. nomeadamente em função da dimensão da empresa e da remuneração do trabalhador. 40º/43º Soma do IRC ………….º do CIRS. 8.000€ de imposto IRC por ter beneficiado do art. não sendo.Período de tributação 2013 86 . em cada período.º 43. 40º/43º Em N-3 deixou de liquidar 2.º 10 do art. Outra situação relacionada com este campo. à excepção das referidas nas alíneas c) e g) deste último número.º CIRC).” EXEMPLO PRÁTICO N. as importâncias que sejam entendidas como razoáveis. Atendendo ao incumprimento das condições de dedutibilidade que beneficiou.º 22: Uma entidade efetuou nos últimos 5 anos aplicações em fundos de pensões ou equiparáveis. por referência expressa do art.Apenas podem ser consideradas.º 2.

º 2 do art. não sendo propósito deste caderno nesta fase.400 2. «não são dedutíveis para efeitos da determinação do lucro tributável os seguintes encargos. b) Para a empresa. beneficiaram do regime de isenção previsto no n. correspondente a 40% das contribuições que nesse período.000 5 4 3 2 1 AGRAVAMENTO: Produto de 10% pelo nº de anos decorridos até 2011 750 400 600 500 100 2. n. a sua análise exaustiva.º 1 do artigo 45º do Código do IRC. bem como nos dois períodos anteriores.N.000 1. a)] 724 Por determinação do n.Período de tributação 2013 87 .100 10. à taxa de 40 %. mesmo quando contabilizados como gastos do período de tributação: a) O IRC e quaisquer outros impostos que direta ou indiretamente incidam sobre os lucros.000 2.000 2. da totalidade das importâncias que beneficiaram da isenção.º 1. 10. decorrido desde a data em que as respectivas contribuições tiverem sido efectuadas.10 (IRC de períodos anteriores) Uma vez que tal situação tem enquadramento no n.250 1.000 2.º de anos Períodos IRC que deixou de ser liquidado decorridos desde a data em que cada um … N-5 N-4 N-3 N-2 N-1 1.» Vários são os números deste artigo que definem as condições de acesso às diversas realizações de utilidade social.500 1.º 1. al. Versão fevereiro 2014 . por cada ano ou fracção. campo 365. no exercício do incumprimento das contribuições que nesse exercício. 18º do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF).45º.600 3.350 Valor do IRC a inscrever no campo 363 do Q. IRC e outros impostos que direta ou indiretamente incidam sobre os lucros [art.º 2 do artigo: «2 A inobservância de qualquer das condições previstas no número anterior determina: a) Para o trabalhador ou trabalhadores beneficiados pelo incumprimento. acrescidas de 10 %. deverá ainda ser calculada uma tributação autónoma a colocar no Q. bem como nos dois exercícios anteriores. a tributação autónoma. beneficiaram do regime conforme expressamente refere o n. no ano em que ocorrer o facto extintivo.350 IRC AGRAVADO Somas 8.500 1. a perda da isenção e o englobamento como rendimento da categoria A de IRS.

…… » Continua naturalmente a não ser aceite como gasto para efeitos de determinação do lucro tributável. Naturalmente que. tal reconhecimento não concorre para a formação do resultado tributável. A movimentação contabilística é efetuada através do registo nas seguintes contas:  274 .Imposto diferido. Impostos diferidos [art. conforme o saldo da respetiva subconta 8122. a diferença registada numa conta de gastos (conta 6885 do SNC) deverá também ser acrescida neste campo.  2741 – Ativos por impostos diferidos. 45º. n.Passivos por impostos diferidos. al.07. forem reconhecidos impostos diferidos.  2742 . Ver exemplo inserido no comentário ao campo 711 Versão fevereiro 2014 .Período de tributação 2013 88 . pelo que terá sempre que ser corrigido neste Q. a acrescer no campo 725 ou eventualmente a deduzir no campo 766. o IRC e quaisquer impostos que direta ou indiretamente incidam sobre os lucros.  8122 .º 1. a)] Sempre que nos termos da NCRF 25 (IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO). incluindo a derrama municipal e a estadual e quaisquer tributações autónomas. quando qualquer estimativa para impostos sobre lucros efetuada no ano anterior se mostrou insuficiente para fazer face ao imposto efetivamente pago. seja devedor ou credor.Impostos diferidos.

o certo é que temos que conviver com ela. o IVA suportado em resultado de não ser exercido o direito à sua restituição. Para além do IVA e do SELO. Multas.º 6 do art.º 1. d)] 728 A não aceitação das multas.º 14/2008. coimas. Embora se possa discutir. para que seja sempre possível verificar tal situação. 45º. 45º. por entender que não se verifica o requisito de indispensabilidade exigido pelo nº 1 do artigo 23º do CIRC. segundo a qual não é dedutível para efeitos de IRC ou IRS. n. juros compensatórios e demais encargos pela prática de infrações [art. Versão fevereiro 2014 . 45º. c)] De referir a Circular n.º 1. n. ou cessados oficiosamente pelos serviços nos termos do n. de 6 de dezembro. devendo portanto ser acrescido neste campo 727. em teoria. al. 45º.º 5 do art. mas entregues por conta de terceiros. a maldade ou moralidade de tal norma.T. al. n. al. que não tenham origem contratual. 8º do CIRC. disponibiliza a informação cadastral dos sujeitos passivos. designadamente no tocante aos juros.º de identificação fiscal inexistente ou inválido. b)] No campo 726. devem ser incluídas as importâncias constantes de documentos emitidos por sujeitos passivos com n. a A. Impostos e outros encargos que incidam sobre terceiros que o sujeito passivo não esteja legalmente autorizado a suportar [art. Por imposição do atual n. de qualquer natureza. Idêntico tratamento fiscal deverá ser dado ao imposto do SELO. já vem de longe e tem como objetivo o não benefício do infrator.º 1. quando o seu encargo não seja da responsabilidade da entidade declarante.Período de tributação 2013 89 . coimas e demais encargos pela prática de infrações. conferido pela 8ª Diretiva do Conselho (79/1072/CEE).Encargos evidenciados em documentos emitidos por sujeitos passivos com NIF inexistente ou inválido ou por sujeitos passivos cessados oficiosamente [art. são exemplo as retenções na fonte de IRS ou IRC não efetuadas.

desde que o aumento dos gastos que esta suportaria pelo agravamento dos prémios de seguro seja. os conhecidos boletins itinerários. 45º. Sempre que um contrato de seguro está sujeito a franquia a suportar pelo segurado. se a entidade patronal não dispuser de mapas que permitam controlar as deslocações a que esses gastos se referem. De referir ainda a Inf.estando fiscalmente esclarecido que nenhum daqueles encargos.º 1. os gastos suportados voluntariamente pela entidade. 609/96 com despacho de 1996-04-30. 45º.º do CIRC e portanto não será incluído neste campo. concorre para a formação do lucro tributável. não estando aqui incluídos danos próprios. segundo a qual. serão fiscalmente aceites por enquadramento no art. 23º do CIRC. se faturados a clientes. este encargo deverá ser considerado como gasto na determinação do lucro tributável por enquadramento no art. efetivamente. Se a viatura não Versão fevereiro 2014 . Ajudas de custo e encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador [art. para uma viatura ser considerada própria do trabalhador. superior ao valor das indemnizações por si pagas diretamente. nem provocar qualquer tipo de gastos na mesma. Refira-se que. designadamente juros compensatórios e de mora. 23. sendo apenas aplicável a indemnizações pagas a terceiros. Indemnizações por eventos seguráveis [art. e)] 729 A não aceitação destas indemnizações pela verificação de eventos cujo risco seja segurável.Período de tributação 2013 90 . n. Vinculativa no Proc. f)] Estes gastos são integralmente aceites para efeitos de determinação do lucro tributável. independentemente do risco ser ou não segurável. ou sempre que sujeitos a tributação em sede de IRS na esfera do trabalhador beneficiário. Só serão de incluir neste campo. n. não pode fazer parte do ativo da entidade. com o objetivo de evitar acréscimos em gastos futuros. terá como objetivo evitar certas formas de evasão ou abuso fiscal.º 1. al. al.

103º do CIRS. que podem continuar a apresentar a faturação emitida aos seus clientes com o preço global do serviço prestado. mais recentemente foi publicado o Dec. para os respetivos trabalhadores.º do CIRC. entre outras. encargos com ajudas de custo e com compensação de deslocações em viatura própria. sempre que são detetados e comprovados estes pagamentos. sem prejudicar a aceitação do valor pago aos trabalhadores a título de ajudas de custo.º 192/95. Lei n. de 24 de abril. nas mesmas condições dos outros trabalhadores. desde que possuam os comprovantes exigidos (mapa …) previsto s na alínea f) do n. que procede. os sócios gerentes podem apresentar.º 137/2010. que estabelecem o regime de abono de ajudas de custo e subsídio de transporte por motivos de deslocação em serviço público dos trabalhadores que exercem funções públicas. não evidenciando as várias componentes que o constituem. ou ser retirado o gasto para IRC na entidade que o considerou. de 28 de dezembro. à clarificação do âmbito de aplicação subjetiva do Dec. poderemos recorrer à Circular 12 de 29/04/1991 da Direção de Serviços de IRS. em território nacional no estrangeiro. Refere-se ainda a situação particular relacionada com as empresas associadas da ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias). Os limites diários previstos apresentam-se no quadro seguinte: Versão fevereiro 2014 . Quando comprovado o seu pagamento e o seu enquadramento na sujeição a IRS na esfera do trabalhador. de 28 de julho.-Lei n. Sempre que a entidade não possua os referidos mapas. poderá ser exigida a correspondente retenção na fonte à entidade pagadora.º 4 do art. Para além desta circular. é considerada para este efeito como sendo própria. Esta situação concreta. mas for por ele utilizada. com fundamento no n.º 1 do art. e do Dec. que expressamente refere: «4-Tratando-se de rendimentos sujeitos a retenção que não tenham sido contabilizados nem comunicados como tal aos respetivos beneficiários. 45.» No tocante aos limites legais a serem considerados para os efeitos aqui em apreço. que deverá manter ainda a atualidade.Período de tributação 2013 91 .estiver em nome do trabalhador. uma vez que.-Lei n.º 106/98. tanto poderá ser considerado rendimento para efeitos de IRS no trabalhador. a não ser que opte por considerar rendimentos da categoria A de IRS. o substituto assume responsabilidade solidária pelo imposto não retido. os valores em causa deverão ser incluídos neste campo. Para este efeito. tem suscitado alguma controvérsia.

º 66-B/2012). Versão fevereiro 2014 .35 100. Ou seja.19 Obs:Valores do Dec.Período de tributação 2013 92 . Se for contratado especificamente para trabalhar num local fora da sede da entidade patronal. só são devidas ajudas de custo quando o trabalhador é deslocado do seu local habitual de trabalho.6BEBRG. já não serão devidas ajudas de custo. será retirado o subsídio de refeição. foram também alteradas as distâncias a partir das quais se verifica o direito às ajudas de custo: Até 5 Km Sem direito a Em 2012 Entre 5 e 20 Km Deslocações diárias (25%) Sem direito a ajudas custo Entre 20 e 50 Km Direito a dias sucessivos (100%) Deslocações diárias (25%) A partir de 50 Km Direito a dias sucessivos (100%) Direito a dias sucessivos (100%) ajudas custo Sem direito a ajudas custo Em 2013/2014 Obs: Sempre que tenha direito a ajudas de custos. de 28/12 para 2012 e Lei do Orçamento de Estado para 2013 Com o O. segundo este acórdão.19 0.36 119.E para 2013 (Lei n. processo 01006/04. Assim.20 69. segundo o qual. De referir por último o acórdão do Tribunal Central Administrativo Norte de 08-11-2007.66 50. só serão devidas ajudas de custo quando houve mudança do local de trabalho contratualmente previsto ou deslocações por força da prestação ocasional do trabalho fora do local habitual ou por força da transferência das instalações da sua entidade patronal. quando não verificada aquela circunstância.13 133.36 Portugal Estrangeiro Portugal Trabalhadores em geral Órgãos sociais e altos cargos não comparáveis F.Descrição/Período 2012 2013 / 2014 Estrangeiro 89.º 137/2010.P. Valor por Km 50.20 69. Lei n. a respectiva retribuição constituirá um complemento de remuneração sujeita a tributação em sede de IRS na esfera do beneficiário.24 0.

mas com fundamento na falta de enquadramento no artigo 23º do mesmo código. por determinação da alínea g) do n. enquanto que as despesas não documentadas.2 Estes encargos. Os primeiros não são aceites como gasto. Versão fevereiro 2014 . para além de sofrerem tributação autónoma como veremos adiante.º 1. embora se mantenha o mesmo regime que vinha sendo seguido. al.ESQUEMATICAMENTE: (*) (*) Esquema adaptado de outros autores Tributações autónomas correspondentes. o termo “despesas confidenciais”. campo 716 do Q. apesar de ambos não concorrerem para a formação do lucro tributável. Conforme se verifica. deixou de ser utilizado.º 1 do artigo 45º do CIRC. ver ponto 6.º 1 do artigo 88º do código. 22 (OUTRAS INFORMAÇÕES) encontrando-se sujeitos a tributação autónoma.Período de tributação 2013 93 . sendo o seu quantitativo cruzado com o campo 365 do Quadro 10 da mesma declaração (Tributações autónomas). conforme expressamente determina o n. serão discriminados no Quadro 11 da declaração mod.22. 45º. g)] Não poderemos deixar de fazer distinção entre encargos não devidamente documentados e gastos não documentados. também não são aceites como gasto. Encargos não devidamente documentados [art.07 da mod. n. quando dedutíveis.

000. Tendo em conta a elevada carga fiscal que atualmente recai sobre este tipo de despesas. n. A parcela da amortização dedutível para efeitos fiscais fica condicionada aos limites previstos na Portaria 467/2010. Assim. considerando-se como tal o aluguer que se reporta a contratos até 3 meses renováveis e a contratos superiores a 3 meses. como se se tratasse de uma aquisição sem recurso ao regime de aluguer (ver tabela incluída no parte final do ponto 2 deste caderno). quando não apoiado em documento externo que permita conhecer fácil. nem permita evidenciar a causa e a natureza do mesmo. Ver comentário ao campo 716 (Gastos não documentadas).Um encargo deve entender-se como não documentado.Período de tributação 2013 94 . não será expectável que se encontrem com frequência. com a renda decomposta entre amortização financeira e encargo financeiro.31 de Sua Exa o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais foi sancionado o entendimento de que a alínea i) do nº 1 do artº 41º do CIRC apenas é aplicável às situações de aluguer de longa duração. fica condicionada à parte correspondente ao Versão fevereiro 2014 . ao descrever: «Por despacho de 90. h)] A existência deste campo justifica-se pela pretensão de atribuir igual tratamento. Excedam o montante definido por portaria do ministro das finanças (€ 25. adquiridas em 2012 e seguintes). al. clara e precisamente a operação que lhe está subjacente. Refira-se a existência da Circular 24 de 19/12/1991 da Direção de Serviços do IRC. deverá manter ainda a atualidade.º 1. na parte correspondente ao valor das depreciações dessas viaturas que:   Excedam os limites fiscalmente fixados. com as necessárias adaptações. a aceitação fiscal dos encargos correspondentes à amortização do capital relacionados com o ALUGUER destas viaturas. Assim.12. que. qualquer que seja a forma de aquisição deste tipo de viaturas. deverão ser incluídos neste campo os encargos com o aluguer sem condutor de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas. Encargos com o aluguer de viaturas sem condutor [art.00 para viaturas movidas a combustíveis convencionais.» A sua aplicação pressupõe a existência de um plano financeiro. 45º. designadamente no tocante ao conceito de longa duração.

senão vejamos o seguinte exemplo concreto e muito comum. segundo a qual: Consideram-se aluguer de longa duração os contratos até 3 meses renováveis e a contratos superiores a 3 meses.º 467/2010.º (parte correspondente à depreciação máxima prevista nos limites da Portaria n. seriam dedutíveis no caso de a viatura ter sido objeto de aquisição direta. a vigorar aquela interpretação.000 e é-lhe aceite fiscalmente todo o gasto com uso da mesma: Versão fevereiro 2014 .(operacional) a que se refere o Proc. de 7 de julho). segundo o qual.º.º 45.valor das depreciações aceites se fossem contabilizadas. a empresa usa uma viatura no valor de € 52.º 1 do art. 2011 004399. 23.º 1 do art.º1 do art.º-A do CIRC). esta interpretação não estará devidamente alinhada com esta alínea h) do n. não sejam aceites como gastos. REFLEXÃO: Salvo melhor opinião. não são dedutíveis: «h) Os encargos com o aluguer sem condutor de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.º 1 do art. Os contratos de renting são considerados “contratos de aluguer sem condutor” e estão sujeitos à limitação dos encargos nos termos da alínea h) do n. nos termos das alíneas c) e e) do n.º 45º do CIRC.º 1 do art. na parte correspondente ao valor das depreciações dessas viaturas que. de 2012-03-30.Período de tributação 2013 95 .º 34.º 45º (atual alínea i) do n.º 1 do artigo 34. Será de ter-se aqui em atenção a FICHA DOUTRINÁRIA relativa às viaturas ligeiras de passageiros ou mistas: dedutibilidade fiscal das rendas e tributação autónoma dos encargos associados a contratos de renting. nos termos das alíneas c) e e) do n.º. com despacho do Subdiretor-Geral. Atendendo ao disposto na alínea h) do n. sendo os restantes encargos incluídos na renda aceites na determinação do lucro tributável.» A interpretação da (“parte correspondente ao valor das depreciações dessas viaturas‖) tem vindo a ser entendida até ao valor das depreciações anuais que.

que não é relevante uma vez que se trata de um renting operacional e não um contrato de leasing.927.: Naturalmente que está aqui implícito um valor residual.910 de amortização anual de capital. 07 da modelo 22 do IRC. o valor da amortização financeira foi apenas de € 6.97 Amortização Capital € 6. no valor de 52. qual deverá ser aceite fiscalmente? Obs. condicionar o gasto aceite à parte correspondente ao valor das depreciações que seriam aceites na aquisição direta. apesar da viatura em causa ter um valor de € 52.000 €.87).000 suportou € 6. a utilizar durante 48 meses (4 anos).95) no correspondente campo 732 do Q.320 Manutenção 960 Despesas 250 RENDA ANUAL 11. para uma viatura BMW série 3 touring.87 deverá ser apenas de € 3.976.000. Se considerarmos que a “parte correspondente ao valor das depreciações‖ se refere à amortização anual.º).3.95 pelo que seria de acrescer a diferença (6.910. o valor correspondente ao valor limite. Em 2013 suportou os seguintes encargos com aquela viatura: Valores em euros € Amortização CAPITAL 6. muito acima do valor limite fiscalmente considerado (neste caso €29.976.º 23: Uma viatura cujo valor de Contrato de “renting” celebrado em 01 julho de 20 10.87 Taxa 25% Depreciação fiscal máxima € 7. € 29.EXEMPLO PRÁTICO N.320 Seguro 1.º 1 do artigo 34.927.760 Do gasto (CAPITAL) efetivamente suportado no período 2013. Nesta hipótese.00 Neste caso. Versão fevereiro 2014 . como se demonstra: Valor máximo depreciável € 29. ou seja.910 . sem ver desconsiderado parte dos gastos de fruição da mesma.481.910 Juros 2. considerarmos que a expressão “ parte correspondente ao valor das depreciações‖ se refere à parte proporcional entre a amortização do capital aceite fiscalmente e o valor de aquisição da viatura. o sujeito passivo em causa utiliza e usufrui de uma viatura de gama alta (de valor acima dos limites fixados na alínea e) do n. Se. como acontece nas restantes situações de utilização/fruição do mesmo tipo de viaturas. teremos uma solução completamente diferente: Se para uma viatura no valor de € 52. pelo contrário.910.927.Período de tributação 2013 96 . então toda a amortização do capital é aceite fiscalmente.00 Valor a Acrescer (Campo 732) € 0.

Refira-se por último que neste tipo de contratos de “renting” terão que ser conhecidos, pelo menos os elementos que permitam quantificar tais montantes, a saber: • • • Valor da viatura; Parcela da renda que corresponde à amortização do capital; Juros e restantes encargos …

Encargos com combustíveis [art. 45º, n.º 1, al. i)]

Para que os encargos com combustíveis sejam aceites para efeitos fiscais e concorram para a formação do lucro tributável, passou a ser exigido que a entidade faça a prova de que:   Respeitam a bens do seu ativo ou por ela utilizados em regime de locação; Não são ultrapassados os consumos normais.

Parece que a indicação da entidade nos documentos de suporte, assim como a matrícula da viatura abastecida, serão suficientes para demonstrar a primeira parte da prova, já quanto à segunda, deverá imperar o bom senso das partes envolvidas. Refira-se ainda que, com novas exigências de faturação, todos os elementos das faturas têm que provir do sistema de faturação utilizado, incluindo naturalmente a matrícula da viatura.

Juros de suprimentos [art. 45º, n.º 1, al. j)]

No tocante a este tipo de juros e outras formas de remuneração de suprimentos e empréstimos suportados pelas entidades, e atendendo às relações especiais entre quem paga e quem recebe, o código estabeleceu um limite máximo a ser aceite na determinação do lucro tributável.

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Assim, sempre que a taxa de remuneração exceder o limite «correspondente à taxa de
referência Euribor a 12 meses do dia da constituição da dívida ou outra taxa definida por portaria do Ministro das Finanças que utilize aquela taxa como indexante», o excedente do gasto considerado

deverá aqui ser acrescido. Nessa sequência, a Portaria n.º 184/2002 de 4 de março, veio fixar como taxa máxima aceite para efeitos fiscais, em relação a juros de suprimentos, a correspondente à taxa Euribor a 12 meses do dia da constituição da dívida, acrescida de um spread de 1,5%, que se aplica ao período 2010 e seguintes. Com a publicação do art. 135º, da Lei n.º 55-A/2010 de 31/12 (OE 2011), foi alterada a Portaria, passando aquele spread para 6%, nas condições referidas no seu novo n.º 2 que refere expressamente: «2.º Sempre que se trate de juros e outras formas de remuneração de suprimentos e
empréstimos feitos pelos sócios a PME, tal como definidas no anexo ao Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de Novembro, é fixado em 6% o spread a acrescer à taxa EURIBOR a 12 meses do dia da constituição da dívida.»

A mesma portaria, continua contudo a definir que as entidades a quem se aplicam as regras de Preços de Transferência, não será aplicável a alínea j) do n.º 1 do artigo 45º do Código do IRC, atendendo a que, as entidades que efetuam suprimentos (sócios) estão normalmente abrangidos por aquelas regras. No entanto, não sendo acionado o mecanismo dos Preços de Transferência, deve atender-se a esta alínea j) do art. 45º.

Gastos não dedutíveis relativos à participação nos lucros por membros dos órgãos sociais [art. 45º, n.º 1, al. n)]

A

participação

nos

lucros

(conhecidas

gratificações

de

balanço),

atribuída

aos

trabalhadores das entidades, mesmo que estes tenham uma qualquer participação no capital, é gasto na totalidade, sem qualquer limitação, desde que seja paga ou colocada à disposição dos seus titulares até ao fim do período de tributação seguinte. Assim, relativamente aos trabalhadores, que não sejam membros dos órgãos sociais, não haverá lugar ao preenchimento deste campo. No entanto, sempre que tais gratificações não sejam colocadas à disposição dos beneficiários até ao final do período de tributação seguinte, «… ao valor do IRC liquidado
relativamente ao período de tributação seguinte adiciona-se o IRC que deixou de ser liquidado em resultado da dedução das importâncias que não tenham sido pagas ou colocadas à disposição dos
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interessados no prazo indicado, acrescido dos juros compensatórios correspondentes.» (art. 45º, n.º

6). Esta correção será efetuada no campo 363 do Quadro 10, sendo os correspondentes juros compensatórios incluídos no campo 366 do mesmo Quadro 10. Portanto este campo 735 só será preenchido, nos casos em que essas gratificações forem atribuídas a membros de órgãos sociais, quando estes sejam titulares direta ou indiretamente, de partes representativas de, pelo menos, 1% do capital social, na parte em que exceda o dobro da remuneração mensal auferida no período de tributação a que respeita o resultado em que participam. No cálculo do valor da remuneração mensal, mantém-se a interpretação constante da circular n.º 8/2000 de 11/5, no tocante ao conceito de remuneração mensal média. Considera-se o valor da retribuição total anual, auferida como contrapartida do trabalho incluindo remunerações variáveis, dividida por doze. A este respeito, refere o atual n.º 7 do mesmo artigo 45º, que se considera que o beneficiário (membro do órgão social) detém indiretamente as partes do capital da sociedade quando as mesmas sejam da titularidade do cônjuge, respetivos ascendentes ou descendentes até ao 2.º grau, sendo igualmente aplicáveis, com as necessárias adaptações, as regras sobre a equiparação da titularidade estabelecidas no Código das Sociedades Comerciais. Podemos portanto concluir, que o filho de um gerente de uma empresa (simples trabalhador assalariado) poderá ser gratificado por qualquer importância, sem que a empresa tenha de preencher este campo, na medida em que esse beneficiário filho, não seja membro dos órgãos sociais. EXEMPLO PRÁTICO N.º 24:
Uma entidade pretende reconhecer como gasto de 2013 e com base numa estimativa fiável, a sua obrigação construtiva relativa aos benefícios dos empregados, a título de participação nos lucros, fundamentando-se na prática passada. A estimativa aponta para um valor de 3% dos lucros. Efetuados os cálculos do valor a atribuir a cada empregado, com base na experiência passada, constatou-se que o valor da gratificação a receber pelo gerente é de € 5.500,00. Este beneficiário (gerente) é também titular de 3% do capital social daquela empresa e a sua remuneração mensal foi de € 2.100,00. As consequências fiscais a considerar serão as seguintes:

Contabilisticamente: Reconhece como gasto do período a que o lucro diz respeito (2013), o valor € 5.500,00 a título de gratificações.

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Fiscalmente:     Remuneração mensal média do gerente: 2.100 x 14 : 12 = € 2.450,00 Dobro da remuneração média mensal: 2.450 x 2 = 4.900 Valor da gratificação a atribuir a o gerente: € 5.500,00 (a ser paga ou colocada à disposição até final de 2014). Acresce no Q.07 da mod. 22: 5.500 – 4.900 = € 600,00 Campo 735

Naturalmente que o sócio gerente é tributado em IRS – cat. A pela totalidade da gratificação recebida (€ 5.500,00), no período em que lhe for paga ou colocada à disposição, neste caso no período seguinte. Nos casos em que, contabilisticamente, não seja reconhecido no período a que os lucros se referem, o gasto com essa participação nos lucros, por não se verificarem as condições da NCRF 28 (Benefícios dos Empregados - § 18. a) e b)), tal gasto, embora aceite nesse período para efeitos fiscais (art. 23º,n.º 1, d) do CIRC), não ficou lá contabilizado e portanto não está incluído no resultado líquido. Neste caso, não deve nesse período, ser incluído para efeitos fiscais no campo 704 (Variações patrimoniais negativas não refletidas no resultado
líquido do período – art. 24º)

Se no período seguinte, em Assembleia-Geral aquando da aprovação das contas, for decidido atribuir gratificações a título de participação nos lucros, esta variação patrimonial negativa ocorrida neste período seguinte, será contabilisticamente registada em “56Resultados Transitados‖. Para efeitos de dedutibilidade fiscal (art. 45º, n.º 1, m)), o prazo para pagamento ou colocação à disposição dessas quantias atribuídas a título de participação nos lucros, é sempre o final do período de tributação seguinte aquele a que os lucros se referem (em que os trabalhadores prestaram o serviço), independentemente do gasto fiscal ficar neste período ou no seguinte em que é deliberada a respetiva atribuição.

