PROCESSOS DE CONFORMAÇÃO

CONCEITOS DE CONFORMAÇÃO
Prof. Dr. Iris Bento da Silva ibs s!."s#.br
1 EESCUSP

PLANO DE AULA • CONCEITOS • CURVAS DE ENCRUAMENTO • CURVA TENSÃO – DEFORMAÇÃO • DEFORMAÇÃO LOGARÍTIMICA (REAL) • DEFORMAÇÃO DE ENGENHARIA (CONVENCIONAL) • SOMATÓRIA DAS DEFORMAÇÕES • VOLUME CONSTANTE • FATORES DETERMINANTES DAS PROPRIEDADES DOS MATERIAIS

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EESCUSP

Conceitos de Conformação Plástica
• Modifi!a$%o da for&a'di&ens(es de "& !or#o &et)li!o • #ela a$%o de tens(es &e!*ni!as • se& +"e ,a-a re&o$%o de &aterial • Cer!a de ./0 dos #rod"tos &an"fat"rados sofre& "&a o" &ais o#era$(es de !onfor&a$%o #l)sti!a

• Par*&etros de #ro!essa&ento1
• &aterial de #artida • interfa!e • ferra&enta2#e$a • velo!idade • te&#erat"ra • e+"i#a&entos • ferra&entas • a&biente
3

• 3"alidade dos #rod"tos1
• di&ens%o • for&a • #ro#riedades &e!*ni!as • !ondi$(es s"#erfi!iais
EESCUSP

C. Atenas MEC4NICOS 5ENS9ES ME5A67R8ICOS 5EMPERA5URAS 4 EESCUSP . cerca de 500 a..Conceitos de conformação plástica mec σ met T MEC4NICOS ME5A67R8ICOS Vaso grego com cena de forjadores.

e& T 5EMPERA5<t f"s%o &etal=r.ia do #> ME5A67R8ICOS 5EMPERA5URAS 5 EESCUSP .Conceitos de conformação plástica SO6IDIFICAÇÃO SIN5ERI?AÇÃO T 5EMPERA5: t f"s%o f"ndi$%o solda.

Conceitos de conformação plástica CONFORMAÇÃO P6@S5ICA DOS MA5ERIAIS LAMINAÇÃO USINA8EM TREFILAÇÃO ESTAMPAGEM σ SEM !ava!o 5ENSÃO< t r"#t"ra la&ina$%o for-a&ento EXTRUSÃO FORJAMENTO σ COM !ava!o 5ENSÃO : t r"#t"ra tornea&ento f"ra$%o MEC4NICOS 6 5ENS9ES EESCUSP .

Idade do bronze (3300 a. MEF. • As armas de bronze devido seu encruamento a frio ainda se sobrepunham em relação as armas com ferro. Início do século XX: Prensas mecânicas e de fuso. Metade do século XX: Consolidação de novas tecnologias: forjamento a quente e a frio.C.C.): mais resistente e barato que bronze • – – – Leonardo da Vinci: Laminador primitivo de 1480 d. Tecnologias analíticas.C. Tecnologias empíricas. e cadeiras de laminadores. Início do século XXI: Otimização dos recursos da fabricação na busca de se agregar valores. O ferro era portanto macio quando comparado com o bronze encruado Com o surgimento do aço e sua temperabilidade o ferro ganhou supremacia em relação ao bronze – Idade do ferro (1200 a.Evolução histórica – – 8000 – 4000 a. 7 EESCUSP .C.): aumento da resistência obtida por encruamento. • 1808: Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema (Frederico Luiz Guilherme Varnhagen e Carlos Gustavo Hedberg) – – – – – Século XIX: Desenvolvimento dos martelos à vapor. (oriente médio): primeiras tentativas (Cu e Au). novos materiais. 1591: Extração e forja de minério de ferro em Iperó/SP por Afonso Sardinha Século XVIII: Forjas e laminadores primitivos (mecanizados). Fim do século XX: Forjamento a morno. Tecnologias de análises numéricas.

deveria ser su-metido a uma matriz cilíndrica e comprimida por um mandril . chum-o ou outro metal.Evolução histórica 3s primeiros for#adores • Explorações arqueológicas no Egito comprovam utilização do ferro utilizados como utensílios há 5000 anos !a "hina #ulga$ se a utilização do aço remonta %550 a " •&'(' ) *egistrou$se a &+ patente do processo de conformação de metal não ferroso./oseph 0ramah1 2 8 EESCUSP .