No caso de não se verificar aquele requisito (colocação à disposição até final do período de tributação seguinte aquele a que os lucros se referem), quer aos órgãos sociais, quer aos trabalhadores, ao valor do IRC liquidado relativamente ao período de tributação seguinte adiciona-se o IRC que deixou de ser liquidado em resultado da dedução das importâncias que não tenham sido pagas ou colocadas à disposição dos interessados no prazo indicado, acrescido dos juros compensatórios correspondentes. O valor do IRC daqui resultante, será colocado no campo 363 do Q. 10 da mod. 22 de IRC e o valor dos juros compensatórios, será colocado no campo 366 do mesmo quadro. Para além de ser preenchido este campo, transporta também para o campo informativo 366-B do mesmo Q.10 o mesmo valor.
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Menos-valias contabilísticas Para efeitos de determinação do lucro tributável apenas relevam as mais ou menos valias fiscais. c) As sucursais em Portugal de instituições de crédito com sede principal e efectiva fora da União Europeia. a qual deve ser enviada à AT por transmissão eletrónica de dados e também paga até ao último dia do mês de junho. 45º. as contabilísticas.Ver a Circular n. divulgada em Maio de 2011 a propósito dos gastos relativos a participação nos lucros e o exemplo inserido no comentário ao campo 704. O regime que criou a contribuição sobre o setor bancário foi aprovado pelo art.º 141.º 1.º 121/2011.Período de tributação 2013 101 . Versão fevereiro 2014 . n. utilizando este campo ou no campo 767. haverá sempre que expurgar do resultado líquido. b) As filiais em Portugal de instituições de crédito que não tenham a sua sede principal e efectiva da administração em território português. conforme sejam negativas ou positivas.º 55-A/2010.º. al.º 1 do art. de 31 de dezembro (OE para 2011) e objeto de regulamentação posterior pela Portaria n.º 9/2011 da DSIRC. Contribuição sobre o setor bancário [art.º 45. Assim.º da Lei n. não concorre para a formação do lucro tributável. o)] Deve ser inscrito neste campo (criado pela primeira vez na declaração em vigor em 2012) o montante da contribuição sobre o setor bancário que. de 30 de março. Segundo este regime: «1 — São sujeitos passivos da contribuição sobre o sector bancário: a) As instituições de crédito com sede principal e efectiva da administração situada em território português. nos termos da alínea o) do n.» Esta contribuição é liquidada anualmente pelo sujeito passivo através da Declaração modelo 26.

n. nºs 2 e 3). (atuais 23.ºs 3.º 2 do art. 45º. líquido dos encargos que lhe sejam inerentes. quando estas sejam gasto fiscal abrangido pelo art. i). sendo por isso acrescidos os outros 50%. (atuais art. e o valor de aquisição deduzido das perdas por imparidade e outras correções de valor previstas no artigo 35º. 50% de outras perdas relativas a partes de capital ou outras componentes do capital próprio (art.º 1.º 3 e 23º-A. também por determinação do mesmo n. 4 e 5. 4 e 5.No cálculo das mais ou menos valias fiscais. que apenas considera 50% da menos valia. designadamente prestações suplementares. haverá sempre que atender ao seu conceito. a) – (instrumentos financeiros reconhecidos pelo justo valor através de resultados).Período de tributação 2013 102 .º 3. não pode deixar ser conjugada com o disposto no anterior art. 45º (parte final).º 45º.As mais-valias e as menos-valias são dadas pela diferença entre o valor de realização.º 3 do mesmo art. 81. 23º. n. definido no artigo 46º do CIRC.ºs 23º. este conceito deve prevalecer e ser respeitado sempre que esteja em causa o apuramento de mais ou menos valias a considerar para os efeitos previstos no CIRC. só se considera metade das outras perdas ou variações patrimoniais negativas relativas a partes de capital ou outras componentes do capital próprio. Serão por exemplo de incluir aqui 50% das perdas decorrentes da redução do justo valor. 18º.º 2: «2 .º 3. n.º do CIRC apuradas em resultado da partilha no processo de liquidação da uma sociedade. n.º e 23º-A). n.»2 Salvo melhor opinião.º 23º.º 5 do artigo 30º. parte final) Em conformidade com o referido para o campo 768. Naturalmente que. 2 Negrito e sublinhado não incluídos no texto original Versão fevereiro 2014 . uma vez que só são consideradas em 50%. nas condições previstas no art. n.ºs 3. também as menos-valias dedutíveis nos termos da alínea b) do n. designadamente no seu n. serão consideradas em 50%. sem prejuízo da parte final do n. designadamente os seus n. se a sua dedutibilidade não for totalmente afastada pelo artigo 23º. A análise do anterior art. no tocante às perdas em causa.º 9. bem como das depreciações ou amortizações aceites fiscalmente.

ativos biológicos que não sejam consumíveis e propriedades de investimento. pelo que não deverá beneficiar do regime do reinvestimento.º 9 deste mesmo artigo».Período de tributação 2013 103 . logo que verificada a tradição dos bens. Nos termos do disposto no n. qualquer que seja o título por que se opere e. «as mudanças no modelo de valorização relevantes para efeitos fiscais. não deveremos esquecer o referido na alínea a) do n. Considera a alínea b) do n.A este propósito.º 159/2009. que visou essencialmente adaptar o Código do IRC ao novo regime contabilístico decorrente da entrada em vigor do SNC.º 9 do artigo 18º»3. Esta redação foi conferida a este artigo pelo Decreto-Lei n. já vigente para IMT e IVA. de 13 de julho. os decorrentes de sinistros ou os resultantes da afectação permanente a fins alheios à atividade exercida.º 23. «consideram-se mais-valias ou menos-valias realizadas os ganhos obtidos ou as perdas sofridas mediante transmissão onerosa.º com art.º 5. que considera também transmissão onerosa a promessa de compra e venda ou de troca. na medida em que não há efetivo reinvestimento. al. 46º. CAMPO Mais-valia fiscal resultante de mudanças no modelo de valorização (art.º 5 do mesmo artigo 46º. Apesar de não constar deste campo. b) Instrumentos financeiros. de reclassificação contabilística ou de alterações nos pressupostos referidos na alínea a) do n. ainda que qualquer destes ativos tenha sido reclassificado como ativo não corrente detido para venda. designadamente. não corresponde a uma verdadeira transmissão onerosa. 3 Sublinhados não incluídos no texto original Versão fevereiro 2014 . bem assim. são extensíveis ao campo correspondente a deduzir. Refira-se que esta mais-valia (resultante da assimilação a transmissão onerosa).º 1 do artigo 46º do Código do IRC.º 5 do mesmo artigo 46º. com excepção dos reconhecidos pelo justo valor nos termos das alíneas a) e b) do n. veja-se o exemplo prático inserido nos comentários ao campo 717. b)) Os comentários a este campo. acolhendo assim o mesmo conceito de transmissão para efeitos fiscais. n. ativos intangíveis. que conjuga os art. respeitantes a: a) Ativos fixos tangíveis.º 45º do CIRC. que decorram. nos termos do n. que são assimiladas a transmissões onerosas.º 9 do artigo 18º. campo 768.

000) Fiscalidade (Mod. não é aceite o modelo do justo valor para efeitos fiscais (art.º 5 do artigo 23º do CIRC. 18º do CIRC (participação não superior a 5%).00. Quais as consequências fiscais em 2012 e 2013. admitindo duas hipóteses: Justo valor (cotação) das Ações em 31/12/2012 é de € 6. EXEMPLO PRÁTICO N.000 (custo unitário = € 2.150.º 25: Em 2012 a sociedade Invest.00. NCRF 27 (INSTRUMENTOS FINANCEIROS).º 9) pelo que terá que ser considerado o modelo do custo.º 9 do art. Versão fevereiro 2014 . por € 6.850.900. Campo 759 3 – Em 2013.07. Hipóteses A: 1 – Uma vez que a participação inicial é superior a 5%. Em 2013. Hipótese A: Justo valor (cotação) em 31/12/2012 de € 6. a Invest alienou 1.00. passando agora a ser aceite o justo valor para efeitos fiscais. correspondentes a 6% do capital social de P.Período de tributação 2013 104 .000 Ações por € 2.Refira-se que as menos valias não serão consideradas para efeitos fiscais. Hipótese B: Justo valor (cotação) em 31/12/2012 de € 5. 2 – Na contabilidade.00 (€1. passando a deter apenas 4%. por determinação da parte final do n.100.150 (valor unitário = € 2. 18º n.6. adquiriu 3.100.05).00 (€ 2. terá reconhecido em 31/12/2012. o justo valor: Descrição Pelo aumento do justo valor Contabilidade Debita conta 41 e Credita 771 por 150 = (6. pelo que se verifica a alteração dos pressupostos no n.150 . ficando a deter uma participação de 4% no capital social. apesar de na contabilidade ter reconhecido pelo justo valor.05 por ação) e alienação em 2013 das 1.000 Ações por € 1.000 de Ações no mercado bolsista. alienou 1.000 Ações por € 2.00). cotada em bolsa.22 de IRC) Deduz no Q.000 Ações por € 2.95 por ação) e alienação em 2013 das 1.100.

000 x 2 * 1) = .900 – (1. igualmente.º 4 do artigo 63º. Hipóteses B: 5 – Na contabilidade. nos termos do n.000) Fiscalidade (Mod.º 5 do art. qualquer que seja o título por que se opere. Campo 713 6 – Cálculo das menos-valias em 2013. bem como as menos-valias resultantes de mudanças no modelo de valorização relevantes para efeitos fiscais. a entidades com as quais existam relações especiais.= Coeficiente fixionado.cotação) – (VA * Ccm) = (2. por determinação da parte final do n. terá reconhecido em 31/12/2012. quando alienou 1. VA=Valor de aquisição.05) = 50 Quadro 07 Deduz Q.07.100 – (1.000 x 2. Campo 769 Deduz 50% Q.Não são. quando alienou 1.Período de tributação 2013 105 .07. nos termos do n. que decorram.07.m. Esta menos-valia por alteração dos pressupostos.50 Quadro 07 Acresce Q. aceites como gastos do período de tributação.000 x 1.95) = .000x1. VA= Valor de aquisição. Campo 736 Deduz 50% Q.000 Ações por € 2. de Versão fevereiro 2014 .07.m. 23º do CIRC.00: Descrição Perda contabilística Menos-valia fiscal (Venda de 1.000 x 2 *1) = .100 – (1.100.º 9 do artigo 18º. que refere expressamente: «5 .cotação) – (VA * Ccm) = (2. C.000x2. QE=Quantia escriturada.05) – (2.000 Ações por € 1. C.6.900 – (1.900.850 .22 de IRC) Acresce no Q. QE= Quantia escriturada. Campo 738 VR – (VA * Ccm) = 2.07.95) – (2. designadamente.c.000 x 2 * 1) = 100 (V.00: Descrição Ganho contabilístico Mais-valia fiscal (Venda) Mais-valia fiscal (alteração dos pressupostos) 2013 VR – QE = 2. ou a entidades residentes em território português sujeitas a um regime especial de tributação. Campo 739 Acresce Q.c.000 x 2 *1) = 100 Em que: VR= Valor de realização. não seria dedutível.=Coeficiente fixionado.4 – Cálculo das mais-valias em 2013.07. Campo 767 Acresce Q.100 Menos-valia fiscal (alteração dos pressupostos) (V. o justo valor: Descrição Pela diminuição do justo valor Contabilidade Credita conta 41 e Debita 661 por 150 = (5. Campo 768 VR – (VA * Ccm) = 1.100 Em que: VR=Valor de realização. os suportados com a transmissão onerosa de partes de capital.000 Ações)) 2013 VR – QE = 1.07.

será dividido em dois momentos: O primeiro.º 9 do art. as mais-valias ou menos-valias fiscais apuradas no âmbito da mudança do modelo de valorização. No entanto. não entram para o cálculo do reinvestimento a que se refere o art.º s 1. 1. o campo 768 do Q. ao referir: 50% das menos-valias fiscais resultante de mudanças no modelo de valorização [art.07 da modelo 22. 45º. n. 48º.º 18º do CIRC. de acordo com as regras e atualizações fiscais previstas no código. o da assimilação a transmissão onerosa e o Segundo. 46. 45º. Refira-se que esta assimilação a transmissão onerosa só se verifica quando a mudança do modelo de valorização (art. por interpretação do n.º 5. n. b)) for relevante para efeitos fiscais nos termos do n. 4 e 5) 739 Ver também os comentários ao campo 769 4 Negrito e sublinhado não incluídos no texto original Versão fevereiro 2014 .º (Reinvestimento dos valores de realização ).Período de tributação 2013 106 . 48.º.º 9 deste artigo»4. 46º. o verdadeiro ganho ou perda e consequente tributação. é compensada com a tributação efetiva ocorrida aquando da verdadeira ulterior transmissão. al. uma vez que nesta.reclassificação contabilística ou de alterações nos pressupostos referidos na alínea a) do n.º) 50% da diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias fiscais com intenção expressa de reinvestimento (art. n. será considerado como custo o valor agora considerado na assimilação a transmissão onerosa. Também não se pode afirmar que haja uma dupla tributação. parte final] e 50% da diferença negativa entre as mais e as menos-valias fiscais de partes de capital ou outras componentes do capital próprio (art.º 3. Ou seja. Sendo que a real tributação vai incidir sobre o ganho efetivamente obtido com a transmissão. 45º do CIRC ( Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais). na medida em que a tributação agora ocorrida. 46º.º 5. por via da assimilação a transmissão onerosa. o da realização efetiva do ganho ou perda. que é diferença entre o valor de realização obtido aquando da venda e o custo dessa aquisição aquando da compra.º 3. n. Diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias fiscais sem intenção de reinvestimento (art. n. inclui apenas 50% destas menos valias. al. b) e art.º 3 do art.ª parte) Refira-se ainda que.

de 13 de julho.º 5 do artigo 30º» (quotas mínimas). não são consideradas. O conceito de valor de realização encontra-se definido nos n. só são consideradas as quotas de depreciação/amortização fiscalmente aceites. consoante o caso. a data em que estas se tornam certas e definitivas. Versão fevereiro 2014 . para efeitos da determinação do lucro tributável nos termos do presente Código. sendo. as amortizações tomadas para esse efeito eram as efetivamente praticadas. No caso de afectação a fins alheios à actividade exercida. ou seja. prevista nos termos da alínea a) do n. acrescido ou diminuído. no caso de bens imóveis. a data em se verificada a tradição dos bens. no caso de troca por bens futuros. na determinação das mais ou menos valias fiscais. se anterior à data da transferência de propriedade.º 159/2009. no caso de se utilizarem quotas superiores às máximas previstas. será a data em que é dado o destino diferente. que considera como valor de realização o valor de mercado dos bens ou direitos recebidos. 2 e 3 referem expressamente: «1 .Período de tributação 2013 107 . Para efeitos de IRC. e o valor de aquisição deduzido das perdas por imparidade e outras correções de valor previstas no artigo 35º. tendo como mínimo as legalmente definidas. líquido dos encargos que lhe sejam inerentes.º s 1. o n. previstas no decreto regulamentar.º 2 deste artigo 46º estabelece que «As mais-valias e as menos-valias são dadas pela diferença entre o valor de realização. Antes. sem prejuízo da parte final do n. No entanto. bem como das depreciações ou amortizações aceites fiscalmente.º s 3 e 4 do mesmo artigo 46º e corresponde. basicamente ao valor da contraprestação obtido através da alienação. atualmente. da importância em dinheiro conjuntamente recebida ou paga.MAIS OU MENOS VALIAS A redação do artigo 46º do CIRC que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei n. há que atender ainda ao disposto no artigo 64º do Código do IRC (Correções ao valor de transmissão de direitos reais sobre bens imóveis) cujos n. valores normais de mercado que não podem ser inferiores aos valores patrimoniais tributários definitivos que serviram de base à liquidação do imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT) ou que serviriam no caso de não haver lugar à liquidação deste imposto.A .º 3 do mesmo artigo. No caso de promessa de compra e venda. relativamente às depreciações/amortizações a considerar. o valor de mercado destes que lhes corresponda à data da troca (n. trouxe uma importante alteração no cálculo do apuramento das mais e menosvalias fiscais. pelo que. Assim. Não deixará de se referir as situações em que se verifica a troca ou permuta. as correspondentes a metade das taxas máximas. Quanto ao momento a considerar na realização das mais valias.Os alienantes e adquirentes de direitos reais sobre bens imóveis devem adotar.º 4 art. será: No caso das indemnizações. 46º).

48. o valor de referência a ser usado no cálculo da mais-valia fiscal e a ser considerado para efeitos de aproveitamento do regime de reinvestimento previsto no art.2 . nos termos da alínea f) do n. a considerar (se o valor do contrato ou o VPT).º 1: Versão fevereiro 2014 . não nos podemos esquecer que « A correção monetária a que se refere o número anterior não é aplicável aos instrumentos financeiros. o qual.2009. do mesmo Código. é o valor da respectiva contraprestação.» No tocante ao reinvestimento dos valores de realização e sempre que este se verifique nas condições legalmente exigidas (art.” Por outro lado.º 376/2013 de 30/12. Os coeficientes de desvalorização da moeda aplicáveis às alienações efetuadas em 2013 foram aprovados através da Portaria n. tenham decorrido pelo menos dois anos desde a data da aquisição. à data da realização. sondo o valor dessa atualização deduzido para efeitos da determinação do lucro tributável». nas transmissões onerosas previstas no número anterior.06. o valor constante do contrato seja inferior ao valor patrimonial tributário definitivo do imóvel. O atual regime está previsto neste artigo 48º e refere expressamente o seguinte. 48º do CIRC). por determinação do disposto no n.º. correspondente à diferença positiva entre o valor patrimonial tributário definitivo do imóvel e o valor constante do contrato. anexa a este caderno. 48.» Quanto ao conceito de valor de realização para efeitos do previsto no art. 3 . b) O sujeito passivo adquirente adota o valor patrimonial tributário definitivo para a determinação de qualquer resultado tributável em IRC relativamente ao imóvel. no campo 745 do Quadro 07 respeitante ao exercício em que foi realizada a maisvalia ou.º do CIRC (Reinvestimento dos valores de realização ). é este o valor a considerar pelo alienante e adquirente. as mais-valias (líquidas das menos-valias) passaram a ser tributadas com referência ao exercício do respetivo apuramento.º 2 do artigo anterior é atualizado mediante aplicação dos coeficientes de desvalorização da moeda para o efeito publicados em portaria do Ministro das Finanças. O valor da diferença positiva entre o VPT definitivo e o valor constante do contrato deve ser inscrito de forma autónoma. em 50% do seu valor.º 1 do artigo 47º do Código do IRC «O valor de aquisição corrigido nos termos do n. e nos termos do disposto no n. 64.º. sempre que.Para aplicação do disposto no número anterior: a) O sujeito passivo alienante deve efetuar uma correção. se o VPT não tiver sido fixado até ao último dia do prazo para a entrega dessa declaração.º 2 do artigo 47º do Código do IRC.º 15145.Período de tributação 2013 108 . de 29. no seu n. da DSIRC: “Ainda que o valor patrimonial tributário (VPT) definitivo seja superior ao valor do contrato de venda do imóvel. para determinação do lucro tributável. 46. na declaração de rendimentos do período de tributação a que é imputável o rendimento obtido com a operação de transmissão. transcreve-se o Ofício n.º 3 do art.Sempre que.º 4 do art. No entanto. salvo quanto às partes de capital.º do Código do IRC é o valor de realização. deve o mesmo ser inscrito no referido campo da declaração de substituição a entregar no prazo previsto no n.

poderemos concluir pela:  Limitação da sua aplicação aos elementos detidos por um período não inferior a um ano e aos seguintes ativos: fixos tangíveis. o valor de realização correspondente à totalidade dos referidos ativos seja reinvestido na aquisição.  As transmissões onerosas e as aquisições de partes de capital não tenham sido efetuadas com entidades residentes em território ou região cujo regime de tributação se mostre claramente mais favorável (constante de lista aprovada por 5 Sublinhados não incluídos no texto original Versão fevereiro 2014 .º 4 do artigo 63º.  Exclusão do reinvestimento em bens adquiridos em estado de uso a sujeitos passivos de IRS ou IRC com o quais existam relações especiais. com excepção dos bens adquiridos em estado de uso a sujeito passivo de IRS 5 ou IRC com o qual existam relações especiais nos termos definidos no n. de ativos biológicos não consumíveis ou de propriedades de investimento afetos à exploração nos mesmos moldes que estão estabelecidos para as mais-valias apuradas na transmissão onerosa de elementos do ativo desta natureza. afetos à exploração. detidos por um período não inferior a um ano. calculadas nos termos dos artigos anteriores. devendo as partes de capital adquiridas ser detidas por igual período. realizadas mediante a transmissão onerosa de ativos fixos tangíveis.Período de tributação 2013 109 . no período de tributação anterior ao da realização. sempre que. fabricação ou construção de ativos tangíveis. ou em consequência de indemnizações por sinistros ocorridos nestes elementos. podendo também o reinvestimento ser concretizado na aquisição.  As partes de capital alienadas tenham sido detidas por período não inferior a um ano e representem pelo menos 10% do capital social da participada. incluindo a sua remição e amortização com redução de capital desde que:  Seja feito o reinvestimento do valor de realização na aquisição de outras partes de capital de sociedades comerciais ou civis sob a forma comercial com sede ou direção efetiva em território português ou ainda em títulos do Estado Português. produção ou construção de ativos fixos tangíveis. de ativos biológicos que não sejam consumíveis ou em propriedades de investimento. deixando de fora os INTANGÍVEIS.» .«Para efeitos da determinação do lucro tributável. a diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias. é considerada em metade do seu valor.  As partes de capital e os títulos do Estado Português adquiridos sejam detidos por período não inferior a um ano. biológicos não consumíveis e propriedades de investimento. ainda que qualquer destes ativos tenha sido reclassificados como ativo não corrente detido para venda. Atentos ao atual regime.  Aplicação à transmissão onerosa de partes de capital. no próprio período de tributação ou até ao fim do segundo período de tributação seguinte. ativos biológicos que não sejam consumíveis e propriedades de investimento.

o valor de realização que vai ser objeto de reinvestimento.000 (Coef.000) * 1.000 anterior --------------2009 -------------- Depreciação contabilística Mais valia contabilística -------------- --------------- 130. que vinha depreciando à taxa de 5%.000 (*) (100. a diferença ou a parte proporcional da diferença prevista nos n.000-10.000. Não sendo concretizado.000 (100.000 e abstraindo do valor atribuível ao terreno.000x5%) --------------2011 -------5. Quando houver lugar a reinvestimento ou intenção de reinvestir.10.000) = 40. adquiriu uma fábrica por 100.000x5%) -------2008 -------7. o reinvestimento até ao fim do segundo período de tributação seguinte ao da realização.1 = 11.1 = 9. fixionado) Mais valia fiscal Regras de 2010 e seguintes: Descrição / Período Depreciação contabilística Depreciação contabilística Mais valia contabilística Deduz campo 767 Mais valia fiscal (*) Acresce campo 739 ou 740 2010 5. admitindo um coeficiente de correção monetária (ccm) = 1.000 – (120.(100.000. tendo em vista o controlo do cumprimento das condições de reinvestimento. No ano N+1.12. o VPT definitivo foi fixado em 120.000 .000-12.º 6 deste artigo 48º. exceto quando se destinem à realização de capital social. EXEMPLO PRÁTICO N. a sociedade Ativos Lda.portaria do Ministro das Finanças) ou com as quais existam relações especiais.º 26: No ano N. a mais-valia contabilística e fiscal.(120.000 – (120.000) = 22.000 .Período de tributação 2013 110 . deve constar sempre do Quadro 09 do Anexo A IES até ser concluído.000x5%) -------2012 e 2013 --------------------------130. que se considera como rendimento deste período de tributação. total ou parcialmente.000 . respetivamente.000 (120. Sabendo que o imóvel foi alienado em N+2 por 130.º s 1 e 4 não incluída no lucro tributável.000 .200 (Coef.000x5%)+ 1. refere o n. majorada em 15%.000 130.000 130.000 (100.1 será: Regras de 2009: Descrição / Período Depreciação contabilística 2007 5. fixionado) -------- -------- Versão fevereiro 2014 .000) * 1.

Sabendo que alienou o ativo em 2013 por 26.º 3.000 – 0) * 1. nem se destinem a ser alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo) não são aceites as menos valias apuradas. uma vez que. por não estar contabilizada. nem nos anteriores.000x25%) -----40.(*) – Fiscalmente não é aceite depreciação superior. não prevista no CIRC.60.1 (Coef.000 (80. 45º do CIRC. aviões de turismo e viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.000 2012 20.000x25%) 4. n. nem no período.000 (80.º 1 do art. fixionado) Tratando-se de barcos de recreio. há que ter em atenção o disposto na alínea l) do n. No final de 2012. EXEMPLO PRÁTICO N. Dec. será: Descrição / Período Depreciação contabilística Perda por imparidade Quantia escriturada (QE) 2010 20. 45º do CIRC. no montante de 4.º 1 do art. «As menos-valias realizadas relativas a barcos de recreio.000 2013 ------------10.1. 64º. relativamente aos barcos de recreio e aviões de turismo (obviamente não afetos à exploração de serviço público de transportes.º 1 do artigo 34º ainda não aceite como gasto». b) e n. nos termos da alínea e) do n. por determinação da alínea l) do n. que não estejam afetos à exploração de serviço público de transportes nem se destinem a ser alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo. Podemos portanto concluir que.000 Q.º 27: A sociedade Ativos Lda.000 . a mais-valia contabilística e fiscal.º 5. apesar do CIRC.000x25%) ----60.000 –(80.000 (80. foi registada uma perda por imparidade. 34º.000) VR – (VA – DA – PI.000 e se o coeficiente de correção monetária for de 1. que reconheceu como ativo fixo tangível.000 4.000.aceites) x Ccm = 26.000 – (80. Versão fevereiro 2014 . exceto na parte em que correspondam ao valor fiscalmente depreciável nos termos da alínea e) do n.000 16. O custo desse ativo ascendeu a 80. O ativo foi mensurado pelo modelo do custo e depreciado à taxa de 25%.000 .000 2011 20. art.000. referir expressamente que o sujeito passivo adquirente adota o VPT definitivo para a determinação de qualquer resultado tributável em IRC relativamente ao imóvel.000 .07 ----Acresce Campo 719 ----Deduz Campo 767 Acresce Campo 739 Mais valia contabilística Mais valia fiscal VR – (VA-DA-PI) = 26. adquiriu em 2010 um ativo.Período de tributação 2013 111 . Regulamentar 25/2009.4. não são fiscalmente depreciáveis.60.º 1 do art. que refere: Não são dedutíveis para efeitos de determinação do lucro tributável. aviões de turismo e viaturas ligeiras de passageiros ou mistas e apurando-se uma MENOS-VALIA FISCAL.

alienou essa viatura por € 12.Período de tributação 2013 112 .25) € 5.07 – Campo 719 2010 €15.º 1 do artigo 45º do CIRC.25) € 10. 2011 e 2012: Descrição / Período Depreciação contabilística Depreciação fiscal Acresce Q.000 (40. o apuramento das mais ou menos-valias. No ano 2013. por terem um tratamento fiscal diferente das regras gerais. tendo-a depreciado pelo método das quotas constantes (linha reta). adquiriu uma viatura ligeira de passageiros no ano 2010. aquando da alienação daqueles bens. ou a partir desta data.000*0. Repare-se que a referida Portaria fixa valores diferentes para as mesmas viaturas. ou em períodos iniciados em 01 de janeiro de 2012.000 (60.Já quanto às viaturas ligeiras de passageiros ou mistas (que igualmente não estejam afetos à exploração de serviço público de transportes.25) € 5.25) € 10. que fixou valores fiscais para aquelas viaturas adquiridas no período de tributação iniciado em 01 de Janeiro de 2010.25) € 10. não deve constar do mapa modelo 31. devendo ser calculadas autonomamente. no período 2011.000.000 (40. acabem por ser aceites gastos fiscais.000 2012 €15. Admitindo que o coeficiente de correção monetária é 1 (por facilidade de cálculos).000 2011 €15. relativamente a essa viatura.000*0. que não seriam dedutíveis por via das depreciações. no período 2010. à taxa de 25%. se adquiridas em períodos anteriores a 01 de janeiro de 2010. 2012 e 2013.º 28: A sociedade Fixos Lda. as menos-valias referidas na alínea l) do n. é evitar que. nem se destinem a ser alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo) não são dedutíveis as menos valias. as correções fiscais a efetuar no Q. 22 de IRC dos períodos 2010.000. durante ou após esse período (ver quadro na parte final do ponto 2 deste caderno). serão as seguintes: Períodos 2010.º 467/2010 de 07 de julho. 07 das respetivas declarações mod.000 (60. por € 60. apenas na parte que corresponderem ao limite definido pela Portaria n. conforme referem as próprias instruções na sua parte final: «Não devem constar do referido mapa.000*0.000*0. antes.000 Versão fevereiro 2014 .000*0. 2011.25) € 5.» EXEMPLO PRÁTICO N. Assim. O que se pretende com estas limitações.000 (40.000 (60.000*0.

45º do Código do IRC.º do CIRC. deve observar-se o seguinte: 32.Período de tributação 2013 113 . exceto na parte em que correspondam ao valor fiscalmente depreciável nos termos da alínea e) do n.18. aviões de turismo e viaturas ligeiras de passageiros ou mistas. a mais.v fiscal ».v fiscal dedutível = valor limite / valor de aquisição x m. que limita o seu montante ao dizer: «As menos-valias realizadas relativas a barcos de recreio.º 2). l). o valor das depreciações que releva é o das praticadas na contabilidade. que não estejam afetos à exploração de serviço público de transportes nem se destinem a ser alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo.30.0 = .3. 30º (cf. líquido dos encargos que lhe sejam inerentes.1. O cálculo da mais-valia ou menos-valia fiscal é efetuado também de acordo com o disposto no n.000 .000) = . haverá que ter em conta a solução preconizada pela Circular n.000 Quadro 07 Acresce no Campo 736 Deduz 2.000 (*) Campo 769 (*) No entanto. 46º do Código do IRC devendo considerar-se.Período 2013.000 12.º 6/2011 de maio de 2011. que afirma: «31.Para as viaturas ligeiras de passageiros ou mistas cujo valor de aquisição ou de reavaliação exceda aquele limite. para efeitos de determinação das respetivas mais-valias ou menos-valias. 46º. na respetiva fórmula de cálculo as depreciações praticadas. ou seja: m. 32.valias: A menos valia fiscal. uma vez que se apurou uma menos-valia fiscal está sujeita à restrição do art. considerando-se que a parcela da menos-valia fiscal passível de ser deduzida como gasto é a proporcional ao valor fiscalmente depreciável.000 – (60.000 . cálculo das + .º 2 do art. em obediência ao n.º 1 do artigo 34º ainda não aceite como gasto» Ver último parágrafo das instruções do mapa modelo 31 (Mais-valias e menos-valias) Assim.º 1. art. e o valor de aquisição deduzido das perdas por imparidade bem como das depreciações aceites fiscalmente.º 5 do art. Face à ratio subjacente à imposição de limites ao reconhecimento de gastos com este tipo de bens quando o respetivo valor de aquisição ou de reavaliação ultrapassa determinado montante.46.(60. da Direção de Serviços do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas.000. 45º n. n.2.º 1 do art.45. Versão fevereiro 2014 .000) * 1. No caso de se apurar uma menos-valia fiscal deve ser aplicado o disposto na alínea l) do n. a interpretação mais consentânea com essa ratio é considerar que. conforme se demonstra: Descrição Menos valia contabilística Menos valia fiscal 2013 12. Para as viaturas ligeiras de passageiros ou mistas cujo valor de aquisição ou de reavaliação não exceda o limite fixado. deveria ser de .000 .18. 32. sem prejuízo da parte final do n.º 2 do art.valia ou menos-valia fiscal resulta da diferença entre o valor de realização.

44.67 Quadro 07 Deduz no Campo 767 Deduz 0. e tendo em conta que a pretensão daquela alínea é limitar a consideração para efeitos fiscais das menos valias fiscais apuradas com a alienação daquele tipo de viaturas. Cálculo das Mais-Valias.87).000 = .000 12.º 45.45.00 adquirida em 2005 por € 44.(60.16 = .3. deverá ser ZERO. Tendo em conta o objetivo da alínea referida.º 1.000 x .000 .000 .87) * 1.000) * 1.3.Descrição Menos valia contabilística Menos valia fiscal 2013 12. por € 13. aquando da venda. por não poder considerar depreciações acima do limite.000.45. alienou uma viatura ligeira de passageiros em 2013. não deve agora ser compensado com a consideração daquela menos-valia fiscal. EXEMPLO PRÁTICO N.000 / 60.0 = .º (*) .º 29: Considere-se a seguinte situação. alínea l) Assim. uma vez que o valor depreciável (29.000 Este entendimento visa a não recuperação fiscal. Versão fevereiro 2014 . já está todo considerado para efeitos fiscais nos períodos anteriores. 45º n.500 . Aquando da alienação encontrava-se totalmente depreciada.Uma vez que resulta uma menos-valia fiscal.3.000 – (60. a empresa foi fiscalmente penalizada durante a vida útil da viatura.3. Ou seja.500= +13.v fiscal = 40. contabilística e fiscal: Descrição Mais-valia contabilística 2013 13.º 1 art.Período de tributação 2013 114 .2.500 .000 .927. salvo melhor opinião.903.v fiscal dedutível = valor limite / valor de aquisição x m. muito comum: Uma empresa do ramo comercial. a menos valia a considerar para efeitos fiscais em 2013.500. não a devendo por isso deduzir.000 13.(44.000) = .29. do montante das depreciações praticadas que não foram aceites nos períodos em que o bem esteve a ser depreciado.00.000 (*) Campo 769 (*) – m.000 .00 (*) Campo 769 Menos valia fiscal Sem a restrição da alínea l) do n.000 – (44.927. está sujeita à restrição do art.000 Quadro 07 Acresce no Campo 736 Deduz 2.