Evolução histórica 456"7!3 89eus das for#as: $ &'(. ) 3 artista 9 9iego 4elaszques. num processo de for#amento $ <in=rios de ferro foram usados em vez de pedras nas fogueiras dos -anquetes 2 EESCUSP 9 . retratou 456"7!3.

Evolução histórica “Mudanças” no tempo? IDADE DA PEDRA IDADE DO BRONZE IDADE DO FERRO IDADE MÉDIA IDADE MODERNA IDADE DA INFORMÁTICA 10 EESCUSP .2.

CONFORMAÇÃO 11 EESCUSP .

Normal Compressão Tração Cisalhamento 12 EESCUSP .

PROCESSOS DE CONFORMAÇÃO 6a&ina$%o 5refila$%o 13 EESCUSP .

PROCESSOS DE CONFORMAÇÃO EAtr"s%o For-a&ento 14 EESCUSP .

e& B#rof"ndaC Calandra.e& Corte 15 EESCUSP .PROCESSOS DE CONFORMAÇÃO Esta&#a.

16 EESCUSP .PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS AÇOS ESTRUTURAIS DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMACÃO Uma barra metálica submetida a um esforço crescente de tração sofre uma deformação progressiva de extensão.

PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS AÇOS ESTRUTURAIS DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMACÃO A relação entre a tensão aplicada (σ = F/área) e a deformação linear específica (ε = ∆l /l ) de alguns aços estruturais pode ser vista no diagramas tensão-deformação 17 EESCUSP .

a estrutura interna do aço se rearranja e o material passa pelo encruamento. segue a lei de Hooke e a deformação linear específica é proporcional ao esforço aplicado. • Após o escoamento. em que se verifica novamente a variação de tensão com a deformação específica. na qual ocorrem deformações crescentes sem variação de tensão (patamar de escoamento). • A proporcionalidade pode ser observada no trecho retilíneo do diagrama tensãodeformação e a constante de proporcionalidade é denominada módulo de deformação longitudinal ou módulo de elasticidade. • O valor constante dessa tensão é a mais importante característica dos aços estruturais e é denominada resistência ao escoamento. 18 EESCUSP . tem lugar a fase plástica. porém de forma não-linear. isto é. o material trabalha no regime elástico-linear. • Ultrapassado o limite de proporcionalidade (fp).Diagrama tensão-deformação em escala real • Até certo nível de tensão aplicada.

pela área da seção transversal inicial do corpo de prova. 19 EESCUSP . •Embora a tensão verdadeira deva ser calculada considerando-se a área real. a tensão tal como foi definida anteriormente é mais importante para o engenheiro. obtém-se um diagrama tensão-deformação similar ao do ensaio de tração. • Em um ensaio de compressão. sem a ocorrência de flambagem. • A resistência à ruptura do material é calculado dividindo-se a carga máxima que ele suporta. • Observa-se que fu é calculado em relação à área inicial. apesar de o material sofrer uma redução de área quando solicitada à tração.Diagrama tensão-deformação em escala real • O valor máximo da tensão antes da ruptura é denominada resistência à ruptura do material. pois os projetos são feitos com base nas dimensões iniciais. antes da ruptura.

em escala deformada 20 EESCUSP .Diagrama tensão-deformação dos aços estruturais.