63.º 23º do CIRC.º 9 do art.Por último. o conceito de “regime especial de tributação” deve ser entendido nos seguintes termos: O adquirente beneficia de um regime de isenção.PARTES DE CAPITAL As menos-valias realizadas com a alienação de partes de capital. ou O adquirente. 18. se estas tiverem sido detidas pelo alienante por período inferior a três anos e tenham sido adquiridas a: • Entidades com as quais existam relações especiais (n.º 4 do art. ou na afetação permanente de títulos de dívida cuja remuneração seja constituída. das SGPS que. estes se enquadráveis no art. como é o caso.Período de tributação 2013 115 . • As partes de capital sejam alienadas a entidades com as quais existam relações especiais (n. dado o disposto nos n. pela diferença entre o valor de reembolso ou de amortização e o preço de emissão. ou a entidades residentes em território português sujeitas a um regime especial de tributação. NÃO SE CONSIDERAM MAIS OU MENOS VALIAS FISCAIS (art. nos termos do n. 23. 32. qualquer que seja o título porque se opere.º do EBF. não são aceites como gastos se realizadas com a transmissão onerosa de partes de capital. ficam sujeitas a um regime especial relativamente às mais e menos-valias realizadas. por exemplo. Os resultados obtidos na transmissão onerosa. de sociedade à qual fosse aplicável regime fiscal diverso às menos-valias das partes de capital alienadas e não tiverem decorrido pelo menos três anos entre a data da transformação e a data da transmissão. total ou parcialmente.º 6 CIRC): Os resultados obtidos em consequência da entrega pelo locatário ao locador dos bens objeto de locação financeira (“leasback‖).º do CIRC).º do CIRC). por força do seu objeto social. Nos termos da Informação vinculativa n. (exceto as reconhecidas pelo justo valor nos termos das alíneas a) e b) do n. 63.º do CIRC). sem prejuízo da consideração fiscal dos rendimentos ou gastos inerentes à operação.º 2397/2008 com despacho de 23-07-2008. B . primeira colocação ou endosso. beneficia de um regime de tributação diferenciado relativamente aos rendimentos provenientes da alienação das partes de capital.os 3 a 5 do art.º 2 do art. • Entidades residentes em território português sujeitas a um regime especial de tributação.º do CIRC. Também não são aceites os gastos relacionados com aquelas menos valias. 46º n. incluindo a modificação do objecto social. Versão fevereiro 2014 . sempre que: • A entidade alienante tenha resultado de transformação.º 4 do art.

de 30. Será ainda de ter em conta que. Versão fevereiro 2014 . 18. Refira-se ainda o Ofício Circulado n. as mais ou menos valias (ganhos ou perdas) realizadas com a transmissão onerosa de partes de capital não concorrem para a determinação do lucro tributável. deixaram de concorrer para a formação do lucro tributável.º 442-B/88. de 24. no âmbito do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas (CIRE). Também a partir da entrada em vigor do Decreto Lei n. C . Veja-se ainda a Informação vinculativa no Proc. Apenas se pretende salvaguardar a possibilidade de aplicação do regime.º. a propósito do valor de realização diferido na transmissão de parte de capital. . Vinculativa Proc. 43.05.º 159/2009 de 13/07 (01-01-2010).11). as variações patrimoniais positivas decorrentes de operações sobre ações/quotas próprias. 451/2011.Período de tributação 2013 116 . o respetivo valor nominal sem se entrar em conta com o diferimento do recebimento do preço. segundo a qual: Para efeitos de cálculo da mais ou menos-valia fiscal realizada mediante a transmissão onerosa de instrumentos financeiros (com excepção dos reconhecidos pelo justo valor nos termos da alínea a) e b) do nº 9 do artigo 18º do CIRC) . pelo que não são de incluir nestes campos 739/740.º 1 do art. o valor de realização a considerar deve ser o valor da respetiva contraprestação.º do EBF). Lei n.DAÇÃO EM PAGAMENTO: Restará ainda referir que as mais-valias realizadas em consequência de dação em pagamento de bens ou entrega de bens ao credor.º 20151. 268. segundo o qual: Serão as próprias quotas de capital. nos casos de aumentos de capital realizados em espécie. em que se verifica simultaneidade entre a própria realização de mais-valias e o respetivo reinvestimento. não concorrerem para a determinação do lucro tributável (n. que devem ter como destino a realização de capital social.2011 da DSIRC.Ficando fora desse conceito. sempre que a titularidade das mesmas seja anterior à entrada em vigor do Código do IRC (regime transitório previsto no art. 4/2013 de 2013-01-18 da DSIRC. e não apenas o respetivo valor realizado. Apenas se incluem no âmbito da exceção as entregas de partes de capital para a realização de capital social. conforme indica a alínea f) do nº 3 do artigo 46º do CIRC.A do Dec. ou seja.º do CIRE). designadamente o regime especial de tributação dos grupos de sociedades e o regime de redução de taxa relativo à interioridade ( art. com despacho de 11-03-2011. nos quais o reinvestimento é indissociável do próprio valor realizado. este entretanto já revogado para 2012 – Veja-se Inf. mediante a entrega de partes de capital.

º s 6 e 7) Para que uma entidade beneficie do regime do reinvestimento. terá que efetuar o reinvestimento da totalidade do valor de realização no período de tributação anterior ao da realização. desde que o valor de realização seja reinvestido na sua totalidade na contratação de jogadores ou na aquisição de bens do ativo fixo tangível afetos a fins desportivos até ao fim do terceiro período seguinte ao da realização.SOCIEDADES DESPORTIVAS – Regime fiscal específico (Lei 103/97 de 13/09). Por sua vez o Ofício Circulado n. no próprio período de tributação ou até ao fim do segundo período de tributação seguinte. ainda que não constituíssem ramos de atividade e a possibilidade dos clubes procederem à reavaliação extraordinária dos ativos a transmitir.2011. veio esclarecer que. Este regime estabelece o tratamento fiscal relacionado com: Período de tributação.05. da DSIRC. reavaliados por parte das sociedades beneficiárias. Amortizações. Isenções e Disposições transitórias. não prevendo quaisquer disposições específicas relativas ao apuramento de eventuais mais-valias por parte da sociedade beneficiária. consideram-se como elementos do ativo intangível. Reinvestimento dos valores de realização. nas condições previstas no n. 48. com as devidas adaptações.º do CIRC. 48º.D .º do CIRC. 48º. n. o disposto no art. Versão fevereiro 2014 . cujo capital social seja maioritariamente detido por sociedades desportivas ou pelo clube fundador. 46. resumidamente: Os direitos de contratação dos jogadores profissionais. No tocante ao campo aqui tratado refira-se. A disposição transitória deste regime veio permitir a aplicação do regime de neutralidade fiscal às transmissões de elementos do ativo fixo dos clubes desportivos para as sociedades desportivas ou para outras sociedades.Período de tributação 2013 117 . no apuramento das mais‑valias geradas numa posterior transmissão dos bens dos clubes transmitidos para as SADs. o valor de aquisição a considerar deve ser o valor que esses bens tenham na contabilidade dos clubes desportivos antes de se proceder à respetiva reavaliação de acordo com o n.º 2 do art. Aplica-se às mais-valias e menos-valias realizadas mediante transmissão onerosa dos elementos do ativo intangível.º 20152. Acréscimos por não reinvestimento ou pela não manutenção das partes de capital na titularidade do adquirente (art. de 24. sendo tributada apenas pela metade das mais-valias realizadas.º 1 do art.

000 10. acrescida dos mesmos 15%. Não sendo mantidas na titularidade do adquirente. pelo menos. Valor reinvestido no ano N …………. cisão.….... como segue: Versão fevereiro 2014 . Valor reinvestido no ano N+1 …….……. Mais-valia fiscal obtida ……. o reinvestimento até ao fim do segundo período de tributação seguinte ao da realização.000 8. terá que acrescer neste campo...000 12. durante um período não inferior a um ano.000 Uma vez que não reinvestiu a totalidade do valor de realização. Soma do valor reinvestido ………. 100. a diferença ou a parte proporcional da diferença antes não tributada.. as partes de capital em que se concretizou o reinvestimento (exceto se a transmissão ocorrer no âmbito de uma operação de fusão. Não tendo concretizado todo o reinvestimento conforme declarado.. Valor reinvestido no ano N+2 ……. que também beneficiam da mesma regra. Assim. majorada em 15%. devendo as partes de capital adquiridas ser detidas por igual período. se detidas por período não inferior a um ano e corresponderem a. considera-se como rendimento desse período de tributação..000).. total ou parcialmente.No caso de ter beneficiado desse regime no período de realização das mais-valias e não concretizar.000. ou seja 5. EXEMPLO PRÁTICO N.º 30: Aquando da alienação no período N de um AFT. entrada de ativos ou permuta de Ações a que se aplique o regime previsto no artigo 74º). a mais-valia obtida (10.000 30.…. no período N+2. qual o valor majorado a colocar no campo 741? Uma vez que no ano N declarou a pretensão de reinvestir a totalidade do valor de realização (100. respetivamente. Valor reinvestido no ano N-1 ……….……. esse valor (parte não tributada mais 15%) será colocado neste campo.. Igual raciocínio é feito em relação às partes de capital. será igualmente aqui colocada a parte não antes tributada.…. majorada em 15%. a entidade obteve a seguinte mais-valia e declarou a pretensão de reinvestir a totalidade do valor de realização: Valor de realização………. a parte proporcional da mais-valia não tributada no período da alienação N.000) só foi tributada em 50%..000 6.. 10% do capital social da sociedade participada.Período de tributação 2013 118 ..000 4.

N+1 e N+2. Majoração (15% de 3.………. continua a aplicar-se a legislação anterior às mais e menos valias realizadas antes de 01-01-2001. é o valor da respetiva contraprestação ( Ofício n. (30. (MAIS-VALIAS: REINVESTIMENTO DOS VALORES DE REALIZAÇÃO). houve que criar um regime transitório. Para cumprimento do n. de 29. nos casos de reinvestimento do valor de realização. da DSIRC). quando se trate de imóveis em que o VPT definitivo seja superior ao valor do contrato de venda do imóvel.º 15145.500) ………………………………………………………. 48. al. b) da Lei n..……………………….….º 7. n. Mais-valias fiscais – regime transitório [art.500 + 525) …………………………. de 27 de Dezembro Com a publicação da Lei do Orçamento de estado para 2001 e pelo facto de ter introduzido alteração significativa do regime de tributação do saldo das mais e menos valias realizadas. 46. nos termos da alínea f) do n.000 30% 70% 3.025 Refira-se que. Valor acrescer no campo 741 (3.º do CIRC.000/100. 7º.º 8 da Lei n..º 109-B/2001.…….000) ………………… Parte proporcional não reinvestida (70.…. Segundo esse regime. é o valor de realização.000) ……. o valor de referência a ser usado no cálculo da mais-valia fiscal e a ser considerado para efeitos de aproveitamento do regime de reinvestimento. tal como já referido no comentário aos campos 739/740.º 5 deste artigo 48º.º 3 do art.º 30-G/2000.………….06. o qual. no qual são indicados. N.2009.000/100. 5. os valores de realização e os valores reinvestidos.º. até à realização das mais ou menos valias relativas à alienação de bens em que se tenha concretizado o reinvestimento dos valores de realização. 32º..Período de tributação 2013 119 . o valor de realização para os efeitos previsto neste art..…. de 29 de dezembro e art. Versão fevereiro 2014 .Mais valia não tributada no período N …. n.. Correção relativa ao reinvestimento parcial (70% de 5... Parte reinvestida em N-1.500 525 4. por períodos e por tipo de ativos.000) ………………. deverá ser preenchido o Quadro 09 do anexo A da IES/DA..

MVF (Mais valia fiscal). deverá ser imputada. n. 32º. Correções relativas a instrumentos financeiros derivados (art.MVA) – RFA ] x Coef. não haverá qualquer valor a diferir. VA (Valor de aquisição). 32º.). Forwards. Por imposição do SNC (NCRF 27). mas anterior ao da alienação dos bens em causa. a utilização de tais instrumentos. até ao limite da MVF. No caso da segunda (art. ao custo de aquisição ou de produção dos bens objeto de reinvestimento e a este deduzida para efeitos do cálculo da respetiva mais ou menos valia: MVF = VR – (VA . duas possibilidades se podem verificar. a existir.º 30-G/2000.  Se resultar uma diferença negativa. será incluída no campo 769. 7º. A diferença positiva entre as mais e menos valias relativa a estes bens não reintegráveis terá o seguinte tratamento:  A parte correspondente ao valor deduzido ao custo de aquisição ou de produção (MVA x Coef. será de incluir no lucro tributável em conformidade com o atual regime. 49º) Diversos são os instrumentos financeiros derivados existentes no mercado (Futuros. haverá a inclusão de apenas 50% da mais-valia associada (MVA) a bens não reintegráveis na matéria coletável do período. VR (Valor de realização).º 8 da Lei n. desde que posterior a 01-01-2001. a do regime previsto no art. No caso da primeira. etc). Versão fevereiro 2014 . proporcionalmente à parte que no total a reinvestir represente o valor do reinvestimento. n.  A parte restante. não dependendo da exigência de novo reinvestimento.MVF = VR – [(VA .Período de tributação 2013 120 . pressupõe a sua contabilização e o consequente registo de gastos ou rendimentos.º 109-B/2001).º 8 da Lei n.º 109-B/2001. no tocante à diferença positiva entre as mais e menos valias realizadas antes daquela data. ou a do regime previsto no art.º 7. será diferida por 10 anos em partes iguais a contar do ano da realização. aquela diferença positiva. n. Swaps. alínea b) da Lei n.MVA) x Coef. MVA (Mais valia associada) e RFA (Regime fiscal anterior) No entanto. Opções. no caso de o reinvestimento ter ocorrido ou ocorrer em bens não reintegráveis nos termos da legislação em vigor.

Exemplos de cobertura de fluxos de caixa: Item coberto Transação de compra de mercadorias altamente provável Risco a cobrir Risco de variação dos fluxos de caixa em resultado da variação do preço de mercado das mercadorias Risco da variação dos pagamentos (juro) resultante da variação da taxa de juro Inst. risco de preço de mercadoria para transação futura). 49º. teria naturalmente de definir as suas regras. o que veio a acontecer com a redação deste art. Cobertura de fluxos de caixa (cobertura de risco de variabilidade da taxa de juro. A contabilidade de cobertura compreende:   Cobertura de justo valor (cobertura de risco de taxa de juro fixa ou de risco de preço para mercadorias detidas). de dívida de taxa de juro fixa Risco a cobrir Risco de redução do valor mercado (JV) das mercadorias Risco de redução do JV das Ações Risco de alteração do JV em resultado da variação da taxa de juro de Instrumento de cobertura Fixação do preço de venda das mercadorias através de um contrato de futuros Opção de venda (put option) Contratualização de um swap de taxa de juro variável. Exemplos de cobertura de justo valor: Item coberto Mercadorias (inventários) Investimento em Ações cotadas Inst.Tendo o código do IRC a preocupação de controlar e eventualmente limitar os gastos a considerar para efeitos fiscais relacionados com este tipo de instrumentos. Versão fevereiro 2014 .  Cobertura de investimento líquido numa operação em moeda estrangeira. Variações no justo valor do instrumento de cobertura reconhecidas em resultados (ganho ou perda). risco cambial.Período de tributação 2013 121 . de cobertura Fixação do preço de compra das mercadorias através de um contrato de futuros Instrumentos de dívida de taxa de juro variável Contratualização de um swap Dívidas a receber a 6 meses em moeda estrangeira Risco de alteração do valor a receber derivado da variação da taxa de câmbio Fixação de uma taxa de câmbio através de um contrato forward Na contabilização (SNC) dos instrumentos de cobertura de justo valor:   Reconhecer o instrumento de cobertura como um ativo ou passivo à data do balanço (conta 14 do SNC) pelo justo valor.

No entanto. só são aceites os rendimentos ou gastos do elemento coberto reconhecidos em resultados. refira-se que nos termos da IAS 39. ainda que não realizados. Relativamente às operações cujo objetivo exclusivo seja o de cobertura de fluxos de caixa. Liquidações periódicas reconhecidas na demonstração de resultados numa base líquida. Na falta de indicação em contrário. até ao momento em que os gastos ou rendimentos do item coberto concorram para a formação do resultado tributável (período em que são reconhecidos em resultados). ou a qualquer outro ativo ou passivo financeiro utilizado como instrumento de cobertura restrito à cobertura do risco cambial. e o elemento coberto tenha outro modelo de valorização. Até ao momento não se encontra definido para efeitos fiscais o conceito de considerada eficaz. quando as liquidações ocorram. de sinal contrário. concorrem para a formação do resultado tributável os rendimentos ou gastos resultantes da aplicação do justo valor a instrumentos financeiros derivados. Reconhecer a alteração no justo valor do item coberto (relacionadas com o risco coberto) na demonstração de resultados e como um ajustamento à quantia escriturada do ativo/passivo. na exata medida da quantia igualmente refletida em resultados. Variações no justo valor do instrumento de cobertura reconhecidas em capital próprio. a cobertura é considerada eficaz. 49º. designadamente no seu limite superior. sempre que a operação tenha como objetivo exclusivo a cobertura de justo valor. Na contabilização (SNC) dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa e de investimento líquido numa operação estrangeira :     Reconhecer o instrumento de cobertura como um ativo ou passivo à data do balanço (conta 14 do SNC) pelo justo valor. são diferidos os rendimentos ou gastos gerados pelo instrumento de cobertura. No termos deste art. quando a variação fica entre 80% e 125%. Quando a transação coberta ocorrer: ganho/perda reconhecido no capital próprio deve ser reclassificado em resultados. por regra. Versão fevereiro 2014 . na parte considerada eficaz.Período de tributação 2013 122 . Fiscalmente apenas são reconhecidas como operações de cobertura as identificadas e documentadas no dossier fiscal no que respeita ao:  Relacionamento da cobertura. ou de cobertura do investimento líquido numa unidade operacional estrangeira. gerada pelo instrumento de cobertura (neutralidade fiscal).

º 9.º 8. que detenham. decorrentes dessa operação. Ainda nos termos deste art.Período de tributação 2013 123 . a fonte e a natureza dos pagamentos e recebimentos. Considera o n. b) As operações que não sejam devidamente identificadas e documentalmente suportadas no processo de documentação fiscal previsto no artigo 130º. não são consideradas como operações de cobertura: «a) As operações efetuadas com vista à cobertura de riscos a incorrer por outras entidades. não havendo lugar à liquidação do imposto. «Não sendo efetuada a operação coberta.º 6. 63º que existem relações especiais entre duas entidades nas situações em que « … uma tem o poder de exercer. 49º:  N. pelo menos.»  N. directa ou indirectamente. exceto quando. a operação coberta seja efetuada em.»  N. o que se considera verificado. ou. podem ser requalificados pela administração tributária de modo a ter em conta essa substância. «À correção do imposto referida no número anterior são acrescidos juros compensatórios. o momento.  Objetivo da cobertura. ao objetivo e à estratégia da gestão de risco da entidade para levar a efeito a referida cobertura. Estratégia da gestão de risco da entidade para levar a efeito a referida cobertura. deve corrigir-se em conformidade o prejuízo fiscal declarado.º 10. uma participação não inferior a 10% do capital ou dos direitos de voto. no que se refere ao relacionamento da cobertura. 80% do respetivo montante. ou os cônjuges. de modo a que o resultado tributável apurado não seja diferente do que se apuraria na ausência de relações especiais. ou por estabelecimentos da entidade que realiza as operações cujos rendimentos não sejam tributados pelo regime geral de tributação.º 3. designadamente.»  N. Versão fevereiro 2014 .º 4 deste art. n.º 8) Este campo tem por objetivo anular os efeitos dos desvios ocorridos pela existência dos preços de transferência. «Se a substância de uma operação ou conjunto de operações diferir da sua forma. ascendentes ou descendentes destes. uma influência significativa nas decisões de gestão da outra.» Correções relativas a preços de transferência (art. directa ou indirectamente. entre: a) Uma entidade e os titulares do respectivo capital. tratando-se de uma cobertura prevista no n. ao valor do imposto relativo ao período de tributação em que a mesma se efetuaria deve adicionar-se o imposto que deixou de ser liquidado por virtude do disposto nos nºs 2 e 3. rendimentos e gastos. 63º.

prestados ou adquiridos por uma encontra-se.º 620-A/2008. estejam ligadas entre si por casamento. ou de quaisquer órgãos de administração. ascendentes ou descendentes detenham. na titularidade da outra. nos temos em que esta é definida nos diplomas que estatuem a obrigação de elaborar demonstrações financeiras consolidadas. gerência ou fiscalização. ou dos membros de quaisquer órgãos de administração.» Relacionado com este assunto. de 13 de fevereiro. que «Sempre que as regras enunciadas no n. a natureza e o conteúdo da documentação e os procedimentos aplicáveis aos ajustamentos correlativos. 5) Pelos termos e condições do seu relacionamento comercial ou jurídico. deve o sujeito passivo efetuar. de 8 de novembro. h) Uma entidade residente ou não residente com estabelecimento estável situado em território português e uma entidade sujeita a um regime fiscal claramente mais favorável residente em país. d) Entidades em que a maioria dos membros dos órgãos sociais. e) Entidades ligadas por contrato de subordinação. relativamente a operações com entidades não residentes.b) Entidades em que os mesmos titulares do capital. ascendentes e descendentes. as necessárias correções positivas na determinação do lucro tributável. de 21 de dezembro que regula a aplicação dos métodos. chama-se ainda a atenção para: Portaria n. financeiras.º 1 não sejam observadas. e respectivos cônjuges. f) Empresas que se encontrem em relação de domínio. a propósito dos países. directa ou indirectamente estabelecidas ou praticadas.Período de tributação 2013 124 .º 150/2004. 138º do CIRC. territórios e regiões com regimes de tributação privilegiada claramente mais favoráveis. o tipo. em função de factos ou circunstâncias alheios à própria relação comercial ou profissional. por força das relações comerciais. direcção. Portaria n. direcção. que altera a Portaria n. pelo montante correspondente aos efeitos fiscais imputáveis a essa inobservância. uma pode condicionar as decisões de gestão da outra. g) Entidades entre as quais. Versão fevereiro 2014 . relativos a bens ou serviços transaccionados. união de facto legalmente reconhecida ou parentesco em linha recta. 4) O direito de fixação dos preços. na declaração a que se refere o artigo 120º. sendo pessoas diferentes. profissionais ou jurídicas entre elas.º 292/2011. uma participação não inferior a 10% do capital ou dos direitos de voto. se verifica situação de dependência no exercício da respectiva actividade. território ou região constante da lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças. 63º. respectivos cônjuges. ou condições de efeito económico equivalente. nomeadamente quando ocorre entre si qualquer das seguintes situações: 1) O exercício da actividade de uma depende substancialmente da cedência de direitos de propriedade industrial ou intelectual ou de know-how detidos pela outra. de 16 de julho. regulamentados pela Portaria n. 2) O aprovisionamento em matérias-primas ou o acesso a canais de venda dos produtos. Acordos Prévios sobre Preços de Transferência (APPT) a que se refere o art.º 8 deste art. sejam as mesmas pessoas ou.» Dispõe o n. 3) Uma parte substancial da actividade de uma só pode realizar-se com a outra ou depende de decisões desta. por imposição constante de acto jurídico. gerência ou fiscalização. directa ou indirectamente. mercadorias ou serviços por parte de uma dependem substancialmente da outra.º 1446-C/2001. de grupo paritário ou outro de efeito equivalente. c) Uma entidade e os membros dos seus órgãos sociais.

aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis. direta ou indiretamente: Controlar. não permitam obter a medida mais fiável dos termos e condições que entidades independentes normalmente acordariam. aceitariam ou praticariam. incluindo.Para dar cumprimento ao disposto no art. o método da margem líquida da operação ou outro. o método do preço de revenda minorado ou o método do custo majorado. sujeita ou não a IRC. deve ser entendida como parte relacionada. deixam-se alguns conceitos a ter em conta: Versão fevereiro 2014 .Período de tributação 2013 125 . designadamente. Tiver um controlo conjunto sobre a entidade OU AINDA: A parte for uma associada ou um empreendimento conjunto – NCRF 13. aquela que. Resumidamente. for controlada ou estiver sob controlo comum.” Para demonstrar a aplicação da regra e assegurar a comparabilidade das operações deve utilizar um ou mais dos seguintes métodos: a) O método do preço comparável de mercado. devem ser contratados. quando os métodos referidos na alínea anterior não possam ser aplicados ou.º do CIRC haverá que ter em atenção alguns aspetos que resumidamente se transcrevem: REGRA DETERMINANTE: “1 . direitos ou serviços. Tiver um interesse na entidade que lhe confira influência significativa s/ a mesma. b) O método do fracionamento do lucro. podendo sê-lo. operações ou séries de operações sobre bens. aceites e praticados termos ou condições substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados. 63. com a qual esteja em situação de relações especiais.Nas operações comerciais. Para este efeito. bem como nas operações financeiras. A parte for membro do pessoal chave da gestão da entidade ou da sua empresa mãe. efetuadas entre um sujeito passivo e qualquer outra entidade.

no período de tributação. Versão fevereiro 2014 . no caso de declarar a sua existência: a) Identificar as entidades em causa. e mantém. o sujeito passivo deve manter organizada.000. (Quadro 10 do anexo A da IES/DA) a existência ou inexistência . 63º do CIRC.É o poder de gerir as políticas financeiras e operacionais de uma entidade ou de uma atividade económica a fim de obter benefícios da mesma. ao tempo em que as operações tiveram lugar. por determinação do n. a obrigação de manter a documentação respeitante à política adotada em matéria de preços de transferência. só é aplicável aos sujeitos passivos que no período anterior tenham atingido € 3. b) Identificar e declarar o montante das operações realizadas com cada uma.º 7 do mesmo artigo. de operações com entidades com as quais esteja em situação de relações especiais. SUBSIDIÁRIA .É uma entidade (incluindo parcerias) sobre a qual o investidor tenha influência significativa e que não seja nem uma subsidiária nem um interesse num empreendimento conjunto.º da Portaria).º 6 do art. Refira-se por último que. 13. na declaração anual de informação contabilística e fiscal a que se refere o artigo 121. ASSOCIADA .É uma entidade (incluindo parcerias) que é controlada por outra entidade (designada por empresa-mãe). indicar. a documentação relativa aos preços de transferência praticados.º. nos termos estatuídos para o processo de documentação fiscal a que se refere o artigo 130. Nos termos do n. EMPRESA-MÃE . devendo ainda.º.É uma entidade que detém uma ou mais subsidiárias. incluindo as diretrizes ou instruções relativas à sua aplicação. Deve ainda. c) Declarar se organizou.CONTROLO .000 de volume anual de vendas líquidas e outros proveitos (art.Período de tributação 2013 126 . a documentação respeitante à política adotada em matéria de preços de transferência.

Diferença positiva entre o valor patrimonial tributário definitivo do imóvel e o valor constante do contrato [art. nos casos de neutralidade fiscal previstos no art. 04. Também não será de aplicar esta correção nos casos de locação financeira. n. não é aplicável. em termos contabilísticos. à transferência de um crédito resultante do contrato de locação financeira (Inf.2004). 64º (Correção ao valor de transmissão de direitos reais sobre bens imóveis). nos termos previstos no art. para efeitos da determinação do lucro tributável nos termos do presente Código.» Assim.07. em substância.º 1 deste art.1 da declaração modelo 22. Vinculativa no Proc. n. mas tão só. sinalizando o campo 3 do Q. No entanto. em que. 64º «Os alienantes e adquirentes de direitos reais sobre bens imóveis devem adotar. neste campo é de incluir a diferença positiva entre o Valor Patrimonial Tributário (VPT) definitivo e o valor constante do contrato de transmissão de direitos reais sobre bens imóveis. valores normais de mercado que não podem ser inferiores aos valores patrimoniais tributários definitivos que serviram de base à liquidação do imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT) ou que serviriam no caso de não haver lugar à liquidação deste imposto.Período de tributação 2013 127 . no final de contrato. nos termos da lei.º 6. proceder a correções ao lucro tributável sempre que disponha de elementos que comprovem que o preço efetivamente praticado na transmissão foi superior ao valor considerado. 139º do CIRC. se transfere a propriedade jurídica dos imóveis da locadora para o locatário. Refira-se que. Refere por sua vez o n. não optando por essa prova e o VPT definitivo do imóvel não estiver determinado até ao final do prazo estabelecido para a entrega da declaração do período de tributação a que respeita a transmissão. não corresponde a uma verdadeira transmissão. que a Direção-Geral dos Impostos tem sempre a possibilidade de. os sujeitos passivos devem entregar a declaração de substituição durante o mês de janeiro do ano seguinte àquele em que os valores patrimoniais tributários se tornaram definitivos. 74º do CIRC ( Regime especial aplicável às fusões. o disposto no art. uma vez que tais ativos beneficiam daquele regime específico. uma vez que. sem prejuízo da possibilidade de o alienante fazer prova.º 3 al. Versão fevereiro 2014 . de que o preço efetivamente praticado foi inferior ao referido VPT. 64º.º 1588/04 com despacho de 21. cisões e entradas de ativos). a)] Nos termos do n.

000.07 no 772 50. pelo preço € 210. n.03. foi notificado do VPT definitivo (€ 200.000 Prédio B Resultado contabilístico: (180.000 – 150.000) (210. pelo custo de aquisição € 150.00 10.07 745 20.000) 60. divulgada em maio de 2011 a propósito dos Ativos Fixos Tangíveis.º 215/06).2006.00.000.SNC FISCALIDADE .000 – 200.000.00 Resultado fiscal: (200.00 Acresce e Deduz as diferenças do VPT (50.º 6/2011 da DSIRC. operação conhecida como leaseback.000.00 cada um.00 Ver a Circular n. 64º (Despacho da Diretora de Serviços do IRC.Período de tributação 2013 128 .000. nos casos previstos no art.000)= 30. no Proc. Transmitiu os dois imóveis no mesmo período de 2013. Neste mesmo período.07 772 50. SNC/IRC e Dec.000 Acresce no Q. tendo feito constar do Dossier Fiscal tal notificação.000) 0.º 31: A “Sociedade IMÓVEIS e IMÓVEIS.00 Deduz no Q. LDA” adquiriu em 2013 mais dois imóveis para os seus inventários (imóvel A e imóvel B).º 25/2009.000. de 06. 22 IRC Descrição Descrição/Contas Valor Campo Valor Obs /cálculos Resultado fiscal: Prédio A Resultado contabilístico: (210.00 Deduz Q.000.000) 30.00 para cada um). O tratamento contabilístico e fiscal da alienação de cada um dos imóveis será: Período 2013 CONTABILIDADE .000. pelos seguintes preços: Imóvel A. Ver outros exemplos práticos e comentários aos campos 739 / 740 e 772 Versão fevereiro 2014 . Regulamentar n. Imóvel B. 25º do CIRC ( Relocação financeira e venda com locação de retoma).000 – 200. pelo preço € 180.000-20. EXEMPLO PRÁTICO N.000 – 150.Igualmente.mod.00. também não será de aplicar a correção prevista no art.000.

Considera-se que uma pessoa singular ou coletiva está submetida a um regime fiscal claramente mais favorável quando o território de residência da mesma constar da lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças ou quando aquela aí não for tributada em imposto sobre o rendimento idêntico ou análogo ao IRS ou ao IRC. nos casos em que o território de residência da mesma não conste da lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças.» Ver a Portaria n. ambos Estados membros da União Europeia. 65º. o montante de imposto pago for igual ou inferior a 60% do imposto que seria devido se a referida entidade fosse considerada residente em território português. conforme estipula o n.Período de tributação 2013 129 . quando solicitado pela Direção-Geral dos Impostos. 88º do CIRC (a incluir no campo 365 do Q. não concorrem para a formação do resultado tributável as importâncias pagas ou devidas. As importâncias colocadas neste campo. a qualquer título. os sujeitos passivos devem possuir e. Refira-se o exposto nos n. Versão fevereiro 2014 .º 292/2011 de 8 de novembro.º 4 do mesmo artigo.Para efeitos do disposto no número anterior. não fizer provar de que correspondem a operações efetivamente realizadas e que essas operações não têm um carácter anormal ou um montante exagerado. Esta nova Portaria que aprovou a lista dos países. que alterou a anterior Portaria 150/2004 de 13/2. no caso da entidade não efetuar a prova referida. 10 da declaração modelo 22 como veremos). 3 . poderão ainda ficar sujeitas às tributações autónomas previstas no n. salvo se o sujeito passivo puder provar que tais encargos correspondem a operações efetivamente realizadas e não têm um caráter anormal ou um montante exagerado.Pagamentos a entidades não residentes sujeitas a um regime fiscal privilegiado (art. a pessoas singulares ou coletivas residentes fora do território português e aí submetidas a um regime fiscal claramente mais favorável.º s 2 e 3 deste artigo: «2. fornecer os elementos comprovativos do imposto pago pela entidade não residente e dos cálculos efetuados para o apuramento do imposto que seria devido se a entidade fosse residente em território português. relativamente às importâncias pagas ou devidas mencionadas no número anterior. ou seja. ou quando. territórios e regiões com regimes de tributação privilegiada claramente mais favoráveis (vulgarmente designados de “paraí sos fiscais”) eliminou da mesma a República de Chipre e o Grão-Ducado do Luxemburgo. 65º) Por determinação do n. depois de notificado com antecedência mínima de 30 dias. Esse ónus da prova compete ao sujeito passivo.º 1 deste art.º 8 do art.

T.000.Acresce no Q. 07 (campo 746) o montante de 1. no montante de 1.º 32: Uma entidade sujeito passivo de IRC com sede no território nacional.Que tais encargos correspondem a operações efetivamente realizadas. considerado como gasto incluído no Res.Período de tributação 2013 130 .º 5 deste art.º 4 do artigo 63.º 3).º 65º do CIRC. quais as consequências fiscais ? RESPOSTA: 1 ª .Com o OE para 2012 (Lei 64-B/2011). Efeito na TESOURARIA/conclusão: Versão fevereiro 2014 .Que.º 8 do CIRC).º 1). quando o sujeito passivo tenha ou devesse ter conhecimento do destino de tais importâncias. 65º.O disposto nos números anteriores é ainda aplicável às importâncias pagas ou devidas indirectamente. n. foi aditado o n. Liquido do período (n. 4 . a vigorar para 2012 e seguintes.Coloca no Q. demonstrar: 1 . 3 . segundo o qual: «5 . pagou RENDIMENTOS (serviços …) a uma pessoa singular ou coletiva com domicílio/sede num qualquer local do mundo (fora do território nacional). foi NOTIFICADA pela A.Que essas operações não têm caráter anormal.000 Independentemente do preenchimento e envio da declaração modelo 30 e da retenção na fonte que ao caso couber.» EXEMPLO PRÁTICO N.O montante do encargo não é exagerado face à contrapartida obtida ou a obter. 10 (campo 365) 35% do montante € 350 a título de tributação autónoma (art. 88. Não sendo dada uma resposta integral e capaz ao notificado.º entre: a) O sujeito passivo e as pessoas singulares ou colectivas residentes fora do território português e aí submetidas a um regime fiscal claramente mais favorável. nos termos do nº 4 do art. fiduciário ou interposta pessoa que procede ao pagamento às pessoas singulares ou colectivas referidas na alínea anterior. 2 . 2 ª . para. presumindo-se esse conhecimento quando existam relações especiais nos termos do n. a pessoa beneficiária de tais rendimentos é tributada em imposto sobre o rendimento idêntico ou análogo ao português num montante superior a 60% do que seria devido se aquele beneficiário fosse residente em território português (n. a qualquer título. nesse território ou região. às mesmas pessoas singulares ou colectivas. num prazo não inferior a 30 dias. ou b) O sujeito passivo e o mandatário.

esteja dirigida predominantemente ao mercado do território em que se situa. mesmo que através de mandatário. pelo menos.» A percentagem referida neste n. » No entanto. 66º) (Transparência fiscal internacional) Refira-se que este artigo sofreu alteração para 2012 e seguintes que serão aqui contempladas.º 65.º do CIRC. « … pelo menos. por sujeitos passivos de IRC ou IRS residentes em território português. mesmo que através de mandatário.000+ 35% TA). a aplicação deste regime ficará excluída nos seguintes casos: Quando aquelas percentagens não se verificarem. No termos do n. directa ou indirectamente.000 destes pagamentos efetuados/abrangidos pelo art. dos direitos de voto ou dos direitos sobre os rendimentos ou os elementos patrimoniais dessas entidades. Versão fevereiro 2014 .º 1 deste art..Período de tributação 2013 131 . a entidade paga mais: 600 se apresentar lucro tributável (25% de 1. 50 % das partes de capital. 66º CIRC) «a) Os respectivos lucros ou rendimentos provenham em. fiduciário ou interposta pessoa. fiduciário ou interposta pessoa. b) A actividade principal da entidade não residente não consista na realização das seguintes operações: 1) Operações próprias da actividade bancária.º 1 poderá ser apenas de 10% sempre que .. Quando as entidades (participadas) não residentes em território português verifiquem cumulativamente as seguintes condições: (n. mesmo que não exercida por instituições de crédito. pelo menos 25 % das partes de capital. dos direitos de voto ou dos direitos sobre os rendimentos ou os elementos patrimoniais sejam detidos.Por cada 1. tendo-os. Imputação de lucros (rendimentos) de sociedades não residentes sujeitas a um regime fiscal privilegiado (art. directa ou indirectamente. 66º «Os lucros ou rendimentos obtidos por entidades não residentes em território português e submetidos a um regime fiscal claramente mais favorável são imputados aos sujeitos passivos de IRC residentes em território português que detenham. 450 se apresentar prejuízo fiscal no período ( 45% de TA). 75 % do exercício de uma actividade agrícola ou industrial no território onde estão estabelecidos ou do exercício de uma actividade comercial que não tenha como intervenientes residentes em território português ou.º 6 do art.

A entidade não residente em território português seja residente ou esteja estabelecida noutro Estado membro da União Europeia (EM) ou num Estado membro do espaço económico europeu (EEE). Entidade com sede no DUBAI (Emiratos Árabes Unidos) 20% detida por s.Período de tributação 2013 132 . esse Estado membro esteja vinculado a cooperação administrativa no domínio da fiscalidade equivalente à estabelecida no âmbito da União Europeia.º 66º do CIRC Versão fevereiro 2014 . residente em território português e 49% detida por outros … n. quando os respectivos rendimentos resultem predominantemente de seguros relativos a bens situados fora do território de residência da entidade ou organismo ou de seguros respeitantes a pessoas que não residam nesse território. 4) Locação de bens. comercial ou científico ou à prestação de assistência técnica. Pare este efeito.» E ainda quando (n.P. e . fiduciário ou interposta pessoa e tendo em conta os direitos de voto ou os direitos sobre os rendimentos ou elementos patrimoniais dessas entidades. excepto de bens imóveis situados no território de residência. a participação no capital da entidade não residente. 66º do CIRC ? Uma vez que o s.. 3) Operações relativas a partes de capital ou outros valores mobiliários. Tendo em conta que pelo menos 50% do n. Verificam-se cumulativamente as duas condições atrás referidas do nº 6: Lucros ou rendimentos provenham em. a direitos da propriedade intelectual ou industrial.p. bancária. 75% do exercício de uma atividade agrícola ou industrial no território onde estão estabelecidos ….o sujeito passivo demonstre que a constituição e funcionamento da entidade correspondem a razões económicas válidas e que esta desenvolve uma atividade económica de natureza agrícola.s residentes.. Conforme se resume no quadro prático seguinte: Entidade não residente Detenção do capital % relevante a Considerar Aplicação do art. industrial ou de prestação de serviços. seguradora. SIM é detido por S.p.º 1: 25% de IRC residente NÃO não possui pelo menos 25% das partes de capital. pelo menos. à prestação de informações respeitantes a uma experiência adquirida no sector industrial.2) Operações relativas à actividade seguradora. mesmo que através de mandatário. Obs. 66º): .º 12 do art. A atividade principal da entidade não residente não consista na realização das operações referidas. neste caso (EEE). desde que.º 2: 10% capital da entidade.p. de capitais … e locações … Alíneas a) e b) do NÃO n.p. comercial.º 6 do art. residente em território português e 80% detidas por NÃO residentes em território português 20% detida por s. deve ser considerada direta ou indireta. a % limite a considerar já é de apenas 10%. residente em território português e 31% detida por outros s.

A entidade participada esteja estabelecida noutro Estado membro (UE) ou (EEE). com as necessárias adaptações. Esta dedução é feita até à concorrência do montante de IRC apurado no período de tributação de imputação dos lucros ou rendimentos.º 11). Para efeitos da determinação das percentagens de participação são. quando não seja possível efetuar essa dedução por insuficiência de coleta o remanescente ser deduzido nos períodos seguintes (alteração para 2012 e seguintes). não podendo. neste caso (EEE). deduzido do imposto sobre o rendimento incidente sobre esse lucro ou rendimento a que houver lugar de acordo com o regime fiscal aplicável no Estado de residência dessa entidade e deve ser feita no período que integra o termo do período de tributação da sociedade não residente. nº 12 do art.º 4 do artigo 63. desde que.º 10). caso em que a imputação é feita diretamente às primeiras entidades. que se encontrem na cadeia de participação. serão deduzidos à base tributável do exercício da sua obtenção. por entidades com as quais o sujeito passivo tenha relações especiais nos termos do n. independentemente da sua percentagem de participação efetiva no capital da sociedade não residente. 90º e do art.º (n.º 2 do art. sempre que sócio residente em território português esteja sujeito a um regime especial de tributação. tidas em consideração as partes de capital e os direitos detidos.º 2 do artigo 90º. A imputação a efetuar pela entidade residente deverá corresponder ao lucro ou rendimento obtido pela sociedade não residente.Período de tributação 2013 133 . após as deduções mencionadas nas alíneas a) e b) do n. comercial. esse Estado membro esteja vinculado a cooperação administrativa no domínio da fiscalidade e. industrial ou de prestação de serviços.º 66º CIRC NÃO O sujeito passivo demonstre que a constituição e funcionamento da entidade correspondem a razões económicas válidas e que esta desenvolve uma atividade económica de natureza agrícola. (a correspondente à dupla tributação internacional) e aos benefícios fiscais). 91º (a menor das seguintes importâncias: o imposto pago no estrangeiro ou a fração do IRC). nos termos e condições da alínea a) do n. direta e indiretamente. O tratamento fiscal previsto neste regime também se aplica. sem prejuízo da aplicação nesse período do crédito de imposto por dupla tributação internacional. Versão fevereiro 2014 . (n. residentes nesse território e sujeitas ao regime geral de tributação. igualmente. Quando em período posterior ocorra a distribuição de lucros que tenham sido objeto daquela imputação. até à sua concorrência.

bem como todos os instrumentos jurídicos que respeitem aos direitos de voto ou aos direitos sobre os rendimentos ou os elementos patrimoniais. os seguintes elementos: a) As CONTAS devidamente aprovadas pelos órgãos sociais competentes das entidades não residentes a que respeitam o lucro ou os rendimentos a imputar. Deve ainda ser preenchido o Quadro 05063-A do anexo A da IES/DA (ENTIDADES EM QUE A EMPRESA DECLARANTE PARTICIPA) com a informação lá solicitada. Por último. b) A CADEIA DE PARTICIPAÇÕES diretas e indiretas existentes entre entidades residentes e a entidade não residente. considera-se que uma entidade está submetida a um regime fiscal claramente mais favorável quando:    O território de residência da mesma constar da lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças ou. nacional.º 33: Uma entidade “NACIONAL. cabendo à entidade “NACIONAL. EXEMPLO PRÁTICO N.º 292/2011). No período 2013.º 292/2011 de 8/11 ) Quando aquela aí não for tributada em imposto sobre o rendimento idêntico ou análogo ao IRC ou ainda.Para efeitos deste regime. nos casos em que o território de residência da mesma não conste da lista aprovada pelo Ministro das Finanças (Portaria n. participa em 33.000€. será: Versão fevereiro 2014 . Admite-se que este montante foi tributado na fonte no DUBAI. LDA” sujeita a IRC com sede no T. 130º do CIRC. c) A demonstração do imposto pago pela entidade não residente e cálculos efetuados para a determinação do IRC que seria devido se a entidade fosse residente em território português. refira-se que a entidade residente deverá integrar no processo de documentação fiscal (DOSSIER FISCAL) a que se refere o art. LDA” o montante de 30. Em 2014.33% no capital de uma empresa denominada “ILHAS MELHORES” sediada no DUBAI (Emiratos Árabes Unidos) e que se dedica ao comércio internacional. Quando o imposto efetivamente pago seja igual ou inferior a 60% do IRC que seria devido se a entidade fosse residente em território português. a empresa “ILHAS MELHORES” apurou um resultado líquido de 90. SEM e COM método da equivalência patrimonial. à taxa de 10%.Período de tributação 2013 134 . esta empresa deliberou distribuir os lucros.000€. (Portaria n. O tratamento contabilístico e fiscal na entidade portuguesa.

07 Dupla tribut.000 10% de 30.Período de tributação 2013 135 . Internac.000 33. e retenção na fonte (art. equival. Deduz e Acresce no Q.000 Reconhecimento da deliberação de distribuição dos lucros ou atribuídos Correção no caso de crédito de imp.000 10% de 30.000 menos 10% de 30. 66º CIRC) 747 27. 91º Quadro 10 353 3.07 (art.000 Dupla tribut. e ganhos … 30.Investimentos financeiros a 785.000 10% de 30. 66º CIRC) 758 30. e ret.000 10% de 30.SNC FISCALIDADE . (art.na fonte – art.2.000 10% de 30.ºCIRC) 749 3. Internacional – art. patrimonial. 22 IRC Descrição Campo Obs /cálculos Descrição/Contas Reconhecimento do rendimento correspondente à quotaparte do resultado Valor Valor 2013 41.000 Versão fevereiro 2014 .000 Acresce no Q.33% de 90. 07 ----- (art.mod.07 Dedução no Q.000€ menos 747 27. 91º) Quadro 10 353 3.000 Anulação do efeito do mét.º 66.SEM método da equivalência patrimonial: Períodos CONTABILIDADE .000€ COM método da equivalência patrimonial: Períodos CONTABILIDADE . 07 (art.000 30. 22 IRC Descrição Campo Obs /cálculos 33. 68º Acresce no Q.000€ Descrição/Contas Valor Valor 2013 Não contabilizou nada Acresce no Q.000€ 2014 264/12-Resultados atribuídos/obtidos a 79.SNC FISCALIDADE .000 Reconhecimento da deliberação de distribuição dos lucros Correção no caso de crédito de imp.000 775 27.R end.mod.Dividendos obtidos 27. 68º) 2014 264-Resultados atribuídos a 41-Investimentos financeiros 749 3.33% de 90.

º 7/2013 da DSIRC de 19/08. D epreciation and A mortization São considerados gastos de financiamento líquidos. Taxes. em vez da anterior designação “Subcapitalização”. 67º) Veja-se a Circular n. Limite variável = 30% do EBIDTA quando superior Sempre que os gastos de financiamento forem iguais ou inferiores a €3. Juros de obrigações e outros títulos assimilados. serão na íntegra dedutíveis. foi profundamente alterado o art. Pela leitura do relatório pode concluir-se que esta limitação fiscal aos gastos de financiamento. esta limitação consiste em aceitar fiscalmente os gastos de financiamento líquidos até à concorrência do maior dos seguintes limites: a) (euro) 3 000 000. Com publicação da Lei do Orçamento para 2013.» (EBITDA) Earnings B efore Interest. tem como objectivo ―promover a redução do endividamento excessivo da economia e mitigar a histórica propensão do sistema fiscal para privilegiar o financiamento da atividade económica através da dívida‖.000 000. Diferenças de câmbio provenientes de empréstimos em moeda estrangeira. Amortizações de descontos ou de prémios relacionados com empréstimos obtidos. Ou seja: Versão fevereiro 2014 .Período de tributação 2013 136 . Encargos financeiros relativos a locações financeiras. ou b) 30 % do resultado antes de depreciações. Amortizações de custos acessórios incorridos em ligação com a obtenção de empréstimos. Há portanto 2 limites: • • Limite fixo = € 3. São exemplos destes gastos: • • • • • • Juros de descobertos bancários e de empréstimos obtidos a curto e longo prazo .Limitação à dedutibilidade de gastos de financiamento (art.000.000. as importâncias devidas ou associadas à remuneração de capitais alheios deduzidas dos rendimentos da mesma natureza. 67º. gastos de financiamento líquidos e impostos. passando a designar-se “Limitação à dedutibilidade de gastos de financiamento”. Na prática.

192º da Lei n. Quando for aplicável o Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (RETGS). segundo o qual este limite (de 30% do EBITDA). NÃO se aplicam: • • • Entidades sujeitas à supervisão do Banco de Portugal e do Instituto de Seguros de Portugal. Ficou entretanto definido um REGIME TRANSITÓRIO relativo ao limite variável.º 66º.OE para 2013).º 66-B/2012 de 31/12 . com as necessárias adaptações. mas sempre sem ultrapassar os limites máximos previstos. prevê ‐se que o limite de €3. Sempre que não for possível deduzir a totalidade num período. conjuntamente com os gastos financeiros desse período. As limitações deste novo art. Mas aplicam-se a Estabelecimentos Estáveis (EE) de entidades não residentes. e não em relação ao grupo. conforme tabela seguinte: Período 2013 2014 2015 2016 2017 % do EBITDA 70% 60% 50% 40% 30% Versão fevereiro 2014 . será superior até 2017.Período de tributação 2013 137 .º 2 do art. Sucursais em Portugal de instituições de crédito e outras instituições financeiras. Empresas de seguros com sede em outro Estado‐Membro da União Europeia. o apuramento dos gastos de financiamento não dedutíveis deve ser efetuado individualmente.Sempre que o período de tributação tenha duração inferior a um ano. a parte não utilizada pode ser deduzida nos cinco períodos de tributação posteriores. (n. em relação a cada sociedade.000.000 seja determinado proporcionalmente ao número de meses desse período.

que reporta para os cinco períodos seguintes.300.600.700.000 e só considerou fiscalmente 2.000+100.000 (4.300.000 de “folga” = 3.000 (n.000.000. Transitório).000.000.000.700. gastos de financiamento líquidos e impostos (EBITDA): Período 2013 2014 Gastos de financiamento 2. Versão fevereiro 2014 . 67º)  Como registou 4. o montante de: 300.Período de tributação 2013 138 . fica com um crédito “folga” de 100.… 3.…. passa a ser de: 3.000 EBITDA 8.600.000.000 ou 60% do EBITDA 8.07-campo 748. 67º) Resolução 2014:  Limite máximo aceite ……………….º 3 art. são aceites na totalidade.000.000.300. o máximo a ser deduzido em 2014 (Reg. No entanto.º 3 do art.000-3.EXEMPLO PRÁTICO N.000 Quais os limites dedutíveis e não dedutíveis nesses dois períodos? Resolução 2013:  Limite máximo aceite ……………….000.000.…… 3.000 x 30%) 2.000 6.000 ou 70% do EBITDA 8.º 34: Uma Entidade SA.000 4.000 ………….000 ………….000  Assim.400.000.000.600. terá que acrescer no Q. como 30% do EBITDA é (8. 5.000  Como só suportou 2.000.000).000 (n.…… 3. suportou os seguintes gastos de financiamento líquidos e obteve os seguintes resultados antes de depreciações.

000 3.000 para períodos seguintes.000.000 3.000 100.000 3.000 30.000 50.000. quando houver rendimentos obtidos no estrangeiro que dêem lugar a crédito de imposto por dupla tributação internacional.000.000 Em 2013: O montante não deduzido (10.000 100.000 (5anos).L. passa o reporte para 40.000.000 40. utiliza o reporte de 2013 no montante de 10.000. gastos de financiamento líquidos e impostos (EBITDA): Período 2013 2014 2015 Gastos de financiamento 80.000.000. 10. esses rendimentos devem ser considerados.EXEMPLO PRÁTICO N.000.º 1 do art.000 90.FIN.000.000 EBITDA 100.000 ---Acumul.000 50. 91º.Período de tributação 2013 139 .000 30.1: Uma Entidade SA.000.000. Em 2015: Como o limite máximo é 50.000 90. nos termos do art. 67º n.000.000.000.000. Versão fevereiro 2014 .000.º 1) Per.000.000.000.000 10.000 60.000 60.000. para efeitos fiscais. é reportado para 2014.º 34. suportou os seguintes gastos de financiamento líquidos e obteve os seguintes resultados antes de depreciações.000 2013 2014 2015 100.000 40.000. Limite al.000.000 80.000.000 e só suportou 40.000.000.000.000. a) Limite al.000. EBITDA G. Correções nos casos de crédito de imposto e retenção na fonte (art.000 Quais os limites dedutíveis e não dedutíveis nesses três períodos ? Limites (art. 68º do CIRC. a) Reporte do excesso Valor ACEITE Período 70.000 70.000 100.000 100.000.000. sobrando 30. 68º) Nos termos do n. pelas respetivas importâncias ilíquidas dos impostos sobre o rendimento pagos no estrangeiro.000.000.000.000 40. Em 2014: Acumula o não deduzido em 2013.000).000.

nos termos do n. a dedução a efetuar não pode ultrapassar o imposto pago no estrangeiro nos termos previstos pela convenção. segundo a qual: «O direito à dedução do Crédito de Imposto por Dupla Tributação Internacional nasce no momento em que ocorre a inclusão do rendimento na base tributável. só será coincidente com o inscrito no Q. campo 353). se a taxa do imposto pago no estrangeiro for igual ou inferior à taxa do IRC portuguesa (art. deverá o sujeito passivo proceder à entrega de uma declaração de substituição no prazo de um ano a contar do termo do prazo legal. Naturalmente se na contabilidade já foi considerado o valor bruto (ilíquido) desses rendimentos.º 2 do artigo 122º do Código do IRC. 91º. deve o crédito de imposto ter lugar na mesma. líquidos dos gastos direta ou indiretamente suportados para a sua obtenção. e esses rendimentos tenham sido considerados na contabilidade pelo seu valor líquido do imposto pago no estrangeiro.» Quando existir convenção para eliminar a dupla tributação celebrada por Portugal.10 campo 353. por força do disposto no n. No caso de se verificar um desfasamento temporal entre o período em que é reconhecido o rendimento e o período em que é efetuada a retenção. haverá que ter em atenção a Informação Vinculativa que recaiu sobre o Processo 3489/05.º 1 daquele art. 91º (Q.10.Período de tributação 2013 140 . ou. quando este prazo for excedido. Despacho de 2007-10-15. Caso o pagamento ocorra depois de esgotado o referido prazo. não pode exceder a menor das seguintes importâncias: «a) Imposto sobre o rendimento pago no estrangeiro.» Versão fevereiro 2014 . 91º n. o crédito do imposto. neste campo coloca-se o imposto sobre o rendimento pago no estrangeiro quando houver rendimentos que beneficiam do crédito por dupla tributação internacional. art. uma vez que. pelo que. caso o mesmo seja efetuado ainda dentro do prazo de entrega da respetiva declaração de rendimentos. correspondente aos rendimentos que no país em causa possam ser tributados.Assim.º 1 do CIRC). O mesmo raciocínio é feito sempre que tenha havido lugar a retenção na fonte de IRC relativamente a rendimentos englobados para efeitos de tributação. nada haverá a colocar neste campo. calculado antes da dedução. Refira-se que o montante do imposto a considerar neste campo. ocorrendo o pagamento dos rendimentos e respetiva retenção na fonte em exercício diferente daquele em que os rendimentos são registados na base tributável. reclamar graciosamente da autoliquidação do(s) exercício(s) a que os rendimentos dizem respeito. b) Fração do IRC.

00 / 0.mod.000.00 Acresce no Q.000.00 / 0.00 Acresce Q.000.EXEMPLO PRÁTICO N.500.000.00 Reconhecimento do rendimento obtido: 12-Depósitos à ordem 24. contabilizou em 2013 rendimentos de um país estrangeiro.000.6 = 40.º 35: Uma entidade sujeita a IRC em Portugal.000 24.000.000 = 6.000 – 24.00 O IRC a pagar em Portugal por aquele 2013 24.000 – 24. 91º CIRC 353 rendimento é superior 6.00 Correção no Quadro 10 – Dupla tributação internacional – art. como preencher a modelo 22.6 = 4 0.000.000.000x25%=7.000 40. 22 IRC Descrição/Contas Valor Descrição Correção do crédito imposto – art. Admitindo uma taxa única de IRC de 25%.00 X 40% = 16. por isso deduz o menor O mesmo EXEMPLO. no montante de € 24. 68º CIRC Campo Valor Obs.00 X 20% = 6.000 / 0.00 0.Estado – IRC estrangeiro a 78.00 Reconhecimento do rendimento obtido: 12-Depósitos à ordem 24.000 = 16.000x25%=10.00.000 30.8 = 30.00 Correção no Quadro 10 – Dupla tributação internacional – art.00 O IRC a pagar em Portugal por aquele 2013 30.000.00 rendimento é inferior ao suportado no estrangeiro 40.07 749 353 16. 68º CIRC Campo Valor Obs.00 ao suportado no estrangeiro 30.000.Período de tributação 2013 141 .000.8 = 30.000.000 / 0.000. 91º CIRC 10.00 líquido do imposto lá suportado.Estado – IRC estrangeiro a 78.00. 22 IRC Descrição/Contas Valor Descrição Correção do crédito imposto – art. 24. por isso deduz o menor Versão fevereiro 2014 .000 24. Aqueles rendimentos foram tributados no país da fonte à taxa de 20%.Outros rendimentos e ganhos – obtidos no estrangeiro 24.000. 24.mod.Outros rendimentos e ganhos – obtidos no estrangeiro 24.07 no 749 0.000.00 6. mas admitindo que a taxa de tributação no país da fonte foi de 40% e o rendimento foi contabilizado pelo valor líquido: Período CONTABILIDADE – SNC FISCALIDADE . Período CONTABILIDADE – SNC FISCALIDADE .000.

campo 773 que tem exatamente a mesma descrição. se for caso disso.» Os artigos relevantes para o preenchimento destes campos. quando se conclua que as operações abrangidas pelo mesmo tiveram como principal objetivo ou como um dos principais objetivos a evasão fiscal.º 4 do mesmo artigo refere: «Na determinação do lucro tributável da sociedade beneficiária deve ter-se em conta o seguinte: a) O apuramento dos resultados respeitantes aos elementos patrimoniais transferidos é feito como se não tivesse havido fusão. às correspondentes liquidações adicionais de imposto.Correções resultantes da opção pelo regime especial aplicável às fusões. Versão fevereiro 2014 . entradas de ativos e permutas de partes sociais (art. 76º e 77º do CIRC. 74º pretende-se que não haja lugar à tributação de qualquer resultado derivado da transferência de elementos patrimoniais entre empresas abrangidas por este regime. uma subsecção própria (artigos 73º a 78º). O artigo 73º. Assim. o que pode considerar-se verificado.» Estando verificada a aplicabilidade deste regime especial. O Código do IRC contém. cindidas ou na sociedade contribuidora antes da realização das operações. considerando-se que tais valores são os que resultam da aplicação das disposições deste Código ou de reavaliações efetuadas ao abrigo de legislação de caráter fiscal. cisões. o seguinte: «O regime especial estabelecido não se aplica. total ou parcialmente.Período de tributação 2013 142 . ao referir no seu n.s 74º . entradas de ativos e permutas de partes sociais”. do ativo intangível e das propriedades de investimento contabilizadas ao custo histórico transferidos são efetuadas de acordo com o regime que vinha sendo seguido nas sociedades fundidas. cisões. os elementos patrimoniais objeto de transferência pelos mesmos valores que tinham nas sociedades fundidas. nomeadamente. que darão origem ao seu preenchimento.º 10. o n. para efeitos fiscais. o n. para além de conter as definições. sempre que o tratamento contabilístico se afastar do regime fiscal aqui previsto. limita o âmbito de aplicação deste regime especial. tais como a reestruturação ou a racionalização das atividades das sociedades que nelas participam. nos termos do art. cisão ou entrada de ativos. são os 74º. cindidas ou na sociedade contribuidora. procedendo-se então. 76º e 77º) Os comentários a este campo são extensíveis ao correspondente campo a deduzir. denominada “Regime especial aplicável às fusões. nos casos em que as sociedades intervenientes não tenham a totalidade dos seus rendimentos sujeitos ao mesmo regime de tributação em IRC ou quando as operações não tenham sido realizadas por razões económicas válidas. b) As depreciações ou amortizações sobre os elementos do ativo fixo tangível. com alterações no resultado do período.º 3 deste artigo 74º impõe que: «a sociedade beneficiária mantenha. No entanto. para que este regime possa ser aplicado.

aplicável às fusões. 77º preconiza semelhante tratamento em relação às permutas de partes sociais. de 16 de maio da Direção de Serviços do IRC. nos seus n. desde que. desde que se verifiquem cumulativamente as seguintes condições: «a) A sociedade adquirente e a sociedade adquirida sejam residentes em território português ou noutro Estado membro da União Europeia e preencham as condições estabelecidas na Diretiva n. Sempre que se verifiquem projetos de fusão ou cisão. Com a publicação da Lei n. o valor pelo qual as antigas se achavam registadas.Quando a sociedade beneficiária detém uma participação no capital das sociedades fundidas ou cindidas. este regime de neutralidade fiscal passou a ser aplicável às demais operações abrangidas por aquela Diretiva. foi aditado o n.» Ainda o mesmo art.º 55-A/2010 de 31 de dezembro. b) Os sócios da sociedade adquirida sejam pessoas ou entidades residentes nos Estados membros da União Europeia ou em terceiros Estados.Período de tributação 2013 143 . de 19 de Outubro de 2009.º 90/434/CEE. ou seja. para efeitos fiscais. 6 . cisões. entradas de ativos e permutas de Ações entre sociedades de Estados Membros diferentes. as maisvalias ou menos-valias realizadas respeitantes às partes de capital social recebidas em contrapartida da entrada de ativos são calculadas considerando como valor de aquisição destas partes de capital o valor líquido contabilístico aceite para efeitos fiscais que os elementos do ativo e do passivo transferidos tinham nessa sociedade antes da realização da operação. as perdas por imparidade e as provisões que foram transferidos têm. como efetuadas por conta da sociedade beneficiária. 74º do CIRC. situações em que seja fixada uma data a partir da qual as operações das sociedades a fundir ou a cindir são consideradas.c) Os ajustamentos em inventários. do Conselho. cindidas ou na sociedade contribuidora. mantenham quanto às novas participações. de 23 de Julho. 76º refere que não são considerados quaisquer ganhos ou perdas para efeitos fiscais em consequência da fusão ou da cisão relativamente aos sócios das sociedades fundidas ou cindidas. a propósito da transmissibilidade de prejuízos fiscais em casos de fusão.º 2009/133/CE. do ponto de vista contabilístico.º 7 e 8 do art.º 4 a este artigo 76º que refere: «O disposto nos números anteriores é igualmente aplicável aos sócios de sociedades que sejam objeto das demais operações de fusão ou cisão abrangidas pela Diretiva n.Para efeitos da determinação do lucro tributável da sociedade contribuidora. cisão e entradas de ativos. para efeitos fiscais. previstos nos n. 74º. O art. sendo a mesma data é considerada relevante para Versão fevereiro 2014 .» Refira-se a existência da Circular 7/2005.º s 5 e 6 afirma o seguinte: «5 . quando os títulos recebidos sejam representativos do capital social de uma entidade residente em território português. não concorre para a formação do lucro tributável a mais-valia ou a menos-valia eventualmente resultante da anulação das partes de capital detidas naquelas sociedades em consequência da fusão ou cisão. cisões parciais.» Por sua vez o art. o regime que lhes era aplicável nas sociedades fundidas.» Assim.