M).Conceitos de Conformação Plástica • Curva tensão-deformação – O comportamento da tensão de escoamento refere-se aos efeitos da temperatura. na tensão necessária para causar deformação plástica – A tensão de escoamento caracteriza • o comportamento dinâmico tensão-deformação do material σ σf = f (ε. e do comportamento de encruamento. taxa de deformação. T.. ∆. dε/dt. onde: σ σf é a tensão de escoamento ε ε é o nível de deformação local – dε/dt é a taxa de deformação local ∆ ∆ é a geometria da zona de deformação – T é a temperatura local – M é a microestrutura em termos de fases » tamanho de grão » discordâncias. 21 EESCUSP ..

DEFORMAÇÃO REAL E DE ENGENHARIA ϕ = ∑ ∆ l / li = i = l0 lf ∫ lf l0 dl / l = ln(l f / l 0 ) ε = (l1 − l0 ) / l0 = l1 / l0 −1 ϕ = ln(ε +1) 22 EESCUSP .

DEFORMAÇÃO CONVENCIONAL OU DE ENGENHARIA ε = ( A0 − Af ) / A0 ε1 + ε 2 ≠ ε DEFORMAÇÃO REAL OU LOGARÍTIMICA ϕ = ln( A0 / Af ) ϕ1 + ϕ2 = ϕ 23 EESCUSP .

c0 a0.c V = a0.b0.b0.c0 = a.b.b.c0 / a.VOLUME CONSTANTE V = a.c a0.b0.c = 1 ln(a0 / a) + ln(b0 / b) + ln(c0 / c) = 0 ϕa + ϕb + ϕc = 0 24 EESCUSP .b.

@1AB ? "rA%0 ? !iA%0 25 EESCUSP .<n$0.Fatores Determinantes das Propriedades do Material • Composição química (estrutura granular) – Influência na estrutura cristalina – Influência na estrutura granular – Ferrita Perlita Cementita • Excesso de C cementita aumento da dureza "eq > " ? .

Fatores Determinantes das Propriedades do Material • Estrutura cristalina – CCC cúbico de corpo centrado – CFC – HC cúbico de face centrada hexagonal compacto Fe Alfa Fe Gama 26 EESCUSP .

Conceitos de Conformação Plástica • Conformação – a quente (acima da temperatura de recristalização) – a morno (próximo da temperatura de recristalização) – a frio (temperatura ambiente. abaixo da temperatura de recristalização) quente morno frio 27 EESCUSP .

anta1osas do tra"a&2o a fr#o e a %uente • • • • • • T 5 Trecr#st 5rabal.o a frio T 3 Trecr#st e%uenas deformações +re&at#.o a +"ente T 4 Trecr#st • • • • • • grandes deformações recu eraç!o dos gr!os "a#$a %ua&#dade d#mens#ona& e su erf#c#a& norma&mente em regado ara 'des"aste( eças grandes e de formas com &e$as contraç!o t)rm#ca* cresc#mento de gr!os* o$#daç!o 5rabal.Conceitos de Conformação Plástica CARAC5ERDS5ICAS DOS PROCESSOS EM FUNÇÃO DA 5EMPERA5URA DE 5RABA6EO 5rabal.amenteencruamento e&e.ada %ua&#dade d#mens#ona& e su erf#c#a& norma&mente em regado ara 'aca"amento( recu eraç!o e&.st#ca e%u# amentos e ferramentas ma#s r/g#dos 28 EESCUSP .o a &orno • re0ne as caracter/st#cas .

Fatores Determinantes das Propriedades do Material • Estrutura granular – Ferrita Perlita Cementita – Excesso de C cementita aumento da dureza Ferrita Perlita + Ferrita Cementita + Perlita 29 EESCUSP .

Fatores Determinantes das Propriedades do Material • Processo de fabricação – Forno Panela Lingoteira – Injeção de ar evitar desoxidação – Efervecescentes • Pouca desoxidação na panela bom para acabamento superficial – Acalmados • Grandes deformações • Acabamento superficial – Indica-se efervescentes Inclusões – Ponto de concentração de tensão • 30 EESCUSP .