63º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT). segundo a qual. o valor a considerar para efeitos de determinação do lucro tributável. n. Refira-se por último a Inf. Obs. Donativos não previstos ou além dos limites legais (art. sem contrapartidas que configurem obrigações de caráter pecuniário ou comercial. 62º do EBF. 2890/2007 . que não cabe neste conceito. ou seja.» Refira-se.º 2 do art. Versão fevereiro 2014 . No entanto se se tratar de donativos em espécie (bens). concluindo que esta medida antiabuso (n. o valor a considerar para efeitos do cálculo da dedução ao lucro tributável. previstas nos artigos seguintes. ambiental. 73º do CIRC) não está sujeita ao procedimento a que se refere o art. durante aquele período. por determinação do n. os resultados realizados pelas sociedades a fundir ou a cindir. 73º do CIRC. é o valor fiscal que os bens tiverem no exercício em que forem doados. às entidades públicas ou privadas. a propósito do referido e transcrito n. sobre o mesmo assunto.º 10 do art.º 10 do art. 61º do EBF.efeitos fiscais desde que se situe num período de tributação coincidente com aquele em que se situe a data da produção de efeitos jurídicos da operação em causa . é o que se transcreve: «11-No caso de donativos em espécie. Nestes casos. 38º da Lei Geral Tributária (LGT). serão incluídos no lucro tributável da sociedade beneficiária respeitante ao mesmo período de tributação. as prestações de serviços. vinculativa no Proc. Bastará proceder-se às correspondentes liquidações adicionais de imposto.º 11 do art. cuja atividade consista predominantemente na realização de iniciativas nas áreas social. cultural. sancionada por despacho do Subdiretor-Geral de 2012-03-13. 62º e 65º do EBF e Estatuto do Mecenato Cientifico) Nos termos do art. desportiva ou educacional. concedidos.: Este entendimento considerou prejudicado o vertido na Ficha Doutrinária referente ao Proc. não são consideradas donativos para efeitos fiscais. não é necessário desconsiderar os efeitos da operação sempre que se verificar que a mesma teve como principal objetivo a evasão fiscal. desde já.º 771/2002. «…os donativos constituem entregas em dinheiro ou em espécie.Período de tributação 2013 144 . considerando que este procedimento se aplica apenas na liquidação de tributos com base na disposição antiabuso constante do n.

º 36: A sociedade Beneméritos. Versão fevereiro 2014 .00 destinados ao apoio à infância e à terceira idade.00 a majoração (€ 5. 62º n.Período de tributação 2013 145 .00 x 40%) …….00 x 40%) € 2.000. Lda.. Será ainda de referir a obrigatoriedade de constar do documento comprovativo emitido pela entidade beneficiária dos donativos a menção “SEM CONTRAPARTIDAS”.00 ……………. Naturalmente que as majorações e benefícios previstos nestes diplomas. ou seja. sendo o valor aceite.000. Durante este período concedeu donativos a IPSS no montante de €15..000. serão deduzidos no campo 774 e explicitados no anexo D da própria modelo 22 do período. € 3. b).000.00.» Apenas virão a este campo (acrescidos) os donativos não enquadráveis naqueles artigos do Estatuto dos Benefícios Fiscais ou no Estatuto do Mecenato.. apresentou um volume de negócios em 2013 de € 1.00 Uma vez que este donativo beneficia de uma majoração de 40% (art.00 é deduzida no campo 774 e explicitada no anexo D (Benefícios fiscais) à modelo 22 de IRC. a majoração é apenas sobre o valor do donativo efetivo e não do limite.00 € 15.000.000. sempre que os donativos se encontrem sujeitos a limites. OBS. O valor a considerar para efeitos fiscais será: (gasto e majoração) Limite aceite: 8/1000 x 1. se o donativo for apenas de € 5.200. Na prática.000. € 8.: Se o valor do donativo ficar aquém do limite de 8/1000.000.………. EXEMPLO PRÁTICO N. das reintegrações ou provisões efetivamente praticadas e aceites como custo fiscal ao abrigo da legislação aplicável. quando for caso disso.º 4.000.000. deve deduzir-se no campo 774 esta majoração: Majoração: limite aceite x 40% (€ 8. o valor do donativo será aceite como gasto fiscal até ao limite.00 Este benefício (majoração) deve também constar no Anexo D da modelo 22 (campo 406).000..000. Valor concedido/registado (incluído no resultado líquido) … Diferença a acrescer no campo 751 ……………………. majorado nos termos previstos.deduzido.00 € 7.

. quando a alienante tenha resultado de transformação de sociedade à qual não fosse aplicável o regime previsto naquele número. desde que. com o Orçamento de Estado para 2012.» Refira-se que. 32º do EBF. no resultado líquido do período.º 2 do EBF) Por imposição do n. que refere expressamente « 3 . Em 2014. de 30 de dezembro. nos termos do n. não concorrem para a formação do lucro tributável. sede ou direção efetiva em território sujeito a um regime fiscal mais favorável. respetivamente para as SGPS e para as Sociedades de Capital de Risco (SCR) e Investidores de Capital de Risco (ICR). de 30 de março . com a Lei n. 32 do EBF. pela alienante. Assim. n. O Estatuto do Mecenato Científico.º do Código do IRC. Veja-se ainda a Circular n. foi revogado pela Lei n.º 4 do artigo 63. por período inferior a três anos e. de 30 de dezembro. neste último caso.º 64-B/2011. Lei n. de 8 de julho. Encargos financeiros não dedutíveis (art.º 3 daquele art. a não ser que tal beneficio não seja aplicável pela verificação das condições previstas no n. este tipo de encargos.º 32-A do EBF. Versão fevereiro 2014 . de 31 de Dezembro (OE 2014).º 7/2004. assim como os nºs 1 e 2 do art. tenham decorrido menos de três anos entre a data da transformação e a data da transmissão. os encargos financeiros suportados com a aquisição de partes de capital detidas por SGPS.º 2 do art. este art. 32º.º 64-B/2011. relativamente às mais-valias das partes de capital objeto de transmissão. . sempre que estas entidades tiverem registado e considerado.º 26/2004. bem assim. 32º do EBF foi divido em dois (art. os mesmos deverão ser acrescidos neste campo. ou a entidades com domicílio. este artigo foi revogado.º-A do Estatuto dos Benefícios Fiscais (com entrada em vigor em 1 de janeiro de 2012). e desde que tenham sido detidas.Alerta-se para o facto de os benefícios fiscais relativos ao mecenato científico constarem agora do artigo 62. aprovado pela Lei n.Período de tributação 2013 146 .O disposto no número anterior não é aplicável relativamente às mais-valias realizadas e aos encargos financeiros suportados quando as partes de capital tenham sido adquiridas a entidades com as quais existam relações especiais. ou residentes em território português sujeitas a um regime especial de tributação. constante de lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças.º 83-C/2013. 32º e 32º-A).

º 10/92 da Comissão de Normalização Contabilística. Contratos de locação financeira relacionados com o mapa 40 (CONTRATO DE LOCAÇÃO FINANCEIRA CELEBRADOS ATÉ 31-12-1993. incluídos no resultado líquido e que não tenham enquadramento nos outros campos.ª Diretiva do Conselho 79/1072/CEE. segundo o qual: « 2 – Não entram igualmente para a formação da matéria colectável do devedor as variações patrimoniais positivas resultantes das alterações das suas dívidas previstas em plano de insolvência ou em plano de pagamentos. ao abrigo de plano de insolvência ou de plano de pagamentos. Lei n. Eventuais subsídios não incluídos no resultado líquido do período que devam concorrer para a formação do lucro tributável. comprovadamente não sejam indispensáveis para a realização dos rendimentos sujeitos a imposto ou para a manutenção da fonte produtora. Acertos fiscais decorrentes da aplicação do art. Alguns exemplos de situações suscetíveis de gerar valores a colocar nestes campos: Acertos de saldos devedores não justificados ou perdões de dívida sem justificação fiscal aceite.12. designadamente encargos que. considerado como gasto contabilístico e cujo reembolso poderia sido solicitado ao abrigo da 8. Imposto sobre o valor acrescentado (IVA) suportado em Estados Membros da União Europeia. é considerado como custo ou perda do respectivo exercício. campo 775.LOCATÁRIOS) tendo em conta as alterações introduzidas pelo Dec. segundo a qual esse gasto não é dedutível para efeitos de determinação do lucro tributável em IRC por não se verificar o requisito de indispensabilidade exigido pelo nº 1 do artigo 23º do respectivo Código. Versão fevereiro 2014 . da DSIRC. conforme determina a Circular n. 964/08.º 14/2008. Inf. 3 – O valor dos créditos que for objecto de redução.º 268º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas (CIRE).Em branco Os comentários a este campo são extensíveis ao correspondente campo a deduzir.de 11. de 06. de 28 de dezembro e a Diretriz n.Período de tributação 2013 147 .07. Para estes campos virão todos os gastos e rendimentos não considerados fiscalmente. Proc. 459/08. para efeitos de apuramento do lucro tributável dos sujeitos passivos do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares e do imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas».º 420/93.

130º do CIRC). deverá ficar evidenciado no processo de documentação fiscal (art. Versão fevereiro 2014 .Período de tributação 2013 148 . a sua natureza e quantificação.Sempre que utilizados.

000 (3 anos). 2. Nas outras situações do regime transitório (art. nesse exercício. 5º do DL 159/2009) devem ser usados os campos 703 ou 705. Suportou 54. o montante fiscalmente dedutível no período de tributação de 2010. incorpóreo ou custo Será: Versão fevereiro 2014 . o número de períodos em que o gasto é considerado para efeitos fiscais não se altera.ª hipótese – A despesa foi considerada no Ativo em 2009 (imobilizado diferido). considerando: 1. concorrem igualmente para a formação do lucro tributável de acordo com o regime que vinha sendo adotado» (sublinhado nosso). às quais não se aplica o regime transitório da sua repartição pelos cinco períodos de tributação. EXEMPLO PRÁTICO N. Nos termos do n.º 4 do art. Nos termos da alínea f) do artigo 22º do Decreto Regulamentar n. CAMPOS A DEDUZIR Despesas ou encargos de projeção económica plurianual contabilizados como gasto na vigência do POC e ainda não aceites fiscalmente [art. 22º al. de 14/9] Estas são as únicas situações fiscalmente relevantes decorrentes da transição.Período de tributação 2013 149 . Assim. previsto no artigo 5º do Decreto-Lei n.000 relativos a uma campanha publicitária. reconhecidos como gastos e ainda não aceites fiscalmente.º 25/2009: «As despesas com a emissão de obrigações.2. em que. os encargos financeiros com a aquisição ou produção de elementos do imobilizado. foi de 18. a empresa A. Lda.ª hipótese – O custo foi todo reconhecido na contabilidade de 2009. Face aos ajustamentos de transição para o SNC.3.R 25/2009.º 37: No período de tributação de 2009. f) do D.º 159/2009. virão para este campo apenas estas situações. na vigência do novo regime. 17º do DR 2/90 a dedução fiscal efetuada. de 13 de julho. as diferenças de câmbio desfavoráveis relacionadas com o imobilizado e os encargos com campanhas publicitárias.

1ª Hipótese: Campanha publicitária reconhecida como custo: concorre para a formação do lucro tributável de acordo com o regime que vinha sendo adotado. f).000 / 3) – Campo 754 2ª Hipótese: Ativo imobilizado ou custo diferido: na transição para o SNC desreconhecimento do ativo – variação patrimonial negativa que concorre. Correções relativas a períodos de tributação anteriores (art. DR 25/2009). 5º do DL 159/2009 de 13 de julho. Versão fevereiro 2014 . Prejuízo fiscal imputado por ACE ou AEIE (art. Valor fiscalmente dedutível em 2010 = 18. alínea f) do Dec. Regulamentar n.º 7/2011 da DSIRC. n.artigo 5º do Decreto-Lei n.Período de tributação 2013 150 .º 2) Ver comentários ao campo 710. 18º. divulgada em maio de 2011. 22º.000 (54. Valor fiscalmente dedutível em 2010 = 7.000/5) – Campo 705 Ver a Circular n. para a formação do LT de 2010 – art.º 25/2009. a propósito do SNCRegime transitório . em partes iguais. 6º) Ver comentários ao campo 709.º 159/2009 e artigo 22º. diferimento em 3 anos (art.200 (36. ou seja.

Período de tributação 2013 151 . n. Ajustamentos não tributáveis decorrentes da aplicação do justo valor (art. Pagamento ou colocação à disposição dos beneficiários de benefícios de cessação de emprego.º 9) Ver comentários ao campo 713.º 5) Ver comentários ao campo 711. n.Vendas e prestações de serviços com pagamento diferido: rédito de juros (art. benefícios de reforma e outros benefícios pós emprego ou a longo prazo dos empregados (art. 18º. Versão fevereiro 2014 . 18º. n.º 11) Ver comentários ao campo 714. 18º. n. 18º. Pagamentos com base em Ações (art. Anulação dos efeitos do método da equivalência patrimonial (art.º 12) Ver comentários ao campo 715.º 8) Ver comentários e exemplo do campo 712. 18º n.

incluindo-os neste campo 763. haverá que os reconhecer fiscalmente nos períodos em que concorrem para a formação do resultado tributável. deduzindo neste campo 762 o respetivo valor. 20º do D. haverá que retirar essa reversão (rendimento) do resultado líquido. 35º. Sempre que se verifica a tributação em períodos anteriores deste tipo de gastos.º 3) e de perdas por imparidade tributadas (art. Sempre que seja registada a reversão de uma perda por imparidade de ativos depreciáveis ou amortizáveis.º 4 do art.º 3) Sempre que se verificar neste período. o registo contabilístico (conta 762 do SNC) de reversões de ajustamentos em inventários ou perdas por imparidade já tributados (incluídos no campo 718 do período em que foram reconhecidos na contabilidade).Período de tributação 2013 152 . por inclusão no campo 719 dos períodos em que foram contabilisticamente reconhecidos. n. Ver comentários ao campo 718.R. 28º. Ver exemplo incluído nos comentários ao campo 719 Versão fevereiro 2014 . 25/2009. 35º. só deverá ser inscrita neste campo a parte da perda por imparidade ainda não deduzida nos termos do n. de 14/9) Perdas por imparidade tributadas em períodos de tributação anteriores (art. n.Reversão de ajustamentos em inventários tributados (art.ºs 1 e 4) O anterior campo 763 foi dividido em dois. Depreciações e amortizações tributadas em períodos de tributação anteriores (art. dando origem a este novo campo. n. 35º do CIRC.

haverá que proceder à sua correção/dedução neste campo. al. Restituição de Impostos não dedutíveis e excesso da estimativa para impostos Impostos diferidos [art. o registo contabilístico (conta 763 do SNC) de reversões de provisões já tributadas (incluídas no campo 721 do período em que foram constituídas). uma restituição de impostos ou anulação de estimativa para impostos.07. Sempre que nos termos da NCRF 25 (IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO) forem reconhecidos impostos diferidos. deduzindo neste campo 764 o respetivo valor. Obs. 22 do período em que foram acrescidas. incluindo a derrama municipal e a estadual. 45º.º 3 e 39º. não concorre para a determinação do resultado tributável o IRC e quaisquer impostos que direta ou indiretamente incidam sobre os lucros. a)] Tal como se referiu nos comentários aos campos 724 e 725. no período de tributação a que a declaração se refere. evitando assim a duplicação da tributação. tal reconhecimento não concorre para a formação do resultado tributável.º 4) Sempre que se verificar neste período. Ver comentário ao campo 725 e exemplo inserido no comentário ao campo 711 Versão fevereiro 2014 . n.: Será de incluir no dossier fiscal cópia da mod. para efeitos de comprovação desta dedução. haverá que retirar essa reversão (rendimento) do resultado líquido.85.82 ou 78. Assim. s 19º. Ver comentários ao campo 721. incluídas no resultado líquido através das contas 78. pelo que terá sempre que ser corrigido neste Q.Período de tributação 2013 153 . a acrescer no campo 725 ou deduzir neste campo 766.Reversão de provisões tributadas (art. sempre que se verifica. n. n.º 1.

º. incluindo prestações suplementares. e Saldo negativo resultante da transmissão onerosa de partes de capital ou outras perdas ou variações patrimoniais negativas de partes de capital próprio.ª parte) Por determinação do n.º 3. designadamente reclassificação contabilística ou alteração de pressupostos. Versão fevereiro 2014 . Só concorrem para a formação do resultado tributável em metade do seu valor. Assim. deduzindo neste campo 767 as mais valias ou acrescendo no campo 736. para depois incluir nos respetivos campos deste mesmo Q.Período de tributação 2013 154 . n. as menos-valias. 46º. 45º. prevê que sejam estas a concorrerem para a formação do lucro tributável e não as contabilisticamente consideradas. n.º 3. as menos-valias resultantes de:   Mudanças no modelo de revalorização. b) e art. haverá sempre que expurgar do resultado líquido contabilístico as mais ou menos valias lá incluídas. Ver também comentários aos campos 737 e 738 e esquema/exemplo inserido no comentário ao campo 717. n. Ver comentários ao campo 736.º 3 do art. 50% das menos-valia fiscais resultante de mudanças no modelo de valorização [art.Mais-valias contabilísticas O regime das mais-valias e menos-valias fiscais.07. a serem consideradas na determinação do resultado tributável. 45º. as mais ou menos valias fiscais.º 5. parte final] e 50% da diferença negativa entre as mais e as menos-valias fiscais de partes de capital ou outras componentes do capital próprio (art. al. 1. 45º.

Eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos (art. 51º) As situações de dupla tributação económica dos lucros distribuídos acontecem quando o capital social de uma dada pessoa coletiva é detido. por outra pessoa coletiva. sendo a segunda novamente tributada quando regista os lucros que lhe são total ou parcialmente distribuídos. 46º) Ver exemplos práticos e comentários aos campos 736 e 739 / 740 Correções relativas a instrumentos financeiros derivados (art. incluídos na base tributável. cooperativas e empresas públicas. na medida em que a primeira é tributada em IRC pelo rendimento que apura em cada período. total ou parcialmente.Período de tributação 2013 155 . correspondentes a lucros distribuídos. Nos restantes casos. ver os comentários correspondentes. essa dupla tributação é eliminada ou atenuada com a utilização deste campo. são deduzidos os rendimentos.º 1 do artigo 51º do CIRC. 49º) Complementar do campo 743. Quando se verifica o regime especial de tributação dos grupos de sociedades. Há duas situações em que não se verifica esta dupla tributação:   Quando é aplicável o regime da transparência fiscal previsto no artigo 6º do CIRC. O n. desde que sejam verificados os seguintes requisitos: Versão fevereiro 2014 . refere: «Na determinação do lucro tributável das sociedades comerciais ou civis sob forma comercial. com sede ou direção efetiva em território português.Diferença negativa entre as mais-valias e as menos-valias fiscais (art.

o regime do número anterior aplica-se. sujeitas e não isentas de IRC e por entidades residentes noutro Estado membro da União Europeia que preencha os requisitos e condições estabelecidos no artigo 2. com sede ou direção efetiva em território português. No entanto. distribuídos por associantes residentes no mesmo território. em entidade residente noutro Estado membro da União Europeia. durante o ano anterior à data da colocação à disposição dos lucros ou.a) A sociedade que distribui os lucros tenha a sede ou direção efetiva no mesmo território e esteja sujeita e não isenta de IRC ou esteja sujeita ao imposto referido no artigo 7º. se detida há menos tempo. 53º do CIRC. nos termos e condições ai referidos. ao associado constituído como sociedade comercial ou civil sob a forma comercial. Das sociedades de investimento.º 2011/96/UE. do Conselho. Das sociedades financeiras de corretagem. 3.ºs 3 e 5 do art. quando não for possível o acesso ao benefício da eliminação total prevista no n.º 5. este regime é também aplicável. Pelo referido no n.º 1.º 4 do artigo prevê igualmente que este regime se aplique. de 31 Dezembro) Por determinação do n. Das sociedades de desenvolvimento regional. em relação aos rendimentos: 1. De participações sociais em que tenham sido aplicadas as reservas técnicas das sociedades de seguros e das mútuas de seguros. de modo ininterrupto.Período de tributação 2013 156 . Por sua vez o n. cooperativa ou empresa pública. de 23 de Julho. nas condições referidas no n.º 55-A/2010. do Conselho de Versão fevereiro 2014 .º 8 deste artigo 51º. independentemente do valor da sua contribuição relativamente aos rendimentos que tenham sido tributados.º 2. uma atividade de natureza comercial. para além das situações descritas. independentemente da percentagem de participação e do prazo em que esta tenha permanecido na titularidade das participantes. ao valor atribuído na associação em participação. desde que ambas as entidades preencham os requisitos estabelecidos no artigo 2. deixou de ser permitida a atenuação da dupla tributação económica em 50%. industrial ou agrícola será aplicável uma dedução de 50% dos rendimentos incluídos na base tributável correspondentes a lucros distribuídos por entidades residentes em território português. «…quando uma entidade residente em território português detenha uma participação. atendendo aos n. 2. desde que a participação seja mantida durante o tempo necessário para completar aquele período. quando o titular dos rendimentos for uma entidade residente que não exerce a título principal.º 1.» (Redação da Lei n. b) A entidade beneficiária não seja abrangida pelo regime da transparência fiscal previsto no artigo 6º.º 90/435/CEE.º da denominada Diretiva Mães / Filhas (Diretiva n. c) A entidade beneficiária detenha diretamente uma participação no capital da sociedade que distribui os lucros não inferior a 10% e esta tenha permanecido na sua titularidade. 4.0 da Diretiva n.» Com a redação aplicável a 2011 e seguintes e a revogação do n.

Há que ter no entanto em atenção o disposto no n. A aplicação deste n.º 24/2011 de 2011-11-11. consideram-se efetivamente tributados os lucros integrados no LUCRO TRIBUTÁVEL da participada.º 1 deixar de se verificar antes de completado o período de um ano. passou a ser exigida a detenção de uma participação não inferior a 10%.(Redação da Lei n. Refira-se ainda que. já foi objeto da divulgação da Circular n.º55-A/2010. ou outro imposto sobre os lucros idêntico ou análogo. ou anteriormente na esfera de uma subafiliada. e que dele não se encontrem excluídos nem isentos. tendo aqueles rendimentos sido efetivamente tributados . entre outras situações.º 10 e o conceito de tributação efetiva.» Referindo ainda que «O requisito de ―tributação efetiva‖ deve considerar-se verificado quando a sociedade que gerou os lucros distribuídos não beneficie de isenção e tais lucros tenham origem em rendimentos que não beneficiem de qualquer isenção nem ocorra.Período de tributação 2013 157 . impõe que os rendimentos que provenham de lucros. sem prejuízo da consideração do crédito de imposto por dupla tributação internacional a que houver lugar. deve corrigir-se a dedução que tenha sido efetuada.  Havendo prejuízos fiscais e deduções à coleta. nos termos do disposto no artigo 91º».  Nas participações em cadeia.30.  No casos das SGPS.º 32. para a eliminação da tributação da distribuição de dividendos. não há tributação efetiva sempre que os rendimentos que provenham de lucros. bem como relativamente aos rendimentos que. relativamente às SGPS e SCR.º do EBF. de 31 de dezembro) Por outro lado.º 9. esclarece que esse conceito «…deve ser interpretado no sentido de exigir que os rendimentos provenientes de lucros que tenham suportado IRC. a nova redação conferida ao n. Versão fevereiro 2014 .11). SCR e ICR. na qualidade de associado.º 10 deste artigo. a respetiva desconsideração em definitivo para efeitos de apuramento do imposto a pagar. que tenham beneficiado da exclusão prevista no n. tenham origem em mais-valias. a efetiva tributação deverá ser verificada na entidade que distribui os lucros. para que se aplique a dedução.» Na interpretação e aplicação deste conceito haverá que ter em consideração o seguinte:  O ónus da PROVA recai sobre a entidade que procede à dedução a título de eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos. que refere expressamente: «Se a detenção da participação mínima referida no n. tenham sido objeto de tributação efetiva.º 2 art. aufiram da associação em participação. a qual. em resultado da legislação fiscal aplicável.

 Nos casos em que tenha havido diferimento da tributação por diferenças de caráter temporário entre o resultado contabilístico e o resultado tributável.º 1 do artigo 97º do Código do IRC (Dispensa de retenção na fonte sobre rendimentos auferidos por residentes).07) e há mais 1 ano € Distribuição de LUCROS Sociedade PORTUGUESA Versão fevereiro 2014 .  Naturalmente. Refira-se ainda. e atendendo a que se trata de um regime de eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos (e não uma mera atenuação). de modo ininterrupto. considera-se também que houve efetiva tributação.Período de tributação 2013 158 .º 1 do artigo 51º. durante o ano anterior à data da sua colocação à disposição. ESQUEMATICAMENTE (n. 51º): Eliminação dupla tributação Entidade PORTUGUESA Participação > 10% (Campo 771 Q. que dispensa de retenção na fonte os lucros distribuídos abrangidos pelo regime do n. a existência da alínea c) do n. são irrelevantes para este efeito. mas apenas se a participação no capital tiver permanecido na titularidade da entidade. que os pagamentos por conta. as retenções na fonte e as tributações autónomas.º 1 Art.independentemente de não darem origem a encargo de imposto por dedução de prejuízos fiscais ou deduções à coleta.

o Liechtenstein e a Noruega.07) e há mais 1 ano Distribuição de LUCROS € Entidade residente na UNIÃO EUROPEIA ou EEE (*) Refira-se que. 51º): Empresa PORTUGUESA Participação > 10% Eliminação dupla tributação (Campo 771 Q. sendo que nestes. para que a condição se considere verificada.Período de tributação 2013 159 .º 5 Art. inclui também a Islândia. equivalente à estabelecida na União Europeia. 51º): Eliminação dupla Estabelecimento ESTÁVEL Participação > 10% tributação (Campo 771 Q. Versão fevereiro 2014 .07) e há mais 1 ano Distribuição de LUCROS € Empresa com sede na UNIÃO EUROPEIA ESQUEMATICAMENTE (nº 6 Art. deve existir uma obrigação de cooperação administrativa no domínio da fiscalidade. o espaço económico europeu (EEE).ESQUEMATICAMENTE (n.

al. nos termos do n. Correção pelo adquirente do imóvel quando adota o valor patrimonial tributário definitivo para a determinação do resultado tributável na respetiva transmissão [art. 51º): Eliminação dupla Entidade PORTUGUESA Participação > 10% tributação (Campo 771 Q. Em conformidade com o tratamento fiscal exigido para quem vende este tipo de bens. também quem os adquire tem direito a considerar para efeitos fiscais o valor patrimonial tributário (VPT). b)] Complementar do campo 745. quando for superior ao valor do contrato de compra. 64º. n. Ver também exemplos práticos e comentários ao campo 740. o valor constante do contrato seja inferior ao valor patrimonial tributário definitivo do imóvel.07) e há mais 1 ano Distribuição de LUCROS € Entidade residente no ESPAÇO ECONÓMICO EUROPEU Refira-se que este artigo foi substancialmente alterado em 2014 com a chamada reforma do IRC e a criação do regime da isenção de participações (participation exemption).º 2 deste art. na medida em que.º 3. nas transmissões onerosas previstas no número anterior.ESQUEMATICAMENTE (nº 11 Art.Período de tributação 2013 160 . 64º «Sempre que. é Versão fevereiro 2014 .

sempre que se verificar essa diferença positiva entre o VPT definitivo e o custo de aquisição ou de construção.O valor dos bens adquiridos ao Estado. bem 6 Sublinhado não incluído no texto original Versão fevereiro 2014 . « O sujeito passivo adquirente adopta o valor patrimonial tributário definitivo para a determinação de qualquer resultado tributável em IRC relativamente ao imóvel. 64º.º 3 do art. por valor inferior ao VPT.º 1 do mesmo art.»  Por sua vez. aquando da venda desse imóvel não se procede à correção do valor de aquisição prevista neste campo. 64º refere.º seguinte. Refira-se por último uma situação muito particular em que um imóvel foi adquirido ao Estado. «1 — Os alienantes e adquirentes de direitos reais sobre bens imóveis devem adoptar. porque na contabilidade o imóvel se encontra mensurado por este valor.º 5 do art. autarquias locais ou mediante arrematação judicial ou administrativa.º 4. Naturalmente. 12º do CIMT (VALOR TRIBUTÁVEL). valores normais de mercado que não podem ser inferiores aos valores patrimoniais tributários definitivos que serviram de base à liquidação do imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT) ou que serviriam no caso de não haver lugar à liquidação deste imposto»  Refere o art.Período de tributação 2013 161 .» . «16. para efeitos da determinação do lucro tributável nos termos do presente Código. o que inviabiliza a sua consideração fiscal quando o VPT for superior ao valor da compra. o tratamento contabilístico e fiscal dado ao imóvel.este o valor a considerar pelo alienante e adquirente. para determinação do lucro tributável. por imposição do Decreto Regulamentar 25/2009 ( regime fiscal das depreciação e amortizações). 64º do CIRC.ª. às Regiões Autónomas ou às autarquias locais. Regiões Autónomas. o sujeito passivo adquirente adota o valor patrimonial tributário definitivo para a determinação de qualquer resultado tributável em IRC relativamente ao imóvel. o sujeito passivo adquirente deve comprovar no processo de documentação fiscal previsto no artigo 130º do código. Neste caso. Ver a Circular n. com o seguinte fundamento:  Nos termos da alínea b) do n.º 25/2009.º 6/2011 da DSIRC. divulgada em maio de 2011 a propósito dos Ativos Fixos Tangíveis. Regulamentar n. SNC/IRC e Dec. na regra 16ª do seu n. nos casos em que foi adotado o modelo do custo. sendo 6 que nos termos da alínea b) do n. conforme refere o n. Refira-se aqui o facto de. as depreciações só são consideradas se contabilizadas no próprio período ou anteriores. o n.

e na transição POC/SNC não foi feita a anulação da diferença positiva entre o VPT e o custo. Para além do valor a acrescer no campo 745.690.00 85.74 50. aquisição (Escritura) Despesas de COMPRA (IMT e outras) Mensuração ao CUSTO V. caso o valor de venda seja inferior ao VPT de 2013.360. 2010 7.00 Imóvel C Imobiliária 2010 Contablizado em SNC 6.00 50. Os prédios adquiridos na vigência do SNC.71 Os imóveis adquiridos até 31-12-2009 (POC).48 6. o valor a deduzir neste campo será 24.73 Imóvel D Imobiliária TRIBUNAL FINANÇAS ….00 50.048.00 9.50 7.93 181.T.452.316.452.457.500.316. Alienou-os todos em 2013.895.00 48.73 177. é o preço constante do acto ou do contrato.50 32. verificada esta situação.53 6.50 conforme quadro seguinte.º 38: A “Sociedade “SOIMÓVEIS. QUAL O VALOR A DEDUZIR NO CAMPO 772 ? Tendo em conta a situação exposta.500.00 3.00 5. sempre que o VPT na data da compra foi superior ao custo.73 6. haverá que efetuar a Versão fevereiro 2014 .765. foram mensurados ao CUSTO ou VPT como custo considerado. encontram-se mensurados ao custo ou VPT como custo considerado.395.P.00 85.765.452.48 85.50 Imóvel E 2011 6.277. uma vez o valor de aquisição será o preço do ato ou contrato e não o VPT. porque estão mensurados ao custo.74 29.50 7.53 156. C/ 32 Inventário Imóvel A Imobiliária 2004 Contablizado em POC 68.765. pelos seguintes motivos: Os prédios adquiridos na vigência do POC.500. foram mensurados ao CUSTO.Período de tributação 2013 162 .048. o valor de aquisição não será corrigido para efeitos de determinação do resultado tributável.93 124.71 156.48 6.730. na data da COMPRA Valor REGISTADO contabilidade BALANÇO Mercd.48 SOMAS 114.048.690.500. dos dois o MAIOR.00 Imóvel B Imobiliária 2004 26.48 74.439.como o dos adquiridos mediante arrematação judicial ou administrativa. dos dois o maior.00 265. EXEMPLO PRÁTICO N. SA” detinha nos seus inventários de 31 de dezembro de 2012 os seguintes imóveis: Ano PRÉDIOS Valor do CONTRATO Fornec.»  Assim.00 452.360.000.48 12.73 6. Os imóveis adquiridos após 01-01-2010 (SNC).500.00 6.000.734.690.777.360. razão pela qual já estão mensurados pelo maior dos dois e portanto não há nenhuma correção a fazer neste campo 772 aquando da venda.939.00 7.

T.048.00 24.07 Mercd.360. Benefícios Fiscais Virão a este campo todos os benefícios legalmente previstos. 64º do CIRC.765. Ano PRÉDIOS Fornecedor aquisição Contabilizado em POC V.730.71 Correções resultantes da opção pelo regime especial aplicável às fusões.º 3 do art.Período de tributação 2013 163 .500.00 0. 64º do CIRC. conforme previsto na alínea b) do n.º 1 do art.00 7.00 Imóvel D Imobiliária ESTADO FINANÇAS …. ver os correspondentes comentários.50 24.00 50. 12º do CIMT.48 0. para que o preço de custo seja também o maior dos dois valores. C/ 32 Imóvel A Imobiliária 2004 85.correção da diferença entre o custo e o VPT. 76º e 77º) Complementar do campo 750.50 Imóvel E 2011 12.452.00 Imóvel B Imobiliária 2004 50.360. com a regra n. FISCAL na VENDA Campo 772-Q.53 6..457.50 SOMAS 181. O prédio adquirido ao Estado não beneficiará desta correção pela conjugação do n.73 0.º 16º do n.690.00 6.53 156.316.00 85. não incluídos no resultado líquido contabilístico e que operem por dedução ao rendimento. 2010 32. cisões.734.00 0.690.º 4 do art. O preenchimento deste Versão fevereiro 2014 . entradas de ativos e permutas de partes sociais (art s 74º .P.734.00 Imóvel C Imobiliária 2010 Contabilizado em SNC 177. na data da COMPRA Valor REGISTADO contabilidade Reg.

pressupõe sempre a demonstração de tal benefício no correspondente anexo D da mesma declaração modelo 22. b) A entidade beneficiária detenha.Período de tributação 2013 164 . 25 % do capital da sociedade afiliada durante um período não inferior a dois anos. pelo menos. Existem outros benefícios que operam por dedução à coleta e que não são de incluir neste campo.º do EBF. Ver comentários ao campo 751 Tendo em conta a ligação que se pode estabelecer entre este campo e o campo 771 (Eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos – art. por sociedades afiliadas residentes nos países africanos de língua oficial portuguesa e na República Democrática de Timor-Leste. relativamente aos lucros distribuídos a entidades cá residentes. e que esquematicamente se resume: Desde que verificadas as condições previstas no artigo: « a) A entidade beneficiária dos lucros esteja sujeita e não isenta de IRC e a sociedade afiliada esteja sujeita e não isenta de um imposto sobre o rendimento análogo ao IRC.º). 42. rendimentos da actividade Versão fevereiro 2014 . de forma directa. c) Os lucros distribuídos provenham de lucros da sociedade afiliada que tenham sido tributados a uma taxa não inferior a 10 % e não resultem de actividades geradoras de rendimentos passivos. uma participação que represente. rendimentos de imóveis situados fora do país de residência da sociedade. mais-valias e outros rendimentos relativos a valores mobiliários. designadamente royalties.campo. 51. mas devem igualmente ser identificados e demonstrados no anexo D da declaração modelo 22. fica aqui a referência ao benefício fiscal previsto no art.

de 31/12) Obs.  Majoração das despesas realizadas por cooperativas em aplicação da reserva para educação e formação (art. campo 752.º-A. 130º do CIRC). OUTROS exemplos (não exaustivo).º 14.º 22.  Remuneração convencional do capital social (art.º 136.º. Ver comentários ao correspondente campo a acrescer. Em branco Sempre que utilizado. Versão fevereiro 2014 . deve dispor de prova da verificação das condições de que depende a dedução.» Para este efeito.º 7 do EBF). n.Período de tributação 2013 165 .º e 62.º 66.º da Lei n. b) do EBF]. n.º.  Fundos de investimento [art.º-A do EBF).º CIRC).º do EBF). a sua natureza e quantificação.  Majoração dos donativos previstos nos artigos (62. de benefícios a incluir neste campo:  Criação de emprego (artigo 19.seguradora oriundos predominantemente de seguros relativos a bens situados fora do território de residência da sociedade ou de seguros respeitantes a pessoas que não residam nesse território e rendimentos de operações próprias da actividade bancária não dirigidas principalmente ao mercado desse território.  Majoração de quotizações para associações empresariais (artigo 44.: Situações mais pormenorizadas relacionadas com benefícios fiscais serão tratadas noutra oportunidade. deverá ficar evidenciado no processo de documentação fiscal ( art. seus familiares ou outros (art.º 9 CIRC). al. lactários e jardins de infância em benefício do pessoal da empresa.  Majoração dos gastos relativos a creches. n. o sujeito passivo de IRC titular da participação. 43.º 55-A/2010.

aplicando-se essa limitação aos períodos de 2012 e 2013. Assim.4. sancionado pelo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais por despacho de 2010-08-12). DEDUÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS Com a publicação do Orçamento de Estado para 2012. 1658/2010. Este novo prazo não se aplicará a prejuízos gerados em períodos anteriores. resumidamente teremos: Períodos em que os prejuízos foram gerados Gerados até 2009 inclusive Gerados em 2010 ou 2011 Gerados em 2012 e 2013 Gerados em 2014 e segts Do que resulta o seguinte: Prazo de dedução 6 anos 4 anos 5 anos 12 anos Versão fevereiro 2014 . «A dedução a efectuar em cada um dos períodos de tributação não pode exceder o montante correspondente a 75 % do respectivo lucro tributável. conforme se depreende do entendimento administrativo já veiculado a propósito da anterior alteração (Proc. passam a poder ser deduzidos aos lucros tributáveis de um ou mais dos cinco períodos de tributação posteriores.». Dadas as sucessivas alterações dos períodos de reporte. não ficando. Em 2014 sofreu nova alteração. nas mesmas condições e até ao final do respectivo período de dedução.Período de tributação 2013 166 . No entanto. sofreu novamente alteração. o período de reporte dos prejuízos fiscais para IRC. porém. prejudicada a dedução da parte desses prejuízos que não tenham sido deduzidos. os prejuízos fiscais gerados em 2012.

º da LGT. devem alterar-se. ou seja devem ser deduzidos dentro do prazo legal e o mais depressa que o lucro tributável o permitir. os prejuízos fiscais de sociedades civis não constituídas sob forma comercial. de forma substancial. 78. Nas sociedades sujeitas ao regime de transparência fiscal. o meio adequado para repor a situação será a REVISÃO DOS ATOS TRIBUTÁRIOS. em relação àquele a que respeitam os prejuízos. desde que dentro do prazo legal. prevista nos n. Não são dedutíveis os prejuízos fiscais. Outra limitação ao reporte de prejuízos encontra-se no n. tal como se retira do n. 52º CIRC).º 2 do artigo 6º do Código do IRC). de IRC. não é permitida a comunicabilidade de prejuízos entre as explorações ou atividades abrangidas por aqueles regimes. sociedades de profissionais e sociedades de simples administração de bens serão deduzidos unicamente aos lucros tributáveis das mesmas sociedades (n.ºs 1 e 2 do art. ou alterada.º 7 do artigo 52º do Código do IRC). Sempre que o apuramento do lucro tributável for feito através de métodos indiretos (por se verificarem as circunstâncias enunciadas no artigo 57º do Código do IRC e nos artigos 87º a 89º da Lei Geral Tributária). a dedução faz-se começando pelos prejuízos mais antigos. É neste sentido que apontam diversos entendimentos administrativos. que. Havendo prejuízos de vários períodos a reportar. 52º do código. ainda que adicional. foi:   modificado o objeto social da entidade a que respeita. não se procedendo. a qualquer anulação ou liquidação. não ficando. não há lugar à dedução de prejuízos fiscais de anos anteriores. ou Versão fevereiro 2014 . porém.Período de tributação 2013 167 . não sendo possível escolher o período da dedução dos prejuízos.º 4 do art. quando se verificar.º 8 do art.º 3 do artigo 52º do Código do IRC). em conformidade. à data do termo do período de tributação em que é efetuada a dedução. Quando o reporte de prejuízos for mal preenchido na modelo 22 de IRC e já não seja possível apresentar declaração de substituição. Nas entidades em que coexistirem vários regimes de tributação em IRC. em que a imputação dos resultados fiscais (lucros ou prejuízos) é sempre feita aos seus sócios (n.Ajustamento de prejuízos Quando se efetuarem correções aos prejuízos fiscais declarados pelo sujeito passivo. não inviabilizar a dedução de benefícios fiscais. se forem decorridos mais de cinco anos relativamente àquele a que o lucro tributável respeite (n. por forma a. prejudicada a dedução futura dos prejuízos que não tenham sido anteriormente deduzidos (n. a natureza da atividade anteriormente exercida.º 5 do artigo 52º do Código do IRC. eventualmente. porém. diferentemente dos agrupamentos complementares de empresas (ACE) ou de agrupamentos europeus de interesse económico (AEIE). as deduções efetuadas.

investimento e resultados fiscais para os três perlodos seguintes ao da verificação da alteração. a A. este requerimento pode ser apresentado no prazo de 15 dias contados do termo do prazo de entrega dessa declaração (redação conferida pela Lei do Orçamento de Estado para 2011.º 10 deste artigo. os prejuízos anteriores à transformação podem ser deduzidos aos lucros tributáveis da sociedade resultante da Versão fevereiro 2014 . deve ainda juntar adicionalmente: a) b) Identificação de relações especiais. através da Circular N. bem como a data prevista para a realização da mesma De referir ainda que. cisões e entradas de ativos). que se verificou a alteração da titularidade de. sempre que estejam em causa prejuízos fiscais relativos ao período imediatamente anterior ao da ocorrência das alterações. No entanto.º 4 do artigo 63ºdo CIRC. d) Previsão do volume de negócios. c) Informação. Mais recentemente. em caso de alteração da atividade. quando as alterações sejam consequência da realização de uma operação de fusão. 50% do capital social ou da maioria dos direitos de voto. o requerimento referido pode ser apresentado até ao fim do mês seguinte ao do pedido de registo da operação na conservatória do registo comercial.Período de tributação 2013 168 . do peso relativo previslvel das atividades anteriormente exercidas no volume de negócios futuro. nos termos do n. Quando o pedido respeitar à alteração da titularidade do capital social. esta parte com efeitos interpretativos/retroativos). e) Número de postos de trabalho nos últimos três perlodos e estimativa para os três perlodos seguintes ao da verificação da alteração. Preço previsto para a transação das partes sociais.º (Regime especial aplicável às fusões. do objeto social ou da titularidade que implique alteração da atividade. em casos especiais de reconhecido interesse económico. b) Certid1io atualizada de teor da matricula e das inscrições em vigor na Conservatória do Registo Comercial competente. nos termos do n. 52º do Código do I RC. antes da ocorrência das alterações referidas. nos casos especiais a que se refere a que se refere o n. Esta limitação pode não se aplicar desde que seja obtida autorização do Ministro das Finanças.º 3 do artigo 72º do CIRC (Transformação de sociedades – Regime aplicável). pelo menos.T veio esclarecer. da atividade ou do objeto social será realizada.º 8/2012 de 30 de maio. entre as partes envolvidas na operação. Nos termos do n. verificando-se a transformação de uma sociedade (regulada nos artigos 130º e seguintes do Código das Sociedades Comerciais). cisão ou entrada de ativos à qual se aplique o regime previsto no artigo 74.º 9 do art. quais os elementos que deverão acompanhar aquele REQUERIMENTO: a) «Descrição pormenorizada do contexto económico em que a alteração da titularidade. mediante REQUERIMENTO a apresentar na Autoridade Tributária.

com a limitação dos 75%.Período de tributação 2013 169 .º 2 do art.000 10. sem quaisquer restrições.000 10.500 = 12.000 8.º 39: Uma entidade do regime geral do IRC declarou e foi considerado para efeitos fiscais um prejuízo fiscal do período de 2010 no montante de 60. 52º do mesmo código.000 x 75% = 7. nos mesmos termos e condições do n. nas condições do n. ou seja. até ao limite de 75% do lucro tributável de cada período da sociedade que os gerou e só em relação ao lucro tributável desta (art.500 – 4. EXEMPLO PRÁTICO N. (75% de 10. os prejuízos fiscais das sociedades do grupo verificados em períodos anteriores ao do início de aplicação do RETGS.300 € Versão fevereiro 2014 .000 €.500 €.000 x 70% = 700 60. sem prejuízo no entanto. Nos períodos seguintes apresentou sempre lucro tributável como segue: Períodos 2011 2012 2013 2014 Lucro Tributável 40.Em 2015 caduca a dedução de 7.500 12.500 = 8. só podem ser deduzidos ao lucro tributável do grupo.º 52º do CIRC.000 -7. na vigência do grupo.000 6.000 6. desde que verificadas as condições previstas no art. só podem ser deduzidos aos lucros tributáveis do grupo.300 (*) (*) . 75º do CIRC (Transmissibilidade dos prejuízos fiscais).000).000 x 75% = 4. ou seja.000 1.000 = 20.transformação.000 € e neste período (2012) apresenta lucro tributável de 10. só pode deduzir 7.º 2 do art. neste período. 52º do CIRC. Se uma sociedade que passou a fazer parte do grupo em 2012 trouxer prejuízos fiscais dedutíveis de 15.000 20.000 1.500 6.000 40. Relativamente às sociedades abrangidas pelo Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS).000 – 700 = 7.000 x 100% = 40.000 Os prejuízos fiscais dedutíveis nos períodos seguintes serão: Período Lucro Tributável Prejuízo fiscal dedutível/deduzido Saldo para período seguinte 2011 2012 2013 2014 40. Também os prejuízos fiscais do grupo apurados em cada período em que seja aplicado o RETGS.000€. 71º do CIRC).000 10.500 1. da atual limitação dos 75% prevista no n.º 2 do art.000-40. mesmo quando ocorra dissolução da anterior.

RESULTADO DA LIQUIDAÇÃO – ART. 2 – Excluem-se do disposto no número anterior os seguintes benefícios fiscais: a) Os que revistam caráter contratual. 92º do CIRC (Resultado da liquidação). b) O sistema de incentivos fiscais em investigação e desenvolvimento empresarial II ( SIFIDE II). o imposto liquidado nos termos do n. 70º do EBF) – Este benefício CADUCOU em 01-01-2013 (Não foi renovado). d) Os previstos nos artigos 19. Este benefício CADUCOU em 01-01-2013 (Não foi renovado).Para as entidades que exerçam. caducou para 2013.º 13 CIRC).º 4 EBF).43.OE 2011).  Transmissibilidade de prejuízos fiscais no âmbito das fusões (art. 2012 Assim. bem como as não residentes com estabelecimento estável em território português.º 13 do artigo 43º e no artigo 75º.º 14 do EBF).  Majorações aplicadas às quotizações empresariais (art.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais. a título principal. 22º.º.º e seguintes do Estatuto dos Benefícios Fiscais e os que operem por redução de taxa.º 55-A/2010 .  Benefícios de utilidade social. 136º da Lei n.  Majorações aplicadas ao gasto suportado com combustíveis (art. não pode ser inferior a 90 % do montante que seria apurado se o sujeito passivo NÃO USUFRUÍSSE de benefícios fiscais e dos regimes previstos no n. n.ºs 2 e 3 art.  Outros … Uma vez que o benefício fiscal previsto no art. 92º CIRC “1 . de 30 de Dezembro) .OE.º 2 do mesmo artigo.43º CIRC (art.º 1 do artigo 90. os BF abrangidos pela limitação do art. c) Os benefícios fiscais às zonas francas previstos nos artigos 33.  Rendimentos respeitantes a unidades de participação em fundos de investimento (art. Este saíu em 2014.º.º-A e 42. industrial ou agrícola.  Majorações aplicadas aos donativos previstos no art. 62º do EBF.º da Lei n. 32.Período de tributação 2013 170 . ‖ (Redação dada pelo artigo 113.5. são os seguintes:  Medidas de apoio ao transporte rodoviário de passageiros e mercadorias (Maisvalias isentas – art. 44º do CIRC).º 64-B/2011. 32. não poderá ser considerado neste período nem nos seguintes.º 75º CIRC). previstos nos n.  Remuneração convencional do capital (art.70º n. 70º do EBF (Medidas de apoio ao transporte rodoviário de passageiros e de mercadorias). n. líquido das deduções previstas nas alíneas a) e b) do n. uma atividade de natureza comercial.º. Versão fevereiro 2014 .

F. Versão fevereiro 2014 . 92º do CIRC são os seguintes:  B. vigentes em 2013:  Criação de emprego – majoração dos encargos (art. 22º. BENEFÍCIOS FISCAIS .DLRR (Lei n. 19º EBF).F de caráter contratual.Investimentos em AFT e Intangíveis efetuados por empresas do setor agrícola.OE 2014 Art.ºs 66º-C a 66º-L do EBF) Só para 2014 e seguintes.º 10/2009 e Decreto-Lei n.ºs (Art.  Dedução por Lucros Retidos e Reinvestidos .º 82/2013 de 17/06). 133º da Lei 55-A/2010-OE 2011). agro-industrial.  Zona franca da Madeira.º 6/2013 de 17/07). 136º da Lei n.PALOPs e Timor Leste (art. 19º EBF).  SIFIDE II – Investimento em atividades de investigação e desenvolvimento (Art. n.  Majorações aplicadas aos donativos previstos no art.  B.  Eliminação dupla tributação económica dos lucros distribuídos .º 14 do EBF). 5.  Remuneração convencional do capital (art.  Reduções de TAXA. o --------------------------------------------------------------------------------------  Contratuais .  Criação de emprego (art.Grandes projetos de investimento … (art. florestal.Os BF excluídos da limitação do referido art.  Eliminação dupla tributação económica lucros distribuídos .  Gastos c/ realizações utilidade social – majorações (n.  Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento-CFEI(Lei 49/2013. 41º EBF).1.  RFAI .F aplicáveis às SGPS.  Rendimentos respeitantes a unidades de participação em fundos de investimento (art.Período de tributação 2013 171 . 62º do EBF. turismo e indústria extrativa ou transformadora (Lei n.de 16/7 e Circular n. art. 42º EBF).º 9.Só para 2013.  SIFIDE II – Investimento em atividades de investigação e desenvolvimento (Art. 133º da Lei 55-A/2010-OE 2011).º 55-A/2010 . 43º CIRC).OE 2011).PALOPs/Timor Leste (art.2013 Principais B. 42º EBF). energético.º 83-C/2013 . SCR e ICR.

º 55-A/2010. florestal. 44º CIRC) Dedução ao rendimento Q.000 EXCLUÍDO da limitação Qual o valor a inscrever no campo 371 do Q. agroindustrial.07 774 3. energético.07 774 12.de 16/7 e Circular n.º 40: Uma entidade do ramo dos transportes.07. EXEMPLO PRÁTICO N. mod. apresentou em 2013 um R. EXCLUÍDO da limitação a) b) Dedução ao rendimento Q.000 d) Dedução à COLETA do SIFIDE II . sujeito passivo de IRC.Período de tributação 2013 172 . Q.s 62º e 62º-A do EBF Dedução ao rendimento Campo VALOR mod.10 – Resultado da liquidação (art. Na dec. 22 de IRC.º 82/2013 de 17/06). RFAI – Inv.000 c) Majoração quotizações empresariais (art. para além dos restantes acréscimos e deduções no Q. em AFT e Intangíveis por empresas do setor agrícola. 92. turismo e indústria extrativa ou transformadora (Lei n. com sede no território nacional.000 Obs.000.  Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento-CFEI(Lei 49/2013. considerou os seguintes benefícios: DESCRIÇÃO DO BENEFÍCIO Majoração correspondente à criação líquida de emprego.º 10/2009 e Decreto-Lei n.07 774 5. 19º do EBF Majorações aplicadas aos donativos aos donativos previstos nos art.º CIRC)? Versão fevereiro 2014 .  ….L. 133º da Dedução ao rendimento Lei n. prevista no art.º 6/2013 de 17/07).22 Q.art.07 774 5. contabilístico de € 80.Só para 2013.

000.000.00 45.000.00 26.00 9.00 12.F.00 5.09 Prejuízos fiscais dedutíveis MATÉRIA COLETÁVEL COLETA: Dupla tributação internacional d) Benefícios fiscais Q.000. 22 do IRC) Q. 80.Descrição (mod.00 *** 90% = EXCLUÍDO da limitação 400.000.00 14.00 12.00 96.000.00 0.00 Obs.00 10.400 Versão fevereiro 2014 .09 9.00 96.000.00 104.00 45.00 14.000.000.00 24.00 0.00 125.000.000.00 0.000.000.F.000.00 0.00 10.000.000.00 Outros a DEDUZIR SOMA LUCRO TRIBUTÁVEL Q.s 62º e 62º-A do EBF c) Majoração quotizações empresariais (art.000.000.00 0.º) 356 358 371 351 353 355 776 778 Q.00 EXCLUÍDO da limitação Deduzir 774 3.000. SOMA a) Majoração correspondente à criação líquida de emprego Majorações aplicadas aos donativos b) aos donativos previstos nos art. 701 80.00 16.00 0.000.00 104.000.Período de tributação 2013 173 .000.00 29.000. 92.00 21.00 SEM B.10 Pagamento especial por conta IRC LIQUIDADO Resultado da liquidação (art.000.00 0.00 0.07 Acrescer RESULTADO LÍQUIDO Outros a ACRESCER Campo COM B. 44º CIRC) 753 774 774 125.

Proc.1: O mesmo exemplo.00 104.00 (-4.00 0. 1263/2006.500) MATÉRIA COLETÁVEL COLETA: Dupla tributação internacional d) Benefícios fiscais Q.00 (-3.00 0.000.00 Obs.000.09 Prejuízos fiscais dedutíveis (75% do L. depois de utilizar os benefícios fiscais que operam por dedução ao rendimento.000. 22 do IRC) Q.00 21. 92.00 5.000.000.00 0.000.00 78.000.000) EXCLUÍDO da limitação 0.00 12.00 10.00 0.F. Despacho n.00 10.000.000.000.00 45. mas com um prejuízo fiscal dedutível no montante de € 85.000.000.000. SOMA a) Majoração correspondente à criação líquida de emprego Majorações aplicadas aos donativos b) aos donativos previstos nos art.000. 80.10 Pagamento especial por conta IRC LIQUIDADO Resultado da liquidação (art.º) 356 358 371 351 353 355 6.00 776 778 Q.000. do qual resultou a matéria coletável correspondente.00 EXCLUÍDO da limitação Deduzir 774 3.00 125.00 26.EXEMPLO PRÁTICO N.00 *** Versão fevereiro 2014 .00 0.000.000.º 56/2008-XVII.º 40.09 29.00 6.000.000.00 24.00 0. Ver Inf.00 SEM B.00 9.00 96.00 0. Vinculativa .00 Outros a DEDUZIR SOMA LUCRO TRIBUTÁVEL Q.000.00 12.s 62º e 62º-A do EBF c) Majoração quotizações empresariais (art. de 2008-01-04 do SEAF Descrição (mod.F.00 45.Período de tributação 2013 174 .00 72.) 9. 44º CIRC) 753 774 774 125.000.000.150) 0.000.000.00 (-3. 701 80.07 Acrescer RESULTADO LÍQUIDO Outros a ACRESCER Campo COM B.500.T.

00 .00 200.000 150.000. sujeito passivo de IRC. 150.50.00 Q.00 0. sujeitos à limitação do art.10 – Res.000.00 Deduções ao rendiemento de BF sujeitos à limitação do art.00 12.EXEMPLO PRÁTICO N. 701 SEM B. 92.000. 22 de IRC (Q.500. 92º do CIRC.000.250 Versão fevereiro 2014 .00 0.Período de tributação 2013 175 .00 14.º 92º do CIRC Outros a DEDUZIR SOMA LUCRO TRIBUTÁVEL 0.09 29. Qual o valor a inscrever no campo 371 do Q.000 Sabendo que tem um reporte de prejuízo dedutível de 100.000.00 11.00 *** 90% = Q.º 40. apresenta benefícios fiscais dedutíveis ao rendimento.000.500. mod. Obs.00 SOMA Acrescer 753 774 150.F. 22 do IRC) Q.00 12.00 100.07 RESULTADO LÍQUIDO Campo COM B. apresenta em 2013 um R.000.250.000. no montante de € 200.000. Na dec.00 150.000.09 Prejuízos fiscais dedutíveis (100.000.000) MATÉRIA COLETÁVEL COLETA: 351 358 371 0.F.º) 11.00 21.10 IRC LIQUIDADO Resultado da liquidação (art. contabilístico de € 150.00 776 778 Q.000. da liquidação? Descrição (mod.07).L.00 50.000.00 150.2: Uma entidade com sede no território nacional.

000. Vários são os gastos sujeitos a uma tributação autónoma em IRC. devendo aí apurar as tributações autónomas que forem devidas.00 50. no caso de serem a gasolina e superiores a 90g/Km.00 29. 88º do CIRC. e ainda as movidas exclusivamente a Versão fevereiro 2014 . 88º. no caso de serem a gasóleo. o montante do valor de aquisição ou de reavaliação das viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.º 34º do CIRC) a aplicar aos encargos suportados com as mesmas. aplicando as taxas de imposto previstas no CIRC. TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS As taxas de tributação autónoma estão definidas no atual art. ou a partir de 01-01-2010 Período de tributação iniciado em. apesar de não serem tributadas em IRC (art.87 40.ºs 3 e 4 do referido art. ou a partir de 01-01-2011 Período de tributação iniciado em. normalmente sempre no sentido do agravamento fiscal.6.000. sendo até agravadas nos casos em que é apurado prejuízo fiscal. mas do consumo.927.000. definiu montantes que. qualquer que seja o resultado tributável. VIATURAS LIGEIRAS DE PASSAGEIROS OU MISTAS Nos termos dos n.000.00 30. A Portaria n. competindo-lhe também proceder ao correspondente pagamento. resumidamente são os seguintes: (valores em euros) Período de tributação anterior a 01-01-2010 Período de tributação iniciado em. Refira-se que as sociedades sujeitas ao regime da transparência fiscal (art. movidas a combustíveis convencionais e com níveis de CO2 superiores a 120g/Km.00 Relativamente às viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.º 1 do art.000. não se trata propriamente da tributação do rendimento (lucro tributável/matéria coletável). relevante para efeitos de determinação da taxa de tributação autónoma ( alínea e) do n.87 40. Na prática.00 45. uma vez que é sempre liquidável.Período de tributação 2013 176 . de 7 de julho. 6º do CIRC).927. 6.000. 12º do CIRC). estão obrigadas à apresentação da declaração modelo 22. ou a partir de 01-01-2012 Descrição Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas convencionais Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas exclusivamente elétricas 29.00 25.º 467/2010. e todos os anos têm vindo a sofrer alterações. em especial em 2011 e seguintes e com especial incidência nas viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.1. varia em função do ano de aquisição daquelas viaturas.

88º do CIRC: MOVIDAS A COMBUSTÍVEIS CONVENCIONAIS: Taxas de tributação autónoma Ano aquisição Valor aquisição € Com lucro Menor ou = 2009 ou antes 29. tendo em conta a portaria referida e a atual redação (período 2011 e seguintes) do art.000 2012/2013 Maior 50.000.Período de tributação 2013 177 . manutenção e conservação. rendas ou alugueres.00 MAIOR Menor = 2012 e 2013 25. 2011 e 2012/2013.energia eléctrica. nos termos do n.no Com Com lucro próprio próprio lucro período período *** 20% *** 20% ------*** 30% *** 30% ------*** 20% *** 20% *** 20% *** 30% *** 30% *** 30% Ano aquisição Valor aquisição Menor ou = 40.927. consideram-se encargos relacionados com estas viaturas. no C/Prej.º do CIRC. apresentam-se dois quadros resumo com as taxas aplicáveis nos períodos 2010.000 2010 Maior 40.000.º 5 do art.º 88.87 MAIOR Menor ou = 2010 40. nomeadamente: «… depreciações. seguros.00 MAIOR 20% 30% 20% 10% 30% 20% 20% 10% 30% 20% 20% 10% 30% 20% 10% 2013 Com Prejuízo no próprio período 20% MOVIDAS EXCLUSIVAMENTE A ENERGIA ELÉTRICA: Taxas de tributação autónoma 2011 2012 / 2013 C/Prej.000 Menor = 50.» Versão fevereiro 2014 .000 Menor = 45.000 Refira-se que.000 2011 Maior 45.00 MAIOR Menor = 2011 30.000. combustíveis e impostos incidentes sobre a sua posse ou utilização.

º do Código do IRS (n. nem de situação assimilável a aquisição. Para efeitos de tributação autónoma. Versão fevereiro 2014 . nos termos do n. se os limites daquela portaria forem ultrapassados.Período de tributação 2013 178 . os encargos relacionados com viaturas ligeiras de passageiros. para efeitos de enquadramento nos limites da Portaria n. bem como as depreciações relacionadas com viaturas relativamente às quais tenha sido celebrado o acordo previsto no n. e são tributados autonomamente à taxa de 10%. Tributações autónomas – rent car de curta e longa duração No tocante às viaturas ligeiras de passageiros ou mistas e nos termos da Informação vinculativa Proc. há que distinguir se se trata de um aluguer de curta ou de longa duração:  Se se tratar de aluguer de curta duração até três meses não renováveis.º 467/2010 e eventualmente aplicar a taxa de 20% prevista no n. aproveitam da exclusão de tributação autónoma . não sendo dedutível. então haverá que quantificar o valor da amortização financeira (ao qual será de adicionar o valor do IVA. 88º do CIRC. 88º do CIRC. 2011 004399 com despacho de 30-03-2012. os encargos relacionados com estas viaturas são totalmente dedutíveis para efeitos fiscais nas condições gerais do art. não lhe sendo aplicável o n. 6. uma vez que não se trata de uma aquisição.º 6 art.º 4 do art. Refira-se ainda o entendimento preconizado pela Informação vinculativa Proc.º 3 do art.1. 2012 001228 com despacho de 21-05-2012. em qualquer dos casos. afetos à exploração de serviço público de transportes. não renováveis).1. 23º do CIRC. segundo a qual: Os gastos suportados pelas entidades relativos a contratos de renting de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.Estão excluídos destas tributações autónomas. motos e motociclos.º 4 ( 20% se o valor exceder o limite da portaria). e segundo aquela informação.º 9) da alínea b) do n.º 14 do mesmo artigo. os celebrados por períodos muito curtos (iguais ou inferiores a três meses. constitui uma componente do custo de aquisição). sempre a for apresentado prejuízo fiscal no período. haverá sempre lugar ao agravamento dos 10 pontos percentuais previstos no n.  Se o contrato for considerado de longa duração.º 3 do artigo 2. consideram-se contratos de aluguer sem condutor. 88º). uma vez que. Naturalmente que. destinados a serem alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo.

Período de tributação 2013 179 .100 900 300 800 500 300 400 150 80 150 400 100 D 2010 40.000 0 24. 88º) sempre que tais viaturas se encontram afetas (por acordo escrito) à utilização pessoal dos seus colaboradores (n.200 600 500 1280 310 E 2010 41.000 44.000 10. Combust.000 10. 2 lugares.000 4.660 200 60 50 1.000 5. 2º do CIRS).(n. (Em 2014. O/imp A B C Camião pesado a gasóleo Mercedes ligeiro passageiros a gasóleo Fiat Punto ligeiro passageiros a gasolina Carrinhas Audi A4 a gasóleo .5 lugares dos vendedores Viatura ligeira movida exclusiv. sujeita a IRC e que apresenta sempre LUCRO FISCAL para efeitos deste imposto.10 da declaração modelo 22. Port. No período de tributação 2013.500 4.250 400 500 300 310 G H I 2011 2011 2011 29.º 3 do art.000 60.º 6 art.000 7. a energia ELÉTRICA 2005 2008 2009 70./rep. já é a totalidade) EXEMPLO PRATICO N. será: Versão fevereiro 2014 .º 41: A “Empresa distribuição.800 0 0 450 120 50 F 2011 40.950 3. línea b) do n.000 5. como a viatura está a ser usada a coberto de um contrato de renting.000 31. a energia ELÉTRICA Carrinhas Audi A4 a gasóleo .700 350 300 450 4.300 62. M.5 lugares dos vendedores Audi A3 ligeiro passgeiros a gasolina Carrinha mercad. No entanto.175 1. suportou e contabilizou os seguintes encargos com as viaturas a seguir identificadas: Viatura Ano Aquisição Valor € aquisição Despesas e encargos Deprec.º 9. Lda” é uma empresa rentável.000 7.gasóleo Viatura lig.600 1.750 1.000 15. Segur.000 10. o valor que não fica sujeito a tributação autónoma será – tão só – a parcela da renda que corresponda à amortização de capital.900 2.630 SOMAS O valor do IRC (tributação autónoma) a incluir no campo 365 do Q.movida exclusiv.000 6.000 5.150 100 110 120 1.225 250 150 0 3.000 2.

000 4.º 9 do artigo 88º do CIRC. Comb.00 0.030 16.000 31. poderemos concluir que no caso da entidade apresentar prejuízo fiscal no período. com despacho de 12-03-2012.º IRC .10 C. TRABALHADOR Nos termos do n.000 7. AJUDAS DE CUSTO E COMP.890 7. não faturados a clientes. a taxa de 5% nunca se aplica.800 6. exceto na parte em que haja lugar a tributação em sede de IRS na esfera do respetivo beneficiário.28 0 120 300 100 110 120 1.000 10.484 3.000 41.689 1.» Assim.000 15.025 503 1. escriturados a qualquer título.000 7.920 97.150 400 150 80 1. 88º do CIRC aplicável ao período de 2011 e seguintes.000 6. designadamente o seu n. Taxa 88. que refere expressamente: «As taxas de tributação autónoma previstas no presente artigo são elevadas em 10 pontos percentuais.125 5.000 2.000 5.º 9 do art. PELA UTILIZAÇÃO V.420 16./rep.700 800 500 300 500 450 500 350 300 450 4. são tributados autonomamente à taxa de 5%. Seg.00 3.900 2.º 1 do artigo 45° suportados pelos sujeitos passivos que apresentem prejuízo fiscal no período de tributação a que os mesmos respeitam. bem como os encargos não dedutíveis nos termos da alínea f) do n. No entanto. 365 A B C D E F G H I 2005 2008 2009 2010 2010 2011 2011 2011 2011 SOMAS 70.TA Q. os encargos dedutíveis relativos a ajudas de custo e à compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador.000 40.950 3. O/imp TOTAL D. P.630 14.00 10.000 40.800 10. Port. será de ponderar a informação n. atendendo à redação aplicável ao período 2011 e seguintes.000 0 24. No entanto.º 88º) à taxa de 5% por entidades que Versão fevereiro 2014 .Período de tributação 2013 180 .000 29. ao serviço da entidade patronal.º 14.750 5.500 10. neste caso será sempre agravada tendo em conta a redação do art.600 4.200 0 5. M.225 1.400 15.000 44.Viatura Ano aquisição Valor € Aquisição Despesas e encargos € Deprec.833 6. ENC.352 780 0. 892/2012.º 405/2012 da Direção de Serviços de IRCProc.2.175 1.660 150 400 100 310 50 310 200 60 50 1. no caso de se verificar a tributação autónoma das ajudas de custo não aceites (n.760 7.300 62.965 *** 20% 10% 10% 20% 20% 10% *** 0% 0.620 7.100 900 300 600 0 400 250 150 0 3.250 1.000 60. uma vez que. quanto aos sujeitos passivos que apresentem prejuízo fiscal no período de tributação a que respeitem quaisquer dos factos tributários referidos nos números anteriores.

º 14 do art. será sempre dos 5% previstos no n. 88º do CIRC.apresentem prejuízos.Esquema adaptado de outros autores 6.Período de tributação 2013 181 .º 14. TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS . sem ter em conta os resultados fiscais apurados por cada uma das sociedades que integram o perímetro de consolidação. Versão fevereiro 2014 .º 14 do mesmo artigo no caso de apresentação de prejuízos fiscais. 2011 004399 com despacho de 30-03-2012.º (10 pontos percentuais no caso de prejuízo fiscal). ESQUEMATICAMENTE: (*) (*) . Assim sendo. a taxa de tributação autónoma agravada em 10 pontos percentuais prevista no n. só se aplica se for apurado prejuízo fiscal na declaração do grupo. por considerar incongruente a sua aplicação na medida em que se verificaria a aplicação de 5% e mais 10% por força da existência do mesmo prejuízo. a taxa de tributação autónoma das ajudas de custos e compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador. não deve ser aplicado. o agravamento previsto no n.3. nos casos em que as mesmas não são dedutíveis.º 9 do art.GRUPO DE SOCIEDADES Segundo a Informação vinculativa Proc. 88º do CIRC e nunca agravada com os 10 pontos percentuais previstos no n. a propósito do agravamento da taxa de tributação autónoma nas situações de apuramento de prejuízo fiscal no RETGS.

motos e motociclos.º 34. uma atividade comercial. Lucros distribuídos por entidades sujeitas a IRC a sujeitos passivos que beneficiam de isenção total ou parcial.11c. QUADRO RESUMO DAS TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS DE IRC Para além das taxas previstas no ponto anterior. Q. quando as partes sociais a que respeitam os lucros não tenham permanecido na titularidade do mesmo sujeito passivo. a pessoas singulares ou coletivas residentes fora do território português e aí submetidas a um regime fiscal claramente mais favorável. os rendimentos de capitais. bem como os encargos não dedutíveis nos termos da alínea f) do n. ou que não exerçam.º 14 do art. durante o ano anterior à data da sua colocação à disposição e não venham a ser mantidas durante o tempo necessário para completar esse período.º 12 25% n.º 9 Q. a título principal.417 n.º 12 (4) …. Se essas despesas forem efetuadas por sujeitos passivos total ou parcialmente isentos.716 OE 2012 (1) n. são elevadas em 10 pontos percentuais.420 Q. atividades de natureza comercial. 88º do CIRC para o período 2013.11c. escriturados a qualquer título.4. neste caso. industrial ou agrícola. Taxas 50% 70% 10% 20% 10% Art.11c. tal como definido nos termos do Código. a título principal. Encargos dedutíveis relativos a ajudas de custo e à compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador. na alínea e) do n.421 Despesas de representação dedutíveis Despesas correspondentes a importâncias pagas ou devidas a qualquer título.11c. 88º do CIRC).11c.6. a título principal.414 35% n. efetuados ou suportados por sujeitos passivos não isentos subjetivamente e que exerçam./… Versão fevereiro 2014 .º 4 n.º 1 do art. 7º CIRC (atividade sujeita a imposto de jogo) Encargos efetuados ou suportados relativos a viaturas ligeiras de passageiros ou mistas. atividades de natureza comercial.º 2 Obs.p. industrial ou agrícola e ainda por s.º 1 do artigo 45° suportados pelos sujeitos passivos que apresentem prejuízo fiscal no período de tributação a que os mesmos respeitam. quando os sujeitos passivos apresentem prejuízo fiscal no período de tributação a que respeitem quaisquer dos factos tributários referidos (n.07c.º CIRC. de modo ininterrupto.º 7 Q.º 11 Q. (2) Q. industrial ou agrícola e cujo custo de aquisição seja inferior ou igual OU superior ao limite fixado. não faturados a clientes. Tipo de encargos Despesas não documentadas Despesas não documentadas efetuadas por s.º 3 n. ou que não exerçam.º 1 n. abrangendo. total ou parcialmente isentos. exceto na parte em que haja lugar a tributação em sede de IRS na esfera do respetivo beneficiário. 88º n. que aufiram rendimentos enquadráveis no art. ao serviço da entidade patronal.415 n. As taxas de tributação autónoma previstas no art.Período de tributação 2013 182 . apresentam-se resumidamente no quadro seguinte: Todas as taxas de tributação autónoma constantes deste quadro e previstas naquele artigo. várias outras estão previstas no mesmo artigo. aquela taxa passará para 55%. salvo se o sujeito passivo puder provar que tais encargos correspondem a operações efetivamente realizadas e não têm um caráter anormal ou um montante exagerado.º 8 (3) 55% 5% n.p.

n. nomeadamente « … as despesas suportadas com receções. salvo se o seu pagamento estiver subordinado ao diferimento de uma parte não inferior a 50 % por um período mínimo de três anos e condicionado ao desempenho positivo da sociedade ao longo desse período. b) do n. seguros. poderemos recorrer ainda à Versão fevereiro 2014 . refeições. administradores ou gerentes quando estas representem uma parcela superior a 25 % da remuneração anual e possuam valor superior a € 27 500. 88º Obs.Período de tributação 2013 183 . Os gastos ou encargos relativos a indemnizações ou quaisquer compensações devidas não relacionadas com a concretização de objetivos de produtividade previamente definidos na relação contratual. combustíveis e impostos incidentes sobre a sua posse ou utilização. rendas ou alugueres.11c. Esta nova Portaria que aprovou a lista dos países. Para precisar melhor este conceito.».Embora não seja pacífico o significado de algumas expressões usadas neste n. sempre que na respetiva comercialização não se verificar a discriminação dos serviços incluídos. Os gastos ou encargos relativos a bónus e outras remunerações variáveis pagas a gestores.A lista dos países consta da Portaria n. são consideradas despesas de representação. b). (3). não podendo nesse caso o imposto retido ser deduzido ao abrigo do n.º 2 do artigo 90. Assim. a) (5) Q.Ao montante do imposto assim determinado.º CIRS ( Imputação ao beneficiário da viatura mediante acordo escrito e consequente tributação em IRS).º 13. relativamente às quais tenha sido celebrado o acordo previsto no n.º 13.º 13.º do CIRC (Dedução à colecta – Q.10). quando tais viaturas se encontrem afetas à exploração de serviço público de transporte ou a serem alugadas no exercício dessa atividade de aluguer.» Excluem-se: a). qualquer que seja a modalidade de pagamento. quando se trate de rescisão de um contrato antes do termo.º 2. de 28 de Julho. depreciações.º 14 (1).º 20/2009. é deduzido o imposto que eventualmente tenha sido retido na fonte. (2).º 292/2011 de 8 de novembro. ambos Estados membros da União Europeia. da DGCI. 20% do valor incluído nos encargos suportados com a “aquisição de direitos de utilização de camarotes nos estádios de futebol ” (Pacotes Corporate). quando se verifique a cessação de funções de gestor. TODAS as taxas de tributação autónoma previstas no presente artigo são elevadas em 10 pontos percentuais quanto aos sujeitos passivos que apresentem prejuízo fiscal no período de tributação a que respeitem quaisquer dos factos tributários referidos nos números anteriores. passeios e espetáculos oferecidos no País ou no estrangeiro a clientes ou fornecedores ou ainda a quaisquer outras pessoas ou entidades.Consideram-se encargos relacionados com estas viaturas. Nos termos da Circular n.11c. manutenção e conservação. (4). viagens. quer este seja efetuado diretamente pelo sujeito passivo quer haja transferência das responsabilidades 35% inerentes para uma outra entidade. há que tentar encontrar o significado que melhor se adeque ao sentido que na prática deve ser dado na interpretação deste n.424 n.º 3 do art.. (5). bem como os gastos relativos à parte que exceda o valor das remunerações que seriam auferidas pelo exercício daqueles cargos até ao final do contrato.Consideram-se despesas de representação. o conceito de “gestor” deverá incluir todo aquele que desempenhe funções de gerência ou administração em pessoas coletivas.Tipo de encargos Taxas Art. nomeadamente: «. que alterou a anterior Portaria 150/2004 de 13/2.º 9.Todos os encargos. b) n.º 13.As depreciações relacionadas com aquelas viaturas. territórios e regiões com regimes de tributação privilegiada claramente mais favoráveis (vulgarmente designados de “paraísos fiscais”) eliminou da mesma a República de Chipre e o Grão-Ducado do Luxemburgo.422 Q. administrador ou gerente.

quando respeitem a contratos que garantam exclusivamente o benefício de reforma. invalidez ou sobrevivência.º DO E.Circular n. segundo a qual. determina para a empresa. na parte em que não excedam os limites previstos nos n.º 4 do art.» Para as entidades pagadoras. OUTRAS TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS – ART. quer no período do incumprimento. sempre que este exceder o limite referido dos € 27.5. que de alguma forma estejam ligadas ao desempenho individual. 18. o valor sobre que incide a taxa de tributação autónoma.F. emitida a propósito do “Regime fiscal dos residentes não habituais”. Naturalmente que o valor desta tributação autónoma.º 71/2007. suportadas com contratos que garantam exclusivamente o benefício de reforma. a inobservância de qualquer daquelas condições. Esta taxa.º 3) da alínea b) do n.º do Código do IRS. do grupo profissional ou até da empresa. «São isentos de IRS.B. Refira-se ainda a existência de outra tributação autónoma não incluída no CIRC e que se relaciona com a perda de Benefícios Fiscais (art. b). Quanto ao conceito de “desempenho positivo” deverá naturalmente ser aferido por um valor superior a zero. por não constar do art. Segundo este artigo 18º do EBF. e) e f) do n. Por determinação do n. o conceito de “remuneração variável” deverá incluir todas as remunerações com caráter acessório. as despesas com o pessoal escrituradas a título de remunerações. no ano em que as correspondentes importâncias são despendidas. de 27/3 (Estatuto do Gestor Público). quer nos dois períodos anteriores. os rendimentos a que se refere a primeira parte do n. são consideradas gastos do período de tributação.os 5 e 6.º 4 do artigo 43. invalidez ou sobrevivência.00. deverá ser sempre a totalidade do bónus. b). 6.Período de tributação 2013 184 . a tributação autónoma.os 2 e 3 do mesmo artigo.500.º 2/2010 da DSIRS. e f) do n. desde que observadas cumulativamente as condições previstas nas alíneas a).10 da declaração modelo 22 de IRC. em conjunto com as outras tributações autónomas. que para as empresas é de 40% como veremos. complemento de reforma. ordenados ou salários. EBF). complemento de reforma. e sem prejuízo do disposto nos seus n.º do Código do IRC. d).“Contribuições das entidades patronais para regimes de segurança social”. 18º do Estatuto dos Benefícios Fiscais. Restará saber se deve ser o resultado líquido contabilístico ou resultado tributável. Por outro lado. 88º do CIRC.º 3 do artigo 2. cumulativamente. Em qualquer dos casos. as condições previstas nas alíneas a). Versão fevereiro 2014 . no caso da entidade apresentar prejuízo fiscal no período. 43º do CIRC. e). os responsáveis por estabelecimentos estáveis de entidades não residentes. desde que sejam observadas. são qualificados como gestores: os abrangidos pelo Decreto-Lei n. não está sujeita ao agravamento de 10 pontos percentuais. será de incluir no campo 365 do Q.º 2 deste artigo 18º do EBF. à taxa de 40% das contribuições que beneficiaram da isenção de IRS para o trabalhador.

segundo a qual a derrama estadual prevista no art.º 2 do mesmo artigo.5 De mais de 1 500 000 até 7 500 000 De mais de 7 500 000 até 35 000 000 Superior a 35 000 000 (*) – Superior a 7.5 6. ou seja.º 1 do art.500. PAGAMENTOS POR CONTA DE IRC Neste ponto realça-se a alteração ocorrida para 2014 com a Lei 2/2014 de 16/01. por determinação do n.Art. deixou de ser Versão fevereiro 2014 . sofreram também alteração. os pagamentos adicionais por conta .000 2.5 4.5 (*) --- Quando seja aplicável o regime especial de tributação dos grupos de sociedades (RETGS). aplicável naturalmente os lucros tributáveis dos períodos de tributação iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2014: LUCRO TRIBUTÁVEL (em euros) sujeito e não isento 2013 (%) 2014 Taxas (em %) 3 5 7 De mais de 1 500 000 até 7 500 000 De mais de 7 500 000 até 35 000 000 Superior a 35 000 000 (*) – Superior a 7. quando se verificar que. ou seja já em julho de 2014: LUCRO TRIBUTÁVEL (em euros) sujeito e não isento 2013 (%) 2014 Taxas (em %) 2. a limitação aos pagamentos por conta só se pode verificar em relação ao terceiro. sofreu alteração. 105º-A. 107º do CIRC. No entanto. 105º-A do CIRC).Período de tributação 2013 185 . incluindo a sociedade dominante (n.º 87º-A do CIRC. o primeiro de julho e o segundo de setembro terão sempre que ser feitos. como que se o regime de grupo não existisse. naturalmente aplicável aos pagamentos devidos após 01 de Janeiro de 2014.500.º 4 do art.000 3 5 (*) --- Em consequência.7. «… em consequência da suspensão da terceira entrega por conta prevista no número anterior. mas nos escalões. não nas taxas.5 4. é devido pagamento adicional por conta por cada uma das sociedades do grupo. Nos termos do novo n.

Cálculo da % que deixou de ser paga: Em condições normais (sem a suspensão do 3.000 3.Valor do imposto que deixou de ser pago por conta: Coleta do período …………. veja-se um exemplo: EXEMPLO PRÁTICO N. mais as tributações autónomas.….000 €. Versão fevereiro 2014 . no montante de 6.… = 2.000 = 66% È superior a 20%.000 € apenas efetua os de julho e Setembro. 10 da mod.º pagamento) pagaria 3.º . Para além de ser colocado neste campo. mais a derrama. eventualmente corrigida pelo resultado da liquidação (art.000 €. Se o imposto devido afinal.º de dias x taxa = € O valor do juro daqui resultante.000 € por decidir limitar o terceiro pagamento. incluindo a coleta do período. com obrigação de efetuar em 2014 pagamentos por conta no valor total 9. portanto há lugar a juros compensatórios 3.000 Pagamento por conta efetuado = 6.= 8.10. teria sido entregue.000 Deixou de ser pago ………. transporta também para o campo informativo 366-B do mesmo Q.Montante a sujeitar a juros compensatórios será de: Montante que deixou de ser pago: 2. será: 1. 92º CIRC). em condições normais.000 2.000 x n. 22 de IRC.º . se anterior.Período de tributação 2013 186 . será colocado no campo 366 do Q. Imposto que deixou de ser pago Imposto por conta devido em condições normais 2.º .paga uma importância superior a 20 % da que. (Campos 358 + 371 + 364 + 365) foi de 8. há lugar a juros compensatórios desde o termo do prazo em que a entrega deveria ter sido efetuada até ao termo do prazo para o envio da declaração ou até à data do pagamento da autoliquidação. Obs.º 42: Uma entidade. o valor do montante a sujeitar a juros compensatórios.» Assim.

para além da legislação interna importa aferir se entre o Estado português e o Estado da residência do beneficiário dos rendimentos foi celebrada Convenção para evitar a dupla tributação (CDT). caso pretendam usufruir dos benefícios das CDT’s ou de um outro acordo de direito internacional. por si só. quer seja ela para efeitos de limitação do imposto. 4º do CIRC (Extensão da obrigação de imposto ). ENQUADRAMENTO Quando pensamos em retenções na fonte de IRC temos. dado que as Convenções. bastando que. No entanto. afastam assim. sempre que o seu devedor seja sujeito passivo que possua ou deva possuir contabilidade organizada e os rendimentos sejam considerados obtidos em território português. e porque se tratam de rendimentos obtidos por entidades não residentes em território português. deverão fazer provar perante a entidade pagadora (sujeito passivo estabelecido em território nacional) de que estão em condições de ser contemplados por tais diplomas. a simples existência de uma CDT não afasta.Período de tributação 2013 187 . se sobrepõem à legislação ordinária interna. Mas. à luz do art. apresentem:  Formulário preenchido e certificado pelas autoridades competentes do respetivo Estado de residência. que localizar no espaço territorial a obtenção do rendimento em causa. Versão fevereiro 2014 . a tributação. Os não residentes que obtenham rendimentos em território nacional (com exceção dos rendimentos de imóveis e dos imputados a estabelecimentos estáveis) estão dispensados de quaisquer obrigações fiscais em território nacional. em alternativa. Esta PROVA ficou facilitada em 2014 com a chamada “reforma do IRC”. Caso exista. a aplicação das normas tributárias constantes do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (CIRS) e do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (CIRC). Determinados rendimentos de IRC ficam sujeitos a retenção na fonte. quer para eliminação total da tributação. enquanto diplomas de direito internacional. Nos termos do n. até ao termo do prazo estabelecido para a entrega do imposto que deveria ter sido deduzido.1. devidamente ratificadas e publicadas. ou.º 98º do CIRC. uma vez que são tributados através de taxas liberatórias. desde logo e em primeiro lugar.º 2 e seguintes do art. RETENÇÕES NA FONTE E PAGAMENTOS A NÃO RESIDENTES 8.8. os beneficiários dos rendimentos.

º.  2) Indicação de que a entidade beneficiária está sujeita a um dos impostos sobre os lucros enumerados na subalínea iii) da alínea a) do artigo 3. certificada pelas autoridades fiscais competentes do Estado membro da União Europeia de que a sociedade beneficiária é residente ou em que se situa o estabelecimento estável. 25 % no capital de outra sociedade. de 3 de junho de 2003.º.º 13 do artigo 14.º 2003/49/CE. para efeitos fiscais. 25 % no seu capital. o direito ou a utilização de informações de que resultam os rendimentos estejam efetivamente relacionados com a atividade desenvolvida por seu intermédio e constituam rendimento tributável para efeitos da determinação do lucro que lhe for imputável no Estado membro em que esteja situado.º 2003/49/CE. pelo menos. em qualquer dos casos. o que se verifica quando uma sociedade: i) Detém uma participação direta de. da existência do estabelecimento estável. 25 % tanto no seu capital como no capital da outra sociedade e. acompanhado de documento emitido pelas autoridades competentes do respetivo Estado de residência que ateste a sua residência para efeitos fiscais no período em causa e a sujeição a imposto sobre o rendimento nesse Estado.98ºCIRC)  1) Residência fiscal da sociedade beneficiária dos rendimentos e. 25 % no seu capital.»  4) Quando um estabelecimento estável for considerado como beneficiário dos juros ou royalties. sem beneficiar de qualquer isenção e assume uma das formas jurídicas enunciadas na lista do anexo à Diretiva n. pelo menos. do Conselho. ou seja.º da Diretiva n. de 3 de junho de 2003. iii) Sejam consideradas residentes de um Estado membro da União Europeia e que. pelo menos. nos termos da alínea d) do n. pelo menos. ou ii) A outra sociedade detém uma participação direta de.º 2003/49/CE. a fornecer pela sociedade beneficiária dos juros ou royalties. O formulário/comprovativo terá que conter os seguintes elementos/condições:(art. ou iii) Quando uma terceira sociedade detém uma participação direta de. 25 % no capital de outra sociedade. as sociedades beneficiárias: «i)Estejam sujeitas a um dos impostos sobre os lucros enumerados na subalínea iii) da alínea a) do artigo 3.º da Diretiva n. não sejam consideradas. do Conselho. além dos elementos referidos na subalínea anterior. ou Versão fevereiro 2014 . de 3 de junho de 2003. ii) Assumam uma das formas jurídicas enunciadas na lista do anexo à Diretiva n. de 3 de junho de 2003. do Conselho. quando for o caso. ou ii) A outra sociedade detém uma participação direta de. segundo a qual: « A sociedade a quem são efetuados os pagamentos dos juros ou royalties seja o beneficiário efetivo desses rendimentos. seja como representante.»  5) Verificação da percentagem de participação e do período de detenção da participação seguintes: i) Detém uma participação direta de. do Conselho. e A entidade residente em território português ou a sociedade de outro Estado membro com estabelecimento estável aí situado seja uma sociedade associada à sociedade que é o beneficiário efetivo ou cujo estabelecimento estável é considerado como beneficiário efetivo dos juros ou royalties. gestor fiduciário ou signatário autorizado de terceiros e no caso de um estabelecimento estável ser considerado o beneficiário efetivo. a participação seja detida de modo ininterrupto durante um período mínimo de dois anos. considerando-se verificado esse requisito quando aufira os rendimentos por conta própria e não na qualidade de intermediária.º 2003/49/CE. como residentes fora da União Europeia. deve ainda fazer prova de que a sociedade a que pertence preenche os requisitos referidos nas alíneas a) e b) do n. pelo menos. sem beneficiar de qualquer isenção. ao abrigo das convenções destinadas a evitar a dupla tributação. Formulário preenchido/assinado. o crédito.Período de tributação 2013 188 .º 13 do artigo 14.  3) Qualidade de beneficiário efetivo.

no prazo de dois anos contados a partir do termo do ano em que se verificou o facto gerador do imposto. distinguir: a) Rendimentos em que a competência tributária é exclusiva do estado de residência do beneficiário do rendimento.: Se a entidade beneficiária dos rendimentos for um banco central ou uma agência de natureza governamental domiciliado em país com o qual Portugal tenha celebrado convenção para evitar a dupla tributação internacional.500 e uma taxa de retenção de 25%. haverá que acrescentar a retenção na fonte. Tendo sido sido efetuada a retenção por falta de comprovação para a dispensa. Versão fevereiro 2014 . devendo a entidade beneficiária dos rendimentos informar imediatamente a entidade devedora ou pagadora das alterações verificadas nos pressupostos de que depende a dispensa total ou parcial de retenção na fonte. «no caso de rendimentos em espécie. No tocante à competência tributária poderemos. sendo dispensada a sua renovação periódica. Quando não seja efetuada a PROVA até ao termo do prazo estabelecido para a entrega do imposto.000. a retenção na fonte incide sobre o montante correspondente à soma do valor de mercado dos bens ou direitos na data a que respeita essa obrigação e do montante da retenção devida». a prova a que se refere o n. as entidades beneficiárias podem solicitar o reembolso total ou parcial do imposto que tenha sido retido na fonte.iii) Quando uma terceira sociedade detém uma participação direta de. Estes certificados têm a seguinte validade:  2 anos:Quando se trate de juros ou royalties. como veremos adiante. em qualquer dos casos. para um valor líquido de 1. Obs. Refira-se ainda que. 25 % tanto no seu capital como no capital da outra sociedade e. o rendimento bruto será de 2.  1 ano: Nas demais situações. No entanto. fica o substituto tributário obrigado a entregar a totalidade do imposto que deveria ter sido deduzido nos termos da lei. a participação seja detida de modo ininterrupto durante um período mínimo de dois anos. segundo o qual. para 2014 e seguintes.º 2 é feita uma única vez. em resumo. pelo menos.Período de tributação 2013 189 .º 10 ao art. Assim. sem prejuízo da penalidade contraordenacional. ou seja. para determinar o rendimento bruto. mediante a apresentação do formulário próprio. foi aditado o n. essa responsabilidade pode ser afastada sempre que seja feita a prova da verificação dos pressupostos para a dispensa total ou parcial de retenção.º 94º do CIRC.»  6) Justificação dos pagamentos de juros ou royalties.

Considera-se como realizada em território português quando a mesma for cá material e fisicamente executada. bem assim. 4º do CIRC (Os derivados de outras prestações de serviços realizados ou utilizados em território português. onde o serviço foi usufruído ou onde os seus resultados efetivamente se projetam ou em favor de quem revertem. com excepção dos relativos a transportes. havendo que analisar.b) Rendimentos em que a competência tributária é exclusiva do estado da fonte.  Artistas e desportistas. as remunerações de qualquer natureza recebidas em contrapartida da utilização.  ……. Já para se averiguar se a prestação de serviço é cá utilizada. juros e royalties. encontra-se definido na alínea b) do n. O conceito de «Royalties». Com o objetivo de facilitar a distinção.  Trabalho dependente em caso de emprego exercido no estado da fonte.  Dividendos. de direitos de autor sobre obras literárias.º 14º do CIRC:  «Royalties». No que respeita aos rendimentos derivados de outras prestações de serviços a que se refere o ponto 7 da alínea c) do n. fórmulas ou processos secretos. marcas registadas. apresenta-se o quadro seguinte: Versão fevereiro 2014 .  Mais valias imobiliárias. c) Rendimentos em que a competência tributária será cumulativa:  Bens imobiliários. patentes. ou em contrapartida de informações relativas à experiência adquirida no domínio industrial. há que distinguir os conceitos.º 14º do art. desenhos ou modelos. deve atender-se às características próprias de cada serviço. Nem sempre é fácil distinguir a diferença entre « Royalties» e outras prestações de serviços. planos.º 3 do art. comercial ou científico. comunicações e atividades financeiras). artísticas ou científicas. comercial ou científico e. em contrapartida da utilização ou da concessão do direito de utilização de equipamento industrial. casuisticamente. ou concessão do direito de utilização. incluindo filmes cinematográficos e suportes lógicos.Período de tributação 2013 190 .

comercial ou cientifico” Se não englobar x x Obs. excluindo o direito de as adaptar (“customize”) ou de as reproduzir Conhecimento que uma sua acionista (empresa) lhe fornece.Licenças Licenças referentes ao direito de distribuir cópias estandardizadas de software. Versão fevereiro 2014 . 7. já consideram prestação de serviços.Período de tributação 2013 191 .º da CDT de cada país. para poder produzir os bens que comercializa (novas tecnologias) Web Development – Desenvolvimento de um site na Internet Venda/Compra de domínio na internet – Cedência/Aquisição do direito Aluguer de jogos na internet Serviços adquiridos pela internet Publicidade feita pela internet Royalties Outras prestações de serviços x x x x x x x x X Lucros empresariais (art. está a cobrar direitos de autor. comercial ou científico (*) (*) – Depende da redação do artigo 12.º das CDT) x X x x X X x x x X X X Locação financeira de viaturas (*) Locação operacional de viaturas (*) Aluguer de equipamento industrial. sobre o termo ROYALTIES: Se englobar o “o uso de equipamento industrial.Caracterização do rendimento Cessão ou concessão de licenças de fabrico Franchising Cedência do direito de utilização de uma marca utilização de determinada marca Direitos de autor Produção de filmes para alugar a terceiros para exposição pública.: As convenções (acordos) mais recentes. Cedência dos direitos de transmissão dos filmes Licenças Cedência de utilização de licenças de software .

ou não haverá retenção. EFETUADO AO ABRIGO DA CONVENÇÃO PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO ENTRE PORTUGAL E PAÍS EM CAUSA). 15º do Acordo entre a Comunidade Europeia e a Confederação Suíça . PESSOAS COLETIVAS NÃO RESIDENTES Sempre que o beneficiário do rendimento seja uma pessoa coletiva não residente e esse rendimento seja cá tributado.E. só se aplicam as retenções na fonte previstas no CIRC se não existir convenção com o respetivo país de residência do beneficiário. Beneficiam do mesmo regime se pagos a sociedade residente na Confederação Suiça. Para rendimentos como dividendos. e  Ambas as entidades estejam sujeitas a imposto sobre o rendimento das sociedades. nas condições do art.  Detenha direta ou indiretamente participação maior ou igual a 5% detida.2011/96/EU) e a taxa aplicável não seja menor que 60% do IRC português (13. sem beneficiarem de uma qualquer isenção e ambas revistam a forma de sociedade limitada.Período de tributação 2013 192 . segundo o qual ficam isentos em território nacional os lucros e reservas gerados por entidades residentes sujeitas a IRC ou Imposto especial de jogo e não abrangidas pela transparência fiscal.8. e  Nos termos das convenções destinadas a evitar a dupla tributação celebradas por Portugal e pela Suíça com quaisquer Estados terceiros. nenhuma das entidades tenha residência fiscal nesse Estado terceiro.2. consoante o tipo de rendimento. ou prevalecem as taxas mais baixas previstas na convenção. juros e royalties estão previstas nas convenções taxas mais reduzidas em relação ao previsto no CIRC.8%). sempre que a sociedade beneficiària:  Detenha uma participação mínima direta de 25% há pelo menos 2 anos no capital da sociedade que distribui os lucros. de modo ininterrupto. durante os 24 meses anteriores à distribuição. ou a convenção não for acionada através do preenchimento e apresentação do modelo 21-RFI (PEDIDO DE DISPENSA TOTAL OU PARCIAL DE RETENÇÃO NA FONTE DO IMPOSTO PORTUGUÊS.  Sujeita a imposto equivalente ao IRC (Dir. pagos a entidade:  Residente na U. não podemos esquecer a recente REFORMA DO CIRC e o regime de isenção de participações “Participation exemption”. no EEE com vínculo cooperação administrativa ou num Estado com CDT c/ Portugal. situação em que. Quanto aos dividendos. Versão fevereiro 2014 .

Versão fevereiro 2014 . na parte aplicável.º 4. o reembolso do imposto retido (total ou parcial). Efetuado este formalismo. Menção de que este é/foi residente para efeitos fiscais nos termos do artigo 4. no prazo de 2 anos.º da convenção aplicável no ano ou anos em causa. requerer junto do Estado português.º 119º CIRS. e um formulário com o total de valores definitivos auferidos durante o ano. devendo a entidade pagadora reter o imposto às taxas previstas na nossa legislação interna. de um formulário com os valores previsionais ou estabelecidos contratualmente. art 14º CIRC). antes do primeiro pagamento desse ano. por estar prevista a sua tributação no país de residência do beneficiário. Menção de que está aí sujeito a imposto sobre o rendimento. De salientar que. existir mais do que um pagamento no mesmo ano. comissões. a apresentar até 31 de dezembro do mesmo ano. segundo o qual devem constar os todos os elementos do modelo oficial.º mês seguinte.º 6. desde que seja acionada a respetiva convenção através do preenchimento do modelo correspondente. utilizando para o efeito o formulário 23-RFI. não expressamente previstos nas convenções. (n. O mesmo regime é aplicável quando os lucros e reservas forem colocados à disposição de Est. Consequências da não apresentação atempada do formulário Se o não residente não cumprir atempadamente com o formalismo. nomeadamente aos artigos 71º do CIRS e 87º do CIRC (taxas liberatórias). não serão cá tributados. isto é. royalties e outras prestações de serviços como sejam as comissões). ou seja até ao fim do 2. Estável situado noutro membro da EU ou do EEE. que passará a estar legitimada a aplicar o disposto nas CDT’s.º 22600/2009 de 14/10. no caso de existir uma certa continuidade e regularidade nos pagamentos (por exemplo. sendo ainda de observar o disposto no art. etc). (n. a Convenção não se considera devidamente acionada. art. é apenas necessário a entrega à entidade devedora.A prova das referidas condições deverá ser feita até ao momento do pagamento. junto da entidade que paga através de DECLARAÇÃO confirmada e autenticada pela Autoridade Fiscal competente do Estado de residência. Quanto a outros rendimentos (prestação de serviços. que se diferencia também consoante o tipo de rendimentos em causa.Período de tributação 2013 193 . a entidade pagadora residente. Será ainda de ter em atenção o Despacho n. ou seja: Identificação do não residente. sobrepondo -se ao disposto na legislação interna. cumpridos que sejam os mesmos requisitos. 14º CIRC). podendo o não residente.

CASOS PRÁTICOS EXEMPLO PRÁTICO N. outras caberão às entidades residentes que pagam rendimentos ao estrangeiro.º 3 al.A.º 43: A entidade “PORTUGUESA S.  Obrigação de apresentação da declaração de rendimentos pagos ou colocados à disposição de não residentes . esta comissão é tributável em território nacional face ao disposto no art.” não deverá fazer qualquer retenção na fonte. n.A.1. a empresa “PORTUGUESA S. devendo ser exibidos à AT caso esta os solicite).Identificação da entidade que certifica.modelo 30 (RENDIMENTOS PAGOS OU COLOCADOS À DISPOSIÇÃO DE SUJEITOS PASSIVOS NÃO RESIDENTES). duas situações podem ocorrer:  A empresa da China acionou atempadamente os mecanismos da CDT através da apresentação do formulário 21-RFI. devidamente assinado e carimbado pela AT chinesa. e proceder à entrega do imposto retido.Período de tributação 2013 194 .A” Versão fevereiro 2014 . Para além destas obrigações (das entidades não residentes que obtêm rendimentos em território nacional).º.2. Neste caso. Data.º 4. ponto 6) do CIRC. Neste caso. a empresa “PORTUGUESA S. Para efeitos de imposto sobre o rendimento (IR). mesmo que não tenha havido retenção.  Obrigação de efetuar a retenção na fonte. estabelecida em território nacional vai pagar um serviço de intermediação (comissão) a uma empresa residente na CHINA. Porque existe CDT celebrada entre Portugal e esse país. se for devida. 8. nomeadamente:  Obrigação de inscrição das entidades não residentes (para que lhes seja atribuído um número de identificação fiscal).”.  A empresa da China não accionou os mecanismos da CDT através da apresentação do formulário 21-RFI. pelo que o Estado português tem competência para tributar. sendo esta da competência exclusiva da AT chinesa.  Obrigação de arquivo dos formulários e outros (durante o prazo de 12 anos. até ao final do segundo mês seguinte ao respetivo pagamento ou colocação à disposição. c). assinatura e selo oficial.

a totalidade. caso a empresa já disponha de NIF atribuído.º do CIRS. n.A”.º 98.Período de tributação 2013 195 . a apresentar até ao fim do 2.ºs 1. da SEAF Versão fevereiro 2014 . do formulário 21-RFI. aplicável por força do disposto no art.º1 CIRC). conforme dispõe o n. no prazo de 2 anos. de 14 de Outubro. n.º. aplicável por força do art.º 130º. solicitar o reembolso do imposto retido em excesso (neste caso.º 7 do art.º do CIRC.A” deverá receber essa indicação após submeter o pedido via Internet.   Entrega do imposto retido.º 7 do art. a empresa chinesa poderia. Apresentação da declaração modelo 30. no prazo estabelecido na al.º 128º do CIRC. 7 Despacho 21305/2003. a “PORTUGUESA S.º 4 do CIRC. Para além do cumprimento da obrigação de efetuar a retenção na fonte por parte da empresa “PORTUGUESA S. nº4 e art. a).º 94º.º 123. devidamente validado pela AT da China. 3 e 5 do CIRC. salienta-se ainda:  A inscrição da empresa chinesa – para atribuição de NIF (especial7). dada a natureza dos rendimentos) à AT portuguesa.º mês seguinte àquele em que ocorre o ato do pagamento. n. n. devendo para o efeito utilizar o formulário 23-RFI.  O arquivo pelo prazo de 12 anos. 87. prevista no art. Nesta segunda situação.º 119. caso esse documento tenha sido apresentado atempadamente (art.deverá reter imposto à taxa de 25%.

g). n.º 4 CIRC Art.º3.º 1 h) CIRS Art.º 4 6 técnicos de Gestão Território nacional (Ver ainda art.º 71º do CIRS 2 Estado de residência Art.OUTROS EXEMPLOS PRÁTICOS: TRIBUTAÇÃO Sem CDT Com CDT N.º1. F em Portugal (Art. caso em que já seria cá tributado se não ativasse a CDT Empresa com Serviços sede nas Ilhas Cayman ( Portaria n.º 3. 4º. 98º. 6.º3. n. 4º.º 1.º 3. n.º 7 CIRC (2 anos) 1 Comissões pagas Empresa de Cabo Verde nacional Estado de residência Território nacional Comissões pagas Pessoa singular residente ALEMANHA (Cat. n. 6º n.º1.c) ponto 7 do CIRC (à contrária) 4 (aluguer armazém sito em PORTUGAL) Serviço de Estado de residência Empresa com sede em ESPANHA 5 publicidade (realizada em ESPANHA) Admitindo que a publicidade não se relaciona com bens situados no T. Art. c). n.º 42/91 Renda paga Empresa com sede em Espanha (Sem EE em PT) Art.g).c) ponto 7 e n. 3º. 3 de IRS em PT Art.º 1 da CDT (Obriga entrega Dec.º 3 CIRC ) Art.º 3. n.º 2 CIRS Art. 4º. c) p. n. n.º 292/2011) Não existe CDT Art. n. 7º CDT Art. n. 4º. 8º CIRS) Entrega Mod. n.b) Território n. 101º n. 94º. 18º n.º5 CIRC Pode pedir reembolso se apresentar RFI mais tarde –art. Porque não existe CDT Art.º 3.º 1 da CDT Art. 94º. n.b) n.em Portugal) Rendas pagas Território nacional Pessoa singular residente SUIÇA Cat. 18º. 15º n.Período de tributação 2013 196 . 87º. 98º n.ºs 1 e 2. CIRC Art.º 1 CIRS Art.º 1 CIRC Art. Nacional (Hotel por exemplo). 18º. a)CIRC 3 (aluguer armazém sito em PORTUGAL) Território nacional Atividade em Portugal (Art.b) n.º Situação Beneficiário Fundamento Legislativo Art. n.º 1.º 1. b) CIRS Art.s 65º e 88º CIRC) do CIRC. 6º n. DL n. B de IRS) Art.º 5 Versão fevereiro 2014 .f) CIRS Art.º4 do CIRC.118º n. 94º. n.º3. n.

f) CIRS Art.º5 CIRC (Pode pedir devolução) Art. c) e n. 94º. n. de IRS em Portugal Art. B de IRS) Estado de residência Art.º 18º.g).º1. 4º. n. 18º.s 7º e 14º da CDT Realizado ou utilizado em 9 advogado (Proc.º1.ºs 1 e 2.f) CIRS (à contrária) Mesmo que realizados Serviço de Território Pessoa singular residente ESPANHA integralmente fora do território nacional Art. n.º 1. n. n.º 4)CIRC Estudo de Território Empresa com sede em FRANÇA Estado de residência Empresa nacional Art.º 3 CIRS 11 consultadoria (Economista e Auditores) nacional (Cat. n. 18º. n. 3 de IRS em PT Serviço de advogado Pessoa singular residente ESPANHA 10 (Proc. 18º n.º 1 CIRS Art.º1 e 72º n. Judicial no Tribunal Porto) Retenção na fonte com natureza de pagamento por conta Taxa ESPECIAL – art. 18º.º 1. 18º.º 1 CIRC Art. 18º.s 60º n.c) ponto 7 do CIRC (à contrária) 8 transporte Internacional de mercadorias Estado de residência Art. b) CIRS Território Pessoa singular residente ESPANHA Art. n. 87º. Judicial no Tribunal ESPANHA) Não é consultadoria Estado de residência Espanha Art.TRIBUTAÇÃO N. DL n.Período de tributação 2013 197 . n. n.º4 CIRC Art. 4º.º 2 CIRS Art.º 4º n.º 2 CIRS) (Cat.º 3.º 3 CIRS Pode solicitar reembolso se CDT nacional (Cat. 3º.º 72º CIRS Entrega Mod. B de IRS) Art.º Situação Beneficiário Sem CDT Com CDT Fundamento Legislativo Art. 4º.º 4 CIRC Art. 98º n. 7º CDT Versão fevereiro 2014 . n. n.º 1.b) n.º 3.º 4 CIRC Art. 7º da CDT 7 mercado realizado em FRANÇA Serviço de transportadora com sede em ESPANHA Pessoa singular residente em ESPANHA Estado de residência Art.º 42/9 Entrega Dec. n. B de IRS) Serviço de Estado de residência Território nacional Se tiver escritório em Portugal (EE) (Art.º3.f) CIRS Art. 98º n.

º 42/91 Emresa Portuguesa efetua Sendo a entidade beneficiária do Setor Não Lucrativo e Associação com sede na Bélgica sendo esses rendimentos auferidos no âmbito dos seus fins estatutários.º 4 CIRC Art. 94º.º 18º.Período de tributação 2013 198 .º Situação Beneficiário TRIBUTAÇÃO Sem CDT Território nacional Território nacional.º 1.º 1 e 2 do DL n. 18º n. n.º 1 do CIRC Competência limitada do Estado Português Território nacional Lucros distribuídos Pessoa singular residente em ITÁLIA Território nacional. com a taxa (reduzida) prevista na CDT Art.º 1.g) CIRS Território nacional Pessoa singular residente no CANADÁ Território nacional. 71º CIRS (Pode pedir reembolso do excesso da CDT – 2 anos) 14 Juros de suprimentos Competência cumulativa dos dois Estados Art. com a taxa (reduzida) prevista na CDT Com CDT Fundamento Legislativo Art. 87º.a).g) CIRS Art. 71º do CIRS 13 Competência cumulativa dos dois Estados Art. n.º 1. n. n. n. 18º. com a taxa (reduzida) prevista na CDT Art.º 1 e 2 DL n.b) n.º 42/91 Art. royalties) Não é associada da empresa devedora do rendimento Art.º 5 CIRC (Pode pedir reembolso do excesso da CDT – 2 anos) Empresa com sede em Direitos de ESPANHA (Sem EE em Portugal) 12 fabrico (Propriedade industrial. nacional e portanto não suscetíveis de retenção na fonte.N.º 3. não haverá sujeição a tributação em T. 18º. 98º. n. 15 pagamento de QUOTAS a Associação empresarial Versão fevereiro 2014 . n.

º da Diretiva 2011/96/UE.3. direta ou indireta.º 18º n.QUADRO RESUMO Quanto aos diversos rendimentos passíveis de retenção na fonte de IRC quando o beneficiário do mesmo sejam um não residente. não inferior a 5% do capital social ou dos direitos de voto da entidade que distribui os lucros ou reservas. Consequentemente também não está prevista qualquer retenção na fonte. TAXAS APLICÁVEIS A PESSOAS COLETIVAS NÃO RESIDENTES . do Conselho.º Situação Beneficiário TRIBUTAÇÃO Sem CDT Com CDT Fundamento Legislativo Naturalmente nunca há lugar a tributação na fonte face à natureza da operação. mediante algumas condições: O beneficiário tem de ser uma entidade sujeita e não isenta de um imposto referido no artigo 2.Período de tributação 2013 199 . apresenta-se a tabela prática seguinte. 4º CIRC. de 30 de novembro. porque não se considera obtido em T. 25% 25% 25% 25% Isenção de retenção na fonte dos lucros e reservas colocados à disposição de entidades residentes na União Europeia (UE).N. nem no art. nem do IRS 16 compra de MERCADORIAS 8. Pagamento de Empresa com sede na NORUEGA O Estado português não tem competência para tributar este rendimento.º 1 do CIRS. nacional por não se encontrar previsto no n. industrial. A participação deverá ser detida ininterruptamente durante os 24 meses anteriores à distribuição. nem nos normativos do IRC. ou de um imposto de natureza idêntica ou similar ao IRC em que a taxa legal não seja inferior a 60% da taxa de IRC. Haver uma participação.º 3 do art. já com as taxas de retenção na fonte a praticar em 2014: RENDIMENTO Comissões Prestação de serviços Aluguer de equipamento agrícola. Dividendos 25% Versão fevereiro 2014 . no Espaço Económico Europeu (EEE) ou num Estado com o qual tenha sido celebrada uma CDT. comercial ou científico Assistência técnica 2014 Obs.

Possibilidade de isenção ao abrigo do Decreto-Lei 193/2005. a retenção na fonte incide sobre o montante correspondente à soma do valor de mercado dos bens ou direitos na data a que respeita essa obrigação e do montante da retenção devida. Versão fevereiro 2014 . em mais de 25%. 25% Possibilidade de isenção de retenção na fonte. direta ou indiretamente. de 7 de novembro. que aprova o Regime Especial de Tributação dos Rendimentos de Valores Mobiliários Representativos de Dívida. Juros de suprimentos 25% Royalties 25% 25% 25% 35% Juros de títulos de dívida Rendimentos de operações de reporte Rendimentos de capitais pagos ou colocados à disposição de entidades residentes em paraísos fiscais Rendimentos de capitais pagos ou colocados à disposição em contas abertas em nome de um ou mais titulares mas por conta de terceiros não identificados Outros rendimentos de capitais Rendimentos prediais Remunerações dos órgãos sociais Rendimentos de unidades de participação em fundos de capital de risco Rendimentos de unidades de participação em fundos de investimentoimobiliário em recursos florestais 35% 25% 25% 25% 10% Retenção de 10% se o titular dos rendimentos: For residente em paraíso fiscal. ao abrigo da Diretiva 2003/49/CE. durante pelo menos 2 anos). 10% Obs.RENDIMENTO Juros de depósitos 2014 Obs.Período de tributação 2013 200 . detida há pelo menos 2 anos (ou no caso do devedor e beneficiário dos rendimentos serem detidos em pelo menos 25% por uma mesma sociedade. devendo haver uma participação direta mínima de 25%. por entidades residentes. de 3 de junho para juros ou royalties pagos a sociedades residentes noutro país da EU.: No caso de rendimentos em espécie. ou For detido.

havendo uma participação no capital social com direito de voto de pelo menos 10%.8. durante os 24 meses anteriores à data da colocação dos lucros à disposição Dividendos 25% Juros de depósitos 25% Dispensa de retenção na fonte dos juros de contratos de suprimento. ou indiretamente através de outras sociedades em que o sujeito passivo seja dominante. Versão fevereiro 2014 . de modo ininterrupto. a retenção na fonte incide sobre o montante correspondente à soma do valor de mercado dos bens ou direitos na data a que respeita essa obrigação e do montante da retenção devida. TAXAS APLICÁVEIS A PESSOAS COLETIVAS RESIDENTES . diretamente. ininterruptamente. durante o ano anterior à data da sua colocação à disposição Juros de suprimentos 25% Royalties Juros de títulos de dívida Rendimentos de operações de reporte Rendimentos de capitais pagos ou colocados à disposição em contas abertas em nome de um ou mais titulares mas por conta de terceiros não identificados 25% 25% 25% 35% 25% 25% 10% Outros rendimentos de capitais Rendimentos prediais Rendimentos de unidades de participação em fundos de capital de risco Rendimentos de unidades de participação em fundos de investimentoimobiliário em recursos florestais 10% Obs.4.Período de tributação 2013 201 . comercial ou científico Assistência técnica 2014 Obs --------Isenção de retenção na fonte havendo uma participação direta ou indireta não inferior a 5% do capital ou dos direitos de voto e for detida. industrial. apresenta-se a seguinte tabela prática já com as taxas de retenção na fonte a praticar em 2014: RENDIMENTO Comissões Prestação de serviços Aluguer de equipamento agrícola.QUADRO RESUMO Relativamente aos diversos rendimentos passíveis de retenção na fonte de IRC quando o beneficiário do mesmo sejam uma pessoa coletiva residente. desde que a participação no capital social tenha permanecido na sua titularidade.: No caso de rendimentos em espécie.

º 1 que refere a não obrigação de efetuar retenção sobre rendimentos prediais. Versão fevereiro 2014 .Período de tributação 2013 202 . 97º do CIRC. da qual se salienta a referida na alínea g) do seu n. quando obtidos por:  Sociedades que tenham por objeto a gestão de imóveis próprios e não se encontrem sujeitas ao regime de transparência fiscal.De salientar a “Dispensa de retenção na fonte sobre rendimentos auferidos por residentes” prevista no art.  Fundos de investimento imobiliário. quando tenha a natureza de imposto por conta.

º 11 do artigo 88.9. os sujeitos passivos devem entregar a declaração de substituição A correção a que se refere o n.ºs 8 e9 sempre que não se verifique o requisito temporal estabelecido na parte final do n. n. n.º e NÃO 4 (*) Art. 64º. isto é.º4 declaração do período de tributação a que respeita a transmissão..º do CIRC. 120º. não produzirão efeitos.04..1 Ref. acrescido de um ano. serão marcadas como “DECLARAÇÃO NÃO LIQUIDÁVEL”. Entregar a todo o tempo (sem prazo) Entregar no prazo de um ano a contar do termo do prazo legal Coima 1 ----SIM 2 Art. O quadro 4. podendo o sujeito passivo reclamar da liquidação que pretende corrigir. n.º deve ser apresentada declaração de substituição Se o VPT definitivo do imóvel não estiver determinado até ao final do prazo estabelecido para a entrega da Prazo de 60 dias a contar da data da verificação do facto que a determinou Se entregar depois de janeiro do ano seguinte àquele em que o VPT se tornou definitivo. • Nestes casos.º 4 declaração do período de tributação a que respeita a transmissão. 122. Prejuízos c/ autorização . contratual. assinala este CAMPO – 5 Entregar no prazo de um ano a partir da data em que o tome conhecimento da decisão ou sentença. os sujeitos passivos devem entregar a declaração de substituição Em caso de decisão administrativa ou sentença SIM 6 Art. campos 1 a 6. 122º. DECLARAÇÕES MOD. n. lucros distribuídos (deixar de se verificar a detenção da participação mínima antes de completado 1 ano) Taxas de tribut. econ. o prazo previsto no número anterior conta-se a partir da data em que o declarante tome conhecimento da decisão ou sentença NÃO (**) (*) Eliminação da dupla trib. nos termos e condições referidos no artigo 137. Legislativa CIRC Art. o prazo de caducidade é alargado até ao termo do prazo aí previsto. Autónoma (deixar de manter as partes sociais pelo tempo necessário para completar o ano ) (**) Estas declarações são sempre alvo de análise • Ex: B. n. Neste ponto apresenta-se um quadro resumo com as diversas situações de substituição previstas: Campo Q. n. 64º. ( Garantias dos contribuintes – reclamações e impugnações ) Versão fevereiro 2014 .s 117º e 120º Art.Período de tributação 2013 203 .º 2 SIM Se o VPT definitivo do imóvel não estiver determinado até ao final do prazo estabelecido para a entrega da Mês de janeiro do ano seguinte àquele em que o VPT se tornou definitivo 3 Art.º do CIRC. 22 DE SUBSTITUIÇÃO Vários são os motivos justificativos da substituição de uma modelo 22 de IRC previamente enviada.1 (TIPO DE DECLARAÇÃO) contempla seis possibilidades de preenchimento. 122º. NÃO 5 Art.º 3 superveniente.º 9 do artigo 51.F.º 1 Descrição Primeira declaração do período Quando resultar imposto liquidado superior anterior ou prejuízo fiscal menor Quando resultar imposto liquidado inferior ao anterior ou prejuízo fiscal maior ao Prazo de entrega Por regra: até último dia do mês de maio. Todas as declarações modelo 22 de substituição que não reúnam os requisitos previstos no artigo 122.

TABELA DAS CDT E TAXAS. Portaria n.Período de tributação 2013 204 . LISTA PAÍSES “OFFSHORES” E COEF. ATI’S.10. ACORDOS sobre troca de informações em matéria fisc al (ATI’s). territórios e regiões com regimes de tributação privilegiada claramente mais favoráveis. ATUALIZAÇÃO DA MOEDA Tabela das CONVENÇÕES celebradas por Portugal e taxas aplicáveis. Portaria n.º 376/2013 de 30/12 – Coeficientes de desvalorização da moeda a aplicar aos bens e direitos alienados durante o ano de 2013. ANEXOS . Versão fevereiro 2014 .º 292/2011 de 8 de Novembro. que alterou a anterior Portaria 150/2004 de 13/2 e aprovou a lista dos países.